Arquivo de tag Era Aquariana

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Considerações sobre o Ideário Aquariano

À medida que nos aproximamos da Era de Aquário mais e mais se acentua sua influência.  E os mais evoluídos da Onda de Vida humana são os primeiros, como não poderia deixar de ser, a responder a seus elevados ideais. Essa projeção aquariana faz-se sentir em todos os campos.

Ao Estudante Rosacruz não causa estranheza certas mudanças notadas no mundo. Ele, mercê de seu conhecimento e formação interna, não se choca com certas excentricidades, radicalismos ou exageros, embora não os adote como parte de sua conduta. Sabe que vivemos uma fase de transição, e como toda transição é suscetível de gerar inseguranças e incertezas, procura, serena e conscientemente, manter-se equilibrado. É a forma de agir mais compatível com as Leis Divinas.

Dentro desse novo contexto, o Aspirante à vida superior diferencia as legitimas expressões uranianas dos produtos efêmeros da conturbação reinante.

Uma das mais notáveis manifestações da idade vindoura é o trabalho de equipe ou em grupo. Uma nova mentalidade parece reger os negócios humanos, enfatizando a necessidade de desenvolvimento do espírito comunitário. As coisas tomam esse rumo porque os líderes tendem a desaparecer e estão desaparecendo.

Em lugar da liderança brotam os esforços coletivos, imprimindo uma nova tônica aos agrupamentos humanos.

Mas, ainda não podemos afirmar que essa ideia goze de consenso geral.

Muitos ainda relutam em aceitá-la. Lamentam nostalgicamente o estertor da liderança. Movidos por um sentimento de inconformismo, proclamam, equivocadamente, a falência da capacidade e inteligência humanas.

Não podemos voltar ao passado. Dele devemos conservar apenas o valor educativo das lições. Recordemos a narrativa bíblica: a mulher de Ló converteu-se em uma estátua de sal porque olhou para trás, não resistindo à contemplação de Sodoma e Gomorra pela última vez. É um símbolo da cristalização.

Certos condicionamentos emperram a vontade humana no sentido de desbravar o futuro. Há, como já dissemos, uma tendência nostálgica em permanecer em “status quo”, em uma cômoda posição de imobilismo, porque o esforço é sempre desagradável para quem não exercita sua capacidade de adaptar-se a novas circunstâncias. Essa predisposição é indispensável para quem deseja evoluir conscientemente. Evoluir é aprender; é aplicar o conhecimento; é assimilar novos conceitos (obviamente construtivos); é revisá-los, quando o bom senso assim o exigir, ou mesmo conservá-los, quando à luz da razão, ponderar-se sobre sua atualidade. Evoluir, também, é saber ouvir críticas, sem, contudo, temê-las. Para tanto, requer-se um arejamento mental a toda prova  . Max Heindel, na “Uma Palavra ao Sábio” do livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” recomenda mantermos a Mente em estado fluídico, de calma e digna expectativa. É uma questão de discernimento, quando não de maturidade espiritual.

O trabalho grupal é uma forma superior de aplicação de talentos e conhecimentos em torno de um objetivo comum. Exige um redobrado entendimento, porque as responsabilidades são bem divididas. Implica autossuperação, porquanto as falhas de caráter como o egocentrismo, a vaidade e o orgulho, frustram qualquer tentativa de esforço conjunto.

Compreendemos que nem todos se qualificaram ainda para essa classe de serviço, mas seus princípios merecem ser disseminados, a fim de que os seres humanos se conscientizem de seu caráter superior.

Cremos no ideário aquariano e na sua vitória final.

(Por Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de maio/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Por que Jesus foi chamado “o Filho do Homem”?

Resposta: Na realidade, Ele não foi chamado assim; Ele chamou a Si mesmo assim “Quem dizem os homens que Eu sou o Filho do Homem?[1]. Ele foi chamado de “Filho do Homem” por Ele possuir um corpo humano, mas há nisso uma referência oculta ao Signo de Aquário, no qual explicaremos à frente. Então, o “Filho do Homem” retornará. Houve um tempo em que a humanidade adorou o Touro, quando o Sol, por Precessão de Equinócios, passava pelo Signo do Touro[2]. Todo ano, o Sol dirige-se para o norte e, em torno de 21 de março ele atinge o Equador. Isso é o que chamamos o primeiro grau do Signo de Áries. Em seguida, ele percorre todo o círculo e, em torno de 21 de março seguinte atinge novamente o Equador, mas chega um pouco antes – ele precede. No Equinócio de Março, quando o Sol passa pelo Equador, chegará um pouco antes ao primeiro grau de Áries do ano anterior, e assim, por Precessão dos Equinócios, o Sol percorre todos os Signos. Quando ele atravessou o Signo do Touro, como foi mencionado, os povos adoravam o Touro. Em seguida, ele passou pelo Signo de Áries, e adorar o “bezerro de ouro” tornou-se um pecado mortal. Deus convocou o Seu povo: “Saiam do Egito. Não adoreis mais o Touro, mas pelo sangue do Cordeiro tereis a vossa Páscoa[3]. Por essa razão, a verga e as ombreiras das portas foram aspergidas com o sangue do cordeiro e eles foram salvos pelo sangue do Cordeiro.

Então, Cristo nasceu, e Ele disse àqueles que queria como Seus Discípulos: “Afastai-vos do lugar onde se adora o cordeiro.”. (…) “Eu vou tornar-vos pescadores de homens”[4]. Ele, então, preparou para essa Era, quando o Sol está transitando pelo Signo de Peixes, nesses últimos 2000 e poucos anos. No decorrer desses 2.000 e poucos anos muitos de nós comem peixe às sextas-feiras, durante a estação da Quaresma, etc. Logo após a morte de Cristo, houve uma grande controvérsia: deveria Ele ser representado pelo símbolo de um cordeiro ou de um peixe? É por essa razão que os bispos usam uma mitra em forma de cabeça de peixe. O Salvador é assim indicado pelo Signo que o Sol percorre por Precessão dos Equinócios. Agora, ele está se aproximando da cúspide do Signo de Aquário, o grande Signo intelectual. Deixará, brevemente, o Signo da devoção, Peixes, onde as pessoas tem vivido uma fé cega. Nós estamos nos aproximando de Aquário e já começamos a sentir a sua influência, o grande Signo intelectual do “Filho do Homem”. Se estudarmos a nossa Bíblia corretamente e sem opiniões preconcebidas, verificaremos que o primeiro milagre de Cristo Jesus foi a transformação de água em vinho, nas bodas de Caná[5]. Não obstante, ao chegar ao término do Seu ministério, Ele revogou a antiga aliança, enviando Seus Discípulos a um local onde pudessem comer a refeição pascal. Ele disse-lhes:

Logo que entrardes na cidade, encontrareis um homem levando uma bilha de água. Segui-o até à casa em que ele entrar. Direis ao dono da casa: ‘O Mestre te pergunta: onde está a sala em que comerei a Páscoa com os meus discípulos?’ E ele vos mostrará, no andar superior, uma grande sala, provida de almofadas; preparai ali”. Eles foram, acharam tudo como dissera Jesus, e prepararam a Páscoa[6]. Eles seguiram as Suas instruções e, então, Ele veio, partiu o pão e deu graças. Depois passou a taça e disse: “Então, tomando um cálice, deu graças e disse: ‘Tomai isto e reparti entre vós; pois eu vos digo que doravante não beberei do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus[7]. Este é o ponto, a questão. Ele disse aos seus Discípulos que procurassem um homem com uma bilha ou um jarro de água – o Signo de Aquário. Há somente um Signo em todo o Zodíaco em que aparece um homem, e Aquário está ali, com uma bilha que despeja água. Cristo Jesus chamou a Si mesmo de o “Filho do Homem” porque Ele trouxe a Religião da Era Aquariana, da Era de Aquário.

(Do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Pergunta nº 93 – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Mt 16:13

[2] N.T.: a Era de Touro, na Época Atlante.

[3] N.T.: Ex 12:13

[4] N.T.: Mt 4:19

[5] N.T.: No terceiro dia, houve um casamento em Caná da Galileia e a mãe de Jesus estava lá. Jesus foi convidado para o casamento e os seus discípulos também. Ora, não havia mais vinho, pois o vinho do casamento tinha-se acabado. Então a mãe de Jesus lhe disse: ‘Eles não têm mais vinho’. Respondeu-lhe Jesus: ‘Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou’. Sua mãe disse aos serventes: ‘Fazei tudo o que ele vos disser’. Havia ali seis talhas de pedra para a purificação dos judeus, cada uma contendo de duas a três medidas. Jesus lhes disse: ‘Enchei as talhas de água’. Eles as encheram até à borda. Então lhes disse: ‘Tirai agora e levai ao mestre-sala’. Eles levaram. Quando o mestre-sala provou a água transformada em vinho — ele não sabia de onde vinha, mas o sabiam os serventes que haviam retirado a água — chamou o noivo e lhe disse: ‘Todo homem serve primeiro o vinho bom e, quando os convidados já estão embriagados serve o inferior. Tu guardaste o vinho bom até agora!’. Esse princípio dos sinais, Jesus o fez em Caná da Galileia e manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.” (Jo 2:1-11).

[6] N.T. Lc 22:10-13

[7] N.T.: Lc 22-17-18

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que alguns astrólogos afirmam ser o ano 1912 o início da Era Aquariana ou Era de Aquário?

Resposta: Já ouvimos essa afirmação, mas nenhuma razão foi apresentada. A astrologia não é necessária para calcular isso, já que a astronomia comum o faz de forma muito clara. Atualmente, o Equinócio de Março está em torno de 10 graus da constelação de Peixes, o que é naturalmente considerado pelos astrônomos como o primeiro grau de Áries. Eles usam o mesmo sistema que usamos na astrologia para diferenciar os dois Zodíacos. Eles sempre começam com o primeiro ponto de Áries, que chamamos de zero graus de longitude, no momento exato em que o Sol atravessa anualmente o Equador. Eles conhecem e medem a Precessão dos Equinócios à razão de aproximadamente cinquenta segundos de espaço por ano. Se retrocedermos, percorrendo anualmente esses cinquenta segundos de espaço, veremos que eles perfazem cerca de um grau em 72 anos, e um Signo em mais ou menos 2.100 anos, exatamente os mesmos cálculos que usamos na astrologia.

O Sol está no momento atual cruzando o Equador aproximadamente a 10 graus da constelação Peixes, como já foi dito, e como ele precede à razão de cinquenta segundos por ano ou um grau em setenta e dois anos, podemos facilmente calcular quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrará na constelação de Aquário: mais ou menos no ano 2638. Porque certas pessoas afirmam que a Era Aquariana, ou Era de Aquário, começou em 1912, não o sabemos. O que podemos dizer, contudo, é que cada um de nós possui uma aura que interpenetra o Corpo Denso, físico, e estende-se a cerca de quarenta centímetros de sua periferia. Ela cresce mais à medida que nos espiritualizarmos, mas essa é a média. Isso explica o fato de, às vezes, sentirmos uma pessoa atrás de nós. Sua aura e a nossa se misturam, e intuímos assim a presença dela, sentindo a sua vibração. Dá-se o mesmo com o Sol, a Lua, a Terra e com todos os outros Planetas.

Cada um possui a sua aura particular. Assim, à medida que o Sol se move em direção da constelação de Aquário, a sua aura o precede e entra em contato com a vibração Aquariana, de forma que a influência começou a fazer-se sentir por nós desde os meados do século passado. É o que chamamos de Órbita de Influência.

Se considerarmos que Aquário é o Signo da criatividade, originalidade e independência, que traz para o mundo ideias mais brilhantes e liberais, e lembrarmos que a partir de 1850 as ideias religiosas e sociais do mundo sofreram uma revolução total e que a ciência e as invenções deram um maravilhoso passo, devemos reconhecer a sua real influência. Pensemos em todas as invenções que surgiram no mundo desde aquela época.

Navios a vapor começaram a ser usados, em seguida o telégrafo e o telefone, o telégrafo sem fio, automóveis, dirigíveis, aparelhos elétricos, e tudo aquilo que passou a revolucionar a vida de 60 ou 70 anos para cá. O mundo inteiro transformou-se com essa influência Aquariana e isso é sentido, cada vez mais, a cada ano. Por essa razão, podemos dizer que estamos na órbita de Aquário, mas a Era Aquariana não começou realmente. Quando Cristo veio, o Sol, por Precessão dos Equinócios, estava em torno de sete graus de Áries.

Ainda tinha que percorrer sete graus antes de chegar a Peixes, mas já estava em sua Órbita de Influência. Em 498 D.C., o Sol cruzou o grau zero de Áries e, a partir daí, veio precedendo o Signo de Peixes, dando início a Era Pisciana, a Era de Peixes.

É comum um grande mestre aparecer a cada Era, e podemos esperar que desta vez venha através da Fraternidade Rosacruz, porque a Fraternidade é o arauto da Era Aquariana, da mesma forma que São João Batista foi o arauto da Era Pisciana.

(Pergunta nº 112 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook: O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – Introdução
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Falecimento
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Cordão Prateado
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Panorama da Vida
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Purgatório
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – A Missão no Purgatório – Retrospecção – O Valor do Arrependimento e da Reforma Íntima
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – Vida no Mundo do Desejo, depois da Morte Aqui
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Mundo do Desejo: a Região Limítrofe
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Primeiro Céu
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Mundo do Pensamento – O Segundo Céu na Região do Pensamento Concreto
O Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel – O Mundo do Pensamento – O Terceiro Céu na Região do Pensamento Abstrato
  • FIM
PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Sejamos Persistente no Amor

Sejamos Persistente no Amor

Nesses tempos conturbados, quando a desesperança parece tomar conta dos corações, os espíritos mais lúcidos vislumbram no amor a única força equilibrante. Tanto isso é verdade, que, não fosse o sacrifício anual do Cristo, inundando nosso Planeta com suas poderosíssimas vibrações, viveríamos numa situação caótica e o nosso progresso se frustraria.

A Terra, que há muito sofre os efeitos dos sentimentos egoístas da onda de vida humana – essa carga que pesa, principalmente, sobre o Espírito Planetário – deve ser aliviada agora e eliminada com o tempo.

A expressão do amor universal implica em sofrimento pessoal. Certamente o Cristo sofre em virtude de seu confinamento às limitações da materialidade. Para um Ser de sua envergadura espiritual a ajuda que oferece à humanidade é motivo de grande regozijo, mas ao mesmo tempo representa um inimaginável sacrifício.

Com o ser humano, ao nível microcósmico, ocorre o mesmo. Antes de estarmos preparados para manifestar o amor universal, mesmo que em sua expressão mais elementar, devemos libertar-nos dos desejos pessoais e egoístas, presentemente fatores predominantes em nossas vidas. Isso produz dor, certamente impossível de comparar-se com o sofrimento do Cristo. Porém, é um sofrimento real, que se alivia e desaparece à medida que nos libertamos das expressões inferiores da personalidade. Esse processo não gera resultados da noite para o dia. É um trabalho árduo, persistente, capaz de abalar todas as fibras do nosso ser. Ao longo do tempo, colheremos suas primícias, revestindo-nos de uma profunda sensação de paz e liberdade.

Há outro aspecto no desenvolvimento do nosso, ainda incipiente, amor universal em que provavelmente será mais duradouro. Como é evidente no exemplo de Cristo, os esforços altruístas em favor dos nossos semelhantes são amiúde recebidos com antipatia, ressentimentos ou desdém. Essa incompreensão, às vezes, aflora no seio da própria família, provocando uma dor maior. Temos de agir com paciência, pois mesmo aqueles que não aceitam nossa maneira elevada de ser, pouco a pouco responderão ao transformante e transcendente poder do amor que lhes é dirigido. Contudo, essa resposta quiçá venha a manifestar-se somente após vários renascimentos.

A exemplo de Cristo, não devemos desanimar se nossos esforços amorosos parecem não dar frutos, ou, se em realidade produzem antagonismo. Dois mil anos se passaram e a humanidade aparentemente não saiu do mesmo lugar, tal o grau de crueldade ainda manifesto aqui na Terra. No entanto, o Cristo permanece firme e amoroso em seu trabalho redentor, aguardando sofrida e pacientemente à sensibilização dos corações humanos.

Que catástrofe para a onda de vida humana se o Cristo algum dia renunciasse à Sua Missão, desgostoso e desalentado com nossa evidente omissão ao Seu esforço! Ele sabe, entretanto, “que os moinhos de Deus moem devagar, mas moem sempre”. Alguns séculos mais, quando estivermos vivendo na Era Aquariana, a humanidade colherá abundantemente os frutos da transmutação que promovemos graças à Sua ajuda.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – jul/ago/88)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Falecimento e a Vida depois Dele – Dos Escritos de Max Heindel

“Todos admitem que seja necessária prática para aprender-se a tocar piano, e que seria inútil pretender-se ser relojoeiro sem antes passar-se pelo aprendizado. Mas quando se trata da alma, da morte, do além ou das origens do ser, muitos creem saber tanto quanto qualquer outro e avocam-se o direito de emitir opinião, apesar de nunca terem consagrado a tais assuntos ao menos uma hora de estudo.”

Alcance aqui um excelente material para estudar sobre: o falecimento, o que acontece depois e até onde chegaremos antes de pensar em renascer.

**********

Há 3 meios de você acessar esse Livro:

1.Em formato PDF (para download:

O Falecimento e a Vida depois Dele – Max Heindel

2.Em formato de audiobook ou audiolivro:

Audiobook – Falecimento e a Vida depois dele – Max Heindel

3. Para estudar no próprio site:

O FALECIMENTO E A VIDA DEPOIS DELE

 Por

Max Heindel

Fraternidade Rosacruz

 

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido e Revisado de acordo com:

1ª Edição em Inglês, 1971, The Passing – and Life Afterward, editada por The Rosicrucian Fellowship

Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

ÍNDICE

INTRODUÇÃO

O Falecimento

O Cordão Prateado

O Panorama da Vida

O Mundo do Desejo: Purgatório

A Missão no Purgatório – Retrospecção – o Valor do Arrependimento e da Reforma Íntima

Vida no Mundo do Desejo, depois da morte aqui

O Mundo do Desejo: A Região Limítrofe

O Mundo do Desejo: O Primeiro Céu

O Mundo do Pensamento: O Segundo CéuRegião do Pensamento Concreto

O Terceiro Céu na Região Abstrata do Mundo do Pensamento

*****

Observação Importante

Uma das glórias da Religião Cristã é a promessa da vida eterna. Para aqueles cujas Mentes inquiridoras buscam algo além de uma fé cega nessa promessa, o Cristianismo Esotérico oferece o conforto de detalhes lógicos e satisfatórios sobre as atividades do Espírito depois que o Corpo Denso, o físico, é descartado.

INTRODUÇÃO

A maioria das pessoas tem um interesse instintivo no que acontece após a morte do Corpo físico, embora as ideias a esse respeito possam variar infinitamente. Infelizmente, muitos declarados como cristãos são bastante temerosos sobre a morte e a olham com medo. Esse é um grande erro e um grande obstáculo ao ser humano, pois seus pensamentos inferiores o afetam de uma maneira muito prejudicial sobre o valor que ele dá ao que realmente ocorre.

Que existe uma vida definitiva e maravilhosa para o Espírito depois que ele deixa o seu corpo físico não é mais uma questão de fé cega. Há muitas pessoas que se tornaram clarividentes voluntários capazes de observar as condições do outro lado do “véu” e, portanto, tiram qualquer dúvida sobre esse assunto importantíssimo. De fato, a humanidade em geral está lentamente desenvolvendo a visão etérica, de modo que, com a aproximação da Era Aquariana o conhecimento sobre as condições na terra dos mortos que vivem estará tão disponível como agora está o conhecimento de quaisquer países estrangeiros aqui na Terra.

A vida na Terra é somente uma fase de um ciclo evolutivo recorrente em que todos nós experimentamos e aprendemos em nossos Corpos físicos na Terra, deixando o plano físico, em seguida, para assimilar a essência do que aprendemos, reconstruir nossos Corpos, repousar e retornar à Terra para repetir o ciclo. O trabalho feito pelo ser humano nos Mundos superiores tem muitas facetas, e em um sentido mais abrangente   que seu trabalho na Terra.  A vida do ser humano não é, ao que parece, uma existência inativa, sonhadora ou ilusória. É um período da maior e da mais importante atividade na preparação para a vida futura, como o nosso sono diário o é na preparação ativa para o trabalho do dia seguinte.

Entre aqueles que desenvolveram suas faculdades de Clarividência positiva, isto é, sobre o controle das suas vontades, e podem observar, acuradamente, o que acontece nos Mundos invisíveis, está Max Heindel, um Iniciado da Ordem Rosacruz e fundador da Fraternidade Rosacruz. No seu livro “O CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS”, ele descreve, com detalhes, o que acontece no momento do falecimento e depois desse, entre vidas na Terra nos Mundos superiores. A maior parte do que segue daqui para frente é tirada, literalmente, deste iluminante livro.

O Falecimento

O ser humano, o Espírito individualizado, é um ser complexo. Ele possui não somente um Corpo Denso, físico, que utiliza aqui, neste Mundo, para se mover e agir, e que, muitas vezes, pensa que isso é o ser humano completo; mas também tem um Corpo Vital composto de Éter, que permeia o Corpo Físico visível e é um instrumento que especializa a energia do Sol. Além disso, ele possui um Corpo de Desejos, sua natureza emocional, que permeia ambos os Corpos: Denso e Vital, e se estende cerca de quarenta e um centímetros além do Corpo Físico. E há também a Mente, que é um espelho, refletindo o Mundo exterior e permitindo ao Espírito ou ao Ego transmitir seus comandos como pensamento e palavra, e que o incentiva a ação.

Durante a vida na Terra, o ser humano constrói e semeia até chegar o momento da morte. Então o tempo da semeadura e os períodos de crescimento e amadurecimento ficaram para trás. Chegou o tempo da colheita, quando o espectro da morte chega com sua foice e sua ampulheta. Esse é um símbolo adequado. O espectro simboliza a parte do Corpo que é relativamente permanente. A foice representa o fato que essa parte permanente, que está a ponto de ser colhida pelo Espírito, é a frutificação da vida que agora está se aproximando do fim. A ampulheta em sua mão indica que a hora não chegará senão até que o curso completo tenha ocorrido em harmonia com leis invariáveis.

Quando este momento chega ocorre uma separação dos veículos. Como sua vida no Mundo Físico terminou, não há necessidade que o ser humano conserve o Corpo Denso. O Corpo Vital, também pertencente ao Mundo Físico, é retirado pela cabeça, deixando inanimado o Corpo Denso.

Os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – são vistos (pelo Clarividente) deixando o Corpo Denso em um movimento espiral, levando consigo a ALMA de um átomo denso – não o átomo em si, mas as FORÇAS que trabalham através dele. Os resultados das experiências passadas por meio do Corpo Denso, durante a vida que terminou, foram impressos neste átomo específico. Enquanto todos os outros átomos do Corpo Denso se renovam de tempos em tempos, este átomo permanente se mantém intacto. Ele permanece estável, não só durante uma vida, mas faz parte de todos os Corpos Densos usados pelo Ego em todas as sucessivas encarnações. É retirado na morte e só desperta na aurora de outra vida física para servir, outra vez, como um novo núcleo em torno do qual é construído o novo Corpo Denso a ser usado pelo mesmo Ego. É, por isso, chamado de “Átomo-semente”. Durante a vida, o Átomo-semente está situado no ventrículo esquerdo do coração, perto do ápice. Na morte, ele sobe ao cérebro, passando pelo nervo pneumogástrico, deixando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores, pelo caminho das suturas entre os ossos parietal e occipital (a sutura sagital).

Quando os veículos superiores deixaram o Corpo Denso, eles ainda estão conectados por um fino, brilhante e prateado Cordão em forma muito parecida a dois seis invertidos, uma na vertical e outra na horizontal, conectados nas extremidades do gancho.

Antes que o cordão prateado se rompa e o copo de ouro se parta, antes que o jarro se quebre na fonte e a roldana rebente no poço, antes que o pó volte à terra de onde veio e o sopro volte a Deus que o concedeu” (Ecl 12:6-7).

O Cordão Prateado

Um extremo desse Cordão prende-se ao coração por meio do Átomo-semente. É a ruptura do Átomo-semente que produz a paralisação do coração. O Cordão só se rompe depois que todo o panorama da vida passada, contido no Corpo Vital, foi contemplado.

Todavia, deve-se ter muito cuidado em não cremar ou embalsamar o corpo antes de decorridos, no mínimo, três dias e meio após a morte, porque enquanto o Corpo Vital e os corpos superiores permanecerem unidos ao Corpo Denso por meio do Cordão Prateado, o ser humano, em certa medida, sentirá qualquer exame post-mortem ou ferimento no Corpo Denso. A cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha imprimido, no Corpo de Desejos, o panorama da vida que passou.

O Cordão Prateado rompe-se no ponto de união dos dois seis, metade permanecendo com o Corpo Denso e a outra metade com os veículos superiores. A partir do momento que o Cordão se rompe o Corpo Denso fica completamente morto.

Quando o Cordão Prateado se desprende do coração e o ser humano se liberta do seu Corpo Denso, chega para o Ego o momento da mais alta importância. Nunca se repetirá suficientemente às pessoas da família de um agonizante, que é um grande crime contra a alma que parte, se entregarem às lamentações e manifestações de sofrimento. Isso justamente porque naquele momento ele está entregue a um ato de suprema importância, já que o valor de sua vida passada depende, em grande parte, da atenção que a alma possa prestar a esse ato. Isto será mais bem esclarecido quando descrevermos a vida do ser humano no Mundo do Desejo.

É também um crime contra o agonizante lhe ministrar estimulantes, cujo efeito é o de forçar os veículos superiores a entrarem, abruptamente, no Corpo Denso produzindo no ser humano um choque enorme. A passagem para o além não é tortura. Mas arrastar a alma de volta ao corpo para que continue sofrendo, isto sim é tortura. Há casos de mortos que contaram aos investigadores o quanto sofreram agonizando durante horas por esse motivo, rogando às famílias que cessassem seu mal-entendido carinho e os deixassem morrer.

O Panorama da Vida

Quando o ser humano se liberta do Corpo Denso, que era o mais considerável empecilho ao seu poder espiritual (como as luvas grossas nas mãos do músico, do exemplo anterior), tal poder volta-lhe de novo até certo ponto. Com isso ele pode ler as imagens contidas no polo negativo do Éter Refletor do seu Corpo Vital, que é o assento da memória subconsciente.

Toda sua vida passada desfila nesse momento ante sua visão como um panorama, apresentando os acontecimentos em ordem inversa. Os incidentes do dia que precedeu a morte vêm em primeiro lugar, e assim seguem para trás através da velhice, idade viril, juventude, meninice e infância. Tudo é revisto.

O ser humano permanece como espectador ante esse panorama da vida passada. Vê as cenas conforme se sucedem e que se vão imprimindo nos seus veículos superiores, mas nesse momento fica impassível ante elas. O sentimento está reservado para quando chegar a hora de entrar no Mundo do Desejo, que é o mundo do sentimento e da emoção. Por enquanto ele se encontra apenas na Região Etérica do Mundo Físico.

Esse panorama perdura de algumas horas até vários dias, dependendo isso do tempo que o ser humano possa manter-se desperto, se necessário. Algumas pessoas podem manter-se assim somente doze horas, ou menos ainda; outras podem manter-se, segundo a ocasião, por certo número de dias. Mas enquanto o ser humano puder se manter desperto esse panorama prossegue.

Esse aspecto da vida depois da morte é semelhante ao que acontece quando alguém se afoga ou cai de uma grande altura. Em tais casos o Corpo Vital também abandona o Corpo Denso. Então o ser humano vê a sua vida num relâmpago, pois em seguida perde a consciência. Naturalmente não há rompimento do Cordão Prateado, porque se tal se desse não haveria ressurreição possível.

Quando a resistência do Corpo Vital alcança o seu limite máximo, entra em colapso na forma descrita no fenômeno do sono. Durante a vida física, quando o Ego controla os seus veículos, esse colapso termina as horas de vigília. Depois da morte, o colapso do Corpo Vital encerra o panorama e força o ser humano a entrar no Mundo do Desejo. O Cordão Prateado rompe-se então no ponto onde se unem os “dois seis” (veja-se o Diagrama 5-A) efetuando-se a mesma divisão como durante o sono, porém com esta diferença importante: ainda que o Corpo Vital volte para o Corpo Denso, não mais o interpenetra. Simplesmente fica flutuando sobre a sepultura e desagregando-se sincronicamente com o veículo denso. Por isso o cemitério é um espetáculo repugnante para o clarividente desenvolvido. Bastaria que algumas pessoas a mais pudessem vê-lo, e não seria preciso maior argumentação para convencer a trocar o mau e anti-higiênico método de enterrar os mortos pelo método mais racional da cremação, que restitui os elementos à sua condição primordial sem que o cadáver alcance os desagradáveis aspectos inerentes ao processo da decomposição lenta.

Quando o Espírito deixa o Corpo Vital, o processo é muito parecido ao que se verifica ao deixar o Corpo Denso. As forças vitais de um átomo (do Corpo Vital) são levadas para serem empregadas como núcleo do Corpo Vital na futura encarnação. Deste modo, ao entrar no Mundo do Desejo o ser humano leva os Átomos-sementes dos Corpos: Vital e Denso, além do Corpo de Desejos e da Mente.

O Mundo do Desejo: Purgatório

Se o ser que está morrendo pudesse deixar todos os desejos para trás, o Corpo de Desejos muito rapidamente se libertaria, deixando-o livre para prosseguir para o Primeiro Céu, mas isso normalmente não acontece.  A maioria das pessoas, principalmente se elas morrem ainda jovens, possui muitos laços e interesses na vida na Terra. Elas não modificam seus desejos só porque perderam seu corpo físico. De fato, seus desejos são até aumentados pela vontade intensa de retornar. Isso as prende mais ao Mundo do Desejo de forma desagradável, embora, infelizmente, elas não entendam a realidade desse fato. Por outro lado, os velhos, decrépitos e aqueles enfraquecidos por longa enfermidade se libertaram da vida e passaram rapidamente.

O assunto pode ser ilustrado pelo caroço que se desprende da fruta madura onde nenhuma parte da polpa se adere, enquanto que, na fruta verde, o caroço se adere à polpa tenazmente. Assim, é muito difícil para as pessoas que morrem de acidente, estando em plena saúde e força física, ligadas à esposa, família, parentes, amigos e à procura de negócios e prazer.

Enquanto o ser humano manifesta seus desejos ligados à vida na Terra, ele tem que permanecer em seu Corpo de Desejos e à medida que o progresso do indivíduo requer que ele alcance regiões mais superiores, a existência no Mundo do Desejo tem que ser necessariamente purgatorial, tendendo a purificá-lo de seus pecados. Como isso acontece, pode ser melhor compreendido tomando alguns exemplos radicais.

O avarento, que amou seu ouro na vida terrena, continua a amá-lo após a morte, mas, em primeiro lugar, ele não pode adquirir mais porque não tem mais o Corpo Denso para agarrá-lo, e, pior que tudo, não pode sequer manter o que acumulou durante a vida. Ele irá, talvez, sentar-se perto do seu cofre e olhar o ouro e as ações guardadas por ele com tanto carinho. Mas os herdeiros aparecem e talvez zombando do “velho tolo avarento” (que eles não veem, mas que os vê e ouve), abrirão seu cofre e, embora ele se jogue sobre o ouro para protegê-lo, eles passarão suas mãos através de seu corpo, sem perceber ou sentir que ele está ali e irão gastar sua fortuna, enquanto ele sofre de tristeza e impotente raiva.

Ele sofrerá intensamente e seu sofrimento é ainda mais terrível por ser inteiramente mental, porque o Corpo Denso amortece o sofrimento de certa forma. No Mundo do Desejo, no entanto, esse sofrimento tem força total e o ser humano sofre até aprender que o ouro pode ser uma maldição. Assim, ele, gradualmente, se contenta com sua sorte e, finalmente, se liberta do Corpo de Desejos e está pronto para prosseguir.

Com certeza é possível evitar esse problema, enquanto encarnado, procurando descartar os bens materiais. Se usarmos o julgamento, quando verificamos que nossas vidas foram úteis até o fim, podemos dizer: Aqui estão coisas das quais não mais utilizarei, e sabendo que o tempo é curto; podemos procurar o que fazer com eles, saber a quem poderá ser útil, ou a quem posso ajudar a fazer uso dele para estabelecer algo para si mesmo?

O mesmo é verdadeiro em relação às afeições; devemos nos policiar para que não amemos ninguém com um amor desmedido – amor como aquele a quem se idolatra e os coloca acima de tudo. Se nos libertamos de todos os laços terrestres, então, estamos prontos para seguir adiante e não poderemos ser mantidos aqui.

Tomemos o caso do alcoólatra. Ele continua gostando de beber após a morte tanto quanto gostava anteriormente. Não é o Corpo Denso que anseia pela bebida. Ele se torna doente pelo álcool e não gostaria de passar sem ele. Em vão, protesta de diversas maneiras, mas o Corpo de Desejos do alcoólatra anseia pela bebida e força o Corpo Denso a ingeri-la, para que o Corpo de Desejos possa ter a sensação de prazer resultante do aumento da vibração.  Aquele desejo permanece após a morte do Corpo Denso, mas o alcoólatra não tem em seu Corpo de Desejos nem boca para beber nem estômago para conter a bebida. Ele procura os bares onde interpenetra os corpos dos que bebem para conseguir um pouco de vibração por indução, porém, isso é demasiadamente fraco para trazer-lhe alguma satisfação. Ele, muitas vezes, entra na garrafa de uísque, mas isso não lhe traz proveito porque não há na garrafa os gases que são gerados pelos órgãos digestivos do beberrão. Não há nenhum efeito que possa sentir e ele é como um ser humano num barco no meio do oceano: “Água, água, para todos os lados, mas nem uma gota para beber”.  Em consequência, ele sofre intensamente. Em tempo, no entanto, ele aprende a perda de tempo que é ansiar pelo que não pode conseguir. Como tantos outros desejos aqui na vida terrena, os desejos no Mundo do Desejo morrem por não poderem ser satisfeitos. Quando o alcoólatra purgou o vício, ele está pronto para deixar esta fase do “Purgatório” e sobe para o mundo celestial.

Assim, nós vemos que não é uma vingativa Divindade que faz o Purgatório ou o inferno para nós e, sim, nossos hábitos e atos inferiores.  De acordo com a intensidade de nossos desejos, será o tempo de nosso sofrimento justo em sua purgação.  Nos casos mencionados anteriormente, não haveria sofrimento para o alcoólatra se ele fosse privado de suas riquezas materiais.  Se ele tivesse algumas, não ligaria para elas.  Também não causaria ao avaro nenhuma dor ao ser privado de beber.  Pode-se afirmar que ele não se importaria se não existisse uma única gota de bebida no mundo.  Porém, ele defenderia seu ouro e o alcoólatra, sua bebida e, desta forma, a lei infalível dá a cada um, o que ele necessita para purgar seus desejos profanos e hábitos inferiores.

Esta é a lei simbolizada na foice do ceifador, a Morte, a lei que diz que “tudo que o ser humano semear, ele também colherá”.  É a Lei de Causa e Efeito que regula todas as coisas nos três mundos e em todos os reinos da Natureza – físico, moral e mental.  Em todos eles, ela trabalha inexoravelmente ajustando todas as coisas, restaurando o equilíbrio, em qualquer lugar onde, por sua simples ação, um distúrbio tenha sido provocado.  O resultado pode ser manifestado imediatamente ou pode ser retardado por anos ou vidas, porém, em algum tempo, em algum lugar, uma justa e adequada retribuição será feita.  O estudante deve particularmente observar que esse trabalho é absolutamente impessoal.  Não há no universo nem prêmio nem punição.  Tudo é o resultado da lei invariável. Esta é a Lei de Consequência.

No Mundo do Desejo, ela opera purgando o ser humano dos desejos mais grosseiros e corrigindo fraquezas e vícios que impedem seu progresso, fazendo-o sofrer de forma a alcançar o objetivo.  Se ele fez outros sofrerem ou se agiu injustamente com eles, irá sofrer de modo idêntico.  É preciso notar, entretanto, que, se uma pessoa foi sujeita a vícios e se arrependeu e o mais rápido possível corrigiu seu erro, este arrependimento e reforma a purgou dos vícios e atos inferiores.  O equilíbrio foi restaurado e a lição aprendida durante sua vida terrena e, desta forma, não haverá nenhum sofrimento após a morte.

Uma palavra deve ser dita aqui sobre o suicida, que tenta fugir da vida, apenas para descobrir que está tão vivo como sempre. É a situação mais lamentável. Ele é capaz de assistir aqueles a quem ele tem, talvez, desonrado por seu ato, e pior de tudo, ele tem uma sensação indescritível de estar “esvaziado”. A parte da aura ovoide, onde o Corpo Denso costumava estar contido, está vazia e, apesar do Corpo de Desejos tomar a forma do Corpo Denso descartado, ainda assim, ele se sente parecido como uma concha vazia, porque o arquétipo criador do corpo na Região do Pensamento Concreto persiste como um molde vazio, por assim dizer, enquanto que o Corpo Denso deveria ter vivido adequadamente. O arquétipo – o “modelo” do Corpo Denso de cada Ego, em torno do qual o corpo toma forma – é feito de coisas mentais e configurado para vibrar por um período de tempo previamente determinado. Quando uma pessoa morre naturalmente, mesmo no auge da vida, a atividade do arquétipo cessa, e o Corpo de Desejos se ajusta para ocupar toda a forma. No caso do suicida, no entanto, esse horrível sentimento de “vazio” permanece até o momento em que, no curso natural dos acontecimentos, sua morte teria ocorrido. A impressão desta experiência particularmente desagradável permanece com o Ego, e é fundamental para impedi-lo de ficar preso à tentação do suicídio em vidas futuras.

No Mundo do Desejo, a vida passa aproximadamente três vezes mais rápido do que no Mundo Físico.  Um ser humano que tenha vivido até os cinquenta anos no Mundo Físico levará para passar pelos mesmos eventos no Mundo do Desejo aproximadamente dezesseis anos.  Este é, naturalmente, um exemplo genérico.  Há pessoas que permanecem no Mundo do Desejo muito mais tempo do que o período de sua vida física.  Outros, que viveram com poucos desejos inferiores, despendem muito menos tempo, mas a média dada anteriormente está muito próxima da realidade dos seres que vivem atualmente.

Devemos lembrar que, quando o ser humano deixa o Corpo Denso na morte, sua vida passada se apresenta à sua frente em imagens, porém, neste momento, não há nenhum sentimento envolvido.

Durante sua vida no Mundo do Desejo, estas imagens da vida também se desenrolam de trás para frente como antes; porém, agora, o ser passa por todos os sentimentos, um por um, à medida que as cenas se apresentam.  Cada incidente de sua vida passada é vivido e, quando chega a uma cena em que tenha feito mal a alguém, ele mesmo sente a dor que a pessoa sentiu.  Ele vivencia toda dor e sofrimento que causou aos outros e aprende quão dolorosa foi a ferida e quão difícil foi suportar o mal que ele causou. Além disso, há ainda o fato já mencionado de que o sofrimento é ainda mais agudo porque ele não tem mais o Corpo Denso que entorpece a dor. Talvez seja essa a razão de a vida lá ser três vezes mais rápida – o sofrimento perde em duração o que ganha em intensidade.  As medidas da Natureza são maravilhosamente justas e verdadeiras.

A Natureza, que é a manifestação de Deus, visa sempre à conservação da energia, alcançando os maiores resultados com o mínimo de força e de desperdício de energia. Se estudarmos o efeito da mudança no Mundo Físico, devemos aprender algo de sua consequência no reino acima de nós. Uma pessoa que sofre agudamente durante um curto período de tempo, geralmente, sente dor de forma muito intensa; enquanto aqueles que sofrem por anos ininterruptos, não parecem sentir o sofrimento na mesma medida, apesar da dor que lhes é atribuída possa ser tão grave. Eles têm, por assim dizer, utilizando deste quadro no sentido de tornarem-se emaciados e ajustados à dor; portanto, o sofrimento não é tão intenso quanto à pessoa no primeiro caso.

A Missão no Purgatório – Retrospecção – o Valor do Arrependimento e da Reforma Íntima

A missão do Purgatório é erradicar os hábitos injuriosos, fazendo sua gratificação impossível.  O indivíduo sofre exatamente como ele fez os outros sofrerem através de sua desonestidade, crueldade, intolerância e outras coisas mais.  Devido a este sofrimento, ele aprende a agir gentilmente, honestamente e com paciência com os outros no futuro. Assim, em consequência desse estado benéfico, o ser humano aprende a virtude e a ação correta. Quando renasce, pelo menos está livre de hábitos doentios e todo ato que venha a ser cometido é de livre arbítrio. As tendências em repetir o mal de vidas passadas permanecerão, pois, é através de nossa força de vontade que deveremos aprender a fazer o que é certo conscientemente. Na ocasião propícia estas tendências chegarão oferecendo-nos, então, a oportunidade de nos mantermos do lado da misericórdia e da virtude contra o vício e a crueldade. Mas, para indicar a ação correta e a ajuda necessária a resistir a estas armadilhas e as ciladas da tentação, teremos como resultado o sentimento da expiação dos hábitos e dos atos errados de vidas passadas. Se observarmos esse sentimento e abstermo-nos, particularmente, deste mal a tentação cessará. Assim, nos libertamos disso para sempre. Do contrário, se cedermos, teremos um sofrimento mais intenso do que antes, até que finalmente aprendemos a viver pela Regra de Ouro, porque o caminho do transgressor é difícil. E mesmo assim, não chegamos ao nosso melhor. É egoísmo de nossa parte fazer o bem aos outros porque queremos que eles façam o mesmo conosco. Com o tempo devemos aprender a fazer o bem independentemente da maneira que somos tratados pelos demais; como Cristo Jesus disse, devemos amar até os nossos inimigos.

Há um inestimável benefício quando conhecemos o método e o objeto dessa purgação, porque assim, somos capazes de nos prevenir e viver nosso Purgatório aqui e agora diariamente, portanto, progredindo muito mais rápido do que de outra forma. O exercício de Retrospecção é dado na última parte do CONCEITO ROSACRUZ DO COSMOS, cujo objetivo é a purificação, como auxílio ao desenvolvimento da visão espiritual. Consiste em pensar sobre os acontecimentos do dia após se deitar à noite. Devemos revisar cada incidente do dia, em ordem inversa, considerando se agimos corretamente ou não em cada caso particular em relação às ações, atitudes mentais e hábitos. Ao nos julgar diariamente, tentando nos corrigir em nossos hábitos e ações erradas enquanto encarnados, poderemos reduzir ou até eliminar o tempo do Purgatório e assim, passaremos, diretamente, ao Primeiro Céu após a morte. Se, conscientemente superarmos nossas fraquezas, poderemos ter um avanço muito bom materialmente falando na escola da evolução. E mesmo que não consigamos corrigir todas as nossas ações, obtemos um benefício imenso de julgar-nos, gerando assim aspirações para o bem, que com o tempo certamente dará frutos numa ação correta.

Ao analisar os acontecimentos do dia e nos arrependermos pelos erros cometidos, não devemos nos esquecer da aprovação IMPESSOAL ou de nos regozijarmos pelo bem praticado e nos determinarmos a fazê-los melhor. Desta forma, nos fortalecemos pelo bem praticado e, também nos julgamos pela prática do mal.

O arrependimento também é um fator poderoso para encurtar a existência no Purgatório, pois a Natureza nunca desperdiça esforços em processos inúteis. Quando percebemos o errado de certos hábitos ou ações em nossa vida passada, e determinamos erradicar os hábitos e corrigir os erros cometidos, estamos eliminando estas imagens da memória subconsciente e, portanto, não estarão ali mais como árbitro para nos julgar após a morte. Mesmo que não possamos fazer a restituição por algo cometido, a sinceridade do nosso arrependimento será suficiente. A natureza não visa “se equilibrar”, nem se vingar. A recompensa para aqueles a quem prejudicamos pode ser dada de outras maneiras.

Vida no Mundo do Desejo, depois da morte aqui

Muitos progressos reservados para vidas futuras, normalmente serão realizados pelo ser humano, uma vez que ele deve aproveitar o tempo e viver cada momento, julgando-se e erradicando os vícios na reformulação de seu caráter. Esta é a prática fervorosamente recomendada.

Para os Egos habitantes do Mundo do Desejo é possível moldar material de desejos pelo pensamento, da maneira desejada por ele. Por exemplo, eles podem formar vários artigos de vestuários empregando a força do desejo. Geralmente, eles se imaginam vestidos com o traje costumeiro que usavam antes de passarem para o Mundo do Desejo e, portanto, se veem vestidos sem nenhum esforço do pensamento em particular. Mas, quando eles desejam obter algo novo ou outra vestimenta não usual, naturalmente eles têm que usar o poder da vontade para realizar tal coisa; e este pensamento de desejo só durará enquanto a pessoa se sustentar vestida naquela maneira.

Esta facilidade de moldagem do material de desejo utilizando o poder do pensamento também é usada em outras direções. De um modo geral, quando uma pessoa deixa o mundo presente em consequência de um acidente, ela se vê de maneira desfigurada devido ao acidente, talvez sem uma perna ou braço ou com um buraco na cabeça. Isso não a incomoda; pois pode se mover tão facilmente sem braços ou pernas entre eles, mas mostra a tendência do pensamento em moldar o Corpo de Desejos. No início da Primeira Guerra Mundial, houve um grande número de soldados com lesões horríveis que passaram para o Mundo do Desejo, quando os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz e seus alunos ensinaram a estes homens que simplesmente mantendo o pensamento de que os membros de seus corpos eram sadios, então, eles seriam curados de suas formas desfiguradas. Isso se fez imediatamente. Agora, todos os recém-chegados, quando são capazes de entender o que acontece no Mundo do Desejo são curados de suas feridas e amputações desta maneira, e ao vê-los, ninguém pensaria que passaram por um acidente no Mundo Físico.

Outra evidência da disponibilidade com que as matérias de desejos são moldadas pelo pensamento é tido por muitas pessoas na Terra que seguem linhas semelhantes. Em tais casos, seus pensamentos se amontoam e formam um grande todo.

Assim, nas regiões inferiores do Mundo do Desejo, os pensamentos das pessoas que pressupõe estar em um calor ardente, como o inferno, fazem do desejo um lugar de tortura. Podemos ver demônios com chifres, cascos e caudas, estimulando os pecadores infelizes com tridentes e, muitas vezes, quando as pessoas desmaiam, depois de ter vivenciado esta crença, eles se encontram em um triste estado de medo ao contemplar este lugar que eles mesmos ajudaram a criar. Também há nas regiões superiores do Mundo do Desejo uma Nova Jerusalém com portões perolados, com cristais e com um grande trono branco sobre o qual está assentado o pensamento-forma de Deus, criada por essas pessoas e aparecendo ser semelhante a um homem velho. Esta é uma característica permanente do Mundo do Desejo, e permanecerá assim para que as pessoas continuem a pensar sobre a Nova Jerusalém como o caminho. Essas formas não têm vida além dos pensamentos sustentados pelo ser humano, e quando a humanidade superar essa crença, a cidade criada por seus pensamentos deixará de existir.

O Mundo do Desejo: A Região Limítrofe

O Purgatório ocupa as três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. O Primeiro Céu está localizado nas três Regiões Superiores do Mundo do Desejo. A Região Central é uma espécie de fronteira – nem céu nem inferno. Nesta região, encontramos pessoas honestas e corretas; que não causaram danos a ninguém, mas que estiveram tão

Intensamente imersos nos seus negócios que não tiveram tempo de pensar na vida superior. Para estas pessoas, o Mundo do Desejo é um estado indescritível de monotonia. Não há “negócios” nesse mundo, e, para este tipo de ser humano não existe qualquer coisa para se ocupar. Ele tem um tempo muito difícil até que aprenda a pensar em coisas mais elevadas do que livros e projetos. Os seres humanos que pensavam no problema da vida e chegaram à conclusão de que “a morte acaba com tudo”, que negaram a existência de coisas fora do mundo material – esses, certamente, também sentem essa terrível monotonia. Eles têm esperado a aniquilação da consciência, mas em vez disso, se encontram com uma percepção aumentada das pessoas e coisas sobre elas. Eles estavam acostumados a negar essas coisas tão veementemente que muitas vezes eles fantasiam o Mundo do Desejo como alucinação, e muitas vezes são ouvidos exclamando com o mais profundo desespero: “Quando terminará? Quando terminará?”

Essas pessoas estão realmente em um estado lamentável. Eles geralmente estão fora do alcance de qualquer ajuda e sofrem muito mais do que qualquer outra pessoa. Além disso, eles não têm nenhuma vida no mundo celeste, onde a construção de corpos futuros é ensinada, então eles colocam todos os seus pensamentos cristalizantes em qualquer corpo que possam formar para uma vida futura. Assim, um corpo é construído devido as tendências de endurecimento que temos, como no consumo a estas necessidades. Às vezes, o sofrimento que incide em tais corpos decrépitos transformará os pensamentos das pessoas que emanam de Deus, e assim, sua evolução pode prosseguir; mas na mente materialista encontra-se o maior perigo de perder contato com o Espírito e se tornar um pária.

O Mundo do Desejo: O Primeiro Céu

Quando termina a existência purgatorial, o espírito purificado ascende ao Primeiro Céu, que está situado nas três Regiões mais elevadas do Mundo do Desejo. Os resultados dos sofrimentos são incorporados ao Átomo-semente do Corpo de Desejos, o que lhe comunica a qualidade de reto sentimento que atuará, no futuro, como impulso para o bem e repulsão ao mal. Aqui o panorama do passado se desenrola de novo para trás, mas então as boas obras da vida são à base dos sentimentos. Ao chegarmos às cenas em que ajudamos a outrem, viveremos de novo toda a alegria que isto nos proporcionou, como também sentiremos toda a gratidão emitida por aqueles a quem ajudamos. Quando contemplamos de novo as cenas em que fomos ajudados por outros, voltamos a sentir toda a gratidão que emitimos ao nosso benfeitor. Deste modo vemos a importância de apreciar os favores com que outros nos cumularam, porque a gratidão produz crescimento anímico. Nossa felicidade no céu depende da felicidade que tenhamos proporcionado a outros, e do valor que demos àquilo que outros fizeram por nós.

Deve-se sempre recordar que o poder de dar não pertence exclusivamente ao ser humano rico. Dar dinheiro sem discernimento pode ser até um mal. É um bem dar dinheiro para um propósito que consideremos benéfico, porém um serviço prestado vale mil vezes mais. Um olhar carinhoso, expressões de confiança, uma simpática e amorosa ajuda são coisas que todos podem dar, seja qual for a fortuna de cada um. Todavia devemos ajudar o necessitado de maneira que ele possa ajudar a si próprio, seja física, financeira, moral ou mentalmente, para que não dependa mais de nós nem dos outros.

O Primeiro Céu é um lugar de alegria, sem vestígios sequer de amargura. O Espírito está além das influências materiais e terrestres, e, ao reviver sua vida passada, assimila todo o bem nela contido. Aqui se realizam em toda amplitude todos os empreendimentos nobres a que o ser humano aspirou. É um lugar de repouso, e quanto mais dura tenha sido a vida maior será o descanso que gozará. Enfermidade, tristeza e dor são coisas desconhecidas no Primeiro Céu. É a pátria de veraneio dos espiritualistas. Os pensamentos do devoto cristão construíram ali a Nova Jerusalém. Formosas casas, flores, etc., são o prêmio dos que a elas aspiraram, e que eles mesmos construíram com o pensamento, utilizando-se da sutilíssima matéria de desejos. Contudo são para eles tão reais e tangíveis como são para nós as casas materiais. Todos desfrutam ali a satisfação daquilo que não puderam alcançar na vida terrestre.

Este céu é também lugar de progresso para todos os estudiosos, para os artistas e para os altruístas. O estudante e o filósofo têm acesso instantâneo a todas as bibliotecas do mundo. O pintor observa, com inefável delícia, as combinações de cores sempre cambiantes. Logo aprende que seus pensamentos formam e misturam essas cores à vontade. Suas criações brilham e cintilam com uma vividez impossível de ser conseguida pelos que trabalham com as monótonas cores da Terra. Está, por assim dizer, pintando com matéria viva, resplandecente, sendo por isso mesmo capaz de executar suas obras com uma facilidade que lhe inunda a alma de deleite.

O poeta encontra uma inspiração magnífica nas imagens e cores, que são as características principais do Mundo do Desejo. Dali tomará os materiais para usá-los em sua próxima incorporação. De maneira idêntica o escritor acumula material e faculdade. O filantropo concebe seus planos altruístas para a elevação do ser humano. Se falhou em uma vida, verá a razão do fracasso no Primeiro Céu, e aprenderá ali a superar os obstáculos e a evitar os erros que tornaram seus planos impraticáveis.

Nossa vida no Primeiro Céu é sempre abençoada e preenchida pela presença daqueles que amamos, sejam parentes ou amigos. Portanto, aqueles que se amam e são necessários para a felicidade uns dos outros estão unidos por um vínculo de amizade mais próxima durante a permanência no Primeiro Céu, isto se eles estiverem lá ao mesmo tempo. Pois, se alguém permanece no Corpo Denso por determinados anos e o outro já passou, certamente, o que está no mundo celestial, com seu pensamento amoroso criará uma imagem do outro e dotá-la-á de vida; pois devemos lembrar que o Mundo do Desejo está devidamente constituído e que somos capazes de dar forma corporal a tudo que pensamos. Assim, esta imagem só será dotada de vida por seu pensamento e os pensamentos da outra pessoa que ainda vive no Mundo Físico, quando ela incorporar todas as condições que são necessárias para preencher o cálice de felicidades deste habitante do mundo celestial.

Da mesma forma, quando a segunda pessoa passar pelo Primeiro Céu e a primeira não estiver mais lá e já ascendeu ao Segundo Céu, o Corpo de Desejos desintegrado desta pessoa permanecerá vivo no Primeiro Céu e parecerá perfeitamente real para a segunda pessoa até que a sua vida aqui, realmente, tenha terminado. Não se deve pensar que esta imagem seja puramente ilusão, pois a pessoa que chegou ao Primeira Céu será animada pelo amor e amizade enviada pela pessoa que já ascendeu ao Segundo Céu, mas que ambos fazem parte deste céu.

Assim, quando, respectivamente, eles passam para o Segundo e Terceiro Céu, o esquecimento do passado vem sobre eles, e se separam por uma ou mais vidas sem dívidas a saldar. Mas, em algum tempo e em algum lugar, eles se encontrarão novamente, e a força dinâmica que geraram no passado por meio de seus anseios entre ambos, invariavelmente os atrairá para que o amor alcance o que é legítimo para sua consumação.

Crianças no Primeiro Céu levam uma vida particularmente bela. Se pudéssemos ver, rapidamente cessaríamos nossa dor. Quando uma criança morre antes do nascimento do Corpo de Desejos, isto é, antes dos quatorze anos, não vai além do Primeiro Céu, porque não é responsável pelos seus atos, do mesmo modo que o feto que se contorce no útero não é responsável pelo incômodo que causa à mãe. Portanto, a criança não tem existência purgatorial. O que não é vivificado não pode morrer, portanto, o Corpo de Desejos de uma criança, junto com a Mente, persistirá até o novo nascimento. Por essa razão, essas crianças são capazes de recordar suas vidas anteriores.

Para tais crianças, o Primeiro Céu é uma sala de espera onde permanecem de um a vinte anos, até que se apresente uma nova oportunidade para renascerem. Entretanto, é algo mais do que uma simples sala de espera, porque, nesse ínterim realiza-se ali um grande progresso.

Quando uma criança morre há sempre alguém da família à sua espera, mas na falta disto, sempre existe quem a adote com sentimento maternal porque gostava também de fazê-lo em sua existência terrena, satisfazendo-se em cuidar de um pequeno desamparado. A extrema plasticidade da matéria de desejos permite formar com a maior facilidade maravilhosos brinquedos viventes para as crianças, tornando suas vidas um formoso divertimento: contudo sua instrução não fica descuidada. Elas são agrupadas em classes de acordo com os seus temperamentos, sem considerar-se a idade. No Mundo do Desejo é muito fácil ministrar-se lições objetivas da influência do bem e das más paixões sobre a conduta e a felicidade. Estas lições imprimem-se indelevelmente sobre o sensitivo e emotivo Corpo de Desejos da criança e acompanham-na depois do renascimento. Assim, muitos dos que levam uma vida nobre devem-na ao fato de terem sido submetidos a esse treinamento. Muitas vezes, quando nasce um espírito débil é comum os Compassivos Seres (os Guias Invisíveis que dirigem nossa evolução) fazerem-no morrer em tenra idade para que possa ter este treinamento extra, ajudando-o a adaptar-se ao que talvez possa ser para ele uma vida dura. Parece ser este o caso especialmente quando a impressão no Corpo de Desejos foi fraca, em decorrência de perturbações das lamentações dos parentes em volta do moribundo, ou por ter morrido em acidente ou num campo de batalha. Sob tais circunstâncias ele não pode experimentar, em sua existência pós-morte, a intensidade de sentimentos apropriados, por isso quando nasce e morre a seguir, em tenra idade, a perda se recobra na forma acima indicada. Muitas vezes, o dever de cuidar dessas crianças na vida celeste recai sobre aqueles que foram causa dessas anomalias, pois assim são-lhes proporcionadas oportunidades para repararem uma falta e aprenderem a agir melhor. Ou talvez venham a ser os pais daquele que prejudicaram, devendo cuidar dele nos poucos anos que viva. Nesse caso não importará que se lamentem histericamente por causa de sua morte porque não há imagens no Corpo Vital infantil que produzam consequências.

O Mundo do Pensamento: O Segundo Céu – Região do Pensamento Concreto

Com o tempo, chega-se a um ponto em que o resultado da dor e do sofrimento no purgatório, junto ao sentimento feliz extraído das boas ações da vida passada, integram-se ao Átomo-semente do Corpo de Desejos. Juntos eles constituem o que chamamos consciência, essa força propulsora que nos põe em guarda contra o mal, o produtor de sofrimentos, e nos inclina para o bem, o gerador de felicidade e alegria. Tal como abandonou os Corpos Denso e Vital, assim o ser humano abandona seu Corpo de Desejos, que se desintegra. Dele, leva consigo unicamente as forças do Átomo-semente, que formarão o núcleo do futuro Corpo de Desejos, como o foi a partícula permanente de percepção dos seus veículos anteriores.

Finalmente o ser humano, o Ego, o Tríplice Espírito, entra no Segundo Céu. Está envolto na Mente, que contém os três Átomos-sementes – a quintessência dos três veículos abandonados.

Quando o ser humano, ao morrer, perde seus Corpos Denso e Vital, encontra-se nas mesmas condições de uma pessoa adormecida. O Corpo de Desejos, conforme explicado, não possui órgãos próprios para uso. De um ovoide transforma-se então numa figura parecida com o Corpo Denso abandonado. Facilmente se compreende que deve haver um intervalo de inconsciência semelhante ao sono antes de o ser humano despertar no Mundo do Desejo. Por conseguinte, não é raro acontecer a certas pessoas permanecerem, durante longo tempo, incertas do que se passou com elas. Notam que podem pensar e mover-se, mas não compreendem que morreram. Às vezes é até muito difícil conseguir fazê-las crer que estão realmente “mortas”. Compreendem, sim, que algo está diferente, mas não são capazes de entender o que seja.

Tal não acontece quando se efetua a passagem do Primeiro Céu – no Mundo do Desejo, para o Segundo Céu – na Região do Pensamento Concreto. Abandonando seu Corpo de Desejos, o ser humano está, então, perfeitamente consciente. Passa a um grande silêncio, e durante esse intervalo tudo parece desvanecer-se, ele não pode pensar. Nenhuma das suas faculdades acha-se ativa, mas sabe que é. Tem a sensação de encontrar-se no “Eterno Agora”, de achar-se completamente só, todavia sem temor. Então sua alma inunda-se de uma paz inefável, “que sobre passa todo o entendimento”. A ciência oculta chama isso “O Grande Silêncio”.

Então, vem o despertar. O Espírito está agora em sua pátria, seu lar – o mundo celeste. E o despertar traz-lhe ao espírito o som da música das esferas.

Na existência terrena vivemos tão absorvidos pelos pequenos ruídos e sons do nosso restrito ambiente, que somos incapazes de ouvir a música dos astros em movimento, mas o ocultista ouve-a. Ele sabe que os doze signos do Zodíaco e os sete Planetas formam a caixa de ressonância e “as sete cordas da lira de Apolo”. Sabe também que um simples desacorde na harmonia celestial desse grande Instrumento poderia produzir “um aniquilamento da matéria e uma colisão de mundos”. A música celeste é um fato e não mera figura de retórica. Pitágoras não fantasiava quando falou da música das esferas, porque cada um dos corpos celestiais tem seu tom definido e, juntos, formam a sinfonia celestial que Goethe, também menciona no prólogo do seu “Fausto”.

Os ecos dessa música celeste chegam até nós, aqui no Mundo Físico, e são o nosso bem mais precioso, ainda que fugazes como o fogo-fátuo. A música não pode ser criada permanentemente, a exemplo de outras obras de arte – uma estátua, um quadro, ou um livro. O Mundo do Pensamento, onde estão localizados o Segundo Céu e o Terceiro Céu, é a esfera do Som, e o músico aqui, finalmente, chega ao lugar em que sua arte se expressa a si mesma em toda a extensão.

Não basta dizer que as novas condições serão determinadas pela conduta e atos da última vida. É necessário que os frutos do passado sejam aplicados no Mundo Físico, que será o próximo campo de atividade do Ego, e onde este estará adquirindo novas experiências físicas e colhendo mais frutos. Portanto, todos os habitantes do Mundo Celeste trabalham sobre os modelos da Terra – a totalidade dos quais se encontra na Região do Pensamento Concreto – lhe alterando as formas físicas e produzindo-lhe mudanças graduais no aspecto. Assim, em cada retorno à vida física eles encontram um ambiente diferente onde podem adquirir novas experiências. O clima, a flora e a fauna são alterados pelo ser humano sob a direção de Seres elevados que mais tarde descreveremos. Por conseguinte, o mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente, temos feito dele, e será tal e qual como o fizermos. Em tudo quanto ocorre, o ocultista vê uma causa de natureza espiritual manifestando-se a si mesma, inclusive o alarmante aumento de frequência das perturbações sísmicas, que têm origem no pensamento materialista da ciência moderna.

O trabalho do ser humano no Mundo Celeste não se limita apenas à alteração da superfície da Terra, que será o campo de suas futuras lutas para dominar o Mundo Físico. Ele ocupa-se também, ativamente, em aprender como construir um corpo que tenha os melhores meios de expressão. O destino do ser humano é converter-se em Inteligência Criadora e para tal aplica-se à sua aprendizagem todo o tempo. Durante a vida celeste aprende a construir toda classe de corpos, inclusive o humano.

Instrutores das mais elevadas Hierarquias Criadoras dirigem o trabalho do ser humano. Ajudaram-no a construir seus veículos antes de ter alcançado consciência de si mesmo, do mesmo modo que ele próprio constrói atualmente seus veículos durante o sono. Mas no transcurso de sua vida celeste esses instrutores ensinam-no conscientemente. Ao pintor, ensinam como construir um olho apurado, capaz de captar perspectivas perfeitas, e distinguir cores e matizes em um grau inconcebível para os que não se interessam por cor ou luz.

Ao matemático que tem de lidar com o espaço, ensinam o delicado ajuste dos três canais semicirculares, os quais estão situados dentro do ouvido interno, que apontando, cada um, em uma das três direções do espaço, dão a faculdade da percepção abstrata. O pensamento lógico e a habilidade matemática estão em proporção à precisão do ajuste desses canais semicirculares. A habilidade musical depende também do mesmo fator, mas além da necessidade do devido ajuste dos canais semicirculares, o músico precisa do órgão de Corti extremamente delicado. Há no ouvido humano cerca de dez mil dessas fibras, e cada uma pode diferençar cerca de vinte e cinco gradações de tons. No ouvido da maioria das pessoas essas fibras não respondem senão de três a dez das gradações possíveis. Entre os músicos comuns o maior grau de eficiência é de uns quinze sons por fibra, mas um maestro, que é capaz de interpretar e traduzir a música do Mundo Celeste requer maior grau de acuidade para distinguir entre as diferentes notas e perceber a mais ligeira desarmonia nos mais complicados acordes.

O ser humano percebe a música através do mais perfeito órgão dos sentidos do corpo humano. A visão pode não ser perfeita, mas a audição o é, no sentido de não deformar o som que ouve, enquanto o olho altera muitas vezes o que vê.

Além do ouvido musical, o músico deve também aprender a construir mãos finas e delicadas, dedos ágeis e nervos sensitivos. Caso contrário não poderia reproduzir as melodias que ouve.

E lei da natureza: ninguém pode habitar um corpo mais eficiente do que aquele que é capaz de construir. Aprende-se, primeiramente, a construir uma determinada classe de corpo e depois a viver nele. Desta maneira percebem-se os defeitos e aprende-se a corrigi-los.

Todos os seres humanos trabalham inconscientemente na construção dos seus corpos durante a vida pré-natal, até chegar o momento em que a retida quintessência dos corpos anteriores seja neles amalgamada. Então passam a trabalhar conscientemente. Compreende-se, pois, que quanto mais o ser humano avança e quanto mais trabalha em seus veículos, tornando-os assim imortais, mais poder tem de construí-los para uma nova vida. O discípulo avançado de uma escola oculta, às vezes, começa a construir por si mesmo tão logo se complete o trabalho das três primeiras semanas de vida pré-natal (que pertence exclusivamente à mãe). Assim, passado o período inconsciente, apresenta-se ao ser humano uma oportunidade de exercer seu nascente poder criador, e aí começa o verdadeiro processo criativo, “original”, a “Epigênese”.

Vemos, pois que o ser humano aprende a construir seus veículos no Mundo Celeste e a usá-los no Mundo Físico. A Natureza fornece toda classe de experiências de maneira tão maravilhosa e com sabedoria tão consumada que, quanto mais profundamente penetramos nos seus segredos, mais impressionados ficamos com a nossa própria insignificância e mais cresce nossa reverência a Deus, cujo símbolo visível é a Natureza. Quanto mais aprendemos Suas maravilhas, mais compreendemos que esta estrutura universal não é a vasta e perpétua máquina em movimento, que os irrefletidos querem fazer crer. Seria tão pouco lógico como imaginar que, atirando-se ao ar uma caixa de tipos, os caracteres se organizassem por si sós quando caíssem ao chão, formando um formoso poema. Quanto maior a complexidade do plano mais poderoso o argumento em favor da teoria de um Inteligente e Divino Autor.

O Terceiro Céu na Região Abstrata do Mundo do Pensamento

Tendo assimilado todos os frutos de sua vida passada e alterado a aparência da Terra de maneira a proporcionar-lhe o ambiente requerido em seu próximo passo em busca da perfeição; tendo também aprendido, pelo trabalho nos corpos dos outros, a construir um corpo apropriado à sua manifestação no Mundo Físico; e tendo, por último, dissolvido a Mente na essência do Tríplice Espírito, o espírito individual sem envolturas sobe a mais elevada Região do Mundo do Pensamento – o Terceiro Céu. Aqui, pela harmonia inefável deste mundo superior, fortifica-se para a próxima imersão na matéria.

Depois de algum tempo, vem o desejo de novas experiências e a contemplação de um novo nascimento. Isto evoca uma série de quadros ante a visão do espírito – um panorama da nova vida que o espera. Contudo, note-se bem, este panorama contém somente os acontecimentos principais. Quanto aos detalhes, o espírito tem plena liberdade. É como se um ser humano, para ir a uma cidade distante, tivesse uma passagem com tempo determinado para lá chegar, mas com liberdade inicial de escolher o caminho. Depois de tê-lo escolhido e começado a viagem já não poderia mudar de caminho durante a jornada. Poderia deter-se em todos os lugares que quisesse dentro do tempo marcado, mas não poderia voltar atrás. Assim, cada avanço na viagem limitaria ainda mais as condições da escolha feita. Se escolheu viajar num vapor carvoeiro, seguramente chegará ao seu destino sujo e manchado. Se, ao contrário, tivesse escolhido uma condução elétrica, chegaria mais limpo. Assim acontece com o ser humano em cada nova vida. Talvez encontre pela frente uma vida muito dura, porém pode escolher entre vivê-la limpamente ou chafurdar-se na lama. Outras condições estão também sob o seu arbítrio, embora igualmente sujeitas às limitações das escolhas e ações passadas.

Os quadros do panorama da próxima vida, que acabamos de mencionar, começam no berço e terminam na sepultura. Seguem em direção oposta aquelas do panorama que se segue à morte, como já foi explicada, imediatamente após o espírito libertar-se do Corpo Denso. A razão desta diferença radical entre os dois panoramas é que no panorama pré-natal o objetivo é mostrar o Ego que regressa como certas causas ou atos produzem sempre certos efeitos. No caso do panorama pós-morte o objetivo é oposto, isto é, mostrar como cada acontecimento da vida que findou foi efeito de alguma causa anterior da vida. A Natureza, ou Deus, nada faz sem uma razão lógica, de modo que quanto mais investiguemos mais se evidencia que a Natureza é uma mãe sábia, empregando sempre os melhores meios para a realização dos seus fins.

FIM

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Caminho para a Idade de Aquário

O Caminho para a Idade de Aquário

A Fraternidade Rosacruz publicou tempos atrás o folheto intitulado “A Libertação Através do Trabalho de Grupo”, traduzido do inglês.

Esse trabalho, também publicado na revista Serviço Rosacruz, vem ajudando muitas pessoas a compreender o verdadeiro sentido da ação conjunta, inspirando-as, inclusive, a melhor usar suas potencialidades.

A medida que nos aproximamos da Idade Aquária uma nova mentalidade vai tomando conta dos negócios humanos. Os seres humanos já estão começando a deixar de lado aquele Individualismo egocêntrico, alimentador da personalidade, para assumirem uma postura mais altruísta diante dos problemas que afligem a sociedade.

Nunca as expressões “comunidade” e “comunitário” foram tão empregadas como agora. Há tendência em se estabelecer consenso em torno da ideia expressa nesta frase: “numa sociedade, o que não beneficia a todos, efetivamente não beneficia a ninguém”. Por essa razão os seres humanos estão se congregando para equacionar seus problemas, dispondo-se, com essa atitude, até a sacrificar interesses pessoais.

A expressão sacrifício está muito ligada ao Cristianismo. Etimologicamente provém de “sacro faccio” (fazer as coisas sagradas). Aliás, a doutrina cristã é bem clara a respeito. Fazer um sacrifício é um ato de consagração à Deus. Para o Cristo, mais importante que adorar nas sinagogas era amar e servir ao próximo. Isso tem uma explicação: o hábito de frequentar o templo ou as sinagogas, ocupando seus melhores lugares, dava prestígio na sociedade judaica. Era motivo de apreciação. Por outro lado, a renúncia aos bens materiais, prestígio, autoridade, etc., em benefício de outrem, constituía um penoso sacrifício. Entre os antigos era até sinal de fraqueza.

Voltando aos nossos dias, verificamos como muitos fatores tendem a impedir o ser humano de fazer as coisas sagradas. Uma pessoa por mais sensível que seja ao sofrimento alheio, ver-se-á sempre tentada a não sacrificar seus interesses pessoais, sua comodidade, para prestar ajuda a alguém. A renúncia é um fardo pesado para muita gente.

Contudo, cresce gradativamente o número daqueles capazes de vencer a tentação do egoísmo, dispondo-se a trabalhar em grupo pelo bem comum.

Mas, se existem diversos graus de tentação, o mesmo se pode afirmar da renúncia. Não basta ao indivíduo apenas superar o obstáculo representado pelos interesses pessoais e comodismo. Dentro do labor grupal outras tentações normalmente fustigam a boa vontade do obreiro. Ele terá, muitas vezes, de renunciar pontos-de-vista que talvez lhe sejam muito caros. Ou, então, suportar as idiossincrasias de seus companheiros. Ou, ainda, observar com humildade e compreensão alguém assumir os méritos de alguma realização sua.

Enfim, em nenhuma circunstância o caráter de um ser humano é tão provado como no trabalho de equipe. E, à medida que o indivíduo cresce, essas provas tornam-se mais sutis. Contudo, esse é o caminho. Não há outro capaz de melhor preparar a humanidade para a Idade de Aquário.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – 01/86 – SP)

Idiomas