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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Retardatários na Evolução

Abril de 1912

A partir do ensinamento contido na lição do mês passado, vocês compreenderão que não há absolutamente qualquer fundamento em relação ao ponto de vista, como comumente acreditada, sobre almas perdidas. Não há uma só palavra na Bíblia que leve em si a ideia que costumamos atribuir à palavra “para sempre”. A palavra grega é aionian e significa “um período de tempo indefinido, uma era”, e quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente e para sempre”, deveríamos interpretá-las “por séculos e séculos” ou “por muito, muito tempo”. Além disso, como é uma verdade da Natureza que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser[1], uma alma perdida significaria que uma parte de Deus estaria perdida e isso, é claro, é impensável.

Depois que escrevi a lição anterior, outro ponto me ocorreu, o qual ilustrará como os “perdidos” de um Período são tratados no próximo. Vocês se lembram de que falamos dos Espíritos de Lúcifer como retardatários do Período Lunar, e que afirmamos que eles não conseguiam encontrar um Campo de Evolução no Esquema atual Manifestação. Os Arcanjos habitam o Sol, os Anjos são responsáveis por todas as Luas, mas os Espíritos de Lúcifer eram incapazes de habitar em qualquer um dos luminares. Eles não podiam auxiliar na geração de Forma pura e altruísta como o fazem os Anjos, mas eram movidos pela paixão e por desejos egoístas, de modo que um lugar separado precisava ser encontrado para eles. Assim, foram colocados no Planeta Marte, fato bem conhecido pelos antigos astrólogos que atribuíam a Marte a Regência de Áries, que tem domínio sobre a cabeça[2] (lembrem-se, o cérebro é construído pela força sexual criadora subvertida) e, também, comprovaram que esse Planeta é o Regente de Escorpião, que governa os nossos órgãos reprodutores. Áries está na primeira Casa em um horóscopo natural e denota o princípio da vida; Escorpião está na oitava Casa, simbolizando a morte; nisso está contida a lição de que tudo o que é gerado pela paixão e pelo desejo está condenado à dissolução. Assim, Marte é, esotericamente e astrologicamente, “o diabo”; e Lúcifer, o líder entre os Anjos caídos, é verdadeiramente o adversário de Jeová, que dirige a força fecundante do Sol por meio da Lua.

Contudo, os Espíritos de Lúcifer estão auxiliando no processo de Evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só torna possível viver numa atmosfera oxigenada. Eles foram e continuam sendo os agitadores do progresso material, e não temos o direito de anatematizá-los, amaldiçoá-los ou excomungá-los. A Bíblia nos proíbe expressamente de insultar os deuses. Conforme lemos na Epístola de S. Judas, nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer[3], e no Livro de Jó, este último é mencionado como um dos filhos de Deus[4]. O Embaixador de Marte na Terra, Samael[5], é o “Anjo da morte”, simbolizado por Escorpião, mas é também o “Anjo da vida” e da ação, simbolizadas por Áries. Se não fossem pelos impulsos marcianos, talvez não sentíssemos as angústias e tristezas profundas tão agudamente como as sentimos, mas também não conseguiríamos progredir na mesma proporção, e certamente “é melhor se desgastar do que se enferrujar”.

Assim, vemos como essas “ovelhas perdidas” de um momento anterior recebem as oportunidades de recuperar o seu atraso no atual Esquema de Evolução. Estão atrasadas, e como retardatárias, sempre parecerão más, mas não estão “perdidas para além da redenção”. Podem se salvar servindo-nos, provavelmente mediante a transmutação de Escorpião em Áries, quer dizer: da geração em regeneração.

(Do Livro: Carta nº 17 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: At 17:28

[2] N.T. Nossa cabeça é uma estrutura complexa composta por uma cápsula óssea (crânio) que protege o cérebro, sustentada por músculos, vasos sanguíneos e nervos.

[3] N.T.: “Contudo, nem mesmo o Arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele.” (Jd 1:9)

[4] N.T.: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também o Diabo entre eles se apresentar diante do Senhor.” (Jo 2:1)

[5] N.T.: não confundir com o Anjo caído Samael, pois os Embaixadores de cada Planeta são Arcanjos.

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Pergunta: A Teoria Nebular não explica a existência do Universo de uma maneira muito mais “científica” do que as histórias da criação na Bíblia?

Resposta: A teoria nebular foi rejeitada por Herbert Spencer porque, assim como a Bíblia, postula uma Causa Primeira.

Resumidamente, a teoria é a seguinte: em algum momento, surgiu no espaço uma névoa de fogo, espontaneamente. Dentro dessa névoa, correntes elétricas começaram a se formar, também espontaneamente, e sob o impacto dessas correntes, a névoa ígnea assumiu uma forma esférica, girando com intensa rapidez. A força centrífuga fez com que ela lançasse um anel que se desintegrou; os fragmentos se coalesceram e formaram um Planeta orbitando a massa central. Assim, diferentes Planetas foram criados um após o outro. Eles esfriaram gradualmente e, por fim, o Sistema Solar se completou. Em pelo menos um desses Planetas, surgiu, espontaneamente, a Vida, ou protoplasma[1], que gradualmente evoluiu através das diferentes classes de Radiados, Moluscos, Articulados e Vertebrados, florescendo finalmente no ser humano, que é a Inteligência suprema do Cosmos, senhor de tudo o que contempla.

O cientista diz isso com ar sábio, e pode acrescentar: “Não vê como é simples e razoável? Se não, deixe-me lhe fazer uma demonstração.”. Ele pode então pegar uma bacia cheia de água e derramar um pouco de óleo na superfície, a água representando o espaço e o óleo a névoa de fogo. Em seguida, pega uma agulha e começa a mexer o óleo, imitando as correntes geradas na névoa de fogo, e sob sua agitação o óleo tomará uma forma esférica. Gradualmente, a esfera se expandirá no equador, um anel se desprenderá e se transformará em um Planeta que orbitará seu núcleo primário, e o cientista dirá triunfante: “Viu? Não vê como é natural? Não há a menor necessidade do seu Deus!”.

Só nos intriga que os seres humanos que possuem uma Mente capaz de conceber esta esplêndida demonstração possam, ao mesmo tempo, ser tão obtusos a ponto de não a perceberem: eles próprios tomam o lugar de Deus, que idealizou e trouxe à existência o Universo conforme os cientistas conceberam sua demonstração e a executaram. Deus, por seu poder, preserva nosso universo e move os Planetas assim como o cientista move seu Planeta de óleo, e se Deus cessasse sua atividade por um único instante, o Cosmos se resolveria instantaneamente em um caos conglomerado, assim como o Sol e o Planeta de óleo deixariam de existir no momento em que o cientista interrompesse sua operação.

Portanto, longe de refutar a afirmação bíblica de que Deus é o Criador e sustentador do Cosmos, a Teoria Nebular demonstra a necessidade da intervenção divina de forma bastante completa e, quando compreendida corretamente, não há diferença essencial entre a concepção científica e a religiosa.

(Pergunta nº 156 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: O protoplasma é a substância viva, incolor e viscosa que compõe o interior das células, abrangendo o citoplasma (com organelas) e o núcleo. Essencial para a vida, é uma mistura complexa de água, proteínas, lipídios, carboidratos e íons, onde ocorrem as reações metabólicas. Apresenta propriedades de irritabilidade, condutibilidade e contratilidade.

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Pergunta: Uma alma que nasce como mulher permanece sempre mulher nas vidas futuras, ou jamais poderá se tornar homem? E qual é o intervalo entre renascimentos aqui?

Resposta: Não, o Espírito é bissexual e geralmente se expressar em suas vidas sucessivas aqui alternadamente, uma vez como homem e outra como mulher. Há, no entanto, casos em que, de acordo com a Lei de Consequência, é preferível que um Espírito se manifeste em várias vidas sucessivas com um sexo determinado. 

A lei é a seguinte: 

À medida que o Sol se move em sentido retrógrado (aparentemente para trás) entre as doze Constelações zodiacais, com um movimento que chamamos de Precessão dos Equinócios, o clima da Terra, a flora e a fauna mudam gradualmente, criando assim um ambiente diferente para a Onda de Vida humana e cada Era subsequente. O Sol leva cerca de dois mil anos para percorrer um dos Signos astrológicos pelo movimento da Precessão dos Equinócios e, nesse tempo, o Espírito nasce geralmente duas vezes, um como homem e outro como mulher. As mudanças que ocorrem nos aproximadamente mil anos decorridos entre os renascimentos aqui não são tão grandes que o Espírito não possa extrair as experiências daquele ambiente, tanto da perspectiva do homem ou quanto da perspectiva da mulher. 

