Uma história oculta que nos mostra como ocorrem as relações provocadas pelo destino entre pessoas. Como as discórdias da vida realmente se resolveram na harmonia do grande contraponto da vida. Suas tristezas e angústias profundas vão sendo glorificadas, pois o amor – o amor verdadeiro, o amor superior e maior, o amor Crístico – glorifica todas as coisas.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Relações Provocadas pelo Destino entre Pessoas – Uma História Oculta-C.II-Conexões do Destino
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Na Fraternidade Rosacruz é oferecida a Cura Rosacruz guiada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, utilizando os Auxiliares Invisíveis como instrumentos para restaurar e curar doenças e enfermidades físicas, emocionais e mentais. O trabalho é realizado de acordo com os mandamentos de Cristo Jesus: “Preguem o Evangelho e curem os enfermos”.
Este trabalho sagrado é realizado em estrita conformidade com os Ensinamentos de Cristo, enfatizando tanto a iluminação espiritual quanto a cura física.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Princípios Ocultos de Saúde e Cura: As Causas Gerais das Doenças e Enfermidades
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>> Informações importantes para usar nos seus Exercícios Esotéricos Rosacruzes são as Atividades do Cristo no seu Trabalho como Nosso Salvador:
-> Para saber qual é o Trabalho Cósmico do Cristo nesse quadrimestre: O Trabalho do Cristo no Mundo do Espírito Divino: de Junho à Setembro de cada ano
-> Para esse Mês Solar tome como material para os seus Exercícios Esotéricos tal assunto: Chegada do Senhor Cristo ao Trono ou Casa do Pai
>> Para você usar no processo de Cura Rosacruz:
-> Para saber que Signo a Lua está em cada dia desse mês, e daí saber as Partes do Corpo que Não Se Deve Mexer – Junho de 2026
-> Para obter mais detalhes sobre os Melhores e Adversos Períodos e Dias para Tratamentos e Cirurgias – Junho de 2026
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Resposta: Sim e não. Para entender a questão, é necessário retroceder na história da Humanidade. Houve um tempo em que a Humanidade era bissexual e capaz de gerar um Corpo Denso sem a ajuda de outro. Mas quando se tornou necessário construir o cérebro para que pudesse criar pelo pensamento e manifestá-lo no Mundo Físico, metade da força sexual criadora foi retida para construir um órgão físico para tal. Então, tornou-se necessário que cada um buscasse a cooperação de outro que expressasse o polo oposto da força sexual criadora que ele próprio tinha disponível para fins sexuais. Sem cérebro, e como “seus olhos não haviam sido abertos”[1], cada um estava, naturalmente, inconscientes no Mundo Físico e incapaz de se guiar. Portanto, os Anjos os reuniam em certas épocas do ano, quando as forças astrais eram propícias para a realização do ato gerador como um sacrifício religioso, pelo qual eles entregavam parte de seus Corpos para a geração de um veículo físico para outro Ego que precisava renascer. Nesse abraço íntimo, o Espírito primeiro penetrou o véu da carne e Adão “conheceu” sua esposa. Mais tarde, quando a consciência da Humanidade se voltou um pouco mais para o Mundo Físico e alguns entre eles começaram a perceber vagamente os Corpos dos quais agora temos tanta consciência, esses pioneiros começaram a pregar o evangelho do Corpo, dizendo aos outros que possuíam um Corpo Denso, pois a maioria então desconhecia esse instrumento, assim como nós hoje desconhecemos ter um estômago quando estamos saudáveis.
Então, percebeu-se que esses Corpos morriam, e surgiu entre os pioneiros a questão de como um Corpo assim poderia ser substituído. A solução foi dada ao ser humano por uma certa classe de Espíritos que eram remanescentes da evolução dos Anjos, semideuses, por assim dizer. Esses Espíritos Lucíferos, ou doadores de luz, iluminaram a Humanidade nascente a respeito de seus poderes de gerar um Corpo a qualquer momento. Mas esses Corpos não eram perfeitos naquela época, não são perfeitos hoje e, é claro, a geração sem levar em consideração as condições astrais produziu Corpos ainda inferiores aos que teriam sido gerados de outra forma, além do parto doloroso profetizado pelo Anjo.
Desde então, a função sexual criadora tem sido exercida irrestritamente pela Onda de Vida humana ignorante. Mas, pelo fato da morte, foi possível aos Anjos ensinar à Humanidade, entre a morte e um novo nascimento, como construir um Corpo que se aprimora gradualmente. Se o ser humano tivesse aprendido, naquele passado remoto, como renovar seu Corpo Vital, assim como foi ensinado a gerar um veículo denso à sua vontade, então a morte teria sido de fato uma impossibilidade e o ser humano teria se tornado imortal como os Deuses. Mas ele teria imortalizado suas imperfeições e tornado o progresso uma impossibilidade. É a renovação deste Corpo Vital que é expressa na Bíblia como “comer da Árvore da Vida”[2]. Na época de sua iluminação a respeito da geração, o ser humano era um ser espiritual cujos olhos ainda não estavam cegos pelo Mundo material, e ele poderia ter aprendido o segredo de vitalizar seu Corpo à vontade, frustrando assim a evolução. Assim, vemos que a morte, quando ocorre naturalmente, não é uma maldição, mas nossa maior e melhor amiga, pois nos liberta de um instrumento do qual não podemos mais aprender. Isso nos tira de um ambiente que já não nos serve mais, para que possamos aprender a construir um Corpo melhor em um ambiente de maior alcance, no qual possamos progredir mais em direção à perfeição.
Nessa peregrinação, chega finalmente o momento em que o ser humano está apto a possuir os poderes da vida. O Corpo que ele criou para si mesmo se torna puro e útil por muito mais tempo do que antes. Então, ele começa a buscar a pedra filosofal, o elixir da vida, ou qualquer outro nome que escolha usar. Os alquimistas almejavam fabricar esse veículo puro e sagrado, mas não por meio de um processo químico em laboratório, como supunha a multidão ignorante. A nomenclatura que dava cor a essa ideia tornou-se necessária porque eles viviam em uma época em que uma Igreja dominante e apóstata os teria levado à morte se a verdade fosse conhecida. Quando falavam em transmutar metais comuns em ouro, falavam a verdade não apenas do ponto de vista material, mas também do espiritual, pois o ouro sempre foi o símbolo do Espírito e esses alquimistas buscavam espiritualizar seus Corpos, que são de natureza mais vil.
Em todos os lugares, o símbolo puro e belo da transparência foi dado para designar o poder da pureza. No Antigo Testamento, ouvimos falar do Templo de Salomão[3], que foi “construído sem o som de martelo”. O ornamento mais belo ali era o mar de lava. Hiram Abiff, o mestre artesão, como sua conquista final, conseguiu fundir todos os metais da Terra em uma liga tão transparente quanto o vidro. No Novo Testamento, lemos sobre uma bela cidade que tinha em seu meio um mar de vidro. No Oriente, o iniciado almeja se tornar a alma diamante, pura e transparente. No Ocidente, a Pedra Filosofal é o símbolo da alma purificada extraída dos Corpos que foram transmutados e espiritualizados. A alma que peca, essa morrerá, mas a alma pura é imortalizada pelo elixir da vida, a “Árvore da Vida”, em um Corpo Vital que durará milênios como um veículo para o Espírito.
