Julho de 1914
Na última lição, vimos que o Senhor de Wartburg[1] pediu aos trovadores que descrevessem o amor[2]. Como todos nós aspiramos a desenvolver essa qualidade dentro de nós, talvez seja de suma importância que encaremos a questão de frente e vejamos qual é o nosso maior obstáculo, pois certamente não há dúvida de que todos nós carecemos lamentavelmente de amor.
Não importa o que possamos parecer aos outros, quando olhamos para dentro de nossos corações, nos envergonhamos, reconhecendo motivos que impulsionaram atos estimulados que os outros consideram ditados pelo amor aos nossos semelhantes. Ao analisarmos esses motivos, descobriremos que todos são ditados por uma única característica: o egoísmo. Além disso, essa é a única falha que jamais confessamos. Já ouvimos homens e mulheres se levantarem em público ou em particular e confessarem todos os seus pecados cometidos, exceto este único, o egoísmo. Sim, nós até nos enganamos, imaginando que nós mesmos não somos egoístas. Percebemos essa característica claramente nos outros, se formos bons observadores, mas não conseguimos enxergar “trave em nossos olhos”[3]. E enquanto não admitirmos essa grande falha e não nos esforçarmos seriamente para superá-la, não poderemos progredir no caminho do amor.
Thomas de Kempis[4] disse: “Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la.”[5]; e podemos bem substituir a palavra amor por contrição. Se ao menos pudéssemos sentir o amor em vez de sermos capazes de defini-lo! Mas, o amor não pode ser conhecido por nós agora, exceto na medida em que nos purificamos do grande pecado do egoísmo. A vida é a nossa posse mais preciosa e, portanto, Cristo nos ensinou: “Ninguém tem maior amor <ou altruísmo> do que aquele que dá a vida por seus amigos.”[6].
Portanto, na medida em que cultivamos essa virtude do altruísmo, alcançaremos o amor, pois eles são sinônimos, como S. Paulo demonstrou naquele inimitável 13º capítulo da 1ª Epístola aos Coríntios[7]. Quando um irmão ou uma irmã pobre bate à nossa porta, nós lhe damos o mínimo que podemos? Se assim for, somos egoístas. Ou nós o ajudamos apenas porque nossa consciência não nos permitirá deixá-lo ir? Então também isso é egoísmo, pois não queremos sentir peso da consciência. Mesmo que dediquemos nossas vidas a uma causa, não surge o pensamento de que é o nosso trabalho? Muitas vezes escondo meu rosto de vergonha ao pensar nisso em relação à Fraternidade Rosacruz, e ainda assim, precisamos seguir em frente. Mas, não nos iludamos; lutemos contra o demônio do egoísmo e estejamos sempre vigilantes contra seus ataques subtis. Se o ouvirmos sussurrar que precisamos descansar e não podemos dar ao luxo de doar nossas forças pelos outros, ou se sentimos que não podemos nos esforçar de doar nossos bens materiais, que nos esforcemos para cultivar a virtude da generosidade. Na verdade, só retemos o que damos; nossos Corpos se decompõem e nossos bens ficam para trás, mas nossas boas ações permanecem conosco por toda a eternidade.
(Carta nº 44 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: Da obra Tannhäuser e o torneio de trovadores de Wartburg de Richard Wagner (1845). Baseada numa lenda medieval, conta a história de Tannhäuser, um menestrel que se deixa seduzir por uma mulher mundana, de nome Vênus, contrariando assim a defesa do torneio dos trovadores a que ele pertence de que o amor deve ser sublime e elevado. Quando Tannhäuser defende deliberadamente o amor carnal de Vênus, é reprimido pelos trovadores e consolado apenas por Isabel, uma virgem que o ama muito. É-lhe dito que sua única chance de perdão é dirigir-se ao Vaticano e rogar o perdão do Papa. Tannhäuser segue, então, com o torneio até Roma, mas de maneira autopunitiva: dormindo sobre a neve, enquanto os demais estão no alojamento; caminhando descalço sobre o chão quente, passando fome, e ainda com os olhos vendados, para não ver as belas paisagens da Itália. Ao chegar diante do papa, em vez de obter o perdão, ouve o papa dizer que é mais fácil o cajado que ele segura florescer do que ele obter o perdão dos pecados, tanto no céu quanto na terra. Odiando a igreja, Tannhäuser volta à Alemanha e Isabel sobe aos céus, rogando a Deus que interceda por ele. Os trovadores voltam com a notícia de que o cajado do papa floresceu, simbolizando que um pecador obteve no céu o perdão que não obteve na terra.
[2] N.T.: “Tal como, muitas vezes, em tempos de guerra, desafiamos a morte,
E lutamos como bons cavaleiros para manter a honra,
Assim vós Trovadores, tendes lutado e salvo a virtude
E mantido a verdadeira fé, com a doce voz de vosso canto.
Afina, agora, vossas harpas e compõe canções novas.
Descrevei o verdadeiro amor, para que o conheçamos a fundo;
E aquele que o fizer de modo mais nobre,
Receberá sua recompensa das mãos da princesa.”
Faz-se um sorteio para designar quem deve começar o certame e cabe a Wolfram principiar. Ele começa assim:
“Olhando para esta vistosa assembleia,
Como se dilata o coração o ao ver tão formosa cena!
Estes valentes campeões, sábios e gentis,
Qual robustas árvores de frondoso bosque;
E, florescendo a seu lado em doce perfeição,
Vejo uma coroa de formosas damas e donzelas.
Seu aspecto glorioso, cega o espectador;
Meu canto é mudo, ante visão tão rara.
Levanto os olhos a alguém cujo esplendor celeste
Brilha neste céu radiante com suave fulgor.
E, olhando este resplendor puro e terno,
Meu coração mergulha em orações e santos sonhos
E, então, a fonte de toda a delícia e poder
É revelada à minha alma atenta,
De cujas insondáveis profundezas me inunda uma chuva de alegria,
Um terno bálsamo que cura todos os pesares,
Oh! Que jamais me ocorra perturbar águas tão puras,
Nem agitá-las com selvagens desejos!
Quero adorar-te, ajoelhado, com alma devota.
Meu coração aspira viver e morrer por ti.
Não sei se estas débeis palavras poderão exprimir
O que senti do verdadeiro e terno amor”.
Ao findar o canto de Wolfram, Tannhauser começa como se saísse de um sonho. Levanta-se e canta:
“Eu também bebi daquela fonte de prazeres.
Suas águas, Wolfram, também eu as conheço.
Quem, que tenha vida, pode atrever-se a ignorá-la?
Escuta como demonstrarei suas virtudes:
Eu dela não me aproximaria, Se o desejo não me consumisse a alma;
Só por isso desejei que suas ondas me refrescassem
E restaurassem minha vida e meu coração.
Oh! Maré de alegria, permite que eu te possua!
Diante de ti fogem temores e dúvidas;
Deixa que teus êxtases insondáveis me bendigam.
Só por ti meu coração pulsa com violência.
Sinto-me possuído de esplendor ardoroso E quisera arder com eterno afã.
Digo-te, Wolfram, assim traduzo O que conheci do verdadeiro amor.”
[3] N.T.: Mt 7:3-5
[4] N.T.: Também conhecido como Tomás de Kempis, Tomás de Kempen, Thomas Hemerken, Thomas à Kempis, ou Thomas von Kempen (1379 ou 1380-1471), Monge e escritor alemão. Tomás de Kempis produziu cerca de quarenta obras representantes da literatura devocional moderna. Destaca-se o seu livro mais célebre, Imitação de Cristo, composto por quatro volumes, no qual apela a uma vida seguida no exemplo de Cristo, valorizando a comunhão como forma de reforçar a fé.
[5] N.T.: Do Livro Primeiro-Capítulo 1- parágrafo 3 do Livro Imitação de Cristo – Tomás de Kempis
[6] N.T.: Jo 15:13
[7] N.T.: 1Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos Anjos, se eu não tiver amor, seria como o metal que soa ou como um sino que tine.2Ainda que eu tenha o dom da profecia, e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que tenha tamanha fé, a ponto de remover montanhas, se não tiver amor nada serei. 3E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres, e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, isso nada disso me aproveitará. 4O amor é paciente, é benigno, o amor não é invejoso, não se ufana, não se ensoberbece, 5 não se conduz inconveniente, não busca os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; 6não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; 7tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 8O amor nunca falha, mas se houver profecias, falharão; se houver ciência, desaparecerá; 9porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. 10Quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. 11Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança. 12Porque agora vemos por espelho, obscuramente, então veremos face a face; agora meu conhecemos em parte, então, conheceremos como somos conhecidos. 13Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, porém a maior destas virtudes é o amor.
Setembro de 1916
Você sabe, é claro, que a Fraternidade Rosacruz ensina o renascimento é um fato na Natureza, e você acredita nessa doutrina porque ela explica tantos fatos da vida que, de outra forma, não conseguiríamos explicar. Mas, eu me pergunto quantos Estudantes realmente levaram a sério o uso prático dessa verdade e estão fixando sua atenção sobre ela, moldando-se consciente e sistematicamente na construção do seu ambiente para vidas futuras?
É verdade que no Segundo Céu dedicamos todo o nosso tempo criando o ambiente para nossa vida futura, moldando a terra e o mar, provendo as condições para a flora e fauna e, de modo geral, dando forma as coisas que nos proporcionarão um ambiente propício para a nossa próxima vida aqui. Mas, fazemos tudo isso de acordo com a maneira como tenhamos vivido aqui nesta vida presente. Se temos sido preguiçosos, descuidados e negligentes, vivendo de uma maneira despreocupada, é improvável que, quando chegarmos no Segundo Céu, tenhamos cuidado para formar um solo fértil, que possamos cultivar mais tarde. Assim, na nossa próxima existência – ou renascimento aqui – nos encontraremos, provavelmente, com precários meios de existência e, sob o açoite da necessidade, aprenderemos a agir melhor, a nos esforçar.
Da mesma forma acontece com a nossas qualidades morais. Quando estivermos prontos para descer ao próximo renascimento, só podemos incorporar em nossos novos veículos o que acumulamos nesse renascimento presente. Por conseguinte, é sábio começarmos agora essa tarefa, quando a nossa próxima vida está, ainda, no estágio de moldagem a transformar os nossos ideais no que gostaríamos que fossem e a criar o ambiente no qual gostaríamos de ser colocados.
Em primeiro lugar e sem dúvida alguma, estamos de acordo que os nossos Corpos atuais não são como desejaríamos que fossem. Doenças de todos os tipos atormentam a maioria das pessoas; algumas estão sujeitas a dores por toda a vida e ninguém consegue atravessar a vida, desde o berço até o túmulo, sem ter experimentado, pelo menos, algum sofrimento. Por isso, cada um de nós pode muito bem se imaginar em uma existência futura provido de um Corpo pleno de saúde, livre das doenças que constituem agora a nossa pior herança.
Em relação às nossas faculdades morais e mentais, também estamos longe da perfeição, portanto, e cada um de nós pode, portanto, abordar com proveito o tema do aperfeiçoamento dessas faculdades. Percebemos que temos um espírito crítico, uma língua afiada, um temperamento impetuoso ou outras falhas semelhantes que nos indispõem com os outros e tornam a vida ao nosso redor pouco agradável? Pois bem, ao mantermos em mente e visualizarmos o nosso próprio ideal para o futuro – conservando o equilíbrio em todas as circunstâncias, ser dóceis e comedidos no falar, gentil e afetuosos, etc. – construiremos esses ideais como pensamentos-forma que levaremos, já formados dentro de nós para a próxima vida. E o resultado será de acordo com a intensidade da concentração que aplicarmos ao assunto. Na medida em que nos esforçarmos agora para cultivar e aspirar tais virtudes, nós a possuiremos então; e isso também se aplica às faculdades. Se agora somos desleixados, pela aspiração de manter a ordem em nossa vida, mais tarde recuperaremos essa virtude. Carecemos do senso de ritmo? Muito bem, ele pode ser nosso no futuro, se o pedirmos agora. A habilidade mecânica ou qualquer outra aptidão que seja necessária para nos fornecer uma experiência de vida que buscamos pode ser adquirida da mesma forma.
Portanto, devemos, sistematicamente, reservar um certo tempo nos intervalos dos nossos deveres, tão compatíveis com nossos outros deveres, para pensar no futuro e planejar para o próximo renascimento – que tipo de Corpos, quais faculdades, virtudes e que ambientes desejamos. Quando estivermos aptos para fazer, inteligentemente, a nossa escolha, sem dúvida, teremos muito mais liberdade do que se não tivéssemos pensado sobre o assunto.
Você entende, é claro, que a forma mais elevada de aspirar à virtude é o esforço constante em praticá-la em nossa vida diária. Mas, enquanto nos esforçamos para cultivar as virtudes, como devemos, pela prática, é científico planejar, com antecedência, o uso que faremos da vida futura, assim como planejamos agora o uso do dia que está diante de nós. Confio que essa ideia se enraíze em cada Estudante e que seja consistentemente levada a sua consumação legítima, pois, dessa forma, certamente, terá um efeito maravilhoso sobre o nosso próprio futuro e o mundo ao nosso redor.
(Cartas aos Estudantes – nº 70 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Pergunta: De onde o pintor tira sua inspiração?
Resposta: Principalmente do Mundo das cores – o Mundo do Desejo.
Pergunta: Por que a música é diferente e superior a todas as outras artes?
Resposta: Isso pode ser compreendido quando refletimos que uma estátua ou uma pintura, quando criada, é permanente, enquanto a música é mais elusiva e deve ser recriada cada vez que a ouvimos, se quisermos ter toda a fidelidade do criador.
Pergunta: A música pode ser aprisionada por dispositivos mecânicos?
Resposta: Sim, mas a música assim produzida perde muito da doçura comovente que possui quando vem fresca do seu próprio Mundo.
Pergunta: Qual é o órgão sensorial mais perto da perfeição do nosso Corpo Denso?
Resposta: O ouvido.
Pergunta: Por que o ouvido está mais perto da perfeição do que o olho?
Resposta: Porque o ouvido ouve todos os sons sem distorção, enquanto o olho frequentemente distorce o que vemos.
Pergunta: Além do ouvido musical, o que mais o músico deve aprender a construir?
Resposta: Uma mão longa e fina com dedos finos e nervos sensíveis.
Pergunta: Por que ninguém pode habitar um Corpo mais eficiente do que ele é capaz de construir?
Resposta: Porque primeiro aprendemos a construir um Corpo de certo nível e depois aprendemos a viver nele. Dessa forma, aprendemos a discernir seus defeitos e nos é ensinado a remediá-los.
Pergunta: Em que trabalhamos inconscientemente durante a nossa vida pré-natal?
Resposta: Na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: Quando trabalhamos conscientemente na construção dos nossos próprios Corpos?
Resposta: Quando atingimos o nível onde a quintessência dos nossos Corpos anteriores já foi totalmente assimilada e não temos mais lições a aprender aqui; então trabalhamos conscientemente na construção dos nossos Corpos.
Pergunta: O que fornece poder a nós para construir Corpos para uma nova vida aqui?
Resposta: Quanto mais avançamos e quanto mais trabalhamos em nossos veículos, com o objetivo de torná-los imortais, mais poder temos para construir Corpos para uma nova vida aqui.
Pergunta: Quando um Estudante Rosacruz avançado no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz começa a construir conscientemente os seus próprios Corpos?
Resposta: Algumas vezes, assim que o trabalho durante as três primeiras semanas (que pertence exclusivamente à mãe) é concluído.
Pergunta: Quando a “Epigênese” começa?
Resposta: Quando o período de construção inconsciente termina, temos a chance de exercer nosso nascente poder criador. Então, o verdadeiro e original processo criador começa.
Pergunta: Onde aprendemos a construir nossos veículos?
Resposta: Nos Mundos celestes.
Pergunta: E onde aprendemos a usar nossos veículos?
Resposta: No Mundo Físico, renascidos aqui na Região Química do Mundo Físico.
Pergunta: O que a Natureza nos fornece e nos ensina?
Resposta: A Natureza fornece todas as fases da experiência, de maneira tão maravilhosa e com uma sabedoria tão consumada que, à medida que aprendemos a ver mais profundamente seus segredos, ficamos mais impressionados com nossa própria insignificância e ganhamos uma reverência cada vez maior por Deus.
Pergunta: O que pode ser deduzido da grande complexidade da natureza?
Resposta: A existência factual de um Autor Divino e inteligente do Universo.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1920 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
No nosso progresso nesse Esquema de Evolução existem hoje quatro classes distintas de irmãos e irmãs que estão evoluindo:
Os do última classe estão se tornando os orientadores e líderes das segunda e terceira classes acima. Os principais, entre eles, são os Irmãos Leigos, os Adeptos e os Irmãos Maiores, que compõem as sete Escolas de Mistérios (ou Iniciações) Menores e as cinco de Mistérios (ou Iniciações) Maiores (ou Cristãs) que hoje existem na Terra.
Num passado longínquo, as principais lições que devíamos aprender estavam relacionadas à construção do Corpo, incluindo os Corpos Denso, Vital e de Desejos. Enquanto fazíamos esse trabalho, éramos dirigidos e ajudados pelas onze Hierarquias Criadoras que precederam a nossa própria (a Hierarquia Criadora de Peixes), e pelos mais avançados pertencentes a nossa Hierarquia Criadora. Do Período de Saturno até a Época Lemúrica do Período Terrestre, éramos hermafroditas e capazes de produzirmos corpos por meio do duplo poder da nossa própria força sexual criadora, isto é, nosso poder de atividade germinadora. Não tínhamos a Mente, portanto, fazíamos nosso trabalho de forma automática, e nós, o Ego, estávamos inteiramente fora dos nossos Corpos. Um registro de todo trabalho feito era fielmente impresso nos separados Átomos-sementes dos nossos três veículos Corpos: de Desejos, Vital e Denso que, então possuíamos. Havia somente três Átomos-sementes, um para cada um dos veículos, até que nos foi dado o germe da Mente (pela Hierarquia Criadora Senhores da Mente), o que resultou em um total de quatro veículos (três Corpos e um veículo incipiente) e quatro Átomos-sementes. Tanto os três Corpos como a Mente são construídos (vida após vida) por meio do poder incorporado dentro dos respectivos Átomos-sementes. O Átomo-semente é uma partícula minúscula, invisível e sonora da substância do Espírito, e é propriedade exclusiva daquele a quem foi dada.
Quando progredimos o suficiente para o próximo passo nesse Esquema de Evolução, houve uma separação dos poderes positivo e negativo (Vontade e Imaginação, respectivamente) da força da atividade germinadora em cada um, ou seja, da força sexual criadora. Metade dessa força foi dirigida para cima, para construir um cérebro e uma laringe. Cessamos de termos o poder de produzir novos corpos sem o auxílio de outro ser humano. Assim, quando renascemos manifestando ativamente o polo positivo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo masculino (com órgãos sexuais e aparelho genital masculinos). Quando renascemos manifestando ativamente o polo negativo da força sexual criadora nos expressamos com um ser do sexo feminino (com órgãos sexuais e aparelho genital feminino). Como resultado, o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade positiva no plano mental (Pensamento Concreto), e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade negativa no plano mental (Pensamento Concreto). No plano físico, inverte: o ser feminino, a mulher, expressa facilmente a polaridade negativa, e o ser masculino, o homem, expressa facilmente a polaridade positiva.
Uma das razões para a construção de um cérebro e de uma laringe era que o germe da Mente estava prestes a ser nos dado. A Mente, assim, precisava de um veículo físico capaz de conectá-la com o Mundo Físico. Ainda não éramos capazes de contatá-lo, exceto em uma consciência de sono com sonhos. Outra razão era que tínhamos que passar por essa fase de se expressar por meio de polaridades em cada renascimento, o que facilita a aprendizagem das lições para, depois começarmos o caminho que nos levará a expressar o poder da força de atividade geradora – a força sexual criadora – novamente em um único ser de modo a reproduzir os nossos veículos por meio do poder do pensamento e da palavra falada, usando o cérebro e a laringe como nossos instrumentos.
(Leia mais no Livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)