Segundo um velho ditado, “só árvore que dá frutos é que leva pedrada”. Isso nos faz lembrar o Estudante Rosacruz ativo, cuja aspiração a ideais superiores coloca-o em posição singular junto aos que vivem ao seu redor.
E não poderia ser de outra maneira! Seu esforço em viver a vida conforme com as Leis de Deus produz frutos a seu devido tempo. Sua conduta difere da pessoa que não vivencia a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui, porque a aquisição de conhecimentos implica numa séria responsabilidade em vivenciar tais Ensinamentos Rosacruzes. Não se exige que o Estudante Rosacruz ativo se converta num santarrão fanatizado; aliás figura, às vezes, antipática e, às vezes, motivo até de zombaria. Não, não é assim. Tudo deve obedecer a um processo natural, cujo cerne é uma transformação gradativa do íntimo do Estudante Rosacruz. Não deve, por isso, o Estudante Rosacruz ativo fugir do convívio social, já que o relacionamento pessoal é uma valiosa fonte de experiências. No relacionamento pessoal diário o Estudante Rosacruz ativo encontra meios de testar seu progresso teórico, além de oportunidades para ajudar seus semelhantes.
Mas, nesse convívio diário, o Estudante Rosacruz ativo deve se manter coerente com os princípios e valores que, consciente ou voluntariamente adotou. Se exigida sua presença num evento social, não lhe cabe se omitir. Nada, entretanto, o obrigará a se comportar mundanamente. Não lhe é necessário ingerir bebidas alcoólicas, nem saborear alimentos cárneos. Nada pode compeli-lo a fumar, muito menos a manter conversações frívolas ou maliciosas. Deve, isso sim, marcar sua presença positivamente por meio de diálogos edificantes, alegres – mas não ruidosos – estimulando sempre o bem, toda vez que necessário.
De uma coisa pode estar certo o Estudante Rosacruz ativo: com o decorrer do tempo ele passará a ser mais e mais observado. Sua vida será examinada constantemente. Seu posicionamento filosófico-espiritualista poderá ser veementemente questionado, quando sua conduta se mostrar incoerente com suas ideias. Aquelas pessoas que não vivenciam a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui, incapazes de um esforço maior de autorregenerarão, não perdoam a vivência de um Estudante Rosacruz ativo, porque ela ressalta demais suas falhas de caráter. E se convivem no lar, no trabalho ou em outro setor qualquer da comunidade, o contraste entre os dois estilos de vida envergonha e irrita a pessoa que não vivencia a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui. Daí estar sempre pronta a agredir ou caluniar quem optou pelo desenvolvimento espiritual esotérico nessa vida aqui.
O Estudante Rosacruz ativo, na vontade de servir e colaborar na elevação do próximo, estará sempre propenso a divulgar os Ensinamentos Rosacruzes que abraçou. E o fará sempre com a melhor das intenções. Seguramente prestará uma valiosa ajuda à Humanidade. Acautele-se, porém. Cuide de que sua vida seja um exemplo prático de suas ideias, porque, se resvalar, não faltará quem lhe atire pedras.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que não se nos julga pela Filosofia que difundimos, mas sim pela vida que levamos. Observa-se o tratamento que dispensamos ao nosso conjugue, filhos, vizinhos, parentes, nossa conduta nos negócios, nossa conversação, seja ela de natureza espiritual, divertida ou frívola. Atenta-se para nossas companhias, para o ambiente que frequentamos, para o bem que fizemos ou deixamos de fazer.
Nossas falhas não são desculpadas e, o que é pior, julgam nossa Religião Cristã Esotérica (como preconizada pela Fraternidade Rosacruz) pelos efeitos produzidos em nossa vida.
Portanto, cabe ao Estudante Rosacruz ativo ter a certeza de uma coisa: ele está sendo diuturnamente observado. Se quiser divulgar os Ensinamentos Rosacruzes, faça-o. Mas, o Estudante Rosacruz ativo nunca deve esquecer de que “um exemplo vale mais que mil palavras”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Para começarmos a compreender o real valor de dar e receber, é necessário nos esforçarmos para não cair na tentação de produzirmos “pensamentos negativos” que nada mais é do que nossos pensamentos contaminados por desejos e/ou emoções inferiores (esses formados de material das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo).
Afinal, nem sempre é fácil nos livrarmos desses “pensamentos negativos”. Sabemos que não devemos combatê-los diretamente, pois tanto a antipatia quanto a simpatia tendem a atrair um pensamento ou ideia para nós; a força mental adicional que projetamos para combater “pensamentos negativos” acaba por mantê-los vivos e trazê-los à nossa Mente com mais frequência — da mesma forma que uma discussão pode levar alguém de quem não gostamos a nos abordar por puro despeito. Em vez de lutar, portanto, adotemos a tática da Indiferença (um dos dois sentimentos que usamos quando trabalhamos com a quarta Região do Mundo do Desejo), retirando o nosso Interesse (o outro sentimento que usamos quando trabalhamos com a quarta Região do Mundo do Desejo). Se deixarmos de reforçar uma reação negativa a uma pessoa ou situação, ela acabará por se dissipar. Da mesma forma se, ao surgirem “pensamentos negativos” em nossa Mente, invocarmos a indiferença e voltarmos nossa atenção para algo bom e ideal, perceberemos em pouco tempo que nos livramos desses “pensamentos negativos”, restando apenas os bons pensamentos que desejamos cultivar.
Para evitar “pensamentos negativos” e mantê-los fora de nossa Mente, praticamos a substituição de pensamentos. É uma lei da física que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. De modo semelhante, dois pensamentos não podem ocupar a Mente simultaneamente. Quando somos perturbados por “pensamentos negativos” de qualquer espécie, é aconselhável substituí-los por outro pensamento e concentrar-nos nele de forma tão positiva que o “pensamento negativo” não encontre espaço mental. Essa é uma estratégia simples e eficaz; basta praticá-la para obter os resultados desejados. Ou seja: “pensamentos negativos” são eliminados da Mente pelo mesmo processo; pois ao substituir o “pensamento negativo” por um pensamento construtivo o respectivo desejo e/ou emoção inferior é eficazmente excluído.
