Categoria Estudos Bíblicos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é o Significado Esotérico da Arca da Aliança?

Resposta: Nos primeiros capítulos da Bíblia, lemos sobre a “Queda do Homem” no Éden, quando o ser humano tomou para si a força sexual criadora, utilizou-a de forma ignorante e, assim, pecou contra as Leis da Natureza. A propagação é uma faculdade do Corpo Vital — que é a sombra do Espírito de Vida, o segundo aspecto do Tríplice Espírito do ser humano.

Os Querubins são descritos como tendo sido postos de guarda, com uma espada flamejante, quando o ser humano foi expulso do Éden, para que não comesse da Árvore da Vida e se tornasse imortal; pois eles constituem a grande Hierarquia Criadora que regia a Terra durante o Período Solar, Período em que ganhamos o germe do Corpo Vital e foi nos despertado o Espírito de Vida.

Então teve início a longa peregrinação pelo deserto da matéria, e a Arca da Aliança era o símbolo do ser humano nesta fase migratória de sua existência. Durante a peregrinação pelo deserto, as varas utilizadas para transportar a Arca permaneciam sempre em seus lugares, indicando que ela não possuía morada permanente; contudo, ao chegar ao Templo construído sem o som de martelos — o Templo de Salomão —, sua peregrinação chegou ao fim, e as varas foram removidas.

Em sua natureza como símbolo do ser humano, a Arca continha a Tábua das Leis, dado para ensinar ao ser humano a conduta correta. Havia nela a Vara de Aarão que floresceu — um cetro de poder que simbolizava a força espiritual latente em todo ser humano. A lança de Parsifal era como se fosse uma réplica da Vara de Aarão que fora instrumento de dano nas mãos de Klingsor, o Mago Negro, e, também, nas mãos do soldado romano; contudo, o puro e espiritual Parsifal[1] a utilizou para curar as feridas de Amfortas. A Vara de Aarão fora usada entre os egípcios para causar aflição e sofrimento, sendo então ocultada no interior da Arca — simbolizando o fato de que o ser humano, em certo momento, possuíra e utilizara indevidamente o poder espiritual que agora se encontrava oculto em seu interior.

Havia o Pote de Ouro do Maná. Esse não era um alimento para o Corpo, como se explica de forma materialista. A palavra “maná” é quase universal. No sânscrito, temos “manas”, o pensador. No alemão, no inglês, nas línguas escandinavas e em muitas outras, temos a mesma palavra “man” para designar o pensador. A colocação do Pote de Ouro do Maná dentro da Arca comemora o momento em que o Ego penetrou na forma que havia construído e tornou-se um Espírito individual residente em seu interior.

Essa foi a “Queda” nas condições materiais, que tornou necessária a geração de Corpos Densos. Quando o ser humano arrogou para si o poder de gerar a qualquer momento, foi exilado da Região Etérica, para que não se apoderasse do segredo de vitalizar os Corpos imperfeitos que gera e tornasse a evolução impossível.

Como afirmado na primeira parte de nossa resposta, os Querubins foram os autores de nossas forças vitais; portanto, devem guardá-las até que o ser humano esteja apto a exercer o próprio controle sobre elas. Por isso, diz-se que foram colocados no Jardim do Éden portando uma espada flamejante; e é de suma importância notar que, nas portas do Templo de Salomão, havia Querubins que não traziam mais a espada flamejante nas mãos, mas sim uma flor aberta. A flor é o órgão gerador da planta — realizando o ato da geração de maneira pura e isenta de paixão — e, quando o ser humano aprender a tornar-se puro e livre de paixões, de modo que toda e qualquer forma seja concebida imaculadamente, ele poderá entrar no Templo de Deus assim como a Arca entrou no Templo de Salomão. Poderá ali permanecer — fato simbolizado pela remoção das varas de transporte — e conforme profetizado no Apocalipse, onde o Espírito declarou: “Ao que vencer, fá-lo-ei coluna no templo do meu Deus, e dele jamais sairá[2].

(Pergunta nº 88 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. Estreou no mês de julho de 1882. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII). Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII). Foi sua última ópera completa. Wagner descreveu Parsifal não como uma ópera, mas como um Festival para a Consagração do Palco. A grafia de Parsifal feita por Wagner em vez do Parzival que ele usou até 1877 é informada por uma etimologia errônea do nome Percival derivando-a de uma origem supostamente persa, FalParsi significando “tolo puro”. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.

Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.

[2] N.T. Apo 3:12

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: No Apocalipse, S. João diz: “Não haverá mais mar”. O que isso significa?

Resposta: Significa exatamente o que é dito, pois a Terra está passando por inúmeros estágios evolutivos que proporcionam as condições necessárias para o nosso desenvolvimento. Houve a era de escuridão, durante a qual o material do nosso Planeta se aglutinou em um estado de fermentação e germinação que gerava calor; assim, em certo momento, quando foi proferido o decreto criador: “Faça-se a luz”, essa matéria se transformou em uma nebulosa ígnea e luminosa, girando em torno do seu eixo e aquecendo a atmosfera circundante, a qual, por sua vez, era resfriava pelo contato com o espaço exterior. Desse modo, foi gerada a umidade, que precipitou sobre o Planeta incandescente, fazendo com que se desprendesse um vapor – uma neblina ígnea.

Durante éons, esse processo de evaporação e condensação continuou até que a Terra formou uma crosta sólida e se tornou o que conhecemos como terra firme, de onde subia uma névoa – fato também mencionado na Bíblia. Esse vapor se resfriou e se condensou, precipitando sobre a Terra como um dilúvio que, por fim, limpou a atmosfera e estabeleceu as condições atmosféricas prevalecentes até hoje. No passado, possuíamos Corpos adaptados para viver nos variados ambientes da Terra e, atualmente, nossos veículos físicos são compostos em grande parte por água, assim como são os Corpos Densos dos animais e das plantas. No entanto, a Bíblia diz que “a carne e o sangue” não podem herdar o Reino de Deus. Somos informados que deixaremos o Corpo Denso e seremos arrebatados nos ares; além disso, como você mencionou: “não haverá mais mar“. Assim, as condições gerais nos sãos apresentadas, e há muitos indícios de que, embora essas mudanças estejam ocorrendo lentamente, elas certamente virão. Os cientistas começam agora a reconhecer o fato de que a Terra está perdendo umidade. Lemos num artigo publicado na revista “Literary Digest”: “Muitas autoridades reconhecem o fato de que a Terra está perdendo lentamente sua umidade. Segundo C. F. von Hermann[1], em artigo publicado na Revista Science (New York), a maneira como isso ocorre é parcialmente explicada pela ação de descargas elétricas que decompõe o vapor. Um dos gases componentes, o hidrogênio, é muito leve e sobe até as camadas superiores da atmosfera terrestre, de onde acaba sendo expelido. A longo prazo, essa perda de hidrogênio resulta em perda de água. A decomposição da umidade terrestre, com sua consequente perda definitiva, também é provocada por outros agentes, notadamente o efeito dos raios luminosos da faixa superior do espectro. Von Hermann cita o Dr. Karl Stoeckel, autor que escreveu para a publicação na Revista Umschau, afirmando: ‘Acredita-se que os raios ultravioleta da luz solar, ao incidirem sobre o vapor d’água suspenso nas camadas inferiores da atmosfera terrestre, decompõem uma pequena parte dele, produzindo hidrogênio, que ascende a grandes altitudes’.”

Sobre isso, o Sr. von Hermann comenta o seguinte: “Creio que não se havia apontado antes que a superfície da Terra deve estar perdendo hidrogênio continuamente devido à decomposição do vapor de água causada por cada descarga de raio. Pickering e outros identificaram as linhas de hidrogênio no espectro dos raios, e as principais obras de meteorologia mencionam o fato de que as descargas elétricas decompõem certa quantidade de água… O hidrogênio formado por cada raio sobe rapidamente para a alta atmosfera e perde-se para o espaço. Considerando a frequência de tempestades durante o verão em ambos os hemisférios — e a ocorrência constante delas nas regiões equatoriais —, essa perda de hidrogênio não pode ser considerada insignificante. Enquanto as condições na Terra permitirem a ocorrência de tempestades, o lento processo de dessecação do planeta deverá continuar.”

Assim, os ensinamentos da Bíblia são confirmados em todos os pontos essenciais à medida que a ciência avança. Os fatos descobertos demonstram a precisão com que o passado e o presente foram descritos. Isso nos dá motivos para crer que os acontecimentos futuros também estarão em harmonia com as verdades ensinadas na Bíblia.

(Pergunta nº 80 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: “Is the Earth Drying Up?” (A Terra está secando?) — Este segmento de divulgação científica resumiu explicitamente o artigo de von Hermann publicado na *Science* para explicar como o gás hidrogênio escapa para as camadas superiores da atmosfera. (November 22, 1913 – Volume: Vol. 47, No. 21) – Charles F. von Herrmann (c. 1897-1905): inicialmente meteorologista na Estação Experimental Agrícola estadual, von Herrmann tornou-se diretor do Serviço de Clima e Culturas do *Weather Bureau* (Serviço Meteorológico) na Carolina do Norte, compilando registros de observação e resumos mensais de toda a região do Atlântico Sul.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Relação entre a Água e as Emoções

Há passagens na Bíblia, especialmente nos Evangelhos, em que se observarmos mais atentamente veremos algo muito mais transcendente do que Cristo Jesus produzindo uma de suas maravilhas.

Aqui seguem dois exemplos bem contundentes:

No Evangelho Segundo S. Mateus 8:23-27 estudemos o seguinte trecho:

“Então, entrando Ele no barco seus Discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto Cristo Jesus dormia. Mas os Discípulos vieram acordá-Lo clamando: ‘Salva-nos, pereceremos’. Acudiu-lhes então Cristo Jesus: ‘Por que sois tímidos, homens de pequena fé?’. E levantando-se repreendeu os ventos e o mar e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens dizendo: ‘Quem é Este que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”

E no mesmo Evangelho (14:22-33), estudemos esse trecho:

“Logo a seguir compeliu Jesus os Discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto Ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde lá estava Ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os Discípulos ao verem-no andando por sobre as águas ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma. E tomados de medo gritaram, mas Cristo Jesus imediatamente lhes falou: ‘Tende bom ânimo. Sou eu. Não temais’. Respondendo-lhe Pedro disse: ‘Se és tu Senhor, manda-me ir ter contigo por sobre as águas’. E Ele disse: ‘Vem’. E Pedro descendo do barco andou sobre as águas e foi ter com Cristo Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo e começando a submergir, gritou: ‘Salva-me Senhor’. E, prontamente Cristo Jesus estendendo a mão tomou-o e lhe disse: ‘Homem de pequena fé, porque duvidastes?’. Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram dizendo: ‘Verdadeiramente és Filho de Deus’”.

Aqui Cristo Jesus não estava literalmente dominando os elementos próprios do Mundo Físico, tais como a tempestade, os ventos e as ondas fortíssimas. Na realidade, estas passagens do Novo Testamento relatam experiências ocorridas em outra dimensão. Na literatura Rosacruz a água simboliza as emoções e o Mundo do Desejo.

À natureza da água lembra muito o Mundo do Desejo, cuja substância se encontra em constante movimento. Aprendemos na Filosofia Rosacruz que a permanência no Mundo do Desejo requer muito equilíbrio e discernimento do Estudante Rosacruz. Quando faltam essas qualidades ocorre justamente o pânico que sobressaltou S. Pedro no capítulo 14, nos versículos 22-33 do Evangelho acima.

S. Pedro deixou o barco (simbolizando o Corpo Denso) e se aventurou-se no Mundo do Desejo, logicamente, utilizando seu Corpo de Desejos. Porém, ainda não conseguia se manter-se equilibrado e com o nível de discernimento necessário para lá permanecer sereno, tendo assim que receber a ajuda de Cristo. “Caminhar sobre as águas” é dominar os elementos do Mundo do Desejo.

Pois, também aprendemos na Filosofia Rosacruz que a lei que rege a matéria da Região Química do Mundo Físico é a inércia, a tendência a permanecer em status quo. É necessária certa soma de energia para vencer essa inércia, para fazer com que um material qualquer, por exemplo um corpo, em repouso se mova ou para deter um que esteja em movimento. Tal coisa não acontece com a matéria componente do Mundo do Desejo. Em si própria é quase vivente, está em movimento incessante, fluídico. Pode tomar formas inimagináveis com inconcebível facilidade e rapidez brilhando ao mesmo tempo com milhares de cores coruscantes sem termos de comparação com qualquer coisa que conhecemos neste estado físico de consciência. Desta ligeira descrição pode-se deduzir quão difícil será para o neófito que acaba de abrir os olhos internos, encontrar o equilíbrio no Mundo do Desejo. É um manancial de toda espécie de perturbações e perplexidades.

Outro importante ensinamento que aprendemos na Filosofia Rosacruz é que a característica principal dos Globos lunares, quando vivíamos no Período Lunar, pode ser descrita como ‘umidade’. Os Cientistas ocultistas chamam “água” aos Globos do Período Lunar e descrevem sua atmosfera como se fosse névoa ígnea.

Também aprendemos que cada dia da semana corresponde a um dos Períodos e é regido por um Astro em particular. À segunda-feira corresponde ao Período Lunar e é regida pela Lua que exerce decisiva influência sobre as águas, os fluídos, as marés e afins.

