Arquivo anual 2026

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Ego e Suas Manifestações

Nós somos um Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui, nesse Esquema de Evolução. Nossa manifestação nesse Esquema de Evolução é tríplice – do mesmo modo que Deus, que nos criou. Assim, nos manifestamos por meio dos seguintes veículos espirituais: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano.

Pode-se comparar o Ego a uma pedra preciosa, a um diamante bruto. Quando este é retirado da terra está muito longe de ser formoso. Uma crosta grosseira oculta o esplendor que ela encerra, e antes que o diamante possa converter-se em uma gema, deve ser polido sobre uma pedra duríssima de esmeril. Cada aplicação contra o esmeril arranca uma parte da crosta e modela uma faceta através da qual entra a luz, refratando-se em ângulo diferente pela luz que as outras facetas refletem.

O mesmo acontece com o Ego. Como diamante bruto, entra na escola da experiência, sua peregrinação através da matéria. Cada vida terrestre é como uma aplicação da gema à pedra de esmeril. Cada vida na escola da experiência arranca uma parte da crosta do Ego e permite a entrada da luz da inteligência sob um ângulo novo, dando uma experiência diferente. Assim como os ângulos da luz variam nas muitas facetas do diamante, assim também, o temperamento, o caráter do Ego difere em cada vida.

Desde a infância até aos 14 anos a medula dos ossos não forma todos os corpúsculos sanguíneos. A maioria deles é subministrada pela Glândula Timo, que é maior no feto, e gradualmente vai diminuindo conforme vai-se desenvolvendo a faculdade individual de produzir sangue, ao crescer a criança. A Glândula Timo contém, por assim dizer, certa existência de corpúsculos proporcionados pelos pais. A criança que haure o sangue dessa fonte não compreende sua individualidade. Até que a própria criança elabore seu sangue, não pensará em si mesmo como um “eu”, mas como “filho da mamãe”, “filha do papai”.

Quando a Glândula Timo quase que desaparece aos 14 anos, o sentimento do “eu” expressa-se plenamente, pois então o sangue é produzido e dominado inteiramente pelo Ego.

Contrariamente à ideia geralmente aceita, o Ego é bissexual. Se o Ego fosse assexual o Corpo Denso seria também necessariamente assexual, porque não é mais que o símbolo externo do Espírito interno.

O Ego tem vários instrumentos: um Corpo Denso, um Corpo Vital, um Corpo de Desejos e uma Mente. Estes são seus instrumentos, e de sua qualidade e seu estado depende a obra que poderá realizar para adquirir experiências.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1972 – Fraternidade Rosacruz– SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Páscoa e as Iniciações

Feliz Páscoa! – Dizemos todos os anos, trocando cartões, coelhinhos e ovos. Mas, aproveitemos a pausa da semana santa e meditemos seriamente: por que “Feliz Páscoa”? Que sentido tem a Páscoa para nós?

Um irmão ou uma irmã de uma Religião Cristã nos dirá: “Comemoramos gratamente a Páscoa, em homenagem Àquele que se sacrificou por nós; que demonstrou a vitória sobre a morte, ao ressurgir do túmulo, três dias depois da crucifixão, conforme prometera; que, finalmente, ascendeu aos céus, quarenta dias após. Está à direita de Deus-Pai, intercedendo por nós”.

Insatisfeitos, perguntamo-nos: que significa isto para nós?

A Filosofia Rosacruz nos ensina que a Iniciação é um processo cósmico de iluminação e evolução do poder; portanto, as experiências de todos são semelhantes nas principais características. Também nos ensina que há a Iniciação Cristã Mística, onde o candidato geralmente está inconsciente do fato de que está tentando atingir algum objetivo definido, pelo menos durante os primeiros estágios de seus esforços, e há nessa nobre Escola de Iniciação tão somente um Mestre, o Cristo, que está sempre diante da visão espiritual do candidato como o Ideal e a Meta de todo o seu empenho. A meta alcançada por meio da Iniciação Cristã Mística é a mesma, porém o método é inteiramente diferente da Iniciação Cristã Ocultista. Na primeira se aprende que é infinitamente melhor ser capaz de sentir emoções nobres, do que ter o intelecto tão aguçado e hábil para definir todas as emoções.

Há nove degraus definidos na Iniciação Cristã Mística, começando com o Batismo, que é introdutório.

1. Batismo;

2. Tentação;

3. Transfiguração;

4. Última Ceia e Lavapés;

5. Getsemani ou Jardim da Agonia;

6. Estigmata;

7. Crucifixão;

8. Ressurreição; e

9. Ascensão.

Para a Iniciação Cristã Mística da Transfiguração até à Ascensão é conhecida como Mistérios Pascoais.

Em todos esses Mistérios (Iniciações) temos que seguir o Caminho da Santidade, que o Cristo percorre anualmente, durante Seu ministério em favor desse mundo e sua Humanidade. Note em sua volta que a Natureza – que, em sua totalidade, constitui o Corpo dessa Terra – se altera harmonicamente com a subida e a descida de Cristo, e o Caminho do Progresso Espiritual ou Iniciação para o ser humano, segue o mesmo processo. Por isso, quando aprendemos a nos pôr em uma mais estreita e íntima relação com Cristo, nos encontramos, consequentemente, mais harmonizados com o Espírito interno das mudanças de estação, e melhor realizamos o trabalho particular em cada uma das quatros estações do ano.

Temos uma correlação positiva e fortíssima entre a Iniciação Cristã Mística e a Iniciação Cristã Ocultista. Vamos resumi-la aqui:

Duas etapas se distinguem nessa luminosa ascese:

a) a primeira vai da 1ª à 5ª Iniciação Menor. Corresponde à conscientização de toda a evolução humana, desde o Período de Saturno até meados da Época Atlante ou metade do atual Período Terrestre. É a tomada de consciência do que acumulamos na Memória Supraconsciente, contida no Átomo-semente, da primeira metade deste Grande Dia de Manifestação. No fim desta etapa o candidato atinge o grau de primogênito.

b) a segunda vai da 6ª à 9ª Iniciação Menor (a última). Este período corresponde ao desabrochar da consciência do Iniciado, para o trabalho a ser desenvolvido na metade Mercurial (segunda metade) deste Período Terrestre.

A penetração da consciência do Iniciado na obra evolutiva referente aos Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano, dizem respeito às 1ª, 2ª e 3ª Iniciações Maiores. Na 4ª Iniciação Maior, o Iluminado candidato atinge a condição de Libertador, optando entre permanecer ajudando seus irmãos na Terra ou partir para uma evolução mais alta, em Júpiter. A Páscoa trata da segunda etapa. É o processo de libertação do Período Terrestre. É a superação de todo o trabalho deste Período. É o cortar do cordão umbilical que nos condiciona ao Planeta, quando nos conscientizamos de todas as suas leis ou mistérios.

Começa a Páscoa quando o candidato, no plano mental abstrato, na 5ª Iniciação, deve transcender sua Personalidade. S. Paulo, o Apóstolo que conheceu essa experiência, que dura mais ou menos tempo, conforme o Candidato. Ele se refere a si próprio quando diz “conhecer um homem que foi arrebatado ao 3º céu e lá viu e ouviu coisas que não lhe é lícito contar” (IICor 12:1-6). Estava no plano mental abstrato ou Região Abstrata do Mundo do Pensamento, onde a universalidade do Espírito se limita a uma consciência egóica.

S. Paulo sentiu agudamente o Horto da Agonia, nos embates entre a Personalidade e o Divino interno, a Individualidade. Mas venceu a prova, pois afinal exclama triunfante: “Não mais eu quem vivo, mas o Cristo vive em mim!” (Gl 2:20).

O próximo passo – a 6ª Iniciação Menor – foi vivenciada, por exemplo, por S. Francisco de Assis, que apresentou os sinais interiores das estigmatas (dos ferimentos), naqueles pontos físicos em que o Espírito fica preso ou crucificado à cruz do Corpo Denso.

Na 7ª Iniciação Menor, o Candidato experimenta o morrer para o sentido humano. Esse processo dura certo período, simbolizado pelos três dias no túmulo. São três etapas em que dissolvemos os traços humanos dos corpos físico, emocional e mental. Então elevamos o grau vibratório de nossa tripla instrumentação e podemos ressurgir para mais alto estado. Não que a gente suba aos céus. Isto é um sentido simbólico. Não subimos para nenhum lugar, senão que experimentamos uma expansão de consciência e alcançamos mais profundamente os mistérios de nosso ser e de nosso Planeta.

Vem a Ressurreição – a 8ª Iniciação – na qual o Candidato adquire a capacidade de sutilização do Corpo, a faculdade plena de materializar-se e desmaterializar-se, mediante o domínio da vontade e poder excepcional de concentração. Eis a explicação do Mestre haver passado através das paredes e entrado na habitação fechada onde se achavam reunidos dez Apóstolos (S. Tomé estava ausente); e depois aos onze (S. Tomé junto). Mas ainda remanescem os sinais da estigmata – os últimos vestígios de influência terrena, que devem ser definitivamente dissolvidos, nos simbólicos quarenta dias (período indeterminado de tempo).

Aí vem a última etapa ou 9ª Iniciação Menor, em que estava João Batista: a Ascensão. Seu mesmo Espírito havia animado, em anterior renascimento, a expressiva figura de Elias – o profeta – que subiu aos céus num carro de fogo (IIRs 2:11) (Ascensão). João Batista, estava a ponto de passar à primeira Iniciação Maior, como Adepto. Por isso foi dito dele, por Cristo: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior” (Mt 11:11) – isto é, dos que ainda têm de nascer do ventre materno, porque ligado às leis da Terra, João Batista era o mais alto Iniciado. Quando o Iniciado passa à primeira Iniciação Maior, adquire o mistério da Alquimia Espiritual. Ele domina todas as leis da matéria, e pode reunir elementos restantes da assimilação dos alimentos e conservá-los, para ir formando outro corpo, além do que ocupa. Quando ele termina sua missão num certo país e deve começar outra num país diferente, deixa o Corpo Denso antigo e toma o novo, para surgir como uma nova pessoa. Então se diz que “fulano morreu”. Esses elevados Iniciados trabalham no mundo, em missão de equilíbrio, para assegurar os rumos do destino evolutivo humano, dentro de certos limites de respeito ao livre arbítrio.

Todos teremos de passar, a nosso modo, por esses estágios.

 (Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – abril/1976 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: O Medo Desnecessário da Morte

Fevereiro de 1913

É realmente patético ver o sentimento de grande tristeza das pessoas enlutadas pela morte de alguém próximo e querido, e como, em casos extremos, dedicam o resto de suas vidas ao luto pela pessoa falecida. Vestem-se de roupas de cor pretas e consideram um sacrilégio à memória do falecido até mesmo sorrir, sem perceber que, com essa atitude, mantêm nas Regiões inferiores dos Mundos invisíveis a pessoa que dizem amar, onde tudo que não é bom prevalece, se move e permanece em contato direto com a parte mais inferior e egoísta da Humanidade. Isso não é uma mera fantasia, mas um fato concreto, demonstrável a qualquer um que tenha o mínimo de percepção física.

Uma das maiores bênçãos concedidas àqueles que estudam e acreditam nos Ensinamentos Rosacruzes é a libertação gradual do medo da morte e da sensação de que uma grande calamidade ocorreu quando alguém muito próximo e querido passa para os Mundos invisíveis. Uma bênção flui tanto para os chamados “vivos”, como para os chamados “mortos”, quando o Espírito que parte recebe o cuidado e a ajuda adequados durante a transição. Ele, então, é capaz de assimilar o Panorama da Vida, o que tornará a sua existência post-mortem plena e proveitosa, pois não será perturbado por uma grande tristeza e pesar, pelo luto e pelo choro histérico daqueles estão ainda renascidos aqui, ao seu redor. Durante os anos que se seguem, ele também pode ser auxiliado por suas orações.

Por outro lado, aqueles que estudam esses Ensinamentos Rosacruzes estão aprendendo a praticar essa atitude altruísta em relação à morte, tão necessária para o crescimento da Alma, porque eles percebem que, verdade, que a morte do Corpo Denso, no momento certo, é a maior bênção que pode acontecer com a Humanidade. Não há ninguém entre nós que tenho um Corpo Denso perfeito e, portanto, apropriado para vivermos nele para sempre. Na maioria dos casos, o passar dos anos revela cada vez mais os pontos fracos dos nossos veículos, cristalizando-os e endurecendo-os, de modo que se tornam um fardo cada vez maior do qual nos alegramos em nos livrar. Então, temos a esperança e a certeza de que receberemos um novo Corpo e um novo começo em um momento futuro, para que possam aprender mais das lições na Escola da Vida.

Esta é a época do ano[1] quando a Morte Mística, que todos celebramos, naturalmente direciona nossos pensamentos e os da Humanidade em geral para a questão da morte e do renascimento. Não há outro ensinamento além do Renascimento que seja de igual importância ou de valor similar. A Humanidade precisa disso neste momento mais do que nunca, devido a carnificina de crueldade e matança que se desenrolou nos últimos dois anos e meio na Europa[2]. Tão intimamente interligada está a família humana que, provavelmente, há poucas pessoas no mundo que não perderam algum parente nesse conflito titânico.

É ao mesmo tempo dever e privilégio daqueles que conhecem a verdade sobre a morte disseminá-la o máximo possível, entre aqueles que ainda estão na ignorância quanto aos fatos relacionados a esse evento. Portanto, eu exorto os Estudantes da Fraternidade Rosacruz a reconhecerem como administradores de tudo o que possuímos, tanto bens materiais quando mentais, e que é nosso dever, na medida do possível e de maneira diplomática e discreta, levar esses importantes fatos da vida e do ser ao conhecimento daqueles que ainda não os conhecem. Nunca podemos prever quando teremos a oportunidade de fazer o bem sem olhar a quem. É certo que, mais cedo ou mais tarde, esses Ensinamentos, temporariamente esquecidos, voltarão a ser conhecimento de toda a Humanidade, e devemos, sempre que possível, compartilhar a pérola do conhecimento que encontramos com os outros sempre que possível. Se negligenciamos isso, estaremos cometendo um pecado de omissão, pelo qual um dia teremos que responder.

Confio que você levará isso a sério e se dedicará a disseminar esse conhecimento, não somente quando o momento se oferecer, mas tomando a iniciativa e criando a oportunidade – porém, com toda a devida cautela para que o objetivo que temos em vista não seja frustrado pelo uso do método inadequado. Além disso, não é necessário rotular esse conhecimento. Exemplos bíblicos podem ser apresentados para mostra que essa doutrina era acreditada pelos anciãos de Israel, que enviaram mensageiros a João Batista perguntando se ele era Elias[3]. Também especulando se Cristo era Moisés, Jeremias ou outro dos Profetas também são evidências de sua crença. Cristo acreditava no Renascimento, pois afirmou definitivamente que João Batista era Elias. Essa doutrina foi enunciada por S. Paulo no capítulo 15 da Primeira Epístola aos Coríntios, bem como em outros trechos.

Você não pode prestar um serviço maior à Humanidade do que lhes ensinando essas verdades.

(Do Livro: Carta nº 77 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: próximo à Páscoa.

[2] N.T.: refere-se à Primeira Grande Guerra Mundial.

[3] N.T.: “Alguns dizem que o senhor é João Batista; outros, que é Elias; e outros, ainda, que é Jeremias ou um dos profetas” (Mt 16:14)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – MÊS DE ABRIL DE 2026

Folha-Astrologica-Rosacruz-Aspectos-e-Posicoes-Diarios-ABRIL-de-2026-FRCampinas-SP-Brasil--scaled Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – MÊS DE ABRIL DE 2026

Com a Folha Astrológica Rosacruz o Estudante Rosacruz tem uma importante ferramenta:

1) Ajuda-o a aproveitar as influências astrais oferecidas pelos Aspectos benéficos (Sextil, Trígono e Conjunções benéficas) e a se precaver para não cair nas tentações oferecidas pelas influências astrais adversas, ou seja, pelos Aspectos adversos (Quadratura, Oposição e Conjunções adversas), no seu dia a dia.

2) Compreende quais as influências são mais fortes e quais são as mais fracas.

3) Obtém o conhecimento de quais são os melhores períodos e dias para tratamentos da sua saúde quando da necessidade de se trabalhar em alguma parte do seu Corpo Denso.

4) Tem acesso aos dias em que oficia Rituais dos Serviços Devocionais especiais.

5) Se está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz, o uso se torna mais eficaz e muito mais abrangente.
Ajuda, inclusive, ao Estudante Rosacruz que está fazendo os Cursos de Astrologia Rosacruz a compreender a dinâmica da Astrologia e a influência dos Astros durante todos os dias.

Para imprimir em formato A4 é só clicar: Folha com Aspectos Astrológicos Rosacruz – Mês de ABRIL de 2026 – formato A4

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Alma, Corpo-Alma e Desenvolvimento da Alma

Aquele que deseja servir como Auxiliar Invisível deve, durante o dia, cultivar uma atitude benevolente e, à noite, ao se deitar, depois de feito o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção, rogar ao Adorável Espírito de Cristo, que enquanto o seu Corpo Denso repousar dormindo, lhe seja concedida a graça de cooperar na seara espiritual em benefício dos seus semelhantes.

Agora, para isso, é importantíssimo compreender os termos Rosacruzes: Alma e Corpo-Alma e como desenvolvê-los. Assim:

  1. O Corpo-Alma não é um extrato, como o é a Alma. É um dos nossos veículos, ou um dos nossos Corpos. É composto dos dois Éteres superiores do nosso Corpo Vital: Éter Luminoso e Éter Refletor. O Corpo-Alma é construído por meio de uma vida abnegada de Serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e à irmã que está ao seu lado, focando na Divina Essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade – e estendido à toda a Humanidade. Essa vida abnegada é que atrai e aumenta a quantidade e qualidade dos Éteres superiores. Com a união do Pensamento abstrato, poder do Amor, da ação correta e da constante repetição em se fazer o bem estamos realmente construindo e nos revestindo com o Dourado Traje Nupcial, o qual ainda não pode ser visto pela maioria dos olhos físicos mortais. Nenhum conceito humano nos pode dar uma ideia aproximada do que é o Corpo-Alma.
  2. A Alma é a quintessência dos nossos três veículos inferiores (Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos) e as experiências adquiridas por esses instrumentos nos seus aspectos de retidão no pensar e no agir. Essa quintessência é extraída por nós, o Tríplice Espírito (o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui). Uma das nossas mais maravilhosas experiências da vida é quando despertamos a grande verdade de expressar o Divino Interno, que é a verdadeira finalidade de nossa vida terrena, e para expressá-Lo é necessário cultivarmos a ação que é o alimento para o crescimento da Alma.

Vemos, pois, que a Alma se atrofia quando deixamos de alimentá-la, e que as ações bondosas, pensamentos de amor Crístico e serviço aos irmãos e às irmãs são o alimento para o crescimento dela. A ação tem três principais campos de operação, ainda que ela derivasse seu poder do que realmente somos, o Ego, por raios de energia. A ação no plano mental é o pensamento abstrato, a ação na natureza emocional é o sentimento, a emoção e o desejo, a ação na natureza física é movimento e a ação com o propósito de alcançar todas as relações da vida. O propósito de cada ato, seja mental, emocional ou físico, é induzido pelos pares de opostos como o amor e o ódio, altruísmo e egoísmo, generosidade e avareza, atividade e indolência etc., e seu fruto é incorporado na Alma, como consciência, que nos avisa em tempo de tentação ou nos provê do dinamismo para tudo quanta é Bom, Reto e Altruísta.

Há em todos nós duas naturezas inteligentes e distintas, chamadas o “Eu Superior” e o “eu inferior”, ou Individualidade e Personalidade, respectivamente. O “Eu Superior” ou Individualidade é o que realmente somos, um Ego que nos manifestamos de forma tríplice: um Tríplice EspíritoEspírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano, alimentado pela Tríplice AlmaAlma Consciente, Alma Intelectual e Alma Emocional, respectivamente. Enquanto a Personalidade, ou “eu inferior” é o que achamos que somos realmente – mas não somos –, é composta dos três Corpos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos. O Elo entre a Individualidade e a Personalidade é o veículo Mente. Quando respondemos ao impulso do “Eu Superior”, renunciamos ao que nos é cômodo e útil a favor do que é proveitoso a muitos. Antepomos o Serviço de Deus a todos os valores materiais. Buscamos em todas as coisas e em tudo os valores eternos. Porém, respondemos ao impulso do “eu inferior”, a renúncia nos é desagradável, preferimos mais receber ao que dar, cuidar mais dos bens materiais e transitórios do que dos espirituais, e o resultado é um grande obstáculo ao nosso desenvolvimento espiritual.

Sim, é algo bastante deplorável se encontrar com algum irmão ou alguma irmã, fracassado ou fracassada – que perdeu todos os seus Átomos-sementes – em um estado de inércia durante inconcebíveis milhões de anos, até que, em um novo Esquema, Obra e Caminho de Evolução chegue ao estado de se unir ao ciclo evolutivo e prosseguir em sua tarefa.

Conforme aprendemos na Filosofia Rosacruz por meio do Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, unicamente três quintas partes do número total de Espíritos Virginais que começaram a evolução no Período de Saturno passarão o ponto crítico da próxima Revolução e continuarão até ao fim. Por fim, sempre nos lembremos: a finalidade da Fraternidade Rosacruz é nos mostrar o caminho da iluminação para nos ajudar a construirmos nosso Corpo-Alma e desenvolvermos as potências de nossa Alma que nos permitirão entrar conscientemente no Reino de Deus por meio do Conhecimento Direto. É uma longa tarefa, porém se continuarmos com fé e persistente perseverança alcançaremos o nosso Divino Objetivo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1983 – Fraternidade Rosacruz– SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Ordem Rosacruz aceita a Bíblia como se fosse a “Palavra de Deus” do início ao fim?

Resposta: Certamente que não, e particularmente não na interpretação extremamente restrita de algumas pessoas que pensam que o livro que temos hoje é o único genuíno já dado à Humanidade. No máximo, poderia ser um dos livros de Deus, pois existem muitos outros escritos sagrados que merecem reconhecimento e não podem ser descartados sumariamente por alguns espertinhos como aqueles que relegaram os chamados livros apócrifos ao esquecimento literário.

Em primeiro lugar, é importante relembrar que o Antigo Testamento foi escrito em hebraico em diferentes épocas e por inúmeros autores, e que nenhuma compilação desses escritos foi feita antes de Esdras. Desses escritos hebraicos, não existe hoje um único fragmento sequer. Já em 280 a.C., o hebraico havia sido abandonado, no que diz respeito à escrita das Escrituras, e a Septuaginta, ou tradução grega, era de uso geral. Essa era a única Bíblia existente na época do nascimento de Cristo. Posteriormente, alguns dos escritos hebraicos foram compilados e cotejados pelos massoretas, uma seita que existiu por volta de 700 d.C. Este é o texto mais completo e preciso.

A tradução inglesa mais utilizada hoje em dia é a Versão do Rei Jaime[1], mas Sua Majestade não estava tão interessada na precisão da tradução quanto na paz, e a lei que autorizou a tradução da Bíblia proibiu os tradutores de traduzir quaisquer passagens de forma que interferissem nas crenças existentes. Isso foi feito para evitar qualquer levante ou dissensão em seu reino, e dos quarenta e sete tradutores, apenas três eram estudiosos de hebraico e dois deles morreram antes que os Salmos fossem traduzidos. Vários livros foram descartados como apócrifos, e palavras foram completamente desvirtuadas de seu significado original para se adequarem à superstição da época. Martinho Lutero[2], na Alemanha, traduziu o texto latino, que por sua vez havia sido traduzido do grego, aumentando assim as chances de transmitir significados errôneos de diversas maneiras. Acrescente-se a isso o fato de que, no hebraico antigo, os sinais vocálicos são omitidos e não há divisão em palavras, de modo que, inserindo-se sinais vocálicos de maneiras diferentes, palavras e frases com significados completamente distintos podem ser obtidas a partir de praticamente qualquer frase. Diante desses fatos, fica evidente que as chances de obtermos uma versão precisa do que foi originalmente escrito eram, de fato, muito pequenas.

Além disso, não era intenção dos autores originais fazer da Bíblia um “Livro de Deus” aberto, como bem se pode ver pela seguinte citação do Zohar[3]: “Ai daquele que vê na Torá[4] (a lei, a Bíblia) apenas recitações simples e palavras comuns, porque se na verdade ela contivesse apenas isso, ainda hoje seríamos capazes de compor uma Torá mais digna de admiração. Mas não é assim; cada palavra na Torá contém um significado elevado e um mistério sublime… As recitações da Torá são as vestes da Torá… Ai daquele que usa esta veste da Torá pela própria Torá… Os simples prestam atenção apenas às vestes e recitações da Torá; eles não conhecem outra coisa, não veem o que está oculto sob a veste; os homens mais instruídos não prestam atenção à veste, mas àquilo que ela envolve”…

Em outras palavras, eles não se atentam à letra, mas apenas ao espírito. E, assim como num campo semeado com batatas não existem apenas os vegetais, mas também o solo onde estão escondidos, na Bíblia as pérolas da verdade oculta estão escondidas em vestes muitas vezes feias ou repugnantes. O Ocultista que se capacitou a possuir essas pérolas recebeu a chave e as vê claramente. Para os outros, elas permanecem obscuras até que também tenham trabalhado para obter essa chave. Assim, embora a história das peregrinações dos filhos de Israel e a relação de um certo Deus com eles sejam parcialmente verdadeiras, há também um significado espiritual muito mais importante do que essa história material. Mesmo que os Evangelhos contenham os principais contornos da vida de um indivíduo chamado Jesus, eles são fórmulas de Iniciação que mostram as experiências pelas quais todos devem passar no caminho para a verdade e a vida.

Esse caminho foi previsto pelas diversas pessoas que escreveram a Bíblia e que, portanto, foram Profetas e Clarividentes, mas apenas na medida em que isso era possível em seu tempo e época. Uma nova era exigirá uma nova Bíblia, uma nova palavra.

(Pergunta nº 78 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: A Bíblia do Rei Jaime (ou Tiago), também conhecida como Versão Autorizada do Rei Jaime, é uma tradução inglesa da Bíblia realizada em benefício da Igreja Anglicana, sob ordens do rei Jaime I no início do século XVII.

[2] N.T.: Martinho Lutero (1483-1546) foi um padre, teólogo, autor, compositor de hinos, professor e ex-frade agostiniano alemão. Lutero foi a figura seminal da Reforma Protestante e suas crenças teológicas formam a base do Luteranismo.

[3] N.T.: O Zohar (“esplendor” ou “radiante”) é o trabalho fundamental da literatura cabalista e do misticismo judaico. Trata-se de uma coleção de comentários místicos sobre a Torá (os cinco livros de Moisés), escritos parcialmente em aramaico e hebraico medieval. O Zohar contém uma teosofia cabalista, que trata da natureza de Deus, da cosmogonia, da cosmologia, da alma, do pecado, da redenção, do bem e do mal, do “eu verdadeiro”, da luz de Deus, e da relação entre a energia universal e o ser humano. A sua exegese escriturística é considerada uma forma esotérica de literatura rabínica, conhecida como Midrash, elaborada a partir da Torá. O Zohar é escrito principalmente no que hoje é descrito como sendo um estilo cripto, obscuro, de aramaico. O aramaico, a língua do dia a dia de Israel no período do Segundo Templo, foi a língua original de grandes seções dos livros bíblicos de Daniel e de Esdras: é a principal língua do Talmude.

[4] N.T.: A Torá é o livro sagrado do judaísmo. O Pentateuco, literalmente “cinco partes ou seções”, é composto pelos cinco primeiros livros da Bíblia. Entre os judeus é chamado de Torá, uma palavra da língua hebraica com significado associado ao ensinamento, instrução, ou literalmente Lei, uma referência à primeira secção do Tanakh, os primeiros cinco livros da Bíblia hebraica. O Pentateuco é, para os Cristãos, a totalidade dos cinco primeiros livros da Bíblia. Para os judeus, esses cinco livros constituem a Torá. Eles apresentam a história do povo de Israel desde a criação do mundo até a morte de Moisés.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Artigos Publicados: Astrologia Rosacruz – Em Perguntas e Respostas

Pergunta: A dor, o sofrimento e a tristeza são necessários no grande esquema das coisas? Não é parte do Plano de Deus sentirmos júbilo, alegria intensa e vibrante?
Pergunta: A literatura Rosacruz afirma serem os Planetas corpos de Exaltados Seres Espirituais. Se realmente é assim, como poderá um Planeta ser maléfico?
Pergunta: A Teoria Nebular não explica a existência do Universo de uma maneira muito mais “científica” do que as histórias da criação na Bíblia?
Pergunta: Ao levantar um horóscopo devemos levar em consideração as condições e o ambiente que afetam a vida de uma determinada pessoa?
Pergunta: As plantas estão sob o domínio dos Astros e dos Signos? Se estiverem, por favor, explique como e por quê.
Pergunta: Como é mostrado, em linhas gerais em um horóscopo, o senso de humor?
Pergunta: Como é possível entrar em bons termos com Saturno? O perguntante esteve sob influência dele a vida toda. Doenças, pobreza, perda de herança e acidentes já são bastante ruins, mas Saturno também pode nos causar problemas espirituais? Ele pode criar barreiras para o nosso desenvolvimento quando lutamos pelo bem? E somos libertados de sua influência quando morremos?
Pergunta: De acordo com a Astrologia Rosacruz, qual o melhor momento para nascer?
Pergunta: É correto nos utilizar das Tabelas Planetárias Horárias visando lucros materiais ou para obter vantagens sobre outra pessoa?
Pergunta: É errado usar a Quiromancia, Astrologia ou Frenologia como meio de ganhar a vida financeiramente (seja por meios diretos ou indiretos)?
Pergunta: Em um horóscopo foi dito que a nativa irá ter uma vida fácil, pois não há um único Aspecto adverso. No entanto, Vênus está na décima-segunda Casa, e li no Livro “A Mensagem das Estrelas” que ao falar de Vênus na Casa da dor, provavelmente a décima-segunda: “Nela o sorriso do amor é afogado em lágrimas”. Não há uma discrepância nisso?
Pergunta: Existe Influência Astral Maléfica?
Pergunta: Falando em polaridade Astral para o casamento, sendo a Lua e Vênus os significadores no horóscopo de um homem e o Sol e Marte no de uma mulher, você diz que se esses Astros estiverem harmoniosamente configurados a harmonia prevalecerá. A configuração mencionada significa a configuração da Lua com Vênus e de Marte com o Sol nos respectivos horóscopos, ou da Lua e Vênus em um horóscopo com Sol e Marte no outro? Como seria se o Sol do homem antagonizasse sua própria Lua, mas se harmonizasse com a Lua do futuro parceiro? Caso o Ascendente não seja conhecido, qual é a melhor base para estimar a compatibilidade? É a harmonia ou não dos dois Signos lunares?
Pergunta: Marte, Júpiter e os outros Planetas são habitados? Se sim, estas pessoas são superiores às pessoas na Terra; as almas da Terra alguma vez reencarnam em outros Planetas e vice-versa?
Pergunta: Na educação das crianças é aconselhável que os pais procurem uma leitura astrológica das potencialidades da criança para inibir as tendências prejudiciais e fortalecer as benéficas. Isso valerá a pena? Não será necessário e fundamentalmente benéfico que a criança passe pelas situações e experiências assim chamadas adversas? A natureza espiritual não se fortalece quando elas são superadas? Uma virtude adquirida não é melhor do que a inocência ou a pureza conseguida por meio da fuga?
Pergunta: No livro: A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel -Fraternidade Rosacruz lemos que é o ângulo do raio astral que determina sua influência na vida do nativo. Eu entendo a diferença entre o Zodíaco Natural e Zodíaco Intelectual. No entanto, ao aplicá-lo ao horóscopo humano, ele parece criar alguns mal-entendidos ou equívocos. Um exemplo, no livro supracitado atribui praticamente as mesmas tendências e influências ao Sol em Áries (“Filhos de Áries”), e a um Áries no Ascendente sem o Sol. O ângulo do raio astral em ambos os casos pode diferir amplamente, a menos que o Sol esteja em Áries, enquanto esse também está no Ascendente. Mesmo assim, se as influências ou tendências em ambos os casos forem idênticas, não pode ser o ângulo de incidência do raio astral que as determina. É isso?
Pergunta: O que causa a paralisia e como isso se configura no horóscopo?
Pergunta: O que são Cometas?
Pergunta: O que tende a acontecer com os nascimentos prematuros?
Pergunta: O Signo onde está Saturno em um horóscopo pode influenciar quando está em alguma Casa de um outro horóscopo?
Pergunta: Os Vegetais estão sob o domínio dos Astros (Planetas, Sol e Lua) e dos Signos? Em caso afirmativo, gostaria de saber como e por quê.
Pergunta: Podemos relacionar os peixes com o elemento Água, os pássaros com o elemento Ar, os mamíferos, em sua maioria, com o elemento Terra? Quais os animais que podemos relacionar com o elemento Fogo?
Pergunta: Podemos, pela força de vontade, controlar os Aspectos astrológicos mostrados em nosso horóscopo? Temos o direito de mudar o destino que trouxemos de nossa última vida passada?
Pergunta: Por que alguns astrólogos afirmam ser o ano 1912 o início da Era Aquariana ou Era de Aquário?
Pergunta: Por que chamam Netuno de oitava superior de Mercúrio?
Pergunta: Por que Cristo nasceu, para nós, durante a passagem do Sol por Capricórnio em dezembro?
Pergunta: Por que há exceção no valor de órbita dos Planetas lentos que se encontram em Signos Fixos, para as Conjunções, Quadraturas e Oposições?
Pergunta: Por que os Antigos Sacerdotes do Egito estudavam Astrologia tão profundamente?
Pergunta: Por que os Aspectos formados pelo Sol e a Lua admitem órbita de até 8º? Por que os Aspectos entre os Planetas admitem órbita de até 6º?  
Pergunta: Por que os Aspectos formados pelo Sol e pela Lua admitem uma órbita de influência de até 8 graus? Por que os Aspectos entre os Planetas admitem uma órbita influência de até 6 graus?
Pergunta: Por que, fisicamente, ocorre o fenômeno, para a Lua e os outros Astros, de terem suas potencialidades de influência aumentada quando estes transitam em Signos Cardeais, diferentemente do que ocorre quando transitam por Signos Fixos ou Comuns?
Pergunta: Quais os Astros ou Signos estão mais intimamente associados ao sentimento de consciência? A consciência é, naturalmente, a base da lei, da ética, da justiça, da virtude, etc.?
Pergunta: Quais são as influências tanto a Cauda como a Cabeça do Dragão quando elas não fazem Conjunção com nenhum outro Astro (Sol, Lua e Planetas) e estão na 5ª Casa e na 11ª Casa, respectivamente?
Pergunta: Queria saber quais Astros e Signos estão mais intimamente associados à conscienciosidade, e se há um ou outro que seja superior nesse sentimento?
Pergunta: Sendo a 8ª Casa a que indica nossa saída do cenário mundial, pois é a Casa da morte, quais são os efeitos de Urano e Saturno juntos nesta Casa, numa Conjunção e Paralelos?
Pergunta: Será possível que a astrologia seja verdadeira, a ponto de podermos evitar desastres futuros sendo previsíveis dessa maneira? E isso não interferiria em nosso destino?
Pergunta: Seria sempre um grande risco colocar a tentação no caminho de uma pessoa cujo horóscopo indica Mercúrio ou Netuno com Aspecto adverso com Saturno, apesar de haver influências que contrabalancem essas provas?
Pergunta: Seria sensato que duas pessoas com o mesmo temperamento se casassem se ambas tivessem nascido sob o mesmo Signo do Zodíaco? Em agosto, por exemplo?
Pergunta: Você disse que Mercúrio é incolor e neutro na influência dele. Isto não indicaria que os seres que evoluem no Campo de Evolução no Planeta Mercúrio estão em um estágio muito inferior de desenvolvimento e, sendo assim, como poderia eles têm uma influência sobre a Mente da Humanidade de modo a promover a razão?
Pergunta: Você pode me explicar exatamente como as influências Astrológicas atuam? De que modo misterioso é proporcionada a proteção pelas influências astrais?
porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Teoria Nebular não explica a existência do Universo de uma maneira muito mais “científica” do que as histórias da criação na Bíblia?

Resposta: A teoria nebular foi rejeitada por Herbert Spencer porque, assim como a Bíblia, postula uma Causa Primeira.

Resumidamente, a teoria é a seguinte: em algum momento, surgiu no espaço uma névoa de fogo, espontaneamente. Dentro dessa névoa, correntes elétricas começaram a se formar, também espontaneamente, e sob o impacto dessas correntes, a névoa ígnea assumiu uma forma esférica, girando com intensa rapidez. A força centrífuga fez com que ela lançasse um anel que se desintegrou; os fragmentos se coalesceram e formaram um Planeta orbitando a massa central. Assim, diferentes Planetas foram criados um após o outro. Eles esfriaram gradualmente e, por fim, o Sistema Solar se completou. Em pelo menos um desses Planetas, surgiu, espontaneamente, a Vida, ou protoplasma[1], que gradualmente evoluiu através das diferentes classes de Radiados, Moluscos, Articulados e Vertebrados, florescendo finalmente no ser humano, que é a Inteligência suprema do Cosmos, senhor de tudo o que contempla.

O cientista diz isso com ar sábio, e pode acrescentar: “Não vê como é simples e razoável? Se não, deixe-me lhe fazer uma demonstração.”. Ele pode então pegar uma bacia cheia de água e derramar um pouco de óleo na superfície, a água representando o espaço e o óleo a névoa de fogo. Em seguida, pega uma agulha e começa a mexer o óleo, imitando as correntes geradas na névoa de fogo, e sob sua agitação o óleo tomará uma forma esférica. Gradualmente, a esfera se expandirá no equador, um anel se desprenderá e se transformará em um Planeta que orbitará seu núcleo primário, e o cientista dirá triunfante: “Viu? Não vê como é natural? Não há a menor necessidade do seu Deus!”.

Só nos intriga que os seres humanos que possuem uma Mente capaz de conceber esta esplêndida demonstração possam, ao mesmo tempo, ser tão obtusos a ponto de não a perceberem: eles próprios tomam o lugar de Deus, que idealizou e trouxe à existência o Universo conforme os cientistas conceberam sua demonstração e a executaram. Deus, por seu poder, preserva nosso universo e move os Planetas assim como o cientista move seu Planeta de óleo, e se Deus cessasse sua atividade por um único instante, o Cosmos se resolveria instantaneamente em um caos conglomerado, assim como o Sol e o Planeta de óleo deixariam de existir no momento em que o cientista interrompesse sua operação.

Portanto, longe de refutar a afirmação bíblica de que Deus é o Criador e sustentador do Cosmos, a Teoria Nebular demonstra a necessidade da intervenção divina de forma bastante completa e, quando compreendida corretamente, não há diferença essencial entre a concepção científica e a religiosa.

(Pergunta nº 156 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: O protoplasma é a substância viva, incolor e viscosa que compõe o interior das células, abrangendo o citoplasma (com organelas) e o núcleo. Essencial para a vida, é uma mistura complexa de água, proteínas, lipídios, carboidratos e íons, onde ocorrem as reações metabólicas. Apresenta propriedades de irritabilidade, condutibilidade e contratilidade.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que são Cometas?

Resposta: Ao contemplarmos a sabedoria das Grandes Hierarquias Criadoras em comparação com a nossa, naturalmente nos sentiríamos inclinados a pensar que elas estão acima de erros; porém, refletindo melhor, parece razoável que, como ainda estão em constante evolução, aprendendo lições muito além da nossa compreensão, elas também cometam erros ocasionalmente. Elas atuam no Macrocosmo, o “Grande Mundo”, o Corpo de Deus, enquanto nós trabalhamos no Microcosmo, o “Pequeno Mundo”, composto por nossos diferentes veículos, e assim como cometemos erros ao lidar com nossos assuntos e ao aprender as lições que estamos aprendendo, as Grandes Hierarquias Criadoras também falham, por vezes, em seus trabalhos.

Sabemos que, ao trazer uma criança ao mundo, pode ocorrer um aborto espontâneo. O embrião ou feto é então expelido do organismo e imediatamente começa a se decompor. Existe um risco semelhante quando um Mundo está sendo formado, ou seja, que ele se cristalize ou se solidifique antes de completar o período de gestação no Mundo do Desejo. Nesse caso, ele não foi moldado adequadamente e pode ser comparado ao gesso misturado por um escultor para formar uma bela estátua, mas que, antes de ser moldado, se torna uma massa disforme e inútil. Quando isso acontece na formação do Mundo, temos o que é conhecido como um cometa, e a órbita elíptica que ele percorre é o caminho de uma corrente no Mundo do Desejo. Temos algo semelhante aos cometas na aparência do Ego antes de entrar no útero da mãe. Nesse caso, ele também tem a forma de um sino, com um núcleo no topo e uma grande quantidade de material fluindo atrás dele, semelhante à cauda de um cometa. E esses Egos que estão prestes a renascer aqui em forma de sino também percorrem órbitas elípticas ao redor da Terra, até o momento necessário que entrem no útero da futura mãe.

(Pergunta nº 157 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Idiomas