A criação e a educação dos nossos filhos são a contribuição mais importante que podemos oferecer para o desenvolvimento humano. Pais sábios, que desejam conceder à criança todas as vantagens, começam antes mesmo do nascimento do filho — até mesmo antes da concepção — a voltar seus pensamentos, em oração, para a tarefa que assumirão em breve. Eles cuidam para que a união que dará origem à germinação ocorra sob as influências astrais adequadas, quando a Lua estiver passando por Signos apropriados à construção de um Corpo Denso forte e saudável. Naturalmente, eles próprios mantêm seus Corpos na melhor condição física, moral e mental que seja possível para eles.
Então, durante o período de gestação, eles mantêm constantemente diante dos olhos da Mente o ideal de uma vida forte e útil para o Ego que está chegando e, assim que possível, após o nascimento, traçam o horóscopo da criança, pois os pais ideais também são astrólogo que preconizam a Astrologia Espiritual – como a é a Astrologia Rosacruz. A partir do horóscopo natal da criança, as forças e fraquezas do seu caráter podem ser prontamente percebidas. Os pais estarão, então, na melhor posição para incentivar o que há de bom e adotar os meios adequados para transmutar as fraquezas antes que essas tendências se manifestem em fatos concretos. Dessa forma poderão, em grande medida, ajudar o Ego que chega a superar os seus defeitos, que nada mais são do que lições a aprender que o Ego escolheu lá no Terceiro Céu.
Quando consideramos o Espírito como eterno e cada vida terrena como um acontecimento no tempo, as diferentes fases da nossa existência ocupam o seu devido lugar. Refletir sobre as palavras de Sir Edwin Arnold — “Nunca o Espírito nasceu, nunca o Espírito deixará de ser; nunca houve tempo em que Ele não existisse” — nos proporciona uma percepção real da natureza fugaz do tempo, em contraste com a constância de Deus. Talvez essa compreensão possa nos ajudar a entender aqueles que se encontram na difícil fase do crescimento.
Tomemos o primeiro fôlego de uma criança: o registro da vida física de uma pessoa na Terra tem início quando o bebê dá sua primeira respiração e continua até que o último suspiro seja dado. “Quando a criança inspira pela primeira vez de forma completa, as condições fisiológicas do coração se modificam, o forame – abertura – oval se fecha e o sangue é forçado a circular pelo coração e pelos pulmões”. Pelo contato do sangue com o ar nos pulmões, ele começa a ser capaz de absorver uma imagem do seu ambiente. O sangue é o veículo do Ego; quando ele se precipita através do coração, deixa uma impressão no Átomo-semente do Corpo Denso, localizado na posição referencial do ápice do ventrículo esquerdo. Sobre essa superfície infinitesimal são impressas todas as imagens do Mundo exterior ao longo de toda a vida desse Ego aqui.
A criança tem quatro “nascimentos”. Os pais precisam compreender que aquilo que chamamos de nascimento é apenas o nascimento do visível Corpo Denso, que nasce e atinge o seu atual alto grau de eficiência em menos tempo do que os veículos invisíveis do ser humano, pois teve a evolução mais longa. Assim como o feto é protegido dos impactos do Mundo visível ao permanecer envolto no útero materno durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são envolvidos por invólucros de Éter e de substância do Mundo do Desejo, que os protegem até que tenham amadurecido suficientemente e estejam aptos a suportar as condições do Mundo exterior.
O Corpo Vital nasce por volta dos sete anos de idade, ou na época em que a criança troca os dentes de leite, e o Corpo de Desejos nasce por volta dos quatorze anos, ou no período da puberdade. A Mente nasce por volta dos vinte e um anos, quando se diz que a pessoa atingiu a maioridade.
Existem certos aspectos importantes que só podem ser adequadamente cuidados durante o período apropriado de crescimento e os pais devem saber quais são. Embora os órgãos já estejam formados quando a criança nasce, as linhas de crescimento são determinadas durante os primeiros sete anos de vida; se não forem corretamente estabelecidas nesse período, uma criança que, de outra forma, seria saudável pode tornar-se uma pessoa doentia.
Vejamos o primeiro período setenário de uma criança. Como Estudantes Rosacruzes, aprendemos que nos primeiros sete anos de vida da criança apenas os polos negativos de todos os Éteres do Corpo Vital estão ativos. Por isso as faculdades da visão e da audição, que dependem das forças negativas do Éter de Luz, fazem da criança alguém “que só tem olhos e ouvidos”. É extremamente benéfico para o crescimento do bebê que os pais prestem atenção às cores que o cercam e, ainda mais importante, que notem os sons e o ritmo que chegam ao alcance auditivo da criança. Isso é válido durante os primeiros sete anos da vida infantil.
No primeiro capítulo do Evangelho Segundo S. João, lemos: “No princípio era o Verbo; e sem Ele nada do que foi feito se fez; e o Verbo se fez carne”. O Verbo é um som rítmico e o som é o grande construtor cósmico. Portanto, durante o primeiro período setenário de sua vida, a criança deve ser cercada por música do tipo adequado, por uma linguagem musical: o balanço e o ritmo das cantigas infantis são particularmente valiosos. O sentido das palavras não importa; o importante é o ritmo — quanto mais a criança receber desse ritmo, mais saudável ela crescerá.
Duas grandes palavras-chave se aplicam a esse período da vida da criança: imitação, exemplo. Não há criatura no mundo tão imitativa quanto uma criança pequena; ela segue o exemplo nos mínimos detalhes, na medida da sua capacidade. Portanto, os pais que desejam educar seus filhos de modo positivo devem ser cuidadosos quando estiverem na presença deles. Não adianta tentar ensiná-los a “ter juízo”, porque a criança não tem Mente formada e não possui razão — ela apenas pode imitar e não consegue evitar a imitação, assim como a água não pode deixar de correr morro abaixo.
Se nós temos para nós mesmos um tipo de alimento talvez muito temperado e damos à criança outro prato, dizendo que aquilo que comemos não lhe faz bem, a criança pode até não conseguir nos imitar naquele momento, mas implantamos nela o apetite por esse tipo de comida. Quando crescer e puder satisfazer seu gosto, ela o fará. Portanto, pais cuidadosos devem se abster dos alimentos e das bebidas alcoólicas que não desejam que seus filhos ingira.
No que diz respeito ao vestuário, podemos dizer que, nessa fase, a criança deve estar inteiramente inconsciente de seus órgãos sexuais e, portanto, as roupas devem ser sempre e particularmente folgadas. Isso é especialmente necessário no caso dos meninos pequenos pois, muitas vezes, um hábito seriamente prejudicial na vida adulta pode resultar do atrito provocado por roupas excessivamente apertadas.
Há também a questão do castigo corporal a ser considerada; este é um fator importante em qualquer circunstância, pois o castigo físico desperta a natureza sexual e deve ser totalmente evitado. Não existe criança tão rebelde que não responda ao método da recompensa pelas boas ações e da retirada de privilégios como consequência da desobediência. Além disso, reconhecemos o fato de que as surras quebram o espírito de um cão e reclamamos que certas pessoas cultivaram a fala de força de vontade e de esperança, ao invés disso vivem para atender os seus desejos. Muito disso se deve às surras aplicadas de forma implacável na infância. Que qualquer pai ou mãe observe isso do ponto de vista da criança. Como algum de nós gostaria hoje de viver com alguém cuja autoridade não pudéssemos evitar, que fosse muito maior do que nós, e ter de nos submeter a castigos físicos dia após dia? Abandonem as surras e grande parte do mal social será eliminado em uma geração.
Vejamos como ocorre o nascimento do novo Corpo Vital. Aos sete anos de idade, ele vem à luz e então a percepção e a memória começam a desempenhar seus papéis fundamentais. Nesse período de sete anos (dos 7 aos 14), a criança é imparcial e não possui ideias preconcebidas. Por isso, ela é mais ensinável nessa fase do que em qualquer outra. Ela confia em seus pais e em seus professores e seguirá a autoridade deles.
Quando o Corpo Vital nasce no sétimo ano, as faculdades de percepção e memória devem ser educadas. As palavras-chave para esse período devem ser autoridade e discipulado. Não devemos, mesmo que tenhamos uma criança precoce, tentar incitá-la a um curso de estudos que exija um enorme dispêndio de pensamento. Crianças prodígios geralmente se tornam homens e mulheres com uma capacidade mental inferior à média.
A criança deve ser autorizada a seguir sua própria inclinação nesse aspecto. Suas faculdades de observação devem ser cultivadas; devemos mostrar para ela exemplos vivos. Permita que ela veja o bêbado e aonde o vício o levou; mostre também o ser humano de bem e coloque diante dela ideais elevados. Ensine a aceitar aquilo que você diz com base na autoridade e se esforce para ser alguém digno de tal forma que ela possa respeitar sua autoridade como pais ou professores.
Aqui entram os importantes ensinamentos de educação sexual para a criança. Nessa fase, ela também deve ser preparada para administrar a força sexual criadora que agora está sendo despertada nela e que permitirá gerar sua espécie ao final do segundo período de sete anos. Não se deve permitir que ela adquira esse conhecimento a partir de fontes corrompidas, porque os pais se esquivam da responsabilidade de instruí-la por um falso senso de modéstia ou moralismo.
Uma flor pode ser tomada como uma lição objetiva da qual todas as crianças, desde as menores até as maiores, podem receber a mais bela instrução na forma de um conto de fadas. Podemos ensinar como as flores se assemelham às famílias, sem qualquer necessidade de recorrer a termos botânicos, desde que os pais tenham estudado, ainda que minimamente, um pouco de botânica elementar. Mostre algumas flores às crianças e lhes diga: “Aqui está uma flor que é um menino, uma flor estaminada, e aqui está outra que é menina, uma flor pistilada”.
Aqui está uma flor em que é tanto menino quanto menina: uma que possui estame e pistilo. Mostre o pólen nas anteras. Diga, como um exemplo, que o pequeno “menino-flor” é como o menino de uma família humana: aventureiro, desejoso de sair pelo mundo para enfrentar as batalhas da vida, enquanto a menina, o pistilo, permanece em casa. Mostre as abelhas com as cestinhas de pólen nas pernas e fale como os pequenos meninos-flor montam nesses corcéis alados, como os cavaleiros de antigamente, para zarpar pelo mundo em busca da princesa aprisionada no castelo mágico, o óvulo oculto no pistilo; explique como o pólen, esses cavaleiros-meninos-flor, abre caminho através do pistilo e entra no óvulo. Então diga que isso significa que o cavaleiro e a princesa se casam, vivem felizes para sempre e se tornam os pais de muitos pequenos meninos-flor e meninas-flor.
Quando tiverem compreendido plenamente isso, eles também entenderão a geração nos Reinos animal e humano, pois não há diferença: um é tão puro, casto e sagrado quanto o outro. E as crianças educadas dessa maneira sempre conservarão uma reverência pela função criadora, algo que não pode ser incutido de forma melhor. Quando a criança é assim preparada, ela fica bem fortalecida para o nascimento do Corpo de Desejos no período da puberdade.
Vejamos como ocorre o novo nascimento do Corpo de Desejos. As crianças com menos de quatorze anos são, de certo modo, ainda uma extensão de seus pais, pois na Glândula Timo fica armazenada uma essência do sangue parental que a criança utiliza para fabricar o seu próprio sangue durante os anos da infância. A Glândula Timo do bebê é maior antes do nascimento e diminui com o passar do tempo. Por volta do décimo quarto ano, o Ego está pronto para se afirmar e torna-se capaz de produzir o próprio sangue. Ele começa a ser uma “identidade do eu”.
Agora é o momento de pais e professores praticarem a tolerância e demonstrarem empatia pelo jovem em crescimento, que enfrenta muitos desafios. Se a criança aprendeu a confiar e amar seus parentes mais velhos, agora seguirá seus conselhos e os perigos do amadurecimento não serão grandes.
Nesse momento, quando o Corpo de Desejos do indivíduo nasce, sentimentos e paixões começam a se manifestar. A Mente individualizada ainda não está plenamente presente e nada mantém a natureza do desejo sob controle. Nessa fase, é fácil que a criança se deixe levar por hábitos indesejáveis que podem ter resultados desastrosos. É verdade que muitas lições são aprendidas dessa forma, mas pais e professores devem estar prontos para agir com interesse bondoso e compreensão amorosa.
Agora é o momento em que a criança deve ser ensinada a buscar por si mesma; ela deve aprender o valor da investigação cuidadosa de tudo aquilo que deseja julgar. Também deve aprender que quanto mais flexíveis forem as suas opiniões, melhor será capaz de examinar novos fatos e adquirir novos conhecimentos.
Quando os desejos e as emoções são liberados, o jovem ou a jovem entra no período mais perigoso de sua vida, dos quatorze aos vinte e um anos. Nessa fase, o Corpo de Desejos está em plena atividade e a Mente ainda não nasceu para atuar como freio. Por isso é um grande trunfo para a criança ter sido educada conforme aqui descrito, pois seus pais então se tornam para uma força e sua âncora, capazes de ajudá-la a atravessar esse período turbulento até o momento em que atinge sua plena maturidade — aos vinte e um anos, em torno de quando a Mente nasce.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1919 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Havia um tempo em que não tínhamos a capacidade de experimentar nossos pensamentos aqui no Mundo Físico. Éramos autômatos, guiados em tudo. Criávamos somente nosso próprio Corpo Denso (o físico), Corpo Vital e Corpo de Desejos e ainda de maneira inconsciente. Para podermos ser conscientes da manifestação desses Corpos nos seus respectivos Mundos, além de poder ter a capacidade de experimentar nossos pensamentos aqui no Mundo Físico, houve a necessidade de algumas alterações na nossa constituição.
A primeira alteração foi feita no nosso Corpo de Desejos, o veículo que utilizamos para gerar nossos desejos, nossos sentimentos e nossas emoções. Estávamos a milhares e milhares de anos atrás, em meados de uma Época que conhecemos como Época Lemúrica, a terceira Época desse grande Período, conhecido como Período Terrestre.
Nessa Época, a parte mais avançada da nossa Humanidade experimentou uma divisão em duas partes no Corpo de Desejos: a superior e a inferior. O restante da Humanidade sofreu divisão semelhante um pouco mais tarde, na primeira parte da quarta Época, conhecida como Época Atlante.
A parte superior construiu o Sistema Nervoso Cérebro-espinhal e os músculos voluntários. Com isso, essa parte do Corpo de Desejos dominou o Tríplice Corpo, ou seja, o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso.
A segunda alteração dependeu da ajuda de uma classe de seres mais evoluídos do que nós, especialistas em matéria mental, denominados Senhores da Mente. Foram, então, os Senhores da Mente que nos deram o germe da Mente.
Depois de feito isso, eles impregnaram a parte superior do Corpo de Desejos e da Mente com o sentimento da Personalidade separada, a Personalidade individual. É esse sentimento que nos capacita, hoje, de saber, ou ainda, de ter consciência de que “eu sou eu, você é você”, de que cada um de nós é um indivíduo. Com a Mente ganhamos o elo que nos faltava para ligar o Tríplice Espírito (o Espírito Humano, o Espírito de Vida e o Espírito Divino) ao seu correspondente Tríplice Corpo (o Corpo de Desejos, o Corpo Vital e o Corpo Denso). Portanto, a Mente é o foco em que o Tríplice Espírito, a Individualidade, o Ego, reflete-se no Tríplice Corpo, a Personalidade.
Essa ligação marca o “nascimento” do indivíduo, do ser humano, do Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), do que realmente somos quando tomamos a posse, de fato, dos nossos veículos Mente, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso.
Entretanto, isso não foi suficiente para nos tornar conscientes deste Mundo Físico, nem para nos tornar um pensador, a partir desse Mundo, como somos hoje.
A terceira alteração necessária para tornar isso possível foi a construção do cérebro, destinado a ser o instrumento da Mente no Mundo Físico. Note que a necessidade de se ter um instrumento formou o cérebro, porém o pensamento existiu antes da formação desse órgão!
Para isso foi necessário nos separar em sexos. Isso é descrito na Bíblia (Gn 2:21-25) como a “criação de Eva”.
Precisávamos nos expressar no Mundo Físico e criar a partir dele. Para isso precisávamos construir órgãos criadores. Esses órgãos são: a laringe e o cérebro. Por serem criadores, eles deviam ser criados e mantidos pela força sexual criadora.
Antes da necessidade de criação desses órgãos, essa força era utilizada só para criar outro Corpo Denso, ou seja, só para a propagação aqui na Região Química do Mundo Físico. O excesso era irradiado. Éramos hermafroditas, capazes de criar outro Corpo Denso sem intervenção de outra pessoa.
Foi então necessário utilizar metade dessa força sexual criadora para a construção desses órgãos. Conforme o Corpo Denso foi se verticalizando, parte dessa força foi se dirigindo para cima. Com isso obtivemos material para construir o cérebro e a laringe, “o meio para o Ego “pensar” e comunicar pensamentos aos demais seres no Mundo Físico”.
A outra metade dessa força sexual criadora continuou sendo dirigida para baixo, para a propagação da espécie humana aqui. Ou seja, como só metade dessa força passou a ser destinada para criação de outro Corpo Denso, cada um de nós teve que procurar a cooperação de outro ser que possuísse a outra metade complementar. Deixamos de ser hermafrodita. Assim, a partir de então, quando estamos aqui renascidos como um ser humano masculino – homem – expressamos mais a Força Criadora da Vontade que, então, é uma força masculina, ligada ao Sol; já quando estamos aqui renascidos como um ser humano feminino – mulher – expressamos mais a Força Criadora da Imaginação que, então, é uma força feminina, ligada à Lua.
É importante salientar que sexo só tem a ver com a expressão do Corpo Denso. Nós, o Ego, somos de fato bissexuais.
Em cada renascimento expressamos mais uma daquelas duas Forças Criadoras: Vontade, quando renascemos como um ser humano masculino, ou Imaginação, quando renascemos como um ser humano feminino e isso com o único objetivo de melhor aprender as lições a que estamos destinados e que são mais fáceis aprender por meio de uma dessas duas Forças.
Perceba que quando toda a força sexual criadora era utilizada para a propagação, realizávamos muito pouco no sentido do próprio crescimento anímico, quando renascidos aqui, no Mundo Físico. Após essa separação, e consequente construção do cérebro e da laringe, pudemos utilizar o restante da força sexual criadora não empregada na propagação como força para o nosso crescimento anímico a partir daqui!
Assim, podemos conceituar o cérebro como o órgão que nos – nós, o Ego – “liga” ao Mundo Físico. É por meio dele que podemos saber qualquer coisa sobre o Mundo Físico.
Já os órgãos dos sentidos levam os impactos exteriores até o cérebro; o Ego os interpenetra e, por meio da Mente, atua no cérebro coordenando essas impressões, respondendo-as por meio de movimentos, observações ou memorização.
Entretanto, não pensemos que uma vez feita essas alterações nos tornamos consciente, pensante, tal como hoje, no estado atual de nossa evolução. Para alcançar esse estado tivemos que percorrer um longo e penoso caminho.
Ainda no final da terceira Época, a Época Lemúrica, começamos a expressar algum som pela laringe. Esses sons eram baseados nos sons da Natureza: o murmúrio dos ventos, o barulho das tempestades, o ruído dos rios. A linguagem era considerada santa. Por meio dela tínhamos poder sobre os animais e sobre a natureza. Entretanto, ainda éramos guiados em tudo: os Anjos nos guiavam em tudo que se relacionava com a propagação da espécie humana. Uma outra Hierarquia, conhecida como Senhores de Vênus, guiavam a nossa evolução com o objetivo de conseguirmos manifestar a Vontade e a Imaginação. Quando renascíamos como seres do sexo masculino, éramos ensinados como desenvolver a Vontade. Quando renascíamos como seres do sexo feminino, éramos ensinados como desenvolver a Imaginação. Os métodos utilizados chegavam a ser cruéis. Entretanto não tínhamos memória. Uma vez passada a experiência, esquecíamo-nos dela imediatamente. Aos poucos essas experiências foram imprimindo no cérebro impactos violentos e repetidos. Com isso uma memória germinal foi sendo desenvolvida.
Entretanto, por sermos guiados em tudo, éramos inocentes e, por conseguinte, ignorantes.
Os resultados das experiências proporcionadas pelos métodos empregados nos deram a primeira ideia do bem e do mal. Já a Iniciação daquela Época era voltada para o desenvolvimento do poder da Vontade e da Imaginação aqui na Região Química do Mundo Físico, ou seja: buscávamos ser Iniciados no Corpo Denso.
Quando renascíamos como seres do sexo feminino iniciamos a percepção que aqueles que estavam renascidos como seres do sexo masculino perdiam seus Corpos muito frequentemente. Isso por causa dos métodos empregados para desenvolver a Força da Vontade. Entretanto, devido à imperfeita percepção do Mundo Físico, renascido como seres do sexo feminino não conseguíamos revelar àqueles renascidos como seres do sexo masculino o que estava acontecendo. Foi aí que apareceram uma classe de Anjos atrasados na sua Evolução e que para continuarem evoluindo procuraram nos esclarecer o que acontecia. Seus nomes: Espíritos Lucíferos.
Esses seres entraram através da coluna espinhal serpentina quando renascíamos como seres do sexo feminino. Devido à consciência voltada para o interior – ou seja: nada víamos da Forma física – e porque esses Espíritos Lucíferos tinham entrado através da coluna espinhal serpentina, os seres renascidos com o sexo feminino os viram como serpentes. Isso é descrito na Bíblia (Gn 3:1-13). Todas as vezes que renascíamos com o sexo feminino aceitamos essa sugestão. Então, os Espíritos Lucíferos “abriram-lhe os olhos”, nos fizeram cientes dos Corpos Densos, seus e de quando renascíamos como seres do sexo masculino.
Assim, quando renascíamos como seres do sexo feminino ajudávamos os outros seres quando renasciam como seres do sexo masculino a “abrir os seus olhos” também. Assim, é que todos que aceitaram a “sugestão” dos Espíritos Lucíferos conseguiram voltar a sua consciência para a Região Química do Mundo Físico. Reparem bem: como pela Lei do Renascimento, cada renascimento é alternado (ora renascemos como homem, ora como mulher), todos passamos por essa experiência luciferiana. Aprendemos “o bem e o mal”, a como propagar a espécie. Entretanto, em virtude da nossa ignorância, abusamos da força sexual criadora, empregando-a para gratificação dos nossos sentidos. Esse foi o pecado, a transgressão da Lei de Deus!
Aos poucos a consciência foi enfocada para a Região Química do Mundo Físico. Com isso conhecemos a morte, a dor e o sofrimento a partir da Região Química do Mundo Físico.
Por outro lado, se continuássemos a sermos autômatos, guiados em tudo, não teríamos conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teríamos obtido a Consciência de Vigília e a independência resultante do esclarecimento proporcionado pelos Espíritos Lucíferos, que eram chamados por nós como os “dadores da luz”. Sem dúvida, eles abriram o nosso entendimento e nos ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento da Região Química do Mundo Físico. Através disso tomamos as rédeas da nossa evolução. Conhecendo o bem e o mal, o certo e o errado e tendo a liberdade de agir, podemos cultivar a virtude e buscar o conhecimento para ajudar a quem precisar.
Perceba que aceitando a sugestão dos Espíritos Lucíferos conseguimos utilizar aquele sentimento com que os Senhores da Mente impregnaram na parte superior dos nossos Corpos de Desejos e das Mentes e que nos dão a noção de indivíduo. Porque foi com esse evento de aceitar a sugestão que começamos a sentir que somos individuais.
Existe um ponto no Corpo Denso colocado na “Raiz do Nariz”, a pouco mais de um centímetro abaixo da pele. É o assento do Espírito Divino. Há um correspondente desse ponto no Corpo Vital. Até antes de aceitarmos a sugestão dos Espíritos Lucíferos esses dois pontos não estavam concêntricos, ou seja, estavam distantes um do outro. Isso propagava uma percepção mais nítida dos Mundos invisíveis aos olhos físicos e bem menos nítida da Região Química do Mundo Físico. Aos poucos, a distância entre esses dois pontos foi diminuindo.
Finalmente, no último terço da quarta Época, a Época Atlante, o ponto do Corpo Vital uniu-se ao ponto correspondente do Corpo Denso. Desde esse momento obtivemos a plena visão e percepção da Região Química do Mundo Físico. A partir daí começamos a aprender como utilizar os pensamentos aqui.
Como somos imperfeitos, muito sofremos, porque o abuso da força sexual criadora e a sua utilização para obtermos mais e mais posses aqui, influenciava a criarmos maus pensamentos e, consequentemente, maus atos, más obras e ações.
Inicialmente começamos desenvolvendo os sentimentos mentais como a alegria, a tristeza, a simpatia, etc. Com esses sentimentos formamos uma incipiente memória. Essa nos proporcionou a disposição para uma rudimentar linguagem, criamos algumas palavras, demos nomes às coisas.
Com o desenvolvimento da memória, tornamo-nos ambiciosos, pois começamos a nos lembrar das nossas obras, e compará-las com as de outrem. Enaltecíamos as pessoas que tinham alcançado algum mérito. Esse foi o princípio da adoração. Graças a isso tudo, fomos dando importância à aquisição da experiência. Em qualquer situação, procurávamos experiências análogas anteriores como base. Se não as encontrássemos, experimentaríamos. Com o desenvolvimento da adoração e a valorização da experiência, criamos o costume de honrar as pessoas em atenção às proezas de seus antecessores.
Pelo mau uso do pensamento, criamos a astúcia, esse terrível vício de querer sempre levar vantagem sobre o nosso próximo. Junto a ela veio o egoísmo, esse terrível vício de querer tomar posse de tudo que desejamos.
Esses sentimentos negativos foram crescendo e usávamos tudo que podíamos para gratificar a nossa vaidade e a nossa ostentação externa. Aos poucos utilizamos a Mente para controlar os nossos desejos. Fomos aprendendo a refrear as nossas paixões. Descobrimos que “o cérebro é superior ao músculo”.
Com tudo isso adquirimos a consciência do livre arbítrio, ou seja, a capacidade de fazer o que quisermos, mas, também, de responder por isso, através da Lei de Consequência ou Lei de Causa e Efeito.
Em paralelo a esse nosso desenvolvimento, foram criadas condições para que enfocássemos nossa atenção aqui na Região Química do Mundo Físico: as condições atmosféricas foram alteradas com alternância das estações, a nossa alimentação foi sendo acrescida de alimentos que endurecessem nosso Corpo Denso, a mescla de sangue com casamentos entre indivíduos de raças diferentes, entre outros.
Voltando a nossa atenção para a Região Química do Mundo Físico, começamos a aperfeiçoar o nosso pensamento e a nossa razão, como resultado do nosso trabalho aqui e do uso da Mente para compreender o que aqui acontecia. Transformamos o Planeta Terra num verdadeiro jardim com todas as facilidades para ser habitado e funcionar num Corpo Denso. Manipulamos os minerais com grande destreza, fazendo com eles móveis, ferramentas, carros, alimentos e tantas outras Formas físicas.
Perceba que só podemos exercitar nosso poder mental nos minerais sólidos, líquidos e gasosos – manipulando-os, por causa do estágio em que se encontra a nossa Mente: o primeiro estágio, ou mineral.
Transformando o nosso Planeta numa boa morada, conquistamos a Região Química do Mundo Físico. Com isso ganhamos mais conhecimento, e como o fizemos? Por meio da aplicação do pensamento aqui. Sabemos que temos um Corpo Denso, formado de matéria do Corpo Denso, um Corpo Vital, formado de Éter – matéria também do Mundo Físico –, um Corpo de Desejos formado de matéria do Mundo do Desejo e uma Mente, formada de matéria da Região Concreta do Mundo do Pensamento.
Portanto, carregamos conosco matéria de cada um desses Mundos. Podemos manipulá-las, colorí-las, utilizá-las.
Como Espírito que somos, ou Egos – Espírito Virginal a Onda de Vida humana manifestado aqui – e envolto no Tríplice véu: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano, funcionamos na Região do Pensamento Abstrato.
Dessa região é que observamos o Mundo material (a Região Química do Mundo Físico) que, através dos sentidos, produz impressões sobre o Corpo Vital. Essas impressões produzem sentimentos e emoções no Corpo de Desejos. Essas impressões são levadas, também, através dos sentidos até o cérebro. Daí essas impressões refletem-se na Mente.
Então, manipulamos o material da Região do Pensamento Abstrato, tendo como base a reflexão dessas impressões, criando a ideia. Essa ideia é projetada, através da nossa força de vontade, na Mente. Manipulamos, através da Mente, a matéria da Região do Pensamento Concreto, revestimos a ideia com tal matéria, e a ideia se transforma em pensamento-forma. A Mente pode projetar, então, esse pensamento-forma em três direções possíveis: no Corpo de Desejos, no Corpo Vital ou sobre a Mente de outra pessoa.
Se for sobre o Corpo de Desejos, pode ainda ser envolvido por matéria de desejos, depois atuar na parte etérica do cérebro e daí até os centros cerebrais do cérebro físico que movimentará os músculos para a ação, construindo alguma coisa.
Pode ainda não resultar em ação e ficar arquivado, por falta de vontade.
Se for sobre o Corpo Vital, não provoca uma ação imediata. Fica na memória para uso posterior.
Por fim, projetado sobre a Mente de outra pessoa, pode atuar como sugestão, como na telepatia, ou como meio de ação, como na hipnose.
Com isso concluímos que os pensamentos são gerados no Mundo do Pensamento. E que na Região Química do Mundo Físico aprendemos como usá-los de maneira correta.
É o nosso principal poder e devemos aprender a mantê-lo sob o nosso absoluto domínio, de modo a não produzir ilusões induzidas pelas circunstâncias exteriores, mas sim verdadeiras imaginações geradas por nós, o Ego. O Exercício Esotérico Rosacruz de Concentração, que deve ser realizado de manhã, assim que despertamos, tem esse objetivo. Não desperdicemos nossos pensamentos em matérias sem nenhuma importância que nos envolve em ambientes de tédio e de medo.
Tenhamos sempre nossos pensamentos voltados para Deus. Com isso fica muito mais fácil dominá-los. Os maus pensamentos só destroem e paralisam qualquer eventual ação. Dominando nossos pensamentos, poderemos dirigi-los para a finalidade que desejarmos.
Aos poucos não precisaremos experimentar, no Mundo Físico, o que criamos no Mundo do Pensamento. Com o desenvolvimento da nossa Mente poderemos imaginar formas que viverão, crescerão e pensarão. E a nossa laringe falará a palavra criadora, pois se tornará espiritualizada e perfeita. Teremos então contato direto com a sabedoria da natureza. E nos tornaremos um criador de verdade, colaborador mais ativo no plano de Deus.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
É um erro pensar que, ao dar à luz um filho, os pais criam uma nova Alma ou um novo ser. O Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), que se apresenta externamente como um bebê, é uma Centelha Divina, divinamente criada. É blasfêmia supor que meros seres humanos pudessem fazer algo tão maravilhoso. Tudo que os pais podem fazer é produzir o Corpo Denso da criança – e, mesmo assim, não em sua totalidade –, sua morada física durante esta específica vida terrena. Mesmo este Corpo Denso, os pais seriam incapazes de fornecer, se não fosse pelo Átomo-semente do Corpo Denso fornecido pelo Ego que inicia mais uma vida terrestre. Na verdade, os pais fornecem o solo no qual, ou a partir do qual, o Átomo-semente do Corpo Denso cresce até se tornar uma forma física e humana. Este Átomo-semente do Corpo Denso é propriedade do Ego, que vemos como um embrião ou feto então, que está por vir e é totalmente independente dos pais. E mais ainda, assim como o feto é resguardado dos impactos do Mundo visível pelo útero protetor da mãe durante o período de gestação, do mesmo modo os veículos mais sutis são resguardados por um envoltório de Éter e de matéria de desejos que os protegem até que estejam suficientemente amadurecidos e aptos para suportarem as condições do Mundo externo.
Mas antes que a criança possa começar uma vida terrena, o Átomo-semente do seu Corpo Denso deve criar raízes e crescer no Corpo de uma mãe. A mãe, portanto, é o portal pelo qual o Ego entra em uma nova vida na Terra.
E aqui devemos detalhar bem esse ponto para termos claro o assunto sobre filhos e filhas.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que no nosso estado atual desse Esquema de Evolução a função sexual é o meio pelo qual são formados os nossos Corpos Densos usados por nós para obter experiência aqui, no Mundo Físico, que é o baluarte da nossa evolução.
Infelizmente, muitas pessoas que têm todas as condições de ajudar a um Ego que precisa renascer aqui se negam a isso! Dessa maneira anormal, muitos exercitam a prerrogativa divina de produzir a desordem na Natureza. Os Egos a ponto de renascer têm de se aproveitar das oportunidades que se apresentam e tais oportunidades, muitas veze, não são as condições favoráveis a eles. Outros que não podem renascer nessas circunstâncias, esperam até se apresentar ocasião mais favorável. Ou seja, muitos de nós, através dos nossos atos nos afetamos uns aos outros e, desse modo, “os pecados dos pais caem sobre os filhos”, porque assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo em cada um de nós. O mau uso ou abuso da força sexual criadora é um pecado que não se pode perdoar; deve ser expiado, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força sexual criadora é sagrada.
Muitas outras pessoas, ansiosas por viver uma nobre vida espiritual, muitas vezes, até consideram a função sexual um horror, por causa das misérias que o seu abuso tem trazido a nós todos. Assim, nem querem ver o que consideram uma impureza! Só que se esquecem de que são elas, as quais deram boas condições aos seus veículos por meio de alimentação apropriada e saudável, de elevados e bondosos pensamentos e de vida espiritual, precisamente, as que estão em melhores condições para gerar Corpos Densos apropriados às necessidades de desenvolvimento de irmãos e irmãs que esperam para renascer!
Quando renascemos aqui com o sexo feminino e nos recusamos a ajudar a construir um Corpo para um Ego, que precisa e merece entrar em uma vida terrena por meio do nosso Corpo, estamos privando esse Ego da nossa assistência nesse assunto. Se temos condições física, emocional, moral, financeira e espiritual suficientes adequadas, por que não?
Uma mulher e um homem, cujos pensamentos sejam puros e nobres, e cuja vida aqui seja dedicada à elevação da Humanidade dedicada à espiritualidade, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. A atitude mental da mãe, imediatamente antes da recepção do Átomo-semente do Corpo Denso, é fundamental para determinar que Ego ela ajudará a construir um novo Corpo Denso aqui. Já uma mulher e um homem cujos pensamentos sejam impuros e inferiores, e cuja vida aqui seja dedicada à orgia, prazeres sensuais ou ao ódio, raiva e demais emoções inferiores, pela Lei da Atração, atrairá para si um Ego com inclinações semelhantes. Quando renascemos aqui com o sexo feminino, carregamos uma responsabilidade tremenda, e quanto mais cedo aprendemos tudo que há sobre isso, tanto melhor será para a próxima geração.
Sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que antes de renascermos aqui, em mais uma vida terrena, no Panorama da Vida escolhido ainda no Terceiro Céu há a indicação dos que serão o nosso pai e a nossa mãe. Mas ninguém pode escolher um ambiente que não seja merecido ou não tenha conquistado em outra vida.
A futura mãe, cumprindo seu dever sagrado, protegerá cada pensamento, palavra e ação antes de receber o Átomo-semente sagrado que se desenvolverá, tornando-se o Corpo Denso do seu filho ou da sua filha. Por meio da oração, ela se esforçará para tornar sua dádiva à Humanidade um presente abençoado. De boa vontade, com alegria e o amor protetor de mãe, ela ajudará o bebê a se formar e crescer. É assim que a maternidade realiza os mais elevados ideais de moralidade.
Quando habitamos Corpos em civilizações passadas, quando renascíamos sob o sexo feminino, éramos árbitros dos destinos do Mundo. Depois, em civilizações mais recentes quando renascíamos – e até agora, quando renascemos – sob o sexo masculino somos os árbitros dos destinos do Mundo. Agora estamos às vésperas da transição para a Nova Era – a de Aquário – e nessa Era quando renascermos sob o sexo feminino, novamente, seremos árbitros dos destinos do Mundo. Em consequência, quando renascermos sob o sexo masculino teremos que se submeter aos seus ditames, mas antes que isso aconteça, uma era de igualdade virá.
Essa é chamada de Era de Aquário pelos ocultistas, e já começamos a sentir seus efeitos desde meados do século passado, quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, entrou na Órbita de Influência de Aquário. No lento ritmo desse movimento, Precessão dos Equinócios, o Sol não atingirá o zero grau de Peixes antes de, aproximadamente, 600 anos. Mas durante esse período haverá, é claro, tantas mudanças maravilhosas em nosso estado físico, moral e mental, que somos agora incapazes de conceber.
Nós, agora no Corpo Denso, seremos seguidos por Espíritos ainda mais evoluídos que trarão grandes reformas. Quando as pessoas que atualmente vivem na Terra, e estão atrasadas espiritualmente, renascerem naquela atmosfera de grande realização intelectual, quando o Mundo estiver bem encaminhado na linha de desenvolvimento peculiar àquele momento nesse Esquema de Evolução, elas ganharão uma imensa elevação de consciência pela Lei da Atração que garante, por exemplo, que um condutor elétrico que é aproximado de um fio altamente carregado, receba automaticamente uma carga de voltagem mais baixa.
Assim, cada classe ou grupo que ascende, ajuda também a elevar aqueles que estão abaixo dele na escala evolutiva. O assunto populacional, portanto, não é inteiramente governado por indivíduos ou leis criadas pelo ser humano; são as Hierarquias Criadoras que guiam nossa evolução, e quem organizam isso, conforme necessário para o bem maior de todos os envolvidos; assim, o número da população está em suas mãos, não nas nossas.
Eis o motivo de que devemos sempre ajudar as pessoas onde elas estão e não onde deveriam estar. Os Ensinamentos Rosacruzes sempre enfatizaram o fato de que “semelhante atrai semelhante” e, portanto, é dever daqueles que sejam bem desenvolvidos física, moral e mentalmente, proporcionarem um ambiente para tantos Espíritos quanto suas circunstâncias físicas e financeiras permitirem.
Esse dever é ainda mais contundente para aqueles que também são espiritualmente desenvolvidos, pois uma entidade espiritual elevada não pode entrar na existência física através de uma ascendência vil. Mas quando um casal atinge o ponto em que é considerado perigoso para a saúde da mãe gerar mais filhos, ou se o fardo financeiro estiver acima de suas possibilidades, então ele deve viver uma vida de continência. Isso naturalmente requer considerável avanço espiritual e autocontrole.
Poucos são capazes de viver tal vida e seria o mesmo que aconselhar a continência a um muro de pedra, fazê-lo a um espécime médio da Humanidade. Ele não consegue entender que isso seja necessário; acredita até mesmo que interfira em sua saúde, pois falsas declarações sobre a necessidade de exercer essa função levaram a muitos resultados deploráveis. Mesmo que pudesse ser persuadido a negar a si mesmo pelo bem da sua companheira e dos filhos que já trouxe ao mundo, provavelmente seria totalmente incapaz de se conter.
Nesse ponto, nunca esqueçamos que os ensinamentos espirituais devem ser transmitidos repetidamente para que, à medida que a gota constante desgasta a pedra, assim também, e com o passar do tempo, as gerações futuras aprenderão a depender da sua própria força de vontade para realizar o objetivo de manter sua natureza inferior sob controle. Sem esse aspecto educacional dirigido para a emancipação espiritual, fica muito difícil a pessoa evoluir espiritualmente.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – fevereiro /1918 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Os Sacramentos foram fornecidos aos Apóstolos pelo próprio Cristo e, justamente como invocamos aos Anjos todas as vezes que estudamos a Bíblia, assim atraímos o Raio do Cristo quando quer que observemos Seus Sacramentos.
Ao todo são sete os Sacramentos Cristãos: Batismo, Confirmação, Sagrada Comunhão (ou Eucaristia), Matrimônio, Penitência, Ordem Sacerdotal e Extrema-Unção.
Os Sacramentos são simbolizados por rituais externos de curta duração e o seu propósito é o de nos prover de uma contínua ajuda no exercício para o nosso crescimento espiritual.
Portanto, os Sacramentos não são meras cerimônias, mas Exercícios Espirituais de grande poder, relacionados com os Átomos-sementes dos nossos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e o veículo Mente.
Já a origem da palavra Sacramento sugere isso. SACR VA N’ CABAH. SACR quer dizer: portador do gérmen e N’ CABAH que quer dizer mãe.
Todos eles estão, também, relacionados com algum ponto do nosso Ciclo de Vida aqui no Mundo Físico.
Senão vejamos:
Quando renascemos, mais uma vez, nesse Mundo Físico, pouco após o nascimento do nosso Corpo Denso, muitos de nós somos admitidos em uma Religião Exotérica, por meio do Batismo.
Mais tarde, quando já desenvolvemos em parte o nosso Corpo Vital, nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, ratificamos essa admissão através de um Rito de Comunhão.
Logo após, nos é ensinado o valor da Penitência, que tem efeitos semelhantes aos Exercícios Esotéricos, no sentido de que nos leva a aprender a importância do arrependimento sincero por todos os pecados cometidos e da retirada da quintessência de toda lição aprendida.
Em seguida, dada a necessidade de continuar a prover Corpos Densos para irmãos que precisam renascer, somos dirigidos ao Matrimônio, onde temos a oportunidade de cooperar com a continuidade da Evolução aqui na Terra, através da procriação.
Uma vez atendida a necessidade de ajudar a continuidade da nossa Evolução terrena, voltamo-nos mais para o desejo de dedicar todas as nossas energias à vida superior. Aqui, o Sacramento da Ordem Sacerdotal – que nada tem a ver com a formação de pastor, padre ou ministro de igrejas –, por meio de suas meditações e disciplinas, auxilia o Aspirante à vida superior a se elevar acima de qualquer necessidade de expressão inferior das energias criadoras.
E, finalmente, quando chega o momento que determina o fim de mais essa jornada aqui no Mundo Físico, passamos para os Mundos espirituais levando a benção por meio da Extrema Unção, descartando o nosso Corpo Denso e levando as lições aqui aprendidas para serem assimiladas durante a nossa estada nos Mundos espirituais.
Antes de detalhar o significado de cada Sacramento vamos relembrar o propósito da nossa evolução:
Quando Deus criou-nos como Espíritos Virginais e criou todos os 7 Mundos que divide o Universo, quais sejam: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Espírito Divino, Mundo dos Espíritos Virginais e Mundo de Deus, Ele nos disse: “Caros Filhos. Criei-os a minha imagem e semelhança para que tornem como a Mim, criadores de novos Sistemas Solares. Para tal, aqui está a nossa casa, composta desses Mundos. Cabe a vocês conhecê-los, dominá-los, aprendendo a criar em cada um deles conscientemente. Vocês têm todos os Poderes da Criação, mas estão latentes, cabendo a esse Esquema de Evolução transformá-los em Poderes dinâmicos. O Mundo mais denso à que descerão será o Mundo Físico, onde alcançarão o Nadir da Materialidade, esquecerão a sua origem divina a fim de dominar tal Mundo, e se tornarem indivíduos criadores conscientes e separados. Após isso retornarão à Casa do Pai, conquistando os demais Mundos, de baixo para cima, novamente unidos numa Fraternidade Universal, mas agora como criadores dinâmicos, conscientes em todos os Mundos da nossa Casa”.
Vamos falar sobre o Sacramento do Batismo.
Etimologicamente quer dizer imersão (do grego baptizein, mergulhar na água, banhar).
Era um rito religioso usado por S. João Batista para excitar a contrição interna de seus Discípulos, preparando-os para a vinda do Messias e para receber o Sacramento do Batismo, instituído por Cristo, pois como lemos no Evangelho Segundo S. Marcos 1:8, quando S. João Batista, pregando dizia: “Eu tenho-vos batizado em água, porém Ele batizar-vos-á no Espírito Santo”.
Para obtermos uma verdadeira ideia do Batismo, temos de retroceder na história da Humanidade.
No início do Período que estamos atualmente vivenciando, o Período Terrestre, estávamos evoluindo na região polar do Sol, daí essa época ser conhecida como Época Polar. Esta é descrita no Livro do Gênesis 1:9. Construímos o primeiro Corpo que se tornaria o nosso Corpo Denso.
Inconscientes, mas dirigido de fora por Hierarquias Criadoras, no caso os Senhores da Forma, fomos aprendendo a construir de dentro para fora esse nosso primeiro Corpo, órgão a órgão, tecido a tecido.
Toda nossa atenção e consciência estavam voltadas para dentro. Nada sabíamos do nosso exterior, nem do nosso redor.
Na segunda Época, a Hiperbórea, a Terra foi arrojada do Sol. No início era obscura e fria. Com o tempo ela saiu do caos, obscura e informe, como diz a Bíblia.
Aos poucos, os Seres Espirituais responsáveis por nós nessa Época, geraram calor e a Terra foi se tornando incandescente.
Então, Deus proferiu as palavras: “Faça-se a Luz”, como lemos no Livro do Gênesis 1:14-19.
Foi o trabalho da Criação no seu quarto dia.
Na terceira Época, a Lemúrica, continuávamos guiados em tudo pelas Hierarquias Criadoras, mais precisamente nessa época, pelos Senhores da Forma e pelos Anjos, fomos envolvidos, cada um, com um incipiente Corpo Vital. Possuíamos Corpos enormes.
Assimilávamos alimentos por osmose e propagávamos por cissiparidade: nos dividíamos em duas partes desiguais. Ambas cresciam até adquirir o tamanho daquela parte inicial.
Continuávamos com a nossa atenção voltada para o nosso interior, no afã de desenvolver, então nossos dois Corpos: Denso e Vital.
Entretanto, ao redor dessa conhecida massa incandescente, estava o frio espaço. O contato entre esses dois ambientes gerou a umidade. A névoa ígnea foi rodeada pela água que fervia e o vapor era projetado na atmosfera. A atmosfera da Terra era densa. Havia uma crosta terrestre que começava a adquirir dureza e solidez. Mas havia muita ebulição, vulcões e cataclismos.
Vivíamos sobre as partes mais duras e relativamente resfriadas, entre bosques gigantescos e animais enormes.
Deus proferiu as palavras: “Faça-se um firmamento entre as águas e separe ele umas das outras”, como lemos no Livro do Gênesis 1:6-7.
Foi o trabalho de Criação do quinto dia.
Nessa Época apareceram os Arcanjos e os Senhores da Mente e envolveram nossos Corpos Denso e Vital com um Corpo de Desejos e, nos adiantados, com uma Mente.
Ainda continuávamos inconscientes, voltados para o desenvolvimento dos nossos Corpos. Entretanto, nessa Época começamos a perceber nossos semelhantes.
A fim de podermos ter instrumentos de construção nesse Mundo Físico houve a necessidade da divisão da nossa força criadora sexual. Metade dela nós utilizamos para construir o cérebro e a laringe, dois órgãos criadores.
Com isso, teve origem a divisão sexual onde surgiu o homem e a mulher. Quando renascíamos com o sexo masculino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo positivo da força criadora sexual, a Vontade, e quando renascíamos com o sexo feminino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo negativo, a Imaginação.
Essa percepção foi se tornando mais clara, principalmente após a separação dos sexos, embora sua percepção predominante ainda fosse interna.
Também não éramos conscientes da morte. Descartávamos nossos Corpos como hoje trocamos de roupa.
Já na próxima Época, a quarta, denominada Época Atlante, referenciada como o trabalho executado no sexto dia da Criação, explicitado no Livro do Gênesis 1:24-27, tínhamos uma atmosfera sempre sobrecarregada de uma espécie de neblina espessa e pesada.
A água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar. O Sol aparecia como rodeado de uma aura de luz vaga. Guiávamo-nos mais pela percepção interna do que pela visão externa. Víamos a qualidade da Alma de todos que viviam a nossa volta, e os percebíamos mais como seres espirituais do que materiais.
Essa percepção nos dava a possibilidade de saber logo das disposições, amigáveis ou agressivas, do outro ser humano que observávamos, e assim saber, como devíamos tratar os demais e como podíamos escapar aos perigos.
Nesse tempo ainda não existiam as nações, pois toda a Humanidade se constituía numa vasta fraternidade.
Daí para frente, devido à necessidade de aperfeiçoar o pensamento e a razão, fomos nos tornando cada vez mais separatistas, com o desenvolvimento da Personalidade, e esquecemos a Fraternidade, mergulhando no egoísmo.
Portanto, quando uma pessoa é admitida numa Religião Exotérica, que é uma instituição espiritual, onde o amor e a fraternidade são os incentivos principais para a ação, é levada às águas do Batismo como simbolismo da formosa condição da inocência da criança e do amor que prevalecia quando vivíamos sob a névoa, naquela remota Época Atlante.
Lembrando que naquela Época nossos olhos ainda não tinham sido “abertos às vantagens materiais” deste Mundo Físico.
Hoje a criança que é levada à uma Religião Exotérica, ainda não está consciente das tentações da vida, e são outros os que se obrigam a guiá-la, para que leve uma vida sagrada de acordo com a melhor habilidade, porque a experiência do Dilúvio ensinou-nos que o largo caminho do mundo está semeado de dores, tristezas e desenganos e só seguindo o Caminho reto e estreito, obedecendo as Leis de Deus, que podemos escapar da morte aqui na Terra e entrar na vida eterna.
Assim existe um profundo e maravilhoso significado no Sacramento do Batismo e isso é para nos recordar as bênçãos que acompanham aqueles que são membros de uma Fraternidade, em que o proveito próprio é posto de lado e onde o serviço aos outros é a nota-chave e principal incentivo a ação.
Agora vamos falar do Sacramento da Comunhão.
Para obter um completo conhecimento do profundo alcance desse Sacramento consideremos a evolução do nosso Planeta e a nossa composição, aqui envolvidos em um Esquema de Evolução.
Continuando na Época Atlante, mencionada anteriormente, recebemos dos Senhores da Mente o incipiente veículo Mente, que nos possibilita termos domínio sobre as nossas ações.
Então, chegou o momento em que nós devíamos nos guiar por nós mesmos, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro.
Devíamos aprender a ser independente e assumir a responsabilidade dos nossos próprios atos.
Ao invés de adorar os “deuses visíveis”, devíamos, agora, adorar o Deus invisível, criador dos Céus e da Terra, mas adorá-lo em Espírito e Verdade.
O aperfeiçoamento do pensamento e da razão se deu na próxima Época, conhecida como Época Ária, a quinta, a que estamos atualmente.
Isso foi o resultado do nosso trabalho sobre a Mente, a fim de conduzir o nosso Corpo de Desejos à perfeição espiritual.
Infelizmente, tudo isso conseguimos à custa do domínio das forças vitais, ou seja: à custa do nosso poder sobre a Natureza. Hoje podemos exercitar o nosso poder mental, o pensamento, nos minerais e nas substâncias químicas, mas não sobre a vida animal ou vegetal.
Com a Mente, fomos desenvolvendo, usando a nossa própria vontade, a malícia e a astúcia, o egoísmo e a ambição em possuir. Descobrimos que o cérebro é superior aos músculos. Fomos separados em Raças a fim de facilitar o desenvolvimento dessa incipiente Individualidade e atender os diversos graus de evolução de cada um.
A fim de não nos deixar se perverter, o que poderia colocar todo o Esquema de Evolução em risco de ser atrasado a um grau muito perigoso, através do excessivo uso do pensamento contaminado pelo egoísmo, pela paixão, astúcia, malícia, sensualidade e outros fatores que cristalizam os nossos Corpos, foram instituídas as Religiões de Raça que tinham como guia o Deus de Raça Jeová, o mais elevado Iniciado entre os Anjos.
Este nos deu a Lei que nos ajudou a frear os nossos inferiores anseios. Afinal se seguíssemos os Seus preceitos, Ele nos abençoaria abundantemente e nos cumularia de bens. Se nos afastássemos dos Seus caminhos, os males viriam sobre nós. Portanto, a escolha era nossa. Éramos livres, mas sofríamos as consequências dos nossos próprios atos. E essas consequências por desobediência são conhecidas como pecado. Portanto, como todas as Religiões de Raça são baseadas em Leis, são originadores do pecado, como consequência da desobediência a essas Leis.
Fazíamos sacrifícios oferecendo os nossos melhores bens materiais em adoração ao nosso Deus de Raça. Todo o Antigo Testamento descreve a Lei que impera nas Religiões de Raça. Era, por exemplo, a Lei do: “olho por olho, dente por dente”.
Mas nós não fomos criados para sermos subjugados a qualquer tipo de autoridade.
Devemos nos transformar num criador, a semelhança de quem nos criou, afinal fomos criados à imagem e semelhança de Deus!
Foi quando apareceram os Espíritos Lucíferos e explicaram como podíamos nos tornar cientes dos nossos Corpos Densos, o que era a morte nesse Mundo Físico e, como, utilizando da nossa força sexual criadora, podíamos construir novos Corpos quando quiséssemos.
Explicaram-nos que a morte não podia mais nos dominar porque, como Jeová, teríamos o poder de criar à vontade.
Então começamos a nos “conhecer” ou a perceber uns aos outros e, também, ao Mundo Físico. Tornamo-nos conscientes da morte e da dor, aprendendo a diferenciar nós, o ser humano interno, da roupagem que usávamos e renovávamos cada vez que era preciso dar um novo passo na evolução. Deixamos de ser um autômato.
Convertemo-nos num ser que podia pensar livremente, à custa de nossa imunidade à dor, ao sofrimento, às enfermidades. Como diz na Bíblia: comemos do fruto da Árvore do Conhecimento; o conhecimento do bem e do mal.
Mas Jeová sabia que nós, agora com a atenção fixada em nossa roupagem física, perceberíamos a morte, e que, não tendo ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, o abuso da força sexual criadora produziria o parto com dor. Esse é o momento conhecido como a “Queda do Homem”.
Afinal nós temos dentro de nós o desejo de conhecer, de experimentar. E esses nossos progressivos passos não foram dados facilmente, sem rebeliões ou desobediências. Houve muitos fracassos e retrocessos.
No Antigo Testamento temos inúmeros exemplos de como nos esquecemos dos nossos deveres e de como o Espírito de Raça nos encaminhou, persistentemente, uma e outra vez.
Considerando essas desobediências à Lei, mais os abusos cometidos em nome do egoísmo, do separatismo, conducente ao benefício próprio – ou, no máximo, ao benefício exclusivo da Raça, podemos deduzir duas coisas:
Por esses dois motivos foi necessária a intervenção de Cristo, o mais elevado Iniciado entre os Arcanjos. E quando Cristo Jesus foi crucificado, o sangue que fluiu dos seis centros por onde fluem as correntes do Corpo Vital, o grande Espírito Solar Cristo, se libertou do veículo físico do ser humano Jesus.
Nesse momento, encontrando-se na Terra com Seus veículos individuais, compenetrou os veículos do nosso Planeta, já existentes, e num abrir e fechar de olhos difundiu o Seu próprio Corpo de Desejos pelo Planeta Terra, o que permitiu, daí por diante, trabalhar sobre o Planeta Terra e sobre toda a Humanidade de dentro. Tornou-se o Regente do Planeta Terra.
Com isso purificou o Mundo do Desejo, limpando-o de todo o material cristalizante inferior que lá existia. Por isso se diz que “Cristo lavou os pecados do Mundo”, não do indivíduo.
Com isso ganhamos a possibilidade de atrair para os nossos Corpos de Desejos matéria emocional mais pura que antes.
Também Cristo nos deu a Doutrina do Perdão dos Pecados e a possibilidade da Lei, agora temperada com o Amor, por meio da Graça de Deus.
Com isso também, Ele inaugurou a Religião Cristã, baseada no Amor e as Raças e nações separadas devem se unir numa Fraternidade Universal. Esse é o trabalho anual do Cristo e de todos nós. Por isso que lemos na Bíblia: “Na mesma noite que Jesus Cristo foi traído tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o dizendo: ‘Tomai e comei, este é o Meu corpo que se parte para vós. Fazei isso em Minha memória’. Da mesma maneira depois de haver ceado tomou o cálice, dizendo: ‘Este é o cálice do Novo Testamento em Meu Sangue’. Fazei isto toda vez que beberdes em Minha memória. Pois, todas as vezes que comeis deste pão ou bebeis deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Por conseguinte, quem quer que coma deste pão e beba desse cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor… O que comer e beber indignamente, come e bebe sua própria condenação… Por essa causa muitos estão débeis e sem força entre vós e muitos dormem” (ICor 11:23-30).
Ao recordarmos em cada refeição, em ação de graças, a natureza do alimento procedente da substância da Terra sendo o Corpo do Espírito do Cristo que habita dentro dela, compreendemos como aquele Corpo se divide diariamente para nos alimentar, tanto fisicamente como espiritualmente.
Pois, as plantas, os grãos e as frutas e tudo que há na Terra são cristalizações verdadeiras do Corpo Vital da Terra, o etérico Princípio Crístico que absoluta e literalmente é o Corpo de Cristo.
Apreciaremos, assim, a bondade amorosa que O levou a tal sacrifício e, recordaremos também que não há um momento diuturnamente, em que Ele não sofra por estar confinado a essa Terra com suas baixíssimas vibrações.
Ainda nesse ponto, Cristo nos deu qual seria o nosso trabalho daqui para frente. O cálice, ou conhecido como Santo Graal, onde continha o suco da videira e onde disse que é “o cálice do Novo Testamento em Meu sangue”, é simplesmente o símbolo do novo Veículo que estamos a construir: o Corpo-Alma, composto dos dois Éteres superiores da Região Etérica do Mundo Físico: Éter Luminoso ou Éter de Luz e Éter Refletor.
Senão vejamos: no Reino Vegetal, a atividade geradora de novos Corpos é feita de maneira pura, casta e imaculada, executada através dos seus órgãos geradores contidos numa parte chamada cálice. Não há a menor paixão nesse Reino.
Nos Reinos Superiores ao nosso, o Humano, também se tem todo o processo de regeneração puro e santo. Somente nos Reinos Humano e Animal é que se tem paixão no processo de geração. Portanto, nós, seres humanos, somos uma planta invertida. A planta é inocente e dirige seus órgãos criadores para o Sol. Não tem paixão, é pura e casta. Nós dirigimos nossos órgãos criadores para a Terra; temos paixão!
No devido tempo, nos converteremos em um Deus, e então empregaremos nossa capacidade geradora em benefícios dos outros e não para gratificar nossos sentidos.
Para isso estamos construindo um novo veículo que tem a forma do cálice da planta. Ou seja: o cálice do Graal é o cálice da planta. Estamos aprendendo, como a planta, a absorver a força solar, que é construtora de todas as formas; a empregar o poder criador, a força sexual criadora, sem paixão.
Foi por S. Paulo conhecer essa necessidade de castidade (salvo quando o objetivo seja a procriação) com respeito aos que tiveram um despertar espiritual, que o levaram a se expressar: “Aqueles que participassem da Comunhão sem viver a vida estariam em perigo de enfermidade e de morte” (ICor 11:27). Já que conforme os Corpos dos dedicados Aspirantes a vida superior, por exemplo os Estudantes Rosacruzes ativos, vão se tornando cada vez mais sensitivos, mais danosos são os efeitos produzidos pela incontinência, comparados com os Corpos que ainda estão debaixo da Lei e não conseguiram ser participantes da graça pelo Cálice do Novo Testamento.
Agora vamos falar do Sacramento do Matrimônio.
O Espírito é bissexual. Nós nos manifestamos como seres masculinos e femininos em cada renascimento, aqui na Região Química do Mundo Físico, com o objetivo de alcançarmos um desenvolvimento completo dos nossos poderes criadores em nossos polos positivo (ou masculino) e negativo (ou feminino). Os caracteres de ambos os sexos estão em cada Corpo Denso de cada sexo.
Quando renascemos em um Corpo Denso masculino, os caracteres masculinos (ou positivos) estão ativos e os femininos (ou negativos) inativos. Quando renascemos em um Corpo Denso feminino, os caracteres femininos (ou negativos) estão ativos e os masculinos (ou positivos) inativos.
Vimos anteriormente que houve um tempo onde se deu a separação dos sexos a fim de que metade da força sexual criadora fosse dirigida para a criação do cérebro e da laringe, órgãos criadores do pensamento e da fala, necessários para expressar o poder de criação nesse Mundo Físico.
Assim surgiram o ser masculino e o ser feminino e a necessidade de se unirem para procriar e manter a espécie humana provida de Corpos Densos, a fim de poderem renascer aqui, na Região Química do Mundo Físico. Naqueles tempos de inconsciência e automaticidade, nós, encarnados em seres de ambos os sexos, éramos reunidos em determinadas épocas do ano para a procriação.
Como cada ser humano de cada sexo possui metade da força sexual criadora, também possui as características positivas e negativas dessa força.
Ou seja: a mulher possui mais proeminentemente a Imaginação (polo negativo) e o homem, a Vontade (polo positivo).
Vimos anteriormente que houve um tempo em que ganhamos o germe do Corpo Denso e começamos a desenvolvê-los. Depois ganhamos o germe do Corpo Vital, incorporamos ao Corpo Denso e trabalhamos no desenvolvimento dos dois. Mais tarde, ganhamos o germe do Corpo de Desejos, incorporamos aos outros dois e trabalhamos nos três. E por fim, ganhamos o germe da Mente, incorporamos nos outros três Corpos e trabalhamos nos quatro.
Entretanto, o incentivo à ação, o desejo e a consciência resultaram numa guerra sem fim entre o Corpo Vital, que constrói, e o Corpo de Desejos, que destrói o Corpo Denso.
Assim, a cristalização, dissolução e decrepitude do Corpo Denso apareceram como efeito dessas ações nos Corpos o que levou à necessidade, de tempos em tempos, de trocarmos o nosso Corpo Denso. Para isso foi instituído o Matrimônio e o Nascimento repetidos nesse Mundo Físico.
O princípio do Sacramento do Matrimônio pode ser encontrado no Evangelho Segundo S. Mateus 19: 4-6: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, portanto, já não são dois, mas uma só carne’”.
Entretanto, além da união necessária para a procriação, o Matrimônio tem outro propósito que só se descobre quando percebemos o maravilhoso mistério do amor – não da paixão. Somente aí olhamos o Matrimônio sob outro ponto de vista. Somente aí entendemos que o Matrimônio verdadeiro é a união de duas almas, antes que a união de dois sexos. É a união de duas almas que conseguem anular o sexo.
Afinal, estamos destinados a evoluir os elementos negativos e positivos de nossa natureza. Esta mescla dos aspectos masculinos e femininos é facilitada grandemente por meio da íntima relação do estado do Matrimônio.
Cristo também indicou o fim do Matrimônio quando disse: “Na ressurreição, os homens não terão mulheres, nem as mulheres maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22:30).
E isso ocorrerá quando, desenvolvendo nosso Corpo-Alma, de que fala S. Paulo, viveremos na Região Etérica do Mundo Físico e não mais teremos a necessidade de usar somente esse Corpo Denso, tal como agora. Nesse tempo não existirá mais a divisão entre sexos, nem a necessidade de trocar de Corpo Denso de tempos em tempos. Portanto, o Matrimônio, como meio de procriação, não será mais necessário.
Vamos, agora, falar sobre o Sacramento da Penitência ou, como é mais prático e completo conhecido na Filosofia Rosacruz como Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.
Como diz Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos: “É, talvez, o ensinamento mais importante dessa obra”. Esse Exercício tem uma descrição muito simples: à noite ao se deitar, feche os olhos e contemple todos os acontecimentos do dia em ordem inversa, ou seja: primeiros aqueles que ocorreram imediatamente antes de se deitar, depois o anterior e assim por diante até o primeiro acontecimento do dia, quando você se levantou. Mas não fixe no acontecimento em si, mas especialmente no seu aspecto moral.
Considerando se agiu corretamente ou não, em pensamento, palavra e ação.
Censure a si mesmo quando agiu mal, arrependendo-se e procurando sinceramente se corrigir da próxima vez.
E se enalteça aprovando toda vez que praticou o bem, procurando a satisfação por assim ter feito e repetir tal ação toda vez que houver oportunidade.
Com isso, fortalecemos o bem pela aprovação e enfraquecemos o mal pela reprovação.
Assim, compreendendo o mal que fizemos e reafirmando o propósito de desfazer o mal cometido, apagamos as imagens da memória do subconsciente.
Após a morte elas já não estarão mais lá para nos julgarmos no Purgatório.
Portanto, gastaremos menos tempo no Purgatório, onde devemos sofrer todo mal que fizemos os nossos irmãos e nossas irmãs sofrerem, com o objetivo de aprendermos, pela dor e sofrimento, o que nos negamos a aprender pelo amor.
Afinal: lição aprendida, ensino suspenso.
Do mesmo modo, enaltecendo e reforçando o bem em tudo que fazemos e, principalmente, quando revivemos os acontecimentos nesse Exercício, estamos extraindo a quinta essência da lição aprendida.
Com isso gastaremos menos tempo no Primeiro Céu, onde devemos extrair a quinta essência de todo bem praticado.
A soma dessas duas economias de tempo poderá ser utilizada, no Segundo Céu, para trabalhar mais na reconstrução das condições futuras de nossa Terra para futuros renascimentos e, também, para trabalharmos com mais tempo na reconstrução dos próximos Corpos a serem utilizados nos próximos renascimentos.
Além disso, muitas lições que lhe estavam reservadas para vidas futuras poderão ser antecipadas e aprendidas nessa vida, já que se mostra receptivo em assimilar as lições que você mesmo se propôs a aprender.
Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz
A grande contribuição proporcionada pelo Cristianismo a todos nós foi a nossa libertação. Essa libertação, se bem esteja claramente exposta nos Evangelhos, não é bem compreendida pelo Cristianismo Popular. Em muitos casos até há intenção de ocultar a verdade e submeter o ser humano a poderes temporais, a que ele gosta de se sujeitar. Infelizmente, muitos ainda permanecem num estado semelhante a um canário que ficou muito tempo na gaiola; quando lhe abrem a porta, não quer partir para a amplidão dos céus ou, se vai, dá uma voltinha e regressa à sua cadeia, onde lhe dão comida e água. É cômodo e não lhe exige esforço. Por isso, muitos “pastores” de alma, seja nas igrejas ou em entidades espiritualistas, não gostam de tocar nesse ponto da libertação. Gostam mesmo de mostrar a necessidade de dependência. Nas escolas orientais a submissão ao mesmo é taxativa.
A Fraternidade Rosacruz, fundada por Max Heindel, como expositora dos Ensinamentos elementares da Ordem Rosacruz, cujos Irmãos Maiores são auxiliares diretos de Cristo na obra de redenção da Humanidade, se distingue de tudo o que atualmente conhecemos, por seu esforço na libertação do indivíduo. A Fraternidade Rosacruz ensina como o Cristianismo nos liberta pelo conhecimento de seus valores internos (E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8:32)), pela identificação com sua natureza divina, subjacente e ignorada (Da mesma forma como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do homem seja levantado, para que todo o que n’Ele crer tenha a vida eterna. (Jo 3:14)).
Na Parábola do “Filho Pródigo”[1] vemos a nossa história, como Espírito Virginal da Onda de Vida humana diferenciado em Deus para obter experiência em nossa peregrinação Involutiva, à custa de nossa herança espiritual, que ficaria enterrada e esquecida em virtude do Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e da Mente que fomos construindo. Iniciamos a Evolução com a ajuda das Religiões primitivas (Primeira Dispensação). Depois veio Moisés e nos deu a Lei geradora do pecado, pois passaria a nos ensinar o que era a Transgressão da Lei e como deveríamos repará-la.
Contudo, devido ao nosso egoísmo e à falta de compreensão, reparávamos os pecados pelo sacrifício de animais. Depois veio Cristo e não revogou a Lei antiga. Antes, confirmou-a, mas nos deu a libertação do enlaço da matéria, o que, ao tempo de Moisés, seria tarefa extremamente difícil para boa parte de nós. Essa situação fora criada por nossa queda (o evento conhecido como a “Queda do Homem”), quando os marcianos Espíritos Lucíferos, os Anjos decaídos ou Anjos caídos, não podendo alcançar a evolução angélica, buscaram nosso cérebro e a nossa força sexual criadora que o sustenta, para, através de sua atividade, obter experiência e, em consequência, evoluir. Custou-nos alto preço “ouvi-los e seguir o que nos propôs”. É verdade que pelo embrutecimento sensorial decorrente obtivemos a vantagem da consciência atual, a capacidade de discernir, que os Anjos não têm. Por isso se disse que fomos feitos um pouco abaixo dos Anjos. Após a “Queda do Homem”, as Religiões de Raça nos incutiram o sentido egoístico de separação e chegamos a tal estado de cristalização que nossa Evolução ficou ameaçada. Não poderíamos, por nós mesmos, retomar a senda ascendente evolutiva que nos estava destinada, como Filhos de Deus, de retorno à casa paterna.
Comíamos a “escória” dada como alimento aos “porcos”, nas duras experiências de nossa vida. Veio, então, o Libertador, o Cristo. Limpou o Corpo cósmico de Desejos da Terra (o Mundo do Desejo), formado por todas as nossas antigas Transgressões à Lei. Sacrificou-se como o “Cordeiro de Deus que limpou os pecados do mundo.” (Jo 1:29), em lugar do cordeiro do Tabernáculo no Deserto. Foi quando se rasgou o Véu do Templo, isto é, quando se abriram a nós, em geral, as possibilidades de libertação, Iniciação e acesso ao “Sanctum Sanctorum” – Santo dos Santos –, aos segredos e possibilidades de nossa própria natureza egóica, através da qual entrará, concomitantemente, nos Estratos da Terra e da Humanidade, para mais elevados serviços.
Não sem razão, pois, a citação de S. Paulo, um Iniciado consciente dessa realidade: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (ICor 6:20), e “por preço fostes comprados, não vos torneis escravos de homens.” (ICor 7:23).
Realmente, este mundo é uma escola em que somos apenas peregrinos (At 7:6, Hb 11:13 e IPd 2:11). E como somos destinados, quais sementes da árvore de Deus, a tornamo-nos iguais a Ele (Jo 10:34), a fazer obras maiores do que as realizadas por Cristo na Terra (Jo 14:12), deduz-se, logicamente, que o Renascimento é um fato natural, pois nenhum de nós pode realizar numa vida o que nos está prometido nos Evangelhos. Pela evolução, nós iremos sublimando doravante todos os nossos veículos e deles levando a quintessência, que nos fornecerá a capacidade criadora. Realmente, os Corpos são os meios de obtenção do alimento anímico que nos enriquece, a nós o Tríplice Espírito. No conjunto, o Corpo é um precioso Templo do Espírito (Jo 2: 21, ICor 3:17 e 6:19) que não deve ser desprezado como vil e inferior, segundo a concepção oriental, senão tratado com carinho, como ferramenta bem cuidada para que através dele nós possamos criar e crescer, pela Epigênese. Contudo, também aprendemos a não nos identificarmos com os nossos Corpos, senão governá-los, para que não nos suceda ficarmos escravizados a eles. Quem sabe que é de fato um Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado, ama o Espírito e a ele serve e nesse ponto não adora imagens nem em templos de pedra, senão em “Espírito e em Verdade” (Jo 4: 24) porque em verdade nada restará de nossos Corpos, ao fim dos atuais períodos evolutivos (Mt 24:2; Jo 2:19 e 21).
De todo o exposto, reconduzindo a nossa consciência ao seu real valor, como Filhos de Deus, livre dos temores do inferno, porque sabemos que nenhuma parte de Deus não se pode perder, comecemos a trabalhar diligentemente por nossa própria evolução, a fim de se tornar um novo ser humano (Ef 4:24; Col 3:10), sabendo discernir entre o real e o falso (ICor 6:12 e 19) e buscando se desvincular de todos os antigos hábitos errôneos (IPd 1:14 a 17) sem acender “uma vela para Deus e outra para o diabo”, como fazem os incoerentes de nossos dias (Mt 9:16 e 17). É preciso decisão, perseverança e humildade para limpar o templo interno (Jo 2:15 e 16) e ver nascer a estrela d’alva no coração (IIPd 2:19).
De toda nossa procura e experiência podemos, hoje, dizer aos novos companheiros: a Fraternidade Rosacruz é a Escola Aquariana que ensina e ajuda o indivíduo a se libertar de suas próprias limitações e o leva a uma concepção muito mais elevada e a possibilidades ilimitadas no campo das realizações internas, onde se encontra o Graal e sua Lança (o Espírito e o seu poder). Contudo, para chegar a ele deve ser um autêntico e moderno cavaleiro, o novo e consciente Parsifal. O vivido Sir Launfal de retorno ao “seu castelo”.
Que nos eleve nas asas da aspiração; que nos armemos da couraça do valor e da persistência; que nos imbuamos de propósitos altruísticos, e que o Deus da paz será conosco!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1964-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: (Lc 15:11-32) – Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então, ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos. Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam; mas ninguém lhe dava nada. Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se. Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo. E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos; vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu é teu. Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.
Reposta: O “Jardim do Éden” realmente existiu. É a Região Etérica de nossa Terra física e nós habitávamos ali. Isso foi no tempo conhecido como a Época Lemúrica, a quarta Época desse Período Terrestre. Nesse momento não estávamos plenamente conscientes de nosso Corpo Denso e nossa consciência estava focalizada quase inteiramente nos Mundos espirituais, especificamente na Região Etérica do Mundo Físico. Fomos “banidos” desta Região por conta do nosso aceite em atender a sugestão dos Espíritos Lucíferos, que nos ensinaram a exercitar a função sexual criadora, independentemente das orientações corretas dos Anjos e, assim prover novos Corpos Densos, quando nós os perdíamos e, também, aprender o segredo de vitalizar o nosso Corpo Vital à vontade, frustrando a evolução.
O trabalho do alquimista na medula espinhal é totalmente diferente. Esse trabalho consiste no processo alquímico de acender e elevar a parte da força sexual criadora, que agora está sendo usada para a geração de corpos e/ou para gratificação dos sentidos, através da medula espinhal até a cabeça. Quando essa força atinge a cabeça, ela se une à outra metade da força sexual criadora que, no passado, foi elevada para construir um cérebro e uma laringe. Quando isso é conseguido, somos capazes de falar a palavra criadora, imbuída de vida e vibrante com energia vital.
(Pergunta de Leitor publicada na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1940 e traduzida pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz Campinas-SP)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Outubro de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:






As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Para esse mês de NOVEMBRO de 2025, aqui estão as Reuniões que teremos:
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site: https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/atividades-presenciais-do-mes/
Reuniões de Estudos
Dia 05/10 –
| 16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Evangelho Segundo S. Mateus-Cap. 8: Cura de um Leproso 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Mescla do Sangue no Casamento-Clarividências |
Dia 12/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis-“A Queda do Homem”: Espíritos Lucíferos-“Comer o Fruto” |
Dia 19/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Estudante Regular 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão-Evolução da Religião: Cristianismo-Altruísmo-“Vibrações” |
Dia 26/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Probacionista 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão-Evolução da Religião: 4 graus que nos levam a Deus-Perdão |
Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional
incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento
Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE NOVEMBRO. Esse mês solar de NOVEMBRO, que vai de 23 de OUTUBRO a 21 de NOVEMBRO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Escorpião.
Escorpião é o Signo misterioso do Zodíaco. Possui dois símbolos: um escorpião, com um aguilhão da morte em sua cauda, e uma águia que pode voar mais perto do Sol que nenhuma outra ave. Esses dois símbolos representam dois aspectos, amplamente divergentes desse Signo: sob a influência do escorpião o ser humano pode descer às profundidades da degradação; sob a influência da águia, sua natureza inferior é transmutada, de modo que pode alcançar grandes alturas espirituais.
Escorpião é um Signo de tremendo poder. Suas forças atuam em uma faixa que vai desde as fases mais íntimas da degeneração, até as fases mais excelsas da regeneração. Quando alguém aprende a se sintonizar perfeitamente com os poderes de Escorpião, se converte em um operador de milagres, tanto no plano físico como no espiritual.
Hierarquia Criadora – Escorpião é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma. Esta Hierarquia é a mais ativa no atual Período Terrestre. O Período Terrestre é, eminentemente, o Período da Forma. Aqui, a parte material da evolução está em seu grau mais elevado, ou mais pronunciado. Em contrapartida, o Espírito está mais abandonado e coibido. A Forma é o fator mais dominante, daí o predomínio dos Senhores da Forma.
O padrão cósmico que essa Hierarquia está trabalhando para estabelecer na Terra é a obtenção por meio da transmutação da matéria em Espírito. Por meio desse processo as essências sublimadas da Mente e do Corpo emergem com as forças do Espírito.
Atividades do Cristo – Quando o Sol entra em Escorpião, o sublime Cristo alcança o Mundo do Desejo. Então, ocorre uma aceleração cósmica.
Lentamente, durante novembro e dezembro, o raio do Cristo penetra nos diversos planos internos do Planeta, até alcançar o centro da Terra, no Natal. Pela visão superior, o raio do Cristo é dourado, como o Sol espiritual do qual emana.
Atividades do Aspirante à vida superior – Transmutação é a palavra-chave dominante de Escorpião.
Esse é um tempo propício para que o discípulo trabalhe na purificação da sua natureza inferior e, assim, se torna mais habilitado para auxiliar os Seres Superiores em seus trabalhos de purificação da camada astral (N.T.: o Mundo do Desejo) da Terra. Um esforço suplementar é, então, feito para torna-lo um servidor consciente mais eficiente tanto nos planos internos como nos externos da vida.
Em estágios evolutivos anteriores do desenvolvimento humano, a Hierarquia de Escorpião, que preside o mês zodiacal de novembro, auxiliou o despertar do Ego (N.T.: o Espírito Virginal manifestado, nós) no ser humano (N.T.: nos seus Corpos: Denso, Vital e de Desejos) e, fazendo isso lançou o ser humano na estrada da individualização. Durante o presente estágio de evolução humana o discípulo, trabalhando sob a orientação dos Senhores da Individualidade (Libra) e dos Senhores da Forma (Escorpião), está aprendendo a substituir a sua capacidade de fazer valer a própria opinião diante de outras pessoas, pela humildade e pelo sacrifício pessoal do “eu” pelo impessoal “nós”; em outras palavras, atualmente vive-se o ideal de “O MAIOR BEM PARA O MAIOR NÚMERO”.
No Corpo Denso – o centro físico correlacionado com Escorpião é o sistema reprodutor.
Dentre os 12 Apóstolos – S. João, o Amado, é o Discípulo correlacionado com Escorpião. A transmutação foi a nota chave de sua vida. Progrediu tanto na divina ciência da transmutação da matéria em Espírito que nunca conheceu a morte.
Passagem da Bíblica correlacionada – procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5:8). Faça isso em cada um dos dias em que Escorpião enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
A fim de nunca esquecermos e até como forma de imensa gratidão, nos lembremos sempre que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento”.
Hoje vamos estudar um dos inumeráveis Milagres que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui. Antes de estudá-lo veremos que podemos dividir as características dos milagres descritos na Bíblia (tanto no Antigo como no Novo Testamento) em quatro tipos:
->Primeiro tipo é na verdade Alegorias, ou seja, não considerados como registros de observações científicas.
Alguns exemplos que podemos citar:
– História de Sansão e Dalila
– e a História da mulher de Ló: olhando para trás se tornou em estátua de sal
->Um segundo tipo são os considerados extraordinários no momento em que ocorreram, mas não contradizem realmente as leis científicas conhecidas.
Alguns exemplos que podemos citar:
– O fogo queimou o sacrifício de Elias (depois de encharcado com água por 3 vezes)
– Rebelião de Coré – Saiu fogo da parte de Iahweh e consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso
->Um terceiro tipo são aqueles que aparentam contradizer as leis científicas conhecidas, mas que uma explicação para essa contradição pode ser que as condições tenham variado, com padrões de operação diferentes dos anteriores.
Alguns exemplos que podemos citar:
– sangue comum entre os membros da nação, tribo e/ou família: maior poder do Espírito de Raça
– Patriarcas anteriores ao dilúvio (Adão, Set, Enós, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém, Lamec, Noé e os demais) alcançando idades elevadas
->E, por fim, um quarto tipo pode ser porque, naquele momento, a lei científica não era conhecida…e muitas até hoje não são conhecidas por todos.
E aqui se encaixam os Milagres de Cura, que é o que se refere o trecho que acabamos de ler da Bíblia.
Vamos estudar o trecho da Bíblia conhecido como “A Cura de um Leproso” por Cristo (Mt 8-1:4):
“Ao descer da montanha, seguiam-no multidões numerosas, quando de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante dele, dizendo: ‘Senhor, se queres, tens poder para purificar-me’. Ele estendeu a mão e, tocando-o disse: ‘Eu quero, sê purificado’. E imediatamente ele ficou livre da sua lepra. Jesus lhe disse: ‘Cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés, para que lhes sirva de prova’”.
Para entender melhor esse 4º tipo de milagre, os milagres de cura, compreendamos o Ciclo Virtuoso que perseguimos nas descobertas tanto na Ciência Material como na Ciência Oculta:
1-A todo momento estamos pesquisando, observando, descobrindo “coisas novas”.
2-E cada vez que conseguimos uma “nova descoberta”, vamos obtendo mais compreensões sobre as leis que regem o Universo – o mundo que nos rodeia, desde o microcosmo até o macrocosmo.
3-Aos poucos, muitas coisas que até então eram consideradas milagres são tidas como em harmonia com as leis oriundas das “novas descobertas”. Só que a partir de novo nível, mais observações são feitas, o que originam novos fenômenos sem explicação. Isso leva a buscarmos novas explicações.
4-E, assim, o ciclo virtuoso recomeça!
Agora, vamos entender como se manifesta uma doença que tem a sua matriz no Corpo de Desejos.
Resumidamente, esses tipos de doenças são consumptivos, ou seja, “consomem” o Corpo Denso.
Alguns exemplos: câncer, AIDS, hanseníase e tuberculose pulmonar.
Ou seja, todas estão ligadas à fragilidade do Corpo de Desejos que não pode fazer seu trabalho no Corpo Denso. Uma das possíveis causas-raízes são as tendências materialistas que colocamos em ação e que podem chegar até:
– negar quaisquer partes que não seja comprovada materialmente ou, ainda,
– que pela insistência em utilizar desejos, emoções e/ou sentimentos para conquistar as coisas materiais e viver dependentes exclusivamente delas.
Outra possível causa-raiz que gera o efeito nessa vida é o abuso da força sexual criadora em vidas passadas, remontadas desde à Época Lemúrica e/ou Época Atlante e que vida após vida se repete. Isso pode causar o endurecimento de certas partes do nosso Corpo Denso e que deveriam ser flexíveis, cartilaginosas ou moles, como os tecidos que não são ossos, como os músculos, fáscias, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos e, ainda, pele, mamas, glândulas, couro cabeludo e afins.
Como exemplo dessa doença para essa segunda causa-raiz citemos aqui a Lepra, também chamada de Hanseníase, Morfeia, Mal de Hansen ou Mal de Lázaro. A hanseníase corrompe o Corpo; compromete os nervos; tira a sensibilidade da pele. O doente corre o risco de se autodestruir sem perceber!
Vejamos como o irmão ou a irmã com hanseníase era considerado durante a 1ª e 2ª Dispensação.
Peguemos um exemplo que aparece no Livro de Levítico, na Bíblia, Capítulo 13, Versículos 45-46: “O leproso portador desta enfermidade trará suas vestes rasgadas e seus cabelos desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: “Impuro! Impuro!”. Enquanto durar a sua enfermidade, ficará impuro e, estando impuro, morará à parte; sua habitação será fora do acampamento”.
Note uma coisa interessante: naquele tempo o diagnóstico da lepra não estava a cargo dos médicos e sim dos sacerdotes. E, durante a Dispensação que vemos descrita no Antigo Testamento, a Lepra era conhecida como “o dedo de Deus”. O que quer disso isso? Que “a função que você usa mal torna-se sua inimiga”.
Afinal, note que a lepra era mais considerada como impureza, do que doença. Em outras palavras, era considerada evidência de pecado. E isso era traduzido e aceito como corrupção tanto da carne como do espírito. Na maioria das vezes, tida como uma expressão de um castigo divino ao leproso, pois era entendida como desobediência da Leis Jeovísticas, pois vivíamos como se a Lei Jeovística fosse a reguladora da relação entre nós e o nosso próprio Corpo.
Na Bíblia, em Levítico, nos capítulos de 12 a 14, temos as minuciosas indicações sobre o diagnóstico da doença. Algumas dessas indicações eram de que, com certeza, a pessoa estava com lepra: ulceração, afundamento da pele e pelos esbranquiçados. Hoje sabemos que esse não é o diagnóstico correto, não é?
Uma vez identificado o leproso, este tinha:
1-Que deixar o local onde residia
2-Se recolher a um lugar previamente designado (longe da cidade e acabavam nas beiras das estradas)
3-Cobrir a boca com um pano e anunciar, alto e bom som, que era impuro, todas as vezes que alguém estava se aproximando (outras vezes, nessa impossibilidade, tinha que tocar um sino)
Também só o sacerdote é que tinha a autoridade para constatar a cura. Se assim ele o fizesse, o leproso ainda tinha que praticar uns rituais (de sacrifícios e atividades) antes que fosse promovido e ser reintroduzido na comunidade.
Agora, já na Dispensação Cristã vamos ver como o próprio Cristo efetuou o Milagre de Cura de um leproso.
Já dá para perceber que Cristo utilizou a cura por meio da Sua mão, estendo-a e tocando com ela o leproso. Note a presença dos 3 fatores indispensáveis para que a cura definitiva (que utilizamos atualmente na Cura Rosacruz) pudesse ocorrer:
1º O poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai
2º O curador (para uma cura definitiva) que é o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por intermédio do Curador, quando a oportunidade se apresentar a um paciente suficientemente receptivo e de Mente obediente.
3º O ânimo obediente do paciente, pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Essa é uma Lei da Natureza absolutamente certa. A desobediência produz a doença ou enfermidade. A obediência mostra a mudança de ânimo e a pessoa ficará em situação de receber o bálsamo que pode vir por intermédio do Cristo ou por intermédio de outra pessoa, de qualquer forma o Curador.
Se faltar um ou mais desses três fatores não há cura definitiva.
Veja, sempre presente, a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A Fé sem Obras é Morta”, que lemos na Epístola de São Tiago, Cap. 2, Versículo 20, e os trabalhos da cura definitiva.
Para isso note que todos os casos em que Cristo curou alguém, essa pessoa tinha que fazer alguma coisa, ou seja, tinha que cooperar com o Grande Médico, antes que a cura se efetuasse no paciente.
Alguns exemplos: “Estende a tua mão“, e quando a pessoa assim fazia, sua mão ficava curada. Dizia a outro: “Toma o teu leito e anda“, e quando isso era feito, desaparecia a enfermidade. Ao cego mandou: “Vai e banha-te no lago de Siloé“, ao leproso: “Vai ao sacerdote e oferece o teu donativo“, etc.
E depois, nesse caso, cumpra a lei que existe que era o que Moisés estabeleceu em um ritual para esse caso (Lv 14:2-32): ao ficar purificado, deveria oferecer em sacrifício:
– Para o rico eram uma ovelha e dois cordeiros
– Para o pobre eram um cordeiro e duas pombas
E, assim, se tivesse sido purificado pelos sacerdotes, o ex-leproso era aceito na sociedade. Em todos os casos havia necessidade da cooperação ativa da parte daquele que desejava ser curado. Eram simples pedidos, mas tais como eram, tinham que ser atendidos e a obediência auxiliava o trabalho do Curador.
Aqui são somente algumas significâncias esotéricas desse trecho. Como visitaremos novamente esses trechos em outros Evangelhos teremos a oportunidade de nos aprofundar mais. E pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos nos fornecidos diretamente por Cristo.
