Resposta: Atualmente, o alimento ingerido é decomposto e desintegrado pelo calor interno do organismo. Assim, o Éter Químico, que permeia cada partícula do alimento se combina com o Éter Químico do nosso Corpo Vital. O alimento magnetizado pela ação do Sol durante o seu desenvolvimento nas plantas é, então, assimilado e permanece conosco até que esse magnetismo se esgote. Quanto mais diretamente o alimento provém do solo, maior é a quantidade de magnetismo solar que ele contém. Consequentemente, ele “permanece conosco” por mais tempo quando consumido cru. Quando o alimento passa pelo processo de cozimento, perde-se parte do Éter que ele continha, pois muitas das partículas mais sutis são dissolvidas pelo calor e se elevam como ar na cozinha sob a forma do aroma característico do alimento em questão. Por isso, as células de alimentos cozidos permanecem como parte do nosso Corpo Denso por menos tempo do que as de alimentos crus; além disso, alimentos já assimilados pelo animal contém muito pouco Éter Químico próprio (exceto o leite, que é obtido por um processo vital e contém mais Éter do que qualquer outro alimento).
Assim, no que se diz respeito à carne de animais, pode-se afirmar que a maior parte do Éter Químico presente na forragem das suas rações já havia passado para o Corpo Vital do animal antes da morte dele e, no momento do óbito, esse Corpo Vital abandona a carcaça física. Por essa razão, a carne animal entra em putrefação muito mais depressa do que os vegetais e “permanece conosco” apenas por um curto período após a ingestão.
A morte e a doença se devem, em grande parte, ao fato de nos alimentarmos de substâncias compostas por células desprovidas de seu Éter Químico individual – aquele obtido durante a assimilação vegetal. Esse Éter é diferente do Éter Químico planetário – que permeia os Reinos mineral, vegetal, animal, bem como o ser humano. A carne animal, privada pela morte do Corpo Vital individual que animava o animal durante a vida dele, reduz-se, na verdade, a sua forma química mineral; como tal, possui pouco valor para os processos vitais do nosso Corpo Denso. De fato, ela é prejudicial a esses processos vitais e deve ser eliminada do organismo o mais rapidamente. Contudo, por serem de natureza mineral, essas partículas de carne animal estão mortas e são de difícil eliminação.
Consequentemente, elas se acumulam gradualmente. Mesmo a parte dos alimentos vegetais – especificamente as cinzas e os minerais – permanece em nosso organismo, gerando um processo gradual e paulatino de obstrução que descrevemos como crescimento. Isso acontece porque privamos a planta (ou outro alimento) de seu Éter Químico. Se fôssemos semelhantes às plantas e tivéssemos a capacidade de impregnar o mineral com Éter, seríamos realmente capazes de assimilá-lo e atingir estaturas gigantescas; no entanto, nas condições atuais, o material morto se acumula progressivamente até que, por fim, o crescimento cessa, visto que nossa capacidade de assimilação se torna cada vez menos eficiente.
No futuro, não digeriremos nossos alimentos dentro do Corpo Denso; em vez disso, extrairemos o Éter Químico e o inalaremos pelo nariz, onde ele entrará em contato com a Glândula Hipófise.
Esse é o órgão geral de assimilação e promotor do crescimento. Então, nosso Corpo Denso se tornará cada vez mais etérico; os processos vitais não serão prejudicados pelo acúmulo de resíduos e, consequentemente, as doenças desaparecerão gradualmente e a vida será prolongada aqui. A esse respeito, é significativo que, muitas vezes, os cozinheiros não sintam vontade de comer, pois o aroma forte do cozimento os satisfaz bastante.
A Ciência material está aprendendo gradualmente as verdades anteriormente ensinadas pela Ciência oculta, e sua atenção está sendo cada vez mais voltada para as Glândulas Endócrinas (sem dutos), o que lhes fornecerá a solução para muitos mistérios. No entanto, a Ciência material não parece estar ciente de que existe uma conexão física entre a Glândula Hipófise – o órgão principal de assimilação e, portanto, do crescimento – e as Glândulas Suprarrenais, que eliminam os resíduos e assimilam as proteínas. Elas também estão fisicamente conectas à Glândula Baço, à Glândula Rimo e à Glândula Tiroide. Sob o ponto de vista astrológico, é significativo que a Glândula Hipófise seja regida por Urano – a oitava superior de Vênus, o regente do Plexo Celíaco, onde está localizado o Átomo-semente do Corpo Vital. Assim, Vênus guarda a entrada do Fluído Vital que nos provém diretamente do Sol através da Glândula Baço, enquanto Urano é o guardião do portal por onde a vitalidade entra através dos alimentos físicos. É a combinação desses dois fluxos que produz o poder latente armazenado em nosso Corpo Vital, até que este seja convertido em energia dinâmica pela natureza do desejo, de influência marciana.
(Pergunta nº 52 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
O respeito do ser humano pelo ser humano, como semelhante centelha espiritual, deixa muito a desejar ou é muito insuficiente.
Nunca o mundo precisou tanto de amor como nos atuais tempos de materialismo, tão perigoso ao nosso normal desenvolvimento interno. Por isso, o mais deplorável na hora presente é o desânimo dos seres humanos de boa vontade.
Profissionais de Saúde e irmãos e irmãs dedicados à educação estudam as causas dos problemas sociais, mas não podem perscrutar profundamente o problema, enquanto não considerarem o ser humano em sua integralidade, como ser humano complexo, composto de um Corpo Denso (que vemos com a nossa visão física) e com outros veículos que compõe a parte não visível à visão física (Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente), ou seja: uma parte material e uma parte espiritual.
A menos que sejamos alimentados em todos os aspectos, haverá fome de algum lado: haverá deficiências, haverá doenças e enfermidades jamais sonhadas pelos materialistas ou por aqueles que acham que só tratando o Corpo Denso é suficiente ou, ainda, que só tratando a partir do Corpo Denso (de “fora para dentro”) é mais do que suficiente, é a solução!
Porque a “função faz o órgão” e a negligência de certos aspectos, justamente os mais complexos e elevados da natureza humana, trará consequências desastrosas!
A técnica moderna, em vez de servir ao ser humano, veio escravizá-lo, em benefício de alguns. As máquinas, os equipamentos, as tecnologias avassalaram os “operários”, reduzindo-os a peças, cujos movimentos são estudados para cada vez mais produzir. As vidas egoístas e intensas das grandes cidades ilham os seres humanos num círculo vicioso pouco edificante. Assemelha-se a uma indústria de neuróticos. Os hospitais de doenças nervosas ou chamadas psicológicas se multiplicam. Contam as estatísticas que, dentre as pessoas com cursos superiores, os que mais se suicidam são os profissionais de saúde; e dentre eles os profissionais especialistas em saúde mental!
Estudos periódicos indicam alarmante o número das pessoas que morrem de enfarte nervoso, antes dos 50 anos. Na Europa, justamente nos países mais adiantados ocorrem os maiores índices de suicídios. Por quê? Se o objetivo do ser humano fosse meramente material, se o ser humano fosse apenas um conjunto orgânico que se desfaz na morte, por que essa angústia?
A resposta é simples: estão esquecendo o ser humano real! As criaturas andam famintas de amor, de apreciação, de estímulo, de criatividade, de motivação! O ser humano precisa ser compreendido em sua inteireza. De novo surge, do fundo das idades, a Esfinge gigantesca e repete o desafio: “ou me decifras, ou te devoro”! De novo, o Cristo dentro de nós – o Cristo Interno – inquire a nossa consciência: “Tu me amas? Então, apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21:15).
O Cristianismo Esotérico tem uma tremenda responsabilidade, um grande dever: divulgar, por todos os meios ao seu alcance, os aspectos integrais do ser humano e o modo de torná-lo realmente feliz, realizado, segundo não o ponto de vista material que é imediatista, porém, segundo um ponto de vista amplo, que atente todos os veículos do ser humano e não só ao presente, como ao futuro.
“Não só de pão vive o homem” (Mt 4:4). O dia em que se ensejarem a cada ser humano os meios e motivações de crescimento interior, se ver à que eles hão de florescer a dimensões jamais sonhadas, em todos os aspectos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)
É difícil controlar ou superar uma doença cuja causa é desconhecida. O alcoolismo é uma doença pura e simples, mas não uma doença da moral ou do corpo. É uma doença da Mente.
Todas as pregações de moralidade, condenação eterna, e assim por diante, ou proibir a venda de bebidas alcoólicas ou álcool, poderia ter apenas uma influência superficial no desejo de beber ou na causa desse desejo.
Instrua nossos filhos sobre a causa do alcoolismo e eles olharão para a bebida alcoólica como uma expressão distinta de inferioridade e não desejarão usá-la.
Em três gerações, o consumo de bebidas alcoólicas poderia ser reduzido àqueles indivíduos adultos irremediavelmente fracos, que buscam no álcool a necessidade se sentir socialmente em igualdade.
Isso, precisamente, explica a causa do alcoolismo. De fato, a ingestão do primeiro gole pode ser atribuída a um sentimento de inferioridade, não querer ser diferente, não querer ser menos do que o outro sujeito ou querer ser ou fazer tanto quanto ele. Nós desprezamos o primeiro gole com: “Ele bebeu para ser sociável, ou para ser inteligente”. Mas isso não é verdade.
A bebida alcoólica é ingerida quase sempre para alcançar um nível de igualdade, se não, como no caso do bebedor experiente, para alcançar um estado de superioridade temporária, pelo menos em sua própria Mente.
Algumas bebidas alcoólicas são para afogar os problemas, para esquecer, porque não se tem a coragem para enfrentar seu problema, não importa o que seja, analisá-lo e resolvê-lo com o melhor de sua capacidade individual. A bebida parece dar coragem. Na verdade, se revestem ou se afundam no sentimento de inferioridade. Quando o efeito do álcool desgasta o indivíduo, fica pior do que antes, então ele bebe novamente até que, eventualmente, tenha desenvolvido uma alcoolfilia ou uma obsessão por bebidas alcoólicas.
O alcoolismo repetitivo ou mesmo o consumo moderado regular de cerveja, vinhos, licores e outras bebidas alcoólicas, mais cedo ou mais tarde, trazem consigo distúrbios da garganta e do estômago, nefrite e cirrose ou endurecimento do fígado. As alterações cardíacas são dilatação, degeneração muscular e hipertrofia ou aumento anormal. —Dr. Jesse Mercer Gehman em Nature’s Path, dezembro de 1939.
Aparentemente, nunca antes foi tão predominantemente a tolerância a bebidas alcoólicas como é agora no mundo. Os meios de comunicação e os outdoors de rodovias são financiados por propagandas de bebidas alcoólicas; expõem suas virtudes 24 horas por dia, utilizando imagens que glorificam isso, mostrando atores e atrizes famosos em quase todas as ocasiões.
Para o cientista ocultista essa condição é a mais deplorável, pois ele sabe que até a morte não alivia a garra desse monstro quando ele se apodera de sua vítima.
Depois da morte, aqueles que se intoxicam de bebidas alcoólicas desejam obter seus efeitos da mesma maneira que quando estão encarnados em um Corpo Denso; porque não é o veículo físico que anseia pelo álcool. De fato, em muitos casos, ele fica doente por causa disso e em vão protesta de várias maneiras. É o Corpo de Desejos do alcoólatra que anseia por bebida e força o Corpo Denso a participar dela, para que o Corpo de Desejos possa ter a sensação temporária de prazer resultante do aumento da vibração, e esse desejo permanece após a morte do Corpo Denso. Mas o ser humano, depois da morte, não tem mais a boca física para beber, nem o estômago para conter a bebida física e gerar os desejados gases criados pelo aparato digestivo.
Consequentemente, ele aprende a inutilidade de desejar aquilo que não pode obter, e seu desejo por bebida finalmente cessa por falta de oportunidade de satisfazê-lo. Enquanto isso, ele sofre uma agonia indescritível, e o processo de desgaste é muito lento.
Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

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Resposta: Isso depende. Quando uma pessoa se torna Clarividente Involuntária ou negativa para os casos em que um Espírito desencarnado (um irmão ou uma irmã que morreu e está “apegado à Terra”) tome posse do Corpo Denso, total ou parcialmente, como por exemplo nos chamados médiuns de transe, onde, justamente o Espírito toma posse do Corpo Denso e o utiliza como o próprio dono do Corpo Denso faria, há pouco ou nenhum dano, desde que o chamado “espírito de controle” não abuse de seu “privilégio”. De fato, existem casos em que os “espíritos de controle” têm uma melhor noção de como cuidar de um Corpo Denso do que o próprio dono desse Corpo Denso, podendo até mesmo melhorar a saúde.
Mas, Espírito de natureza espiritual ética elevada não se submetem a ser “espíritos de controle”, ou seja, não tomam posse de um Corpo Denso; são mais Espíritos apegados à Terra e de natureza espiritual inferior, muitos pertencentes às chamadas Raças atrasadas e muitos outros que também não pertencem a essas Raças – querem se satisfazer de uma forma ou outra –, que obtêm o controle sobre pessoas que praticam a Clarividência Involuntária ou negativa e, quando em posse do Corpo Denso, podem usá-lo para satisfazer suas paixões mesquinhas por bebida alcoólica e sexo, por exemplo. Assim, causa um desequilíbrio no organismo de uma deterioração do instrumento Corpo Denso.
No caso de uma pessoa que pratica a Clarividência Involuntária ou negativa como o médium materializador, podemos dizer que a influência é sempre prejudicial. O Espírito desencarnado entra em transe com o médium materializador e, então, extrai o Éter do Corpo Vital desse através do baço etérico, pois a diferença entre o médium materializador e uma pessoa comum reside no fato de que a conexão entre o Corpo Vital e o Corpo Denso é extremamente frouxa naquele, de modo que é possível extrair essa parte do Corpo Vital em grande medida. Lembrando que o Corpo Vital é o nosso veículo pelo qual as correntes de energia solar nos fornecem a vitalidade que precisamos. Privado do princípio vitalizador, o Corpo Vital do médium materializador, no momento da materialização, às vezes encolhe para quase metade do seu tamanho normal; a carne fica flácida e a chama da vida se extingue. Quando essa atividade termina e o Corpo Vital é reinserido no Corpo Denso do médium materializador, esse desperta e recupera a consciência normal. Mas, ele experimenta uma sensação de exaustão terrível e, às vezes, infelizmente, recorre à bebida ou outro tipo de estimulante para reanimas as forças vitais. Nesse caso, é claro, a saúde logo se deteriora e o médium materializador fica completamente debilitado. De qualquer forma, a Clarividência Involuntária ou negativa deve ser evitada, pois, além desse perigo para o Corpo Denso e Corpo Vital, existem outras considerações muito mais sérias relacionadas aos outros nossos veículos sutis, e particularmente em relação ao nosso estado quando morremos mais uma vez aqui.
(Pergunta nº 119 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Médicos alemães e americanos trabalham atualmente na investigação dos fatores psíquicos que desempenham um papel importante, até mesmo decisivo como causa do infarto do miocárdio. Depois de se terem analisado conscientemente todos os fatores físicos, tais como o excesso de peso, a hiperpressão, falhas da alimentação, nível elevado de colesterina ou o abuso do cigarro, impõe-se cada vez mais nitidamente a convicção de que os fatores psicológicos e sócio-médicos têm de ser tomados em linha de conta nos antecedentes de um infarto e na situação propícia a um infarto.
