Prosseguindo em nossas explanações por meio de estudos cosmológicos espirituais, voltemos ao Período de Saturno, quando principiávamos a nossa marcha. Nesse Período surgiram os Grandes Luminares, as Hierarquias Criadoras, que estavam acima desse Globo, e que nos auxiliaram por meio da Luz inferente a Seus Corpos, promovendo uma lenta densificação das partículas desse Globo nascente que, posteriormente, transformou-se em Luz. A nossa alimentação nessa época era constituída de calor e, posteriormente, passou a ser Luz. Se aceitarmos tal fato como verdade, teremos que convir, que essa mesma Luz, ainda hoje, nos serve de alimentação.
Não é possível haver vida sem essa Luz que se encontra tanto dentro, como fora de nosso organismo. Não somos mais tão ingênuos a ponto de acreditarmos que o mundo não seja uma expressão da Luz de Deus, pois “Deus é Luz” (IJo 1:5), da qual tudo foi feito, e que se propaga e tem sua eterna existência.
Assim, toda nossa alimentação é um produto da Luz que produz em nós o calor existente desde os primórdios do Período de Saturno. Esse calor se manifesta em nosso sangue sem o qual, nós, o Ego (o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), não teríamos possibilidade de manifestação. Lembremo-nos que o calor do sangue é a nossa posição vantajosa em nossos veículos. Os quatro Éteres que fazem parte da constituição do nosso Corpo Vital estão intimamente ligados à nossa existência física densa (ao Corpo Denso), bem como às funções puramente transcendentais.
Assim compreendemos claramente o seu valor cooperante, intrínseco, desde o Período de Saturno (calor sanguíneo), Período Solar (Luz, transformação de calor em Fogo, concordante com o Éter de Vida, Éter Luminoso e com a formação do sistema nervoso) e, finalmente, o Éter Refletor, que traz ao nosso cérebro físico a percepção do Universo fora de nós. Notamos haver, portanto, um alimento concordante com as quatro modalidades de Éteres que sustentam o organismo humano. Através de etapas, de uma aprendizagem pelos Períodos, Épocas e Revoluções, o ser humano, quando atinge o grau de Adepto no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, consegue dispensar os alimentos desses Períodos, pois, as forças criadoras passam a atuar nele com todo seu potencial.
Por isso nos torna compreensível que o espiritualista tenha que se abster de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), procurando uma dieta mais natural, concordante com a finalidade que tem em vista. À nossa disposição estão os alimentos vegetais, as frutas, os legumes, verduras, mel, ovos, leites e afins; todos eles fontes excelentes de energias solares.
Podemos, ainda, juntar o seguinte: O Espírito Universal é um alimento perfeito, como bem o expressou Cristo, o Senhor: “Nem só de pão Vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4:4).
Isso significa que da boca de Deus sai o alento, a Vida que sustenta a todos nós que viemos a este mundo.
Este é o verdadeiro alimento; e outro não há, pois, mesmo apresentando-se sob várias formas e aspectos, o Espírito é “um” e sempre o mesmo. A todo aquele que desejar futuramente habitar nos Céus, ou seja, a Celeste Jerusalém, exorta-se a alimentar-se, desde já, do maná dos céus, isto é, do Espírito.
Deste mesmo Espírito testificam todas as Escrituras Sagradas. Não resta nenhuma dúvida de que aquele que não se alimentar desse “Pão de Vida”, futuramente não terá condições de habitar nas novas condições do próximo Período, pois não será encontrado vestido com suas Vestes Nupciais. Estará, segundo as Escrituras, desnudado.
Expliquemos, portanto, o desenrolar do processo que nos leva a atingir o estágio mencionado por Cristo, com as palavras: “Vós sois deuses” (Sl 82:6). Os deuses vivem no Paraíso, conforme descreve a Bíblia no Gênesis, ao se referir aos seres que constituíam a Humanidade nesta fase, com os nomes simbólicos de Adão e Eva, luzes que existiam antes que o mundo fosse feito, de acordo com as palavras de Cristo em Sua oração sacerdotal. Já mencionamos essa passagem. À Porta desse Paraíso se postam Querubins trazendo em Suas mãos alguns lírios. Isto significa que não podem franquear passagem para esse Reino Celestial àquele que não trouxer em si os lírios espirituais. Aqui não se trata de flores comuns, tampouco de “salvação”, pois já “está salvo” pela Luz Branca e transparente, o que significa que na Alma já não se encontra mácula alguma. Cristo é a Luz e a Porta do Paraíso, no que se vive em perfeita Unidade com o Absoluto. Humanamente não temos outra palavra à disposição para designar o Paraíso, mas temos, internamente, qualidades condizentes com esse estado paradisíaco, conhecido também como a Nova Jerusalém que desce dos Céus para dentro da Alma Humana, conforme as palavras do Apocalipse.
Nesta Nova Jerusalém, o Senhor, a Nova Alma, ceia conosco em uma Mesa, do mesmo manjar. Cristo é Quem nos dá manjar espiritual, na expressão mais exata d’Ele mesmo, quando na Santa Ceia fala aos Seus discípulos com as seguintes palavras: “‘Tomai, comei, este é o meu Corpo“. “E tomando o cálice, dando graças, disse: Bebei todos. Porque isto é o meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que é derramado por muitos, para a remissão dos pecados.” (Mt 26:26, Mc 14:22 e em ICor 11:24).
Se imaginarmos a Santa Ceia em que Cristo presidiu à mesa, e se tivermos um pouco de percepção espiritual, nos será possível encontrar uma ação impressionante, pois o Pão que entregou aos Discípulos não era um pão comum: era a própria Luz que o Senhor entregava. Ele mesmo disse: “Isto é o meu Corpo” – isto é – a Luz Solar, a Luz do Espírito de Vida, a Água da Vida ou Árvore da Vida que estava plantada no Centro do Paraíso, mencionada no Livro do Gênesis e no Livro do Apocalipse. Logo, deve-se compreender que a Luz de Cristo foi derramada abundantemente sobre o pão do qual todos eram transformados pela aliança do Novo Testamento, a Luz das Alturas em que Cristo tem Sua Morada. Aqueles que se dirigem ao Adeptado devem, por ordem espiritual, quando comem, sentir a Presença, a imensa Luz que se derrama sobre eles. Na essência do pão e no suco dos frutos maduros, tomamos como alimento, o próprio Corpo de Deus que é Luz.
No Apocalipse lemos: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro” (Ap 22:13). Uma ligeira análise das palavras acima nos mostra a finalidade de Cristo e de todos que estão e estarão aptos a viverem na Nova Jerusalém, que desce do Infinito, e na qual Cristo habita juntamente com a Humanidade. Se configurarmos as palavras “Alfa e Ômega”, entrelaçadas, formando um círculo, isto é, se sobre a letra Alfa, “A”, colocarmos a última letra do alfabeto grego, Ômega (Ω), praticamente não saberemos onde começa nem onde terminam “A” ou “Ω”. Deus não tem começo e nem fim. O Alfa está no Ômega, e vice-versa. Partindo dessas explicações podemos, agora, estudando o capítulo 14, versículo 1 do Livro do Apocalipse, aprendemos que: “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o Monte Sião e com Ele 144.000 que em suas testas tinham o nome d’Ele e de seu Pai“. No versículo 2 aprendemos que: “Ouvi uma voz de muitas águas, como voz de trovão; também a voz que ouvi era como de harpistas quando tangem as harpas“. O que nos surpreende nesses versículos, e aliás em todo o Livro, é a sua construção e a clareza de seus dizeres místicos. Nos últimos dois versículos está explicado que o Pai, o Filho, a Humanidade e o Universo em seu movimento (Atividade), o Espírito Santo, formam, em conjunto, uma grande sonoridade. A Humanidade é representada pelo número 144.000 que, cabalisticamente, simboliza a Humanidade. O nome em hebraico é ADM ou ADAM: Aleph é o número 1; Daleth é número 4; Mem o número 40. ADAM, portanto, é igual ao número 144; adicionando-se os três algarismos, teremos o número nove. Os três zeros finais querem significar que a Humanidade já passou por três grandes Período de desenvolvimento: Saturno, Solar e Lunar, tendo entrado para o quarto grande Período denominado Terrestre. Nos versículos acima, representa-se uma Humanidade redimida, perfeita, pois todos trazem em suas testas o Sinal do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Nas três vezes em que se refere à voz, o Apocalipse queria significar a Harmonia Absoluta dentro de toda Criação, pois todos serão salvos por Cristo, o “Alfa e o Ômega”, o Princípio e o Fim, na Unidade Perfeita: o Absoluto. Ainda analisando o número 9 de ADAM, ou seja, daqueles que trarão em suas testas o Sinal do Pai, Filho e Espírito Santo, o Consolador prometido por Cristo em Sua despedida, encontramos três Trindades; no princípio das coisas como “Aleph”, do qual tudo foi feito, e que se desdobra para o nove. Se aceitamos que no Pai está o Filho e o Espírito Santo, deparamos com o número três. Se olharmos para o Filho, encontramos o Pai e o Espírito Santo, o número três, no UNO. Se olharmos para o Espírito Santo, encontramos o Pai e o Filho, que nos levam novamente para o número três, no UNO. Assim temos: 3 +3 + 3 = 9.
Voltemos, ainda, ao 14º capítulo, versículo 1 do Apocalipse, em que está escrito: “E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o Monte Sião e com Ele 144.000 que em suas testas tinham escrito o nome d’Ele e de seu Pai“. Lembremo-nos, antes de mais nada que o Espírito Santo foi enviado por Cristo, que voltou ao Pai, depois de deixado o mundo, tendo sido imolado como um Cordeiro no Altar da Humanidade, a fim de salvar o gênero humano decaído, por meio de Seu Sangue, a Luz de Deus. Daí o Espírito Santo ter sido enviado a fim de continuar o trabalho de salvação, até que Cristo volte novamente para uma Humanidade gloriosa, aperfeiçoada. Por essa ocasião todos deverão trazer nas testas o Sinal do Pai e do Filho. Que configuração poderá ser este Sinal? Falemos antes da Trindade. Nessa Trindade manifesta-se o “Uno”. Haverá, então, uma estrela nas testas daqueles que se salvarem. Isso encontra-se descrito no capítulo 22, versículo 16: “Eu Jesus, enviei o meu Anjo, para vos testificar estas coisas às Igrejas. Eu sou a raiz da geração de Davi, a brilhante Estrela da Manhã“. Resta-nos somente, dizer o seguinte, juntamente com o versículo 17 que diz: “O Espírito (Ego Humano, a Centelha Divina) e a Noiva (Alma) dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem. Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a Água da Vida“.
Com essas palavras podemos compreender que uma Humanidade perfeita trará, como Sinal de Salvação, a brilhante Estrela da Manhã de nove pontas em sua testa. O Espírito uniu-se em matrimônio à sua noiva, a Alma, para receber a Água da Vida, para nunca mais sair do Corpo do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
(Publicada na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/1973 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Resposta: O termo “oculto” refere-se em geral, a tudo o que é secreto, ou considerado “sobrenatural”, do ponto de vista puramente físico. O ocultismo, como qualquer outro estudo, tem os seus aspectos positivos e negativos. Infelizmente, devido a grande ênfase dada aos seus aspectos menos superiores a ciência oculta criou “má reputação” em certos círculos.
Parece-nos, contudo, que a Filosofia Rosacruz, ou melhor, dizendo, os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, indicam para a Humanidade ideias e ensinamentos sobre tudo o que há de mais superior e positivo, quanto à natureza de Deus e a nossa. De acordo com esses ensinamentos, nós somos inerentemente semelhantes à Deus, possuindo, em estado latente, todos os atributos da Divindade. A meta final da evolução é nos transformar do ser inocente e estático que somos hoje, num ser dinâmico como o Deus solar que adotamos.
A nossa evolução vem se processando desde os tempos imemoriais. O presente estágio é caracterizado por repetidos renascimentos na Terra, a fim de aprendermos certas lições no plano físico, antes da passagem para Mundos superiores. Passarão eons incontáveis, até que as qualidades que nos tornarão em um ser divino desenvolverem.
O conhecimento adquirido em nossa jornada evolutiva deve ser usado a serviço de nossos semelhantes. E para evoluir devemos adquirir conhecimentos, tanto dos Mundos espirituais como do Mundo Físico. E não há nada de maligno no conhecimento. O desejo de aprimoramento, o esforço em aprender algo relativo tanto aos Mundos espirituais como ao Mundo Físico, numa escola qualquer, merece louvor. O importante é o uso que será feito desses conhecimentos.
Devemos nos esforçar ao máximo em resistir à tentação de usar esses acontecimentos para engrandecimento próprio, para fins egoístas ou para prejudicar nossos semelhantes.
A Filosofia Rosacruz é uma filosofia Cristã. Oferece a mais ampla interpretação dos Ensinamentos Cristãos básicos, do que as Igrejas cristãs. Proporciona grande ênfase a doutrina do Amor Universal, conforme foi legada a todos nós por Cristo-Jesus.
(Publicada na Revista Rays From the Rose Cross – 09/15 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Resposta: No Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospeção, o Estudante revê e avalia sua conduta naquele dia que está terminando. Ele está fazendo o trabalho normalmente reservado ao Purgatório e ao Primeiro Céu. Lá, a vida é vivida de trás para frente, primeiro os efeitos e depois as causas, a fim de que nós possamos ver como e por que o sofrimento resulta de nossos erros, nossas faltas. Revendo nossa vida diária, na ordem inversa, dos efeitos às causas, notamos que nossos problemas e nossas provações foram todos causados por nossas ações, obras e nossos atos durante o dia passado ou algum outro dia de nossa vida.
Nossa tarefa é encontrar essa causa e analisar a razão que leva a cada desenvolvimento, para que possamos saber, no futuro, como aproveitar as oportunidades para o crescimento anímico – o crescimento da alma – e, assim, evitar o mal. Assim, se seguirmos a experiência do dia na ordem inversa, aproveitaremos as experiências adquiridas imediatamente, ao invés de esperar até que tenhamos passado desta vida – após a morte – e sejamos forçados a colher os frutos de nossas ações, obras e de nossos atos no Purgatório e no Primeiro Céu.
(Pergunta nº 150 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
A Lei da Consequência é uma das Leis de Deus, que decreta que o que semeamos, colheremos. Ela também é chamada de Lei de Causa e Efeito.
O que somos, o que temos, todas as nossas boas qualidades são o resultado do nosso trabalho no passado e, portanto, nossos talentos. O que nos falta, física, moral ou mentalmente é por não termos aproveitado certas oportunidades no passado ou por não as termos vivenciadas, mas em algum momento, em algum lugar, outras se apresentarão para nós e recuperaremos o que perdemos.
Quanto às nossas obrigações e dívidas para com os outros, a Lei de Consequência também trata disso. O que não pôde ser resolvido em uma vida voltará a nos apresentar nas vidas futuras. A morte não anula as nossas obrigações, assim como indo para outra cidade não pagamos as dívidas que contraímos aqui.
A Lei do Renascimento, que trabalha harmonicamente com a Lei de Consequência, proporciona um novo ambiente, mas nele existem “velhos inimigos”. E, às vezes, os conhecemos, porque quando conhecemos algumas pessoas pela primeira vez, sentimos como se as conhecêssemos de algum lugar. Isso ocorre porque nós, o Ego, rompemos o véu da carne e reconhecemos um “velho amigo” ou um “velho inimigo”. Se for um “velho inimigo” ele pode nos inspirar medo ou repúdio, e é como uma mensagem que nos alerta contra um inimigo de antigamente. Assim, veja que a Lei da Consequência está operando continuamente.
A partir do momento do nascimento, as forças que foram acionadas em vidas anteriores e ainda não se esgotaram, passam a atuar na criança e em seus veículos. Todos os velhos amores e ódios vêm à tona.
Antigos inimigos se apresentam, para que nós possamos traçar com eles nosso destino e transformá-los em “amigos”, pois toda relação tem que terminar em amor, que é a única solução para “aprendermos as lições” sem sofrer.
Amigos anteriores nos ajudam trabalhando conosco para benefício mútuo. Assim nos aproximamos lenta, mas irresistivelmente, da era da Amizade Universal.
Por meio da Lei de Consequência aprendemos que temos a nossa responsabilidade correspondente e que cada palavra, ato, obra e/ou ação que pomos em movimento deve ter o seu efeito correspondente.
Se, por negligência ou egoísmo causamos sofrimento ou dolo aos outros, fatalmente, a Lei de Consequência trará condições semelhantes em uma data mais remota, e assim compreenderemos a injustiça de agir dessa forma, ou que o “caminho do transgressor é doloroso”. Se não atendermos à lição, a Lei de Consequência nos trará experiências cada vez mais duras, até que finalmente façamos o esforço necessário e, então, obtenhamos o poder do autocontrole ou autodomínio.
Os Ensinamentos Rosacruzes sobre a vida nos mostram que o mundo que nos rodeia nada mais é do que uma Escola de experiências, mas atrelada a solução nas inseparáveis Leis de Consequência e Lei de Renascimento. Que assim como mandamos a criança para a escola dia após dia, e ano após ano, para que ela aprenda cada vez mais e, à medida que avança nas diferentes séries da escola até a universidade, o mesmo acontece com cada um de nós, como filho do Pai, entra na escola da vida. Mas numa vida mais ampla, cada dia escolar é para nós uma vida terrena, e a noite entre os dois dias letivos corresponde ao sono após a morte.
Veja que numa escola há muitas séries. Onde as crianças com mais idade que frequentam a escola há muito tempo têm que aprender lições muito diferentes daquelas aprendidas pelas crianças mais jovens que frequentam o “jardim de infância”. Da mesma forma, na escola da vida, aqueles que ocupam altos cargos, sendo dotados de grandes faculdades, são seres mais avançados, por exemplo, como Irmãos Leigos ou Irmãs Leigas, Adeptos e Irmãos Maiores, e os menos avançados são aqueles que ainda frequentam as primeiras séries escolares. O que os seres mais avançados são, nós seremos, e todos acabarão por chegar a um ponto em que serão mais sábios do que os mais sábios que conhecemos agora.
Se as obras, ações e os atos que praticamos forem construtivos e respeitarem os direitos dos outros, então na vida futura nasceremos em condições que nos trarão sucesso e felicidade. Se, pelo contrário, cedermos às nossas paixões, sem consideração pelos outros, ou se formos insolentes e descuidados, certamente renasceremos em condições e entre pessoas que farão da nossa vida um fracasso, e que nos trarão muitos sofrimentos. Através destes fracassos, porém, aprenderemos onde erramos em vidas anteriores e saberemos o que precisamos fazer para remediar o passado. Assim, aplicando a nossa força de vontade na solução de problemas, obteremos sucesso, e a Lei de Consequência, a partir desse momento, funcionará a nosso favor, e não contra nós.
Veja, assim, como é importantíssimo saber como funcionam a Lei de Consequência e a Lei de Renascimento!
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Na edição de novembro de 1917, da Revista “Rays From the Rose Cross” havia uma história intitulada: “Enfrentando o Pelotão de Fuzilamento”, narrando como um espião foi encostado a uma parede e fuzilado. Logo depois, ele, completamente consciente, conversa com um Auxiliar Invisível, e em sua companhia viaja milhares de quilômetros a fim de visitar sua irmã. Ela ensina que depois de o Átomo-semente ter sido removido do coração e o Cordão Prateado rompido, vem um período de inconsciência que dura cerca de três dias e meio, e durante esse período o Espírito repassa o panorama de sua vida findada.
Observemos bem que tudo isso é ensinado no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, e continua a ser verdadeiro em todas as circunstâncias comuns. Contudo, quando se fala da lei da mortalidade infantil, explica-se que quando uma pessoa passa ao outro mundo em virtude de circunstâncias fatídicas, tais como incêndio ou desastre, ou subitamente pela queda de um edifício ou de uma montanha, ou numa batalha, ou quando as lamentações dos parentes ao redor de um morto recente tornam-se impossível concentrar-se no panorama da vida, então sua fixação nos dois Éteres Superiores, o Luminoso e o Refletor, e sua amálgama com o Corpo de Desejos não se efetua. Nesses casos o ser humano não perde a consciência. E desde que não há fixação nos veículos mais sutis como acontece normalmente, ele não passa pelo Purgatório; isto é, não colhe o que semeou, não há sofrimento em consequência de seus erros, e não há sentimentos de alegria e amor em vista do bem que praticou, no Primeiro Céu. A colheita da vida perdeu-se.
Para contrabalançar este grande desastre, o Espírito, ao entrar em sua próxima vida terrena, é forçado a morrer na infância, no que se refere ao Corpo Denso). Porém, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente (que ordinariamente não nascem senão quando o Corpo Denso tem sete, quatorze e vinte e um anos, respectivamente) permanecem com o Espírito em transição, pois, o que não foi vivificado não pode morrer; o Espírito permanece então no Primeiro Céu de um a vinte anos, recebendo instruções e lições objetivas tais como lhes seriam ensinadas pelo panorama de sua vida passada, se não tivesse sido interrompido pelo acidente. Desse modo renasce pronto a tomar seu lugar correto na senda da evolução.
Há nessas considerações grandes soma de alimento espiritual. A grande percentagem de mortalidade infantil de nossos dias tem suas raízes nas guerras de épocas anteriores. As perdas de vida foram relativamente pequenas, embora as mortes decorrentes de guerras patrióticas tivessem seu número bastante aumentado por duelos, rixas e querelas comuns, onde armas mortais foramusadas naqueles tempos. Não obstante a soma total dessas ocorrências parece insignificante quando comparada à espantosa carnificina de nossos dias. E se isso tiver de ser corrigido da mesma maneira, as futuras gerações terão uma colheita de lágrimas. Mas, como já deixamos bem claro em outras ocasiões, cada lágrima derramada por alguém a quem amamos, está dissolvendo a crosta que recobre nossos olhos, até o dia em que possamos ver com bastante clareza a fim de penetrar o véu que agora nos separa daqueles a quem chamamos erradamente de mortos. Virá então a vitória sobre a morte, e estaremos aptos a exclamar: “Ó, Morte, onde está teu aguilhão? Ó Túmulo, onde está tua vitória?” (ICor 15:55).
(Traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” e publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1974 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Um Adepto é uma pessoa que se graduou, pelo menos, na primeira Iniciação Maior ou Cristã, o que significa que alcançou e passou as nove Iniciações Menores e, assim, se capacitou para as quatro Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs. Quando o Adepto passa pela primeira Iniciação Maior, ele passa por um processo alquímico que inclui uma transmutação biológica que muda a relação entre os seus Corpos Denso e Vital, bem como o Corpo de Desejos e a Mente, usando todo o poder aproveitado pelo Traje Dourado de Bodas, o Corpo-Alma.
Espiritualizando a Mente com práticas espirituais, com disciplina mental e positiva, com pensamentos edificantes e outros usos construtivos da Mente, eles moldam suas Mentes abstratas e concretas para processar mais luz Espiritual. O veículo Mente vai se transformando em Corpo Mental. Ao purificar e elevar o Corpo de Desejos, veículo através do qual expressamos desejos, sentimentos e emoções, ele se conecta com as três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Vida Anímica, Poder Anímico, Luz Anímica), ativando sentimentos, desejos e emoções mais nobres, mais compassivos e mais altruístas para criar uma ligação de Alma mais profunda com os outros e com o Universo. Ao ativar mais energias etéricas com bons hábitos e intenções diárias, melhor higiene, uso responsável da força criadora e repetição de boas ações, obras e bons atos, ele aumenta consideravelmente a quantidade dos dois Éteres Superiores do Corpo Vital, nomeadamente o Éter Luminoso e o Éter Refletor (Éteres envolvidos na percepção dos sentidos, memória, cognição mental e atividade). Isso permite que ele faça um trabalho melhor nos planos internos como Auxiliares Invisíveis com uma plena Consciência: “cidadão de dois Mundos”.
Eles mantêm o Corpo Denso deles saudável, com uma quantidade mínima de exercício físico; seguem uma nutrição apropriada, se alimentam muito pouco e assimilam quantidades suficientes de fósforo no Corpo Denso; eles se dedicam em atividades positivas e construtivas e tem um estilo de vida altamente espiritualizada; assim e quando prontos, os Adeptos iniciam conscientemente a transmutação alquímica da sua estrutura bioquímica: de uma base de carbono para uma química baseada em fósforo. O carbono tem quatro valências, o fósforo tem cinco; portanto, a base química é alterada. Este processo é, em essência, o meio como eles se tornam invisíveis e lhes permite navegar entre Região Química do Mundo Físico (o Mundo visível) e os Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo de Desejo e Mundo do Pensamento).
Eles então possuem a habilidade de materializar e desmaterializar o Corpo Denso voluntariamente. Isso lhes permite oferecer um serviço maior à Humanidade, atuam como Auxiliares Invisíveis altamente desenvolvidos onde e como precisarem, como pessoas nos governos, cientistas, artistas, filósofos, inventores, pensadores ou outros indivíduos criadores. Eles ajudam a promover o avanço da cultura maior em áreas da Arte, Ciência e da Religião.
(de uma exposição na Pró-Ecclesia em novembro/2009 – The Rosicrucian Fellowship – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Resposta: Tanto o Solstício de Junho e o Solstício de Dezembro, como o Equinócio de Março e o Equinócio de Setembro são pontos de alternância, de mudança, na vida do Grande Espírito Planetário da Terra, Cristo. Assim, também, a nossa concepção traduz o início de mais uma nossa descida ao Corpo Denso, culminando em mais um nosso nascimento aqui. Esse inaugura o período de crescimento, até alcançarmos a maturidade. Então, começa uma época de frutificação e de amadurecimento, a par do declínio das energias físicas, até terminar na morte, que nos livra matéria física. Depois, se manifesta uma época de metabolismo espiritual e colhemos as nossas experiências terrestres, transformando-as em poderes da Alma, em tendências e talentos. Tais poderes e talentos serão postos a juros em vidas futuras para prosperarmos e nos fazer mais ricos espiritualmente até sermos merecedores do título de “Fiéis Administradores” (Lc 12:42-48 e ICor 4:1-6) e de ocuparmos postos maiores e melhores entre os “servos da Casa do Senhor” (Sl 134:1-3 e Mt 24:25).
Observemos que as condições dominantes, nessa Época Ária, são tão temporárias, como as das Épocas precedentes. O processo de condensação que ainda continua, transformou a nevoa ígnea da Época Lemúrica na atmosfera densa e úmida da Época Atlante e, mais tarde, converteu esta umidade em água que inundou as cavidades da Terra – os Dilúvios – e nos impeliu para as terras altas, para as mesetas. Tanto a atmosfera, como as condições fisiológicas estão mudando. É um alerta para a Mente compreensiva, referente à aurora de uma Nova Era sobre o horizonte do tempo, a Era de unificação.
A Bíblia não deixa nenhuma dúvida a respeito das mudanças. Cristo disse que o acontecido nos “dias de Noé” aconteceria nos dias do porvir. A ciência e a imaginação descobrem condições desconhecidas anteriormente. É um fato científico que o consumo do oxigênio, na alimentação da indústria, está se tornando alarmante. Também os incêndios nos bosques consomem, consideravelmente, este importante elemento e contribuem para o processo de dissecação da atmosfera. Cientistas eminentes assinalaram que um dia nosso globo não poderá suster a vida dependente da água e do oxigênio, um dos componentes do ar. As ideias dos cientistas não provocaram muita ansiedade, por ser distante a data no futuro prevista. Contudo, por mais afastado que seja este dia, o nosso destino é tão inevitável, como o foi quando habitávamos em Corpos Atlantes.
A cada fase que surge, vemo-nos a frente com um novo Elemento, ao qual devemos nos adaptar. Vejamos como se manifesta esse Elemento nos dias atuais e quais suas implicações futuras: se quando habitávamos em Corpos Atlantes pudéssemos ser transferidos para a nossa atmosfera, morreríamos asfixiados, como o peixe que se arrebatasse do seu elemento nativo. As cenas conservadas na Memória da Natureza provam que os primeiros a subir as terras altas, desmaiaram instantaneamente, ao se encontrar com uma das correntes de ar que baixavam, gradualmente, sobre a Terra. Então, essas experiências provocaram vivos comentários e suposições. Atualmente, os aviadores encontram, também, um novo Elemento e experimentam asfixia idêntica à dos precursores Atlantes. Enfrentam um novo Elemento que vem de cima para substituir o oxigênio da nossa atmosfera.
Ao mesmo tempo, uma nova substância está se introduzindo no nosso Corpo Denso, em substituição a albumina. Os Atlantes, sem pulmões desenvolvidos para o Elemento Ar, pereceram nos Dilúvios. Assim, também, a Nova Era encontrará alguns sem o “Vestido de Bodas” – o Corpo-Alma –, incapacitados para nela entrar. Esperarão, até que se achem preparados, em tempos futuros. Consequentemente, é de máxima importância para todos saberem o máximo possível sobre o novo Elemento e a nova substância. Os Ensinamentos Rosacruzes facilitam o acesso a ampla informação sobre o assunto.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1974 – Fraternidade Rosacruz–SP)
Resposta: O ponto mais denso encontrado no Globo do Período Lunar é a Região Etérica do Mundo Físico. Quando a literatura Rosacruz menciona a umidade nesse Período, ela não se refere à umidade física, mas àquela que mais tarde se tornou umidade quando foi condensada em substância física. Essa substância, em formas modificadas, existe desde o começo dos tempos. A Filosofia Rosacruz é frequentemente questionada em termos comparativos ao invés do sentido literal, pela razão de, no presente momento, nenhum termo do Mundo Físico ter sido criado para designar as coisas que estão sendo descritas.
A umidade não é formada em torno do Sol no presente momento porque as leis que governam a umidade física não são as mesmas que regulam e governam o desejo ou a substância etérica.
(Pergunta de Leitor publicada na Revista Rays from the Rose Cross de nov./1940 – traduzida pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz Campinas-SP-Brasil)
Com o passar o tempo nos deparamos com muitos Estudantes Rosacruzes, que ao entrarem em contato com os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, ficam tão entusiasmados ou maravilhados com a explicação tão clara e compreensível sobre Deus, sobre a origem do ser humano, sobre a criação do universo, e muitas outras “descoberta”, que alguns deles, analisando intelectualmente estes Ensinamentos, caem na ideia incorreta de achar que o estudo da Bíblia não é mais necessário e acabam colocando este maravilhoso livro de lado.
Na verdade, eles podem até pensar que os ensinamentos contidos na Bíblia podem estar até desatualizados, dado que todos temos o livre-arbítrio; contudo, isto é um grande erro e como prova conclusiva, escreveremos aqui o que está escrito no Ritual do Serviço Devocional do Templo da Fraternidade Rosacruz: “A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia”.
Sabemos que Max Heindel escreveu o Conceito Rosacruz do Cosmos ditado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz para, também, tornar mais fácil a nossa compreensão dos ensinamentos da Bíblia. Assim, torná-la mais facilmente compreensíveis em muitas de suas passagens difíceis de compreender.
Estudando o Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que “Deve-se também notar que os que originalmente escreveram a Bíblia não pretenderam dar a verdade de maneira a poder tê-la quem quisesse. Nada estava mais distante de sua Mente do que a ideia de escrever ‘um livro aberto de Deus’.”. Notemos que os nossos irmãos e as nossas irmãs Iniciados de vários graus (desde a primeira Iniciação Menor até à quarta Iniciação Maior) têm a capacidade de poder ler a Bíblia de uma forma abrangente e totalmente entendida. Afinal, é lógico que teria sido necessário muito menos habilidade para escrever a Bíblia claramente do que para ocultar o seu significado. Mas, no devido tempo e para quem trabalhar firmemente por meio da espiritualidade (e não da intelectualidade) a informação será prestada, retirando-a daqueles que não conquistaram o direito a sua posse.
Um outro ponto que devemos destacar aqui sobre a Bíblia é a questão do Antigo Testamento. Também, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz aprendemos: “…se examinarmos o primeiro capítulo do Gênesis, tal como aparece nas melhores traduções que possuímos, veremos que expõe o mesmo Esquema de Evolução explicado na parte anterior desta obra, Esquema que se harmoniza perfeitamente com as informações ocultistas relativas aos Períodos, às Revoluções, Raças, etc. O resumo que se encontra nesse capítulo é, necessariamente, condensado e brevíssimo, mencionando-se um Período inteiro numas poucas palavras”.
E com relação ao Novo Testamento, estudando a mesma obra, aprendemos: “Os Ensinamentos Cristãos do Novo Testamento pertencem particularmente aos seres humanos que evoluem no mundo ocidental.” (…) “Os espíritos de todos os países da Terra que se esforçam em seguir os ensinamentos de Cristo, conscientemente ou não, renascem ali, no propósito de que as condições apropriadas ao seu desenvolvimento lhes serem dadas”.
Muitas informações valiosas podem ser compreendidas e assimiladas estudando a Bíblia em conexão com os tópicos discutidos no Conceito Rosacruz do Cosmos. À luz do que foi dito acima, é completamente evidente que nenhum Estudante Rosacruz deveria descartar a Bíblia, mas, ao contrário, deveria fazer um estudo mais profundo dela, esforçando-se seriamente para descobrir a luz espiritual que nela se encontra.
Que as rosas floresçam em vossa cruz