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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Problemas da Intimidade: Quem se desilude é porque se iludiu primeiro

Apelando para a sabedoria popular, costuma dizer nosso “caipira”: “para conhecermos alguém é preciso comermos juntos um saco de feijão”, isto é, conviver durante um tempo razoável com ele. De fato, a convivência traz a intimidade e esta nos revela a pouco e pouco as fraquezas e virtudes de seu caráter.

E como ainda uma grande maioria das pessoas está engatinhando no Cristianismo Esotérico e “bebendo do leite da doutrina”, tem a tendência inferior de ver e exaltar os defeitos e se lembrar pouco das virtudes.

A Filosofia Rosacruz nos ensina que todos nós, mesmo os selvagens, temos algo de bom, que deve ser exaltado e cultivado. No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz estudamos um trecho de uma história em que Cristo e seus Discípulos, passando pelo cadáver em putrefação de um cachorro, disse: “As pérolas são menos alvas que seus dentes”. Num espetáculo que parecia inteiramente nauseabundo e feio encontrou Ele motivo de beleza, porque sabia dos benéficos efeitos que produzia sobre o Mundo do Desejo, ao “procurar o bem em todas as coisas”. E no fim de nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo repetimos sempre que o oficiamos: “esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir a divina essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”.

No entanto, verificamos todos os dias que muitos de nós, Estudantes Rosacruzes, nos esquecemos desses princípios e nos deixamos arrastar pelos antigos hábitos de crítica destrutiva. Ora, um hábito com outro se corrige. Não é possível conciliarmos hábitos errados do passado com a formosa Filosofia Rosacruz. “Não se põe remendo novo em vestido velho” (Mt 9:16, Mc 2:21 e Lc 5:36), senão, que “devemos morrer todos os dias” (ICor 15:31) nas coisas erradas para formar o novo ser humano.

Aqueles que entram na Fraternidade Rosacruz e dela se afastam quando percebem um defeito em outro irmão ou em outra irmã não compreendeu que constituímos uma Escola de ensino e prática do Cristianismo Esotérico, ou seja, de aperfeiçoamento Cristão e, apesar de nossas falhas e defeitos, procuramos fazer o melhor possível.

Além disso, o que nos deve fixar na Fraternidade Rosacruz não são as pessoas, mas o ideal Rosacruz. É verdade que devemos dar o melhor exemplo possível, “dentro de nossas forças”, pois, os principais colaboradores estão, de certo modo, como a cidade edificada sobre o monte ou o lampião do velador (Mt 5:14-15), algo destacados e mirados pelos principiantes como indivíduos melhores. Daí, muitas vezes, a decepção e afastamento de um novo Estudante Rosacruz quando percebe neles algum defeito.

Repetimos: busquemos cada um o ideal Rosacruz, ou seja, cumprir o programa de aperfeiçoamento interior que por si não dá tempo para reparar nos outros – pois há muito que aprender e praticar – e procurar ver em tudo o que há de bom (que sempre existe).

Errar é próprio de cada um de nós e pelo fato de alguém entrar na Fraternidade Rosacruz não quer dizer que seja um santo ou que, após tantos anos por estar ali, se converta num Iniciado.

Afinal, quem se desilude é porque se iludiu primeiro. Quem ensina a por pedestais sob dirigentes? Max Heindel nos ensina que o mundo é uma escola – a Escola da Vida – e a Fraternidade Rosacruz uma escola que veio para lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto de vista científico, em harmonia com a Religião, e onde são fornecidos a todos os meios de se elevarem com suas próprias forças (e não por forças externas) ao domínio de si mesmo e, desse modo, alcançar a possibilidade de cruzar os portais da Iniciação para a Ordem Rosacruz. Na Fraternidade Rosacruz aprendemos que até os Iniciados erram e é com isso que aprendem cada vez mais.

Não estamos defendendo as fraquezas nem os defeitos. Todos devemos nos esforçar para dar o melhor exemplo possível e se alguém escorrega, então o que devemos fazer como Cristãos é ajudá-lo de modo inteligente e construtivo e não o enterrar mais com as vibrações maléficas de nossos maus pensamentos e nossas más palavras de ferina crítica, pois sabemos que “todos colhem conforme semeiam” (Gl 6:7-8), tanto os que criticam como os que realmente erram.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nossa Capacidade de Servir nos Conhecendo Melhor

Em qualquer plano, à medida que ampliamos nossa capacidade, também se amplia nossa utilidade.

Se esta é uma verdade indiscutível para a vida terrena, o é mais ainda para a vida espiritual. Assim, podemos dizer que, se a cultura religiosa não torna alguém mais Cristão, também não é somente a vivência que sustenta o Cristianismo. A fé que reside apenas na vontade e no sentimento corre um grande risco. Em momentos de crise faltará sustentação do intelecto para dizer: não estou entendendo nem sentindo como gostaria, mas conheço o suficiente para tirar uma conclusão. Dificilmente uma fé sobreviverá sem a base sólida ou suficientemente sólida da doutrina.

A tônica dos Ensinamentos Rosacruzes é servir. Mas será que não corremos o risco de nos acomodarmos ao serviço amoroso e desinteressado que procuramos executar e muitas vezes realmente o executamos, esquecendo-nos de que se aumentássemos nosso conhecimento, por meio do estudo, dos Ensinamentos Rosacruzes poderíamos servir mais e melhor, reconhecendo realmente todas as oportunidades que se nos apresentam sem deixar passar alguma que, às vezes, nem percebemos serem oportunidades de serviço?

E se, aumentando nossa capacidade de servir nesse plano material aumentamos proporcionalmente nossa capacidade de servir nos planos internos, será que temos plena consciência da nossa responsabilidade ao nos contentarmos em permanecer na situação espiritual que julgamos ter, sem melhorar ou melhorando muito aquém do que poderíamos e deveríamos, já que temos o privilégio enorme de sermos chamados pelos Irmãos Maiores para colaborar com eles na redenção da Humanidade?

