Resposta: Não estamos muito seguros do que você entende por “Consciência Universal”. É certo que as Hierarquias Criadoras que nos ajudam nesse Esquema de Evolução se empenham em trazer muitas verdades ao nosso conhecimento, sempre que nos mostramos capazes de se beneficiar com elas. Alguns Egos humanos (nossos irmãos e nossas irmãs), em virtude de um árduo trabalho em renascimentos passados, se tornam receptivos a novas ideias em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos Éteres por aquelas Hierarquias Criadoras.
A Epigênese – a habilidade criadora – determina o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. Inventores, por exemplo, certamente conhecem certas Leis da Natureza (que são Leis de Deus) e, portanto, universais que regem a matéria com que trabalham, mas suas invenções – a aplicação prática dessas Leis – provêm de sua habilidade criadora.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1975 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Na Fraternidade Rosacruz é oferecida a Cura Rosacruz guiada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, utilizando os Auxiliares Invisíveis como instrumentos para restaurar e curar doenças e enfermidades físicas, emocionais e mentais. O trabalho é realizado de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus: “Preguem o Evangelho e curem os enfermos”.
Este trabalho sagrado é realizado em estrita conformidade com os Ensinamentos de Cristo, enfatizando tanto a iluminação espiritual quanto a cura física.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – A Panaceia Espiritual
Quer ver o restante? Clique aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
As árvores de todos os tamanhos são Formas de manifestação no Mundo Físico dos mais adiantados Espíritos da Onda de Vida vegetal, ainda não individualizados, e por esta razão evoluindo sob a custódia de Espíritos-Grupo.
Poetas e prosadores cantam a beleza e exaltam sobremaneira os benefícios que auferimos a custo das árvores. Afinal, a cópia do Universo é toda serenidade, beleza e harmonia. Os ecologistas se destacam, atualmente, como vanguardeiros na luta pela preservação do verde. Não só exaltam a magnitude da proteção ao Reino vegetal como propõem as mesmas atenções a todos os Reinos da Natureza.
A Fraternidade Rosacruz também se manifesta a respeito em seus profundos ensinamentos, dando um enfoque todo especial ao tema. A Vida no Mundo Físico se expressa por meio da Forma, sendo mister que essa só aprimore para aquela manifestar-se com mais desenvoltura. Nossa ação é importante no aperfeiçoamento de tudo quanto nasce, cresce e se transforma na face da Terra. Partindo do princípio de que somos representantes de um Reino superior ao mineral, vegetal e animal, assumimos a responsabilidade de contribuir para a manifestação da Vida através daqueles Reinos em ascensão constante.
A diligência e o esmero empregados no trabalho executado com os minerais determinam suas possibilidades de evolução. O Reino vegetal, nós o sabemos, é extremamente dadivoso. Contudo, quando se fala em proteção aos Reinos inferiores, nossa atenção volta-se para o Reino animal, talvez a maior vítima da ignorância humana.
Sob o pretexto de obter alimentos, o ser humano dedica-se a matança dos mais elevados representantes da escala animal. E o faz com isenção plena de compaixão, às vezes com frieza e sadismo deploráveis. Não temos o direito de restringir a vida a seres prestes a individualizar-se. Se necessitarmos de alimentos, os mais adequados a nossa constituição encontram-se no Reino vegetal, pródigo em variedade e qualidade. Os Ensinamentos Rosacruzes afirmam: toda partícula alimentar ingerida contém vida. Antes que ela possa ser agregada ao nosso organismo pelo processo da assimilação, é necessário que a dominemos e sujeitemos. Isso trará harmonia ao nosso Corpo Denso. Quanto mais individualizada for à partícula, tanto mais difícil se tornará sua assimilação.
O animal possui Corpo de Desejos. Cada célula componente de seu Corpo Denso possui uma alma individual, compenetrada pelas suas paixões, emoções e desejos. Eis porque a carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, crustáceos, frutos do mar e afins), como alimento, requer intenso esforço orgânico no processo da assimilação. Inclusive a própria constituição da arcada dentária humana não a recomenda a preparar tal tipo de alimento para ser trabalhado pelo aparelho digestivo.
Seremos coerentes com a nossa condição de seres racionais procurando alimentos no Reino vegetal. Menos individualizados e amplamente adequados as nossas necessidades, substituem com inúmeras vantagens, os elementos oriundos da dieta carnívora, principalmente pela facilidade com que são assimilados.
Analisando os fatos à luz da Ciência Oculta, não nos causa estranheza que inúmeras doenças e enfermidades venham afligindo a Humanidade. As consequências só podem ser funestas quando os atos humanos colidem com as Leis da Natureza, as Leis de Deus. Estas regem a conservação da vida, da espécie e da saúde. Muitas debilidades orgânicas poderiam ser sanadas pela adoção da dieta vegetariana.
Alguém pode objetar estas considerações afirmando que também truncamos o desenvolvimento de um vegetal tirando-lhe a vida para usá-lo como alimento. Porém, isso pode ser esclarecido. Quando a fruta está madura, realizou o seu propósito de servir como matriz para o amadurecimento da semente. Se não é utilizada como alimento, apodrece e perde-se. Além disso, está destinada a servir de alimento ao animal e ao ser humano, proporcionando-se, assim, a semente, oportunidade de crescimento ao espalhar-se em solo fértil. Deste modo não se arrebata a vida, mas ampliam-se as possibilidades de que ela se manifeste.
Além do que foi elucidado, também há razões de ordem moral. Os Ensinamentos Rosacruzes apelam para a razão e sentimento das pessoas, no sentido de que seja observada a primeira lei da Ciência Oculta: “Não matarás”. Cada um deve compenetrar-se de sua responsabilidade como protetor dos mais fracos, inspirando-se nas belas lições de Max Heindel e nas piedosas palavras de Ella Wheeler Wilcox: “Eu sou o defensor do meu irmão e lutarei a sua luta; falarei a palavra em nome do animal e da ave, até que o mundo saiba o que deve fazer”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1982, Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: Nos primeiros capítulos da Bíblia, lemos sobre a “Queda do Homem” no Éden, quando o ser humano tomou para si a força sexual criadora, utilizou-a de forma ignorante e, assim, pecou contra as Leis da Natureza. A propagação é uma faculdade do Corpo Vital — que é a sombra do Espírito de Vida, o segundo aspecto do Tríplice Espírito do ser humano.
Os Querubins são descritos como tendo sido postos de guarda, com uma espada flamejante, quando o ser humano foi expulso do Éden, para que não comesse da Árvore da Vida e se tornasse imortal; pois eles constituem a grande Hierarquia Criadora que regia a Terra durante o Período Solar, Período em que ganhamos o germe do Corpo Vital e foi nos despertado o Espírito de Vida.
Então teve início a longa peregrinação pelo deserto da matéria, e a Arca da Aliança era o símbolo do ser humano nesta fase migratória de sua existência. Durante a peregrinação pelo deserto, as varas utilizadas para transportar a Arca permaneciam sempre em seus lugares, indicando que ela não possuía morada permanente; contudo, ao chegar ao Templo construído sem o som de martelos — o Templo de Salomão —, sua peregrinação chegou ao fim, e as varas foram removidas.
Em sua natureza como símbolo do ser humano, a Arca continha a Tábua das Leis, dado para ensinar ao ser humano a conduta correta. Havia nela a Vara de Aarão que floresceu — um cetro de poder que simbolizava a força espiritual latente em todo ser humano. A lança de Parsifal era como se fosse uma réplica da Vara de Aarão que fora instrumento de dano nas mãos de Klingsor, o Mago Negro, e, também, nas mãos do soldado romano; contudo, o puro e espiritual Parsifal[1] a utilizou para curar as feridas de Amfortas. A Vara de Aarão fora usada entre os egípcios para causar aflição e sofrimento, sendo então ocultada no interior da Arca — simbolizando o fato de que o ser humano, em certo momento, possuíra e utilizara indevidamente o poder espiritual que agora se encontrava oculto em seu interior.
Havia o Pote de Ouro do Maná. Esse não era um alimento para o Corpo, como se explica de forma materialista. A palavra “maná” é quase universal. No sânscrito, temos “manas”, o pensador. No alemão, no inglês, nas línguas escandinavas e em muitas outras, temos a mesma palavra “man” para designar o pensador. A colocação do Pote de Ouro do Maná dentro da Arca comemora o momento em que o Ego penetrou na forma que havia construído e tornou-se um Espírito individual residente em seu interior.
Essa foi a “Queda” nas condições materiais, que tornou necessária a geração de Corpos Densos. Quando o ser humano arrogou para si o poder de gerar a qualquer momento, foi exilado da Região Etérica, para que não se apoderasse do segredo de vitalizar os Corpos imperfeitos que gera e tornasse a evolução impossível.
Como afirmado na primeira parte de nossa resposta, os Querubins foram os autores de nossas forças vitais; portanto, devem guardá-las até que o ser humano esteja apto a exercer o próprio controle sobre elas. Por isso, diz-se que foram colocados no Jardim do Éden portando uma espada flamejante; e é de suma importância notar que, nas portas do Templo de Salomão, havia Querubins que não traziam mais a espada flamejante nas mãos, mas sim uma flor aberta. A flor é o órgão gerador da planta — realizando o ato da geração de maneira pura e isenta de paixão — e, quando o ser humano aprender a tornar-se puro e livre de paixões, de modo que toda e qualquer forma seja concebida imaculadamente, ele poderá entrar no Templo de Deus assim como a Arca entrou no Templo de Salomão. Poderá ali permanecer — fato simbolizado pela remoção das varas de transporte — e conforme profetizado no Apocalipse, onde o Espírito declarou: “Ao que vencer, fá-lo-ei coluna no templo do meu Deus, e dele jamais sairá“[2].
(Pergunta nº 88 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. Estreou no mês de julho de 1882. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII). Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. É vagamente baseada em Parzival, atribuído a Wolfram von Eschenbach, um poema épico do século 13 do cavaleiro arturiano Parzival (Percival) e sua busca pelo Santo Graal (século XII). Foi sua última ópera completa. Wagner descreveu Parsifal não como uma ópera, mas como um Festival para a Consagração do Palco. A grafia de Parsifal feita por Wagner em vez do Parzival que ele usou até 1877 é informada por uma etimologia errônea do nome Percival derivando-a de uma origem supostamente persa, FalParsi significando “tolo puro”. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Este, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.
Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.
[2] N.T. Apo 3:12
Pouca gente imagina a possibilidade de uma relação entre a cura e o Perdão dos Pecados. Aliás, quase ninguém sequer cogita dessa realidade que é o Perdão dos Pecados.
Para começar, veja o que S. João relata no seu Evangelho (5:6-9): “Jesus, vendo-o deitado e sabendo que já estava assim havia muito tempo, perguntou-lhe: ‘Queres ficar curado?’. Respondeu-lhe o enfermo: ‘Senhor, não tenho quem me jogue na piscina, quando a água é agitada; ao chegar, outro já desceu antes de mim’. Disse-lhe Jesus: ‘Levanta-te, toma o teu leito e anda!’. Imediatamente o homem ficou curado. Tomou o seu leito e se pôs a andar.”.
Mas, como se define o pecado?
Objetivamente podemos afirmar que é uma ação contrária à lei. Se você pensou que estamos falando da Lei de Moisés, os Dez Mandamentos, pensou corretamente. A Lei, em verdade, é algo muito mais amplo e profundo do que o decálogo recebido por Moisés na montanha. É tão importante que o Cristo asseverou categoricamente que não viera revogá-la, mas cumpri-la. Ele a observou, mas propôs dois mandamentos que a abrangem e transcendem: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a Si mesmo.
Do ponto de vista esotérico, o pecado é uma transgressão a uma Lei da Natureza que é uma Lei de Deus. As Leis da Natureza se harmonizam e mantêm o equilíbrio no Cosmos. Toda vez que alguém as transgrida provoca um desequilíbrio e em consequência uma reação em forma de sofrimento e/ou dor. Portanto, a dor e/ou o sofrimento é uma maneira de aprendermos a lição da harmonia. S. Paulo, em sua Epístola aos Gálatas (6:7), afirmou: “O que o homem semear, isso mesmo ele colherá”.
A luz do ocultismo, se cometemos um erro somos inexoravelmente penalizados? Realmente não. O Perdão dos Pecados é um fato. Entretanto, há pré-requisitos para que ele opere. Um deles é a vontade aliada à iniciativa. Há necessidade de ação que se manifeste através do arrependimento, reforma e restituição.
Primeiro, o arrependimento. S. João Batista não pregou filosofias ou doutrinas. Sua mensagem era o arrependimento dos pecados cometidos. Era um meio de preparar as pessoas para o Cristianismo. Sabia que o Cristo ofereceria a Graça, o Perdão dos Pecados, mas isto depende da transformação da consciência de cada um. Arrependimento é uma mudança da Mente e do Coração em relação ao ato pecaminoso. Porém, o remorso exagerado é nocivo, debilitando as correntes do Corpo de Desejos e afetando as Glândulas Endócrinas. Vemos, então, como tudo depende de um processo interno.
Em segundo, a reforma íntima, pois só o arrependimento não é suficiente para o recebimento da Graça. Quem para no arrependimento fica apenas na intenção. É necessária uma ação efetiva, dinâmica, que se consubstancie na reforma de caráter. Isso ocorre quando transmutamos nossos maus hábitos nas virtudes opostas. Reforma íntima significa restauração, renovação e reconstrução. Envolve discernimento (e só conseguimos fazer isso se praticarmos cotidianamente o Exercício Esotérico Rosacruz de Observação e o seu complemento, o do Discernimento). É uma prova de valor e paciência. Quando nos transformamos internamente tudo se modifica em nossa vida.
Em terceiro, a restituição que é quando prejudicamos alguém devemos promover a restituição, a compensar, de alguma forma, o mal que lhe fizemos. Se não pudemos reparar, pela ausência do prejudicado ou outra razão qualquer, podemos fazê-lo servindo a outra pessoa. Eis porque a tônica da Fraternidade Rosacruz — serviço — tem um cunho libertador. O serviço focado na Divina Essência do irmão ou da irmã, prestado de uma forma amorosa e desinteressada (portanto, o mais anônimo possível) nos envolve na consciência da unidade. Através dele nos sentimos unos com toda a criação, nos tornando incapazes de ferir, ofender ou prejudicar qualquer ser vivo.
Libertamo-nos dos pecados quando em nossa consciência admitimos ter errado e nos propomos a não mais repetir a falta cometida. A evolução é fundamentalmente uma questão de consciência. O desenvolvimento dessa consciência ocorre principalmente através do Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção. Quando estudamos o Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, descobrimos “que talvez esse seja o mais importante Ensinamento Rosacruz”.
O Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção nos oferece uma visão objetiva de nós mesmos. A constância e sinceridade com que é praticado acaba por limpar o nosso Átomo-semente do Corpo Denso das gravações indesejáveis ali impressas ensejando, assim, a evitar o sofrimento purgatorial. Se praticamos com fidelidade Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção, partindo decididamente para: o arrependimento, a reforma e a restituição, demonstraremos ter aprendido as lições nesse renascimento aqui, não necessitando fazê-lo futuramente. Isto é o Perdão dos Pecados!
O ensinamento alusivo ao Carma, ensinado pelas escolas orientais, não satisfaz plenamente as necessidades humanas de quem escolheu nascer no ocidente! Os princípios Cristãos abrangem tanto a Lei de Causa e Efeito como o Perdão dos Pecados e satisfaz plenamente todas as necessidades que precisamos.
Esse ato volitivo começa com o Corpo Vital. Na Oração do Senhor (o Pai-Nosso) encontramos uma oração exclusiva para o Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Através da repetição se forma a Alma Intelectual, importante no processo de criação de bons hábitos.
Um bom hábito é não reagir emocionalmente diante de uma situação ou circunstância desequilibrante ou de uma provocação. Se não reagirmos emocionalmente não estaremos implicados na questão e em suas consequências, além do que tudo isso diz respeito à nossa saúde. O pecado ou transgressão afeta a saúde.
Cristo deixou bem claro que o que quer que aconteça no exterior tem sua origem no padrão existente na Mente da pessoa. Se analisarmos todas as Curas efetuadas por Cristo verificaremos que três são as condições para que se realizem: 1) Não pecar mais; 2) Ter bom ânimo; 3) Ter fé. Portanto, tudo depende do estado de consciência de cada um, principalmente o Perdão dos Pecados e a saúde física, mental e emocional.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/fevereiro/1988-Fraternidae Rosacruz-SP)
Quando ligamos o ferro elétrico e ele não funciona, examinamos a resistência, o fio ou os fusíveis. Não desesperamos diante do ferro, exclamando: “Ó eletricidade, por favor, desça ao meu ferro e faça-o funcionar”.
Sabemos muito bem que embora o mundo todo esteja cheio daquela força misteriosa a que chamamos de eletricidade, somente aquela porção que flui ao encontro da resistência do ferro é que o faz funcionar.
O mesmo princípio se aplica à energia criadora de Deus. Todo o universo está cheio dela, mas apenas a porção que flui através de nosso ser realmente nos beneficia.
Muitas vezes tentamos fazer essa energia criadora operar em nós por meio de preces e pedidos a Deus para que faça isto ou aquilo. E como Ele não faz nem uma coisa e nem outra, nós concluímos que não há valor na oração, uma vez que Deus age como entende, sem consultar aos nossos desejos. Em outras palavras, duvidamos da disposição ou da habilidade divina em realmente produzir em nossas vidas os resultados que desejamos. Não duvidamos de nossa própria habilidade em chegarmos à Sua presença e nos enchermos d’Ela, mas sim de Sua Disposição em se chegar a nós e encher-nos d’Ele.
Deus está tanto dentro de nós como em nosso redor. Afinal, Ele é onisciente, onipotente e onipresente. Ele é a Fonte de toda a Vida, o Criador do Universo com as inimagináveis profundidades interastrais. Mas Ele é também a vida que habita em nós. E, assim como todo o mundo cheio de eletricidade não iluminará uma casa a menos que a casa esteja preparada para receber eletricidade, assim a vida infinita e eterna de Deus não nos pode ajudar, a menos que estejamos preparados para receber aquela vida em nós mesmos. Somente a quantidade de Deus que pode caber em nós, a nosso proveito, operará.
“O Reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17:21), disse Cristo-Jesus. E a Luz Interna que em nós habita, o lugar secreto da Consciência do Altíssimo em nossos corações é que constituem o Reino de Deus em sua manifestação terrena. Aprender a viver no Reino dos Céus é aprender a acender a luz de dentro de nós.
Devemos aprender que Deus não é um soberano irracional e impulsivo, que quebra suas próprias Leis de Deus à vontade. Logo que aprendemos que Deus faz coisas por nosso intermédio e não para nós, o assunto se torna tão simples e impressivo como o nascer do Sol.
“Mas Deus é onipotente!”, dizem alguns. “Ele pode fazer o que quiser!”. Certamente, mas Ele criou um mundo que se rege por Leis de Deus e Ele não gosta de quebrar essas suas Leis de Deus!
Ele pode produzir viçosas respostas à nossa oração, se nós adaptarmos os tabernáculos terrestres de nossa habitação às Suas Leis de Amor e Fé, de forma que se estabeleçam os pré-requisitos da oração respondida.
Algum dia o mundo virá a entender esse fato da mesma forma que hoje entende o milagre das ondas sonoras, pois, os milagres de uma geração são os lugares comuns da geração seguinte.
Algum dia nós entenderemos os princípios científicos que subjazem aos poderes milagrosos de Deus, e aceitaremos Sua intervenção com tanta naturalidade como aceitamos o rádio.
Muitos verdadeiros milagres sempre ocorrem! E nenhum deles quebram as Leis Deus. O que ocorrem é que muitas das Leis de Deus nós ainda não conhecemos. Sempre que ocorre é uma superimposição duma Lei de Deus mais alta da vida sobre outra mais baixa. Foi, portanto, o cumprimento das Leis da Natureza, que nada mais são do que as Leis de Deus. Se se pensa sobre o milagre não como a quebra das leis de Deus, mas como o uso que Ele mesma faz de Suas Leis, então o mundo está cheio de milagres.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: A Lei do Renascimento tem como companheira a Lei de Causa e Efeito. É evidente que deve haver muitas causas desencadeadas por todos nós e que não trarão efeitos nesta vida. Por exemplo, um marido está doente e é cuidado pela esposa com grande abnegação. Obviamente, existe uma dívida aí, e se a doença continuar até o término da vida do marido, não haverá nessa vida oportunidade para a retribuição desses cuidados. Mas, se soubermos quais são as Leis da Natureza e como elas funcionam, saberemos que elas não são anuladas por questões tão pequenas como o cessar da vida em um certo Corpo Denso. Se fraturarmos um membro, ele não estará recuperado no dia seguinte, embora possamos ter dormido à noite inconscientes da nossa dor; mas, ao acordarmos, o membro estará praticamente nas mesmas condições do dia anterior. Assim também ocorre com os atos praticados no Corpo Denso em uma vida. Embora atravessemos a vida entre a morte e um novo nascimento, e agora estejamos inconscientes de vidas anteriores, quando iniciamos uma nova vida terrestre, a Lei de Associação e as causas geradas numa vida terrestre anterior, nos levarão a um novo ambiente onde encontraremos os nossos antigos amigos e antigos inimigos. Nós também os conhecemos, embora talvez não reconheçamos diretamente. Às vezes, porém, conhecemos uma pessoa pela primeira vez e nos sentimos atraídos por ela; sentimos como se a conhecêssemos a via toda e que poderíamos confiar nela com tudo que possuímos. Isso ocorre porque nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), vemos um antigo amigo e o reconhecemos, embora sejamos incapazes de imprimir esse reconhecimento no nosso cérebro atual. Ou talvez possamos encontrar uma pessoa e sentir que não gostaríamos de estar em sua companhia; instintivamente, não gostamos dela, embora não tenhamos motivo do ponto de vista comum; mas também nesse caso é o nosso (o do realmente somos: um Ego) reconhecimento que faz a ponte com o passado e vê um antigo inimigo. Assim, nossos gostos e desgostos instintivos são guias, ditados por experiências anteriores e, geralmente, se mostrarão confiáveis à luz de experiências subsequentes.
(Pergunta nº 69 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: Os astrólogos materialistas consideram Urano, Saturno e Marte como Planetas maléficos, enquanto Vênus e Júpiter são considerados benéficos. No Reino de Deus não existe “maléfico” ou “mal”. Aquilo que aparenta ser o mal é apenas o bem em processo de formação. Tampouco se deve imaginar que as influências de qualquer Planeta atuem para nos atormentar. Viemos a este mundo para obter certas experiências necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual, e quando buscamos compreender as influências astrais (ou seja: do Sol, da Lua e dos Planetas), descobriremos que elas são fatores poderosos para nos ajudar a obter justamente essa experiência. Saturno é o punidor. Quando nos desviamos do caminho da retidão, intencionalmente ou não, não nos é permitido continuar no mal, pois Saturno vem para nos deter. Talvez tenhamos recebido uma herança; nós a usamos mal e a desperdiçamos totalmente. Ao fazermos isso, geralmente também maltratamos nosso Corpo Denso. Então, surge um Aspecto (Conjunção adversa, Quadratura e/ou Oposição) com Saturno, uma doença é ativada – ou seja: se manifesta no nosso Corpo Denso – e ficamos debilitados. Somos forçados a fazer dieta alimentar e a dar um descanso ao nosso Corpo Denso e, como resultado, nos recuperamos da doença como um novo homem ou uma nova mulher. Mas a questão é: aprendemos a lição? Durante nosso repouso como um doente acamado, tivemos tempo para refletir sobre a vida que temos levado. Será que analisamos nossa vida a ponto de compreender as causas que nos levaram a esse estado de doença? Se sim, saímos dessa com lucro. Pois assim saberemos como agir melhor e evitar as armadilhas que podem causar a ativação de mais doenças no futuro. Ou, tendo nossa herança sido completamente dilapidada, nos encontramos de bolsos vazios na rua. Talvez não tenhamos a quem recorrer em busca de ajuda; somos então forçados a pensar e a abrir caminho por nós mesmos. Nossos talentos foram inúteis enquanto desperdiçávamos nossos recursos financeiros. Na pobreza, nossos talentos se tornam úteis, somos forçados a usá-los para fazer nossa parte no trabalho do mundo. Perdemos nossa herança, mas o mundo ganhou um trabalhador, e se aprendemos nossa lição dessa maneira, então a influência de Saturno foi uma bênção disfarçada.
E assim é com tudo no horóscopo que possa parecer “maléfico”. Além disso, quanto mais espiritualizados (ou seja, priorizemos a espiritualidade na nossa vida cotidiana) nos tornamos, menos esses chamados Planetas ou Aspectos adversos nos afetarão promovendo obstáculos ou bloqueios que nos fazem sofrer. Eles são transmutados para o bem. Saturno não trará desastre a uma pessoa espiritualizada, mas persistência; não doença, mas qualidades e estados que nos mantém fisicamente fortes; e assim, ao nos conformarmos às Leis da Natureza, vivendo nossas vidas em harmonia com os Astros, nós os dominamos e transformamos nossas vidas como nós desejarmos.
