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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Setembro de 2026

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)

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ECOS-no-124-out-2026_page-0001-725x1024 Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Setembro de 2026
ECOS-no-124-out-2026_page-0002-725x1024 Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Setembro de 2026

SUMÁRIO

Nossas Reuniões de Estudos Semanal 6

O Calendário do Estudante Rosacruz na Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil para OUTUBRO de 2026.. 7

Atividades gerais que executamos em nosso Centro da Fraternidade Rosacruz, no mês de SETEMBRO/2026: 10

Publicações de Textos DIÁRIOS e SEMANAIS: 11

Correção de Lições dos Cursos de Capacitação dos Ensinamentos Rosacruzes: 11

Respostas às dúvidas dos leitores, Estudantes Rosacruzes ou não: 11

Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional do dia: Templo, Cura e Específicos: 11

Departamento de Cura, recebendo novas Solicitações ou continuando o Tratamento: 11

Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Libra (SETEMBRO-OUTUBRO). 12

Conteúdo Rico para os Estudos Rosacruzes gerado nas Reuniões de Estudos. 15

06/09 – 16h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 8 – Versículos: 28 a 34.. 15

Vamos, agora, detalhar um pouco a significância esotérica desse trecho do texto: vieram ao Seu encontro dois endemoninhados. 16

Passemos para a significância esotérica de mais um trecho do texto: “Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”. 17

Passemos para a significância esotérica de um último trecho do texto: “Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos” (…) “Ide”. (…) foram para os porcos e logo toda a vara se precipitou”. 18

06/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Lei de Assimilação.. 20

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Lei de Assimilação. 20

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: O Reino Vegetal. 25

13/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Vivei e Deixai Viver-Parte 1.. 28

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Vivei e Deixai Viver-P.1. 29

20/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Vivei e Deixai Viver-Parte 2.. 31

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Vivei e Deixai Viver-P.2. 31

27/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Oração do Senhor – Parte 1.. 36

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Oração do Senhor. 37

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de SETEMBRO: 42

Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro.. 42

Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. 43

Não seria muito melhor se nos cuidássemos sempre, e evitássemos ficar doentes?. 44

Significâncias Esotéricas da Oração Pai-Nosso.. 46

Nossa Capacidade de Fazer Algo Novo, que Não é Resultado de Nenhuma Causa Anterior. 50

Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 51

Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam estar inseridas nas suas dúvidas também: 52

1. Pergunta: Se há apenas Caos, como aprendemos, então não há nada?. 52

2. Pergunta: Mesmo em caso de estupro sabemos que nada acontece por acaso, que tudo está ligado a situações de destino e a interrupção da gestação ainda assim para as leis cósmicas/espirituais constituí crime. É certo tais afirmações?. 52

3. Pergunta: Quem foram os Semitas Originais e o que fizeram de bom ou não?. 53

4. Pergunta: Como compreender e ter exemplos dos quatro os graus pelos quais nós, seres humanos, nos elevamos até Deus?. 54

5. Pergunta: Até que ponto os seres da Onda de Vida animal estão à nossa mercê?. 55

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ.. 57

Reuniões de “Cura Rosacruz”. 57

Datas de Cura. 59

Ritual do Serviço Devocional de Cura. 59

Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 60

Nossas Reuniões de Estudos Semanal

As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h até às 18h30.

Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Para esse mês de setembro tivemos:

  1. Reunião Semanal de Estudos de Filosofia Rosacruz – DOMINGO dias 6, 13, 20 e 27
  2. Reunião Mensal de Estudos Bíblicos Rosacruzes – DOMINGO dia 6
  3. Reunião Mensal de Estudos de Astrologia espiritual Rosacruz – DOMINGO dia 13
  4. Reunião Mensal do Estudante Regular – DOMINGO dia 20
  5. Reunião Mensal do Probacionista – DOMINGO dia 27

(*) Quando há cinco domingos podemos ter uma Reunião de Estudos Rosacruzes extra, como interpretação esotérica Rosacruz de filmes ou até mais uma de Estudos de Astrologia espiritual Rosacruz.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!

O Calendário do Estudante Rosacruz na Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil para OUTUBRO de 2026

Nesse Calendário você encontra:

1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer pessoa pode oficiar

2- Os melhores Períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz

3- Os melhores Períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais

4- Os melhores Períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais

5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil

6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil

7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)

**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site:

Atividades gerais que executamos em nosso Centro da Fraternidade Rosacruz, no mês de SETEMBRO/2026:

dia 6/9

16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Cap. 8 Evangelho Segundo S. Mateus – Endemoninhados Gerasenos
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVII – Lei da Assimilação

dia 13/9

16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVII – Vivei e Deixai Viver – P.1

dia 20/9

16H – Reunião Reservada: Estudante Regular
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVII – Vivei e Deixai Viver – P.2 

dia 27/9

16H – Reunião Reservada: Probacionista
17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVII – Oração do Senhor-P.1

Publicações de Textos DIÁRIOS e SEMANAIS:

Correção de Lições dos Cursos de Capacitação dos Ensinamentos Rosacruzes:

Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz

Respostas às dúvidas dos leitores, Estudantes Rosacruzes ou não:

via e-mail, no site, nas redes sociais

Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional do dia: Templo, Cura e Específicos:

incluindo Hino de Abertura, do Signo solar do mês e Hino de Encerramento

Departamento de Cura, recebendo novas Solicitações ou continuando o Tratamento:

Para os irmãos e as irmãs inscritos (Estudantes Rosacruzes ou não) no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz.

Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Libra (SETEMBRO-OUTUBRO)

Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para  praticarmos durante o MÊS SOLAR DE LIBRA. Esse mês solar de SETEMBRO, nesse ano, que vai de 22 de SETEMBRO a 23 de OUTUBRO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Libra.

O padrão cósmico mantido por essa Hierarquia é o de um mundo formoso. Sua marca se vê em cada paisagem, em cada árvore, em cada planta, em cada arbusto e em toda forma dos vários reinos da natureza.

A beleza e a harmonia são a marca de Libra. Por isso, tudo quanto vem sob sua influência, desse Signo celestial, expressará esses divinos atributos. Quando a Humanidade receber mais completamente sua influência, serão abolidas a miséria, enfermidade, discórdia e dor.

Quando o Sol entra em Libra, no Equinócio de Setembro, o sublime Cristo alcança a superfície exterior da Terra. Então, ocorre uma aceleração cósmica. Lentamente, durante novembro e dezembro, o raio do Cristo penetra nos diversos planos internos do Planeta, até alcançar o centro da Terra, no Natal. Pela visão superior, o raio do Cristo é dourado, como o Sol espiritual do qual emana.

Sobre Libra existe um ir e vir das forças opostas de seus dois Regentes: Saturno, a lei do materialismo, e Vênus, a lei do amor. Aqui é onde cada indivíduo se encontra no lugar da eleição e se decide a construir “sobre a areia ou a rocha”, sob o teor de sua necessidade ou sabedoria.

Hierarquia Criadora – A Hierarquia Zodiacal de Libra é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Individualidade.

Os Senhores da Individualidade deram a nós o germe do nosso Corpo de Desejos na terceira Revolução do Período Solar e, até hoje, muito nos ajudam nesse Esquema de Evolução. Durante o Período Terrestre, os Senhores da Individualidade estavam suficientemente desenvolvidos para poderem agir sobre nós e, por isso, nos ajudam a desenvolver o nosso Espírito de Vida.

Atividades do Cristo – Como o supremo atributo de Cristo é o sacrifício por natureza, quando o Sol passa por Virgem, o Signo do serviço, uma necessidade cósmica o impulsiona para deixar o Reino do Pai e descender, novamente, à Terra, que contata quando o Sol passa por Libra.

A Trilha da Santidade, seguindo o raio de Cristo, abandona também a região espiritual da Terra, enquanto o Sol passa por Virgem. Sendo o amor a palavra-chave de Leão e o serviço por meio da pureza a de Virgem, aquele que caminha por essa parte da Trilha, atravessando os planos da mais elevada vibração dessa esfera, há de ter desenvolvido a pureza como um poder interno. De modo geral, a qualidade de tal poder não se reconhece, embora Cristo tenha declarado que só os puros de coração verão a Deus.

Na chegada de outubro, a força dourada do Cristo passa pelos reinos terrestres enquanto esse sublime Ser inicia, novamente, o Seu sacrifício anual em um evento denominado a Crucifixão Cósmica..

Atividades do Aspirante à vida superior – Para o Aspirante à vida superior é essa a época mais propricia para o trabalho principal encomendado em sua dedicação pela trilha da santindade: estabelecer contato com o Deus vivo interno. As provas nesse ponto são dirigidas ao desenvolvimento da sua faculdade de discernimento, uma das posses mais importantes para quem está no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

Antes de alcançar a meta, cada Aspirante deve aprender a lição cósmica de Libra: “Então compreenderás a justiça e o direito, a retidão e toda boa obra.” (Pb 2:9).

Distinguir o real do ilusório, o verdadeiro do falso é também a palavra-chave bíblica de Libra!

Tal qual como ocorreu com Cristo Jesus, o acontecimento correlacionado com Libra é Sua Tentação, quando Ele teve que escolher entre uma promessa de tudo o que o mundo pode oferecer e a glória do Céu. Seguir Suas etapas e superar todas as fascinações do Mundo é se converter em um novo Adão, um pioneiro da Nova Raça e da Nova Era. Por isso, na astrologia esotérica, se denomina Libra “o Signo do Novo Adão”.

No Corpo Denso – O centro no Corpo humano correlacionado com Libra são as Glândulas Suprarrenais. Essas Glândulas, quando funcionam adequadamente, criam um absoluto equilíbrio físico e psicológico por meio de cada órgão e de seus processos.

Dentre os 12 Apóstolos – O Discípulo correlacionado com Libra é Judas Tadeu. Esse Discípulo foi um ministro da beleza. Muitos, e de longo alcance, foram os resultados das obras que ele fez com sua devoção.

Passagem da Bíblica correlacionada – A meditação para o mês solar de Libra é o pensamento-núcleo bíblico do Evangelho Segundo S. João 8:32:

“…e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8:32)

Conteúdo Rico para os Estudos Rosacruzes gerado nas Reuniões de Estudos

06/09 – 16h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 8 – Versículos: 28 a 34

O texto da Bíblia sob estudo está aqui:

28Ao chegar ao outro lado, ao país dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois endemoninhados, saindo dos túmulos. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que se puseram a gritar: “Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”30Ora, a certa distância deles havia uma manada de porcos que estava pastando. 31Os demônios lhe imploravam, dizendo: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32Jesus lhes disse: “Ide”. Eles, saindo, foram para os porcos e logo toda a manada se precipitou no mar, do alto de um precipício, e pereceu nas águas. 33Os que os apascentavam fugiram e, dirigindo-se à cidade, contaram tudo o que acontecera, inclusive o caso dos endemoninhados. 34Diante disso, a cidade inteira saiu ao encontro de Jesus. Ao vê-lo, rogaram-lhe que se retirasse do seu território.

Vamos, agora, detalhar um pouco a significância esotérica desse trecho do texto: vieram ao Seu encontro dois endemoninhados.

Vamos ver qual era a definição de “endemoninhado” no tempo de Cristo-Jesus: “Refere-se a alguém ou algo que está sob a influência ou posse de um demônio”. Perceba: alguém de fora da pessoa!

Reparemos que a palavra grega “daimon” os descreve com precisão: alguém de fora que influencia, sugere, toma posse e que parece algo interior à pessoa.

Assim, uma pessoa que está “endemoninhada” é uma pessoa que está “obsidiada” ou seja; vítima de obsessão.

Só que aqui é o caso quando um ser humano desencarnado (assim, um ser da Onda de Vida humana, como nós) que está na situação que chamamos na Fraternidade Rosacruz de “espírito apegado à Terra” – ainda não entrou no Purgatório – toma posse parcial ou totalmente do Corpo Denso de um ser humano encarnado, ou seja, do dono do Corpo Denso.

E sempre qual é o objetivo de um ser humano desencarnado obsidiar um ser humano encarnado aqui?

1) Ter poder sobre ele

2)Submetê-lo a vontade do obsessor

Hoje, na maior parte das vezes, é mais cômodo dizermos que a obsessão não existe, ou que se trata de manifestações do inconsciente, como crises depressivas, episódios neuróticos, etc. ou, ainda, atribuir isso aos poderes da Mente e do subconsciente.

Eis uma limitação quando analisamos um problema não do ponto espiritual, mas do ponto material, ainda que se fale de “manifestações do inconsciente”, pois isso é “medido” por meio de testes e procedimentos oficiais, certificados por uma associação, comissão, congressos e afins.

E aí, há “remédios” que dizem resolver esse problema.

Nós, Estudantes Rosacruzes ativos, sabemos que não é bem assim, né?

Na história da Cura Rosacruz há vários casos de solução definitiva de problemas de obsessão! Já na própria análise do horóscopo de um irmão ou de uma irmã que se inscreve no Departamento de Cura, fica evidente essa tendência, que nada mais é do que uma tentação que se pode cair ou não!

Passemos para a significância esotérica de mais um trecho do texto: “Que queres de nós, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?”.

Isso deixa claro que esses obsessores eram de fato seres humanos que estavam na situação de “apegados à Terra”.

E notem bem, eles reconheciam Cristo como Filho de Deus!

Aqui podemos ver mais um exemplo de que “intelectualidade nada tem a ver com espiritualidade”. Intelectualmente sabiam que Cristo presente ali é era Filho de Deus. E usou esse conhecimento de maneira astuta para induzir as pessoas ao redor a pensar que tais obsessores eram “inteligentes”.

Reparem que como os obsessores reconheciam o poder de Cristo, eles ficaram totalmente sob Seu poder, e por isso não tiveram escolha senão obedecê-Lo.

Aqui temos uma importante lição esotérica Rosacruz para aprendermos e nos lembrar de sempre utilizar; só obedece a quem possui real força moral Crística para lhe impor o afastamento no caso de uma obsessão.

Em outras palavras: irmãos e irmãs nossos que estão “apegados à Terra”, insistem em obsidiar irmãos e irmãs que estão aqui encarnados, não conseguem causar danos àqueles que são corajosos e amorosos, e àqueles que sabem como usar o Nome de Cristo Jesus, o Sagrado NOME que é como se fosse um talismã, quer nos planos internos, quer nos planos externos.

Há nesse trecho do texto mais um pequeno detalhe que, muitas vezes passa desapercebido: “antes do tempo”.

Esses obsessores sabiam que a ajuda para que todos os irmãos e as irmãs que vagavam como “espíritos apegados à Terra”, se negando a entrar no Purgatório e, de fato, começar mais uma vida celestial, só ocorreria após a morte do Corpo Denso usado por Cristo Jesus, no evento Crucifixão.

E dentre as atividades que ocorreram nesse evento Crístico temos: “desceu as mansões dos mortos”.

Pois, como aprendemos na Filosofia Rosacruz, durante o intervalo que foi desde a tarde da Sexta-feira Santa, em que o Cristo Jesus foi despregado da cruz, até que Ele fez sua aparição no Mundo externo, na alvorada da Páscoa, Cristo trabalhou com esses “mortos”, lhes ensinando e lhes bendizendo, o que ajudou a todos que lá estavam a irem para o Purgatório, e iniciarem mais uma vida celeste.

Passemos para a significância esotérica de um último trecho do texto: “Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos” (…) “Ide”. (…) foram para os porcos e logo toda a vara se precipitou”.

Primeiro de tudo, usando a lógica, que é o guia seguríssimo, aqui é nos outros “Mundos”, sendo

Cristo, o Senhor do Amor e da Vida, jamais condenaria inocentes animais à morte!

Trata-se claramente de um símbolo!

Naquela época o animal suíno simbolizava a nossa natureza inferior e passional.

Assim, o que Cristo Jesus fez foi fazer com que os obsessores voltassem para o lugar onde vivem os irmãos e as irmãs “apegados à Terra”, Ou seja; para as 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo.

E de lá entrassem no Purgatório, iniciando assim a Vida Celeste.

E isso está de acordo com a missão de Cristo, nessa Sua primeira vinda aqui, e como nos ensinou:

Ele não veio para destruir o mal, mas para nos ensinar como elevá-lo com grande poder e transmutá-lo em bem, pois o maior pecador deve, certamente, se transformar no maior santo.

Este foi o caso mais difícil de obsessões que já discutidos aqui como Milagre de Cura de Cristo.

Nesse momento aqui Cristo estava instruindo Seus Discípulos no poder secreto (da vibração da voz humana) existente nos nomes, e como esse poder pode ser usado na cura e na elevação tanto física como espiritual de um ser humano.

Há muitas outras significâncias esotéricas que podemos estudar nesse trecho, mas, como revisitaremos ele nos próximos Evangelhos, com certeza, nós estudaremos essas outras significâncias esotéricas.

***Para saber mais, assista ao vídeo da 31ª Reunião de Estudos Bíblicos Rosacruzes em nosso canal do YouTube aqui:

31ª-Reunião de Estudos Bíblicos Rosacruzes-FRC-Campinas –SP-6set26 –8ºCap. S. Mateus 28_34

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06/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Lei de Assimilação

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Lei de Assimilação.

Segundo a Lei de Assimilação, uma partícula forma parte do nosso Corpo Denso quando a dominamos e a sujeitamos a nós mesmos. Nesse caso, recordemos que as forças ativas são principalmente os nossos “mortos”, que entraram nos “Céus” e que estão aprendendo lá a construir Corpos para usá-los aqui, porém trabalham de acordo com certas Leis que não está em seu poder modificar.

Em toda partícula de alimento há vida. Antes de podermos incorporá-la pela assimilação, é necessário que a dominemos e a sujeitemos. Em caso contrário, não poderia haver harmonia no Corpo Denso, cada parte agiria independentemente, como acontece quando, pela morte, a vida coordenadora se retira do Corpo Denso. Esse é o processo de desintegração, precisamente o oposto da assimilação.

Quanto mais individualizada está a partícula que se há de assimilar, tanto maior energia é necessária para digeri-la, e tanto menos tempo permanecerá, logo procurando alguma saída para se libertar. Os seres humanos não estão organizados de maneira a viver de minerais sólidos.

Ao ingerirmos uma substância puramente mineral, o sal, por exemplo, passa através do Corpo Denso deixando muito pouco atrás. Porém, o pouco que deixa é de natureza perigosa. Se os minerais pudessem ser empregados pelo ser humano como alimento, seriam ideais por terem pouca estabilidade, e ser necessária pouca energia para dominá-los e subjugá-los à vida do Corpo Denso.

Comeríamos muito menos e menor número de vezes do que agora fazemos. Algum dia, os laboratórios fornecerão alimentos químicos de tal qualidade que sobrepassarão quaisquer outros, além da vantagem de estarem sempre frescos. Os alimentos obtidos de plantas superiores e, sobretudo dos animais, Reino superior ao vegetal, é positivamente nauseabundo, por causa da rapidez da desintegração. Esse processo resulta dos esforços das partículas para se livrarem do conjunto.

O Reino Vegetal, o próximo superior ao mineral, tem organização capaz de assimilar os compostos dos minerais da Terra. O ser humano e os animais podem decompor as plantas, e assimilar e se nutrir dos seus compostos químicos, tendo em vista que o Reino Vegetal, que tem consciência de sono sem sonhos, não oferece resistência alguma à assimilação.

É necessária pouca energia para assimilar suas partículas, e como tem muito pouca Individualidade própria, a vida que se anima não procura se escapar de nosso Corpo tão rapidamente como as dos alimentos derivados de formas mais desenvolvidas.

A força obtida de uma dieta de vegetais ou de frutos permanece mais do que a derivada de uma dieta de carne. Não é necessário ingerir com tanta frequência quantidades de alimento vegetal. Proporcionalmente, esse alimento fornece mais energia porque, para assimilá-lo, é necessária menor energia.

O alimento obtido de Corpos Densos animais se compõe de partículas que foram trabalhadas e interpenetradas por um Corpo de Desejos individual, e individualizadas.

Esta individualização é muito maior que a das partículas vegetais. No animal, cada célula se constitui numa Alma celular individual compenetrada pelas paixões e desejos do animal. É necessária uma energia considerável, primeiramente para dominá-la e, depois, para poder ser assimilada. No entanto, nunca fica completamente incorporada ao Corpo como os constituintes duma planta, que não tem tendências individuais tão fortes.

O resultado disso é que o carnívoro necessita de quantidade maior de alimento que o frugívoro, e tem de comer mais frequentemente. Ainda mais, a luta interna das partículas da carne provoca desgaste e destruição maior do Corpo Denso, o que torna o carnívoro menos ativo e menos paciente do que o vegetariano, como tem sido demonstrado em provas realizadas pelos partidários de um e do outro regime. Portanto, se a carne obtida dos herbívoros é um alimento tão instável, é evidente que seríamos obrigados a consumir quantidades enormes de alimento caso ingeríssemos a carne dos animais carnívoros, que têm as células ainda mais individualizadas. Ocuparíamos a maior parte do nosso tempo comendo e, todavia, estaríamos sempre extenuados e famintos.

É o que se pode ver no lobo e no abutre, cuja magreza e fome são proverbiais. Os canibais comem carne humana, mas só em largos intervalos e como guloseima. O ser humano não faz alimentação exclusivamente de carne. Por isso, sua carne não é completamente igual à de um animal carnívoro. Não obstante, a fome dos canibais é também proverbial.

Se a carne de herbívoro fosse à essência do melhor que há nas plantas, a carne dos carnívoros, logicamente, seria a quintessência. A carne dos lobos e dos abutres, muito mais desejável, seria o creme dos cremes. Como sabemos não é assim. Pelo contrário, quanto mais nos aproximarmos do Reino Vegetal tanto mais energia obteremos do nosso alimento. Se a carne dos animais carnívoros fosse aquele creme, seria muito procurada pelos outros animais de presa, mas exemplos tais como “cão comer cão” é raríssimo na Natureza.

Na Filosofia Rosacruz, afirma que “nenhuma partícula de alimento pode ser incorporada ao Corpo Denso até que sua vida celular independente seja completamente conquistada e subjugada pelo Espírito interior” (o Ego).

Na Biologia a assimilação é o processo metabólico em que o organismo vivo absorve os nutrientes dos alimentos digeridos e os transforma em substâncias próprias para nutrir o corpo, gerando tecidos ou energia.

Para o Clarividente treinado:

O Éter é tão tangível quanto os sólidos, líquidos e gases da Região Química do Mundo Físico o são para os seres comuns. Ele vê as forças vitais que dão vida às formas minerais de plantas, animais e humanas, fluindo para essas formas por meio dos Éteres que envolvem as formas. Normalmente, quando ingerimos alimentos, durante o processo de assimilação, as partículas alimentares se encaixam nos pontos do Corpo Vital e sua frequência de vibração é harmonizada com o restante do corpo.

O Éter Químico é o canal de assimilação que preserva o indivíduo. É a via de expressão das forças que promovem as atividades de assimilação e crescimento das plantas, dos animais e do ser humano. O Éter Químico manifesta-se tanto positivamente quanto negativamente.

A assimilação é o processo pelo qual os diferentes elementos nutritivos dos alimentos são incorporados ao corpo de plantas, animais e seres humanos. Elas atuam ao longo do polo positivo do Éter Químico e atraem os elementos necessários, incorporando-os às formas correspondentes. Cumprindo assim seu propósito, que é o crescimento e a manutenção do corpo.

A excreção é realizada por forças do mesmo tipo, mas atuando ao longo do polo negativo do Éter Químico. Por meio desse polo, elas expulsam do corpo as substâncias presentes nos alimentos que são impróprias para o uso, ou aquelas que já não são mais úteis no organismo e devem ser eliminadas do sistema. O Ego deve ser o governante absoluto do corpo, governando as células como um governante que detém poder total, ou todas as células seguiriam, cada um seu próprio caminho, como acontece, após a morte do Corpo Físico, quando o Ego para de agir neste Corpo e se vai.

Todos os outros alimentos vegetais têm sido vistos como meros acessórios para um ou mais tipos de carne no cardápio. O alimento obtido de vegetais tem um poder nutritivo maior, e a razão para isso é fácil de entender quando analisamos a questão sob uma perspectiva mais esotérica. O nível de consciência da célula determina seu poder como unidade. Quanto menor a sua consciência, mais fácil é para o Ego agir como o controlador das funções corporais. As células absorvidas pelo corpo também possuem consciência individual e coletiva. Portanto, o nível de sua realização espiritual é um fator a ser considerado quando se trata de assimilar alimentos pelo organismo.

Os diferentes Reinos possuem veículos diferentes e, consequentemente, consciências diferentes.

O mineral possui apenas seu Corpo Denso e uma consciência semelhante ao transe mais profundo. Seria, portanto, mais fácil submeter os alimentos extraídos diretamente do Reino mineral. Os alimentos minerais permaneceriam conosco por mais tempo, eliminando a necessidade de comer com tanta frequência; mas, infelizmente, descobrimos que o organismo humano vibra tão rapidamente que é incapaz de assimilar o mineral inerte diretamente.

O sal (mineral) e substâncias semelhantes são eliminados do organismo imediatamente, sem terem sido assimilados.

O ar é rico em gás nitrogênio (mineral), necessário para reparar os tecidos mortos; nós o respiramos, mas não conseguimos assimilá-lo, nem nenhum outro mineral, até que ele seja primeiro transmutado no laboratório da Natureza e incorporado às plantas.

As plantas possuem um Corpo Denso e um Corpo Vital, o que lhes permite realizar esse trabalho. Sua consciência é como um sono profundo e sem sonhos. Assim, é fácil para o Ego dominar as células vegetais e mantê-las subjugadas por um longo tempo, daí o grande poder dos vegetais fornecerem o alimento necessário para a conservação da vida.

Um exemplo vai ajudar a entendermos como funciona a “Lei da Assimilação”, que são os Sais celulares:

Existem doze sais no Corpo Denso, conhecidos como sais celulares; eles são vitais e representam os doze Signos do Zodíaco. Esses sais são necessários para a formação do corpo. Não são sais minerais, como geralmente se supõe, mas foram transmutados e incorporados aos vegetais. Como os minerais não possuem Corpo Vital, e a assimilação só ocorre por meio do Corpo Vital, portanto, precisamos obter esses sais minerais do Reino vegetal.

Os alimentos compostos por Corpos Densos de animais consistem em partículas que foram processadas e interpenetradas por um Corpo de Desejos individual, sendo, portanto, individualizadas em grau muito maior do que as partículas vegetais. Existe uma alma celular individual, permeada pelas paixões e desejos dos animais.

É necessário um esforço considerável para superá-la inicialmente, de modo que possa ser assimilada, mas ela nunca se incorpora tão plenamente à estrutura do corpo quanto os constituintes vegetais. Em alimentos de origem animal, as células já se tornaram mais individualizadas e, como o animal possui um Corpo de Desejos que lhe confere uma natureza passional, é fácil entender por que, ao comermos carne.

É mais difícil subjugar as células da carne animal, que possuem uma consciência animal semelhante ao estado de sonho e, também, que as células da carne animal não permanecerão subjugadas por muito tempo. Portanto, uma dieta carnívora exige quantidades maiores de alimentos e refeições mais frequentes do que, uma dieta à base de vegetais ou frutas.

As células da carne animal não permanecerão subjugadas por muito tempo. Portanto, uma dieta carnívora exige quantidades maiores e refeições mais frequentes do que uma dieta à base de vegetais ou frutas. O excesso de carne é metabolizado, mas deixa ácido úrico tóxico, então quanto menos carne comermos é melhor para o nosso bem-estar.

Os alimentos saudáveis são frutas, cereais e vegetais, pois decompõem-se lentamente; cada partícula desses alimentos contém uma enorme quantidade de Éter que a mantém viva e saborosa por muito tempo, enquanto o Éter que permeava a carne e compunha o Corpo Vital de um animal, era levado com o seu espírito no momento da morte.

Muitos alimentos vegetais são, na verdade, antissépticos em alto grau, como as frutas cítricas: laranjas, limões, toranjas, etc., sem falar do rei de todos os antissépticos, o abacaxi.

Em vez de envenenar o trato digestivo com elementos putrefativos, como as carnes, as frutas limpam e purificam o organismo, e o abacaxi é um dos melhores auxiliares da digestão conhecidos pelo ser humano. E nenhum tipo de crueldade, contra seres conscientes é utilizada para obter o alimento vegetal.

A dieta vegetariana também é vantajosa e o alimento dado por Deus, o vegetal, é mais saborosa e saudável. Muitas pessoas que têm consumido mais frutas e verduras estão percebendo que estão ganhando em saúde e, em muitos casos, que essa melhora física foi acompanhada por um aprimoramento moral e mental. A era vindoura será uma era vegetariana, e todos os que forem progressistas naturalmente se alinharão e se tornarão vegetarianos.

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo hoje: O Reino Vegetal, ou Onda de Vida dos vegetais:

O Reino vegetal representa uma Onda de Vida de Espíritos Virginais que iniciaram sua evolução no Período Lunar. Os vegetais ou as plantas possuem dois veículos, o Corpo Denso e o Corpo Vital. No Corpo Vital dos vegetais, apenas os Éteres químico e de Vida estão ativos e carecem do Corpo de Desejos, faltando-lhes o elo para funcionar conscientemente no Mundo Físico, a Mente. O nível atual de consciência do Reino vegetal assemelha-se a consciência do sono sem sonhos.

É do Reino vegetal que, atualmente temos a melhor forma de obtermos todos os componentes alimentares necessários para o nosso Corpo Denso. Se não existissem minerais sobre os quais, o Reino vegetal se agarrasse e se prendesse, desintegrando-os e transformando-os, a vida das plantas seria impossível.

Os Anjos têm como uma de suas funções serem o Espírito-Grupo que regem os vegetais. Os seres que compõem a Onda de Vida vegetal atingirão o seu estágio de Humanidade no Período de Vênus. Os vegetais fornecem os componentes alimentares essenciais para o Corpo Denso humano, e sustentam a base da vida para o Reino animal.

Pergunta: Como será o nível de consciência da Onda de Vida vegetal nos próximos Períodos?

Resposta: A Onda de Vida vegetal estará passando pelo seu “estágio animal” no Período de Júpiter, pelo seu “estágio humano” no Período de Vênus e no seu “estágio Angélico” no Período de Vulcano.

São fundamentais e imprescindíveis para podermos viver aqui e, também, para outras diversas formas, pois, o Reino vegetal presta serviço ao ser o alimento para os Reinos animal e humano e, também, em produzir alguns gases que esses dois Reinos precisam para viver nesse Planeta. Além disso, o Reino vegetal proporciona a beleza que tanto nos estimula na vida, através da delicadeza e beleza das flores, dos frutos e das plantas.

O raio amarelo do Filho, misturado com o azul do Pai, dá vida e energia ao Reino vegetal, que consequentemente reflete a cor verde, pois não é capaz de reter em si mesmo esse raio.

Notamos que os vegetais têm um Corpo Vital separado, além de serem compenetrados pelo Éter planetário que forma a Região Etérica do Mundo Físico. Existe, não obstante, uma diferença entre o Corpo Vital do vegetal e os Corpos Vitais do animal e do ser humano. No Corpo Vital do vegetal estão em plena atividade somente o Éter Químico e o Éter de Vida. Portanto, o vegetal pode crescer pela ação do Éter Químico e propagar a sua espécie mediante a atividade do Éter de Vida do Corpo Vital. No Vegetal O Éter de Luz também está presente, embora parte latente, e falta o Éter Refletor, por completo. Portanto, é óbvio que as faculdades sensoriais e a memória, que são qualidades desses Éteres, não podem ser expressas pelo Reino vegetal.

O Corpo Vital do vegetal estende-se além da periferia do seu Corpo Denso, do mesmo modo que a Região Etérica, que é o Corpo Vital de um Planeta, estende-se além da parte densa deste, o que demonstra, mais uma vez, a veracidade do axioma hermético: “Como em cima, assim é embaixo”.

A nutrição obtida dos vegetais tem maior poder alimentício, e a razão não é difícil de ver quando observamos o assunto do ponto de vista oculto. A Lei da Assimilação nos ensina que nenhuma partícula do alimento pode vir a formar parte do nosso Corpo Denso, a menos que suas forças tenham sido absorvidas por nós, o Ego – um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui.

Devido os vegetais (ou as plantas) terem um Corpo Denso e um Corpo Vital, e sua consciência ser a de sono profundo, sem sonhos, torna-se mais fácil para nós absorver as células vegetais e conservá-las por longo tempo; daí o grande poder alimentício dos vegetais. As frutas, os cereais e demais vegetais, são de decomposição lenta, e cada partícula contém uma enorme quantidade de Éter que a mantém viva e fresca durante longo tempo.

Os vegetais carecem de Corpo de Desejos separado. Estão compenetrados unicamente pelo Corpo de Desejos planetário, o Mundo do Desejo. Não possuindo veículo separado, são incapazes de sentir, de desejar, e de se emocionar, faculdades que pertencem ao Mundo do Desejo.

Os vegetais dividem-se em espécies. Não estão individualizados no mesmo sentido em que se encontra o ser humano. Podemos descrever os vegetais se prestarmos atenção às características de um exemplar de cada espécie. Os vegetais são dirigidos de fora por um Espírito-Grupo que tem jurisdição sobre certo número de vegetais em nosso Mundo Físico. Estão, pois, separados somente na aparência.

É um fato bem sabido que os vegetais têm uma atração vital pelo Sol, pois estão no segundo Período de sua Evolução (começaram a sua evolução no Período Lunar).

Contudo, devido a sua constituição atual, eles não podem suportar as intensas vibrações dos Arcanjos, que são secas e ardentes, semelhantes aos Corpos de Desejos nos quais vivem. Em acréscimo à luz do Sol, as plantas necessitam da água regida pela Lua, e são os raios brandos desse luminar que proporcionam o agente fertilizante e fazem crescer tudo o que vive.

As sementes plantadas quando a Lua está aumentando de luminosidade, isto é, desde a Lua Nova até a Lua Cheia, se desenvolvem mais para o alto do que as que são plantadas quando a Lua está diminuindo a sua luminosidade, desde a Lua Cheia até a Lua Nova. Ao contrário, o grão semeado quando a Lua diminui de luminosidade se desenvolverá mais no subsolo que ao ar livre.

Há também certos Signos que são mais favoráveis que outros ao desenvolvimento das plantas, devido a terem certas afinidades com as vibrações lunares.

Os Signos de Água de Escorpião e de Peixes são frutíferos e, por isso, as sementes plantadas enquanto a Lua, a rainha da água, atravessa um desses Signos, darão melhores resultados que quando a Lua está nos Signos de Fogo; Áries e de Leão e Sagitário, Signos Solares, e podem queimar a centelha vital de determinadas sementes.

Se não existisse o solo mineral, o Reino vegetal seria uma impossibilidade, assim como o Reino animal não poderia existir se as plantas não lhe dessem os recursos necessários. Então, vemos que na natureza o superior se alimenta e é dependente do inferior para o seu desenvolvimento e a consequente evolução.

***Para saber mais, assista ao vídeo da 278ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – Termo Rosacruz: Lei de Assimilação em nosso canal do YouTube aqui:

278ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-06set26-C.17-Ciência da Nutrição-Lei de Assimilação   

13/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Vivei e Deixai Viver-Parte 1

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Vivei e Deixai Viver-P.1.

A primeira lei da ciência oculta é “não matarás”

Não podendo criar sequer uma partícula de barro, não temos o direito de destruir nem a forma mais insignificante. Todas as formas são expressões da Vida Una, da Vida de Deus. Não temos o direito de destruir a Forma, pela qual a Vida está adquirindo experiência, e obrigá-la a construir um novo veículo.

Os animais são nossos “irmãos menores” e, como nós, eles constroem formas no intuito de adquirir as suas experiências no Mundo material. Privando-os de seu Corpo Denso, nós atrasamos o seu progresso e nos tornamos responsáveis por esse atraso!

Por que a alimentação física é importante para nossa evolução Espiritual?

No atual momento do nosso processo evolutivo, a Terra vem passando por uma ação regeneradora, que vem purificando os veículos do Planeta. Consequentemente, temos a oportunidade de prover nossos veículos de material cada vez mais refinado. Futuramente viveremos em outras condições ambientais.

O Planeta Terra está se tornando etérico e à medida que renascemos, temos o privilégio de desenvolver nossos Corpos e Veículo Mente, tornando-os mais sutis e sensíveis aos Mundos invisíveis (à visão física). Isso implica na necessidade de transformações e novas adaptações.

Nossa dieta alimentar física se insere nesse contexto. Ela deve ser mais adequada ao que realmente precisamos (e não que desejamos), mais saudável, composta, preferencialmente, de alimentos superabundantes de Éter.

Consequências de comermos carne animal

Olhando para o assunto “comer carne animal (seja de mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar ou afins)”, do ponto de vista ético, também somos contra matar para comer e/ou “pagar” alguém para cometer esse assassinato.

Nós temos uma dívida pesada para pagar às criaturas inferiores, cujos mentores deveríamos ser. A Lei de Causa e Efeito que trabalha sempre para corrigir os abusos, relegará, em tempo, o hábito de comer animais assassinados para a lixeira das práticas obsoletas.

Abate do Corpo Denso dos Animais e Nossa Compaixão

 No momento do abate quando o animal se desespera ao perceber seu fim, seu organismo segrega várias substâncias que impregnam a carne, conferindo-lhe nocividade. Não temos o direito de contribuir, direta ou indiretamente, para a matança de indefesos animais.

A compaixão, acima de tudo, deve nortear nossos passos na decisão de mudar nosso regime alimentar. Do Estudante Rosacruz não se pode esperar atitudes dúbias ou de fraqueza moral. A firmeza de convicções é fator importante para os seus crescimentos anímicos.

***Para saber mais, assista ao vídeo da 279ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – Ciência da Nutrição – Termo Rosacruz: Vivei e Deixai Viver-P.1 em nosso canal do YouTube aqui:

279ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-13set26-C.17-Ciência da Nutrição-Vivei e Deixai Viver-P.1   

  

20/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Vivei e Deixai Viver-Parte 2

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Vivei e Deixai Viver-P.2.

Os diferentes quatro Reinos de Vida têm diferentes graus de Consciência e, consequentemente, suas células têm diferentes graus de sensibilidade e individualidade.

O mineral tem apenas o Corpo Denso. Uma consciência semelhante à do transe mais profundo. Por isso, seria mais fácil digerirmos alimentos provindos diretamente do Reino mineral. Mas, por outro lado, não conseguimos assimilar diretamente dele o que precisamos para nos alimentar.

As plantas, o Reino vegetal, tem Corpo Denso e Corpo Vital. A consciência delas é a de um sono sem sonhos. Elas prestam o serviço a nós, pois por meio delas assimilamos tudo que precisamos para uma boa alimentação; dominamos as células vegetais facilmente, dado seu nível de consciência.

Os animais têm Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos. A consciência deles é a de sono com sonhos. As células do Corpo Denso deles já se tornaram mais individualizadas e eles têm uma natureza passional, quando um ser humano come a carne animal é mais difícil dominar essas células. Tais células não se deixarão se subjugar por muito tempo. Assim, uma dieta baseada na carne animal requer maiores quantidades e refeições mais frequentes que a dieta baseada em vegetais e um enorme trabalho para assimilar o alimento que elas contêm!

Vejamos um pouquinho mais sobre a Onda de Vida dos animais (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins):

Os animais são nossos “irmãos menores”, portanto, como os Irmãos Maiores são nossos guardiães, nós somos guardiães dos animais! Todos os animais, sem exceção, possuem: Corpo Denso, Corpo Vital e um Corpo de Desejos. Portanto, como possuem Corpo de Desejos, sentem todo e qualquer sentimento, emoção, desejos (ainda que em intensidades diferentes das que sentimos atualmente).

Existem alguns questionamentos sobre ser inadequado alimentarmos de frutas e vegetais, alegando que estamos tirando a vida delas. Tais ideias são totalmente equivocadas! Quando as frutas estão maduras e os vegetais estão crescidos, já realizaram o seu propósito na Natureza. Deus em Sua infinita Sabedoria, criou   esta Onda de Vida (vegetal) também com o propósito de servir como base de nossa alimentação e alimentação dos animais

À medida que nós e os animais nos alimentamos com as frutas e os vegetais, também contribuímos com a sua proliferação espalhando as sementes. Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente, isso será vosso alimento” (Gn 1:29). Esse foi o primeiro tipo de alimentação que nos foi dado para a nossa evolução.

Viver plenamente é apenas estar vivo?

Respeitando a primeira lei da Ciência Oculta “Não matarás”, viveremos em condições mais saudáveis e felizes, pois os problemas de saúde são, na maioria das vezes, criados por vícios ou dieta alimentar errada. Devemos ser vegetarianos por AMOR CRÍSTICO, por respeito à vida de outros seres. Precisamos nos aprofundar nessas questões e ter coragem e determinação para mudar. Nosso Corpo Denso – a nossa Forma aqui – é o “Templo de Deus” e é um meio de nos expressar, aprender, adquirir experiências e expandir nossa consciência, vivendo aqui e agora! Quanto mais sensível a Forma, maiores serão as possibilidades de a vida expressar sua natureza divina. Por isso que a nossa Forma tem que ser sensibilizada ao máximo!

No Comportamento de um Estudante Rosacruz que sempre respeita o Livre-arbítrio:

Enquanto Estudantes Rosacruzes nunca podemos julgar quem come carne animal e nem criticar, muitos irmãos e muitas irmãs ainda necessitam de se alimentar desse jeito! Como aprendemos nos nossos Estudos Bíblicos Rosacruzes: “não é o que entra pela boca o que mancha, mas o que sai dela”. A atitude de desdém contra aqueles que continuam consumindo carne animal na sua alimentação é muito mais nociva para o nosso crescimento espiritual do que o fato de ainda utilizá-los.

Para “viver aqui e deixar viver” em toda a plenitude, temos que estar sempre com total domínio dos nossos Corpos.

Infelizmente ainda convivemos com alguns comportamentos violentos que tolhem a vida de muitas pessoas, impedindo-as de viver plenamente aqui, tais como:

O hipnotismo – é uma técnica utilizada por uma pessoa (hipnotizador) que controla outra pessoa. Esse controle só acontece com a permissão dessa (hipnotizada). O hipnotizador consegue o controle de sua vítima através do seu Corpo Vital, e uma vez conseguida essa permissão, o controle será mantido até a morte de um deles. (hipnotizador/hipnotizado) – Perdemos o domínio dos nossos Corpos.

Quando nós deixamos ser obsidiados por outro ser humano desencarnado (“Apegado à Terra” como Espírito de Controle) ou por um Elemental, nos processos de mediunidade (Clarividência negativa ou involuntária).

Assassinato: quando acabamos com a vida do Corpo Denso de um irmão ou de uma irmã (“querendo” ou “sem querer”, como diz a “justiça dos homens”.

“Prisão Psicológica”: quando aprisionamos um irmão ou uma irmã por meio da subjugação pelo domínio financeiro, do medo, de mantê-lo (lá) dependente “escravizando”.

Elma Wheeler Wilco, com a verdadeira compaixão de todas as almas avançadas, defende esta máxima oculta nas seguintes e formosíssimas palavras:

Eu sou a voz daqueles que não falam;

e através de mim o mudo vai falar

até que o surdo ouvido do mundo

seja aberto para escutar as injustiças

as injustiças contra o fraco, que não sabe se expressar.

A mesma força formou o pardal,

o rei, a criatura moldada:

Tanto para seres de pele como de pena,

pelo Deus do Todo

uma centelha de alma, a cada um lhe foi dada.

Eu sou o guardião de meu irmão,

E até que o mundo corrija as coisas

A luta deles lutarei,

E para animais e aves

A palavra falarei.

***Para saber mais, assista ao vídeo da 280ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – Ciência da Nutrição – Termo Rosacruz: Vivei e Deixai Viver-P.2 em nosso canal do YouTube aqui:

280ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-13set26-C.17-Ciência da Nutrição-Vivei e Deixai Viver-P.2

27/09 – 17h – Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto- A Ciência da Nutrição: Oração do Senhor – Parte 1

Vamos ao Termo Rosacruz sob estudo de hoje: Oração do Senhor

Por que devemos orar, pedir, buscar, falar com Deus, se Ele é Onisciente?

Vamos colocar aqui algumas assertivas Rosacruzes: o princípio fundamental para construir e desenvolver o Corpo Vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória.

As Hierarquias Criadoras responsáveis por nos ajudar nesse Esquema de Evolução, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos exercícios, instituíram a oração, como um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital. Por isso eles nos recomendaram que “orássemos sem cessar”.

Mas, entre nós, inclusive Estudantes Rosacruzes, há os que têm perguntado ironicamente e com frequência porque será necessário estar sempre a orar, com argumentos como esses:

– “Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele. Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações”.

Pensando de modo análogo, até muitos cristãos têm acreditado que será mal, estar importunando a Deus continuamente com orações. Tais ideias estão baseadas numa má compreensão. Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades.

No entanto, se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos Corpos Vitais. Se orarmos como devemos, aí está a grande questão. Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente.

As igrejas celebram reuniões especiais para pedir chuva ou para pedir o triunfo do exército ou armada sobre o inimigo. Essas são orações ao Deus de Raça ou orações Jeovísticas – o Deus que participa das batalhas do seu povo, que aumenta seus rebanhos, enche os seus depósitos, cuida, enfim, de suas necessidades materiais. Tais orações nem sempre purificam, surgem do Corpo de Desejos, e podem resumir-se assim: “Senhor, agora estou guardando todos os teus mandamentos da melhor maneira que posso; espero que, em troca, tu farás a tua parte”.

Agora, Cristo nos deu uma oração que, tal como Ele mesmo, é única e universal: A Oração do Senhor ou o Pai-Nosso. Ela é a maior e mais completa oração científica cristã que temos.

O que é uma oração científica cristã? No mínimo, deve preencher os seguintes requisitos:

– É um meio de produzir pensamentos delicados e puros de modo que agem sobre o nosso Corpo Vital

– É um dos melhores métodos para realizar a espiritualização dos nossos Corpos

– Sempre é muito superior à fria Concentração; devoção pura e impessoal, dirigida a altos ideais

O que é para a Fraternidade Rosacruz a Oração do Senhor ou Oração do Pai-Nosso?

É uma Oração Cristã científica!

É uma fórmula científica (cada frase atua na constituição oculta humana para promover regeneração e harmonia espiritual) e uma chave algébrica e abstrata para a elevação espiritual e purificação da nossa constituição sétupla: Tríplice Espírito, Tríplice Corpo e Mente.

Essa foi a única oração deixada por Cristo. Foram criadas muitas preces e formas de adoração, inclusive no Cristianismo, mas o “Pai Nosso” constitui uma síntese acabada e completa para atender a todas as necessidades do ser humano.

A Oração do Senhor se compõe de sete frases fundamentais, além de uma invocação inicial (Pai nosso que estás nos céus) e um fecho que não foi dado por Cristo, mas que termina de maneira apropriada à prece, (pois vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre, amém).

Notem os números cabalísticos: sete frases básicas (série completa) mais a invocação e encerramento, dá-nos o número NOVE, representativo da Humanidade (ADM ou 1+4+40=9).

No “Pai Nosso” se estabelece uma relação entre o Espírito individual (o ser humano real) com o Criador (a Trindade Universal). A Trindade Universal é representada pelos nomes: Pai, Filho e Espírito Santo. É o UNO que se expressa como TRIUNO (tal como o branco se refrata nas três cores primárias: azul, amarelo e vermelho; ou como a tonalidade se exprime no acorde fundamental (dominante, mediante e tônica)).

O verdadeiro ser humano é feito à imagem e semelhança de Deus. Herdou-Lhe as mesmas características espirituais, das quais uma pequena parte já foi dinamizada (Alma, consciência) e uma parte infinita espera o despertar, para que sejamos perfeitos como o Pai celestial. Na nomenclatura da Fraternidade Rosacruz, os três aspectos da Trindade individual se chamam: Espírito Divino (emanação do Pai); Espírito de Vida (emanação do Filho) e Espírito Humano (emanação do Espírito Santo).

A Oração do Senhor pode ser interpretada de vários pontos de vista diferentes, todos válidos. No nível mais baixo ou exotérico, é pura e simplesmente uma oração de pedido contendo um conjunto de reivindicações a Deus. Uma indicação clara de que essa oração se aplica a outros níveis também é o fato de que, como pedidos, certas partes da oração soam incongruentes ou são enganosas, se você só interpretá-la exotericamente (com X), como muitos fazem.

Se estudarmos com atenção, não será difícil chegarmos à conclusão que só há quatro grandes motivos que nos leva a agir, a fazer, a atuar aqui na Região Química do Mundo Físico, enquanto estamos renascidos; é o amor, fortuna, poder e fama. O desejo de alguma ou várias destas coisas, objetos desses quatro motivos é a razão pela qual fazemos ou deixamos de fazer algo.

Se utilizamos os Ensinamentos Rosacruzes para compreender esses quatro motivos, concluímos que eles nada mais são do que incentivos para agirmos para colocar ações, atos e fazer obras, a fim de obtermos experiências e aprender. O Estudante Rosacruz deve continuar usando cada um dos quatro motivos de ação, firmemente, mas cabe a ele transmutá-los em algo superior e não focar no uso dele para aquisição ou manutenção das coisas materiais.

Assim, por meio de nobres aspirações, deve saber transcender o amor que busca a posse de outro Corpo, e todos os desejos de fortuna, poder e fama fundamentados em razões pessoais egoísticas.

Portanto, o amor pelo qual um Estudante Rosacruz deve aspirar é unicamente o da alma; que abarca todos os seres, elevados e inferiores, e que aumenta em proporção direta às necessidades daquele que recebe.

Já a fortuna pela qual os Estudantes Rosacruzes devem lutar é somente pela abundância de oportunidades para servir os seus semelhantes.

No que tange ao poder, aquele que um Estudante Rosacruz deve desejar é o que atua melhorando a Humanidade.

E, por fim, a fama pela qual um Estudante Rosacruz deve aspirar é a que possa aumentar nossa capacidade de transmitir a boa nova, a fim de os sofredores poderem encontrar o descanso para a dor do seu coração.

E se estudarmos a significância esotérica da Oração do Senhor (o Pai-Nosso) aprenderemos como essa Oração científica, nos fornecida diretamente por Cristo, é uma fórmula abstrata completa que nos ajuda a melhorarmos e a purificarmos todos os nossos sete veículos e, portanto, utilizar os quatro motivos para ação com o foco no nosso crescimento espiritual enquanto aqui renascidos.

O triângulo com a ponta para cima é símbolo da Trindade, representa a Trindade Universal, o de baixo (do meio) figura a Trindade Individual. O triângulo com a ponta para baixo representa a Trindade manifestada como Personalidade, com seus três Corpos. Entre a Personalidade (em baixo) e o Espírito individualizado, a Individualidade (triângulo do meio), o foco da Mente está representado por uma linha horizontal, um elo entre a Personalidade e a Individualidade (o Espírito).

As linhas pontilhadas, verticais, mostram a relação de cada Corpo com o aspecto espiritual que o emanou e, através deste, com o Aspecto correspondente da Trindade Universal.

O Corpo Denso (o mais inferior) se liga ao mais elevado aspecto espiritual da Trindade Individual (Espírito Divino) e da Trindade Universal (Pai). O Corpo Vital se liga ao segundo aspecto da Trindade Individual (Espírito de Vida) e da Trindade Universal (Filho). O Corpo de Desejos se liga ao terceiro aspecto da Trindade Individual (Espírito Humano) e da Trindade Universal (Espírito Santo).

Esse esquema mostra a relação cósmica entre o Espírito individualizado e o seu Criador.

Só a título de observação, a parte introdutória bem conhecida “Pai nosso que estais no Céus”, é somente um indicativo de direção. Também, a parte final que às vezes é proferida, qual seja “Porque Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre, Amém”, não foi fornecida por Cristo. No entanto, pode ser bem considerada como apropriada como a nossa adoração final, como um Tríplice Espírito, por reafirmar a diretriz correta para a Divindade.

Analisando exotericamente essa prece parece incoerente!

Pedir a Deus pelo nosso pão diário é incerto, pois isso não faz “o maná cair do céu”. Há um processo social complicado de produção e distribuição de alimentos. Aqueles que estão diretamente envolvidos na produção de alimentos fazem um excedente para a comunidade distribuir para aqueles que ajudam de outras maneiras.

Em outras palavras, o pão diário tem que ser ganho pelo serviço à comunidade. Essa incoerência é esclarecida quando a prece é interpretada de níveis progressivamente mais altos ou esotéricos.

De um ponto de vista um pouco mais elevado, que é direcionado para dentro de nós, essa prece se torna um manual de instruções para o cuidado e manutenção de um veículo nosso (nós Ego, o que realmente somos) que possuímos. É como se recebêssemos um “manual de instruções” do nosso Corpo Denso onde diz: “Dê-lhe comida, diariamente”.

Afinal, a matéria física, por exemplo, o cálcio, nunca fica doente; é a força vital e organizadora que, quando funciona mal, produz, nesse caso, as doenças ósseas. Isso se deve ao “pecado” ou transgressão das Leis de Deus. Esotericamente, aqui está o limite que podíamos aspirar sobre “pedir coisas temporais”, como “o pão nosso de cada dia”.

Aqui outra análise esotérica que faz mais sentido para essa prece para o Corpo Vital:

Se entendermos o conceito da palavra “perdão”, rapidamente chegamos à conclusão de que “Perdão” é o bálsamo para o Corpo Vital que permeia o Corpo Denso e produz vitalidade ou a falta dela.

***Para saber mais, assista ao vídeo da 281ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVII – Método para Adquirir o Conhecimento Direto – Ciência da Nutrição – Termo Rosacruz: Oração do Senhor em sua 1ª Parte em nosso canal do YouTube aqui:

281ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-27set26-C.17-Ciência da Nutrição – A Oração do Senhor -P.1

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de SETEMBRO:

Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro

Se você quiser saber por que para a Fraternidade Rosacruz o Equinócio de Setembro (bem como o de Março e os dois Solstícios) são importantíssimos, segue um texto elucidativo:

A Fraternidade Rosacruz realiza o Ritual do Equinócio de Setembro porque ele marca o momento esotérico em que o Cristo inicia novamente Seu sacrifício anual, penetrando na aura da Terra para renovar as forças espirituais do Planeta.

E isso é sim uma renovação espiritual, pois nesse momento a glória de Cristo toca a aura externa da Terra, gerando uma aceleração cósmica e um influxo de energias que auxiliam na nossa evolução diretamente.

Reparem que nesse período (nesse ano é no dia 22, 21h04) o Sol entra no Signo de Libra (a balança), simbolizando o trabalho de Cristo para restabelecer o equilíbrio das forças espirituais e materiais aqui na Terra.

Assim, ao oficiar o Ritual do Serviço Devocional do Equinócio de Setembro, o irmão ou a irmã se alinhará, consciente e meditativamente, com essas grandes ondas de correntes cósmicas, sintonizando-se com o trabalho Crístico.

Lembrando que, esotericamente, esteja onde você estiver no Planeta Terra, ainda que as Estações físicas sejam opostas, os influxos espirituais, decorrentes da distância focal da Terra ao Sol, são idênticos.

Se o irmão e a irmã prestarem bastante atenção verificará que a partir do mês de setembro de todo ano, quando a espiritualidade áurica do Sol começa a se aproximar sentimos, seja no lugar que estivermos na Terra, um certo afrouxamento do ponto de vista físico e, em contrapartida, uma maior propensão para o recolhimento interno e atração pelos estudos esotéricos, especialmente pelos Ensinamentos Rosacruzes.

Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que quando um Estudante Rosacruz ativo chega a um ponto de sua evolução em que se torna necessário saber aquilo que ele vai encontrar no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, sua voz interior deve ser reconhecida por ele mesmo e aceita como a sua orientadora.

Aqui se sente como o “filho pródigo” que retorna à casa do Pai. Após um longo período de provas, tendo demonstrado que nada pode desviá-lo da sua determinação de atingir a meta, ele enfrenta a última prova. É uma profunda e íntima experiência anímica, na qual ele se verá obrigado a fazer uma escolha entre um “querido ideal” ou um “simples e penoso dever”. Se escolhe o “simples e penoso dever”, se pede auxílio a esse infalível orientador interior: o Cristo Interno.

Ele, então, penetrará em uma nova etapa da sua jornada, mais brilhante, porque sua dedicação demonstrou ser uma consagração espiritual e não uma mera dedicação da sua Mente ou do seu Coração humano. A partir daí novas lições começam a se apresentar como a que toda a vez em que concentra a sua atenção no interior de si mesmo encontra um Ser Sábio e Poderoso, sempre pronto a ensinar, auxiliar e fortalecer, sempre que se lhe pede. Essa voz interna com tanta autoridade diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”, é a voz do Cristo Interno, sempre falando no íntimo do Coração quando a Mente está bem tranquila.

É algo muito profundo e de grande significado, digno de Meditação e zelosos estudos por parte de todo (a) Estudante Rosacruz, que segue e, também, está firme no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.

A frase a ser estudada, surge dentro da Trindade, a Unidade é o “Eu Sou”, desdobrando-se na Trindade: “o Caminho, Verdade e a Vida”. O “Eu Sou”, como sabemos, claro, é o Cristo, Deus Filho, Regente do Planeta Terra, o maior Iniciado do Período Solar, nosso Salvador, Instrutor e o único Ideal a ser seguido.

O que é “o Caminho”? É por onde seguimos o Espírito Perfeito, onde se aspira somente Cristo, o Eu Sou, que nos levará ao Pai, o Absoluto, a Luz (Deus é Luz!), e também ao Amor (Deus é Amor!).

O que é “a Verdade” (do “Eu Sou”)?

Cristo tenta dizer às pessoas que ninguém conhece a Verdade Absoluta. Ele tinha em si a Verdade, pois achou-se no Absoluto (Deus Pai). Temos então que encontrar o Absoluto que sempre existiu em Cristo, desde o princípio das coisas. O Absoluto apresenta-se pela existência da Eternidade, esta é a Verdade de que fala Cristo; da existência desde a eternidade para a eternidade do futuro. Assim, pois, a Verdade é a Eternidade, é sempre eterna!

E o “Eu Sou a Vida”… Coincide com o versículo: “E a Vida era a Luz dos homens”. Cristo é Vida, o segundo aspecto do “Eu Sou”, no Espírito infinito do Poder, Sabedoria e Criação. A Criação coincide com a vitalidade manifesta, objetiva em todas as criações; por isso: “O Caminho, a Verdade e a Vida” se manifestam objetivamente. É, pois, a frase, de um significado profundo e digno de Meditação, sempre.

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 Não seria muito melhor se nos cuidássemos sempre, e evitássemos ficar doentes?

Muitas pessoas infelizmente não cuidam do seu Corpo Denso e das suas emoções, nem dos seus desejos e sentimentos. Simplesmente “se deixa levar”, mormente, pelas “circunstâncias externas”. A maioria “vai levando, vai empurrando”. Esperam ter dores, febre, infecções, e outros sofrimentos; aí rapidamente procuram um pronto socorro!

No caso de homens é mais grave ainda, precisam estar muito ruins mesmo! As mulheres (não todas) até costumam ser mais cuidadosas com a saúde, porém há as que em nome do trabalho, do cuidar dos filhos, cuidar de algum familiar, da casa, etc. não se cuidam.

Em ambos os casos, o triste é que muitas vezes já é tarde; o diagnóstico pode ser de algo grave, talvez de um tratamento difícil, e o pior, muito doloroso. Cuidar do nosso Corpo Denso (corpo físico) é importantíssimo; ele é o melhor e mais bem organizado Corpo que temos, é uma máquina maravilhosa! É o “Templo de Deus”!

É necessário que o conheçamos bem, tanto na sua anatomia, como na sua fisiologia; ele é uma estrutura linda, bem formada e bem complexa. Esse Corpo Denso nos permite realizar importantes atividades, tais como: ver, enxergar, ouvir, escutar, falar, andar, correr, comer, beber, sentir cheiros, ter emoções e sentimentos.Tudo isso é graças às várias células, tecidos, órgãos e sistemas que integram nosso lindo organismo, o nosso querido corpo humano.

É um Corpo que vem sendo aprimorado desde o longínquo Período de Saturno, quando o recebemos ainda em germe, da grande Hierarquia Criadora Senhores da Chama. É nosso veículo mais antigo, o mais desenvolvido e mais perto da perfeição, já produzido pela Onda de Vida humana. É fundamental mantê-lo em bom estado, com boa saúde, saudável, com todos os exames em dia, praticando exercícios físicos e sempre tendo bons pensamentos.

Procuremos dar uma atenção especial tanto no quesito alimentação quanto higiene. Não vamos lembrar dele somente quando ficarmos doentes (pode ser tarde demais!). Obviamente, junto com esse cuidado físico, insiramos a nossa espiritualidade Cristã no nosso dia a dia. Assim, o cuidado estará completo enquanto vivermos aqui! Esse é um dever de todo Estudante Rosacruz, Aspirante à vida superior.

Significâncias Esotéricas da Oração Pai-Nosso

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que recebemos das Hierarquia Criadoras que trabalham diretamente conosco, as ajudas espirituais para nos auxiliar a progredir nesse Esquema de Evolução.

Muitas delas nos são oferecidas como fórmulas abstratas ao melhoramento e purificação de todos os nossos veículos.

Para nos ajudar na espiritualização dos nossos veículos (a transformação de cada Corpo em Alma) essas ajudas espirituais são apresentadas por meio do cultivo de Exercícios Esotéricos, como o de Observação, Discernimento, Concentração, Retrospecção, Meditação que, por sua vez, desenvolvem em nós as faculdades da observação, do discernimento e da memória; da devoção a ideais elevados; da oração e concentração; da persistência e do reto emprego das nossas forças vitais.

Dentre essas ajudas a oração é um meio de produzirmos pensamentos puros e nobres que agem sobre o Corpo Vital. Por isso nos recomendam a “orar sem cessar”.

Agora, para alcançarmos tal resultado temos que orar como se deve e aí está a grande questão.

Afinal, o Estudante Rosacruz já sabe que Deus é, verdadeiramente, onisciente e não necessita que ninguém Lhe recorde das nossas necessidades – que é quando fazemos quando oramos de modo errado –, mas se nós orarmos corretamente, nós mesmos é que nos elevamos à Ele e, assim, aperfeiçoamos e purificamos os nossos Corpos Vitais.

E para que não nos enganemos quando oramos (e precisamos sim orar!), Cristo nos deu uma oração que, tal como Ele mesmo, é única e universal.

É a famosa Oração do Senhor, ou a “Oração do Pai-Nosso”.

Ela é uma Oração Cristã científica que promove a regeneração e a harmonia espiritual, e é para a nossa elevação espiritual.

Ela nos mostra como satisfazer todas as necessidades dos sete princípios humanos.

Ela purifica o nosso Tríplice Corpo (Corpo Denso, Corpo Vital e de Desejos) e a Mente, e nos ensina como utilizar cada um dos nossos três veículos espirituais (o Tríplice Espírito, que é como nos manifestamos como Ego) para rezá-la como se deve.

Há nela três grupos de duas orações e uma súplica. Ei-las:

O Espírito Humano ergue-se nas asas da devoção até seu aspecto-guardião da Santíssima Trindade e profere as mágicas palavras: “Santificado seja o Vosso Nome”.

O Espírito de Vida alça-se nas asas do amor e endereça à fonte do seu ser, o Filho: “Venha a nós o Vosso Reino”.

O Espírito Divino eleva-se com superior entendimento até a matriz da fonte de onde emergiu na aurora dos tempos, o Pai, e manifesta sua confiança na Inteligência onipresente com as palavras: “Seja feita a Vossa Vontade”.

Tendo assim alcançado o Trono da Graça, nós, Tríplice Espírito, apresenta seus pedidos para a Personalidade, o Tríplice Corpo.

Então, o Espírito Divino roga ao Pai por sua contraparte, o Corpo Denso: “O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje”.

O Espírito de Vida roga ao Filho por sua contraparte, o Corpo Vital: “Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores”.

Se por essa oração contínua obtemos o perdão ou esquecimento das injúrias que tenhamos praticado e procuramos prestar toda compensação possível, purificamos nossos Corpos Vitais.

Esquecer e perdoar àqueles que agiram mal contra nós elimina todos os maus sentimentos e nos salva dos sofrimentos pós-morte!

Essa oração exerce o mesmo efeito porque ao nos fazer ver que estamos injuriando os outros, nos voltamos para nós mesmos e resolvemos a descobrir as causas. Uma dessas causas, como já sabemos, é a perda do nosso domínio próprio, originada no Corpo de Desejos, para qual dirigimos a próxima oração.

O Espírito Humano suplica pelo Corpo de Desejos com as palavras: “Não nos deixeis cair em tentação”.

E, neste ponto, todos se juntam em uma só súplica a favor da Mente: “Livrai-nos do mal”.

Veja que a súplica pela Mente traduz a aspiração de nos libertarmos das experiências resultantes da aliança da Mente com o Corpo de Desejos e de tudo quanto tal aliança origina.

Reparem que pela prática correta da Oração do Senhor, conseguimos compreender:

– Que o único amor a que devemos aspirar é o da Alma, que abarca a todos os seres, elevados e inferiores, e que aumenta em proporção direta às necessidades de quem o recebe – o Amor Crístico.

– Que a fortuna pela qual devemos lutar é somente pela abundância de oportunidades para servir aos nossos semelhantes, na sua divina essência e sem distinção.

– Que o poder que devemos desejar é o que atua melhorando todos os irmãos e todas as irmãs com quem nos relacionamos, e buscar utilizar tal poder para terminar os relacionamentos com amor Crístico – pelo menos do nosso lado.

– Que a fama a que devemos aspirar é a que possa aumentar a nossa capacidade de transmitir a boa nova, a fim de que quem esteja buscando o Caminho da Santidade, consiga encontrar por meio do Cristianismo Esotérico.

A Oração, sabemos, é muito superior à uma fria Concentração, aliás não pode ser fria porque voa para a Divindade sobre as Asas do Amor.

A Concentração para a Fraternidade Rosacruz é um Exercício Esotérico Espiritual.

Oremos sempre, sem cessar, com calma, visando espiritualizar nossos veículos.

Nossa Capacidade de Fazer Algo Novo, que Não é Resultado de Nenhuma Causa Anterior

Aprendemos na Filosofia Rosacruz que quando, nesse Esquema de Evolução, atingimos o ponto mais denso que nós, Egos humanos da Onda de Vida humana, deveríamos chegar na Região Química do Mundo Físico – para a maioria de nós na segunda metade da Época Atlante – começamos a ter à nossa disposição a utilização da Epigênese.

Mas, compreendemos qual é o conceito dos Ensinamentos Rosacruzes para esse palavra “Epigênese”?

Tenhamos consciência de que a cadeia de causas e efeitos não é uma repetição monótona.

Há sempre um influxo contínuo de causas novas e originais.

Aliás, isso é a espinha dorsal da nossa evolução, ou seja, a única realidade que nos dá sentido e nos converte em algo mais que a simples expansão das nossas qualidades latentes.

Isso é a “Epigênese”, ou seja; o Livre-arbítrio, a liberdade para inaugurar algo inteiramente novo e não uma simples escolha entre dois cursos de ação.

Se bem estudarmos, entenderemos que esse importante fator é o único que pode explicar de modo satisfatório o Esquema, Obra e Caminho de Evolução a que pertencemos.

É a alavanca que, tendo a Mente como suporte, faz com que a Involução (a primeira parte desse Esquema de Evolução) se transforme em Evolução (é a parte durante o qual nós desenvolvemos nossa própria consciência até alcançar o nível de consciência divina).

É a Epigênese que provê o elemento de originalidade e fornece lugar à habilidade criadora que nós, que estamos evoluindo, cultivemos para que possamos chegar ao objetivo que Deus nos deu, ainda que somente no Período de Vulcano (para a maioria).

Se conseguimos melhorar e aperfeiçoar as Formas (seja ela Química, Etérica, de Desejos ou de Pensamento) é porque dispomos da Epigênese.

A faculdade espiritual da Epigênese nos capacita se aplicarmos a Vontade, se abrirmos a passagem e atingirmos esferas de maiores poderes e atividades proveitosas.

Ela, a Epigênese, está em atividade durante toda a nossa vida.

Alguns Egos humanos em virtude de árduo trabalho em renascimentos anteriores, se tornam receptivos a novas ideias, em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos Éteres, por aquelas Hierarquias Criadoras.

