Arquivo de tag Urano

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Jarro de Aquário

O Zodíaco é o círculo dos céus que mais diretamente está vinculado a nós e, como todo círculo, contém trezentos e sessenta graus. Para ter uma ideia da imensidão desse plano da Eclíptica, lembre-se de que a órbita da Terra ao redor do Sol tem aproximadamente 941.500.000 km e que esse plano do Zodíaco tem quinze graus de largura em toda essa distância. Esse grande círculo é dividido em doze partes de 30 graus cada, chamadas de Signos do Zodíaco.

Os diferentes Signos receberam seus nomes dos antigos Sábios porque, após um longo curso de observação e registro, descobriu-se que a influência do Sol, ao passar por cada Signo, tinha certo efeito sobre o Reino vegetal e trazia à manifestação ativa algumas qualidades na Humanidade.

Cada Signo é representado por um símbolo e a invenção desses símbolos remonta a eras tão antigas que não há registro sobre isso. Quando os Signos do Zodíaco foram nomeados, sem dúvida, eles eram idênticos às constelações, o que não acontece atualmente.

Cada Signo tem um Regente que expressam melhor as qualidades desse Signo. Esses Planetas ou Regentes são os Corpos Densos de elevados Seres que são, na Bíblia, chamados de “Os Sete Espíritos diante do Trono” e que têm sob Sua responsabilidade a nossa evolução. Cada Planeta visível é a personificação de uma Grande Inteligência Espiritual que busca guiar a Humanidade de acordo com o Plano de Deus, sempre tendo em vista o objetivo final, sem se prender ao estado presente. Cada um desses elevados Seres tem o seu trabalho especial a realizar em favor da Humanidade.

O primeiro Signo, Áries, situa-se em um dos cantos do Céu e quando o Sol está em Áries ele está totalmente à leste. Áries, o Carneiro, recebeu esse nome porque nascia com o Sol no atual mês de março, mês do vivificante Equinócio de Março, e simboliza a Vida. Os pastores lhe deram o nome em homenagem aos seus rebanhos e aos campos que revitalizavam.

Em seguida vem Touro, nomeado a partir dos rebanhos que eram considerados os mais valiosos depois das ovelhas. O Touro foi muito adequadamente venerado por aquelas pessoas, sendo um emblema da fortaleza necessária para conquistar o Mundo material. Devido à sua prodigiosa força, ele era de uma ajuda inestimável em todas as suas tarefas. O provérbio sobre “as panelas de carne do Egito” (Ex 16:3) serve até hoje para mostrar com que abundância aquele animal lhes supriam a necessidade física de alimento, sendo o leite da fêmea também um elemento importante da dieta. Possuir muito gado era, portanto, ardorosamente desejado na antiguidade pelas nações novas.

O próximo é Gêmeos, às vezes chamado de Cástor e Pólux que, em sua eterna juventude, contam a história da fraternidade humana.

O quarto Signo, Câncer, está em outro canto do Céu. No Solstício de Junho, o Sol parece parar e, como um caranguejo, recuar lentamente — por isso o chamamos de caranguejo. Mas os egípcios chamaram esse Signo de Escaravelho ou Besouro e usavam o escaravelho como símbolo da alma, explicando que esse Signo é “a esfera das almas que aguardam o renascimento”.

Então surge o Signo Real, Leão, o Signo solar por excelência, a morada do Sol.

Em seguida vem a “Virgem Celestial”, geralmente chamada de Virgem. Dizemos que o Sol nasce da Virgem Celestial porque, no Solstício de Dezembro, quando a noite é mais longa, a Virgem se ergue no horizonte oriental e o Sol inicia seu novo percurso rumo ao Equinócio de Março, para derramar nova vida sobre a Terra.

O terceiro canto do Zodíaco é ocupado por Libra, a Balança, assim chamada porque, no Equinócio de Setembro, os dias e as noites estão igualmente equilibrados.

Em seguida vem Escorpião, que carrega seu ferrão na cauda e rege a Oitava Casa, a Casa da Morte. Escorpião governa os órgãos da geração e a morte aguarda todos os que nascem da fecundação, resultado de uma relação sexual (direta ou indireta) entre um homem e uma mulher.

O nono Signo, que tem influência especial sobre a Mente, é Sagitário, o arqueiro, meio homem, meio animal: um centauro. Seu símbolo mostra um homem com um arco, representando aquele que se ergue acima da sua natureza animal. O arqueiro aponta sua flecha diretamente para o Sol, simbolizando sua aspiração espiritual; embora frequentemente erre o alvo, às vezes acerta e não desiste.

O quarto e último canto do Céu é ocupado por Capricórnio, o bode, que se deleita em escalar altos precipícios. Ele ocupa o canto onde o Sol começa a subir novamente, em seu retorno para o Norte.

O décimo primeiro Signo é Aquário, o Portador da Água, que se supõe carregar um jarro cheia de água em suas mãos. Esse jarro contém seus sentimentos e suas emoções; se ele a inclina, eles transbordam; contudo, se mantém firme, eles permanecem contidos. Assim, tudo está sob seu próprio controle e esse é o ideal celestial que nos foi colocado como meta a ser alcançada.

O último ou décimo segundo Signo do Zodíaco é Peixes. Seu símbolo mostra dois peixes nadando em direções opostas, unidos por uma faixa. Os dois peixes apontam para o grande abismo, o lugar do mistério, enquanto a faixa que os une representa a Unidade entre tudo o que existe.

O Zodíaco significa “Círculo de Animais”; embora dois dos Signos de Ar, Gêmeos e Aquário, sejam humanos; um dos Signos de Fogo, Sagitário, meio humano; e um dos Signos de Terra, Virgem, também seja humano, todos os demais, exceto Libra, que é neutro, pertencem ao Reino animal.

Essas doze constelações estão sempre na mesma posição relativa, porém devido a um leve movimento dos polos da Terra, o Sol cruza o equador em um ponto ligeiramente diferente a cada ano, durante o Equinócio de Março, parecendo se mover lentamente para trás no Zodíaco, a uma taxa de 50 segundos por ano. Ele demora aproximadamente 2.100 anos para retroceder por um Signo inteiro e, aproximadamente, 25.868 anos para completar o ciclo através de todos os doze Signos. Esse movimento retrógrado é chamado de “Precessão dos Equinócios”. O grande ciclo foi completado pela última vez no ano 498 d.C., quando o mundo iniciou uma nova espiral mais elevada de sua evolução.

Hoje, os Signos que mais diretamente estão relacionados a nós são Aquário, Peixes, Áries, Touro, Gêmeos e Câncer. Eles realmente compõem a essência de todos os Signos do Zodíaco, pois a qualidade de um Signo é sempre refletida em seu oposto.

Cada Signo do Zodíaco tem um Regente que se acredita estar em harmonia com o Signo. Cada um desses elevados Seres é responsável por uma determinada fase do nosso desenvolvimento. Assim, fica claro que a educação da Humanidade depende em grande parte do treinamento que nossos instrutores receberam em evoluções anteriores. Quando o Sol esteve, pela última vez e por Precessão dos Equinócios, no Signo aquoso de Câncer, o continente da Atlântida foi sepultado sob as ondas e emergiu o que parecia ser um novo Céu e uma nova Terra, com uma nova Raça destinada a habitar o mundo.

Essa catástrofe que se abateu sobre a Atlântida, enquanto o Sol estava em Câncer, é o cataclismo relatado a Platão pelos sacerdotes do Egito e que o próprio Platão mais tarde registrou. Os sacerdotes disseram a Platão que, segundo seus registros, esse dilúvio ocorreu de dez mil anos antes, aproximadamente, considerando a base de tempo atual.

Câncer é um Signo fértil e a Lua controla o crescimento. Como mostra a vibração da Lua, ela também controla a Mente, sendo o dígito das vogais a força espiritual do número de expressão da Trindade ativa. Nesse contexto, é interessante recordar que a Mente foi dada à Humanidade infantil quase no final do Período Atlante.

Jeová, o Espírito Santo, que também expressa o três em suas vogais, é o Regente de todas as Luas, que são usadas com o propósito de dar aos seres que ficaram para trás na marcha do progresso uma nova chance, sob circunstâncias diferentes e Leis mais rigorosas, para tentar recuperar o tempo perdido. O nome Jehovah (ou Jeová) revela o cuidado protetor que Ele sempre exerce e como tenta alcançar Seus discípulos por meio de suas Mentes.

Mas Jeová foi um mestre severo e ensinou Seus filhos a compreender que, quando fizessem o que é certo e O agradavam, seriam recompensados; no entanto, quando faziam o que era errado, um castigo rápido os alcançaria. Eraolho por olho, dente por dente”. Não era, de forma alguma, um reino de misericórdia, pois a Humanidade não teria compreendido a misericórdia naquela época — era um Reino da Lei onde o egoísmo florescia. Assim, apelando aos instintos egoístas, a Humanidade, enquanto desenvolvia a Mente, foi pressionada e conduzida ao longo do Caminho de Evolução.

À medida que o Sol retrocedeu pelo Zodíaco, após cerca de 2.100 anos em Câncer, ele entrou no Signo de Ar, Gêmeos. Gêmeos governa a Mente inferior e os gêmeos são o símbolo da juventude eterna e da fraternidade humana. Sendo um Signo de Ar, esse foi um tempo de expressão.

Acredita-se que esse período tenha contido a Idade de Ouro no Egito, pois, em um Signo de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para o reconhecimento de sua origem divina. É provável que o autor do Livro de Jó tenha vivido na Era de Gêmeos.

O Regente de Gêmeos é Mercúrio, cujo nome revela o trabalho educacional rigoroso que ele exigia; e as vogais do seu nome indicam que o seu trabalho tinha como objetivo expandir a Mente da Humanidade infantil até que ela pudesse funcionar no Plano Universal.

Os elevados Seres que ficaram entre os seres humanos naquela época para guiar e ensinar a Humanidade eram conhecidos como os Senhores de Mercúrio e os Senhores de Vênus. Embora fossem extremamente mais avançados do que os “filhos dos homens”, eram, na verdade, os pertencentes a Mercúrio e Vênus que haviam ficado para trás na evolução e sido lançados em uma das Luas de cada um dos dois Planetas. Naquele tempo, ao ajudarem a Humanidade, eles receberam uma nova oportunidade de recuperar o atraso e, quando seu trabalho na Terra estivesse concluído, retornariam ao seu Planeta natal. A obra de Mercúrio estava especialmente ligada à Humanidade com o Sol em Gêmeos; Vênus teve mais trabalho a realizar no período seguinte, quando o Sol estava em Touro.

Neste ponto da história do mundo é muito difícil para nós imaginarmos um tempo em que não possuíamos a faculdade da razão, onde o que tínhamos de mais próximo dela se manifestava como astúcia. Mas desenvolver a faculdade racional e colocar a Mente inferior em atividade foi realmente a obra que Mercúrio teve de realizar. Que ele foi bem-sucedido em grande medida é provado pelo fato de que muitos de nós já começamos a usar também a intuição em vez de apenas a razão.

Ao final daquele período, o Sol havia saído de Gêmeos, pela Precessão dos Equinócios, e entrado em Touro, que era, naquela época, conhecido como o “Touro Alado de Nínive”. Nesse período, o Touro era considerado um símbolo sagrado e visto como a mais elevada expressão da força física, que ainda era considerada de maior valor do que a simples Mente. O Touro também era cultuado como símbolo de força procriadora.

O Signo oposto a Touro é Escorpião, que é regido por Marte, o Planeta da Energia Dinâmica. Como sempre há um significado exotérico e um significado esotérico em cada ensinamento, o Signo oposto geralmente expressa o significado interior. Assim, durante a Era de Touro, quando se cultuava o touro sagrado, os sacerdotes usavam o Uraeus, o Símbolo da Serpente, pertencente a Escorpião, o Signo oposto a Touro, para indicar sua posse da sabedoria esotérica.

Pelo que foi dito, pode-se compreender facilmente que a força estava dominante no mundo e governava tudo. Assim, entendemos o tipo de trabalho que o suave Vênus, Regente de Touro, teve que realizar. A maior parte do que definimos e conceituamos com “mal” foi assim decidido quando começamos a responder à Marte, o Regente de Escorpião e Áries.

Como aprendemos nos Ensinamentos Rosacruzes, os Espíritos Luciféricos foram os atrasados da Onda de Vida dos Anjos do Período Lunar e não conseguiram viver no Sol nem na Lua, pois eram movidos por paixões e desejos egoístas. Por isso, foi necessário encontrar um lugar separado para eles e assim foram colocados em Marte. Dessa forma, Marte é o lugar de Lúcifer, o chefe dos Anjos caídos. Mas percebemos por sua vibração que ele seja, como diz Jó, “um filho de Deus” e isso é confirmado por S. Judas Tadeu, ao dizer que nem mesmo o Arcanjo Miguel ousou insultar Lúcifer.

Estudamos na Filosofia Rosacruz uma bela história sobre como Lúcifer, quando lutou contra o Arcanjo Miguel, disputando pelo corpo de Moisés, perdeu a gema mais preciosa da sua coroa. Ela foi deslocada durante a luta. “Essa linda gema era uma esmeralda chamada Elixir. Ela foi lançada no abismo, mas foi recuperada pelos Anjos e a partir dela o Cálice, ou Santo Graal, foi feito — aquele que mais tarde foi usado para conter o sangue purificador que fluiu do lado do Salvador”.

Também, da Filosofia Rosacruz, observamos que “essa joia era uma esmeralda e, portanto, verde. O verde é uma combinação de azul e amarelo; assim, é a cor complementar da terceira cor primária, o vermelho. No Mundo Físico, o vermelho tende a excitar e energizar, enquanto o verde tem um efeito calmante; mas o oposto é verdadeiro no Mundo do Desejo. Lá, a cor complementar é ativa, produzindo em nossos desejos e nossas emoções o efeito que atribuímos à cor física. Logo, o tom verde da gema perdida por Lúcifer revela sua natureza e efeito. Essa pedra tinha o poder de atrair paixão e gerar amor sexual, sendo, portanto, o oposto da Pedra Filosofal, que é a Pedra Branca e apocalíptica, emblema do amor da alma pela alma”.

Os Espíritos Luciféricos de Marte depositaram o ferro em nosso sangue, o que tornou possível a nossa vida em uma atmosfera que contém oxigênio; eles também agitaram todas as nossas forças e nos deram incentivo, de modo que agora agimos — embora, às vezes, nossas ações sejam más.

Marte sugere às pessoas a ignorarem os direitos dos outros: para ele o correto é a força e considera apenas as próprias vantagens. Assim, na Era de Touro foi trabalho de Vênus tornar os seres humanos amorosos e bondosos. El não tentou ir muito além do imediato grupo familiar, porém sob a sua influência, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher – começamos a nos tornar charmosas e, assim, atraíamos os seres que renasciam aqui com o sexo oposto – um homem – com laços de amor, em vez de mera luxúria.

Perto do fim da Era de Touro, quando o Sol havia entrado, por Precessão dos Equinócios, na Órbita de Influência de Áries, o carneiro, o culto ao touro se tornou idolatria, pois agora havíamos entrado em outra Dispensação. É evidente que, quando estudamos a Bíblia por meio  dos Ensinamentos Rosacruzes, os israelitas mortos por construírem um bezerro de ouro para adoração não estivam acompanhando a Era em que adentravam.

Acredita-se que Áries seja dividido em duas partes: a primeira é representada pelo carneiro, e a última parte — durante a qual Cristo-Jesus nasceu —, quando o carneiro era apresentado de maneira muito gentil, é figurada pelo cordeiro. O Regente de Áries, assim como de Escorpião, é Marte. Áries tem domínio sobre a cabeça e o cérebro foi construído pela divisão da força sexual criadora, enquanto Escorpião governa os nossos órgãos reprodutores. Áries é a Casa da Vida e Escorpião, a Casa da Morte, significando que tudo o que nasce da paixão e do desejo está destinado a morrer aqui.

De Lúcifer vem o nosso sangue vermelho e a energia marcial, que é o veículo de todo progresso e energia material. De Jeová vem a interiorização da Lei e do castigo pelo pecado. No período que estamos considerando, a qualidade da misericórdia ainda não havia entrado na consciência humana e o altruísmo não havia sequer sido concebido.

Quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, chegou a poucas centenas de anos de Peixes, um Signo de Água, em sua passagem através de Áries, Jesus nasceu de uma virgem (Virgem é o Signo oposto a Peixes) e o peixe se tornou o símbolo do Cristão. Os Bispos da Igreja ainda usam um adorno de cabeça que lembra a cabeça de um peixe e a água ainda é colocada à porta da Igreja como símbolo de pureza.

O Regente de Peixes é Júpiter, o Planeta da filantropia; por isso podemos ver que a Humanidade está pronta para dar outro passo. Vênus havia começado o trabalho de embelezamento e humanização na Era de Touro e agora Júpiter dará continuidade a esse trabalho; no entanto, e como sempre, em um nível mais elevado. É interessante considerar os meios usados para manter a Humanidade em ascensão. Lembremos que, no início, não houve qualquer poder de raciocínio e a primeira faculdade desenvolvida foi a astúcia.

Foi necessário desenvolver o egoísmo no processo de nos fazer perceber nossa identidade separada. Isso foi realizado pelas Leis de Jeová. O ganho material era constantemente oferecido a nós como sinal de obediência ou não das Leis: se agradassem a Jeová, colheriam benefício; se o desobedecessem, sofreriam com a pobreza.

Então, depois que o germe da Mente havia sido desenvolvido, a Humanidade estava muito satisfeita e não tinha qualquer incentivo para agir — estava perfeitamente contente com as coisas como eram e não via razão para fazer qualquer esforço. Assim, os Espíritos Lucíferes de Marte foram enviados para polarizar o ferro no nosso sangue e, assim, possibilitar o sangue vermelho, de modo que desejasse agir. “Melhor fazer o mal do que não fazer coisa alguma”. Naturalmente, o primeiro resultado foi muito ruim. Ambição, ganância, luxúria e brutalidade dominaram — mas a Humanidade estava agindo.

A influência de Vênus mostrou um cuidado mais delicado, quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino – uma mulher. Em vez de considerá-las simples “animais de carga” ou “meras criaturas para a satisfação da luxúria”, gradualmente despertaram ternura genuína e verdadeiro amor.

Cristo-Jesus nasceu quando o Signo de Áries estava dentro da Órbita de Influência de Peixes. Ele nasceu da Virgem Celestial, o Signo oposto a Peixes, e pela primeira vez na história do mundo quando renascíamos aqui como um ser do sexo feminino recebemos um lugar de honra e respeito. O Regente de Peixes, Júpiter, representa benevolência, filantropia, altruísmo. Essa foi a mais elevada influência que a Humanidade havia sentido até então.

Cristo introduziu uma nota completamente nova quando disse: Ninguém tem amor maior do que este; dar a vida por seus amigos. (Jo 15:13). Ou Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. (Jo 3:16). Naquele tempo, o mundo nada sabia sobre amor ou solidariedade. Se, por exemplo, uma pessoa tropeçasse e caísse nas ruas de Roma, provavelmente seria deixada onde caiu, porque ninguém demonstraria qualquer interesse por ela. Eles enfaticamente não se consideravam guardiões dos seus irmãos e das suas irmãs.

Tudo isso Cristo tentou modificar. Com a influência de Júpiter auxiliando a Humanidade, Ele induziu as pessoas a adquirirem um senso de fraternidade. Em vez da antiga doutrina Jeovística do “olho por olho, dente por dente” (Ex 21:24; Lv 24:20), Ele instituiu a ideia da misericórdia; no lugar da “retribuição”, as pessoas foram ensinadas a ignorar e perdoar.

Embora tenhamos muitas falhas, mesmo assim a Humanidade deu um grande salto naquela época e, desde então, apesar dos muitos tropeços e recaídas, continuamos avançando lentamente, tateando nosso caminho para cima. O Signo oposto a Áries, sob o qual Jesus nasceu, é Libra, o que nos diz que o Cristo retornará.

O Sol já avançou o suficiente através de Peixes para entrar na Órbita de Influência de Aquário, o grande Signo humano que foi colocado nos Céus como o ideal que a Humanidade deve buscar. Na época em que Jesus de Nazaré nasceu, nada mais elevado em termos de altruísmo era conhecido além do que Júpiter representava; ainda hoje estamos longe de alcançar o seu ideal. Contudo, pouco antes do fim da primeira metade do século dezenove, outro Planeta, Urano, entrou em nosso campo de percepção. A Humanidade estava, evidentemente, pronta para dar outro passo. Aproximadamente em 1898, a Terra entrou plenamente na Órbita de Influência de Aquário e o seu Regente, Urano, começou a agir sobre nós.

Urano realiza praticamente o mesmo trabalho que Júpiter, mas em nível mais elevado. Ele não dá atenção aos Corpos — seu amor é de alma para alma. Quando ativo, ele desperta todas as faculdades intuitivas de modo que a pessoa obtém conhecimento sem precisar do esforço do raciocínio. Desde que a Terra entrou na Órbita de Influência de Aquário, máquinas voadoras tornaram-se práticas, o rádio foi inventado, o telégrafo sem fio foi inaugurado e muitas outros objetos tecnológicos começaram a surgir, antes considerados impossíveis. E não sabemos o que mais aparecerá.

Como foi dito a respeito de Gêmeos: em uma Era de Ar, as almas são mais facilmente despertadas para a consciência da sua Origem divina. É sempre uma era de expressão e a última destinou-se a expressar o trabalho do intelecto. A Era de Aquário destina-se, contudo, à manifestação do altruísmo. O conhecimento de que eu sou o guardião do meu irmão (Gn 4:9) agora ofusca qualquer outra consideração. Responsabilidade e liberdade, embora pareçam antagônicas, pertencem ao Ar e devem trabalhar juntas.

Como Urano derruba e destrói o que desaprova para reconstruir, é possível que o abominável holocausto da Primeira Guerra Mundial tenha sido resultado da sua ação; nesse caso, veremos o início de um reino de responsabilidade e liberdade na Terra, quando a paz for novamente declarada, ainda que temporária. O que parecem mau é apenas o bom em formação. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam o Senhor.” (Rm 8:28).

Embora muitas pessoas aguardem confiantemente a rápida e segunda vinda do Cristo, predita pelo Signo de Libra, é evidente que ainda estamos muito longe de estar preparados, pois poucos de nós desenvolveram o Corpo-Alma no qual, como diz S. Paulo, seremos capazes “de encontrá-Lo nos ares para estar com Ele.” (ITss 4:17). Primeiro precisamos aprender a levitar. Como Capricórnio está em um dos cantos do Zodíaco, é muito provável que, quando o Sol estiver pronto para entrar neste Signo pela Precessão dos Equinócios, a Humanidade talvez esteja preparada para a segunda vinda de Cristo-Jesus. Se isso for verdade — e não devemos esquecer que “daquele dia e hora ninguém sabe, exceto nosso Pai no Céu (Mt 24:36) — ainda temos pelo menos mais de dois mil e quinhentos anos para nos desenvolvermos o bastante para conseguir usar nossos Corpos Vitais.

Embora o prazo possa parecer muito distante, quando percebemos que até agora fizemos muito pouco para evoluir, notamos que esse tempo não é de forma alguma excessivo — e é responsabilidade nossa começar a trabalhar e continuar trabalhando sem cessar, porque assim cada um poderá fazer sua parte para apressar o “Dia do Senhor”, ajudando a libertá-Lo da Terra, onde Ele sofre com gemidos inexprimíveis.

E o modo como nosso trabalho se apresenta no momento é pelo Caminho do Altruísmo, conforme mostrado pelo Signo de Aquário, onde entraremos em breve. O símbolo do Jarro deve estar sempre ativo em nossa consciência, pois até que possamos controlar nossos próprios Corpos, nosso trabalho pela Humanidade deve esperar. Para alcançar a estatura do ser humano perfeito nós devemos aprender a carregar nosso Jarro de modo que, exceto quando escolhemos incliná-lo, nenhuma gota de água da emoção vaze. Então, quando pudermos controlar perfeitamente nossos próprios Corpos, estaremos prontos para obter nossa herança, tornando-nos colaboradores de Deus para a edificação da Humanidade.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de fevereiro/1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Aspectos Adversos envolvendo os Planetas Misteriosos

Uma pessoa deveria se sentir honrada por ter qualquer tipo de Aspecto relacionado a esses Planetas Urano e Netuno, pois isso mostra que escolheu, por livre vontade, responder às influências desses Planetas sejam benéficos (aproveitando as oportunidades) ou adversos (aprendendo pela vigilância, discernimento e determinação em não cair nas tentações sugeridas). Aspectos adversos com Netuno e Urano são como se alguém fosse membro de uma família que possui um líder muito distinto.

Esse indivíduo raramente concorda com o líder e, geralmente, se recusa terminantemente a aceitar suas sugestões ou ouvir seus conselhos. O líder jamais força sua orientação nem exige que seus conselhos sejam seguidos. Ele simplesmente permite que o indivíduo siga adiante, tropece e caia — e caia novamente — até ficar tão machucado que começa a se perguntar o que está acontecendo. Então, talvez, ele finalmente comece a ouvir.

O ponto onde as correntes de pensamento do indivíduo e do líder se cruzam é marcado por um Aspecto adverso. Seu significado específico pode ser identificado pela Casa em que esse Aspecto aparece.

Mas os Aspectos adversos frequentemente trazem bons resultados. A análise de diversos horóscopos mostra que pessoas com gênio verdadeiramente positivo quase sempre possuem muitos Aspectos adversos ligados aos Planetas do Mistério.

Indivíduos com muitos Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas têm fé em abundância — fé e ainda mais fé —, mas raramente demonstram genialidade. É bem provável que o poder da genialidade esteja latente, mas não chega a se manifestar.

É como se a alma, ao lutar por luz e paz através do esforço que faz e do sofrimento que suporta, acendesse a centelha que produz o brilho de superioridade que chamamos de genialidade. E parece que as pessoas que possuem muitos Aspectos adversos e, portanto, conflitantes, especialmente com Netuno, simplesmente não possam ser ajudadas.

Eles precisam encontrar o próprio caminho. Como são excepcionalmente sensíveis — e mais conscientes das feridas do que a Humanidade comum — isso cria uma situação difícil para qualquer amigo ou amiga que compreenda o caso e esteja disposto a ajudar. Mas qualquer conselho será desperdiçado. Ofereça nada além de simpatia. Com o tempo, eles acabarão encontrando seu próprio caminho rumo à paz.

Enquanto estão passando por esse processo de trabalho interior e sofrimento, produzem obras em música e literatura que beneficiam toda a Humanidade. Nos momentos elevados de inspiração que lhes chegam, recebem a recompensa por grande parte do sofrimento pelo qual estão passando. Nessas ocasiões, sentem o chamado do Divino — que tendem a negar nos momentos comuns.

Notamos que muitos dos Aspectos adversos presentes nesses indivíduos de gênio são aspectos separativos; por isso, é provável que, em vidas anteriores, tenham lutado contra os mesmos espinhos. É possível que o fogo da genialidade tenha sido aceso em outros tempos e outras existências, de modo que sejam gênios antigos e renascidos — já prontos desde a infância para surpreender seus amigos com seus talentos.

Com o tempo aprenderão sua lição e superarão essas dificuldades. Então renascerão com Aspectos benéficos ligados aos mesmos Planetas, muitos deles separativos, permitindo que se compreenda aquilo que precisaram vencer.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Ao levantar um horóscopo, levamos em consideração as condições e o ambiente que afetam a vida de uma determinada pessoa, ou os critérios formulados nos livros de Astrologia são corretos se aplicados a qualquer pessoa e a qualquer momento da vida dela?

Resposta: Não, as leituras não são corretas se aplicadas a qualquer momento da vida. Devemos sempre dizer que tais e tais Aspectos e configurações em um horóscopo conferem tais e tais tendências. Da mesma forma que uma planta precisa de tempo para crescer e revelar suas diversas e pequenas folhas e flores, também a planta humana precisa crescer, e aquilo que se encontra em estado latente no momento do nascimento se desenvolverá gradualmente ao longo da vida. Ou seja, na medida em que o ambiente da pessoa permitir.

Os Aspectos (Conjunção, Sextil, Quadratura, Trígono e Oposição) significam algo diferente para pessoas colocadas em circunstâncias diferentes. Para citar um caso histórico, se a memória não me falha, uma criança nasceu no mesmo instante em que na parte mais baixa da cidade de Londres nascia George III no palácio de Windsor. Essas duas crianças cresceram e cada uma iniciou uma carreira independente no mesmo dia, ou seja, uma se tornou um monarca e a outra entrou no mundo dos negócios. Casaram-se no mesmo dia, tiveram o mesmo número de filhos (embora isso possa ser apenas uma coincidência, pois os filhos dependem também do horóscopo do outro cônjuge), e morreram também no mesmo dia. Como vemos, os acontecimentos principais de suas vidas foram similares, mas eles foram diferentes por terem sido colocados em ambientes diferentes. Um foi rei, o outro um ferreiro. Se você ler o Capítulo “O grau de Receptividade às Vibrações Astrais” no livro “A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz”, verá que a Humanidade aprende a responder a um Astro (Sol, Lua e Planetas) após o outro. Muitos de nós estamos começando a responder a Urano, mas muito poucas pessoas respondem às vibrações de Netuno.

(Pergunta nº 121 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos e Astros

Influências Fisionômicas e de Personalidade – Signos

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata conforme a cúspide da 1ª Casa esteja mais próximo do ou no segundo decanato do Signo (10º grau até 20º grau). 

Quando os 3 últimos graus de um Signo estão ascendendo, ou quando os 3 primeiros graus ascendem no momento do nascimento, diz-se que a pessoa nasceu “na cúspide” entre dois Signos, e, então, a natureza básica dos Signos envolvidos são mescladas no corpo dela. Astros nas Casas:

  1. Os Astros no Signo Ascendente podem modificar a descrição.
  2. Astros colocados na 12ª Casa e que se encontram dentro de seis graus deste podem modificar a descrição

Em tais casos o Estudante dever usar seu conhecimento do caráter dos Astros em conjunto com a descrição do Signo. (Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – O Signo Ascendente – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

Influências Fisionômicas e de Personalidade dos Astros

(*) Advertência: a descrição aqui apresentada é mais exata quando o Astro é o Regente do horóscopo e com Aspectos benéficos.
(Veja mais no Livro: Mensagem das Estrelas – Capítulo XIX – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nutrição e Saúde: Assimilação no Corpo Pituitário – Alquimia Uraniana

Assimilação é definida como: “a transformação ou incorporação do material nutritivo nas substâncias fluídicas ou sólidas do corpo”. É o produto da digestão e é literalmente verdadeira a definição que diz que “nós vivemos, não pelo que comemos, mas pelo que assimilamos”.

Algumas pessoas têm dificuldade em assimilar certos alimentos e, muitas vezes, em assimilar quase todos. Para determinar a forma melhor de regular o processo assimilativo em seus corpos é necessário considerar não só fatores físicos, como também espirituais.

Do ponto de vista físico, a Lei da Assimilação requer que toda partícula de alimento que se coma deva ser dominada. Assim, numa extensão maior, podemos dizer que a forma pela qual os alimentos são assimilados depende do grau de conhecimento que tenhamos das células, das quais eles são compostos.

Sabendo isto, poderá parecer, à primeira vista, que os minerais – a menor consciência das coisas criadas sobre a Terra – seriam os alimentos ideais para o consumo humano. Entretanto, este não é o caso. Os minerais não têm Corpo Vital separado e nós não estamos constituídos de forma a poder viver de um tipo de substância “somente densa”. Nós sabemos que “quando uma pura substância mineral, como o sal, é ingerida, ela passa através do Corpo Denso, deixando muito pouco atrás de si. Mas, o pouco que deixa, é de natureza prejudicial – porque tende a endurecer e cristalizar”.

As Plantas, que realmente possuem Corpo Vital separado, podem assimilar os compostos minerais encontrados na Terra. Comendo vegetais, assimilamos – em segunda mão, como forma de expressão – os minerais que necessitamos para a nossa alimentação e o nosso sustento. Como a planta vive num estado de consciência de “sono sem sonhos”, muito pouca energia é necessária para a assimilação de alimentos que derivam dela. E como as células das plantas tem pouca individualidade própria, a vida que as anima não se evade de nossos Corpos Densos tão rapidamente como a dos alimentos derivados de formas mais desenvolvidas, como a dos animais (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins). Uma dieta ovolactovegetariana, particularmente quando o produto está interpenetrado com maior quantidade de Éter, produz mais energia do que a dieta que envolva carne (mamíferos, aves, peixes, “frutos do mar”, répteis, anfíbios e afins). Some-se a isso a superioridade moral e espiritual que envolve a dieta ovolactovegetariana, particularmente ideal para as pessoas com dificuldade de assimilação.

A energia solar invisível – o Fluido Vital – , atraída para o Corpo Denso, através da contraparte etérica da Glândula Baço no Corpo Vital é o fator principal e amalgamador da assimilação. O Baço vital, por meio dos nervos vitais, envia a energia solar invisível (aos olhos físicos) para o Plexo Celíaco, onde na posição referencial a esse está o Átomo-semente do Corpo Vital. Esse, considerando a nota-chave do nosso Corpo Denso, utiliza essa energia solar e produz o Fluido Vital Solar. Uma quantidade extra desse Fluido Vital Solar é necessária durante o processo digestivo e assimilativo. Quanto mais abundante for a comida, maior será a quantidade de Fluido Vital Solar a ser consumido pelo Corpo Denso. Com isto haverá o enfraquecimento das correntes do Corpo Vital que normalmente expelem os microrganismos nocivos (por exemplo: germes e micróbios. Em consequência, comer em excesso nos torna extremamente suscetíveis a contrair enfermidades e doenças.

A total assimilação não começa antes do Ego ter sete anos de idade. Antes deste tempo, o Corpo Vital ainda não usa as forças que operam através dos polos positivos do Éter. Tudo se realiza pelo Corpo Vital “macrocósmico” que, através de seus Éteres e até o sétimo ano, atua como matriz para o Corpo Vital da criança em desenvolvimento

Do ponto de vista espiritual, as forças que trabalham através do polo positivo do Éter Químico, e estão presentes na assimilação, são forças ativas da natureza, compostas pelo que chamamos de mortos que entraram no Céu e lá estão aprendendo a construir os Corpos que usamos na Terra. Eles são dirigidos por elevados orientadores que se interessam por assimilação, crescimento e propagação. Essas forças trabalham num maravilhoso caminho seletivo ilustrando bem e ao mesmo tempo a direção da Divina Inteligência e a Lei Universal de serviço.

Os Estudantes Rosacruzes encontram maior dificuldade no processo assimilativo do que as outras pessoas, porquanto, tendo decidido viver uma vida espiritual, atraem mais Éteres superiores – Luminoso e Refletor – e menos dos inferiores – Químico e de Vida. Portanto, os Estudantes Rosacruzes, em particular, devem ter o máximo cuidado ao selecionar alimentos que contenham o maior número possível de Éter Químico. A assimilação é facilitada se a comida for atraente, apreciada e aceita com gratidão.

Os três atributos de Deus e nosso (que é um “Deus em formação”) são: Vontade, Sabedoria e Atividade. Estes atributos se refletem no Tríplice Espírito, que somos nós. O segundo atributo, o Sabedoria ou Cristo, o princípio, é o atributo coesivo sobre o qual toda a nutrição e crescimento estão baseadas. Está ligado com o Espírito de Vida o qual, por sua vez, se reflete no Corpo Vital. O sangue, o veículo da alimentação, é a mais alta expressão do Corpo Vital. As Glândulas também são expressões do Corpo Vital. O Espírito de Vida se assenta, primeiramente, no Corpo Pituitário (também conhecida como Hipófise ou Glândula Pituitária que é uma pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro. Aloja-se na sela túrcica ou fossa hipofisária do osso esfenoide na base do cérebro; é considerada uma glândula mestra, pois secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas) e secundariamente no coração, o regente do sangue, que nutre os músculos dentro do Corpo Denso.
Urano rege a assimilação, assim como a intuição – a faculdade pela qual o Ego (nós) pode contatar com a Sabedoria Cósmica através do Espirito da Vida, diretamente ligada à Sabedoria, princípio em cada um de nós. Vênus, a oitava inferior de Urano, também rege a assimilação durante os primeiros 14 anos de vida. Vênus rege a Glândula Timo (ela está localizada na porção anterossuperior da cavidade torácica. Limita-se superiormente pela traqueia, a veia jugular interna e a artéria carótida comum, lateralmente pelos pulmões e inferior e posteriormente pelo coração. É vital para a autoimunidade. Ao longo da vida, o Timo diminui de tamanho), a ligação entre a criança e seus pais até a puberdade. Antes da puberdade, a criança retira da Glândula Timo uma essência espiritual que aí foi armazenada pelos pais. Com esta essência a criança pode efetuar a alquimia do sangue, até o Corpo de Desejos se tornar dinamicamente ativo, podendo fabricar seus próprios corpúsculos sanguíneos.

No Livro Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Fossa Heindel – Fraternidade Rosacruz nós lemos: “É bem sabido que todas as coisas, nosso alimento inclusive, irradiam de si mesmas e continuamente, partículas diminutas que nos dão um índice da coisa de onde foram emanadas, principalmente sua qualidade. De modo que, quando levamos o alimento a nossa boca, um número dessas partículas invisíveis excita o sentido do olfato, nos permitindo tomar conhecimento se o alimento que vamos ingerir e apropriado ou não. O sentido do olfato nos adverte a abandonar os alimentos que tenham um odor nocivo, etc. Além dessas partículas, que nos atraem ou repelem em relação ao alimento devido a sua ação sobre o olfato, há outras capazes de atravessar o osso esfenoide, atuando sobre o Corpo Pituitário. Principia aí a ação da alquimia uraniana, pela qual a secreção é formada e injetada no sangue. Esta assimilação, através do Éter Químico, afeta o desenvolvimento normal e o bem-estar do corpo, através da vida”.

Sabemos também que: “Há uma conexão física entre o Corpo Pituitário, o principal órgão da assimilação e, portanto, do crescimento e as Glândulas Suprarrenais (localizadas uma sobre cada rim) as quais eliminam o inútil e assimilam as proteínas. Ambas mantêm ligações com o Baço, o Timo e a Tiroide. O Corpo Pituitário é regido por Urano, que é a oitava superior de Vênus, o regente do Plexo Solar (também conhecido como Plexo Celíaco, é uma complexa rede de neurônios que no corpo humano está localizada atrás do estômago e embaixo do diafragma perto do tronco celíaco na cavidade abdominal a nível da primeira vértebra lombar (L1). É formado por nervos esplâncnicos maiores e menores de ambos os lados e parte do nervo pneumogástrico), aonde o Átomo-semente do Corpo Vital é colocado. Assim como Vênus guarda a entrada do Fluido Vital, proveniente do Sol, através do baço, Urano é o guardião da entrada do alimento físico. É a combinação destas duas forças que produz o acúmulo do poder latente em nosso Corpo Vital e se converter em energia dinâmica, pela marciana natureza de desejos”.

Virgem está também ligada a assimilação. Este Signo regula os intestinos e se correlaciona com os Senhores da Sabedoria, que originalmente deram a nós o germe do Corpo Vital.

Portanto, parece claro que a assimilação está ligada ao princípio Sabedoria. A medida e na proporção que este segundo atributo de Deus for desenvolvendo dentro de nós, teremos uma melhor capacidade de assimilação e um grau correspondente de boa saúde.

Infere-se daí, que a chave para um perfeito e permanente ajuste do poder assimilativo fundamenta-se na revelação e no desdobramento do Amor de Cristo dentro de nós. O intelecto deve ser espiritualizado e a natureza inferior transmutada na Superior. Somente por este caminho, poderemos desenvolver na perfeição o Poder da Alma, necessário para a completa e satisfatória assimilação.

(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – março/1978 – Traduzido da Revista: “Rays from the Rose Cross” – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Eulogia do Amor – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Muito já se escreveu sobre o amor, mas ninguém soube elevá-lo tanto, ninguém o revestiu de profunda clareza, e ao mesmo tempo de suprema transcendentalidade, como São Paulo no Capítulo XIII em sua Primeira Epístola aos Coríntios.

S. Paulo, longe de simplesmente tecer uma rebuscada apologia ao amor, como alguns podem julgar, procura apresentá-lo em suas reais dimensões. Suas palavras deixam transparecer uma clareza meridiana. Seus apelos são diretos e incisivos, dispensando concessões e ambiguidades.

Como Cristãos só nos resta empreender os maiores esforços por expressá-lo em nossas vidas diárias, buscando concomitantemente, compreendê-lo em suas raízes mais profundas.

1. Para fazer download ou imprimir:

A Eulogia do Amor – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

2. Para estudar no próprio site:

A Eulogia do Amor

Por um Estudante

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido, Compilado e Revisado de acordo com:

Eulogy of Love

1ª Edição em Inglês, 1916, in The Rays from The Rose Cross – The Rosicrucian Fellowship

pelos Irmãos e Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

Sumário

INTRODUÇÃO.. 4

O Amor Não é Invejoso.. 7

O Amor Não se Ufana.. 8

O Amor Não se Ensoberbece.. 9

O Amor Não se Conduz Inconvenientemente.. 10

O Amor Não Busca os Seus Interesses. 11

O Amor Não se Exaspera.. 12

O Amor Não se Ressente do Mal.. 13

O Amor Não se Alegra com a Injustiça, mas se Regozija-se com a Verdade.. 14

O Amor Tudo Sofre.. 15

O Amor Espera Todas as Coisas. 18

O Amor Suporta Todas as Coisas. 19

O Amor Nunca Falha.. 20

O Amor que o Estudante Rosacruz deve valorizar.. 21

————————————-

INTRODUÇÃO

S. Paulo, o grande Iniciado, escreveu uma tese maravilhosa sobre o amor. Maravilhosa pela sua brevidade abrangente e pelo seu alcance todo-inclusivo. Abrange toda a gama do amor e o seu acorde dominante de altruísmo. Foi escrita para a Igreja de Corinto, uma cidade do sul da Grécia conhecida pelo seu abandono a todas as formas de luxo e sensualidade. Aplica-se ainda mais a nós, nesta época, pois começamos a responder às altas vibrações espirituais e podemos mais facilmente viver os seus profundos ensinamentos.

Este capítulo maravilhoso da Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios é um epítome do amor altruísta, o amor ágape. É o ideal que devemos nos esforçar para alcançar. Sabiamente, nós o incorporamos no nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo e o seu glorioso resumo diz o seguinte: “E agora permanecem a fé, a esperança e o amor; mas o maior destes é o amor”.

A fé é importante — a fé que pode remover montanhas. A esperança é necessária — a esperança que ilumina o horizonte distante, por mais escuro que seja o ambiente atual. Ambas são grandes auxiliares da vida superior e da Humanidade comum; mas o amor coroa tudo. O amor é o poder que move o universo. Não é meramente o poder sobre o Trono, mas o poder por trás do Trono.

No prefácio desse maravilhoso epítome do amor nos é dito que, sem ele, somos nada — apenas um “metal que soa ou um sino que tine”. O metal pode emitir sons melodiosos, pode expressar a perfeição da arte, mas lhe falta algo. Não é humano. Não soa os tons da Alma — a qualidade vibrante da vida.

Sem amor não temos expressão. Esse fato é ilustrado por todos os lados. Tomemos a arte, por exemplo. Sem a qualidade que designamos por “alma”, ela é apenas o que o seu nome indica, “arte”. Mas ponha amor nela e deixe que a Alma aquecida, ávida e brilhante se expresse por meio dele: assim a Alma vive.

A cultura tem pouco valor (exceto como um bem de boa criação) sem o amor animador que a inspira e vivifica. Quão vazias, quão artificiais são todas as tentativas de expressão, em qualquer linha, sem o ávido brilho da Alma que brota do amor! Grande parte da nossa arte moderna dá um testemunho lamentável da ausência desse fogo divino.

Trazido para a Personalidade, como emociona e encanta! Como ilumina um rosto humano! Como atrai! Como somos dolorosamente repelidos pela sua antítese e aborrecidos pela sua ausência! O rosto mais simples, com esse brilho interior que transparece nas suas feições, torna-se belo para nós. O rosto mais belo, de acordo com o padrão de contorno físico do mundo, torna-se repulsivo sem essa luz da Alma e nós nos afastamos dele com um estremecimento interior.

Essa bela luz da Alma não pode ser enganada, mas alguns dos seus efeitos podem ser simulados durante algum tempo. Alguns dos modernos ensinamentos de beleza podem permitir que se adquira um certo efeito do “metal que soa”. Pode tornar possível que alguém se torne um “sino que tine” muito melodioso, mas isso é tudo o que faz sem o belo amor espiritual por detrás dele — brilhando através dele.

É isso que esse amor faz por nós, no plano da nossa Personalidade. De fato, ele cria a Personalidade. Sem ele, não há encanto, não há poder de atração ou de agradar. Não há disfarce que tenha valor. A qualidade interior transparece através da máscara mais espessa. Não podemos simulá-la sem sermos detectados. Do amor emana algo, uma força que se faz conhecer e sentir. A imitação adquirida através da, assim chamada, cultura pode mostrar certos truques de vivacidade ou certas graças da sociedade, mas reconhecemos instintivamente a pose, a farsa, o fingimento. Conhecemos a diferença entre essa aparência de vida e o verdadeiro amor que anima, vivifica e inspira.

O amor de que falamos é Espírito-Vida, é Fogo. Ele transmuta todas as qualidades mais inferiores em ouro puro. É uma chama viva que irradia de um centro puro. Deve irradiar e deve irradiar para outras vidas. É esse o seu poder e a sua prerrogativa. Sentimos instantaneamente a sua presença. Alguns estão tão cheios dessa vibração, desse poder mágico, que sentimos quando nos aproximamos deles. Isso, queridos amigos e queridas amigas, é o que todos nós precisamos cultivar cada vez mais. Só isso fará com que o nosso centro de comunhão cresça e viva. Isso deve começar individualmente. Pode e deve manifestar-se coletivamente. Quando nós, como organização, pudermos expressar esse belo amor divino, não mais lamentaremos a falta de trabalhadores. Não precisaremos mais de propaganda ou tentativas de atrair as pessoas para nós. Elas não poderão se afastar de nós, se irradiarmos esse amor de Cristo.

Pelo teste dado na Primeira Epístola de S. Paulo aos Coríntios, analisemos este amor divino em manifestação. Vejamos como a nossa vida se ajusta a ele!

O Amor Não é Invejoso

Outro teste: o amor vê demasiado longe para invejar. Reconhece o estatuto real do “Eu pessoal”. Sabe que os “Eus separados” são uma ilusão e pertencem ao plano da ilusão. Sabe que, na realidade, todos partilhamos o mesmo “Eu” e todos bebemos da mesma Fonte espiritual de acordo com a nossa capacidade de receber. Em uma visão cósmica, sabe que a sua vida, em todas as suas expressões e correlações, pertence a mim tal como a minha lhe pertence. Nós, diferenciados por um tempo, somos apenas expressões de várias linhas da Vida Única — o Espírito Único. Suas capacidades, seus talentos, seus dons e graças, o encanto da sua Personalidade, a sua beleza e nobreza, tudo isso é meu e, na minha consciência ampla eu os abraço e amo. São uma parte da Vida Cósmica — uma expressão da Deidade e, assim, pertencem a mim e a você. Por outro lado, o que eu sou na fase atual de desenvolvimento é uma parte da Vida Única e universal e por isso pertence igualmente a você. Logo, não há lugar para a inveja e o Amor não inveja.

O Amor Não se Ufana

Porque vê o “Eu pessoal” como ele realmente é; conhece todas as falhas e fraquezas, todas as debilidades e loucuras desse “Eu” limitado e as reconhece como parte do animal que tem que treinar, transmutar e glorificar, unindo-o ao Divino. Por isso, não há lugar para o orgulho ou ufanismo tolo — para a autoglorificação. Tudo que nos pertence individualmente, que é do nosso “Eu pessoal”, é a nossa limitação, a nossa imperfeição. É o transitório, a parte temporária — aquilo que se desvanecerá com a morte, se não for fundido com o que realmente somos: Espírito. Não é algo de que nos devamos orgulhar, particularmente. Quanto mais a Personalidade absorve algo da verdadeira beleza e brilho interiores, menos ela se torna uma Personalidade distinta e separada. Tudo que revelamos desse carácter interior que enriquece a vida é apenas uma expressão mais plena da Divindade interior e pertence igualmente a todos; por isso, o amor não pode ser orgulhoso.

O Amor Não se Ensoberbece

Não se vangloria, porque vê o mundo com olhos de terna compaixão. Não encontra espaço para o orgulho próprio, porque o seu centro não é o “Eu pessoal”. Tendo desenvolvido algo de beleza ou de valor da vida universal, especializando-se em algumas graças espirituais, não vê razão para orgulho ou vanglória. Se o “Eu pessoal” e separado adquiriu algum encanto próprio, alguma beleza, virtude ou graça, o amor sabe que tudo isso deve ser extraído, absorvido pelo “Eu superior” e levado adiante para enriquecer a vida universal — tanto para um como para outro.

O Amor Não se Conduz Inconvenientemente

É indecoroso brincar com coisas sagradas, ter pensamentos impuros, manter uma sugestão impura na Mente ou transmitir essa sugestão a outra pessoa. Todas as insinuações secretas, os duplos sentidos, as piadas tolas que sugerem sensualidade, tudo aquilo que rebaixa a vida e arrasta a Alma para baixo é inconveniente e o Amor não pode permitir ou suportar isso. O amor é castidade, é pureza, é brilho, beleza, serenidade — mas energia radiante. Sendo puro, não pode se afiliar à impureza; mas queridos amigos e queridas amigas, aqui está uma verdade oculta que, às vezes, não conseguimos descobrir: o amor brilha e transmite sua própria pureza mística às manchas mais sombrias da Alma de outra pessoa. Pode, pelo seu poder absorvente, transformar a vida que toca. O amor nunca toma atitudes de superioridade. O amor não se afasta do pecador penitente com um sentimento de autogratificação por suas próprias virtudes. Não pode comportar-se de forma contrária à sua natureza interior, mas pode e deve se aproximar de outras vidas — mesmo aquelas que chamamos de degradadas, a fim de irradiar o seu poder que abençoa e ajuda. A energia radiante do amor destrói o mal.

O Amor Não Busca os Seus Interesses

Porque o Cristo-Amor não reivindica nada para si mesmo. Suas correntes divinas fluem através da vida, trazendo bênçãos para todas as outras vidas que toca. Procura não guardar, acumular ou reter para si mesmo. Quando isso acontece, deixa de ser amor — mistura-se com a liga do desejo. Desejo é a vontade de possuir algo para si ou para outro “eu” que amamos. Está tudo bem em um determinado estágio do nosso crescimento, porque precisamos do estímulo que ele transmite. Quando manifestado em suas fases mais elevadas, acelera, inspira e leva aos impulsos mais elevados. Refinado até à essência, manifesta-se no mais terno amor materno, amor que deseja apenas para o filho o seu amor. Este amor está muito próximo da fronteira do divino, mas ainda é humano e limitado, pois está misturado com a liga do “eu”. Somente quando amamos aquilo que não nos pertence em qualquer sentido especial — aquilo sobre o qual não temos direito e que nunca nos beneficiará de forma alguma — é que realmente amamos com o amor divino. O amor é a energia radiante que se derrama em todas as formas. Seu poder restritivo é a devoção altruísta. Não busca o que é seu, não busca qualquer bem ou ganho para si mesmo. Em algum ponto da escala, a energia emitida e representada pelo desejo pode ser direcionada para dentro e usada como força espiritual. Então ela se funde com o amor.

Existem inúmeros graus de amor, porém mantendo continuamente o ideal mais elevado no pensamento o estágio sublime do perfeito amor de Cristo pode ser alcançado. Quando essa chama pura brilhar dentro de nós, enviaremos um poder vivificante, um calor, uma energia radiante que todos sentirão no mais breve contato. Nós o vemos brilhar nos olhos e sentimos seu hálito perfumado de vez em quando em alguns raros momentos. É a bênção mais rica do mundo — este poder de amar — e é um poder porque não procura o que é seu. Nem sequer pede que seja devolvido. É como a luz do Sol espalhando bênçãos e inspirando vida: só porque é amor!

O Amor Não se Exaspera

Nunca se ofende, nunca se exaspera — mesmo quando a intenção é ofender. Todos os ataques de língua afiada, as calúnias venenosas, os significados desvirtuados que os insensíveis, os mal-intencionados, os invejosos e os cruéis lançam contra a Alma consagrada caem inofensivamente. Eles caem dessa forma porque o amor verdadeiro consagrado aos fins mais elevados e não pode parar no caminho para considerar o mal; ele não tem tempo de se sentir magoado nem inclinação para se sentir ofendido. Conhece a Lei de Deus: “que tudo se reverterá para o remetente do mal” e tem compaixão da Alma ignorante e tola que pratica esses crimes contra o amor. O amor não é facilmente provocado.

O Amor Não se Ressente do Mal

Porque a sua própria essência é pura. O Cristo-Amor não poderia pensar mal do outro, porque não há mal dentro dele. Quando falamos mal de outra pessoa, traímos a nós mesmos — a qualidade interior de nossas Almas. Podemos ser forçados a reconhecer o mal ou a falha no outro, mas instantaneamente direcionamos o fluxo de amor radiante sobre ele e nos esforçamos para transmutá-lo ou consumi-lo. Apenas criticar é totalmente mal e não tem lugar em uma organização como essa. Os puros de coração, e não apenas os exteriormente puros, nunca procuram o mal. Quando o encontram, eles ficam tristes com isso e tentam com sua própria força maior ajudar o coração em dificuldades do irmão ou irmã a superá-lo. Todos os pensamentos malignos que permitimos vagar em nossos cérebros vêm de um plano inferior onde todos os acréscimos imundos de eras se acumularam. A corrente passa por nós continuamente através dos Éteres; mas lembre-se de que só nos apropriamos daquilo com que temos afinidade. Portanto, a qualidade do nosso pensamento mostra a nossa natureza interior. Nós nos autocondenamos quando pensamos o mal de outra pessoa; quando pensamos o mal em nós mesmos, revelamos a qualidade interior de nossa natureza.

O Amor Não se Alegra com a Injustiça, mas se Regozija-se com a Verdade

Ele não poderia se alegrar com a injustiça, porque o seu propósito é o desenvolvimento, a expansão, a manifestação da unidade na diversidade e o seu ser é a harmonia, a vida. Alegrar-se com a injustiça seria alegrar-se com aquilo que perturba, desintegra, destrói! Ele se alegra com a verdade e busca continuamente. Ele conduz à verdade e é a própria verdade, quando manifesta sua expressão última e plena.

O Amor Tudo Sofre

Se imaginarmos, por um momento, que o amor pode andar à deriva por jardins de rosas, escapando das tempestades da vida e dos seus males, não conseguiremos perceber a sua verdadeira natureza. O amor tem que sofrer, quando está aprisionado na forma. A sua própria natureza — energia radiante que procura expressão no plano físico, no meio de todos os “tipos e condições de servidão” — necessita de dor e tristeza.

A própria natureza do amor encontra em um verdadeiro Centro da Fraternidade Rosacruz (onde há um Templo onde se oficia os Rituais, onde há um Departamento de Cura e onde há Reuniões de Estudos focados em estudar fielmente e tão somente os Ensinamentos Rosacruzes) um campo para essa expressão. As diferentes Personalidades dos Estudantes Rosacruzes daquele Centro — muitas vezes desarmoniosas e, infelizmente, por vezes discordantes ao ponto do antagonismo —, as diferentes opiniões e ideias deles, os preconceitos e desejos deles, as várias formas de vaidade e egoísmo deles, tudo isso fornece um campo rico para a plena frutificação do amor através da provação e da dor. O amor idealiza-se quando é exposto por meio da Personalidade e, quando se desilude, surge o sofrimento. Isso é exemplificado não apenas nos nossos amores individuais, mas no coletivo, em nossas uniões para: o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) ao irmão e à irmã, focado na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade, o estudo e a expressão, por exemplo.

Ora, se o amor pode suportar este processo de desilusão, então é amor. A imitação, que é apenas uma forma de desejo pessoal, desaparece e morre sob o estresse e a tensão da experiência. Por exemplo, somos atraídos pela Fraternidade Rosacruz. Formamos uma concepção ideal da mesma e realizamos suas atividades com um entusiasmo fulgurante. Mas nada do que encontra expressão física é ideal e, por isso, logo nos deparamos com a decepção! Na expressão das diferentes Personalidades, que ainda não estão totalmente dominadas por nós, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui, encontramos muita coisa que entra em conflito com os nossos ideais e, na repentina oposição de sentimentos que se segue, ficamos doentes do coração e somos levados a nos afastar. Mas aqui está a prova do amor. Se ele não pode resistir a um teste tão pequeno, como trilharemos o Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz?

O amor sofre por muito tempo. Não há limite de tempo para ele. O amor pode produzir muitas eras ou vidas de provação e carga, porque nos tornamos vencedores quando suportamos todos os testes. Os portões do Templo se abrem apenas para aqueles que se tornaram fortes por meio do amor e do sofrimento. A verdadeira grandeza é demonstrada pelo domínio de todas as situações e o amor se prova pelo seu poder de suportar. O amor é bondoso.

Amigos e Amigas, há um mundo de significado nessa pequena palavra: bondade. É dito que ela siga o sofrimento como um efeito. O amor nunca retalia quando lhe é feita uma injúria. Nunca imagina que uma ofensa foi feita. Nunca é ingrato quando lhe é feita uma gentileza. Nunca é invejoso. Nunca diz coisas rancorosas e maldosas. É bondoso no sentido mais completo da palavra. Nós nos magoamos tanto uns com os outros, quando não amamos verdadeiramente. Mas esse amor que estamos considerando agora ministra de mil maneiras ternas e belas ao Amado, seja ele individual ou reunido em um corpo como a nossa Fraternidade Rosacruz. O amor, que é o ideal pelo qual nos esforçamos, é bondoso.

Podemos imaginar situações em que o “amor” pode ser orgulhoso no seu sofrimento. Ele pode se afastar em um distanciamento ofendido e recusar a ser bondoso. Mas isso, caros amigos e caras amigas, é o amor fictício! O verdadeiro amor sofre muito e é bondoso. Mais do que tudo, ele teme causar dor ao outro. Prefere sofrer a magoar o outro, mesmo que tenha sido gravemente prejudicado. Nunca se vinga quando recebe uma injúria. Nunca imagina que uma ofensa foi feita. Nunca é ingrato quando recebe uma gentileza. Nunca é invejoso. Nunca diz coisas rancorosas e maldosas. É bondoso no sentido mais completo da palavra. Nós nos magoamos muito quando não amamos verdadeiramente. Mas esse amor que estamos considerando agora trata o Amado de mil maneiras ternas e belas, seja ele individual ou coletivo como um corpo igual à nossa Fraternidade Rosacruz. O amor, que é o ideal pelo qual nos esforçamos, é bondoso.

O Amor Espera Todas as Coisas

A esperança brota de fato e perene no seio humano, quando este amor de que falamos a inspira. O desespero não consegue encontrar um lugar onde seu veneno nocivo possa se alojar, quando esta chama do Amor Divino arde continuamente. Nas cavernas mais sombrias da Terra nunca poderá apagar este fogo e a sua luz. Ele destrói os gases venenosos e a esperança brilha como um farol, pois ela está inclusa no amor.

O Amor Suporta Todas as Coisas

Pode carregar fardos pesados e nunca vacilar. Pode suportar os fardos dos outros e nunca hesitar. Sua força de Alma brilhante lhe confere muito poder.

Aprende através do sofrimento a suportar pacientemente. Permite que os corações humanos perseverem. É a inspiração da vida. Suporta o sofrimento com sua energia radiante que anima. Pode tornar a Alma grande e elevada, permitindo-lhe, como tão belamente foi expresso, “navegar com um vento favorável através de muitas tempestades e no meio das ondas desfrutar de uma bela calma”[1].

O Amor Nunca Falha

Quando deixamos de aprender algumas das nossas lições da vida, é porque ainda não conhecemos este amor na sua plenitude. Quando ficamos fracos e cedemos a alguma tentação sutil, é porque ainda não nos tornamos um canal para essa força extraordinária. Quando falhamos em algum dever, é porque as correntes de amor são desviadas e não atingem nossas almas com seu poder animador e vivificante. Quando nos desviamos e desanimamos diante das tarefas desesperadoras, é porque ainda não conhecemos esse amor de que falamos. Nunca poderemos falhar enquanto ele brilhar dentro de nós e irradiar, a partir de nós, correntes de força viva. É a própria vida e sem ela somos meras sombras ou autômatos mecânicos.

O Amor que o Estudante Rosacruz deve valorizar

De acordo com este padrão podemos ver que muito do nosso assim-chamado amor é desejo. Pode ser um desejo que foi refinado até sua essência, mas ainda assim é um desejo, em última análise.

Talvez aqui surja uma questão: se o desejo é movimento, como se diz, como pode o amor maior estar separado do desejo? Quando Deus, que é Amor, começa a Se manifestar, Ele não deseja expressão? Ele flui por todo o universo e Se manifesta através dessas inúmeras formas. O que faz com que Ele Se manifeste? Não é desejo? Mas há uma diferença fundamental entre o desejo que move o Amor Divino em Sua missão benéfica e aquele que leva nossos corações humanos a agirem. O amor de Deus circula pelo Universo como as correntes arteriais em nosso microcosmo, trazendo vida, energia vital e cura; além disso, ele reúne em seu retorno, através de outros canais, todos os acréscimos, impurezas e manchas da nossa Personalidade e os transmuta, purifica e envia de novo em forma de corrente de amor para abençoar e rejuvenescer.

Quando amamos com o Amor Divino, não desejamos para nós mesmos, mas para o outro. Quando desejamos para nós mesmos, poluímos a pura corrente do amor e a enviamos carregada de veneno. Há um trabalho muito bonito que alguns dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz fazem pela Humanidade — e do qual todos nós podemos participar, se quisermos. À meia-noite, eles reúnem todos os maus pensamentos e forças que foram enviados durante o dia e, através da alquimia divina do amor, transmutam em forças para o bem. Algum trabalho poderia ser mais bonito? Vejamos se algo neste trabalho precisa ser feito por nós.

Nós podemos nos transformar em canais de bênçãos para a Humanidade, usando a força do nosso pensamento para os fins mais puros e elevados. No nosso Ritual do Serviço Devocional do Templo, falamos em sermos usados como “canais conscientes na obra benfeitora dos Irmãos Maiores à serviço da Humanidade”. Também usamos o Amor como tema da nossa meditação. Este amor é o poder que devemos usar em nossa vida superior. Nós o pervertemos em nosso desenvolvimento passado. Nós o usamos para atrair coisas para nós mesmos. Muitos dos nossos cultos e das nossas sociedades religiosas fazem isso agora em um grau alarmante. Podemos pensar em bens materiais ou tesouros emocionais, desejos e vontades do coração. Ele pode ser usado para atrair amor humano ou graças espirituais para nós. Seja o que for que procuremos ou desejemos para enriquecer nosso “Eu pessoal” de alguma forma, é uma perversão da força que chamamos de amor. Em um estágio do nosso avanço, isso se torna mau, se houver excesso.

Precisamente aqui, eu gostaria de falar sobre uma tendência entre as “escolas de pensamento superior” de ignorar o chamado amor humano (o amor filia) ou de refiná-lo até que mal seja uma essência. Para muitos ainda é difícil traçar uma linha entre o amor filia e o amor ágape. Quantos de nós, ao iniciar o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, ficamos extremamente intrigados ao saber até que ponto podemos manter, guardar ou valorizar os nossos amores humanos? De alguma forma, talvez lendo superficialmente essas linhas, adquirimos a noção de que todo amor entre homem e mulher ou pais e filhos pertença a um plano inferior e deva ser renunciado. Na verdade, ele deve ser transcendido em algum estágio futuro, mas deve ser mantido e valorizado até que tenha servido ao seu propósito mais completo. O ponto de vista faz toda a diferença. Se o mantivermos para fins egoístas, ele se tornará um erro. Se o nosso amor se estende para abençoar o outro coração; se a alegria que sentimos em ser amados tem o seu centro no ser amado, então ele está de acordo com a Lei de Deus. E algum dia, amando assim, nossa consciência será estendida para abranger toda a Humanidade. Então conheceremos o verdadeiro significado e valor do amor, o amor ágape.

A razão pela qual o Estudante Rosacruz aprende que deva valorizar apenas o amor ágape é porque grande parte do nosso amor filia está misturado com o desejo egoísta. No entanto, até mesmo esse desejo tem a sua parte no grande plano cósmico; ele é a força dinâmica que nos faz agir. Marte representa a energia dinâmica e rege a natureza de desejo. Essa força, às vezes, atua de maneira muito sutil, quando misturada com os acréscimos da nossa Personalidade. Trabalhando através do raio de Marte, ele deseja e envia energia para cá e para lá, sem propósito, razão ou método. Mas Mercúrio, o símbolo da razão, está agora intervindo para ensinar como essa força de desejo deve ser usada. Então o raio de Vênus entra e nos inspira com um amor mais puro e impulsos mais nobres. Ele reúne e prende com um cinto de ouro os corações que toca. Além disso, acelera com sua radiante energia as almas que unifica. O raio de Vênus, na melhor das hipóteses, não busca o que é seu. Ele olha com seu lindo e terno amor para a outra Alma e abençoa com seu poder conquistador. Ele atrai para si todas as forças em conflito e as harmoniza, une e mantém. É o raio de Vênus que nos dá os amores humanos (que é o amor filia) que são ideais, a nossa rica música emocional, a vida artística, os interesses e laços pessoais, o encanto de Personalidades fascinantes que conquistam e atraem todos para si. É uma influência muito bonita e bastante benéfica. Ela mantém as vidas humanas unidas por um vínculo poderoso: ela dá vida, cor e charme.

A existência pareceria muito vazia e monótona sem o raio de Vênus. Não deve ser sufocado ou descartado, mas, isto sim, tomado e usado como um grande propulsor para o nosso progresso ascendente. O poder de amar e de atrair amor é um dom elevado, deve ser valorizado como tal e usados para os fins mais nobres. Mas o raio de Vênus, por mais bonito que seja, não é tudo; ele também serve a um propósito e deve desaparecer. Existe um Poder maior, uma Força superior que está entrando em nossa evolução. Foi Isso que começou a tocar a Humanidade entre as colinas da Judéia, quando o Mestre dos mestres as pisou com Seus pés sagrados. Isso nós chamamos de raio de Urano. É ele que os mais avançados da Humanidade estão começando a enfrentar agora. Esse Amor combina as influências de Marte e Vênus. É o amor ágape! É, ao mesmo tempo, extrovertido e introvertido. Possui toda a doçura e encanto, toda a beleza e harmonia do raio de Vênus. Possui toda a energia dinâmica e força do raio de Marte. É Espírito, fogo, vida, luz. É tudo que o amor expressa — é amor ágape. É a Divindade interior em manifestação. É o Deus-Amor.

O “Eu pessoal” não é o centro desse amor. Ele flui e transmuta tudo dentro do “Eu pessoal” em propósitos mais elevados, em ideais mais puros. Ele forma os nossos ideais e se eleva das terras baixas e dos vales da vida até às alturas onde a nossa visão pode abranger horizontes distantes.

Vemos, então, o significado e o propósito do amor. Sabemos que é uma parte da Chama universal e de forma alguma deve ser confinada dentro de formas — limitada, condicionada, restringida. Quando esse amor ágape nos possui, vemos todos como um e reconhecemos a Divina Essência oculta em cada um de nós. Afinal, nossas Personalidades são meras máscaras e quando adoramos a Personalidade, adoramos uma mera aparência — uma quimera que serve a um propósito temporário, mas que se dissolverá como a névoa diante do Sol na luz maior para a qual iremos. Tudo o que é belo e verdadeiro, tudo que é valioso em nossa Personalidade brilhará com uma juventude imortal e resplandecerá no grande Deus-Luz. Tudo o que é belo, doce e puro na máscara que usamos em cada vida terrena perdurará, pois faz parte do Deus interior. Aquilo que está ligado ao animal perecerá ou se dissolverá. Na verdade, nada perece, mas certas manifestações se desintegram e retornam a suas partes componentes. Só continua aquilo que é mantido unido pela Vida – o que tem coerência e unidade. A vida é Deus e Deus é Amor. Portanto, o Amor é o poder, a força que vence a morte e que incorpora na Alma a vida imortal. Este Amor de Cristo é como a radioatividade e flui do seu centro brilhante no Espírito, abençoando todos na periferia do seu Poder mágico.

Vamos aplicar o teste a nós mesmos como Fraternidade Rosacruz – o teste do raio de Urano (o amor ágape). Nós amamos? Estamos interessados apenas no grande trabalho a ser realizado para elevar, ajudar e ensinar a Humanidade? Deixamos de lado nossos próprios sentimentos e interesses individuais em prol de uma vida maior, de um motivo mais elevado, da vida de serviço? Estamos consagrados à vida superior, ao Ideal de Cristo? Ou magnificamos nossas Personalidades, adorando cegamente em algum santuário de grandeza imaginária ou criticando de forma ignóbil os nossos irmãos e as nossas irmãs? Permitimos que nossas pequenas animosidades e preconceitos pessoais nos levem a retardar o trabalho que nos comprometemos a fazer? Temos inveja do mérito superior e procuramos menosprezar ou destruir a influência daqueles que podem ter captado uma visão da verdade mais clara do que a nossa? Em outras palavras, estamos vivendo de acordo com a definição de amor do Cristo, o amor ágape? Esse amor é a Chama pura que acende todas as nossas pequenas lâmpadas. Somos parte da Chama, parte da corrente que dá luz; mas muitas vezes nos fechamos em nosso pequeno mundo e pensamos que a luz que possuímos pertence exclusivamente a nós mesmos. Não consideramos os outros “Eus”. Ligamos nossa corrente e fechamos nossas cortinas, imaginando que estejamos isolados do mundo. Mas lá embaixo, na rua, há um poderoso arco de luz e por trás dele há uma corrente que atravessa os outros onde existem forças poderosas. No entanto, não se origina aí. Ainda mais atrás — mais profundamente onde a paixão cessa e as forças elementais nascem — a corrente começa e termina. Seu circuito está completo em Deus.

Queridos amigos e queridas amigas, as nossas pequenas Personalidades deveriam encolher e desaparecer no nada diante dessa Grande Luz. Não deveríamos ser meros colecionadores ocupando o cargo mercurial, mas forças, poderes, um centro muito radiante que difunde a nossa luz para todos ao nosso redor. Expressaríamos assim a oitava superior de Mercúrio que é Netuno e a oitava superior de Vênus, que é Urano Isso é o que deveríamos fazer, queridos amigos e queridas amigas, no nosso atual estágio de avanço. Se evoluímos o bastante no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz para nos unirmos aqui como um Centro da Fraternidade Rosacruz ao longo dessas linhas mais elevadas, certamente deveríamos ser capazes de deixar de lado o nosso amor-próprio, a nossa vaidade mesquinha, a nossa presunção, a nossa sensibilidade mórbida, nossas calúnias e críticas indelicadas — tudo que, na verdade, é falso, feio e discordante. Deveríamos ser capazes de nos unir no único objetivo da vida superior: o serviço à Humanidade, que é serviço a Deus. Que diferença faz se a Essência Divina se expressa como você ou eu? A forma específica através da qual funciona realmente não importa. É a Essência interior que nós servimos.

Se irradiamos amor, pouco importa o que mais nos falta. Se não expressarmos em nosso coração e em nossa vida a prova que Cristo nos deu, pouco importa quais outras qualificações tenhamos. Riqueza, cultura, mentalidade brilhante, realizações intelectuais — tudo aquilo a que o mundo se curva em homenagem servil — é nada sem amor.

“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos Anjos, se não tiver amor, serei como o metal que soa ou como o sino que tine”. “E ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e todo ciência; e ainda que eu tenha tamanha fé a ponto de remover montanhas, se não tiver amor, nada serei”. “E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará”.

Portanto, queridos amigos e queridas irmãs, o amor é Deus e sem Ele nós somos meras conchas, unidades isoladas e sem vida, sem propósito, átomos à deriva no mar cósmico. Mas com esse amor preenchendo todo o nosso ser e brilhando através de nós, nós nos tornamos forças poderosas trabalhando com a vida cósmica.

FIM


[1] N.T.: Trecho do Livro St. Elmo de Augusta Jane Evans (1835-1909), escritora estadunidense.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Marte, Júpiter e os outros Planetas são habitados? Se sim, estas pessoas são superiores às pessoas na Terra; as almas da Terra alguma vez reencarnam em outros Planetas e vice-versa?

Resposta: Todos os Planetas do Sistema Solar são habitados e são Campos de Evolução para diferentes classes de Espíritos em vários estágios de desenvolvimento. Os Planetas mais próximos do Sol são Campos de Evolução dos seres mais evoluídos. Júpiter constitui uma exceção a essa regra; é povoado por uma Humanidade ligeiramente superior à da Terra.

O princípio é esse: as vibrações mais elevadas existem no Sol central, que em um momento continha todos os seres que agora habitam os diferentes Planetas. Mas nem todos foram capazes de sustentar as vibrações extremamente altas daquele vapor de fogo central; assim, uma cristalização ocorreu nos polos; gradualmente a matéria cristalizada gravitou em direção ao equador solar e foi expelida, levando junto os Espíritos que habitariam nessa matéria cristalizada.

Esta primeira emanação se tornou o Planeta Urano. Mais tarde, outras classes de Espíritos cristalizaram uma parte do Sol e foram expelidas para se mover em órbitas a distâncias variadas da fonte central, de acordo com a taxa de vibração necessária para o desenvolvimento dos Espíritos sobre eles, finalmente formando o Sistema Solar como o conhecemos agora.

Cada classe de Espíritos permanece em seu ambiente, estando sob a tutela e orientação direta de um dos Espíritos Planetários, cujo Corpo[1] é o Planeta onde eles habitam. Como os Espíritos começaram o processo de encarnações em Planetas diferentes, porque estão em estágios amplamente diferentes de desenvolvimento espiritual, geralmente eles não encarnam em outros Planetas, exceto que, às vezes, alguns dos Planetas internos[2] são enviados como professores para as esferas externas. Estes, pelo menos, foi o caso quando nossa Humanidade precisou de professores, encarnados e visíveis. Então, alguns dos seres de Vênus e Mercúrio foram trazidos à Terra para guiar a Humanidade nascente. Eles eram conhecidos como “Mensageiros dos Deuses” e esses Senhores de Vênus foram os primeiros reis e governantes da Onda de Vida humana. Mais tarde, os mais avançados entre os seres humanos foram entregues aos Senhores de Mercúrio, que os iniciaram nos mistérios e esses, por sua vez, se tornaram os governantes sobre os seres humanos. Eles eram, então, verdadeiramente “reis pela graça de Deus”, governando o povo para sua elevação e para o seu bem, independentemente do poder e autoengrandecimento.

(Pergunta nº 155 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Corpo Mental.

[2] N.T.: Incluem: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Manipulando de forma tola a Ciência Divina e Exata da Astrologia

A Lei de Renascimento e a Lei de Consequência (ou Lei de Causa e Efeito) trabalham em harmonia com os Astros; assim, uma criança nasce quando as posições dos corpos celestes em nosso Sistema Solar lhe proporcionam as condições necessárias e mais apropriadas às experiências que necessita para seu avanço na Escola da Vida.

Para os profissionais de saúde a Astrologia é de incalculável valor para diagnosticar as doenças e enfermidades e preveni-las com remédios, porque revela a causa oculta de todas as moléstias.

Para os pais ou responsáveis por uma criança o horóscopo ajuda a dirigir ou transmutar as forças ruins, latentes em seus filhos ou suas filhas, e ensina como aplicar a prevenção devida. O horóscopo mostra também as boas qualidades e, assim, os pais ou responsáveis podem dirigir a alma confiada a seus cuidados para que se torne melhor.

A “Mensagem das Estrelas” é tão importante que não se deve mais ignorá-la!

Na Fraternidade Rosacruz não se analisa horóscopos por nenhum tipo de retribuição financeira, porque consideramos isso uma prostituição da Ciência Divina da Astrologia Rosacruz. A essa definição e advertência temos de acrescentar que não é lícito cobrar qualquer valor por serviços que façamos em consequência desse conhecimento, pois “o espiritual não pode ser comprado pelo material”.

Consideramos que seja uma prostituição da Astrologia empregá-la para predizer cataclismos, mortes, desgraças, venturas ou riquezas. Por essa razão, na Fraternidade Rosacruz ela só é empregada em harmonia com as finalidades da Filosofia Rosacruz, em suas relações externas, isto é, “pregar o Evangelho e Curar os Enfermos”; finalidades ordenadas a Seus Apóstolos por Cristo, nosso Mestre e Ideal. Com respeito às doenças ou enfermidades, a usamos para preveni-las ou aplicar o remédio oportuno. Filosoficamente, a usamos pela relação entre nossa Evolução, a Evolução dos Astros e o significado desses.

A Astrologia Rosacruz é uma Ciência Espiritual e Divina e, dessa forma não tem, e nem pode ter, qualquer compensação feita com remunerações monetárias ou artigos materiais.

Está muito longe de ser vista ou aplicada de maneira curiosa e deslumbrante como o mundo supõe. Devemos, portanto, estudar a Astrologia Rosacruz para aplicá-la a nós mesmos e ajudar, com o fim de conhecer as razões pelas quais operam as fundamentais Leis da Natureza, em sua relação com nosso campo de aplicação, onde nós nos encontramos.

Todos nós temos faculdades que nos faze superiores às influências astrais! É necessário gravar isso profundamente em nossa consciência. Portanto, caso os Aspectos astrais (envolvendo Sol, Lua e/ou Planetas) indiquem um acontecimento e esse não se produza, a que devemos atribuir essa divergência? Simplesmente a nossa força de vontade, que é desconhecida pelo Astrólogo, porque não pode se manifestar ou ser assinalada no horóscopo.

Os Estudantes Rosacruzes ativos e verdadeiros levantam todos os cálculos, desde a Hora Local Exata, um por um, com paciência, persistência (diante de dificuldades que só ele sabe que tem), dedicação e profunda reverência – por estar entrando na vida de um irmão ou de uma irmã – e, logicamente, não se dedicam a “ler horóscopos”: já estão além do ponto da curiosidade que, muitas vezes, impelem os principiantes a conhecer suas relações zodiacais. Efetivamente, há muitas pessoas que, cheias de leituras negativas e, dessa forma, destrutivas, falam e estão convencidas da perversidade de Marte, Saturno ou Urano e contemplem assustadas as indicações deles; devemos, contudo, desterrar essa crença da nossa Mente, definitivamente. Tais Planetas cumprem o seu dever, meramente. Por exemplo, que culpa tem a febre, em nossas enfermidades? Que culpa tem o fogo de consumir uma casa? Que culpa tem a dinamite de derrubar uma ponte? Que culpa tem o Sol, quando ocasiona insolação?

Nenhuma! Todos esses elementos cumprem o seu dever. A culpa é da inteligência que não soube aplicar para o bem as forças superiores que acabamos de enumerar. A ação de Marte, Saturno ou Urano em nossas “desgraças” é culpa, simplesmente, nossa e foi gerada por nossos equívocos.

Os Astros “benéficos” ou “adversos” não são outra coisa senão a febre, o fogo, a dinamite ou o Sol; isto é, os meios, elementos ou forças que produzem efeito, ao obedecer a Lei e cumprir seu dever. Porém isso é o essencial, precisamente. Ao cumprir seu dever, os elementos não atuam cegamente. É fatal, mas são dirigidos por Inteligências Bondosas e Sábias que, em definitivo e como resultado final, ajudam na manifestação do saber, que é o objetivo da Evolução.

Porque os Estudantes Rosacruzes ativos e verdadeiros compreendem o funcionamento da Lei, já não são um joguete das ondas nas tormentas da vida, que riem com a sorte e choram com a desgraça. São uma força “consciente” na obra da Natureza. São eles uma Lei em si. Os colaboradores das Leis do Cosmos.

Além disso, à análise de temas é necessário ter competência e inspiração divina para decifrar a mensagem celestial no horóscopo. Sem essas qualidades, o Astrólogo Rosacruz não pode fazer outra coisa senão se equivocar, desacreditando essa Ciência Divina e exata que ele manipula de forma tola.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Sendo a 8ª Casa a que indica nossa saída do cenário mundial, pois é a Casa da morte, quais são os efeitos de Urano e Saturno juntos nesta Casa, numa Conjunção e Paralelos?

Resposta: Logicamente, dependerá muito de outros Aspectos com outros Astros. Podemos nos limitar a explicar o que pode oferecer este Aspecto num tema natal, quando esta Conjunção e os Paralelos ocorrem estando a 8ª Casa abrangendo Touro e Gêmeos, por exemplo; isto é, passando de Touro para Gêmeos. Isto, sem contar outros Aspectos, favoráveis ou não.

Antes de mais nada, é uma recomendação taxativa de Max Heindel, no Livro “A Mensagem das Estrelas” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz: “Nunca, nunca predigam a morte”. É certo que o perguntante não levantou esta questão. Mas convém que seja feito este esclarecimento, que está implícito na pergunta.

A 8ª Casa não é apenas a Casa da morte. Ela rege também a capacidade de regeneração do nativo; isto é, ela indica o que o indivíduo conseguiu acumular em vidas anteriores, no sentido de transcender as condições humanas em direção à sua verdadeira e futura condição espiritual.

A 8ª Casa também rege as heranças, os legados.

Vamos ver o reflexo da 8ª Casa na sua oposta, a 2ª Casa. Em suma, a 2ª Casa indica o nível anímico do nativo no dar e receber, em todos os campos. Segundo os méritos adquiridos em vidas pregressas, pelo dar; ou deméritos, pelo negar; assim ele terá as facilidades dos legados inesperados ou será lesado em seus direitos de herdeiro. Nada vem do azar nem da sorte, senão como consequência natural e justa de seus atos. Paralelamente, pela capacidade de dar ou contrariamente, pela omissão do dever Cristão, pode exercitar a capacidade de regeneração, pois o “serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focado na divina essência oculta em você e em todos os irmãos e todas as irmãs, é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus”.

O Planeta que rege a 8ª Casa é Plutão, oitava superior de Marte. Quanto à influência que o perguntante deseja conhecer, não nos parece conveniente expô-la assim genericamente, sem levar em conta as configurações do tema, porque pode induzir a erro, como o fazem as publicações de Astrologia pelos jornais e revistas. Na Astrologia Rosacruz se deve sempre combinar os fatores para se chegar a uma conclusão segura.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de fevereiro/1970 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Visto que o progresso exige, periodicamente, mudança na alimentação humana poderia eu saber algumas características do alimento do futuro?

Atualmente, o alimento que recebemos internamente desfaz-se e decompõe-se devido ao calor interno do corpo, permitindo, desse modo, que o Éter Químico, com qual estão impregnadas todas as partículas alimentares, combine-se com o Éter Químico do nosso Corpo Vital. O alimento que está magnetizado pela ação do Sol sobre as plantas é então assimilado, e permanece conosco até que se esgote o magnetismo. Quanto mais diretamente os alimentos vierem do Sol até nós, tanto mais magnetismo solar eles conterão. Constantemente, eles permanecerão conosco durante um tempo maior se forem comidos crus. Quando um alimento sofre o processo de cocção, uma parte do Éter nele contido perde-se, em virtude da decomposição, pelo calor, das partículas respectivas, deixando impregnado o ar da cozinha pelo odor do alimento do qual provém. Portanto, as células do alimento cozido e os alimentos que já foram assimilados pelos outros animais têm muito pouco Éter Químico em si, exceto o leite, que é obtido através de um processo vital e contém uma quantidade maior de Éter que qualquer outro alimento.

No que se refere à carne dos animais (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), podemos dizer que a maior parte do Éter Químico das suas rações foi absorvida pelo Corpo Vital antes da morte do animal; ao ocorrer a morte, o Corpo Vital deixa a carcaça. Portanto, a carne animal apodrece muito mais depressa que os vegetais e permanece conosco somente por pouco tempo após a termos ingerido.

A morte e a doença são motivadas, acentuadamente, pelo fato de insistirmos em ingerir alimentos compostos de células desprovidas do respectivo Éter Químico individual obtido durante a assimilação vegetal. Esse Éter é diferente e não deve ser confundido com o Éter Químico planetário que impregna os minerais, as plantas, os animais e ser humano. A alimentação carnívora, pois, privada pela morte, do Corpo Vital individual que envolve o animal durante a vida, fica reduzida realmente a sua forma química mineral que tem pouco valor nos processos vitais; de fato, é prejudicial a eles, e deve ser eliminada do sistema tão rapidamente quando possível, pois sendo minerais, essas partículas de carne estão mortas ou são de movimento difícil. Portanto, elas, gradualmente, vão se acumulando. Mesmo a parte dos vegetais que é composta de cinzas e minerais permanece em nosso sistema, de maneira que há um processo gradual de obstrução que consideramos como sendo o crescimento.

Isto acontece porque privamos os vegetais e outros alimentos de seu Éter Químico. Se fôssemos semelhantes às plantas e capazes de impregnar os minerais com Éter, seríamos, provavelmente, capazes de assimilá-los e desenvolver nossa estatura de um modo gigantesco; mas, tal como somos, o material morto acumula-se cada vez mais até que finalmente o crescimento cessa em virtude de nossos poderes de assimilação tornarem-se, progressivamente, menos eficientes.

Futuramente não digeriremos os alimentos no interior do corpo, mas extrairemos o Éter Químico e o inalaremos pelo nariz onde ele entrará em contacto com a Glândula Endócrina Corpo Pituitário ou Hipófise. Esse é o órgão geral de assimilação e agente de crescimento. Nosso Corpo Denso se tornará, então, cada vez mais etéreo, os processos vitais não serão embaraçados pelos resíduos obstrutores, e, consequentemente, a moléstia desaparecerá e a vida aumentará em extensão. É significativo, em relação a esse fato, que muitos cozinheiros não sentem apetite, pois os aromas picantes dos pratos que eles preparam os satisfazem bastante. A ciência está aprendendo, gradualmente, as verdades anteriormente ensinadas pela ciência oculta, e a atenção dela está sendo voltada para as glândulas endócrinas, que lhes darão a solução de muitos mistérios. Eles, contudo, não parecem estar inteirados ainda de que há uma ligação física entre o Corpo Pituitário, o principal órgão de assimilação e, portanto, do crescimento, e as Glândulas Suprarrenais, que eliminam os resíduos e assimilam as proteínas. Elas também estão ligadas fisicamente com outras Glândulas: Baço, Timo e as Tiroides. Nessa ligação é significativo, do ponto de vista astrológico, que o Corpo Pituitário é regido por Urano, que é a oitava superior de Vênus, o regulador do plexo celíaco ou plexo solar, onde está localizado o Átomo-semente do Corpo Vital. Desse modo, Vênus aguarda a entrada do fluido vital que nos vem diretamente do Sol através do baço etérico e Urano é o guardião da porta de entrada do alimento físico. É a função dessas duas correntes que produz poder latente armazenado em nosso Corpo Vital, até que seja convertido em energia dinâmica pela natureza marcial do desejo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1980 – Fraternidade Rosacruz SP)

Idiomas