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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Nova Palavra-Chave para Evoluirmos aqui

Os Estudantes Rosacruzes mais familiarizados com o estudo deste assunto conhecem os efeitos desastrosos provocados por uma crise de ansiedade ou medo. Estas emoções alteram a digestão, interferem no metabolismo e na eliminação dos detritos. Em suma, transtornam todo o organismo, tanto que em determinados casos a pessoa se vê obrigada a guardar leito por maior ou menor lapso de tempo, dependendo da intensidade da crise e de sua resistência orgânica.

Existe, porém, um efeito oculto, tão sério que mais ainda e, geralmente, pouco compreendido. Cremos ser imensamente benéfico examinarmos os efeitos ocultos do equilíbrio, da ira, do amor, do pessimismo, do otimismo e afins.

Pelo estudo do Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, sabemos que o germe do Corpo de Desejos nos foi dado no Período Lunar. Para se obter uma imagem mental da forma humana no referido Período, basta observar uma ilustração do feto em um livro de Biologia. Constataremos a existência de três partes principais: a placenta, o cordão umbilical e o feto.

Imagine agora, naquele longínquo Período, o firmamento como uma imensa placenta da qual pendiam miríades de cordões umbilicais, cada um com seu apêndice fetal. Pelo total da família humana, então em formação, circulava somente a essência universal do desejo e da emoção gerando, em todos, os impulsos necessários à ação, agora se manifestando em todas as fases do trabalho do mundo. Aqueles cordões umbilicais e apêndices fetais eram formados de uma matéria de desejos úmida, pelas emoções dos Anjos Lunares.

As correntes ígneas de desejos, responsáveis pela vida latente na Humanidade, então em formação, eram geradas pelos Espíritos marcianos de Lúcifer. A cor da primeira e lenta vibração que estes Espíritos infundiram naquela matéria emocional foi o vermelho.

Enquanto aquela “tonalidade de distúrbio” (pois é assim realmente esta corrente constante, esta eterna intranquilidade que impulsiona os seres humanos) achava-se circulando em nosso interior, o Planeta, sobre o qual nos encontrávamos, também circundava o Sol, que não deve ser confundido com o atual dador da luz, mas compreendido como uma passada encarnação da substância componente do nosso atual Sistema Solar. E nós, circundávamos o Planeta no qual habitávamos, da luz às trevas, do calor ao frio.

Desse modo, éramos manipulados por fora e por dentro, num esforço para excitar nossa adormecida consciência. Houve, naturalmente, um despertar, pois ainda que nenhum dos espíritos pudesse sentir aqueles impactos, apesar de serem muito fortes, as sensações acumuladas de miríades de semelhantes Espíritos eram sentidas como um som no Universo — um grito cósmico, a primeira nota da harmonia das esferas — tocada numa única corda.

Entretanto, foi bastante expressiva às necessidades da Onda de Vida humana naqueles tempos distantes. Desde então, esta natureza de desejos tem evoluído e o ígneo substrato marciano da paixão e as bases aquosas lunares da emoção, têm-se tornado suscetíveis de numerosas combinações. Da mesma forma que o pensamento sulca o cérebro com circunvoluções, e o rosto com linhas, também as paixões, os desejos e as emoções estão modelando a matéria em linhas curvas, em espirais, redemoinhos, parecendo uma torrente no momento em que se encontram na maior agitação, sendo raríssimo encontrarem-se em repouso relativo.

A matéria de desejos, em sucessivos períodos de sua evolução, vem respondendo gradativamente às vibrações astrais do Sol, da Lua, de Mercúrio, Vênus, Marte, Saturno, Júpiter e Urano. Cada Corpo de Desejos individual durante esse tempo foi formado conforme um único modelo. Como a lançadeira do tempo corre incessantemente de um lado para outro sobre a Teia do Destino, esse modelo cresceu, embelezado e melhorado, mesmo que não possamos percebê-lo. Assim como o tapeceiro realiza seu trabalho no avesso do tapete, assim nós estamos tecendo, sem compreender realmente o desígnio final, nem observar a sublime beleza do mesmo, porque ainda se encontra oposto às limitações humanas o lado oculto da natureza. Para que possamos compreendê-lo melhor, tomemos alguns desses fios de paixão e emoção, e vejamos seu efeito nesta forma, nessa imagem a que Deus, o Mestre fiandeiro, deseja nos converter.

Seguindo o Esquema de Evolução, muitos de nós caíram no evento a “Queda do Homem” e, por consequência, escolheram o caminho da dor e do sofrimento para evoluir. Desde aqueles tempos os Anjos lunares têm se encarregado do aquoso e úmido Corpo Vital, composto de quatro Éteres, e que se relaciona com a propagação e sustentação das espécies. Os Espíritos de Lúcifer, por outro lado, encarregam-se dos secos e ígneos veículos de desejos, o Corpo de Desejos.

A função do Corpo Vital é de construir e manter o Corpo Denso, enquanto o Corpo de Desejos envolve a destruição dos tecidos. Há, dessa forma, uma batalha constante entre o Corpo Vital e o Corpo de Desejos. Essa luta nos Céus produz a consciência física na Terra.

Durante épocas inumeráveis temos vivido em variados lugares e climas, é de cada vida extraímos experiências, reunidas como forças vibratórias nos Átomos-sementes de nossos veículos. Por conseguinte, somos todos construtores e edificamos o templo do Espírito imortal “sem ruído de martelos”. Cada um de nós é um Hiram Abiff, reunindo material para o desenvolvimento da alma, atirando-o no forno da experiência de sua própria vida, para ali manipulá-lo mediante o fogo da paixão e do desejo.

Todo o material está sendo fundido, lenta, porém seguramente. A escória vai sendo expurgada em cada existência purgatorial, quintessência do desenvolvimento da Alma está sendo extraída como consequência de nossos numerosos renascimentos.

Através esse processo, cada um de nós prepara-se para a Iniciação, aprendendo, quer tenha consciência disso ou não, a combinar as paixões do fogo com as suaves e gentis emoções. Isso nos leva a nova palavra-chave para evoluirmos aqui e essa é o autodomínio.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1977-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Prova do Verdadeiro Instrutor

A pessoa verdadeiramente espiritualizada identifica-se pela sua vida pura e pelas suas ações de gentileza, humildade e prestatividade, e mais do que isso: “pelos seus frutos”! Os menos desenvolvidos manifestam seus “frutos” com a sua natureza de cobiça, crueldade e egoísmo.

Isso é que aprendemos nos nossos Estudos Bíblicos Rosacruzes ao estudar esse Ensinamento de Cristo: “Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7:15-20).

Devemos aplicar as mesmas medidas para os pretensos profetas e instrutores que constantemente aparecem ao público e incitam os ouvintes para seguir certos ensinamentos.

Acerca dos instrutores espirituais, aprendemos na Fraternidade Rosacruz sobre os “frutos” que devem carregar: “Suponhamos que ervas daninhas pudessem falar. Acreditaríamos em suas pretensões se elas declarassem serem parreiras? Certamente não; nós procuraríamos os seus frutos. E, a menos que elas fossem capazes de produzirem uvas, os protestos delas – não importa quão vociferantemente os pudessem fazer – não nos causariam impressão. Nós somos suficientemente sensatos em assuntos materiais para nos precavermos contra decepções; então, por que não aplicamos o mesmo princípio para outros departamentos da vida? Por que não usar sempre o bom senso? Se assim fizéssemos, ninguém nos poderia impor os seus pontos de vista em assuntos espirituais, pois cada reino da natureza é governado por uma lei natural, e a analogia é a chave mestra para todos os mistérios e uma proteção contra as decepções.

A Bíblia nos ensina muito, mas muito claramente, que nós devemos testar e provar os espíritos e julgá-los de acordo (IJo 4:1). Se fizermos isso, nunca seremos enganados por pretensos mestres; e salvaremos a nós mesmos, aos nossos familiares e aos conhecidos – inclusive da Fraternidade Rosacruz – de muita tristeza, muita angústia, muita dor e de muita ansiedade, inquietação e aflição.” (Carta nº 38 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Quanto mais alto subimos na nossa evolução espiritual ou na Iniciação, mais claramente vemos a Luz, que é Deus, brilhar no topo; tanto mais fortalecidos seremos de andar sozinhos. Por isso, depois de algum tempo nesse Esquema de Evolução não necessitamos mais de “mestres” para nos ajudar; seus lugares são tomados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, conhecidos no Ocidente como amigos e conselheiros.

Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz visam emancipar os Egos que vão a Eles; educam-lhes, dão-lhes força e capacitam-lhes a cooperar com Eles. Nunca exigem, nunca louvam nem censuram. A exigência deve brotar dentro do Estudante Rosacruz e Eles ensinam-lhe a serem capazes de se julgar. São educados para se firmar sozinhos porque “quanto maior é a altura maior o perigo da queda”. Somente cultivando equilíbrio e autossuficiência, unidos com integridade espiritual com devoção e dedicação, seremos capazes de caminhar sem perigo.

Alguém que se professa ser “Instrutor” deve possuir a capacidade de provar seu direito pelo uso de consciência do Período de Júpiter. Os verdadeiros Instrutores, que preparam agora as condições evolutivas que obteremos durante o Período de Júpiter, possuem a consciência pertencente a esse Período. São capazes, naturalmente e sem esforço, de projetar quadros, imagens, sobre a consciência daquele a quem se endereçam e com isso ao mesmo tempo evidenciam a sua identidade. Somente Eles são capazes de guiar os outros com segurança. E por que isso? Aprendemos, também, na Fraternidade Rosacruz que “durante o Período de Júpiter, os Globos sobre os quais progrediremos estarão situados de forma semelhante ao que estavam no Período Lunar. E a consciência pictórica interna que, então, possuiremos será exteriorizada, pois o Período de Júpiter está no arco ascendente desse Esquema de Evolução. Assim, em vez de ver as imagens dentro de nós mesmos, poderemos, quando falarmos, projetá-las sobre a consciência daqueles a quem nos dirigimos. Por conseguinte, quando alguém se intitula um Mestre, ele deve ser capaz de fundamentar sua afirmação dessa maneira, pois os Mestres verdadeiros, os Irmãos Maiores, que estão agora preparando as condições de evolução que devem ser obtidas durante o Período de Júpiter, têm a consciência pertinente àquele Período. Portanto, eles são capazes, e sem esforço algum, de utilizar essa linguagem pictórica externa e, assim, imediatamente dão evidências claras de sua identidade. Somente eles são capazes de guiar outros com segurança. Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto, mesmo que possam estar até iludidos a seu próprio respeito e até imbuídos de boas intenções, não são dignos de confiança, e não devemos lhes dar crédito. Esta é uma aferição absolutamente infalível; e as pretensões de quem não pode mostrar seus frutos não tem maior valor do que a erva daninha mencionada daninhas mencionadas no nosso parágrafo inicial. Todos os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz possuem esse atributo; e que nenhum dos Estudantes Rosacruz, no futuro, se deixará enganar em seguir exercícios ou passar por cerimônias planejadas por qualquer pessoa que não seja capaz de produzir o fruto, e evocar imagens vivas na consciência daqueles com quem ele fala.” (Carta nº 38 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Mas Eles não funcionam como instrutores individuais. Nenhum verdadeiramente elevado instrutor pode dar o seu tempo e energia para instruir um único Estudante. Esses superiormente desenvolvidos Seres, como os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, têm outros e mais importantes encargos para atender, e nem mesmo os Irmãos Leigos ou as Irmãs Leigas, que foram iniciados por Eles, têm permissão de incomodá-Los por pequenos assuntos sem importância. E por que não tem como se ter um “instrutor individual”, como muitos ilusoriamente procuram com tanta avidez? Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que nenhuma instituição de ensino, desde o jardim de infância até a universidade, se mantêm um professor para cada aluno. “Nenhum Conselho de Educação sancionaria tal desperdício de energia, nem contrataria um professor individual para qualquer pessoa, simplesmente, pelo fato deste aluno estar impaciente por desejar concluir a escola ‘rapidamente’. E, finalmente, mesmo que fosse permitido pelo Conselho e nomeasse um professor em um caso especial que ‘abarrota-se’ o cérebro de aluno de conhecimento, haveria um grande perigo de febre cerebral, insanidade e, talvez, de morte devido a este método.

Se isso é verdade nas escolas de ciências físicas, como alguém pode acreditar que haja diferença em relação à ciência espiritual? Cristo disse a Seus discípulos: “Se não credes quando vos falo das coisas da terra, como ireis crer quando vos falar das coisas do céu?[1] Nenhum “instrutor individual, se tal houver, pode iniciar alguém nos mistérios da alma até que o Estudante esteja preparado por seu próprio mérito. Quem professa fazê-lo se autodenomina um impostor de baixo nível. E assim, quem se deixa ludibriar, mostra não ter bom senso; pois, de outra forma, perceberia que nenhum instrutor altamente desenvolvido não poderia desperdiçar seu tempo e sua energia na instrução de um único aluno, quando poderia facilmente ensinar a muitos.

Imagine, se vocês podem conceber, os doze Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz cada um atendendo unicamente um Estudante! Esse pensamento é um sacrilégio. Tais seres humanos, verdadeira e altamente desenvolvidos, têm outras tarefas e muito mais importantes para lidar, e mesmo os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que foram Iniciados por eles, não são permitidos incomodá-los por coisas tão pequenas e sem importância.

Portanto, podemos afirmar enfaticamente que os Irmãos Maiores não costumam visitar ninguém na Fraternidade Rosacruz ou fora dela, como um “instrutor individual”, e quem assim pensar, está se enganando. Eles transmitem certos ensinamentos que formam a base da instrução nessa Escola, e aprendendo como viver essa ciência da alma, nós podemos, com o tempo, nos qualificar para encontrá-los, face a face, na escola dos Auxiliares Invisíveis. Não há outro caminho.

Eu acredito que essa ideia possa ser fixada mais firmeza em sua Mente, mais do que antes, e que isso possa lhe dar uma base para corrigir as outras pessoas que estão correndo o risco de se desviarem.” (Carta nº 63 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – julho/1986-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Jo 3:12

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Necessidade Importantíssima da Renúncia de Si Mesmo para se viver na atual Era de Peixes

As profundas verdades espirituais contidas na Bíblia sempre podem ser encontradas considerando seus incidentes e parábolas de um ponto de vista simbólico. Ao ter em mente que a mensagem das Sagradas Escrituras é, acima de tudo, o Caminho da Santidade, pode-se obter uma visão que lhe permita enxergar imediatamente, através da casca de meras palavras, o precioso cerne interior – as entrelinhas.

Vamos a um exemplo que tratamos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes: Naqueles dias, novamente uma grande multidão se ajuntou e não tinha o que comer, por isso Ele chamou os discípulos e disse-lhes: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo e não tem o que comer. Se Eu os mandar em jejum para casa, desfalecerão pelo caminho, pois muitos vieram de longe”. Seus discípulos lhe responderam: ‘Como poderia alguém, aqui num deserto, saciar com pão a tanta gente?’. Ele perguntou: ‘Quantos pães tendes?’. Responderam: ‘Sete’, Mandou que a multidão se assentasse pelo chão e, tomando os sete pães, deu graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos para que eles os distribuíssem. E eles os distribuíram à multidão. Tinham ainda alguns peixinhos. Depois de os ter abençoado, mandou que os distribuíssem também.” (Mc 8:1-7).

Na passagem acima, Cristo-Jesus está falando das pessoas espiritualmente empobrecidas daquela época. Elas viveram a vida dos sentidos de tal forma — sem semear, cultivar ou colher os frutos do esforço espiritual — que realmente não tinham “nada para comer“. Passaram por longos períodos cristalização – negando a existência de Deus ou enxergando Deus como algo que pudesse se encher de coisas materiais, de fama, poder mundanos –, e muitos estavam à beira da regressão (ou seja, da perda dos seus Átomos-sementes), prontos para “desmaiar no caminho“.

Cristo-Jesus tinha a mensagem e o poder espiritual para iniciar e realizar o processo de libertação da Humanidade da fome autoimposta, pois essa era a Sua missão. Seus discípulos, contudo, não compreendendo plenamente o grande poder do Raio do Cristo Cósmico, que viera para fazer o sacrifício supremo pelos filhos rebeldes de Seu Pai, perguntavam-se como o “pão” poderia ser dado aos seres humanos em tal “deserto”. Sua iluminação fazia parte de seu treinamento.

Os “pães” e os “peixes” mencionados por Cristo-Jesus referem-se à Era de Peixes-Virgem que se iniciava naquele momento do Esquema de Evolução. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que para essa Era “uma nova nota de aspiração deveria ser tocada, uma nova fase de elevação humana deveria ser iniciada durante a Era de Peixes que então se aproximava. A autoindulgência deveria ser substituída pela renúncia, abnegação. O pão, o sustento da vida, feito de grãos imaculadamente gerados, não alimenta as paixões como a carne”. A unidade abrangente simbolizada pelo Signo de Peixes inclui a qualidade da auto-renúncia, que também seria um dos ideais da Nova Dispensação, a Dispensação Cristã. A realização da unidade de “cada um com todos” estava destinada a trazer a eventual entrega completa do “eu inferior” separado à Sua vontade.

