O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Maio de 2026
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:


Nossas Reuniões de Estudos Semanal 7
Atividades gerais que executamos em nosso Centro da Fraternidade Rosacruz, no mês de MAIO/2026: 11
Publicações de Textos DIÁRIOS e SEMANAIS: 12
Correção de Lições dos Cursos de Capacitação dos Ensinamentos Rosacruzes: 12
Respostas às dúvidas dos leitores, Estudantes Rosacruzes ou não: 12
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional do dia: Templo, Cura e Específicos: 12
Departamento de Cura, recebendo novas Solicitações ou continuando o Tratamento: 12
Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Gêmeos (MAIO-JUNHO) 13
Conteúdo Rico para os Estudos Rosacruzes gerado nas Reuniões de Estudos. 16
O próximo trecho que vamos buscar a Significância Esotérica é: “Filho do Homem”: 19
Termo Rosacruz: Imaginação. 41
Termo Rosacruz: Deus de Raça. 55
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de ABRIL: 57
Perigos em Praticar a Clarividência Involuntária ou Negativa. 57
A Continuação da Vida quando, mais uma vez, Morremos Aqui! 59
A Origem da Ordem Rosacruz e a Fundação da Fraternidade Rosacruz aqui 61
O Altruísmo trazido por Cristo para Nós aplicarmos aqui 66
Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 67
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 72
Reuniões de “Cura Rosacruz”. 72
Ritual do Serviço Devocional de Cura. 74
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 75
As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h até às 18h30.
Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Para esse mês de JUNHO de 2026, aqui estão as Reuniões que teremos:
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores Períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores Períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores Períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site:
Reuniões de Estudos:
DOMINGO, 3
DOMINGO, 10
DOMINGO, 17
DOMINGO, 24
DOMINGO, 31
Publicações de Textos DIÁRIOS e SEMANAIS:
Correção de Lições dos Cursos de Capacitação dos Ensinamentos Rosacruzes:
Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores, Estudantes Rosacruzes ou não:
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional do dia: Templo, Cura e Específicos:
incluindo Hino de Abertura, do Signo solar do mês e Hino de Encerramento
Departamento de Cura, recebendo novas Solicitações ou continuando o Tratamento:
Para os irmãos e as irmãs inscritos (Estudantes Rosacruzes ou não) no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz.
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE MAIO. Esse mês solar de JUNHO, nesse ano, que vai de 20 de MAIO a 21 de JUNHO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Gêmeos.
O modelo cósmico para a Terra, projetado por essa Hierarquia, é o de uma grande paz, uma paz que sobre passa toda a compreensão e que será a herança da vindoura Humanidade Crística.
As características que devem ser cultivadas durante o Período de Gêmeos são a mesma paz e o mesmo equilíbrio que se refere S. Paulo e que lhe permitiram dizer: “Nenhuma dessas coisas (do mundo externo) me comovem”.
Quando o Sol transita pelo Signo de Gêmeos, a constelação imprime no Corpo-templo humano uma dupla influência. Governa todas as dualidades do Corpo: Pulmões, ombros, braços e mãos, em particular.
Contém, também, o Arquétipo cósmico do perfeito andrógino, onde as potencialidades masculinas e femininas estão em equilíbrio. Essa é a consecução dos Iniciados nos Grandes Mistérios de Cristo.
Essa aquisição produz a imunidade ante a enfermidade e a passagem do tempo. E como sua consciência não se interrompe, esteja ou não na carne, nunca experimentam a morte, tal como nós a concebemos, já que sua consciência está centrada na imortalidade ininterruptamente.
Hierarquia Criadora – A Hierarquia Zodiacal de Gêmeos é a Hierarquia Criadora dos Serafins.
Os Serafins despertaram o germe do terceiro aspecto do Espírito – o Espírito Humano, durante a quinta Revolução do Período Lunar.
Uma das palavras-chave de Gêmeos é a atividade; essa é, também, a palavra-chave do Espírito Santo. Por meio da sua atividade, os Serafins transpassam os mistérios do Espírito Santo ao Signo oposto, Sagitário, os Senhores da Mente. Ali esperam que o ser humano desenvolva sua iluminação até ser capaz de compreender e aplicar o imenso poder do Espírito Santo em sua vida diária. Ainda assim a Humanidade só é capaz de perceber debilmente os mistérios relacionados com o princípio e os poderes do Terceiro Aspecto da Trindade.
Atividades do Cristo – Enquanto o Sol transita pelo Signo de Gêmeos, a luz de Cristo se difunde em uma aura esférica ao redor da Terra, o que capacita os Iniciados na Trilha da Santidade a alcançar a presença de poderosos seres, conhecidos como Serafins, cuja grandeza e poder sobrepassam qualquer descrição. Sob seu sublime ministério, os ensinamentos relativos ao mistério da polaridade são transmitidos, com que se aprende a interação entre as energias masculinas e femininas (os elementos positivos e negativos da natureza), e constituem a força motriz de tudo, desde o átomo até o Planeta.
Atividades do Aspirante à vida superior – Durante o Período de trânsito do Sol pelo Signo de Gêmeos, o Discípulo fará bem ao dedicar o maior tempo possível a meditar sobre o princípio da polaridade, pois é o mês mais apropriado do ano para receber as revelações esotéricas sobre essa matéria profundíssima. Se for possível, o Zohar, “o Livro da Luz”, como foi inicialmente conhecido, é recomendável para os estudos sobre esse tema.
No Corpo Denso – O Signo de Gêmeos rege as mãos. Essas são visualizadas como centros florais, fragrantes, luminosos e adornados com preciosos dons de cura e concedendo bênçãos.
Recomenda-se ao Estudante visualizar as mãos com seus órgãos espirituais despertos e iluminados, e com todas as suas faculdades e funções totalmente desenvolvidas.
Dentre os 12 Apóstolos – O Discípulo correlacionado com Gêmeos é S. Tomé. Tão intimamente se identificou com Cristo que suas dúvidas, próprias em uma Mente mortal, foram transcendidas por meio de uma dinâmica realização dos poderes crísticos latentes dentro dele. Realizou muitos e maravilhosos milagres logo depois de ter havido essa transformação.
Passagem da Bíblica correlacionada – enquanto os ritmos vibratórios de Gêmeos impregnam a Terra, e durante o mês solar de JUNHO, se tem o seguinte pensamento-núcleo bíblico: “Tranquilizai-vos e reconhecei: Eu sou Deus” (Sl 46:11). Faça isso em cada um dos dias em que Gêmeos enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
O texto da Bíblia sob estudo está aqui:
Vendo Jesus que estava cercado de grandes multidões, ordenou que partissem para a outra margem do lago. Então chegou-se a ele um escriba e disse: “Mestre, eu te seguirei para onde quer que vás”. Ao que Cristo Jesus respondeu: “As raposas têm tocas e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Outro dos discípulos lhe disse: “Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai”. Mas Cristo Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos”.
Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
Reparem que esse trecho vem depois do que Cristo ordenou (como ordena até hoje): “Segue-me”. No trecho Ele diz para um discípulo (ou seja, que já adotou o Cristianismo e já está trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação naquele tempo).
Ou seja: para uma pessoa que despertou em si a espiritualidade Cristã.
Exemplo?
Um Estudante Rosacruz – o que muitos de nós respondemos?
•”permite-me ir primeiro enterrar meu pai”
•O que simboliza ou significa essa desculpa ou justificativa?
Simplesmente TUDO que nos impede de progredir espiritualmente na construção e na utilização do Corpo-Alma para vivermos nos Mundos espirituais (como Cristo ensinou).
Exemplos?
•Subordinação à lei dos homens
•Prisão aos costumes
•Apegos materiais
•Perigosa e ilusória zona de conforto
E o que o próprio Cristo nos ensina como solução para conseguirmos progredir espiritualmente pelo método Cristão?
(…) “Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos”.
E será que somos também “mortos” que nos ocupamos em enterrar os “nossos mortos”?
Aqui alguns exemplos para ver se somos, ainda que parcialmente:
•Os que estão “mortos” para espiritualidade
•Os que estão acham que “morreu, acabou”
•Os que estão acham que temos só essa vida
•Os que vivem a base de dogmas
•Os que vivem dependentes de outros, senão Cristo
•Os que acham que conseguem enganar a Deus!
E a lista continua, não?
A raposa aqui simboliza a astúcia que aprendemos a aplicar na Época Atlante e que até hoje usamos e abusamos! Já as aves aqui simbolizam os pensamentos que, contaminados pelo Corpo de Desejos, vão de um lado para outro.
E completando a frase: “…, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
Ou seja: os Ensinamentos d’Ele não estavam nos Corações e nas Mentes humanas…e ainda não estão!
Reparem bem: o próprio Cristo Jesus se intitula “Filho do Homem”: o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
Resumindo: Referência oculta ao Signo de Aquário. Para compreendermos essa fortíssima correlação: “Filho do Homem” e o Signo Astrológico de Aquário temos que explicar um pouco o que é um dos Movimentos da Terra chamado “Precessão dos Equinócios”.
•Para isso desenhemos uma linha que chamaremos de Linha do Equador da Terra e coloquemos o Planeta Terra no meio dessa linha, assim como está nessa figura.
•Agora coloquemos o Sol alinhado à Terra.
•Só que devido ao eixo da Terra em relação ao Sol não estar, hoje, perpendicular, ou seja, estar inclinado, então o Sol não pode estar alinhado ao Equador da Terra, ou seja há um ângulo entre o Equador da Terra e o Equador do Sol (uns 23 graus). Mais ou menos assim nessa figura:
Agora se ao invés de trabalharmos em duas dimensões, onde usamos linhas, vamos trabalhar em 3 dimensões e usar planos.
Ficaria mais ou menos assim:
Plano do Equador da Terra e Plano do Equador do Sol em ângulo de separação de em torno de 23 graus. Vamos marcar 4 pontos que são de extrema importância para quem estuda a Filosofia Rosacruz.
Primeiro, o do Equinócio de Março que é bem aqui. Ou seja, quando, estando nós na Terra, parece que o Sol – que se move no seu Plano – cruza o Equador terrestre em março.
Segundo o do Equinócio de Setembro que é bem aqui. Ou seja, quando, estando nós na Terra, parece que o Sol – que se move no seu Plano – cruza o Equador terrestre em setembro.
Terceiro o do Solstício de Junho que é bem aqui. Ou seja, quando, estando nós na Terra, parece que o Sol – que se move no seu Plano – atinge um ponto mais longe da Terra em junho.
Quarto o do Solstício de Dezembro que é bem aqui. Ou seja, quando, estando nós na Terra, parece que o Sol – que se move no seu Plano – atinge um ponto mais longe da Terra em dezembro.
Sabemos que a nossa volta, em volta de todo o nosso Sistema Solar temos os 12 Signos do Zodíaco.
Pois quando falamos, p. exe. que o Sol está em Peixes, é porque se olharmos para o Sol, atrás dele está o Signo de Peixes, como nos ensina a Astrologia Rosacruz.
Então, coloquemos os 12 Signos do Zodíaco na sua sequência. Fica mais ou menos assim:
Note um ponto muito importante que servirá para a nossa explicação: HOJE o Sol cruza o Equador terrestre em março, no Equinócio de Março, no Signo de Peixes.
Vamos pegar justamente essa parte da figura e escrevê-la de outra forma.
•Aqui está uma escala de 60 graus, 30 mais 30.
•Aqui está o Signo de Áries nos seus 30 graus.
•E aqui o Signo de Peixes nos seus 30 graus.
Agora vem a constatação de como o movimento de Precessão dos Equinócios ocorre.
Todos os anos, em março, quando o Sol cruza o Equador terrestre, ele sempre cruza em um valor que é anterior ao ano passado.
Exemplo: se ele cruzou esse ano em 7 graus, 22 minutos e 9 segundos de Peixes, no ano passado ele cruzou em 7 graus, 22 minutos e 59 segundos.
Alguns exemplos no passado:
•no ano 1 d.C. o Sol estava cruzando em torno de 7 graus de Áries:
•já no ano 498 d.C. o Sol estava cruzando em torno de 2 graus de Áries:
•e hoje o Sol estava cruzando em torno de 7 graus de Peixes:
Estendamos a escala para mais 30 graus. Note: temos 3 conjuntos e assim podemos projetar 3 Signos: Peixes, Áries e Touro.
Quando o Sol cruzava o Equador terrestre no Signo de Touro estávamos na Era de Touro.
No Signo de Áries, estávamos na Era de Áries.
E, hoje, cruzando no Signo de Peixes, estamos na Era de Peixes.
Na Era de Touro estávamos na 3ª parte da Época Atlante.
Na Era de Áries estávamos na 1ª parte da Época Ária.
Na Era de Peixes estamos na 2ª parte da Época Ária.
Agora notem bem: o Antigo Testamento cobre os 23 graus enquanto estávamos na Era de Áries.
Já o Novo Testamento cobre os 7 graus enquanto estávamos na Era de Áries e, assim, já na Órbita de Influência da Era de Peixes.
Na Era de Touro tínhamos uma Religião onde adorávamos o Touro ou o “bezerro de ouro”. Foco era na conquista da Região Química do Mundo Físico e conquistas materiais sob as Religiões de Raça.
Na Era de Áries, até os 23 graus, estávamos em uma transição que tínhamos que adorar o Cordeiro e o sangue do Cordeiro nos protegia, ainda sob as Religiões de Raça. Alusões aos Pastores do Antigo Testamento de carneiros e cordeiros.
Após os 8 graus, começamos a adorar o Cordeiro de Deus que ia vir e veio! Daí Cristo ser chamado de Cordeiro de Deus que tirou os pecados do mundo. Apresentação da Religião Cristã a quem quisesse.
Como estávamos já na Órbita de Influência da Era de Peixes, o peixe, conhecido como Ichthys se torna um dos símbolos mais antigos do Cristianismo. Cristo faz dos Discípulos “pescadores de homens”. Alusões a rede de pesca e peixes.
Continuemos estendendo a nossa escala para mais um Signo além de Peixes. Lembrando: estamos hoje na 2ª parte da Época Ária ou na Era de Peixes, pois o Sol, quando no Equinócio de Março cruza o Equador, atrás dele está o Signo de Peixes. E estamos em direção à 3ª parte da Época Ária ou Era de Aquário:
Reparem que o Signo de Aquário é o único que tem como símbolo um homem inteiro.
Em referência à Aquário Cristo se intitulou “Filho do Homem”, pois ele trouxe a Religião da Era de Aquário, onde a Fraternidade e o altruísmo reinarão no nosso cotidiano.
Ou seja; Ele nos disponibilizou a verdadeira Religião Cristã (bem diferente do que vemos hoje propagandeadas pelas Religiões exotéricas, católicas e protestantes).
E ao disponibilizar para quem quisesse, muitos de nós já a vivencia na prática do seu dia a dia.
Na Fraternidade Rosacruz temos, por exemplo, os irmãos e as irmãs que já alcançaram os níveis de Adepto e Irmão Maior, na sua plenitude; os Irmãos e as Irmãs Leigas na maior parte do tempo; os Discípulos que sabem o que é e se esforçam para vivenciá-la; e os Probacionistas ativos e sinceros que a praticam por meio das lições não escritas que lhe são fornecidas.
Aqui são somente algumas significâncias esotéricas desse trecho. Como visitaremos novamente esses trechos em outros Evangelhos teremos a oportunidade de nos aprofundar mais.
Para saber mais, assista o vídeo da 29ª Reunião Mensal de Estudos Bíblicos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil no nosso Canal do YouTube:
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Estudemos dois Termos Rosacruzes importantíssimos que aparecem no texto sob estudo:
A Mente é o meio pelo qual nós (Tríplice Espírito, a Individualidade) conseguimos trabalhar com o nosso Tríplice Corpo, a Personalidade). Antes para contextualizarmos precisamos entender, quando passamos a possuir a Mente e o marco que ela trouxe, o que mudou a partir dela, e para isso vamos dar uma rápida passada pelo Esquema de Evolução:
•É um grande Dia de Manifestação que compreende 7 Períodos. Cada Período é composto por 49 voltas.
•São 7 Globos que completam 7 Revoluções cada, seguido de 49 Repousos e 1 Noite Cósmica.
