OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio-dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)

Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz tem uma importante ferramenta:
1) Ajuda-o a aproveitar as influências astrais oferecidas pelos Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e Conjunções benéficas) e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, ou seja, pelos Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e Conjunções adversas), no seu dia a dia.
2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.
3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.
4) Tem acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.
5) Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
Ajuda, inclusive, ao Estudante Rosacruz que está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz a compreender a dinâmica da Astrologia e a influência dos Astros durante todos os dias.
Para imprimir em formato A4 é só clicar: Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – Mês de OUTUBRO de 2026 – formato A4
Júpiter, o radiante, agora impera,
E a obra sombria, de preparo concluída,
Ele atrai com força para os reinos da luz.
Eis a missão de Júpiter! Sua luminosidade só é superada pela de Vênus, o Planeta do Amor. Aqueles que têm a felicidade de nascer sob seu raio benéfico movem-se em uma atmosfera de fraternidade e são muito amados.
Francos, abertos e generosos, caminham pela vida cercados por multidões de amigos. Os de grau evolutivo mais elevado tornam-se nossos legisladores e mestres; o tipo mais rudimentar é o bon vivant, que desfruta a vida plenamente e não se preocupa com o que o amanhã poderá trazer.
O tipo jupiteriano brilha em sociedade. Sua cortesia está tão distante da timidez saturnina quanto da ousadia de maneiras do tipo marciano. Ele também possui grande vitalidade e uma certa vivacidade constitucional. Recupera-se rapidamente de doenças ou acidentes e, caso se veja envolvido em circunstâncias adversas, sempre encontra uma saída fácil.
Deve-se permitir que a criança cujo horóscopo apresenta um Júpiter proeminente e benéfico, siga sua própria inclinação e escolha sua vocação — na qual certamente terá sucesso —, pois ela possui a capacidade de se dedicar de corpo e alma a uma atividade que ama. Quando Júpiter está sob Aspectos adversos (algumas Conjunções, Quadraturas ou Oposições), observamos traços marcantes de bajulação e hipocrisia no caráter. Tais pessoas cultuam títulos e são esnobes por excelência; as virtudes associadas ao Planeta, bem como seus ideais e aspirações, degeneram-se em esforços vãos a serviço de uma ambição egoísta.
Outro ponto a considerar é que, quando Júpiter promete boa sorte em um mapa natal, seus Trânsitos — três vezes mais numerosos que os de Saturno! — proporcionam períodos de auge na carreira e oferecem oportunidades de expansão em larga medida.
A esse respeito, Max Heindel observa: “Se cultivarmos as qualidades jupiterianas de benevolência, o sorriso e a atitude mental cordial, logo sentiremos a resposta em nosso círculo de convivência, e os Aspectos benéficos (algumas Conjunções, Sextis e Trígonos) de Júpiter exercerão maior influência, tornando nossa vida e nosso trabalho mais agradáveis”.
A ametista é a gema particularmente associada a Júpiter. Suas cores são o púrpura profundo e o vermelho-vinho. O dia dele é quinta-feira, e todos os Planetas, exceto Marte, são seus amigos.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro de 1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
A Astronomia ensina que o Sol viaja pelo espaço com sua imponente comitiva de Astros, em torno do centro da galáxia, a uma velocidade de, aproximadamente, 200 quilômetros por segundo! Esse movimento de deslocamento não é exclusivo do Sistema Solar. A ciência dos céus avançou o suficiente para revelar que todas as estrelas estão em movimento. Muitos desses Astros gigantescos possuem uma velocidade em seu percurso pelo espaço infinito que facilmente superaria a do Sistema Solar. Por mais que a abóbada celeste tenha revelado seus segredos ocultos ao estudo humano, ela ainda não deu qualquer indício do movimento veloz e complexo demonstrado pelos mundos gigantescos que a adornam. Não se pode estabelecer uma regra definida para essas complexidades; as estrelas parecem mover-se de um lado para o outro, mais como um enxame de abelhas.
Seriam esses Astros imensos a morada de outras criaturas? Para que fim existem? Teriam sido criados simplesmente para derramar, em fluxos inúteis, suas torrentes de luz e calor sobre os abismos do infinito?
Diante dessa questão, a ciência cala-se. E, após 6.000 anos de astronomia — tanto antiga quanto moderna —, não houve resposta, exceto nas palavras inspiradas das Sagradas Escrituras. Assim lemos, por exemplo, na Epístola de S. Paulo aos Efésios 3:10: “Para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nas regiões celestiais”.
Este texto nos faz saber que o grande Apóstolo, que certa vez fora “arrebatado até o Terceiro Céu” (IICor 12:2), e que, ao escrever sobre as glórias que se seguiram à ressurreição, pôde dizer: “Há também corpos celestes e corpos terrestres… Há uma glória do Sol, outra da Lua e outra das estrelas; pois uma estrela difere da outra em glória” (ICor 15:40-41), teve permissão de Deus para contemplar os lugares celestiais.
Ele não apenas sabia da existência dos lugares celestiais e declarou seu conhecimento desse fato, mas também nos deu a entender claramente que estes desempenhavam um papel objetivo no plano eterno da salvação. Aos redimidos, ainda havia glórias maiores por vir. A esses majestosos reinos do espaço a Igreja (aqui definida como comunidade dos fiéis que professam sua fé em Cristo) seria conduzida, não simplesmente para entretenimento ou para aumentar seu conhecimento, mas para lhes transmitir alguns dons espirituais.
