O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Outubro de 2025
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:






As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Para esse mês de NOVEMBRO de 2025, aqui estão as Reuniões que teremos:
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site: https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/atividades-presenciais-do-mes/
Reuniões de Estudos
Dia 05/10 –
| 16H – Reunião Pública: Estudos Bíblicos Rosacruzes: Evangelho Segundo S. Mateus-Cap. 8: Cura de um Leproso 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis: Mescla do Sangue no Casamento-Clarividências |
Dia 12/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XIV – Análise Oculta do Gênesis-“A Queda do Homem”: Espíritos Lucíferos-“Comer o Fruto” |
Dia 19/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Estudante Regular 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão-Evolução da Religião: Cristianismo-Altruísmo-“Vibrações” |
Dia 26/10 –
| 16H – Reunião Reservada: Probacionista 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XV – Cristo e Sua Missão-Evolução da Religião: 4 graus que nos levam a Deus-Perdão |
Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional
incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento
Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE NOVEMBRO. Esse mês solar de NOVEMBRO, que vai de 23 de OUTUBRO a 21 de NOVEMBRO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Escorpião.
Escorpião é o Signo misterioso do Zodíaco. Possui dois símbolos: um escorpião, com um aguilhão da morte em sua cauda, e uma águia que pode voar mais perto do Sol que nenhuma outra ave. Esses dois símbolos representam dois aspectos, amplamente divergentes desse Signo: sob a influência do escorpião o ser humano pode descer às profundidades da degradação; sob a influência da águia, sua natureza inferior é transmutada, de modo que pode alcançar grandes alturas espirituais.
Escorpião é um Signo de tremendo poder. Suas forças atuam em uma faixa que vai desde as fases mais íntimas da degeneração, até as fases mais excelsas da regeneração. Quando alguém aprende a se sintonizar perfeitamente com os poderes de Escorpião, se converte em um operador de milagres, tanto no plano físico como no espiritual.
Hierarquia Criadora – Escorpião é a Hierarquia Criadora dos Senhores da Forma. Esta Hierarquia é a mais ativa no atual Período Terrestre. O Período Terrestre é, eminentemente, o Período da Forma. Aqui, a parte material da evolução está em seu grau mais elevado, ou mais pronunciado. Em contrapartida, o Espírito está mais abandonado e coibido. A Forma é o fator mais dominante, daí o predomínio dos Senhores da Forma.
O padrão cósmico que essa Hierarquia está trabalhando para estabelecer na Terra é a obtenção por meio da transmutação da matéria em Espírito. Por meio desse processo as essências sublimadas da Mente e do Corpo emergem com as forças do Espírito.
Atividades do Cristo – Quando o Sol entra em Escorpião, o sublime Cristo alcança o Mundo do Desejo. Então, ocorre uma aceleração cósmica.
Lentamente, durante novembro e dezembro, o raio do Cristo penetra nos diversos planos internos do Planeta, até alcançar o centro da Terra, no Natal. Pela visão superior, o raio do Cristo é dourado, como o Sol espiritual do qual emana.
Atividades do Aspirante à vida superior – Transmutação é a palavra-chave dominante de Escorpião.
Esse é um tempo propício para que o discípulo trabalhe na purificação da sua natureza inferior e, assim, se torna mais habilitado para auxiliar os Seres Superiores em seus trabalhos de purificação da camada astral (N.T.: o Mundo do Desejo) da Terra. Um esforço suplementar é, então, feito para torna-lo um servidor consciente mais eficiente tanto nos planos internos como nos externos da vida.
Em estágios evolutivos anteriores do desenvolvimento humano, a Hierarquia de Escorpião, que preside o mês zodiacal de novembro, auxiliou o despertar do Ego (N.T.: o Espírito Virginal manifestado, nós) no ser humano (N.T.: nos seus Corpos: Denso, Vital e de Desejos) e, fazendo isso lançou o ser humano na estrada da individualização. Durante o presente estágio de evolução humana o discípulo, trabalhando sob a orientação dos Senhores da Individualidade (Libra) e dos Senhores da Forma (Escorpião), está aprendendo a substituir a sua capacidade de fazer valer a própria opinião diante de outras pessoas, pela humildade e pelo sacrifício pessoal do “eu” pelo impessoal “nós”; em outras palavras, atualmente vive-se o ideal de “O MAIOR BEM PARA O MAIOR NÚMERO”.
No Corpo Denso – o centro físico correlacionado com Escorpião é o sistema reprodutor.
Dentre os 12 Apóstolos – S. João, o Amado, é o Discípulo correlacionado com Escorpião. A transmutação foi a nota chave de sua vida. Progrediu tanto na divina ciência da transmutação da matéria em Espírito que nunca conheceu a morte.
Passagem da Bíblica correlacionada – procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o de Meditação: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5:8). Faça isso em cada um dos dias em que Escorpião enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
A fim de nunca esquecermos e até como forma de imensa gratidão, nos lembremos sempre que: “A Bíblia foi nos dada pelos Anjos do Destino que estando acima de todo o erro nos dão exatamente o que necessitamos para o nosso desenvolvimento”.
Hoje vamos estudar um dos inumeráveis Milagres que Cristo fez durante a Sua primeira vinda aqui. Antes de estudá-lo veremos que podemos dividir as características dos milagres descritos na Bíblia (tanto no Antigo como no Novo Testamento) em quatro tipos:
->Primeiro tipo é na verdade Alegorias, ou seja, não considerados como registros de observações científicas.
Alguns exemplos que podemos citar:
– História de Sansão e Dalila
– e a História da mulher de Ló: olhando para trás se tornou em estátua de sal
->Um segundo tipo são os considerados extraordinários no momento em que ocorreram, mas não contradizem realmente as leis científicas conhecidas.
Alguns exemplos que podemos citar:
– O fogo queimou o sacrifício de Elias (depois de encharcado com água por 3 vezes)
– Rebelião de Coré – Saiu fogo da parte de Iahweh e consumiu os 250 homens que ofereciam o incenso
->Um terceiro tipo são aqueles que aparentam contradizer as leis científicas conhecidas, mas que uma explicação para essa contradição pode ser que as condições tenham variado, com padrões de operação diferentes dos anteriores.
Alguns exemplos que podemos citar:
– sangue comum entre os membros da nação, tribo e/ou família: maior poder do Espírito de Raça
– Patriarcas anteriores ao dilúvio (Adão, Set, Enós, Cainã, Malaleel, Jared, Henoc, Matusalém, Lamec, Noé e os demais) alcançando idades elevadas
->E, por fim, um quarto tipo pode ser porque, naquele momento, a lei científica não era conhecida…e muitas até hoje não são conhecidas por todos.
E aqui se encaixam os Milagres de Cura, que é o que se refere o trecho que acabamos de ler da Bíblia.
Vamos estudar o trecho da Bíblia conhecido como “A Cura de um Leproso” por Cristo (Mt 8-1:4):
“Ao descer da montanha, seguiam-no multidões numerosas, quando de repente um leproso se aproximou e se prostrou diante dele, dizendo: ‘Senhor, se queres, tens poder para purificar-me’. Ele estendeu a mão e, tocando-o disse: ‘Eu quero, sê purificado’. E imediatamente ele ficou livre da sua lepra. Jesus lhe disse: ‘Cuidado, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferta prescrita por Moisés, para que lhes sirva de prova’”.
Para entender melhor esse 4º tipo de milagre, os milagres de cura, compreendamos o Ciclo Virtuoso que perseguimos nas descobertas tanto na Ciência Material como na Ciência Oculta:
1-A todo momento estamos pesquisando, observando, descobrindo “coisas novas”.
2-E cada vez que conseguimos uma “nova descoberta”, vamos obtendo mais compreensões sobre as leis que regem o Universo – o mundo que nos rodeia, desde o microcosmo até o macrocosmo.
3-Aos poucos, muitas coisas que até então eram consideradas milagres são tidas como em harmonia com as leis oriundas das “novas descobertas”. Só que a partir de novo nível, mais observações são feitas, o que originam novos fenômenos sem explicação. Isso leva a buscarmos novas explicações.
4-E, assim, o ciclo virtuoso recomeça!
Agora, vamos entender como se manifesta uma doença que tem a sua matriz no Corpo de Desejos.
Resumidamente, esses tipos de doenças são consumptivos, ou seja, “consomem” o Corpo Denso.
Alguns exemplos: câncer, AIDS, hanseníase e tuberculose pulmonar.
Ou seja, todas estão ligadas à fragilidade do Corpo de Desejos que não pode fazer seu trabalho no Corpo Denso. Uma das possíveis causas-raízes são as tendências materialistas que colocamos em ação e que podem chegar até:
– negar quaisquer partes que não seja comprovada materialmente ou, ainda,
– que pela insistência em utilizar desejos, emoções e/ou sentimentos para conquistar as coisas materiais e viver dependentes exclusivamente delas.
Outra possível causa-raiz que gera o efeito nessa vida é o abuso da força sexual criadora em vidas passadas, remontadas desde à Época Lemúrica e/ou Época Atlante e que vida após vida se repete. Isso pode causar o endurecimento de certas partes do nosso Corpo Denso e que deveriam ser flexíveis, cartilaginosas ou moles, como os tecidos que não são ossos, como os músculos, fáscias, gordura, tendões, ligamentos, vasos sanguíneos e nervos e, ainda, pele, mamas, glândulas, couro cabeludo e afins.
Como exemplo dessa doença para essa segunda causa-raiz citemos aqui a Lepra, também chamada de Hanseníase, Morfeia, Mal de Hansen ou Mal de Lázaro. A hanseníase corrompe o Corpo; compromete os nervos; tira a sensibilidade da pele. O doente corre o risco de se autodestruir sem perceber!
Vejamos como o irmão ou a irmã com hanseníase era considerado durante a 1ª e 2ª Dispensação.
Peguemos um exemplo que aparece no Livro de Levítico, na Bíblia, Capítulo 13, Versículos 45-46: “O leproso portador desta enfermidade trará suas vestes rasgadas e seus cabelos desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: “Impuro! Impuro!”. Enquanto durar a sua enfermidade, ficará impuro e, estando impuro, morará à parte; sua habitação será fora do acampamento”.
Note uma coisa interessante: naquele tempo o diagnóstico da lepra não estava a cargo dos médicos e sim dos sacerdotes. E, durante a Dispensação que vemos descrita no Antigo Testamento, a Lepra era conhecida como “o dedo de Deus”. O que quer disso isso? Que “a função que você usa mal torna-se sua inimiga”.
Afinal, note que a lepra era mais considerada como impureza, do que doença. Em outras palavras, era considerada evidência de pecado. E isso era traduzido e aceito como corrupção tanto da carne como do espírito. Na maioria das vezes, tida como uma expressão de um castigo divino ao leproso, pois era entendida como desobediência da Leis Jeovísticas, pois vivíamos como se a Lei Jeovística fosse a reguladora da relação entre nós e o nosso próprio Corpo.
Na Bíblia, em Levítico, nos capítulos de 12 a 14, temos as minuciosas indicações sobre o diagnóstico da doença. Algumas dessas indicações eram de que, com certeza, a pessoa estava com lepra: ulceração, afundamento da pele e pelos esbranquiçados. Hoje sabemos que esse não é o diagnóstico correto, não é?
Uma vez identificado o leproso, este tinha:
1-Que deixar o local onde residia
2-Se recolher a um lugar previamente designado (longe da cidade e acabavam nas beiras das estradas)
3-Cobrir a boca com um pano e anunciar, alto e bom som, que era impuro, todas as vezes que alguém estava se aproximando (outras vezes, nessa impossibilidade, tinha que tocar um sino)
Também só o sacerdote é que tinha a autoridade para constatar a cura. Se assim ele o fizesse, o leproso ainda tinha que praticar uns rituais (de sacrifícios e atividades) antes que fosse promovido e ser reintroduzido na comunidade.
Agora, já na Dispensação Cristã vamos ver como o próprio Cristo efetuou o Milagre de Cura de um leproso.
Já dá para perceber que Cristo utilizou a cura por meio da Sua mão, estendo-a e tocando com ela o leproso. Note a presença dos 3 fatores indispensáveis para que a cura definitiva (que utilizamos atualmente na Cura Rosacruz) pudesse ocorrer:
1º O poder curador ou a força curadora onipresentemente de Deus-Pai
2º O curador (para uma cura definitiva) que é o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por intermédio do Curador, quando a oportunidade se apresentar a um paciente suficientemente receptivo e de Mente obediente.
3º O ânimo obediente do paciente, pois é somente nesse paciente obediente e animado que pode agir o Poder Curador de Deus-Pai por intermédio da pessoa que é o Curador, de tal forma que dissipe todas as doenças e enfermidades no Corpo Vital. Essa é uma Lei da Natureza absolutamente certa. A desobediência produz a doença ou enfermidade. A obediência mostra a mudança de ânimo e a pessoa ficará em situação de receber o bálsamo que pode vir por intermédio do Cristo ou por intermédio de outra pessoa, de qualquer forma o Curador.
Se faltar um ou mais desses três fatores não há cura definitiva.
Veja, sempre presente, a cooperação ATIVA do paciente. É a relação da sentença: “A Fé sem Obras é Morta”, que lemos na Epístola de São Tiago, Cap. 2, Versículo 20, e os trabalhos da cura definitiva.
Para isso note que todos os casos em que Cristo curou alguém, essa pessoa tinha que fazer alguma coisa, ou seja, tinha que cooperar com o Grande Médico, antes que a cura se efetuasse no paciente.
Alguns exemplos: “Estende a tua mão“, e quando a pessoa assim fazia, sua mão ficava curada. Dizia a outro: “Toma o teu leito e anda“, e quando isso era feito, desaparecia a enfermidade. Ao cego mandou: “Vai e banha-te no lago de Siloé“, ao leproso: “Vai ao sacerdote e oferece o teu donativo“, etc.
E depois, nesse caso, cumpra a lei que existe que era o que Moisés estabeleceu em um ritual para esse caso (Lv 14:2-32): ao ficar purificado, deveria oferecer em sacrifício:
– Para o rico eram uma ovelha e dois cordeiros
– Para o pobre eram um cordeiro e duas pombas
E, assim, se tivesse sido purificado pelos sacerdotes, o ex-leproso era aceito na sociedade. Em todos os casos havia necessidade da cooperação ativa da parte daquele que desejava ser curado. Eram simples pedidos, mas tais como eram, tinham que ser atendidos e a obediência auxiliava o trabalho do Curador.
Aqui são somente algumas significâncias esotéricas desse trecho. Como visitaremos novamente esses trechos em outros Evangelhos teremos a oportunidade de nos aprofundar mais. E pensemos bem em como nos capacitar para aplicar esses conhecimentos nos fornecidos diretamente por Cristo.
Para saber mais, assista a 25ª Reunião de Estudos Rosacruzes da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
A fim de nivelarmos a informação, definimos a palavra “Clarividência” de uma pessoa na Fraternidade Rosacruz como a faculdade, geralmente considerada uma percepção extrassensorial, de obter conhecimento sobre algo (um evento, objeto, pessoa ou local) e/ou de funcionar nos Mundos invisíveis (a partir da Região Etérica do Mundo Físico) sem depender dos sentidos físicos dessa Região Química.
Para conseguirmos compreender qual é o conceito do Termo Rosacruz de Clarividência involuntária e, também, porque muitos de nós tem uma atração por ela, achando até que está se desenvolvendo espiritualmente praticando-a, vamos ver onde ela surgiu e porque foi usada.
Para isso temos que contextualizá-la por meio do Esquema de Evolução que já estudamos aqui.
É ensinado pela Filosofia Rosacruz que nosso Esquema de Evolução é levado através de cinco dos sete Mundos ou estados da matéria (Mundo Físico, do Desejo, do Pensamento, do Espírito de Vida e do Espírito Divino), em sete grandes Períodos de Manifestação (Períodos de Saturno, Solar, Lunar, Terrestre, de Júpiter, Vênus e Vulcano) durante os quais nós, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana, criados como chispas divinas, nos tornamos, primeiro, um ser humano e depois, um Deus, exatamente à imagem e semelhança de Deus que nos criou.
Como já estudamos em Reuniões de Estudos passadas, durante os Períodos de Saturno, Solar e Lunar e na metade passada do atual Período Terrestre, nós construímos, inconscientemente, nossos diferentes veículos sob a direção de exaltados Seres, as Hierarquias Criadoras, os quais guiaram nosso progresso, nos despertando gradualmente, até adquirirmos nosso estado atual de consciência de vigília. Essa parte do Esquema de Evolução é chamado “Involução”.
Desde o tempo presente até o fim do Período de Vulcano, nós, que agora somos a Humanidade, estamos aperfeiçoando nossos veículos e expandindo nossas consciências nos cinco Mundos por nosso próprio esforço, vontade e responsabilidade. Essa parte do Esquema de Evolução é chamado “Evolução”.
Atualmente estamos no Período Terrestre e trabalhando com matérias dos 3 Mundos.
E nesse Período Terrestre estamos transitando pelo Globo D.
Um Globo formado totalmente por material da Região Química do Mundo Físico, ou seja: pelos Sólidos, Líquidos e Gasosos.
E já passamos por 3 vezes, ou seja, por 3 Revoluções completas e estamos na metade da 4ª Revolução.
Conforme vamos descendo em densidade de matéria, vamos nos obscurecendo em relação a sutilização da matéria, ou seja, se torna difícil funcionar conscientemente nos Mundos invisíveis aos nossos 5 sentidos físicos.
Por que tem que ser assim? Porque temos que ser especialistas em materiais sólidas, líquidas e gasosas da Região Química do Mundo Físico. Para isso, precisamos ter Corpos extremamente eficazes nessa Região e junto disso, foco, dedicação e aprendizagem.
Como também já vimos, essa metade da 4ª Revolução é o momento evolutivo onde a densidade da matéria alcança o seu máximo para nós.
E quando isso ocorre em um Esquema de Evolução, é necessário dividir esse ponto de densidade máxima em vários outros pontos.
No atual caso, cada ponto desse é chamado de Época.
Começando com a Época onde a densidade da matéria é menos densa, depois aumenta de densidade, até atingir o seu máximo e depois vai diminuindo novamente.
Ou seja, a Época Polar foi onde a densidade da matéria era a menos densa. A Época Atlante foi onde a densidade da matéria era a mais densa de todas as outras, e a Época Reino de Deus será onde a densidade da matéria será igual à que foi a Época Polar.
Ou seja, foi na Época Atlante que tivemos todas as condições para conquistar a Região Química e nos tornarmos especialistas em todos os materiais dessa Região.
Quem de nós conseguiu e é consciente disso, está passo e passo com esse Esquema de Evolução.
Quem de nós conseguiu e não é, o não quer ser, e está consciente disso, está em vários níveis de atraso esse Esquema de Evolução.
Quem não conseguiu, está em vários níveis de atraso nesse Esquema de Evolução.
Atualmente, a imensa maioria de nós está na Época Ária, ou seja, já passamos o ambiente onde a densidade da matéria química foi a mais densa de todas, a Época Atlante.
Agora que já sabemos onde estamos em relação à densidade de matéria química, vamos focar na Época Lemúrica que é aqui que vamos ver como a Clarividência involuntária foi, pela primeira vez, usada.
Há um ponto no rosto de todos nós bem aqui entre os dois arcos supraciliares.
Ele está a mais ou menos 1,5 cm de profundidade a partir da nossa pele.
Esse ponto é chamado raiz do nariz.
É o assento do nosso Espírito interno, o Santo dos Santos no Templo do Corpo Denso, fechado para todos menos para o residente do Corpo, o Ego, que nele habita.
O Clarividente voluntário e treinado pode ver, com maior ou menor acuidade, segundo sua capacidade e exercitamento, todos os diferentes Corpos que formam a Aura humana, mas esse ponto, esse lugar, está oculto para ele.
O ser mais evoluído não pode erguer o véu do Ego, nem mesmo da mais humilde e menos desenvolvida criatura.
Sobre a Terra, isso e somente isso, é tão sagrado que está completamente a salvo de toda e qualquer intromissão.
Esse ponto, a “raiz do nariz” no Corpo Denso tem um correspondente na “raiz do nariz” no Corpo Vital.
Desde a Época Lemúrica até a segunda fase da Época Atlante, esses 2 pontos não estavam no mesmo lugar correspondente.
O ponto do Corpo Vital estava um pouco acima do ponto correspondente no Corpo Denso.
As consequências foram:
-Isso criou uma frouxidão natural entre esses 2 Corpos
-Os veículos superiores (nosso Corpo de Desejos, Mente e até o Tríplice Espírito) não estavam, em relação ao Corpo Denso, na posição concêntrica
-Nós não éramos um “espírito interno”, totalmente residente nos Corpos, porque estávamos parcialmente fora dos nossos Corpos.
-Essa separação desses dois pontos nos proporcionava à percepção de poder muito mais agudo nos Mundos internos, invisíveis do que na Região Química do Mundo Físico, que chamamos de Mundo exterior, ainda obscurecida para nós.
-Não percebíamos claramente as linhas de um objeto ou pessoa, mas via sua Alma, e de uma vez percebia seus atributos, fossem ou não benéficos para ele.
-Sabíamos logo das disposições, amigáveis ou agressivas, de um outro ser humano ou animal que nós observávamos, nos tornamos conhecedores pela percepção espiritual; como devíamos tratar os demais e como podíamos escapar dos perigos.
Com esse foco mais para os Mundos invisíveis, tínhamos que receber as lições das Hierarquias Criadoras para que pudéssemos aprender e evoluir aqui. Mas tais Hierarquias não conseguem fazer isso a partir da Região Química do Mundo Físico, ou seja, do Mundo exterior. Somente dos Mundos internos.
Como, então faziam? Para isso vamos ver como giravam os vórtices dos nossos Corpos de Desejos. Ou seja, como se comportavam os centros sensíveis do Corpo de Desejos, pois dependem de como se comportam, e isso está relacionado ao sentido em que os vórtices giram, temos domínio sobre o que desejamos e o que não desejamos.
Como não sabíamos nada sobre o Mundo exterior, era apresentado quadros de material de pensamento (Arquétipos), de desejos e até etéricos sobre a Formas do Mundo exterior, totalmente independentes da nossa vontade.
E para que as Hierarquias Criadoras pudessem ter esse controle de apresentarmos os centros sensíveis do nosso Corpo de Desejos, giravam em sentido inverso ao movimento dos ponteiros do relógio analógico. Ou seja, seguia negativamente o movimento da Terra que gira sobre seu eixo naquela direção.
Conclusão: A frouxidão natural entre o Corpo Denso e o Corpo Vital e o sentido anti-horário do giro dos vórtices, proporcionaram a todos nós sermos Clarividentes Involuntários, enquanto estávamos renascidos aqui; via e percebia quando não queria ver nem perceber (porque não tinha controle) e quando via ou percebia não sabia o que fazer, pois era orientado sempre de fora.
Mas notem bem: Já a usamos quando DEVERÍAMOS usar e sob a orientação das Hierarquias Criadoras, ou seja: risco nenhum corríamos!
Para conseguirmos compreender qual é o conceito do Termo Rosacruz de Clarividência voluntária e, também, porque muito poucos entre nós tem uma atração por ela, não entendendo ainda que só por meio dela é que se desenvolve espiritualmente, por meio de um treinamento esotérico, vamos ver o que ela é e como podemos desenvolvê-la.
Primeiro de tudo, saibamos que da 3ª fase da Época Atlante até agora, todos os nossos Corpos se tornaram concêntricos no ponto da raiz do nariz, relativos a cada um. O nosso Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.
Algumas consequências que nos interessam aqui:
-Desde esse momento obtivemos a plena visão e percepção da Região Química do Mundo Físico
-A maioria de nós perdeu gradualmente a capacidade de perceber os Mundos invisíveis ou Mundos espirituais
-Na maioria de nós o Corpo Vital se ligou muito firmemente ao Corpo Denso
-Ou seja, a frouxidão entre os dois Corpos, para essa maioria de pessoas, não há mais
Resultado: tais pessoas estão inconscientes de tudo que não sejam as vibrações contatadas por meio dos cinco sentidos físicos.
E a questão da frouxidão dos 2 Corpos, agora concêntricos, antes de Cristo, só era possível para grupos especialmente preparados para tal, separados pelo Espírito de Raça em cada Raça, ex.: Levitas, Brâmanes, Druidas e outros. Depois de Cristo (que rasgou o “véu do Templo”), tornou-se possível para quem quiser, desde que busque o desenvolvimento para isso.
Conclusão: hoje entre nós há 2 grupos:
1º grupo de pessoas: aquelas pessoas que estão inconscientes de tudo que não seja as vibrações contatadas por meio dos cinco sentidos
2º grupo de pessoas: aquelas pessoas, chamadas de sensitivas, que possuem frouxidão entre os 2 Corpos, e que podem se tornar conscientes de tudo que sejam vibrações contatadas por meio dos nossos sentidos suprafísicos
No 2º grupo de pessoas também há uma divisão entre nós, atualmente.
Chamemos de Grupo 2a as que ainda não se submergiram firmemente na matéria (não atingiram o Nadir da Materialidade, estão na fase “Involução” ainda), por exemplo, a maioria dos hinduístas, indianos, enfim nossos irmãos e nossas irmãs orientais e que lá vivem, que possuem certo baixo grau de Clarividência ou são sensíveis às manifestações da Natureza.
Chamemos de Grupo 2b as pessoas sensitivas que já atingiram o Nadir da Materialidade, já estão na fase “Evolução” desse Esquema de Evolução.
Essas pessoas aqui chamadas de sensitivas receberam isso por “dom de Deus”? Não, né? Foi por mérito, resultados de esforços para adquirir essa qualidade em vidas passadas!
Só que nesse Grupo 2b também há outra subdivisão, aqui nascida pela livre e espontânea vontade de cada um de nós e não por orientação divina.
Chamemos de Grupo 2b-1 as pessoas que, por vontade própria, desenvolvem os poderes vibratórios dos órgãos relacionados atualmente com o Sistema Nervoso voluntário ou Sistema Nervoso somático (SNS). Convertem-se, por treinamento, em Clarividentes voluntários ou positivos treinados. Os centros sensíveis do Corpo de Desejos produzem vórtices que giram intensamente na direção dos ponteiros de um relógio analógico. Eles exercem a faculdade da Clarividência à vontade, como desejam.
Chamemos de 2b-2 as pessoas que, de vontade fraca, desenvolvem de maneira passiva por meio do Plexo Celíaco (ou Solar) e outros órgãos únicos atualmente com Sistema Nervoso involuntário.
Elas recebem ajuda de outros, novamente, despertam o Plexo Solar e desenvolvem um estado de consciência dos planos interiores, como imagem refletida num espelho (como fazíamos nas Épocas Lemúrica e Atlante).
Os Centros sensíveis do Corpo de Desejos produzem vórtices que giram intensamente na direção contrária dos ponteiros de um relógio analógico.
Elas não têm controle sobre suas faculdades de Clarividência. Retrocederam!
São os Clarividentes involuntários ou negativos
Muitas vezes, são vítimas de espíritos inferiores, apegados à terra, que, dizendo-se “Guias”, desenvolvem suas vítimas, como “espíritos de transe” ou “espíritos de controle”.
De nenhum modo é recomendável assistir a sessões espíritas, ou demonstrações hipnóticas, porque existe o perigo de algum espírito inferior se apegar a nós, causando muitos incômodos e até atrasos na nossa evolução.
Podemos resumir assim:
A Clarividência voluntária ou positiva é quando a pessoa é capaz, à sua vontade, de ver e investigar os Mundos internos, onde é senhor de si mesmo e sabe o que está fazendo.
Esse tipo de Clarividência é desenvolvido através de uma vida pura e de serviço, e a pessoa precisa ser cuidadosamente treinada para saber usá-la, para que ela seja verdadeiramente eficaz e útil. Mais difícil de se desenvolver, porque nunca a fizemos!
A Clarividência involuntária ou negativa é quando as visões dos Mundos internos são apresentadas a uma pessoa independente de sua vontade; ela vê o que lhe é dado ver e não pode, de maneira alguma, controlar esta visão. Esta Clarividência é perigosa, deixando a pessoa aberta para ser dominada por entidades desencarnadas que, se puderem, fazem com que a vida da pessoa, neste Mundo e no próximo, não lhe pertença inteiramente. Esse ilusório “poder” é intermitente, isto é, algumas vezes podem “ver” e outras vezes, sem nenhuma razão aparente, falham totalmente.
Mais fácil de desenvolver, porque é só uma revivificação do que fizemos nas Épocas Lemúrica e Atlante!
Para saber mais, assista a 242ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Podemos encontrar em alguma literatura falando sobre esta classe de Seres no singular. Mas, os Espíritos Lucíferos são uma classe de Seres (no plural) pertencente a Onda de Vida dos Anjos no Período Lunar, que se rebelaram e foram os atrasados desta Onda de Vida, e são conhecidos como Anjos Caídos.
E por serem atrasados da Onda de Vida dos Anjos, não puderam adquirir experiências seguindo o Esquema de Evolução da Onda de Vida Angélica. Uma vez que se encontravam a meio caminho entre o ser humano, que tem cérebro, e os Anjos que não necessitam de cérebro, mas mesmo assim, no Período Lunar estavam muito além da grande massa que atualmente constitui os mais avançados da nossa Onda de Vida humana. Estes Espíritos Lucíferos não desenvolveram tanto quanto os Anjos, que eram a Humanidade pioneira do Período Lunar, entretanto, estavam mais avançados do que a nossa Humanidade atual.
E neste Período estavam, por assim dizer, em uma situação muito séria, pois, o único caminho que puderam encontrar para se expressarem e adquirir conhecimento evolutivo, era por meio de um ‘órgão interno’, já que eles não podiam e nem sabiam como funcionar em um Corpo Denso (pois são Anjos!).
Então, a saída que encontraram foi usar o cérebro físico do ser humano e trabalhar por meio dele. Com isto encontraram a válvula de escape para se fazerem compreender e desenvolver, por meio de nós que éramos dotados de um cérebro, algo que estava fora do poder dos Anjos ou de Jeová.
E isto só foi possível na última parte da Época Lemúrica, pois naquela Época nós, enquanto Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, não podíamos ver o Mundo Físico, tal como o vemos atualmente, pois estávamos inconscientes do Mundo exterior. Para nós, Ego, o Mundo do Desejo era muito mais real, pois tínhamos a consciência do sono com sonhos do Período Lunar, uma consciência pictórica interna.
E diante desta situação que nos encontrávamos lá na Época Lemúrica, os Espíritos Lucíferos não encontraram nenhuma dificuldade em se manifestarem a essa nossa consciência interna e, assim, nos ajudaram a nos voltar para a forma exterior, ou seja, para a Região Química. Notemos bem que os Espíritos Lucíferos não conhecem a Região Química, pois como Anjos, o mais inferior entre as densidades que conseguiram atingir foi a Região Etérica.
Com isso, eles nos ensinaram como podíamos deixar de ser simplesmente o escravo dos poderes exteriores, e como poderíamos nos converter em nosso próprio dono e senhor, parecendo-nos com os deuses, isto é, “conhecendo o bem e o mal”. Então, nos fizeram compreender que não devíamos ter apreensão quanto à morte do Corpo, já que possuíamos a capacidade de formar novos Corpos a qualquer hora, sem necessidade da intervenção dos Anjos.
Mas, é claro que, todas essas coisas os Espíritos Lucíferos nos ensinaram com o único propósito, que é, fazer com que dirigíssemos a nossa consciência ao exterior, para fora e, desta maneira, eles podiam aproveitar e adquirir conhecimentos à medida que nós também íamos adquirindo conhecimento.
Vejam que os Espíritos Lucíferos atingiriam seu objetivo inicial que era “abrir os nossos olhos”, a fim de que pudéssemos nos concentrar na Região Química Mundo Físico. Com isso, nos tornamos ciente dos Corpos, tanto do nosso como dos demais ao nosso redor, e nos ensinaram como podíamos conquistar a morte, criando novos Corpos. E depois disso a morte não poderia mais nos atrapalhar, uma vez que Jeová, teria o poder de criar à vontade.
Mas, antes que fossemos iluminados pelos Espíritos Lucíferos não conhecíamos as enfermidades, nem dor, nem morte. Só que agora com essas experiências o resultado se tornou para nós dor e sofrimento, que é o emprego ignorante da faculdade propagadora, bem como do abuso na gratificação dos sentidos da função sexual, que tem por única finalidade a perpetuação das espécies e não a gratificação dos desejos sensuais, seja qual for o prisma pelo qual se examine a questão em si.
Se continuássemos sendo um autômato guiado por Deus, não teríamos conhecido, até hoje, nem a enfermidade, nem a dor, nem a morte, mas também não teríamos obtido a consciência cerebral e a inestimável bênção da emancipação das influências e direção alheias proporcionada pelos Espíritos Lucíferos, os “dadores da luz” e com isso iniciamos a evolução de nossos poderes espirituais que um dia, vai nos permitir construir Corpos com tanta sabedoria como os Anjos e também de outros Seres que nos guiaram antes de exercitar nossa vontade.
Os Espíritos Lucíferos abriram o entendimento para este mundo e nos ensinaram a empregar a obscura visão para obter conhecimento do Mundo Físico, o qual estavam eles destinados a conquistar.
Desde esse tempo, hoje duas forças (originadas a partir da força sexual criadora) agem nos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana, são elas:
– A dos Anjos, se dirige para baixo, para a propagação e, por meio do Amor, forma novos seres na matriz e, os Anjos são, portanto, os perpetuadores da Raça.
– E a outra força é a dos Espíritos Lucíferos, os investigadores de todas as atividades mentais. Dirige para cima, para o trabalho cerebral, a outra parte da força sexual.
Mas não pensem que todos nós seguimos este caminho. Na última parte da Época Lemúrica, somente uma pequena parcela de nós, os Lemurianos, recebemos a iluminação concedida pelos Espíritos Lucíferos. E essa parcela de Espíritos Virginais da Onda de Vida humana é que se tornou a Semente para as sete Raças Atlantes. A maior parte dos Lemurianos ainda era animalesca e as formas habitadas por eles degeneraram nos selvagens antropoides dos dias atuais.
E não devemos esquecer que “todas as coisas no Mundo trabalham para o bem, no Reino de Deus. Mesmo aquilo que é mal transmuta-se, por meio de sutilíssima alquimia espiritual, em trampolim para um bem maior”.
Para terminar esta Terminologia, cabe aqui uma pequena explicação para entendermos qual era a missão de Jeová. Ele era responsável em conduzir a Humanidade para a frente e para cima, até que os seres humanos estivessem prontos para receber mais um passo em sua ascensão em direção a Deus, mas, na época da “Queda do Homem”, os Espíritos Lucíferos intervieram e começaram a participar do desenvolvimento do ser humano. E foi sob a orientação dos Espíritos Lucíferos que a Humanidade tomou em suas próprias mãos, assuntos dos quais não tinha conhecimento real — como por exemplo a propagação.
Como resultado da nossa ignorância das Leis Cósmicas, foi necessário tomar medidas severas para controlar a natureza inferior. E isso foi feito por Jeová, que ajudou o ser humano a obter controle sobre a Mente e o Corpo de Desejos, dando leis e decretando punição por nossas transgressões. Podemos citar aqui, o temor a Deus, quando confrontado com os desejos da carne. Foi assim que o pecado se manifestou no Mundo, pois a lei produz o pecado; a lei é separatista e, além disso, o ser humano deve aprender a fazer o “que é certo, independente do medo”.
Portanto, Cristo veio para ensinar ao Mundo que o Amor é superior à lei. Esse Amor perfeito expulsa todo o medo e emancipará a Humanidade de casta, raça e nação.
O Capítulo 3:1-24 do Gênesis, registra a “Queda do homem”. Nesse registro, afirma-se que a serpente tentou a mulher a comer do fruto da “Árvore do Conhecimento”.
Os Ensinamentos Rosacruzes mostram que esta afirmação é puramente simbólica e que “comer o fruto” é meramente um símbolo do ato gerador, e por isso, Jeová declara que, as consequências deste ato, traria à mulher um parto de seus filhos com dor e sofrimento.
No final da Época Lemúrica, a nossa consciência estava ainda focada quase inteiramente ao plano espiritual e, toda vez que renascíamos como mulher, e exercíamos a Imaginação, dávamos um passo à frente, até que descobrimos a forma física e, aprendemos por meio de investigações posteriores e com uma imaginação treinada, que às vezes quando renascíamos como homem perdia o Corpo Físico e este se desintegrava. Enquanto, a mulher em sua imaginação via o homem, exatamente da mesma forma que no Mundo Espiritual, mas o fato era que toda perda do Corpo Denso do homem preocupava enquanto mulher, e com isso crescia a busca delas por mais informações.
E é neste ponto que entra os Espíritos Lucíferos para ajudar a mulher mostrando que era fácil resolver este enigma na ajuda daqueles que renasciam como homens. E mostrava que a mulher deveria exercer a função criadora independentemente dos Anjos e, dessa forma, podia prover Corpos quando estes estivessem perdidos, escapando assim da morte.
Agindo de acordo com o conselho dado a ela pelos Espíritos Lucíferos, a mulher garantiu a cooperação do ser humano e, assim, nos arrogamos ao direito de usar a força sexual indiscriminadamente.
E devido o abuso da força sexual criadora (para sentir o prazer material) cristalizou o Corpo Denso e endureceu o Coração humano e, aí fomos exilados do Jardim do Éden, isto é, da Região Etérica do Mundo Físico, e em hipótese nenhuma devemos entender isto como uma punição por nossa desobediência, mas, sim, como uma proteção necessária.
Jeová sabia que estávamos agora com a atenção voltada para a roupagem física e envolvidos por ‘revestimento de pele’ e separados uns dos outros, e que mesmo percebendo a morte, não tínhamos ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, então, o abuso da função produziria o parto com dor.
Naquela época, a nossa força de vontade era tão grande que houve um certo receio de Jeová, que comêssemos da “Árvore da Vida”.
Aproveitamos então para perguntar: E o que é a ‘Árvore da Vida’? – É a “faculdade de regeneração da força vital”.
Se, naquela época tivéssemos descoberto o segredo da renovação de nosso Corpo Vital, seríamos capazes de criar um Corpo e vitalizá-lo para sempre. O que teria sido ainda pior. Caso isso fosse concretizado, seríamos imortais de fato e, jamais teríamos sido capazes de aperfeiçoar o nosso Corpo Denso, que naquela época era o mais primitivo. A evolução do Ego depende da evolução dos seus veículos. Se não pudesse obter novos e mais perfeitos veículos por meio de sucessivas mortes e renascimentos, se teria estagnado. É máxima oculta que diz: “quanto mais frequentemente morremos, melhor poderemos viver”.
Então, realmente não haveria morte, mas também não haveria evolução, visto que nós não sabíamos e ainda não sabemos, como construir um Corpo perfeito. Isso teria sido a maior calamidade. Atualmente a morte não é uma maldição, mas uma benção, quando chega naturalmente, pois nos liberta de um ambiente que, de certa forma, nós superamos e, de um Corpo que nos prende, a fim de que possamos ter uma nova chance em um Corpo novo e melhor para aprendermos novas lições.
Assim, quando o ser humano se arrogou o poder de gerar a qualquer momento, ele foi exilado da Região Etérica do Mundo Físico para que não se apoderasse do segredo de vitalizar os Corpos imperfeitos que gerava e tornasse a evolução impossível.
E hoje estamos aqui na Região Química do Mundo Físico para aprendermos a conhecer o mundo material e, em consequência de repetidos abusos sexuais. Fixamos nossa atenção aqui, e o uso crescente do Corpo de Desejos inferior endureceu o Corpo Denso, com isso começamos a precisar de alimento e abrigo.
E assim tivemos que seguir aprendendo a pensar e agir para suprir as nossas necessidades através da fome, do frio, da dor, das tristezas etc., e gradualmente seguimos aprendendo que a sabedoria é dor cristalizada. E que podemos encarar toda essa dor com calma e extrair as lições que cada uma delas contêm, sabendo que as lições são minas de sabedoria para o crescimento e desenvolvimento Anímico, pois, por meio dessas lições aprendemos a ordenar nossas vidas corretamente e, aprendemos a cessar o pecado, pois a ignorância é pecado, e o conhecimento aplicado é a salvação, a única salvação.
Portanto, devemos aprender a fazer o uso correto da força sexual para construir um órgão que nos dará a chave para os Mundos superiores, e nos ajudará a criar por meio do Pensamento Abstrato. Se assim agirmos, a tristeza e a dor cessarão e teremos entrado no caminho para a Cidade da Paz, a Nova Jerusalém, construindo o nosso Corpo-Alma.
Resumo do que vimos sobre os Espíritos Lucíferos:
-São Seres atrasados na Evolução da Onda de Vida dos Anjos do Período Lunar.
-Como precisavam de um cérebro para evoluir, encontraram esta saída quando ajudaram a Humanidade a abrir os olhos, simbolizados por Adão e Eva, para que conhecêssemos tanto o bem quanto o mal, e focarmos nossa consciência na Região Química do Mundo Físico.
-Mostraram para os seres humanos que podiam ser criadores de Corpos e o uso ignorante da força criadora indiscriminadamente que foi o principal responsável pela dor, doença e tristeza.
-Essa liberdade e o gratificar dos sentidos, sem a direção dos Anjos, foram o que se considera o “pecado original”, resultando na saída do Jardim do Éden e que marca o início da jornada da Humanidade através do sofrimento e da experiência no Mundo Físico. Lembrando que muitos irmãos e irmãs não sofreram a ‘Queda’.
-Os Espíritos Lucíferos não são vistos como demônios, mas como um grupo de Anjos que atrasou seu próprio progresso na sua Onda de Vida, e que agora busca evoluir através da experiência da Humanidade terrestre.
-E hoje temos que nos preparar para regressar ao ‘Jardim do Éden’, hoje conhecida como a Nova Jerusalém com toda esta nossa experiencia adquirida aqui.
Para saber mais, assista a 243ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Também chamado de Cristianismo popular é preconizado pelas Igrejas Cristãs (por exemplo: Religião Católica e Religiões Protestantes). Advoga, de modo geral, que Cristo, o Filho de Deus, veio à Terra há quase dois mil anos, para se tornar o Salvador espiritual da Onda de Vida humana, por meio da crença das doutrinas que enunciou e por viver uma vida de acordo com elas. Também afirma que os nossos pecados contra as leis de Cristo são perdoados e apagados sob certas condições, as quais são promulgadas desde tempo considerável, sob diferentes denominações.
Para contextualizar isso vamos detalhar, resumidamente, as Dispensações.
Na Primeira Dispensação, por meio do medo e do temor, adoramos a Deus a Quem começamos a pressentir, e para agradá-Lo fazemos sacrifícios físicos (inclusive humanos), como fazem, por exemplo, os fetichistas atualmente.
Na Segunda Dispensação aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificamos por avareza (muitas vezes do nosso “melhor bem material”), esperando que o Senhor nos dê cem por um, ou para nos livrarmos do castigo imediato, como pragas, guerras, etc.
Na Terceira Dispensação aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade, a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possa nos livrar do castigo futuro do inferno. Aqui está o Cristianismo Exotérico ou Popular!
Na Quarta Dispensação chegamos a um ponto em que podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente. Amamos o bem por ser o bem, e procuramos ordenar nossa conduta de acordo com esse princípio, e sem termos em conta nosso benefício ou desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Para que toda pessoa (que pretenda viver como um (uma) Aspirante à vida superior) que tem a fortuna ou o mérito de possuir uma Mente esquadrinhadora, consiga receber todas as informações que ela deseje, a fim de que “o coração possa falar quando a cabeça esteja satisfeita”. Pois, os Ensinamentos Rosacruzes nos mostram que o conhecimento intelectual é um meio para chegar ao fim, não é a própria finalidade.
É por isso que o Cristianismo Esotérico oferecido pelos Ensinamentos Rosacruzes visa, primeiramente, satisfazer o (a) Aspirante à vida superior provando que tudo é razoável no Universo, para que triunfe sobre o rebelde intelecto.
E para que isso se torne um fato inquestionável, os Ensinamentos Rosacruzes sempre recordam a ele (ela) que a lógica é o guia mais seguro em todos os Mundos. Portanto, o que não seja lógico não pode existir no Universo.
Quando deixar de criticar e se dispuser a aceitar provisoriamente, como “verdade provável”, afirmações que não pode constatar de imediato, então, e somente então, desenvolverá as faculdades superiores, pelo Treinamento Esotérico, ou seja: “as verdades prováveis” ser tornarão “verdades provadas”.
Deixando de ser uma simples “pessoa de fé”, passará ao Conhecimento Direto investigando e trabalhando nos Mundos invisíveis (todos acima da Região Química do Mundo Físico).
O Cristianismo Esotérico está relacionado à quarta Dispensação ou ao quarto grau de nossa reaproximação ou nosso relacionamento com Deus.
Esse quarto grau é composto por um comportamento onde podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”.
Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar a nossa conduta de acordo com esse princípio, sem ter em conta nosso benefício ou nossa desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro.
Pouquíssimos indivíduos encontram-se nesse quarto grau de experiência religiosa. Não é fácil conceituá-la de uma forma clara, por não estar associado a uma ideia antropomórfica de Deus, nem a um dogma.
Daí, a pessoa experimenta a totalidade da existência como uma unidade, guiada pelo conhecimento Esotérico, pela Arte, pela Ciência e pela Intuição. Para ela a Religião tem, ao mesmo tempo, um sentido cósmico e interior.
O Universo é o Templo onde se cultua o Ser Absoluto, como também o nosso íntimo. Esse sentido cósmico da Religião é percebido por uns poucos iluminados, cujas vidas servem de estímulo a que outros, por seus próprios meios, busquem a Senda da Luz.
Os Ensinamentos Rosacruzes fornecem tudo que precisamos para alcançarmos esse grau superior.
De modo geral, esse será alcançado por todas as pessoas que desenvolverem o suficiente para viverem na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abra os Corações de todos que estejam preparados, assim como o entendimento está agora sendo aberto.
Observemos bem que o Cristianismo Esotérico, em seu aspecto global, não contradiz as doutrinas básicas preconizadas pelo Cristianismo Popular, porém mostra mais exatamente o que realmente sucede.
Cristo é um grande Ser, de elevado desenvolvimento espiritual, a mais alta expressão Arcangélica, isto é, o mais elevado Iniciado da Onda de Vida que evolucionava como a “Humanidade” no longínquo Período Solar, há muitos e muitos milhões de anos.
Cristo veio à Terra a fim de nos influenciar espiritualmente, irradiando Suas vibrações de Luz e de Amor, do interior do Globo terrestre. Desde então, continuamente nos envolve das mais altas influências espirituais.
Ambos começaram com a primeira vinda do Cristo. Daqueles que adotaram o Cristianismo ainda quando Cristo estava entre nós; aqueles irmãos e aquelas irmãs pioneiros que cultivavam a parte espiritual de suas vidas quando renascidos aqui em inúmeros renascimentos antes da vinda de Cristo, sendo fiéis às vigentes Leis de Deus (Leis do Deus de Raça, Jeová), desde a presença de Cristo entre nós já abraçaram o Cristianismo Esotérico.
Já os demais abraçaram o Cristianismo Popular e foram “moldando-o” aos seus interesses. Nisso, muitas vezes, descaracterizaram o Cristianismo Popular, por isso que dizemos que o Cristianismo Popular atual, que permanecerá até se apagar todo o sentimento de Raça, não é, sequer, uma sombra da verdadeira Religião de Cristo, o Cristianismo Esotérico
Para saber mais, assista a 244ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Se pesquisarmos em um dicionário encontraremos que a palavra “altruísmo” significa a preocupação e ação em benefício dos outros, sem esperar retribuição ou benefício pessoal. Essa atitude desinteressada e empática pode envolver gestos de bondade, solidariedade e generosidade, motivada por uma consideração genuína pelo bem-estar alheio, que pode ser instintiva ou uma prática moral.
Também podemos achar até as suas características que envolve:
– Foco nos outros: A ação é direcionada para ajudar e melhorar a vida de outra pessoa ou seres sencientes.
– Desinteresse: A motivação não é a recompensa pessoal ou um benefício futuro, mas uma consideração desinteressada.
– Empatia e compaixão: A base do altruísmo é a capacidade de sentir e compreender os sentimentos do outro, motivando a ação de ajuda.
– Sacrifício pessoal: Em algumas situações, praticar o altruísmo pode exigir um sacrifício de recursos, tempo ou bem-estar pessoal em prol do outro.
Já na Bíblia conseguimos outra definição quando aprendemos que altruísmo é o Amor sacrificial (é um amor que se sacrifica por outros, como no exemplo de Cristo Jesus que deu sua vida para salvar a Humanidade). e desinteressado pelo próximo, priorizando as necessidades dele acima das próprias, ou seja, não buscando o próprio bem, mas o bem dos outros, colocando suas necessidades e interesses antes dos seus. Exemplificado por Cristo Jesus, por meio do Mandamento de “amar o próximo como a si mesmo” é central para essa prática. E isso se manifesta em atitudes de humildade, servidão e cuidado mútuo.
O oposto do Altruísmo é o egoísmo!
Agora para os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental está ligado diretamente à divina natureza de Cristo.
E é por isso que o Altruísmo substituirá o patriotismo. O egoísmo vai sendo corroído lenta mas seguramente pelo Altruísmo. Sob a continuidade do impacto do Amor de Deus, dentro do ser humano, se desperta e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo. É gratificante constatarmos a prática do altruísmo e quanto este, para dignificação da Humanidade, vem aumentando!
Importantíssimo notar que o Altruísmo é a única maneira de compreender, sentir, aplicar e praticar no dia a dia enquanto renascido aqui, e se a pessoa é Cristã. Se adota o Cristianismo Popular só o consegue praticá-lo superficialmente, mas na maioria dos casos para no “amor venusiano”. Se adota o Cristianismo Esotérico, com a prática e a repetição consegue praticá-lo em sua plenitude!
Vamos ver como as Hierarquias Criadoras nos ajudam chegar à prática do Altruísmo.
A Hierarquia Zodiacal de Aquário (os Anjos) representa a Água da Vida – a eternidade que só se consegue comendo da Árvore da Vida, que nada mais é do que funcionar conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, e se libertar da Roda de Nascimentos e Mortes aqui – , que provém justamente do coração (regido pela Hierarquia Zodiacal de Leão, os Senhores da Chama), que nos ajuda a transformar em essência de pureza (qualidade nos oferecida pela Hierarquia Zodiacal de Virgem, os Senhores da Sabedoria) e que nos mostra como elevar ao Altruísmo (qualidade nos oferecida pela Hierarquia Zodiacal de Aquário, os Anjos), fechando o ciclo virtuoso.
Assim, praticar o Altruísmo é uma expressão da consciência de Cristo (alcançarmos a Consciência Crística), o impulso puro e nobre do bem.
Vejamos como o conceito de “Amor” chega ao conceito de “Altruísmo” pela ajuda dos Planetas.
Conhecemos Vênus como a “Deusa do Amor”.
Mas, pela Astrologia Rosacruz, sabemos que Vênus representa, na verdade, as razões para o amor, a beleza na forma, no som, tato, na visão, no olfato, ritmo, na cor e chega próxima, embora não atinja os aspectos espirituais desses sentidos.
Vênus se aproxima-se da paixão, mas não a atinge.
O amor nos oferecido por Vênus nos deixa satisfeitos por poder dar motivo para isto.
Pois o conceito de Amor (que não é “amor”, mas é assim dito popularmente) passional ou sensual é nos oferecido pelo oposto (veja o símbolo de um e de outro) por Marte.
Assim, percebam que Vênus atrai o conceito de Amor através dos encantos dos sentidos.
Já Urano nos oferece o conceito de Amor por canais etéricos.
Notem que Urano também nos oferece uma atração “de sentir”, mas é um “sentimento” ou sentido num plano mais elevado do que aquele de Marte ou Vênus.
É fácil ver o porquê Urano representa o Amor superior, demonstrado através do altruísmo e é o verdadeiro Planeta do Amor.
Seu Amor é o que está acima da razão, sem restrição de forma, cor, tato, visão ou som. Urano começa onde Vênus termina.
Por isso é que o Altruísmo é sua qualidade ideal.
Portanto o Altruísmo de Urano é a nossa consciência em expansão ou o fruto da essência espiritual das qualidades de Vênus.
Quando Max Heindel falava acerca de Cristo, usava, habitualmente, o termo ALTRUÍSMO.
Essa qualidade nobilíssima, fundamental à evolução humana, encontra-se indissociavelmente ligada à divina natureza do maior dos Arcanjos.
Um estudo, mesmo à ligeira, da Antiguidade Clássica, revela como o “direito da força” regia o relacionamento entre as pessoas e principalmente entre os povos. Predominava a “lei do mais forte”, com a sobrevivência dos mais aptos em detrimento dos mais débeis.
Aos últimos, caso lograssem escapar à morte, só restava uma alternativa: submissão incondicional, quando não, o cativeiro.
Todas essas distorções do sentimento humano — a crueldade, a opressão e a injustiça — têm suas raízes no egoísmo.
O sentimento de posse exclusiva, a luta pelo interesse próprio sem levar em consideração os demais, os preconceitos, encontram-se num extremo diametralmente oposto ao Altruísmo.
O interesse pessoal, mesmo desenvolvido inconscientemente, desempenhou um importante papel durante a chamada “Involução”.
De outra forma não teríamos avançado tanto, de um modo geral.
Todos os esforços do passado concentraram-se na formação de veículos para que o Espírito pudesse utilizá-los em seu progresso, gigantesca escalada de Chispa Divina, a Chama Criadora.
O egoísmo, tal como o conhecemos, não se manifestara, até o surgimento da nevoenta atmosfera Atlante.
Começamos, daí em diante, a perceber-nos como seres separados.
Tal não ocorria anteriormente, quando nossa consciência estava enfocada nos planos internos.
Procuramos, então, fazer valer nossos desejos estritamente pessoais.
Tornamo-nos avaros. Era espantosa nossa avidez em possuir bens materiais, porque, sob o regime de Jeová, essas “posses” convertiam-se em sinais externos de que estávamos vivendo consoante Suas Leis.
Essa situação, contudo, chegou a extremos perigosos, capazes de comprometer nossos passos evolutivos. Afinal, se em “Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, se constituímos células divinas de Seu Grande Corpo Macrocósmico, não poderíamos viver tanto tempo apartados e inconscientes dessa grande realidade.
Uma providência seria tomada pelas Hierarquias Divinas, ao assegurar-nos uma ajuda efetiva por intermédio do Cristo, o Senhor do Amor.
As grandes transformações, porém, ocorrem lentamente.
O Altruísmo encontrava-se em estado latente na Humanidade, até o momento em que Cristo obteve acesso ao coração da Terra, quando Seu sangue fluiu no Gólgota. A partir desse magnífico evento, a semente do princípio altruísta começou a germinar no interior do ser humano.
Gradativamente passamos a ampliar nossa área de interesse, para incluir mais alguém, mantendo-nos alertas quanto às necessidades de outrem.
Do sentimento tribal ou de clã, tão comum nos tempos antigos, avançou-se para um espírito nacional. As tribos, superando diferenças decorrentes de suas peculiaridades, serenaram suas querelas, conseguindo organizar-se em nações. O interesse coletivo passou a sobrepujar, dessa maneira, o sentimento individualista ou de grupos minoritários. Todos os esforços deveriam convergir para o bem-estar comum.
O altruísmo, tal como uma planta, germina, desponta e cresce lentamente. Mas é certo que produzirá frutos. Por seu intermédio o Cristo nascerá dentro de cada um de nós, fazendo irradiar Sua Luz. Então, andaremos na Luz, como Ele na Luz está.
Os Espíritos Lucíferos apareceram como “Dadores de Luz”, aquele que mostrou o Caminho do Conhecimento.
Incitaram-nos a tomar em nossas mãos o domínio do uso da força sexual criadora.
Incitaram – ou seja; tentaram – em nós a exercitarmos o egoísmo, a ambição, o abuso da força criadora e a conhecer a morte.
Criaram um ponto de contato – que eles tanto necessitavam para seu desenvolvimento.
Esse ponto é o lado esquerdo, ou o Hemisfério esquerdo, do nosso cérebro.
Esse lado tende para o egoísmo. Aí está assentado os Anjos Lucíferos, aí está a Babilônia.
Por isso estudamos na Bíblia que Babilônia havia se convertido em uma abominação, e a chamavam de prostituta, provocando guerras, perturbações e desolações em todos os povos da Terra.
O hemisfério cerebral oposto, direito, recebe o nome de “Nova Jerusalém”.
Babilônia (de Babel) significa “confusão”, e Jerusalém (Jer-u-salém) quer dizer “ali haverá paz”.
Uma outra “Luz do Mundo”, um “Brilhante Luzeiro da Manhã”, a chamada Noiva.
Também está sobre sete colinas. Mas não há nenhum rio fluente, e sim um Mar de Cristal.
Tem como rei um outro dador de luz. É a cidade da paz, cujas portas nunca se fecham.
Dentro dela está a Árvore da Vida. Não existe noite e nem iluminação externa. A luz é interior.
Essa cidade não é uma cidade desse Mundo, mas sim uma cidade que veio do Céu.
Sabemos que utilizamos muito pouco o hemisfério direito do nosso cérebro.
Também sabemos que o coração está se movendo lentamente da esquerda para a direita.
E, também, que se trata de um órgão que possui fibras musculares cruzadas, tipo este que está sob o controle da nossa vontade.
Entretanto, não podemos controlá-, ainda. Aos poucos, com as nossas ações altruísticas, de serviço, de amor desinteressado, de Fraternidade Universal, de utilização apropriada da força sexual criadora, estamos construindo mais fibras cruzadas no coração, de modo que, a devido tempo, poderemos controlá-lo.
Quando isso ocorrer, poderemos recusar enviar o sangue para o Hemisfério esquerdo de nosso cérebro, a Babilônia, aí a cidade de Lúcifer, cairá.
Então, poderemos enviar o sangue para o Hemisfério direito do cérebro e teremos construído a Nova Jerusalém, a cidade da Paz (Jer-u-salém — ali haverá paz).
Os cientistas, admitiam o fato de certas áreas cerebrais serem o centro de determinadas atividades mentais.
E Max Heindel se enraíza no assunto, esclarecendo que certas regiões do cérebro constituem a base de atividades mentais egoístas, ao passo que outras sediam atividades altruístas, nobres e refinadas. Não é difícil deduzir que as primeiras predominam.
As outras são ativas apenas numa minoria, justamente a elite espiritual da Humanidade.
Encontramos, também, na literatura Rosacruz, que as áreas destinadas a atividades de ordem inferior, encontram-se, em sua maior parte, localizadas no hemisfério cerebral esquerdo.
O hemisfério oposto é aquele capaz de abrigar a sede de atividades ligadas à verdadeira natureza do Espírito.
Há pouco tempo lemos sob o título: “Ciência Estuda o Cérebro Dividido”, onde o articulista principia afirmando que nos últimos anos a ciência médica tem obtido notáveis progressos na investigação do cérebro humano, estabelecendo as diferentes e complexas funções de suas duas partes.
A Neurologia sempre se preocupou mais com o lado esquerdo do cérebro chamado hemisfério dominante, que controla o pensamento, a linguagem e a mão direita. Agora, parece que o lado direito, considerado mudo, carente de expressão é essencial para que a pessoa reconheça indícios emocionais e perceba em três dimensões. Entre várias descobertas científicas, capazes de corroborar as afirmações da ciência oculta, podemos destacar as seguintes extraídas do artigo mencionado:
1. O hemisfério direito parece ser o responsável pelas emoções, por manipular formas geométricas abstratas, cantar canções líricas, distinguir ritmo, etc.
2. Foram aplicados testes em quatro pacientes que perderam o lado direito. Intelectualmente mostraram-se normais, mas apresentaram problemas de ordem emocional, pois pareciam não ter sentimentos de piedade para consigo mesmos.
3. O hemisfério esquerdo nos dá a capacidade de raciocinar e ainda de enganar a nós mesmos.
4. Anos de investigações do cérebro tem confirmado que o lado esquerdo contém o centro da fala e da linguagem que proporciona ao ser humano a capacidade de expressar seus sentimentos com palavras. O lado direito contém mecanismos neurológicos que interpretam a música e nos permitem compreender conceitos tridimensionais e distinguir emoções.
5. A hemisferotomia, isto é, operações do cérebro, é um dos meios de investigação cerebral.
Vemos, portanto, como os cientistas já admitem a diferença de função entre os dois hemisférios. E, no futuro, quando o coração se converter em um músculo voluntário, e a circulação permanecer sobre o domínio do Espírito de Vida, este impedirá o fluxo de sangue aos centros cerebrais destinados a propósitos inferiores. O ser humano, dessa forma, expressará unicamente as qualidades nobres do Espírito. Será dado, talvez, o passo maior para a concretização da Fraternidade Universal, e o primeiro para vivermos na Nova Jerusalém. Ali, somente ali haverá paz.
O que é vibrações por segundo? A frequência de uma vibração é o número de vibrações completas por segundo.
Ou seja, temos o espetro eletromagnético que é o intervalo completo de todas as possíveis frequências da radiação eletromagnética.
Outro dado importante é que nós só conseguimos ouvir frequências entre, em torno de, 20 a 20 mil vibrações por segundo.
Um cachorro tem ouvidos bem mais sensíveis, capazes de escutar sons de até 40 mil vibrações por segundo.
Os campeões em audição são os morcegos, golfinhos e baleias, que conseguem ouvir até 150 mil vibrações por segundo.
O ser humano duas categorias: abaixo dos 20 Hz – infrassom; acima de 20.000 Hz – ultrassom.
O ultrassom é toda vibração com frequência superior à percepção auditiva humana.
Quando fazemos vibrar um de dois diapasões afinados exatamente no mesmo tom, o som induzirá a mesma vibração no outro.
Esse vibrará fracamente, a princípio, mas continuando a golpear o primeiro, o segundo diapasão emitirá um som cada vez mais alto, até atingir um volume de som igual ao primeiro.
Isto ocorre mesmo com os diapasões a vários pés de distância.
Ainda que um deles esteja encerrado numa caixa de cristal, o som penetra através do vidro e faz o instrumento emitir um som igual.
No violino toda vez que se toque a nota, sente-se nesse lugar a mesma vibração. Essa nota ou som é a Nota chave da pessoa a quem afeta. Se for tocada lenta e suavemente, descansa e repousa o Corpo, tonifica os nervos e restaura a saúde. Se, ao contrário, é tocada alto e longamente, matará a pessoa tão certamente quanto uma bala de uma pistola.
Em primeiro lugar notem: os dois diapasões estavam afinados no mesmo tom. Não fora assim, poderíamos golpear um deles até rompê-lo, que o outro permaneceria mudo. Fixemos isto claramente: a vibração pode ser induzida em outro diapasão, mas só por um do mesmo tom. De modo semelhante, qualquer coisa ou ser só pode ser afetado, como foi dito, pela Nota chave que lhe é particular.
Sabemos que aquela força altruística existe; sabemos que tem menor expressão num povo pouco civilizado do que num de elevado padrão social; e que falta quase totalmente nas Raças inferiores. Logicamente, conclui-se que em tempo recuado, faltava por completo.
Desta conclusão surge a pergunta: que ou quem a induziu?
Sem dúvida, a Personalidade material nada tem a ver com ela. Essa parte da natureza humana sente-se até mais à vontade sem a despertada força altruística. Logo, o ser humano devia possuir latente essa força do Altruísmo, dentro de si. De outra maneira não a poderia ter despertado. Ainda mais, deve ter sido despertada por uma força da mesma espécie – uma força similar que já estivesse ativa – tal como a do primeiro diapasão que, “depois” que foi tocado, induziu a vibração no segundo.
Além disso, as vibrações do segundo diapasão tornavam-se cada vez mais fortes sob os contínuos golpes dados no primeiro, e a caixa de cristal que encerrava o segundo não era obstáculo algum à indução do som. Assim também, sob a continuidade do impacto do Amor de Deus, dentro do ser humano, se desperta e aumenta a potência da força de igual natureza, o Altruísmo.
Lembremos sempre que a Vontade melódica do Pai, unindo-se com o Amor harmônico do Cristo, tem o poder de produzir uma ativa vibração rítmica, cuja força não pode ser detida e nem seu objetivo desviado, pois é essa mesma energia manifestada pelo Deus de nosso Sistema Solar, que trouxe tudo o que É como criação, e tem o poder de levar tudo ao Caos a qualquer momento se Ele assim o desejar.
Portanto, é absolutamente impossível para qualquer das criações de Deus, das mais avançadas em Suas Ondas de Vida até as mais jovens em evolução, definitivamente frustrar o pleno desenvolvimento de Seus planos, pois eles são tão eternos e inabaláveis em Seus processos como o é Deus em Si mesmo.
Para saber mais, assista a 245ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
Na nossa vida adquirimos hábitos, como na forma de pensar, de agir, de sentir, manifestar nossas emoções e por aí vai. E junto vem a saúde ou a doença, que dependem dessa capacidade ao criarmos esses hábitos. Lembremo-nos que a ativação de toda doença ou enfermidade é causada pela transgressão das Leis de Deus. Se não as transgredimos, a doença ou enfermidade permanece latente. Por quê? Porque só há duas formas de aprendermos as lições, que nada mais são do que adquirir experiências, enquanto estamos em mais uma vida terrestre: pelo amor ou pela dor.
Vamos relembrar a diferença entre remediar e curar. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que remediar é um processo físico. Já curar é radicalmente diferente porque, neste caso, se exige que o paciente coopere espiritual e fisicamente com quem cura, tendo uma fé inexorável.
Para deixar isso mais claro, nada melhor do que estudar a vida e as obras de Cristo, na Sua primeira vinda aqui entre nós. Quando estudamos os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes aprendemos que as pessoas iam a Ele para serem curadas não esperavam ser submetidas a nenhum tratamento físico. Elas tinham confiança ilimitada n’Ele, o que era absolutamente essencial. E aqui temos um evento onde se diz que Cristo foi para o meio das pessoas entre as quais Jesus havia morado em sua juventude. Tais pessoas não viam mais do que o ser humano exterior, Jesus, e diziam: “Não é este Jesus o filho de José? Não estão conosco seus irmãos?” Elas acreditavam que nada de grandioso poderia sair de Nazaré, e as coisas foram feitas de acordo com a sua fé, pois lemos que “ali não fez grandes obras devido à falta de fé”.
Ah! Mais Cristo curou todo mundo? Logicamente que não! Como um elevado Ser, Ele via nos veículos invisíveis (aos olhos físicos) que aquela pessoa já tinha aprendido a lição que foi a causa da doença ou enfermidade, e, portanto, já estava merecedora de ser curada; afinal: “lição aprendida, ensino suspenso”!
E, assim, aprendemos ao estudar os Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes, que desde sempre houve a necessidade dos três fatores no processo de curar: primeiro, o Poder de Cura ou a Força de Cura de Deus, nosso Criador, sempre abundante, pois “n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”; a seguir, o Curador – o foco, o veículo por cujo intermédio se infunde a energia no Corpo Vital do paciente. Se for um instrumento adequado, consagrado, harmonioso, real e bem harmonizado com o Infinito, não há limites para as obras maravilhosas que Deus realizará por seu intermédi, e por fim, o paciente suficientemente receptivo – que quer ser realmente curado – e de Mente obediente.Ter boa saúde então, depende de cada um de nós, individualmente!
Muitos Estudantes e simpatizantes da Fraternidade Rosacruz escrevem ou chegam aos Centros já querendo informações de como ser “Iniciados (as)”.
A ideia geral que se tem da Iniciação é que ela consiste numa cerimônia por meio da qual uma pessoa se tornará membro de uma sociedade secreta, que ela é concedida a qualquer pessoa, pagando o preço estabelecido.
Muitas das chamadas “ordens fraternais de Iniciação” e a maioria das pseudo-ocultistas, assim procedem, porém é absolutamente errado pensar que se consegue a Iniciação aos vários graus nas verdadeiras Ordens Fraternais, tal como a Ordem Rosacruz, pagando.
Não há chave de ouro para abrir as portas da Iniciação!
Aqui só prevalece o mérito.
A Iniciação na Ordem Rosacruz é uma experiência totalmente interna, absolutamente independente de qualquer cerimônia externa.
Quando uma pessoa vive uma vida de pureza e serviço amoroso, desinteressado e anônimo aos seus irmãos e irmãs, considerando a divina essência oculta em cada um, cotidianamente, ela acumula dentro dela, algumas forças dinâmicas.
A pessoa usa com muita eficácia seu Corpo-Alma, também se torna um Auxiliar Invisível Consciente, com uma abrangência muito grande, capaz de ajudar eficazmente a tratar os doentes, os enfermos, os aflitos, os moribundos e as Almas do Purgatório.
É esta a transformação, aos poucos, e o desenvolvimento destas potências, que é a Iniciação. Ela transforma inteiramente a vida da pessoa; dá-lhe uma confiança que antes não possuía.
Geralmente o (a) candidato (a) à Iniciação não tem consciência de que é um (uma) candidato (a), e leva sua vida normalmente, servindo seus semelhantes por dias e anos, até que um dia um Instrutor (um Hierofante dos Mistérios Menores da Ordem Rosacruz no Ocidente) aparece em sua vida, pois sabe que esta pessoa já está pronta. Ela, com certeza, estava sendo observada.
Esse Hierofante mostra ao (à) candidato (a) suas faculdades latentes, mostra como despertar a energia estática, convertendo-a em poderes dinâmicos.
É um processo seguro, sem alardes, festas ou cerimônias.
A Iniciação na Fraternidade Rosacruz dá ao Aspirante a oportunidade de desenvolver suas faculdades e poderes superiores, num curto espaço de tempo, isso através dos Exercícios Esotéricos ensinados na Filosofia Rosacruz, com os quais adquirem a expansão de consciência.
A grande maioria das pessoas alcançará também essa expansão de consciência, porém seguindo o lento processo da evolução.
Muitas pessoas querem a Iniciação a qualquer custo, e muitas vezes acabam caindo nas mãos de charlatães, de aproveitadores, de mentirosos.
A Fraternidade Rosacruz dá o passo a passo, através do Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz. Nela o Aspirante à vida superior, o Estudante fiel, verdadeiro, persistente, adquire o “Conhecimento Direto”.
Após a morte aqui no Mundo Físico, todos passam pelo Purgatório, localizado nas três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Na Fraternidade Rosacruz aprendemos um método que, se executado de maneira correta, deixa de ser necessário passar pelo Purgatório!
Agora quem passa por lá? Pessoas pobres ou ricas, pessoas importantes (renomadas) ou anônimas, jovens ou velhos, quem “cuidou da parte espiritual” e quem não cuidou.
Lembramos aqui que ricos, falamos daquelas pessoas que afortunadas, agiam com indiferença para com seus irmãos e suas irmãs que estavam com fome, com sede, frio, sem posses, precisando de um remédio, de um ombro amigo, e que deles não recebiam nada, nem mesmo um olhar, que dirá uma ajuda.
Lembremo-nos sempre: nada há de errado em ser uma pessoa rica! A pessoa pode ser rica, claro, mas quando não é capaz de se sensibilizar com a indigência alheia, é sinal de que algo dentro dela vai muito mal. É triste isso.
Afinal, se a pessoa se diz Cristã, então, pela lógica, só é válido e aceitável não amar o próximo se são pessoas materialistas, que acham que a vida acaba com a morte do Corpo Denso.
Ao deixarmos o Mundo Físico, todos somos iguais ao entrar no Purgatório.
Todos estaremos na mesma condição; erradicando os maus hábitos, sofrendo exatamente o que fez ao outro ou a outra sofrer, com sua indiferença, impaciência, desonestidade, crueldade, intolerância, enfim, todo mal que fez a outrem.
De nada adiantará argumentar que “foi um descuido, um deslize, falta de atenção, eu não sabia”.
No Purgatório ficaremos, após a morte do Corpo Denso (Corpo Físico), por um período que dependerá das más ações que fizemos na vida que terminou. Mas normalmente passamos lá um terço do tempo de vida que vivemos aqui, quando ainda estávamos renascidos no Mundo Físico.
As más ações são expiadas pelo sofrimento, e ele irá se manifestar a nós, na próxima vida, como Consciência. A Consciência (a “voz da consciência”) nos irá encorajar a não repetirmos os erros do passado. Mas a decisão sempre será nossa, se repetirmos, mostramos que não aprendemos pelo amor, e precisaremos aprender que o “caminho do transgressor” (das Leis de Deus) é duro”.
No Purgatório sofremos muito mais por não termos mais o Corpo Denso, para amenizar qualquer tipo de sofrimento.
Procuremos então desde já nos melhorar fazendo todas as noites o Exercício Esotérico de Retrospecção, adiantando assim nosso Purgatório.
Procuremos também tomar muito cuidado com as nossas ações diárias.
Tratar nossos irmãos e nossas irmãs com indiferença, com desdém, é grave, é dívida.
Maltratar pessoas que não têm o mínimo para viver, se achar melhor que as outras pessoas, pisar nos outros para subir de posição, não ter olhos nem ouvidos para com os irmãos e as irmãs que passam privações e fome, é estar desde já criando um Purgatório sofrido e dívidas para a próxima vida.
Todos sem exceção, somos filhos e filhas do mesmo Pai, do mesmo Deus.
Hoje há muitas pessoas entre nós que buscam a qualquer custo a famosa “independência financeira” ou, no mínimo, uma posição financeira que a pessoa entende que é suficiente, segura e cômoda para se ter uma vida definida como “classe média”. E aí? Aí “Descansa, come, bebe, aproveita.”
E o “aproveita” aqui tem distintos conceitos: prazeres da vida, acúmulo e mais acúmulo de conhecimento intelectual, ou uma “vida simples em uma casinha de campo” e afins.
É um modo de pensar, pois acham que a vida vai longe (como se a vida nunca terá um fim neste mundo e todas as coisas que podem pôr um fim na vida só acontecem sempre na “casa do vizinho”, nunca na da pessoa); aliás que só existe essa vida aqui (ou mesmo que já chegou à conclusão de que há outra, aquela será de “glórias, desfrutes e eterna alegria”). Ledo engano!.
E saber que muitos que se definem como Aspirantes à vida superior também mantém esse ritmo vida, usando a astúcia atlante para se convencer e convencer quem está ao seu lado, enquanto fingem que “cuidam da parte espiritual”. Já a definição de “cuidar” é pura ilusão!
É um direito das pessoas pensarem e agirem assim? Sim, claro! O livre arbítrio meu e dos outros devem ser respeitados! Mas, se a pessoa optou, por livre e espontânea vontade, se desenvolver espiritualmente trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, há de ser alertada. Pois a Lei de Consequência age em igual proporção em todos; a cada causa, colhe-se um efeito. Alguns advindos de causas em vidas passadas que se ativadas, gerarão efeitos benéficos ou adversos, e outras advindas dessa mesma vida e que podem ainda serem colhidas como efeitos benéficos ou adversos. E, sempre, inquestionavelmente, a responsabilidade pela causa é da própria pessoa. Nunca será de outrem ou da “situação”, “circunstância”, algo fora da pessoa!
Nossa vida não é mais ter como foco na Região Química do Mundo Físico (isso já mudou a milhares de anos atrás, na segunda metade da Época Atlante!), esse “mundo material”, e nem acumular, adquirir somente coisas materiais (e muito menos gastar o que se deve administrar para “passar as experiências que foram escolhidas com o objetivo de evoluir aqui, colher na próxima vida celeste e renascer em uma vida mais evoluída”).
Buscar a Deus, ser Cristão, saber de onde viemos, por que estamos aqui, para onde vamos ao deixar esta vida, são tipos de decisões que atualmente, no momento desse Esquema de Evolução que estamos passando, é o que mais importa!
Nossa vida não é do berço ao túmulo e não acaba ao morrermos aqui. Há sim, muita vida nos Mundos espirituais.
Nossa passagem por aqui é muito curta perto do que passamos lá (em torno de 70 a 100 anos aqui contra em torno de 1000 anos lá!).
Saibamos fazer bom uso do nosso tempo, dos nossos bens e recursos, não esquecendo jamais viver a nossa espiritualidade no dia a dia (e não “cuidar da parte espiritual”!) e não deixando de conviver. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o “ajuste de contas” significa: a qualidade da estada no Purgatório e no Primeiro Céu, assim que morrermos, mais uma vez, aqui!
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1. Pergunta: Força Criativa, Criadora, a Força Sexual, que foi utilizada para a construção do cérebro e da laringe, habilitando o ser humano à linguagem e comunicação, à expressão do pensamento e memória aqui , nesse tema, os pecados não expiáveis que seriam os do mau uso da Força Sexual, este pecado, além do uso inapropriado do sexo para gratificação dos prazeres pessoais, envolveria também o mal uso da palavra, sugestão, pensamentos destrutivos e tudo que envolve essa Força Criadora (órgãos de procriação)? Ou é específico ao ato sexual? Porque se a palavra e o pensamento criam, quais são os pecados não expiáveis?
Resposta: Com a constituição de Corpos e veículos que nós temos hoje, o tipo de gasto da força sexual criadora, que não tem como usá-la mais, é somente quando a expulsamos do nosso Corpo Denso, por meio da relação sexual ou da masturbação. Já a expressão por meio do mal uso da palavra, sugestão, desejos, emoções e/ou pensamentos destrutivos, a força sexual criadora continua dentro do nosso Corpo Denso. Assim o pecado pelo mal uso da palavra, sugestão, desejos, emoções e/ou pensamentos destrutivos são expiáveis, especialmente para o Estudante Rosacruz que, sabiamente, recorre ao Exercício Esotérico noturno de Retrospecção para essa expiação (ou seja: apagamento de tais pecados do Átomo-semente do Corpo Denso).
2.Pergunta: Procuro desenvolver o meu lado Místico, devocional, “Coração” a fim de tentar equilibrar o meu forte, prazeroso, mais fácil de se dedicar, meu lado Ocultista, razão, que me leva ao intelectualismo e que, muitas vezes, me faz sentir incompetente e faltando um pedaço. Frequente uma igreja Cristã, mas não consigo ver nessa ação a suficiência que preciso para atender a esse equilíbrio. O que vocês me sugerem?
Resposta: Sem dúvida, “ir à igreja” é necessário, mas longe de ser suficiente!
Na Fraternidade Rosacruz é-nos ensinado várias maneiras para nos ajudar no atingimento desse importantíssimo equilíbrio, sem o qual o Estudante Rosacruz não é um Estudante Rosacruz, mas sim uma “tentativa”:
Se for somente pelo lado intelectual, arrisca-se a “fundar uma Rosacruz” para atender seus “anseios”, ou se tornar um intelectual que “acha que sabe” ou, ainda, a desistir e se achar um “ocultista”, dando palestras, escrevendo por aí e se satisfazendo com a fama mundana e, algumas vezes, até com a fortuna que cobra.
Se for somente pelo lado místico, arrisca-se a fazer da “Fraternidade Rosacruz” uma igrejinha e lá vai colocar até imagens de santos ou de “Jesus” ou até um crucifixo e se apega adorando (muitas vezes até idolatrando) a figura de Max Heindel ou do Emblema (pois não entende o que é o Símbolo) Rosacruz. E se envolve na emoção, nas lágrimas e naquela pieguice de “se está indo tudo bem, é porque está agradando a essas coisas”, e “se alguma coisa não está indo bem, é porque não está fazendo direito”.
Então o que fazer?
Sugerimos 3 AÇÕES cotidianas, persistentes, difíceis, mas não impossíveis, para praticar na sua vida:
1) Focar cada noite em melhor fazer o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção como se deve. SE feito de forma correta, ele é um perfeito instrumento de prática de julgamento usando o equilíbrio “cabeça-coração”. Note: no início, a maioria o faz como um exercício de memória, portanto, intelectual e usa a astúcia para se justificar. Assim, bem diferente do que Max Heindel descreve, né? SE estiver fazendo tal Exercício corretamente, o Exercício Esotérico Rosacruz matutino de Concentração será feito de maneira tranquila, fácil e com grande satisfação. Está aqui um bom termômetro para você saber se está ou não fazendo o Exercício Esotérico Rosacruz noturno de Retrospecção como se deve.
2) Estudar a Bíblia, por meio dos Ensinamentos Rosacruz, já que o “Conceito” é conhecido como o “Cristianismo Místico”. Para isso muito o ajudará o fazer o Curso Bíblico Rosacruz. Temos, também, no nosso site muito material especificamente da aplicação do Ensinamentos Rosacruzes para compreendermos e praticarmos os Ensinamentos Bíblicos (https://fraternidaderosacruz.com/category/misticismo/) e no nosso canal do Youtube (https://www.youtube.com/playlist?list=PLEXN-V28CRa2OYF29oYyfZf9BMqNJXR63)
3) Durante a sua presença na missa, Religião Católica, ou no culto de uma igreja Protestante séria (pois há muitas que não são, não é?) procure identificar a prática de Liturgias do Cristianismo Exotérico (sabendo separar o que é “dogma” do que é a prática do Cristianismo Exotérico real e verdadeiro) para compreender como esse vai levando as pessoas ao Cristianismo Esotérico (o estudos dos Livros o ajudarão muito nisso e na prática devocional na sua vida cotidiana: Iniciação Antiga e Moderna – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/iniciacao-antiga-e-moderna/ – Coletâneas de um Místico – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/coletaneas-de-um-mistico/ – Cartas aos Estudantes – https://fraternidaderosacruz.com/category/sobre-a-fraternidade/cartas-max-heindel/ – Como Conheceremos Cristo quando Voltar – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/max-heindel/como-conheceremos-cristo-quando-voltar/ – A Bíblia: O Maravilhoso Livro das Épocas, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/a-biblia-o-maravilhoso-livro-das-epocas/ – Os Milagres de Cura de Cristo-Jesus, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/os-milagres-de-cura-de-cristo-jesus/ – O Mistério dos Cristos, por Corinne Heline – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/corinne-heline/os-misterios-dos-cristos/ – As Sete Igrejas do Apocalipse, por F. Ph. Preuss – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/f-ph-preuss/as-sete-igrejas-do-apocalipse/ – O Testamento de S. João Batista, por F. Ph. Preuss – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/f-ph-preuss/o-testamento-de-joao-batista/ – As Bem-aventuranças, por um Estudante – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/um-estudante/as-bem-aventurancas/ – Os Dez Mandamentos, por um Estudante – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/um-estudante/os-dez-mandamentos/ – A Imitação de Cristo, por Thomas de Kempis (livro sugerido por Max Heindel) – https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/tomas-de-kempis/ )
Note a quantidade de material que a Fraternidade Rosacruz disponibiliza para ajudar ao Estudante Rosacruz “desenvolver” o lado Místico, o lado Devocional!!
Pena que pouquíssimos Estudantes Rosacruzes se dedicam a isso, mas, os poucos que se dedicam fiel e sinceramente, avançam a passos largos no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz e alcançam o Discipulado!
3.Pergunta: Todos nós estamos aqui evoluindo, morrendo e nascendo várias vezes tendo várias vidas. E qual o caminho final de tudo isso? Qual o objetivo de tanta evolução? Se tornar alguém tão evoluído quanto Jesus?
Resposta: Conforme estudamos nos Ensinamentos Rosacruzes o atual “objetivo”, que é o próximo passo, nesse Esquema de Evolução para nós, a Onda de Vida humana, é viver conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, por meio de um veículo que todos estamos construindo, o Corpo-Alma, o “soma psuchicon” (que S. Paulo descreve). Isso porque estamos na direção “para frente e para cima”. Assim, a próxima Região que devemos “conquistar”, trabalhando tão conscientemente lá, como trabalhamos nessa Região Química do Mundo Físico, é a Região Etérica do Mundo Físico. Graças à Deus, já há muitos irmãos e muitas irmãs que vivem conscientemente lá tanto quanto aqui. E na Fraternidade Rosacruz, quando você trilha o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz fornece-se todo um Treinamento Esotérico para o Estudante Rosacruz desenvolver o Corpo-Alma.
4.Pergunta: Os animais têm algum tipo de carma para cumprir, uma vez que alguns têm tantas doenças, abandonos (caso de animais domésticos), vítimas de caça e contrabando (animais silvestres)?
Resposta: Caro irmão, “carma” é uma desinência da Sabedoria Oriental que não considera a questão da Doutrina Cristã do “Perdão dos Pecados”. Para nós, que preconizamos os Ensinamentos da Sabedoria OCIDENTAL, estamos sob a égide do Destino Maduro, onde a utilização da Doutrina Cristã do “Perdão dos Pecados” está à nossa disposição para usarmos, conforme o próprio Cristo nos ensinou.
Não, os animais não têm responsabilidade e nem consequência alguma sobre isso tudo, pois estão sendo orientados pelos Espíritos-Grupo. As doenças que eles têm são resultados de exposição à ambientes hostis (muitos deles criados por nós) e de alimentação errada (também criadas por nós).
Sobre “abandono” também é culpa nossa, que trata animais como uma “posse material” que como tal usa e jogo fora.
Sobre caça: também é culpa nossa (pois muitos insistem em comer carne animal e utilizar as partes deles para vestuário, adereços e até para remédios, cremes, etc.).
Sobre contrabando: também é culpa nossa, que trata animais como uma “posse material” que como tal usa, vende, e ainda ganha dinheiro com isso.
Até mesmo para quem não come carne, mas ainda se alimenta do leite, ovos e derivados (que não deixa de ser também uma enorme crueldade). Fico muito triste vendo tudo isso, e não sei, vendo o lado deles, o que pensar.
Sobre comer “carne animal”. Se você É um Estudante Rosacruz ativo e quer se desenvolver trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, logicamente, tem que tratar seu Corpo Denso com a melhor alimentação possível atual (pois todo trabalho de benfeitoria em um nosso Corpo resulta em resultados benéficos em todos os outros). A compaixão dos animais trabalha para melhorar o nosso Corpo de Desejos.
E aqui, nada adianta não comer carne animal, mas continuar utilizando tênis, cintos e outros itens de vestuários feitos por partes dos corpos deles (como couro e pele) ou utilizar produtos que sacrificam animais para serem testados ou até usados (alimentos de cor vermelha utilizando corante carmim, taurina feita de líquido de testículos de animais e muitos outros, que é só pesquisar para conhecer).
Sobre consumo do alimento IMPORTANTÍSSIMO para o Estudante Rosacruz, o leite, bem como ovos e mel:
Quando falamos do consumo de ovos, leites e mel é claro que estamos falando do consumo de produtos advindos dos nossos irmãos menores onde o tratamento que é dado a eles é o que deve ser dado a um irmão ou a uma irmã em evolução.
Assim, SE você tiver condições de adquirir ovos advindos de galinhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso) será muito melhor.
Assim, SE você tiver condições de adquirir leite advindos de vacas, ovelhas, cabritas, búfalas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso), ótimo.
Assim, SE você tiver condições de adquirir mel advindos de abelhas que são tratadas como deve ser tratado um ser em evolução (e, graças à Deus, hoje em dia já há essa possibilidade, é só procurar quem cria com esse método respeitoso, ótimo.
Então, e só então, você deve consumir.
Caso contrário, é óbvio que não tem como compactuar com essa indústria horrenda que você detalhou acima.
Ou seja: não há motivo que justifique o consumo, não é?
Seria uma hipocrisia da parte de um Estudante Rosacruz consumir sob tais condições de produção!
Graças à Deus a quantidade de irmãos e irmãs que já compreenderam como se deve cuidar de um ser animal em evolução e o ajudá-lo a nos servir por meio da sua produção natural (respeitando inclusive os limites de produção de cada um), tem aumentado consideravelmente.
Estar na Órbita de Influência da Era de Aquário promove essa consciência em muitos irmãos e muitas irmãs em tratar esses seres animais como devem ser tratados para ajudá-los a evoluir nesse Esquema de Evolução.
5.Pergunta: Se as Ondinas têm um Corpo feito de Éter de Vida, então por que são mortais, tendo uma vida que dura vários milhares de anos?
Resposta: O Esquema de Evolução dos Elementos da Natureza, de onde as Ondinas é um deles, é bem diferente do nosso. O fato de terem somente um Corpo formado somente por um Éter, o de Vida, não quer dizer que possuam a imortalidade. Só quer dizer que devido a não ter o desgaste que nós, seres humanos temos no nosso Corpo Denso e que faz com que a nossa expectativa de vida aqui não passe de dois dígitos, elas têm um Corpo Vital formado somente por um Éter que lhe permite viver no Mundo Físico por milhares de anos. Para nós seres humanos possuir a imortalidade no Mundo Físico (onde a Região Etérica faz parte) é necessário ter um Corpo formado pelos quatro Éteres, e não ter mais nenhuma dívida de destino para ser paga, além de ter, no mínimo, alcançado o grau de Adepto, na Ordem Rosacruz.
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio).
O horário é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo, são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias no mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
Agosto de 1914
É com considerável relutância que retorno a questão dos exercícios respiratórios e seus efeitos sobre o Corpo Denso, mas a necessidade urgente me obriga a reiterar a advertência contra os ensinamentos falsos e perigosos que são promulgados por pessoas que são ignorantes ou inescrupulosas na sua ânsia pelo lucro. Os exercícios respiratórios são absolutamente contrários aos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz, pois, de acordo com tais Ensinamentos, os resultados espirituais só podem ser conseguidos por métodos espirituais e não por exercícios físicos. Infelizmente, o grande desejo dos Estudantes de alcançar resultados rapidamente faz com que muitos dele se tornem presas fáceis dessas pessoas desonestas. Um dos nossos Estudantes mais promissores está agora num hospital psiquiátrico para o tratamento de transtornos mentais, por ter dado ouvidos às promessas de um charlatão que se ofereceu para iniciá-lo em troca da quantia de vinte e cinco dólares.
Acabei de saber que num dos Centros da Fraternidade Rosacruz, um homem que nem é Estudante Rosacruz está cobrando uma determinada importância para levantar horóscopos, o que é totalmente contrário aos nossos Ensinamentos. Anualmente devolvemos muita quantia em dinheiro a pessoas que nos procuram solicitando que levantemos os seus horóscopos, assim como previsões de futuro, pois defendemos o princípio de que uma Ciência Espiritual, como a Astrologia Rosacruz, não pode ser prostituída por nenhuma quantia de dinheiro, ainda que este nos seja muito necessário; e nos entristece profundamente descobrir que tais pessoas, que admitem ter conhecimento que essas práticas são contrárias aos princípios da Fraternidade Rosacruz, estejam à frente de Centros de Estudo e se apresentam como divulgadores e expoentes dos Ensinamentos Rosacruzes. Esta mesma pessoa também copiou, de livros indianos, que custam alguns centavos, exercícios de respiração que vende por um dólar às vítimas incautas.
Queridos amigos, acreditem na palavra de alguém que percorreu o caminho e sabe, por experiência própria, que não há trem expresso para o Templo de Iniciação. O Caminho é lento, íngreme e acidentado; deve ser percorrido passo a passo, ainda que os pés sangrem e o coração se encha de tristeza e sofrimento. O Corpo-Alma – a Veste Nupcial Dourada ou o Dourado Manto Nupcial – que a única palavra-passe pela qual podemos entrar, é tecido pelas boas ações praticadas, dia após dia, com paciente perseverança em fazer o bem, e por nenhum outro método. Os exercícios respiratórios não podem substituir as boas ações. Vocês não podem compreender isso? Eu sei o que estou dizendo, porque no princípio dos meus esforços na busca por caminhos espirituais, também me deparei com estes exercícios de respiração hindus. Experimentei-os por dois dias e meu Corpo Vital foi parcialmente expulso do meu Corpo Denso; então me ocorreu que estava em situação perigosa e suspendi os exercícios. Mas precisei de duas semanas para me restabelecer, durante as quais me senti como se não conseguisse firmar os pés no chão, como se estivesse caminhando no ar, e durante duas semanas sofri muito. Outros podem não ter a capacidade de recuperação que eu tive e, em consequência, ficarem predispostos a doenças mentais. Portanto, é muito perigoso tentar. Pode haver, é claro, outros em que não sentirão esses efeitos. Mas é sempre muito, muito perigoso brincar com fogo e você não deve tentar. Por outro lado, se você se esforçar dia após dia para servir na “Vinha de Cristo” e se empenhar em praticar atos, ações e obras de misericórdia, então o “Dourado Manto Nupcial”, o Corpo-Alma, será seguramente tecido e com ele, um dia, todos seremos admitidos no Templo.
(Cartas aos Estudantes – nº 45 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
O Reino dos Céus! Quem, em nossos dias, venderia tudo o que tem para possuí-lo? Acreditamos que bem poucos. Tesouro menosprezado, esse Reino dos Céus. Por ele se trocam as ninharias do mundo. Arrefeceu-se o ardor dos trovadores do Eterno; extingue-se, quase que totalmente, a pequena chama do Santuário, pois não há mais ninguém, exceto uma minoria a protegê-la contra os ventos borrascosos do cego materialismo. Encontram-se espalhados, por esse mundo de Deus, milhares de sociedades, mestres e guias (?) oferecendo a seus candidatos o Reino dos Céus, extorquindo, mercadejando falsas pérolas; ludibriando; esquecidos, ou fazendo-se de esquecidos, que tal Reino não se alcança a peso de ouro. As ovelhas incautas, de olhos vendados pelos seus pseudomestres não entenderam ainda que têm que vender tudo (vaidade, egoísmo, apego, personalismo), esvaziarem-se de si mesmas, fazer uma revolução interna, para receber as chaves do Reino (Iniciação).
Pois, como Cristo nos ensinou: “O Reino dos Céus é semelhante a um mercador que buscava pérolas, e que uma vez achou uma pérola de grande valor. Foi e vendeu tudo o que possuía e a comprou” (Mt 13:45-46). Homem extraordinário esse! Encontrando uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía para adquiri-la. Talvez seja essa a mais bela parábola contida nos Evangelhos. Muitos há que passam os olhos sobre essas palavras e não se importam com o seu significado interior.
Muitos cobiçaram essa pérola de grande valor. Tentaram obtê-la, mas ao se aperceberem de que deveriam vender tudo, o mundo lhes falou mais alto. Suas posses, suas ânsias de glória e honra, suas afeições desordenadas, colocaram-nos na situação do moço, que, tendo muitos bens, não quis se desfazer deles, e contrariado não seguiu Cristo (Mc 10:22).
O Reino dos Céus! Com que singeleza e facilidade nos dá o Cristo a conhecê-lo, fazendo-o semelhante a uma pérola de grande valor. Porém, existe um problema. Consiste na distinção entre a pérola verdadeira e a falsa. Mas, atentemos bem para o seguinte: a pérola falsa é adquirível facilmente com dinheiro sonante. Custa pouco. Dela faz-se muito alarde, muitas ofertas. A verdadeira, só pode ser obtida mediante muita busca, esforço, sofrimentos. Só a recebe quem vende tudo o que tem de inferior. Ninguém pode servir a dois senhores simultaneamente. De que lado você está, amigo leitor?
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1970-Fraternidade Rosacruz-SP)
A maioria das pessoas no mundo não conhece a Verdade sobre as realidades espirituais. Assim, se queremos achar a Verdade, frequentemente precisamos quebrar as crenças comuns e procurar a Verdade dentro de nós mesmos. A maioria não quer negar a si mesmo, abnegar-se, auto-renunciar; “pegar a sua cruz” e seguir Cristo. Assim, se queremos seguir Cristo e o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, nós precisamos querer estar sozinhos.
“Então, disse Cristo a seus Discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” (Mt 16:24).
“Entrai pela porta estreita: porque larga é a porta, espaçoso é o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” (Mt 7:13-14).
Quebrar as crenças e ações convencionais traz dificuldades. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que “os meninos passam indiferentes por uma árvore estéril, porém, se estão carregadas de frutos, eles estarão prontos para atirar pedras e roubá-los. Assim também, é com os seres humanos: enquanto seguirmos com a multidão e agirmos como ela, não somos molestados; agora, no momento em que fazemos o que ela reconhece em seus corações que é correto, nos transformamos numa reprovação vivente para ela, mesmo que nunca tenhamos proferido uma só palavra de censura, e, com o objetivo de justificar-se aos seus próprios olhos, começam a encontrar falhas em nós” (Carta nº 72 do livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz). Muitos líderes sentem seus poderes ameaçados se indivíduos não seguem seus ditados, assim pressionam todos os que não se juntam à multidão (estejam certos ou errados).
Críticas e pressões recebemos, como resultado de sair do populacho, por nos afastarmos da comunidade e entrar no nosso lugar que escolhemos, onde possamos viver a vida espiritual, sem ser perturbados. Também aprendemos na Fraternidade Rosacruz que só podemos receber “a palma da vitória[1] é conseguida vencendo ou superando o mundo, não fugindo dele. O ambiente no qual fomos colocados pelos Anjos do Destino foi de nossa própria escolha, quando estávamos no momento decisivo do nosso ciclo de vida no Terceiro Céu. Éramos, então, Espíritos puros[2], livres da cegueira ou ilusão da matéria que agora cobre a nossa visão. Assim, sem dúvida, aquela experiência contém as lições necessárias para nós, e cometeríamos um grave erro se tentássemos escapar dela completamente.” (Capítulo XVI do Livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).
Quando procuramos a verdade e caminhamos pelo Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, encontramos forças das quais não devemos fugir para que possamos ser fortalecidos para a batalha que nós encaramos. Encontrar oposição e crítica nos obriga a nos julgar e aprender. Se sabemos no coração que aquilo que fizemos é certo, a crítica dos outros não deve nos preocupar. Abraham Lincoln observou: “É difícil considerar o ser humano miserável, já que ele sente o valor em si, e alega à semelhança da grandeza de Deus que o fez”. No que se refere à oposição e pressão por parte daqueles que querem que sigamos a multidão, nós devemos nos fortalecer com a Verdade, para que possamos claramente distinguir e conscientizar o certo e o errado, esclarecendo para os outros porque nós acreditamos naquilo que fizemos.
S. Paulo advertiu os seguidores de Cristo em sua Epístola aos Efésios 6:11-14: “Revesti-vos de toda armadura de Deus, para poderdes ficar contra as ciladas do mal. Portanto, tomais toda armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau, e, depois de terdes vencido tudo, permaneceis inabaláveis. Estais, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos com a couraça da justiça”.
Somos confortados com realizações e nas provas, Deus está conosco e, “se Deus é por nós, quem é contra nós?” (Rm 8:31).
Cristo sabia que seus seguidores seriam perseguidos por causa das suas crenças e ainda assim Ele os encorajou para que permanecessem fiéis, porque Ele sabia que o benefício espiritual excederia o sofrimento causado pelas provas terrenas.
No Sermão da Montanha Cristo-Jesus nos ensinou: “Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e vos perseguirem, e mentindo, dizendo todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós” (Mt 5:11-12).
S. Paulo acrescenta: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós peso eterno de glória, além de toda compreensão.” (IICo 4:17).
Permanecendo em qualquer circunstância por tudo que é reto e verdadeiro, desenvolvemos forças internas que nos capacitarão a ajudar e elevar o mundo da sua escuridão espiritual e do seu sofrimento. No fim a Verdade e a Retidão terão a Vitória.
Quando nos superarmos, quando não mais formos guiados por leis ou por outras pessoas, obteremos responsabilidade de guiar a nós mesmos e desenvolveremos a luz dentro de nós. S. Paulo conhecia as tentações que surgem nesta altura e disse: “Porque vós irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis então a liberdade para dar ocasiões à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’” (Gl 5:13-14) – e “Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos” (Gl 6:10).
Outro ponto que aprendemos na Fraternidade Rosacruz é a seguinte advertência : “O maior perigo do Aspirante, que está trilhando esse caminho, é que ele pode ficar enredado na armadilha do egotismo[3], e sua única proteção deve advir do cultivo das faculdades da fé, devoção e compaixão para com todos.” (Capítulo II do Livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).
Cristo enviou seus Discípulos prevenindo-os: “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mt 10:16).
E como nós partimos visando seguir os passos do Cristo e favorecer o que é Verdade e justo, cresceremos em força tendo como lema: “Se for Cristo, salve-se a si mesmo” (Lc 23:35, 37 e Mc 15:30).
(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross, de Elsa Glover – Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986-Fraternidade Rosacruz-SP)
[1] N.T.: O ramo de palmeira é um símbolo da vitória, do triunfo, da paz. A palma tornou-se tão intimamente associada à vitória na cultura romana antiga que a palavra latina palma poderia ser usada como uma metonímia para “vitória”, e era um sinal de qualquer tipo de vitória.
[2] N.T.: Ego humano sem o Tríplice Corpo e sem a Mente (somente com os quatro Átomos-sementes desses veículos).. A comunidade nos oferece oportunidades de serviço, que não estão presentes nos monastérios ou no cume de uma montanha, e o serviço é um componente importante no caminho da Iniciação.
[3] N.T.: Diferente do egoísta, pessoa que manifesta o egotismo, ou seja, o egocentrismo se caracteriza pela simples aplicação prática do egoísmo. … Priorizando o seu o egocêntrico simplesmente prioriza a sua razão sobre a razão de terceiros, ignorando os outros. Já o egoísta, o que pratica o egoísmo, se coloca no centro do seu universo.”.
Os Elementos Fogo, Ar, Água e Terra são os mais importantes no processo evolucionário da Terra; de fato, sem esses quatro Elementos a vida nesse Planeta seria impossível. O fogo foi descoberto primeiramente e usado por nós nos dias da Lemúria. Foi, consequentemente, o Elemento dominante conectado à Época Lemúrica e o fator principal nas nossas cerimônias de Iniciação. Capacidade para andar sobre carvão em brasa ou segurar bolas de fogo nas mãos constitui uma memória parcial, uma reminiscência, desses dias antigos, ainda conservada por alguns povos primitivos.
A música que acompanhava os cerimoniais Lemurianos de Fogo era ao mesmo tempo sobrenatural e selvagem, isso porque era afinada ao ritmo das chamas crepitantes. O nosso Corpo de Desejos, quando evoluímos na Época Lemúrica, ou seja, éramos Lemurianos necessitava de um avivamento, assim, os Líderes da Humanidade usaram essa música de ritmo peculiar para estimular essa atividade. Com o passar do tempo essa força ígnea interna despertada levou a práticas mal orientadas que reagiram sobre as correspondentes forças ígneas astrais, resultando em destruição do continente Lemuriano pela atividade vulcânica. Nós que habitávamos a Lemúria antiga pouca semelhança tínhamos com o que somos no nosso tempo. Durante os primórdios daquela Época, vários milhares de anos atrás, nossa forma corporal era meramente embrionária. Após um longo ciclo evolucionário, sofreu sucessivas transformações até que na Lemúria tardia assumiu uma forma algo semelhante aos contornos atuais, embora com textura muito diferente. Antes de se condensarem em substância física, os nossos veículos foram, até certo ponto, tênues e plásticos. Poderiam na verdade ser considerados quase uma sombra com forma.
Portanto, o Corpo Denso não tinha ainda se desenvolvido até o ponto em que nós, o Ego, pudesse nele habitar. Nós éramos ligados ao Corpo apenas magneticamente e como consequência permanecíamos em um estado livre, o que nos permitia ir e vir à vontade. A Mente, tal como a conhecemos hoje, ainda não tinha sido dada a nós. No início éramos realmente infantis e nos encontrávamos sob a direção das Hierarquias Criadoras ou Zodiacais, seres espirituais aos quais habituamos de chamar de “Deuses”.
Todavia, nós, enquanto Lemurianos primitivos, vivíamos em íntima harmonia com a Natureza. Nossas vidas estavam intimamente envolvidas e fazíamos realmente parte integrante das Forças da Natureza. Nossa visão interna estava aberta para as inúmeras atividades das criaturas invisíveis (hoje, para nós, aos olhos físicos) que constituíam o lado vivo da Natureza na sua totalidade, enquanto nossa audição interna registrava as sublimes harmonias para as quais a Natureza progride e através das quais ela dirige suas múltiplas ações.
Também foi de acordo com as Leis básicas da Natureza que nossos Corpos originais foram moldados, desenvolvidos e animados.
Quando formos suficientemente espiritualizados para reconhecer a relação da música com a nossa evolução, descobriremos como as harmonias celestiais emanadas das Hierarquias Zodiacais, nossos guardiões sagrados, exerceram influência formadora em cada estágio do nosso desenvolvimento; perceberemos pouco a pouco, ainda que cada passo tenha sido acompanhado por uma orquestração celestial adaptada a cada processo criativo.
Sabemos que nós, na nossa formação, éramos bissexuais. As polaridades masculina e feminina, agora focalizadas cosmicamente no Sol e na Lua, respectivamente, exerceram uma influência igual sobre os nossos Corpos plásticos. Isso, porém, ocorreu quando a Terra e a Lua eram ainda partes do Sol. Em um estágio mais tardio, quando a Terra foi lançada para fora do Sol e, mais tardiamente ainda, quando a Lua foi atirada para fora da Terra, essas duas polaridades deixaram de ter uma expressão igual e equilibrada sobre nós, individualmente. Alguns de nós responderam preponderantemente ao polo positivo centrado no Sol, enquanto outros de nós responderam ao polo negativo focalizado na Lua. Finalmente, isso resultou na nossa divisão em dois sexos separados, com o homem e a mulher aparecendo em cena, em renascimentos subsequentes e alternados.
A partir de então as harmonias emanadas das Hierarquias Criadoras se diferenciaram em dois ritmos, agora conhecidos como “Maior” e “Menor”. As Notas musicais Maiores, masculinas na potência e objetivas no caráter, foram projetadas a nós através da força solar. As Notas musicais Menores, femininas na qualidade e subjetivas na natureza, foram dirigidas a nós através da força da Lua. Nós, que até então tínhamos evoluído sob os ritmos divididos em uma única escala, tornávamo-nos agora sujeito a duas. Uma, afinada aos tons “Maiores”, dirigindo-o para condições de crescente densidade; outra, afinada aos tons “Menores”, nos dirige para um contato mais íntimo com as forças espirituais.
Como a Época Lemúrica se encontrava predominantemente sob a influência da Lua, sua música estava afinada aos matizes mais sutis dos tons “Menores”. Tratava-se de uma música incomum, melancólica e sobrenatural. Vestígios dela persistem na música de Java[1] e de outras ilhas localizadas ao sul da ilha de Java, na Indonésia, estas remanescentes do continente Lemuriano.
A natureza mais íntima de qualquer povo pode ser avaliada penetrando compreensivelmente em sua música. Nenhum outro meio é mais exato para avaliar a qualidade de suas vidas e o estágio de seu desenvolvimento. A menos que estejamos aptos para visualizar os Corpos plásticos e fluídicos dos Lemurianos mais antigos, jamais entenderemos a influência exercida pela música sobre eles. Esse tipo de música literalmente deu forma e traços característicos aos nossos veículos em desenvolvimento, quando habitávamos a Lemúria. As forças circundantes da Natureza fluíram através desses veículos sem obstáculos. Habitávamos entre as árvores gigantes das terras e dos bosques enormes da Lemúria e eram áreas sagradas, nas quais festivais sazonais eram observados. Cerimônias de Iniciação nas temporadas sagradas de então eram eventos gloriosos atribuídos à música, isto é, à Harmonia das Esferas[2].
Os dançarinos do Templo Lemuriano duplicaram os movimentos e ritmos das esferas celestiais e “música de gestos”, que eles tocavam e escutavam, era ouvida pelos fanáticos que dançavam. Certos centros espirituais ou “luzes” dentro dos nossos Corpos, quando habitávamos a Lemúria, eram despertados por essas danças realizadas na mais elevada reverência e na mais profunda emoção. Os dançarinos eram sempre escolhidos entre os aspirantes mais evoluídos do Templo.
Os Templos da Floresta eram, para os Lemurianos, o Santo dos Santos. Nesses santuários sagrados ocorriam os principais acontecimentos de suas vidas. Esses compreendiam o nascimento, a Iniciação ou iluminação espiritual e a morte — esses acontecimentos correspondem aos três passos de desenvolvimento em todas as escolas esotéricas e aos primeiros três graus das fraternidades. Era nos Templos da Floresta e sob orientação angelical que a propagação da Onda de Vida humana ocorria, de acordo com os apropriados ritmos astrais, cuja música era absorvida pela audição e transmitida à função edificadora do Corpo.
Vivendo na Época Lemúrica, éramos particularmente sensíveis à força do amor. A consciência era íntegra, pois não tínhamos ainda descido profundamente na existência material a ponto de retirar o véu existente entre os planos externos e internos nesse Esquema de Evolução. Assim, a morte, como a conhecemos hoje, era desconhecida. Quando os Corpos terminavam seus períodos de utilidade, eram deixados de lado, da mesma forma que certos animais deixam e mudam periodicamente suas peles. Um Corpo Denso gerado sob tais condições era perfeitamente atinado com a nota astral especifica de cada um de nós. Pelo poder daquela nota éramos capazes de renovar ou descartar nosso Corpo à vontade. A doença não tinha ainda se tornado uma aflição, assim, a vida era uma canção alegre e a Terra era ainda uma reflexão do Jardim do Éden. Como a Raça Lemúrica era regida pela Lua, respondia fortemente às sempre mutáveis fases orbitais. Ao tempo das Luas Novas e Luas Cheias, forças poderosas eram liberadas; aí então, celebrávamos nossos Rituais místicos iniciatórios. Esses não eram dirigidos para os planos mais internos como agora, mas para os mais externos, dado que o nosso desenvolvimento de então dependia primariamente do desenvolvimento objetivo da atividade. A música era um fator potente para nos capacitar a realizar a necessária descida para a matéria. Com essa descida, a diferenciação entre os sexos se tornou mais marcante e era realizada através dos ritmos “Maior” e “Menor” que acompanham a Lua Cheia. Nas noites de Lua Cheia as forças femininas eram precipitadas através das celestiais tonalidades “Menores” e as forças masculinas através das tonalidades “Maiores”.
Mais tarde, quando entramos completamente na existência física e quando, através da entrada no diferente significado da vida do Mundo material, nascimento e morte marcaram as fases diferenciadas da existência. A entrada na manifestação física foi acompanhada por música constituída pelas harmonias de Notas musicais “Maiores”; enquanto a entrada nos Mundos internos, através do portão que chamamos morte, era atinada aos acordes “Menores”.
Assim, vemos quão profundamente é verdadeiro tratar a nós mesmos como um ser musical. Nossa origem está na Palavra falada. Pelo som fomos confirmados e pela música progredimos. O que registramos subconscientemente na Época Lemúrica, um dia saberemos conscientemente. Então não mais consideraremos a música como uma arte mais ou menos apartada da nossa vida e não mais pensaremos na música somente como um objeto para alegria estética. Ao contrário, reconheceremos a música como um fator vital para a nossa evolução física, mental, emocional e espiritual.
Já na próxima Época, a Atlante, a água era o principal elemento associado com a Atlântida, onde fomos ensinados a controlar nossas emoções e a desenvolver nossas faculdades físicas. Naquele continente o psiquismo alcançou o maior estágio de desenvolvimento já visto, nunca igualado antes ou depois, tendo a música Atlante se constituído em um fator de desenvolvimento das faculdades psíquicas. A maior parte dessas músicas era solene e grave, algumas vezes alcançando níveis de grandeza imponente. Suas ondas melódicas eram comparáveis à música rítmica atualmente ouvida nos movimentos cíclicos das marés alta e baixa. O Sol nunca brilhou claramente na Atlântida. A atmosfera era sempre pesada, devido à névoa existente. Nessa atmosfera nevoenta as figuras vaporosas de outros planos eram facilmente discerníveis, uma condição que auxiliou de maneira importante o despertar e o desenvolvimento das faculdades psíquicas. A Época Atlante terminou quando o continente foi destruído pela água.
A transição da Época Lemúrica para a Época Atlante foi marcada por um aumento da densidade da atmosfera, Corpos Densos mais solidificados e a nossa consciência focalizada mais definitivamente no Mundo matéria, ou seja: na Região Química do Mundo Físico. Estávamos então perdendo aquela bonita e quase contínua comunhão com as hostes angelicais, desfrutada anteriormente quando estávamos na Época Lemúrica.
Consequentemente havia uma correspondente perda na percepção das harmonias celestiais. Entretanto, nesse estágio de desenvolvimento não tínhamos perdido contato com os Mundos internos, a ponto de negar ou mesmo duvidar da existência da Música das Esferas, fosse ela ouvida ou não. Tais negativas não chegavam ao materialismo profundo da presente Era, a de Peixes. Assim, os Iniciados dos Templos Atlantes, Sacerdotes e sacerdotisas da sabedoria eterna, realizavam seus rituais sagrados em total acordo com os ritmos celestiais.
Os Templos Atlantes eram realmente universidades onde as nossas faculdades física, mental e espiritual eram estimuladas e desenvolvidas. A partir do momento em que deixamos de viver em harmonia com os Mundos invisíveis, nosso Corpo Denso se tornou sujeito a desarmonias e doenças; nessas condições, um Iniciado se afinava com a nota astral de um indivíduo, a fim de substituir a desarmonia pela harmonia. Com essa finalidade, a música, a grande Panaceia de Cura, era administrada nesses Templos.
Nós éramos muito mais suscetíveis aos efeitos curadores do ritmo do que somos hoje. Podíamos utilizar a força pulsante do crescimento das plantas e nos apropriar delas para a revitalização e renovação dos nossos Corpos Densos. Podíamos, também, transferir essas energias de uma planta para outra, assim, aumentando a energia das plantas fracas e doentes através das plantas fortes e saudáveis. As palpitantes correntes de vida emitiam tons específicos na medida em que elas cresciam para cima. Podíamos ouvir esses sons e transcrevê-los em música, tão perfeitamente afinados aos ritmos das plantas que possuíamos uma dinâmica eficácia curadora. No devido tempo, consequentemente, a terapia musical se tornou um dos principais ramos da instrução no Templo.
A fala foi desenvolvida por nós, quando habitamos a Atlântida. Um tipo de fala cantante. Nossas palavras entoadas projetavam energia em qualquer objeto especificado e por essa energia o objeto podia ser remodelado de acordo com a nossa vontade. Os cânticos e hinos de todas as Religiões antigas tiveram sua origem nessa fala cantante. Os Sacerdotes do Templo e seus discípulos avançados podiam ouvir também as notas musicais dos objetos naturais e estavam aptos, por meio do poder que isso lhes dava, a realizar milagres de transformação. Isso originou numerosos mitos e lendas relacionados às civilizações que precederam nossa atual quinta Raça Original, a Raça Ária. Na Era de Ouro da Atlântida a liderança era conferida aos neófitos do Templo, mais espiritualmente desenvolvidos, aos quais eram concedidas honras e reverências pelos leigos. A Realeza era um Grau do Templo ao qual somente o mais merecedor podia aspirar; pois o Rei Iniciado era precedido apenas pelo Alto Sacerdote.
Será visto que no poder praticamente ilimitado de nós, como Atlantes, residiu a semente da decadência e destruição definitivas. A tentação ao mau uso daquele poder foi para nós, como Atlantes, quase irresistível. Com o desenvolvimento de nossa índole de desejos e de um concomitante crescimento em interesses egoístas, as habilidades que originalmente funcionavam sob a direção das Hierarquias de Luz foram transferidas para as da Sombra. As condições anunciando caos e desintegração similares àquelas manifestadas no mundo atual se tornaram prevalentes. Tais condições eram sempre indicativas do início do fim. A fala cantante dos consagrados Iniciados do Templo foi modificada para fins nocivos e destrutivos. Literalmente, as “explosões tonais”, afinadas à Nota chave de uma pessoa ou objeto, eram usadas para destruir cruelmente a vida humana e a propriedade.
O conhecimento por nós das harmonias celestiais em ondas de tons “Maiores” e “Menores” foi comentado anteriormente. Com a nossa depravação crescente, como Atlantes, as consonâncias e dissonâncias se tornaram mais e mais agudamente diferenciadas. O resultado foi uma música estranha e sinistra, uma música capaz de produzir doença, perda da memória e mesmo insanidade. “Círculos Sombrios” compostos por neófitos do Templo, trabalhando sob influência das Sombras, estavam aptos a expressar explosões tonais capazes de expulsar um Ego para fora de seu Corpo Denso, frequentemente causando nas pessoas obsessão permanente ou mesmo a morte. Esses fatos são mencionados apenas para ressaltar o longo alcance dos poderes do som.
Somente um tipo remanescente dos Atlantes foi salvo. Na terminologia bíblica, simbolizado por Noé e sua família, que sobreviveram ao “dilúvio”. Esse remanescente se tornou a semente da atual Raça Ária. Sobre o novo continente para o qual esse remanescente migrou, o Sol brilhou claramente e pela primeira vez pudemos usufruir uma atmosfera oxigenada tal como a temos hoje. Recebemos, assim, a suprema dádiva, a Mente, o elo que nos permitirá, um dia, sermos como os “deuses”. O grande trabalho desde então é espiritualizar e desenvolver as nossas Mentes Crísticas. Como a Mente está relacionada com o elemento Ar, é através do ar que seu progresso maior será atingido. Caso haja outra destruição desse Planeta, após suas lições terem sido aprendidas, ela virá através daquele elemento.
Estamos destinados a recuperar as harmonias celestiais que perdemos na Atlântida. Isso será feito por meio da Mente Crística e a música será o fator primordial na sua consecução. Através dos séculos os Líderes da Humanidade promoveram o renascimento aqui de alguns dos mais avançados Iniciados em música para nos auxiliar a espiritualizar a nossa Mente. Entre vários exemplos, tal foi o propósito da Criação de Haydn[3], do Messias de Häendel[4] e das magníficas Paixões de J. S. Bach[5]. Esse desenvolvimento está sob a orientação dos Senhores da Mente, os quais pertencem à Hierarquia Criadora ou Zodiacal de Sagitário, o Signo que conserva o modelo da Mente mais elevada e seus mistérios espirituais. O objetivo dessa Hierarquia Criadora é apressar em nós os nossos incentivos espirituais e encorajar nossas aspirações até que ganhemos ascendência sobre a nossa inferior Mente concreta.
A Nota chave de Sagitário é “Fá Maior” e a Nota chave da Terra é também “Fá Maior”. Vários sons da natureza são, consequentemente, afinados a essa nota. Essa é a razão pela qual composições em “Fá Maior” são especialmente relaxantes para um sistema nervoso alterado; também efetivos para restaurar um Corpo Denso fatigado e para acalmar uma Mente aturdida.
Por meio de ritmos em “Fá Maior” os Senhores da Mente concederam a Mente germinal para nós e, através de seu uso continuado, estão trazendo essa Mente para o ponto em que ela possa transmitir, para a nossa Personalidade, a imagem-espírito existente dentro de muitas pessoas. Esses se tornarão os pioneiros da Sexta Raça e entre eles nascerá um tipo de música com qualidades que curam e iluminam. Todos os movimentos em direção ao futuro são escolas preparatórias para a Nova Era, a Era de Aquário como, por exemplo, a Fraternidade Rosacruz. Até que as Mentes dos neófitos se tornem espiritualizadas, eles receberão, através de tons e ritmos, aqueles poderes superiores que estão aguardando para serem concedidos a cada um de nós.
(“Pre-Historic Origins of Music” de Corinne Heline da obra “Music: The Keynote of Human Evolution”, publicado na Revista “Rays from the Rose Cross”, Fev./Mar de 1988 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
[1] N.T.: A orquestra de gamelão, baseada em idiofones e tambores metálicos, é talvez a forma mais facilmente identificada como sendo distintamente “javanesa” por pessoas de fora. Existem dois sistemas de afinação na música gamelão javanesa, slendro (pentatônico) e pelog (heptatônico por completo, mas com foco em um grupo pentatônico). A afinação não é padrão, em vez disso, cada conjunto de gamelão terá uma afinação distinta. Existem também modos melódicos distintos (pathet) associados a cada sistema de afinação. Um gamelão completo consiste em dois conjuntos de instrumentos, um em cada sistema de afinação. Diferentes conjuntos de gamelão têm sonoridades diferentes e são usados para diferentes peças musicais; muitos são muito antigos e usados para apenas uma peça específica. As formas musicais são definidas pelos ciclos rítmicos. Estes consistem em ciclos maiores pontuados pelo gongo grande, subdivididos por divisões menores marcadas pelo toque de gongos menores, como kenong, kempul e kethuk. A interação melódica ocorre dentro dessa estrutura (tecnicamente chamada de “estrutura colotômica”).
[2] N.T.: A Harmonia das Esferas, também conhecida como Música das Esferas, demonstra que o universo é regido por uma música celestial, um ritmo e harmonia divinos produzidos pelos corpos celestes em movimento. Assim, os Planetas e outros corpos celestes, ao se moverem, emitem sons que, combinados, formam uma música inaudível para nós, mas que é a base da organização do universo.
[3] N.T.: A Criação é um oratório dividido em três partes, escrito em 1797 pelo compositor austríaco Franz Joseph Haydn. Seu texto, com versões em alemão e inglês, é baseado no livro do Gênesis, no livro de Salmos e no poema O Paraíso Perdido, de John Milton. Este oratório, que faz parte do período definido como Classicismo, apresenta algumas semelhanças com o período Barroco devido ao uso do contraponto em várias passagens, como pode ser constatado nos coros Stimm an die Saiten, ergreift den Leier! (um dos mais famosos do oratório), na primeira parte, e Singt den Herren, alle Stimmen, que encerra o oratório. Ao mesmo tempo, muitos musicólogos veem também neste oratório um prenúncio do Romantismo, especialmente na abertura sinfônica, chamada “A Representação do Caos”, utilizando estruturas melódicas adotadas mais tarde por Richard Wagner, bem como a dramaticidade instrumental de algumas passagens, típicas dos poemas sinfônicos de compositores como Hector Berlioz. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=sEStAAoZObY
[4] N.T.: O Messias (Messiah) (HWV 56, 1741) é um oratório de Georg Friedrich Händel com 51 movimentos divididos em 3 partes, durando entre cerca 2h 15min e 2h 30min. Deve notar-se, desde já, que o tempo varia em função das diferentes interpretações (como qualquer outra composição musical que se mede por compassos e não por minutos).
Embora o 44.º movimento (o célebre “Aleluia”) seja reconhecível por qualquer pessoa (mesmo não sabendo a que obra pertence ou que compositor a escreveu), a obra “O Messias” não é tão conhecida na sua totalidade como merecia. A maior parte das vezes, os programas de concertos apenas escolhem alguns movimentos (recitativos, árias e corais), perdendo assim o sentido integral e unitário da obra. Se a “fama” e o grau de popularidade fossem critérios válidos de apreciação estética, considerar-se-ia a mais famosa criação de Händel. O nome do oratório foi tirado do conceito judaico e cristão de messias. Para os cristãos, o Messias é Jesus. O próprio Händel era um cristão (como, aliás, a esmagadora maioria da população da Europa Ocidental no séc. XVIII, embora as diferenças entre catolicismo e protestantismo fossem motivo de enormes cisões, guerras e orientações estéticas diferentes) devoto e a obra é uma apresentação da vida de Jesus e de seu significado de acordo com a doutrina cristã. Será necessário esclarecer essa aparente contradição entre “ter seguido a doutrina cristã” e “ter provocado acusações de blasfémia” por parte dos jornais ingleses.
É importante notar que o “Messias” é uma obra religiosa, mas não é sacra, isto é, trata de temas religiosos, mas não é uma música para ser tocada em contexto litúrgico. A Igreja, enquanto instituição, sempre foi conservadora no que respeita à liturgia, e esta não era concebida como um espetáculo. Daí a diferenciação que tem que ser efetuada entre a “ópera” enquanto género musical e o “oratório”. Por outro lado, as tradições musicais do sul da Europa (católico) e o norte (protestante) eram bastante diferentes. No sul, o barroco mostrava-se mais “espetacular” e “operático”, enquanto no norte, particularmente na Inglaterra, a simplicidade e depuração estilística constituíam a regra em termos litúrgicos. Mesmo dentro da Igreja, as opiniões divergiam no que respeitava ao “oratório”.
Mesmo que não houvesse lugar à encenação, a Igreja mais conservadora repudiava a prática do oratório, porque, afinal de contas, eram utilizadas escrituras sagradas para efeitos cénicos e espetáculo público. Foi em torno destas questões que alguns jornais ingleses mais conservadores consideraram a obra blasfêmica.
À parte destas questões, o “Messias” é, acima de tudo, uma obra imersa em espiritualidade. Para os crentes e fiéis é uma prova da mais fervorosa devoção e reforço na fé. Para os não-crentes, para além do desafio intelectual, o “Messias” condensa várias emoções espirituais, consideradas mais na esfera da humanidade que na da divindade. Para uns e outros, Händel almejou com a seu oratório um objeto imaterial de profundo e enorme prazer estético.
Apesar da obra ter sido concebida para a Páscoa e nela ter sido apresentada pela primeira vez, após a morte de Händel tornou-se tradição executar o oratório durante o Advento, o período preparatório para as festas do Natal, mais do que na Páscoa.
Os concertos de Natal quase sempre apresentam apenas a primeira parte do Messias junto ao coro “Aleluia”, no entanto algumas montagens apresentam toda a obra como um concerto de Natal. A obra é também executada no domingo de Páscoa e partes contendo temas da ressurreição são frequentemente incluídos nos serviços de Páscoa. A ária soprano “Sei que vive meu Redentor” é também frequentemente ouvida em funerais. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=lByxbjXK8fg
[5] N.T.: As paixões de J. S. Bach são peças musicais de grande profundidade e complexidade, que narram a história da paixão de Jesus Cristo, desde o seu julgamento até à sua morte e ressurreição. As duas principais paixões que sobreviveram, e que são amplamente consideradas suas obras-primas, são a “Paixão Segundo São Mateus” (BWV 244) e a “Paixão Segundo São João” (BWV 245).
A Paixão segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como Paixão segundo São Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e a Paixão segundo São João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=KNJZzXalO8Q
A Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão: Johannes-Passion) é um oratório sacro de Johann Sebastian Bach. A peça foi composta em Leipzig, no dia 7 de abril, vésperas da Sexta-Feira Santa de 1724.
A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho segundo São João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos e árias. Comparada com a Paixão segundo São Mateus, BWV 244, a Paixão Segundo São João tem sido descrita como mais destacada, com um andamento expressivo, às vezes mais solto e menos “acabado”.
A Paixão é uma obra de ocasião, e por regra, foi ouvida apenas uma única vez. Obra muito elaborada artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=vdh7Wf3Uq-s
Maio de 1914
Em relação à Carta do mês passado[1], um dos Estudantes escreve: “Na sua Carta parecia estar pressupondo que não há segredo ou critério por parte do indivíduo que conhece as coisas ocultas, para ser praticada e divulgá-la aos demais, não incorrendo com isso em nenhuma responsabilidade pessoal; pelo menos, para mim, sua explicação não pareceu clara”.
É claro que é impossível abordar um assunto dessa magnitude em uma ou em várias Cartas. No entanto, a questão sobre a responsabilidade de divulgar a verdade, realmente, nos preocupa na medida em que o perigo do seu uso indevido acontece. O Estudante que escreveu também diz que: “há certas seitas nesse país que possuem alguns poderes e os empregam com fins egoístas e gananciosos”, e pergunta se seria errado negar os poderes ocultos de tais pessoas. Certamente que não. Contudo, os Irmãos Maiores cuidam disso, pois são os verdadeiros guardiões de tudo que for altamente perigoso. O hipnotismo, claro, é perigoso, mas não tanto como os poderes ocultos que o nosso Estudante indaga.
Durante a antiga Dispensação dos Israelitas[2], as trevas reinaram no Santo dos Santos e somente era permitido que alguns poucos Sacerdotes e Levitas entrassem no Templo[3]. Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar no Santo dos Santos[4] e uma vez por ano. Contudo, na Crucificação “o véu do Templo foi rasgado” e o Templo foi inundado de luz e, desde então, nenhum segredo prevaleceu na Iniciação. Entretanto, num certo sentido, ela é tão secreta como sempre o foi, pois como eu disse na Carta do mês passado, a Iniciação não consiste em nenhum tipo de cerimônia. É uma experiência interna, e nós devemos ter o poder dentro de nós mesmos para viver tal experiência, antes que a Iniciação possa chegar até nós. É segredo no mesmo sentido que, por exemplo, os mistérios da raiz quadrada o são para uma criança. Nenhum recurso financeiro (preço, taxa, doação e afins) para a Iniciação poderá transmitir a compreensão à uma Mente infantil sobre os mistérios da raiz quadrada; ela deve viver a quantidade de anos suficientes e amadurecer, gradualmente, até que seja possível esclarecê-la. Quando esse ponto for alcançado, não haverá dificuldade alguma para alcançar a iluminação. Ela compreenderá e verá a verdade facilmente.
É exatamente essa verdade de que eu estava me referindo na Carta do mês passado. O Discípulo deve passar por um período de treinamento e, por meio dessa preparação, se torna maduro e mais suave para viver a verdade dentro de si. Então, quando chegar a hora, será muito fácil para o Iniciador lhe mostrar, pela primeira vez, como aplicar a verdade que ele encontrou, usar o poder que ele acumulou, e então, ele será um Iniciado. Contudo, essa experiência não pode ser comunicada a ninguém. É absolutamente inútil tentar transmiti-la. Não é por meio de uma cerimônia ou qualquer outra demonstração externa que a Iniciação é alcançada pelo ser humano, mas é uma consequência real das suas próprias ações passadas. Portanto, o Iniciado pode aplicar sua verdade em sua vida diária, embora, outros possam ser absolutamente incapazes de chegar até ela, tanto quanto a criança é incapaz de entender o que está acontecendo como um exercício de raiz quadrada está sendo feito diante de seus olhos. Portanto, as verdades reais e vitais estão guardadas de todos, até que a chave do mérito abra a caixa do tesouro.
(Pergunta nº 42 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: A Carta do mês passado: Um Método para Discernir a Verdade da sua Imitação
Abril de 1914
Na carta do mês de fevereiro[a], nós tratamos da seguinte questão: “Onde devemos procurar a verdade e como devemos reconhecê-la?”. Mas não há utilidade em buscar a verdade ou conhecê-la, quando a encontramos, a menos que a coloquemos em prática em nossa vida – e isso não significa que faremos isso, meramente, porque a encontramos. Há pessoas, e relativamente são muitas, que vasculham o mundo civilizado a procura de tesouros raros, de antiguidades, sejam quadros ou moedas. Há muitas pessoas que fabricam imitações de objetos genuínos, assim o buscador dessas coisas corre o risco de ser enganado por trapaceiros espertos, a menos que tenha meios de distinguir o genuíno do falso.
A esse respeito, tal buscador dessas coisas é assolado pelo mesmo perigo que o buscador da verdade, pois há muitos pseudo-ocultos e invenções astutas que podem nos confundir ou enganar. O colecionador, frequentemente, guarda o seu achado com muita dificuldade em um lugar mofado e, na sua solidão, o admira se gabando; e certamente com o passar dos anos, ou talvez quando ele morre, irão descobrir que algumas das coisas que ele guardava com tamanho zelo e estima eram, na verdade, imitações sem nenhum valor. Similarmente, aquele que encontra o que acredita ser verdade, pode “enterrar seu tesouro” em seu próprio peito, ou “colocar sua luz debaixo do alqueire” (Mt 5:15) para descobrir, talvez depois de muitos anos, que ele foi enganado por uma imitação. Assim, há necessidade de uma prova final infalível, que elimine todas as possibilidades de fraude, e a questão é como descobri-la e aplicá-la.
A resposta é tão simples quanto o método é eficiente. Quando perguntamos como os colecionadores descobrem se um determinado artigo, que eles apreciam, é uma imitação ou não, descobrimos que geralmente é mostrando-o a alguém que viu o original. Podemos enganar todas as pessoas durante algum tempo, e uma parte das pessoas todo o tempo, mas é impossível enganar todas as pessoas o tempo todo; e se o colecionador tivesse mostrado sua descoberta publicamente, em vez de guardá-la em segredo, teria logo sabido, pelo conhecimento de outros especialistas de todo o mundo, se sua descoberta era genuína ou não.
Agora, observe isso, pois é muito importante: assim como o sigilo geral dos colecionadores ajuda, incentiva e fomenta a fraude por parte dos negociantes de raridades, assim também o desejo de ter e possuir para si mesmo grandes segredos desconhecidos pela “multidão” fomentam os negócios daqueles que comercializam “iniciações ocultas”, com cerimoniais elaboradas para enganar as vítimas e fazê-las gastar o dinheiro delas.
Como podemos testar o valor de um machado senão usando-o e, assim, descobrindo se ele manterá o seu fio de corte após um trabalho de desgaste real? Nós o compraríamos se o vendedor nos exigisse que o colocássemos em um canto escuro onde ninguém pudesse vê-lo e nos proibisse de utilizá-lo? Certamente que não! Nós gostaríamos de usá-lo em nosso trabalho, e constatar a qualidade de sua “têmpera”. Se comprovássemos que era de “aço verdadeiro”, nós o valorizaríamos; caso contrário, diríamos ao vendedor para que ficasse com sua ferramenta inútil.
Seguindo o mesmo princípio, qual é o sentido de “comprar” as mercadorias de pessoas que negociam coisas sigilosas? Se suas mercadorias fossem de “aço verdadeiro”, não haveria necessidade de tal sigilo e, a menos que possamos usá-las em nossas vidas diárias, elas não têm valor algum. Nenhum um bom machado tem valor para nós, a menos que o usemos; ele enferruja e perde a sua afiação. Portanto, é dever de cada um que encontra a verdade usá-la no trabalho do mundo, tanto como uma salvaguarda para si mesmo, como para se certificar de que a verdade resistirá à grande prova, dando aos outros uma oportunidade para compartilhar o tesouro que ele próprio considera útil para si mesmo. Portanto, é muito importante que sigamos o mandamento de Cristo: “Deixe a vossa luz brilhar” (Mt 5:16).
[a] N.T.: Onde devemos procurar a verdade e como devemos reconhecê-la – Fevereiro de 1914
No final da lição do mês passado vimos que Siegfried, o que procura a verdade, chegou ao fim de sua busca. Ele tinha achado a verdade. Meditando sob o assunto me ocorreu que seria conveniente me servir dessa carta para uma franca e direta resposta sobre a questão: “Onde devemos procurar a verdade e como a reconhecermos, quando a encontrarmos?”
É de vital importância estarmos absolutamente seguros dessa questão. Muitos que, acidentalmente, encontram o caminho do Mundo do Desejo, como os médiuns, por exemplo, estão emaranhados na ilusão e na alucinação, devido à incapacidade deles de reconhecer a verdade. Além disso, os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz fornecem aos Probacionistas um ensinamento científico definitivo sobre esse ponto e, com o objetivo de preservá-los do perigo acima mencionado, preparam uma prova real antes de admiti-los ao Discipulado. Todos devem alcançar um certo padrão nesse assunto. Logicamente, pode surpreender você o fato de não reservarmos essa discussão só para os Probacionistas ou Discípulos, mas a Fraternidade Rosacruz não acredita em segredos ou mistérios. Todo aquele que quiser pode se qualificar para qualquer grau, e essa qualificação não é uma questão de forma, mas de viver a vida.
A respeito da primeira parte da pergunta “Onde devemos procurar a verdade?”, há somente uma resposta: dentro de nós mesmos. Isso se refere absolutamente ao desenvolvimento moral, e a promessa de Cristo de que se vivermos a vida, nós saberemos que a doutrina é verdadeira no sentido mais literal. Você nunca encontrará a verdade estudando seja os livros de minha autoria ou de qualquer outro. Enquanto você correr atrás de mestres externos – eu próprio ou qualquer outro – estará simplesmente desperdiçando energia. Os livros e os mestres podem despertar o seu interesse e impeli-lo a viver a vida, mas somente na medida em que você fizer de seus preceitos uma parte do seu “eu interior”, você realmente buscará na direção certa. O Irmão Maior – a quem eu, talvez equivocadamente, chamo de Mestre – nunca me ensinou diretamente, desde o curto período em que me foi transmitido o que está contido no livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”. E no ano passado eu aprendi a não fazer perguntas, pois percebi que sempre que eu as fazia, ele simplesmente me sugeria de como eu mesmo poderia obter as informações desejadas. Agora, em vez de fazer perguntas, peço a orientação sobre como solucionar o problema. Assim, você vê que é pelo uso de nossas próprias faculdades, que podem ser comparadas aos talentos mencionados por Cristo, que alcançaremos as informações que tenham maior valor para nós mesmos.
A segunda parte da pergunta: “Como podemos reconhecer a verdade?” é melhor respondida se referindo ao Exercício noturno Esotérico recomendado na Conferência nº 11, “A Visão e a Percepção Espirituais”[b]. Esse exercício pode ser realizado por qualquer pessoa, independentemente de ser ou não Probacionista da Fraternidade Rosacruz. O Mestre disse, no momento de dá-lo, que se fosse possível conseguir que a pessoa mais depravada do mundo realizasse esse Exercício Esotérico fielmente durante seis meses, ela se reformaria para sempre, e aqueles o que fiéis em fazer tal Exercício Esotérico descobriram que ele aguça todas as faculdades mentais, particularmente a memória. Além disso, por meio desse julgamento imparcial de si mesmo, noite após noite, se aprende a discernir a verdade do erro em um grau que não pode ser alcançado de nenhuma outra maneira. Nem todos os nossos Estudantes Rosacruzes estão inclinados a assumir o Probacionismo, e nunca apressamos ninguém a fazer, seja o que for, na Escola da Sabedoria Ocidental. Mas, se você realmente quer conhecer a verdade, eu posso, honestamente, recomendar este método. Esse Exercício Esotérico desenvolve uma faculdade interior e não importa qual afirmação seja feita a você, uma vez que você a tenha desenvolvida, você saberá imediatamente se soa verdadeiro ou não.
(Carta nº 39 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[b] N.T.: CONFERÊNCIA Nº 11 – VISÃO E PERCEPÇÃO ESPIRITUAL
Quando nós falamos de visão espiritual, não estamos falando simbolicamente, ou de uma maneira vaga, como um sentimento de êxtase ou algo semelhante, mas de uma faculdade definida tão real como a visão física, e tão necessária à percepção dos mundos espirituais e à verdadeira habilidade para compreender as qualidades internas das condições suprafísicas, como a visão física é indispensável para uma ampla cobertura de todos os pontos importantes das coisas materiais.
A visão espiritual de que falamos não é para ser confundida com a Clarividência desenvolvida em alguns nos meios espiritualistas. Essa última depende de um estado negativo da Mente onde os Mundos internos são refletidos na consciência do receptor, da mesma forma que uma paisagem é refletida em um espelho. Tal método produz uma visão, mas não há a ampla cobertura indispensável e necessária de todos os pontos importantes do que está sendo visto no Clarividente involuntário, do mesmo modo que não há no espelho. Ele está em uma posição similar àquela de um homem preso a um cavalo sem rédeas nem freios, podendo assim ser levado de um lado para outro, dependendo da vontade do cavalo. Tal faculdade é uma maldição. O clarividente devidamente desenvolvido não está preso: pode ver ou deixar de ver à vontade; maneja as rédeas do seu cavalo; é dono de sua faculdade, enquanto o outro é tão somente escravo dela.
Certas fases negativas de Clarividência são também desenvolvidas através de drogas, bola de cristal, etc. Em todos esses casos, a faculdade torna-se perigosa e prejudicial, uma vez que não se acha sob o controle do espírito. As drogas têm efeito terrivelmente destruidor sobre os diferentes veículos do ser humano. Porém, o mais perigoso de todos os métodos de desenvolvimento é a prática de exercícios respiratórios aplicada de modo indiscriminado. Muitos indivíduos acham-se hoje em manicômios ou até morreram tuberculosos por haverem praticado tais exercícios em aulas de desenvolvimento dirigidas por pessoas tão ignorantes quanto eles mesmos. Exercícios respiratórios, quando necessários, jamais devem ser feitos em conjunto, uma vez que cada discípulo tem constituição diferente dos demais. Assim, cada um requer exercícios individuais, particulares, bem como diferentes exercícios mentais para acompanhar aqueles.
Somente através de instruções individuais dadas por um instrutor competente, pode-se desenvolver com segurança a visão e a compreensão espirituais. Estas advertências referem-se exclusivamente aos exercícios respiratórios como método de desenvolvimento oculto, e nunca aos exercícios físicos que são excelentes quando praticados com moderação.
Surge daí a pergunta: Como achar um instrutor autêntico e como distingui-lo de um impostor? É uma pergunta muito importante, porque quando o aspirante encontra tal mestre, pode considerar-se em perfeita segurança e protegido contra a grande maioria dos perigos que cercam aqueles que, por ignorância ou egoísmo, traçam seus próprios rumos e buscam poderes espirituais, mas sem qualquer esforço para desenvolver fibra moral.
É uma verdade axiomática que os seres humanos são conhecidos “por seus frutos” e, como o mestre esotérico exige de seu pupilo desinteresse nas motivações, infere-se justamente que o instrutor deve possuir esse atributo em grau ainda maior. Portanto, se alguém se arvora em ser instrutor e oferece seus conhecimentos em troca de dinheiro, a tanto por aula, mostra assim que está abaixo do padrão que exige de seus discípulos. Alegar que precisa de dinheiro para viver, ou apresentar outros motivos semelhantes para cobrar pelo ensino, tudo não passa de sofismas. As leis cósmicas cuidam de todo aquele que trabalha com elas. Qualquer ensino oferecido em bases comerciais não é ensino superior, porque este jamais é vendido ou envolve considerações materiais, pois, em todos os casos, chega ao recebedor como um direito em função do mérito. Assim, mesmo que o verdadeiro instrutor tentasse negar o ensino a determinada pessoa que o merecesse, pela Lei de Consequência, seria um dia compelido a ministrar-lhe o mesmo.
No entanto, tal atitude seria inconcebível porque os Irmãos Maiores sentem uma grande e indizível alegria toda vez que alguém começa a palmilhar a senda da vida eterna. Por outro lado, embora ansiosos por tal, eles a ninguém podem revelar seus segredos antes que cada um tenha dado provas de sua constância e altruísmo, pois só assim poderá alguém ser um firme guardião dos imensos poderes resultantes, que tanto podem servir ao bem como podem ser usados para o mal. Se permitimos que nossas paixões se imponham descontroladamente, e se a avareza ou a vaidade são as molas de nossas ações, apenas sustamos o progresso de nosso semelhante ao invés de ajudá-lo. E, até que aprendamos a usar apropriadamente os poderes que possuímos, não estaremos em condições de realizar o trabalho ainda maior exigido daqueles que têm sido ajudados pelos Irmãos Maiores a desenvolverem sua visão espiritual latente, e a conseguirem compreensão espiritual, que é o que torna valiosa aquela faculdade como fator de evolução.
Portanto, a “Senda da Preparação” antecede o “Caminho da Iniciação”. A perseverança, a devoção, a observação e o discernimento são os meios de alcançá-lo, porque tais qualidades sensibilizam o Corpo Vital. Através da perseverança e da devoção, os Éteres Químico e de Vida capacitam-se a cuidar das funções vitais do Corpo Denso durante o sono. E uma separação entre estes dois Éteres e os dois superiores – Éter de luz e Éter refletor – acontece. Quando os dois últimos se espiritualizam suficientemente mediante a observação e o discernimento, uma simples fórmula dada pelo Irmão Maior capacita o Discípulo a separá-los e a levá-los consigo, à vontade, juntamente com seus veículos superiores. Deste modo, ele fica equipado com um veículo de percepção sensorial e memória. Qualquer conhecimento que possua no mundo material pode, então, ser utilizado nos Reinos espirituais, como também pode trazer ao cérebro físico recordações das experiências por que passou enquanto esteve fora de seu Corpo Denso. Isto nos é necessário para funcionarmos separados do Corpo Denso, plenamente conscientes tanto do Mundo Físico quanto do Mundo do Desejo, pois o Corpo de Desejos ainda não está organizado e, se o Corpo Vital não transferisse suas impressões no momento da morte, não poderíamos ter consciência no Mundo do Desejo durante a existência post-mortem.
Os exercícios respiratórios indiscriminados não produzem a divisão acima descrita, mas apenas tendem a separar o Corpo Vital do Corpo Denso. Por isso, as ligações entre os centros etéricos dos sentidos e as células cerebrais rompem-se ou deformam-se em certos casos, resultando ao final em vários tipos de insanidade mental, como a loucura. Em outros casos, o rompimento ocorre entre o Éter de Vida e o Éter Químico e, como o primeiro responde pela assimilação orgânica dos alimentos e é a avenida particular para a especialização da energia solar, essa ruptura resulta em tuberculose. Somente através de exercícios apropriados pode-se efetuar a separação correta. Quando a pureza de vida permite que a força sexual, que é criadora, gerada no Éter de Vida eleve-se até o coração, essa força encarrega-se de manter a quantidade de circulação necessária ao estado de sono. Deste modo, as funções físicas e o desenvolvimento espiritual correm paralelamente ao longo de linhas harmoniosas.
Temos, pois, aí a razão para o voto de celibato feito por aqueles que se dedicam inteiramente à vida superior. Não é necessário que o principiante se torne um asceta. A castidade absoluta por enquanto é só para poucos, especificamente, para aqueles que já alcançaram as Iniciações Maiores. Atualmente, o ato sexual é o método normal de procriação. Não existe outro meio de prover-se Corpos Denso aos Egos que precisam renascer – pois a fila é enorme! –, e é dever de todo aquele que é mental, moral e fisicamente sadio proporcionar veículo e ambiente apropriado a Espíritos, irmãos e irmãs, que desejam e precisam renascer aqui, isto de acordo com seus meios e oportunidades. Deveríamos encarar o ato da procriação como um Sacramento, não um ato para simples gratificação dos sentidos, mas para ser realizado com espírito de oração. A força sexual é exigida para geração apenas umas poucas vezes na vida de qualquer pessoa, de modo que o excedente pode ser legitimamente aproveitável ao autodesenvolvimento, já que ela é criadora.
Discernimento é a faculdade – e um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – que nos permite distinguir aquilo que é essencial daquilo que não tem importância, separando a realidade da ilusão, e o que é duradouro daquilo que é efêmero. Na vida comum, acostumamo-nos a pensar que somos só corpo. O discernimento ensina-nos que somos Espíritos e que nossos corpos e veículos nada mais são que moradas provisórias, instrumentos para nosso uso. O carpinteiro usa martelo e serra que são importantes instrumentos. Contudo, nunca lhe ocorre que ele próprio seja essas ferramentas. Jamais devemos identificar-nos com o nosso Corpo Denso ou Corpo Vital ou ainda Corpo de Desejos, mas sim aprender, pelo discernimento, a considerá-lo um servidor, valioso tão somente enquanto obedeça a nossas ordens. Quando o considerarmos assim, descobriremos que somos capazes de fazer com facilidade muitas coisas que até então julgávamos impossível realizar. O discernimento gera a Alma Intelectual e imprime em nós o primeiro impulso em direção à vida superior.
A observação – além de ser mais um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – é o uso dos sentidos como meio de obter-se informações a respeito dos fenômenos que ocorrem ao nosso redor. A observação e a ação geram a Alma Consciente. É de máxima importância para o nosso desenvolvimento que observemos minuciosamente tudo o que se passa em torno de nós; caso contrário, as imagens da nossa Memória Consciente deixam de coincidir com aquelas de nossa Memória Subconsciente ou automática. O ritmo e a harmonia do Corpo Denso são perturbados em proporção à superficialidade de nossa observação durante o dia. Nossas atividades durante o sono restauram parcialmente a harmonia, mas o entrechoque de vibrações dia após dia e ano após ano é uma das causas que, gradualmente, endurecem e destroem nosso organismo até torná-lo impróprio para o uso do Espírito que, então, precisa abandoná-lo e buscar nova oportunidade de desenvolvimento em um corpo novo e melhor. Na mesma proporção em que aprendemos a observar atentamente, ganharemos em saúde e longevidade e precisaremos de menos repouso e sono. Este último é um ponto muito importante, como veremos.
Devoção – além de ser mais um importante Exercício Esotérico, como nos ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – aos elevados ideais restringe os instintos animais, gera e desenvolve a Alma Emocional. O cultivo, pois, dessa faculdade é essencial. Para algumas pessoas, essa é a linha de menor resistência; eis porque são aptos a se converterem em místicos sonhadores. As energias do Corpo de Desejos expressam-se então na forma de entusiasmo e êxtase religioso. Outros há que desenvolvem anormalmente a faculdade de discernimento que os leva ao longo das frias linhas intelectuais da especulação metafísica. Em ambos os casos há desequilíbrio e existe perigo. O sonhador místico pode tornar-se joguete de toda sorte de ilusões por estar dominado pela emoção. Ao intelectual ocultista isso nunca pode acontecer, mas pode terminar na magia negra se perseguir a senda do conhecimento só por desejo de conhecimento e não para poder servir. O único meio seguro é desenvolver simultaneamente a “Cabeça e o Coração”.
O Ocultista desenvolve-se ao longo de linhas intelectuais; procura a verdade pela observação e pelo discernimento, observa e raciocina sobre tudo o que vê. Assim, ele alcança o conhecimento, mas, como diz o apóstolo São Paulo: “O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica.”[1]. Portanto, antes que seu conhecimento possa ser útil ao próprio desenvolvimento espiritual, precisará aprender a senti-lo, pois, de outro modo, não poderá vivê-lo. Quando tiver feito isto, será tanto Ocultista quanto Místico.
O Místico desenvolve especialmente a faculdade de devoção. Ele sente a verdade sem precisar raciocinar. Sabe, mas não tem meios para explicar a razão de sua fé, de modo ajudar os outros. Deve, pois, desenvolver o lado intelectual de sua natureza, a fim de ser o mais útil possível na elevação da humanidade. Assim, o intelecto pode agir como um freio sobre as emoções, e a devoção pode guiar o intelecto com segurança. Se seguirmos unicamente uma das linhas, teremos mais tarde que seguir a outra, caso queiramos ter um desenvolvimento completo e harmonioso. Por isso, é melhor tentar desenvolver agora a faculdade que nos falta, pois assim progrediremos mais rapidamente em direção à meta final e em perfeita segurança.
A clareza e a nitidez de uma fotografia dependem do modo do fotógrafo focalizar as lentes. Uma vez ajustada a objetiva, o foco se conserva. Todavia, se a máquina tivesse vida e vontade próprias, se pudesse modificar sua direção e focalização, as imagens captadas apareceriam sem nitidez. A Mente encontra-se em situação análoga: vagueia sem objetivo como se estivesse literalmente com “dança de São Vito”[1] e resistindo tenazmente a qualquer restrição. Mas ela pode e deve ser subjugada, e a perseverança é o meio de conseguir. Na proporção em que a Mente é aquietada, o Espírito pode refletir-se no Tríplice Corpo, segundo o princípio de que os raios do Sol não se podem refletir num mar encapelado, mas somente em águas tranquilas.
O Corpo Vital é como um espelho, ou melhor, como uma película cinematográfica em movimento: filma o mundo mesmo que esteja em desacordo com a nossa faculdade e observação e com as ideias que brotam do Espírito interno, conforme a clareza e o treinamento mentais. A devoção e o discernimento, ou em outras palavras, a emoção e o intelecto, decidem nossa atitude face a essas imagens, e o equilíbrio entre as ações de ambos conduz a um desenvolvimento perfeito. Alcançado certo grau de aperfeiçoamento, elas realizam inevitavelmente o processo de purificação. O ser humano precisa compreender que, para alcançar a meta, deve pôr de lado tudo o que possa entravar a roda do progresso. O bom mecânico prefere sempre as melhores ferramentas e esmera-se em conservá-las perfeitas, porque sabe quão importantes são para realizar um bom trabalho. Nossos Corpos são as ferramentas de nós, o Espírito, de modo que, na medida em que elas se encontrem obstruídas, estorvam a nossa manifestação. O discernimento aponta-nos o que obstrui. A devoção à vida superior ajuda-nos a eliminar maus hábitos e traços de caráter indesejáveis, suplantando o simples desejo.
A carne animal (mamíferos, aves, peixes, anfíbios, répteis, frutos do mar e afins) obtida à custa da vida e sofrimento de outros seres e, que além de estar impregnada dos desejos e paixões do animal encontra-se já em estado de decomposição, não é um alimento puro. Nenhum sincero Aspirante à vida superior e aos poderes superiores deve escolher este tipo de alimento. Deve estudar, sim, para aprender como atender às necessidades do seu organismo com alimentos puros. Deve também se dar conta da importância de manter seu cérebro lúcido para que sua consciência possa abrir-se completamente à influência espiritual, concluindo-se daí que abandonará o uso do fumo (seja de qualquer espécie e das bebidas alcoólicas que estimulam e entorpecem o cérebro. Moderação é um termo impróprio com relação à bebida alcoólica. O uso do álcool, em qualquer escala, é desastroso ao desenvolvimento espiritual.
Perder a serenidade é prejudicial ao crescimento interno, além de dissipar, em grande escala, utilíssima energia que poderia ser utilizada beneficamente; a raiva envenena o organismo, inutiliza-o e retarda enormemente o progresso espiritual.
Da mesma forma, pensamentos de crítica nos prejudicam, por isso deve o Aspirante à vida superior evitá-los tanto quanto possível. O discernimento ensina-nos, de modo impessoal, o que é bom e o que é mau, mas não imprime em nós nenhum sentimento sobre isso, e isto é um ponto muito importante. O exame de um fato, de uma ideia ou objeto, seguido de uma decisão relativa ao seu valor, é necessário e não deve ser evitado. Porém, os pensamentos não caridosos devem ser evitados, uma vez que geram pensamentos em forma de flecha que, conforme se exteriorizam, atingem e bloqueiam o fluxo de bons pensamentos emanados constantemente dos Irmãos Maiores e atraídos por todos os seres humanos bons.
Dois exercícios específicos são dados ao Aspirante à vida superior que inicia a jornada preparatória. Ambos conduzem ao desenvolvimento da visão e da compreensão espirituais. Um eles levam ao caminho reto e apela mais para o Ocultista, que trabalha mais com o intelecto, mas é de grande valor para o Místico porque desenvolve nele a qualidade que mais lhe falta — a razão. Esse exercício é chamado de Exercício Esotérico matutino de Concentração e produz “poder mental”. O outro produz resultado semelhante de maneira indireta. Agrada mais ao Místico, mas é extremamente necessário ao intelectual Ocultista porque proporciona-lhe o senso da verdade, que está além da razão. Tal exercício é o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, que desenvolve o “poder da devoção”. Ambos são necessários para garantir um desenvolvimento completo e harmonioso.
A filosofia da conquista da visão e compreensão espirituais resume-se em obrigar o Corpo de Desejos a efetuar, dentro do Corpo Denso e em completo estado de vigília, — ou seja, positivo e consciente — o mesmo trabalho que realiza quando se encontra fora durante o sono, ou no estado post-mortem.
Existem certas correntes no Corpo de Desejos de todos. São fortes, bem definidas, e formam sete grandes vórtices nos clarividentes, mas são fracas, descontínuas e destituídas de vórtices no ser humano comum, naquele que não pode “ver”. O desenvolvimento dessas correntes e vórtices conduzem à visão espiritual. Durante o dia, enquanto somos absorvidos pelos nossos interesses materiais, essas correntes fluem muito vagarosamente. Mas, tão logo nos retiramos do Corpo Denso ao dormir, iniciamos o trabalho de restauração, conforme descrito na Conferência IV do Livro Cristianismo Rosacruz, as correntes reativam-se e os vórtices também, fulgurando como se fossem incandescentes, porque então o Corpo de Desejos se encontra no seu elemento de origem, livre do peso embaraçante do Corpo Denso.
O tempo de que o Corpo de Desejos precisa para restaurar o ritmo do Corpo Vital e do Corpo Denso depende do modo que usamos esse último durante o dia. Se o extenuamos nesse período, as desarmonias criadas serão naturalmente maiores, e isso exigirá a maior parte da noite para o Corpo de Desejos poder restaurar a harmonia e o ritmo. Assim, vive o ser humano preso ao seu Corpo Denso, dia e noite. Mas quando ele aprende a controlar a ação, a controlar gastos de energia nas atividades diárias, cessando de malbaratá-las em palavras e atos vãos, quando começa a dominar seus impulsos e a impedir novas desarmonias resultantes de uma observação imperfeita, então o Corpo de Desejos não precisa trabalhar o período inteiro do sono noturno para restaurar o Corpo Denso. Uma parte da noite pode ser empregada para se trabalhar fora. Se os centros sensoriais do Corpo de Desejos estão suficientemente desenvolvidos — como regra geral estão na maioria dos indivíduos inteligentes — o ser humano pode então desatar o cabo e elevar-se ao Mundo do Desejo. Lá ele tem uma visão do que se passa nesse plano, embora geralmente não consiga recordar depois de nada do que viu, até que consiga efetuar a separação entre as partes superior e inferior do Corpo Vital, conforme já explicado.
Vemos, pois, a grande importância da observação correta, da devoção aos elevados ideais, da pureza de alimentação, etc., tudo isso tendendo a harmonizar as vibrações internas com as vibrações externas. Na mesma proporção em que progredimos nessa direção, o tempo empregado na restauração dos veículos é abreviado, sobrando-nos, portanto, uma margem para trabalharmos no Mundo do Desejo.
EXERCÍCIO NOTURNO
O Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é o mais eficiente dos métodos existentes para fazer o Aspirante à vida superior avançar na senda da realização espiritual. Seu efeito tem tal alcance que permite ao indivíduo aprender agora não apenas as lições dessa vida, mas também lições que normalmente lhe estariam reservadas para existências futuras.
Após deitar-se à noite, o Aspirante à vida superior relaxa o Corpo Denso e começa a recordar os acontecimentos do dia na ordem inversa, partindo dos da noite, em seguida os da tarde, e depois os da manhã. Deve esforçar-se para “rever” cada cena com a máxima fidelidade e procurar reproduzir ante seus olhos mentais tudo o que aconteceu em cada uma delas, a fim de poder julgar seus atos e certificar-se de que suas palavras transmitiram o sentido desejado ou deram uma impressão falsa, como também se exagerou ou foi omisso ao relatar experiências a outrem. Deve examinar sua atitude moral relativa a cada cena. E quanto aos alimentos, verificar se “comeu para viver” ou “viveu para comer”, para gratificar o paladar. Durante todo o Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, o Aspirante à vida superior vai julgando a si mesmo, censurando-se onde couber reprovação e elogiando-se onde couber o louvor.
Os Probacionistas acham, às vezes, difícil permanecer acordados até o fim do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção. Em tais casos, é permitido que se sentem na cama, até que lhes seja possível seguir o método comum.
O valor do Exercício Esotérico noturno de Retrospecção é imenso. Vai muito além de nossa imaginação. Em primeiro lugar, realizamos o trabalho de restauração da harmonia conscientemente e em tempo muito mais curto do que o Corpo de Desejos pode fazê-lo durante o sono, sobrando assim uma maior porção da noite para trabalhos fora do corpo. Em segundo lugar, vivemos nosso Purgatório e Primeiro Céu cada noite, incorporando a nós, o Espírito, o senso de retidão como essência das experiências do dia. Escapamos, assim, do Purgatório depois da morte, economizando também o tempo que despenderíamos no Primeiro Céu.
Por último, e não menos importante, tendo dia após dia extraído a essência das experiências que produzem o crescimento anímico, e havendo incorporado essa essência em nós, o Espírito, passamos a vivenciar realmente uma nova atitude mental e a nos desenvolver por linhas que normalmente estariam reservadas a vidas futuras.
Executando fielmente esse Exercício Esotérico noturno de Retrospecção, dia após dia, apagamos de nossa Memória Subconsciente o registro de fatos desagradáveis e eliminamos os nossos pecados, nossas auras começam a reluzir com o ouro espiritual extraído das experiências diárias pela Retrospecção, e aí começamos a atrair a atenção do Irmão Maior.
“Os puros verão a Deus.”, disse Cristo, e o Irmão Maior abrirá nossos olhos quando estivermos prontos para entrar no “Templo do Saber” — o Mundo do Desejo — onde obtemos nossas primeiras experiências de vida consciente fora do Corpo Denso.
EXERCÍCIO MATUTINO
O Exercício Esotérico matutino de Concentração, o segundo exercício, é executado pela manhã, tão logo o Aspirante à vida superior desperta. Ele não precisa levantar-se para abrir as janelas ou fazer qualquer coisa desnecessária. Sentindo o Corpo Denso confortável, deve relaxar e começar imediatamente a se concentrar. Esse momento é muito importante porque nós, o Espírito, acabamos de regressar do Mundo do Desejo, podendo termos contato consciente com esse Mundo, bem mais facilmente do que em qualquer outra hora do dia.
Se o Corpo Denso está em desconforto, o Aspirante à vida superior deve se mexer com o objetivo de acomodá-lo melhor antes de iniciar a Concentração, mas muito da eficácia do exercício é perdida em razão de se iniciá-lo com atraso.
Vimos na Conferência IV do Livro Cristianismo Rosacruz que, durante o sono, as correntes do Corpo de Desejos fluem e seus vórtices movem-se e giram com enorme rapidez. Porém, tão logo ele interpenetra o Corpo Denso, suas correntes e vórtices são quase paralisados pela matéria densa e pelas correntes nervosas do Corpo Vital que levam e trazem mensagens ao cérebro. A finalidade deste exercício é levar o Corpo Denso ao mesmo grau de inércia e insensibilidade do estado de sono, embora com o Espírito dentro dele e conservando-se totalmente acordado, alerta, consciente. Deste modo, cria-se uma condição em que os centros sensoriais do Corpo de Desejos podem começar a girar no interior do Corpo Denso.
Concentração é uma palavra enigmática para muitos, por isso tentaremos esclarecer seu significado. O dicionário dá-nos diversas definições, todas aplicáveis à nossa ideia. Uma é “convergir para um centro”, enquanto outra, uma definição química, é “reduzir à extrema pureza e potencialidade pela eliminação de constituintes inúteis”. Aplicada ao nosso problema, uma das definições faz-nos ver que, se convergimos nossos pensamentos para um centro, para um ponto, podemos aumentar sua força, segundo o princípio que estabelece que a força dos raios solares é multiplicada quando focalizada num ponto através de uma lente de aumento. Eliminando-se de nossa Mente todos os demais assuntos, todo o nosso poder mental pode ser completamente aproveitado na consecução de um objetivo ou solução do problema em que nos concentramos. Podemo-nos absorver em nosso assunto a tal ponto que, mesmo um canhão sendo disparado, não o ouviremos. Há pessoas que podem concentrar-se numa leitura de tal maneira que são capazes de esquecer tudo mais. O Aspirante à vida superior deve, igualmente, ser capaz de abstrair-se numa ideia, objeto de concentração, a ponto de fechar por completo sua consciência ao mundo dos sentidos e atentar exclusivamente para os Mundos espirituais.
Quando aprender a fazer isso, ele verá o lado espiritual de um objeto, ou ideia, iluminado por uma luz espiritual e, assim, ele alcançará o conhecimento da natureza interna de coisas nem sequer sonhadas pelo ser humano mundano.
Quando se chega a esse ponto de abstração, os centros sensoriais do Corpo de Desejos começam a girar lentamente no interior do Corpo Denso e a se acomodarem por si mesmos. Com o tempo, esses centros tornam-se cada vez mais definidos e passam gradativamente a exigir menos esforço para pô-los em movimento.
O tema da concentração pode ser um ideal elevado e sublime, mas preferivelmente que seja de uma natureza tal que consiga situar o Aspirante à vida superior acima do tempo e do espaço, afastando-o das sensações ordinárias do Mundo material. Para isto, não há melhor fórmula do que os cinco primeiros versículos do primeiro Capítulo do Evangelho Segundo São João. Tomando-os como base, sentença por sentença, manhã após manhã, com o tempo, o Aspirante à vida superior terá adquirido uma admirável compreensão do princípio do nosso universo e do método da criação — compreensão que está muito longe de ser alcançada em livros.
Depois de algum tempo, quando o Aspirante à vida superior já tenha aprendido a manter sem oscilações, ininterruptamente por uns cinco minutos, a ideia na qual venha se concentrando, pode, um dia, tentar lançar fora repentinamente essa ideia, deixando a Mente “em branco”. Em nada deve pensar então, mas simplesmente esperar que algo venha preencher aquele vazio mental. Com o tempo, as visões e cenas do Mundo do Desejo deverão ocupar essa lacuna. Após ter-se acostumado a essa prática, o Aspirante à vida superior pode desejar que algo se apresente ante seus olhos mentais. A coisa virá e então ele poderá investigá-la à vontade.
Mas o ponto principal é que, seguindo as instruções acima, o Aspirante à vida superior vai purificando a si mesmo. Sua aura começa a brilhar e isso atrairá infalivelmente a atenção do Irmão Maior, que designará alguém para ajudá-lo, quando necessário, a dar o passo seguinte.
Mesmo que passem meses ou anos sem resultados visíveis, estejamos certos de que não nos esforçamos em vão; os Irmãos Maiores veem e apreciam nossos esforços, e vivem eles tão ansiosos por nossa colaboração quanto nós por trabalhar. Os Irmãos Maiores podem ver razões que nos impeçam de empreender o trabalho pela humanidade no momento presente ou mesmo por toda esta vida. Mas, tão logo essas razões desapareçam, poderemos ser admitidos à luz, onde seremos capazes de ver por nós mesmos.
Uma antiga lenda diz que escavações em busca de tesouros devem ser feitas somente na calada da noite e no mais absoluto silêncio; falar uma só palavra antes de os descobrir fará com que desapareçam inevitavelmente. Trata-se de uma parábola mística relativa à busca da iluminação espiritual. Se tagarelarmos ou contarmos a outrem as experiências de nossos momentos de concentração, poderemos perdê-las. Antes de extrairmos delas, pela meditação, pleno conhecimento das leis cósmicas subjacentes, tais experiências podem reduzir-se a nada, uma vez que esta classe de experiências não pode suportar a transmissão oral. A experiência em si, portanto, não conta muito, pois, afinal, não é mais do que uma casca envolvendo e ocultando saboroso fruto. A lei tem valor universal, como vai ficar evidente, porque ela explica os fatos da vida, ensina-nos como tirar vantagem de certas condições e o modo de evitar outras. Em benefício da humanidade, ela pode ser livremente revelada, à vontade de seu descobridor. Então, a experiência que a revelou parecerá, em sua verdadeira luz, apenas uma coisa passageira que dispensa maiores considerações. Por conseguinte, tudo o que aconteça durante o Exercício Esotérico matutino de Concentração deve ser considerado sagrado e guardado no mais absoluto sigilo pelo aspirante.
Finalmente, evitemos considerar os Exercícios Esotéricos Rosacruzes como tarefas desagradáveis. Estimemo-los em seu verdadeiro valor, pois eles são nossos mais altos privilégios. Somente quando assim os considerarmos, poderemos fazer-lhes justiça e colher todo o benefício de sua prática.
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Na Fraternidade Rosacruz, os Irmãos Maiores distinguem três classes:
1) Estudantes Preliminares e, depois Estudantes Regulares, aqueles que simplesmente estudam a Filosofia. Pessoas das mais variadas denominações entram em instituições de ensino tais como as Universidades de Harvard ou Yale e ali estudam mitologia, psicologia e Religião comparada sem prejuízo de suas filiações religiosas. Nestas mesmas bases, os candidatos a estudos podem inscrever-se na Fraternidade Rosacruz. Qualquer um pode candidatar-se, se não for hipnotizador ou não esteja profissionalmente comprometido como médium, quiromante ou astrólogo.
2) Probacionistas, que são Estudantes Rosacruzes que aspiram o conhecimento direto a fim de se capacitarem para o serviço. Ao fim de dois anos na condição de Estudante Regular Rosacruz, e caso tenha já se convencido da veracidade dos Ensinamentos Rosacruzes e esteja decidido a cortar toda ligação que eventualmente ainda tenha com qualquer outra entidade esotérica ou ordem religiosa — exceto as igrejas e irmandades Cristãs — o Aspirante à vida superior pode assumir o Compromisso que o fará ser admitido no grau de Probacionista. A estes, a Sede Mundial fornece um formulário mediante o qual o Aspirante à vida superior promete a si mesmo praticar fielmente os dois Exercícios Esotéricos Rosacruzes (noturno de Retrospecção e matutino de Concentração), e registrá-los todos os dias em outro formulário especial que deve ser devolvido mensalmente à Sede. As provas duram no mínimo cinco anos e seu propósito é testar a dedicação e a persistência do Aspirante à vida superior, dando-lhe a oportunidade de purificar-se a si próprio antes de passar aos métodos de treinamento mais diretos pertinentes ao Discipulado. Esse registro diário destina-se também a ajudar o Aspirante à vida superior a fazer os Exercícios Esotéricos Rosacruzes. É próprio da natureza humana tentar fazer o melhor sempre que tenha de mostrá-lo, portanto, sabendo-se observado, o Aspirante à vida superior procura esmerar-se nesses Exercícios Esotéricos Rosacruzes.
Longe estamos de insinuar que as demais escolas de ocultismo não devam ser consideradas. Muitos são os caminhos que levam a Roma, mas lá chegaremos com menos esforço se seguirmos por um só deles ao invés de ziguezaguear de um a outro.
Em primeiro lugar, nosso tempo e energia são limitados e são reduzidos ainda mais pelos deveres sociais e familiares, que não devem ser negligenciados em favor do autodesenvolvimento. Portanto, só com o propósito de economizarmos essa limitada energia — a qual podemos usar de modo mais legítimo — e evitar o desperdício do reduzido tempo à nossa disposição, é que os Irmãos Maiores insistem para renunciarmos a todas as outras ordens.
O mundo é um agregado de oportunidades, mas para aproveitá-las é necessário possuirmos eficiência em certa linha de esforços. O desenvolvimento dos poderes espirituais pode nos capacitar a ajudar ou prejudicar aos nossos irmãos mais fracos. E esses poderes só se justificam quando o objetivo é Servir à Humanidade.
O método de realização Rosacruz difere dos outros sistemas por um pormenor especial: procura desde o princípio emancipar o Discípulo de toda dependência dos outros, tornando-o autoconfiante no mais alto grau, de maneira a poder permanecer só em todas as circunstâncias e enfrentar todas as condições. Somente aquele que for tão bem equilibrado pode ajudar ao débil.
Quando certo número de pessoas se reúne em classe ou círculo objetivando o autodesenvolvimento, mas por meio de métodos negativos, geralmente os resultados são conseguidos em pouco tempo, seguindo o princípio de que é mais fácil deixar-se levar pela corrente, do que lutar contra ela. O médium, contudo, não é senhor dos seus atos, mas escravo do espírito que o domina. Por isso tais reuniões devem ser evitadas pelos Probacionistas.
Mesmo as reuniões em que se mantenha uma atitude mental positiva não são aconselhadas pelos Irmãos Maiores, porque os poderes latentes de todos os membros são amalgamados. Então as visões dos Mundos internos obtidas por quaisquer deles apenas resultam parcialmente da influência das faculdades dos demais. O calor de um carvão no centro de uma fogueira fica aumentado pelo dos carvões que o rodeiam. O Clarividente originado num círculo, mesmo que esse seja positivo, é como uma planta na estufa – demasiado dependente para que se lhe possa confiar os cuidados dos demais.
Portanto, todo Probacionista da Fraternidade Rosacruz efetua seus exercícios sozinho, no isolamento do seu lar. Seguindo esse método, obtêm-se resultados mais lentamente. Porém, quando tais resultados aparecerem, manifestar-se-ão como poderes cultivados por ele mesmo, e poderão ser empregados independentemente dos demais. Além disso, os métodos Rosacruzes constroem o caráter, ao mesmo tempo em que desenvolvem as faculdades espirituais, resguardando assim o Discípulo da tentação de perverter seus poderes divinos em busca de prestígio mundano.
Do que foi dito acima, não se conclua que o candidato deva empregar todo o seu tempo em esforços espirituais. Se não podemos dispor de muito tempo, cinco minutos pela manhã e quinze minutos à noite é quanto basta. De fato, dedicar ao desenvolvimento de faculdades espirituais um tempo que precisaria ser legitimamente usado em responsabilidades materiais é decididamente um erro. Antes de nos entregarmos ao serviço nos mundos espirituais, precisamos cumprir todos os nossos deveres no mundo material. Não se pode esperar fidelidade no trabalho espiritual de quem é infiel aos seus deveres terrenos.
Após a remessa de sessenta relatórios consecutivos, o candidato pode solicitar instruções individuais, as quais, se possível, lhes serão dadas.
3) Discípulos, composta de pessoas que, havendo completado a fase de Probacionista, são consideradas aptas para receberem instruções individuais dos Irmãos Maiores. O ensino é gratuito.
A Filosofia Rosacruz tem conquistado adeptos por toda parte, os quais se mantêm em estreito contato com o movimento e que trabalham para difundir as profundas verdades concernentes à Vida e ao Ser que os estão ajudando.
(Pergunta nº 41 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
[2] N.T.: 1ª e 2ª Dispensações.
[3] N.T.: Na Sala Leste do Tabernáculo do Deserto, o santuário de Deus, antigo Templo de Mistério (Iniciação) Atlante – providenciado a nós para que pudéssemos encontrar o Senhor (no momento em que o Caminho da Evolução mudou de direção de “para frente e para baixo” para “para frente e para cima”), quando nos qualificássemos pelo serviço e pela subjugação da nossa natureza inferior pelo “Eu superior”. Projetado por Jeová, era a personificação das grandes verdades cósmicas ocultas por um véu de simbolismo, o qual falava ao “Eu interno” ou “Eu superior”.
[4] N.T.: Atrás do segundo véu, havia uma segunda sala: o Santo dos Santos, e nenhum mortal poderia passar a não ser o Sumo Sacerdote e, mesmo assim, era permitido a ele entrar somente uma vez por ano, e somente após a mais solene preparação e com o maior reverente cuidado.
Quando aprendermos a abandonar o Mundo material e tudo a que ele está ligado, centralizando nosso interesse sobre assuntos espirituais, aprenderemos a lição com a qual todos os Aspirantes à vida superior têm que se defrontar no Caminho do Cristianismo Esotérico.
E a isso que se refere esse Ensinamento nos fornecido direto por Cristo:
“Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também teu coração. A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e a Mamon.” (Mt 6:19-24).
Sob a segunda Dispensação (a Jeovística) fomos estimulados a adquirir posses materiais, sepultá-las na terra ou escondê-las nas paredes, o que foi praticado por nós desde tempos remotos, pois até a metade dessa quarta Revolução do Período Terrestre o nosso objetivo era conquistar a Região Química do Mundo Físico, ou seja, ser um Iniciado nessa Região do Mundo Físico. Isso, quem renasce no lado ocidental do Planeta já alcançou desde a terceira metade da Época Atlante – hoje já estamos na Época Ária. Para quem já alcançou essa “Iniciação”, Cristo – que inaugurou a terceira Dispensação (a primeira Cristã) trouxe um ideal superior: o acúmulo de Tesouros nos céus, baseado na aprendizagem e prática do amor Crístico, com a prática das qualidades interiores de bondade, ajuda e altruísmo, que não podem ser afetadas pela “ferrugem nem por traças nem os ladrões podem roubá-las”. E isso faz parte de alcançarmos o nosso próximo objetivo nesse Esquema de Evolução: conquistar a Região Etérica do Mundo Físico. Pois, quem continua tendo interesses por acúmulo de bens, terras, casas, posse, joias e tudo que o dinheiro pode comprar continua centralizado seus desejos, objetivos e ideias nessas coisas, ou seja, vivendo na segunda Dispensação (a Jeovística).
Reminiscências fortes que trazemos do final da Época Lemúrica e da Época Atlante – que nada mais são de lições que insistimos em não aprender, para podermos passar para um próximo nível – nos prendem a esses falsos valores ou ilusões e mantém muitos de nós ancorado em tudo que provém do “Eu inferior”, ligado aos desejos, emoções e sentimentos inferiores (posse, ciúmes, inveja, raiva, cólera, fama, poder e afins). Não existe nada errado nas posses materiais, contanto que sejam usadas para bons propósitos; desinteressadamente, e contanto que nossos Corações não se centralizem neles. Na verdade, os olhos são a luz do corpo e a ‘porta da alma’. Se o olho for sincero, do ponto de vista espiritual, então o corpo se inunda de luz, interpenetrado pelos dois Éteres superiores, despertando a vontade de servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade – ao irmão e à irmã que está em nosso entorno. Se os olhos são maus ou adoentados pela vida mal vivida, o Corpo estará cheio de sombras ou doenças. Tais “olhos” indicam quem está cheio de cobiça e inveja, e a envoltura áurica estará cheia de pontos escuros de fermentações. Aliás, a Aura de fato revela os interesses pelos bens materiais ou espirituais predominantes na vida de uma pessoa.
Eis porque surge a dificuldade em “servir a Deus e a Mamon”, sendo os dois de natureza oposta. Quem se interessa em se envolver no Mundo material, não tem tempo de conhecer ou servir a Deus. O Aspirante à vida superior, que se esforça para servir a Deus pela vida que vive de acordo com suas leis, fica livre da tentação da matéria ou da sua natureza inferior – Mamon. A boa qualidade de discernimento o capacita a perceber que a realidade é unicamente nós, o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui e que tem somente um ideal: seguir a Cristo e se preparar para quando Ele voltar, estar trabalhando e funcionando conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, com o seu Corpo-Alma completamente desenvolvido.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986 – Fraternidade Rosacruz-SP
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Muitas pessoas costumam se queixar de que a espiritualização “dá muito trabalho e muita preocupação”. E elas estão certas! A incorreção está no fato que, encaram esse trabalho como um obstáculo à realização do que se propõe, e não como um meio para despertar as próprias potencialidades, latentes emcada um de nós.
Nada se adquire sem trabalho e sem esforço próprio. É necessário, especialmente no princípio, quando estivermos dando os nossos primeiros passos no Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz, certo esforço para aprender a progredir, um esforço que implica em muita renúncia a defeitos e imperfeições.
E é extraordinário notar como achamos, no início, que temos só este ou aquele defeito, que se corrigirmos determinadas tendências, estaremos já realizados em uma boa extensão; e é extraordinário, também, percebermos, quando chegamos a certa etapa desse Caminho, já tendo percorrido um longo trecho da nossa peregrinação, que todos aqueles defeitos já corrigidos e outros, e mais outros com os quais não contávamos e que foram aparecendo no nosso trabalho, nada mais foram do que um princípio de correção apenas, que o nosso trabalho exige uma reforma completa.
Que no início estávamos completamente errados; que pensávamos errado; sentíamos errado; vivíamos errado; servíamos errado; que tudo aquilo que nos parecia certo, de repente nos aparece com a surpreendente necessidade de uma reforma total e o que ainda existe em nós, como remanescente das imperfeições de todo aquele trabalho, deve também ser transmutado em algo melhor. Nesse momento, olhando para frente, pode acontecer que fraquejemos, desesperando ante tão esmagadora revelação interna. Mas isso não acontecerá, se já tivermos como escape aquelas reformas iniciais realizadas anteriormente.
Daí pode-se observar, mais uma vez, a imensa bondade e a Sabedoria de Deus, e como é feito o Seu maravilhoso trabalho de equilíbrio e de auxílio ao aperfeiçoamento da Humanidade. Ele vai mostrando aos poucos os nossos defeitos, e só quando já tivermos certo lastro de realizações que possa nos sustentar diante de uma revelação mais profunda, só então, Ele nos permite encararmos a verdade de nossas próprias insignificâncias, para que, amadurecidos em certo sentido, possamos prosseguir na parte mais dura da escalada, que será, ou pelo menos deverá ser, o total, o completo, o amplo conhecimento de nós mesmos, através de um perfeito despertar de nossa própria consciência. E é neste momento, quando são mostrados a nós o que foi o nosso passado e o que deverá ser o nosso presente, que compreendemos, não só à necessidade de ser modesto, como se deixar integrar no sentimento de humildade, não pensando em sermos humilde, mas atingindo esse estado de humildade dentro de nós mesmos. E, então, o mundo passa a adquirir nova feição, certas coisas a que dávamos valor, modificam sua aparência diante dos nossos olhos. Outras coisas que nos irritavam antes, passam a se apresentar sob um novo aspecto, e podemos sentir, então, o que é o amor Crístico, que é esse sentimento imenso que deve ser realizado, despertando a nossa própria divindade. Atingimos, assim, a própria inteligência e o próprio coração na eternidade das coisas, embora esse estado possa ser, no nosso primeiro encontro com a verdade, apenas um vislumbre, para com o tempo, reaparecer nos momentos esparsos, que vão se aproximando mais e mais, até se tornarem num bloco único de nossa realização interna.
Eis por que, quando alguém desiste já de início da Escola de Preparação para a Iniciação Rosacruz, a Fraternidade Rosacruz, é que não possui ainda a fibra necessária para poder enfrentar, mais tarde, a dura revelação do seu próprio nada; tampouco poderá compreender a necessidade real de vir a ser uma criatura nova, completa e radicalmente modificada. Perde-se, assim a oportunidade de reconhecer, nesse trabalho que tanto o assustou, um empreendimento maravilhoso, o único empreendimento realmente digno de ser realizado, e para o qual todos nós viemos a esse mundo: desenvolver nossos poderes espirituais latentes, como Cristo nos ensinou em Sua primeira vinda.
Por isso, todos nós, que participamos e que temos a felicidade de participar dessa grandiosa obra, que foi legada pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz por intermédio de Max Heindel a todos nós, só temos que nos congratular com esses elevados Seres que nos orientam, pedindo a Deus para que possamos a cada dia enobrecer mais e mais a Fraternidade Rosacruz, com nossos bons exemplos e com nosso trabalho, tanto individual, como coletivo, a serviço de toda a Humanidade.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – janeiro/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Por que este número três?
Seria por causa de S. Mateus que só menciona três presentes: ouro, incenso e mirra – atribuindo-se, assim, simplesmente um presente para cada Rei?
O texto evangélico não diz mais, além do que os “Magos vieram do Oriente à Jerusalém” (Mt 2:1) onde perguntaram a todos pelo recém-nascido – “Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos a sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo” (Mt 2:2).
Segundo S. Mateus, os Magos encontraram o Menino Jesus e Maria em “Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes” (Mt 2:1). Quem seriam esses Magos? Max Heindel dá-nos uma resposta rica em detalhes de conhecimento oculto: “Nos tempos antigos antes da vinda de Cristo, somente uns poucos escolhidos podiam seguir o caminho da Iniciação” (do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz). Era um privilégio ao alcance de uma minoria, tais como os Levitas, Druidas, Trotes. Estes eram levados aos Templos, onde lá permaneciam. Casavam-se em condições determinadas. Alguns se preparavam para fins definidos, como por exemplo, desenvolver um apropriado afrouxamento entre os Corpos Vital e Corpo Denso, cuja separação é necessária para a Iniciação. Tem de haver esta separação para que se possam desprender os dois Éteres Superiores e deixar os outros dois Éteres Inferiores. Isso não se podia fazer com a Humanidade comum daquele momento evolutivo. A maioria das pessoas estava, ainda, muito aferrada ao Corpo de Desejos, e por isso, devia aguardar até mais tarde, quando as condições evolutivas dessa maioria fossem melhores.
Até àqueles que se encontravam reunidos nos Templos era perigoso o trabalho de libertá-los fora de certas épocas; e a mais longa noite do ano, a noite de Natal, era uma das mais apropriadas para a Iniciação.
Quando o maior impulso espiritual estava presente, havia melhor oportunidade para estabelecer contato com Ele, do que em qualquer outra parte do ano. Na Noite Santa do Natal era costume dos Seres Sábios – os Magos – que estavam, evolutivamente, acima da Humanidade comum, levar ao Templo aqueles que se estavam tornando sábios e, portanto, com direito a serem Iniciados. Realizavam-se determinadas cerimônias e os candidatos eram mergulhados numa espécie de transe. Naquele tempo não se lhes podia conceder a Iniciação em estado de completa vigília, como hoje. Quando despertada a sua percepção espiritual, podiam ver através da Terra que para a sua visão espiritual tornava-se transparente, por assim dizer, e viam a Estrela da Meia-Noite, o Sol espiritual do outro lado do globo terrestre.
Porém, essa estrela não brilhava somente nessa época. É mais fácil vê-la agora, porque Cristo alterou as vibrações da Terra e desde então o seu aperfeiçoamento se efetiva. Ele rasgou o véu do templo, e fez o Santo dos Santos – o lugar da Iniciação – accessível a todo aquele que, de coração devoto, queira alcançar a Iniciação. Desde então não mais foi necessário o transe ou estados subjetivos. Há uma chamada consciente dentro do Templo para todo aquele que deseja entrar.
Temos de considerar outra coisa: as oferendas dos Magos, postas aos pés do Salvador recém-nascido. Segundo a lenda um trouxe ouro, outro mirra e o terceiro incenso.
Sempre temos ouvido falar do ouro, como símbolo do Espírito. O Espírito é simbolizado deste modo no Anel dos Nibelungos[1]. Na primeira cena vemos o ouro do Reno. O rio é tomado como emblema da água e ali se vê o ouro brilhando sobre a rocha, simbolizando o Espírito Universal em perfeita pureza. Mais tarde roubam-no e o convertem em anel. Isto o fez Alberico, simbolizando a Humanidade na parte média da Atlântida em cuja época o Espírito penetrou nos veículos humanos. Depois o ouro foi adulterado, perdeu-se e foi à causa de toda a tristeza sobre a Terra. Os Alquimistas dizem ser possível transmutar os metais baixos ou vis em ouro puro; este é o modo espiritual de dizer que eles queriam purificar o Corpo Denso, refiná-lo e extrair dele a essência espiritual, pela sublimação dos instintos, e não pela sua supressão ou pelo recalcamento.
Portanto, o presente de um dos reis Magos, o ouro, simboliza o Espírito puro.
A Mirra é extraída duma planta aromática, cultivada na Arábia. Por esse motivo simboliza aquilo que extraímos de nós mesmos quando nos purificamos, libertando o nosso sangue da paixão que nos consome. Deste modo, nos convertemos em algo semelhante às plantas, na nossa castidade e pureza. Então, o nosso Corpo Denso se torna uma essência aromática. É certo que existem homens e mulheres tão santos que emitem de si um aroma agradável, e daí dizer-se que morreram em odor de santidade. A mirra representa a essência da alma, extraída da experiência realizada enquanto se vive em Corpos Densos. Por isso ela simboliza a Alma.
O incenso é uma substância física de um caráter muito sutil e usada muito amiúde, nos serviços religiosos, onde serve de veículo físico para as forças invisíveis, simbolizando assim o Corpo Denso.
Esta é a chave dos três presentes oferecidos pelos Magos, ou seja: o Espírito, a Alma e o Corpo.
Cristo afirmou: ” Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens” (Mt 19:21). Não deve ficar com coisa alguma. Tem que dar o Corpo, a Alma e o Espírito, tudo, pela Vida Superior para Cristo, não para um Cristo exterior, mas para o Cristo Interno, o Cristo que está dentro de cada um de nós. Os três Magos, segundo diz a lenda, eram: um amarelo, outro negro e outro branco. Representavam as três Raças existentes sobre a Terra: a Mongólia – amarela; da África – a negra; e do Cáucaso – a branca. A lenda demonstra que seu tempo todas as Raças se unirão na benéfica Religião do Cristo, porque “diante d’Ele todo o joelho se dobra” (Rm 14:11). E cada um, a seu tempo, será guiado pela Estrela de Belém.
(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – dezembro/1968 – Fraternidade Rosacruz – SP)
[1] N.R.: O Anel de Nibelungo é, na mitologia nórdica, um anel mágico que daria ao seu portador um grande poder. Na Fraternidade Rosacruz, essa obra é estudada no Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz.
“15Quando os Anjos os deixaram, em direção ao céu, os pastores disseram entre si: “Vamos já a Belém e vejamos o que aconteceu, o que o Senhor nos deu a conhecer”. 16Foram então às pressas, e encontraram Maria, José e o recém-nascido deitado na manjedoura.” (Lc 2:15-16)
Mas, afinal, quem eram esses pastores que se mantinham vigilantes à noite?
Grande fonte econômica daqueles tempos era a criação de caprinos (ovelhas, carneiros e afins) e, por essa razão, centenas de pastores viviam pelas colinas da Judeia, sem que, entretanto, a maioria notasse algo de extraordinário naquela noite. O Estudante Rosacruz, ávido estudante do Cristianismo Esotérico sabe, porém, que esses pastores, a quem o Anjo do Senhor apareceu, eram os Iniciados da Religião trazida na Época Ária (a “Religião do Cordeiro”, a Religião Cristã) e, como seres humanos de elevada espiritualidade que eram, sendo Clarividentes voluntários ou positivos, puderam perceber o Anjo mensageiro e clariaudientemente ouvir os cantos celestiais, proclamando a Nova Era, a Era de Peixes, que se inaugurava naquela noite, pois já estavam sobre a “Órbita de Influência” do Signo de Peixes, por Precessão dos Equinócios. Na verdade, foi uma Noite Santa para a toda a Humanidade; foi a abertura de um novo caminho que finalmente nos livrará da Roda de Nascimentos e Mortes aqui, possibilitando a todos aqueles que desejarem, beber da Água da Vida.
Por meio dos Estudos Bíblicos Rosacruzes aprendemos que o nome Davi significa “bem-amado”; Belém, a “casa de pão” ou o “princípio coração”, feminino, manifestando-se em todas as coisas, desde o minúsculo átomo até o onipresente Deus. E, por meio desse conhecimento, aprendemos que o desejo, sentimento e a emoção devem ser purificados e esse amor ou princípio do coração deve ser expandido antes de Cristo poder nascer dentro de nós (o Cristo Interno), pois as passagens da Bíblia nos mostram, similarmente, que o grande princípio Redentor do Amor não poderá nascer em nenhum outro lugar, a não ser em Belém, que é a representação da vida purificada, a vida Crística.
O Irmão Maior Jesus nasceu numa manjedoura, onde os animais se alimentavam. Esse lugar tem uma significância esotérica profunda, pois representa a natureza dos desejos, sentimentos e das emoções inferiores, que deve ser regenerada antes que o Poder do Criador possa nascer na estalagem, esse lugar que simboliza a “cabeça”. Assim, cada neófito no Caminho da Preparação e Iniciação Rosacruz deve, também, deixar Nazaré, símbolo da vida material, e iniciar a jornada a Belém, símbolo da vida impessoal purificada.
Assim, cada neófito verificará, a princípio, que não há acomodações na “estalagem” e que o nascimento deve ter lugar numa “manjedoura”, onde os “animais” se alimentam. Esse é realmente o significado do Natal!
Pouco significa para Jesus que reverenciemos o seu nascimento na Noite Santa, pois o importante é que possamos aprender a seguir o Cristo, encontrando o Caminho que nos conduzirá à realização da nossa Noite Santa individual.
Assim, levamos à frase de profundo recado esotérico de Angelus Silesius: “Embora Cristo nasça mil vezes em Belém, se não nascer em teu coração, tua alma segue extraviada”.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de março/1967 – Fraternidade Rosacruz-SP)