Resposta: Não estamos muito seguros do que você entende por “Consciência Universal”. É certo que as Hierarquias Criadoras que nos ajudam nesse Esquema de Evolução se empenham em trazer muitas verdades ao nosso conhecimento, sempre que nos mostramos capazes de se beneficiar com elas. Alguns Egos humanos (nossos irmãos e nossas irmãs), em virtude de um árduo trabalho em renascimentos passados, se tornam receptivos a novas ideias em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos Éteres por aquelas Hierarquias Criadoras.
A Epigênese – a habilidade criadora – determina o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. Inventores, por exemplo, certamente conhecem certas Leis da Natureza (que são Leis de Deus) e, portanto, universais que regem a matéria com que trabalham, mas suas invenções – a aplicação prática dessas Leis – provêm de sua habilidade criadora.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1975 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Na Fraternidade Rosacruz é oferecida a Cura Rosacruz guiada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, utilizando os Auxiliares Invisíveis como instrumentos para restaurar e curar doenças e enfermidades físicas, emocionais e mentais. O trabalho é realizado de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus: “Preguem o Evangelho e curem os enfermos”.
Este trabalho sagrado é realizado em estrita conformidade com os Ensinamentos de Cristo, enfatizando tanto a iluminação espiritual quanto a cura física.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – A Panaceia Espiritual
Quer ver o restante? Clique aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz
As árvores de todos os tamanhos são Formas de manifestação no Mundo Físico dos mais adiantados Espíritos da Onda de Vida vegetal, ainda não individualizados, e por esta razão evoluindo sob a custódia de Espíritos-Grupo.
Poetas e prosadores cantam a beleza e exaltam sobremaneira os benefícios que auferimos a custo das árvores. Afinal, a cópia do Universo é toda serenidade, beleza e harmonia. Os ecologistas se destacam, atualmente, como vanguardeiros na luta pela preservação do verde. Não só exaltam a magnitude da proteção ao Reino vegetal como propõem as mesmas atenções a todos os Reinos da Natureza.
A Fraternidade Rosacruz também se manifesta a respeito em seus profundos ensinamentos, dando um enfoque todo especial ao tema. A Vida no Mundo Físico se expressa por meio da Forma, sendo mister que essa só aprimore para aquela manifestar-se com mais desenvoltura. Nossa ação é importante no aperfeiçoamento de tudo quanto nasce, cresce e se transforma na face da Terra. Partindo do princípio de que somos representantes de um Reino superior ao mineral, vegetal e animal, assumimos a responsabilidade de contribuir para a manifestação da Vida através daqueles Reinos em ascensão constante.
A diligência e o esmero empregados no trabalho executado com os minerais determinam suas possibilidades de evolução. O Reino vegetal, nós o sabemos, é extremamente dadivoso. Contudo, quando se fala em proteção aos Reinos inferiores, nossa atenção volta-se para o Reino animal, talvez a maior vítima da ignorância humana.
Sob o pretexto de obter alimentos, o ser humano dedica-se a matança dos mais elevados representantes da escala animal. E o faz com isenção plena de compaixão, às vezes com frieza e sadismo deploráveis. Não temos o direito de restringir a vida a seres prestes a individualizar-se. Se necessitarmos de alimentos, os mais adequados a nossa constituição encontram-se no Reino vegetal, pródigo em variedade e qualidade. Os Ensinamentos Rosacruzes afirmam: toda partícula alimentar ingerida contém vida. Antes que ela possa ser agregada ao nosso organismo pelo processo da assimilação, é necessário que a dominemos e sujeitemos. Isso trará harmonia ao nosso Corpo Denso. Quanto mais individualizada for à partícula, tanto mais difícil se tornará sua assimilação.
O animal possui Corpo de Desejos. Cada célula componente de seu Corpo Denso possui uma alma individual, compenetrada pelas suas paixões, emoções e desejos. Eis porque a carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, crustáceos, frutos do mar e afins), como alimento, requer intenso esforço orgânico no processo da assimilação. Inclusive a própria constituição da arcada dentária humana não a recomenda a preparar tal tipo de alimento para ser trabalhado pelo aparelho digestivo.
Seremos coerentes com a nossa condição de seres racionais procurando alimentos no Reino vegetal. Menos individualizados e amplamente adequados as nossas necessidades, substituem com inúmeras vantagens, os elementos oriundos da dieta carnívora, principalmente pela facilidade com que são assimilados.
Analisando os fatos à luz da Ciência Oculta, não nos causa estranheza que inúmeras doenças e enfermidades venham afligindo a Humanidade. As consequências só podem ser funestas quando os atos humanos colidem com as Leis da Natureza, as Leis de Deus. Estas regem a conservação da vida, da espécie e da saúde. Muitas debilidades orgânicas poderiam ser sanadas pela adoção da dieta vegetariana.
Alguém pode objetar estas considerações afirmando que também truncamos o desenvolvimento de um vegetal tirando-lhe a vida para usá-lo como alimento. Porém, isso pode ser esclarecido. Quando a fruta está madura, realizou o seu propósito de servir como matriz para o amadurecimento da semente. Se não é utilizada como alimento, apodrece e perde-se. Além disso, está destinada a servir de alimento ao animal e ao ser humano, proporcionando-se, assim, a semente, oportunidade de crescimento ao espalhar-se em solo fértil. Deste modo não se arrebata a vida, mas ampliam-se as possibilidades de que ela se manifeste.
Além do que foi elucidado, também há razões de ordem moral. Os Ensinamentos Rosacruzes apelam para a razão e sentimento das pessoas, no sentido de que seja observada a primeira lei da Ciência Oculta: “Não matarás”. Cada um deve compenetrar-se de sua responsabilidade como protetor dos mais fracos, inspirando-se nas belas lições de Max Heindel e nas piedosas palavras de Ella Wheeler Wilcox: “Eu sou o defensor do meu irmão e lutarei a sua luta; falarei a palavra em nome do animal e da ave, até que o mundo saiba o que deve fazer”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1982, Fraternidade Rosacruz – SP)
É deveras gratificante avaliar como o trabalho desenvolvido pela Fraternidade Rosacruz vem rendendo “frutos” apreciáveis em todo o mundo! Nosso júbilo não se deve exclusivamente ao crescimento gradativo do número de Estudantes Rosacruzes. Há um fator mais importante, merecedor de maior destaque: são os resultados obtidos mediante a aplicação, no quotidiano, dos Ensinamentos Rosacruzes fielmente, como temos documentado nos livros da Fraternidade Rosacruz, particularmente os de autoria de Max Heindel e Augusta Foss Heindel.
Frequentemente ouvimos expressões de admiração e gratidão emitidas por Estudantes Rosacruzes. Fazem questão de realçar o papel importante que a Filosofia Rosacruz desempenhou e continua a desempenhar em suas vidas, por estimulá-los a uma reforma interior – base de todo e qualquer progresso. A descoberta do Cristianismo Esotérico, como preconizado pela Fraternidade Rosacruz.
Alguns relembram seu passado sofrido, suas dificuldades de relacionamento, quando no lar ou no trabalho viviam em constante atrito com as pessoas que os cercavam. Relatam as danosas consequências desse negativismo: inimizades, perda de valiosas oportunidades de ascensão profissional, lares quase desfeitos, frustrações. Com entusiasmo narram transformações operadas após o conhecimento da Fraternidade Rosacruz. Aprenderam a ser mais compreensivos em relação às falhas alheias. Tornaram-se mais vigilantes com as próprias.
Notaram como as coisas, ao seu redor, se modificaram. Aquele estado de franca “beligerância” ou de “paz armada”, para com os outros, converteu-se em entendimento. A vida assumiu um novo significado.
Outros Estudantes Rosacruzes frisam, e suas palavras deixam escapar o calor de uma sincera gratidão, a melhora de sua saúde como a suprema graça alcançada na Cura Rosacruz.
Recordam, às vezes com os olhos umedecidos, o quanto padeceram presos a doenças e enfermidades.
Depois de adotarem um regime alimentar mais natural – isento de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), bebidas alcoólicas e estimulantes – puderam realmente desfrutar de uma vida mais plena e feliz.
Inicialmente encontraram uma certa dificuldade para livrar-se dos maus hábitos. Não era para menos. Os hábitos perniciosos, se mantidos durante anos, criam raízes, tornam-se “de casa”, passam a integrar nossa própria natureza. Erradicá-los demanda tempo e muita perseverança.
Com o passar dos anos, porém, constataram a transformação para melhor. Hoje gozam de boa saúde e proclamam essa verdade.
Há aqueles que se sentiam profundamente infelizes com suas vidas: alguns reveses, principalmente financeiros, roubaram-lhes a autoconfiança. Tornaram-se inseguros, indecisos.
As oportunidades que lhes surgiam amedrontavam-nos ao invés de estimulá-los à ação.
Viam os colegas de trabalho como rivais oportunistas ou competidores. Os parentes, estes pareciam escarnecer de seus fracassos, levando-os a um desespero maior. Com o tempo deixaram-se prostrar num lamentável estado de apatia, desânimo e imobilismo. Eis que por intermédio de alguém, ou por algum outro meio, entraram em contato com a Fraternidade Rosacruz. Inscrevem-se, iniciando o trilhar do Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, se capacitam por meio dos Cursos, estudam incansavelmente e começam a enxergar uma realidade até então desconhecida: somos uma célula integrante do macrocósmico Corpo de Deus.
Fomos dotados de todos os atributos divinos! Possuímos esses atributos divino em forma latente e por meio da peregrinação pelas várias etapas da evolução nos tornaremos onisciente. Somos herdeiros de todas as promessas celestiais. De forma alguma renascemos para ser obrigatoriamente infelizes, pobres coitados sujeitos aos caprichos do destino.
Pelo contrário. Nosso futuro é grandioso. Os sofrimentos atuais nada mais são do que os frutos da nossa ignorância, e uma gama de lições a serem aprendidas. Assim, o conhecimento das Leis de Deus e sua justa aplicação traduzida em pureza, amor e serviço nos ensejam, aqui e agora, mudar nossa vida para melhor.
Afinal: “o único pecado é a ignorância”.
E, como aprendemos na Filosofia Rosacruz: “o único fracasso é deixar de lutar”. E “a única salvação é o conhecimento aplicado”.
Dessa maneira, muitos se encontraram na Fraternidade Rosacruz.
Afirmam ter descoberto a “fórmula mágica” responsável pela benéfica transformação ocorrida em suas vidas. “Fórmula mágica”? Mas a Filosofia Rosacruz não é um conjunto de verdades antiquíssimas em novas roupagens?
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1976 – Fraternidade Rosacruz-SP)
A Filosofia Rosacruz é, como autêntica Escola Cristã Esotérica, uma mensagem de libertação humana. Ela parte da realidade presente, que somos nós com nossas virtudes e limitações. Mostra-nos o que foi o nosso passado evolutivo, relacionando-o com o dos demais seres e o Cosmos e fundamenta, racionalmente, porque somos essa realidade atual.
Finalmente, mostra nossa meta futura, em concordância com os mais altos postulados do Cristianismo Esotérico.
Ensina-nos sobre a nossa constituição corporal e mental: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e a Mente. Uma Mente, essa formada por metade de nossa força criadora sexual, que partiu de suas primitivas manifestações onde criamos e praticamos a astúcia (causa de muito sofrimento e dor) e como hoje exercitamos a razão (com o objetivo de fazer o bem pelo prazer de fazer o bem), mas que ainda temos a nossa Mente escravizada ao nosso Corpo de Desejos.
Um Corpo de Desejos que nos permite criar desejos e sentir emoções e sentimentos, que sofreu uma divisão em parte inferior e superior, nos fins da longínqua Época Lemúrica, mas que hoje atende muito ainda aos nossos vícios de origem, maus hábitos, egoísmo e afins retardando a transubstanciação em desejos e emoções de puro altruísmo, como Cristo nos ensinou. Um Corpo Vital, cujos Éteres inferiores, o Químico e Vital, estão muito fortes, devido aos vícios de origem citados, pois se relacionam com o metabolismo e a procriação e se fortificam pelo hábito; os dois Éteres superiores, Luminoso e Refletor, ligados aos sentidos, ao calor e circulação do sangue e a mentalidade e memória, restringidos pela ação predominante dos Éteres inferiores.
Esse é o ser humano atual. E seu Corpo Denso, visível, tem as possibilidades que os veículos mais sutis lhe conferem. Nada mais, nada menos.
Hereditariedade, sorte, azar, para a Filosofia Rosacruz, são apenas manifestações sábias da Lei de Causa e Efeito. Colhemos o que semeamos, desta e de outras vidas passadas. Não importa que cerebralmente não nos lembremos do plantio e possamos, em nossa cegueira, nos revoltar contra a aparente injustiça de Deus. Nós, o Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), embora estejamos impossibilitados de nos manifestar como devemos claramente hoje, a nossa consciência, nós sabemos, nós recebemos sem revolta as reações da Força de Repulsão, que nos alerta todos os desvios. Mesmo em Corpos de irmãos ou irmãs insanos, com debilidade intelectual, onde o Ego está aprisionado, inteiramente impossibilitado de se expressar como se deve, embora sofrendo, sabe por que está assim e pode se lembrar de outras vidas passadas, em que talvez tenha malgastado de forma animalística sua forca sexual criadora, em prazeres e orgias sexuais. Ou pode ter sido outra a causa: o abuso de sua força mental em formas diversas de magia negra ou a tentativa de fugir ao renascimento (nessa vida atual), quando anteviu as provas que o aguardavam e tentou se desligar do Corpo Denso, provocando rupturas na conexão de seus veículos. Mas sempre, como Ego, lá dentro sabemos por que é, tanto é assim que nós mesmos escolhemos as circunstâncias de nossas vidas futuras, para corrigir nossos defeitos: lar, pais, cônjuge e todos os demais pontos principais de nossa existência. Claro que nem tudo é previsto porque nossa vida, então, seria totalmente “destino”. E na Fraternidade Rosacruz aprendemos que não é assim; há a Epigênese.
Ou seja, há margem para exercício de nosso Livre-arbítrio e essa margem é tanto maior quanto mais liberto estejamos dos erros passados. No caso do irmão ou irmã com debilidade intelectual se não chega um dia a melhorar, podemos dizer que sua atual existência é quase inteiramente “destino”. De toda forma, há Sabedoria em tudo (e com “S” em maiúsculo!).
É por isso que a eutanásia não se justifica jamais, nem a pena de morte! Há uma lição que precisamos aprender, quer a nossa percepção material o reconheça, quer não.
A verdade não depende de nossas opiniões; o Sol, desde a diferenciação dos Planetas, foi o centro do Sistema Solar, independentemente da opinião dos que julgaram Giordano Bruno e fizeram calar, a força, o sábio Galileu.
Na verdade, quando um condenado é sacrificado pela pena de morte, livramo-nos aparentemente dele, mas, em seu Corpo de Desejos ele passará, desde então, muito mais perigosamente a agir livremente, com a velocidade do pensamento, dando vazão a sua revolta contra os seres humanos e a sociedade, estimulando os caracteres iguais ao seu e levando-os ao crime. Daí vemos que a realidade mesma não é a que presenciamos e decorre de nossa vida material, mas a causa de tudo que existe aqui.
Mais real é o pensamento de um arquiteto que idealizou uma casa do que a própria casa construída segundo aquela ideia. A casa pode ser destruída, mas o pensamento, não.
Então, o que é liberdade? E o oposto do erro. O erro ou pecado, como quer que o chamemos, é a transgressão as Leis de Deus (IJo 3:4 – “Todo aquele que pratica o pecado transgride a lei; de fato, o pecado é a transgressão da lei”), ou, como aprendemos na Fraternidade Rosacruz: “o único pecado que existe é a ignorância e a única virtude e salvação é o conhecimento aplicado”.
Enquanto agimos por: pensamento, desejo, sentimento, emoção, palavra, ato, obra ou ação contrariamente às Leis de Deus, que rege toda a Criação, estamos provocando a Força de Repulsão que nos adverte desse desvio.
O Estudante Rosacruz ativo, ao assumir a responsabilidade de seu destino, deixa de culpar os demais por suas provas e começa nelas buscar a lição que encerra, a fim de se corrigir. Ele aquieta seu íntimo buscando pensar em seu Coração e sentir em sua Mente, no mais perfeito equilíbrio que puder, entre a Mente e o Coração, passa a se sentir como um Ego – que sabe que realmente é! – que olha para fora de si através seus veículos, como alguém contemplando uma paisagem através de uma vidraça. Ele sabe que as vidraças de seus veículos têm cores ilusórias e manchas de seus defeitos e terá cuidado para não julgar a paisagem que vê como inteira realidade. Sabe que seus temores podem dar um colorido plúmbeo ou a fantasia conferir tonalidades róseas. Mesmo seus defeitos podem pôr numa paisagem uma mancha que ela nada tem. E por isso que diz o ditado: “quem usa, cuida”.
Já compreendeu que o defeito que ele vê nos outros, são os seus (efeito “espelho”). Que é bom ver o bem e isso não exclui a prudência, porque esta resulta, não da desconfiança, mas do conhecimento da natureza humana e ele sempre procurará exercitá-la racionalmente, sem emoção e nem parcialidade.
Diante de todo o exposto, concluímos que todo o trabalho de regeneração está dentro de nós. Desde então já não sentimos vontade de criticar os demais, nem perder tempo com inúteis solicitações exteriores. Há muito que fazer dentro de nós. Mas temos o cuidado de, também não nos preocuparmos demasiado com nossos defeitos, a fim de não gerarmos complexos.
Qual a solução? É o Método de Conhecimento Direto oferecido pela Fraternidade Rosacruz.
Ao mostrar-nos a real natureza humana estabelece um ponto de partida, não para que nos preocupemos com os defeitos e os lamentemos, senão para adotarmos uma condição consciente de verdadeira humildade, oriunda do reconhecimento do que somos e que deveremos ser, pois o futuro depende do que fizermos agora.
Então, aprendemos na Filosofia Rosacruz “vejamos o bem em todas as coisas, mesmo onde não pareça ele existir”. Se não somos capazes de vê-lo, ainda estamos cegos. Há sempre uma razão amorosa. As maiores trevas são projetadas pelas mais fortes luzes.
Daí ela preconiza o Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção, para despertar a memória, o senso de observação e de discernimento, em que o Estudante Rosacruz ativo separa, todos os dias, “o joio do trigo” e busca incorporar a sua consciência anímica o bem e queima, pelo arrependimento sincero, o erro, o joio. É um acerto cotidiano, uma atualização constante de quem, serenamente, está reparado sempre para dar o pulo ao “além”, temido dos que têm a alma intranquila.
Este Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção é a base de nosso desenvolvimento interno e regeneração, pois agudiza nossa consciência, esta voz interna que nos diz quando estamos certos ou errados, apesar de todos os protestos de nosso amor-próprio e egoísmo. E mais alto e claramente ela se fará ouvir, quanto mais serenos e limpos estivermos. E esse processo depurativo irá nos tornando a consciência receptiva, como a superfície de um lago sereno que reflete o céu. E chegará o tempo em que brotará em nosso coração um conhecimento, chamado intuição. E o fluir do conhecimento do Cristo Interno, o acesso consciente ao manancial de sabedoria que acumulamos em vidas anteriores, a supraconsciência, do Mundo do Espírito de Vida, especializado em nossa Aura. É quando o infante menino Jesus maravilha no templo de nosso Corpo, os “doutores” de nosso conhecimento material, com suas respostas extraordinariamente elevadas.
O Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção é amplamente ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz juntamente com o outro Exercício Esotérico básico, o Exercício Esotérico matutino Rosacruz de Concentração. Esses dois pontos constituem o método mais eficiente na iluminação interna e libertação do ser humano ocidental! Dizemos ocidental, porque, segundo seu desenvolvimento atual, o ser humano do ocidente atingiu o ponto em que os meios de elevação têm de, necessariamente, diferir dos orientais. O nosso irmão e a nossa irmã oriental ainda dependem de um mestre externo. Já o nosso irmão e a nossa irmã ocidental, ao contrário, são instruídos a não depender de ninguém e efetuar o trabalho de renovação interna, sem ajuda.
Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz preparam o Estudante Rosacruz a não depender nem mesmo deles. Estudando o livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, ele mesmo conta que quando defrontava com uma dúvida e os procurava, eles indicavam o caminho e mandavam-no chegar ao resultado, sozinho. Conosco, igualmente, fornecem o método, o caminho, para nos poupar perda de tempo e de esforços. É a contribuição de quem já conhece a trajetória e voltam para nos advertir contra desvios enganosos.
Portanto, não nos encantamos com aqueles que proclamam poderes, porque na verdade o que estes buscam é uma forma diferente de pagamento: o endeusamento de sua Personalidade. Quem realmente tem a competência de conhecer o caminho e o método, porque o seguiu, liberta. A modéstia e retidão desses Irmãos Maiores são incomuns. Fogem de pagas materiais ou sutis, dispensam títulos e postos, incentivam e esclarecem com um grande respeito a liberdade e Epigênese do Estudante Rosacruz ativo. Passam despercebidos até que possamos reconhecê-los.
Na Fraternidade Rosacruz não nos preocupamos com os Irmãos Maiores! O trabalho é nosso e não deles. Se é assim, dando confiantemente nossa parte é que podemos merecer a simpatia e o apoio deles, até que estejamos suficientemente fortes para caminhar sozinhos, com toda segurança.
Como aprendemos na Fraternidade Rosacruz: “o método Rosacruz difere dos outros métodos num ponto especial: procura, desde o início, emancipar o Aspirante à vida superior de toda influência externa, de modo a poder ficar só em todas as circunstâncias, pois só assim poderá se converter num verdadeiro auxiliar da Humanidade”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1976 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: A última parte da pergunta indica nossa exata posição. Enfatizamos o valor e a importância do regozijo e da felicidade, não, sem dúvida, como um supremo fim em si mesmo, senão como um produto da evolução, através da qual avançamos a estados sempre superiores de poder e de glória.
O objetivo da evolução não é simplesmente obter felicidade para nós, Egos, que tomamos parte nela, embora a vida em todos os planos esteja designada a ser feliz e satisfatória. Nosso real propósito aqui é ajudar a execução do grande plano de Deus, que conhecemos como Obra, Caminho e Esquema de Evolução. Se trabalharmos de acordo com esse plano, o regozijo e a felicidade serão em abundante medida.
O problema aqui é que a maioria de nós percorreu apenas uma distância comparativamente curta no Caminho de Evolução e, por isso, está ainda ignorante das Leis de Deus e das forças cósmicas e está constantemente violando essas Leis de Deus de tal forma que atrai dor sobre si mesma.
Existem dois métodos de aprendizagem nesse Esquema de Evolução. Um é pela experiência e o outro é pela observação. A Filosofia Rosacruz tem por objetivo induzir aos Estudantes Rosacruzes a aprender por meio da observação. Com este propósito fornece informação com relação às Leis de Deus e, também, sobre a dor que resulta quando são violadas. É assim que nós, Egos, prudentes modificaremos nossos caminhos de acordo com as Leis de Deus e evitaremos violentá-las, pois isso produzirá sofrimento (“O caminho do transgressor é duro.”). A Filosofia Rosacruz menciona a dor e o sofrimento apenas em conexão com isso.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1981 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Segundo um velho ditado, “só árvore que dá frutos é que leva pedrada”. Isso nos faz lembrar o Estudante Rosacruz ativo, cuja aspiração a ideais superiores coloca-o em posição singular junto aos que vivem ao seu redor.
E não poderia ser de outra maneira! Seu esforço em viver a vida conforme com as Leis de Deus produz frutos a seu devido tempo. Sua conduta difere da pessoa que não vivencia a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui, porque a aquisição de conhecimentos implica numa séria responsabilidade em vivenciar tais Ensinamentos Rosacruzes. Não se exige que o Estudante Rosacruz ativo se converta num santarrão fanatizado; aliás figura, às vezes, antipática e, às vezes, motivo até de zombaria. Não, não é assim. Tudo deve obedecer a um processo natural, cujo cerne é uma transformação gradativa do íntimo do Estudante Rosacruz. Não deve, por isso, o Estudante Rosacruz ativo fugir do convívio social, já que o relacionamento pessoal é uma valiosa fonte de experiências. No relacionamento pessoal diário o Estudante Rosacruz ativo encontra meios de testar seu progresso teórico, além de oportunidades para ajudar seus semelhantes.
Mas, nesse convívio diário, o Estudante Rosacruz ativo deve se manter coerente com os princípios e valores que, consciente ou voluntariamente adotou. Se exigida sua presença num evento social, não lhe cabe se omitir. Nada, entretanto, o obrigará a se comportar mundanamente. Não lhe é necessário ingerir bebidas alcoólicas, nem saborear alimentos cárneos. Nada pode compeli-lo a fumar, muito menos a manter conversações frívolas ou maliciosas. Deve, isso sim, marcar sua presença positivamente por meio de diálogos edificantes, alegres – mas não ruidosos – estimulando sempre o bem, toda vez que necessário.
De uma coisa pode estar certo o Estudante Rosacruz ativo: com o decorrer do tempo ele passará a ser mais e mais observado. Sua vida será examinada constantemente. Seu posicionamento filosófico-espiritualista poderá ser veementemente questionado, quando sua conduta se mostrar incoerente com suas ideias. Aquelas pessoas que não vivenciam a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui, incapazes de um esforço maior de autorregenerarão, não perdoam a vivência de um Estudante Rosacruz ativo, porque ela ressalta demais suas falhas de caráter. E se convivem no lar, no trabalho ou em outro setor qualquer da comunidade, o contraste entre os dois estilos de vida envergonha e irrita a pessoa que não vivencia a espiritualidade Cristã esotérica na vida aqui. Daí estar sempre pronta a agredir ou caluniar quem optou pelo desenvolvimento espiritual esotérico nessa vida aqui.
O Estudante Rosacruz ativo, na vontade de servir e colaborar na elevação do próximo, estará sempre propenso a divulgar os Ensinamentos Rosacruzes que abraçou. E o fará sempre com a melhor das intenções. Seguramente prestará uma valiosa ajuda à Humanidade. Acautele-se, porém. Cuide de que sua vida seja um exemplo prático de suas ideias, porque, se resvalar, não faltará quem lhe atire pedras.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que não se nos julga pela Filosofia que difundimos, mas sim pela vida que levamos. Observa-se o tratamento que dispensamos ao nosso conjugue, filhos, vizinhos, parentes, nossa conduta nos negócios, nossa conversação, seja ela de natureza espiritual, divertida ou frívola. Atenta-se para nossas companhias, para o ambiente que frequentamos, para o bem que fizemos ou deixamos de fazer.
Nossas falhas não são desculpadas e, o que é pior, julgam nossa Religião Cristã Esotérica (como preconizada pela Fraternidade Rosacruz) pelos efeitos produzidos em nossa vida.
Portanto, cabe ao Estudante Rosacruz ativo ter a certeza de uma coisa: ele está sendo diuturnamente observado. Se quiser divulgar os Ensinamentos Rosacruzes, faça-o. Mas, o Estudante Rosacruz ativo nunca deve esquecer de que “um exemplo vale mais que mil palavras”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1980 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Embora sejamos em realidade Espíritos, nossa atual condição humana de seres separados pela insensibilidade de corpos cristalizados pelas transgressões as Leis de Deus não nos permitem manter contato consciente e direto com nossa real natureza, enquanto estamos renascidos aqui. Sentimos uma profunda necessidade de superar essa separação e anular a angústia que ela nos provoca.
A solução é o amor, o verdadeiro amor – que nos une aos semelhantes, à Criação e a Deus – que é o amor Crístico!
As almas amadurecidas buscam o amor e não o encontram no exterior. É quando a Religião não se satisfaz mais com as fórmulas simples das Religiões que preconizam o Cristianismo Exotérico ou Popular.
Para dar mais amplo e racional entendimento do amor e da fé surgiu a Fraternidade Rosacruz. Ela preconiza o desenvolvimento paralelo da Mente e do Coração e mostra como isto é possível. O estudo da Filosofia Rosacruz nos previne contra os perigos do intelectualismo frio e pretencioso e nos revela, igualmente, as inconveniências do amor cego. Ela nos ensina o Cristianismo Esotérico.
Em realidade, o amor Crístico é algo que deve ser cultivado. Um estudo dos aspectos teóricos e práticos do amor Crístico iluminará, em muitos de nós, pontos obscuros e dúbios e ressaltará erros na maneira de pensar e agir, acerca desse fundamental problema.
O amor Crístico é uma arte. Porém, a maioria das pessoas tem a convicção de que é uma sensação agradável que se experimenta por acaso, algo em que se “cai” quando se tem sorte.
Vemos que todos o perseguem. Está sempre em voga. Mas quase ninguém pensa haver alguma coisa, a respeito do amor Crístico, que deva ser aprendida. Por que o povo pensa assim? Se atentarmos bem, há três premissas com que, consciente ou inconscientemente, isoladas ou combinadas buscam sustentar esse sofisma, origem de tantas desilusões.
A primeira premissa é esta: a maioria das pessoas pensa que o amor Crístico é mais uma questão de reunirmos recursos pessoais de atração, isto é, sermos requisitados, amáveis, admirados e não propriamente que devamos amar.
Na busca desse alvo, os seres humanos procuram o poder, a fama, a riqueza como meios de atração exterior e transitório. Muitos até advogam que “Deus nos criou para sermos ricos aqui”; portanto se somos ricos aqui sabemos amar, porque alcançamos o objetivo! Ambos os sexos cultivam maneiras agradáveis, conversações interessantes, prestativas, modéstia, inofensiva. Bem analisados, tais meios são os mesmos que hoje se empregam para “conquistar amigos e influenciar pessoas”. Isso que a maioria de nossa cultura considera ser amável é, essencialmente, uma mistura de ser popular e despertar atração física. Nada mais. Longe, bem longe, do amor Crístico.
A segunda premissa, por trás dessa atitude de que nada há a aprender a respeito do amor Crístico, é a ideia de que o amor Crístico é mais uma questão de termos sorte de achar uma pessoa que nos ame e pela qual sejamos amados. Não é, pois, uma faculdade que devamos desenvolver em nós. Tal atitude tem muitas razões enraizadas no desenvolvimento da sociedade moderna. Uma dessas razões é a grande mudança ocorrida com relação à escolha do “objeto do amor” (uma pessoa, uma família ou no máximo, um grupo escolhido). Muitos acham que o amor Crístico é o que se chama de amor romântico, que atualmente se confunde com atração sexual e que leva a paixão. Inclusive, nesse caso, nem se usa “Crístico” e, ainda bem”
Grande número de pessoas anda a procura desse dito “amor romântico”, da experiência pessoal de amor que acabe levando ao casamento ou a “viver juntos”. Mas esse novo conceito de liberdade no amor, na verdade, acentua a importância do “objeto do amor” em detrimento da importância da função, ou seja, da faculdade do verdadeiro amor que se deve cultivar, o amor Crístico. Os divórcios e separações aí estão a atestá-lo. Ainda neste parágrafo convém ressaltar outro aspecto da cultura contemporânea: a ideia de um contrato em que se faz uma troca mutuamente favorável. Cada um, em vez de amar, procura tirar um “lucro” na transação matrimonial, ou seja, uma boa soma de qualidades que sejam populares e muito procuradas no mercado da Personalidade. O que torna especificamente uma pessoa atraente depende da moda da época, quer física, quer mentalmente. Numa cultura em que prevalece a orientação mercantil, e em que o êxito material é o valor predominante, pouca razão há para surpresa no fato de seguirem as relações de amor humano os mesmos padrões de troca que governam os mercados de utilidades e de trabalho.
A terceira e última premissa que leva a ideia de nada haver para ser aprendido a respeito do amor Crístico, consiste na confusão entre a experiência inicial de cair “enamorado” ou “enamorada” e o permanecer no amor. Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos somos, subitamente derrubam os muros que as separam e se sentem próximas, se sentem uma só, esse momento de unidade é uma das mais jubilosas e excitantes experiências da vida, para quem tem estado isolado, fechado em si, sem amor. Mas raramente é duradoura. As duas pessoas se tornam bem conhecidas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso e seu antagonismo, suas decepções, seu mútuo fastio acabam por matar tudo quanto restava da excitação inicial. Ou seja, longe do amor Crístico!
O amor Crístico é exatamente o amor que Cristo nos ensinou, na Sua primeira vinda aqui entre nós e nos deixou todo um ensinamento de como devemos praticá-lo. O amor Crístico é aquele que nos faz se converter a nós mesmos em um canal mais perfeito para a recepção e disseminação desse sentimento e junto com a harmonia em todas as variadíssimas experiências da vida, sejam alegres ou tristes, exaltadas ou deprimentes. É um sentimento que faz com que cada pensamento nosso irradia o amor Crístico; cada palavra que proferimos vibra com amor Crístico; cada ato que fazemos é embelezado pelo amor Crístico.
Nós alcançamos o ápice de prática desse amor quando a Personalidade se torna subordinada a nós, o Ego (o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui); quando a nossa natureza inferior – relacionada completamente com a vida pessoal que é efêmera – é subjugada e substituída por esse amor Crístico, de natureza superior, como, inclusive evidenciou S. João em seu Evangelho.
Afinal, é pelo amor Crístico (por cada um e por todos) que se baseia o serviço do sacrifício. Pois, ao contrário do que algumas correntes populares de ensinamentos indicam, o caminho do verdadeiro desenvolvimento espiritual não consiste em atrair para si mesmo o máximo de bens materiais, mas na realização da verdade de que “o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao próximo – focado na Divina Essência oculta de cada um (que é a base da Fraternidade) – é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)