Por outro lado, o domínio das emoções representa uma transição de um estado de consciência para outro. Por exemplo, os israelitas para entrar na Terra Prometida, primeiro tiveram de atravessar o Mar Vermelho e depois o Rio Jordão.

Cruzar as águas é uma vitória sobre as emoções, sobre si próprio. Se você supera alguma dificuldade, “você cruzou o Jordão”.

Outro exemplo nesse sentido é a Arca de Noé que, esotericamente interpretada, representa um estado de consciência mais elevado, uma vitória sobre a comoção e insegurança causadas por grandes transformações. O dilúvio é uma alegoria do desaparecimento da Atlântida. Os sobreviventes simbolizam um tipo superior de Humanidade, capaz de responder positivamente às necessidades evolutivas da Época Ária.

Aprendemos que as Épocas contêm em si mesmas espirais evolutivas menores, que são as Eras. As Eras são algumas dessas espirais. O ser humano da Era de Peixes é emotivo por excelência. Eis porque esta Era está intimamente ligada ao elemento Água: o batismo com água nas Igrejas cristãs, a água benta, a emotividade que envolve a devoção.

Na próxima Era — que é a Era de Aquário — essas características serão modificadas. O ser humano aquariano será mais racional. A atmosfera mais seca e elétrica que predominará ensejará o fortalecimento da atividade intelectual. A representação astrológica de Aquário consiste em “um homem”, o aguador, despejando a água do seu cântaro.

Num futuro mais distante ainda, às emoções serão totalmente sublimadas e amalgamadas à constituição espiritual do ser humano. Isso foi anunciado no Capítulo 21 do Livro do Apocalipse: “Vi novo Céu e nova Terra, pois o primeiro Céu e a primeira Terra passaram e o mar já não existe”. Temos, portanto, uma árdua tarefa pela frente!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/abril – 1988 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Existe algum lugar, seja no Antigo ou no Novo Testamento da Bíblia, onde se tenha dito aos seres humanos, para se casarem e depois viverem como irmão e irmã, em qualquer momento ou sob qualquer condição? E, se isto não está na Bíblia, por que vocês ensinam isso?

Resposta: Os Semitas Originais constituíam a quinta das Raças Atlantes. Eles emergiram da Atlântida submersa, conforme narrado de diversas formas nas histórias de Noé e Moisés. Destinaram-se a uma Terra Prometida – não a pequena e insignificante Palestina, mas a Terra inteira, como está constituída atualmente. Essa Terra lhes foi prometida porque o Planeta passava pelas transformações habituais quando uma nova Raça está prestes a assumir o seu domínio. Dilúvios haviam destruído a civilização atlante e, nas vastidões de Gobi, na Ásia Central, vagava o núcleo das atuais Raças arianas (da Época Ária).

Na época em que tal núcleo estava destinado a se tornar uma Raça que povoaria o mundo, a procriação dos filhos era, naturalmente, uma consideração primordial. Por isso, via-se como dever de todos gerar um grande número de filhos e ser extremamente fecundos. Mas, não estamos vivendo mais nesses tempos; o mundo está bem povoado, e os Egos que reencarnam aqui são atendidos sem a necessidade de esforços especiais de procriação. Nunca defendemos o celibato geral, nem que as pessoas devessem se casar e depois viver como irmãos; mas ensinamos que as pessoas casadas devem, de acordo com as circunstâncias, ajudar a perpetuar a Raça humana. Isto é, se marido e esposa estiverem fisicamente, moral e mentalmente aptos, e se possuírem um lar onde um Ego em processo de renascimento aqui possa obter a oportunidade de renascer e adquirir experiência, eles devem se oferecer como um sacrifício vivo no altar da Humanidade e doar a substância de seus Corpos para fornecer um veículo a esse Ego, convidando-o para o lar deles, como convidariam um hóspede querido, gratos por poderem fazer por ele o que outros lhes fizeram. Contudo, uma vez realizado o ato de concepção, devem se abster de novas relações sexuais, até que se sintam novamente aptos a gerar o corpo para outra criança. Esse é o ensinamento dos Rosacruzes sobre a relação ideal entre marido e esposa. Eles sustentam que a função sexual criadora não deve ser utilizada para fins sensuais, mas sim para a perpetuação da Raça humana, para a qual foi naturalmente destinada. Essa é uma condição ideal e pode estar além do alcance da maioria das pessoas no momento atual – tal como a recomendação de amar os nossos inimigos –, mas, se não tivermos ideais elevados, não faremos progresso algum.

(Pergunta nº 21 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Em que versículo Bíblico é especificamente mencionado que o ato de comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal se referia ao ato sexual?

Resposta: Realmente, a Bíblia não nos diz literalmente que o “fato de comer da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal se refere ao ato gerador”.

Citamos abaixo, da Conferência nº 14 do livro Cristianismo Rosacruz – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz: “Que a Árvore do Conhecimento é uma expressão simbólica da função geradora, torna-se evidente quando recordamos quão limitada era a consciência humana naquela época, quando ocorreu o que conhecemos como a ‘Queda do Homem’”[1].

Nós não conhecíamos ou não nos dávamos conta de nada fora de nós mesmos; nossos olhos ainda não haviam sido abertos; nossa consciência era interna, como a consciência pictórica dos nossos sonhos, exceto em que não era confusa. Mas, nós nos achávamos tão alheios ao Mundo e aos seres externos, como em nossos dias estamos dos Mundos espirituais, salvo nas ocasiões em que éramos conduzidos aos templos e posto em íntimo contato sexual com outro ser humano, do sexo oposto ao que estávamos encarnados no momento. Então, por um momento, nós, o Ego (o que realmente somos), rompíamos o véu da carne e “homem e mulher se conheciam um ao outro em Corpo Denso”.

“Para o Iniciado, a Bíblia registra isso de maneira maravilhosamente iluminadora quando usa a mesma expressão em muitas passagens, tais como: “Adão conheceu sua mulher” (Gn4:1), e na pergunta de Maria: “Como poderei conceber, visto que não conheço homem?” (Lc 1:34).

As dores do parto são, pela lógica, mais uma penalidade pela violação de uma regra de relação sexual do que um castigo por se haver comido uma maçã.”

 (Publicado na Revista Serviço Rosacruz fevereiro/1976 – Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R. Lúcifer: Tentador ou Benfeitor

Ao olharmos o mundo ao nosso redor, constatamos que não há fato mais evidente do que aquele expresso pelo poeta hebreu: “Poucos são os dias do homem, e plenos de desgraça”. E perguntamo-nos, naturalmente: “Por que deve ser assim?”

O teólogo afirma que Deus decretou que sofrêssemos porque nossos primeiros pais pecaram ao serem tentados pelo diabo. E procura justificar Deus nesta frase burlesca: “Na queda de Adão, todos pecamos.” Mas por que o comer-se uma maçã, como causa, deve merecer o castigo do parto doloroso como efeito? Isto tem sido sempre um enigma difícil para os comentaristas da Bíblia. E como poderia um Deus sábio e amoroso decretar tanta miséria sobre toda a raça humana só pela tão irrelevante falta de um casal? Isto é tão difícil de entender que justifica até certo ponto a Robert Ingersoll quando exclamou: “Um Deus honesto é a obra mais nobre do homem!”

Semelhante anomalia nasce naturalmente da falta de conhecimentos ocultos e da consequente interpretação materialista dessa mina de informação esotérica que é a Bíblia.

Para conseguirmos um esclarecimento verdadeiro no que tange à dor e à tristeza, devemos, de início, basear-nos na informação puramente oculta, procurando ver então que luz lança a Bíblia sobre a mesma.

Recordemos que quatro grandes Épocas ou Idades precederam a nossa presente Época Ária: a Polar, a Hiperbórea, a Lemúrica e a Atlante.

Na Época Polar, o ser humano dispunha apenas de um Corpo Denso precariamente organizado. Daí que estivesse inconsciente e imóvel como os minerais que agora são assim constituídos. Na Época Hiperbórea, seu Corpo Denso foi envolvido por um Corpo Vital, ficando o Espírito “flutuando” fora. Os efeitos de tal natureza podem ser constatados pelo exame dos vegetais que, no presente, são analogamente constituídos.

Neles, podemos ver a repetição permanente, a formação de talos e folhas em sucessão alternada que prolongar-se-iam infinitamente caso não houvesse outra influência. Mas, como a planta não tem um Corpo de Desejos separado, o Corpo de Desejos da Terra, o Mundo do Desejo, endurece o vegetal e impede em determinado ponto o seu excessivo crescimento para cima. A força criadora, impedida de expressar-se no fazer a planta crescer mais ainda, busca outra saída: forma as flores nessa planta e encaixa-se na semente, de forma que possa crescer de novo em outra planta.

Na Época Hiperbórea, em que o ser humano se encontrava em condições idênticas, seu Corpo Vital fazia-o crescer a gigantescos tamanhos. Agindo sobre ele, o Mundo do Desejo levava-o a expelir sementes parecidas com esporos, das quais outro Ego humano apoderava-se ou eram utilizados pelos Espíritos da Natureza na construção de corpos para os animais que começavam a emergir do Caos (a onda de vida mais avançada começa primeiro, no início de um período, e retorna por último ao Caos: as ondas de vida que se seguem – animal, vegetal e mineral – começam mais tarde e retornam mais cedo).

Portanto, na Época Hiperbórea, quando o ser humano era constituído identicamente aos vegetais, seu Corpo Vital formou vértebra sobre vértebra e teria continuado a formá-las caso um Corpo de Desejos individual não houvesse sido dado na Época Lemúrica. Este corpo começou a endurecer a estrutura e a restringir a tendência a um maior crescimento. Como resultado, o crânio, a flor que se encontra na ponta do caule (da coluna vertebral), estava incipientemente formado.

Contrariada em seus esforços para construir uma forma maior, tornou-se necessária à força criadora no Corpo Vital buscar uma nova saída pela qual pudesse continuar a crescer em outro ser humano. O ser humano então tornou-se hermafrodita, capaz de gerar sozinho um novo corpo.

A planta não tem Corpo de Desejos individual, daí não sentir paixão. Apenas estende seu órgão criador – a flor – casta e inocentemente em direção ao Sol, uma das coisas mais belas e encantadoras que existem.

No ser humano, o Corpo de Desejos individual deve necessariamente produzir a paixão e o desejo, a menos que seja subjugado de algum modo. Por conseguinte, o ser humano, tanto figurada quanto literalmente, é o inverso da casta planta, pois é apaixonado, tem órgãos criadores voltados para a Terra e deles se envergonha. A planta toma seu alimento por baixo, pela raiz; o ser humano se alimenta por cima, pela cabeça. O ser humano inala o vivificante oxigênio e exala o deletério dióxido de carbono. Este é absorvido pela planta que lhe extrai o veneno e devolve ao ser humano o princípio vitalizante.

Com a finalidade de controlar a paixão e prevenir o abuso da função criadora, diversas medidas foram tomadas pelos Líderes encarregados da Evolução.

Esta criatura semianimal de meados da Época Lemúrica, embora horrenda em seu aspecto, era, no entanto, um diamante bruto, destinada a tornar-se mais tarde o instrumento perfeito e o formoso templo de um Espírito interno. Para isto, era preciso um mecanismo de controle, um cérebro, e um segundo sistema nervoso, capazes ambos de serem comandados pela Vontade, que era a força do morador em perspectiva, o Ego.

O total da força criadora podia ter sido usado com esse propósito, mas, como o uso de qualquer ferramenta causa o seu desgaste, um plano para substituir o instrumento gasto quando abandonado pelo Espírito, na morte, foi também idealizado, e assim a força criadora em cada ser humano foi dividida: metade continuou fluindo para cima, como antes, para construir um cérebro e uma laringe, através dos quais o Espírito pode controlar seus instrumentos e expressar-se em pensamentos e palavras; e a outra metade foi impelida para baixo, aos órgãos criadores, para reprodução.

Este arranjo valeu mais para prevenir os abusos, já que tornou mais difícil a geração. Antes da separação dos sexos, cada um podia gerar sem ajuda. Depois da divisão, fez-se necessário a cada um procurar a cooperação de outrem que possuísse a metade oposta da força sexual necessária à reprodução.

A mudança de voz dos rapazes na puberdade mostra a relação que existe entre os órgãos criadores e a laringe. Uma vez que metade da força sexual constrói o cérebro, aquele que se super-excede no uso do sexo converte-se em idiota. Por outro lado, o pensador profundo, particularmente o espiritualista, sente pouca ou nenhuma inclinação para o coito, já que emprega a maior parte de sua energia criadora no cérebro.