(Pergunta nº 86 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Gn 3:7
[2] N.T.: Gn 3:22
[3] N.T.: 15Hiram, rei de Tiro, enviou seus servos a Salomão, ao saber que este fora sagrado rei em lugar de seu pai; pois Hiram sempre tinha sido amigo de Davi. 16E Salomão mandou esta mensagem a Hiram: 17 “Bem sabes que Davi, meu pai, não pôde construir um templo para o Nome de Iahweh, seu Deus, por causa das guerras que o importunavam de todos os lados, até que Iahweh submetesse os inimigos a seus pés. 18Agora, porém, Iahweh meu Deus me deu tranquilidade por todos os lados: não tenho adversário nem infortúnio. 19Por isso resolvi construir um Templo ao Nome de Iahweh meu Deus, conforme o que disse Iahweh a Davi, meu pai: ‘Teu filho, que colocarei no trono e em teu lugar, é quem construirá um Templo para meu Nome.’ 20Ordena, pois, que cortem para mim cedros do Líbano; meus operários juntar-se-ão aos teus e eu pagarei o trabalho dos teus operários conforme pedires. Sabes, com efeito, que não há entre nós ninguém que entenda de corte de madeira como os sidônios”. 21Quando Hiram ouviu a mensagem de Salomão, ficou cheio de grande alegria e disse: “Bendito seja hoje Iahweh, que deu a Davi um filho sábio que governa este grande povo!”. 22E Hiram mandou responder a Salomão: “Recebi tua mensagem. Atenderei a todo o teu desejo referente às madeiras de cedro e de cipreste. 23Meus servos as descerão do Líbano até o mar e as farei transportar pelo mar, até o lugar que me indicares; ali, eu as desembarcarei e tu as receberás. Por tua vez, fornecerás víveres para minha casa, conforme eu desejar”. 24Hiram forneceu a Salomão madeiras de cedro e de cipreste na quantidade que ele quis, 25e Salomão pagou a Hiram vinte mil coros de trigo para o sustento de sua casa e vinte mil medidas de azeite virgem. Era isso que Salomão pagava a Hiram cada ano. 26Iahweh concedeu a Salomão a sabedoria, conforme lhe prometera; houve bom entendimento entre Hiram e Salomão e os dois fizeram uma aliança. 27O rei Salomão recrutou em todo o Israel mão-de-obra para a corvéia; conseguiu reunir trinta mil operários. 28Mandou-os para o Líbano, dez mil cada mês, alternadamente; eles passavam um mês no Líbano e dois meses em casa; Adoram era o mestre-de-obras. 29Salomão tinha ainda setenta mil carregadores e oitenta mil cortadores na montanha, 30sem contar os chefes dos prefeitos, em número de três mil e trezentos, que dirigiam os trabalhos e comandavam a multidão empenhada nas obras. 31O rei mandou extrair grandes blocos de pedra escolhida e lavrada, para construir os alicerces do Templo. 32Os operários de Salomão e os de Hiram e os giblitas cortaram e prepararam as madeiras e as pedras para a construção do Templo.
6— 1No ano quatrocentos e oitenta após a saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Ziv, que é o segundo mês, ele construiu o Templo de Iahweh. 2O Templo que o rei Salomão edificou para Iahweh tinha sessenta côvados de comprimento, vinte de largura e vinte e cinco de altura. 3O Ulam diante do Hekal do Templo tinha vinte côvados de comprimento no sentido da largura do Templo e dez côvados de largura no sentido do comprimento do Templo. 4Fez no Templo janelas oblíquas com grades. 5Encostado à parede do Templo, ele fez um anexo em torno do Hekal e do Debir, e fez aposentos laterais ao redor. 6O andar térreo tinha cinco côvados de largura, o intermediário seis côvados e o terceiro sete côvados, pois ele tinha feito encostas em torno do Templo do lado de fora, de modo que as vigas não se prendiam às paredes do Templo. 7(O Templo foi construído com pedras já talhadas; de modo que não se ouviu barulho de martelo, de cinzel, nem de qualquer outro instrumento de ferro no Templo, durante sua construção). 8A entrada para o andar inferior situava-se no ângulo direito do Templo e por meio de escadas em caracol subia-se ao andar intermediário e, deste, ao terceiro. 9Terminada a construção do Templo, cobriu-o com um teto de pranchões de cedro. 10E construiu um anexo a todo o Templo; tinha cinco côvados de altura e estava ligado ao Templo por traves de cedro. 11A palavra de Iahweh foi então dirigida a Salomão: 12”Quanto a esta casa que estás construindo, se procederes segundo os meus estatutos, se observares as minhas normas e seguires fielmente os meus mandamentos, eu cumprirei em teu favor a minha palavra, que dei a teu pai Davi, 13e habitarei no meio dos filhos de Israel e não abandonarei meu povo, Israel”. 14Salomão edificou o Templo e o concluiu.
15Forrou com placas de cedro o lado interno das paredes do Templo — desde o pavimento até as vigas do teto, revestiu com madeira o interior — e cobriu com tábuas de cipreste o assoalho do Templo. 16Construiu os vinte côvados a partir do fundo do Templo com tábuas de cedro, desde o pavimento até as vigas, e eles foram separados do Templo para formarem o Debir, ou Santo dos Santos. 17O Templo, isto é, o Hekal, diante do Debir, tinha quarenta côvados. 18No interior do Templo, o cedro era esculpido com flores e festões; tudo era de cedro e não se via pedra alguma. 19Salomão dispôs um Debir no interior do Templo, para nele colocar a Arca da Aliança de Iahweh. 20O Debir tinha vinte côvados de comprimento, vinte côvados de largura e vinte côvados de altura; revestiu-o de ouro puríssimo. Fez um altar de cedro 211 diante do Debir e o revestiu de ouro. 22Ele revestiu de ouro o Templo todo, que ficou inteiramente coberto de ouro.
23No Debir, ele fez dois querubins de oliveira selvagem..”. Ele tinha dez côvados de altura. 24Uma asa do querubim tinha cinco côvados e a outra asa do querubim também tinha cinco côvados, ou seja, de uma extremidade à outra das asas havia a distância de dez côvados. 25O segundo querubim tinha também dez côvados; ambos os querubins tinham a mesma dimensão e o mesmo formato. 26A altura de um querubim era de dez côvados, e essa também era a altura do outro. 27Colocou os querubins no meio da sala interior; tinham as asas estendidas, de sorte que a asa de um tocava uma parede e a asa do outro tocava a outra parede e suas asas se tocavam uma na outra, no meio da sala. 28Revestiu de ouro os querubins. 29Em todas as paredes do Templo, ao redor, tanto no interior como no exterior, mandou esculpir figuras de querubins, palmas e flores. 30Cobriu de ouro o pavimento do Templo, no interior e no exterior.
31Ele fez a porta do Debir com vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha cinco ângulos; 32os dois batentes eram de oliveira selvagem. Mandou esculpir neles figuras de querubins, palmeiras e flores e cobriu-as de ouro; mandou cobrir de ouro os querubins e as palmeiras. 33Da mesma forma, para a porta do Hekal, fez vigas de madeira de oliveira selvagem; seu enquadramento tinha quatro ângulos; 34os dois batentes eram de cipreste: tanto um como o outro tinham painéis giratórios. 35Mandou esculpir neles querubins, palmeiras e flores, revestidos de ouro ajustado sobre a escultura. 36Construiu o muro do pátio interior com três fileiras de pedra talhada e uma fileira de pranchões de cedro.
37No quarto ano, no mês de Ziv, foram lançados os alicerces do Templo; no décimo primeiro ano, no mês de Bui — oitavo mês —, o Templo foi concluído em todas as suas partes, conforme o projeto. Salomão levou sete anos para construí-lo.
7— 1Para construir seu palácio, Salomão levou treze anos, até seu completo acabamento. 2Construiu a Casa da Floresta do Líbano, com cem côvados de comprimento, cinquenta côvados de largura e trinta de altura, sobre quatro fileiras de cedro, com pranchões de cedro sobre as colunas”. 3Ela era revestida de cedro na parte superior até os pranchões que estavam sobre as colunas. 4Havia três fileiras de arquitraves, quarenta e cinco ao todo, ou seja, quinze em cada fileira, que se correspondiam três vezes. 5Todas as portas e as vigas tinham um enquadramento retangular, correspondendo-se frente a frente três vezes. 6Fez o vestíbulo das colunas, com cinquenta côvados de comprimento e trinta de largura… com um pórtico na frente. 7Fez o pórtico do trono, onde ele administrava a justiça, chamado pórtico do julgamento; era revestido de cedro desde o pavimento até o teto. 8Sua morada particular, no outro pátio, atrás do pórtico, era construída da mesma forma; Salomão fez também uma casa, semelhante a esse pórtico, para a filha de Faraó, que ele tinha desposado. 9Todos os edifícios eram feitos de pedras escolhidas, talhadas sob medida, serradas por dentro e por fora, desde os fundamentos até a madeira das cornijas”. — 10Tinham nos alicerces pedras selecionadas, enormes blocos de dez e de oito côvados, 11e em cima, pedras escolhidas, talhadas sob medida, e madeira de cedro —, 12e, do lado externo, o grande pátio era cercado por três fileiras de pedra talhada e por uma fileira de tábuas de cedro; assim também eram feitos o pátio interno do Templo de Iahweh e o pórtico do Templo.
13Salomão mandou chamar Hiran de Tiro, 14filho de uma viúva da tribo de Neftali e cujo pai era natural de Tiro e trabalhava em bronze. Era dotado de grande habilidade, talento e inteligência para executar qualquer trabalho em bronze. Apresentou-se ao rei Salomão e executou todos os seus trabalhos.
