Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Vocês disseram numa outra oportunidade que a Terra era o corpo de um espírito que dava a sua vida aos seus habitantes. E porque então dá flores e frutos a uns e fome e terremotos a outros?

PERGUNTA: Vocês disseram numa outra oportunidade que a Terra era o corpo de um espírito que dava a sua vida aos seus habitantes. E porque então dá flores e frutos a uns e fome e terremotos a outros?

RESPOSTA: Durante o intervalo entre a morte e o novo nascimento os espíritos desencarnados chegados ao Segundo Céu – onde se encontram os arquétipos de tudo o quanto existe – constroem o seu futuro habitat ambiental, no qual colherão o que semearam. Se fizeram crescer dois fios de erva onde antes só crescia um, formarão para si mesmos, uma terra ainda mais fértil, na qual poderão obter maiores frutos com menos esforço.

Se perderam tempo útil pensando no “Nirvana”, um lugar celestial de repouso e indolência, gostando mais de entrar em discussões metafísicas, do que cuidar das coisas materiais necessárias, continuarão fazendo a mesma coisa no Segundo Céu, e, assim sendo, sua terra será árida e estéril quando regressarem à vida terrestre. Terão de experimentar, então a fome, a seca, inundações e terremotos, até compreenderem a necessidade de cumprir seus deveres materiais. Dessa forma e em seu tempo, aprenderão a lição e lutarão para conquistar o mundo, como nós do Ocidente, porque supomos que o consulente se refere aos povos do Oriente que sofrem inundações e fome. Esses povos são os nossos irmãos menores. Estão ainda atrasados em sua evolução e devem seguir os nossos passos. Devem aprender a esquecer, por certo tempo, os mundos espirituais, com o objetivo de alcançar o desenvolvimento ensejado unicamente pelo mundo material. Existe um transcendental propósito nos fenômenos naturais que agora os afligem, não menos profundo do que a aparente prosperidade do mundo ocidental. Carências de toda natureza dirigi-los-ão inevitavelmente para condições mais materialistas, porém, nós do Ocidente, com as terras repletas de todas as coisas desejáveis do mundo, providas de mecanismos que tornam a vida mais atraente e divertida, inevitavelmente diremos a nós mesmos, quando saturados das “bênçãos materiais”: “e agora, qual a vantagem de possuir isso tudo? Será que os valores espirituais não tem muito mais importância?”. Então partiremos para um desenvolvimento espiritual muito mais elevado do que o do Oriente.

(Revista Serviço Rosacruz – 08/75 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como podemos saber que o renascimento é realmente um fato? Não será possível que aqueles que afirmam isso estejam sofrendo de alucinações?

Pergunta: Como podemos saber que o renascimento é realmente um fato? Não será possível que aqueles que afirmam isso estejam sofrendo de alucinações?

Resposta: O clarividente treinado, que é capaz de ler na Memória da Natureza, pode acompanhar a vida de uma pessoa, desde o seu presente estado até retroceder aos anos de sua infância. Poderá vê-la durante o período da infância, seguindo-a através do período de gestação até o momento em que o espírito entrou no útero materno. Poderá retroceder através de sua vida no Céu, no Purgatório, na ocasião da morte na vida anterior, acompanhando-a para trás, observando sua vida inteira. No caso de um adulto, o tempo envolvido geralmente é de mil anos ou mais, e é possível, quando não há outros meios de verificação, que isso possa ser uma alucinação. Porém, no caso de crianças que não atingiram a época da puberdade, há um intervalo comparativamente menor entre as encarnações. Em tal caso é fácil verificar um renascimento entre alguém dos nossos próprios familiares. Isso, realmente, constitui uma parte da educação de um discípulo dos Irmãos Maiores. É-lhe mostrada uma criança prestes a morrer e pede-se- lhe que observe essa criança no mundo invisível, talvez por um ano ou dois, seguindo-a passo a passo até que renasça, – talvez com os mesmos pais ou com outros. Quando o discípulo tiver assim acompanhado um Ego através dos mundos invisíveis, desde a morte ao nascimento próximo, saberá, com certeza, que a Lei do Renascimento é um fato na Natureza. Frequentemente tem a oportunidade de prosseguir com tais estudos investigando vidas de muitos indivíduos. Podemos afirmar que a clarividência, que alega ser um meio de investigação, seja em si mesma, uma alucinação? Não poderá ser o clarividente, embora perfeitamente honesto, vítima de uma visão quimérica? Podemos responder a essas perguntas, dizendo que o clarividente tem todos os dias à sua disposição os meios para verificar suas observações. Se um homem visitou Nova York e viu a cidade, nunca será tentado a dizer: “Será que eu me iludi?”. Ele esteve lá e sabe disso. O mesmo acontece com o clarividente, às vezes, ao deixar o seu corpo, encontra-se e trabalha com pessoas que não conhece na sua vida diária, mais tarde, poderá ser convidado a visitar esses amigos do mundo invisível. Poderá viajar, orientado pela clarividência deles, para uma cidade na qual é um estranho. Poderá encontrá-los na rua, visitar suas casas percebidas através da clarividência, reconhecê-los e ser reconhecido por eles. Poderá conversar com estes amigos sobre as coisas que fizeram e os lugares que visitaram em seus corpos invisíveis. E se ele já teve alguma dúvida quanto à realidade da sua vida fora do denso Mundo Físico, irá convencer-se, de uma vez por todas, da realidade de suas experiências quando fora do corpo. Sabe que seus amigos não são desconhecidos, sabe que não foi iludido, mas que sua vida, seu trabalho e suas experiências lá, são tão reais como sua vida, seu trabalho e suas experiências aqui.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 67 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A cada fase que surge, o ser humano vê-se a frente com um novo elemento, ao qual deve adaptar-se. Como se manifesta esse elemento nos dias atuais e quais suas implicações futuras?

Pergunta: A cada fase que surge, o ser humano vê-se a frente com um novo elemento, ao qual deve adaptar-se. Como se manifesta esse elemento nos dias atuais e quais suas implicações futuras?
Resposta: Se um atlante pudesse ser transferido para nossa atmosfera, asfixiar-se-ia, como o peixe que se arrebatasse do seu elemento nativo. As cenas conservadas na Memória da Natureza provam que os primeiros a subir as terras altas, desmaiaram instantaneamente, ao encontrar-se com uma das correntes de ar que baixaram, gradualmente, sobre a Terra. Então, essas experiências provocaram vivos comentários e suposições. Atualmente, os aviadores encontram, também, um novo elemento e experimentam asfixia idêntica à dos precursores atlantes. Enfrentam um novo elemento que vem de cima para substituir o oxigênio da nossa atmosfera.

Ao mesmo tempo, uma nova substância está se introduzindo no corpo humano, em substituição a albumina. Os atlantes, sem pulmões desenvolvidos para o elemento ar, pereceram no dilúvio.

Assim, também, a idade nova encontrará alguns sem o “Vestido de Bodas”, incapacitados para nela entrar. Esperarão, até que se achem preparados, em tempos futuros. Consequentemente, é de máxima importância para todos saber o possível sobre o novo elemento e a nova substância. A Bíblia e a ciência facilitam ampla informação sobre o assunto.

(Revista Serviço Rosacruz – 07/74 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: As condições atuais são também passageiras?

Pergunta: As condições atuais são também passageiras?

Resposta: As condições dominantes, nessa idade de Noé, são tão temporárias, como as das idades precedentes. O processo de condensação que ainda continua, transformou a nevoa ígnea da Lemúria na atmosfera densa e úmida da Atlântida e, mais tarde, converteu esta umidade em água que inundou as cavidades da Terra – o Dilúvio – e impeliu a humanidade para as terras altas, para as mesetas. Tanto a atmosfera, como as condições fisiológicas estão mudando. É um alerta para a Mente compreensiva, referente à aurora de uma nova idade sobre o horizonte do tempo, a idade de unificação a que a Bíblia chama o Reino de Deus.

(Revista Serviço Rosacruz – 07/74 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Aqueles que se retiraram da vida terrena ficam vigiando e protegendo os que ficaram? Por exemplo, cuidarão as mães dos seus filhos pequenos ou até dos maiores?

Pergunta: Aqueles que se retiraram da vida terrena ficam vigiando e protegendo os que ficaram? Por exemplo, cuidarão as mães dos seus filhos pequenos ou até dos maiores?

Resposta: Sim, muitas vezes, uma mãe recentemente falecida zelará pelos seus filhinhos durante um longo tempo, e registraram-se casos em que os salvaram de perigos. Embora não soubessem conscientemente como se materializar, o amor pelos pequeninos e uma intensa preocupação pela sua segurança as levaram a atrair para si o material para que pudessem ser vistas pelos filhos. Aqueles que chamamos de mortos, geralmente, não se afastam da casa onde viveram, senão algum tempo depois de ter ocorrido o funeral.

Permanecem nos aposentos familiares e se movimentam ao nosso redor, embora invisíveis para nós. Naturalmente, quando chega o momento em que devem ir para o Primeiro Céu, não permanecem mais nas nossas casas, mas a visita frequentemente.

Quando entram no Segundo Céu, não têm mais consciência dessa esfera física, no sentido de terem tidos lares, amigos ou parentes. Devem ser considerados mais como forças da natureza, enquanto estão no Segundo Céu, pois trabalham sobre a Terra e a humanidade, da mesma maneira que as forças da natureza não tomam a forma humana. Portanto, é perfeitamente natural que velem por seus queridos por muito tempo após terem morrido.

Algumas vezes, pessoas que presenciaram a morte de uma pessoa, cujos filhos haviam falecido alguns anos antes, verificaram que, no momento da morte, ela via os filhos à sua volta e exclamava: “Ora, aqui está o Johnny, e como cresceu”, e assim por diante.

As pessoas presentes podem julgar que seja uma alucinação, mas não é. Observa-se que certo fenômeno sempre acompanha aquelas visões, isto é, quando uma pessoa desencarna sente se aproximar e cair uma escuridão sobre ela. Muitas pessoas morrem sem rever novamente o Mundo Físico. Essa é a mudança das nossas leves vibrações para as vibrações do Mundo do Desejo, que é semelhante à escuridão que se estendeu sobre a Terra por ocasião da crucificação. No entanto, com outras pessoas acontece que a escuridão se dissipa após um momento e, em seguida, a pessoa se torna Clarividente, vendo tanto o Mundo Físico como o Mundo do Desejo. Nesse momento, naturalmente, aparecem aos entes queridos que foram atraídos por sua morte, a qual corresponde a um nascimento no mundo espiritual. Podemos dizer que os nossos entes queridos se interessam pelo nosso bem-estar por um longo período após terem morrido.

Contudo, devemos lembrar que não há poder transformador na morte; que ela não lhes acrescenta qualquer habilidade especial para cuidar de nós, não influenciará realmente nos nossos problemas, de forma que não seria muito correto considerá-los os nossos “anjos guardiões”. São meros espectadores interessados, com exceção de alguns poucos casos específicos em que um amor intenso os capacita a nos dar algum ligeiro auxílio, em caso de grande necessidade. Esse auxílio, no entanto, nunca seria usado para nos enriquecer ou qualquer coisa desse gênero, mas uma forma de nos avisar de algum perigo ou algo parecido.

(Pergunta nº 64 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que as crianças morrem?

Pergunta: Por que as crianças morrem?

Resposta: Há várias causas para a morte de crianças. Apresentaremos as principais.

Quando um Ego volta à vida terrena, dirige-se a uma determinada família porque aí poderá obter o ambiente previsto para o seu desenvolvimento, podendo liquidar parte do destino gerado em existências anteriores. Mas, quando os pais fazem alterações radicais em suas vidas e o Ego não mais consegue adquirir aí essa experiência, ou liquidar esse destino, é retirado e enviado para outro lugar onde possa conseguir as condições propícias para o seu crescimento nesse determinado momento. Ou, poderá ser afastado por pouco tempo e renascer na mesma família, quando essas condições forem mais adequadas para esse progresso. Porém, existe outra causa responsável pela mortalidade infantil. Situa-se numa época bem mais remota, isto é, em vidas anteriores. Para podermos entender essa causa, é necessário saber algo a respeito do que ocorre no momento e imediatamente após a morte.

Quando um Ego abandona seu veículo denso, leva consigo o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e a Mente. No Corpo Vital, naquele momento, contém as imagens da vida passada, que foram gravadas no Corpo de Desejos, e que lhe são mostradas durante os três dias e meio que se seguem imediatamente à morte. O Corpo de Desejos torna-se, então, o árbitro do destino do Ego no Purgatório e no Primeiro Céu. Os sofrimentos causados pelo expurgo do mal e a alegria sentida pela contemplação do bem praticado durante a vida são transferidos para a próxima vida como consciência. Ela impedirá o Ego de repetir os erros de vidas passadas e o estimulará a praticar o bem que lhe proporcionou imensa alegria na vida anterior.

Quando os parentes mais próximos da pessoa agonizante (N.R.: ou mesmo quaisquer pessoas), presentes em no ambiente onde está o Corpo do Ego, irrompem em lamentações histéricas no momento do desenlace, e continuam assim por alguns dias mais, perturbam o Ego, em um momento que está ainda em contato muito íntimo com o Mundo Físico. O sofrimento dos entes queridos prejudica sensivelmente esse momento, fazendo com que ele não seja capaz de concentrar firmemente sua atenção na contemplação da vida passada.

A gravação impressa no Corpo de Desejos não será tão profunda quanto deveria ser, se o Ego, ao passar por tal processo, fosse deixado em paz sem ser perturbado. Consequentemente, os sofrimentos no Purgatório não serão tão intensos, nem as alegrias no Primeiro Céu seriam tão confortantes como deveriam ser. Por isso, ao retornar à vida terrena, o Ego terá perdido certa parte da experiência da vida anterior. A voz da consciência não se fará ouvir com a intensidade necessária, quando o Ego é perturbado pelas lamentações dos familiares e amigos. Para compensar essa falta, o Ego é, geralmente, levado a renascer entre os mesmos amigos que o prantearam, e deles é retirado quando na infância. E levado para o Mundo do Desejo. Naturalmente, uma criancinha não terá cometido quaisquer pecados que necessitem ser expurgados, e, desta forma, o seu Corpo de Desejos e a sua Mente permanecem intactos. Vai diretamente para o Primeiro Céu, esperando a oportunidade de um novo renascimento. Esse tempo de espera serve para instruir o Ego diretamente sobre o efeito das diferentes emoções, tanto as boas como as más. Frequentemente, um parente o encontra e toma conta dele, tendo a incumbência de ensinar-lhe aquilo que perdeu devido às lamentações ocorridas. Também pode ser instruído por outros. Em todo caso, a perda é mais do que compensada, pois quando a criança retorna a um segundo nascimento, terá alcançado um crescimento moral tão pleno quanto o teria sob circunstâncias normais, se não tivesse havido lamentações no momento de sua passagem.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 51 – Max Heindel)

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Filosofia Rosacruz oferece um ensinamento específico relativo à educação das crianças?

Pergunta: A Filosofia Rosacruz oferece um ensinamento específico relativo à educação das crianças?


Resposta: Talvez não haja assunto mais importante como o da educação das crianças. Em primeiro lugar, pais sábios, que desejam proporcionar à criança todos os benefícios, já começam antes do nascimento, antes mesmo da concepção, a voltar reverentemente seus pensamentos para a tarefa da qual vão incumbir-se.

Cuidam para que a união que vai gerar o novo ser se realize sob influências astrológicas apropriadas, isto é, quando a Lua estiver transitando por um Signo que possibilite a construção de um corpo forte e sadio, conservando eles mesmos, tanto quanto possível, seus próprios corpos nas melhores condições físicas, morais e mentais.

Durante o período de gestação, devem evocar constantemente a imagem ideal de uma vida saudável e útil para o ser que se aproxima. Logo em seguida ao nascimento, procuram fazer o horóscopo da criança, pois o pai ideal é também um astrólogo. Se os pais não estiverem capacitados para levantar um tema natal, podem pelo menos estudar os Signos astrológicos que os capacitará a compreender o que o astrólogo lhes disser. Em nenhuma circunstância, contudo, devem recorrer ao astrólogo profissional que avilta esta ciência por amor ao dinheiro, mas buscar a ajuda de um astrólogo espiritual, ainda que demorem nessa busca. No mapa natal da criança, suas fortalezas e fraquezas de caráter podem ser identificadas muito facilmente, o que deixa seus pais em vantajosa posição para estimular o bem e adotar os meios adequados para reprimir o mal, antes que as tendências convertam-se em realidades. Desta maneira, eles podem realmente ajudar a criança a superar suas fraquezas.

Depois, os pais devem conscientizar-se que esse nascimento é, na verdade, apenas o nascimento do corpo físico visível, que nasce e atinge seu atual e elevado estado de eficiência em tempo menor que os veículos invisíveis do ser humano, porque teve uma evolução mais longa. Assim como o feto é resguardado dos impactos do mundo visível pelo útero protetor da mãe durante o período de gestação, do mesmo modo, os veículos mais sutis são protegidos por um envoltório de éter e de matéria de desejos que os resguardam até que estejam suficientemente amadurecidos e aptos para suportar as condições do mundo exterior.

Portanto, o Corpo Vital nasce quando a criança atinge os sete anos de idade, ou quando os dentes permanentes começam a romper as gengivas. O Corpo de Desejos nasce, aproximadamente, aos quatorze anos, na época da puberdade. A Mente surge aos vinte e um anos, quando o ser humano atinge a sua maioridade.
Há certos assuntos importantes que devem ser cuidados durante o período apropriado de crescimento, e os pais deveriam saber quais são eles. Embora os órgãos tenham sido formados na época em que a criança estava para nascer, as linhas de crescimento são determinadas durante os primeiros sete anos. Se elas não se delinearem bem durante esse período, uma criança, que poderia ser saudável, tornar-se-á um homem ou uma mulher doente.

No primeiro Capítulo de São João lemos que: “No princípio era o Verbo, e sem Ele nada do que foi feito se fez e o Verbo se fez carne”. O Verbo é um som rítmico e o som é o grande construtor cósmico. Portanto, durante a primeira fase setenária de sua vida, a criança deveria estar cercada por música apropriada, por uma linguagem musical onde os versos e as cantigas de ninar possam ser particularmente valiosas.

Embora, muitas vezes, não tenham sentido, elas são portadoras de um maravilhoso ritmo que é essencial, e quanto mais a criança participa, mais forte e saudável ela crescerá.

As duas palavras chaves que se aplicam neste período de vida da criança são: Exemplo e Imitação. Nenhuma criatura debaixo dos céus é mais imitativa do que a criança; ela segue, tanto quanto lhe é possível, o nosso exemplo nos mínimos detalhes. Os pais que procuram educar bem os seus filhos, serão sempre cuidadosos na presença deles. É inútil ensinar-lhes moralidade ou fazê-los raciocinar neste período. A criança ainda não possui a Mente nem a razão. O exemplo é o único mestre que precisa e que entende.

Não pode esquivar-se à imitação, do mesmo modo que a água não pode evitar de correr colina abaixo. Quanto ao alimento, devemos ter cuidado em não fazer para nós um prato e outro diferente para nosso filho, argumentando que o que comemos não é bom para ele. Nesse momento, ele não poderá imitar-nos, mas desperta-lhe um secreto desejo pelo alimento proibido e cuja satisfação buscará quando crescer. Os pais cuidadosos deverão abster-se de alimentos e bebidas que não desejam que seus filhos venham a ingerir.

Quanto às roupas, certifiquemo-nos de que estejam sempre folgadas, pois nesse período a criança deve estar ainda inconsciente dos seus órgãos sexuais, e a natureza imoral, que desencaminha uma vida, tem sido primeiramente despertada pelas fricções das roupas demasiadamente apertadas, particularmente no caso dos meninos.

O castigo corporal é também um fator preponderante no despertar prematuro da natureza sexual, pelo que deve ser cuidadosamente evitado. Não há criança, por mais indócil que seja, incapaz de reagir ao método de recompensa pelas boas ações e à supressão de privilégios como retribuição da desobediência. Reconhecemos que o chicote dobra o espírito de um cão, mas deploramos os indivíduos sem fibra e de vontade fraca. Deve-se isto aos açoites impiedosos a que foram submetidos na infância.

Coloquemo-nos no lugar de uma criança: gostaríamos de viver hoje com alguém de cuja autoridade não pudéssemos escapar, que fosse muito maior do que nós, e que nos espancasse quase todos os dias? Ponhamos de lado essa prática e notaremos que muitos dos males sociais desaparecerão em uma geração.

Por volta dos sete anos, o Corpo Vital da criança atinge a suficiente perfeição que permite que as faculdades da percepção e da memória possam ser educadas. As palavras-chaves para este período devem ser: Autoridade e Aprendizado. Se temos um filho precoce, procuremos não estimulá-lo a cursos que exijam esforços mentais extremos. Crianças prodígio geralmente vêm a ser homens e mulheres de inteligência abaixo do normal. Neste particular, deve-se permitir à criança seguir as suas próprias inclinações. Sua faculdade de observação precisa ser cultivada e deve ser ensinada, especialmente através dos exemplos. Mostrem-lhe uma pessoa embriagada e onde o vício a levou. Em seguida, mostrem-lhe uma pessoa sóbria e apresentem-lhe ideais elevados. Ensinem o seu filho a aceitar tudo o que disserem sobre autoridade e esforcem-se para que ele passe a respeitá-los como pais e professores. Neste período pode-se começar a prepará-lo para economizar a força que principia a despertar nele e que vai capacitá-lo a reproduzir a espécie ao fim do segundo período de sete anos. Que ele nunca busque informar-se a esse respeito através de fontes duvidosas, porque seus pais, muitas vezes, tolhidos por um falso senso de pudor, evitam esclarecê-lo devidamente. A flor pode servir como lição objetiva, e todas as crianças, das maiores às menores, devem receber as mais belas instruções em forma de conto de fadas. Pode-se ensiná-las que as flores são como as famílias, sem precisar confundi-las com termos de botânica. Mostrem-lhes então algumas flores dizendo: “Aqui está uma família-flor em que todos são meninos (as com estaminas); e aqui está uma outra onde estão somente meninas (uma flor pistilada). Aqui está uma outra onde estão meninos e meninas (uma flor que tem tanto estames como pistilos). Mostrem-lhes o pólen nas anteras. Digam-lhes que estas flores são idênticas aos meninos nas famílias humanas; que são destinados e estão sempre desejosos de sair pelo mundo afora e lutar na batalha da vida, enquanto as meninas (os pistilos) ficam mais tempo em casa. Mostrem-lhes as abelhas com as cestas de pólen em suas pernas e contem-lhes como os meninos-flores cavalgam nesses corcéis alados, tal como os cavaleiros iam pelo mundo em busca da princesa aprisionada no castelo encantado (o óvulo oculto no pistilo); mostrem-lhes como o pólen – cada cavaleiro – abre caminho através do pistilo até alcançar o óvulo. Digam-lhes, então, que esse encontro significa o casamento da flor-homem com a flor-mulher, os quais daí em diante viverão felizes e se tornarão pais de muitas flores meninos e flores meninas. Quando eles compreenderem isto completamente, estarão também sabendo bastante sobre o acasalamento nos reinos animal e humano; uma vez que não existe diferença, pois a geração em um reino é tão casta, pura e santa como nos outros. A criança educada desta maneira sempre olhará a função criadora com reverência. Cremos que não há melhor modo de introduzi-la no assunto.

Quando assim preparada, ela estará pronta para o nascimento do Corpo de Desejos, na ocasião da puberdade. Quando os desejos e emoções são libertados, o adolescente atinge o período mais perigoso de sua vida, a fase do ardor da juventude, entre os quatorze e os vinte e um anos. O Corpo de Desejos está, então, desenfreado e a Mente, como ainda não nasceu, não pode atuar como um freio. Se ele habituou-se a confiar na palavra dos mais velhos e estes sempre lhe deram ensinamentos sábios, ele terá adquirido uma firmeza que o guiará com segurança neste período turbulento, até que o seu nascimento seja plenamente completado na idade de vinte e um anos, quando ocorre o nascimento da mente.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 27 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que fazer quando filhos desejados não chegam até um casal desejoso por tê-los?

Pergunta: Quando marido e mulher desejam ardentemente filhos e estes não chegam, há algum modo de induzir uma alma do mundo invisível a aceitar o convite desse casal para a reencarnação? Quando as condições de um lar são bastante favoráveis, parece-nos que alguma, dentre as numerosas almas que esperam pela encarnação, acharia essas condições adequadas.

Resposta: Esta é, sem dúvida, uma das situações em que aqueles que poderiam ser pais, negligenciaram essa oportunidade numa vida anterior, ou realmente evitaram ter filhos. No entanto, se não houve esses precedentes, é possível que mais tarde as suas esperanças se realizem. O autor observou o caso de um espírito procurando renascer e que seguia a mãe em perspectiva, sendo informado por alguém, que a conhecera anteriormente, que este Ego já a acompanhava mesmo antes dela se casar. O casamento, no entanto, foi estéril e, recentemente, chegou-nos a notícia do divórcio. É evidente que este Ego, apesar de desejar renascer através da mãe, rejeitava o pai. Às vezes, tomamos conhecimento de certos casamentos que se revelam estéreis, mas quando os cônjuges se separam e mais tarde voltam a casar, ambos se tornam pais, o que demonstra que os dois tinham perfeitas condições físicas para conceber, mas o que faltava realmente era o Ego encarnante. Notemos que, se não houver um Ego procurando renascer através de um casal, os esforços destes serão infrutíferos. Do ponto de vista comum, isso pode não parecer assim, mas prontamente constatamos que, se os constituintes químicos do sêmen e dos óvulos são sempre os mesmos, não há razão para que a união dos sexos seja fecunda certas vezes e estéril outras, se estes forem os únicos fatores. Sabemos que se misturarmos o hidrogênio e o oxigênio nas devidas proporções, sempre obteremos água. Sabemos que a água sempre escorrerá pela colina abaixo, e que as leis da natureza são invariáveis. Assim a menos que houvesse outro fator que não a mistura química do sêmen e dos óvulos, haveria sempre prole. E este fator desconhecido e invisível é o próprio Ego reencarnante – que só se dirige para o lugar que lhe agrada – sem o qual não haveria descendência.

Se a pessoa orar sinceramente para o Anjo Gabriel, que é o embaixador do Regente da Lua na Terra, portanto, um fator primordial na geração dos corpos (vide a Bíblia), é possível que isto lhe traga o resultado desejado. O melhor momento é na segunda-feira, ao nascer do Sol, e no período que vai da Lua Nova à Lua Cheia.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 29 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que é Psicocinésia?

 

 

Pergunta: O que é Psicocinésia?

 

Resposta: Nada há na natureza, que permaneça no mesmo estado; ou evolui ou retrocede. Muitas vezes perguntam por que devemos renascer e evoluir constantemente. É uma condição inerente ao Espírito, feito à Imagem e Semelhança do Criador. Como semente, ele deve germinar, crescer, frutificar até atingir a estatura da Árvore Mãe. Diríamos que o Espírito evoluinte é como o alpinista do romance “The White Tower”. Perguntaram-lhe “porque insistia em subir ao pico de uma montanha onde homem algum havia atingido ainda”. Respondeu: “Porque Ele está lá – à minha espera.

 

No desenvolvimento do sexto sentido, previsto para a Era de Aquário, Psicocinésia é o domínio da natureza superior sobre a matéria. Decompondo a palavra, teremos: “psico” que se refere à alma, e “cinésia”, do grego kinesis, significando movimento; quer dizer, moção anímica, atividade anímica pela qual exercemos domínio sobre a matéria. muitos anos um grande industrial me surpreendeu com esta declaração: “Se realmente viermos, a saber, como utilizar a força do Espírito Humano – e apontou para um cinzeiro sobre a mesa – poderemos, provavelmente, mover este cinzeiro, empregando apenas, habilmente, a força espiritual”. Acho, hoje, que ele disse pouco, ao pensar nos enormes blocos de pedra assentados e ajustados com perfeição nas pirâmides, em tempo que os seres humanos possuíam poder interno e não tinham máquinas. E mesmo com as máquinas de hoje não poderiam erguer e colocar aqueles blocos tão pesados. Pensei nas gigantescas estátuas de pedra da Ilha de Páscoa. O ocultismo explica muito bem isto. Já possuímos o poder modelador da palavra na Época Lemúrica e início da Época Atlante: com ele modelávamos a flora e a fauna. E está prometido que um dia usaremos a Palavra Criadora- a palavra perdida – além de outros poderes sobre a matéria, conforme diz no Evangelho de Mateus, Cap. 17-20: Eu lhes asseguro que se vocês tiverem fé do tamanho de um grão de mostarda, poderão dizer a este monte: ‘Vá daqui para lá’, e ele irá. São muitas as citações encontradas na Bíblia. Mesmo fora do campo religioso encontramos expressiva coleção de fatos: iogues que permanecem vivos vários dias, enterrados ou mergulhados na água; a eliminação de verrugas e outras intumescências da pele, sem recorrer a meios físicos. também os casos de bruxarias e de baixo nível religioso, que trabalham com os elementares na levitação de objetos, arremesso de pedras, provocação de chuvas, relógios que param ou se quebram, como sinal de que alguém morreu; a sugestão sobre o corpo, etc.

 

A Parapsicologia tratou com muito interesse deste assunto, fazendo experiências com dados especiais e cercando as provas de todas as cautelas, sujeitando as pessoas a restrições incomuns.

 

Pois bem, apesar de usarem meios mecânicos e restringirem a ação das pessoas, limitando os lances a meras induções mentais, notou-se que “algo mais”, além do movimento das máquinas de lançar dados, influía na queda e posição dos dados. Isto revelava a influência de “algo” material sobre eles. Passaram, então, a investigar se essa influência era cerebral ou um processo mental, não físico. Provou-se que a massa, o número e a forma não eram fatores determinantes nos testes de psicocinésia. Como bem disse o Dr. Rhine, em poucas palavras “Quase não resta dúvida de que a psicocinésia não é de origem física”.

 

Qual a explicação ocultista para o fato?

 

Como disse Max Heindel:” para toda ação há um agente”. O poder mental, o desejo fortemente concentrado, submete elementais à vontade humana e logra agir sobre a matéria dos mais variados modos. Os elementais são físicos, embora invisíveis ao ser humano comum. Seus corpos são etéricos. Mas, note-se bem, isto não é espiritualidade; é mera ação física envolvendo emoção e pensamento. Espiritualidade é cultivo do Espírito, através de reforma de caráter. Todavia, fazemos concessões a tais experiências. Tudo o que existe é necessário, é efeito provocado pelo materialismo, é recurso para, apouco e pouco, levar as pessoas a atividades espirituais, convencidas que estejam da existência de coisas extraterrenas.

 

Em 1882, num protesto isolado contra a indiferença geral e materialismo da época, um grupo de eruditos fundou em Londres a “Sociedade Inglesa de Pesquisas Psíquicas”, com o objetivo de investigar tudo o que se relacionasse com a telepatia (transmissão do pensamento do espírito, sem emprego dos sentidos); telestesia (clarividência); assuntos mesméricos (magnetismo); previsão (profecia ou previsão de um acontecimento futuro sem a força do raciocínio); psicocinésia (domínio da natureza superior sobre o corpo); enfim, para estudar e compor uma ciência das manifestações que transcendem os princípios conhecidos. Por isso, a esse conjunto de pesquisas deram o nome de Parapsicologia, que quer dizer: “além da psicologia”. Em outros países, cientistas fortemente interessados nesses estudos imitaram o exemplo da Inglaterra. Nos U.S.A., em 1930, o homem que agora aparece como o incontestável guia nesse setor; J.B. Rhine, lançou um ataque em grande escala, com três outros membros da seção de Psicologia da Universidade de Duke. Era a primeira vez, na história que um grupo de membros do corpo docente de uma universidade se arriscava a um trabalho pioneiro de tanta crítica.

 

Entrementes, a literatura, nesse campo, começou a aumentar. Estudiosos de vários países passaram a contribuir com livros e relatórios.

 

Experiências comprovadoras foram meticulosamente levadas a efeito em inúmeras universidades, inclusive as de Bonn, na Alemanha; de Cambridge, Oxford e Londres e em muitas escolas norte-americanas. Por volta de 1940 o professor Thouless, de Cambridge, declarava: “Deve-se considerar provada a realidade dos fenômenos com a mesma segurança que se tem das provas feitas com outras experiências científicas”. Em 1954 o Dr. Raynor C. Johson, um físico, escreveu: “É uma questão das mais profundas e da mais considerável importância poder agora afirmar que a telepatia, a clarividência e a previsão constituem, inegavelmente, fatos incontestáveis, cuja prova merece fé e está tão bem estabelecida quanto às leis básicas da física e da química. O Dr. Rhine e o Laboratório de Parapsicologia de Duke, USA, como resultado de milhares de experiências controladas, pelo método de “cartas”, tem provado que a telepatia e clarividência, representam, hoje em dia, uma realidade.

 

A dificuldade que os parapsicologistas tiveram de enfrentar foi a de determinar se os fenômenos de telepatia e de clarividência eram físicos ou suprafísicos. Se a percepção extra-sensorial fosse puramente física, então o espírito seria estritamente mecânico e nesse caso o fator distância (espaço) teria certo efeito mensurável na ocorrência. Mas, as experiências posteriores provaram conclusivamente que a distância não mostra efeito algum sobre uma demonstração de percepção extra-sensorial. Isto os levou à conclusão que há muito que considerar impossível: o espírito é capaz de ultrapassar o tempo e o espaço, porque é superior a condições físicas interdependentes.

 

Pensamos que seria útil aos nossos estudantes conhecer as principais experiências catalogadas nas principais obras da matéria e assim dispor, como conhecimento geral, meios de confirmação científica do que estudam na filosofia – essas verdades básicas expostas na literatura oculta, desde vários milênios e que agora irrompem sob a casca de materialismo, enfeitados com nomes científicos. Isso é previsto por muitos. Antes de sua morte, ocorrida em 1923, o formidável matemático e engenheiro eletricista Charles Steinmetz, anunciou ao mundo que a ciência, quando voltasse finalmente para as descobertas do espírito, haveria de ter um progresso maior, em cinquenta anos, do que o que tivera em toda a sua história passada. Se este grande gênio estivesse vivo, provavelmente concordaria em que o gongo finalmente soou. O meio século decisivo já está em plena marcha.

 

(Revista Rosacruz – 04/72)

 

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que Simboliza o Coelhinho da Páscoa?

Pergunta: O que simboliza o coelhinho da páscoa?

Resposta: O verdadeiro símbolo pascoal é o cordeiro bíblico, correlacionado com o signo de Áries, em que ocorre a Páscoa. Cada família judia no equinócio de março, em Áries, grelhava um cordeiro com ervas amargas e era obrigada a comê-lo inteiro. Se não podia, convidava pessoas pobres para ajudá-la. O cordeiro era sacrificado no Altar dos Holocaustos, no Tabernáculo do Deserto, Templo instituído por Moisés para o Povo Escolhido. Tal sacrifício destinava-se a lavar os pecados de seu ofertante, mediante o derramamento de sangue do animal. Posteriormente o Cristo imolou-se pelo mundo e, desde então não houve mais sacrifícios de cordeiros. Por isso disse João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que lavará os pecados do mundo”.

A crucificação ocorreu no Equinócio de Marco, para coincidir com o fato cósmico de o Sol, em Ascenção para o hemisfério Norte, cruzar o equador celeste, formando uma cruz nos céus.

Hoje em dia o cordeiro bíblico, depois o Cordeiro de Deus, foi simbolizado pelo coelhinho, por ser este de pequeno tamanho e existir em todo o mundo. O importante é não esquecermos o sentido profundamente religioso que ele encerra e o convite de regeneração que nos faz em cada ano.

(P&R da Revista Serviço Rosacruz fev/85 – Fraternidade Rosacruz SP)

 

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