Resposta: Existe apenas um Zodíaco: as doze constelações que chamamos de Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Trata-se de estrelas situadas em uma faixa estreita, a cerca de oito graus de cada lado da Eclíptica — ou seja, a trajetória do Sol vista da Terra. Os doze filhos e a única filha de Jacó são associados a essas doze constelações, pois Josefo relata que os israelitas, durante sua peregrinação pelo deserto, traziam emblemas desses doze grupos de estrelas em seus estandartes. Nos capítulos 49 do Livro do Gênesis[1] e 33 do Livro do Deuteronômio[2], Jacó profere bênçãos sobre seus doze filhos de tal maneira que é impossível, para quem conhece astronomia, não perceber uma semelhança entre a descrição desses filhos e os doze Signos do Zodíaco.
Além disso, se observarmos a forma como o acampamento dos israelitas era montado — com as doze tribos agrupadas ao redor do Tabernáculo[3], onde se encontrava o Candelabro de Sete Braços[4] —, vemos novamente uma referência à disposição astronômica dos doze Signos do Zodíaco em torno dos sete Planetas, que são as luzes do Sistema Solar, a Casa de Deus.
A razão espiritual da analogia entre Jacó, suas esposas, seus filhos e o Cosmos pode ser encontrada no axioma hermético: “assim como é em cima, é embaixo”. Jacó e suas quatro esposas simbolizam o Sol e as quatro fases da Lua, que são os doadores de vida a tudo o que vive na Terra; os doze filhos e a única filha simbolizam as Hierarquias Criadoras, que atuaram na evolução do nosso Sistema Solar e conduziram não apenas a Humanidade, mas também todos os outros Reinos de Vida, ao seu atual estágio de desenvolvimento evolutivo, e que continuam a trabalhar com eles para desenvolvê-los ainda mais, transformando-os em seres espirituais.
Foram elas que criaram o ser humano à sua semelhança. Até hoje, a Humanidade traz a marca das características dos doze Signos celestes. Por isso, os Semitas Originais[5] — destinados a ser os progenitores de uma nova Raça — foram divididos em doze grupos pelo seu líder, sendo que cada grupo representava uma das constelações.
(Pergunta nº 159 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: 1Jacó chamou seus filhos e disse: “Reuni-vos, eu vos anunciarei o que vos acontecerá nos tempos vindouros. 2Reuni-vos, escutai, filhos de Jacó, escutai Israel, vosso pai: 3Rúben, tu és meu primogênito, meu vigor, as primícias de minha virilidade, cúmulo de altivez e cúmulo de força, 4impetuoso como as águas: não serás colmado, porque subiste ao leito de teu pai e profanaste minha cama, contra mim! 5Simeão e Levi são irmãos, levaram a cabo a violência de suas intrigas.6Que minha alma não entre em seu conselho, que meu coração não se una ao seu grupo, porque na sua cólera mataram homens, em seu capricho mutilaram touros. 7Maldita sua cólera por seu rigor, maldito seu furor por sua dureza. Eu os dividirei em Jacó, eu os dispersarei em Israel. 8Judá, teus irmãos te louvarão, tua mão está sobre a cerviz de teus inimigos e os filhos de teu pai se inclinarão diante de ti. 9Judá é um leãozinho: da presa, meu filho, tu subiste; agacha-se, deita-se como um leão, como leoa: quem o despertará? 10O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de chefe de entre seus pés, até que o tributo lhe seja trazido e que lhe obedeçam aos povos. 11Liga à vinha seu jumentinho, à cepa o filhote de sua jumenta, lava sua roupa no vinho, seu manto no sangue das uvas, 12seus olhos estão turvos de vinho, seus dentes brancos de leite. 13Zabulon reside à beira-mar, é marinheiro sobre os navios, tem Sidônia a seu lado. 14Issacar é um jumento robusto, deitado no meio dos cerrados. 15Ele viu que o repouso era bom, que a terra era agradável, baixou seu ombro à carga, e sujeitou-se ao trabalho escravo. 16Dã julga seu povo, como cada tribo de Israel. 17Dã é uma serpente sobre o caminho, uma cerasta sobre a vereda, que morde os talões do cavalo e o cavaleiro cai para trás! 18Em tua salvação eu espero, ó Iahweh! 19Gad, guerrilheiros o guerrilharão e ele guerreia e os fustiga. 20Aser, seu pão é abundante, ele oferece manjares de rei. 21Neftali é uma gazela veloz que tem formosas crias.22José é um rebento fecundo perto da fonte, cujas canas ultrapassam o muro. 23Os arqueiros o exasperaram, atiraram e o aborreceram. 24Mas seu arco foi quebrado por um poderoso, foram rompidos os nervos de seus braços pelas mãos do Poderoso de Jacó, pelo Nome da Pedra de Israel, 25pelo Deus de teu pai, que te socorre, por El Shaddai? que te abençoa: Bênçãos dos céus no alto, bênçãos do abismo deitado embaixo, bênçãos das mamas e do seio, 26bênçãos dos espinhos e das flores, bênçãos das montanhas antigas, atração das colinas eternas, que elas venham sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre seus irmãos! 27Benjamim é um lobo voraz, de manhã devora uma presa, até à tarde reparte o despojo”. 28Todos estes formam as tribos de Israel, em número de doze, e eis o que lhes disse seu pai. Ele os abençoou: a cada um deu uma bênção que lhe convinha. (Gn 49:1-28)
