O Estudante Rosacruz ativo, que está trilhando fielmente o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, já compreendeu que entre quedas, desistências, covardias e grandezas estamos seguindo “para frente e para cima”. E que há uma criança divina em nós, que a cada dia quer nascer.
Se olharmos ao nosso redor vemos que essa sentença aparece como uma semente lançada em época muito oportuna, já que estamos em uma fase de trânsito entre uma Era que está terminando (a Era de Peixes) e outra (onde já estamos na sua “Órbita de Influência”, a Era de Aquário), cujos lampejos aos mais avançados é dado entrever e transmite uma incrível sensação de insegurança a muitos irmãos e muitas irmãs.
Isso tem produzido uma espécie de fobia generalizada de perda. Muitas pessoas temem perder o emprego, a saúde, a posição social, os entes queridos e a própria vida (especialmente aos que acham que a vida é o fim da existência e até aqueles que acham que partem daqui para uma chamada “vida eterna” que nem sabe direito o que é!).
Esse clima de instabilidade, para muitos, é doloroso, não resta dúvida. Entretanto, pelo menos para quem “tem olhos para ver e ouvidos para ouvir” encerra alguns aspectos altamente positivos, isto é, oferece valiosíssimas lições morais e espirituais. Dentre elas destacamos:
Estes são alguns aspectos da questão. Existem outros não menos importantes. Na verdade, nós, a despeito das circunstâncias nas quais estamos envolvidos, procuramos algo superior, o que já não deixa de ser um passo considerável.
Mas, a maioria procura fora de si mesmo. Quando se admitir como um ente superior, o que realmente somos: um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), parte integrante do corpo macrocósmico de Deus, terá se desvencilhado das crises e desequilíbrios deste mundo – essas incríveis ilusões. Nascerá, então, de um longo e doloroso parto, a Divina Criança em cada um de nós, o Cristo Interno.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1984 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: A Lei do Renascimento tem como companheira a Lei de Causa e Efeito. É evidente que deve haver muitas causas desencadeadas por todos nós e que não trarão efeitos nesta vida. Por exemplo, um marido está doente e é cuidado pela esposa com grande abnegação. Obviamente, existe uma dívida aí, e se a doença continuar até o término da vida do marido, não haverá nessa vida oportunidade para a retribuição desses cuidados. Mas, se soubermos quais são as Leis da Natureza e como elas funcionam, saberemos que elas não são anuladas por questões tão pequenas como o cessar da vida em um certo Corpo Denso. Se fraturarmos um membro, ele não estará recuperado no dia seguinte, embora possamos ter dormido à noite inconscientes da nossa dor; mas, ao acordarmos, o membro estará praticamente nas mesmas condições do dia anterior. Assim também ocorre com os atos praticados no Corpo Denso em uma vida. Embora atravessemos a vida entre a morte e um novo nascimento, e agora estejamos inconscientes de vidas anteriores, quando iniciamos uma nova vida terrestre, a Lei de Associação e as causas geradas numa vida terrestre anterior, nos levarão a um novo ambiente onde encontraremos os nossos antigos amigos e antigos inimigos. Nós também os conhecemos, embora talvez não reconheçamos diretamente. Às vezes, porém, conhecemos uma pessoa pela primeira vez e nos sentimos atraídos por ela; sentimos como se a conhecêssemos a via toda e que poderíamos confiar nela com tudo que possuímos. Isso ocorre porque nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), vemos um antigo amigo e o reconhecemos, embora sejamos incapazes de imprimir esse reconhecimento no nosso cérebro atual. Ou talvez possamos encontrar uma pessoa e sentir que não gostaríamos de estar em sua companhia; instintivamente, não gostamos dela, embora não tenhamos motivo do ponto de vista comum; mas também nesse caso é o nosso (o do realmente somos: um Ego) reconhecimento que faz a ponte com o passado e vê um antigo inimigo. Assim, nossos gostos e desgostos instintivos são guias, ditados por experiências anteriores e, geralmente, se mostrarão confiáveis à luz de experiências subsequentes.
(Pergunta nº 69 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)