Esta parábola também envolve o mistério de “dar graças“, de “bendizer” ou de multiplicar. Gratidão e bênçãos personificam o poder do Amor, a grande força de coesão e atração. Ao agradecer ou abençoar algo, trazemos a esse algo mais potência e, ao usar corretamente os números cósmicos no processo, como indicado pelos sete pães, podemos aumentar ainda mais sua potência.

Assim, esta parábola nos diz que Cristo-Jesus trouxe a muitos sustentos espirituais, que alimentou a alma faminta e incitou a cada um de nós, um Ego, a ansiar por seu Pai celestial e lar.

(Publicado na Revista Rays From The Rose Cross – junho/1975 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Se Cristo veio apenas uma vez, há mais de dois mil anos, como é possível que outras Religiões mais antigas que o Cristianismo afirme ter sido fundadas por um Salvador? E se Ele foi um fator tão marcante na vida judaica, como os Evangelhos o descrevem, por que o historiador judeu Flávio Josefo (ou apenas Josefo – em latim: Flavius Josephus) se refere a ele apenas em uma passagem curta e superficial? Os Evangelhos são documentos históricos?

Resposta: Se tivermos em mente que devemos distinguir entre o Cristo cósmico e o planetário, temos a chave para todo o problema. Lembrem-se de que, há muito tempo atrás, durante o Período Solar desse atual Esquema de Evolução (que estamos inseridos), o Cristo histórico foi um ser que estava no seu estágio “Humanidade” na terceira Revolução e meia do Globo D daquele Período, funcionando em um Corpo de Desejos, o veículo mais denso daquele tempo remoto, e alcançando o mais alto grau de Iniciação que um Arcanjo pode alcançar nesse Esquema de Evolução, que chamamos aqui de o Grande Iniciado. Por essa razão, e porque Seu sacrifício de mais de dois mil anos atrás O tornou o Regente Planetário da Terra, nos referimos a Ele como o Cristo planetário. Ele desceu em um Corpo Denso e Corpo Vital, cedidos voluntariamente por Jesus de Nazaré, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, atingiu o em torno de sete graus de Áries, ou seja, em torno no ano 30 d.C.

Mas cerca de doze mil anos antes do Advento de nosso Salvador aqui no nosso Planeta Terra, quando o Sol por Precessão dos Equinócios passou por Libra pela última vez, o primeiro impulso espiritual preparatório para Sua vinda foi dado à Onda de Vida humana, nós, e daquele tempo em diante até Sua primeira vinda aqui, grandes mestres como Rama, Krishna e Buda na Índia, Lao Tsé e Confúcio na China, Zoroastro na Pérsia, Hermes no Egito, Orfeu na Grécia e Moisés entre os israelitas apareceram em intervalos periódicos. As necessidades especiais dos povos entre os quais ensinavam, e a força cósmica do Cristo que emanava do Sol espiritual, do Coração do nosso Universo, da fonte de todas as nossas vibrações Crísticas, era poderosa neles. Mas eles eram produtos exaltados de nossa própria evolução humana, pertencentes ao Período Terrestre – renascimentos do Grande Iniciado do Período Solar, não eram! Este Iniciado apareceu aqui apenas uma vez, há dois mil anos, no Corpo Denso de Jesus, e quando chegar a hora, Ele aparecerá novamente no Corpo Vital construído por Jesus, na primeira vinda do Cristo, que está sendo preservado para esse propósito.

Há uma estreita união mística entre o Cristo planetário e o cósmico, e a cada ano, quando o Grande Iniciado se aprisiona novamente na Terra, do Natal até a Páscoa, a força cósmica do Sol ou Filho é atraída para nós através da mediação de nosso Salvador planetário. Nós, por meio do evento a “Queda do Homem”, trouxemos sobre nós e sobre o Planeta Terra o perigo de sermos isolados do Sol ou Filho vivificante, ou do aspecto cósmico do Cristo (observe como a Terra se tornou estéril e o clima frio após a “Queda do Homem”), e para nos salvar desse destino iminente, o Cristo planetário se tornou o nosso mediador, elevando as nossas vibrações à intensidade e ao tom necessários para responder às vibrações do Sol. Ele veio para todo o Planeta Terra, não apenas para um povo ou uma nação, e fundou a única Religião universal, que no devido tempo abrangerá toda a Humanidade.

Jesus, em cujos Corpos Denso e Vital o Cristo funcionou, pertencia à Ordem dos Essênios, que era temida e desprezada pelas classes dominantes entre os judeus, embora reverenciada pelo povo, e isso explica por que o historiador judeu, Josefo, mal menciona o odiado mestre essênio, Jesus de Nazaré, que foi morto (já que quem tomava esse partido não distinguia Jesus de Cristo-Jesus) apenas porque o povo o amava e as autoridades temiam sua influência. Não seria conveniente que o historiador judeu oficial divulgasse esse fato e, portanto, quanto menos se falasse sobre o perigoso Nazareno, melhor.

Os Evangelhos são relatos históricos, além de serem exposições simbólicas de Iniciação; mas, além dos quatro Evangelhos que temos agora, existiram e ainda existem outros Evangelhos, plenamente conhecidos pelos gnósticos dos primeiros séculos Cristãos e pelos Iniciados de hoje, e que foram suprimidos pela Igreja.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro de 1921 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Aquela outra Vida: você sabe qual é e se está pronto para vivê-la?

Há uma vida que podemos viver que ultrapassa os limites das possibilidades aparentes. Como Jacob Boehme[1] o nomeou, vida suprassensorial, ou seja, a vida que está acima e é independente dos sentidos. Estes se ligam e nos afastam de uma vida cheia de alegria e conhecimento definido de um futuro ilimitado. Atingimos uma pequena apreciação dessa vida em momentos em que nossas Mentes estão desocupadas com as demandas dos sentidos. Na natureza, por exemplo, sobre a vasta extensão do oceano, em meio às colinas e montanhas. Então nós nos tornamos possuidores de uma paz maravilhosa que acalma a turbulência da Mente. Os caprichos e as necessidades da existência nos impedem de desfrutar continuamente essa bela paz; mas quando nos tornamos conscientes da sua mensagem, as coisas da vida, que eram consideradas tão vitais para a felicidade real, assumem um aspecto diferente. Elas se tornam marcos em nosso caminho pela vida, através dos quais medimos o nosso progresso.

Percebemos que os assuntos materiais não têm importância em si mesmos, mas são valiosos como lições das quais devem ser extraídas a verdade. Podemos falhar em um empreendimento, mas isso não significa que a depressão deva surgir. Há uma lição a ser aprendida com a experiência. Por causa de nossas próprias falhas, nós nos tornamos solidários com outras pessoas que falharam em sua própria direção particular. Quem tem uma boa apreciação das esperanças humanas e pode tão prontamente dar ao coração fraco essa alegria de conforto, senão alguém que falhou com frequência e ainda manteve o senso de proporção entre o fracasso e o significado interior da vida? Erros nos ensinam muitas coisas. Eles nos tornam infinitamente mais simpáticos e compassivos.

Mas, acima de tudo, o conhecimento de que todo evento em nossas vidas tenha um grande valor intrínseco, que nunca pode ser diminuído, faz com que derivemos um grande benefício de todas as ocorrências e vicissitudes materiais.

As pessoas que conhecem o excelente trabalho que continua depois que saímos dessa existência terrena (e são milhões!), sabem que a vida após a morte do Corpo Denso está cheia de energia latejante, planejamento, erros de retificação, preparação e oportunidades de estudos. O verdadeiro significado da vida, com suas tristezas, sucessos, falhas, medos, esperanças, alegrias e assim por diante, será mostrado de maneira abrangente: a obtenção do conhecimento sobre nós mesmos e os problemas externos, o que nos leva ao autocontrole e à capacidade criativa.

O vasto Esquema de Evolução em que todos estamos inseridos (saibamos ou não) está gradualmente sendo desdobrado diante da nossa Mente. Naturalmente, essa manifestação transcendental de poderes inteligentes só pode ser concebida de forma aproximada. Os Irmãos Maiores estão atualmente dando à Humanidade um esboço desse Esquema por meio dos Ensinamentos Rosacruzes. A vida suprassensorial é hoje vivida por muitos milhares de seguidores que perceberam as verdades eternas, embora muitas vezes ocultas, da vida. Quantas vezes uma verdade é percebida pela intuição!

Viver a vida necessária nos dá direito a provar tudo o que nos é ensinado e ajuda a acelerar nossa evolução sob a orientação de Deus.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – julho /1916 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: Jakob Böhme, por vezes grafado como Jacob Boehme (1575-1624) foi um filósofo e místico luterano alemão. Böhme passou por experiências místicas em toda a sua juventude, culminando em uma epifania no ano de 1600, a qual ter-lhe-ia revelado a estrutura espiritual do mundo, assim como as relações entre o Bem e o Mal. Na época, ele decidiu não divulgar a sua experiência e continuou trabalhando como sapateiro na cidade de Goerlitz, na Silésia, constituindo família e tendo quatro filhos. Entretanto, após uma outra visão em 1610, ele começou a escrever sua primeira obra, Aurora (Die Morgenroete im Aufgang), resultante dessa iluminação.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Origens pré-históricas da Música

Os Elementos Fogo, Ar, Água e Terra são os mais importantes no processo evolucionário da Terra; de fato, sem esses quatro Elementos a vida nesse Planeta seria impossível. O fogo foi descoberto primeiramente e usado por nós nos dias da Lemúria. Foi, consequentemente, o Elemento dominante conectado à Época Lemúrica e o fator principal nas nossas cerimônias de Iniciação. Capacidade para andar sobre carvão em brasa ou segurar bolas de fogo nas mãos constitui uma memória parcial, uma reminiscência, desses dias antigos, ainda conservada por alguns povos primitivos.

A música que acompanhava os cerimoniais Lemurianos de Fogo era ao mesmo tempo sobrenatural e selvagem, isso porque era afinada ao ritmo das chamas crepitantes. O nosso Corpo de Desejos, quando evoluímos na Época Lemúrica, ou seja, éramos Lemurianos necessitava de um avivamento, assim, os Líderes da Humanidade usaram essa música de ritmo peculiar para estimular essa atividade. Com o passar do tempo essa força ígnea interna despertada levou a práticas mal orientadas que reagiram sobre as correspondentes forças ígneas astrais, resultando em destruição do continente Lemuriano pela atividade vulcânica. Nós que habitávamos a Lemúria antiga pouca semelhança tínhamos com o que somos no nosso tempo. Durante os primórdios daquela Época, vários milhares de anos atrás, nossa forma corporal era meramente embrionária. Após um longo ciclo evolucionário, sofreu sucessivas transformações até que na Lemúria tardia assumiu uma forma algo semelhante aos contornos atuais, embora com textura muito diferente. Antes de se condensarem em substância física, os nossos veículos foram, até certo ponto, tênues e plásticos. Poderiam na verdade ser considerados quase uma sombra com forma.

Portanto, o Corpo Denso não tinha ainda se desenvolvido até o ponto em que nós, o Ego, pudesse nele habitar. Nós éramos ligados ao Corpo apenas magneticamente e como consequência permanecíamos em um estado livre, o que nos permitia ir e vir à vontade. A Mente, tal como a conhecemos hoje, ainda não tinha sido dada a nós. No início éramos realmente infantis e nos encontrávamos sob a direção das Hierarquias Criadoras ou Zodiacais, seres espirituais aos quais habituamos de chamar de “Deuses”.

Todavia, nós, enquanto Lemurianos primitivos, vivíamos em íntima harmonia com a Natureza. Nossas vidas estavam intimamente envolvidas e fazíamos realmente parte integrante das Forças da Natureza. Nossa visão interna estava aberta para as inúmeras atividades das criaturas invisíveis (hoje, para nós, aos olhos físicos) que constituíam o lado vivo da Natureza na sua totalidade, enquanto nossa audição interna registrava as sublimes harmonias para as quais a Natureza progride e através das quais ela dirige suas múltiplas ações.

Também foi de acordo com as Leis básicas da Natureza que nossos Corpos originais foram moldados, desenvolvidos e animados.

Quando formos suficientemente espiritualizados para reconhecer a relação da música com a nossa evolução, descobriremos como as harmonias celestiais emanadas das Hierarquias Zodiacais, nossos guardiões sagrados, exerceram influência formadora em cada estágio do nosso desenvolvimento; perceberemos pouco a pouco, ainda que cada passo tenha sido acompanhado por uma orquestração celestial adaptada a cada processo criativo.

Sabemos que nós, na nossa formação, éramos bissexuais. As polaridades masculina e feminina, agora focalizadas cosmicamente no Sol e na Lua, respectivamente, exerceram uma influência igual sobre os nossos Corpos plásticos. Isso, porém, ocorreu quando a Terra e a Lua eram ainda partes do Sol. Em um estágio mais tardio, quando a Terra foi lançada para fora do Sol e, mais tardiamente ainda, quando a Lua foi atirada para fora da Terra, essas duas polaridades deixaram de ter uma expressão igual e equilibrada sobre nós, individualmente.  Alguns de nós responderam preponderantemente ao polo positivo centrado no Sol, enquanto outros de nós responderam ao polo negativo focalizado na Lua. Finalmente, isso resultou na nossa divisão em dois sexos separados, com o homem e a mulher aparecendo em cena, em renascimentos subsequentes e alternados.

A partir de então as harmonias emanadas das Hierarquias Criadoras se diferenciaram em dois ritmos, agora conhecidos como “Maior” e “Menor”. As Notas musicais Maiores, masculinas na potência e objetivas no caráter, foram projetadas a nós através da força solar. As Notas musicais Menores, femininas na qualidade e subjetivas na natureza, foram dirigidas a nós através da força da Lua. Nós, que até então tínhamos evoluído sob os ritmos divididos em uma única escala, tornávamo-nos agora sujeito a duas. Uma, afinada aos tons “Maiores”, dirigindo-o para condições de crescente densidade; outra, afinada aos tons “Menores”, nos dirige para um contato mais íntimo com as forças espirituais.

Como a Época Lemúrica se encontrava predominantemente sob a influência da Lua, sua música estava afinada aos matizes mais sutis dos tons “Menores”. Tratava-se de uma música incomum, melancólica e sobrenatural. Vestígios dela persistem na música de Java[1] e de outras ilhas localizadas ao sul da ilha de Java, na Indonésia, estas remanescentes do continente Lemuriano.

A natureza mais íntima de qualquer povo pode ser avaliada penetrando compreensivelmente em sua música. Nenhum outro meio é mais exato para avaliar a qualidade de suas vidas e o estágio de seu desenvolvimento. A menos que estejamos aptos para visualizar os Corpos plásticos e fluídicos dos Lemurianos mais antigos, jamais entenderemos a influência exercida pela música sobre eles. Esse tipo de música literalmente deu forma e traços característicos aos nossos veículos em desenvolvimento, quando habitávamos a Lemúria. As forças circundantes da Natureza fluíram através desses veículos sem obstáculos. Habitávamos entre as árvores gigantes das terras e dos bosques enormes da Lemúria e eram áreas sagradas, nas quais festivais sazonais eram observados. Cerimônias de Iniciação nas temporadas sagradas de então eram eventos gloriosos atribuídos à música, isto é, à Harmonia das Esferas[2].

Os dançarinos do Templo Lemuriano duplicaram os movimentos e ritmos das esferas celestiais e “música de gestos”, que eles tocavam e escutavam, era ouvida pelos fanáticos que dançavam. Certos centros espirituais ou “luzes” dentro dos nossos Corpos, quando habitávamos a Lemúria, eram despertados por essas danças realizadas na mais elevada reverência e na mais profunda emoção. Os dançarinos eram sempre escolhidos entre os aspirantes mais evoluídos do Templo.

Os Templos da Floresta eram, para os Lemurianos, o Santo dos Santos. Nesses santuários sagrados ocorriam os principais acontecimentos de suas vidas. Esses compreendiam o nascimento, a Iniciação ou iluminação espiritual e a morte — esses acontecimentos correspondem aos três passos de desenvolvimento em todas as escolas esotéricas e aos primeiros três graus das fraternidades. Era nos Templos da Floresta e sob orientação angelical que a propagação da Onda de Vida humana ocorria, de acordo com os apropriados ritmos astrais, cuja música era absorvida pela audição e transmitida à função edificadora do Corpo.

Vivendo na Época Lemúrica, éramos particularmente sensíveis à força do amor. A consciência era íntegra, pois não tínhamos ainda descido profundamente na existência material a ponto de retirar o véu existente entre os planos externos e internos nesse Esquema de Evolução. Assim, a morte, como a conhecemos hoje, era desconhecida. Quando os Corpos terminavam seus períodos de utilidade, eram deixados de lado, da mesma forma que certos animais deixam e mudam periodicamente suas peles. Um Corpo Denso gerado sob tais condições era perfeitamente atinado com a nota astral especifica de cada um de nós. Pelo poder daquela nota éramos capazes de renovar ou descartar nosso Corpo à vontade. A doença não tinha ainda se tornado uma aflição, assim, a vida era uma canção alegre e a Terra era ainda uma reflexão do Jardim do Éden. Como a Raça Lemúrica era regida pela Lua, respondia fortemente às sempre mutáveis fases orbitais. Ao tempo das Luas Novas e Luas Cheias, forças poderosas eram liberadas; aí então, celebrávamos nossos Rituais místicos iniciatórios. Esses não eram dirigidos para os planos mais internos como agora, mas para os mais externos, dado que o nosso desenvolvimento de então dependia primariamente do desenvolvimento objetivo da atividade. A música era um fator potente para nos capacitar a realizar a necessária descida para a matéria. Com essa descida, a diferenciação entre os sexos se tornou mais marcante e era realizada através dos ritmos “Maior” e “Menor” que acompanham a Lua Cheia. Nas noites de Lua Cheia as forças femininas eram precipitadas através das celestiais tonalidades “Menores” e as forças masculinas através das tonalidades “Maiores”.

Mais tarde, quando entramos completamente na existência física e quando, através da entrada no diferente significado da vida do Mundo material, nascimento e morte marcaram as fases diferenciadas da existência. A entrada na manifestação física foi acompanhada por música constituída pelas harmonias de Notas musicais “Maiores”; enquanto a entrada nos Mundos internos, através do portão que chamamos morte, era atinada aos acordes “Menores”.

Assim, vemos quão profundamente é verdadeiro tratar a nós mesmos como um ser musical. Nossa origem está na Palavra falada. Pelo som fomos confirmados e pela música progredimos. O que registramos subconscientemente na Época Lemúrica, um dia saberemos conscientemente. Então não mais consideraremos a música como uma arte mais ou menos apartada da nossa vida e não mais pensaremos na música somente como um objeto para alegria estética. Ao contrário, reconheceremos a música como um fator vital para a nossa evolução física, mental, emocional e espiritual.

Já na próxima Época, a Atlante, a água era o principal elemento associado com a Atlântida, onde fomos ensinados a controlar nossas emoções e a desenvolver nossas faculdades físicas. Naquele continente o psiquismo alcançou o maior estágio de desenvolvimento já visto, nunca igualado antes ou depois, tendo a música Atlante se constituído em um fator de desenvolvimento das faculdades psíquicas. A maior parte dessas músicas era solene e grave, algumas vezes alcançando níveis de grandeza imponente. Suas ondas melódicas eram comparáveis à música rítmica atualmente ouvida nos movimentos cíclicos das marés alta e baixa. O Sol nunca brilhou claramente na Atlântida. A atmosfera era sempre pesada, devido à névoa existente. Nessa atmosfera nevoenta as figuras vaporosas de outros planos eram facilmente discerníveis, uma condição que auxiliou de maneira importante o despertar e o desenvolvimento das faculdades psíquicas. A Época Atlante terminou quando o continente foi destruído pela água.

A transição da Época Lemúrica para a Época Atlante foi marcada por um aumento da densidade da atmosfera, Corpos Densos mais solidificados e a nossa consciência focalizada mais definitivamente no Mundo matéria, ou seja: na Região Química do Mundo Físico. Estávamos então perdendo aquela bonita e quase contínua comunhão com as hostes angelicais, desfrutada anteriormente quando estávamos na Época Lemúrica.

Consequentemente havia uma correspondente perda na percepção das harmonias celestiais. Entretanto, nesse estágio de desenvolvimento não tínhamos perdido contato com os Mundos internos, a ponto de negar ou mesmo duvidar da existência da Música das Esferas, fosse ela ouvida ou não. Tais negativas não chegavam ao materialismo profundo da presente Era, a de Peixes. Assim, os Iniciados dos Templos Atlantes, Sacerdotes e sacerdotisas da sabedoria eterna, realizavam seus rituais sagrados em total acordo com os ritmos celestiais.

Os Templos Atlantes eram realmente universidades onde as nossas faculdades física, mental e espiritual eram estimuladas e desenvolvidas. A partir do momento em que deixamos de viver em harmonia com os Mundos invisíveis, nosso Corpo Denso se tornou sujeito a desarmonias e doenças; nessas condições, um Iniciado se afinava com a nota astral de um indivíduo, a fim de substituir a desarmonia pela harmonia. Com essa finalidade, a música, a grande Panaceia de Cura, era administrada nesses Templos.

Nós éramos muito mais suscetíveis aos efeitos curadores do ritmo do que somos hoje. Podíamos utilizar a força pulsante do crescimento das plantas e nos apropriar delas para a revitalização e renovação dos nossos Corpos Densos. Podíamos, também, transferir essas energias de uma planta para outra, assim, aumentando a energia das plantas fracas e doentes através das plantas fortes e saudáveis. As palpitantes correntes de vida emitiam tons específicos na medida em que elas cresciam para cima. Podíamos ouvir esses sons e transcrevê-los em música, tão perfeitamente afinados aos ritmos das plantas que possuíamos uma dinâmica eficácia curadora. No devido tempo, consequentemente, a terapia musical se tornou um dos principais ramos da instrução no Templo.

A fala foi desenvolvida por nós, quando habitamos a Atlântida. Um tipo de fala cantante. Nossas palavras entoadas projetavam energia em qualquer objeto especificado e por essa energia o objeto podia ser remodelado de acordo com a nossa vontade. Os cânticos e hinos de todas as Religiões antigas tiveram sua origem nessa fala cantante. Os Sacerdotes do Templo e seus discípulos avançados podiam ouvir também as notas musicais dos objetos naturais e estavam aptos, por meio do poder que isso lhes dava, a realizar milagres de transformação. Isso originou numerosos mitos e lendas relacionados às civilizações que precederam nossa atual quinta Raça Original, a Raça Ária. Na Era de Ouro da Atlântida a liderança era conferida aos neófitos do Templo, mais espiritualmente desenvolvidos, aos quais eram concedidas honras e reverências pelos leigos. A Realeza era um Grau do Templo ao qual somente o mais merecedor podia aspirar; pois o Rei Iniciado era precedido apenas pelo Alto Sacerdote.

Será visto que no poder praticamente ilimitado de nós, como Atlantes, residiu a semente da decadência e destruição definitivas. A tentação ao mau uso daquele poder foi para nós, como Atlantes, quase irresistível. Com o desenvolvimento de nossa índole de desejos e de um concomitante crescimento em interesses egoístas, as habilidades que originalmente funcionavam sob a direção das Hierarquias de Luz foram transferidas para as da Sombra. As condições anunciando caos e desintegração similares àquelas manifestadas no mundo atual se tornaram prevalentes. Tais condições eram sempre indicativas do início do fim. A fala cantante dos consagrados Iniciados do Templo foi modificada para fins nocivos e destrutivos. Literalmente, as “explosões tonais”, afinadas à nota-chave de uma pessoa ou objeto, eram usadas para destruir cruelmente a vida humana e a propriedade.

O conhecimento por nós das harmonias celestiais em ondas de tons “Maiores” e “Menores” foi comentado anteriormente. Com a nossa depravação crescente, como Atlantes, as consonâncias e dissonâncias se tornaram mais e mais agudamente diferenciadas. O resultado foi uma música estranha e sinistra, uma música capaz de produzir doença, perda da memória e mesmo insanidade. “Círculos Sombrios” compostos por neófitos do Templo, trabalhando sob influência das Sombras, estavam aptos a expressar explosões tonais capazes de expulsar um Ego para fora de seu Corpo Denso, frequentemente causando nas pessoas obsessão permanente ou mesmo a morte. Esses fatos são mencionados apenas para ressaltar o longo alcance dos poderes do som.

Somente um tipo remanescente dos Atlantes foi salvo. Na terminologia bíblica, simbolizado por Noé e sua família, que sobreviveram ao “dilúvio”. Esse remanescente se tornou a semente da atual Raça Ária. Sobre o novo continente para o qual esse remanescente migrou, o Sol brilhou claramente e pela primeira vez pudemos usufruir uma atmosfera oxigenada tal como a temos hoje. Recebemos, assim, a suprema dádiva, a Mente, o elo que nos permitirá, um dia, sermos como os “deuses”. O grande trabalho desde então é espiritualizar e desenvolver as nossas Mentes Crísticas. Como a Mente está relacionada com o elemento Ar, é através do ar que seu progresso maior será atingido. Caso haja outra destruição desse Planeta, após suas lições terem sido aprendidas, ela virá através daquele elemento.

Estamos destinados a recuperar as harmonias celestiais que perdemos na Atlântida. Isso será feito por meio da Mente Crística e a música será o fator primordial na sua consecução. Através dos séculos os Líderes da Humanidade promoveram o renascimento aqui de alguns dos mais avançados Iniciados em música para nos auxiliar a espiritualizar a nossa Mente. Entre vários exemplos, tal foi o propósito da Criação de Haydn[3], do Messias de Häendel[4] e das magníficas Paixões de J. S. Bach[5]. Esse desenvolvimento está sob a orientação dos Senhores da Mente, os quais pertencem à Hierarquia Criadora ou Zodiacal de Sagitário, o Signo que conserva o modelo da Mente mais elevada e seus mistérios espirituais. O objetivo dessa Hierarquia Criadora é apressar em nós os nossos incentivos espirituais e encorajar nossas aspirações até que ganhemos ascendência sobre a nossa inferior Mente concreta.

A nota-chave de Sagitário é “Fá Maior” e a nota-chave da Terra é também “Fá Maior”. Vários sons da natureza são, consequentemente, afinados a essa nota. Essa é a razão pela qual composições em “Fá Maior” são especialmente relaxantes para um sistema nervoso alterado; também efetivos para restaurar um Corpo Denso fatigado e para acalmar uma Mente aturdida.

Por meio de ritmos em “Fá Maior” os Senhores da Mente concederam a Mente germinal para nós e, através de seu uso continuado, estão trazendo essa Mente para o ponto em que ela possa transmitir, para a nossa Personalidade, a imagem-espírito existente dentro de muitas pessoas. Esses se tornarão os pioneiros da Sexta Raça e entre eles nascerá um tipo de música com qualidades que curam e iluminam. Todos os movimentos em direção ao futuro são escolas preparatórias para a Nova Era, a Era de Aquário como, por exemplo, a Fraternidade Rosacruz. Até que as Mentes dos neófitos se tornem espiritualizadas, eles receberão, através de tons e ritmos, aqueles poderes superiores que estão aguardando para serem concedidos a cada um de nós.

(“Pre-Historic Origins of Music” de Corinne Heline da obra “Music: The Keynote of Human Evolution”, publicado na Revista “Rays from the Rose Cross”, Fev./Mar de 1988 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: A orquestra de gamelão, baseada em idiofones e tambores metálicos, é talvez a forma mais facilmente identificada como sendo distintamente “javanesa” por pessoas de fora. Existem dois sistemas de afinação na música gamelão javanesa, slendro (pentatônico) e pelog (heptatônico por completo, mas com foco em um grupo pentatônico). A afinação não é padrão, em vez disso, cada conjunto de gamelão terá uma afinação distinta. Existem também modos melódicos distintos (pathet) associados a cada sistema de afinação. Um gamelão completo consiste em dois conjuntos de instrumentos, um em cada sistema de afinação. Diferentes conjuntos de gamelão têm sonoridades diferentes e são usados ​​para diferentes peças musicais; muitos são muito antigos e usados ​​para apenas uma peça específica. As formas musicais são definidas pelos ciclos rítmicos. Estes consistem em ciclos maiores pontuados pelo gongo grande, subdivididos por divisões menores marcadas pelo toque de gongos menores, como kenong, kempul e kethuk. A interação melódica ocorre dentro dessa estrutura (tecnicamente chamada de “estrutura colotômica”).

[2] N.T.: A Harmonia das Esferas, também conhecida como Música das Esferas, demonstra que o universo é regido por uma música celestial, um ritmo e harmonia divinos produzidos pelos corpos celestes em movimento. Assim, os Planetas e outros corpos celestes, ao se moverem, emitem sons que, combinados, formam uma música inaudível para nós, mas que é a base da organização do universo.

[3] N.T.: A Criação é um oratório dividido em três partes, escrito em 1797 pelo compositor austríaco Franz Joseph Haydn. Seu texto, com versões em alemão e inglês, é baseado no livro do Gênesis, no livro de Salmos e no poema O Paraíso Perdido, de John Milton. Este oratório, que faz parte do período definido como Classicismo, apresenta algumas semelhanças com o período Barroco devido ao uso do contraponto em várias passagens, como pode ser constatado nos coros Stimm an die Saiten, ergreift den Leier! (um dos mais famosos do oratório), na primeira parte, e Singt den Herren, alle Stimmen, que encerra o oratório. Ao mesmo tempo, muitos musicólogos veem também neste oratório um prenúncio do Romantismo, especialmente na abertura sinfônica, chamada “A Representação do Caos”, utilizando estruturas melódicas adotadas mais tarde por Richard Wagner, bem como a dramaticidade instrumental de algumas passagens, típicas dos poemas sinfônicos de compositores como Hector Berlioz. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=sEStAAoZObY 

[4] N.T.: O Messias (Messiah) (HWV 56, 1741) é um oratório de Georg Friedrich Händel com 51 movimentos divididos em 3 partes, durando entre cerca 2h 15min e 2h 30min. Deve notar-se, desde já, que o tempo varia em função das diferentes interpretações (como qualquer outra composição musical que se mede por compassos e não por minutos).

Embora o 44.º movimento (o célebre “Aleluia”) seja reconhecível por qualquer pessoa (mesmo não sabendo a que obra pertence ou que compositor a escreveu), a obra “O Messias” não é tão conhecida na sua totalidade como merecia. A maior parte das vezes, os programas de concertos apenas escolhem alguns movimentos (recitativos, árias e corais), perdendo assim o sentido integral e unitário da obra. Se a “fama” e o grau de popularidade fossem critérios válidos de apreciação estética, considerar-se-ia a mais famosa criação de Händel. O nome do oratório foi tirado do conceito judaico e cristão de messias. Para os cristãos, o Messias é Jesus. O próprio Händel era um cristão (como, aliás, a esmagadora maioria da população da Europa Ocidental no séc. XVIII, embora as diferenças entre catolicismo e protestantismo fossem motivo de enormes cisões, guerras e orientações estéticas diferentes) devoto e a obra é uma apresentação da vida de Jesus e de seu significado de acordo com a doutrina cristã. Será necessário esclarecer essa aparente contradição entre “ter seguido a doutrina cristã” e “ter provocado acusações de blasfémia” por parte dos jornais ingleses.

É importante notar que o “Messias” é uma obra religiosa, mas não é sacra, isto é, trata de temas religiosos, mas não é uma música para ser tocada em contexto litúrgico. A Igreja, enquanto instituição, sempre foi conservadora no que respeita à liturgia, e esta não era concebida como um espetáculo. Daí a diferenciação que tem que ser efetuada entre a “ópera” enquanto género musical e o “oratório”. Por outro lado, as tradições musicais do sul da Europa (católico) e o norte (protestante) eram bastante diferentes. No sul, o barroco mostrava-se mais “espetacular” e “operático”, enquanto no norte, particularmente na Inglaterra, a simplicidade e depuração estilística constituíam a regra em termos litúrgicos. Mesmo dentro da Igreja, as opiniões divergiam no que respeitava ao “oratório”.

Mesmo que não houvesse lugar à encenação, a Igreja mais conservadora repudiava a prática do oratório, porque, afinal de contas, eram utilizadas escrituras sagradas para efeitos cénicos e espetáculo público. Foi em torno destas questões que alguns jornais ingleses mais conservadores consideraram a obra blasfêmica.

À parte destas questões, o “Messias” é, acima de tudo, uma obra imersa em espiritualidade. Para os crentes e fiéis é uma prova da mais fervorosa devoção e reforço na fé. Para os não-crentes, para além do desafio intelectual, o “Messias” condensa várias emoções espirituais, consideradas mais na esfera da humanidade que na da divindade. Para uns e outros, Händel almejou com a seu oratório um objeto imaterial de profundo e enorme prazer estético.

Apesar da obra ter sido concebida para a Páscoa e nela ter sido apresentada pela primeira vez, após a morte de Händel tornou-se tradição executar o oratório durante o Advento, o período preparatório para as festas do Natal, mais do que na Páscoa.

Os concertos de Natal quase sempre apresentam apenas a primeira parte do Messias junto ao coro “Aleluia”, no entanto algumas montagens apresentam toda a obra como um concerto de Natal. A obra é também executada no domingo de Páscoa e partes contendo temas da ressurreição são frequentemente incluídos nos serviços de Páscoa. A ária soprano “Sei que vive meu Redentor” é também frequentemente ouvida em funerais. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=lByxbjXK8fg

[5] N.T.: As paixões de J. S. Bach são peças musicais de grande profundidade e complexidade, que narram a história da paixão de Jesus Cristo, desde o seu julgamento até à sua morte e ressurreição. As duas principais paixões que sobreviveram, e que são amplamente consideradas suas obras-primas, são a “Paixão Segundo São Mateus” (BWV 244) e a “Paixão Segundo São João” (BWV 245).

A Paixão segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como Paixão segundo São Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e a Paixão segundo São João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=KNJZzXalO8Q

A Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão: Johannes-Passion) é um oratório sacro de Johann Sebastian Bach. A peça foi composta em Leipzig, no dia 7 de abril, vésperas da Sexta-Feira Santa de 1724.

A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho segundo São João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos e árias. Comparada com a Paixão segundo São Mateus, BWV 244, a Paixão Segundo São João tem sido descrita como mais destacada, com um andamento expressivo, às vezes mais solto e menos “acabado”.

A Paixão é uma obra de ocasião, e por regra, foi ouvida apenas uma única vez. Obra muito elaborada artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=vdh7Wf3Uq-s

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Luz e a Sombra: estertores da Era de Peixes, caminhando para a Era de Aquário

Na literatura Rosacruz encontramos uma frase de Max Heindel que surpreende pela sua atualidade: “Quanto mais intensa é a luz, mais forte é a sombra que ela projeta”. É uma metáfora do que percebemos nos tempos presentes. Esclareçamos, então.

Vivemos um momento especial na história da Humanidade. Muitos avanços científicos parecem tornar cada vez mais real a perspectiva da concretização de uma Fraternidade Universal.

Inovações tecnológicas estão eliminando barreiras que separam as pessoas, ao reduzir distâncias, promover a comunicação em tempo real e globalizar a economia e a cultura. O conceito de “on-line” possibilita agir e saber o que se passa no mundo todo em fração de segundos. Quando acompanhamos pelos meios de comunicação, por exemplo, a ocorrência de um conflito no Oriente Médio, de uma catástrofe natural na África ou de uma crise econômica na Europa podemos imaginar, de imediato, o sofrimento de milhões de pessoas. Ao mesmo tempo, tomamos conhecimento de que em várias partes do mundo já se registram movimentos solidários de socorro às vítimas e de que essa ajuda poderá chegar rapidamente, graças aos modernos meios de transporte.

Hoje, o conhecimento já não é mais privilégio de poucos. O acesso às redes sociais coloca a informação e a cultura ao alcance de bilhões de seres humanos. A interação em tempo real tende cada vez mais a anular as diferenças sociais, as barreiras linguísticas e a própria distância.

Mas, a luz irradiada por esse admirável mundo novo também projeta suas sombras, seus contrapontos.

Há que se empolgar menos e refletir mais, com isenção e espírito crítico, pois as sombras projetadas mostram que o retorno ao “paraíso perdido” ainda é um sonho muito distante.

O aperfeiçoamento dos meios de comunicação nos aproximou, porém não nos amenizou o individualismo egoísta. As guerras fratricidas por motivos religiosos ou étnicos nos fazem pensar sobre como a influência dos Espíritos de Raça ainda resiste ao impulso unificador do Cristo. A dor e o ódio não foram varridos da face da Terra.

Em resumo, a realização daqueles ideais acalentados pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz depende do esforço abnegado dos homens e das mulheres de boa vontade. A caminhada seguramente será muito árdua.

Encontramo-nos em uma fase de transição, nos estertores da Era de Peixes, caminhando para a Era Aquário. O conflito entre as duas influências é inevitável, provocando toda essa turbulência que observamos no mundo. O Esquema, a Obra e o Caminho de Evolução, porém, segue seu caminho, irresistivelmente, e conduzirá a todos nós para uma espiral superior.

Que as rosas floresçam em vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A importância do Estudante Rosacruz conhecer, apreciar e estudar a boa música para desenvolver a sua Mente Abstrata

A música desempenha e desempenhou um papel, desde o início, no desenvolvimento do grande Esquema de Evolução, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.

Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.

Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu esses ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra-se a esfera do som.

Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.

A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.

A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin, Bach e outros da mesma classe.

A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.

A música é composta de três elementos primários: melodia, harmonia e ritmo.

A melodia é composta de uma sucessão de sons harmoniosos sentidos pelos nervos auditivos que estão conectados ao cérebro – um órgão físico que contata a Mente. Portanto, é através do corpo mental que o Espírito é capaz de sentir a melodia produzida no plano físico. Um idiota ou uma pessoa insana não respondem à melodia.

A harmonia consiste em uma agradável mistura de sons e está relacionada aos sentimentos ou emoções. Sentimentos ou emoções são expressões do Corpo de Desejos, em consequência, a harmonia pode ter um efeito tanto sobre o ser humano como sobre os animais, uma vez que ambos possuem corpos de desejos.

O ritmo é um movimento medido e equilibrado, e é expresso pela força de vida que aciona gestos e outros movimentos físicos. O Corpo Vital absorve uma superabundância de força vital (energia solar) que passa para o Corpo Denso para mantê-lo vivo e em funcionamento. Daí o ritmo estar correlacionado ao Corpo Vital. As plantas têm um Corpo Vital e são sensíveis ao ritmo.

O ser humano tem dentro de seu cérebro sete cavidades que durante a vida são comumente consideradas vazias. Na realidade, estas cavidades estão cheias de uma essência do espírito, sendo que cada cavidade tem seu próprio tom e cor. Os tons produzidos por estas cavidades estão correlacionados àqueles dos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio.

As cavidades ou ventrículos, começando pela frente do cérebro, são:

(1) ventrículo olfativo,

(2) ventrículo lateral,

(3) terceiro ventrículo,

(4) quarto ventrículo,

(5) Corpo Pituitário,

(6) Glândula Pineal.

A sétima cavidade é o crânio, que reúne todos os elementos em um grande todo.

O Sistema Solar é um vasto instrumento musical. Assim como existem doze semitons na escala cromática, temos no céu doze Signos do Zodíaco. Assim como temos as sete teclas brancas ou tons no teclado do piano, temos os sete Planetas. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica, e os sete Planetas são as cordas influenciando a humanidade de diversas maneiras.

Na Bíblia notamos como a lira de sete cordas de Davi representa, astrologicamente, as notas chaves da corrente planetária sétupla. A nota chave de cada Planeta é composta da quintessência de seus sons reunidos. Uma amalgamação das tristezas e alegrias de nossa Terra, os sons de seus ventos e mares, o ritmo de todas as suas forças viventes combinadas, formam seu tom ou nota-chave. Da mesma maneira, e em escala sempre ascendente, soam as notas de toda a corrente planetária, sendo que sua união constitui a sublime Música das Esferas “… Não existe a menor orbe que observes que, em seu movimento, não cante como um Anjo”, assim escreveu o grande poeta iniciado, Shakespeare.

Esta música celestial é o produto daquele Verbo ao qual S. João se referia quando escreveu: “No início era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e nada do que foi feito, foi feito sem Ele.” (Jo 1:1-3).

 (Trecho do Livro “A Escala Musical e o Esquema de Evolução” – Art Taylor – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Tabernáculo no Deserto, o que foi e para que serve hoje: um resumo

Muitas vezes somos ensinados por meio da linguagem simbólica que, ao mesmo tempo, encobre e revela as verdades espirituais que devemos aprender e aplicar durante esse Esquema de Evolução.

Por exemplo, o Tabernáculo no Deserto – a primeira igreja que foi construída com o objetivo de começarmos a “nossa volta para Deus”, pois “d’Ele viemos para Deus voltaremos” – foi nos fornecido para que pudéssemos encontrar Deus, quando nos qualificássemos pelo serviço praticado e tivéssemos subjugado a nossa natureza inferior pelo “Eu superior”.

O “caminho de volta para Deus” tinha que ser começado a ser trilhado por nós, pois estávamos terminando a fase de Involução e começamos a fase de Evolução, o que indicou uma mudança de direção de: para frente e para baixo (rumo à conquista, consciente, da Região Química do Mundo Físico), para: para frente e para cima (rumo à conquista, consciente, da Região Etérica do Mundo Físico).

A localização do Tabernáculo no Deserto estava relacionada aos pontos cardeais, e foi colocado na direção leste para oeste (o Caminho da Evolução espiritual): leste a sua entrada (o portal do Átrio) e oeste onde estava o lugar mais sagrado do Tabernáculo: a Sala Oeste.

O Tabernáculo no Deserto foi construído e funcionou durante o início da Época Ária até os “tempos de Salomão”. A descrição dele está mostrada em detalhes no Antigo Testamento na Bíblia[1].

A natureza ambulante do Tabernáculo no Deserto (ele não permanecia somente em um lugar) é a representação simbólica da nossa natureza migratória, já que somos um eterno peregrino passando sempre do limite do tempo para a eternidade para voltar novamente (Ciclo de Nascimentos e Mortes).

Sob a aparência material e terrena, estava esquematizada uma representação de fatos celestiais e espirituais que continham instruções a todos os candidatos à Iniciação daquela época.

Antes que o símbolo do Tabernáculo no Deserto possa, hoje, realmente nos ajudar, devemos transferi-lo do espaço do deserto para o lar em nosso coração. Assim teremos alcançado o verdadeiro significado da espiritualidade. E aqui já vemos que não há nada exterior a nós que nos salva dessa condição que nos colocamos, mas sim no nosso interior, ou seja: não é o Cristo externo que nos salva, mas o Cristo Interno.

Vamos a um resumo do mobiliário do Tabernáculo no Deserto:

Vamos detalhar algumas peças e mobiliários do Tabernáculo no Deserto:

  • O Candelabro de Sete Braços ou o Candelabro de Ouro: ao sacerdote era exigido não permitir nunca que nenhuma lamparina se apagasse do candelabro. Todos os dias o sacerdote examinava uma a uma as lamparinas, limpava-as e as abastecia com azeite (Ex 25:31-40). Os três primeiros semicírculos do Candelabro representam os já passados Períodos de Saturno, Solar e Lunar. A haste central simboliza o atual Período Terrestre e a luz que precedia do Candelabro simbolizava o que devemos desenvolver dentro de nós (o Dourado Manto Nupcial, o nosso Corpo-Alma).
  • Os Pães da Proposição: duas pilhas de pães, cada uma com seis pães. Representavam as oportunidades para crescimento da alma, através dos doze Departamentos da vida, simbolizados pelas doze Casas do horóscopo, sob soberania das sagradas doze Hierarquias Divinas do Zodíaco.
  • O Altar de Incenso: o incenso queimado (doce aroma ao Senhor) representa as ações virtuosas de nossas vidas; o serviço amoroso e desinteressado para com os outros. Este Altar de Incenso era feito de Acácia (Ex 30:1-6), não podendo ser estranho ao recomendado e nem mesmo ser utilizado para outros propósitos (Ex 30:7-10).
  • A Arca da Aliança, que continha em seu interior: o Pote de ouro do maná (Maná = Ego; Pote de ouro = Aura dourada do Corpo-Alma); a Vara de Arão = Divina força criadora; as Tábuas da Lei = a emancipação de toda a influência externa.

Tendo percorrido os dois primeiros passos no caminho do Tabernáculo no Deserto, o Aspirante tinha acesso à Sala Leste, em cuja entrada pendia um Véu ou cortina nas cores azul (cor do Pai), vermelho (cor do Espírito Santo), púrpura (resultado do azul + vermelho) e o branco (que contém todas as cores). O amarelo (cor de Cristo) não estava presente de forma manifestada, mas oculto na composição da cor branca, mostrando-nos, assim, a realidade espiritual da Humanidade da época.

Se visualizarmos em nossa Mente a disposição dos objetos no interior do Tabernáculo, nitidamente perceberemos a sombra da cruz. Começando pelo Portão Oriental, havia o Altar dos Sacrifícios; um pouco além, em direção ao Tabernáculo mesmo, encontramos o Lavabo de Bronze, no qual os sacerdotes se lavavam logo depois de entrarem na Sala Leste do Tabernáculo no Deserto.

Encontramos no extremo esquerdo o Candelabro de Sete Braços; e no extremo direito a Mesa dos Pães da Proposição, os dois formando uma cruz no caminho que estamos seguindo ao longo e dentro do Tabernáculo. No centro, em frente ao segundo véu, encontramos o Altar de Incenso que forma o centro da cruz, enquanto a Arca da Aliança, colocada na parte mais ocidental (o Sanctum Sanctorum), representa a parte superior da cruz.

Desse modo, o símbolo do desenvolvimento espiritual, que é o nosso mais elevado ideal nos dias de hoje, já estava delineado no antigo templo de Mistérios.

S. Paulo em sua Epístola aos Hebreus (8:5), nos fala do tabernáculo como “… uma sombra das coisas celestiais …

Se visualizarmos em nossa Mente a disposição dos objetos no interior do Tabernáculo, perceberemos nitidamente a sombra da cruz.”

Quer ter mais detalhes do simbolismo do Tabernáculo no Deserto? Acesse o Livro Iniciação Antiga e Moderna – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Que as rosas floresçam em vossa cruz


[1] Livro do Êxodo: Capítulos de 25 a 40

25 — 1Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2 “Dize aos filhos de Israel que me tragam uma contribuição Tomareis a contribuição de todo homem cujo coração o mover a isso. 3Eis a contribuição que recebereis deles: ouro, prata e bronze; 4púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino e pêlos de cabra; 5peles de carneiro tingidas de vermelho, couro fino, e madeira de acácia; 6azeite para a lâmpada, aromas para o óleo de unção e para o incenso aromático; 7pedras de ônix, e pedras de engaste, para o efod e para o peitoral. 8Faze-me um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. 9Farás tudo conforme o modelo da Habitação e o modelo da sua mobília que irei te mostrar.

A Tenda e sua mobília. A Arca — 10 “Farás uma arca de madeira de acácia com dois côvados e meio de comprimento, um côvado e meio de largura e um côvado e meio de altura. 11Tu a cobrirás de ouro puro por dentro e por fora, e farás sobre ela uma moldura de ouro ao redor. 12Fundirás para ela quatro argolas de ouro, que porás nos quatro cantos inferiores da arca: 13Farás também varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro. 14E enfiarás os varais nas argolas aos lados da arca, para ser carregada por meio deles. 15Os varais ficarão nas argolas da arca, não serão tirados dela. 16E colocarás na arca o Testemunho que te darei. 17Farás também um propiciatório de ouro puro, com dois côvados e meio de comprimento e um côvado e meio de largura. 18Farás dois querubins de ouro, de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório; 19faze-me um dos querubins numa extremidade e o outro na outra farás os querubins formando um só corpo com o propiciatório, nas duas extremidades. 20Os querubins terão as asas estendidas para cima e protegerão o propiciatório com suas asas, um voltado para o outro. As faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. 21Porás o propiciatório em cima da arca; e dentro dela porás o Testemunho que te darei. 22Ali virei a ti, e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do Testemunho, falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

A Mesa dos Pães da Proposição — 23 “Farás uma mesa de madeira de acácia, com dois côvados de comprimento, um côvado de largura e um côvado e meio de altura. 24De ouro puro a cobrirás, e lhe farás uma moldura de ouro no redor. 25Far-lhe-ás ao redor um enquadramento com um palmo de largura, e ao redor do enquadramento uma moldura de ouro. 26Far-lhe-ás também quatro argolas de ouro, e as porás nos quatro cantos formados pelos quatro pés. 27Perto das molduras estarão as argolas, por onde passarão os varais para se carregar a mesa. 28Farás, pois, os varais de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro; por meio deles se carregará a mesa. 29Farás os seus pratos, as suas taças, as suas galhetas e os seus recipientes para as libações; de ouro puro os farás. 30E colocarás para sempre sobre a mesa, diante de mim, os pães da oblação.

O Candelabro de Ouro — 31 “Farás um candelabro de ouro puro; o candelabro, o seu pedestal e a sua haste serão em relevo; os seus cálices, os seus botões e flores formarão com ele uma só peça. 32Seis braços sairão dos seus lados: três braços do candelabro de um lado e três braços do candelabro do outro lado. 33Num braço haverá três cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor; e três cálices com formato de flor de amêndoa no outro braço, com botão e flor; assim serão os seis braços saindo do candelabro. 34Mas o candelabro mesmo terá quatro cálices com formato de flor de amêndoa, com botão e flor: 35um botão sob os dois primeiros braços que saem do candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob os dois últimos braços — assim se fará com estes seis braços que saem do candelabro. 36Os botões e os braços formarão uma só peça com o candelabro e tudo se fará com um bloco de ouro batido. 37Far-lhe-ás também sete lâmpadas. As lâmpadas serão elevadas de tal modo que alumiem defronte dele.38As suas espevitadeiras e os seus aparadores serão de ouro puro. 39Com um talento de ouro puro tu o farás e todos os seus acessórios. 40Vê, pois, e faze tudo conforme o modelo que te foi mostrado sobre a montanha.

26 A Habitação. As cortinas e os estofos

 — 1 “Farás a Habitação com dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim; tu as farás com querubins bordados. 2O comprimento de cada cortina será de vinte e oito côvados e a largura de quatro côvados, e todas as cortinas terão o mesmo tamanho. 3Cinco das cortinas estarão unidas uma com a outra; e as outras cinco cortinas também estarão unidas uma com a outra. 4Farás laços de púrpura violeta na franja da primeira cortina que está na extremidade do conjunto; e farás o mesmo na franja da cortina que está na extremidade do segundo conjunto. 5Farás cinquenta laçadas na primeira cortina, e cinquenta laçadas na extremidade da cor tina que está no segundo conjunto. As laçadas se corresponderão mutuamente. 6Farás também cinquenta colchetes de ouro e unirás as cortinas uma com a outra por meio de colchetes, de modo que a Habitação venha a ser um todo. 7Farás cortinas de pêlo de cabra como tenda que esteja sobre a Habitação; farás onze delas. 😯 comprimento de cada cortina será de trinta côvados, e sua largura de quatro côvados; as onze cortinas terão a mesma medida. 9Unirás cinco cortinas em uma peça e seis cortinas em outra, e dobrarás a sexta cortina sobre a parte anterior da tenda. 10Farás cinquenta laçadas na franja da primeira cortina, na extremidade do primeiro conjunto, e outras cinquenta laçadas na franja da cortina do segundo conjunto. 11Farás assim também, cinquenta colchetes de bronze e introduzirás os colchetes nas laçadas, para unir a tenda que assim formará um todo. 12A parte que restar das cortinas da tenda, a metade da cortina que sobrar, penderá na parte posterior da habitação. 13O côvado que sobrar de um lado e o côvado que sobrar do outro lado, ao longo das cortinas da tenda, penderá dos dois lados da Habitação, de cá e de lá, para cobri-la. 14Farás para a tenda uma cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e uma cobertura de couro fino por cima.

A armação — 15 “Farás também para a Habitação tábuas de madeira de acácia, que serão colocadas verticalmente. 16Cada tábua terá dez côvados de comprimento e um côvado e meio de largura. 17Cada tábua terá dois encaixes, travados um com o outro; assim farás com todas as tábuas da Habitação. 18Disporás as tábuas para a Habitação: vinte tábuas para o lado do Negueb, para o sul. 19Farás quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua, para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo de outra tábua, para os seus dois encaixes. 20No outro lado da Habitação, do lado do norte, haverá vinte tábuas 21e as suas quarenta bases de prata, duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo de outra tábua. 22Para o fundo da Habitação, do lado do mar, farás seis tábuas, 23e farás outras duas tábuas para os cantos do fundo da Habitação. 24Estarão unidas pela parte debaixo, e ficarão unidas até a parte de cima, na altura da primeira argola: assim se fará com as duas tábuas, serão duas para cada um dos dois cantos. 25Serão, pois, oito tábuas com nas bases de prata, dezesseis bases: duas bases debaixo de uma tábua e luas debaixo de outra tábua. 26Farás travessas de madeira de acácia: cinco para as tábuas de um lado da Habitação, 27cinco para as tábuas do outro lado da Habitação, e igualmente cinco travessas para as tábuas do lado posterior da Habitação, do lado do mar. 28A travessa central esteja na metade das tábuas, atravessando-as de um extremo ao outro. 29Cobrirás de ouro as tábuas, e de ouro farás as suas argolas, pelas quais hão de passar as travessas; e cobrirás também de ouro as travessas. 30Levantarás a Habitação segundo o modelo que te foi mostrado na montanha.

O véu — 31 “Farás também um véu de púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido; farás nele um bordado com figuras de querubins. 32Tu o colocarás sobre quatro colunas de acácia recobertas de ouro, munidas de ganchos de ouro, assentadas sobre quatro bases de prata. 33Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá, para dentro do véu, a arca do Testemunho. O véu vos servirá de separação entre o Santo e o Santo dos Santos. 34Porás o propiciatório sobre a arca do Testemunho, no Santo dos Santos. 35A mesa, porém, a porás fora do véu, e o candelabro frente a ela, no lado sul da Habitação; a mesa, ao contrário, a porás no lado norte. 36Farás também, para a entrada da tenda, uma cortina de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido, obra de bordador. 37Para esta cortina farás cinco colunas de acácia, que recobrirás de ouro, com os seus ganchos também de ouro, e fundirás para elas cinco bases de bronze.

27 O Altar dos Sacrifícios ou o Altar dos Holocaustos

 — 1 “Farás o altar de madeira de acácia; com cinco côvados de comprimento e cinco côvados de largura, o altar será quadrado; a sua altura será de três côvados. 2Dos quatro lados farás levantar chifres, que formarão uma só peça com o altar; e o cobrirás de bronze. 3Far-lhe-ás, também recipientes para recolher a gordura incinerada; e pás, bacias para a aspersão, garfos e braseiros; farás todos esses acessórios de bronze. 4Far-lhe-ás também uma grelha de bronze, em forma de rede, e farás quatro argolas de bronze nos quatro cantos da grelha, 5e as porás sob o rebordo do altar, embaixo, de maneira que ela chegue até o meio do altar. 6Farás também varais para o altar, varais de madeira de acácia, e os cobrirás de bronze. 7Os varais se enfiarão nas argolas, de modo que os varais estejam dos dois lados do altar, quando for transportado. 8Oco e de tábuas o farás; como te foi mostrado na montanha, assim o farás.

O átrio — 9 “Farás também o átrio da Habitação. Para o lado do Negueb, do lado do sul, o átrio terá cortinas de linho fino retorcido; o comprimento delas será de cem côvados (para o primeiro lado). 10As suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze; os ganchos das colunas e suas vergas serão de prata. 11Do mesmo modo para o lado norte, as cortinas terão cem côvados de comprimento; as suas vinte colunas e as suas vinte bases serão de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas serão de prata. 12A largura do átrio, do lado do mar, será de cinquenta côvados de cortinas, com as suas dez colunas e com as suas dez bases. 13A largura do átrio, do seu lado leste, a oriente, será de cinquenta côvados, 14quinze côvados de cortinas para um lado da entrada, com as suas três colunas e as suas três bases, 15e quinze côvados de cortinas para o outro lado da entrada, com as suas três colunas e as suas três bases. 16Na entrada do átrio haverá um véu adamascado de vinte côvados, de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido; as suas colunas serão quatro e as suas bases, quatro. 17Todas as colunas em torno do átrio estarão unidas com vergas de prata, os seus ganchos serão de prata, e as suas bases de bronze. 18O comprimento do átrio será de cem côvados, sua largura de cinquenta côvados e a sua altura de cinco côvados. Todas as cortinas serão de linho fino retorcido, e as suas bases, de bronze. 19Todos os acessórios para o serviço geral da Habitação, todas as suas estacas e todas as estacas do átrio serão de bronze.

O azeite para o candelabro — 20 “Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de olivas amassadas para o candelabro, para que haja uma lâmpada continuamente acesa. 21Aarão e os seus filhos colocarão esta lâmpada na Tenda da Reunião, fora do véu que está diante do Testemunho, para que ela queime desde a tarde até a manhã perante Iahweh. É um decreto perpétuo para as gerações dos filhos de Israel.

28 As vestimentas dos sacerdotes

 — 1 “Farás aproximar de ti, dentre os filhos de Israel, Aarão teu irmão e os seus filhos com ele, para que sejam meus sacerdotes: Aarão, Nadab, Abiú, Eleazar e Itamar, filhos de Aarão. 2Farás para Aarão, teu irmão, vestimentas sagradas para esplendor e ornamento. 3Dirás a todas as pessoas hábeis, a quem enchi de espírito de sabedoria, que façam vestimentas para Aarão, para consagrá-lo ao exercício do meu sacerdócio. 4Eis as vestimentas que farão: um peitoral, um efod, um manto, uma túnica bordada, um turbante e um cinto. Farão vestimentas sagradas para o teu irmão Aarão e para os seus filhos, a fim de que exerçam o meu sacerdócio. 5Empregarão ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino.

O efod — 6 “Farão o efod bordado de ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 7Duas ombreiras nele serão fixadas; ele aí será fixado por suas duas extremidades. 😯 cinto que está por cima dele para sustentá-lo, formando uma só peça com ele, será do mesmo trabalho: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 9Tomarás duas pedras de ônix e gravarás nelas os nomes dos filhos de Israel. 10Seis nomes em uma e os outros seis na outra, por ordem de nascimento. 11Como faz quem trabalha a pedra para a incisão de um selo, gravarás nas duas pedras os nomes dos filhos de Israel, engastadas com ouro ao redor as farás. 12Porás as duas pedras nas ombreiras do efod, como memorial para os filhos de Israel; e Aarão levará os seus nomes sobre os ombros à presença de Iahweh, para memória. 13Farás também engastes de ouro 14e duas correntes de ouro puro, trançadas como um cordão, e fixarás as correntes assim trançadas nos engastes.

O peitoral — 15 “Farás o peitoral do julgamento; tu o farás bordado como o efod, de ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 16Será quadrado e duplo, com um palmo de comprimento e um palmo de largura. 17Colocarás nele engastes de pedras dispostas em quatro filas: uma sardônica, um topázio e uma esmeralda na primeira fileira; 18na segunda: um carbúnculo, uma safira e um diamante; 19a terceira fileira será de jacinto, ágata e ametista; 20na quarta fileira: berilo, ônix e jaspe; elas serão guarnecidas de ouro nos seus engastes. 21 As pedras corresponderão aos nomes dos filhos de Israel: doze, como os seus nomes; estarão gravadas como os selos, cada uma com o seu nome segundo as doze tribos. 22Farás para o peitoral correntes trançadas como um cordão, de ouro puro, 23e farás para o peitoral duas argolas de ouro, e as porás nas extremidades do peitoral. 24Passarás as duas correntes de ouro pelas duas argolas, nas extremidades do peitoral. 25Fixarás as duas pontas das correntes nos dois engastes, e as porás nas ombreiras do efod, na sua parte dianteira. 26Farás duas argolas de ouro e as porás nas duas pontas do peitoral, na sua orla interior, junto ao efod. 27Farás igualmente duas argolas de ouro, e as porás nas duas ombreiras do efod, na sua parte inferior dianteira, perto de sua juntura sobre o cinto do efod. 28Prender-se-á o peitoral, através de suas argolas, às argolas do efod, com um cordão de púrpura violeta, para que ele fique por cima do cinto do efod e não possa desprender-se do efod. 29Assim Aarão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do julgamento, sobre o coração, quando entrar no santuário, para memória diante de Iahweh, continuamente. 30Porás também no peitoral do julgamento o Urim e o Tummim, para que estejam sobre o coração de Aarão quando entrar na presença de Iahweh, e Aarão levará sobre seu coração o julgamento dos filhos de Israel diante de Iahweh, continuamente.

O manto — 31 “Farás o manto do efod todo de púrpura violeta. 32No meio dele haverá uma abertura para a cabeça; essa abertura será debruada como a abertura de um colete, para que não se rompa. 33Ao redor da sua orla inferior porás romãs de púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, e linho fino retorcido, e entre elas, em todo o redor, campainhas de ouro. 34Haverá em toda a orla do manto uma campainha de ouro e uma romã, outra campainha de ouro e outra romã. 35Aarão o vestirá para oficiai para que se ouça o seu sonido quando entrar no santuário diante de Iahweh, ou quando sair, e assim não morra.

O sinal da consagração — 36 “Farás uma flor de ouro puro, na qual gravarás, como se gravam os selos: ‘Consagrado a Iahweh.’ 37Atá-la-ás com um cordão de púrpura violeta, de maneira que esteja sobre o turbante: deverá estar na sua parte dianteira. 38Ela estará sobre a fronte de Aarão, e Aarão carregará a iniquidade concernente às coisas santas, que os filhos de Israel consagrarão em todas as suas santas oferendas. Estará continua mente sobre a sua fronte, para obter para eles favor diante de Iahweh. 39Tecerás uma túnica de linho fino, farás um turbante de linho fino e um cinto com trabalho de bordador.

Vestimentas dos sacerdotes — 40 “Para os filhos de Aarão farás túnicas e cintos. Far-lhes-ás também barretes para esplendor e ornamento. 41E com isso vestirás a Aarão, teu irmão, bem como a seus filhos. Depois os ungirás, dar-lhes-ás a investidura e os consagrarás para que exerçam o meu sacerdócio. 42Faze-lhes também calções de linho para cobrir a sua nudez: irão da cintura às coxas. 43Aarão e seus filhos os vestirão quando entrarem na Tenda da Reunião, ou quando se aproximarem do altar para ministrar no santuário, a fim de não incorrerem em pecado e não morrerem. Isto será um decreto perpétuo para Aarão e para a sua posteridade depois dele.

29 Consagração de Aarão e de seus filhos. Preparação

 — 1 “Eis o que farás com eles para consagrá-los ao meu sacerdócio. Tomarás um bezerro e dois carneiros sem mancha, 2pães ázimos, bolos ázimos, amassados com azeite, obréias ázimas untadas com azeite. Com flor de farinha de trigo os farás, 3e os porás num cesto e nos cestos os trarás; trarás também o bezerro e os dois carneiros.

Purificação, investidura e unção — 4 “Farás Aarão e os seus filhos se aproximarem da entrada da Tenda da Reunião e os lavarás com água. 5Tomarás as vestimentas e porás em Aarão a túnica, o manto, o efod e o peitoral, e o cingirás com o cinto do efod. 6Pôr-lhe-ás o turbante na cabeça, e sobre o turbante o sinal da santa consagração. 7Tomarás do óleo da unção e, derramando-o sobre a cabeça dele, o ungirás. 8Do mesmo modo, farás se aproximarem os seus filhos e os revestirás túnicas, 9e os cingirás com o cinto e lhes porás os barretes. O sacerdócio lhes pertencerá então por um decreto perpétuo. Assim farás a investidura de Aarão e de seus filhos.

Oferendas — 10 “Farás o bezerro chegar diante da Tenda da Reunião, e Aarão e seus filhos porão a mão sobre a cabeça do bezerro. 11Imolarás o bezerro diante de Iahweh, na entrada da Tenda da Reunião. 12Tomarás parir do sangue do bezerro e com o dedo o porás sobre os chifres do altar, derramando o resto do sangue ao pé do altar. 13Tomarás toda a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins com a gordura que os envolve e farás subir o seu suave odor sobre o altar. 14Mas, queimarás fora do acampamento a carne do bezerro, juntamente com o pêlo o excremento. É um sacrifício pelo pecado. 15Tomarás depois um dos carneiros, e Aarão com seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 16Imolarás o carneiro, tomarás o seu sangue e o jogarás sobre o altar, todo ao redor. 17Partirás o carneiro em pedaços e, lavadas as entranhas e as pernas, tu as porás sobre os pedaços e sobre a cabeça. 18Assim, queimarás todo o carneiro, fazendo subir a sua fumava sobre o altar. É um holocausto para Iahweh. É um perfume de suave odor, uma oferta queimada para Iahweh. 19Tomarás depois o segundo carneiro, e Aarão com seus filhos porão as mãos sobre a cabeça dele. 20Imolarás o carneiro, tomarás um pouco de seu sangue e o porás sobre a ponta da orelha direita de Aarão e sobre a ponta da orelha direita dos seus filhos, sobre o polegar das suas mãos direitas, como também sobre o polegar dos seus pés direitos; o restante do sangue, tu o jogarás sobre o altar, todo ao redor. 21 “Tomarás então do sangue que está sobre o altar, e do óleo da unção, e os espargirás sobre Aarão e suas vestimentas, e sobre seus filhos e as vestimentas dos seus filhos; assim eles serão consagrados; ele e as suas vestimentas, assim como os seus filhos e as suas vestimentas.

A investidura dos sacerdotes — 22 “Depois tomarás, do carneiro, a gordura, a cauda, a gordura que cobre as entranhas, o redenho do fígado, os dois rins e a gordura que está nele, e a coxa direita, porque é o carneiro da investidura. 23Tomarás também um pão, um bolo untado no azeite e uma obréia do cesto dos pães ázimos que está diante de Iahweh. 24Porás tudo isso nas palmas das mãos de Aarão e dos seus filhos, e farás o gesto de apresentação diante de Iahweh. 25Em seguida, os tomarás de suas mãos e os farás subir em fumaça sobre o altar, sobre o holocausto, em suave odor diante de Iahweh. É uma oferta queimada para Iahweh. 26Tomarás o peito do carneiro da investidura de Aarão e farás com ele o gesto de apresentação diante de Iahweh. E essa será a tua porção. 27Consagrarás o peito que foi apresentado, e a coxa da porção que foi tirada, o que se tirou do carneiro da investidura, que é de Aarão e de seus filhos. 28Isto será, segundo um decreto perpétuo, o que Aarão e seus filhos receberão dos filhos de Israel, porque é uma apresentação: a apresentação a Iahweh, feita pelos filhos de Israel sobre os seus sacrifícios de comunhão É uma apresentação para Iahweh. 29As vestimentas sagradas de Aarão passarão depois dele para os seus filhos, que as vestirão quando da sua unção e da sua investidura. 30Durante sete dias ele as vestirá, aquele dentre os filhos de Aarão que for sacerdote depois dele e que entrar na Tenda da Reunião para servir no santuário.

Refeição sagrada — 31 “Tomarás depois o carneiro da investidura e farás cozinhar a sua carne num lugar sagrado. 32Aarão e os seus filhos comerão da carne do carneiro e do pão que está no cesto, à entrada da Tenda da Reunião. 33Comerão do que serviu para fazer a expiação por eles, quando da sua investidura e consagração. Nenhum profano comerá disso, porque são coisas sagradas. 34Se ficar para o dia seguinte parte da carne do sacrifício de investidura ou dos pães, a queimarás ao fogo; não se comerá, porque é coisa sagrada. 35Assim, pois, farás a Aarão e a seus filhos, conforme tudo o que te ordenei. Sete dias durará o rito da investidura deles.

A consagração do altar dos holocaustos — 36 “Cada dia oferecerás também um bezerro em sacrifício pelo pecado, em expiação. Oferecerás pelo altar um sacrifício pelo pecado, quando fizeres por ele a expiação, e o ungirás para consagrá-lo. 37Durante sete dias farás a expiação pelo altar, e o consagrarás; assim, o altar será santíssimo, e tudo o que o tocar será santificado.

Holocausto cotidiano — 38 “Eis o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros machos de um ano, cada dia, e de modo perpétuo. 39Oferecerás um desses cordeiros pela manhã e o outro ao crepúsculo. 40Com o primeiro cordeiro oferecerás a décima parte de um efá de flor de farinha amassada com a quarta parte de um him de azeite de olivas amassadas, e para libação a quarta parte de um him de vinho. 41Oferecerás o segundo cordeiro ao crepúsculo; tu o oferecerás com uma oblação e uma libação semelhante à da manhã: em suave odor, em oferenda queimada para Iahweh. 42Este será o holocausto perpétuo por todas as vossas gerações, à entrada da Tenda da Reunião, diante de Iahweh, onde me comunicarei convosco, para falar contigo. 43Ali virei me encontrar com os filhos de Israel, e o lugar ficará santificado por minha glória. 44Santificarei a Tenda da Reunião e o altar. Consagrarei também Aarão e os seus filhos para que exerçam o meu sacerdócio. 45Habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. 46E eles conhecerão que eu sou Iahweh, o seu Deus, que os fez sair do país do Egito para habitar no meio deles, eu, Iahweh, o seu Deus.

30 O Altar do Incenso

 — 1 “Farás também um altar para queimares nele o incenso, de madeira de acácia o farás. 2Terá um côvado de comprimento e um de largura, será quadrado, e terá a altura de dois côvados e meio; os chifres formarão uma só peça com ele. 3Cobrirás de ouro puro a sua parte superior, as paredes ao redor e os chifres; e lhe farás uma moldura de ouro ao redor. 4Far-lhe-ás duas argolas de ouro debaixo da moldura, de ambos os lados as farás; nelas se enfiarão os varais para se levar o altar. 5Farás os varais de madeira de acácia e os cobrirás de ouro. 6Porás o altar defronte do véu que está diante da arca do Testemunho — diante do propiciatório que está sobre o Testemunho — onde me encontrarei contigo. 7Aarão fará fumegar sobre ele o incenso aromático; cada manhã, quando preparar as lâmpadas, ele o fará fumegar. 8Quando Aarão acender as lâmpadas, ao crepúsculo, o fará fumegar. Será um incenso perpétuo diante de Iahweh, pelas vossas gerações. 9Não oferecereis sobre ele incenso profano, nem holocausto, nem oblação, nem derramareis sobre ele nenhuma libação. 10Uma vez no ano Aarão realizará sobre os chifres do altar o rito da expiação: com o sangue do sacrifício pelo pecado, no dia da Expiação, uma vez por ano, ele fará a expiação por si, pelas vossas gerastes. Está consagrado de modo especial a Iahweh”.

O tributo para o culto — 11Iahweh falou a Moisés, dizendo: 12 “Quando o fizeres o recenseamento dos filhos de Israel, cada um pagará a Iahweh um resgate por sua pessoa, para que não haja entre eles nenhuma praga, quando os recenseares. 13Todo o que estiver submetido ao recenseamento dará meio siclo, na base do siclo do santuário: vinte geras por siclo. Esse meio siclo é o seu tributo a Iahweh. 14Todo o que estiver sujeito ao recenseamento, de vinte anos para cima, dará o tributo a Iahweh. 15O rico não dará mais e o pobre não dará menos do que meio siclo, ao pagar o tributo a Iahweh em resgate por vossas pessoas. 16Tomarás o dinheiro do resgate dos filhos de Israel e o entregarás para o serviço da Tenda da Reunião; ele será para os filhos de Israel um memorial diante de Iahweh, para o resgate de vossas pessoas”.

A bacia ou o Lavabo de Bronze — 17Iahweh falou a Moisés, dizendo: 18 “Farás uma bacia de bronze, com a base, também, de bronze, para as abluções. Colocá-la-ás entre a Tenda da Reunião e o altar, e a encherás de água, 19com a qual Aarão e os seus filhos lavarão as mãos e os pés. 20Quando entrarem na Tenda da Reunião, lavar-se-ão com água, para que não morram, e, também, quando se aproximarem do altar para oficiar, para fazer fumegar uma oferenda queimada para Iahweh. 21Lavarão as mãos e os pés, e não morrerão. Isto será um decreto perpétuo para ele e para a sua descendência, de geração em geração”.

O óleo da unção — 22Iahweh falou a Moisés, dizendo: 23 “Quanto a ti, procura bálsamo de primeira qualidade: quinhentos siclos de mirra virgem; a metade, ou seja, duzentos e cinquenta, de cinamono balsâmico, e outro duzentos e cinquenta de cálamo balsâmico; 24quinhentos siclos de cássia, segundo o peso do siclo do santuário, e um him de azeite de oliveira. 25Com tudo isso farás um óleo para a unção sagrada, um perfume aromático, trabalho de perfumista. Será o óleo para a unção sagrada. 26Com ele, ungirás a Tenda da Reunião e a arca do Testemunho, 27a mesa com todos os seus acessórios, o candelabro com todos os seus acessórios, o altar dos perfumes, 28o altar dos holocaustos com todos os seus acessórios, e a bacia com a sua base. 29Consagrarás essas coisas e serão muito santas; quem as tocai ficará santificado. 30Ungirás também a Aarão e a seus filhos e os consagrarás para que exerçam o sacerdócio em minha honra. 31E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Isto será para vós e para as vossas gerações um óleo de unção sagrada. 32Não será derramado sobre o corpo de nenhum homem e, quanto à sua composição, não fareis outro semelhante a ele. Isto é coisa sagrada, coisa sagrada para vós. 33Quem fizer um outro parecido e colocá-lo sobre um profano, será retirado do seu povo”.

O perfume — 34Iahweh disse a Moisés: “Procura aromas: estoraque, craveiro e gálbano, aromas e incenso puro: cada um em quantidade igual. 35Com eles, farás um perfume, uma composição aromática, obra de perfumista, misturando com sal puro e santo. 36Pulverizarás uma parte dele e a colocarás diante do Testemunho, na Tenda da Reunião, onde me encontro contigo, e será para vós uma coisa muito santa. 37Não fareis para vós nenhum perfume de composição semelhante à que deves fazer. Será para vós coisa santa, consagrada a Iahweh. 38Quem fizer um como este, para o cheirar, será retirado do seu povo”.

31 Os operários do santuário

 — 1Iahweh falou a Moisés, dizendo:  2 “Eis que chamei pelo nome a Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. 3Eu o enchi com o espírito de Deus em sabedoria, entendimento e conhecimento para toda espécie de trabalho, 4para elaborar desenhos, para trabalhar em ouro, prata e bronze, 5para lapidação de pedras de engaste, para entalho de madeira, e para realizar toda espécie de trabalhos. 6Eis que lhe dou por companheiro Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã; coloquei a sabedoria no coração de todos os homens de coração sábio, para que façam tudo o que te ordenei: 7a Tenda da Reunião, a arca do Testemunho, o propiciatório que está sobre ela e toda a mobília da Tenda; 8a mesa com todos os seus acessórios, o candelabro de ouro puro com todos os seus acessórios, o altar do incenso, 9o altar do holocausto com todos os seus acessórios, a bacia com a sua base; 10as vestimentas litúrgicas, as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão e as vestimentas dos seus filhos para o exercício do sacerdócio; 11o óleo da unção e o incenso para o santuário. Farão tudo de acordo com o que te ordenei”.

Repouso sabático — 12Iahweh disse a Moisés: 13 “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Observareis de verdade os meus sábados, porque são um sinal entre mim e vós em vossas gerações, a fim de que saibais que eu sou Iahweh, o que vos santifica. 14Observareis, pois, o sábado, porque é uma coisa santa para vós. Quem o profanar será castigado com a morte. Todo o que realizar nele algum trabalho será retirado do meio do povo. 15Durante os dias poder-se-á trabalhar; no sétimo dia, porém, se fará repouso absoluto, em honra de Iahweh. Todo aquele que trabalhar no dia do sábado deverá ser morto. 16Os filhos de Israel observarão o sábado, celebrando-o de geração em geração, como uma aliança eterna. 17Será um sinal perpétuo entre mim e os filhos de Israel, porque em seis dias Iahweh fez os céus e a terra; no sétimo dia, porém, descansou e tomou alento”.

Entrega das tábuas da lei a Moisés — 18Quando ele terminou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou-lhe as duas tábuas do Testemunho, tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus.

5. O BEZERRO DE OURO E A RENOVAÇÃO DA ALIANÇA

32 O bezerro de ouro

 — 1Quando o povo viu que Moisés tardava em descer da montanha, congregou-se em torno de Aarão e lhe disse: “Vamos, faze-nos um deus que vá à nossa frente, porque a esse Moisés, a esse homem que nos fez subir da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. 2Aarão respondeu-lhes: “Tirai os brincos de ouro das orelhas de vossas mulheres, de vossos filhos e filhas, e trazei-mos”. 3Então todo o povo tirou das orelhas os brincos e os trouxeram a Aarão. 4Este recebeu o ouro das suas mãos, o fez fundir em um molde e fabricou com ele uma estátua de bezerro. Então exclamaram: “Este é o teu Deus, ó Israel, o que te fez subir da terra do Egito”. 5Quando Aarão viu isso, edificou um aliar diante da estátua e fez esta proclamação: “Amanhã será festa para Iahweh”. 6No dia seguinte, levantaram-se cedo, ofereceram holocaustos e trouxeram sacrifícios de comunhão. O povo assentou-se para comer e para beber, depois se levantou para se divertir.

Iahweh avisa Moisés — 7Iahweh disse a Moisés: “Vai, desce, porque o teu povo, que fizeste subir da terra do Egito, perverteu-se. 8Depressa se desviaram do caminho que eu lhes havia ordenado. Fizeram para si um bezerro de metal fundido, o adoraram, lhe ofereceram sacrifícios e disseram: Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir do país do Egito”. 9Iahweh disse a Moisés: “Tenho visto a este povo: é um povo de cerviz dura. 10Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles a minha ira e eu os consuma; e farei de ti uma grande nação”.

Oração de Moisés — 11Moisés, porém, suplicou a Iahweh, seu Deus, e disse: “Por que, ó Iahweh, se acende a tua ira contra o teu povo, que fizeste sair do Egito com grande poder e mão forte? 12Por que os egípcios haveriam de dizer: ‘Ele os fez sair com engano, para matá-los nas montanhas e exterminá-los da face da terra’? Abranda o furor da tua ira e renuncia ao castigo que pretendias impor ao teu povo. 13Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaac e Israel, aos quais juraste por ti mesmo, dizendo: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas do céu, e toda a terra que vos prometi, dá-la-ei a vossos filhos para que a possuam para sempre”. 14Iahweh, então, desistiu do castigo com o qual havia ameaçado o povo,

Moisés quebra as tábuas da Lei — 15Moisés voltou-se e desceu da montanha com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas nos dois lados: estavam escritas em uma e outra superfície. 16As tábuas eram obra de Deus, e a escritura era obra de Deus, gravada nas tábuas. 17Josué ouviu o barulho do povo que dava gritos e disse a Moisés: “Há um grito de guerra no acampamento”. 18Respondeu ele: “Não são gritos de vitória, nem gritos de derrota: o que ouço são cantos alternados”. 19Quando se aproximou do acampamento e viu o bezerro e as danças, Moisés acendeu-se em ira; lançou das mãos as tábuas e quebrou-as no sopé da montanha. 20Pegou o bezerro que haviam feito, queimou-o e triturou-o até reduzi-lo a pó miúdo, que espalhou na água e fez os filhos de Israel beberem. 21Moisés disse a Aarão: “Que fez este povo para atrair sobre si um pecado tão grave?”. 22Aarão respondeu: “Que não se acenda a cólera do meu senhor; tu sabes quanto este povo é inclinado para o mal. 23Eles me disseram: ‘Faze-nos um deus que marche à nossa frente, porque a esse Moisés, o homem que nos fez subir do país do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu.’ 24Eu disse: ‘Quem tiver ouro, tire-o.’ Eles mo deram; eu o lancei no fogo e saiu esse bezerro”.

O zelo dos Levitas — 25Moisés viu que o povo estava desenfreado, porque Aarão os havia abandonado à vergonha no meio dos seus inimigos. 26Moisés ficou de pé no meio do acampamento e exclamou: “Quem for de Iahweh venha até mim!”. Todos os filhos de Levi reuniram-se em torno dele. 27Ele lhes disse: “Assim fala Iahweh, o Deus de Israel: Cinja, cada um de vós, a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo acampamento, de porta em porta, e mate, cada qual, a seu irmão, a seu amigo, a seu parente”. 28Os filhos de Levi fizeram segundo a palavra de Moisés, e naquele dia morreram do povo uns três mil homens. 29Moisés então disse: “Hoje recebestes a investidura para Iahweh, cada qual contra o seu filho e o seu irmão, para que ele vos conceda hoje a bênção”.

Nova oração de Moisés — 30No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Vós cometestes um pecado grave. Todavia, vou subir a Iahweh para tratar de expiar o vosso pecado”. 31Voltou, pois, Moisés a Iahweh e disse: “Este povo cometeu um grave pecado ao fabricar um deus de ouro. 32Agora, pois se perdoasses o seu pecado… Se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste”.33Iahweh respondeu a Moisés: “Riscarei do meu livro todo aquele que pecou contra mim. 34Vai, pois, agora, e conduze o povo para onde eu te disse. Eis que o meu Anjo irá adiante de ti. Mas, no dia da minha visita, eu punirei o pecado deles”. 35E Iahweh castigou o povo pelo que havia feito com o bezerro fabricado por Aarão.

33 A ordem para a partida

 — 1Iahweh disse a Moisés: “Vai, sobe daqui, tu e o povo que fizeste subir do Egito, para a terra que prometi com juramento a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: Eu a darei à tua descendência. 2Enviarei adiante de ti um anjo e expulsarei os cananeus, os amorreus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 3Sobe para uma terra que mana leite e mel. Eu não subirei no meio de ti, porque és povo de cerviz dura, para não te exterminar no meio do caminho”. 4Quando o povo ouviu essas duras palavras, pôs-se a prantear, e nenhum deles pôs os seus enfeites. 5Iahweh disse a Moisés: “Dize aos filhos de Israel: sois um povo de cerviz dura; se por um momento subisse em vosso meio, eu vos exterminaria. Agora, pois, retirai os vossos enfeites, para saber o que devo fazer-vos”. 6Então, desde o monte Horeb os filhos de Israel deixaram os seus enfeites.

A Tenda — 7Moisés tomou a Tenda e a armou para ele, fora do acampamento, longe do acampamento. Haviam-lhe dado o nome de Tenda da Reunião. Quem quisesse interrogar a Iahweh ia até a Tenda da Reunião, que estava fora do acampamento. 8Quando Moisés se dirigia para a Tenda, todo o povo se levantava, cada um permanecia de pé, na entrada da na tenda, e seguia Moisés com o olhar, até que ele entrasse na Tenda. 9E acontecia que quando Moisés entrava na Tenda, baixava uma coluna de nuvem, parava à entrada da Tenda, e Ele falava com Moisés. 10Quando o povo via a coluna de nuvem parada à entrada da Tenda, todo o povo se levantava e cada um se prosternava à porta da própria tenda. 11Iahweh, então falava com Moisés face a face, como um homem fala com o outro. Depois ele voltava para o acampamento. Mas seu servidor Josué, filho de Nun, moço ainda, não se afastava do interior da Tenda.

Oração de Moisés — 12Moisés disse a Iahweh: “Tu me disseste: ‘Faze subir este povo’, mas não me revelaste quem mandarás comigo. Contudo disseste: ‘Conheço-te pelo nome, e encontraste graça aos meus olhos.’ 13Agora, pois, se encontrei graça aos teus olhos, mostra-me o teu caminho, e que eu te conheça e encontre graça aos teus olhos; e considera que esta nação é teu povo”. 14Iahweh disse: “Eu mesmo irei e te darei descanso”. 15Disse Moisés: “Se não vieres tu mesmo, não nos faças sair daqui. 16Como se poderá saber que encontramos graça aos teus olhos, eu e o teu povo? Não será pelo fato de ires conosco? Assim seremos distintos, eu e o teu povo, de todos os povos da face da terra”. 17Iahweh disse a Moisés: “Farei ainda o que disseste porque encontraste graça aos meus olhos e conheço-te pelo nome”.

Moisés sobre a montanha — 18Moisés respondeu a Iahweh: “Rogo-te que me mostres a tua glória”. 19Ele replicou: “Farei passar diante de ti toda a minha beleza, e diante de ti pronunciarei o nome de Iahweh. Terei piedade de quem eu quiser ter piedade e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão”. 20E acrescentou: “Não poderás ver a minha face, porque o homem não pode ver-me e continuar vivendo”. 21E Iahweh disse ainda: “Eis aqui um lugar junto a mim; põe-te sobre a rocha. 22Quando passar a minha glória, colocar-te-ei na fenda da rocha e cobrir-te-ei com a palma da mão até que eu tenha passado. 23Depois tirarei a palma da mão e me verás pelas costas. Minha face, porém, não se pode ver”.

