Deus emite o Som! Harmonia total que atrai do absoluto todos os componentes pertencentes a Ele. Os diferentes sons agrupam-se em formas diferentes. Não existe matéria morta, todos são carregados com a vida do Absoluto.
O Som mantém sua vibração ritmada e sua duração é o tempo da vida do Universo.
O Som potente desperta a Vida no ser inconsciente. Responde, mas a sua consciência não é plena, sua resposta não é o som absoluto. Desafina. Assim a vibração muda e diferencia. As Formas já não são perfeitas, a dissonância cria defeitos e na luz absoluta aparecem as sombras. Criam oposições. Positivo-negativo, luz e sombras, bem e o mal, harmonia-dissonância. A luta começa. Respira-expira, recolhe o erro e devolve restaurado.
A harmonia ressoa e a criação com mais consciência tenta vibrar em uníssono, mas seu tom é lento e pesado. Submerge pelo peso e cria novas camadas na sua involução. Cria dor e sofrimento, erros, doenças que aguilhoam para despertar e descobrir sua origem divina.
Uns aumentam sua vibração atinando o som. A luz deles aumenta. Não está tudo feito nem aprendido, mas o ciclo termina. O som extingue, o Arquétipo tem seu colapso. O Absoluto absorve o bem, o mal, as lutas, os fracassos e os êxitos. Para preparar o próximo dia da criação, uma nova luta, uma nova oportunidade.
Por exemplo, no Campo de Evolução que atualmente vivemos o Mundo do Pensamento, onde estão localizados o Segundo Céu e o Terceiro Céu, é a esfera do som. A música celeste é um fato e não mera figura de retórica.
Os ecos desta música celeste chegam até nós, aqui no Mundo Físico, e são o nosso bem mais precioso, ainda que fugazes, pois no Mundo Físico, o som morre logo que nasce.
O Primeiro Céu, que está localizado no Mundo do Desejo, porém, esses ecos são muito mais formosos e permanentes.
Mas é o som é que constrói todas as Formas do Mundo Físico.
Portanto, o fim não existe, somente um contínuo eterno, uma existência eterna. A consciência humana não atinge a razão da criação. Ainda não. Agora somente podem existir confiança e fé na Vida Eterna, onde nós “vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (At 17:48).
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/1984 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: A teoria nebular foi rejeitada por Herbert Spencer porque, assim como a Bíblia, postula uma Causa Primeira.
Resumidamente, a teoria é a seguinte: em algum momento, surgiu no espaço uma névoa de fogo, espontaneamente. Dentro dessa névoa, correntes elétricas começaram a se formar, também espontaneamente, e sob o impacto dessas correntes, a névoa ígnea assumiu uma forma esférica, girando com intensa rapidez. A força centrífuga fez com que ela lançasse um anel que se desintegrou; os fragmentos se coalesceram e formaram um Planeta orbitando a massa central. Assim, diferentes Planetas foram criados um após o outro. Eles esfriaram gradualmente e, por fim, o Sistema Solar se completou. Em pelo menos um desses Planetas, surgiu, espontaneamente, a Vida, ou protoplasma[1], que gradualmente evoluiu através das diferentes classes de Radiados, Moluscos, Articulados e Vertebrados, florescendo finalmente no ser humano, que é a Inteligência suprema do Cosmos, senhor de tudo o que contempla.
O cientista diz isso com ar sábio, e pode acrescentar: “Não vê como é simples e razoável? Se não, deixe-me lhe fazer uma demonstração.”. Ele pode então pegar uma bacia cheia de água e derramar um pouco de óleo na superfície, a água representando o espaço e o óleo a névoa de fogo. Em seguida, pega uma agulha e começa a mexer o óleo, imitando as correntes geradas na névoa de fogo, e sob sua agitação o óleo tomará uma forma esférica. Gradualmente, a esfera se expandirá no equador, um anel se desprenderá e se transformará em um Planeta que orbitará seu núcleo primário, e o cientista dirá triunfante: “Viu? Não vê como é natural? Não há a menor necessidade do seu Deus!”.
Só nos intriga que os seres humanos que possuem uma Mente capaz de conceber esta esplêndida demonstração possam, ao mesmo tempo, ser tão obtusos a ponto de não a perceberem: eles próprios tomam o lugar de Deus, que idealizou e trouxe à existência o Universo conforme os cientistas conceberam sua demonstração e a executaram. Deus, por seu poder, preserva nosso universo e move os Planetas assim como o cientista move seu Planeta de óleo, e se Deus cessasse sua atividade por um único instante, o Cosmos se resolveria instantaneamente em um caos conglomerado, assim como o Sol e o Planeta de óleo deixariam de existir no momento em que o cientista interrompesse sua operação.
Portanto, longe de refutar a afirmação bíblica de que Deus é o Criador e sustentador do Cosmos, a Teoria Nebular demonstra a necessidade da intervenção divina de forma bastante completa e, quando compreendida corretamente, não há diferença essencial entre a concepção científica e a religiosa.
(Pergunta nº 156 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: O protoplasma é a substância viva, incolor e viscosa que compõe o interior das células, abrangendo o citoplasma (com organelas) e o núcleo. Essencial para a vida, é uma mistura complexa de água, proteínas, lipídios, carboidratos e íons, onde ocorrem as reações metabólicas. Apresenta propriedades de irritabilidade, condutibilidade e contratilidade.
Aprendemos com os Ensinamentos Cristãos e do próprio Cristo que nos ensinou: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em mim. Na casa do meu Pai há muitas moradas: se não fosse assim, eu teria contado a vocês. E se eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e vos receberei para mim mesmo; para que onde eu estou, vós também estejais.” (Jo 14:1-3).
A Casa de Deus são os Planetas? O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira!
Quer saber mais sobre isso? É só acessar aqui: A Casa do Nosso Pai – Uma Viagem pelo Universo: Existe um Limite?