A substituição de pensamentos deve estar em sintonia com o que realmente somos: um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui por meio de Corpos e Veículos, que são somente nossas ferramentas), que envia constantemente mensagens à nossa Mente consciente. Florescemos quando cultivamos a crença e a confiança na nossa capacidade interna de transformar a nossa vida. E podemos ampliar essa influência benéfica se ouvirmos e obedecermos às sugestões e orientações nascidas dentro de nós. Isso chamamos de Cristo Interno, que nos ajuda, de “dentro para fora” a reger os nossos Corpos e Veículos! Podemos conversar com o nosso Cristo Interno e manter diálogos íntimos e sinceros com Ele. Ao orar, criamos um destino novo e positivo, ajudando a neutralizar e compensar algumas das dívidas de anos e vidas anteriores. À medida que criamos pensamentos-formas construtivos, eles serão materializados por nós, da maneira e na medida que nós julgarmos sábios. Podemos expressar interiormente nossos ideais e ambições e, então, deixar sua materialização a cargo do nosso Cristo Interno. No entanto, não devemos cometer o erro de exigir isto ou aquilo, nem nutrir desejos que interfiram na vontade alheia. Sempre que tentamos mudar o outro por razões puramente pessoais e buscamos impor nossa vontade à dele, estamos agindo de forma egoísta — o que constitui uma forma incipiente de magia negra.
A vontade própria é amor-próprio, e o amor-próprio é uma forma de ódio ao próximo. Isso não significa que devamos atender à vontade de outra pessoa se isso implicar injustiça para conosco ou para com outrem; contudo, devemos procurar sacrificar inclinações e vantagens pessoais para acolher as ideias dos outros, satisfazendo assim o senso de equidade deles, estabelecendo uma cooperação amistosa e cumprindo nossos ideais Cristãos.
À medida que centramos nossa vida no desenvolvimento do nosso Cristo Interno — afirmando a crença e a fé de que o Cristo produzirá um resultado perfeito em nossa existência —, todo medo e ansiedade em relação ao futuro desaparecerão gradualmente, e nos tornaremos confiantes, serenos e tranquilos. Prosperaremos ao agir com base no conhecimento da Lei Cósmica do Dar e Receber. E, quando quisermos transformar ações equivocadas, praticamos a confissão ao Eu Superior que chamamos de Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção.
Essas práticas dos Ensinamentos Rosacruzes detalhadas acima, nos leva a conclusão sábia de que é um engano muito difundido que diz que dar é “desistir” de alguma coisa, é ficar despojado de algo, é sacrificar-se. Aqueles que não têm uma orientação neste sentido, os que não produzem para os outros, sentem o dar como um empobrecimento – porque é doloroso dar, precisa-se dar, a virtude de “dar”, para eles, é um ato de sacrifício, são os “não produtivos”.
Para uma pessoa de caráter “produtivo”, o “dar” tem um significado totalmente diferente; “dar” é uma expressão de força maior. No ato de dar experimentamos a nossa verdadeira força, a nossa verdadeira riqueza, o nosso verdadeiro poder. Esta experiência de elevada espiritualidade e vitalidade nos enche de alegria, regozijo e estímulo.
Dar é mais agradável do que receber, não por orgulho, mas porque no ato de dar está a expressão da nossa vida.
(Traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” novembro-dezembro/2001 pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Costumamos receber cartas de Estudantes Rosacruzes, nas quais se queixam de que se encontram desamparados nos estudos que fazem da Filosofia Rosacruz; que suas esposas ou esposos, filhos, conhecidos ou até demais parentes não só antipatizam, como são antagônicos aos ensinamentos dessa Filosofia Rosacruz, apesar dos esforços que dispendem para interessá-los, e ao mesmo tempo, para obterem cooperação e liberdade para seguir com as suas inclinações. Esse atrito é causa de certa infelicidade, proporcional aos distintos temperamentos e, por isso, nos rogam que lhes aconselhemos sobre o modo de converter tais pessoas e vencer esse antagonismo.
Por meio de correspondência particular tivemos o prazer de ajudar a mudar as condições de não poucos lares, quando nossas sugestões foram seguidas devidamente. Entretanto, sabemos que aqueles que por esse motivo mais profundamente sofrem, são aqueles que se calam e, portanto, resolvemos dedicar-lhes curto espaço de tempo para discutir o assunto.
Foi dito, de fato, mas muito verdadeiramente, que “um ligeiro conhecimento é perigoso”, e isso se aplica ao significado dos Ensinamentos Rosacruzes; portanto, o principal é sabermos se temos um conhecimento suficiente para sustentarmos uma atitude apropriada e, então, eu vos faço uma pergunta: O que são esses Ensinamentos Rosacruzes que com tanto afã procura inculcar nos outros, e qual o seu objetivo? Será tornar conhecidas as gêmeas Leis de Consequência (ou Causa e Efeito) e do Renascimento? Elas por si só explicam muitos dos problemas da vida e é um grande consolo quando a temível segadora apareça em vossa casa e arrebate a algum ser querido, porém, não esqueça de que existem muitas pessoas que não tem necessidade de nenhuma explicação, pois são de uma constituição tal que não se acham preparadas para receber o que lhes queiramos transmitir.
É natural que agimos com maior vantagem quando temos consciência das Leis de Consequência (ou Causa e Efeito) e do Renascimento e seus propósitos, mas atentemos ao fato de que essas leis trabalham para o bem geral, embora a Humanidade tenha ou não conhecimento disso; portanto, esse conhecimento não é essencial. As pessoas não sofrerão grandes penas por não adotarem a nossa doutrina, e poderão, talvez, escapar da desvantagem de possuírem um “conhecimento muito limitado”.
Na Índia, onde essas verdades são conhecidas e cridas por milhões de pessoas, o povo faz muito pouco esforço para adquirir o progresso material, por saberem que tem tempo ilimitado para obterem o que quiserem e porque sabem que os que não fizerem nesta vida terão que fazer na futura; assim é que muitos ocidentais, ao abraçarem a doutrina do renascimento, caíram na indolência, deixando de ser úteis à comunidade e deturpando, assim, os chamados ensinamentos elevados.
Se seus amigos ou parentes não se interessam por esses ensinamentos, deixai-os tranquilos; converter a outrem não é essencial sob o ponto de vista Rosacruz, pois o Guardião do Umbral não leva em consideração o conhecimento de ninguém, admitirá a alguns que desconheçam completamente o assunto e baterá a porta no rosto de outros que passaram suas vidas lendo, estudando e ensinando os ensinamentos das Leis de Consequência (ou Causa e Efeito) e do Renascimento.
De maneira que, se as doutrinas das Leis de Consequência (ou Causa e Efeito) e do Renascimento não são essenciais, o que diremos do conhecimento da complexa constituição do ser humano?
Seria essencial saber que nós não somos meramente um Corpo visível (esse Corpo Denso), senão que temos um Corpo Vital que o carrega de vitalidade, um Corpo de Desejos que consome essa vitalidade durante o dia, uma Mente para guiar os nossos esforços por canais razoáveis e que somos Espíritos Virginais a Onda de Vida humana envoltos como Ego em um tríplice véu (ou seja: manifestado aqui por meio de um Tríplice Espírito)?
Seria também essencial saber que o Corpo Denso é a contraparte material do Espírito Divino; que o Corpo Vital é a contraparte do Espírito de Vida; e que o Corpo de Desejos é a contraparte do Espírito Humano, e que a Mente é o elo entre o Tríplice Espírito e o Tríplice Corpo?
