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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Fraternidade Rosacruz e o Estudante Rosacruz Ativo

Sabemos que há vários recursos que a Fraternidade Rosacruz utiliza para promover os Ensinamentos Rosacruzes, a fim de que o Aspirante à vida superior que está buscando tais Ensinamentos consiga encontrá-lo na forma de maior fidelidade possível, conforme fornecido pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.

Desde que a Fraternidade Rosacruz foi fundada aqui na Região Química do Mundo Físico a quantidade de Estudantes Rosacruzes ativos já passou para além de alguns milhões no mundo; são irmãos e irmãs que aderiram aos Ensinamentos Rosacruzes e estão trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

O crescimento atual da Fraternidade Rosacruz é normal e constante; além disso, a condição de Estudante Rosacruz ativo não é algo meramente formal, obtido mediante algum pagamento em espécie financeira, mas sim algo que envolve pessoas que se dedicam de coração à Obra Rosacruz — caso contrário, não conseguem permanecer como Estudantes Rosacruzes ativos; viram simpatizantes, por livre e espontânea vontade!

Como a Fraternidade Rosacruz é uma Escola aquariana há, naturalmente, dificuldades de muitas pessoas em se manterem firmes no Caminho. Muitas porque ainda estão acostumadas ao modo da Era de Peixes de se aprender em uma Escola! Assim, solicitam a filiação e permaneceram na Fraternidade Rosacruz por algum tempo, mas que, ao perceberem a necessidade de estudar, trabalhar, persistir, ter disciplina, ter Cristo como o único Ideal de vida e aplicar no dia a dia os Ensinamentos Rosacruzes desistem de trilhar o Caminho. Isso nada mais é do que a compreensão da veracidade da máxima Cristã: “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”. A proporção de “grãos do Evangelho” que caem à beira do caminho é muito grande, pois multidões de pessoas, embora prontas para se entreter com o “oculto”, os “mistérios”, os “poderes”, a “fama”, ainda não estão preparadas para “tomar a Cruz e seguir o Cristo” no caminho da realização espiritual por meio do Cristianismo Esotérico, como preconiza a Fraternidade Rosacruz. Existem organizações, escolas, associações e outras denominações em nossa própria linha de atuação – ocultismo e misticismo – que possuem listas de membros imensas, compostas por qualquer pessoa que consigam aliciar para suas fileiras — vítimas relutantes que pagam uma “taxa” (seja lá como se denomine, mas sempre é financeira) apenas por ser a saída mais fácil, mas não fornece o Cristianismo Esotérico e nem há algum Irmão Maior da Ordem Rosacruz fornecendo tais ensinamentos!

A filiação à Fraternidade Rosacruz difere — e muito — nesse aspecto: aqueles que se associam não conseguem permanecer se não viverem a vida Cristã Esotérica, em certa medida. Nenhum ser humano atua como juiz para determinar se isso ocorre ou não; o veredito se baseia na própria negligência do Estudante.

A Fraternidade Rosacruz pratica fielmente a máxima Cristã: “dar de graça o que de graça recebeu”. Se há cobrança pelos livros editados em papel, essa quantia é a exata para cobrir os custos de publicação e envio.

Ao Estudante Rosacruz ativo, em qualquer lugar do mundo em que esteja, sempre deve “escutar” a voz de Cristo que ressoa no coração dele: “Filho, não busco a tua dádiva, mas a ti mesmo”, e o Estudante Rosacruz ativo deve sempre responder: “Senhor, estou pronto para fazer o que o Senhor quiser — não por uma semana, não por um mês, não por um ano, mas por toda a minha vida”.

(Por Max Heindel – Publicado no Echoes from Mount Ecclesia de 10 de janeiro de 1915 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Houve um Tempo para Lançar Luz sobre a Mal-entendida Religião Cristã

Estudando a História, podemos conhecer que na antiga Grécia, a Religião, a Arte e a Ciência eram ensinadas conjuntamente. Mas, aprendemos na Fraternidade Rosacruz as razões pelas quais se tornou necessário, para melhor desenvolvimento de cada uma delas, que fossem separadas durante algum tempo.

A Religião reinou suprema na chamada “idade negra” – a Idade Média. Durante esse tempo a Religião escravizou a Arte e a Ciência, atando-as de pés e mãos.

Mas depois, veio o período do Renascimento, e a Arte logo se prostituiu a serviço da Religião. Finalmente veio a Ciência moderna e com uma gestão extremamente rígida, opressora e inflexível subjugou a Religião.

Foi justamente na Idade Média, em detrimento do mundo que a Ciência ficou escravizada pela Religião. Nesse período, a ignorância e a superstição causaram males sem contas; apesar disso, abrigávamos doces ideais espirituais, e tínhamos esperança numa vida melhor e mais elevada.

Porém, comparativamente, é muito mais desastroso que a Ciência esteja sufocando a Religião, porque até a esperança corre o risco de se evaporar, diante do materialismo e o agnosticismo.

Tal estado de coisas não pode continuar. É inevitável a reação, pois do contrário a desordem dominaria no Cosmos. Para evitar essa calamidade, é indispensável que sejam novamente unidas a Religião, a Ciência e a Arte, em uma expressão mais elevada do Bom, do Verdadeiro e do Belo, do que anteriormente tinham.

Os acontecimentos futuros projetam sua sombra para frente, mostrando as consequências. Assim, quando as Hierarquias Criadoras, que são responsáveis pelo andamento desse Esquema de Evolução, perceberam certa tendência para o ultra materialismo que surgiria no Mundo ocidental, tomaram certas medidas para neutralizar e transmutá-lo ao devido tempo.

Elas não procuram, como pode fazer supor, matar a Ciência que ora floresce, do modo como esta procurou matar a Religião. Elas sabem que o Bem resultará no fim de tudo isso, quando então uma Ciência avançada se haja convertido de novo em harmoniosa colaboradora da Religião.

Uma Religião espiritual não pode, indubitavelmente, colaborar com uma Ciência materialista, do mesmo modo como a água não se mistura com azeite. Assim, oportunas medidas são tomadas para se espiritualizar a Ciência e tornar científica a Religião.

No século XIII, um ser humano muito elevado espiritualmente, que tem por nome simbólico de Christian Rosenkreuz, apareceu na Europa e iniciou sua obra, fundando a misteriosa Ordem dos Rosacruzes, a fim de lançar luz sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da vida e do Ser, sob um ponto de vista da Ciência, em harmonia com a Religião.

Nas passadas centúrias, os Rosacruzes vinham trabalhando secretamente, mas, ao princípio do século XX, chegou finalmente a hora de levar a público um ensinamento definido, lógico e consequente, a respeito da nossa origem, evolução e nosso desenvolvimento futuro e, também, o do mundo, conciliando os aspectos científico e espiritual. Ou seja: trazer os Ensinamentos Rosacruzes para a Região Química do Mundo Físico, trazendo o Cristianismo Rosacruz. E isso foi executado com a fundação da Fraternidade Rosacruz.

Todo o Ensinamento Rosacruz está apoiado, fundamentado e baseado na razão e na lógica. Se estudarmos afincamente, com disciplina e persistentemente os Ensinamentos Rosacruzes aprendemos que eles satisfazem a nossa Mente, fornecendo claras explicações a ela e possuem respostas para todas as nossas perguntas.

Expõem uma solução razoável para todos os mistérios, mas, e este é um “mas” muito importante: o Cristianismo Rosacruz não considera a compreensão intelectual de Deus como um fim em si mesmo.

Longe disto; quanto maior o intelecto, tanto maior existe o perigo de que fracasse. Em consequência, os Ensinamentos Rosacruzes são fornecidos, de modo científico, unicamente para que possamos crer e comecemos a viver uma vida religiosa, no sentido literal, ou seja o de religar (re-ligare), isto é, ligar de novo nós a nossa essência espiritual eterna.

Só assim, identificados por esse elo comum, poderemos formar a futura e verdadeira Fraternidade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro de 1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Cartas de Max Heindel

Carta de Max Heindel: “Almas Perdidas” e Atrasadas
Carta de Max Heindel: A Amizade como um ideal
Carta de Max Heindel: A Astrologia como um Auxílio na Cura de uma Pessoa Doente ou Enferma
Carta de Max Heindel: A Atitude Otimista e a Fé no Bem Final
Carta de Max Heindel: A Batalha que se trava internamente
Carta de Max Heindel: A Carne Animal e as Bebidas Alcoólicas
Carta de Max Heindel: A Concentração no Trabalho Rosacruz
Carta de Max Heindel: A Desvantagem em Dispersar as Nossas Forças
Carta de Max Heindel: A Dívida de Gratidão do Mestre
Carta de Max Heindel: A Epigênese e a Lei de Causa e Efeito
Carta de Max Heindel: A Epigênese e o Destino Futuro
Carta de Max Heindel: A Era de Aquário e a Nova Aliança
Carta de Max Heindel: A Fraternidade Rosacruz, um Centro Espiritual
Carta de Max Heindel: A Guerra Mundial e a Fraternidade Universal
Carta de Max Heindel: A Guerra: uma Operação para remover a Catarata Espiritual
Carta de Max Heindel: A Iniciação não pode ser alcançada por meio de Exercícios Respiratórios
Carta de Max Heindel: A Iniciativa e a Liberdade Pessoal
Carta De Max Heindel: A Lei do Êxito para os Assuntos Espirituais
Carta de Max Heindel: A Mensagem Mística do Natal
Carta de Max Heindel: A Necessidade de Difundir os Ensinamentos Rosacruzes
Carta de Max Heindel: A Necessidade pela Devoção
Carta de Max Heindel: A Nobreza de Todo Trabalho
Carta de Max Heindel: A Palavra-Chave dos Ensinamentos Rosacruzes
Carta de Max Heindel: A Profunda Angústia, Tristeza e o Sofrimento Atuais e a Paz Futura
Carta de Max Heindel: A Próxima Época no Ar
Carta de Max Heindel: A Pureza Geradora: o Ideal para você que nasceu no Ocidente
Carta de Max Heindel: A Razão das Provas que assolam o Estudante Ocultista
Carta de Max Heindel: A Razão por Haver Tantos Cultos Diferentes
Carta de Max Heindel: A Sacralidade das Experiências Espirituais
Carta de Max Heindel: Ajustando os Ensinamentos à Compreensão dos Outros
Carta de Max Heindel: Aprimorando e Melhorando as Nossas Oportunidades
Carta de Max Heindel: Arcos Descendentes e Ascendentes da Evolução
Carta de Max Heindel: Aumentando a Vida do Arquétipo
Carta de Max Heindel: Regendo Nossas Estrelas
Carta de Max Heindel: Concentração no Trabalho Rosacruz
Carta de Max Heindel: Construindo para a Vida Futura
Carta de Max Heindel: Cristo e sua Segunda Vinda
Carta de Max Heindel: Curando os Doentes
Carta de Max Heindel: Descida da Vida de Cristo a partir de Setembro
Carta de Max Heindel: Desejo – Uma Faca de Dois Gumes
Carta de Max Heindel: Deus – A Fonte e a Meta da Existência
Carta de Max Heindel: Domando os Membros Insubordinados
Carta de Max Heindel: Exercícios Diários para o Cultivo da Alma
Carta de Max Heindel: Fraternidade Rosacruz, um Centro Espiritual
Carta de Max Heindel: Guardiões Invisíveis à Humanidade
Carta de Max Heindel: Início dos Trabalhos para a Construção do Primeiro Edifício em Mount Ecclesia
Carta de Max Heindel: Instrutores Espirituais: Verdadeiros e Falsos
Carta de Max Heindel: Maçonaria Mística, Co-Maçonaria e Catolicismo
Carta de Max Heindel: Meios Antinaturais para Obter Espiritualidade: quais são?
Carta de Max Heindel: Métodos Orientais e Ocidentais de Desenvolvimento
Carta de Max Heindel: Movimentos Cíclicos do Sol
Carta de Max Heindel: Nossa Responsabilidade em Divulgar a Verdade
Carta de Max Heindel: O Amor, a Sabedoria e o Conhecimento
Carta de Max Heindel: O Batismo de Água e do Espírito
Carta de Max Heindel: O Consumo de Carne Animal e o Uso de Peles, Couros e de outras partes dos Animais
Carta de Max Heindel: O Corpo Vital de Jesus
Carta de Max Heindel: O Crescimento Anímico por meio da Ação
Carta de Max Heindel: O Desenvolvimento do Coração e a Iniciação
Carta de Max Heindel: O Equilíbrio é de Grande Ajuda nos Momentos de Estresse
Carta de Max Heindel: O Espírito de Cristo e a Panaceia Espiritual
Carta de Max Heindel: O Inventário Espiritual durante a Estação Santa
Carta de Max Heindel: O Medo Desnecessário da Morte
Carta de Max Heindel: O Pão e o Vinho Místicos
Carta de Max Heindel: O Papel do Mal no Mundo
Carta de Max Heindel: O Papel dos Estimulantes na Evolução
Carta de Max Heindel: O Poder Interno e a Responsabilidade que o Acompanha
Carta de Max Heindel: O Processo de Constituição Legal e os Planos Futuros da Fraternidade
Carta de Max Heindel: O Propósito da Guerra e a Nossa Atitude para com ela
Carta de Max Heindel: O que o Discípulo pode esperar do Mestre
Carta de Max Heindel: O Sacrifício e o Progresso Espiritual
Carta de Max Heindel: O Significado Cósmico da Páscoa
Carta de Max Heindel: O Sufrágio Feminino e a Igualdade Moral
Carta de Max Heindel: O Trabalho do Espírito de Raça
Carta de Max Heindel: O Valor em se rever as Lições Passadas
Carta de Max Heindel: O Vício do Egoísmo e o Poder do Amor
Carta de Max Heindel: O Voto Feminino e a Igualdade Moral
Carta de Max Heindel: Onde devemos procurar a verdade e como devemos reconhecê-la
Carta de Max Heindel: Os Auxiliares Invisíveis e o seu Trabalho nos Campos de Batalha
Carta de Max Heindel: Os Esforços Extenuantes da Alma Aspirante diante das Dificuldades
Carta de Max Heindel: Os Espíritos de Raça e a Nova Raça
Carta de Max Heindel: Os Reais Heróis do Mundo
Carta de Max Heindel: Páscoa, uma Promessa de Vida Recém-construída e Bem Desenvolvida
Carta de Max Heindel: Por que o que Busca a Verdade deve viver no Mundo?
Carta de Max Heindel: Preparativos para a Mudança para Mount Ecclesia
Carta de Max Heindel: Prosperidade Espiritual para o Ano Novo
Carta de Max Heindel: Regendo Nossas Estrelas
Carta de Max Heindel: Retardatários na Evolução
Carta de Max Heindel: Sacrifício – Um Fator de Progresso Espiritual
Carta de Max Heindel: Serviço aos Outros Durante o Próximo Ano
Carta de Max Heindel: Serviço Altruísta aos Outros
Carta de Max Heindel: Servindo onde melhor estivermos preparados para servir
Carta de Max Heindel: Todo Desenvolvimento Oculto começa no Corpo Vital
Carta de Max Heindel: Tolerância com a Crença dos Outros
Carta de Max Heindel: Um Apelo à Pureza
Carta de Max Heindel: Um Apelo pela Igreja
Carta de Max Heindel: Um Método para Discernir a Verdade da sua Imitação
Carta de Max Heindel: Um Tribunal Interno da Verdade
Carta de Max Heindel: O Valor dos Sentimentos Retos

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um moderno Tabernáculo com Missão Especial: o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico

Nós, ao nascermos, mais uma vez aqui, não estamos formados ainda. Sabemos, à luz da Ciência e da Filosofia Rosacruz, que desenvolvemos o nosso Corpo Denso até por volta dos sete anos. Então nasce o nosso Corpo Vital e é desenvolvido até cerca dos catorze anos, em que a puberdade marca o nascimento do nosso Corpo de Desejos. Desenvolvemos o nosso Corpo de Desejos até perto dos 21 anos, quando nasce a nossa Mente e aí somos considerados (não sem razão, portanto) pelas leis civis, como cidadão, capaz de exercer nossos deveres e direitos.

Nesse desenvolvimento, há a chamada idade perigosa, que medeia entre os catorze anos e vinte anos. É quando nós, como um jovem, começamos a formar nosso próprio sangue, começamos a mostrar nossa verdadeira natureza, inteiramente pessoal, distinta dos nossos pais e demais ascendentes (porque a hereditariedade afeta apenas a parte física!). A nossa Mente ainda não se formou e sob os impulsos do Corpo de Desejos, nós, um jovem, sentimos a íntima necessidade de autoafirmação, começamos a reagir contra as ordens dos pais e dos responsáveis. Julgamo-nos donos do nosso nariz, como se costuma dizer. É uma idade difícil. Se os nossos pais ou responsáveis não conquistaram a nossa confiança e o nosso amor de filho ou de filha, pelo exemplo e pela coerência de atitudes, amorosas e justas, terão dificuldade conosco nessa fase de nossa educação.

O mesmo ocorre, por exemplo, no desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive da Fraternidade Rosacruz. Max Heindel, profundo e inteligente como era, previu isso. Disse ele que, em seu desenvolvimento, como qualquer outra organização, a Fraternidade Rosacruz teria problema quando seus Estudantes Rosacruzes estivessem passando a “maturidade espiritual”. É inevitável.

O Estudante Rosacruz, sentindo seu avanço, a influência que vai exercendo em seu meio ambiente imediato, a facilidade que vai tendo na compreensão de tudo, graças às “chaves” que recebeu na Fraternidade Rosacruz corre o imenso risco de começar a se envaidecer. Ele mesmo não percebe isso; é um sentimento perigoso, sutil, insinuante, com feições de legítimo, mas, no fundo, é pura vaidade.

Daí Max Heindel chamar a esse nível, onde ocorre mais esse risco, de Probacionista, ou seja, “aquele em que se é provado”. Não provas dramáticas contra dragões e perigos horripilantes, quixotescos. Não, provas sutis, segundo o ponto fraco de cada um.

Max Heindel comparou a ascensão do Aspirante à vida superior a uma torre de igreja, larga na base e que vai estreitando à medida que sobe, até que há um ponto suportando a cruz. No caminho da regeneração, também, tudo é definido no começo. Muitas coisas são permitidas, porque a medida da instrução é o que o Estudante Rosacruz pode aprender e não o que a Escola Fraternidade Rosacruz pode ensinar. Mas, à medida que ele avança, as relatividades aumentam em tudo e o rigor de consciência desperta a tortura em cada desvio. Então, a diferença entre o bem e mal é sutil. Ele já não responde facilmente como antes. Há muitos fatores a considerar. É como o fio da lâmina de uma navalha.

Mas, se o Estudante Rosacruz não for cuidadoso e prudente na observação de si mesmo poderá, facilmente, escorregar de um lado para outro, entre o fanatismo e a indiferença; pode interpretar como legítima sua vontade de mudar as coisas e, como o jovem do nosso exemplo acima, passa a criticar os pais ou os responsáveis chamando-os de antiquados, de prepotentes, atrasados, ignorantes e outros adjetivos afins.

É uma fase; uma “idade” perigosa. Foi por isso que surgiram ramificações por aí, com nomes de “Rosacruz”, “independentes” como o mocinho carente de mentalidade e equilíbrio e, principalmente, carente de um elo superior, no caso a Ordem Rosacruz, que está na Região Etérica do Mundo Físico.

É certo que os Irmãos Maiores, como educadores sapientíssimos, sabem compreender tudo isto e ajudam seus “filhos” a vencer as provas; mas fornecem muito mais possibilidades aos que exercitam sua Epigênese dentro do ideal traçado. Liberdade mal orientada é Epigênese desperdiçada, se bem que as consequências evidenciam o erro e reconduzem ao caminho.

Isto ocorre em todas as organizações, grupos, equipes e centros de estudos. Já vivemos estas experiências, mas temos a felicidade de compreender nossa adolescência e a sabedoria de nossos pais e responsáveis, simbolicamente, aqui: Cristo, os seus auxiliares que são os Irmãos Maiores, e que se expressam por meio dos Ensinamentos Cristãos, pedagogicamente detalhados como Ensinamentos Rosacruzes.

Este problema, esta prova de se julgar cerceado em sua liberdade, de querer ser diferente, é natural da adolescência, mas não traz maiores consequências quando os pais ou responsáveis souberam educar seus filhos.

Em nosso caso, sob a orientação da Escola Fraternidade Rosacruz sabemos que ela respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um e procura emancipar os Estudantes Rosacruzes de toda limitação de sua Personalidade e das dependências externas (sejam de pessoas ou de “coisas”) para que seja um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”. Logo, se existe esta impressão, é interna, é pessoal, da vaidade, da Personalidade que se vê acuada, ameaçada e luta por seu reino, como Herodes ao tempo em que nasceu o menino Jesus. Um é o reino do mundo e o outro o Reino dos Céus. Este deve conquistar aquele, mas a luta custará à vida de muitos ideais, de muitos esforços.

Suscitamos este tema por vários motivos: primeiro porque é sempre atual; segundo, porque já temos muitos Probacionistas que precisam ficar alertas contra as armadilhas da natureza inferior que cada um temos; terceiro, porque é preciso compreender que o movimento Fraternidade Rosacruz não é uma Escola de cegos guiando cegos, sem lastro iniciáticos, senão que, reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico, é só estudar com atenção o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz para ter uma prova disso.

Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou em grupos, há uma ajuda esclarecida, há um observador consciente que nos respeita a liberdade, que nos estimula, que nos compreende como um “pai” maravilhoso, um pedagogo incomparável, que são os Irmãos Maiores; quarto, porque a “Fraternidade Rosacruz” não são sedes, prédios, salas, nem “diretorias”, “conselhos” e outros “cargos” que porventura sejam criados. A Fraternidade Rosacruz é algo interno, vivente, que se forma com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente, harmonioso, concordante de todos os Estudantes Rosacruzes ativos e sinceros, na consecução de um Ideal superior, qual seja, a elevação de mundo à altura de Cristo, nosso único Ideal.

Isso não quer dizer que a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, não tenha um efeito especial, como fulcro físico. Tem sim! Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, escolheu aquele lugar não por acaso, mas porque sabia se tratar de um dos sete centros de irradiação espiritual, do Planeta Terra, de modo a favorecer a difusão dessa nova tônica do movimento Cristão Esotérico pelo mundo inteiro, de forma que não seria possível com apenas os recursos de seus Estudantes Rosacruzes. Além do mais, conforme Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um Arquétipo previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o propósito de alimentar o corpo de nosso ideal até o tempo previsto na Era de Aquário. Além do que podem ver nossos olhos físicos, além do que nossos limitados sentidos de neófitos, há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade Rosacruz, que precisa do esforço de cada Estudante Rosacruz ativo e sincero, mas que não depende apenas de nós para sua sobrevivência.

Afinal, a Sede Mundial, fundada por Max Heindel, sob orientação direta dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro.

Realmente assim é. Não importa o “nome dos pedreiros”, a construção continua seguindo as linhas traçadas previamente por um Arquétipo. Nenhum esforço errado poderá subsistir.

Encerramos com S. Paulo, apóstolo: “Eu plantei; Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus, e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus..” (ICor 3:6-9). “Quanto ao fundamento, ninguém pode colocar outro diverso do que foi posto: Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia torná-la-á conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um.” (ICor 3:11-13).

Sejamos, pois, sempre como células ativas, tecidos vivos, órgãos normais no corpo da Fraternidade Rosacruz, sem jamais inquirir, como células, a que a outra faz; o propósito da Fraternidade Rosacruz é o desenvolvimento individual, para que o corpo cresça em eficiência, como Deus cresce com o pequenino acréscimo de nossa evolução individual. Deus é Amor. O amor une e edifica. “Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.” (IJo 4:16).

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Problemas da Intimidade: Quem se desilude é porque se iludiu primeiro

Apelando para a sabedoria popular, costuma dizer nosso “caipira”: “para conhecermos alguém é preciso comermos juntos um saco de feijão”, isto é, conviver durante um tempo razoável com ele. De fato, a convivência traz a intimidade e esta nos revela a pouco e pouco as fraquezas e virtudes de seu caráter.

E como ainda uma grande maioria das pessoas está engatinhando no Cristianismo Esotérico e “bebendo do leite da doutrina”, tem a tendência inferior de ver e exaltar os defeitos e se lembrar pouco das virtudes.

A Filosofia Rosacruz nos ensina que todos nós, mesmo os selvagens, temos algo de bom, que deve ser exaltado e cultivado. No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz estudamos um trecho de uma história em que Cristo e seus Discípulos, passando pelo cadáver em putrefação de um cachorro, disse: “As pérolas são menos alvas que seus dentes”. Num espetáculo que parecia inteiramente nauseabundo e feio encontrou Ele motivo de beleza, porque sabia dos benéficos efeitos que produzia sobre o Mundo do Desejo, ao “procurar o bem em todas as coisas”. E no fim de nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo repetimos sempre que o oficiamos: “esforcemo-nos por esquecer, diariamente, os defeitos dos nossos irmãos e procuremos servir a divina essência neles oculta, o que constitui a base da Fraternidade”.

No entanto, verificamos todos os dias que muitos de nós, Estudantes Rosacruzes, nos esquecemos desses princípios e nos deixamos arrastar pelos antigos hábitos de crítica destrutiva. Ora, um hábito com outro se corrige. Não é possível conciliarmos hábitos errados do passado com a formosa Filosofia Rosacruz. “Não se põe remendo novo em vestido velho” (Mt 9:16, Mc 2:21 e Lc 5:36), senão, que “devemos morrer todos os dias” (ICor 15:31) nas coisas erradas para formar o novo ser humano.

Aqueles que entram na Fraternidade Rosacruz e dela se afastam quando percebem um defeito em outro irmão ou em outra irmã não compreendeu que constituímos uma Escola de ensino e prática do Cristianismo Esotérico, ou seja, de aperfeiçoamento Cristão e, apesar de nossas falhas e defeitos, procuramos fazer o melhor possível.

