Arquivo de tag Período Lunar

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Esquema, Caminho e Obra da Evolução

A Almejada Resposta: cultivar a parte espiritual e cuidar dos negócios desse mundo
A Ansiosa Solicitude pela Vida
A Base do Cristianismo: uma Conversa na Pro-Ecclesia
A Economia da Nova Era
A Elevação da Raça Humana via o Corpo-Alma
A Evolução pelo Alimento
A Fraternidade Rosacruz, a Ordem Rosacruz e a Iniciação
A Gloriosa Era: revistamos do áureo manto nupcial para a futura comunhão com Cristo
A Hora Presente e seu Significado: crise?
A Necessidade Importantíssima da Renúncia de Si Mesmo para se viver na atual Era de Peixes
A Paciência e o que ela tem a haver com a Sabedoria
A Perfeita Paz do Eterno…para isso você deve saber quem é o seu mediador
A Religião e a Ciência
A Senda: o Caminho Estreito e Direto para o seu Desenvolvimento Espiritual Rosacruz
Ao Alvorecer de um Novo Ano: rememoremos e analisemos os fatos
Arco Descendente da Evolução: “De Onde Viemos?
As Dificuldades no Caminho de Volta
As Mudanças Acentuadas que estamos Passando
Caminho da Iniciação: A Fuga para o Egito
Caminho da Iniciação: Apresentação no Templo
Caminho da Iniciação: O Batismo
Caminho da Iniciação: O Ensinamento no Templo
Como chegamos ao ponto de poder utilizar o pensamento aqui, no Mundo Físico
Conforme a Necessidade do Tempo e do Lugar, nós renascemos
Cristo: Sua Trajetória e Sua Missão para nos salvar
Críticas ao Cristianismo Popular, como se já estivessem acima dos seus ensinamentos Cristãos
Da Tríade: “De Onde Viemos” – O Arco Descendente da Evolução
Da Tríade: “Para Onde Vamos”
Desenvolvimento Equilibrado: como está o seu?
É Tempo de Renovação Espiritual
Entre a Ilusão e a Realidade
Eu sou o Caminho
Extensão de Consciência
Faz sentido ter Temor às Provas quando no grau do Probacionismo?
Houve um Tempo para lançar luz sobre a mal-entendida Religião Cristã
Não Violência: a Única Saída
Nossa Jornada Cíclica
Nossa valorização individual: uma das grandes contribuições dada pelo Cristianismo
O Batismo da Consciência e a Iniciação
O Ciclo: o fim não existe, somente um contínuo eterno, uma existência eterna
O Cristo Cósmico: diferente de Cristo-Jesus – um Raio do Cristo Cósmico
O Espírito de Natal
O Esquema de Evolução e as Relações com as Iniciações Menores e as Cristãs
O Evangelho de São João: o que mais aclara o ponto central da involução para a evolução
O Peregrino do Tempo
O Poder do Amor
O Primeiro Céu, o nosso Lar dependente da Nossa Alma
O Processo da Nossa Evolução
O Processo de Redenção
O Propósito Renovado para Aprender o Melhor possível aquilo que é ensinado
O que está errado no Mundo?
O Seu Crescimento Espiritual na Fraternidade Rosacruz
O Significado da Morte
O Sol Místico da Meia Noite no Natal
O Terceiro Fator nesse Esquema de Evolução que quando não atua ou se torna inativa no indivíduo, na família, nação ou no povo começa a degeneração
O Tipo de Renúncia necessária para trilhar o Caminho de Preparação para a Iniciação Rosacruz
O Vinho, como bebida alcoólica, usado neste Esquema de Evolução – Parte 1
O “Vinho” como Fator da Evolução – Parte 2
O “Vinho” como Fator da Evolução – Parte 3
Os Bosques da Alegria
Os Cinco Panoramas da Vida
Os Mundos Visível e Invisíveis
Os Mundos: formação de um “Cosmos”
Os Pergaminhos do Mar Morto
Os Perigos no Caminho
Os Sete Dias da Criação – O Inconsciente e a Iniciação
Pelas Veredas do Nosso Esquema de Evolução atual
Por que sofremos? A dor é o estímulo para a perfeição?
Porque o Método Rosacruz de Desenvolvimento é Ocidental
Preparando-se para a Era de Aquário: como está a sua preparação?
Primeira Época, a Polar, do Período Terrestre
Qual é o conceito de felicidade que a Escola Rosacruz preconiza
Quando e para que foram nos dado: Arquitetura, Escultura, Pintura e Música
Quarta Época, a Atlante, do Período Terrestre
Quinta Época, a Ária, do Período Terrestre
Renovação: os 4 Princípios
Segunda Época, a Hiperbórea, do Período Terrestre
Sementes da Nova Era, ainda aqui na Era de Peixes
Sexta Época, a Nova Galileia, do Período Terrestre
Terceira Época, a Lemúrica, do Período Terrestre
Todos nós podemos e devemos decifrar a mensagem e resolver o mistério do Universo: eis um exemplo
Tudo o que for necessário para o seu crescimento e desenvolvimento sempre virá e na hora certa
Um Pouco de Culpa em Todos
Uma Conta Simples sobre Quantidade de Renascimentos aqui
Uma exposição elementar sobre o seu desenvolvimento e o da humanidade
Uma Renovada Disposição sempre Planejando para o Próximo Ano
Valorizar a Sua Vida aqui na Terra
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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Relação entre a Água e as Emoções

Há passagens na Bíblia, especialmente nos Evangelhos, em que se observarmos mais atentamente veremos algo muito mais transcendente do que Cristo Jesus produzindo uma de suas maravilhas.

Aqui seguem dois exemplos bem contundentes:

No Evangelho Segundo S. Mateus 8:23-27 estudemos o seguinte trecho:

“Então, entrando Ele no barco seus Discípulos o seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto Cristo Jesus dormia. Mas os Discípulos vieram acordá-Lo clamando: ‘Salva-nos, pereceremos’. Acudiu-lhes então Cristo Jesus: ‘Por que sois tímidos, homens de pequena fé?’. E levantando-se repreendeu os ventos e o mar e fez-se grande bonança. E maravilharam-se os homens dizendo: ‘Quem é Este que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”

E no mesmo Evangelho (14:22-33), estudemos esse trecho:

“Logo a seguir compeliu Jesus os Discípulos a embarcar e passar adiante dele para o outro lado, enquanto Ele despedia as multidões. E, despedidas as multidões, subiu ao monte a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde lá estava Ele, só. Entretanto, o barco já estava longe, a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas porque o vento era contrário. Na quarta vigília da noite foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os Discípulos ao verem-no andando por sobre as águas ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma. E tomados de medo gritaram, mas Cristo Jesus imediatamente lhes falou: ‘Tende bom ânimo. Sou eu. Não temais’. Respondendo-lhe Pedro disse: ‘Se és tu Senhor, manda-me ir ter contigo por sobre as águas’. E Ele disse: ‘Vem’. E Pedro descendo do barco andou sobre as águas e foi ter com Cristo Jesus. Reparando, porém, na força do vento, teve medo e começando a submergir, gritou: ‘Salva-me Senhor’. E, prontamente Cristo Jesus estendendo a mão tomou-o e lhe disse: ‘Homem de pequena fé, porque duvidastes?’. Subindo ambos para o barco, cessou o vento. E os que estavam no barco o adoraram dizendo: ‘Verdadeiramente és Filho de Deus’”.

Aqui Cristo Jesus não estava literalmente dominando os elementos próprios do Mundo Físico, tais como a tempestade, os ventos e as ondas fortíssimas. Na realidade, estas passagens do Novo Testamento relatam experiências ocorridas em outra dimensão. Na literatura Rosacruz a água simboliza as emoções e o Mundo do Desejo.

À natureza da água lembra muito o Mundo do Desejo, cuja substância se encontra em constante movimento. Aprendemos na Filosofia Rosacruz que a permanência no Mundo do Desejo requer muito equilíbrio e discernimento do Estudante Rosacruz. Quando faltam essas qualidades ocorre justamente o pânico que sobressaltou S. Pedro no capítulo 14, nos versículos 22-33 do Evangelho acima.

S. Pedro deixou o barco (simbolizando o Corpo Denso) e se aventurou-se no Mundo do Desejo, logicamente, utilizando seu Corpo de Desejos. Porém, ainda não conseguia se manter-se equilibrado e com o nível de discernimento necessário para lá permanecer sereno, tendo assim que receber a ajuda de Cristo. “Caminhar sobre as águas” é dominar os elementos do Mundo do Desejo.

Pois, também aprendemos na Filosofia Rosacruz que a lei que rege a matéria da Região Química do Mundo Físico é a inércia, a tendência a permanecer em status quo. É necessária certa soma de energia para vencer essa inércia, para fazer com que um material qualquer, por exemplo um corpo, em repouso se mova ou para deter um que esteja em movimento. Tal coisa não acontece com a matéria componente do Mundo do Desejo. Em si própria é quase vivente, está em movimento incessante, fluídico. Pode tomar formas inimagináveis com inconcebível facilidade e rapidez brilhando ao mesmo tempo com milhares de cores coruscantes sem termos de comparação com qualquer coisa que conhecemos neste estado físico de consciência. Desta ligeira descrição pode-se deduzir quão difícil será para o neófito que acaba de abrir os olhos internos, encontrar o equilíbrio no Mundo do Desejo. É um manancial de toda espécie de perturbações e perplexidades.

Outro importante ensinamento que aprendemos na Filosofia Rosacruz é que a característica principal dos Globos lunares, quando vivíamos no Período Lunar, pode ser descrita como ‘umidade’. Os Cientistas ocultistas chamam “água” aos Globos do Período Lunar e descrevem sua atmosfera como se fosse névoa ígnea.

Também aprendemos que cada dia da semana corresponde a um dos Períodos e é regido por um Astro em particular. À segunda-feira corresponde ao Período Lunar e é regida pela Lua que exerce decisiva influência sobre as águas, os fluídos, as marés e afins.

Por outro lado, o domínio das emoções representa uma transição de um estado de consciência para outro. Por exemplo, os israelitas para entrar na Terra Prometida, primeiro tiveram de atravessar o Mar Vermelho e depois o Rio Jordão.

Cruzar as águas é uma vitória sobre as emoções, sobre si próprio. Se você supera alguma dificuldade, “você cruzou o Jordão”.

Outro exemplo nesse sentido é a Arca de Noé que, esotericamente interpretada, representa um estado de consciência mais elevado, uma vitória sobre a comoção e insegurança causadas por grandes transformações. O dilúvio é uma alegoria do desaparecimento da Atlântida. Os sobreviventes simbolizam um tipo superior de Humanidade, capaz de responder positivamente às necessidades evolutivas da Época Ária.

Aprendemos que as Épocas contêm em si mesmas espirais evolutivas menores, que são as Eras. As Eras são algumas dessas espirais. O ser humano da Era de Peixes é emotivo por excelência. Eis porque esta Era está intimamente ligada ao elemento Água: o batismo com água nas Igrejas cristãs, a água benta, a emotividade que envolve a devoção.

Na próxima Era — que é a Era de Aquário — essas características serão modificadas. O ser humano aquariano será mais racional. A atmosfera mais seca e elétrica que predominará ensejará o fortalecimento da atividade intelectual. A representação astrológica de Aquário consiste em “um homem”, o aguador, despejando a água do seu cântaro.

Num futuro mais distante ainda, às emoções serão totalmente sublimadas e amalgamadas à constituição espiritual do ser humano. Isso foi anunciado no Capítulo 21 do Livro do Apocalipse: “Vi novo Céu e nova Terra, pois o primeiro Céu e a primeira Terra passaram e o mar já não existe”. Temos, portanto, uma árdua tarefa pela frente!

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/abril – 1988 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é o ponto de vista dos Ensinamentos Rosacruzes em relação à criação do mundo em sete dias?