[2] N.T.: — 1Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel, antes de morrer: 2Iahweh veio do Sinai, alvoreceu para eles de Seir, resplandeceu do monte Farã. Dos grupos de Cades veio a eles, desde o sul até às encostas. 3Tu, que amas os antepassados, todos os santos estão em tua mão. Eles se prostraram aos teus pés e correram sob a tua direção. 4(Moisés prescreveu-nos uma lei.) A assembleia de Jacó entra em sua herança! 5Houve um rei em Jesurun, quando os chefes do povo se reuniram juntamente com as tribos de Israel. 6Que Rúben viva e não morra, e subsista o número pequeno dos seus homens! 7Eis o que ele diz a Judá: Ouve, Iahweh, a voz de Judá e introduze-o em seu povo. Que suas mãos defendam seu direito, e o auxiliarás contra os inimigos. 8A Levi ele diz: Dá a Levi teus Urim e teus Tummim ao homem que amas, que puseste à prova em Massa e querelaste junto às águas de Meriba. 9Ele diz de seu pai e mãe: “Nunca os vi”. Ele não reconhece mais seus irmãos e ignora seus filhos. Sim, eles observaram a tua palavra e mantêm a tua Aliança. 10Eles ensinam tuas normas a Jacó e tua Lei a Israel. Eles oferecem incenso às tuas narinas e holocaustos sobre o teu altar. 11Abençoa a sua força, ó Iahweh, e aprecia a obra de suas mãos. Fere os rins dos seus adversários e dos que o odeiam, para que não se levantem! 12A Benjamim ele diz: O amado de Iahweh repousa tranquilo junto a ele; o Altíssimo o protege todo o dia e habita entre as suas encostas. 13A José ele diz: Sua terra é bendita de Iahweh: dele é o melhor orvalho do céu e do abismo subterrâneo; 14o melhor dos produtos do sol e o melhor do que cresce nas luas; 15as primícias dos montes antigos e o melhor das colinas de outrora; 16o melhor da terra e do seu produto, e o favor do que habita na Sarça. Que a cabeleira abunde sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre os irmãos! 17Ele é seu touro primogênito, a glória lhe pertence. Seus chifres são chifres de búfalo: com eles investe contra os povos até as extremidades da terra. São estas as miríades de Efraim, e estes os milhares de Manassés.18A Zabulon ele diz: Sê feliz em tuas expedições, Zabulon, e tu, Issacar, em tuas tendas! 19Sobre a montanha em que os povos invocam, ali oferecem sacrifícios de justiça, pois exploram as riquezas marinhas e os tesouros escondidos na areia. 20A Gad ele diz: Bendito aquele que dá espaço a Gad! Ele repousa como leoa, após destroçar braço, face e crânio. 21Ele reserva as primícias para si, pois lá coube-lhe a parte do chefe. Ele veio a ser chefe do povo, executando a justiça de Iahweh e suas normas sobre Israel. 22A Dã ele diz: Dã é um filhote de leão que se arroja de Basã. 23A Neftali ele diz: Neftali é saciado de favores e repleto das bênçãos de Iahweh: ele toma posse do mar e do sul. 24A Aser ele diz: Bendito seja Aser entre os filhos, seja o favorito entre os irmãos, e que no óleo banhe o seu pé! 25Sejam de ferro e bronze teus ferrolhos e tua segurança perdurem por teus dias! 26Ninguém é como o Deus de Jesurun: ele cavalga pelo céu em teu auxílio, e pelas nuvens, com a sua majestade! 27O Deus de outrora é o teu refúgio. Cá embaixo, ele é o braço antigo que expulsa o inimigo da tua frente, e diz: “Extermina!”. 28Israel habita em segurança. A fonte de Jacó fica à parte, numa terra de trigo e vinho, sob um céu que destila orvalho.29Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu, povo vencedor? Em Iahweh está o escudo que te socorre e a espada que te leva ao triunfo. Teus inimigos vão querer bajular-te, mas tu pisarás suas costas.
[3] N.T.: Refere-se ao Tabernáculo no Deserto, que foi a primeira igreja erigida por nós sobre a Terra, quando o “caminho de volta para Deus” tinha que ser começado a ser trilhado por nós (fim da Involução e início da Evolução). Estávamos na Época Atlante, por isso ficou conhecido como o Templo de Mistérios Atlante. Sua localização estava relacionada aos pontos cardeais, e foi colocada na direção leste para oeste (o caminho da evolução espiritual). Foi dado para que pudéssemos encontrar Deus quando nos qualificássemos pelo serviço e tivessem subjugado a natureza inferior pelo “Eu superior”. E essa mesma natureza ambulante dele que é uma excelente representação simbólica da nossa natureza migratória: um eterno peregrino, passando sempre do limite do tempo à eternidade – o nosso verdadeiro lar – para voltar novamente (ciclo de nascimentos e mortes). O Tabernáculo no Deserto mostra algo muito além do que a visão alcança. Em outras palavras, sob a aparência material e terrena estava esquematizada uma representação de fatos celestiais e espirituais que continham instruções aos candidatos à Iniciação.
[4] N.T.: O Candelabro de Ouro ou o Candelabro de Sete Braços ou, ainda, o Castiçal de Ouro estava colocado na parte sul do Lugar Santo (Sala Leste ou Sanctum) no Tabernáculo no Deserto, de modo que se encontrava do lado esquerdo de qualquer pessoa que estivesse no meio da sala. Era inteiramente de ouro puro e constituído de uma base vertical, haste central que se elevava, juntamente com seis braços. Esses braços começavam em três pontos diferentes da haste central e arqueavam-se em três semicírculos de diâmetros diferentes, simbolizando os três Períodos de desenvolvimento (Períodos de Saturno, Solar e Lunar) pelos quais o ser humano passou antes do Período Terrestre, que estava, então, a menos da metade. Esse último Período era representado pela sétima luminária do Candelabro. Cada um dos sete braços terminava num candeeiro, e esse candeeiro era suprido com o mais puro azeite de oliva, o qual foi elaborado por um processo especial. Ao sacerdote foi exigido o devido cuidado para que no Candelabro nunca faltasse luz. Todos os dias as lamparinas eram examinadas, limpas e abastecidas com azeite, e assim podiam manter-se acesas perpetuamente.
Assim, quando o sacerdote se posicionava no centro da Sala Leste do Tabernáculo, o Candelabro de sete Braços ficava à sua esquerda em direção ao sul.
Isso simbolizava o fato de que os sete dadores de luz, ou Planetas que trilham a dança do círculo místico ao redor da órbita central, o Sol, deslocam-se na estreita faixa abrangendo oito graus de cada lado do caminho do Sol, que é chamado de Zodíaco. “Deus é luz” e os “Sete Espíritos diante do Trono” são Ministros de Deus; portanto, eles também são mensageiros da luz para a humanidade.
Além disso, como os céus ficam iluminados, quando a Lua em suas fases chega à ‘plenitude’ na parte oriental dos céus, também a Sala Leste do Tabernáculo ficava cheia de LUZ, indicando visivelmente ali a presença de Deus e Seus sete ministros, os Anjos Estelares. Podemos observar, de passagem, a luz do Candelabro de Ouro, que era clara e a sua chama sem odor, e compará-la com a esfumaçada chama no Altar dos Sacrifícios que, em certo momento, gerava escuridão ao invés de dissipá-la.
[5] N.T.: Foi a quinta Raça da Época Atlante do Período Terrestre – Foi uma das Raças mais importante entre as sete desta Época, pois daqui saiu a “semente de Raça” mais apurada para a próxima Época Ária. Foi nela que se deu o início ao uso da Mente como refreadora das paixões. Eles foram os primeiros a descobrirem que o cérebro é superior ao músculo. Mas faziam isso de modo astuto e egoísta, para conseguirem o que desejavam. Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas, como era um povo teimoso e obstinado que se guiava quase que exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem do Líder Jeová ao casarem-se com membros de outras raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Em consequência dessa desobediência, foram abandonados e “perdidos”. Assim, os nascidos desses cruzamentos, que agora falam de “tribos perdidas”, foram os progenitores dos judeus dos tempos atuais. E todos aqueles que permaneceram fiéis foi chamado de o “povo eleito”, o escolhido para ser a semente de uma nova Raça, a que devia herdar a “terra prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente. Porém, como parte da Terra estava submersa pelas inundações e outras partes deslocadas e modificadas pelas erupções vulcânicas, foi necessário esperar um período de tempo, pois os Semitas Originais estavam criando um novo Campo de Evolução para que essa nova Terra estivesse em condições de abrigar esta nova Raça Ária. Ali estavam desenvolvendo faculdades apropriadas para expressão do Espírito que habitaria este novo corpo e nessa nova “Terra Prometida”.
Resposta: Pitágoras falou da harmonia das esferas[1], e não utilizou essa expressão apenas como uma alusão poética. Tal harmonia realmente existe. S. João nos diz que “no princípio era o Verbo… e sem ele nada foi feito”[2]. Esse foi o fiat criador[3] que, primeiramente, trouxe o mundo à existência. O experimento conhecido de colocar areia sobre uma placa de vidro e criar figuras geométricas ao friccionar a borda com um arco de violino[4] ilustra a capacidade criadora do som. E ouvimos falar da música celestial, pois, na perspectiva dos Mundos celestiais, tudo é criado primeiramente em termos de som, o qual, então, molda a matéria concreta nas inúmeras formas que vemos ao nosso redor.
Na visão do Ocultista, todo o Sistema Solar é um vasto instrumento musical, referido na Mitologia grega como “a lira de sete cordas de Apolo, o radiante Deus Sol”[5]. Assim como existem doze semitons na escala cromática[6], temos nos céus doze Signos do Zodíaco; e, da mesma forma que temos as sete teclas brancas – tons inteiros[7] – no teclado do piano, temos sete Planetas. Pode-se dizer que os Signos do Zodíaco constituem a caixa de ressonância da harpa cósmica, enquanto os sete Planetas são as cordas; eles emitem sons diferentes ao passarem pelos vários Signos e, consequentemente, exercem influência sobre a Humanidade de diversas maneiras. Se a harmonia falhasse por um único instante, se houvesse a menor dissonância naquela orquestra celestial, todo este universo, tal como o conhecemos, ruiria. Pois a música pode tanto destruir, quanto construir. Isso foi amplamente demonstrado por grandes músicos. Por exemplo, o neto do imortal Felix Mendelssohn[8] experimentou por vários anos o poder do som nesse sentido. Ele chegou à conclusão de que, uma vez descoberta a nota fundamental (ou nota-chave) de um edifício, uma ponte ou outra estrutura, é possível demolir qualquer uma delas por completo, emitindo essa nota com volume e duração suficientes. Um exemplo ilustrativo disso ocorre ao autor:
“Há alguns anos, um grupo de músicos estavam ensaiando perto de uma antiga ruína nos arredores da cidade de Heidelberg, na Alemanha. Em determinado momento do ensaio, eles executaram uma nota extremamente elevada e prolongada; ao fazê-lo a enorme muralha da ruína próxima desabou com um estrondo tremendo. Eles haviam atingido a nota fundamental daquela muralha, e ela caiu”. Diante desses fatos, nossos sorrisos de desdém de outrora, ao ouvir a história de Josué e das muralhas de Jericó já não se justificam. O som da trombeta de chifre de carneiro, sem dúvida, atingiu a nota fundamental daquelas muralhas, que haviam sido sensibilizadas pela marcha rítmica do exército que se preparava para o clímax final. A marcha rítmica de muitos passos pode destruir qualquer ponte; por isso, que os soldados são instruídos a quebrar o passo ao atravessá-la. Assim, respondendo à pergunta, podemos dizer que cada Planeta emite uma determinada nota fundamental – a soma de todos os ruídos nele existentes, mesclados e harmonizados pelo Espírito Planetário, que nele habita. Esse som pode percebido pelo ouvido espiritual. Como diz Goethe[9]:
“O Sol entoa seu canto ancestral,
em meio ao coro rival de esferas irmãs;
Ele percorre veloz sua rota prescrita,
de forma retumbante, ao longo dos anos.”
Essa é da primeira parte de Fausto, o Prólogo no Céu. E, também, na segunda parte de Fausto, os Espíritos do Ar saúdam o Sol nascente com as palavras:
“Soa ao ouvido do Espírito
que o dia recém-nascido chegou;
Rangem e estridem os portões de rocha,
Giram e cantam as rodas de Febo –
Que som intenso a luz traz consigo!”.
(Pergunta nº 158 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: (ou música das esferas) é um conceito filosófico e cosmológico da Grécia Antiga que postula que o movimento dos corpos celestes (Planetas, Sol e Lua) emite uma forma de ressonância ou música divina. Atribuída ao matemático Pitágoras, a ideia propõe que as distâncias e velocidades orbitais seguem proporções matemáticas perfeitas correspondentes aos intervalos musicais.
[2] N.T.: Jo 1:1-3
[3] N.T.: O fiat (do latim fiat que significa “faça-se”) é uma vibração, um som cósmico ou a Palavra geradora que organizou o caos primitivo em formas vivas e estruturou o Sistema Solar.
[4] N.T.: são conhecidas como Figuras de Chladni. Trata-se de um experimento clássico de física acústica criado pelo músico e físico alemão Ernst Chladni. Ao passar um arco de violino na borda de uma placa de metal (ou vidro) coberta com areia fina, as vibrações sonoras fazem o material “dançar”. Como os grãos se acumulam nos pontos onde a placa não vibra (nós), surgem padrões geométricos e simétricos perfeitos na superfície.
[5] N.T.: A música de Apolo com este instrumento tinha o poder de trazer ordem, beleza e harmonia ao mundo.
[6] N.T.: A escala cromática contém 12 notas (ou semitons), que são as únicas existentes na música ocidental. Partindo da nota fundamental (aqui representada pelo Dó) e subindo em intervalos de meio tom, a sequência é a seguinte: 1. Dó; 2. Dó sustenido (C#) ou Ré bemol (D♭); 3. Ré; 4. Ré sustenido (D#) ou Mi bemol (E♭); 5. Mi; 6. Fá; 7. Fá sustenido (F#) ou Sol bemol (G♭); 8. Sol; 9. Sol sustenido (G#) ou Lá bemol (A♭); 10. Lá; 11. Lá sustenido (A#) ou Si bemol (B♭); 12. Si. A 13ª nota é a repetição da fundamental (Dó), completando assim o ciclo da oitava.
[7] N.T.: As teclas brancas de um piano representam as sete notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si).
[8] N.T.: Jakob Ludwig Felix Mendelssohn Bartholdy, conhecido como Felix Mendelssohn (1809-1847), foi um compositor, pianista e maestro alemão do início do período romântico. Algumas das suas mais conhecidas obras são a abertura e a música incidental para Sonho de uma Noite de Verão (que inclui a famosa Marcha nupcial), o Concerto para violino, os dois concertos para piano, cerca de 100 Lieder, a abertura As Hébridas, as sinfonias Italiana e Escocesa e os oratórios Paulus e Elias.
[9] N.T.: Johann Wolfgang von Goethe (1749–1832) foi um polímata e o maior nome da literatura alemã. Ele liderou o movimento Sturm und Drang e o Classicismo de Weimar. Seus trabalhos mais icônicos são o romance Os Sofrimentos do Jovem Werther e o drama filosófico Fausto, influenciando profundamente a cultura ocidental.
Iago: O bom nome de um homem ou de uma mulher, meu senhor,
é a joia imediata de sua alma.
Quem rouba minha bolsa rouba lixo; é algo, é nada;
foi minha, é dele e foi escrava de milhares;
mas aquele que me furta meu bom nome
rouba-me aquilo que não o enriquece
e me torna verdadeiramente pobre.
(Otelo[1], Ato III, Cena III).
Encontramos no mundo cotidiano da construção civil duas classes de trabalhadores qualificados. Uma classe aprendeu a erguer estruturas de pedra, aço e madeira que são maravilhas em tamanho, beleza e durabilidade. A outra classe, maravilhosamente proficiente em seu trabalho, ocupa-se ativamente em demolir a obra dos construtores. Ambas são necessárias no mundo do progresso humano para que estruturas novas e melhores possam ser colocadas sobre os locais das antigas.
Por toda a Natureza podem ser encontradas em operação forças de caráter semelhante; as forças de construção sempre construindo, desde a menor célula até um Sistema Solar; e as forças destrutivas constantemente em ação, desintegrando as formas e devolvendo sua substância a seus constituintes primordiais. Essas atividades opostas são responsáveis por todos os fenômenos neste plano material e em todos os planos da consciência. Estão enraizadas na Lei Cósmica e são indispensáveis, imutáveis.
Os trabalhadores que desejamos considerar neste artigo são aqueles engajados na construção de um grande Templo; aqueles que constroem e ajudam outros a construir e aqueles que constroem, mas agiriam como agentes de destruição. “Não sabem vocês que são o Templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vocês?” (ICor 3:16).
Estudamos no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que, lá no alvorecer do desenvolvimento humano, quando as Centelhas da Chama Divina iniciaram sua conquista deste Mundo Físico, o Grande Arquiteto do nosso Esquema de Evolução, Deus o Criador, providenciou para cada Centelha separada uma Morada. Essa morada desenvolveu-se durante três Períodos e meio de progresso até se tornar um ser composto de Corpos e veículos espirituais e físicos, que é sétuplo, e que é ocupado por cada membro da família humana. Esta é a ferramenta de trabalho a ser usada por cada Centelha Espiritual na aquisição de domínio e maestria sobre os Reinos mineral, vegetal, animal e, finalmente, sobre si mesma.
Assim, aprendemos que a família humana é composta de um agregado feito de Espíritos Virginais, tendo cada Espírito um invólucro composto de Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano: eis o que chamamos de Ego. Esse Ego ou Individualidade controla, ou está aprendendo a controlar, através de incontáveis renascimentos, a Personalidade, que é composta de substância de desejo, etérica e química. A Individualidade tríplice está ligada à Personalidade tríplice pelo elo da Mente. Esse corpo sêxtuplo (três “Corpos” inferiores e três “veículos” espirituais) é, assim, o templo de um Espírito residente que é, em verdade, sagrado.
O primeiro fenômeno aparente naquele remoto passado manifestou-se como caráter. Os Espíritos Virginais, como agora, não eram igualmente adaptáveis ao seu novo ambiente. Alguns eram ativos, outros passivos e hoje os classificamos como pioneiros e retardatários, respectivamente. Ao longo do incomensurável intervalo que se interpôs, cada Espírito Virginal individual esteve ocupado em desenvolver o maior atributo do ser humano: o caráter. Hoje, a posição do ser humano no mundo é determinada por seu caráter. É seu bom nome que ele estima acima de todas as coisas.
Ele aprendeu a discernir e a formar concepções do bem e do mal. Tendo aprendido, é responsável por seus atos; assim, é seu privilégio, e somente seu, destruir suas concepções errôneas para abrir caminho para as novas. Como Espírito Virginal residente dentro dos seus veículos, o ser humano contém dentro de si as forças necessárias de construção e destruição, de modo que aqueles que atacam seu caráter são invasores de solo sagrado. Violam uma Lei da Natureza; são, de fato, vândalos espirituais, destruidores de seres humanos.
Nosso Criador, Deus, providenciou Leis que governam tanto seres humanos quanto deuses. Está decretado na Lei Cósmica que “Tudo o que o homem semear, isso também colherá” (Gl 6:7). O caráter é a colheita, o fruto das muitas safras de experiência semeadas e colhidas pelo Aspirante à vida superior. É a própria quintessência do ser humano. É o “Templo que não foi feito por mãos.” (Hb 9:11) e é, assim, inviolável.
Somos então levados à conclusão de que os destruidores de caráter, aqueles seres humanos mais jovens, evolutivamente falando, que difamam seus colaboradores, associados ou conhecidos, estão demolindo um grande “Templo” que está em processo de construção. Eles dão expressão a uma grande força que poderia ser usada para propósitos úteis, mas que utilizam erroneamente para destruição gratuita. Dívidas do Destino (muitas que serão do tipo Destino Maduro) são assim contraídas e deverão ser expiadas.
Não é tão espantoso encontrarmos na família humana seres humanos que cometam graves erros. Todos estão buscando experiência e progredindo, aprimorando seus veículos e construindo caráter mediante essas experiências.
Como Espíritos diferenciados dentro do Criador (e não do Criador, Deus), as Leis de Deus garantem que devamos retornar à Fonte do nosso ser levando conosco os frutos da nossa peregrinação. Leis de Deus semelhantes operam em todos os planos inferiores. O impulso do ataque ao caráter vem do reino da emoção, do desejo. Semelhante a um cometa, tal impulso percorre assim toda a gama das emoções humanas, viajando através das correntes fétidas e nocivas das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo, reunindo força em sua jornada até que, pela ação da imutável Lei Cósmica, retorna ao criador desse impulso.
Que se ataque pessoas, se quiser; movimentos religiosos, escolas de filosofia ou qualquer atividade organizada. São apenas coisas transitórias. A calma luz da razão logo dissipará as marcas do ataque daqueles tipos de seres humanos. O dano é reparável. Mas o caráter do ser humano é verdadeiramente a “joia imediata de sua alma”. Solte a seta pessoal da imputação venenosa e falsa e ela viajará com a velocidade da luz. Torna-se um monstro de muitas cabeças, algo hediondo e vicioso que obtém alimento e encontra alojamento em demasiados corações humanos.
Ganhando força devido à pronta hospitalidade, logo alcança seu alvo humano, envenenando, mutilando, destruindo, expondo ao ridículo e ao desprezo a infeliz vítima. E assim esses seres humanos, vândalos da reputação, entram diariamente em campo, buscando destruir. Certamente deve haver alguma armadura protetora que resguarde o inocente e torne o ser humano imune a esses caçadores antinaturais.
Há, de fato, uma armadura maravilhosa que podemos usar para afastar essas setas traiçoeiras e pontiagudas de ódio, inveja ou vingança. Outra grande Lei Cósmica pode ser invocada. Nenhum ser humano é tão humilde nem tão elevado que não possa usar seu poder protetor. É a Lei do Amor Crístico; aquela grande força construtiva que capacita cada indivíduo a usar o material de ideais despedaçados, esperanças destruídas e reputações arruinadas para construir, a partir daí, uma “mansão nos Céus” (Jo 14:2).
Cristo nos ensinou que: “Na casa do meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2-3). Ao longo das eras essa Lei do Amor operou, mas foi através do Cristo Jesus que ela foi fornecida pela primeira vez a todos nós. Ela suplanta a Regra da Lei das Religiões de Raça. Por meio do sacrifício na Cruz, Cristo Jesus implantou em toda a Humanidade o germe do amor fraternal, o amor Crístico. É uma influência transformadora. Quando desenvolvida — e seu desenvolvimento agora é possível em cada um de nós —, irradiamos em todas as direções essa força maravilhosa.
Brilhantemente luminosa, ela irradia constantemente, dia e noite, pensamentos de amor e caridade para todos. Nenhuma seta de inveja ou ódio pode persistir nesse “Fogo Vivo”; no entanto, carregadas de pensamentos de compaixão e auxílio, elas retornam em seu voo orbital à sua fonte, setas vivas de amor que consumirão o lixo de pensamentos e objetivos pervertidos. E assim vemos como é impossível realmente destruir. Apenas conseguimos mudar a forma. O arqueiro vândalo encontra a força destrutiva transmutada pelo Amor e usada para melhorar o Templo Vivo dentro do qual habita o Espírito de Deus.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – setembro/1920, traduzido e atualizado pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma peça de teatro de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu suboficial Iago. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição – continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais.
Lendo atentamente o Evangelho Segundo São João, o Evangelista, que foi Discípulo de S. João, o Batista, somos gradativamente absorvidos pela admiração da desenvoltura e sublimidade do seu trabalho. Ao iniciá-lo, coloca como primeiro título a grande boa nova, já na expressiva frase: “A Encarnação do Verbo”. Essa Encarnação representa o ponto de intercessão entre duas Eras (a de Áries e a de Peixes). A primeira delas, em que vigorava a lei — “o olho por olho e dente por dente” –, representada por Moisés. A segunda é representada por Cristo-Jesus, o “Cordeiro que tirou o pecado do mundo” e purificou o Corpo de Desejos da Terra. Ademais, pôs ao alcance da Humanidade todos os meios de que ela necessitava para sua salvação; vejam, então, a extraordinária importância que tem esse glorioso Ser para todos nós. É de tal autoridade, como bem salienta S. João, o Evangelista, que se sentirmos por Ele uma profunda gratidão durante as 24 horas do dia, ainda será pouco. Aliás, a melhor maneira de manifestarmos nossa gratidão é servirmos diligentemente, colaborando de coração no formoso trabalho iniciado pelos Irmãos Maiores.
Durante a primeira dessas Eras, consubstanciada no Antigo Testamento, sobretudo no último livro do Pentateuco, quem errasse seria punido, pois não havia perdão e tudo se acertava com a espada da justiça. O Cristo, ao contrário, embora cumprindo a Lei, é a tônica do amor através do qual une tudo o que existe ou venha a existir, e não só aqui no Planeta Terra, mas também nos demais do nosso Sistema Solar, sem excetuar outros Sistemas Solares no Universo. Ele é o Amor que tudo liga, transforma e vivifica.
Lá, no primeiro capítulo, no primeiro versículo, diz-nos S. João: “No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”. Notem bem como ele mostra, entre outras coisas, de maneira concisa, cujo vigor ultrapassa toda expectativa, a nossa origem Divina. Ele transformou o Verbo na Causa primeira de tudo. D’Ele é que saiu tudo aquilo que veio ou vem à existência e, para Ele, tudo volta, como disse bem S. Agostinho, que assim se expressou: “De Deus viemos, para Deus voltaremos”.
Prosseguindo, afirma S. João, o Evangelista, no versículo 2°: “Ele estava, no princípio, com Deus”. S. João, para facilitar nosso entendimento, reforça aqui o que disse no versículo anterior. Vindo de Deus, Cristo-Jesus é, evidentemente, Deus feito ser humano.
Referindo-se ao Verbo, comenta S. João, no 3° versículo: “Tudo foi feito por Ele e nada do que foi feito se fez sem Ele”. Vemos aqui, mais uma vez, S. João, o Evangelista, mostrar, com extraordinária exuberância, nossa origem divina. Insiste ele e com toda a razão ser o Verbo a gênese de tudo aquilo que existe. Vivendo o amor permanentemente e conhecendo bem a natureza humana é que S. João supunha conveniente insistir nesse e em outros pontos.
Continuando a leitura, vamos para o 4° versículo que, reportando-se ao Verbo, esclarece: “A vida estava Nele e a vida era a Luz dos homens”. De fato, aquela vida que estava n’E é a nossa Luz, o Cristo Interno que habita em cada um de nós. É a Centelha divina que nos impulsiona constantemente às coisas superiores, os eventos do Espírito. Com isso realizamos também uma sutilização de nossos veículos, as ferramentas do Ego, ampliando o seu campo de atividade.
Dando continuidade à leitura do Evangelho Segundo S. João, encontramos no versículo 5°, ainda no capítulo l°, que se tornou nosso, o seguinte: “A Luz resplandeceu nas trevas e as trevas não prevaleceram”. Realmente, porque essa Luz infinita espanca as trevas.
Trevas da ignorância e más qualidades que são desfeitas pelo amor, sabedoria e atividade nas boas coisas.
É por ela, na verdade, que surgem os desentendimentos, malquerenças e inimizades. Conforme aprendemos nos nossos Estudos de Filosofia Rosacruz, utilizando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz: “Se Buda, grande e sublime, foi a Luz da Ásia, pode-se afirmar que Cristo é a Luz do Mundo”.
(Pulicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: A teoria nebular foi rejeitada por Herbert Spencer porque, assim como a Bíblia, postula uma Causa Primeira.
Resumidamente, a teoria é a seguinte: em algum momento, surgiu no espaço uma névoa de fogo, espontaneamente. Dentro dessa névoa, correntes elétricas começaram a se formar, também espontaneamente, e sob o impacto dessas correntes, a névoa ígnea assumiu uma forma esférica, girando com intensa rapidez. A força centrífuga fez com que ela lançasse um anel que se desintegrou; os fragmentos se coalesceram e formaram um Planeta orbitando a massa central. Assim, diferentes Planetas foram criados um após o outro. Eles esfriaram gradualmente e, por fim, o Sistema Solar se completou. Em pelo menos um desses Planetas, surgiu, espontaneamente, a Vida, ou protoplasma[1], que gradualmente evoluiu através das diferentes classes de Radiados, Moluscos, Articulados e Vertebrados, florescendo finalmente no ser humano, que é a Inteligência suprema do Cosmos, senhor de tudo o que contempla.
O cientista diz isso com ar sábio, e pode acrescentar: “Não vê como é simples e razoável? Se não, deixe-me lhe fazer uma demonstração.”. Ele pode então pegar uma bacia cheia de água e derramar um pouco de óleo na superfície, a água representando o espaço e o óleo a névoa de fogo. Em seguida, pega uma agulha e começa a mexer o óleo, imitando as correntes geradas na névoa de fogo, e sob sua agitação o óleo tomará uma forma esférica. Gradualmente, a esfera se expandirá no equador, um anel se desprenderá e se transformará em um Planeta que orbitará seu núcleo primário, e o cientista dirá triunfante: “Viu? Não vê como é natural? Não há a menor necessidade do seu Deus!”.
Só nos intriga que os seres humanos que possuem uma Mente capaz de conceber esta esplêndida demonstração possam, ao mesmo tempo, ser tão obtusos a ponto de não a perceberem: eles próprios tomam o lugar de Deus, que idealizou e trouxe à existência o Universo conforme os cientistas conceberam sua demonstração e a executaram. Deus, por seu poder, preserva nosso universo e move os Planetas assim como o cientista move seu Planeta de óleo, e se Deus cessasse sua atividade por um único instante, o Cosmos se resolveria instantaneamente em um caos conglomerado, assim como o Sol e o Planeta de óleo deixariam de existir no momento em que o cientista interrompesse sua operação.
Portanto, longe de refutar a afirmação bíblica de que Deus é o Criador e sustentador do Cosmos, a Teoria Nebular demonstra a necessidade da intervenção divina de forma bastante completa e, quando compreendida corretamente, não há diferença essencial entre a concepção científica e a religiosa.
(Pergunta nº 156 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: O protoplasma é a substância viva, incolor e viscosa que compõe o interior das células, abrangendo o citoplasma (com organelas) e o núcleo. Essencial para a vida, é uma mistura complexa de água, proteínas, lipídios, carboidratos e íons, onde ocorrem as reações metabólicas. Apresenta propriedades de irritabilidade, condutibilidade e contratilidade.
Aprendemos com os Ensinamentos Cristãos e do próprio Cristo que nos ensinou: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em mim. Na casa do meu Pai há muitas moradas: se não fosse assim, eu teria contado a vocês. E se eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e vos receberei para mim mesmo; para que onde eu estou, vós também estejais.” (Jo 14:1-3).
A Casa de Deus são os Planetas? O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira!
Quer saber mais sobre isso? É só acessar aqui: A Casa do Nosso Pai – Uma Viagem pelo Universo: Existe um Limite?
Um diapasão somente responderá a uma vibração se houver correspondência vibratória entre ambos (diapasão e vibração). Caso não ocorra essa sintonia, significa que não há suscetibilidade entre o diapasão e a vibração, sendo possível afirmar que aquele som é inexiste para ele. Do mesmo modo, o ser humano necessita de um elo interno para perceber ou sentir as vibrações que o envolve constantemente. “Só podemos entrar em contato com ideias, pessoas e situações com as quais estivermos afinados, ou seja, sintonizados”.
Neste sentido, Max Heindel sugere aos Estudantes Rosacruzes que sempre leve em consideração o nível espiritual, socioeconômico, cultural, ambiental e o contexto de uma pessoa antes de realizar análises de um horóscopo, pois tais características fornecem dicas sobre o “diapasão do irmão ou da irmã”. Sem essas noções básicas, o Astrólogo Rosacruz pode cometer equívocos de interpretação em qualquer mapa astrológico. Na mesma lição, Max Heindel mostra que quanto mais um irmão ou irmã: cuidar menos da sua parte espiritual (ou até não cuidar nada!), está preso a condições jeovísticas de espiritualidade ou somente ao Cristianismo popular (ou exotérico), dar sua razão de vida às coisas materiais e/ou se declara (e insiste em viver como) ateu ou agnóstico, menor será sua suscetibilidade a quantidade de vibrações astrais e maior será sua resposta às mesmas. Por exemplo, os referidos irmãos e irmãs, normalmente, fundamentam seu credo na subsistência e na gratificação dos sentidos. Vivem para comer, beber e se divertir. Sua expressão emocional é claramente forte e impulsiva, além de individualista e bruta.
O único modo pelo qual refreiam seus impulsos é por meio do medo e do temor, quando a ampulheta saturnina lhes revela o tempo de colheita. Ou seja, Saturno instala neles as necessidades físicas (por ser o único meio de ressonância que respondem) que normalmente são expressas como doenças. Desse modo, toda a braveza egoísta e impulsiva se torna branda e obediente. Nesse ponto, as vibrações do Planeta Marte desempenham papel fundamental na promoção da tendência animalesca e individualista desses irmãos e irmãs enquanto Saturno, que emana vibrações que limitam ou restringem, mostra pela dor o caminho de volta ao Pai. Finalmente, a Lua instala, nesse bravo e impulsivo irmão ou irmã, uma Mente infantil colorida pelo medo pelo temor necessário para o fazer suscetível a temer algo superior e intangível.
Por outro lado, irmãos e irmãs que estão na outra ponta da escala evolutiva (estudam e vivem no dia a dia o Cristianismo Esotérico) demonstram maior suscetibilidade à quantidade de Astros e menor resposta aos mesmos. Tal fato ocorre porque as pessoas com maior realização espiritual tendem a demonstrar maior força espiritual (sua força de vontade é focada para tal direção). Essa força os torna capazes de reger seus próprios Astros. Além disso, a sutileza do seu Tríplice Corpo e da Mente permite que percebam maiores quantidades de vibrações astrais, muito além daquelas percebidas pelo irmão ou irmã que pouco caminhou na escala de evolução espiritual. Em outras palavras, o irmão ou irmã que se esforça em seu crescimento espiritual terá maior quantidade de diapasões ou um diapasão com diversas tonalidades capazes de responder a vibrações amplas e, também, uma força espiritual que a torna capaz de trabalhar volitivamente com tais vibrações.
Pelo uso da lógica, podemos perceber que no horóscopo daqueles irmãos e irmãs que vivem para beber, comer e gratificar seus sentidos podem ser facilmente interpretados pela análise de Marte, Lua e Saturno. Já no horóscopo dos irmãos e irmãs com sensibilidades espirituais mais apuradas devem ser interpretados levando em consideração muitos outros Astros do nosso Sistema Solar. E mesmo que essa interpretação seja realizada com grande fidelidade, a força de vontade do irmão ou da irmã pode mudar completamente seu destino e suas tendências.
É possível aprimorarmos nosso diapasão interno à medida que aprendamos a utilizar nossos pensamentos, imaginação e faculdades criadoras para entrarmos em contato com conceitos espirituais, atualmente considerados como ideais, por meio do Cristianismo Esotérico, como preconizado, por exemplo, pela Fraternidade Rosacruz. Essa prática permite criar os pontos de contato necessários para que as vibrações desses conceitos sejam ressoadas dentro de nós. Assim, não mais passarão como invisíveis para nós, mas realizarão seu efeito em nossas vidas. Há pobreza geral, na maior parte dos irmãos e irmãs, sobre o que significa conceitos espirituais. Eles são, de certo modo, sutis ou abstratos demais para serem expressos com as referências materiais que temos a disposição ou que nossa Mente mineral pode processar.
Se o Aspirante a vida superior empregar sua força de vontade (por meio do estudo, da aplicação no seu dia a dia do que estudou, da meditação e da imaginação), e se esforçar por entrar em contato com os significados dos conceitos espirituais, poderá gradativamente criar correspondência vibratória interna para responder aos mesmos. Uma vez compreendido os significados dos conceitos que escolheu estudar, praticar e entrar em contato, poderá imaginá-los como parte de si; como podem ser expressos por outros irmãos e irmãs e por ele próprio; estabelecendo uma pintura mental viva desses conceitos manifestados em sua vida e em plenitude.
Sabemos que é mais eficiente navegar para o norte quando o vento também “sopra” para o norte. Também sabemos que é mais eficiente nadar grandes distâncias a favor da correnteza, quando a maré está cheia. Do mesmo modo, quando o Sol transita por um Signo zodiacal ou quando um Astro está forte, se focalizarmos nossa energia espiritual para visualizarmos e entrarmos em contato com os conceitos espirituais relacionados aos mesmos, alcançaremos maior eficiência e com maior facilidade.
Com essa prática, o Aspirante à vida superior, gradativamente, passará a notar a manifestação real desses conceitos, não apenas em seu ambiente, mas também na natureza e nos irmãos e irmãs que também já aprenderam a manifestá-los. Com o tempo, conceitos que eram abstratos para ele passam a ser concretos. Nessa condição poderá trabalhar com essa nova vibração que, agora, se tornou realidade em sua vida.
Note que antes da mencionada prática, todos esses conceitos estavam invisíveis para o Aspirante à vida superior, assim como uma vibração diferente do tom de um diapasão é inexistente para ele. Essa será a maior evidência de que está sintonizado com as vibrações astrais que antes não respondia, e, desse modo, tornou seus veículos suscetíveis a maiores e mais elevadas vibrações. Se desenvolvermos o hábito de praticarmos tais exercícios como conteúdo de estudos e meditações, gradativamente aumentaremos a sensibilidade de nosso diapasão e teremos, a nossa disposição, muito materiais novos para transformar nosso caráter e, consequentemente, nosso destino.
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz