Sempre que aplicamos as regras ou cânones da Astrologia Rosacruz a indivíduos notáveis, constatamos que eles se baseiam em princípios corretos, que são, em linhas gerais, válidos e que servem para indicar o potencial com o qual um ser humano nasce. Não afirmamos que todos alcancem a plenitude da realização, nem que utilizem seu potencial em sua capacidade máxima.
Não faz parte de nossa crença que os Astros (Sol, Lua e Planetas) determinem o ser humano, ou que as posições dos Signos e Astros e os Aspectos (Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição) astrais conduzam alguém à genialidade. Afirmamos, contudo, que não existe caso de genialidade notável que não venha acompanhado de Aspectos que tornem possível a expressão desse gênio. Fazendo uma analogia, podemos dizer que a vibração etérica é um fato da natureza, o qual apenas recentemente passou a ser compreendido e utilizado. Em alguns, os poderes da alma permanecem latentes, não compreendidos ou sequer reconhecidos. Em outros, mostram-se potentes e ativos, plenamente compreendidos e empregados.
Se levarmos essa reflexão à sua conclusão lógica, perceberemos que dezenas de nascimentos ocorrem simultaneamente em qualquer grande centro populacional; consequentemente, muitos indivíduos nascem sob condições astrais semelhantes, ou até mesmo idênticas. Por que, então, surge apenas um gênio em meio a tantos? O fato evidente é que as condições sob as quais nascemos não definem o ser humano. É o próprio indivíduo quem utiliza essas condições em diferentes graus, conforme a natureza de sua alma e o nível de evolução que alcançou. O Corpo Denso é o elemento do nosso meio ambiente que nos afeta de maneira mais direta. Nele convergem dois grandes fluxos de hereditariedade; sobre ele atuam não apenas os elementos físicos, mas também todas as forças mais sutis que emanam do universo astral — o nosso ambiente mais abrangente. Algumas almas transcendem a si mesmas e deixam sua marca no mundo.
Outras, intimidadas pelas forças materiais com as quais precisam lidar, deixam de aproveitar as oportunidades que lhes são oferecidas, tornando-se, assim, elementos ineficazes. Afinal, o que beneficia a Humanidade não é o que extraímos da vida, mas sim o que contribuímos para ela. A grandeza doa de si mesma em plena medida; a mediocridade negocia com as circunstâncias.
Apenas os fracos e servis se agarram a pequenas vantagens por si mesmas. Mas como propomos distingui-los astrologicamente, visto que nascem de forma esparsa? Insisto no fato da existência de uma faculdade inerente.
Como podemos adaptar nossos métodos científicos a esse fato? Há duas maneiras. Uma delas é por meio da natureza específica dos graus chamados “críticos” ou marcantes — que, quando presentes, revelam um forte potencial. A outra é por meio da época pré-natal, que está para o horóscopo de nascimento assim como a alma humana está para o seu Corpo. Se deseja conhecer o indivíduo, consulte a época pré-natal. Se deseja saber algo sobre o seu ambiente, observe o horóscopo de nascimento.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de outubro de 1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
A maioria das pessoas sente que uma refeição sem carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) é incompleta, pois, desde tempos imemoriais, considera-se um axioma que a carne animal é o alimento que mais fortalece o organismo.
Todos os outros alimentos são vistos como meros acompanhamentos para um ou mais tipos de carne animal presentes no cardápio. Nada poderia ser mais equivocado; a ciência comprovou, por meio de experimentos, que a nutrição obtida de vegetais possui, invariavelmente, maior poder de sustentação!
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – O Papel dos Estimulantes na Evolução
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Uma história oculta que nos mostra como ocorrem as relações provocadas pelo destino entre pessoas. Como as discórdias da vida realmente se resolveram na harmonia do grande contraponto da vida. Suas tristezas e angústias profundas vão sendo glorificadas, pois o amor – o amor verdadeiro, o amor superior e maior, o amor Crístico – glorifica todas as coisas.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Relações Provocadas pelo Destino entre Pessoas: Cidadã dos Dois Mundos
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A alegria de continuar é, de fato, a maior das alegrias para o homem ou a mulher ambiciosos e de Mente elevada, ansiosos por realizar, fazer, ser algo de valor para a Humanidade, como deve ser um Estudante Rosacruz ativo.