15Fundiu duas colunas de bronze; a altura de uma era de dezoito côvados e sua circunferência media-se com um fio de doze côvados; assim também era a segunda coluna. 16Fez dois capitéis de bronze fundido, colocando-os no topo das colunas; um capitel tinha cinco côvados de altura e a altura do outro era a mesma. 17c Fabricou duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que encimavam as colunas, uma rede para cada capitel. 18aFez as romãs; havia duas fileiras de romãs em torno de cada rede, 19bquatrocentos ao todo, 20aplicadas no centro que ficava por detrás das redes; havia duzentas romãs em torno de um capitel, 18be o mesmo número em torno do outro. 19aOs capitéis que encimavam as colunas eram em forma de flores. 21Ergueu as colunas diante do pórtico do santuário; ergueu a coluna do lado direito, à qual deu o nome de Jaquin; ergueu a coluna da esquerda e chamou-a Booz.22 Assim ficou pronto o serviço das colunas.
23Fez o Mar de metal fundido, com dez côvados de diâmetro. Era redondo, tinha cinco côvados de altura; sua circunferência media-se com um fio de trinta côvados. 24Havia por baixo da borda coloquíntidas em todo o redor: rodeavam o Mar pelo espaço de trinta côvados, dispostas em duas fileiras e fundidas numa só peça com o Mar. 25Este repousava sobre doze touros, dos quais três olhavam para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o leste; o Mar se elevava sobre eles e a parte posterior de seus corpos estava voltada para o interior. 26Sua espessura era de um palmo e sua borda tinha a mesma forma que a borda de uma taça, como uma flor. Sua capacidade era de dois mil batos.
27Fez as dez bases de bronze, tendo cada uma quatro côvados de comprimento, quatro côvados de largura e três côvados de altura. 28Eis como foram feitas: tinham molduras que estavam entre as travessas. 29Sobre as molduras que estavam entre as travessas havia leões, touros e querubins, e sobre as travessas havia um suporte; abaixo dos leões e dos touros havia volutas à maneira de… 30Cada base tinha quatro rodas de bronze e eixos também de bronze; seus quatro pés tinham suportes, por baixo da bacia, e esses suportes eram fundidos… 31Seu encaixe, a partir do cruzamento dos suportes até o alto, tinha um côvado; seu encaixe era redondo, em forma de suporte de vaso; tinha um côvado e meio e sobre o encaixe, também, havia esculturas; mas os painéis eram quadrangulares e não redondos. 32As quatro rodas estavam sobre os painéis. Os eixos das rodas estavam no pedestal; a altura das rodas era de um côvado e meio. 33A forma das rodas era a mesma da de uma roda de carro: eixos, aros, raios e cubos, tudo era fundido. 34Havia quatro suportes, nos quatro ângulos de cada base: a base e seus suportes formavam uma só peça. 35Na parte superior da base havia um suporte de meio côvado de altura, de ferro circular; no topo da base havia esteios; os painéis formavam uma só peça com a base. 36Sobre os painéis das travessas e sobre as molduras mandou gravar querubins, leões e palmas… e volutas ao redor.37Assim fez as dez bases: todas fundidas da mesma maneira e do mesmo tamanho. 38Fez dez bacias de bronze, contendo cada uma quarenta batos; cada bacia tinha quatro côvados e repousava sobre uma das dez bases. 39Dispôs as bases, colocando cinco perto do lado direito do Templo e cinco perto do lado esquerdo do Templo; quanto ao Mar, colocara-o do lado direito do Templo, a sudoeste.
40Hiran fez os recipientes para as cinzas, as pás e as bacias para a aspersão. Ultimou toda a obra de que o encarregara o rei Salomão para o Templo de Iahweh: 41duas colunas; os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; as duas redes para cobrir os dois rolos dos capitéis que estavam no alto das colunas; 42as quatrocentas romãs para as duas redes: as romãs de cada rede estavam em duas fileiras; 43as dez bases e as dez bacias sobre as bases; 44o Mar único e os doze touros debaixo do Mar; 45os recipientes para as cinzas, as pás, as bacias para a aspersão. Todos esses objetos que Hiran fez para o rei Salomão, para o Templo de Iahweh, eram de bronze polido. 46Foi na planície do Jordão que ele os fundiu, em terra argilosa, entre Sucot e Sartã; 47 por causa de sua enorme quantidade, não se pôde calcular o peso do bronze. 48Salomão depositou no Templo de Iahweh todos os objetos que mandara fazer: o altar de ouro e a mesa de ouro, sobre a qual estavam os pães da oblação; 49os candelabros, de ouro puríssimo, cinco à direita e cinco à esquerda, diante do Debir; as flores, as lâmpadas, as tenazes, de ouro; 50as bacias, as facas, as bacias para a aspersão, as taças e os incensórios, de ouro puríssimo; os gonzos para as portas da sala interior — é o Santo dos Santos — e do Hekal, de ouro. 51Assim ficou terminada toda a obra que o rei Salomão executou para o Templo de Iahweh; e Salomão mandou trazer o que seu pai Davi havia consagrado: a prata, o ouro e os utensílios, e colocou-os no tesouro do Templo de Iahweh.
8— 1Então Salomão congregou em Jerusalém os anciãos de Israel, para trasladar da Cidade de Davi, que é Sião, a Arca da Aliança de Iahweh. 2Todos os homens de Israel reuniram-se junto do rei Salomão, no mês de Etanim, durante a festa (este é o sétimo mês),3 e os sacerdotes carregaram a Arca 4e a Tenda da Reunião com todos os objetos sagrados que nela estavam.5O rei Salomão e todo o Israel com ele imolaram diante da Arca ovelhas e bois em quantidade tal que não se podia contar nem calcular. 6Os sacerdotes conduziram a Arca da aliança de Iahweh ao seu lugar, ao Debir do Templo, a saber, ao Santo dos Santos, sob as asas dos querubins. 7Com efeito, os querubins estendiam suas asas sobre o lugar da Arca, abrigando a Arca e seus varais. 8aEstes eram tão compridos que do Santo, diante do Debir, se podia ver sua extremidade, mas não se podiam ver de fora. 9Na Arca nada havia, exceto as duas tábuas de pedra, que Moisés, no Horeb, aí tinha colocado — a saber, as tábuas da Aliança que Iahweh concluíra com os filhos de Israel quando saíram da terra do Egito; 8baí elas ficaram até hoje.
10Ora, quando os sacerdotes saíram do santuário, a Nuvem encheu o Templo de Iahweh 11e os sacerdotes não puderam continuar o seu serviço, por causa da Nuvem: a glória de Iahweh enchia o Templo de Iahweh! 12Então disse Salomão: “Iahweh decidiu habitar a Nuvem escura. 13Sim, eu construí para ti uma morada, uma residência em que habitas para sempre”.
14Depois o rei se voltou e abençoou toda a assembleia de Israel e toda ela mantinha-se de pé. 15Ele disse: “Bendito seja Iahweh, Deus de Israel, que realizou por sua mão o que, com sua boca, prometera a meu pai Davi, dizendo: 16’Desde o dia em que fiz sair meu povo Israel do Egito, não escolhi uma cidade, dentre todas as tribos de Israel, para nela se construir uma casa onde estaria meu Nome, mas escolhi Davi para comandar Israel, meu povo! 17Meu pai Davi teve a intenção de construir uma casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 18mas Iahweh disse a meu pai Davi: ‘Planejaste edificar uma casa para meu Nome e fizeste bem. 19Contudo, não serás tu quem edificará esta casa, e sim teu filho, saído de tuas entranhas, é que construirá a casa para meu Nome.’ 20Iahweh realizou a palavra que dissera: sucedi a meu pai Davi e tomei posse do trono de Israel como prometera Iahweh, construí a casa para o Nome de Iahweh, Deus de Israel, 21e nela preparei um lugar para a Arca, na qual se acha a Aliança que Iahweh concluiu com nossos pais quando os fez sair da terra do Egito”.
