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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é o ponto de vista dos Ensinamentos Rosacruzes em relação à criação do mundo em sete dias?

Resposta: Existem duas histórias da criação na Bíblia. Uma começa no primeiro versículo do primeiro capítulo e termina no terceiro versículo do segundo capítulo do Livro do Gênesis[1]. Outra narrativa começa no quarto versículo[2].

Essas duas histórias da criação parecem divergir bastante em vários pontos. O primeiro relato afirma que no princípio a Terra era coberta de água; o segundo afirma que era seca. O primeiro nos informa que o ser humano foi criado por último; a segunda versão diz que ele foi a primeira criatura, etc. Essas discrepâncias parecem irreconciliáveis ​​e proporcionam ao cético grande satisfação quando ele as relata com um sorriso de pena arrogante pelos pobres tolos ignorantes que acreditam em tamanha tolice. No entanto, os dois relatos não são realmente incongruentes; eles são complementares e estão em harmonia com os fatos científicos. O primeiro relato trata origem da Forma, o segundo capítulo da evolução da consciência. A Forma humana, como está constituída atualmente, é a obra-prima da evolução, construída sobre a base de todas as Formas inferiores que a precederam. A Vida que é o Espírito, o pensador, não tem começo nem fim, é eterna como o próprio Deus, e essa Vida existia antes de todas as Formas, como conta a segunda história da criação.

Quanto ao tempo em que se diz que essa criação da forma ocorreu, os Ensinamentos Rosacruzes não ensinam nem acreditam que ela tenha sido realizada em sete dias de vinte e quatro horas cada, mas em nosso esquema de manifestação sete grandes transformações da Terra são necessárias para facilitar a plena evolução da autoconsciência e do poder da Alma pelos Espíritos em evolução. Três Períodos e meio foram gastos na obtenção de veículos; o restante será necessário para a evolução da consciência.

O versículo inicial da Bíblia afirma que, no princípio, a Terra era escura e sem forma definida. Isso ocorreu durante o Período de Saturno, quando a névoa ígnea incipiente se formava a partir da substância primordial do espaço.

O terceiro versículo nos informa que Deus disse “Haja luz”, uma passagem que tem sido alvo de escárnio por demonstrar a ignorância dos autores e a inconsistência do relato com os fatos científicos; pois, diz o zombador: “Se o Sol e a Lua só foram criados no quarto dia, como poderia haver luz antes disso?”. Não estamos lidando com o mundo como ele é hoje, uma massa sólida. Isso, é claro, seria escuro sem uma fonte externa de luz, mas naquela época a Terra era um mundo em formação e, de acordo com a Teoria Nebular, deve haver primeiro o estágio de calor escuro ao qual demos o nome de Período de Saturno. Mais tarde, a névoa se acende e se torna luminosa; a luz está dentro e não depende de um Sol e de uma Lua externos. Este segundo estágio no desenvolvimento do nosso Planeta é chamado de Período Solar.

Em seguida, somos informados de que Deus disse: “Haja uma expansão nas águas, para separar águas de águas.”. A palavra aqui traduzida como “expansão” é traduzida como “firmamento” na versão autorizada, mas usamos o texto massorético, que foi traduzido por tradutores de conhecimento, que não estavam sujeitos a um decreto real como aquele que dificultou os tradutores do Rei Jaime. O uso do termo “expansão” harmoniza a Bíblia com a Teoria Nebular, pois, quando uma névoa de fogo aparece no espaço, a umidade é gerada pelo contato dessa massa aquecida com o espaço circundante, que é frio. Essa umidade se aquece e se expande em vapor, que se desloca para fora do núcleo incandescente, é resfriado e condensado, e gravita de volta para a fonte de calor. Assim, a expansão das águas separou as águas das águas, com a umidade densa permanecendo mais próxima do núcleo incandescente e o vapor do lado de fora. Essa fase na consolidação da Terra é chamada de Período Lunar.

A ebulição contínua da água ao redor do núcleo incandescente finalmente causou uma incrustação e surgiu terra seca. Dizem que “Deus chamou a terra seca de Terra”.

Durante a primeira parte do Período atual, o Período Terrestre, a Terra era tão escura quanto no Período de Saturno. Existiam apenas substâncias minerais. Esta fase é chamada de Época Polar.

O Período Solar ardente encontra sua réplica na Época Hiperbórea, que é descrita nos versículos 11-19[3] como o tempo em que as plantas foram geradas e a Terra se tornou um Planeta iluminado externamente pelo Sol e pela Lua. Isso encerra o trabalho descrito como tendo sido realizado no quarto grande dia no desenvolvimento da nossa Terra.

Na Época Lemúrica temos uma recapitulação das condições durante o Período Lunar, um núcleo ardente e uma atmosfera de névoa de fogo, também a gênese dos graus inferiores dos animais, descrita na história bíblica como o trabalho do quinto dia.

Na Época Atlante os mamíferos vertebrados e o ser humano foram formados, como descrito sob o título do sexto dia, e quando o ser humano se tornou um ser racional na atual Época Ária, os Deuses descansaram para deixá-lo realizar sua própria salvação sob as gêmeas Lei do Renascimento e Lei da Consequência.

(Pergunta nº 79 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: (Gn 1:1-31 e Gn 2:1-3) Capítulo 1: No princípio, Deus criou o céu e a Terra. Ora, a Terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas. Deus chamou à luz “dia” e às trevas “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. Deus disse: “Haja um firmamento no meio das águas e que ele separe as águas das águas”, e assim se fez. Deus fez o firmamento, que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão sob o céu se reúnam numa só massa e que apareça o continente” e assim se fez. Deus chamou ao continente “Terra” e à massa das águas “mares”, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Que a Terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a Terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a Terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. Deus disse: “Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu” e assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os seres vivos que rastejam e que fervilham nas águas segundo sua espécie, e as aves aladas segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus os abençoou e disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a água dos mares, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. Deus disse: “Que a terra produza seres vivos segundo sua espécie: animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie” e assim se fez. Deus fez as feras segundo sua espécie, os animais domésticos segundo sua espécie e todos os répteis do solo segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra”. Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas” e assim se fez. Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

Capítulo 2: Assim foram concluídos o céu e a Terra, com todo o seu exército. Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera e no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, pois nele descansou depois de toda a sua obra de criação.

[2] N.T.: Capítulo 2: Gn (2:4-7) Essa é a história do céu e da terra, quando foram criados. A experiência da liberdade. O paraíso — No tempo em que Iahweh Deus fez a terra e o céu, não havia ainda nenhum arbusto dos campos sobre a terra e nenhuma erva dos campos tinha ainda crescido, porque Iahweh Deus não tinha feito chover sobre a terra e não havia homem para cultivar o solo. Entretanto, um manancial subia da terra e regava toda a superfície do solo. Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente.