Para saber mais, assista a 25ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
A fim de nivelarmos a informação, definimos a palavra “Clarividência” de uma pessoa na Fraternidade Rosacruz como a faculdade, geralmente considerada uma percepção extrassensorial, de obter conhecimento sobre algo (um evento, objeto, pessoa ou local) e/ou de funcionar nos Mundos invisíveis (a partir da Região Etérica do Mundo Físico) sem depender dos sentidos físicos dessa Região Química.
Para conseguirmos compreender qual é o conceito do Termo Rosacruz de Clarividência involuntária e, também, porque muitos de nós tem uma atração por ela, achando até que está se desenvolvendo espiritualmente praticando-a, vamos ver onde ela surgiu e porque foi usada.
Para isso temos que contextualizá-la por meio do Esquema de Evolução que já estudamos aqui.
É ensinado pela Filosofia Rosacruz que nosso Esquema de Evolução é levado através de cinco dos sete Mundos ou estados da matéria (Mundo Físico, do Desejo, do Pensamento, do Espírito de Vida e do Espírito Divino), em sete grandes Períodos de Manifestação (Períodos de Saturno, Solar, Lunar, Terrestre, de Júpiter, Vênus e Vulcano) durante os quais nós, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana, criados como chispas divinas, nos tornamos, primeiro, um ser humano e depois, um Deus, exatamente à imagem e semelhança de Deus que nos criou.
Como já estudamos em Reuniões de Estudos passadas, durante os Períodos de Saturno, Solar e Lunar e na metade passada do atual Período Terrestre, nós construímos, inconscientemente, nossos diferentes veículos sob a direção de exaltados Seres, as Hierarquias Criadoras, os quais guiaram nosso progresso, nos despertando gradualmente, até adquirirmos nosso estado atual de consciência de vigília. Essa parte do Esquema de Evolução é chamado “Involução”.
Desde o tempo presente até o fim do Período de Vulcano, nós, que agora somos a Humanidade, estamos aperfeiçoando nossos veículos e expandindo nossas consciências nos cinco Mundos por nosso próprio esforço, vontade e responsabilidade. Essa parte do Esquema de Evolução é chamado “Evolução”.
Atualmente estamos no Período Terrestre e trabalhando com matérias dos 3 Mundos.
E nesse Período Terrestre estamos transitando pelo Globo D.
Um Globo formado totalmente por material da Região Química do Mundo Físico, ou seja: pelos Sólidos, Líquidos e Gasosos.
E já passamos por 3 vezes, ou seja, por 3 Revoluções completas e estamos na metade da 4ª Revolução.
Conforme vamos descendo em densidade de matéria, vamos nos obscurecendo em relação a sutilização da matéria, ou seja, se torna difícil funcionar conscientemente nos Mundos invisíveis aos nossos 5 sentidos físicos.
Por que tem que ser assim? Porque temos que ser especialistas em materiais sólidas, líquidas e gasosas da Região Química do Mundo Físico. Para isso, precisamos ter Corpos extremamente eficazes nessa Região e junto disso, foco, dedicação e aprendizagem.
Como também já vimos, essa metade da 4ª Revolução é o momento evolutivo onde a densidade da matéria alcança o seu máximo para nós.
E quando isso ocorre em um Esquema de Evolução, é necessário dividir esse ponto de densidade máxima em vários outros pontos.
No atual caso, cada ponto desse é chamado de Época.
Começando com a Época onde a densidade da matéria é menos densa, depois aumenta de densidade, até atingir o seu máximo e depois vai diminuindo novamente.
Ou seja, a Época Polar foi onde a densidade da matéria era a menos densa. A Época Atlante foi onde a densidade da matéria era a mais densa de todas as outras, e a Época Reino de Deus será onde a densidade da matéria será igual à que foi a Época Polar.
Ou seja, foi na Época Atlante que tivemos todas as condições para conquistar a Região Química e nos tornarmos especialistas em todos os materiais dessa Região.
Quem de nós conseguiu e é consciente disso, está passo e passo com esse Esquema de Evolução.
Quem de nós conseguiu e não é, o não quer ser, e está consciente disso, está em vários níveis de atraso esse Esquema de Evolução.
Quem não conseguiu, está em vários níveis de atraso nesse Esquema de Evolução.
Atualmente, a imensa maioria de nós está na Época Ária, ou seja, já passamos o ambiente onde a densidade da matéria química foi a mais densa de todas, a Época Atlante.
Agora que já sabemos onde estamos em relação à densidade de matéria química, vamos focar na Época Lemúrica que é aqui que vamos ver como a Clarividência involuntária foi, pela primeira vez, usada.
Há um ponto no rosto de todos nós bem aqui entre os dois arcos supraciliares.
Ele está a mais ou menos 1,5 cm de profundidade a partir da nossa pele.
Esse ponto é chamado raiz do nariz.
É o assento do nosso Espírito interno, o Santo dos Santos no Templo do Corpo Denso, fechado para todos menos para o residente do Corpo, o Ego, que nele habita.
O Clarividente voluntário e treinado pode ver, com maior ou menor acuidade, segundo sua capacidade e exercitamento, todos os diferentes Corpos que formam a Aura humana, mas esse ponto, esse lugar, está oculto para ele.
O ser mais evoluído não pode erguer o véu do Ego, nem mesmo da mais humilde e menos desenvolvida criatura.
Sobre a Terra, isso e somente isso, é tão sagrado que está completamente a salvo de toda e qualquer intromissão.
Esse ponto, a “raiz do nariz” no Corpo Denso tem um correspondente na “raiz do nariz” no Corpo Vital.
Desde a Época Lemúrica até a segunda fase da Época Atlante, esses 2 pontos não estavam no mesmo lugar correspondente.
O ponto do Corpo Vital estava um pouco acima do ponto correspondente no Corpo Denso.
As consequências foram:
-Isso criou uma frouxidão natural entre esses 2 Corpos
-Os veículos superiores (nosso Corpo de Desejos, Mente e até o Tríplice Espírito) não estavam, em relação ao Corpo Denso, na posição concêntrica
-Nós não éramos um “espírito interno”, totalmente residente nos Corpos, porque estávamos parcialmente fora dos nossos Corpos.
-Essa separação desses dois pontos nos proporcionava à percepção de poder muito mais agudo nos Mundos internos, invisíveis do que na Região Química do Mundo Físico, que chamamos de Mundo exterior, ainda obscurecida para nós.
-Não percebíamos claramente as linhas de um objeto ou pessoa, mas via sua Alma, e de uma vez percebia seus atributos, fossem ou não benéficos para ele.
-Sabíamos logo das disposições, amigáveis ou agressivas, de um outro ser humano ou animal que nós observávamos, nos tornamos conhecedores pela percepção espiritual; como devíamos tratar os demais e como podíamos escapar dos perigos.
Com esse foco mais para os Mundos invisíveis, tínhamos que receber as lições das Hierarquias Criadoras para que pudéssemos aprender e evoluir aqui. Mas tais Hierarquias não conseguem fazer isso a partir da Região Química do Mundo Físico, ou seja, do Mundo exterior. Somente dos Mundos internos.
Como, então faziam? Para isso vamos ver como giravam os vórtices dos nossos Corpos de Desejos. Ou seja, como se comportavam os centros sensíveis do Corpo de Desejos, pois dependem de como se comportam, e isso está relacionado ao sentido em que os vórtices giram, temos domínio sobre o que desejamos e o que não desejamos.
Como não sabíamos nada sobre o Mundo exterior, era apresentado quadros de material de pensamento (Arquétipos), de desejos e até etéricos sobre a Formas do Mundo exterior, totalmente independentes da nossa vontade.
E para que as Hierarquias Criadoras pudessem ter esse controle de apresentarmos os centros sensíveis do nosso Corpo de Desejos, giravam em sentido inverso ao movimento dos ponteiros do relógio analógico. Ou seja, seguia negativamente o movimento da Terra que gira sobre seu eixo naquela direção.
Conclusão: A frouxidão natural entre o Corpo Denso e o Corpo Vital e o sentido anti-horário do giro dos vórtices, proporcionaram a todos nós sermos Clarividentes Involuntários, enquanto estávamos renascidos aqui; via e percebia quando não queria ver nem perceber (porque não tinha controle) e quando via ou percebia não sabia o que fazer, pois era orientado sempre de fora.
Mas notem bem: Já a usamos quando DEVERÍAMOS usar e sob a orientação das Hierarquias Criadoras, ou seja: risco nenhum corríamos!
Para conseguirmos compreender qual é o conceito do Termo Rosacruz de Clarividência voluntária e, também, porque muito poucos entre nós tem uma atração por ela, não entendendo ainda que só por meio dela é que se desenvolve espiritualmente, por meio de um treinamento esotérico, vamos ver o que ela é e como podemos desenvolvê-la.
Primeiro de tudo, saibamos que da 3ª fase da Época Atlante até agora, todos os nossos Corpos se tornaram concêntricos no ponto da raiz do nariz, relativos a cada um. O nosso Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.
Algumas consequências que nos interessam aqui:
-Desde esse momento obtivemos a plena visão e percepção da Região Química do Mundo Físico
-A maioria de nós perdeu gradualmente a capacidade de perceber os Mundos invisíveis ou Mundos espirituais
-Na maioria de nós o Corpo Vital se ligou muito firmemente ao Corpo Denso
-Ou seja, a frouxidão entre os dois Corpos, para essa maioria de pessoas, não há mais
Resultado: tais pessoas estão inconscientes de tudo que não sejam as vibrações contatadas por meio dos cinco sentidos físicos.
E a questão da frouxidão dos 2 Corpos, agora concêntricos, antes de Cristo, só era possível para grupos especialmente preparados para tal, separados pelo Espírito de Raça em cada Raça, ex.: Levitas, Brâmanes, Druidas e outros. Depois de Cristo (que rasgou o “véu do Templo”), tornou-se possível para quem quiser, desde que busque o desenvolvimento para isso.
Conclusão: hoje entre nós há 2 grupos:
1º grupo de pessoas: aquelas pessoas que estão inconscientes de tudo que não seja as vibrações contatadas por meio dos cinco sentidos
2º grupo de pessoas: aquelas pessoas, chamadas de sensitivas, que possuem frouxidão entre os 2 Corpos, e que podem se tornar conscientes de tudo que sejam vibrações contatadas por meio dos nossos sentidos suprafísicos
No 2º grupo de pessoas também há uma divisão entre nós, atualmente.
Chamemos de Grupo 2a as que ainda não se submergiram firmemente na matéria (não atingiram o Nadir da Materialidade, estão na fase “Involução” ainda), por exemplo, a maioria dos hinduístas, indianos, enfim nossos irmãos e nossas irmãs orientais e que lá vivem, que possuem certo baixo grau de Clarividência ou são sensíveis às manifestações da Natureza.
Chamemos de Grupo 2b as pessoas sensitivas que já atingiram o Nadir da Materialidade, já estão na fase “Evolução” desse Esquema de Evolução.
Essas pessoas aqui chamadas de sensitivas receberam isso por “dom de Deus”? Não, né? Foi por mérito, resultados de esforços para adquirir essa qualidade em vidas passadas!
Só que nesse Grupo 2b também há outra subdivisão, aqui nascida pela livre e espontânea vontade de cada um de nós e não por orientação divina.
Chamemos de Grupo 2b-1 as pessoas que, por vontade própria, desenvolvem os poderes vibratórios dos órgãos relacionados atualmente com o Sistema Nervoso voluntário ou Sistema Nervoso somático (SNS). Convertem-se, por treinamento, em Clarividentes voluntários ou positivos treinados. Os centros sensíveis do Corpo de Desejos produzem vórtices que giram intensamente na direção dos ponteiros de um relógio analógico. Eles exercem a faculdade da Clarividência à vontade, como desejam.
Chamemos de 2b-2 as pessoas que, de vontade fraca, desenvolvem de maneira passiva por meio do Plexo Celíaco (ou Solar) e outros órgãos únicos atualmente com Sistema Nervoso involuntário.
Elas recebem ajuda de outros, novamente, despertam o Plexo Solar e desenvolvem um estado de consciência dos planos interiores, como imagem refletida num espelho (como fazíamos nas Épocas Lemúrica e Atlante).
Os Centros sensíveis do Corpo de Desejos produzem vórtices que giram intensamente na direção contrária dos ponteiros de um relógio analógico.
Elas não têm controle sobre suas faculdades de Clarividência. Retrocederam!
São os Clarividentes involuntários ou negativos
Muitas vezes, são vítimas de espíritos inferiores, apegados à terra, que, dizendo-se “Guias”, desenvolvem suas vítimas, como “espíritos de transe” ou “espíritos de controle”.
De nenhum modo é recomendável assistir a sessões espíritas, ou demonstrações hipnóticas, porque existe o perigo de algum espírito inferior se apegar a nós, causando muitos incômodos e até atrasos na nossa evolução.
Podemos resumir assim:
A Clarividência voluntária ou positiva é quando a pessoa é capaz, à sua vontade, de ver e investigar os Mundos internos, onde é senhor de si mesmo e sabe o que está fazendo.
Esse tipo de Clarividência é desenvolvido através de uma vida pura e de serviço, e a pessoa precisa ser cuidadosamente treinada para saber usá-la, para que ela seja verdadeiramente eficaz e útil. Mais difícil de se desenvolver, porque nunca a fizemos!
A Clarividência involuntária ou negativa é quando as visões dos Mundos internos são apresentadas a uma pessoa independente de sua vontade; ela vê o que lhe é dado ver e não pode, de maneira alguma, controlar esta visão. Esta Clarividência é perigosa, deixando a pessoa aberta para ser dominada por entidades desencarnadas que, se puderem, fazem com que a vida da pessoa, neste Mundo e no próximo, não lhe pertença inteiramente. Esse ilusório “poder” é intermitente, isto é, algumas vezes podem “ver” e outras vezes, sem nenhuma razão aparente, falham totalmente.
Mais fácil de desenvolver, porque é só uma revivificação do que fizemos nas Épocas Lemúrica e Atlante!
Para saber mais, assista a 242ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Podemos encontrar em alguma literatura falando sobre esta classe de Seres no singular. Mas, os Espíritos Lucíferos são uma classe de Seres (no plural) pertencente a Onda de Vida dos Anjos no Período Lunar, que se rebelaram e foram os atrasados desta Onda de Vida, e são conhecidos como Anjos Caídos.
E por serem atrasados da Onda de Vida dos Anjos, não puderam adquirir experiências seguindo o Esquema de Evolução da Onda de Vida Angélica. Uma vez que se encontravam a meio caminho entre o ser humano, que tem cérebro, e os Anjos que não necessitam de cérebro, mas mesmo assim, no Período Lunar estavam muito além da grande massa que atualmente constitui os mais avançados da nossa Onda de Vida humana. Estes Espíritos Lucíferos não desenvolveram tanto quanto os Anjos, que eram a Humanidade pioneira do Período Lunar, entretanto, estavam mais avançados do que a nossa Humanidade atual.
E neste Período estavam, por assim dizer, em uma situação muito séria, pois, o único caminho que puderam encontrar para se expressarem e adquirir conhecimento evolutivo, era por meio de um ‘órgão interno’, já que eles não podiam e nem sabiam como funcionar em um Corpo Denso (pois são Anjos!).
Então, a saída que encontraram foi usar o cérebro físico do ser humano e trabalhar por meio dele. Com isto encontraram a válvula de escape para se fazerem compreender e desenvolver, por meio de nós que éramos dotados de um cérebro, algo que estava fora do poder dos Anjos ou de Jeová.
E isto só foi possível na última parte da Época Lemúrica, pois naquela Época nós, enquanto Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, não podíamos ver o Mundo Físico, tal como o vemos atualmente, pois estávamos inconscientes do Mundo exterior. Para nós, Ego, o Mundo do Desejo era muito mais real, pois tínhamos a consciência do sono com sonhos do Período Lunar, uma consciência pictórica interna.
E diante desta situação que nos encontrávamos lá na Época Lemúrica, os Espíritos Lucíferos não encontraram nenhuma dificuldade em se manifestarem a essa nossa consciência interna e, assim, nos ajudaram a nos voltar para a forma exterior, ou seja, para a Região Química. Notemos bem que os Espíritos Lucíferos não conhecem a Região Química, pois como Anjos, o mais inferior entre as densidades que conseguiram atingir foi a Região Etérica.
Com isso, eles nos ensinaram como podíamos deixar de ser simplesmente o escravo dos poderes exteriores, e como poderíamos nos converter em nosso próprio dono e senhor, parecendo-nos com os deuses, isto é, “conhecendo o bem e o mal”. Então, nos fizeram compreender que não devíamos ter apreensão quanto à morte do Corpo, já que possuíamos a capacidade de formar novos Corpos a qualquer hora, sem necessidade da intervenção dos Anjos.
Mas, é claro que, todas essas coisas os Espíritos Lucíferos nos ensinaram com o único propósito, que é, fazer com que dirigíssemos a nossa consciência ao exterior, para fora e, desta maneira, eles podiam aproveitar e adquirir conhecimentos à medida que nós também íamos adquirindo conhecimento.
Vejam que os Espíritos Lucíferos atingiriam seu objetivo inicial que era “abrir os nossos olhos”, a fim de que pudéssemos nos concentrar na Região Química Mundo Físico. Com isso, nos tornamos ciente dos Corpos, tanto do nosso como dos demais ao nosso redor, e nos ensinaram como podíamos conquistar a morte, criando novos Corpos. E depois disso a morte não poderia mais nos atrapalhar, uma vez que Jeová, teria o poder de criar à vontade.
Mas, antes que fossemos iluminados pelos Espíritos Lucíferos não conhecíamos as enfermidades, nem dor, nem morte. Só que agora com essas experiências o resultado se tornou para nós dor e sofrimento, que é o emprego ignorante da faculdade propagadora, bem como do abuso na gratificação dos sentidos da função sexual, que tem por única finalidade a perpetuação das espécies e não a gratificação dos desejos sensuais, seja qual for o prisma pelo qual se examine a questão em si.
Se continuássemos sendo um autômato guiado por Deus, não teríamos conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teríamos obtido a consciência cerebral e a inestimável bênção da emancipação das influências e direção alheias proporcionada pelos Espíritos Lucíferos, os “dadores da luz” e com isso iniciamos a evolução de nossos poderes espirituais que um dia, vai nos permitir construir Corpos com tanta sabedoria como os Anjos e também de outros Seres que nos guiaram antes de exercitar nossa vontade.
Os Espíritos Lucíferos abriram o entendimento para este mundo e nos ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento do Mundo Físico, o qual estavam eles destinados a conquistar.
Desde esse tempo, hoje duas forças (originadas a partir da força sexual criadora) agem nos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, são elas:
– A dos Anjos, se dirige para baixo, para a propagação e, por meio do Amor, forma novos seres na matriz e, os Anjos são, portanto, os perpetuadores da Raça.
– E a outra força é a dos Espíritos Lucíferos, os investigadores de todas as atividades mentais. Dirige para cima, para o trabalho cerebral, a outra parte da força sexual.
Mas não pensem que todos nós seguimos este caminho. Na última parte da Época Lemúrica, somente uma pequena parcela de nós, os Lemurianos, recebemos a iluminação concedida pelos Espíritos Lucíferos. E essa parcela de Espíritos Virginais da Onda de Vida humana é que se tornou a Semente para as sete Raças Atlantes. A maior parte dos Lemurianos ainda era animalesca e as formas habitadas por eles degeneraram nos selvagens antropoides dos dias atuais.
E não devemos esquecer que “todas as coisas no Mundo trabalham para o bem, no Reino de Deus. Mesmo aquilo que é mal transmuta-se, por meio de sutilíssima alquimia espiritual, em trampolim para um bem maior”.
Para terminar esta Terminologia, cabe aqui uma pequena explicação para entendermos qual era a missão de Jeová. Ele era responsável em conduzir a Humanidade para a frente e para cima, até que os seres humanos estivessem prontos para receber mais um passo em sua ascensão em direção a Deus, mas, na época da “Queda do Homem”, os Espíritos Lucíferos intervieram e começaram a participar do desenvolvimento do ser humano. E foi sob a orientação dos Espíritos Lucíferos que a Humanidade tomou em suas próprias mãos, assuntos dos quais não tinha conhecimento real — como por exemplo a propagação.
Como resultado da nossa ignorância das Leis Cósmicas, foi necessário tomar medidas severas para controlar a natureza inferior. E isso foi feito por Jeová, que ajudou o ser humano a obter controle sobre a Mente e o Corpo de Desejos, dando leis e decretando punição por nossas transgressões. Podemos citar aqui, o temor a Deus, quando confrontado com os desejos da carne. Foi assim que o pecado se manifestou no Mundo, pois a lei produz o pecado; a lei é separatista e, além disso, o ser humano deve aprender a fazer o “que é certo, independente do medo”.
Portanto, Cristo veio para ensinar ao Mundo que o Amor é superior à lei. Esse Amor perfeito expulsa todo o medo e emancipará a Humanidade de casta, raça e nação.
O Capítulo 3:1-24 do Gênesis, registra a “Queda do homem”. Nesse registro, afirma-se que a serpente tentou a mulher a comer do fruto da “Árvore do Conhecimento”.
Os Ensinamentos Rosacruzes mostram que esta afirmação é puramente simbólica e que “comer o fruto” é meramente um símbolo do ato gerador, e por isso, Jeová declara que, as consequências deste ato, traria à mulher um parto de seus filhos com dor e sofrimento.
No final da Época Lemúrica, a nossa consciência estava ainda focada quase inteiramente ao plano espiritual e, toda vez que renascíamos como mulher, e exercíamos a Imaginação, dávamos um passo à frente, até que descobrimos a forma física e, aprendemos por meio de investigações posteriores e com uma imaginação treinada, que às vezes quando renascíamos como homem perdia o Corpo Físico e este se desintegrava. Enquanto, a mulher em sua imaginação via o homem, exatamente da mesma forma que no Mundo Espiritual, mas o fato era que toda perda do Corpo Denso do homem preocupava enquanto mulher, e com isso crescia a busca delas por mais informações.
