Um grande fato a se lembrar no autoaperfeiçoamento de um Estudante Rosacruz é que a nossa vida passada está, em grande medida, encerrada. Um hábito comum consiste em reviver essa vida, ou partes dela, em pensamento, mas não com o desejo de aprender uma lição real, pois tais lições geralmente foram aprendidas naquela vida, mas apenas para gastar tempo com retrospectivas inúteis, sem propósito, revivendo momentos passados e se entregando a uma censurável autopiedade.
No momento presente em que vivemos, sentimos os resultados de nossas vidas anteriores. Por mais desagradáveis que sejam, é evidente que nós mesmos, em algum momento, colocamos em movimento as forças que agora produzem esses resultados, aparentemente injustos.
Sem dúvida é necessário e suficiente acreditar na Teoria do Renascimento para se alcançar uma explicação completa e realista. Entretanto, uma explicação detalhada exigiria que o Estudante desenvolvesse o poder espiritual necessário para examinar os fatos históricos na chamada Memória da Natureza. Isso já foi feito e é um fato no ocultismo!
É óbvio, então, que o momento mais importante de nossas vidas é o presente — o Eterno Agora — no qual todo o trabalho é realizado. Os efeitos de nossos pensamentos e das nossas ações presentes nos influenciarão em algum momento posterior. Decidimos hoje viajar para uma terra distante; ativamos forças que, eventualmente, criam o resultado desejado e, assim, descemos do navio nas margens da terra que decidimos visitar. Outras ações, espirituais ou materiais, podem demorar anos para atingir seus resultados ou podem continuar ao longo desta vida e produzir o resultado final em uma vida futura. Mas, uma vez que essas forças são ativadas, o dado foi lançado. Daí em diante, do molde desse dado surgirão certas formas e lágrimas, protestos ou ameaças não poderão alterá-las minimamente.
De fato, nós somos o mestre do nosso próprio destino e essa verdade é maior do que normalmente se imagina. Isso é verdadeiro na vida cotidiana e igualmente efetivo na vida eterna do que realmente somos, um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui), tão diferente da nossa Personalidade superficial, efêmera, egoísta e exterior que, com frequência, é a única expressão de nós mesmos mostrada ao mundo.
Não é permitido repousar sobre os benefícios das ações passadas sobre os louros das vitórias anteriores. Toda vida é progressiva e ativa. Devemos estar em constante ação, cultivando nossos talentos, usando nossas forças para fins maiores — aquelas mesmas forças tão arduamente conquistadas e, por fim, alcançadas em vidas que se foram.
O Estudante Rosacruz que busca ajuda e conhecimento espiritual deve ser um lutador: tão perspicaz quanto nossos magnatas comerciais, ávido por novas atividades em todas as esferas; aguçado e determinado — mas com o desejo de tomar parte em batalhas mais nobres; impiedoso na guerra contra o preconceito, a superstição e a falsidade.
O “agora” é o grande momento. Atividade incessante em fazer o bem, no estudo, no autocontrole, na rotina comum da vida diária — aparentemente tão monótona e cinzenta —, mas na verdade tão eficaz quanto os golpes repetitivos de um martelo a vapor sobre o ferro duro. Seu mérito está no efeito cumulativo, não em cada golpe individual.
É somente por meio de algum estímulo mental que muitos, naturalmente inativos, conseguem despertar para o “agir e fazer”. “Belas palavras”, dizem eles, “mas eu sou diferente — não fui feito assim. Pode o leopardo mudar suas manchas ou uma pessoa, a cor de sua pele?”.
Uma das maiores surpresas da vida é a incrível quantidade de trabalho que um Estudante Rosacruz pode realizar quando decide fazer um esforço. Isso não é apenas surpreendente, mas grandioso. Um riso alegre diante dos erros e uma coragem indomável para perseverar são grandes qualidades. Se o riso se recusar a aparecer ou a coragem desaparecer, ainda assim algo foi conquistado, pois quando tentamos rir ou demonstrar coragem, criamos uma base tão sólida quanto o alicerce de concreto, base sobre a qual, com o tempo, o verdadeiro riso alegre e a efetiva coragem poderão ser construídos.
É difícil dizer qual é o espetáculo mais admirável: o do Estudante Rosacruz poderoso que atravessa a vida superando obstáculos pela pura força ou do Estudante Rosacruz que persiste lutando, sendo constantemente golpeado, abalado e avançando pouco, mas com o maxilar firme e a cabeça baixa — sempre lutando sem pensar em desistir, disposto a batalhar até o fim!
A derrota não é um acontecimento tão desesperador como pensamos muitas vezes. Ela significa apenas que o objetivo desejado não foi alcançado. No entanto, pelo simples ato de lutar nós adquirimos uma força maior — o que, em si, já é uma vitória efetiva, de valor imenso.
(De Max Heindel, publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)
No Evangelho Segundo S. Mateus em 1:21 lemos: “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome Jesus; porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados“. Mas não a um menino comum, pois Jesus não era um indivíduo comum, como qualquer outro da Humanidade. É certo que ele é um Espírito Virginal da Onda de Vida humana; pertence à nossa Humanidade. Podemos estudar o homem Jesus de Nazaré lendo todos os seus renascimentos na Memória da Natureza. Sabemos, por exemplo, que num de seus renascimentos ele foi o Rei Salomão. Aquele rei que lemos em 1 Reis 3, 4-14, quando Jeová apareceu em sonhos e lhe disse para pedir qualquer coisa que quisesse que Ele o daria. Quando, então, Salomão respondeu: “Tu foste grande amigo de teu servo Davi, meu pai, porque ele andou na tua presença com sinceridade e a mim me tem posto como rei em seu lugar. Confirme-se, pois, agora, Oh Jeová Deus! Tua palavra dada a Davi, porque tu me colocaste como rei sobre um povo eleito, povo tão numeroso que não se pode contar ou calcular. Dá-me agora sabedoria e conhecimento para discernir entre o bem e o mal“.
Quando, então, Jeová replicou a Salomão: “Por quanto isso foi em teu coração, que não pediste riquezas, nem longos anos de vida, nem a vida dos teus inimigos, se não que tens pedido para ti sabedoria e conhecimento para julgar o meu povo, sobre o qual te pus por rei, sabedoria e conhecimento te são dados e, também, o que não pedistes: riqueza e glória, em toda a sua vida, como jamais houve entre os reis“.
Esse é somente um dos exemplos de seus antigos renascimentos. Houve muitos outros, onde ele viveu sob diversas circunstâncias, sob vários nomes, do mesmo modo que qualquer um de nós, seres humanos. Com isso percorreu o Caminho da Santidade (o Caminho da Iniciação) através de muitas vidas, vivendo a vida espiritual e preparando-se para a maior honra que poderia ter recebido um ser humano.
Na vida terrestre que apareceu como Jesus, esse nosso irmão alcançou:
– um Corpo Denso que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;
– um Corpo Vital que é o mais perto da perfeição que já se construiu e se construirá por qualquer um de nós nesse Grande Dia de Manifestação;
– um Corpo de Desejos isento totalmente de paixões, desejos inferiores; formado exclusivamente de materiais de desejos das Regiões Superiores do Mundo do Desejo;
– um Corpo Mental extremamente puro (lembrando que a Humanidade comum ainda só tem um veículo Mente).
Ou seja: ele possuía um Tríplice Corpo e um Corpo Mental da espécie mais pura que qualquer um de nós já pode construir.
Logicamente, para construir o seu Corpo Denso teve que contar com materiais da mais fina pureza que existe. Pois o ser humano para construir seu Corpo Denso necessita utilizar os materiais tomados dos corpos do pai e da mãe. Por isso, seu pai, José era um elevado Iniciado. Pertencia a Ordem dos Essênios. E durante muitas vidas também percorreu o Caminho da Santidade. Ele era tão puro que poderia realizar o ato da fecundação como um Sacramento, sem nenhum desejo ou paixão pessoal. Ele tinha a capacidade de expressar à vontade – força masculina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Com isso garantiu o melhor material para a construção do Corpo Denso de Jesus.
Por isso, a sua mãe, a Virgem Maria, era também um elevado Iniciado, da mais elevada pureza humana; por isso foi escolhida para ser a mãe de Jesus de Nazaré. Ela tinha a capacidade de expressar a imaginação – força feminina – da maneira mais perto da perfeição no ato gerador. Só ela poderia fornecer o material mais puro para a construção de um Corpo Denso mais perto da perfeição, como foi o de Jesus. Ela expressa a máxima pureza que um ser humano pode alcançar no ato gerador.
Mas, como pôde ocorrer uma concepção tão pura e isenta de dor, sofrimento e tristeza num ambiente tão impróprio como nós mesmos criamos aqui na Terra?
Então vejamos: Jeová, o Espírito Santo, o guia dos Anjos, aparece em várias partes da Bíblia como o dador de filhos. Seus mensageiros foram: a Sarah anunciar-lhe o nascimento de Isaac; para Hannah anunciaram o nascimento de Samuel, por exemplo. E foram eles que foram à Virgem Maria anunciarem o advento de Jesus, como lemos no Evangelho de S. Lucas (1:26-32): “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus (…) e disse-lhe o anjo: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’ (…) ‘Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás em teu seio e darás à luz um filho e lhe darás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo“. O poder do Espírito Santo fecunda tanto o óvulo humano como a semente do grão na terra.
Antes do Pecado Original, nós procriávamos sob a orientação dos Anjos, em épocas propícias. Não tínhamos paixões, porque éramos guiados em tudo, até no ato gerador. Inocentes e inconscientes de tudo. O Pecado Original se deu quando tomamos as rédeas da nossa evolução, inclusive do ato gerador. Essa transgressão utilizando da força sexual criadora sagrada, a nosso bel prazer, sem levar em conta Corpos puros e condições astrais propícias, é o que, até hoje, nos traz sofrimentos, tristezas e dores.
Entretanto, quando uma vida santa purifica os desejos, o ser humano se inunda com esse espírito puro e pode efetuar a função procriadora sem paixão. A concepção se torna imaculada. A criança que nasce sob tais condições é naturalmente superior, porque a concepção realizou-se como um rito sagrado de autossacrifício e não como um ato de autossatisfação.
Nesse caso, criamos exatamente as mesmas condições que tínhamos quando procriávamos sob a orientação dos Anjos, só que com uma crucial diferença: o fazemos conscientes e sob a nossa responsabilidade. De onde concluímos: que todo indivíduo vil tem que nascer de uma mãe vil e de um pai vil, ou seja: antes que nasça um Salvador é necessário encontrar uma virgem puríssima para que seja sua mãe e um pai igualmente puríssimo.
Quando dizemos “virgem” não queremos falar de virgindade em sentido físico. Todos nós possuímos a virgindade física nos primeiros anos de nossas vidas, mas a virgindade do espírito é uma qualidade da alma (ou do Espírito), adquirida mediante vidas de pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e ações puros e elevados. Não depende do estado do Corpo Denso!
Assim, uma virgem verdadeira pode dar à luz a vários filhos e permanecer sempre “virgem”.
Portanto, o que determina um ser humano ser concebido em pecado ou imaculadamente depende de sua própria alma, de suas qualidades anímicas. Porque se um ser humano que vai nascer for puro, casto ele também nascerá e, naturalmente, de uma mãe e de um pai também puros e de natureza formosa. E, nessa situação, o ato sexual físico, que na maioria se realiza para gratificar a paixão e o desejo sensual, se efetua como uma oração, um Sacramento, como um sacrifício (sacro-ofício) – note a extrema oposição de sentimento: gratificação e sacrifício (sacro-ofício).
De modo que, a criança é concebida sem pecado nem paixão, ou seja, imaculadamente. Tal acontecimento não é um fato acidental. A vinda de uma criança por esses meios de pureza é previamente anunciada e a espera antecipada é marcada com impaciência e alegria.
Atualmente, há muitos casos de geração que se aproximam muito dessa Imaculada Concepção.
Aqui, realizam-se o ato gerador com puríssimo amor, e a mãe permanece tranquila, sem que seja perturbada durante o período de gestação e, assim, a criança nasce tão pura como numa Imaculada Concepção.
Com um Corpo Denso imaculadamente concebido, Jesus pode se dedicar ao objetivo específico da sua vinda como Jesus, ou seja: cuidar e desenvolver os seus Corpos Denso e Vital até o maior grau de eficiência possível para o grande propósito a que deveria servir: fornecer o seu Corpo Denso e o seu Corpo Vital para a imensa tarefa do Cristo, o Plano da nossa Salvação.
Nesse intuito, imensa ajuda foi lhe prestada pela terceira seita que existia na Palestina: a Ordem dos Essênios. Eles formavam uma ordem extremamente devota, muito diferente das outras duas seitas, então existentes: os materialistas saduceus e os hipócritas e vaidosos fariseus.
Pouco se sabe sobre eles, pois evitavam o máximo possível toda menção de si ou de seus métodos de estudo ou de adoração. Mas, foram os Essênios que educaram Jesus e cuidaram do seu desenvolvimento espiritual. Esse seu desenvolvimento espiritual foi elevando-se de grau durante os trinta anos de utilização de seus Corpos. Jesus tinha passado por várias iniciações. Como o objetivo das primeiras iniciações e do exercitamento esotérico é trabalhar sobre o Corpo Vital, a fim de construir e organizar o Espírito de Vida, vemos que, com isso, Jesus tinha alcançado as mais elevadas vibrações do Espírito de Vida. O seu Espírito de Vida tornou-se o seu veículo superior mais evoluído.
Cristo, por seu lado, sendo um Arcanjo, funcionava muito bem no seu Corpo de Desejos, Mas como todo Arcanjo, era incapaz de construir um Corpo Denso ou um Corpo Vital para si. Agora, como Ele é o mais desenvolvido de todos os Arcanjos, ou em outras palavras, o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, estava acostumado em trabalhar no seu veículo mais inferior sendo o Espírito de Vida.
Ou seja: ele sabia construir um Corpo de Desejos, uma Mente e um Espírito Humano, mas vivia comumentemente no seu veículo Espírito de Vida, no Mundo do Espírito de Vida (lembrando que esse Mundo é o que envolve todos os Planetas e corpos celestes do nosso Sistema Solar e é onde a Fraternidade Rosacruz é praticada cotidianamente).
Onde ele expressava facilmente os atributos desse veículo, quais sejam: altruísmo, fraternidade, união, amor, perdão, graça e gratidão. Tudo o que nós precisávamos (e ainda muito precisamos) aprender para seguirmos na nossa evolução para frente e para cima. Assim, para ensinar-nos tudo isso, nos propiciar o acesso mais fácil de materiais de desejos para termos desejos, emoções e sentimentos formados somente de materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Região da Luz Anímica, Região do Poder Anímico, Região da Vida Anímica), fundar a Religião Unificante do Filho – a verdadeira Religião Cristã, que ainda não se manifestou totalmente na Humanidade –, e com isso elevar-nos a mais um grau e para nos tirarmos das condições cristalizantes que estávamos, Ele precisou aparecer como um ser humano entre nós (1Tm 2:5) e, entrando num Corpo Denso, conquistar, de dentro, a Religião de Raça que nos afeta por fora.
Em outras palavras, acabar com a divisão entre os filhos de Seth e os filhos de Caim e uni-los numa única Fraternidade Universal. Para isso usou de todos os veículos próprios e só tomou de Jesus os Corpos Denso e Vital.
Isso ocorreu quando Jesus tinha 30 anos de idade. Então, Cristo penetrou nesses Corpos e empregou-os até o final de Sua missão aqui na Região Química, no Gólgota. Então, tornou-se a dupla figura que conhecemos como: Cristo-Jesus. Assim, Cristo é o único ser que possui uma série completa de veículos desde o Mundo de Deus até o Mundo Físico, ou seja, 12 veículos!
Nesses três anos, Jesus foi o que perdeu todo o crescimento anímico obtido durante os 30 anos terrestres, anteriores ao Batismo e contido no veículo cedido a Cristo. Este foi e é o grande sacrifício feito para nós, mas, como todas as boas ações, esse sacrifício redundará em maior glória no futuro. Durante os três anos que duraram o trabalho de Cristo nos Corpos Denso e Vital de Jesus, ou seja: entre o Batismo e a Crucificação, Jesus adquiriu um veículo de Éter, da mesma forma que um Auxiliar Invisível adquire matéria física sempre que for necessário materializar todo ou parte do Corpo Denso. Com ele seguia instruindo o núcleo da nova fé formado por Cristo. Entretanto, um material que não combine com o Átomo-semente não pode adaptar-se definitivamente. Ele se desintegra tão logo se esgote a força de vontade nele reunida; portanto, isso foi apenas um paliativo, durante esses três anos.
Depois da morte do Corpo Denso de Cristo-Jesus, no Gólgota, os Átomos-sementes dos Corpos Denso e Vital foram devolvidos a Jesus de Nazaré. Exceto o Corpo Vital usado por Cristo. Por que esse não foi devolvido? Para que Cristo o utilize na Sua segunda vinda.
E por que Cristo não poderia devolvê-lo? Não poderia Ele tomar de outro Corpo Vital de outro ser, mesmo de Jesus, quando necessitasse novamente? Certamente que não, pois existe uma Lei que determina que todo Ser deve sair de um lugar, pela mesma via por onde entrou. Cristo entrou na Terra, onde está agora confinado, através do Corpo Vital de Jesus. Deve sair também por este Corpo. Se o Corpo Vital de Jesus fosse destruído, Cristo permaneceria neste ambiente tão limitado até que o Caos dissolvesse a Terra. É por isso que os Irmãos Maiores colocaram o Corpo Vital de Jesus num sarcófago de cristal para protegê-lo dos olhares de curiosos e profanos. Eles conservam este receptáculo em um dos Estratos nas profundezas da Terra, onde ninguém que não seja Iniciado no grau apropriado pode penetrar.
Então, Jesus de Nazaré construiu um novo Corpo Vital, trabalhando com os movimentos verdadeiramente Cristãos. Os Cavaleiros da Távola Redonda, os Cavaleiros do Graal, os Druidas da Irlanda, os Trottes do Norte da Rússia são algumas das escolas esotéricas nas quais, Jesus trabalhou na Idade Média.
Note que a partir daqui nunca mais Jesus construiu para si um Corpo Denso, embora fosse capaz de fazê-lo. Isso porque o seu trabalho está totalmente dirigido na Região Etérica do Mundo Físico. Sem dúvida, Jesus é o mais elevado fruto que o Período Terrestre produziu, afinal: “Não há maior amor no homem do que aquele que dá a sua própria vida” (Jo 15:13) e o fato de dar não somente o Corpo Denso, mas também o Corpo Vital é certamente o supremo sacrifício!
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Agosto de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:


Nossas Reuniões de Estudos Semanal 7
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de AGOSTO/2025: 10
Correção de Lições dos Cursos. 11
Respostas às dúvidas dos leitores. 11
via e-mail, no site, nas redes sociais. 11
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional 11
Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Virgem (Agosto-Setembro) 12
Conteúdo Gerado nas Reuniões de Estudos. 15
Termos Rosacruzes: Forma e Vida. 21
Termo Rosacruz: Humanidade. 26
Termo Rosacruz: Reino Animal 36
Termo Rosacruz: Reino Vegetal 38
Termo Rosacruz: Memória da Natureza. 40
Termo Rosacruz: Nossos Irmãos Mais Jovens. 41
Termo Rosacruz: O Alento da Vida. 42
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Polar 43
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Hiperbórea. 44
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Lemúrica. 45
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Atlante. 45
Termo Rosacruz: Costela de Adão. 47
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Agosto: 49
Veja que o desenvolvimento de consciência neste Esquema de Evolução é gradativo. 52
O que é o ‘Reino de Deus’ para uma Estudante Rosacruz?. 53
Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 58
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 66
Reuniões de “Cura Rosacruz”. 66
Ritual do Serviço Devocional de Cura. 68
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 68
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Nossas Reuniões de Estudos Semanal
As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Para esse mês de SETEMBRO de 2025, aqui estão as Reuniões que teremos:
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil.
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras).
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site: www.fraternidaderosacruz.com
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Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de AGOSTO/2025:
Dia 03/08 –
| 16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Evangelho Segundo S. Mateus-Cap. 7: Porta Estreita – Falsos Profetas 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Involução, Evolução e Epigênese – O que é Humanidade |
Dia 10/08 –
| 16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Involução, Evolução e Epigênese – Reino Animal/Vegetal – Memória da Natureza |
Dia 17/08 –
| 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Uma Alma Vivente – irmãos mais jovens – “alento de vida” |
Dia 24/08 –
| 16H – Reunião Reservada: Estudante Regular 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Uma Alma Vivente – Nossos Corpos Densos em Cada Época |
Dia 31/08 –
| 16H – Reunião Reservada: Probacionista 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Análise Oculta do Gênesis – A Costela de Adão – seres bissexuais – Respiração |
Filosofia, Bíblia e Astrologia dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional
incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento
Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz.
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Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Virgem (Agosto-Setembro)
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE SETEMBRO. Esse mês solar de SETEMBRO, que vai de 24 de agosto a 23 de setembro, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Virgem.
Hierarquia Criadora – Virgem é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Sabedoria, que mantém o Planeta em um padrão cósmico elevado de uma Terra limpa profundamente e rejuvenescida. Em certo ponto, a pureza humana conquistada se torna um extraordinário Poder Anímico – uma verdade ressaltada pelo Senhor Cristo quando disse: “Os puros de coração verão a Deus.” (Mt 5:8).
Atividades do Cristo – Em setembro Cristo sai da glória dos Mundos celestes mais elevados e começa a sua descida para os planos físicos. Durante todo o mês a terna e anelante beleza da Natureza é diferente de todos os outros momentos, porque Cristo está se aproximando da Terra como uma galinha que acolhe seus pintinhos, com a mesma dor amorosa que sentiu quando chorou por Jerusalém, há muitos anos atrás. Ele verteu aquelas lágrimas porque sabia do longo tempo de dor e de sofrimento que a Humanidade havia de viver por ter buscado a escuridão ao invés de buscar a luz. Seu imenso coração se angustiou pelas nuvens obscuras que cobririam Jerusalém, o verdadeiro coração do Planeta, ao que se havia dedicado a servir e sobre o que estava derramando todo Seu imenso amor.
Começa no Equinócio de Setembro a radiação dourada de Cristo que vai sendo derramada sobre a Terra, e é aqui que o sublime Cristo Cósmico alcança a superfície exterior da Terra. Então, começa uma aceleração cósmica que tem seu ápice em dezembro de todo ano. Durante o Equinócio de Setembro, a Natureza toda se encontra sob a influência da mística união dos princípios da Água e do Fogo. Os frutos dessa união são: a beleza, a harmonia e a perfeição.
Atividades do Aspirante à vida superior – é um dos meses de preparação para o Discípulo. Uma das palavras-chave de Virgem é sacrifício. Um Discípulo sério, que se prepara por meio do sacrifício e da autorrenúncia, para participar no festival do Solstício de Dezembro, frequentemente meditará sobre a palavra-chave espiritual de Virgem: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.” (Mc 9:35). Durante o curso desse mês de preparação, o Discípulo compreenderá claramente em seu interior, o significado da formosa oração de S. Francisco de Assis, e ele o fará mais útil como canal para a descida das forças de Cristo nos meses vindouros:
“Ó mestre, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado
Compreender do que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois, é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado;
E morrendo que se vive
Para a vida eterna.”
No Corpo Denso – o centro físico correlacionado com Virgem é o trato digestivo. O Aspirante visualiza o trato intestinal manifestando um perfeito funcionamento.
Dentre os 12 Apóstolos – o correlacionado é Tiago, irmão de Judas Tadeu e Simão. Durante muitos anos ele foi reverenciado como o responsável máximo da primitiva Igreja em Jerusalém, e foi bem conhecido por sua pureza de caráter e consagração ao serviço altruísta.
Passagem da Bíblica correlacionada – procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: “…o maior dentre vós seja o servo de todos” (Mt 20:27, 23:11 e Mc 10:32). Faça isso em cada um dos dias em que Virgem enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
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Conteúdo Gerado nas Reuniões de Estudos
06/08 – 16 h – Estudos Bíblicos Rosacruzes – Evangelho Segundo S. Matheus Capítulo 7 – Versículos: 13 a 20
O trecho que estudamos da Bíblia: 13Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. 14Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida. E poucos são os que o encontram.
15Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. 16Pelos seus frutos os conhecereis. Por acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? 17Do mesmo modo, toda árvore boa dá bons frutos, mas a árvore má dá frutos ruins. 18Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, nem uma árvore má dar bons frutos. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20É pelos seus frutos, portanto, que os reconhecereis.
Desvendando algumas significâncias esotéricas do versículo 13: Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele.
O que significa “porta estreita”?
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o Mundo Físico é formado pela Região Química que, por sua vez, é composta pelas formas Sólidas, Líquidas e Gasosas, e pela Região Etérica que é composta pelo Éter Químico, Éter de Vida, Éter de Luz e Éter Refletor. E que o nosso nível de consciência hoje está focado na Região Química do Mundo Físico.
Mas para o nosso irmão ou a nossa irmã materialista e até para os que não são materialistas, mas vivem uma espiritualidade cujo maior valor ou “vida bem-sucedida” é estar bem materialmente aqui, e faz o que for preciso para isso, é como se houvesse só a Região Química!
Agora para o verdadeiro Estudante Rosacruz, que é Cristão, já compreendeu que o Mundo Físico é muito mais do que a Região Química, pois envolve a primeira Região invisível aos olhos físicos que chamamos de Região Etérica. E, mais ainda, que temos um Corpo para funcionar em cada Região dessas, a saber:
• Um Corpo Denso no qual funcionamos conscientemente, quando estamos no nosso Estado de Vigília.
• e um Corpo Vital que funcionamos inconscientemente e sempre!
Devido muitos de nós ainda estar passando pelo Nadir da Materialidade, esse foco exclusivo na Região Química cria uma cristalização perigosa que pode levar à perda de qualquer chance de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução. E isso significa se atrasar enormemente por ter que esperar um próximo Esquema de Evolução para continuar a seguirmos o Plano de Deus. Afinal, já atingimos o nosso objetivo na Região Química: a de conquistá-la, a de viver conscientemente aqui e trabalhar com todos seus elementos. Isso ocorreu na Época Atlante! Estamos hoje na Época Ária.
E o risco já foi tão grande que Cristo teve que antecipar a Sua vinda e se sacrificar profundamente para “nascer como um homem dentre os homens” para nos ensinar como não cair nesse fracasso evolutivo. Para isso veio nos ensinar a como conseguir viver conscientemente na Região Etérica. Todos Seus Ensinamentos têm esse objetivo.
Só que para isso temos que nos desapegar de toda ilusão materialista que insistimos em viver por muitos e muitos renascimentos aqui, e nos prende nesse Ciclo de Vidas e Mortes aqui na Região Química. E isso é muito difícil. Nada do que temos de material, de forma, de Sólidos, Líquidos e Gases, e que precisamos dos desejos e das emoções sempre inferiores, mantidos no nosso Corpo de Desejos, justamente para continuar com a “posse” desses materiais, dessas formas, servem para vivermos conscientemente na Região Etérica! Aliás é isso que nos impossibilita.
Ou seja, para vivermos conscientemente lá a “porta é estreita”, pois temos que nos livrar desse monte de “coisas” que chamamos de “posses materiais”, “valores materiais”, “princípios materiais”, astutamente disfarçados por nós, vida após vida aqui.
Já para continuar a viver focando na Região Química, que é mais prazeroso, porque é mais cômodo por já conhecermos e criar essa ilusão de falsa segurança, “largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição”, pois a cada vida focando nisso é um passo a mais para uma cristalização perigosa que pode levar à perda de qualquer chance de continuar evoluindo nesse Esquema de Evolução.
Desvendando algumas significâncias esotéricas dos versículos 15 a 20: 15Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos ferozes. 16Pelos seus frutos os conhecereis. Por acaso colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos cardos? 17Do mesmo modo, toda árvore boa dá bons frutos, mas a árvore má dá frutos ruins. 18Uma árvore boa não pode dar frutos ruins, nem uma árvore má dar bons frutos. 19Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 20É pelos seus frutos, portanto, que os reconhecereis.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz dois pontos muito importantes que ressalta esse Ensinamento dado direto por Cristo, e que está relacionado como um Estudante Rosacruz deve discernir sobre essa questão de “profetas”, “instrutores”, “mestres” que vira e mexe aparecem.
O primeiro ponto é:
• Não existe “instrutor” ou “mestre”, ou quaisquer outros nomes que usem, individual.
E o segundo ponto é:
• Um “mestre” verdadeiro trabalha com a Consciência jupteriana.
Por quê? Sobre o 1º ponto: devido diretamente à característica única do Método Rosacruz de Desenvolvimento Espiritual que é “O método de realização Rosacruz procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil”.
Tais seres humanos, verdadeira e altamente desenvolvidos, têm outras tarefas e muito mais importantes para lidar, e mesmo os Irmãos Leigos e as Irmãs Leigas, que foram Iniciados por eles, não são permitidos incomodá-los por coisas tão pequenas e sem importância.
Os Irmãos Maiores não costumam visitar ninguém na Fraternidade Rosacruz ou fora dela, como um “instrutor individual”, e quem assim pensar, está se enganando. Eles transmitem certos ensinamentos que formam a base da instrução nessa Escola, e aprendendo como viver essa ciência da alma, nós podemos, com o tempo, nos qualificar para encontrá-los, face a face, na escola dos Auxiliares Invisíveis. Não há outro caminho.
Sobre o 2º ponto: os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz são capazes, e sem esforço algum, de utilizar a Consciência Pictórica Externa e, assim, imediatamente dão evidências claras de sua identidade. Ou seja: quando um Irmão Maior se comunica para passarmos um conhecimento, ele projeta tal conhecimento sobre a nossa consciência exatamente o que quer dizer, seja em imagens, quadros, palavras ou cenas. E isso não gera dúvida nenhuma de quem está recebendo.
Aqueles que não se desenvolveram a tal ponto, mesmo que possam estar até iludidos a seu próprio respeito, e até imbuídos de boas intenções, não são dignos de confiança, e não devemos lhes dar crédito.
Assim, pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos, que nos foram fornecidos diretamente por Cristo.
Para saber mais, assista a 23ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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03/08 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Involução, Evolução e Epigênese – O que é Forma, Vida, Humanidade?
Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
Termos Rosacruzes: Forma e Vida
Teremos aqui uma definição bem resumida dos seguintes Termos Rosacruzes:
-O que é Forma (com “F” em maiúsculo)
-O que é Vida (com “V” em maiúsculo)
-O que é Involução (com “I” em maiúsculo)
-O que é Evolução (com “E” em maiúsculo)
-O que é Epigênese (com “E” em maiúsculo)
O Espírito em manifestação tem 2 aspectos: Vida e Forma. E aqui está algo importantíssimo para entendermos bem, a fim de compreender muitos dos conhecimentos que nos são fornecidos como mistérios ou nas entrelinhas: a diferença da Forma e da Vida.
Repare que para os irmãos e as irmãs materialistas, eles reconhecem apenas três estados de matéria: sólidos, líquidos e gases. Dessa matéria química constituíram-se todas as formas: mineral, vegetal, animal e humana. Tais matérias são todas químicas, já que derivam dos componentes químicos da Terra. E que a vida é resultado de reações químicas.
E por que acham isso? Porque sustentam que a vida é uma viagem do berço ao túmulo; que a Mente é o resultado de certas correlações da matéria, ou seja, que a Mente é o Cérebro; que o ser humano é a mais elevada inteligência do Cosmos, e que a sua inteligência perece quando o Corpo se desintegra, após a morte.
O que é Forma e Vida para um Estudante Rosacruz que preconiza os Ensinamentos Rosacruzes:
•Vida é um dos 2 aspectos em que um Espírito, seja de qualquer Onda de Vida, se manifesta e nesse caso é a sua expressão positiva, caracterizada por não ter começo e nem ter fim: ela é!
•Forma é o outro dos 2 aspectos em que um Espírito, seja de qualquer Onda de Vida, se manifesta e nesse caso é a sua expressão negativa, caracterizada por ser uma manifestação cristalizada e inerte: ela está!
A correlação desses dois Termos “Forma e Vida” é importantíssima para a nossa manifestação. Vamos ver como isso se dá: o que determina a conformação da matéria química nas múltiplas variedades de Formas que observamos ao nosso redor é o Espírito Universal Uno, expressando-se a Si próprio no Mundo visível (atualmente Mundo Físico com suas Regiões Química e Etérica) sob a forma de quatro grandes correntes de Vida (mineral, vegetal, animal e humana), em variados graus de desenvolvimento. Esse quádruplo impulso espiritual modela a matéria química da Terra na variedade de formas dos quatro Reinos.
Quando uma forma serviu ao seu propósito, como veículo de expressão para as três correntes superiores de vida, as forças químicas desintegram essa forma. Então a matéria pode voltar ao estado primordial, ficando assim em disponibilidade para a constituição de novas formas. Consequentemente, o Espírito ou “Vida” que modela a forma numa expressão de si mesmo é tão estranho ao material que usa como o carpinteiro é estranho e pessoalmente independente da casa que constrói para sua habitação.
Como todas as formas mineral, vegetal, animal e humana são químicas, logicamente deverão ser tão mortas e desprovidas de sensação como a matéria química no seu estado primitivo. Podemos, também, dizer que todas as formas do Mundo visível (aos nossos olhos físicos) são cristalizações de modelos e ideias dos Mundos invisíveis (também, aos nossos olhos físicos).
Termo Rosacruz: Epigênese
Já vimos o conceito do Termo Rosacruz “Epigênese” em Reuniões de Estudos anteriores. Mas vamos revisar tal conceito, que forma uma tríade com a Involução e Evolução para deixar mais claro o Termo “Humanidade” que iremos expor mais à frente.
Conceituamos tal termo como “a liberdade para inaugurar algo inteiramente novo e não uma simples escolha entre dois cursos de ação”. Afinal, a cadeia de causas e efeitos, na qual estamos todos envolvidos nesse Esquema de Evolução, não é uma repetição monótona! A Epigênese é a espinha dorsal desse Esquema de Evolução onde todos nós estamos inseridos. É o que nos capacita a darmos um passo em direção a esferas maiores de poder e atividade.
A Involução e Evolução por si mesmas são insuficientes, mas juntas com a Epigênese formam uma perfeita tríade de esclarecimento. Exemplificando a Epigênese na nossa vida, observe: há sempre um influxo contínuo de causas novas e originais.
Desenhemos uma linha que vai desde o nosso nascimento aqui até o fim de mais uma vida terrestre também aqui. Notemos que podemos colocar muitas causas e seus respectivos efeitos. Muitos são oriundos de lições passadas que vem como “provas”, e que servem para verificar se aprendemos o que dizemos lá no Terceiro Céu, que queríamos testar para ver se aprendemos aqui. Outras vem como confirmação de um bom hábito ou de uma virtude, já que estamos em um processo de melhoria contínua da nossa evolução.
Mas notem: há sempre causas novas, originais que eu posso criar e, logicamente, seu respectivo efeito. Aqui é o que realmente o valor que eu possuo, que eu dei existência, que eu exercitei o “ser criado à imagem e semelhança de Deus”. Esse importante fator é o único que pode explicar de modo satisfatório o “Esquema de Evolução” a que pertencemos.
A Involução e a Evolução por si mesmas são insuficientes, mas juntas com a Epigênese, formam uma tríade perfeita de esclarecimento.
Termo Rosacruz: Involução
Involução é a parte do Caminho de Evolução onde uma Onda de Vida inicia num Mundo mais sutil e termina na Região mais densa do Mundo que ela poderá chegar em um Esquema de Evolução, de um Grande Dia de Manifestação. No nosso caso atual, vai desde o princípio do Período de Saturno até a metade da Época Atlante no Período Terrestre. Reparem: a direção é para baixo e para frente: dos Mundos mais sutil para o Mundo mais denso.
Termo Rosacruz: Evolução
Evolução parte do Caminho de Evolução onde uma Onda de Vida parte da Região mais densa do Mundo que ela chegou, até o Mundo de onde ela partiu em um Esquema de Evolução, de um Grande Dia de Manifestação. No nosso caso atual, vai desde a metade da Época Atlante no Período Terrestre até o final do Período de Vulcano. Reparem: a direção é para cima e para frente: do Mundo mais denso para os Mundos mais sutis.
Notem como a Tríade: Evolução, Involução e Epigênese é necessária para se compreender o passado, o presente e o futuro do nosso desenvolvimento nesse Esquema de Evolução.
Termo Rosacruz: Humanidade
Antes de entrarmos no estudo do Termo Rosacruz “Humanidade”, gostaria de dar uma breve explicação muito importante e necessária sobre a grafia dos Termos Rosacruzes: do porquê algumas palavras nos Ensinamentos Rosacruzes, como os Termos Rosacruzes, devem ser escritas com a primeira letra de cada parte em maiúsculo:
Porque segundo a “norma culta da língua portuguesa” vigente, “Palavras ligadas a uma Religião ou formas reverentes de tratamento devem começar com a primeira letra em maiúsculo para facilitar a sua distinção em relação ao seu significado geral”.
Sem dúvida isso facilita a sua distinção em relação ao seu significado comum.
Por exemplo: Corpo Denso com o “C” e o “D” em maiúsculos; que é o veículo que utilizamos para funcionar conscientemente na Região Química do Mundo Físico. Bem diferente do substantivo “corpo” seguindo do adjetivo “denso”, que se refere a um corpo que tem alta densidade, ou seja, uma grande quantidade de matéria em um determinado volume. Em termos mais simples, um corpo denso é aquele que parece muito pesado em relação ao seu tamanho.
Outro exemplo: mundo físico com “m” e “f” em minúsculos: também conhecido como plano físico ou mundo material, é o cenário da existência humana e de todas as formas de vida na Terra. O estudo do mundo físico envolve diversas áreas do conhecimento, como física, química, biologia e geologia. Bem diferente de Mundo Físico com “M” e “F” em maiúsculos que é: Mundo que se divide em duas partes: Região Química e Região Etérica, e como todos os outros Mundos se divide em 7 subdivisões: Sólidos, Líquidos e Gases, que é a Região Química e Éter Químico, Éter de Vida, Éter de Luz e Éter Refletor, que é a Região Etérica.
Mais um exemplo?
A palavra humanidade com “h” em minúsculo: se refere ao conjunto de todos os seres humanos, à natureza humana ou à qualidade de ser humano, incluindo características como compaixão, benevolência, ou seja, a capacidade de sentir empatia e preocupação com o próximo, demonstrando bondade e solidariedade. Dependendo do contexto em que essa palavra está inserida, ela pode também ser usada para se referir à história da espécie humana, desde seus primórdios até o presente. Bem diferente de Humanidade com “H” em maiúsculo, que é o que vamos ver a seguir.
Assim, vamos começar definindo mais algumas coisas para conseguir fechar o conceito do Termo Rosacruz “Humanidade”.
Utilizemos uma figura que nos mostra a parte “Involução” desse “Esquema de Evolução”, ou seja, a parte que começa no início do Período de Saturno e vai até a metade da 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre. Notem uma coisa bem interessante: em cada um dos 4 Períodos mostrados na figura, há sempre um Globo em cuja metade das 7 Revoluções se alcança o ponto mais denso. Percebam que sempre é no Globo D que se alcança esse ponto mais denso em matéria. Olhem ele aqui no Período de Saturno, no Solar, no Lunar e no Terrestre.
Agora, como é que eu sei que é na metade das 7 Revoluções nesse Globo D que se alcança o ponto mais denso?
•Vamos destacar um desses Globos qualquer do diagrama acima.
Geometricamente falando o Globo nada mais é do que uma esfera, uma bola. Vamos inserir as Revoluções que passam por esse Globo. Como estamos em um espaço de 2 dimensões, então as Revoluções podem ser desenhadas assim, como um arco passando pelo Globo: 1ª Revolução, 2ª Revolução, 3ª Revolução, 4ª Revolução, 5ª Revolução, 6ª Revolução e a 7ª Revolução.
Percebam uma coisa importante. Dada a dificuldade de se desenhar em 2 dimensões, a impressão que nos dá é que a 1ª Revolução é a que está na parte mais elevada e a 7ª Revolução é a que está na parte mais inferior.
Será? Como, em 2 dimensões, mostraremos que não é assim. Vamos cortar essa esfera ao meio verticalmente. Podemos ver uma figura assim: uma esfera separada em 2 metades iguais. Se eu virar uma dessas metades de forma que a parte de dentro dela fique voltada para mim, então, teremos uma semiesfera assim. Agora podemos ver como fica a distribuição das Revoluções nessa semiesfera, obedecendo a máxima oculta: “como é em cima, é embaixo”.
Para isso observem bem a posição dos Globos: o 1º, o Globo A está no mesmo nível do 7º, o Globo G; o 2º, o Globo B está no mesmo nível do 6º, o Globo F; o 3º, o Globo C está no mesmo nível do 5º, o Globo E; e o 4º Globo está na posição mais inferior, com relação aos outros 6.
Obedecendo esse critério, agora em 3 dimensões, a forma em 2 dimensões aparecerá assim:
A 1ª Revolução tem que estar no mesmo nível da 7ª Revolução;
A 2ª Revolução tem que estar no mesmo nível da 6ª Revolução;
A 3ª Revolução tem que estar no mesmo nível da 5ª Revolução;
A 4ª Revolução está na posição mais inferior, com relação às outras 6.
Notem: só assim obedecemos a máxima oculta: “como é em cima, é embaixo”. Assim, vemos que como o Globo D de qualquer Período é o Globo mais denso, em relação à matéria, a metade da 4ª Revolução de qualquer Período é a parte mais densa da Revolução, em relação à matéria que compõe o Globo pela qual ela está passando.
Seguindo o mesmo raciocínio, podemos afirmar que a metade da 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre, é onde a densidade da matéria é a maior em relação a quaisquer outras Revoluções existentes nesse Esquema de Evolução.
Vamos enunciar a definição do Termo Rosacruz “Humanidade”, e depois provar tal definição nas Ondas de Vida e nos Reinos de Vida que estão evoluindo nesse Esquema de Evolução.
“Diz-se que uma Onda de Vida está passando pelo seu estágio “Humanidade”, em um Esquema de Evolução, quando ela alcança o nível de Consciência de Vigília.”. Percebam esse ponto importantíssimo nessa definição: “estando no nível de Consciência de Vigília”.
Outra característica interessante quando uma Onda de Vida passa pelo seu estágio “Humanidade”: tem a capacidade de começar a exercer a Epigênese! E há, ainda, uma outra característica bem importante aqui: SE quando a Onda de Vida alcançar a Consciência de Vigília ela experimentar um Campo de Evolução onde a matéria é a mais densa que ela pode chegar nesse Esquema de Evolução, então os seres da Onda de Vida têm tudo para se tornarem especialistas nesse tipo de matéria, nesse tipo de FORMA, não de VIDA nesse momento.
Ou seja: se tornam aptos a ajudar a quaisquer outras Ondas de Vida que precisam aprender a lidar com tal matéria, seja na elaboração de seus Corpos, seja nas experiências a adquirir trabalhando com tal matéria.
Assim podemos dividir o conceito em dois tipos:
1)Alcançar o estágio de “Humanidade” é quando a Onda de Vida se torna especialista em uma matéria específica.
2)Ou alcançar o estágio de “Humanidade”, mas não se tornar especialista em alguma matéria específica.
Comecemos com a Onda de Vida Senhores da Mente.
Lembremo-nos que eles alcançaram seu estágio de Humanidade no Período de Saturno.
Eis a situação de cada Globo nesse Período.
Reparem que o Globo D está na Região Concreta do Mundo do Pensamento. Desenhando as Revoluções do Globo D, enfatizando a posição das Revoluções quanto a densidade da matéria de cada uma, temos algo assim. Que na Região Concreta do Mundo do Pensamento, considerando as densidades de cada subdivisão, sendo a mais sutil a superior e a mais densa a inferior, teríamos algo assim, mas observem bem: a metade da 4ª Revolução do Globo D é onde a matéria mental é a mais densa de todos os outros Globos e Revoluções desse Período.
Ou seja: a Região mais densa de um Mundo que a Onda de Vida dos Senhores da Mente pode passar foi a Região Concreta do Mundo do Pensamento. A matéria mental mais densa que ela experimentou foi na metade da 4ª Revolução do Globo D. E sabemos que foi nesse momento, que foi a metade da 4ª Revolução do Globo D, ainda na Involução desse Esquema de Evolução, que a Onda de Vida dos Senhores da Mente adquiriu o nível de Consciência de Vigília.
Percebam que os Senhores da Mente preencheram todos os requisitos, e é por isso que dizemos que os Senhores da Mente alcançaram o estágio “Humanidade” no Período de Saturno. E como a Onda de Vida dos Senhores da Mente alcançaram a Consciência de Vigília experimentando um Campo de Evolução onde a matéria é a mais densa que ela pode chegar nesse Esquema de Evolução, então se tornaram aptos a ajudar a quaisquer outras Ondas de Vida que precisam aprender a lidar com tal matéria, seja na elaboração de seus Corpos, seja nas experiências a adquirir trabalhando com tal matéria.
Eis a razão de estarem trabalhando conosco em todas as questões que envolvem matéria mental!
Vamos ver se a definição de “Humanidade” também se aplica a Onda de Vida dos Arcanjos?
Eis a situação de cada Globo nesse Período Solar.
Reparem que o Globo D está no Mundo do Desejo.
Desenhando as Revoluções do Globo D, enfatizando a posição das Revoluções quanto a densidade da matéria de cada uma, temos algo assim. Que no Mundo do Desejo, considerando as densidades de cada subdivisão, sendo a mais sutil a superior e a mais densa a inferior, teríamos algo assim, mas observem bem: a metade da 4ª Revolução do Globo D é onde a matéria de desejos é a mais densa de todos os outros Globos e Revoluções desse Período.
Ou seja: a Região mais densa de um Mundo que a Onda de Vida dos Arcanjos pode passar foi as Regiões do Mundo do Desejo. A matéria dos desejos mais densa que ela experimentou foi na metade da 4ª Revolução do Globo D. E sabemos que foi nesse momento, que foi a metade da 4ª Revolução do Globo D, ainda na Involução desse Esquema de Evolução, que a Onda de Vida dos Arcanjos adquiriu o nível de Consciência de Vigília.
Percebam que os Arcanjos preencheram todos os requisitos, e é por isso que dizemos que os Arcanjos alcançaram o estágio “Humanidade” no Período Solar. E como a Onda de Vida dos Arcanjos alcançaram a Consciência de Vigília experimentando um Campo de Evolução onde a matéria é a mais densa que ela pode chegar nesse Esquema de Evolução, então se tornaram aptos a ajudar a quaisquer outras Ondas de Vida que precisam aprender a lidar com tal matéria, seja na elaboração de seus Corpos, seja nas experiências a adquirir trabalhando com tal matéria.
Eis a razão de estarem trabalhando conosco em todas as questões que envolvem matéria de desejos!
Vamos ver se a definição de “Humanidade” também se aplica a Onda de Vida dos Anjos?
Eis a situação de cada Globo nesse Período Lunar.
Reparem que o Globo D está na Região Etérica do Mundo Físico. Desenhando as Revoluções do Globo D, enfatizando a posição das Revoluções quanto a densidade da matéria de cada uma, temos algo assim. Que na Região Etérica do Mundo Físico, considerando as densidades de cada subdivisão, sendo a mais sutil a superior e a mais densa a inferior, teríamos algo assim, mas observem bem: a metade da 4ª Revolução do Globo D é onde a matéria etérica é a mais densa de todos os outros Globos e Revoluções desse Período.
Ou seja: a Região mais densa de um Mundo que a Onda de Vida dos Anjos pode passar foi a Região Etérica do Mundo Físico. A matéria etérica mais densa que ela experimentou foi na metade da 4ª Revolução do Globo D. E sabemos que foi nesse momento, que foi a metade da 4ª Revolução do Globo D, ainda na Involução desse Esquema de Evolução que a Onda de Vida dos Anjos adquiriu o nível de Consciência de Vigília.
Percebam que os Anjos preencheram todos os requisitos, e é por isso que dizemos que os Anjos alcançaram o estágio “Humanidade” no Período Lunar.
Vamos ver se a definição de “Humanidade” também se aplica a nós, o Reino Humano ou Espíritos Virginais da Onda de Vida humana?
Eis a situação de cada Globo nesse Período Terrestre. Reparem que o Globo D está na Região Química do Mundo Físico. Desenhando as Revoluções do Globo D, enfatizando a posição das Revoluções quanto a densidade da matéria de cada uma, temos algo assim. Que na Região Química do Mundo Físico, considerando as densidades de cada subdivisão, sendo a mais sutil a superior e a mais densa a inferior, teríamos algo assim, mas observem bem: a metade da 4ª Revolução do Globo D é onde a matéria química é a mais densa de todos os outros Globos e Revoluções desse Período.
Ou seja: a Região mais densa de um Mundo que nós podemos passar é a Região Química do Mundo Físico. A matéria química mais densa que experimentamos foi na metade da 4ª Revolução do Globo D. E sabemos que foi nesse momento, que foi a metade da 4ª Revolução do Globo D, ainda no final Involução desse Esquema de Evolução, que nós adquirimos o nível de Consciência de Vigília.
Percebam que nós preenchemos todos os requisitos e é por isso que dizemos que nós alcançamos o estágio “Humanidade” no Período Terrestre. E como nós alcançamos a Consciência de Vigília experimentando um Campo de Evolução onde a matéria é a mais densa que ela pode chegar nesse Esquema de Evolução, então vamos nos tornando aptos a ajudar a quaisquer outras Ondas de Vida que precisam aprender a lidar com tal matéria, seja na elaboração de seus Corpos, seja nas experiências a adquirir trabalhando com tal matéria.
Eis a razão de estarmos trabalhando com os sólidos, líquidos e gases que compõe a Região Química do Mundo Físico. E muitos de nós já se tornaram especialistas nessa matéria. Exemplos? Adeptos e Irmãos Maiores!
Vamos ver se a definição de “Humanidade” também se aplica ao Reino Animal ou Espíritos Virginais da Onda de Vida animal?
Eis a situação de cada Globo no Período de Júpiter.
Reparem que o Globo D está na Região Etérica do Mundo Físico. Desenhando as Revoluções do Globo D, enfatizando a posição das Revoluções quanto a densidade da matéria de cada uma, temos algo assim. Que na Região Etérica do Mundo Físico, considerando as densidades de cada subdivisão, sendo a mais sutil a superior e a mais densa a inferior, teríamos algo assim, mas observem bem: a metade da 4ª Revolução do Globo D é onde a matéria etérica é a mais densa de todos os outros Globos e Revoluções desse Período.
Ou seja: a Região mais densa de um Mundo no Período de Júpiter será a Região Etérica do Mundo Físico. Mas, reparem bem, não é matéria mais densa que os seres do Reino Animal experimentou nesse Esquema de Evolução. Ela experimentou a matéria mais densa aqui no Período Terrestre, só que o nível de Consciência de Sono com Sonhos! Mas sabemos que será a metade da 4ª Revolução do Globo D do Período de Júpiter, já na parte Evolução desse Esquema de Evolução, que o Reino Animal adquirirá o nível de Consciência de Vigília.
Percebam que preencherão todos os requisitos e é por isso que dizemos que o Reino Animal alcançará o estágio “Humanidade” no Período de Júpiter. Mas não serão especialistas em matéria etérica nesse Grande Dia de Manifestação.
Se quiserem, pratiquem, como exercício, os momentos quando o Reino Vegetal e o Reino Animal passarão pelo estágio “Humanidade” nesse Esquema de Evolução.
Assim, o emprego ignorante da força geradora é o principal responsável pela dor, enfermidade e tristeza. Para saber mais, assista a 234ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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10/08 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Involução, Evolução e Epigênese – Reino Vegetal – Reino Animal – Memória da Natureza
Termo Rosacruz: Reino Animal
São Espíritos Virginais em evolução, aqui no nosso Campo de Evolução chamado “Terra”. Eles iniciaram sua evolução no Período Solar. É a Onda de Vida dos animais. São nossos irmãos mais jovens, ou menores.
A Onda de Vida animal ainda não tem consciência individualizada. Possuem hoje, uma Consciência de sono com sonhos. Os animais são dirigidos de fora por um Espírito-Grupo. Atingirão o estado “Humanidade”, ou seja, com o mesmo nível de consciência nosso – Consciência de Vigília – somente no Período de Júpiter.
O Reino Animal presta o serviço de:
•nos ajudar nas tarefas de manipulação de materiais da Região Química
•e a manter o equilíbrio em todo o ciclo de vida dos Reinos Vegetal, Animal e Humano.
Como é composto o Reino Animal para a Rosacruz? Os três Mundos do nosso Planeta são atualmente o Campo de Evolução, onde se processa a evolução de diversos Reinos de Vida em vários graus de desenvolvimento.
O Reino Animal possui 3 Corpos: o Corpo Denso, Vital e de Desejos, este último, ainda composto apenas de materiais das 3 Regiões inferiores.
Essa é a classificação do Reino Animal pela Fraternidade Rosacruz: quatros divisões primárias e treze subdivisões:
Quem são os pioneiros da Onda de Vida animal atualmente?
São os animais mais adiantados em sua evolução que tem a Consciência de sono com sonhos mais próxima da Consciência de Vigília (ponto da raiz do nariz do Corpo Denso quase concêntrico com o relativo no Corpo Vital) e com manifestações de emoções, sentimentos e desejos, sinais semelhantes à inteligência, e certa capacidade de aprendizado.
Todos esses possuem maior convivência com os seres humanos. E já demonstram traços que preparam sua futura individualização.
São eles: cães, gatos, cavalos e elefantes.
Quem são os atrasados da Onda de Vida animal atualmente?
São os animais menos adiantados na sua evolução, e tem a Consciência de Sono com Sonhos mais distante da Consciência de Vigília (ponto da raiz do nariz do Corpo Denso muito distante e estar concêntrico com o relativo no Corpo Vital). São ainda pouco responsivos ao aprendizado (instinto de sobrevivência é bem mais forte) e/ou a aproximação de outros seres. Há infinitas formas com infinitos níveis de evolução.
Ex.: Mamíferos (excetuando cães, gatos, cavalos e elefantes), aves, peixes, radiados, moluscos, articulados (incluindo insetos).
Termo Rosacruz: Reino Vegetal
Também são Espíritos Virginais em evolução, aqui no nosso Campo de Evolução chamado “Terra”. Eles iniciaram sua evolução no Período Lunar – segunda etapa da manifestação da vida no Mundo Físico. É a Onda de Vida dos vegetais.
O nível de consciência dos vegetais atualmente é o de Consciência de sono sem sonhos. Atingirão o estágio de Humanidade, como nós, no Período de Vênus. Os vegetais também são animados por um Espírito-Grupo.
O Reino Vegetal presta serviço:
– sendo o alimento para os Reinos Animal e Humano e atualmente é a melhor forma de obtermos todos os componentes alimentares necessários para o nosso Corpo Denso.
– e em produzir alguns gases que esses dois Reinos precisam para viver nesse Planeta.
Proporciona a beleza que nos estimula na vida, através da delicadeza e beleza das flores, dos frutos e das plantas. O raio amarelo do Filho, misturado com o azul do Pai, dá vida e energia ao Reino Vegetal, que consequentemente reflete a cor verde, pois não é capaz de reter em si mesmo esse raio.
O Reino Vegetal possui 2 Corpos: o Corpo Denso e Vital, este último, somente os Éteres Químicos e de Vida, são ativos.
Divisão do Reino Vegetal e quem são os pioneiros e atrasados?
Termo Rosacruz: Memória da Natureza
É onde estão guardados todos os conhecimentos e todos os acontecimentos do passado de tudo que existe – inclusive dos nossos pensamentos, desejos, sentimentos, emoções, palavras, obras, ações e nossos atos e, também, os registros de todos os mistérios do futuro.
A verdadeira Memória da Natureza está localizada no Mundo do Espírito de Vida.
-Como acessamos a “Memória da Natureza”? Desenvolvendo a Clarividência voluntária, onde a pessoa vê e/ou ouve e investiga, sob o domínio da sua própria vontade. Um Clarividente, devidamente desenvolvido, pode localizar na Memória da Natureza qualquer acontecimento passado e do futuro que ele queira investigar.
Também, por meio do Corpo-Alma é possível entrar conscientemente nos Mundos invisíveis, enquanto o Corpo Denso (o Corpo Físico) é deixado para trás em um estado de sono.
Todo Clarividente voluntário já desenvolveu o Corpo-Alma? Não. A Clarividência voluntária, pode acontecer antes da formação completa do Corpo-Alma, especialmente nos graus iniciais dessa faculdade.
Para saber mais, assista a 235ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
17/08– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Uma Alma Vivente: Nossos Irmãos Mais Jovens – O Alento da Vida
Termo Rosacruz: Nossos Irmãos Mais Jovens
Nossos irmãos mais jovens são os animais que fazem parte da Onda de Vida dos animais, que iniciaram sua evolução aqui no Período Solar neste atual Esquema de Evolução, e que serão humanos no Período de Júpiter.
Eles possuem apenas 3 Corpos: Corpo Denso, Vital e de Desejos e tem uma “consciência pictórica” interna. Lembrando que não tem vontade própria, pois são dirigidos pelo Espírito-Grupo.
Termo Rosacruz: O Alento da Vida
Podemos compreender o que é o “Alento da Vida” estudando essa passagem bíblica: “Então, Jeová formou o ser humano do barro da Terra e soprou em suas narinas o alento (nephesh) e o ser humano se converteu em uma criatura (alma) que respirava (nephesh chayim)” (Gn 2:7).
Percebam que segundo muitos pensam, pela tradução que foi feita. Mas, essa tradução não está correta. Nephesh significa sopro e não alma. A palavra hebraica para alma é neshamah. Alma não é sinônimo de Espírito, que é chamado de Ruach.
O Regente da Lua (Jeová), seus Anjos e Arcanjos foram os principais no trabalho da insuflação do alento da vida em nós.