Apenas os Anjos trabalharam com o ser humano na Época Hiperbórea, quando este dispunha somente do Corpo Denso e do Corpo Vital, mas, na Época Lemúrica, quando o Corpo de Desejos lhe foi acrescentado, os Arcanjos também começaram a participar do trabalho, ajudando o infante Espírito humano a controlar seus futuros veículos. Assim, pois, neutralizaram eles o Corpo de Desejos de tal modo que o mesmo só se tornava sexualmente ativo em determinadas Épocas do ano. Na última parte da Época Lemúrica e princípio da Época Atlante, o cérebro e o sistema cérebro-espinhal haviam evoluído o suficiente para permitir que o elo da Mente fosse estabelecido. Então, o Ego começou a penetrar aos poucos em seus Corpos, tornando-se assim um Espírito interno em meados da Época Atlante, plenamente consciente de seu ambiente externo. Antes que a entrada nos Corpos fosse completada – especialmente na última parte da Época Lemúrica – a consciência do ser humano estava voltada para dentro, sendo ele mais consciente dos Mundos espirituais. Nascimento e morte eram, portanto, inexistentes para, do mesmo modo que o brotar, secar e cair de uma folha não existe para a planta. Sua consciência permanecia continuamente nos Mundos internos quer tivesse ou não um Corpo, pois era inconsciente deste, embora utilizando-o por completo, à semelhança do que ocorre no uso de nosso estômago e pulmões, isto é, utilizamo-los inconscientemente.

Nas aludidas Épocas do ano, os Arcanjos suspendiam sua influência restritiva sobre os Corpos de Desejos. Então, os Anjos conduziam os seres humanos a grandes templos, onde o ato gerador era realizado nos momentos estelares mais propícios. As viagens de lua-de-mel de nossos dias são reminiscências atávicas daquelas migrações com propósitos geradores e mostram a relação que tinham com os corpos celestiais pela denominação “lua-de-mel”.

Quando a propagação havia sido efetuada, o Corpo de Desejos era novamente neutralizado. Em consequência, o parto era totalmente indolor, conforme se dá atualmente com os animais, que se encontram em idênticas condições.

Esse era um estado livre de cuidados, mas o ser humano era extremamente limitado em sua consciência, sendo guiado e controlado independentemente de sua vontade por agentes externos. Se tais condições houvessem prevalecido, o ser humano continuaria sendo um autômato guiado por Deus. Nunca poderia tornar-se uma Inteligência Criadora autoconsciente – conforme está destinado a ser – até que afastasse toda sujeição e atuasse em sua própria salvação.

Por conseguinte, exaltados Líderes de uma evolução mais avançada foram enviados para instruir o ser humano e despertá-lo para conhecer o Mundo externo ou material. Drásticas medidas impuseram-se, então, naturalmente, e por seguidas eras. Os meninos eram exercitados no desenvolvimento da Vontade, que era a contraparte espiritual de sua força criadora positiva. Faziam-nos carregar pesados fardos, ensinando-os a fortalecerem os braços pela vontade. Os rapazes eram obrigados a se enfrentarem em lutais brutais; seus membros eram estropiados; seus corpos eram queimados ou empalados, etc., num esforço para despertar o Ego à consciência do Corpo Denso e do mundo externo.

As mulheres eram conduzidas às imensas florestas em formação que vicejavam luxuriantes no solo úmido e quente. Eram expostas à fúria das tempestades e furacões que assolavam a Terra na Época Lemúrica e levadas a contemplar as erupções vulcânicas, o que produzia imagens ante sua visão interna. Faziam-nas presenciar também lutas ferozes entre os homens com o objetivo de despertar-lhes a Imaginação.

Imaginação é o polo espiritual negativo da força criadora, que reflete na consciência interna as cenas do mundo externo como se fossem sonhos. Deste modo, as mulheres foram as primeiras a dar-se conta da existência do Mundo Físico e do Corpo Denso, pelo que começaram a pregar o evangelho do corpo do ser humano, a quem falaram daquela obscura percepção inicial da existência física.

Em nossos dias, aqueles que começaram a sentir a alma e por isso tentam pregar o evangelho dos Mundos espirituais onde o Espírito vive, geralmente encontram a barreira da incredulidade e do ridículo, tal como aconteceu às mulheres lemúricas quando tentaram convencer seus contemporâneos de que tinham um Corpo Denso.

Entre as observações feitas por essas videntes, estava o fato de que, às vezes, o ser humano perdia o seu Corpo, o qual se desintegrava. Elas podiam continuar a vê-lo nos Mundos espirituais conforme o viam antes, mas como ele se havia ido da existência material, isso as deixava confusas.

Dos Anjos, nenhuma informação elas podiam obter, pois, ainda que estes atuassem sobre o Corpo Denso, não o faziam diretamente, mas usavam o Corpo Vital como transmissor, não se podendo fazer entender por um ser que raciocinasse cerebralmente. Os Anjos conseguiram o conhecimento sem precisar utilizar o raciocínio, pois externaram todo o seu amor em seu trabalho, recebendo em troca torrentes de sabedoria cósmica. O ser humano também cria pelo amor, embora seu amor seja egoísta. Ele ama porque deseja. A cooperação na propagação é um exemplo, porque nisso ela participa somente com a metade da força criadora. A outra metade é conservada egoisticamente para manter seu próprio órgão pensante – o cérebro – e utiliza-se dessa metade também egoisticamente para pensar, porque deseja conhecimento. Daí, ele precisar esforçar-se e raciocinar para obter sabedoria. No devido tempo, porém, ele alcançará um estado muito superior ao dos Anjos e Arcanjos. Então, haverá ultrapassado a necessidade dos órgãos criadores inferiores: criará por meio da laringe, podendo “fazer do verbo carne”.

Naquela fase, a mulher também não podia raciocinar, pois, tendo sido a Mente dada pelos Poderes das Trevas, era naturalmente obscura. De forma que, antes de poder ser utilizada para correlacionar fatos, precisava ser iluminada. Somente depois de ter isso acontecido, pôde o ser humano lançar a “Luz da Razão” sobre os seus problemas.

É aqui que pela primeira vez ouvimos falar de “Lúcifer” – o “Portador de Luz” – que falou à mulher e ajudou-a a solucionar o enigma, indicando-lhe como, com a cooperação do ser humano, poderia ela exercer a função criadora independentemente dos Anjos, de modo a prover de novo corpos àqueles que os tivessem perdido, escapando dessa maneira à morte.

Ele pergunta se Deus os havia proibido de comer os frutos das árvores. É-lhe dito, então, que haviam sido proibidos de comer da árvore do conhecimento do bem e do mal sob pena de morrerem.

Que a árvore do conhecimento é uma expressão simbólica da função geradora, torna-se evidente quando recordamos quão limitada era a consciência humana naquela Época. O ser humano não conhecia ou não se dava conta de nada fora de si mesmo; seus olhos ainda não haviam sido abertos; sua consciência era interna, como a consciência pictórica dos nossos sonhos, exceto em que não era confusa. Mas achava-se tão alheio ao mundo e aos seres externos, como em nossos dias estamos dos Mundos espirituais, salvo nas ocasiões em que era conduzido aos templos e posto em íntimo contato sexual com outro ser humano. Então, por um momento, o Espírito rompia o véu da carne e homem e mulher se conheciam um ao outro em Corpo Denso. Para o Iniciado, a Bíblia registra isso de maneira maravilhosamente iluminadora quando usa a mesma expressão em muitas passagens, tais como: “Adão conheceu sua mulher”, e na pergunta de Maria: “Como poderei conceber, visto que não conheço homem? As dores do parto são, pela lógica, mais uma penalidade pela violação de uma regra de relação sexual do que um castigo por se haver comido uma maçã.

A serpente disse à mulher: “É certo que não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que dela comerdes abrir-se-vos-ão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal “. Este último era ainda desconhecido para o ser humano.

Seguindo o conselho, a mulher obteve a cooperação do homem e, mediante a força de vontade, libertaram seus corpos de desejos. Esta faculdade era então muito mais poderosa que agora, porque é lei que toda nova faculdade sempre é adquirida à custa do enfraquecimento de outro poder anterior, como quando se adquiriu a faculdade de pensar ao preço da metade da força criadora. A força de vontade do ser humano era tal que a preocupação de Deus “receando que o homem comesse também da Árvore da Vida e se tornasse imortal” estava plenamente justificada, pois, tivesse ele se apoderado do segredo para renovar o Corpo Vital e o denso, teria sido capaz de criar um corpo e vitalizá-lo para sempre. Então, a morte não teria verdadeiramente existido, mas tampouco teria havido qualquer evolução. E, como o ser humano então não sabia – e não sabe até agora – construir um corpo perfeito, a posse daquele segredo teria sido, com efeito, a maior de todas as calamidades. A morte não é uma desgraça, mas um amigo, quando chega naturalmente, porque liberta-nos de um ambiente cujo proveito já haurimos e de um corpo que já nos tolhe. Isto para que possamos ter outra oportunidade de aprender novas lições em novo e melhor corpo.

O uso desenfreado da função sexual resultou em fazer o ser humano cada vez mais consciente do seu corpo. “Seus olhos foram abertos” e sua atenção focalizou-se mais e mais no Mundo Físico até que, gradativamente, todos se esqueceram dos mundos superiores, chegando muitos a descrer de que o ser humano habita um Espírito imortal. A morte do corpo converteu-se para eles em uma coisa terrível, uma tremenda calamidade, a despeito de todas as afirmações em contrário, pois acreditavam na aniquilação total. Assim, ainda que a palavra de Lúcifer fosse verdadeira quanto à criação de um novo corpo, a palavra do Anjo o fora ainda mais, porque de fato a morte não existiu até o ser humano haver perdido sua consciência dos mundos superiores.

Quanto ao anátema: “Em dores darás à luz teus filhos”, não se trata absolutamente de uma maldição. A frase bíblica é apenas o enunciado dos efeitos que inevitavelmente resultariam do abuso ou uso ignorante da função criadora.

Enquanto essa se realizava sob a sábia orientação dos Anjos, em certas Épocas do ano em que as forças cósmicas entre os planetas eram mais favoráveis, o parto efetuava-se sem dor, mas, como o ser humano era e é ignorante desses fatores, a transgressão às suas regras resultou em dor.

Por conseguinte, o cérebro e o órgão vocal foram adquiridos ao custo da metade da força criadora. A emancipação da guia dos Anjos, o poder de iniciativa na ação para a escolha do bem ou do mal, e a consciência do mundo material, isso tudo é nosso ao preço da tristeza, da dor e da morte.

Mas todas as coisas no mundo trabalham para o bem no reino de Deus. Mesmo aquilo que é mal transmuta-se, por meio de sutilíssima alquimia espiritual, em trampolim para um bem maior.

Tendo sido exilado do Jardim do Éden – a Região Etérea – por ter aprendido a conhecer o mundo material mediante repetidos abusos sexuais que focalizaram sua atenção aqui, o ser humano começou a ter seu Corpo Denso endurecido por esse crescente uso do Corpo de Desejos. Então, precisou de alimento e abrigo. Deste modo, impunha-se a habilidade física, a destreza, para que seu corpo fosse sustentado. A fome e o frio, portanto, foram os látegos do mal que despertaram essa habilidade, pois forçaram o ser humano a pensar e agir no sentido de prover suas próprias necessidades. E assim, gradativamente, ele aprendeu a ser prudente. Aprendeu a acumular para essas contingências antes mesmo que elas surgissem, porque os tormentos da fome e do frio já o haviam ensinado a prevenir-se. Assim é que a sabedoria é sofrimento cristalizado. Quando podemos serenamente contemplar os sofrimentos nossos que ficaram para trás, extraindo deles as lições que trouxeram, então eles se convertem em fontes de sabedoria e de futuros regozijos, porque através deles é que aprendemos o conhecimento aplicado, a única salvação. Isto pode parecer uma asserção indelicada e duvidosa, mas, se experimentarmos meditar sobre o assunto, concluiremos que ela é tão absolutamente verdadeira e possível de demonstrar como dois e dois são quatro.

Sobre a pergunta: “Quem são esses Lucíferes?” (pois, embora a Bíblia pareça referir-se a uma pessoa apenas, é um erro considerarmos essa singularidade; o mesmo se dá com referência a Deus no singular, no primeiro capítulo do Gênese), esta classe de Seres pertence a uma onda de vida que alcançou um estado evolutivo muito superior ao de nossa Humanidade no Período Lunar, mas que ficou um pouco aquém do desenvolvimento alcançado pelos Anjos. Os Lucíferes são semideuses, mas não puderam possuir um Corpo Denso como o ser humano, nem puderam adquirir experiências, conforme acontece com os Anjos. Precisavam para isso de um cérebro e de uma medula espinhal. Portanto, quando o ser humano havia construído tais instrumentos, foi para proveito deles que o instigaram a usá-los sem demora.

Naquela Época, a incipiente consciência do ser humano estava voltada para dentro. Por isso, ele via seus órgãos internos e os construía com a mesma força que agora se exterioriza para construir casas, navios, etc., e os músculos externos de seu corpo. Deste modo, a mulher, que estava mais avançada em tal direção em virtude de ter exercitado sua Imaginação, viu a inteligência encarnada em sua medula espinhal serpentina, de maneira que, num estado posterior, quando o ser humano recordou essa experiência, a serpente pareceu-lhe a semelhança mais próxima daquilo que desejava exprimir a respeito.

Esta ideia transparece por toda a Bíblia. No Capítulo XIV do livro do profeta Isaías, ele é chamado Lúcifer (a “estrela da manhã”), rei de Babel-On (a “porta do Sol”), cidade situada sobre sete colinas, com domínio sobre o Mundo.

A Humanidade deixou então de agir uniformemente, dividindo-se em diversas nações guerreiras. Isto foi a geratriz de todos os males imagináveis, e que a Revelação denomina “Rameira” ao descrever sua queda.

