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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Você Realmente quer Alcançar o Conhecimento Direto dos Mundos suprafísicos?

Diversos Aspirantes à vida superior chegam até a Fraternidade Rosacruz revelando grande interesse em desabrochar seus poderes espirituais. Muitos, apesar de convictos, vêm em busca de respostas aos seus anseios. Outros desejam convalidar créditos de outra Escola, isto é, relatam que já passaram por correntes espiritualistas e, por isso, acreditam que já galgaram etapas básicas do treinamento esotérico e podem iniciar etapas mais profundas. “Você pode me adiantar para o Curso Superior de Astrologia Rosacruz ou me inscrever no Probacionismo?”, dizem alguns.

Quando lhes informam que devem realizar o Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz, antes de se inscreveram nos Cursos de Astrologia Rosacruz, e que somente podem se candidatar ao Probacionismo após um período mínimo de 24 meses recebendo semanalmente instruções espirituais do Mestre, saem desapontados. Tal atitude revela que ainda não compreenderam o que significa a busca pelo verdadeiro desabrochar espiritual.

Mas, a questão não é somente essa. Há outro fator que não parecem compreender. É o fato imperioso de possuir os requisitos básicos necessários para que o Mestre possa realmente iniciar o neófito nas tão almejadas verdades espirituais. Sem tais requisitos, essa aspiração não passa de sonho. A pergunta natural que se faz, neste ponto, é a mesma que o jovem aspirante fez ao sábio: “Senhor, o que devo fazer para me tornar um sábio?” (Introdução do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos[1]), ou quais são esses requisitos para que o Mestre venha até mim e me inicie?

Todos concordam que para adquirir uma formação acadêmica, a consagração de tempo constitui um dos principais ingredientes para que isso se torne uma realidade. Apesar de necessária, essa consagração não é suficiente. Veja bem, sabemos que muitos jovens alcançam a formação acadêmica, todos os anos. Mas, quantos jovens saem da universidade com mais do que o título e a formação? Isto é, quantos jovens saem com umdomínio total do conhecimentoadquirido?Quantos realmente saem do nível de aprendiz e passam para o nível de mestre no assunto? Pouquíssimos! Compreendem o porquê do tempo ser necessário, mas insuficiente?

Os alunos que realmente adquiriam poder sobre algum assunto foram além do tempo. O que lhes conferiu tal poder foi o sacrifício. Pelo sacrifício, ganhamos! “É dando que recebemos; é morrendo que nascemos para vida eterna” (Trechos da Oração de S. Francisco). Entre os sacrifícios para formar um bom profissional, destacamos: lazer; período diário para não apenas assistir às aulas, mas para estudar e se aprofundar no assunto; recusar trabalhos que ajudariam no orçamento mensal, pois tem foco; horas de sono; momentos agradáveis com amigos e família; entre muitos outros interesses concorrentes. Por meio da consagração de tempo para o estudo e o Sacrifício de diversos outros hábitos ou afazeres que poderiam preencher sua vida nesse período de formação, ele obteve foco e pôde se aprofundar, adquirindo poder sobre os assuntos estudados.

“Senhor, o que devo fazer para me tornar um sábio?”. Finalmente o sábio deu-lhe ouvidos e, então, desceu a um rio próximo. Entrou na água convidando o jovem e levando-o pela mão. Quando alcançaram certa profundidade o sábio, pondo todo seu peso sobre os ombros do rapaz, submergiu-o na água, apesar dos esforços que esse fazia para livrar-se. Por fim o sábio largou-o, e quando o jovem recuperou alento perguntou-lhe: “Meu filho, quando estavas debaixo d’água o que mais desejavas?” O jovem respondeu sem hesitar: “Ar, ar! eu queria ar!” “Não terias antes preferido riquezas, prazeres, poder ou amor, meu filho? Não pensaste em nenhuma dessas coisas?” indagou o sábio. “Não, senhor! Eu desejava ar, só pensava no ar que me faltava”, foi a resposta imediata. “Então”, disse o sábio, “para te tornares sábio deves desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que desejavas o ar. Deves lutar por ela e excluir de tua vida qualquer outro objetivo. Essa e só essa deve ser, dia e noite, tua única aspiração. Se buscares a sabedoria com esse fervor, meu filho, certamente tornar-te-ás sábio”.

Essa aspiração traduz-se em sacrifício! Muitos que chegam à Fraternidade Rosacruz possuem esse anseio sincero por sabedoria, mas poucos estão dispostos a compreender e a realizar os sacrifícios necessários para se adquirir o conhecimento direto, o poder espiritual. “Saber o caminho é diferente de percorrer o caminho”. Se essas pessoas que relatam possuir conhecimentos avançados e, por isso, querem cortar caminho (isso também vale para os Estudantes Rosacruzes antigos que, muitas vezes, acabam caindo na cilada de deixar de realizar os Exercícios Esotéricos e buscar fora algo “mais elevado”), por que ainda não conseguiram o contato consciente com o Mestre, o único capaz de lhe oferecer algo mais elevado? O leitor agora percebe o motivo por que chamamos essas pessoas de “perdidos”?

Pelo sacrifício, recebemos! Pelo sacrifício, temos graça! “(…) aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E achando-se na condição de homem, humilhou-se a Si mesmo, tornando-se obediente até à morte, a morte na Cruz. Pelo que também, Deus o exaltou soberanamente e Lhe deu um nome que está acima de todo o nome, para que ao nome de Cristo-Jesus, se dobre todo o joelho, e toda a língua confesse, que Cristo-Jesus é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Trechos do Ritual Rosacruz do Serviço Devocional do Templo, que repetimos todos os dias que o oficiamos). Cristo – o Caminho, a Verdade e a Vida – nos ensinou o sacrifício em seu mais alto significado. Por isso ele obteve a graça.

Abraão foi capaz de sacrificar seu filho Isaac (obras de seu Eu Superior) em favor da vontade do Senhor. Mas, foi divinamente impedido, pois Deus já tinha visto que tinha a coragem para tal. Por isso, foi agraciado, alcançou Iniciações ainda maiores. Do mesmo modo, Salomão desejou sabedoria para governar seu povo, ao invés de pedir faculdades ou regalias pessoais. Por isso, entrou em estado de graça e Jeová o tornou o ser humano mais sábio que já viveu.

Aquele que não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que acha sua vida, a perderá, mas quem perde sua vida por causa de mim, a achará.” (Mt 10:38-39). Esse constitui um dos fatores que faz o Aspirante à vida superior passar muitos anos sem contato com o Mestre. Isto é, o interesse pessoal ou egoísmo sutil e inconsciente que envolve o Aspirante à vida superior durante sua tentativa de percorrer o caminho da senda da preparação (Para mais informações sobre isso, leia o trecho da Conferencia XI do livro Cristianismo Rosacruz[2]).

Quem consegue abandonar (sacrificar) o próprio anseio de obter acesso direto às verdades espirituais, em favor de servir ao próximo? O maravilhoso poeta de Longfellow, A Lenda Formosa[3], retrata com maestria esse sacrifício em favor dos outros. S. João Batista também fornece uma das fórmulas para adquirir esse poder: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua.” (Jo 3:30).

Estimado amigo e estimada amiga, se deseja verdadeiramente adquirir poderes espirituais, trabalhe para despertar em seu coração, a sabedoria do sacrifício equilibrado. Sem esse requisito, todos os livros e conhecimentos que adquiriu serão estéreis.

Que as rosas floresçam em vossa cruz


[1] N.R.: Trecho do Capítulo em questão: Se o leitor, que compreendeu bem essa ideia perguntar o que deve fazer para obter o conhecimento direto, terá na seguinte história a ideia fundamental do ocultismo:

Certo dia um jovem foi visitar um sábio, a quem perguntou: “Senhor, o que devo fazer para tornar-me um sábio? “. O sábio não se dignou responder. Depois de repetir a pergunta certo número de vezes sem melhor resultado, o jovem foi embora, mas voltou no dia seguinte com a mesma pergunta. Não obtendo resposta ainda, voltou pela terceira vez e novamente fez a pergunta: “Senhor, o que devo fazer para tornar-me um sábio?”.

Finalmente o sábio deu-lhe ouvidos, e então desceu a um rio próximo. Entrou na água convidando o jovem e levando-o pela mão. Quando eles alcançaram certa profundidade o sábio, pondo todo seu peso sobre os ombros do rapaz, submergiu na água, apesar dos esforços que esse fazia para livrar-se. Por fim o sábio largou-o, e quando o jovem recuperou alento perguntou-lhe:

“Meu filho, quando estavas debaixo d’água o que mais desejavas?”.

O jovem respondeu sem hesitar: “Ar, ar! Eu queria ar!”.

“Não terias antes preferido riquezas, prazeres, poder ou amor, meu filho? Não pensaste em nenhuma dessas coisas?” – Indagou o sábio.

“Não, senhor! Eu desejava ar, só pensava no ar que me faltava” – Foi a resposta imediata.

“Então”, disse o sábio, “para te tornares sábio deves desejar a sabedoria com a mesma intensidade com que desejavas o ar. Deves lutar por ela e excluir de tua vida qualquer outro objetivo. Essa e só essa deve ser, dia e noite, tua única aspiração. Se buscares a sabedoria com esse fervor, meu filho, certamente tornar-te-ás sábio”.