34 Renovação da Aliança. As tábuas da Lei

 — 1Iahweh disse a Moisés: “Lavra duas tábuas de pedra, como às primeiras, e eu escreverei sobre as tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste. 2Fica preparado de manhã; de madrugada subirás à montanha do Sinai e lá me esperarás, no cimo da montanha. 3Ninguém subirá contigo, e não se verá ninguém em toda a montanha. Nem as ovelhas ou bois pastarão diante da montanha”. 4Moisés lavrou duas tábuas de pedra como as primeiras, levantou-se de madrugada e subiu à montanha do Sinai, como Iahweh lhe havia ordenado, e levou nas mãos as duas tábuas de pedra. 5Iahweh desceu na nuvem e ali esteve junto dele.

A aparição de Deus — Ele invocou o nome de Iahweh. 6Iahweh passou diante dele, e ele exclamou: “Iahweh! Iahweh… Deus de compaixão e de piedade, lento para a cólera e cheio de amor e fidelidade; 7que guarda o seu amor a milhares, tolera a falta, a transgressão e o pecado, mas a ninguém deixa impune e castiga a falta dos pais nos filhos e nos filhos dos seus filhos, até a terceira e quarta geração”. 8Imediatamente Moisés caiu de joelhos por terra e adorou; 9depois ele disse: “Iahweh, se agora encontrei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco, mesmo que este povo seja de cerviz dura. Perdoa as nossas faltas e os nossos pecados, e toma-nos por tua herança”.

A Aliança — 10Então ele disse: “Eis que faço uma aliança. Farei diante de todo o teu povo maravilhas como não se fizeram em toda a terra, nem em nação alguma. Todo este povo, no meio do qual estás, verá a obra de Iahweh, porque coisa temível é o que vou fazer contigo. 11Fica atento paia observar o que hoje te ordeno: expulsarei de diante de ti os amorreus, os cananeus, os heteus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus. 12Abstém-te de fazer aliança com os moradores da terra para onde vais; para que não te sejam uma cilada. 13Ao contrário, derrubareis os seus altares, quebrareis as suas colunas e os seus postes sagrados:14Não adorarás outro deus. Pois Iahweh tem por nome Zeloso: é um Deus zeloso. 15Não faças aliança com os moradores da terra. Não suceda que, em se prostituindo com os deuses deles e lhes sacrificando, alguém te convide e comas dos seus sacrifícios, 16e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus deuses, façam com que, também, os teus filhos se prostituam com os seus deuses. 17Não farás para ti deuses de metal fundido. 18Guardarás a festa dos Ázimos. Durante sete dias comerás ázimo, como te ordenei, no tempo fixado no mês de Abib, porque foi no mês de Abib que saíste do Egito. 19Todo o que sair por primeiro do seio materno é meu: todo macho, todo primogênito das tuas ovelhas e do teu gado. 20O jumento, porém, que sair por primeiro do seio materno, tu o resgatarás com um cordeiro; se não o resgatares, quebrar-lhe-ás a nuca. Resgatarás todos os primogênitos dos teus filhos. Não comparecerás diante de mim de mãos vazias. 21Seis dias trabalharás; mas no sétimo descansarás, quer na aradura quer na colheita. 22Guardarás a festa das Semanas: as primícias da colheita do trigo e a festa da colheita na passagem de ano. 23Três vezes por ano todo o homem do teu meio aparecerá perante o Senhor Iahweh, Deus de Israel. 24Porque expulsarei as nações de diante de ti, e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para comparecer na presença de Iahweh teu Deus, três vezes por ano. 25Não oferecerás o sangue do meu sacrifício com pão levedado. Não ficará a vítima da festa da Páscoa da noite para a manhã. 26Trarás o melhor das primícias para a Casa de Iahweh teu Deus. Não cozerás o cabrito no leite da sua própria mãe”. 27Disse ainda Iahweh a Moisés: “Escreve estas palavras; porque segundo o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel”. 28Moisés esteve ali com Iahweh quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água. Ele escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras.

Moisés desce da montanha — 29Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu da montanha, não sabia que a pele de seu rosto resplandecia porque havia falado com ele. 30Olhando Aarão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que a pele de seu rosto resplandecia; e tinham medo de aproximar-se dele. 31Moisés, porém, os chamou; Aarão e os chefes da comunidade foram até ele, e Moisés lhes falou. 32Depois aproximaram-se todos os filhos de Israel, e ordenou-lhes tudo o que Iahweh havia dito sobre a montanha do Sinai. 33Quando Moisés terminou de lhes falar, colocou um véu sobre a face. 34Quando Moisés entrava diante de Iahweh para falar com ele, retirava o véu, até o momento de sair. Ao sair, dizia aos filhos de Israel o que lhe havia sido ordenado, 35e os filhos de Israel viam resplandecer o rosto de Moisés. Depois Moisés colocava o véu sobre a face, até que entrasse para falar com ele.

6 CONSTRUÇÃO E EREÇÃO DO SANTUÁRIO

35 A lei do repouso sabático

 — 1Moisés reuniu toda a comunidade dos filhos de Israel e lhes disse: “Eis o que Iahweh ordenou que se cumprisse: 2Durante seis dias far-se-á o trabalho, mas o sétimo dia será para vós um dia santo, um dia de repouso completo consagrado a Iahweh. Todo aquele que trabalhar nesse dia será punido com a morte. 3No dia de sábado não acendereis fogo em nenhuma de vossas casas”.

Coleta dos materiais — 4Moisés disse a toda a comunidade dos filhos de Israel: “Eis que Iahweh ordenou: 5Fazei entre vós uma coleta para Iahweh. Todo aquele que tiver um coração generoso leve a Iahweh como oferta: ouro, prata, bronze, 6púrpura violeta e escarlate, carmesim, linho fino, pêlo de cabra, 7peles de carneiro tingidas de vermelho e couro fino, madeira de acácia, 8azeite para a lâmpada, aromas para o óleo de unção e o perfume aromático, ‘pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral. 10Todos os que forem habilidosos entre vós venham executar o que Iahweh ordenou: 11a Habitação, a sua tenda e a sua cobertura, os seus ganchos, as suas tábuas, as suas vergas, as suas colunas e as suas bases; 12a arca e os seus varais, o propiciatório e a cortina do véu; 13a mesa, os seus varais e todos os seus acessórios e os pães da proposição; 14o candelabro da iluminação, os seus acessórios, as suas lâmpadas e o azeite para a iluminação; 15o altar dos perfumes e os seus varais, o óleo da unção, o perfume aromático e a cortina de ingresso, para a entrada da Habitação; 16o altar dos holocaustos e a sua grelha de bronze, os seus varais e todos os seus acessórios, a bacia e a sua base; 17as cortinas do átrio, as suas colunas e as suas bases, a cortina da porta do átrio; 18as estacas da Habitação e as estacas do átrio, com as suas cordas; 19as vestimentas litúrgicas para oficiar no santuário: as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão e as vestimentas dos seus filhos, para o exercício do sacerdócio. 20Então, toda a comunidade dos filhos de Israel retirou-se da presença de Moisés. 21Depois vieram todos aqueles aos quais movia o coração e todos aqueles cujo espírito os fazia sentirem-se generosos, e trouxeram a sua oferenda para Iahweh, para a obra da Tenda da Reunião, para todo o seu serviço e para as vestimentas sagradas. 22Vieram os homens junto com as mulheres. Todos os generosos de coração trouxeram fivelas, pingentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro; — todos os que haviam oferecido ouro a Iahweh. 23Todos aqueles em cujo poder havia púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim, linho fino, pêlo de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho e couro fino, os traziam. 24Todo aquele que fazia oferta de prata e de bronze a Iahweh a trazia, e todo aquele em cujo poder havia madeira de acácia para toda a obra do serviço, a trazia. 25As mulheres habilidosas traziam o que por suas próprias mãos tinham fiado: púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino. 26As mulheres às quais o coração movia a trabalhar com habilidade fiavam os pêlos de cabra. 27Os chefes trouxeram pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral, 28os aromas e o azeite para a iluminação, para o óleo da unção e para o perfume aromático. 29Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária a Iahweh, a saber, todo homem e mulher, cujo coração os movia a trazerem uma oferta para toda a obra que Iahweh, por intermédio de Moisés, tinha ordenado que se fizesse.

Os operários do santuário — 30Moisés disse aos filhos de Israel: “Vede, Iahweh chamou a Beseleel por seu nome, o filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 31e o encheu com o espírito de Deus, de sabedoria, entendi mento e conhecimento para toda espécie de trabalhos; 32para elaborai desenhos, para trabalhar o ouro, a prata e o bronze, 33para lapidar pedras de engaste, para trabalhar a madeira e para realizar toda espécie de trabalho artístico. 34Também lhe dispôs o coração, a ele e a Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, para ensinar aos outros. 35Encheu-lhes o coração de sabedoria para executar toda espécie de trabalho, para entalhar, para desenhar, para recamar a púrpura violeta e escarlate, o carmesim o linho fino, e para tecer; hábeis em toda espécie de trabalhos e desenhistas de projetos.

36 1Beseleel, Ooliab e todos os homens de coração sábio, nos quais Iahweh havia depositado sabedoria e entendimento para executar com perícia toda espécie de trabalhos para o culto do santuário, farão tudo de acordo com o que Iahweh ordenou”.

A entrega da coleta — 2Moisés chamou, pois, a Beseleel e Ooliab e todos os homens hábeis aos quais Iahweh havia dado sabedoria, a todos cujo coração os impelia a entregar-se à realização de algum trabalho. 3Eles receberam, na presença de Moisés, todas as oferendas que os filhos de Israel haviam trazido para a realização das obras do culto do santuário. Contudo, os filhos de Israel continuavam trazendo espontaneamente suas ofertas todas as manhãs. 4Todos os peritos que realizavam os trabalhos do santuário, interrompendo cada um a tarefa que estava fazendo, vieram 5e disseram a Moisés: “O povo traz muito mais que o necessário para realizar a obra que Iahweh ordenou que se fizesse”. 6Então ordenou Moisés, e a sua ordem foi proclamada no acampamento, dizendo: “Nenhum homem ou mulher faça mais obra alguma para a oferta do santuário”. Assim o povo foi proibido de trazer mais. 7Pois já havia material suficiente para realizar todas as obras e ainda sobrava.

A Habitação — 8Os artistas mais habilidosos, dentre todos os que trabalhavam na obra, fizeram a Habitação. Ele fez uma obra de arte com dez cortinas de linho fino retorcido, púrpura violeta, púrpura escarlate e carmesim, com figuras de querubins. 9O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de quatro côvados; uma única medida para todas. 10Cinco cortinas eram ligadas uma à outra; e as outras cinco eram também ligadas uma à outra. 11Fez laçadas de púrpura violeta na franja da primeira cortina, que estava na extremidade do conjunto. Fez o mesmo na franja da cortina que terminava o segundo conjunto. 12Fez cinquenta laçadas na primeira cortina e cinquenta laçadas na extremidade da cortina do segundo conjunto, correspondendo as laçadas entre si. 13Fez também cinquenta colchetes de ouro, com os quais prendeu as cortinas uma à outra, de modo que a Habitação formava um todo. 14Fez cortinas de pêlo de cabra, à maneira de tenda sobre a Habitação, em número de onze. 15 O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de quatro côvados; as onze cortinas eram de igual medida. 16Ajuntou à parte cinco cortinas entre si, e de igual modo as seis restantes. 17E fez cinquenta laçadas na franja da cortina que terminava o primeiro conjunto, e cinquenta na franja do segundo conjunto. 18Fez também cinquenta colchetes de bronze para ajuntar a tenda, para que formasse um todo. 19Fez também, para a tenda, uma cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, e outra de couro fino.

A armação — 20Fez para a Habitação tábuas de madeira de acácia, para colocá-las em posição vertical. 21Cada tábua tinha dez côvados de comprimento, e um côvado e meio de largura. 22Cada tábua tinha dois encaixes travados um com o outro. Assim fez com as tábuas da Habitação. 23Ele fez as tábuas para a Habitação: vinte tábuas para o lado do Negueb, para o sul. 24Fez também quarenta bases de prata para as vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua, para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo da outra tábua, para os seus dois encaixes. 25Fez, para o segundo lado da Habitação, para o norte, vinte tábuas e quarenta bases de prata: 26duas bases debaixo de uma tábua e duas bases debaixo da outra tábua. 27Para o fundo da Habitação, para o oeste, fez seis tábuas. 28Fez também duas tábuas para os cantos do fundo da Habitação. 29Eram geminadas na parte inferior e assim permaneciam até o cimo, à altura da primeira argola. Assim se fez com as duas tábuas nos dois cantos. 30Havia oito tábuas com as suas dezesseis bases de prata, duas bases para cada tábua. 31Fez também travessas de madeira de acácia, 32cinco para as tábuas do primeiro lado da Habitação, cinco para as tábuas do segundo lado da Habitação e cinco para as tábuas do fundo da Habitação, do lado do mar. 33Fez a travessa do meio para ajuntar as tábuas à meia altura, de uma extremidade à outra. 34Cobriu de ouro as tábuas, e de ouro fez as suas argolas, pelas quais passavam as travessas; e cobriu de ouro também as travessas.

A cortina — 35Fez a cortina de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. Fê-la bordada com figuras de querubins. 36Fez para ela quatro colunas de acácia, que cobriu de ouro; os seus colchetes eram de ouro, e fundiu para elas quatro bases de prata. 37Fez também para a entrada da Tenda um véu bordado de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido, 38com as suas cinco colunas e respectivos colchetes; e cobriu de ouro os seus capitéis e as suas molduras. As suas cinco bases eram de bronze.

37 A Arca da Aliança

 — 1Beseleel fez a arca de madeira de acácia. De dois côvados e meio era o seu comprimento, de um côvado e meio a largura, e de um côvado e meio a altura. 2Cobriu-a de ouro puro por dentro e por fora; e fez ao redor uma moldura de ouro. 3Fundiu para ela quatro argolas de ouro sobre os seus quatro pés; duas argolas de um lado e duas do outro. 4Fez varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro; 5e os enfiou nas argolas dos lados da arca, para poder transportá-la. 6Fez o propiciatório de ouro puro: dois côvados e meio de comprimento, e um e meio de largura. 7Fez também dois querubins de ouro. De ouro batido os fez nas duas extremidades do propiciatório: 8um querubim numa extremidade e o outro na extremidade oposta. Ele os fez formando um só conjunto com o propiciatório em ambos os lados dele. 9Os querubins tinham as asas estendidas para cima e cobriam com suas asas o propiciatório. Estavam com as faces voltadas uma para a outra, olhando para o propiciatório.

A mesa dos pães da oblação — 10Fez também a mesa de madeira de acácia. Tinha o comprimento de dois côvados, a largura de um côvado e a altura de um côvado e meio. 11De ouro puro a cobriu, e lhe fez uma moldura de ouro ao redor. 12Também lhe fez um enquadramento ao redor, com um palmo de largura, e fez uma moldura de ouro ao redor da moldura. 13Fundiu para ela quatro argolas de ouro, e colocou-as nos quatro cantos formados pelos quatro pés. 14As argolas estavam colocadas perto do enquadramento, como lugares para os varais, para se levar a mesa. 15Fez os varais de madeira de acácia e os cobriu de ouro, para se levar a mesa. 16Fez também os acessórios que deviam estar sobre a mesa: os seus pratos, os seus recipientes para o incenso, as suas galhetas e as suas taças para as libações: todos de ouro puro.

O candelabro — 17De ouro puro fez o candelabro. De ouro batido o fabricou. O seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, as suas maçanetas e flores formavam uma só peça com ele. 18Seis braços saíam dos seus lados: três de um lado e três de outro. 19Três cálices em forma de flor de amêndoas em um braço, um botão e uma flor; e três cálices em forma de flor de amêndoas no outro braço, com o botão e a flor. Assim para os seis braços que saíam do candelabro. 20No candelabro havia quatro cálices em forma de flor de amêndoas, com os seus botões e flores: 21um botão debaixo dos dois primeiros braços que saíam do candelabro, outro debaixo dos outros dois e outro debaixo dos dois últimos que, também, saíam do candelabro. Assim para os seis braços que saíam do candelabro. 22Os botões e os braços formavam uma só peça com ele: um único bloco de ouro puro batido. 23Fez também as suas lâmpadas, em número de sete. As suas espevitadeiras e os seus aparadores eram de ouro puro. 24Com um talento de ouro puro fez o candelabro e todos os seus acessórios.

O altar dos perfumes. O óleo da unção e o perfume — 25Fez o altar dos perfumes de madeira de acácia: um côvado de comprimento, um côvado de largura — era quadrado — e dois côvados de altura. Os seus chifres formavam uma só peça com ele. 26De ouro puro o cobriu: a sua mesa, os seus lados em todo o redor e os seus chifres. E lhe fez uma moldura de ouro ao redor. 27Debaixo dessa moldura lhe fez duas argolas de ouro em cada um dos lados, em ambos os lados, para receber os varais destinados a transportá-lo. 28Fez os varais de madeira de acácia, e os cobriu de ouro. 29Preparou o óleo santo da unção e o perfume aromático — como um perfumista.

38 O altar dos holocaustos

 — 1Fez o altar dos holocaustos de madeira de acácia: cinco côvados de comprimento, cinco côvados de largura — era quadrado — e três côvados de altura. 2Nos quatro ângulos, fez levantar chifres, formando uma só peça com ele, e o cobriu de bronze. 3Fez também todos os acessórios do altar: recipientes para recolher suas cinzas, pás, bacias, garfos e braseiros. Fez todos os seus acessórios de bronze. 4Fez para o altar uma grelha de bronze, em forma de rede, sob o rebordo do altar, embaixo, desde a parte inferior até a metade do altar. 5Fundiu quatro argolas nas quatro pontas da grelha de bronze, para que servissem de receptáculo aos varais. 6De madeira de acácia fez os varais e os cobriu de bronze. 7Enfiou os varais nas argolas, de um e do outro lado do altar, para transportá-lo com eles. Ele o fez oco e de tábuas.

A bacia — 8Fez uma bacia de bronze e a sua base de bronze com os espelhos das mulheres que serviam à entrada da Tenda da Reunião.

Construção do átrio — 9Construiu também o átrio. Para o lado do Negueb, que olha para o sul, as cortinas do átrio eram de linho fino retorcido, com cem côvados. 10As suas vinte colunas e as suas bases eram de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 11Para o lado do norte, cem côvados. As suas vinte colunas e as suas bases eram de bronze. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 12Para o lado do mar, cortinas numa extensão de cinquenta côvados, com suas dez colunas e suas dez bases. Os ganchos das colunas e as suas vergas eram de prata. 13Para a parte oriental, que olha para o nascente, cinquenta côvados: 14cortinas numa extensão de quinze côvados em um dos lados, com as suas três colunas e as suas três bases; 15e do outro lado, em ambos os lados da porta do átrio, cortinas numa extensão de quinze côvados, com as suas três colunas e as suas três bases. 16Todas as cortinas ao redor do átrio eram de linho fino retorcido. 17As bases das colunas eram de bronze, e os ganchos das colunas e os seus varais, de prata. O revestimento dos seus capitéis era de prata, e todas as colunas do átrio tinham vergas de prata. 18A cortina da porta do átrio era bordada, de púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido: vinte côvados de comprimento e cinco de altura e de largura, como as cortinas do átrio. 19As suas quatro colunas e as suas quatro bases eram de bronze, e os seus ganchos, de prata; e o revestimento dos seus capitéis e vergas, de prata. 20Todas as estacas da Habitação e do recinto do átrio eram de bronze.

Enumeração dos metais — 21Eis as contas da Habitação — a Habitação do Testemunho — estabelecidas por ordem de Moisés, trabalho dos levitas, por intermédio de Itamar, filho de Aarão, o sacerdote. 22Beseleel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que Iahweh havia ordenado a Moisés. 23Com ele estava Ooliab, filho de Aquisamec, da tribo de Dã, hábil nos entalhes, desenhista, bordador em púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino. 24O total do ouro empregado na obra, entre todos os trabalhos do santuário, ouro que provinha das ofertas, foi de vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, segundo o valor do siclo do santuário. 25A prata do recenseamento da comunidade: cem talentos e mil e setecentos e setenta e cinco siclos, segundo o valor do siclo do santuário: 26um beca por pessoa, meio siclo, segundo o valor do siclo do santuário, por todos os que foram recenseados, de vinte anos para cima, que foram seiscentos e três mil, quinhentos e cinquenta. 27Empregaram-se cem talentos de prata para fundir as bases do santuário e as bases do véu; para as cem bases cem talentos: um talento para cada base. 28Com os mil setecentos e setenta e cinco siclos fabricou os ganchos para as colunas, recobriu os seus capitéis e lhes pôs as vergas. 29O bronze das ofertas: setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos. 30Com ele fez as bases da entrada da Tenda da Reunião, o altar de bronze e a sua grelha de bronze e todos os acessórios do altar, 31as bases do átrio ao redor, as bases da porta do átrio e todas as estacas do recinto do átrio.

39 A vestimenta do sumo sacerdote

 — 1Com a púrpura violeta e escarlate, o carmesim e o linho fino fizeram as vestimentas rituais para oficiar no santuário. Fizeram também as vestimentas sagradas para o sacerdote Aarão, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O efod — 2Fizeram o efod com ouro, púrpura violeta e escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 3Bateram o ouro em lâminas delgadas e cortaram-nas em tiras para trançá-las, num artístico trabalho de trançado. 4Tinha duas ombreiras que se juntavam às suas duas extremidades, e assim se uniam. 5O cinto que estava em cima, para apertá-lo, formava uma só peça com ele e era da mesma feitura: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. Tal como Iahweh havia ordenado a Moisés. 6Prepararam as pedras de ônix, engastadas em ouro, gravadas à semelhança da incisão de um selo, com os nomes dos filhos de Israel. 7Colocaram-nas sobre as ombreiras do efod, à maneira de pedras destinadas a recordar aos filhos de Israel, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O peitoral — 8Fizeram o peitoral, trabalho artístico trançado, da mesma feitura do efod: ouro, púrpura violeta, púrpura escarlate, carmesim e linho fino retorcido. 9Era quadrado, e o fizeram dobrado em dois, com um palmo de comprimento e um de largura. 10Colocaram nele engastes de pedras dispostas em quatro filas: uma sardónica, um topázio e uma esmeralda para a primeira. 11A segunda fileira era de carbúnculo, safira e diamante. 12A terceira, uma ágata, um jacinto e uma ametista. 13A quarta era um berilo, um ônix e um jaspe. Estavam engastadas com engastes de ouro em suas guarnições. 14As pedras correspondiam aos nomes dos filhos de Israel: doze, como os seus nomes. Estavam gravadas como um selo, cada qual com o seu nome, segundo as doze tribos. 15Fizeram sobre o peitoral correntes trançadas como um cordão de ouro puro. 16Fizeram também dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e fixaram ambas as argolas nas duas extremidades do peitoral. 17Passaram os dois cordões de ouro pelas argolas dos extremos do peitoral. 18Fixaram as duas pontas dos cordões nos engastes, e os prenderam nas duas ombreiras do efod em sua parte dianteira. 19Fizeram duas argolas de ouro que puseram nas duas pontas do peitoral, na sua orla, que atravessava o efod por sua parte inferior. 20Fizeram também outras duas argolas de ouro, que fixaram nas duas ombreiras do efod em sua parte inferior dianteira, perto da juntura, por cima do cinto do efod.21 Juntaram o peitoral por suas argolas às argolas do efod com um cordão de púrpura violeta, para que ficasse fixo por cima do cinto do efod não pudesse o peitoral desprender-se do efod. Tudo como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O manto — 22Depois fizeram o manto do efod. Todo ele era tecido com púrpura violeta. 23A abertura no meio do manto era como a abertura de um colete de malhas. A abertura trazia em toda a sua volta uma dobra que não se rasgava. 24Fizeram, na parte inferior do manto, romãs de púrpura violeta e escarlate, de carmesim e de linho fino retorcido. 25Também fizeram campainhas de ouro puro e colocaram as campainhas entre as romãs. 26Era uma campainha e uma romã, uma campainha e uma romã em toda a volta da parte inferior do manto que se usava para o serviço religioso, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

Vestimentas sacerdotais — 27Fizeram também, para Aarão e seus filhos, as túnicas tecidas de linho fino; 28o turbante de linho fino, os barretes de linho fino, os calções de linho fino retorcido 29e o cinto de linho fino retorcido de púrpura violeta e escarlate de carmesim, como Iahweh havia ordenado a Moisés.

O sinal de consagração — 30Depois fizeram a flor — o sinal da santa consagração, de ouro puro — e nela gravaram como num selo: “Consagrado a Iahweh”. 31Colocaram por cima um cordão de púrpura violeta, para pô-lo sobre o turbante, em cima, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 32Assim se concluiu todo o trabalho da Habitação, da Tenda da Reunião. E os filhos de Israel fizeram tudo o que Iahweh havia ordenado a Moisés.

Entrega das obras realizadas a Moisés — 33Levaram a Moisés a Habitação, a Tenda e todos os seus acessórios, suas argolas, suas tábuas, suas travessas, suas colunas e suas bases; 34a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, a cobertura de couro fino e o véu protetor; 35a arca do Testemunho com os seus varais e o propiciatório; 36a mesa, todos os seus acessórios e os pães da oblação; 37o candelabro de ouro puro, as suas lâmpadas — uma fileira de lâmpadas — e todos os seus acessórios, e o óleo para o candelabro; 38o altar de ouro, o óleo da unção, o incenso aromático e o véu para a entrada da Tenda; 39o altar de bronze e a sua grelha de bronze, os seus varais e todos os seus acessórios; a bacia e a sua base; 40as cortinas do átrio, as suas colunas, as suas bases e o véu para a porta do átrio, as suas cordas, as suas estacas e todos os acessórios para o serviço da Habitação, para a Tenda da Reunião; 41as vestimentas litúrgicas para oficiar no santuário — as vestimentas sagradas para Aarão, o sacerdote, e as vestimentas dos seus filhos para exercer o sacerdócio. 42Os filhos de Israel fizeram todos os trabalhos como Iahweh havia ordenado a Moisés. 43Moisés viu toda a obra. Tinham feito como Iahweh havia ordenado. E Moisés os abençoou.

40 Ereção e consagração do santuário

 — 1Iahweh falou a Moisés, dizendo: 2 “No primeiro dia do primeiro mês, levantarás a Habitação, a Tenda da Reunião. 3Colocarás nela a arca do Testemunho e cobrirás a arca com o véu. 4Trarás a mesa e arrumarás tudo. Trarás o candelabro e montarás as lâmpadas. 5Colocarás o altar de ouro diante da arca do Testemunho e colocarás o véu na entrada da Habitação. 6Colocarás o altar dos holocaustos diante da entrada da Habitação, da Tenda da Reunião. 7Porás a bacia entre a Tenda da Reunião e o altar, e nela colocarás água. 8Colocarás o átrio ao redor e porás o véu na porta do átrio. 9Tomarás do óleo da unção e ungirás a Habitação e tudo o que está dentro dela; tu a consagrarás com todos os seus acessórios, e ela será muito santa. 10Ungirás o altar dos holocaustos com os seus acessórios, consagrarás o altar, e o altar será eminentemente santo. 11Ungirás a bacia e a sua base e as consagrarás. 12Depois farás Aarão e seus filhos se aproximarem da entrada da Tenda da Reunião; tu os lavarás com água 13e revestirás Aarão com as vestimentas sagradas; tu o ungirás e o consagrarás para que exerça o meu sacerdócio. 14Os seus filhos, tu os farás se aproximar e os revestirás com as túnicas. 15Tu os ungirás como ungiste o pai deles, para que exerçam o meu sacerdócio. Isto se fará para que a unção deles lhes confira um sacerdócio perpétuo, em suas gerações”.

Realização das ordens divinas — 16Moisés o fez. Fez tudo como Iahweh havia ordenado. 17No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, levantaram a Habitação. 18Moisés levantou a Habitação. Colocou as travessas e ergueu as colunas. 19Estendeu a tenda para a Habitação e colocou por cima a cobertura da Tenda, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 20Tomou o Testemunho, colocou-o na arca, colocou os varais na arca e pôs o propiciatório sobre a arca. 21Introduziu a arca na Habitação e colocou a cortina do véu. Velou assim a arca do Testemunho, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 22Colocou a mesa na Tenda da Reunião, ao lado da Habitação, ao norte, na extremidade do véu, 23e dispôs em ordem o pão diante de Iahweh, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 24Colocou o candelabro na Tenda da Reunião, diante da mesa, ao lado da Habitação, ao sul, 25e dispôs as lâmpadas diante de Iahweh, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 26CoIocou o altar de ouro na Tenda da Reunião, diante do véu, 27e em cima dele queimou o incenso aromático, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 28Depois colocou o véu na entrada da Habitação. 29Colocou o altar dos holocaustos na entrada da Habitação, da Tenda da Reunião, e nele ofereceu holocaustos e a oblação, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 30Colocou a bacia entre a Tenda da Reunião e o altar, e pôs nela água para as abluções, 31com a qual Moisés, Aarão e os seus filhos lavavam as mãos e os pés. 32Quando entravam na Tenda da Reunião ou se aproximavam do altar, lavavam-se, como Iahweh havia ordenado a Moisés. 33Levantou o átrio ao redor da Habitação e do altar, e colocou o véu na porta do átrio. Assim Moisés terminou os trabalhos.

Iahweh toma posse do santuário — 34A nuvem cobriu a Tenda da Reunião, e a glória de Iahweh encheu a Habitação. 35Moisés não pôde entrar na Tenda da Reunião porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória de Iahweh enchia a Habitação.

A nuvem guia os filhos de Israel — 36Em todas as etapas, quando a nuvem se levantava por cima da Habitação, os filhos de Israel punham-se em marcha. 37Mas se a nuvem não se levantava, também eles não marchavam até que ela se levantasse. 38Pois, de dia, a nuvem de Iahweh ficava sobre a Habitação, e de noite havia dentro dela um fogo, aos olhos de toda a casa de Israel, durante todas as suas etapas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Mandamento dos Ricos: “a Deus ou a Mamon”?

Quando aprendermos a abandonar o Mundo material e tudo a que ele está ligado, centralizando nosso interesse sobre assuntos espirituais, aprenderemos a lição com a qual todos os Aspirantes à vida superior têm que se defrontar no Caminho do Cristianismo Esotérico.

E a isso que se refere esse Ensinamento nos fornecido direto por Cristo:

Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também teu coração. A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e a Mamon.”  (Mt 6:19-24).

Sob a segunda Dispensação (a Jeovística) fomos estimulados a adquirir posses materiais, sepultá-las na terra ou escondê-las nas paredes, o que foi praticado por nós desde tempos remotos, pois até a metade dessa quarta Revolução do Período Terrestre o nosso objetivo era conquistar a Região Química do Mundo Físico, ou seja, ser um Iniciado nessa Região do Mundo Físico. Isso, quem renasce no lado ocidental do Planeta já alcançou desde a terceira metade da Época Atlante – hoje já estamos na Época Ária. Para quem já alcançou essa “Iniciação”, Cristo – que inaugurou a terceira Dispensação (a primeira Cristã) trouxe um ideal superior: o acúmulo de Tesouros nos céus, baseado na aprendizagem e prática do amor Crístico, com a prática das qualidades interiores de bondade, ajuda e altruísmo, que não podem ser afetadas pela “ferrugem nem por traças nem os ladrões podem roubá-las”. E isso faz parte de alcançarmos o nosso próximo objetivo nesse Esquema de Evolução: conquistar a Região Etérica do Mundo Físico. Pois, quem continua tendo interesses por acúmulo de bens, terras, casas, posse, joias e tudo que o dinheiro pode comprar continua centralizado seus desejos, objetivos e ideias nessas coisas, ou seja, vivendo na segunda Dispensação (a Jeovística).

Reminiscências fortes que trazemos do final da Época Lemúrica e da Época Atlante – que nada mais são de lições que insistimos em não aprender, para podermos passar para um próximo nível – nos prendem a esses falsos valores ou ilusões e mantém muitos de nós ancorado em tudo que provém do “Eu inferior”, ligado aos desejos, emoções e sentimentos inferiores (posse, ciúmes, inveja, raiva, cólera, fama, poder e afins). Não existe nada errado nas posses materiais, contanto que sejam usadas para bons propósitos; desinteressadamente, e contanto que nossos Corações não se centralizem neles. Na verdade, os olhos são a luz do corpo e a ‘porta da alma’. Se o olho for sincero, do ponto de vista espiritual, então o corpo se inunda de luz, interpenetrado pelos dois Éteres superiores, despertando a vontade de servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade – ao irmão e à irmã que está em nosso entorno. Se os olhos são maus ou adoentados pela vida mal vivida, o Corpo estará cheio de sombras ou doenças. Tais “olhos” indicam quem está cheio de cobiça e inveja, e a envoltura áurica estará cheia de pontos escuros de fermentações. Aliás, a Aura de fato revela os interesses pelos bens materiais ou espirituais predominantes na vida de uma pessoa.

Eis porque surge a dificuldade em “servir a Deus e a Mamon”, sendo os dois de natureza oposta. Quem se interessa em se envolver no Mundo material, não tem tempo de conhecer ou servir a Deus. O Aspirante à vida superior, que se esforça para servir a Deus pela vida que vive de acordo com suas leis, fica livre da tentação da matéria ou da sua natureza inferiorMamon. A boa qualidade de discernimento o capacita a perceber que a realidade é unicamente nós, o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui e que tem somente um ideal: seguir a Cristo e se preparar para quando Ele voltar, estar trabalhando e funcionando conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, com o seu Corpo-Alma completamente desenvolvido.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986 – Fraternidade Rosacruz-SP

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(*) Pintura: Mammon ou Mamon – Evelyn de Morgan – 1909

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