Você alguma vez viu uma pessoa que estivesse realmente trabalhando para o melhoramento da espécie, que estivesse cansada de viver ou, se cansada, que pudesse permanecer assim por muito tempo? E você alguma vez viu um retardatário, um preguiçoso sem objetivo, alguém que não estivesse cansado de viver? Olhe ao seu redor e procure entre os seus conhecidos. Você reconhecerá que a regra é quase infalível.
Mesmo aqueles cujos Corpos Densos são perfurados pela dor, enfraquecidos pela doença, debilitados pela idade ou enfermidade, mesmo estes se agarram tenazmente às atividades da vida, quando estão envolvidos em ocupações valiosas. Mesmo aqueles que sofreram incontáveis rejeições, perseguições ou derrotas puderam se recuperar da sua decepção e do seu desânimo para mergulhar ferozmente e de novo no tumulto, sem se intimidar ou ser conquistados, quando inflamados pelo ardor de um propósito nobre.
Algumas pessoas argumentam que tantos sonhos brilhantes desapareceram diante de nós, que muitas pessoas se tornaram materialistas e realmente querem que a morte termine tudo. Elas sentem que esta existência esteja tão cheia de cruéis decepções que preferem não apostar em futuros desconhecidos ou misteriosos.
Podemos compreender perfeitamente esse ponto de vista, mas não podemos compartilhar dessa opinião. Sim, somos conscientes, como qualquer pessoa, talvez, dos incontáveis crimes que avermelharam e ainda avermelham a Terra. Estamos inteiramente cientes das brutalidades indescritíveis do sistema no qual vivemos. Sabemos o que é crescer na juventude com afetuosas imaginações de oportunidades para os que aspiram, de honras para os corajosos ou de “corridas para os velozes e batalhas para os fortes”, mas experimentar o cinismo e a reação do rude despertar.
No entanto, se pudéssemos escolher entre o descanso eterno depois de uma vida abarrotada de agonias e horrores ou uma continuação da vida indefinidamente, sem qualquer garantia de que seríamos capazes de esmagar seus males e corrigir seus erros, tenhamos certeza de que escolheríamos a segunda opção!
Certamente, nunca vivemos uma vida aqui como essa que imaginamos. Com certeza nossas lutas e infortúnios não foram piores do que os de milhões de outros. Mas não conseguimos conceber quaisquer lutas e infortúnios, mesmo insuportáveis, que nos convencessem a querer entregar nossa existência individual! Isso é ter a consciência clara do que escolheu lá no Terceiro Céu, em seus principais eventos de aprendizagem, para realizá-los aqui, renascidos mais uma vez.
Poderíamos querer nos livrar do Corpo Denso que agora habitamos — ele poderia estar tão atormentado e dilacerado pela doença que ficaríamos felizes em abandoná-lo —, mas ainda estaríamos prontos para outra aventura. Ainda desejaríamos “continuar” a luta por melhores condições, seres melhores e um mundo melhor.
Se, como devemos continuar acreditando, há um propósito na vida, então devemos “continuar”, mais cedo ou mais tarde, de uma maneira ou de outra… Sendo esse o caso, desejamos ter a nossa parte nessa dinâmica do progresso. Queremos fazer a nossa parte enquanto o caminho ainda é áspero e participar da consciência do triunfo que pertencerá àqueles que trabalharam e se sacrificaram para alcançar a meta. Se, por outro lado, não sabemos e ninguém sabe qual será o resultado, ainda somos “jogadores o bastante para apreciarmos a continuação do jogo”.
Nós, que apostamos tudo o que temos no bem de elevar os padrões de pensamento e ação, nós ainda podemos vencer! Se vencermos, ficaremos contentes por termos sido esportistas e permanecido à mesa de jogo. Se perdermos, se tudo isso for uma farsa ou uma piada sombria, mesmo assim o esforço terá seu valor.
Pensamos que estaremos tão alertas e prontos para o esforço nos dias invernais da idade quanto, muitos, estão agora, nos dias primaveris e vigorosos da juventude, quando outros estão agora. Conhecemos muitas pessoas para os quais isso é verdade. Se é verdade para elas, por que não para nós? Por que não poderia ser verdade para todos?