Além disso, o que nos deve fixar na Fraternidade Rosacruz não são as pessoas, mas o ideal Rosacruz. É verdade que devemos dar o melhor exemplo possível, “dentro de nossas forças”, pois, os principais colaboradores estão, de certo modo, como a cidade edificada sobre o monte ou o lampião do velador (Mt 5:14-15), algo destacados e mirados pelos principiantes como indivíduos melhores. Daí, muitas vezes, a decepção e afastamento de um novo Estudante Rosacruz quando percebe neles algum defeito.

Repetimos: busquemos cada um o ideal Rosacruz, ou seja, cumprir o programa de aperfeiçoamento interior que por si não dá tempo para reparar nos outros – pois há muito que aprender e praticar – e procurar ver em tudo o que há de bom (que sempre existe).

Errar é próprio de cada um de nós e pelo fato de alguém entrar na Fraternidade Rosacruz não quer dizer que seja um santo ou que, após tantos anos por estar ali, se converta num Iniciado.

Afinal, quem se desilude é porque se iludiu primeiro. Quem ensina a por pedestais sob dirigentes? Max Heindel nos ensina que o mundo é uma escola – a Escola da Vida – e a Fraternidade Rosacruz uma escola que veio para lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto de vista científico, em harmonia com a Religião, e onde são fornecidos a todos os meios de se elevarem com suas próprias forças (e não por forças externas) ao domínio de si mesmo e, desse modo, alcançar a possibilidade de cruzar os portais da Iniciação para a Ordem Rosacruz. Na Fraternidade Rosacruz aprendemos que até os Iniciados erram e é com isso que aprendem cada vez mais.

Não estamos defendendo as fraquezas nem os defeitos. Todos devemos nos esforçar para dar o melhor exemplo possível e se alguém escorrega, então o que devemos fazer como Cristãos é ajudá-lo de modo inteligente e construtivo e não o enterrar mais com as vibrações maléficas de nossos maus pensamentos e nossas más palavras de ferina crítica, pois sabemos que “todos colhem conforme semeiam” (Gl 6:7-8), tanto os que criticam como os que realmente erram.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ordem Rosacruz, Fraternidade Rosacruz e suas Relações

A Ordem Rosacruz é uma Irmandade dedicada ao desenvolvimento das faculdades humanas, à exploração das leis mais profundas da Natureza e ao estabelecimento de uma Comunidade Cristã na Terra. Ela se encontra na Região Etérica do Mundo Físico onde tem o seu Templo: o Templo Rosacruz.

A Ordem Rosacruz tem o objetivo de lançar uma luz oculta sobre a mal-entendida Religião Cristã, e para explicar o mistério da Vida e do Ser do ponto de vista científico, em harmonia com a Religião.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz são seres humanos que passaram pelas nove Iniciações Menores e pelas quatro Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs.

A Ordem Rosacruz constitui uma Ordem Sagrada, mas atua externamente por meio de indivíduos e grupos. A Fraternidade Rosacruz é uma dessas Associações. Ela se encontra aqui na Região Química do Mundo Físico. Ela foi criada para tornar os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental acessíveis a todos que buscam respostas lógicas e científicas para os Mistérios da vida e do ser.

A Fraternidade Rosacruz é uma escola e visa emancipar o indivíduo da dependência de fatores externos e alcançar, em vez disso, uma plena confiança no Deus interior.

A Fraternidade Rosacruz, como uma escola, existe com o propósito de informar os inquisidores e instruir os Estudantes Rosacruzes no trabalho preparatório para ingressar na Ordem Rosacruz.

A Ordem Rosacruz trabalha especificamente com os povos do Ocidente, e seus métodos de desenvolvimento espiritual são especialmente concebidos para atender às necessidades intelectuais e religiosas dessas pessoas.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz trabalham para promover um desenvolvimento equilibrado entre a Mente e o Coração – a razão e a intuição. Eles trabalham para restabelecer a unidade dos três campos do esforço humano: Arte, Religião e Ciência.

A Ordem Rosacruz foi fundada no século XIV por Christian Rosenkreuz, um mensageiro da Grande Fraternidade Branca dos Divinos Hierarcas que guiam a Humanidade no caminho da evolução.

A Ordem Rosacruz é uma das sete Escolas Menores de Mistérios do mundo. Seus doze Irmãos Maiores, juntamente com seu décimo terceiro membro, o Líder, não possuem organização material, de modo que seu trabalho é desconhecido para todos, exceto os Iniciados de vários graus, desde o primeiro da Iniciação Menor até o quarto da Iniciação Maior.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Gloriosa Era: revistamos do áureo manto nupcial para a futura comunhão com Cristo

Durante tempos antigos sem conta, de nosso passado evolutivo, aprendemos a construir os diferentes veículos em que hoje, como Egos (Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui), atuamos. Através desse trabalho fomos passando de classe em classe na Grande Escola de Deus. Em cada fase maior e menor fomos adquirindo gradativo desenvolvimento de Níveis de Consciência. Porém, cada qual aprendia, assimilava e crescia segundo seu particular modo de adaptação e reação. Uns caminharam depressa, outros regularmente, outros se atrasavam.

Na Época Atlante, quando a neblina se condensou e encheu os recôncavos da Terra, nos obrigando a buscar as mesetas e planaltos, muitos pereceram asfixiados, porque não haviam desenvolvido os pulmões, indispensáveis para respirar na atmosfera mais rarefeita das alturas. Esses não puderam passar pelo portal do arco-íris, à nova Era, a Era de Áries – a primeira da Época Ária –, com suas secas condições.

Agora, novamente, estamos nos aproximando de uma grande transformação mundial. Cristo se referiu a essa transição e como arauto da Nova Era, a Era de Aquário, a Fraternidade Rosacruz, tal como Noé, vem nos preparar.

Acautelemo-nos para que não sejamos apanhados desprevenidos e busquemos a amorosa, eficiente e desinteresseira orientação da Fraternidade Rosacruz.

Aquário é um Signo de Ar, científico, intelectual, inovador, original e independente. A nova chave de nosso desenvolvimento, iniciado nesta Época Ária pela razão, irá encontrar sua sublimação nessa gloriosa Era de Aquário, quando, então seremos capazes de resolver o enigma da vida e da morte de maneira a satisfazer, igualmente, o Coração e a Mente. Nessa Era, quem se prepara desde já, poderá desfrutar da verdadeira felicidade, pela unidade racional da Arte, Religião e Ciência, pois, todas essas atividades, em vez de se digladiarem pela contradição, em consequência da falta de visão de seus pontos comuns e básicos, se completarão coerentemente.