E é neste ponto que entra os Espíritos Lucíferos para ajudar a mulher mostrando que era fácil resolver este enigma na ajuda daqueles que renasciam como homens. E mostrava que a mulher deveria exercer a função criadora independentemente dos Anjos e, dessa forma, podia prover Corpos quando estes estivessem perdidos, escapando assim da morte.
Agindo de acordo com o conselho dado a ela pelos Espíritos Lucíferos, a mulher garantiu a cooperação do ser humano e, assim, nos arrogamos ao direito de usar a força sexual indiscriminadamente.
E devido o abuso da força sexual criadora (para sentir o prazer material) cristalizou o Corpo Denso e endureceu o Coração humano e, aí fomos exilados do Jardim do Éden, isto é, da Região Etérica do Mundo Físico, e em hipótese nenhuma devemos entender isto como uma punição por nossa desobediência, mas, sim, como uma proteção necessária.
Jeová sabia que estávamos agora com a atenção voltada para a roupagem física e envolvidos por ‘revestimento de pele’ e separados uns dos outros, e que mesmo percebendo a morte, não tínhamos ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, então, o abuso da função produziria o parto com dor.
Naquela época, a nossa força de vontade era tão grande que houve um certo receio de Jeová, que comêssemos da “Árvore da Vida”.
Aproveitamos então para perguntar: E o que é a ‘Árvore da Vida’? – É a “faculdade de regeneração da força vital”.
Se, naquela época tivéssemos descoberto o segredo da renovação de nosso Corpo Vital, seríamos capazes de criar um Corpo e vitalizá-lo para sempre. O que teria sido ainda pior. Caso isso fosse concretizado, seríamos imortais de fato e, jamais teríamos sido capazes de aperfeiçoar o nosso Corpo Denso, que naquela época era o mais primitivo. A evolução do Ego depende da evolução dos seus veículos. Se não pudesse obter novos e mais perfeitos veículos por meio de sucessivas mortes e renascimentos, se teria estagnado. É máxima oculta que diz: “quanto mais frequentemente morremos, melhor poderemos viver”.
Então, realmente não haveria morte, mas também não haveria evolução, visto que nós não sabíamos e ainda não sabemos, como construir um Corpo perfeito. Isso teria sido a maior calamidade. Atualmente a morte não é uma maldição, mas uma benção, quando chega naturalmente, pois nos liberta de um ambiente que, de certa forma, nós superamos e, de um Corpo que nos prende, a fim de que possamos ter uma nova chance em um Corpo novo e melhor para aprendermos novas lições.
Assim, quando o ser humano se arrogou o poder de gerar a qualquer momento, ele foi exilado da Região Etérica do Mundo Físico para que não se apoderasse do segredo de vitalizar os Corpos imperfeitos que gerava e tornasse a evolução impossível.
E hoje estamos aqui na Região Química do Mundo Físico para aprendermos a conhecer o mundo material e, em consequência de repetidos abusos sexuais. Fixamos nossa atenção aqui, e o uso crescente do Corpo de Desejos inferior endureceu o Corpo Denso, com isso começamos a precisar de alimento e abrigo.
E assim tivemos que seguir aprendendo a pensar e agir para suprir as nossas necessidades através da fome, do frio, da dor, das tristezas etc., e gradualmente seguimos aprendendo que a sabedoria é dor cristalizada. E que podemos encarar toda essa dor com calma e extrair as lições que cada uma delas contêm, sabendo que as lições são minas de sabedoria para o crescimento e desenvolvimento Anímico, pois, por meio dessas lições aprendemos a ordenar nossas vidas corretamente e, aprendemos a cessar o pecado, pois a ignorância é pecado, e o conhecimento aplicado é a salvação, a única salvação.
Portanto, devemos aprender a fazer o uso correto da força sexual para construir um órgão que nos dará a chave para os Mundos superiores, e nos ajudará a criar por meio do Pensamento Abstrato. Se assim agirmos, a tristeza e a dor cessarão e teremos entrado no caminho para a Cidade da Paz, a Nova Jerusalém, construindo o nosso Corpo-Alma.
Resumo do que vimos sobre os Espíritos Lucíferos:
-São Seres atrasados na Evolução da Onda de Vida dos Anjos do Período Lunar.
-Como precisavam de um cérebro para evoluir, encontraram esta saída quando ajudaram a Humanidade a abrir os olhos, simbolizados por Adão e Eva, para que conhecêssemos tanto o bem quanto o mal, e focarmos nossa consciência na Região Química do Mundo Físico.
-Mostraram para os seres humanos que podiam ser criadores de Corpos e o uso ignorante da força criadora indiscriminadamente que foi o principal responsável pela dor, doença e tristeza.
-Essa liberdade e o gratificar dos sentidos, sem a direção dos Anjos, foram o que se considera o “pecado original”, resultando na saída do Jardim do Éden e que marca o início da jornada da Humanidade através do sofrimento e da experiência no Mundo Físico. Lembrando que muitos irmãos e irmãs não sofreram a ‘Queda’.
-Os Espíritos Lucíferos não são vistos como demônios, mas como um grupo de Anjos que atrasou seu próprio progresso na sua Onda de Vida, e que agora busca evoluir através da experiência da Humanidade terrestre.
-E hoje temos que nos preparar para regressar ao ‘Jardim do Éden’, hoje conhecida como a Nova Jerusalém com toda esta nossa experiencia adquirida aqui.
Para saber mais, assista a 243ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Também chamado de Cristianismo popular é preconizado pelas Igrejas Cristãs (por exemplo: Religião Católica e Religiões Protestantes). Advoga, de modo geral, que Cristo, o Filho de Deus, veio à Terra há quase dois mil anos, para se tornar o Salvador espiritual da Onda de Vida humana, por meio da crença das doutrinas que enunciou e por viver uma vida de acordo com elas. Também afirma que os nossos pecados contra as leis de Cristo são perdoados e apagados sob certas condições, as quais são promulgadas desde tempo considerável, sob diferentes denominações.
Para contextualizar isso vamos detalhar, resumidamente, as Dispensações.
Na Primeira Dispensação, por meio do medo e do temor, adoramos a Deus a Quem começamos a pressentir, e para agradá-Lo fazemos sacrifícios físicos (inclusive humanos), como fazem, por exemplo, os fetichistas atualmente.
Na Segunda Dispensação aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificamos por avareza (muitas vezes do nosso “melhor bem material”), esperando que o Senhor nos dê cem por um, ou para nos livrarmos do castigo imediato, como pragas, guerras, etc.
Na Terceira Dispensação aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade, a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possa nos livrar do castigo futuro do inferno. Aqui está o Cristianismo Exotérico ou Popular!
Na Quarta Dispensação chegamos a um ponto em que podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente. Amamos o bem por ser o bem, e procuramos ordenar nossa conduta de acordo com esse princípio, e sem termos em conta nosso benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Para que toda pessoa (que pretenda viver como um (uma) Aspirante à vida superior) que tem a fortuna ou o mérito de possuir uma Mente esquadrinhadora, consiga receber todas as informações que ela deseje, a fim de que “o coração possa falar quando a cabeça esteja satisfeita”. Pois, os Ensinamentos Rosacruzes nos mostram que o conhecimento intelectual é um meio para chegar ao fim, não é a própria finalidade.
É por isso que o Cristianismo Esotérico oferecido pelos Ensinamentos Rosacruzes visa, primeiramente, satisfazer o (a) Aspirante à vida superior provando que tudo é razoável no Universo, para que triunfe sobre o rebelde intelecto.
E para que isso se torne um fato inquestionável, os Ensinamentos Rosacruzes sempre recordam a ele (ela) que a lógica é o guia mais seguro em todos os Mundos. Portanto, o que não seja lógico não pode existir no Universo.
Quando deixar de criticar e se dispuser a aceitar provisoriamente, como “verdade provável”, afirmações que não pode constatar de imediato, então, e somente então, desenvolverá as faculdades superiores, pelo Treinamento Esotérico, ou seja: “as verdades prováveis” ser tornarão “verdades provadas”.
Deixando de ser uma simples “pessoa de fé”, passará ao Conhecimento Direto investigando e trabalhando nos Mundos invisíveis (todos acima da Região Química do Mundo Físico).
O Cristianismo Esotérico está relacionado à quarta Dispensação ou ao quarto grau de nossa reaproximação ou nosso relacionamento com Deus.
Esse quarto grau é composto por um comportamento onde podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”.
Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar a nossa conduta de acordo com esse princípio, sem ter em conta nosso benefício ou nossa desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Pouquíssimos indivíduos encontram-se nesse quarto grau de experiência religiosa. Não é fácil conceituá-la de uma forma clara, por não estar associado a uma ideia antropomórfica de Deus, nem a um dogma.
Daí, a pessoa experimenta a totalidade da existência como uma unidade, guiada pelo conhecimento Esotérico, pela Arte, pela Ciência e pela Intuição. Para ela a Religião tem, ao mesmo tempo, um sentido cósmico e interior.
O Universo é o Templo onde se cultua o Ser Absoluto, como também o nosso íntimo. Esse sentido cósmico da Religião é percebido por uns poucos iluminados, cujas vidas servem de estímulo a que outros, por seus próprios meios, busquem a Senda da Luz.
Os Ensinamentos Rosacruzes fornecem tudo que precisamos para alcançarmos esse grau superior.
De modo geral, esse será alcançado por todas as pessoas que desenvolverem o suficiente para viverem na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abra os Corações de todos que estejam preparados, assim como o entendimento está agora sendo aberto.
Observemos bem que o Cristianismo Esotérico, em seu aspecto global, não contradiz as doutrinas básicas preconizadas pelo Cristianismo Popular, porém mostra mais exatamente o que realmente sucede.
Cristo é um grande Ser, de elevado desenvolvimento espiritual, a mais alta expressão Arcangélica, isto é, o mais elevado Iniciado da Onda de Vida que evolucionava como a “Humanidade” no longínquo Período Solar, há muitos e muitos milhões de anos.
Cristo veio à Terra a fim de nos influenciar espiritualmente, irradiando Suas vibrações de Luz e de Amor, do interior do Globo terrestre. Desde então, continuamente nos envolve das mais altas influências espirituais.
Ambos começaram com a primeira vinda do Cristo. Daqueles que adotaram o Cristianismo ainda quando Cristo estava entre nós; aqueles irmãos e aquelas irmãs pioneiros que cultivavam a parte espiritual de suas vidas quando renascidos aqui em inúmeros renascimentos antes da vinda de Cristo, sendo fiéis às vigentes Leis de Deus (Leis do Deus de Raça, Jeová), desde a presença de Cristo entre nós já abraçaram o Cristianismo Esotérico.
Já os demais abraçaram o Cristianismo Popular e foram “moldando-o” aos seus interesses. Nisso, muitas vezes, descaracterizaram o Cristianismo Popular, por isso que dizemos que o Cristianismo Popular atual, que permanecerá até se apagar todo o sentimento de Raça, não é, sequer, uma sombra da verdadeira Religião de Cristo, o Cristianismo Esotérico
Para saber mais, assista a 244ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Se pesquisarmos em um dicionário encontraremos que a palavra “altruísmo” significa a preocupação e ação em benefício dos outros, sem esperar retribuição ou benefício pessoal. Essa atitude desinteressada e empática pode envolver gestos de bondade, solidariedade e generosidade, motivada por uma consideração genuína pelo bem-estar alheio, que pode ser instintiva ou uma prática moral.
Também podemos achar até as suas características que envolve:
– Foco nos outros: A ação é direcionada para ajudar e melhorar a vida de outra pessoa ou seres sencientes.
– Desinteresse: A motivação não é a recompensa pessoal ou um benefício futuro, mas uma consideração desinteressada.
– Empatia e compaixão: A base do altruísmo é a capacidade de sentir e compreender os sentimentos do outro, motivando a ação de ajuda.
– Sacrifício pessoal: Em algumas situações, praticar o altruísmo pode exigir um sacrifício de recursos, tempo ou bem-estar pessoal em prol do outro.
Já na Bíblia conseguimos outra definição quando aprendemos que altruísmo é o Amor sacrificial (é um amor que se sacrifica por outros, como no exemplo de Cristo Jesus que deu sua vida para salvar a Humanidade). e desinteressado pelo próximo, priorizando as necessidades dele acima das próprias, ou seja, não buscando o próprio bem, mas o bem dos outros, colocando suas necessidades e interesses antes dos seus. Exemplificado por Cristo Jesus, por meio do Mandamento de “amar o próximo como a si mesmo” é central para essa prática. E isso se manifesta em atitudes de humildade, servidão e cuidado mútuo.
O oposto do Altruísmo é o egoísmo!
Agora para os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental está ligado diretamente à divina natureza de Cristo.
E é por isso que o Altruísmo substituirá o patriotismo. O egoísmo vai sendo corroído lenta mas seguramente pelo Altruísmo. Sob a continuidade do impacto do Amor de Deus, dentro do ser humano, se desperta e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo. É gratificante constatarmos a prática do altruísmo e quanto este, para dignificação da Humanidade, vem aumentando!
Importantíssimo notar que o Altruísmo é a única maneira de compreender, sentir, aplicar e praticar no dia a dia enquanto renascido aqui, e se a pessoa é Cristã. Se adota o Cristianismo Popular só o consegue praticá-lo superficialmente, mas na maioria dos casos para no “amor venusiano”. Se adota o Cristianismo Esotérico, com a prática e a repetição consegue praticá-lo em sua plenitude!
Vamos ver como as Hierarquias Criadoras nos ajudam chegar à prática do Altruísmo.
A Hierarquia Zodiacal de Aquário (os Anjos) representa a Água da Vida – a eternidade que só se consegue comendo da Árvore da Vida, que nada mais é do que funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, e se libertar da Roda de Nascimentos e Mortes aqui – , que provém justamente do coração (regido pela Hierarquia Zodiacal de Leão, os Senhores da Chama), que nos ajuda a transformar em essência de pureza (qualidade nos oferecida pela Hierarquia Zodiacal de Virgem, os Senhores da Sabedoria) e que nos mostra como elevar ao Altruísmo (qualidade nos oferecida pela Hierarquia Zodiacal de Aquário, os Anjos), fechando o ciclo virtuoso.
Assim, praticar o Altruísmo é uma expressão da consciência de Cristo (alcançarmos a Consciência Crística), o impulso puro e nobre do bem.
Vejamos como o conceito de “Amor” chega ao conceito de “Altruísmo” pela ajuda dos Planetas.
Conhecemos Vênus como a “Deusa do Amor”.
Mas, pela Astrologia Rosacruz, sabemos que Vênus representa, na verdade, as razões para o amor, a beleza na forma, no som, tato, na visão, no olfato, ritmo, na cor e chega próxima, embora não atinja os aspectos espirituais desses sentidos.
Vênus se aproxima-se da paixão, mas não a atinge.
O amor nos oferecido por Vênus nos deixa satisfeitos por poder dar motivo para isto.
Pois o conceito de Amor (que não é “amor”, mas é assim dito popularmente) passional ou sensual é nos oferecido pelo oposto (veja o símbolo de um e de outro) por Marte.
Assim, percebam que Vênus atrai o conceito de Amor através dos encantos dos sentidos.
Já Urano nos oferece o conceito de Amor por canais etéricos.
Notem que Urano também nos oferece uma atração “de sentir”, mas é um “sentimento” ou sentido num plano mais elevado do que aquele de Marte ou Vênus.
É fácil ver o porquê Urano representa o Amor superior, demonstrado através do altruísmo e é o verdadeiro Planeta do Amor.
Seu Amor é o que está acima da razão, sem restrição de forma, cor, tato, visão ou som. Urano começa onde Vênus termina.
Por isso é que o Altruísmo é sua qualidade ideal.
Portanto o Altruísmo de Urano é a nossa consciência em expansão ou o fruto da essência espiritual das qualidades de Vênus.
Quando Max Heindel falava acerca de Cristo, usava, habitualmente, o termo ALTRUÍSMO.
Essa qualidade nobilíssima, fundamental à evolução humana, encontra-se indissociavelmente ligada à divina natureza do maior dos Arcanjos.
Um estudo, mesmo à ligeira, da Antiguidade Clássica, revela como o “direito da força” regia o relacionamento entre as pessoas e principalmente entre os povos. Predominava a “lei do mais forte”, com a sobrevivência dos mais aptos em detrimento dos mais débeis.
Aos últimos, caso lograssem escapar à morte, só restava uma alternativa: submissão incondicional, quando não, o cativeiro.
Todas essas distorções do sentimento humano — a crueldade, a opressão e a injustiça — têm suas raízes no egoísmo.
O sentimento de posse exclusiva, a luta pelo interesse próprio sem levar em consideração os demais, os preconceitos, encontram-se num extremo diametralmente oposto ao Altruísmo.
O interesse pessoal, mesmo desenvolvido inconscientemente, desempenhou um importante papel durante a chamada “Involução”.
De outra forma não teríamos avançado tanto, de um modo geral.
Todos os esforços do passado concentraram-se na formação de veículos para que o Espírito pudesse utilizá-los em seu progresso, gigantesca escalada de Chispa Divina, a Chama Criadora.
O egoísmo, tal como o conhecemos, não se manifestara, até o surgimento da nevoenta atmosfera Atlante.
Começamos, daí em diante, a perceber-nos como seres separados.
Tal não ocorria anteriormente, quando nossa consciência estava enfocada nos planos internos.
Procuramos, então, fazer valer nossos desejos estritamente pessoais.
Tornamo-nos avaros. Era espantosa nossa avidez em possuir bens materiais, porque, sob o regime de Jeová, essas “posses” convertiam-se em sinais externos de que estávamos vivendo consoante Suas Leis.
Essa situação, contudo, chegou a extremos perigosos, capazes de comprometer nossos passos evolutivos. Afinal, se em “Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, se constituímos células divinas de Seu Grande Corpo Macrocósmico, não poderíamos viver tanto tempo apartados e inconscientes dessa grande realidade.
Uma providência seria tomada pelas Hierarquias Divinas, ao assegurar-nos uma ajuda efetiva por intermédio do Cristo, o Senhor do Amor.
As grandes transformações, porém, ocorrem lentamente.
O Altruísmo encontrava-se em estado latente na Humanidade, até o momento em que Cristo obteve acesso ao coração da Terra, quando Seu sangue fluiu no Gólgota. A partir desse magnífico evento, a semente do princípio altruísta começou a germinar no interior do ser humano.
Gradativamente passamos a ampliar nossa área de interesse, para incluir mais alguém, mantendo-nos alertas quanto às necessidades de outrem.
Do sentimento tribal ou de clã, tão comum nos tempos antigos, avançou-se para um espírito nacional. As tribos, superando diferenças decorrentes de suas peculiaridades, serenaram suas querelas, conseguindo organizar-se em nações. O interesse coletivo passou a sobrepujar, dessa maneira, o sentimento individualista ou de grupos minoritários. Todos os esforços deveriam convergir para o bem-estar comum.
O altruísmo, tal como uma planta, germina, desponta e cresce lentamente. Mas é certo que produzirá frutos. Por seu intermédio o Cristo nascerá dentro de cada um de nós, fazendo irradiar Sua Luz. Então, andaremos na Luz, como Ele na Luz está.
Os Espíritos Lucíferos apareceram como “Dadores de Luz”, aquele que mostrou o Caminho do Conhecimento.
Incitaram-nos a tomar em nossas mãos o domínio do uso da força sexual criadora.
Incitaram – ou seja; tentaram – em nós a exercitarmos o egoísmo, a ambição, o abuso da força criadora e a conhecer a morte.
Criaram um ponto de contato – que eles tanto necessitavam para seu desenvolvimento.
Esse ponto é o lado esquerdo, ou o Hemisfério esquerdo, do nosso cérebro.
Esse lado tende para o egoísmo. Aí está assentado os Anjos Lucíferos, aí está a Babilônia.
Por isso estudamos na Bíblia que Babilônia havia se convertido em uma abominação, e a chamavam de prostituta, provocando guerras, perturbações e desolações em todos os povos da Terra.
O hemisfério cerebral oposto, direito, recebe o nome de “Nova Jerusalém”.
Babilônia (de Babel) significa “confusão”, e Jerusalém (Jer-u-salém) quer dizer “ali haverá paz”.
Uma outra “Luz do Mundo”, um “Brilhante Luzeiro da Manhã”, a chamada Noiva.
Também está sobre sete colinas. Mas não há nenhum rio fluente, e sim um Mar de Cristal.
Tem como rei um outro dador de luz. É a cidade da paz, cujas portas nunca se fecham.
Dentro dela está a Árvore da Vida. Não existe noite e nem iluminação externa. A luz é interior.
Essa cidade não é uma cidade desse Mundo, mas sim uma cidade que veio do Céu.
Sabemos que utilizamos muito pouco o hemisfério direito do nosso cérebro.
Também sabemos que o coração está se movendo lentamente da esquerda para a direita.
E, também, que se trata de um órgão que possui fibras musculares cruzadas, tipo este que está sob o controle da nossa vontade.
Entretanto, não podemos controlá-, ainda. Aos poucos, com as nossas ações altruísticas, de serviço, de amor desinteressado, de Fraternidade Universal, de utilização apropriada da força sexual criadora, estamos construindo mais fibras cruzadas no coração, de modo que, a devido tempo, poderemos controlá-lo.
Quando isso ocorrer, poderemos recusar enviar o sangue para o Hemisfério esquerdo de nosso cérebro, a Babilônia, aí a cidade de Lúcifer, cairá.
Então, poderemos enviar o sangue para o Hemisfério direito do cérebro e teremos construído a Nova Jerusalém, a cidade da Paz (Jer-u-salém — ali haverá paz).
Os cientistas, admitiam o fato de certas áreas cerebrais serem o centro de determinadas atividades mentais.
E Max Heindel se enraíza no assunto, esclarecendo que certas regiões do cérebro constituem a base de atividades mentais egoístas, ao passo que outras sediam atividades altruístas, nobres e refinadas. Não é difícil deduzir que as primeiras predominam.
As outras são ativas apenas numa minoria, justamente a elite espiritual da Humanidade.
Encontramos, também, na literatura Rosacruz, que as áreas destinadas a atividades de ordem inferior, encontram-se, em sua maior parte, localizadas no hemisfério cerebral esquerdo.