Não pensemos que a idade tenha muita relação com isso. É, antes, um assunto sobre o ser humano e o que ele faz.
Algumas pessoas que até estudam o assunto pensam que a aniquilação possa ser verdadeira para algumas almas sem espinha dorsal, que estão prontas, segundo seu pensamento intolerante, para se dissolver no nada a quase qualquer minuto. Talvez estejam certos e, se estiverem, a aniquilação é justamente o que alguns desses indivíduos-medusa merecem. Mas aqueles que, “fora da noite que os cobre, negra como o abismo de polo a polo”, não cedem, não se movem nem se curvam aos poderes da injustiça e da iniquidade, esses merecem a imortalidade e devemos ser otimistas o bastante para acreditar que a obterão.
Para eles, os espinhos e as sarças ao longo do caminho serão apenas estímulos para um esforço renovado. Para eles, o doce sono, o “sono sem sonhos nem suspiro”, não terá qualquer atrativo. Para esses as batalhas, as vitórias e as perdas da vida terrena ou de qualquer outra antes ou depois serão apenas incidentes no progresso do Aspirante à vida superior em direção àquele ápice de realização que não será a nostalgia, mas a consciência elétrica de “continuar” para sempre.
Não desejo o repouso da obliteração nem a facilidade narcótica de um céu sem nuvens. Enquanto existir um iota de erro em qualquer lugar, em todas as infinitudes do espaço, desejarei que minha vida individual dure para que eu possa empregar todas as minhas energias para remover esse erro.
Se, como seriamente duvido, algum dia chegar o tempo em que não haja males a obliterar nem obstáculos a superar, desejarei uma eternidade onde eu possa parar e contemplar o longo caminho pelo qual subi. Enquanto isso, não nos enganemos com sonhos de repouso na aniquilação, pois toda a Natureza e as nossas melhores e mais elevadas esperanças rejeitam isso como covarde e infantil!
Não voltaremos para o chão, para a sujeira, à umidade e à morte. Avançaremos para disputas mais ferozes, feitos maiores, vida mais abundante; talvez renascimentos inumeráveis, sempre “para frente e para cima”. Sim — nós continuaremos…
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto de 1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
Na Fraternidade Rosacruz é oferecida a Cura Rosacruz guiada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, utilizando os Auxiliares Invisíveis como instrumentos para restaurar e curar doenças e enfermidades físicas, emocionais e mentais. O trabalho é realizado de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus: “Preguem o Evangelho e curem os enfermos”.
Este trabalho sagrado é realizado em estrita conformidade com os Ensinamentos de Cristo, enfatizando tanto a iluminação espiritual quanto a cura física.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Parte 3 – C.10-A Ciência da Nutrição – A Necessidade de uma Dieta Atraente e Equilibrada
Quer ver o restante? Clique aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Eis o anúncio do próprio Cristo, nos ensinando a oração Cristã científica necessária e suficiente para evoluirmos espiritualmente com segurança aqui:
“Portanto, orai deste modo:
‘Pai nosso, que estais nos Céus, santificado seja o Vosso Nome.
Venha a nós o Vosso Reino.
Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como nos Céus.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas dívidas, assim como também perdoamos aos nossos devedores.
E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.
Porque Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém.’
Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; porém se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas.”
Mt 6:9-15
Esse modelo de oração fornecido a nós por Cristo Jesus é uma fórmula abstrata e algébrica para a elevação e purificação de todos os nossos veículos.
Contém três partes de oração e uma súplica. Cada uma das três partes refere-se às necessidades de um dos nossos (nós, um Tríplice Espírito) aspectos espirituais e sua contraparte no Tríplice Corpo.
Quando nós – que somos um Tríplice Espírito e possuímos uma Mente pela qual governamos um Tríplice Corpo e o transmutamos em Tríplice Alma – ora, isto acontece.
O Espírito Humano ergue-Se nas asas da devoção até sua origem, o Espírito Santo, na Sagrada Trindade, e entoa o canto iniciai, “Santificado seja o Vosso nome”.
O Espírito de Vida eleva-Se nas asas do amor e dirige-Se à origem de seu Ser, o Filho: “Venha a nós o Vosso Reino”.