A Epigênese determina então o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. A Epigênese, portanto, nos faz um criador independente e original. Como usar a Epigênese depende de cada um de nós.

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Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam estar inseridas nas suas dúvidas também:

1. Pergunta: Se há apenas Caos, como aprendemos, então não há nada?

Resposta:  E quem disse que no Caos não há nada? Não acontece nada? “Nada” não existe no Universo. Sempre há algo acontecendo. Por exemplo, enquanto habitamos os cinco Globos obscuros nos transformamos em uma massa homogênea. Temos a oportunidade de alcançar o conhecimento que não conseguimos adquirir durante o Período que antecede, pois aqui nos liberamos totalmente de qualquer coisa que possa ser definida como “forma” e, com isso, conseguimos extrair o benefício de todas as experiências muito mais eficazmente.

2. Pergunta: Mesmo em caso de estupro sabemos que nada acontece por acaso, que tudo está ligado a situações de destino e a interrupção da gestação ainda assim para as leis cósmicas/espirituais constituí crime. É certo tais afirmações?

Resposta: Como Estudantes Rosacruzes ativos acreditamos que os “Anjos do Destino estão acima de todo erro e dão a cada um o que necessita para o seu desenvolvimento” e que, dentre muitas funções, uma das funções dos Anjos é colocar o Átomo-semente do Corpo Denso do irmão ou da irmã que irá nascer na cabeça do espermatozoide do futuro pai que está no ato sexual com a futura mãe e, também, colocar a matriz do Corpo Vital no útero da futura mãe (e que sem isso não há fecundação), então é para o irmão ou a irmã – fruto até de um estupro ou “gravidez indesejada” – realmente nascer aqui, não é? Ou o irmão ou a irmã tem “alguma culpa” no “método que levou a futura mãe a engravidar”?          

3. Pergunta: Quem foram os Semitas Originais e o que fizeram de bom ou não?

Resposta: Os Semitas foram a 5° Raça da Época Atlante. A Raça Semitas Originais se tornou o “povo escolhido”, porque foram os primeiros a utilizar a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento e para isso usaram, pela primeira vez, a vontade própria. E como tal se constituíram a ‘semente de Raça’ apurada para a próxima Época, a Ária (a “semente de Raça” para as 7 Raças da Época Ária, e que iria herdar a “Terra Prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente), ou seja, foram destinadas a levar essa faculdade germinal de raciocínio ou a lógica a tal ponto de maturação que impregnasse completamente seus descendentes.

No entanto, a Raça Semitas Originais se tornou suficientemente astuta para sentir as limitações da liberdade dela e para escapar, repetidas vezes, das medidas tomadas para manter essa Raça na linha evolutiva. A tarefa se tornou sumamente difícil por ser necessário que tivesse alguma liberdade de escolha a fim de, em devido tempo, poder aprender a se dominar. Nesse sentido, foi decretada uma lei de recompensa imediata para a obediência e de castigo instantâneo para a violação dela. Desse modo, quando construíamos Corpos e veículos que compunham a Raça Semitas Originais fomos ensinados a raciocinar e a compreender, embora de limitada maneira, que “o caminho do transgressor é muito duro” (Pb 13:15). Dado esse comportamento, muito poucos seres humanos da Raça Semitas Originais permaneceram fiéis às Leis Divinas daquele momento. Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas como povo teimoso e obstinado que se guiava quase exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem. Assim, a maioria se rebelou e devido a essa atitude, esses frustraram completamente o propósito do Deus daquele momento – Jeová – ao se casar com membros de outras Raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Isto é o que pretende significar a passagem da Bíblia, ao se referir aos “filhos de Deus” que se casaram com as “filhas dos homens” (Gn 6:1-4). Esses seres da Raça Semitas Originais que fizeram isso foram expulsos por terem frustrados os desígnios de Jeová, e o fruto de tais cruzamentos se tornou inútil como semente da nova Raça. Os nascidos desses cruzamentos, que agora falam de “tribos perdidas”, foram os progenitores dos judeus dos tempos atuais. Sabem que alguns dos componentes do núcleo original os abandonaram e foram para outra parte, mas desconhecem que foram esses precisamente, os que ficaram fiéis. A história das dez tribos perdidas é uma fábula. A maioria delas pereceu, mas os fiéis sobreviveram. Desse remanescente fiel descendem as atuais Raças Árias.

4. Pergunta: Como compreender e ter exemplos dos quatro os graus pelos quais nós, seres humanos, nos elevamos até Deus?

Resposta: O 1º Grau: Aproximação por temor – nesse estágio inicial, nos relacionamos com Deus ou com as forças superiores movidos pelo temor, onde adoramos a Deus a Quem começamos a pressentir. Realizamos rituais sempre com sacrifícios para agradá-Lo, achando que isso evitaria punições ou desgraças. Exemplos clássicos: Religiões animistas e fetichistas, como as de algumas tribos africanas e indígenas; o politeísmo da Antiguidade, como a prática de sacrifícios na Grécia e em Roma para acalmar deuses irados.

2º Grau: Aproximação por interesse material, agora e sempre – no segundo grau, reconhecemos Deus como o Doador de tudo e buscamos benefícios materiais (coisas que podemos ver, sentir, experimentar na Região Química do Mundo Físico). Promovemos sacrifícios, não tão primitivos como os de 1º Grau, mas todos movidos pela avareza, esperando que Deus nos dê “cem por um” (“eu dou 1 e Ele me dá 100”), ou para me livrar do castigo imediato, como: pragas, guerras, desgraças e tudo que tem a ver com perdas materiais.

As práticas religiosas ainda se baseiam na troca: ele “dá” para “receber”.

Exemplos clássicos (todos os exemplos são não Cristãos, ainda que muitos se “disfarçam”, jurando que são!): no Antigo Testamento, sacrifícios eram oferecidos para obter vitórias ou bênçãos; rituais populares hindus voltados para Lakshmi (prosperidade) ou Ganesha (superação de obstáculos).

3º Grau: Aproximação pela fé e vida moral – Aqui, buscamos a adorar a Deus com base na fé, por meio de orações e de uma vida vivida na base da bondade. Esperamos sim recompensas no futuro; num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro do Inferno (ou, atenuadamente, como alguns dizem: do Purgatório). Exemplos clássicos: Cristianismo popular ou Cristianismo Exotérico, com foco na salvação e na vida eterna. Atualmente, dividido em Religião Católica e Religião Protestante Cristã Tradicional (Ex.: Luterana).

4º Grau: Aproximação por amar o bem por ser o bem e se procura ordenar a conduta de acordo com esse princípio – No grau mais elevado, agimos bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Toda a nossa vida aqui (na vida terrestre e, consequentemente, também quando morremos até o Segundo Céu) se baseia no princípio de amarmos em fazer o bem somente por ser o bem, sem ter em conta nosso benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro. Exemplos clássicos: Cristianismo Esotérico, atualmente oferecidos pelas 7 Escolas de Mistérios (ou Iniciações) Menores, como a Ordem Rosacruz (que se alcança pela Escola Fraternidade Rosacruz). Para identificar, sem margem de dúvidas, se uma Escola de Mistérios é realmente verdadeira em preconizar o Cristianismo Esotérico (ou seja, se nos fornece tudo que precisamos para viver nesse 4º Grau – o mais elevado que temos hoje no nosso relacionamento com Deus) é só checar se esses itens são existentes e praticados pela maioria (já que por todos, por estarmos aqui no Mundo Físico, sempre será impossível!).

5. Pergunta: Até que ponto os seres da Onda de Vida animal estão à nossa mercê?

Resposta: Estão a nossa mercê, porque nós, a Onda de Vida humana somos os responsáveis pela evolução de todos os Reinos de Vida nesse Planeta. A partir do momento em que dificultamos o Campo de Evolução para qualquer um deles, criamos “dívidas de destino” que teremos que pagar, saibamos ou não! SE não estamos envolvidos diretamente nessa carnificina animal (pois a nossa Teia de Destino não nos leva DIRETAMENTE a ações), oremos e oremos por cada um deles e para que os irmãos e as irmãs que estão envolvidos DIRETAMENTE nesses ambientes sejam iluminados e busquem a dedicação à parte espiritual para que, assim, esclarecidos saibam o que fazer e, principalmente, o QUE PARAR DE FAZER. Como o livre arbítrio deve ser sempre respeitado (se quiserem continuar a fazer o errado, eles têm o direito!), terminemos as nossas orações com a máxima oculta Cristã: “Pai, seja feita a Sua vontade e não a minha”.

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ

Reuniões de “Cura Rosacruz”

As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) o que ocorre, normalmente, uma vez por semana.

A Capela Pro-Ecclesia é o edifício original e mais antigo da Sede internacional da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, em Oceanside, Califórnia. Construído em 1913, este pequeno edifício térreo de estuque foi dedicado ao fundador da Fraternidade, Max Heindel, na véspera de Natal daquele ano. Desde então, são oficiados os Rituais do Serviço Devocional diários, incluindo ofícios matinais e vespertinos, e o Ritual do Serviço Devocional de Cura. Ou seja, o Templo principal (Ecclesia), maior, é uma estrutura dodecagonal usada principalmente para as Reuniões de Cura exclusivas para os Probacionistas e Discípulos, a Pro-Ecclesia serve como capela diária e é uma parte essencial das estruturas devocionais Cristãs e de Cura Rosacruz.

A Pro-Ecclesia possui um telhado de quatro águas feito de telhas e apresenta um campanário em estilo Missão com três sinos acima da porta da frente.

O nome “Pro-Ecclesia” significa “Para a Igreja” ou “Antes da Igreja”, indica seu papel como o primeiro local dos Ofícios, Palestras, Seminários e Serviços.

O horário do ofício dos Rituais do Serviço Devocional (diários e semanais de Cura) é 18h30, horário local.

Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?

Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.

Datas de Cura

Se você gostaria de participar deste trabalho então, nas Datas de Cura (vide tabela ao lado) sente-se em silêncio quando o relógio no local onde você se encontra apontar para o horário: 18h30 (excepcionalmente pode ser em qualquer horário que melhor seja para você, desde que seja todos os dias no mesmo horário).

E por que excepcionalmente pode ser qualquer horário? Porque a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra.

O efeito não tem o grau de eficiência maximizado como quando é oficiado às 18h30 local, mas é sempre melhor contribuir, pois “a messe é grande e os operários são poucos”), e oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.

Ritual do Serviço Devocional de Cura

Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;

3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)

Se você está doente e entende que precisa de ajuda

…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.

O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.

 As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/

**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

https://fraternidaderosacruz.com/category/treinamento-esoterico/rituais-diario-e-semanal/ritual-de-cura

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Acorde!

Oh, você, cujo olhar recai casualmente sobre esta página. Você, cujo interesse já foi despertado, leia atentamente este artigo — você está desperto? Cada momento da sua vida vibra com a alegria de viver ou você está com as massas, adormecido na existência monótona?

Se sua alma não for tocada em suas profundezas mediante o desabrochar de uma flor, você está adormecido. A menos que esteja moldando inteligentemente o curso da sua vida, está adormecido. Caso não perceba sua unidade com o Cosmos, então você está adormecido… E a mensagem deste artigo se resume a uma palavra: desperte! Eis algumas sugestões as quais, para você que está satisfeito em dormir durante toda uma vida, deveriam ser de valor inestimável. São ideias novas? De modo nenhum. Mas são os pensamentos-chave de hoje — da nova Era.

– “Eu não quero trabalhar”, diz o homem desempregado.

– “Ah, é mesmo?”, eu respondo, “então mova aquela pilha de areia para lá e, quando terminar, simplesmente cave e a recoloque onde a encontrou”.

– “E quanto dinheiro eu vou ganhar?”, pergunta o homem.

– “Ah, então você quer dinheiro e não trabalho!”.

– “Bem…”.

– “Aqui está uma nota de R$ 100,00; eu lhe darei, se você não gastar”, é minha resposta.

 – “Mas eu quero comprar comida e carvão para minha família”, diz ele.

– “Então, meu amigo, você vê que não é dinheiro que você quer, nem comida ou carvão; mas, isto sim, a sensação de conforto que essas comodidades trazem”.

Para simplificar esse ponto, o homem estava, na verdade, pedindo felicidade. Como nós, mortais, gostamos de girar ao redor do assunto! O processo acima de buscar felicidade é como pedir um balde de água quando você tem uma torneira perfeitamente boa em sua própria cozinha. Por que não pegar um atalho e começar por si mesmo? Suponha, antes de tudo, que façamos um exame. Eu faço a pergunta — você fornece a resposta.

Fisicamente. Você carece de algo para estar em boa forma? Seu rosto reflete alegria: olhos brilhantes, faces coradas, cabeça erguida, cantos da boca voltados para cima?

Mentalmente. A Mente está alerta, atacando cada problema com entusiasmo e obtendo conclusões inteligentes? Quando você olha para um objeto, você realmente o vê ou, em outras palavras, seus poderes de observação estão ativos?

Emocionalmente. Sua alma é tocada pela majestade e a Glória dos Céus? Você se deleita com a sinfonia do movimento do oceano sobre a praia? Você sente, e não apenas fala, a Fraternidade do ser humano?

Moralmente. Você está vivendo à altura dos ideais estabelecidos dentro de você?

Algo do que foi mencionado acima lhe falta? Bem, não saia procurando por isso e pedindo aos outros. Está dentro de você mesmo! Desperte-o! Não há necessidade de ir mais longe. Você sabe melhor do que os outros o que lhe falta e sem dúvida já recebeu a sugestão de listar o que deseja expressar. É uma ideia excelente!

Tome, por exemplo, a virtude da paciência. Suponha que eu queira desenvolvê-la em meu temperamento, entre muitas outras. Eu a escreveria em uma folha de papel e então começaria a despertá-la. Como você atrairia a atenção de uma determinada pessoa, se ela estivesse em uma multidão? Ora, chamando o nome dela! Fomos ensinados que todos os poderes e qualidades de Deus estão latentes em nós; então a paciência está ali, aguardando expressão. Chame-a à manifestação!

Estes dias árduos de reconstrução necessitam de corações fortes e aplicação inteligente. Quantos de nós levantam a mão para moldar o nosso próprio ambiente? Somos escravos do nosso negócio; nossas ideias políticas ou econômicas não são nossas, mas fornecidas pela tendência que achamos que conhecemos.

Quantos pensamentos originais podemos reivindicar em um dia? E, ainda assim, originar é prerrogativa divina de cada um de nós: criar, praticar a Epigênese.

Se estamos apenas vegetando, podemos muito bem ser como a planta – um ser da Onda de Vida vegetal – cuja consciência é semelhante à do “sono sem sonhos”.

Se estamos apenas deixando a vida passar por nós mediante os sonhos, nossa consciência não é mais elevada que a de um animal – que é um ser da Onda de Vida animal e tem um nível de consciência de “sono com sonhos”.

Desperte! Por tempo demais permanecemos à beira da estrada, embalados pela indulgência dos sentidos, dedicando uma vida inteira aos meros acessórios da existência — adormecidos para o verdadeiro significado da vida: uma vida vibrante e criadora.

Venha comigo por uma colina, atrás de uma cidade. Estamos na primavera! Iremos, se você quiser, em uma hora matinal; naquela hora, logo após o nascer do Sol, quando, para aquele que está desperto, a natureza sussurra seus segredos. O primeiro benefício da nossa caminhada é físico; o ar puro e o passo rítmico põem a circulação em movimento e começamos a formigar à medida que sentimos seus efeitos revigorantes…

À medida que começamos a subir a colina, notamos em ambos os lados do caminho sinuoso evidências da primavera, pois os arbustos e árvores estão ganhando nova vida e, aqui ou ali, uma flor silvestre se manifesta. Nesses arredores não podemos deixar de sentir a unidade de toda a vida, o que é evidência do despertar das emoções mais elevadas. Por fim, alcançamos o cume — ficamos a princípio dominados pelo glorioso espetáculo. Por quilômetros diante de nós estende-se uma vista de campos verdes, encostas ondulantes e, além do braço prateado do mar pontilhado de ilhas, vislumbramos o contorno tênue de uma cadeia de montanhas escarpadas. Esse panorama maravilhoso, resplandecente ao Sol da manhã, pertence ao ser humano. É o seu atual Campo Evolução que chamamos de Terra!

Agora, volte-se e olhe em direção à cidade. Será possível que lá embaixo, naqueles pequenos cubículos que habitávamos ontem, os problemas da vida parecessem tão enormes, tão opressivos? Porque nossa própria alma já se expandiu e sentimos que podemos voltar para resolver nossos pequenos problemas em pouco tempo. Como gostamos de elevar nosso próximo até as alturas atuais da nossa consciência! É como se tivéssemos erguido nossas cabeças para fora da neblina e encontrado o Sol brilhando em esplendor. Se você, meu irmão ou minha irmã, tem amor pela Humanidade em seu coração, então leve consigo esta mensagem de desenvolvimento: “Eu elevarei meus olhos para os montes”. Elevarei meus pensamentos àquela consciência superior que me diz que todo poder está latente de nós — e nós nada mais temos a fazer senão despertar para nossa Filiação Divina, a fim de realizá-la em sua plenitude!

Por mais 2.000 anos as palavras da Epístola de S. João, “Amados, agora somos filhos de Deus” (IJo 3:2), têm vibrado em ouvidos surdos. Absorvido naquilo que muitos chamam de “ganhar a vida” ou desfrutar de si mesmo muitos têm falhado em captar essa maravilhosa mensagem. Quando ela realmente desponta na consciência de uma pessoa, ela vislumbra um futuro antes inimaginado.

Se somos Filhos de Deus, ou, na terminologia da nossa Filosofia, a Filosofia Rosacruz, “Centelhas da Chama Divina”, então temos uma inteligência que se manifesta nesta Terra.

O que é isso? Até nosso atual estágio de desenvolvimento, estivemos sob a orientação direta de Seres superiores. Agora, tendo alcançado a autoconsciência e estando de posse de um instrumento maravilhosamente construído em forma de Corpo Denso, é nossa responsabilidade, como indivíduos, realizar algum trabalho criativo e especializado.

Podemos imaginar um agricultor com um pedaço de terra para cultivar, afiando, dia após dia, o seu arado ou limpando suas várias ferramentas sem colocá-las em uso real para o propósito a que foram destinadas? No entanto, não é esse o caso hoje com a maior parte da Humanidade? De fato, é um erro muito grave negligenciar o instrumento: um trabalhador não esperaria os melhores resultados com ferramentas enferrujadas e desafiadas.

Olhe para dentro e veja se você realmente está desperto. Se sim, o que você tem feito? A responsabilidade é sua. Se você esconder o seu talento, não haverá recompensa. O prêmio é para o bom e fiel servo que multiplicou os talentos que lhe foram dados.

Pois o mundo precisa de almas esclarecidas e urgentemente. Talvez você tenha testado esses métodos, mas não tenha notado muita melhoria — o seu crescimento é lento. Aprenda com a Natureza. O broto cresce lenta e imperceptivelmente, mas cresce, quando lhe são dadas as condições adequadas.

Você descobrirá que o crescimento mais rápido ocorre quando a planta é exposta à luz do Sol. A alegria é o nosso Sol espiritual e o seu crescimento ou desenvolvimento será bastante mais rápido, se for continuamente nutrido com alegria e contentamento. Todas as coisas respondem ao chamado da alegria. A alegria o ajudará.

Portanto: acorde!

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – setembro/1920, traduzido e atualizado pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: Período de Júpiter

Pergunta: Sabemos que estamos evoluindo ainda no Período Terrestre e que no final desse conseguiremos ter construído um Corpo Denso perfeito. Assim, no Período de Júpiter qual será o Corpo mais denso?

Resposta: No Período de Júpiter, funcionaremos em Corpo Vital, que será o veículo mais denso e que no final desse Período atingirá a sua perfeição.

Pergunta: E o que acontecerá com o Corpo Denso no princípio do Período de Júpiter?

Resposta: O Corpo Denso será transmutado e suas forças adicionadas ao Corpo Vital. O Corpo Vital tomará a forma parecida à do Corpo Denso, do qual assimila as condições necessárias para ser empregado como veículo mais denso durante o Período de Júpiter.

Pergunta: Consegue explicar com mais clareza?

Resposta: Veja que nenhum desenvolvimento é súbito na Natureza. Aqui, no Período Terrestre, já está ocorrendo um processo de separação dos dois Corpos (Denso e Vital) e o Corpo Vital alcançará um elevado grau de eficiência maior do que tem agora o Corpo Denso. Será um veículo muito mais flexível para ser usado por nós futuramente, o que atualmente é impossível em virtude da sua densidade, ou seja, ser pesado.

Pergunta: Qual será a disposição dos Globos no Período de Júpiter?

Resposta: Os Globos desse Período estarão dispostos como ocorria no Período Lunar. Veja que no Período de Júpiter o Mundo mais denso está situado na Região Etérica do Mundo Físico e o mais elevado, na Região Abstrato do Mundo do Pensamento.

Pergunta: Se tanto os Globos do Período Lunar como os do Período de Júpiter ocupam a mesma linha de Mundos e Regiões no Esquema de Evolução, então, gostaria de saber se eles terão a mesma durabilidade de tempo?

Resposta: Com certeza que não. O Período de Júpiter será mais curto que o Período Lunar. No Período Lunar nós, os Espíritos Virginais, estávamos na parte desse Esquema de Evolução que chamamos de “Involução”, em busca da construção dos Corpos dos nossos veículos; agora, no Período de Júpiter, estamos na parte desse Esquema de Evolução que chamamos de “Evolução”, quando focaremos na sutilização desses nossos Corpos.

Pergunta: Teremos a adição de outro elemento no Período de Júpiter?

Resposta: Sim, veja que desde o Período de Saturno até o Período Terrestre tivemos os seguintes elementos, que foram adicionados, sucessivamente, em cada Período: Fogo, Ar, Água e Terra. No Período de Júpiter teremos um elemento de natureza espiritual que será unido com a linguagem, em que as palavras, quando expressas, levarão consigo o verdadeiro significado daquilo que está querendo dizer. Teremos as imagens internas, como as de sono com sonhos, que foi o nosso nível de consciência do Período Lunar, mas, no Período de Júpiter essas imagens internas estarão sujeitas à vontade do pensador e não serão meras reproduções dos objetos exteriores (Consciência Jupteriana).

Pergunta: Como é a atmosfera na Evolução do Período de Júpiter?

Resposta: O calor de Júpiter não é tão grande como o do Sol, Vênus ou Mercúrio. Seu imenso volume permite-lhe reter muito calor e, por isso, é um Campo de Evolução conveniente para seres muito desenvolvidos.

Pergunta: Atualmente podemos ter domínio sobre todas as variedades de combinações químico-minerais, mas no Período de Júpiter como será esse poder?

Resposta: Só quando chegarmos ao Período de Júpiter é que poderemos estender o domínio à vida. Aqui, teremos o poder de agir e trabalhar com a vida vegetal, como fazem os Anjos, atualmente, neste Período Terrestre.

Pergunta: Outra dúvida é quanto à Mente, pois hoje é apenas uma espécie de nuvem em volta da nossa cabeça. Como será a Mente no Período de Júpiter?

Resposta: A Mente terá “vida” no Período de Júpiter e trabalharemos com a Onda de Vida vegetal, quando teremos uma consciência pictórica e seremos capazes de imprimir imagens em outras Mentes. O Espírito Humano, o Ego, será proeminente.

Pergunta: E como será o nível de consciência das outras Ondas de Vida no Período de Júpiter?

Resposta: Veja que a Onda de Vida Animal estará passando pelo seu “estágio de humanidade”, a Onda de Vida Vegetal estará passando pelo seu “estágio animal” e a Onda de Vida Mineral estará passando pelo seu “estágio de vegetal”.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Servir com Humildade

Poucas pessoas e talvez muitos dos Estudantes Rosacruzes ainda hoje permanecem na ignorância do verdadeiro significado do tão comentado fato de haver Cristo-Jesus lavado os pés dos seus Discípulos.

Nos Evangelhos, em que se relatam as cenas da Iniciação do Cristo Místico – ou sejam: as fórmulas para a Iniciação –, se nos afirma que Cristo-Jesus participou da Última Ceia com os seus Discípulos, quando, então, levantou-se da mesa e munindo-se de uma toalha, pôs água em uma bacia e lavou os pés dos doze Discípulos, o que indiscutivelmente representou o mais humilde serviço; acontecimento motivado por uma razão oculta importantíssima.

Muito poucos se compenetraram de que, quando nos encontramos na escala da evolução, podemos nos desenvolver graças ao apoiar nos ombros dos nossos irmãos menos evoluídos. Consciente ou inconscientemente os usamos como pontos de apoio, como ponto de partida para atingir lugares mais altos e, assim, alcançar nossos fins. Isso é uma realidade e se efetua em todos os Reinos de vida na Natureza.

Quando uma Onda de Vida surge ao nascer da evolução e incrusta-se na forma mineral, essa é imediatamente presa por uma Onda de Vida ligeiramente mais elevada, o que torna os cristais minerais desintegrados e os adota aos seus próprios fins como cristaloides e os assimila como parte de uma forma do vegetal.

Se não existissem minerais sobre os quais se agarrasse e se prendesse essa Onda de Vida vegetal, desintegrando-os e transformando-os, a vida das plantas, como afirmou Max Heindel, seria impossível.

De modo análogo, as forças das plantas são utilizadas por muitas espécies de animais:  inicialmente são mastigadas por eles até formar uma pasta, a qual, em seguida, é ingerida, servindo de alimento à Onda de Vida animal.

Se não existissem plantas, os animais não poderiam existir. O mesmo princípio pode-se aplicar na evolução espiritual, pois, se não existissem Discípulos que se encontrassem nos primeiros degraus da escola do conhecimento, requerendo instrução, não haveria necessidade de um Mestre.

Aqui há, porém, uma diferença muito importante. O Mestre se eleva pela instrução que transmite aos seus alunos, servindo-os. Firmando-se em seus ombros, ele atinge um degrau mais alto na escola do conhecimento, ou melhor, eleva-se a si mesmo, na proporção que eleva aos seus Discípulos, porém, não obstante, adquire com eles uma dívida de gratidão, a qual se satisfaz e se reconhece simbolicamente, por um lavar de pés, um ato de humildade, de humilde gratidão àqueles a quem se tem servido.

Quando compreendemos que a Natureza, que é a expressão de Deus, está continuamente fazendo esforços para criar e para dar vida, também poderemos compreender que quem mata a outro tira a vida a alguma coisa, por pequena que seja, ou por mais insignificante que possa parecer; executa um ato que altera e perturba os propósitos do plano Divino de criação.

Isso se aplica, especialmente, ao Estudante Rosacruz e, portanto, Cristo-Jesus recomendou aos seus Discípulos que fossem “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16). Não importa quão sincero sejam os nossos desejos de seguir os preceitos da inofensividade, nossas tendências e necessidades podem levar, por desconhecimento da Lei de Causa e Efeito, a matar em cada momento da nossa vida para poder viver. E não é somente as grandes coisas nas quais muitos de nós estão, constantemente, cometendo assassínios!

Vamos a um exemplo: foi relativamente fácil para a alma investigadora, simbolizada por Parsifal[1], o romper o seu arco com o qual havia jogado a flecha que matou o Cisne dos Cavaleiros do Graal, uma vez que esses lhe explicaram o mal que havia feito e o erro no qual havia incorrido. Desde aquele momento, Parsifal ficava inclinado a viver uma vida inofensiva.

Todos os Estudantes Rosacruzes sinceros seguem, prontamente, em tal direção, uma vez que há chegado ao seu convencimento quão prejudicial é ao desenvolvimento da alma a prática de comer alimentos que requerem a morte de um animal (seja mamífero, ave, peixe, crustáceo, anfíbio, frutos do mar ou afins).

O uso e o abuso da carne animal despertam maior sensualidade e quem se entrega à sensualidade entrega-se a uma vida de brutalidade eanimalidade fazendo e contribuindo para que o corpo se degenere. Ao contrário, a devoção gera a Divindade, uma atitude de oração contínua, um sentimento de Amor e Compaixão por todos os que vivem e se movem. A emissão de pensamento amoroso faz todos os seres se beneficiarem mutuamente, refina e espiritualiza a natureza humana.

Os Estudantes Rosacruzes sabem e praticam, convictamente, que uma pessoa de bons sentimentos respira e irradia Amor, uma expressão que define muito adequadamente a afirmação exata e verídica de que a maioria das pessoas nota; pois se tem observado muito bem que a percentagem de veneno contido na respiração de um indivíduo está em proporção exata à inclinação perversa existente em sua natureza e em sua vida interna e nos pensamentos que emite.

A oração se apresenta como o primeiro exercício e a alta compreensão virá, levando-nos a lavar os pés dos nossos irmãos e das nossas irmãs, lavando-os com a cristalina água da nossa amizade, no amplo vasilhame dos nossos corações.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1964– Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Esse, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.

Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: Período Solar

Pergunta: Por que houve a necessidade de passarmos pelo Período Solar?

Resposta: Porque precisávamos continuar nesse Esquema de Evolução submergindo mais profundamente na matéria. Daí avançarmos para mais um passo: o Período Solar.

Pergunta: Então foram criados novos Globos?

Resposta: Sim, foram necessários novos Globos, cujas posições nos sete Mundos tinham que ser diferentes daquelas ocupadas pelos Globos do Período de Saturno.

Pergunta: Como assim?

Resposta: No Período de Saturno o Mundo mais denso estava situado na Região Concreta do Mundo do Pensamento, e no Período Solar o mais inferior dos Globos encontrava-se no Mundo do Desejo.

Pergunta: Quem preparou todos os Globos do Período Solar?

Resposta: Toda a preparação desses novos Globos e as demais atividades subjetivas estiveram a cargo das Hierarquias Criadoras. E esse trabalho foi feito durante o intervalo entre Períodos, que se chama Noite Cósmica, com a ajuda da Hierarquia Criadora Senhores da Chama.

Pergunta: E o que aconteceu com o Período de Saturno e seus Globos?

Resposta: Tenhamos sempre em mente que na criação de Deus nada se perde. O Espírito Virginal passa por cada Globo sete vezes, então, quando passou pela sétima vez no Globo A, este já começou a se desintegrar lentamente, pois não havia mais utilidade e assim aconteceu com os demais. O mesmo acontecerá com o Período Solar.

Pergunta: No Período Solar existia outro elemento que predominou em todos os Globos?

Resposta: No Período Solar os Globos eram esferas luminosas, brilhantes, de consistência análoga à dos gases. Portanto, existiam dois elementos, o Fogo e o Ar.

Pergunta: Qual era a Onda de Vida que estava atravessando o estágio “humanidade” no Período Solar?

Resposta: Era a Onda de Vida dos Arcanjos.

Pergunta: Na Onda de Vida dos Arcanjos algum ser se destacou na evolução?

Resposta: Sim, o mais elevado Iniciado desse Período foi Cristo, o “Filho”, que é um Arcanjo, isto é, o mais elevado de todos os Arcanjos.

Pergunta: Então, nesse caso, Cristo, o “Filho”, alcançou o segundo aspecto de Deus?

Resposta: Cristo foi o Arcanjo que aprendeu, no Período Solar, tudo que um Arcanjo deve aprender até o Período de Vulcano e, com isso, conseguiu criar um corpo com material formado de matérias do Mundo de Deus. Desse modo alcançou o mérito de exercer o segundo atributo de Deus, o de Sabedoria, que é o papel do Deus-Filho.

Pergunta: Então, qual é o veículo mais inferior de um Arcanjo?

Resposta: Normalmente, o veículo inferior de um Arcanjo é o Corpo de Desejos. Mas, o Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, emprega geralmente o Espírito de Vida como veículo inferior. Cristo tem o poder de construir e funcionar num veículo tão inferior como o Corpo de Desejos, o veículo usado pelos Arcanjos, mas não pode descer mais.

Pergunta: A Hierarquia Criadora Senhores da Chama também era responsável pela evolução do Período Solar?

Resposta: Quando a vida em evolução apareceu no Globo A na Primeira ou Revolução de Saturno do Período Solar, estava ainda a cargo dos Senhores da Chama, mas foram os Senhores da Sabedoria que tomaram a seu cargo a evolução material no Período Solar.

Pergunta: E qual foi a ajuda que os Espíritos Virginais receberam nesse Período dos Senhores da Sabedoria?

Resposta: Nesse Período os Senhores da Sabedoria (uma das 12 Hierarquias Criadoras ou Zodiacais) irradiaram de si mesmo o germe do Corpo Vital.

Pergunta: Nesse Período também houve o despertar de algum veículo nosso espiritual?

Resposta: Sim, na sexta Revolução desse Período a Hierarquia Criadora dos Querubins despertou em nós o nosso veículo espiritual Espírito de Vida.

Pergunta: Cite um dos trabalhos efetivos realizado nesse Período por essas duas Hierarquias.

Resposta:  As duas Hierarquias (Senhores da Chama e Senhores da Sabedoria), na primeira metade da Revolução de Saturno do Período Solar, em ação conjunta, se ocuparam em realizar certas melhoras no germe do Corpo Denso. Mudanças essas indispensáveis para que ele pudesse ser interpenetrado por um Corpo Vital, dando-lhe ao mesmo tempo a capacidade de desenvolver as glândulas e um canal alimentar.

Pergunta: Qual era o nível de desenvolvimento de consciência dos Espíritos Virginais no Período Solar?

Resposta: Nós, como Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, passamos pela nossa existência parecida com a Onda de Vida vegetal atual e tínhamos a consciência que hoje nomeamos de sono sem sonhos.

Pergunta: No Período Solar iniciou a Evolução um outra Onda de Vida, além da nossa?

Resposta: Nesse Período teve início a evolução da Onda de Vida animal.

Pergunta: E como era a consciência dessa Onda de Vida animal no Período Solar?

Resposta:  Era semelhante ao que hoje é a Onda de Vida mineral: transe profundo.

Pergunta: Em qual Mundo iniciou o Período Solar nesse Esquema de Evolução?

Resposta: O Globo A, o primeiro de quaisquer Períodos, estava situado no Mundo do Espírito de Vida.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz!

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Razões para Adoção de uma Dieta Vegetariana

A maior parte das pessoas pensam que uma refeição sem carne animal (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins) está incompleta, pois, desde tempos imemoráveis, considera-se axiomático ser a carne animal o alimento mais revigorante que possuímos. Todos os outros alimentos são considerados como simples acessórios de um ou mais pratos de carne animal no cardápio. Nada é mais errado, porque a ciência demonstrou experimentalmente, que a nutrição obtida dos vegetais tem maior poder alimentício, e a razão não é difícil de ver quando observamos o assunto do ponto de vista oculto.

A Lei da Assimilação nos ensina que que nenhuma partícula do alimento pode vir a formar parte do nosso Corpo Denso, a menos que suas forças tenham sido absorvidas por nós, o Ego – um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui -, porque devemos ser o regente absoluto e incontestável do nosso Corpo Denso, dominando a vida das células, como um perfeito autocrata, pois, do contrário, cada uma delas seria independente, como ocorre quando abandonamos o nosso Corpo Denso por ocasião da nossa morte aqui.

É evidente que quanto mais próximo do nível de inconsciência seja a consciência de uma célula, tanto mais fácil é se sobrepor a ela e tanto mais tempo permanecerá sujeita. Os diferentes Reinos de Vida (Mineral, Vegetal e Animal) têm distintos veículos e, por conseguinte, níveis de consciências diferente[1]. O Reino Mineral só tem o Corpo Denso e sua consciência é semelhante à do transe profundo. Por isso é mais fácil assimilar os alimentos do Reino Mineral, porque suas células permaneceriam no nosso Corpo Denso por mais tempo, evitando a necessidade de comer frequentemente. Mas, infelizmente, o nosso organismo humano vibra com uma intensidade tão superior que não pode assimilar diretamente as inertes substâncias minerais. O sal e outras substâncias semelhantes saem logo do nosso organismo sem ser assimilados. O ar está cheio de nitrogênio de que necessitamos para reparar os desgastes e o aspiramos continuamente no nosso organismo, mas não podemos assimilá-lo, nem a nenhum outro mineral, enquanto não for primeiramente transmutado no laboratório da Natureza por intermédio dos vegetais. Os vegetais (ou as plantas) têm um Corpo Denso e um Corpo Vital, o que lhes permite realizar este trabalho, sendo sua consciência como sono profundo, sem sonhos. Desta maneira é fácil para nós absorver as células vegetais e conservá-las por longo tempo; daí o grande poder alimentício dos vegetais!

Nos alimentos baseados em carnes animais (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins), as células se individualizaram mais e como o animal tem, além do Corpo Denso e do Corpo Vital, um Corpo de Desejos o que lhe fornece uma natureza passional, é fácil compreender que, comendo carne animal é muito mais difícil vencer essas células, cuja consciência animal é idêntica à do sono com sonhos e, além disso, essas partículas não permanecerão muito tempo em sujeição. Por esse motivo a dieta carnívora exige maior quantidade de comida e refeições mais frequentes do que a dieta vegetal. Se déssemos um passo a mais e comêssemos a carne dos animais carnívoros, estaríamos continuamente famintos, porque nesses animais as células alcançaram um alto grau de individualização e tratariam de obter sua liberdade muito mais depressa. Que isto é verdade, o demonstra bem o caso do lobo, do abutre e do canibal, cuja fome é proverbial, e como o fígado humano é pequeno até para cuidar adequadamente das comidas advindas da carne animal usuais, é evidente que se o canibal vivesse somente de carne humana em vez de usá-la como ocasional “guloseima”, logo sucumbiria, porque embora o excesso de carboidratos, açúcares, amido e gorduras causem pouco dano ao organismo, sendo exalados pelos pulmões sob a forma de gás carbônico, ou saindo em forma líquida pelos rins e pela pele, um excesso de carne animal também é queimado, porém deixa o venenoso ácido úrico. Portanto, já se reconhece que quanto menos carne animal comer tanto melhor para o nosso bem-estar.

É natural que desejemos o melhor como alimento, mas todos os animais têm em si os venenos da putrefação. O sangue venoso está cheio de substâncias venenosas que ele vai adquirindo no seu caminho através de todo o organismo e que, normalmente, deveriam ser expelidas através da urina e da transpiração. Estas substâncias repugnantes se encontram em todas as partes da carne animal, e quando comemos esses alimentos enchemos nosso Corpo Denso com essas toxinas venenosas. Muitas doenças e enfermidades são devidas ao emprego da carne animal como alimento.

Existem provas abundantes de que a dieta carnívora estimula ferocidade. Podemos mencionar a conhecida ferocidade das bestas-feras e a crueldade de muitos povos, que comem muito mais carne animal do que outros alimentos, como exemplos típicos. Por outro lado, a força e a docilidade prodigiosa do boi, do elefante e do cavalo, mostram os efeitos da alimentação herbívora nos animais. As nações vegetarianas do Oriente são um argumento incontestável contra os que defendem a dieta carnívora.

Tão logo adotemos a dieta vegetariana, escapamos a uma das mais sérias ameaças à saúde, isto é, a putrefação das partículas de carne animal incrustadas entre os dentes. Este não é dos menores argumentos para adotar a dieta vegetariana. As frutas, os cereais e demais vegetais, assim como os ovos, o mel, o leite e seus derivados, são de decomposição lenta e cada partícula contém uma enorme quantidade de Éter que a mantém viva e fresca durante longo tempo, ao passo que o Éter que interpenetra a carne animal e compõe o Corpo Vital de um animal, desaparece conjuntamente com o Espírito que o animava, ao se produzir a morte. Logo, o perigo de infecção pelos alimentos vegetais é pequeno, sendo muitos deles antissépticos em alto grau, em vez de venenosos. Isto se aplica particularmente às frutas cítricas: laranjas, limões, toronjas, etc., para não falar do rei dos antissépticos, o abacaxi, que tem sido empregado frequentemente para curar uma das enfermidades mais mortais, a difteria, que não é senão outro nome para qualificar a dor de garganta séptica. Assim, pois em vez de envenenar o sistema digestivo com elementos putrefatos das carnes animais, as frutas limpam e purificam o organismo e o abacaxi é um dos melhores digestivos que conhecemos. É muito superior à pepsina e não há necessidade de se empregar nenhuma crueldade para obtê-lo.

Existem doze sais no nosso organismo que são vitais e representam os doze Signos do Zodíaco[2]. Esses sais são indispensáveis para a formação do nosso Corpo Denso. Não são minerais como geralmente se supõe, mas vegetais. Não é possível assimilar diretamente os minerais, porque esses não possuem o Corpo Vital e este Corpo é indispensável para que uma substância possa ser incorporada ao nosso organismo. Assim sendo, só poderemos obter os sais minerais através do Reino vegetal que os contém.

Há médicos que mandam fazer isto, mas não percebem que o fogo que utilizamos no preparo dos alimentos expulsa e destrói o Corpo Vital das plantas, da mesma maneira que a cremação deixa, somente, as cinzas ou parte mineral dos nossos Corpos Densos. Portanto, se quisermos renovar o suprimento de qualquer sal em nosso Corpo Denso, é necessário que o obtenhamos das plantas ou vegetais crus. Assim é que deveriam ser administrados aos enfermos ou doentes.

Não devemos, todavia, chegar à conclusão de que cada um de nós teria que deixar de comer carne animal e se dedicar a comer vegetais crus. Em nosso estado atual de evolução são muito poucos os que podem fazê-lo (!). Temos que cuidar de não elevar muito rapidamente as vibrações dos nossos Corpos Densos, porque para continuarmos nosso trabalho nas condições atuais, precisamos ter um Corpo Denso apropriado para as tarefas que devemos realizar. É necessário conservarmos sempre presente este pensamento. O passar para uma dieta vegetariana é um processo e não um ato repentino. E esse processo é individual!

No crânio, na base do cérebro, existe uma chama. Arde continuamente na medula oblongada no extremo da medula espinhal e, como o fogo do Altar dos Sacrifícios[3], é de origem divina. Este fogo emite um som como o zumbido de uma abelha e constitui a nota-chave do Corpo Denso. É o Arquétipo[4] que o faz soar. É o construtor e unificador das massas de células que conhecemos como “nosso corpo”.

Esse fogo arde com chama alta ou baixa, clara ou opaca, conforme o alimentemos. O fogo existe em toda a natureza, com exceção do Reino Mineral. O mineral não tem Corpo Vital e carece, portanto, do condutor para o ingresso do Espírito de Vida, o fogo. Renovamos continuamente esse fogo sagrado parcialmente com as forças do Sol que penetram no Corpo Vital através da contraparte etérea do baço, passando daí ao plexo celíaco[5] onde toma cor de rosa pálido, dirigindo-se logo para cima pelo sangue. Também alimentamos esse fogo com o fogo vivente que absorvemos dos alimentos crus que comemos e assimilamos.

Observando o assunto do carnivorismo do ponto de vista ético, vemos que o fato de matar para comer carne animal é contra os nossos mais elevados sentimentos, como um verdadeiro Estudante Rosacruz que somos. Nos tempos antigos íamos caçar como qualquer animal de presa, insensível e rude. Atualmente os que comem carne animal, continuam “caçando”, mas “realiza” a sua caça no açougue, onde não tem que suportar as cenas repulsivas do matadouro. Se tivesse que ir a esses lugares sangrentos, onde todos os dias se cometem horrores para poder satisfazer os costumes anormais e daninhos, que causam muito mais vítimas que a sede de álcool; se tivesse que manejar o cutelo impiedoso e mergulhá-lo nas carnes palpitantes de suas vítimas, quanta carne animal comeria? Muito pouca! Mas para fugir desse trabalho repugnante, obriga-se nossos semelhantes a trabalhar nos sangrentos matadouros, matando milhares de animais dia após dia. Eles ficam tão brutalizados que a Lei – a da justiça humana – não permitem que tomem parte como jurados em casos sujeitos e pena capital, porque perderam todo sentimento a respeito da vida.

Os animais que matamos também elevam seu grito de protesto contra esse assassinato e forma-se uma nuvem de horror e de ódio sobre as grandes cidades onde existem matadouros. A lei protege os cães e os gatos contra as crueldades. Todos nos alegramos quando os pequenos esquilos, galinhas, galos, pacas, tatus, capivaras, coelhos, patos, gansos, marrecos e outros pequenos animais estão soltos nos parques das cidades, alguns até se aproximam de nós; mas desde que haja possibilidade de ganhar dinheiro com a carne animal ou com a pele de um animal, muitos de nós perdem todo o respeito pela vida desses animais e se convertem nos seres mais perigosos da Terra, alimentando-os e criando-os para ganhar dinheiro, impondo sofrimentos e tormentos a um ser com direito à vida, para amontoar recursos financeiros. Temos que pagar uma pesada dívida para com as criaturas inferiores das quais deveríamos ser mentores, mas ao contrário, nos convertemos em seus assassinos e a Lei Divina, que sempre age para corrigir os abusos, a seu devido tempo relegará o hábito de comer carne de animais mortos, como já relegou o canibalismo às práticas obsoletas.

É natural nos animais de presa comer qualquer outro animal que atravesse o seu caminho. Seus órgãos estão constituídos de tal forma que necessitam dessa espécie de alimento para sobreviver, mas tudo está em desenvolvimento, sempre mudando para algo superior. Nós, em nossas primeiras etapas de desenvolvimento, éramos também como os animais de presa, em muitos sentidos. Porém, devemos nos converter em um deus e, portanto, devemos deixar de destruir, em tempo oportuno, para começar a criar.

A alimentação carnívora estimulou o nosso engenho humano de ordem bem inferior no passado e, portanto, já serviu ao seu propósito na evolução; mas agora estamos no umbral de uma nova etapa evolutiva na qual, o serviço abnegado e o sacrifício de si mesmo produzirão o crescimento espiritual de cada um de nós. A evolução da Mente proporcionará uma sabedoria muito superior as nossas mais grandiosas concepções atuais, mas antes que nos seja conferida essa sabedoria, temos que nos tornar tão “inofensivos como as pombas”, pois, do contrário, existiria o perigo de que a utilizássemos com fins egoístas e destrutivos, o que seria grave ameaça para nossos semelhantes. Para evitar tal contingência, é necessário adotar uma dieta vegetariana.

Não existe outra vida no Universo além da vida de Deus; e “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”[6]. Sua Vida anima tudo que existe e por isso é fácil de compreender que quando tiramos uma vida estamos destruindo uma forma de vida que foi criada por Deus para Sua manifestação. Os animais inferiores são Espíritos em evolução (é a Onda de Vida dos animais) e têm sensibilidade. O desejo de experiência de cada um deles é que os faz construir suas várias formas; e quando as destruímos, privámo-los da oportunidade de obter essa experiência. Retardamos sua evolução, em vez de ajudá-lo, e chegará o dia em que sentiremos profunda repugnância ante o pensamento de converter nossos estômagos em cemitério de cadáveres dos animais assassinados. Todos os verdadeiros Cristãos se absterão de comer carne animal por pura compaixão e compreenderão que toda vida é a Vida de Deus e que é errado causar sofrimento a qualquer ser sensível.

Em muitos lugares da Bíblia fala-se da “carne”, mas é evidente que não faz referência à carne como alimento. No capítulo do Gênesis onde se determina pela primeira vez o alimento para o ser humano, é dito que comerá de toda árvore e de toda erva que tenha semente, “e será para ti como se fosse carne”. As pessoas mais evoluídas de todos os tempos se abstiveram de comer carne animal. Vemos, por exemplo, Daniel, que era um santo e um sábio, pedir para não ser forçado a comer carne animal solicitando que dessem legumes, a ele e a seus companheiros. Também se fala dos filhos de Israel no deserto, dizendo que sentiam falta de comer carne animal, e que seu Deus se irritou contra eles por esse motivo.

Há um significado esotérico no que seja alimentar a multidão com peixe; mas se nos limitamos ao ponto de vista estritamente material, podemos resumir tudo que dissemos reiterando que chegará o tempo em que nos será impossível comer carne animal, da mesma maneira que já passamos da etapa do canibalismo.

Sejam quais forem às tolerâncias que se tenham permitido no bárbaro passado, todas elas desaparecerão no futuro altruísta, quando uma sensibilidade mais refinada despertará em nós um sentido mais profundo dos horrores que implicam na gratificação dos nossos gostos carnívoros.

(“Extraído do livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.R.: Veja mais detalhes aqui: https://fraternidaderosacruz.com/diagrama-4-a-consciencia-dos-quatro-reinos/

[2] N.R.: Veja mais detalhes aqui: https://fraternidaderosacruz.com/os-sais-celulares-por-um-estudante/

[3] N.R.: que havia no Tabernáculo no Deserto. Veja mais aqui: https://fraternidaderosacruz.com/glossary/altar-dos-sacrificios/

[4] N.R.: Veja mais aqui: https://fraternidaderosacruz.com/arquetipos/

[5] N.R.: Também conhecido como Plexo Solar, um local popularmente conhecido como “boca do estômago”, onde há uma concentração de nervos que irradiam para várias partes do nosso Corpo Denso, daí a comparação com os raios do Sol e o nome de “Plexo Solar”.

[6] N.R. At 17:28

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Exemplo do Poverello

No dia 4 de outubro, consagrado no hagiológio a São Francisco de Assis, comemora-se o “Dia das Aves” e o “Dia Internacional dos Animais”. A escolha não poderia ser melhor, pois o Poverello exemplificou no trato amoroso com os representantes da onda de vida animal. Ao próprio lobo e ao asno chamou de irmãos.

Johannes Joergensen – um escandinavo de origem protestante que abraçou e seguiu a ordem franciscana – recontou em forma poética algumas das lendas franciscanas, inspirando assim a instituição do “Dia das Aves”.

Em uma das narrativas de Joergensen, São Francisco caminhava pelos campos acompanhado por dois de seus discípulos. Deteve-se junto a uma árvore, em cujos galhos pousavam uma infinidade de pássaros. Ali decidiu pregar um sermão “aos nossos irmãos passarinhos”, exortando-os a louvarem Senhor, que lhes dava alimentos, lindas e coloridas roupagens, belos e murmurantes riachos para se dessedentarem, rochedos e árvores para construírem os ninhos.

Na realidade, São Francisco dirigia-se ao Espírito-Grupo de cada espécie animal, donde surgiu a lenda segundo a qual ele conversava com nossos irmãos inferiores.

É louvável tal data constar do calendário escolar, motivando pequenas solenidades onde se faz apologia da preservação animal. Seria, porém, mais edificante e coerente, abolir-se de vez a abominável prática de vivissecção nas escolas. Por que, mesmo a pretexto de estudos, macular o íntimo das nossas crianças com atos tão cruéis? Já não bastam as cenas grotescas e traumatizantes oferecidas· pelas revistas mundanas e pela televisão?

As páginas esportivas dos nossos jornais veiculam, frequentemente, notícias sobre campeonatos de tiro-ao-pombo. Isto constitui um apelo subconsciente à violência.

Que dizer então das caçadas? Convenhamos, é um “hobby” revelador de pouca civilização, contrastando com a empáfia de seus praticantes.

Que dizer das touradas, onde o animal enfurecido, às vezes, faz do toureiro a sua vítima?

Que dizer das brigas-de-galo? Embora na clandestinidade encontram muitos apreciadores por esse mundo afora.

Sem falar ainda nos animais sacrificados diariamente para servir, erroneamente, de alimento ao “homo sapiens”. Não nos causa espanto o fato da saúde dos seres humanos ser uma lastima. É o resultado lógico de transgressões, de crueldades cometidas contra aqueles a quem deveriam dedicar estima e ajuda. Privando esses seres de suas oportunidades de evolução, o ser humano só atrairá para si as mais danosas consequências.

A natureza é a expressão física de Deus. E pasmem… quantos crimes se perpetram contra ela, pela dizimação das espécies animais e vegetais. Não se percebe, ou faze-se vistas grossas aos desequilíbrios ecológicos que por certo virão em nosso prejuízo, caso a sanha predatória do ser humano não seja contida a tempo.

É digno dos maiores encômios o esforço dos ecólogos para fazer valer seus pontos de vistas sobre a necessidade de proteção a fauna e a flora. Contudo, pelo menos até agora continuam a pregar no deserto. Essa luta árdua, não obstante, merece o apoio integral dos estudantes rosacruzes, ciosos da responsabilidade que os cerca como fruto do conhecimento.

Sirvam de inspiração as formosas palavras de Ella WheeIer Wilcox:

“Eu sou a voz dos que não falam, e por mim falarão os que são mudos”.

“Eu sou o guardião dos meus irmãos; lutarei sua batalha e defenderei o animal e a ave, até que o mundo faça as coisas como deve”.

(Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de outubro/1974-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Misericórdia, a Piedade, a Paz e o Amor

Quanto a misericórdia, a Primeira Epístola de São Paulo a Timóteo nos ensina, referindo-se a ele mesmo:

“… a mim que anteriormente fui blasfemo, perseguidor e insolente; mas alcancei misericórdia, porque o fiz por ignorância e na minha incredulidade.” (ITim 1:13).

É, na verdade, uma virtude saber mostrar misericórdia aos ignorantes. Quantas vezes por dia nos tornamos perturbados – e com razão – por causa daqueles que não se importam com pessoa alguma e desconhecem o próximo.

Quando um carro nos “corta” subitamente, numa rodovia, qual é a nossa reação? É de raiva ou desdém? Quando, em uma reunião, ouvimos alguém fazer um comentário que para nós não é totalmente válido, por estar sendo encarado do ponto de vista terreno, condenamos esse alguém por sua ignorância ou rimos pela sua falta de compreensão?

Quando vemos um criminoso na T.V. ou lemos sobre ele nos jornais, qual é nossa reação? Dizemos: “bem-feito, era isso que ele merecia”, esquecendo que ele é fraco e está perdido num mundo sensacionalista do crime?

Se respondermos “sim”, com toda a honestidade, a qualquer dessas perguntas, então somos fracos, ignorantes e negligentes em relação aos outros. Ter misericórdia é conscientizarmo-nos da fraqueza do próximo e ajudá-lo com compreensão, enviando-lhe pensamentos positivos, ao invés de negativos. Misericórdia exige que uma coisa esteja ativa: o autoesquecimento, uma vez que encontramos em nosso desdém, raiva e improbidade, um elemento de nosso “Eu inferior” (Personalidade) que, no caso, age como juiz – nós nos arvoramos em juízes. É fácil que nos deixemos “cair” nesse estado de ignorar os outros, até porque estamos cercados de outras pessoas que não ligam para ninguém. No entanto, isso não nos isenta de culpa; somos tão culpados quanto aqueles que nos cercam. Deveríamos, portanto, tentar nos precaver contra esses hábitos, à medida que eles começam a dominar nossos pensamentos, nossos sentimentos, desejos, nossas emoções, palavras, nossos atos, nossas obras e ações.

Uma maneira de começar a trabalhar nisso é dizer-nos, quando alguém nos empurra ao passar por nós: “Quantas vezes já me senti culpado por isso; quantas vezes agi dessa forma?” – lembrando o quanto temos que mudar. Se procurarmos com verdadeira seriedade, descobriremos que nosso desdém, raiva e improbidade refletem uma única coisa: egoísmo.

Assim, misericórdia, segundo Timóteo, é o perdão da ignorância ou do egoísmo. Se pudermos perdoar aqueles que nos ofendem, encontraremos uma compreensão em nosso caráter, pois, aquilo que damos, também conservamos. Se dermos compreensão e misericórdia, retemos a compreensão sob a forma de conhecimento e grandeza interior. Tente agir assim e descobrirá que quanto mais ajudar os outros sob esse aspecto, mais aprenderá sobre você mesmo.

Na verdade, o objetivo de “viver a vida” não devia ser rebaixado a ponto de só se “dar” se houver recompensa. Porém, se seguirmos a fórmula mencionada anteriormente, sentiremos uma reação bastante marcante: quanto mais nos conhecemos, mais procuramos servir nossos irmãos e nossas irmãs. Quanto mais sentirmos a nossa Individualidade atuar em nós, mais perceberemos que estamos aqui para ajudar os outros e, com alegria e regozijo, colocaremos toda nossa energia nisso.

A seguir vem a piedade. O que é piedade? Segundo o Dicionário, piedade é “tristeza pelo sofrimento e desgraça alheia”.

O que isso significa para nós? Para aqueles que anseiam uma vida espiritual, significa muitas coisas que a maioria das pessoas nem percebe. Piedade é o primeiro passo para a compaixão. Precisamos ser capazes de sentir a dor alheia. Como Parsifal (o ser puro que almeja uma vida superior, personalizado na obra Parsifal de Richard Wagner), precisamos sentir a tentação e a dor da “queda”, pois, sem a compreensão do fracasso e da vitória, não poderemos dar consolo àqueles que foram tentados. Piedade, então, deve ser a capacidade de sentir o sofrimento ou a desgraça alheia, como foi definido acima.

Mas, como podemos compreender isso? Como podemos sentir a dor de outra pessoa? Uma das melhores maneiras é através das nossas próprias experiências; o que sentimos em determinada situação poderá ser transmitido para outro, em situação similar. Mas, como nos sentimos quando não experimentamos uma situação similar? O que poderá nos despertar para os sentimentos alheios? O que poderemos usar como modelo?

Sabemos que no passado remoto da nossa existência devemos ter sentido, provavelmente, todas as mágoas, todas as tristezas que alguém possa sentir. Mas, isso não está à nossa disposição assim tão prontamente, de maneira que precisamos encontrar um meio que nos faça lembrar, talvez não detalhadamente, esse sentimento do passado.

Uma maneira ou modelo é a imaginação. Ao nos colocarmos no lugar de outro, talvez possamos perceber como ele se sente e daí, então, compreender seu dilema. “O ser humano é aquilo que seu coração diz”. Se pensarmos ou imaginarmos aquilo que uma determinada pessoa está passando na vida, através de nossa própria experiência nesta vida, seremos capazes de despertar, em nós, a compreensão e o sentimento latente de amor por aqueles que sofrem e são desafortunados.

Descobrimos, assim, um modelo para nos ajudar a sentir piedade e, também, compreensão para a tristeza alheia. Mas, o que significa piedade para nós, em se tratando de grau de evolução? Piedade é um termômetro dos nossos próprios sentimentos, visto que para sentir piedade de alguém, no sentido mais verdadeiro da palavra, precisamos conhecer e estar conscientes dos nossos próprios sentimentos. Mas, sentir piedade é dar um passo mais adiante do que simplesmente sentir pena pela tristeza alheia, pois, nos leva a uma compreensão superior e a maior compaixão.

Quando sentimos “pena” de um amigo ou de uma amiga doente ou de alguém com problemas emocionais, talvez o abracemos e digamos: “Oh! coitadinho!”. Mas isso adianta? Isso lhe dá coragem para continuar vivendo? Talvez, não sei. Mas, quando sentimos uma compreensão ou compaixão verdadeira e desejo de ajudar a minorar o sofrimento diremos: “Está bem, você está doente e precisa de ajuda, o que você quer, o que você pretende fazer?”.

É uma ajuda e um conforto deixar alguém chorar nos nossos ombros, mas, só ajudaremos se fizermos algo para que ele possa vencer sua dificuldade. Há muitas pessoas no mundo que sentem pena dos animais, que até fundaram sociedade para protegê-los contra maus tratos. Mas, essas pessoas continuam comendo essas mesmas criaturas que eles intencionam salvar (ou animais de estimação são “diferentes” dos outros animais, apesar de pertencerem ao mesmo Reino, a Onda de Vida Animal?). Isso é piedade? Compaixão? Até certo ponto talvez, mas será verdadeira quando puderem dizer “eu sinto tanto por eles que estou preparada a renunciar comê-los”. A verdadeira piedade é o desejo de sacrificar ou desistir de algo, por uma ideia. Sentimos muito quando uma pessoa está doente, mas se dermos muita atenção a essa pessoa, ela poderá ficar doente por muito tempo, só pela atenção que lhe damos. Descobrimos, então, que precisamos controlar nosso sentimento pessoal de piedade e ajudá-lo, com amor e inteligência.

Compaixão também tem severidade, mas com a finalidade de ajudar, de algo bom. Sentimos a dor alheia, mas sabemos que ela precisa ser superada e a pessoa tem que lutar para que a saúde vença. Ajudar a pessoa a lutar, com firmeza e interesse.

Uma ótima ajuda e que realmente ajudará a pessoa doente ou enferma é solicitar a ela que se inscreva no Departamento de Cura de um Centro Rosacruz que o possua (mais informações, encontre aqui: Como os Rosacruzes Curam os Enfermos e aqui Como Funciona a Cura Rosacruz e como Solicitar Auxílio.

Vemos, então, que piedade é um passo que nos leva a um melhor entendimento de nós mesmos e a nossa capacidade de ajudar o próximo.

A seguir vem a paz, algo que todos nós almejamos. Thomas Kempis nos diz sobre a paz: “Poderíamos aproveitar a paz se não nos preocuparmos com o que os outros dizem ou fazem, pois isso não é de nossa alçada”.

Como alguém pode ter paz por um longo período se ele se intromete sempre na vida dos outros; vagueia sem sossego e não se esforça em perdoar?

Se procuramos o mundo e seus supostos tesouros, certamente não podemos esperar paz em nossas Mentes e em nossos Corações. A única paz verdadeira é a quietude que nos cerca, onde quer que estejamos ou o que for que estivermos fazendo.  A chave para essa paz é sermos honestos. Quando alguém possui essa virtude de verdade, ele está em paz. Mas, o que é a honestidade? Na verdade, enquanto estivermos procurando as muitas diversidades do mundo não podemos estar em paz. Mesmo que nos concentremos em um único objetivo no mundo como ter um carro novo ou uma nova televisão ou um cargo mais alto no trabalho, a paz dura somente até o momento em que aquilo for alcançado; aí passaremos a procurar outra coisa. Consequentemente, o que devemos procurar não está no mundo. Deve estar, se é que está, em algum lugar, dentro de nós.

Quando procuramos essa paz interior, um novo mundo se abre, o mundo de Cristo. Dentro de cada um de nós há essa chama de Luz e quando encontrada, a televisão, o carro, o cargo no trabalho terão a sua validade, mas não como antes, isto é, não serão mais uma pedra dentro da nossa alma. O que realmente estávamos procurando em todas essas coisas era o Maná para saciar uma fome que não sabíamos definir. Perceberemos que, dentro de nossas almas, há desejos e a única maneira de saciar essas dores interiores é a consolação interior. O alimento dessa consolação é a Luz. Podemos perguntar: “o que preciso fazer para conseguir essa fonte interior de alimento e de onde vem esse alimento?” Em poucas palavras podemos dizer: “Orando e vivendo a vida em sua plenitude”.

A prece procura nos elevar a esferas que crescem tanto quanto nós e ainda mais do que nós mesmos, à medida que somos capaz de compreendê-la. Essa grandeza é a expansão eterna, é o nosso desenvolvimento espiritual.

Paz, então, é prece, mas prece que expande e alerta o Espírito – a Individualidade –, além dos confins da Terra, para a realização do todo. Fomos ensinados a orar sem parar e isso é viver a vida (como São Paulo nos ensina); procurar o Cristo Interno e viver de acordo com aquelas Leis de Deus, do qual somos toda uma parte. Quando nossa vida for honesta, para perceber as maravilhas de Deus, teremos paz. Uma paz que supera toda compreensão.

Agora é a vez do maior sentimento de todos: amor. O que se pode dizer sobre amor? Muitas coisas foram ditas sobre amor e todos os anos na época do Natal sua forçaestá mais perto do que imaginamos. Na Noite da Véspera do Natal (Noite Santa) celebramos o simbólico “nascimento do corpo de Jesus” e para a maioria das pessoas, isso é suficiente; suficiente para encher-lhes o coração por algum tempo, com o espírito de dar. Para alguns é a época de comidas sofisticadas, luzes, presentes, reuniões mundanas e enfeites de Natal. Para muitas pessoas é uma época agitada, ocupada em coisas só materiais. É uma época agitada porque há algo mais no ar do que só “pinheiros e comidas”. Há o Cristo!

Cristo, agora, está entre nós, mais próximo do que o ar. Não é dizer que Ele está conosco somente no Natal, mas agora é uma época muito especial porque Ele nos prestou um dos mais lindos serviços que se possam encontrar. Ele nos deu Seu dom de liberdade e está, agora, nos mostrando o caminho para a libertação, embora esteja preso no interior da Terra. Tudo isso e mais ainda. O que Ele está mostrando com o dom da liberdade é o Amor. É aquela força libertadora que abre as correntes e soltas as amarras da Terra. Não aquele tipo de amor que diz que “você é meu e eu sou sua”, mas aquele tipo de amor que diz estarmos aqui para nos ajudar mutuamente a crescer, de modo a podermos nos entender conscientemente. Aprenderemos, pela experiência, que somos um no amor, um individualmente, mas provenientes da mesma fonte.

William Blake diz que “somos postos na Terra para gerar os raios do amor”. Isso é verdade. Precisamos tornarmo-nos flexíveis para a ginástica da vida e quanto mais resistência tivermos, mais fortes serão nossos músculos. Temos que tomar conhecimento das coisas gradualmente, entendê-las bem e estar preparados a resolvê-las quando nos colocarmos em contato com elas. Até atingirmos o ponto de expansão interior, nossa cura é vagarosa, nossos corações não podem, ainda, suportar a verdadeira Paixão de Cristo.

Paixão é dor e a dor do despertar do Cristo Interno eventualmente transcende o corpo e nos encontramos nos Mundos espirituais. É somente com um grande Treinamento Esotérico, com domínio próprio, que compreendemos que nos livramos dos valores do Mundo Físico. Isso não quer dizer que não exista alegria neste Mundo Físico, porque suportando essa Paixão ou Cruz, estamos se alegrando e dilatando o nosso Coração e a nossa Mente para regiões inexplicáveis para os menos atentos. A alegria, no entanto, está em todos os lugares e em todas as coisas. Está sempre perto, como Anjos cantando, suavemente, mas corretamente, no ouvido interior – cantando louvores para outro nascimento de Cristo e para a expansão d’Ele em nós.

(Publicado na Revista “Serviço Rosacruz” – setembro/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Podemos relacionar os peixes com o elemento Água, os pássaros com o elemento Ar, os mamíferos, em sua maioria, com o elemento Terra? Quais os animais que podemos relacionar com o elemento Fogo?

Resposta: É uma questão de natureza especulativa. Em primeiro lugar, depende do modo de classificar os animais. Ha inúmeras maneiras de se estabelecer uma classificação. Usando uma classificação anatômica, o ser humano é um animal (lembrando, naturalmente, que do ponto-de-vista espiritual o ser humano faz parte de outra Onda de Vida). Diríamos que o animal relacionado com o elemento Fogo é o ser humano.

O elemento Fogo é uma manifestação do Espírito. O ser humano se diferencia do animal por possuir um Espírito individual que o guia de dentro para fora. Os membros da Onda de Vida animal são dirigidos pelos respectivos Espíritos-Grupos. O ser humano é o único “animal” capaz de usar a contraparte do Fogo divino, ou Espírito, para cumprir seus propósitos no Mundo material.

O Fogo Espinhal espiritual no ser humano é o elemento essencial na alquimia espiritual, o elixir da vida. Transforma o ser humano comum em um Pedra Filosofal, formada quando o Cristo interno cresceu a sua estatura completa.

É conhecimento comum da anatomia que o cordão espinhal é dividido em três secções pelas quais são controladas as funções motoras, sensoriais e simpáticas. Astrologicamente são governadas respectivamente por Marte, pela Lua e Mercúrio.

Alquimicamente os elementos foram designados como enxofre, sal e mercúrio. Ao redor desses vibra o Fogo espiritual de Netuno, elevando-se em coluna serpentina através do cordão espinhal até a cabeça. Na maioria das pessoas esse Fogo espiritual é extremamente tênue. Quando, porém, ocorre o despertamento espiritual, a pessoa recebe enorme energia anímica, aumentando o Fogo espinhal em intensidades incríveis. Começa, então, um processo de regeneração, pelo qual todas as substâncias grosseiras do Tríplice Corpo são gradualmente eliminadas, crescendo, assim, sua sensibilidade às vibrações suprafísicas. Paulatinamente o corpo do Estudante Rosacruz se converte na Pedra Filosofal. Quando essa meta for atingida por todos os seres humanos, se logrará a Transfiguração da humanidade.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto/1977 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Se Cristo alimentou a multidão com peixes, por que é errado usá-los, ou mesmo a carne deles como alimento?

Resposta: É da natureza de um animal carnívoro comer qualquer animal que cruze em seu caminho, e seus órgãos são constituídos de tal forma que ele deve ter esse tipo de dieta para sobreviver, mas tudo se encontra em um estágio de transformação – está sempre mudando para algo superior. O ser humano, nos seus estágios mais antigos de desenvolvimento, também era parecido, em certos aspectos, como os animais carnívoros; no entanto, ele deve se tornar semelhante a Deus e, portanto, em algum momento, deve parar de destruir para que possa começar a criar. Os judeus ainda estavam em uma situação na qual a sua natureza animal era tão forte, que eles nutriam pouquíssimas ideias de altruísmo. Eles se apegaram firmemente à lei: “Olho por olho, dente por dente”, e não eram nada misericordiosos em nenhum aspecto. Avançamos um pouco mais no Caminho da Evolução, e o altruísmo está cada vez mais e mais se evidenciando na nossa vida.

Fomos ensinados que não há outra vida no universo senão a vida de Deus; que “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”; que Sua vida anima tudo o que é e, portanto, naturalmente compreendemos que assim que tiramos uma vida estamos destruindo a forma construída por Deus para Sua manifestação. Os animais inferiores são Espíritos em evolução e têm sensibilidades. Seu desejo de experiências é que faz com que eles construam suas várias formas, e quando tiramos essas formas deles, os privamos de sua oportunidade de ganhar experiência. Impedimos sua evolução em vez de ajudá-los. Isso é desculpável no canibal, que não tem noção disso quando ele come seus semelhantes. Atualmente, encaramos o canibalismo com horror e, também, chegará o dia em que sentiremos uma aversão semelhante ao pensar que nossos estômagos se converteram em cemitério das carcaças de animais mortos.

É natural que desejemos o melhor dos alimentos, mas cada corpo animal contém os venenos de decomposição. O sangue venoso é repleto de dióxido de carbono e outros produtos nocivos que são conduzidos aos rins ou aos poros da pele, do corpo da pessoa que come carne animal, para serem expelidos como urina ou transpiração. Essas substâncias repugnantes se encontram em todas as partes da carne animal e, quando comemos tal alimento, estamos preenchendo nossos próprios corpos com venenos tóxicos. Muitas doenças são causadas pelo uso da carne animal.

Quando clamamos a Bíblia como uma autoridade para comer carne, devemos também estar dispostos a seguir seus preceitos e parar de comer carne de porco, por exemplo, que é o alimento mais nocivo de todos. E é fato notável que os judeus ortodoxos que se abstêm dos alimentos proibidos na Bíblia tem muita baixa propensão a tuberculose e ao câncer.

Em muitas passagens da Bíblia em que se trata da “carne”, é evidente que não se trata do alimento carnívoro. O capítulo do Livro do Gênesis, o primeiro alimento que é atribuído ao ser humano diz que deverá comer de toda árvore e erva que produza semente, “e para você será para carne”. As pessoas mais evoluídas em todos os tempos se abstiveram de alimentos carnívoros. Vemos, por exemplo, Daniel, que era um homem santo e sábio, implorar para que ele não fosse forçado a comer carne, mas que ele e seus companheiros recebessem legumes. Os filhos de Israel quando estavam no deserto são mencionados como “desejando carne”, e em consequência, o seu Deus ficou irritado com eles.

Há um significado esotérico no ato de alimentar a multidão utilizando o peixe como alimento, mas considerando o aspecto puramente material, podemos resumir os pontos levantados em nossa resposta reiterando que, em algum momento, deixaremos o consumo de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) à medida que nos elevamos espiritualmente. Qualquer permissão que tenha sido dada no passado bárbaro, desaparecerá no futuro altruísta, quando sensibilidades mais refinadas terão despertado uma percepção mais plena aos horrores envolvidos na gratificação de um paladar carnívoro.

Para uma elucidação mais completa sobre a questão: “A Bíblia justifica o consumo de carne?”, remetemos o leitor a um pequeno panfleto (texto abaixo) com esse título publicado pela Unity Society de Kansas City, Missouri, que apresenta os prós e os contras com grande imparcialidade, e mostra que foi apenas por uma concessão, ao já anteriormente mencionado desejo pela carne, que a prática foi tolerada1.

(Pergunta nº 107 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

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1                             A Bíblia justifica o consumo de carne?

É uma suposição comum que a Bíblia justifique o consumo de carne, e a afirmação de que ela o faz é geralmente aceita, pois poucos investigam por si mesmos, mas permitem que suas ideias herdadas e as ideias de outros, que assimilam por associação, governem eles.

Essa considerável convicção é dada à afirmação de que a Bíblia defende o consumo de carne quando certas passagens são consideradas independentemente de passagens correlatas. Os significados literais dos escritos da Bíblia são aparentemente contraditórios e ambíguos, e lidando apenas com a letra, encontramos muitas declarações que não estão de acordo com nossa crença de certo e errado, e por isso deve ser deixado à opinião individual sobre o que é trigo e palha. “Prove todas as coisas; apegue-se ao que é bom.” (1Tess 5:21).

Lemos que “No princípio, Deus criou o céu e a terra.” (Gn 1:1), e sobre a terra, ervas (Gn 1:12 e 2:5), e ao homem que Ele criou (Gn 1:27 e 2:7). “Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento.” (Gn 1:29). E para as aves, animais, répteis, etc., (Gn 1:20,21, 24,25 e 2:19), Ele disse, “’A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas’ e assim se fez.” (Gn 1:30). “Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom.” (Gn 1:31). Temos aqui a vontade de Deus expressa por ordem direta: “Para você (ervas e frutos de árvores) isso será vosso alimento.” Devemos obedecer a esse mandamento “ou procurar outro”? É claramente aparente aqui que a vontade de Deus era que o ser humano vivesse de ervas e frutos de árvores; e não apenas o ser humano, mas todos os outros organismos cobertos de carne. Evidentemente, então, “no princípio”[1] o ser humano e os outros animais não se devoravam uns aos outros. “Ninguém” não “fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte,” (Is 11:9). Isaías parece ter acreditado que o mundo voltará a seguir os mandamentos de Deus como declarados nesse, o primeiro capítulo da Bíblia, e ele expressou lindamente essa crença em Isaías 11.

“Iahweh Deus fez crescer do solo toda espécie de árvores formosas de ver e boas de comer.” (Gn 2:9) “E Iahweh Deus deu ao homem este mandamento: “Podes comer de todas as árvores do jardim.” (Gn 2:16). “e comerás a erva dos campos.” (Gn 3:18). “Com o suor de teu rosto comerás teu pão.” (Gn 3:19). No Livro do Gênesis 4:4-5 ocorre o primeiro relato de oferta, mas nenhuma menção é feita de animais sendo mortos[2].

Em Gênesis 8:20 temos a primeira menção de uma oferta em holocausto, pelo fogo[3], e em Gênesis 15:9-10[4], 17[5], é descrito um sacrifício de animais por ordem de Deus. Encontramos sacrifícios semelhantes em Gênesis 22:13; Êxodo 12; Êxodo 13:13; Êxodo 20:24; Êxodo 24:5,6; Êxodo 29; Êxodo 34:20; Levítico 1; Levítico 3; Levítico 4; Levítico 5; Levítico 6; Levítico 7; Levítico 8; Levítico 9; Levítico 10:14-19; Levítico 12:6, 7,8; Levítico 14; Levítico 15:14, 15; 29, 30; Levítico 16; Levítico 17; Levítico 23; Números 6:10-11; 14-17; Números 7; Números 8:12; Números 15; Números 18; Números 19:3; Números 23; Números 28; Números 29; Deuteronômio 15:19, 20; Deuteronômio 21:4; Juízes 6:19-21; 25-28; Juízes 13:19; I Samuel 1:25; I Samuel 3:13-16; I Samuel 6:14; I Samuel 7:9; II Samuel 6:13; II Samuel 24:22; I Reis 8:63, 64; I Reis 18:23-26; I Cron. 15:26; I Cron. 21:23: I Cron. 29:21; II Cron. 7:5; II Cron. 15:11; II Cron. 29:2-2, 23; 32,33, 34; II Cron. 30:15, 17; II Cron. 35:6-11; Esdras 6:9, 17; Esdras 8:35; Esdras 10:19; Jó 42:8; Ezequiel 43:18-27; Ezequiel 44:11, 15; Ezequiel 45:22-25; Ezequiel 46:4-15; Lucas 2:24, 39.

De acordo com a Epístola de São Paulo aos Hebreus, nos Capítulos 9 e 10, todos os sacrifícios terminaram com o sacrifício de Cristo, e embora muitos mandamentos tenham sido dados ao sacrifício, ainda assim as leis relativas a eles foram cumpridas na crucificação, e depois disso essas leis foram e são nulas e sem efeito.

Que essas leis não tinham muita força é demonstrado pelas muitas passagens do Antigo Testamento que falam depreciativamente de sacrifícios. “não vou tomar um novilho de tua casa, nem um cabrito dos teus apriscos; pois são minhas todas as feras da selva, e os animais nas montanhas, aos milhares; conheço as aves todas do céu, e o rebanho dos campos me pertence. Se eu tivesse fome não o diria a ti, pois o mundo é meu, e o que nele existe. Acaso comeria eu carne de touros, e beberia sangue de cabritos? Oferece a Deus um sacrifício de confissão e cumpre teus votos ao Altíssimo” (Sl 50:9-14).

Evidentemente, devemos oferecer a Deus ações de graças e não animais mortos. “Sacrifício a Deus é um espírito contrito.” (Sl 51:19). Mas nesse Salmo 51, o versículo 16[6] parece estar em desacordo com o versículo 19. O Profeta de Cristo diz: “Que me importam os vossos inúmeros sacrifícios?, diz Iahweh. Estou farto de holocaustos de carneiros e da gordura de bezerros cevados; no sangue de touros, de cordeiros e de bodes não tenho prazer.” (Is 1:11). E em Isaías 29:1, o sacrifício é desprezado. Sob algumas condições, o sacrifício parece ter sido muito pecaminoso (Is 65:3-4)[7]. Jeremias evidentemente não gostava de sacrificar e comer carne (7:19-21)[8]. Oséias fala de sacrifícios que não são aceitos (8:13[9] e 13:2-3[10]). “Porque, se me ofereceis holocaustos…, não me agradam as vossas oferendas e não olho para o sacrifício de vossos animais cevados.” (Am 5:22). Deus não se agrada de milhares de sacrifícios, mas que os seres humanos pratiquem a justiça e amem a misericórdia, e andem mansamente com Ele (Mq 6:7-8[11]). Assim, as leis do sacrifício são cumpridas, e o grande sacrifício — Cristo Jesus — o trouxe para um fim adequado.

“Tudo o que se move e possui a vida vos servirá de alimento, tudo isso eu vos dou, como vos dei a verdura das plantas. Mas não comereis a carne com sua alma, isto é, o sangue. Pedirei contas, porém, do sangue de cada um de vós. Pedirei contas a todos os animais e ao homem, aos homens entre si, eu pedirei contas da alma do homem.” (Gn 9:3-5). Obviamente, há algo errado com essa passagem, pois é sem sentido, ambígua e conflita com muitas outras passagens da Bíblia, como, por exemplo, Deuteronômio 14 e Levítico 11, Gênesis 1:29 nunca pode ser reconciliado com isso. Gênesis 9:3, e como parece evidente que Gênesis 1 e 9 foram escritos por um mesmo autor, então sem dúvida há um erro nessa passagem. Se todo o Pentateuco é de um autor, então claramente Gênesis 9:3 é incorretamente proferido, pois é tão conflitante com Levítico 11 e Deuteronômio 14, e outras passagens. Nenhuma nação jamais comeu “toda coisa que se move e vive’”, e como algo poderia ser exigido da mão de cada animal? É dito por eruditos hebreus: “Entre Gênesis 9:3 e Levítico 11 (ou como repetido em Deuteronômio 14) parece haver um conflito de declaração. A explicação usual é que as proibições das últimas passagens repousavam sobre os judeus. Gênesis 9:3 é anterior ao primeiro judeu (Abraão) e pretende ser a regra de vida apenas entre os gentios”. Essa explicação certamente não esclarece o conflito, pois Gênesis 1:29 é anterior a Gênesis 9:3. Também a Bíblia tem muitos mandamentos gerais para não comer animais impuros. Se isso é um conflito entre os escritos Elohísticos[12] e os escritos Jeovísticos[13], parece estranho que o compilador, seja Esdras ou não, não o tenha removido. No entanto, é improvável que qualquer explicação seja satisfatória.

Gênesis 18:7-8[14] fornece o primeiro relato de comer carne, e o que é mais singular, pelos mensageiros de Deus. Devemos lembrar que se esses fossem verdadeiramente mensageiros de Deus, eles não poderiam participar de coisas carnais – não tendo corpo carnal, corpo físico – então eles simplesmente passaram pela forma de comer[15], para agradar a Abraão que havia preparado para eles. Mostra um ponto muito importante, porém, que Abraão estava acostumado a comer carne. Mas o código de moral de Abraão envergonharia um selvagem; veja Gênesis 12 e 20. Descobrimos que Isaac seguiu seu pai e comeu carne (Gn 25:27-28)[16]. Isaac parece ter sido um bom discípulo de seu pai em outros assuntos também (Gn 26:7-10)[17].

Lemos em Gênesis 43:16 que José, um dos personagens mais nobres e puros cuja vida é retratada pelo Antigo Testamento, deu a ordem de matar para um banquete; e, no entanto, na refeição, apenas o pão é mencionado como sendo comido (Gn 43:25-32)[18].

No Livro do Êxodo, capítulo 16, encontramos que os hebreus estavam acostumados a comer carne[19] no Egito, e que eles não comiam carne, mas a desejavam, e Deus prometeu carne a eles[20] e codornizes foram enviadas[21]. Mas os eventos desse capítulo (Êxodo 16) são apresentados de forma mais completa em Números 11, e é melhor considerar lá.

No Livro do Êxodo 20:13 e no Livro do Deuteronômio 5:17 dá a ordem: “Não matarás”. Não diz: “Não matarás o máximo”. Uma lei muito singular é dada no Livro do Êxodo 21:28-29[22], que claramente coloca o boi no mesmo plano de consciência que o ser humano, dando ao boi o poder de discernir o certo e o errado, e a capacidade de premeditação do crime. E o castigo deve ser dado ao boi pelos pecados cometidos como se fosse um ser humano. O fato de que o boi pecador deve ser apedrejado até a morte e a carne não comida prova conclusivamente isso. Isaías lançou mais luz sobre este assunto quando disse: “Aquele que mata um boi é como se tivesse matado um homem.” (66:3). A vida de um boi é aqui considerada tão importante quanto a vida de um ser humano, dando assim ao boi plena fraternidade com o ser humano. Uma consideração misericordiosa pela vida e conforto dos animais é mostrada em no Livro do Êxodo 23:12: “Durante seis dias farás os teus trabalhos e no sétimo descansarás, para que descanse o teu boi e o teu jumento, e tome alento o filho da tua serva e o estrangeiro.”.

Também no Livro do Deuteronômio 25:4, “Não amordaçarás o boi que debulha o grão”. E novamente no Livro dos Provérbios 12:10: “O justo conhece as necessidades do seu gado, mas as entranhas dos ímpios são cruéis.”. No Livro de Eclesiastes, capítulo 3 diz: “Quanto aos homens penso assim: Deus os põe à prova para mostrar-lhes que são animais. Pois a sorte do homem e a do animal é idêntica: como morre um, assim morre o outro, e ambos têm o mesmo alento; o homem não leva vantagem sobre o animal, porque tudo é vaidade.”.  Assim, os animais e o homem são manifestamente um e o mesmo, ou irmãos. E se é assim, e ninguém que investigue honestamente provavelmente duvidará disso, não pode haver diferença entre comer um homem ou um boi, e o canibalismo é simplesmente uma questão de gosto, e não um grau de pecado. Nessas circunstâncias, matar um boi é um crime tão grande quanto matar um homem, pois homem e boi são irmãos. (Isaías 66:3 e Eclesiastes 3:18,19). Se todas as criaturas vivas são irmãos, e é assim, com um Pai comum (Criador), aos olhos desse Pai, ou Deus, é um grande crime assassinar um organismo como outro. O homem ou a mulher que paga dinheiro ao negociante da carne dos seres criados por Deus é igualmente culpado com aquele que os mata. Eles também são culpados com o torturador que mutila os animais jovens, os cauteriza com ferros em brasa, arranca seus chifres, os marca com arame farpado, os coloca em carros lotados meio alimentados e meio regados, os envia em um frio amargo e calor intenso, amedronta-os e os leva para currais de abate, pendura-os pelos pés, enfia uma faca em suas gargantas. Em contraste com isso, que belo quadro é desenhado por Isaías em 11:6-10[23]. A inteligência total e o raciocínio puro dos animais são concedidos a eles em: Gênesis 3:1; Gênesis 9:10-12; Números 22; IIPedro 2:16; IReis 17:4-6; Jó 6:5; Jó 12:7, 8; Salmos 58:4, 5; Provérbios 6:6-8; Provérbios 30:18, 19; 24-28; Isaías 1:3; Isaías 43:20; Jeremias 8:7; Jonas 2:10; Mateus 10:16; Jó 12:10, onde ensina que todo ser vivo tem uma alma.

No Livro do Êxodo 22:1-31 mostra que era costume matar e devorar certos animais, mas que esse costume era acompanhado de alguma consciência de culpa é mostrado por Êxodo 23:19[24], Êxodo 34:26[25] e Deuteronômio 14:21[26].

Nos Livros de Levítico, capítulo 11, e do Deuteronômio, capítulo 14, é fornecida uma lista de animais e aves, etc. que podem ser comidos, e uma lista que não deve ser comido. Os comedores de carne dão grande ênfase a esses capítulos e afirmam que eles não apenas permitem o consumo de carne, mas também o ordenam. Uma leitura cuidadosa do Livro do Deuteronômio, capítulos 12 e 14, mostra que se as pessoas têm uma avassaladora luxúria para carne, eles podem comer certos animais sob restrições e condições que tendem a tornar o consumo de carne extremamente árduo.

“Todo homem da casa de Israel que, no acampamento ou fora dele, imolar novilho, cordeiro ou cabra, sem o trazer à entrada da Tenda da Reunião, para fazer dele uma oferenda a Iahweh, diante do seu tabernáculo, tal homem responderá pelo sangue derramado e será eliminado do meio do seu povo.” (Lv 17:3-4) e “e diante de Iahweh teu Deus, no lugar que ele houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome, comerás o dízimo do teu trigo, do teu vinho novo e do teu óleo, como também os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, para que aprendas continuamente a temer a Iahweh teu Deus. Caso o caminho seja longo demais para ti, e não possas levar o dízimo — porque o lugar que Iahweh teu Deus escolheu para aí colocar o seu nome fica muito longe de ti, quando Iahweh teu Deus te houver abençoado, — vende-o então por dinheiro, toma o dinheiro em tua mão e vai para o lugar que Iahweh teu Deus houver escolhido.6Lá trocarás o dinheiro por tudo o que desejares: vacas, ovelhas, vinho, bebida embriagante, tudo enfim que te apetecer. Comerás lá, diante de Iahweh teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua família.” (Dt 14:23-26).

““Eu queria comer carne!”., caso desejes comer carne, podes comer carne o quanto queiras.” (Dt 12:20).

“É no lugar que Iahweh vosso Deus houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome que trareis tudo o que eu vos ordenei: vossos holocaustos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, os dons das vossas mãos e todas as oferendas escolhidas que tiverdes prometido como voto a Iahweh.” Dt (12:11)

“Tu os comerás diante de Iahweh teu Deus, somente no lugar que Iahweh teu Deus houver escolhido, tu, teu filho e tua filha, teu servo e tua serva, e o levita que habita contigo. E te alegrarás diante de Iahweh teu Deus de todo o empreendimento da tua mão.” (Dt 12:18)

“Se o lugar escolhido por Iahweh teu Deus para aí colocar o seu nome estiver muito longe de ti, poderás então imolar das vacas e ovelhas que Iahweh teu Deus te houver dado, conforme te ordenei. Poderás comer nas tuas cidades o quanto desejares.” (Dt 18:21). Um exame cuidadoso da lista de animais permitidos para serem comidos nos Livros de Deuteronômio, capítulo 14, e Levítico, capítulo 11, mostra que os antigos hebreus exibiam uma inteligência que, vista do ponto de vista científico material, está muito à frente daquela dos Cristãos carnívoros do civilização atual. A discriminação relativa aos mamíferos é tão quase perfeita quanto parece possível para o ser humano carnívoro fazê-lo, e quanto aos pássaros, a mesma inteligência maravilhosa é mostrada. Os peixes proscritos e os animais aquáticos são aqueles que são claramente impróprios para alimentação; especialmente é esse de espécies de água doce. Mas esse excelente grau de sabedoria não é mostrado quanto aos insetos e répteis permitidos e rejeitados, a intenção sendo vaga e incerta e a discriminação não é boa, pois nenhuma tentativa é feita para separar o limpo do impuro. Das coisas móveis que vivem sobre a face da Terra, uma, os porcos, é primordial quanto ao consumo de alimentos imundos; e os hábitos dos porcos são tão imundos quanto os alimentos que consomem. E, no entanto, as mesmas pessoas que recorrem a Levítico, capítulo 11 e Deuteronômio, capítulo 14, para justificá-los no consumo de carne ignorarão deliberadamente as passagens mais fortes desses capítulos, abordando a devoração de carne suína. Como qualquer povo civilizado ou semicivilizado pode cair em um costume tão abominável como comer carne de porco, está além de qualquer compreensão.

Um intelecto mais depravado, governado por uma luxúria incontrolável, deve ter primeiro concebido a ideia dessa prática repugnante. “tereis como impuro o porco porque, apesar de ter o casco fendido, partido em duas unhas, não rumina.” (Lv 11:7). “Não comereis da carne deles nem tocareis o seu cadáver, e vós os tereis como impuros” (Lv 11:8).  “Quanto ao porco, que tem o casco fendido, mas não rumina, vós o considerareis impuro. Não comereis de sua carne e nem tocareis em seus cadáveres.” (Dt 14:8). O Profeta de Cristo diz: “Um povo que continuamente me provoca à ira, … que come carne de porco… meu nariz, um fogo que queima o dia todo” (Is 65:3-5). O Livro de  Isaías, 65:1-5, foi referido por São Paulo, apóstolo dos gentios, em sua Epístola aos Romanos 10:20-21[27]. E Cristo destruiu um rebanho de suínos (Mt 8:31-32), mas Ele não veio para destruir (Mt 5:17).

Então, para resumir os Livros de Deuteronômio, capítulo 14, e Levítico, capítulo 11, parece que se a concupiscência do ser humano carnal não pode ser vencida, ela pode ser ratificada comendo certos animais limpos, sob condições muito restritas. “e diante de Iahweh teu Deus, no lugar que ele houver escolhido para aí fazer habitar o seu nome, comerás o dízimo do teu trigo, do teu vinho novo e do teu óleo, como também os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas, para que aprendas continuamente a temer a Iahweh teu Deus. Caso o caminho seja longo demais para ti, e não possas levar o dízimo — porque o lugar que Iahweh teu Deus escolheu para aí colocar o seu nome fica muito longe de ti, quando Iahweh teu Deus te houver abençoado, — vende-o então por dinheiro, toma o dinheiro em tua mão e vai para o lugar que Iahweh teu Deus houver escolhido. Lá trocarás o dinheiro por tudo o que desejares: vacas, ovelhas, vinho, bebida embriagante, tudo enfim que te apetecer. Comerás lá, diante de Iahweh teu Deus, e te alegrarás, tu e a tua família.” (Dt 14:23-26). Certamente, comer carne não era uma prática comum nessas condições. Não há mais razão para os Cristãos tentarem seguir as partes desses capítulos que podem agradar suas concupiscências do que haveria na tentativa de seguir a ordem em Levítico 26:29: “Comereis a carne dos vossos filhos e comereis a carne das vossas filhas.”.

Um Cristão segue a lei estabelecida no Livro do Deuteronômio, capítulo 14, versículo 21?

O Livro de Amós diz que comedores de carne devem entrar em cativeiro. (6:4:7)[28].

“…tirarei o seu sangue de sua boca e as suas abominações dentre os seus dentes. Ele, também, será um resto para o nosso Deus, será como uma família em Judá, e Acaron como um jebuseu.” (Zc 9:7).

Que São João Batista comeu gafanhotos (Mt 3:4[29] e Mc 1:6[30]) é certo, mas São João deve ter tido muitas falhas. (Mt 11:11). Ainda assim, comer gafanhotos não é tão errado quanto comer vertebrados.

Cristo Jesus deu à multidão peixe para comer (Mt 14:17,19,20; Mt 15:36,37; Mc 6:41; Mc 8:7,8; Lc 9:16,17 e Jo 6:11), mas não há registro de que ele mesmo os comeu, e de acordo com São João (Jo 6:9[31]) nem Cristo Jesus nem seus Discípulos tinham o peixe original. Embora Cristo Jesus possa não ter aprovado comer carne, ainda no caso de peixe, pelo menos, ele tolerou. Mas não há nada no Novo Testamento tocando nessa questão que seja de alguma consequência. O mais sério é no Evangelho Segundo São Lucas, em 24:42:43[32]. Aqui Cristo Jesus aparentemente comeu peixe, mas essas passagens não são absolutamente claras. Como isso aconteceu após a crucificação, Cristo Jesus deve ter estado em estado espiritual onde o corpo carnal não exigia sustento; portanto, se Cristo Jesus comeu peixe, ele estava apenas passando pela forma de comer para convencer Seus Discípulos de que Ele era um “homem de carne e sangue” (?). Ainda assim, como São Lucas recebeu sua informação em segunda mão, e não escreveu o registro por, provavelmente, meio século depois, é muito provável que ele tenha cometido um erro aqui, pois São João, que estava presente nesta cena, não diz nada sobre Cristo Jesus comer peixe nessa ocasião, mas São João diz: “Jesus aproxima-se, toma o pão e o distribui entre eles; e faz o mesmo com o peixe.” (Jo 21:13). “Este é o discípulo que dá testemunho dessas coisas e foi quem as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro.” (Jo 21:24).

Os judeus comiam peixes e outros animais, e que Cristo Jesus reconheceu esse fato é demonstrado no Evangelho Segundo São Mateus 22:4[33]; Evangelho Segundo São Lucas 11:11[34] e em 15:23-29,30[35], mas não há insinuação de que Ele o sancionou.

No Livro dos Atos dos Apóstolos, capítulo 10, é retratada uma visão de São Pedro, que às vezes é usada como justificativa para comer carne, mas esse capítulo e o seguinte explicam tão claramente que a visão se aplica a pessoas e não a alimentos, que não é digna de consideração.

São Paulo pensava que homens, pássaros, peixes e animais tinham, cada um, um tipo diferente de carne (ICor 15:39[36]), e que nenhuma ordem deveria ser dada “exigirão a abstinência de certos alimentos, quando Deus os criou para serem recebidos, com ação de graças, pelos que têm fé e conhecem a verdade. Pois tudo o que Deus criou é bom, e nada é desprezível, se tomado com ação de graças,” (ITim 4:3-4). São Paulo parece sancionar o consumo de carne aqui e no capítulo 10 da Primeira Epístola aos Coríntios, embora seja muito vago. Ainda assim, São Paulo ensinou algumas coisas que nenhuma igreja Cristã aceita.

O Espírito Santo desceu sobre Cristo Jesus em forma corpórea como uma pomba (Lc 3:22[37]). É difícil conceber o Espírito Santo assumindo a forma de um animal destinado a ser devorado pelo homem para satisfazer um apetite carnal. Cristo Jesus era frequentemente mencionado como um Cordeiro, e Cristo Jesus chamou seus Discípulos de cordeiros e ovelhas (Jo 21:15-17[38] e Jo 10:3,7,8[39]). Parece singular que Cristo Jesus e seus Ciscípulos sejam chamados pelo nome de um animal que deveria ser devorado. |

“Sede misericordiosos” (Lc 6:36) aplica-se igualmente bem a todos os seres criados por Deus. E da mesma forma, o comando: “Não mate.” (Lc 18:20).

Os Apóstolos ensinaram a abstenção de sangue. (At 15:20-29[40] e 21:25[41]).

Na Epístola de São Paulo aos Romanos, no capítulo 14, nos ensina que comer carne é um assunto que deve ser deixado ao julgamento do indivíduo.

“Eis porque, se um alimento é ocasião de queda para meu irmão, para sempre deixarei de comer carne, a fim de não causar a queda de meu irmão.” (ICor 8:13).

Aqueles “cujo Deus é seu ventre” são inimigos de Cristo (Fp 3:18,19). “O alimento sólido” é mencionada em na Epístola de São Paulo aos Hebreus em 5:14, mas não tem relação com o assunto de comer carne. A última ordem de Cristo Jesus foi: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Lc 16:15; Cl 1:23).

Considerando todos os escritos da Bíblia, descobrimos que a preponderância de evidências dignas de crédito é esmagadoramente oposta ao consumo de carne. Não há absolutamente nada que justifique isso, e a única desculpa que se pode oferecer para devorar as carcaças dos seres criados de Deus é a luxúria do ser humano carnal.

Se matarmos e ensinarmos outros a matar, construiremos na consciência pensamentos de morte e falta de vida. “Não vos iludais; de Deus não se zomba. O que o homem semear, isso colherá.” (Gl 6:7). Se participamos de animais mortos, estamos participando da morte e, assim, atraindo a morte para nós. Se desejamos ver o Reino de Cristo, tão belamente descrito no Capítulo 2 do Livro de Isaias, estabelecido na Terra, teremos que fazer nossa parte na preparação para ele, e devemos construir e não destruir, enquanto aguentarmos a imagem de morte e destruição diante de nossos vizinhos e de nós mesmos, por tanto tempo estamos retardando a chegada deste tempo de perfeição pacífica tão graficamente retratado pelo irônico profeta de Cristo.

“Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes.Sobre ele repousará o espírito de Iahweh, espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Iahweh: no temor de Iahweh estará a sua inspiração. Ele não julgará segundo a aparência. Ele não dará sentença apenas por ouvir dizer. Antes, julgará os fracos com justiça, com equidade pronunciará uma sentença em favor dos pobres da terra. Ele ferirá a terra com o bastão da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio. A justiça será o cinto dos seus lombos e a fidelidade, o cinto dos seus rins. Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e um menino pequeno os guiará. A vaca e o urso pastarão juntos, juntas se deitarão as suas crias. O leão se alimentará de forragem como o boi. A criança de peito poderá brincar junto à cova da áspide, a criança pequena porá a mão na cova da víbora. Ninguém fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte, porque a terra ficará cheia do conhecimento de Iahweh, como as águas enchem o mar. Naquele dia, a raiz de Jessé, que se ergue com um sinal para os povos, será procurada pelas nações, e a sua morada se cobrirá de glória.” (Is 11:1-10.).

“O lobo e o cordeiro pastarão juntos e o leão comerá feno como o boi. Quanto à serpente, o pó será o seu alimento. Não se fará mal nem violência em todo o meu monte santo, diz Iahweh Deus.” (Is 65:25).

“Farei em favor deles, naquele dia, um pacto com os animais do campo, com as aves do céu e com os répteis da terra. Exterminarei da face da terra o arco, a espada e a guerra; fá-los-ei repousar em segurança.” (Os 2:20). E quando nos prepararmos e prepararmos o mundo para receber nosso Rei – quando deixarmos de lado o “homem carnal” – quando não ferirmos, nem destruirmos, nem devorarmos – quando nos elevarmos acima do pecado, da doença, tristeza e morte, e entrarmos em Seu “descanso glorioso”, e aprendermos que o amor é a lei suprema – então, e não até então, haverá a “vinda do Filho do homem”, e todos poderemos dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor.”.

Se quisermos ver a segunda vinda de Cristo realmente ocorrer, como foi prometido, devemos preparar a nós mesmos e ao mundo para recebê-lo.

Não podemos descansar na esperança, mas devemos fazer nossa parte do trabalho. Não podemos realizar nada esperando com calma. Devemos estar trabalhando na construção do Reino, e o fundamento mais seguro que podemos construir está na Regra de Ouro. Devemos “viver e deixai viver”. Devemos nos levantar, e “como o relâmpago sai do leste e brilha até o oeste”, assim devemos “enviar a boa “palavra” e ensinar todos os seres criados a preparar o caminho” diante d’Ele.

Então veremos um “novo Céu e uma nova Terra”, pois o velho terá “passado”, e “veremos o Filho do homem vindo nas nuvens do céu, com poder e grande glória” e O verão entronizado e governando através do poder do amor, e então “não farão mal nem destruirão em todo o meu santo monte”. E não haverá mais morte, nem pesar, nem pranto e nem dor”.

FIM

(Publicado na revista Unity[42] Tract Society, Kansas City, MO. nas edições de novembro, dezembro de 1904 e janeiro e fevereiro de 1905 e traduzido pelos irmãos e irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: Em todas as linhas de investigação, chegamos ao “princípio” com um ser humano vegetariano. No poema mais antigo conhecido, o épico acádico (da cidade de Acad) de Isdubar de Erech (Gn 10:10) ocorrem estas linhas: “Com as gazelas à noite ele comeu sua comida. Durante o dia com feras do campo ele vivia. Seu coração se alegrou quando viu coisas VIVAS.”. E em vislumbres obscuros e sombrios do Egito primitivo, vemos o ser humano comendo grãos, frutas e vegetais. Darwin diz sobre o ser humano primitivo: “Ele provavelmente habitava um país quente; uma circunstância favorável para a dieta frugífera, na qual, a julgar por analogia, ele subsistiu”.

[2] N.T.: Abel, por sua vez, também ofereceu as primícias e a gordura de seu rebanho. Ora, Iahweh agradou-se de Abel e de sua oferenda. Mas não se agradou de Caim e de sua oferenda, e Caim ficou muito irritado e com o rosto abatido.

[3] N.T.: Noé construiu um altar a Iahweh e, tomando de animais puros e de todas as aves puras, ofereceu holocaustos sobre o altar.

[4] N.T.: Ele lhe disse: “Procura-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho”. Ele lhe trouxe todos esses animais, partiu-os pelo meio e colocou cada metade em face da outra; entretanto, não partiu as aves.

[5] N.T.: Quando o sol se pôs e estenderam-se as trevas, eis que uma fogueira fumegante e uma tocha de fogo passaram entre os animais divididos.

[6] N.T.: Livra-me do sangue, ó Deus, meu Deus salvador, e minha língua aclamará tua justiça.

[7] N.T.: “a um povo que me provoca de frente sem cessar, sacrificando nos jardins, queimando incensos sobre as lajes…comendo carne de porco, pondo nos seus pratos postas impuras”.

[8] N.T.: “Mas será a mim que eles ofendem?, oráculo de Iahweh. Não será a eles mesmos, para a sua própria vergonha? Por isso, assim disse o Senhor Iahweh: Eis que minha ira ardente se derramará sobre este lugar, sobre os homens, sobre os animais, sobre as árvores do campo e sobre os frutos da leira. Ela arderá e não se extinguirá. Assim disse Iahweh dos Exércitos, Deus de Israel: Acrescentai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios e comei a carne!”.

[9] N.T.: “Eles oferecem os sacrifícios que amam, comem a carne, mas Iahweh não os aceitará. Agora ele se lembrará de suas faltas e castigará os seus pecados: eles voltarão ao Egito.”

[10] N.T.: “Eles dizem: “Oferecei-lhes sacrifícios”. Homens beijam bezerros. 3Por isso, serão como a nuvem da manhã, como o orvalho que cedo desaparece, como a palha que voa fora da eira e como a fumaça que sai pela janela.”.

[11] N.T.: “Terá Iahweh prazer nos milhares de carneiros ou nas libações de torrentes de óleo? Darei eu o meu primogênito pelo meu crime, o fruto de minhas entranhas pelo meu pecado?”. — “Foi-te anunciado, ó homem, o que é bom, e o que Iahweh exige de ti: nada mais do que praticar o direito, gostar do amor e caminhar humildemente como teu Deus.”

[12] N.T.: relativo à Elohim, não necessariamente de Jeová.

[13] N.T.: Relacionado à Jeová (Iahweh Deus).

[14] N.T.: “Depois correu Abraão ao rebanho e tomou um vitelo tenro e bom; deu-o ao servo que se apressou em prepará-lo. Tomou também coalhada, leite e o vitelo que preparara e colocou tudo diante deles; permaneceu de pé, junto deles, sob a árvore, e eles comeram.”

[15] N.T.: Josephus (foi um historiador e apologista judaico-romano, descendente de uma linhagem de importantes sacerdotes e reis) disse: “Eles fizeram um demonstração de comida”.

[16] N.T.: 7Os meninos cresceram: Esaú tornou-se um hábil caçador, correndo a estepe; Jacó era um homem tranquilo, morando sob tendas.8Isaac preferia Esaú, porque apreciava a caça, mas Rebeca preferia Jacó.”

[17] N.T.: “Os homens do lugar interrogaram-no sobre sua mulher e ele respondeu: “É minha irmã”. Ele teve medo de dizer: “Minha mulher,” pensando: “Os homens do lugar me matarão por causa de Rebeca, pois ela é bonita”. Ele estava lá há muito tempo quando Abimelec, rei dos filisteus, olhando uma vez pela janela, viu que Isaac acariciava Rebeca, sua mulher. Abimelec chamou Isaac e disse: “É evidente que é tua mulher! Como pudeste dizer: ‘É minha irmã’?”. Isaac lhe respondeu: “Pensei comigo: corro o risco de morrer por causa dela”. Retomou Abimelec: “Que nos fizeste? Por pouco alguém do povo dormia com tua mulher e tu nos atrairias uma falta!””.

[18] N.T.: “Eles prepararam o presente, esperando que José viesse ao meio-dia, porque souberam que ali fariam refeição. Quando José entrou na casa, ofereceram-lhe o presente que tinham consigo e se prostraram por terra. Mas ele os saudou amigavelmente e perguntou: “Como está vosso velho pai, de quem me falastes: ele ainda vive?”. Responderam: “Teu servo, nosso pai, está bem, ele ainda vive,” e se ajoelharam e se prostraram. Erguendo os olhos, José viu seu irmão Benjamim, o filho de sua mãe, e perguntou: “É este o vosso irmão mais novo, de que me falastes?”. E dirigindo-se a ele: “Que Deus te conceda graça, meu filho”. E José apressou-se em sair, porque suas entranhas se comoveram por seu irmão e as lágrimas lhe vinham aos olhos: entrou em seu quarto e ali chorou. Tendo lavado o rosto, voltou e, contendo-se, ordenou: “Servi a refeição”. Serviram-no à parte, eles à parte e à parte, também, os egípcios que comiam com ele, porque os egípcios não podem tomar suas refeições com os hebreus: têm horror disso.”

[19] N.T.: Ex 16:3: “Os filhos de Israel disseram-lhes: “Antes fôssemos mortos pela mão de Iahweh na terra do Egito, quando estávamos sentados junto à panela de carne e comíamos pão com fartura! Certamente nos trouxestes a este deserto para fazer toda esta multidão morrer de fome”.”

[20] N.T.: Ex 16:8: “E Moisés disse: “Iahweh vos dará esta tarde carne para comer, pela manhã pão com fartura, pois ouviu a vossa murmuração contra ele. Porque nós, o que somos? Não são contra nós as vossas murmurações, e sim contra Iahweh”.” Ex 16:12: ““Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: Ao crepúsculo comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou Iahweh vosso Deus”.”

[21] N.T.: Ex 16:13: “À tarde subiram codornizes e cobriram o acampamento; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do acampamento.”

[22] N.T.: “Se algum boi chifrar homem ou mulher e causar sua morte, o boi será apedrejado e não comerão a sua carne; mas o dono do boi será absolvido. Se o boi, porém, já antes marrava e o dono foi avisado, e não o guardou, o boi será apedrejado e o seu dono será morto.”

[23] N.T.: “Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e um menino pequeno os guiará. A vaca e o urso pastarão juntos, juntas se deitarão as suas crias. O leão se alimentará de forragem como o boi. A criança de peito poderá brincar junto à cova da áspide, a criança pequena porá a mão na cova da víbora. Ninguém fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte, porque a terra ficará cheia do conhecimento de Iahweh, como as águas enchem o mar. Naquele dia, a raiz de Jessé, que se ergue com um sinal para os povos, será procurada pelas nações, e a sua morada se cobrirá de glória.”

[24] N.T.: “Trarás as primícias dos frutos da tua terra à casa de Iahweh teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.”

[25] N.T.: “Trarás o melhor das primícias para a Casa de Iahweh teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe.”

[26] N.T.: “Não podereis comer de nenhum animal que tenha morrido por si. Tu o darás ao forasteiro que vive em tua cidade para que ele o coma, ou vendê-lo-ás a um estrangeiro. Porque tu és um povo consagrado a Iahweh teu Deus. Não cozerás um cabritinho no leite de sua mãe.”

[27] N.T.: “E Isaías ousa até dizer: Fui encontrado por aqueles que não me procuram; tornei-me visível aos que não perguntam por mim. E a Israel diz: O dia todo estendi as mãos a um povo desobediente e rebelde.”

[28] N.T.: “Eles estão deitados em leitos de marfim, estendidos em seus divãs, comem cordeiros do rebanho e novilhos do curral,improvisam ao som da harpa, como Davi, inventam para si instrumentos de música, bebem crateras de vinho e se ungem com o melhor dos óleos, mas não se preocupam com a ruína de José. Por isso, agora, eles serão exilados à frente dos deportados, e terminará a orgia daqueles que estão estendidos.”

[29] N.T.: “Seu alimento consistia em gafanhotos e mel silvestre.”

[30] N.T.: “e se alimentava de gafanhoto e mel silvestre.”

[31] N.T.: “’Há aqui um menino, que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantas pessoas?’”

[32] N.T.: “Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o, então, e comeu-o diante deles.”

[33] N.T.: “Tornou a enviar outros servos, recomendando: ‘Dizei aos convidados: eis que preparei meu banquete, meus touros e cevados já foram degolados e tudo está pronto. Vinde às núpcias’”.

[34] N.T.: “Quem de vós, sendo pai, se o filho lhe pedir um peixe, em vez do peixe lhe dará uma serpente?”.

[35] N.T.: “Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois, este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festejar. Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto de casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde’. Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe. Ele, porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’”.

[36] N.T.: “Nenhuma carne é igual às outras, mas uma é a carne dos homens, outra a carne dos quadrúpedes, outra a dos pássaros, outra a dos peixes.”.

[37] N.T.: “e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corporal, como pomba. E do céu veio uma voz: ‘Tu és o meu Filho; eu, hoje, te gerei!”.

[38] N.T.: “Depois de comerem, Jesus disse a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes”? Ele lhe respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta os meus cordeiros”. Uma segunda vez lhe disse: “Simão, filho de João, tu me amas?”. — “Sim, Senhor”, disse ele, “tu sabes que te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as minhas ovelhas”. Pela terceira vez disse-lhe: “Simão, filho de João, tu me amas?”. Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara “Tu me amas?”. e lhe disse: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes quente amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas.”.

[39] N.T.: Jo 10:3: “A este o porteiro abre: as ovelhas ouvem a sua voz e ele chama as suas ovelhas uma por uma e as conduz para fora.”. Jo 10:7-8: “7Disse-lhes novamente Jesus: “Em verdade, em verdade, vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes; mas as ovelhas não os ouviram.”.

[40] N.T.: “Mas se lhes escreva que se abstenham do que está contaminado pelos ídolos, das uniões ilegítimas, das carnes sufocadas e do sangue. Com efeito, desde antigas gerações tem Moisés em cada cidade os seus pregadores, que o leem nas sinagogas todos os sábados”. Então pareceu bem aos apóstolos e anciãos, de acordo com toda a Igreja, escolher alguns dentre os seus e enviá-los a Antioquia, junto com Paulo e Barnabé. Foram Judas, cognominado Bársabas, e Silas, homens considerados entre os irmãos. Por seu intermédio, assim escreveram: “Os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, aos irmãos dentre os gentios que moram em Antioquia, na Síria e na Cilícia, saudações! Tendo sabido que alguns dos nossos, sem mandato de nossa parte, saindo até vós, perturbaram-vos, transtornando vossas almas com suas palavras, pareceu-nos bem, chegados a pleno acordo, escolher alguns representantes e enviá-los a vós junto com nossos diletos Barnabé e Paulo,homens que expuseram suas vidas pelo nome de nosso Senhor, Jesus Cristo. Nós vos enviamos, pois, Judas e Silas, eles também transmitindo, de viva voz, estas mesmas coisas. De fato, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor nenhum outro peso além destas coisas necessárias: que vos abstenhais das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas, e das uniões ilegítimas. Fareis bem preservando-vos destas coisas. Passai bem.””.

[41] N.T.: “Quanto aos gentios que abraçaram a fé, já lhes escrevemos sobre nossas decisões: que se abstenham das carnes imoladas aos ídolos, do sangue, das carnes sufocadas e das uniões ilegítimas””.

[42] N.T.: UNITY é um manual de Cristianismo Prático e Cura Cristã. Ele apresenta a pura doutrina de Jesus Cristo diretamente da fonte, “O Espírito Santo, que vos conduzirá a toda a Verdade”. Não é o órgão de nenhuma seita, mas permanece independente como um expoente do Cristianismo prático, ensinando a aplicação prática em todos os assuntos da vida da doutrina de Jesus Cristo; explicando a ação da Mente e como ela é o elo de ligação entre Deus e o ser humano; como a ação da Mente afeta o corpo, produzindo discórdia ou harmonia, doença ou saúde, e traz o ser humano para a compreensão da Lei Divina, harmonia, saúde e paz, aqui e agora.

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