Contudo, pode haver casos em que o tempo também seja alterado. Nenhuma dessas leis são inflexíveis como as leis dos Medos e dos Persas[1], pois elas são administradas por Grandes Inteligências[2] para o benefício da Humanidade, de modo que as condições possam ser alteradas para se adequarem às exigências de casos individuais. Por exemplo, no caso de um músico. Ele não encontra em qualquer lugar o material necessário para construir o seu Corpo Denso. Ele necessita de ajuda específica para construir os três canais semicirculares do seu ouvido, de modo que eles apontem, tão próximos quanto possível, para as três direções do espaço: ele também precisa também de ajuda para construir as delicadas fibras de Corti[3], pois sua capacidade de distinguir nuances de tons depende dessas características. 

Nesse caso, quando uma família de músicos com quem ele tenha ligação estiver em condições de dar à luz a uma criança, ele poderá ser conduzido para lá, embora devesse permanecer nos Mundos Celestes ainda por uns cem anos, pois, talvez outra oportunidade para renascer aqui não se apresentasse antes de duzentos ou trezentos anos, se a lei fosse cumprida. Então, é claro, tal pessoa está à frente de seu tempo e não é apreciada pela geração com a qual convive. Ela é incompreendida, mas, mesmo isso é melhor do que se tivesse nascido mais tarde do que deveria, pois, então estaria atrasada em relação ao seu tempo. 

Assim, vemos com frequência gênios desvalorizados por seus contemporâneos, embora altamente valorizados pelas gerações seguintes, que conseguem compreender o ponto de vida deles.

(Pergunta nº 14 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Medos e Persas foram povos da antiguidade. A “lei dos medos e persas” refere-se à tradição jurídica do Antigo Império Medo-Persa (Medo-Pérsia) onde, uma vez que um decreto era assinado pelo rei, ele se tornava irrevogável e imutável. Nem mesmo o próprio monarca podia anular uma sentença estabelecida, como ilustrado no relato bíblico de Daniel na cova dos leões.

[2] N.T.: são as Hierarquias Criadoras.

[3] N.T.: Ou órgão de Corti é o receptor sensorial auditivo situado na cóclea, no ouvido interno de mamíferos, responsável pela transdução de energia sonora em impulsos nervosos. Ele contém células ciliadas (receptores) que se movem com vibrações, enviando sinais ao cérebro. Danos a essas estruturas resultam em perda auditiva, pois não se regeneram.

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A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Aqui temos uma pequena, mais rica, explicação sobre o sétimo Plano Cósmico, onde nos encontramos no nosso Sistema Solar, o Reino de Deus, focando nos Astros que estão contidos nele e depois em outros sóis que compõe outros Sistemas Solares nesse Plano Cósmico.

Isso nada mais é do que o que Cristo nos ensinou: “Na casa do meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2).

1. Para fazer download ou imprimir:

A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

2. Para estudar no próprio site:


A Casa do Nosso Pai

Por um Estudante

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido, Compilado e Revisado de acordo com:

Eulogy of Love

1ª Edição em Inglês, 1916, in The Rays from The Rose Cross – The Rosicrucian Fellowship

pelos Irmãos e pelas Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

Sumário

PRÓLOGO.. 4

INTRODUÇÃO.. 6

UMA VIAGEM CELESTIAL.. 8

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL.. 10

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSe.. 12

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO.. 14

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA.. 16

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORa.. 21

em espaços muito distantes. 22

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI. 24

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?. 26

QUANTOS? COMO?. 28

SUA TERRÍVEL INFINITUDE.. 30

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PRÓLOGO

No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz estudamos o Diagrama 6 que nos mostram os sete Planos Cósmicos e os Mundos do sétimo Plano Cósmico, o mais denso.

No Diagrama, vemos que o sétimo Plano Cósmico é representado como sendo o maior de todos os outros Planos Cósmico. Isso assim parece porque é o Plano Cósmico com que estamos mais relacionados e, também, para indicar suas principais subdivisões, ou seja, os Mundos que o compõe.

Na realidade o sétimo Plano Cósmico ocupa menos espaço do que qualquer um dos outros seis Planos Cósmicos.

No entanto, não pensemos que ele tem dimensões mensuráveis por nós! Ao contrário, o sétimo Plano Cósmico é incomensuravelmente vasto!

Seu tamanho envolve milhões de Sistemas Solares semelhantes ao nosso, que são os Campos de Evolução de muitas categorias de seres, cujas condições são aproximadamente idênticas às nossas.

Perceba que no sétimo Plano Cósmico vemos Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, Fonte e Meta da nossa existência, que está na mais elevada divisão desse Plano. É o Seu Mundo, o Mundo de Deus.

Assim, o Reino de Deus inclui os sistemas de evolução que se processam em todos os Planetas do nosso Sistema Solar – Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites.

E o que vemos com os olhos físicos desses Planetas, nada mais são do que os Corpos Densos de grandes Inteligências Espirituais designadas Espíritos Planetários, que guiam essas evoluções. Eles são também chamados “os Sete Espíritos diante do Trono”. São Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento do Reino de Deus – o nosso Sistema Solar, um “cômodo da Casa do Nosso Pai”.

Já o Sol é também o Campo de Evolução dos mais exaltados Seres do nosso Sistema Solar. Unicamente eles podem suportar as tremendas vibrações solares, e por meio delas progredir. O Sol é o mais aproximado símbolo visível de Deus de que dispomos, ainda que não seja senão um véu para Aquele que está por trás. O que seja esse “Aquele”, publicamente não se pode dizê-lo. Na figura abaixo temos o Diagrama 6, destacando o sétimo Plano Cósmico.

image-2 A Casa do Nosso Pai - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento mostra a obra de Suas mãos.” (Sl 19:1). “Na casa do meu Pai há muitas moradas.” (Jo 14:2). A versão revisada admite a seguinte leitura: “Na casa do meu Pai há muitos lugares de morada”. Continuando este versículo, Cristo nos ensina: “Vou preparar um lugar para vocês”. O sentido do texto é que na Casa de Deus – isto é, no Universo de Deus – estão as “mansões” ou “lugares de habitação” nos quais devemos habitar, se formos considerados dignos de morar com Deus.

Este texto pode ser considerado astronômico; e como muitos outros, quanto maior for o nosso conhecimento da estrutura do universo, mais claramente veremos e compreenderemos o seu significado. Embora o próprio astrônomo compreenda apenas vagamente a esmagadora grandeza da Casa do Nosso Pai, sua concepção está muito acima da ideia do observador casual.

Embora ele fosse de fato um astrônomo ousado, que não se esquivaria da tarefa de explicar este e outros textos semelhantes, ainda assim ele pode, com algum grau de inteligência, direcionar a Mente do buscador sincero para caminhos que estão resplandecentes com a glória de Deus.

Pergunte a um astrônomo, que acredita em Deus, qual é o tamanho da Casa do Nosso Pai. Instantaneamente ele verá em sua imaginação incontáveis milhões de mundos, sistemas, constelações, aglomerados e agregações em nosso universo; ou melhor, no universo visível aos olhos físicos; e ele está razoavelmente certo de que, além deste, outros universos existem, universo após universo, infinito após infinito, indescritíveis em dimensões e duração, estendem-se por um espaço insondável e infinito… Faria isso até que sua imaginação ficasse atordoada e sua Mente cambaleante gritassem: “Pare!”. Pois a Mente finita encontra aqui o incompreensível e a vastidão impensável da Natureza que desafiam o astrônomo.

Muitas vezes ouvimos a palavra “universo”. Qual é o significado dessa palavra? Evidentemente de algo muito grande, pois geralmente é o grande ponto final, algo vasto e ilimitado. O que é o universo? Podemos entender isso? Examinemos este assunto e vejamos se podemos saber alguma coisa sobre a Casa do Nosso Pai, pois certamente é conveniente usar a Mente que Deus nos deu a graça de possuir para aumentar nosso conhecimento sobre a Sua glória. Além disso, não é um pecado não usarmos nossa inteligência para conhecer tudo que pudermos sobre o grande Mestre Construtor e Suas obras, que Ele tão convidativamente espalhou diante de nós?

UMA VIAGEM CELESTIAL

Façamos na imaginação uma viagem de observação e vejamos por nós mesmos um pouco da Casa do Nosso Pai com seus muitos “lugares de morada”. Não temos tempo para detalhes, mas selecionamos imediatamente um ponto de partida. Para isso o astrônomo naturalmente se volta para o Sol, que é o grande centro de onde recebemos a luz e o calor que tornam o nosso Planeta Terra habitável para esse Mundo Físico que temos.

A questão da velocidade com que devemos viajar é mais difícil; mas assumindo que temos escolha neste assunto, em breve resolveremos este ponto tão importante. A velocidade da ferrovia, de um quilômetro por minuto, está totalmente fora de cogitação, pois nosso tempo é curto e a viagem é longa; além disso, queremos voltar a tempo de contar algo do que veremos. Existe a bala de canhão; ela viaja aproximadamente a trinta quilômetros por minuto! Mas isso também é muito lento. Temos luz? Sim, temos!

Viajaremos na velocidade inconcebível da própria luz; pois devemos viajar com velocidade infinita em uma jornada infinita e a luz viaja a 299.792.458 metros em um único segundo de tempo. Isso equivale a aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo.

Temendo que o nosso desempenho incomum produza excitação indevida nos mundos que estamos prestes a visitar, enviaremos um mensageiro para anunciar a nossa vinda. Selecionaremos para esse propósito uma bala de canhão que viaja a uma velocidade de mais de 64.373,76 km por dia; e para que tenha bastante tempo, daremos um início de cem anos para ela. Como queremos ser perfeitamente justos em tudo o que fazemos nesta maravilhosa jornada, inclusive “começar de forma justa”, não partiremos do Sol, mas, sim, do centro desse vasto globo.

Enquanto estivermos em uma posição tão cômoda, descobriremos algo sobre as enormes dimensões do Sol. Ele é quase cento e dez vezes maior que a nossa Terra. Seu diâmetro é tão vasto que, se ele fosse uma concha, a Terra poderia ser colocada no centro e a Lua poderia viajar em sua órbita habitual; então estaria apenas a meio caminho entre a Terra e a superfície da nossa gigantesca estrela, sendo o seu diâmetro de, aproximadamente, 1.392.684 km.

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL

A partir do centro do Sol nós direcionaremos a nossa excursão para a estrela fixa mais próxima, assumindo que todos os Planetas estão nessa direção; veremos quais serão as nossas experiências. Agora, então, tudo pronto, vamos!

Na prodigiosa velocidade em que estamos avançando, menos de três batidas do relógio e já nos encontraremos totalmente longe do Sol, a milhares de quilômetros em nosso caminho até o Planeta mais próximo, Mercúrio; em aproximadamente três minutos nós o alcançaremos. Mercúrio está a uma distância aproximada de 57.936.384 km do Sol e tem aproximadamente 4.828,032 km de diâmetro. Seu ano é igual a oitenta e oito dos nossos dias; portanto, suas estações duram apenas vinte e dois dias, se é que ele tem alguma estação; pois você deve lembrar que ele recebe uma grande quantidade de calor e luz do Sol, que para os mercurianos é duas vezes e meia maior do que é para nós, da Terra. Nossa tremenda velocidade nos transporta pelo “Mensageiro dos Deuses” tão rapidamente que não temos tempo de examiná-lo de perto; em menos de três minutos cruzaremos a órbita de Vênus!

Aqui encontraremos um mundo surpreendentemente semelhante ao nosso, em muitos aspectos. Vênus está apenas a 41.842.944 km mais perto do Sol do que nós; e como estamos a 149.668.992 km de distância, esta “mansão”, com mudanças muito moderadas nas condições de sua atmosfera, talvez seja tão habitável quanto a Terra para a vida que conhecemos.

Vênus tem apenas 321.869 km de diâmetro a menos do que a Terra (todas as distâncias aqui e dimensões são dadas em forma de números inteiros) e seu ano é igual a duzentos e vinte e cinco dos nossos dias; até onde os astrônomos sabem, a vida é tão provável em Vênus como no nosso Planeta. Mas se descobrirmos muito sobre ele, devemos contar aos astrônomos; pois estão muito ansiosos para saber mais sobre a condição de todos os Planetas.

Num instante Vênus fica para trás; olhando para trás, notamos que o Sol está ficando menor, enquanto à frente vemos duas estrelas brilhantes — ou o que aparenta ser estrelas —, uma das quais é maravilhosamente cintilante e a outra está próxima dela. Nós nos aproximamos delas com a velocidade da luz e elas logo fizeram uma oferta justa para rivalizar com o próprio Sol em brilho, pois a essa distância ele tem menos da metade do tamanho que o vimos em Mercúrio e nos dá menos de um quarto da luz e do calor que ele derrama naquele Planeta.

Em pouco mais de dois minutos alcançamos nossas duas estrelas e descobrimos que esse objeto maravilhoso é a Terra e que a estrela companheira é a Lua. Devemos ter cuidado aqui, pois se nos aproximarmos demais poderemos ser atraídos para sua superfície, como muitos meteoritos aventureiros (popularmente chamados de “estrelas cadentes”) que se aproximam demais. Mas nossa velocidade é nossa segurança. Podemos nos aproximar da superfície e a gravitação não será capaz de superar uma velocidade como a nossa.

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSE

Um sentimento de admiração reverencial toma conta de nós à medida que nos aproximamos deste pequeno ponto no grande Universo de Deus, ponto que chamamos de Terra. Aqui está um pequeno mundo, talvez o único em toda a Casa do Nosso Pai onde o pecado esteja fortalecido. Acredito que seja absolutamente único neste aspecto, em toda a extensão do Seu domínio. Acreditar no contrário é duvidar da sabedoria e do amor de Deus. Mas o pecado está aqui porque veio algum dia de alguma forma; mas ele é como uma planta que deve ser “arrancada pela raiz”, pois “não foi plantada pelo Pai[1]. Então o Grande Sacrifício foi feito para que a Terra fosse reabastecida com seres dignos de serem chamados de filhos do grande Criador para que a Casa do Nosso Pai pudesse, novamente, se tornar limpa e o Universo pudesse ser restaurado como era quando veio das mãos do Grande Arquiteto. É difícil para mim acreditar que toda a Onda de Vida humana fosse digna de tal sacrifício; mas um Universo limpo é digno desse sacrifício.

Passamos pela Terra com relutância, pois aqui temos a história da vida e das provações do Filho de Deus; temos Sua promessa, Seu ensino, Seu exemplo; temos tudo que o coração do Cristão possa desejar. Aqui também está sendo encenado o grande drama do pecado e da justiça, da vida e da morte. Vemos a luta dos santos e nos perguntamos por que o julgamento demora tanto. Mas nem tudo o que vemos é negro e triste; pois Deus tem um povo aqui neste pequeno mundo. Os santos estão aqui; aqui estão aqueles que guardam todos os Mandamentos de Deus.

Os oito minutos em que nos é permitido ir do Sol à Terra já passaram e devemos partir rapidamente, se quisermos ver as dimensões gloriosas da Casa do Nosso Pai. Uma estrela brilhante surge à frente e em menos de quatro minutos nos encontramos em Marte. Nossa (aparente) estrela é o pequeno Planeta Marte, com duas pequenas luas de, aproximadamente, 8 e 11 quilômetros de diâmetro — na verdade, são pequenas mansões.

Encontramos um mundo com 6.437,376 km de diâmetro e os grandes telescópios, que deixamos para trás, podem mostrar claramente seu alto mar e continentes, seus polos nevados e suas regiões equatoriais nas quais a neve nunca aparece — tal como na nossa Terra. O dia marcial é um pouco mais longo que o nosso, mas seu ano é tão longo quanto seiscentos e oitenta e sete dos nossos dias. O Sol parece consideravelmente menor e a sua luz e calor são aproximadamente a metade que a Terra recebe, de acordo com os dados do nosso Planeta e nos quais devemos basear as nossas conclusões.

Depois de observarmos apressadamente os fatos acima, passamos pelo Planeta avermelhado e logo estamos percorrendo um grande número de pequenos mundos chamados asteroides. Aproximadamente setecentos foram descobertos desde o primeiro dia do século XIX e pode haver outros milhares que escaparam dos perspicazes astrônomos da Terra. Seu diâmetro médio é, provavelmente, inferior a quarenta quilômetros — mais mansões para bebês!

Acompanhar esses pequenos mundos tornou-se uma tarefa pesada e um grande incômodo para os astrônomos, que passam por várias dificuldades e colocar a atenção em cada um deles para entender o que é cada um, como se comportam, do que são feitos. Podemos ter a certeza de que esses “pequenos Planetas” fazem parte do grande Plano de Deus, caso contrário não estariam onde estão.

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO

Não temos tempo, contudo, para procurar novos asteroides, pois estamos agora prestes a visitar o “gigante do Sistema Solar”, Júpiter. Levaremos mais de meia hora para alcançá-lo vindos de Marte, ou aproximadamente quarenta e quatro minutos desde o Sol. Teremos um pouco de tempo para procurar cometas, pois podemos encontrar um a qualquer momento na jornada dele de ida ao Sol ou de volta. No entanto, os cometas não são muito importantes e apenas foram mencionados para mostrar que não nos esquecemos desses visitantes terríveis. Mas Júpiter é digno da nossa maior admiração.

