De acordo com a Bíblia somos um ser composto de três partes: Corpo, Alma e Espírito.
Cada um de nós é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana. Um ser que começou o seu desenvolvimento no Período de Saturno e o terminará no Período de Vulcano, pelo menos no que se refere a este Grande Dia de Manifestação.
Assim, somos um membro dos Espíritos Virginais. Diferenciados dentro de Deus (não de Deus!) como chispas de uma Chama, com as mesmas qualidades dela e capazes de se expandir até se converter em chamas.
Eis o significado esotérico desse trecho: “E os Elohim formaram o homem à sua semelhança e imagem” (Gn 1:27). Portanto, em todos os Espíritos Virginais estão contidas todas as possibilidades de Deus, inclusive o germe da vontade independente, o Livre arbítrio, que nos torna capazes de originar novas fases, além das latentes, fases originais, o que corresponde à faculdade da Epigênese.
Vemos, portanto, que é um fato que: “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser” (At 17:28). Nada pode existir fora de Deus.
A Hierarquia Criadora dos Espíritos Virginais é a Hierarquia Zodiacal de Peixes. Uma Hierarquia Criadora é um grupo de seres duplos ou bissexuais que coletivamente são Deus (chamados de Elohim no Gênesis) e que trabalham ativamente para se cumprir o plano evolutivo criado por Deus neste Grande Dia de Manifestação – em Gn 22:1: “Assim foram acabados os céus, a terra e todo seu exército”.
Como cada Hierarquia Criadora tem seu trabalho no Plano Evolutivo de Deus, nós também temos o nosso. E temos, ao nosso cargo, a Evolução da Onda de Vida que começou no Período Terrestre e que hoje anima os minerais.
Atualmente estamos trabalhando com eles por meio da imaginação, dando-lhes formas físicas (sólidos, líquidos e gases), fazendo com eles: livros, edifícios, pontes, máquinas, carros, etc…
Perceba que só trabalhamos com as Formas minerais dos três reinos inferiores. Contudo, não podemos trabalhar com a Vida que as anima. Isso porque, atualmente, a nossa Mente está no estado ou forma “mineral”. Tempo virá, nos próximos Períodos, em que poderemos “imaginar formas que viverão e crescerão”. E depois, criar “coisas com vida, sensíveis e capazes de crescer”. E por último, seremos capazes de “imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão”.
Em harmonia com o Esquema da Evolução, traçado por Deus, cada Hierarquia só entra em atividade quando tenham sido criadas condições necessárias para o seu trabalho. Os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, nós, só entramos em atividade quando as Hierarquias Criadoras prepararam as condições para o nosso desenvolvimento.
Cada Hierarquia tem o seu trabalho. Por exemplo, os Anjos, a Hierarquia Zodiacal de Aquário, têm como objetivo conquistar, dominar e funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico. Tornaram-se especialistas na matéria dessa Região. Para isso tiveram que descer a essa Região e aprender como lidar com tal matéria. Foi-lhes fornecido todo tipo de ajuda para tal, desde alimentação até instruções, experiências e orientação. Conquistarão e expandirão sua consciência nos quatro Mundos superiores a essa Região do Mundo Físico.
Do mesmo modo, nós, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana temos como objetivo conquistar, dominar e funcionar conscientemente na Região Química do Mundo Físico. Devemos nos tornar especialistas na matéria dessa Região. Peritos na construção das Formas constituídas de substâncias minerais químicas (sólidos, líquidos e gases). Para isso tivemos que descer a essa Região e estamos aprendendo como lidar com tal matéria. Tivemos que adquirir a consciência de nós próprios. Portanto, “somos a Vida que se juntou à Forma, para, por meio de Deus, obter consciência”. Aperfeiçoaremos os nossos veículos e expandiremos a nossa consciência nos cinco Mundos superiores a essa Região do Mundo Físico, por nosso esforço e vontade. Estamos aprendendo, através da experiência, como fazer isso.
Cada um de nós, um Espírito Virginal, é um só, entretanto, observado do Mundo Físico, se refrata-se em três aspectos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano. Como Deus, que nos criou, se refrata em três: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo. Cada um desses aspectos corresponde a um aspecto da Deidade.
E na oração “O Pai-Nosso”, fornecida por Cristo, cada um expressa a sua adoração. O Espírito Humano é a contraparte do Espírito Santo (Jeová): “Santificado seja O vosso nome”. Ele expressa a ATIVIDADE, o MOVIMENTO, atributos do Espírito Santo.
O Espírito de Vida é a contraparte do Filho (Cristo): “Venha a nós o Vosso reino”. O reino do Filho, da Fraternidade Universal. Ele expressa a SABEDORIA.
O Espírito Divino é a contraparte do Pai: “Faça-se a Tua vontade”. Reverenciando a onipotência do Pai. Ele expressa a VONTADE.
