Arquivo de tag Maçonaria

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Maçonaria Mística, Co-Maçonaria e Catolicismo

Abril de 1913

No final da lição do mês passado, algumas palavras foram ditas sobre homens e mulheres que praticam da Maçonaria Mística[1], e pode parecer a alguns que endossamos a Co-Maçonaria, mas esse não é, de forma alguma, o caso. Embora, por princípio, não falemos depreciativamente de nenhum movimento legítimo, sempre alertamos nossos Estudantes Rosacruzes contra as Religiões orientais, considerando-as perigosas para o mundo ocidental, embora perfeitamente adequada ao oriente. A Co-Maçonaria é um desdobramento de uma sociedade que promulgava o Hinduísmo. No inverno de 1899 a 1900, a atual líder dessa sociedade esteve em Roma, e uma das suas auxiliares encontrou, acidentalmente, os ritos maçônicos na biblioteca do Vaticano. Ela os copiou sem autorização e os entregou à sua superiora que, por sua vez, se encarregou de escrever um grau adicional. Esses são, agora, os ritos da Co-Maçonaria.

As afirmações anteriores são fatos que podemos comprovar; e deixamos os nossos que Estudantes Rosacruzes formem suas próprias conclusões quanto à eficácia ética e ao poder de formação da Alma possuído por um movimento baseado em ritos obtidos dessa maneira. Além disso, ainda que nós saibamos com certeza que os ritos vieram de Roma, duvidamos que a pessoa que os extraiu tenha escapado da vigilância que há naquela biblioteca. Acreditamos que ela tenha agido, inconscientemente, pelas mãos do Vaticano. Assim, a Co-Maçonaria é tanto hinduísta quanto católica em sua origem. Ela não é reconhecida pelas corporações maçônicas regulares, não importa o que seus fundadores afirmem.

No final da lição sobre Maçonaria e Catolicismo, resumimos os pontos referentes à sua relação cósmica a fim de extrair a essência do ensinamento; agora, para a palavra final – a quintessência do nosso argumento:

A palavra “franco-maçom” deriva do vocábulo egípcio phree messen, “Filhos da Luz”. Essas palavras eram originalmente empregadas para designar os construtores do Templo de Deus – a alma humana.

A palavra “católico” significa “universal”, e foi originalmente aplicada para diferenciar a abrangente Religião Mundial – o Cristianismo – das Religiões de Raça, como o Hinduísmo.

O sangue é o veículo do Espírito; sob o regime de Jeová e dos Espíritos de Lúcifer, ele foi contaminado pelo egoísmo. Tanto a Maçonaria Mística quanto o Catolicismo visam purificar o sangue e promover o altruísmo.

A Maçonaria Mística ensina o candidato a conquistar a sua própria salvação; o Catolicismo o deixa dependente do sangue de Jesus. Aqueles que usam o método positivo naturalmente se tornam almas mais fortes; portanto, a Maçonaria Mística (não a exotérica) deveria ser incentivada em vez do Catolicismo.

(Carta nº 29 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: A Maçonaria exotérica, que é apenas a parte externa da Maçonaria Mística, tem atraído atualmente o elemento masculino com seus veículos físicos positivamente polarizados, e os tem dirigido para a indústria e para a política, controlando, assim, o desenvolvimento material do mundo. Já as pessoas que constituíam o Sacerdócio, empregaram sua fórmula mágica sobre os Corpos Vitais positivos do elemento feminino para dominar o desenvolvimento espiritual. Enquanto as pessoas da Maçonaria e de movimentos afins, lutaram abertamente pelo poder temporal, o Sacerdócio tem lutado com muita força e até mais eficazmente, para manter seu controle sobre o desenvolvimento espiritual do elemento feminino. Para um observador comum pode parecer que não existe antagonismo entre estes dois movimentos na época atual. Mas, embora a Maçonaria de hoje não tenha mais o seu verdadeiro caráter místico antigo e o Catolicismo, pelo passar do tempo, tenha externamente perdido o seu brilho, a divergência está tão viva como sempre. Os esforços da Igreja não estão concentrados nas massas, como estão naqueles que procuram viver a vida superior a fim de ganhar a admissão ao Templo dos Mistérios e aprender como fazer a Pedra Filosofal. (Do Livro Maçonaria e Catolicismo – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: Arcos Descendentes e Ascendentes da Evolução

Outubro de 1912

Revendo a lição do mês passado, os pontos mais importantes são a grande antiguidade e a origem cósmica dos dois grandes movimentos conhecidos agora como Maçonaria e Catolicismo – movimentos instituídos, respectivamente, pelos Filhos do Fogo e pelos Filhos da Água. É verdade, como estabelecido no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, que a Iniciação dos seres humanos só começou nos meados do Período Terrestre, quando o fogo da Lemúria batalhava com as águas da Atlântida, mas também é verdade que a educação da Humanidade depende do preparo que os seus instrutores tenham recebido em evoluções anteriores. A atitude assumida pelos dois grupos de Anjos teve como resultado os movimentos antagônicos acima mencionados. Os Anjos caídos[1] e o ser humano caído[2] estão intimamente conectados com o trabalho do mundo e sob o domínio dos seus governantes temporais. De Lúcifer, o Espírito de Marte, procede o ígneo sangue vermelho, que é o veículo de toda a energia material, da ambição e do progresso; mas, também, é o veículo da paixão que o mancha e que tem causa o fluir até a Terra ficar vermelha. De Jeová procede a Lei restritiva e o castigo pelo pecado cometido.

O Diagrama abaixo reproduz as Épocas através das quais o Espírito Virginal desce e ascende e, também, os Mundos e seus correspondentes Corpos – assim as conexões relativas dos vários fatores ser tornarão evidentes.

image Carta de Max Heindel: Arcos Descendentes e Ascendentes da Evolução

Na Lemúria, a terra da Terceira Época, a Humanidade foi separada em sexos: masculino e feminino. Naquele momento, éramos seres espirituais alcançando a materialidade, e os pioneiros ouviam ansiosamente o “evangelho do Corpo” que eles sentiam vagamente, mas, aprenderam a conhecê-lo, conforme o tempo passava, e os Mundos espirituais desaparecia de sua visão. Então, os Espíritos Lucíferos foram os instrutores da mulher (Eva), e Jeová se dirigiu-se ao homem (Adão). Naqueles tempos, a mulher era mais adiantada que o homem, em assuntos materiais, porque estávamos no arco descendente do Caminho de Evolução.

Quando o ponto de virada foi alcançado e passado, em meados da Época Atlante, a mulher, gradualmente, se tornou mais inclinada para a espiritualidade. Ela começou a ouvir a voz de Jeová e a encher as igrejas em um esforço para satisfazer as aspirações espirituais dela, enquanto o homem foi gastando a energia marciana dele ao longo de linhas materiais, originalmente, defendidas pelo “Portador da Luz”, Lúcifer.

Assim como a luz branca muda de cor de acordo com o ângulo de refração, assim também o ponto de vista do Espírito muda com o sexo de sua vestimenta; mas, da mesma forma que o Espírito alterna, em seus renascimentos, o sexo masculino e feminino, nós podemos facilmente equilibrar os pratos da balança e escolher o melhor caminho em ambos os sexos. Nossas próximas lições apontarão o caminho, mas podemos afirmar que, Aquele que disse: “Eu sou a Luz verdadeira[3], está no final do caminho. Tanto Lúcifer como Jeová são, igualmente, degraus no Caminho para a Verdade e a Vida.

(Cartas aos Estudantes – nº 23 – do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Nome que significa os Anjos Lucíferos ou Espíritos Lucíferos.

[2] N.T.: É o ser humano que praticou o evento a “Queda do Homem”, abusando da força sexual criadora.

[3] N.T.: Jo 1:9

Idiomas