Não, esse conhecimento não é essencial. Tais conhecimentos, quando usados de modo apropriado, são uma vantagem, mas poderão se tornar em desvantagem para aqueles que tenham “um conhecimento muito limitado”.
Muitos vivem meditando sobre as “coisas superiores”, enquanto os “seres inferiores” gemem na miséria diante de suas portas; muitos sonham, dia e noite, na hora em que tenham de sair de seus Corpos em voos da alma, como “Auxiliares Invisíveis” para remediarem os sofrimentos, as enfermidades e tristezas alheias, não sendo, porém, capazes de gastar cinco minutos para consolar um pobre abandonado em um hospital ou para levar uma flor, uma palavra de consolo a alguém que dela necessite. Novamente declaro que: o Guardião do Umbral admitirá aquele que fez o que pode e não ao que muito sonhou e nada fez para aliviar os sofrimentos de seus semelhantes.
Se conseguir que alguém estude os Ensinamentos Rosacruzes sobre a morte e a vida que há depois dela, concluirá que também seria muito importante saber algo sobre o Cordão Prateado que permanece sem se partir, aproximadamente durante três dias e meio depois que abandonamos o nosso Corpo Denso, e que o Corpo Denso deve permanecer em ambiente de tranquilidade, enquanto o Panorama de Vida recém-finda está sendo gravado no Corpo de Desejos, a fim de servir de árbitro na nossa passagem pelos Mundos invisíveis.
Achará, também, razoável que soubessem tudo o que se relaciona com a nossa estada no Purgatório e que como os maus atos, as más obras e ações da vida aqui reagem sobre nós lá, como dor, a fim de criar a nossa consciência e nos manter afastados de ditos atos, ditas ações e obras, nas vidas futuras
Igualmente, desejará fazê-lo aprender como os nossos bons atos, nossas boas obras e ações se transmutam em virtudes nas vidas futuras, conforme a Filosofia Rosacruz ensina; entretanto, se você se surpreende com a asserção de que o conhecimento das grandes Leis gêmeas (Leis de Consequência (ou Causa e Efeito) e do Renascimento) não é essencial, muito você se escandalizará, porque também não é essencial que conheça a nossa constituição nem tríplice, nem sétupla e nem decupla, tal como a Filosofia Rosacruz ensina e muito lhe poderá entristecer ao lhe afirmar que os Ensinamentos Rosacruzes, em relação à morte e a nossa passagem pelos Mundos invisíveis não são, também, necessários para o propósito que pretendemos levar avante.
Realmente, não importa que seus parentes ou amigos compreendam, creiam ou não em tais coisas; porém, pelo que diz respeito a sua morte, pode escrever aos vossos familiares que deixem o seu Corpo Denso em paz e que não permitam ruídos durante o período apropriado; todos, naturalmente, assim farão, mormente levando em conta certa superstição em respeitar a “última vontade dos moribundos”; e se ocorrer o falecimento de um seu parente ou amigo estará presente, a fim de que com o seu conhecimento possa ajudá-lo, convenientemente. Portanto, não se preocupe por se recusarem a receber os Ensinamentos Rosacruzes.
Mas, dirá o Estudante Rosacruz: “Se o conhecimento dessas coisas que parecem ter um tão grande valor prático não é necessário, é de se supor que o estudo dos Períodos, Revoluções, Mundos, Globos, etc. se encontram nas mesmas condições, e isso destrói tudo o que foi ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, e nada restará daquilo que aprendemos e aceitamos com toda fé!”.
Que nada reste dos Ensinamentos Rosacruzes? … pois a verdade é que tais Ensinamentos são somente a casca que tem de ser removida, a fim de ser saboreado o fruto. Com certeza você leu o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz muitas vezes e se sente orgulhoso em conhecer o “mistério do mundo”, porém leu o mistério que se oculta em cada uma de suas linhas e nas entrelinhas? Esse é o grande e essencial Ensinamento, aquele que interessará aos seus amigos e parentes, o qual quando aprendido deverá ser dado a eles. O Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz predica em cada uma de suas linhas o evangelho do serviço!
Afinal, todos hão de concordar que por nossa causa a Deidade manifestou o universo; as Hierarquias Criadoras foram – e algumas delas continuam – sendo nossos servidores, os Luminosos Espíritos diante do Trono, cujos ígneos Corpos vemos girando através do espaço, trabalharam conosco por muito tempo, nos servindo e, por sua vez, Cristo veio nos trazer os impulsos espirituais de que carecíamos, sendo significativa a parábola: “Muito bem, bom e fiel servo, entra no gozo do teu Senhor; pois tive fome e me alimentaste, tive sede e me deste de beber” (Mt 25:21).
Note: não há nessa Parábola nem uma só palavra sobre o conhecimento! Todo o seu significado gira em torno da fé e do serviço. Nisso existe uma profunda e oculta razão: o serviço constrói o Corpo-Alma, o glorioso Traje Nupcial, sem o qual nenhum ser humano poderá entrar no Reino dos Céus, designado ocultamente por: Nova Galileia.
De modo que se seguirmos com o nosso trabalho “servindo mais a cada dia que passa”, não importa que saibamos ou não como se processam as coisas, o luminoso Corpo-Alma cresce ao nosso redor e a sua luz nos ensinará tudo quanto concerne aos Mistérios ocultos, sem que seja preciso recorrer a livros – por esse meio, aprendemos os Ensinamentos Rosacruzes de tal maneira que ultrapassa aquilo que os livros nos poderiam oferecer. No devido tempo a nossa visão interna se despertará e nos mostrará o Caminho para o Templo da Ordem Rosacruz.
Assim, se você quer ensinar aos seus amigos, parentes, conhecidos e até desconhecidos, por mais céticos que sejam, eles crerão em você se você pregar o “evangelho do serviço”. Mas o seu discurso de teor religioso ou moral deve ser prática; deve se converter em um servidor de todos se quiser que creiam em você; se quer que o sigam, deve guiá-los, pois de outro modo, terão o direito de duvidar da sua sinceridade. Lembra-se que “sois uma cidade sobre uma montanha” (Mt 5:14-15) e que quando declarar qualquer coisa terão o direito de julgá-la pelos seus frutos; portanto: fale pouco e faça muito.
Atente para que muitos gostam de discutir tais coisas à mesa (durante as refeições), esquecendo que a carne animal sangrenta que se acha ante seus olhos; há muitos que fazem do seu estômago um deus e preferem estudar gastronomia, em vez da Bíblia, estando sempre dispostos a discorrer com seus amigos sobre o último prato em moda.
