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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Um moderno Tabernáculo com Missão Especial: o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico

Nós, ao nascermos, mais uma vez aqui, não estamos formados ainda. Sabemos, à luz da Ciência e da Filosofia Rosacruz, que desenvolvemos o nosso Corpo Denso até por volta dos sete anos. Então nasce o nosso Corpo Vital e é desenvolvido até cerca dos catorze anos, em que a puberdade marca o nascimento do nosso Corpo de Desejos. Desenvolvemos o nosso Corpo de Desejos até perto dos 21 anos, quando nasce a nossa Mente e aí somos considerados (não sem razão, portanto) pelas leis civis, como cidadão, capaz de exercer nossos deveres e direitos.

Nesse desenvolvimento, há a chamada idade perigosa, que medeia entre os catorze anos e vinte anos. É quando nós, como um jovem, começamos a formar nosso próprio sangue, começamos a mostrar nossa verdadeira natureza, inteiramente pessoal, distinta dos nossos pais e demais ascendentes (porque a hereditariedade afeta apenas a parte física!). A nossa Mente ainda não se formou e sob os impulsos do Corpo de Desejos, nós, um jovem, sentimos a íntima necessidade de autoafirmação, começamos a reagir contra as ordens dos pais e dos responsáveis. Julgamo-nos donos do nosso nariz, como se costuma dizer. É uma idade difícil. Se os nossos pais ou responsáveis não conquistaram a nossa confiança e o nosso amor de filho ou de filha, pelo exemplo e pela coerência de atitudes, amorosas e justas, terão dificuldade conosco nessa fase de nossa educação.

O mesmo ocorre, por exemplo, no desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive da Fraternidade Rosacruz. Max Heindel, profundo e inteligente como era, previu isso. Disse ele que, em seu desenvolvimento, como qualquer outra organização, a Fraternidade Rosacruz teria problema quando seus Estudantes Rosacruzes estivessem passando a “maturidade espiritual”. É inevitável.

O Estudante Rosacruz, sentindo seu avanço, a influência que vai exercendo em seu meio ambiente imediato, a facilidade que vai tendo na compreensão de tudo, graças às “chaves” que recebeu na Fraternidade Rosacruz corre o imenso risco de começar a se envaidecer. Ele mesmo não percebe isso; é um sentimento perigoso, sutil, insinuante, com feições de legítimo, mas, no fundo, é pura vaidade.

Daí Max Heindel chamar a esse nível, onde ocorre mais esse risco, de Probacionista, ou seja, “aquele em que se é provado”. Não provas dramáticas contra dragões e perigos horripilantes, quixotescos. Não, provas sutis, segundo o ponto fraco de cada um.

Max Heindel comparou a ascensão do Aspirante à vida superior a uma torre de igreja, larga na base e que vai estreitando à medida que sobe, até que há um ponto suportando a cruz. No caminho da regeneração, também, tudo é definido no começo. Muitas coisas são permitidas, porque a medida da instrução é o que o Estudante Rosacruz pode aprender e não o que a Escola Fraternidade Rosacruz pode ensinar. Mas, à medida que ele avança, as relatividades aumentam em tudo e o rigor de consciência desperta a tortura em cada desvio. Então, a diferença entre o bem e mal é sutil. Ele já não responde facilmente como antes. Há muitos fatores a considerar. É como o fio da lâmina de uma navalha.

Mas, se o Estudante Rosacruz não for cuidadoso e prudente na observação de si mesmo poderá, facilmente, escorregar de um lado para outro, entre o fanatismo e a indiferença; pode interpretar como legítima sua vontade de mudar as coisas e, como o jovem do nosso exemplo acima, passa a criticar os pais ou os responsáveis chamando-os de antiquados, de prepotentes, atrasados, ignorantes e outros adjetivos afins.

É uma fase; uma “idade” perigosa. Foi por isso que surgiram ramificações por aí, com nomes de “Rosacruz”, “independentes” como o mocinho carente de mentalidade e equilíbrio e, principalmente, carente de um elo superior, no caso a Ordem Rosacruz, que está na Região Etérica do Mundo Físico.

É certo que os Irmãos Maiores, como educadores sapientíssimos, sabem compreender tudo isto e ajudam seus “filhos” a vencer as provas; mas fornecem muito mais possibilidades aos que exercitam sua Epigênese dentro do ideal traçado. Liberdade mal orientada é Epigênese desperdiçada, se bem que as consequências evidenciam o erro e reconduzem ao caminho.

Isto ocorre em todas as organizações, grupos, equipes e centros de estudos. Já vivemos estas experiências, mas temos a felicidade de compreender nossa adolescência e a sabedoria de nossos pais e responsáveis, simbolicamente, aqui: Cristo, os seus auxiliares que são os Irmãos Maiores, e que se expressam por meio dos Ensinamentos Cristãos, pedagogicamente detalhados como Ensinamentos Rosacruzes.

Este problema, esta prova de se julgar cerceado em sua liberdade, de querer ser diferente, é natural da adolescência, mas não traz maiores consequências quando os pais ou responsáveis souberam educar seus filhos.

Em nosso caso, sob a orientação da Escola Fraternidade Rosacruz sabemos que ela respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um e procura emancipar os Estudantes Rosacruzes de toda limitação de sua Personalidade e das dependências externas (sejam de pessoas ou de “coisas”) para que seja um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”. Logo, se existe esta impressão, é interna, é pessoal, da vaidade, da Personalidade que se vê acuada, ameaçada e luta por seu reino, como Herodes ao tempo em que nasceu o menino Jesus. Um é o reino do mundo e o outro o Reino dos Céus. Este deve conquistar aquele, mas a luta custará à vida de muitos ideais, de muitos esforços.

Suscitamos este tema por vários motivos: primeiro porque é sempre atual; segundo, porque já temos muitos Probacionistas que precisam ficar alertas contra as armadilhas da natureza inferior que cada um temos; terceiro, porque é preciso compreender que o movimento Fraternidade Rosacruz não é uma Escola de cegos guiando cegos, sem lastro iniciáticos, senão que, reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico, é só estudar com atenção o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz para ter uma prova disso.

Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou em grupos, há uma ajuda esclarecida, há um observador consciente que nos respeita a liberdade, que nos estimula, que nos compreende como um “pai” maravilhoso, um pedagogo incomparável, que são os Irmãos Maiores; quarto, porque a “Fraternidade Rosacruz” não são sedes, prédios, salas, nem “diretorias”, “conselhos” e outros “cargos” que porventura sejam criados. A Fraternidade Rosacruz é algo interno, vivente, que se forma com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente, harmonioso, concordante de todos os Estudantes Rosacruzes ativos e sinceros, na consecução de um Ideal superior, qual seja, a elevação de mundo à altura de Cristo, nosso único Ideal.

Isso não quer dizer que a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, não tenha um efeito especial, como fulcro físico. Tem sim! Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, escolheu aquele lugar não por acaso, mas porque sabia se tratar de um dos sete centros de irradiação espiritual, do Planeta Terra, de modo a favorecer a difusão dessa nova tônica do movimento Cristão Esotérico pelo mundo inteiro, de forma que não seria possível com apenas os recursos de seus Estudantes Rosacruzes. Além do mais, conforme Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um Arquétipo previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o propósito de alimentar o corpo de nosso ideal até o tempo previsto na Era de Aquário. Além do que podem ver nossos olhos físicos, além do que nossos limitados sentidos de neófitos, há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade Rosacruz, que precisa do esforço de cada Estudante Rosacruz ativo e sincero, mas que não depende apenas de nós para sua sobrevivência.

Afinal, a Sede Mundial, fundada por Max Heindel, sob orientação direta dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro.

Realmente assim é. Não importa o “nome dos pedreiros”, a construção continua seguindo as linhas traçadas previamente por um Arquétipo. Nenhum esforço errado poderá subsistir.

Encerramos com S. Paulo, apóstolo: “Eu plantei; Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus, e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus..” (ICor 3:6-9). “Quanto ao fundamento, ninguém pode colocar outro diverso do que foi posto: Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia torná-la-á conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um.” (ICor 3:11-13).

Sejamos, pois, sempre como células ativas, tecidos vivos, órgãos normais no corpo da Fraternidade Rosacruz, sem jamais inquirir, como células, a que a outra faz; o propósito da Fraternidade Rosacruz é o desenvolvimento individual, para que o corpo cresça em eficiência, como Deus cresce com o pequenino acréscimo de nossa evolução individual. Deus é Amor. O amor une e edifica. “Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.” (IJo 4:16).

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Acorde!

Oh, você, cujo olhar recai casualmente sobre esta página. Você, cujo interesse já foi despertado, leia atentamente este artigo — você está desperto? Cada momento da sua vida vibra com a alegria de viver ou você está com as massas, adormecido na existência monótona?

Se sua alma não for tocada em suas profundezas mediante o desabrochar de uma flor, você está adormecido. A menos que esteja moldando inteligentemente o curso da sua vida, está adormecido. Caso não perceba sua unidade com o Cosmos, então você está adormecido… E a mensagem deste artigo se resume a uma palavra: desperte! Eis algumas sugestões as quais, para você que está satisfeito em dormir durante toda uma vida, deveriam ser de valor inestimável. São ideias novas? De modo nenhum. Mas são os pensamentos-chave de hoje — da nova Era.

– “Eu não quero trabalhar”, diz o homem desempregado.

– “Ah, é mesmo?”, eu respondo, “então mova aquela pilha de areia para lá e, quando terminar, simplesmente cave e a recoloque onde a encontrou”.

– “E quanto dinheiro eu vou ganhar?”, pergunta o homem.

– “Ah, então você quer dinheiro e não trabalho!”.

– “Bem…”.

– “Aqui está uma nota de R$ 100,00; eu lhe darei, se você não gastar”, é minha resposta.

 – “Mas eu quero comprar comida e carvão para minha família”, diz ele.

– “Então, meu amigo, você vê que não é dinheiro que você quer, nem comida ou carvão; mas, isto sim, a sensação de conforto que essas comodidades trazem”.

Para simplificar esse ponto, o homem estava, na verdade, pedindo felicidade. Como nós, mortais, gostamos de girar ao redor do assunto! O processo acima de buscar felicidade é como pedir um balde de água quando você tem uma torneira perfeitamente boa em sua própria cozinha. Por que não pegar um atalho e começar por si mesmo? Suponha, antes de tudo, que façamos um exame. Eu faço a pergunta — você fornece a resposta.

Fisicamente. Você carece de algo para estar em boa forma? Seu rosto reflete alegria: olhos brilhantes, faces coradas, cabeça erguida, cantos da boca voltados para cima?

Mentalmente. A Mente está alerta, atacando cada problema com entusiasmo e obtendo conclusões inteligentes? Quando você olha para um objeto, você realmente o vê ou, em outras palavras, seus poderes de observação estão ativos?

Emocionalmente. Sua alma é tocada pela majestade e a Glória dos Céus? Você se deleita com a sinfonia do movimento do oceano sobre a praia? Você sente, e não apenas fala, a Fraternidade do ser humano?

Moralmente. Você está vivendo à altura dos ideais estabelecidos dentro de você?

Algo do que foi mencionado acima lhe falta? Bem, não saia procurando por isso e pedindo aos outros. Está dentro de você mesmo! Desperte-o! Não há necessidade de ir mais longe. Você sabe melhor do que os outros o que lhe falta e sem dúvida já recebeu a sugestão de listar o que deseja expressar. É uma ideia excelente!

Tome, por exemplo, a virtude da paciência. Suponha que eu queira desenvolvê-la em meu temperamento, entre muitas outras. Eu a escreveria em uma folha de papel e então começaria a despertá-la. Como você atrairia a atenção de uma determinada pessoa, se ela estivesse em uma multidão? Ora, chamando o nome dela! Fomos ensinados que todos os poderes e qualidades de Deus estão latentes em nós; então a paciência está ali, aguardando expressão. Chame-a à manifestação!

Estes dias árduos de reconstrução necessitam de corações fortes e aplicação inteligente. Quantos de nós levantam a mão para moldar o nosso próprio ambiente? Somos escravos do nosso negócio; nossas ideias políticas ou econômicas não são nossas, mas fornecidas pela tendência que achamos que conhecemos.

Quantos pensamentos originais podemos reivindicar em um dia? E, ainda assim, originar é prerrogativa divina de cada um de nós: criar, praticar a Epigênese.

Se estamos apenas vegetando, podemos muito bem ser como a planta – um ser da Onda de Vida vegetal – cuja consciência é semelhante à do “sono sem sonhos”.

Se estamos apenas deixando a vida passar por nós mediante os sonhos, nossa consciência não é mais elevada que a de um animal – que é um ser da Onda de Vida animal e tem um nível de consciência de “sono com sonhos”.

Desperte! Por tempo demais permanecemos à beira da estrada, embalados pela indulgência dos sentidos, dedicando uma vida inteira aos meros acessórios da existência — adormecidos para o verdadeiro significado da vida: uma vida vibrante e criadora.

Venha comigo por uma colina, atrás de uma cidade. Estamos na primavera! Iremos, se você quiser, em uma hora matinal; naquela hora, logo após o nascer do Sol, quando, para aquele que está desperto, a natureza sussurra seus segredos. O primeiro benefício da nossa caminhada é físico; o ar puro e o passo rítmico põem a circulação em movimento e começamos a formigar à medida que sentimos seus efeitos revigorantes…

À medida que começamos a subir a colina, notamos em ambos os lados do caminho sinuoso evidências da primavera, pois os arbustos e árvores estão ganhando nova vida e, aqui ou ali, uma flor silvestre se manifesta. Nesses arredores não podemos deixar de sentir a unidade de toda a vida, o que é evidência do despertar das emoções mais elevadas. Por fim, alcançamos o cume — ficamos a princípio dominados pelo glorioso espetáculo. Por quilômetros diante de nós estende-se uma vista de campos verdes, encostas ondulantes e, além do braço prateado do mar pontilhado de ilhas, vislumbramos o contorno tênue de uma cadeia de montanhas escarpadas. Esse panorama maravilhoso, resplandecente ao Sol da manhã, pertence ao ser humano. É o seu atual Campo Evolução que chamamos de Terra!

Agora, volte-se e olhe em direção à cidade. Será possível que lá embaixo, naqueles pequenos cubículos que habitávamos ontem, os problemas da vida parecessem tão enormes, tão opressivos? Porque nossa própria alma já se expandiu e sentimos que podemos voltar para resolver nossos pequenos problemas em pouco tempo. Como gostamos de elevar nosso próximo até as alturas atuais da nossa consciência! É como se tivéssemos erguido nossas cabeças para fora da neblina e encontrado o Sol brilhando em esplendor. Se você, meu irmão ou minha irmã, tem amor pela Humanidade em seu coração, então leve consigo esta mensagem de desenvolvimento: “Eu elevarei meus olhos para os montes”. Elevarei meus pensamentos àquela consciência superior que me diz que todo poder está latente de nós — e nós nada mais temos a fazer senão despertar para nossa Filiação Divina, a fim de realizá-la em sua plenitude!

Por mais 2.000 anos as palavras da Epístola de S. João, “Amados, agora somos filhos de Deus” (IJo 3:2), têm vibrado em ouvidos surdos. Absorvido naquilo que muitos chamam de “ganhar a vida” ou desfrutar de si mesmo muitos têm falhado em captar essa maravilhosa mensagem. Quando ela realmente desponta na consciência de uma pessoa, ela vislumbra um futuro antes inimaginado.

Se somos Filhos de Deus, ou, na terminologia da nossa Filosofia, a Filosofia Rosacruz, “Centelhas da Chama Divina”, então temos uma inteligência que se manifesta nesta Terra.

O que é isso? Até nosso atual estágio de desenvolvimento, estivemos sob a orientação direta de Seres superiores. Agora, tendo alcançado a autoconsciência e estando de posse de um instrumento maravilhosamente construído em forma de Corpo Denso, é nossa responsabilidade, como indivíduos, realizar algum trabalho criativo e especializado.

Podemos imaginar um agricultor com um pedaço de terra para cultivar, afiando, dia após dia, o seu arado ou limpando suas várias ferramentas sem colocá-las em uso real para o propósito a que foram destinadas? No entanto, não é esse o caso hoje com a maior parte da Humanidade? De fato, é um erro muito grave negligenciar o instrumento: um trabalhador não esperaria os melhores resultados com ferramentas enferrujadas e desafiadas.

Olhe para dentro e veja se você realmente está desperto. Se sim, o que você tem feito? A responsabilidade é sua. Se você esconder o seu talento, não haverá recompensa. O prêmio é para o bom e fiel servo que multiplicou os talentos que lhe foram dados.

Pois o mundo precisa de almas esclarecidas e urgentemente. Talvez você tenha testado esses métodos, mas não tenha notado muita melhoria — o seu crescimento é lento. Aprenda com a Natureza. O broto cresce lenta e imperceptivelmente, mas cresce, quando lhe são dadas as condições adequadas.

Você descobrirá que o crescimento mais rápido ocorre quando a planta é exposta à luz do Sol. A alegria é o nosso Sol espiritual e o seu crescimento ou desenvolvimento será bastante mais rápido, se for continuamente nutrido com alegria e contentamento. Todas as coisas respondem ao chamado da alegria. A alegria o ajudará.

Portanto: acorde!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – setembro/1920, traduzido e atualizado pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ciclo do Anel de Richard Wagner – por Corinne Heline-Fraternidade Rosacruz

O mundo está experimentando as convulsões que inevitavelmente acompanham a passagem da Humanidade de uma Era para outra, quando o Velho cede lugar ao Novo.

Em uma forma de arte de beleza incomparável, Wagner traça o processo com discernimento profético, revelando as forças que levam à dissolução da velha Ordem e as que estão trabalhando sob os destroços externos, preparando o terreno para um amanhã melhor e mais brilhante.

1. Para fazer download ou imprimir:

Livro: O Ciclo do Anel de Richard Wagner – por Corinne Heline – Fraternidade Rosacruz

2. Para estudar no próprio site:

O CICLO DO ANEL DE RICHARD WAGNER

Por

Corinne Heline

Fraternidade Rosacruz

Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1961, Part III from book: Esoteric Music of Richard Wagner: Richard Wagner’s Ring Cycle – Issued by New Age Interpreter

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

ÍNDICE

PARTE I – O OURO DO RENO

A Velha Ordem e a Nova

PART II – A VALQUÍRIA

Introdução aos Pioneiros da Nova Era

PARTE III – SIEGFRIED

O Discipulado na Nova Era

PARTE IV – DIE GOTTERDAMMERUNG

O Crepúsculo dos Deuses

INTRODUÇÃO

O Ciclo do Anel de Wagner será apresentado pelo menos três vezes nesta temporada pela Companhia Metropolitana de Ópera de Nova York[1]. Essas produções têm muito mais a oferecer do que entretenimento e prazer estético. Elas são um comentário profundo sobre os tempos em que vivemos. Neste século, o mundo está experimentando as convulsões que inevitavelmente acompanham a passagem da Humanidade de uma Era para outra, quando o Velho cede lugar ao Novo. Em uma forma de arte de beleza incomparável, Wagner traça o processo com discernimento profético, revelando as forças que levam à dissolução da velha Ordem e as que estão trabalhando sob os destroços externos, preparando o terreno para um amanhã melhor e mais brilhante.

A seguir, procuramos chamar a atenção do leitor para as características mais salientes dos dramas musicais, vistas do ângulo de sua história, significado evolucionário e cósmico.

PARTE I – O OURO DO RENO

A Velha Ordem e a Nova

Nos quatro dramas musicais que compõem o que se tornou conhecido como o Ciclo do Anel, Wagner previu o conflito que está destruindo o século XX, uma agitação que tem sua origem na insegurança econômica e uma perda cada vez maior de valores espirituais. Wagner também aponta para uma conclusão centrada na nova Ordem mundial que substituirá o caos existente. A Nova Era estará centrada em igualdade e bem universal, enquanto a velha estava situada no bem de um judeu, independentemente do bem-estar das massas.

Richard Wagner foi um prenúncio verdadeiro e dedicado da Nova Era. Tanto sua vida como sua arte gloriosa carregam a impressão do idealismo da Nova Era. No ano de 1848, ele foi exilado da Alemanha por causa de suas ideias radicais e atividades revolucionárias; ainda assim, a mensagem que deixou pode aparecer em qualquer periódico liberal de hoje.

“Vemos ou cheiramos nisto a doutrina do comunismo? Somos tão tolos ou perversos que declaramos que a necessária redenção da raça humana da escravidão mais grosseira e imoral que foi usada para estruturar o materialismo é o mesmo que colocar em prática a doutrina mais absurda e sem sentido, o comunismo? Não vemos que nesta doutrina de uma divisão matematicamente igual de propriedades e ganhos há uma tentativa impensada de se resolver o problema? Mas vamos, assim, descrever o problema como absurdo e sem sentido? Cuidado!”.

“O resultado de trinta e três anos de paz mostra a sociedade humana hoje em tal estado de ruína e pauperismo que até o final deste ano veremos ao seu redor as figuras medonhas da fome pálida! Tomemos cuidado, antes que seja tarde demais! Não demos esmolas, mas reconheçamos o direito, o direito humano concedido por Deus, ou nós poderemos viver o dia em que a Natureza, violada e zombada, vai se erguer em vingança brutal. Então seu clamor selvagem de vitória poderá anunciar o comunismo; e se durar apenas um breve período, porque é impossível que seus princípios prevaleçam, essa regra temporária seria o suficiente para destruir, talvez por muito tempo, todas as conquistas de uma civilização com dois mil anos de idade. Você supõe que eu lhe esteja ameaçando? Não, estou avisando!”.

No ato de abertura do primeiro drama musical do Ciclo, O Ouro do Reno, o brilho cintilante e derretido do ouro é visto flutuando livremente nas águas do rio Reno. Sua massa de beleza dourada simboliza a consciência do Bem. O anão Alberich — que, com seus gigantes, tipifica a Ordem antiga — tira o ouro das águas e o converte em um Anel, simbolizando assim o confinamento ou limitação do Bem. Entretanto, para fazer isso, ele precisa renunciar ao amor. Em outras palavras, deve sacrificar o bem da Humanidade em geral ao engrandecimento de poucos.

Wotan, pai dos deuses, representa a mente das massas de uma Ordem cujos poderes estão diminuindo como resultado de seu mau uso. Sua esposa Fricka caracteriza as regras e regulamentos rígidos pelos quais essa Ordem foi mantida. Sua casa, o magnífico castelo gótico de Valhalla, a fortaleza da Ordem, foi construída para eles pelos gigantes. Wotan se alegra em seu trabalho — pois os de um estado passageiro não podem conceber algo superior a si mesmos e esperam com confiança uma existência eterna.

Desejando aumentar seu poder, Wotan, por astúcia e insinuações, apanha o Anel de Alberich. Antes de abandoná-lo, no entanto, o anão o amaldiçoa: “A morte será a porção de quem o possuir. Ele nunca conhecerá felicidade ou alegria, porém será consumido pelo cuidado e pela ansiedade; enquanto quem não o possuir será dilacerado pela inveja. Quem é dono do Anel se tornará seu escravo até o dia em que for devolvido a sua liberdade no rio Reno”. Podemos notar os efeitos trágicos dessa maldição quase todos os dias, nas manchetes de nossos jornais.

A turbulência mundial é o resultado de um conflito entre duas classes, os “que têm” e os “que não têm”. Desigualdades trágicas podem ser vistas em todas as nossas grandes cidades, onde a minoria vive de luxo, enquanto números incontáveis suportam as condições de pobreza das favelas. Situação semelhante é mantida em toda a América do Sul; nos países do Oriente Próximo e do Extremo Oriente isso, agora, atrai atenção geral. Uma civilização construída sobre essas desigualdades não pode e não vai durar. A consciência da Nova Era não permitirá que aqueles que possuem uma riqueza fabulosa gastem centenas de milhares de dólares em uma noite de prazer egoísta, quando milhões de outros seres humanos quase morrem de fome.

Dois temas musicais, o Amor de Golã e a Maldição do Ouro, estão entre os mais poderosos de todo o Ciclo do Anel. No final de O Ouro do Reno, Wotan e os deuses retornam a Valhalla, significando o apego mental das massas ao padrão estabelecido pela Ordem antiga. Há, no entanto, um raio de luz que se manifesta nesse retorno: eles devem voltar pela ponte do arco-íris. O arco-íris é simbólico e representa um novo dia cheio de beleza e luz. É uma promessa para o futuro. Isso está bem descrito na requintada Música do Arco-íris.

Enquanto Wotan refaz seus passos em direção a Valhalla, um brilho enevoado surge da terra; sob sua luz pode-se discernir a forma de Erda, deusa da terra e mãe dos três destinos: passado, presente e futuro. Seu tema musical é uma expressão da Sabedoria Antiga. Ela representa a Lei imutável e inescapável de Consequência, descrita biblicamente na Epístola de S. Paulo aos Gálatas no versículo 7 do capítulo 6: “Tudo que o homem semear, isso também ele ceifará”. Erda emite um aviso a Wotan: “Fuja do anel amaldiçoado. Há ruína sem fim para você, em seu poder. Tudo que foi, eu conheço. Tudo que será, eu também conheço. Erda, a eterna, convoca-lhe. Tudo que existe chegará ao fim. A noite cairá sobre os deuses. Eu lhe aviso: desista do Anel”.

PART II – A VALQUÍRIA

Introdução aos Pioneiros da Nova Era

Quando a primeira cena de A Valquíria acontece, uma tempestade terrível atinge a floresta e curva as árvores poderosas. No centro do palco, há uma pequena cabana, a casa de Hunding e sua bela esposa, a jovem Sieglinde. À porta da cabana chega um estranho que está ensopado de chuva: é Siegmund, o Andarilho. Ele entra e se joga perto da lareira, diante de um fogo aberto. Quando Sieglinde aparece, ele pede abrigo noturno contra os elementos furiosos, dizendo a ela que foi atacado por inimigos que pegaram sua espada e, então, ele se perdeu.

Logo surge Hunding, sombrio, grosseiro, desconfiado. Quando descobre que o estrangeiro esteja em guerra contra seus parentes, imediatamente declara sua inimizade, jurando que, embora a hospitalidade seja concedida durante a noite, no dia seguinte eles devam se enfrentar em combate.

Hunding tipifica a convenção. Ele mantém as regras e regulamentos da Ordem antiga, demonstrando animosidade imediata em relação a tudo que pertença à Nova Ordem. Siegmund e Sieglinde são pioneiros do Novo Dia; portanto, há reconhecimento instantâneo um do outro, de seus ideais e objetivos comuns.

Quando Hunding se recolhe, Sieglinde retorna e pede a Siegmund que fuja enquanto ainda há tempo. Ele responde que seu nome seja Infortúnio e ela diz que ele não possa trazer mais tristeza à casa do que já existe ali. O preço do pioneirismo é sempre o ridículo, o mal-entendido e a perseguição.

Sieglinde informa ao estranho que, na noite de seu casamento forçado com Hunding, outro desconhecido enfiou uma espada no coração do grande carvalho diante da porta, prevendo que, quando um herói alcançasse o poder para retirar a espada, chamada Nothung, sua escravidão terminaria. Cheio de entusiasmo, Siegmund corre ao local e retira facilmente a arma mágica, quando Sieglinde grita: “Seu nome não é mais Infortúnio, pois agora você é o Vitorioso. Veja”, ela continua, “a tempestade acabou e a primavera chegou!”. De mãos dadas, eles caminham em direção às belezas da floresta.

A espada, que desempenha um papel muito importante em todo o Ciclo do Anel, caracteriza a verdade em sua pureza original. Ela pode ser usada bem e sabiamente apenas por aqueles que possuem a mente iluminada e dedicada. E de toda a música magnífica em A Valquíria, nenhuma é mais requintada do que a Canção do Amor e a Canção da Primavera, ouvidas nesta primeira cena.

Provavelmente as mais familiares e amadas de todas as músicas de Wagner, essas composições o tornaram imortal. As Valquírias são donzelas ousadas que, em corcéis de fogo, correm pelo ar para reunir os guerreiros que tiveram mortes de herói e carregá-los até o Valhalla. A música delas eleva nosso espírito a uma altura que transcende as limitações de tempo e espaço. É verdadeiramente “música infinita”.

Brunilde, a líder das Valquírias, simboliza o espírito da verdade. Suas simpatias vão imediatamente para Siegmund e Sieglinde, embora Wotan e Frika exijam que durante o próximo combate ela deva prestar assistência a Hunding. Ela se recusa e, na passagem alta da montanha onde a batalha acontece, é vista pairando sobre Siegmund para lhe proteger dos golpes de Hunding. O sucesso de Siegmund está quase garantido, quando surge um tremendo trovão e Wotan aparece no ar, acima de Hunding. O deus quebra a espada de Siegmund, deixando-o indefeso contra o golpe final de Hunding. Segue um silêncio ofegante, enquanto Siegmund está morrendo. É como se o próprio batimento cardíaco do universo estivesse quieto e toda a natureza prendesse a respiração, aguardando um evento sinistro.

Brunilde assenta a chorosa Sieglinde sobre seu corcel e corre para a floresta. Ela então sussurra para a donzela de coração partido: “Mantenha seu rosto sempre em direção ao leste. Seja sempre corajosa e ousada, pois você carrega em seu coração alguém que trará nova luz aos homens. O mundo ainda está preso à Ordem antiga, mas no horizonte surge um brilho de promessa”. O espírito da verdade não declarou, assim, que Siegfried, filho de Siegmund e Sieglinde, seja o portador da luz de um novo dia?

Depois que Brunilde esconde Sieglinde na floresta, ela volta e enfrenta Wotan, que está irado. De forma lamentosa, diz a ele que, ao ajudar Siegmund em vez de Hunding, estivesse vivendo mais perto de sua própria natureza superior do que ele mesmo. Wotan, de forma relutante, admite a acusação.

É significativo notar que em O Ouro do Reno os dois gigantes, Fafner e Fasolt, mantêm Freia, deusa do amor e beleza, em cativeiro e se recusam a deixá-la ir até que esteja tão completamente coberta de ouro que não possam vê-la.

Wotan diz a Brunilde que, por causa de sua desobediência, ele lançará um feitiço sobre ela — o que significa que a verdade não possa funcionar da maneira ideal, se o mundo estiver preso à antiga Ordem. Ele acrescenta que ela deva dormir em uma montanha alta, cercada por fogo mágico, para que apenas um herói possa despertá-la. Enquanto ela afunda no sono profundo, três vezes Wotan golpeia a pedra com sua lança, enquanto exclama: “Durma até que alguém chegue para despertar quem é mais livre do que eu”. Ao pronunciar essas palavras, o tema de Siegfried, anunciando musicalmente o libertador que está por vir, é ouvido na orquestra.

Na beleza celestial e mágica de sua Música do Fogo, Wagner deu livre reinado a seu gênio. É a música de um fogo sobrenatural que não queima, porém exalta; o fogo celestial do espírito que produz luz, não calor.

PARTE III – SIEGFRIED

O Discipulado na Nova Era

Wagner sempre se referiu a Siegfried como “o homem do futuro”. Todo o alto idealismo com o qual ele dotou a “Nova Ordem das Eras” ele concentrou em Siegfried, seu amado herói.

Dois dos números mais bonitos da ópera são o Filho da Floresta, tema musical de Siegfried, e a Canção da Espada. Em Filho da Floresta, Wagner uniu a beleza da infância ao encanto e harmonia da primavera. Canção da Espada é uma expressão alegre e brilhante do espírito de coragem e liberdade.

Quando Sieglinde morre, ela deixa Siegfried na floresta e coloca ao seu lado os dois pedaços de Nothung, a espada quebrada do seu pai. Aqui ele é descoberto por Mime, irmão do anão Alberich que renunciou ao amor para transformar o ouro do Reno em um anel. Fasolt e Fafner, os dois gigantes que possuíram o Anel pela última vez e um tesouro de ouro resultante, imediatamente começam a brigar por sua posse. Um mata o outro, após o que o vencedor coloca o tesouro dentro de uma caverna e se transforma em um enorme dragão que fica de guarda dia e noite. Essa é uma imagem adequada do egoísmo e da ganância que animam a velha Ordem, qualidades que mantêm a maior parte do mundo em escravidão.

Reconhecendo a magia possuída por Nothung, Mime planeja segurar Siegfried até que ele tenha idade suficiente para consertar a arma — pois o anão se vê matando o dragão e, assim, possuindo o Anel.

Siegfried cresce como um filho da natureza, no meio da floresta encantadora. Ele é capaz de domar animais selvagens porque não tem medo. Pela mesma razão, é fácil para ele refazer a espada quebrada. Quando isso é feito, ele decide matar o dragão e não tem dificuldade em eliminar o monstro que, morrendo, avisa sobre a traição de Mime. Tendo sido avisado, quando Mime lhe oferece uma bebida envenenada, o jovem também mata o falso e deixa seu corpo ao lado do dragão.

Tal ação delineia um passo importante no Caminho do Discipulado. Mime e o dragão simbolizam os aspectos mais baixos da natureza de desejos do homem. Alguns desejos devem ser eliminados completamente, como Mime foi; outros podem ser transmutados em qualidades mais elevadas da natureza espiritual do homem, como o dragão que auxilia Siegfried. A paixão então se torna compaixão, a intolerância cede à tolerância, o ódio se transforma em amor, o egoísmo é vencido pela abnegação e o espírito de competição é transmutado no de cooperação.

Depois que Siegfried mata o dragão, descobre que se apoderou de muitos segredos da natureza. Ele agora pode entender a linguagem dos pássaros. Assim, à medida que um discípulo refina e sensibiliza suas faculdades puramente humanas, as capacidades superiores tornam-se operacionais, especialmente a intuição. Ele aprende a ouvir sua voz mansa e a seguir sua orientação implicitamente. Na ópera, um passarinho conta a Siegfried que no topo de uma montanha distante jaz uma bela donzela que ele esteja destinado a despertar.

Wotan, a Mente de massa da antiga Ordem, está ciente da vinda de Siegfried. Temendo que seu poder sobre o mundo diminua, ele pede a Erda, deusa da Terra, que lhe diga como parar a “roda rolante”. Ela responde, perguntando por que motivo ele não obtém esse conhecimento de Brunilde, aquela que possui toda a verdade e toda a sabedoria. Wotan é forçado a confessar que, como Brunilde patrocinou uma nova Ordem de eventos, em vez de permanecer leal à antiga, ele a fez dormir. Erda responde tristemente: “Você deveria ser o defensor da verdade; contudo, foi falso, patrocinando o que é injusto e desleal”. Ela então prevê o declínio do seu poder e a chegada de uma nova Era.

Quando Siegfried finalmente chega ao pé da montanha, ele encontra seu caminho barrado pela lança de Wotan. Com sua espada mágica, ele quebra a lança do deus e se vê livre para atravessar. A aparência de Wotan é sempre acompanhada pelos temas de Escravidão e Sono Eterno (cristalização). No início da ópera, o poder de Wotan, a Ordem antiga, é maior. Nesse encontro, no entanto, a Nova Era se aproxima rapidamente, de modo que o poder de Siegfried, a Nova Ordem, permite que ele seja vitorioso.

Em uma carta escrita por Wagner, ele declarou: “Depois que se separou de Brunilde, Wotan na verdade nada mais é do que um espírito apagado; seu objetivo mais alto pode ser apenas deixar as coisas seguirem seu curso, abraçando seu próprio caminho, não mais interferindo definitivamente; por esse motivo, também ele se tornou o ‘Andarilho’. Dê uma boa olhada nele! Ele se assemelha a nós como um fio de cabelo; ele é a soma do intelecto do presente, enquanto Siegfried é o homem do futuro, o homem que desejamos, o homem que queremos e não podemos fazer; ele é o homem que deve se criar mediante a nossa aniquilação”.

Siegfried começa, de forma exultante, a subida da montanha junto da incomparável Música do Fogo. Wagner não estava descrevendo o fogo que queima; a saber, as ilusões e fantasias do mundo material. Ele descreveu o fogo espiritual que inspira, ilumina e exalta. O Caminho do Discipulado, comum a todas as religiões em todo o mundo, leva os aspirantes ao topo da montanha para ficar de frente com o próprio espírito da verdade, pois todas as religiões apontam o caminho para esse mesmo objetivo.

Siegfried passa ileso pelas chamas para se ajoelhar ao lado da Brunilde, adormecida, e a beija nos lábios, quando ela acorda e o aclama como “Senhor da Vida e do Mundo”. De modo contente, ele se dirige a ela como sua estrela e juntos, de mãos dadas, sonham com a nova e mais nobre Ordem, que está por vir.

A mais alta conquista de todos os verdadeiros discípulos é a imortalidade consciente. É nesse clímax que Brunilde e Siegfried cantam seu requintado dueto de amor, onde suas vozes flutuam para cima em êxtase, parecendo até mesmo tocar os reinos celestes:

Amor iluminado

Rindo da morte”

PARTE IV – DIE GOTTERDAMMERUNG

O Crepúsculo dos Deuses

O caos do mundo atual é motivado, em grande parte, pela terrível desigualdade entre os seres humanos. Isso provocou inquietação, o descontentamento das pessoas e contínuas revoltas entre nações e povos. O Planeta Terra está muito atrasado em relação ao desenvolvimento programado para ele. Hoje, deveria haver um Mundo Unido, manifestando harmonia, abundância e paz permanente.

Ao longo dos tempos, grandes apóstolos surgiram, tentando espalhar um evangelho de fé e liberdade. Na maioria das vezes, encontraram o ridículo, a perseguição e a morte. Richard Wagner foi um desses pioneiros da Nova Era. Ele usou seu gênio para esclarecer a Humanidade sobre a causa encoberta na crescente turbulência mundial e a cura para ela. Toda a sua mensagem pode ser encontrada no Ciclo do Anel.

Quando alguém é escolhido para executar um serviço abrangente, ele é guiado ao topo da montanha da inspiração para receber sua comissão. Muitas vezes ela é fornecida em uma visão ou por mensagem direta. Em seguida, ele deve ser experimentado e testado, antes de receber a função de mensageiro confiável. Mesmo o Senhor Cristo, Aquele que mostrou o caminho à Humanidade, teve que descer entre os seres humanos, está para realizar Seu maior ministério.

E assim aconteceu com Siegfried. Brunilde lhe dá lições de sabedoria sobre as alturas da inspiração; depois, ela o envia para as estradas e caminhos para proclamar as glórias do Novo Dia. Nesta missão, ele vai ao castelo onde vive o rei Gunther e sua irmã, Gutrune, com o mau Hagen, filho do anão Alberich. Hagen preparou Gunther e Gutrune para a vinda de Siegfried, contando-lhes sobre a gloriosa Brunilde e como ela treinou Siegfried para a função que lhe foi destinada. Além disso, Hagen sugere ao rei que ninguém menos que Brunilde seja a companheira adequada para ele; enquanto que, de Gutrune, extrai a promessa de exercer todos os seus artifícios femininos para ajudar a alcançar o fim desejado de conquistar Siegfried por si mesma.

A maldição do Anel ainda se mantém, embora esteja agora na posse de Siegfried. Hagen planeja afastar os jovens da proteção mágica de Brunilde e, assim, livrar-se de sua interferência, ficando livre para obter o Anel. “Então”, ele exclama alegremente, “eu serei o mestre do mundo inteiro!”. Hagen é um antigo conceito familiar que dominou ditadores em todas as épocas. Eles acreditavam que, se pudessem reprimir todo o reconhecimento dos valores espirituais e sufocar os fogos da liberdade, poderiam governar o mundo por meio de suas proezas humanas. Tal é o sonho daqueles que obteriam o poder dentro de uma ordem mundial em rápida desintegração.

Siegfried entra na presença de Gutrune, que lhe dá um copo de hidromel no qual Hagen jogou a “droga do esquecimento”. Enquanto leva a xícara aos lábios, um passarinho avisa sobre o seu conteúdo envenenado, mas ele não lhe dá atenção. Bebe e perde instantaneamente toda a memória da bela donzela que o espera no topo da montanha, porque sob o feitiço da poção ele se apaixona pela mulher sensual e atrativa que está diante dele. Quando Hagen lhe pergunta se entende a linguagem dos pássaros, ele responde, rindo: “Agora que escuto o riso das mulheres, não consigo mais ouvir os passarinhos”.

Não podemos servir a dois senhores ao mesmo tempo. Devemos fazer uma escolha entre a natureza superior e a inferior. Todos os que alcançam um lugar de destaque, riqueza ou liderança são confrontados com o teste sutil de fazer a escolha entre ganho pessoal e autoengrandecimento, por um lado, ou serviço disposto e auto apagamento, por outro. “Todo aquele que for chefe entre vós, que seja seu servo” é uma advertência sussurrada através dos tempos. Infelizmente, poucos têm sido aqueles que, em lugares altos, foram sábios o bastante e fortes o suficiente para cumpri-la.

Siegfried não apenas esquece Brunilde como, sob o disfarce de Gunther, ele a procura e leva ao vale. Lá, ela é forçada a se casar com o verdadeiro Gunther, enquanto ele próprio está casado com Gutrune. Hagen se alegra com o sucesso do seu esquema maligno. Em seguida, ele organiza uma caçada para o entretenimento de Gutrune e Siegfried, durante a qual mata este.

A Jornada do Reno e a Marcha Funeral de Siegfried são dois dos maiores números musicais que destacam o Crepúsculo dos Deuses. Ambos são compostos de vários temas que descrevem os eventos da vida de Siegfried desde o nascimento até a morte, quando estes se desenrolam diante do seu olhar moribundo, em ordem inversa. (Esta fase da ópera foi abordada em detalhes no livreto Esoteric Music Based on the Musical Seership of Richard Wagner – Corinne Heline).

O esquife onde Siegfried foi posto é colocado no grande salão do castelo, com o Anel ainda brilhando em sua mão. Hagen o reivindica por si próprio. Quando Gunther proíbe que o pegue, ele puxa sua espada e mata seu companheiro de conspiração. Brunilde tira o Anel do dedo de Siegfried e o coloca por conta própria, dizendo: “Agora tomo minha herança por conta própria! Ó, Anel fatal, eu te pego na minha mão para que possa jogar fora. Irmãs Sábias das Águas, filhas sorridentes do Reno, devolvo o que a vós pertence. Levem para vós: as chamas limparão o Anel e a maldição será lavada no rio”.

Hagen pula no rio, gritando: “O Anel é meu! O Anel é meu! Mas ele está muito atrasado. As Donzelas do Reno já recuperaram o Anel. Dois dos espíritos da água o pegam e seguram sob as ondas, enquanto o terceiro devolve o Anel a seu devido lugar. Pela última vez, a música amaldiçoada soa debilmente e não é mais ouvida. As Donzelas do Reno nadam, enquanto cantam alegremente. O ouro do Reno novamente flui livre, porque não está mais sob a maldição do Anel.

A atual Era de materialismo está centrada no eu e meu: tem sido egocêntrica. A Nova Era estará centrada no “nós e nosso”: será altruísta. A Velha enfatizou a individualidade separatista; a Nova enfatizará a unidade coletiva. Chegará o dia em que a ganância e sua inevitável dor não existirão mais. Uma consciência mundial do Todo-Bem prevalecerá, mais uma vez, entre os seres humanos, como aconteceu quando estavam em paz e sem pecado.

Brunilde declara que acenderá a tocha com a qual queimará o esquife de Siegfried entre as torres do Valhalla, o reduto da Antiga Ordem. Então ela o faz. As chamas e a música aumentam cada vez mais, até a Terra parecer uma massa trêmula e crescente de labaredas com sons que sobem até se perderem entre as estrelas. A fumaça se afasta lentamente e as águas do Reno rastejam sobre as brasas fumegantes.

Wotan, o deus de um dia que acabou, olha tristemente para a destruição de Valhalla. Ele percebe que a Ordem Antiga está morta e que ele era o responsável por sua morte. Ele reconhece que seu poder começou a diminuir quando lançou o feitiço do sono em Brunilde (a verdade) e recorda a acusação de Erda, Deusa da Terra: “Tu deverias ser o defensor da verdade, mas foi falso e patrocinou o que é injusto e desleal”. Enquanto observa as brasas moribundas do seu adorado Valhalla, ele murmura consigo mesmo: “Eu não sou mais um servidor; eu sou apenas um observador”.

No entanto, é apenas um modo de vida e não a própria vida que chega ao fim — um modo que foi tão impedido por obstáculos de chegar ao progresso construtivo que o terreno precisou ser limpo para que uma estrada mais ampla pudesse ser construída.

Neste ponto, temos o motivo da promessa: alto, puro, exultante, acima do tumulto das formas estrondosas: é a Redenção pelo Amor, sem dúvida a música mais transcendente e magnífica de todo o Ciclo. É tão pungente e requintada que tira bastante do fôlego do ouvinte. É a melodia que canta no coração de todo pioneiro que trabalha pela liberdade e irmandade; a mesma música que soou no coração daqueles seres humanos corajosos que assinaram a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América em 1776. De fato, é a música que foi cantada por Anjos acima da pequena cidade de Belém, na noite em que nasceu o Abençoado Emancipador, porque é a palestra musical da “Nova Ordem das Eras”, centrada na Paternidade de Deus e na irmandade dos seres humanos.

Richard Wagner dedicou seu trabalho à grande mensagem do Ciclo do Anel com estas palavras: “Meu precioso conhecimento eu lego ao mundo. Não é mais ouro, nem pompa, casas ou tribunais, nem magnificência nobre, nem o engano dos tratados sombrios, nem a lei hipócrita de maneiras duras; entretanto, apenas uma coisinha tão valiosa nos dias bons quanto nos maus — e isso é o Amor”.

F I M


[1] N.T.: em 1961

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Equinócio de Março Esotericamente

O momento em que a trajetória do Sol cruza o plano do Equador da Terra em direção ao norte (por volta de 21 de março) é chamado de Equinócio de Março. A partir da posição do Sol no Equinócio de Março, sua trajetória é dividida em doze seções, chamadas Signos do Zodíaco.

Devido a um lento movimento de oscilação do eixo de rotação da Terra, o plano do Equador terrestre muda lentamente sua orientação. Isso faz com que o Equinócio de Março mude sua posição em relação às constelações. Visto da Terra, o Equinócio de Março ocorreu na constelação de Touro entre cerca de 3700 a.C. e 1600 a.C.

Diz-se então que a Terra estava na Era de Touro, e o culto ao touro era proeminente em várias Religiões. No Equinócio de Março, tudo na Terra está impregnado de vida, de modo que, quando o Equinócio de Março estava na constelação de Touro, o Sol concentrava uma influência taurina em todas as plantas e criaturas da Terra no momento de seu rejuvenescimento.

O Equinócio de Março ocorreu na constelação de Áries entre cerca de 1600 a.C. e 498 d.C. Então o cordeiro começou a ser adorado. O “sangue do cordeiro” foi usado para proteger a Raça Atlante Semitas Originais quando eles tentavam escapar da “Terra do Touro” (chamada Egito antigo no relato bíblico). Cristo se autodenominou o “Bom Pastor”.

O Equinócio de Março entrou na constelação de Peixes por volta de 498 d.C. e continuará em Peixes até, por volta, de 2638 d.C. Cristo chamou seus Discípulos para serem “pescadores de homens”, pois na época da primeira vinda de Cristo estávamos já na “Órbita de Influência” de Peixes.

O Equinócio de Março ocorrerá na constelação de Aquário de aproximadamente 2638 d.C. a 4700 d.C. Como o Equinócio de Março ainda não atingiu a constelação de Aquário, pode-se questionar por que deveríamos, no momento atual, nos preocupar com a Era de Aquário. Uma razão para olhar para o futuro é que é bom manter em mente o objetivo, para que se possa caminhar diretamente em direção a ele. Outra razão é que embora o Equinócio não entre na constelação de Aquário até 2638 d.C., o Sol concentra as influências que vêm não apenas de um ponto, mas de uma faixa no céu (que é mais ampla do que os limites físicos do Sol) e que chamamos de “Órbita de Influência”. Essa faixa de influência do Sol já está tocando a constelação de Aquário. Assim, mesmo agora, a influência aquariana já começa a ser sentida por algumas pessoas. Outro motivo é que, entre os milhões de pessoas na Escola da Vida na Terra existem algumas que são suficientemente capazes para avançarem mais rapidamente do que outras e, portanto, estão prontas para entrar em uma nova Era antes do tempo previsto para o restante da Humanidade como um todo (assim como alguns podem precisar permanecer em uma Era atrasada – por exemplo: de Gêmeos, Touro, Áries – depois que a maior parte da Humanidade já tiver saído dela).

Afinal, a vida é uma escola! As diferentes Eras podem ser consideradas como as séries nessa escola. Assim como em uma escola regular, existem certas coisas que os alunos devem aprender em cada série, também em cada Era existem certas coisas que a Humanidade deve aprender. Muitos aprendem inconscientemente. Mas, sem conhecer o objetivo, vagueiam e dão muitos passos desnecessários que não os levam diretamente para a meta. Se, no entanto, estudarmos o Esquema, Obra e Caminho de Evolução (detalhado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz), como mostrado nos Astros e nos Signos, então poderemos saber quais lições devemos aprender e, assim, poderemos seguir direta e seguramente em direção ao objetivo, sem esforço desperdiçado.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Semelhanças com o Processo de Metamorfose: Nossa Evolução

A tendência natural no atual momento desse Esquema de Evolução no qual todos nós estamos inseridos é: “de dentro para fora”, “de baixo para cima”, “para frente e para cima”. Por isso a Filosofia Rosacruz leva o Estudante Rosacruz a se redescobrir, a se conhecer e, tomando conhecimento de seu relativo estado de consciência, empreenda a tarefa de reeducação, de transmutação e libertação das sujeições da matéria da Região Química do Mundo Físico.

Tomando o axioma hermético: “assim como é em cima é embaixo” podemos apurar a veracidade do que dissemos. A analogia é a chave de maiores recursos e se consideramos que somos um microcosmo, parte do macrocosmo que é a Terra, e como ambos seguem linhas idênticas, numa perfeita reflexão evolutivas, veremos quão profunda é nossa Filosofia e como ela concilia, magistralmente: a Ciência, a Religião e a Arte.

Quando estávamos na Época Lemúrica e construíamos Corpos Densos como lemurianos vivíamos muito próximos do centro ígneo da Terra. Já quando estávamos na Época Atlante e construíamos Corpos Densos como atlantes habitávamos nos vales profundos, já afastados do centro ígneo da Terra. Agora estamos na Época Ária e quando construímos Corpos Densos como arianos somos impelidos, no princípio por meio dos dilúvios para as mesetas, os planaltos, onde hoje vivemos.

Analogamente, seguindo a mesma direção, quando estivermos na Era de Aquário e construirmos Corpos Densos como aquariano viveremos “no ar”. Porém, como sabemos que os nossos Corpos Densos, como massa, estão sujeitos à Lei de Gravidade que os atrai para o centro da Terra, uma transformação deverá, necessariamente, ocorrer. S. Paulo nos ensinou que “a carne e o sangue não podem herdar o Reino de Deus” (ICor 15:50). Mas diz, também, que temos uma soma psuchicon, mal traduzido por “corpo natural” e que significa realmente um “corpo espiritual”, constituído pelos dois Éteres superiores do nosso Corpo Vital, mais ligeiro do que o ar e, por isso, capaz de levitação. Este Corpo é o áureo “Trajes de bodas”, a Pedra Filosofal ou Pedra Viva que algumas filosofias antigas designam por Alma Diamante, por ser luminoso, refulgente e cintilante como aquela inestimável joia. Esse Corpo é o Corpo-Alma!

Essa espécie metamorfose toda e sair para o alto e para fora pode se comparar, por exemplo, a transformação do girino em rã (trânsito da Humanidade desde a Época Atlante até à irisada Época Ária) e da lagarta que se arrasta pela terra na mariposa que fende os ares (símil do futuro trânsito do nosso presente estado e condição para as da Época Nova Galileia, onde ficará estabelecido o Reino de Cristo).

Sobre isto, Cristo manifestou, implicitamente, que o “novo Céu” e a “nova Terra” não estavam preparados, quando disse aos discípulos: “Para onde Eu vou não podeis vós ir agora, porém, hei de aparelhar-vos lugar e virei outra vez e vos tomarei comigo para que, onde Eu esteja, estejais vós também” (Jo 14:2-3). Posteriormente, em visão, o apóstolo S. João viu a Nova Jerusalém que descia do Céu e S. Paulo escreveu aos Tessalonicenses dizendo-lhes, por palavras do Senhor, que: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens” (1Tess 4:17), na Sua segunda vinda, para receber o Senhor no ar e estarão para sempre com Ele. Isto tudo concorda com as tendências expressas na passada evolução da Humanidade.

 (Publicada na Revista Serviço Rosacruz – abril/1964 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Onde Você se Encaixa: Pisciano, Ariano ou potencial Aquariano – o Líder como Servidor de Todos

O nosso (Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) mergulho gradativo na matéria (chegando ao máximo de densidade aqui na Região Química do Mundo Físico) nos tornou, ilusoriamente, um ser separado dos demais.

Essa consciência ilusória de separatividade deu margem ao conceito de “eu me basto”. E criamos e praticamos certos comportamentos alinhados a isso, como: egoísmo, egotismo, egocentrismo. São palavras que expressam as características de um ser voltado para si mesmo, concentrado nos próprios interesses, muitas vezes em detrimento dos demais.

Quando vivemos assim, somos desprovidos de empatia, pouco afeitos à generosidade e ao trabalho em grupo. Se assim nos comportamos, quando nos envolvemos num trabalho coletivo, somos incapazes de promover a sinergia a não ser em circunstâncias especiais em que o nosso prestígio esteja em jogo. Se utilizarmos bem o nosso Exercício Esotérico de Observação, não será difícil perceber que um líder assim dificilmente obtém êxito, porque a sua natureza não lhe permite abdicar do comando ou de impor suas ideias!

Mas, quando somos realmente um Aspirante à vida superior, como o é um Estudante Rosacruz ativo, o inverso acontece, pois nesse caso exercemos a liderança dentro dos princípios aquarianos. Então, podemos ser líderes na mais elevada acepção da palavra. Não cedemos à tentação de impor nossas opiniões, procuramos ouvir os demais, nos expressamos com clareza e concorremos sempre para que as decisões sejam tomadas por consenso.

Esse tipo de liderança é exercido com cuidado e humildade. Afinal, compreendemos que o verdadeiro líder não é uma superestrela que empolga pela força de sua retórica, mas lidera por meio da cooperação, construindo pontes de relacionamento, valorizando os talentos e os esforços dos componentes do grupo. Sabemos, então, que não se comporta como um chefe. Agimos muito mais como um facilitador. Conseguimos aplicar nosso talento e nossa experiência para criar uma atmosfera de confiança e colaboração. Assim, o ser bem-sucedido é uma consequência, porque o grupo ou a equipe trabalha junto e seus membros se sobressaem.

Ao nos engajarmos com um líder aquariano, seja onde for, antes de qualquer coisa sempre nos perguntamos: “Como posso ajudar a criar um ambiente de maior confiança e comprometimento? Como posso ajudar cada um a dar o melhor de si? Como aprender com os membros do grupo?”

Entendendo que não é fácil assumir esse tipo de liderança, o Estudante Rosacruz coloca todo o seu esforço, sua atenção, disciplina e persistência para ser assim. É consciente que o apelo da sua Personalidade – ainda muito contaminada pelo modo de ser ariano e/ou pisciano – são quase que irresistíveis e, assim, as tentações sempre aparecerão. Mas já aprendeu que para não cair nelas têm que praticar assiduamente a humildade, o espírito de renúncia (ou seja: a auto-renúncia) e abnegação. Só assim o torna-se esse tipo de líder vira virtude, pois, em essência, esse tipo de líder é o servidor de todos (alinhado aos princípios da Era de Aquário).

“Que as Rosas Floresçam em vossa cruz”

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Valor de uma Peça do seu Vestuário feito de Couro ou de Pele de Animais

Sempre no outono ou no inverno (e, atualmente, em alguns dias também do verão e da primavera) temos um clima mais frio e entre outros artigos que muitas pessoas utilizam nesses dias temos as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais e que são exibidos nas vitrines das várias lojas para chamar a atenção dos clientes e os instigar a comprá-los.

Você já parou para pensar no custo de, por exemplo, um casaco de couro ou de pele de animal? Não queremos dizer em valor monetário, mas sim, em agonia e sofrimento dos animais, e na degradação daqueles que os caçam, especialmente no estado de selvageria insensível.

Já lhe ocorreu que, ao comprar uma peça de roupa feita de couro ou de peles, você é responsável pelas atrocidades cometidas ao despertar esse desejo desnecessário para tal elegância?

Quando matamos animais em matadouros ou em locais semelhantes, na grande maioria das vezes, utilizamos métodos para reduzir ao mínimo de sofrimento possível do animal – ainda que, também, totalmente equivocado nessa sua ação de matar o que não podemos criar –, mas, pior ainda é quando caça animais para obter sua pele ou seu couro, ou ainda, outra parte do corpo do animal. Aqui mostramos uma indiferença absoluta aos sentimentos e sofrimentos de suas vítimas. E, ainda mais, muitas vezes muitos de nós parece até nos gloriarmos por isso!

Ficamos sabendo de uma história em que um número de homens e meninos perseguiram um animal por quatro horas e, depois que o animal deu à luz a dois filhotes, ainda foi perseguida por duas horas, antes que finalmente fosse morta.

Há muito couro e peles curtidos para fabricar jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário obtidos capturando animais em armadilhas, e a morte desses animais, geralmente, não ocorre imediatamente e, muitas vezes, leva vários dias de sofrimentos e dores muito intensas para que ele morra.

Há vários tipos de armadilhas. Por exemplo, a armadilha de aço é a ferramenta mais utilizada pelos caçadores profissionais e o poder desse terrível instrumento é tão grande que, muitas vezes, amputa a perna da presa em um único golpe. De fato, é relatado pelos caçadores que muitos animais escapam, assim, por um tempo pelo menos, se diz que, em média, em cada cinco animais capturado um tem apenas três patas. Às vezes, eles têm apenas duas ou uma perna, e há registro de um caso de um rato-almiscarado[1] com apenas uma perna que foi pego pela cauda. Basta pensarmos o tamanho do sofrimento causado àquele pobre animal antes que, finalmente, sua pele caísse nas mãos do selvagem caçador humano. Os inventores modernos voltaram sua criatividade para a tarefa de impedir que os animais capturados escapassem do cativeiro, ou por amputação, ou roendo a perna presa ou torcendo-a para sair, como fazem alguns animais quando estão agonizando; fazendo armadilhas mais equipadas e com um dispositivo para que o membro do animal preso que está diretamente no centro da armadilha será agarrado perto do corpo. Quando isso acontece, nenhuma torção ou mordida libertará o cativo.

O “spring pole” é outro mecanismo que os caçadores usam para impedir a fuga de suas presas, uma vez que tenham caído na armadilha. Consiste em uma barra flexível fixada no chão próximo à armadilha, com a extremidade superior dobrada e presa de maneira que possa ser liberada por qualquer chave inglesa. A corrente da armadilha de aço é presa ao mastro, e quando o pobre animal é pego e luta para escapar, ele quebra o cordão que solta o mastro e a armadilha com sua vítima é empurrada para cima, onde a pobre vítima fica pendurada e morre de fome, ou congela, lutando e sofrendo até que a morte a liberta, ou o caçador cruel aparece e dá o último golpe que põe fim à sua miséria.

Porém, de todos os métodos atrozes usados ​​pelos caçadores para capturar suas presas, o empregado na caça do arminho[2] é talvez o grau mais cruel. Consiste em pegar um pedaço de ferro muito pesado, deve revesti-lo com graxa e colocá-lo onde o arminho o ache.

O arminho lambe a graxa, e o frio intenso do ferro faz com que a língua congele instantaneamente, como se tivesse sido colocada numa prensa. Não há possibilidade de escapar, a não ser arrancando fora a língua do animal; e as lutas frenéticas do pobre animal fazem com que uma área cada vez maior da língua se adere ao ferro e, assim, todo o interior da boca irá se congelar devido a exposição prolongada ao frio intenso do Ártico. Preferencialmente, se usa este método de armadilha ou a bala de espingarda para não danificar a pele, pois este será o casaco de uma personagem da alta sociedade. De fato, a pele do arminho é cara, não pelo valor monetário, mas, principalmente pelo uso da atrocidade empregada para garantir a pele daquele pobre animalzinho.

Nenhuma língua pode dizer ou retratar na escrita, nem podemos jamais compreender, o que as pobres vítimas da vaidade humana devem suportar durante as longas horas e dias de terríveis sofrimentos lá em cima no silêncio do grande Norte em neve. Apenas pensemos nisto!

Estima-se que trinta milhões de animais sejam mortos anualmente por causa de suas peles (veja mais detalhes no anexo abaixo). Se todos esses milhões de animais pudessem ser reunidos com seus corpos despedaçados e mutilados numa montanha de mortes; esta seria a prova da nossa brutalidade e crueldade contra eles!

E lembre-se, todo mundo que usa essa elegante roupagem de jaquetas, blusões, calças, casacos, calçados, cintos e outros acessórios de vestuário feitos de couro e de peles de animais é parcialmente responsável pela crueldade e pelo sofrimento causado a essas pobres vítimas da ganância (ou egoísmo) humana, pois se as pessoas se recusassem a usar esses objetos, a demanda cessaria e os pobres animais ficariam em paz para viver suas vidas da maneira adequada.

Às vezes, ou com frequência, as pessoas contestam que, se não matássemos esses animais ou mesmo o gado, os porcos, as galinhas, os peixes e outros animais “comestíveis” e os comêssemos, o Planeta Terra seria dominado por eles.

Porém, esse não é o caso! Não é usual comermos cães ou gatos, coiotes ou gambás, nem mesmo são caçados por sua pele, pelo seu couro ou pela sua carne.

Por exemplo, os cavalos estão na mesma categoria, contudo, esses animais não se multiplicam além do limite, e o ocultismo nos ensina que cada espécie de animal é a expressão, no Mundo Físico, do Espírito-Grupo[3] deles que os dirige de fora, a partir do Mundo do Desejo. Daí o notável instinto com que são dotados. Quando esses animais são mortos, antes do tempo da sua morte por causa natural, o Átomo-semente, que forma o núcleo do Espírito-Grupo, é liberado do animal moribundo e usado pelo Espírito-Grupo para fertilizar rapidamente outro de sua espécie.

Assim, quanto mais matamos, dentro de certos limites, é claro que, mais rapidamente a espécie se multiplica, mas se abstermos de matar, não será necessário que o Espírito-Grupo fertilize os animais com tanta frequência. O nascimento diminuirá na mesma proporção que a morte.

Mas, voltando à questão das peles e do couro usados para vestuário, sustentamos que as peles são luxuosas, assim como muito tipo de couro, e não se pode dizer, na extenuação do crime envolvido e em torná-los essenciais à vida humana, que é a mesma reivindicação relativa à carne de mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios e quaisquer outros animais “comestíveis” como alimento.

Aqueles que aspiram viver a vida superior e alcançar a ativação dos seus poderes anímicos não podem se dar ao luxo de usar essas coisas caras, nem se encher desse egoísmo, nem matar o que não pode criar, nem se ausentar de praticar a compaixão e a misericórdia com os nossos irmãos menores.

Algum tempo atrás, uma senhora chegou à Mount Ecclesia (sede mundial da Fraternidade Rosacruz) professando estar entediada e desgostosa pela sociedade, exceto tudo aquilo que se referia ao progresso espiritual; mas quando lhe foi dito que ninguém seguiria a Cristo em um casaco de pele, ela admitiu que tinha um casaco de pele de mil dólares e que não desistiria dele sob nenhuma consideração; se retirou de lá no dia seguinte, irritada com a ideia de que lhe havia exigido um sacrifício tão grande e que havia se colocado sob um professor que era mais complacente em seus pontos de vista sobre a vida e os luxos.

Todos sabemos que, de fato, é possível obter roupas totalmente quentes (por maior que seja o frio) que não são feitas com peles ou coro de animais. Max Heindel foi testemunha ocular desse fato, quando disse que ele mesmo, tendo viajado lugares de altas latitudes, tanto para o norte e como para o sul, mesmo na Sibéria e no Polo Ártico, onde as temperaturas eram extremamente baixas não utilizava nada de couro. E isso no início do século XX!

O que foi dito sobre as peles e o couro também se aplica às penas e outras partes do corpo de um animal, tanto no que diz respeito ao custo de crueldade quanto à falta de necessidade de uso. Roupas bonitas, artísticas e quentes podem ser feitas sem o uso de couro, peles ou penas, para o bem-estar econômico e espiritual de quem se abstém de usá-las.

Mesmo calçados, como sapatos, sandálias, chinelos e outros tipos já podemos obter no mercado atual a preços acessíveis para todas as camadas da sociedade. Com o advento da internet e de revistas especializadas para vegetarianos e veganos o acesso a informação é muito fácil. Basta querer!

Se você é um Estudante Rosacruz que já despertou para o Evangelho da Compaixão já compreendeu que deveria ser considerado um crime tirar a vida de um animal, assim como agora é considerado crime tirar a vida de um ser humano.

Temos certeza de que com a aproximação da Era de Aquário essas peças de vestuário serão substituídas por outros produtos da indústria que servirão a esse propósito de maneira completa ou melhor.

É aqui que os Estudantes Rosacruzes podem ajudar a moldar os pensamentos do mundo, tanto por suas ações em se abster do uso de couro, peles, penas e outras partes dos animais, quanto por defender a ideia de que são desnecessários, chamando a atenção dos outros para as atrocidades cometidas para obter essas coisas. Assim, o Estudante Rosacruz pode ajudar a acelerar o dia de “paz na terra e boa vontade entre os homens” – e, também, os animais.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – outubro/1917, traduzido e atualizado pelos irmãos e pelas irmãs da  Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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Anexo sobre “animais ainda são usados para fazer casacos de pele”

Desde focas e chinchilas até raposas e linces, milhões de animais são mortos todos os anos para a confecção de casacos de pele no mundo. Só na França são abatidos 70 milhões de coelhos por ano para esse fim. Mas a indústria dos casacos de luxo é alvo de críticas. Para as organizações de defesa dos animais, mais do que injustificada – há tecidos sintéticos e naturais que cumprem a função -, a atividade é extremamente cruel. O sofrimento já começaria na captura do bicho, que pena nas mãos dos caçadores – as focas, por exemplo, são mortas a pauladas na cabeça, para não danificar a pele. Mesmo quando criados em cativeiro, os animais viveriam em condições degradantes e padeceriam horrores na hora de extrair a pele.

Os produtores, por sua vez, contestam o que chamam de sensacionalismo das entidades. “No caso da chinchila, a morte ocorre pelo destroncamento de uma das vértebras cervicais. É um processo indolor, sem sangue ou sofrimento”, diz Carlos Perez, presidente da Associação dos Criadores de Chinchila Lanífera (Achila). Para os defensores dos bichos, porém, a crueldade fica óbvia quando se leva em conta que, ao contrário do que rola com vacas e frangos – mortos para alimentar pessoas -, no caso da indústria da moda os animais são sacrificados apenas para alimentar a vaidade alheia.

As fases para se fazer as jaquetas, os blusões, as calças, os casacos, os calçados, os cintos e outros acessórios de vestuário:

1. Os animais usados para fazer casacos de pele podem ser criados em cativeiro (como chinchilas, coelhos e martas) ou ser caçados em seu habitat (como focas, ursos e lontras). O abate rola quando o bicho atinge a maturidade e ocorre sempre no inverno, quando o pelo é mais longo, brilhante e abundante

2. Há vários modos de abater o bicho. Eles podem ser mortos a pauladas, ser estrangulados – método indolor, segundo os produtores – ou, entre outras técnicas para resguardar a pele, ser eletrocutados com a introdução no ânus de ferramentas que fritam os órgãos internos.

3. Depois que o animal é morto, é hora de extrair sua pele. Há várias formas de escalpelá-lo, algumas mais profissionais e outras rudimentares e violentas.

Escalpelamento profissional:

a. Nas fazendas de criação de chinchilas, faz-se um pequeno corte no lábio inferior do animal e outro próximo ao órgão genital

b. Em seguida, é introduzida uma vareta de ferro de um ponto a outro. Ela funciona como um suporte-guia para o corte

c. Com um bisturi, se desprega a pele do animal, evitando danificá-la. Quanto mais intacto o couro, maior o seu valor de mercado

Escalpelamento amador:

a. Nos modos mais cruéis, como rola em alguns locais da China, o animal é morto a pauladas e suas patas são decepadas

b. O bicho então é dependurado pelo coto da pata, e seu couro é extraído a partir desse ponto com a ajuda de uma faca

c. A pele é puxada com força, como se fosse tirada ao avesso. Em muitos casos, o animal ainda está vivo durante esse processo

4. Uma vez retirada, a pele é presa com alfinetes ou pregos numa tábua, onde ficará por alguns dias no processo de secagem. Nessa etapa, ela ganha forma definitiva e não vai mais encolher nem sofrer deformações

5. O passo seguinte é o curtimento da pele. Num curtume, ela passa por banhos químicos para retirada de sujeiras, cheiro e gordura, evitando que apodreça mais tarde. Ela também pode ser tingida

6. Após o curtimento, as peles vão para as confecções, onde são costuradas umas nas outras até tomarem a forma de um casaco. No acabamento, é aplicado um forro, em geral de cetim, na parte interna.

(Artigo publicado na Revista Mundo Estranho, em 28 julho 2009)


[1] N.T.: O rato-almiscarado é a única espécie do gênero Ondatra, é um roedor semiaquático de porte médio nativo da América do Norte.

[2] N.T.: O arminho é um carnívoro mustelídeo de pequeno porte pertencente ao grupo das doninhas. A espécie ocupa todas as florestas temperadas, árticas e subárticas da Europa, Ásia e América do Norte.

[3] N.T.: Um Arcanjo, uma onda de vida muito superior a nossa e extremamente sábia. Lembrando: Cristo é um Arcanjo, o mais elevado entre eles.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Gloriosa Era: revistamos do áureo manto nupcial para a futura comunhão com Cristo

Durante tempos antigos sem conta, de nosso passado evolutivo, aprendemos a construir os diferentes veículos em que hoje, como Egos (Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui), atuamos. Através desse trabalho fomos passando de classe em classe na Grande Escola de Deus. Em cada fase maior e menor fomos adquirindo gradativo desenvolvimento de Níveis de Consciência. Porém, cada qual aprendia, assimilava e crescia segundo seu particular modo de adaptação e reação. Uns caminharam depressa, outros regularmente, outros se atrasavam.

Na Época Atlante, quando a neblina se condensou e encheu os recôncavos da Terra, nos obrigando a buscar as mesetas e planaltos, muitos pereceram asfixiados, porque não haviam desenvolvido os pulmões, indispensáveis para respirar na atmosfera mais rarefeita das alturas. Esses não puderam passar pelo portal do arco-íris, à nova Era, a Era de Áries – a primeira da Época Ária –, com suas secas condições.

Agora, novamente, estamos nos aproximando de uma grande transformação mundial. Cristo se referiu a essa transição e como arauto da Nova Era, a Era de Aquário, a Fraternidade Rosacruz, tal como Noé, vem nos preparar.

Acautelemo-nos para que não sejamos apanhados desprevenidos e busquemos a amorosa, eficiente e desinteresseira orientação da Fraternidade Rosacruz.

Aquário é um Signo de Ar, científico, intelectual, inovador, original e independente. A nova chave de nosso desenvolvimento, iniciado nesta Época Ária pela razão, irá encontrar sua sublimação nessa gloriosa Era de Aquário, quando, então seremos capazes de resolver o enigma da vida e da morte de maneira a satisfazer, igualmente, o Coração e a Mente. Nessa Era, quem se prepara desde já, poderá desfrutar da verdadeira felicidade, pela unidade racional da Arte, Religião e Ciência, pois, todas essas atividades, em vez de se digladiarem pela contradição, em consequência da falta de visão de seus pontos comuns e básicos, se completarão coerentemente.

Aquário tem regência especial sobre os Éteres, o elemento de transição sensorial. Os dilúvios que submergiram o continente atlântico, ou a Atlântida, eliminou, até certo ponto, a umidade contida no ar, quando a concentrou no oceano. Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrar em Aquário, quase toda a umidade ainda remanescente desaparecerá e as vibrações visuais serão mais facilmente comunicadas por sua elétrica e seca atmosfera.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz deram o encargo da expansão dos Evangelhos, da mais profunda forma, à Fraternidade Rosacruz, por intermédio de Max Heindel. Ora, nós fazemos parte da Fraternidade Rosacruz e estamos sendo preparados para fazer nossa parte nessa importante missão. E a maneira de executá-la, também a aprendemos lá pregando o Evangelho através da reta e amorosa ação e obra, em todos os campos, em todos os assuntos. Isto pressupõe começar por nós mesmos, pela vivência convicta e simples daquilo que pretendemos disseminar. Nisso consiste a vida de um verdadeiro Cristão: uma Mente Pura, um Coração Nobre e um Corpo São a serviço de Cristo.

O destino da Fraternidade Rosacruz está em nossas mãos! É ao mesmo tempo um privilégio e uma grande responsabilidade, que nos lembra S. Lucas, 12:48: “A quem muito foi dado, muito lhe será exigido”.

Os primeiros a verem e viverem as ideais condições dessa gloriosa Era de Aquário deverão ser as pessoas que habitam o lado ocidental do Planeta Terra, que já começaram a preparar uma Ciência religiosa e uma científica Religião.

O entendimento deste trabalho preparatório e a gradual vivência e comunicação destes princípios irão construindo, “sem ruído de martelos”, o veículo em que funcionaremos nas novas condições: o “soma pushicom” citado por S. Paulo, que nos possibilitará ir ao encontro de Cristo nas nuvens (nos ares) e com Ele cearemos no cenáculo do “Homem do Jarro” (Aquário). Não se realiza tal empresa em pouco tempo. É preciso renúncia aos nossos vícios – “homem velho” e adoção de mais racionais meios de vida (naturalismo, dieta vegetariana, reforma e equilíbrio emocional e mental, exercícios de devoção e disciplina mental, etc.) – “homem novo”.

A Fraternidade Rosacruz oferece, a quem quiser, orientação conscienciosa e segura, para que nos convertamos num digno discípulo de Cristo e nos revistamos do áureo manto nupcial – o Corpo-Alma – para a futura comunhão com Ele.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz janeiro/1967-Fraternidade Rosacruz -SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Jarro de Aquário

O Zodíaco é o círculo dos céus que mais diretamente está vinculado a nós e, como todo círculo, contém trezentos e sessenta graus. Para ter uma ideia da imensidão desse plano da Eclíptica, lembre-se de que a órbita da Terra ao redor do Sol tem aproximadamente 941.500.000 km e que esse plano do Zodíaco tem quinze graus de largura em toda essa distância. Esse grande círculo é dividido em doze partes de 30 graus cada, chamadas de Signos do Zodíaco.

Os diferentes Signos receberam seus nomes dos antigos Sábios porque, após um longo curso de observação e registro, descobriu-se que a influência do Sol, ao passar por cada Signo, tinha certo efeito sobre o Reino vegetal e trazia à manifestação ativa algumas qualidades na Humanidade.

Cada Signo é representado por um símbolo e a invenção desses símbolos remonta a eras tão antigas que não há registro sobre isso. Quando os Signos do Zodíaco foram nomeados, sem dúvida, eles eram idênticos às constelações, o que não acontece atualmente.

Cada Signo tem um Regente que expressam melhor as qualidades desse Signo. Esses Planetas ou Regentes são os Corpos Densos de elevados Seres que são, na Bíblia, chamados de “Os Sete Espíritos diante do Trono” e que têm sob Sua responsabilidade a nossa evolução. Cada Planeta visível é a personificação de uma Grande Inteligência Espiritual que busca guiar a Humanidade de acordo com o Plano de Deus, sempre tendo em vista o objetivo final, sem se prender ao estado presente. Cada um desses elevados Seres tem o seu trabalho especial a realizar em favor da Humanidade.

O primeiro Signo, Áries, situa-se em um dos cantos do Céu e quando o Sol está em Áries ele está totalmente à leste. Áries, o Carneiro, recebeu esse nome porque nascia com o Sol no atual mês de março, mês do vivificante Equinócio de Março, e simboliza a Vida. Os pastores lhe deram o nome em homenagem aos seus rebanhos e aos campos que revitalizavam.

Em seguida vem Touro, nomeado a partir dos rebanhos que eram considerados os mais valiosos depois das ovelhas. O Touro foi muito adequadamente venerado por aquelas pessoas, sendo um emblema da fortaleza necessária para conquistar o Mundo material. Devido à sua prodigiosa força, ele era de uma ajuda inestimável em todas as suas tarefas. O provérbio sobre “as panelas de carne do Egito” (Ex 16:3) serve até hoje para mostrar com que abundância aquele animal lhes supriam a necessidade física de alimento, sendo o leite da fêmea também um elemento importante da dieta. Possuir muito gado era, portanto, ardorosamente desejado na antiguidade pelas nações novas.

O próximo é Gêmeos, às vezes chamado de Cástor e Pólux que, em sua eterna juventude, contam a história da fraternidade humana.

O quarto Signo, Câncer, está em outro canto do Céu. No Solstício de Junho, o Sol parece parar e, como um caranguejo, recuar lentamente — por isso o chamamos de caranguejo. Mas os egípcios chamaram esse Signo de Escaravelho ou Besouro e usavam o escaravelho como símbolo da alma, explicando que esse Signo é “a esfera das almas que aguardam o renascimento”.

Então surge o Signo Real, Leão, o Signo solar por excelência, a morada do Sol.

Em seguida vem a “Virgem Celestial”, geralmente chamada de Virgem. Dizemos que o Sol nasce da Virgem Celestial porque, no Solstício de Dezembro, quando a noite é mais longa, a Virgem se ergue no horizonte oriental e o Sol inicia seu novo percurso rumo ao Equinócio de Março, para derramar nova vida sobre a Terra.

O terceiro canto do Zodíaco é ocupado por Libra, a Balança, assim chamada porque, no Equinócio de Setembro, os dias e as noites estão igualmente equilibrados.

Em seguida vem Escorpião, que carrega seu ferrão na cauda e rege a Oitava Casa, a Casa da Morte. Escorpião governa os órgãos da geração e a morte aguarda todos os que nascem da fecundação, resultado de uma relação sexual (direta ou indireta) entre um homem e uma mulher.

O nono Signo, que tem influência especial sobre a Mente, é Sagitário, o arqueiro, meio homem, meio animal: um centauro. Seu símbolo mostra um homem com um arco, representando aquele que se ergue acima da sua natureza animal. O arqueiro aponta sua flecha diretamente para o Sol, simbolizando sua aspiração espiritual; embora frequentemente erre o alvo, às vezes acerta e não desiste.

O quarto e último canto do Céu é ocupado por Capricórnio, o bode, que se deleita em escalar altos precipícios. Ele ocupa o canto onde o Sol começa a subir novamente, em seu retorno para o Norte.

O décimo primeiro Signo é Aquário, o Portador da Água, que se supõe carregar um jarro cheia de água em suas mãos. Esse jarro contém seus sentimentos e suas emoções; se ele a inclina, eles transbordam; contudo, se mantém firme, eles permanecem contidos. Assim, tudo está sob seu próprio controle e esse é o ideal celestial que nos foi colocado como meta a ser alcançada.

O último ou décimo segundo Signo do Zodíaco é Peixes. Seu símbolo mostra dois peixes nadando em direções opostas, unidos por uma faixa. Os dois peixes apontam para o grande abismo, o lugar do mistério, enquanto a faixa que os une representa a Unidade entre tudo o que existe.

O Zodíaco significa “Círculo de Animais”; embora dois dos Signos de Ar, Gêmeos e Aquário, sejam humanos; um dos Signos de Fogo, Sagitário, meio humano; e um dos Signos de Terra, Virgem, também seja humano, todos os demais, exceto Libra, que é neutro, pertencem ao Reino animal.

Essas doze constelações estão sempre na mesma posição relativa, porém devido a um leve movimento dos polos da Terra, o Sol cruza o equador em um ponto ligeiramente diferente a cada ano, durante o Equinócio de Março, parecendo se mover lentamente para trás no Zodíaco, a uma taxa de 50 segundos por ano. Ele demora aproximadamente 2.100 anos para retroceder por um Signo inteiro e, aproximadamente, 25.868 anos para completar o ciclo através de todos os doze Signos. Esse movimento retrógrado é chamado de “Precessão dos Equinócios”. O grande ciclo foi completado pela última vez no ano 498 d.C., quando o mundo iniciou uma nova espiral mais elevada de sua evolução.

Hoje, os Signos que mais diretamente estão relacionados a nós são Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos e Câncer. Eles realmente compõem a essência de todos os Signos do Zodíaco, pois a qualidade de um Signo é sempre refletida em seu oposto.

Cada Signo do Zodíaco tem um Regente que se acredita estar em harmonia com o Signo. Cada um desses elevados Seres é responsável por uma determinada fase do nosso desenvolvimento. Assim, fica claro que a educação da Humanidade depende em grande parte do treinamento que nossos instrutores receberam em evoluções anteriores. Quando o Sol esteve, pela última vez e por Precessão dos Equinócios, no Signo aquoso de Câncer, o continente da Atlântida foi sepultado sob as ondas e emergiu o que parecia ser um novo Céu e uma nova Terra, com uma nova Raça destinada a habitar o mundo.

Essa catástrofe que se abateu sobre a Atlântida, enquanto o Sol estava em Câncer, é o cataclismo relatado a Platão pelos sacerdotes do Egito e que o próprio Platão mais tarde registrou. Os sacerdotes disseram a Platão que, segundo seus registros, esse dilúvio ocorreu de dez mil anos antes, aproximadamente, considerando a base de tempo atual.

Câncer é um Signo fértil e a Lua controla o crescimento. Como mostra a vibração da Lua, ela também controla a Mente, sendo o dígito das vogais a força espiritual do número de expressão da Trindade ativa. Nesse contexto, é interessante recordar que a Mente foi dada à Humanidade infantil quase no final do Período Atlante.

Jeová, o Espírito Santo, que também expressa o três em suas vogais, é o Regente de todas as Luas, que são usadas com o propósito de dar aos seres que ficaram para trás na marcha do progresso uma nova chance, sob circunstâncias diferentes e Leis mais rigorosas, para tentar recuperar o tempo perdido. O nome Jehovah (ou Jeová) revela o cuidado protetor que Ele sempre exerce e como tenta alcançar Seus discípulos por meio de suas Mentes.

Mas Jeová foi um mestre severo e ensinou Seus filhos a compreender que, quando fizessem o que é certo e O agradavam, seriam recompensados; no entanto, quando faziam o que era errado, um castigo rápido os alcançaria. Eraolho por olho, dente por dente”. Não era, de forma alguma, um reino de misericórdia, pois a Humanidade não teria compreendido a misericórdia naquela época — era um Reino da Lei onde o egoísmo florescia. Assim, apelando aos instintos egoístas, a Humanidade, enquanto desenvolvia a Mente, foi pressionada e conduzida ao longo do Caminho de Evolução.

À medida que o Sol retrocedeu pelo Zodíaco, após cerca de 2.100 anos em Câncer, ele entrou no Signo de Ar, Gêmeos. Gêmeos governa a Mente inferior e os gêmeos são o símbolo da juventude eterna e da fraternidade humana. Sendo um Signo de Ar, esse foi um tempo de expressão.

Acredita-se que esse período tenha contido a Idade de Ouro no Egito, pois, em um Signo de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para o reconhecimento de sua origem divina. É provável que o autor do Livro de Jó tenha vivido na Era de Gêmeos.

O Regente de Gêmeos é Mercúrio, cujo nome revela o trabalho educacional rigoroso que ele exigia; e as vogais do seu nome indicam que o seu trabalho tinha como objetivo expandir a Mente da Humanidade infantil até que ela pudesse funcionar no Plano Universal.

Os elevados Seres que ficaram entre os seres humanos naquela época para guiar e ensinar a Humanidade eram conhecidos como os Senhores de Mercúrio e os Senhores de Vênus. Embora fossem extremamente mais avançados do que os “filhos dos homens”, eram, na verdade, os pertencentes a Mercúrio e Vênus que haviam ficado para trás na evolução e sido lançados em uma das Luas de cada um dos dois Planetas. Naquele tempo, ao ajudarem a Humanidade, eles receberam uma nova oportunidade de recuperar o atraso e, quando seu trabalho na Terra estivesse concluído, retornariam ao seu Planeta natal. A obra de Mercúrio estava especialmente ligada à Humanidade com o Sol em Gêmeos; Vênus teve mais trabalho a realizar no período seguinte, quando o Sol estava em Touro.

Neste ponto da história do mundo é muito difícil para nós imaginarmos um tempo em que não possuíamos a faculdade da razão, onde o que tínhamos de mais próximo dela se manifestava como astúcia. Mas desenvolver a faculdade racional e colocar a Mente inferior em atividade foi realmente a obra que Mercúrio teve de realizar. Que ele foi bem-sucedido em grande medida é provado pelo fato de que muitos de nós já começamos a usar também a intuição em vez de apenas a razão.

Ao final daquele período, o Sol havia saído de Gêmeos, pela Precessão dos Equinócios, e entrado em Touro, que era, naquela época, conhecido como o “Touro Alado de Nínive”. Nesse período, o Touro era considerado um símbolo sagrado e visto como a mais elevada expressão da força física, que ainda era considerada de maior valor do que a simples Mente. O Touro também era cultuado como símbolo de força procriadora.

O Signo oposto a Touro é Escorpião, que é regido por Marte, o Planeta da Energia Dinâmica. Como sempre há um significado exotérico e um significado esotérico em cada ensinamento, o Signo oposto geralmente expressa o significado interior. Assim, durante a Era de Touro, quando se cultuava o touro sagrado, os sacerdotes usavam o Uraeus, o Símbolo da Serpente, pertencente a Escorpião, o Signo oposto a Touro, para indicar sua posse da sabedoria esotérica.

Pelo que foi dito, pode-se compreender facilmente que a força estava dominante no mundo e governava tudo. Assim, entendemos o tipo de trabalho que o suave Vênus, Regente de Touro, teve que realizar. A maior parte do que definimos e conceituamos com “mal” foi assim decidido quando começamos a responder à Marte, o Regente de Escorpião e Áries.

Como aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes, os Espíritos Luciféricos foram os atrasados da Onda de Vida dos Anjos do Período Lunar e não conseguiram viver no Sol nem na Lua, pois eram movidos por paixões e desejos egoístas. Por isso, foi necessário encontrar um lugar separado para eles e assim foram colocados em Marte. Dessa forma, Marte é o lugar de Lúcifer, o chefe dos Anjos caídos. Mas percebemos por sua vibração que ele seja, como diz Jó, “um filho de Deus” e isso é confirmado por S. Judas Tadeu, ao dizer que nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer.

Estudamos na Filosofia Rosacruz uma bela história sobre como Lúcifer, quando lutou contra o Arcanjo Miguel, disputando pelo corpo de Moisés, perdeu a gema mais preciosa da sua coroa. Ela foi deslocada durante a luta. “Essa linda gema era uma esmeralda chamada Elixir. Ela foi lançada no abismo, mas foi recuperada pelos Anjos e a partir dela o Cálice, ou Santo Graal, foi feito — aquele que mais tarde foi usado para conter o sangue purificador que fluiu do lado do Salvador”.

Também, da Filosofia Rosacruz, observamos que “essa joia era uma esmeralda e, portanto, verde. O verde é uma combinação de azul e amarelo; assim, é a cor complementar da terceira cor primária, o vermelho. No Mundo Físico, o vermelho tende a excitar e energizar, enquanto o verde tem um efeito calmante; mas o oposto é verdadeiro no Mundo do Desejo. Lá, a cor complementar é ativa, produzindo em nossos desejos e nossas emoções o efeito que atribuímos à cor física. Logo, o tom verde da gema perdida por Lúcifer revela sua natureza e efeito. Essa pedra tinha o poder de atrair paixão e gerar amor sexual, sendo, portanto, o oposto da Pedra Filosofal, que é a Pedra Branca e apocalíptica, emblema do amor da alma pela alma”.

Os Espíritos Luciféricos de Marte depositaram o ferro em nosso sangue, o que tornou possível a nossa vida em uma atmosfera que contém oxigênio; eles também agitaram todas as nossas forças e nos deram incentivo, de modo que agora agimos — embora, às vezes, nossas ações sejam más.

Marte sugere às pessoas a ignorarem os direitos dos outros: para ele o correto é a força e considera apenas as próprias vantagens. Assim, na Era de Touro foi trabalho de Vênus tornar os seres humanos amorosos e bondosos. El não tentou ir muito além do imediato grupo familiar, porém sob a sua influência, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher – começamos a nos tornar charmosas e, assim, atraíamos os seres que renasciam aqui com o sexo oposto – um homem – com laços de amor, em vez de mera luxúria.

Perto do fim da Era de Touro, quando o Sol havia entrado, por Precessão dos Equinócios, na Órbita de Influência de Áries, o carneiro, o culto ao touro se tornou idolatria, pois agora havíamos entrado em outra Dispensação. É evidente que, quando estudamos a Bíblia por meio  dos Ensinamentos Rosacruzes, os israelitas mortos por construírem um bezerro de ouro para adoração não estivam acompanhando a Era em que adentravam.

Acredita-se que Áries seja dividido em duas partes: a primeira é representada pelo carneiro, e a última parte — durante a qual Cristo-Jesus nasceu —, quando o carneiro era apresentado de maneira muito gentil, é figurada pelo cordeiro. O Regente de Áries, assim como de Escorpião, é Marte. Áries tem domínio sobre a cabeça e o cérebro foi construído pela divisão da força sexual criadora, enquanto Escorpião governa os nossos órgãos reprodutores. Áries é a Casa da Vida e Escorpião, a Casa da Morte, significando que tudo o que nasce da paixão e do desejo está destinado a morrer aqui.

De Lúcifer vem o nosso sangue vermelho e a energia marcial, que é o veículo de todo progresso e energia material. De Jeová vem a interiorização da Lei e do castigo pelo pecado. No período que estamos considerando, a qualidade da misericórdia ainda não havia entrado na consciência humana e o altruísmo não havia sequer sido concebido.

Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, chegou a poucas centenas de anos de Peixes, um Signo de Água, em sua passagem através de Áries, Jesus nasceu de uma virgem (Virgem é o Signo oposto a Peixes) e o peixe se tornou o símbolo do Cristão. Os Bispos da Igreja ainda usam um adorno de cabeça que lembra a cabeça de um peixe e a água ainda é colocada à porta da Igreja como símbolo de pureza.

O Regente de Peixes é Júpiter, o Planeta da filantropia; por isso podemos ver que a Humanidade está pronta para dar outro passo. Vênus havia começado o trabalho de embelezamento e humanização na Era de Touro e agora Júpiter dará continuidade a esse trabalho; no entanto, e como sempre, em um nível mais elevado. É interessante considerar os meios usados para manter a Humanidade em ascensão. Lembremos que, no início, não houve qualquer poder de raciocínio e a primeira faculdade desenvolvida foi a astúcia.

Foi necessário desenvolver o egoísmo no processo de nos fazer perceber nossa identidade separada. Isso foi realizado pelas Leis de Jeová. O ganho material era constantemente oferecido a nós como sinal de obediência ou não das Leis: se agradassem a Jeová, colheriam benefício; se o desobedecessem, sofreriam com a pobreza.

Então, depois que o germe da Mente havia sido desenvolvido, a Humanidade estava muito satisfeita e não tinha qualquer incentivo para agir — estava perfeitamente contente com as coisas como eram e não via razão para fazer qualquer esforço. Assim, os Espíritos Lucíferes de Marte foram enviados para polarizar o ferro no nosso sangue e, assim, possibilitar o sangue vermelho, de modo que desejasse agir. “Melhor fazer o mal do que não fazer coisa alguma”. Naturalmente, o primeiro resultado foi muito ruim. Ambição, ganância, luxúria e brutalidade dominaram — mas a Humanidade estava agindo.

A influência de Vênus mostrou um cuidado mais delicado, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher. Em vez de considerá-las simples “animais de carga” ou “meras criaturas para a satisfação da luxúria”, gradualmente despertaram ternura genuína e verdadeiro amor.

Cristo-Jesus nasceu quando o Signo de Áries estava dentro da Órbita de Influência de Peixes. Ele nasceu da Virgem Celestial, o Signo oposto a Peixes, e pela primeira vez na história do mundo quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino recebemos um lugar de honra e respeito. O Regente de Peixes, Júpiter, representa benevolência, filantropia, altruísmo. Essa foi a mais elevada influência que a Humanidade havia sentido até então.

Cristo introduziu uma nota completamente nova quando disse: Ninguém tem amor maior do que este; dar a vida por seus amigos. (Jo 15:13). Ou Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16). Naquele tempo, o mundo nada sabia sobre amor ou solidariedade. Se, por exemplo, uma pessoa tropeçasse e caísse nas ruas de Roma, provavelmente seria deixada onde caiu, porque ninguém demonstraria qualquer interesse por ela. Eles enfaticamente não se consideravam guardiões dos seus irmãos e das suas irmãs.

Tudo isso Cristo tentou modificar. Com a influência de Júpiter auxiliando a Humanidade, Ele induziu as pessoas a adquirirem um senso de fraternidade. Em vez da antiga doutrina Jeovística do “olho por olho, dente por dente” (Ex 21:24; Lv 24:20), Ele instituiu a ideia da misericórdia; no lugar da “retribuição”, as pessoas foram ensinadas a ignorar e perdoar.

Embora tenhamos muitas falhas, mesmo assim a Humanidade deu um grande salto naquela época e, desde então, apesar dos muitos tropeços e recaídas, continuamos avançando lentamente, tateando nosso caminho para cima. O Signo oposto a Áries, sob o qual Jesus nasceu, é Libra, o que nos diz que o Cristo retornará.

O Sol já avançou o suficiente através de Peixes para entrar na Órbita de Influência de Aquário, o grande Signo humano que foi colocado nos Céus como o ideal que a Humanidade deve buscar. Na época em que Jesus de Nazaré nasceu, nada mais elevado em termos de altruísmo era conhecido além do que Júpiter representava; ainda hoje estamos longe de alcançar o seu ideal. Contudo, pouco antes do fim da primeira metade do século dezenove, outro Planeta, Urano, entrou em nosso campo de percepção. A Humanidade estava, evidentemente, pronta para dar outro passo. Aproximadamente em 1898, a Terra entrou plenamente na Órbita de Influência de Aquário e o seu Regente, Urano, começou a agir sobre nós.

Urano realiza praticamente o mesmo trabalho que Júpiter, mas em nível mais elevado. Ele não dá atenção aos Corpos — seu amor é de alma para alma. Quando ativo, ele desperta todas as faculdades intuitivas de modo que a pessoa obtém conhecimento sem precisar do esforço do raciocínio. Desde que a Terra entrou na Órbita de Influência de Aquário, máquinas voadoras tornaram-se práticas, o rádio foi inventado, o telégrafo sem fio foi inaugurado e muitas outros objetos tecnológicos começaram a surgir, antes considerados impossíveis. E não sabemos o que mais aparecerá.

Como foi dito a respeito de Gêmeos: em uma Era de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para a consciência da sua Origem divina. É sempre uma era de expressão e a última destinou-se a expressar o trabalho do intelecto. A Era de Aquário destina-se, contudo, à manifestação do altruísmo. O conhecimento de que eu sou o guardião do meu irmão (Gn 4:9) agora ofusca qualquer outra consideração. Responsabilidade e liberdade, embora pareçam antagônicas, pertencem ao Ar e devem trabalhar juntas.

Como Urano derruba e destrói o que desaprova para reconstruir, é possível que o abominável holocausto da Primeira Guerra Mundial tenha sido resultado da sua ação; nesse caso, veremos o início de um reino de responsabilidade e liberdade na Terra, quando a paz for novamente declarada, ainda que temporária. O que parecem mau é apenas o bom em formação. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam o Senhor.” (Rm 8:28).

Embora muitas pessoas aguardem confiantemente a rápida e segunda vinda do Cristo, predita pelo Signo de Libra, é evidente que ainda estamos muito longe de estar preparados, pois poucos de nós desenvolveram o Corpo-Alma no qual, como diz S. Paulo, seremos capazes “de encontrá-Lo nos ares para estar com Ele.” (ITss 4:17). Primeiro precisamos aprender a levitar. Como Capricórnio está em um dos cantos do Zodíaco, é muito provável que, quando o Sol estiver pronto para entrar neste Signo pela Precessão dos Equinócios, a Humanidade talvez esteja preparada para a segunda vinda de Cristo-Jesus. Se isso for verdade — e não devemos esquecer que “daquele dia e hora ninguém sabe, exceto nosso Pai no Céu (Mt 24:36) — ainda temos pelo menos mais de dois mil e quinhentos anos para nos desenvolvermos o bastante para conseguir usar nossos Corpos Vitais.

Embora o prazo possa parecer muito distante, quando percebemos que até agora fizemos muito pouco para evoluir, notamos que esse tempo não é de forma alguma excessivo — e é responsabilidade nossa começar a trabalhar e continuar trabalhando sem cessar, porque assim cada um poderá fazer sua parte para apressar o “Dia do Senhor”, ajudando a libertá-Lo da Terra, onde Ele sofre com gemidos inexprimíveis.

E o modo como nosso trabalho se apresenta no momento é pelo Caminho do Altruísmo, conforme mostrado pelo Signo de Aquário, onde entraremos em breve. O símbolo do Jarro deve estar sempre ativo em nossa consciência, pois até que possamos controlar nossos próprios Corpos, nosso trabalho pela Humanidade deve esperar. Para alcançar a estatura do ser humano perfeito nós devemos aprender a carregar nosso Jarro de modo que, exceto quando escolhemos incliná-lo, nenhuma gota de água da emoção vaze. Então, quando pudermos controlar perfeitamente nossos próprios Corpos, estaremos prontos para obter nossa herança, tornando-nos colaboradores de Deus para a edificação da Humanidade.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro/1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Aspecto Espiritual da Natalidade para Irmãos e Irmãs a nascer aqui

É um erro pensar que, ao dar à luz um filho, os pais criam uma nova Alma ou um novo ser. O Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), que se apresenta externamente como um bebê, é uma Centelha Divina, divinamente criada. É blasfêmia supor que meros seres humanos pudessem fazer algo tão maravilhoso. Tudo que os pais podem fazer é produzir o Corpo Denso da criança – e, mesmo assim, não em sua totalidade –, sua morada física durante esta específica vida terrena. Mesmo este Corpo Denso, os pais seriam incapazes de fornecer, se não fosse pelo Átomo-semente do Corpo Denso fornecido pelo Ego que inicia mais uma vida terrestre. Na verdade, os pais fornecem o solo no qual, ou a partir do qual, o Átomo-semente do Corpo Denso cresce até se tornar uma forma física e humana. Este Átomo-semente do Corpo Denso é propriedade do Ego, que vemos como um embrião ou feto então, que está por vir e é totalmente independente dos pais. E mais ainda, assim como o feto é resguardado dos impactos do Mundo visível pelo útero protetor da mãe durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são resguardados por um envoltório de Éter e de matéria de desejos que os protegem até que estejam suficientemente amadurecidos e aptos para suportarem as condições do Mundo externo.

Mas antes que a criança possa começar uma vida terrena, o Átomo-semente do seu Corpo Denso deve criar raízes e crescer no Corpo de uma mãe. A mãe, portanto, é o portal pelo qual o Ego entra em uma nova vida na Terra.

E aqui devemos detalhar bem esse ponto para termos claro o assunto sobre filhos e filhas.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que no nosso estado atual desse Esquema de Evolução a função sexual é o meio pelo qual são formados os nossos Corpos Densos usados por nós para obter experiência aqui, no Mundo Físico, que é o baluarte da nossa evolução.

Infelizmente, muitas pessoas que têm todas as condições de ajudar a um Ego que precisa renascer aqui se negam a isso! Dessa maneira anormal, muitos exercitam a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos a ponto de renascer têm de se aproveitar das oportunidades que se apresentam e tais oportunidades, muitas veze, não são as condições favoráveis a eles. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até se apresentar ocasião mais favorável. Ou seja, muitos de nós, através dos nossos atos nos afetamos uns aos outros e, desse modo, “os pecados dos pais caem sobre os filhos”, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo em cada um de nós. O mau uso ou abuso da força sexual criadora é um pecado que não se pode perdoar; deve ser expiado, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força sexual criadora é sagrada.

Muitas outras pessoas, ansiosas por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes, até consideram a função sexual um horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido a nós todos. Assim, nem querem ver o que consideram uma impureza! Só que se esquecem de que são elas, as quais deram boas condições aos seus veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual, precisamente, as que estão em melhores condições para gerar Corpos Densos apropriados às necessidades de desenvolvimento de irmãos e irmãs que esperam para renascer!

Quando renascemos aqui com o sexo feminino e nos recusamos a ajudar a construir um Corpo para um Ego, que precisa e merece entrar em uma vida terrena por meio do nosso Corpo, estamos privando esse Ego da nossa assistência nesse assunto. Se temos condições física, emocional, moral, financeira e espiritual suficientes adequadas, por que não?

Uma mulher e um homem, cujos pensamentos sejam puros e nobres, e cuja vida aqui seja dedicada à elevação da Humanidade dedicada à espiritualidade, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. A atitude mental da mãe, imediatamente antes da recepção do Átomo-semente do Corpo Denso, é fundamental para determinar que Ego ela ajudará a construir um novo Corpo Denso aqui. Já uma mulher e um homem cujos pensamentos sejam impuros e inferiores, e cuja vida aqui seja dedicada à orgia, prazeres sensuais ou ao ódio, raiva e demais emoções inferiores, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. Quando renascemos aqui com o sexo feminino, carregamos uma responsabilidade tremenda, e quanto mais cedo aprendemos tudo que há sobre isso, tanto melhor será para a próxima geração.

Sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que antes de renascermos aqui, em mais uma vida terrena, no Panorama da Vida escolhido ainda no Terceiro Céu há a indicação dos que serão o nosso pai e a nossa mãe. Mas ninguém pode escolher um ambiente que não seja merecido ou não tenha conquistado em outra vida.

A futura mãe, cumprindo seu dever sagrado, protegerá cada pensamento, palavra e ação antes de receber o Átomo-semente sagrado que se desenvolverá, tornando-se o Corpo Denso do seu filho ou da sua filha. Por meio da oração, ela se esforçará para tornar sua dádiva à Humanidade um presente abençoado. De boa vontade, com alegria e o amor protetor de mãe, ela ajudará o bebê a se formar e crescer. É assim que a maternidade realiza os mais elevados ideais de moralidade.

Quando habitamos Corpos em civilizações passadas, quando renascíamos sob o sexo feminino, éramos árbitros dos destinos do Mundo. Depois, em civilizações mais recentes quando renascíamos – e até agora, quando renascemos – sob o sexo masculino somos os árbitros dos destinos do Mundo. Agora estamos às vésperas da transição para a Nova Era – a de Aquário – e nessa Era quando renascermos sob o sexo feminino, novamente, seremos árbitros dos destinos do Mundo. Em consequência, quando renascermos sob o sexo masculino teremos que se submeter aos seus ditames, mas antes que isso aconteça, uma era de igualdade virá.

Essa é chamada de Era de Aquário pelos ocultistas, e já começamos a sentir seus efeitos desde meados do século passado, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrou na Órbita de Influência de Aquário. No lento ritmo desse movimento, Precessão dos Equinócios, o Sol não atingirá o zero grau de Peixes antes de, aproximadamente, 600 anos. Mas durante esse período haverá, é claro, tantas mudanças maravilhosas em nosso estado físico, moral e mental, que somos agora incapazes de conceber.

Nós, agora no Corpo Denso, seremos seguidos por Espíritos ainda mais evoluídos que trarão grandes reformas. Quando as pessoas que atualmente vivem na Terra, e estão atrasadas espiritualmente, renascerem naquela atmosfera de grande realização intelectual, quando o Mundo estiver bem encaminhado na linha de desenvolvimento peculiar àquele momento nesse Esquema de Evolução, elas ganharão uma imensa elevação de consciência pela Lei da Atração que garante, por exemplo, que um condutor elétrico que é aproximado de um fio altamente carregado, receba automaticamente uma carga de voltagem mais baixa.

Assim, cada classe ou grupo que ascende, ajuda também a elevar aqueles que estão abaixo dele na escala evolutiva. O assunto populacional, portanto, não é inteiramente governado por indivíduos ou leis criadas pelo ser humano; são as Hierarquias Criadoras que guiam nossa evolução, e quem organizam isso, conforme necessário para o bem maior de todos os envolvidos; assim, o número da população está em suas mãos, não nas nossas.

Eis o motivo de que devemos sempre ajudar as pessoas onde elas estão e não onde deveriam estar. Os Ensinamentos Rosacruzes sempre enfatizaram o fato de que “semelhante atrai semelhante” e, portanto, é dever daqueles que sejam bem desenvolvidos física, moral e mentalmente, proporcionarem um ambiente para tantos Espíritos quanto suas circunstâncias físicas e financeiras permitirem.

Esse dever é ainda mais contundente para aqueles que também são espiritualmente desenvolvidos, pois uma entidade espiritual elevada não pode entrar na existência física através de uma ascendência vil. Mas quando um casal atinge o ponto em que é considerado perigoso para a saúde da mãe gerar mais filhos, ou se o fardo financeiro estiver acima de suas possibilidades, então ele deve viver uma vida de continência. Isso naturalmente requer considerável avanço espiritual e autocontrole.

Poucos são capazes de viver tal vida e seria o mesmo que aconselhar a continência a um muro de pedra, fazê-lo a um espécime médio da Humanidade. Ele não consegue entender que isso seja necessário; acredita até mesmo que interfira em sua saúde, pois falsas declarações sobre a necessidade de exercer essa função levaram a muitos resultados deploráveis. Mesmo que pudesse ser persuadido a negar a si mesmo pelo bem da sua companheira e dos filhos que já trouxe ao mundo, provavelmente seria totalmente incapaz de se conter.

Nesse ponto, nunca esqueçamos que os ensinamentos espirituais devem ser transmitidos repetidamente para que, à medida que a gota constante desgasta a pedra, assim também, e com o passar do tempo, as gerações futuras aprenderão a depender da sua própria força de vontade para realizar o objetivo de manter sua natureza inferior sob controle. Sem esse aspecto educacional dirigido para a emancipação espiritual, fica muito difícil a pessoa evoluir espiritualmente.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – fevereiro /1918 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

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