Durante a Involução (primeira parte desse Esquema de Evolução), conforme nós passamos por cada Mundo vindo em direção à Região Química do Mundo Físico, foi despertado cada um desses aspectos, por cada uma das Hierarquias Criadoras que nos ajudaram.
Assim, quando entramos no Mundo do Espírito Divino, foi despertado o nosso Espírito Divino pelos Senhores da Chama.
Descendo a um grau a mais de densidade, mergulhamos no Mundo do Espírito de Vida. Então, foi despertado o nosso Espírito de Vida pelos Querubins.
Depois, descemos a mais um grau de densidade, e entramos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Quando, então, foi despertado o nosso terceiro aspecto: o Espírito Humano, pelos Serafins. Quando isso aconteceu, nós, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, perdemos a onisciência, pois essa Região é a primeira Região separatista, de cima para baixo.
Assim, como nós não podíamos mais descerrar nossos véus (os três aspectos) para observar as coisas exteriores (espirituais) ou perceber os outros, nos vimos forçados a dirigir a consciência para dentro, ali encontrando nosso próprio “Eu superior” ou o Ego humano, separado e à parte de todos os outros à nossa volta. Foi assim que nós, os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, nos vimos envoltos no nosso Tríplice Espírito.
Perceba que é o Espírito Humano que encerrou o Espírito Virginal. É a capa externa – é o Ego.
Portanto, nós, o Ego humano, somos um Espírito Virginal da Onda de Vida humana envolto em um Tríplice Véu de matéria que obscurece nossa consciência divina original.
Nosso atual Esquema de Evolução é dividido em duas partes: a Involução e a Evolução. Durante a Involução, nós, o Ego, mantemos a ilusão da separatividade. Vamos descendo na matéria, entrando em Mundos e em Regiões de maior densidade.
Assim, já é fácil deduzir que precisávamos funcionar conscientemente no Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico.
Entretanto, para funcionar num determinado Mundo (ou Região desse Mundo), e expressar as qualidades que lhe são realizáveis, é necessário construir um veículo formado de matéria desse Mundo.
Para funcionarmos na Região Química do Mundo Físico precisamos de um Corpo Denso.
Para expressar vida e crescimento, ou as outras qualidades da Região Etérica do Mundo Físico, precisamos de um Corpo Vital.
Para expressar sentimentos, desejos e emoções precisamos de um Corpo formado de matéria do Mundo do Desejo, ou seja, de um Corpo de Desejos.
E para manifestar o pensamento precisamos de um veículo formado de matéria da Região do Pensamento Concreto, ou seja, de uma Mente.
Esses são os instrumentos que utilizamos atualmente; cada um em seu estágio de evolução; todos interpenetrados; sendo que a nossa Mente é o elo entre o nosso Tríplice Corpo e o nosso Tríplice Espírito.
Para que pudéssemos possuir cada um desses Corpos e veículos, as Hierarquias Criadoras nos deram o germe, ou irradiaram de si mesmo o germe de cada um deles.
No Período de Saturno, os Senhores da Chama irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Denso. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado ápice do coração.
No Período Solar, os Senhores da Sabedoria irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Vital. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado plexo solar (ou plexo celíaco).
No Período Lunar, os Senhores da Individualidade irradiaram de si mesmo o germe do Corpo de Desejos. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado fígado.
E, por fim, agora no Período Terrestre, os Senhores da Mente irradiaram de si mesmo o germe do veículo Mente. Esse germe foi desenvolvido e tem no seu Átomo-semente sua expressão e que se encontra na posição relativa ao local chamado meio do sinus frontal.
Cada um desses germes serviu para nós, o Ego humano (ou o Espírito Virginal envolto no Tríplice Espírito), aprendermos a construir cada Corpo e veículo durante a involução. Eles continham, e ainda contêm, o núcleo para a formação de cada Corpo e de cada veículo.
Hoje cada um desses Átomos-semente forma parte de todos os veículos já usados por um Ego humano. Esses Átomos-semente estão ligados entre si pelo Cordão Prateado, enquanto estamos aqui renascidos, nesta vida. E é esse Cordão Prateado que mantém unidos os veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente.
Durante a Involução, ou seja, do início do Período de Saturno até à Época Atlante no Período Terrestre as energias dos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana estavam dirigidas para dentro, para a construção desses Corpos e veículos. Essas energias são as mesmas que empregamos hoje para construir casas, pontes, estradas e qualquer coisa que melhore as condições externas na Região Química do Mundo Físico.
O caminho que compreende a Involução e Evolução desse Esquema de Evolução é a peregrinação dos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana da total inconsciência à total consciência individual.
Hoje nos reconhecemos como um indivíduo, um ser pensante, unidos no Corpo místico de Deus, mas separados um do outro, um criador, como o nosso Pai que nos criou.