Como suprema antítese, ouvimos falar de uma outra “Luz do Mundo”, de outra “luminosa estrela da manhã”, de uma luz verdadeira (Cristo) que se erguerá após a queda da Babilônia e reinará para sempre na cidade da paz – Jer-u-salem – também chamada “Noiva”. Esta descerá dos céus e terá doze portais que nunca se fecharão, embora a preciosa Árvore da Vida esteja lá dentro. Iluminação externa não existe, pois nela toda a luz está dentro, e a noite não existe.

Essa cidade é verdadeiramente maravilhosa, e a maior antítese da outra, jamais imaginável. Mas o que significam essas duas cidades, já que uma interpretação literal para ambas está fora de cogitação? Admitindo-se que a Babilônia tenha existido, tal cidade não era literalmente conforme a descreveram. Por outro lado, a futura “Nova Jerusalém” é contrária a todas as leis conhecidas da natureza. Estas duas cidades devem, portanto, ser apenas simbólicas.

A fim de decifrarmos seu significado, consideremos as duas cidades situadas no alto de sete colinas ou montes, posição que oferece uma especial vantagem à observação. Moisés foi à “montanha” e “viu” e “ouviu”, o mesmo acontecendo àqueles que subiram ao “monte” da transfiguração. Daniel compara a Babilônia à cabeça da estátua que Nabucodonosor viu em sonhos. E na cabeça humana existem sete pontos de observação: dois olhos, dois ouvidos, dois orifícios nasais e uma boca. Sobre estes, situa-se o cérebro, de onde o “dador de Luz” – a razão – governa o pequeno mundo, o microcosmo, assim como o Grande dador de Luz – Deus – governa o macrocosmo.

A razão é produto do egoísmo, pois é gerada pela Mente dada pelos “Poderes das Trevas” em um cérebro construído pela metade da força sexual egoisticamente acumulada, e que foi estimulada pelos egoístas Lucíferes. Por conseguinte, ela é a “semente da serpente” e, embora possa ser convertida em sabedoria mediante a dor e a tristeza, deve, contudo, dar lugar a algo superior: a intuição, que significa “ensino que provém de dentro”. Sendo uma faculdade espiritual, a intuição faz-se presente de modo equitativo em todos os Espíritos – quer estejam estes funcionando num corpo masculino, quer num corpo feminino – muito embora manifeste-se mais enfaticamente nos Egos encarnados em organismos femininos, pois nestes a contraparte do Espírito de Vida (o Corpo Vital) é masculina ou positiva. Sendo, pois, uma faculdade do Espírito de Vida, a intuição pode apropriadamente ser chamada “semente da mulher”, de onde emanam todas as tendências altruísticas e, mediante as quais, todas as nações do mundo, lenta, mas seguramente, agrupar-se-ão até formarem uma Fraternidade Universal de amor sem preconceito de raça, sexo ou cor.

Nosso cérebro, entretanto, não é um todo homogêneo. Divide-se em duas metades, e, de acordo com os fisiologistas, a grande maioria das pessoas utiliza-se principalmente de apenas um desses hemisférios cerebrais: o esquerdo. O outro hemisfério, o direito, é ativo só parcialmente. O coração também se situa no lado esquerdo do nosso corpo, mas começa a dirigir-se para o lado “direito”. O cérebro “direito” tornar-se-á cada vez mais ativo de modo que, em consequência destas duas alterações fisiológicas, o caráter do ser humano será completamente modificado. O lado esquerdo está sob o domínio dos Lucíferes e entregue ao egoísmo, mas o Ego terá, por sua vez, crescente domínio sobre ele à medida que o lado direito do cérebro vá conquistando o poder de atuar sobre o corpo inteiro como “critério reto”.

Que esteja havendo uma mudança no coração que faz dele uma anomalia, um enigma, não é novidade para os fisiologistas. Temos duas grandes classes de músculos. Uma delas está sob o controle da vontade, como por exemplo os músculos dos braços e das mãos. Estes são estriados em dois sentidos: longitudinal e transversal. Os músculos involuntários que respondem pelas funções que estão fora do alcance da vontade e que não podem ser acionados pelo desejo são estriados apenas no sentido longitudinal. Mas, destes, o coração é a única exceção. Ele não está sob o domínio do desejo, contudo começa a mostrar estrias transversais como um músculo voluntário.

No devido tempo, essas estrias transversais ter-se-ão desenvolvido plenamente, e o coração estará sob o nosso controle. Então seremos capazes de dirigir a corrente sanguínea para onde queiramos fazê-lo. Poderemos ainda limitar o suprimento normal do sangue para o hemisfério cerebral esquerdo, provocando, desta maneira, a queda de Babilônia, a cidade de Lúcifer.

Quando o sangue puder ser enviado para o hemisfério cerebral direito, estaremos construindo a Nova Jerusalém. Por enquanto, preparamo-nos para aquela era, construindo as estrias transversais no coração por meio de ideais altruísticos ou, no caso do discípulo, enviando para lá as correntes sexuais através do caminho da direita do coração.

Recordemos que os Querubins despertaram o Espírito de Vida – a fonte do amor divino – cuja contraparte é o Corpo Vital, o meio de propagação, e que, quando o ser humano foi expulso da Região Etérea com suas quatro camadas de éter, o Jardim do Éden, por ter usado indevidamente a força sexual, um Querubim postou-se à sua entrada empunhando uma espada flamejante. O uso apropriado da força sexual constrói um órgão que dará ao ser humano a chave dos Mundos internos e o ajudará a criar por meio do pensamento. Então, a tristeza e a dor não mais existirão e ele terá entrado na senda que conduz à Cidade da Paz – Jer-u-salem.

A Lemúrica sucumbiu pelo fogo, em meio a terríveis cataclismas vulcânicos, surgindo em seu lugar a Atlântida. No devido tempo, esta foi sepultada sob as águas, dando lugar à Ariana – a Terra como a vemos na atual Época Ária – e que logo passará. As Salamandras começam a avivar o fogo na forja, a fim de que se façam “um novo Céu e uma nova Terra” a que as Escolas de Mistério do Ocidente chamam de “Nova Galileia”.

Nas duas primeiras Épocas, o ser humano desenvolveu um Corpo e o vitalizou; na Época Lemúrica, desenvolveu o Desejo; a Época Atlante produziu a Habilidade; e o fruto da Época Ária é a Razão.

Na Nova Galileia, a Humanidade terá um corpo muito mais delicado e etéreo que agora, a Terra também será transparente e, como resultado, esses corpos responderão mais facilmente aos impactos espirituais da Intuição. Tais corpos não conhecerão o cansaço, daí não precisarem das noites para repouso, as quais também não existirão. Os doze nervos cranianos, que são os portais para o trono da consciência, nunca estarão fechados. Além disso, a Nova Galileia será formada de éter luminoso e transmitirá luz solar. Essa será uma terra de paz (Jer-u-salem), pois a Fraternidade Universal unirá todos os seres de toda a Terra no Amor. A morte não poderá existir porque a Árvore da Vida – a faculdade de gerar energia vital – será possibilitada através do já referido órgão etéreo da cabeça, o qual estará aperfeiçoado naqueles que desde agora estão sendo escolhidos para serem os precursores da Humanidade nessa Era vindoura.

Fala-se dessa raça futura como sendo a “Raça de Cristo”. Entenda-se, porém, que tal denominação não se deve ao Cristo externo, mas sim porque a Humanidade de então terá desenvolvido o princípio Crístico dentro de si, agindo somente pelos ditames do Espírito através da Intuição, de modo que tudo o que fizer será feito por Amor. Somente por tal progresso individual pode a salvação da Raça ser efetuada, pois, conforme Angelus Silesius:

“Ainda que Cristo nascesse mil vezes em Belém,

Se não nascer dentro de ti, tua alma ficará perdida.

Em vão olharás a Cruz do Gólgota

A menos que dentro de ti Ela seja novamente erguida.”

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Vimos a sua Estrela: a Causa Oculta da Recepção do “Filho de Deus” não ser feita pelos Seres Humanos

Como aprendemos do relato desse evento na Bíblia: “Tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do Rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém dizendo: ‘Onde está Aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a Sua estrela no Oriente, e viemos adorá-Lo’”, sabemos que esses magos do Oriente eram astrólogos e filósofos. Faziam parte de uma grande e influente classe que incluía seres humanos de nobre nascimento, bem como muitos ricos e sábios de suas nações. Eram sábios ocultistas. Entre estes se achavam muitos que abusavam da credulidade do povo. Outros eram homens justos, que estudavam e conheciam profundamente a Astrologia, sendo honrados por sua integridade e sabedoria. Desses eram os magos que foram em busca de Jesus.

A luz de Deus está sempre brilhando entre as trevas do paganismo. Ao estudarem esses magos o céu estrelado, procurando sondar os mistérios ocultos em seus luminosos caminhos, viram a glória do Criador. Buscando mais claro entendimento, voltaram-se para as Escrituras dos hebreus. Guardados como tesouro haviam, em sua própria terra, escritos proféticos, que prediziam a vinda de um mestre divino. Balaão[1] pertencia aos magos, enquanto fosse em tempos profeta de Deus, pelo Espírito Santo predissera a prosperidade de Israel e o aparecimento do Messias, e suas profecias haviam sido conservadas, de século em século, pela tradição. No Antigo Testamento, porém, a vinda do Salvador era mais claramente revelada. Os magos souberam, com alegria, que Seu advento estava próximo, e que todo o mundo se encheria do conhecimento da glória do Senhor.

Viram os magos uma espantosa Conjunção de Astros nos céus, naquela noite em que a glória de Deus inundara as colinas de Belém. A isso deram o nome de “estrela”. Não era uma estrela fixa, nem um Planeta, mas um Aspecto entre Astros que excitou o mais vivo interesse. Aquela “estrela” tinha grande significação, e para eles um significado especial. Consultaram sacerdotes e filósofos, e examinaram os rolos dos antigos registros. A profecia de Balaão declarara: “Uma estrela procederá de Jacó e um cedro subirá Israel” (Nr 24:17). Teria acaso sido enviada essa singular estrela como precursora do Prometido? Os magos acolheram com agrado a luz da verdade enviada pelo céu; agora era derramada sobre eles em mais luminosos raios. Foram instruídos em sonhos a ir em busca do recém-nascido Príncipe.

Como Abraão, pela fé, saíra em obediência ao chamado de Deus, “sem saber para onde ia” (Hb 11:8); como pela fé, Israel seguira a coluna de fumaça até a Terra Prometida, assim esses gentios saíram em procura do prometido Salvador. Esse país oriental abundava em coisas preciosas, e os magos não se puseram a caminho de mãos vazias. Era costume aos príncipes ou outras personagens de categoria oferecer presentes como ato de homenagem, e os mais ricos dons proporcionados por aquela região foram levados em oferta àquele em que haviam de ser benditas todas as famílias da Terra. Os presentes levados tinham, além disso, um sentido profundamente oculto.

Era necessário jornadear de noite, a fim de não perderem a oportunidade de encontrarem o Menino. Se bem que longa, a viagem foi feita com alegria.

Chegaram à terra de Israel, e descem o Monte das Oliveiras, tendo à vista Jerusalém. Ansiosos começam a busca, esperando confiantemente que o nascimento do Messias fosse o jubiloso assunto de todas as bocas. São, porém, vãs suas pesquisas. Entretanto, na Santa Cidade, dirigem-se ao Templo. Para seu espanto, não encontraram ninguém que parecesse saber do Rei recém-nascido. Suas perguntas não despertaram expressões de alegrias, mas antes de surpresa e temor, não isentos de desprezo.

Os Sacerdotes repetem as tradições. Exaltam sua própria Religião e piedade, ao passo que acusam os gregos e romanos como maiores pagãos e pecadores que todos os outros. Os magos não são idólatras, e aos olhos de Deus ocupam lugar muito acima desses. Seus professos adoradores, todavia, são considerados pelos judeus como gentios. Mesmo entre os designados depositários dos Santos Oráculos, suas ansiosas perguntas não fazem vibrar nenhuma corda de simpatia.

A chegada dos magos foi prontamente divulgada por toda Jerusalém. Sua estranha mensagem criou entre o povo uma excitação que penetrou no palácio do rei Herodes. O astuto edomita foi despertado ante a notícia de um possível rival. Inúmeros assassínios lhe haviam manchado o caminho ao trono. Sendo de sangue estrangeiro, era odiado pelo povo sobre quem governava. Sua única segurança era o favor de Roma. Esse novo Príncipe, no entanto, tinha mais elevado título. Nascera para o reino.

Herodes suspeitou que os Sacerdotes estivessem tramando com os estrangeiros para excitar um tumulto popular, destronando-o. Ocultou, no entanto, sua desconfiança, decidido a malograr-lhes os planos por maior astúcia. Convocando os principais dos Sacerdotes e os escribas. Interrogou-os quanto aos ensinos dos livros sagrados com relação ao lugar do nascimento do Messias.

Essa indagação do usurpador do trono, e o ser feita a instâncias de estrangeiros, espicaçou o orgulho dos mestres judeus. A indiferença com que se voltaram para os rolos da profecia, irritou o ciumento tirano. Julgou que estavam buscando ocultar seu conhecimento do assunto. Com uma autoridade que não ousaram desatender, ordenou-lhes que fizessem atenta investigação e declarassem o lugar do nascimento do esperado Rei. “E eles lhe disseram: em Belém de Judeia; porque assim está escrito pelo profeta: ‘E tu Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar Meu povo de Israel’”. (Mt 2:6).