Aquário tem regência especial sobre os Éteres, o elemento de transição sensorial. Os dilúvios que submergiram o continente atlântico, ou a Atlântida, eliminou, até certo ponto, a umidade contida no ar, quando a concentrou no oceano. Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrar em Aquário, quase toda a umidade ainda remanescente desaparecerá e as vibrações visuais serão mais facilmente comunicadas por sua elétrica e seca atmosfera.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz deram o encargo da expansão dos Evangelhos, da mais profunda forma, à Fraternidade Rosacruz, por intermédio de Max Heindel. Ora, nós fazemos parte da Fraternidade Rosacruz e estamos sendo preparados para fazer nossa parte nessa importante missão. E a maneira de executá-la, também a aprendemos lá pregando o Evangelho através da reta e amorosa ação e obra, em todos os campos, em todos os assuntos. Isto pressupõe começar por nós mesmos, pela vivência convicta e simples daquilo que pretendemos disseminar. Nisso consiste a vida de um verdadeiro Cristão: uma Mente Pura, um Coração Nobre e um Corpo São a serviço de Cristo.

O destino da Fraternidade Rosacruz está em nossas mãos! É ao mesmo tempo um privilégio e uma grande responsabilidade, que nos lembra S. Lucas, 12:48: “A quem muito foi dado, muito lhe será exigido”.

Os primeiros a verem e viverem as ideais condições dessa gloriosa Era de Aquário deverão ser as pessoas que habitam o lado ocidental do Planeta Terra, que já começaram a preparar uma Ciência religiosa e uma científica Religião.

O entendimento deste trabalho preparatório e a gradual vivência e comunicação destes princípios irão construindo, “sem ruído de martelos”, o veículo em que funcionaremos nas novas condições: o “soma pushicom” citado por S. Paulo, que nos possibilitará ir ao encontro de Cristo nas nuvens (nos ares) e com Ele cearemos no cenáculo do “Homem do Jarro” (Aquário). Não se realiza tal empresa em pouco tempo. É preciso renúncia aos nossos vícios – “homem velho” e adoção de mais racionais meios de vida (naturalismo, dieta vegetariana, reforma e equilíbrio emocional e mental, exercícios de devoção e disciplina mental, etc.) – “homem novo”.

A Fraternidade Rosacruz oferece, a quem quiser, orientação conscienciosa e segura, para que nos convertamos num digno discípulo de Cristo e nos revistamos do áureo manto nupcial – o Corpo-Alma – para a futura comunhão com Ele.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz janeiro/1967-Fraternidade Rosacruz -SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Testes na Longa e Árdua Busca

Na esfera intelectual do mundo civilizado de hoje há uma grande inquietação. Muitos “correm de um lado para outro” em busca de algo que consideram mais fácil tatear do que definir. São atraídos e se envolvem superficialmente com cada novo culto, seita, movimento que surge no inquieto firmamento religioso e, observando cuidadosamente seu exterior, dão atenção passageira a qualquer novo preceito ou explicação, que muitas vezes não é mais do que uma desculpa, e então seguem adiante em seu caminho à deriva, como a volúvel borboleta que visita cada flor de cores vivas e prova do seu pólen.

A princípio, eles trilhavam esse caminho de forma quase inconsciente, cedendo apenas ao espírito de curiosidade. Mas, após algum tempo, ao observarem discrepâncias e aparentes anomalias nas afirmações e explicações das várias seitas, começaram a se sentir confusos, incertos, insatisfeitos. Ao atingirem o primeiro grau de consciência em sua busca, proferem o histórico clamor de Pilatos, que se encontrou uma vez em posição semelhante e, em sua dificuldade, perguntou: “O que é a Verdade?[1].

Assim, pela primeira vez essas pessoas percebem que sua passagem de um conjunto de opiniões a outro tem um objetivo definido. Embora sua natureza pareça muito nebulosa no início, à medida que suportam as decepções tal objetivo definido, gradualmente, se destaca do pano de fundo, tornando-se nítido, imponente e, por fim, capaz de compelir a atenção do buscador.

Essa insatisfação e esse questionamento são o sinal externo dos primeiros e definidos esforços para tatear o caminho. E, se o viajante usa o lado intelectual para sentir o percurso adiante, então as dúvidas, os medos e as perplexidades formarão os espinhos da sua Via dolorosa.

Ele será intelectualmente atacado por todos os lados; toda variedade de doutrina e prática lhe aparecerão e tentarão ser reconciliadas com as demais, até que, com a Mente exausta e a cabeça latejante, ele talvez seja induzido a elevar sua consciência da confusa diversidade até sua Fonte, a grande Unidade, para proclamar, com o ritmo do Coração e da Mente: “Guia-me, ó luz, no meio dessa escuridão que me cerca”.

Essa admissão do fracasso é, na realidade, o momento de maior sucesso do buscador, pois elevou sua Mente, ainda que por um breve período, aos Reinos onde o conhecimento desejado prevalece sem impurezas. Ao reconhecer sua própria fraqueza, ele se torna receptivo à assistência daqueles Seres que, atuando a partir dos planos suprafísicos, erguem-Se como representantes do Bom Pastor, sempre prontos a auxiliar os mais adiantados do Seu rebanho.

Jamais houve uma alma sincera cujas palavras, sendo proferidas pelo desespero diante da sua incapacidade de desfazer o aparente emaranhado formado pelo entrelaçamento dos inúmeros fios das aparências, não tenham ressoado nos reinos suprafísicos — e cujo chamado não tenha sido prontamente atendido por Aqueles que trabalham e guiam a nossa Humanidade.

A partir desse momento, ele receberá ajuda e orientação do invisível à visão física, embora as fontes dessa assistência permaneçam não manifestas. Isso não significa, contudo, que ele será conduzido pela mão até a nascente e que, após banhar seus olhos e voltar a contemplar o antigo enigma, aquilo que antes era inexplicável lhe parecerá claro. De modo nenhum!

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, ao distribuírem qualquer coisa sob Sua guarda — seja amor, sabedoria ou o poder de discernir na ação — têm em vista apenas isto: o valor potencial do serviço do recebedor. Eles são, na realidade, os “diretores de palco” deste cenário mundial onde se desenrola o drama da vida; portanto, o único propósito que Eles têm ao distribuir qualquer talento é que aquele que o receba possa se tornar um ator eficiente na peça que jamais cessa. Somente o altruísmo define a verdadeira eficiência no serviço cósmico.

Por essa razão, após ter feito sua súplica, o buscador é, antes de tudo, posto à prova quanto à sua persistência e constância — pois, sem essas duas qualidades, ele seria inútil como futuro Auxiliar Visível ou Invisível e acabaria causando infelicidade, em consequência de seu fracasso nessa direção.

Uma sensação de alívio toma conta do buscador quando ele derrama o seu Coração, pois foi verdadeiro consigo mesmo. Compareceu ao verdadeiro confessionário e não necessita de lábios terrenos para lhe dizer que suas falhas foram perdoadas, compreendidas e que uma graça invisível o auxiliará em futuras tentativas de resolver seus problemas. Assim, retorna à esfera intelectual do mundo cotidiano para se aplicar novamente às mesmas questões.