Resposta: Existem duas histórias da criação na Bíblia. Uma começa no primeiro versículo do primeiro capítulo e termina no terceiro versículo do segundo capítulo do Livro do Gênesis[1]. Outra narrativa começa no quarto versículo[2].

Essas duas histórias da criação parecem divergir bastante em vários pontos. O primeiro relato afirma que no princípio a Terra era coberta de água; o segundo afirma que era seca. O primeiro nos informa que o ser humano foi criado por último; a segunda versão diz que ele foi a primeira criatura, etc. Essas discrepâncias parecem irreconciliáveis ​​e proporcionam ao cético grande satisfação quando ele as relata com um sorriso de pena arrogante pelos pobres tolos ignorantes que acreditam em tamanha tolice. No entanto, os dois relatos não são realmente incongruentes; eles são complementares e estão em harmonia com os fatos científicos. O primeiro relato trata origem da Forma, o segundo capítulo da evolução da consciência. A Forma humana, como está constituída atualmente, é a obra-prima da evolução, construída sobre a base de todas as Formas inferiores que a precederam. A Vida que é o Espírito, o pensador, não tem começo nem fim, é eterna como o próprio Deus, e essa Vida existia antes de todas as Formas, como conta a segunda história da criação.

Quanto ao tempo em que se diz que essa criação da forma ocorreu, os Ensinamentos Rosacruzes não ensinam nem acreditam que ela tenha sido realizada em sete dias de vinte e quatro horas cada, mas em nosso esquema de manifestação sete grandes transformações da Terra são necessárias para facilitar a plena evolução da autoconsciência e do poder da Alma pelos Espíritos em evolução. Três Períodos e meio foram gastos na obtenção de veículos; o restante será necessário para a evolução da consciência.

O versículo inicial da Bíblia afirma que, no princípio, a Terra era escura e sem forma definida. Isso ocorreu durante o Período de Saturno, quando a névoa ígnea incipiente se formava a partir da substância primordial do espaço.

O terceiro versículo nos informa que Deus disse “Haja luz”, uma passagem que tem sido alvo de escárnio por demonstrar a ignorância dos autores e a inconsistência do relato com os fatos científicos; pois, diz o zombador: “Se o Sol e a Lua só foram criados no quarto dia, como poderia haver luz antes disso?”. Não estamos lidando com o mundo como ele é hoje, uma massa sólida. Isso, é claro, seria escuro sem uma fonte externa de luz, mas naquela época a Terra era um mundo em formação e, de acordo com a Teoria Nebular, deve haver primeiro o estágio de calor escuro ao qual demos o nome de Período de Saturno. Mais tarde, a névoa se acende e se torna luminosa; a luz está dentro e não depende de um Sol e de uma Lua externos. Este segundo estágio no desenvolvimento do nosso Planeta é chamado de Período Solar.

Em seguida, somos informados de que Deus disse: “Haja uma expansão nas águas, para separar águas de águas.”. A palavra aqui traduzida como “expansão” é traduzida como “firmamento” na versão autorizada, mas usamos o texto massorético, que foi traduzido por tradutores de conhecimento, que não estavam sujeitos a um decreto real como aquele que dificultou os tradutores do Rei Jaime. O uso do termo “expansão” harmoniza a Bíblia com a Teoria Nebular, pois, quando uma névoa de fogo aparece no espaço, a umidade é gerada pelo contato dessa massa aquecida com o espaço circundante, que é frio. Essa umidade se aquece e se expande em vapor, que se desloca para fora do núcleo incandescente, é resfriado e condensado, e gravita de volta para a fonte de calor. Assim, a expansão das águas separou as águas das águas, com a umidade densa permanecendo mais próxima do núcleo incandescente e o vapor do lado de fora. Essa fase na consolidação da Terra é chamada de Período Lunar.

A ebulição contínua da água ao redor do núcleo incandescente finalmente causou uma incrustação e surgiu terra seca. Dizem que “Deus chamou a terra seca de Terra”.

Durante a primeira parte do Período atual, o Período Terrestre, a Terra era tão escura quanto no Período de Saturno. Existiam apenas substâncias minerais. Esta fase é chamada de Época Polar.

O Período Solar ardente encontra sua réplica na Época Hiperbórea, que é descrita nos versículos 11-19[3] como o tempo em que as plantas foram geradas e a Terra se tornou um Planeta iluminado externamente pelo Sol e pela Lua. Isso encerra o trabalho descrito como tendo sido realizado no quarto grande dia no desenvolvimento da nossa Terra.

Na Época Lemúrica temos uma recapitulação das condições durante o Período Lunar, um núcleo ardente e uma atmosfera de névoa de fogo, também a gênese dos graus inferiores dos animais, descrita na história bíblica como o trabalho do quinto dia.

Na Época Atlante os mamíferos vertebrados e o ser humano foram formados, como descrito sob o título do sexto dia, e quando o ser humano se tornou um ser racional na atual Época Ária, os Deuses descansaram para deixá-lo realizar sua própria salvação sob as gêmeas Lei do Renascimento e Lei da Consequência.

(Pergunta nº 79 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: (Gn 1:1-31 e Gn 2:1-3) Capítulo 1: No princípio, Deus criou o céu e a Terra. Ora, a Terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas. Deus chamou à luz “dia” e às trevas “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. Deus disse: “Haja um firmamento no meio das águas e que ele separe as águas das águas”, e assim se fez. Deus fez o firmamento, que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão sob o céu se reúnam numa só massa e que apareça o continente” e assim se fez. Deus chamou ao continente “Terra” e à massa das águas “mares”, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Que a Terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a Terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a Terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. Deus disse: “Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu” e assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os seres vivos que rastejam e que fervilham nas águas segundo sua espécie, e as aves aladas segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus os abençoou e disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a água dos mares, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. Deus disse: “Que a terra produza seres vivos segundo sua espécie: animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie” e assim se fez. Deus fez as feras segundo sua espécie, os animais domésticos segundo sua espécie e todos os répteis do solo segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra”. Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas” e assim se fez. Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.