•O “Fio de Ariadne” que nos guiará através desse labirinto de Globos, Mundos, Revoluções e Períodos.
•Um Globo é um Campo de Evolução, ou seja, um local com um ambiente completo e condições perfeitas para a EVOLUÇÃO de inúmeras Ondas de Vida.
•Repouso ocorre todas as vezes em que migramos de um Globo para outro, essa não é uma fase de inércia e sim de assimilação e preparação do novo ambiente.
•Revolução, passando pelos sete Globos que a compõe, depois de completar essa primeira Revolução, vamos para uma Recapitulação dessa Revolução e depois vamos para a segunda Revolução, passando pelos sete Globos que a compõe.
•Noite Cósmica que ocorre entre dois Períodos também não é um Período de inércia, e sim de assimilação e preparação. Quando isso ocorre o cosmo converte-se em ‘Caos’ novamente e partimos para um novo Período.
-Quais são as ajudas que tivemos das Hierarquias?
No trajeto da nossa Evolução tivemos muitas ajudas das Hierarquias Criadoras, algumas pertencentes a nossa Evolução e outras voluntariamente nos ajudaram. No primeiro capítulo do Gênesis essas Hierarquias são chamadas Elohim. Esse nome significa uma hoste de Seres duplos ou bissexuais. Vamos falar do primeiro lá no Período de Saturno.
Senhores da Chama; essa Hierarquia prestou grande auxílio à nossa Onda de Vida nos dando um germe de um Corpo e despertando em nós o Espírito Divino. Vale ressaltar que tal Hierarquia não tinha compromisso ou obrigação nenhuma, que os levasse a nos auxiliar, nem nos em nada poríamos acrescentar à evolução dos mesmos, nenhum novo conhecimento, nenhuma nova habilidade, aprendizado ou experiência, nada poderíamos acrescentar à essa elevada Hierarquia, seu auxílio foi desinteressado (aquilo que não se tem ganho, necessidade ou obrigação), sendo assim, seu auxílio foi essencial para nossa evolução.
Durante a 1° Revolução do Período de Saturno, os Senhores da Chama conseguiram implantar na vida evolucionante o germe do nosso atual Corpo Denso.
Esse germe foi se expandindo durante as próximas 6 Revoluções, onde obteve a capacidade de desenvolver os órgãos do sentido, especialmente o ouvido. Desde quando nos proporcionou o germe do Corpo Denso os Senhores da Chama se fizeram inativos em nossa evolução retomando somente no final do Período para, mais uma vez, nos ajudar. Na metade da 7° Revolução do Período de Saturno os Senhores da Chama se fizeram ativos novamente, nos proporcionado dessa vez o princípio espiritual mais elevado, despertando o Espírito Divino no ser humano.
No Período de Solar, a Hierarquia que atuou diretamente com o ser humano foi a dos Senhores da Sabedoria. Os Senhores da Sabedoria, foram responsáveis por proporcionar o germe da Corpo Vital, estabelecendo a base para a futura evolução do ser humano. Durante o Período Solar, tivemos outra grande realização que foi a contraparte do Corpo Vital, foi o despertar do Espírito de Vida, isso foi feito por uma Hierarquia chamada Querubins. Neste Período o ser humano era análogo aos vegetais, a consciência dos seres humanos no Período Solar era semelhante a um estado de sono profundo. Nesse estado, não havia autoconsciência nem a capacidade de perceber o mundo externo de maneira consciente, como fazemos hoje. – Nesse estágio, a consciência humana estava em grande parte fundida com o ambiente ao seu redor. Não havia uma distinção clara entre o “eu” e o “não-eu”. Essa fusão com o ambiente é comparável ao estado de consciência das plantas, que vivem e crescem de acordo com os ritmos naturais, mas sem consciência própria ou Individualidade.
O foco principal no Período Solar era o desenvolvimento do Corpo Vital. Esse Corpo é responsável pelos processos vitais e pelo crescimento, e durante este Período, a Humanidade estava fortemente influenciada por essas forças vitais. – A consciência era, portanto, principalmente ligada às funções vitais e de crescimento, semelhante à vida das plantas, que são guiadas pelas forças do Corpo Vital. – Embora não houvesse autoconsciência, havia uma sensação básica de vida, um sentimento de vitalidade. Isso se manifestava como um tipo de percepção interna, uma sensação de estar vivo, mas sem a complexidade das emoções ou do pensamento consciente.
No Período Lunar, a Hierarquia que atuou diretamente com o ser humano foi a dos Senhores da Individualidade.
Os Senhores da Individualidade foram responsáveis por proporcionar as “sementes” do germe de Corpo Desejos. Já outra Hierarquia chamada de Serafins nos proporcionou o despertar do Espírito Humano, a contraparte do Corpo de Desejos. Neste Período o ser humano era análogo aos animais pois possuía uma consciência e estava em um estado de sono com sonhos, onde havia uma percepção rudimentar de imagens e formas. No entanto, essa consciência era instável e fragmentada.
Os seres neste estágio podiam perceber imagens e formas, mas essas percepções eram vagas e fluidas, sem a clareza e a definição da percepção consciente atual.
Neste Período o foco principal do desenvolvimento era o desenvolvimento do Corpo de Desejos. Este Corpo é responsável pelas emoções e sentimentos. Os seres começaram a experimentar emoções primitivas e sensações, mas sem uma compreensão clara ou controle sobre elas.
A reconstrução do Corpo Denso, na Revolução de Saturno do Período Terrestre, teve a finalidade de torná-lo apto para ser interpenetrado pela Mente. Recebeu o primeiro impulso para a construção do Sistema Nervoso, onde começaram a se objetivar o Sistema Nervoso Voluntário e o Simpático. O Sistema Nervoso Simpático já havia sido obtido no Período Lunar, mas o Sistema Nervoso Voluntário foi exatamente no atual Período Terrestre. E por intermédio do Sistema Nervoso Voluntário, o Corpo Denso, que era um mero autônomo agindo somente em função de estímulos exteriores, como uma marionete, se transformou num instrumento extraordinariamente adaptável podendo ser guiado e governado pelo Ego, de dentro. Assumimos o controle.
O trabalho principal de tal reconstrução foi executado pelos Senhores da Forma. Esta Hierarquia é a mais ativa no atual Período Terrestre, assim como as mais ativas do Período de Saturno foram os Senhores da Chama; no Período Solar os Senhores da Sabedoria e no Período Lunar os Senhores da Individualidade. O Período Terrestre é, sem sombra de dúvida, o Período da Forma. Aqui, a parte material da evolução está em seu grau máximo o mais elevado, ou mais pronunciado. Em contrapartida, o Espírito está mais abandonado, mais distante e coibido. A Forma é o fator mais dominante, daí o predomínio dos Senhores da Forma. Se os Senhores da Forma é a Hierarquia predominante do Período, sugere-se que ela tenha despertado algo, dado alguma parte do nosso Corpo Denso ou nos proporcionado algum germe, sim ou não?
A grande pergunta é o que foi, e qual foi o germe que Senhores da Forma nos proporcionou? Além é claro de a finalidade de torná-lo apto para ser interpenetrado pela Mente.
Os Senhores da Forma não nos “deram” nada; nem germe e nem partes do nosso Corpo Denso. Eles nos dão (e a todas as Ondas de Vida que precisam) os ensinamentos para construirmos formas, sejam químicas, etéricas, de desejo e/ou de pensamento, e por isso são os responsáveis por todas as atividades no Período Terrestre.
Mas então se os Senhores da Forma não nos deram nenhum germe, nem parte alguma do nosso Corpo Denso? Isso quer dizer que no Período Terrestre não recebemos nenhum tipo de germe, o que além dos Senhores da Forma outra ou outras Hierarquias, também nos ajudaram com o despertar de algum germe, se sim qual foi esse germe e qual foi a Hierarquia?
Os Senhores da Mente, especialistas em matéria mental, nos deram o germe do veículo Mente aqui na 4ª Revolução do Período Terrestre.
Com esse acréscimo completamos a reconstrução final do Corpo Denso, ou ainda teremos a frente mais aperfeiçoamento, do e no, Corpo Denso?
Após recebermos o germe da Mente completamos a reconstrução final do Corpo Denso, capacitando-o a alcançar o mais alto grau de eficiência possível a tal veículo.
E quando fazemos uma Recapitulação podemos enxergar como fomos sendo preparados. Para tornamo-nos autoconscientes, sabemos que no Período de Saturno éramos inconscientes estando no nível de consciência correspondendo ao transe profundo No Período Solar éramos inconscientes correspondendo ao sono sem sonhos. No Período Lunar possuíamos a consciência pictórica correspondendo ao sono com sonhos. Somente no Período Terrestre obtivemos a consciência de vigília. Até aqui, aprendemos sobre as ajudas que recebemos e quando as recebemos. Porém precisamos ter um pouco mais de clareza em saberemos que parte do Período Terrestre essa consciência foi adquirida, logo que entramos no Período Terrestre ou no meio.
Quando chegamos exatamente aqui no Globo D do Período Terrestre, deu início as chamadas Épocas. Aqui é o ponto mais baixo da Involução e o início da Evolução. E foi exatamente aqui em uma das Épocas que os Senhores da Mente nos deram o germe do veículo Mente, na 4ª Revolução do Período Terrestre.
As Épocas se fizeram necessárias por um motivo, e qual foi esse motivo? Para uma recapitulação dos Períodos anteriores.
Qual o grande objetivo das Épocas? Devido a lei de espirais dentro de espirais, um novo passo nunca é dado antes que seja recapitulado todos os passos anteriores.
Em qual Época recebemos o Germe da Mente? O Germe da Mente começou a ser dado aos mais avançados da Humanidade no final da Época Lemúrica, mas o desenvolvimento e a manifestação de forma mais ampla da Mente ocorreram na Época Atlante. Antes disso, o ser humano era mais instintivo, funcionando sem razão desenvolvida, sem intelecto completo e sem consciência individual como conhecemos hoje. O cérebro estaria em formação há muito tempo, mas ainda não plenamente conectado à Mente racional.
• Na Época Polar → o ser humano tinha apenas algo equivalente ao Corpo Denso.
• Na Época Hiperbórea → desenvolveu o Corpo Vital.
• Na Época Lemúrica → desenvolveu o Corpo de Desejos (emoções e impulsos).
• Na Época Atlante → recebeu a Mente. Os “Senhores da Mente” teriam dado ao ser humano o “germe da Mente”, permitindo o surgimento da Individualidade e da autoconsciência. O grande marco foi que a partir daí:
– o ser humano passou a desenvolver razão;
– começou a pensar de forma individual;
– adquiriu consciência do “eu”;
– passou a escolher entre o certo e o errado;
– e iniciou o desenvolvimento intelectual.
“A Mente é o foco em que o Tríplice Espírito […] reflete-se no Tríplice Corpo.”. “O intelecto do ser humano teve sua origem durante o quarto Dia da Criação, o Período Terrestre em que vivemos agora, porque antes dele a vida do ser humano atual não tinha nem cérebro e nem Mente”.
Quem veio primeiro o cérebro ou a Mente? O cérebro físico surgiu antes da Mente racional completa. O cérebro seria preparado ao longo da evolução para depois receber o germe da Mente. Tudo, antes, existe uma preparação, uma construção.
No atual Período Terrestre o veículo mais Denso é o Corpo Denso. No Período de Jupiter será o Corpo Vital. No Período de Vênus será o Corpo de Desejos, e no Período de Vulcano será um Corpo Mental. E agora vamos dar uma olhada nas formas que hoje temos de alimentar e cultivar o atual e futuros Veículos.
•Mente Concreta → ligada aos desejos, emoções, sentimentos, interesse pessoal e pensamento voltado ao mundo material. A Mente Concreta está contaminada pelos desejos.
•Mente Abstrata → ligada às ideias puras, princípios universais, pensamento elevado, impessoal e espiritual. A Mente Abstrata trabalha acima da contaminação emocional que está a Mente Concreta.
•As atividades e disciplinas que ajudam no desenvolvimento da Mente Abstrata são: estudo da matemática, música elevada em harmonia, melodia e ritmo, meditação em assuntos elevados, Astrologia Rosacruz, estudo do Esquema de Evolução, pensamento ordenado e consecutivo, esforço mental contínuo, reflexão filosófica e espiritual.
O Pensamento Abstrato […] não está contaminado pelas emoções. A maioria da Humanidade é incapaz de se abstrair porque não formou a Mente Abstrata.
A imaginação surgiu como parte necessária do processo evolutivo do ser humano. Ela não apareceu por acaso, mas porque o ser humano precisava deixar de ser apenas um ser guiado automaticamente, para se tornar um criador consciente. No início da evolução, nos Períodos e Épocas já apresentados, o ser humano ainda não possuía pensamento consciente do Mundo Físico. Éramos autômatos, guiados em tudo. Sem a Mente, vocês acreditam que nós tínhamos a capacidade para criar algo, ‘sim ou não? Se sim, o que criávamos?
Nessa fase antiga, o ser humano criava inconscientemente apenas seus Corpos, mas ainda não conseguia pensar, experimentar ideias ou criar conscientemente no Mundo Físico.
Então surgiu uma necessidade evolutiva, acabou a involução e já tínhamos tudo o que precisávamos, agora era hora de começar a subir; desenvolver consciência, experimentar pensamentos, aprender a criar, desenvolver a Individualidade e crescer espiritualmente.
E para tudo isso acontecer, ocorreram mudanças profundas durante a Época Lemúrica e depois na Época Atlante. A principal delas foi a construção do cérebro e da laringe.
“A necessidade de se ter um instrumento, formou o cérebro.” O cérebro seria o instrumento da Mente para pensar no Mundo Físico, enquanto a laringe permitiria expressar os pensamentos. E para que isso fosse possível, parte de uma força precisou ser desviada. Qual foi essa força?
A força sexual criadora, da reprodução, direcionada para cima, onde formou o cérebro e a laringe. Foi nesse contexto que apareceram as duas grandes forças criadoras humanas.
– A imaginação passou a ser uma faculdade criadora do Ego, responsável por formar imagens mentais e permitir ao ser humano criar conscientemente. O ser humano deveria desenvolver a criatividade, invenção e a capacidade de transformação.
O gênio é a expressão de uma Mente divina e, em conexão com a imaginação, faz do ser humano um criador dentro de si mesmo.
Ou seja; a imaginação surgiu para tornar o ser humano um criador consciente, ela nasceu junto ao desenvolvimento da Mente, do cérebro e da Individualidade, foi necessária para o crescimento anímico e espiritual e, permitiu que o ser humano deixasse de agir apenas por instinto e começasse a criar novas possibilidades.
•Sem imaginação não existiria civilização humana
•Sem a Imaginação seríamos ainda selvagens
•E tudo aquilo que a Humanidade construiu primeiro foi imaginado mentalmente, antes de se tornar realidade concreta.
Resumidamente:
A Mente é o instrumento de pensamento do Ego, funcionando como elo entre o espírito e os Corpos do ser humano. Ela permite raciocinar, formar ideias, adquirir consciência e direcionar a Vontade e a Imaginação para a criação e evolução do ser humano.
Imaginação é o poder do sexo feminino, e é ligada às forças lunares. É a força criadora da Mente, responsável por formar imagens, ideias e possibilidades que podem se manifestar na realidade. Ela foi desenvolvida para transformar o ser humano em um criador consciente, auxiliando sua evolução material, mental e espiritual.
Para saber mais, assista ao vídeo da 265ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Alquimia e Crescimento da Alma – Termo Rosacruz: Alma, em nosso canal do YouTube aqui:
265ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-10mai26-C.XVI-Desenvolvimento Futuro: Mente-Imaginação
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Estudemos um Termo Rosacruz importantíssimo que aparece no texto sob estudo:
Vamos começar de baixo para cima, para melhor compreender o Termo Rosacruz: “Ego”.
Somos um ser composto que, quando estamos aqui renascidos somos um microcosmo composto dos seguintes instrumentos: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. Esses instrumentos se interpenetram, assim como no macrocosmo os Mundos se interpenetram.
•Assim, nós também somos um pequeno mundo, um microcosmo
•Nosso “Mundo Físico” é composto do Corpo Denso e Corpo Vital
•Nosso “Mundo do Desejo” é composto do Corpo de Desejos
•Nossa “Região do Pensamento Concreto do Mundo do Pensamento” é composto da Mente
•Cada um de nós somos um Mundo diferente e devemos ser respeitados como tal
Trabalharmos sobre os nossos Corpos através da nossa Mente para retirarmos dos nossos Corpos as lições que aprendemos.
Para isso nos alimentamos da Alma Consciente por meio da quintessência de todo trabalho executado por nosso Espírito Divino no Corpo Denso.
Nos alimentamos da Alma Intelectual por meio da quintessência de todo trabalho executado no nosso Espírito de Vida no Corpo Vital.
E nos alimentamos da Alma Emocional por meio da quintessência de todo trabalho executado no nosso Espírito Humano no Corpo de Desejos.
•do Corpo Denso: todas as nossas ações corretas, honestas e sinceras
•do Corpo Vital: toda a memória das ações retas praticadas e todos os bons hábitos formados
•do Corpo de Desejos: todos os desejos, sentimentos e emoções de fé, altruísmo, filantropia, serviço, amor
Damos o nome de Personalidade ao conjunto: Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos
Damos o nome de Ego ao conjunto: Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino
•E é através da Mente que podemos atuar nos nossos Corpos
•Ela é que transmite a nossa vontade para colocar em ação os nossos Corpos
•E é por ela que pedimos na Oração do Pai Nosso: livrai-nos do mal
Percebam nas figuras, que o Ego humano separado é segregado definitivamente dentro do Espírito Universal, na Região do Pensamento Abstrato.
E vejam que unicamente nós possuímos a cadeia completa de veículos que nos correlaciona com todas as divisões dos três Mundos, ou seja, nos fornece a capacidade de funcionar em todas as Regiões desses três Mundos que compõe atualmente, o nosso campo de aprendizagem no “Ciclo de Nascimentos e Mortes”.
A figura acima deixa claro também que é o Ego que, por exemplo, move o Corpo Denso à vontade e não o Corpo Denso que governa os movimentos do Ego. Quanto mais estreitamente o Ego pode se pôr em contato com o seu veículo, mais pode dominá-lo e se expressar por seu intermédio, e vice-versa. Essa é a chave do nosso nível de Consciência de Vigília atualmente!
Para saber mais, assista ao vídeo da 266ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Os Primeiros Passos – Termo Rosacruz: Ego – Parte 1 em nosso canal do YouTube aqui:
266ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-17mai26-C.17-Método para o Conhecimento Direto_Ego-P.1
Continuemos o estudo de um Termo Rosacruz importantíssimo que aparece no texto sob estudo:
Ao contrário da ideia geralmente aceita, nós, Egos, somos bissexuais. Se fôssemos assexuais, o Corpo Denso seria necessariamente assexual também, por ser o símbolo externo de nós, um Espírito interno.
Isto explica o predomínio da Imaginação quando renascemos aqui como mulher e o poder especial que a Lua exerce sobre o organismo feminino.
E, também, explica o predomínio da Vontade quando renascemos aqui como homem e o poder especial que o Sol exerce sobre o organismo masculino.
Assim, aprendemos que fomos criados bissexuais, como um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui como Ego, e que, até a Época Hiperbórea deste Período Terrestre, quando renascíamos aqui na Região Química do Mundo Físico, cada um de nós era capaz de propagar a nossa espécie humana sem a cooperação de outro, como hoje é o caso de algumas plantas.
Cada um de nós é um Espírito Virginal, criado “à imagem e semelhança de Deus”, como estudamos na Bíblia. Quando, em um Esquema de Evolução, nos manifestamos, somos um Ego. Assim, um Ego é um Espírito Virginal Manifestado durante um Esquema de Evolução.
Antes do início de sua peregrinação através da matéria, nós, o Espírito Virginal, nos encontramos no Mundo dos Espíritos Virginais, o mais próximo ao mais elevado dos sete Mundos. Possuíamos a Consciência Divina, mas não consciência de nós mesmos. A Consciência Divina, o Poder Anímico e a Mente Criadora são faculdades que se adquirem pela evolução.
Vamos ver a Composição do Ego em cada Período na parte da Involução desse Esquema de Evolução:
– Na 7ª Revolução nós, o Ego, éramos compostos somente do Espírito Divino
– A partir da 6ª Revolução nós, o Ego, éramos compostos do Espírito Divino e do Espírito de Vida
– A partir da 5ª Revolução nós, o Ego, éramos compostos do Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano
– Daqui para frente, nossa manifestação se completou como um Tríplice Espírito
Durante a Involução, as Hierarquias Criadoras nos ajudaram a despertar a atividade do Tríplice Espírito, que é o que somos; um Ego, para construirmos o nosso Tríplice Corpo e adquirirmos a ligação por meio da nossa Mente, que também nos foi dada.
Empregando a linguagem bíblica, no “sétimo dia Deus descansa”. O que isso significa?
Que agora, durante a parte “Evolução” desse Esquema de Evolução, devemos trabalhar por nossa “própria salvação”. Nós, o Tríplice Espírito, devemos completar a Obra do Plano iniciado por Deus.
Os nossos três aspectos Divinos, ou seja, nossos três veículos divinos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano, estão em atividade durante toda a parte “Evolução”, mas a atividade principal de cada aspecto é desenvolvida em cada Período particular.
A Obra que ali executará será seu trabalho especial. Vamos ver com detalhes o nosso trabalho, o trabalho do Ego nos Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano:
– Trabalharemos mais afincamente usando nosso Espírito Humano no Período de Júpiter.
Por quê? Porque o Espírito Humano, despertado durante a Involução no Período Lunar, é o Período correspondente ao Lunar no arco ascendente da espiral. Reparem que os Globos são compostos dos mesmos materiais. Ou seja, os Campos de Evolução são similares. Lá trabalhamos inconscientemente, no Período de Júpiter trabalharemos conscientemente.
Trabalharemos mais afincamente usando nosso Espírito de Vida no Período de Vênus.
Por quê? Porque o Espírito de Vida, despertado durante a Involução no Período Solar, é o Período correspondente ao Solar no arco ascendente da espiral. Reparem que os Globos são compostos dos mesmos materiais. Ou seja; os Campos de Evolução são similares. Lá trabalhamos inconscientemente, no Período de Vênus trabalharemos conscientemente.
E trabalharemos mais afincamente usando nosso Espírito Divino no Período de Vulcano.
Por quê? Porque o Espírito Divino, despertado durante a Involução no Período de Saturno, é o Período correspondente ao de Saturno no arco ascendente da espiral. Reparem que os Globos são compostos dos mesmos materiais. Ou seja, os Campos de Evolução são similares. Lá trabalhamos inconscientemente, no Período de Vulcano trabalharemos conscientemente.
Deus se manifestou e se tornou três em um único Ser, os três aspectos de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Como fomos feitos a sua imagem, também nos manifestamos em três aspectos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano.
Deus se manifesta quando está criando, como agora, um Sistema Solar (e torna-se três aspectos).
Nós nos manifestamos quando estamos aprendendo no que Ele está criando, como agora nesse Esquema de Evolução (nos tornamos em três aspectos). Assim: “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que não existe contradição alguma em atribuir multiplicidade a Deus. Não pecamos contra a “unidade” da luz por distinguirmos as três cores primárias em que se divide.
Reparem que Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, Fonte e Meta da nossa existência, se manifestou e se tornou três em um único Ser, os três aspectos de Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
Não são três Seres, senão três Atributos de um só Ser. Quando este Ser, em Sua permanente atividade, põe em Manifestação mais densa, com o propósito de criar e crescer, eles se manifestam em: Vontade, Sabedoria e Atividade.
À semelhança de Deus, nosso Criador, nós fomos criados a Sua imagem e semelhança temos três atributos, ou emanações de Deus, que são: o Espírito Divino, o Espírito de Vida e o Espírito Humano, respectivamente; três aspectos de Uma mesma divindade interna, nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui). Assim, nos manifestamos de forma tríplice, isto é, Consciência (Pai), Vida (Filho) e Forma (Espírito Santo). Não são três “pessoas”, senão três manifestações de uma só “pessoa”. Se faltasse uma destas três manifestações não poderíamos evoluir, mostrando assim que depende de uma cadeia completa de veículos correspondentes aos atributos superiores.
Resumindo então:
Deus se manifesta de forma tríplice:
Juntos formam a Santíssima Trindade
Nós Espíritos Virginais também nos manifestamos de forma Tríplice:
Vamos resumir o nosso trabalho, como Espírito Virginal que somos, desde a nossa manifestação como Ego, o despertar de cada um dos nossos veículos divinos, a aquisição e desenvolvimento de cada Corpo, a produção do alimento que desenvolve cada um dos nossos veículos divinos que são as respectivas Almas e o objetivo final de tudo isso.
Durante a vida o Tríplice Espírito, o Ego, trabalha sobre e no Tríplice Corpo, ao qual está ligado pelo elo da Mente. Este trabalho traz à existência a Tríplice Alma. A Alma é, pois, o produto espiritualizado do Corpo.
A Tríplice Alma, por sua vez, amplia a consciência do Tríplice Espírito.
Ou em outras palavras: o Tríplice Espírito através da Mente, governa um Tríplice Corpo, que é emanado de si mesmo para obter experiências. Este Tríplice Corpo, o Espírito transmuta para uma Tríplice Alma, sobre a qual nós nos nutrimos da impotência para a Onipotência.
“Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e fará obras ainda maiores, porque eu vou para o Pai.” (Jo 14:12). Entre os poderes que Cristo Jesus possui, como temos conhecimento através de Sua obra, estavam a clarividência, profecia, ensino, cura, expulsão de demônios e o controle dos elementos.
Por fim, lembremo-nos que durante a fase de Involução, nesse Esquema de Evolução, progredimos através da formação e aperfeiçoamento dos nossos Corpos, mas a partir da fase de Evolução dependemos do crescimento da Alma, isto é, da transformação dos nossos Corpos em Alma. A Alma é, por assim dizer, a quintessência, o poder ou força dos nossos Corpos.
Esse é o caminho que todos nós seguimos da Impotência para a Onipotência.
Para saber mais, assista ao vídeo da 267ª Reunião de Estudos de Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Capítulo XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Os Primeiros Passos – Termo Rosacruz: Ego – Parte 2 em nosso canal do YouTube aqui:
267ª Reunião Dominical FRC em Campinas SP 24mai26 C 17 Conhecimento Direto Ego P 2
Estudemos um Termo Rosacruz que aparece no texto sob estudo e que deve ser muito bem compreendido por nós, a fim de distinguirmos bem a que “Deus” realmente estamos adorando e buscando seguir.
Como definimos o Deus de Raça? É uma das funções de Jeová, o mais elevado iniciado do Período Lunar.
Jeová pertence a Onda de Vida dos Anjos. Alcançou o mérito de ser o atributo Espírito Santo de Deus.
Ele é o criador e Regente das Religiões de Raça. E nos guiou, no passado, por meio de Religiões Separatistas. Jeová dividiu a Humanidade em diferentes povos, colocando cada um sob a direção de um grande Arcanjo, com a função de Espírito de Raça (um Arcanjo). Nós ainda não tínhamos desenvolvido Consciência Espiritual suficiente para agir de acordo com a vontade do Pai, e não conseguíamos controlar nossos desejos. Por isso surgiu a primeira ajuda para a Humanidade se voltar para Deus, cultivando a espiritualidade: as Religiões de Raça!
O que são Religiões Separatistas? São aquelas focadas em regras e divisões baseadas em raças, nações ou dogmas exclusivos – também chamadas de Religiões de Raça.
O que são Religiões de Raça? Religiões criadas por Jeová e praticada pela Humanidade. É baseada nas Leis Jeovísticas, por exemplo: “Olho por olho, dente por dente”. Os Dez Mandamentos resumem essas Leis.
Como as Religiões nos educavam? De “fora para dentro”. Por meio das Leis, do temor a Deus e da punição, nos ensinando a controlar nossos desejos. As Leis nos ajudavam a perceber quando pecávamos, ou seja, quando fazíamos algo errado — algo contra as Leis de Deus. Esse processo nos ajudou a desenvolver o controle sobre os nossos desejos e na evolução da nossa Consciência.
Já nos libertamos dos Espíritos de Raça? Não – até agora, a maioria de nós está sob a influência do dominante Espírito de Raça e das reminiscências que muitos criaram a partir deles: Espírito de Tribo e Espírito de Família.
E quando nos libertaremos? A Bíblia diz que a Lei nos foi dada até que o amor de Cristo viva em nós e direcione nossas ações, ou seja, até que o Cristo Interno nasça e se desenvolva em nós, tornando assim a Lei externa desnecessária, pois a Lei estará dentro de nós!
As Religiões de Raça foram etapas necessárias de preparação para a vinda de Cristo. Todas elas apontavam para a vinda de um grande Ser que traria uma nova forma de Evolução. Cristo veio com a missão de superar a separação entre os povos e promover a Fraternidade Universal.
268ª Reunião Dominical-FRC em Campinas-SP-31mai26-C.17-Conhecimento Direto_Deus de Raça
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que há sim um grande perigo de praticarmos a Clarividência involuntária ou negativa, seja para conhecer os Mundos invisíveis (Mundos espirituais), seja para trabalhar diretamente neles.
Afinal, quando estudamos o assunto sobre desenvolvimento da visão espiritual não há nada de simbólico, nem se refere a algo vago – como um estado de êxtase ou coisa semelhante.
O que há, de fato, é o desenvolvimento de uma faculdade real, tal como temos a visão física, pois a visão espiritual é tão necessária à percepção dos Mundos espirituais e à verdadeira compreensão das condições suprafísicas, como o é a visão física indispensável a uma mais ampla compreensão das condições materiais (ou seja, aqui na Região Química do Mundo Físico).
Agora, somos alertados nos Ensinamentos Rosacruzes, para que não confundamos a visão espiritual (ensinada aqui) com a Clarividência desenvolvida de uma maneira involuntária ou negativa, pois nessa há a dependência de um estado negativo da nossa Mente (ou seja, a nossa disposição em nos deixar levar, seja pela possessão do nosso Corpo Denso, seja por seguir as “orientações” de um irmão ou uma irmã desencarnada).
Nesse caso tais irmãos e irmãs “clarividentes” podem ser comparados às pessoas presas “em seus cavalos sem selas e com as rédeas soltas, ou seja, são levadas de um lado para outro, à vontade dos cavalos”. Nesse caso é um grande perigo!
Esse grande perigo também ocorre em certas fases de Clarividência negativa que são desenvolvidas com o uso de drogas, instrumentos materiais, assim como por meios de exercícios respiratórios
E por quê? Porque em todos esses casos de Clarividência negativa ou involuntária, não está sob controle do Ego (o dono do Corpo Denso e todos os veículos que ele usa aqui, renascido)!
Aprendemos que um Clarividente voluntário, devidamente desenvolvido, nunca está preso!
Ele pode ver ou deixar de ver à sua vontade, com segurança, diretamente (sem intermediários). Ele é dono das suas faculdades espirituais. Ele não é escravo de nada nem de ninguém.
Na Fraternidade Rosacruz aprendemos a usar apropriadamente os poderes espirituais que possuímos.
É por isso que aqui podemos realizar atividades espirituais ainda maiores.
Para isso contamos com o auxílio diretos dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Usando o método deles tornamos a nossa visão espiritual latente em dinâmica.
Só assim, como uma grande compreensão espiritual, é o que tornamos valiosa a aplicação da Clarividência voluntária como um fator da nossa evolução, e muito segura!
O método começa trilhando um Caminho de Preparação, que nada mais é do que Treinamento Esotérico preparatório.
Essa parte antecede o Caminho da Iniciação Rosacruz, onde aplicamos o que aprendemos antes e continuamos a aprender para seguir adiante em outros patamares.
Para isso precisamos aplicar muito da nossa força de vontade, persistência, perseverança, devoção, observação, nosso discernimento e muito, mas muito, na prática do que aprendemos aqui, por meio do “serviço amoroso e desinteressado”.
Seguindo esses passos o Estudante Rosacruz, capacitado e treinado, trabalha nos Mundos espirituais e traz todo o conhecimento adquirido para aplicar aqui no seu cotidiano, aumentando sua eficiência no “servir”, na colaboração com o Plano de Salvação do Cristo e, assim se tornando um Auxiliar Invisível Consciente.
Façamos do modo correto, sem queimar etapas, sem querer pular níveis (claro, aqui não se consegue!), “tudo tem o seu tempo e a sua hora”.
Façamos tudo conscientemente!
Pois há uma máxima oculta Rosacruz que diz: “não há pecado maior que a privação, ainda que momentaneamente, da livre vontade de um Ego, sua mais inestimável herança.”
A Fraternidade Rosacruz nos ensina tudo sobre a continuação da nossa vida, quando mais uma vez morremos aqui, na Região Química do Mundo Físico!
Depois que morremos (e isso só ocorre após o rompimento do Cordão Prateado) passamos para o Purgatório (situado nas 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo), depois Primeiro Céu (nas 3 Regiões superiores), depois Segundo Céu (nas 3 Regiões inferiores do Mundo do Pensamento – Região Concreta) e, finalmente, no Terceiro Céu (nas 3 Regiões superiores do Mundo do Pensamento – Região Abstrata).
No Purgatório permanecemos cerca de 1/3 da vida que vivemos aqui em nossa vida recém-finda (depende, claro, da quantidade de mal que fizemos aqui “por querer ou sem querer”). Lá iremos ver e viver tudo o que fizemos de mal para os outros aqui na Terra, com uma intensidade de sofrimento e de dores triplicada em relação ao que provocamos aqui. Por quê? Porque isso confere a qualidade da retidão que atuará para o bem e a repulsão para o mal em nossas vidas futuras. Assim, cria a consciência para nas próximas vidas termos a chance de não repetir o erro e sublimar, criando a virtude que se opõe ao vício.
O Primeiro Céu é onde a quintessência do que produzimos como consciência no Purgatório se incorpora no Átomo-semente do Corpo de Desejos. Aqui o bem que fizemos na vida recém-finda, é à base dos sentimentos que revivemos.
O Segundo Céu se encontra na Região do Pensamento Concreto.
A vida no Segundo Céu é extraordinariamente ativa e variada em numerosos sentidos. O Ego assimila os frutos de sua última vida terrena e prepara o ambiente para uma nova existência física.
É o nosso verdadeiro e lindo lar. Temos lá uma intensa e importante atividade, nos preparando para o nosso próximo Renascimento aqui no Mundo Físico. Preparamos as condições terrestres mais apropriadas para o nosso próximo passo de progresso, o retorno à Terra. Trabalhamos aqui junto aos Espíritos da Natureza para alterar a aparência, a fauna e, também, a flora da Terra, de maneira a proporcionar um ambiente ao redor, requerido para o próximo passo em direção à perfeição, e até para ajudar na construção de novos Corpos.
O Terceiro Céu está localizado na mais elevada Região do Mundo do Pensamento, ou seja, a Região Abstrata do Mundo do Pensamento. Aqui por meio da harmonia inefável desse Mundo superior, se fortalece para sua próxima imersão na matéria.
Depois de estar lá por algum tempo, temos o desejo de novas experiências, com a contemplação de um novo nascimento, feito com a ajuda dos Anjos do Destino. Estes evocam uma série de quadros ante a nossa visão, ou seja, um Panorama da próxima vida que nos espera. Este Panorama, claro, contém somente os acontecimentos principais, temos a plena liberdade quanto aos detalhes.
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A origem da Ordem Rosacruz, conforme Max Heindel, se inicia no passado distante, no início do Período Terrestre, mas seu arquétipo já se manifesta 3 Períodos antes do nosso Período Terrestre.
A Ordem Rosacruz é uma antiga Fraternidade Mística fundada em 1313 por um elevado ser espiritual com o nome simbólico de “Christian Rosenkreuz”; Cristão Rosacruz.
Sua missão é preparar uma nova fase da Religião Cristã Esotérica para ser utilizada na próxima Era, a Era de Aquário, que se aproxima, pois, à medida que o Mundo e o ser humano evoluem, a Religião também deve evoluir.
Existem 7 Escolas de Mistérios (ou Iniciações) Menores, no qual a Ordem Rosacruz faz parte, e 5 de Mistérios (ou Iniciações) Maiores. Todas fazem parte de um líder central que é chamado “O Libertador”.
A Ordem Rosacruz é destinada para os ocidentais, enquanto as outras 6 escolas são destinadas para os povos do oriente e do sul do oriente. As 5 Escolas de Mistérios Maiores são constituídas pelos graduados nas Escolas Menores.
O Templo da Ordem Rosacruz fica na Região Etérica do Mundo Físico. O Estudante Rosacruz tem acesso a ele a partir do nível de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, que se alcança a partir da Primeira Iniciação Menor.
A Fraternidade Rosacruz, que promulga os Ensinamentos Rosacruzes aqui na Região Química do Mundo Físico, foi fundada em 1911 por Max Heindel.
Ele foi incumbido, por um dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, de tornar público parte dos Ensinamentos Rosacruzes, que antes eram conhecidos e divulgados apenas num círculo fechado e de forma simbólica.
Os Ensinamentos Rosacruzes são inteiramente Cristãos, buscando tornar a Religião Cristã Esotérica um elemento vivo na sociedade, e conduzir a Cristo aqueles que não conseguem encontrá-Lo somente pela fé dogmática, mas que, como ensina S. Paulo, constrói e pratica a fé racional, a fé alimentada por obras, atos e ações bons de serviço ao próximo.
A Fraternidade Rosacruz é ‘Uma Associação Internacional de Cristãos Místicos’.
Existe uma diferença enorme em uma associação, que é totalmente voluntária, e uma organização que prende seus sócios por juramentos, promessas e coisas do tipo.
Os Estudantes Rosacruzes que alcançaram o nível de Probacionistas sabem que a promessa que fazem é uma promessa a eles mesmos e não à Ordem Rosacruz.
Na Fraternidade Rosacruz, o Estudante Rosacruz não tem mestre, guru, instrutor ou quaisquer outras pessoas que diria ser responsável pelo desenvolvimento espiritual dele.
E qual é a relação dos Irmãos Maiores com os Estudantes Rosacruzes? Eles são nossos amigos e professores e nunca exigem – sob nenhuma condição – obediência a qualquer regra que seja. A partir do nível de Probacionistas, no máximo eles nos advertem, nos deixando livres para seguir ou não tal sugestão lançada no nosso campo egóico.
Cura Definitiva das Nossas Doenças e Enfermidades: Atacando a Causa e não os Efeitos
Todos nós um dia ficamos doentes ou enfermos.
Muitas vezes temos que enfrentar duras provas, dores fortes, muitas limitações, incertezas, enfim, fases difíceis, mas temos que enfrentar.
Ter um desejo sincero de passar essa fase sabendo os porquês, das transgressões nas Leis de Deus que fizemos, e buscar ajuda, muito nos ajuda!
Pedir ajuda para que alcancemos a Cura definitiva – atacando a causa e não os efeitos – (a Fraternidade Rosacruz conta com um Departamento de Cura) é, efetivamente, contatar com o que há de mais elevado em nós, é se sintonizar com a Luz Divina e a vibração de harmonia que rege a vida interior de cada um de nós.
O nosso Corpo Denso é o Templo de Deus, mas sabemos que é bem limitado (devido as nossas imperfeições). Precisa ser bem cuidado tanto no físico quanto no espiritual.
Nesses momentos devemos recordar que as provas, as doenças e as dúvidas que nos atormentam, têm a finalidade espiritual de nos tornar mais fortes, mais conscientes da verdadeira razão do nosso ser.
E, também, mais firmes na resolução de seguir a via da libertação do “Eu Superior”, e viver na Luz com autenticidade, verdade e abnegação (a famosa auto-renúncia).
Ao estudarmos e entendermos a Lei de Causa e Efeito, já damos um passo largo para sabermos passar essas provas.
As nossas provas, as nossas doenças (que nós mesmos ativamos!) sempre nos ajudam a compreender melhor a razão profunda delas e aceitá-las, porque sabemos que elas são o resultado, doloroso muitas vezes, de erros e hábitos negativos que cometemos no passado.
A chave de toda evolução é a experiência, e todos nós somos livres para escolher a maneira como as assimilamos, como as tornamos partes integrantes da nossa consciência.
É possível originar grandes e boas transformações em nossas vidas e no nosso meio.
Precisamos viver na Luz e “Deus é Luz”, tenhamo-lO como nosso aliado, façamos sempre muitas orações, falemos sempre com Ele, sejamos humildes.
Tenhamos a compreensão dos fatos que nos levaram a adoecer, a passar por duras provas, pois tivemos sim a ausência da Luz, da harmonia, da simplicidade, da falta de servir, e, claro, porque transgredimos as Leis da Natureza, ou seja, as Leis de Deus.
Lembremos também que fomos corajosos (lá no Terceiro Céu) ao escolher nossas provas, nossas doenças, nossas dificuldades, nosso Espírito teve coragem e fé suficientes para aceitar enfrentar os problemas que agora parecem terríveis.
Temos em nosso interior o Poder de Deus que está focado e canalizado para nós, somente aguardando que o reconheçamos e o utilizemos. Tudo o que desejamos ardentemente atingir é possível e requer apenas esforço e persistência da nossa parte.
Tudo tem uma causa e um efeito, nada é gratuito no Universo.
O aperfeiçoamento, a saúde, a regeneração, a paz, requerem esforço e persistência.
Mantenhamos firmes de que estamos sob a proteção divina.
Sigamos sem receio as linhas que nós mesmos traçamos, certos de que todas as nossas dificuldades passam, são momentâneas, tudo no tempo de Deus, então façamos bem a nossa parte.
Mantenhamos firmes e confiantes no auxílio espiritual que invocamos, e que nos é concedido sempre que fizermos um esforço para vivermos com simplicidade, na verdade, com muita tolerância e sem egoísmo, mas também com muita fé.
Quando estudamos o tempo anterior à primeira vinda de Cristo até aqui, entre nós, verificamos que o altruísmo em qualquer sentido da palavra era desconhecido. Havia sim um materialismo muito grande e uma cristalização enorme em muitos que viviam Religiões que foram moldadas para privilegiar uns e excluir outros.
As pessoas só pensavam em si mesmas, eram gananciosas, indiferentes e egoístas.
E o que é realmente ser altruísta, como o Cristianismo Esotérico nos ensina?
Primeiramente é priorizar o bem-estar dos outros, está associado à generosidade e à solidariedade. É agir com empatia, é “ver” o outro, ou seja, é ajudar nossos irmãos e nossas irmãs, sem distinção, servindo a Divina Essência oculta em cada um de nós, que nada mais é do que a base da Fraternidade.
É sempre fazer ao irmão ou a irmã exatamente o que gostaríamos que fizesse com a gente, independentemente de como eles realmente fazem!
É a disposição ou comportamento de agir em benefício de outras pessoas, de uma forma totalmente amorosa e desinteressada, ou seja, sem esperar recompensas, retribuições ou qualquer benefício pessoal e muito menos material.
É compartilhar recursos com pessoas do seu convívio, quer sejam eles em termos financeiros, materiais, de habilidades ou até mesmo um pouco do seu tempo, sempre priorizando o bem-estar dos outros, jamais colocando seus interesses em primeiro lugar.
Há tantas maneiras de ser altruísta; podem ser em pequenos gestos cotidianos, trabalhos voluntários, doações filantrópicas, até cumprimentar colegas de trabalho com um sorriso, cumprimentar vizinhos, pessoas na rua, na caminhada, ouvir as pessoas.
Ser altruísta é sentir amor Crístico pelo próximo, é amar a todos como irmãos e irmãs, mesmo tendo recursos financeiros, jamais se sentir melhor que as outras pessoas, praticando, aqui, o que Cristo nos ensinou: “Aquele que quiser ser o maior dentre vós, seja este o servo de todos”.
Com a presença do Cristo, hoje nosso único Ideal, aqui na Terra, os raios benéficos foram atraídos, e lentamente, mas com segurança, as boas vibrações começaram a se manifestar, o amor e a generosidade começaram se fazer mais presentes, mesmo que muitos de nós teimam em não perceber (“tem olhos, mas não veem; tem ouvidos, mas não escutam”). À medida que crescemos espiritualmente, que fazemos o bem pelo simples prazer de fazer o bem, de ajudar, de servir, damos mais um passo no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, absorvemos uma quantidade cada vez maior da Luz de Cristo, e, em troca, consequentemente aumentamos nossa Luz, nossa Aura.
Não deixemos passar nenhuma oportunidade de ser altruísta, estejamos sempre atentos! Todos temos algo de bom dentro de nós, então podemos e devemos ser altruístas.
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1. Pergunta: Quem nasce no Ocidente já nasceu inúmeras vezes no Oriente e não vai nascer lá de novo? Por que alguns ocidentais se sentem tão atraídos pelo Hinduísmo ou Budismo?
Resposta: Ou já renasceu inúmeras vezes no Oriente e, depois de aprender todas as lições inerentes à Corpos e veículos feitos para viver naquelas vibrações, alcançou o processo de renascer no Ocidente, construindo Corpos e veículos feitos para viver nessas vibrações mais elétricas e próximas à Era de Aquário. Ou quando todo o Campo de Evolução, a Terra, estava naquele momento da evolução que hoje encontramos somente na parte Oriental (Época Lemúrica e Atlante) aprendeu todas as lições dessas 2 Épocas. Nesse último caso não precisou renascer atualmente no Oriente e segue par e passo na Época Ária.
A atração de muitos irmãos e irmãs para com movimentos e Religiões orientais são explicados pela Fraternidade Rosacruz, por vários motivos. Os principais são: reminiscências das vidas passadas que tentam a pessoa e, caindo na tentação, renunciam a aprendizagem das lições que ela mesma escolheu no Terceiro Céu, e buscam reviver o que já aprendeu (é mais cômodo, confortável e dá uma ilusão de “progresso espiritual”). A segunda é a mesma que levam irmãos e irmãs no Ocidente buscarem o desenvolvimento negativo espiritual, a mediunidade, os búzios, o tarô, o reiki, a bola de cristal, a borra de café, as entranhas de animais, os rituais de sacrifícios (animal ou humano), os vudus, as bruxarias, a magia negra. Todos esses meios nós já passamos em nossos momentos evolutivos passados na Época Atlante. Sabemos fazer, e sabemos o quanto mal isso provoca (pois já fizemos o mal e já sentimos o mal), mas é muito mais fácil fazer do que buscar o conhecimento direto Cristão e caminhar somente no bem. Assim, muitos caem no caminho “mais fácil” e iludidos, utilizando a astúcia até para dizer que “fazem o bem”, gastam sua vida aplicando o que já aprendeu e o que, agora, é prejudicial para quem pratica e para quem participa.
2.Pergunta: É verdade que os infelizes que têm a Cauda do Dragão em Escorpião (indicando vidas anteriores nas trevas do abuso sexual, da magia negra, do homicídio e suicídio) são confrontados com as lições cármicas mais difíceis do Zodíaco?
Resposta: Primeiro de tudo, não existem “infelizes que têm a Cauda do Dragão em Escorpião”! Aprendemos na Astrologia Rosacruz que determinar o estado de uma pessoa somente por uma configuração ou posição de Astro ou de Signo é cometer um erro gigante, ou demonstra que não conhece a Astrologia Rosacruz. A questão de ter vivido em vidas passadas condições de “trevas do abuso sexual, da magia negra, do homicídio e suicídio”, é determinada por várias configurações e posições de Astros e Signos, e somente o levantamento de todo o horóscopo é que conseguimos determinar isso e qualquer outro tipo de comportamento.
Tomemos cuidado quando utilizamos o conceito “cármico” em uma Escola de Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que, por ser Cristã, advoga a doutrina do Perdão dos Pecados, oposta à Escolas Orientais que advoga o karma (sem a opção de exercer essa doutrina nos trazida por Cristo na sua primeira vinda).
3.Pergunta: O ser humano sente sono e dorme por causa da cansativa luta entre o seu Corpo de Desejos e o seu Corpo Vital, um tentando destruir e o outro tentando restaurar o seu Corpo Denso. Os animais dormem pelo mesmo motivo?
Resposta: A questão aqui é o nível de consciência. O nosso é de Consciência de Vigília que, por deficiência nossa no seu uso, causa o desgaste do nosso Corpo Denso e, consequentemente, a necessidade de revitalizá-lo todas as noites.
Na Fraternidade Rosacruz é nos ensinado a buscar o domínio próprio que nada mais é do que utilizar o Corpo de Desejos de modo a populá-lo somente com material das três Regiões superiores do Mundo do Desejo. Ao conseguir isso não há mais “desgaste do nosso Corpo Denso”. Por exemplo, um Irmão ou Irmã Leiga dorme, em média, de 1 a 2 horas por noite e se sente tão restabelecido ou restabelecida quanto uma pessoa adulta que dorme 8 horas de um sono tranquilo!
Já os nossos irmãos menores, os animais, possuem um nível de consciência chamada de Consciência de Sono com Sonhos e que não resulta nesse desgaste.
4.Pergunta: Em algumas respostas sobre a Terra, vocês disseram que antes do Cristo se tornar o seu Espírito Planetário, ela não tinha um. Mas em uma resposta recente foi dito que todos os planetas, quando criados, têm um Espírito. Afinal, antes do Cristo se tornar o Espírito Planetário do nosso Planeta, a Terra tinha ou não um Espírito? Se tinha, onde Ele está?
Resposta: Antes do Cristo se tornar o Espírito Planetário da Terra, essa não tinha um Espírito Planetário que teria que fazer o trabalho de elevado sacrifício que Cristo fez, e se mantém fazendo todos os anos: limpar o Mundo do Desejo, descristalizar a matéria física que estava rapidamente atingindo níveis de cristalização de baixíssima vibração (o suficiente para se continuasse, deixar de ser um Campo de Evolução para muitos seres que necessitam desse tipo). O Espírito Planetário que a Terra tinha antes da vinda de Cristo era do tipo do Espírito Planetário (um dos 7 Espíritos diante do Trono de Deus) que mantém o Campo de Evolução (o Planeta) em funcionamento perfeito até que os seres que estão evoluindo em seu “estágio de Humanidade” sejam em número suficiente desenvolvidos para manter o Campo de Evolução, quando então o Espírito Planetário se retira, mas mantém o cuidado de longe (como os pais fazem com os filhos quando crescem). Lembrando: os 7 Espíritos diante do Trono ou os 7 Espíritos Planetários é uma classe de seres que também estão em evolução nesse Esquema de Evolução criados por Deus. São tão elevados (em relação a nós) que são chamados “ministros de Deus”.
5.Pergunta: Avatares do Oriente como Ramana Maharshi ou Nisargadatta Maharaj defendem que o único Deus seja o Eu Sou. Não é exatamente isso que a Bíblia ensina? Não foi esse o Nome que o próprio Cristo usou para Se revelar a Moisés? Oriente e Ocidente não ensinam, portanto, a mesma Verdade usando terminologias diferentes? O que a Sabedoria Ocidental chama de Libertação não é justamente o Nirvana oriental?
Resposta: nossos irmãos e nossas irmãs do Oriente ainda estão na fase de evolução que aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes chamado de Involução. A direção aqui é “para baixo e para frente” com o objetivo de conquistar a Região Química do Mundo Físico (dê uma pesquisada na internet em vários povos daquela parte e veja a enorme dificuldade que eles têm em lidar com esses materiais sem ter que ter vidas miseráveis, cristalizadas, confusas em termos de espiritualidade, improdutivas e muitas vezes escravizantes).
Já nossos irmãos e nossas irmãs do Ocidente – na qual estamos incluídos, pois escolhemos renascer nessa porção do Campo de Evolução que chamamos de Terra – estão na fase de evolução que aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes chamado de Evolução. A direção aqui é “para cima e para frente” com o objetivo de conquistar a Região Etérica do Mundo Físico.
Note: é impossível “comparar” os dois tipos de ensinamentos espirituais. Some-se a isso que a Religião que um irmão ou uma irmã da porção ocidental desse Campo de Evolução deve aprender, praticar, desenvolver e se realizar espiritualmente é a mais elevada, a disposição que é a Religião do Filho, a Religião Cristã.
Já nossos irmãos e nossas irmãs da porção oriental desse Campo de Evolução ainda estão aprendendo as lições da Religião do Espírito Santo, as Religiões de Raças Jeovísticas. Quanto a comparação que você tenta fazer é mera especulação, perda de tempo ou reminiscência de nossos renascimentos anteriores que pode levar somente a alguma satisfação momentânea intelectual, mas que não acrescentará nada na busca do nosso desenvolvimento espiritual.
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) o que ocorre, normalmente, uma vez por semana.
A Capela Pro-Ecclesia é o edifício original e mais antigo da Sede internacional da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, em Oceanside, Califórnia. Construído em 1913, este pequeno edifício térreo de estuque foi dedicado ao fundador da Fraternidade, Max Heindel, na véspera de Natal daquele ano. Desde então, são oficiados os Rituais do Serviço Devocional diários, incluindo ofícios matinais e vespertinos, e o Ritual do Serviço Devocional de Cura. Ou seja, o Templo principal (Ecclesia), maior, é uma estrutura dodecagonal usada principalmente para as Reuniões de Cura exclusivas para os Probacionistas e Discípulos, a Pro-Ecclesia serve como capela diária e é uma parte essencial das estruturas devocionais Cristãs e de Cura Rosacruz.
A Pro-Ecclesia possui um telhado de quatro águas feito de telhas e apresenta um campanário em estilo Missão com três sinos acima da porta da frente.
O nome “Pro-Ecclesia” significa “Para a Igreja” ou “Antes da Igreja”, indicando seu papel como o primeiro local dos Ofícios, Palestras, Seminários e Serviços.

O horário do ofício dos Rituais do Serviço Devocional (diários e semanais de Cura) é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho então, nas Datas de Cura (vide tabela ao lado) sente-se em silêncio quando o relógio no local onde você se encontra apontar para o horário: 18h30 (excepcionalmente pode ser em qualquer horário que melhor seja para você, desde que seja todos os dias no mesmo horário).

E por que excepcionalmente pode ser qualquer horário? Porque a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra.
O efeito não tem o grau de eficiência maximizado como quando é oficiado às 18h30 local, mas é sempre melhor contribuir, pois “a messe é grande e os operários são poucos”), e oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

Resposta: Sim e não. Para entender a questão, é necessário retroceder na história da Humanidade. Houve um tempo em que a Humanidade era bissexual e capaz de gerar um Corpo Denso sem a ajuda de outro. Mas quando se tornou necessário construir o cérebro para que pudesse criar pelo pensamento e manifestá-lo no Mundo Físico, metade da força sexual criadora foi retida para construir um órgão físico para tal. Então, tornou-se necessário que cada um buscasse a cooperação de outro que expressasse o polo oposto da força sexual criadora que ele próprio tinha disponível para fins sexuais. Sem cérebro, e como “seus olhos não haviam sido abertos”[1], cada um estava, naturalmente, inconscientes no Mundo Físico e incapaz de se guiar. Portanto, os Anjos os reuniam em certas épocas do ano, quando as forças astrais eram propícias para a realização do ato gerador como um sacrifício religioso, pelo qual eles entregavam parte de seus Corpos para a geração de um veículo físico para outro Ego que precisava renascer. Nesse abraço íntimo, o Espírito primeiro penetrou o véu da carne e Adão “conheceu” sua esposa. Mais tarde, quando a consciência da Humanidade se voltou um pouco mais para o Mundo Físico e alguns entre eles começaram a perceber vagamente os Corpos dos quais agora temos tanta consciência, esses pioneiros começaram a pregar o evangelho do Corpo, dizendo aos outros que possuíam um Corpo Denso, pois a maioria então desconhecia esse instrumento, assim como nós hoje desconhecemos ter um estômago quando estamos saudáveis.
Então, percebeu-se que esses Corpos morriam, e surgiu entre os pioneiros a questão de como um Corpo assim poderia ser substituído. A solução foi dada ao ser humano por uma certa classe de Espíritos que eram remanescentes da evolução dos Anjos, semideuses, por assim dizer. Esses Espíritos Lucíferos, ou doadores de luz, iluminaram a Humanidade nascente a respeito de seus poderes de gerar um Corpo a qualquer momento. Mas esses Corpos não eram perfeitos naquela época, não são perfeitos hoje e, é claro, a geração sem levar em consideração as condições astrais produziu Corpos ainda inferiores aos que teriam sido gerados de outra forma, além do parto doloroso profetizado pelo Anjo.
Desde então, a função sexual criadora tem sido exercida irrestritamente pela Onda de Vida humana ignorante. Mas, pelo fato da morte, foi possível aos Anjos ensinar à Humanidade, entre a morte e um novo nascimento, como construir um Corpo que se aprimora gradualmente. Se o ser humano tivesse aprendido, naquele passado remoto, como renovar seu Corpo Vital, assim como foi ensinado a gerar um veículo denso à sua vontade, então a morte teria sido de fato uma impossibilidade e o ser humano teria se tornado imortal como os Deuses. Mas ele teria imortalizado suas imperfeições e tornado o progresso uma impossibilidade. É a renovação deste Corpo Vital que é expressa na Bíblia como “comer da Árvore da Vida”[2]. Na época de sua iluminação a respeito da geração, o ser humano era um ser espiritual cujos olhos ainda não estavam cegos pelo Mundo material, e ele poderia ter aprendido o segredo de vitalizar seu Corpo à vontade, frustrando assim a evolução. Assim, vemos que a morte, quando ocorre naturalmente, não é uma maldição, mas nossa maior e melhor amiga, pois nos liberta de um instrumento do qual não podemos mais aprender. Isso nos tira de um ambiente que já não nos serve mais, para que possamos aprender a construir um Corpo melhor em um ambiente de maior alcance, no qual possamos progredir mais em direção à perfeição.
Nessa peregrinação, chega finalmente o momento em que o ser humano está apto a possuir os poderes da vida. O Corpo que ele criou para si mesmo se torna puro e útil por muito mais tempo do que antes. Então, ele começa a buscar a pedra filosofal, o elixir da vida, ou qualquer outro nome que escolha usar. Os alquimistas almejavam fabricar esse veículo puro e sagrado, mas não por meio de um processo químico em laboratório, como supunha a multidão ignorante. A nomenclatura que dava cor a essa ideia tornou-se necessária porque eles viviam em uma época em que uma Igreja dominante e apóstata os teria levado à morte se a verdade fosse conhecida. Quando falavam em transmutar metais comuns em ouro, falavam a verdade não apenas do ponto de vista material, mas também do espiritual, pois o ouro sempre foi o símbolo do Espírito e esses alquimistas buscavam espiritualizar seus Corpos, que são de natureza mais vil.
Em todos os lugares, o símbolo puro e belo da transparência foi dado para designar o poder da pureza. No Antigo Testamento, ouvimos falar do Templo de Salomão[3], que foi “construído sem o som de martelo”. O ornamento mais belo ali era o mar de lava. Hiram Abiff, o mestre artesão, como sua conquista final, conseguiu fundir todos os metais da Terra em uma liga tão transparente quanto o vidro. No Novo Testamento, lemos sobre uma bela cidade que tinha em seu meio um mar de vidro. No Oriente, o iniciado almeja se tornar a alma diamante, pura e transparente. No Ocidente, a Pedra Filosofal é o símbolo da alma purificada extraída dos Corpos que foram transmutados e espiritualizados. A alma que peca, essa morrerá, mas a alma pura é imortalizada pelo elixir da vida, a “Árvore da Vida”, em um Corpo Vital que durará milênios como um veículo para o Espírito.
(Pergunta nº 86 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Gn 3:7
[2] N.T.: Gn 3:22
[3] N.T.: 15Hiram, rei de Tiro, enviou seus servos a Salomão, ao saber que este fora sagrado rei em lugar de seu pai; pois Hiram sempre tinha sido amigo de Davi. 16E Salomão mandou esta mensagem a Hiram: 17 “Bem sabes que Davi, meu pai, não pôde construir um templo para o Nome de Iahweh, seu Deus, por causa das guerras que o importunavam de todos os lados, até que Iahweh submetesse os inimigos a seus pés. 18Agora, porém, Iahweh meu Deus me deu tranquilidade por todos os lados: não tenho adversário nem infortúnio. 19Por isso resolvi construir um Templo ao Nome de Iahweh meu Deus, conforme o que disse Iahweh a Davi, meu pai: ‘Teu filho, que colocarei no trono e em teu lugar, é quem construirá um Templo para meu Nome.’ 20Ordena, pois, que cortem para mim cedros do Líbano; meus operários juntar-se-ão aos teus e eu pagarei o trabalho dos teus operários conforme pedires. Sabes, com efeito, que não há entre nós ninguém que entenda de corte de madeira como os sidônios”. 21Quando Hiram ouviu a mensagem de Salomão, ficou cheio de grande alegria e disse: “Bendito seja hoje Iahweh, que deu a Davi um filho sábio que governa este grande povo!”. 22E Hiram mandou responder a Salomão: “Recebi tua mensagem. Atenderei a todo o teu desejo referente às madeiras de cedro e de cipreste. 23Meus servos as descerão do Líbano até o mar e as farei transportar pelo mar, até o lugar que me indicares; ali, eu as desembarcarei e tu as receberás. Por tua vez, fornecerás víveres para minha casa, conforme eu desejar”. 24Hiram forneceu a Salomão madeiras de cedro e de cipreste na quantidade que ele quis, 25e Salomão pagou a Hiram vinte mil coros de trigo para o sustento de sua casa e vinte mil medidas de azeite virgem. Era isso que Salomão pagava a Hiram cada ano. 26Iahweh concedeu a Salomão a sabedoria, conforme lhe prometera; houve bom entendimento entre Hiram e Salomão e os dois fizeram uma aliança. 27O rei Salomão recrutou em todo o Israel mão-de-obra para a corvéia; conseguiu reunir trinta mil operários. 28Mandou-os para o Líbano, dez mil cada mês, alternadamente; eles passavam um mês no Líbano e dois meses em casa; Adoram era o mestre-de-obras. 29Salomão tinha ainda setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores na montanha, 30sem contar os chefes dos prefeitos, em número de três mil e trezentos, que dirigiam os trabalhos e comandavam a multidão empenhada nas obras. 31O rei mandou extrair grandes blocos de pedra escolhida e lavrada, para construir os alicerces do Templo. 32Os operários de Salomão e os de Hiram e os giblitas cortaram e prepararam as madeiras e as pedras para a construção do Templo.
6— 1No ano quatrocentos e oitenta após a saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Ziv, que é o segundo mês, ele construiu o Templo de Iahweh. 2O Templo que o rei Salomão edificou para Iahweh tinha sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e vinte e cinco de altura. 3O Ulam diante do Hekal do Templo tinha vinte côvados de comprimento no sentido da largura do Templo e dez côvados de largura no sentido do comprimento do Templo. 4Fez no Templo janelas oblíquas com grades. 5Encostado à parede do Templo, ele fez um anexo em torno do Hekal e do Debir, e fez aposentos laterais ao redor. 6O andar térreo tinha cinco côvados de largura, o intermediário seis côvados e o terceiro sete côvados, pois ele tinha feito encostas em torno do Templo do lado de fora, de modo que as vigas não se prendiam às paredes do Templo. 7(O Templo foi construído com pedras já talhadas; de modo que não se ouviu barulho de martelo, de cinzel, nem de qualquer outro instrumento de ferro no Templo, durante sua construção). 8A entrada para o andar inferior situava-se no ângulo direito do Templo e por meio de escadas em caracol subia-se ao andar intermediário e, deste, ao terceiro. 9Terminada a construção do Templo, cobriu-o com um teto de pranchões de cedro. 10E construiu um anexo a todo o Templo; tinha cinco côvados de altura e estava ligado ao Templo por traves de cedro. 11A palavra de Iahweh foi então dirigida a Salomão: 12”Quanto a esta casa que estás construindo, se procederes segundo os meus estatutos, se observares as minhas normas e seguires fielmente os meus mandamentos, eu cumprirei em teu favor a minha palavra, que dei a teu pai Davi, 13e habitarei no meio dos filhos de Israel e não abandonarei meu povo, Israel”. 14Salomão edificou o Templo e o concluiu.
15Forrou com placas de cedro o lado interno das paredes do Templo — desde o pavimento até as vigas do teto, revestiu com madeira o interior — e cobriu com tábuas de cipreste o assoalho do Templo. 16Construiu os vinte côvados a partir do fundo do Templo com tábuas de cedro, desde o pavimento até as vigas, e eles foram separados do Templo para formarem o Debir, ou Santo dos Santos. 17O Templo, isto é, o Hekal, diante do Debir, tinha quarenta côvados. 18No interior do Templo, o cedro era esculpido com flores e festões; tudo era de cedro e não se via pedra alguma. 19Salomão dispôs um Debir no interior do Templo, para nele colocar a Arca da Aliança de Iahweh. 20O Debir tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura; revestiu-o de ouro puríssimo. Fez um altar de cedro 211 diante do Debir e o revestiu de ouro. 22Ele revestiu de ouro o Templo todo, que ficou inteiramente coberto de ouro.
23No Debir, ele fez dois querubins de oliveira selvagem..”. Ele tinha dez côvados de altura. 24Uma asa do querubim tinha cinco côvados e a outra asa do querubim também tinha cinco côvados, ou seja, de uma extremidade à outra das asas havia a distância de dez côvados. 25O segundo querubim tinha também dez côvados; ambos os querubins tinham a mesma dimensão e o mesmo formato. 26A altura de um querubim era de dez côvados, e essa também era a altura do outro. 27Colocou os querubins no meio da sala interior; tinham as asas estendidas, de sorte que a asa de um tocava uma parede e a asa do outro tocava a outra parede e suas asas se tocavam uma na outra, no meio da sala. 28Revestiu de ouro os querubins. 29Em todas as paredes do Templo, ao redor, tanto no interior como no exterior, mandou esculpir figuras de querubins, palmas e flores. 30Cobriu de ouro o pavimento do Templo, no interior e no exterior.
31Ele fez a porta do Debir com vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha cinco ângulos; 32os dois batentes eram de oliveira selvagem. Mandou esculpir neles figuras de querubins, palmeiras e flores e cobriu-as de ouro; mandou cobrir de ouro os querubins e as palmeiras. 33Da mesma forma, para a porta do Hekal, fez vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha quatro ângulos; 34os dois batentes eram de cipreste: tanto um como o outro tinham painéis giratórios. 35Mandou esculpir neles querubins, palmeiras e flores, revestidos de ouro ajustado sobre a escultura. 36Construiu o muro do pátio interior com três fileiras de pedra talhada e uma fileira de pranchões de cedro.
37No quarto ano, no mês de Ziv, foram lançados os alicerces do Templo; no décimo primeiro ano, no mês de Bui — oitavo mês —, o Templo foi concluído em todas as suas partes, conforme o projeto. Salomão levou sete anos para construí-lo.
7— 1Para construir seu palácio, Salomão levou treze anos, até seu completo acabamento. 2Construiu a Casa da Floresta do Líbano, com cem côvados de comprimento, cinquenta côvados de largura e trinta de altura, sobre quatro fileiras de cedro, com pranchões de cedro sobre as colunas”. 3Ela era revestida de cedro na parte superior até os pranchões que estavam sobre as colunas. 4Havia três fileiras de arquitraves, quarenta e cinco ao todo, ou seja, quinze em cada fileira, que se correspondiam três vezes. 5Todas as portas e as vigas tinham um enquadramento retangular, correspondendo-se frente a frente três vezes. 6Fez o vestíbulo das colunas, com cinquenta côvados de comprimento e trinta de largura… com um pórtico na frente. 7Fez o pórtico do trono, onde ele administrava a justiça, chamado pórtico do julgamento; era revestido de cedro desde o pavimento até o teto. 8Sua morada particular, no outro pátio, atrás do pórtico, era construída da mesma forma; Salomão fez também uma casa, semelhante a esse pórtico, para a filha de Faraó, que ele tinha desposado. 9Todos os edifícios eram feitos de pedras escolhidas, talhadas sob medida, serradas por dentro e por fora, desde os fundamentos até a madeira das cornijas”. — 10Tinham nos alicerces pedras selecionadas, enormes blocos de dez e de oito côvados, 11e em cima, pedras escolhidas, talhadas sob medida, e madeira de cedro —, 12e, do lado externo, o grande pátio era cercado por três fileiras de pedra talhada e por uma fileira de tábuas de cedro; assim também eram feitos o pátio interno do Templo de Iahweh e o pórtico do Templo.
13Salomão mandou chamar Hiran de Tiro, 14filho de uma viúva da tribo de Neftali e cujo pai era natural de Tiro e trabalhava em bronze. Era dotado de grande habilidade, talento e inteligência para executar qualquer trabalho em bronze. Apresentou-se ao rei Salomão e executou todos os seus trabalhos.
15Fundiu duas colunas de bronze; a altura de uma era de dezoito côvados e sua circunferência media-se com um fio de doze côvados; assim também era a segunda coluna. 16Fez dois capitéis de bronze fundido, colocando-os no topo das colunas; um capitel tinha cinco côvados de altura e a altura do outro era a mesma. 17c Fabricou duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que encimavam as colunas, uma rede para cada capitel. 18aFez as romãs; havia duas fileiras de romãs em torno de cada rede, 19bquatrocentos ao todo, 20aplicadas no centro que ficava por detrás das redes; havia duzentas romãs em torno de um capitel, 18be o mesmo número em torno do outro. 19aOs capitéis que encimavam as colunas eram em forma de flores. 21Ergueu as colunas diante do pórtico do santuário; ergueu a coluna do lado direito, à qual deu o nome de Jaquin; ergueu a coluna da esquerda e chamou-a Booz.22 Assim ficou pronto o serviço das colunas.
23Fez o Mar de metal fundido, com dez côvados de diâmetro. Era redondo, tinha cinco côvados de altura; sua circunferência media-se com um fio de trinta côvados. 24Havia por baixo da borda coloquíntidas em todo o redor: rodeavam o Mar pelo espaço de trinta côvados, dispostas em duas fileiras e fundidas numa só peça com o Mar. 25Este repousava sobre doze touros, dos quais três olhavam para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste; o Mar se elevava sobre eles e a parte posterior de seus corpos estava voltada para o interior. 26Sua espessura era de um palmo e sua borda tinha a mesma forma que a borda de uma taça, como uma flor. Sua capacidade era de dois mil batos.
27Fez as dez bases de bronze, tendo cada uma quatro côvados de comprimento, quatro côvados de largura e três côvados de altura. 28Eis como foram feitas: tinham molduras que estavam entre as travessas. 29Sobre as molduras que estavam entre as travessas havia leões, touros e querubins, e sobre as travessas havia um suporte; abaixo dos leões e dos touros havia volutas à maneira de… 30Cada base tinha quatro rodas de bronze e eixos também de bronze; seus quatro pés tinham suportes, por baixo da bacia, e esses suportes eram fundidos… 31Seu encaixe, a partir do cruzamento dos suportes até o alto, tinha um côvado; seu encaixe era redondo, em forma de suporte de vaso; tinha um côvado e meio e sobre o encaixe, também, havia esculturas; mas os painéis eram quadrangulares e não redondos. 32As quatro rodas estavam sobre os painéis. Os eixos das rodas estavam no pedestal; a altura das rodas era de um côvado e meio. 33A forma das rodas era a mesma da de uma roda de carro: eixos, aros, raios e cubos, tudo era fundido. 34Havia quatro suportes, nos quatro ângulos de cada base: a base e seus suportes formavam uma só peça. 35Na parte superior da base havia um suporte de meio côvado de altura, de ferro circular; no topo da base havia esteios; os painéis formavam uma só peça com a base. 36Sobre os painéis das travessas e sobre as molduras mandou gravar querubins, leões e palmas… e volutas ao redor.37Assim fez as dez bases: todas fundidas da mesma maneira e do mesmo tamanho. 38Fez dez bacias de bronze, contendo cada uma quarenta batos; cada bacia tinha quatro côvados e repousava sobre uma das dez bases. 39Dispôs as bases, colocando cinco perto do lado direito do Templo e cinco perto do lado esquerdo do Templo; quanto ao Mar, colocara-o do lado direito do Templo, a sudoeste.
40Hiran fez os recipientes para as cinzas, as pás e as bacias para a aspersão. Ultimou toda a obra de que o encarregara o rei Salomão para o Templo de Iahweh: 41duas colunas; os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; as duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; 42as quatrocentas romãs para as duas redes: as romãs de cada rede estavam em duas fileiras; 43as dez bases e as dez bacias sobre as bases; 44o Mar único e os doze touros debaixo do Mar; 45os recipientes para as cinzas, as pás, as bacias para a aspersão. Todos esses objetos que Hiran fez para o rei Salomão, para o Templo de Iahweh, eram de bronze polido. 46Foi na planície do Jordão que ele os fundiu, em terra argilosa, entre Sucot e Sartã; 47 por causa de sua enorme quantidade, não se pôde calcular o peso do bronze. 48Salomão depositou no Templo de Iahweh todos os objetos que mandara fazer: o altar de ouro e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da oblação; 49os candelabros, de ouro puríssimo, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do Debir; as flores, as lâmpadas, as tenazes, de ouro; 50as bacias, as facas, as bacias para a aspersão, as taças e os incensórios, de ouro puríssimo; os gonzos para as portas da sala interior — é o Santo dos Santos — e do Hekal, de ouro. 51Assim ficou terminada toda a obra que o rei Salomão executou para o Templo de Iahweh; e Salomão mandou trazer o que seu pai Davi havia consagrado: a prata, o ouro e os utensílios, e colocou-os no tesouro do Templo de Iahweh.
8— 1Então Salomão congregou em Jerusalém os anciãos de Israel, para trasladar da Cidade de Davi, que é Sião, a Arca da Aliança de Iahweh. 2Todos os homens de Israel reuniram-se junto do rei Salomão, no mês de Etanim, durante a festa (este é o sétimo mês),3 e os sacerdotes carregaram a Arca 4e a Tenda da Reunião com todos os objetos sagrados que nela estavam.5O rei Salomão e todo o Israel com ele imolaram diante da Arca ovelhas e bois em quantidade tal que não se podia contar nem calcular. 6Os sacerdotes conduziram a Arca da aliança de Iahweh ao seu lugar, ao Debir do Templo, a saber, ao Santo dos Santos, sob as asas dos querubins. 7Com efeito, os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da Arca, abrigando a Arca e seus varais. 8aEstes eram tão compridos que do Santo, diante do Debir, se podia ver sua extremidade, mas não se podiam ver de fora. 9Na Arca nada havia, exceto as duas tábuas de pedra, que Moisés, no Horeb, aí tinha colocado — a saber, as tábuas da Aliança que Iahweh concluíra com os filhos de Israel quando saíram da terra do Egito; 8baí elas ficaram até hoje.
10Ora, quando os sacerdotes saíram do santuário, a Nuvem encheu o Templo de Iahweh 11e os sacerdotes não puderam continuar o seu serviço, por causa da Nuvem: a glória de Iahweh enchia o Templo de Iahweh! 12Então disse Salomão: “Iahweh decidiu habitar a Nuvem escura. 13Sim, eu construí para ti uma morada, uma residência em que habitas para sempre”.
14Depois o rei se voltou e abençoou toda a assembleia de Israel e toda ela mantinha-se de pé. 15Ele disse: “Bendito seja Iahweh, Deus de Israel, que realizou por sua mão o que, com sua boca, prometera a meu pai Davi, dizendo: 16’Desde o dia em que fiz sair meu povo Israel do Egito, não escolhi uma cidade, dentre todas as tribos de Israel, para nela se construir uma casa onde estaria meu Nome, mas escolhi Davi para comandar Israel, meu povo! 17Meu pai Davi teve a intenção de construir uma casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 18mas Iahweh disse a meu pai Davi: ‘Planejaste edificar uma casa para meu Nome e fizeste bem. 19Contudo, não serás tu quem edificará esta casa, e sim teu filho, saído de tuas entranhas, é que construirá a casa para meu Nome.’ 20Iahweh realizou a palavra que dissera: sucedi a meu pai Davi e tomei posse do trono de Israel como prometera Iahweh, construí a casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 21e nela preparei um lugar para a Arca, na qual se acha a Aliança que Iahweh concluiu com nossos pais quando os fez sair da terra do Egito”.
22Em seguida, Salomão postou-se diante do altar de Iahweh, na presença de toda a assembleia de Israel; estendeu as mãos para o céu 23e disse: “Iahweh, Deus de Israel! Não existe nenhum Deus semelhante a ti lá em cima nos céus, nem cá embaixo sobre a terra; a ti, que és fiel à Aliança e conservas a benevolência para com teus servos, quando caminham de todo coração diante de ti. 24Cumpriste a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe havias feito, e o que disseste com tua boca, executaste hoje com tua mão. 25E agora, Iahweh, Deus de Israel, mantém a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe fizeste, ao dizer: ‘Jamais te faltará um descendente diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos atendam ao seu procedimento e caminhem diante de mim como tu mesmo procedeste diante de mim.’ 26Agora, pois, Deus de Israel, que se cumpra a palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai! 27Mas será verdade que Deus habita com os homens nesta terra? Se os céus e os céus dos céus não te podem conter, muito menos esta casa que construí! 28Sê atento à prece e à súplica de teu servo, Iahweh, meu Deus, escuta o clamor e a prece que teu servo faz hoje diante de ti! 29Que teus olhos estejam abertos dia e noite sobre esta casa, sobre este lugar do qual disseste: ‘Meu Nome estará lá.’ Ouve a prece que teu servo fará neste lugar.
30”Escuta as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando orarem neste lugar. Escuta do lugar onde resides, no céu, escuta e perdoa. 31Se alguém pecar contra seu próximo e este pronunciar sobre ele um juramento imprecatório e o mandar jurar ante teu altar neste Templo, 32escuta do céu e age; julga teus servos: declara culpado o mau, fazendo recair sobre ele o peso de sua falta, e declara justo o inocente, tratando-o segundo sua justiça. 33Quando Israel, teu povo, for vencido diante do inimigo, por haver pecado contra ti, se ele se converter, louvar teu Nome, orar e suplicar a ti neste Templo, 34escuta no céu, perdoa o pecado de Israel, teu povo, e reconduze-o à terra que deste a seus pais. 35Quando o céu se fechar e não houver chuva por terem eles pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, louvarem teu Nome e se arrependerem de seu pecado, por os teres afligido, 36escuta no céu, perdoa o pecado de teu servo e de teu povo Israel — tu lhes indicarás o caminho reto que devem seguir — e rega com a chuva a terra que deste em herança a teu povo. 37Quando a terra sofrer a fome, a peste, a mela e a ferrugem; quando sobrevierem os gafanhotos ou os pulgões; quando o inimigo deste povo cercar uma de suas portas; quando houver qualquer calamidade ou epidemia, 38seja qual for a oração ou a súplica de qualquer um, que sente remorso de consciência, se ele erguer as mãos para este Templo, 39escuta no céu, onde moras, perdoa e age; retribui a cada um segundo seu proceder, pois conheces seu coração — és o único que conhece o coração de todos —, 40a fim de que te respeitem por todos os dias que viverem sobre a terra que deste a nossos pais.
41”Mesmo o estrangeiro, que não pertence a Israel, teu povo, se vier de uma terra longínqua por causa de teu Nome — 42porque ouvirão falar de teu grande Nome, de tua mão forte e de teu braço estendido —, se ele vier orar neste Templo, 43escuta no céu onde resides, atende todos os pedidos do estrangeiro, a fim de que todos os povos da terra reconheçam teu Nome e te temam como o faz Israel, teu povo, e saibam eles que este Templo que edifiquei traz o teu Nome. 44Se o teu povo sair à guerra contra seus inimigos, pelo caminho que o enviares e ele orar, voltado para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para teu Nome, 45escuta no céu sua prece e sua súplica e faze-lhe justiça. 46Quando tiverem pecado contra ti — pois não há pessoa alguma que não peque —, e, irritado contra eles, os entregares ao inimigo e seus vencedores os levarem cativos para uma terra inimiga, longínqua ou próxima, 47se eles caírem em si, na terra para onde houverem sido levados, se arrependerem e te suplicarem na terra de seus vencedores, dizendo: ‘Pecamos, agimos mal, nós nos pervertemos’, 48se retornarem a ti de todo o coração e de toda a sua alma na terra dos inimigos que os tiverem deportado, e se orarem a ti voltados para a terra que deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 49escuta do céu onde resides, 50perdoa a teu povo os pecados que cometeu contra ti e todas as revoltas de que foram culpados, faze-os encontrar graça diante de seus vencedores, de modo que tenham deles compaixão; 51pois são teu povo e tua herança, são os que fizeste sair do Egito, daquela fornalha de ferro.
52 “Que teus olhos estejam abertos para as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, para ouvires todos os apelos que lançarem a ti. 53Pois foste tu que os separaste como tua herança, dentre todos os povos da terra, como declaraste por meio de teu servo Moisés, quando fizeste sair do Egito nossos pais, Senhor Iahweh!”. 54Quando Salomão acabou de dirigir a Iahweh toda essa prece e essa súplica, levantou-se do lugar onde estava ajoelhado, de mãos erguidas para o céu, diante do altar de Iahweh, 55e pôs-se de pé. Abençoou em alta voz toda a assembleia de Israel, dizendo: 56 “Bendito seja Iahweh, que concedeu o repouso a seu povo Israel, conforme todas as suas promessas; de todas as boas promessas que fez por meio de seu servo Moisés, nenhuma falhou! 57Que Iahweh, nosso Deus, esteja conosco, como esteve com nossos pais, que não nos abandone nem nos rejeite! 58Incline para ele nossos corações, a fim de que andemos em todos os seus caminhos e guardemos os mandamentos, os estatutos e as normas que ele prescreveu a nossos pais. 59Que estas palavras por mim pronunciadas em oração diante de Iahweh fiquem presentes dia e noite diante de Iahweh nosso Deus, para que faça justiça a seu servo e a Israel, seu povo, conforme as necessidades de cada dia. 60Assim, todos os povos da terra reconhecerão que somente Iahweh é Deus e que não há outro além dele, 61e o vosso coração pertencerá totalmente a Iahweh, nosso Deus, observando seus estatutos e guardando seus mandamentos como o fazeis agora”.
62O rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios diante de Iahweh. 63Salomão imolou, para o sacrifício de comunhão que ofereceu a Iahweh, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram o Templo de Iahweh. 64No mesmo dia, o rei consagrou o interior do pátio que está diante do Templo de Iahweh; pois foi lá que ofereceu o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão, uma vez que o altar de bronze, que estava diante de Iahweh, era pequeno demais para conter o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão. 65Nesta ocasião, Salomão celebrou a festa, e todo o Israel com ele; houve uma grande assembleia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito, diante de Iahweh, nosso Deus, por sete dias. 66No oitavo dia despediu o povo; eles bendisseram o rei e voltaram para suas casas, alegres e de coração contente por todo o bem que Iahweh fizera a seu servo Davi e a Israel, seu povo.
9— 1Depois que Salomão acabou de construir o Templo de Iahweh, o palácio real e tudo o que tencionava realizar, 2Iahweh lhe apareceu uma segunda vez, como lhe aparecera em Gabaon. 3Iahweh lhe disse: “Ouvi a oração e a súplica que me dirigiste. Consagrei esta casa que construíste, nela colocando meu Nome para sempre; meus olhos e meu coração aí estarão para sempre. 4Quanto a ti, se procederes diante de mim como teu pai Davi, na integridade e retidão do coração, se agires segundo minhas ordens e observares meus estatutos e minhas normas, 5firmarei para sempre teu trono real sobre Israel, como prometi a Davi, teu pai, dizendo: ‘Jamais te faltará um descendente sobre o trono de Israel’; 6porém, se vós e vossos filhos me abandonardes, não observando os mandamentos e os estatutos que vos prescrevi e indo servir a outros deuses e prestar-lhes homenagem, 7então erradicarei Israel da terra que lhes dei; rejeitarei para longe de mim este Templo que consagrei a meu Nome e Israel será objeto de escárnio e de riso entre todos os povos. 8Este Templo tão sublime será para todos os transeuntes motivo de espanto; assobiarão e dirão: ‘Por que Iahweh tratou assim esta terra e este Templo?’ 9E responderão: ‘Porque abandonaram Iahweh, seu Deus, que fez sair seus pais da terra do Egito, porque aderiram a outros deuses e lhes prestaram homenagem e culto, por isso Iahweh fez cair sobre eles todas estas desgraças.’”
Não existe, absolutamente, nenhum fundamento que justifique a ideia generalizada a respeito de “almas perdidas”. Não há, na Bíblia, uma só palavra que exprima a ideia a que todos nos habituamos sobre eternidade com o sentido de para sempre. A palavra grega aionian significa “um período indefinido de tempo”, “um longo período de tempo” e, quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente” ou “para sempre”, deveríamos interpretá-las como “pelos séculos dos séculos”. Além disso, como é uma verdade que “em Deus vivemos, movemos e temos o nosso ser”, uma alma perdida seria o mesmo que se tivesse perdido uma parte de Deus e isto não é possível!
Sem dúvida, a perda de um período de anos está relacionada ao próximo período, sendo até mesmo compreendida por ele. Lembremos que no Período Lunar desse atual Esquema de Evolução que Espíritos Lucíferos, os Anjos que ficaram atrasados no Esquema de Evolução angélica, não puderam achar um Campo de Evolução no presente esquema de manifestação.
Os Arcanjos habitam o Sol; os Anjos têm a seu cargo todas as Luas; porém os Espíritos Lucíferos foram incapazes de residir em qualquer desses luminares. Não podiam ajudar a geração pura e desinteressadamente como fazem os Anjos, mas atuavam sob o império do desejo, da paixão vil e egoísta, pelo que foi necessário separá-los dos seus irmãos mais adiantados e fixá-los num lugar apropriado às suas condições.
O ambiente que necessitavam era o do Planeta Marte, a quem os antigos astrólogos atribuíram o poder sobre o Signo zodiacal de Áries, o Carneiro, que tem domínio sobre a cabeça dos seres humanos — convém recordar que o cérebro foi construído com as energias subvertidas dos órgãos sexuais —, o que comprova que aquele Planeta exerce igualmente o seu domínio sobre o Signo zodiacal de Escorpião, o regente dos órgãos da reprodução. Carneiro é a primeira Casa do horóscopo, regendo o começo da vida; Escorpião é a oitava Casa do horóscopo, a que nos fala da morte. Em tudo isso está contida uma lição, ensinando-nos que tudo aquilo que foi gerado pelos desejos vis é chamado à dissolução, à morte.
Assim, pois, Marte é, esotericamente e astrologicamente, o que se chama de “diabo” e Lúcifer, o mais notável dos Anjos caídos, é realmente o adversário de Jeová, quem dirige o poder fecundante do Sol por meio da ação lunar. Todavia, os Espíritos Lucíferos estão ajudando a nossa evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só, torna possível a vida em uma atmosfera oxigenada. Foram e continuam sendo os agitadores das forças que impulsionam o progresso material e, por isso, não temos o direito de os anatemizar.
A Bíblia tacitamente nos proíbe ultrajar os deuses. O próprio apóstolo S. Judas Tadeu declara que mesmo o Arcanjo Miguel não se atreveu a denegrir Lúcifer. Porém o Arcanjo Miguel, quando, lutando contra o diabo, disputava o corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo blasfemo, mas disse: ‘Repreenda-te o Senhor’. E no Livro de Jó vemos Lúcifer como um dos filhos de Deus.
Se não fossem os impulsos marcianos, agitadores e belicosos, talvez não sentíssemos as aflições tão ao vivo como sentimos, mas também não poderíamos progredir na mesma proporção e é seguramente melhor “gastar-se ao criar bolor”.
Desse modo, podemos compreender que as “ovelhas perdidas” de um momento anterior nesse Esquema de Evolução (Período, Época, Era) sempre é concedida oportunidades para recuperar, no atual Esquema de Evolução, o tempo que perderam.
Ficaram atrasadas e, por esse motivo, são consideradas “más”, como no caso dos Anjos caídos; entretanto, “não se perderam; apenas afastaram-se da redenção”. Podem se salvar e certamente conseguirão, servindo-nos e, provavelmente, ajudando a transmutar a natureza de Escorpião na de Áries, levando-nos a sublimar em nós mesmos tudo que for grosseiro e mau.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz)
Abril de 1912
A partir do ensinamento contido na lição do mês passado, vocês compreenderão que não há absolutamente qualquer fundamento em relação ao ponto de vista, como comumente acreditada, sobre almas perdidas. Não há uma só palavra na Bíblia que leve em si a ideia que costumamos atribuir à palavra “para sempre”. A palavra grega é aionian e significa “um período de tempo indefinido, uma era”, e quando lemos na Bíblia as palavras “eternamente e para sempre”, deveríamos interpretá-las “por séculos e séculos” ou “por muito, muito tempo”. Além disso, como é uma verdade da Natureza que “em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”[1], uma alma perdida significaria que uma parte de Deus estaria perdida e isso, é claro, é impensável.
Depois que escrevi a lição anterior, outro ponto me ocorreu, o qual ilustrará como os “perdidos” de um Período são tratados no próximo. Vocês se lembram de que falamos dos Espíritos de Lúcifer como retardatários do Período Lunar, e que afirmamos que eles não conseguiam encontrar um Campo de Evolução no Esquema atual Manifestação. Os Arcanjos habitam o Sol, os Anjos são responsáveis por todas as Luas, mas os Espíritos de Lúcifer eram incapazes de habitar em qualquer um dos luminares. Eles não podiam auxiliar na geração de Forma pura e altruísta como o fazem os Anjos, mas eram movidos pela paixão e por desejos egoístas, de modo que um lugar separado precisava ser encontrado para eles. Assim, foram colocados no Planeta Marte, fato bem conhecido pelos antigos astrólogos que atribuíam a Marte a Regência de Áries, que tem domínio sobre a cabeça[2] (lembrem-se, o cérebro é construído pela força sexual criadora subvertida) e, também, comprovaram que esse Planeta é o Regente de Escorpião, que governa os nossos órgãos reprodutores. Áries está na primeira Casa em um horóscopo natural e denota o princípio da vida; Escorpião está na oitava Casa, simbolizando a morte; nisso está contida a lição de que tudo o que é gerado pela paixão e pelo desejo está condenado à dissolução. Assim, Marte é, esotericamente e astrologicamente, “o diabo”; e Lúcifer, o líder entre os Anjos caídos, é verdadeiramente o adversário de Jeová, que dirige a força fecundante do Sol por meio da Lua.
Contudo, os Espíritos de Lúcifer estão auxiliando no processo de Evolução. Deles recebemos o ferro que, por si só torna possível viver numa atmosfera oxigenada. Eles foram e continuam sendo os agitadores do progresso material, e não temos o direito de anatematizá-los, amaldiçoá-los ou excomungá-los. A Bíblia nos proíbe expressamente de insultar os deuses. Conforme lemos na Epístola de S. Judas, nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer[3], e no Livro de Jó, este último é mencionado como um dos filhos de Deus[4]. O Embaixador de Marte na Terra, Samael[5], é o “Anjo da morte”, simbolizado por Escorpião, mas é também o “Anjo da vida” e da ação, simbolizadas por Áries. Se não fossem pelos impulsos marcianos, talvez não sentíssemos as angústias e tristezas profundas tão agudamente como as sentimos, mas também não conseguiríamos progredir na mesma proporção, e certamente “é melhor se desgastar do que se enferrujar”.
Assim, vemos como essas “ovelhas perdidas” de um momento anterior recebem as oportunidades de recuperar o seu atraso no atual Esquema de Evolução. Estão atrasadas, e como retardatárias, sempre parecerão más, mas não estão “perdidas para além da redenção”. Podem se salvar servindo-nos, provavelmente mediante a transmutação de Escorpião em Áries, quer dizer: da geração em regeneração.
(Do Livro: Carta nº 17 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: At 17:28
[2] N.T. Nossa cabeça é uma estrutura complexa composta por uma cápsula óssea (crânio) que protege o cérebro, sustentada por músculos, vasos sanguíneos e nervos.
[3] N.T.: “Contudo, nem mesmo o Arcanjo Miguel, quando estava disputando com o Diabo acerca do corpo de Moisés, ousou fazer acusação injuriosa contra ele.” (Jd 1:9)
[4] N.T.: “Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se diante do Senhor, veio também o Diabo entre eles se apresentar diante do Senhor.” (Jo 2:1)
[5] N.T.: não confundir com o Anjo caído Samael, pois os Embaixadores de cada Planeta são Arcanjos.
O supremo mistério da vida está oculto e revelado na crucificação e ressurreição dos princípios masculino e feminino na Natureza. Esse processo é alquimicamente chamado de fusão do fogo e da água. O Cristão Místico vê sua manifestação perfeita na passagem do Sol por Peixes e Áries durante os meses de março e abril.
Enquanto o Sol está no Signo psíquico de Peixes, toda a natureza está trabalhando através e com o grande princípio da água ou feminino da Divindade. Este é o tempo do desabrochar dos botões e da seiva fluindo nas árvores. Bem-aventurados os olhos que aprenderam a levantar o véu e podem perceber as obras dos vários ministros do Reino de Deus nesta estação sagrada; pois este é um período de intensa atividade nos planos internos, atividade que se estende das Hierarquias Criadoras celestiais ao reino dos Espíritos da Natureza que o ser humano chama de “Terra das Fadas”.
À medida que o Sol passa para o Signo de Áries, a fusão mágica se completa; As “Águas Vivas” de Peixes são inundadas por uma nova luz, o novo fogo de Áries se inflama. Essa vida ressuscitada que inunda toda a Natureza é o “fogo verde mágico” das antigas lendas gaélicas. Bem-aventurados os olhos que podem ver essas maravilhas que Deus preparou para aqueles que O amam.
Na lenda maçônica de Salomão e Hiram Abiff, Salomão personifica o feminino, aquoso e formador Peixes; Hiram, o marcial e energizante Áries. Quando a forma do Templo estiver completa, ela deve ser infundida com a nova vida radiante do mestre construtor — Hiram (Áries).
Essa mistura de água com fogo se torna a palavra do Mestre, à qual toda a Natureza responde com a ressurreição de uma nova vida. Essa mesma mistura mística é a “Palavra Perdida” que deve ser recuperada pelo ser humana antes que ele possa conhecer a Ressurreição para a vida eterna através da Iniciação, que Cristo descreveu aos Seus Discípulos.
Na vida de Cristo Jesus, que veio como o grande Líder ou Iniciador para toda a Humanidade, esse grande drama cósmico é delineado na “Festa da Páscoa”. A data da Páscoa é fixada de acordo com a tradição oculta. O Sol não só deve cruzar a Linha do Equador, como acontece em 20 ou 21 de março, mas também deve haver Lua Cheia após o Equinócio de Março. O domingo seguinte é a Páscoa, o dia da Ressurreição.
A luz do Sol deve ser refletida pela Lua Cheia antes que esse dia possa amanhecer na Terra. Há um profundo significado esotérico oculto por trás desse método de determinar a Páscoa.
O nível espiritual das massas da Humanidade ainda não é suficientemente elevado para receber e assimilar toda a força e o poder que inundam e permeiam a Terra no momento dessa “Ressurreição Cósmica”, o Equinócio de Março. Somente os Iniciados, aqueles que encontraram e aprenderam a usar a “Palavra Perdida”, mencionada anteriormente, podem participar plenamente deste elevado êxtase espiritual. Esta grande força deve ser recebida e transmitida ou refletida para as massas pela Lua Cheia.
O Cristão Esotérico, enquanto participa com alegria e reverência dos ritos da Páscoa, busca sempre alcançar a participação nos santos mistérios do “Nascer do Sol Cósmico”, a sublime cerimônia do Equinócio de Março.
Na época do Equinócio de Março (ou durante a realização da grande mudança ou mistério Solar), durante três dias, os dias e as noites têm a mesma duração. Assim também, Cristo, cuja vida é uma analogia perfeita do Drama Solar, permanece por três dias na Terra, entre a Crucificação e a Ressurreição. Ele ressuscitou ao nascer do Sol de um novo dia e os Anjos proclamaram com alegria aos Seus Discípulos que Ele havia ressuscitado. Seus Discípulos compreenderam o significado interior de Sua verdadeira missão esotérica para o mundo; ou seja, para que Ele se tornasse o Espírito Planetário residente e “rasgasse o véu”, para que todos os que o desejarem pudessem vir e participar livremente das “Águas da Vida”, por meio do estabelecimento na Terra dos novos Mistérios Cristãos (ou as quatro Iniciações Maiores).
Eis “leite para as crianças” e “alimento sólido para os fortes” — a sublime história do santo nascimento, vida, morte e ressurreição do Mestre supremo, Cristo Jesus, cuja vida deve ser reverenciada e imitada por aqueles que desejam seguir Seus passos.
Há também outro caminho, o caminho da Cruz, como foi misticamente descrito por alguns que o encontraram. Este é o caminho que leva à santa alegria dos Mistérios Solares, que são celebrados nos quatro grandes pontos de virada do ano. A compreensão desses Mistérios levou Platão a afirmar: “A Alma do Mundo está crucificada”.
Nestas épocas mais sagradas do ano, tanto Jesus quanto o glorioso Espírito do Sol, o Cristo, trabalham pela progressão futura dos Astros e pela iluminação daqueles que se tornarem dignos de participar destas “Águas da Vida” eterna às quais o Cristo se referiu quando disse: “Se beberdes da água que eu vos trago, nunca mais tereis sede” (Jo 4:13-14). De muitas maneiras, ao longo do mistério de Sua vida e no significado intrínseco de Suas palavras, Ele colocou a chave que abrirá os portais místicos.
Para aquele que a encontra, a exclamação final do Mestre, “consummatum est” (Jo 19:30), torna-se sua própria “senha” triunfante. Ele também removeu a grande pedra e saiu livre para ser saudado por um coro angelical jubiloso que proclama aos outros Discípulos que aguardam junto ao túmulo: “Ele não está aqui, pois ressuscitou.” (Mt 28:6-7). Afinal, todos nós somos um Cristo em formação e um dia será Páscoa para cada um de nós.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – março-abril/1998, traduzido e atualizado pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
A Fraternidade Rosacruz não é uma seita ou organização religiosa, mas sim uma grande Escola de Pensamento Filosófica-Cristã, que divulga a Filosofia Rosacruz que preconiza o Cristianismo Esotérico, tal como foi ensinado a Max Heindel, fundador da Fraternidade Rosacruz, pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Os Ensinamentos Rosacruzes projetam luz sobre o lado científico e o aspecto espiritual dos problemas relacionados com a nossa origem e evolução e a do Universo.
Estes Ensinamentos constituem um meio para nos tornarmos melhores e desenvolvermos o sentimento de altruísmo e do dever – como trazido, inaugurado e nos ensinado por Cristo – e que é a base para se estabelecer a Fraternidade Universal.
A Fraternidade Rosacruz é Cristã porque baseia seus ensinamentos nos princípios Cristãos, e é Esotérica, ou oculta, porque desvenda o sentido mais profundo desses mesmos princípios. A Religião Cristã é a segunda ajuda que temos atualmente para nos desenvolvermos nesse Esquema de Evolução; é a Religião do Filho, cuja finalidade é a união com Cristo, pela purificação e governo do nosso Corpo Vital, de onde advém o veículo que estamos desenvolvendo: o Corpo-Alma.
Sobre isso a Carta nº 4 do Livro Carta aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz nos fornece mais detalhes: “Somos todos Cristos em formação. A natureza do amor está revelando em todos nós, portanto, por que não deveríamos nos identificar com uma ou outra das Igrejas Cristãs sérias que prezam o ideal de Cristo? Alguns dos melhores trabalhadores da Fraternidade Rosacruz são membros e ministros de Igrejas Cristãs sérias. Muitos estão famintos pelo alimento que temos para lhes dar. Não podemos compartilhar desse alimento com eles nos mantendo afastados e nos prejudicando ao negligenciar a grande oportunidade de ajudar na elevação da Igreja Cristã, que seja séria.
Naturalmente, não há uma obrigação para isso. Você não é obrigado a se juntar ou a frequentar uma Igreja Cristã séria, mas se você for até lá com espírito de ajuda, posso lhe garantir que experimentará um crescimento de alma maravilhoso em um tempo muito curto. Os Anjos do Destino[1], que dão a cada nação, a cada povo, a Religião mais apropriada as suas necessidades, nos colocaram em uma terra Cristã, porque a Religião Cristã nos ajuda no crescimento anímico, no crescimento da alma. Mesmo admitindo que a Igreja tenha sido obscurecida por credos e dogmas, não devemos permitir que isso nos impeça de aceitar os ensinamentos que são bons, pois isso seria tão tolo quanto centralizar a nossa atenção sobre as manchas do Sol e nos recusar a ver a sua luz gloriosa”.
Sobre a importância do Estudante Rosacruz ter uma Religião Cristã, aplicando-se nela, veja no Livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz os motivos e a importância disso quando são apresentadas algumas das gemas mais preciosas em relação aos profundos aspectos da Religião Cristã. Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz estão trabalhando para disseminar por todo o Mundo Ocidental, o intenso significado espiritual que está ao mesmo tempo oculto e revelado na Religião Cristã.
Os vários e importantes passos que marcam a vida de nosso Salvador, Cristo, formam o plano geral das Iniciações Cristãs. A Fraternidade Rosacruz oferece-nos uma visão mais completa e mística deste processo alquímico que se realiza no nosso Corpo. Somos “um pouco menos que os Anjos… e não demonstramos ainda o que chegaremos a ser” (Sl 8:5 e Hb 2:7).
A Fraternidade Rosacruz possui uma herança inestimável pela oportunidade de promulgar, nesta época tumultuada da evolução espiritual dos seres humanos e das nações, os ensinamentos esotéricos pertencentes à Igreja Cristã. “A quem muito é dado, muito será exigido” (Lc 12:48). Portanto, é com espírito de reverência e humildade que a Fraternidade Rosacruz apresenta esses inestimáveis ensinamentos a serviço de cada um de nós.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
[1] N.T. Também chamados de Anjos Relatores ou Anjos Arquivadores.
Resposta: Essa pergunta revela um equívoco por parte de quem a fez. Isso nunca foi afirmado dessa forma nos Ensinamentos Rosacruzes, mas algo foi dito que pode ter sido mal interpretado. A verdade é que a Evolução se move em espiral e nunca há uma repetição da mesma condição. Os Anjos representam uma corrente evolutiva anterior a nossa, sendo alcançaram o nível de Humanidade em um Período anterior ao atual Período Terrestre, chamado de Período Lunar na Terminologia Rosacruz. Os Arcanjos alcançaram o nível de Humanidade no Período Solar, e os Senhores da Mente, chamados por S. Paulo de “Poderes das Trevas”, alcançaram o nível de Humanidade do sombrio Período de Saturno. Nós somos a Humanidade do quarto Período do presente do atual Esquema de Evolução ou de manifestação, o Período Terrestre. Assim como todos os seres do universo estão progredindo ou evoluindo, a Humanidade dos Períodos anteriores também progrediu, de forma que agora se encontram em um estágio mais elevado ao que tinham quando alcançaram o nível de Humanidade deles – eles são “sobre-humanos”. Portanto, é verdade que Deus nos criou um pouco inferior aos Anjos. Mas, como tudo está em constante progressão espiralar, também é verdade que nós, que estamos no nosso nível de Humanidade atual, somos superiores e mais evoluídos do que os Anjos o foram (quando esses estavam no nível de Humanidade deles); e que os Anjos eram de uma ordem mais elevada quando atingiram o nível de Humanidade do que os Arcanjos, quando esses atingiram o nível de Humanidade. Na próxima etapa alcançaremos algo semelhante ao atual estágio dos Anjos, mas seremos superiores ao que eles são agora.
(Pergunta nº 2 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Sl 8:5 e Hb 2:7
Resposta: Era missão de Jeová e dos seus Anjos multiplicar tudo o que existe sobre a Terra. Em outras palavras, Ele era o doador de filhos. Veja o anúncio do Anjo à Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti e conceberás”[1]. Aí você já tem uma ligação; mas como há sempre dois lados em toda questão, também há dois lados no que se refere ao Espírito Santo. Uma fase da Sua obra é realizada de fora para dentro, como um doador de Leis, e a Lei, quando aplicada de fora para dentro, é como um feitor que nos impulsiona a fazer isto ou aquilo, ou nos proíbe de fazer outras coisas. Exige olho por olho e dente por dente[2]. Eis aí Jeová, o criador da Lei; mas, quando chega o tempo em que recebemos a Lei dentro de nós e não somos mais impelidos por meios externos, o feitor se torna o Consolador. Todo universo é regido por Leis. Tudo no mundo se baseia em Leis, e elas são tanto nossa proteção quanto nosso feitor.
Pela manhã, deixamos os nossos lares sem nos preocuparmos, confiantes na lei da gravidade que manterá tudo nos seus devidos lugares durante a nossa ausência. Sabemos que, ao retornarmos, encontraremos tudo como deixamos, embora o nosso Planeta esteja se movendo em sua órbita a uma velocidade em torno de 105 mil quilômetros por hora. Nossa força motriz depende da expansão dos gases. Na verdade, tudo na Natureza é regido por Leis e, quer o saibamos ou não, somos seus escravos até que, por meio do conhecimento, aprendamos a usá-las, a cooperar com elas e, assim, fazê-las cumprir nossas ordens e nos poupar trabalho.
Da mesma forma, o mesmo ocorre com as Leis morais fornecidas por Jeová no Monte Sinai. Elas foram designadas para nos conduzir a Cristo, e quando Cristo nasce dentro de nós, a Lei do Espírito Santo também penetrará. O ser humano é, então, simbolizado pela Arca da Aliança que ficava no Sanctum Sanctorum e que continha dentro de si as Tábuas da Lei[3]. Observe que o Consolador que veio para os seres humanos de outrora não era um Consolador externo, mas alguém que operava internamente, alguém que entrava neles e se tornava parte deles. Quando o Espírito da Lei, o Espírito Santo, entra em nós, Ele é o Consolador, porque fazemos de boa vontade as coisas que são impulsionadas por esse estímulo interno, enquanto nos ressentidos e nos queixamos de cumprir as ordens do feitor externo.
(Pergunta nº 72 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Lc 1:35
[2] N.T.: Ex 21:24 e Lv 24:20
[3] N.T.: no Tabernáculo no Deserto
Fraternidade é: harmonia, amizade, irmandade e parentesco entre irmãos e irmãs.
É a identificação de seres oriundos de um Pai comum, Divino ou humano.
Os “filhos da carne” são “irmãos de carne”; os “filhos de Deus” são irmãos em Espírito.
Os Anjos, hábeis manipuladores de Éter, conseguem por meio do sangue, que é o mais elevado meio de expressão do Corpo Vital, a ligação entre irmãos e irmãs. Muitos de nós renascemos sob tais circunstâncias para harmonização de desentendimentos passados. Porém, muitas vezes nem a ligação do sangue é capaz de promover em nós a harmonia que uma Fraternidade mais elevada, a espiritual, reclama.
Mesmo sem causa remota de destino, ocorre amiúde a desavença entre irmãos e/ou irmãs por motivos egoístas, como por exemplo, em partilhas de herança.
Bem se disse que a “carne e o sangue não podem herdar o Reino dos Céus” (ICor 15:50), e que “o nascido de carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito” (Jo 3:6). Importa-nos em verdade nascer de novo, nos regenerar, nos despirmos do “homem velho e revestirmo-nos do homem novo” (Ef 4:22), em novidade de Espírito, transcendermos os limites da carne, se desejamos sinceramente estabelecer uma verdadeira Fraternidade.
Ninguém tem autoridade, se esta não lhe for dada pelos céus. As verdades cósmicas são eternas e essencialmente as mesmas através dos tempos. A Humanidade é que, segundo os seus conhecimentos, recobrem-nas com sua Epigênese, dão-lhe nome e roupagens diferentes.
Recorro novamente a Cristo para dizer: “qualquer que fizer a vontade do Pai celestial, esse é meu irmão e irmã.” (Mt 12:50), ou ainda: “Meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a praticam.” (Lc 8:21).
Quem pode contestar-lhe? Os sábios materialistas? A que nos tem levado suas descobertas? Guerras mercenárias! Guerras fraticidas! Escravização de povos! Angústias e temores!
Repouso na confiança de Deus. Ele nos guia. Ele é Amor, Ele é Luz. Por mais que nossos potentes telescópios devassem a imensidão do espaço, até milhões de anos-luz encontrarão sempre para amesquinhar a pretensão intelectual dos seres humanos, a Luz, a Harmonia e a Sabedoria a reger as esferas em sua matemática procissão. Que é a Terra diante dessa grandiosidade inteira? E quem somos nós, senão poeirinhas pretenciosas?
Entretanto, Deus-Pai nos ama e com simpatia nos acompanha os esforços, ajudando-nos em tudo, mesmo que pensemos ser o mérito apenas nosso. E toma também suas medidas quando seus filhinhos infantis estão em vias de se machucar com suas “invenções”.
Partamos da convicção do que realmente somos. Isso é humildade!
Tenhamos confiança incondicional no Pai Celeste. Essa é a maneira de nos sintonizarmos com Sua Luz, com Seu Amor, com Sua Verdade, a fim de que nos ajude a sobrepor-nos a nós mesmos e tenhamos a possibilidade de sermos verdadeiros irmãos e irmãs.
Nossa Natureza inferior divide, critica, ambiciona, disputa e prejudica. Nossa Natureza superior não. Ela é Atração, é Amor, é Luz, é Vida e Poder Anímico. Ela nos guinda sobre nós mesmos e nos impele a amar o próximo, acima de todos os preconceitos, das barreiras de sangue, de raça, de credo, na vivência de um verdadeiro Cristianismo (aquele que Cristo trouxe e que ainda não se realizou na sua plenitude).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1966 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Aprendemos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes a significância esotérica do trecho bíblico conhecido como Sagrado Nascimento: “E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama.” (Lc 2; 7-14)
O nascimento de Jesus de Nazaré foi proclamado pela Anunciação Angelical. Ele foi concebido de modo imaculado e o nascimento ocorreu em um estábulo. O Ego, que renasceu como Jesus de Nazaré, foi cuidadosamente preparado pelos Seres Divinos responsáveis pela evolução da Humanidade. Dele é um Sagrado Nascimento e, como tal, é sempre um acontecimento acompanhado por alegres hosanas de Anjos e Arcanjos.
Para incutir os passos de realização na consciência da Humanidade, o nascimento é representado como ocorrendo em um lugar escuro, ou onde animais ferozes são alimentados, simbolizando um nascimento espiritual desde os elementos mais baixos e não regenerados da natureza mortal da Humanidade.
Simbolicamente, o neófito deve deixar Nazaré, o lugar onde o tempo é utilizado para a vida pessoal, e entrar no caminho que conduz a Belém, “Casa do pão”, em preparação para o Sagrado Nascimento.
Por várias e amplas razões muitos ainda não percebem que o tempo de nascimento de Jesus é uma estação de grande regozijo tanto nos planos internos como no externo.
Nesse sentido, repare que a Imaculada Concepção é representada no céu sobre o lugar do Seu nascimento, o zênite, o Meio do Céu, estava no Signo de Câncer.
Nesta Constelação, chamada origem da vida na Terra ou novo nascimento no Mundo Físico, por meio das forças lunares, governadas pelo Espírito Santo, Jeová, temos um cúmulo estelar com o nome de “Praesepiu”, em latim – aportuguesado para “presépio”, que significa: manjedoura, alimento, “Casa de Pão”: Belém – Latitude 32º Norte (São Lucas, cap. II, vers. 7).
Nela se situam as estrelas “Asellus Borealis”, “Gamma Cancri” e “Asellus Australis”, “Delta Cancri”.
A estrela mais brilhante desta constelação é Acubene ou Acubens que designa lugar secreto.
É o mesmo que ocorre quando nasce, em nós, o Cristo Interno, pois aqui conseguimos a consciência do acontecer de um novo nascimento: um novo poder emana de nossa a Mente e um imenso amor irradia do nosso Coração.
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz