“O Amor nasce do Pai eternamente, dia a dia, hora a hora, impregnando constantemente o Universo Solar para nos redimir do mundo da matéria que nos mantém presos à morte. É impelido do Sol, onda a onda para todos os Planetas, estimulando ritmicamente todas as criaturas que neles evoluem” (Livro “Coletâneas de um Místico” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)).
Tal é a natureza do Amor Cósmico que nos faz estremecer, e que um dia, eventualmente, todos nós seremos capazes de emanar também; temos plena consciência desse Amor Cósmico, a mais sublime das emoções, que nos é oferecida por meio do Cristo recém-nascido no Natal de cada ano.
O nascimento místico de Cristo, repleto da nova vida e do Amor do Pai, é nos dados para nos salvar da fome física e espiritual que nos destruiria se não fosse essa dádiva anual de Amor.
O Amor que faz pulsar os corações de todos os sistemas religiosos, independentemente das divergências que possam aparentar, é a pedra de toque de toda a criação.
A maneira como cada um de nós, participante do processo evolutivo, é receptivo e responde ao Amor, e aprende eventualmente a transmiti-lo, determina o nosso grau e nível de ascensão na escada do desenvolvimento (desde a completa ignorância até a total consciência; depende de nós). A maioria de nós conhece o que considera “amor” sob três formas.
Primeiro, a paixão marciana, a luxúria que não tem nada a ver com a faceta espiritual do Amor.
Segundo, o amor pessoal de Vênus, a que a maior parte de nós responde. É uma forma de amor egoísta, separatista e exclusivista.
Finalmente, o altruísmo uraniano – o amor que engloba todos os seres igualmente e que Cristo veio nos ensinar, como a palavra-chave do Seu reino, que ultrapassa a concepção ou os limites da compreensão de grande parte de nós.
O amor ao nosso “semelhante”, ou seja, o amor a todos os nossos irmãos e nossas irmãs, é o mandamento supremo e ultrapassa todas as leis do passado. Cristo-Jesus foi claro ao nos deixar a mensagem de que as Leis da Religião de Raça haviam servido a seu objetivo, mas que, a partir de então, todas as Leis passariam a ser subordinadas ao Amor. Atingimos um ponto da sua evolução em que nos foi pedido que aprendêssemos a fazer o bem por amor ao bem, e não por receio das consequências dos nossos erros. “O Amor perfeito elimina todo o medo.” (IJo 4:18) – quando aprendermos a irradiá-lo, de nós próprios, fará bem a nós e ao nosso semelhante, automaticamente.
O Amor é a força criadora que emanamos a fim de criar outro ser. Os Anjos projetam todo o seu amor, sem desejo ou egoísmo, e são banhados em troca pela corrente da Sabedoria Cósmica. Projetamos apenas uma parte do nosso amor e guardamos o resto, utilizando-o na construção dos nossos órgãos de expressão interno e no nosso próprio aperfeiçoamento. Desse modo o amor que conseguimos expressar se tornou egoísta e sensual. Usando parte do poder criador da nossa alma, amamos egoisticamente, porque necessitamos de outra pessoa para colaborar no processo de propagação da espécie humana (se todos resolvessem não ter mais filhos – o que é impossível, pois “os Anjos do Destino estão acima de todos os erros e dão a cada um e a todos exatamente o necessitam para o seu desenvolvimento” – não teríamos mais a espécie humana nesse Planeta.). E com a outra parte do poder criador usamos para expressar nossos pensamentos aqui na Região Química do Mundo Físico, embora também por razões egoístas, pois a nossa ambição é obter mais conhecimentos.
Temos agora a responsabilidade de nos purificar do pecado, do egoísmo. Só quando o fizermos é que compreenderemos e seremos capazes de exprimir o Amor Altruísta e Espiritual – o Amor Crístico.
A vida é o que temos de mais precioso, pois “Não há Amor maior do que o do ser humano que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15:13). Ao cultivarmos o altruísmo, aprendemos, figurativamente, a dar a nossa vida, a sacrificar o “Eu pessoal” – “eu inferior” – pelo nosso semelhante, atingindo o estado do Amor Crístico.
Atualmente, a razão nos controla, aliando-se à causa da natureza de desejos, emoções e sentimentos. Essa soberania terá de ser sucedida pela do amor que, presentemente, age independentemente (e por vezes, contrariamente) aos ditames da razão. Na Sexta Época (a próxima), na Nova Galileia, o que chamamos de Amor não será egoísta e a razão servirá à causa da Fraternidade Universal, e aprovará o que o Amor lhe ditar. Todos trabalharão para o bem comum, pois o interesse egoísta terá desaparecido para sempre.
Assim, o Estudante Rosacruz que procura acelerar a sua evolução deve aprender, desde agora, a ambicionar apenas aquele amor “que é da alma e que envolve todos os seres vivos, superiores e inferiores, e que aumenta em proporção direta às necessidades daquele que recebe” (como estudamos no Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz). O amor de indivíduos, que exclui outros, terá pouco a pouco de ser substituído pelo amor do todo. Os ensinamentos espirituais do passado requeriam que amássemos nossos familiares e, embora essa exortação continue sendo válida ainda hoje, os ensinamentos mais recentes nos dizem que ampliemos esse amor partilhando-o com toda a “família humana”.
Infelizmente, é vulgar que a Mente humana confunda o “amor” com a “paixão”. O primeiro, porém, nada tem a ver com a segunda, como se pode claramente depreender da ópera “Parsifal” (ópera de três atos do com a música e libreto do compositor alemão Richard Wagner, muito estudada no Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz), em que esse diz a Kundry que representa o Corpo Denso: “perderíamos a eternidade se cedesse a ti, nem que fosse só por uma hora… assim, vou salvar-te e libertar-te da maldição da paixão, pois a amor que te consome é sensual, apenas; entre ele e o amor verdadeiro dos corações puros existe um abismo tão grande como entre o céu e o inferno”.
Sabemos, também, que as crianças geradas num momento de paixão ardente e sem amor, ou sob a ira ou a embriaguez, têm probabilidades de nascer com veículos mais fracos e uma vida mais curta do que aquelas geradas em condições de harmonia e de verdadeiro amor. O Corpo Vital, que é o veículo do amor, determina o desenvolvimento e a formação do Corpo Denso.
É infinitamente melhor ser capaz de sentir e exprimir o amor do que o definir. Podemos pregar e exortar outros a amar, mas, enquanto não tivermos aprendido verdadeiramente a arte de amar como Cristo amou, não nos encontraremos mais perto de sua realização do que agora. Podemos fazer os nossos Exercícios Esotéricos Rosacruzes fielmente; podemos oficiar todos os Rituais Rosacruzes, mas os resultados serão nulos se não forem constantemente acompanhados de atos de amor Crístico! A expressão intensa do amor na sua forma de serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), esquecendo os defeitos dos outros, e focando na divina essência oculta – que é a base da Fraternidade – aumenta a densidade fosforescente dos dois Éteres superiores do nosso Corpo Vital. Assim construímos o nosso Corpo-Alma.
A sabedoria, a expressão do princípio Crístico, só é possível quando o conhecimento estiver aliado ao amor. E só quando essa união for consumada é que teremos a certeza de que as nossas ações terão o único fim de promover o bem comum e não (muito embora apenas inadvertidamente) os nossos fins egoístas.
O Poder do Amor é bem conhecido de todos. Não se opõe nunca aos planos de Deus; e consegue inspirar pessoas a fazer esforços para os quais nunca se supuseram capazes. É uma força que age tão perfeitamente por meio da expressão de objetivos criadores humanos, como de criações cósmicas. É um agente de transformação que, quando encontra a sua forma de expressão adequada, ultrapassa todas as formas do mal e transmuta o próprio ódio em Amor.
“Deus é Amor, e se amamos uns aos outros, Deus está em nós e nós n’Ele” (IJo 4:12).
O verdadeiro Amor é divino e descreve a solidariedade de “Espíritos livres”. A paixão é diabólica e o que a ela cede se torna escravo do pecado. Eis o princípio em que se baseia a exortação de amar segundo o Espírito (o Ego) e não segundo a “carne”.
Temos, pois, de aprender a elevar o amor do âmbito passional ao Reino Espiritual, a fim de permitir a igualdade entre o homem e a mulher. Embora a “supremacia masculina” já não represente o peso social que foi no passado (apesar de ainda existir e em muitos lugares e situações com a tal supremacia do passado), é necessário que nos lembremos de que os opressores de uma época serão os oprimidos da época seguinte (pois renascemos alternadamente: uma vez homem, outra vez mulher) e que, portanto, só nos elevaremos quando a igualdade total dos sexos deixar de ser um conceito hipotético e se tornar um fato real e concreto.
Atualmente, a ciência médica considera o coração como um músculo involuntário, constituído ao longo do comprimento, pelas fibras que se encontram geralmente nesse tipo de músculo. Contudo, o aparecimento de fibras horizontais tem deixado os cientistas perplexos, pois desconhecem que elas significam o controle que o Ego eventualmente terá sobre o coração. Ao manifestar-se cada vez mais o princípio do amor altruísta essas fibras horizontais se tornarão mais numerosas e nós, Ego, poderemos, então, atingir a soberania do coração com maior facilidade, e um dia saberemos regular a quantidade de sangue necessária ao cérebro, alimentando o lado dedicado a atividades altruístas e filantrópicas e deixando “à mingua” o outro, que se dedica a fins meramente egoístas. Assim, a circulação sanguínea passará eventualmente a ser controlada unicamente pelo unificante Espírito de Vida – um dos nossos três veículos superiores –, o Espírito do Amor, enquanto os centros de expressões dos pensamentos egoístas, que usamos hoje, serão atrofiados.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – março/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)
“E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco, e o que estava montado sobre ele chamava-se Fiel e Verdadeiro, e com justiça julga e peleja”.
“Os seus olhos eram chama de fogo, e na sua cabeça estavam muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabe senão ele mesmo”.
“E vestia uma capa imersa no sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus”.
“E os exércitos que estão no céu seguiam-no sobre cavalos brancos, e vestidos de linho finíssimo, branco e puro”.
“Da sua boca saia uma espada afiada para com ela ferir as nações; e ele as regerá com uma vara de ferro, e ele é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo Poderoso”.
“Ele traz sobre a sua capa e sobre a sua coxa este nome escrito: REI DOS REIS e SENHOR DOS SENHORES” (Apo 19:11-16).
Vamos a significância esotérica de algumas palavras: o cavalo simboliza o intelecto ou a inteligência. Também é comum a associação entre as expressões “branca” com a pureza. Daí se poder relacionar o primeiro dos versículos dessa passagem da Revelação de São João com a Mente purificada e espiritualizada, alvo a ser atingido pela humanidade. A vida de pureza e de serviço amoroso aos demais, exemplificada por Cristo-Jesus, durante todo seu Ministério sobre a Terra, não somente levará o neófito a espiritualização de sua Mente, como também limpará seu sangue (o Lar do Ego) dos desejos, sentimentos e emoções inferiores e das paixões – tudo isso formamos usando material das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo –, atraindo os dois Éteres superiores do Corpo Vital (Éter Luminoso e Éter Refletor) componentes do Corpo-Alma ou Vestido Dourado Nupcial, a ser usado por todos aqueles que viverão na Nova Galileia (a Sexta Época do Período Terrestre) sob a regência do Cristo. A “Palavra de Deus” é o Segundo Aspecto da Trindade, o Amor-Sabedoria, a respeito do qual São João fala em seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (Jo 1:1).