Ele lê, investiga e medita sobre os grandes mistérios da origem, do propósito e do destino da vida, bem como sobre a justiça das circunstâncias. E, embora pareça estar mais próximo de uma solução no sentido mais profundo, um pouco mais adiante surge outro impasse — e o mesmo muro impenetrável, formado por toda espécie de qualidade negativa, ergue-se novamente ao seu redor.

Ele nada sabe sobre o trabalho que ocorre por trás das cenas e, portanto, pode ser perdoado se, diante desse obstáculo, até mesmo sua fé acumulada falhar. Como resultado, poderá abandonar a busca, declarando que o conhecimento seja impossível e que tudo não passe de especulação — ou deixar-se levar pelo conjunto de opiniões que lhe seja mais conveniente.

Essa é a prova sábia e necessária estabelecida pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz a todos que buscam a Verdade de forma definida. Na Fraternidade Rosacruz, onde as regras se baseiam nos fatos ocultos e vigentes, o Estudante Rosacruz deve permanecer na seção mais elementar, qualquer que seja seu conhecimento prévio, por um período de dois anos, antes que possa ter a oportunidade de tocar na orla dos Ensinamentos Rosacruzes mais profundos.

Aqueles que governam a própria Ordem Rosacruz também atuam intensamente em linhas auxiliares e semelhantes, no Mundo ocidental; portanto, aplicam os mesmos métodos — que são os únicos racionais sob ambos os pontos de vista, quando devidamente compreendidos.

A prova mencionada pode durar períodos variados, contados em meses ou anos, e muitos cairão pelo caminho, exaustos ou desanimados, ou se desviarão por trilhas secundárias. Assim, aqueles que buscam o conhecimento movidos por mera curiosidade ou motivos incertos são gradualmente eliminados da jornada e somente os atores com potencial permanecem.

Com o passar do tempo, a terceira etapa começa a se desenvolver. O buscador inicia sua compreensão da necessidade do discernimento. Antes, ele se deixava fascinar por cada seita, culto, movimento, que oferecesse novas explicações, julgando todo assunto pela soma dessas apresentações. A partir dessa experiência adquirida, ele começa a reunir e analisar suas informações; com o tempo, é capaz de sintetizar o conjunto e discernir uma unidade onde antes havia apenas diversidade e contradição.

Avançando por essas linhas, a Mente acaba por se concentrar internamente nos fundamentos e princípios das coisas e ele se faz uma nova pergunta — uma melhora em relação à primeira: “Qual é a natureza da Verdade; do que ela é feita e a que deve se relacionar?”.

Após a análise dessa questão, aparentemente sem importância, devemos discernir que a Verdade religiosa deva lidar com uma explicação das condições superfísicas e a sua relação com o indivíduo. Três coisas podem ser ditas para descrever o propósito racional da Verdade religiosa: primeiro, a exposição dos fatos superfísicos. Segundo: a elucidação das leis superfísicas. Terceiro: a apresentação de conselhos e regras de vida que estejam em harmonia com as condições mencionadas anteriormente.

O propósito da Religião, desde sua origem, tem sido reforçar o último ponto mencionado, oferecendo apenas o suficiente dos dois primeiros para acalmar a Mente. O conjunto foi envolto em alegorias e centrado na história do fundador da Religião Cristã, para que pudesse ser mais bem assimilado pelos povos aos quais foi transmitido.

No entanto e na realidade, a Religião Cristã é um sistema de moralidade baseado em uma ciência. Ela é uma expressão simbolizada de fatos cósmicos. O ocultismo é a única Ciência do Universo e o fato de ser a fonte e a inspiração de todas as Religiões é comprovado por sua unidade nos aspectos essenciais.

Essa Ciência pode ser comparada a uma nascente natural, situada em uma alta montanha e envolta na imaculada veste da neve, jamais tocada por mão ou sopro de qualquer criatura — a fonte da qual vários grandes rios se originam, todos fluindo para o mesmo oceano ilimitado: as vias aquáticas dos povos da Terra. O buscador chegou agora ao grau em que essa Fonte surge diante da sua visão: grande é, de fato, o seu privilégio.

O ocultismo lida com os fatos do Universo e, portanto, é evidente que um longo caminho de paciente persistência foi necessário antes que o Aspirante à vida superior pudesse discernir até mesmo os contornos.

Com os primeiros vislumbres do monte coberto de neve, o viajante, vindo de longe, pode facilmente parar e agradecer do fundo do coração, pois agora poderá construir o Templo da sua adoração sobre a rocha do fato, em vez das areias movediças da crença; nenhuma tempestade demolirá essa estrutura ou a arrastará para longe, pois a convicção resultante alcança os Planos interiores do ser, ali se registrando — assim, ele adquire a bênção e a alegria do ser humano: “uma casa feita não por mãos, mas eterna nos Céus[2].

Em retrospecto, ele vê o caminho que percorreu, da aceitação inconsciente até a primeira aurora da inquietação intelectual e consciente, a precursora de um longo período de intenso sofrimento. Observa o abandono gradual da apresentação exotérica, em favor da percepção da substância interior das diversas doutrinas – a esotérica – e reconhece seus primeiros passos ascendentes na aurora da compreensão da natureza inerente da Verdade.

As dúvidas, os medos e o cansaço que o assombraram nas fases mais sombrias do caminho surgem agora diante de seus olhos como fantasias passadas das quais ele extraiu “a pérola de grande valor[3]. E a realização consciente da posse desse tesouro transforma sua alegria em vontade de alcançar e na determinação de usar seu conhecimento, um poder e remédio universal contra todos os males, para aliviar a dor e dissipar a ignorância de seus semelhantes.

(Publicado na: Rays From The Rose Cross – fevereiro/1917 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: Jo 18:38

[2] N.T.: IICor 5:1

[3] N.T.: Mt 13:45-46

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Vós Sois Meus Amigos”: fomos ensinados a praticar essa frase no nosso cotidiano

Vós sois meus amigos” (Jo 15:14-16). Frase simples, que se dilui no contexto grandioso dos Evangelhos. Não raro, passa despercebida a profundidade de seu significado.

O fato de o Cristo nos considerar amigos transcende qualquer possibilidade do conhecimento humano. Mas, a transcendentalidade do fato não nos impede de meditar e de lhe extrair lições.

O Cristo, quanto à evolução, encontra-se muito acima da nossa Onda de Vida. Não obstante a distância evolutiva que nos separa, Ele desceu ao nosso plano, isto é, Ele habitou entre nós e nos considera amigos. Se esse glorioso Ser pode assim nos considerar, seguramente não poderemos ser menos que amigos entre nós mesmos.