Balançando em uma órbita majestosa, exigindo doze dos nossos anos para um dos seus, ele segue seu caminho majestoso, um verdadeiro gigante. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 140.012,93 km e ele tem o tamanho de mil, trezentos e nove mundos como o nosso, juntos. Ele tem oito luas[2], três das quais são maiores que a nossa; na verdade, uma delas é maior que Mercúrio e rivaliza com Marte em tamanho.

Também notamos que uma grande mudança ocorreu em nosso Sol; ele parece ter apenas um quinto do diâmetro, ou um vigésimo quinto da área, que tinha quando nós o vimos da Terra; ele fornece apenas um vigésimo quinto da quantidade de luz e calor para os jupiterianos, em relação a quanto recebemos na Terra.

Poderíamos encontrar aqui muitas coisas interessantes, se tivéssemos tempo de parar; mas a nossa tremenda velocidade nos faz percorrer Júpiter em um piscar de olhos; assim, antes de perceber nós já estamos atravessando o enorme abismo de mais de 650 milhões de quilômetros que separa as órbitas de Júpiter e do seu irmão mais velho, Saturno — a nossa próxima estação.

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA

Saturno é o Planeta mais distante e facilmente visível a olho nu. Suas dimensões rivalizam com as de Júpiter. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 119.091,46 km.

Embora seu dia e sua noite tenham apenas dez horas de duração, seu período (ano) é de vinte e nove e meio dos nossos anos, e seu volume é setecentas vezes maior que o da Terra. Ele tem nove luas[3] para lhe fazer companhia em sua vasta órbita, além do seu enorme sistema de anéis, cujo anel externo tem aproximadamente 273.588,48 km de diâmetro.

Não há algo parecido com ele no Sistema Solar presidido por aquele grande autocrata, o Sol, nem no universo, até onde sabemos; ele é ao mesmo tempo a maravilha e a admiração dos astrônomos. O Sol agora parece alarmantemente pequeno, enquanto a luz que ele envia para cá é de, aproximadamente, um octogésimo daquela recebida pela Terra. Não podemos demorar, por mais interessante que seja este “lugar de permanência”: iremos nos apressar para Urano.

Uma distância de quase 2.414.016 km separa esses dois Planetas e será necessária mais de uma hora e um quarto para nos levar até Urano, enterrado no espaço como está, a quase 2.896.819.200 km do Sol, do qual nos separamos recentemente.  Vamos simplesmente nos acomodar confortavelmente para nosso voo através desta extensão poderosa.

Ué! O que é que foi isso? Ora, é o nosso mensageiro, a bala de canhão! Ela deixou o Sol há cem anos, embora tenha passado menos de uma hora e meia desde que partimos nas asas da luz. Isso é muito surpreendente — para qualquer um que seja um astrônomo. Em uma única batida do relógio do nosso mensageiro está 299.337,984 km atrás de nós e de agora em diante devemos passar despercebidos.

Quando tivermos cruzado esse grande abismo, descobriremos que Urano tem 51.499,008 km de diâmetro e é tão grande quanto sessenta e cinco Terras. Seu dia e sua noite têm em torno de 17 horas de duração Ele tem quatro luas[4] e são necessários oitenta e quatro dos nossos anos para ver sua idade aumentar um único ano. Não temos tempo para estudar a rotação axial maravilhosamente peculiar desse Planeta distante — para nosso pesar e o dos astrônomos na Terra, que estão tão interessados nele e sabem tão pouco sobre.

Outro mergulho poderoso e encontraremos a sentinela — o outro guarda, por assim dizer — Netuno. Descansaríamos aqui por alguns minutos se pudéssemos, pois estamos na fronteira do grande esquema de mundos.

Encontramos Netuno e vemos que ele é oitenta e cinco vezes maior que a Terra; são necessários cento e sessenta e quatro dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem apenas uma lua[5]. Sua vasta órbita tem 8.986.576.896 km de diâmetro.

Não queremos desencorajar o nosso amigo e mensageiro, a bala de canhão, mas ele levaria duzentos anos para cruzar a tremenda distância do Sol até Netuno; um trem viajando a 1,609 km por minuto — sem paradas — demoraria dez mil anos para percorrer essa órbita poderosa.

O astrônomo mostra pelo telescópio que Netuno existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Netuno não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

A Lei de Bode em astronomia não é mais que uma lei de números, uma lei das relações numéricas que existem entre os Planetas e o Sol do nosso Sistema Solar, pela qual as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.

Max Heindel comenta a Lei de Bode no livro Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Escrevemos em uma Tabela as colunas com o nome de todos os Planetas (incluindo Netuno).

Escrevemos na primeira linha uma Progressão geométrica de razão 2, começando com Zero em Mercúrio e assim por diante.

Escrevemos na segunda linha o resultado da multiplicação de cada parcela da primeira linha por 3.

Escrevemos na terceira linha uma constante “4”, começando com 4 em Mercúrio.

Escrevemos na quarta linha o resultado da soma da segunda linha com a terceira linha.

Por fim, Escrevemos na quinta linha o resultado obtido na quarta linha dividido por 10.

Agora vamos ver qual é a distância entre o Planeta e o Sol medida pela ciência em Unidades Astronômicas (que é um padrão adotado pela ciência, sendo que Uma Unidade Astronômica é a distância entre a Terra e o Sol, ou seja: 150 bilhões de metros):

Colocamos, de novo, o nome dos Planetas; em seguida a distância de cada Planeta ao Sol, medida em Unidades Astronômicas.

E, finalmente, a distância de cada Planeta ao Sol segundo a Lei de Bode. Veja que para os Planetas de Mercúrio a Urano os 2 valores batem. E comparando com a Lei de Bode vemos que só para Netuno que os valores não batem.

Netuno pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Netuno, encontramos mais um Planeta, Plutão. Vemos que ele é cinco vezes menor que a Terra em diâmetro; são necessários cerca de duzentos e quarenta e oito dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem cinco luas.

Também aqui, o astrônomo mostra pelo telescópio que Plutão existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Plutão também não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

Como vimos acima, a Lei de Bode enuncia que “as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.”

Assim se fizermos uma Tabela com essas dimensões e compararmos essa Tabela com uma outra que mostra a distância entre o Planeta e o Sol medida pela Ciência em Unidades Astronômicas (UA):

Fica fácil que como Netuno, para Plutão os valores não batem! Assim, como Netuno, Plutão pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Plutão teremos passado pelo último dos Planetas, até onde sabemos; no máximo podemos apenas esperar encontrar um desses andarilhos celestes, um cometa, fazendo sua peregrinação regular, vindo do Sol ou indo para ele — pois todos os cometas periódicos devem visitá-lo em períodos regulares para relatar, por assim dizer, que ainda são fiéis e não o abandonaram por um dos seus poderosos vizinhos.

Ficamos completamente perplexos ao lidar com essas vastas dimensões; elas deixam de ter um significado e, para que não esqueçamos, ao lidar com as magnitudes gigantescas dos Planetas, é bom lembrar que o Sol é mais de setecentas vezes maior do que todos eles juntos. Nosso Sol agora nos causa preocupação, pois ele não nos mostra mais um disco, sendo apenas um ponto de luz; como Sol não o conhecemos.

Claro que ele é muito mais brilhante do que qualquer estrela que possamos ver, mas sua luz e calor são apenas uma nona centésima parte do que recebemos na Terra. Nesse ritmo, tememos perdê-lo completamente. Aproximadamente quatro horas e um quarto se passaram desde que deixamos o Sol e estamos tão longe que já começamos a ficar solitários!

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORA

Talvez, leitor, tenhamos viajado rápido demais para você. Talvez você se arrependa, pensando que viu a Casa de Deus. O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira.

Vamos parar por um momento no membro mais externo da grande família do nosso Sol, antes de voarmos através do vasto abismo que nos separa do vizinho mais próximo do nosso Sol, Alpha Centauri[6], uma estrela que está apenas a metade da distância dos nossos quatro vizinhos mais próximos.

Olhando para trás, a Mente humana é sobrecarregada pela imensa magnitude dos Mundos pelos quais passamos; as enormes distâncias que se encontram entre eles são incompreensíveis para a Mente humana e nós nos encolhemos diante da eternidade do espaço diante de nós. Vasto como é o sistema compreendido dentro da órbita de Netuno e Plutão, eles são apenas como um grão de areia na costa deste oceano da eternidade no qual agora nós nos lançaremos.