É cada vez mais evidente, no segundo plano da chamada “doença dos managers”, aparecerem tensões psíquicas invulgares e extraordinárias, na maioria dos casos reações psíquicas inconscientes e fracassos ou a impossibilidade de realizar determinados projetos. Segundo as mais recentes investigações, o infarto do miocárdio não é causado por excesso de trabalho, mas por um determinado conflito resultante da discrepância entre os objetivos estabelecidos e os resultados atingidos efetivamente. O êxito, o fracasso ou reconhecimento dos méritos e o seu desprezo são as mais fortes vivências psíquicas. Esse resultado da análise psicológica não data dos nossos dias. No entanto, adquiriu muito maior importância na atual estrutura sociológica, na qual os êxitos e as realizações adquiriram muito maior peso na aferição do valor do indivíduo.
O especialista de medicina interna da Universidade de Munster, na Westefália, Professor Werner Hauss, declarou recentemente no Congresso Berlinense de Promoção Médica que “o ser humano suporta o êxito ou os trabalhos coroados de êxito em ordens de grandeza simplesmente inconcebíveis”. Por outro lado, os trabalhos seguidos de decepções conduziriam frequentemente a toda uma série de males e doenças. O Professor Paul Christian, de Heidelberg, complementou essas asserções com uma análise precisa e exata da chamada “frustração”, dos perigosos abalos psíquicos que tão frequentemente são a consequência de fracassos. Segundo esse especialista, o fracasso efetivo ou imaginado é “a solicitação psíquica mais insuportável que nós conhecemos”. Se um indivíduo de grande vitalidade e ambição sofre a frustração em consequência de fracassos, pode ser originado um processo capaz de conduzir até mesmo à morte. Os fracassos induzem frequentemente o indivíduo a redobrar esforços, sendo o abalo psíquico da frustração ainda mais forte se o indivíduo em questão não atingir o objetivo em vista. Os mais recentes inquéritos organizados na Alemanha por médicos indicam efetivamente que cerca de 40% das vítimas de infarto do miocárdio tinham sofrido reveses e fracassos, sentindo-se finalmente incapazes de superarem o conflito psíquico.
O estudo consciencioso das causas psíquicas do infarto do miocárdio levou à convicção que existem indivíduos com uma autêntica predisposição psíquica ao infarto. Os indivíduos com a tendência para o infarto correspondem ao tipo pícnico e atlético. São extrovertidos, realistas, concentrados no seu êxito individual, sempre dispostos a agir e “ávidos de estímulos”. Se essas qualidades atingirem o limite do patológico, o perigo de um infarto é ainda maior. Frequentemente, o indivíduo predisposto ao infarto é também um neurótico, designado pelos psicólogos, de “histérico negativo”. Quando surgem quaisquer males ou doenças, esse indivíduo não as quer conhecer, negando-se até mesmo a consultar um médico. As estatísticas provam que 42 por cento dos pacientes que sofreram, de vez em quando, do coração e foram, finalmente, vítimas de um infarto do miocárdio, não tinham consultado previamente um médico. (Recortes dos meios de comunicação).
Ora, e o que é a frustração? O sentimento de malogro, a decepção pelo fracasso, o recalque inibitório por não suceder algo que se esperava ardentemente ou por que tenha lutado muito e não tenha chegado ao desejado resultado. Isso é comum. Bem entendido, é comum a nós. Se estamos bem-preparados espiritualmente não nos deixaremos levar pela frustração ou outros fatores negativos semelhantes. E, por bem-preparados queremos significar, não o espiritualista ilustrado, intelectualizado, senão o amadurecido, aqueles que fundamentaram uma razão superior para todas as coisas, que concilia a experiência e a observação com as Leis de Deus, os que tem fé incondicional no amor e justiça de Deus.
Todos nós comprometemos parcialmente nossa liberdade com as dívidas do passado (que nada mais são do que lições que insistimos em não aprender) ainda não regeneradas. Se não chegamos a um resultado, em nossos esforços, é porque, para o nosso próprio bem não era justo o que pretendíamos, ou porque não fizemos os esforços naturais que nos tornariam dignos de sua posse ou ainda porque estamos resgatando algo que anteriormente infligimos a outrem. De toda maneira, o malogro não deve desesperar ninguém. Aprendemos mais com nossos fracassos do que com nossos êxitos, desde que saibamos extrair-lhes a lição que nos destinavam. E essas lições, escolhidas por nós mesmos com a ajuda dos Anjos do Destino ainda no Terceiro Céu antes dessa vida terrestre aqui, não pode encerrar vingança nem justificar desonestidade. No complexo mecanismo das relações humanas, há sempre um propósito superior: o de nos ensinar a integração numa verdadeira fraternidade.