A maior parte da Humanidade segue a correnteza e age de acordo com as tendências implantadas pelas influências astrais. Portanto, um astrólogo pode prever o que farão com uma precisão admirável. Mas quanto mais um homem ou uma mulher vive a vida espiritual (ou seja, prioriza a espiritualidade na vida cotidiana dele ou dela), mais se torna um fator a ser levado em consideração, e as previsões do astrólogo falharão, no que lhe concerne, na medida em que atingir esse nível de espiritualidade.
Os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) são nossos auxiliares na evolução. Eles não são corpos mortos de matéria, mas sim corpos vivos, pulsantes e vibrantes de Grandes Inteligências Espirituais chamadas, na Religião Cristã, de os Sete Espíritos diante do Trono. À medida que mudamos, a influência deles sobre nós também muda, mas não escapamos dessa influência pelo simples fato da morte. Quando a aurora de uma nova vida despontar para nós, despertaremos com um novo horóscopo, e se tivermos buscado o crescimento espiritual, ter aprendido as lições que os Anjos Astrais nos ensinaram na vida passada, teremos novos Aspectos e novas posições astrais para nos auxiliar ainda mais no Caminho de Evolução. Por outro lado, se tivermos lutado inutilmente para não aprendermos as lições, nos rebelando ou resistindo a dores e os infortúnios provocados justamente pela nossa teimosia, descobriremos que as pressões serão maiores, que estaremos sob influências mais fortes e restritivas, de modo que, no fim, teremos que aprender as lições nessas condições piores do que nas vidas passadas. Assim, quanto mais rápido aprendermos, melhor para nós.
(Pergunta nº 161 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: Era missão de Jeová e dos seus Anjos multiplicar tudo o que existe sobre a Terra. Em outras palavras, Ele era o doador de filhos. Veja o anúncio do Anjo à Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti e conceberás”[1]. Aí você já tem uma ligação; mas como há sempre dois lados em toda questão, também há dois lados no que se refere ao Espírito Santo. Uma fase da Sua obra é realizada de fora para dentro, como um doador de Leis, e a Lei, quando aplicada de fora para dentro, é como um feitor que nos impulsiona a fazer isto ou aquilo, ou nos proíbe de fazer outras coisas. Exige olho por olho e dente por dente[2]. Eis aí Jeová, o criador da Lei; mas, quando chega o tempo em que recebemos a Lei dentro de nós e não somos mais impelidos por meios externos, o feitor se torna o Consolador. Todo universo é regido por Leis. Tudo no mundo se baseia em Leis, e elas são tanto nossa proteção quanto nosso feitor.
Pela manhã, deixamos os nossos lares sem nos preocuparmos, confiantes na lei da gravidade que manterá tudo nos seus devidos lugares durante a nossa ausência. Sabemos que, ao retornarmos, encontraremos tudo como deixamos, embora o nosso Planeta esteja se movendo em sua órbita a uma velocidade em torno de 105 mil quilômetros por hora. Nossa força motriz depende da expansão dos gases. Na verdade, tudo na Natureza é regido por Leis e, quer o saibamos ou não, somos seus escravos até que, por meio do conhecimento, aprendamos a usá-las, a cooperar com elas e, assim, fazê-las cumprir nossas ordens e nos poupar trabalho.
Da mesma forma, o mesmo ocorre com as Leis morais fornecidas por Jeová no Monte Sinai. Elas foram designadas para nos conduzir a Cristo, e quando Cristo nasce dentro de nós, a Lei do Espírito Santo também penetrará. O ser humano é, então, simbolizado pela Arca da Aliança que ficava no Sanctum Sanctorum e que continha dentro de si as Tábuas da Lei[3]. Observe que o Consolador que veio para os seres humanos de outrora não era um Consolador externo, mas alguém que operava internamente, alguém que entrava neles e se tornava parte deles. Quando o Espírito da Lei, o Espírito Santo, entra em nós, Ele é o Consolador, porque fazemos de boa vontade as coisas que são impulsionadas por esse estímulo interno, enquanto nos ressentidos e nos queixamos de cumprir as ordens do feitor externo.
(Pergunta nº 72 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Lc 1:35
[2] N.T.: Ex 21:24 e Lv 24:20
[3] N.T.: no Tabernáculo no Deserto