Esse é o primeiro e fundamental requisito que todo Aspirante ao conhecimento oculto deve possuir – um desejo firme, uma sede abrasadora de conhecimento, e um entusiasmo insuperável para conquistá-lo. No entanto, o motivo supremo para a busca desse conhecimento oculto deve ser um desejo ardente de beneficiar a Humanidade, esquecendo-se inteiramente de si mesmo, a fim de trabalhar para os outros. A não ser por essa motivação, o estudo do ocultismo é perigoso.

Sem possuir tais qualificações – especialmente a última – em certa medida, qualquer tentativa para seguir o caminho árduo do ocultismo seria um empreendimento perigoso. Outro pré-requisito para aspirar ao conhecimento direto é o estudo do ocultismo indiretamente. A investigação direta requer certos poderes ocultos que permitem estudar os assuntos relacionados com os estados pré-natal e pós-morte do ser humano, mas ninguém deve se desesperar por não ter desenvolvido ainda poderes ocultos para adquirir conhecimento direto sobre esses assuntos. Assim como uma pessoa pode conhecer a África indo lá pessoalmente ou lendo as descrições de viajantes que ali estiverem, assim também, para conhecer os Mundos suprafísicos, visita-os, se estiver habilitado para fazê-lo, ou estuda o que outros já capacitados contam como resultado de suas investigações.

[2] N.R.: Trecho referente ao assunto: Surge daí a pergunta: Como achar um instrutor autêntico e como distingui-lo de um impostor? É uma pergunta muito importante, porque quando o aspirante encontra tal mestre, pode considerar-se em perfeita segurança e protegido contra a grande maioria dos perigos que cercam aqueles que, por ignorância ou egoísmo, traçam seus próprios rumos e buscam poderes espirituais, mas sem qualquer esforço para desenvolver fibra moral.

É uma verdade axiomática que os seres humanos são conhecidos “por seus frutos” e, como o mestre esotérico exige de seu pupilo desinteresse nas motivações, infere-se justamente que o instrutor deve possuir esse atributo em grau ainda maior. Portanto, se alguém se arvora em ser instrutor e oferece seus conhecimentos em troca de dinheiro, a tanto por aula, mostra assim que está abaixo do padrão que exige de seus discípulos. Alegar que precisa de dinheiro para viver, ou apresentar outros motivos semelhantes para cobrar pelo ensino, tudo não passa de sofismas. As leis cósmicas cuidam de todo aquele que trabalha com elas. Qualquer ensino oferecido em bases comerciais não é ensino superior, porque este jamais é vendido ou envolve considerações materiais, pois, em todos os casos, chega ao recebedor como um direito em função do mérito. Assim, mesmo que o verdadeiro instrutor tentasse negar o ensino a determinada pessoa que o merecesse, pela Lei de Consequência, seria um dia compelido a ministrar-lhe o mesmo.

No entanto, tal atitude seria inconcebível porque os Irmãos Maiores sentem uma grande e indizível alegria toda vez que alguém começa a palmilhar a senda da vida eterna. Por outro lado, embora ansiosos por tal, eles a ninguém podem revelar seus segredos antes que cada um tenha dado provas de sua constância e altruísmo, pois só assim poderá alguém ser um firme guardião dos imensos poderes resultantes, que tanto podem servir ao bem como podem ser usados para o mal. Se permitimos que nossas paixões se imponham descontroladamente, e se a avareza ou a vaidade são as molas de nossas ações, apenas sustamos o progresso de nosso semelhante ao invés de ajudá-lo. E, até que aprendamos a usar apropriadamente os poderes que possuímos, não estaremos em condições de realizar o trabalho ainda maior exigido daqueles que têm sido ajudados pelos Irmãos Maiores a desenvolverem sua visão espiritual latente, e a conseguirem compreensão espiritual, que é o que torna valiosa aquela faculdade como fator de evolução.

Portanto, a “Senda da Preparação” antecede o “Caminho da Iniciação”. A perseverança, a devoção, a observação e o discernimento são os meios de alcançá-lo, porque tais qualidades sensibilizam o Corpo Vital. Através da perseverança e da devoção, os Éteres Químico e de Vida capacitam-se a cuidar das funções vitais do Corpo Denso durante o sono. E uma separação entre estes dois Éteres e os dois superiores – Éter de Luz e Éter Refletor – acontece. Quando os dois últimos se espiritualizam suficientemente mediante a observação e o discernimento, uma simples fórmula dada pelo Irmão Maior capacita o Discípulo a separá-los e a levá-los consigo, à vontade, juntamente com seus veículos superiores. Deste modo, ele fica equipado com um veículo de percepção sensorial e memória. Qualquer conhecimento que possua no mundo material pode, então, ser utilizado nos Reinos espirituais, como também pode trazer ao cérebro físico recordações das experiências por que passou enquanto esteve fora de seu Corpo Denso. Isto nos é necessário para funcionarmos separados do Corpo Denso, plenamente conscientes tanto do Mundo Físico quanto do Mundo do Desejo, pois o Corpo de Desejos ainda não está organizado e, se o Corpo Vital não transferisse suas impressões no momento da morte, não poderíamos ter consciência no Mundo do Desejo durante a existência post-mortem.

Os exercícios respiratórios indiscriminados não produzem a divisão acima descrita, mas apenas tendem a separar o Corpo Vital do Corpo Denso. Por isso, as ligações entre os centros etéricos dos sentidos e as células cerebrais rompem-se ou deformam-se em certos casos, resultando ao final em vários tipos de insanidade mental, como a loucura. Em outros casos, o rompimento ocorre entre o Éter de Vida e o Éter Químico e, como o primeiro responde pela assimilação orgânica dos alimentos e é a avenida particular para a especialização da energia solar, essa ruptura resulta em tuberculose. Somente através de exercícios apropriados pode-se efetuar a separação correta. Quando a pureza de vida permite que a força sexual, que é criadora, gerada no Éter de Vida eleve-se até o coração, essa força encarrega-se de manter a quantidade de circulação necessária ao estado de sono. Deste modo, as funções físicas e o desenvolvimento espiritual correm paralelamente ao longo de linhas harmoniosas.

[3] N.R.: Poema de James Russell Lowell (1819-1891) – poeta romântico, crítico, satírico, escritor, diplomata e abolicionista americano: “A Lenda Formosa” (The Beautiful Legend):

“Sozinho em sua cela,

No chão de pedra ajoelhado,

O monge orava em profunda contrição

Por seus pecados de indecisão.

Suplicava por maior renúncia

Na tentação e na provação;

O mostrador meio-dia já marcava

E o monge em solidão ainda orava”.

“De repente, como num relâmpago,

Algo incomum resplandeceu, afora e no âmago,

E nessa estreita cela de pedra fez abrigo;

Então, o monge teve com o Poder do Clarão

De Nosso Senhor, a Abençoada Visão.

Como um manto, O envolveu,

Como uma veste, O abrigou”.

Contudo, este não era o Salvador açoitado e penitenciado, mas o Cristo que alimenta os famintos e cura os enfermos.

“A alma em preces acalentada,

Cada mão sobre o peito cruzada,

Reverente, adorando, assombrado,

O monge, perdido em êxtase, caiu ajoelhado”.

“Depois, em meio à sua exaltação,

Retumbante o sino do convento em exortação

De seu campanário tangeu, ressoou,

Por pátios e corredores reverberou

Com persistência badalando,

Como nunca antes ousou”.

Esse era o chamado para seu dever cumprir. Como esmoler da Irmandade sua tarefa era alimentar os pobres, tal como Cristo ensinou e exemplificou.

“Profunda angústia e hesitação

Misturavam-se à sua adoração;

Deveria ir, ou deveria ficar?

Poderia os pobres deixar

Famintos no portão a esperar,

Até a Visão se dissipar?

Poderia ele seu brilhante hóspede desprezar?

Seu visitante celestial desconsiderar

Por um grupo de míseros esfarrapados,

Mendicantes no portão do convento sediados?

Será que a Visão esperaria?

Será que a Visão retornaria?

Então, dentro do seu peito uma voz

Audível e clara sussurrou,

E ele, nitidamente escutou:

Cumpre teu dever sem inquietação ou protesto,

Deixa aos cuidados do Senhor o resto!”.

“Imediatamente ergueu-se resoluto,

E com um olhar ardente, decidido e arguto

Dirigido à Abençoada Visão,

Lentamente A deixou em sua cela na solidão,

Diligentemente foi cumprir sua missão”.

“No portão, os pobres estavam esperando

Através do gradil de ferro observando,

Com terror no semblante

Que só se vê no suplicante

Que em meio a desgraças e desditas

Ouve o som das trancas lhe cerrando as portas,

Pobres, por todos desprezados,

Com o desdém, familiarizados,

Com o dissabor, acostumados,

Buscam o pão pelo qual muitos sucumbem!

Mas hoje, sem o motivo sequer saberem bem,

Tal como Portal do Paraíso no além

Abre-se a porta do convento!

E como um divino Sacramento

Parecia-lhes o pão e o vinho nesse momento!

Em seu coração o Monge estava orando,

Nos pobres sem teto pensando,

Tudo que sofrem e suportam

E vendo ou ignorando, muitos rejeitam.

Enquanto isso uma voz interna ao Monge dizia:

O que quer que faças

Ao último e menor dos meus,

A Mim o fazes!”.