O tempo em que se efetuou essa criação foi entre o princípio e a metade da Época Lemúrica e, provavelmente, depois que a Lua foi arrojada da Terra, porque Jeová não tinha a seu cargo a geração dos Corpos, antes da Lua ser expulsa, e posterior à separação dos sexos. As formas eram mais etéricas. Nós ainda não respirávamos por meio dos pulmões atuais. O alento de vida (nephesh) é o mesmo no ser humano e no animal.
Para saber mais, assista a 236ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
24/08– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – Uma Alma Vivente: O Nosso Corpo Denso nas Épocas Polar e Hiperbórea, Lemúrica e Atlante
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Polar
A Época Polar foi a 1ª das sete Épocas que passamos e a primeira mais sutil na 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre.
Em Gn. 1: 9 temos a descrição do Período Terrestre nesta 4ª Revolução (em que começou o verdadeiro trabalho do Período Terrestre).
Adão simboliza o ser humano da Época Polar e, ele foi feito da terra (mineral daquela Época).
O Corpo Denso na Época Polar, o nosso primeiro Corpo Denso nessa primeira Época, era um objeto enorme, gelatinoso e pesado. Tinha a consciência semelhante à do estado de transe profundo (sono profundo, sem sonhos). Nesta Época possuíamos apenas o Corpo Denso ativo, tal como atualmente os minerais. Daí termos sidos semelhantes ao mineral.
Já a propagação na Época Polar ocorria assim: imensas e saciformes criaturas se dividiam pela metade, em forma muito semelhante à divisão das células por cissiparidade, porém as porções separadas não cresciam; cada metade permanecia no tamanho original.
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Hiperbórea
A Época Hiperbórea foi a 2ª das sete Épocas que passamos e a 2ª Época mais sutil. É descrita no Gn 1:11-19, como o trabalho efetuado no 4º dia, onde descreve que o Elohim criou o Reino Vegetal, o Sol, a Lua e as Estrelas. O Ser Humano da Época Hiperbórea é mencionado na Bíblia como Caim. É descrito como agricultor e alimentava-se de plantas. A Terra ainda fazia parte do Sol e se encontrava num estado ígneo, em fusão, e a atmosfera era parecida com a do Período Solar, dado a nossa densidade dentro do Sol (que ia aumentando em cristalização) fomos nos deslocando, a partir do que seriam os “polos” do Sol até ficarmos entre os polos e o Equador.
O Corpo Denso na Época Hiperbórea era como uma enorme bolsa de gás, flutuando fora da Terra ígnea.
O Corpo Vital foi adicionado e o ser humano tornou-se semelhante a uma planta, possuía os mesmos veículos que nossas plantas têm hoje, um Corpo Denso e um Corpo Vital.
Tinha uma consciência, ou melhor, inconsciência, semelhante à que temos no sono sem sonhos.
A reprodução na Época Hiperbórea era através da emissão de esporos semelhantes a plantas, cresciam e eram utilizados por outros seres humanos nascentes. Nesta Época, o ser humano era bissexual, hermafrodita.
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Lemúrica
A Época Lemúrica foi a 3ª das sete Épocas. É mencionada na Bíblia como o 5º dia da criação, no Gn.1:20 e 21, onde Abel foi o estereótipo do ser humano na Época Lemúrica, Abel era um pastor.
O Corpo Denso dos Lemurianos atravessou o estado “animal” na Época Lemúrica.
Termo Rosacruz: Corpo Denso na Época Atlante
A Época Atlante foi a 4ª de sete Épocas, que passamos, aqui na 4ª Revolução do Globo D do Período Terrestre, e a 4ª época mais sutil. É mencionada na Bíblia (Gn 1: 24-27) como o Sexto dia da criação. O ser humano se guiava mais pela percepção interna do que pela visão externa.
O Corpo Denso dos Atlantes tinha cabeça, mas quase nada de testa, onde a cabeça era inclinada para trás, seu cabelo era reto, negro, de secção redonda, eram gigantes e tinham braços e pernas muito maiores do que os nossos. Avançavam por pequenos saltos.
No Corpo Denso dos Atlantes a cabeça do Corpo Vital estava fora, mais acima do que a do Corpo Físico. O espírito não era um espírito interno. Durante as Épocas Lemúrica e a Atlante, o ser humano era Clarividente involuntário, o cérebro e a laringe foram construídos durante a última parte da Época Lemúrica e os primeiros dois terços da Época Atlante que passamos a ser completamente conscientes no Mundo Físico.
Resumindo:
• Na Época Polar o ser humano adquiriu o Corpo Denso como instrumento de ação.
• Na Época Hiperbórea foi agregado a ele o Corpo Vital, que lhe deu a força de movimento necessária para a ação.
• Na Época Lemúrica, o Corpo de Desejos que forneceu incentivo para agir.
• Na Época Atlante lhe foi dada a Mente, para que tivesse propósito na ação.
Para saber mais, assista a 237ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
31/08– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis – A Costela de Adão
Termo Rosacruz: Costela de Adão
A história da “costela de Adão”, nos Estudos Bíblicos Rosacruzes encontramos na Bíblia nesse trecho: “Iahweh Deus disse: ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou fazer uma auxiliar que lhe corresponda’. Iahweh Deus modelou então, do solo, todas as feras selvagens e todas as aves do céu e as conduziu ao homem para ver como ele as chamaria: cada qual devia levar o nome que o homem lhe desse. O homem deu nomes a todos os animais, às aves do céu e a todas as feras selvagens, mas, para o homem, não encontrou a auxiliar que lhe correspondesse.
Então Iahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, tipo uma anestesia nos dias atuais e ele dormiu. Tomou uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois, da costela que tirara do homem, Iahweh Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem. Então o homem disse: ‘Esta, sim, é osso de meus ossos e carne de minha carne! Ela será chamada ‘mulher’, porque foi tirada do homem!’. Um homem deixa seu pai e sua mãe, se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne. Ambos estavam nus, o homem e sua mulher, e não se envergonhavam.” (Gn 2:18-25).
Percebam que é um daqueles exemplos de flagrante ignorância por parte dos tradutores da Bíblia, que não possuíam conhecimento oculto ao lidar com a língua dos hebreus que, na escrita, não era dividida em palavras e não possuía pontos vocálicos. Inserindo vogais em pontos diferentes e dividindo as palavras de forma diferente, vários significados para o mesmo texto podem ser obtidos em muitos lugares.
Este é um caso em que uma palavra apontada de uma forma se lê “tsad” e de outra forma “tsela”. Os tradutores da Bíblia leram a história de que Deus havia tirado algo do lado de Adão (“tsela”) e ficaram intrigados quanto ao que era, e por isso, talvez, pensaram que lhe teria feito menos mal tirar uma costela (“tsad”), daí a história tola.
Essa confusão aconteceu na interpretação dessa palavra:
Entre os quarenta e sete tradutores da Bíblia do Rei James, somente três conheciam bem o hebraico e, desses três, dois morreram antes da tradução dos Salmos.
Além disso, na escrita hebraica, especialmente no estilo antigo, havia o costume de se retirar as vogais das palavras, de maneira que o significado delas dependia da posição em que as respectivas vogais eram colocadas.
Consequentemente, uma palavra podia ser interpretada de várias maneiras, donde se constata e podemos perceber o quão grandes são as dificuldades a vencer para acertar com o significado original das palavras e, portanto, do texto completo. No caso da história da costela de Adão, a palavra traduzida como “costela”, lida da forma “tsad”, realmente significa costela, mas quando lida da forma “tsela”, significa lado.
A palavra traduzida é frequentemente mal compreendida. Isso muda completamente o entendimento da narrativa, porque não se trata de uma simples parte física do corpo de Adão, mas sim de algo mais profundo, algo simbólico.
Ao dizer que Eva foi criada a partir do “lado” de Adão, a ideia é que ela não foi feita de um pedaço pequeno e isolado, mas como uma metade do ser original. Isso reflete a noção de que o ser humano, no início, era uma entidade única e a criação da mulher foi, na verdade, uma separação dessa unidade em duas polaridades.
E, isso se encaixará no que chamamos de “Época Polar”. Adão, nesse contexto, não é apenas um homem, mas sim a representação dessa fase inicial da evolução humana. Nessa época, os seres humanos ainda estavam em um estado mais espiritualizado, menos materializado do que somos agora. É como se estivéssemos falando de uma Humanidade em seus primórdios, muito mais conectados com sua essência espiritual.
Para saber mais, assista a 237ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
238ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_31ago25-Cap.14- Análise Oculta do Gênesis – A Costela de Adão
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Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Agosto:
O Estudante Rosacruz precisa ter cuidado com ambientes que ‘baixam espíritos’ por ser perigosos ao seu desenvolvimento espiritual!
Como 𝐄𝐬𝐭𝐮𝐝𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐑𝐨𝐬𝐚𝐜𝐫𝐮𝐳𝐞𝐬 devemos ter muito cuidado quando pessoas que se dizem bem-intencionadas nos convidam para “sessões espíritas, tendas umbandistas, trabalhos espirituais, despachos, passes, sessões xamânicas, sessões de chás e outras denominações”, muitas até com nomes pomposos e que aguçam a nossa curiosidade, dizendo sermos pessoas sensitivas, sensíveis, que poderíamos desenvolver rapidinho.
Ora, desenvolver o que?
Se esse fosse o método correto para nosso desenvolvimento, os 𝐈𝐫𝐦ã𝐨𝐬 𝐌𝐚𝐢𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐚 𝐎𝐫𝐝𝐞𝐦 𝐑𝐨𝐬𝐚𝐜𝐫𝐮𝐳 tinham nos orientado por meio do livro-base de estudos 𝘾𝙤𝙣𝙘𝙚𝙞𝙩𝙤 𝙍𝙤𝙨𝙖𝙘𝙧𝙪𝙯 𝙙𝙤 𝘾𝙤𝙨𝙢𝙤𝙨!
Nossos Corpos Densos devem ser muito bem cuidados. Estudantes Rosacruzes não frequentam esses lugares de forma alguma!
É muito perigoso estar em ambientes em que “baixam espíritos”, em que esses irmãos e/ou essas irmãs apegados à Terra (que ainda não se decidiram entrar no Purgatório) aproveitam esses ambientes e ali controlam muitas e muitas vítimas, sempre sugando suas energias.
“Espíritos de Luz” – seres humanos que partiram de mais uma vida e que seguem para viver mais uma vida nos Mundos espirituais como se deve, começando no Purgatório e/ou no Primeiro Céu – jamais incorporam, nunca “baixam em ninguém”, nunca “sussurram nos ouvidos”, nunca usam as pessoas, ou se aproveitam delas para fazerem quaisquer trabalhos, mesmo que se diga que é com uma “boa intenção”.
Geralmente são irmãos e/ou irmãs atrasados espiritualmente nesse Esquema de Evolução, que na Fraternidade Rosacruz chamamos de “apegados à Terra”, uns apegados aos vícios como bebidas alcoólicas, drogas, sexo, jogos e afins, outros apegados aos seus bens e posses (recursos financeiros, casas, fazendas, carros, filhos, esposa, marido, namorada, namorado e afins). Muitos procuram obter controle sobre as pessoas, sejam elas sensitivas ou não.
Muitos, orientados por irmãos e irmãs que “aprenderam como se faz” ensinam como obsidiar ou tomar posse dos Corpos Densos inteiros (ou de partes dele) de pessoas aqui renascidas e tentam, por meio disso, utilizá-las para satisfazer seus desejos, suas paixões, seus apetites, sempre inferiores, sempre destrutivos. E nesse contexto, há várias formas, maneiras e modos!
Geralmente põe a vítima em estado de transe e dela extrai o Éter Químico do seu Corpo Vital através do baço, porque a diferença entre um Clarividente involuntário materializador e a pessoa comum consiste na conexão entre o Corpo Vital e o Corpo Denso.
Muitas vezes a conexão dita acima, é frouxa, de maneira que é possível extrair o Éter Químico em grande parte.
O Corpo Vital é o veículo que especializa as correntes solares que nos infundem vitalidade. Privado desses princípios vitalizantes, o corpo do Clarividente involuntário, durante o tempo de materialização, reduz-se muitas vezes, à metade do seu tamanho normal.
Após o término de uma “sessão”, e recuperado o Corpo Vital, o Clarividente involuntário se desperta e recobra sua consciência normal. Experimenta então uma terrível sensação de esgotamento. Algumas vezes recorre ao consumo de bebidas alcoólicas e/ou drogas, e em tais casos, vai cavando sua própria ruína.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que devemos evitar, a todo custo, a prática da Clarividência involuntária (seja qual nome se dê a ela), porque além desse perigo corporal, mexendo com a saúde, é preciso levar em conta considerações muito mais sérias, em relação aos Corpos mais sutis, por exemplo no estado post-mortem, em que o Clarividente involuntário continua sofrendo a influência de seu ou de seus dominadores, trazendo grande retardamento à sua evolução.
Na dúvida, melhor não mexer com forças que não se conhece, com espíritos materializadores, brincalhões, maldosos, que se recusam seguir seu caminho, entrando no Purgatório, por exemplo.
A Fraternidade Rosacruz mostra no livro ” Conceito Rosacruz do Cosmos” o método seguro de “𝘊𝘰𝘯𝘩𝘦𝘤𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰 𝘋𝘪𝘳𝘦𝘵𝘰”, sem usar o Corpo de ninguém, e nem emprestar seu próprio Corpo Denso para irmãos mal instruídos. Ou seja, mostra o caminho da 𝘾𝙡𝙖𝙧𝙞𝙫𝙞𝙙ê𝙣𝙘𝙞𝙖 𝙫𝙤𝙡𝙪𝙣𝙩á𝙧𝙞𝙖!
Não emprestemos nossos preciosos Corpos Denso para ninguém.
Cristãos verdadeiros, sérios, jamais frequentam lugares de incorporações, podendo sair de lá levando “amiguinhos” desencarnados, que farão um grande estrago em suas vidas.!
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Veja que o desenvolvimento de consciência neste Esquema de Evolução é gradativo
Desde milhões e milhões de anos atrás, viemos aprendendo a construir os diferentes veículos que hoje, como Egos, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, atuamos. Através desse trabalho fomos passando de classe em classe nesse grande e maravilhoso Esquema de Evolução criado por Deus.
Em cada fase fomos adquirindo gradativo desenvolvimento de consciência, desde a de transe profundo até a atual de vigília.
Cada qual aprendia, assimilava e crescia, segundo seu particular modo de adaptação e reação. Uns caminharam depressa, outros regularmente e outros, claro, infelizmente, se atrasaram.
Na Época Atlante, quando a neblina se condensou e encheu os recôncavos da Terra, obrigando-nos a buscar planaltos e lugares mais altos, muitos pereceram asfixiados, pois não haviam desenvolvido os pulmões, que eram indispensáveis para se respirar na atmosfera mais rarefeita das alturas da nova Época de então, a atual Ária.
Hoje, sabemos, uma nova transformação se aproxima, a Era de Aquário – a última Era da Época Ária – onde novamente temos que nos preparar ou ficaremos muito “atrasados”.
Diferente da Época Ária, agora não se trata de desenvolver um órgão do Corpo Denso, mais sim um novo veículo, o Corpo-Alma, formado pelos dois Éteres superiores do nosso Corpo Vital. E o alimento que o faz nascer e se desenvolver até se tornar um veículo que podemos utilizar separadamente é o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), prestado ao nosso irmão e a nossa irmã que está no nosso entorno, mas só que focando na Divina Essência oculta que cada um temos (que é a base da Fraternidade) e, dentre outras coisas, para tal temos que esquecer os defeitos de cada um.
Temos todo o método para adquirir o Conhecimento Direto ensinado pela Filosofia Rosacruz, numa orientação conscienciosa e segura, para que possamos nos converter num (a) digno (a) Discípulo (a) de Cristo, para a futura e almejada comunhão com Ele.
Lá, não poderemos dizer que fomos “pegos” de surpresa.
Hoje a informação está muitíssimo rápida, pois estamos sob a Órbita de Influência da Era de Aquário, não tendo mais desculpas de que não soubemos ou não pudemos nos preparar, e assim nos adiantarmos…
O que é o ‘Reino de Deus’ para uma Estudante Rosacruz?
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o próprio Cristo nos forneceu uma máxima oculta quando disse: “Quem não receber o Reino de Deus como uma criança, não entrará nele”. Todos os ocultistas reconhecem a imensa importância desse ensinamento de Cristo, e tratam de “vivê-lo” dia a dia. Só que o que é o “Reino de Deus”?
Sabemos, pelos Ensinamentos Rosacruzes, que as grandes Inteligências Espirituais que conhecemos como Espíritos Planetários, que guiam os sistemas de evolução que se processam em todos os Planetas do nosso Sistema Solar – Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites, que são também chamadas de os “Sete Espíritos diante do Trono”, são conhecidos como Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento do Reino de Deus.
Com isso já temos uma dica do que é o “Reino de Deus” para os Ensinamentos Rosacruzes. Ou seja, nada mais é do que o nosso Sistema Solar (os sete Planetas, suas Luas, o Sol e todos os corpos celestes até o limite do Sistema Solar).
Notemos que é diferente do “Reino dos Céus”, outro termo bem definido pelos Ensinamentos Rosacruzes.
Deus, no sétimo Plano Cósmico, designa o Criador do nosso Sistema de Evolução: o Sistema Solar e os sete Mundos que o compõe (Mundo de Deus, Mundo dos Espíritos Virginais, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Espírito Divino, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico).
Ele é o Grande Arquiteto de um Sistema Solar. É um Grande Ser coletivo.
Assim “Reino dos Céus” é todo o Esquema, a Obra e o Caminho de Evolução no qual estamos inseridos.
Esse Caminho é o modo como percorremos o Esquema de Evolução, enquanto trabalhamos na Obra de Evolução, nos desenvolvendo da total inconsciência até a omnisciência.
Começamos no início da primeira Revolução do Período de Saturno e assim vamos trilhando o Caminho da Evolução até o final da sétima Revolução do Período de Vulcano.
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Orações Científicas
Os Ensinamentos Rosacruzes nos demonstram que a oração, a verdadeira oração científica (Oração do Senhor, Oração Rosacruz, Oração do Estudante Rosacruz, Oração de Cura, por exemplo) é um dos métodos mais poderosos e eficazes para encontrar graça diante de nosso Deus-Pai, e receber a imersão na luz espiritual, que transforma alquimicamente o “pecador em santo” e o envolve com o Dourado Manto Nupcial de Luz, o luminoso Corpo-Alma.
Mas, atentemos para um detalhe aqui importantíssimo: a oração por si só não pode efetuar essa transformação!
A famosa frase “ora et labora” não é uma figura de retórica! Essa máxima Cristã quer nos dizer que façamos da nossa vida inteira, tanto quando estamos aqui na Consciência de Vigília (buscando ser um Auxiliar Visível Consciente), como quando estamos dormindo (ainda que buscando ser um Auxiliar Invisível Consciente), uma oração para a iluminação e santificação.
Sem isso, nossas orações jamais penetrarão na Divina Presença e não seremos bem-sucedidos.
A Fraternidade Rosacruz, como Escola Filosófica Cristã, sempre reforça a importância da “Oração”.
Notem outra máxima Cristã que é ensinada e sugerida para o Estudante Rosacruz como a melhor forma de se evitar em cair nas tentações, muitas vezes, tão sutis que “se piscamos” já caímos. Trata-se do “orar e vigiar”.
Cristo nos deixou a mais perfeita Oração, a do “Pai Nosso”, considerada como uma fórmula algébrica abstrata para a elevação e purificação de todos os veículos do ser humano.
Outro detalhe que o Estudante Rosacruz deve ter ciência é que Oração científica feita com devoção, pura e impessoal e dirigida a ideais elevados é muito superior à fria Concentração. Pois essa tende a nos levar para a intelectualidade, enquanto a oração científica nos ajuda a equilibrar “Coração-Razão”, “Devoção-Intelecto”.
E, por quê? Porque a oração nos ajuda a aplicar o Amor Crístico, a exaltação do Cristão Místico!
Cultivemos esse bom hábito de orar sem cessar!
Procuremos purificar nossos Corpos e os nossos veículos pela Oração.
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A Fé n’Ele
Recebemos muitos bens de Deus, e um dos mais importantes e que temos que ter presente conosco é a Fé n’Ele, uma palavra tão pequena e tão grandiosa.
Como Cristãos, Estudantes da Filosofia Rosacruz, Aspirantes à vida superior, à construção do nosso Corpo-Alma, o “Dourado Manto Nupcial”, temos que ter consciência dessa grandiosa “graça” que é a fé em Deus.
Muitos irmãos e muitas irmãs hoje sofrem por não terem fé em Deus; eles “têm olhos e não veem”, “têm ouvidos e não ouvem”, estão apenas passando pelo Mundo Físico em uma vida que acham que acabará com a morte e “sabe-se mais o quê”.
Diferente dos que têm fé em Deus e, portanto, são felizes, sabem passar pelas provas, adversidades, por doenças, tristezas, e pelas alegrias.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o maior perigo do Estudante Rosacruz, que está trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, é que ele pode ficar enredado na armadilha do egotismo, e sua única proteção deve advir, principalmente, do cultivo da faculdade da fé em Deus. É difícil, mas pode ser feito, e quando isto acontece, o Estudante Rosacruz se torna um maravilhoso poder para o bem no mundo.
A fé em Deus nos leva a acreditar, principalmente ao estudarmos a Bíblia (que foi “nos dada pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento.”), nos grandes Ensinamentos deixados pelo Cristo, as Suas grandes obras, e que Ele é Deus Filho, é o maior Arcanjo do Período Solar, o Regente do nosso Planeta Terra, faz parte da Trindade, e não o vemos com os olhos físicos, apenas acreditamos, e temos fé na Sua existência.
Hoje não cabe sermos como S. Tomé, que mesmo vendo não acreditou, ele precisou “tocar” no Corpo de Cristo-Jesus para ter fé no que seus olhos físicos viam.
Se somos Cristãos, temos fé em Deus, e estudamos para buscar as respostas: “de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos”.
Se você, irmão ou irmã, não é Cristão e/ou não tem fé em Deus, procure uma boa Escola Filosófica Cristã, a Fraternidade Rosacruz é uma delas; procure seguir seus Ensinamentos e se dê a chance de verificar várias “verdades até então prováveis” se tornarem “verdades provadas” por si mesmo (a)..
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1. Pergunta: Sabemos que nada acontece sem que Deus permita (Mt 10:29-30); também sabemos que Ele é onipotente e por isso sabe o que é melhor para cada um e para todos no Universo. Pois bem. Eu ainda não entendo por que motivo Ele permite que os animais sejam covarde e cruelmente torturados e assassinados pelos humanos. Não é adequado concluir de forma razoável, como fazem os hindus e budistas, que isso ocorre porque as pessoas que causaram dor ou sofrimento aos animais renasceram em corpo de animal justamente para sofrer do mesmo jeito e assim resgatar sua ação malvada?
Resposta: Deus não “permite” nada. As Ondas de Vida que temos contato atualmente (Onda de Vida animal, Onda de Vida vegetal e Onda de Vida mineral) estão em um Esquema de Evolução onde, como o próprio nome diz, estão evoluindo dia a dia, aprendendo as lições que pertencem a cada Onda de Vida, dentro do estado de Consciência de cada uma.
Tanto a Onda de Vida animal como a vegetal, atualmente, estão sendo dirigidas por um Espírito-Grupo (um Arcanjo no caso da Onda de Vida animal e um Anjo no caso da Onda de Vida vegetal). Nós, a Onda de Vida humana, atingimos a Consciência de vigília e como sempre acontece em um Esquema de Evolução, a Onda de Vida que atinge esse nível de Consciência é responsável pelo ambiente em que todas as outras Ondas de Vida precisam para evoluir. E o livre arbítrio sempre é respeitado. O que estamos fazendo com esse ambiente é responsabilidade nossa (e dívidas a serem pagas por estarmos cometendo tantos erros!).
Quanto a “animais sejam covarde e cruelmente torturados e assassinados pelos humanos” há uma causa óbvia: a da Onda de Vida humana não está garantindo a segurança dos nossos irmãos menores, a Onda de Vida animal.
Se você estudar no Conceito Rosacruz do Cosmos é muito parecido com o que acontecia com a gente na Época Lemúrica (dá uma lida lá).
Quanto a proteger “os animais inocentes contra a crueldade e a covardia do humano”, como explicado acima, cabe a cada um de nós não ser cruel e nem covarde, seja com qualquer Onda de Vida, inclusive a nossa.
Se com a nossa própria Onda de Vida (entre seres humanos) muitos ainda são cruéis e covardes (ainda que não com ações físicas diretas, mas com ações emocionais, astutas, egoístas, soberbas, avarentas, nervosas, raivosas, odiosas, etc.), o que dirá para com as outras Ondas de Vida?
Ou você acha que quem gosta de MMA, lutas marciais, box, práticas sádicas masoquistas, relacionamentos tóxicos, orgias sexuais, intimidações, escravidão, racismo, adora ser servido (onde pode demonstrar o poder e a fama), gosta de ver o outro sofrer (ainda que em filmes e em outras atividades menores) não é cruel e covarde?
Com certeza absoluta, baseada na Lei de Consequência, estão acumulando dívidas que são “Destino Maduro”, (um tipo de pecado que não se consegue expiar pelo Perdão dos Pecados, e que passam no Purgatório já marcado para ser aprendido em uma próxima vida com restrições no Corpo Denso, no Corpo Vital, no Corpo de Desejos e/ou na Mente), ou seja, o efeito será limitações e sofrimentos em vidas futuras. Ao estudar a Astrologia Rosacruz nos deparemos com muitos horóscopos que mostram essas situações!!
Ah! Sobre os nossos irmãos e nossas irmãs que praticam a Religião Hindu ou Budista: estão bem atrasados (ainda não alcançaram o pináculo da materialidade, ou seja: ainda terão que alcançar, por mais que não pareça!). Ainda terão que passar pelo Cristianismo, senão não conseguirão entrar na Era de Aquário; permanecerão com lições da Era de Touro, de Áries e de Peixes a aprender.
2.Pergunta: O que vocês sabem sobre alienígenas? Eles são hostis e fazem experiências genéticas com pessoas em troca da tecnologia que dão para os Governos, como alguns homens de Estado afirmam? Eles são bons e estão a serviço de Deus?
Resposta: Depende do conceito que você tem sobre a palavra “alienígena”. Se for seres de outros Planetas, sem dúvida que há! Afinal: 1. Várias forças que eram ativas no princípio da evolução deram nascimento a variedade de seres nos vários mundos, tanto no reino orgânico como no inorgânico. 2. Os seres animados derivaram dos primeiros, com formas e organismos correspondentes ao estado fisiológico de cada globo habitado. 3. As humanidades dos outros mundos diferem da nossa, tanto na organização interna como no tipo físico exterior. Como exemplo vamos falar de dois líderes, que são as Hierarquias Criadoras, que vieram para conduzirem a Humanidade. Eles ajudaram o ser humano nos seus primeiros passos titubeantes depois que a involução o dotou de veículos. Esses seres, é claro, estavam muito mais adiantados do que a Humanidade comum, no caminho da evolução. Vieram dos Planetas Vênus e Mercúrio prestar serviço à Humanidade da Terra como pagamento de suas próprias dívidas de destino. Os seres que habitam Vênus e Mercúrio não são tão adiantados quanto aqueles cujo campo de evolução é o Sol, mas estão muito além da nossa Humanidade. Foram capazes de permanecer por mais tempo na massa central do Sol do que nós que viemos para a Terra, mas em certo ponto, sua evolução também precisou de campo separado. E os dois Planetas, Vênus primeiro e Mercúrio depois, foram arrojados do Sol. Seu grande desenvolvimento permitiu que ficassem mais próximos do Sol para receberem o grau de vibração necessários ao prosseguimento de sua evolução. Os habitantes de Mercúrio mais adiantados, firmam mais próximos do Sol. Desse, os que vieram à Terra foram identificados como os “Senhores de Mercúrio”. Os que vieram de Vênus foram chamados de “Senhores de Vênus”. Os Senhores de Vênus foram os Guias das nossas massas de povo. Eram atrasados da evolução de Vênus e, para recuperarem sua evolução, foi-lhes dado o privilégio de nos prestarem serviço. Apareceram entre nós, a Humanidade, e foram conhecidos como os “Mensageiros dos Deuses”. Guiaram nossa Humanidade passo a passo não havendo rebeldia à sua autoridade porque o ser humano daquele tempo não havia desenvolvido a vontade própria. Seu propósito era conduzir a Humanidade ao ponto em que pudesse manifestar vontade e entendimento, ou, ao menos, ao ponto em que pudesse dirigir-se a si mesmo. Era sabido que tais mensageiros falavam com os Deuses. Eram muito reverenciados e suas ordens eram obedecidas sem discussão. Sob a orientação desses Grandes Seres, a Humanidade atingiu elevado grau de progresso; os mais adiantados foram postos sob a direção dos “Senhores de Mercúrio” que os iniciaram nas verdades superiores a fim de prepará-los para serem os guias do povo. Alguns desses iniciados foram elevados à posição de reis, sendo os fundadores das diversas dinastias de “Guias Divinos”, reis por graça divina, ou melhor, pela graça dos Senhores de Vênus e de Mercúrio, que eram como deuses para a Humanidade infante. Os Senhores de Mercúrio guiaram e instruíram esses reis para governarem pelo bem do povo. A arrogância e a estupidez que eles depois demonstraram foi simples degeneração. Os Senhores de Mercúrio ensinaram o ser humano a sair e entrar no corpo físico à vontade, a empregar seus veículos superiores independentemente do Corpo Denso, de modo que o corpo físico se tornou uma habitação agradável em vez de uma prisão. Atualmente Mercúrio exerce pequena influência sobre nós porque está emergindo do repouso planetário; com o tempo, porém, sua influência será mais fortemente sentida, tornando-se poderoso fator na futura evolução.
A viagem entre os Planetas não é novidade, mas há razões para acreditarmos que ela só é possível com veículos muito mais sutis. As condições e os elementos físicos não são empecilhos nem afetam aos que viajam nesses veículos sutis. As forças que encontraremos no trajeto são “interplanetárias” e assim como os Filhos de Deus” puderam outrora chegar ao nosso Planeta e tornar conhecida sua vontade à Humanidade infantil, aqueles que conseguirem suficiente crescimento anímico nos nossos dias, poderão viajar para “países estrangeiros”, conforme seu desejo de servir. Considerando o movimento de qualquer objeto material na nossa atmosfera, não podemos esquecer que está provado cientificamente que qualquer objeto (mesmo as naves espaciais), de material que tenha densidade maior do que o meio no qual está agindo (neste caso nossa atmosfera) criaria uma onda de choque, se viajasse com velocidade maior do que a do som, que é aproximadamente de 1.200 quilômetros por hora. Qualquer pessoa que visse um “disco voador” estaria, inevitavelmente, dentro da onda de choque, se ele viajasse com aquela velocidade ou maior ainda, e o som da onda de choque seria ouvida, com certeza, com grande intensidade. Mas até agora, nenhum dos observadores de discos voadores fez referência a esse fato, que é elementar, na física. Não há dúvida que a Humanidade quer dominar um a um os diversos materiais bem como as limitações e restrições físicas na conquista da matéria. Dessa forma pretende alcançar e penetrar regiões afastadas do nosso centro de densidade, a Terra. Como a densidade varia ao se aproximar de outro Planeta, aí encontrará novamente um grau ou condição de matéria que terá de lutar para conquistar. Conquistar o ser humano quer, pois ele está cada vez mais penetrando em seu veículo próprio, a Mente, à medida que este veículo vai se tornando “maduro”. Parece-nos, todavia, que o melhor que o ser humano poderia fazer, se conseguisse intercâmbio amistoso com seres de outros Planetas, seria a troca de conhecimentos intelectuais e é razoável supor que este seja um passo dado na direção certa que conduzirá à Fraternidade, dentro da esfera de influência de Deus, todas as Suas criaturas que, dessa forma, lhe proporcionarão o desenvolvimento e a perfeição evolutiva que ele busca.
3.Pergunta: Ainda não entendi por que a Bíblia nos diz que Maria não conheceu homem algum antes do nascimento de Jesus (Mt 1:25), se ela havia conhecido José, cujo auxílio foi necessário para o nascimento. Ou seja, eles apenas se relacionaram intimamente depois que Jesus nasceu. O que nos traz outra dúvida. Por que eles se conheceram depois do seu nascimento, se não tiveram mais filhos e não usavam o sexo para sentir prazer?
Resposta: Quando fazemos o Curso Bíblico Rosacruz, aprendemos que “conhecer alguém” no contexto colocado significa ter que se relacionar sexualmente para, por meio de um sentimento de paixão e posse, egoisticamente, criar condições de fornecer um Corpo Denso a um Ego com um único interesse: garantir que em renascimentos futuros, também se tenha a condição de receber um Corpo Denso. José e Maria, como elevados Iniciados não precisavam disso. Iniciados quando precisam fazer o sacrifício de terem relações sexuais a fim de garantir um Corpo Denso a um ser até mais elevado do que os dois, o faz sem “conhecer”, ou seja, sem paixão ou sentimento algum inferior. Por isso é feito como sacrifício, ou seja, um SACRO-OFÍCIO. Depois desse sacrifício, nunca mais tiveram relações sexuais. Por quê? Porque não precisaram mais fazer o sacrifício para fornecer um Corpo Denso a algum ser elevado. O versículo que você se refere (25Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus) deve ser interpretado como: José só teve certeza de que era o pai de Jesus (ou seja, que era fruto da relação sexual (na Bíblia usando o conceito “conhecer”, como um SACRO-OFÍCIO, que teve com Maria) quando Jesus nasceu, tanto que José o reconheceu e lhe deu o nome de Jesus. Imagine o regozijo de Maria e de José quando descobriram que tal SACRO-OFÍCIO redundou na fecundação e em todo um período de gravidez (em uma época que a taxa de natimorto era enorme!) que terminou bem-sucedido com o nascimento de um ser humano tão elevado que seria o que cederia os Corpos Denso e Vital para o Arcanjo Cristo!
4.Pergunta: O que ocorre aos corpos sutis de crianças que iniciam atividades sexuais antes dos 14 anos, independentemente de ser consensual ou não, e quais seus impactos ao longo da vida, e como restituir os danos que isso gerou?
Resposta: Lembremo-nos sempre: apesar de uma pessoa apresentar “corpo sutil antes dos 14 anos”, o Espírito que anima essa forma pode ser muito mais experiente que você (não nos enganemos pela forma externa).
Todos nós viemos com as tentações (problemas, defeitos, pontos fracos que purgamos no nosso último Purgatório e que formam a nossa consciência que será colocada à prova nesse renascimento), e nos momentos mostrados no nosso horóscopo se apresentarão para provar se “aprendemos que o caminho do transgressor das Leis de Deus é duro, sofrido e triste” ,ou se cairemos novamente (demonstrando que não aprendemos a lição de caminhar segundo as Leis de Deus e, portanto, o ensino não pode ser suspenso).
A questão de relações sexuais para gratificação do nosso prazer está nesse conjunto de tentações (afinal o abuso da força sexual criadora – a força do Espírito Santo – é um pecado imperdoável (ou seja, não conseguimos utilizar a Doutrina do Perdão dos Pecados – nos ensinada por Cristo – e usando o Exercício de Retrospecção apagar tal “pecado” do nosso Átomo-semente por meio do arrependimento e da reforma íntima).
Assim, qualquer pessoa – independentemente da idade – que consensualmente abusa da força sexual criadora, caiu nessa tentação e acumulará esse pecado para ser expurgado no Purgatório e, em uma próxima vida, normalmente, nasce com tendências às doenças consultivas (a que consome aos poucos: tuberculose, alguns tipos de câncer, etc.). A fim de não acumular mais esse pecado é só parar de abusar da força sexual criadora.
Se não consensual, por exemplo em casos de estupros (que lembremos: SEMPRE existiu na história da Humanidade e que SEMPRE foi um pecado), o problema sempre será “pagamentos de dívidas de destino” entre as duas pessoas envolvidas. Muitas vezes, em uma vida passada a pessoa vítima de estupro praticou o estupro na pessoa que agora inverteu os papéis (se é isso, fica claro no horóscopo das 2 pessoas envolvidas essas tendências). E essa, agora, caiu na tentação do “olho por olho, dente por dente” e praticou o pecado. A situação só se resolverá quando um lado tiver a tentação de estuprar a outra e não o fizer, buscando o perdão do pecador e terminando o relacionamento com amor. Difícil? Sem dúvida! Mas, imitemos o nosso Mestre, o Cristo, que perdoou a todos por muitos mais pecados do que esse, não é?
5.Pergunta: Por que os, assim chamados, fantasmas podem nos atravessar, se dentro de nós está o Corpo de Desejos, que é feito da mesma substância que o fantasma? Isso não equivale a um Corpo Denso atravessando outro Corpo Denso?
Resposta: Isso porque no Mundo do Desejo, onde o “dito fantasma” se encontra, não há distância e nem tempo. As formas se misturam e se interpenetram (por isso que é necessário um Treinamento Esotérico para conseguir funcionar eficiente e conscientemente naquele Mundo. Muitos por não terem esse cuidado, quando tentam funcionar lá, ficam atônitos, sem saber o que fazer e alguns acham que enlouqueceram. Daí que o Estudante Rosacruz aplica com assiduidade e constância o Exercício da Observação, pois se aqui, onde a matéria é mais densa, com um padrão vibratório muito mais lento do que o que há no Mundo do Desejo, o Estudante Rosacruz não conseguir praticar a Observação, por meio da qual praticamos o Discernimento e a Concentração, imagine no Mundo do Desejo!). Ah! A técnica de atravessar um Corpo Denso de uma pessoa utilizando o Corpo de Desejos é um dos meios mais utilizados pelo Auxiliar Invisível quando está ativo funcionando nos seus Corpos espirituais (Corpo-Alma, Corpo de Desejos e Mente).
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As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
A Filosofia Rosacruz descreve surpreendentemente todo o processo pelo qual o ser humano, desde a condição de chispas divinas, abandonou sua pátria celeste e iniciou o processo de manifestação individual. O objetivo dessa manifestação era de transformar cada chispa, que cada um tem dentro de si, em um Deus dinâmico criador e desenvolvido.
Para essa aquisição grandiosa, o ser humano teve que receber veículos que permitisse esse processo. Assim como Deus É Tríplice (Pai, Filho e Espírito Santo) o ser humano, Sua imagem e semelhança, também se manifestou de modo Tríplice: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano, o Ego.
Mas tal condição, apesar de necessária, não era suficiente. O Ego também deveria possuir uma ferramenta com material correspondente a cada corpo para que o Espírito se manifestasse. Somente assim poderia viabilizar o desenvolvimento do inato potencial divino que possui. A ferramenta do Espírito Divino é o Corpo Denso. O modo pelo qual o Espírito Divino pode desenvolver sua potencialidade depende daquilo que o Ego extrai de experiências produzidas pelo Corpo Denso. A essência dessa experiência é denominada Alma Consciente (ou quintessência do Corpo Denso). Aquilo que o Ego extrai das experiências produzidas pelo Corpo Vital, constitui o alimento do Espírito de Vida. Esse alimento é denominado Alma Intelectual (ou quintessência do Corpo Vital). Finalmente, o que o Ego extrai do Corpo de Desejos constitui o alimento do Espírito Humano. Tal produto é denominado Alma Emocional (ou quintessência do Corpo de Desejos). O verdadeiro poder espiritual é exatamente o quanto de alimento que a Tríplice Alma possa adquirir. Quanto mais crescimento anímico (essência das experiências), mas será o poder espiritual do Ego. Todo o restante sobre o significado do que é poder espiritual, é fantasia ou vaidade.
O objetivo da vida é empregar todo o esforço possível para amalgamar as experiências da Alma que, de modo prático, é feito pelo trabalho que realizamos no mundo. Não é raro encontrarmos pessoas sonhadoras, anelando por dons espirituais, conhecimento da verdade e luz espiritual. Acompanhado desse forte desejo também está a fraca compreensão e decisão de trabalho direcionado a renunciar as más intenções pessoais, que é condição necessária e suficiente para aquisição desse poder. Além disso, mesmo que um Mestre deseje iniciar um discípulo, este último deve possuir o poder para tal. Se faltar energia elétrica, jamais poderá acender uma lâmpada, mesmo que a pessoa tenha a lâmpada e os fios necessários para acendê-la.
Quando se diz que o trabalho de aquisição de poder espiritual se dá pelo trabalho no mundo, estamos referindo ao momento único pelo qual é possível realizar progressos espirituais: o momento em que o Ego está encarnado. Aqui, na Região Química do Mundo Físico, tão desprezada por alguns espiritualistas, o ser humano está em condições perfeitas e com a cadeia completa de Corpos (Físico, Vital, Desejos) e Mente para aproveitar as oportunidades de testar a vontade do Tríplice Espírito. Isso permite o desenvolvimento de seu poder até que atinja maturação espiritual.
É Lei de Polaridade a seguinte afirmação: O poder espiritual se adquire durante a encarnação na matéria. A Escola de Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes é uma escola “inversa”. Quando um discípulo Ocidental descobre o que significa o poder espiritual, e o que ele deve fazer para adquiri-lo, jamais permanece em condição alheia ao mundo e a seu ambiente. Pelo contrário, inicia um processo de trabalho incessante jamais ocorrido em sua vida.
Novamente, não é raro encontrarmos pessoas que anelam poder espiritual ou a tão almejada união com Deus. Deste modo, iniciam uma vida de muita meditação, muito estudo, muita especulação, muito discurso, muito egocentrismo, poucos relacionamentos, pouco movimento e nenhum serviço. Conforme o tempo vai passando, o aspecto material torna-se totalmente abandonado e em desordem. A encarnação, momento pelo qual é a única condição em que o Ego pode se desenvolver em plenitude, é desperdiçada com justificativas metafísicas.
Essa condição nos faz lembrar o poema A Lenda Formosa, de Henry H. Longfellow e, também, a história do asceta. Essa última é descrita abaixo:
Um asceta estava meditando em uma caverna. De repente, um rato entrou e deu uma mordida em sua sandália. Aborrecido, o asceta abriu os olhos.
– Por que você está perturbando a minha meditação?
– Estou com fome – guinchou o rato.
– Vai embora, rato louco – pregou o asceta. – estou procurando a união com Deus. Como se atreve a me perturbar?
– Como espera tornar-se um com Deus – perguntou o rato – se nem mesmo consegue tornar-se um comigo?
A ingenuidade é filha da ignorância. É bastante nobre o desejo de busca por poder espiritual, mas é muito mais nobre ser capaz de compreender a responsabilidade e o equilíbrio necessário que esse poder exige.
“Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houveram antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento. E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito. Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor” (Ecl 1: 16-18).
Logo que ocorrem os primeiros vislumbres sobre como operam os mecanismos da Lei de Causa e Efeito, muitos aspirantes assumem uma postura de superioridade frente aos atos de seus familiares ou amigos errantes. Não economizam em advertências sobre as possíveis consequências que os atos errantes gerarão. Logo que esse irmão desafortunado sofre parte das consequências merecidas, esse conhecedor da verdade é o primeiro a relatar que havia advertido as possíveis consequências dos atos errantes e que tudo poderia ter sido evitado. Por isso, não fará sugestões a esse irmão, pelo contrário, o deixará por conta de sua própria sorte.
Essa mesma pessoa, no entanto, possui um filho que tem uma síndrome genética acompanhada de retardo mental. Por não ter habilidades espirituais, como a capacidade de realizar a leitura na Memória da Natureza, ele é incapaz de verificar que esse filho, em outras vidas, realizou atos bem piores, se comparadas com aqueles realizados pelo familiar ou amigo errante mencionado acima. No entanto, como esse nosso irmão (hoje pai desse Ego) desconhece tais atos, acolhe seu filho com muito amor e consegue a união com ele (união que o Asceta não conseguiu com o rato).
Será que o Aspirante está realmente preparado para ter poderes espirituais e conhecer a verdade? Em muitos casos, a ignorância é uma benção, pois o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor. Um dos principais motivos de ação do ser humano atual é a justiça aliada ao egoísmo e se ainda lhe fosse dado poderes espirituais, jamais o equilíbrio das desarmonias que geramos no passado seria atingido. Sábios são os Líderes da Humanidade que nos mostram pelo exemplo que somente pelo amor, desprendimento e muito trabalho, enquanto encarnados, é que o ser humano poderá se tornar UM COM TODOS, é lhe será possível despertar seus poderes espirituais.
Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz
Os profetas e as profetisas dos tempos do Antigo Testamento eram pessoas santas de Deus, porta-vozes de Deus Jeová ao proferirem mensagens divinas a elas confiadas e, como tais, eram mensageiras. Faziam mais do que meramente profetizar ou declarar a vontade ou o propósito de Deus. Eram os exemplos morais e religiosos daquela época, expondo o vazio da formalidade religiosa, a superficialidade de meramente oferecer sacrifícios e realizar ritos religiosos. Sendo altamente desenvolvidas espiritualmente, podiam ver com visão espiritual o suficiente para ler na Memória da Natureza e descrever as condições vindouras.
As declarações proféticas, por exemplo, de Isaías (“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, ele recebeu o poder sobre seus ombros, e lhe foi dado este nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-paz, para que se multiplique o poder, assegurando o estabelecimento de uma paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, firmando-o, consolidando-o sobre o direito e sobre a justiça. Desde agora e para sempre, o zelo de Jeová dos Exércitos fará isto.” Is 9:5-6), um dos maiores profetas bíblicos, chegam até nós durante a sagrada época do Natal, “suaves como a voz de um anjo”, uma luz com esperança e promessa abençoadas. Ele está descrevendo o tempo em que a Religião do Filho, o segundo auxílio que a agora temos em nossa jornada evolutiva, terá se estabelecido na Terra. A Religião Cristã terá nos capacitado a purificar e controlar nosso Corpo Vital de tal forma que teremos alcançado a união com o nosso Cristo Interno. Nossos corações se enchem de reverência e devoção ao contemplarmos a sublime promessa desta mensagem exaltada e orarmos pelo dia em que “a paz não terá fim“[1].
Nem devemos permitir que as atuais condições de guerras e conflitos afetem a nossa atitude de fé e otimismo. Infelizmente, a tristeza e o sofrimento profundos parecem ser os únicos professores que a maioria dos indivíduos e nações ouvirá, daí a necessidade de experiências e lições tão severas. Observando a vida pela perspectiva dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, a vida sem fim em seu curso através dos Mundos visível e invisíveis, não nos deixamos abater pela chamada “perda de vidas” que ocorre em algumas partes do mundo.
Aqueles que são mortos nascerão de novo e, devido à angústia de suas experiências, viverão em seus próximos renascimentos aqui a partir de um estado de consciência mais elevado do que agora. Os preceitos de paz e amor fraternal ensinados diretamente por Cristo então lhes aparecerão em sua devida luz como a base natural para a vida social e econômica do ser humano, e a guerra será coisa do passado. Verdadeiramente, “o governo estará sobre seus ombros“[2], pois do nosso trabalho surgirá um novo nascimento para as coisas espirituais, uma dedicação mais completa ao modo de vida espiritual.
No vindouro Reino de Cristo, ou a Época Nova Galileia, teremos evoluído para um estágio extremamente elevado. Funcionará em um Corpo Vital em uma Terra etérica. Através de uma vida pura e altruísta, teremos realizado a união do “Eu superior” com o “eu inferior”, e assim estabelecido o Reino de Cristo em nosso próprio coração — “com juízo e justiça, desde agora e para sempre“[3].
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1977 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
[1] N.T.: Is 9:7
[2] N.T.: Is 9:6
[3] N.T.: Is 9:7
Junho de 1912
Recebemos muitas cartas dos Estudantes que fizeram apreciações a respeito das lições anteriores, e isso foi uma fonte de satisfação para nós por notar o profundo amor que sentem pela Fraternidade e o desejo de saber “como tudo aconteceu”. Assim, sinto-me com mais disposição para apresentar as minhas experiências pessoais do que me sentia antes.
Ao mesmo tempo, nunca é demais enfatizar que o relato indiscriminado das experiências suprafísicas é uma das práticas mais nocivas, independentemente da perspectiva que a observamos. Na Conferência nº 11, “Visão e Percepção Espiritual”, do livro “Cristianismo Rosacruz – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz”[1], o assunto foi exaustivamente explicado. O “tesouro” deve ser extraído em silêncio, e aprendemos, pelo mito grego, que Tântalo[2] foi lançado às regiões infernais por divulgar segredos espirituais. Em outras palavras, não podemos obter a verdadeira iluminação enquanto formos divulgando os nossos sonhos e as nossas visões espirituais de um lado para o outro, contando-os até para aqueles relutantes em ouvir. Ao proceder assim, profanamos e desvalorizamos o que deveríamos reverenciar, e a profanação tende a focalizar a nossa visão nas Regiões infernais, ou nas Regiões inferiores do Mundo do Desejo.
Mais uma vez, tais relatos sempre embaraçam a credulidade daqueles que os escutam. Não há medida exata que possamos avaliar a sua exatidão. Muitas vezes parece que eles não têm uma posição prática sobre o problema da vida; é mesmo que tenhamos fé na veracidade do visionário, as suas histórias não têm valor algum, a menos que possamos encontrar uma lei fundamental ou um propósito subjacente. Assim, a declaração da lei é suficiente, não necessita de embelezamentos. Talvez a melhor ilustração sobre esse ponto me foi fornecida quando descobri a Lei da Mortalidade Infantil, Lei nunca foi publicada até aparecer em nossa literatura.
Um dia meu Mestre me deu a tarefa de acompanhar a vida de uma certa pessoa em dois renascimentos anteriores dela e lhe apresentar depois meu parecer. Eu não tinha a menor ideia de que estava sendo enviado em busca de uma Lei, mas pensei que o propósito era desenvolver a minha faculdade para ser capaz de ler na Memória da Natureza. Quando terminei a tarefa, apresentei o resultado ao meu Mestre, que me perguntou particularmente sobre as circunstâncias em que essas mortes ocorreram em cada um dos dois renascimentos. Respondi-lhe que a primeira morte daquele homem aconteceu num campo de batalha e a segunda, por doença, quando ainda criança. Isso estava correto e me encarregou de investigar as duas mortes de uma outra pessoa. Constatei que havia morrido a primeira vez por doença e, tal como no caso anterior, na segunda vez morreu ainda criança. Observei depois a vida de uma terceira pessoa, que morreu pela primeira vez num incêndio e na segunda vez, aparentemente, também quando era criança. Digo “aparentemente”, porque eu mal conseguir acreditar na evidência dos meus sentidos e me senti desconfiado quando relatei isso ao meu Mestre. Fiquei surpreso quando ele disse que eu estava certo. Essa convicção foi aumentando à medida que investiguei a vida de quatorze pessoas. No primeiro renascimento, eles tinham morrido por diversas circunstâncias; alguns na guerra, outros por acidentes e outros, ainda, por doenças, rodeadas pelas lamentações de seus familiares; mas no segundo renascimento, todos faleceram ainda crianças.
Então, o Mestre me pediu para comparar esses renascimentos até descobrir o porquê de terem morrido quando crianças, e por muitas semanas eu analisei esses fatos, noite após noite, mas não consegui encontrar qualquer semelhança nas condições da morte no primeiro renascimento até que em uma manhã de domingo, justamente ao entrar em meu Corpo, a solução irrompeu na minha Mente. Despertei lançando o grito – “Eureca”! Quase pulei no meio do quarto de alegria que senti por ter encontrado a solução. Os horrores das batalhas, incêndios, acidentes, assim como as lamentações dos familiares, impedem uma profunda impressão do Panorama da Vida, e o valor de uma vida terminada sob tais condições seria perdida, não fosse a morte na infância e a subsequente educação no Primeiro Céu, um assunto totalmente esclarecido em nossa literatura. A Lei, como ali declarada, explica logicamente o mistério da vida, independentemente da veracidade da minha história. Como a relato apenas para dar sentido à nossa lição, sinto-me coerente ao exortar os outros a silenciarem sobre suas experiências espirituais.
(Carta nº 19 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: CONFERÊNCIA Nº 11 – VISÃO E PERCEPÇÃO ESPIRITUAL
Quando nós falamos de visão espiritual, não estamos falando simbolicamente, ou de uma maneira vaga, como um sentimento de êxtase ou algo semelhante, mas de uma faculdade definida tão real como a visão física, e tão necessária à percepção dos mundos espirituais e à verdadeira habilidade para compreender as qualidades internas das condições suprafísicas, como a visão física é indispensável para uma ampla cobertura de todos os pontos importantes das coisas materiais.
A visão espiritual de que falamos não é para ser confundida com a Clarividência desenvolvida em alguns nos meios espiritualistas. Essa última depende de um estado negativo da Mente onde os Mundos internos são refletidos na consciência do receptor, da mesma forma que uma paisagem é refletida em um espelho. Tal método produz uma visão, mas não há a ampla cobertura indispensável e necessária de todos os pontos importantes do que está sendo visto no Clarividente involuntário, do mesmo modo que não há no espelho. Ele está em uma posição similar àquela de um homem preso a um cavalo sem rédeas nem freios, podendo assim ser levado de um lado para outro, dependendo da vontade do cavalo. Tal faculdade é uma maldição. O clarividente devidamente desenvolvido não está preso: pode ver ou deixar de ver à vontade; maneja as rédeas do seu cavalo; é dono de sua faculdade, enquanto o outro é tão somente escravo dela.
Certas fases negativas de Clarividência são também desenvolvidas através de drogas, bola de cristal, etc. Em todos esses casos, a faculdade torna-se perigosa e prejudicial, uma vez que não se acha sob o controle do espírito. As drogas têm efeito terrivelmente destruidor sobre os diferentes veículos do ser humano. Porém, o mais perigoso de todos os métodos de desenvolvimento é a prática de exercícios respiratórios aplicada de modo indiscriminado. Muitos indivíduos acham-se hoje em manicômios ou até morreram tuberculosos por haverem praticado tais exercícios em aulas de desenvolvimento dirigidas por pessoas tão ignorantes quanto eles mesmos. Exercícios respiratórios, quando necessários, jamais devem ser feitos em conjunto, uma vez que cada discípulo tem constituição diferente dos demais. Assim, cada um requer exercícios individuais, particulares, bem como diferentes exercícios mentais para acompanhar aqueles.
Somente através de instruções individuais dadas por um instrutor competente, pode-se desenvolver com segurança a visão e a compreensão espirituais. Estas advertências referem-se exclusivamente aos exercícios respiratórios como método de desenvolvimento oculto, e nunca aos exercícios físicos que são excelentes quando praticados com moderação.
Surge daí a pergunta: Como achar um instrutor autêntico e como distingui-lo de um impostor? É uma pergunta muito importante, porque quando o aspirante encontra tal mestre, pode considerar-se em perfeita segurança e protegido contra a grande maioria dos perigos que cercam aqueles que, por ignorância ou egoísmo, traçam seus próprios rumos e buscam poderes espirituais, mas sem qualquer esforço para desenvolver fibra moral.
É uma verdade axiomática que os seres humanos são conhecidos “por seus frutos” e, como o mestre esotérico exige de seu pupilo desinteresse nas motivações, infere-se justamente que o instrutor deve possuir esse atributo em grau ainda maior. Portanto, se alguém se arvora em ser instrutor e oferece seus conhecimentos em troca de dinheiro, a tanto por aula, mostra assim que está abaixo do padrão que exige de seus discípulos. Alegar que precisa de dinheiro para viver, ou apresentar outros motivos semelhantes para cobrar pelo ensino, tudo não passa de sofismas. As leis cósmicas cuidam de todo aquele que trabalha com elas. Qualquer ensino oferecido em bases comerciais não é ensino superior, porque este jamais é vendido ou envolve considerações materiais, pois, em todos os casos, chega ao recebedor como um direito em função do mérito. Assim, mesmo que o verdadeiro instrutor tentasse negar o ensino a determinada pessoa que o merecesse, pela Lei de Consequência, seria um dia compelido a ministrar-lhe o mesmo.
No entanto, tal atitude seria inconcebível porque os Irmãos Maiores sentem uma grande e indizível alegria toda vez que alguém começa a palmilhar a senda da vida eterna. Por outro lado, embora ansiosos por tal, eles a ninguém podem revelar seus segredos antes que cada um tenha dado provas de sua constância e altruísmo, pois só assim poderá alguém ser um firme guardião dos imensos poderes resultantes, que tanto podem servir ao bem como podem ser usados para o mal. Se permitimos que nossas paixões se imponham descontroladamente, e se a avareza ou a vaidade são as molas de nossas ações, apenas sustamos o progresso de nosso semelhante ao invés de ajudá-lo. E, até que aprendamos a usar apropriadamente os poderes que possuímos, não estaremos em condições de realizar o trabalho ainda maior exigido daqueles que têm sido ajudados pelos Irmãos Maiores a desenvolverem sua visão espiritual latente, e a conseguirem compreensão espiritual, que é o que torna valiosa aquela faculdade como fator de evolução.
Portanto, a “Senda da Preparação” antecede o “Caminho da Iniciação”. A perseverança, a devoção, a observação e o discernimento são os meios de alcançá-lo, porque tais qualidades sensibilizam o Corpo Vital. Através da perseverança e da devoção, os Éteres Químico e de Vida capacitam-se a cuidar das funções vitais do Corpo Denso durante o sono. E uma separação entre estes dois Éteres e os dois superiores – Éter de Luz e Éter Refletor – acontece. Quando os dois últimos se espiritualizam suficientemente mediante a observação e o discernimento, uma simples fórmula dada pelo Irmão Maior capacita o Discípulo a separá-los e a levá-los consigo, à vontade, juntamente com seus veículos superiores. Deste modo, ele fica equipado com um veículo de percepção sensorial e memória. Qualquer conhecimento que possua no mundo material pode, então, ser utilizado nos Reinos espirituais, como também pode trazer ao cérebro físico recordações das experiências por que passou enquanto esteve fora de seu Corpo Denso. Isto nos é necessário para funcionarmos separados do Corpo Denso, plenamente conscientes tanto do Mundo Físico quanto do Mundo do Desejo, pois o Corpo de Desejos ainda não está organizado e, se o Corpo Vital não transferisse suas impressões no momento da morte, não poderíamos ter consciência no Mundo do Desejo durante a existência post-mortem.
Os exercícios respiratórios indiscriminados não produzem a divisão acima descrita, mas apenas tendem a separar o Corpo Vital do Corpo Denso. Por isso, as ligações entre os centros etéricos dos sentidos e as células cerebrais rompem-se ou deformam-se em certos casos, resultando ao final em vários tipos de insanidade mental, como a loucura. Em outros casos, o rompimento ocorre entre o Éter de Vida e o Éter Químico e, como o primeiro responde pela assimilação orgânica dos alimentos e é a avenida particular para a especialização da energia solar, essa ruptura resulta em tuberculose. Somente através de exercícios apropriados pode-se efetuar a separação correta. Quando a pureza de vida permite que a força sexual, que é criadora, gerada no Éter de Vida eleve-se até o coração, essa força encarrega-se de manter a quantidade de circulação necessária ao estado de sono. Deste modo, as funções físicas e o desenvolvimento espiritual correm paralelamente ao longo de linhas harmoniosas.
Temos, pois, aí a razão para o voto de celibato feito por aqueles que se dedicam inteiramente à vida superior. Não é necessário que o principiante se torne um asceta. A castidade absoluta por enquanto é só para poucos, especificamente, para aqueles que já alcançaram as Iniciações Maiores. Atualmente, o ato sexual é o método normal de procriação. Não existe outro meio de prover-se Corpos Denso aos Egos que precisam renascer – pois a fila é enorme! –, e é dever de todo aquele que é mental, moral e fisicamente sadio proporcionar veículo e ambiente apropriado a Espíritos, irmãos e irmãs, que desejam e precisam renascer aqui, isto de acordo com seus meios e oportunidades. Deveríamos encarar o ato da procriação como um Sacramento, não um ato para simples gratificação dos sentidos, mas para ser realizado com espírito de oração. A força sexual é exigida para geração apenas umas poucas vezes na vida de qualquer pessoa, de modo que o excedente pode ser legitimamente aproveitável ao autodesenvolvimento, já que ela é criadora.
Discernimento é a faculdade – e um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – que nos permite distinguir aquilo que é essencial daquilo que não tem importância, separando a realidade da ilusão, e o que é duradouro daquilo que é efêmero. Na vida comum, acostumamo-nos a pensar que somos só corpo. O discernimento ensina-nos que somos Espíritos e que nossos corpos e veículos nada mais são que moradas provisórias, instrumentos para nosso uso. O carpinteiro usa martelo e serra que são importantes instrumentos. Contudo, nunca lhe ocorre que ele próprio seja essas ferramentas. Jamais devemos identificar-nos com o nosso Corpo Denso ou Corpo Vital ou ainda Corpo de Desejos, mas sim aprender, pelo discernimento, a considerá-lo um servidor, valioso tão somente enquanto obedeça a nossas ordens. Quando o considerarmos assim, descobriremos que somos capazes de fazer com facilidade muitas coisas que até então julgávamos impossível realizar. O discernimento gera a Alma Intelectual e imprime em nós o primeiro impulso em direção à vida superior.
A observação – além de ser mais um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – é o uso dos sentidos como meio de obter-se informações a respeito dos fenômenos que ocorrem ao nosso redor. A observação e a ação geram a Alma Consciente. É de máxima importância para o nosso desenvolvimento que observemos minuciosamente tudo o que se passa em torno de nós; caso contrário, as imagens da nossa Memória Consciente deixam de coincidir com aquelas de nossa Memória Subconsciente ou automática. O ritmo e a harmonia do Corpo Denso são perturbados em proporção à superficialidade de nossa observação durante o dia. Nossas atividades durante o sono restauram parcialmente a harmonia, mas o entrechoque de vibrações dia após dia e ano após ano é uma das causas que, gradualmente, endurecem e destroem nosso organismo até torná-lo impróprio para o uso do Espírito que, então, precisa abandoná-lo e buscar nova oportunidade de desenvolvimento em um corpo novo e melhor. Na mesma proporção em que aprendemos a observar atentamente, ganharemos em saúde e longevidade e precisaremos de menos repouso e sono. Este último é um ponto muito importante, como veremos.
Devoção – além de ser mais um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – aos elevados ideais restringe os instintos animais, gera e desenvolve a Alma Emocional. O cultivo, pois, dessa faculdade é essencial. Para algumas pessoas, essa é a linha de menor resistência; eis porque são aptos a se converterem em místicos sonhadores. As energias do Corpo de Desejos expressam-se então na forma de entusiasmo e êxtase religioso. Outros há que desenvolvem anormalmente a faculdade de discernimento que os leva ao longo das frias linhas intelectuais da especulação metafísica. Em ambos os casos há desequilíbrio e existe perigo. O sonhador místico pode tornar-se joguete de toda sorte de ilusões por estar dominado pela emoção. Ao intelectual ocultista isso nunca pode acontecer, mas pode terminar na magia negra se perseguir a senda do conhecimento só por desejo de conhecimento e não para poder servir. O único meio seguro é desenvolver simultaneamente a “Cabeça e o Coração”.
O Ocultista desenvolve-se ao longo de linhas intelectuais; procura a verdade pela observação e pelo discernimento, observa e raciocina sobre tudo o que vê. Assim, ele alcança o conhecimento, mas, como diz o apóstolo São Paulo: “O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica.”[1]. Portanto, antes que seu conhecimento possa ser útil ao próprio desenvolvimento espiritual, precisará aprender a senti-lo, pois, de outro modo, não poderá vivê-lo. Quando tiver feito isto, será tanto Cristão Ocultista quanto Cristão Místico.
O Cristão Místico desenvolve especialmente a faculdade de devoção. Ele sente a verdade sem precisar raciocinar. Sabe, mas não tem meios para explicar a razão de sua fé, de modo ajudar os outros. Deve, pois, desenvolver o lado intelectual de sua natureza, a fim de ser o mais útil possível na elevação da humanidade. Assim, o intelecto pode agir como um freio sobre as emoções, e a devoção pode guiar o intelecto com segurança. Se seguirmos unicamente uma das linhas, teremos mais tarde que seguir a outra, caso queiramos ter um desenvolvimento completo e harmonioso. Por isso, é melhor tentar desenvolver agora a faculdade que nos falta, pois assim progrediremos mais rapidamente em direção à meta final e em perfeita segurança.
A clareza e a nitidez de uma fotografia dependem do modo do fotógrafo focalizar as lentes. Uma vez ajustada a objetiva, o foco se conserva. Todavia, se a máquina tivesse vida e vontade próprias, se pudesse modificar sua direção e focalização, as imagens captadas apareceriam sem nitidez. A Mente encontra-se em situação análoga: vagueia sem objetivo como se estivesse literalmente com “dança de São Vito”[1] e resistindo tenazmente a qualquer restrição. Mas ela pode e deve ser subjugada, e a perseverança é o meio de conseguir. Na proporção em que a Mente é aquietada, o Espírito pode refletir-se no Tríplice Corpo, segundo o princípio de que os raios do Sol não se podem refletir num mar encapelado, mas somente em águas tranquilas.
O Corpo Vital é como um espelho, ou melhor, como uma película cinematográfica em movimento: filma o mundo mesmo que esteja em desacordo com a nossa faculdade e observação e com as ideias que brotam do Espírito interno, conforme a clareza e o treinamento mentais. A devoção e o discernimento, ou em outras palavras, a emoção e o intelecto, decidem nossa atitude face a essas imagens, e o equilíbrio entre as ações de ambos conduz a um desenvolvimento perfeito. Alcançado certo grau de aperfeiçoamento, elas realizam inevitavelmente o processo de purificação. O ser humano precisa compreender que, para alcançar a meta, deve pôr de lado tudo o que possa entravar a roda do progresso. O bom mecânico prefere sempre as melhores ferramentas e esmera-se em conservá-las perfeitas, porque sabe quão importantes são para realizar um bom trabalho. Nossos Corpos são as ferramentas de nós, o Espírito, de modo que, na medida em que elas se encontrem obstruídas, estorvam a nossa manifestação. O discernimento aponta-nos o que obstrui. A devoção à vida superior ajuda-nos a eliminar maus hábitos e traços de caráter indesejáveis, suplantando o simples desejo.
A carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, frutos do mar e afins) obtida à custa da vida e sofrimento de outros seres e, que além de estar impregnada dos desejos e paixões do animal encontra-se já em estado de decomposição, não é um alimento puro. Nenhum sincero Aspirante à vida superior e aos poderes superiores deve escolher este tipo de alimento. Deve estudar, sim, para aprender como atender às necessidades do seu organismo com alimentos puros. Deve também se dar conta da importância de manter seu cérebro lúcido para que sua consciência possa abrir-se completamente à influência espiritual, concluindo-se daí que abandonará o uso do fumo (seja de qualquer espécie e das bebidas alcoólicas que estimulam e entorpecem o cérebro. Moderação é um termo impróprio com relação à bebida alcoólica. O uso do álcool, em qualquer escala, é desastroso ao desenvolvimento espiritual.
Perder a serenidade é prejudicial ao crescimento interno, além de dissipar, em grande escala, utilíssima energia que poderia ser utilizada beneficamente; a raiva envenena o organismo, inutiliza-o e retarda enormemente o progresso espiritual.
Da mesma forma, pensamentos de crítica nos prejudicam, por isso deve o Aspirante à vida superior evitá-los tanto quanto possível. O discernimento ensina-nos, de modo impessoal, o que é bom e o que é mau, mas não imprime em nós nenhum sentimento sobre isso, e isto é um ponto muito importante. O exame de um fato, de uma ideia ou objeto, seguido de uma decisão relativa ao seu valor, é necessário e não deve ser evitado. Porém, os pensamentos não caridosos devem ser evitados, uma vez que geram pensamentos em forma de flecha que, conforme se exteriorizam, atingem e bloqueiam o fluxo de bons pensamentos emanados constantemente dos Irmãos Maiores e atraídos por todos os seres humanos bons.
Dois exercícios específicos são dados ao Aspirante à vida superior que inicia a jornada preparatória. Ambos conduzem ao desenvolvimento da visão e da compreensão espirituais. Um eles levam ao caminho reto e apela mais para o Ocultista, que trabalha mais com o intelecto, mas é de grande valor para o Místico porque desenvolve nele a qualidade que mais lhe falta — a razão. Esse exercício é chamado de Exercício Esotérico matutino de Concentração e produz “poder mental”. O outro produz resultado semelhante de maneira indireta. Agrada mais ao Místico, mas é extremamente necessário ao intelectual Ocultista porque proporciona-lhe o senso da verdade, que está além da razão. Tal exercício é o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, que desenvolve o “poder da devoção”. Ambos são necessários para garantir um desenvolvimento completo e harmonioso.
A filosofia da conquista da visão e compreensão espirituais resume-se em obrigar o Corpo de Desejos a efetuar, dentro do Corpo Denso e em completo estado de vigília, — ou seja, positivo e consciente — o mesmo trabalho que realiza quando se encontra fora durante o sono, ou no estado post-mortem.
Existem certas correntes no Corpo de Desejos de todos. São fortes, bem definidas, e formam sete grandes vórtices nos clarividentes, mas são fracas, descontínuas e destituídas de vórtices no ser humano comum, naquele que não pode “ver”. O desenvolvimento dessas correntes e vórtices conduzem à visão espiritual. Durante o dia, enquanto somos absorvidos pelos nossos interesses materiais, essas correntes fluem muito vagarosamente. Mas, tão logo nos retiramos do Corpo Denso ao dormir, iniciamos o trabalho de restauração, conforme descrito na Conferência nº 4 do Livro Cristianismo Rosacruz, as correntes reativam-se e os vórtices também, fulgurando como se fossem incandescentes, porque então o Corpo de Desejos se encontra no seu elemento de origem, livre do peso embaraçante do Corpo Denso.
O tempo de que o Corpo de Desejos precisa para restaurar o ritmo do Corpo Vital e do Corpo Denso depende do modo que usamos esse último durante o dia. Se o extenuamos nesse período, as desarmonias criadas serão naturalmente maiores, e isso exigirá a maior parte da noite para o Corpo de Desejos poder restaurar a harmonia e o ritmo. Assim, vive o ser humano preso ao seu Corpo Denso, dia e noite. Mas quando ele aprende a controlar a ação, a controlar gastos de energia nas atividades diárias, cessando de malbaratá-las em palavras e atos vãos, quando começa a dominar seus impulsos e a impedir novas desarmonias resultantes de uma observação imperfeita, então o Corpo de Desejos não precisa trabalhar o período inteiro do sono noturno para restaurar o Corpo Denso. Uma parte da noite pode ser empregada para se trabalhar fora. Se os centros sensoriais do Corpo de Desejos estão suficientemente desenvolvidos — como regra geral estão na maioria dos indivíduos inteligentes — o ser humano pode então desatar o cabo e elevar-se ao Mundo do Desejo. Lá ele tem uma visão do que se passa nesse plano, embora geralmente não consiga recordar depois de nada do que viu, até que consiga efetuar a separação entre as partes superior e inferior do Corpo Vital, conforme já explicado.
Vemos, pois, a grande importância da observação correta, da devoção aos elevados ideais, da pureza de alimentação, etc., tudo isso tendendo a harmonizar as vibrações internas com as vibrações externas. Na mesma proporção em que progredimos nessa direção, o tempo empregado na restauração dos veículos é abreviado, sobrando-nos, portanto, uma margem para trabalharmos no Mundo do Desejo.
EXERCÍCIO NOTURNO
O Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é o mais eficiente dos métodos existentes para fazer o Aspirante à vida superior avançar na senda da realização espiritual. Seu efeito tem tal alcance que permite ao indivíduo aprender agora não apenas as lições dessa vida, mas também lições que normalmente lhe estariam reservadas para existências futuras.
Após deitar-se à noite, o Aspirante à vida superior relaxa o Corpo Denso e começa a recordar os acontecimentos do dia na ordem inversa, partindo dos da noite, em seguida os da tarde, e depois os da manhã. Deve esforçar-se para “rever” cada cena com a máxima fidelidade e procurar reproduzir ante seus olhos mentais tudo o que aconteceu em cada uma delas, a fim de poder julgar seus atos e certificar-se de que suas palavras transmitiram o sentido desejado ou deram uma impressão falsa, como também se exagerou ou foi omisso ao relatar experiências a outrem. Deve examinar sua atitude moral relativa a cada cena. E quanto aos alimentos, verificar se “comeu para viver” ou “viveu para comer”, para gratificar o paladar. Durante todo o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, o Aspirante à vida superior vai julgando a si mesmo, censurando-se onde couber reprovação e elogiando-se onde couber o louvor.
Os Probacionistas acham, às vezes, difícil permanecer acordados até o fim do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. Em tais casos, é permitido que se sentem na cama, até que lhes seja possível seguir o método comum.
O valor do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é imenso. Vai muito além de nossa imaginação. Em primeiro lugar, realizamos o trabalho de restauração da harmonia conscientemente e em tempo muito mais curto do que o Corpo de Desejos pode fazê-lo durante o sono, sobrando assim uma maior porção da noite para trabalhos fora do corpo. Em segundo lugar, vivemos nosso Purgatório e Primeiro Céu cada noite, incorporando a nós, o Espírito, o senso de retidão como essência das experiências do dia. Escapamos, assim, do Purgatório depois da morte, economizando também o tempo que despenderíamos no Primeiro Céu.
Por último, e não menos importante, tendo dia após dia extraído a essência das experiências que produzem o crescimento anímico, e havendo incorporado essa essência em nós, o Espírito, passamos a vivenciar realmente uma nova atitude mental e a nos desenvolver por linhas que normalmente estariam reservadas a vidas futuras.
Executando fielmente esse Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, dia após dia, apagamos de nossa Memória Subconsciente o registro de fatos desagradáveis e eliminamos os nossos pecados, nossas auras começam a reluzir com o ouro espiritual extraído das experiências diárias pela Retrospecção, e aí começamos a atrair a atenção do Irmão Maior.
“Os puros verão a Deus.”[1], disse Cristo, e o Irmão Maior abrirá nossos olhos quando estivermos prontos para entrar no “Templo do Saber” — o Mundo do Desejo — onde obtemos nossas primeiras experiências de vida consciente fora do Corpo Denso.
EXERCÍCIO MATUTINO
O Exercício Esotérico matutino de Concentração, o segundo exercício, é executado pela manhã, tão logo o Aspirante à vida superior desperta. Ele não precisa levantar-se para abrir as janelas ou fazer qualquer coisa desnecessária. Sentindo o Corpo Denso confortável, deve relaxar e começar imediatamente a se concentrar. Esse momento é muito importante porque nós, o Espírito, acabamos de regressar do Mundo do Desejo, podendo termos contato consciente com esse Mundo, bem mais facilmente do que em qualquer outra hora do dia.
Se o Corpo Denso está em desconforto, o Aspirante à vida superior deve se mexer com o objetivo de acomodá-lo melhor antes de iniciar a Concentração, mas muito da eficácia do exercício é perdida em razão de se iniciá-lo com atraso.
Vimos na Conferência nº 4 do Livro Cristianismo Rosacruz que, durante o sono, as correntes do Corpo de Desejos fluem e seus vórtices movem-se e giram com enorme rapidez. Porém, tão logo ele interpenetra o Corpo Denso, suas correntes e vórtices são quase paralisados pela matéria densa e pelas correntes nervosas do Corpo Vital que levam e trazem mensagens ao cérebro. A finalidade deste exercício é levar o Corpo Denso ao mesmo grau de inércia e insensibilidade do estado de sono, embora com o Espírito dentro dele e conservando-se totalmente acordado, alerta, consciente. Deste modo, cria-se uma condição em que os centros sensoriais do Corpo de Desejos podem começar a girar no interior do Corpo Denso.
Concentração é uma palavra enigmática para muitos, por isso tentaremos esclarecer seu significado. O dicionário dá-nos diversas definições, todas aplicáveis à nossa ideia. Uma é “convergir para um centro”, enquanto outra, uma definição química, é “reduzir à extrema pureza e potencialidade pela eliminação de constituintes inúteis”. Aplicada ao nosso problema, uma das definições faz-nos ver que, se convergimos nossos pensamentos para um centro, para um ponto, podemos aumentar sua força, segundo o princípio que estabelece que a força dos raios solares é multiplicada quando focalizada num ponto através de uma lente de aumento. Eliminando-se de nossa Mente todos os demais assuntos, todo o nosso poder mental pode ser completamente aproveitado na consecução de um objetivo ou solução do problema em que nos concentramos. Podemo-nos absorver em nosso assunto a tal ponto que, mesmo um canhão sendo disparado, não o ouviremos. Há pessoas que podem concentrar-se numa leitura de tal maneira que são capazes de esquecer tudo mais. O Aspirante à vida superior deve, igualmente, ser capaz de abstrair-se numa ideia, objeto de concentração, a ponto de fechar por completo sua consciência ao mundo dos sentidos e atentar exclusivamente para os Mundos espirituais.
Quando aprender a fazer isso, ele verá o lado espiritual de um objeto, ou ideia, iluminado por uma luz espiritual e, assim, ele alcançará o conhecimento da natureza interna de coisas nem sequer sonhadas pelo ser humano mundano.
Quando se chega a esse ponto de abstração, os centros sensoriais do Corpo de Desejos começam a girar lentamente no interior do Corpo Denso e a se acomodarem por si mesmos. Com o tempo, esses centros tornam-se cada vez mais definidos e passam gradativamente a exigir menos esforço para pô-los em movimento.
O tema da concentração pode ser um ideal elevado e sublime, mas preferivelmente que seja de uma natureza tal que consiga situar o Aspirante à vida superior acima do tempo e do espaço, afastando-o das sensações ordinárias do Mundo material. Para isto, não há melhor fórmula do que os cinco primeiros versículos do primeiro Capítulo do Evangelho Segundo São João. Tomando-os como base, sentença por sentença, manhã após manhã, com o tempo, o Aspirante à vida superior terá adquirido uma admirável compreensão do princípio do nosso universo e do método da criação — compreensão que está muito longe de ser alcançada em livros.
Depois de algum tempo, quando o Aspirante à vida superior já tenha aprendido a manter sem oscilações, ininterruptamente por uns cinco minutos, a ideia na qual venha se concentrando, pode, um dia, tentar lançar fora repentinamente essa ideia, deixando a Mente “em branco”. Em nada deve pensar então, mas simplesmente esperar que algo venha preencher aquele vazio mental. Com o tempo, as visões e cenas do Mundo do Desejo deverão ocupar essa lacuna. Após ter-se acostumado a essa prática, o Aspirante à vida superior pode desejar que algo se apresente ante seus olhos mentais. A coisa virá e então ele poderá investigá-la à vontade.
Mas o ponto principal é que, seguindo as instruções acima, o Aspirante à vida superior vai purificando a si mesmo. Sua aura começa a brilhar e isso atrairá infalivelmente a atenção do Irmão Maior, que designará alguém para ajudá-lo, quando necessário, a dar o passo seguinte.
Mesmo que passem meses ou anos sem resultados visíveis, estejamos certos de que não nos esforçamos em vão; os Irmãos Maiores veem e apreciam nossos esforços, e vivem eles tão ansiosos por nossa colaboração quanto nós por trabalhar. Os Irmãos Maiores podem ver razões que nos impeçam de empreender o trabalho pela humanidade no momento presente ou mesmo por toda esta vida. Mas, tão logo essas razões desapareçam, poderemos ser admitidos à luz, onde seremos capazes de ver por nós mesmos.
Uma antiga lenda diz que escavações em busca de tesouros devem ser feitas somente na calada da noite e no mais absoluto silêncio; falar uma só palavra antes de os descobrir fará com que desapareçam inevitavelmente. Trata-se de uma parábola mística relativa à busca da iluminação espiritual. Se tagarelarmos ou contarmos a outrem as experiências de nossos momentos de concentração, poderemos perdê-las. Antes de extrairmos delas, pela meditação, pleno conhecimento das leis cósmicas subjacentes, tais experiências podem reduzir-se a nada, uma vez que esta classe de experiências não pode suportar a transmissão oral. A experiência em si, portanto, não conta muito, pois, afinal, não é mais do que uma casca envolvendo e ocultando saboroso fruto. A lei tem valor universal, como vai ficar evidente, porque ela explica os fatos da vida, ensina-nos como tirar vantagem de certas condições e o modo de evitar outras. Em benefício da humanidade, ela pode ser livremente revelada, à vontade de seu descobridor. Então, a experiência que a revelou parecerá, em sua verdadeira luz, apenas uma coisa passageira que dispensa maiores considerações. Por conseguinte, tudo o que aconteça durante o Exercício Esotérico matutino de Concentração deve ser considerado sagrado e guardado no mais absoluto sigilo pelo aspirante.
Finalmente, evitemos considerar os Exercícios Esotéricos Rosacruzes como tarefas desagradáveis. Estimemo-los em seu verdadeiro valor, pois eles são nossos mais altos privilégios. Somente quando assim os considerarmos, poderemos fazer-lhes justiça e colher todo o benefício de sua prática.
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Na Fraternidade Rosacruz, os Irmãos Maiores distinguem três classes:
1) Estudantes Preliminares e, depois Estudantes Regulares, aqueles que simplesmente estudam a Filosofia. Pessoas das mais variadas denominações entram em instituições de ensino tais como as Universidades de Harvard ou Yale e ali estudam mitologia, psicologia e Religião comparada sem prejuízo de suas filiações religiosas. Nestas mesmas bases, os candidatos a estudos podem inscrever-se na Fraternidade Rosacruz. Qualquer um pode candidatar-se, se não for hipnotizador ou não esteja profissionalmente comprometido como médium, quiromante ou astrólogo.
2) Probacionistas, que são Estudantes Rosacruzes que aspiram o conhecimento direto a fim de se capacitarem para o serviço. Ao fim de dois anos na condição de Estudante Regular Rosacruz, e caso tenha já se convencido da veracidade dos Ensinamentos Rosacruzes e esteja decidido a cortar toda ligação que eventualmente ainda tenha com qualquer outra entidade esotérica ou ordem religiosa — exceto as igrejas e irmandades Cristãs — o Aspirante à vida superior pode assumir o Compromisso que o fará ser admitido no grau de Probacionista. A estes, a Sede Mundial fornece um formulário mediante o qual o Aspirante à vida superior promete a si mesmo praticar fielmente os dois Exercícios Esotéricos Rosacruzes (noturno de Retrospecção e matutino de Concentração), e registrá-los todos os dias em outro formulário especial que deve ser devolvido mensalmente à Sede. As provas duram no mínimo cinco anos e seu propósito é testar a dedicação e a persistência do Aspirante à vida superior, dando-lhe a oportunidade de purificar-se a si próprio antes de passar aos métodos de treinamento mais diretos pertinentes ao Discipulado. Esse registro diário destina-se também a ajudar o Aspirante à vida superior a fazer os Exercícios Esotéricos Rosacruzes. É próprio da natureza humana tentar fazer o melhor sempre que tenha de mostrá-lo, portanto, sabendo-se observado, o Aspirante à vida superior procura esmerar-se nesses Exercícios Esotéricos Rosacruzes.
Longe estamos de insinuar que as demais escolas de ocultismo não devam ser consideradas. Muitos são os caminhos que levam a Roma, mas lá chegaremos com menos esforço se seguirmos por um só deles ao invés de ziguezaguear de um a outro.
Em primeiro lugar, nosso tempo e energia são limitados e são reduzidos ainda mais pelos deveres sociais e familiares, que não devem ser negligenciados em favor do autodesenvolvimento. Portanto, só com o propósito de economizarmos essa limitada energia — a qual podemos usar de modo mais legítimo — e evitar o desperdício do reduzido tempo à nossa disposição, é que os Irmãos Maiores insistem para renunciarmos a todas as outras ordens.
O mundo é um agregado de oportunidades, mas para aproveitá-las é necessário possuirmos eficiência em certa linha de esforços. O desenvolvimento dos poderes espirituais pode nos capacitar a ajudar ou prejudicar aos nossos irmãos mais fracos. E esses poderes só se justificam quando o objetivo é Servir à Humanidade.
O método de realização Rosacruz difere dos outros sistemas por um pormenor especial: procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil.
Quando certo número de pessoas se reúne em classe ou círculo objetivando o autodesenvolvimento, mas por meio de métodos negativos, geralmente os resultados são conseguidos em pouco tempo, seguindo o princípio de que é mais fácil deixar-se levar pela corrente, do que lutar contra ela. O médium, contudo, não é senhor dos seus atos, mas escravo do espírito que o domina. Por isso tais reuniões devem ser evitadas pelos Probacionistas.
Mesmo as reuniões em que se mantenha uma atitude mental positiva não são aconselhadas pelos Irmãos Maiores, porque os poderes latentes de todos os membros são amalgamados. Então as visões dos Mundos internos obtidas por quaisquer deles apenas resultam parcialmente da influência das faculdades dos demais. O calor de um carvão no centro de uma fogueira fica aumentado pelo dos carvões que o rodeiam. O Clarividente originado num círculo, mesmo que esse seja positivo, é como uma planta na estufa – demasiado dependente para que se lhe possa confiar os cuidados dos demais.
Portanto, todo Probacionista da Fraternidade Rosacruz efetua seus exercícios sozinho, no isolamento do seu lar. Seguindo esse método, obtêm-se resultados mais lentamente. Porém, quando tais resultados aparecerem, manifestar-se-ão como poderes cultivados por ele mesmo, e poderão ser empregados independentemente dos demais. Além disso, os métodos Rosacruzes constroem o caráter, ao mesmo tempo em que desenvolvem as faculdades espirituais, resguardando assim o Discípulo da tentação de perverter seus poderes divinos em busca de prestígio mundano.
Do que foi dito acima, não se conclua que o candidato deva empregar todo o seu tempo em esforços espirituais. Se não podemos dispor de muito tempo, cinco minutos pela manhã e quinze minutos à noite é quanto basta. De fato, dedicar ao desenvolvimento de faculdades espirituais um tempo que precisaria ser legitimamente usado em responsabilidades materiais é decididamente um erro. Antes de nos entregarmos ao serviço nos mundos espirituais, precisamos cumprir todos os nossos deveres no mundo material. Não se pode esperar fidelidade no trabalho espiritual de quem é infiel aos seus deveres terrenos.
Após a remessa de sessenta relatórios consecutivos, o candidato pode solicitar instruções individuais, as quais, se possível, lhes serão dadas.
3) Discípulos, composta de pessoas que, havendo completado a fase de Probacionista, são consideradas aptas para receberem instruções individuais dos Irmãos Maiores. O ensino é gratuito.
A Filosofia Rosacruz tem conquistado adeptos por toda parte, os quais se mantêm em estreito contato com o movimento e que trabalham para difundir as profundas verdades concernentes à Vida e ao Ser que os estão ajudando.
[2] N.T.: Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia, casado com Dione. Ele era filho de Zeus e da princesa Plota. Segundo outras versões, Tântalo era filho do Rei Tmolo da Lídia (deus associado à montanha de mesmo nome). Teve dois filhos: Níobe e Pélope. Tântalo, rei da Paphlagonia na Ásia, por ser filho de Zeus, foi admitido na mesa dos deuses, ouviu seus segredos, e divulgou entre os mortais, sendo punido por isso.
Os importantes passos da vida de nosso Salvador, Cristo, conforme narrados pelos quatro Evangelhos, compõem o esquema geral de Iniciação para todos nós, enquanto desenvolvemos gradualmente o Espírito do Cristo em nosso interior, o Cristo Interno.
Os quatro Evangelhos descrevem, dramaticamente e em símbolos, os incidentes que serão encontrados no nosso Caminho da Santidade.
Sabemos que havia três seres dentre os Discípulos mais íntimos do Cristo que alcançaram o pináculo da Iniciação. E os Evangelhos contêm um maravilhoso relato de do elevado contatos deles com a Memória da Natureza. Os três Discípulos eram: João, o bem-amado ou, em outras palavras, o mais avançado; Tiago, o primeiro a sacrificar sua vida pelos preceitos da nova Religião instituída por Cristo – o Cristianismo, e Pedro, a rocha, simbolizando o poder da fé e obras, sobre as quais a Religião Cristã foi estabelecida. Diz o Evangelho que “os levou para o Monte”[1], explica Max Heindel que esse é um termo místico significando a Iniciação.
Max Heindel não foi um intérprete das Escrituras, segundo o seu próprio entendimento. As informações mencionadas foram colhidas através de visão espiritual e contato pessoal com a Região do Pensamento Concreto, na qual o Iniciado pode examinar as verdadeiras gravações feitas na Memória da Natureza.
Um dos mais importantes pontos desse relato é que os Discípulos averiguaram, durante a sua Iniciação, a realidade do Renascimento, uma vez que Moisés e Elias eram expressões de um mesmo espírito. Esse fato ilustrava o que o Cristo havia lhes dito a respeito de João Batista: “Esse é Elias, que devia vir”[2].
Dessa forma, fica mais e mais aparente que o Cristo ensinava reservadamente aos seus Discípulos o fato do Renascimento. Porém, essa doutrina deveria constituir um ensinamento esotérico por muito tempo, conhecido somente de alguns pioneiros. É da maior significação que o trabalho real de Cristo-Jesus começou após a Transfiguração, quando preparou setenta pessoas como mensageiras e as enviou em grupos de dois para cada lugar onde elas deveriam ir.
Nos lugares onde eram bem recebidas, deviam ficar, curar os enfermos e pregar as boas novas. Quando não as recebiam, deveriam sacudir “o próprio pó das suas sandálias”.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que há três passos importantes no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz: o primeiro, quando o Estudante Rosacruz dá o primeiro passo, atraindo a atenção do Irmão Maior; o segundo, quando é admitido para o Probacionismo e assume a solene obrigação de servir a Humanidade por meio do sacrifício de sua natureza inferior (“eu inferior) ao Eu superior, ocasião em que a sua aura se mescla com a do Irmão Maior. O próximo passo é o Discipulado: não poderá mais voltar atrás, já que caminho do Discipulado foi comparado com a torre de uma igreja: estreita-se gradativamente até o topo, encontrando a solitária cruz.
Aí é o ponto máximo de provação do Aspirante à vida superior e os grandes problemas de disciplina espiritual aparecem, inicialmente, como dificílimos. No entanto ele deve continuar a trabalhar consciente e inconscientemente para frente e para cima, rumo ao próximo passo que é o de Irmão Leigo ou Irmã Leiga, para o grande clímax que na história do mais nobre de todos que tenham percorrido o Caminho do Cristão Místico foi chamado de Transfiguração.
A Transfiguração representa uma ocorrência, durante a qual um processo de transfiguração se efetua no corpo do Iniciado. A essência das experiências vividas e a união da Mente com o Coração produzem uma luz radiante que penetra todos os seus Corpos e veículos.
Temos agora uma melhor compreensão a respeito da Transfiguração, conforme narrada nos Evangelhos. Devemos lembrar que foram os veículos de Jesus que ficaram temporariamente afetados pelo Espírito de Cristo na Transfiguração. Escreve Max Heindel: “A Transfiguração, de acordo como é revelada na Memória da Natureza, mostra o corpo do Cristo de um branco deslumbrante, assim evidenciando Sua ligação com o Deus-Pai, o Espírito Universal. Não há nada no mundo tão raro e precioso como aquele extrato do ser humano: o Cristo Interno. E quando cresce, ele brilha através do corpo transparente como a Luz do Mundo”.
O estudo cuidadoso da vida de Cristo-Jesus, conforme relatada pelos Seus Discípulos, nos quatro Evangelhos, mostrará que Ele deixou a Sua orientação para qualquer tipo de problema que nós, como Aspirantes à vida superior, eventualmente encontraremos no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Derramando a Sua enorme força espiritual sobre nós, Ele acalma as tempestades do excesso emocional, cura a grande enfermidade que é a ignorância, devolve a visão aos cegos pelo materialismo, expulsa os demônios do ódio e do egoísmo, derrotando o último grande adversário: o medo da morte. Aqui temos o verdadeiro sentido da redenção: a vitória sobre a alienação do ser humano dele mesmo, dos outros e de Deus!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de outubro/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: At 1:12
[2] N.R.: Mt 11:14
Esse livro se refere ao nascimento místico e à morte do grande Espírito Cristo, abordados sob o ponto de vista de um Clarividente.
O mais pronunciado materialista deve se convencer da divindade do ser humano, após ler as revelações do autor sobre o significado profundo do Cristo e os princípios por Ele proclamados.
Esperamos que a leitura cuidadosa e atenta desse volume sobre a vida sagrada de Cristo incentive uma maior veneração pela Religião Cristã, tornando-a mais aceitável à razão por meio da obra inspirada desse autor, cujo principal objetivo, enquanto viveu, foi o de trazer o ideal de Cristo e a vida simples de servir mais próximo dos corações das pessoas.
Há 3 meios de você acessar esse Livro:
1. Em formato PDF (para download):
A Interpretação Mística do Natal – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz
2. Em forma audiobook ou audiolivro:
3. Para estudar no próprio site (ou para fazer download ou imprimir):
A Interpretação Mística do
Natal
Seis Dissertações Sobre a Questão do Natal do Ponto de Vista Místico, mostrando o Significado Oculto desse Grande Evento
Por
Max Heindel
Fraternidade Rosacruz
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Revisado de acordo com:
1ª Edição em Inglês, 1920, The Mystical Interpretation of Christmas, editada por The Rosicrucian Fellowship
10ª Edição em Inglês, 2012, The Mystical Interpretation of Christmas, editada por The Rosicrucian Fellowship
1ª Edição em Português, editada pela Fraternidade Rosacruz São Paulo – SP – Brasil
Pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
ÍNDICE
CAPÍTULO I – A SIGNIFICÂNCIA CÓSMICA DO NATAL.. 6
CAPÍTULO II – LUZ ESPIRITUAL – O NOVO ELEMENTO E A NOVA SUBSTÂNCIA.. 10
CAPÍTULO III – O SACRIFÍCIO ANUAL DE CRISTO.. 16
CAPÍTULO IV – O MÍSTICO SOL DA MEIA-NOITE.. 21
CAPÍTULO V – A MISSÃO DE CRISTO E O FESTIVAL DAS FADAS. 26
CAPÍTULO VI – O CRISTO RECÉM-NASCIDO (incluído na 10ª edição) 31
O conteúdo desse livro foi enviado em forma de cartas periódicas pelo autor aos Estudantes. Elas abrangem somente cinco[1] das suas noventa e nove composições em forma de carta. A principal característica dessas lições é o nascimento místico e a morte do grande Espírito Cristo, abordados sob o ponto de vista de um Clarividente. O autor recebeu essas preciosidades raras da verdade por meio da iluminação divina. O materialista mais pronunciado deve se tornar convencido da divindade do ser humano, após ler essas revelações do autor sobre a significância espiritual do Cristo e dos princípios que Ele proclamou.
Dezessete desses folhetos foram impressos em forma de livro sob o título: A Teia do Destino, incluindo os temas: O Efeito Oculto das Nossas Emoções, A Oração – Uma Invocação Mágica e Métodos Práticos para se Alcançar o Sucesso. Nove foram publicadas sob o título: Maçonaria e Catolicismo, como visto por de trás do cenário. As restantes sessenta e oito lições publicaremos no segundo volume da coletânea, conforme o tempo o permita[2].
Nós temos a esperança de que a leitura cuidadosa e atenta desse volume sobre a vida sagrada de Cristo estimule uma maior veneração pela Religião Cristã, tornando-a mais aceitável à razão por meio da obra inspirada desse autor, cujo principal objetivo, enquanto viveu, foi o de trazer o ideal de Cristo e a vida simples de um serviço mais próximo dos corações das pessoas.
28 de outubro de 1920
Augusta Foss Heindel
Mais uma vez, no decorrer de um ano, estamos às vésperas do Natal. A visão de cada um de nós sobre essa festividade não é a mesma e nem semelhante entre uma e outra. Para o religioso devoto é um período santificado, sagrado e repleto de mistério, não menos sublime por ser incompreendido. Para o ateu é uma tola superstição. Para o puramente intelectual é um enigma, pois está além da razão.
Nas igrejas a história é narrada de como na noite mais santa do ano, Nosso Senhor e Salvador, imaculadamente concebido, nasceu de uma virgem. Nenhuma outra explicação é fornecida; o assunto é deixado a critério do ouvinte que o aceita ou rejeita, de acordo com o seu temperamento. Se a Mente e a razão prevalecem, a fé é excluída; se ele pode acreditar apenas no que pode ser demonstrado aos sentidos, então, é forçado a rejeitar a narrativa como absurda e desarmônica com as várias e imutáveis leis da natureza.
Várias interpretações diferentes foram fornecidas para satisfazerem a Mente, principalmente as de natureza astronômica. Elas estabelecem de como na noite de 24 para 25 de dezembro, o Sol começa sua jornada do sul para o norte. Ele é a “Luz do Mundo”. O frio e a fome inevitavelmente exterminariam a Onda de Vida humana se o Sol permanecesse sempre no Sul[4]. Por isso, é um motivo de grande regozijo quando ele começa sua jornada em direção ao norte. Ele é, então, aclamado o “Salvador”, pois vem “salvar o mundo”, vem para dar o “pão da vida”, quando amadurece “o grão e a uva”. Assim, “Ele dá a sua vida” na cruz (quando cruza) do equador (no Equinócio de Setembro) e começa sua ascensão no céu (norte). Na noite em que começa sua jornada em direção ao norte, o Signo de Virgem, a Virgem Celestial, a “Rainha do Céu”, está no horizonte oriental à meia-noite e é, então, astrologicamente falando, seu “Signo Ascendente”. Portanto Ele “nasce de uma virgem”, sem intermediários, sendo assim “concebido imaculadamente”.
Essa explicação pode satisfazer a Mente quanto à origem da suposta superstição, mas o dolorido vazio que existe no coração de todo cético, esteja ou não ciente do fato, deve permanecer até que a iluminação espiritual seja alcançada, a qual fornecerá uma explicação aceitável tanto ao Coração como à Mente. Derramar tal luz sobre esse mistério sublime será nosso esforço nas páginas seguintes. A Imaculada Concepção será o assunto de uma lição futura; por hora queremos mostrar como as forças materiais e espirituais fluem e refluem alternadamente no decurso do ano, e porque o Natal é verdadeiramente um “dia santo”.
Digamos que concordamos com a interpretação astronômica como sendo válida, desse ponto de vista, como o que se segue é verdadeiro, quando contemplamos o mistério do nascimento sob outro ângulo. O Sol nasce, ano após ano, na noite mais escura. O Salvador do Mundo Cristo também nasce, quando a escuridão espiritual da Humanidade é a maior. Há um terceiro aspecto de suprema importância, isto é, não há nenhuma futilidade nas palavras de S. Paulo quando ele fala do Cristo sendo “formado em você”[5]. É um fato sublime que todos somos Cristos-em-formação, de modo que quando compreendemos que temos que cultivar o Cristo interno antes que possamos perceber o Cristo externo, mais apressaremos o dia da nossa iluminação espiritual. Nesse sentido, novamente citamos o nosso aforismo preferido, de Angelus Silesius[6], cuja sublime percepção espiritual fê-lo proferir:
“Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém,
Se não nascer dentro de ti, tua alma segue extraviada.
Olharás em vão a Cruz do Gólgota,
Enquanto ela não se erguer dentro de ti mesmo novamente.”
No Solstício de Junho a Terra está mais distante do Sol, mas o raio solar a atinge quase em ângulo reto, em relação ao seu eixo no hemisfério norte, assim resultando no alto grau da atividade física. Nessa ocasião, as radiações espirituais do Sol são oblíquas nessa parte da Terra e são tão fracas como os raios físicos, quando esses são oblíquos.
Por outro lado, no Solstício de Dezembro, a Terra está mais perto do Sol. Os raios espirituais caem em ângulos retos na superfície da Terra no hemisfério norte, promovendo a espiritualidade, enquanto as atividades físicas diminuem devido ao ângulo oblíquo em que o raio solar atinge a superfície dessa parte da Terra. Por esse princípio, as atividades físicas estão no seu mais baixo nível e as forças espirituais no seu mais elevado fluxo na noite entre 24 e 25 de dezembro, por isso, ela é chamada a “noite mais santa” do ano. Por outro lado, no meio do verão é a época de divertimento para os duendes e para as entidades semelhantes compromissadas com o desenvolvimento material do nosso Planeta, conforme demonstrado por Shakespeare no seu Sonho de Uma Noite de Verão.
Se nadarmos quando a maré está mais forte, alcançaremos uma distância maior e com menos esforço do que em qualquer outra ocasião. É de grande importância para o Estudante esotérico saber e compreender as condições particularmente favoráveis que prevalecem na época do Natal. Sigamos a exortação de S. Paulo, no Capítulo 12 da Epístola aos Hebreus[7], jogando fora toda carga à mais, como fazem as pessoas que participam de corridas. Batamos no ferro enquanto ele está quente; isso significa que devemos, nessa época do ano, concentrar todas as nossas energias nos esforços espirituais e para colher o que não conseguiríamos obter em nenhuma outra ocasião do ano.
Lembremo-nos, também, que o autoaperfeiçoamento não deve ser a nossa única consideração. Nós somos Discípulos de Cristo. Se aspirarmos a tal distinção, lembremo-nos do que Ele disse: “Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o servo de todos”[8]. Há um sentimento muito grande de tristeza e sofrimento à nossa volta; há muitos corações solitários e doloridos em nosso círculo de conhecidos. Busquemo-los de maneira discreta. Em nenhuma outra época do ano eles serão mais acessíveis aos nossos apelos. Espalhemos a luz do Sol em seus caminhos. Desse modo, ganharemos suas bênçãos e também as dos nossos Irmãos Maiores. Por sua vez, as vibrações resultantes promoverão um crescimento espiritual impossível de ser atingido de qualquer outro modo.
No ano passado, nosso Curso de Cristianismo Místico, por correspondência, começou com uma lição sobre o Natal, do ponto de vista cósmico. Explicamos que os Solstícios de Junho e Dezembro, juntamente com os Equinócios de Março e Setembro, constituem os momentos decisivos na vida do Grande Espírito da Terra, assim como a concepção assinala o começo da descida do Espírito humano ao Corpo físico, resultando no nascimento, o qual inaugura o período de crescimento até que a maturidade seja alcançada. Neste ponto se inicia uma época de sobriedade e amadurecimento, juntamente com um declínio das energias físicas que terminam em morte. Este acontecimento liberta o ser humano dos tresmalhos da matéria e o conduz a um período de metabolismo espiritual, por meio do qual nossa colheita de experiências terrenas é transmutada em poderes anímicos, talentos e tendências, a fim de serem multiplicados e utilizados nas vidas futuras e, assim, termos condições para crescer mais rica e abundantemente com tais tesouros e sermos considerados dignos, como “administradores fiéis”, para assumirmos postos cada vez mais elevados entre os servos da Casa do Pai.
Essa ilustração se apoia sobre o firme alicerce da grande Lei de Analogia, tão sucintamente expressa pelo axioma hermético: “Assim como é em cima, é em baixo”. Baseados nisso, que é uma chave-mestra para todos os problemas espirituais, dependemos também de um “abre-te sésamo” para as nossas lições do Natal desse ano, que nós esperemos poder corrigir, confirmar ou completar os pontos de vista dos nossos Estudantes, conforme requeira cada caso.
Os corpos, originalmente cristalizados na terrível temperatura da Lemúria, eram demasiado quentes para conter umidade suficiente que permitisse ao Espírito acesso livre e irrestrito a todas as partes da anatomia deles, do mesmo modo que o Espírito consegue, atualmente, por meio do sangue circulante. Mais tarde, no começo da Atlântida, de fato os corpos continham sangue, mas se moviam com dificuldade, e teriam se ressecado rapidamente, em razão da alta temperatura interna, não fora o fato de prevalecer naquela atmosfera aquosa uma farta umidade. A inalação desse solvente atenuava grandemente o calor e abrandava o Corpo, até que uma quantidade suficiente de umidade pudesse ser retida dentro dele, permitindo a respiração na atmosfera comparativamente seca que mais tarde ocorreria.
Os corpos dos primitivos Atlantes eram de uma substância granulosa e fibrosa, não diferentes dos nossos atuais tendões e, também, semelhante a madeira; contudo, com o tempo, o hábito adquirido de comer carne, capacitou o ser humano a assimilar a quantidade de albumina suficiente para construir tecidos elásticos necessário à formação dos pulmões e das artérias, assim permitindo a livre circulação do sangue, conforme se verifica agora em todo o sistema humano. Na época em que aconteceram essas mudanças interna e externamente, o grande e glorioso arco de sete cores surgiu no céu carregado de nuvens para assinalar o advento do Reino do Homem, aonde as condições viriam a ser tão variadas como os matizes que colorem a atmosfera ao refratar a luz solar de uma só cor. Então, o primeiro aparecimento do arco-íris nas nuvens marcou o início da Era de Noé, com suas estações e períodos alternantes, dos quais o Natal é um deles.
Entretanto, as condições prevalecentes nesse período não são permanentes, como não o eram as dos períodos anteriores. O processo de condensação que transformou o nevoeiro ardente da Lemúria na atmosfera de umidade densa da Atlântida, e mais tarde se liquefez em água, que inundou as cavidades da Terra e impeliu a Humanidade para as montanhas e os altiplanos, ainda continua. Ambas, a atmosfera e a nossa condição fisiológica estão mudando, assinalando, aos que sabem ver e compreender, que a aurora de um novo dia no horizonte virá ou acontecerá em breve, uma era de unificação, mencionada na Bíblia como o Reino de Deus.
A Bíblia não nos deixa dúvidas a respeito das mudanças. Cristo disse que, como nos dias de Noé, assim deverá ser nos dias vindouros. Ambos, a Ciência e os descobrimentos, agora encontram condições que não existiam anteriormente. É um fato científico que o oxigênio está sendo consumido em quantidades alarmantes, alimentando os fornos e outros processos que necessitam desse combustível das indústrias; os incêndios nas florestas também sorvem em grande escala o nosso estoque desse elemento importante, além de aumentar o processo secante a que a atmosfera está naturalmente submetida. Eminentes cientistas ressaltam que chegará o dia em que o globo não poderá sustentar a vida que depende da água e do ar para existir. Suas ideias não nos afligem tanto, pois a data que apontam ainda está muito distante; mas, mesmo que seja assim, o destino da Época Ária é tão inevitável quanto o da Atlântida inundada.
Pudesse um Atlante ser transferido para nossa atmosfera ele seria asfixiado, como um peixe fora de seu elemento natural. Quadros vistos na Memória da Natureza provam que os aviadores pioneiros, daquela Época, de fato desmaiavam quando encontravam essas correntes de ar que desciam, gradualmente, sobre a terra que habitavam, e tais experiências suscitavam muitos comentários e especulações. Os aviadores de hoje já estão encontrando o novo elemento e experimentando a sensação de asfixia, do mesmo modo que experimentaram os seus ancestrais Atlantes e, por razões análogas, encontraram um novo elemento descendo do alto, o qual tomará o lugar do oxigênio da nossa atmosfera. Há também uma nova substância se introduzindo na constituição humana e que substituirá a albumina. Ademais, assim como os aviadores da Atlântida desmaiavam e eram impedidos, pela corrente descendente de ar, de penetrar na Época Ária, a terra prometida, dessa maneira prematura, também assim o novo elemento desafia os aviadores de hoje e a Humanidade em geral, até que todos tenham aprendido a assimilar seus aspectos materiais. E tal como os Atlantes, cujos pulmões não estavam desenvolvidos e sucumbiram na inundação, assim também a nova Era encontrará alguns sem o “Manto Nupcial”, e, portanto, incapacitados para entrar nela, até que se qualifiquem num período posterior. Por isso, é da maior importância para todos saber a respeito do novo elemento e da nova substância. A Bíblia e a Ciência, unidas, fornecem ampla informação a respeito do assunto.
Como mencionamos anteriormente, na Grécia antiga, a Religião e Ciência eram ensinadas nos templos de mistério, juntamente com as belas-artes e as habilidades manuais, como uma doutrina única de vida e de ser; contudo, essa condição foi temporariamente suspensa para facilitar determinadas fases do desenvolvimento. A união das linguagens religiosa e científica na Grécia antiga facilitava a compreensão dessas matérias; no entanto, hoje em dia, as complicações repousam no fato de que a religião traduziu e a Ciência simplesmente transferiu seus termos do Grego original, o que tem causado muitas divergências e uma perda do elo entre as descobertas da Ciência e os ensinamentos da Religião.
Para chegarmos a uma desejada compreensão das mudanças fisiológicas que continuam agora em nosso sistema, podemos lembrar que, segundo a Ciência, os lóbulos frontais do cérebro estão entre as estruturas humanas de mais recente desenvolvimento e que, proporcionalmente, este órgão é muito maior no ser humano do que em qualquer outra criatura. Agora, a pergunta: existe no cérebro alguma substância peculiar, e se existe, qual pode ser a sua significância?
A primeira parte da pergunta pode ser respondida por qualquer obra científica relativa ao assunto, mas o livro O Conceito Rosacruz do Cosmos fornece mais subsídios, conforme transcrevemos abaixo:
“O cérebro (…) é constituído pelas mesmas substâncias que as demais partes do Corpo, mas, além delas, tem o fósforo, peculiar somente ao cérebro. Conclusão lógica a tirar: o fósforo é o alimento particular mediante o qual o Ego pode expressar pensamentos… A quantidade desta substância é proporcional ao estado de consciência e ao grau de inteligência do indivíduo. Os idiotas têm muito pouco fósforo. Os profundos pensadores têm muito. (…) Portanto, é de suma importância que o Aspirante ansioso de se empregar em trabalhos mentais e espirituais dê ao cérebro esta necessária substância”.
A indiscutível religiosidade dos Católicos é verificável, em parte, na prática de comer peixe, alimento rico em fósforo, às sextas-feiras e durante a Quaresma. Ainda que o peixe pertença a uma ordem de vida inferior, O Conceito Rosacruz do Cosmos não aprova a sua matança, indicando ao Estudante certas verduras por meio das quais pode conseguir, fisicamente, abundância dessa desejável substância. Existem outros e melhores meios para essa obtenção, embora não mencionados em O Conceito Rosacruz do Cosmos.
Não foi por acaso que os instrutores da Escola de Mistério Grega denominaram assim essa substância luminosa que conhecemos por fósforo. Para eles era patente que “Deus é Luz” – a palavra grega designativa de luz é phos. Portanto, muito apropriadamente, eles denominaram a substância do cérebro, que é a avenida de ingresso do impulso divino, phos-phorus, literalmente “portador da luz”. Na medida em que formos capazes de assimilar essa substância, nos tornamos cheios de luz e começamos a brilhar a partir de dentro, nos circundando, então, de um halo como uma marca de santidade. O fósforo, contudo, é apenas um meio físico que possibilita a luz espiritual se expressar por meio do cérebro físico, sendo a luz, em si mesma, um produto do crescimento anímico. Entretanto, o crescimento anímico capacita o cérebro a assimilar quantidades crescentes de fósforo; assim, o método para a aquisição dessa substância, em maiores quantidades, não deve ser pelo metabolismo químico e sim pelo processo alquímico do crescimento anímico, o que foi totalmente esclarecido por Cristo quando Ele disse a Nicodemos:
“Pois Deus não enviou o seu Filho ao mundo para julgar o mundo… Quem nele crê não é julgado; quem não crê, já está julgado.
… Este é o julgamento: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram mais trevas à luz…
… Pois quem faz o mal odeia a luz e não vem para a luz, para que suas obras não sejam demonstradas como culpáveis. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, para que se manifeste que suas obras são feitas em Deus” (Jo 3:17-21).
O Natal é a época do ano da luz espiritual mais intensa que há. Durante esta Época de ciclos alternantes há marés altas e baixas de luz espiritual, como acontece com as águas do oceano. A primitiva Igreja Cristã marcou a concepção no mês de setembro, de modo que até hoje o evento é celebrado pela Igreja Católica, quando a grande Onda de Vida e luz espirituais começa a sua descida na Terra. O ponto máximo de maré é alcançado no Natal, que é verdadeiramente a época santa do ano, a ocasião em que essa luz espiritual é mais facilmente contatada e especializada pelo Aspirante, por meio dos atos de compaixão, gentileza e amor. As oportunidades para praticar esses atos não faltam, nem mesmo para os mais pobres, porque, conforme enfatizam frequentemente os Ensinamentos Rosacruzes, o serviço conta mais que os auxílios financeiros, que pode até ser prejudicial a quem o recebe. Todavia, a quem muito é dado, muito será exigido e, se alguém foi abençoado com abundância de bens do mundo, uma cuidadosa distribuição dos mesmos deveria, necessariamente, ser observada em qualquer oportunidade de servir. Recordemos, ainda, as palavras de Cristo: “Em verdade vos digo, sempre que fizerdes isto a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fazeis”[9]. Então, nós devemos segui-Lo como luzes ardentes e brilhantes, mostrando o caminho para a Nova Era.
Você já esteve ao lado do leito de um amigo ou parente que se encontrasse preste a passar desse Mundo para o além? Muitos de nós já tivemos essa experiência, pois qual o lar que não foi visitado pelo Pai Tempo? Nem é incomum a fase que se segue ao ocorrido, à qual devemos prestar atenção especial. A pessoa prestes a passar desse Mundo para o além, muitas vezes fica em estado de estupor[10]; então desperta e vê não apenas esse Mundo, mas também o Mundo em que está preste a entrar; é muito significante que nesses momentos ela vê as pessoas que foram suas amigas ou parentes durante a parte da sua vida – filhos, filhas, esposa (ou marido) ou qualquer pessoa que lhe tenha sido realmente muito próxima ou muito querida – postadas ao redor do seu leito e aguardando o momento da transição. A mãe poderá estender os braços: “Oh! É o João e como ele cresceu! Que rapaz esplêndido e enorme ele está!”. E, desse modo, ela reconhecerá, um após outro, todos os filhos já falecidos. Estes estão reunidos em volta da sua cama à espera que ela vá se unir a eles, animados pela mesma sensação que assalta as pessoas quando uma criança está prestes a nascer nesse Mundo: o regozijo pela chegada de alguém que eles sentem, instintivamente, ser um amigo que está voltando para eles.
Assim, o mesmo se dá com as pessoas que, tendo passado antes ao além, se reúnem para receber um amigo (ou uma amiga) que está prestes a cruzar a fronteira e se juntar a eles do outro lado do véu. Vemos, assim, que o nascimento em um Mundo é morte, sob o ponto de vista do outro Mundo, isto é, a criança que vem a nós morre para o Mundo espiritual, e a pessoa que sai do alcance dos nossos olhos, ao transpor o véu pela morte, nasce em um novo Mundo e se junta a seus amigos lá.
Como é em cima, assim é em baixo; a Lei da Analogia, que é a mesma para o microcosmo e para o macrocosmo, nos diz que aquilo que acontece aos seres humanos sob determinadas condições, também deve se aplicar ao super-humano, em circunstâncias análogas. Estamos nos aproximando do Solstício de Dezembro, os dias mais escuros do ano, a época em que a luz brilha com menos intensidade, quando o hemisfério norte se torna frio e melancólico. Porém, na noite mais longa e mais escura do ano, quando o Sol retoma o seu caminho ascendente, a luz de Cristo nasce de novo na Terra e o mundo inteiro se rejubila. Conforme a nossa analogia, quando Cristo nasce na Terra, Ele morre no céu. Assim como o Espírito livre está, no momento do nascimento, firme e fortemente enclausurado no véu da carne, que o restringe por toda a vida física, assim também o Espírito de Cristo é agrilhoado e tolhido, toda vez que Ele nasce na Terra. Esse grande Sacrifício Anual começa quando soam os nossos sinos de Natal, quando os alegres sons do nosso louvor e gratidão ascendem aos céus. No mais literal sentido da palavra, Cristo é aprisionado desde o Natal até a Páscoa.
O ser humano pode zombar da ideia de que existe, nessa época do ano, um influxo de vida e luz espirituais, não obstante, isso é um fato, creiamos ou não. Nessa época do ano, no mundo inteiro, todos se sentem mais leves, diferentes, algo como se um fardo fosse tirado dos seus ombros. O espírito de “paz na terra e boa vontade entre os homens” prevalece, e o espírito de que nós também deveríamos dar algo se expressa nos presentes de Natal. Esse espírito não pode ser negado, já que é evidente a qualquer observador; e isso é um reflexo da grande onda de dádiva divina. Deus tanto amou o mundo, que Ele deu Seu Filho único ou unigênito. O Natal é a época das dádivas, mesmo que a consumação do sacrifício aconteça apenas na Páscoa; aqui está o ponto crucial, o momento decisivo, o lugar onde sentimos que alguma coisa aconteceu e que garante a prosperidade e a continuidade do mundo.
Quão diferente é o sentimento do Natal daquele que se manifesta na Páscoa! Nesse último há uma expressão de desejo, uma energia que se expressa em amor sexual, visando à perpetuação de si mesmo como nota-chave; quão diferente disso é do amor que se expressa no espírito de dar ao invés de receber, que sentimos no Natal.
Agora, observe as igrejas; nunca suas velas brilham tanto quanto nesse dia mais curto e mais escuro do ano. Em nenhuma outra ocasião os sinos ressoam tão festivos, do que quando proclamam para o mundo a mensagem para o mundo esperançoso: “O Cristo nasceu!”.
“Deus é Luz”[11], diz o inspirado Apóstolo e nenhuma outra descrição é capaz de comunicar ou expressar tanto da natureza de Deus quanto essas três pequenas palavras. A luz invisível, que se encontra envolvida pela chama sobre o altar, é uma representação apropriada de Deus, o Pai. Nos sinos, temos um símbolo muito apropriado de Cristo, a Palavra, pois suas línguas metálicas proclamam a mensagem do Evangelho da paz e boa vontade, enquanto o incenso, simbolizando um maior fervor espiritual, representa o poder do Espírito Santo. Por conseguinte, a Trindade é simbolicamente parte da celebração que faz do Natal a época do ano de maior regozijo espiritual, sob o ponto de vista da Onda de Vida humana que está envolvida e trabalhando, atualmente, no Mundo Físico.
Todavia, não se deve esquecer, conforme dissemos no terceiro parágrafo desse capítulo, que o nascimento de Cristo na Terra é a Sua morte para a glória dos céus; que, quando nos rejubilamos pelo Seu regresso anual a nós, de fato Ele toma novamente sobre Si o pesado fardo físico que cristalizamos ao nosso redor, e que é agora a nossa habitação – a Terra. Nesse pesado corpo, Ele é incrustado e espera, ansiosamente, pelo dia da libertação final. Podemos compreender, naturalmente, que existem dias e noites, tanto para os maiores Espíritos quanto para os seres humanos; que, do mesmo modo que vivemos em nossos Corpos durante o dia, cumprindo o destino que nós mesmos criamos no Mundo Físico e somos liberados à noite para nos recuperarmos nos Mundos superiores, assim também existe essa alternância para o Espírito de Cristo. Parte do ano Ele habita o interior do nosso globo, e depois se retira para os Mundos superiores. Assim, o Natal é para Cristo o começo de um dia de vida física, o início de um período de restrição.
Qual deveria ser, portanto, a aspiração do místico devotado e iluminado, que percebe a grandeza do Seu sacrifício, a grandeza desse dom que está sendo concedido à Humanidade por Deus nessa época do ano; que percebe esse grande sacrifício de Cristo por nossa causa; essa dádiva de Si mesmo Se sujeitando a uma morte virtual para que possamos viver esse maravilhoso amor que está sendo derramado sobre a Terra nessa época? Unicamente a de imitar, mesmo que em pequena escala, as maravilhosas obras de Deus! Ele deveria aspirar fazer de si mesmo um servo da Cruz como jamais o fora antes; mais disposto a seguir o Cristo em todas as coisas, se sacrificando pelos seus irmãos e irmãs; colaborando, dentro de sua esfera imediata de trabalho, para a elevação da Humanidade, de modo a apressar o dia da libertação pela qual o Espírito de Cristo está esperando, gemendo e trabalhando penosamente. Estamos aqui falando de uma libertação permanente, do dia e do advento de Cristo.
Para alcançarmos essa aspiração na medida mais ampla, avancemos pelo ano que está a nossa frente plenos de autoconfiança e fé. Se até aqui temos sentido que não há esperanças sobre a nossa capacidade de trabalhar para Cristo, ponhamos de lado esse sentimento, pois afinal Ele nos disse: “Maiores obras que estas vós o fareis!”[12]. Ele, que era a Palavra da Verdade, teria dito tais coisas, se elas não fossem possíveis de serem alcançadas? Todas as coisas são possíveis àqueles que amam a Deus. Se realmente trabalharmos em nossa própria pequena esfera, não buscando coisas maiores até havermos feito aquelas que estão à mão, então descobriremos que um maravilhoso crescimento anímico pode ser atingido, de forma que as pessoas que nos rodeiam possam ver em nós algo que não saberão definir, mas que, não obstante, lhes será evidente – elas verão a luz do Natal, a luz do Cristo recém-nascido brilhando dentro da nossa esfera de ação. Isso pode ser conseguido; depende apenas de nós mesmos aceitá-Lo por meio da Sua palavra, cumprindo o que Ele ordenou: “Sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai que está nos céus”[13]. A perfeição pode parecer uma longa caminhada; nós podemos perceber mais agudamente quando olhamos para Ele quão longe estamos de viver de acordo com nossos ideais. Mesmo assim, é pelo esforço diária, hora após hora, que finalmente chegaremos lá, e a cada dia algum progresso pode ser feito, algo pode ser realizado; de um modo ou de outro podemos deixar a nossa luz brilhar para que os seres humanos possam vê-la como faróis na escuridão do Mundo. Possa Deus nos ajudar durante o próximo ano a alcançar uma semelhança com Cristo maior do que jamais conseguimos antes. Possamos viver a vida de tal modo que, quando outro ano tiver passado, quando contemplarmos novamente as luzes do Natal e ouvirmos os sinos chamando para as cerimônias da Noite Santa, possamos sentir que não temos vivido em vão.
Cada vez que nos damos ao serviço em benefício dos outros, acrescentamos brilho aos nossos Corpos-Alma, que são feitos de Éter. É o Éter de Cristo que permite esse nosso globo flutuar, e recordemos que, se quisermos trabalhar por Sua libertação, devemos, juntos com uma quantidade suficiente de pessoas, desenvolver nossos Corpos-Alma até ao ponto em que essa quantidade de pessoas possa fazer flutuar a Terra. Desse modo poderemos tomar o Seu fardo e O livrar da dor da existência física.
Exotericamente, e desde tempos imemoriais, o Sol é venerado como o dador de vida, porque a multidão era incapaz de ver, além do símbolo material, uma grande verdade espiritual. Contudo, além daqueles que adoravam a órbita celeste, que é vista com os olhos físicos, sempre houve e continua a haver uma pequena, mas crescente minoria, um sacerdócio consagrado mais pela retidão do que pelos rituais, que viu e vê as eternas verdades espirituais, por trás das formas temporais e evanescentes que revestem essas verdades, nas mudanças das vestes cerimoniais, conforme o momento, e às pessoas a que foram, originalmente, destinadas. Para eles, a lendária Estrela de Belém brilha todos os anos como o Místico Sol da Meia-Noite, quando os três atributos divinos: Vida, Luz e Amor penetram em nosso Planeta no Solstício de Dezembro e começam a irradiar do centro do nosso globo. Esses raios de esplendor e poder espirituais inundam o nosso globo com uma luz sobrenatural que envolve todos sobre a Terra, do mais insignificante ao mais importante, sem distinção alguma. Todavia, nem todos podem participar desse maravilhoso dom na mesma medida; alguns conseguem mais, outros menos e alguns nem participam da grande oferta de amor que o Pai preparou para nós em Seu Filho Unigênito, porque ainda não desenvolveram o imã espiritual, o Cristo menino interno, que sozinho pode nos guiar ao Caminho, à Verdade e à Vida.
“Que adianta o Sol brilhar,
Se eu não tiver olhos para ver?
Como saberei que o Cristo é meu,
a não ser através do Cristo em mim?
Essa voz silenciosa dentro do meu coração
é o penhor do pacto
entre Cristo e eu – ela transmite
para a fé a força do Feito”
Essa é, sem dúvida, uma experiência mística que soa verdadeira para muitos de nossos Estudantes, tão verdadeira como a noite segue ao dia e ao inverno segue o verão. A menos que tenhamos Cristo dentro de nós, a menos que um maravilhoso pacto fraternal de sangue tenha sido consumado, não podemos ter parte no Salvador, embora os sinos de Natal nunca parem de soar. Contudo, quando Cristo se formar em nós, quando a Imaculada Concepção se tornar uma realidade em nossos próprios corações, quando nós nos prostrarmos aos pés do Cristo recém-nascido, para Lhe oferecer os nossos presentes, dedicando a natureza inferior ao serviço do Eu Superior, então, e só então, as festividades natalinas serão compartilhadas por nós, ano após ano. E, quanto mais arduamente tenhamos trabalhado na “Vinha do Mestre”, mais clara e distintamente poderemos ouvir a voz silenciosa dentro dos nossos corações, sussurrando o convite: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo… porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve.”[14]. Então, ouviremos uma nova nota nos sinos de Natal como nunca ouvimos antes, pois em todo ano não há dia mais feliz do que o do Nascimento de Cristo, quando Ele renasce na Terra, trazendo com Ele presentes para os filhos dos seres humanos – presentes que significam a continuação da vida física; porque sem essa vitalizante e energizante influência do Espírito de Cristo, a Terra permaneceria fria e árida; não haveria uma nova canção da primavera, nem os pequeninos coristas da floresta para alegrar os nossos corações à chegada do verão; a pressão gélida dos polos Boreais manteria a Terra agrilhoada e muda para sempre, nos impossibilitando de prosseguir em nossa evolução material, tão necessária para aprendermos a usar o poder do pensamento por meio de apropriados canais criativos.
O espírito de Natal é, pois, uma realidade viva para todo aquele que já desenvolveu o Cristo interno. O homem e a mulher comuns sentem esse espírito somente nas proximidades das festas natalinas, mas o místico iluminado pode vê-lo e senti-lo meses antes e meses depois do seu ponto culminante na Noite Santa. Em setembro ocorre uma mudança na atmosfera terrestre; uma luz começa a reluzir nos céus; essa luz parece permear todo o universo solar; gradualmente, vai crescendo em intensidade, parecendo envolver o nosso globo; então, ela penetra na superfície do Planeta e, pouco a pouco, se concentra no centro da Terra, onde os Espíritos-grupo das plantas residem. Na Noite Santa ela alcança o mínimo de seu tamanho e o máximo de seu esplendor. Então, começa a irradiar a luz concentrada, fornecendo nova vida à Terra para que essa prossiga com as atividades da Natureza no ano entrante.
Isso é o começo do grande drama cósmico “do Berço à Cruz”, que acontece anualmente durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.
Cosmicamente, o Sol nasce na mais longa e escura noite do ano, quando o Signo zodiacal Virgem, a Virgem Celestial, está no horizonte oriental à meia-noite, para dar à luz o filho Imaculado. Durante os meses que se seguem, o Sol transita pelo violento Signo de Capricórnio onde, miticamente, todos os poderes das trevas se concentram em frenético esforço para matar o Portador-da-Luz, uma fase do drama solar que é apresentado, misticamente, no episódio da perseguição movida pelo Rei Herodes, e da fuga para o Egito, a fim de escapar da morte.
Quando o Sol entra no Signo de Aquário – o Portador-da-Água –, e em fevereiro (estando o Sol ainda em Aquário) temos a época das chuvas e tempestades; e do mesmo modo que o batismo misticamente consagra o Salvador à sua obra de serviço, assim também a abundância de umidade, que desce sobre a Terra, a torna amaciada e pronta para que possa produzir frutos que preservam a vida de todos os que nela habitam.
A seguir, o Sol transita pelo Signo de Peixes – os peixes. Nessa altura, os estoques de alimentos do ano anterior já foram quase totalmente consumidos, de forma que as provisões dos seres humanos ficam escassas. Temos, por conseguinte, o longo jejum da Quaresma, que misticamente representa para o Aspirante o mesmo ideal mostrado cosmicamente pelo Sol. Nesse momento do ano ocorre o carne-vale, o adeus à carne, pois todo aquele que aspira a vida superior precisa, algum dia, se despedir da natureza inferior com todos os seus desejos e se preparar para a Páscoa que, então, se aproxima.
Em abril, quando o Sol cruza o equador celestial e entra no Signo de Áries – o Cordeiro – a cruz se ergue como um símbolo místico que o candidato à vida superior precisa aprender e, em seguida, aprender a abandonar o veículo mortal e começar a escalada para o Gólgota, o lugar na caveira; e daí cruzar o limiar do Mundo invisível. Finalmente, imitando a subida do Sol para os céus do norte, ele precisa aprender que o seu lugar é com o Pai e, com todo fervor, deve se elevar até aquele exaltado lugar. Assim como o Sol não permanece naquele elevado grau de declinação, mas ciclicamente desce para o Equinócio de Setembro e Solstício de Dezembro a fim de completar novamente o círculo para benefício da Humanidade, do mesmo modo todo aquele que aspira se tornar um Caráter Cósmico, um salvador da Humanidade, precisa ser preparado para se oferecer, muitas vezes, como um sacrifício em benefício de seus semelhantes.
Esse é o grande destino colocado diante de nós; cada um é um Cristo-em-formação, se o quiser ser, porque como disse Cristo aos Seus Discípulos: “Aquele que crer em Mim fará também as obras que faço, e maiores ainda.”[15]. Além disso, e de acordo com a máxima: “A necessidade do ser humano é a oportunidade de Deus”, nunca houve tão grande oportunidade de imitar o Cristo, de fazer as obras que Ele fez, como nos dias atuais, quando todo o continente europeu vive sob o paroxismo de uma guerra mundial[16] e quando o maior de todos os cânticos de Natal: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens”[17] parece mais longe de se concretizar do que nunca. Temos em nós o poder de apressar o dia da paz ao falar, pensar e viver em PAZ, pois a ação conjunta de milhares de pessoas transmite uma impressão ao Espírito de Raça, quando a ele é direcionada, especialmente quando a Lua está em Câncer, Escorpião ou Peixes, que são os três grandes Signos psíquicos mais apropriados para trabalhos ocultos dessa natureza. Usemos os dois dias e meio que a Lua transita por cada um desses Signos para propósito de meditar sobre a paz – “paz na Terra e boa vontade entre os homens”. Todavia, ao fazê-lo, estejamos certos de não tomar partido, a favor ou contra, por quaisquer das nações conflitantes; lembremos a todo instante que cada um dos seus membros é nosso irmão. Cada um merece o nosso amor tanto quanto o outro. Vamos manter o foco do pensamento de que nós queremos é ver a Fraternidade Universal ser realizada sobre a Terra, ou seja, “a paz na Terra e boa vontade entre os homens”, a despeito de terem os combatentes nascidos de um lado ou de outro das linhas imaginárias traçadas nos mapas, ou como eles se expressam nesse, naquele ou em qualquer outro idioma. Oremos para que a paz possa reinar sobre a Terra; uma paz duradoura e uma boa vontade entre todos os seres humanos, não importando quaisquer diferenças de raça, cor ou religião. Na medida em que tenhamos êxito em formular com os nossos corações, e não apenas com os nossos lábios, essa prece impessoal a favor da paz, anteciparemos a chegada do Reinado de Cristo para recordar que é a Ele que estamos todos destinados na época oportuna – o Reino dos Céus, onde Cristo é “Rei dos reis e Senhor dos senhores”[18].
Sempre que nos defrontamos com um dos mistérios da natureza que não conseguimos explicar, simplesmente acrescentamos um novo termo ao nosso vocabulário, uma espécie de truque para ocultar a nossa ignorância a respeito do assunto. Tal ocorre com a palavra ampère que utilizamos para medir o volume da corrente elétrica, o volt que empregamos para medir a força da corrente, e o ohm que empregamos para demonstrar o grau de resistência que um dado condutor oferece à passagem da corrente. Dessa maneira, depois de muito estudar a respeito de palavras e figuras, as Mentes mestras da Ciência elétrica tentam se persuadir e persuadir aos demais que compreenderam o que significa tais coisas após pensarem muito sobre tal penetrando no mistério dessa força difícil de descrever e que desempenha um papel tão importante no trabalho do mundo; mas, depois de tudo dito e eles entrarem em consenso, esses seres humanos iminentes admitem que as mais brilhantes luzes da Ciência elétrica não conhecem senão um pouquinho mais do que uma criança da escola primária, quando começa a experiência com pilhas e baterias.
O mesmo se passa com as outras Ciências; os anatomistas não podem distinguir o embrião de um cão do de um ser humano durante um longo período, e enquanto o fisiologista discorre com autoridade sobre o metabolismo, não pode deixar de admitir que as experiências de laboratório, pelas quais se esforça para imitar nosso processo digestivo, devem ser e são muito diferentes das transmutações que se operam no laboratório químico do corpo, pela alimentação que ingerimos. Isso não é dito para desacreditar ou menosprezar as maravilhosas descobertas da Ciência, mas para demonstrar que existem fatores por detrás de todas as manifestações da natureza – inteligências de diversos graus de consciência, construtivas e destrutivas, que desempenham parte importante na economia da natureza – e até que esses agentes sejam reconhecidos e suas atividades estudadas, nós não podemos ter um conceito adequado do modo como atuam essas forças da natureza, as quais chamamos: calor, eletricidade, gravidade, ação química, etc.. Para os que cultivam a visão espiritual, é evidente que os chamados mortos empregam parte de seu tempo em aprender a construir corpos sob a direção de certas Hierarquias espirituais. Eles são os agentes metabólicos e anabólicos; eles são os fatores invisíveis na assimilação e é, portanto, literalmente exato que seríamos incapazes de viver sem a importante ajuda daqueles que nós chamamos mortos.
Para conceber a ideia de como esses agentes trabalham e da sua relação conosco, podemos citar um exemplo mencionado no Livro Mistérios Rosacruzes: “suponhamos que um carpinteiro está construindo uma mesa, e um cachorro, que é um Espírito em evolução pertencente à outra Onda de Vida, está observando-o. Ele vê o processo de cortar tábuas; gradualmente a mesa é formada desse material e finalmente fica pronta. No entanto, ainda que o cachorro esteja atento ao trabalho do carpinteiro, ele não tem um conceito claro de como esse trabalho foi feito, nem do uso final da mesa. Suponhamos, ainda mais, que o cachorro estivesse dotado somente de uma limitada visão e incapaz de perceber o carpinteiro e suas ferramentas; veria somente as tábuas de madeira, gradualmente, sendo divididas em partes, depois se juntarem e ficarem dispostas de outra maneira até a mesa tomar forma e ficar pronta. Ele veria o processo da formação e o objeto terminado, mas não teria ideia que a ação ativa do carpinteiro foi necessária para transformar a madeira em mesa”. Se o cachorro pudesse falar, explicaria a origem da mesa como Topsy[19] se referiu a si mesma dizendo: “simplesmente cresceu”.
Nossa relação com as forças da natureza é semelhante àquela do cachorro com o invisível carpinteiro, e também nós somos tão capazes de explicar os mistérios da natureza, como Topsy o fez. Nós, cultamente, narramos às crianças como o calor do Sol evapora a água dos rios e oceanos, fazendo que esse vapor ascenda às regiões mais frias do ar onde se condensa em nuvens, que se tornam, finalmente, tão saturadas de umidade que elas gravitam em direção à terra em forma de chuva para encher os rios e oceanos, e novamente a água é evaporada. É tudo perfeitamente simples: um belo processo automático de movimento contínuo. Contudo, é só isso? Não há, nessa teoria, um número de omissões? Sabemos que sim, embora não possamos nos desviar muito do nosso assunto para discuti-lo. Uma coisa que está faltando explicar completamente é a ação das, nomeadamente, semi-inteligente Sílfides[20] que levantam as delicadas partículas da água volatilizada em vapor de água preparadas pelas Ondinas, e que as levam o mais alto possível antes que aconteça a condensação parcial e as nuvens são formadas. Essas partículas de água são guardadas pelas Sílfides, até que as Ondinas as forcem a libertá-las. Quando dizemos que há tempestades, na verdade, batalhas estão sendo travadas na superfície do mar e no ar, algumas vezes com a ajuda das Salamandras, para acender a tocha do relâmpago da separação entre hidrogênio e oxigênio, e enviar seu aterrorizante zigue-zague através da negra escuridão, seguida do poderoso troar do trovão na atmosfera clareada, enquanto as Ondinas, triunfalmente, lançam as resgatadas gotas de água sobre a terra, para que elas possam novamente se unir ao seu elemento materno.
Os pequenos Gnomos são necessários para construir as plantas e as flores. Seu trabalho é pintá-las com matizes inumeráveis de cores, que deleitam os nossos olhos. Eles, também, cortam os cristais em todos os minerais e elaboram as gemas valiosas que cintilam nos diademas preciosos. Sem eles não haveria ferro para nossas máquinas e nem ouro com que pagá-las. Eles estão em todas as partes e a proverbial abelha não é tão atarefada como eles. Enquanto para a abelha é dado todo o crédito pelo trabalho que ela faz, os pequenos Espíritos da Natureza, que desempenham uma parte imensamente importante no trabalho do mundo, são desconhecidos, salvo por alguns que são chamados de sonhadores ou loucos.
No Solstício de Junho e no hemisfério norte as atividades físicas da natureza estão no apogeu ou zênite, portanto, é na “Noite do meio do Verão” que se realiza o grande Festival das Fadas, que trabalharam para construir o universo material; nutriram o gado, cultivaram o grão e estão saudando com alegria e dando graças à onda de força, que é a sua ferramenta, para colorir as flores, na assombrosa variedade de delicados matizes requeridos por seus arquétipos, pintando-as em inúmeras tonalidades que são o prazer e o desespero do artista.
Na maior de todas as noites da alegre estação do verão, as Fadas se reúnem vindas dos pântanos e das florestas, dos estreitos e pequenos vales para o Festival das Fadas. Elas realmente cozem e preparam seus alimentos etéricos e, mais tarde, dançam em êxtases de alegria – a alegria de terem realizado o seu trabalho e desempenhado importante papel na economia da natureza.
É um axioma científico que a natureza não tolera o que é inútil; os parasitas e os zangões são uma abominação; o órgão que se torna supérfluo se atrofia, assim também acontece com o membro ou o olho que não é usado. A natureza tem um trabalho a fazer e necessita da colaboração de todos que se propuseram a justificar suas existências, pois todos são partes desse trabalho. Isso se aplica à planta, ao Planeta, ao ser humano, ao animal e também às Fadas. Elas têm seu trabalho a cumprir; elas são hostes ativas e suas atividades são a solução para muitos mistérios da natureza, como já foi explicado.
Nós estamos agora no outro polo do ciclo anual, quando os dias são curtos e as noites mais longas[21]; fisicamente falando, a escuridão cai sobre o hemisfério norte, mas a onda espiritual de luz e vida, que será à base do crescimento e progresso do próximo ano, agora está na maior altura e força. Na Noite de Natal, no Solstício de Dezembro, quando o celestial Signo da Virgem Imaculada está no horizonte oriental à meia noite, o Sol do novo ano nasce para salvar a Humanidade do frio e da fome, que continuariam se a manifestação dessa luz fosse suprimida. Nessa ocasião, o Espírito Cristo nasce na Terra e começa a fermentar e fertilizar os milhões de sementes que as Fadas prepararam e regaram para que possamos ter alimento físico. No entanto, “o ser humano não vive somente de pão”[22]. Importante como é o trabalho das Fadas, se torna insignificante comparado com a missão de Cristo, que nos traz, a cada ano, o alimento espiritual necessário para que avancemos no caminho do progresso, para que possamos alcançar a perfeição no amor com tudo o que ele implica.
É o advento dessa maravilhosa luz de amor que nós simbolizamos pelas lamparinas acesas no altar e pelo soar dos sinos do Natal que, a cada ano, anunciam as boas novas do nascimento do Salvador, pois no sentido espiritual, luz e som são inseparáveis; a luz é colorida e o som é modificado de acordo com o tom vibratório. A luz do Natal que brilha sobre a Terra é dourada, induzindo os sentimentos de altruísmo, alegria e paz, os quais nem mesmo a grande guerra consegue obscurecer.
A guerra passou e como normalmente damos mais valor ao que perdemos, esperemos que toda a Humanidade se una nesse Natal para o canto dos cantos: “Paz na Terra e Boa Vontade entre os homens”.
Temos repetido com frequência em nossa literatura, que o sacrifício de Cristo não foi um acontecimento que teve lugar no Gólgota, nem foi consumado de uma vez por todas em poucas horas, mas que os nascimentos e mortes místicas do Redentor são contínuas ocorrências cósmicas. Concluímos que esse sacrifício é necessário à nossa evolução física e espiritual durante a presente fase do nosso desenvolvimento. Como se aproxima a época do nascimento anual de Cristo, mais uma vez é-nos apresentado um tema para meditação, um tema que nunca envelhece e é sempre novo. Podemos tirar muito proveito refletindo sobre ele e dedicando-lhe uma oração, para que faça nascer em nossos corações uma nova luz que nos guie no caminho da regeneração.
O Apóstolo deu-nos uma maravilhosa definição da Divindade quando disse: “Deus é Luz”, pelo que a “Luz” tem sido usada para ilustrar a natureza do Divino nos Ensinamentos Rosacruzes, especialmente o mistério da Trindade na Unidade. As Sagradas Escrituras de todos os tempos ensinam claramente que Deus é uno e indivisível. Ao mesmo tempo verificamos que, do mesmo modo que a luz branca una se refrata nas três cores primárias – vermelho, amarelo e azul – Deus também se revela em papel tríplice durante a manifestação pelo exercício de três funções divinas: criação, preservação e dissolução.
Quando Ele exercita o atributo criação, Deus se revela como Jeová, o Espírito Santo; Ele é o Senhor da lei e da geração, projetando a fertilidade solar indiretamente através dos satélites lunares de todos os Planetas em que seja necessário fornecer Corpos para seus seres evoluintes.
Quando Ele exercita o atributo preservação, com o propósito de sustentar os Corpos gerados por Jeová sob as leis da Natureza, Deus se revela como Redentor, Cristo, e irradia os princípios de amor e regeneração diretamente a qualquer Planeta onde as criaturas de Jeová requeiram essa ajuda para se libertarem das malhas da morte e do egoísmo, e alcançarem o altruísmo e a vida sem fim.
Quando do exercício do divino atributo dissolução, Deus aparece como o Pai; quem nos chama de volta ao lar celestial, para assimilarmos os frutos das experiências e do crescimento anímico que acumulamos durante o dia de manifestação. Esse Solvente Universal, o raio do Pai, emana então do invisível Sol Espiritual.
Esses processos divinos de criação e nascimento, preservação e vida, dissolução, morte e retorno ao Autor de nosso ser, nós os vemos em toda parte, em tudo o que nos cerca. Então, reconhecemos o fato de que são atividades do Deus Trino em manifestação. Porventura já nos demos conta de que no Mundo espiritual não existem acontecimentos definidos, nem condições estáticas; que o começo e o fim de todas as aventuras, de todas as eras estão presentes no eterno “aqui” e “agora”? Do seio do Pai há um fluxo eterno de semeadura de coisas e eventos que incorporam o reino do “tempo” e do “espaço”. Lá gradualmente cristaliza-se e torna-se inerte, necessitando dissolução para que haja espaço para outras coisas e outros eventos.
Não há como escapar dessa lei cósmica, que se aplica a tudo no reino do “tempo” e do “espaço”, inclusive ao raio Crístico. Como o lago que se derrama no oceano volta a se encher quando a água que o abandonou se evapora e a ele retorna em forma de chuva, para tornar novamente a correr incessantemente em direção ao oceano, assim o Espírito do Amor que nasce eternamente do Pai se derrama incessantemente, dia após dia, hora após hora, no universo solar para nos libertar do Mundo material que nos prende em seus grilhões mortais. Portanto, onda após onda parte do Sol em direção a todos os Planetas, o que proporciona um impulso rítmico às criaturas que neles evoluem.
No sentido mais verdadeiro e literal, é um Cristo recém-nascido que saudamos em cada festa natalina, e o Natal é o mais importante acontecimento anual para a Humanidade, quer tenhamos consciência disso ou não. Não se trata meramente de comemorar o aniversário de nascimento do nosso amado Irmão Maior, Jesus, mas sim da chegada da rejuvenescente vida-amor do nosso Pai Celestial, por Ele enviada para libertar o mundo do glacial abraço da morte. Sem essa nova infusão de vida e energia divinas, logo pereceríamos fisicamente, frustrando o nosso progresso no que tange as atuais linhas de desenvolvimento. Precisamos nos esforçar por compreender muito bem esse ponto, a fim de que possamos aprender a apreciar o Natal, da maneira mais profunda possível; a esse respeito, como em muitos outros, podemos aprender uma lição observando nossos filhos ou recordando a nossa própria infância. Como eram fortes nossas expectativas quando da aproximação dos festejos natalinos! Como ansiosamente esperávamos pela hora de receber os presentes que pensávamos serem deixados pelo Papai Noel, o misterioso benfeitor universal que distribuía os brinquedos! Como nos sentiríamos se nossos pais nos dessem apenas as bonecas estragadas e os tamborzinhos já gastos do ano passado? A sensação seria certamente de infelicidade total, além de uma profunda quebra de confiança em tudo, sentimentos que os pais achariam cada vez mais difícil restaurar. Isso nada seria comparado à calamidade cósmica que se abateria sobre a Humanidade, se o nosso Pai Celestial deixasse de enviar como Presente Cósmico de Natal, o Cristo recém-nascido.
O Cristo do ano anterior não nos pode livrar da fome física, como as chuvas daquele ano não podem agora encharcar o solo e desenvolver os milhões de sementes que dormitam na terra, à espera que as atividades germinadoras da vida do Pai as façam crescer. Assim como o calor do último verão já não nos pode aquecer, o Cristo do ano passado não pode acender de novo em nossos corações as aspirações espirituais que nos impelem para cima em busca de algo mais. O Cristo do ano passado nos deu seu amor e sua vida sem restrições ou medidas. Quando Ele renasceu na Terra no Natal anterior, Ele impregnou de vida as sementes adormecidas, que cresceram e muito gratamente encheram os nossos celeiros com o pão da vida física. O amor que o Pai Lhe deu, Ele o derramou profusamente sobre nós, e do mesmo modo que a água do rio volta para o céu pela evaporação, assim também Ele se eleva outra vez ao seio do Pai, após esgotar toda a sua vida e morrer na Páscoa.
Entretanto, o amor divino jorra infinitamente. Como um pai se apieda de seus filhos, assim também nosso Pai Celeste se compadece de nós, pois Ele conhece a nossa fragilidade e dependências física e espiritual. Por conseguinte, esperamos mais uma vez, confiantemente, o nascimento místico do Cristo que virá com renovada vida e renovado amor. O Pai O envia a nós acudindo a fome física e espiritual que sofreríamos, se não tivéssemos d’Ele essa amorosa oferenda anual.
As almas jovens, via de regra, acham difícil separar em suas Mentes as personalidades de Deus, de Cristo e do Espírito Santo, de modo que algumas podem amar apenas a Jesus, o homem. Esquecem Cristo, o Grande Espírito, que introduziu uma Nova Era na qual as nações estabelecidas sob o regime de Jeová serão destroçadas, a fim de que a sublime estrutura da Fraternidade Universal possa ser edificada sobre as suas ruínas. No devido tempo, o mundo inteiro saberá que “Deus” é Espírito, para ser adorado em “Espírito e em verdade”. É bom que amemos Jesus e O imitemos; desconhecemos ideal mais nobre e alguém mais digno. Se pudesse ter sido encontrado alguém mais nobre, não teria sido Ele o escolhido para ser o veículo do Grande Unigênito, Cristo, em que reside a Divindade. Fazemos bem em seguir “Seus passos”.
Ao mesmo tempo devemos exaltar Deus em nossas próprias consciências, aceitando a afirmação bíblica de que Ele é Espírito e que não podemos tentar representar a Sua imagem, nem retratá-Lo, pois Ele a nada se assemelha, quer nos céus quer na Terra. Podemos ver os veículos de Jeová circulando como satélites em volta de diversos Planetas. Também podemos ver o Sol, que é o veículo visível de Cristo. Contudo, o Sol invisível, que é o veículo do Pai e fonte de tudo, esse só pode ser visto pelos maiores Clarividentes e apenas como a oitava superior da fotosfera do Sol, revelando-se como um anel de luminosidade azul-violeta por trás do Sol. Contudo, nós não precisamos vê-Lo. Podemos sentir Seu amor e essa sensação nunca é tão grande como na época do Natal, quando Ele nos está dando o maior de todos os presentes: o Cristo do novo ano.
F I M
[1] N.T.: na 10ª Edição foi acrescentada mais uma carta, totalizando seis cartas.
[2] N.T.: Depois de 1920: dezenove no livro Os Mistérios das Grandes Óperas; vinte e quatro sob o título: Coletâneas de Um Místico.
[3] N.T.: a riqueza da experiência.
[4] N.T.: para o hemisfério norte e para os extremos do hemisfério sul isso é um fato inquestionável. Para o restante do hemisfério sul, também, só que aqui seria pelo fortíssimo calor e pela fome, por sua resultante escassez.
[5] N.R.: Gl 4:4
[6] N.R.: Pseudônimo de Johannes Scheffler (1624-1667) – Místico cristão, filósofo, médico, poeta, jurista alemão.
[7] N.T.: Hb 12:1-2 – “também nós, com tal nuvem de testemunhas ao nosso redor, rejeitando todo fardo e o pecado que nos envolve, corramos com perseverança para o certame que nos é proposto, com os olhos fixos naquele que é o autor e realizador da fé, Cristo Jesus”.
[8] N.R.: Mt 20:27; Lc 22:26; Mc 9:15
[9] N.T.: Mt 25:40
[10] N.T.: estado de inconsciência profunda, com desaparecimento da sensibilidade ao meio ambiente e da faculdade de exibir reações motoras. A pessoa não consegue pensar, falar, ver ou ouvir com clareza.
[11] N.R.: IJo 1:5
[12] N.R.: Jo 14:12
[13] N.R.: Mt 5:8
[14] N.R.: Mt 11:29-30
[15] N.T.: Jo 14:12
[16] N.T.: Refere-se à Primeira Grande Guerra
[17] N.T.: Lc 2:14
[18] N.T.: Apo 19:16
[19] N.R.: Personagem do romance A Cabana do Pai Tomás, (em inglês: Uncle Tom’s Cabin; or, Life Among the Lowly), livro da escritora estadunidense Harriet Beecher Stowe.
[21] N.R.: Para o hemisfério norte
[22] N.R.: Mt 4:4
ORAÇÃO ROSACRUZ
“Não Te pedimos mais luz, ó Deus, senão olhos para ver a luz que já existe;
não Te pedimos canções mais doces, senão ouvidos para ouvir as presentes melodias;
não Te pedimos mais força, senão o modo de usar o poder que já possuímos;
não mais Amor, senão habilidade para transformar a cólera em ternura;
não mais alegria, senão como sentir mais próxima essa inefável presença, para dar aos outros tudo o que já temos de entusiasmo e de coragem;
não Te pedimos mais dons, amado Deus, mas apenas senso para perceber e melhor usar os dons preciosos que já recebemos de Ti.
Faze que dominemos todos os temores;
que conheçamos todas as santas alegrias;
para que sejamos os Amigos que desejamos ser;
para transmitir a Verdade que conhecemos;
para que amemos a pureza;
para que busquemos o Bem.
E, com todo o nosso poder, possamos elevar todas as Almas, a fim de que vivam em harmonia e na luz de uma perfeita Liberdade.”
Na Oração Rosacruz lida, por exemplo, durante o Ritual do Serviço Devocional do Templo, temos a expressão da essência de tudo que devemos pedir a Deus.
De fato, tudo o que necessitamos para a nossa adequada vivência como seres humanos, nesse Mundo material, e como seres espirituais, nos Mundos espirituais, já foi e está sendo nos fornecido e com toda a abundância. O que carecemos, às vezes, é justamente o “senso”, a exata avaliação e ainda, a força de vontade, para uma mais ampla utilização, dos muitos recursos fornecidos por Deus. Essa carência, como cada Aspirante à vida superior há de concordar, é uma omissão de nossa parte e não do Poder Superior, que já nos cobriu de dádivas.
E que dádivas são essas? Somos tentados a indagar, levantando por um minuto a nossa cabeça firmemente ocupada com os nossos problemas imediatos do cotidiano. É só analisar a nossa Oração Rosacruz, porquanto foi elaborada de tal maneira a enumerar e melhor ilustrar essas dádivas, que são, em primeiro lugar, ajudas inestimáveis em nossa escalada rumo ao desabrochar dos nossos poderes superiores.
Temos em primeiro lugar a Luz, que não simboliza como muitos pensam, mas que é Deus, pois “Deus é Luz” (IJo 1:5), nos ensina a Bíblia, e a meditação diária visualizando o nosso ser andando na Luz, como Ele na Luz está, nos fornecerá não só a compreensão, mas o conhecimento do que significa realmente essa tremenda força cósmica, na qual vivemos e temos o nosso ser. A Luz está presente em todo o Universo, em nós, como está em Deus, nas devidas proporções, naturalmente. Algum dia, quando tivermos elevado o Fogo Espiritual espinhal, nós brilharemos na intensa luminosidade de nossos Corpos-Almas. Como aprendemos, quando estudamos os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes: “A Luz resplandece nas trevas e as trevas não a compreenderam” (Jo 1:5). As trevas ainda não “compreendem” esse fato, porém, nós não somos obrigados a permanecer nas trevas! Está certo, não podemos ainda vislumbrar a Luz de Deus diretamente: ficaríamos cegos por causa de nossas imperfeições. A Luz de Cristo, porém, nos traz o primeiro impulso espiritual direto, que nós, como Humanidade em evolução, fomos capazes de suportar. Envolvendo-nos nessa Luz do Cristo, que é tão real quanto o são os nossos problemas e trabalhando amorosamente na senda do serviço, compreenderemos sempre melhor a grande realidade espiritual, que é Deus, nosso Pai, que se manifesta “Luz”. Mesmo aqui, no plano material, supondo que já estivéssemos alcançados algum grau de sensibilidade, esse dom da Luz não permitirá apreciar a dinâmica da natureza em todo o seu esplendor, o sorriso no rosto de uma criança, o superior encontro com a arte, nos campos da pintura, música, escultura e arquitetura, maravilhosas contribuições do ser humano nas belezas físicas da Terra. Sabemos que toda manifestação de beleza tem suas ressonâncias espirituais – não há separações no Universo.
O dom da música, ou o som, vem em segundo lugar de importância, imediatamente após a dádiva da Luz. A música das esferas, a vibração, eis os fundamentos da Criação. A Palavra, o Fiat Criador, que construiu o nosso Sistema Solar, é uma contínua, intensa e sempre complexa “composição musical”. As harmonias celestes, que já podem ser ouvidas por aqueles que “têm ouvidos” devem ser de uma indescritível beleza. Cada pessoa, coisa ou criatura tem a sua nota-chave. Os cientistas estão “descobrindo” que mesmo cada tipo de músculo emite certo som e a variação no tipo de som indica o estado de saúde da pessoa. Não poderíamos existir sem Luz e sem Som!
A música é tão essencial na nossa escalada, como o é na marcha da Criação. O seu habitat é o Segundo Céu, o Mundo do Pensamento, o Mundo do som, no momento, a Região Abstrata desse Mundo do Pensamento é o nosso verdadeiro lar, o do Ego. Reagimos à música porque desperta em nós horizontes sempre renovados ou, se quisermos, memórias sempre mais nítidas do lar do qual fomos temporariamente exilados. Mesmo os seres mais rudes reagem à música. E quando o indivíduo refina os seus sentidos espirituais, a música torna-se uma mensagem direta ao que há de mais superior dentro dele, tratando-se do que chamamos “música clássica” ou “música erudita”. As “presentes melodias”, mencionadas na Oração Rosacruz, são líricas, celestiais, harmoniosas e grandiosas. Quanto mais adiante trilharmos o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, mais desenvolveremos “ouvidos para ouvir”, criando a capacidade de nos identificarmos a essas vibrações gloriosas, e tanto mais harmoniosa será a nossa contribuição pessoal na sinfonia cósmica.
Mais um presente pelo qual devemos, certamente, ficar agradecidos é o dom do poder espiritual, que constitui nossa real força como Filhos de Deus. O poder espiritual deriva da nossa divindade latente. As obras feitas por Cristo-Jesus, nós faremos também. E algum dia, mesmo as coisas que Deus faz, nós faremos. Somos uma parte de Deus e temos, latentes dentro de nós, todos os Seus atributos. O poder de manifestar esses atributos também está latente, sendo o seu desenvolvimento a nossa tarefa. O nosso poder espiritual incipiente se manifesta de muitas maneiras: em nossas tentativas de maior criatividade, no trabalho daqueles que se disciplinaram bastante em vidas passadas para merecer o nome de gênios. Vemos esse poder nos exemplos daqueles seres que, apesar de deficiências físicas ou dificuldades emocionais, vencem as mesmas para dar a sua contribuição à elevação da Onda de Vida humana. Vemos esse poder naqueles que realizam os aparentes “milagres”, como trabalhadores na reintegração da criança com deficiência intelectual ou criança com deficiência mental na sociedade, ou guiando alcoolistas ou dependentes químicos, de sua degradação para canais de atividade mais produtiva. Vemos esse poder em inúmeras ocasiões entre os nossos semelhantes que recuperam outros seres humanos, livrando-os de uma situação, mental ou materialmente difícil. E mais do que tudo: percebemos esse poder espiritual em nossas vidas, quando nossas orações intensas em favor daqueles que nos rodeiam dão resultado.
É claro, tudo isso é infinitesimal quando pensamos o que a Onda de Vida humana alcançará em termos de poder espiritual. Quando os nossos veículos ficarem mais puros e refinados e a nossa percepção espiritual mais elevada, então poderemos trabalhar mais perto das Forças da Natureza e executar tarefas que estão agora completamente além da nossa compreensão.
O elemento coragem é instrumental no nosso uso do poder espiritual: a coragem moral que nos faz permanecer firmes na defesa de nossas convicções, e carregar pacientemente a carga do ridículo, dos lembretes e do abuso que possa ser atirada sobre nós por aqueles que não creem no nosso esforço para o bem comum. A coragem moral se baseia na compreensão das verdades espirituais e a nossa percepção sempre mais acurada do bem e do mal. Conforme crescemos em sabedoria, crescemos em coragem moral e, com o tempo, chega a ser um atributo não fortemente arraigado dentro de nós, que uma prova de coragem antes requerendo um enorme dispêndio de força de vontade, passará a ser, na próxima vida, uma expressão espontânea, arrostada sem maiores esforços.
O uso correto do poder espiritual passa a ser uma das nossas maiores responsabilidades, quando escalamos degraus mais elevados em nossa evolução. Devemos cultivar a força de caráter, o bom-senso e discernimento para a obtenção de um saldo positivo dessa responsabilidade. E por isso mesmo pedimos: “como usar o poder que já possuímos”.
Existe também, o dom do amor, tão sublimemente exemplificado pelo Cristo em seu sacrifício anual. O Universo é mantido por esse amor impessoal que tudo abrange. É essa a motivação das Hierarquias Criadoras que estão amparando amorosamente a evolução da Onda de Vida humana durante os milhares de Eons de nosso Dia de Manifestação. E é esse princípio do Amor que origina o serviço amoroso prestado pelos Senhores da Sabedoria, Senhores da Individualidade, Senhores da Forma, Senhores da Mente, Arcanjos, Anjos e nossos Irmãos Maiores, guiando-nos através dos problemas do nosso exagerado envolvimento com o Mundo Físico, problemas que devem lhes parecer, certamente pouco atraentes ou, às vezes, repugnantes!
Podemos dar e receber esse presente do amor. Sabemos que “Deus é Amor” (IJo 4:8) e como chegaremos, um dia a ser, como Ele e, ainda mais, temos latentes dentro de nós as potencialidades para tão excelso estado. Apesar de não podermos ainda expressar amor divino, encontramo-nos preparados hoje para demonstrar muito mais amor do que temos mostrado em tempos passados. Sabemos que essa situação será corrigida conforme a proximidade da Era de Aquário, e estamos percebendo certos casos isolados manifestando a Fraternidade Universal. Ao avançar esta tendência, manifestaremos sempre mais ativamente esse dom maravilhoso, em vez de sermos como até agora, recebedores passivos.
Agora que passamos à necessidade da dominação Jeovista, pela Lei e pelo medo, estamos prontos para progredir pela Religião do amor, ensejada pelo Cristo e esperar a dádiva da graça. Se realmente nos arrependemos de nossas transgressões, fazendo as devidas reparações aos prejudicados, quando possível, o amor divino age de tal forma que os nossos pecados são perdoados. É esse o presente que fará a evolução do Aspirante à vida superior notadamente mais rápida. E por esse motivo devemos sentir imensa gratidão em recebê-lo, devendo cultivar ainda o bom-senso de usar essa dádiva ao máximo.
Como corolário do amor, temos o dom de júbilo, da alegria. De toda a criação emana um júbilo contínuo e é somente aqui, neste nosso Mundo material, com os seres humanos ainda mergulhados na ilusão da matéria, que ainda há lugar para o desespero, a tristeza e o desalento. Os versos de Schiller decantando a alegria[1], ou a música exultante de Beethoven em sua Nona Sinfonia, representam, provavelmente, o máximo em termos de compreensão humana da alegria. Qualquer um de nós, previsto com um grão de sensibilidade, ao entrar em contato com tais obras, não deixará de sentir um crescimento na sua capacidade de se ligar aos Mundos superiores, cuja afinidade com tal tipo de sentimento nos ajudará a abandonar as pesadas cadeias que ainda nos ligam ao Mundo Físico.
A alegria é também outro de nossos atributos latentes, mais um dom maravilhoso que recebemos do Pai, estando a critério do Aspirante à vida superior desenvolvê-lo, ou não. Nossa atitude para com a alegria determinará o colorido de nossas vidas. Todos nós conhecemos pessoas cujas vidas são marcadas por grandes sofrimentos físicos e morais, beirando, às vezes, a desastre, porém ainda se mostram gratas por pequenos atos de amizade, por uma palavrinha amável, encontrando sempre algo simpático para dizer, o que não acontece, às vezes, com pessoas carregando cruzes mais leves. Há pessoas que parecem dotadas dessa alegria desde as suas infâncias, enquanto há tanto crianças como adultos portadores de semblantes sombrios. A Filosofia Rosacruz nos ensina que todos esses atributos, mesmos o de dar e receber alegria, são resultados de nossas vidas passadas. Mais um esforço deve ser feito nessa direção, lembrando que o júbilo não é gerado por motivos materiais, e sim espirituais. O Estudante Rosacruz sabe que mesmo se a nossa existência física se passa sob condições, às vezes, insuportáveis, não será mais do que um degrau no nosso aprimoramento para uma meta gloriosa.
Diz Oração Rosacruz: “Faze que dominemos todos os temores”. Olhando superficialmente diremos que o fato de sermos acossados por temores, mesmo com o intuito de que os dominemos, não nos parece ser uma dádiva sobre a qual devemos nos alegrar. Porém, devemos considerar quão livres e independentes seremos uma vez que tenhamos aprendido a dominar qualquer medo e, então, apreciaremos o valor dessa prova. Como Aspirantes à vida superior, já afastamos um bom número de temores que ainda continuam a escravizar nossos irmãos e nossas irmãs. O primeiro destes é, provavelmente, o medo da morte – para nós simplesmente o nascimento num plano superior. Porém, muitos de nós ainda temos um ou outro tipo de temor que tentamos superar, mais que reaparece apesar dos nossos esforços em bani-lo de nossa consciência. Pode ser o temor de falar em público, ou algumas das “fobias” tão caras aos corações dos psiquiatras, como a claustrofobia e outras.
Nesse contexto, poderíamos até refletir sobre qual seria a nossa reação em face de um perigo físico iminente ou, quando encontraremos pela primeira vez, de maneira consciente, o nosso Guardião do Umbral, ou outro fenômeno desagradável no Mundo do Desejo. Com todo o nosso conhecimento da Filosofia Rosacruz e com todo o pensamento alentador, próprio daqueles que servem a Deus com os melhores de seus recursos, honestamente podemos dizer que cada um de nós não tem medo de nada? Se for o caso, saberemos que conseguimos “dominar todos os temores”, e então não alimentaremos dívidas a respeito do valor dessa dádiva, e o auxílio que recebemos para chegar a esse ponto. Se esse não for o nosso caso, poderemos, então, sentir gratidão para com mais essa ajuda.
A Oração Rosacruz também fala da nossa aspiração em ser “os amigos que desejamos ser”. Todos concordam que a amizade é uma das maiores bênçãos, porquanto o ser humano mais pobre é rico, quando há companhia de seus amigos, e o rico solitário, no meio de seus esplendores, é o mais miserável dos seres humanos.
Queremos ter amigos, queremos sua participação nas nossas vitórias e derrotas e queremos que eles estejam ao nosso inteiro dispor, tanto em termos de serviço, como em termos de lazer. Queremos os amigos, em outras palavras, pelo que nos possam oferecer. Estamos, porém tão preparados a ser um amigo ou uma amiga? Estamos prontos a corresponder, apesar de sofrer incômodos com os nossos planos pessoais? Escutamos, pacientemente, os problemas dos amigos oferecendo uma palavra construtiva e encorajadora, ou tratamos de evitá-los enquanto tem os problemas? Teoricamente, parece que cada um de nós admira aqueles que conseguem ser amigo ou amiga na verdadeira acepção da palavra. Muitos dentre nós, depois de mais sensíveis e refinados, gostaríamos de ser verdadeiros amigos, porém, os antigos hábitos de egoísmo são difíceis de vencer! Certamente, um coração cheio de amor dificilmente encontrará obstáculos nesse sentido. Quando conseguirmos ser “amigos de todos” sem considerar as suas reações para conosco, mostraremos, afinal, em todo seu esplendor o atributo da amizade, continuamente inspirado pelas Forças Superiores.
Outra dádiva, mais evidente ao Aspirante à vida superior, após ter progredido no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, é o privilégio de rasgar a ilusão sobre o Mundo material, trocando-a pela vivência das verdades superiores. Nossa habilidade em transmitir “a Verdade que conhecemos” aos nossos irmãos e as nossas irmãs, ajudará, e muito, na mais rápida evolução dele. Nosso conhecimento da Filosofia Rosacruz nos ensejou vidas completamente reestruturadas para o bem, e isso nos fornece o ânimo para prosseguir. Não podemos deixar de sentir o maior júbilo pelo recebimento de mensagens, cartas, e-mails em um Centro Rosacruz, manifestando gratidão pela solução de problemas por meio dos Ensinamentos Rosacruzes. Porém, aumentamos o efeito do “transmitir a Verdade que conhecemos”, quando vivemos a verdade que conhecemos. As verdades espirituais são mais demonstráveis pelo exemplo do que pela palavra. Tanto devemos transmitir a Filosofia Rosacruz em palavras, como pelo nosso exemplo vivente. Sem dúvida, esse é um grande privilégio e um grande dom!
O “senso de perceber” como melhor utilizar os dons de Deus no serviço para com os outros e na nossa própria vivência será notavelmente fortalecido, na proporção em que cultivemos a pureza e o altruísmo. Podemos e devemos pedir ajuda para que esse “senso” cresça, pois aumentará nossa eficiência na seara do Senhor. Sabemos, porém, que não é suficiente o mero formular do pedido. Devemos nos mostrar predispostos a aprender, crescer, a progredir e, em primeiro lugar estar prontos a aceitar as experiências proporcionadas pelas nossas vidas, quaisquer que sejam elas, tentando sempre suportá-las na maneira que corresponder ao reto agir.
A consciência e a intuição são os dois veículos através do qual esse senso de percepção se desenvolve. A consciência é a soma das lições assimiladas nos estados purgatoriais, segundo as nossas vidas passadas. A intuição é uma faculdade do Espírito de Vida. No Mundo do Espírito de Vida, onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza, nós podemos compreender as situações mais claramente do que o pode fazer nos planos de maior densidade. Lá entramos em contato com a Sabedoria Cósmica e sabemos como é correto agir em dada situação. O Espírito de Vida manda a sua mensagem para o coração, que a envia, por sua vez, ao cérebro, através do nervo pneumogástrico ou nervo vago. A intuição capta as “primeiras impressões”, e como foram obtidas diretamente da fonte do amor e da Sabedoria Cósmica são sempre corretas. Como tudo seria mais fácil se seguíssemos sempre as primeiras impressões do nosso coração, expressas em forma de intuição, e temperadas com as orientações, às vezes imperativas, de nossas consciências! Então, o reto agir não requereria, talvez, tanto esforço assim.
“Não Te pedimos mais dons, amado Deus”, dizemos e mui apropriadamente dizemos assim, pois Ele nos preparou todos os tesouros do Sistema Solar, manifestando tudo a nossa compreensão, mesmo aqui, nesse plano tão restritivo! Quando abrirmos os nossos olhos, não deixando de abrir em primeiro lugar os nossos corações, teremos melhor percepção da ordem, harmonia e grandeza que caracterizam o nosso Campo de Evolução e seremos capazes de reverenciar o imenso Amor que o criou.
O que o Aspirante Rosacruz deve fazer agora não é pedir. É dar! Milhões de pessoas, em nosso Planeta desconhecem, completamente, o fato de que suas vidas seguem destinos traçados por elas mesmas através da Lei de Causa e Efeito ou Lei de Consequência, ignorando o poder e a realidade da oração; são seres acossados pelas lições da vida, que evidentemente tem de aprender, sem possibilidade de remoção dos grilhões que os dominam. Vegetam passivamente. Não vivem. Cabisbaixos, oprimidos pela lama do chão, não sabem que podem achar no firmamento o alívio de que necessitam. Se somos do tipo que mantemos uma profunda compaixão para com as suas próprias penas, podemos estabelecer a comparação entre o nosso destino de ser consciente e a vida perturbada de nossos irmãos e nossas irmãs ainda escravos do materialismo e nos considerarmos imensamente privilegiado!
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1975 – Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: Hino da Alegria, ou Ode à Alegria é um poema escrito por Friedrich Schiller em 1785 e tocado no quarto movimento da 9.ª sinfonia de Ludwig van Beethoven.
Alegria, sois Divina
filha de Elísio
tornais ébria a Poesia
inspirais Dionísio
Nem costumes ou tradição
Vos reduzem o Encanto
criais-nos um mundo irmão
insuflais nosso Canto
Feliz de quem alcançou
ser-se amigo dum amigo
Quem doce dama ganhou
jubile-se comigo
Quem um só ente conquistou
seja citado no mundo
mas se na Alegria falhou
ficai só moribundo!
“O Ancião ao amado Gaio, a quem eu amo na verdade. Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma. Pois fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade. Não tenho maior alegria do que essa, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.” (IIIJo 1:4).
Nestes versículos o Apóstolo do Amor realça a diferença entre o regime Jeovístico e a Nova Dispensação Cristã. Contrastando com os meios externos de se encontrar a verdade, próprios da Dispensação Mosaica, hoje existe a “lei da liberdade”, ou seja, a lei “inserida” no nosso coração por intermédio de Cristo. A voz da verdade (a intuição) ecoa desde o coração, proporcionalmente ao desenvolvimento do princípio do Amor-Sabedoria. A Filosofia Rosacruz esclarece cientificamente o processo por meio do qual a inspiração intuitiva opera e como ela pode ser cultivada. A intuição é uma faculdade espiritual – a faculdade do Espírito de Vida – inerente a todos nós, mas expressando-se melhor quando o Corpo Vital é positivo.
O sangue, ao passar pelo coração, ciclo após ciclo, hora após hora, durante toda a vida, grava as recordações no Átomo-semente do Corpo Denso, enquanto permanecem frescas. Prepara um arquivo fidelíssimo da vida que, depois na existência post-mortem, se imprimirá indelevelmente no Átomo-semente do Corpo de Desejos, base para a nossa vida no Purgatório e Primeiro Céu. O coração está permanentemente em estreito contato com o Espírito de Vida, o espírito do amor e da unidade, o que o torna, o foco do amor altruísta.
Depois das recordações passarem ao Mundo do Espírito de Vida, em que se encontra a verdadeira Memória da Natureza, não volta através dos lentos sentidos físicos, mas diretamente através do quarto Éter (Éter Refletor) contido no ar que respiramos. O Espírito de Vida pode ver muito mais claramente no seu Mundo do que nos Mundos mais densos. No elevado Plano, que lhe é próprio, está em contato com a Sabedoria Cósmica e, em qualquer situação, sabendo imediatamente o que há de fazer, envia sua mensagem de orientação e de ação ao coração. Esse logo a retransmite ao cérebro por meio do nervo pneumogástrico ou nervo vago. Assim se formam as “primeiras impressões”, os impulsos intuitivos, sempre bons porque emanam diretamente da fonte de Amor e Sabedoria Cósmica.
A fonte da verdade que “está dentro de nós” é o Princípio do Espírito de Amor-Sabedoria. A manifestação dessa “voz interna” demanda pureza de vida e serviço amoroso prestado aos demais. Isto atrai o Éter Refletor do Corpo Vital por meio do qual a mensagem intuitiva é impressa, nos tornando mais sensível a sua influência.
Max Heindel afirma que o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é de grande valia para o desenvolvimento da “voz intuitiva”, porque nesse julgamento imparcial de si mesmo, noite após noite, o Aspirante à vida superior consegue discernir entre a verdade e o erro, o que não seria possível por outro meio.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1969 – Fraternidade Rosacruz – SP)