22Em seguida, Salomão postou-se diante do altar de Iahweh, na presença de toda a assembleia de Israel; estendeu as mãos para o céu 23e disse: “Iahweh, Deus de Israel! Não existe nenhum Deus semelhante a ti lá em cima nos céus, nem cá embaixo sobre a terra; a ti, que és fiel à Aliança e conservas a benevolência para com teus servos, quando caminham de todo coração diante de ti. 24Cumpriste a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe havias feito, e o que disseste com tua boca, executaste hoje com tua mão. 25E agora, Iahweh, Deus de Israel, mantém a teu servo Davi, meu pai, a promessa que lhe fizeste, ao dizer: ‘Jamais te faltará um descendente diante de mim, que se assente no trono de Israel, contanto que teus filhos atendam ao seu procedimento e caminhem diante de mim como tu mesmo procedeste diante de mim.’ 26Agora, pois, Deus de Israel, que se cumpra a palavra que disseste a teu servo Davi, meu pai! 27Mas será verdade que Deus habita com os homens nesta terra? Se os céus e os céus dos céus não te podem conter, muito menos esta casa que construí! 28Sê atento à prece e à súplica de teu servo, Iahweh, meu Deus, escuta o clamor e a prece que teu servo faz hoje diante de ti! 29Que teus olhos estejam abertos dia e noite sobre esta casa, sobre este lugar do qual disseste: ‘Meu Nome estará lá.’ Ouve a prece que teu servo fará neste lugar.
30”Escuta as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, quando orarem neste lugar. Escuta do lugar onde resides, no céu, escuta e perdoa. 31Se alguém pecar contra seu próximo e este pronunciar sobre ele um juramento imprecatório e o mandar jurar ante teu altar neste Templo, 32escuta do céu e age; julga teus servos: declara culpado o mau, fazendo recair sobre ele o peso de sua falta, e declara justo o inocente, tratando-o segundo sua justiça. 33Quando Israel, teu povo, for vencido diante do inimigo, por haver pecado contra ti, se ele se converter, louvar teu Nome, orar e suplicar a ti neste Templo, 34escuta no céu, perdoa o pecado de Israel, teu povo, e reconduze-o à terra que deste a seus pais. 35Quando o céu se fechar e não houver chuva por terem eles pecado contra ti, se eles rezarem neste lugar, louvarem teu Nome e se arrependerem de seu pecado, por os teres afligido, 36escuta no céu, perdoa o pecado de teu servo e de teu povo Israel — tu lhes indicarás o caminho reto que devem seguir — e rega com a chuva a terra que deste em herança a teu povo. 37Quando a terra sofrer a fome, a peste, a mela e a ferrugem; quando sobrevierem os gafanhotos ou os pulgões; quando o inimigo deste povo cercar uma de suas portas; quando houver qualquer calamidade ou epidemia, 38seja qual for a oração ou a súplica de qualquer um, que sente remorso de consciência, se ele erguer as mãos para este Templo, 39escuta no céu, onde moras, perdoa e age; retribui a cada um segundo seu proceder, pois conheces seu coração — és o único que conhece o coração de todos —, 40a fim de que te respeitem por todos os dias que viverem sobre a terra que deste a nossos pais.
41”Mesmo o estrangeiro, que não pertence a Israel, teu povo, se vier de uma terra longínqua por causa de teu Nome — 42porque ouvirão falar de teu grande Nome, de tua mão forte e de teu braço estendido —, se ele vier orar neste Templo, 43escuta no céu onde resides, atende todos os pedidos do estrangeiro, a fim de que todos os povos da terra reconheçam teu Nome e te temam como o faz Israel, teu povo, e saibam eles que este Templo que edifiquei traz o teu Nome. 44Se o teu povo sair à guerra contra seus inimigos, pelo caminho que o enviares e ele orar, voltado para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para teu Nome, 45escuta no céu sua prece e sua súplica e faze-lhe justiça. 46Quando tiverem pecado contra ti — pois não há pessoa alguma que não peque —, e, irritado contra eles, os entregares ao inimigo e seus vencedores os levarem cativos para uma terra inimiga, longínqua ou próxima, 47se eles caírem em si, na terra para onde houverem sido levados, se arrependerem e te suplicarem na terra de seus vencedores, dizendo: ‘Pecamos, agimos mal, nós nos pervertemos’, 48se retornarem a ti de todo o coração e de toda a sua alma na terra dos inimigos que os tiverem deportado, e se orarem a ti voltados para a terra que deste a seus pais, para a cidade que escolheste e para o Templo que construí para o teu Nome, 49escuta do céu onde resides, 50perdoa a teu povo os pecados que cometeu contra ti e todas as revoltas de que foram culpados, faze-os encontrar graça diante de seus vencedores, de modo que tenham deles compaixão; 51pois são teu povo e tua herança, são os que fizeste sair do Egito, daquela fornalha de ferro.
52 “Que teus olhos estejam abertos para as súplicas de teu servo e de teu povo Israel, para ouvires todos os apelos que lançarem a ti. 53Pois foste tu que os separaste como tua herança, dentre todos os povos da terra, como declaraste por meio de teu servo Moisés, quando fizeste sair do Egito nossos pais, Senhor Iahweh!”. 54Quando Salomão acabou de dirigir a Iahweh toda essa prece e essa súplica, levantou-se do lugar onde estava ajoelhado, de mãos erguidas para o céu, diante do altar de Iahweh, 55e pôs-se de pé. Abençoou em alta voz toda a assembleia de Israel, dizendo: 56 “Bendito seja Iahweh, que concedeu o repouso a seu povo Israel, conforme todas as suas promessas; de todas as boas promessas que fez por meio de seu servo Moisés, nenhuma falhou! 57Que Iahweh, nosso Deus, esteja conosco, como esteve com nossos pais, que não nos abandone nem nos rejeite! 58Incline para ele nossos corações, a fim de que andemos em todos os seus caminhos e guardemos os mandamentos, os estatutos e as normas que ele prescreveu a nossos pais. 59Que estas palavras por mim pronunciadas em oração diante de Iahweh fiquem presentes dia e noite diante de Iahweh nosso Deus, para que faça justiça a seu servo e a Israel, seu povo, conforme as necessidades de cada dia. 60Assim, todos os povos da terra reconhecerão que somente Iahweh é Deus e que não há outro além dele, 61e o vosso coração pertencerá totalmente a Iahweh, nosso Deus, observando seus estatutos e guardando seus mandamentos como o fazeis agora”.
62O rei e todo o Israel com ele ofereceram sacrifícios diante de Iahweh. 63Salomão imolou, para o sacrifício de comunhão que ofereceu a Iahweh, vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas. Assim o rei e todos os filhos de Israel consagraram o Templo de Iahweh. 64No mesmo dia, o rei consagrou o interior do pátio que está diante do Templo de Iahweh; pois foi lá que ofereceu o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão, uma vez que o altar de bronze, que estava diante de Iahweh, era pequeno demais para conter o holocausto, a oblação e as gorduras dos sacrifícios de comunhão. 65Nesta ocasião, Salomão celebrou a festa, e todo o Israel com ele; houve uma grande assembleia, desde a Entrada de Emat até a Torrente do Egito, diante de Iahweh, nosso Deus, por sete dias. 66No oitavo dia despediu o povo; eles bendisseram o rei e voltaram para suas casas, alegres e de coração contente por todo o bem que Iahweh fizera a seu servo Davi e a Israel, seu povo.
9— 1Depois que Salomão acabou de construir o Templo de Iahweh, o palácio real e tudo o que tencionava realizar, 2Iahweh lhe apareceu uma segunda vez, como lhe aparecera em Gabaon. 3Iahweh lhe disse: “Ouvi a oração e a súplica que me dirigiste. Consagrei esta casa que construíste, nela colocando meu Nome para sempre; meus olhos e meu coração aí estarão para sempre. 4Quanto a ti, se procederes diante de mim como teu pai Davi, na integridade e retidão do coração, se agires segundo minhas ordens e observares meus estatutos e minhas normas, 5firmarei para sempre teu trono real sobre Israel, como prometi a Davi, teu pai, dizendo: ‘Jamais te faltará um descendente sobre o trono de Israel’; 6porém, se vós e vossos filhos me abandonardes, não observando os mandamentos e os estatutos que vos prescrevi e indo servir a outros deuses e prestar-lhes homenagem, 7então erradicarei Israel da terra que lhes dei; rejeitarei para longe de mim este Templo que consagrei a meu Nome e Israel será objeto de escárnio e de riso entre todos os povos. 8Este Templo tão sublime será para todos os transeuntes motivo de espanto; assobiarão e dirão: ‘Por que Iahweh tratou assim esta terra e este Templo?’ 9E responderão: ‘Porque abandonaram Iahweh, seu Deus, que fez sair seus pais da terra do Egito, porque aderiram a outros deuses e lhes prestaram homenagem e culto, por isso Iahweh fez cair sobre eles todas estas desgraças.’”
