Resposta: Sim, não há dúvida que todas as estrelas do universo exercem alguma influência sobre os seres humanos, e alguns astrólogos levam em conta as posições de várias estrelas fixas ao levantar um horóscopo. A nosso ver, isso não passa de perda de tempo e esforço, pois a Mente humana comum já é suficientemente desafiada ao tentar equilibrar as influências recíprocas de Casas, Signos e Aspectos dos Astros, de modo a interpretar com precisão a mensagem completa das estrelas revelada por esses fatores fundamentais.
Pode-se afirmar, contudo, no tocante às Plêiades, que elas constituem um dos três pontos nebulosos do Zodíaco que, segundo se constatou, exercem influência perniciosa sobre o sentido da visão sob certas configurações do horóscopo envolvendo o Sol ou da Lua em relação a Saturno, Marte, Urano e Netuno.
(Pergunta nº 109 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
A Astronomia ensina que o Sol viaja pelo espaço com sua imponente comitiva de Astros, em torno do centro da galáxia, a uma velocidade de, aproximadamente, 200 quilômetros por segundo! Esse movimento de deslocamento não é exclusivo do Sistema Solar. A ciência dos céus avançou o suficiente para revelar que todas as estrelas estão em movimento. Muitos desses Astros gigantescos possuem uma velocidade em seu percurso pelo espaço infinito que facilmente superaria a do Sistema Solar. Por mais que a abóbada celeste tenha revelado seus segredos ocultos ao estudo humano, ela ainda não deu qualquer indício do movimento veloz e complexo demonstrado pelos mundos gigantescos que a adornam. Não se pode estabelecer uma regra definida para essas complexidades; as estrelas parecem mover-se de um lado para o outro, mais como um enxame de abelhas.
Seriam esses Astros imensos a morada de outras criaturas? Para que fim existem? Teriam sido criados simplesmente para derramar, em fluxos inúteis, suas torrentes de luz e calor sobre os abismos do infinito?
Diante dessa questão, a ciência cala-se. E, após 6.000 anos de astronomia — tanto antiga quanto moderna —, não houve resposta, exceto nas palavras inspiradas das Sagradas Escrituras. Assim lemos, por exemplo, na Epístola de S. Paulo aos Efésios 3:10: “Para que, pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida, agora, dos principados e potestades nas regiões celestiais”.
Este texto nos faz saber que o grande Apóstolo, que certa vez fora “arrebatado até o Terceiro Céu” (IICor 12:2), e que, ao escrever sobre as glórias que se seguiram à ressurreição, pôde dizer: “Há também corpos celestes e corpos terrestres… Há uma glória do Sol, outra da Lua e outra das estrelas; pois uma estrela difere da outra em glória” (ICor 15:40-41), teve permissão de Deus para contemplar os lugares celestiais.
Ele não apenas sabia da existência dos lugares celestiais e declarou seu conhecimento desse fato, mas também nos deu a entender claramente que estes desempenhavam um papel objetivo no plano eterno da salvação. Aos redimidos, ainda havia glórias maiores por vir. A esses majestosos reinos do espaço a Igreja (aqui definida como comunidade dos fiéis que professam sua fé em Cristo) seria conduzida, não simplesmente para entretenimento ou para aumentar seu conhecimento, mas para lhes transmitir alguns dons espirituais.
Observe a constelação do norte e veja a bela estrela branco-leitosa Capela na constelação de Auriga[1]. Viajando em linha reta da estrela polar através desta Capela, passamos à esquerda pela estrela rosa-avermelhada Aldebaran[2], no aglomerado estelar das Híades[3]. E um pouco mais adiante, à direita, pela estrela alaranjada Betelgeuse[4], no ombro de Órion[5]. O voo subsequente nos levaria àquele Sol branco e brilhante, o gigante Rigel[6]. Então nós poderíamos olhar novamente para a direita e contemplar o imperial Sirius[7] e, próximo a ele, Procyon[8], de cor branco-amarelada. Levante os olhos ao passar por esta galeria e verá algo mais do que mortal. Diremos então que esses vastos luminares foram criados em vão? Foram trazidos à existência com o único propósito de lançar uma onda de esplendor inútil sobre as solidões da imensidão?
Por que resistir por mais tempo à conclusão principesca que nos pressiona a proferir? Será que o gigante Arcturus[9] carregará consigo seu séquito de satélites que, se forem análogos ao seu luminar central, são mais grandiosos e majestosos do que os Astros do Sistema Solar, e todos esses constituem simplesmente um carnaval de vazio? Não. Concluamos, antes, com o Apóstolo, que esses reinos são as moradas da bem-aventurança. Embora as Escrituras nos levem a crer que seus habitantes não desconhecem as provações, as esperanças, os medos e os eventos desta Terra, vejamos qual a razão divina para que a comunicação não esteja estabelecida no momento.
Em primeiro lugar, vemos pelo argumento do Apóstolo que a Igreja está sendo testada. Os céus também foram testados? Acreditamos que sim. Recorrendo a Jó 15:15 (e não nos esqueçamos de que Jó era um grande estudioso e astrônomo), lemos o seguinte: “Até em seus Santos Deus não confia, e os Céus não são puros aos seus olhos”. Aqui somos levados a refletir que a grande revolta de Lúcifer lançou os habitantes de outros mundos em certa confusão. Isso também os colocou em período de provação, mas com uma diferença. Um ser pode estar em período de provação sem pecado e sem ter incorrido na penalidade do pecado. De fato, há muito que demonstra que até mesmo os Anjos estavam em período de provação.
Embora miríades deles tenham seguido o grande rebelde em sua revolta, muitos mais, embora ainda em período de provação, permaneceram fiéis em sua lealdade ao divino Criador. Quando esse momento de provação terminar, todos, tanto nos Céus quanto na Terra, serão reunidos como um só em um Universo infinito, completo e provado. Assim lemos novamente (Ef 1:10): “para levar o tempo à sua plenitude: a de em Cristo encabeçar todas as coisas, as que estão nos Céus e as que estão na Terra…”
Ora, será que os Céus são habitados? Busquemos primeiro a resposta das Escrituras antes de recorrer à Astronomia. Quem pode resistir à conclusão da poderosa declaração feita pelo Apóstolo João no Livro do Apocalipse 12:12: “Por isso, alegrai-vos, ó Céus, e vós que o habitais! Ai da terra e do mar, porque o Diabo desceu para junto de vós cheio de grande furor, sabendo que lhe resta pouco tempo”? A palavra “Céus”, neste texto, está no plural. E a declaração do Apóstolo demonstra que a regra geral do Criador para o Seu universo é: “Ele não a criou como um deserto, antes modelou-a para ser habitada.” (Is 45:18). Voltando-nos agora para o primeiro capítulo do Livro do Gênesis, lemos que, “no princípio, Deus criou os Céus e a Terra.” (Gn 1:1). Lemos também: “E o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas” (Gn 1:2). O Espírito Santo estava presente, atuando como um grande agente na criação desta Terra. Durante cinco dias cósmicos, o amor divino preparava antecipadamente o berço para a vinda da família humana. Associado à criação estava o Senhor Cristo, conforme lemos no primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… Todas as coisas foram feitas por Ele; e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:1-3). Assim, a criação é obra de Deus. Agora, Cristo se referindo a si mesmo, no Jardim do Getsêmani, disse: “Glorifica-me, ó Pai, junto de ti mesmo, com a glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo17:5). Isso remonta a um tempo anterior ao início do mundo.
Deslocando-se pelo espaço à velocidade de aproximadamente 940 milhões de quilômetros por ano em sua órbita ao redor do Sol, a Terra, em seu voo veloz, percorre aproximadamente 30 quilômetros por segundo. Estaria ao alcance do ser humano mortal produzir tal resultado? Suponha que todo o poder que residiu no braço de Adão — e que residiu, subsequentemente, no braço de cada um de seus filhos, desde a aurora da criação até os dias de hoje — pudesse ser concentrado em um único braço humano nos tempos atuais: seria esse braço capaz de conferir à Terra a velocidade que ela possui hoje?
Impossível! Existe um poder, e apenas um, capaz de um resultado tão estupendo: o Cristo. E, embora possamos viajar para longe, entre estrelas tão densas que parecemos voar através de poeira estelar, não se encontrará nenhum Sol gigante que tenha surgido por qualquer outra via que não o poder divino do “Filho de Deus”. Ele é, como diz o profeta, “desde os dias da eternidade” (Mq 5:2).
Desde os dias da eternidade, Ele tinha um propósito infinito. Ele via o fim desde o princípio. Planejara o ato final antes mesmo de planejar o primeiro. E o Apóstolo Paulo nos permitiu vislumbrar um pouco do Seu conselho secreto. O objetivo, diz ele, era que, por meio da Igreja, fosse dada a conhecer aos Principados e Potestades nos Céus a multiforme sabedoria de Deus. Isso é maravilhoso demais para se acreditar? Não duvide. A Astronomia acabará por alcançar a inspiração.
Alguns astrônomos definem o ser humano como uma criatura adaptada para a vida sob circunstâncias muito restritas. Alguns graus de temperatura a mais ou a menos, uma ligeira variação na composição do ar, a adequação precisa dos alimentos — tudo isso faz a diferença entre saúde e doença, entre vida e morte. Olhando além da Lua, para a imensidão do Universo, encontramos incontáveis corpos celestes com toda sorte de temperatura e constituição imagináveis.
Também, para alguns astrônomos, em meio a esse vasto número de mundos que povoam o espaço, haveria algum habitado por seres vivos? A essa pergunta a ciência não pode responder. Contudo, é impossível resistir a uma conjectura. Encontramos nossa Terra repleta de vida em toda parte. Encontramos vida nas mais variadas condições concebíveis. Ela é encontrada sob o calor abrasador dos trópicos e no gelo eterno dos polos. Encontramos vida em cavernas onde jamais penetra um raio de luz. Tampouco ela falta nas profundezas do oceano, sob pressões de toneladas por polegada quadrada. Quaisquer que sejam as circunstâncias externas, a natureza geralmente provê alguma forma de vida à qual tais circunstâncias são propícias.
E complementam: não é nada provável que, entre o milhão de esferas do universo, exista uma única que seja exatamente como a nossa Terra — semelhante a ela por possuir ar e água, semelhante em tamanho e composição. Não parece provável que um ser humano pudesse viver sequer uma hora em qualquer corpo celeste do universo, exceto na Terra, ou que um carvalho pudesse sobreviver em outra esfera por uma única estação. Os seres humanos podem habitar a Terra, e os carvalhos podem nela prosperar, porque a constituição do ser humano e a do carvalho estão especialmente adaptadas às circunstâncias particulares da Terra.
A filosofia mais verdadeira sobre esse assunto encontra-se cristalizada nas palavras de Tennyson[10]:
“Repete esta verdade em tua Mente:
Que, num universo sem fim,
Há o infinitamente melhor e o infinitamente pior.
Pensas que esta criatura de esperanças e medos
Não encontraria nada mais grandioso que seus pares
Naquelas cem milhões de esferas?”
Que caminho de voo infinito se estende diante de nós! A velocidade máxima que nossa inteligência humana compreende atualmente é a velocidade da luz, que se desloca a cerca de 300.000 quilômetros por segundo. Se somarmos os segundos, minutos, horas e dias, o total chega aproximadamente a 9,46 trilhões de quilômetros por ano. Deslocando-nos a essa velocidade indescritível, levaríamos mais de cinquenta anos para alcançar a gigante Arcturus. Outros Sóis encontram-se ainda mais distantes, e astrônomos supõem a existência de outros mundos tão longínquos que, viajando à velocidade da luz, levaríamos 300.000 anos para alcançá-los.
Tal jornada não está ao alcance do ser humano finito. Ele poderia começar, mas sua juventude se esgotaria; a meia-idade passaria; e a enfermidade chegaria antes mesmo de ele ter deixado para trás sequer uma dúzia desses corpos celestes.
Quão divinos são, então, os atributos que em breve nos serão conferidos. Mais do que mortais, nossos Corpos imortalizados se elevarão para alcançar glórias indescritíveis. Mudanças maravilhosas nos aguardam. O Autor delas determinou que nos pertençam, desde que vivamos, de fato e de verdade, essa vida!
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro de 1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: A constelação de Auriga, conhecida em português como o Cocheiro, é uma proeminente constelação do hemisfério celestial norte, facilmente reconhecível por seu formato de pentágono e pela presença de sua estrela super brilhante, a Capela.
[2] N.T.: A estrela rosa-avermelhada Aldebaran (ou Alpha Tauri) é a estrela mais brilhante da constelação de Touro e a 14ª mais brilhante de todo o céu noturno. Ela é popularmente conhecida como o “Olho do Touro” devido à sua posição estratégica na constelação e ao seu tom avermelhado marcante.
[3] N.T.: As Híades formam o aglomerado estelar aberto mais próximo da Terra, localizado a cerca de 146 a 150 anos-luz de distância, na constelação de Touro.
[4] N.T.: Betelgeuse é uma estrela supergigante vermelha localizada a cerca de 640 a 650 anos-luz da Terra, no “ombro” da constelação de Órion.
[5] N.T.: Uma das constelações mais brilhantes e fáceis de reconhecer no céu noturno, famosa pelo seu cinturão conhecido popularmente como as Três Marias.
[6] N.T.: Rigel é a estrela mais brilhante da constelação de Órion.
[7] N.T.: Sírius é a estrela mais brilhante do céu noturno vista da Terra. Localizada na constelação de Cão Maior (Alpha Canis Majoris).
[8] N.T.: ou Prócion é a estrela mais brilhante da constelação do Cão Menor e uma das vizinhas mais próximas da Terra, situada a cerca de 11,4 anos-luz de distância.
[9] N.T.: é a estrela mais brilhante da constelação do Boieiro. Tem mais de 100 vezes a luminosidade do Sol.
[10] N.T.: Alfred Tennyson (1809 —1892 ) foi um poeta inglês.
Resposta: Existe apenas um Zodíaco: as doze constelações que chamamos de Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Trata-se de estrelas situadas em uma faixa estreita, a cerca de oito graus de cada lado da Eclíptica — ou seja, a trajetória do Sol vista da Terra. Os doze filhos e a única filha de Jacó são associados a essas doze constelações, pois Josefo relata que os israelitas, durante sua peregrinação pelo deserto, traziam emblemas desses doze grupos de estrelas em seus estandartes. Nos capítulos 49 do Livro do Gênesis[1] e 33 do Livro do Deuteronômio[2], Jacó profere bênçãos sobre seus doze filhos de tal maneira que é impossível, para quem conhece astronomia, não perceber uma semelhança entre a descrição desses filhos e os doze Signos do Zodíaco.
Além disso, se observarmos a forma como o acampamento dos israelitas era montado — com as doze tribos agrupadas ao redor do Tabernáculo[3], onde se encontrava o Candelabro de Sete Braços[4] —, vemos novamente uma referência à disposição astronômica dos doze Signos do Zodíaco em torno dos sete Planetas, que são as luzes do Sistema Solar, a Casa de Deus.
A razão espiritual da analogia entre Jacó, suas esposas, seus filhos e o Cosmos pode ser encontrada no axioma hermético: “assim como é em cima, é embaixo”. Jacó e suas quatro esposas simbolizam o Sol e as quatro fases da Lua, que são os doadores de vida a tudo o que vive na Terra; os doze filhos e a única filha simbolizam as Hierarquias Criadoras, que atuaram na evolução do nosso Sistema Solar e conduziram não apenas a Humanidade, mas também todos os outros Reinos de Vida, ao seu atual estágio de desenvolvimento evolutivo, e que continuam a trabalhar com eles para desenvolvê-los ainda mais, transformando-os em seres espirituais.
Foram elas que criaram o ser humano à sua semelhança. Até hoje, a Humanidade traz a marca das características dos doze Signos celestes. Por isso, os Semitas Originais[5] — destinados a ser os progenitores de uma nova Raça — foram divididos em doze grupos pelo seu líder, sendo que cada grupo representava uma das constelações.
(Pergunta nº 159 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: 1Jacó chamou seus filhos e disse: “Reuni-vos, eu vos anunciarei o que vos acontecerá nos tempos vindouros. 2Reuni-vos, escutai, filhos de Jacó, escutai Israel, vosso pai: 3Rúben, tu és meu primogênito, meu vigor, as primícias de minha virilidade, cúmulo de altivez e cúmulo de força, 4impetuoso como as águas: não serás colmado, porque subiste ao leito de teu pai e profanaste minha cama, contra mim! 5Simeão e Levi são irmãos, levaram a cabo a violência de suas intrigas.6Que minha alma não entre em seu conselho, que meu coração não se una ao seu grupo, porque na sua cólera mataram homens, em seu capricho mutilaram touros. 7Maldita sua cólera por seu rigor, maldito seu furor por sua dureza. Eu os dividirei em Jacó, eu os dispersarei em Israel. 8Judá, teus irmãos te louvarão, tua mão está sobre a cerviz de teus inimigos e os filhos de teu pai se inclinarão diante de ti. 9Judá é um leãozinho: da presa, meu filho, tu subiste; agacha-se, deita-se como um leão, como leoa: quem o despertará? 10O cetro não se afastará de Judá, nem o bastão de chefe de entre seus pés, até que o tributo lhe seja trazido e que lhe obedeçam aos povos. 11Liga à vinha seu jumentinho, à cepa o filhote de sua jumenta, lava sua roupa no vinho, seu manto no sangue das uvas, 12seus olhos estão turvos de vinho, seus dentes brancos de leite. 13Zabulon reside à beira-mar, é marinheiro sobre os navios, tem Sidônia a seu lado. 14Issacar é um jumento robusto, deitado no meio dos cerrados. 15Ele viu que o repouso era bom, que a terra era agradável, baixou seu ombro à carga, e sujeitou-se ao trabalho escravo. 16Dã julga seu povo, como cada tribo de Israel. 17Dã é uma serpente sobre o caminho, uma cerasta sobre a vereda, que morde os talões do cavalo e o cavaleiro cai para trás! 18Em tua salvação eu espero, ó Iahweh! 19Gad, guerrilheiros o guerrilharão e ele guerreia e os fustiga. 20Aser, seu pão é abundante, ele oferece manjares de rei. 21Neftali é uma gazela veloz que tem formosas crias.22José é um rebento fecundo perto da fonte, cujas canas ultrapassam o muro. 23Os arqueiros o exasperaram, atiraram e o aborreceram. 24Mas seu arco foi quebrado por um poderoso, foram rompidos os nervos de seus braços pelas mãos do Poderoso de Jacó, pelo Nome da Pedra de Israel, 25pelo Deus de teu pai, que te socorre, por El Shaddai? que te abençoa: Bênçãos dos céus no alto, bênçãos do abismo deitado embaixo, bênçãos das mamas e do seio, 26bênçãos dos espinhos e das flores, bênçãos das montanhas antigas, atração das colinas eternas, que elas venham sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre seus irmãos! 27Benjamim é um lobo voraz, de manhã devora uma presa, até à tarde reparte o despojo”. 28Todos estes formam as tribos de Israel, em número de doze, e eis o que lhes disse seu pai. Ele os abençoou: a cada um deu uma bênção que lhe convinha. (Gn 49:1-28)
[2] N.T.: — 1Esta é a bênção com que Moisés, homem de Deus, abençoou os filhos de Israel, antes de morrer: 2Iahweh veio do Sinai, alvoreceu para eles de Seir, resplandeceu do monte Farã. Dos grupos de Cades veio a eles, desde o sul até às encostas. 3Tu, que amas os antepassados, todos os santos estão em tua mão. Eles se prostraram aos teus pés e correram sob a tua direção. 4(Moisés prescreveu-nos uma lei.) A assembleia de Jacó entra em sua herança! 5Houve um rei em Jesurun, quando os chefes do povo se reuniram juntamente com as tribos de Israel. 6Que Rúben viva e não morra, e subsista o número pequeno dos seus homens! 7Eis o que ele diz a Judá: Ouve, Iahweh, a voz de Judá e introduze-o em seu povo. Que suas mãos defendam seu direito, e o auxiliarás contra os inimigos. 8A Levi ele diz: Dá a Levi teus Urim e teus Tummim ao homem que amas, que puseste à prova em Massa e querelaste junto às águas de Meriba. 9Ele diz de seu pai e mãe: “Nunca os vi”. Ele não reconhece mais seus irmãos e ignora seus filhos. Sim, eles observaram a tua palavra e mantêm a tua Aliança. 10Eles ensinam tuas normas a Jacó e tua Lei a Israel. Eles oferecem incenso às tuas narinas e holocaustos sobre o teu altar. 11Abençoa a sua força, ó Iahweh, e aprecia a obra de suas mãos. Fere os rins dos seus adversários e dos que o odeiam, para que não se levantem! 12A Benjamim ele diz: O amado de Iahweh repousa tranquilo junto a ele; o Altíssimo o protege todo o dia e habita entre as suas encostas. 13A José ele diz: Sua terra é bendita de Iahweh: dele é o melhor orvalho do céu e do abismo subterrâneo; 14o melhor dos produtos do sol e o melhor do que cresce nas luas; 15as primícias dos montes antigos e o melhor das colinas de outrora; 16o melhor da terra e do seu produto, e o favor do que habita na Sarça. Que a cabeleira abunde sobre a cabeça de José, sobre a fronte do consagrado entre os irmãos! 17Ele é seu touro primogênito, a glória lhe pertence. Seus chifres são chifres de búfalo: com eles investe contra os povos até as extremidades da terra. São estas as miríades de Efraim, e estes os milhares de Manassés.18A Zabulon ele diz: Sê feliz em tuas expedições, Zabulon, e tu, Issacar, em tuas tendas! 19Sobre a montanha em que os povos invocam, ali oferecem sacrifícios de justiça, pois exploram as riquezas marinhas e os tesouros escondidos na areia. 20A Gad ele diz: Bendito aquele que dá espaço a Gad! Ele repousa como leoa, após destroçar braço, face e crânio. 21Ele reserva as primícias para si, pois lá coube-lhe a parte do chefe. Ele veio a ser chefe do povo, executando a justiça de Iahweh e suas normas sobre Israel. 22A Dã ele diz: Dã é um filhote de leão que se arroja de Basã. 23A Neftali ele diz: Neftali é saciado de favores e repleto das bênçãos de Iahweh: ele toma posse do mar e do sul. 24A Aser ele diz: Bendito seja Aser entre os filhos, seja o favorito entre os irmãos, e que no óleo banhe o seu pé! 25Sejam de ferro e bronze teus ferrolhos e tua segurança perdurem por teus dias! 26Ninguém é como o Deus de Jesurun: ele cavalga pelo céu em teu auxílio, e pelas nuvens, com a sua majestade! 27O Deus de outrora é o teu refúgio. Cá embaixo, ele é o braço antigo que expulsa o inimigo da tua frente, e diz: “Extermina!”. 28Israel habita em segurança. A fonte de Jacó fica à parte, numa terra de trigo e vinho, sob um céu que destila orvalho.29Feliz és tu, ó Israel! Quem é como tu, povo vencedor? Em Iahweh está o escudo que te socorre e a espada que te leva ao triunfo. Teus inimigos vão querer bajular-te, mas tu pisarás suas costas.
[3] N.T.: Refere-se ao Tabernáculo no Deserto, que foi a primeira igreja erigida por nós sobre a Terra, quando o “caminho de volta para Deus” tinha que ser começado a ser trilhado por nós (fim da Involução e início da Evolução). Estávamos na Época Atlante, por isso ficou conhecido como o Templo de Mistérios Atlante. Sua localização estava relacionada aos pontos cardeais, e foi colocada na direção leste para oeste (o caminho da evolução espiritual). Foi dado para que pudéssemos encontrar Deus quando nos qualificássemos pelo serviço e tivessem subjugado a natureza inferior pelo “Eu superior”. E essa mesma natureza ambulante dele que é uma excelente representação simbólica da nossa natureza migratória: um eterno peregrino, passando sempre do limite do tempo à eternidade – o nosso verdadeiro lar – para voltar novamente (ciclo de nascimentos e mortes). O Tabernáculo no Deserto mostra algo muito além do que a visão alcança. Em outras palavras, sob a aparência material e terrena estava esquematizada uma representação de fatos celestiais e espirituais que continham instruções aos candidatos à Iniciação.
[4] N.T.: O Candelabro de Ouro ou o Candelabro de Sete Braços ou, ainda, o Castiçal de Ouro estava colocado na parte sul do Lugar Santo (Sala Leste ou Sanctum) no Tabernáculo no Deserto, de modo que se encontrava do lado esquerdo de qualquer pessoa que estivesse no meio da sala. Era inteiramente de ouro puro e constituído de uma base vertical, haste central que se elevava, juntamente com seis braços. Esses braços começavam em três pontos diferentes da haste central e arqueavam-se em três semicírculos de diâmetros diferentes, simbolizando os três Períodos de desenvolvimento (Períodos de Saturno, Solar e Lunar) pelos quais o ser humano passou antes do Período Terrestre, que estava, então, a menos da metade. Esse último Período era representado pela sétima luminária do Candelabro. Cada um dos sete braços terminava num candeeiro, e esse candeeiro era suprido com o mais puro azeite de oliva, o qual foi elaborado por um processo especial. Ao sacerdote foi exigido o devido cuidado para que no Candelabro nunca faltasse luz. Todos os dias as lamparinas eram examinadas, limpas e abastecidas com azeite, e assim podiam manter-se acesas perpetuamente.
Assim, quando o sacerdote se posicionava no centro da Sala Leste do Tabernáculo, o Candelabro de sete Braços ficava à sua esquerda em direção ao sul.
Isso simbolizava o fato de que os sete dadores de luz, ou Planetas que trilham a dança do círculo místico ao redor da órbita central, o Sol, deslocam-se na estreita faixa abrangendo oito graus de cada lado do caminho do Sol, que é chamado de Zodíaco. “Deus é luz” e os “Sete Espíritos diante do Trono” são Ministros de Deus; portanto, eles também são mensageiros da luz para a humanidade.
Além disso, como os céus ficam iluminados, quando a Lua em suas fases chega à ‘plenitude’ na parte oriental dos céus, também a Sala Leste do Tabernáculo ficava cheia de LUZ, indicando visivelmente ali a presença de Deus e Seus sete ministros, os Anjos Estelares. Podemos observar, de passagem, a luz do Candelabro de Ouro, que era clara e a sua chama sem odor, e compará-la com a esfumaçada chama no Altar dos Sacrifícios que, em certo momento, gerava escuridão ao invés de dissipá-la.
[5] N.T.: Foi a quinta Raça da Época Atlante do Período Terrestre – Foi uma das Raças mais importante entre as sete desta Época, pois daqui saiu a “semente de Raça” mais apurada para a próxima Época Ária. Foi nela que se deu o início ao uso da Mente como refreadora das paixões. Eles foram os primeiros a descobrirem que o cérebro é superior ao músculo. Mas faziam isso de modo astuto e egoísta, para conseguirem o que desejavam. Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas, como era um povo teimoso e obstinado que se guiava quase que exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem do Líder Jeová ao casarem-se com membros de outras raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes. Em consequência dessa desobediência, foram abandonados e “perdidos”. Assim, os nascidos desses cruzamentos, que agora falam de “tribos perdidas”, foram os progenitores dos judeus dos tempos atuais. E todos aqueles que permaneceram fiéis foi chamado de o “povo eleito”, o escolhido para ser a semente de uma nova Raça, a que devia herdar a “terra prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente. Porém, como parte da Terra estava submersa pelas inundações e outras partes deslocadas e modificadas pelas erupções vulcânicas, foi necessário esperar um período de tempo, pois os Semitas Originais estavam criando um novo Campo de Evolução para que essa nova Terra estivesse em condições de abrigar esta nova Raça Ária. Ali estavam desenvolvendo faculdades apropriadas para expressão do Espírito que habitaria este novo corpo e nessa nova “Terra Prometida”.
Não existe, absolutamente, nenhum fundamento que justifique a ideia generalizada a respeito de “almas perdidas”. Não há, na Bíblia, uma só palavra que exprima a ideia a que todos nos habituamos sobre eternidade com o sentido de para sempre. A palavra grega aionian significa “um período indefinido de tempo”, “um longo período de tempo” e, quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente” ou “para sempre”, deveríamos interpretá-las como “pelos séculos dos séculos”. Além disso, como é uma verdade que “em Deus vivemos, movemos e temos o nosso ser”, uma alma perdida seria o mesmo que se tivesse perdido uma parte de Deus e isto não é possível!
Sem dúvida, a perda de um período de anos está relacionada ao próximo período, sendo até mesmo compreendida por ele. Lembremos que no Período Lunar desse atual Esquema de Evolução que Espíritos Lucíferos, os Anjos que ficaram atrasados no Esquema de Evolução angélica, não puderam achar um Campo de Evolução no presente esquema de manifestação.
Os Arcanjos habitam o Sol; os Anjos têm a seu cargo todas as Luas; porém os Espíritos Lucíferos foram incapazes de residir em qualquer desses luminares. Não podiam ajudar a geração pura e desinteressadamente como fazem os Anjos, mas atuavam sob o império do desejo, da paixão vil e egoísta, pelo que foi necessário separá-los dos seus irmãos mais adiantados e fixá-los num lugar apropriado às suas condições.
O ambiente que necessitavam era o do Planeta Marte, a quem os antigos astrólogos atribuíram o poder sobre o Signo zodiacal de Áries, o Carneiro, que tem domínio sobre a cabeça dos seres humanos — convém recordar que o cérebro foi construído com as energias subvertidas dos órgãos sexuais —, o que comprova que aquele Planeta exerce igualmente o seu domínio sobre o Signo zodiacal de Escorpião, o regente dos órgãos da reprodução. Carneiro é a primeira Casa do horóscopo, regendo o começo da vida; Escorpião é a oitava Casa do horóscopo, a que nos fala da morte. Em tudo isso está contida uma lição, ensinando-nos que tudo aquilo que foi gerado pelos desejos vis é chamado à dissolução, à morte.
Assim, pois, Marte é, esotericamente e astrologicamente, o que se chama de “diabo” e Lúcifer, o mais notável dos Anjos caídos, é realmente o adversário de Jeová, quem dirige o poder fecundante do Sol por meio da ação lunar. Todavia, os Espíritos Lucíferos estão ajudando a nossa evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só, torna possível a vida em uma atmosfera oxigenada. Foram e continuam sendo os agitadores das forças que impulsionam o progresso material e, por isso, não temos o direito de os anatemizar.
A Bíblia tacitamente nos proíbe ultrajar os deuses. O próprio apóstolo S. Judas Tadeu declara que mesmo o Arcanjo Miguel não se atreveu a denegrir Lúcifer. Porém o Arcanjo Miguel, quando, lutando contra o diabo, disputava o corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo blasfemo, mas disse: ‘Repreenda-te o Senhor’. E no Livro de Jó vemos Lúcifer como um dos filhos de Deus.
Se não fossem os impulsos marcianos, agitadores e belicosos, talvez não sentíssemos as aflições tão ao vivo como sentimos, mas também não poderíamos progredir na mesma proporção e é seguramente melhor “gastar-se ao criar bolor”.
Desse modo, podemos compreender que as “ovelhas perdidas” de um momento anterior nesse Esquema de Evolução (Período, Época, Era) sempre é concedida oportunidades para recuperar, no atual Esquema de Evolução, o tempo que perderam.
Ficaram atrasadas e, por esse motivo, são consideradas “más”, como no caso dos Anjos caídos; entretanto, “não se perderam; apenas afastaram-se da redenção”. Podem se salvar e certamente conseguirão, servindo-nos e, provavelmente, ajudando a transmutar a natureza de Escorpião na de Áries, levando-nos a sublimar em nós mesmos tudo que for grosseiro e mau.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz)
Abril de 1912
A partir do ensinamento contido na lição do mês passado, vocês compreenderão que não há absolutamente qualquer fundamento em relação ao ponto de vista, como comumente acreditada, sobre almas perdidas. Não há uma só palavra na Bíblia que leve em si a ideia que costumamos atribuir à palavra “para sempre”. A palavra grega é aionian e significa “um período de tempo indefinido, uma era”, e quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente e para sempre”, deveríamos interpretá-las “por séculos e séculos” ou “por muito, muito tempo”. Além disso, como é uma verdade da Natureza que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”[1], uma alma perdida significaria que uma parte de Deus estaria perdida e isso, é claro, é impensável.
Depois que escrevi a lição anterior, outro ponto me ocorreu, o qual ilustrará como os “perdidos” de um Período são tratados no próximo. Vocês se lembram de que falamos dos Espíritos de Lúcifer como retardatários do Período Lunar, e que afirmamos que eles não conseguiam encontrar um Campo de Evolução no Esquema atual Manifestação. Os Arcanjos habitam o Sol, os Anjos são responsáveis por todas as Luas, mas os Espíritos de Lúcifer eram incapazes de habitar em qualquer um dos luminares. Eles não podiam auxiliar na geração de Forma pura e altruísta como o fazem os Anjos, mas eram movidos pela paixão e por desejos egoístas, de modo que um lugar separado precisava ser encontrado para eles. Assim, foram colocados no Planeta Marte, fato bem conhecido pelos antigos astrólogos que atribuíam a Marte a Regência de Áries, que tem domínio sobre a cabeça[2] (lembrem-se, o cérebro é construído pela força sexual criadora subvertida) e, também, comprovaram que esse Planeta é o Regente de Escorpião, que governa os nossos órgãos reprodutores. Áries está na primeira Casa em um horóscopo natural e denota o princípio da vida; Escorpião está na oitava Casa, simbolizando a morte; nisso está contida a lição de que tudo o que é gerado pela paixão e pelo desejo está condenado à dissolução. Assim, Marte é, esotericamente e astrologicamente, “o diabo”; e Lúcifer, o líder entre os Anjos caídos, é verdadeiramente o adversário de Jeová, que dirige a força fecundante do Sol por meio da Lua.
Contudo, os Espíritos de Lúcifer estão auxiliando no processo de Evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só torna possível viver numa atmosfera oxigenada. Eles foram e continuam sendo os agitadores do progresso material, e não temos o direito de anatematizá-los, amaldiçoá-los ou excomungá-los. A Bíblia nos proíbe expressamente de insultar os deuses. Conforme lemos na Epístola de S. Judas, nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer[3], e no Livro de Jó, este último é mencionado como um dos filhos de Deus[4]. O Embaixador de Marte na Terra, Samael[5], é o “Anjo da morte”, simbolizado por Escorpião, mas é também o “Anjo da vida” e da ação, simbolizadas por Áries. Se não fossem pelos impulsos marcianos, talvez não sentíssemos as angústias e tristezas profundas tão agudamente como as sentimos, mas também não conseguiríamos progredir na mesma proporção, e certamente “é melhor se desgastar do que se enferrujar”.
Assim, vemos como essas “ovelhas perdidas” de um momento anterior recebem as oportunidades de recuperar o seu atraso no atual Esquema de Evolução. Estão atrasadas, e como retardatárias, sempre parecerão más, mas não estão “perdidas para além da redenção”. Podem se salvar servindo-nos, provavelmente mediante a transmutação de Escorpião em Áries, quer dizer: da geração em regeneração.
(Do Livro: Carta nº 17 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: At 17:28
[2] N.T. Nossa cabeça é uma estrutura complexa composta por uma cápsula óssea (crânio) que protege o cérebro, sustentada por músculos, vasos sanguíneos e nervos.
[3] N.T.: “Contudo, nem mesmo o Arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele.” (Jd 1:9)
[4] N.T.: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também o Diabo entre eles se apresentar diante do Senhor.” (Jo 2:1)
[5] N.T.: não confundir com o Anjo caído Samael, pois os Embaixadores de cada Planeta são Arcanjos.
Aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes que o pensamento, o sentimento ou a emoção mais superficial são transmitidos aos pulmões, de onde são injetados no sangue. O sangue é o nutridor de todas as partes do nosso Corpo Denso que é o nosso veículo direto.
A meditação a respeito das verdades que se relacionam com essas afirmações, leva a uma realização iluminadora de vital importância no pensamento construtivo; realmente nós nos tornamos naquilo em que pensamos, tanto fisicamente como espiritualmente. Nossos pensamentos se tornam cristalizados, por assim dizer, em nossa expressão facial e na totalidade de nossa forma física, nosso ambiente e nossos companheiros e nossas companheiras também são reflexos da nossa linha habitual de pmento. Obviamente, se desejamos ter Corpos saudáveis, devemos injetar em nossa corrente sanguínea pensamentos e emoções elevados. Cada pensamento possui um poder vibratório, dependente da força de vontade que o emitiu, tornando-se parte do conjunto de nós, o poder áurico. Atrai para si, material de idêntica natureza, de forma que nessa manifestação da Lei de Atração, temos a chave do pensar em saúde. Quanto mais pensarmos no bem, na verdade e beleza, mais fortaleceremos o elemento saúde-atração em nossa aura e, portanto; mais injetaremos saúde em nossa corrente sanguínea e daí em nossos tecidos.
A doença, sabemos, é consequência do pensar e do agir erroneamente; desobedecendo as imutáveis Leis de Deus. Esse “mal”, como qualquer outro, pode ser sobrepujado como o “bem”. Ignorando qualquer mal aparente, tratando com ele dentro de uma atitude impessoal ou indiferente, e enfatizando pensamentos bondosos e superiores, beneficiaremos nossos Corpos e ambientes, tão certamente como a lei de gravidade opera com incessante regularidade.
Realmente, podemos criar tal força para o bem, pelos esforços constantes do pensar construtivamente. Pensemos em saúde em nossos Corpos, com alegria, gratidão, beleza, bondade e amor!
Os Auxiliares Visíveis são tão necessários como os Auxiliares Invisíveis. Nossos amigos, nossas amigas e os pacientes podem participar desse privilégio superior, bem como adicionar muito ao poder de libertação da força curadora, juntando-se à nós em oração pelos doentes: todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) nós podemos ajudar a gerar a Força Curadora etérica, por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode ser utilizada pelos Auxiliares Invisíveis, que trabalham sob a direção dos Irmãos Maiores, com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos, doentes e enfermos.
Às 18h30 no seu relógio, nas “Datas de Cura”, sente-se e relaxe na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre. Feche os olhos e faça uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida oficie o Ritual do Serviço Devocional de Cura e no momento da concentração o faça intensamente sobre o assunto: AMOR DIVINO e CURA, pois só assim você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Curador de Deus que vem diretamente de Deus-Pai.
Após oficiar tal Ritual, emita os sentimentos mais profundos de Amor e Gratidão ao Grande Médico – Cristo – pelas bênçãos passadas e futuras de cura.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de junho/1973 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: Há uma conexão esotérica entre Saturno, o Sol e a Lua, que regem o sábado, o domingo e a segunda-feira, respectivamente. O Sol e Saturno são ministros da vida e da morte – respectivamente –, e a Lua é, por assim dizer, a lançadeira com o qual a Humanidade se vê constantemente impelida de um polo a outro, enquanto a teia da experiência está sendo tecida. O nodo setentrional – ou nodo norte – da Lua, que chamamos de Cabeça do Dragão, compartilha da natureza do Sol, que nos fornece a vida, e conduz a Humanidade ao período de atividade física. O nodo meridional – ou nodo sul – nos conduz para o repouso da morte por meio das forças saturninas da Cauda do Dragão. Em outras palavras, tanto Saturno como a Lua são os portais de entrada e saída dos Mundos invisíveis, ou Caos – a Lua em termos de capacidade astral e Saturno em sentido cósmico.
Quando um grande Dia Criador de Manifestação se inicia, uma Época sempre começa com um Período de Saturno, então, as Ondas de Vida – nas quais o Espírito se manifesta –, que passaram pela fase subjetiva de evolução durante a Noite Cósmica precedente, são conduzidas à manifestação ativa, e isso ocorre durante a Revolução de Saturno de cada Período. Na pequena esfera terrestre da nossa atividade atual, quando um Ego está pronto para o renascimento na vida terrestre, a Lua marca o momento tanto da concepção quanto do nascimento, assumindo assim a função saturnina de conduzir os Egos em evolução da escura Noite Cósmica da morte para o universo solar da vida e da luz. Há, contudo, alguns Egos que não evoluem, mas permanecem estagnados no Caminho de Evolução. Para eles, chega um momento em que são, finalmente, expulsos para a Lua e lhe é negada a oportunidade e o privilégio de renascer dentro da atual classe evolucionária. Em consequência disso, eles permanecem na Lua até que os veículos, cristalizados por eles por falta de ação (ou inanição), sejam dissolvidos, e como não podem prosseguir com a corrente evolutiva, só lhes resta um caminho, isto é, gravitar de volta através do portão de Saturno para o Caos, ou para a Noite Cósmica, onde devem aguardar outra oportunidade de manifestação numa corrente de vida posterior.
Jeová não é o Regente dos Judeus, ao ponto de excluir todos os outros povos. Ele é o Legislador e o Senhor Cósmico da fecundação. Portanto, Ele tem uma missão especial a cumprir em relação a todos os povos pioneiros de qualquer Época ou Período, onde uma grande hoste de Espíritos que devam ser providos de veículos de um novo tipo. É Ele que multiplica abundantemente os povos pioneiros, lhes fornece as Leis apropriadas para a sua evolução e os prepara para um novo período de desenvolvimento. Se nos lembrarmos desse fato e, também, de que a primeira parte de uma Época é saturnina, então entenderemos que, embora os Semitas Originais fossem os ancestrais da Raça Ária, tenham sido multiplicados como as areias da praia, e tenham recebido suas Leis através de Jeová, eles também viviam no estágio saturnino da Época Ária e, portanto, logicamente, foram ensinados a guardar o dia de Saturno como um “dia de descanso”.
A Bíblia diz que a Lei era suprema até o advento do grande Espírito Solar. Cristo iniciou uma nova fase da evolução sob o princípio do amor e da regeneração. Isso pôs fim ao regime de Jeová e ao domínio de Saturno, não de uma forma abrupta, é claro, pois sempre há uma sobreposição que se procura entre um regime antigo e um novo. Mas, a partir desse momento, nós, o povo pioneiro Cristão, já entramos na segunda parte, ou seja, na parte Solar da Época Ária e, portanto, estamos substituindo agora o “dia de Saturno” pelo “dia do Sol” como dia de “dedicação ao Senhor”.
Como já mencionamos, a Lua e Saturno são os portões do Caos, e isso pode levar os Estudantes Rosacruzes a quererem saber o que acontecerá ao restante de nós e, portanto, podemos fornecer uma explicação resumida dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental sobre esse ponto: a Humanidade comum que segue o Caminho de Evolução é guiada em direção ao Reino de Cristo, o Espírito Solar.
Os atrasados, que não conseguem acompanhar o curso evolutivo, retrocedem para o Reino de Jeová, o Espírito Lunar.
Os avançados da Humanidade, os Iniciados que passaram tanto pelas Iniciações Menores quanto pelas Iniciações Maiores e seguem diante do Libertador (o grande Ser encarregado da evolução na Terra), têm a opção de permanecer aqui e ajudar seus irmãos e suas irmãs nesse mundo, ou ir para um satélite natural de Júpiter e preparar as condições sob as quais a Humanidade poderá evoluir no futuro Período de Júpiter.
As almas avançadas que malbarataram os seus poderes exercendo a magia negra retrocedem diretamente para Saturno e são forçadas a penetrar no Caos pela dissolução de seus veículos.
Saturno tem uma preponderância do quarto Éter, o Éter Refletor. Daí a sua pálida luminosidade, e os Egos que vão para lá deixam um registro de suas vidas e são em seguida lançados para fora em direção ao Caos, através das luas de Saturno.
Júpiter tem uma preponderância do terceiro Éter, o Éter Luminoso ou Éter de Luz. Daí o seu brilho, e os Egos avançados que vão para Júpiter, vindos do lado externo, dirigem-se para o interior através das luas e começam, então, como já dito, um trabalho construtivo para o Período de Júpiter.
(Pergunta nº 77 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
OBSERVAÇÕES:
1. Efemérides calculada para: Noon at Greenwich (Meio dia de Greenwich) – não há necessidade de qualquer ajuste ou fatores de correção para utilização na Astrologia Rosacruz
2. Repare que os valores da Longitude dos Astros são fornecidos com a precisão de centésimos de minutos, que, para o nosso caso, não é necessária tamanha precisão.
Assim, considere o arredondamento matemático:
– Até 4, arredonde para baixo
– Acima de 5, arredonde para cima
Exemplo: 25o10.5 = 25o11’
A mesma regra aplique para a Hora Sideral (Sideral Time – ST)
Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos
(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau).
Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela. Astros nas Casas:
Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo. (Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros
(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e com Aspectos benéficos.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Resposta: Diz-se que nasce uma criança por segundo no mundo; portanto, temos 3.600 nascimentos por hora, 86.400 em 24 horas e, aproximadamente, dois milhões e meio num mês[1]. Supondo que tivessem o mesmo temperamento e o mesmo destino na vida, teríamos apenas 12 tipos de pessoas e, no entanto, sabemos que não há duas pessoas exatamente iguais, de forma que seria absurdo dizer que as pessoas têm o mesmo temperamento porque nasceram sob o mesmo Signo do Zodíaco, como é determinado pelo mês.
Para calcular um horóscopo cientificamente é necessário levar em consideração o dia, o mês e o ano em que uma pessoa nasceu, pois, os Astros não chegam às mesmas posições relativas mais do que uma vez a cada, em torno de, 25.868 anos. Além disso, temos que levar em consideração o horário do nascimento, aqui inclusive os minutos, pela rápida mudança de posição da Lua. Se levarmos também em consideração o local de nascimento, podemos calcular o Signo Ascendente, que proporciona, entre outros, a forma do Corpo Denso. Nós teríamos, então, um horóscopo realmente individual, pois os graus do Ascendente zodiacal surgindo no horizonte oriental mudam a cada 4 minutos, de modo que mesmo no caso de gêmeos haveria uma diferença.
Para que o astrólogo possa dizer se o casamento entre duas pessoas será harmonioso ou não, é necessário que ele calcule o horóscopo de ambas e que tente descobrir se são: mental, moral e fisicamente compatíveis. Ele fará essa avaliação comparando os Signos Ascendentes ou em elevação que mostram a afinidade física. As posições de Marte e Vênus mostrarão se são moralmente compatíveis, e o Sol e a Lua mostrarão as suas características mentais. Após essas observações, ele terá uma medida precisa para saber se as suas naturezas se harmonizarão ou não, mas previsões sem incluir esses cálculos não terão qualquer valor.
(Pergunta nº 24 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: esses números se referem à primeira década do século XX. Atualmente, temos, em torno de: 4,3 por segundo, 15.000 por hora, 385.000 crianças nascendo por dia, 11 milhões por ano.