Observe a constelação do norte e veja a bela estrela branco-leitosa Capela na constelação de Auriga[1]. Viajando em linha reta da estrela polar através desta Capela, passamos à esquerda pela estrela rosa-avermelhada Aldebaran[2], no aglomerado estelar das Híades[3]. E um pouco mais adiante, à direita, pela estrela alaranjada Betelgeuse[4], no ombro de Órion[5]. O voo subsequente nos levaria àquele Sol branco e brilhante, o gigante Rigel[6]. Então nós poderíamos olhar novamente para a direita e contemplar o imperial Sirius[7] e, próximo a ele, Procyon[8], de cor branco-amarelada. Levante os olhos ao passar por esta galeria e verá algo mais do que mortal. Diremos então que esses vastos luminares foram criados em vão? Foram trazidos à existência com o único propósito de lançar uma onda de esplendor inútil sobre as solidões da imensidão?
Por que resistir por mais tempo à conclusão principesca que nos pressiona a proferir? Será que o gigante Arcturus[9] carregará consigo seu séquito de satélites que, se forem análogos ao seu luminar central, são mais grandiosos e majestosos do que os Astros do Sistema Solar, e todos esses constituem simplesmente um carnaval de vazio? Não. Concluamos, antes, com o Apóstolo, que esses reinos são as moradas da bem-aventurança. Embora as Escrituras nos levem a crer que seus habitantes não desconhecem as provações, as esperanças, os medos e os eventos desta Terra, vejamos qual a razão divina para que a comunicação não esteja estabelecida no momento.
Em primeiro lugar, vemos pelo argumento do Apóstolo que a Igreja está sendo testada. Os céus também foram testados? Acreditamos que sim. Recorrendo a Jó 15:15 (e não nos esqueçamos de que Jó era um grande estudioso e astrônomo), lemos o seguinte: “Até em seus Santos Deus não confia, e os Céus não são puros aos seus olhos”. Aqui somos levados a refletir que a grande revolta de Lúcifer lançou os habitantes de outros mundos em certa confusão. Isso também os colocou em período de provação, mas com uma diferença. Um ser pode estar em período de provação sem pecado e sem ter incorrido na penalidade do pecado. De fato, há muito que demonstra que até mesmo os Anjos estavam em período de provação.
Embora miríades deles tenham seguido o grande rebelde em sua revolta, muitos mais, embora ainda em período de provação, permaneceram fiéis em sua lealdade ao divino Criador. Quando esse momento de provação terminar, todos, tanto nos Céus quanto na Terra, serão reunidos como um só em um Universo infinito, completo e provado. Assim lemos novamente (Ef 1:10): “para levar o tempo à sua plenitude: a de em Cristo encabeçar todas as coisas, as que estão nos Céus e as que estão na Terra…”
Ora, será que os Céus são habitados? Busquemos primeiro a resposta das Escrituras antes de recorrer à Astronomia. Quem pode resistir à conclusão da poderosa declaração feita pelo Apóstolo João no Livro do Apocalipse 12:12: “Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que o habitais! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para junto de vós cheio de grande furor, sabendo que lhe resta pouco tempo”? A palavra “Céus”, neste texto, está no plural. E a declaração do Apóstolo demonstra que a regra geral do Criador para o Seu universo é: “Ele não a criou como um deserto, antes modelou-a para ser habitada.” (Is 45:18). Voltando-nos agora para o primeiro capítulo do Livro do Gênesis, lemos que, “no princípio, Deus criou os Céus e a Terra.” (Gn 1:1). Lemos também: “E o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gn 1:2). O Espírito Santo estava presente, atuando como um grande agente na criação desta Terra. Durante cinco dias cósmicos, o amor divino preparava antecipadamente o berço para a vinda da família humana. Associado à criação estava o Senhor Cristo, conforme lemos no primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… Todas as coisas foram feitas por Ele; e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:1-3). Assim, a criação é obra de Deus. Agora, Cristo se referindo a si mesmo, no Jardim do Getsêmani, disse: “Glorifica-me, ó Pai, junto de ti mesmo, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo17:5). Isso remonta a um tempo anterior ao início do mundo.
Deslocando-se pelo espaço à velocidade de aproximadamente 940 milhões de quilômetros por ano em sua órbita ao redor do Sol, a Terra, em seu voo veloz, percorre aproximadamente 30 quilômetros por segundo. Estaria ao alcance do ser humano mortal produzir tal resultado? Suponha que todo o poder que residiu no braço de Adão — e que residiu, subsequentemente, no braço de cada um de seus filhos, desde a aurora da criação até os dias de hoje — pudesse ser concentrado em um único braço humano nos tempos atuais: seria esse braço capaz de conferir à Terra a velocidade que ela possui hoje?
Impossível! Existe um poder, e apenas um, capaz de um resultado tão estupendo: o Cristo. E, embora possamos viajar para longe, entre estrelas tão densas que parecemos voar através de poeira estelar, não se encontrará nenhum Sol gigante que tenha surgido por qualquer outra via que não o poder divino do “Filho de Deus”. Ele é, como diz o profeta, “desde os dias da eternidade” (Mq 5:2).
Desde os dias da eternidade, Ele tinha um propósito infinito. Ele via o fim desde o princípio. Planejara o ato final antes mesmo de planejar o primeiro. E o Apóstolo Paulo nos permitiu vislumbrar um pouco do Seu conselho secreto. O objetivo, diz ele, era que, por meio da Igreja, fosse dada a conhecer aos Principados e Potestades nos Céus a multiforme sabedoria de Deus. Isso é maravilhoso demais para se acreditar? Não duvide. A Astronomia acabará por alcançar a inspiração.
Alguns astrônomos definem o ser humano como uma criatura adaptada para a vida sob circunstâncias muito restritas. Alguns graus de temperatura a mais ou a menos, uma ligeira variação na composição do ar, a adequação precisa dos alimentos — tudo isso faz a diferença entre saúde e doença, entre vida e morte. Olhando além da Lua, para a imensidão do Universo, encontramos incontáveis corpos celestes com toda sorte de temperatura e constituição imagináveis.
Também, para alguns astrônomos, em meio a esse vasto número de mundos que povoam o espaço, haveria algum habitado por seres vivos? A essa pergunta a ciência não pode responder. Contudo, é impossível resistir a uma conjectura. Encontramos nossa Terra repleta de vida em toda parte. Encontramos vida nas mais variadas condições concebíveis. Ela é encontrada sob o calor abrasador dos trópicos e no gelo eterno dos polos. Encontramos vida em cavernas onde jamais penetra um raio de luz. Tampouco ela falta nas profundezas do oceano, sob pressões de toneladas por polegada quadrada. Quaisquer que sejam as circunstâncias externas, a natureza geralmente provê alguma forma de vida à qual tais circunstâncias são propícias.
E complementam: não é nada provável que, entre o milhão de esferas do universo, exista uma única que seja exatamente como a nossa Terra — semelhante a ela por possuir ar e água, semelhante em tamanho e composição. Não parece provável que um ser humano pudesse viver sequer uma hora em qualquer corpo celeste do universo, exceto na Terra, ou que um carvalho pudesse sobreviver em outra esfera por uma única estação. Os seres humanos podem habitar a Terra, e os carvalhos podem nela prosperar, porque a constituição do ser humano e a do carvalho estão especialmente adaptadas às circunstâncias particulares da Terra.
A filosofia mais verdadeira sobre esse assunto encontra-se cristalizada nas palavras de Tennyson[10]:
“Repete esta verdade em tua Mente:
Que, num universo sem fim,
Há o infinitamente melhor e o infinitamente pior.
Pensas que esta criatura de esperanças e medos
Não encontraria nada mais grandioso que seus pares
Naquelas cem milhões de esferas?”
Que caminho de voo infinito se estende diante de nós! A velocidade máxima que nossa inteligência humana compreende atualmente é a velocidade da luz, que se desloca a cerca de 300.000 quilômetros por segundo. Se somarmos os segundos, minutos, horas e dias, o total chega aproximadamente a 9,46 trilhões de quilômetros por ano. Deslocando-nos a essa velocidade indescritível, levaríamos mais de cinquenta anos para alcançar a gigante Arcturus. Outros Sóis encontram-se ainda mais distantes, e astrônomos supõem a existência de outros mundos tão longínquos que, viajando à velocidade da luz, levaríamos 300.000 anos para alcançá-los.
Tal jornada não está ao alcance do ser humano finito. Ele poderia começar, mas sua juventude se esgotaria; a meia-idade passaria; e a enfermidade chegaria antes mesmo de ele ter deixado para trás sequer uma dúzia desses corpos celestes.
Quão divinos são, então, os atributos que em breve nos serão conferidos. Mais do que mortais, nossos Corpos imortalizados se elevarão para alcançar glórias indescritíveis. Mudanças maravilhosas nos aguardam. O Autor delas determinou que nos pertençam, desde que vivamos, de fato e de verdade, essa vida!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro de 1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: A constelação de Auriga, conhecida em português como o Cocheiro, é uma proeminente constelação do hemisfério celestial norte, facilmente reconhecível por seu formato de pentágono e pela presença de sua estrela super brilhante, a Capela.
[2] N.T.: A estrela rosa-avermelhada Aldebaran (ou Alpha Tauri) é a estrela mais brilhante da constelação de Touro e a 14ª mais brilhante de todo o céu noturno. Ela é popularmente conhecida como o “Olho do Touro” devido à sua posição estratégica na constelação e ao seu tom avermelhado marcante.
[3] N.T.: As Híades formam o aglomerado estelar aberto mais próximo da Terra, localizado a cerca de 146 a 150 anos-luz de distância, na constelação de Touro.
[4] N.T.: Betelgeuse é uma estrela supergigante vermelha localizada a cerca de 640 a 650 anos-luz da Terra, no “ombro” da constelação de Órion.
[5] N.T.: Uma das constelações mais brilhantes e fáceis de reconhecer no céu noturno, famosa pelo seu cinturão conhecido popularmente como as Três Marias.
[6] N.T.: Rigel é a estrela mais brilhante da constelação de Órion.
[7] N.T.: Sírius é a estrela mais brilhante do céu noturno vista da Terra. Localizada na constelação de Cão Maior (Alpha Canis Majoris).
[8] N.T.: ou Prócion é a estrela mais brilhante da constelação do Cão Menor e uma das vizinhas mais próximas da Terra, situada a cerca de 11,4 anos-luz de distância.
[9] N.T.: é a estrela mais brilhante da constelação do Boieiro. Tem mais de 100 vezes a luminosidade do Sol.
[10] N.T.: Alfred Tennyson (1809 —1892 ) foi um poeta inglês.
A verdadeira Astrologia é uma Ciência Divina, antiquíssima, e sua beleza ainda poderá ser apreciada por aqueles que tem “olhos para ver e ouvidos para ouvir” (Mt 13:16). Caiu em descrédito unicamente porque foi prostituída por aqueles que a usaram para seu próprio proveito e/ou para conseguir recursos financeiros direta ou indiretamente. Estes, esquecendo que são os guardiões de seus irmãos e das suas irmãs, se tornaram responsáveis por todas as adversidades que lhes advirem como resultado do mau uso dessa Ciência Divina.
Como em todas as circunstâncias, aquilo que é mais elevado poderá, caso caia em mãos inescrupulosas, ser levado a níveis de inferioridade. Entretanto, como o mal não poderá prevalecer, pois é “o bem que sempre prevalecerá” (Gl 6:9), essa condição errônea de emprego dessa Ciência Divina não será definitiva, porque à medida que nos aproximamos mais e mais da Era de Aquário, a Era adequada para o desenvolvimento das Ciências, veremos a Astrologia, hoje vacilante e desacreditada pelo charlatanismo e ação de impostores, emergir tal como crisália, para o bem da Humanidade – tal qual é a Astrologia espiritual Rosacruz.
Um estudo dos símbolos criados e usados pelos Sábios antigos nos fornece uma compreensão integral dos benefícios provindos do uso correto da Astrologia. Todos os Signos se encontram no horóscopo de cada um e, por isso, todos estão sujeitos as suas vibrações em graus variáveis. Lembremos, entretanto, que o estudo dos símbolos, não procura delinear a fraqueza ou a força dos vários Signos. Trata-se apenas de esboçar o significado dos símbolos, indicando o ponto culminante que cada Signo atinge. Nenhum Signo é mais ou menos forte do que o outro, pois todos são necessários para oferecer a perfeição ao conjunto e através de cada um deles devemos ganhar experiência.
Cada indivíduo nasce sob a influência de um Signo pelo qual deve obter o maior bem para si ou dispensá-lo também em benefício da Humanidade. Uma vez não existindo diferença tanto em superioridade como inferioridade em relação a cada Signo, qualquer diferença notada é apenas aparente, tratando-se apenas de uma interpretação imperfeita por parte de pessoas que ainda não compreenderam a grandiosidade da mensagem que os Astros (aqui: Signos, Sol, Lua e Planetas) nos enviam, considerando que o caminho de toda a manifestação, que é o Caminho de Evolução, se processa em espiral, sempre para cima e para frente. Constantemente deparamos com nativos de todos os Signos, em todos os níveis de consciência, reagindo de acordo com a sua própria compreensão.
O horóscopo mostra qual o esforço que devemos dispender em cada curso de existência e a forma pela qual poderemos resolver nossos problemas, não significando, entretanto, que devemos ser conduzidos pela brisa do momento, pois “os Astros impelem, mas não obrigam”, ou seja: sugerem, não mandam!
Há somente alguns poucos símbolos cujo significado será conveniente lembrar. O círculo, o qual não tem começo nem fim, somos nós, o Espírito não manifestado; o ponto colocado dentro dele somos nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana), em manifestação; a linha, um ponto alongado (possui um polo negativo e outro positivo) representa a matéria ou o plano físico. Portanto, o ângulo ou a cruz ou linha sempre indicam o trabalho a ser realizado no plano físico. O círculo sempre é usado como um indicativo de trabalho ou treinamento espiritual. O meio círculo, ou a meia circunferência, é a consciência situando-se num nível entre o infinito e o finito.

Trata-se da combinação ou sequência daqueles símbolos que nos contam a história da Humanidade através das idades.
Os três primeiros Signos (Áries, Touro e Gêmeos) são governados mais pelo instinto do que pelo intelecto, porque somente agora eles estão se manifestando no plano da existência. Mais tarde talvez, haja tristeza e mágoas, até que se sinta o regozijo resultante do esquecimento de si mesmo para que se manifeste a vida altruísta em benefício dos semelhantes. Tal ainda não está acontecendo, uma vez que todo pensamento é dirigido para o aprendizado e assimilação do valor das experiências adquiridas.
O primeiro Signo, o de Áries é o primeiro a verter da manifestação do Espírito Divino. Toda a energia é canalizada para o aprendizado da vida material.

Ambos os crescentes abrindo para baixo, ambos descendo na matéria ou no físico, mantendo um perfeito equilíbrio num só ponto que toca a vida material. Vez por outra se assemelha a uma forma rude de manifestação por se tratar de uma primeira experiência vivida por nós, o Ego, longe do nosso Lar Divino. Porém, o equilíbrio perfeito mantido pelos dois crescentes de consciência, e mais, o ponto singular indicando a direção da experiência indispensável para esse Signo, não deixa dúvida quanto a intenção de aprender tudo que diga respeito ao físico. Haverá interesse em inúmeros objetivos, porém quase sempre haverá o surgir de novos interesses, acarretando a não conclusão das coisas já iniciadas, coisas que em um dado momento despertam mais a atenção.