Resposta: O consulente está enganado. A oferenda de Abel não era uma oferenda de sangue. Em nenhum lugar está escrito que Abel matou um animal. A lenda da maçonaria mística, que apresentaremos em parte, conta a história: em um determinado momento, o Elohim criou Eva; Ele se uniu a ela e ela deu à luz Caim; só que Ele a abandonou antes do nascimento de Caim e Caim tornou-se, assim, “filho da viúva”. Então, outro Elohim, Jeová, criou Adão, que se uniu a Eva e ela deu à luz Abel. Com o tempo, Caim e Abel trouxeram suas ofertas a Jeová. Abel trouxe de seus rebanhos criados por Deus, enquanto Caim trouxe o trabalho de suas próprias mãos, o trigo. E Jeová aceitou a oferta que Abel encontrara pronta em suas mãos, feita pela natureza, mas desprezou o sacrifício que era fruto da capacidade criativa de Caim. Então Caim matou Abel e foi amaldiçoado. Adão uniu-se novamente a Eva, e ela deu à luz Seth.
De Caim e Seth vieram duas classes de pessoas. Os descendentes de Caim foram Tubal-Caim e Hiram Abiff, habilidosos mestres artesãos, que sabiam moldar coisas com as próprias mãos, possuindo em si a capacidade divina da criação, de fazer crescer duas folhas de grama onde antes havia apenas uma, e deles descendem todos aqueles que trabalham com as mãos e se esforçam para conquistar a terra e seus recursos.
De Seth descendiam os Reis e os Sacerdotes, que recebiam sua sabedoria já pronta dos deuses e aceitavam as coisas como as encontravam. Entre eles estava Salomão, o mais sábio dos seres humanos, mas ele não havia conquistado sua sabedoria por si mesmo, ele a recebeu como um dom de Deus. Essas duas classes ainda são encontradas na Terra hoje e estão lutando pela supremacia. Uma é a dos poderes temporais progressistas, a outra a do sacerdócio conservador.
A razão pela qual Jeová aceitou a oferta de Abel foi porque ele aceitou as coisas como foram criadas; ele era “filho do homem” e não aspirava à criação divina. Mas Caim tinha uma natureza divina; possuía o instinto criador, e isso não agradava a Deus Jeová.
(Pergunta nº 87 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Julho de 1914
Na última lição, vimos que o Senhor de Wartburg[1] pediu aos trovadores que descrevessem o amor[2]. Como todos nós aspiramos a desenvolver essa qualidade dentro de nós, talvez seja de suma importância que encaremos a questão de frente e vejamos qual é o nosso maior obstáculo, pois certamente não há dúvida de que todos nós carecemos lamentavelmente de amor.
Não importa o que possamos parecer aos outros, quando olhamos para dentro de nossos corações, nos envergonhamos, reconhecendo motivos que impulsionaram atos estimulados que os outros consideram ditados pelo amor aos nossos semelhantes. Ao analisarmos esses motivos, descobriremos que todos são ditados por uma única característica: o egoísmo. Além disso, essa é a única falha que jamais confessamos. Já ouvimos homens e mulheres se levantarem em público ou em particular e confessarem todos os seus pecados cometidos, exceto este único, o egoísmo. Sim, nós até nos enganamos, imaginando que nós mesmos não somos egoístas. Percebemos essa característica claramente nos outros, se formos bons observadores, mas não conseguimos enxergar “trave em nossos olhos”[3]. E enquanto não admitirmos essa grande falha e não nos esforçarmos seriamente para superá-la, não poderemos progredir no caminho do amor.
Thomas de Kempis[4] disse: “Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la.”[5]; e podemos bem substituir a palavra amor por contrição. Se ao menos pudéssemos sentir o amor em vez de sermos capazes de defini-lo! Mas, o amor não pode ser conhecido por nós agora, exceto na medida em que nos purificamos do grande pecado do egoísmo. A vida é a nossa posse mais preciosa e, portanto, Cristo nos ensinou: “Ninguém tem maior amor <ou altruísmo> do que aquele que dá a vida por seus amigos.”[6].
Portanto, na medida em que cultivamos essa virtude do altruísmo, alcançaremos o amor, pois eles são sinônimos, como S. Paulo demonstrou naquele inimitável 13º capítulo da 1ª Epístola aos Coríntios[7]. Quando um irmão ou uma irmã pobre bate à nossa porta, nós lhe damos o mínimo que podemos? Se assim for, somos egoístas. Ou nós o ajudamos apenas porque nossa consciência não nos permitirá deixá-lo ir? Então também isso é egoísmo, pois não queremos sentir peso da consciência. Mesmo que dediquemos nossas vidas a uma causa, não surge o pensamento de que é o nosso trabalho? Muitas vezes escondo meu rosto de vergonha ao pensar nisso em relação à Fraternidade Rosacruz, e ainda assim, precisamos seguir em frente. Mas, não nos iludamos; lutemos contra o demônio do egoísmo e estejamos sempre vigilantes contra seus ataques subtis. Se o ouvirmos sussurrar que precisamos descansar e não podemos dar ao luxo de doar nossas forças pelos outros, ou se sentimos que não podemos nos esforçar de doar nossos bens materiais, que nos esforcemos para cultivar a virtude da generosidade. Na verdade, só retemos o que damos; nossos Corpos se decompõem e nossos bens ficam para trás, mas nossas boas ações permanecem conosco por toda a eternidade.
(Carta nº 44 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Da obra Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg de Richard Wagner (1845). Baseada numa lenda medieval, conta a história de Tannhäuser, um menestrel que se deixa seduzir por uma mulher mundana, de nome Vênus, contrariando assim a defesa do torneio dos trovadores a que ele pertence de que o amor deve ser sublime e elevado. Quando Tannhäuser defende deliberadamente o amor carnal de Vênus, é reprimido pelos trovadores e consolado apenas por Isabel, uma virgem que o ama muito. É-lhe dito que sua única chance de perdão é dirigir-se ao Vaticano e rogar o perdão do Papa. Tannhäuser segue, então, com o torneio até Roma, mas de maneira autopunitiva: dormindo sobre a neve, enquanto os demais estão no alojamento; caminhando descalço sobre o chão quente, passando fome, e ainda com os olhos vendados, para não ver as belas paisagens da Itália. Ao chegar diante do papa, em vez de obter o perdão, ouve o papa dizer que é mais fácil o cajado que ele segura florescer do que ele obter o perdão dos pecados, tanto no céu quanto na terra. Odiando a igreja, Tannhäuser volta à Alemanha e Isabel sobe aos céus, rogando a Deus que interceda por ele. Os trovadores voltam com a notícia de que o cajado do papa floresceu, simbolizando que um pecador obteve no céu o perdão que não obteve na terra.
[2] N.T.: “Tal como, muitas vezes, em tempos de guerra, desafiamos a morte,
E lutamos como bons cavaleiros para manter a honra,
Assim vós Trovadores, tendes lutado e salvo a virtude
E mantido a verdadeira fé, com a doce voz de vosso canto.
Afina, agora, vossas harpas e compõe canções novas.
Descrevei o verdadeiro amor, para que o conheçamos a fundo;
E aquele que o fizer de modo mais nobre,
Receberá sua recompensa das mãos da princesa.”
Faz-se um sorteio para designar quem deve começar o certame e cabe a Wolfram principiar. Ele começa assim:
“Olhando para esta vistosa assembleia,
Como se dilata o coração o ao ver tão formosa cena!
Estes valentes campeões, sábios e gentis,
Qual robustas árvores de frondoso bosque;
E, florescendo a seu lado em doce perfeição,
Vejo uma coroa de formosas damas e donzelas.
Seu aspecto glorioso, cega o espectador;
Meu canto é mudo, ante visão tão rara.
Levanto os olhos a alguém cujo esplendor celeste
Brilha neste céu radiante com suave fulgor.
E, olhando este resplendor puro e terno,
Meu coração mergulha em orações e santos sonhos
E, então, a fonte de toda a delícia e poder
É revelada à minha alma atenta,
De cujas insondáveis profundezas me inunda uma chuva de alegria,
Um terno bálsamo que cura todos os pesares,
Oh! Que jamais me ocorra perturbar águas tão puras,
Nem agitá-las com selvagens desejos!
Quero adorar-te, ajoelhado, com alma devota.
Meu coração aspira viver e morrer por ti.
Não sei se estas débeis palavras poderão exprimir
O que senti do verdadeiro e terno amor”.
Ao findar o canto de Wolfram, Tannhauser começa como se saísse de um sonho. Levanta-se e canta:
“Eu também bebi daquela fonte de prazeres.
Suas águas, Wolfram, também eu as conheço.
Quem, que tenha vida, pode atrever-se a ignorá-la?