Conheci um indivíduo que dirigia um centro esotérico, cuja esposa tinha aversão pelo estudo do ocultismo e pela dieta vegetariana. Tal indivíduo advertiu sua esposa que se alguma vez cozinhasse carne animal ou contaminasse as panelas e prato com alimentos carnívoros seria posta na rua com todo o vasilhame, acrescentando que se ela pensava em torná-lo um porco, que fosse tomar as suas refeições em um restaurante. É de se admirar que tal senhora tivesse aversão pela crença de seu marido e nada quisesse saber dela? Desse caso pode se tirar uma boa lição, embora seja um caso extremo.
Muito digno de louvores foi o procedimento de Maomé, pois a sua primeira discípula foi a sua esposa, e muitos volumes se escreveriam sobre a bondade e consideração que o profeta dispensava em seu lar. Tal exemplo faria muito bem em seguir se quisermos adquirir amigos que nos sigam na vida superior, pois embora os sistemas religiosos difiram em sua parte externa o centro deles todos é amor.
(Publicado na Revista Rosacruz – dezembro/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: A parte fundamental dos Ensinamentos Rosacruzes é o evangelho do serviço.
Que tipo de serviço? O serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã que lhe estão próximos, focados na divina essência oculta em cada um de nós, que é a base da fraternidade.
Afinal, por nossa causa, a Divindade manifestou o Universo. Todas as Hierarquias Criadoras foram — e algumas ainda são — nossas servidoras. Os luminosos Espíritos Planetários diante do Trono, cujos corpos ígneos vemos girando pelo espaço, trabalharam conosco por eras e, no devido tempo, Cristo veio trazer o impulso espiritual necessário naquele momento.
Isto é extremamente significante que, pois na Parábola do Juízo Final, Cristo não disse: “Muito bem, tu grande e erudito filósofo, que conheces a Bíblia, a Cabala, o Cosmo e toda a outra literatura misteriosa que revela os intrincados funcionamentos da natureza”, mas disse: “Muito bem, bom e fiel servo… entra no regozijo do teu Senhor… pois tive fome e me deste de comer; tive sede e me deste de beber…” (Mt 25:21).
Não há uma única palavra sobre conhecimento; toda a ênfase foi colocada sobre fidelidade e serviço.
Existe uma profunda razão ocultista para isso: o serviço constrói o Corpo-Alma, a gloriosa veste nupcial sem a qual nenhum de nós pode entrar no Reino dos Céus, ocultamente denominado “Nova Galileia”; e não importa se estamos conscientes do que está ocorrendo, desde que realizemos o nosso trabalho aqui.
Além disso, à medida que o luminoso Corpo-Alma cresce dentro e ao redor de nós, essa luz nos ensinará os Mistérios ocultos sem a necessidade de lermos e estudarmos livros, e se assim somos ensinados por Deus, sabemos mais do que todos os livros do mundo podem conter. No devido tempo, a visão interna será aberta e o Caminho até o Templo será mostrado para quem fizer a sua parte.
Se deseja passar para as pessoas os Ensinamentos Rosacruzes, não importa quão céticos sejam, eles acreditarão em você se pregar o evangelho do serviço. Porém, deve pregar pela prática. Deves se tornar você mesmo um servo da Humanidade se deseja que acreditem em você. Lembre-se: “vós sois a cidade edificada sobre o monte” (Mt 5:14), e quando fizer declarações sobre o que você acredita, eles têm o direito de lhe julgar pelos seus frutos; portanto, fale pouco e sirva muito.
(de “Frequently Asked Questions” – Rosicrucian Fellowship – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Nós, ao nascermos, mais uma vez aqui, não estamos formados ainda. Sabemos, à luz da Ciência e da Filosofia Rosacruz, que desenvolvemos o nosso Corpo Denso até por volta dos sete anos. Então nasce o nosso Corpo Vital e é desenvolvido até cerca dos catorze anos, em que a puberdade marca o nascimento do nosso Corpo de Desejos. Desenvolvemos o nosso Corpo de Desejos até perto dos 21 anos, quando nasce a nossa Mente e aí somos considerados (não sem razão, portanto) pelas leis civis, como cidadão, capaz de exercer nossos deveres e direitos.
Nesse desenvolvimento, há a chamada idade perigosa, que medeia entre os catorze anos e vinte anos. É quando nós, como um jovem, começamos a formar nosso próprio sangue, começamos a mostrar nossa verdadeira natureza, inteiramente pessoal, distinta dos nossos pais e demais ascendentes (porque a hereditariedade afeta apenas a parte física!). A nossa Mente ainda não se formou e sob os impulsos do Corpo de Desejos, nós, um jovem, sentimos a íntima necessidade de autoafirmação, começamos a reagir contra as ordens dos pais e dos responsáveis. Julgamo-nos donos do nosso nariz, como se costuma dizer. É uma idade difícil. Se os nossos pais ou responsáveis não conquistaram a nossa confiança e o nosso amor de filho ou de filha, pelo exemplo e pela coerência de atitudes, amorosas e justas, terão dificuldade conosco nessa fase de nossa educação.
O mesmo ocorre, por exemplo, no desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive da Fraternidade Rosacruz. Max Heindel, profundo e inteligente como era, previu isso. Disse ele que, em seu desenvolvimento, como qualquer outra organização, a Fraternidade Rosacruz teria problema quando seus Estudantes Rosacruzes estivessem passando a “maturidade espiritual”. É inevitável.
O Estudante Rosacruz, sentindo seu avanço, a influência que vai exercendo em seu meio ambiente imediato, a facilidade que vai tendo na compreensão de tudo, graças às “chaves” que recebeu na Fraternidade Rosacruz corre o imenso risco de começar a se envaidecer. Ele mesmo não percebe isso; é um sentimento perigoso, sutil, insinuante, com feições de legítimo, mas, no fundo, é pura vaidade.
Daí Max Heindel chamar a esse nível, onde ocorre mais esse risco, de Probacionista, ou seja, “aquele em que se é provado”. Não provas dramáticas contra dragões e perigos horripilantes, quixotescos. Não, provas sutis, segundo o ponto fraco de cada um.
Max Heindel comparou a ascensão do Aspirante à vida superior a uma torre de igreja, larga na base e que vai estreitando à medida que sobe, até que há um ponto suportando a cruz. No caminho da regeneração, também, tudo é definido no começo. Muitas coisas são permitidas, porque a medida da instrução é o que o Estudante Rosacruz pode aprender e não o que a Escola Fraternidade Rosacruz pode ensinar. Mas, à medida que ele avança, as relatividades aumentam em tudo e o rigor de consciência desperta a tortura em cada desvio. Então, a diferença entre o bem e mal é sutil. Ele já não responde facilmente como antes. Há muitos fatores a considerar. É como o fio da lâmina de uma navalha.
Mas, se o Estudante Rosacruz não for cuidadoso e prudente na observação de si mesmo poderá, facilmente, escorregar de um lado para outro, entre o fanatismo e a indiferença; pode interpretar como legítima sua vontade de mudar as coisas e, como o jovem do nosso exemplo acima, passa a criticar os pais ou os responsáveis chamando-os de antiquados, de prepotentes, atrasados, ignorantes e outros adjetivos afins.
É uma fase; uma “idade” perigosa. Foi por isso que surgiram ramificações por aí, com nomes de “Rosacruz”, “independentes” como o mocinho carente de mentalidade e equilíbrio e, principalmente, carente de um elo superior, no caso a Ordem Rosacruz, que está na Região Etérica do Mundo Físico.
É certo que os Irmãos Maiores, como educadores sapientíssimos, sabem compreender tudo isto e ajudam seus “filhos” a vencer as provas; mas fornecem muito mais possibilidades aos que exercitam sua Epigênese dentro do ideal traçado. Liberdade mal orientada é Epigênese desperdiçada, se bem que as consequências evidenciam o erro e reconduzem ao caminho.
Isto ocorre em todas as organizações, grupos, equipes e centros de estudos. Já vivemos estas experiências, mas temos a felicidade de compreender nossa adolescência e a sabedoria de nossos pais e responsáveis, simbolicamente, aqui: Cristo, os seus auxiliares que são os Irmãos Maiores, e que se expressam por meio dos Ensinamentos Cristãos, pedagogicamente detalhados como Ensinamentos Rosacruzes.
Este problema, esta prova de se julgar cerceado em sua liberdade, de querer ser diferente, é natural da adolescência, mas não traz maiores consequências quando os pais ou responsáveis souberam educar seus filhos.
Em nosso caso, sob a orientação da Escola Fraternidade Rosacruz sabemos que ela respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um e procura emancipar os Estudantes Rosacruzes de toda limitação de sua Personalidade e das dependências externas (sejam de pessoas ou de “coisas”) para que seja um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”. Logo, se existe esta impressão, é interna, é pessoal, da vaidade, da Personalidade que se vê acuada, ameaçada e luta por seu reino, como Herodes ao tempo em que nasceu o menino Jesus. Um é o reino do mundo e o outro o Reino dos Céus. Este deve conquistar aquele, mas a luta custará à vida de muitos ideais, de muitos esforços.
Suscitamos este tema por vários motivos: primeiro porque é sempre atual; segundo, porque já temos muitos Probacionistas que precisam ficar alertas contra as armadilhas da natureza inferior que cada um temos; terceiro, porque é preciso compreender que o movimento Fraternidade Rosacruz não é uma Escola de cegos guiando cegos, sem lastro iniciáticos, senão que, reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico, é só estudar com atenção o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz para ter uma prova disso.
Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou em grupos, há uma ajuda esclarecida, há um observador consciente que nos respeita a liberdade, que nos estimula, que nos compreende como um “pai” maravilhoso, um pedagogo incomparável, que são os Irmãos Maiores; quarto, porque a “Fraternidade Rosacruz” não são sedes, prédios, salas, nem “diretorias”, “conselhos” e outros “cargos” que porventura sejam criados. A Fraternidade Rosacruz é algo interno, vivente, que se forma com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente, harmonioso, concordante de todos os Estudantes Rosacruzes ativos e sinceros, na consecução de um Ideal superior, qual seja, a elevação de mundo à altura de Cristo, nosso único Ideal.
Isso não quer dizer que a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, não tenha um efeito especial, como fulcro físico. Tem sim! Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, escolheu aquele lugar não por acaso, mas porque sabia se tratar de um dos sete centros de irradiação espiritual, do Planeta Terra, de modo a favorecer a difusão dessa nova tônica do movimento Cristão Esotérico pelo mundo inteiro, de forma que não seria possível com apenas os recursos de seus Estudantes Rosacruzes. Além do mais, conforme Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um Arquétipo previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o propósito de alimentar o corpo de nosso ideal até o tempo previsto na Era de Aquário. Além do que podem ver nossos olhos físicos, além do que nossos limitados sentidos de neófitos, há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade Rosacruz, que precisa do esforço de cada Estudante Rosacruz ativo e sincero, mas que não depende apenas de nós para sua sobrevivência.
Afinal, a Sede Mundial, fundada por Max Heindel, sob orientação direta dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro.
Realmente assim é. Não importa o “nome dos pedreiros”, a construção continua seguindo as linhas traçadas previamente por um Arquétipo. Nenhum esforço errado poderá subsistir.
Encerramos com S. Paulo, apóstolo: “Eu plantei; Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus, e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus..” (ICor 3:6-9). “Quanto ao fundamento, ninguém pode colocar outro diverso do que foi posto: Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia torná-la-á conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um.” (ICor 3:11-13).
Sejamos, pois, sempre como células ativas, tecidos vivos, órgãos normais no corpo da Fraternidade Rosacruz, sem jamais inquirir, como células, a que a outra faz; o propósito da Fraternidade Rosacruz é o desenvolvimento individual, para que o corpo cresça em eficiência, como Deus cresce com o pequenino acréscimo de nossa evolução individual. Deus é Amor. O amor une e edifica. “Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.” (IJo 4:16).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Em qualquer plano, à medida que ampliamos nossa capacidade, também se amplia nossa utilidade.
Se esta é uma verdade indiscutível para a vida terrena, o é mais ainda para a vida espiritual. Assim, podemos dizer que, se a cultura religiosa não torna alguém mais Cristão, também não é somente a vivência que sustenta o Cristianismo. A fé que reside apenas na vontade e no sentimento corre um grande risco. Em momentos de crise faltará sustentação do intelecto para dizer: não estou entendendo nem sentindo como gostaria, mas conheço o suficiente para tirar uma conclusão. Dificilmente uma fé sobreviverá sem a base sólida ou suficientemente sólida da doutrina.
A tônica dos Ensinamentos Rosacruzes é servir. Mas será que não corremos o risco de nos acomodarmos ao serviço amoroso e desinteressado que procuramos executar e muitas vezes realmente o executamos, esquecendo-nos de que se aumentássemos nosso conhecimento, por meio do estudo, dos Ensinamentos Rosacruzes poderíamos servir mais e melhor, reconhecendo realmente todas as oportunidades que se nos apresentam sem deixar passar alguma que, às vezes, nem percebemos serem oportunidades de serviço?
E se, aumentando nossa capacidade de servir nesse plano material aumentamos proporcionalmente nossa capacidade de servir nos planos internos, será que temos plena consciência da nossa responsabilidade ao nos contentarmos em permanecer na situação espiritual que julgamos ter, sem melhorar ou melhorando muito aquém do que poderíamos e deveríamos, já que temos o privilégio enorme de sermos chamados pelos Irmãos Maiores para colaborar com eles na redenção da Humanidade?
Temos a tendência em achar que, se fazemos o máximo pelos outros está tudo certo. Mas será que esse máximo que fazemos é realmente do que seríamos capazes se ampliássemos nossas capacidades, se estudássemos mais, se procurássemos colocar em nossos atos um embasamento maior de conhecimentos da Filosofia Rosacruz?
Tudo na natureza está na divina ordem: se não somos Auxiliares Visíveis, jamais chegaremos a Auxiliares Invisíveis. Se não trabalhamos pelos nossos irmãos e pelas nossas irmãs, aqui e agora, aqueles que, com palavras e gestos muitas vezes imploram nosso auxílio, que credenciais teríamos para trabalhar como Auxiliares Invisíveis? Se o Mundo Físico é o “baluarte da evolução”, temos de trabalhar nele, antes de trabalhar em outros Mundos. Deus respeita tanto nosso livre arbítrio que, se não servimos aqui e agora por nossa livre e espontânea vontade, onde praticamente tudo depende de nós, Ele não nos levará a servir no outro lado. Se não queremos servir aqui, quem garante que o queiramos do outro lado?
À medida que servimos, nos tornamos aptos a receber maiores e melhores oportunidades de serviço. Precisamos estar atentos a essas oportunidades e aproveitá-las todas, para formarmos o nosso Corpo-Alma, nosso dourado manto nupcial, pois não sabemos quando Cristo virá nos chamar para as bodas místicas.
No nosso Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção examinemos mais cuidadosamente o que deixamos de fazer e, se o que fizemos foi tão bem-feito como o deveria, por falta de capacidade nossa. E assim poderemos nos conhecer melhor e ampliar nossa capacidade para cada dia podermos ser de maior utilidade na “Vinha do Senhor”.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – outubro/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Saibamos ou não, concordemos ou não, mas somos Espíritos, partes integrantes de Deus, que é Espírito também, Fonte de todo o Amor e de todo o Bem. N’Ele não existe um só vestígio de mal. Por essa razão, não podemos atribuir-Lhe nossos sofrimentos, como tantas pessoas o fazem.
Desde que completamos nossa instrumentação com a Mente, com a razão, começamos a nos dirigir sozinhos. O livre-arbítrio e a experiência passaram a ser os dois fatores para a nossa evolução e elevação. É bom pensar muito bem nisso!
Se existe qualquer dificuldade ou sofrimento em nossa vida, não atribuamos a Deus. Antes, devemos encará-los como desafios à perfeição que um dia deveremos alcançar, segundo nos ensinado por Cristo: “Sede perfeitos como vosso Pai Celestial” (Mt 5:48). Se o leitor é pai, não deseja que seu (sua) filho (a) se torne maior ainda que você? E para isso não deve ele aprender a fazer as coisas sozinho?
“Mas devemos ter assistência, como a que damos a nossos filhos” – poderá responder.
Sim, recebemos, desde que as desejemos. Quem procura, encontra.
Temos inúmeras provas disso. Um dia encontramos, como por acaso, a Fraternidade Rosacruz, e nela nos ofereceram um manancial de razões que nos transformaram o viver e nos tornaram possível suportar muita coisa que nada tem a ver com Deus, senão com nossas próprias falhas. Desde então as fomos corrigindo. Consideramos essa uma correta orientação, uma perfeita assistência. Dá-nos meios para que nós mesmos nos corrijamos.
Uma causa única existe para nossos males: é o desvio às Leis de Deus, mantenedoras da harmonia do Universo. Muita gente, presa de sofrimento e dificuldades por esse mundo afora, já ouviu falar nisso, porém, de uma forma insatisfatória. Suas dúvidas continuaram e as perguntas surgem naturalmente: se somos partes de Deus, que é o Supremo Amor e Bem, em Quem não há sequer o menor vestígio de mal, por que sofremos, então? Por que tantas dificuldades em nossa vida? Que Pai é esse que se compraz com nossos sofrimentos?
Quando alguém procura a causa de seus sofrimentos já é um importante passo para encontrar sua solução.
No íntimo de seu ser reconhece que deve haver uma causa. E há mesmo. Poderíamos desfiar uma série delas, as mais importantes e prováveis a cada caso. Mas cada indivíduo é um mundo à parte. Suas condições internas são singulares. O modo como recebe as coisas, também. Por isso o conhecer isso por meio dos Ensinamentos Rosacruzes e a maravilhosa Filosofia Rosacruz se consegue chegar a “sua” causa.
Tudo ali se faz no sincero intuito de elevar a Humanidade, por meios Cristãos e seguros e sem objetivos comerciais.
Importante frisar que na Fraternidade Rosacruz não há esforço de proselitismo. Mas tudo que se aprender é para que o Estudante Rosacruz encontre por si mesmo o que precisa. Para isso há os cursos gratuitos (inclusive todo o material) para se capacitar (sem estudos constantes é impossível evoluir em uma Escola, como o é a Fraternidade Rosacruz). Com certeza, o Estudante Rosacruz encontra respostas a todas as perguntas que lhe suscite o íntimo, sejam de ordem material ou espiritual. Nela você encontrará tudo o que deseja saber a respeito de Deus, da criação e de sua própria evolução.
Afinal, como nos ensinou S. Tiago: “se sua vida carece ainda de esclarecimento, procure-o” (Tg 1:5).
Afinal, a Filosofia Rosacruz ensina que Deus está em todo lugar e principalmente no coração de quem esteja sinceramente pondo em prática os princípios Cristãos.
E conforme esses princípios mesmos é que tudo que a Fraternidade Rosacruz oferece é de graça, pois de graça recebemos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz –outubro/1966-Fraternidade Rosacruz-SP)
Médicos alemães e americanos trabalham atualmente na investigação dos fatores psíquicos que desempenham um papel importante, até mesmo decisivo como causa do infarto do miocárdio. Depois de se terem analisado conscientemente todos os fatores físicos, tais como o excesso de peso, a hiperpressão, falhas da alimentação, nível elevado de colesterina ou o abuso do cigarro, impõe-se cada vez mais nitidamente a convicção de que os fatores psicológicos e sócio-médicos têm de ser tomados em linha de conta nos antecedentes de um infarto e na situação propícia a um infarto.
É cada vez mais evidente, no segundo plano da chamada “doença dos managers”, aparecerem tensões psíquicas invulgares e extraordinárias, na maioria dos casos reações psíquicas inconscientes e fracassos ou a impossibilidade de realizar determinados projetos. Segundo as mais recentes investigações, o infarto do miocárdio não é causado por excesso de trabalho, mas por um determinado conflito resultante da discrepância entre os objetivos estabelecidos e os resultados atingidos efetivamente. O êxito, o fracasso ou reconhecimento dos méritos e o seu desprezo são as mais fortes vivências psíquicas. Esse resultado da análise psicológica não data dos nossos dias. No entanto, adquiriu muito maior importância na atual estrutura sociológica, na qual os êxitos e as realizações adquiriram muito maior peso na aferição do valor do indivíduo.