Até agora temos contado o tempo da nossa jornada, voando na velocidade da luz como estamos, em segundos, minutos e horas. Mas agora isso não basta; precisamos lidar com dias, semanas, meses e anos, pois o nosso próximo ponto de parada exigirá mais de quatro anos para ser alcançado, enquanto as estrelas mais remotas exigirão séculos ou até milênios.

EM ESPAÇOS MUITO DISTANTE

O Sistema Solar por si só já basta para declarar a glória de Deus e despertar nossos pensamentos lentos para contemplar Seu poder e Sua sabedoria onipotentes. Mas nenhum limite pode ser imposto à Casa do nosso Pai: a imponente grandeza, as incríveis agregações de milhares e milhares e milhões de sóis (pois cada estrela é um Sol), dispostos em pares, grupos e aglomerados, mantidos em seus lugares pelas grandes Leis de Deus, todos se movendo na mais perfeita harmonia, todos em seus lugares designados, não em estado de repouso, de estagnação, pois toda a natureza está em ação — pois as estrelas estão voando em seus caminhos designados com uma velocidade surpreendente. Nossa própria estrela, o Sol, está se movendo a cerca de 19 quilômetros por segundo em direção a um determinado ponto no céu, enquanto outras são conhecidas por terem velocidades de até 320 quilômetros ou mais em um único segundo.

Algumas se aproximam, outras se afastam, e outras ainda se movem em outras direções; contudo, tão vasto é o abismo entre nós que centenas, talvez milhares de anos, devem transcorrer antes que possamos detectar o menor aumento ou diminuição de sua luz a olho nu.

A olho nu, mesmo nas condições mais favoráveis, não conseguimos ver mais de cinco mil estrelas em todo o céu; mas nunca conseguimos ver mais da metade do céu de uma só vez, e nunca vemos as estrelas mais tênues perto do horizonte, de modo que talvez nunca vejamos duas mil ao mesmo tempo. Um bom binóculo aumentará esse número a um grau surpreendente, enquanto um bom telescópio — digamos, com um diâmetro de cinco polegadas ou mais — revelará milhões de estrelas das profundezas do espaço.

Na constelação de Hércules, há um pequeno ponto de luz, quase invisível até para o olho mais atento, aparentemente apenas um décimo do tamanho da Lua, e ainda assim, esse pequeno ponto é um aglomerado que Keeler[7] estimou conter quarenta mil sóis! Esses sóis podem ser menores ou mais fracos que o seu, mas podem superá-lo em tamanho e esplendor. Os astrônomos não podem afirmar nada a respeito neste caso, mas existem estrelas que são reconhecidamente muito mais brilhantes que a nossa, enquanto outras não são nem de perto tão grandes. Acredita-se que o nosso Sol não seja menor que a média das estrelas em tamanho e brilho.

Os astrônomos costumam lidar com distâncias incompreensíveis comparando a velocidade de trens, balas de canhão e coisas do gênero; mas, embora essas comparações possam nos dar alguma ideia do Sistema Solar, elas são inúteis quando lidamos com o espaço estelar.

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI

Tentarei fazer uma comparação que possa nos trazer à mente, de forma clara, um desses vastos intervalos entre as estrelas — o que separa nossa estrela, o Sol, de nossa vizinha, Alfa Centauri. Essa estrela, embora seja a mais próxima de todas, está a cerca de quarenta milhões de quilômetros de distância. Imagine uma ferrovia ligando a Terra a essa estrela.

Sabemos que há uma estimativa que o total de ouro e prata em circulação no mundo é inferior a onze bilhões de dólares. À taxa de vinte quilômetros por centavo, essa quantia não nos levaria nem a milhares de milhões de milhões de quilômetros dessa estrela. Isso é absolutamente sem sentido para a Mente do leigo ou do astrônomo. A Mente humana falha nesse ponto tão completamente como se a distância fosse mil vezes maior. Podemos entender, mas não podemos compreendê-lo.

Para ilustrar, imaginemos o nosso Sol reduzido de um vasto globo com 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro para uma esfera com 2,7 metros de diâmetro. Em seguida, imaginemos que todos os Planetas e todo o espaço se reduzissem exatamente às mesmas proporções; então a nossa Terra estaria a menos de 305 metros do Sol e teria apenas uma 2,6 centímetros de diâmetro, enquanto o nosso vizinho mais próximo, Alpha Centauri, estaria, nesta mesma escala, a quase 81 mil quilômetros de distância!

Outra forma de expressar o mesmo pensamento seria dizer que a distância do nosso Sol (ou da Terra) à estrela mais próxima é tantas vezes 81 mil quilômetros quanto o tamanho da nossa Terra em comparação com uma bola de gude de bom tamanho; ou, para cada bola de gude necessária para formar um Mundo tão grande quanto o nosso, Alpha Centauri está a 81 mil quilômetros de distância. Será que os céus começam a mostrar a Glória de Deus quando contemplamos o Seu tesouro?

Continuaremos nossa jornada agora, e novamente nas asas da luz estamos nos afastando a uma velocidade de 1,1 bilhão de quilômetros por hora. Algumas horas, e o último Planeta do Sistema Solar terá desaparecido de vista. Vemos apenas o nosso Sol, e neste ponto ele brilha mais do que qualquer outro corpo em todo o universo visível. Em cerca de dois anos e um quarto, estaremos no ponto intermediário, e então, se o nosso Sol e Alpha Centauri tiverem o mesmo tamanho e brilho, ambos parecerão iguais. A estrela brilhante Sirius, e todas as outras estrelas, parecerão mais ou menos como são vistas da Terra. Em pouco mais de quatro anos (medidas recentes indicam uma distância um pouco maior), estaremos no meio do sistema de Alpha Centauri.

Veríamos o nosso Sol como uma estrela de primeira magnitude, mas os Planetas seriam completamente invisíveis, mesmo no telescópio mais poderoso já construído pelo ser humano. Provavelmente, seria necessário um telescópio com 7,3 metros de diâmetro (e cerca de 152 metros de comprimento) para mostrar até mesmo o gigante Júpiter a essa distância. Sendo assim, podemos facilmente entender por que não conseguimos ver os Planetas orbitando seus sóis centrais.

Se a pergunta for feita, como então os astrônomos sabem da existência de outros mundos ao redor de outros sóis? Não posso dar uma explicação aqui, mas eles sabem disso sem vê-los! De fato, os companheiros de Sirius e Procyon foram descobertos anos antes de serem vistos, pelos movimentos (perturbações, como os astrônomos os chamam) de suas estrelas primárias brilhantes, e até mesmo as posições desses companheiros até então invisíveis foram calculadas corretamente!

Se continuássemos nossa jornada, veríamos o nosso Sol diminuir até se tornar um mero ponto de luz cintilante e, finalmente, desaparecer por completo.

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?

Há uma crença crescente de que o Universo que vemos tem limites! Os astrônomos sempre defenderam que cada aumento na potência e na duração da exposição dos telescópios fotográficos acrescentasse muitas novas estrelas às já conhecidas; mas parece que em certas regiões as exposições longas acrescentam poucas estrelas e há muitos astrônomos muito eminentes acreditando que, em algumas direções, os telescópios fotográficos praticamente penetraram, se não realmente, no espaço vazio! Assim, o lamentoso Simon Newcomb[8] disse: “Essa coleção de estrelas que chamamos de Universo é limitada em extensão”.

Isso perturba completamente a antiga crença de um Universo contínuo e ininterrupto. Sabemos que o tempo nunca começou e nunca terminará; o mesmo deve ser verdade para o espaço. É impensável, então, que a “coleção de estrelas” que vemos ou quase podemos ver, por mais vasta que seja, inclua todo o espaço que está ocupado; não importa quão grande possamos conceber que essa “coleção” seja, ela é nada para o espaço, esteja ele ocupado ou desocupado.

Isso naturalmente nos leva à alta probabilidade, quando não há certeza, de outras agregações que não foram enumeradas e podem estar além dos números — um número infinito no espaço infinito, como um oásis no deserto. Isso não parece ser totalmente irracional; pois vemos entre as estrelas que conhecemos uma forte tendência a se aglomerar ou formar grupos. Observamos a olho nu as Plêiades[9], Orion[10] e outros grupos, enquanto o telescópio revela aglomerados e muitos enxames de estrelas em todas as direções. A Via Láctea é um exemplo em escala colossal.