A espada, muitas vezes, é o símbolo da energia positiva, da Mente superior (ou Mente abstrata, para diferenciarmos a Mente concreta que está “contaminada” pelos desejos), levando avante o conflito entre a verdade e o erro. Esse conflito deve perdurar até que a influência separativa dos Espíritos de Raça e a Mente concreta — unida com o desejo — tenha sido suplantada pelo unificante poder do Cristo.
O Raio do Cristo Cósmico veio a Terra (no Gólgota) para se tornar o Espírito Planetário interno desse Planeta, irradiando o Seu poderoso Amor, Sua poderosa Luz e Vida para nos auxiliar, em trabalho de redenção de nossas transgressões passadas e presentes das Leis de Deus. Quando tenhamos evoluído a ponto dos nossos Corpos-Almas estarem suficientemente fortes para manter flutuando a Terra em sua órbita — Serviço esse atualmente realizado pelo Cristo — Ele retornará, no Corpo Vital de Jesus, o qual está sendo preservado cuidadosamente em um sarcófago de cristal no centro da Terra, por alguns Irmãos Maiores. Então, Ele reinará entre nós, que formaremos uma Humanidade purificada e regenerada.
Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que a Segunda Vinda de Cristo não ocorrerá provavelmente antes de que o Sol, por Precessão, entre no Signo de Capricórnio. É evidente que a nossa atual condição está longe ainda daquele estado espiritual necessário para a próxima vinda do Cristo. Contudo, como os Raios Crísticos se tornam mais e mais poderosos, ano após ano, e recebemos a vibração do humanitário Signo de Aquário, indubitavelmente faremos maior e mais rápido progresso desenvolvendo nossos Corpos-Almas a fim de que possamos “encontrar Cristo no ar e estar com Ele para todo o sempre.” (ITes 4:17).
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/72 – Fraternidade Rosacruz SP)
Os materialistas se recusam a aceitar o formoso relato sobre o nascimento de Jesus e frequentemente formulam esta pergunta: “Se Cristo veio ao mundo para salvar os seres humanos do pecado e da morte, quem salvará as milhões e milhões de almas que estavam em manifestação antes da Era Cristã, que data de apenas um pouco mais de 2000 atrás”?
Disse São João Evangelista: “Porque Deus amou de tal maneira o mundo que lhe deu seu Filho Unigênito para que todo aquele que n’Ele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. Porque não O enviou Deus para condenar o mundo, mas para que o mundo se salve por Ele.” (Jo 3:16).
Essas palavras de Cristo-Jesus têm dado o que pensar a muitos e até fizeram que alguns se afastassem de sua fé em Deus, porque: “…como pode alguém acreditar na Paternidade de Deus e Sua Bondade: como pode alguém crer no amor desse grande Espírito e, também, pensar que Ele deixou de dar o necessário a Seus filhos, em todas as épocas? Quem pode continuar crendo n’Ele, se foi tão cruel a ponto de enviar Seu único Filho para salvar apenas uma pequena parte de seus outros filhos humanos? Quem pode crer, tal como o creem os ortodoxos, que esse amoroso Pai tivesse permitido que a maioria de seus filhos fosse arrojada às trevas para sofrer eternamente, apenas por que vieram antes de Cristo? Diante disso, é de surpreender que as Religiões de Buda, Maomé e Zoroastro continuem florescendo, embora reconheçamos que os ensinamentos do Mestre Cristo-Jesus preencham as necessidades da nova onda evolutiva?”.
Os ministros ortodoxos afirmam que o Natal começou a ser celebrado apenas uns quatrocentos anos depois de Cristo. De fato, nada existe na história para confirmar que os Cristãos tivessem celebrado esse acontecimento nos primitivos tempos do Cristianismo. Mas, isso é fácil de se compreender. Até sua oficialização, o Cristianismo sofria cruéis perseguições. Ademais, o paganismo fortemente espalhado então desvirtuaria a pureza de sua apresentação. Os essênios eram devotos e pouco dados a práticas externas, como o faziam os fariseus. Mais tarde, a própria exigência do povo pelo cerimonial estabeleceu essa prática. Vejamos o Antigo Testamento e leiamos sobre os grandes festivais promovidos pelo povo naqueles remotos tempos e que correspondem a nossos presentes festejos de Natal e Páscoa de Ressurreição.
Os antigos eram muito dados a cerimoniais. Seus festivais eram religiosamente observados, ainda mais do que as festas religiosas de hoje. Vejamos os festivais dos tempos de Abraão: Moisés deu instruções bem definidas a seus seguidores em relação a essas cerimônias, que deveriam acontecer com seus ritos Religiosos. Moisés é o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia (Pentateuco) e seus Dez Mandamentos são a pedra angular de todas as atuais Religiões. Os antigos festivais eram terrivelmente desfigurados com ritos que as pessoas modernas considerariam repulsivos. Em algumas ocasiões não apenas eram imolados animais no Altar dos Sacrifícios, senão que o próprio sangue humano corria, para apaziguar a fúria dos deuses pagãos. Quase todos os festivais eram oferecidos ao Deus do Sol e muitas das Religiões antigas se achavam mescladas com os mitos solares. No Solstício de Dezembro, quando o Sol chega à sua mais baixa declinação sul e deve empreender a marcha ascendente rumo ao norte, converte-se num salvador de vidas e, então, renasce o deus-sol.
Em algumas das Religiões antigas, encontramos o relato da mãe e do filho divino. Na Índia, Krishna nasceu como um salvador e seus pais tiveram que fugir de sua terra devido ao decreto do Rei Karnsa de matar toda criança de sexo masculino recém-nascido. Na história do nascimento de Krishna encontramos os Anjos, os Pastores e os Magos. A história da vida deste deus-sol da Índia é muito parecida à de Cristo Jesus.
Na história da Babilônia encontramos o deus do sol, Tammuz, que nasceu de uma mãe virgem. Uma lenda similar é a do deus Apolo. Encontramos, também, o mesmo mistério em relação à data de nascimento desses deuses, que foi igual à de Jesus.
Em todos os relatos dos nascimentos dos grandes Mestres existe a aparição de um Anjo anunciando a uma Virgem que Deus a havia escolhido para mãe de uma divina criança. A história difere mui ligeiramente nas distintas Religiões. O idioma, o cerimonial e os costumes é que motivam essas diferenças secundárias.
Afinal, por que a Virgem e um menino divino aparecem nessas Religiões antigas, inclusive na classificadas de pagãs? Isso não é uma prova que deve existir alguma conexão entre esses mitos, os quais coincidem maravilhosamente com o nascimento do Salvador e com a marcha do Sol através do Zodíaco? Em alguns desses relatos fala-se de um grande silêncio existente em toda a Terra, no momento do nascimento. Tudo era silêncio. Isso é uma realidade no Solstício de Dezembro. No hemisfério norte da Terra, a vida vegetal parece descansar. A força de Deus se aquieta por algum tempo. A seiva se recolhe nas raízes. Os ramos e os talos se desnudam. A vida dorme e o Sol penetra no reino de Saturno, Capricórnio. A Terra é uma massa vivente que respira, mas nesse tempo parece reter seu alento, como o faz uma pessoa quando vai realizar um ato muito importante.
O nascimento do Sol é como uma exalação da vida do Cristo, sentido por toda a Humanidade. O Natal, nascimento místico, é um período de regozijo para a Terra, bem como o é principalmente para a Humanidade, porque então os Anjos portam correntes de júbilos.
O mito do Sol existente nas Religiões antigas, encarado sob o ponto de vista da Astrologia e da Astronomia, fala-nos do grande Plano Cósmico. O Sol em seu caminho pelos Signos do Zodíaco é uma manifestação atual das glórias do Universo de Deus. Por enquanto é apenas uma manifestação externa de uma verdade maior, o Filho cósmico, o Cristo, por quem flui toda a vida de Deus em favor da Humanidade. Ele é o grande portador da vida, cujo veículo material nasceu há mais de 2000 anos atrás. Veio à Terra para que por Seu intermédio pudesse Deus acender em todo ser humano a chama do Amor divino, os atributos do Segundo Aspecto de Sua Natureza. Igualmente nessa época nasce o Sol em sua subida ao Norte, brilhante e com mais força e vigor, mais próximo da Terra, para renovar a vida em toda a Natureza.
Se examinarmos esse grande evento anual do Natal sob os dois pontos de vista, o pagão e o festival do deus-sol em sua jornada pelos Signos do Zodíaco e relacionamos com o relato do nascimento do Filho de Deus de uma Virgem, nosso Amor e reverência pelas Páscoas modernas em vez de decrescer, aumentarão, mesmo que os textos Cristãos ortodoxos afirmem que as festas que se celebravam nos tempos pré-Cristãos eram pagãs.
O exposto, que a história nos conta, revela que nós sempre buscamos uma Religião. Nossa alma sempre ansiou por Deus. Por mais cruel que haja podido ser essa concepção de Deus para conosco, não invalida nem diminui a realidade de Sua existência. Desde a época em que os nossos olhos foram abertos para o mundo e o véu do conhecimento de nós mesmos foi retirado, fomos buscando resolver os grandes mistérios da vida. À medida que cresçamos em Sabedoria e compreensão espiritual, a verdadeira luz nos será mostrada no caminho, essa luz que esteve escondida nas dobras dos séculos que passaram. Então poderemos verificar que os deuses, assim como a nossa Mente, crescem junto com as Religiões para ganhar em consciência. Assim também deve crescer nosso ideal do Natal, em amor e beleza. Quando o Cristo-menino nasça e se alimente em nossos corações poderemos entender perfeitamente o sentido destes versos de Angelus Silesius: “Ainda que Cristo nasça mil vezes em Belém, enquanto não nascer dentro de ti, tua alma estará extraviada. Olharás em vão a Cruz do Gólgota enquanto ela não se erguer em teu coração também”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de dezembro/1965-Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: Assim como a luz é refratada nas sete cores do espectro, quando passa pela nossa atmosfera, assim também os Espíritos que estão diferenciados dentro de Deus são refratados em sete grandes raios. Cada classe está sob a direção e o domínio direto de um dos Sete Espíritos diante do Trono, que são os gênios planetários, os Anjos Estelares. Todos os Espíritos Virginais nos seus sucessivos renascimentos estão, continuamente, se misturando entre eles a fim de que possam obter as mais variadas experiências; no entanto, aqueles que foram emanados do mesmo Anjo Estelar são sempre irmãs ou almas-gêmeas e, quando elas buscam a vida superior, elas devem entrar no caminho da Iniciação através de um ambiente específico composto por membros do mesmo raio dos quais se originaram e, assim, retornar à fonte primordial deles. Portanto, todas as Escolas ocultistas são divididas em sete, uma para cada classe de Espíritos. Essa foi a razão pela qual Cristo-Jesus disse a seus Discípulos: “Vosso pai e meu” – ninguém poderia ter um contato tão próximo com Ele quanto seus Discípulos, exceto aqueles pertencentes ao mesmo raio.
Como acontece com outros mistérios, essa linda doutrina foi adulterada para um significado físico ou material, como acontece na concepção popular de almas gêmeas ou afinidades entre duas pessoas; quando se diz que um homem e uma mulher se casam porque encontraram a alma-gêmea. Nesses casos, a doutrina das almas-gêmeas serve como justificativas para encobrir a um casamento às escondidas ou às pressas e o adultério. Essa é uma perversão abominável. Cada Espírito é completo em si mesmo, assume um corpo masculino ou feminino em diferentes renascimentos para aprender as lições da vida e, é apenas durante o estágio atual de seu desenvolvimento que existe uma característica como o sexo. O Ego existia antes do sexo e persistirá depois que tiver decorrido essa fase de manifestação ora como um sexo, outra como outro.