Temos a tendência em achar que, se fazemos o máximo pelos outros está tudo certo. Mas será que esse máximo que fazemos é realmente do que seríamos capazes se ampliássemos nossas capacidades, se estudássemos mais, se procurássemos colocar em nossos atos um embasamento maior de conhecimentos da Filosofia Rosacruz?

Tudo na natureza está na divina ordem: se não somos Auxiliares Visíveis, jamais chegaremos a Auxiliares Invisíveis. Se não trabalhamos pelos nossos irmãos e pelas nossas irmãs, aqui e agora, aqueles que, com palavras e gestos muitas vezes imploram nosso auxílio, que credenciais teríamos para trabalhar como Auxiliares Invisíveis? Se o Mundo Físico é o “baluarte da evolução”, temos de trabalhar nele, antes de trabalhar em outros Mundos. Deus respeita tanto nosso livre arbítrio que, se não servimos aqui e agora por nossa livre e espontânea vontade, onde praticamente tudo depende de nós, Ele não nos levará a servir no outro lado. Se não queremos servir aqui, quem garante que o queiramos do outro lado?

À medida que servimos, nos tornamos aptos a receber maiores e melhores oportunidades de serviço. Precisamos estar atentos a essas oportunidades e aproveitá-las todas, para formarmos o nosso Corpo-Alma, nosso dourado manto nupcial, pois não sabemos quando Cristo virá nos chamar para as bodas místicas.

No nosso Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção examinemos mais cuidadosamente o que deixamos de fazer e, se o que fizemos foi tão bem-feito como o deveria, por falta de capacidade nossa. E assim poderemos nos conhecer melhor e ampliar nossa capacidade para cada dia podermos ser de maior utilidade na “Vinha do Senhor”.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – outubro/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Estudos Bíblicos Rosacruzes – Novo Testamento