“A Mim! Mas se tivesse a Visão

Se apresentado em farrapos e errante,

Como um desvalido suplicante,

Ter-me-ia ajoelhado em adoração?

Ou A receberia com escárnio e presunção

E até ter-me-ia afastado com aversão”.

“Assim questionou sua consciência,

Com insinuações e incômoda insistência,

Quando, por fim, com passo apressado

Dirigindo-se à sua cela com ânsia,

Seus olhos contemplaram o convento iluminado

Por uma luz sobrenatural inundado,

Como uma nuvem luminosa se expandindo

E sobre o chão, paredes e tetos subindo”.

“Mas, assombrado parou a extasiar,

Da porta contemplou, no limiar!

A Visão que lá permanecera,

Exatamente como antes A deixara

Na hora em que o sino do convento soou,

De seu campanário clamou, clamou,

E para os pobres alimentar o intimou.

Por longa e solitária hora esperara,

Seu regresso iminente aguardara.

O coração do Monge ardeu

Quando Sua mensagem compreendeu,

Logo que o Vulto Amado deixou esclarecido:

Eu teria desaparecido

Se tu tivesses permanecido!”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook – A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Audiobook-Por-um-Estudante-A-Visao-Eterica-e-o-que-Ela-Revela-CAPA Audiobook - A Visão Etérica e o que Ela Revela - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.

O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Prefácio
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte I – 1 – A Natureza da Visão Etérica
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte I – 2 – O Éter Químico no Corpo Humano
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte I – 3 – Átomos e Moléculas
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 4 – O Éter de Vida e a Genética
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 5 – A Espiral da Vida
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 6 – O Magnetismo Orgânico versus o Inorgânico
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 7 – O Éter de Vida e o Fogo Cósmico
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 7 – Resumo
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte II – 8 – Estrela e Espiral
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte III – 9 – O Éter de Luz e o Sol
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte III – 10 – A Visão do Ocultista sobre o Éter de Luz
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte III – 11 – Os Três Éteres
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte IV – 12 – Entre os Dois Céus
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte IV – 13 – O que o Éter Refletor reflete
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte IV – 14 – O Éter Refletor e o Registro dos Renascimentos Anteriores
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte IV – 15 – O Éter Refletor e a sua Relação com a Matéria
A Visão Etérica e o que Ela Revela – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz – Parte IV – 16 – O Éter Refletor e as Forças Arquetípicas

FIM

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Conquista da Liberdade e as Correlações Positivas com os Exercícios de Concentração e Retrospecção

Dentro de cada um de nós há um impulso para a liberdade. Pode se manifestar, às vezes, como um convite alegre a “subir mais acima” para alcançar mais ansiosamente a liberdade que pode tomar e fazer nossa. Esse impulso interno tem sido chamado “o descontentamento divino”, que nos incita a seguir adiante, para cima e para sempre. Esse impulso é também responsável pelo nosso progresso no caminho espiral desse Esquema de Evolução.

Ainda que esse impulso possa estar inteiramente latente, ou talvez embotado pela inércia mental e por forças das circunstâncias, não obstante, está presente, e destinado a se vivificar e se converter na nossa força motriz. Provavelmente não há maneira melhor de determinar até onde chegamos trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, do que considerando o grau da nossa aspiração à liberdade, indicado pelo zelo com que nos esforçamos em nossa vida diária a fim de alcançarmos tal liberdade.

Mas aqui necessitamos decidir exatamente o que queremos dizer com a palavra “liberdade”. Liberdade de que ou para quê? É uma interrogação lógica. Existem dois pontos de vista principais que podemos usar para obter uma perspectiva satisfatória desse polêmico tema.

Em primeiro lugar está o conceito comumente aceito de liberdade: liberação de fatores externos, tais como um governo ditatorial, uma igreja dominante ou condições sociais escravizantes, de tal modo que possamos viver em liberdade de adorar como lhe aprouver, de falar e de escrever livremente sem temor de intimidação e perseguição, de trabalhar em local de nossa escolha, sob condições convenientes ao nosso próprio respeito e a nossa boa saúde; de votar e ser votado para participar num governo “do povo, pelo povo e para o povo”. A luta da Humanidade em prol dessas liberdades tem chamado a atenção de pensadores avançados e escrito páginas da história durante os séculos passados e ainda prossegue nos dias de hoje.

Podemos encontrar frases sobre isso, como: “Quando a liberdade desaparece, a vida torna-se insípida e perde seu sabor”. E outra como: “A liberdade, como o dia, amanhece na alma, e como um relâmpago do céu incendeia todas as faculdades com alegria gloriosa”.

Essa “alegria gloriosa”, uma vez provada, não é fácil de ser esquecida. Na perseguição dela, entramos na vida ativa, a vida na qual somos incentivados a demonstrar o que sabemos, a pôr em uso cada uma das faculdades que possuímos, a recusar a tranquilidade física e mental, mediante a qual podemos ser reduzidos à escravidão. Aqueles que aceitaram esse desafio no passado são os que hoje estão na vanguarda da civilização, porque é óbvio que a causa da liberdade se identifica com a causa do progresso do Espírito humano. Na Fraternidade Rosacruz são os Adeptos, até certo ponto, e os Irmãos Maiores, que já alcançaram a plenitude nesse quesito.

Podemos ler a respeito de alguma tentativa de se alcançar “pedaços” do que se conceitua como liberdade em praticamente todas as fontes de informações noticiosas publicadas na atualidade: as dificuldades raciais na África, na Ásia e em outras partes do mundo; a tendência para o nacionalismo em países que até o momento estavam subjugados; os esforços para a alfabetização entre milhões de analfabetos vergonhosamente escravos da ignorância e da pobreza; as controvérsias concernentes ao pensamento regimentado em outras partes do mundo; as revoluções agrícolas e econômicas que têm lugar em vários países, quando as pessoas tratam de aprender a prover-se de alimento suficiente e de melhores lugares; as cruzadas contra o crime, contra os narcóticos, contra o uso das bebidas alcoólicas, contra o consumo de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins) e usos de partes de corpos animais como vestimenta, decoração, etc..

Efetivamente, na atualidade, a maioria dos seres humanos se intensificam na perseguição em prol da liberdade. Todos nós estamos sujeitos à pressão que sempre vem no final de uma Era. Afinal, estamos agora no final da Dispensação Pisciana – Era de Peixes – e já na Órbita de Influência da Era de Aquário. Uma melhor ordem de coisas se perfila no horizonte e a Fraternidade Universal há de ser a característica dominante nessa nova ordem, da Era de Aquário, desde que estejamos prontos para vivenciá-las, ou seja, desde que tenhamos um Corpo-Alma o suficientemente desenvolvido para funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico.

Mas há um segundo ponto de vista ao se considerar a liberdade: um ponto de vista interno, ligado à nossa liberação das ataduras do nosso próprio “eu inferior” – a Personalidade – que construímos a cada vida aqui e que é constituída do nosso Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos, com a Mente “concreta” escrava do Corpo de Desejos. É completamente desejável, nesse momento em que estamos no final de uma Era e já com a outra nos influenciando, que cheguemos a ser livres da dominação externa, mas é também essencial que usemos essa liberdade no interesse de todos. Portanto, é necessário que dominemos o maior de todos os inimigos: a Personalidade, ou seja, o nosso “eu inferior”. Para isso, se requer, em primeiro lugar, autoanálise e muita disciplina.

A tarefa da autoanálise é uma tarefa sutil. Sendo essencialmente egoísta, a nossa Personalidade está destinada a obter e possuir coisas materiais, poder e fama mundanos. A nossa Personalidade sugere toda classe de desculpas para se autojustificar, e lança mão de toda classe de recursos ao adotar uma atitude de falsa inocência, quando é acusada de ser responsável por condutas indesejáveis. Conduz-nos a lançar a culpa a outros por qualquer coisa que seja má em nossa própria vida e em nosso próprio mundo (sempre a “culpa é do outro”, seja esse “outro” quer for). Impulsiona-nos à vingança e à revanche contra aqueles a quem culpamos por nossas dificuldades individuais e coletivas. Estimula sentimentos cancerosos, tais como os ciúmes, a cobiça, a inveja, o rancor, o desejo de vingança, o ódio, a raiva, o ressentimento e uma infinidade de outros mais, todos compostos por materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo.

Para nos ajudar a vencer esses nocivos dominadores de pensamentos, de emoções, de desejos e de sentimentos, foi-nos dado o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. Os Ensinamentos Rosacruzes nos ensinaram como fazê-lo, todas a noites antes de dormir, corretamente, revisando os acontecimentos do dia e examinando nossos pensamentos, sentimentos, desejos, nossas emoções, palavras, obras, ações e nossos atos louvando-nos ou culpando-nos onde for necessário. A principal característica desse maravilhoso e poderoso Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é que ele não é um exercício de memória (!), mas sim de “coração”: os acontecimentos (na ordem inversa no tempo, efeito-causa) vão se apresentando a nós conforme o grau de intensidade que foi impregnado em nós quando ele ocorreu. Ou seja: não necessariamente todos os acontecimentos do dia serão objetos da Retrospecção! Aos poucos, com o autocontrole, mais e mais acontecimentos serão objetos desse Exercício.

Complementando àquele – pois se não o fizer bem, dificilmente fará esse – também nos foi ensinado o Exercício Esotérico matutino de Concentração para que possamos controlar nossa Mente, e não deixar que seja levada daqui para lá pelas incessantes ondas de pensamento, desejo emoção e de sentimento que nos envolvem.

Todo aquele que colocou conscientemente seus pés no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, que conduz à perfeição de si próprio e à liberação das garras do materialismo sabe que isso não é fácil. A vida disciplinada, a vida autodisciplinada, requer constante atenção e esforço. É a tarefa demasiado difícil? Não, compreendemos que não é, porque o exemplo foi dado por nosso Grande Indicador do Caminho, Cristo Jesus. Nos quatro Evangelhos, contidos na Bíblia, Ele nos deixou as fórmulas para a Iniciação, os sublimes conceitos e preceitos espirituais que nos conduzem para diante, para cima e para sempre.

Quando compreendermos o verdadeiro propósito da vida, que é o de adquirir experiência (e não “buscar a felicidade”), considerando-a como um desafio e nos dermos conta de que, como chispas da Chama Divina, temos um ilimitado poder de desenvolvimento dentro de nós, um poder pronto para ser demonstrado e exercitado, poderemos considerar a tarefa da autodisciplina com regozijo e determinação. Nós, a Individualidade – um Ego da Onda de Vida humana manifestado aqui – sempre buscamos o nosso direito de nascimento no Reino de Deus (ainda que, em muitos, inconscientemente). Vira e mexe, estamos dando impulsos para levarmos uma vida de retidão, uma vida na qual a consciência de vigília se identifica com o que realmente somos, um Ego; uma vida que não é apenas “construtivamente” criadora, mas que segundo os preceitos de Cristo Jesus é como “uma coisa formosa”, e é verdadeiramente um “regozijo eterno”.

No capítulo 8º do Evangelho Segundo S. João, Cristo Jesus usa duas frases que enfatizam a mesma ideia. No versículo 31, fala de “Discípulos verdadeiros”, e logo no versículo 36, de “verdadeiramente livres”.

O Discipulado – no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, o próximo grau depois do Probacionismo – significa uma vida disciplinada, mas não é necessária uma vida limitada por restrições e limitações enfadonhas e irritantes. Existe uma profunda corrente submarina de felicidade e de liberdade sem empecilhos, em uma vida vivida de acordo com os mais sublimes preceitos. Para tanto, Cristo Jesus disse que o propósito de Seu ensinamento era que “a vontade de Deus seja sempre cumprida.” (Jo 16:24).

Um verdadeiro Cristão, que todo Estudante Rosacruz deve ser, nunca pode se contentar com esforços periódicos ou esporádicos por viver segundo os ensinamentos de Cristo Jesus. Deve haver uma disciplina diária, um esforço constante por “amar a vossos inimigos, bendizer aos que os maldizem, fazer o bem aos que os aborrecem e orar pelos que os usam malignamente”.

Para ser verdadeiramente livres devemos ser capazes de seguir; devemos servir de boa vontade e amorosamente onde quer que apareça a oportunidade; devemos ser capazes de nos esquecermos de nós mesmos e pensarmos, antes de tudo, em nossos próximos. Devemos chegar ao ponto em que nos arrependamos, nos restituamos e nos reformemos, com alegria e boa vontade em nossos corações. Essa é a vida de autoconquista, a vida que nos desafia, como peregrinos sobre a Terra, a viver em constante vigilância para responder unicamente aos impulsos superiores.

Afinal, somos Espíritos Virginais manifestados aqui com um Ego da Onda de Vida humana e sendo assim nosso verdadeiro lugar está nos Mundos celestes, e tão logo aprendamos as lições desta escola da vida, levaremos à realidade um mundo pacífico no qual a Fraternidade Universal será um fato e mais rápido nos livraremos da cruz de nossos Corpos.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de junho de 1973 e publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz” – julho-agosto/ 88-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

As Causas da Situação Atual ao nosso Redor e dentro de Nós

Antes de mais nada, lembremos sempre: “os Anjos do Destino estão acima de todo o erro e dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento”.
E esse “dar” significa garantir que os efeitos das causas colocadas em prática por cada um sejam sentidos por seu respectivos autores:
1) Causa boa implica efeito bom
2) Causa má implica efeito mal
Simples assim!
Lembre-se sempre que a doença é a consequência da violação das Leis da Natureza, das Leis de Deus, da Lei Divina.
Podemos dizer que a doença é uma manifestação da ignorância, o único pecado, e que a cura é uma demonstração do conhecimento aplicado, que é a única salvação.
Quando a pessoa busca apenas remediar a doença e continua praticando as mesmas coisas que fazia, violando as Leis da Natureza, a doença poderá retornar.
O remediar é um processo físico. “Curar definitivamente” é radicalmente diferente porque, nesse caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura.
Com a quantidade de “remédios” que temos hoje é muito mais fácil remediar do que buscar a cura definitiva, né?
No entanto, para manter o equilíbrio das Leis da Natureza, um “dia a conta chega”.
Onde esse vírus está mais fazendo estrago?
Em pessoas que “remediam”, ou seja, que “tomam remédios”, ao invés de buscar a cura definitiva (como está preconizada pela Fraternidade Rosacruz – se você quiser mais informações sobre ela, clique aqui: Como curam os Rosacruzes os enfermos)
Estudando a Filosofia Rosacruz (já no seu Curso Preliminar de Filosofia Rosacruz) a gente aprende que o Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso, estendendo-se além da sua periferia cerca de quatro centímetros.
Os pontos do Corpo Vital entram nos centros vazios dos átomos densos, enchendo-os com força vital, o que os faz vibrar em grau muito mais intenso do que o dos minerais da Terra, que não estão assim animados nem acelerados.
Durante o dia o Corpo Vital especializa o fluido solar incolor que nos rodeia, por meio do baço. Essa vitalidade impregna todo o Corpo e pode ser vista, pelo Clarividente, como um fluido de cor rosa pálido, sendo transmutado depois de penetrar no Corpo Denso. Flui por todos os nervos e quando é irradiado pelos centros cerebrais em grandes quantidades, move os músculos para os quais os nervos se dirigem.
O excesso é irradiado e ao se estender além do Corpo Denso (cerca de 4 centímetros) o protege contra a entrada de bactérias, fungos, vírus e outros patógenos. No entanto, quando estamos doentes, essa especialização do fluido solar pelo Corpo Vital não é tão eficiente. Não há excesso para ser irradiado e, assim, ficamos à mercê da entrada de bactérias, fungos, vírus e outros patógenos. (Ver mais? Livro: Princípios Ocultos de Saúde e Cura – Max Heindel)
Agora vamos ver um pouco sobre as “causas” específicas das doenças desencadeadas por esse vírus (que se diga de passagem, sempre existiu!):

  • manter todos afastados, não deixando entrar na minha vida, exceto aqueles que eu quero, porque algo de interesse tenho por eles (desconhecidos não são tão bem-vindos, a não ser quando deles preciso; insisto em manter invisíveis os serviçais); quando não consigo evitar isso, me fecho no medo, na hostilidade, na blasfêmia e até no ódio; meu conceito de amor é somente para aqueles que “escolho” e ainda entendo amor como sexo – Sistema Imunológico
  • recusar a aceitar o destino que escolhi, as dificuldades, as minhas limitações, as dívidas de destino que tenho que pagar e foco no prazer da vida, que muito mais me agrada; evito, ao máximo, dar o que eu tenho de melhor e quando o faço é sempre por um interesse em receber (de preferência muito mais do que dei), no mais dou o que sobra, o que quero jogar fora e, ainda depois de “pensar muito”; insistência em não se relacionar como irmãos; ter contatos somente para com aqueles nos quais há algum interesse (financeiro, de posse, sexual, de prazer, emocional, de dependência etc.); se comunicar apenas com coisas que me dão prazer, fugindo do compromisso e da cooperação e do serviço amoroso e desinteressado para com os demais; viver a liberdade expressa como aquela em que faço o que eu quero, quando eu quero, sem se importar com os demais e sempre querendo me sair bem – Pulmões, Traqueia, Trato Respiratório
  • quero o poder a qualquer custo e o exerço sempre de maneira egocêntrica na base de “mando por que posso, e me obedeça se tiver juízo”, espezinhando, humilhando e querendo sempre ser servido e quando servir é porque quero algo em troca – sempre; adoro sentir o orgulho em mim mesmo e que as pessoas me vejam como tal, expresso no meu sucesso, nas minhas riquezas, nas minhas posses, na minha fama; gosto de sexo e o pratico pelo prazer, especialmente quando não é para dar oportunidade a um irmão ou irmã renascer – Nariz, Garganta, Faringe, Laringe
    (quer saber mais? Acesse os Livros: Mensagem das Estrelas, Horóscopo da sua Criança: Vol. I, Vol. II, Vol. III, Vol. IV, Vol. V, Vol. VI e Astrodiagnose e Astroterapia – Max Heindel e Augusta Foss Heindel).

Resumindo: uma bela mistura de “fugir” da cura definitiva e viver por meio de “remédios” para continuar criando e vivendo à base da enorme quantidade dos desejos, sentimentos e emoções que enumerei acima. Chegando a um nível onde há que ter uma sacudida para voltar ao equilíbrio das Leis da Natureza. Veja, que como sempre aconteceu: haverá aqueles que sofrerão e aqueles que não sofrerão. Aqueles que repensarão e se corrigirão e aqueles que insistirão no erro (“dessa eu escapei”). Aqueles que estarão envolvidos totalmente e aqueles que “nem escutarão sobre – apesar de ter ouvido falar”.
De qualquer modo, nós, Cristãos esotéricos, oremos por todos os irmãos e irmãs, sejam em que situação estejam e sempre, mas sempre mesmo, terminemos a nossa oração com: “seja feita a Sua vontade, meu Deus, e não a minha“.
Tomemos todos os cuidados físicos necessários, conforme muito bem colocados pelos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, que tanto se sacrificam pelos irmãos e irmãs que estão sofrendo e sofrerão e oremos por eles também.
Se formos alvo desse vírus, obedeçamos fielmente às instruções dos nossos irmãos e irmãs profissionais da saúde, nos remediando, e depois com toda a nossa vontade busquemos a cura definitiva para as causas acima apontadas na nossa vida.
Com a proximidade da Era de Aquário, esse tipo de evento vai se tornando cada vez mais constante, pois sempre haverá dois caminhos para progredirmos: pelo amor ou pela dor. Sempre cabe a cada um de nós escolher – livre arbítrio – mas, também, devemos, cada um de nós, lidar com as consequências da escolha. Deus é infinitamente bom para garantir isso!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Considerações sobre o Ideário Aquariano

À medida que nos aproximamos da Era de Aquário mais e mais se acentua sua influência.  E os mais evoluídos da Onda de Vida humana são os primeiros, como não poderia deixar de ser, a responder a seus elevados ideais. Essa projeção aquariana faz-se sentir em todos os campos.

Ao Estudante Rosacruz não causa estranheza certas mudanças notadas no mundo. Ele, mercê de seu conhecimento e formação interna, não se choca com certas excentricidades, radicalismos ou exageros, embora não os adote como parte de sua conduta. Sabe que vivemos uma fase de transição, e como toda transição é suscetível de gerar inseguranças e incertezas, procura, serena e conscientemente, manter-se equilibrado. É a forma de agir mais compatível com as Leis Divinas.

Dentro desse novo contexto, o Aspirante à vida superior diferencia as legitimas expressões uranianas dos produtos efêmeros da conturbação reinante.

Uma das mais notáveis manifestações da idade vindoura é o trabalho de equipe ou em grupo. Uma nova mentalidade parece reger os negócios humanos, enfatizando a necessidade de desenvolvimento do espírito comunitário. As coisas tomam esse rumo porque os líderes tendem a desaparecer e estão desaparecendo.

Em lugar da liderança brotam os esforços coletivos, imprimindo uma nova tônica aos agrupamentos humanos.

Mas, ainda não podemos afirmar que essa ideia goze de consenso geral.

Muitos ainda relutam em aceitá-la. Lamentam nostalgicamente o estertor da liderança. Movidos por um sentimento de inconformismo, proclamam, equivocadamente, a falência da capacidade e inteligência humanas.

Não podemos voltar ao passado. Dele devemos conservar apenas o valor educativo das lições. Recordemos a narrativa bíblica: a mulher de Ló converteu-se em uma estátua de sal porque olhou para trás, não resistindo à contemplação de Sodoma e Gomorra pela última vez. É um símbolo da cristalização.

Certos condicionamentos emperram a vontade humana no sentido de desbravar o futuro. Há, como já dissemos, uma tendência nostálgica em permanecer em “status quo”, em uma cômoda posição de imobilismo, porque o esforço é sempre desagradável para quem não exercita sua capacidade de adaptar-se a novas circunstâncias. Essa predisposição é indispensável para quem deseja evoluir conscientemente. Evoluir é aprender; é aplicar o conhecimento; é assimilar novos conceitos (obviamente construtivos); é revisá-los, quando o bom senso assim o exigir, ou mesmo conservá-los, quando à luz da razão, ponderar-se sobre sua atualidade. Evoluir, também, é saber ouvir críticas, sem, contudo, temê-las. Para tanto, requer-se um arejamento mental a toda prova  . Max Heindel, na “Uma Palavra ao Sábio” do livro “Conceito Rosacruz do Cosmos” recomenda mantermos a Mente em estado fluídico, de calma e digna expectativa. É uma questão de discernimento, quando não de maturidade espiritual.

O trabalho grupal é uma forma superior de aplicação de talentos e conhecimentos em torno de um objetivo comum. Exige um redobrado entendimento, porque as responsabilidades são bem divididas. Implica autossuperação, porquanto as falhas de caráter como o egocentrismo, a vaidade e o orgulho, frustram qualquer tentativa de esforço conjunto.

Compreendemos que nem todos se qualificaram ainda para essa classe de serviço, mas seus princípios merecem ser disseminados, a fim de que os seres humanos se conscientizem de seu caráter superior.

Cremos no ideário aquariano e na sua vitória final.

(Por Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de maio/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Por que trabalhar e o que significa realmente trabalhar?

Uma das vantagens de trabalhar, quer se goste ou não do pensamento, é a associação que ele traz por meio da cooperação.

Os esforços desinteressados ​​da humanidade, trabalhando juntos em uma causa comum, criam um propósito unificador que une a humanidade como poucas outras coisas podem fazer.

O que estamos acostumados a considerar como incômodos – os sem-teto que pedem doações, as queixas contínuas de um conhecido, cartas importunas de estranhos – podem ser oportunidades de ajuda. Devemos lembrar que uma bênção retida nos empobrece mais do que o solicitante.

O serviço aos outros é um campo de trabalho em que nunca é necessário o desemprego. Como Elizabeth Barrett Browning observou com precisão e belamente:

Um pobre homem, servido por ti, te fará rico;

Um homem doente, ajudado por ti, te fortalecerá;

Serás servido a ti mesmo por todo sentido de serviço que ofereces.

O melhor serviço que podemos dar a algumas pessoas é concentrar a atenção em algo fora de si mesmas; para elevar sua visão do zero da ponta do seu nariz até as colinas eternas ou até as verdades eternas; afastar suas Mentes de seus próprios pequenos problemas e direcionar suas energias e habilidades para a resolução dos problemas dos outros; alargar o horizonte para além dos obstáculos temporários as perspectivas de oportunidades de ouro.

Vamos aprender a pensar em termos das necessidades dos outros. Vamos ajudar as pessoas a realizar seus sonhos – depois de descobrir quais são seus sonhos. O que muitas pessoas precisam é de alguém que ouça com compreensão, quando elas falam sobre o que querem fazer. Quando pensamos sobre outras pessoas e seus interesses e bem-estar, fazemos um ímã de nós mesmos que atrai para nós as boas coisas do Espírito. Como somos para eles uma fonte de suprimento, eles trabalharão com poder e principalmente para nos permitir continuar sendo essa fonte.

Poucas pessoas pensam nas pequenas coisas que dão prazer aos outros. Sempre que tivermos um pensamento agradável sobre alguém que não esteja presente, ou desejar parabenizar alguém, por que não publicar uma breve nota, enviar um e-mail, uma mensagem ou ligar? Cada pessoa que encontramos tem fome de amizade e, ao responder a essa fome, contribuímos de verdade para o bem-estar do nosso mundo. Podemos até nos tornar líderes em nossa comunidade através de atos amigáveis ​​que aliviam a solidão humana, ampliando assim nosso escopo para promover o progresso de toda a humanidade.

Na história de Alice no País das Maravilhas, nos é dito que Alice não conseguia regular sua altura. Um minuto a cabeça dela bateu no teto, e no momento seguinte o queixo dela descansou nas fivelas do sapato. Uma lagarta que estava sentada em um cogumelo disse a ela para mordiscar um lado do cogumelo para ficar mais alto e o outro lado para ficar mais curto; mas, o cogumelo não tem lados porque é redondo. Isso nos ensina que a vida não pode ser totalmente compartimentada, pois é toda uma peça.

As pessoas sábias não se preocupam se algum bom trabalho que estão fazendo começa a ficar monótono. Eles, por assim dizer, simplesmente variam sua dieta, comem do outro lado do cogumelo, sabendo que nada deve ser abandonado, para que não voltem a ter que fazê-lo. Eles estão alegremente resignados e aguardam pacientemente até completar a tarefa.

Robert Louis Stevenson fala de pessoas “amarradas para a vida em uma mala que ninguém pode desfazer”. Não há muitas dessas malas que o serviço de amor não desfaça, mas serviços desse tipo não são fáceis. Devemos esperar compartilhar as tristezas e alegrias de nossos vizinhos. Embora existam muitas vezes em que não podemos encontrar ajuda, raramente há um tempo em que não podemos dar. É um fato aceito que não há melhor escapatória da auto-preocupação mórbida do que no serviço aos outros. Assim, a corrente da vida continua fluindo livremente; há pouca chance de que se formem poças nojentas de autopiedade, ressentimento e desânimo. Orgulho egoísta, sentimentos feridos, inveja e ciúmes não conseguem encontrar uma vida vital saudável.

Você se lembra de como Robinson Crusoé o fascinou quando criança? Foi emocionante ler sobre um homem que poderia viver sozinho em uma ilha. Mas provavelmente não era tão emocionante para o próprio Robinson. Ele corria o risco de perder seu discurso e sua Mente até salvar a vida do outro homem na sexta-feira, que virou o Sexta-feira.

Só quando Sexta-feira veio com sua força que a canoa pesada pôde ser empurrada para a água. Robinson Crusoé passou por muitos perigos em suas viagens, mas nunca fez amizade com nenhum deles até trabalhar com um deles.