Ainda que a lição, amarga para nós, tenha vindo por intermédio de um semelhante nosso, que agiu com má-fé, precisamos compreender que ele apenas foi um instrumento, para ensinar-nos a prudência, para fazer-nos sentir algo que no passado forçamos outrem a experimentar, para provar-nos a convicção nos ideais superiores e a força de nosso amor.
Idealismo que se esboroa ao primeiro impacto de revés é idealismo puramente intelectual, justaposto, não assimilado, não interiorizado. E a maneira de chegar a sentir e viver realmente o ideal é ir sublimando essas manifestações negativas, pela razão, é persistir no estudo e compreensão das Leis de Deus que a Fraternidade Rosacruz oferece.
Avaliem, pois, a importância dos Ensinamentos Rosacruzes. Tais Ensinamentos vieram a disposição de todos mercê da previdência e do amor daqueles que anteviam esse estado de coisas, no progressista mundo ocidental. Eles anteviram a insuficiência do Cristianismo popular – ou exotérico – no preparo interno dos que se deixam engolfar pela ambição, dos que se escravizam pela máquina e invenções modernas, cujo fito imaturo ainda é o de enriquecer minorias em detrimentos de legítimos direitos da maioria. Mas a transição e mudança de coisas devem provir do nosso interior: de dentro para fora. Quando as internas necessidades humanas reclamam condições melhores, elas naturalmente vêm!
Outra conclusão importante que podemos tirar da notícia acerca da causa mais frequente do infarto é a influência e inegável ação dos pensamentos e das emoções sobre a nossa saúde.
Depreendemos, também, que a mesma influência e ação negativas são verdadeiras quanto à nossa felicidade. Aquele que alberga sentimentos, emoções e pensamentos pessimistas, rancorosos ou desonestos está, em primeiro lugar, conspurcando a si mesmo, comprometendo seu destino, manchando o Templo Divino do seu Corpo Denso, rasgando a trilha de hábitos daninhos que se alargarão pelo repetir, em estradas desoladoras de sofrimentos — a consequência lógica assegurada pela Lei de Causa e Efeito.
A Fraternidade Rosacruz franqueia amorosa e desinteressadamente a todos os de bom senso, a filosofia da felicidade, o entendimento de que só a Verdade, a Beleza e a Bondade, harmoniosamente conjugadas na ação humana, podem restituir-nos os direitos e vivências superiores que nós, como Espíritos, Filhos de Deus, temos de um dia alcançar. Resta-nos escolher se pelo caminho da dor, ou pela observação e consonância voluntária às Leis de Deus.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1967 – Fraternidade Rosacruz–SP)

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Resposta: Responder a essa pergunta exigiria muitos volumes, mas podemos dizer que, do ponto de vista do ocultista, há quatro classes de insanidade ou demência.
A insanidade ou demência é sempre causada por uma ruptura na cadeia dos veículos entre o Ego e o seu veículo Corpo Denso. Essa ruptura pode ocorrer entre os centros cerebrais e o Corpo Vital, ou entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos, entre o Corpo de Desejos e a Mente, ou entre a Mente e o Ego. A ruptura pode ser completa ou apenas parcial.
Quando a ruptura acontece entre os centros cerebrais e o Corpo Vital, ou entre esse e o Corpo de Desejos, temos pessoas com deficiência intelectual extrema. Quando a ruptura ocorre entre o Corpo de Desejos e a Mente, o Corpo de Desejos violento e impulsivo domina e temos o maníaco delirante. Quando a ruptura se dá entre o Ego e a Mente, a Mente domina os outros veículos e temos o maníaco astuto, que pode enganar a pessoa que está cuidando dele, fazendo-a acreditar que é perfeitamente inofensivo, enquanto trama algum plano ardiloso e diabólico. Então, ele pode repentinamente revelar sua mentalidade perturbada e causar uma catástrofe terrível.