Esses Corpos e veículos são os instrumentos de trabalho do Ego humano. Como diz S. Paulo em ICor 15:44-45: “Se há um corpo animal <Corpo Denso e Vital>, também há um espiritual <Corpo de Desejos e Mente>. Como está escrito: ‘o primeiro ser humano, Adão, foi feito alma vivente; o segundo Adão é Espírito vivificante’”.
É por meio deles que o Ego humano obtém a experiência. Como disse S. Paulo em ICor 6:13-20: “Não sabeis que o vosso corpo é Templo do Espírito Santo, que habita em vós, O qual recebeste de Deus (…), glorificam, pois, a Deus no vosso corpo”.
Assim, cada aspecto do Tríplice Espírito trabalha sobre um dos três Corpos.
Novamente, na oração do “Pai-Nosso” podemos ver como isso se dá: o Espírito Divino pede à sua contraparte, o Deus Pai, pelo Corpo Denso: “O pão nosso de cada dia”.
O Espírito de Vida pede à sua contraparte, Deus Filho, pelo Corpo Vital: “Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.
O Espírito Humano pede à sua contraparte, Deus Espírito Santo, pelo Corpo de Desejos: “não nos deixeis cair em tentação”.
Por fim, os três aspectos (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano) se juntam na súplica pela Mente ao Pai, Filho e Espírito Santo: “livrai-nos do mal”.
Vale a pena lembrar que qualquer trabalho sobre um Corpo reflete em todos os outros. Por isso é importantíssimo o Aspirante à vida superior cuidar de cada um dos seus Corpos da melhor maneira possível. Sem isso é impossível se desenvolver espiritualmente em uma Escola como a Fraternidade Rosacruz.
Os três aspectos (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano), ou nossos veículos superiores, possuem assentos particulares no Corpo Denso.
O Espírito Humano possui um assento na Glândula Pineal e no sistema nervoso cérebro-espinhal. O Espírito de Vida possui um assento no Corpo Pituitário e no coração. O Espírito Divino possui um assento na impenetrável área conhecida como raiz do nariz.
Quando nós obtivemos o domínio dos nossos Corpos por meio do foco mental, da Mente, começamos a desenvolver a Alma, trabalhando de dentro dos nossos Corpos. A Alma também é Tríplice.
Cada vez que agimos bem, praticamos boas ações, servindo altruisticamente, a Alma Consciente cresce, e o Espírito Divino assimila-a do Corpo Denso, assentando sua consciência.
Cada vez que sentimos o bem, esforçando-nos por ter desejos e sentimentos superiores, emoções elevadas, alimentamos a nossa Alma Emocional e o Espírito Humano assimila-a do Corpo de Desejos.
Cada vez que exercitamos a nossa memória, originando a simpatia, ligando as experiências, alimentamos a nossa Alma Intelectual e o Espírito de Vida assimila-a do Corpo Vital.
Portanto, a Alma nada mais é do que o produto espiritualizado dos nossos Corpos; é a quinta-essência desses, o seu poder ou a sua força. É através desse trabalho que o Ego humano adquire a perfeição de cada um dos Corpos.
E nesse trabalho, percorrendo a parte conhecida como Evolução desse Esquema de Evolução, nós vamos da consciência de vigília (que temos agora) à onisciência, da impotência à onipotência.
A evolução da vida, da consciência e da forma; a tríplice manifestação do Espírito Virginal da Onda de Vida humana, completando o Plano de Deus que nos criou neste Grande Dia de Manifestação.

Que as rosas floresçam em vossa cruz
A maioria das pessoas sente que uma refeição sem carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) é incompleta, pois, desde tempos imemoriais, considera-se um axioma que a carne animal é o alimento que mais fortalece o organismo.
Todos os outros alimentos são vistos como meros acompanhamentos para um ou mais tipos de carne animal presentes no cardápio. Nada poderia ser mais equivocado; a ciência comprovou, por meio de experimentos, que a nutrição obtida de vegetais possui, invariavelmente, maior poder de sustentação!
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – O Papel dos Estimulantes na Evolução
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Resposta: Não estamos muito seguros do que você entende por “Consciência Universal”. É certo que as Hierarquias Criadoras que nos ajudam nesse Esquema de Evolução se empenham em trazer muitas verdades ao nosso conhecimento, sempre que nos mostramos capazes de se beneficiar com elas. Alguns Egos humanos (nossos irmãos e nossas irmãs), em virtude de um árduo trabalho em renascimentos passados, se tornam receptivos a novas ideias em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos Éteres por aquelas Hierarquias Criadoras.
A Epigênese – a habilidade criadora – determina o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. Inventores, por exemplo, certamente conhecem certas Leis da Natureza (que são Leis de Deus) e, portanto, universais que regem a matéria com que trabalham, mas suas invenções – a aplicação prática dessas Leis – provêm de sua habilidade criadora.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1975 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Quem quer que esteja acostumado a conviver com Estudantes Rosacruzes certamente já deve ter ouvido esta pergunta:
“Como devo servir?”. E, pela frequência com que essa pergunta é feita, poder-se-ia concluir que todas as oportunidades foram avidamente aproveitadas; mas confesso, com pesar, que não é bem assim.