Quando Napoleão foi exilado em Santa Helena, uma senhora titulada veio visitá-lo. Quando ele estava prestes a conduzi-la por uma escadaria íngreme e estreita, avistou um nativo cambaleando sob uma carga pesada de lenha. A dama também viu o operário, mas virou-se para subir os degraus. Napoleão deteve-a, pegando-a pelo braço e puxando-a para fora do caminho, dizendo: “Madame, respeite o fardo”. E o trabalhador continuou sem parar.

Estamos respeitando o fardo? A mudança para o individualismo pode estar servindo a um propósito definido na evolução do ser humano, mas não deve ir tão longe a ponto de ser um prejuízo para o crescimento do altruísmo e do universalismo. Muitas pessoas estão relegando o cuidado de seus filhos a outros, transferindo os idosos e enfermos de casa para uma instituição, evitando qualquer obrigação que possa interferir em sua liberdade egoísta e conforto corporal. Nós nos aproveitamos para o trabalho do mundo de maneira desajeitada e antinatural. Recusamo-nos a respeitar os fardos da vida, e assim esses fardos vão algum dia, seja em uma vida futura, recusar-se a nos respeitar.

O egocentrismo assume duas formas: pensando muito bem em si mesmo ou pensando muito mal. Os psiquiatras afirmam que é mais difícil curar o segundo que o primeiro. As pessoas afligidas por um forte senso de inferioridade são vulneráveis ​​a toda palavra descuidada, sensíveis a desprezos não intencionais, cheias de pequenos preconceitos. Em vez de aceitar com casual indiferença o “dar e receber” do contato diário e dar crédito às pessoas com os bons motivos que elas geralmente têm, essas pessoas negativas se retiram para si mesmas e nutrem suas queixas. E quando elas chegam ao ponto de apreciar suas aflições e gostam de falar sobre elas, elas se tornaram neuróticos; e os neuróticos não são muito úteis no desempenho do trabalho do mundo.

Vamos levar conosco estas palavras de Max Heindel: “Estamos agora nos preparando para a rápida aproximação da Era de Aquário com seu grande desenvolvimento intelectual e espiritual. Isso requer um despertar do Corpo Vital inativo, cuja palavra-chave é a repetição. A rotina do nosso trabalho diário fornece isso. Se nos rebelarmos, isso gera monotonia e retarda o progresso. Mas se levamos nosso trabalho com amor, devemos avançar muito na evolução e colher a recompensa do contentamento ”.

Que as rosas floresçam em vossa cruz!

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross de março/abril de 2002 pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Não precisamos de uma nova Religião nem de uma nova Filosofia

De fato: não precisamos de uma nova Religião nem de uma nova Filosofia. Precisamos, isto sim, é de RE-ligião, de FILO-sofia, quer dizer, necessitamos buscar, dentro de nós, o nosso Deus, o Cristo Interno, com Quem devemos Re-atar, conscientemente, as relações. Uma vez que o encontremos e o ouçamos, seremos FILÓ-sofo, amigo da sabedoria. Essa é a verdadeira sabedoria, perfeitamente individualizada às nossas necessidades. Ninguém melhor do que nosso Verdadeiro Eu para compreender-nos e intuir-nos a melhor forma de viver.

É útil o estudo dos Evangelhos se pudermos pôr de lado as formas convencionais de interpretação e se pudermos neutralizar as induções materialistas dos nossos sentidos. Para isso, basta que leiamos e meditemos calmamente ficando, depois, em silêncio, para que a Deidade interna nos instrua. Mas, precisamos de calma e de concentração. O nervosismo e a preocupação movimentam o nosso Corpo de Desejos e comprometem a recepção mental. Se estivermos preocupados ou nervosos, respiremos profunda e calmamente e peçamos que o Cristo se levante do fundo da barca do nosso corpo-templo e, estendendo Seus poderosos braços, acalme as ondas das emoções e os ventos dos pensamentos errantes. De toda maneira, o acalmar e concentrar são preâmbulos indispensáveis ao contato com o Cristo. Pode suceder, também, que hajamos estado a conversar frivolidades e ouvindo até coisas maliciosas. Limpemos a Mente e as emoções. Isso representa tirar as sandálias, para pisar um solo santo, de encontro com o Senhor. Aí podemos ler, meditar e silenciar, pedindo ao Cristo que nos instrua.

Realmente, os Evangelhos continuam sendo atualíssimos, continuam a desafiar-nos que os vivamos, para sermos realmente felizes. Quando tivermos atingido esse ponto, aí sim, virão ensinamentos mais altos; será quando o Cristo entregar seu Reino ao Pai, a fim de que recebamos d’Ele orientação mais elevada. Mas, quem chegou a esse ponto? Os sofrimentos internos e sociais, as guerras, as doenças, são macabros atestados de como projetamos, de dentro de nós, as sombras de nossas discórdias às Leis da Natureza.

A Filosofia Rosacruz apareceu, no começo deste século, para orientar, pela razão, os Egos ocidentais que não aceitam o Cristo simplesmente pela fé. É uma Filosofia de ação Cristã, racional, atualizadíssima, que vai preparar a humanidade para uma forma de Religião mais alta, o Cristianismo Esotérico, para a próxima Era de Aquário. Ela pode servir-nos de segura orientação, porque os Irmãos Maiores que a estruturaram são Elevados Iniciados que já passaram pelas nove Iniciações Menores e pelas quatro Iniciações Maiores ou Cristãs.

Precursores que já foram até o fim do caminho desse Esquema de Evolução e pensando naqueles que ficaram para trás, amorosamente voltaram para ajudá-los, prevenindo-os da melhor forma para vencer os obstáculos da jornada. Eles podem olhar lá de cima do grande monte e vislumbrar claramente os caminhos que levam ao cume. Daí Eles serem muito tolerantes com todas as formas religiosas e filosóficas que se criaram para ajudar a humanidade. No entanto, eles indicam um caminho mais curto, um caminho do MEIO, para os que tenham coragem de vencer a si mesmos e de renunciar ao ilusório, como o “atleta que fica com o mínimo de roupas, para melhor vencer a corrida”.

A Fraternidade Rosacruz não é uma nova filosofia. É Sabedoria antiquíssima que surge para a NOVA criatura. À medida que nos renovamos, nos aparecem meios mais elevados de orientação. Simplesmente isso! A Sabedoria nada tem de nova. O método sim é adequado às necessidades internas do povo a quem se dirige. Eis a razão de ser da Fraternidade Rosacruz, que busca livrar o Aspirante das ilusões e miragens do Caminho no deserto, mostrando-lhe, seguramente, as vias de chegar à Terra Prometida, dentro dele mesmo.

Ela não manda “matar os desejos” nem se sentar em meditação ou fazer longos retiros e jejuns, negligenciando os deveres familiares e fugindo aos desafios da vida social. Não! Dá condições de nós, Aspirante à vida superior, haurirmos o alimento anímico no próprio ambiente em que vivemos e lutamos e, nos momentos que nos sobram, buscar a Deus, estudar as verdades espirituais que foram mantidas pela Ordem Rosacruz, livres da conspurcação materialista, de modo que estabeleça no íntimo um Templo. Se nós, Estudantes Rosacruzes, recebemos a oportunidade desse contato com a Fraternidade Rosacruz e a aproveitamos, consideramos isso uma graça de Deus. Mas, se nós temos a oportunidade e não reconhecemos nada de superior nos ensinamentos da Fraternidade Rosacruz e não sentimos vibrar o íntimo à Mensagem dela, é porque não chegou a nossa hora. Ainda estamos verdes; ainda precisamos de “viver e sofrer” até que “encontremos” tempo para o cultivo da Alma, por julgar que isso é a coisa mais importante do mundo.

Então podemos começar a escalada. Aí compreendemos o que é “AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO”.

Compreendem isso, meu Amigo e minha Amiga?

(por Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de julho/1972-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Atitude Mental: Admitir como possíveis todas as coisas

Uma das atitudes mentais insistentemente recomendadas pela Filosofia Rosacruz é a de “admitir como possíveis todas as coisas”. Negar precipitadamente qualquer coisa sem examinar os ângulos, é imaturidade ou fanatismo. A adaptabilidade é um dos fatores mais expressivos da evolução. Contrariamente, o do Ego, ou seja, para nós, a qualquer forma de verdade estabelecida é limitador. Convém estarmos alertas com os condicionamentos mentais. Se, por um lado, o “Corpo Vital é o veículo conducente a Iniciação, por meio da repetição de novos e melhores hábitos”, por outro lado pode nos encarcerar na conservação de hábitos antigos e, desse modo, nos retardar a evolução. É importante notar que essa tendência de se ater as verdades convencionais é mais forte nos mais intelectualmente desenvolvidos. O intelecto é orgulhoso e tende a se conservar, lutando contra as novas ideias. Por isso disse Max Heindel que um dos últimos tropeços iniciáticos é o de Judas Iscariotes que simboliza a “Mente concreta”. De fato essa resistência às inovações é mais notável nos proeminentes cientistas que nos leigos. Simon Newcomb, eminente cientista norte-americano declarou, no começo deste século, que era impossível a qualquer máquina voar através de grandes distâncias. Longe dos primeiros voos dos irmãos Wright causarem sensação, provocaram reações de muitos redatores de jornais, que consideraram o relato das testemunhas como “impossível”. Não publicaram uma linha sequer. Passaram-se muitos anos antes que o povo compreendesse que os irmãos Orville e Wilbur tinham começado a conquista espacial prevista para a Era de Aquário, naquela manhã de dezembro de 1903. Levou muitos anos para que eles descobrissem mercado para sua máquina voadora. Numa carta aos inventores, em 1907, o Primeiro Lorde do Almirantado escreveu o seguinte: “O conselho do Almirantado é de opinião que vossa máquina voadora não é de utilidade prática para a Marinha”.

Alexandre Graham Bell não foi mais feliz. Um artigo de fundo de um jornal dos Estados Unidos assim considerou sua invenção: “um homem de uns 46 anos foi preso em Nova Iorque por tentar extorquir dinheiro de pessoas ignorantes e supersticiosas, exibindo um aparelho que, dizia transmitir a voz humana a qualquer distância, através de fios metálicos. Ele chama o instrumento de telefone, naturalmente pretendendo imitar a palavra telégrafo e, com isto, conquistar a confiança daqueles que sabem do êxito que tem esse último aparelho. As pessoas bem-informadas sabem que é impossível transmitir a voz pelo fio e que, se isso fosse possível o aparelho não teria valor prático algum” (vide a obra de A.M. Low – “What’s the World Coming to?”). Tomemos, da mesma obra as palavras do professor Erasmus Wilson, em 1878: “Com relação à luz elétrica, muito se tem dito a favor e contra ela; mas creio que posso dizer, sem receio de contestação, que ao encerrar a exposição, em Paris, a luz elétrica deixará de existir e pouca coisa se ouvirá falar dela”.

Seria preciso dizer que Semmelweis foi expulso de Viena por cientistas que escarneciam de sua teoria sobre bactérias mesmo depois de suas ideias haverem salvado centenas de vidas? O valor de seu trabalho somente foi reconhecido 25 anos depois de sua morte. Quando a luneta de Galileu revelou as luas de Júpiter, seus companheiros astronômicos se recusaram a olhar pela luneta, porque eram de opinião que tais corpos não existiam e que a luneta devia ser, portanto, um embuste. Por que, então iriam olhar através dela?

Se os leitores querem a maior, reproduzo a opinião de um crítico literário acerca de uma obra: “Não a li e não gostei”.

Infelizmente, os tempos passam, a história protesta, os fatos gritam, mas os materialistas continuam assim, vencidos pelo convencionalismo, como Sigmund. Felizmente, ninguém pode deter a evolução. À medida que as necessidades internas e sociais exigem mudanças, elas vêm. Os Anjos do Destino e os Irmãos Maiores da humanidade, que vigiam e asseguram os destinos evolutivos, respeitando, no possível, o livre arbítrio individual suscitam as inovações necessárias. Demolem-se as velhas instituições e edificam-se novas sobre as suas cinzas segundo o mito de Fênix.

Deus opera continuamente para nosso bem. Quando a humanidade se preocupava com o número reduzido dos cavalos, que não daria para o transporte dos antigos troles, surgiu o petróleo, o automóvel, as estradas asfaltadas, e os cavalos foram pastar sossegadamente nos campos. Como dizem os Evangelhos: “olhai os lírios dos campos e os passarinhos do céu. Se Deus vela pela erva que hoje é e amanhã fenece; se olha pelos pássaros que não tecem nem guardam alimento, quanto mais a vós, homens de pouca fé! Sede, pois, como as crianças para entrardes no reino dos céus” (Lc 12:27-31).

(Gilberto A V Silos – Editorial da Revista Serviço Rosacruz de abril/1972-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

“Deus é Luz”

Deus é Luz“, “Deus é Amor“, “Em Deus está a Vida“, uma trindade de inspirações divinas, de incomensurável valor, que se podem ler, respectivamente na 1ª Epístola de São João, Cap. 1, vers. 5; cap. 4, vers. 16 e o Evangelho Segundo São João, Cap. 1.

Três revelações que encerram dentro de si maravilhosas pérolas espirituais, quando profunda e humildemente meditadas. Se a elas associarmos o testemunho São Paulo: “O Espírito de Deus habita em nós” (1ª Epístola de São Paulo aos Coríntios, Cap. 3) conseguiremos preciosos temas para reflexão, criaremos um largo e claro horizonte na vida prática de um verdadeiro cristão.

Por meio dessas afirmações facilmente chegamos ao raciocínio dedutivo de que sendo Deus, Luz, sendo Ele Amor, adorar a Luz é amar a Deus e como Ele vive em cada um de nós, amar o próximo como a nós mesmos é amar o Deus Interior, parte do Deus Exterior, do Deus do Universo, é viver na Luz.

Porém, para que a meditação seja a mais profunda possível torna-se necessário conhecer não só os sinônimos de Luz, Amor e Vida, como os seus antônimos, respectivamente trevas, ódio e morte, como ainda o que são e o que produzem.

Luz é tudo aquilo que ilumina, seja interior, seja exteriormente; são seus sinônimos a claridade, a sabedoria, a faculdade de raciocinar.

Amor é um sentimento intenso de afeto, cujos sinônimos, altruísmo, amizade, caridade tornam-se importantes, na medida em que essa maravilhosa palavra, Amor, tem sido desvirtuada a tal ponto que aparece confundida com sexo e o desejo possessivo. Vida é um vocábulo mágico que encerra as ideias de origem, existência, respiração, alimento, atividade. Por sua vez trevas é a escuridão, a noite; o ódio é um sentimento de antipatia, em que o rancor, a aversão, o egoísmo, o ressentimento se misturam; finalmente, a morte é o término da existência (se bem que para o Espírito ela não exista) cujo espectro engloba a ruína, inércia, destruição e dor.

Por isso, viver nas trevas é percorrer a estrada da Vida na escuridão, no veículo, cegueira noturna da ignorância, sujeito às provas dolorosas dos erros; semear ódio e colher os frutos das inimizades, desarmonias, guerras, cujas consequências são essencialmente prejudiciais a quem semeia, na medida em que esse sentimento negativo consome glóbulos vermelhos, necessários à fixação do oxigênio, contido no ar, fonte de vida, e fomenta o aumento dos destruidores corpúsculos brancos no sangue, cuja multiplicação ocasiona a leucemia, perturbando todo o aparelho circulatório, sistema digestivo e nervoso.

Quanto ao espectro da morte, essa ilusão materialista, irmã das trevas (inferno) e do ódio (guerras) e o túmulo da inércia, da inatividade e da destruição, o fim do mentiroso e do hipócrita, do egoísta e rancoroso, da preguiça e da luxúria.

Não nos iludamos com o caminho do egoísmo e dos seus aliados: o ódio e destruição; eles poderão conduzir à ilusão do poder efêmero terreno, alicerçado na lama das trevas, da injustiça e da morte que ocasionará, mais cedo ou mais tarde, enorme queda na qual serão colhidas as sementes dolorosas espalhadas anteriormente até que as lições sejam aprendidas e equilibradas, o débito registrado no Infalível Banco Celestial, onde o crédito são as boas ações.

Procuremos, antes e sempre, o caminho que conduz à Luz, à Vida, caminho esse que tem como bússola, o Amor Puro e como Norte, Deus. Mas, procurar exige trabalho, perseverança, desejo sincero sem o que nada se conseguirá.

Como labor prioritário façamos uma profunda observação do valor da luz física e espiritual, especialmente desse último aspecto, comparemos com os seus antônimos, discirnamos as vantagens e os inconvenientes, analisemos os perigos das trevas e do ódio e certamente que tomaremos a decisão firme de trilhar o caminho da Luz e do Amor.

Ninguém crê que desejará viver às escuras, na noite sem Luz, onde só os ladrões e os criminosos se sentem bem. No entanto, todos nós nos sentimos melhor nos dias de Sol radiante do que nos dias de chuva. Como poderíamos viver sem a Luz do Sol físico, fonte de calor e energia que faz possível a vida nas plantas, nos animais e nos seres humanos?

Tal como quando o Sol físico brilha no horizonte, o nosso ambiente externo é claro, mais alegre e o céu está limpo, também, quando o Sol espiritual brilha dentro de nós, os pensamentos tornam-se mais claros, a mente límpida, transparente e pura e então, veremos a Deus, pois “só os puros de coração verão a Deus” (Mt 5). Essa prerrogativa própria dos verdadeiros profetas e dos Clarividentes voluntários, isto é, dos que veem claro (quando querem ver e quando veem sabem o que precisam fazer), é alcançado após várias vidas na Terra de serviço amoroso e desinteressado em prol da humanidade.

A Luz física do Sol, além de originar um ambiente mais alegre, produz ainda efeitos regeneradores, curativos e daí o célebre ditado: “Casas onde entra o Sol, não entram os médicos”, o que nos aconselha a traçarmos devidamente as habitações rasgando boas entradas de Luz, que em virtude de seu poder vibratório tem a faculdade de ajudar a afastar as entidades maléficas desencarnadas. Por isso as pessoas negativas, sensitivas, devem evitar locais às escuras, tal como aqueles onde se queimem velas de cera que atraem elementais e devem ser substituídas por velas de estearina.

Esses são apenas pequenos tópicos sobre o valor da Luz, que cada qual deverá por si aprofundar. Neste trabalho um passo importante deverá ser dado, um exame de consciência, muito útil para um conhecimento de nós mesmos. Ele é uma condição indispensável para que a Luz brilhe dentro de nós, conquanto se faça unicamente à noite, antes de se deitar, evitando os inconvenientes do julgamento constante. Analisados e efetuados todos esses esforços certamente que verificaremos quanto de errado existe em nós e quanto há que aperfeiçoar. Mas, para frente e para cima é o caminho, vencendo obstáculos diversos, entre eles os preconceitos. Para transpô-lo torna-te criança, não de meses, mas daqueles que cada um tiver, isto é, despe-te do teu falso saber, dos preconceitos que não permitem ver claro e alcançar a verdade, do orgulho intelectual, que é o príncipe do reino das trevas e abre a tua Mente, em espírito de criança, todos os olhos e ouvidos, sempre pronto a aprender e a crer, não como os levianos ou idiotas, mas como seres livres e atentos, porque “todo aquele que não receber o Reino de Deus, como uma criança, nele não entrará”. Só com espírito de criança receberemos a Luz verdadeira dos Céus, do reino da Verdade do Pai, o qual é manifestado em ti, pois “Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em Vós?”. Tornando-te criança escuta a Voz do Pai que está em ti, ora e vigia constantemente, procurando o Reino dos Céus. Como orações o Pai-Nosso, oração por excelência, e a oração de São Francisco de Assis; conta ao Deus interno, os teus problemas e ansiedades; diariamente no silêncio do teu quarto medita; a seu tempo oportuno, acredite, a Luz Interior te dará a intuição necessária para a resolução dos problemas tal como devem ser equacionados e não como a natureza inferior, egoísta ou os preconceitos desejariam.

Como criança espiritual teremos de beber só leite, isto é, só poderemos beber a luz que a nossa Mente possa digerir, porém na medida em que progredirmos, nossa Mente aumentará a capacidade para captar luz mais forte e, então, receberemos alimento sólido. Por isso, é que São Paulo dizia: “Foi leite que vos dei a beber e não alimento sólido porque ainda não podereis suportá-lo“. Tal como entramos aqui na Região Química do Mundo Físico, como criança, bebendo leite no início e mais tarde comendo alimento sólido, também só como criança entraremos no Reino dos Céus, bebendo leite espiritual no princípio e mais tarde alimento sólido.

O mesmo acontece com a recepção da luz física, quando muito forte, a nossa lente da vista é incapaz de absorver devido ao nosso estado de evolução, no entanto, Seres evoluídos como os Arcanjos, conseguem evoluir nas elevadíssimas vibrações do Sol.

Como criança, não poderemos aspirar imediatamente a coisas elevadas, a grandes voos, mas adaptarmo-nos às coisas pequenas, simples, servindo dentro das nossas posses até que tenhamos bases sólidas, alicerçadas na verdadeira luz e no Amor Puro que nos permitirá cumprir missões mais elevadas, com os perigos e inconvenientes de quedas napoleônicas ou doutras, contestadas dia a dia.

Para uma análise discernente das diferenças entre o falso saber e a sabedoria verdadeira estudemos os ensinamentos bíblicos, expressão de sabedoria. Assim, São Paulo aconselha: “Não o sejais sábios em vós mesmos“. São Tiago esclarece: “Onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e obra perversa, essa a sabedoria terrena não é a que vem do alto; essa é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, cheia de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia”.

Isso indica-nos que devemos ter cuidado com as nossas opiniões, designadamente com as ideias preconcebidas, que muitas das vezes nos obscurecem, evitar o orgulho intelectual, pôr em prática a verdadeira caridade, procurando a harmonia, na consciência de que a sabedoria vem de Deus e com Ele esteve sempre e existiu antes de todos os séculos e não é produto do nosso eu inferior, egoísta, orgulhoso.

Jesus-Cristo é a Luz do Mundo. “Quem O segue não andará nas trevas, mas terá a Luz da Vida” (Jo 8). Ora, os que o seguem são aqueles que fazem a vontade de Deus cumprindo as Suas leis, escutando as palavras do Mestre dos Mestres e pondo-as na prática (Mt 7).

O que ama a correção, ama a sabedoria” (Pb 12). Por isso agrademos e sigamos os conselhos que nos deem e corrijamo-nos a nós mesmos, utilizando o exame de consciência.

Aquele que ama o seu irmão vive na Luz, enquanto o que detesta está nas trevas e não sabe para onde vai“. Afinal o caminho da Luz é amar ao próximo em obras e em verdade como já tínhamos deduzido e que concorda com os ensinamentos de Cristo. Daqui que a Filosofia cristão-rosacruciana nos aconselha a servir amorosamente e de forma desinteressada e modesta e nos esclarece que esse é o caminho mais curto que conduz a Deus. Esse Amor Puro exige purificação dos veículos anímicos, no perfume das sete virtudes, simbolizadas nas rosas do emblema Rosacruz, e entre elas está a maior de todas, a caridade, mas a verdadeira, não a hipócrita.

Ela exige que o serviço seja desinteressado e modestamente executado, isto é, que se ajude sem esperar recompensa, quer ela seja monetária ou não, sem aspirar aos louvores, à gratidão, à fama, ou a ser admirado, que se faça bem com a mão direita sem que a esquerda o veja.

Fazer o bem para ser admirado ou fazê-lo apregoando-o não é amar, mas dar hipocritamente, com egoísmo, que é a vaidade das vaidades, rainha do reino das trevas. São Paulo nos esclareceu esse assunto dizendo: podemos distribuir toda a fortuna que possuímos para sustento dos pobres e até entregar o nosso corpo para ser queimado, mas se não tivermos caridade nada disso nos aproveitará. É que a caridade é sofredora, não é invejosa, não busca o seu interesse,não se irrita, folga com a verdade, tudo sofre, tudo suporta.

A caridade verdadeira exige que amemos os nossos inimigos, que façamos bem sem olhar a quem, com modéstia; não oprime ou engana seja quem for, mas liberta e ilumina o que dá e o que recebe.

Cumpramos nossos deveres, sirvamos amorosa e desinteressadamente, isto é, com agrado, com espírito de sacrifício, dedicação, zelo e sem interesse e no final de cada ação consideremo-nos como servos inúteis, tal como Cristo nos aconselhou, conhecedor profundo dos perigos da vaidade e do orgulho.

Procedendo nesse “modus-vivendi”, vamos construindo o nosso traje de bodas, o Corpo-Alma, veículo superior que nos iluminará com a Luz Superior, da intuição, da inspiração, da Clarividência, do gênio Criador. Assim, faremos subir a energia sagrada, numa transmutação alquímica, que nos abrirá a visão espiritual.

Para que todo esse trabalho individual floresça dois fatores devemos ter ainda em consideração. Um de natureza física: possuir um cérebro em boas condições, ele na Terra é o elo entre o Espírito e a matéria, é o instrumento da Mente no Mundo Físico. Como foi construído pela metade sexual de cada um é fácil concluir que devemos transmutar a energia sagrada, usando-a para gerar e regenerar, evitando os abusos.

Uma alimentação equilibrada, frugal, rica em vitaminas e minerais e em aminoácidos é outro fator importante. Dentro dos minerais merece realçar o fósforo, palavra derivada do grego “phós” que quer dizer luz e de phóros – portador ou reprodutor. Ele faz parte dos núcleos celulares do cérebro e do sistema nervoso. Note-se que é no núcleo, parte vital da célula, que está o célebre DNA, base da vida que os cientistas procuram descobrir plenamente para criarem vida. Essa, porém, é sagrada. Invisível, antes de se manifestar na forma e como sagrada a sua descoberta exige que os cientistas se tornem verdadeiros sábios, isto é, puros de coração, humildes, pois reconhecerão que o saber é divino verdadeiramente possuidor de altruísmo e caridade.

Para que esse mineral seja devidamente assimilado pelo organismo importa que tenhamos boas glândulas endócrinas, designadamente a hipófise, tireoide e paratireoide, o que exige o desenvolvimento do Amor Puro, da amizade sincera, qualidades Uranianas, do regente em astrologia científica, da hipófise que é Urano, além de que sejamos honestos, amigos da verdade e da razão, qualidades de um regenerado Mercúrio, que comanda as outras glândulas citadas. O outro fator é de natureza mental e denomina-se: concentração, muito difícil neste mundo cheio de ruídos, de más distrações etc.

É que tal como a luz concentrada numa lente se torna mais forte, luminosa e clara, também o pensamento concentrado produz ideias mais claras e profundas.

Um bom exercício é o Exercício Esotérico de Concentração ao acordar, tal como a Fraternidade Rosacruz solicita a todo Estudante Rosacruz fazer..

Chegados que somos ao final deste modesto trabalho apela-se para que cada qual faça uma meditação profunda sobre este tema e dia após dia aplique a luz que for efetivamente possuído de forma a que nos tornemos verdadeiros cristãos, construindo a Fraternidade Universal, dignos de viver na Era de Aquário.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz – janeiro/1982 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como conheceremos Cristo quando voltar?-

Descubra aqui onde o estudo foi dividido nos seguintes tópicos para facilitar a assimilação do conhecimento:

  1. Quem é Cristo?
  2. Por que Cristo veio à Terra pela primeira vez?
  3. Por que Ele deve vir outra vez?
  4. Como conheceremos Cristo quando Ele voltar?

Acesse aqui: Como Conheceremos Cristo quando Voltar?

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