Herodes convidou então os magos a uma entrevista particular. Rugia-lhe no coração uma tempestade de ira e temor, mas manteve um exterior sereno, e recebeu cortesmente os estrangeiros. Indagou em que tempo aparecera a “estrela”, e professou saudar com alegria a notícia do nascimento de Cristo. Pediu a seus hóspedes: “Perguntai diligentemente pelo Menino, e, quando O achardes participa-me, para que também eu vá e O adore” (MT 2:8). Assim falando, despediu-os para que seguissem seu caminho a Belém.

Os Sacerdotes e anciãos de Jerusalém não eram tão ignorantes a respeito do nascimento de Jesus, como se faziam. A notícia da visita dos Anjos aos pastores fora levada a Jerusalém, mas os rabis a tinham recebido como pouca atenção digna. Eles próprios poderiam haver encontrado Jesus e estariam preparados para conduzir os magos ao lugar em que nascera; ao invés disso, porém, foram eles que lhes vieram chamar a atenção para o nascimento do Messias. “Onde está Aquele que é nascido Rei dos Judeus?” – Perguntaram – “porque vimos a Sua estrela no Oriente, e viemos adorá-Lo.” (Mt 2:2).

Então o orgulho e a inveja cerraram a porta à luz. Fossem acreditadas as notícias trazidas pelos pastores e os magos, e teriam colocado os Sacerdotes e rabinos numa posição nada invejável, destituindo-os de suas pretensões a exponentes da verdade de Deus. Estes doutos mestres não desceriam a ser instruídos por aqueles a quem classificavam de gentios. Não poderia ser, diziam, que Deus os passasse por alto, para Se comunicar com pastores ignorantes ou incircuncisos pagãos. Resolveram mostrar desprezo pelas notícias que estavam agitando o rei Herodes e toda Jerusalém. Nem mesmo iriam a Belém, a ver se essas coisas eram assim. E levaram o povo a considerar o interesse em Jesus como excitação fanática. Aí começou a rejeição de Cristo pelos Sacerdotes e rabis! Daí cresceu seu orgulho e obstinação até se tornar em decidido ódio contra o Salvador. Enquanto Deus abria a porta aos gentios, estavam os chefes judeus fechando-a a si mesmos.

Sozinhos partiram os magos de Jerusalém. Caíam as sombras da noite quando saíram pelas portas, mas, para sua grande alegria sabiam estar perto do Messias. Não tinham, como os pastores, recebido comunicação quanto ao humilde estado da Sagrada Criança. Depois da longa jornada, ficaram decepcionados com a indiferença dos chefes judeus, e deixaram Jerusalém menos confiantes do que quando nela penetraram. Em Belém, não encontraram nenhuma guarda real a proteger o Rei recém-nascido. Não havia a assisti-Lo nenhum dos grandes da Terra. Jesus estava deitado numa manjedoura. Os pais eram Seus únicos guardas.

E, entrando na casa, encontraram o Menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram” (Mt 2:11). Através da humilde aparência exterior de Jesus, reconheceram a presença da Divindade. Deram-Lhe o coração como a seu Salvador, apresentando então suas dádivas: “ouro, incenso e mirra” (Mt 2:11). Que fé a sua! Como do centurião romano, mais tarde, poder-se-ia haver dito dos magos do Oriente: “Nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.” (Mt 8:10).

Os magos não haviam penetrado os desígnios de Herodes para com Jesus. Satisfeito o objetivo de sua viagem, prepararam-se para regressar a Jerusalém, na intenção de pô-lo ao fato do êxito que haviam tido. Em sonho, porém, recebem a divina mensagem de não ter mais comunicações com ele. E, desviando-se de Jerusalém partem para sua terra por outro caminho.

De igual maneira, recebeu José aviso de fugir para o Egito com Maria e a criança. E o Anjo disse: “E demora-te lá até que eu te diga; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2:13). José obedeceu sem demora, pondo-se de viagem à noite, para maior segurança.

Por meio dos magos, Deus chamara a atenção da nação judaica para o nascimento de Seu Filho. Suas indagações em Jerusalém, a excitação do interesse popular, e o próprio ciúme de Herodes, que forçou a atenção dos Sacerdotes e rabis, dirigiu os Espíritos para as profecias relativas ao Messias, e ao grande acontecimento que acabava de ter lugar.

Os magos estiveram entre os primeiros a saudar o Redentor. Foi sua a primeira dádiva a lhe ser posta aos pés. E por meio daquela dádiva que privilégio em servir tiveram eles! Deus Se deleita em honrar a oferta de um coração que ama, dando-lhe a mais alta eficiência em Seu serviço. Se dermos o coração a Cristo, Lhe traremos também as nossas dádivas.

Nosso “ouro e prata”, nossas mais preciosas posses terrestres, nossos mais elevados dotes mentais e espirituais Lhe serão inteiramente consagrados, a Ele que nos amou e se entregou a Si mesmo por nós.

Em Jerusalém, Herodes aguardava impaciente a volta dos magos. Como passasse o tempo, e não aparecessem, despertaram-se nele suspeitas. A má vontade dos rabis em indicar o lugar, do nascimento do Messias, parecia mostrar que lhe haviam penetrado o desígnio e que os magos se tinham propositadamente esquivado. Esse pensamento o enraiveceu. Falhara a astúcia, mas restava-lhe o recurso da força. Faria desse Rei-criança um exemplo. Aqueles insolentes judeus haviam de ver o que podiam esperar de suas tentativas de colocar um monarca no trono.

Imediatamente foram enviados soldados a Belém, com ordem de matar todas as crianças de dois anos para abaixo. Os sossegados lares da cidade de Davi presenciaram aquelas cenas de horror que, seiscentos anos antes, haviam sido reveladas ao profeta. “Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; Raquel chorando os seus filhos, e não querendo ser consolada, porque já não existem” (Jm 31:15).

Essa calamidade trouxeram os judeus sobre si mesmos. Houvessem estado nos caminhos da fidelidade e da humildade perante Deus, e Ele haveria, de maneira assinalada, tornado sem efeito para eles a ira do rei. Mas separaram-se de Deus por seus pecados, e rejeitaram o Espírito Santo, que lhes era o único escudo. Não estudaram as Escrituras com o desejo de se conformarem com a vontade de Deus. Buscaram as profecias que podiam ser interpretadas para sua exaltação, e mostraram que o Senhor desprezava as outras nações. Jactavam-se orgulhosamente de que o Messias havia de vir como rei, conquistando seus inimigos e esmagando os gentios em sua indignação. Assim, haviam excitado o ódio dos governadores. Mediante a maneira por que desfiguravam a missão de Cristo, Satanás intentara tramar a destruição do Salvador; ao invés disso, porém, ela lhes caiu sobre a própria cabeça.

Este ato de crueldade foi um dos últimos que entenebreceu o reinado de Herodes. Pouco depois da matança dos inocentes, foi ele próprio obrigado a submeter-se àquela condenação que ninguém pode desviar. Teve morte terrível.

José, que ainda se achava no Egito foi então solicitado por um Anjo de Deus a voltar para a terra de Israel. Considerando Jesus como o herdeiro de Davi, José desejava estabelecer residência em Belém; ouvindo, porém, que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai, receou que o desígnio do pai contra Cristo pudesse ser executado pelo filho. De todos os filhos de Herodes, era Arquelau o que mais se assemelhava a ele em caráter. Já sua sucessão no governo fora assinalada por um tumulto em Jerusalém, e o morticínio de milhares de judeus pelas guardas romanas.

Novamente foi José encaminhado para um lugar de segurança. Voltou para Nazaré, sua residência anterior, e ali, por cerca de trinta anos viveu Jesus, “cumprindo-se deste modo o que tinha sido predito pelos profetas: Será chamado Nazareno” (Mt 2:23). A Galileia estava sob o domínio de um filho de Herodes, mas tinha uma mistura muito maior de habitantes estrangeiros do que a Judéia. Havia, assim, muito menos interesse nas questões que diziam respeito especialmente aos judeus, e os justos direitos de Jesus, corriam menos riscos de excitar os ciúmes dos que estavam no poder.

Tal foi a recepção feita ao Salvador ao vir à Terra. Parecia não haver nenhum lugar de repouso ou segurança para o infante Redentor. Deus não podia confiar Seu amado Filho aos seres humanos, nem mesmo enquanto levava avante Sua obra em benefício da salvação deles. Comissionou Anjos para assisti-Lo e protegê-Lo até que cumprisse Sua missão na Terra, e morresse às mãos daqueles a quem viera salvar.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – dezembro/1979 – Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: foi um vidente e profeta mencionado no Antigo Testamento da Bíblia (Livro de Números). Ele ficou famoso por ter sido contratado pelo rei de Moabe para amaldiçoar o povo de Israel, mas, por intervenção divina, acabou sendo forçado a abençoá-los.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Exatidão Científica da Bíblia

Se há um Deus eterno e onipotente, é razoável nos esforçar por descobrir se Ele tem se comunicado conosco. Certos livros pretendem ser escritos inspirados. Mas entre eles, e ultrapassando a todos na grandeza de sua revelação e na sublime elevação de sua moral, está a Bíblia. Ousadamente S. Paulo, o grande apóstolo, fornece o testemunho: “Toda a Escritura é divinamente inspirada.” (IITm 3:16), e a Bíblia deve permanecer ou cair pelos resultados dos testes sobre a genuidade de seus reclamos. A declaração é por demais importante para ser considerada levianamente. Ou este livro é a Palavra viva de Deus vivo ou é o maior embuste que pode haver. Há muitas maneiras de provar os reclamos da Escritura. Deus mesmo tem em Suas páginas feito muitos desafios diretos aos incrédulos e aos que “voluntariamente ignoram”, mas presentemente só poderemos considerar um deles: a Exatidão Cientifica da Palavra de Deus.

Vivemos na época em que muitos de nós exigem provas objetivas para tudo aquilo que aceitam como verdade. Poderá a Bíblia suportar tais provas? As descobertas da Ciência material que têm mudado tantas das filosofias, por tanto tempo aceitas pela Humanidade: sairá a Bíblia incólume?

Notemos, antes de tudo, que a Bíblia não é um compêndio de Ciência. Pretende ser uma declaração de Deus a nós e uma manifestação de Sua vontade para com as Suas criaturas, e como tal se poderia dizer que qualquer inexatidão científica em nada diminuiria seu real valor.

Entretanto, se é a Palavra eterna de um Deus onipotente, mesmo Suas alusões aos fenômenos naturais devem estar em harmonia com todas as verdades científicas demonstráveis.

Tudo o que reclamamos é o direito de usar este livro como linguagem figurada, como nós o fazemos, em vez de estrita fraseologia dos compêndios de ciência, pois, todos nós sabemos o que se quer dizer ao ser usada a expressão: “O Sol levanta-se no Oriente e põe-se no Ocidente”. Atualmente esta ocorrência poderia ser cientificamente expressa em termos da rotação da Terra. Não há, por certo, discrepância ou contradição alguma em tais expressões.

Um ponto importante e digno de ser salientado é que este velho livro, que data de cerca de três mil e quinhentos anos atrás, excluiu todos os absurdos científicos que se encontram em todos os outros escritos antigos – e em muitos outros escritos, também que não são ainda tão velhos.

Consideremos, primeiramente, alguns fatos a respeito da Terra. Para os antigos, a Terra era o centro do universo (Teoria de Ptolomeu). Supunham-na apoiada sobre uma espécie qualquer de fundamentos fixos. Para muitos deles era plana. Para os entendidos daqueles dias a Bíblia deve ter parecido muito contrária à ciência, pois que figura nos apresenta ela a respeito da Terra? Em primeiro lugar, a Bíblia nos conta, definidamente, que a Terra não é centro do universo. No Livro de Jó, capítulo 26 e versículo 14, falando dos céus ornados (estrelados), o que inclui a nossa Terra, declara que são apenas as “orlas de Seus caminhos[1], ou podemos dizer: estas são apenas “os limites de Suas obras”.

Quanto à Terra ser suportada por fundamentos fixos, é-nos dito: “O norte estende sobre o vazio; suspende a Terra sobre o nada.” (Jo 26:7). Mais tarde é sobre esta questão feita a seguinte pergunta, no Livro de Jó capítulo 38 e versículo 6: “Onde se encaixam suas bases, ou quem assentou sua pedra angular?”. A forma da Terra é claramente descrita no Livro de Isaias, capítulo 40 e versículo 22: “Ele é o que está assentado sobre o globo da Terra”. Mais de 2.000 anos antes de Torricelli[2], o discípulo de Galileu[3], demonstra que a atmosfera exerce pressão e inventa o barômetro, como já declarado no Livro de Jó capítulo 28 e versículos 24 e 25: “Porque Ele vê as extremidades da Terra… deu peso ao vento.”. Sete quilos por polegada quadrada, a pressao atmosférica sobre a Terra é estimada em quinhentos milhões de toneladas.

E a Bíblia já se havia, mais de uma vez, antecipado as descobertas à ciência. O tempo não nos permitiria de maneira alguma tocar nas surpreendentes provas da exatidão histórica da Bíblia encontradas nas descobertas arqueológicas.

Mas as próprias pedras afirmam hoje a historicidade de Belsazar[4], dos heteus[5], da queda de Jericó[6], e de muitas outras histórias tão triunfalmente desdenhadas pelos críticos de poucos anos.

Algumas das declarações feitas pelos chamados “homens da ciência” não se têm provado dignas de crédito, e nos permiti asseverar, confidencialmente, que ainda não foi provada nenhuma verdade científica que não esteja em harmonia com a verdade bíblica.

Permiti-nos dizer isto em conclusão: houve tempos, em que divergiam a Bíblia e as teorias da chamada Ciência material. Mas onde isto se deu, não foi a Bíblia que mudou de posição para produzir a harmonia. A maior dificuldade de hoje é a do cientista que pratica a Ciência material se manter em dia. Pessoas que não se especializaram nesta classe de estudos podem-se achar advogando teorias já abandonadas por seus companheiros mais progressistas.

Voltemos ao nosso texto: “A Tua Palavra é a verdade desde o princípio” (Sl 119:160), e reconheçamos em nossa alma que o honesto indagador da Verdade sempre achará perfeita harmonia na Palavra inspirada e na luminosa obra do Grande Criador.

Tenhamos perfeita confiança para aceitar a ambas, como nosso guia e bordão nesta vida e, como nossa certeza, da vida por vir.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: “Eis que isto são apenas as orlas dos seus caminhos.” (Jo 26:14)

[2] N.R.: Evangelista Torricelli (1608–1647) foi um físico e matemático italiano, famoso por inventar o barômetro e por formular o Teorema de Torricelli e a Equação de Torricelli. Discípulo de Galileu, ele provou a existência do vácuo e demonstrou que a pressão atmosférica é o que suporta colunas de líquidos.

[3] N.R.: Galileu Galilei (1564–1642) foi um polímata italiano, frequentemente chamado de “pai da ciência moderna”. Ele revolucionou a física, a astronomia e fundou o método científico experimental. Seus estudos desafiaram dogmas antigos e provaram a teoria heliocêntrica, onde a Terra e outros planetas giram em torno do Sol.

[4] N.R.: Belsazar foi o último corregente e rei da Babilônia antes da queda do império para os persas em 539 a.C. Filho do rei Nabonido, ele governava o império na ausência do pai e ficou amplamente conhecido pelo relato bíblico do “banquete de Belsazar”, no qual uma mão misteriosa escreveu uma sentença na parede.

[5] N.R.: Os heteus (também chamados de hititas) foram um povo poderoso e numeroso da Antiguidade. Eles formaram um grande império na região da Ásia Menor (atual Turquia) entre 1900 e 1200 a.C.. Conhecidos por dominar a tecnologia do ferro e pela forte organização militar, também são citados na Bíblia como habitantes da terra de Canaã.

[6] N.R.: é um famoso relato do Antigo Testamento (Livro de Josué). Após atravessar o rio Jordão, o povo de Israel, liderado por Josué, sitiou a cidade cananeia que tinha grandes muralhas. Por ordem divina, eles rodearam a cidade por sete dias tocando trombetas e, no último dia, deram um grande grito, fazendo as paredes desmoronarem.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que as cores do véu do Templo e das vestes sacerdotais, como descrito no Livro do Êxodo, eram azul, púrpura e escarlate, em vez de serem as três cores primárias?

Resposta: O Tabernáculo no Deserto foi a primeira igreja erguida na Terra. Quando a Humanidade saiu das bacias terrestres devido à condensação das águas, que antes pairavam como uma densa névoa sobre solo terrestre, a visão espiritual que até então havia guiado os seres humanos se tornou um obstáculo para o desenvolvimento físico dele. Assim, ela foi diminuindo, e os sentidos dos seres humanos se concentraram no Mundo Físico. Essa mudança acarretou uma ruptura com as Hierarquias Divinas que, até aquele momento, haviam guiado o ser humano no Caminho de Evolução. Elas se tornaram invisíveis e o ser humano sentiu a falta delas. Então, surgiu no coração dos seres humanos um anseio por Deus, que foi saciado com a dádiva do Tabernáculo no Deserto e a prescrição de certas Leis Divinas no sentido de orientá-los. Jeová era o Legislador e o Gênio particular dos Semitas Originais, que erma a Raça de origem da futura Época Ária; e atrás d’Ele permanecia o Altíssimo, o Pai. Isto é confirmado em certas passagens como no Livro do Deuteronômio, capítulo 32, versículos 8 e 9[1], onde se afirma que o Altíssimo dividiu o povo em nações, reservando uma certa porção do povo ao Senhor, que o guiou e o levou para fora do Egito, terra onde se venerava o Touro, rumo à Época do Arco-íris, a Época Ária. Esta foi inaugurada com o uso do sangue do Cordeiro, Áries (A), no Páscoa realizada por Noé, e com a entrega das leis dadas por meio de Moisés, as quais foram simbolicamente representadas no Tabernáculo no Deserto.

A cor do Altíssimo, o Pai, é um azul espiritual. A cor de Jeová é o vermelho (indicando o aspecto sacrificial do sangue) e a mistura dessas duas cores produz a cor púrpura. Portanto, essas duas cores eram mostradas no véu do Templo, mas também havia a cor branca, que mostrava simbolicamente que algo ainda estava faltando. Sob o regime de Jeová era necessário aplicar o lema: “olho por olho e dente por dente[2]. Isso era exigido pela Lei ditada por Ele e transmitida a Moisés. Essa Lei reinou até Cristo, que então trouxe a graça e a verdade, rasgando assim, o véu do Templo. Sob essa Lei antiga, os sacrifícios de animais eram obrigatórios, pois a Humanidade ainda não aprendera a fazer um sacrifício de si mesma. Quando Cristo mostrou o caminho para a verdade e a vida, ao se sacrificar, o véu do Templo se rasgou, o antigo sistema foi abolido, e um novo caminho foi aberto para a salvação “de todo aquele que o desejar[3].

Na Nova Dispensação, portanto, não há véu sobre o qual possa ser colocada a cor do Iniciador. Encontrou-se uma maneira melhor de marcar individualmente aqueles que são de Cristo com Sua cor dourada e, assim, aqueles que seguem o caminho do serviço e do autossacrifício desenvolvem em sua própria aura a cor dourada de Cristo, que é a terceira das cores primarias. Esta é a veste sacerdotal da Nova Dispensação, sem a qual ninguém jamais poderá penetrar no Reino, e nenhuma veste obtida com pseudo-iniciações, não importa qual tenha sido o preço pago.

(Pergunta nº 82 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Quando o Altíssimo repartia as nações, quando espalhava os filhos de Adão ele fixou fronteiras para os povos, conforme o número dos filhos de Deus; mas a parte de Iahweh foi o seu povo, o lote da sua herança foi Jacó.

[2] N.T.: Ex 21:24, Lv 24:19, Mt 5:38

[3] N.T.: Apo 22:17

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Pergunta: A Árvore da Vida mencionada na Bíblia é a mesma que a Pedra Filosofal dos alquimistas?

Resposta: Sim e não. Para entender a questão, é necessário retroceder na história da Humanidade. Houve um tempo em que a Humanidade era bissexual e capaz de gerar um Corpo Denso sem a ajuda de outro. Mas quando se tornou necessário construir o cérebro para que pudesse criar pelo pensamento e manifestá-lo no Mundo Físico, metade da força sexual criadora foi retida para construir um órgão físico para tal. Então, tornou-se necessário que cada um buscasse a cooperação de outro que expressasse o polo oposto da força sexual criadora que ele próprio tinha disponível para fins sexuais. Sem cérebro, e como “seus olhos não haviam sido abertos[1], cada um estava, naturalmente, inconscientes no Mundo Físico e incapaz de se guiar. Portanto, os Anjos os reuniam em certas épocas do ano, quando as forças astrais eram propícias para a realização do ato gerador como um sacrifício religioso, pelo qual eles entregavam parte de seus Corpos para a geração de um veículo físico para outro Ego que precisava renascer. Nesse abraço íntimo, o Espírito primeiro penetrou o véu da carne e Adão “conheceu” sua esposa. Mais tarde, quando a consciência da Humanidade se voltou um pouco mais para o Mundo Físico e alguns entre eles começaram a perceber vagamente os Corpos dos quais agora temos tanta consciência, esses pioneiros começaram a pregar o evangelho do Corpo, dizendo aos outros que possuíam um Corpo Denso, pois a maioria então desconhecia esse instrumento, assim como nós hoje desconhecemos ter um estômago quando estamos saudáveis.

Então, percebeu-se que esses Corpos morriam, e surgiu entre os pioneiros a questão de como um Corpo assim poderia ser substituído. A solução foi dada ao ser humano por uma certa classe de Espíritos que eram remanescentes da evolução dos Anjos, semideuses, por assim dizer. Esses Espíritos Lucíferos, ou doadores de luz, iluminaram a Humanidade nascente a respeito de seus poderes de gerar um Corpo a qualquer momento. Mas esses Corpos não eram perfeitos naquela época, não são perfeitos hoje e, é claro, a geração sem levar em consideração as condições astrais produziu Corpos ainda inferiores aos que teriam sido gerados de outra forma, além do parto doloroso profetizado pelo Anjo.

Desde então, a função sexual criadora tem sido exercida irrestritamente pela Onda de Vida humana ignorante. Mas, pelo fato da morte, foi possível aos Anjos ensinar à Humanidade, entre a morte e um novo nascimento, como construir um Corpo que se aprimora gradualmente. Se o ser humano tivesse aprendido, naquele passado remoto, como renovar seu Corpo Vital, assim como foi ensinado a gerar um veículo denso à sua vontade, então a morte teria sido de fato uma impossibilidade e o ser humano teria se tornado imortal como os Deuses. Mas ele teria imortalizado suas imperfeições e tornado o progresso uma impossibilidade. É a renovação deste Corpo Vital que é expressa na Bíblia como “comer da Árvore da Vida[2]. Na época de sua iluminação a respeito da geração, o ser humano era um ser espiritual cujos olhos ainda não estavam cegos pelo Mundo material, e ele poderia ter aprendido o segredo de vitalizar seu Corpo à vontade, frustrando assim a evolução. Assim, vemos que a morte, quando ocorre naturalmente, não é uma maldição, mas nossa maior e melhor amiga, pois nos liberta de um instrumento do qual não podemos mais aprender. Isso nos tira de um ambiente que já não nos serve mais, para que possamos aprender a construir um Corpo melhor em um ambiente de maior alcance, no qual possamos progredir mais em direção à perfeição.

Nessa peregrinação, chega finalmente o momento em que o ser humano está apto a possuir os poderes da vida. O Corpo que ele criou para si mesmo se torna puro e útil por muito mais tempo do que antes. Então, ele começa a buscar a pedra filosofal, o elixir da vida, ou qualquer outro nome que escolha usar. Os alquimistas almejavam fabricar esse veículo puro e sagrado, mas não por meio de um processo químico em laboratório, como supunha a multidão ignorante. A nomenclatura que dava cor a essa ideia tornou-se necessária porque eles viviam em uma época em que uma Igreja dominante e apóstata os teria levado à morte se a verdade fosse conhecida. Quando falavam em transmutar metais comuns em ouro, falavam a verdade não apenas do ponto de vista material, mas também do espiritual, pois o ouro sempre foi o símbolo do Espírito e esses alquimistas buscavam espiritualizar seus Corpos, que são de natureza mais vil.

Em todos os lugares, o símbolo puro e belo da transparência foi dado para designar o poder da pureza. No Antigo Testamento, ouvimos falar do Templo de Salomão[3], que foi “construído sem o som de martelo”. O ornamento mais belo ali era o mar de lava. Hiram Abiff, o mestre artesão, como sua conquista final, conseguiu fundir todos os metais da Terra em uma liga tão transparente quanto o vidro. No Novo Testamento, lemos sobre uma bela cidade que tinha em seu meio um mar de vidro. No Oriente, o iniciado almeja se tornar a alma diamante, pura e transparente. No Ocidente, a Pedra Filosofal é o símbolo da alma purificada extraída dos Corpos que foram transmutados e espiritualizados. A alma que peca, essa morrerá, mas a alma pura é imortalizada pelo elixir da vida, a “Árvore da Vida”, em um Corpo Vital que durará milênios como um veículo para o Espírito.

(Pergunta nº 86 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Gn 3:7

[2] N.T.: Gn 3:22

[3] N.T.: 15Hiram, rei de Tiro, enviou seus servos a Salomão, ao saber que este fora sagrado rei em lugar de seu pai; pois Hiram sempre tinha sido amigo de Davi. 16E Salomão mandou esta mensagem a Hiram: 17 “Bem sabes que Davi, meu pai, não pôde construir um templo para o Nome de Iahweh, seu Deus, por causa das guerras que o importunavam de todos os lados, até que Iahweh submetesse os inimigos a seus pés. 18Agora, porém, Iahweh meu Deus me deu tranquilidade por todos os lados: não tenho adversário nem infortúnio. 19Por isso resolvi construir um Templo ao Nome de Iahweh meu Deus, conforme o que disse Iahweh a Davi, meu pai: ‘Teu filho, que colocarei no trono e em teu lugar, é quem construirá um Templo para meu Nome.’ 20Ordena, pois, que cortem para mim cedros do Líbano; meus operários juntar-se-ão aos teus e eu pagarei o trabalho dos teus operários conforme pedires. Sabes, com efeito, que não há entre nós ninguém que entenda de corte de madeira como os sidônios”. 21Quando Hiram ouviu a mensagem de Salomão, ficou cheio de grande alegria e disse: “Bendito seja hoje Iahweh, que deu a Davi um filho sábio que governa este grande povo!”. 22E Hiram mandou responder a Salomão: “Recebi tua mensagem. Atenderei a todo o teu desejo referente às madeiras de cedro e de cipreste. 23Meus servos as descerão do Líbano até o mar e as farei transportar pelo mar, até o lugar que me indicares; ali, eu as desembarcarei e tu as receberás. Por tua vez, fornecerás víveres para minha casa, conforme eu desejar”. 24Hiram forneceu a Salomão madeiras de cedro e de cipreste na quantidade que ele quis, 25e Salomão pagou a Hiram vinte mil coros de trigo para o sustento de sua casa e vinte mil medidas de azeite virgem. Era isso que Salomão pagava a Hiram cada ano. 26Iahweh concedeu a Salomão a sabedoria, conforme lhe prometera; houve bom entendimento entre Hiram e Salomão e os dois fizeram uma aliança. 27O rei Salomão recrutou em todo o Israel mão-de-obra para a corvéia; conseguiu reunir trinta mil operários. 28Mandou-os para o Líbano, dez mil cada mês, alternadamente; eles passavam um mês no Líbano e dois meses em casa; Adoram era o mestre-de-obras. 29Salomão tinha ainda setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores na montanha, 30sem contar os chefes dos prefeitos, em número de três mil e trezentos, que dirigiam os trabalhos e comandavam a multidão empenhada nas obras. 31O rei mandou extrair grandes blocos de pedra escolhida e lavrada, para construir os alicerces do Templo. 32Os operários de Salomão e os de Hiram e os giblitas cortaram e prepararam as madeiras e as pedras para a construção do Templo.

61No ano quatrocentos e oitenta após a saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Ziv, que é o segundo mês, ele construiu o Templo de Iahweh. 2O Templo que o rei Salomão edificou para Iahweh tinha sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e vinte e cinco de altura. 3O Ulam diante do Hekal do Templo tinha vinte côvados de comprimento no sentido da largura do Templo e dez côvados de largura no sentido do comprimento do Templo. 4Fez no Templo janelas oblíquas com grades. 5Encostado à parede do Templo, ele fez um anexo em torno do Hekal e do Debir, e fez aposentos laterais ao redor. 6O andar térreo tinha cinco côvados de largura, o intermediário seis côvados e o terceiro sete côvados, pois ele tinha feito encostas em torno do Templo do lado de fora, de modo que as vigas não se prendiam às paredes do Templo. 7(O Templo foi construído com pedras já talhadas; de modo que não se ouviu barulho de martelo, de cinzel, nem de qualquer outro instrumento de ferro no Templo, durante sua construção). 8A entrada para o andar inferior situava-se no ângulo direito do Templo e por meio de escadas em caracol subia-se ao andar intermediário e, deste, ao terceiro. 9Terminada a construção do Templo, cobriu-o com um teto de pranchões de cedro. 10E construiu um anexo a todo o Templo; tinha cinco côvados de altura e estava ligado ao Templo por traves de cedro. 11A palavra de Iahweh foi então dirigida a Salomão: 12”Quanto a esta casa que estás construindo, se procederes segundo os meus estatutos, se observares as minhas normas e seguires fielmente os meus mandamentos, eu cumprirei em teu favor a minha palavra, que dei a teu pai Davi, 13e habitarei no meio dos filhos de Israel e não abandonarei meu povo, Israel”. 14Salomão edificou o Templo e o concluiu.

15Forrou com placas de cedro o lado interno das paredes do Templo — desde o pavimento até as vigas do teto, revestiu com madeira o interior — e cobriu com tábuas de cipreste o assoalho do Templo. 16Construiu os vinte côvados a partir do fundo do Templo com tábuas de cedro, desde o pavimento até as vigas, e eles foram separados do Templo para formarem o Debir, ou Santo dos Santos. 17O Templo, isto é, o Hekal, diante do Debir, tinha quarenta côvados. 18No interior do Templo, o cedro era esculpido com flores e festões; tudo era de cedro e não se via pedra alguma. 19Salomão dispôs um Debir no interior do Templo, para nele colocar a Arca da Aliança de Iahweh. 20O Debir tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura; revestiu-o de ouro puríssimo. Fez um altar de cedro 211 diante do Debir e o revestiu de ouro. 22Ele revestiu de ouro o Templo todo, que ficou inteiramente coberto de ouro.

23No Debir, ele fez dois querubins de oliveira selvagem..”. Ele tinha dez côvados de altura. 24Uma asa do querubim tinha cinco côvados e a outra asa do querubim também tinha cinco côvados, ou seja, de uma extremidade à outra das asas havia a distância de dez côvados. 25O segundo querubim tinha também dez côvados; ambos os querubins tinham a mesma dimensão e o mesmo formato. 26A altura de um querubim era de dez côvados, e essa também era a altura do outro. 27Colocou os querubins no meio da sala interior; tinham as asas estendidas, de sorte que a asa de um tocava uma parede e a asa do outro tocava a outra parede e suas asas se tocavam uma na outra, no meio da sala. 28Revestiu de ouro os querubins. 29Em todas as paredes do Templo, ao redor, tanto no interior como no exterior, mandou esculpir figuras de querubins, palmas e flores. 30Cobriu de ouro o pavimento do Templo, no interior e no exterior.

31Ele fez a porta do Debir com vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha cinco ângulos; 32os dois batentes eram de oliveira selvagem. Mandou esculpir neles figuras de querubins, palmeiras e flores e cobriu-as de ouro; mandou cobrir de ouro os querubins e as palmeiras. 33Da mesma forma, para a porta do Hekal, fez vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha quatro ângulos; 34os dois batentes eram de cipreste: tanto um como o outro tinham painéis giratórios. 35Mandou esculpir neles querubins, palmeiras e flores, revestidos de ouro ajustado sobre a escultura. 36Construiu o muro do pátio interior com três fileiras de pedra talhada e uma fileira de pranchões de cedro.

37No quarto ano, no mês de Ziv, foram lançados os alicerces do Templo; no décimo primeiro ano, no mês de Bui — oitavo mês —, o Templo foi concluído em todas as suas partes, conforme o projeto. Salomão levou sete anos para construí-lo.

71Para construir seu palácio, Salomão levou treze anos, até seu completo acabamento. 2Construiu a Casa da Floresta do Líbano, com cem côvados de comprimento, cinquenta côvados de largura e trinta de altura, sobre quatro fileiras de cedro, com pranchões de cedro sobre as colunas”. 3Ela era revestida de cedro na parte superior até os pranchões que estavam sobre as colunas. 4Havia três fileiras de arquitraves, quarenta e cinco ao todo, ou seja, quinze em cada fileira, que se correspondiam três vezes. 5Todas as portas e as vigas tinham um enquadramento retangular, correspondendo-se frente a frente três vezes. 6Fez o vestíbulo das colunas, com cinquenta côvados de comprimento e trinta de largura… com um pórtico na frente. 7Fez o pórtico do trono, onde ele administrava a justiça, chamado pórtico do julgamento; era revestido de cedro desde o pavimento até o teto. 8Sua morada particular, no outro pátio, atrás do pórtico, era construída da mesma forma; Salomão fez também uma casa, semelhante a esse pórtico, para a filha de Faraó, que ele tinha desposado. 9Todos os edifícios eram feitos de pedras escolhidas, talhadas sob medida, serradas por dentro e por fora, desde os fundamentos até a madeira das cornijas”. — 10Tinham nos alicerces pedras selecionadas, enormes blocos de dez e de oito côvados, 11e em cima, pedras escolhidas, talhadas sob medida, e madeira de cedro —, 12e, do lado externo, o grande pátio era cercado por três fileiras de pedra talhada e por uma fileira de tábuas de cedro; assim também eram feitos o pátio interno do Templo de Iahweh e o pórtico do Templo.

13Salomão mandou chamar Hiran de Tiro, 14filho de uma viúva da tribo de Neftali e cujo pai era natural de Tiro e trabalhava em bronze. Era dotado de grande habilidade, talento e inteligência para executar qualquer trabalho em bronze. Apresentou-se ao rei Salomão e executou todos os seus trabalhos.

15Fundiu duas colunas de bronze; a altura de uma era de dezoito côvados e sua circunferência media-se com um fio de doze côvados; assim também era a segunda coluna. 16Fez dois capitéis de bronze fundido, colocando-os no topo das colunas; um capitel tinha cinco côvados de altura e a altura do outro era a mesma. 17c Fabricou duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que encimavam as colunas, uma rede para cada capitel. 18aFez as romãs; havia duas fileiras de romãs em torno de cada rede, 19bquatrocentos ao todo, 20aplicadas no centro que ficava por detrás das redes; havia duzentas romãs em torno de um capitel, 18be o mesmo número em torno do outro. 19aOs capitéis que encimavam as colunas eram em forma de flores. 21Ergueu as colunas diante do pórtico do santuário; ergueu a coluna do lado direito, à qual deu o nome de Jaquin; ergueu a coluna da esquerda e chamou-a Booz.22 Assim ficou pronto o serviço das colunas.

 23Fez o Mar de metal fundido, com dez côvados de diâmetro. Era redondo, tinha cinco côvados de altura; sua circunferência media-se com um fio de trinta côvados. 24Havia por baixo da borda coloquíntidas em todo o redor: rodeavam o Mar pelo espaço de trinta côvados, dispostas em duas fileiras e fundidas numa só peça com o Mar. 25Este repousava sobre doze touros, dos quais três olhavam para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste; o Mar se elevava sobre eles e a parte posterior de seus corpos estava voltada para o interior. 26Sua espessura era de um palmo e sua borda tinha a mesma forma que a borda de uma taça, como uma flor. Sua capacidade era de dois mil batos.

27Fez as dez bases de bronze, tendo cada uma quatro côvados de comprimento, quatro côvados de largura e três côvados de altura. 28Eis como foram feitas: tinham molduras que estavam entre as travessas. 29Sobre as molduras que estavam entre as travessas havia leões, touros e querubins, e sobre as travessas havia um suporte; abaixo dos leões e dos touros havia volutas à maneira de… 30Cada base tinha quatro rodas de bronze e eixos também de bronze; seus quatro pés tinham suportes, por baixo da bacia, e esses suportes eram fundidos… 31Seu encaixe, a partir do cruzamento dos suportes até o alto, tinha um côvado; seu encaixe era redondo, em forma de suporte de vaso; tinha um côvado e meio e sobre o encaixe, também, havia esculturas; mas os painéis eram quadrangulares e não redondos. 32As quatro rodas estavam sobre os painéis. Os eixos das rodas estavam no pedestal; a altura das rodas era de um côvado e meio. 33A forma das rodas era a mesma da de uma roda de carro: eixos, aros, raios e cubos, tudo era fundido. 34Havia quatro suportes, nos quatro ângulos de cada base: a base e seus suportes formavam uma só peça. 35Na parte superior da base havia um suporte de meio côvado de altura, de ferro circular; no topo da base havia esteios; os painéis formavam uma só peça com a base. 36Sobre os painéis das travessas e sobre as molduras mandou gravar querubins, leões e palmas… e volutas ao redor.37Assim fez as dez bases: todas fundidas da mesma maneira e do mesmo tamanho. 38Fez dez bacias de bronze, contendo cada uma quarenta batos; cada bacia tinha quatro côvados e repousava sobre uma das dez bases. 39Dispôs as bases, colocando cinco perto do lado direito do Templo e cinco perto do lado esquerdo do Templo; quanto ao Mar, colocara-o do lado direito do Templo, a sudoeste.

40Hiran fez os recipientes para as cinzas, as pás e as bacias para a aspersão. Ultimou toda a obra de que o encarregara o rei Salomão para o Templo de Iahweh: 41duas colunas; os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; as duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; 42as quatrocentas romãs para as duas redes: as romãs de cada rede estavam em duas fileiras; 43as dez bases e as dez bacias sobre as bases; 44o Mar único e os doze touros debaixo do Mar; 45os recipientes para as cinzas, as pás, as bacias para a aspersão. Todos esses objetos que Hiran fez para o rei Salomão, para o Templo de Iahweh, eram de bronze polido. 46Foi na planície do Jordão que ele os fundiu, em terra argilosa, entre Sucot e Sartã; 47 por causa de sua enorme quantidade, não se pôde calcular o peso do bronze. 48Salomão depositou no Templo de Iahweh todos os objetos que mandara fazer: o altar de ouro e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da oblação; 49os candelabros, de ouro puríssimo, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do Debir; as flores, as lâmpadas, as tenazes, de ouro; 50as bacias, as facas, as bacias para a aspersão, as taças e os incensórios, de ouro puríssimo; os gonzos para as portas da sala interior — é o Santo dos Santos — e do Hekal, de ouro. 51Assim ficou terminada toda a obra que o rei Salomão executou para o Templo de Iahweh; e Salomão mandou trazer o que seu pai Davi havia consagrado: a prata, o ouro e os utensílios, e colocou-os no tesouro do Templo de Iahweh.

81Então Salomão congregou em Jerusalém os anciãos de Israel, para trasladar da Cidade de Davi, que é Sião, a Arca da Aliança de Iahweh. 2Todos os homens de Israel reuniram-se junto do rei Salomão, no mês de Etanim, durante a festa (este é o sétimo mês),3 e os sacerdotes carregaram a Arca 4e a Tenda da Reunião com todos os objetos sagrados que nela estavam.5O rei Salomão e todo o Israel com ele imolaram diante da Arca ovelhas e bois em quantidade tal que  não se podia contar nem calcular. 6Os sacerdotes conduziram a Arca da aliança de Iahweh ao seu lugar, ao Debir do Templo, a saber, ao Santo dos Santos, sob as asas dos querubins. 7Com efeito, os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da Arca, abrigando a Arca e seus varais. 8aEstes eram tão compridos que do Santo, diante do Debir, se podia ver sua extremidade, mas não se podiam ver de fora. 9Na Arca nada havia, exceto as duas tábuas de pedra, que Moisés, no Horeb, aí tinha colocado — a saber, as tábuas da Aliança que Iahweh concluíra com os filhos de Israel quando saíram da terra do Egito; 8baí elas ficaram até hoje.

10Ora, quando os sacerdotes saíram do santuário, a Nuvem encheu o Templo de Iahweh 11e os sacerdotes não puderam continuar o seu serviço, por causa da Nuvem: a glória de Iahweh enchia o Templo de Iahweh! 12Então disse Salomão: “Iahweh decidiu habitar a Nuvem escura. 13Sim, eu construí para ti uma morada, uma residência em que habitas para sempre”.

14Depois o rei se voltou e abençoou toda a assembleia de Israel e toda ela mantinha-se de pé. 15Ele disse: “Bendito seja Iahweh, Deus de Israel, que realizou por sua mão o que, com sua boca, prometera a meu pai Davi, dizendo: 16’Desde o dia em que fiz sair meu povo Israel do Egito, não escolhi uma cidade, dentre todas as tribos de Israel, para nela se construir uma casa onde estaria meu Nome, mas escolhi Davi para comandar Israel, meu povo! 17Meu pai Davi teve a intenção de construir uma casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 18mas Iahweh disse a meu pai Davi: ‘Planejaste edificar uma casa para meu Nome e fizeste bem. 19Contudo, não serás tu quem edificará esta casa, e sim teu filho, saído de tuas entranhas, é que construirá a casa para meu Nome.’ 20Iahweh realizou a palavra que dissera: sucedi a meu pai Davi e tomei posse do trono de Israel como prometera Iahweh, construí a casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 21e nela preparei um lugar para a Arca, na qual se acha a Aliança que Iahweh concluiu com nossos pais quando os fez sair da terra do Egito”.

22Em seguida, Salomão postou-se diante do altar de Iahweh, na presença de toda a assembleia de Israel; estendeu as mãos para o céu 23e disse: “Iahweh, Deus de Israel! Não existe nenhum Deus semelhante a ti lá em cima nos céus, nem cá embaixo sobre a terra; a ti, que és fiel à Aliança e conservas a benevolência para com teus servos, quando caminham de todo coração diante de ti. 24Cumpriste a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe havias feito, e o que disseste com tua boca, executaste hoje com tua mão. 25E agora, Iahweh, Deus de Israel, mantém a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe fizeste, ao dizer: ‘Jamais te faltará um descendente diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos atendam ao seu procedimento e caminhem diante de mim como tu mesmo procedeste diante de mim.’ 26Agora, pois, Deus de Israel, que se cumpra a palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai! 27Mas será verdade que Deus habita com os homens nesta terra? Se os céus e os céus dos céus não te podem conter, muito menos esta casa que construí! 28Sê atento à prece e à súplica de teu servo, Iahweh, meu Deus, escuta o clamor e a prece que teu servo faz hoje diante de ti! 29Que teus olhos estejam abertos dia e noite sobre esta casa, sobre este lugar do qual disseste: ‘Meu Nome estará lá.’ Ouve a prece que teu servo fará neste lugar.

30”Escuta as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando orarem neste lugar. Escuta do lugar onde resides, no céu, escuta e perdoa. 31Se alguém pecar contra seu próximo e este pronunciar sobre ele um juramento imprecatório e o mandar jurar ante teu altar neste Templo, 32escuta do céu e age; julga teus servos: declara culpado o mau, fazendo recair sobre ele o peso de sua falta, e declara justo o inocente, tratando-o segundo sua justiça. 33Quando Israel, teu povo, for vencido diante do inimigo, por haver pecado contra ti, se ele se converter, louvar teu Nome, orar e suplicar a ti neste Templo, 34escuta no céu, perdoa o pecado de Israel, teu povo, e reconduze-o à terra que deste a seus pais. 35Quando o céu se fechar e não houver chuva por terem eles pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, louvarem teu Nome e se arrependerem de seu pecado, por os teres afligido, 36escuta no céu, perdoa o pecado de teu servo e de teu povo Israel — tu lhes indicarás o caminho reto que devem seguir — e rega com a chuva a terra que deste em herança a teu povo. 37Quando a terra sofrer a fome, a peste, a mela e a ferrugem; quando sobrevierem os gafanhotos ou os pulgões; quando o inimigo deste povo cercar uma de suas portas; quando houver qualquer calamidade ou epidemia, 38seja qual for a oração ou a súplica de qualquer um, que sente remorso de consciência, se ele erguer as mãos para este Templo, 39escuta no céu, onde moras, perdoa e age; retribui a cada um segundo seu proceder, pois conheces seu coração — és o único que conhece o coração de todos —, 40a fim de que te respeitem por todos os dias que viverem sobre a terra que deste a nossos pais.

41”Mesmo o estrangeiro, que não pertence a Israel, teu povo, se vier de uma terra longínqua por causa de teu Nome — 42porque ouvirão falar de teu grande Nome, de tua mão forte e de teu braço estendido —, se ele vier orar neste Templo, 43escuta no céu onde resides, atende todos os pedidos do estrangeiro, a fim de que todos os povos da terra reconheçam teu Nome e te temam como o faz Israel, teu povo, e saibam eles que este Templo que edifiquei traz o teu Nome. 44Se o teu povo sair à guerra contra seus inimigos, pelo caminho que o enviares e ele orar, voltado para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para teu Nome, 45escuta no céu sua prece e sua súplica e faze-lhe justiça. 46Quando tiverem pecado contra ti — pois não há pessoa alguma que não peque —, e, irritado contra eles, os entregares ao inimigo e seus vencedores os levarem cativos para uma terra inimiga, longínqua ou próxima, 47se eles caírem em si, na terra para onde houverem sido levados, se arrependerem e te suplicarem na terra de seus vencedores, dizendo: ‘Pecamos, agimos mal, nós nos pervertemos’, 48se retornarem a ti de todo o coração e de toda a sua alma na terra dos inimigos que os tiverem deportado, e se orarem a ti voltados para a terra que deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 49escuta do céu onde resides, 50perdoa a teu povo os pecados que cometeu contra ti e todas as revoltas de que foram culpados, faze-os encontrar graça diante de seus vencedores, de modo que tenham deles compaixão; 51pois são teu povo e tua herança, são os que fizeste sair do Egito, daquela fornalha de ferro.

52 “Que teus olhos estejam abertos para as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, para ouvires todos os apelos que lançarem a ti. 53Pois foste tu que os separaste como tua herança, dentre todos os povos da terra, como declaraste por meio de teu servo Moisés, quando fizeste sair do Egito nossos pais, Senhor Iahweh!”. 54Quando Salomão acabou de dirigir a Iahweh toda essa prece e essa súplica, levantou-se do lugar onde estava ajoelhado, de mãos erguidas para o céu, diante do altar de Iahweh, 55e pôs-se de pé. Abençoou em alta voz toda a assembleia de Israel, dizendo: 56 “Bendito seja Iahweh, que concedeu o repouso a seu povo Israel, conforme todas as suas promessas; de todas as boas promessas que fez por meio de seu servo Moisés, nenhuma falhou! 57Que Iahweh, nosso Deus, esteja conosco, como esteve com nossos pais, que não nos abandone nem nos rejeite! 58Incline para ele nossos corações, a fim de que andemos em todos os seus caminhos e guardemos os mandamentos, os estatutos e as normas que ele prescreveu a nossos pais. 59Que estas palavras por mim pronunciadas em oração diante de Iahweh fiquem presentes dia e noite diante de Iahweh nosso Deus, para que faça justiça a seu servo e a Israel, seu povo, conforme as necessidades de cada dia. 60Assim, todos os povos da terra reconhecerão que somente Iahweh é Deus e que não há outro além dele, 61e o vosso coração pertencerá totalmente a Iahweh, nosso Deus, observando seus estatutos e guardando seus mandamentos como o fazeis agora”.

62O rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios diante de Iahweh. 63Salomão imolou, para o sacrifício de comunhão que ofereceu a Iahweh, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram o Templo de Iahweh. 64No mesmo dia, o rei consagrou o interior do pátio que está diante do Templo de Iahweh; pois foi lá que ofereceu o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão, uma vez que o altar de bronze, que estava diante de Iahweh, era pequeno demais para conter o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão. 65Nesta ocasião, Salomão celebrou a festa, e todo o Israel com ele; houve uma grande assembleia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito, diante de Iahweh, nosso Deus, por sete dias. 66No oitavo dia despediu o povo; eles bendisseram o rei e voltaram para suas casas, alegres e de coração contente por todo o bem que Iahweh fizera a seu servo Davi e a Israel, seu povo.

91Depois que Salomão acabou de construir o Templo de Iahweh, o palácio real e tudo o que tencionava realizar, 2Iahweh lhe apareceu uma segunda vez, como lhe aparecera em Gabaon. 3Iahweh lhe disse: “Ouvi a oração e a súplica que me dirigiste. Consagrei esta casa que construíste, nela colocando meu Nome para sempre; meus olhos e meu coração aí estarão para sempre. 4Quanto a ti, se procederes diante de mim como teu pai Davi, na integridade e retidão do coração, se agires segundo minhas ordens e observares meus estatutos e minhas normas, 5firmarei para sempre teu trono real sobre Israel, como prometi a Davi, teu pai, dizendo: ‘Jamais te faltará um descendente sobre o trono de Israel’; 6porém, se vós e vossos filhos me abandonardes, não observando os mandamentos e os estatutos que vos prescrevi e indo servir a outros deuses e prestar-lhes homenagem, 7então erradicarei Israel da terra que lhes dei; rejeitarei para longe de mim este Templo que consagrei a meu Nome e Israel será objeto de escárnio e de riso entre todos os povos. 8Este Templo tão sublime será para todos os transeuntes motivo de espanto; assobiarão e dirão: ‘Por que Iahweh tratou assim esta terra e este Templo?’ 9E responderão: ‘Porque abandonaram Iahweh, seu Deus, que fez sair seus pais da terra do Egito, porque aderiram a outros deuses e lhes prestaram homenagem e culto, por isso Iahweh fez cair sobre eles todas estas desgraças.’”

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O Senhor atentou para Abel e sua oferta de sangue, mas não atentou para Caim e sua oferta doce e pura. Por quê?

Resposta: O consulente está enganado. A oferenda de Abel não era uma oferenda de sangue. Em nenhum lugar está escrito que Abel matou um animal. A lenda da maçonaria mística, que apresentaremos em parte, conta a história: em um determinado momento, o Elohim criou Eva; Ele se uniu a ela e ela deu à luz Caim; só que Ele a abandonou antes do nascimento de Caim e Caim tornou-se, assim, “filho da viúva”. Então, outro Elohim, Jeová, criou Adão, que se uniu a Eva e ela deu à luz Abel. Com o tempo, Caim e Abel trouxeram suas ofertas a Jeová. Abel trouxe de seus rebanhos criados por Deus, enquanto Caim trouxe o trabalho de suas próprias mãos, o trigo. E Jeová aceitou a oferta que Abel encontrara pronta em suas mãos, feita pela natureza, mas desprezou o sacrifício que era fruto da capacidade criativa de Caim. Então Caim matou Abel e foi amaldiçoado. Adão uniu-se novamente a Eva, e ela deu à luz Seth.

De Caim e Seth vieram duas classes de pessoas. Os descendentes de Caim foram Tubal-Caim e Hiram Abiff, habilidosos mestres artesãos, que sabiam moldar coisas com as próprias mãos, possuindo em si a capacidade divina da criação, de fazer crescer duas folhas de grama onde antes havia apenas uma, e deles descendem todos aqueles que trabalham com as mãos e se esforçam para conquistar a terra e seus recursos.

De Seth descendiam os Reis e os Sacerdotes, que recebiam sua sabedoria já pronta dos deuses e aceitavam as coisas como as encontravam. Entre eles estava Salomão, o mais sábio dos seres humanos, mas ele não havia conquistado sua sabedoria por si mesmo, ele a recebeu como um dom de Deus. Essas duas classes ainda são encontradas na Terra hoje e estão lutando pela supremacia. Uma é a dos poderes temporais progressistas, a outra a do sacerdócio conservador.

A razão pela qual Jeová aceitou a oferta de Abel foi porque ele aceitou as coisas como foram criadas; ele era “filho do homem” e não aspirava à criação divina. Mas Caim tinha uma natureza divina; possuía o instinto criador, e isso não agradava a Deus Jeová.

(Pergunta nº 87 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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