Você se lembra daquela música Cristã muito apreciada, “Guia-me, Luz Bendita”[1], que contém o verso: “Eu amava escolher o meu próprio caminho”? É assim que agimos, a maioria de nós. Há apenas certas coisas que gostamos de fazer, e aquele velho clamor infantil — “Eu não quero” — nos vem aos lábios ou ao coração quando nos sugerem uma forma de serviço que não nos agrada.
Ou, às vezes, o grito nasce do medo: “Ah, eu não consigo fazer isso”, esquecendo-nos do nosso lema: “se andarmos na Luz, como Ele na Luz está, seremos fraternais uns com os outros”. Temos um poder muito maior do que se trabalhássemos sozinhos; e, por trás de tudo, está a força de Nosso Deus-Pai.
Se quisermos seguir a ordem do nosso Mestre, Cristo, devemos ser servos — ou aqueles que servem — de todos. Observe bem: servos, não escravos. O escravo é impelido ao trabalho pelo açoite; o verdadeiro servo serve por amor, como uma honra e um privilégio. Às vezes, ansiamos pela oportunidade de servir a uma grande personalidade, a um instrutor ou a um escritor; contudo, a alma do ser mais humilde da Terra é tão preciosa para Nosso Deus-Pai quanto qualquer outra, e a honra de servi-Lo é igualmente grande — e as oportunidades para isso surgem aos montes, todos os dias.
Mas voltemos à pergunta: “Como devo servir?” A Parábola dos Talentos[2], no capítulo 25 do Evangelho Segundo S. Mateus, ensina-nos que o serviço deve ser realizado com todos os talentos que Nosso Mestre, Cristo, nos concedeu. Nenhum talento ou dom pode ficar guardado; todos devem ser utilizados. Lemos no Livro do Gênesis que Deus nos deu Corpos — o “Primeiro Dom”. Depois, soprou neles o fôlego da Vida — o “Segundo Dom”. E, em seguida, o dom do movimento, da audição, da visão, do olfato, do paladar, do tato e muitos, muitos outros dons ou talentos para serem usados a serviço do próximo. Mas a maior de todas as dádivas é a Vida Eterna, por meio de Seu Filho, Cristo. Se aceitarmos esses dons — ou talentos — um a um e os utilizarmos em sua plenitude a serviço de Cristo, não teremos motivo para fazer a pergunta com a qual começamos. As oportunidades surgirão em tal abundância que as horas, os dias e até mesmo a própria vida parecerão curtos demais.
Retomando a Parábola: aquele que usou todos os seus dez talentos recebeu mais — e assim acontecerá conosco; a visão, a audição e todas as outras faculdades serão ampliadas além da nossa compreensão. Além disso, novos dons nos serão concedidos. Mas não nos esqueçamos de como utilizar esses talentos: o serviço deve ser prestado ao próximo, amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) e focado na Divina Essência oculta em cada um de nós que é a base da Fraternidade. Afinal, perdemos aquilo que gastamos apenas conosco!
Imagine que, na próxima semana, cada um de nós se empenhe em utilizar, a cada dia, um talento em sua plenitude a serviço dos outros. Pode ser o nosso canto ou a nossa música; pode ser a costura ou o trabalho da terra; a agudeza da visão, a precisão da audição, o talento para a organização, para o amor Crístico ou para promover a harmonia no lar. Cada um deles certamente proporcionará um serviço repleto de alegria.
A resposta para a pergunta “Como devo servir?” só pode ser dada por você mesmo. Somente você sabe o que é capaz de fazer e até que ponto pode levar o seu “Templo Vivo” a corresponder aos seus reais anseios, a do Ego, o que realmente somos. Outros podem lhe oferecer sugestões, mas apenas você poderá dizer, ao final do dia, ao seu Corpo cansado: “Muito bem, servo bom e fiel“[3]. Sirvamos com todas as partes do templo: o cérebro, a voz, as mãos e os pés. O serviço realizado fora do Templo não tem tanto valor quanto a entrega de si mesmo. Podemos adaptar as palavras de Lowell[4], em “Visão de Sir Launfal” e dizer: “O serviço sem aquele que serve é vazio”. Talvez você pergunte: a quem devemos prestar serviço? Encontramos a resposta no Ritual Rosacruz do Serviço Devocional do Templo: “Serviço amoroso e desinteressado para com os outros” — isto é, para a Humanidade; mas a Humanidade tem duas faces: a física e a espiritual. A qual delas devemos servir? Prestamos muitos serviços no plano físico da vida, provendo alimento, vestuário, abrigo, lazer e assim por diante. Lemos que devemos “procurar servir a Divina Essência oculta em cada um de nós” do Templo físico; mas só podemos servir por meio do Templo físico porque a Divina Essência — o nosso aspecto espiritual— está oculta em nosso interior. Portanto, devemos alcançá-la por meio de nossos pensamentos, ou seja, do motivo subjacente ao ato de servir.
Se nossas vidas forem consagradas ao serviço deve ser prestado ao próximo, amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível) e focado na Divina Essência oculta em cada um de nós que é a base da Fraternidade, atrairemos oportunidades da mesma forma que um ímã atrai limalha de ferro.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: Guia-me, Luz Bendita, em meio à treva que me cerca,
Guia-me Tu!
A noite é escura e estou longe do lar,
Guia-me Tu!
Guarda os meus passos; não peço ver
O horizonte distante; um passo me basta.
Nem sempre fui assim, nem pedi que Tu
Me guiasses;
Eu amava escolher e ver o meu caminho; mas agora
Guia-me Tu!
Eu amava o dia resplandecente e, apesar dos medos,
O orgulho regia a minha vontade. Não te lembres dos anos passados!
Por tanto tempo o Teu poder me abençoou; certamente ainda
Me guiará.
Por charcos e pântanos, por rochedos e torrentes, até que
A noite se vá,
E com a manhã sorriam aqueles rostos de anjos,
Que amei há muito tempo e perdi por um breve instante!
[2] N.T.: 14Pois será como um homem que, viajando para o estrangeiro, chamou os seus próprios servos e entregou-lhes os seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro dois, a outro um. A cada um de acordo com a sua capacidade. E partiu. Imediatamente, 16o que recebera cinco talentos saiu a trabalhar com eles e ganhou outros cinco. 17Da mesma maneira, o que recebera dois ganhou outros dois. 18Mas aquele que recebera um só o tomou e foi abrir uma cova no chão. E enterrou o dinheiro do seu senhor. 19Depois de muito tempo, o senhor daqueles servos voltou e pôs-se a ajustar contas com eles. 20Chegando aquele que recebera cinco talentos, entregou-lhe outros cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me confiaste cinco talentos. Aqui estão outros cinco que ganhei’. 21Disse-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu senhor!’” 22Chegando também o dos dois talentos, disse: ‘Senhor, tu me confiaste dois talentos. Aqui estão outros dois talentos que ganhei’. 23Disse-lhe o senhor: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei. Vem alegrar-te com o teu senhor!’ 24Por fim, chegando o que recebera um talento, disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, que colhes onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste. 25Assim, amedrontado, fui enterrar o teu talento no chão. Aqui tens o que é teu’. 26A isso respondeu-lhe o senhor: ‘Servo mau e preguiçoso, sabias que eu colho onde não semeei e que ajunto onde não espalhei? 27Pois então devias ter depositado o meu dinheiro com os banqueiros e, ao voltar, eu receberia com juros o que é meu. 28Tirai-lhe o talento que tem e dai-o àquele que tem dez, 29porque a todo aquele que tem será dado e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem será tirado. 30Quanto ao servo inútil, lançai-o fora nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes!’
[3] N.T.: Mt 25:21
[4] N.T.: James Russell Lowell (1819-1891) – poeta romântico, crítico, satírico, escritor, diplomata e abolicionista americano.
O Estudante Rosacruz ativo, que está trilhando fielmente o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, já compreendeu que entre quedas, desistências, covardias e grandezas estamos seguindo “para frente e para cima”. E que há uma criança divina em nós, que a cada dia quer nascer.
Se olharmos ao nosso redor vemos que essa sentença aparece como uma semente lançada em época muito oportuna, já que estamos em uma fase de trânsito entre uma Era que está terminando (a Era de Peixes) e outra (onde já estamos na sua “Órbita de Influência”, a Era de Aquário), cujos lampejos aos mais avançados é dado entrever e transmite uma incrível sensação de insegurança a muitos irmãos e muitas irmãs.
Isso tem produzido uma espécie de fobia generalizada de perda. Muitas pessoas temem perder o emprego, a saúde, a posição social, os entes queridos e a própria vida (especialmente aos que acham que a vida é o fim da existência e até aqueles que acham que partem daqui para uma chamada “vida eterna” que nem sabe direito o que é!).
Esse clima de instabilidade, para muitos, é doloroso, não resta dúvida. Entretanto, pelo menos para quem “tem olhos para ver e ouvidos para ouvir” encerra alguns aspectos altamente positivos, isto é, oferece valiosíssimas lições morais e espirituais. Dentre elas destacamos:
Estes são alguns aspectos da questão. Existem outros não menos importantes. Na verdade, nós, a despeito das circunstâncias nas quais estamos envolvidos, procuramos algo superior, o que já não deixa de ser um passo considerável.
Mas, a maioria procura fora de si mesmo. Quando se admitir como um ente superior, o que realmente somos: um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), parte integrante do corpo macrocósmico de Deus, terá se desvencilhado das crises e desequilíbrios deste mundo – essas incríveis ilusões. Nascerá, então, de um longo e doloroso parto, a Divina Criança em cada um de nós, o Cristo Interno.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1984 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Um ser humano conscientemente bom não é integralmente bom; o seu ser-bom tem de se tornar “atitude” ao ponto de praticar os seus atos como um transbordamento irresistível e quase involuntário.
Quem faz o bem por motivos éticos, e não como gotas de água casualmente lançadas à praia pelo vasto e profundo mar da sua permanente atitude mística, não possui ética segura e sem perigo; cedo ou tarde quererá ser recompensado pela sua ética – o que não é ético.
O Cristão Místico deve se identificar pela inspiração com o Universo, a ponto de poder dizer: “Eu e o Cristo somos um…Cristo está em mim e eu em Cristo…As obras que faço não sou eu que as faço; é Cristo que as faz em mim… De mim mesmo (a) nada posso fazer…” (IICor 6:14-15).
A moral nasce do Ego. A ética, porém, nasce do “Eu interno”, desse Deus no ser humano, do seu Cristo Interno. Falta à moral humana não somente a origem divina da sua fonte, mas também o supremo encanto da leveza e da facilidade, o carisma da espontaneidade e luminosidade.
Quem é apenas, por sacrifício, bom como o ser humano moral e virtuoso, não age ainda com facilidade, beleza e encanto. Não descobriu ainda que “o jugo é fácil e o peso é leve”. A ética de uma pessoa de experiência mística, Crística, é espontaneamente boa, bela, benevolente e eficiente. O seu ser espontaneamente bom se revela em fazer o bem, sem sacrifícios, jubilosamente e com beleza. E isso é uma atitude gloriosamente artística. A mística transborda, então, em ética e estética.
(Publicada na revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Com que frequência repetimos estas palavras, mas quão pouco refletimos sobre elas ou as compreendemos. No atual estágio de evolução, é muito mais fácil conceber “Meu Pai” e sentir a união entre “meu Pai e eu”. Mas dizer “Nosso Pai” de forma verdadeira é algo tão imensa que se treme só de pensar.
“Nosso”, sendo o plural de “meu”, significa que o “meu” se funde no “nosso”; que a minha Personalidade já não existe como uma unidade isolada das demais, mas que cada um e todos nós estamos abrangidos pela palavra “nosso”. Portanto, ao nos dirigirmos ao Autor do nosso ser — n’Ele em quem literalmente vivemos e nos movemos — como “Nosso Pai”, expressamos tacitamente a nossa crença de que Ele é o Pai de todos nós, como uma Humanidade unida; Pai também daqueles a quem, infelizmente e com demasiada frequência, detestamos ou desprezamos, demonstrando assim que somos todos irmãos.
Neste tempo de guerras, em que as paixões se desenfrearam, paremos para recordar que, na expressão “Nosso Pai”, estão incluídos os nossos supostos inimigos; que eles são tão preciosos para Ele quanto nós, e que são Seus filhos tanto quanto nós. Embora denunciemos e repudiemos atos de crueldade e opressão, venham de quem vierem, saibamos distinguir entre o Ego e a Personalidade. É esta última que peca, por ter assumido o controle. Quando ela for superada, o Ego brilhará em todo o seu esplendor e poderemos, então, dizer do fundo do coração, tal como fez o Cristo: “Nosso Pai”.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
A verdadeira Astrologia é uma Ciência Divina, antiquíssima, e sua beleza ainda poderá ser apreciada por aqueles que tem “olhos para ver e ouvidos para ouvir” (Mt 13:16). Caiu em descrédito unicamente porque foi prostituída por aqueles que a usaram para seu próprio proveito e/ou para conseguir recursos financeiros direta ou indiretamente. Estes, esquecendo que são os guardiões de seus irmãos e das suas irmãs, se tornaram responsáveis por todas as adversidades que lhes advirem como resultado do mau uso dessa Ciência Divina.
Como em todas as circunstâncias, aquilo que é mais elevado poderá, caso caia em mãos inescrupulosas, ser levado a níveis de inferioridade. Entretanto, como o mal não poderá prevalecer, pois é “o bem que sempre prevalecerá” (Gl 6:9), essa condição errônea de emprego dessa Ciência Divina não será definitiva, porque à medida que nos aproximamos mais e mais da Era de Aquário, a Era adequada para o desenvolvimento das Ciências, veremos a Astrologia, hoje vacilante e desacreditada pelo charlatanismo e ação de impostores, emergir tal como crisália, para o bem da Humanidade – tal qual é a Astrologia espiritual Rosacruz.
Um estudo dos símbolos criados e usados pelos Sábios antigos nos fornece uma compreensão integral dos benefícios provindos do uso correto da Astrologia. Todos os Signos se encontram no horóscopo de cada um e, por isso, todos estão sujeitos as suas vibrações em graus variáveis. Lembremos, entretanto, que o estudo dos símbolos, não procura delinear a fraqueza ou a força dos vários Signos. Trata-se apenas de esboçar o significado dos símbolos, indicando o ponto culminante que cada Signo atinge. Nenhum Signo é mais ou menos forte do que o outro, pois todos são necessários para oferecer a perfeição ao conjunto e através de cada um deles devemos ganhar experiência.
Cada indivíduo nasce sob a influência de um Signo pelo qual deve obter o maior bem para si ou dispensá-lo também em benefício da Humanidade. Uma vez não existindo diferença tanto em superioridade como inferioridade em relação a cada Signo, qualquer diferença notada é apenas aparente, tratando-se apenas de uma interpretação imperfeita por parte de pessoas que ainda não compreenderam a grandiosidade da mensagem que os Astros (aqui: Signos, Sol, Lua e Planetas) nos enviam, considerando que o caminho de toda a manifestação, que é o Caminho de Evolução, se processa em espiral, sempre para cima e para frente. Constantemente deparamos com nativos de todos os Signos, em todos os níveis de consciência, reagindo de acordo com a sua própria compreensão.
O horóscopo mostra qual o esforço que devemos dispender em cada curso de existência e a forma pela qual poderemos resolver nossos problemas, não significando, entretanto, que devemos ser conduzidos pela brisa do momento, pois “os Astros impelem, mas não obrigam”, ou seja: sugerem, não mandam!
Há somente alguns poucos símbolos cujo significado será conveniente lembrar. O círculo, o qual não tem começo nem fim, somos nós, o Espírito não manifestado; o ponto colocado dentro dele somos nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana), em manifestação; a linha, um ponto alongado (possui um polo negativo e outro positivo) representa a matéria ou o plano físico. Portanto, o ângulo ou a cruz ou linha sempre indicam o trabalho a ser realizado no plano físico. O círculo sempre é usado como um indicativo de trabalho ou treinamento espiritual. O meio círculo, ou a meia circunferência, é a consciência situando-se num nível entre o infinito e o finito.

Trata-se da combinação ou sequência daqueles símbolos que nos contam a história da Humanidade através das idades.
Os três primeiros Signos (Áries, Touro e Gêmeos) são governados mais pelo instinto do que pelo intelecto, porque somente agora eles estão se manifestando no plano da existência. Mais tarde talvez, haja tristeza e mágoas, até que se sinta o regozijo resultante do esquecimento de si mesmo para que se manifeste a vida altruísta em benefício dos semelhantes. Tal ainda não está acontecendo, uma vez que todo pensamento é dirigido para o aprendizado e assimilação do valor das experiências adquiridas.
O primeiro Signo, o de Áries é o primeiro a verter da manifestação do Espírito Divino. Toda a energia é canalizada para o aprendizado da vida material.

Ambos os crescentes abrindo para baixo, ambos descendo na matéria ou no físico, mantendo um perfeito equilíbrio num só ponto que toca a vida material. Vez por outra se assemelha a uma forma rude de manifestação por se tratar de uma primeira experiência vivida por nós, o Ego, longe do nosso Lar Divino. Porém, o equilíbrio perfeito mantido pelos dois crescentes de consciência, e mais, o ponto singular indicando a direção da experiência indispensável para esse Signo, não deixa dúvida quanto a intenção de aprender tudo que diga respeito ao físico. Haverá interesse em inúmeros objetivos, porém quase sempre haverá o surgir de novos interesses, acarretando a não conclusão das coisas já iniciadas, coisas que em um dado momento despertam mais a atenção.
Assim como o dourado Narciso na Primavera (uma das principais flores que que anuncia o fim do inverno e a chegada da primavera), ansioso por trazer a alegria e a beleza ao mundo expectante, não leva em conta o possível perigo que poderá advir dos ventos rudes e do chicotear das nevascas, da mesma forma o Ego, entrando no mundo finito – na Região Química do Mundo Físico –, prenhe de tantos objetos a serem explorados e estudados, nem sempre leva em conta o preço de suas ações, permanecendo em sua determinação de aprender muitas coisas. Assim viajando através dos vários Signos, nós experimentamos os efeitos das limitações.
O segundo Signo, o de Touro é o segundo passo no caminho ao redor do Zodíaco, indicando pelo círculo que abrange todas as coisas aprendidas em Áries, não se esforçando, contudo, para desenvolver mais atividades exteriores.

Assinala um período de assimilação demonstrado pelo crescente da consciência, apontando para cima, solicitando auxílio das forças superiores no sentido de assimilar o conhecimento contido no círculo, tornando-se ajustável entre a sabedoria adormecida em nós e o conhecimento adquirido por meio da nossa experiência no físico.
Entretanto, a luz acima do círculo indica que embora haja uma tendência para o espiritual, será o aspecto material a despertar o maior interesse, porque nós iniciamos a nossa jornada para a aquisição de experiências dentro da esfera do Mundo Físico.
O terceiro Signo, o de Gêmeos, tem um símbolo onde duas linhas paralelas com abertura nas extremidades indicam “assuntos não concluídos”.

As linhas perpendiculares de Gêmeos estão fechadas e as duas horizontais estão abertas indicando que nesse estágio desse Esquema de Evolução, a coisa mais importante é obter a compreensão e realização dos canais da Mente inferior em conexão com a manifestação física. O caminho da Mente superior está fechado, pois nós, primeiramente, tivemos o nosso sentimento amoroso e compassivo canalizados para aqueles objetos que formam a base material da vida, não podendo, por isso, ainda apreciar ou compreender na íntegra seu aspecto espiritual. O mais inferior deve ser visto como uma parte do Divino, justamente como o mais elevado e o mais altamente desenvolvido. As ações desenvolvidas neste Mundo material gerarão o ambiente que nós encontraremos quando atingirmos mais adiante outros Signos, onde as linhas perpendiculares estarão abertas para aquisição da Sabedoria dos planos elevados. Aquele espaço semelhante a uma caixa entre as linhas guardará todas as impressões indispensáveis e valiosas para a vivência de uma vida superior. Ao persistir em trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, vamos atingindo a vivência nos outros Signos.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1972 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Nós somos um Tríplice Espírito (Espírito Divino, de Vida e Humano), um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), que possuímos uma Mente, governando com ela o nosso Tríplice Corpo (Corpo Denso, Vital e de Desejos), que emanou de si mesmo para adquirir experiência. Esse Tríplice Corpo se converte em Tríplice Alma (Alma Consciente, Alma Intelectual e Alma Emocional), da qual se nutre, elevando-se assim da impotência à onipotência. Ou seja: a Tríplice Alma é a quintessência do Tríplice Corpo.
O Espírito Divino emanou de si o Corpo Denso extraindo como fruto a Alma Consciente.
O Espírito de Vida emanou de si o Corpo Vital extraindo como fruto a Alma Intelectual.
O Espírito Humano emanou de si o Corpo de Desejos extraindo como fruto a Alma Emocional.
O Tríplice Espírito lançou uma tríplice sombra sobre o reino da matéria e desse modo o Corpo Denso foi evoluindo como contraparte do Espírito Divino, o Corpo Vital como réplica do Espírito de Vida, e o Corpo de Desejos como imagem do Espírito Humano.
Finalmente, e o mais importante de tudo, formou-se o degrau da Mente como enlace entre o Tríplice Espírito e seu Tríplice Corpo. Esse foi o começo da consciência individual e marca o ponto onde acaba a Involução de nós, o Ego, na matéria, e onde começa o processo evolutivo pelo qual extraímos da matéria as lições aprendidas em cada Região ou Mundo que vivemos. A Involução significa a cristalização do Espírito em Corpos distintos, mas a evolução depende da dissolução dos Corpos, da extração da substância da Alma deles e da amálgama alquímica dessa Alma com o Espírito.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)
Para aqueles que concedem a Ciência Divina dos Astros um estudo verdadeiro e um julgamento premeditado não existem dúvidas quanto a superioridade do diagnóstico pela Astrologia espiritual Rosacruz sobre todos os outros métodos de diagnosticar doenças e enfermidades. Contudo o reto uso deste método requer uma elevada capacidade de discernimento associada a certos princípios fundamentais.
Primeiramente, o mínimo possível do diagnóstico obtido diretamente do horóscopo pode ser dado ao paciente, pois, é preciso que se tenha sempre em lembrança que uma pessoa doente ou enferma é uma pessoa que está em um estado frágil em certo grau, inclinada a não compreender devidamente ou a interpretar erroneamente aquilo que se lhe diz. Acontece com muita frequência, que uma pessoa sabedora de certo Aspecto adverso no seu mapa, ou de uma certa condição crônica no seu Corpo Denso, construa a imagem mental da anormalidade, podendo assim torná-la ainda mais severa. Uma tal fixação mental e emocional pode se tornar tão forte que venha a prevalecer um espírito de desesperança, e destarte a pessoa cria um invólucro em torno de si, dificultando muito qualquer auxílio que se lhe queira prestar.
Vemos assim, a necessidade de sempre se acentuar fortemente os Aspectos benéficos e a possibilidade de usá-los, a fim de contrabalançar e superar os estados mentais e emocionais indesejáveis que resultam de uma doença ou enfermidade. Otimismo e jovialidade são os fatores fundamentais em um bem estabelecido método de cura.
Afora isso, o paciente deve saber que os Aspectos do seu mapa natal são obra exclusivamente sua e que eles o afetarão enquanto trilhar as linhas negativas de pensamento ou de sentimento lá indicadas. Deve-se evidenciar repetidamente a habilidade que possui o Ego em “governar as suas estrelas”, de modo a evitar qualquer grau de fatalismo. Não há limites para o poder de um Espírito desperto!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1979-Fraternidade Rosacruz-SP)