Escuta como demonstrarei suas virtudes:
Eu dela não me aproximaria, Se o desejo não me consumisse a alma;
Só por isso desejei que suas ondas me refrescassem
E restaurassem minha vida e meu coração.
Oh! Maré de alegria, permite que eu te possua!
Diante de ti fogem temores e dúvidas;
Deixa que teus êxtases insondáveis me bendigam.
Só por ti meu coração pulsa com violência.
Sinto-me possuído de esplendor ardoroso E quisera arder com eterno afã.
Digo-te, Wolfram, assim traduzo O que conheci do verdadeiro amor.”
[3] N.T.: Mt 7:3-5
[4] N.T.: Também conhecido como Tomás de Kempis, Tomás de Kempen, Thomas Hemerken, Thomas à Kempis, ou Thomas von Kempen (1379 ou 1380-1471), Monge e escritor alemão. Tomás de Kempis produziu cerca de quarenta obras representantes da literatura devocional moderna. Destaca-se o seu livro mais célebre, Imitação de Cristo, composto por quatro volumes, no qual apela a uma vida seguida no exemplo de Cristo, valorizando a comunhão como forma de reforçar a fé.
[5] N.T.: Do Livro Primeiro-Capítulo 1- parágrafo 3 do Livro Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
[6] N.T.: Jo 15:13
[7] N.T.: 1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos Anjos, se eu não tiver amor, seria como o metal que soa ou como um sino que tine.2Ainda que eu tenha o dom da profecia, e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que tenha tamanha fé, a ponto de remover montanhas, se não tiver amor nada serei. 3E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso nada disso me aproveitará. 4O amor é paciente, é benigno, o amor não é invejoso, não se ufana, não se ensoberbece, 5 não se conduz inconveniente, não busca os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 7tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8O amor nunca falha, mas se houver profecias, falharão; se houver ciência, desaparecerá; 9porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. 10Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança. 12Porque agora vemos por espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora meu conhecemos em parte, então, conheceremos como somos conhecidos. 13Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, porém a maior destas virtudes é o amor.

Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz tem uma importante ferramenta:
1) Ajuda-o a aproveitar as influências astrais oferecidas pelos Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e Conjunções benéficas) e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, ou seja, pelos Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e Conjunções adversas), no seu dia a dia.
2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.
3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.
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Nós, ao nascermos, mais uma vez aqui, não estamos formados ainda. Sabemos, à luz da Ciência e da Filosofia Rosacruz, que desenvolvemos o nosso Corpo Denso até por volta dos sete anos. Então nasce o nosso Corpo Vital e é desenvolvido até cerca dos catorze anos, em que a puberdade marca o nascimento do nosso Corpo de Desejos. Desenvolvemos o nosso Corpo de Desejos até perto dos 21 anos, quando nasce a nossa Mente e aí somos considerados (não sem razão, portanto) pelas leis civis, como cidadão, capaz de exercer nossos deveres e direitos.
Nesse desenvolvimento, há a chamada idade perigosa, que medeia entre os catorze anos e vinte anos. É quando nós, como um jovem, começamos a formar nosso próprio sangue, começamos a mostrar nossa verdadeira natureza, inteiramente pessoal, distinta dos nossos pais e demais ascendentes (porque a hereditariedade afeta apenas a parte física!). A nossa Mente ainda não se formou e sob os impulsos do Corpo de Desejos, nós, um jovem, sentimos a íntima necessidade de autoafirmação, começamos a reagir contra as ordens dos pais e dos responsáveis. Julgamo-nos donos do nosso nariz, como se costuma dizer. É uma idade difícil. Se os nossos pais ou responsáveis não conquistaram a nossa confiança e o nosso amor de filho ou de filha, pelo exemplo e pela coerência de atitudes, amorosas e justas, terão dificuldade conosco nessa fase de nossa educação.
O mesmo ocorre, por exemplo, no desenvolvimento de qualquer coisa, inclusive da Fraternidade Rosacruz. Max Heindel, profundo e inteligente como era, previu isso. Disse ele que, em seu desenvolvimento, como qualquer outra organização, a Fraternidade Rosacruz teria problema quando seus Estudantes Rosacruzes estivessem passando a “maturidade espiritual”. É inevitável.
O Estudante Rosacruz, sentindo seu avanço, a influência que vai exercendo em seu meio ambiente imediato, a facilidade que vai tendo na compreensão de tudo, graças às “chaves” que recebeu na Fraternidade Rosacruz corre o imenso risco de começar a se envaidecer. Ele mesmo não percebe isso; é um sentimento perigoso, sutil, insinuante, com feições de legítimo, mas, no fundo, é pura vaidade.
Daí Max Heindel chamar a esse nível, onde ocorre mais esse risco, de Probacionista, ou seja, “aquele em que se é provado”. Não provas dramáticas contra dragões e perigos horripilantes, quixotescos. Não, provas sutis, segundo o ponto fraco de cada um.
Max Heindel comparou a ascensão do Aspirante à vida superior a uma torre de igreja, larga na base e que vai estreitando à medida que sobe, até que há um ponto suportando a cruz. No caminho da regeneração, também, tudo é definido no começo. Muitas coisas são permitidas, porque a medida da instrução é o que o Estudante Rosacruz pode aprender e não o que a Escola Fraternidade Rosacruz pode ensinar. Mas, à medida que ele avança, as relatividades aumentam em tudo e o rigor de consciência desperta a tortura em cada desvio. Então, a diferença entre o bem e mal é sutil. Ele já não responde facilmente como antes. Há muitos fatores a considerar. É como o fio da lâmina de uma navalha.
Mas, se o Estudante Rosacruz não for cuidadoso e prudente na observação de si mesmo poderá, facilmente, escorregar de um lado para outro, entre o fanatismo e a indiferença; pode interpretar como legítima sua vontade de mudar as coisas e, como o jovem do nosso exemplo acima, passa a criticar os pais ou os responsáveis chamando-os de antiquados, de prepotentes, atrasados, ignorantes e outros adjetivos afins.
É uma fase; uma “idade” perigosa. Foi por isso que surgiram ramificações por aí, com nomes de “Rosacruz”, “independentes” como o mocinho carente de mentalidade e equilíbrio e, principalmente, carente de um elo superior, no caso a Ordem Rosacruz, que está na Região Etérica do Mundo Físico.
É certo que os Irmãos Maiores, como educadores sapientíssimos, sabem compreender tudo isto e ajudam seus “filhos” a vencer as provas; mas fornecem muito mais possibilidades aos que exercitam sua Epigênese dentro do ideal traçado. Liberdade mal orientada é Epigênese desperdiçada, se bem que as consequências evidenciam o erro e reconduzem ao caminho.
Isto ocorre em todas as organizações, grupos, equipes e centros de estudos. Já vivemos estas experiências, mas temos a felicidade de compreender nossa adolescência e a sabedoria de nossos pais e responsáveis, simbolicamente, aqui: Cristo, os seus auxiliares que são os Irmãos Maiores, e que se expressam por meio dos Ensinamentos Cristãos, pedagogicamente detalhados como Ensinamentos Rosacruzes.
Este problema, esta prova de se julgar cerceado em sua liberdade, de querer ser diferente, é natural da adolescência, mas não traz maiores consequências quando os pais ou responsáveis souberam educar seus filhos.
Em nosso caso, sob a orientação da Escola Fraternidade Rosacruz sabemos que ela respeita acima de tudo o livre arbítrio de cada um e procura emancipar os Estudantes Rosacruzes de toda limitação de sua Personalidade e das dependências externas (sejam de pessoas ou de “coisas”) para que seja um “perfeito cidadão do mundo e um pregador do bem”. Logo, se existe esta impressão, é interna, é pessoal, da vaidade, da Personalidade que se vê acuada, ameaçada e luta por seu reino, como Herodes ao tempo em que nasceu o menino Jesus. Um é o reino do mundo e o outro o Reino dos Céus. Este deve conquistar aquele, mas a luta custará à vida de muitos ideais, de muitos esforços.
Suscitamos este tema por vários motivos: primeiro porque é sempre atual; segundo, porque já temos muitos Probacionistas que precisam ficar alertas contra as armadilhas da natureza inferior que cada um temos; terceiro, porque é preciso compreender que o movimento Fraternidade Rosacruz não é uma Escola de cegos guiando cegos, sem lastro iniciáticos, senão que, reúne princípios superiores, inalteráveis ao nosso esforço Crístico, é só estudar com atenção o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz para ter uma prova disso.