Há uma causa de insanidade ou demência que talvez seja bom explicar, pois às vezes é possível evitá-la. Quando o Ego está se preparando nos Mundos invisíveis para um novo renascimento aqui, são-lhe mostradas as várias classes de renascimentos disponíveis, com os eventos principais em um Panorama da Vida. Ele vê a vida vindoura nos seus maiores e mais importantes acontecimentos, como um filme rodando diante da sua visão. Então, geralmente, é-lhe dada a opção de escolha dentre as várias “vidas” apresentadas. Ele vê, nesse momento, as lições que precisa aprender, o destino que gerou para si em vidas passadas, e qual a parte desse destino terá que liquidar em cada um dos renascimentos oferecidos. Então, ele faz a sua escolha e é guiado pelos Anjos do Destino até o país e a família onde viverá sua vida vindoura.
Essa vista panorâmica se desenrola diante dele no Terceiro Céu, onde ele, o Ego, está sem nenhum dos seus Corpos e se sente espiritualmente acima das sórdidas considerações materiais. Ele é muito mais sábio do que aparenta quando renasce aqui na Terra, onde se torna cego pela carne até um ponto inconcebível. Mais tarde, quando a concepção ocorre e o Ego está prestes a entrar no útero materno, aproximadamente no décimo oitavo dia após esse acontecimento, ele entra em contato com o molde etérico do seu novo Corpo Denso, que foi criado pelos Anjos do Destino para fornecer a informação essencial que imprimirá no Ego as tendências necessárias para cumprir seu destino.
Ali, o Ego vê novamente as imagens da sua vida vindoura, da mesma forma que uma pessoa que está se afogando percebe as imagens da sua existência passada num lampejo. Nesse momento, o Ego já está parcialmente cego a respeito da sua natureza espiritual, de modo que, se a vida vindoura parecer difícil ou penosa, frequentemente ele reluta em penetrar no útero e estabelecer as conexões cerebrais apropriadas. Ele pode tentar se retirar rapidamente e, então, em vez do Corpo Vital e do Corpo Denso ficarem concêntricos, como deveriam ser, o Corpo Vital, formado de Éter, pode ser parcialmente projetado acima da cabeça do Corpo Denso. Nesse caso, a conexão entre os centros sensoriais do Corpo Vital e do Corpo Denso é interrompida, resultando em formas graves de oligofrenia[1] ou deficiência intelectual (ou “deficiência de desenvolvimento”), epilepsia[2], dança de São Vito[3] e outros distúrbios nervosos semelhantes.
A relação desarmoniosa entre os pais, que por vezes existe, é frequentemente a gota d’água que leva o Ego a sentir que não pode entrar em tal ambiente. Por essa razão, é fundamental enfatizar aos futuros pais que, durante o período de gestação, é da maior importância que tudo seja feito para manter a mãe em um estado de contentamento, satisfação e harmonia. Pois é uma tarefa muito árdua para o Ego passar pelo útero; exige o máximo de todas as suas sensibilidades, e as condições desarmoniosas no lar em que está entrando são, naturalmente, uma fonte adicional de desconforto, a qual pode resultar no terrível estado de coisas mencionado acima.
(Pergunta nº 44 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Grau máximo de oligofrenia. Os indivíduos portadores possuem o menor grau de desenvolvimento intelectual.
[2] N.T.: é uma desordem neurológica crônica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, causando crises repetidas.
[3] N.T.: Coreia reumática de Sydenham (do grego khorea, dança) ou a dança de São Vito é um distúrbio neurológico que afeta a coordenação motora de 20 a 40% dos portadores de febre reumática, mais frequente entre meninas e/ou crianças e adolescentes. A descrição mais famosa da doença foi feita em San Vito, Itália, em 1686, por Sydenham no livro Schedula Monitoria.