Assim como o dourado Narciso na Primavera (uma das principais flores que que anuncia o fim do inverno e a chegada da primavera), ansioso por trazer a alegria e a beleza ao mundo expectante, não leva em conta o possível perigo que poderá advir dos ventos rudes e do chicotear das nevascas, da mesma forma o Ego, entrando no mundo finito – na Região Química do Mundo Físico –, prenhe de tantos objetos a serem explorados e estudados, nem sempre leva em conta o preço de suas ações, permanecendo em sua determinação de aprender muitas coisas. Assim viajando através dos vários Signos, nós experimentamos os efeitos das limitações.
O segundo Signo, o de Touro é o segundo passo no caminho ao redor do Zodíaco, indicando pelo círculo que abrange todas as coisas aprendidas em Áries, não se esforçando, contudo, para desenvolver mais atividades exteriores.

Assinala um período de assimilação demonstrado pelo crescente da consciência, apontando para cima, solicitando auxílio das forças superiores no sentido de assimilar o conhecimento contido no círculo, tornando-se ajustável entre a sabedoria adormecida em nós e o conhecimento adquirido por meio da nossa experiência no físico.
Entretanto, a luz acima do círculo indica que embora haja uma tendência para o espiritual, será o aspecto material a despertar o maior interesse, porque nós iniciamos a nossa jornada para a aquisição de experiências dentro da esfera do Mundo Físico.
O terceiro Signo, o de Gêmeos, tem um símbolo onde duas linhas paralelas com abertura nas extremidades indicam “assuntos não concluídos”.

As linhas perpendiculares de Gêmeos estão fechadas e as duas horizontais estão abertas indicando que nesse estágio desse Esquema de Evolução, a coisa mais importante é obter a compreensão e realização dos canais da Mente inferior em conexão com a manifestação física. O caminho da Mente superior está fechado, pois nós, primeiramente, tivemos o nosso sentimento amoroso e compassivo canalizados para aqueles objetos que formam a base material da vida, não podendo, por isso, ainda apreciar ou compreender na íntegra seu aspecto espiritual. O mais inferior deve ser visto como uma parte do Divino, justamente como o mais elevado e o mais altamente desenvolvido. As ações desenvolvidas neste Mundo material gerarão o ambiente que nós encontraremos quando atingirmos mais adiante outros Signos, onde as linhas perpendiculares estarão abertas para aquisição da Sabedoria dos planos elevados. Aquele espaço semelhante a uma caixa entre as linhas guardará todas as impressões indispensáveis e valiosas para a vivência de uma vida superior. Ao persistir em trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, vamos atingindo a vivência nos outros Signos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)

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2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.
3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.
4) Tem acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.
5) Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
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Para aqueles que concedem a Ciência Divina dos Astros um estudo verdadeiro e um julgamento premeditado não existem dúvidas quanto a superioridade do diagnóstico pela Astrologia espiritual Rosacruz sobre todos os outros métodos de diagnosticar doenças e enfermidades. Contudo o reto uso deste método requer uma elevada capacidade de discernimento associada a certos princípios fundamentais.
Primeiramente, o mínimo possível do diagnóstico obtido diretamente do horóscopo pode ser dado ao paciente, pois, é preciso que se tenha sempre em lembrança que uma pessoa doente ou enferma é uma pessoa que está em um estado frágil em certo grau, inclinada a não compreender devidamente ou a interpretar erroneamente aquilo que se lhe diz. Acontece com muita frequência, que uma pessoa sabedora de certo Aspecto adverso no seu mapa, ou de uma certa condição crônica no seu Corpo Denso, construa a imagem mental da anormalidade, podendo assim torná-la ainda mais severa. Uma tal fixação mental e emocional pode se tornar tão forte que venha a prevalecer um espírito de desesperança, e destarte a pessoa cria um invólucro em torno de si, dificultando muito qualquer auxílio que se lhe queira prestar.
Vemos assim, a necessidade de sempre se acentuar fortemente os Aspectos benéficos e a possibilidade de usá-los, a fim de contrabalançar e superar os estados mentais e emocionais indesejáveis que resultam de uma doença ou enfermidade. Otimismo e jovialidade são os fatores fundamentais em um bem estabelecido método de cura.
Afora isso, o paciente deve saber que os Aspectos do seu mapa natal são obra exclusivamente sua e que eles o afetarão enquanto trilhar as linhas negativas de pensamento ou de sentimento lá indicadas. Deve-se evidenciar repetidamente a habilidade que possui o Ego em “governar as suas estrelas”, de modo a evitar qualquer grau de fatalismo. Não há limites para o poder de um Espírito desperto!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1979-Fraternidade Rosacruz-SP)

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2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.
3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.
4) Tem acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.
5) Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
Ajuda, inclusive, ao Estudante Rosacruz que está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz a compreender a dinâmica da Astrologia e a influência dos Astros durante todos os dias.
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Resposta: Uma das objeções levantadas contra o antigo sistema de Astrologia é que ele considera a Terra como o centro do Sistema Solar, tal como faziam os antigos e, visto que Copérnico demonstrou que os Planetas orbitam o Sol, muitas pessoas consideram a Astrologia uma “ciência refutada” — uma falácia comprovada de forma evidente. Para superar essa objeção, certos astrólogos dos tempos modernos criaram o que se denomina “Astrologia Heliocêntrica”, a qual considera o Sol como o centro do nosso Sistema Solar e os Planetas como corpos que giram ao seu redor.