Ao mesmo tempo, por trás de toda atividade individual ou em grupos, há uma ajuda esclarecida, há um observador consciente que nos respeita a liberdade, que nos estimula, que nos compreende como um “pai” maravilhoso, um pedagogo incomparável, que são os Irmãos Maiores; quarto, porque a “Fraternidade Rosacruz” não são sedes, prédios, salas, nem “diretorias”, “conselhos” e outros “cargos” que porventura sejam criados. A Fraternidade Rosacruz é algo interno, vivente, que se forma com a aspiração, com o esforço, com o pensamento convergente, harmonioso, concordante de todos os Estudantes Rosacruzes ativos e sinceros, na consecução de um Ideal superior, qual seja, a elevação de mundo à altura de Cristo, nosso único Ideal.
Isso não quer dizer que a Sede Mundial da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, não tenha um efeito especial, como fulcro físico. Tem sim! Max Heindel, Iniciado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, escolheu aquele lugar não por acaso, mas porque sabia se tratar de um dos sete centros de irradiação espiritual, do Planeta Terra, de modo a favorecer a difusão dessa nova tônica do movimento Cristão Esotérico pelo mundo inteiro, de forma que não seria possível com apenas os recursos de seus Estudantes Rosacruzes. Além do mais, conforme Max Heindel o testemunhou, a Sede Mundial corresponde a um Arquétipo previamente formado nos planos mentais pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o propósito de alimentar o corpo de nosso ideal até o tempo previsto na Era de Aquário. Além do que podem ver nossos olhos físicos, além do que nossos limitados sentidos de neófitos, há uma força espiritual mantenedora da Fraternidade Rosacruz, que precisa do esforço de cada Estudante Rosacruz ativo e sincero, mas que não depende apenas de nós para sua sobrevivência.
Afinal, a Sede Mundial, fundada por Max Heindel, sob orientação direta dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, corresponde a um moderno Tabernáculo com missão especial para o Ideal de Aquário e o Cristianismo Esotérico, a Religião do futuro.
Realmente assim é. Não importa o “nome dos pedreiros”, a construção continua seguindo as linhas traçadas previamente por um Arquétipo. Nenhum esforço errado poderá subsistir.
Encerramos com S. Paulo, apóstolo: “Eu plantei; Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Assim, pois, aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa tão-somente Deus, que dá o crescimento. Aquele que planta e aquele que rega são iguais entre si; mas cada um receberá seu próprio salário, segundo a medida do seu trabalho. Nós somos cooperadores de Deus, e vós sois a seara de Deus, o edifício de Deus..” (ICor 3:6-9). “Quanto ao fundamento, ninguém pode colocar outro diverso do que foi posto: Cristo. Se alguém sobre esse fundamento constrói com ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno ou palha, a obra de cada um será posta em evidência. O Dia torná-la-á conhecida, pois ele se manifestará pelo fogo e o fogo provará o que vale a obra de cada um.” (ICor 3:11-13).
Sejamos, pois, sempre como células ativas, tecidos vivos, órgãos normais no corpo da Fraternidade Rosacruz, sem jamais inquirir, como células, a que a outra faz; o propósito da Fraternidade Rosacruz é o desenvolvimento individual, para que o corpo cresça em eficiência, como Deus cresce com o pequenino acréscimo de nossa evolução individual. Deus é Amor. O amor une e edifica. “Quem vive em amor vive em Deus e Deus nele.” (IJo 4:16).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1965 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: Quando a Terra emergiu do caos, inicialmente se encontrava no estágio vermelho escuro conhecido como Época Polar. Ali, a Humanidade desenvolveu pela primeira vez um Corpo Denso, nada parecido com o nosso veículo atual, é claro. Quando a condição da Terra se tornou ígnea, como na Época Hiperbórea, o Corpo Vital foi adicionado e o ser humano se tornou semelhante a uma planta, ou seja, ele possuía os mesmos veículos que as nossas plantas têm hoje e, também, uma consciência semelhante, ou melhor, inconsciência, àquela que temos no sono sem sonhos, quando os Corpos Densos e Vitais são deixados sobre a cama.
Naquela época, na Época Hiperbórea, o Corpo Denso do ser humano era como um enorme saco de gás, flutuando fora da Terra ígnea, e expelindo esporos semelhantes a plantas, que então cresciam e eram usados por outras seres humanos que chegavam. Naquela época, o ser humano era bissexual, um hermafrodita.
Na Época Lemúrica, quando a Terra havia esfriado um pouco e ilhas de crosta começaram a se formar em meio a mares ferventes, o Corpo Denso do ser humano também havia se solidificado um pouco e se tornado mais parecido com o Corpo Denso que vemos hoje. Era semelhante ao de um animal antropoide inferior, com um tronco curto, braços e membros enormes, os calcanhares projetando-se para trás e quase nenhuma cabeça — pelo menos a parte superior da cabeça estava quase totalmente ausente. O ser humano vivia na atmosfera de vapor que os ocultistas chamam de nevoeiro de fumaça (partículas ou texturas de fumaça volumétrica iluminada pelo fogo) e não tinha pulmões, mas respirava por meio de tubos. Ele possuía um órgão semelhante a uma bexiga em seu interior, que inflava com ar aquecido para ajudá-lo a saltar enormes abismos quando erupções vulcânicas destruíam a terra em que vivia. Da parte de trás de sua cabeça projetava-se um órgão que agora foi retraído para dentro da cabeça e é chamado pelos anatomistas de Glândula Pineal, ou terceiro olho, embora nunca tenha sido um olho, mas um órgão localizado de sensibilidade. O Corpo Denso era então desprovido de sensações, mas quando o ser humano se aproximava demais de uma cratera vulcânica, o calor era registrado por esse órgão para alertá-lo antes que seu Corpo Denso fosse destruído.
Naquele momento, o Corpo Denso já estava tão solidificado que era impossível para o ser humano continuar a se propagar por esporos, sendo necessário que ele desenvolvesse um órgão de pensamento, um cérebro. A força sexual criadora que hoje usamos para construir ferrovias, navios a vapor, etc., no Mundo exterior, era então usada internamente para a construção de órgãos. Como todas as forças, ela era positiva e negativa. Um dos polos foi voltado para cima para construir o cérebro, deixando o outro polo disponível para a criação de outro Corpo Denso. Assim, o ser humano deixou de ser uma unidade criadora completa. Cada um possuía apenas metade da força sexual criadora e, portanto, era necessário que buscasse seu complemento fora de si.
Mas naquele momento, “seus olhos ainda não haviam sido abertos”[1], e os seres humanos daquele tempo não tinham consciência uns dos outros no Mundo Físico, embora estivessem bem conscientes e despertos nos Mundos espirituais. Portanto, sob a orientação dos Anjos, que eram particularmente capacitados para ajudá-los com relação à propagação, eles eram reunidos em grandes Templos em certas épocas do ano, quando as linhas de força que corriam entre os Astros (Sol, Lua e Planetas) eram propícias, e ali o ato criador era realizado como um sacrifício religioso. E quando esse homem primordial, Adão, entrou em contato sexual íntimo com a mulher, o Espírito por um instante penetrou a carne e “Adão conheceu (ou tomou consciência de) sua esposa”[2]; ele a sentiu fisicamente. É isso que a Bíblia registrou, usando essa expressão casta em todas as suas páginas, pois nos é dito que “Elcaná conheceu sua esposa Ana, e ela deu à luz Samuel”[3]. Mesmo no Novo Testamento, quando o Anjo vem a Maria dizendo-lhe que ela será a mãe do Salvador, ela responde: “Como isso será possível, visto que não conheço homem?”[4].
Pecado é a ação contrária à Lei de Deus, e enquanto a Humanidade se propagava sob a orientação dos Anjos, que compreendiam as linhas de força cósmicas, o parto era indolor, como o é agora entre os animais selvagens, que se reproduzem apenas na época apropriada do ano sob a orientação do Espírito-Grupo. Mas quando o ser humano, agindo sob o conselho de certos Espíritos que se encontram evolutivamente entre a humanidade e os Anjos, decidiu criar em qualquer época do ano, independentemente das linhas de força cósmicas, esse pecado, ou “comer do fruto da Árvore do Conhecimento”, causou o parto doloroso que o Anjo anunciou a Eva. Ele não a amaldiçoou, mas simplesmente declarou qual seria o resultado do uso ignorante e indiscriminado da força sexual criadora.
(Pergunta nº 85 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Gn 3:7
[2] N.T.: Gn 4:1
[3] N.T.: ISm 1:19-20
[4] N.T.: Lc 1:34
Resposta: Existem duas histórias da criação na Bíblia. Uma começa no primeiro versículo do primeiro capítulo e termina no terceiro versículo do segundo capítulo do Livro do Gênesis[1]. Outra narrativa começa no quarto versículo[2].
Essas duas histórias da criação parecem divergir bastante em vários pontos. O primeiro relato afirma que no princípio a Terra era coberta de água; o segundo afirma que era seca. O primeiro nos informa que o ser humano foi criado por último; a segunda versão diz que ele foi a primeira criatura, etc. Essas discrepâncias parecem irreconciliáveis e proporcionam ao cético grande satisfação quando ele as relata com um sorriso de pena arrogante pelos pobres tolos ignorantes que acreditam em tamanha tolice. No entanto, os dois relatos não são realmente incongruentes; eles são complementares e estão em harmonia com os fatos científicos. O primeiro relato trata origem da Forma, o segundo capítulo da evolução da consciência. A Forma humana, como está constituída atualmente, é a obra-prima da evolução, construída sobre a base de todas as Formas inferiores que a precederam. A Vida que é o Espírito, o pensador, não tem começo nem fim, é eterna como o próprio Deus, e essa Vida existia antes de todas as Formas, como conta a segunda história da criação.
Quanto ao tempo em que se diz que essa criação da forma ocorreu, os Ensinamentos Rosacruzes não ensinam nem acreditam que ela tenha sido realizada em sete dias de vinte e quatro horas cada, mas em nosso esquema de manifestação sete grandes transformações da Terra são necessárias para facilitar a plena evolução da autoconsciência e do poder da Alma pelos Espíritos em evolução. Três Períodos e meio foram gastos na obtenção de veículos; o restante será necessário para a evolução da consciência.
O versículo inicial da Bíblia afirma que, no princípio, a Terra era escura e sem forma definida. Isso ocorreu durante o Período de Saturno, quando a névoa ígnea incipiente se formava a partir da substância primordial do espaço.
O terceiro versículo nos informa que Deus disse “Haja luz”, uma passagem que tem sido alvo de escárnio por demonstrar a ignorância dos autores e a inconsistência do relato com os fatos científicos; pois, diz o zombador: “Se o Sol e a Lua só foram criados no quarto dia, como poderia haver luz antes disso?”. Não estamos lidando com o mundo como ele é hoje, uma massa sólida. Isso, é claro, seria escuro sem uma fonte externa de luz, mas naquela época a Terra era um mundo em formação e, de acordo com a Teoria Nebular, deve haver primeiro o estágio de calor escuro ao qual demos o nome de Período de Saturno. Mais tarde, a névoa se acende e se torna luminosa; a luz está dentro e não depende de um Sol e de uma Lua externos. Este segundo estágio no desenvolvimento do nosso Planeta é chamado de Período Solar.
Em seguida, somos informados de que Deus disse: “Haja uma expansão nas águas, para separar águas de águas.”. A palavra aqui traduzida como “expansão” é traduzida como “firmamento” na versão autorizada, mas usamos o texto massorético, que foi traduzido por tradutores de conhecimento, que não estavam sujeitos a um decreto real como aquele que dificultou os tradutores do Rei Jaime. O uso do termo “expansão” harmoniza a Bíblia com a Teoria Nebular, pois, quando uma névoa de fogo aparece no espaço, a umidade é gerada pelo contato dessa massa aquecida com o espaço circundante, que é frio. Essa umidade se aquece e se expande em vapor, que se desloca para fora do núcleo incandescente, é resfriado e condensado, e gravita de volta para a fonte de calor. Assim, a expansão das águas separou as águas das águas, com a umidade densa permanecendo mais próxima do núcleo incandescente e o vapor do lado de fora. Essa fase na consolidação da Terra é chamada de Período Lunar.
A ebulição contínua da água ao redor do núcleo incandescente finalmente causou uma incrustação e surgiu terra seca. Dizem que “Deus chamou a terra seca de Terra”.
Durante a primeira parte do Período atual, o Período Terrestre, a Terra era tão escura quanto no Período de Saturno. Existiam apenas substâncias minerais. Esta fase é chamada de Época Polar.
O Período Solar ardente encontra sua réplica na Época Hiperbórea, que é descrita nos versículos 11-19[3] como o tempo em que as plantas foram geradas e a Terra se tornou um Planeta iluminado externamente pelo Sol e pela Lua. Isso encerra o trabalho descrito como tendo sido realizado no quarto grande dia no desenvolvimento da nossa Terra.
Na Época Lemúrica temos uma recapitulação das condições durante o Período Lunar, um núcleo ardente e uma atmosfera de névoa de fogo, também a gênese dos graus inferiores dos animais, descrita na história bíblica como o trabalho do quinto dia.
Na Época Atlante os mamíferos vertebrados e o ser humano foram formados, como descrito sob o título do sexto dia, e quando o ser humano se tornou um ser racional na atual Época Ária, os Deuses descansaram para deixá-lo realizar sua própria salvação sob as gêmeas Lei do Renascimento e Lei da Consequência.
(Pergunta nº 79 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: (Gn 1:1-31 e Gn 2:1-3) Capítulo 1: No princípio, Deus criou o céu e a Terra. Ora, a Terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo, e um vento de Deus pairava sobre as águas. Deus disse: “Haja luz” e houve luz. Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas. Deus chamou à luz “dia” e às trevas “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. Deus disse: “Haja um firmamento no meio das águas e que ele separe as águas das águas”, e assim se fez. Deus fez o firmamento, que separou as águas que estão sob o firmamento das águas que estão acima do firmamento, e Deus chamou ao firmamento “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. Deus disse: “Que as águas que estão sob o céu se reúnam numa só massa e que apareça o continente” e assim se fez. Deus chamou ao continente “Terra” e à massa das águas “mares”, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Que a Terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a Terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a Terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. Deus disse: “Fervilhem as águas um fervilhar de seres vivos e que as aves voem acima da terra, sob o firmamento do céu” e assim se fez. Deus criou as grandes serpentes do mar e todos os seres vivos que rastejam e que fervilham nas águas segundo sua espécie, e as aves aladas segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus os abençoou e disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a água dos mares, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. Deus disse: “Que a terra produza seres vivos segundo sua espécie: animais domésticos, répteis e feras segundo sua espécie” e assim se fez. Deus fez as feras segundo sua espécie, os animais domésticos segundo sua espécie e todos os répteis do solo segundo sua espécie, e Deus viu que isso era bom. Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança, e que eles dominem sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos, todas as feras e todos os répteis que rastejam sobre a terra”. Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou. Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a Terra e submetei-a; dominai sobre os peixes do mar, as aves do céu e todos os animais que rastejam sobre a terra”. Deus disse: “Eu vos dou todas as ervas que dão semente, que estão sobre toda a superfície da terra, e todas as árvores que dão frutos que dão semente: isso será vosso alimento. A todas as feras, a todas as aves do céu, a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou como alimento toda a verdura das plantas” e assim se fez. Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.
Capítulo 2: Assim foram concluídos o céu e a Terra, com todo o seu exército. Deus concluiu no sétimo dia a obra que fizera e no sétimo dia descansou, depois de toda a obra que fizera. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, pois nele descansou depois de toda a sua obra de criação.
[2] N.T.: Capítulo 2: Gn (2:4-7) Essa é a história do céu e da terra, quando foram criados. A experiência da liberdade. O paraíso — No tempo em que Iahweh Deus fez a terra e o céu, não havia ainda nenhum arbusto dos campos sobre a terra e nenhuma erva dos campos tinha ainda crescido, porque Iahweh Deus não tinha feito chover sobre a terra e não havia homem para cultivar o solo. Entretanto, um manancial subia da terra e regava toda a superfície do solo. Então Iahweh Deus modelou o homem com a argila do solo, insuflou em suas narinas um hálito de vida e o homem se tornou um ser vivente.
[3] N.T.: Gn 1:11-19 – Deus disse: “Que a terra verdeje de verdura: ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem sobre a terra, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente” e assim se fez. A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. Deus disse: “Que haja luzeiros no firmamento do céu para separar o dia e a noite; que eles sirvam de sinais, tanto para as festas quanto para os dias e os anos; que sejam luzeiros no firmamento do céu para iluminar a terra” e assim se fez. Deus fez os dois luzeiros maiores: o grande luzeiro para governar o dia e o pequeno luzeiro para governar a noite, e as estrelas. Deus os colocou no firmamento do céu para iluminar a terra, para governarem o dia e a noite, para separarem a luz e as trevas, e Deus viu que isso era bom. Houve uma tarde e uma manhã: quarto dia.