Na Bíblia, à frase “Vós sois meus amigos” segue-se: “se fizerdes as coisas que Eu mando”. O que Ele mandou fazer, por suposto, é praticar Seus Ensinamentos, os Ensinamentos Cristãos, na vida diária, para o despertamento do Cristo Interno. É a única maneira de chegarmos a ser como Ele, fazendo o que Ele fez e coisas maiores ainda. Se nos empenharmos em assim proceder, seremos Seus Discípulos e mais do que isso, Seus amigos.

Nesse particular, o conceito de amizade transcende a ideia geralmente aceita de estima e afeto entre um grupo de indivíduos intimamente relacionados e ascende a um nível indiscutivelmente superior, ao plano da amizade universal, na qual todos se incluem.

Se fizermos o que Ele nos mandou seremos Seus amigos no sentido mais elevado do termo. Também alcançaremos o nível de amizade ideal com nossos semelhantes, não só com aqueles que estão buscando a iluminação espiritual ao longo do caminho que estamos trilhando, mas com todos os viajores de outras rotas.

Quando chegamos a ser amigos de Cristo, certamente inspiraremos amizade aos indivíduos por força de nossa conduta profundamente compassiva.

O melhor que pudermos fazer por cada um, seja individual seja coletivamente, como membros da Fraternidade Rosacruz, será realizado por meio da amizade. Podemos ajudar uma pessoa porque a consciência nos obriga a fazê-lo; ou porque nos apiedarmos dele; ou porque isso pode nos trazer alguma vantagem pessoal. Sob quaisquer dessas circunstâncias poderemos ser úteis. Porém, somente quando nos consideramos seus amigos, ligados por sentimentos de estima e compreensão, sobrepondo-nos aos nossos interesses pessoais, é que lhe seremos verdadeiramente úteis.

Quando trabalharem juntos, unidos e inspirados pelos laços de amizade, poderemos realizar algo realmente duradouro.

Lembremo-nos sempre que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, cujos belos ensinamentos nos uniram nesse Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, honram os seus Discípulos da mesma maneira que Cristo honrou os Seus Apóstolos chamando a cada Discípulo de Amigo!

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/dezembro/1987 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Dura Revelação: o que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz têm a dizer

Muitas pessoas costumam se queixar de que a espiritualização “dá muito trabalho e muita preocupação”. E elas estão certas! A incorreção está no fato que, encaram esse trabalho como um obstáculo à realização do que se propõe, e não como um meio para despertar as próprias potencialidades, latentes emcada um de nós.

Nada se adquire sem trabalho e sem esforço próprio. É necessário, especialmente no princípio, quando estivermos dando os nossos primeiros passos no Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz, certo esforço para aprender a progredir, um esforço que implica em muita renúncia a defeitos e imperfeições.

E é extraordinário notar como achamos, no início, que temos só este ou aquele defeito, que se corrigirmos determinadas tendências, estaremos já realizados em uma boa extensão; e é extraordinário, também, percebermos, quando chegamos a certa etapa desse Caminho, já tendo percorrido um longo trecho da nossa peregrinação, que todos aqueles defeitos já corrigidos e outros, e mais outros com os quais não contávamos e que foram aparecendo no nosso trabalho, nada mais foram do que um princípio de correção apenas, que o nosso trabalho exige uma reforma completa.

Que no início estávamos completamente errados; que pensávamos errado; sentíamos errado; vivíamos errado; servíamos errado; que tudo aquilo que nos parecia certo, de repente nos aparece com a surpreendente necessidade de uma reforma total e o que ainda existe em nós, como remanescente das imperfeições de todo aquele trabalho, deve também ser transmutado em algo melhor. Nesse momento, olhando para frente, pode acontecer que fraquejemos, desesperando ante tão esmagadora revelação interna. Mas isso não acontecerá, se já tivermos como escape aquelas reformas iniciais realizadas anteriormente.

Daí pode-se observar, mais uma vez, a imensa bondade e a Sabedoria de Deus, e como é feito o Seu maravilhoso trabalho de equilíbrio e de auxílio ao aperfeiçoamento da Humanidade. Ele vai mostrando aos poucos os nossos defeitos, e só quando já tivermos certo lastro de realizações que possa nos sustentar diante de uma revelação mais profunda, só então, Ele nos permite encararmos a verdade de nossas próprias insignificâncias, para que, amadurecidos em certo sentido, possamos prosseguir na parte mais dura da escalada, que será, ou pelo menos deverá ser, o total, o completo, o amplo conhecimento de nós mesmos, através de um perfeito despertar de nossa própria consciência. E é neste momento, quando são mostrados a nós o que foi o nosso passado e o que deverá ser o nosso presente, que compreendemos, não só à necessidade de ser modesto, como se deixar integrar no sentimento de humildade, não pensando em sermos humilde, mas atingindo esse estado de humildade dentro de nós mesmos. E, então, o mundo passa a adquirir nova feição, certas coisas a que dávamos valor, modificam sua aparência diante dos nossos olhos. Outras coisas que nos irritavam antes, passam a se apresentar sob um novo aspecto, e podemos sentir, então, o que é o amor Crístico, que é esse sentimento imenso que deve ser realizado, despertando a nossa própria divindade. Atingimos, assim, a própria inteligência e o próprio coração na eternidade das coisas, embora esse estado possa ser, no nosso primeiro encontro com a verdade, apenas um vislumbre, para com o tempo, reaparecer nos momentos esparsos, que vão se aproximando mais e mais, até se tornarem num bloco único de nossa realização interna.

Eis por que, quando alguém desiste já de início da Escola de Preparação para a Iniciação Rosacruz, a Fraternidade Rosacruz, é que não possui ainda a fibra necessária para poder enfrentar, mais tarde, a dura revelação do seu próprio nada; tampouco poderá compreender a necessidade real de vir a ser uma criatura nova, completa e radicalmente modificada. Perde-se, assim a oportunidade de reconhecer, nesse trabalho que tanto o assustou, um empreendimento maravilhoso, o único empreendimento realmente digno de ser realizado, e para o qual todos nós viemos a esse mundo: desenvolver nossos poderes espirituais latentes, como Cristo nos ensinou em Sua primeira vinda.

Por isso, todos nós, que participamos e que temos a felicidade de participar dessa grandiosa obra, que foi legada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por intermédio de Max Heindel a todos nós, só temos que nos congratular com esses elevados Seres que nos orientam, pedindo a Deus para que possamos a cada dia enobrecer mais e mais a Fraternidade Rosacruz, com nossos bons exemplos e com nosso trabalho, tanto individual, como coletivo, a serviço de toda a Humanidade.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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