O Espírito Divino sobe, junto do conhecimento superior, até o manancial onde nasceu, na aurora dos tempos, o Pai, e manifesta Sua confiança naquela Inteligência total pelas palavras “Seja feita a Vossa vontade”.
Tendo assim alcançado o Trono da Graça, nós apresentamos os nossos pedidos relativos a nossa Personalidade, o Tríplice Corpo.
O Espírito Divino ora ao Pai pela sua contraparte, o Corpo Denso: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”.
O Espírito de Vida ora ao Filho pela sua contraparte, o Corpo Vital: “perdoai as nossas dívidas, assim como também perdoamos aos nossos devedores”.
No Corpo Vital estão armazenados os registros subconscientes de todos os acontecimentos passados de nossa vida. Se, mediante a oração contínua (“orai sem cessar”), obtivermos o perdão (o arrependimento) pelos males causados aos outros e se fizermos todas as reparações possíveis e se eliminarmos todos os ressentimentos (reforma íntima), livramo-nos de muito sofrimento após a morte, além de prepararmos avançarmos no nosso crescimento anímico, que está particularmente sujeita à vitória do Corpo Vital sobre o Corpo de Desejos. Sob a forma de memória, o Corpo de Desejos imprime no Corpo Vital a ideia de vingança. Por isso o Aspirante à vida superior deve cultivar o controle emocional, porque assim estará agindo sobre os dois Corpos.
O Espírito Humano enuncia a súplica pelo Corpo de Desejos com estas palavras: “E não nos deixeis cair em tentação”.
Então todos, em coro, fazem um apelo geral pela Mente: “Livrai-nos do mal”.
O acréscimo: “Porque Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre” não foi dado por Cristo; mas representa um expressivo arremate.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
A experiência e a história nos mostram que os internamentos nos hospitais psiquiátricos ou o aumento do consumo de remédios calmantes – ou sedativos – e a situação da economia são fatos inter-relacionados.
Vários estudos da Ciência material confirmam esse paralelismo entre a prosperidade ou recessão no campo econômico e o índice de pessoas que consomem remédios calmantes ou internadas em hospitais psiquiátricos.
Os distúrbios emocionais são, tão somente, parte do problema, pois as mesmas tensões (nada mais do que desejos e emoções que produzimos utilizando os materiais das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo) produzem doenças físicas que acompanham os altos e baixos da economia. A medicina psicossomática tem verificado esses efeitos, especialmente no campo dos distúrbios das coronárias e na incidência de úlceras gástricas. A ação recíproca dos fatores emocionais, ambientais e físicos constitui um conhecimento essencial, pois que a crise econômica, aliada às depressões emocionais e doenças físicas, representa uma ameaça ao ser humano, quando esse não consegue controlar o seu Corpo de Desejos, como aprendemos, como Estudantes Rosacruzes, no nosso Treinamento Esotérico.
Não reputamos surpreendentes as revelações acima. Como Aspirantes à vida superior, fácil se nos depara verificar a urgência do assentamento de bases espirituais mais sólidas na vida da Humanidade. Certamente, a crise econômica representa uma grande provação para todos nós.
Também a monotonia de um trabalho excessivamente rotineiro pode conduzir a distúrbios emocionais, caso não se adote uma filosofia de vida. Nunca é demais repetir que o reto pensar e o reto viver estimulam a nossa evolução, provendo a harmonia de nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente).
Tal atitude ensejará forças durante a provação; e esta será compreendida como uma lição evolutiva – o que realmente ela é – sendo o resultado um aumento de Poder Anímico, poder da nossa Alma.
Não somos obrigados a aceitar as realidades desagradáveis do Mundo material. Podemos dar um passo à frente e compreender as lições que ele contém, as oportunidades que oferece e assim manter o nosso equilíbrio físico, mental e emocional. É só inserir a espiritualidade Cristã Esotérica no nosso cotidiano, e não somente “cuidar da parte espiritual”!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1977-Fraternidade Rosacruz-SP)
Na Fraternidade Rosacruz é oferecida a Cura Rosacruz guiada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, utilizando os Auxiliares Invisíveis como instrumentos para restaurar e curar doenças e enfermidades físicas, emocionais e mentais. O trabalho é realizado de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus: “Preguem o Evangelho e curem os enfermos”.