(Pergunta nº 22 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Do ponto de vista filosófico Rosacruz, desapego é a capacidade que desenvolvemos para gerir todas as coisas sem o sentimento de posse, qual o administrador ciente de que as deve utilizar, edificante e transitoriamente, como instrumento de evolução.
O desapego, aliado ao reto uso de tudo que está à nossa disposição no mundo, constituem dois importantes pilares da felicidade humana. Aliás, o uso egoísta de alguma coisa já constitui, em si, um apego. Assim, o desapego inclui o bom uso de todos os talentos. São, ambos, duas virtudes que se mesclam e mutuamente se fortificam para estabelecimento de nossa paz interna e crescimento anímico.
Muitas vezes as pessoas confundem o desapego com a indiferença. É um grave equívoco! Devemos ter interesse pela vida e por tudo que ela nos oferece. Se estamos no mundo e ele figura para nós uma autêntica escola de aplicação de nossas faculdades, de experiências e de desenvolvimento, a indiferença seria uma negação lamentável. Aqueles que possuem corpos ocidentais não devem cair na indiferença, por terem estágio de evolução e necessidades específicas diferentes de outras partes do mundo. A indiferença pode ser, para outros povos, uma necessidade, ainda hoje, mas nesses casos, outros métodos devem ser empregados que lhes são apropriados. No ocidente, a indiferença é algo inútil e embrutecedor que nos retarda e dificulta o contato com a vivência dos planos superiores. Para aqueles que já ultrapassaram a necessidade de inércia, mesmo no oriente, essa inércia tem sido responsável, em grande parcela, por atrasos na evolução espiritual de algumas raças. A prática da indiferença pode libertar a pessoa da escravidão da Lei da Causa e Efeito, porém ela não promove, sequer, “um grama” de crescimento moral ou anímico. Por outro lado, não desejamos pender para o extremo oposto, em que se encontram os povos ocidentais. Dizem-se Cristãos e não perceberam que o demasiado apego deles às coisas do mundo jamais foram ensinadas por Cristo-Jesus. A Fraternidade Rosacruz, como Escola de Mistérios Ocidentais, como Cristianismo Esotérico, propõe-se a trabalhar pelo estabelecimento de uma nova compreensão da vida, consoante a reta acepção da doutrina Cristã.
Tudo tem seu lado bom e esse aspecto positivo deve ser claramente distinguido e utilizado pelo Aspirante à Espiritualidade. Somos, essencialmente, Espíritos e trabalhamos no mundo, por meio de nossos veículos, para gerenciar e conhecer as matérias de todos os planos até conseguir descobrir todas as leis que os regem e os empregarmos nos propósitos do Espírito: serviço amoroso e desinteressado ao irmão e à irmã ao seu lado, focado na divina essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade. O Corpo Denso que utilizamos não é nosso; foi-nos oferecido pelo concurso de nossos pais e tomado por empréstimo ao Reino Mineral, dentro do Esquema de Evolução regidos pelos Senhores da Forma, a Hierarquia de Escorpião. Devemos essa gratidão aos Minerais. Não fora o Corpo Denso seríamos fantasmas, invisíveis, sem possibilidade de atuar e manejar no plano material da Terra. Não aprenderíamos suas ricas lições. Cuidemos, pois, desse veículo, convenientemente, a fim de que se torne uma útil ferramenta de nosso Espírito. Alimentação adequada, higiene, exercício razoável. Com isso o devolvemos, pela morte, com suas partículas enriquecidas, para formação de melhores corpos futuros. Também, assim fazendo, estamos prestando um serviço à causa evolutiva dos minerais, que se elevam à interpenetração de nossa consciência vibratória. Eles são nossos pupilos. Desde agora e pelos períodos futuros trabalharemos sobre eles, servindo-nos deles para nossa evolução e a eles servindo ao mesmo tempo, dentro do maravilhoso e amoroso plano de mútuo serviço e evolução dos reinos criados.
Não há como negar as finalidades do plano material. Mas, também não devemos fugir dessa compreensão espiritual para cairmos no ridículo de nos identificarmos com o corpo e julgarmos até que ele é nós. Nada disso. Uma coisa é a casa, outra o morador. A casa mostra o que é o morador. Suas condições e aspectos contam a mentalidade de quem a habita. Ingere bebidas alcoólicas? Fuma? Consome drogas que alteram a sua consciência de vigília? Alimenta-se mal? Negligencia os hábitos de higiene? Não sabe assegurar as condições de vida saudável: ar, silêncio, árvore e espaço? Então é um mau administrador de seu próprio lar, o corpo. Não tem condições nem força moral para orientar outros. Está fadado a tornar-se enfermo. E, sem saúde, de que lhe valerão as demais coisas? A saúde influi no modo como vemos nosso exterior.
É um apego ignorante esse dos vícios, da gula, do comodismo. Os males que observamos ao nosso redor contam os desvios dessa natureza; deveríamos ter vergonha deles e decididamente tomar o rumo certo. No entanto, quantas pessoas conhecem as leis da alimentação, da higiene e da saúde, embora se alimentem várias vezes por dia? Não é um contrassenso?
E o veículo etérico, o Corpo Vital? Igualmente importante em nossa existência e plano de aprendizado, pois nos assegura o metabolismo, capacita-nos à procriação, à atividade sensorial, ao estabelecimento do calor e da circulação sanguíneos e a ele devemos a capacidade da memória; a base de todo o conhecimento material. Quão importante é? É, por assim dizer, uma contribuição vegetativa. Suas funções são exercitadas por nós, como um aluno que trabalha sobre aparelhos laboratoriais e elementos químicos, produzindo reações diversas. Justifica podermos usar mal essas funções? Isso indica mau aproveitamento dos alunos humanos. Se a assimilação e a excreção não se fazem normalmente, é sinal de abuso anterior. Devemos aprender a nos alimentar, compreendendo quais as finalidades do alimento em nossa vida e não para satisfação de apetites e gostos pervertidos. A natureza é governada por leis sábias e denota logo as transgressões, muitas vezes de forma bem dolorosa aos responsáveis. E quanto ao sexo? A força criadora é a grande fonte de energia em todos os campos: físico, emocional e mental. O uso abusivo e desvirtuado dessa força tem trazido males sem conta ao ser humano. Situemo-nos num campo de equilíbrio, conciliando os conhecimentos científicos com os espirituais, a fim de que sejamos homens e mulheres racionais e não pessoas movidas por incontroláveis impulsos instintivos. A literatura Rosacruz é rica na elucidação desse delicado assunto, que reclama compreensão e melhor expressão prática.
Neste, como nos pontos precedentes e posteriores, a chave é uma iluminada compreensão das leis regentes e a coragem de assumir a função de Espírito, governante e não escravo dos bens que administra.
E, passando as funções sensoriais, poderíamos lembrar a curiosidade mórbida, a sede constante de coisas novas, sem outra finalidade senão a de quebrar a rotina. Mesmo no espiritualismo, quantas pessoas existem que atribuem valor às coisas novas! Encantam-se com as versões originais, com os novos modos de expressão e, sobretudo, com novos conhecimentos como se nisso consistisse a evolução espiritual! Puro engano. A natureza não mudou os aspectos do céu, nem os da flora. Achamos insípida a árvore do quintal porque a vemos sempre. No entanto, ali está ela a desafiar nosso conhecimento. Bem pouco ainda conhecemos de tudo o que vemos todos os dias. Aí está a ciência para testificar, com seus avanços, aspectos nunca vistos, conhecimentos nunca imaginados, em coisas que se veem e estudam desde há muitos séculos! Curiosidade no sentido positivo de ânsia de saber estar bem; mas de “mariposear” de escola em escola, de livro em livro, é rematada tolice. Acabam os tais por sofrer a indigestão de tantos e contraditórios conhecimentos e impressões assimilados sem a necessária mastigação. Pior ainda: nesse particular, o apego é usura dos vaidosos intelectuais que se julgam riquíssimos com os muitos conhecimentos que memorizam e repetem aos maravilhados ignorantes. A lei é dar e receber. O que estaciona apodrece e contamina. Isso acontece com o avaro intelectual. Apego tolo, inconsistente. A semente que não se desfaz e não se multiplica na terra, jamais poderá produzir e saciar a sede e fome dos necessitados do Senhor.
Agora o Corpo de Desejos. Ele é relativamente recente, não tem órgãos. Simplesmente forma vórtice ou pontos de concentração de força, coincidentes com centros etéricos, cujo despertar abre os olhos do neófito ao Mundo do Desejo. O Corpo de Desejos é o incentivo para a ação. De nada valeriam os músculos e nervos do Corpo Denso nem a vitalidade infundida pelo Corpo Vital se não houvesse o incentivo do Corpo de Desejos para tirar-nos do estado de inércia. Ao mesmo tempo, o Corpo de Desejos nos permite sentir emoções e desejos, dor e alegria. Ele se compõe de uma parte inferior (desejos egoístas, paixões) e outra superior (altruísmo, filantropia e outras vivências elevadas).
O que em nós provoca repulsão, separação, distinção entre o meu e o teu, é a parte inferior do Corpo de Desejos. Nosso Corpo de Desejos foi dividido em superior e inferior no início de nosso estado humano; no fim da Época Lemúrica e início da Época Atlante. Desde então a parte superior vai sendo aumentada com nosso desenvolvimento interno, na medida em que vamos nos afastando das condições animais de outrora e definimos nossa condição de seres racionais e espirituais. Como indicam as lendas místicas antigas, a luz dominará as trevas, isto é, os instintos e impulsos irregenerados do passado irão se transubstanciando e convertendo-se em luz. Até que isso suceda, precisamos orar e vigiar atentamente, persistindo em hábitos bons, mediante orientação devida para que não subsistam insatisfações e frustrações. O Corpo de Desejos inferior é a fonte principal do egoísmo. Faz-nos sofrer muito porque incute o sentimento de posse: posse de dinheiro e bens, posse de fama, posse de amor e posse de poder. O desejo de posse é desmedido. Quer sempre mais. E quando nos conflitos de interesses com os demais perdemos algo, sofremos, porque nos separam daquilo que julgávamos nosso.
Querem exemplos? Uma mulher diz às amigas: “minha filha vai se casar muito bem; o noivo está bem de vida, tem carro e apartamento, triunfou na vida”. Por que não diz: “o moço tem excelente caráter. Já tomei informações cuidadosas a seu respeito. Mesmo que não chegue a ter grande conforto sei que fará minha filha feliz porque tem todas as qualidades para isso”. Se de um lado o êxito material é sinal de confiança própria, decisão, descortino, competência, de quem o conquistou, por outro prisma sabemos que a maioria das fortunas foi acumulada por meios ilícitos, sem lastro espiritual e, portanto, fadada ao desmoronamento e ruína moral. Por que, então, darmos tanto valor ao dinheiro, à posição, à aparência, esquecendo as legítimas conceituações de “elite” e de valor? Não se diz que a letra mata e o Espírito vivifica? Onde está a consideração à essência? Isso, no fundo, é materialismo crasso, é culto ao exterior, às vestes, à casca, que hoje é e amanhã apodrece debaixo da terra, roída pelos vermes. Que é da exortação de Cristo “acumulai riquezas no céu que são eternas e não na terra que o ladrão rouba, a ferrugem destrói e a traça rói”? Sabemos que o exterior é transitório porque vemos a ação da morte física todos os dias.