O especialista de medicina interna da Universidade de Munster, na Westefália, Professor Werner Hauss, declarou recentemente no Congresso Berlinense de Promoção Médica que “o ser humano suporta o êxito ou os trabalhos coroados de êxito em ordens de grandeza simplesmente inconcebíveis”. Por outro lado, os trabalhos seguidos de decepções conduziriam frequentemente a toda uma série de males e doenças. O Professor Paul Christian, de Heidelberg, complementou essas asserções com uma análise precisa e exata da chamada “frustração”, dos perigosos abalos psíquicos que tão frequentemente são a consequência de fracassos. Segundo esse especialista, o fracasso efetivo ou imaginado é “a solicitação psíquica mais insuportável que nós conhecemos”. Se um indivíduo de grande vitalidade e ambição sofre a frustração em consequência de fracassos, pode ser originado um processo capaz de conduzir até mesmo à morte. Os fracassos induzem frequentemente o indivíduo a redobrar esforços, sendo o abalo psíquico da frustração ainda mais forte se o indivíduo em questão não atingir o objetivo em vista. Os mais recentes inquéritos organizados na Alemanha por médicos indicam efetivamente que cerca de 40% das vítimas de infarto do miocárdio tinham sofrido reveses e fracassos, sentindo-se finalmente incapazes de superarem o conflito psíquico.
O estudo consciencioso das causas psíquicas do infarto do miocárdio levou à convicção que existem indivíduos com uma autêntica predisposição psíquica ao infarto. Os indivíduos com a tendência para o infarto correspondem ao tipo pícnico e atlético. São extrovertidos, realistas, concentrados no seu êxito individual, sempre dispostos a agir e “ávidos de estímulos”. Se essas qualidades atingirem o limite do patológico, o perigo de um infarto é ainda maior. Frequentemente, o indivíduo predisposto ao infarto é também um neurótico, designado pelos psicólogos, de “histérico negativo”. Quando surgem quaisquer males ou doenças, esse indivíduo não as quer conhecer, negando-se até mesmo a consultar um médico. As estatísticas provam que 42 por cento dos pacientes que sofreram, de vez em quando, do coração e foram, finalmente, vítimas de um infarto do miocárdio, não tinham consultado previamente um médico. (Recortes dos meios de comunicação).
Ora, e o que é a frustração? O sentimento de malogro, a decepção pelo fracasso, o recalque inibitório por não suceder algo que se esperava ardentemente ou por que tenha lutado muito e não tenha chegado ao desejado resultado. Isso é comum. Bem entendido, é comum a nós. Se estamos bem-preparados espiritualmente não nos deixaremos levar pela frustração ou outros fatores negativos semelhantes. E, por bem-preparados queremos significar, não o espiritualista ilustrado, intelectualizado, senão o amadurecido, aqueles que fundamentaram uma razão superior para todas as coisas, que concilia a experiência e a observação com as Leis de Deus, os que tem fé incondicional no amor e justiça de Deus.
Todos nós comprometemos parcialmente nossa liberdade com as dívidas do passado (que nada mais são do que lições que insistimos em não aprender) ainda não regeneradas. Se não chegamos a um resultado, em nossos esforços, é porque, para o nosso próprio bem não era justo o que pretendíamos, ou porque não fizemos os esforços naturais que nos tornariam dignos de sua posse ou ainda porque estamos resgatando algo que anteriormente infligimos a outrem. De toda maneira, o malogro não deve desesperar ninguém. Aprendemos mais com nossos fracassos do que com nossos êxitos, desde que saibamos extrair-lhes a lição que nos destinavam. E essas lições, escolhidas por nós mesmos com a ajuda dos Anjos do Destino ainda no Terceiro Céu antes dessa vida terrestre aqui, não pode encerrar vingança nem justificar desonestidade. No complexo mecanismo das relações humanas, há sempre um propósito superior: o de nos ensinar a integração numa verdadeira fraternidade.
Ainda que a lição, amarga para nós, tenha vindo por intermédio de um semelhante nosso, que agiu com má-fé, precisamos compreender que ele apenas foi um instrumento, para ensinar-nos a prudência, para fazer-nos sentir algo que no passado forçamos outrem a experimentar, para provar-nos a convicção nos ideais superiores e a força de nosso amor.
Idealismo que se esboroa ao primeiro impacto de revés é idealismo puramente intelectual, justaposto, não assimilado, não interiorizado. E a maneira de chegar a sentir e viver realmente o ideal é ir sublimando essas manifestações negativas, pela razão, é persistir no estudo e compreensão das Leis de Deus que a Fraternidade Rosacruz oferece.
Avaliem, pois, a importância dos Ensinamentos Rosacruzes. Tais Ensinamentos vieram a disposição de todos mercê da previdência e do amor daqueles que anteviam esse estado de coisas, no progressista mundo ocidental. Eles anteviram a insuficiência do Cristianismo popular – ou exotérico – no preparo interno dos que se deixam engolfar pela ambição, dos que se escravizam pela máquina e invenções modernas, cujo fito imaturo ainda é o de enriquecer minorias em detrimentos de legítimos direitos da maioria. Mas a transição e mudança de coisas devem provir do nosso interior: de dentro para fora. Quando as internas necessidades humanas reclamam condições melhores, elas naturalmente vêm!
Outra conclusão importante que podemos tirar da notícia acerca da causa mais frequente do infarto é a influência e inegável ação dos pensamentos e das emoções sobre a nossa saúde.
Depreendemos, também, que a mesma influência e ação negativas são verdadeiras quanto à nossa felicidade. Aquele que alberga sentimentos, emoções e pensamentos pessimistas, rancorosos ou desonestos está, em primeiro lugar, conspurcando a si mesmo, comprometendo seu destino, manchando o Templo Divino do seu Corpo Denso, rasgando a trilha de hábitos daninhos que se alargarão pelo repetir, em estradas desoladoras de sofrimentos — a consequência lógica assegurada pela Lei de Causa e Efeito.
A Fraternidade Rosacruz franqueia amorosa e desinteressadamente a todos os de bom senso, a filosofia da felicidade, o entendimento de que só a Verdade, a Beleza e a Bondade, harmoniosamente conjugadas na ação humana, podem restituir-nos os direitos e vivências superiores que nós, como Espíritos, Filhos de Deus, temos de um dia alcançar. Resta-nos escolher se pelo caminho da dor, ou pela observação e consonância voluntária às Leis de Deus.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1967 – Fraternidade Rosacruz–SP)
O Método Rosacruz de desenvolvimento evidencia-se de todos aqueles propugnados pelas demais Escolas Filosóficas-Cristãs de preparação para as Iniciações, em um aspecto primordial: liberta o Estudante de toda influência externa, desde o início do Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Embora seus membros constituam uma comunidade trabalhando em conjunto por um ideal comum, reconhecem que não há dois indivíduos iguais e, por conseguinte, o trabalho evolutivo processa-se individualmente.