Capítulo 2: Assim foram concluídos o céu e a Terra, com todo o seu exército. Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera e no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, pois nele descansou depois de toda a sua obra de criação.

[2] N.T.: Capítulo 2: Gn (2:4-7) Essa é a história do céu e da terra, quando foram criados. A experiência da liberdade. O paraíso — No tempo em que Iahweh Deus fez a terra e o céu, não havia ainda nenhum arbusto dos campos sobre a terra e nenhuma erva dos campos tinha ainda crescido, porque Iahweh Deus não tinha feito chover sobre a terra e não havia homem para cultivar o solo. Entretanto, um manancial subia da terra e regava toda a superfície do solo. Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente.

[3] N.T.: Gn 1:11-19 – Deus disse: “Que a terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Almas Perdidas ou Atrasadas na Evolução?

 Não existe, absolutamente, nenhum fundamento que justifique a ideia generalizada a respeito de “almas perdidas”. Não há, na Bíblia, uma só palavra que exprima a ideia a que todos nos habituamos sobre eternidade com o sentido de para sempre. A palavra grega aionian significa “um período indefinido de tempo”, “um longo período de tempo” e, quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente” ou “para sempre”, deveríamos interpretá-las como “pelos séculos dos séculos”. Além disso, como é uma verdade que “em Deus vivemos, movemos e temos o nosso ser”, uma alma perdida seria o mesmo que se tivesse perdido uma parte de Deus e isto não é possível!

Sem dúvida, a perda de um período de anos está relacionada ao próximo período, sendo até mesmo compreendida por ele. Lembremos que no Período Lunar desse atual Esquema de Evolução que Espíritos Lucíferos, os Anjos que ficaram atrasados no Esquema de Evolução angélica, não puderam achar um Campo de Evolução no presente esquema de manifestação.

Os Arcanjos habitam o Sol; os Anjos têm a seu cargo todas as Luas; porém os Espíritos Lucíferos foram incapazes de residir em qualquer desses luminares. Não podiam ajudar a geração pura e desinteressadamente como fazem os Anjos, mas atuavam sob o império do desejo, da paixão vil e egoísta, pelo que foi necessário separá-los dos seus irmãos mais adiantados e fixá-los num lugar apropriado às suas condições.

O ambiente que necessitavam era o do Planeta Marte, a quem os antigos astrólogos atribuíram o poder sobre o Signo zodiacal de Áries, o Carneiro, que tem domínio sobre a cabeça dos seres humanos — convém recordar que o cérebro foi construído com as energias subvertidas dos órgãos sexuais —, o que comprova que aquele Planeta exerce igualmente o seu domínio sobre o Signo zodiacal de Escorpião, o regente dos órgãos da reprodução. Carneiro é a primeira Casa do horóscopo, regendo o começo da vida; Escorpião é a oitava Casa do horóscopo, a que nos fala da morte. Em tudo isso está contida uma lição, ensinando-nos que tudo aquilo que foi gerado pelos desejos vis é chamado à dissolução, à morte.

Assim, pois, Marte é, esotericamente e astrologicamente, o que se chama de “diabo” e Lúcifer, o mais notável dos Anjos caídos, é realmente o adversário de Jeová, quem dirige o poder fecundante do Sol por meio da ação lunar. Todavia, os Espíritos Lucíferos estão ajudando a nossa evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só, torna possível a vida em uma atmosfera oxigenada. Foram e continuam sendo os agitadores das forças que impulsionam o progresso material e, por isso, não temos o direito de os anatemizar.

A Bíblia tacitamente nos proíbe ultrajar os deuses. O próprio apóstolo S. Judas Tadeu declara que mesmo o Arcanjo Miguel não se atreveu a denegrir Lúcifer. Porém o Arcanjo Miguel, quando, lutando contra o diabo, disputava o corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo blasfemo, mas disse: ‘Repreenda-te o Senhor’. E no Livro de Jó vemos Lúcifer como um dos filhos de Deus.

Se não fossem os impulsos marcianos, agitadores e belicosos, talvez não sentíssemos as aflições tão ao vivo como sentimos, mas também não poderíamos progredir na mesma proporção e é seguramente melhor “gastar-se ao criar bolor”.

Desse modo, podemos compreender que as “ovelhas perdidas” de um momento anterior nesse Esquema de Evolução (Período, Época, Era) sempre é concedida oportunidades para recuperar, no atual Esquema de Evolução, o tempo que perderam.

Ficaram atrasadas e, por esse motivo, são consideradas “más”, como no caso dos Anjos caídos; entretanto, “não se perderam; apenas afastaram-se da redenção”. Podem se salvar e certamente conseguirão, servindo-nos e, provavelmente, ajudando a transmutar a natureza de Escorpião na de Áries, levando-nos a sublimar em nós mesmos tudo que for grosseiro e mau.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Retardatários na Evolução

Abril de 1912

A partir do ensinamento contido na lição do mês passado, vocês compreenderão que não há absolutamente qualquer fundamento em relação ao ponto de vista, como comumente acreditada, sobre almas perdidas. Não há uma só palavra na Bíblia que leve em si a ideia que costumamos atribuir à palavra “para sempre”. A palavra grega é aionian e significa “um período de tempo indefinido, uma era”, e quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente e para sempre”, deveríamos interpretá-las “por séculos e séculos” ou “por muito, muito tempo”. Além disso, como é uma verdade da Natureza que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser[1], uma alma perdida significaria que uma parte de Deus estaria perdida e isso, é claro, é impensável.

Depois que escrevi a lição anterior, outro ponto me ocorreu, o qual ilustrará como os “perdidos” de um Período são tratados no próximo. Vocês se lembram de que falamos dos Espíritos de Lúcifer como retardatários do Período Lunar, e que afirmamos que eles não conseguiam encontrar um Campo de Evolução no Esquema atual Manifestação. Os Arcanjos habitam o Sol, os Anjos são responsáveis por todas as Luas, mas os Espíritos de Lúcifer eram incapazes de habitar em qualquer um dos luminares. Eles não podiam auxiliar na geração de Forma pura e altruísta como o fazem os Anjos, mas eram movidos pela paixão e por desejos egoístas, de modo que um lugar separado precisava ser encontrado para eles. Assim, foram colocados no Planeta Marte, fato bem conhecido pelos antigos astrólogos que atribuíam a Marte a Regência de Áries, que tem domínio sobre a cabeça[2] (lembrem-se, o cérebro é construído pela força sexual criadora subvertida) e, também, comprovaram que esse Planeta é o Regente de Escorpião, que governa os nossos órgãos reprodutores. Áries está na primeira Casa em um horóscopo natural e denota o princípio da vida; Escorpião está na oitava Casa, simbolizando a morte; nisso está contida a lição de que tudo o que é gerado pela paixão e pelo desejo está condenado à dissolução. Assim, Marte é, esotericamente e astrologicamente, “o diabo”; e Lúcifer, o líder entre os Anjos caídos, é verdadeiramente o adversário de Jeová, que dirige a força fecundante do Sol por meio da Lua.

Contudo, os Espíritos de Lúcifer estão auxiliando no processo de Evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só torna possível viver numa atmosfera oxigenada. Eles foram e continuam sendo os agitadores do progresso material, e não temos o direito de anatematizá-los, amaldiçoá-los ou excomungá-los. A Bíblia nos proíbe expressamente de insultar os deuses. Conforme lemos na Epístola de S. Judas, nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer[3], e no Livro de Jó, este último é mencionado como um dos filhos de Deus[4]. O Embaixador de Marte na Terra, Samael[5], é o “Anjo da morte”, simbolizado por Escorpião, mas é também o “Anjo da vida” e da ação, simbolizadas por Áries. Se não fossem pelos impulsos marcianos, talvez não sentíssemos as angústias e tristezas profundas tão agudamente como as sentimos, mas também não conseguiríamos progredir na mesma proporção, e certamente “é melhor se desgastar do que se enferrujar”.

Assim, vemos como essas “ovelhas perdidas” de um momento anterior recebem as oportunidades de recuperar o seu atraso no atual Esquema de Evolução. Estão atrasadas, e como retardatárias, sempre parecerão más, mas não estão “perdidas para além da redenção”. Podem se salvar servindo-nos, provavelmente mediante a transmutação de Escorpião em Áries, quer dizer: da geração em regeneração.

(Do Livro: Carta nº 17 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: At 17:28

[2] N.T. Nossa cabeça é uma estrutura complexa composta por uma cápsula óssea (crânio) que protege o cérebro, sustentada por músculos, vasos sanguíneos e nervos.

[3] N.T.: “Contudo, nem mesmo o Arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele.” (Jd 1:9)

[4] N.T.: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também o Diabo entre eles se apresentar diante do Senhor.” (Jo 2:1)

[5] N.T.: não confundir com o Anjo caído Samael, pois os Embaixadores de cada Planeta são Arcanjos.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Se “Deus fez o homem um pouco inferior aos Anjos”[1], como é possível que ele se torne, no final, superior a eles nos Mundos espirituais?

Resposta: Essa pergunta revela um equívoco por parte de quem a fez. Isso nunca foi afirmado dessa forma nos Ensinamentos Rosacruzes, mas algo foi dito que pode ter sido mal interpretado. A verdade é que a Evolução se move em espiral e nunca há uma repetição da mesma condição. Os Anjos representam uma corrente evolutiva anterior a nossa, sendo alcançaram o nível de Humanidade em um Período anterior ao atual Período Terrestre, chamado de Período Lunar na Terminologia Rosacruz. Os Arcanjos alcançaram o nível de Humanidade no Período Solar, e os Senhores da Mente, chamados por S. Paulo de “Poderes das Trevas”, alcançaram o nível de Humanidade do sombrio Período de Saturno. Nós somos a Humanidade do quarto Período do presente do atual Esquema de Evolução ou de manifestação, o Período Terrestre. Assim como todos os seres do universo estão progredindo ou evoluindo, a Humanidade dos Períodos anteriores também progrediu, de forma que agora se encontram em um estágio mais elevado ao que tinham quando alcançaram o nível de Humanidade deles – eles são “sobre-humanos”. Portanto, é verdade que Deus nos criou um pouco inferior aos Anjos. Mas, como tudo está em constante progressão espiralar, também é verdade que nós, que estamos no nosso nível de Humanidade atual, somos superiores e mais evoluídos do que os Anjos o foram (quando esses estavam no nível de Humanidade deles); e que os Anjos eram de uma ordem mais elevada quando atingiram o nível de Humanidade do que os Arcanjos, quando esses atingiram o nível de Humanidade. Na próxima etapa alcançaremos algo semelhante ao atual estágio dos Anjos, mas seremos superiores ao que eles são agora.

(Pergunta nº 2 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

[1] N.T.: Sl 8:5 e Hb 2:7

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Pergunta: Por que é declarado na literatura Rosacruz que no Período Lunar a umidade foi produzida pelos Globos de calor entrando em contato com o frio externo? No mesmo princípio, por que a umidade não se forma em torno do nosso Sol atual, já que o Sol está cercado por um espaço frio?

Resposta: O ponto mais denso encontrado no Globo do Período Lunar é a Região Etérica do Mundo Físico. Quando a literatura Rosacruz menciona a umidade nesse Período, ela não se refere à umidade física, mas àquela que mais tarde se tornou umidade quando foi condensada em substância física. Essa substância, em formas modificadas, existe desde o começo dos tempos. A Filosofia Rosacruz é frequentemente questionada em termos comparativos ao invés do sentido literal, pela razão de, no presente momento, nenhum termo do Mundo Físico ter sido criado para designar as coisas que estão sendo descritas.

A umidade não é formada em torno do Sol no presente momento porque as leis que governam a umidade física não são as mesmas que regulam e governam o desejo ou a substância etérica.

(Pergunta de Leitor publicada na Revista Rays from the Rose Cross de nov./1940 – traduzida pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz Campinas-SP-Brasil)

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Quem é Cristo, dentre as Ondas de Vida que conhecemos?

A primeira coisa que devemos deixar bem esclarecida é a identidade de Cristo, conforme ensina os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental. De acordo com o Diagrama “Os sete dias da Criação” no Capítulo XIV do livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, passamos por um intervalo involutivo que abrange os Períodos de Saturno, Solar e Lunar até a metade do Período Terrestre. Nessa peregrinação pela matéria, adquirimos os Corpos e veículos que agora possuímos, bem como foram despertados nossos três veículos espirituais, o que nos tornou um ser com uma constituição sétupla e prontos para nos desenvolver em um ser com constituição decupla.

Durante o Período de Saturno, quando éramos “semelhantes” ao que hoje são os seres do Reino mineral, alguns seres passaram pelo seu estágio “Humanidade”, como nós o estamos passando atualmente, mas pertenciam a uma Onda de Vida de evolução diferente: os chamados Senhores da Mente. O mais elevado Iniciado daquela longínquo Período de Saturno é um ser da Onda de Vida dos Senhores da Mente que conseguiu aprender tudo no Período de Saturno que um Senhor da Mente teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um ser Senhor da Mente, um veículo constituído de materiais das 5 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Vontade”, constituindo o ser Deus-Pai, ou simplesmente: Pai.

O mais elevado Iniciado do Período Solar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Arcanjos, é um Arcanjo chamado de Cristo que conseguiu aprender tudo no Período Solar que um Arcanjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Arcanjo, um veículo constituído de materiais das 4 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Sabedoria”, constituindo o ser Deus-Filho, ou simplesmente: Cristo.

O mais elevado Iniciado do Período Lunar, quando estavam passando pelo seu estágio “Humanidade” aqueles seres que agora são os Anjos, é um Anjo chamado de Jeová que conseguiu aprender tudo no Período Lunar que um Anjo teria que aprender até o Período de Vulcano. Por esse mérito, conseguiu construir, além dos veículos próprios de um Anjo, um veículo constituído de materiais das 2 Regiões do Mundo de Deus. E, assim, obteve a função de exercer a primeira dos três aspectos divinos: “Atividade”, constituindo o ser Deus-Espírito Santo, ou simplesmente: Jeová.

Temos aqui os estados dos três grandes Seres que, como líderes da evolução, são os mais ativos. Os Arcanjos não podem descer até a matéria física, porque não sabem construir nem um Corpo Vital e nem um Corpo Denso. Não pode descer aquém do Mundo do Desejo. Portanto, seu veículo inferior é o Corpo de Desejos, e como é uma lei cósmica ser impossível a um ser, criar um veículo que não tenha aprendido a construir durante a sua evolução, seria impossível para Cristo nascer em um Corpo Denso. Também não podia formar um veículo como o Corpo Vital, constituído de Éter. Não possuía a capacidade para agir nesta última substância, porque nunca a adquiriu em Sua evolução.

Assim para que Cristo nascesse como “um homem dentre os homens” os veículos necessários de Jesus, um ser humano pertencente à nossa Onda de Vida, um dos seres humanos mais elevados espiritualmente – um elevado Iniciado – um homem nascido de um pai e de uma mãe, ambos também elevados Iniciados, que praticaram a Imaculada Conceição sem paixão, cedeu voluntariamente, no momento do Batismo, o seu Corpo Denso e Corpo Vital ao Espírito Solar, o Arcanjo Cristo, que então conseguiu funcionar com um ser no Mundo Físico, conseguindo implementar  no mundo material o início do Plano de Salvação e se converteu em mediador entre “Deus e o ser humano” pois é único que possui todos os veículos necessários para atuar como tal. Cristo-Jesus é, por conseguinte, absolutamente único, e a Bíblia nos ensina que não há “e em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos[1], sendo este o único Credo Cristão autorizado.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: At 4:12

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A Nova Palavra-Chave para Evoluirmos aqui

Os Estudantes Rosacruzes mais familiarizados com o estudo deste assunto conhecem os efeitos desastrosos provocados por uma crise de ansiedade ou medo. Estas emoções alteram a digestão, interferem no metabolismo e na eliminação dos detritos. Em suma, transtornam todo o organismo, tanto que em determinados casos a pessoa se vê obrigada a guardar leito por maior ou menor lapso de tempo, dependendo da intensidade da crise e de sua resistência orgânica.

Existe, porém, um efeito oculto, tão sério que mais ainda e, geralmente, pouco compreendido. Cremos ser imensamente benéfico examinarmos os efeitos ocultos do equilíbrio, da ira, do amor, do pessimismo, do otimismo e afins.

Pelo estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, sabemos que o germe do Corpo de Desejos nos foi dado no Período Lunar. Para se obter uma imagem mental da forma humana no referido Período, basta observar uma ilustração do feto em um livro de Biologia. Constataremos a existência de três partes principais: a placenta, o cordão umbilical e o feto.

Imagine agora, naquele longínquo Período, o firmamento como uma imensa placenta da qual pendiam miríades de cordões umbilicais, cada um com seu apêndice fetal. Pelo total da família humana, então em formação, circulava somente a essência universal do desejo e da emoção gerando, em todos, os impulsos necessários à ação, agora se manifestando em todas as fases do trabalho do mundo. Aqueles cordões umbilicais e apêndices fetais eram formados de uma matéria de desejos úmida, pelas emoções dos Anjos Lunares.

As correntes ígneas de desejos, responsáveis pela vida latente na Humanidade, então em formação, eram geradas pelos Espíritos marcianos de Lúcifer. A cor da primeira e lenta vibração que estes Espíritos infundiram naquela matéria emocional foi o vermelho.

Enquanto aquela “tonalidade de distúrbio” (pois é assim realmente esta corrente constante, esta eterna intranquilidade que impulsiona os seres humanos) achava-se circulando em nosso interior, o Planeta, sobre o qual nos encontrávamos, também circundava o Sol, que não deve ser confundido com o atual dador da luz, mas compreendido como uma passada encarnação da substância componente do nosso atual Sistema Solar. E nós, circundávamos o Planeta no qual habitávamos, da luz às trevas, do calor ao frio.

Desse modo, éramos manipulados por fora e por dentro, num esforço para excitar nossa adormecida consciência. Houve, naturalmente, um despertar, pois ainda que nenhum dos espíritos pudesse sentir aqueles impactos, apesar de serem muito fortes, as sensações acumuladas de miríades de semelhantes Espíritos eram sentidas como um som no Universo — um grito cósmico, a primeira nota da harmonia das esferas — tocada numa única corda.

Entretanto, foi bastante expressiva às necessidades da Onda de Vida humana naqueles tempos distantes. Desde então, esta natureza de desejos tem evoluído e o ígneo substrato marciano da paixão e as bases aquosas lunares da emoção, têm-se tornado suscetíveis de numerosas combinações. Da mesma forma que o pensamento sulca o cérebro com circunvoluções, e o rosto com linhas, também as paixões, os desejos e as emoções estão modelando a matéria em linhas curvas, em espirais, redemoinhos, parecendo uma torrente no momento em que se encontram na maior agitação, sendo raríssimo encontrarem-se em repouso relativo.

A matéria de desejos, em sucessivos períodos de sua evolução, vem respondendo gradativamente às vibrações astrais do Sol, da Lua, de Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Júpiter e Urano. Cada Corpo de Desejos individual durante esse tempo foi formado conforme um único modelo. Como a lançadeira do tempo corre incessantemente de um lado para outro sobre a Teia do Destino, esse modelo cresceu, embelezado e melhorado, mesmo que não possamos percebê-lo. Assim como o tapeceiro realiza seu trabalho no avesso do tapete, assim nós estamos tecendo, sem compreender realmente o desígnio final, nem observar a sublime beleza do mesmo, porque ainda se encontra oposto às limitações humanas o lado oculto da natureza. Para que possamos compreendê-lo melhor, tomemos alguns desses fios de paixão e emoção, e vejamos seu efeito nesta forma, nessa imagem a que Deus, o Mestre fiandeiro, deseja nos converter.

Seguindo o Esquema de Evolução, muitos de nós caíram no evento a “Queda do Homem” e, por consequência, escolheram o caminho da dor e do sofrimento para evoluir. Desde aqueles tempos os Anjos lunares têm se encarregado do aquoso e úmido Corpo Vital, composto de quatro Éteres, e que se relaciona com a propagação e sustentação das espécies. Os Espíritos de Lúcifer, por outro lado, encarregam-se dos secos e ígneos veículos de desejos, o Corpo de Desejos.

A função do Corpo Vital é de construir e manter o Corpo Denso, enquanto o Corpo de Desejos envolve a destruição dos tecidos. Há, dessa forma, uma batalha constante entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos. Essa luta nos Céus produz a consciência física na Terra.

Durante épocas inumeráveis temos vivido em variados lugares e climas, é de cada vida extraímos experiências, reunidas como forças vibratórias nos Átomos-sementes de nossos veículos. Por conseguinte, somos todos construtores e edificamos o templo do Espírito imortal “sem ruído de martelos”. Cada um de nós é um Hiram Abiff, reunindo material para o desenvolvimento da alma, atirando-o no forno da experiência de sua própria vida, para ali manipulá-lo mediante o fogo da paixão e do desejo.

Todo o material está sendo fundido, lenta, porém seguramente. A escória vai sendo expurgada em cada existência purgatorial, quintessência do desenvolvimento da Alma está sendo extraída como consequência de nossos numerosos renascimentos.

Através esse processo, cada um de nós prepara-se para a Iniciação, aprendendo, quer tenha consciência disso ou não, a combinar as paixões do fogo com as suaves e gentis emoções. Isso nos leva a nova palavra-chave para evoluirmos aqui e essa é o autodomínio.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1977-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Prova do Verdadeiro Instrutor

A pessoa verdadeiramente espiritualizada identifica-se pela sua vida pura e pelas suas ações de gentileza, humildade e prestatividade, e mais do que isso: “pelos seus frutos”! Os menos desenvolvidos manifestam seus “frutos” com a sua natureza de cobiça, crueldade e egoísmo.

Isso é que aprendemos nos nossos Estudos Bíblicos Rosacruzes ao estudar esse Ensinamento de Cristo: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:15-20).

Devemos aplicar as mesmas medidas para os pretensos profetas e instrutores que constantemente aparecem ao público e incitam os ouvintes para seguir certos ensinamentos.

Acerca dos instrutores espirituais, aprendemos na Fraternidade Rosacruz sobre os “frutos” que devem carregar: “Suponhamos que ervas daninhas pudessem falar. Acreditaríamos em suas pretensões se elas declarassem serem parreiras? Certamente não; nós procuraríamos os seus frutos. E, a menos que elas fossem capazes de produzirem uvas, os protestos delas – não importa quão vociferantemente os pudessem fazer – não nos causariam impressão. Nós somos suficientemente sensatos em assuntos materiais para nos precavermos contra decepções; então, por que não aplicamos o mesmo princípio para outros departamentos da vida? Por que não usar sempre o bom senso? Se assim fizéssemos, ninguém nos poderia impor os seus pontos de vista em assuntos espirituais, pois cada reino da natureza é governado por uma lei natural, e a analogia é a chave mestra para todos os mistérios e uma proteção contra as decepções.

A Bíblia nos ensina muito, mas muito claramente, que nós devemos testar e provar os espíritos e julgá-los de acordo (IJo 4:1). Se fizermos isso, nunca seremos enganados por pretensos mestres; e salvaremos a nós mesmos, aos nossos familiares e aos conhecidos – inclusive da Fraternidade Rosacruz – de muita tristeza, muita angústia, muita dor e de muita ansiedade, inquietação e aflição.” (Carta nº 38 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Quanto mais alto subimos na nossa evolução espiritual ou na Iniciação, mais claramente vemos a Luz, que é Deus, brilhar no topo; tanto mais fortalecidos seremos de andar sozinhos. Por isso, depois de algum tempo nesse Esquema de Evolução não necessitamos mais de “mestres” para nos ajudar; seus lugares são tomados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, conhecidos no Ocidente como amigos e conselheiros.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz visam emancipar os Egos que vão a Eles; educam-lhes, dão-lhes força e capacitam-lhes a cooperar com Eles. Nunca exigem, nunca louvam nem censuram. A exigência deve brotar dentro do Estudante Rosacruz e Eles ensinam-lhe a serem capazes de se julgar. São educados para se firmar sozinhos porque “quanto maior é a altura maior o perigo da queda”. Somente cultivando equilíbrio e autossuficiência, unidos com integridade espiritual com devoção e dedicação, seremos capazes de caminhar sem perigo.

Alguém que se professa ser “Instrutor” deve possuir a capacidade de provar seu direito pelo uso de consciência do Período de Júpiter. Os verdadeiros Instrutores, que preparam agora as condições evolutivas que obteremos durante o Período de Júpiter, possuem a consciência pertencente a esse Período. São capazes, naturalmente e sem esforço, de projetar quadros, imagens, sobre a consciência daquele a quem se endereçam e com isso ao mesmo tempo evidenciam a sua identidade. Somente Eles são capazes de guiar os outros com segurança. E por que isso? Aprendemos, também, na Fraternidade Rosacruz que “durante o Período de Júpiter, os Globos sobre os quais progrediremos estarão situados de forma semelhante ao que estavam no Período Lunar. E a consciência pictórica interna que, então, possuiremos será exteriorizada, pois o Período de Júpiter está no arco ascendente desse Esquema de Evolução. Assim, em vez de ver as imagens dentro de nós mesmos, poderemos, quando falarmos, projetá-las sobre a consciência daqueles a quem nos dirigimos. Por conseguinte, quando alguém se intitula um Mestre, ele deve ser capaz de fundamentar sua afirmação dessa maneira, pois os Mestres verdadeiros, os Irmãos Maiores, que estão agora preparando as condições de evolução que devem ser obtidas durante o Período de Júpiter, têm a consciência pertinente àquele Período. Portanto, eles são capazes, e sem esforço algum, de utilizar essa linguagem pictórica externa e, assim, imediatamente dão evidências claras de sua identidade. Somente eles são capazes de guiar outros com segurança. Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto, mesmo que possam estar até iludidos a seu próprio respeito e até imbuídos de boas intenções, não são dignos de confiança, e não devemos lhes dar crédito. Esta é uma aferição absolutamente infalível; e as pretensões de quem não pode mostrar seus frutos não tem maior valor do que a erva daninha mencionada daninhas mencionadas no nosso parágrafo inicial. Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem esse atributo; e que nenhum dos Estudantes Rosacruz, no futuro, se deixará enganar em seguir exercícios ou passar por cerimônias planejadas por qualquer pessoa que não seja capaz de produzir o fruto, e evocar imagens vivas na consciência daqueles com quem ele fala.” (Carta nº 38 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Mas Eles não funcionam como instrutores individuais. Nenhum verdadeiramente elevado instrutor pode dar o seu tempo e energia para instruir um único Estudante. Esses superiormente desenvolvidos Seres, como os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, têm outros e mais importantes encargos para atender, e nem mesmo os Irmãos Leigos ou as Irmãs Leigas, que foram iniciados por Eles, têm permissão de incomodá-Los por pequenos assuntos sem importância. E por que não tem como se ter um “instrutor individual”, como muitos ilusoriamente procuram com tanta avidez? Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que nenhuma instituição de ensino, desde o jardim de infância até a universidade, se mantêm um professor para cada aluno. “Nenhum Conselho de Educação sancionaria tal desperdício de energia, nem contrataria um professor individual para qualquer pessoa, simplesmente, pelo fato deste aluno estar impaciente por desejar concluir a escola ‘rapidamente’. E, finalmente, mesmo que fosse permitido pelo Conselho e nomeasse um professor em um caso especial que ‘abarrota-se’ o cérebro de aluno de conhecimento, haveria um grande perigo de febre cerebral, insanidade e, talvez, de morte devido a este método.

Se isso é verdade nas escolas de ciências físicas, como alguém pode acreditar que haja diferença em relação à ciência espiritual? Cristo disse a Seus discípulos: “Se não credes quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando vos falar das coisas do céu?[1] Nenhum “instrutor individual, se tal houver, pode iniciar alguém nos mistérios da alma até que o Estudante esteja preparado por seu próprio mérito. Quem professa fazê-lo se autodenomina um impostor de baixo nível. E assim, quem se deixa ludibriar, mostra não ter bom senso; pois, de outra forma, perceberia que nenhum instrutor altamente desenvolvido não poderia desperdiçar seu tempo e sua energia na instrução de um único aluno, quando poderia facilmente ensinar a muitos.

Imagine, se vocês podem conceber, os doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz cada um atendendo unicamente um Estudante! Esse pensamento é um sacrilégio. Tais seres humanos, verdadeira e altamente desenvolvidos, têm outras tarefas e muito mais importantes para lidar, e mesmo os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que foram Iniciados por eles, não são permitidos incomodá-los por coisas tão pequenas e sem importância.

Portanto, podemos afirmar enfaticamente que os Irmãos Maiores não costumam visitar ninguém na Fraternidade Rosacruz ou fora dela, como um “instrutor individual”, e quem assim pensar, está se enganando. Eles transmitem certos ensinamentos que formam a base da instrução nessa Escola, e aprendendo como viver essa ciência da alma, nós podemos, com o tempo, nos qualificar para encontrá-los, face a face, na escola dos Auxiliares Invisíveis. Não há outro caminho.

Eu acredito que essa ideia possa ser fixada mais firmeza em sua Mente, mais do que antes, e que isso possa lhe dar uma base para corrigir as outras pessoas que estão correndo o risco de se desviarem.” (Carta nº 63 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – julho/1986-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Jo 3:12

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