Médicos alemães e americanos trabalham atualmente na investigação dos fatores psíquicos que desempenham um papel importante, até mesmo decisivo como causa do infarto do miocárdio. Depois de se terem analisado conscientemente todos os fatores físicos, tais como o excesso de peso, a hiperpressão, falhas da alimentação, nível elevado de colesterina ou o abuso do cigarro, impõe-se cada vez mais nitidamente a convicção de que os fatores psicológicos e sócio-médicos têm de ser tomados em linha de conta nos antecedentes de um infarto e na situação propícia a um infarto.
É cada vez mais evidente, no segundo plano da chamada “doença dos managers”, aparecerem tensões psíquicas invulgares e extraordinárias, na maioria dos casos reações psíquicas inconscientes e fracassos ou a impossibilidade de realizar determinados projetos. Segundo as mais recentes investigações, o infarto do miocárdio não é causado por excesso de trabalho, mas por um determinado conflito resultante da discrepância entre os objetivos estabelecidos e os resultados atingidos efetivamente. O êxito, o fracasso ou reconhecimento dos méritos e o seu desprezo são as mais fortes vivências psíquicas. Esse resultado da análise psicológica não data dos nossos dias. No entanto, adquiriu muito maior importância na atual estrutura sociológica, na qual os êxitos e as realizações adquiriram muito maior peso na aferição do valor do indivíduo.
O especialista de medicina interna da Universidade de Munster, na Westefália, Professor Werner Hauss, declarou recentemente no Congresso Berlinense de Promoção Médica que “o ser humano suporta o êxito ou os trabalhos coroados de êxito em ordens de grandeza simplesmente inconcebíveis”. Por outro lado, os trabalhos seguidos de decepções conduziriam frequentemente a toda uma série de males e doenças. O Professor Paul Christian, de Heidelberg, complementou essas asserções com uma análise precisa e exata da chamada “frustração”, dos perigosos abalos psíquicos que tão frequentemente são a consequência de fracassos. Segundo esse especialista, o fracasso efetivo ou imaginado é “a solicitação psíquica mais insuportável que nós conhecemos”. Se um indivíduo de grande vitalidade e ambição sofre a frustração em consequência de fracassos, pode ser originado um processo capaz de conduzir até mesmo à morte. Os fracassos induzem frequentemente o indivíduo a redobrar esforços, sendo o abalo psíquico da frustração ainda mais forte se o indivíduo em questão não atingir o objetivo em vista. Os mais recentes inquéritos organizados na Alemanha por médicos indicam efetivamente que cerca de 40% das vítimas de infarto do miocárdio tinham sofrido reveses e fracassos, sentindo-se finalmente incapazes de superarem o conflito psíquico.
O estudo consciencioso das causas psíquicas do infarto do miocárdio levou à convicção que existem indivíduos com uma autêntica predisposição psíquica ao infarto. Os indivíduos com a tendência para o infarto correspondem ao tipo pícnico e atlético. São extrovertidos, realistas, concentrados no seu êxito individual, sempre dispostos a agir e “ávidos de estímulos”. Se essas qualidades atingirem o limite do patológico, o perigo de um infarto é ainda maior. Frequentemente, o indivíduo predisposto ao infarto é também um neurótico, designado pelos psicólogos, de “histérico negativo”. Quando surgem quaisquer males ou doenças, esse indivíduo não as quer conhecer, negando-se até mesmo a consultar um médico. As estatísticas provam que 42 por cento dos pacientes que sofreram, de vez em quando, do coração e foram, finalmente, vítimas de um infarto do miocárdio, não tinham consultado previamente um médico. (Recortes dos meios de comunicação).
Ora, e o que é a frustração? O sentimento de malogro, a decepção pelo fracasso, o recalque inibitório por não suceder algo que se esperava ardentemente ou por que tenha lutado muito e não tenha chegado ao desejado resultado. Isso é comum. Bem entendido, é comum a nós. Se estamos bem-preparados espiritualmente não nos deixaremos levar pela frustração ou outros fatores negativos semelhantes. E, por bem-preparados queremos significar, não o espiritualista ilustrado, intelectualizado, senão o amadurecido, aqueles que fundamentaram uma razão superior para todas as coisas, que concilia a experiência e a observação com as Leis de Deus, os que tem fé incondicional no amor e justiça de Deus.
Todos nós comprometemos parcialmente nossa liberdade com as dívidas do passado (que nada mais são do que lições que insistimos em não aprender) ainda não regeneradas. Se não chegamos a um resultado, em nossos esforços, é porque, para o nosso próprio bem não era justo o que pretendíamos, ou porque não fizemos os esforços naturais que nos tornariam dignos de sua posse ou ainda porque estamos resgatando algo que anteriormente infligimos a outrem. De toda maneira, o malogro não deve desesperar ninguém. Aprendemos mais com nossos fracassos do que com nossos êxitos, desde que saibamos extrair-lhes a lição que nos destinavam. E essas lições, escolhidas por nós mesmos com a ajuda dos Anjos do Destino ainda no Terceiro Céu antes dessa vida terrestre aqui, não pode encerrar vingança nem justificar desonestidade. No complexo mecanismo das relações humanas, há sempre um propósito superior: o de nos ensinar a integração numa verdadeira fraternidade.
Ainda que a lição, amarga para nós, tenha vindo por intermédio de um semelhante nosso, que agiu com má-fé, precisamos compreender que ele apenas foi um instrumento, para ensinar-nos a prudência, para fazer-nos sentir algo que no passado forçamos outrem a experimentar, para provar-nos a convicção nos ideais superiores e a força de nosso amor.
Idealismo que se esboroa ao primeiro impacto de revés é idealismo puramente intelectual, justaposto, não assimilado, não interiorizado. E a maneira de chegar a sentir e viver realmente o ideal é ir sublimando essas manifestações negativas, pela razão, é persistir no estudo e compreensão das Leis de Deus que a Fraternidade Rosacruz oferece.
Avaliem, pois, a importância dos Ensinamentos Rosacruzes. Tais Ensinamentos vieram a disposição de todos mercê da previdência e do amor daqueles que anteviam esse estado de coisas, no progressista mundo ocidental. Eles anteviram a insuficiência do Cristianismo popular – ou exotérico – no preparo interno dos que se deixam engolfar pela ambição, dos que se escravizam pela máquina e invenções modernas, cujo fito imaturo ainda é o de enriquecer minorias em detrimentos de legítimos direitos da maioria. Mas a transição e mudança de coisas devem provir do nosso interior: de dentro para fora. Quando as internas necessidades humanas reclamam condições melhores, elas naturalmente vêm!
Outra conclusão importante que podemos tirar da notícia acerca da causa mais frequente do infarto é a influência e inegável ação dos pensamentos e das emoções sobre a nossa saúde.
Depreendemos, também, que a mesma influência e ação negativas são verdadeiras quanto à nossa felicidade. Aquele que alberga sentimentos, emoções e pensamentos pessimistas, rancorosos ou desonestos está, em primeiro lugar, conspurcando a si mesmo, comprometendo seu destino, manchando o Templo Divino do seu Corpo Denso, rasgando a trilha de hábitos daninhos que se alargarão pelo repetir, em estradas desoladoras de sofrimentos — a consequência lógica assegurada pela Lei de Causa e Efeito.
A Fraternidade Rosacruz franqueia amorosa e desinteressadamente a todos os de bom senso, a filosofia da felicidade, o entendimento de que só a Verdade, a Beleza e a Bondade, harmoniosamente conjugadas na ação humana, podem restituir-nos os direitos e vivências superiores que nós, como Espíritos, Filhos de Deus, temos de um dia alcançar. Resta-nos escolher se pelo caminho da dor, ou pela observação e consonância voluntária às Leis de Deus.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1967 – Fraternidade Rosacruz–SP)
Resposta: Elas retornam a essa Terra até que tenham aprendido as lições que podem ser aprendidas aqui. Essencialmente, é o mesmo princípio aplicado quando enviamos uma criança à escola. Não a enviamos para o berçário um dia, para a educação infantil no dia seguinte, para ensino fundamental no terceiro dia, e para a faculdade no quarto dia, mas a enviamos para a educação infantil dia após dia, por um longo período, até que tenha aprendido todas as lições que devem ser aprendidas lá. O conhecimento que adquiriu na educação infantil forma a base para o que deve ser aprendido no ensino fundamental; essa, por sua vez, é a base para as lições da faculdade. Por um processo similar, aprendemos lições sob diversas condições no passado e, no futuro, quando tivermos aprendido tudo o que pode ser aprendido em nosso ambiente terrestre atual, também encontraremos as tarefas em evoluções mais elevadas. Há progresso infinito, pois somos divinos como o nosso Pai que está nos céus, e as limitações são impossíveis.
(Pergunta nº 68 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
O “eterno agora” é uma frase usada pelos filósofos somente ao enfatizar a importância do tempo presente, que consiste em poder decidir como vamos redimir o passado e formar o futuro. Sob a Lei da Consequência ou Lei de Causa e Efeito, o que quer que seja feito, o bem, o mal ou mesmo nada, vai determinar algo sobre o nosso futuro. Ajuda a verificar se aprendemos nossas lições no passado ou se teremos que passar por lições mais duras.
Não obstante, algumas pessoas têm dificuldades em viver no presente. Uns vivem no passado, lamentando os “velhos bons tempos” que se foram, ou vivem no futuro, talvez com medo ou esperança. O presente tem pouca importância para eles, exceto quando é satisfatório, com menos sofrimento possível. Obviamente, nessas circunstâncias o desenvolvimento é lento.
Nós usamos o tempo presente mostrando o nosso entendimento e nossa habilidade de agir e compreender o verdadeiro significado da existência e evolução humana.
Em nossas mãos sustentamos tudo que é precioso do passado. Nas nossas costas, ainda pesam todas as transgressões antigas, que ainda devemos transmutar. Por meio das nossas atividades no momento presente será determinado o futuro, tanto nosso, como da Humanidade.
O momento presente tem uma vantagem sobre todos os outros tempos: é completamente nosso, e nele somos capazes fazer tudo que queremos. As oportunidades passadas já se foram, as futuras ainda não chegaram. O momento presente representa as oportunidades que podemos manipular, se quisermos formar algo que vale a pena.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986-Fraternidade Rosacruz-SP)
Usaram-se já milhões de palavras verbais e impressas no esforço de provar se a Astrologia Rosacruz é ou não exata e científica. A facção “anti-Astrologia” (os que não a estudaram, os mal-informados, os religiosos exotéricos de Mente timorata) reduzem seus argumentos a considerações desdenhosas sobre a habilidade pessoal dos que leem horóscopos. Argumentam eles: se a Astrologia é cientificamente exata, isso deveria ser comprovado na uniformidade de parecer dos astrólogos sobre determinado ponto da matéria; por que divergem?
Ora, tais argumentos são falsos, constituem perda de tempo, pois não diz respeito à essência da matéria astrológica.
(Uma breve pausa para inquirir sobre esses “antis”. Acaso os Cristãos todos estão de acordo com o significado da mensagem de Cristo? Os músicos todos estão de acordo quanto à correta interpretação de uma sinfonia de Brahms? Os médicos todos estão de acordo quanto ao correto tratamento da paralisia infantil? Os pais todos estão de acordo quanto ao método ideal de criar filhos?)
Cada astrólogo difere de outro na habilidade de interpretação de um horóscopo, na compreensão da simbologia, na exatidão dos cálculos matemáticos, na capacidade de intuir a essência dinâmica do horóscopo, na agudeza de entendimento dos problemas psicológicos evidenciados e os meios de solução. Eis a variante humana. A Astrologia Rosacruz é uma ciência bem segura, porque cada fator no horóscopo corretamente calculado é uma representação simbólica do efeito exato e imparcial de uma causa específica. Representa a Lei Cósmica e imutável de Causa e Efeito, operando nas circunstâncias e experiências do ser humano através de muitos renascimentos. No horóscopo, corretamente calculado, não há azar, acidente, hereditariedade ou capricho de um cego. Cada posição astral e cada Aspecto é um fator dos Corpos da pessoa, uma fase de sua consciência, um marco de distância em seu caminho espiritual.
O astrólogo associa suas conclusões com a Lei de Consequência: “tudo o que o homem semear, isso mesmo colherá” (Gl 6:7) e, desse mesmo modo, se capacita à correta síntese do horóscopo em sua totalidade, deduzindo causa passada de condições presentes e determinando as soluções potenciais dos impedimentos e limitações. Aqui está as causas das doenças e enfermidades latentes e que podem ser ativadas, se a pessoa não quiser aprender as lições – que escolheu no Terceiro Céu e que estão muito bem detalhadas no horóscopo – pelo amor e precisar aprender pela dor e sofrimento.
(Publicado na Revista O Encontro Rosacruz – Fraternidade Rosacruz de Santo André – SP – abril/1982)