“Deus é Luz”
“Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” – para quem serve essa sentença?
“Morro Todos os Dias!”
“Paz na Terra e Boa Vontade entre os Homens”
“Vigiar e Orar”: Você Pratica no Seu Dia a Dia?
“Vós Sois Meus Amigos”: fomos ensinados a praticar essa frase no nosso cotidiano
A Água Viva lhe mostra: Você sofre porque quer, teme porque quer
A Astrologia e a Páscoa
A “Bíblia” na Nova Era – O Livro dos Atos
A Cada Dia Seus Cuidados
A Criança Prodigiosa
A Crucifixão: compreensão esotérica revela que essa experiência é uma consumação gloriosa do Caminho da Cruz
A Cura e o Perdão dos Pecados
A Dádiva da Graça
A Divina Essência Oculta Dentro de Você e o Que Fazer Com Ela
A Estação da Alegria
A Estação da Primavera
A Fé Cega e a Razão Santa
A Fé e o Mundo Material
A Fé sem Obras é Morta: o Exercitamento Incessante da Vontade
A Ilha de Patmos
A Imaculada Conceição
A importância de alcançar o autocontrole para cura das doenças como a hanseníase
A importância de ver o bem repetindo a frase: “Tudo Posso n’Aquele que Me Fortalece”
A Iniciação Cristã Mística
A Interpretação Esotérica da Parábola do Semeador
A Língua: tenha cuidado com ela
A Luz do Mundo: onde, de fato, ela está?
A Misericórdia e a Piedade
A Misericórdia, a Piedade, a Paz e o Amor
A Missão de Maria
A Mulher Vestida de Sol
A Oração do Senhor – o Pai-Nosso
A Oração Necessária, mas Não Suficiente
A Oração: como devemos orar e para que devemos orar
A Origem do Cristianismo Esotérico: Essênios, Iniciações e Christian Rosenkreuz
A Origem do Tabernáculo: a primeira Igreja da Humanidade
A Originalidade do Cristianismo
A Palavra Criadora
A Páscoa e a Unidade com Deus
A Religião Cristã e as outras Religiões
A Renovação e Consagração
A Revelação de João, O Evangelista
A Revelação de São João, o Divino – A Visão de Patmos
A Revelação de São João, o Divino: a Besta que saiu do Mar
A Sagrada Família e as Três Classes Sociais que existiam naquele tempo
A Segunda Vinda de Cristo
A Significância Esotérica da “Parábola da Rede”
A Significância Esotérica de que o Tabernáculo no Deserto era uma sombra das coisas boas que viriam
A Sombra da Cruz: Recebemos Nossa Cruz em Proporção as Nossas Forças
A Substituição dos Festivais que celebravam o Sol pela Celebração do Natal
A Tentação e a Sua Importância no Discernimento do Bem e do Mal
A Transfiguração e o Exorcismo
A Última Ceia e o Lavapés: o domínio dos poderes espirituais
A Unidade de Cada Um com Todos
A Virgem Maria e os Evangelhos
A Vitória que vence o Mundo: a Nossa Fé!
Almas perdidas ou atrasadas na evolução?
Amor a Deus
Análise do Pai Nosso, a Oração do Senhor
As Bem-aventuranças – Apresentação – Introdução
As Chaves do Reino dos Céus
As Manifestações da Luz de Cristo
As Núpcias do Cordeiro
As Quatro Marias
As Raízes do Amor Segundo o Apóstolo
As Tentações no Deserto e como correlacionamos com as nossas do dia a dia
As Três Cidades Que Hospedaram o Cristo
Astrologia e Religião
Buscando a Verdade no Mundo dos Efeitos e das Causas
Cada um tem a sua Besta
Canais da Ação Divina: Não Procurar fazer Valer a sua Vontade, mas sim a Vontade de Deus
Carregai os Fardos Uns dos Outros…
Carregue Sua Cruz Com Classe
Chamados a serem Santos
Como aumentar a nossa fé nos livrando do nosso espírito mercenário
Como Combater o Bom Combate
Companheirismo
Cristianismo: o que é e o que deixa de ser
Diferenças entre Exoterismo e Esoterismo
Domingo de Ressurreição – uma interpretação esotérica
Duas Formas de Caridade
Em Busca da Paz
Embora Cristo tenha nascido mil vezes…
Entendendo a Doutrina do Perdão dos Pecados
Entendendo a nossa situação antes e durante o tempo da primeira vinda de Cristo: o Povo Escolhido – Semelhanças com alguns aspectos atuais
Essênios – Os Precursores de Cristo
Estudos Bíblicos Rosacruzes: Significância Esotérica de alguns pontos – Evangelho Segundo S. Mateus
Evidências do Renascimento na Bíblia
Existe alguma citação na Bíblia que sustente a teoria do Renascimento?
Fatos Interessantes sobre a Bíblia
Fé: a confiança n’Ele
Jesus e Sua Sublime Missão
Jesus pertence à Nossa Humanidade
Levantar o Morto: o caso de Tabita que quer dizer Dorcas
Luz Mística: Maria a mãe de Jesus – o exemplo de um alto Iniciado que veio como mulher
Luz: o Presente do Espírito Santo
Maria e Marta
Maria, Mãe de Jesus: um Iniciado de alto grau
Milagres de Ressuscitação ou Ressurreição?
Na Busca de Cristo: quem você acha que Ele realmente é?
Não dê esmolas diante de outras pessoas
Não se detenha na Comemoração Histórica do Natal
O “Novo Homem”
O “Filho do Homem” e o “Filho da Viúva”
O “Pão e o Vinho” Místicos
O Apocalipse – Uma Introdução
O Apóstolo em Cada Um
O Bebê de Belém
O Bom Pastor e as Ovelhas desse e de Outros Apriscos
O Caminho para Frente e para Cima alinhado ao Cristianismo Esotérico
O Céu dentro de Nós
O Consolador: saber quem é para não fazermos confusões e não usar no nosso dia a dia
O Crescimento Espiritual por meio do servir ao irmão e à irmã
O Discípulo André se correlaciona com o Signo de Touro
O Discípulo Felipe se correlaciona com Signo de Sagitário
O Discípulo Mateus se correlaciona com o Signo de Aquário
O Discípulo Natanael se correlaciona com o Signo de Câncer
O Discípulo Pedro se correlaciona com o Signo de Peixes
O Discípulo Simão se correlaciona com o Signo de Capricórnio
O Discípulo Tiago, irmão de João, se correlaciona com o Signo de Áries
O Discípulo Tomé se correlaciona com o Signo de Gêmeos
O Equilíbrio entre os Dois Polos
O Evangelho Segundo S. João: os Cinco Primeiros Versículos
O Evento Anunciação no Caminho de Preparação e Iniciação Cristã
O Evento Imaculada Concepção no Caminho de Preparação e Iniciação Cristã
O Evento Sagrado Nascimento no Caminho de Preparação e Iniciação Cristã
O Filho Pródigo – uma Faceta Interpretativa
O Getsemani de Cada Um de Nós
O Grande Mistério do Gólgota
O Livro sem Prefácio
O Mandamento dos Ricos: “a Deus ou a Mamon”?
O Metal que soa ou o Sino que tine
O Milagre dos Peixes
O Mistério da Imaculada Conceição (Concepção)
O Natal e Nós
O Poder da Nossa Palavra
O Poder da Páscoa: você entende o que ocorre nesse momento todo o ano?
O Poder de “ordenar aos demônios”
O Poder Que Flui Através de Nós
O Reino dos Céus: de que lado você está?
O Ser Humano, o Lírio, a Páscoa
O Significado da Ressurreição de Lázaro: um marco
O Significado da Sentença “Eu não vim trazer a Paz, mas uma Espada” proferida por Cristo
O Significado Esotérico de: “não a paz, mas sim a espada”
O Significado Esotérico do Tempo do Advento antes da Noite Santa
O Significado Oculto da Sexta-feira, conhecida como “da Paixão”
O Simbolismo de Natal e como devemos aproveitar esse momento único no ano
O Templo de Deus: o mais valioso instrumento do ser humano
O Uso da Oração do Estudante Rosacruz e as Obras
O Verbo: quando Deus envia Seu poder na forma de som
Oitava e Nona Bem-Aventuranças
Onde encontro, na Bíblia, algum argumento ou passagem sobre a imperecibilidade da Alma?
Observando os Sacramentos Cristãos atraímos o Raio do Cristo
Os Céus Proclamam a Glória de Deus: conheça isso e utilize no seu dia a dia
Os Dois Caminhos: a porta estreita e a porta larga – o que você escolhe?
Os Doze Poderes de uma Pessoa Crística
Os Fariseus e os Saduceus
Os Fogos de São João
Os Mistérios dos Céus: Sete Parábolas e suas Correlações com os Períodos Evolutivos
Os Pastores Iniciados
Os Quatro Evangelhos Segundo: São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João
Os Quatro Graus para Chegarmos a Deus
Os Sacramentos Cristãos
Os Sacramentos Cristãos: Exercícios reais espirituais ou disciplinas de grande poder
Os Salvos dos Períodos de Tribulação
Os Três Graus do Discipulado – Parte I – Grau Mestre – São Tiago, São João e São Pedro
Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – Santo André
Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – São Felipe
Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – São Mateus
Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – São Natanael ou Bartolomeu
Os Três Graus do Discipulado – Parte II – Grau Fraternidade – São Tomé ou Tomás
Os Três Homens Sábios
Os Três Reis Magos
Os Verdadeiros Presentes de Natal, Seus Símbolos e o maior Presente de todos
Panorama da Bíblia: quem a escreveu e por quanto tempo
Páscoa: o Amanhecer de um Alegre Dia
Possessão Demoníaca
Pregar o Evangelho
Primeira Bem-Aventurança: “Felizes os mendigos de espírito, porque deles é o Reino dos Céus”
Quarta Bem-Aventurança: “Felizes os famintos e sequiosos de perfeição, porque eles serão satisfeitos”
Quem é o “O cego vê e o surdo ouve” e quem não é
Quem eram os Saduceus e os Fariseus
Quinta Bem-Aventurança: “Felizes os misericordiosos, porque eles obterão misericórdia”
Recolhimento ao “Deserto”: você sabe onde está o seu?
Sabedoria Ocidental: a tomada de juramentos
Salvação – Quem são os Salvos?
São Francisco e os Estigmas ou Estigmatas
São João Batista, o Precursor
São Tiago e São João – Os filhos do trovão
Se nascemos em sexos alternados, porque a última encarnação de João Batista foi Elias?
Segunda Bem-Aventurança: “Felizes os que choram, porque serão consolados”
Sem Calvário não pode haver Ressurreição
Será que almejar ideais elevadíssimos é presunção?
Sete Razões ou Motivos para a necessidade da vinda de Cristo pela Primeira Vez entre Nós
Sétima Bem-Aventurança: “Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”
Sexta Bem-Aventurança: “Felizes os limpos de coração, porque eles verão Deus”
Sigamos o Caminho de Cristo e não mais o dos Espíritos de Raça
Significância Esotérica da palavra “Amém” ou “Amén”
Terceira Bem-Aventurança: “Felizes os mansos, porque eles herdarão a Terra”
Todo o Cristão ora, mas nem todos sabem orar
Um Alerta sobre quando estudamos a Bíblia
Um Período de Depressão
Uma Análise Esotérica dos Quatro Motivos que nos leva a agir e as Correlações Positivas com a Oração do Senhor, o Pai-Nosso
Uma Delineação do Caminho Iniciático: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida – ninguém vem ao Pai senão por Mim”
Uma Interpretação do que é Verbo, expresso por S. João Evangelista
Uma Lenda Sobre a Fraternidade
Zaqueu, o Publicano

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que as cores do véu no Tabernáculo no Deserto eram púrpura, escarlate e branca? Por que as três cores primárias, azul, vermelho e amarelo não estavam representadas?

Resposta: Azul é a cor de Deus-Pai, que reina sobre todo o universo continuamente, desde o início até o fim da manifestação, onipresente em tudo o que vive, respira e tem existência própria. Vermelho ou escarlate é a cor de Deus-Espírito Santo, que gera os seres viventes. Quando a Vida assume uma expressão errônea, se restringida por um código de leis, o Espírito Santo se torna Jeová, o Legislador. Amarelo é a cor de Deus-Filho, Cristo, o Senhor do Amor que por esse Princípio divino transcende a lei e nos leva novamente de volta, em contato direto e harmonia com Deus-Pai.

Assim, você verá que, sob o antigo regime, era impossível incluir o amarelo e tornar as três cores primárias como símbolo do Templo. Naquele momento, Deus-Pai e Jeová reinavam. O azul e o escarlate, Suas cores, figuravam no Templo, e a púrpura, que é a cor resultante da mistura das duas cores primárias mencionadas anteriormente, também lá estavam, mostrando não apenas sua existência separada como também a sua unidade. Por último, havia o espaço em branco, emblemático do fato de que ainda algo permanecia sem se manifestar, e esse algo era a terceira cor, a amarela.

Desde o tempo de Cristo, a verdadeira Escola de Mistérios Ocidentais, a Ordem Rosacruz, têm como seu emblema as Rosas Vermelhas, símbolo da purificação da natureza de desejos; a estrela dourada, mostrando que Cristo nasce dentro do discípulo e irradia de suas cinco pontas, que representam a cabeça e os quatro membros. Isto se reflete no fundo azul, símbolo do Pai. Assim, demonstra-se que a manifestação de Deus, a unidade na Trindade, foi realizada.

Muitas vezes pensei que faltava alguma coisa na literatura da Fraternidade Rosacruz, ou seja, um livro devocional, e milhares dos nossos Estudantes Rosacruzes provavelmente sentiram o mesmo. Para suprir essa lacuna, muitos recorreram a livros de origem oriental, o que é uma prática desaconselhável e muito ruim. Há muitas vidas, quando nós, do Mundo ocidental, estávamos renascidos em Corpos orientais, numa época em que não havia o Mundo ocidental tal como o conhecemos hoje, essa espécie de coisas nos servia, mas atualmente já avançamos muito além e devemos, em vez disso, buscar orientação em nossos verdadeiros santos Cristãos no Caminho da Devoção. Meu livro de cabeceira especial tem sido A Imitação de Cristo de Thomas de Kempis. É realmente um livro maravilhoso. Não há uma só situação na vida que não encontre nele alguma referência adequada; e quanto mais o lemos, mais o admiramos. Você provavelmente sabe que os residentes em Mount Ecclesia se revezam, em ordem alfabética, nas leituras durante os ofícios dos Rituais do Serviço Devocional da manhã e da noite. Sempre que chega a minha vez, pego o livro de Thomas de Kempis e leio um capítulo, do começo ao fim. Depois, repetindo-o algumas vezes. Não há um único trecho cansativo em todo o livro, e seria muito proveitoso que os Estudantes Rosacruzes que sentem o desejo de algo que identifique sua devoção, escolherem essa pequena obra para leitura. Acredito que ele possa ser adquirido na maioria das livrarias do mundo.

(Pergunta nº 81 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Fé: a Confiança n’Ele

Não é estranho que poucas pessoas possuam uma fé real e viva em Deus? Mesmo entre os Cristãos professos, há relativamente poucos que realmente confiem no Pai Celestial. não significa simplesmente a crença na existência de Deus; significa confiança — é nos colocar em Suas mãos.

A fé, como todas as outras qualidades e virtudes, só cresce por meio do exercício. Aprenda a confiar no Pai Celestial em tudo, tanto nas menores coisas da vida quanto nas maiores. Isso significa libertação dos cuidados, medos e preocupações dos quais o mundo está tão cheio: Mente e Coração abertos para receber a verdade de qualquer fonte que venha, acreditando que o bom Deus nos tenha em Sua guarda. Pois quando depositamos nossa confiança em Deus, fazemos uso de uma Lei de Deus que nos apoia em todas as provações e em todos os problemas da vida. É como se tivéssemos agarrado a Mão Todo-Poderosa, que é capaz de fazer tudo e superar todas as coisas por nós. Estabelece a conexão entre nossa fraqueza e Sua força, que é maior que tudo.

A fé é fraca no início e, às vezes, é necessário estarmos em estado extremo, antes de podermos pedir ajuda a Deus; porém até mesmo a menor medida de fé fará com que o Pai Celestial venha em nosso auxílio. “A fraqueza do homem é a oportunidade de Deus.” (IICor 12:7). Ele é O sempre fiel. Lembre-se do que Ele disse: “Nunca te deixarei nem te desampararei” (Hb 13:5).

A simplicidade desse caminho o faz parecer fácil demais para a maioria das pessoas. É que elas procuram grandes dificuldades para superar, no caminho do estabelecimento de uma fé que os conecte ao Pai Celestial. Isso, no entanto, requer alguma simplicidade de caráter, uma Mente semelhante à infantil. Você lembra que o Cristo disse que devamos nos tornar criancinhas? Trata-se, em grande parte, de relaxar, de deixar ir, de afastar da Mente e do Coração qualquer fardo ou problema que surgir, olhando simplesmente para Ele e aceitando da Sua Mão o que vier. E não podemos fazer algo mais agradável a Ele ou mais útil a nós mesmos do que exercer essa confiança em todas as condições. E nossa capacidade de fé cresce com esse exercício. Quanto mais o praticarmos, mais fé teremos. Então chegará um momento em nosso crescimento espiritual onde não temeremos qualquer coisa — seja neste mundo ou em qualquer outro. Atingiremos o equilíbrio, a paz de espírito e a serenidade de alma, uma tranquilidade de Coração que deva ser a antecipação da bem-aventurança Celestial. Perceberemos a suprema sabedoria de permitir que todas as coisas sejam ordenadas pela perfeita Sabedoria e pelo Amor perfeito; perceberemos que nossa própria vontade, devido ao nosso entendimento imperfeito, seja propensa a contrariar Sua Vontade, que sempre objetiva nossa perfeição e felicidade.

“O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que n’Ele confiam.”

“Eu, o Senhor, seguro a tua mão direita, dizendo: não temas; Eu te ajudo.”

“Em todos os teus caminhos, reconheça-O e Ele direcionará teus passos.”

“Quem muito confia no Senhor, feliz é.”

“Embora Ele me mate, eu ainda confio Nele.”

“Tu manterás em perfeita paz aquele cuja Mente esteja firme em Ti, porque ele confia em Ti.”

Há muitas, muitas passagens na Bíblia que nos pedem para confiar n’Ele. Leia o vigésimo terceiro Salmo (“Deus é meu pastor; não me faltará“) e o nonagésimo primeiro. O escritor desse texto pode ser muito crédulo, mas acredita que essa confiança seja o remédio soberano para todos os problemas ou perigos, sejam eles ocultos ou não, e que, ao nos apegarmos a Ele, somos mantidos em segurança até o fim.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio/1915 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sabedoria Ocidental: a tomada de juramentos

O “tempo antigo ou passado” refere-se ao regime jeovístico, predominante antes de Cristo tornar-se o Regente da Terra. Era a época de Jeová. Os indivíduos viviam debaixo da Lei, debaixo do preceito do “olho por olho, dente por dente”. Era ensinado aos judeus que um juramento não feito em nome de Deus não era válido (vide Mt 23:16-20).

Qualquer um que fizesse um juramento apelava a Deus como testemunha para julgar a veracidade de suas palavras e, portanto, ficando sob uma obrigação “ante o Senhor”. Fazer isso sem sinceridade era (“abjurar”) renegar ou tomar o nome do Senhor em vão. Admite-se a ocorrência de tal fato durante a onda de egoísmo que floresceu sob o regime de Jeová, a despeito da (injunção) imposição contrária. Daí tornar-se meio de fraude e de (eivar) contaminar a nossa linguagem com imprecações.

Cristo-Jesus nos deu um ensinamento superior: “Não jurar”. A palavra do verdadeiro Cristão é suficientemente verdadeira para dispensar o uso do juramento. Daí a admoestação: “Seja o teu falar: ‘Sim, sim. Não, não’” como aprendemos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes nesse trecho do Evangelho Segundo S. Mateus, capítulo 5 e versículos de 33 a 37:

“Outrossim, ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não perjurarás, mas cumprirás teus juramentos ao Senhor’. Eu vos digo, porém, que de maneira nenhuma jureis: nem pelo Céu, porque é o trono de Deus; nem pela Terra, porque é o escabelo de Seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei; nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes fazer um cabelo branco ou preto. Seja, porém, o teu falar: ‘Sim, sim. Não, não’. Porque o que passa disso é de procedência maligna”.

A interligação de ideias nos leva mais além. O tema em pauta é juramento. Juramento sugere palavra. E, para penetrarmos com maior profundidade no assunto, devemos compreender o significado completo do poder da palavra. À luz da Filosofia Rosacruz, a palavra falada por nós se manifesta como um microcosmos da palavra macrocósmica (que trouxe à existência o nosso Mundo). Daí a natureza sagrada do som articulado. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o uso das palavras para exprimir o pensamento é o mais alto privilégio humano, exercitado somente por uma entidade racional e pensante como somos nós. Um dos objetivos a se ter em vista pelo Estudante Rosacruz é aprender a falar a “Palavra de Vida e Poder”, o que todos nós concretizaremos em tempos futuros.

A Filosofia Rosacruz nos ensina também que no Período de Júpiter um elemento de natureza espiritual será adicionado à linguagem, afastando toda e qualquer possibilidade de equívocos. Quando um indivíduo dos tempos jupterianos disser “vermelho” ou pronunciar o nome de um objeto, uma reprodução clara e exata da tonalidade particular do vermelho a respeito do qual esteja pensando, ou do objeto referido apresentar-se-á à sua visão espiritual interna, se tornará também visível para aquele que o ouve.

O novo cálice mencionado como um ideal da época futura é um órgão etérico, construído dentro da cabeça e da laringe pela força sexual não empregada de forma egoísta. Tal órgão, à vista espiritual, aparecerá como o caule de uma flor ascendendo da parte inferior do tronco. Esse cálice ou semente do cálice é realmente o órgão criador capaz de emitir a Palavra de Vida e Poder. Esse órgão, estamos atualmente construindo por meio do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, ao irmão e a irmã ao nosso lado, conforme preconiza o Ritual do Serviço Devocional do Templo da Fraternidade Rosacruz.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de setembro/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como servir a Fraternidade: dê, pelo menos, um pouco do que você recebeu

Será que ao efetuarmos diariamente nosso exame de consciência temos nos indagado se, porventura, concorremos com um mínimo de esforço para que a disseminação do ideal Rosacruz seja uma realidade? Temos contribuído, dentro de nossas possibilidades, para o engrandecimento da obra Rosacruz?

Em verdade, somente a nossa consciência pode nos alertar quanto ao papel que nos cumpre desempenhar dentro da Fraternidade Rosacruz, avaliando os nossos talentos e indicando-nos como eles poderão ser aplicados dentro do programa de expansão Rosacruz. A obra carece de ajuda, dependendo muito da nossa dedicação, sinceridade e trabalho, para consolidar-se como precursora da Era de Aquário.

A Fraternidade Rosacruz constitui algo muito mais grandioso do que se possa imaginar. Não podemos restringi-la, conceituando-a apenas como uma Escola filosófica-espiritualista, como outras existentes por aí, simplesmente orientando e instruindo os interessados através de livros, folhetos e conferências.

A missão, o ideal, os meios, o programa e a estrutura da Fraternidade Rosacruz formam um conjunto a transcender, essencialmente, tudo aquilo que podemos conceber como sendo edificante.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz outorgaram ao mundo algo inédito, original, sem paralelos; uma Filosofia que expõe e elucida os mais intrincados problemas sociais e espirituais, dentro de um elevado padrão de lógica e reverência, diante do qual se esboroam todos os argumentos contrários. Max Heindel colocou ao nosso alcance um cabedal de conhecimentos, cuja beleza e profundidade mal podem ser expressas por palavras. Tais princípios atendem perfeitamente as exigências de uma época onde o racionalismo e o espírito inquiridor “anti-empírico” repelem tudo o que não se enquadra em seus domínios. A Filosofia Rosacruz é atualíssima e concomitantemente abre perspectivas maravilhosas quanto ao futuro do ser humano.

Se verdadeiramente sentimos que ela veio preencher algo em nossas vidas, proporcionando-nos um maior vislumbre do mundo em que vivemos; se através de seus ensinamentos estamos penetrando e conhecendo nosso próprio ser, então é necessário que sejamos coerentes conosco mesmos, arregaçando as mangas e trabalhando pelo seu crescimento, da maneira que pudermos.

Sozinhos, pouco ou nada poderemos realizar. Se houver união de esforços, concatenando-se os talentos de cada membro da comunidade em prol de um objetivo comum, as possibilidades de êxito serão bem mais amplas.

Nunca será demais repetir que o ser humano isolado é uma impossibilidade. Reiteramos sempre as palavras do nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo: “um só carvão não produz fogo, mas quando se juntam vários carvões, o calor latente em cada um deles pode produzir chama, irradiando luz e calor”.

Somos apologistas do trabalho de equipe, porquanto este apresenta inúmeras vantagens, como por exemplo, o alcance de um máximo rendimento em tempos e esforços mínimos, mediante o aproveitamento racional das qualidades e aptidões de cada um em função do todo. Além disso, sua ação faz-se sentir individualmente, revertendo em benefício de cada elemento, em forma de disciplina, solidariedade, harmonia, companheirismo e expansão natural das próprias qualidades. Contudo, o trabalho grupal requer, também, uma dose de boa vontade, sinceridade, entendimento, sentimento altruísta, e o que reputamos de suma importância: ausência do personalismo. Estes requisitos possibilitam a um grupo relativamente heterogêneo, empreender e concretizar obras de vulto.

Essencialmente Cristão, o Método Rosacruz de desenvolvimento prevê esses dois aspectos: individual e coletivo. O trabalho coletivo realiza-se através dos Centros e Grupos de Estudos Rosacruzes ou de esforços empreendidos por irmãos e irmãs nossos não importa sob que títulos, com objetivos edificantes. Por outro lado, o Método Rosacruz indica meios de realização estritamente individuais, objetivando aprimorar o Aspirante à vida superior, de modo a lhe permitir transcender os entraves internos separatistas, integrando-o cada vez mais perfeitamente no puro sentido de equipe, dentro da unidade Cristã, que representará o coroamento da presente época evolutiva: “um só rebanho e um só Pastor“: o Cristo.

Em decorrência todo e qualquer trabalho deve ser executado dentro daquele princípio denominado Serviço Amoroso e Desinteressado aos Demais. Se algo é feito com amor, despido de qualquer sentimento de interesse pessoal, será, por certo, duradouro. Se levar, porém, a marca do egoísmo será como um castelo edificado sobre a areia: mais cedo ou mais tarde acabará em ruínas.

Nosso labor não deve esperar recompensa, e sim resultados benéficos à coletividade. Felizes seremos quando formos capazes de prodigalizar tudo aos demais sem nada esperar em troca, a não ser novas oportunidades de servi-los. O simples pensamento de receber já revela indícios de egoísmo, ao passo que o desejo de dar implica em sentimento de amor. Isso vem de encontro à seguinte afirmação de um pensador dos tempos modernos: “Quem professa a filosofia do receber, confessa sua falência em dar”.

O Estudante Rosacruz sincero e devotado não procura saber o que poderá receber da Fraternidade Rosacruz, mas sim o que lhe poderá dar.

Estamos trabalhando na “Vinha do Cristo”, e isso, somente isso, já justifica e compensa plenamente todo o sacrifício e esforço que empreendamos em prol desse ideal sublime.

 (Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1967- Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Encontro de uma maneira clara e lógica que explica: “de onde você veio, porque está aqui e para onde vai depois da chamada morte”

A Fraternidade Rosacruz representa uma oportunidade de importância muito grande na vida de um Aspirante à vida superior, um aceno para uma vida mais ampla e feliz, somente alcançada por aqueles que atingem o conhecimento de si mesmos e do mundo, de forma superior e espiritualizada e aplicam esses conhecimentos em uma nova maneira de viver.

Em tudo e para tudo, na nossa vida existe uma hora e, quando menos esperamos ela chega. O Senhor é o agricultor e Ele sabe quando os frutos se acham maduros para se desprender, para trabalhar por si mesmos, para alimentar os outros daquilo que Ele nos deu e depois deixarmos as sementes que germinarão árvores da mesma qualidade, num mesmo mundo profuso de teorias e carente de exemplos.

A Filosofia Rosacruz, em sua simplicidade cristalina, é algo tão extraordinário e revolucionador na nossa vida interna que se entendida mesmo e praticada nos transforma radicalmente o nosso caráter e, no dizer de S. Paulo, o apóstolo, nos transmuta “de um homem velho num homem novo, em novidade de espírito” (Rm 7:21). Mas nós complicamos de tal modo nossa vida e nossas necessidades, e nos achamos tão escravizados em nossas obrigações, que não encontramos tempo para aquilo que poderia curar nossos males e a nossa infelicidade. Ademais, muitos de nós dá tanto valor as apresentações complexas e empoladas que, muitas vezes, menospreza as obras simples, sem pensar que a solução da vida não está nos textos misteriosos, mas na prática pura e simples das virtudes Cristãs. De que vale saber definir brilhantemente o amor se não o sentimos em nosso coração e na relação com nossos semelhantes?

Assim, a Filosofia Rosacruz é a oportunidade para você obter o conhecimento de maneira clara e lógica, “de onde você veio, porque está aqui no mundo e para onde vai depois da chamada morte”. Fornece o conhecimento da Obra de Evolução para os diversos Reinos de Vida de modo a, racionalmente, levá-lo a compreender a Obra de Deus no Mundo e uma vez satisfeita sua Mente, possa começar a fazer seu Coração se manifestar numa fé ativa e exemplar. De fato, só o conhecimento superior, aliado ao sentimento, faz o Cristão completo. Só a fé não basta; geralmente se desvirtua em fanatismo. Por outro lado, o conhecimento sem o amor mais facilmente ainda degenera em pretensão intelectual.

O amor é uma poderosa força que deve ser orientada pela razão. O frio intelecto deve se orientar pelo calor do sentimento para que atinja seu objetivo de iluminação exterior. São dois instrumentos que se completam; dois caminhos que se encurtam numa reta de realização, quando harmonizados dentro de nós.

 O livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, obra básica da Filosofia Rosacruz exposta por Max Heindel sob a orientação de elevadíssimos Seres que chamamos de os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, encerra uma valiosíssima mensagem místico ocultista. Nele você encontrará orientação para desenvolver, mediante a prática sincera, as potencialidades que Deus guardou na Arca Sagrada de seu ser, em sentimentos e intelectualidade. Ele, o Senhor, vem e bate à porta de seu coração. Mas como naquela pintura de Warner Sallman – (1892-1968), pintor americano –, Ele bate, mas não abre, porque o ferrolho está por dentro. Nós, com o sagrado livre arbítrio é que devemos decidir se abrimos ou não ao Senhor que vem nos convidar para unir ombros com aqueles que já levam a vida a sério.

A Filosofia Rosacruz é uma mensageira Aquariana, uma nova ordem de ideias que predominará na futura Era de Aquário, a iniciar-se aproximadamente daqui a 600 anos. E como tudo no plano de Deus é preparado, esta mensagem é lançada ao ar. Cada um de nós é comparado a um rádio transmissor e receptor. Se estivermos afinados com a onda do futuro sentiremos um mágico “toque” nas “válvulas” do nosso Coração e de nossa Mente e abrirá nossas portas e virá juntar-se a nós na sementeira.

A mensagem continua no ar para que possa ser captada a qualquer instante por qualquer pessoa. A liberdade é sagrada. Ademais, num mundo cheio de materialismo são poucos os preparados. Aí está o mérito. Se a pessoa sente que gostaria de se desenvolver espiritualmente por meio do Conhecimento Direto promovido pela Fraternidade Rosacruz, venha e veja, sem compromisso nenhum. A obra Rosacruz é impessoal. Ela objetiva formar caracteres, novos seres humanos que definam o destino do mundo, segundo o plano de amor e sabedoria do Criador. Pratica a máxima Cristã: “dar de graça o que se recebeu de graça”, assim não há cobrança financeira de nada: mensalidades, taxas, cursos, seminários, congressos e materiais necessários. Na Fraternidade Rosacruz não se dão Iniciações, ainda que se queira pagar bem, porque, honestamente, ali se mostra que elas resultam do preparo interno e dependem quase exclusivamente do esforço individual, além do que temos que ser Iniciados nos Mundos invisíveis e não aqui, no Mundo visível aos sentidos físicos.

A participação da Fraternidade Rosacruz é orientar cada Aspirante à vida superior para que alcance a realização interior com segurança, sem perigo, risco e no menor tempo possível. Tais preceitos não se guardam como segredos, mas são expostos claramente nas obras da Fraternidade Rosacruz, para que cada um tenha o direito de segui-los. Não nos iludamos com os mistérios. Não julgamos honesto estabelecer atmosfera de mistério, apenas para satisfazer a tendência humana de valorizar o difícil e proibido.  Difícil é o que não sabemos, mas todos têm o direito de alcançá-lo. Proibido deve ser apenas o imoral, o que vai contra as Leis da Natureza que são as Leis de Deus, mas nossa consciência é que deve repudiá-lo.

Note que a Filosofia Rosacruz procura fazer de cada ser humano uma lei em si mesmo, não discordante, senão, uníssona a Lei universal. Uma vontade, uma inteligência, um coração, próprios em sua maneira de expressão, mais coerente com o propósito do Grande Arquiteto. Uma célula de consciência própria no Corpo de Deus. Um detalhe precioso e expressivo do Quadro da Natureza.

Aqui, na Fraternidade Rosacruz, está a chave com que uma pessoa tem acesso aos mistérios, segredos ou conhecimentos oculto de seu ser. Uma vez que se desvende, conhecerá seus semelhantes e o Grande Corpo de que todos fazem parte, a cuja imagem e semelhança fomos feitos.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1966 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Divina Essência Oculta Dentro de Você e o Que Fazer Com Ela

Nos Estudos Bíblicos Rosacruzes aprendemos que a significância esotérica de: “Não sabeis que sois o santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá, porque o santuário de Deus que sois vós é sagrado” (ICor 3:16-17), cujas palavras parecem tão coerentemente claras, produzem confusão e dúvida entre muitos de nós.

Para um Cristão afeito ao Cristianismo Popular tentar entender o que S. Paulo quis dizer nesses versículos constitui um exercício perigoso, uma aventura capaz de lhe abalar a fé. Aprofundar-se na ideia de que o “Espírito de Deus habita em nós” é algo temerário. Afinal, o Espírito de Deus só pode ser o próprio Deus. Deus no ser humano, dando vida ao seu santuário? Por que ir além?

Mas, para o próprio Estudante Rosacruz sobrevém, a princípio, grande dificuldade em aceitar a realidade do Deus Interno. Ora, durante toda sua vida se habituou a venerar e recorrer a uma inteligência superior, abstrata, permeando o espaço cósmico. A certeza da existência de um Deus externo lhe trouxe, sempre, uma certa segurança, ainda mais que esta Divindade lhe oferece seu Filho Unigênito — o Cristo — para redimi-lo de suas transgressões. Aos poucos, conforme trilha o Caminho da Santidade, vai tendo provas da Divina Essência oculta em cada um de nós e que essa é a base da Fraternidade.

A ideia de que Cristo é um ser interno, um princípio inerente à nossa condição de Egos (Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui), que desabrocha e evolui através de várias existências de pureza e serviço não é fácil de se aceitar. A ideia de que é esse Cristo interno que salva e não o Cristo exterior pode ser assustadora, pois revela, e como isso é duro, que a salvação é um problema individual, interno e intransferível!

É responsabilidade exclusiva de cada um. Logicamente ninguém está só, no desenvolvimento desse processo. Pode-se recorrer às Orações Científicas, oficiações de Rituais de Serviço Devocional, práticas de Exercícios Esotéricos Rosacruzes que, quando acompanhada de esforços sinceros e serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado justamente na Divina Essência oculta em cada um de nós, voltado sempre ao irmão ou a irmã que está no entorno, atrairá a ajuda dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, quando se trilha o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

A centelha divina tem em si as mesmas sementes de perfeição do Deus Macrocósmico. Quanto mais ampla for a nossa consciência de que esta Divindade habita em nós, maiores serão seus canais de manifestação.

A pessoa comum, aquela que alardeia seu agnosticismo ou vive condicionado a uma crença num ente exterior, pode se abalar com as crises desta época. Pode padecer de todas as desesperanças, apavorar-se com todas as mudanças, porque falta-lhe a energia positiva de quem admite a presença de Deus dentro de si mesmo.

O Estudante Rosacruz ativo e fiel se sobrepõe espiritual, mental, emocional, fisicamente e a todas as condições transitórias desse mundo. Nada teme, porque está convencido de que a única realidade possível é o Deus Interno!

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – março/abril/1988-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A importância de alcançar o autocontrole para cura das doenças como a hanseníase

A lepra (ou como chamamos atualmente, a hanseníase), uma das doenças mais temidas a que a Humanidade se submeteu, é resultado do “pecado imperdoável”, ou mau uso da força sexual criadora divina, tão prevalente durante os tempos lemurianos e atlantes. Aprendemos quando estudamos o Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que “…assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo no ser humano. O mau uso ou abuso desse poder é um pecado que não se pode perdoar; deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força criadora é santa”.

Paracelso, o grande médico-curador do século XV, afirmou: “Um laço íntimo liga o gerador ao que é gerado. Gerações passadas são utilizadas na construção do corpo futuro; elas são tecidas no corpo como uma tendência a alguma doença, afetando a disposição ou as forças vitais. Esse veneno de vidas passadas deve, em algum lugar, ser transformado em saúde.” Assim, a Lei de Causa e Efeito atua para nos ensinar a viver de acordo com as Leis de Deus.

No entanto, Cristo – veja na Bíblia a Cura do Leproso (Mt 9:1-4 e Mc 1:40-44) – trouxe a graça, por meio da qual uma pessoa, mediante o arrependimento, a restituição e a reforma íntima, pode absolver seu destino. Até mesmo uma pessoa diagnosticada com hanseníase pode usar essa fórmula divina para receber o Poder Curador do Cristo e ser aliviado de seu fardo. Uma mudança definitiva de consciência, é claro, é necessária nesse processo e, a menos que tal mudança ocorra, a cura será, na melhor das hipóteses, apenas temporária.

Estudando o livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz aprendemos que “Esse foi o pecado dos nossos progenitores na antiga Época Lemúrica que eles espalharam suas sementes independentemente da Lei e sem o amor. Mas é o privilégio do Cristão se redimir pela pureza da sua vida, em memória do Senhor. S. João diz: “Sua semente permanece nele.” (IJo 3:9)

Nos tempos modernos, a hanseníase deu lugar ao câncer, que também resulta de desejos descontrolados. A ciência forneceu um certo grau de assistência na “cura” dessas duas doenças terríveis, mas um remédio permanente só pode ser encontrado educando as pessoas para que compreendam a santidade do Espírito Santo dentro de cada um de nós e aprendam a viver uma vida de autocontrole que respeite e obedeça às Leis de Deus.

(Publicado na Revista Rays From The Rose Cross – abril/1984 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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Gravura: Christ Healing the Leper, from The Story of Christ. Georg Pencz-1534-35

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