Dizemo-nos Cristãos. Então, por que essa ânsia de viver intensamente os prazeres do mundo se não nos trazem paz interior? E por que apoiarmos, inteiramente, nossas vidas num afeto para que ele caia juntamente com aquela ou aquele que é falível, que tem defeitos, que tem egoísmo também? Podemos exigir que nos deem felicidade e afetos perfeitos, quando não há perfeição entre os seres humanos? Não é razoável esperar que os outros falhem como nós? Quem se ilude é quem se desilude. O egoísmo, o apego, é que nos obscurece a razão em tudo. Quem avalia e reconhece as próprias limitações, compreende que elas existem nos outros também e não lhes exige a perfeição que lhes dá. Esse é o ponto inicial do bom relacionamento e da convivência harmoniosa. Quem tem afeto dá sem esperar retribuição. Dar com mira em retribuição é desvirtuar o afeto, condicionando-o ao egoísmo. Quem dá sempre recebe.
Finalmente, desapego do ponto de vista mental (por meio do nosso veículo Mente) é considerar que as ideias também são transitórias e valores a serem postos a juros. Se julgamos possuir a verdade, estamos mal. A verdade integral não está em nenhuma pessoa particular. Nossas ideias e conceitos do mundo, das pessoas e de nós próprios, são muito limitados e passíveis de muito aprimoramento. Se a ciência não tivesse disposta a sempre revisar seus princípios, estaria irremediavelmente estagnada. Só quem tem sua Mente fluídica, receptiva, sem apegar-se às próprias ideias, disposto a examinar tudo e escolher o melhor está em condições de evoluir mentalmente.
Tudo parte de dentro para fora e de nós para os outros. Aquele que conhece a si mesmo aprende a conhecer os semelhantes assuntos como a Deus, à cuja semelhança foi criado. Aquele que domina pode participar efetivamente de um trabalho de equipe. Todas as coisas do céu e da Terra estão dentro de nós também. Quando as conhecemos e as controlamos em nós podemos conhecê-las e compreendê-las nos outros e realmente ajudar a que também consigam os nossos resultados.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1968 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Hoje podemos agrupar as tentações (provas, testes) que passamos em três grupos que também fazem parte dos motivos que nos foram fornecidos pelos responsáveis atuais em nos ajudar a caminhar neste Esquema de Evolução (as Hierarquias Criadoras), os quais são: Fama, Fortuna e Poder. Exercite agrupando as tentações em um desses grupos. Ajuda muito identificar quando se trata de uma tentação (prova, teste) e o que falar para si mesmo para não cair na tentação, que aí sim é o pecado!
O objetivo de nos ensinar como devemos agir aqui renascidos é para obtermos experiências e aprendermos com elas, mas hoje o que vemos é que estamos as usando erroneamente, quando não astutamente.
A Fama que muitos buscam envolve a vaidade exacerbada, esforços até irracionais cada vez mais para ser “popular”, bem-sucedidos focando só nos bens materiais, buscando o topo, insistindo em mostrar um conhecimento que não se tem (que nem esforço se fez para tentar consegui-lo), e por aí vai.
Logicamente gera muita inveja, cobiça, raiva, ciúmes, traições e outros sentimentos, emoções e desejos afins. E, consequentemente, afeta o Corpo Denso ativando doenças e enfermidades que estavam latentes.
Para os verdadeiros Cristãos a única Fama que se deveria buscar é: sendo um exemplo de como viver a vida, uma seta no Caminho de Evolução, um servo de todos, um servidor amoroso, sendo verdadeiros amigos (as), sendo pessoas justas, humildes, deveriam ser anônimas, usando a capacidade de transmitir a boa nova, de transmitir os Ensinamentos Cristãos Rosacruzes.
Já a Fortuna que muitos estão buscando é o acúmulo de bens materiais (posses, dinheiro, recursos financeiros e tudo o que representa grandes quantidades de coisas da Região Química do Mundo Físico, muitas vezes, ilógicas e até irracionais): “muito dinheiro no bolso e saúde para dar e vender”.
Logicamente isso gera muita preocupação, angústia, medo, avareza, cristalização, raiva, ódio, inveja, insatisfação contínua e outros sentimentos, emoções e desejos afins. E, consequentemente, afeta o Corpo Denso ativando doenças e enfermidades que estavam latentes.
Para os verdadeiros Cristãos a única Fortuna que se deveria buscar é aquela que “não tem dinheiro que pague”; a que nos leva a adorar somente a Deus (acima de tudo e unicamente Ele), pois o Reino de Deus é Celeste (aqui somos peregrinos, viajantes, temporários e daqui nada de bem material levamos), não terrestre; é uma maior quantidade de oportunidades para aprendermos a servir amorosa e desinteressadamente (e, portanto, o mais anônimo possível) o irmão e a irmã que estão ao nosso lado, esquecendo os defeitos deles e focando na divina essência oculta que há em cada um de nós (e que é a base da Fraternidade); ou seja, uma maior quantidade de experiências vividas, usando bem os recursos e talentos que temos.
E o Poder que muitos buscam envolve o querer ser melhor que o outro ou a outra, o tratar mal uns aos outros (para mostrar o que “você sabe com quem está falando?”, o desprezo (por omissão ou por comissão) por aqueles que a pessoa entende que estão “abaixo dela” (seja em qualquer dimensão) ou porque não “interessa nada daquela pessoa”, o mostrar por meio de posses materiais (que nunca se sacia) o quanto é poderoso (a), pessoas onde chegam querem ser notadas (conhecidas popularmente como: peruas, pavões), gostam de fazer os outros sofrer (exercendo o poder sobre elas), e há muitas relações tóxicas e por aí vai.
Logicamente gera muito orgulho falso, arrogância, autocracia, crueldade, ostentação, vaidade, despotismo, tirania, inveja, cobiça, raiva, e outros sentimentos, emoções e desejos afins. E, consequentemente, afeta o Corpo Denso ativando doenças e enfermidades que estavam latentes.
Para os verdadeiros Cristãos o único Poder que se deveria buscar é: aquele que nos ajuda a discernir onde se deve e como se deve servir amorosa e desinteressadamente (e, portanto, o mais anônimo possível) o irmão e a irmã que estão ao nosso lado, esquecendo os defeitos deles e focando na divina essência oculta que há em cada um de nós (e que é a base da Fraternidade); e nesse sentido como devemos utilizar as qualidades expressas pelo conceito de palavras como fraternidade, autoridade, lealdade, dignidade, nobreza, generosidade e emoções, desejos e sentimentos afins.
No Evangelho Segundo São Mateus nós vemos que o Cristo foi tentado por três vezes (na Fama, Fortuna e Poder) e não cedeu à nenhuma, Ele não caiu nessas terríveis tentações e ainda nos deixou ensinamentos de como combatê-las (desde que saibamos agrupá-las):
– SE a tentação for do agrupamento FAMA, então a solução para quando chegar a tentação, não cairmos, é lembrar, repetir e orar com a seguinte frase: ‘Não tentarás ao Senhor teu Deus.’.
– SE a tentação for do agrupamento FORTUNA, então a solução para quando chegar a tentação, não cairmos, é lembrar, repetir e orar com a seguinte frase: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto.’.
– SE a tentação for do agrupamento PODER, então a solução para quando chegar a tentação, não cairmos, é lembrar, repetir e orar com a seguinte frase: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.’.
Se somos verdadeiros Cristãos, se temos o Cristo como nosso Ideal, devemos prestar muita atenção para não cairmos também nessas tentações.
O mundo está cheio de armadilhas, portanto, devemos estar vigilantes, em oração sempre para não cairmos, não nos desviarmos do Caminho de nossa realização espiritual seguindo o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
Que as rosas floresçam em vossa cruz
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Figura: Mosaíco do Século XII na Basílica de S. Marcos, Veneza – autor: anônimo
Curar é uma palavra mágica. Uma palavra capaz de fazer soar uma corda dentro de todos os corações. Quem, dentre nós, nunca sentiu interiormente um movimento de piedade e desejou possuir mãos com o dom de curar? Que coração não se comoveu ante a possibilidade de suprimir a dor, o sofrimento e a enfermidade, obstáculos a limitar a livre expressão de nossos irmãos? Tantos pediram esse poder divino em suas orações. Tão poucos se dão conta do que pedem e do sacrifício que isso encerra.
Através das idades, o ser humano vem buscando incessantemente a fórmula mágica – a panaceia – para remover os males do Corpo e da Mente. Durante a marcha dos séculos apareceram curadores divinos que verdadeiramente procuraram extrair a água da “Fonte da Cura”, oferecendo-a aos sofredores.
Esses curadores, todavia, não eram a fonte, nem a água. Eram unicamente canais, instrumentos para a condução da Graça Divina à Humanidade enferma. O maior curador de todos os tempos foi Cristo-Jesus, o canal mais perfeito que já caminhou sobre a Terra. Foi o mais exaltado instrumento através do qual a Luz, a Vida e o Amor do Pai puderam encontrar expressão. Amiúde dizia: “Não sou Eu, mas o Pai em Mim que faz as obras”[1]. Ele mesmo nos deixou a promessa de que faríamos tudo o que fez. Ressaltou a possibilidade de convertermo-nos em canais por onde possam expressar-se atos de misericórdia e cura.
Para seguirmos Seus passos, tornando-nos canais radiantes de luz e força curadora, devemos aspirar a sermos curadores. A aquisição do conhecimento, embora se constituindo em um mero princípio nesse trabalho, é um passo necessário. Do devido uso do conhecimento surge o poder.
A aquisição do conhecimento constitui sempre um prelúdio para sua utilização. A Fraternidade Rosacruz ensina como as leis operam sobre os planos físico, mental, emocional e espiritual. À proporção que se medita sobre eles, as portas da inteligência começam a se abrir, ampliando nossa consciência. Desenvolvem, também, nossa intuição e percepção interna, se convertendo, gradativamente, em uma ferramenta mais eficiente, um instrumento mais útil para conduzir a “Água da Vida” aos outros.
Contudo, para que nos convertamos realmente em verdadeiros canais de cura, um preceito deve ser entendido e consolidado em nosso interior: “o Cristo” – o Senhor da Cura – é a encarnação do Princípio do Amor Divino. E se desejamos aprender a curar, cumpre-nos, antes de tudo, aprender a amar. O amor não é meramente um sentimento, nem uma emoção, mas um princípio atual, um poder divino latente em cada um de nós. É a influência que sustenta, reserva e protege toda a criação. E, naturalmente, toda cura está contida no amor. É fácil ver em proporção ao nosso desenvolvimento do Princípio de Cristo – poder do amor dentro de nós – se crescemos em graça e habilidade para curar e abençoar.
Cristo-Jesus, como sabemos, produziu milagres na arte de curar, era possuidor da habilidade de curar instantaneamente aqueles que mereceram essa benção.
Como se verificaram esses milagres? Max Heindel nos oferece uma explicação iluminadora: o Cristo encarna dentro de Si mesmo a síntese das vibrações astrais, assim como a oitava encerra todos os sons da escala. Emitia de Si mesmo a verdadeira e correta influência astrológica, necessária em cada caso particular de cura. Era capaz de perceber a desarmonia da pessoa enferma ou doente. Sabia como eliminá-la em seguida, pela virtude de seu exaltado desenvolvimento, pois Ele é o canal de cura perfeito. Não necessitava mais reparação, pois obtinha resultados imediatos substituindo a discórdia astrológica – causadora da enfermidade ou da doença– pela harmonia.
Essa referência às vibrações astrológicas em relação à cura é um ponto vital a ser considerado na arte de curar. Portanto, contemplemos os Astros, pois ali encontramos a Escritura de Deus estampada. Ali, no firmamento, existem verdades sagradas ocultas, reveladas apenas àqueles que aspiram a ler as inscrições astrais.
Na ciência da Astrologia Rosacruz, a sexta Casa se associa à enfermidade e à saúde. O Regente natural desse departamento da vida é Virgem, a Virgem Imaculada, o símbolo da pureza, do discernimento e do serviço. O maior de todos os curadores nasceu da Virgem. À medida que crescemos em qualidade de serviço e pureza, apressamos o nascimento do Cristo-Menino dentro de nós. Enquanto não houver o nascimento de Cristo dentro de nós, não poderemos nos converter em curadores afortunados. Está aí uma lição ensinada por Virgem.
Observemos agora o Signo que rege a cura. Vejamos o dinâmico Escorpião representado pelo escorpião, pela serpente e pela águia. A serpente representou sempre a força criadora: envelhecida se converte em escorpião ou degeneração. Elevada e transmutada, porém, se transforma no símbolo da águia, a regeneração. É interessante observar uma característica das pessoas com Ascendente em Escorpião: possuem uma habilidade natural para curar.
Nos velhos livros de astronomia a constelação de Escorpião abrangia também a de Libra. Assim, Virgem e Escorpião permaneceram lado a lado nos céus. Depois, parte da constelação de Escorpião serviu para formar os pratos da balança (Libra). Isso, em si mesmo, é muito significativo. Em um lado dos céus estrelados permanecia Virgem, a Imaculada Virgem; no outro, está Escorpião. E reluzindo entre eles, em refinada beleza, estão os pratos de Libra, formando uma verdadeira ponte de amor, harmonia, beleza, equilíbrio e proporção unindo os dois Signos representativos da saúde e cura.
Que formosas lições podemos aprender contemplando esses Signos zodiacais. As Hierarquias celestiais expressando-se através deles nos ajudarão a desenvolver poderes divinos, convertendo-nos em canais individuais de cura. Encontramos a pureza, o discernimento e o serviço simbolizados por Virgem devendo mesclar-se com o amor, beleza e equilíbrio de Libra, além de combinar-se com o poder de cura de Escorpião.
Com esse ideal como nossa meta – pois sem ideais elevados não faríamos nenhum progresso – nossos Corpos se transformam em canais radiantes, tornando-nos dignos de confiança e capazes de fazer bom uso do poder curador.
Em nossa contemplação dos símbolos celestiais destacamos Libra, a ponte celestial entre Virgem e Escorpião. No palácio de Libra mora o amor, o Princípio Crístico – a chave mágica para a verdadeira cura. Como seus companheiros naturais notamos a beleza, a harmonia, a música, o equilíbrio, a justiça e a proporção.
Libra carrega os pratos da alegria e da tristeza. Se cruzarmos sem perigo a ponte de Libra, conduzindo desde Virgem à terra misteriosa de Escorpião (cura), devemos primeiramente equilibrar tais pratos. Em um deles permanece Vênus – o Regente desse Signo – símbolo da alegria. No outro encontramos Saturno – Exaltado em Libra – representando a tristeza. Este equilíbrio da alegria e tristeza em nossas vidas pessoais encerra uma poderosa lição e um grande desafio. Não se pode encontrar uma melhor descrição desse equilíbrio que nas palavras do poeta Khalil Gibran:
“Vossa alegria é vossa tristeza descoberta.
E do manancial onde aflora vosso riso, jorram amiúde vossas lágrimas.
E como mais poderia ser?
Enquanto se aprofunda vossa tristeza, mais alegria poderá obter.
Alguns dirão: A alegria é maior que a tristeza;
E outros afirmarão: A tristeza é maior.
Porém, eu vos digo que são inseparáveis.
Juntas vêm, e enquanto uma permanece só à mesa,
Recorde que a outra está dormindo em vosso leito.
Certamente estais suspensos, como os pratos,
Entre vossas alegrias e tristezas”.
Somente quando aprendermos a equilibrar alegria e tristeza em nossas reações às experiências da vida poderemos adentrar a casa do tesouro de Libra.
Assim, ao delinearmos, individualmente, o modelo de nossas vidas, investimo-nos das qualidades positivas exemplificadas por esses nobres Signos. Ao fazê-lo, nos capacitaremos para a missão de Curadores Divinos. Esforcemo-nos em nos converter não em curadores, mas em canais puros, através dos quais o poder de cura do nosso Pai Celestial possa fluir. Cristo nos ensinou isso na expressão: “Não se faça a minha vontade, mas a Sua, Pai”[2]. Assim não correremos o risco de fazer uso indevido desse poder celestial.
Um poeta desconhecido nos enseja a chave nestas palavras:
“Se possuis o coração compassivo,
o cérebro onisciente, a mão que cura,
A sempre radiante coroa de sabedoria e amor,
Se podes obter tudo isto e ser um Deus,
Não busques a fama: unicamente o Serviço Amoroso
Obtém este poder”.
Essas últimas palavras nos deixam entrever o segredo da cura, como pode ser observado nos céus: serviço (Virgem) no amor (Libra); esse dom pode ser adquirido (Escorpião).
Os céus indicam o caminho da cura. Nós, Aspirantes à vanguarda do trabalho espiritual, podemos e devemos nos converter em uma verdadeira legião de luz – canais de luz – pois, como Filhos de Deus, temos o privilégio de apressar o dia quando o “Sol da retidão levantar-se-á com a Cura em suas asas”[3].
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – outubro/1976-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.R.: Jo 14:10
[2] N.R.: Lc 22:42
[3] N.R.: Ml 4:2
“Entrai pela porta estreita, porque largo e espaçoso é o caminho que conduz à perdição. E muitos são os que entram por ele. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho que conduz à Vida. E poucos são os que o encontram.” (Mt 7:13-14).
Para o leitor profano, estas palavras de Cristo-Jesus parecerão detestáveis e seu aspecto apavorante foi usado livremente por muitos padres e pastores de Igrejas que pregam o Cristianismo Popular, que continuam atuando sob o impulso do regime jeovístico do medo, com a intenção de amedrontar as suas congregações a levar uma vida mais religiosa. Mas, quando se interpretam sob a luz reveladora dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, indicam as verdades e belezas do Caminho Espiritual – a vida “mais abundante”, na qual todas as nossas faculdades latentes se desenvolvem em uma bela floração. Em verdade a vida, de acordo com as Leis de Deus que nos governam e governam todo o universo, requer o sacrifício de coisas que chamam aos sentidos, mas também brindam uma mudança de percepção, que estabelece uma apreciação mais penetrante e o poder de desfrutar das coisas reais da vida. Gradualmente, “um Coração Nobre, uma Mente Pura e um Corpo São” trabalham em perfeito acordo para proporcionar paz e satisfação sempre crescentes.
Vivendo como o faz em meio de incontáveis atrações aos sentidos, podemos até achar mais fácil seguir a linha de menor resistência e agradar aos sentidos. Não obstante, o tempo tem que chegar quando a aversão, a saúde prejudicada e o sofrimento levam a prestação de contas e ao desejo de conhecermos as joias da vida espiritual. Começamos a abandonar o caminho da vida sensual, e aprendemos a falar e a atuar em harmonia com a Vontade de Deus, que governa tudo.
Quando Cristo convidou a todos para entrar pela “porta estreita”, estava chamando o Eu Superior em nós (o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), a nossa parte que sempre se dirige às estrelas, que sempre aspira às alturas, como o simboliza o Signo de Sagitário. Somente por períodos temporários essa voz interna em nós pode ser silenciada, porque embora enterrado entre as capas da materialidade, nós, o Ego, anelamos por nosso lar primitivo com o nosso Criador, Deus. Há sempre um impulso interno para um modo mais espiritual de vida!
Como Espíritos diferenciados em Deus (não de Deus), como imortais, passando tempos incontáveis através do Ciclo de Vida que conduz desde os Céus até a materialidade, e desde o Mundo material, de retorno para os planos superiores, realmente um novo Dia Evolutivo chega, e algo em muitos de nós cai para adiante, enquanto que em outros de nós, não havendo conseguido se capacitar, são colocados em outro meio ambiente para cumprir o trabalho que não fizeram e, portanto estão atrasados.
Aqueles dentre nós que têm a face voltada para a Luz, reconhecem o enorme Poder do Espírito e não admitem frustração alguma no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Quando uma vez a pessoa houver despertada e for devidamente ativa, o “eu inferior” é sentenciado à morte. A vida dos sentidos perde suas atrações, e o Caminho, no qual se crucifica a Personalidade pela eterna glória de Deus, se converte cada vez mais luminoso e sedutor. Cada dia de amor e serviço amoroso e desinteressado (e, portanto, o mais anônimo possível) prestado ao irmão e à irmã que está ao lado, focando na divina essência oculta em cada um deles – que é a base da Fraternidade – traz certo adiantamento para o Reino da “Vida”, a vida abençoada de atividades e progresso no Grande Jardim de Deus.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – agosto/1981 – Fraternidade Rosacruz – SP)
A necessidade urgente da hora é um ambiente adequado e de educação para as crianças. A carência disso se deve à falta do amor de Cristo no mundo e causa naufrágios à beira do caminho.
O Menino Jesus representou a Humanidade desde o berço até o túmulo. Há uma agitação terrível em todos os lugares. O clamor das crianças que estão sendo negligenciadas atingiu o plano universal e chegou ao Trono nas Alturas. O Pai ouviu e enviou seu mensageiro à Terra para despertar o coração feminino do mundo. Os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz têm uma mensagem a dar que é mais geral do que apenas para o coração da mulher — é para a alma da mulher do mundo.
O objetivo é ensinar as crianças como usar melhor os poderes da imaginação. Isso produz um pensamento normal e correto, o que contribuem para vidas normais e corretas. Ao direcioná-los para que pensem corretamente, elas aprendem a agir corretamente e se desenvolvem como a rosa — desdobrando-se ansiosa e impacientemente —, abrindo seus corações para beber o Sol da manhã.
Se a imaginação for corretamente dirigida, a felicidade futura da criança estará assegurada. As forças mais poderosas do mundo estão em silêncio. Elas se tornam benéficas quando corretamente usadas, mas destrutivas quando mal-empregadas. Esse conhecimento é óbvio em relação às forças mecânicas como vapor, eletricidade, telegrafia sem fio, etc. Mas, poucos aprenderam a aplicar esse conhecimento ao reino da Mente, onde as forças do pensamento (as mais poderosas de todas) estão em ação; onde elas estão sendo geradas e enviadas como forças de salvação ou destruição, pois os pensamentos são coisas.
Toda a sabedoria possível ao ser humano neste plano material deve ser encontrada no autodomínio e, seguindo o mandamento de Cristo-Jesus, “Ame seus inimigos”, ganharemos uma sabedoria sublime. Ao dominar e transmutar essas forças do pensamento, nos tornaremos senhores do mundo ao nosso redor. As guerras, as pragas e a fome são o encontro, o choque entre as forças de pensamento que foram mal direcionadas. Essas forças trazem tudo à manifestação.
Devemos ensinar as crianças a ajustar seus pensamentos de modo a cooperar com Deus. Elas devem ser ensinadas a realizar dentro de si mesmas a destruição do mal por intercessão do bom pensamento e, assim, trabalhar em harmonia com a lei divina.
(Publicado na Revista Rays from the Rosecross de julho de 1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS de um Centro, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos estudados durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil de Junho de 2023
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:
A Fraternidade Rosacruz é uma Escola de Filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel. Exercitando nosso papel de Estudantes da Filosofia Rosacruz o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil edita o informativo: Ecos.
Informação
As reuniões presenciais abertas ao público ocorrem na nossa sede situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP, aos domingos às 17hs.
É necessário que os interessados em participar presencialmente avisem antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail fraternidade@fraternidaderosacruz.com
SUMÁRIO
Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Junho/2023: 2
Julho – Sol transitando pelo Signo de Leão (junho-julho) 3
Estudos Bíblicos Rosacruzes – Novo Testamento – Evangelho Segundo São Mateus 2,1-23. 3
Alguns Artigos Publicados nas redes sociais no mês de Junho: 14
Assumindo a responsabilidade pelo nosso destino. 15
A importância de cuidar dos nossos pensamentos. 16
Orar e praticar os Exercícios Esotéricos. 20
3) Pergunta: Por que o Templo dos Irmãos Maiores fica na Alemanha?. 21
Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/
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Leão é o lar da Hierarquia dos Senhores da Chama, ou seja, da luz e do amor. A Dispensação Cristã está guiada pela Hierarquia de Leão, os Senhores da Chama. Por isso a Iniciação do Fogo está diretamente conectada com os Mistérios Crísticos. Esse fogo não é uma chama que arde, mas uma luz que purifica e transmuta. A sarça que “ardia” não se consumia porque ardia nessa luz. Essa experiência de Moisés é uma expressão velada da exaltação produzida pela Iniciação do Fogo. A nota-chave bíblica de Leão ressoa nas palavras: “O amor é o cumprimento da lei”.
A constelação de Leão pertence à Triplicidade de Fogo. Luz, amor, autoridade e controle estão entre as suas notas-chaves. O coração rege o Corpo-Templo humano e é o centro do amor. O coração do Discípulo aumenta sua luminosidade com sua espiritualização crescente até que, finalmente, caminha na luz como Cristo, que está na luz. Como consequência dessa irradiação, chama a atenção e ganha lealdade. A Hierarquia de Leão está implantando esse ideal no mais profundo de cada ser humano ao focar seu poder de amor sobre a Terra.
“Depois de sua partida, um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘Eu chamei do Egito meu filho’ (Os 11:1)”. (Mt 2:13-15).
Retorno do Egito e estabelecimento em Nazaré
Para saber mais, assista ao vídeo da reunião em: https://www.youtube.com/watch?v=J_zr_iaDldI
É na posição referencial do fígado que está radicado o Corpo de Desejos, que possibilita aos seres de sangue quente sensações e emoções que se expressam no Mundo do Desejo. Estes são os seres mais desenvolvidos, e que vivem plenamente.
As correntes do Corpo de Desejos fluem da posição referencial do fígado para o exterior, fluindo continuamente para toda a periferia do Ovoide, e retornando posteriormente à posição referencial do fígado, como um circuito. Isto é feito através de Vórtices.
É através da contraparte etérica do Baço, que é absorvida a força vital do Sol, que se espalha através dos nervos e músculos, percorrendo todo o Corpo Denso. A força vital leva a mensagem do Ego através dos nervos e músculos.
Quando a mensagem é interrompida o Corpo Vital adoece, e o Corpo Denso ficará inerte.
Durante a saúde, o Corpo Vital com grande abundância de força vital atravessa o Corpo Denso, projetando em linhas retas em todas as direções periféricas, raios como se partissem do centro de um círculo.
Quando o Corpo Vital adoece, a força vital enfraquece, e as linhas projetadas para fora, curvam-se e decaem.
Estas linhas que se projetam, na verdade repelem germes e micróbios inimigos da saúde do Corpo Denso.
São os centros de percepção quando se tornam ativos no Corpo de Desejos (o Corpo de Desejos não possui órgãos).
A forma do Corpo de Desejos, na verdade, é ovoide que possui apenas centros de percepção, que entrando em atividade parecem vórtices, que em relação ao Corpo Denso sempre aparecem na mesma posição.
A maioria desses vórtices encontram-se ao redor da cabeça.
Na maioria das pessoas não possuem qualquer capacidade de percepção; para tanto precisam ser despertadas.
Isto fica claro ao examinarmos o que ocorre com Clarividentes involuntários ou Clarividentes voluntários (positivos e treinados).
Nos Clarividentes involuntários, estes vórtices giram da direita para a esquerda.
Nos Clarividentes voluntários, devidamente treinados, giram na posição do relógio analógico (da esquerda para direita), permitindo que este veja e investigue sempre de acordo com a sua vontade.
É importante lembrar que a possibilidade de termos um sangue vermelho surge no final da Época Hiperbórea. A Terra foi arrojada do Sol e passou a girar em torno dele.
Marte (que já havia sido arrojado) polarizava então o ferro, ao compenetrar o Corpo Solar, mas em função da Terra ter sido posteriormente arrojada houve uma modificação das órbitas planetárias, e assim reduziu-se o poder dinâmico de Marte sobre o ferro.
O ferro é a base da existência separada. Sem o ferro não há sangue vermelho para produzir calor, permitindo assim ao Ego governar o corpo.
Com o desenvolvimento do sangue vermelho na última parte da Época Lemúrica, o corpo tornou-se ereto e o Ego penetrou nele e o controlou de dentro.
É bom lembrar que para um ser possuir um Corpo de Desejos e ter controle sobre ele deverá ter um fígado e sangue vermelho e quente.
Existem animais que têm fígado e sangue vermelho, porém frio (peixes e répteis); neste caso, o Corpo de Desejos está totalmente fora do Corpo Denso do animal. Neste caso, é o Espírito-Grupo que dirige as correntes do Corpo de Desejos de fora para dentro.
Quando um animal com sangue frio, evolui o suficiente para ter um Espírito interno, o qual energiza as correntes de matéria de desejo, este começa a dirigir as correntes para fora.
Este é o princípio da existência passional e do sangue quente.
Também é bom observar que nos animais o Espírito ainda não está totalmente dentro de seus veículos. Os pontos do Corpo Vital e do Corpo de Desejos ainda deverão ser correspondentes.
Assim como um fio altamente carregado de eletricidade “induz” uma corrente mais próxima e mais fraca (campo magnético), assim, animais domésticos, vivendo a longo tempo com os seres humanos, são induzidos a uma atividade mental de ordem inferior, tornando-se assim, os mais elevados entre todos os animais, portanto, quase no ponto da individualização.
Animais, vegetais e minerais, dividem-se em “espécies”.
Tomemos um exemplar de qualquer das espécies e conheceremos as características delas, as semelhanças, preferências e aversões comuns. Saberemos, através de apenas um exemplar, como em determinada circunstância, agiriam todas elas.
Ainda que nos dividamos em Raças, Povos, Tribos e Nações; sejam caucasianos, negros ou orientais, não podemos ser conhecidos e identificados a partir de apenas um desses segmentos.
Cada indivíduo é “uma lei em si mesmo”.
Cada um de nós é um Espírito individual e interno, que dita os seus pensamentos e as suas ações individualmente. Não somos nossos Corpos, nem nossos veículos!
A cada espécie corresponde um único ‘Espírito-Grupo” que atua de fora sobre eles.
Os “Espíritos-Grupo” dirigem as ações dos animais em harmonia com as Leis Cósmicas, até que os Espíritos Virginais a seu cargo tenham adquirido consciência própria e cheguem ao estágio “humanos”.
Para finalizar, ainda há a atuação de Espírito de Raça, também um Arcanjo em alguns povos atualmente na Terra, lembrando sempre: são nossos irmãos e nossas irmãs que necessitam ainda desse tipo de condição para se desenvolver nesse Esquema de Evolução. Reminiscências da atividade do Espírito de Raça podemos encontrar no que chamamos de Espírito de Tribo, Espírito de Comunidade ou Espírito de família, ainda que de forma decrescente.
Trata-se do Ser Supremo, que é emanado do Absoluto.
Dessa Raiz da Existência – do Absoluto – procede o Ser Supremo que chamamos de UNO e é o Grande Arquiteto do Universo, do nosso Sistema Solar.
O Mundo do Ser Supremo está no primeiro Plano Cósmico.
Pergunta: O ‘pensar’ é um atributo de qual Onda de Vida?
Cada um de nós é um ser pensante, um ser Espírito Virginal da Onda de Vida Humana manifestado e, por isso, um Ego humano. Um ser que começou o seu desenvolvimento no Período de Saturno e o terminará no Período de Vulcano, pelo menos no que se refere a este Grande Dia de Manifestação.
Quem é o pensador?
O ser humano real – o Ego – aquele que desceu até à Região Química do Mundo Físico e aí nesta Região começa a dirigir os seus veículos, obtendo assim, o estado de consciência de vigília e continua aprendendo a controlar seus veículos.
É o corpo físico do ser humano, do animal, do vegetal e do mineral. Para qualquer Onda de Vida funcionar na Região Química do Mundo Físico precisa de um Corpo Denso adaptado ao ambiente dessa Região.
O Corpo Denso do ser humano é um composto químico, tanto quanto o da pedra, se bem que esta última esteja ocupada só pela vida mineral.
Todavia, mesmo falando do ponto de vista puramente físico e deixando de lado qualquer outra consideração, notamos várias diferenças importantes se comparamos o Corpo Denso do ser humano com o mineral da Terra.
O ser humano move-se, cresce e propaga a sua espécie, mas o mineral, em seu estado natural, nada disso pode fazer.
O Corpo Denso, construído na matriz do Corpo Vital durante a vida pré-natal, com uma exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital.
Sólidos – Líquidos – Gases.
O Corpo Denso está em seu quarto grau de desenvolvimento: 1º no Período de Saturno, 2º Período Solar, 3º Período Lunar e 4º agora no Período Terrestre.
É o Corpo que usamos para podermos funcionar na Região Etérica do Mundo Físico (Aliás, nós, os animais e as plantas).
Ele é o condutor da “vitalidade” que torna possível praticarmos as ações.
O Corpo Vital tem exatamente a mesma forma que o Corpo Denso.
Ele se estende até 4 cm além do nosso Corpo Denso.
A parte que está fora do Corpo Denso é muito luminosa e tem uma cor parecida com a de uma flor de pessegueiro recém-aberta.
Ele é composto de materiais da Região Etérica do Mundo Físico, ou seja, dos quatros Éteres.
O Corpo Vital permeia o Corpo Denso como o Éter permeia todas as demais formas, com a exceção de que os seres humanos especializam uma maior quantidade do Éter universal que as outras formas. Por meio dele especializamos a energia vital do Sol. A propagação é uma faculdade do Corpo Vital.
O Corpo Denso é construído na matriz deste Corpo Vital, durante a vida pré-natal e com uma única exceção, é a cópia exata, molécula por molécula, do Corpo Vital.
Através da vida toda, o Corpo Vital é o construtor e restaurador das formas densas.
“Corpo de Desejos está no seu segundo estágio de evolução sendo, ainda como uma nuvem”.
Ele é o veículo dos sentimentos, desejos e das emoções, e por meio dele é que funcionamos e coletamos materiais de todas as sete Regiões do Mundo do Desejo e, também, produzimos os nossos sentimentos, desejos e nossas emoções, tanto superiores como inferiores (a escolha sempre será nossa). É responsável por nossas ações atualmente, especialmente pelo “Interesse”.
Não há órgão algum no Corpo de Desejos, como há nos Corpos Denso e Vital.
Pergunta: Se o Corpo de Desejos do animal é composto de materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo, então ele está ou não sob o domínio das Forças gêmeas Atração e Repulsão? E quanto ao domínio da 4ª Região do Sentimento (Interesse e Indiferença)?
O Corpo de Desejos do animal se acha dominado pelos Sentimentos gêmeos e as forças gêmeas.
As Forças gêmeas e os Sentimentos gêmeos operam de modo semelhante, mas existe a diferença na composição no Corpo de Desejos do ser humano e do animal.
Uma tigresa na floresta passará com indiferença por um pedaço de pão, mas sentirá interesse pela pessoa que passar perto dele. Seu interesse vai fazer surgir a Força de Atração, no entanto, ela vai tentar matá-lo. O interesse do animal não é matar a presa, este não é o objetivo desta tigresa, mas sim a necessidade em assimilar o alimento.
Se ela percebe outro animal predador com interesse no que ela considera sua presa, isso também vai despertar seu interesse. Mas, nesse caso, o sentimento de interesse vai detonar a Força de Repulsão, e, se acontecer uma luta, a destruição do seu adversário será o seu objetivo. O animal é incapaz de sentir algo mais que desejo animal por comida, abrigo ou algo parecido.
A Mente é o mais novo dos nossos veículos. Lembrando que nós recebemos o germe da Mente na Época Atlante e está no seu primeiro estágio de Evolução. Atualmente seu formato é ainda uma espécie de nuvem em torno da nossa cabeça e do nosso pescoço. Para as pessoas que estão caminhando par e passo no Esquema de Evolução (não pegam o “atalho” das Iniciações) o veículo Mente só se tornará Corpo Mental no Período de Vulcano.
O veículo Mente ainda é informe e desorganizado. Hoje ainda está no seu estágio mineral, portanto, é impossível trabalharmos com a vida. Não conseguimos ainda dar vida à forma.
É um instrumento muito especial no trabalho da criação.
É composta da substância da Região do Pensamento Concreto.
É por meio da Mente que nós, Tríplice Espírito, a Individualidade, conseguimos trabalhar com o nosso Tríplice Corpo, a Personalidade.
A Mente usa o cérebro como um veículo físico de expressão.
Hoje a Mente ainda é frequentemente dominada pelo Corpo de Desejos – estando a serviço da natureza inferior (isso devido ao evento “Queda do Homem”).
É a Sabedoria Divina, aquela que advém diretamente do acesso ao Mundo do Espírito de Vida, onde se encontra a verdadeira Memória da Natureza. E para termos acesso direto e imediato a ela é imprescindível alcançarmos o equilíbrio Cabeça-Coração, Mente-Coração, Razão-Devoção.
Se formos procurar a definição de sabedoria encontraremos várias, mas qualquer uma delas estará incompleta se não partir do AMOR, pois a definição de sabedoria sempre será “o conhecimento temperado com amor”. Sem esse ingrediente tão essencial a sabedoria, quando muito, será apenas conhecimento ou qualquer outra coisa que o valha.
Exemplo de como funciona a Sabedoria Cósmica? Os Anjos: eles exteriorizam todo o seu amor, sem egoísmo nem desejo e, em troca, a Sabedoria Cósmica flui neles.
Pergunta:
• Qual o veículo inferior do Cristo, aquele que Ele utiliza no seu cotidiano?
O Corpo Espírito de Vida como veículo inferior, no Seu cotidiano (ao invés do Corpo de Desejos, que é o veículo mais inferior de um Arcanjo). O Mundo do Espírito de Vida é um Mundo onde reina cotidianamente a Fraternidade; é o primeiro Mundo, de baixo para cima, onde cessa toda a separatividade. Cristo é um ser da Onda de Vida dos Arcanjos. Ele é o mais elevado Iniciado do Período Solar, ou seja, o Arcanjo que aprendeu no Período de Solar tudo que um Arcanjo deveria aprender até o final do Período de Vulcano.
Somos nós, os Espíritos Virginais. Somos chispas de uma Chama maior da mesma natureza (Deus) e somos capazes de nos expandirmos até nos convertermos, também, em Chamas.
Chegaremos à Chama, através do Caminho do Esquema de Evolução. Primeiramente nos convertemos em seres humanos (desde o início do Período de Saturno até a metade do Período Terrestre) e depois nos converteremos em um Deus (da segunda metade do Período Terrestre até o final desse Esquema de Evolução, no final do Período de Vulcano).
Uma das práticas que aprendemos, como Estudantes Rosacruzes e na Fraternidade Rosacruz, a executar sempre, a toda hora, sem nunca se esquecer, é “ver o bem em tudo”, pois aprendemos que até o “mal é o bem em gestação”.
Conta-se uma história que onde Cristo e Seus Discípulos estando caminhando pelas terras da Palestina, se depararam com um cão morto, em estado de putrefação. Os Discípulos manifestaram sentimento de asco ante aquela cena. O Mestre, porém, resumiu o que sentia, nestas poucas palavras: “Seus dentes são mais alvos do que as pérolas”.
Qual a moral dessa história?
Ora é muito fácil; Cristo mostrou que devemos atentar sempre para o lado positivo de todas as coisas, ver o bem em tudo, em todas as situações.
Não seria deste modo de pensar, uma terapêutica para estabelecer a harmonia e alegria de viver de todo ser humano, na sociedade? Perfeitamente que sim!
Devemos observar que a razão de ser e a essência de tudo resume-se no BEM. Tudo se encontra debaixo de Leis Divinas – Leis de Deus –, imutáveis e sábias.
Ver o bem em tudo e em todos deve vir de dentro para fora, com coração puro.
A vida é uma experiência maravilhosa. Por que desperdiçá-la? Por que não a tornar mais ampla? Por que evidenciar a sombra se a luz é uma realidade? Deus é Luz!
Por que não contribuirmos para difundir essa luz?
Essa luminosidade resplandece ativa e em potencial em cada ser humano, em cada átomo. Tudo na vida tem o seu lado positivo, basta sabermos ver.
Realçar o bem, a luz, constitui o dever do Aspirante à vida superior, o verdadeiro Cristão. E no nosso cotidiano, não somente em acontecimentos marcantes!
Se olharmos para um enorme cartaz branco com um pontinho preto no meio, o que veremos ali? Um pontinho preto num cartaz branco ou um cartaz branco, enorme, brilhante talvez, com um pontinho preto no meio? Certamente o cartaz branco, a luz, o brilho.
Vamos no nosso dia a dia procurar o bem em tudo, sendo firmes em nossas convicções, sempre otimistas, afirmando o lado bom das coisas, das pessoas, a divina essência em cada irmão ou irmã, a despeito das circunstâncias, mesmo nas aparentemente adversas.
Não deixemos que coisas negativas nos contaminem, que se tornem “mal”.
O bem deve prevalecer sempre.
Deus criou tudo e viu que era bom, não foi assim?
Sejamos positivos sempre. Tenhamos a disposição de São Paulo apóstolo ao afirmar: “Tudo posso naquele que me fortalece”.
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Muitas pessoas escrevem, verbalizam uma indignação sobre Deus, pois dizem: “se Deus é bom, é nosso Pai e Criador, por que há aqui tanto sofrimento, tanta dor, tantas mortes violentas, tantos assassinatos, etc.?”.
Ora, ao invés de indignação ou revolta, ao lermos a história antiga, já podemos começar a entender. No passado (vidas anteriores) éramos demasiadamente egoístas, cruéis, sem escrúpulos, e por isso cometemos todo tipo de atrocidades. Fomos nós em encarnações anteriores (renascimentos e mais renascimentos aqui) que escrevemos a história!
A história dos Persas, dos Gregos e Romanos antigos, bem como as tribos Teutônicas e tantos outras deixa claro ali uma longa narrativa de derramamento de sangue, assassínios, muita tristeza e dor.
O conhecimento dessa história deve levar todo Aspirante à vida superior a compreender e aceitar melhor as Leis de Deus, as leis de Causa e Efeito, a responsabilidade de seu destino hoje e empreender esforços no sentido de assimilar a mensagem, uma vez que estávamos renascidos na época da história acima.
A liquidação de atos violentos, impuros, maldade, crueldade, constitui o débito de Destino Maduro (que, como aprendemos na Fraternidade Rosacruz, não é o “Carma”, ensinado nas escolas orientais), a cada um de nós. Foram causas geradas por nós mesmos.
Hoje, além do Destino Maduro, muitas vezes ainda cometemos alguns deslizes.
Antes da primeira vinda do Cristo à Terra o egoísmo e o regime de crimes era coisa comum. Todos esses atos e pensamentos ruins, ódio, tristeza, etc., produziram volumoso Destino Maduro, que não nos é ainda possível pagar de uma só vez, nem rapidamente; com certeza não suportaríamos; ele vai sendo resgatado em parcelas, um pouco numa vida, um pouco na outra, segundo a misericordiosa orientação dos Senhores do Destino, que dão o fardo conforme nossas forças, e a fim de que aprendamos melhor, já que a finalidade de Deus não é castigar, senão a nos levar a resgatar nossas dívidas, sempre com o propósito de avanço pessoal. Pensemos bem antes de criarmos mais dívidas de destino! Difícil, sim, mas não impossível.
Trabalhemos mais e mais na realização do bem, na compaixão, no amor aos nossos semelhantes, do nosso ambiente, da natureza (nosso Deus Invisível), pelos animais, enfim, façamos nosso melhor cada dia. Cristo ensinou como fazer. É só o seguir. E para isso, é só termos força de vontade. De novo, difícil, sim, mas não impossível. Por meio d’Ele, o caminho está aberto a todos (diferente do que havia antes d’Ele, quando estava aberto somente para poucos).
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Mesmo selecionando e fiscalizando o que dizem, muitas pessoas descuidam de seus pensamentos, na errônea crença de que não é inconveniente nem há prejuízo ter maus pensamentos, contanto que não os expressem.
Ledo engano. Nós não somos só Corpo Físico ou o Corpo Denso. Até a Terra e o Universo abrangem várias esferas de atividades, desde a física até a espiritual.
Vemos no Evangelho: “se um homem olha para uma mulher, desejando-a em pensamento, em verdade já cometeu adultério”.
O pensamento se difunde pelo mundo com maior força e amplitude que a palavra proferida. O pensamento vibra muito mais rapidamente que a palavra.
O pensamento desconhece as limitações do tempo e do espaço porque age e se difunde em seu Mundo (o Mundo do Pensamento), de Leis diferentes e mais sutis que as do Mundo Físico. O pensamento é criador; induz a produção no Mundo do Desejo, formas de desejos que depois, também induz na Região Etérica formas etéricas que chegam a ser arquétipos ou matrizes criadoras, para posterior expressão no plano material.
Nada existe materialmente que não tenha sido concebido pelo pensamento. Nada também sucede por acaso.
O pensamento atua sempre tingido e mesclado com o desejo, sentimento ou a emoção. A influência dessa tríade é imensa.
A qualidade do desejo, sentimento ou da emoção influi muito na saúde, na felicidade e no êxito de seu criador, como também nas condições de seu meio ambiente, porque os semelhantes se atraem.
É preciso dominar e disciplinar os nossos pensamentos e os nossos desejos, sentimentos e as nossas emoções pela força do caráter. A Religião Cristã nos ensina esse dever e nos proporciona meios de alcançá-lo, por intermédio de Cristo, nosso Senhor.
Quando se ouve dizer: “foi azar meu”, o correto seria a pessoa afirmar: “isso é resultado de meus pensamentos errados”.
Busquemos procurar cada vez mais e mais rápido, mudar nossos pensamentos quando vier alguma coisa ruim. Procuremos transmutá-los sempre. Muito nos ajuda os Exercícios Esotéricos Rosacruzes!
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Infelizmente ainda vemos pessoas desanimadas, tristes, ziguezagueando, sem forças para lutar, sem rumo, achando que o mundo está muito ruim, etc.
Sabemos que para quem tem fé, quem tem Cristo em seu coração, acredita que Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, não pode agir nem pensar assim.
Todos sabemos das coisas ruins que acontecem todos os dias, porém sabemos também que Deus é Pai, tudo vê, que não cai uma folha se Ele não permitir, que tudo tem sua razão de ser. Por mais triste que seja, não podemos perder nossa fé, nunca.
Aprofundemo-nos mais nos estudos bíblicos (a Fraternidade Rosacruz ensina como estudar isso; aliás o Curso Bíblico Rosacruz ajudará o Estudante Rosacruz a reconhecer na Bíblia um guia espiritual de valor inestimável, dado à humanidade pelos Anjos do Destino – também conhecidos como Senhores do Destino ou Anjos Relatores –, e o capacitará a interpretar e compreender seus segredos até então não revelados da vida e do ser a tal ponto de encontrar suas verdades corroboradas e iluminadas por descobertas científicas. Parábolas e incidentes aparentemente insignificantes são revelados como fornecedores de leis científicas e espirituais básicas sobre as quais uma vida mais satisfatória e verdadeiramente bem-sucedida pode ser modelada.).
Cristo disse: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus. (Evangelho Segundo São João).
São Paulo disse: “Nada dessas coisas me perturbam, pois Deus mora no meu coração”. Isso não é profundo?
Ao invés de vermos apenas o lado “ruim” das coisas, ver apenas o lado ilusório, de mentiras, etc., procuremos a clareza da fé, a esperança que advém dos Evangelhos (que são fórmulas de Iniciação). Há muita beleza ao nosso redor.
Ninguém recebe maior fardo do que aquele que pode carregar.
Todos temos nossa missão aqui, nossas dívidas adquiridas em vidas anteriores, Destino Maduro, etc.; quanto melhor soubermos passar por esses revezes, mais leve se tornarão e melhor aprenderemos as lições que são trazidas por meio deles.
Vamos procurar viver bem o hoje; não nos preocupemos tanto com o amanhã, vamos viver bem um dia de cada vez, nos fortalecendo na fé, orando muito, tendo humildade de falar com Pai, nosso Deus e Criador, que tudo sabe, tudo vê, conhece nossos corações, nossas fraquezas.
Vendo o bem em tudo e em todos, não temos tempo de pensarmos nem vivermos nada de ruim.
Levantar e abrir as janelas, ver esse dia lindo, é um grande privilégio. É obra de Deus!!
Não desanimemos jamais!
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Pela Fraternidade Rosacruz aprendemos a grande importância da união Cabeça-Coração. Além dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, uma grande ajuda é a Oração. Orar é falar com Deus.
As pessoas que são mais voltadas para o intelecto (repare: não são só os nossos irmãos ou as nossas irmãs materialistas, ateus, agnósticos, pois há muitos Estudantes Rosacruzes também muito mais intelectualizados e com muito pouca devoção desenvolvida) normalmente não fazem orações (ou se fazem, a “entendem” intelectualmente, o que a torna fria e ineficiente), são muito intelectuais, partem apenas para a concentração e meditação, mas não os Exercícios Esotéricos Espirituais de Concentração e Meditação ensinados pela Fraternidade Rosacruz, pois esses carregam uma grande dose de Coração quando são executados corretamente.
As pessoas que são mais voltadas para o “coração” são muito devotas, fazem muitas orações, tem muita Fé. O que também apresentam o perigo de responderem a dogmas, de expressar orações da primeira e segunda Dispensação (Deus um ser a quem se tem medo ou Deus um ser que se tenta barganhar com Ele para conseguir “coisas”, seja lá qual foram).
Busquemos sempre o equilíbrio cabeça-coração para que a oração seja perfeita! É a meta de todo verdadeiro Estudante Rosacruz.
De qualquer forma, a oração feita com devoção pura e impessoal, dirigida a ideais elevados, é muito superior à fria concentração, porque voa para a Divindade sobre as asas do Amor, a exaltação do Místico.
Temos a Oração do Senhor, a Oração do Pai Nosso deixada por Cristo, como uma fórmula abstrata dirigida ao melhoramento e purificação de todos os veículos do ser humano.
A introdução: “Pai nosso que estais no Céu” é somente um indicativo de direção.
Destacamos quatro pontos importantes dessa Oração:
A adição: “Porque Vosso é o Reino, o Poder e a Glória para sempre”, não foi dada por Cristo, mas é muito apropriada como adoração final do Tríplice Espírito por encerrar a diretriz correta para a Divindade.
No livro Conceito Rosacruz do Cosmos temos a explicação completa da Oração do Pai Nosso, dividida em sete partes, mostrando como satisfaz todas as necessidades dos nossos sete princípios humanos.
É bom orar sempre, mas orar e vigiar para não cair em tentação! Experimente!!
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Todos os dias devemos dispor de algum tempo em que possamos nos recolher, fechar os olhos, nos voltar para dentro de nós em profunda oração, assim como também para fazer os Exercícios Esotéricos: matutino de Concentração, noturno de Retrospecção e os durante o dia de Discernimento, Observação e Concentração e, além disso, se capacitar nos Ensinamentos Rosacruzes por meio do estudo – daí porque somos intitulados Estudantes Rosacruzes –, só assim teremos uma melhor compreensão do que ocorre ao nosso redor, na nossa família, no nosso entorno, no nosso país, no mundo, etc.
Se nos voltamos para Deus em oração, O perceberemos em todos os lugares, pois Ele é Onipotente, Onipresente e Onisciente; está dentro, fora, acima e abaixo de tudo, de todos, e a tudo permeia.
Quando oramos, com muita fé, nos apercebemos dessa Presença a nos inundar e expandir-se em nós. Estamos então sob a Graça, a Presença e a Sabedoria Divinas que excedem todo entendimento.
Permita que a maravilhosa presença de Deus lhe guie, lhe inspire, lhe abençoe, lhe mostre o caminho a seguir, com confiança, sem medo.
Precisamos também dos Estudos Rosacruzes, buscar na teoria as explicações do “porquê” dos nossos sofrimentos, das nossas tristezas, de certos acontecimentos, das catástrofes, guerras, dos assassinatos, estupros, das mortes violentas, dos acidentes horríveis, etc. Para tudo há uma explicação, Deus que tudo criou não faz nada para se perder. Aliás nada se perde, tudo está sempre se renovando, pois Deus está continuamente criando.
Deus, o Criador, nosso Pai, tudo sabe, tudo vê, em tudo habita; no nosso Corpo, no nosso lar, no nosso trabalho, na Natureza, enfim, em tudo e em todos.
Sejamos, pois, um instrumento que Ele use para a realização do Seu Plano, que é esse Grande Dia de Manifestação, nesse Esquema de Evolução.
Tendo o entendimento, o hábito de repetir os Exercícios Esotéricos e orando, tudo fluirá sem dor; a vida passará a ter um outro propósito, um significado real, nossa natureza interna nos fará mais compreensíveis e compassíveis.
Pergunta: Quando se diz: “… Quando se estuda o ser humano Jesus na Memória da Natureza, pode-se segui-lo para trás vida após vida, …. em diferentes encarnações, …. Isto não pode ser feito com o Ser Cristo. No Seu caso só pode ser encontrada uma única encarnação.” Essa “única encarnação” refere-se a vida do Ser Cristo, como Cristo-Jesus, apenas em nosso Período Terrestre?
Reposta: Não. O Cristo pertence à Onda de Vida dos Arcanjos. Essa Onda de Vida não está sujeita à roda de nascimentos e mortes como está a nossa Onda de Vida, a humana.
O termo “única encarnação” aqui se refere a única vida de Cristo tomando os Corpos Denso e Vital de Jesus. Na Sua segunda vinda Ele virá no Corpo Vital, o mesmo que ele utilizou na primeira vinda, que está guardado em um receptáculo de cristal entre o centro e a superfície do Planeta Terra e vigiado 24 horas.
Pergunta: Todos nós estamos construindo o Corpo-Alma através de boas ações. Quando ele estiver pronto, no caso do Auxiliar Invisível, nós teremos um veículo adicional, totalizando cinco instrumentos, que seriam o Corpo Denso, o Vital, o de Desejos, a Mente e o Corpo-Alma?
Resposta: Não, continuaremos com cinco veículos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.
Isso porque o Corpo-Alma é formado pelos 2 Éteres superiores do Corpo Vital (ele é a parte superior do Corpo Vital) – Éter Luminoso e Éter Refletor.
O que acontece é que a partir do Corpo-Alma (uma vez que aprendamos a utilizá-lo conscientemente) aprendemos a utilizar com a maior eficiência possível o nosso Corpo Vital: os 2 Éteres inferiores são utilizados para manter a vitalidade do Corpo Denso e os 2 Éteres superiores (Corpo-Alma) utilizados para aumentar a nossa capacidade de servir (participando dos processos de Cura Rosacruz à noite) e de aprender os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental.
Pergunta: Por que o Templo dos Irmãos Maiores fica na Alemanha?
Resposta: Na realidade não fica na Alemanha, nas terras da Alemanha, no espaço aéreo da Alemanha, mas sim na posição da Região Etérica do Mundo Físico onde atualmente está, em latitude e longitude o lugar que conhecemos como Alemanha. E a razão de estar nessa porção da Região Etérica do Mundo Físico é que essa porção é a que contém a maior quantidade de Éteres Luminoso e Refletor atualmente. Pode mudar? Sem dúvida. Basta outra porção da Região Etérica do Mundo Físico ter uma quantidade maior de Éteres Luminoso e Refletor. Todos que falaram até agora que o Templo mudou de lugar mentiram, pois quem “sabe não fala”, pois é Iniciado. E quem quer saber é curioso que utilizará essa informação para nada, a não ser para passar a ilusão “que tem informação privilegiada”, “ganhando” uma posição de destaque ilusório entre os seus.
Com certeza absoluta, se você tiver que saber onde ele se encontra, você saberá e a única razão para isso é porque você tem o mérito de poder participar de uma reunião que acontece na Região Etérica do Mundo Físico, estando ainda renascido aqui.
Resposta: Para um Estudante Rosacruz que oficia os rituais e executa os Exercícios Esotéricos Rosacruzes, a partir do momento em que não se ingere mais bebidas alcoólicas, o nosso Corpo Denso começa a expelir os componentes químicos e em 7 dias o ciclo estará totalmente completo.
Todas as semanas, quando a Lua se encontra num Signo Cardeal ou Cardinal (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio), reunimo-nos com o propósito de gerar a Força Curadora por meio de fervorosas preces e concentrações. Esta força pode depois ser utilizada pelos AUXILIARES INVISÍVEIS, que trabalham sob a direção dos IRMÃOS MAIORES com o propósito de curar os doentes e confortar os aflitos.
Nessas datas, as 18h30, os Estudantes podem contribuir com esse serviço de ajuda, conforto e cura, sentando-se e relaxando-se na quietude do seu lar ou onde quer que se encontre, fechando os olhos e fazendo uma imagem mental da Rosa Branca e Pura situada no centro do Símbolo Rosacruz. Em seguida leia o Serviço de Cura e concentre-se intensamente sobre AMOR DIVINO e CURA, pois só assim, você poderá fazer de si um canal vivo por onde flui o Poder Divino Curador que vem diretamente do Pai. Após o Serviço de Cura, emita os sentimentos mais profundos do amor e gratidão ao Grande Médico para as bênçãos passadas e futuras da cura.
Datas de Cura:
Julho: 03, 09, 16, 23, 30
“Certamente Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças.” Is 53:4