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porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Relação do Tríplice Espírito, Tríplice Alma e Tríplice Corpo em cada um de nós

Nós somos um Tríplice Espírito (Espírito Divino, de Vida e Humano), um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), que possuímos uma Mente, governando com ela o nosso Tríplice Corpo (Corpo Denso, Vital e de Desejos), que emanou de si mesmo para adquirir experiência. Esse Tríplice Corpo se converte em Tríplice Alma (Alma Consciente, Alma Intelectual e Alma Emocional), da qual se nutre, elevando-se assim da impotência à onipotência. Ou seja: a Tríplice Alma é a quintessência do Tríplice Corpo.

O Espírito Divino emanou de si o Corpo Denso extraindo como fruto a Alma Consciente.

O Espírito de Vida emanou de si o Corpo Vital extraindo como fruto a Alma Intelectual.

O Espírito Humano emanou de si o Corpo de Desejos extraindo como fruto a Alma Emocional.

O Tríplice Espírito lançou uma tríplice sombra sobre o reino da matéria e desse modo o Corpo Denso foi evoluindo como contraparte do Espírito Divino, o Corpo Vital como réplica do Espírito de Vida, e o Corpo de Desejos como imagem do Espírito Humano.

Finalmente, e o mais importante de tudo, formou-se o degrau da Mente como enlace entre o Tríplice Espírito e seu Tríplice Corpo. Esse foi o começo da consciência individual e marca o ponto onde acaba a Involução de nós, o Ego, na matéria, e onde começa o processo evolutivo pelo qual extraímos da matéria as lições aprendidas em cada Região ou Mundo que vivemos. A Involução significa a cristalização do Espírito em Corpos distintos, mas a evolução depende da dissolução dos Corpos, da extração da substância da Alma deles e da amálgama alquímica dessa Alma com o Espírito.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O “Novo Homem”

E vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes de verdade.” (Ef 4:24).

E vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou.” (Col 3:10).

Aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz.” (Ef 2:15).

E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (II Cor 5:17).

Existe um profundo significado oculto no termo “homem novo”, segundo o usou S. Paulo em suas distintas Epístolas, e para aqueles que desejam se adiantar nesses tempos de velocidade, essa é a chave para a vida diária.

Uma resolução “para por em prática o novo homem”, baseada sobre um claro entendimento do que significa exatamente esse termo, é procurar se corrigir ao começar de um novo ciclo, que pode ser até um ano novo.

Durante os Períodos de Saturno, Solar e Lunar e parte do Período Terrestre de nosso Esquema de Evolução, que é sétuplo e é de manifestação, o nosso trabalho, como um Espírito Virginal diferenciado em Deus (e não de Deus) consistiu na construção dos nossos Corpos e veículo, porém, desde o tempo em que saímos da antiga Atlântida (na Época Atlante desse Período Terrestre) e de agora em diante (até o final do Período de Vulcano), se desejamos seguir o Caminho da Evolução, para frente e para cima, em um processo evolutivo devemos nos esforçar pelo crescimento da nossa Alma, o Crescimento Anímico. Os Corpos Denso, Vital e de Desejos, que cristalizamos ao nosso redor (tomando material dos Mundos e das Regiões recíprocas), devem ser sutilizados e descristalizados e deles extrairmos a quintessência da experiência, a qual como “Alma” será amalgamada por nós em cada um dos nossos veículos espirituais (Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano) para alimentar cada um deles e, assim, nos converter “homem velho” em “homem novo”.

Para assinalar esse Caminho de Evolução de progresso, foi nos fornecido, quando renascíamos na Época Atlante o Tabernáculo no Deserto (a primeira igreja) e a Luz de Deus desceu sobre o Altar dos Sacrifícios. Naquela Época, nós tínhamos acabado de tomar posse de nosso “Tabernáculo”: acabávamos de concentrizar todos os pontos do nosso Corpo Denso e Corpo Vital e, com isso, passamos a governar nossos Corpos internamente. A fim de restringir o primitivo instinto de egoísmo e nos guiar para fora da indulgência das tendências egoísticas, Deus colocou imediatamente ante ele a Luz Divina sobre o Altar dos Sacrifícios no Tabernáculo no Deserto. Desse modo, o sacrifício se fez a “Luz” que nos guiou ao caminho da Alma, o caminho que conduz ao processo do “novo homem”.

Por meio do sacrifício dos interesses pessoais, formos aprendendo a nos elevar sobre a Lei das Religiões de Raça, criando “dentro de nós mesmos um ser novo, e por esse ser realizando a paz”. Agora, temos tudo o que precisamos para nos tornarmos amorosos e servidores dos demais, plenos de um verdadeiro senso da unidade de cada um com todos. Essa realização vai libertando o poder do Amor Eterno e as cristalizações, nascidas do egoísmo começam a desaparecer. A Mente se volta para canais construtivos e os pensamentos, aborrecimentos, temores vão sendo substituídos pela tolerância, compreensão e compaixão, se seguirmos esse Caminho.

As ligaduras pelas posses materiais começam a se afrouxar, e vem um profundo sentimento de realização que só aquelas qualidades espirituais que “nem a traça e nem a ferrugem corroem, nem os ladrões arrombam para roubar.” (Mt 6:19) são substanciais.

Os esforços persistentes diários para amar e servir amorosa e desinteressada (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e a irmã que está ao nosso lado, focando na divina essência oculta em cada um de nós, nos capacitam para ganhar a ascendência e, assim, teremos “abolido em sua carne a inimizade, de acordo com a lei dos mandamentos contidos nas escrituras” (Ef 2:15).

Uma crescente reverência para toda classe de vida pode nos levar a nos alimentar somente de alimentos que não venham de Corpos dos nossos irmãos menores, os animais (mamíferos, aves, peixes, répteis, anfíbios, frutos do mar e afins) e, em consequência, a uma limpeza na corrente sanguínea. Todos nós estamos aptos para funcionar em grandes propósitos em nosso veículo físico e “eis aqui, que todas as coisas se fazem novas.” (IICor 5:17).

(Publicado na Revista Rosacruz do Centro Rosacruz de Córdoba, Argentina, traduzido e publicado na Revista Rosacruz de maio/1983-Fraternidade Rosacruz-SP)

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