Este trabalho sagrado é realizado em estrita conformidade com os Ensinamentos de Cristo, enfatizando tanto a iluminação espiritual quanto a cura física.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – A Panaceia Espiritual
Quer ver o restante? Clique aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
Falar em pureza nos dias de hoje pode até parecer um contrassenso. Para o ser humano comum este tema será recebido com ironia. Não poderia ser outra a atitude predominante diante do bombardeio de apelos ao sexo e aos vícios desencadeados pelos meios de comunicação.
Não estamos exagerando ao afirmarmos que grande parte da população já está condicionada a tudo o que é degradante. E isso ocorre sob conivente complacência de quem deveria zelar para que tal não acontecesse.
Não pretendemos insinuar que as pessoas, em sua quase totalidade, são moralmente tíbias. Queremos crer que a maioria seja bem formada e intencionada. Mas a repetição contínua dos bombardeios apelativos acaba, fatalmente, por alcançar o subconsciente, findando por obscurecer as boas qualidades. Eis porque o vício se converte numa segunda natureza.
Com pesar notamos alguns indivíduos intelectualmente bem dotados, e outros até estudiosos do espiritualismo, conhecedores dos benefícios de uma vivência pura, se deixar dominar por vícios e maus hábitos de toda espécie.
Não basta conhecer a verdade e almejá-la. Entre compreender e almejar há uma grande distância. Os profissionais de saúde, em geral, conhecem muito bem a higiene e as enfermidades ou doenças. “Conhecem”. Acabam, porém, adoecendo e sofrendo tal como os ignorantes do assunto.
Muitos Estudantes Rosacruzes sabem discorrer brilhantemente acerca de temas transcendentes, mas, incoerentemente, vivem como pessoas comuns. Parecem encontrar-se muito distantes dos princípios que tanto alardeiam.
Por quê? Porque falta a reforma interior, capaz de atingir o subconsciente. Em primeiro lugar, não possuem a fibra e a coragem necessárias para encetarem uma transformação purificadora em seu íntimo. É mais fácil ceder e condescender. São teóricos do espiritualismo, nada além de teóricos.
Não só o Cristo, mas os nobres cavaleiros de nossos ideais estão ameaçados. Parsifal[1] continua lutando e sofrendo pelo mundo, sem poder usar a espada a seu favor. Amfortas continua sofrendo as dores do remorso. A flor aberta, na fachada do Templo de Salomão[2], espera pacientemente pelos puros de coração.
A realização da pureza antecede uma jornada de lutas e quedas. Os valorosos engolem o pó do caminho, mas não desistem. Lamentavelmente muitos ficam. As dores sempre encerram uma lição. Exercita-se a pureza na batalha diária da existência, em meio aos pequenos desafios da vida. Quem não se esforça e morre sem lutar não merece o “Valhala” das bem-aventuranças. Não pode desfrutar da verdade nem provar a sabedoria.
Como aprendemos na Fraternidade Rosacruz que na atualidade, a força sexual criadora (exceto a quantidade insignificante que é necessária para a propagação da Onda de Vida humana para renascer aqui em um Corpo Denso) deveria ser transmutada em Poder Anímico. Portanto, vamos continuar, insistentemente, no caminho da pureza, para que não nos vejamos em situação pior que irmãos e irmãs que abusam, renascimentos por renascimentos, da força sexual criadora.
Enfim, a pureza é um ideal a ser diuturnamente cultivado.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – outubro/1981 – Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII). Foi sua última ópera completa. Wagner descreveu Parsifal não como uma ópera, mas como um Festival para a Consagração do Palco. A grafia de Parsifal feita por Wagner em vez do Parzival que ele usou até 1877 é informada por uma etimologia errônea do nome Percival derivando-a de uma origem supostamente persa, FalParsi significando “tolo puro”. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.
Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.
[2] N.R.: Refere-se ao símbolo do Querubim, com a flor aberta colocada sobre a porta do Templo de Salomão, que transmitia a mensagem para o Aspirante à Vida Superior de que a pureza é a chave com a qual, por si só, ele pode ter a esperança em abrir a porta que conduz a Deus; ou como Cristo se expressou: “Bem-aventurados os puros de Coração, porque eles verão a Deus.” (Mt 5:8).