Resposta: Pitágoras falou da harmonia das esferas[1], e não utilizou essa expressão apenas como uma alusão poética. Tal harmonia realmente existe. S. João nos diz que “no princípio era o Verbo… e sem ele nada foi feito”[2]. Esse foi o fiat criador[3] que, primeiramente, trouxe o mundo à existência. O experimento conhecido de colocar areia sobre uma placa de vidro e criar figuras geométricas ao friccionar a borda com um arco de violino[4] ilustra a capacidade criadora do som. E ouvimos falar da música celestial, pois, na perspectiva dos Mundos celestiais, tudo é criado primeiramente em termos de som, o qual, então, molda a matéria concreta nas inúmeras formas que vemos ao nosso redor.
Na visão do Ocultista, todo o Sistema Solar é um vasto instrumento musical, referido na Mitologia grega como “a lira de sete cordas de Apolo, o radiante Deus Sol”[5]. Assim como existem doze semitons na escala cromática[6], temos nos céus doze Signos do Zodíaco; e, da mesma forma que temos as sete teclas brancas – tons inteiros[7] – no teclado do piano, temos sete Planetas. Pode-se dizer que os Signos do Zodíaco constituem a caixa de ressonância da harpa cósmica, enquanto os sete Planetas são as cordas; eles emitem sons diferentes ao passarem pelos vários Signos e, consequentemente, exercem influência sobre a Humanidade de diversas maneiras. Se a harmonia falhasse por um único instante, se houvesse a menor dissonância naquela orquestra celestial, todo este universo, tal como o conhecemos, ruiria. Pois a música pode tanto destruir, quanto construir. Isso foi amplamente demonstrado por grandes músicos. Por exemplo, o neto do imortal Felix Mendelssohn[8] experimentou por vários anos o poder do som nesse sentido. Ele chegou à conclusão de que, uma vez descoberta a nota fundamental (ou nota-chave) de um edifício, uma ponte ou outra estrutura, é possível demolir qualquer uma delas por completo, emitindo essa nota com volume e duração suficientes. Um exemplo ilustrativo disso ocorre ao autor:
“Há alguns anos, um grupo de músicos estavam ensaiando perto de uma antiga ruína nos arredores da cidade de Heidelberg, na Alemanha. Em determinado momento do ensaio, eles executaram uma nota extremamente elevada e prolongada; ao fazê-lo a enorme muralha da ruína próxima desabou com um estrondo tremendo. Eles haviam atingido a nota fundamental daquela muralha, e ela caiu”. Diante desses fatos, nossos sorrisos de desdém de outrora, ao ouvir a história de Josué e das muralhas de Jericó já não se justificam. O som da trombeta de chifre de carneiro, sem dúvida, atingiu a nota fundamental daquelas muralhas, que haviam sido sensibilizadas pela marcha rítmica do exército que se preparava para o clímax final. A marcha rítmica de muitos passos pode destruir qualquer ponte; por isso, que os soldados são instruídos a quebrar o passo ao atravessá-la. Assim, respondendo à pergunta, podemos dizer que cada Planeta emite uma determinada nota fundamental – a soma de todos os ruídos nele existentes, mesclados e harmonizados pelo Espírito Planetário, que nele habita. Esse som pode percebido pelo ouvido espiritual. Como diz Goethe[9]:
“O Sol entoa seu canto ancestral,
em meio ao coro rival de esferas irmãs;
Ele percorre veloz sua rota prescrita,
de forma retumbante, ao longo dos anos.”
Essa é da primeira parte de Fausto, o Prólogo no Céu. E, também, na segunda parte de Fausto, os Espíritos do Ar saúdam o Sol nascente com as palavras:
“Soa ao ouvido do Espírito
que o dia recém-nascido chegou;
Rangem e estridem os portões de rocha,
Giram e cantam as rodas de Febo –
Que som intenso a luz traz consigo!”.
(Pergunta nº 158 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: (ou música das esferas) é um conceito filosófico e cosmológico da Grécia Antiga que postula que o movimento dos corpos celestes (Planetas, Sol e Lua) emite uma forma de ressonância ou música divina. Atribuída ao matemático Pitágoras, a ideia propõe que as distâncias e velocidades orbitais seguem proporções matemáticas perfeitas correspondentes aos intervalos musicais.
[2] N.T.: Jo 1:1-3
[3] N.T.: O fiat (do latim fiat que significa “faça-se”) é uma vibração, um som cósmico ou a Palavra geradora que organizou o caos primitivo em formas vivas e estruturou o Sistema Solar.
[4] N.T.: são conhecidas como Figuras de Chladni. Trata-se de um experimento clássico de física acústica criado pelo músico e físico alemão Ernst Chladni. Ao passar um arco de violino na borda de uma placa de metal (ou vidro) coberta com areia fina, as vibrações sonoras fazem o material “dançar”. Como os grãos se acumulam nos pontos onde a placa não vibra (nós), surgem padrões geométricos e simétricos perfeitos na superfície.
[5] N.T.: A música de Apolo com este instrumento tinha o poder de trazer ordem, beleza e harmonia ao mundo.
[6] N.T.: A escala cromática contém 12 notas (ou semitons), que são as únicas existentes na música ocidental. Partindo da nota fundamental (aqui representada pelo Dó) e subindo em intervalos de meio tom, a sequência é a seguinte: 1. Dó; 2. Dó sustenido (C#) ou Ré bemol (D♭); 3. Ré; 4. Ré sustenido (D#) ou Mi bemol (E♭); 5. Mi; 6. Fá; 7. Fá sustenido (F#) ou Sol bemol (G♭); 8. Sol; 9. Sol sustenido (G#) ou Lá bemol (A♭); 10. Lá; 11. Lá sustenido (A#) ou Si bemol (B♭); 12. Si. A 13ª nota é a repetição da fundamental (Dó), completando assim o ciclo da oitava.
[7] N.T.: As teclas brancas de um piano representam as sete notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si).
[8] N.T.: Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy, conhecido como Felix Mendelssohn (1809-1847), foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a abertura e a música incidental para Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa Marcha nupcial), o Concerto para violino, os dois concertos para piano, cerca de 100 Lieder, a abertura As Hébridas, as sinfonias Italiana e Escocesa e os oratórios Paulus e Elias.
[9] N.T.: Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) foi um polímata e o maior nome da literatura alemã. Ele liderou o movimento Sturm und Drang e o Classicismo de Weimar. Seus trabalhos mais icônicos são o romance Os Sofrimentos do Jovem Werther e o drama filosófico Fausto, influenciando profundamente a cultura ocidental.
OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)
Exemplos:
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1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)
OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)
OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio-dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)

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A delineação anterior dos efeitos e das influências dos Astros nas várias Casas e Signos, também pelos Aspectos e pelas posições, tais como Paralelo, Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição, está sujeita a amplas modificações, conforme outras configurações do horóscopo e, caso os Astros estejam Essencialmente Dignificados (que é exatamente quando eles estão nos seus Regentes) ou em Detrimentos, Exaltados ou em Queda, ou situados em Graus Críticos.
A Tabela das Potências de cada Astro – Forças Astrais – acima mostra, em um relance, os Signos nos quais os vários Astros são fortes ou fracos, e quando o Estudante sabe em que Signo um Astro é Regente ou está Exaltado, é necessário apenas lembrar que ele está em Detrimento ou em Queda, respectivamente, no Signo oposto.
Assim, o Sol é Regente de Leão e está Exaltado em Áries; consequentemente é muito poderoso naqueles Signos e, como os Signos opostos são Aquário e Libra, é imediatamente evidente que quando o Sol está nestes Signos, ele é comparativamente fraco.
Memorizando essa tabela o Estudante será capaz de formar um juízo muito mais acurado do efeito dos Astros em qualquer horóscopo, do que se isso não fosse levado em consideração.

Os Signos Cardeais são Áries, Câncer, Libra e Capricórnio. Esses Signos são chamados Cardeais porque quando o Sol os cruza, ele está em um dos quatro ângulos dos céus, em um ponto de inflexão onde é forçado a tomar outra direção.
A natureza e o efeito dos Signos Cardeais e dos ângulos podem ser resumidos nas palavras “Ação” e “Iniciativa” (embora cada um atue de modo diferente dos demais), portanto, os Astros posicionados nos Signos Cardeais e nos ângulos dão sabor à vida, de acordo com a natureza de cada Astro, Signo e ângulo.
“Zodíaco” significa um círculo de animais. Os símbolos de três dos Signos Cardeais são animalescos: Áries, o carneiro; Câncer, o caranguejo; e Capricórnio, o bode. O quarto, Libra – a balança –, representa o ideal pelo qual esta classe deve se esforçar. Ninguém precisa mais de equilíbrio do que aqueles sob a influência impulsiva do raio cardeal; portanto, a Balança foi posta nos céus para dirigir suas aspirações.
Os Signos Fixos são: Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Três símbolos dos Signos Fixos são também animalescos, violentos e rancorosos: Touro, o touro; Leão, o leão; e Escorpião, o escorpião.
A figura humana de Aquário, o portador de água, nos mostra o ideal pelo qual esta classe deve se empenhar. Em vez de lutarem contra, perseguirem ou envenenarem os outros na luta pela existência, eles devem aprender a serem humanos, a serem amigos de todos em vez de inimigos.
A influência dos Signos Fixos ativa a natureza do desejo, imprimindo resistência e persistência à ação. Quando os Signos Fixos estão nos ângulos (lª, 4ª, 7ª e 10ª Casas) exercem uma força quase irresistível, impelindo o indivíduo a seguir certa linha. Ele pode ser vagaroso e lento, mas por certo será persistente em tudo o que se proponha a fazer, e seja qual for o talento que possa ter em determinado âmbito será explorado ao máximo.
Gêmeos, Sagitário, Virgem e Peixes são chamados Signos Comuns, sendo sua natureza intrínseca expressa melhor pela palavra-chave Flexibilidade.
As forças que atuam através dos Signos Cardeais incidem sobre o Corpo Denso e o incitam à ação.
O poder dos Signos Comuns é mental e espiritual, conferindo propósito à ação e incentivo à nobreza de vida.Portanto, pessoas influenciadas pelas forças estelares focadas, principalmente, através dos Signos Cardeais são os trabalhadores do mundo – não operários, mas executivos, aqueles que alcançam as coisas pelo trabalho, e que trazem à existência concreta, pequenos ou grandes projetos valiosos ao trabalho do mundo. Os Signos Comuns são duplos; dois deles são humanos: Gêmeos, os gêmeos e Virgem, a virgem; o terceiro, Sagitário, o centauro, é parcialmente humano; e somente o quarto símbolo Peixes, os peixes, é tirado do reino inferior. Nenhum, contudo, é violento, mas são símbolos intensamente morais, intelectuais e espirituais.
A classe Cardeal é ativa; a Comum agitada; a classe Fixa é inflexível; a Comum é flexível.


O efeito das “Triplicidades” é maior no Signo do Ascendente, e quando a maioria dos Astros está agrupada em um deles.
Um Signo de Fogo (Áries, Leão ou Sagitário) no Ascendente proporciona muita vitalidade, mas também torna a pessoa propensa a febres e desordens inflamatórias; e quando a maioria dos Astros se encontra em Signos de Fogo, é muito difícil para a pessoa “manter a cabeça fria” fisicamente ou mentalmente.
Um Signo de Água (Câncer, Escorpião ou Peixes) no Ascendente proporciona muito menos resistência e predispõe a problemas digestivos, urinários e catarrais. Se uma pessoa tem muitos Astros em Signos de Água, seu problema é gerar energia suficiente para se manter aquecida, pois esse ajuntamento proporciona disposição negligente e indiferente, exceto quando Escorpião está no Ascendente ou quando muitos Astros se encontram nele.
Os Signos de Ar (Gêmeos, Libra e Aquário) no Ascendente geram um temperamento nervoso e tornam a pessoa sujeita a distúrbios dos pulmões, coração e rins. Muitos Astros nesses Signos proporcionam inclinação literária e artística.
Os Signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) no Ascendente proporcionam uma boa vitalidade, mas um medo secreto de doenças restringe os processos vitais no corpo, e envenena essas pessoas de tal modo que elas se tornam vítimas de doenças crônicas com mais frequência do que pessoas de outras classes de Signos. A garganta, o estômago e os intestinos são especialmente ameaçados; frequentemente sofrem de reumatismo e gota. Quando o indivíduo tem muitos Astros em Signos de Terra, a aquisição de riqueza material é favorecida.