O hemisfério oposto é aquele capaz de abrigar a sede de atividades ligadas à verdadeira natureza do Espírito.
Há pouco tempo lemos sob o título: “Ciência Estuda o Cérebro Dividido”, onde o articulista principia afirmando que nos últimos anos a ciência médica tem obtido notáveis progressos na investigação do cérebro humano, estabelecendo as diferentes e complexas funções de suas duas partes.
A Neurologia sempre se preocupou mais com o lado esquerdo do cérebro chamado hemisfério dominante, que controla o pensamento, a linguagem e a mão direita. Agora, parece que o lado direito, considerado mudo, carente de expressão é essencial para que a pessoa reconheça indícios emocionais e perceba em três dimensões. Entre várias descobertas científicas, capazes de corroborar as afirmações da ciência oculta, podemos destacar as seguintes extraídas do artigo mencionado:
1. O hemisfério direito parece ser o responsável pelas emoções, por manipular formas geométricas abstratas, cantar canções líricas, distinguir ritmo, etc.
2. Foram aplicados testes em quatro pacientes que perderam o lado direito. Intelectualmente mostraram-se normais, mas apresentaram problemas de ordem emocional, pois pareciam não ter sentimentos de piedade para consigo mesmos.
3. O hemisfério esquerdo nos dá a capacidade de raciocinar e ainda de enganar a nós mesmos.
4. Anos de investigações do cérebro tem confirmado que o lado esquerdo contém o centro da fala e da linguagem que proporciona ao ser humano a capacidade de expressar seus sentimentos com palavras. O lado direito contém mecanismos neurológicos que interpretam a música e nos permitem compreender conceitos tridimensionais e distinguir emoções.
5. A hemisferotomia, isto é, operações do cérebro, é um dos meios de investigação cerebral.
Vemos, portanto, como os cientistas já admitem a diferença de função entre os dois hemisférios. E, no futuro, quando o coração se converter em um músculo voluntário, e a circulação permanecer sobre o domínio do Espírito de Vida, este impedirá o fluxo de sangue aos centros cerebrais destinados a propósitos inferiores. O ser humano, dessa forma, expressará unicamente as qualidades nobres do Espírito. Será dado, talvez, o passo maior para a concretização da Fraternidade Universal, e o primeiro para vivermos na Nova Jerusalém. Ali, somente ali haverá paz.
O que é vibrações por segundo? A frequência de uma vibração é o número de vibrações completas por segundo.
Ou seja, temos o espetro eletromagnético que é o intervalo completo de todas as possíveis frequências da radiação eletromagnética.
Outro dado importante é que nós só conseguimos ouvir frequências entre, em torno de, 20 a 20 mil vibrações por segundo.
Um cachorro tem ouvidos bem mais sensíveis, capazes de escutar sons de até 40 mil vibrações por segundo.
Os campeões em audição são os morcegos, golfinhos e baleias, que conseguem ouvir até 150 mil vibrações por segundo.
O ser humano duas categorias: abaixo dos 20 Hz – infrassom; acima de 20.000 Hz – ultrassom.
O ultrassom é toda vibração com frequência superior à percepção auditiva humana.
Quando fazemos vibrar um de dois diapasões afinados exatamente no mesmo tom, o som induzirá a mesma vibração no outro.
Esse vibrará fracamente, a princípio, mas continuando a golpear o primeiro, o segundo diapasão emitirá um som cada vez mais alto, até atingir um volume de som igual ao primeiro.
Isto ocorre mesmo com os diapasões a vários pés de distância.
Ainda que um deles esteja encerrado numa caixa de cristal, o som penetra através do vidro e faz o instrumento emitir um som igual.
No violino toda vez que se toque a nota, sente-se nesse lugar a mesma vibração. Essa nota ou som é a “nota-chave” da pessoa a quem afeta. Se for tocada lenta e suavemente, descansa e repousa o Corpo, tonifica os nervos e restaura a saúde. Se, ao contrário, é tocada alto e longamente, matará a pessoa tão certamente quanto uma bala de uma pistola.
Em primeiro lugar notem: os dois diapasões estavam afinados no mesmo tom. Não fora assim, poderíamos golpear um deles até rompê-lo, que o outro permaneceria mudo. Fixemos isto claramente: a vibração pode ser induzida em outro diapasão, mas só por um do mesmo tom. De modo semelhante, qualquer coisa ou ser só pode ser afetado, como foi dito, pela nota-chave que lhe é particular.
Sabemos que aquela força altruística existe; sabemos que tem menor expressão num povo pouco civilizado do que num de elevado padrão social; e que falta quase totalmente nas Raças inferiores. Logicamente, conclui-se que em tempo recuado, faltava por completo.
Desta conclusão surge a pergunta: que ou quem a induziu?
Sem dúvida, a Personalidade material nada tem a ver com ela. Essa parte da natureza humana sente-se até mais à vontade sem a despertada força altruística. Logo, o ser humano devia possuir latente essa força do Altruísmo, dentro de si. De outra maneira não a poderia ter despertado. Ainda mais, deve ter sido despertada por uma força da mesma espécie – uma força similar que já estivesse ativa – tal como a do primeiro diapasão que, “depois” que foi tocado, induziu a vibração no segundo.
Além disso, as vibrações do segundo diapasão tornavam-se cada vez mais fortes sob os contínuos golpes dados no primeiro, e a caixa de cristal que encerrava o segundo não era obstáculo algum à indução do som. Assim também, sob a continuidade do impacto do Amor de Deus, dentro do ser humano, se desperta e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo.
Lembremos sempre que a Vontade melódica do Pai, unindo-se com o Amor harmônico do Cristo, tem o poder de produzir uma ativa vibração rítmica, cuja força não pode ser detida e nem seu objetivo desviado, pois é essa mesma energia manifestada pelo Deus de nosso Sistema Solar, que trouxe tudo o que É como criação, e tem o poder de levar tudo ao Caos a qualquer momento se Ele assim o desejar.
Portanto, é absolutamente impossível para qualquer das criações de Deus, das mais avançadas em Suas Ondas de Vida até as mais jovens em evolução, definitivamente frustrar o pleno desenvolvimento de Seus planos, pois eles são tão eternos e inabaláveis em Seus processos como o é Deus em Si mesmo.
Para saber mais, assista a 245ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Na nossa vida adquirimos hábitos, como na forma de pensar, de agir, de sentir, manifestar nossas emoções e por aí vai. E junto vem a saúde ou a doença, que dependem dessa capacidade ao criarmos esses hábitos. Lembremo-nos que a ativação de toda doença ou enfermidade é causada pela transgressão das Leis de Deus. Se não as transgredimos, a doença ou enfermidade permanece latente. Por quê? Porque só há duas formas de aprendermos as lições, que nada mais são do que adquirir experiências, enquanto estamos em mais uma vida terrestre: pelo amor ou pela dor.
Vamos relembrar a diferença entre remediar e curar. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que remediar é um processo físico. Já curar é radicalmente diferente porque, neste caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura, tendo uma fé inexorável.
Para deixar isso mais claro, nada melhor do que estudar a vida e as obras de Cristo, na Sua primeira vinda aqui entre nós. Quando estudamos os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes aprendemos que as pessoas iam a Ele para serem curadas não esperavam ser submetidas a nenhum tratamento físico. Elas tinham confiança ilimitada n’Ele, o que era absolutamente essencial. E aqui temos um evento onde se diz que Cristo foi para o meio das pessoas entre as quais Jesus havia morado em sua juventude. Tais pessoas não viam mais do que o ser humano exterior, Jesus, e diziam: “Não é este Jesus o filho de José? Não estão conosco seus irmãos?” Elas acreditavam que nada de grandioso poderia sair de Nazaré, e as coisas foram feitas de acordo com a sua fé, pois lemos que “ali não fez grandes obras devido à falta de fé”.
Ah! Mais Cristo curou todo mundo? Logicamente que não! Como um elevado Ser, Ele via nos veículos invisíveis (aos olhos físicos) que aquela pessoa já tinha aprendido a lição que foi a causa da doença ou enfermidade, e, portanto, já estava merecedora de ser curada; afinal: “lição aprendida, ensino suspenso”!
E, assim, aprendemos ao estudar os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes, que desde sempre houve a necessidade dos três fatores no processo de curar: primeiro, o Poder de Cura ou a Força de Cura de Deus, nosso Criador, sempre abundante, pois “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”; a seguir, o Curador – o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por seu intermédi, e por fim, o paciente suficientemente receptivo – que quer ser realmente curado – e de Mente obediente.Ter boa saúde então, depende de cada um de nós, individualmente!
Muitos Estudantes e simpatizantes da Fraternidade Rosacruz escrevem ou chegam aos Centros já querendo informações de como ser “Iniciados (as)”.
A ideia geral que se tem da Iniciação é que ela consiste numa cerimônia por meio da qual uma pessoa se tornará membro de uma sociedade secreta, que ela é concedida a qualquer pessoa, pagando o preço estabelecido.
Muitas das chamadas “ordens fraternais de Iniciação” e a maioria das pseudo-ocultistas, assim procedem, porém é absolutamente errado pensar que se consegue a Iniciação aos vários graus nas verdadeiras Ordens Fraternais, tal como a Ordem Rosacruz, pagando.
Não há chave de ouro para abrir as portas da Iniciação!
Aqui só prevalece o mérito.
A Iniciação na Ordem Rosacruz é uma experiência totalmente interna, absolutamente independente de qualquer cerimônia externa.
Quando uma pessoa vive uma vida de pureza e serviço amoroso, desinteressado e anônimo aos seus irmãos e irmãs, considerando a divina essência oculta em cada um, cotidianamente, ela acumula dentro dela, algumas forças dinâmicas.
A pessoa usa com muita eficácia seu Corpo-Alma, também se torna um Auxiliar Invisível Consciente, com uma abrangência muito grande, capaz de ajudar eficazmente a tratar os doentes, os enfermos, os aflitos, os moribundos e as Almas do Purgatório.
É esta a transformação, aos poucos, e o desenvolvimento destas potências, que é a Iniciação. Ela transforma inteiramente a vida da pessoa; dá-lhe uma confiança que antes não possuía.
Geralmente o (a) candidato (a) à Iniciação não tem consciência de que é um (uma) candidato (a), e leva sua vida normalmente, servindo seus semelhantes por dias e anos, até que um dia um Instrutor (um Hierofante dos Mistérios Menores da Ordem Rosacruz no Ocidente) aparece em sua vida, pois sabe que esta pessoa já está pronta. Ela, com certeza, estava sendo observada.
Esse Hierofante mostra ao (à) candidato (a) suas faculdades latentes, mostra como despertar a energia estática, convertendo-a em poderes dinâmicos.
É um processo seguro, sem alardes, festas ou cerimônias.
A Iniciação na Fraternidade Rosacruz dá ao Aspirante a oportunidade de desenvolver suas faculdades e poderes superiores, num curto espaço de tempo, isso através dos Exercícios Esotéricos ensinados na Filosofia Rosacruz, com os quais adquirem a expansão de consciência.
A grande maioria das pessoas alcançará também essa expansão de consciência, porém seguindo o lento processo da evolução.
Muitas pessoas querem a Iniciação a qualquer custo, e muitas vezes acabam caindo nas mãos de charlatães, de aproveitadores, de mentirosos.
A Fraternidade Rosacruz dá o passo a passo, através do Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Nela o Aspirante à vida superior, o Estudante fiel, verdadeiro, persistente, adquire o “Conhecimento Direto”.
Após a morte aqui no Mundo Físico, todos passam pelo Purgatório, localizado nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Na Fraternidade Rosacruz aprendemos um método que, se executado de maneira correta, deixa de ser necessário passar pelo Purgatório!
Agora quem passa por lá? Pessoas pobres ou ricas, pessoas importantes (renomadas) ou anônimas, jovens ou velhos, quem “cuidou da parte espiritual” e quem não cuidou.
Lembramos aqui que ricos, falamos daquelas pessoas que afortunadas, agiam com indiferença para com seus irmãos e suas irmãs que estavam com fome, com sede, frio, sem posses, precisando de um remédio, de um ombro amigo, e que deles não recebiam nada, nem mesmo um olhar, que dirá uma ajuda.
Lembremo-nos sempre: nada há de errado em ser uma pessoa rica! A pessoa pode ser rica, claro, mas quando não é capaz de se sensibilizar com a indigência alheia, é sinal de que algo dentro dela vai muito mal. É triste isso.
Afinal, se a pessoa se diz Cristã, então, pela lógica, só é válido e aceitável não amar o próximo se são pessoas materialistas, que acham que a vida acaba com a morte do Corpo Denso.
Ao deixarmos o Mundo Físico, todos somos iguais ao entrar no Purgatório.
Todos estaremos na mesma condição; erradicando os maus hábitos, sofrendo exatamente o que fez ao outro ou a outra sofrer, com sua indiferença, impaciência, desonestidade, crueldade, intolerância, enfim, todo mal que fez a outrem.
De nada adiantará argumentar que “foi um descuido, um deslize, falta de atenção, eu não sabia”.
No Purgatório ficaremos, após a morte do Corpo Denso (Corpo Físico), por um período que dependerá das más ações que fizemos na vida que terminou. Mas normalmente passamos lá um terço do tempo de vida que vivemos aqui, quando ainda estávamos renascidos no Mundo Físico.
As más ações são expiadas pelo sofrimento, e ele irá se manifestar a nós, na próxima vida, como Consciência. A Consciência (a “voz da consciência”) nos irá encorajar a não repetirmos os erros do passado. Mas a decisão sempre será nossa, se repetirmos, mostramos que não aprendemos pelo amor, e precisaremos aprender que o “caminho do transgressor” (das Leis de Deus) é duro”.
No Purgatório sofremos muito mais por não termos mais o Corpo Denso, para amenizar qualquer tipo de sofrimento.
Procuremos então desde já nos melhorar fazendo todas as noites o Exercício Esotérico de Retrospecção, adiantando assim nosso Purgatório.
Procuremos também tomar muito cuidado com as nossas ações diárias.
Tratar nossos irmãos e nossas irmãs com indiferença, com desdém, é grave, é dívida.
Maltratar pessoas que não têm o mínimo para viver, se achar melhor que as outras pessoas, pisar nos outros para subir de posição, não ter olhos nem ouvidos para com os irmãos e as irmãs que passam privações e fome, é estar desde já criando um Purgatório sofrido e dívidas para a próxima vida.
Todos sem exceção, somos filhos e filhas do mesmo Pai, do mesmo Deus.
Hoje há muitas pessoas entre nós que buscam a qualquer custo a famosa “independência financeira” ou, no mínimo, uma posição financeira que a pessoa entende que é suficiente, segura e cômoda para se ter uma vida definida como “classe média”. E aí? Aí “Descansa, come, bebe, aproveita.”
E o “aproveita” aqui tem distintos conceitos: prazeres da vida, acúmulo e mais acúmulo de conhecimento intelectual, ou uma “vida simples em uma casinha de campo” e afins.
É um modo de pensar, pois acham que a vida vai longe (como se a vida nunca terá um fim neste mundo e todas as coisas que podem pôr um fim na vida só acontecem sempre na “casa do vizinho”, nunca na da pessoa); aliás que só existe essa vida aqui (ou mesmo que já chegou à conclusão de que há outra, aquela será de “glórias, desfrutes e eterna alegria”). Ledo engano!.
E saber que muitos que se definem como Aspirantes à vida superior também mantém esse ritmo vida, usando a astúcia atlante para se convencer e convencer quem está ao seu lado, enquanto fingem que “cuidam da parte espiritual”. Já a definição de “cuidar” é pura ilusão!
É um direito das pessoas pensarem e agirem assim? Sim, claro! O livre arbítrio meu e dos outros devem ser respeitados! Mas, se a pessoa optou, por livre e espontânea vontade, se desenvolver espiritualmente trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, há de ser alertada. Pois a Lei de Consequência age em igual proporção em todos; a cada causa, colhe-se um efeito. Alguns advindos de causas em vidas passadas que se ativadas, gerarão efeitos benéficos ou adversos, e outras advindas dessa mesma vida e que podem ainda serem colhidas como efeitos benéficos ou adversos. E, sempre, inquestionavelmente, a responsabilidade pela causa é da própria pessoa. Nunca será de outrem ou da “situação”, “circunstância”, algo fora da pessoa!
Nossa vida não é mais ter como foco na Região Química do Mundo Físico (isso já mudou a milhares de anos atrás, na segunda metade da Época Atlante!), esse “mundo material”, e nem acumular, adquirir somente coisas materiais (e muito menos gastar o que se deve administrar para “passar as experiências que foram escolhidas com o objetivo de evoluir aqui, colher na próxima vida celeste e renascer em uma vida mais evoluída”).
Buscar a Deus, ser Cristão, saber de onde viemos, por que estamos aqui, para onde vamos ao deixar esta vida, são tipos de decisões que atualmente, no momento desse Esquema de Evolução que estamos passando, é o que mais importa!
Nossa vida não é do berço ao túmulo e não acaba ao morrermos aqui. Há sim, muita vida nos Mundos espirituais.
Nossa passagem por aqui é muito curta perto do que passamos lá (em torno de 70 a 100 anos aqui contra em torno de 1000 anos lá!).
Saibamos fazer bom uso do nosso tempo, dos nossos bens e recursos, não esquecendo jamais viver a nossa espiritualidade no dia a dia (e não “cuidar da parte espiritual”!) e não deixando de conviver. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o “ajuste de contas” significa: a qualidade da estada no Purgatório e no Primeiro Céu, assim que morrermos, mais uma vez, aqui!
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1. Pergunta: Força Criativa, Criadora, a Força Sexual, que foi utilizada para a construção do cérebro e da laringe, habilitando o ser humano à linguagem e comunicação, à expressão do pensamento e memória aqui , nesse tema, os pecados não expiáveis que seriam os do mau uso da Força Sexual, este pecado, além do uso inapropriado do sexo para gratificação dos prazeres pessoais, envolveria também o mal uso da palavra, sugestão, pensamentos destrutivos e tudo que envolve essa Força Criadora (órgãos de procriação)? Ou é específico ao ato sexual? Porque se a palavra e o pensamento criam, quais são os pecados não expiáveis?
Resposta: Com a constituição de Corpos e veículos que nós temos hoje, o tipo de gasto da força sexual criadora, que não tem como usá-la mais, é somente quando a expulsamos do nosso Corpo Denso, por meio da relação sexual ou da masturbação. Já a expressão por meio do mal uso da palavra, sugestão, desejos, emoções e/ou pensamentos destrutivos, a força sexual criadora continua dentro do nosso Corpo Denso. Assim o pecado pelo mal uso da palavra, sugestão, desejos, emoções e/ou pensamentos destrutivos são expiáveis, especialmente para o Estudante Rosacruz que, sabiamente, recorre ao Exercício Esotérico noturno de Retrospecção para essa expiação (ou seja: apagamento de tais pecados do Átomo-semente do Corpo Denso).
2.Pergunta: Procuro desenvolver o meu lado Místico, devocional, “Coração” a fim de tentar equilibrar o meu forte, prazeroso, mais fácil de se dedicar, meu lado Ocultista, razão, que me leva ao intelectualismo e que, muitas vezes, me faz sentir incompetente e faltando um pedaço. Frequente uma igreja Cristã, mas não consigo ver nessa ação a suficiência que preciso para atender a esse equilíbrio. O que vocês me sugerem?
Resposta: Sem dúvida, “ir à igreja” é necessário, mas longe de ser suficiente!
Na Fraternidade Rosacruz é-nos ensinado várias maneiras para nos ajudar no atingimento desse importantíssimo equilíbrio, sem o qual o Estudante Rosacruz não é um Estudante Rosacruz, mas sim uma “tentativa”:
Se for somente pelo lado intelectual, arrisca-se a “fundar uma Rosacruz” para atender seus “anseios”, ou se tornar um intelectual que “acha que sabe” ou, ainda, a desistir e se achar um “ocultista”, dando palestras, escrevendo por aí e se satisfazendo com a fama mundana e, algumas vezes, até com a fortuna que cobra.
Se for somente pelo lado místico, arrisca-se a fazer da “Fraternidade Rosacruz” uma igrejinha e lá vai colocar até imagens de santos ou de “Jesus” ou até um crucifixo e se apega adorando (muitas vezes até idolatrando) a figura de Max Heindel ou do Emblema (pois não entende o que é o Símbolo) Rosacruz. E se envolve na emoção, nas lágrimas e naquela pieguice de “se está indo tudo bem, é porque está agradando a essas coisas”, e “se alguma coisa não está indo bem, é porque não está fazendo direito”.
Então o que fazer?
Sugerimos 3 AÇÕES cotidianas, persistentes, difíceis, mas não impossíveis, para praticar na sua vida:
1) Focar cada noite em melhor fazer o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção como se deve. SE feito de forma correta, ele é um perfeito instrumento de prática de julgamento usando o equilíbrio “cabeça-coração”. Note: no início, a maioria o faz como um exercício de memória, portanto, intelectual e usa a astúcia para se justificar. Assim, bem diferente do que Max Heindel descreve, né? SE estiver fazendo tal Exercício corretamente, o Exercício Esotérico Rosacruz matutino de Concentração será feito de maneira tranquila, fácil e com grande satisfação. Está aqui um bom termômetro para você saber se está ou não fazendo o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção como se deve.
2) Estudar a Bíblia, por meio dos Ensinamentos Rosacruz, já que o “Conceito” é conhecido como o “Cristianismo Místico”. Para isso muito o ajudará o fazer o Curso Bíblico Rosacruz. Temos, também, no nosso site muito material especificamente da aplicação do Ensinamentos Rosacruzes para compreendermos e praticarmos os Ensinamentos Bíblicos (https://fraternidaderosacruz.com/category/misticismo/) e no nosso canal do Youtube (https://www.youtube.com/playlist?list=PLEXN-V28CRa2OYF29oYyfZf9BMqNJXR63)
3) Durante a sua presença na missa, Religião Católica, ou no culto de uma igreja Protestante séria (pois há muitas que não são, não é?) procure identificar a prática de Liturgias do Cristianismo Exotérico (sabendo separar o que é “dogma” do que é a prática do Cristianismo Exotérico real e verdadeiro) para compreender como esse vai levando as pessoas ao Cristianismo Esotérico (o estudos dos Livros o ajudarão muito nisso e na prática devocional na sua vida cotidiana: Iniciação Antiga e Moderna – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/iniciacao-antiga-e-moderna/ – Coletâneas de um Místico – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/coletaneas-de-um-mistico/ – Cartas aos Estudantes – https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/cartas-max-heindel/ – Como Conheceremos Cristo quando Voltar – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/como-conheceremos-cristo-quando-voltar/ – A Bíblia: O Maravilhoso Livro das Épocas, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/a-biblia-o-maravilhoso-livro-das-epocas/ – Os Milagres de Cura de Cristo-Jesus, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/os-milagres-de-cura-de-cristo-jesus/ – O Mistério dos Cristos, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/os-misterios-dos-cristos/ – As Sete Igrejas do Apocalipse, por F. Ph. Preuss – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/f-ph-preuss/as-sete-igrejas-do-apocalipse/ – O Testamento de S. João Batista, por F. Ph. Preuss – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/f-ph-preuss/o-testamento-de-joao-batista/ – As Bem-aventuranças, por um Estudante – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/um-estudante/as-bem-aventurancas/ – Os Dez Mandamentos, por um Estudante – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/um-estudante/os-dez-mandamentos/ – A Imitação de Cristo, por Thomas de Kempis (livro sugerido por Max Heindel) – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/tomas-de-kempis/ )
Note a quantidade de material que a Fraternidade Rosacruz disponibiliza para ajudar ao Estudante Rosacruz “desenvolver” o lado Místico, o lado Devocional!!
Pena que pouquíssimos Estudantes Rosacruzes se dedicam a isso, mas, os poucos que se dedicam fiel e sinceramente, avançam a passos largos no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz e alcançam o Discipulado!
3.Pergunta: Todos nós estamos aqui evoluindo, morrendo e nascendo várias vezes tendo várias vidas. E qual o caminho final de tudo isso? Qual o objetivo de tanta evolução? Se tornar alguém tão evoluído quanto Jesus?
Resposta: Conforme estudamos nos Ensinamentos Rosacruzes o atual “objetivo”, que é o próximo passo, nesse Esquema de Evolução para nós, a Onda de Vida humana, é viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, por meio de um veículo que todos estamos construindo, o Corpo-Alma, o “soma psuchicon” (que S. Paulo descreve). Isso porque estamos na direção “para frente e para cima”. Assim, a próxima Região que devemos “conquistar”, trabalhando tão conscientemente lá, como trabalhamos nessa Região Química do Mundo Físico, é a Região Etérica do Mundo Físico. Graças à Deus, já há muitos irmãos e muitas irmãs que vivem conscientemente lá tanto quanto aqui. E na Fraternidade Rosacruz, quando você trilha o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz fornece-se todo um Treinamento Esotérico para o Estudante Rosacruz desenvolver o Corpo-Alma.
4.Pergunta: Os animais têm algum tipo de carma para cumprir, uma vez que alguns têm tantas doenças, abandonos (caso de animais domésticos), vítimas de caça e contrabando (animais silvestres)?
Resposta: Caro irmão, “carma” é uma desinência da Sabedoria Oriental que não considera a questão da Doutrina Cristã do “Perdão dos Pecados”. Para nós, que preconizamos os Ensinamentos da Sabedoria OCIDENTAL, estamos sob a égide do Destino Maduro, onde a utilização da Doutrina Cristã do “Perdão dos Pecados” está à nossa disposição para usarmos, conforme o próprio Cristo nos ensinou.
Não, os animais não têm responsabilidade e nem consequência alguma sobre isso tudo, pois estão sendo orientados pelos Espíritos-Grupo. As doenças que eles têm são resultados de exposição à ambientes hostis (muitos deles criados por nós) e de alimentação errada (também criadas por nós).
Sobre “abandono” também é culpa nossa, que trata animais como uma “posse material” que como tal usa e jogo fora.
Sobre caça: também é culpa nossa (pois muitos insistem em comer carne animal e utilizar as partes deles para vestuário, adereços e até para remédios, cremes, etc.).
Sobre contrabando: também é culpa nossa, que trata animais como uma “posse material” que como tal usa, vende, e ainda ganha dinheiro com isso.
Até mesmo para quem não come carne, mas ainda se alimenta do leite, ovos e derivados (que não deixa de ser também uma enorme crueldade). Fico muito triste vendo tudo isso, e não sei, vendo o lado deles, o que pensar.
Sobre comer “carne animal”. Se você É um Estudante Rosacruz ativo e quer se desenvolver trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, logicamente, tem que tratar seu Corpo Denso com a melhor alimentação possível atual (pois todo trabalho de benfeitoria em um nosso Corpo resulta em resultados benéficos em todos os outros). A compaixão dos animais trabalha para melhorar o nosso Corpo de Desejos.
E aqui, nada adianta não comer carne animal, mas continuar utilizando tênis, cintos e outros itens de vestuários feitos por partes dos corpos deles (como couro e pele) ou utilizar produtos que sacrificam animais para serem testados ou até usados (alimentos de cor vermelha utilizando corante carmim, taurina feita de líquido de testículos de animais e muitos outros, que é só pesquisar para conhecer).
Sobre consumo do alimento IMPORTANTÍSSIMO para o Estudante Rosacruz, o leite, bem como ovos e mel:
Quando falamos do consumo de ovos, leites e mel é claro que estamos falando do consumo de produtos advindos dos nossos irmãos menores onde o tratamento que é dado a eles é o que deve ser dado a um irmão ou a uma irmã em evolução.
Assim, SE você tiver condições de adquirir ovos advindos de galinhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso) será muito melhor.
Assim, SE você tiver condições de adquirir leite advindos de vacas, ovelhas, cabritas, búfalas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso), ótimo.
Assim, SE você tiver condições de adquirir mel advindos de abelhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso, ótimo.
Então, e só então, você deve consumir.
Caso contrário, é óbvio que não tem como compactuar com essa indústria horrenda que você detalhou acima.
Ou seja: não há motivo que justifique o consumo, não é?
Seria uma hipocrisia da parte de um Estudante Rosacruz consumir sob tais condições de produção!
Graças à Deus a quantidade de irmãos e irmãs que já compreenderam como se deve cuidar de um ser animal em evolução e o ajudá-lo a nos servir por meio da sua produção natural (respeitando inclusive os limites de produção de cada um), tem aumentado consideravelmente.
Estar na Órbita de Influência da Era de Aquário promove essa consciência em muitos irmãos e muitas irmãs em tratar esses seres animais como devem ser tratados para ajudá-los a evoluir nesse Esquema de Evolução.
5.Pergunta: Se as Ondinas têm um Corpo feito de Éter de Vida, então por que são mortais, tendo uma vida que dura vários milhares de anos?
Resposta: O Esquema de Evolução dos Elementos da Natureza, de onde as Ondinas é um deles, é bem diferente do nosso. O fato de terem somente um Corpo formado somente por um Éter, o de Vida, não quer dizer que possuam a imortalidade. Só quer dizer que devido a não ter o desgaste que nós, seres humanos temos no nosso Corpo Denso e que faz com que a nossa expectativa de vida aqui não passe de dois dígitos, elas têm um Corpo Vital formado somente por um Éter que lhe permite viver no Mundo Físico por milhares de anos. Para nós seres humanos possuir a imortalidade no Mundo Físico (onde a Região Etérica faz parte) é necessário ter um Corpo formado pelos quatro Éteres, e não ter mais nenhuma dívida de destino para ser paga, além de ter, no mínimo, alcançado o grau de Adepto, na Ordem Rosacruz.
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
A lepra (ou como chamamos atualmente, a hanseníase), uma das doenças mais temidas a que a Humanidade se submeteu, é resultado do “pecado imperdoável”, ou mau uso da força sexual criadora divina, tão prevalente durante os tempos lemurianos e atlantes. Aprendemos quando estudamos o Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que “…assim como o Espírito Santo é a energia criadora da Natureza, a energia sexual é seu reflexo no ser humano. O mau uso ou abuso desse poder é um pecado que não se pode perdoar; deve expiar-se, com prejuízo da eficiência dos veículos, a fim de aprendermos que a força criadora é santa”.
Paracelso, o grande médico-curador do século XV, afirmou: “Um laço íntimo liga o gerador ao que é gerado. Gerações passadas são utilizadas na construção do corpo futuro; elas são tecidas no corpo como uma tendência a alguma doença, afetando a disposição ou as forças vitais. Esse veneno de vidas passadas deve, em algum lugar, ser transformado em saúde.” Assim, a Lei de Causa e Efeito atua para nos ensinar a viver de acordo com as Leis de Deus.
No entanto, Cristo – veja na Bíblia a Cura do Leproso (Mt 9:1-4 e Mc 1:40-44) – trouxe a graça, por meio da qual uma pessoa, mediante o arrependimento, a restituição e a reforma íntima, pode absolver seu destino. Até mesmo uma pessoa diagnosticada com hanseníase pode usar essa fórmula divina para receber o Poder Curador do Cristo e ser aliviado de seu fardo. Uma mudança definitiva de consciência, é claro, é necessária nesse processo e, a menos que tal mudança ocorra, a cura será, na melhor das hipóteses, apenas temporária.
Estudando o livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz aprendemos que “Esse foi o pecado dos nossos progenitores na antiga Época Lemúrica que eles espalharam suas sementes independentemente da Lei e sem o amor. Mas é o privilégio do Cristão se redimir pela pureza da sua vida, em memória do Senhor. S. João diz: “Sua semente permanece nele.” (IJo 3:9)
Nos tempos modernos, a hanseníase deu lugar ao câncer, que também resulta de desejos descontrolados. A ciência forneceu um certo grau de assistência na “cura” dessas duas doenças terríveis, mas um remédio permanente só pode ser encontrado educando as pessoas para que compreendam a santidade do Espírito Santo dentro de cada um de nós e aprendam a viver uma vida de autocontrole que respeite e obedeça às Leis de Deus.
(Publicado na Revista Rays From The Rose Cross – abril/1984 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
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Gravura: Christ Healing the Leper, from The Story of Christ. Georg Pencz-1534-35
Quando renascemos neste Mundo Físico, estamos dotados de forças e poderes. É nosso dever, assim como também nossa oportunidade, desenvolvê-los durante a nossa vida aqui na Terra, e utilizá-los em nosso caminho para cima, na perfeição, em nossa jornada de retorno a Deus. Por isso, é nos ensinado: “E não sejas conformado a este mundo, mas sê transformado pela renovação da tua Mente, para que possas comprovar que essa é boa, aceitável, e a perfeita vontade de Deus.” (Rm 12:2).
Quando olhamos o diminuto, terno e quase desamparado Corpo Denso de uma criancinha, é para nós difícil imaginá-lo um indivíduo crescido, e capacitado para usar livre e poderosamente seu organismo. No começo da nossa existência terrena há pouca evidência dos poderes latentes espirituais e morais deste ser pequeno. Porém, ainda quando são invisíveis estas forças, estão prontas para manifestar-se no tempo apropriado.
O Corpo Denso renova-se a cada sete anos. Por analogia podemos deduzir que veículos sutis, têm que renovar-se também. É a presença desses poderes latentes que faz possível a evolução. Conforme renovamos nossos Corpos de Desejos, e os redirigimos, podemos mudar e enriquecer nossa existência fazendo com que a nossa vida se reflita nos Mundos superiores. Quanto mais muda para melhor, mais pertos da perfeição e mais amplos horizontes abrem-se ante nós.
Quando essas forças ocultas dentro de nós, são libertadas, podem produzir um efeito tremendo. Nada permanece estacionário. Nada há em estado permanente. “Nada é mais certo que a mudança”. Temos que escolher, e por um esforço determinado da vontade, cuidadosamente, eleger o caminho que desejamos percorrer.
Depois que a opção tenha sido feita, o investigador da verdade se esforça conscientemente, em trabalhar com as forças ocultas.
O aspecto mais valioso de todas as coisas criadas é a possibilidade de sua mudança para melhor; a potencialidade para seu crescimento e a habilidade para compreender e realizar a verdade. Existe em toda a criação um movimento contínuo para a perfeição. Na Filosofia Rosacruz ensina-se que podemos conseguir a perfeição com a ajuda daqueles que pisaram antes neste caminho: nossos Irmãos Maiores, que estão sempre empenhados em nos ajudar no nosso progresso.
A habilidade criadora é inseparável em nós. Fomos feitos à imagem e semelhança do nosso Criador, Deus. “N’Ele vivemos, nos movemos, e temos o nosso ser” (At 17:28). Com o auxílio da Oração e da Meditação, temos o poder de nos abrirmos às benéficas influências do Universo. Nosso Sistema Solar com tudo o que está em cima e dentro dele, provém do Sol. E recebemos nosso impulso espiritual por meio dos raios espirituais originários do Sol espiritual que vive atrás da órbita física solar. Muito depende da nossa habilidade, para responder a estas emanações.
Temos que saber como receber esse bem que está a nossa volta. Devemos anelá-lo, antes que seja possível utilizar essas forças superiores. Conforme pedimos, assim obteremos, é uma resposta a nossa própria procura.
Os raios que vêm do Sol transmitem iluminação espiritual. Aqueles raios enviados pelos Planetas promovem inteligência, moral e crescimento anímico. E os raios refletidos por nosso satélite, a Lua, assistem o crescimento físico.
Progredimos constantemente, de vida em vida. Conforme mudam os costumes sociais e ambientes físicos, de idade em idade, tornamos a estar em contato com a vida. Com o auxílio e orientação das Hierarquias Criadoras encontramos condições e circunstâncias úteis na obtenção das experiências necessárias. Deste modo temos a oportunidade de desemaranhar o novelo em que nos enrolamos em vidas anteriores. Ao mesmo tempo podemos colocar novas causas em ação. Estudamos nas Epístolas de S. Paulo aos Coríntios: “O homem interior é renovado dia por dia” (IICor 4:16).
No Livro A Teia do Destino – Fraternidade Rosacruz – Max Heindel, aprendemos que desde a puberdade, e durante toda a vida, uma força sexual criadora é gerada internamente em nosso organismo. Esta força pode ser usada para três fins: geração, degeneração ou regeneração. Depende de nós qual dos três métodos escolher. Porém, qualquer que escolhamos terá uma orientação importante em nossa vida, pois o uso dessa força sexual criadora não está limitado em seu efeito ao tempo ou ocasião em que se dispõe dela. Cobre cada um dos momentos de nossa existência e determina nossa atitude em cada uma das fases particulares da vida aqui.
Algumas vezes podemos perder nosso rumo aqui na Terra, e os valores reais e eternos são esquecidos em presença de tantas coisas desanimadoras e transitórias.
É quando nos damos conta desta condição, devemos parar, fazer o inventário da nossa existência, e procurar melhores meios de vida, procurando os valores superiores e a maneira para renovar nossa força.
Esta possibilidade é mencionada de modo bem claro nas Sagradas Escrituras, na Parábola do Filho Pródigo[1]. Ele tinha que dar-se conta por si mesmo do seu estado indigno, método insatisfatório de vida, e deveria procurar internamente, para encontrar a força que o faria retornar ao Pai. E, em verdade, o Pai contava com seu retorno. É evidente que o cultivo de forças e poderes espirituais, requer que também sejam adquiridas sabedoria e compreensão, pois os poderes espirituais não são nem maus nem bons em si, senão o motivo e o caráter de quem os possui, fazem-nos merecer esse qualificativo. Sabemos que as distinções entre o uso legítimo e ilegítimo dos poderes espirituais são superiores e sutis.
Sempre devemos recordar que poder é força para realizar, e o que com ela fazemos, depende de nós. A direção que lhe dermos é de nossa própria e pessoal responsabilidade.
Foi poder sobre todas as coisas o que o diabo, o tentador, prometeu ao Cristo Jesus, quando estiveram juntos no deserto. Sabemos que Cristo Jesus triunfou de todas as tentações e respondeu: “Não tentarás ao Senhor teu Deus.” Neste, como em todas as demais veredas, Ele é nosso único Ideal e Caminho.
Se perdemos nosso rumo, isto é só temporário. As asas cortadas podem crescer de novo, e quando encontrarmos outra vez nosso caminho, aprenderemos também que só o Bem, a Verdade e o Belo sobrevivem afinal, pois um dia seremos testemunhas desse fato: “E aquele que estava sentado no trono disse: E daqui eu faço novas todas as coisas.” (Apo 21:5).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1974 pela Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: Lc 15:11-32 – “Um homem tinha dois filhos. O mais jovem disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, ajuntando todos os seus haveres, o filho mais jovem partiu para uma região longínqua e ali dissipou sua herança numa vida devassa. E gastou tudo. Sobreveio àquela região uma grande fome e ele começou a passar privações. Foi, então, empregar-se com um dos homens daquela região, que o mandou para seus campos cuidar dos porcos. Ele queria matar a fome com as bolotas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E caindo em si, disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome! Vou-me embora, procurar o meu pai e dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. Trata-me como um dos teus empregados’. Partiu, então, e foi ao encontro de seu pai. Ele estava ainda ao longe, quando seu pai o viu, encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos. O filho, então, disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Ide depressa, trazei a melhor túnica e revesti-o com ela, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés. Trazei o novilho cevado e matai-o; comamos e festejemos, pois, este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi reencontrado!’ E começaram a festejar. Seu filho mais velho estava no campo. Quando voltava, já perto de casa ouviu músicas e danças. Chamando um servo, perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe disse: ‘É teu irmão que voltou e teu pai matou o novilho cevado, porque o recuperou com saúde’. Então ele ficou com muita raiva e não queria entrar. Seu pai saiu para suplicar-lhe. Ele, porém, respondeu a seu pai: ‘Há tantos anos que eu te sirvo, e jamais transgredi um só dos teus mandamentos, e nunca me deste um cabrito para festejar com meus amigos. Contudo, veio esse teu filho, que devorou teus bens com prostitutas, e para ele matas o novilho cevado!’ Mas o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso que festejássemos e nos alegrássemos, pois, esse teu irmão estava morto e tornou a viver; ele estava perdido e foi reencontrado!’”
Sabemos que, atualmente, a nossa força sexual criadora, quando nos manifestamos aqui na Região Química do Mundo Físico, está dividida: metade flui para cima para manter um cérebro e uma laringe, por meio dos quais nós podemos controlar esses instrumentos e nos expressar em pensamentos e palavras; e a outra metade é impelida para baixo, para os nossos órgãos criadores, para reprodução.
Hoje a palavra que então aprendemos a falar é morta e destituída de poder. Na próxima Época, a Época Nova Galileia (não a confundir com a Era de Aquário) teremos desenvolvido um órgão etérico, construído no interior da cabeça e da garganta pela força sexual economizada (o qual órgão é visto pelos Clarividentes voluntários como a haste de uma flor que ascende da parte inferior do tronco). Esse órgão é, verdadeiramente, um órgão criador capaz de emitir a palavra, a vida e o poder. Notemos que a palavra atual é produzida por movimentos musculares rudimentares que combinam laringe, língua, lábios e outras partes do nosso Corpo Denso, de tal modo que a passagem do ar saído dos pulmões gera determinados sons. No entanto, o ar é um veículo pesado, difícil de se mover, comparado as forças mais sutis da Natureza como a eletricidade, que se propaga no Éter, de modo que, quando aquele órgão tiver alcançado pleno desenvolvimento, teremos o poder de falar a “palavra da vida” e infundir vitalidade nas substâncias que até ali estiverem inertes. O alimento principal para a construção desse órgão para falar a “palavra da vida” é a prática constante do serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado na divina essência oculta que há em cada um de nós, aos nossos irmãos e a nossas irmãs que estão no nosso entorno.
Atualmente, as pessoas que se esforçam e praticam o serviço desta forma e fielmente executam o Exercício Esotérico noturno Rosacruz de Retrospecção estão construindo aquele órgão. Elas estão aprendendo a usá-lo aos poucos, como Auxiliares Invisíveis, quando fora de seus Corpos Densos à noite e usando o Corpo-Alma (que naturalmente é construído pelas práticas acima), enquanto dormem aqui, precisam emitir a “palavra de poder” para eliminar as doenças e enfermidades de irmãos e irmãs doentes.
Vamos dar um exemplo da força das palavras por meio de uma pequena sentença, fornecida pelo inspirado Apóstolo S. João quando ele escreveu: “Deus é Luz”. Essas três palavras são tão esclarecedoras para a Mente, quanto outras tantas palavras são confusas. Qualquer pessoa que utilize essa passagem como assunto para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (como, p. exe., o de Concentração ou o de Meditação) encontrará, seguramente, uma recompensa maravilhosa a sua espera. Afinal, não importa quantas vezes tomemos essas palavras repetindo-as nesse contexto de Exercício Esotérico, nosso próprio desenvolvimento, conforme os anos passam, nos assegura uma compreensão cada vez mais completa e melhor. Cada vez que mergulhamos nessas três palavras, nos sentimos preenchidos por uma fonte espiritual de profundidade inesgotável e, a cada vez, alcançamos mais minuciosamente as profundezas divinas e nos aproximamos mais do nosso Deus-Pai celestial.
Como um verdadeiro Aspirante à vida superior buscamos espiritualizar todo o nosso ser, e quando estivermos sob a influência da verdadeira Religião Cristã Esotérica, teremos aprendido o autodomínio e nos tornaremos um auxiliar altruísta do nosso irmão ou da nossa irmã ao nosso lado. Poderemos, então, ser um firme guardião do poder mental, pelo qual seremos capazes de formar ideias exatas e prontas para serem cristalizadas de imediato em coisas úteis. Tudo isso se efetuará por meio da laringe, que emitirá a Palavra Criadora.
Afinal, todas as coisas da Natureza vieram à existência pelo “Verbo que se fez carne” (Jo 1:14). O som, ou pensamento falado, é a nossa próxima força a se manifestar, uma força que nos fará criadores quando, mediante nosso atual aprendizado, nos tivermos capacitados para o uso de tão grande poder para o bem de todos, a despeito dos nossos próprios interesses.
Que as rosas floresçam em vossa cruz