O conhecimento aplicado é a salvação para a ignorância. Até mesmo os mais sábios entre nós têm muito a aprender e ninguém, até agora, alcançou a perfeição; tampouco é possível alcançá-la em uma única e curta vida. Observamos em toda a Natureza que o desenvolvimento lento e persistente conduz a um grau mais elevado de evolução em tudo. Quanto mais conhecemos os métodos de funcionamento da Natureza, símbolo visível do Deus invisível, mais aptos nos tornamos a aproveitar as oportunidades que ela oferece para o crescimento e o poder — para a emancipação da servidão e a elevação ao autodomínio. Esse processo é a Evolução.
No início da nossa evolução, consistíamos apenas de Espírito e Corpo; não possuíamos Alma. Mas, desde então, cada vida vivida na Terra, nessa Escola da Experiência, tornamo-nos cada vez mais dotados de Alma, de acordo com o uso que fizemos das oportunidades e lições que delas aprendemos. Isso se manifesta nas diferentes gradações entre o “selvagem” e o “santo”, que vemos ao nosso redor. Todas as Raças são produtos da evolução, cujo único objetivo é a perfeição definitiva. A expressão mais elevada em uma vida se torna a expressão mais inferior na vida seguinte e assim subimos gradualmente a escada da evolução em direção à Divindade. A Humanidade, como um todo, avança lentamente por esse caminho e, desse modo, alcança gradualmente estados mais elevados de consciência.
Uma das principais características da evolução reside no fato de que ela se manifesta em períodos alternados de atividade e repouso. O verão ativo é seguido pelo descanso e pela inatividade do inverno e cada estação avança um pouco mais ao longo do caminho do tempo. O dia agitado alterna-se com a tranquilidade da noite. O refluxo do oceano é sucedido pela maré cheia e assim por diante.
Assim como todas as outras coisas se movem em ciclos, a vida que se expressa aqui na Terra por alguns anos não deve ser considerada encerrada quando chega a morte do Corpo Denso. Isso está infinitamente distante do nosso fim. Nós – Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui – somos imortais e os nossos Corpos Densos são os instrumentos que utilizamos durante a vida terrena para nos auxiliar em nossa evolução. Podemos estar certos de que, em qualquer posição da vida em que sejamos colocados — monarca ou mendigo, rico ou pobre, homem ou mulher — ela contém as lições e experiências necessárias naquele momento para a nossa evolução e nos oferece a melhor oportunidade possível para o nosso desenvolvimento. Tão certo quanto o Sol nasce pela manhã após se deitar à noite, a vida que foi encerrada pela morte de um Corpo Denso perecível será retomada em novo veículo, em ambiente diferente.
A evolução é a história da nossa – o Ego – progressão no tempo. Em toda parte, no Céu e na Terra, todas as coisas avançam — para cima, eternamente — e, ao observarmos os variados fenômenos do Universo, percebemos que o Caminho de Evolução é uma espiral. Cada volta da espiral é um ciclo. Cada ciclo se funde com o seguinte e, como as voltas da espiral são contínuas, cada sucessão é o produto aperfeiçoado das que a precederam e a criadora de estados mais avançados que ainda estão por vir.
Mas o Caminho de Evolução é uma espiral quando o consideramos apenas do ponto de vista físico. O Caminho de Evolução é uma lemniscata, uma figura em forma de oito, quando visto em suas fases física e espiritual. Os dois lados desse símbolo convergem em um ponto central e representam nós, Espírito imortal, o Ego em evolução. Um dos círculos representa nossa vida no Mundo Físico, do nascimento à morte. Durante esse período, plantamos sementes por meio de cada ato e devemos colher certa quantidade de experiência, o que acontecerá se as lições forem extraídas das oportunidades; ao final da vida terrena, o Ego se encontrará à porta da morte carregado dos mais ricos frutos da vida terrestre.
A outra seção da lemniscata simboliza a nossa – Ego – permanência nos Mundos invisíveis, que percorremos durante o período entre a morte e o renascimento. No momento em que chegamos ao ponto central da lemniscata, que divide os Mundo Físico dos Mundos invisíveis, trazemos conosco um conjunto de faculdades ou talentos adquiridos em todas as nossas vidas anteriores, os quais podemos usar ou enterrar durante a nossa próxima experiência de vida, conforme julgarmos adequado; porém, da maneira como utilizamos essas faculdades adquiridas depende a quantidade de crescimento de alma que colheremos em nossa próxima vida. Já vivemos uma existência semelhante – não igual! – ao mineral, vegetal e outra semelhante ao animal antes de nos tornarmos seres humanos; além de nós ainda existem evoluções posteriores nas quais nos aproximaremos cada vez mais do Divino.
Avançamos somente por meio do sacrifício. Poucos percebem que, ao subirmos na escala da evolução, pisamos sobre os Corpos Densos de nossos irmãos mais fracos. Consciente ou inconscientemente, nós os esmagamos e utilizamos para alcançar nossos próprios fins. Esse fato se aplica a todos os Reinos da Natureza. Quando uma Onda de Vida é levada ao ponto mais baixo da Involução e se incrusta na forma mineral, ela é imediatamente capturada por outra Onda de Vida, ligeiramente mais elevada, que toma o cristal mineral em desintegração, adapta às suas próprias necessidades como cristaloide e assimila como parte de uma forma vegetal.
Na Iniciação do Cristão Místico, quando Cristo lavou os pés de Seus discípulos na noite da Última Ceia, é dada a explicação de que, se os minerais não se decompusessem e não se oferecessem como envoltórios para o Reino vegetal, não teríamos vegetação; do mesmo modo, se o alimento vegetal não fornecesse sustento aos animais, os seres do Reino animal não poderiam encontrar expressão; assim, — o superior, em consciência, sempre se alimentando do inferior. Quando o Mestre lavou os pés de Seus discípulos, simbolicamente, Ele realizou para os discípulos aquele serviço humilde em reconhecimento do fato de que eles Lhe haviam servido como degraus para algo mais elevado.
O mesmo princípio se aplica a toda evolução espiritual, porque se não houvesse alunos situados nos degraus mais baixos da escada do conhecimento, necessitando de instrução, não haveria necessidade de um Mestre. Porém aqui existe uma diferença de suma importância. O Mestre cresce ao dar a seus alunos e servi-los, assim como todos, independentemente da posição na vida, crescem por meio do serviço. A partir dos ombros dos alunos, o Mestre sobe a um degrau mais alto da escada do conhecimento e, por isso, deve a eles a sua gratidão, que é simbolicamente reconhecida e quitada pelo lavar dos pés — um ato de serviço humilde àqueles que O serviram.
Sob a orientação benéfica das Hierarquias Criadoras, progredimos constantemente de vida em vida, sob condições exatamente adequadas a cada indivíduo, até que, com o tempo, alcancemos uma evolução superior e nos tornemos “super-homens”. O Cristão Ocultista acredita que o propósito da evolução é o nosso desenvolvimento desde um Deus estático a um Deus dinâmico — um Criador. Para que ele se torne um Criador independente e original, é necessário que sua formação inclua liberdade suficiente para o exercício da originalidade individual que distingue a criação da imitação.
Enquanto algumas características da forma antiga atendem às exigências do progresso, elas são mantidas; contudo, a cada renascimento a vida em evolução acrescenta os aprimoramentos originais e necessários à sua expressão futura. Pelo caminho ficaram atrasados que não conseguiram atingir o padrão exigido para acompanhar a crista da onda da evolução. No progresso evolutivo não existe ponto de estagnação. Progresso ou retrocesso é a lei e a forma que não é capaz de se aprimorar deve degenerar.
O impulso evolutivo atua para alcançar a perfeição definitiva de todos. É, portanto, razoável supor que as Hierarquias Criadoras, que estão encarregadas da nossa evolução, utilizem todos os meios disponíveis para conduzir em segurança o maior número possível dos seres vivos sob a responsabilidade d’Elas. Toda vibração no Universo é vida que surgiu do único Deus. Assim, todos somos um, embora haja alguns que estejam constantemente lutando para ficar para trás.
Durante o atual estágio de individualismo, que é o clímax da nossa ilusória separatividade, toda a Humanidade necessita de ajuda adicional; no entanto, para os atrasados deve ser provida alguma assistência extra e especial. Dar essa ajuda especial foi a missão de Cristo. Ele disse que veio buscar e salvar o que estava perdido. Ele abriu o caminho da Iniciação para todos que estão dispostos a buscá-Lo.
A evolução depende do crescimento da alma, da transmutação dos Corpos em Almas, o que deve ser realizado pelos nossos – o Ego – esforços individuais; no final da evolução, possuiremos Poder Anímico, como fruto de nossa peregrinação através da matéria. Seremos uma Inteligência Criadora.
Se preenchermos o lugar que nos foi designado da melhor maneira possível ao longo de toda a nossa vida, certamente alcançaremos progresso em uma vida futura. Veremos com mais clareza através do véu do egoísmo, quando vivermos de boa vontade a vida na qual fomos depositados, pois os Anjos do Destino não cometem erros nunca! Eles nos colocaram no lugar onde temos as lições necessárias para nos preparar para uma esfera maior de utilidade.
Se tivermos dentro de nós um amor suficiente por tudo, não poderemos causar dano algum, porque esse amor contém nossa mão em qualquer ação e nossa Mente em qualquer pensamento que possa ferir o outro. Ainda não alcançamos esse estágio avançado de consciência. Se tivéssemos alcançado, não haveria necessidade de existência aqui; porém todos nós estamos buscando isso e avançando na direção desse estado de gloriosa perfeição. É surpreendente quão rapidamente podemos progredir nesses caminhos, se formos verdadeiramente sérios em nossos esforços, confiando não apenas em nossa pobre Personalidade, mas tendo fé em Cristo e confiando que, pelo Seu exemplo e Seus ensinamentos, podemos nos capacitar a nos unirmos a nossa Divindade interior, nascendo e alimentando o Cristo Interno.
A evolução depende da dissolução dos Corpos e da amalgamação alquímica da Alma com o Espírito. A Alma é a quintessência, o poder ou a força do Corpo; quando um Corpo é levado à perfeição por meio dos diversos estágios, a Alma é plenamente extraída dele e absorvida por um dos três aspectos do Espírito (nossos veículos Espírito Humano, Espírito de Vida e Espírito Divino), que originalmente gerou esse Corpo.
A Alma Consciente será absorvida pelo Espírito Divino na sétima Revolução do Período de Júpiter. A Alma Intelectual será absorvida pelo Espírito de Vida na sexta Revolução do Período de Vênus. A Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta Revolução do Período de Vulcano.
Enquanto desenvolvemos esse amor universal dentro de nós, aprendemos a perceber cada vez mais que somos filhos do Criador e que, no devido tempo, avançaremos rumo à perfeição. Por mais vil que um ser humano ou criatura possa parecer, devemos lembrar que existe em seu interior uma Centelha divina que, lenta e seguramente, crescerá até que a glória do Criador ilumine esse ser.
As Hierarquias Criadoras que têm guiado a Humanidade no Caminho de Evolução desde o início da nossa jornada e continuam ativas e trabalhando conosco a partir de seus próprios Mundos; com a Sua ajuda seremos, finalmente, capazes de realizar a elevação da Humanidade como um todo e alcançar a realização individual da glória e da imortalidade. Tendo essa grande esperança dentro de nós, essa grande missão no mundo, trabalhemos como nunca para nos tornarmos homens e mulheres melhores a fim de que, por nosso exemplo, possamos despertar nos outros o desejo de viver uma vida que conduza à libertação.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho/1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Ninguém deve temer o Purgatório, já que ele é um “hospital para alma”. Nele as pessoas moralmente enfermas recebem o cuidado necessário para “restaurar a saúde”. Certamente que nesse cuidado pode incluir uma espécie de “cirurgia” que frequentemente é dolorosa para o Ego – que ainda está revestido pelo Corpo de Desejos e pela Mente da vida terrestre recém terminada –, já que é realizada, mediante a ação da Força de Repulsão; força essa que predomina nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo, onde se localiza o Purgatório.
Os fabricantes de instrumentos da maldade devem aprender a se elevar acima de seus desejos; já que a escravidão dos apetites físicos é vencida pela completa impossibilidade de gratificá-los. Os “demônios” da crença ortodoxa são vistos no Purgatório como uma força inferior da Onda de Vida comparada à dos insetos e répteis do Mundo Físico, porém menos perigosos devido ao fato de que são mais dóceis à vontade do Ego e às forças psíquicas. Um simples ato de determinação, uma elevação de consciência mediante a oração, não de caráter angustioso, suplício (ainda que essa também tenha seu poder), mas da oração tranquila que nasce de uma Mente elevada afasta rapidamente esses elementais, enquanto o corpo doente não é tão facilmente dissipado.
A base da vida no Purgatório são as cenas em que o Ego errou e são revividas, e ele se vê no lugar daquele que prejudicou e sofre como sofreram aqueles que ele lesou na vida terrena, da mesma forma que a base da vida enquanto encarnados neste Mundo Físico é o Panorama da Vida que escolhemos no Terceiro Céu. Mesmo porque no Purgatório vivemos, em média, um terço do tempo vivido aqui e nesse período temos muito que compensar por meio do arrependimento e da reforma íntima.
O que ocorre, às vezes, é os Auxiliares Invisíveis encontrarem pessoas que estão no Purgatório e que lhe pedem que vá as suas famílias para dizer-lhes para viver vidas retas e bondosas e fazer o seu melhor para não ter que sofrer depois que eles passarem pela morte. E, obviamente, eles não vão porque de nada adiantaria (como não adianta, na maioria das vezes, a gente ser testemunhas oculares das mazelas dos nossos pais, familiares e entes próximos e, mesmo assim, a gente continua fazendo o que é errado!).
Vamos falar um pouco sobre como é o processo da experiência purgatorial, quanto à sua constância em sentirmos os sofrimentos e as dores purgantes encadeando um sofrimento após o outro durante toda a nossa existência nesse lugar. Usemos a Lei de Analogia para entendermos como funciona lá, estudando como funciona aqui. Suponhamos que uma pessoa que sofre intensamente, por um curto período de tempo, geralmente sente a dor muito agudamente. Agora uma outra pessoa que sofre durante anos sucessivos, embora a dor infligida possa ser igualmente intensa, não parece senti-la na mesma proporção que a primeira pessoa. Isso ocorre porque a segunda pessoa se acostumou a ela e, de certa forma, o seu Corpo Denso se adaptou à dor; por isso, o sofrimento não é tão intensamente sentido nesse caso quanto no primeiro.
A mesma coisa ocorre na experiência purgatorial: se uma pessoa foi muito dura, cruel, indiferente quanto aos demais, egocêntrica, causadora de muita dor e muitos sofrimentos nos outros, então o seu sofrimento no Purgatório será muito rigoroso e intensificado pelo fato de que a experiência purgatorial seja de menor duração do que a vida vivida na Terra; mas a dor é intensificada proporcionalmente. Comparando com o caso acima se a experiência dessa pessoa fosse contínua ou a dor gerada por um ato fosse imediatamente seguida por outra, grande parte do sofrimento seria perdido para a pessoa, pois não seria sentida em toda a sua intensidade. Por esse motivo, às experiências lhe chegam em ondas, com períodos de descanso, para que o sofrimento seguinte possa ser profundamente sentido. Alguns podem achar que isso é cruel e que a dor infligida, ao utilizar-se desse artifício para intensificar o sofrimento, seja desnecessária. Porém não é assim. Esse sofrimento resultará um bem maior, pois Deus nunca busca desforra ou vingança, mas apenas almeja ensinar a pessoa pecadora a não mais reincidir no erro. Por isso, ela deve expiar todos os pecados cometidos. Isso irá ensiná-la a respeitar, em vidas futuras, os sentimentos alheios e a ser misericordiosa com todos. Portanto, é necessário que a dor seja altamente sentida para a conservação da energia e para que a pessoa possa se purificar e se tornar melhor, o que não aconteceria, caso a dor fosse contínua e o sofrimento, correspondentemente amenizado.
As experiências do Purgatório são gravadas no Átomo-semente do Corpo de Desejos como fruto da vida passada e depois na forma de um sentido moral purificado que o Ego leva consigo e conduz depois ao próximo renascimento para atuar como consciência e estimular o desenvolvimento das virtudes ao conceito de justiça e misericórdia.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
Como alcançamos “a realização de Deus por meio do reconhecimento da unidade fundamental de cada um de nós com todos”, como repetimos todas as vezes que oficiamos o Ritual do Serviço Devocional do Templo?
Por meio da “Comunhão Espiritual”. Mas, como compreender e aplicar a Comunhão Espiritual?
Comecemos com a tomada de consciência de que todos somos irmãos, filhos de um mesmo Deus, que nos criou, todos como Espíritos Virginais.
Depois, compreendamos que todos, juntos, retornaremos a Deus e assim quando prejudicamos alguém, seja por pensamentos, sentimentos, emoções, palavras, obras, ações ou atos, seja por omissão ou por co-omissão, estamos prejudicando o nosso próprio desenvolvimento, a nossa própria evolução!
A Comunhão Espiritual começa no nosso lar, entre os nossos familiares. Não precisamos ficar como censores ou conselheiros, prontos para retrucar ou falar sempre que vemos um familiar agindo erradamente. Sejamos como uma fonte no deserto que jorra água por séculos sem ninguém dela necessitar, mas quando alguém passar e estiver com sede, lá está ela à disposição.
Mostremos a nossa disposição de termos a Comunhão Espiritual por meio do nosso exemplo e da nossa vivência dos Ensinamentos Rosacruzes.
Lembremos que como Aspirantes a vida superior estamos sempre sendo observados. Mesmo durante o nosso cotidiano não nos deixemos ser manipulados pelas circunstâncias externas. São elas que nos atormentam os nossos corações com angústias.
E é por falta de vontade de reconhecermos a nossa unidade com todos que nos carregamos de pecados, nos molestamos de tentações, nos embaraçamos e nos oprimimos com muitas paixões. E aí não há ninguém que nos ajude, nos livre ou nos salve senão o Cristo a quem devemos nos entregar. Pois Ele nos deu o exemplo da Comunhão Espiritual maior que se pode fazer por um irmão e uma irmã ao entregar o Seu corpo e o Seu sangue para nos salvar: “prova de amor maior não há que doar sua vida ao irmão” (Jo 15:13).
E é através desse maravilhoso exemplo que devemos nos manter em Comunhão Espiritual.
Observe que nos quatro Evangelhos há as atitudes que devemos ter em todas as circunstâncias que existem e possam existir. Quando se diz que esses quatro Evangelhos são fórmulas de Iniciação, quer se dizer que eles contêm o modo do Cristão agir em todas as circunstâncias que, porventura, ele passar. Ensina-nos como e porque agir fraternalmente e se tomarmos as palavras de Cristo: “a Palavra que eu vos disse são espírito e vida” (Jo 6; 64), então teremos a chave de como viver fraternalmente, pois como dois diapasões ressoam em sintonia quando um deles é golpeado, o nosso “Eu superior” vibra quando, pela nossa vontade, resolvemos nos sintonizar com os ensinamentos do Cristo. Assim, Suas palavras nos alimentam e ditam as nossas atitudes, desejos, sentimentos, palavras e pensamentos. Então, estaremos vivendo a vida no verdadeiro sentido da palavra.
Enquanto não tomamos essa consciência e essa resolução, temos apenas vislumbres do viver a vida. E na maioria das vezes estamos nos deixando levar pelos impactos exteriores! É “o corpo governando o espírito”.
O segredo aqui é lembrar em servir a “divina essência” oculta em cada um de nós, o Cristo interno, essa luz presente no ser humano menos evoluído. Com isso nos pomos acima de qualquer limitação imposta pelo “eu inferior”: orgulho, medo, vergonha, vanglória, ambição, egoísmo.
E não há outro meio, pois, “quem não renunciar a tudo não poderá ser Meu discípulo” (Lc 14:33). E esse é o motivo de haver tão poucos esclarecidos e livres: não saber abnegar-se de todo e de si mesmo. Deixar ser levado por esses sentimentos criados pelo “eu inferior”, por essa separatividade ilusória.
Para qualquer Onda de Vida e em qualquer grande Dia de Manifestação é muito difícil se desvencilhar dessa separatividade ilusória, após um mergulho em Mundos mais densos. A ideia de que somos separados um do outro está arraigada em nossa Personalidade (o “eu inferior”), cultivada por nós em muitas vidas.
A dificuldade em tomar consciência da Comunhão Espiritual, “da unidade fundamental de cada um com todos” é acrescida por estarmos no Mundo Físico e suas baixas vibrações. Mas essa separatividade e essa limitação de vida foram importantes para a nossa manifestação ativa. Manifestação essa que é a conscientização de que somos um ser criador, individual, com os mesmos poderes do Ser que nos criou, Deus. Mas, uma vez aprendido e passado o pináculo da separatividade, estamos voltando para Ele, para Deus.
Libertaremo-nos de toda a existência concreta e nos transformaremos num “pilar do templo de Deus e dele não sairemos mais” (Apo 3:12).
Sempre que vamos entrar em um novo estágio evolutivo, os Seres Superiores lançam sombras desse estágio que virá a fim de tornar mais suave a mudança e de dar oportunidades para os vanguardeiros da nossa Onda de Vida, aqueles que sentem a necessidade de dar mais um passo e que anseiam progredir na evolução.
Na Nova Galileia, a próxima Época, a sexta, o amor se fará altruísta e a razão aprovará os seus ditames. A Fraternidade Universal se realizará plenamente e cada um trabalhará para o bem de todos. O egoísmo será coisa do passado.
Aos poucos estamos sentindo que a razão está deixando de nos dominar e o amor está começando a ditar as nossas atitudes.
Vemos que, aos poucos, essa consciência estritamente individual, limitada ao Mundo material, está desfazendo as nações em indivíduos e assim a fraternidade humana está se estabelecendo sem ter em conta as circunstâncias exteriores.
Vivamos uma vida de fraternidade e de amor apressando a segunda vinda de Cristo.
Somente através da prática da Comunhão Espiritual em nossas vidas é que alcançaremos a conscientização da Fraternidade Universal, capacitando-nos, assim, a ajudar os nossos irmãos e as nossas irmãs a seguirem o mesmo caminho.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
“Vós sois meus amigos” (Jo 15:14-16). Frase simples, que se dilui no contexto grandioso dos Evangelhos. Não raro, passa despercebida a profundidade de seu significado.
O fato de o Cristo nos considerar amigos transcende qualquer possibilidade do conhecimento humano. Mas, a transcendentalidade do fato não nos impede de meditar e de lhe extrair lições.
O Cristo, quanto à evolução, encontra-se muito acima da nossa Onda de Vida. Não obstante a distância evolutiva que nos separa, Ele desceu ao nosso plano, isto é, Ele habitou entre nós e nos considera amigos. Se esse glorioso Ser pode assim nos considerar, seguramente não poderemos ser menos que amigos entre nós mesmos.
Na Bíblia, à frase “Vós sois meus amigos” segue-se: “se fizerdes as coisas que Eu mando”. O que Ele mandou fazer, por suposto, é praticar Seus Ensinamentos, os Ensinamentos Cristãos, na vida diária, para o despertamento do Cristo Interno. É a única maneira de chegarmos a ser como Ele, fazendo o que Ele fez e coisas maiores ainda. Se nos empenharmos em assim proceder, seremos Seus Discípulos e mais do que isso, Seus amigos.
Nesse particular, o conceito de amizade transcende a ideia geralmente aceita de estima e afeto entre um grupo de indivíduos intimamente relacionados e ascende a um nível indiscutivelmente superior, ao plano da amizade universal, na qual todos se incluem.
Se fizermos o que Ele nos mandou seremos Seus amigos no sentido mais elevado do termo. Também alcançaremos o nível de amizade ideal com nossos semelhantes, não só com aqueles que estão buscando a iluminação espiritual ao longo do caminho que estamos trilhando, mas com todos os viajores de outras rotas.
Quando chegamos a ser amigos de Cristo, certamente inspiraremos amizade aos indivíduos por força de nossa conduta profundamente compassiva.
O melhor que pudermos fazer por cada um, seja individual seja coletivamente, como membros da Fraternidade Rosacruz, será realizado por meio da amizade. Podemos ajudar uma pessoa porque a consciência nos obriga a fazê-lo; ou porque nos apiedarmos dele; ou porque isso pode nos trazer alguma vantagem pessoal. Sob quaisquer dessas circunstâncias poderemos ser úteis. Porém, somente quando nos consideramos seus amigos, ligados por sentimentos de estima e compreensão, sobrepondo-nos aos nossos interesses pessoais, é que lhe seremos verdadeiramente úteis.
Quando trabalharem juntos, unidos e inspirados pelos laços de amizade, poderemos realizar algo realmente duradouro.
Lembremo-nos sempre que os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, cujos belos ensinamentos nos uniram nesse Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, honram os seus Discípulos da mesma maneira que Cristo honrou os Seus Apóstolos chamando a cada Discípulo de Amigo!
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/dezembro/1987 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Antes de tudo, lembremos que o baluarte da nossa evolução é aqui, enquanto renascidos na Região Química do Mundo Físico. Por quê? Porque a grande maioria ainda não conseguiu aprender todas as lições que nós, como uma Onda de Vida criada para ser especializada em materiais dessa Região, temos que aprender. Depois, também devemos sempre ter conosco que é de máxima importância para o nosso desenvolvimento que observemos minuciosamente tudo o que se passa em torno de nós e, obviamente, nisso inclui o nosso conhecimento dos esforços dos outros; caso contrário, as imagens da nossa Memória Consciente deixam de coincidir com aquelas de nossa Memória Subconsciente ou automática. Pois, a observação e a ação geram a Alma Consciente, a quintessência dos atos, das obras e ações que executamos com o nosso Corpo Denso é que é o alimento para aumentar a consciência do nosso veículo Espírito Divino.
E para compreendermos como isso funciona observemos que a pedra atirada na superfície da água forma ondas que se propagam até muito distante do ponto de origem. A ação do badalo na parede do sino produz sons que alcançam grande distância do campanário. Uma ação gera uma resposta parecida em múltiplos corações e uma vida deixa uma esteira que serve de farol, de norte, de modelo para outras vidas. Nenhum ato é tão pequeno que não produza efeito. Ninguém é tão insignificante que não influa sobre outra existência. Mesmo o bebê afeta a vida dos pais.
Quem não se lembra daquela viúva que, certo dia, aproximou-se silenciosamente da arca do Templo para colocar dentro dela a sua oferta de duas moedinhas[1]? Tão humilde era a sua dádiva que procurou evitar ser vista entre os que podiam oferecer, orgulhosamente, grandes quantidades de ouro.
Contudo, aquele ato humilde e aquela oferta quase sem valor material, há mais de dois mil anos, continua a mover os corações em reconhecimento a Deus e à generosidade para com o próximo.
Faz muitos anos, dois meninos divertiam-se brincando no jardim de uma mansão, na Inglaterra. Um era o filho do jardineiro; o outro, do dono da propriedade. Em dado momento, o menino rico caiu na piscina de natação e, sem sombra de dúvida, teria se afogado, não fosse o menino pobre que, sem medir consequências, lançou-se na água para salvá-lo.
Sua generosa ação comoveu o dono da casa que, de alguma forma, desejou recompensá-lo.
— “Que podemos fazer pelo garoto?”, perguntou ao pai.
— “Se for possível, que os seus estudos sejam custeados”, respondeu o jardineiro.
Passaram-se os anos. O menino rico tornou-se um grande estadista, um dos maiores homens da História contemporânea. Certo dia, porém, foi gravemente acometido de pneumonia. Sua vida estava em sério perigo. A Inglaterra inteira estava apreensiva com a enfermidade do homem que a levara à vitória, na Segunda Guerra Mundial. Havia apenas um remédio, recém-descoberto e muito raro, que pudesse salvar sua vida. Fora ele descoberto pelo filho do jardineiro: era a penicilina.
Dessa forma, por duas vezes Alexander Fleming salvou a vida de Winston Churchill. Por outro lado, enquanto o generoso ato de Fleming em sua infância o levou à fama mundial, a ação do pai de Churchill contribuiu mais tarde para salvar a vida de seu filho.
O que trazemos para este mundo deve ser posto a juros de ação e convertido em mais alma. Nesse processo dependemos das realizações dos demais, do trabalho que eles realizaram.
É verdade que nos empenhamos na aquisição de conhecimentos; mas em grande medida, adquirimos o saber a partir dos esforços de outros. Por conseguinte, nada mais justo do que acrescentarmos, nós mesmos, alguma coisa ao acervo cultural do meio em que nascemos.
Se falharmos no cumprimento desse dever, outros se sentirão inclinados a seguir os nossos passos. Se nele nos empenharmos, outros se inspirarão em nossa vida no momento de desânimo.
Passamos mais uma vez por este mundo, renascendo mais uma vez aqui, e devemos, ao abandoná-lo, procurar deixá-lo melhor do que o encontramos, quando a ele viemos. “Ninguém vive para si e ninguém morre para si”. Cada um deixa os sinais das suas pegadas por este mundo. Que as nossas indiquem as alturas para os que vierem atrás de nós e lhes deem ânimo na cansativa, mas bela luta de abrir caminho rumo à luz.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de maio/1967-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: Mc 12:41-44: E, sentado frente ao Tesouro do Templo, observava, como a multidão lançava pequenas moedas no Tesouro, e muitos ricos lançavam muitas moedas. Vindo uma pobre viúva, lançou duas moedinhas, isto é, um quadrante. E chamando a si os discípulos, disse-lhes: “Em verdade eu vos digo que esta viúva que é pobre lançou mais do que todos os que ofereceram moedas ao Tesouro. Pois todos os outros deram do que lhes sobrava. Ela, porém, na sua penúria, ofereceu tudo o que tinha, tudo o que possuía para viver”. E em Lc 21:1-4.
Os animais pertencem a uma Onda de Vida que iniciou sua peregrinação no Período Solar desse Grande Dia de Manifestação, como denominado na terminologia Rosacruz.
É importante sabermos que nós, Espíritos Virginais, iniciamos nossa peregrinação no Período de Saturno desse mesmo Grande Dia de Manifestação, que é um Período anterior ao Período Solar.
Por isso que reconhecemos os animais como nossos “irmãos menores” a quem devemos proteger, pois eles têm um nível de consciência muito próximos a nosso nível: enquanto a nossa é Consciência de Vigília a deles é Consciência de Sono com Sonhos.
Lembremos que os Antropoides superiores (bonobo, chimpanzés, gorilas e orangotangos) não pertencem à Onda de Vida dos animais, mas a nossa Onda de Vida! Na verdade, eles são os nossos irmãos e nossas irmãs atrasados da nossa Onda de Vida e poderão, em um futuro, alcançar a nossa evolução, se trabalharem para isso. Atualmente, eles ocupam os exemplares mais degenerados daquilo que foi antes forma humana. Note a forma, não a vida!
Os animais têm os seguintes corpos:
Não possuem uma Mente, o que não os capacita a funcionar na Região do Pensamento Concreto. Portanto, os animais não são capazes de projetar ideias, ou seja: as conclusões que estabelecemos na Região do Pensamento Abstrato, revestindo-as de matéria mental da Região do Pensamento Concreto formando os pensamentos-forma que nos leva a concluir que os animais não são capazes de pensar e agir por esse meio.
Ou, em outras palavras, não são capazes de despertar voluntariamente o sentimento que impele à ação imediata, seja através do Interesse (sentimento presente na quarta Região do Mundo do Desejo), pondo em ação ou a Força de Atração ou a de Repulsão (Forças presentes da primeira a terceira e da quinta à sétima Região do Mundo do Desejo), seja através da Indiferença (o outro sentimento presente na quarta Região do Mundo do Desejo).
E o Cordão Prateado dos animais? Aprendemos que cada animal tem seu próprio e individual Cordão Prateado. Só que diferente do Cordão Prateado de um ser humano. Há, como no ser humano, as duas partes que conectam o Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos; mas a terceira parte, que está ligada ao vórtice central do Corpo de Desejos, localizada na posição relativa do fígado, pertence ao Cordão Prateado do Espírito-Grupo. E é justamente por meio desse vínculo elástico, que o Espírito-Grupo governa os animais da sua espécie, independentemente de onde estejam, com igual facilidade. Lembremo-nos que a distância não existe nos Mundos espirituais e os animais não possuem Mente própria; assim, eles obedecem sem questionar às sugestões do Espírito-Grupo.
Vamos falar um pouco dos sangues dos animais: animais que possuem vitalidade e movimento, mas não possuem sangue vermelho, como, por exemplo, os insetos, não possuem Corpo de Desejos separado. Tal ser encontra-se em um estado de transição da planta para o animal.
Por outro lado, animais que possuem sangue vermelho, mas frio, como por exemplo: peixes e répteis, já possuem um Corpo de Desejos separado. Nesse caso o Espírito que anima tal forma está completamente fora do Corpo Denso.
Finalmente, animais que possuem sangue vermelho e quente também têm um Corpo de Desejos separado, entretanto, nesse caso, o Espírito que anima tal forma está parcialmente fora do Corpo Denso.
É por isso que o animal não é um ser completamente “vivo”, se considerarmos o ponto de vista do Mundo Físico. Eles possuem uma consciência análoga a que possuímos quando sonhamos (consciência análoga a sono com sonhos), vivendo no Mundo do Desejo. Portanto, a consciência dos animais está focada no Mundo do Desejo.
Dali para baixo, ou seja, na Região Etérica e na Região Química do Mundo Físico eles são inconscientes. E é justamente por toda essa condição de dependência de evoluir no Mundo Físico, mas sem terem a Consciência de Vigília nesse Mundo (ainda não possuem o elo que liga o Tríplice Espírito ao Tríplice Corpo – a Mente – o que os tornaria indivíduos separados e únicos) é que os animais precisam ser guiados no seu caminho de evolução. E quem são os responsáveis por isso são os Espíritos-Grupo.
A função de serem Espíritos-Grupo dos animais, atualmente, constitui um dos trabalhos dos Arcanjos, seres especialistas em matéria de desejos, assim como nós seremos especialistas em matéria química do Mundo Físico.
O Corpo mais inferior ou de matéria mais densa de um Arcanjo é o Corpo de Desejos, assim como o nosso é o Corpo Denso.
Há diversos graus de inteligência entre os seres humanos. Do mesmo modo, também acontece entre os seres superiores. Os Arcanjos menos evoluídos governam os animais como Espíritos-Grupo e, dessa maneira, se desenvolvem adquirindo capacidade superior. Podemos entender o que é um Espírito-Grupo fazendo uma analogia com o nosso Corpo Denso. Nosso Corpo Denso é composto de muitas células, tendo cada uma sua própria vida celular, mas todas estão sob o nosso comando, utilizando ainda, o sangue como ponto de aderência ao Corpo Denso.
Assim, também, o Espírito-Grupo é um ser que funciona nos Mundos espirituais e possui um “corpo espiritual” composto por muitos Espíritos animais separados. Guia seus protegidos de fora para dentro. O Espírito-Grupo guia os animais através do sangue. O Espírito-Grupo não funciona no Mundo Físico. Como Arcanjos, eles funcionam no Mundo do Desejo, mesmo lugar aonde o Ego dos animais se encontra.
Recordem-se: no Mundo do Desejo a distância não existe. Por isso o Espírito-Grupo do animal pode influenciar este em qualquer lugar em que o animal se encontre. Sua evolução se dá enviando os diversos Espíritos animais a formas de Corpos Densos que o Espírito-Grupo ajuda a criar, como Arquétipos.
Conjuntos de Corpos Densos compõe uma espécie de animal e os Espíritos-Grupo guiam essa espécie mediante sugestões que chamamos de instinto. Portanto, os animais não estão sujeitos a Lei de Causa e Efeito.
A orientação dos Espíritos-Grupo aos animais é dada pelas fortes correntes de matéria de desejos colocadas pelos Espíritos-Grupo e que giram em torno do Planeta Terra. Por isso que a espinha dorsal do animal se mantém mais na horizontal.
A força vital emanada do Sol, da Lua e dos Planetas é também absorvida pelos animais, mas não diretamente. Isso porque eles possuem somente 28 pares de nervos espinhais e estão harmonizados com o mês lunar de 28 dias dependendo, portanto, de um Espírito-Grupo para preparar os raios astrais, a fim de serem utilizados como força vital para: geração, nutrição, crescimento e ação.
Quando um Corpo Denso de um animal morre o Ego do animal adquiriu, mesmo que inconscientemente, uma quantidade de experiência por ter trabalhado nesse veículo.
E depois de certo tempo, tais experiências também são absorvidas pelo Espírito-Grupo. E é assim que os Espíritos-Grupo dos animais vão evoluindo, assim como vão evoluindo os animais. Os Espíritos-Grupo dos animais são vistos no Mundo do Desejo em uma forma humana e com cabeça de animal. Vemos isso nos templos egípcios, onde se retratam seres com Corpos Densos humanos e cabeças de animal. Aliás, aqueles que possuem visão espiritual do Mundo do Desejo não encontram nenhuma dificuldade em conversar com eles e, muitas vezes, ficam maravilhados pela sabedoria que eles expressam!
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Junho de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

Julho – Sol transitando pelo Signo de Câncer (Junho-Julho) 7
Termo Rosacruz: Massa Ígnea Central no Período Solar 21
Termo Rosacruz: As 2 Classes de Água do Período Lunar 22
Termo Rosacruz: Período Lunar na Teoria científica dos tempos modernos 23
Termo Rosacruz: Nebulosa no Período Lunar 25
Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais 27
Termo Rosacruz: Recapitulação. 29
Termo Rosacruz: Período de Repouso. 34
Termo Rosacruz: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre. 36
Termo Rosacruz: Onda de Vida. 45
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Junho: 48
A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito. 50
As guerras não terão fim? Não haverá paz para todos?. 52
Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo. 55
Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 59
2.Pergunta: Existe fazer um “Pacto com Lúcifer”, como algumas pessoas falam?. 59
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 64
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 67
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Informação
As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Junho/2025: Reuniões de Estudos e Publicações
-Dia 1/06 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Mateus – Cap. 7 – P.2 – “pérolas aos porcos” … “pedir o que tem capacidade para receber”
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Solar – Terra – Sol – Massa Ígnea Central
-Dia 08/06 – 16 h – Estudos de Astrologia Rosacruz – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Lunar – Duas Classes de Água – Nebulosa no Período Lunar
-Dia 15/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Espirais dentro de Espirais – Recapitulações – Períodos de Repouso
-Dia 22/06 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada
17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Quem eram os Elohim nas Épocas do Período Terrestre – Vida – Onda de Vida
-Dia 29/06 – Recesso – Não houve Reuniões de Estudos
Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/
-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:
https://www.facebook.com/fraternidaderosacruz
https://www.facebook.com/FraternidadeRosacruzCampinas
https://www.instagram.com/frc_max_heindel/ e
https://www.youtube.com/c/TutoriaisEstudosFraternidadeRosacruzCampinas
-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz
-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)
-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)
-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritos no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
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Julho – Sol transitando pelo Signo de Câncer (Junho-Julho)
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE JULHO. Esse mês solar de JULHO, que vai de de 22 de junho a 22 de julho, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Câncer.
Câncer é a Hierarquia Criadora dos Querubins, que mantém sobre a Terra o modelo cósmico da exaltação do divino feminino em toda a Criação. Esse Signo é o lar da gloriosa Mãe do Mundo, uma elevada Iniciada da Hierarquia de Câncer. Esse Ser, e o princípio que representa, é reconhecido e deificado por todas as grandes Religiões do mundo.
Câncer trata com a Alma – a Alma como reveladora da verdade. Por isso a dedicação durante o mês de Câncer é a busca dessa luz, ainda nunca vista sobre a Terra nem sobre o mar.
Enquanto o Sol entra em Câncer, no mês de Julho, o Senhor Cristo ascende ao Seu próprio Mundo, o Mundo do Espírito de Vida. Esse é o Reino onde a unidade e a harmonia reinam supremas; também, é a esfera de consciência que os primeiros discípulos de Cristo contatou no Dia de Pentecostes. Isso será alcançado por toda a Humanidade avançada no fim do presente Período Terrestre.
Por meio da operação do Cristo Cósmico, é aqui que o Filho ou o princípio da Palavra e o segundo aspecto da Trindade, nosso Abençoado Senhor, contata a Hierarquia de Câncer, os Querubins. Esses Seres celestiais são os guardiões de todos os lugares Sagrados no Céu e na Terra. Eles guardam até mesmo o maior mistério da vida. Sob a orientação do Senhor Cristo, esse mistério sagrado é transmitido para baixo, de Câncer para o seu Signo oposto, Capricórnio, e fornecido para os Arcanjos. Foi por essa razão que o Salvador do Mundo, que veio para a Terra proclamando o mistério do Espírito Santo, nasceu sob o Signo de Capricórnio. A observância conhecida eclesiasticamente como a Festividade de São João, o precursor do Cristo, ocorre durante a estação do Solstício de Junho.
Em julho a Alma da Terra está impregnada de puro êxtase. O Céu se inclina, enquanto a Terra é elevada. No intercâmbio divino de forças espirituais o Casamento Místico entre o Céu e a Terra é consumado. Em um intervalo de quatro dias, as correntes de desejos são acalmadas de tal modo que as forças espirituais vão se tornando cada vez mais operantes. A Terra vai, então, sendo literalmente inundada com a luz pura e branca do espírito. O discípulo que aprende como se sintonizar com esse influxo poderoso receberá um despertar jamais sonhado de consciência espiritual.
O centro físico correlacionado com Câncer é o Plexo Celíaco (também chamado de Plexo Solar), que é uma complexa rede de neurônios que, no corpo humano, está localizada atrás do estômago e embaixo do diafragma, perto do tronco celíaco na cavidade abdominal a nível da primeira vértebra lombar (L1), chamado, às vezes, de “o sol do estômago”. Antes da vinda de Cristo esse centro era considerado muito importante em relação ao desenvolvimento para a Iniciação. Na nova Raça crística, o Plexo Celíaco será dirigido novamente pelo Espírito, porque o Sistema Nervoso Simpático se transformará na coluna feminina do Corpo-templo humano.
Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Gêmeos é S. Natanael (ou Bartolomeu, nos três Evangelhos sinóticos), que é um místico em quem não existe o engano.
Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o da Meditação: “…se caminhamos na Luz como Ele está na Luz, estamos em comunhão uns com os outros” (IJo 1:7). Faça isso em cada um dos dias em que Câncer enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
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01/06 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 7 – Versículos: 6 a 11
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz, como Estudantes Rosacruzes que as páginas da Bíblia possuem: uma mensagem para todas as Almas sedentas, independente do estágio que se esteja no Caminho da realização. E, também, esperança, conselho e inspiração para as Mentes mais fechadas e tradicionalistas, e ao mesmo tempo, há palavras gloriosas de luz para o intelecto questionador e liberal.
Se estudarmos como se deve os Ensinamentos Bíblicos, e se observarmos bem ao nosso redor, será fácil descobrir que: em todas as partes da Bíblia há ensinamentos e conforto; tanto para as doutrinas mais simples como para doutrinas mais elevadas, e para o maior Iniciado que este Planeta é capaz de produzir.
Comecemos desvendando algumas significâncias esotéricas desse trecho do versículo 6:
Significância esotérica da passagem: “Não deis aos cães o que é santo, nem atireis as vossas pérolas aos porcos”
Está claro que no Ensinamento dado por Cristo é que não devemos oferecer os Ensinamentos Cristãos a quem não os aprecia ou não é digno delas. Há vários tipos de irmãos e irmãs que não “apreciam” e/ou que não querem saber “disso”.
E por quê? Porque o efeito pode ser perda de tempo (nosso e deles), perigoso, confundir com proselitismo e/ou missionarismo, totalmente contrário os princípios Rosacrucianos. Coisa parecida ocorre quando pessoas que chegam à Fraternidade Rosacruz com mero diletantismo intelectual. Se não tomarmos cuidado, é fácil cair em argumentações, discussões, desqualificações, comparações com outras instituições que o irmão ou a irmã frequenta ou frequentou.
Devemos transmitir os Ensinamentos Cristãos, mas consideremos o nível de entendimento do irmão ou da irmã, senão o irmão ou a irmã podem estar acostumados a dogmatismos, ou podem confundir a Fraternidade Rosacruz com outras denominações ou ainda, estar interessados em fenômenos ou aquisição de “poderes” e se o interesse é mais Devocional (partindo do coração pela beleza dos Ensinamentos Cristãos Rosacruzes).
E, no caso de não ser por interesse devocional, a curiosidade ser somente superficial; adquirir conhecimento pelo conhecimento e a busca pode ser por novidades, nem se tocando que aqui são “verdades antigas em novas roupagens”. Ou, então, ter “dificuldades” em ver resultados visíveis, e ou desistir ou falar mal do Método Rosacruz.
De qualquer forma, sempre será o melhor método para demonstrar como funciona o “Método Rosacruz de Conhecimento Direto” às verdades espirituais pela prática na vida do Estudante Rosacruz.
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Significância esotérica da passagem: “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois, tudo o que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá. Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão? Ou lhe dará uma cobra, se este lhe pedir peixe? Ora, se vós que sois maus sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedem”
Muitos acham que é uma “receita” para uma “oração eficaz”, entendendo aqui “eficaz” como conseguir o que está pedindo! Esotericamente, é claro, que não é bem isso, né?
Para entendermos o que o Cristo está nos ensinando aqui comecemos com algumas afirmações:
•Não perguntamos ao mineral se ele quer ou não se cristalizar, nem à flor se quer ou não florescer, nem ao leão se deixará ou não de devorar. Todos estão, tanto nas grandes quanto nas pequenas coisas, sob o domínio absoluto do Espírito-Grupo, pois carecem de iniciativa e livre arbítrio, o que em certo grau são atributos somente nosso, dentre os 4 Reinos de Vida.
•Todos os animais da mesma espécie aparentam ser quase iguais porque emanam do mesmo Espírito-Grupo, enquanto entre todos os seres humanos que povoam a Terra não há dois que pareçam exatamente iguais; nem sequer os gêmeos quando adolescentes, porque a estampa que o Ego sobre cada um produz, é a diferença, tanto na aparência quanto no caráter.
O Sol sempre nascerá no oriente e se porá no ocidente. Não atrasa e nem adianta. A maré alterna entre alta e baixa. Não adianta e nem atrasa. Toda planta sempre germina, cresce, floresce e frutifica (segundo leis infalíveis). Todos os bois pastam erva e animais ruminantes pastam. Isto é mais uma ilustração da absoluta influência do Espírito-Grupo.
Para os 3 Reinos de Vida, isso tudo funciona com infalível precisão e não deixam nunca de funcionar. Mas…de maneira completa e perfeita, só onde há ambiente propício! Notemos que para os 3 Reinos sempre será automaticamente, sempre mecanicamente.
•Agora para o nosso Reino, o Humano, pode ou não existir circunstâncias para qualquer coisa funcionar de uma maneira ou de outra. Ou seja, não podemos ser manejados tão facilmente de fora, seja ou não com o nosso consentimento. Somente nós podemos, até certo ponto, seguir nossos próprios desejos, dentro de limites determinados.
E qual é a principal CAUSA dessa diferença entre nós e os outros 3 Reinos de Vida? O Livre Arbítrio!
E isso nos proporciona um certo privilégio se, e somente se, aprendemos com os nossos erros e se andamos na retidão com as Leis de Deus, mas há um grande perigo! Se insistimos em procrastinar, adiar, deixar para depois, os efeitos serão sempre danosos, sempre graduados pela gravidade das nossas más decisões, para o nosso desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.
Agora, nunca esqueçamos que o nível de desenvolvimento espiritual depende sempre do quanto estamos prontos! Ou seja: se não estivermos prontos, não nos desenvolveremos espiritualmente numa Escola de Preparação para Iniciação como é a Fraternidade Rosacruz!
O que isso significa? Aqui na Fraternidade Rosacruz significa o quanto seguimos o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
E nisso está incluído, o quanto oficiamos os Rituais de Serviço Devocional e o praticamos os Exercícios Esotéricos Rosacruzes. E mais ainda, o quanto colocamos em prática no nosso dia a dia os Ensinamentos Rosacruzes que aprendemos.
Em outras palavras: ser de fato e verdadeiramente um Estudante Rosacruz ativo.
E por que é necessário tudo isso?
Porque aqui o foco é desenvolver o Corpo-Alma e a Mente Abstrata.
Aqui cabe totalmente o provérbio que diz que “o recebido está no recipiente segundo a capacidade do recipiente”. Ou seja: só recebemos aquilo que temos condições de receber; se somos um copo, recebemos o suficiente para encher um copo; se um balde, o suficiente para encher um balde; se uma piscina, o suficiente para encher a piscina.
Portanto, os Ensinamentos Rosacruzes estão todos a nossa disposição e prontos para serem recebidos, mas o que falta? Qual é o tamanho do seu recipiente?
Agora, com toda essa introdução podemos compreender a significância esotérica do “Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei e vos será aberto; pois todo aquele que pede recebe; o que busca acha e ao que bate se lhe abrirá”
Sabemos que o princípio fundamental para construir e desenvolver o nosso Corpo Vital é a repetição. As experiências repetidas agindo nele criam a memória.
Nessa passagem acima, considerando o que explicamos, há somente uma finalidade: criar em nós as condições para aumentar o nosso recipiente.
E o que indica esse texto? Como devemos fazer isso?
As Hierarquias Criadoras, desejando nos prestar uma ajuda inconsciente por meio de certos Exercícios, instituíram a oração! Por isso elas nos recomendaram que “orássemos sem cessar”, pedindo a Deus. Os críticos têm perguntado ironicamente e com frequência, porque será necessário estar sempre a orar.
Se Deus é Onisciente, dizem, deve conhecer todas as nossas necessidades e, se não é, as orações provavelmente, não chegarão até Ele. Aliás, se não for Onipotente também não poderá, sequer, responder às orações. Pensando de modo análogo, até muitos Cristãos têm acreditado que será ruim, estar importunando a Deus continuamente com orações.
Tais ideias estão baseadas numa má compreensão.
Deus, verdadeiramente é Onisciente, não necessita que ninguém lhe recorde nossas necessidades. No entanto, se, como devemos, Lhe dirigimos orações, somos nós mesmos que nos elevamos para Ele ao prepararmos e purificarmos os nossos Corpos Vitais.
Se orarmos como devemos, aí está a grande questão. Geralmente, interessam-nos muito mais as coisas temporais do que elevarmo-nos espiritualmente. As igrejas celebram reuniões especiais para pedir chuva ou para pedir o triunfo do exército ou armada sobre o inimigo. A oração é um meio de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital. Ela é também um dos melhores métodos para realizar a espiritualização dos nossos Corpos.
E, como aprendemos na Filosofia Rosacruz, ela é muito superior à fria Concentração, pois é devoção pura e impessoal, dirigida a altos ideais.
Agora, para praticar esses Ensinamentos nos fornecidos por Cristo nessa passagem, façamos sempre as Orações científicas.
•A mais completa de todas é a Oração do Senhor: o Pai-Nosso!
•E há outras que obedecem às mesmas regras de Orações Cristãs, como: Oração Rosacruz, Oração do Estudante Rosacruz, Oração para as Refeições, Oração de Cura.
Agora pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos nos fornecidos diretamente por Cristo. Isso, logicamente, se você não quiser só brincar de “cuidar da parte espiritual”.
Para saber mais, assista a 21ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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01/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Solar – Termos Rosacruzes: Terra – Sol – Massa Ígnea Central
Termo Rosacruz: Terra
Para a Fraternidade Rosacruz a palavra “Terra” assume significados distintos ao longo dos diversos Períodos desse Esquema de Evolução.
No Período Solar:
• A “Terra” não é o Planeta físico que conhecemos hoje, mas sim um estado mais sutil e espiritualizado da existência.
• A Terra estava numa condição de existência etérica e luminosa, composta por matéria muito mais sutil do que a atual.
• A Nebulosa tornou-se ígnea – estado de fogo brilhante e luminoso.
• A característica principal dos brilhantes Globos do Período Solar foi descrita pelo termo “Ar”.
• A Bíblia não fala somente da Terra, mas da Massa Ígnea Central, da qual se formaram os Planetas do nosso Sistema Solar, inclusive a Terra.
• Planeta Terra era descrito como um nevoeiro incandescente de brilhante luminosidade.
Portanto no Período Solar, “Terra” indica a esfera ou condição espiritual e etérica onde os seres evoluíam e desenvolviam, principalmente o Corpo Vital e não era um Planeta físico, mas sim um estágio da evolução cósmica onde a matéria ainda era sutil e luminosa.
O Período Solar se refere ao segundo dia da criação. Como pôde haver luz na Terra se o Sol não foi criado senão no quarto dia?
Quando a Nebulosa alcançou o estado de fogo brilhante e luminoso, no Período Solar não havia a menor necessidade de iluminação externa pois a Luz estava dentro.
“E os Elohim disseram: “Faça-se a luz, e a luz foi feita”. Isto porque o espaço exterior era obscuro, se distinguindo da brilhantíssima nebulosa que existiu no Período Solar.
Era um mundo fluídico, mais próximo do plano etérico, onde as Forças Criadoras Espirituais predominavam sobre a Forma.
A Vida se expressava em um nível menos denso que o atual, mas ainda ligada à evolução da futura Humanidade.
No Período Solar a Onda de Vida que estava atravessando o estágio “Humanidade” era a Onda de Vida dos Arcanjos.
E o ser mais elevado iniciado do Período Solar foi Cristo – O Arcanjo – O “Filho”. Foi o Arcanjo que aprendeu, no Período Solar, tudo que um Arcanjo deve aprender até o Período de Vulcano. Cristo conseguiu criar um Corpo com material formado de matérias do Mundo de Deus.
O Período Solar, foi crucial para o desenvolvimento do Corpo Vital, pois foi nesse Período que recebemos o germe do Corpo Vital.
E no final deste Período Solar possuíamos: um Corpo Denso, um germe do Corpo Vital que começamos a desenvolver a partir da 3ª Revolução, e os veículos despertados foram o Espírito Divino e o Espírito de Vida, isto é, um duplo Espírito e um duplo Corpo.
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Termo Rosacruz: Sol
Para a Fraternidade Rosacruz o termo “Sol” no Período Solar tem um significado profundamente esotérico e simbólico, e difere do conceito astronômico comum. Recebe esse nome não por haver um Sol físico como o que conhecemos hoje, mas porque a manifestação da vida nesse estágio estava diretamente relacionada às forças solares, ou seja, forças de calor, luz e vida que são expressão direta do Espírito. Representa um estado vibratório, luminoso e etérico, onde as formas eram criadas e sustentadas mais pela luz e pelo calor espiritual, do que por qualquer substância densa.
O Período Solar pode ser imaginado como uma grande esfera de luz — um “Sol espiritual”, onde os seres estavam imersos nesse ambiente de energia vital, absorvendo, modelando e construindo os fundamentos do que viria a ser, no futuro, seus Corpos Vitais.
O “Sol” no Período Solar simboliza:
• A fonte de vida, calor e luz espiritual.
• O centro organizador da evolução naquele estágio.
• Uma esfera onde a matéria era composta de substância etérica luminosa, e não havia matéria densa como hoje.
O foco da evolução nesse Período foi o desenvolvimento do Corpo Vital, que é justamente o veículo relacionado à energia solar, à vitalidade, crescimento e manutenção da vida.
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Termo Rosacruz: Massa Ígnea Central no Período Solar
Para a Fraternidade Rosacruz a ‘Massa Ígnea’ no Período Solar, representa o núcleo espiritual e energético da manifestação naquele estágio evolutivo.
“Ígnea” não significa fogo físico, mas sim fogo espiritual, associado ao calor, luz, vida e forças criadoras do Espírito. É o centro emanador de vida e energia etérica, uma concentração intensa de forças espirituais que sustentavam e vitalizavam toda a esfera de manifestação do Período Solar.
A “Massa Ígnea Central” simboliza o Espírito Divino em manifestação, que irradia vida, calor e luz. Representa o papel do Fogo Cósmico, que nas tradições esotéricas é a manifestação mais direta do Espírito na matéria. É o embrião do que mais tarde se tornaria, em estágios posteriores, o próprio Sol físico, além dos Planetas e outros Corpos Celestes.
Essa Massa Ígnea Central atuava como o polo gerador da vitalidade universal, sendo a fonte das forças que permitiam a formação e sustentação dos Corpos Etéricos dos seres em desenvolvimento. Não havia matéria física no Período Solar. Essa massa não era composta de lava, fogo ou elementos químicos, mas sim de substância etérica incandescente, altamente vibratória e luminosa. A partir dessa massa central emanavam as correntes de energia vital (associadas posteriormente ao que chamamos de forças solares) que alimentavam todo o processo evolutivo daquele Período.
Para saber mais, assista a 226ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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08/06 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Lunar – Termos Rosacruzes: As 2 Classes de Água do Período Lunar – Período Lunar na Teoria científica dos tempos modernos – Nebulosa no Período Lunar
Termo Rosacruz: As 2 Classes de Água do Período Lunar
O Elemento Água foi acrescentado nesse Esquema de Evolução no Período Lunar. Essa água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar: “e os Elohim disseram: haja uma expansão nas águas, para que a água se separe da água”.
No Período Lunar, o calor da massa ígnea brilhante e o frio do espaço exterior, formaram uma coberta de água em torno do centro ígneo. O contato do fogo com a água gerou o vapor, que é água em expansão, conforme descreve o versículo. O vapor, arremessado do centro ígneo formava uma atmosfera de neblina ardente que se condensava ao pôr-se em contato com o espaço externo. E voltava novamente ao centro para tornar a se esquentar e realizar outro ciclo.
Havia duas classes de água e uma divisão entre elas, como se descreve na Bíblia:
• A água mais densa estava mais próxima do centro incandescente
• A água em expansão ou vapor estava fora
Termo Rosacruz: Período Lunar na teoria científica dos tempos modernos
A Nebulosa é Espírito, e isso não é reconhecido pelas teorias científicas, e dela nascem todos os Planetas desse Sistema Solar, e a finalidade é criar um Campo de Evolução espiritual para a Humanidade e outras formas de vida.
A teoria científica dos tempos modernos concorda que no Período de Saturno houve o calor obscuro e a nebulosa escura e quente. No Período Solar houve a Nebulosa brilhantíssima que se tornou ígnea, um estado de fogo brilhante e luminoso. No Período Lunar houve o calor interno e umidade externa. Formou-se uma coberta de água em torno do centro ígneo. No Período Terrestre houve a solidificação pela umidade externa e calor interno.
Dentro da “teoria científica dos tempos modernos” em qual das 4 partes se encaixa o Período Lunar, segundo a Rosacruz, e por quê?
A teoria moderna reflete apenas os estágios finais da formação da Terra física, a partir da condensação de uma nebulosa, e a Fraternidade Rosacruz nos ensina que a evolução ocorre em sete grandes Períodos Planetários, dos quais a ciência só vê o final do atual, o Período Terrestre. Sendo o Período Lunar o terceiro grande Período e não é visível ou reconhecido pela ciência moderna, pois ocorreu em um plano mais etérico, anterior à densificação da matéria física como a conhecemos hoje, mas que antes da formação física houve Períodos anteriores, como o Período Lunar, onde a matéria era etérica e a vida evoluía em um plano mais sutil.
O Período Lunar não se encaixa diretamente na teoria científica moderna porque essa não reconhece planos de existência invisíveis, nem os processos criativos guiados por Inteligências Espirituais.
Termo Rosacruz: Nebulosa no Período Lunar
A Nebulosa no Período Lunar era uma substância viva, fluídica e etérica, ainda não física como conhecemos hoje. Essa nebulosa era formada por matéria altamente sutil e plástica, permeada pela consciência e ação das Hierarquias Criadoras (como os Senhores da Sabedoria e os Senhores Individualizadores). Era um ambiente em que a matéria ainda não havia se cristalizado em formas sólidas, mas já se diferenciava em graus de densidade (as “águas de cima” e “águas de baixo”).
Dentro dessa nebulosa, os Corpos dos seres em evolução (inclusive os primórdios da Humanidade) existiam em formas semifluidificadas, moldados principalmente pelas forças vitais. Foi a preparação para a materialização posterior no Período Terrestre, foi a condição para a separação entre diferentes tipos de matéria (mais sutil e mais densa). Era substância viva, dinâmica, espiritualizada, em processo de organização pela Inteligência Cósmica.
A ciência materialista de meados do século passado iniciou a teoria da geração espontânea; que em algum momento apareceu no espaço, espontaneamente, uma névoa de fogo. E, também espontaneamente, surgiram naquela névoa de fogo, correntes que a fizeram girar. E, espontaneamente, a força centrífuga lançou dela Corpos e eles formaram Planetas que giram em torno do Sol central, assim, os Sistemas Solares foram formados.
A nebulosa deveria ter sido escura antes de iluminar-se, e ter sido quente antes de ser ígnea. Esse calor deve ter-se produzido pelo movimento, e movimento é Vida. Mesmo Spencer, o grande pensador materialista do século XIX, não podia concordar com essa Teoria Nebular, pois ele viu que, se tal teoria fosse verdadeira, deveria haver por trás de tudo uma primeira causa. Ele não acreditava em um Criador Divino, mas compreendia perfeitamente que deve ter havido uma causa externa para iniciar aquela névoa de fogo. Spencer entendeu que devemos acreditar que por trás desse vasto Universo, existe um Poder governante, isso é assim ou não poderia haver uma expressão tão ordenada.
O menor Planeta que foi arrojado no Período Lunar condensou-se com relativa rapidez, e formou o campo de nossa evolução até o fim desse Período. Era como uma Lua girando em torno do seu Planeta-pai, da mesma forma que a Lua gira em torno da Terra, porém não mostrava fases como a nossa Lua. Girava de tal maneira que uma metade estava sempre iluminada e a outra sempre obscura, como sucede com Vênus.
Para saber mais, assista a 227ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
15/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Espirais dentro de Espirais – Recapitulação – Períodos de Repouso
Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais
Aprendemos que o Caminho da nossa Evolução, desde que a começamos no Período de Saturno, é em espiral. Não é uma reta e nem um círculo, o que significaria dar voltas continuamente sem nunca terminar. Tanto se fosse uma linha reta como se fosse um círculo, estaríamos caminho em duas dimensões: para lá e para cá,
mas sim uma espiral: ou para frente e para baixo ou para frente e para cima. Cada volta da espiral é um ciclo, cuja denominação depende de onde ela está inserida: fase, grau, Período, etc. Cada ciclo se submerge no próximo, pois há sempre uma continuidade durante o Esquema de Evolução. Cada ciclo é sempre formado por atividades de Aprendizagem, Assimilação, Incorporação e Prática.
Assim, garantimos que:
• Cada ciclo é o produto melhorado do ciclo precedente
• Cada ciclo é o criador de estados de maior desenvolvimento
Portanto, todas as coisas se movem em ciclos progressivos, beneficiando-se das vantagens e oportunidades que todo o Universo pode oferecer. E isso só é possível se caminharmos em três dimensões: para lá, para cá e para cima.
E por toda parte vemos a espiral evolutiva. Sempre representa o esforço da Natureza (que é a manifestação visível de Deus) para atingir a perfeição, lenta, mas perseverantemente. Muitas vezes na forma de Sequência de Fibonacci ou de Razão Áurea, outras vezes em forma de Fractais, e outras com dificuldades em visualizarmos a forma espiral imediatamente. Mas sempre em ciclos, sempre alternantes…dia e noite, alegria e tristeza, saúde e doença, para lá e para cá, mas sempre em um estágio diferente, para cima e para frente.
Na extrema complexidade do nosso atual Esquema de Evolução, há a necessidade de sempre ter espirais dentro de espirais, ad infinitum. Mas, por que tem que ser assim?
Porque Deus nos criou com possibilidades potencialmente ilimitadas. Assim, no Esquema, Caminho e Obra de Evolução, quanto mais condições diferentes pudermos experimentar, mais possibilidades reais e ativas poderemos desenvolver para a glória de Deus. Por isso que existem condições sobre condições evolutivas. E para isso, temos que ter o processo de espirais dentro de espirais para garantir a existência de Recapitulações, de Períodos de Repouso que geram aprendizagem, assimilações, incorporações, práticas em níveis infinitos de modo a termos acesso a todas as possibilidades potenciais.
Termo Rosacruz: Recapitulação
Antes de começar qualquer atividade nova nesse Esquema, Obra e/ou Caminho de Evolução é feita uma recapitulação de tudo que antes foi feito. Ou seja: se preciso avançar para uma nova atividade, antes de mais nada faço uma recapitulação de tudo que fiz até então, e só depois avanço para aprender uma nova atividade.
Se observarmos bem, nada mais é do que a aplicação da Lei da Polaridade: recapitula-avança.
Vamos a um exemplo simples e didático no microcosmo e que muitas vezes já o fizemos: para saltar a uma maior distância, caminhamos para trás para pegar impulso. Ou para saltar por um buraco, também, caminhamos para trás para pegar impulso. Ou quem quiser arremessar uma pedra o mais distante possível, não se aproxima do seu objetivo curvando-se para frente; pelo contrário, inclina-se para trás, na direção oposta.
E essa distância para trás depende de muitas variáveis: recapitulações pessoais (idade, forma física, coragem e outras). Se observarmos e refletirmos bem, veremos que só avançamos depois de recapitularmos tudo que aprendemos. Se não o fizermos, o nosso avanço fica comprometido. Eis a causa-raiz da conclusão que chegamos que “muitas coisas não dão certo”. Não temos a paciência e a sabedoria para recapitular!
Afinal: Vida é ritmo, portanto, é movimento: vai e vem… Tudo é duplo!
Compreendamos sempre que: Recapitulações nada mais são do que mais uma chance para aprendermos o que passou batido.
Um dos efeitos de estarmos evoluindo por meio de “Espirais dentro de Espirais” é que Recapitulações não são simples repetições. Por exemplo: uma Época não dura somente enquanto o Sol, pelo movimento de Precessão dos Equinócios, passa pelos Signos que a determinavam (exemplo: a Época Atlante não durou somente enquanto o Sol passou pelos Signos de Câncer, Gêmeos e Touro, por Precessão, totalizando uns 6 mil e poucos mil anos).
As Espirais dentro de Espirais proporcionam as Recapitulações que ocorrem nas Épocas, de modo que podemos saber qual é o destino geral observando a passagem do Sol por esses Signos, e com isso levando em consideração seu significado e simbolismo. Mas e o tempo de duração da Época? Durou muito mais do que o tempo cronológico pela passagem pelos 3 Signos! E sempre ocorrem a um estágio acima da vez anterior.
Um exemplo disso podemos ver que quanto mais progredimos, menores se tornam as espirais, e mais curto o tempo em que determinado aperfeiçoamento é conseguido, por causa da eficácia no processo de aprendizagem, assimilações, incorporações, práticas que alcançamos nos eventos anteriores.
Qual é o efeito disso?
Por exemplo, é extremamente provável que a presente etapa seja a última, que a vindoura Era de Aquário seja o último dia da escola preparatória que nos adaptará à Sexta Época, e que isso começará quando o Sol, por Precessão, entrar em Capricórnio.
Vamos ver uns exemplos no Macrocosmo. Utilizemos o Período Terrestre: Aqui temos o Período Terrestre com os Globos A, B, C e D, cada um situado no seu respectivo Mundo ou Região de um Mundo, bem como as Revoluções que passam por cada Globo.
Perceba que entramos pela 1ª Revolução no Globo A, vindo da Noite Cósmica entre o Período Lunar e o Período Terrestre e sairemos na 7ª Revolução no Globo G, indo da Noite Cósmica entre o Período Terrestre e o Período de Júpiter.
Já percorremos 3 Revoluções e meia, ou seja, estamos na metade da 4ª Revolução.
Vamos ver as Recapitulações em relação aos Globos do Período Terrestre:
•Toda passagem pelo Globo A é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período de Saturno; calor obscuro e fogo incipiente.
•Toda passagem pelo Globo B é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período Solar; Nebulosa Brilhante (com os Elementos da Natureza: Fogo e Ar).
•Toda passagem pelo Globo C é uma Recapitulação do Campo de Evolução que houve no Período Lunar; Umidade Externa e Calor Interno (com os Elementos da Natureza: Fogo, Ar e Água).
Mas o trabalho original, ou seja, o fim das Recapitulações dos Períodos anteriores, não começou no Globo D imediatamente, pois houve as Recapitulações em cada Revolução.
Assim: a Primeira Revolução foi a Recapitulação do Período de Saturno, é a Revolução de Saturno em qualquer Período. A Segunda Revolução foi a Recapitulação do Período Solar, é a Revolução Solar em qualquer Período. A terceira Revolução foi a Recapitulação do Período Lunar, é a Revolução Lunar em qualquer Período.
Mas o trabalho original, ou seja, o fim das Recapitulações das Revoluções anteriores, não começou no início da 4ª Revolução no Globo D, pois houve as Recapitulações dentro das Épocas, que ocorrem na metade da 4ª Revolução do Globo D.
Assim: a 1ª Época, a Polar, foi uma Recapitulação do Período de Saturno: nós no estágio mineral de Corpo e Consciência. A 2ª Época, a Hiperbórea, foi uma Recapitulação do Período Solar: nós no estágio vegetal de Corpos e Consciência. A 3ª Época, a Lemúrica, foi uma Recapitulação do Período Lunar: nós no estágio animal de Corpos e Consciência.
Assim, o trabalho original no Período Terrestre, a um nível macrocósmico começou no Globo D, com o estado de solidificação máxima que podemos alcançar com os Elementos Fogo, Ar, Água e Terra, mas na metade da 4ª Revolução e na Época Atlante.
Termo Rosacruz: Período de Repouso
É definido como um Período que ocorre entre uma atividade, onde há alguma separatividade e a próxima que também há alguma separatividade. E durante esse Período há uma cessação da manifestação ativa, a fim de que se possa desenvolver proporcionalmente uma atividade subjetiva e mais intensa, para depois, iniciar a próxima manifestação ativa.
Talvez a melhor ideia da natureza dessa atividade subjetiva, nos seja proporcionada pela observação do que ocorre quando uma fruta madura cai na terra, por exemplo, a maçã, ela apodrece, fermenta, vai se esfoliando até ser incorporada à terra. E de todo esse caos brota a nova macieira, que se eleva para o ar e para a luz do Sol.
Durante um Período de Repouso, ocorre uma atividade subjetiva em que Tudo se resume em um conglomerado Caos, aparentemente impossível de ser ordenado. Todas as coisas manifestadas se transformam numa massa homogênea. Esse retorno periódico da matéria – que é a separatividade – à substância primordial – que é a unidade – nos habilitar a evoluir.
Se o processo cristalizante de manifestação ativa continuasse indefinidamente, ofereceria um insuperável obstáculo ao nosso progresso. Quando a matéria se cristaliza a ponto de se tornar demasiadamente pesada e dura, nós não podemos agir nela, e nos retiramos para recuperar a energia já exaurida. Exatamente como acontece quando dormimos! O motivo, a causa e a necessidade são as mesmas!
Assim, onde ocorre os principais Períodos de Repouso?
•Entre Períodos (que chamamos de Noite Cósmica)
•Entre Globos
•Entre Revoluções
Para saber mais, assista a 228ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
22/06– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Período Terrestre – Termos Rosacruzes: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre – Vida – Onda de Vida
Termo Rosacruz: Quem eram os “Elohim” nas Épocas do Período Terrestre
No primeiro Capítulo do Livro do Gênesis encontraremos este nome que é dado às Hierarquias Criadoras, que significa uma hoste de seres bissexuais, masculino-femininos, expressões da energia criadora dual, positiva-negativa. Na Bíblia diz que eles são os Agentes de Deus.
Vamos ver nesta apresentação quais Hierarquias Criadoras ou quais os principais Elohim, aqui no Período Terrestre, que trabalharam conosco, lembrando que Elas são responsáveis por nos ajudar – não mais guiar, controlar ou liderar – nesse Esquema, Obra e Caminho de Evolução, e a cada uma destas Hierarquias foi dado o trabalho que melhor podiam desempenhar devido a nossa necessidade daquele momento que estávamos passando, para que este trabalho pudesse ser revertido em maior benefício de todos os envolvidos no aprendizado. Não podemos esquecer que o trabalho destas Hierarquias é voluntário, em contrapartida Elas também acabam evoluindo naquilo que necessitam.
Nosso trabalho hoje começa a partir da primeira Época, a Polar, descrita no versículo nono.
O foco nessa Época Polar foi trabalharmos no nosso Corpo Denso (Corpo Físico), o nosso veículo que usamos para funcionar na Região Química do Mundo Físico. E, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um mineral atual, em Corpo e em grau de Consciência.
E os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós, foi a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma, também chamada de Hierarquia Zodiacal de Escorpião que foram os responsáveis por toda a evolução no Período Terrestre e, portanto, é a Hierarquia mais ativa no Período Terrestre – nos ajudaram reconstruir o nosso Corpo Denso na Época Polar.
Já na segunda Época, a Hiperbórea – descrita nos versículos 11 a 19 –, o foco foi trabalharmos no nosso Corpo Vital, o nosso veículo que usamos para funcionar na Região Etérica do Mundo Físico e, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um vegetal atual, em Corpos e em grau de Consciência.
E os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós foram a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma e a Hierarquia Criadora dos Anjos.
Os Senhores da Forma, juntamente com a Hierarquia Criadora dos Anjos, nos ajudaram a reconstruir o Corpo Vital.
Na terceira Época – a Lemúrica – que na Bíblia está descrita como a obra do quinto dia, no versículo 20 e 21, vemos: “Elohim disseram: ‘que as águas tenham coisas que respirem vida… e aves…’ e os Elohim formaram os grandes anfíbios e todas as coisas viventes de acordo com as suas espécies e todas as aves com asas”.
O foco nessa Época foi trabalharmos no nosso Corpo de Desejos, o nosso veículo de sentimentos, desejos e emoções e, nessa Época possuíamos a mesma constituição de um animal atual, em Corpos e em grau de Consciência.
E os principais Elohim que trabalharam para nós, que trabalharam conosco e que trabalharam sobre nós foram a Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma (a Hierarquia Criadora responsável por toda a Evolução no Período Terrestre).
Recordando que nesta Época Lemúrica todos nós éramos Clarividentes involuntários, e foi precisamente a frouxidão da conexão que havia entre o Corpo Denso e o Corpo Vital que nos tornamos assim e, naquela Época, era necessário tal estado para que os Elohim pudessem trabalhar sobre nós.
Vejamos agora qual foi o trabalho de cada Hierarquia nesta Época Lemúrica:
– A Hierarquia Criadora dos Anjos, também chamada de Hierarquia Zodiacal de Aquário, dirigiram, nessa Época, a propagação da espécie humana em um processo, em que o parto era sem dor. Em determinados períodos do ano, os Arcanjos retiravam sua restritiva influência sobre o Corpo de Desejos, e os Anjos nos conduziam a grandes templos, onde o ato gerador era realizado nos momentos em que as configurações astrológicas eram as mais propícias. Na última parte da Época Lemúrica nós éramos puros e inocentes e, por isso, éramos protegidos por Anjos da Guarda que guiaram cada passo do nosso caminho de desenvolvimento.
– A Hierarquia Criadora dos Arcanjos – ou Hierarquia Zodiacal de Capricórnio – como são especialistas em lidar com os materiais de desejos, foram ajudados pelos Senhores da Forma a trabalharem sobre o nosso Corpo de Desejos, e se incumbiram de cuidar da parte inferior na Época Lemúrica.
– A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – ou Hierarquia Zodiacal de Sagitário -, como são peritos na construção de Corpos de “matéria mental”, trabalharam, como até hoje trabalham, somente conosco, o ser humano. Na Época Lemúrica, ajudados pelos Senhores da Forma, deram o germe do veículo Mente à maior parte dos pioneiros entre nós, pois esses seres humanos tão evoluídos estavam prontos para receberem o germe do veículo Mente.
– A Hierarquia Criadora Senhores da Forma – ou Hierarquia Zodiacal de Escorpião -, na Época Lemúrica vivificaram o veículo Espírito Humano em todos os Atrasados do Período Lunar que tinham progredido o necessário nas três Revoluções e meia, transcorridas desde o começo do Período Terrestre.
Na quarta Época – a Atlante – que na Bíblia está descrita como a obra do sexto dia – é descrita nos versículos 24 ao 27. No versículo 24 é mencionada a criação dos mamíferos. Os Elohim disseram: ‘Que a Terra produza coisas que respirem vida’… mamíferos…” e no versículo 27 os Elohim formaram o ser humano à sua semelhança, isto é, fizeram-nos macho e fêmea como Eles (os Elohim).
E o foco nessa Época foi trabalharmos na obtenção, na grande maioria de nós que não tinha, o germe do nosso veículo Mente.
E até antes de ganharmos o germe da Mente, continuávamos a ser Clarividente involuntário, e foi precisamente a frouxidão da conexão entre o Corpo Denso e o Corpo Vital que nos tornamos assim, e era necessário tal estado para que os Elohim pudessem trabalhar sobre nós.
Quando, finalmente na última terça parte da Época Atlante, o ponto do Corpo Vital se uniu ao ponto correspondente do Corpo Denso, na região chamada “raiz do nariz”, e obtivemos a plena visão e percepção do Mundo Físico. Fomos perdendo, gradualmente, a capacidade de perceber os Mundos superiores.
Os principais Elohim que trabalharam para nós, conosco e sobre nós foram: Jeová – o mais elevado Iniciado do Período Lunar e pertencente à Hierarquia Criadora dos Anjos –, a própria Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma.
Vejamos o trabalho de cada uma destas Hierarquias nesta Época:
Jeová que instituiu as Religiões de Raça para nos ajudar no domínio do nosso Corpo de Desejos. Ele nos dividiu em diferentes povos e nações, cada um com a sua própria língua, e colocou cada um deles sob a direção de um grande Arcanjo, como se fosse um “Deus” particular deste povo. Ele nos deu a Lei que nos freou em nossos inferiores anseios. Afinal se seguíssemos os seus preceitos, Ele nos abençoaria abundantemente e nos cumularia de bens. Se nos afastássemos dos seus caminhos, os males viriam sobre nós. Portanto, a escolha era nossa. Éramos livres, mas sofríamos as consequências de nossos próprios atos. E essas consequências por desobediência, são conhecidas como pecado. Portanto, como todas as Religiões de Raça é baseada em Leis, são originadores do pecado como consequência da desobediência a essas Leis.
Alguns seres da Hierarquia Criadora dos Anjos continuaram a exercer a função de “Anjos da Guarda”, ou seja, Jeová destinou um Anjo a cada Ego para que agisse como guardião, até que o Espírito individual fosse suficientemente forte e pudesse se emancipar de toda influência externa, o que foi ocorrendo ao longo da Época Atlante até que essa função não tivesse mais sentido para cada um de nós.
Alguns seres da Hierarquia Criadora dos Arcanjos começaram a exercer a função de Espíritos de Raça e trabalham conosco tanto industrial como politicamente, como árbitros do destino dos povos e nações. Podem ser chamados de Espíritos raciais e nacionais, porque unem as nações por meio de patriotismo e do amor ao lar e ao país. Foram responsáveis pela elevação e queda dos povos – e ainda são para alguns povos e nações que necessitam; nesse sentido deram e dão a paz ou a guerra, vitórias ou derrotas, isto é, aquilo que serve melhor aos interesses do povo a que regem.
A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Sagitário – nessa Época nos deram o germe da Mente, para que tivéssemos propósito na ação. Como o nosso domínio era excessivamente débil e a nossa natureza passional de desejos muito forte, unimos a nossa Mente nascente ao nosso poderoso Corpo de Desejos, originando a astúcia, causa de todas as debilidades dos meados da última terceira parte da Época Atlante. A partir daí a astúcia se une ao desejo sem ter em conta se esse é bom ou mau, ou se pode trazer alegria ou dor. Reparem bem que a culpa disso é nossa e não dos Senhores da Mente! Na maioria de nós, os Senhores da Mente trabalharam nas partes superiores do Corpo de Desejos e da Mente germinal, impregnando-as do sentimento da Personalidade separada, sem a qual não poderíamos existir como seres separados, tal como hoje nos conhecemos. Assim, devemos aos Senhores da Mente a Personalidade individual e todas as possibilidades de experiências e crescimento que ela pode nos proporcionar. Esse ponto marca o nascimento do indivíduo!
A Época Ária corresponde ao sétimo dia da Criação, quando os Elohim, como Criadores e Líderes, descansaram do seu trabalho e fomos deixados ao nosso próprio cuidado, isto é, devíamos trabalhar por nossa própria salvação. “No sétimo dia, Deus havia terminado sua obra de criação e descansou de todo o seu trabalho. Deus abençoou o sétimo dia e o declarou santo, pois foi o dia em que ele descansou de toda a sua obra de criação” (Gn 2:2).
E o foco nessa Época é nos manifestar e no revelar, até certo ponto, o nosso terceiro ou mais inferior aspecto de nosso Tríplice Espírito – o Ego – que é o Espírito Humano.
Para isso, foi nessa Época Ária, que começamos a aperfeiçoar o nosso pensamento e a nossa razão, isso, como resultado do nosso trabalho sobre a nossa Mente, a fim de conduzirmos os nossos desejos, os nossos sentimentos e as nossas emoções a canais que conduzem à nossa perfeição espiritual, que é o objetivo da nossa evolução aqui no Mundo Físico.
Foi no início dessa Época que os mais Avançados dentre nós alcançaram as Iniciações superiores, para que pudessem ocupar o lugar de muitos Elohim. Desde esse tempo tais irmãos e irmãs Iniciados têm sido os únicos mediadores entre nós e Deus!
E os principais Elohim que trabalharam e trabalham para nós e sobre nós foram: a Hierarquia Criadora dos Anjos, a Hierarquia Criadora dos Arcanjos, a Hierarquia Criadora dos Senhores da Mente e a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma.
Vejamos então o trabalho das Hierarquias desta Época Ária:
A Hierarquia Criadora dos Anjos geralmente, ensina o ser humano, os animais e os vegetais a modelar e a empregar o Corpo Vital. Exercem a função de Anjos do Destino – também chamados de Senhores do Destino ou Anjos Relatores – em que uma das suas funções é nos ajudar na escolha de nosso ambiente do próximo Renascimento, e dedicando para que a cada vida o destino produza os necessários efeitos. Também nos ajudam a renascer aqui, e são responsáveis por colocar o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide que fecundará o óvulo, e a matriz do Corpo Vital no útero da futura mãe. E sabemos que sem isso não há a fecundação!
A Hierarquia Criadora dos Arcanjos ainda presta a função de Espíritos de Raça para povos e nações que ainda necessitam. Geralmente, ensinam o ser humano e os animais a modelarem e empregarem o Corpo de Desejos. Trabalham nos preparando para chegarmos ao ponto de podermos receber os impulsos espirituais diretamente do Sol, sem a intervenção da Lua. Lembrando que Cristo, o mais elevado Iniciado do Período Solar, o Deus Filho, um Arcanjo, é o que nos envia esse impulso, sendo o Espírito Planetário da Terra, o nosso Salvador, o nosso Redentor.
A Hierarquia Criadora Senhores da Forma, aproveitando a nossa consciência de vigília, nos ajuda a nos desenvolver na criação de Formas: físicas (sólidas, líquidas e gasosas), etéricas (química, de vida, luminosa, refletora), de desejos (emoções e sentimentos) e de pensamentos (pensamento-forma e ideias). E isso ela utiliza o nosso Espírito Humano como meio, já que é a responsável por nos ajudar no desenvolvimento desse veículo.
A Hierarquia Criadora Senhores da Mente – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Sagitário – então, na Época Ária, são bem ativos com todos os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana que possuem a Mente. A Mente ainda é um veículo para nós, e eles são especialistas em nos ajudar a tornar esse “veículo” em “Corpo”. Conforme vamos nos aproximando da Era de Aquário o trabalho deles, para os que estão se dedicando para desenvolver o Corpo necessário para lá funcionar (o Corpo-Alma), vai se intensificando. Muitas “tecnologias aquarianas” que estão se concretizando são resultados da facilitação que os Senhores da Mente criam para que os seres humanos acessem as Forças Arquetípicas do Mundo do Pensamento. Se o ser humano usar isso para o bem ou para o mal, aí é o livre arbítrio que será colocado. Sabemos que na imensa maioria das vezes a INTENÇÃO do ser humano é boa nesse sentido, depois é que mete os pés pelas mãos, né? Os Exercícios que são fornecidos para reforçar em nós, a tão inativa Mente abstrata, para sairmos de onde nos metemos de “contaminar” a Mente concreta com o nosso Corpo de Desejos, são orientados pelos Senhores da Mente.
E conforme vamos nos adiantando no Caminho de Preparação e de Iniciação Rosacruz, mais fáceis se tornarão a execução daqueles Exercícios (que a grande maioria não dá muita bola, mesmo porque não possuem a sutilização dos Corpos Vitais e de Desejos o suficiente para receber tais instruções, que ajudam a compreender e a executar tais Exercícios, ao contrário, quando se tem um bom hábito não se consegue viver sem fazer tais Exercícios).
Quando se chega ao Discipulado, os Senhores da Mente já encontram um Corpo Vital e um Corpo de Desejos do Estudante Rosacruz suficientemente desenvolvidos para trabalhar na alimentação cotidiana da Mente Abstrata.
Já no nível de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, a Mente já começa a se desvencilhar do aprisionamento do Corpo de Desejos, por meio de criação de pensamentos-formas municiado por ideias livres do desejo, da emoção e/ou do sentimento inferior, ou seja, fica muito mais fácil criar pensamentos-formas e envolvê-los somente com materiais de desejo das 3 Regiões superiores do Mundo do Desejo. E como resultado temos o caminhar pelo dever, que é mais regozijante e fácil do que caminhar pelo prazer (que é fugindo do dever).
No nível de Adepto, já tem o Corpo Mental, e esta é a sua realidade, usando para criar em sua plenitude no Mundo do Pensamento!
Termo Rosacruz: Vida
Para iniciarmos essa definição notemos que a Vida não foi e não é gerada. A Vida é!
Pois a Vida é, antes das formas mortas. Por exemplo, sabemos que ela construiu Corpos das Formas de substância vaporosa e sutil, muito antes de se condensar na crosta sólida da Terra.
Assim, somente quando a Vida abandona as Formas, podem essas se cristalizar, tornando-se duras e mortas. Portanto, considerando a explicação oculta da nossa evolução, a questão que devemos sempre colocar é como se originaram as coisas mortas, as Formas! A Vida pode existir independentemente da Forma. Logicamente, podem existir Formas não perceptíveis aos nossos atuais sentidos limitados, e não sujeitas a nenhuma das Leis da Natureza que regem o estado atual, concreto, da matéria.
Podemos falar do “problema da Vida e da Morte”, mas ao estudarmos por meio dos Ensinamentos Rosacruzes, vemos que “morte aqui no Mundo Físico é vida celeste”; “morte lá nos Mundos espirituais é vida terrestre”. Ou seja, só há Vida!
Das três soluções sobre esse “problema da Vida e da Morte” que se estuda, vemos que a Teoria do Renascimento é a única que satisfaz todas as condições, pois só nela é que vemos claramente que só há Vida!
Notem que o que nos faz relacionar atualmente, enquanto, seres humanos em evolução, são as quatro correntes de Vida, e cada uma delas se envolvem em Formas. Tais Formas são utilizadas e descartadas pela Vida, quando não mais servem como meios de evolução.
Ou seja; quando uma forma serviu ao seu propósito, como veículo de expressão para as três correntes superiores de vida (vegetal, animal e humana), as forças químicas desintegram essa Forma. Então a matéria pode voltar ao estado primordial, ficando assim em disponibilidade para a constituição de novas Formas.
Assim, somente a Vida sente; a Forma é morta e insensível.
Por exemplo: como todas as Formas mineral, vegetal, animal e humana são químicas, logicamente deverão ser tão mortas e desprovidas de sensação como a matéria química no seu estado primitivo.
Usamos a Vida na nossa escola de experiência que, atualmente, estamos passando aqui, na Região Química do Mundo Físico.
Olhem que interessante: nós, um Espírito Virginal, somos a Vida que nos juntamos à Forma para, por seu intermédio, obter a Consciência. Reparem: nos juntamos, usamos, mas nunca somos a forma!
Termo Rosacruz: Onda de Vida
Uma Onda de Vida é um conjunto de seres vivos, criados por um Deus, que estão em evolução e que pertencem a uma Hierarquia Criadora, ou a um subgrupo de uma Hierarquia Criadora.
No atual Grande Dia de Manifestação Deus diferenciou dentro de Si Mesmo (não de Si mesmo) todos os Espíritos Virginais, como chispas de uma Chama da mesma natureza, capazes de se expandirem até se converterem, eles também, em Chamas.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Deus, nesse Grande Dia de Manifestação que, para nós, começou no Período de Saturno, criou muitas e muitas Ondas de Vida, e muitas outras se desenvolvem nesse Esquema de Evolução.
Para nós, somente quatro Ondas de Vida nos interessa tratar aqui:
-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida humana – nós – também chamada de Hierarquia Zodiacal de Peixes, somos a Onda de Vida que começou a evolução no Período de Saturno desse Esquema de Evolução. Temos um Tríplice Corpo, uma Tríplice Alma, um Tríplice Espírito, e para que possamos trabalhar com o Tríplice Corpo, por meio do Tríplice Espírito, para gerarmos a nossa Tríplice Alma, temos o nosso veículo Mente, o elo de ligação. Atingimos o nosso estágio de “Humanidade” neste Período Terrestre, momento em que começamos o trabalho para nos tornarmos especialistas em materiais da Região Química do Mundo Físico. Atualmente exercemos o nosso poder apenas sobre a Onda de Vida dos minerais e as substâncias químicas, porque a nossa Mente está ainda no primeiro estágio de evolução. Hoje estamos trabalhando com os minerais por meio da imaginação, lhes dando formas, fazendo com eles barcos, pontes, trilhos, máquinas, casas, etc.
No Período de Júpiter guiaremos a evolução do Reino vegetal. O que atualmente é mineral terá uma existência análoga à das plantas. E com nossa faculdade imaginativa teremos a capacidade não só de criar formas como também de insuflar-lhes vitalidade.
No Período de Vênus dirigiremos os animais desse Período, e os vegetais atuais serão a Humanidade deste Período, e o ser humano trabalhará dando-lhes vitalidade e formas sensíveis.
No Período de Vulcano será nosso privilégio dar a atual Onda de Vida mineral uma Mente germinal, tal como os Senhores da Mente fizeram conosco. Os minerais de hoje serão a Humanidade deste Período, e nós teremos passado através de estados análogos aos percorridos pelos Anjos e Arcanjos. Lembrando que, na espiral evolutiva há sempre aperfeiçoamento progressivo: para frente e para cima.
Outra coisa é que: cada Onda de Vida permanece, definidamente, confinada dentro de seus próprios limites. Isso quer dizer: nenhuma espécie animal poderá alcançar o nosso estado de desenvolvimento em particular.
-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida animal que começaram a evolução no Período Solar desse Esquema de Evolução, são nossos irmãos menores, têm um Tríplice Corpo e um Tríplice Espírito, e para que possam trabalhar com o Tríplice Corpo, por meio do Tríplice Espírito, contam com um Espírito-Grupo (para cada espécie) que os dirigem de fora, por meio do acesso ao sangue. Tal função é feita por um grupo da Hierarquia Criadora dos Arcanjos que, hoje, são responsáveis pela evolução dessa Onda de Vida. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período Júpiter.
-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida vegetal que começaram a evolução no Período Lunar desse Esquema de Evolução, possuem um Duplo Corpo e um Duplo Espírito, e para que possam trabalhar com o Duplo Corpo, por meio do Duplo Espírito, contam com um Espírito-Grupo (para cada espécie) que os dirigem de fora, por meio do Éter. Tal função é feita por um grupo da Hierarquia Criadora dos Anjos que, hoje, são responsáveis pela evolução dessa Onda de Vida. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período de Vênus.
-Os Espíritos Virginais da Onda de Vida mineral que começaram a evolução no Período Terrestre desse Esquema de Evolução, possuem um único Corpo, o Corpo Denso, e um Espírito, o Espírito Divino. Hoje tem a função de ser a Crosta e toda a parte de sustentação química (sólidos, líquidos e gasosos) no nosso Campo de Evolução, o qual chamamos de Planeta, no nosso caso o Planeta Terra. Atingirão o estágio de “Humanidade” no Período de Vulcano.
Do Período Terrestre até o Período de Vulcano não aparecerá nenhuma outra Onda de Vida, pelo menos que interaja com a nossa Onda de Vida. Todas as Ondas de Vida foram criados à imagem e semelhança de Deus.
Para saber mais, assista a 229ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Junho:
Quais são as nossas prioridades, pois com a proximidade da Era de Aquário, as facilidades das informações, as notícias estão chegando rápido demais
Todos devemos estar sempre atentos quanto às nossas prioridades, o tempo está passando rápido, com a proximidade da Era de Aquário, as facilidades das informações, notícias chegando rápido demais. E nós, o que priorizamos?
Temos deveres a cumprir diariamente, claro, estamos no Mundo Físico, porém não podemos descuidar da parte espiritual, muito mais importante do que a parte material, pois todas as causas são espirituais e todos os efeitos são materiais e, logicamente, não há como ter um efeito sem, antes, se ter uma causa! Eis aí o motivo de quando se lida com assuntos materiais se fazer uma oração antes terminando com a máxima Cristã: “Faça a Sua vontade a não a minha”.
Infelizmente, muitas pessoas cometem o grande equívoco de colocar como primordiais os deveres e as tarefas materiais, pensando que o desenvolvimento espiritual pode esperar até um tempo propício em que não tenham outra coisa a fazer, por exemplo quando se aposentarem, criarem os filhos. Não compreenderam que o desenvolvimento espiritual só ocorre quando cumprimos nossos deveres materiais inserindo neles a prática espiritual, ou seja, como servir amorosa e desinteressadamente (ou seja: cumprir os deveres) o irmão ou a irmã, focando na divina essência oculta que temos em cada um, sem considerar a parte espiritual do irmão ou da irmã?
Admitem que deveriam dar atenção aos assuntos espirituais, mas sempre encontram uma desculpa para não fazerem naquele momento, como se pudesse separar o “material” do “espiritual”! Só se pode separar aqui um “material” do outro “material”.
Já ouvimos: “Meus negócios requerem toda minha atenção, tenho as horas do dia contadas, não me sobra tempo, minha família precisa de mim”. “Assim que ficar mais livre, vou me preocupar com a parte espiritual”.
Entendemos que existem aquelas pessoas que estão se sacrificando real e verdadeiramente por alguém, há pessoas aos seus cuidados, ok.
Por mais extenuantes que sejam os trabalhos de cada um, é sempre possível colocar a parte espiritual dentro dos trabalhos materiais. Devemos cuidar bem do nosso tempo.
Hoje as facilidades para se estudar, se concentrar, fazer os Exercícios são muitas, a Fraternidade Rosacruz dispõe até de vários métodos aquarianos, utilizando as “ferramentas” aquarianas para o bem e de acesso gratuito!
Damos aqui todo suporte às dúvidas em todos os Cursos, diariamente, além de enviarmos o “ECOS” material informativo uma vez por mês, disponibilizamos um grande material todas as quintas feiras, textos em redes sociais, vídeos no Youtube, Reuniões de Estudos, um site fiel aos Ensinamentos Rosacruzes, tudo isso de forma totalmente gratuita.
Todos os livros da Biblioteca Rosacruz estão em PDF visando facilitar, é só baixar e estudar, em qualquer lugar, a qualquer momento.
No livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, a obra básica dos Ensinamentos Rosacruz, há um Capítulo intitulado: “Como adquirir o Conhecimento Direto”, uma fonte maravilhosa de informações.
Hoje não cabem mais desculpas para não se cuidar da parte espiritual.
A Fraternidade Rosacruz dá o passo a passo de como seguir o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
Devemos sempre lembrar que o amanhã pode não chegar (!?), e se quisermos estudar quando estivermos com uma idade já avançada, “tranquilos”, talvez seja tarde; a visão não ajuda, a locomoção, idem, podemos ficar doentes, talvez dependentes de outras pessoas, tanta coisa pode acontecer, e sobrará apenas arrependimento pelo descuido e pela demora.
Façamos, irmãos e irmãs, bom uso do nosso tempo!
O tempo é agora!
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A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito
A sabedoria popular diz: “Quem canta, seus males espantam”.
Vamos mais adiante; não só cantar, mas ouvir uma boa música.
Podemos melhorar muito nosso humor, esquecer um pouco das tristezas, das dores, diminuir nosso cansaço, se ouvirmos uma boa música.
A boa música eleva a vibração de cada uma das fontes de desenvolvimento do Espírito, a saber, o Espírito Divino, o Espírito da Vida, o Espírito Humano e o elo da Mente, que conecta o Espírito aos seus: Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos. O despertar da vibração dessas sete fontes de poder desenvolve os poderes do Espírito.
As três divisões primárias da música – melodia, harmonia e ritmo – estão correlacionadas aos três poderes primários de Deus: Vontade, Sabedoria e Atividade. Assim, nenhuma tentativa de revolucionar a arte da música pode produzir resultados desejados, a menos que comece com o princípio artístico de coerência, e com um equilíbrio correto dos três elementos dos quais a música é composta: melodia, harmonia e ritmo.
Porém, a chamada música discordante reduz suas vibrações, e a continuação desse tipo de música resultará na perda de poder e desintegração dos quatro veículos inferiores.
Muitos médicos da antiguidade prescreviam músicas para ajudar em diversas doenças, principalmente como sedativo para os “nervos”.
Muitos médicos árabes (há muito tempo atrás) acreditavam no poder da música para curar, usavam o instrumento musical alaúde, no combate às doenças, acreditavam que cada uma das quatro cordas desse instrumento tinha uma correspondência com os quatro elementos da Natureza; Fogo, Ar, Terra e Água.
Achavam também que estes se relacionavam com os quatro temperamentos: fleumático, melancólico, sanguíneo e colérico. Vibrando as cordas correspondentes, pretendiam obter a cura dos males que afligiam as doenças de cada categoria. O fato é que acreditavam no poder da música.
Curandeiros sérios, antigos, também usavam o canto, a música e a dança.
Uma boa música, todos sabemos, tem o poder de acalmar.
Igualmente uma música com muitos batuques e barulhos nos irritam.
Hoje vemos que os trens modernos colocam músicas para atenuar o cansaço de viagens longas, muitas fábricas deixam uma música ambiente, gostosa, visando amenizar um pouco o estresse, criadores de vacas colocam músicas para que elas não se estressem na hora da ordenha, e por aí vai…
Muitos massoterapeutas, quiropratas, fisioterapeutas também colocam uma música suave para relaxar os pacientes.
Hoje não se usa somente a música como poder de cura, claro, mas sabemos que ela ajuda e muito a acalmar as pessoas.
A Música é uma verdadeira arte!
Exerce grande influência sobre o estado de ânimo de quem a ouve, refletindo com certeza, na saúde física das pessoas.
Podemos melhorar e muito o ambiente em que vivemos, onde trabalhamos, onde estudamos, e a tensão nervosa que nos martiriza, se soubermos se cercar em tempo certo, lugar certo e, também, da música certa.
Então usemos mais a sabedoria popular e não só cantemos, mas procuremos cada vez mais colocar boas músicas nas nossas vidas
***
As guerras não terão fim? Não haverá paz para todos?
Infelizmente enquanto muitos irmãos não acabarem seus relacionamentos com amor, enquanto o dinheiro (falamos de bilhões e bilhões de dólares) e o poder falarem mais alto, haverá a continuidade das guerras.
Entristecemo-nos, obviamente, vendo o horror da guerra, inocentes a nosso ver (pois há uma razão de estarem lá) morrendo de fome, de sede, ficando órfãos, sendo mutilados, perdendo seus lares, seus familiares.
Somos Cristãos, e como tal, queremos ver a paz, a Fraternidade Universal.
Por outro lado, não podemos permitir que as atuais condições de guerras e conflitos afetem nossa fé e nosso otimismo. Façamos a nossa parte orando muito, pedindo por esses irmãos e essas irmãs que estão sofrendo.
Uma pessoa que é definida como gênio militar, dotado de maravilhoso conhecimento sobre táticas de guerra não pode ser verdadeiramente boa, pois está destinada a ser impiedosa e destrutiva ao manifestar sua genialidade. Ela nunca poderá ser sábia, porque deliberadamente deve esmagar todos os bons sentimentos!
E aqui não se fala só de militares, mas dos irmãos e das irmãs que trabalham para as indústrias de armamentos direta ou indiretamente e, também, daqueles que ganham fábulas de dinheiro com ações das empresas que fornecem materiais para tais armamentos ou os produzem!
Irmãos e irmãs que gostam de “joguinhos de guerra”, onde “matar” é a ordem para se “ganhar”, cooperam por meio da geração de sentimentos, desejos e emoções das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Pense bem nisso, pois a astúcia Atlante leva muitos a definirem isso como é “de faz de conta” …” não estou machucando ninguém” …” é meu ganha-pão”. E pudessem ver a cor dos Corpos de Desejos nesses momentos e o estrago que isso faz no Corpo Denso, com certeza, mudariam de opinião.
Os Anjos do Destino – que estão acima de todo erro – governam as linhas da evolução, e têm a função de ajustar o Relógio do Destino e isso quer dizer que definem com precisão a ocasião propícia para colher as safras do passado de cada um de nós, seja individualmente, seja coletivamente.
Assim, se estudarmos as características das nações que estão em guerra e, também, os objetivos pelos quais estão lutando, juntando a isso um olhar retrospectivo sobre a história delas, não precisamos de ter nenhuma visão espiritual para localizar e inferir que as fontes da recente guerra foram geradas num passado distante!
As guerras do passado sempre reacenderam novos conflitos quando os vencidos foram tratados com dureza e sem compaixão.
Para evitar a repetição de tragédias semelhantes, é essencial cultivar um espírito de bondade e justiça equilibrada.
O desejo de agressão precisa ser eliminado, e todos devem se empenhar para preservar a paz, hoje e no futuro.
Medidas como o boicote industrial são contraproducentes, pois perpetuam o ódio. O ideal seria que todas as nações tivessem uma parte justa no comércio global.
Nunca se deve tentar corrigir um erro com outro — é vital adotar o princípio de “viver e deixar viver”.
Enquanto não aceitarem o Cristo, Seus magníficos Ensinamentos, e consequentemente não tiverem a Sabedoria (aqui ela é definida como o conhecimento usado com Amor), continuarão os conflitos, as guerras e suas terríveis consequências.
Aqueles que hoje são mortos nascerão de novo e, devido à angústia de suas experiências, viverão em seus próximos Renascimentos aqui, a partir de um estado de consciência mais elevado do que agora.
Os preceitos de paz e Amor fraternal ensinados diretamente por Cristo, então lhes aparecerão em sua devida Luz, como a base natural para a vida social e econômica do ser humano, e a guerra, com certeza, será coisa do passado.
Esses irmãos e irmãs hoje em guerra, terão uma ânsia muito grande por coisas espirituais, como também terão uma dedicação mais completa ao modo de vida espiritual, buscarão absorver rapidamente o Cristianismo.
Chegará para todos uma vida pura e altruísta, realizarão a união do “Eu superior” com o “eu inferior”.
No vindouro Reino de Cristo, o Regente do Planeta Terra, o maior de todos os Arcanjos, ou a Época da Nova Galileia, todos estaremos num estágio extremamente elevado.
Oremos muito por esses irmãos e essas irmãs que estão em guerra, e perdidos.
Lembremos sempre: Deus, nosso criador não faz nada para se perder.
O tempo de Deus não é o nosso tempo, em qualquer lugar do mundo.
Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo
A Natureza (manifestação visível de Deus invisível aos nossos olhos físicos) não deve ser enganada; Deus não pode ser zombado. “𝘖 𝘲𝘶𝘦 𝘰 𝘩𝘰𝘮𝘦𝘮 𝘴𝘦𝘮𝘦𝘢𝘳, 𝘪𝘴𝘴𝘰 𝘤𝘰𝘭𝘩𝘦𝘳á”.
É fato também que se 𝘃𝗶𝘃𝗲𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝗽𝗮𝗿ê𝗻𝗰𝗶𝗮𝘀, estaremos enganando aos outros e a nós mesmos, menos a Deus, que tudo vê.
Sabemos que na época do Cristo quem vivia de aparências eram os 𝗳𝗮𝗿𝗶𝘀𝗲𝘂𝘀; faziam questão de serem vistos, serem aplaudidos, admirados, se achavam melhores que as outras pessoas, e se esqueciam que eram vistos por Deus.
Viver de aparências será sempre um risco, um grande perigo.
A pessoa “𝙥𝙤𝙗𝙧𝙚 𝙙𝙚 𝙚𝙨𝙥í𝙧𝙞𝙩𝙤” gosta de elogios, holofotes, admiração, se contenta com migalhas, gosta de tapinhas nas costas, de presentinhos.
Estão enganando a si mesmos, e o tempo passando…Muitas vezes tudo é em nome de uma vida social, mas não deixa de ser uma vida “fake”.
Todo o mal, toda a mentira, toda injustiça praticada, inveja, cobiça, uma vida mundana, material, absolutamente tudo está sendo visto por Deus.
Como Estudantes Rosacruzes, fiéis, verdadeiros, Cristãos, isso não nos cabe.
Hoje quando menos esperamos, tudo vem à tona, nada mais fica escondido por muito tempo, as máscaras caem tão rapidamente que chega a assustar.
Lágrimas, dores, tristezas, lutas diárias, tudo está sendo “visto”, gravados no Éter particular nosso!
Estamos sendo vistos? Sim, com toda certeza!
Sabemos como trilhar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, e esse tem que ser sincero, sempre para frente e para cima, com muita vontade, sinceridade e persistência.
Aqui não cabe querer enganar, querer fazer os Cursos rapidamente (para que? Ganhar diploma, medalha, elogios?), pois não caminhará e nem crescerá espiritualmente, talvez, intelectualmente, mas logo irá desistir, achará que não era o que procurava. E será uma pena, perdeu o precioso tempo.
Conselho? Não tente se enganar, nem enganar aos outros, hoje isso não dura por muito tempo, as máscaras caem e a pessoa não cresce e nem sai do lugar.
Estudante Rosacruz ativo é um “esteio”, principalmente na família, e muitas vezes no trabalho, entre amigos, e jamais pode enganar, mas ser exemplo.
A Angústia
Além da depressão, que é muito comum ouvirmos hoje, temos a “angústia”.
Que é a angústia? Parece um mal sem distinção de origem ou de classes sociais, onde analisá-la e situá-la exatamente fica impossível.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que não devemos nos contentar em meramente tentar aliviar a angústia de qualquer um ou de qualquer número de pessoas. Buscamos a causa de todo sofrimento humano (onde a angústia é um deles) para que, eliminando a causa principal (a causa fundamental, a causa-raiz) possamos erradicar os efeitos.
Para fazer isso, para chegar a uma conclusão verdadeira sobre a origem da angústia, ao tempo em que descobrimos os meios para sua erradicação permanente, devemos compreender que ela está no momento que nos desviamos de Deus, aceitando a “falsa Luz”, dando origem a toda angústia que sentimos hoje; e ela terminará a sua existência com a promessa de que o Sol da Justiça surgirá com a “Cura em suas asas”, a “verdadeira Luz”, que veio para “salvar o mundo” e o primeiro fato que se afirma sobre Ele é que seja de uma Imaculada Conceição. Ou seja: o grande ideal pelo qual o Aspirante à vida superior está lutando: se purificar da mácula do egoísmo e da busca egoísta.
Eis o motivo pelo qual hoje a pessoa angustiada a descreve como um sentimento de aperto e vazio no peito, frequentemente acompanhados de ansiedade, desespero e muitas vezes até de irritabilidade.
Também descreve que sente uma tristeza inexplicável, um medo, uma preocupação.
Isso pode ser um estado natural em resposta a situações difíceis ou perdas.
Muitas pessoas sentem impulsividade, agitação, tremores, insônia, uma sensação de sufocamento, dificuldade para respirar, palpitações, um certo desânimo, pesadelos e até dores de cabeça.
Hoje devido à correria do dia a dia (muitas vezes sem necessidade), com preocupações em excesso, como também excesso de trabalho, mulheres com jornadas duplas, excesso do uso de celulares, violência aparecendo a todo momento nas redes sociais levam a um estresse muito grande e angústia.
Sair desse problema depende da própria pessoa, buscando o equilíbrio.
Há médicos que digam que a má alimentação, muito fast-food, refrigerantes, comer fora de casa, consumo excessivo de carnes animais, bebidas alcoólicas e até drogas, estão deixando as pessoas doentes.
Muitas pessoas não fazem exames periódicos, não verificam a pressão arterial, estão com excesso de peso, não fazem exercícios físicos, não tomam sol, não tomam ar puro, não têm nenhum contato com a natureza, passam horas nos escritórios, nas redes sociais, esquecendo de cuidar da própria saúde.
Muito ajudaria se tivessem uma alimentação de forma equilibrada, sem pressa, natural, fizessem caminhadas, tivessem uma boa noite de sono, momentos de lazer, tivessem o hábito de uma boa leitura, e claro, cuidando da saúde física e da parte espiritual, essa então, muito importante.
Há que se esquecer um pouco desse mundo material, consumista, corrido.
Se tivessem um ideal construtivo, amor ao próximo, vontade de viver bem, cuidando bem do Corpo Denso (Corpo Físico), buscando a parte espiritual Cristã, com certeza, não dariam espaço para a angústia.
Uma boa saúde e paz interior depende de nós mesmos.
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************************************************************************************************************* Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes:
1. Pergunta: Depois que o Espírito interno de um animal aprende tudo o que pode dentro de uma espécie, ele adquire experiência em outras espécies?
Resposta: Não. Atualmente no Período Terrestre cada espécie animal tem o seu objetivo muito bem definido pelo Espírito-Grupo dele.
2.Pergunta: Existe fazer um “Pacto com Lúcifer”, como algumas pessoas falam?
Resposta: Não existe esse tal “Pacto com Lúcifer”! Isso, logicamente, se a pessoa sabe exatamente quem é Lúcifer. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Lúcifer é um Anjo, ainda que seja um “Anjo caído”, ou seja, um Anjo que não quis seguir o Esquema de Evolução da Onda de Vida dos Anjos. Por isso dizemos que ele se rebelou e, por isso, ficou Atrasado na Evolução dos Anjos.
Em outras palavras, Lúcifer é um Atrasado da Onda de Vida dos Anjos, há lições que ainda não aprendeu e está aprendendo a fim de alcançar a Onda de Vida dos Anjos.
Como as pessoas – os seres humanos – que ainda não conseguem viver conscientemente no Corpo-Alma estão atrasadas em relação às pessoas que conseguem. Na terminologia da Fraternidade Rosacruz, as pessoas que conseguem são os Irmãos Leigos, as Irmãs Leigas, os Adeptos e os Irmãos Maiores.
A fim de conseguir alcançar a Onda de Vida dos Anjos, Lúcifer nos ajudou, sugerindo a nós um “caminho diferente” para conseguirmos alcançar a consciência de vigília (essa que hoje usamos aqui, quando estamos renascidos nessa Região Química do Mundo Físico). Note, essa consciência nós não tínhamos quando Lúcifer apareceu para nós, isso há milhões de anos atrás no que chamamos de Época Atlante (hoje estamos na Época Ária).
Ao invés de usarmos a sugestão com prudência e inteligência, nós abusamos da força sexual criadora (a força que tínhamos e temos para tal consciência) e, como consequência, nos degeneramos a esse estado que muitos de nós está hoje, e o que conhecemos como a “Queda do Homem” – e muitos de nós continuam “caindo”.
Então, veja, que em um sentido Lúcifer foi um benfeitor. Se quiser saber mais sobre isso, leia esse artigo que publicamos: https://fraternidaderosacruz.com/construindo-a-nova-jerusalem/
Como “vemos” Lúcifer hoje? Como um tentador que nos sugere fazer algo que não é correto, que é mal. E o “vemos” assim por nossa própria culpa, pois não alcançamos o domínio próprio ou o autodomínio. Quando alcançarmos não mais o “veremos” assim.
Sobre o “dito pacto” que menciona: é comum pessoas que “apostam” a sua realização nessa vida, nas coisas materiais e em se manter se alimentando de desejos, emoções e sentimentos inferiores (paixão, egoísmo, inveja, posse, poder, cobiça, ciúmes, ódio, raiva, medo e outros afins) atraírem (pela Lei de Semelhante atrai Semelhante), facilmente, seres humanos desencarnados que ainda não entraram no Purgatório (que nós chamamos de Apegados à Terra) e que tendem a serem maus (pois assim o eram quando estavam renascidos aqui, ou seja; viviam se alimentando daqueles sentimentos, daqueles desejos e daquelas emoções) ou uma outra Onda de Vida sub-humana que chamamos de elementais, cujo alimento é a intensidade de paixões, desejos e emoções inferiores. Esses lamentáveis seres não estão limitados pela visão física, nem pela distância e nem pelas restrições que muitos de nós têm enquanto renascidos aqui. Normalmente trabalham induzindo, como uma “pequena voz” que muitos acham que é ou da sua própria consciência, ou “de Deus”, ou de um antepassado ou…de Lúcifer. E assim é montado o processo: “fala no ouvido de uma pessoa”, “fala no ouvido da outra pessoa”; “fala para uma pessoa o que ela deve falar para a outra pessoa”, enquanto induz a outra pessoa a aceitar o que está ouvindo. O efeito da pessoa que aceita? “Conseguir” o que quer. As consequências para a pessoa que aceita? Dívidas a serem pagas nessa vida (normalmente em vidas futuras) por meio do sofrimento, da dor e da necessidade de conviver com as pessoas que prejudicou, e terminar esse relacionamento com amor, pois enquanto não conseguir amar, ela não aprendeu a lição e, portanto, vem na vida com restrições e limitações, que são traduzidas como dor e sofrimento.
Oremos por esses irmãos que você mencionou para que retomem o caminho Cristão e pratiquem o que Cristo – nosso único Mestre, a verdadeira Luz (Lúcifer é a falsa luz) – ensinou, no seu dia a dia, estudando e colocando em prática na sua vida os Ensinamentos Cristãos, bem explicados pela Fraternidade Rosacruz.
3.Pergunta: Vocês têm prova pessoal e direta do que foi dito pelo Max Heindel ou, como eu, apenas acreditam no que ele escreveu? Vocês também possuem clarividência ou são capazes de visitar os Planos espirituais? Eu gostaria de ver por mim mesmo para fortalecer a minha confiança nos ensinamentos da Fraternidade. Vocês não têm essa necessidade de evidência direta e pessoal?
Resposta: Caro irmão, se esforce e foque seu desenvolvimento trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. A evolução é individual e o Caminho está aberto a todos que quiserem.
Se você é um Estudante Preliminar, se esforce para chegar ao segundo grau, Estudante Regular.
Se você é um Estudante Regular, se esforce para chegar ao terceiro grau, Probacionista.
Se você é um Probacionista, se esforce para chegar ao quarto grau, Discipulado e aqui estar às portas da Ordem Rosacruz.
Se você é Discípulo, se esforce em se preparar para, unicamente pelo seu mérito, a ser Irmão Leigo e, assim, ter o privilégio de trabalhar na Ordem Rosacruz, continuando o seu trabalho na Fraternidade Rosacruz.
Se for fiel, paciente, persistente e aplicar seu conhecimento no serviço amoroso e desinteressado considerando unicamente a divina essência oculta no seu irmão ou na sua irmã que está ao seu lado, aos poucos, as verdades prováveis vão lhe sendo provadas, ou seja, o conhecimento direto vai lhe sendo apresentado. Caso contrário, ficará especulando e tentando encontrar “alguém” que lhe diga o que a pessoa é para você, ou “confirmar algo que não conseguirá” ou pior, cair na tentação em ter essa pessoa como uma espécie de guru, instrutor ou mestre. Na Fraternidade Rosacruz, com certeza, isso você não conseguirá. Pois “é possível viver sob o mesmo teto, em estreita intimidade, com um Iniciado de Fraternidade Rosacruz, e ainda assim o segredo desse Iniciado permanecer oculto em seu peito, até que você alcance o ponto de poder converter-se num Irmão Iniciado. A revelação dos segredos não depende da vontade do Iniciado, mas da qualificação do Aspirante, no caso, você!”.
4.Pergunta: Se os nossos irmãos menores não estão sujeitos à Lei de Causa e Efeito, por que eles sofrem com as doenças, por exemplo? Entendo que isso pode fazer parte da evolução, mas é um sofrimento?
Resposta: O Corpo Denso de nenhuma das quatro Ondas de Vida (mineral, vegetal, animal e humana) é perfeito. Ou seja, tem partes que não funcionam perfeitamente e sendo assim, podem “adoecer” – que é nada mais do que não conseguir cumprir com as suas funções perfeitamente, indo deteriorando durante o uso do Corpo Denso, durante a vida aqui. Como aprendemos, estudando o livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, o animal e o ser humano possuem Corpos de Desejos separados que os capacitam a sentir desejos, emoções e paixões. Contudo, existe uma diferença entre eles: o Corpo de Desejos do animal é inteiramente formado por matéria das Regiões mais densas do Mundo do Desejo, ou seja, das 3 Regiões inferiores do Mundo do Desejo: Região da Paixão e do Desejo Sensual, Região da Impressionabilidade e Região do Desejo. Assim, os nossos irmãos menores só conseguem criar desejos, emoções e/ou sentimentos inferiores. Como nessas Regiões prevalece a Força de Repulsão muito mais fortemente do que a Força de Atração, a “produção” desses tipos de desejos, emoções e/ou sentimentos sempre geram efeitos nocivos no Corpo Denso (pois o Espírito tem que lutar muito para fazer prevalecer um desejo, sentimento ou uma emoção em um lugar onde a “Repulsão” em usá-los é muito mais forte do que a “Atração”). Exatamente como nós, os nossos irmãos menores têm o livre arbítrio. E é por isso que, como aprendemos, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos, o Espírito-Grupo do animal atua sobre ele com sugestões e jamais imposições. Ou seja, o animal produzindo um desejo, sentimento ou uma emoção inferior, pode sim danificar a parte do seu Corpo Denso correspondente ao efeito daquele desejo, sentimento ou daquela emoção. E isso se chama doença e enfermidade. Como isso depende do grau de consciência (apesar de todos terem a consciência de sono com sonhos, alguns mais avançados já tem vislumbres de consciência próxima a de vigília – e isso garantido pelo processo de espirais dentro de espirais), os que estão mais elevados entre os animais, têm a possibilidade de desenvolver doenças ou enfermidades mais diversificadas. Atualmente, é o caso dos mamíferos (no grau mais diversificado de tipos de doenças ou enfermidades – e das aves – no grau menos diversificado delas). O Espírito-Grupo aprende com isso? Sim, melhorando o seu “jeito de sugerir” para ser mais eficaz e ajudar o animal a tomar a decisão correta. O animal aprende com isso? Sim, entendendo que colocar em ação desejos, sentimentos e emoções inferiores para atender um anseio seu, há um preço a pagar: o preço do transgressor!
5.Pergunta: O que exatamente significa o “germe dos Corpos” que vemos quando estudamos o Esquema de Evolução no livro Conceito Rosacruz do Cosmos? É a sua “alma” ou força essencial, o seu núcleo ou matriz?
Resposta: Não. É uma matriz fornecida por uma Hierarquia Criadora que é especialista na matéria que é formado esse Corpo (tem, latente, tudo que esse Corpo precisa, e poder ser desenvolvido até a sua perfeição ou transmutação em Alma). Essa matriz não tem nada da pessoa que a recebe (ou seja: não tem o Átomo-semente desse Corpo). Só deixará de ser germe para ser Átomo-semente do Corpo quando a pessoa a recebe e começa a funcionar nesse Corpo na Região ou no Mundo referente.
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura (veja na figura abaixo as datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
Setembro de 1916
O ponto mais importante da lição do mês passado é o poder da paixão para degenerar aqueles que se entregam a ela. Isso nós ilustramos no caso dos antropoides superiores (orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos)[1], que ficaram para trás e degeneraram em forma semelhante à dos animais, por causa das ações deles em abusar da força sexual criadora. A responsabilidade dos Espíritos Lucíferos por aquela condição foi detalhada no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz e, também, o fato de que os antropoides superiores podem nos alcançar se evoluírem suficientemente antes da metade da próxima Revolução[2].
Mas, há uma dupla responsabilidade no conhecimento, como ensinado por Cristo: “A quem muito é dado, muito será exigido”[3]. E enquanto a transgressão dos que existiram naqueles dias primitivos pode ser perdoada, e isso comporta um atraso de milhões e milhões de anos, a condição daqueles que possuem a iluminação do conhecimento superior, que foi dado à Humanidade de hoje, e que transgridem a Lei[4] pelo abuso da força sexual criadora, pode se tornar mais sério do que o da classe que agora está evoluindo em formas de antropoides superiores.
A Magia Negra é praticada com muito mais frequência do que se poderia supor, algumas vezes de forma absolutamente inconsciente, pois a linha divisória pode estar unicamente no motivo. No entanto, se abusarmos do nosso conhecimento superior, ainda que sejamos mais refinados na indulgência com as nossas paixões, o resultado será certamente desastroso. Na atualidade, a força vital (exceto a quantidade insignificante que é necessária para a propagação da raça humana) deveria ser transmutada em Poder Anímico. Portanto, vamos continuar, insistentemente, no caminho da pureza, para que não nos vejamos em situação pior que a desses seres humanos degenerados encontrados como escravos de Lúcifer na “cozinha das bruxas” – como representado no mito de Fausto[5].
Se, em algum momento, formos tentados por pensamentos impuros, imediatamente voltemos nossas Mentes para outro assunto bem distante da sensualidade. Acima de tudo, respeitemos as leis do nosso país que requer o cerimonial de casamento, antes da união, pois ainda que as palavras da cerimônia de casamento não unam as pessoas, no entanto, são apropriadas para que professemos elevados ideais espirituais e não queiramos escandalizar vivendo juntos sem o casamento. Os que se acham sob as leis de um país, prestam perfeita obediência, como Cristo fez, pois quando cumprimos todas as leis de um país sem protesto porque é certo fazê-lo, então nos elevamos acima da lei e não estamos mais em cativeiro.
(Cartas aos Estudantes – nº 34 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: que pertencem a Onda de Vida humana, a que nós seres humanos pertencemos.
[2] N.T.: a quinta Revolução desse Período Terrestre. Hoje estamos na metade da quarta Revolução do Período Terrestre.
[3] N.T.: Lc 12:48
[4] N.T.: refere-se à Lei de Deus.
[5] N.T.: “Cozinha da Bruxa”, também chamado de “caverna de Feiticeira”, em português, faz parte da obra Fausto de Johann Wolfgang von Goethe. Segundo as palavras do próprio Goethe, que Eckermann registrou numa conversa datada de 10 de abril de 1829, a cena “A Cozinha da Bruxa” foi escrita no jardim da Villa Borghese em Roma, na primeira metade de 1788.
QUADRO VII
Vasta caverna de Feiticeira. Ao fundo, uma porta baixa e informe. Do lado esquerdo, uma lareira térrea; por cima dela uma espaçosa chaminé. Na lareira, assente numa trempe, um grande caldeirão. Na fumarada que dele sai, vão vislumbrando várias figuras. Espalhadas pela caverna tripeças, e uma canastra com diversos objetos, entre os quais um copo de dados, archotes, uma bola, uma coroa, um cartapácio encadernado de preto com broches de ferro. Pelas paredes sem reboco e afumadas, pendem desordenadamente vasilhas de mil formas, uma peneira, um espelho, uma vara, um abano de cauda. Uma cantareira com garrafas e copos.
CENA I
Ao pé do caldeirão, e a escumá-lo, com sentido que não se deite por fora, está sentada uma CERCOPITECA (macaca muito grande, de rabo comprido) (). O CERCOPITECO (o macho) está sentado, com os filhinhos ao pé, a aquecer-se. FAUSTO, MEFISTÓFELES.
FAUSTO (a Mefistófeles)
Este sarapatel de nigromâncias
faz-me nojo, declaro. E projetava
este diabo restaurar-me a vida
em tão vil charco de hediondezes fúteis!
Aconselhem-se lá co’uma carcaça!
Ou tenham fé que possam burundangas
duma cozinha assim descarregar-me
trinta anos do cachaço. A não saberes
receita que mais valha, estou servido.
Pois dar-se-á que não tenha a natureza
algum bálsamo seu, já descoberto
por algum alto engenho?
MEFISTÓFELES
Aí ’stão palavras
que mostram não ser parvo o nosso amigo.
Sim senhor; sem sair da natureza
há também com que um homem se remoce.
Vem isso noutra obra; e bem curioso
que ele é, o tal capítulo.
FAUSTO
Declara-o!
MEFISTÓFELES
Guapa receita. E curativo grátis,
sem precisar Doutor, nem feiticeira.
Ponha-se fora; vá-se aos campos; are;
cave; enclausure-se, alma e corpo, em solo
dadivoso, mas parco; esteie a vida
com frugal passadio; aprenda e exerça
co’os seus brutinhos o viver nativo;
não julgue desairar-se, em repartindo
por suas mãos o adubo ao chão que o nutre.
Fie-se em mim: se há coisa que descargue
de oitenta anos, é isto.
FAUSTO
Agora é tarde
para me acostumar. Nunca até hoje
peguei num alvião. Para o meu génio
esse viver obscuro era insofrível.
MEFISTÓFELES
Então, é recorrer à feiticeira.
FAUSTO
Mas porque há-de ser logo a preferida
a tal mondonga velha? Não podias
preparar-me tu próprio a beberagem?
MEFISTÓFELES
Belo divertimento! Eu preferia
gastar o tempo em construir mil pontes.
Para arranjar os filtros desta casta
quer-se, além do saber, paciência e muita,
e atenção de anos largos; só co’o tempo
é que se alcança o fermentar completo
do líquido eficaz. Pois a quantia
d’ingredientes raríssimos! É certo
que o diabo é quem os sabe, e ensina tudo;
mas lá para os estar manipulando
é que não tem pachorra.
(Reparando nos animais)
Olhe a gracinha
do casal que ali está! São a criada
e o servo cá da casa.
(Aos animais)
Olá! já vejo
que a velhusca, vossa ama, anda por fora.
OS ANIMAIS
Eh eh eh eh!
Ao fricassé!
Foi pelo cano
da chaminé.
MEFISTÓFELES
Gasta lá nessas frescatas
muito tempo a feiticeira?
OS ANIMAIS
O tempo em que na lareira
nós aquecemos as patas.
MEFISTÓFELES (a Fausto)
Que tais acha estes nossos bicharecos?
FAUSTO
Ai! de apetite! Nunca os vi mais feios.
MEFISTÓFELES
E eu então o meu gosto é conversá-los.
(Aos animais)
Dizei, bonecos danados,
que tendes no caldeirão,
que estais tão azafamados
a mexer co’o colherão?
OS ANIMAIS
Pois não vês? esta iguaria
são as sopas dos mendigos.
MEFISTÓFELES
Nesse caso, meus amigos,
tereis muita freguesia.
O CERCOPITECO (tira da canastra o copo dos dados, e vai-se chegando a MEFISTÓFELES fazendo-lhe muitas festas)
Joguemos aos dados!
Meu rico parceiro,
não tenho dinheiro,
fazei-mo ganhar.
Ser pobre é ser parvo.
Espírito nobre,
salvai-me de pobre,
salvai-me de alvar.
MEFISTÓFELES
Este cercopiteco endoidecia,
se pudesse ganhar na loteria.
(Nestes entrementeses, andam os cercopitequinhos a brincar com uma grande bola que tiraram da canastra, e vão rolando diante de si.)
O CERCOPITECO
Tal é o mundo!
Rolar, correr,
subir, descer.
Vidro rotundo
sonoro e oco,
a pouco e pouco
fendas a abrir.
Aqui brilhante;
lá coruscante;
sempre cambiante,
sempre a fugir.
Fala-te um ente,
qual tu vivente,
qual tu mortal.
Evita, amigo,
esse inimigo
mundo fatal.
Crê-lo maciço,
e é quebradiço
como cristal.
MEFISTÓFELES
Que faz aqui esta peneira?
Tem algum préstimo?
O CERCOPITECO (tirando a peneira do prego)
Pois não?
Mostra a verdade nua e inteira.
Supõe que fosses um ladrão,
cara de santo e fala arteira,
logo eu te via a maganeira,
em observando o teu carão
pela peneira!
(Corre para a fêmea, a quem obriga a olhar para Mefistófeles, através da peneira)
Toma a luneta, companheira,
observa, observa o figurão.
Reconheceste-lo à primeira.
Declara o nome do ladrão!
Viva a peneira!
MEFISTÓFELES (aproximando-se do lume)
E este pote?
OS CERCOPITECOS (macho e fêmea)
Fora zote,
burro, estúpido, asneirão.
Não vês que é um caldeirão?
Chama a um caldeirão um pote!
MEFISTÓFELES
Bruta corja!
O CERCOPITECO (levanta-se arrebatadamente do chão um abano de rabo e mete-o na mão de Mefistófeles)
O quê! Depressa!
Toma o rabo deste abano!
Assenta-te na tripeça,
e esperta a fogueira, mano!
(Obriga Mefistófeles a sentar-se numa das tripeças, fazendo do abano ventarola)
FAUSTO (que durante todo este tempo, estivera parado defronte de um espelho, ora aproximando-se, ora recuando)
Oh mago espelho! que divina imagem!
Asas, asas, Amor! conduz-me a ela!
Se me acerco, recua, e mal a avisto
sombra de sombra esmorecida em névoa.
Tais graças feminis, dar-se-á que existam?
Estarei vendo neste esbelto corpo
das delícias dos céus a quinta essência?
Cabe ao mundo um tal dom?
MEFISTÓFELES
Naturalmente.
Quando lida na obra um Deus seis dias,
ao sétimo a contempla, e exclama: Bravo!
De ver está que executou portento
de costa acima. Farte os olhos, farte!
Deixe-me furoar que tarde ou cedo
lhe hei-de desencantar esse tesoiro.
Feliz quem no obtiver.
(Continua Fausto a olhar para o espelho. Mefistófeles espreguiçando-se na tripeça, e brincando com o abano, continua a falar.)
Que belo assento,
em que eu me estou aqui repetenando!
Nem rei no trono. Empunho um ceptro. Resta
vir a coroa radiar-me a testa.
OS ANIMAIS (que até aqui tem estado, uns com os outros, fazendo trejeitos e momices, trazem da canastra a Mefistófeles uma coroa, com grande algazarra)
Tome-a lá! Grude-a a si bem grudada,
com suores e sangue, oh Senhor!
(Ao brincarem à doida, deixam cair a coroa, que se parte em pedaços. Apanham-nos e atiram-nos por joguete uns aos outros.)
Ih! Quebrou-se a coroa sagrada!
Viva a turba! Acabou-se o temor.
Galrar já podemos,
de ventas no ar.
As zangas que temos,
até poderemos,
querendo, rimar.
FAUSTO (sem se apartar do espelho)
Ui que sanzala! Esvaem-me o juízo!
MEFISTÓFELES
Se até eu tenho a bola à roda, à roda!
OS ANIMAIS
E se a coisa desta feita
vinga e dá seu resultado,
das ideias a colheita
torna o mundo afortunado.
FAUSTO (como acima)
Já me arde o coração. Presto, fujamos!
MEFISTÓFELES
Já se vê pelo menos que estes mecos
tem para a poesia embocadura.
(Como a macaca tinha largado o caldeirão, começa este a entornar-se, ocasionando grande lavareda que sobe pela chaminé. Pelo meio dessa lavareda, desce a Feiticeira vozeando.)
CENA II
A FEITICEIRA e os MESMOS
FEITICEIRA
Ão, ão, ão, ão!
Maldita mona,
que me entornaste
o caldeirão,
e a vossa dona
incendiaste!
Maldita! ão, ão!
(Repara em Fausto e Mefistófeles)
Que temos? Vós quem sois? Quem teve o atrevimento
de vos deixar entrar? qual era o vosso intento?
Por entrardes sem vénia e a furto aos lares nossos,
má fogo que vos queime, e vos derreta os ossos!
(Mete o colherão na caldeira; tira-o cheio; sacode o líquido, que vai cair, convertido em chamas, sobre Fausto, Mefistófeles e os animais. Os bichos lançam grandes guinchos)
MEFISTÓFELES (levantando-se a súbitas, revira o abano com o cabo para fora, e começa a malhar com ele na caldeira, e em tudo que vê diante)
Ah! tu brincas? Pois eu faço
à tua solfa o meu compasso,
múmia ascosa. Na fogueira
vaso as sopas. A caldeira
ela aí vai tornada estilhas;
e atrás dela estas vasilhas…
Nada inteiro há-de ficar.
(A Feiticeira tem ido retrocedendo, cheia de terror)
Monstro! horror! arcaboiço! Olá! Não reconheces
o teu amo e senhor? Ínfima das refeces,
queres-te opor a mim? Não sei que me tem mão
que vos não leve a pau, desfeitas, de rondão,
tu, e toda a relé da tua bicharia.
Pois já esta demente acaso esqueceria
este cocar de galo? a cor de grã que eu visto?
até o meu semblante? Ainda, após tudo isto,
para saber quem sou precisa que lhe ponha
claro, eu próprio, o meu nome, a biltre sem vergonha!
A FEITICEIRA
Confesso, Grão Senhor, que foi mal-recebido.
Vossa alteza perdoe;… mas tinha-lhe esquecido
o pezinho cabrum e o par de corvos.
MEFISTÓFELES
Bem.
Por esta inda te passo.
(A Fausto)
Ele havia também
já tantíssimo tempo, a dizer a verdade,
que me não tinha visto!… A lei da humanidade
também se estende a nós: Le monde marche. Um vento
que se chama O Progresso, ora rijo, ora lento
mas constante, que varre e leva a quanto existe,
também por cá chegou. Foi-se o fantasma triste
do nevoento Norte. Onde há já ’í diabo,
que use chavelhos, garra ou pé de cabra e rabo?
Ora eu enquanto ao pé, – membro que não dispenso,
por ser quem me carreia em basta gente assenso –
quanto ao pé, anos há que uso ao disfarce botas,
como usam panturrilha os magrizéis janotas.
A FEITICEIRA (cantando e dançando)
Não caibo em mim d’alegria
por ver meu Dom Santanás
nesta minha cova fria,
tal como outrora soía,
lá quando eu era algum dia
menos velha, e ele rapaz.
Viva o meu Dom Santanás!
MEFISTÓFELES
Vedo que nunca mais tal nome se me dê.
A FEITICEIRA
Pois que mal lhe fez ele? explique-se: por quê?
MEFISTÓFELES
Nome é que anda há já muito entre outros mil escritos
no volumoso rol das fábulas e mitos.
(A Fausto)
Coisas da espécie humana: o génio mau proscrevem
e ficam-se co’os maus; a esses não se atrevem.
(À Feiticeira)
Chama-me se te apraz «Barão!» «Senhor Barão!»
Não há mais que dizer. Fico um fidalgarrão
como os do sangue azul. Quanto eu sou nobre, escuso
encarecer-to; e aí vão as armas do meu uso!
(Faz certo acionado.)
A FEITICEIRA (rindo a bandeiras despregadas)
Ah ah ah ah!
Ih ih ih ih!
Nunca vi, não há,
não há, nunca vi
brejeiro maior!
Bargante, bargante!
Em moço, tunante;
em velho, pior!
MEFISTÓFELES (a Fausto)
Repare, meu amigo e aprenda! Esta a maneira
como deve tratar co’a súcia feiticeira.
A FEITICEIRA
Que desejam agora estes senhores?
MEFISTÓFELES
Mando
que nos tragas já já um copo trasbordando
da sabida mistela, e quanto mais anosa
a tiveres, melhor, mais eficaz.
A FEITICEIRA
Gostosa
obedeço já já.
(Tira uma garrafa e um copo da cantareira)
Nesta garrafa tenho
com que dar ao seu mando óptimo desempenho.
Desta é que eu muita vez mato o bicho. Fortum
nem por onde ele passe. Um copo! e mais do que um
se quiser, essa é boa!
(Baixo a Mefistófeles)
Olhe que o sujeitinho,
se traga aquilo assim como quem bebe vinho,
sem se ter preparado, estoira antes de um’hora,
bem sabe.
MEFISTÓFELES (baixo à Feiticeira)
O teu receio é mal cabido agora.
Eu sou amigo dele e não lhe quero a morte.
Podes-lhe dar sem medo o que haja de mais forte
no teu laboratório. A l’obra, presto, a l’obra!
Risca-me nesse chão o círculo da cobra.
Reza lá o conjuro, e dá-lhe um copo cheio.
(A Feiticeira com solenes ademães, risca um círculo e põe-lhe dentro coisas esquisitas. Para logo principiam os utensis e os copos a traquinar, com certa afinação. Traz afinal um cartapácio. Mete no círculo os cercopitecos. Um deles fica a servir-lhe de estante. Os outros archotes tirados da canastra, e que per si se acenderam simultaneamente. A Feiticeira acena a Fausto, que se lhe acerque)
FAUSTO (a Mefistófeles)
Mas tudo isso a que vem? Patranhas vãs! Descreio
de quanto vejo aqui: visagens estudadas,
imposturas sem sal, tontices, meros nadas.
Sei tudo isso de cor; tenho-lhe nojo.
MEFISTÓFELES,
Asneira!
É forte bravejar contra uma brincadeira!
Pois não vês que a mulher não faz em tudo aquilo
senão seguir à risca o medical estilo?
para que te aproveite e preste a beberagem,
põe muito palavrão, muitíssima visagem.
A FEITICEIRA (empurra Fausto para dentro do círculo; e põe-se a ler no livro, declamando com grande ênfase)
Agora me explico,
Do um, dez fareis;
o dois deixareis;
o três uguareis;
e já sondes rico.
Lançar quatro fora.
Dos cinco e dos seis,
sete e oito fareis.
São estas as leis,
e andai-vos embora.
E os nove são um;
e os dez são nenhum.
E tenho acabada,
segundo cumpria,
toda a tabuada
da feitiçaria.
FAUSTO (a Mefistófeles)
Ela estará com febre? A modo que extravaga.
MEFISTÓFELES
Ai! de pouco se admira. Inda por ora a saga
do introito não passou; e todo o calhamaço
vai no mesmo teor. Eu já o li de espaço;
por sinal que até fiz sobre o seu conteúdo
o estudo mais cabal, mais sério, mais miúdo,
do que vim a inferir o que lhe exponho franco:
no que é contraditório, o sábio fica em branco,
assim como o ignorante. Esta arte, meu amigo,
é velha e nova; há nela, a par do imenso antigo,
algo também moderno. Inda não houve idade,
que, a bem de traficar co’a pobre humanidade,
não andasse a espalhar, com rara impavidez,
erros de três por um, ou erros de um por três.
Onde havia ensinar-se o claro, o verdadeiro,
mentiu-se adrede ao vulgo estólido e crendeiro.
Contra a superstição e audácia, era preciso
combater e suar; e a gente de juízo
preferiu sempre a tudo um bom viver pacato.
Nos mortais em geral dá-se um pendor inato
para absorverem crença. Era melhor primeiro
pensar, e crer depois; crer só no verdadeiro.
A FEITICEIRA (continuando)
A potência da ciência
que anda oculta em névoa escura,
só revela a sua essência
ao mortal que a não procura.
FAUSTO
Que absurdo nos diz ela? A tantos disparates
já se me oira a cabeça; oitenta mil orates
não doidejavam mais.
MEFISTÓFELES
Nobre sibila, basta!
Venha o copo e bem cheio. Um homem desta casta,
um famoso Doutor em tanta faculdade,
pode beber sem risco e sem dificuldade.
Mal imaginas tu que tragos de alto engodo
ele já tem provado.
(Notando em Fausto alguma hesitação, continua.)
Abaixo! abaixo! Todo!
Animo! escorripicha! E tu verás em breve
como esse coração bate contente e leve.
Ora gosto de ti! Convives co’o demónio
tu cá, tu lá, e agora estás como um bolónio
com medo a um fogachinho!
(Fausto acaba de beber resolutamente o copo apesar de saírem dele pequenas chamas.)
(A Feiticeira desfaz o círculo. Fausto sai dele.)
Estás liberto. Agora,
exercício que farte.
A FEITICEIRA
Em muito boa hora
que tomasse o meu filtro.
MEFISTÓFELES (à Feiticeira)
E tu, se me quiseres
alguma coisa, velha, é bom que lá me esperes
na Valburga esta noite.
A FEITICEIRA (a Fausto)
Aprenda outra cantiga
antes de se ir embora; e é dadiva de amiga.
Toda a vez que a entoar, há-de sentir no peito
um certo não lho digo; enfim um certo efeito
(Fausto dá-lhe costas enjoado, com ar desprezativo)
MEFISTÓFELES (a Fausto)
Vem comigo, eu te guio. A fim de que a poção
no interior e por fora opere a sua ação,
não há que estar à espera; é necessário e urgente
medir terra, correr, suar copiosamente.
Depois te ensinarei como se logra a vida
no suave far niente em flores envolvida,
e como o deus de amor brinca, borboleteia,
e oferta aos lábios mel pela áurea taça cheia.
FAUSTO (querendo tornar-se ao espelho)
Deixem-me inda uma vez mirar nesse brilhante
venturoso cristal a que é sem semelhante,
da graça o non plus ultra.
MEFISTÓFELES
À fé, que a imagem dela
era de todo o ponto e em todo o extremo bela;
mas que não dirás tu, em vendo o original?
vivinho! em carne e osso! ao pé de ti!
(À parte)
Que tal!
Co’a dose que tomou, qualquer mulher que aviste
vai julgá-la outra Helena.
Ah, sábio, alfim caíste!
A cozinha da bruxa levará Fausto a completar seu grande “livramento” no âmbito da materialidade. Ele deveria rejuvenescer para que sua aparência lhe proporcionasse maior mobilidade no mundo das suas aspirações. Porém, rejuvenescer para o doutor fazia parte de um aspecto bem maior. A magia lhe proporcionava vencer a finitude do corpo do herói velho sem mobilidade. Ele necessita agora de energia para pôr em prática sua ânsia de conhecimento. Precisa de disposição para o amor, e assim recobrar o tempo perdido. A poção da bruxa confere um novo conteúdo à sua forma. Fausto assume o ímpeto da juventude e sua alma fáustica está agora em perfeita conformidade com suas forças físicas.
Poucas pessoas e talvez muitos dos Estudantes Rosacruzes ainda hoje permanecem na ignorância do verdadeiro significado do tão comentado fato de haver Cristo-Jesus lavado os pés dos seus Discípulos.
Nos Evangelhos, em que se relatam as cenas da Iniciação do Cristo Místico – ou sejam: as fórmulas para a Iniciação –, se nos afirma que Cristo-Jesus participou da Última Ceia com os seus Discípulos, quando, então, levantou-se da mesa e munindo-se de uma toalha, pôs água em uma bacia e lavou os pés dos doze Discípulos, o que indiscutivelmente representou o mais humilde serviço; acontecimento motivado por uma razão oculta importantíssima.
Muito poucos se compenetraram de que, quando nos encontramos na escala da evolução, podemos nos desenvolver graças ao apoiar nos ombros dos nossos irmãos menos evoluídos. Consciente ou inconscientemente os usamos como pontos de apoio, como ponto de partida para atingir lugares mais altos e, assim, alcançar nossos fins. Isso é uma realidade e se efetua em todos os Reinos de vida na Natureza.
Quando uma Onda de Vida surge ao nascer da evolução e incrusta-se na forma mineral, essa é imediatamente presa por uma Onda de Vida ligeiramente mais elevada, o que torna os cristais minerais desintegrados e os adota aos seus próprios fins como cristaloides e os assimila como parte de uma forma do vegetal.
Se não existissem minerais sobre os quais se agarrasse e se prendesse essa Onda de Vida vegetal, desintegrando-os e transformando-os, a vida das plantas, como afirmou Max Heindel, seria impossível.
De modo análogo, as forças das plantas são utilizadas por muitas espécies de animais: inicialmente são mastigadas por eles até formar uma pasta, a qual, em seguida, é ingerida, servindo de alimento à Onda de Vida animal.
Se não existissem plantas, os animais não poderiam existir. O mesmo princípio pode-se aplicar na evolução espiritual, pois, se não existissem Discípulos que se encontrassem nos primeiros degraus da escola do conhecimento, requerendo instrução, não haveria necessidade de um Mestre.
Aqui há, porém, uma diferença muito importante. O Mestre se eleva pela instrução que transmite aos seus alunos, servindo-os. Firmando-se em seus ombros, ele atinge um degrau mais alto na escola do conhecimento, ou melhor, eleva-se a si mesmo, na proporção que eleva aos seus Discípulos, porém, não obstante, adquire com eles uma dívida de gratidão, a qual se satisfaz e se reconhece simbolicamente, por um lavar de pés, um ato de humildade, de humilde gratidão àqueles a quem se tem servido.
Quando compreendemos que a Natureza, que é a expressão de Deus, está continuamente fazendo esforços para criar e para dar vida, também poderemos compreender que quem mata a outro tira a vida a alguma coisa, por pequena que seja, ou por mais insignificante que possa parecer; executa um ato que altera e perturba os propósitos do plano Divino de criação.
Isso se aplica, especialmente, ao Estudante Rosacruz e, portanto, Cristo-Jesus recomendou aos seus Discípulos que fossem “prudentes como as serpentes e simples como as pombas” (Mt 10:16). Não importa quão sincero sejam os nossos desejos de seguir os preceitos da inofensividade, nossas tendências e necessidades podem levar, por desconhecimento da Lei de Causa e Efeito, a matar em cada momento da nossa vida para poder viver. E não é somente as grandes coisas nas quais muitos de nós estão, constantemente, cometendo assassínios!
Vamos a um exemplo: foi relativamente fácil para a alma investigadora, simbolizada por Parsifal[1], o romper o seu arco com o qual havia jogado a flecha que matou o Cisne dos Cavaleiros do Graal, uma vez que esses lhe explicaram o mal que havia feito e o erro no qual havia incorrido. Desde aquele momento, Parsifal ficava inclinado a viver uma vida inofensiva.
Todos os Estudantes Rosacruzes sinceros seguem, prontamente, em tal direção, uma vez que há chegado ao seu convencimento quão prejudicial é ao desenvolvimento da alma a prática de comer alimentos que requerem a morte de um animal (seja mamífero, ave, peixe, crustáceo, anfíbio, frutos do mar ou afins).
O uso e o abuso da carne animal despertam maior sensualidade e quem se entrega à sensualidade entrega-se a uma vida de brutalidade eanimalidade fazendo e contribuindo para que o corpo se degenere. Ao contrário, a devoção gera a Divindade, uma atitude de oração contínua, um sentimento de Amor e Compaixão por todos os que vivem e se movem. A emissão de pensamento amoroso faz todos os seres se beneficiarem mutuamente, refina e espiritualiza a natureza humana.
Os Estudantes Rosacruzes sabem e praticam, convictamente, que uma pessoa de bons sentimentos respira e irradia Amor, uma expressão que define muito adequadamente a afirmação exata e verídica de que a maioria das pessoas nota; pois se tem observado muito bem que a percentagem de veneno contido na respiração de um indivíduo está em proporção exata à inclinação perversa existente em sua natureza e em sua vida interna e nos pensamentos que emite.
A oração se apresenta como o primeiro exercício e a alta compreensão virá, levando-nos a lavar os pés dos nossos irmãos e das nossas irmãs, lavando-os com a cristalina água da nossa amizade, no amplo vasilhame dos nossos corações.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de novembro/1964– Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: Parsifal é uma ópera de três atos com música e libreto do compositor alemão Richard Wagner. A ópera se passa nas legendárias colinas do Monte Salvat, na Espanha, onde vive uma fraternidade de cavaleiros do Santo Graal. O mago negro Klingsor teria construído um jardim mágico povoado com mulheres que, com seus perfumes e trejeitos, seduziriam os cavaleiros e faria com que eles quebrassem seus votos de castidade, e teria ferido Amfortas, rei do Graal, com a lança que perfurou o flanco de Cristo, e todas as vezes em que Amfortas olha em direção ao Graal sente a ferida arder. Tal redenção só poderia ser realizada por um “inocente casto” (significado da palavra “Parsifal”). Esse, em sua primeira aparição na ópera, surge ferindo um dos cisnes que purificavam a água do banho de Amfortas, e a todas as perguntas que os cavaleiros lhe fazem responde dizendo que não sabe de nada, nem ao menos seu nome.
Parsifal atravessa o jardim mágico de Klingsor e é seduzido pela amazona Kundry, que ora é uma fiel serva do Graal, ora é escrava de Klingsor. Ao beijá-la, sente os estigmas das feridas que afligiam Amfortas e, quando Klingsor atira a lança contra ele, a lança dá a volta em seu corpo, e todo o castelo mágico é destruído. Tempos depois, tendo os cavaleiros se convencido de que ele é o “inocente casto” que faria a salvação, Parsifal cura as feridas de Amfortas e o destrona, assumindo a nova condição de rei do Graal.
A música é a linguagem dos Mundos celestes, nosso verdadeiro lar, e se apresenta à Chispa Divina aprisionada na carne como a mensagem de nossa terra natal.
A música impressiona a todos, sem levar em conta povo, nação, classe econômica ou social, sexo, idade, raça, credo ou qualquer outra distinção mundana.
E quanto mais elevado e espiritual somos, tanto mais claro a música nos fala. Mesmo a pessoa mais rude não fica impassível ao ouvi-la.
Em cada um de nós há um tom que produz uma vibração clara e distinta na parte inferior da cabeça.
Toda vez que se toque a nota, sente-se nesse lugar a mesma vibração.
Essa nota ou som é a nossa “nota-chave”.
Se for tocada lenta e suavemente, descansa e repousa o Corpo, tonifica os nervos e restaura a saúde.
Da mesma forma, cada Signo do Zodíaco (ou Hierarquia Zodiacal ou Hierarquia Criadora ou, ainda, Onda de Vida) possui a sua nota-chave.
Assim, uma música tocada suavemente no tom da nota-chave de um determinado Signo é um tratamento para minimizar os efeitos da doença ou enfermidade na parte do Corpo regida por esse Signo.
Veja na Tabela abaixo, para cada Signo, qual é o tom da música que se deve ouvir quando em tratamento de doenças e enfermidades e alguns exemplos de músicas com melodia, harmonia e ritmo apropriado (você encontra outras na internet ou adquirindo em CD ou em Streaming):

Você também pode acessar os nossos vídeos (no nosso canal do YouTube: https://www.youtube.com/@fraternidaderosacruzcampinasbr/videos) com essas músicas correlacionadas com cada Signo:
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do Corpo regidas por Áries
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Touro
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Gêmeos
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Câncer
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Leão
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Virgem
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Libra
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Escorpião
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Sagitário
Exemplos de músicas que auxiliam tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Capricórnio
Exemplos de músicas que auxiliam o tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Aquário
Exemplos de músicas que auxiliam no tratamento das doenças nas partes do corpo regidas por Peixes
Que as rosas floresçam em vossa cruz