[3] N.T.: Gn 1:11-19 – Deus disse: “Que a terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

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Artigos Publicados: Esquema, Caminho e Obra da Evolução

A Almejada Resposta: cultivar a parte espiritual e cuidar dos negócios desse mundo
A Ansiosa Solicitude pela Vida
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Caminho da Iniciação: A Fuga para o Egito
Caminho da Iniciação: Apresentação no Templo
Caminho da Iniciação: O Batismo
Caminho da Iniciação: O Ensinamento no Templo
Como chegamos ao ponto de poder utilizar o pensamento aqui, no Mundo Físico
Conforme a Necessidade do Tempo e do Lugar, nós renascemos
Cristo: Sua Trajetória e Sua Missão para nos salvar
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Da Tríade: “De Onde Viemos” – O Arco Descendente da Evolução
Da Tríade: “Para Onde Vamos”
Desenvolvimento Equilibrado: como está o seu?
É Tempo de Renovação Espiritual
Entre a Ilusão e a Realidade
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Extensão de Consciência
Faz sentido ter Temor às Provas quando no grau do Probacionismo?
Houve um Tempo para lançar luz sobre a mal-entendida Religião Cristã
Não Violência: a Única Saída
Nossa Jornada Cíclica
Nossa valorização individual: uma das grandes contribuições dada pelo Cristianismo
O Batismo da Consciência e a Iniciação
O Ciclo: o fim não existe, somente um contínuo eterno, uma existência eterna
O Cristo Cósmico: diferente de Cristo-Jesus – um Raio do Cristo Cósmico
O Espírito de Natal
O Esquema de Evolução e as Relações com as Iniciações Menores e as Cristãs
O Evangelho de São João: o que mais aclara o ponto central da involução para a evolução
O Peregrino do Tempo
O Poder do Amor
O Primeiro Céu, o nosso Lar dependente da Nossa Alma
O Processo da Nossa Evolução
O Processo de Redenção
O Propósito Renovado para Aprender o Melhor possível aquilo que é ensinado
O que está errado no Mundo?
O Seu Crescimento Espiritual na Fraternidade Rosacruz
O Significado da Morte
O Sol Místico da Meia Noite no Natal
O Terceiro Fator nesse Esquema de Evolução que quando não atua ou se torna inativa no indivíduo, na família, nação ou no povo começa a degeneração
O Tipo de Renúncia necessária para trilhar o Caminho de Preparação para a Iniciação Rosacruz
O Vinho, como bebida alcoólica, usado neste Esquema de Evolução – Parte 1
O “Vinho” como Fator da Evolução – Parte 2
O “Vinho” como Fator da Evolução – Parte 3
Os Bosques da Alegria
Os Cinco Panoramas da Vida
Os Mundos Visível e Invisíveis
Os Mundos: formação de um “Cosmos”
Os Pergaminhos do Mar Morto
Os Perigos no Caminho
Os Sete Dias da Criação – O Inconsciente e a Iniciação
Pelas Veredas do Nosso Esquema de Evolução atual
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Qual é o conceito de felicidade que a Escola Rosacruz preconiza
Quando e para que foram nos dado: Arquitetura, Escultura, Pintura e Música
Quarta Época, a Atlante, do Período Terrestre
Quinta Época, a Ária, do Período Terrestre
Renovação: os 4 Princípios
Segunda Época, a Hiperbórea, do Período Terrestre
Sementes da Nova Era, ainda aqui na Era de Peixes
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Terceira Época, a Lemúrica, do Período Terrestre
Todos nós podemos e devemos decifrar a mensagem e resolver o mistério do Universo: eis um exemplo
Tudo o que for necessário para o seu crescimento e desenvolvimento sempre virá e na hora certa
Um Pouco de Culpa em Todos
Uma Conta Simples sobre Quantidade de Renascimentos aqui
Uma exposição elementar sobre o seu desenvolvimento e o da humanidade
Uma Renovada Disposição sempre Planejando para o Próximo Ano
Valorizar a Sua Vida aqui na Terra
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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Se “Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos”[1], como é possível que ele se torne, no final, superior a eles nos Mundos espirituais?

Resposta: Essa pergunta revela um equívoco por parte de quem a fez. Isso nunca foi afirmado dessa forma nos Ensinamentos Rosacruzes, mas algo foi dito que pode ter sido mal interpretado. A verdade é que a Evolução se move em espiral e nunca há uma repetição da mesma condição. Os Anjos representam uma corrente evolutiva anterior a nossa, sendo alcançaram o nível de Humanidade em um Período anterior ao atual Período Terrestre, chamado de Período Lunar na Terminologia Rosacruz. Os Arcanjos alcançaram o nível de Humanidade no Período Solar, e os Senhores da Mente, chamados por S. Paulo de “Poderes das Trevas”, alcançaram o nível de Humanidade do sombrio Período de Saturno. Nós somos a Humanidade do quarto Período do presente do atual Esquema de Evolução ou de manifestação, o Período Terrestre. Assim como todos os seres do universo estão progredindo ou evoluindo, a Humanidade dos Períodos anteriores também progrediu, de forma que agora se encontram em um estágio mais elevado ao que tinham quando alcançaram o nível de Humanidade deles – eles são “sobre-humanos”. Portanto, é verdade que Deus nos criou um pouco inferior aos Anjos. Mas, como tudo está em constante progressão espiralar, também é verdade que nós, que estamos no nosso nível de Humanidade atual, somos superiores e mais evoluídos do que os Anjos o foram (quando esses estavam no nível de Humanidade deles); e que os Anjos eram de uma ordem mais elevada quando atingiram o nível de Humanidade do que os Arcanjos, quando esses atingiram o nível de Humanidade. Na próxima etapa alcançaremos algo semelhante ao atual estágio dos Anjos, mas seremos superiores ao que eles são agora.

(Pergunta nº 2 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

[1] N.T.: Sl 8:5 e Hb 2:7

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que forma o Espírito é o Tríplice Espírito, ou seja: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano? É esse o Ego?

Resposta: Na realidade somos todos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana e iniciamos o trilhar nesse Caminho, Obra e Esquema de Evolução no Período de Saturno, partindo do nosso Mundo, o Mundo dos Espíritos Virginais. Quando nos manifestamos, como agora nesse Grande Dia de Manifestação (composto desse Esquema de Evolução, pelo qual estamos caminhando), o fazemos de maneira Tríplice – exatamente como o nosso criador, Deus, o faz (Pai, Filho e Espírito Santo): então nos manifestamos, a partir do Mundo do Espírito Divino até a Região Abstrata do Mundo do Pensamento como um Tríplice Espírito, trabalhando por meio de três veículos espirituais: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano.