A recente descoberta de Kapteyn[11] mostra que a grande maioria das estrelas tem uma forte preferência por se moverem em duas grandes correntes, em direção a e a partir de duas regiões quase opostas. Isso foi confirmado por vários outros astrônomos, utilizando materiais diferentes como movimentos estelares, mas obtendo resultados praticamente idênticos; e é geralmente aceito pelos astrônomos, o que parece confirmar a teoria de agrupamento sugerida acima.

Resumidamente e com efeito, é como se dois grandes aglomerados, que estão além do nosso poder de numeração, estivessem viajando no espaço “na estrada do Rei” e se encontrassem; as estrelas individuais de um grupo passam entre os membros do outro grupo e ambos os grupos, como um só, ocupam a mesma parte do espaço. Que encontro! Que passagem! Que possibilidades! Imediatamente imaginamos colisões, destruição e caos; mas quando pensamos que Deus está no comando o medo desaparece.

Voando em seus percursos ilimitados a muitos quilômetros em cada segundo de tempo, esses incontáveis milhões de sóis com seus Mundos[12] acompanhantes são milhões de anos desconhecidos passando entre si e além uns dos outros, em seu progresso majestoso — a marcha das eras. E depois? Irão eles vagar por outros aglomerados como os navios navegam no mar, ou através de outros grupos desconhecidos para nós, durante uma eternidade, indo para regiões do espaço e para distâncias nunca sonhadas pelo ser humano mortal? Deus está no comando.

QUANTOS? COMO?

Os astrônomos são frequentemente questionados sobre quantas estrelas existem no céu. Eles não sabem. Um eminente astrônomo inglês muito recentemente, em um discurso presidencial, disse sobre este assunto: “Talvez não seja excessivo imaginar que ainda hoje se possam contar mil milhões”. Um astrônomo e matemático francês, assumindo que um décimo da luz que recebemos à noite vem das estrelas (e podemos enxergar bem o suficiente para seguir estradas e distinguir objetos à noite sem a ajuda da Lua e, claro, pela luz das estrelas), por meio de cálculos, mostra que recebemos essa luz de nada menos do que 66 bilhões (66 mil milhões) de estrelas, não contando aquelas mais fracas do que a 17ª magnitude e nossos maiores telescópios nos mostrarão estrelas até a 18ª magnitude ou até menos. Há muito tempo o Senhor disse a Abraão: “Olha agora para o céu e conte as estrelas, se puder[13]. O desafio ainda está aberto; mas “Ele conta o número das estrelas; Ele chama todas pelos seus nomes[14]. Na verdade, “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos[15]; é só o tolo quem “diz no seu coração: Deus não existe”. Outros mundos são habitados? Os astrônomos não sabem; mas “vinde agora e raciocinemos juntos”. Sabemos que a Lua não tem atmosfera e que todos os seres vivos, tanto vegetais como animais, precisem de ar. O dia e a noite lá duram duas semanas e não há atmosfera para proteção contra o Sol escaldante, nem nuvens durante o dia que poderiam reter o calor e proteger do frio intenso da longa noite lunar. A vida como a conhecemos não pode existir na Lua. Em alguns Planetas isso nos parece problemático; Júpiter, por exemplo. Mas com os milhares de milhões de Mundos em mente, criados para algum propósito, devemos concluir que: ou a vida é natural e universal ou a vida na Terra é uma aberração fantástica. Mas isso é inconsistente com o bom senso. É um absurdo. Se esses inúmeros mundos não servem para algum tipo de vida, para que servem?

Nossos sonhos e concepções mais loucas do poder do Criador nos envergonham com sua insignificância. A realidade nos oprime, nossas Mentes e Corações adoecem com o conhecimento dessa infinidade de grandeza. Eis que este é o Deus do astrônomo! Totalmente atordoados e oprimidos pela grandeza e imensidão da Casa de nosso Pai, perplexos e desesperadamente abatidos pelo pensamento de nosso nada, lemos com nova compreensão as palavras do poeta hebreu.

Quando considero os céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que ordenaste; o que é o ser humano, para que Te lembres dele? E o Filho do Homem, para que o visites?” (Sl 8:3-5). Mas que conforto é saber que nem mesmo um pardal pode cair na terra sem o Seu conhecimento (Mt 10:29-30), e que somos mais do que muitos pardais! Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos; e depois dos pensamentos com os quais temos lidado, talvez percebamos mais plenamente o que significa quando Deus nos diz: “‘Os meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os seus caminhos são os Meus caminhos’, diz o Senhor. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos’” (Is 55:8-9).

Quão estranho parece que aos seres humanos a quem Deus dotou com uma Mente para compreender esses poderosos problemas, possam ignorar levianamente ou desconsiderar completamente as Leis do Criador e o Sacrifício do Seu Filho pela frivolidade e pelo pecado que nos cercam em toda parte! Eles são loucos. “Pai, perdoe-os; porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

SUA TERRÍVEL INFINITUDE

Não posso fazer melhor do que citar as palavras do poeta alemão Richter, em seus pensamentos sublimes sobre esse assunto. “Deus chamou dos sonhos um homem no vestíbulo do Céu, dizendo: ‘Venha cá e veja a glória da Minha Casa’. E para os servos que estavam ao redor do Seu Trono, Ele disse: ‘Peguem-no e retirem dele suas vestes de carne; limpem sua visão e coloque um novo fôlego em suas narinas; toquem seu coração humano — o coração que chora e treme’. Foi feito; e com um poderoso Anjo para seu guia o ser humano estava pronto para sua viagem infinita; e dos terraços do Céu, sem som ou despedida, eles se afastaram para o espaço sem fim. Às vezes, com o voo solene da asa do Anjo, eles fugiam pela escuridão através do deserto da morte, que divide os mundos da vida; às vezes, eles varriam as fronteiras que estavam acelerando sob os movimentos proféticos de Deus. Então, a uma distância que é contada apenas no Céu, a luz ocorreu por um tempo através de um filme sonolento; por ritmo inalterável a luz varreu-lhes, eles, por ritmo inalterável, para a luz. Em um momento, a corrida dos Planetas estava com eles; em um momento, o arremesso de sóis estava ao seu redor.

“Então vieram eternidades de crepúsculo que revelaram, mas não foram reveladas. À direita e à esquerda, em direção a constelações poderosas que, por autorrepetições e respostas de longe, por contraposições construídas por portas triunfais cujas arquitraves e arcadas — horizontais e verticais — repousavam, elas, as eternidades subiam em altura — isso parecia fantasmagórico desde o infinito. Sem medida eram as arquitraves, além dos números eram as arcadas, além da memória, os portões. Dentro havia escadas que escalavam as eternidades abaixo; acima estava abaixo e abaixo estava acima para o ser humano despojado do corpo gravitacional; a profundidade foi engolida por uma altura intransponível, a altura foi engolida por uma profundidade insondável. De repente, enquanto rolavam do infinito ao infinito; de repente, enquanto se inclinavam sobre mundos abismais, um grito poderoso surgiu — que sistemas mais misteriosos, que mundos mais ondulados! — outras alturas e outras profundezas estavam chegando, estavam se aproximando, estavam próximas…

“Então o ser humano suspirou e parou, estremeceu e chorou. Seu coração sobrecarregado se pronunciou em lágrimas, e ele disse: ‘Anjo, não irei mais longe, pois o espírito do ser humano sofre com sua infinidade. Insuportável é a glória de Deus. Deixe-me deitar-se na sepultura e me esconder da perseguição do Infinito; pois o fim, eu vejo, não existe’. E de todas as estrelas ouvintes que brilhavam ao redor surgiu uma voz em coral: ‘O ser humano fala a verdade; final não há qualquer um do qual já tenhamos ouvido falar’. ‘Fim, não há um?’, o Anjo exigiu solenemente. ‘Será que realmente não há fim? É essa a tristeza que te mata?’. Mas nenhuma voz respondeu, para que ele mesmo pudesse responder. Então o Anjo ergueu suas mãos gloriosas para o Céu dos céus, dizendo: ‘Não há fim para o universo de Deus. Eis que também não há começo!”.

Terminemos a nossa jornada. Não estivemos longe. Não tive a intenção de ir muito além das nossas portas, por assim dizer; então, retornemos ao nosso pequeno lar atual que chamamos de Terra e deixemos que as lindas e cintilantes estrelas — as estrelas gentis, amáveis ​​e amorosas, parecem-me, com seus mundos que as acompanham — girem e brilhem em espaço sem limites, enquanto uma nova luz — a luz do universo de Deus — brilha sobre Sua palavra e nos leva de volta ao tempo em que “no princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1:1) ou quando as “estrelas da manhã cantam juntas” (Jo 38:7); assim, avançamos para o tempo em que haverá um “novo Céu e uma nova Terra” ( Ap 21:1) e os vencedores herdarão o Reino. Afinal: “Na casa do Meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2)

FIM


[1] N.T.: Mt 15:13

[2] N.T.: em 1916

[3] N.T.: em 1916. Em 2025: 145 luas conhecidas

[4] N.T.: em 1916. Em 2025: 27 luas conhecidas

[5] N.T.: Em 2025: 14 luas conhecidas

[6] N.T.: Alpha Centauri (α Centauri, α Cen) é o sistema estelar mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de 4,37 anos-luz (1,34 parsecs) do Sol. Consiste de três estrelas unidas gravitacionalmente: o par Alpha Centauri A (também conhecida como Rigil Kentaurus) e Alpha Centauri B (também conhecida como Toliman), duas estrelas brilhantes e próximas no céu, e uma anã vermelha pequena mais afastada, Alpha Centauri C (também chamada de Proxima Centauri). A olho nu, os dois componentes principais são vistos como um ponto único de luz com magnitude aparente visual de -0,27, formando a estrela mais brilhante da constelação de Centaurus e a terceira mais brilhante do céu noturno, superada apenas por Sirius e Canopus. É visível de todo hemisfério sul, sendo circumpolar a sul do paralelo 29 S.

[7] N.T.: James Edward Keeler (1857-1900) foi um astrônomo estadunidense. Foi o primeiro a descobrir um pulsar, em 1899.

[8] N.T.: (1835-1909) foi um astrônomo e matemático americano-canadiano. Escreveu sobre economia e estatística, além de ser o autor de um livro de ficção-científica.

[9] N.T.: As Plêiades (Messier 45), conhecidas popularmente como sete-estrelo e sete-cabrinhas, são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45, são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades têm vários significados em diferentes culturas e tradições.

[10] N.T.: Orion ou Oríon é uma das oitenta e oito constelações modernas. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Orionis. Está localizada no equador celeste e, por este motivo, é visível em praticamente todas as regiões habitadas da Terra. A época mais favorável para sua observação se dá principalmente nas noites de verão no hemisfério sul, ou inverno no hemisfério norte, em dezembro e janeiro.

[11] N.T.: A Estrela de Kapteyn é uma anã vermelha a cerca de 12,83 anos-luz (3,93 pc) da Terra na constelação austral de Pictor. Com uma magnitude aparente visual de 8,85, é visível somente através de binóculos ou telescópios. É a estrela do halo galáctico mais próxima conhecida e, também, a segunda estrela com o maior movimento próprio de todo o céu, atrás da Estrela de Barnard. Em 2014, foi anunciada a descoberta de dois planetas orbitando a Estrela de Kapteyn.

[12] N.T.: Por exemplo: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, como é o caso do nosso Sistema Solar.

[13] N.T.: Gn 15:5

[14] N.T.: Sl 147:4

[15] N.T.: Sl 19:1

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Casa do Nosso Pai – Uma Viagem pelo Universo: Existe um Limite?

Aprendemos com os Ensinamentos Cristãos e do próprio Cristo que nos ensinou: “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, credes também em mim. Na casa do meu Pai há muitas moradas: se não fosse assim, eu teria contado a vocês. E se eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e vos receberei para mim mesmo; para que onde eu estou, vós também estejais.” (Jo 14:1-3).

A Casa de Deus são os Planetas? O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira!

Quer saber mais sobre isso? É só acessar aqui: A Casa do Nosso Pai – Uma Viagem pelo Universo: Existe um Limite?

Quer saber mais sobre a Casa do Pai? Acesse aqui

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para Meio-dia (Noon) Greenwich – 1937

OBSERVAÇÕES:

1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz

2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.

Assim, considere o arredondamento matemático:

– Até 4, arredonde para baixo

– Acima de 5, arredonde para cima

Exemplo: 25o10.5 = 25o11’

A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)

  • Exemplos:
  • 18:44:28.0 = 18:44:28
  • 18:44:24.6= 18:44:25
  • 18:52:21.1= 18:52:21

Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para o Meio-dia (Noon) Greenwich – 1937 com as Declinações

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Algumas Correlações do Signo de Libra

SIGNO: Libra, a balança

Decanato-Libra Algumas Correlações do Signo de Libra

QUALIDADE: Cardinal ou consciência dirigida ativa e dinamicamente para o interesse em objetivos específicos.

ELEMENTO: Ar, ou a consciência relacionada com os assuntos sociais e intelectuais. Entre outras coisas, o elemento Ar corresponde aos gases, a Mente e ao Mundo do Pensamento.

NATUREZA ESSENCIAL: Integração

ANALOGIA FÍSICA: Vento

ASTRO REGENTE: Vênus, porque é capaz de expressar suas funções: fácil e livremente quando colocado nesse Signo. Vênus representa a urgência para expressar o amor e a apreciação, para experimentar a consciência da moral, da ética e dos valores estéticos e se esforçar para uma paz, harmonia e beleza maiores.

CASA CORRESPONDENTE: a 7ª Casa corresponde a Libra e representa o desejo para agir baseado nos relacionamentos e comunicações com os outros.

ANATOMIA ESOTÉRICA: representa a Mente Subconsciente.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: rins, as glândulas suprarrenais, ovários, tubos de Falópio, a região lombar, a pele, os ureteres e o sistema vasomotor. Geral: órgãos reprodutivos internos, glândulas endócrinas.

FISIOLOGIA: Vênus, Regente de Libra, rege a fisiologia do paladar, do olfato, da digestão dos açúcares, amidos e celuloses no corpo, a filtração seletiva das substâncias nos rins, a circulação do sangue nas veias, e a produção de estrógeno e outros hormônios femininos. Vênus também rege o apetite e as funções da glândula timo.

TABERNÁCULO NO DESERTO: simboliza a consciência contida na parte externa do Tabernáculo. Libra é o Signo da balança e através desse Signo o ser humano aprende os trabalhos das Leis gêmeas de Renascimento e Consequência. Ele aprende como a Lei de Causa e Efeito guarda a medida cósmica da justiça e da harmonia em equilíbrio e como, por meio de ciclos de descanso e atividade, progresso e recapitulação, morte e renascimento, o ser humano evolui de um para outro nível.

CRISTANDADE CÓSMICA: A entrada do Sol em Libra marca o tempo quando Cristo toma contato novamente com a Terra física. Também indica Sua tarefa para a estação sagrada que se aproxima: Seu trabalho para restabelecer o equilíbrio das forças que o ser humano insiste em desequilibrar através das atividades discordantes nos seis meses que se passaram (de março até setembro).

MITOLOGIA GREGA: Afrodite, deusa do amor, Eros, Hera e Athena, embora as duas últimas são específicas de Vênus em Libra. Hera foi a deusa do casamento e a deusa da justiça para aqueles que foram vítimas da infidelidade ou da traição. Athena foi a deusa da sabedoria, do conhecimento temperado com amor, a patrona das artes e da guerra contra a injustiça, da iniquidade e de tudo aquilo que procurava escravizar a nobreza humana em direção a luxuria do poder e do engrandecimento.

LIÇÕES A APRENDER: a natureza mutável, algumas vezes, parece que se encontra no sétimo céu em seus entusiasmos e, de repente e sem causa visível, os pratos da balança pendem para o outro lado, e se encontram na mais profunda melancolia e tristeza, como se não tivesse nenhuma amizade no mundo.

Para neutralizar o desenvolvimento de tendências negativas e obter o bem maior a partir das positivas, deve-se cultivar a coragem e a determinação pessoais — a coragem e a determinação pessoais que dão a capacidade de escolher o próprio caminho e segui-lo independentemente da opinião dos outros, desde que esse caminho satisfaça as necessidades pessoais do progresso individual sem prejudicar ou atrapalhar os outros. Entusiasmo e maior espontaneidade nos assuntos da vida diária ajudarão a eliminar a tendência de considerar as tarefas e rotinas diárias como trabalho árduo e monótono, tornando a vida mais feliz e prazerosa.

REGENTE: Vênus é o Regente de Libra. A graciosidade, a sociabilidade, a pacificidade e o amor são permitidos pela liberdade de expressão em Libra.

EXALTAÇÃO: Saturno está em Exaltação em Libra. A demanda de Saturno por respeito, consideração, responsabilidade e consciência dos direitos e das necessidades dos outros é potencializada pelo esforço libriano por harmonizar e equilibrar. Saturno em Libra ajuda a equilibrar a consciência pessoal com a consciência dos outros. Esse é um equilíbrio necessário para se conseguir êxito nas parcerias, no casamento ou em outras relações interpessoais, que estão associadas com Libra por meio da 7ª Casa.