É perfeitamente verdade que, do ponto de vista científico, o sistema geocêntrico da Astrologia — que considera a Terra como centro — está incorreto. E é um equívoco dizer que o Sol está em Câncer quando, na realidade, é a Terra, em seu movimento orbital, que chega ao Signo de Capricórnio; por isso, para nós, aqui na Terra, parece que o Sol está em Câncer. Mas essa não é a questão central; pouco importa qual dos dois corpos se deslocou, pois o astrólogo faz suas avaliações com base nas posições dos Planetas em relação à Terra. É muito mais conveniente considerar os Planetas movendo-se ao redor da Terra — tomada como centro — do que utilizar o sistema oposto; pois, no sistema geocêntrico, observamos as relações dos Planetas conforme aparecem a partir da Terra e notamos os efeitos sobre as pessoas no momento em que tais influências planetárias eram sentidas. Assim, por meio da experiência, chegamos ao nosso atual sistema de julgamento, o qual é, portanto, tão verdadeiro hoje quanto sempre foi. “É na prática que isso se vai provar”, diz o velho e simples provérbio. A prova da Astrologia reside na veracidade de suas previsões, e ninguém que tenha estudado essa ciência honestamente e tentado testá-la por conta própria deixará de constatar essa verdade.
Às vezes, as previsões falham porque o astrólogo as interpreta erroneamente; no entanto, mesmo levando em conta a falibilidade do astrólogo, existe uma quantidade tão grande de previsões que se concretizam que é impossível explicá-las como mera coincidência.
O sistema geocêntrico está correto e abrange todas as facetas da natureza humana, não apenas a manifestação material, mas também o aspecto espiritual. O sistema heliocêntrico, por outro lado, foi idealizado por pessoas que buscam se adequar à ciência e não se preocupam com a dimensão espiritual da natureza; por isso, é o menos satisfatório. Além disso, enquanto aqueles que utilizaram a Astrologia geocêntrica ao longo de muitos séculos registraram suas observações sobre os efeitos dos Planetas a partir dessa perspectiva, existe muito pouco conhecimento empírico baseado no sistema heliocêntrico — o qual aconselhamos o interessado a deixar de lado.
(Pergunta nº 160 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: Existe apenas um Zodíaco: as doze constelações que chamamos de Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Trata-se de estrelas situadas em uma faixa estreita, a cerca de oito graus de cada lado da Eclíptica — ou seja, a trajetória do Sol vista da Terra. Os doze filhos e a única filha de Jacó são associados a essas doze constelações, pois Josefo relata que os israelitas, durante sua peregrinação pelo deserto, traziam emblemas desses doze grupos de estrelas em seus estandartes. Nos capítulos 49 do Livro do Gênesis[1] e 33 do Livro do Deuteronômio[2], Jacó profere bênçãos sobre seus doze filhos de tal maneira que é impossível, para quem conhece astronomia, não perceber uma semelhança entre a descrição desses filhos e os doze Signos do Zodíaco.
Além disso, se observarmos a forma como o acampamento dos israelitas era montado — com as doze tribos agrupadas ao redor do Tabernáculo[3], onde se encontrava o Candelabro de Sete Braços[4] —, vemos novamente uma referência à disposição astronômica dos doze Signos do Zodíaco em torno dos sete Planetas, que são as luzes do Sistema Solar, a Casa de Deus.
A razão espiritual da analogia entre Jacó, suas esposas, seus filhos e o Cosmos pode ser encontrada no axioma hermético: “assim como é em cima, é embaixo”. Jacó e suas quatro esposas simbolizam o Sol e as quatro fases da Lua, que são os doadores de vida a tudo o que vive na Terra; os doze filhos e a única filha simbolizam as Hierarquias Criadoras, que atuaram na evolução do nosso Sistema Solar e conduziram não apenas a Humanidade, mas também todos os outros Reinos de Vida, ao seu atual estágio de desenvolvimento evolutivo, e que continuam a trabalhar com eles para desenvolvê-los ainda mais, transformando-os em seres espirituais.
Foram elas que criaram o ser humano à sua semelhança. Até hoje, a Humanidade traz a marca das características dos doze Signos celestes. Por isso, os Semitas Originais[5] — destinados a ser os progenitores de uma nova Raça — foram divididos em doze grupos pelo seu líder, sendo que cada grupo representava uma das constelações.
(Pergunta nº 159 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: 1Jacó chamou seus filhos e disse: “Reuni-vos, eu vos anunciarei o que vos acontecerá nos tempos vindouros. 2Reuni-vos, escutai, filhos de Jacó, escutai Israel, vosso pai: 3Rúben, tu és meu primogênito, meu vigor, as primícias de minha virilidade, cúmulo de altivez e cúmulo de força, 4impetuoso como as águas: não serás colmado, porque subiste ao leito de teu pai e profanaste minha cama, contra mim! 5Simeão e Levi são irmãos, levaram a cabo a violência de suas intrigas.6Que minha alma não entre em seu conselho, que meu coração não se una ao seu grupo, porque na sua cólera mataram homens, em seu capricho mutilaram touros. 7Maldita sua cólera por seu rigor, maldito seu furor por sua dureza. Eu os dividirei em Jacó, eu os dispersarei em Israel. 8Judá, teus irmãos te louvarão, tua mão está sobre a cerviz de teus inimigos e os filhos de teu pai se inclinarão diante de ti. 9Judá é um leãozinho: da presa, meu filho, tu subiste; agacha-se, deita-se como um leão, como leoa: quem o despertará? 10O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de chefe de entre seus pés, até que o tributo lhe seja trazido e que lhe obedeçam aos povos. 11Liga à vinha seu jumentinho, à cepa o filhote de sua jumenta, lava sua roupa no vinho, seu manto no sangue das uvas, 12seus olhos estão turvos de vinho, seus dentes brancos de leite. 13Zabulon reside à beira-mar, é marinheiro sobre os navios, tem Sidônia a seu lado. 14Issacar é um jumento robusto, deitado no meio dos cerrados. 15Ele viu que o repouso era bom, que a terra era agradável, baixou seu ombro à carga, e sujeitou-se ao trabalho escravo. 16Dã julga seu povo, como cada tribo de Israel. 17Dã é uma serpente sobre o caminho, uma cerasta sobre a vereda, que morde os talões do cavalo e o cavaleiro cai para trás! 18Em tua salvação eu espero, ó Iahweh! 19Gad, guerrilheiros o guerrilharão e ele guerreia e os fustiga. 20Aser, seu pão é abundante, ele oferece manjares de rei. 21Neftali é uma gazela veloz que tem formosas crias.22José é um rebento fecundo perto da fonte, cujas canas ultrapassam o muro. 23Os arqueiros o exasperaram, atiraram e o aborreceram. 24Mas seu arco foi quebrado por um poderoso, foram rompidos os nervos de seus braços pelas mãos do Poderoso de Jacó, pelo Nome da Pedra de Israel, 25pelo Deus de teu pai, que te socorre, por El Shaddai? que te abençoa: Bênçãos dos céus no alto, bênçãos do abismo deitado embaixo, bênçãos das mamas e do seio, 26bênçãos dos espinhos e das flores, bênçãos das montanhas antigas, atração das colinas eternas, que elas venham sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre seus irmãos! 27Benjamim é um lobo voraz, de manhã devora uma presa, até à tarde reparte o despojo”. 28Todos estes formam as tribos de Israel, em número de doze, e eis o que lhes disse seu pai. Ele os abençoou: a cada um deu uma bênção que lhe convinha. (Gn 49:1-28)
[2] N.T.: — 1Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel, antes de morrer: 2Iahweh veio do Sinai, alvoreceu para eles de Seir, resplandeceu do monte Farã. Dos grupos de Cades veio a eles, desde o sul até às encostas. 3Tu, que amas os antepassados, todos os santos estão em tua mão. Eles se prostraram aos teus pés e correram sob a tua direção. 4(Moisés prescreveu-nos uma lei.) A assembleia de Jacó entra em sua herança! 5Houve um rei em Jesurun, quando os chefes do povo se reuniram juntamente com as tribos de Israel. 6Que Rúben viva e não morra, e subsista o número pequeno dos seus homens! 7Eis o que ele diz a Judá: Ouve, Iahweh, a voz de Judá e introduze-o em seu povo. Que suas mãos defendam seu direito, e o auxiliarás contra os inimigos. 8A Levi ele diz: Dá a Levi teus Urim e teus Tummim ao homem que amas, que puseste à prova em Massa e querelaste junto às águas de Meriba. 9Ele diz de seu pai e mãe: “Nunca os vi”. Ele não reconhece mais seus irmãos e ignora seus filhos. Sim, eles observaram a tua palavra e mantêm a tua Aliança. 10Eles ensinam tuas normas a Jacó e tua Lei a Israel. Eles oferecem incenso às tuas narinas e holocaustos sobre o teu altar. 11Abençoa a sua força, ó Iahweh, e aprecia a obra de suas mãos. Fere os rins dos seus adversários e dos que o odeiam, para que não se levantem! 12A Benjamim ele diz: O amado de Iahweh repousa tranquilo junto a ele; o Altíssimo o protege todo o dia e habita entre as suas encostas. 13A José ele diz: Sua terra é bendita de Iahweh: dele é o melhor orvalho do céu e do abismo subterrâneo; 14o melhor dos produtos do sol e o melhor do que cresce nas luas; 15as primícias dos montes antigos e o melhor das colinas de outrora; 16o melhor da terra e do seu produto, e o favor do que habita na Sarça. Que a cabeleira abunde sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre os irmãos! 17Ele é seu touro primogênito, a glória lhe pertence. Seus chifres são chifres de búfalo: com eles investe contra os povos até as extremidades da terra. São estas as miríades de Efraim, e estes os milhares de Manassés.18A Zabulon ele diz: Sê feliz em tuas expedições, Zabulon, e tu, Issacar, em tuas tendas! 19Sobre a montanha em que os povos invocam, ali oferecem sacrifícios de justiça, pois exploram as riquezas marinhas e os tesouros escondidos na areia. 20A Gad ele diz: Bendito aquele que dá espaço a Gad! Ele repousa como leoa, após destroçar braço, face e crânio. 21Ele reserva as primícias para si, pois lá coube-lhe a parte do chefe. Ele veio a ser chefe do povo, executando a justiça de Iahweh e suas normas sobre Israel. 22A Dã ele diz: Dã é um filhote de leão que se arroja de Basã. 23A Neftali ele diz: Neftali é saciado de favores e repleto das bênçãos de Iahweh: ele toma posse do mar e do sul. 24A Aser ele diz: Bendito seja Aser entre os filhos, seja o favorito entre os irmãos, e que no óleo banhe o seu pé! 25Sejam de ferro e bronze teus ferrolhos e tua segurança perdurem por teus dias! 26Ninguém é como o Deus de Jesurun: ele cavalga pelo céu em teu auxílio, e pelas nuvens, com a sua majestade! 27O Deus de outrora é o teu refúgio. Cá embaixo, ele é o braço antigo que expulsa o inimigo da tua frente, e diz: “Extermina!”. 28Israel habita em segurança. A fonte de Jacó fica à parte, numa terra de trigo e vinho, sob um céu que destila orvalho.29Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu, povo vencedor? Em Iahweh está o escudo que te socorre e a espada que te leva ao triunfo. Teus inimigos vão querer bajular-te, mas tu pisarás suas costas.
[3] N.T.: Refere-se ao Tabernáculo no Deserto, que foi a primeira igreja erigida por nós sobre a Terra, quando o “caminho de volta para Deus” tinha que ser começado a ser trilhado por nós (fim da Involução e início da Evolução). Estávamos na Época Atlante, por isso ficou conhecido como o Templo de Mistérios Atlante. Sua localização estava relacionada aos pontos cardeais, e foi colocada na direção leste para oeste (o caminho da evolução espiritual). Foi dado para que pudéssemos encontrar Deus quando nos qualificássemos pelo serviço e tivessem subjugado a natureza inferior pelo “Eu superior”. E essa mesma natureza ambulante dele que é uma excelente representação simbólica da nossa natureza migratória: um eterno peregrino, passando sempre do limite do tempo à eternidade – o nosso verdadeiro lar – para voltar novamente (ciclo de nascimentos e mortes). O Tabernáculo no Deserto mostra algo muito além do que a visão alcança. Em outras palavras, sob a aparência material e terrena estava esquematizada uma representação de fatos celestiais e espirituais que continham instruções aos candidatos à Iniciação.
[4] N.T.: O Candelabro de Ouro ou o Candelabro de Sete Braços ou, ainda, o Castiçal de Ouro estava colocado na parte sul do Lugar Santo (Sala Leste ou Sanctum) no Tabernáculo no Deserto, de modo que se encontrava do lado esquerdo de qualquer pessoa que estivesse no meio da sala. Era inteiramente de ouro puro e constituído de uma base vertical, haste central que se elevava, juntamente com seis braços. Esses braços começavam em três pontos diferentes da haste central e arqueavam-se em três semicírculos de diâmetros diferentes, simbolizando os três Períodos de desenvolvimento (Períodos de Saturno, Solar e Lunar) pelos quais o ser humano passou antes do Período Terrestre, que estava, então, a menos da metade. Esse último Período era representado pela sétima luminária do Candelabro. Cada um dos sete braços terminava num candeeiro, e esse candeeiro era suprido com o mais puro azeite de oliva, o qual foi elaborado por um processo especial. Ao sacerdote foi exigido o devido cuidado para que no Candelabro nunca faltasse luz. Todos os dias as lamparinas eram examinadas, limpas e abastecidas com azeite, e assim podiam manter-se acesas perpetuamente.
Assim, quando o sacerdote se posicionava no centro da Sala Leste do Tabernáculo, o Candelabro de sete Braços ficava à sua esquerda em direção ao sul.
Isso simbolizava o fato de que os sete dadores de luz, ou Planetas que trilham a dança do círculo místico ao redor da órbita central, o Sol, deslocam-se na estreita faixa abrangendo oito graus de cada lado do caminho do Sol, que é chamado de Zodíaco. “Deus é luz” e os “Sete Espíritos diante do Trono” são Ministros de Deus; portanto, eles também são mensageiros da luz para a humanidade.
Além disso, como os céus ficam iluminados, quando a Lua em suas fases chega à ‘plenitude’ na parte oriental dos céus, também a Sala Leste do Tabernáculo ficava cheia de LUZ, indicando visivelmente ali a presença de Deus e Seus sete ministros, os Anjos Estelares. Podemos observar, de passagem, a luz do Candelabro de Ouro, que era clara e a sua chama sem odor, e compará-la com a esfumaçada chama no Altar dos Sacrifícios que, em certo momento, gerava escuridão ao invés de dissipá-la.
[5] N.T.: Foi a quinta Raça da Época Atlante do Período Terrestre – Foi uma das Raças mais importante entre as sete desta Época, pois daqui saiu a “semente de Raça” mais apurada para a próxima Época Ária. Foi nela que se deu o início ao uso da Mente como refreadora das paixões. Eles foram os primeiros a descobrirem que o cérebro é superior ao músculo. Mas faziam isso de modo astuto e egoísta, para conseguirem o que desejavam. Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas, como era um povo teimoso e obstinado que se guiava quase que exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem do Líder Jeová ao casarem-se com membros de outras raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Em consequência dessa desobediência, foram abandonados e “perdidos”. Assim, os nascidos desses cruzamentos, que agora falam de “tribos perdidas”, foram os progenitores dos judeus dos tempos atuais. E todos aqueles que permaneceram fiéis foi chamado de o “povo eleito”, o escolhido para ser a semente de uma nova Raça, a que devia herdar a “terra prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente. Porém, como parte da Terra estava submersa pelas inundações e outras partes deslocadas e modificadas pelas erupções vulcânicas, foi necessário esperar um período de tempo, pois os Semitas Originais estavam criando um novo Campo de Evolução para que essa nova Terra estivesse em condições de abrigar esta nova Raça Ária. Ali estavam desenvolvendo faculdades apropriadas para expressão do Espírito que habitaria este novo corpo e nessa nova “Terra Prometida”.