O objetivo desse Esquema de Evolução, na parte que conhecemos como Involução, é conquistar e aprender a trabalhar nos Mundos: Físico, do Desejo e do Pensamento. Para isso: primeiro tivemos que ganhar (e não despertar!) os veículos para trabalhar em cada um desses Mundos. Quem nos deu o germe de cada Corpo e do veículo Mente foram as Hierarquias Criadoras que são especializadas em trabalhar com o material de cada respectivo Mundo. Concomitantemente a isso, cada um daqueles três veículos espirituais foi despertado em nós, com a ajuda de Hierarquias Criadoras especializadas nessa atividade. Junto a isso, conforme ganhávamos o germe e despertava o correspondente superior veículo espiritual, fomos aprendendo a trabalhar com cada um e a aprimorar os veículos desses três Mundos, a partir de Átomos-sementes (que nada mais é do que a evolução do germe de cada Corpo que nos foi dados pelas Hierarquias Criadoras).

Três desses Veículos são os que alcançaram o estágio de Corpos: Denso, Vital (para o Mundo Físico) e de Desejos (para o Mundo do Desejo) e um ainda está no seu estado de veículo (Mente), para trabalharmos na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Por isso é que dizemos que de cada aspecto do Tríplice Espírito emanamos os três Corpos (o Tríplice Corpo) e que por meio da Mente, nós, o Tríplice Espírito, consegue trabalhar conscientemente nas “ferramentas” Tríplice Corpo. O conjunto do Espírito Virginal manifestado (Tríplice Espírito) é chamado de Ego, no nosso caso, da Onda de Vida humana).

Atualmente, como Espírito Virginal manifestado, funcionamos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Utilizando o veículo Mente, trabalhamos na Região Concreta do Mundo do Pensamento. E assim consequentemente com os Corpos: Físico, Vital e de Desejos nos Mundos: Físico e do Desejo, respectivamente. A Mente é a ponte que nos liga (o Ego) aos nossos veículos (os Corpos e a Mente, citados acima).

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Os Ensinamentos Rosacruzes ensinam que Cristo é o Espírito Solar e, por essa razão, parece perfeitamente lógico que consideremos o domingo como dia sagrado para a “dedicação ao Senhor” em terras Cristãs. No entanto, Jeová é o Regente da Lua. Por que, então, os Judeus não foram ensinados a guardar a segunda-feira como dia sagrado em vez do dia de Saturno, que agora é o “sábado”?

Resposta: Há uma conexão esotérica entre Saturno, o Sol e a Lua, que regem o sábado, o domingo e a segunda-feira, respectivamente. O Sol e Saturno são ministros da vida e da morte – respectivamente –, e a Lua é, por assim dizer, a lançadeira com o qual a Humanidade se vê constantemente impelida de um polo a outro, enquanto a teia da experiência está sendo tecida. O nodo setentrional – ou nodo norte – da Lua, que chamamos de Cabeça do Dragão, compartilha da natureza do Sol, que nos fornece a vida, e conduz a Humanidade ao período de atividade física. O nodo meridional – ou nodo sul – nos conduz para o repouso da morte por meio das forças saturninas da Cauda do Dragão. Em outras palavras, tanto Saturno como a Lua são os portais de entrada e saída dos Mundos invisíveis, ou Caos – a Lua em termos de capacidade astral e Saturno em sentido cósmico.

Quando um grande Dia Criador de Manifestação se inicia, uma Época sempre começa com um Período de Saturno, então, as Ondas de Vida – nas quais o Espírito se manifesta –, que passaram pela fase subjetiva de evolução durante a Noite Cósmica precedente, são conduzidas à manifestação ativa, e isso ocorre durante a Revolução de Saturno de cada Período. Na pequena esfera terrestre da nossa atividade atual, quando um Ego está pronto para o renascimento na vida terrestre, a Lua marca o momento tanto da concepção quanto do nascimento, assumindo assim a função saturnina de conduzir os Egos em evolução da escura Noite Cósmica da morte para o universo solar da vida e da luz. Há, contudo, alguns Egos que não evoluem, mas permanecem estagnados no Caminho de Evolução. Para eles, chega um momento em que são, finalmente, expulsos para a Lua e lhe é negada a oportunidade e o privilégio de renascer dentro da atual classe evolucionária. Em consequência disso, eles permanecem na Lua até que os veículos, cristalizados por eles por falta de ação (ou inanição), sejam dissolvidos, e como não podem prosseguir com a corrente evolutiva, só lhes resta um caminho, isto é, gravitar de volta através do portão de Saturno para o Caos, ou para a Noite Cósmica, onde devem aguardar outra oportunidade de manifestação numa corrente de vida posterior.

Jeová não é o Regente dos Judeus, ao ponto de excluir todos os outros povos. Ele é o Legislador e o Senhor Cósmico da fecundação. Portanto, Ele tem uma missão especial a cumprir em relação a todos os povos pioneiros de qualquer Época ou Período, onde uma grande hoste de Espíritos que devam ser providos de veículos de um novo tipo. É Ele que multiplica abundantemente os povos pioneiros, lhes fornece as Leis apropriadas para a sua evolução e os prepara para um novo período de desenvolvimento. Se nos lembrarmos desse fato e, também, de que a primeira parte de uma Época é saturnina, então entenderemos que, embora os Semitas Originais fossem os ancestrais da Raça Ária, tenham sido multiplicados como as areias da praia, e tenham recebido suas Leis através de Jeová, eles também viviam no estágio saturnino da Época Ária e, portanto, logicamente, foram ensinados a guardar o dia de Saturno como um “dia de descanso”.

A Bíblia diz que a Lei era suprema até o advento do grande Espírito Solar. Cristo iniciou uma nova fase da evolução sob o princípio do amor e da regeneração. Isso pôs fim ao regime de Jeová e ao domínio de Saturno, não de uma forma abrupta, é claro, pois sempre há uma sobreposição que se procura entre um regime antigo e um novo. Mas, a partir desse momento, nós, o povo pioneiro Cristão, já entramos na segunda parte, ou seja, na parte Solar da Época Ária e, portanto, estamos substituindo agora o “dia de Saturno” pelo “dia do Sol” como dia de “dedicação ao Senhor”.

Como já mencionamos, a Lua e Saturno são os portões do Caos, e isso pode levar os Estudantes Rosacruzes a quererem saber o que acontecerá ao restante de nós e, portanto, podemos fornecer uma explicação resumida dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sobre esse ponto: a Humanidade comum que segue o Caminho de Evolução é guiada em direção ao Reino de Cristo, o Espírito Solar.

Os atrasados, que não conseguem acompanhar o curso evolutivo, retrocedem para o Reino de Jeová, o Espírito Lunar.

Os avançados da Humanidade, os Iniciados que passaram tanto pelas Iniciações Menores quanto pelas Iniciações Maiores e seguem diante do Libertador (o grande Ser encarregado da evolução na Terra), têm a opção de permanecer aqui e ajudar seus irmãos e suas irmãs nesse mundo, ou ir para um satélite natural de Júpiter e preparar as condições sob as quais a Humanidade poderá evoluir no futuro Período de Júpiter.

As almas avançadas que malbarataram os seus poderes exercendo a magia negra retrocedem diretamente para Saturno e são forçadas a penetrar no Caos pela dissolução de seus veículos.

Saturno tem uma preponderância do quarto Éter, o Éter Refletor. Daí a sua pálida luminosidade, e os Egos que vão para lá deixam um registro de suas vidas e são em seguida lançados para fora em direção ao Caos, através das luas de Saturno.

Júpiter tem uma preponderância do terceiro Éter, o Éter Luminoso ou Éter de Luz. Daí o seu brilho, e os Egos avançados que vão para Júpiter, vindos do lado externo, dirigem-se para o interior através das luas e começam, então, como já dito, um trabalho construtivo para o Período de Júpiter.

 (Pergunta nº 77 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A minha dúvida basicamente é como acontece essa nossa evolução que nos faz avançar, podendo até ser pioneiro, ou nos atrasar, podendo até ser um fracassado, no tempo e no espaço?

Resposta: Isso é possível porque fomos criados com o livre arbítrio desde o início. Ou seja: desde o início temos a prerrogativa de querer ou não querer, exercendo a nossa Vontade. E isso é respeitado por todos os seres (e deveria ser também por nós!). É esse mesmo direito que resulta em querer ou não evoluir. O fato de no comecinho – Período de Saturno – estarmos em um estado de consciência conhecida como transe profundo não nos impede de termos o livre arbítrio, pois, como Espíritos Virginais, estamos sempre conscientes! Todos nós, como Espíritos Virginais, desde o Período de Saturno quando éramos guiados pelos Senhores da Mente, já haviam entre nós Espíritos Virginais da nossa Onda de Vida mais evoluídos que a Humanidade comum hoje. Exemplos: são os Irmãos Maiores e os seres de outros Períodos como: Júpiter, Vênus e Vulcano.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Senda do Adepto

Prosseguindo em nossas explanações por meio de estudos cosmológicos espirituais, voltemos ao Período de Saturno, quando principiávamos a nossa marcha. Nesse Período surgiram os Grandes Luminares, as Hierarquias Criadoras, que estavam acima desse Globo, e que nos auxiliaram por meio da Luz inferente a Seus Corpos, promovendo uma lenta densificação das partículas desse Globo nascente que, posteriormente, transformou-se em Luz. A nossa alimentação nessa época era constituída de calor e, posteriormente, passou a ser Luz. Se aceitarmos tal fato como verdade, teremos que convir, que essa mesma Luz, ainda hoje, nos serve de alimentação.

Não é possível haver vida sem essa Luz que se encontra tanto dentro, como fora de nosso organismo. Não somos mais tão ingênuos a ponto de acreditarmos que o mundo não seja uma expressão da Luz de Deus, pois “Deus é Luz” (IJo 1:5), da qual tudo foi feito, e que se propaga e tem sua eterna existência.

Assim, toda nossa alimentação é um produto da Luz que produz em nós o calor existente desde os primórdios do Período de Saturno. Esse calor se manifesta em nosso sangue sem o qual, nós, o Ego (o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), não teríamos possibilidade de manifestação. Lembremo-nos que o calor do sangue é a nossa posição vantajosa em nossos veículos. Os quatro Éteres que fazem parte da constituição do nosso Corpo Vital estão intimamente ligados à nossa existência física densa (ao Corpo Denso), bem como às funções puramente transcendentais.

Assim compreendemos claramente o seu valor cooperante, intrínseco, desde o Período de Saturno (calor sanguíneo), Período Solar (Luz, transformação de calor em Fogo, concordante com o Éter de Vida, Éter Luminoso e com a formação do sistema nervoso) e, finalmente, o Éter Refletor, que traz ao nosso cérebro físico a percepção do Universo fora de nós. Notamos haver, portanto, um alimento concordante com as quatro modalidades de Éteres que sustentam o organismo humano. Através de etapas, de uma aprendizagem pelos Períodos, Épocas e Revoluções, o ser humano, quando atinge o grau de Adepto no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, consegue dispensar os alimentos desses Períodos, pois, as forças criadoras passam a atuar nele com todo seu potencial.

Por isso nos torna compreensível que o espiritualista tenha que se abster de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), procurando uma dieta mais natural, concordante com a finalidade que tem em vista. À nossa disposição estão os alimentos vegetais, as frutas, os legumes, verduras, mel, ovos, leites e afins; todos eles fontes excelentes de energias solares.

Podemos, ainda, juntar o seguinte: O Espírito Universal é um alimento perfeito, como bem o expressou Cristo, o Senhor: “Nem só de pão Vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4:4).

Isso significa que da boca de Deus sai o alento, a Vida que sustenta a todos nós que viemos a este mundo.

Este é o verdadeiro alimento; e outro não há, pois, mesmo apresentando-se sob várias formas e aspectos, o Espírito é “um” e sempre o mesmo. A todo aquele que desejar futuramente habitar nos Céus, ou seja, a Celeste Jerusalém, exorta-se a alimentar-se, desde já, do maná dos céus, isto é, do Espírito.

Deste mesmo Espírito testificam todas as Escrituras Sagradas. Não resta nenhuma dúvida de que aquele que não se alimentar desse “Pão de Vida”, futuramente não terá condições de habitar nas novas condições do próximo Período, pois não será encontrado vestido com suas Vestes Nupciais. Estará, segundo as Escrituras, desnudado.

Expliquemos, portanto, o desenrolar do processo que nos leva a atingir o estágio mencionado por Cristo, com as palavras: “Vós sois deuses” (Sl 82:6). Os deuses vivem no Paraíso, conforme descreve a Bíblia no Gênesis, ao se referir aos seres que constituíam a Humanidade nesta fase, com os nomes simbólicos de Adão e Eva, luzes que existiam antes que o mundo fosse feito, de acordo com as palavras de Cristo em Sua oração sacerdotal. Já mencionamos essa passagem. À Porta desse Paraíso se postam Querubins trazendo em Suas mãos alguns lírios. Isto significa que não podem franquear passagem para esse Reino Celestial àquele que não trouxer em si os lírios espirituais. Aqui não se trata de flores comuns, tampouco de “salvação”, pois já “está salvo” pela Luz Branca e transparente, o que significa que na Alma já não se encontra mácula alguma. Cristo é a Luz e a Porta do Paraíso, no que se vive em perfeita Unidade com o Absoluto. Humanamente não temos outra palavra à disposição para designar o Paraíso, mas temos, internamente, qualidades condizentes com esse estado paradisíaco, conhecido também como a Nova Jerusalém que desce dos Céus para dentro da Alma Humana, conforme as palavras do Apocalipse.

Nesta Nova Jerusalém, o Senhor, a Nova Alma, ceia conosco em uma Mesa, do mesmo manjar. Cristo é Quem nos dá manjar espiritual, na expressão mais exata d’Ele mesmo, quando na Santa Ceia fala aos Seus discípulos com as seguintes palavras: “‘Tomai, comei, este é o meu Corpo“. “E tomando o cálice, dando graças, disse: Bebei todos. Porque isto é o meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que é derramado por muitos, para a remissão dos pecados.” (Mt 26:26, Mc 14:22 e em ICor 11:24).

Se imaginarmos a Santa Ceia em que Cristo presidiu à mesa, e se tivermos um pouco de percepção espiritual, nos será possível encontrar uma ação impressionante, pois o Pão que entregou aos Discípulos não era um pão comum: era a própria Luz que o Senhor entregava. Ele mesmo disse: “Isto é o meu Corpo” – isto é – a Luz Solar, a Luz do Espírito de Vida, a Água da Vida ou Árvore da Vida que estava plantada no Centro do Paraíso, mencionada no Livro do Gênesis e no Livro do Apocalipse. Logo, deve-se compreender que a Luz de Cristo foi derramada abundantemente sobre o pão do qual todos eram transformados pela aliança do Novo Testamento, a Luz das Alturas em que Cristo tem Sua Morada. Aqueles que se dirigem ao Adeptado devem, por ordem espiritual, quando comem, sentir a Presença, a imensa Luz que se derrama sobre eles. Na essência do pão e no suco dos frutos maduros, tomamos como alimento, o próprio Corpo de Deus que é Luz.

No Apocalipse lemos: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Ap 22:13). Uma ligeira análise das palavras acima nos mostra a finalidade de Cristo e de todos que estão e estarão aptos a viverem na Nova Jerusalém, que desce do Infinito, e na qual Cristo habita juntamente com a Humanidade. Se configurarmos as palavras “Alfa e Ômega”, entrelaçadas, formando um círculo, isto é, se sobre a letra Alfa, “A”, colocarmos a última letra do alfabeto grego, Ômega (Ω), praticamente não saberemos onde começa nem onde terminam “A” ou “Ω”. Deus não tem começo e nem fim. O Alfa está no Ômega, e vice-versa. Partindo dessas explicações podemos, agora, estudando o capítulo 14, versículo 1 do Livro do Apocalipse, aprendemos que: “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o Monte Sião e com Ele 144.000 que em suas testas tinham o nome d’Ele e de seu Pai“. No versículo 2 aprendemos que: “Ouvi uma voz de muitas águas, como voz de trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem as harpas“. O que nos surpreende nesses versículos, e aliás em todo o Livro, é a sua construção e a clareza de seus dizeres místicos. Nos últimos dois versículos está explicado que o Pai, o Filho, a Humanidade e o Universo em seu movimento (Atividade), o Espírito Santo, formam, em conjunto, uma grande sonoridade. A Humanidade é representada pelo número 144.000 que, cabalisticamente, simboliza a Humanidade. O nome em hebraico é ADM ou ADAM: Aleph é o número 1; Daleth é número 4; Mem o número 40. ADAM, portanto, é igual ao número 144; adicionando-se os três algarismos, teremos o número nove. Os três zeros finais querem significar que a Humanidade já passou por três grandes Período de desenvolvimento: Saturno, Solar e Lunar, tendo entrado para o quarto grande Período denominado Terrestre. Nos versículos acima, representa-se uma Humanidade redimida, perfeita, pois todos trazem em suas testas o Sinal do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Nas três vezes em que se refere à voz, o Apocalipse queria significar a Harmonia Absoluta dentro de toda Criação, pois todos serão salvos por Cristo, o “Alfa e o Ômega”, o Princípio e o Fim, na Unidade Perfeita: o Absoluto. Ainda analisando o número 9 de ADAM, ou seja, daqueles que trarão em suas testas o Sinal do Pai, Filho e Espírito Santo, o Consolador prometido por Cristo em Sua despedida, encontramos três Trindades; no princípio das coisas como “Aleph”, do qual tudo foi feito, e que se desdobra para o nove. Se aceitamos que no Pai está o Filho e o Espírito Santo, deparamos com o número três. Se olharmos para o Filho, encontramos o Pai e o Espírito Santo, o número três, no UNO. Se olharmos para o Espírito Santo, encontramos o Pai e o Filho, que nos levam novamente para o número três, no UNO. Assim temos: 3 +3 + 3 = 9.

Voltemos, ainda, ao 14º capítulo, versículo 1 do Apocalipse, em que está escrito: “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o Monte Sião e com Ele 144.000 que em suas testas tinham escrito o nome d’Ele e de seu Pai“. Lembremo-nos, antes de mais nada que o Espírito Santo foi enviado por Cristo, que voltou ao Pai, depois de deixado o mundo, tendo sido imolado como um Cordeiro no Altar da Humanidade, a fim de salvar o gênero humano decaído, por meio de Seu Sangue, a Luz de Deus. Daí o Espírito Santo ter sido enviado a fim de continuar o trabalho de salvação, até que Cristo volte novamente para uma Humanidade gloriosa, aperfeiçoada. Por essa ocasião todos deverão trazer nas testas o Sinal do Pai e do Filho. Que configuração poderá ser este Sinal? Falemos antes da Trindade. Nessa Trindade manifesta-se o “Uno”. Haverá, então, uma estrela nas testas daqueles que se salvarem. Isso encontra-se descrito no capítulo 22, versículo 16: “Eu Jesus, enviei o meu Anjo, para vos testificar estas coisas às Igrejas. Eu sou a raiz da geração de Davi, a brilhante Estrela da Manhã“. Resta-nos somente, dizer o seguinte, juntamente com o versículo 17 que diz: “O Espírito (Ego Humano, a Centelha Divina) e a Noiva (Alma) dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a Água da Vida“.

Com essas palavras podemos compreender que uma Humanidade perfeita trará, como Sinal de Salvação, a brilhante Estrela da Manhã de nove pontas em sua testa. O Espírito uniu-se em matrimônio à sua noiva, a Alma, para receber a Água da Vida, para nunca mais sair do Corpo do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

(Publicada na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/1973 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Da Tríade Rosacruz: “Para Onde Vamos?”

Atualmente estamos na Era Pisciana, Era de Peixes, segunda Era da Época Ária, que é a quinta Época na metade da quarta Revolução, no globo D, na segunda metade do Período Terrestre, a metade Mercuriana, que é o quarto Período desse Grande Dia de Manifestação, que começou com o Período de Saturno e terminará no Período de Vulcano.

Nosso trabalho daqui para frente será o de dominar o desejo de se manter focado nas coisas relacionadas à Região Química do Mundo Físico, nos satisfazendo exclusivamente com as conquistas materiais na nossa vida terrestre, assim então cultivando a pureza e o altruísmo. Estamos desenvolvendo a nossa Tríplice Alma pela retidão das ações, obras, dos atos, dos sentimentos, desejos, das emoções e dos pensamentos; nossa meta é para frente e para cima!

Nisso muito nos ajuda nossa posição de Aspirante a vida superior, um Estudante Rosacruz ativo. E mais ainda: ter uma Escola como a Fraternidade Rosacruz, ativa na Região Química do Mundo Físico, que tem a missão de transmitir ao Mundo os Mistérios da Ordem Rosacruz – que está na Região Etérica do Mundo Físico – para nos ajudar nessa busca e conquista.

Orientados pelos Irmãos Maiores dessa Ordem, temos a chave dessa realização, como estudamos no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos: “o método de realização Rosacruz difere dos outros sistemas num ponto especial: procura, desde o princípio, emancipar o discípulo de toda a dependência dos outros, tornando-o confiante em si, no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e lutar em todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado, pode ajudar ao débil”.

Portanto, não há necessidade de – e nem se deve procurar – guias, gurus, instrutores, ídolos, conselheiros ou qualquer outra coisa que faça a pessoa dependente.

Outro ponto importante para efetivar essa busca é nunca se esquecer de: “Dar de graça aquilo que receba de graça”.

No livro Conceito Rosacruz do Cosmos, também encontramos a seguinte orientação dos Irmãos Maiores: “nenhum Clarividente genuinamente desenvolvido empregará a sua faculdade por dinheiro ou coisa que o valha, nem tampouco para satisfazer a curiosidade, mas só e unicamente para ajudar a Humanidade“.

Por Clarividente aqui, devemos entender aquele que pratica a Cura Rosacruz, que desenvolveu sua capacidade de trabalhar nos Mundos invisíveis, por sua vontade, de modo consciente, portanto de modo positivo, voluntário. Todo esse trabalho de nos capacitar a ter domínio próprio está sendo feito através da ajuda dos Senhores de Mercúrio. Afinal, nessas últimas três Revoluções e meia, do Período Terrestre, Mercúrio agirá para nos libertar dos veículos mais densos, por meio da Iniciação. Sua influência, aos poucos, vai se tornando preponderante, de modo que os povos das Épocas e Revoluções futuras obterão muito mais ajuda dos Mercurianos.

De acordo com o movimento da Terra conhecido como Precessão dos Equinócios, o Sol entrará na constelação aquariana por volta do ano 2.600. Com isso, terá início a Era Aquariana, a Era de Aquário. Devido à “Órbita de Influência” de Aquário sobre o Signo de Peixes (estamos nos últimos graus da Era de Peixes) sentimos as emanações de suas características, através do desenvolvimento da Ciência, da Religião, com o misticismo e altruísmo.

Quando começar a Era Aquariana, teremos uma nova fase do Cristianismo, a Religião do Cordeiro (o que temos hoje, por meio do Cristianismo Popular, não é nem sombra do que é o Cristianismo de fato!). O ideal a ser seguido está indicado no Signo oposto a Aquário, que é Leão, o Leão de Judá.

Assim, se manifestará a terceira fase da Religião Ária, onde nós cultivaremos o afeto, a lealdade, a nobreza e o bom caráter. E que nos farão o “rei da criação”, digno da confiança e do amor dos seres que estão em graus evolutivos abaixo de nós, assim como do amor das Hierarquias Criadoras que estão acima de nós.

Na Era Aquariana teremos uma Ciência religiosa e uma Religião científica. As condições atmosféricas serão alteradas: a umidade do ar diminuirá até desaparecer e, com isso, será formada uma atmosfera seca e etérica. Isso facilitará, enormemente, o desenvolvimento da nossa visão etérica, e viveremos com os seres dessa Região do Mundo Físico.

Portanto, na Era Aquariana desenvolveremos esses poderes espirituais e intelectuais que hoje são latentes, na grande maioria de nós.

Após o término da Época Ária entraremos na Época Nova Galileia, a sexta Época. Nessa, o Cristianismo Esotérico alcançará seu grau superior, ou seja: a Religião Cristã unificadora abrirá nossos corações, o amor será altruísta e a razão aprovará seus ditames.

A Fraternidade Universal será uma realidade e cada um de nós trabalhará para o bem de todos. O egoísmo deixará de existir.

No princípio dessa sexta Época aparecerá mais uma Raça, a última de todas as Raças. Esta última Raça será originada da pureza generativa. Assim, todo o mal provocado pela geração de Corpos por meio da paixão terminará.

A morte será dominada porque a pureza etérica aos Corpos fará desnecessária a sua renovação.

Depois dessa última Raça, desaparecerá todo pensamento ou sentimento de Raça (separativismo). A Humanidade formará uma fraternidade sem qualquer distinção, como havia antes do fim da Época Lemúrica.

A Fraternidade Universal estará sob a direção de Cristo, que terá voltado. Essa Sua segunda vinda inaugurará a idade da paz e do juízo. Quando a simbólica Nova Jerusalém, a cidade da paz (… Jer-u-salém, significa ali haverá paz) reinará sobre todas as nações. Então, haverá a “paz na terra e boa vontade entre os homens”.

O dia e a hora de Sua volta ninguém sabe: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os Anjos do céu, nem o Filho, senão somente o Pai.” (Mt 24:36).

Deus-Pai é capaz de prever a hora em que a separatista Mente egoísta, se submeterá ao altruísmo e unificante espírito do amor. Assim, precisar data é pura especulação.

S. Paulo disse que a segunda vinda de Nosso Senhor, Cristo, se tornará uma realização quando “o Cristo se forme em vós” (Gl 4:19). Ou seja, quando o nosso “Cristo Interno” se formar.

Cristo voltará somente quando a maioria de nós já tiver tecido o traje nupcial – o Corpo-Alma – que é composto dos Éteres superiores do nosso Corpo Vital (Luminoso e Refletor). No Apocalipse (19:7-8) lemos: “Alegremo-nos e exultemos e demos-lhe glória, porque chegaram as bodas do cordeiro e sua esposa está ataviada. E foi-lhe dado o vestir-se de finíssimo linho resplandecente e branco. E esse linho são as virtudes dos santos”.

Assim, o Traje Nupcial é tecido através do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado na divina essência oculta em cada um de nós, e das obras, ações e dos atos executados com justiça e desinteresse próprio enquanto estamos encarnados, aqui, no Mundo Físico, que é o baluarte da evolução!

Cristo não virá em corpo físico ou Corpo Denso. No Evangelho Segundo S. Marcos (13:26) estudamos: “então aparecerá o Filho do Homem vindo das nuvens, com grande poder e glória“. Isso significa que virá em Corpo Vital! Portanto, será completamente impossível para aqueles de nós que não tenham um Corpo devidamente constituído, chamado na Bíblia o “Vestido de Bodas”, poderem viver nessas novas condições.

Cristo estabelecerá a Nova Jerusalém na Terra. No Livro do Apocalipse 21:22, temos as suas características: “Não entrará nela coisa alguma contaminada ou quem cometa abominação ou mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no livro da vida do cordeiro. E nela não vi nenhum templo porque o Senhor Deus Onipotente é o seu Templo, assim como o cordeiro. E a cidade não necessita de Sol nem de Lua para iluminar, porque a Glória de Deus a ilumina e sua lâmpada é o cordeiro”.

A Árvore da Vida estará na Nova Jerusalém e: “Enxugará toda lágrima de seus olhos e não haverá mais morte, nem luto, nem grito, nem dor” (Apo 21:4).

Após essa Época, teremos a sétima e última Época.

O Iniciado que recebeu a primeira Iniciação Maior – ou seja, um Adepto – vive, agora, como viveremos no final do Período Terrestre.

Após o término do Período Terrestre, entraremos no Período de Júpiter. Seremos de um tipo mais puro. Entretanto, haverá entre nós aqueles que são completamente bons e aqueles completamente maus. Mas, para esses últimos, as próprias maldades o consumirão.

Haverá um quinto Elemento (além do Fogo, da Água, do Ar e da Terra) e será esse Elemento que nos ajudará quando quisermos falar algo: as palavras levarão consigo o verdadeiro significado. Quando se disser “vermelho” será apresentado à visão interna uma reprodução exata e clara do tom particular do vermelho que está pensando, e outra pessoa também verá essa reprodução. Não teremos mais enganos nem mal-entendidos!

O Corpo Vital alcançará a perfeição. As forças do Corpo Denso se ajuntarão ao Corpo Vital. E viveremos emCorpo Vital. Seremos criadores insuflando vida na Onda de Vida que, atualmente, são os minerais.

O Iniciado que recebeu a segunda Iniciação Maior – ou seja, um Adepto – vive, agora, como viveremos no Período de Júpiter.

O próximo Período é o de Vênus. Nesse Período o Corpo de Desejos alcançará a perfeição. As forças dos Corpos Denso eVital serão absorvidas no Corpo de Desejos. Nós empregaremos a própria força para dar vida a nossas imaginações e as exteriorizaremos como objetos.

O Iniciado que já recebeu a terceira Iniciação Maior – ou seja, um Adepto – vive, hoje, nas condições do Período de Vênus.

Após o término do Período de Vênus entraremos no Período de Vulcano. A Mente alcançará a perfeição. E a essência dos três Corpos será incorporada a ela. Teremos a mais elevada consciência espiritual criadora. Seremos capazes de propagar-nos e criar formas vivas, móveis e pensantes.

Após esse último Período, absorveremos todos os frutos dos sete Períodos.

Passando esse momento, submergiremos em Deus, de quem viemos, para que, no alvorecer de outro Dia de Manifestação, reemergirmos como seus gloriosos colaboradores!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quem é Cristo, dentre as Ondas de Vida que conhecemos?

A primeira coisa que devemos deixar bem esclarecida é a identidade de Cristo, conforme ensina os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. De acordo com o Diagrama “Os sete dias da Criação” no Capítulo XIV do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, passamos por um intervalo involutivo que abrange os Períodos de Saturno, Solar e Lunar até a metade do Período Terrestre. Nessa peregrinação pela matéria, adquirimos os Corpos e veículos que agora possuímos, bem como foram despertados nossos três veículos espirituais, o que nos tornou um ser com uma constituição sétupla e prontos para nos desenvolver em um ser com constituição decupla.

Durante o Período de Saturno, quando éramos “semelhantes” ao que hoje são os seres do Reino mineral, alguns seres passaram pelo seu estágio “Humanidade”, como nós o estamos passando atualmente, mas pertenciam a uma Onda de Vida de evolução diferente: os chamados Senhores da Mente. O mais elevado Iniciado daquela longínquo Período de Saturno é um ser da Onda de Vida dos Senhores da Mente que conseguiu aprender tudo no Período de Saturno que um Senhor da Mente teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um ser Senhor da Mente, um veículo constituído de materiais das 5 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Vontade”, constituindo o ser Deus-Pai, ou simplesmente: Pai.

O mais elevado Iniciado do Período Solar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Arcanjos, é um Arcanjo chamado de Cristo que conseguiu aprender tudo no Período Solar que um Arcanjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Arcanjo, um veículo constituído de materiais das 4 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Sabedoria”, constituindo o ser Deus-Filho, ou simplesmente: Cristo.

O mais elevado Iniciado do Período Lunar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Anjos, é um Anjo chamado de Jeová que conseguiu aprender tudo no Período Lunar que um Anjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Anjo, um veículo constituído de materiais das 2 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Atividade”, constituindo o ser Deus-Espírito Santo, ou simplesmente: Jeová.

Temos aqui os estados dos três grandes Seres que, como líderes da evolução, são os mais ativos. Os Arcanjos não podem descer até a matéria física, porque não sabem construir nem um Corpo Vital e nem um Corpo Denso. Não pode descer aquém do Mundo do Desejo. Portanto, seu veículo inferior é o Corpo de Desejos, e como é uma lei cósmica ser impossível a um ser, criar um veículo que não tenha aprendido a construir durante a sua evolução, seria impossível para Cristo nascer em um Corpo Denso. Também não podia formar um veículo como o Corpo Vital, constituído de Éter. Não possuía a capacidade para agir nesta última substância, porque nunca a adquiriu em Sua evolução.

Assim para que Cristo nascesse como “um homem dentre os homens” os veículos necessários de Jesus, um ser humano pertencente à nossa Onda de Vida, um dos seres humanos mais elevados espiritualmente – um elevado Iniciado – um homem nascido de um pai e de uma mãe, ambos também elevados Iniciados, que praticaram a Imaculada Conceição sem paixão, cedeu voluntariamente, no momento do Batismo, o seu Corpo Denso e Corpo Vital ao Espírito Solar, o Arcanjo Cristo, que então conseguiu funcionar com um ser no Mundo Físico, conseguindo implementar  no mundo material o início do Plano de Salvação e se converteu em mediador entre “Deus e o ser humano” pois é único que possui todos os veículos necessários para atuar como tal. Cristo-Jesus é, por conseguinte, absolutamente único, e a Bíblia nos ensina que não há “e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos[1], sendo este o único Credo Cristão autorizado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: At 4:12

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Espíritos-Grupo dos Animais: quem são e como trabalham

Os animais pertencem a uma Onda de Vida que iniciou sua peregrinação no Período Solar desse Grande Dia de Manifestação, como denominado na terminologia Rosacruz.

É importante sabermos que nós, Espíritos Virginais, iniciamos nossa peregrinação no Período de Saturno desse mesmo Grande Dia de Manifestação, que é um Período anterior ao Período Solar.

Por isso que reconhecemos os animais como nossos “irmãos menores” a quem devemos proteger, pois eles têm um nível de consciência muito próximos a nosso nível: enquanto a nossa é Consciência de Vigília a deles é Consciência de Sono com Sonhos.

Lembremos que os Antropoides superiores (bonobo, chimpanzés, gorilas e orangotangos) não pertencem à Onda de Vida dos animais, mas a nossa Onda de Vida! Na verdade, eles são os nossos irmãos e nossas irmãs atrasados da nossa Onda de Vida e poderão, em um futuro, alcançar a nossa evolução, se trabalharem para isso. Atualmente, eles ocupam os exemplares mais degenerados daquilo que foi antes forma humana. Note a forma, não a vida!

Os animais têm os seguintes corpos:

Não possuem uma Mente, o que não os capacita a funcionar na Região do Pensamento Concreto. Portanto, os animais não são capazes de projetar ideias, ou seja: as conclusões que estabelecemos na Região do Pensamento Abstrato, revestindo-as de matéria mental da Região do Pensamento Concreto formando os pensamentos-forma que nos leva a concluir que os animais não são capazes de pensar e agir por esse meio.

Ou, em outras palavras, não são capazes de despertar voluntariamente o sentimento que impele à ação imediata, seja através do Interesse (sentimento presente na quarta Região do Mundo do Desejo), pondo em ação ou a Força de Atração ou a de Repulsão (Forças presentes da primeira a terceira e da quinta à sétima Região do Mundo do Desejo), seja através da Indiferença (o outro sentimento presente na quarta Região do Mundo do Desejo).

E o Cordão Prateado dos animais? Aprendemos que cada animal tem seu próprio e individual Cordão Prateado. Só que diferente do Cordão Prateado de um ser humano. Há, como no ser humano, as duas partes que conectam o Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos; mas a terceira parte, que está ligada ao vórtice central do Corpo de Desejos, localizada na posição relativa do fígado, pertence ao Cordão Prateado do Espírito-Grupo. E é justamente por meio desse vínculo elástico, que o Espírito-Grupo governa os animais da sua espécie, independentemente de onde estejam, com igual facilidade. Lembremo-nos que a distância não existe nos Mundos espirituais e os animais não possuem Mente própria; assim, eles obedecem sem questionar às sugestões do Espírito-Grupo.

Vamos falar um pouco dos sangues dos animais: animais que possuem vitalidade e movimento, mas não possuem sangue vermelho, como, por exemplo, os insetos, não possuem Corpo de Desejos separado. Tal ser encontra-se em um estado de transição da planta para o animal.

Por outro lado, animais que possuem sangue vermelho, mas frio, como por exemplo: peixes e répteis, já possuem um Corpo de Desejos separado. Nesse caso o Espírito que anima tal forma está completamente fora do Corpo Denso.

Finalmente, animais que possuem sangue vermelho e quente também têm um Corpo de Desejos separado, entretanto, nesse caso, o Espírito que anima tal forma está parcialmente fora do Corpo Denso.

É por isso que o animal não é um ser completamente “vivo”, se considerarmos o ponto de vista do Mundo Físico. Eles possuem uma consciência análoga a que possuímos quando sonhamos (consciência análoga a sono com sonhos), vivendo no Mundo do Desejo. Portanto, a consciência dos animais está focada no Mundo do Desejo.

Dali para baixo, ou seja, na Região Etérica e na Região Química do Mundo Físico eles são inconscientes. E é justamente por toda essa condição de dependência de evoluir no Mundo Físico, mas sem terem a Consciência de Vigília nesse Mundo (ainda não possuem o elo que liga o Tríplice Espírito ao Tríplice Corpo – a Mente – o que os tornaria indivíduos separados e únicos) é que os animais precisam ser guiados no seu caminho de evolução. E quem são os responsáveis por isso são os Espíritos-Grupo.

A função de serem Espíritos-Grupo dos animais, atualmente, constitui um dos trabalhos dos Arcanjos, seres especialistas em matéria de desejos, assim como nós seremos especialistas em matéria química do Mundo Físico.

O Corpo mais inferior ou de matéria mais densa de um Arcanjo é o Corpo de Desejos, assim como o nosso é o Corpo Denso.

Há diversos graus de inteligência entre os seres humanos. Do mesmo modo, também acontece entre os seres superiores. Os Arcanjos menos evoluídos governam os animais como Espíritos-Grupo e, dessa maneira, se desenvolvem adquirindo capacidade superior. Podemos entender o que é um Espírito-Grupo fazendo uma analogia com o nosso Corpo Denso. Nosso Corpo Denso é composto de muitas células, tendo cada uma sua própria vida celular, mas todas estão sob o nosso comando, utilizando ainda, o sangue como ponto de aderência ao Corpo Denso.

Assim, também, o Espírito-Grupo é um ser que funciona nos Mundos espirituais e possui um “corpo espiritual” composto por muitos Espíritos animais separados. Guia seus protegidos de fora para dentro. O Espírito-Grupo guia os animais através do sangue. O Espírito-Grupo não funciona no Mundo Físico. Como Arcanjos, eles funcionam no Mundo do Desejo, mesmo lugar aonde o Ego dos animais se encontra.

Recordem-se: no Mundo do Desejo a distância não existe. Por isso o Espírito-Grupo do animal pode influenciar este em qualquer lugar em que o animal se encontre. Sua evolução se dá enviando os diversos Espíritos animais a formas de Corpos Densos que o Espírito-Grupo ajuda a criar, como Arquétipos.

Conjuntos de Corpos Densos compõe uma espécie de animal e os Espíritos-Grupo guiam essa espécie mediante sugestões que chamamos de instinto. Portanto, os animais não estão sujeitos a Lei de Causa e Efeito.

A orientação dos Espíritos-Grupo aos animais é dada pelas fortes correntes de matéria de desejos colocadas pelos Espíritos-Grupo e que giram em torno do Planeta Terra. Por isso que a espinha dorsal do animal se mantém mais na horizontal.

A força vital emanada do Sol, da Lua e dos Planetas é também absorvida pelos animais, mas não diretamente. Isso porque eles possuem somente 28 pares de nervos espinhais e estão harmonizados com o mês lunar de 28 dias dependendo, portanto, de um Espírito-Grupo para preparar os raios astrais, a fim de serem utilizados como força vital para: geração, nutrição, crescimento e ação.

Quando um Corpo Denso de um animal morre o Ego do animal adquiriu, mesmo que inconscientemente, uma quantidade de experiência por ter trabalhado nesse veículo.

E depois de certo tempo, tais experiências também são absorvidas pelo Espírito-Grupo. E é assim que os Espíritos-Grupo dos animais vão evoluindo, assim como vão evoluindo os animais. Os Espíritos-Grupo dos animais são vistos no Mundo do Desejo em uma forma humana e com cabeça de animal. Vemos isso nos templos egípcios, onde se retratam seres com Corpos Densos humanos e cabeças de animal. Aliás, aqueles que possuem visão espiritual do Mundo do Desejo não encontram nenhuma dificuldade em conversar com eles e, muitas vezes, ficam maravilhados pela sabedoria que eles expressam!

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

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