DETRIMENTO: Marte está em Detrimento em Libra e tende a ser contraditório na expressão de sua natureza inata. A iniciativa e a automotivação de Marte normalmente levam à ação necessária para realizar desejos pessoais e se aventura em novos campos sem hesitar, tudo isso visando ampliar os horizontes, as oportunidades e os recursos do indivíduo. Mas a energia de Marte em Libra é colocada sob controle, por assim dizer, e só consegue ir até certo ponto devido à relutância em se desvincular da tendência geral ou em perturbar qualquer harmonia ou equilíbrio previamente estabelecido. Isso pode resultar em certa tensão e estresse internos. Por outro lado, Marte em Libra tende a compensar excessivamente em situações em que não existe uma harmonia razoável, muitas vezes tentando restaurar o equilíbrio e a paz por meio de métodos pouco pacíficos e criando divisões onde a restauração da unidade era pretendida. Mas Marte em Libra também pode fornecer energia e iniciativa muito necessárias à causa da justiça e da igualdade, se canalizadas positivamente por meio do autocontrole.

QUEDA: O Sol está em queda em Libra, indicando que sua capacidade de se expressar tende a ser restrita. O Sol é o símbolo da identidade individual e da autodeterminação, enquanto Libra tende a ver as coisas em termos de relacionamentos com outras pessoas e circunstâncias externas. Assim, pessoas com o Sol em Libra frequentemente se sentem inseguras sobre quais são ou deveriam ser seus próprios objetivos individuais, pois sua sensibilidade aos acontecimentos externos tende a influenciar fortemente suas reações e pontos de vista internos. De forma positiva, o Sol em Libra é capaz de sacrificar interesses egocêntricos e trabalhar pela causa de um maior equilíbrio dentro de um grupo maior de indivíduos.

(Publicado na Revista: Rays from the Rose Cross – outubro/1975 e 1978 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que é declarado na literatura Rosacruz que no Período Lunar a umidade foi produzida pelos Globos de calor entrando em contato com o frio externo? No mesmo princípio, por que a umidade não se forma em torno do nosso Sol atual, já que o Sol está cercado por um espaço frio?

Resposta: O ponto mais denso encontrado no Globo do Período Lunar é a Região Etérica do Mundo Físico. Quando a literatura Rosacruz menciona a umidade nesse Período, ela não se refere à umidade física, mas àquela que mais tarde se tornou umidade quando foi condensada em substância física. Essa substância, em formas modificadas, existe desde o começo dos tempos. A Filosofia Rosacruz é frequentemente questionada em termos comparativos ao invés do sentido literal, pela razão de, no presente momento, nenhum termo do Mundo Físico ter sido criado para designar as coisas que estão sendo descritas.

A umidade não é formada em torno do Sol no presente momento porque as leis que governam a umidade física não são as mesmas que regulam e governam o desejo ou a substância etérica.

(Pergunta de Leitor publicada na Revista Rays from the Rose Cross de nov./1940 – traduzida pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos e Astros

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau). 

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela. Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição.
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus deste podem modificar a descrição

Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo. (Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e com Aspectos benéficos.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Algumas Correlações do Signo de Virgem

SIGNO: Virgem, a virgem

Virgem-1024x499 Algumas Correlações do Signo de Virgem

QUALIDADE: Comum ou flexível e aplicação conversível das formas básicas de energia.

ELEMENTO: Terra, ou o Corpo. A compilação da experiência na vida para ser utilizada como matéria prima para o crescimento da Alma.

NATUREZA ESSENCIAL: serviço

ANALOGIA FÍSICA: frescura

ASTRO REGENTE: Mercúrio

CASA CORRESPONDENTE: a 6ª Casa corresponde a Virgem.

ANATOMIA ESOTÉRICA: Virgem é a representação do Corpo Vital.

ANATOMIA EXOTÉRICA: específica: duodeno, intestino delgado, apêndice, peritônio, mesentério, pâncreas, baço, fígado, veia portal, Plexo Celíaco e útero; geral – aqueles órgãos e estruturas que entram no processo de assimilação dos nutrientes e sua incorporação pelo Corpo Denso.

FISIOLOGIA: Mercúrio, Regente de Virgem, governa os processos fisiológicos da respiração, oxigenação do sangue, sensações em geral, mas especialmente a da visão, audição e paladar; funções da tireoide e das glândulas paratireoides, funções dos órgãos da fala e assimilação dos alimentos no intestino delgado. Mercúrio também tem particular regência sobre as atividades do hemisfério direito do cérebro e da faculdade de equilíbrio e coordenação associados ao mecanismo do ouvido interno.

TABERNÁCULO NO DESERTO: simboliza a Mesa dos Pães da Proposição com suas duas pilhas de pães ázimos, seis pães em cada pilha. Esses pães simbolizam o serviço desinteressado que o Aspirante presta no Mundo e que transforma em matéria prima para o desenvolvimento espiritual. Como nós sabemos que todo desenvolvimento oculto começa com o Corpo Vital, a que Virgem é o Signo do serviço com discernimento, então nós podemos dizer que todo desenvolvimento oculto começa com o serviço judicioso. Ou seja: o serviço é o alimento que nutre a Alma.

CRISTANDADE CÓSMICA: O Sol em Virgem marca o período de preparação para a descida anual do Raio Crístico à Terra, que ocorre quando o Sol cruza para Libra. A aproximação do ano novo espiritual é marcada na Terra pela época da colheita, quando os frutos físicos da Terra são reunidos em depósitos para nos sustentar durante a temporada fisicamente estéril que se avizinha. Da mesma forma, de acordo com o serviço altruísta que realizamos nos dias que se passaram, seremos capazes de colher uma colheita de experiência que poderá ser usada como base para o desenvolvimento espiritual nos dias que virão. Portanto, o período em que o Sol está passando por Virgem pode ser usado para nos prepararmos para receber a bênção do Senhor, santificando-nos por meio da expectativa e da adoração em oração.

MITOLOGIA GREGA: Vulcano foi conhecido como Hephaestus. Hephaestus foi o mestre dos artesãos dos deuses, produzindo todo tipo de maravilhosos e miraculosos equipamentos para sua forja e oficina. Ele reflete o ideal de Virgem do serviço desinteressado, pois sempre o achamos ocupado em fazer algo necessário para os outros deuses.

LIÇÕES A APRENDER: Para alcançar o bem supremo da influência positiva de Virgem e neutralizar o desenvolvimento de traços adversos, deve-se cultivar o controle autoconsciente do envolvimento mental.

A Mente deve ser serva do Espírito, para ser usada de acordo com as necessidades e propósitos desse. Não se deve permitir que a Mente arraste o Espírito consigo para um labirinto de fascinação intelectual. A fé na bondade das coisas deve ser nutrida — a fé de que Deus governa o mundo e de que a verdade sempre triunfará no final.

Quando as asas da inspiração e da imaginação forem adicionadas à Mente, ela será salva da desolação árida do cálculo insensível e dos jogos mentais intermináveis.

REGENTE: Mercúrio, o Planeta que indica o modo de pensar, está no seu lar em Virgem e aqui é capaz de expressar sua natureza essencial com muita força. Deve-se enfatizar que Mercúrio não indica o grau de inteligência de uma pessoa, mas sim a maneira como ela tende a usar sua Mente — como ela tende a empregar as habilidades mentais que possui. O grau de inteligência de uma pessoa é uma função do desenvolvimento evolutivo e isso não é demonstrado por um horóscopo. No futuro, pode ser que Virgem seja regido por Vulcano.

EXALTAÇÃO: Mercúrio também está em Exaltação em Virgem, indicando que aqui é capaz de expressar suas qualidades mentais mais positivas.

DETRIMENTO: Netuno está em Detrimento em Virgem, indicando que aqui tem dificuldade em expressar sua natureza essencial. O ambiente de Virgem é intelectual e analítico, dependendo da lógica, da razão e das informações fornecidas pelos sentidos. Netuno, por outro lado, visa nos colocar em contato com fontes de conhecimento além do processo de raciocínio linear e nos fornecer informações sobre a Vida que anima várias Formas, não apenas as Formas pelas quais essa Vida se manifesta. Virgem analisa separando, segregando e classificando, mas Netuno busca a unidade por meio da percepção e compreensão espiritual.

QUEDA: Vênus está em Queda em Virgem, indicando que aqui tem dificuldade em expressar suas qualidades mais refinadas. Virgem permite pouca folga para a expressão de sentimentos por meio da arte e da música, ou para uma apreciação estética geral das coisas encontradas no ambiente imediato. Em vez disso, Vênus em Virgem inclina a pessoa a estudar esses assuntos de um ponto de vista mais intelectual.

(Publicado na Revista: Rays from the Rose Cross – setembro/1976 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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