A própria Iniciação, tão apregoada por outras Escolas, e o que é pior, erroneamente conceituada por muitos como sendo uma mera cerimônia externa, oficializando a admissão de um novo membro, mediante certo preço financeiro (direta ou indiretamente), é encarada de um modo diametralmente oposto pelas verdadeiras Irmandades Ocultas. Nestas, o requisito indispensável e essencial à Iniciação é o desenvolvimento interno obtido por meio de esforços persistentes. Cada passo dado pelo Aspirante à vida superior, mediante suas próprias forças, representa uma conquista inalienável. Ninguém evolui senão pelo próprio denodo. O crescimento espiritual processa-se de dentro para fora, pela “edificação do Templo sem ruídos de martelo”, e qualquer ensino ministrado fora desses princípios proporcionará um pseudodesenvolvimento.
Sujeitar-se incondicionalmente a alguém visando o crescimento anímico é dar um passo assaz temerário, via de regra findando em desilusão. Isto tem sido comprovado frequentemente, o que fundamenta nossa afirmação no sentido de que cada um deve construir o seu próprio alicerce espiritual.
Como fator que ratifica a emancipação dos Estudantes Rosacruzes surge o fato de que na Fraternidade Rosacruz tudo é feito espontaneamente, com isenção absoluta de coação. Roga-se apenas que sejam respeitados os regulamentos. Todos os trabalhos executados o são voluntariamente, sem qualquer ação coercitiva. O próprio Max Heindel mantinha-se dentro de um caráter de espontaneidade, sendo contrário a tudo que parecesse padronização rígida, a fim de que tal não viesse limitar as atividades individuais. A consciência de cada um deve determinar como contribuir.
Eis, portanto, porque a Fraternidade Rosacruz não incentiva a formação de líderes em seu próprio meio. A liderança pode anular o caráter de espontaneidade que se evidencia numa Obra. Mas, dos males advindo este seria o menor. O mais grave é a sujeição da maior parte a uma minoria ou a um só indivíduo, no que concerne ao lado puramente espiritual. Isso pode ser constatado em algumas organizações, onde o líder inculca suas ideias em estudantes que a ele se subordinam cegamente, num flagrante desrespeito ao seu livre arbítrio. O líder debilita e restringe a ação e o desenvolvimento dos demais, cujas energias aplicam a seu bel prazer.
Líder no sentido comum da palavra é aquele que, mercê de algumas qualidades o destacam na comunidade, coloca-se em posição de abjeta ascendência sobre os demais, agrilhoando-lhes a consciência, não raro chegando mesmo à prepotência.
Líder à luz dos mais elevados Ensinamentos Rosacruzes, embora num sentido teórico, é aquele que tendo avançado mais do que os outros, emprega seus talentos única e exclusivamente com o propósito de servi-los, jamais tolhendo-lhes a liberdade, e permanecendo, às vezes, quase que no anonimato. Seu caráter, seu trabalho, seu entusiasmo pelo ideal evidenciam-no como um exemplo a ser seguido.
Então, através desse prisma, o líder é o servo de todos!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Um Estudante Preliminar na Fraternidade Rosacruz é qualquer irmão ou irmã que não seja hipnotizador, ou que não seja por profissão: médium, vidente, quiromante ou astrólogo e que começa a fazer o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, que o capacitará nos conceitos básicos dos Ensinamentos Rosacruzes.
Já de início, um Aspirante à vida superior, que escolheu a Fraternidade Rosacruz para se desenvolver espiritualmente por meio do Método Rosacruz Cristão de Conhecimento Direto dos Mundos espirituais, procura esquecer de tudo o que aprendeu ao começar a fazer o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz.
E por que isso é necessário para ele? Para que não predomine o juízo antecipado nem o da preferência, mas para que mantenha a sua Mente em estado de calma e de digna expectativa. Assim como o ceticismo efetivamente nos cega para a verdade, assim também essa calma atitude confiante da Mente permitirá à intuição ou “sabedoria interna” se apoderar da verdade contida na proposição. Essa é a única maneira de cultivar uma percepção absolutamente certa da verdade!
Obviamente, há uma lógica ao sugerir esse tipo de comportamento ao Estudante Preliminar. O efeito desse esforço inicial resulta no cultivo de uma atitude mental suscetível de “admitir todas as coisas” como possíveis. Isto lhe permitirá pôr de lado, momentaneamente, até mesmo aquilo que geralmente se considera um “fato estabelecido”, e investigar se existe algum outro ponto de vista até então não notado sob o qual o objeto em referência possa parecer negro.
Certamente ele nada considerará como fato estabelecido, porque compreenderá perfeitamente quanto é importante manter a sua Mente no estado fluídico de adaptabilidade que caracteriza uma criança, ou seja: a criança não está imbuída do sentimento dominador de superioridade, nem inclinada a tomar aparência de sábio ou ocultar, sob um sorriso ou um gracejo, sua ignorância em qualquer assunto. É ignorante com franqueza, não tem opiniões preconcebidas nem julga antecipadamente, portanto é eminentemente ensinável. Encara todas as coisas com essa formosa atitude de confiança a que denominamos “fé infantil”, na qual não existe sombra de dúvida, conservando os ensinamentos que recebe até comprovar para si mesmo a certeza ou o erro.
Em outras palavras: aceitar como “verdade provável” para que possa estudar e pesquisar até que tenha a benção de descobrir, por si só, o fato como “verdade provada”!
A grande vantagem dessa atitude mental quando se investiga determinado assunto, ideia ou objeto, é evidente. Afirmações que parecem positivas e inequivocamente contraditórias, e que causam intermináveis discussões entre os respectivos partidários, podem, se conciliar.
Só a Mente aberta descobre o vínculo da concordância. Aos poucos, o Estudante Preliminar dedicado, persistente e que já entendeu que o caminho é “para frente e para cima” chega à conclusão e pratica o seguinte conceito: a única opinião digna de ser levada em conta precisa se basear no conhecimento.
O Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz consta de 12 lições que se ministram por correspondência (e-mail ou carta).
Serve de texto o livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, obra básica da Filosofia Rosacruz. Esse livro apresenta um esboço completo dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental – os Ensinamentos Rosacruzes –, na medida em que podem ser tornados públicos atualmente. Contém um esboço abrangente dos nossos processos evolutivos e dos processos evolutivos do universo, correlacionando Ciência e Religião.
Os conceitos básicos dos Ensinamentos Rosacruzes, que são fornecidos por meio do Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, estão nas 12 Lições e cobrem os seguintes assuntos:
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz