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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Origens pré-históricas da Música

Os Elementos Fogo, Ar, Água e Terra são os mais importantes no processo evolucionário da Terra; de fato, sem esses quatro Elementos a vida nesse Planeta seria impossível. O fogo foi descoberto primeiramente e usado por nós nos dias da Lemúria. Foi, consequentemente, o Elemento dominante conectado à Época Lemúrica e o fator principal nas nossas cerimônias de Iniciação. Capacidade para andar sobre carvão em brasa ou segurar bolas de fogo nas mãos constitui uma memória parcial, uma reminiscência, desses dias antigos, ainda conservada por alguns povos primitivos.

A música que acompanhava os cerimoniais Lemurianos de Fogo era ao mesmo tempo sobrenatural e selvagem, isso porque era afinada ao ritmo das chamas crepitantes. O nosso Corpo de Desejos, quando evoluímos na Época Lemúrica, ou seja, éramos Lemurianos necessitava de um avivamento, assim, os Líderes da Humanidade usaram essa música de ritmo peculiar para estimular essa atividade. Com o passar do tempo essa força ígnea interna despertada levou a práticas mal orientadas que reagiram sobre as correspondentes forças ígneas astrais, resultando em destruição do continente Lemuriano pela atividade vulcânica. Nós que habitávamos a Lemúria antiga pouca semelhança tínhamos com o que somos no nosso tempo. Durante os primórdios daquela Época, vários milhares de anos atrás, nossa forma corporal era meramente embrionária. Após um longo ciclo evolucionário, sofreu sucessivas transformações até que na Lemúria tardia assumiu uma forma algo semelhante aos contornos atuais, embora com textura muito diferente. Antes de se condensarem em substância física, os nossos veículos foram, até certo ponto, tênues e plásticos. Poderiam na verdade ser considerados quase uma sombra com forma.

Portanto, o Corpo Denso não tinha ainda se desenvolvido até o ponto em que nós, o Ego, pudesse nele habitar. Nós éramos ligados ao Corpo apenas magneticamente e como consequência permanecíamos em um estado livre, o que nos permitia ir e vir à vontade. A Mente, tal como a conhecemos hoje, ainda não tinha sido dada a nós. No início éramos realmente infantis e nos encontrávamos sob a direção das Hierarquias Criadoras ou Zodiacais, seres espirituais aos quais habituamos de chamar de “Deuses”.

Todavia, nós, enquanto Lemurianos primitivos, vivíamos em íntima harmonia com a Natureza. Nossas vidas estavam intimamente envolvidas e fazíamos realmente parte integrante das Forças da Natureza. Nossa visão interna estava aberta para as inúmeras atividades das criaturas invisíveis (hoje, para nós, aos olhos físicos) que constituíam o lado vivo da Natureza na sua totalidade, enquanto nossa audição interna registrava as sublimes harmonias para as quais a Natureza progride e através das quais ela dirige suas múltiplas ações.

Também foi de acordo com as Leis básicas da Natureza que nossos Corpos originais foram moldados, desenvolvidos e animados.

Quando formos suficientemente espiritualizados para reconhecer a relação da música com a nossa evolução, descobriremos como as harmonias celestiais emanadas das Hierarquias Zodiacais, nossos guardiões sagrados, exerceram influência formadora em cada estágio do nosso desenvolvimento; perceberemos pouco a pouco, ainda que cada passo tenha sido acompanhado por uma orquestração celestial adaptada a cada processo criativo.

Sabemos que nós, na nossa formação, éramos bissexuais. As polaridades masculina e feminina, agora focalizadas cosmicamente no Sol e na Lua, respectivamente, exerceram uma influência igual sobre os nossos Corpos plásticos. Isso, porém, ocorreu quando a Terra e a Lua eram ainda partes do Sol. Em um estágio mais tardio, quando a Terra foi lançada para fora do Sol e, mais tardiamente ainda, quando a Lua foi atirada para fora da Terra, essas duas polaridades deixaram de ter uma expressão igual e equilibrada sobre nós, individualmente.  Alguns de nós responderam preponderantemente ao polo positivo centrado no Sol, enquanto outros de nós responderam ao polo negativo focalizado na Lua. Finalmente, isso resultou na nossa divisão em dois sexos separados, com o homem e a mulher aparecendo em cena, em renascimentos subsequentes e alternados.

A partir de então as harmonias emanadas das Hierarquias Criadoras se diferenciaram em dois ritmos, agora conhecidos como “Maior” e “Menor”. As Notas musicais Maiores, masculinas na potência e objetivas no caráter, foram projetadas a nós através da força solar. As Notas musicais Menores, femininas na qualidade e subjetivas na natureza, foram dirigidas a nós através da força da Lua. Nós, que até então tínhamos evoluído sob os ritmos divididos em uma única escala, tornávamo-nos agora sujeito a duas. Uma, afinada aos tons “Maiores”, dirigindo-o para condições de crescente densidade; outra, afinada aos tons “Menores”, nos dirige para um contato mais íntimo com as forças espirituais.

Como a Época Lemúrica se encontrava predominantemente sob a influência da Lua, sua música estava afinada aos matizes mais sutis dos tons “Menores”. Tratava-se de uma música incomum, melancólica e sobrenatural. Vestígios dela persistem na música de Java[1] e de outras ilhas localizadas ao sul da ilha de Java, na Indonésia, estas remanescentes do continente Lemuriano.

A natureza mais íntima de qualquer povo pode ser avaliada penetrando compreensivelmente em sua música. Nenhum outro meio é mais exato para avaliar a qualidade de suas vidas e o estágio de seu desenvolvimento. A menos que estejamos aptos para visualizar os Corpos plásticos e fluídicos dos Lemurianos mais antigos, jamais entenderemos a influência exercida pela música sobre eles. Esse tipo de música literalmente deu forma e traços característicos aos nossos veículos em desenvolvimento, quando habitávamos a Lemúria. As forças circundantes da Natureza fluíram através desses veículos sem obstáculos. Habitávamos entre as árvores gigantes das terras e dos bosques enormes da Lemúria e eram áreas sagradas, nas quais festivais sazonais eram observados. Cerimônias de Iniciação nas temporadas sagradas de então eram eventos gloriosos atribuídos à música, isto é, à Harmonia das Esferas[2].

Os dançarinos do Templo Lemuriano duplicaram os movimentos e ritmos das esferas celestiais e “música de gestos”, que eles tocavam e escutavam, era ouvida pelos fanáticos que dançavam. Certos centros espirituais ou “luzes” dentro dos nossos Corpos, quando habitávamos a Lemúria, eram despertados por essas danças realizadas na mais elevada reverência e na mais profunda emoção. Os dançarinos eram sempre escolhidos entre os aspirantes mais evoluídos do Templo.

Os Templos da Floresta eram, para os Lemurianos, o Santo dos Santos. Nesses santuários sagrados ocorriam os principais acontecimentos de suas vidas. Esses compreendiam o nascimento, a Iniciação ou iluminação espiritual e a morte — esses acontecimentos correspondem aos três passos de desenvolvimento em todas as escolas esotéricas e aos primeiros três graus das fraternidades. Era nos Templos da Floresta e sob orientação angelical que a propagação da Onda de Vida humana ocorria, de acordo com os apropriados ritmos astrais, cuja música era absorvida pela audição e transmitida à função edificadora do Corpo.

Vivendo na Época Lemúrica, éramos particularmente sensíveis à força do amor. A consciência era íntegra, pois não tínhamos ainda descido profundamente na existência material a ponto de retirar o véu existente entre os planos externos e internos nesse Esquema de Evolução. Assim, a morte, como a conhecemos hoje, era desconhecida. Quando os Corpos terminavam seus períodos de utilidade, eram deixados de lado, da mesma forma que certos animais deixam e mudam periodicamente suas peles. Um Corpo Denso gerado sob tais condições era perfeitamente atinado com a nota astral especifica de cada um de nós. Pelo poder daquela nota éramos capazes de renovar ou descartar nosso Corpo à vontade. A doença não tinha ainda se tornado uma aflição, assim, a vida era uma canção alegre e a Terra era ainda uma reflexão do Jardim do Éden. Como a Raça Lemúrica era regida pela Lua, respondia fortemente às sempre mutáveis fases orbitais. Ao tempo das Luas Novas e Luas Cheias, forças poderosas eram liberadas; aí então, celebrávamos nossos Rituais místicos iniciatórios. Esses não eram dirigidos para os planos mais internos como agora, mas para os mais externos, dado que o nosso desenvolvimento de então dependia primariamente do desenvolvimento objetivo da atividade. A música era um fator potente para nos capacitar a realizar a necessária descida para a matéria. Com essa descida, a diferenciação entre os sexos se tornou mais marcante e era realizada através dos ritmos “Maior” e “Menor” que acompanham a Lua Cheia. Nas noites de Lua Cheia as forças femininas eram precipitadas através das celestiais tonalidades “Menores” e as forças masculinas através das tonalidades “Maiores”.

Mais tarde, quando entramos completamente na existência física e quando, através da entrada no diferente significado da vida do Mundo material, nascimento e morte marcaram as fases diferenciadas da existência. A entrada na manifestação física foi acompanhada por música constituída pelas harmonias de Notas musicais “Maiores”; enquanto a entrada nos Mundos internos, através do portão que chamamos morte, era atinada aos acordes “Menores”.

Assim, vemos quão profundamente é verdadeiro tratar a nós mesmos como um ser musical. Nossa origem está na Palavra falada. Pelo som fomos confirmados e pela música progredimos. O que registramos subconscientemente na Época Lemúrica, um dia saberemos conscientemente. Então não mais consideraremos a música como uma arte mais ou menos apartada da nossa vida e não mais pensaremos na música somente como um objeto para alegria estética. Ao contrário, reconheceremos a música como um fator vital para a nossa evolução física, mental, emocional e espiritual.

Já na próxima Época, a Atlante, a água era o principal elemento associado com a Atlântida, onde fomos ensinados a controlar nossas emoções e a desenvolver nossas faculdades físicas. Naquele continente o psiquismo alcançou o maior estágio de desenvolvimento já visto, nunca igualado antes ou depois, tendo a música Atlante se constituído em um fator de desenvolvimento das faculdades psíquicas. A maior parte dessas músicas era solene e grave, algumas vezes alcançando níveis de grandeza imponente. Suas ondas melódicas eram comparáveis à música rítmica atualmente ouvida nos movimentos cíclicos das marés alta e baixa. O Sol nunca brilhou claramente na Atlântida. A atmosfera era sempre pesada, devido à névoa existente. Nessa atmosfera nevoenta as figuras vaporosas de outros planos eram facilmente discerníveis, uma condição que auxiliou de maneira importante o despertar e o desenvolvimento das faculdades psíquicas. A Época Atlante terminou quando o continente foi destruído pela água.

A transição da Época Lemúrica para a Época Atlante foi marcada por um aumento da densidade da atmosfera, Corpos Densos mais solidificados e a nossa consciência focalizada mais definitivamente no Mundo matéria, ou seja: na Região Química do Mundo Físico. Estávamos então perdendo aquela bonita e quase contínua comunhão com as hostes angelicais, desfrutada anteriormente quando estávamos na Época Lemúrica.

Consequentemente havia uma correspondente perda na percepção das harmonias celestiais. Entretanto, nesse estágio de desenvolvimento não tínhamos perdido contato com os Mundos internos, a ponto de negar ou mesmo duvidar da existência da Música das Esferas, fosse ela ouvida ou não. Tais negativas não chegavam ao materialismo profundo da presente Era, a de Peixes. Assim, os Iniciados dos Templos Atlantes, Sacerdotes e sacerdotisas da sabedoria eterna, realizavam seus rituais sagrados em total acordo com os ritmos celestiais.

Os Templos Atlantes eram realmente universidades onde as nossas faculdades física, mental e espiritual eram estimuladas e desenvolvidas. A partir do momento em que deixamos de viver em harmonia com os Mundos invisíveis, nosso Corpo Denso se tornou sujeito a desarmonias e doenças; nessas condições, um Iniciado se afinava com a nota astral de um indivíduo, a fim de substituir a desarmonia pela harmonia. Com essa finalidade, a música, a grande Panaceia de Cura, era administrada nesses Templos.

Nós éramos muito mais suscetíveis aos efeitos curadores do ritmo do que somos hoje. Podíamos utilizar a força pulsante do crescimento das plantas e nos apropriar delas para a revitalização e renovação dos nossos Corpos Densos. Podíamos, também, transferir essas energias de uma planta para outra, assim, aumentando a energia das plantas fracas e doentes através das plantas fortes e saudáveis. As palpitantes correntes de vida emitiam tons específicos na medida em que elas cresciam para cima. Podíamos ouvir esses sons e transcrevê-los em música, tão perfeitamente afinados aos ritmos das plantas que possuíamos uma dinâmica eficácia curadora. No devido tempo, consequentemente, a terapia musical se tornou um dos principais ramos da instrução no Templo.

A fala foi desenvolvida por nós, quando habitamos a Atlântida. Um tipo de fala cantante. Nossas palavras entoadas projetavam energia em qualquer objeto especificado e por essa energia o objeto podia ser remodelado de acordo com a nossa vontade. Os cânticos e hinos de todas as Religiões antigas tiveram sua origem nessa fala cantante. Os Sacerdotes do Templo e seus discípulos avançados podiam ouvir também as notas musicais dos objetos naturais e estavam aptos, por meio do poder que isso lhes dava, a realizar milagres de transformação. Isso originou numerosos mitos e lendas relacionados às civilizações que precederam nossa atual quinta Raça Original, a Raça Ária. Na Era de Ouro da Atlântida a liderança era conferida aos neófitos do Templo, mais espiritualmente desenvolvidos, aos quais eram concedidas honras e reverências pelos leigos. A Realeza era um Grau do Templo ao qual somente o mais merecedor podia aspirar; pois o Rei Iniciado era precedido apenas pelo Alto Sacerdote.

Será visto que no poder praticamente ilimitado de nós, como Atlantes, residiu a semente da decadência e destruição definitivas. A tentação ao mau uso daquele poder foi para nós, como Atlantes, quase irresistível. Com o desenvolvimento de nossa índole de desejos e de um concomitante crescimento em interesses egoístas, as habilidades que originalmente funcionavam sob a direção das Hierarquias de Luz foram transferidas para as da Sombra. As condições anunciando caos e desintegração similares àquelas manifestadas no mundo atual se tornaram prevalentes. Tais condições eram sempre indicativas do início do fim. A fala cantante dos consagrados Iniciados do Templo foi modificada para fins nocivos e destrutivos. Literalmente, as “explosões tonais”, afinadas à nota-chave de uma pessoa ou objeto, eram usadas para destruir cruelmente a vida humana e a propriedade.

O conhecimento por nós das harmonias celestiais em ondas de tons “Maiores” e “Menores” foi comentado anteriormente. Com a nossa depravação crescente, como Atlantes, as consonâncias e dissonâncias se tornaram mais e mais agudamente diferenciadas. O resultado foi uma música estranha e sinistra, uma música capaz de produzir doença, perda da memória e mesmo insanidade. “Círculos Sombrios” compostos por neófitos do Templo, trabalhando sob influência das Sombras, estavam aptos a expressar explosões tonais capazes de expulsar um Ego para fora de seu Corpo Denso, frequentemente causando nas pessoas obsessão permanente ou mesmo a morte. Esses fatos são mencionados apenas para ressaltar o longo alcance dos poderes do som.

Somente um tipo remanescente dos Atlantes foi salvo. Na terminologia bíblica, simbolizado por Noé e sua família, que sobreviveram ao “dilúvio”. Esse remanescente se tornou a semente da atual Raça Ária. Sobre o novo continente para o qual esse remanescente migrou, o Sol brilhou claramente e pela primeira vez pudemos usufruir uma atmosfera oxigenada tal como a temos hoje. Recebemos, assim, a suprema dádiva, a Mente, o elo que nos permitirá, um dia, sermos como os “deuses”. O grande trabalho desde então é espiritualizar e desenvolver as nossas Mentes Crísticas. Como a Mente está relacionada com o elemento Ar, é através do ar que seu progresso maior será atingido. Caso haja outra destruição desse Planeta, após suas lições terem sido aprendidas, ela virá através daquele elemento.

Estamos destinados a recuperar as harmonias celestiais que perdemos na Atlântida. Isso será feito por meio da Mente Crística e a música será o fator primordial na sua consecução. Através dos séculos os Líderes da Humanidade promoveram o renascimento aqui de alguns dos mais avançados Iniciados em música para nos auxiliar a espiritualizar a nossa Mente. Entre vários exemplos, tal foi o propósito da Criação de Haydn[3], do Messias de Häendel[4] e das magníficas Paixões de J. S. Bach[5]. Esse desenvolvimento está sob a orientação dos Senhores da Mente, os quais pertencem à Hierarquia Criadora ou Zodiacal de Sagitário, o Signo que conserva o modelo da Mente mais elevada e seus mistérios espirituais. O objetivo dessa Hierarquia Criadora é apressar em nós os nossos incentivos espirituais e encorajar nossas aspirações até que ganhemos ascendência sobre a nossa inferior Mente concreta.

A nota-chave de Sagitário é “Fá Maior” e a nota-chave da Terra é também “Fá Maior”. Vários sons da natureza são, consequentemente, afinados a essa nota. Essa é a razão pela qual composições em “Fá Maior” são especialmente relaxantes para um sistema nervoso alterado; também efetivos para restaurar um Corpo Denso fatigado e para acalmar uma Mente aturdida.

Por meio de ritmos em “Fá Maior” os Senhores da Mente concederam a Mente germinal para nós e, através de seu uso continuado, estão trazendo essa Mente para o ponto em que ela possa transmitir, para a nossa Personalidade, a imagem-espírito existente dentro de muitas pessoas. Esses se tornarão os pioneiros da Sexta Raça e entre eles nascerá um tipo de música com qualidades que curam e iluminam. Todos os movimentos em direção ao futuro são escolas preparatórias para a Nova Era, a Era de Aquário como, por exemplo, a Fraternidade Rosacruz. Até que as Mentes dos neófitos se tornem espiritualizadas, eles receberão, através de tons e ritmos, aqueles poderes superiores que estão aguardando para serem concedidos a cada um de nós.

(“Pre-Historic Origins of Music” de Corinne Heline da obra “Music: The Keynote of Human Evolution”, publicado na Revista “Rays from the Rose Cross”, Fev./Mar de 1988 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: A orquestra de gamelão, baseada em idiofones e tambores metálicos, é talvez a forma mais facilmente identificada como sendo distintamente “javanesa” por pessoas de fora. Existem dois sistemas de afinação na música gamelão javanesa, slendro (pentatônico) e pelog (heptatônico por completo, mas com foco em um grupo pentatônico). A afinação não é padrão, em vez disso, cada conjunto de gamelão terá uma afinação distinta. Existem também modos melódicos distintos (pathet) associados a cada sistema de afinação. Um gamelão completo consiste em dois conjuntos de instrumentos, um em cada sistema de afinação. Diferentes conjuntos de gamelão têm sonoridades diferentes e são usados ​​para diferentes peças musicais; muitos são muito antigos e usados ​​para apenas uma peça específica. As formas musicais são definidas pelos ciclos rítmicos. Estes consistem em ciclos maiores pontuados pelo gongo grande, subdivididos por divisões menores marcadas pelo toque de gongos menores, como kenong, kempul e kethuk. A interação melódica ocorre dentro dessa estrutura (tecnicamente chamada de “estrutura colotômica”).

[2] N.T.: A Harmonia das Esferas, também conhecida como Música das Esferas, demonstra que o universo é regido por uma música celestial, um ritmo e harmonia divinos produzidos pelos corpos celestes em movimento. Assim, os Planetas e outros corpos celestes, ao se moverem, emitem sons que, combinados, formam uma música inaudível para nós, mas que é a base da organização do universo.

[3] N.T.: A Criação é um oratório dividido em três partes, escrito em 1797 pelo compositor austríaco Franz Joseph Haydn. Seu texto, com versões em alemão e inglês, é baseado no livro do Gênesis, no livro de Salmos e no poema O Paraíso Perdido, de John Milton. Este oratório, que faz parte do período definido como Classicismo, apresenta algumas semelhanças com o período Barroco devido ao uso do contraponto em várias passagens, como pode ser constatado nos coros Stimm an die Saiten, ergreift den Leier! (um dos mais famosos do oratório), na primeira parte, e Singt den Herren, alle Stimmen, que encerra o oratório. Ao mesmo tempo, muitos musicólogos veem também neste oratório um prenúncio do Romantismo, especialmente na abertura sinfônica, chamada “A Representação do Caos”, utilizando estruturas melódicas adotadas mais tarde por Richard Wagner, bem como a dramaticidade instrumental de algumas passagens, típicas dos poemas sinfônicos de compositores como Hector Berlioz. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=sEStAAoZObY 

[4] N.T.: O Messias (Messiah) (HWV 56, 1741) é um oratório de Georg Friedrich Händel com 51 movimentos divididos em 3 partes, durando entre cerca 2h 15min e 2h 30min. Deve notar-se, desde já, que o tempo varia em função das diferentes interpretações (como qualquer outra composição musical que se mede por compassos e não por minutos).

Embora o 44.º movimento (o célebre “Aleluia”) seja reconhecível por qualquer pessoa (mesmo não sabendo a que obra pertence ou que compositor a escreveu), a obra “O Messias” não é tão conhecida na sua totalidade como merecia. A maior parte das vezes, os programas de concertos apenas escolhem alguns movimentos (recitativos, árias e corais), perdendo assim o sentido integral e unitário da obra. Se a “fama” e o grau de popularidade fossem critérios válidos de apreciação estética, considerar-se-ia a mais famosa criação de Händel. O nome do oratório foi tirado do conceito judaico e cristão de messias. Para os cristãos, o Messias é Jesus. O próprio Händel era um cristão (como, aliás, a esmagadora maioria da população da Europa Ocidental no séc. XVIII, embora as diferenças entre catolicismo e protestantismo fossem motivo de enormes cisões, guerras e orientações estéticas diferentes) devoto e a obra é uma apresentação da vida de Jesus e de seu significado de acordo com a doutrina cristã. Será necessário esclarecer essa aparente contradição entre “ter seguido a doutrina cristã” e “ter provocado acusações de blasfémia” por parte dos jornais ingleses.

É importante notar que o “Messias” é uma obra religiosa, mas não é sacra, isto é, trata de temas religiosos, mas não é uma música para ser tocada em contexto litúrgico. A Igreja, enquanto instituição, sempre foi conservadora no que respeita à liturgia, e esta não era concebida como um espetáculo. Daí a diferenciação que tem que ser efetuada entre a “ópera” enquanto género musical e o “oratório”. Por outro lado, as tradições musicais do sul da Europa (católico) e o norte (protestante) eram bastante diferentes. No sul, o barroco mostrava-se mais “espetacular” e “operático”, enquanto no norte, particularmente na Inglaterra, a simplicidade e depuração estilística constituíam a regra em termos litúrgicos. Mesmo dentro da Igreja, as opiniões divergiam no que respeitava ao “oratório”.

Mesmo que não houvesse lugar à encenação, a Igreja mais conservadora repudiava a prática do oratório, porque, afinal de contas, eram utilizadas escrituras sagradas para efeitos cénicos e espetáculo público. Foi em torno destas questões que alguns jornais ingleses mais conservadores consideraram a obra blasfêmica.

À parte destas questões, o “Messias” é, acima de tudo, uma obra imersa em espiritualidade. Para os crentes e fiéis é uma prova da mais fervorosa devoção e reforço na fé. Para os não-crentes, para além do desafio intelectual, o “Messias” condensa várias emoções espirituais, consideradas mais na esfera da humanidade que na da divindade. Para uns e outros, Händel almejou com a seu oratório um objeto imaterial de profundo e enorme prazer estético.

Apesar da obra ter sido concebida para a Páscoa e nela ter sido apresentada pela primeira vez, após a morte de Händel tornou-se tradição executar o oratório durante o Advento, o período preparatório para as festas do Natal, mais do que na Páscoa.

Os concertos de Natal quase sempre apresentam apenas a primeira parte do Messias junto ao coro “Aleluia”, no entanto algumas montagens apresentam toda a obra como um concerto de Natal. A obra é também executada no domingo de Páscoa e partes contendo temas da ressurreição são frequentemente incluídos nos serviços de Páscoa. A ária soprano “Sei que vive meu Redentor” é também frequentemente ouvida em funerais. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=lByxbjXK8fg

[5] N.T.: As paixões de J. S. Bach são peças musicais de grande profundidade e complexidade, que narram a história da paixão de Jesus Cristo, desde o seu julgamento até à sua morte e ressurreição. As duas principais paixões que sobreviveram, e que são amplamente consideradas suas obras-primas, são a “Paixão Segundo São Mateus” (BWV 244) e a “Paixão Segundo São João” (BWV 245).

A Paixão segundo Mateus BWV 244 (em latim: Passio Domini nostri Jesu Christi secundum Evangelistam Matthaeum; em alemão: Matthäus-Passion), mais conhecida em países católicos como Paixão segundo São Mateus, é um oratório de Johann Sebastian Bach, que representa o sofrimento e a morte de Cristo segundo o Evangelho de Mateus, com libreto de Picander (Christian Friedrich Henrici). Com uma duração de mais de duas horas e meia (em algumas interpretações, mais de três horas) é a obra mais extensa do compositor. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma das obras mais importantes de Bach e uma das obras-primas da música ocidental. Esta e a Paixão segundo São João são as únicas Paixões autênticas do compositor conservadas em sua totalidade. A Paixão segundo Mateus consta de duas grandes partes constituídas de 68 números, em que se alternam coros, corais, recitativos, ariosos e árias. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=KNJZzXalO8Q

A Paixão segundo São João, BWV 245 (em alemão: Johannes-Passion) é um oratório sacro de Johann Sebastian Bach. A peça foi composta em Leipzig, no dia 7 de abril, vésperas da Sexta-Feira Santa de 1724.

A obra é uma representação dramática do texto contido no Evangelho segundo São João, emoldurada por dois corais (abertura e final) e dramatizada de forma reflexiva em recitativos, corais, ariosos e árias. Comparada com a Paixão segundo São Mateus, BWV 244, a Paixão Segundo São João tem sido descrita como mais destacada, com um andamento expressivo, às vezes mais solto e menos “acabado”.

A Paixão é uma obra de ocasião, e por regra, foi ouvida apenas uma única vez. Obra muito elaborada artisticamente, o que o ouvinte não conseguia entender em termos estéticos era compensado por seu conhecimento de uma rede de intenções que ligavam a experiência religiosa de cada um ao seu contexto cultural e religioso maior. A principal dentre essas intenções era apresentar o caráter dinâmico da experiência religiosa num programa didático sequencial de afetos e formas com que o ouvinte comum pudesse se identificar, criando uma ponte entre as Escrituras e a fé, à luz, naturalmente, da tradição hermenêutica fundada por Lutero. Para conseguir esse objetivo, além do conteúdo explícito dos textos, Bach recorria a um rico repertório de elementos puramente musicais para ilustrar e enfatizar o texto, elementos que por sua vez estavam associados a uma série de convenções simbólicas e alegóricas então de domínio público, um procedimento típico do Barroco em geral, no caso aplicado aos propósitos do Protestantismo. Assista aqui, com legendas em português: https://www.youtube.com/watch?v=vdh7Wf3Uq-s

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Se o nosso trabalho também é regido por ciclos alternantes, os Corpos, logicamente, passam por modificações periódicas. Como, por exemplo, eram os nossos Corpos na Lemúria e na Atlântida?

Resposta: Na temperatura terrível da Lemúria, os nossos Corpos, originalmente cristalizados, estavam excessivamente quentes, para conter a umidade que permitisse a nós (o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) acesso a todas as partes daquele organismo elementar, tal como agimos, atualmente, por meio do sangue circulante no nosso Corpo Denso. Mais tarde, durante a primitiva Atlântida, verdadeiramente tivemos um sangue, já parecido com o que temos hoje. Movíamo-nos com dificuldade e teríamos o nosso Corpo secado rapidamente, sob o efeito da alta temperatura interna, não fosse à umidade abundante da atmosfera aquosa que, então, prevalecia. A inalação desta umidade diminuiu, gradualmente, o calor. O nosso Corpo Denso se adaptou, até ser retirado um grau de umidade suficiente para que fosse possível respirarmos na atmosfera relativamente seca que, mais tarde, sobreveio.

Os nossos Corpos enquanto éramos atlantes primitivos estavam compostos de uma substância granulosa e fibrosa, não muito diferente de nossos tendões atuais. Com o tempo, graças a uma dieta de carne animal – necessária para aquela Época –, o que permitiu que assimilássemos a albumina no nosso Corpo Denso, em quantidade suficiente para construir o necessário tecido elástico e formar os pulmões e artérias, o esqueleto e partes mais sólidas foram tomando forma no nosso Corpo Denso e, assim, facilitando a livre circulação do sangue em todo o Corpo. Quando estas mudanças aconteceram, interior e exteriormente, apareceu no firmamento, o grande e glorioso arco-íris. Esse evento assinalou o advento do Reinado do Homem e significa que as condições da nossa vida humana aqui se tornavam tão variadas, como os matizes em que se refratava, na atmosfera, a luz de uma só cor do Sol. E, assim, a primeira aparição do arco-íris nas nuvens assinalou o começo da Idade de Noé, com suas estações e ciclos alternantes.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de julho/1974 pela Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: O que é a Memória? Tem alguma relação com a imaginação?

A Memória tem, na sua essência, três aspectos: Consciente ou Voluntária, Subconsciente ou Involuntária e Superconsciente.

A Memória Consciente ou Voluntária consiste das impressões de nossos sentidos físicos que são inscritas no Éter Refletor do Corpo Vital por meio da atividade da nossa Mente e da criação dos pensamentos-formas. Estas se refluem para dentro da nossa Mente sempre que o registro etérico é vitalizado por alguma associação de ideias, causando, por esse meio, o fenômeno conhecido como Memória Consciente.

A Memória Subconsciente ou Involuntária tem a sua existência de uma forma completamente diferente e está fora de nosso controle, presentemente. O Éter, contido no ar que respiramos, leva consigo imagens detalhadas e precisas de tudo que nos rodeia, não só das coisas materiais, mas também das condições existentes em cada momento dentro de nossa aura. Estas imagens são gravadas nos átomos negativos do Corpo Vital e constituem o que se chama a Memória Subconsciente.

A Memória Superconsciente é o depósito de todas as faculdades adquiridas e de todo o conhecimento obtido nas vidas anteriores e na vida presente, desde quando recebemos o germe da Mente, na Época Atlante. A gravação da memória Superconsciente está indelevelmente inscrita no Espírito de Vida. Manifesta-se normalmente, embora não em toda a sua amplitude, como consciência e caráter.

A imaginação, tal como usamos aqui, é a força criadora mental-formativa que cria imagens. É o poder de visualização que cria os pensamentos-forma de acordo com as ideias projetadas na Mente Consciente por nós, o Ego humano. É de natureza feminina e unida as forças da Lua, que são ativas na construção das formas.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1978 –Fraternidade Rosacruz– SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Destino Doloroso que a Humanidade Engendra pelo Mau Uso da Palavra

É evidente que passamos um destino doloroso pelo mau uso da palavra. O emprego de palavras para expressar o pensamento é o nosso mais alto privilégio. Portanto, cada um de nós deveria se compenetrar da tremenda responsabilidade representada pela posse de tão maravilhosa faculdade.

A linguagem originou-se durante a Época Atlante, quando iniciamos a utilização de palavras como meio de comunicação. Quando habitamos Corpos que constituíram o que conhecemos como a primeira Raça Atlante, Rmoahals, começamos a dar nomes às coisas. Éramos ainda uma raça espiritual, tínhamos poderes anímicos idênticos às Forças da Natureza. Por meio de palavras exercíamos o poder sobre essas coisas a que dávamos nomes. Para nós, naquele momento, a linguagem era algo santo por ser a mais elevada expressão do Espírito. Jamais degradamos tal poder pela tagarelice ou maledicências.

As línguas são expressões do Espírito Santo que trabalha por meio das Raças e do Corpo de Desejos. As Religiões de Raça surgiram com o propósito de refrear a natureza de desejos. Quando nos purificarmos suficientemente nosso Corpos de Desejos, nos tornaremos aptos a nos compreendermos mutuamente, mesmo porque o sentimento de separatividade terá desaparecido.

Como exemplos podemos citar os Apóstolos, cujos Corpos de Desejos foram suficientemente purificados pela união com o Espírito Santo, podendo assim falar em diferentes idiomas, fazendo-se inteligíveis àqueles que os ouviam. Esta conquista todos nós, um dia, realizaremos: o poder de falar todas as línguas.

Foi por isso que o próprio Cristo nos ensinou: “Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus, pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. Mas, eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo. Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.” (Mt 12:33-37).

Futuramente deixaremos de pronunciar palavras vãs, pois consideraremos a linguagem como algo profundamente sagrado. Pronunciaremos a “Palavra Perdida”, o “Fiat Criador” que sob a direção das Hierarquias Criadoras foi pronunciada na antiga Época Lemúrica para criar plantas e animais.

(Publicada na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1968 pela Fraternidade Rosacruz -SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Os Dez Mandamentos são Indicações Conducentes à Consciência Crística – Primeiro Mandamento

O povo judeu esperava o Messias e não o reconheceram em Cristo; ainda o esperam e nisto mostram sua carência e desamparo.

Os Cristãos populares aceitam que o Cristo veio e cumpriu Seu Plano Salvador num ministério de três anos entre nós. Depois nos deixou como paráclito, como consolador, o Espírito Santo, que nos preparará para a segunda Vinda, “nas nuvens”. Como não entendem o sentido profundo destas afirmações, revelam também sua carência.

A realização Cristã é interna, pessoal, intransferível. Enquanto encararmos a Bíblia (particularmente o Novo Testamento) como algo externo, estaremos protelando nossa realização. S. Paulo foi bem claro: “Deveis inscrever as Leis na tábua de carne de vosso coração” (IICor 3:3). É um convite para que cada ser humano seja uma Lei em si mesmo.

Cristo não veio revogar a Lei e os Profetas, senão complementá-los com a nova Lei do Amor (ou da Graça), que Ele exprimiu no Evangelho Segundo S. Mateus 22:37-40: “Ele respondeu: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Desses dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”. No Evangelho Segundo S. João, 1:17, aprendemos: “Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”.

S. João Batista veio como precursor, pregar a metanoia (mal traduzida por “arrependimento dos pecados”). Metanoia significa transcender o intelecto, ou melhor ir além da mente concreta e vivenciar a mente abstrata. Por quê? A mente concreta está comprometida, desde que se uniu ao Corpo de Desejos, em meados da Época Atlante, formando uma espécie de “alma animal”, que nos dá a ilusão de vivermos separados e à parte do Espírito. Embora não possamos viver sem Ele, esta ligação com a natureza de desejos nos concentra na persona e desvirtua os intentos do Cristo Interno.

A Mente Abstrata é a fonte da ideia pura do Espírito Humano; e o plano em que funciona o paráclito, o consolador prometido. Devemos aprender a funcionar plenamente nesse plano mental abstrato – o mais elevado de nosso atual campo evolutivo – antes de podermos reencontrar o Cristo Interno – que funciona no Espírito de Vida, além da Mente Abstrata. Lembremos que o Cristo disse: “Não podes seguir-me agora aonde vou, mas me seguirás mais tarde.” (Jo 13:36).

A maioria da Humanidade é incapaz de se abstrair porque não formou a Mente Abstrata. A Filosofia Rosacruz indica aos Estudantes como eficazes meios: a meditação em assuntos elevados, a música pura, a matemática, a astrologia espiritual – no desenvolvimento da Mente Abstrata, impessoal e verdadeira, que nos põe acima dos condicionamentos da Personalidade. Nela podemos compreender e viver a lei espiritual. Dela podemos acompanhar as manhãs da natureza inferior, aprendendo a ser mais alertas, compreensivos, prudentes e não resistentes conosco mesmos, no trabalho de uma inteligente transfiguração. Só então, podemos “inscrever a Lei na tábua de carne de nosso coração”, ou seja, praticá-la espontaneamente, através do serviço amoroso altruísta, que por si constitui a síntese ensinada por Cristo.

Até lá estaremos sob o efeito doloroso da Lei e não podemos nos considerar autênticos Cristãos, pois ainda não vivemos estes princípios. O sofrimento e as limitações do mundo aí estão a testemunhar eloquentemente que ainda não aprendemos a viver em harmonia com as Leis do Universo. Há muita gente que se denomina Cristã. Mas não se trata de uma aceitação superficial. Gandhi aceitava e reverenciava o Cristo dos Evangelhos, mas recusava o Cristo ensinado pelas Igrejas. São bem distintos. Sabemos que mal estamos engatinhando no Cristianismo, cuja expressão mais pura e formosa nos virá na Era de Aquário, a iniciar-se daqui a uns 600 anos. A Fraternidade Rosacruz promulga esse Cristianismo Esotérico as almas atualmente preparadas. Ele nos leva a busca e consciente encontro do Cristo interno, através do “Corpo-Alma” (que S. Paulo chamou “soma psuchicon” numa de suas Epístolas). Este novo veículo de expressão é a chave de entrada na “Nova Época”, a Época Nova Galileia, que nos espera e se forma por um método definido de espiritualização da criatura. Constitui-se dos dois Éteres Superiores[1], quando estes estejam devidamente desenvolvidos e possam desligar-se dos dois Éteres inferiores, para cumprir sua função sensorial nos voos da alma.

Até agora estivemos peregrinando no deserto evolutivo (aridez interna da condição humana comum, carente), armando e desarmando as tendas de nossos corpos (renascimentos) nesta escalada pela imensa “escada de Jacó[2], numa abertura gradual de consciência, como bem exprimiu S. Paulo: “Morro todos os dias; Despojai-vos do velho ser com seus vícios e revesti-vos do novo ser, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem d’Aquele que vos criou; Em Cristo só há virtude o que importa é ser uma nova criatura.” (ICo 15:31; Col 3:10; Gl 6:15).

Cristo não veio, como se supõe, para salvar a Humanidade. Ele purificou nosso Globo conspurcado pelas transgressões humanas, possibilitando-nos material mais elevado, mental, emocional e físico, que assegure a evolução nos renascimentos. Deste modo indireto é que Ele nos ajudou; além do impulso altruístico que Ele comunica aos que Lhe estejam afins nos períodos do Natal à Páscoa. A rigor, a tarefa de Cristificação é individual e interna.

Há uma razão profunda para que a Bíblia enfeixe o Antigo e o Novo Testamento: sem superarmos, conscientemente, a primeira e a segunda Dispensações (Jeovísticas), não podemos atuar dinamicamente nas novas Dispensações, a terceira e a quarta (Cristãs).

Max Heindel descreve os passos da evolução religiosa, através da qual se foi aprimorando nossa concepção de Deus e descortinando-se nosso entendimento da verdade universal.

Primeiramente concebemos um Deus terrível, vingativo, cruel, ciumento, cuja ira aplacava com sacrifícios sangrentos. Só tal Deidade imporia respeito à incipiente Humanidade. Depois nosso conceito de Deus se ampliou um pouco e concebeu-se o “Deus dos Exércitos[3] que impunha derrotas e propiciava vitórias sobre o inimigo; que punia, arrasando rebanhos e plantações e premiava, multiplicando-os. Daí que se Lhe oferecessem sacrifícios no templo, com objetivos egoístas. Era o “Deus de Israel[4]. Mais tarde veio o Deus dos “Cristãos populares” – aqueles que praticam o Cristianismo Popular – que pela primeira vez promete um céu após a morte, aos bons, mas continua ameaçando com castigos na Terra e tormentos no inferno – ou em um lugar chamado purgatório –, os transgressores. Agora já estamos concebendo um Deus que se manifesta por Leis justas, não interferindo diretamente no livre arbítrio humano; o ser humano, por seus atos, é que suscita consequências boas ou más, em virtude da ação das Leis Divinas. Vamos tomando consciência de nossa natureza e da natureza de Deus, agindo por dever, até que possamos fazê-lo espontaneamente, por Amor Crístico. Isso é parte do Cristianismo Esotérico.

Estes passos da evolução religiosa estão descritos simbolicamente na Bíblia e correspondem à história humana até nossos dias:

  1. Perdemos a condição inocente e protetora do Paraíso. Fomos embrutecendo pelo materialismo até que perdemos a consciência interna e sentíamos saudades de Deus, um vácuo indefinível, uma falta daquela antiga ligação com as Hierarquias Divinas. O íntimo nos acusava de faltas. As condições evolutivas eram mui adversas e a consciência mui obscura.
  2. Passamos ao jugo do Faraó do Egito (escravos de nossa Personalidade, que é egoísta e viciosa). Sofríamos as limitações de uma vida material duríssima (quando o Sol, por Precessão dos Equinócios, transitava pelo Signo Zodiacal de Touro e até a primeira parte pelo Signo Zodiacal de Áries). Só mesmo o caráter e resistência passiva de Touro (boi Ápis) nos possibilitava suportar as vicissitudes dessa época de violência e egoísmo.
  3. Aí fomos libertados por Moisés e passamos a peregrinar no deserto, durante os simbólicos quarenta anos (período indeterminado de tempo, “período de preparação”) rumo a Terra Prometida de “leite e mel[5]. Moisés e o impulso evolutivo que nos leva a algo mais. No deserto, muitas vezes, nos sentíamos inclinados a retornar ao passado, que se nos afigurava mais seguro do que a livre aventura de um porvir incerto fundia com o ouro de nossas possibilidades internas o bezerro de ouro já ultrapassado. Mas o irresistível impulso interno (Moisés) nos renascia, mostrando-nos que a nova Dispensação de Áries (o Cordeiro) nos esperava. E contava como a “vara de Aarão” transformada em serpente (sabedoria de Áries) havia devorado as serpentes dos sábios do Faraó (Dispensação de Touro), revelando, assim, sua superioridade. Com muita dificuldade chegamos à Terra Prometida e, fato expressivo, Moises não pode entrar nela com seu povo, porque atribuiu a si os méritos de seus prodígios e liderança, em vez de atribui-los ao Divino; condescendendo com a Personalidade, foi castigado. É um bom símbolo: a Lei que Moisés havia recebido na Montanha para orientação de seu povo, não pode por si mesmo, levar à realização espiritual. A Lei é preciso ser complementada pelo Amor. Sua missão terminava ali. Assim com nosso desenvolvimento interno a Mente, sozinha, inclina a vaidade, à pretensão, à ambição. Mas unida ao coração, gera a Sabedoria.
  4. Entramos na Terra Prometida e, com o Advento da Dispensação de Peixes chegou o Cristianismo, cujo precursor, S. João Batista (renascimento do mesmo Ego que havia animado Moisés e Elias) veio pregar a metanoia, de modo a alcançarmos a verdade interna (Mente Abstrata) e compreensivamente corrigirmos a intenção causal, para que nossos pensamentos, sentimentos, nossas palavras, ações, obras e nossos atos sejam conforme a Lei. E, quanto aos hábitos, “com paciência ganharemos nossas almas[6], compreendendo os vícios gravados e persistindo no Bem, a pouco e pouco as trevas da noite ir-se-ão dissipando, para que surja a alva. Por enquanto estamos sofrendo as justas e automáticas reações da Lei. Mas, na medida de nossa espiritualização, a Lei se vai convertendo em colaboradora nossa, como bem observou Max Heindel: “antes era o Espírito Santo como Lei corretiva, um Deus terrível e implacável; no futuro o Consolador prometido, que revela as bênçãos dos céus aqueles que vivem em harmonia com o Universo”.

É importante, pois, conhecermos a Lei conducente à Graça. Se a conhecemos bem e a vivemos, ela nos será o Paráclito. Lembremos que o jovem rico (internamente prendado) foi interrogado por Cristo se cumpria a Lei[7]. Ele disse que sim, mas em realidade só a cumpria no aspecto literal, como veremos pelo sentido esotérico do Decálogo. Se a compreendemos e vivemos realmente, estaremos aptos a nos consagrarmos com segurança ao “serviço amoroso e altruísta (portanto, o mais anônimo possível), focado na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade –, ao irmão e à irmã do nosso lado”, sem os vícios de seu mau entendimento.

O DECÁLOGO

Eis o Decálogo dado a Moisés na “montanha”:

  1. Não terás outros deuses diante de mim;
  2. Não farás para ti imagem de escultura nem alguma semelhança do que tenho criado. Não te encurvarás a elas nem as servirás;
  3. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
  4. Lembra-te do dia do sábado e santifica-o, porque é o dia do Senhor teu Deus;
  5. Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os dias na terra que o Senhor teu Deus te deu;
  6. Não matarás;
  7. Não adulterarás;
  8. Não furtarás;
  9. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo; e
  10. Não cobiçarás coisa alguma de teu próximo: nem a casa, nem a mulher, nem o servo ou a serva, nem o boi ou jumento.

Este decálogo figura no Livro do Êxodo (20:3-17).

(*) quer aprender mais sobre esse assunto? Acesse aqui: Os Dez Mandamentos – Por um Estudante


[1] N.R.: Éteres Luminoso e Refletor

[2] N.R.: Gn 28:10-19

[3] N.R.: Sl 46:7 e 89:8

[4] N.R.: Is 37:16

[5] N.R.: Ex 33:3

[6] N.R.: Lc 21:19

[7] N.R.: “Aí alguém se aproximou dele e disse: “Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna?”. Respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? O Bom é um só. Mas se queres entrar para a Vida, guarda os mandamentos”. Ele perguntou-lhe: “Quais?”. Cristo Jesus respondeu: “Estes: Não matarás, não adulterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho; honra pai e mãe, e amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Disse-lhe então o moço: “Tudo isso tenho guardado. Que me falta ainda?”. Jesus lhe respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e segue-me”. O moço, ouvindo essa palavra, saiu pesaroso, pois era possuidor de muitos bens.” (Mt 19:16:22)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Mandamento dos Ricos: “a Deus ou a Mamon”?

Quando aprendermos a abandonar o Mundo material e tudo a que ele está ligado, centralizando nosso interesse sobre assuntos espirituais, aprenderemos a lição com a qual todos os Aspirantes à vida superior têm que se defrontar no Caminho do Cristianismo Esotérico.

E a isso que se refere esse Ensinamento nos fornecido direto por Cristo:

Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os corroem e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus, onde nem a traça, nem o caruncho corroem e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde está o teu tesouro aí estará também teu coração. A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas! Ninguém pode servir a dois senhores. Com efeito, ou odiará um e amará o outro, ou se apegará ao primeiro e desprezará o segundo. Não podeis servir a Deus e a Mamon.”  (Mt 6:19-24).

Sob a segunda Dispensação (a Jeovística) fomos estimulados a adquirir posses materiais, sepultá-las na terra ou escondê-las nas paredes, o que foi praticado por nós desde tempos remotos, pois até a metade dessa quarta Revolução do Período Terrestre o nosso objetivo era conquistar a Região Química do Mundo Físico, ou seja, ser um Iniciado nessa Região do Mundo Físico. Isso, quem renasce no lado ocidental do Planeta já alcançou desde a terceira metade da Época Atlante – hoje já estamos na Época Ária. Para quem já alcançou essa “Iniciação”, Cristo – que inaugurou a terceira Dispensação (a primeira Cristã) trouxe um ideal superior: o acúmulo de Tesouros nos céus, baseado na aprendizagem e prática do amor Crístico, com a prática das qualidades interiores de bondade, ajuda e altruísmo, que não podem ser afetadas pela “ferrugem nem por traças nem os ladrões podem roubá-las”. E isso faz parte de alcançarmos o nosso próximo objetivo nesse Esquema de Evolução: conquistar a Região Etérica do Mundo Físico. Pois, quem continua tendo interesses por acúmulo de bens, terras, casas, posse, joias e tudo que o dinheiro pode comprar continua centralizado seus desejos, objetivos e ideias nessas coisas, ou seja, vivendo na segunda Dispensação (a Jeovística).

Reminiscências fortes que trazemos do final da Época Lemúrica e da Época Atlante – que nada mais são de lições que insistimos em não aprender, para podermos passar para um próximo nível – nos prendem a esses falsos valores ou ilusões e mantém muitos de nós ancorado em tudo que provém do “Eu inferior”, ligado aos desejos, emoções e sentimentos inferiores (posse, ciúmes, inveja, raiva, cólera, fama, poder e afins). Não existe nada errado nas posses materiais, contanto que sejam usadas para bons propósitos; desinteressadamente, e contanto que nossos Corações não se centralizem neles. Na verdade, os olhos são a luz do corpo e a ‘porta da alma’. Se o olho for sincero, do ponto de vista espiritual, então o corpo se inunda de luz, interpenetrado pelos dois Éteres superiores, despertando a vontade de servir amorosa e desinteressadamente (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada um de nós – que é a base da Fraternidade – ao irmão e à irmã que está em nosso entorno. Se os olhos são maus ou adoentados pela vida mal vivida, o Corpo estará cheio de sombras ou doenças. Tais “olhos” indicam quem está cheio de cobiça e inveja, e a envoltura áurica estará cheia de pontos escuros de fermentações. Aliás, a Aura de fato revela os interesses pelos bens materiais ou espirituais predominantes na vida de uma pessoa.

Eis porque surge a dificuldade em “servir a Deus e a Mamon”, sendo os dois de natureza oposta. Quem se interessa em se envolver no Mundo material, não tem tempo de conhecer ou servir a Deus. O Aspirante à vida superior, que se esforça para servir a Deus pela vida que vive de acordo com suas leis, fica livre da tentação da matéria ou da sua natureza inferiorMamon. A boa qualidade de discernimento o capacita a perceber que a realidade é unicamente nós, o Ego, o Espírito Virginal da Onda de Vida humana, manifestado aqui e que tem somente um ideal: seguir a Cristo e se preparar para quando Ele voltar, estar trabalhando e funcionando conscientemente na Região Etérica do Mundo Físico, com o seu Corpo-Alma completamente desenvolvido.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – janeiro/1986 – Fraternidade Rosacruz-SP

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(*) Pintura: Mammon ou Mamon – Evelyn de Morgan – 1909

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: A Concentração no Trabalho Rosacruz

Enquanto meditava sobre o quão faz bem a Fraternidade Rosacruz, uma questão surgiu em minha Mente: “Qual é o maior obstáculo que impede o nosso progresso no trabalho espiritual?”. E a resposta foi: “A falta de concentração”.

Todos nós temos nossas famílias que anseiam e tem direito a uma parte da nossa atenção. Nosso trabalho no mundo não deve ser negligenciado sob pretexto algum. Estamos aqui para executar certas tarefas e aprender por meio delas. Depois de atender a esses deveres, ainda resta para cada um de nós um pouco de tempo que podemos usar de forma justa e adequada para o nosso desenvolvimento espiritual, e é tão importante que usemos adequadamente esse tempo extra quanto é importante que atendamos aos nossos deveres mundanos, a nossa família e as nossas obrigações sociais.

Considere, agora, que na vida cotidiana não tentamos nos tornar, por exemplo, médicos e exercer medicina hoje, trabalhar em uma oficina mecânica amanhã e, a cada dois dias, começar uma nova atividade. Sabemos que tal procedimento não nos levará a lugar nenhum na vida. Nem vivemos em uma família como, por exemplo, marido ou esposa hoje e assumimos relações semelhantes em outra família amanhã; nem mudamos nosso círculo social com a mesma frequência que trocamos de roupa ou sapatos. Tais condições profissionais e sociais seriam absolutamente impossíveis. Pelo contrário, seguimos uma linha de trabalho no mundo; cuidamos de uma família; concentramos nossos esforços nesses departamentos da nossa vida, excluindo todos os outros.

Por que não aplicar o mesmo bom senso aos nossos esforços espirituais? Estudamos muito para os nossos negócios, planejamos com antecedência e trabalhamos com todas as nossas forças para tornar nossos negócios um sucesso. Também nos dedicamos a resolver as necessidades da nossa família e planejamos para conseguirmos ser bem-sucedido nisso. Sabemos que o sucesso, tanto o progresso social e como profissional depende da quantidade de concentração e de planejamento que fazemos. Se, então, somos tão sábios em relação às coisas mundanas, que duram apenas os poucos anos de nossa vida terrena, não podemos usar o mesmo bom senso para nos aplicar igualmente com todo o nosso Coração e toda a nossa Mente às coisas espirituais que são eternas?

Na Época Atlante, quando os Semitas Originais foram chamados dentre seus irmãos, muitos deles consideraram isso uma grande dificuldade. Eles, os “Filhos de Deus”, se casaram com as “filhas dos homens”, com o resultado que conhecemos pelo nosso estudo do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Estamos hoje em outra grande bifurcação de caminhos. Uma “Ecclesia”, ou conjunto de seres humanos, está sendo “chamada” como pioneira da próxima grande Raça. “Muitos caminhos levam a Roma” e, da mesma forma, muitos caminhos levam ao Reino de Cristo, mas se desperdiçarmos nosso tempo caminhando por um hoje e amanhã escolhendo outro caminho, certamente fracassaremos; e, portanto, peço a todos os Estudantes que simpatizam com as ideias da Fraternidade Rosacruz que abandonem todas as outras sociedades religiosas – se excetuando as Igrejas Cristãs e Ordens Fraternais[1] – e dediquem todo o seu Coração, toda a sua Mente e todo o seu Espírito a viver e espalhar nossos ensinamentos.

Para nossas atividades terrenas necessitamos de trabalhadores treinados, qualificados e dedicados. No Reino celestial, a lealdade e a devoção também são fatores primordiais.

Vamos memorizar e nos concentrar nos três primeiros versículos do primeiro Salmo[2], pois, certamente, queremos colher a maior colheita possível dos nossos esforços espirituais e materiais.

(Carta nº 52 do Livro “Cartas aos Estudantes” – de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: Religiões Católica ou Protestante que professam o Cristianismo.

[2] N.T.: 1Feliz o homem que não vai ao conselho dos ímpios, não para no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores. 2Pelo contrário: seu prazer está na lei de Iahweh, e medita sua lei, dia e noite. 3Ele é como árvore plantada junto d’água corrente: dá fruto no tempo devido e suas folhas nunca murcham; tudo o que ele faz é bem-sucedido.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Percebo que devemos aprender a conservar a força sexual criadora e transmutá-la em serviço e compaixão. Contudo, Max Heindel indica, em lugares diversos de suas obras, que quaisquer obrigações materiais já contraídas devem ser completamente realizadas, antes que tenhamos o direito de tentarmos começar uma vida inteiramente espiritual. Caso já tenhamos contraído essas obrigações com pessoas que ainda não estejam interessadas na vida espiritual e não possam se permitir proporcionar o material para o Corpo Denso de um Ego vindouro, tanto financeira como em saúde e entendimento a cada ano ou coisa parecida, qual deverá ser a nossa atitude?

Resposta: Como esta pergunta surgiu muitas vezes, de uns tempos para cá, talvez primeiro devamos mencionar as afirmações de Max Heindel que abarquem todo assunto do controle da natalidade. No Livro “Filosofia em Perguntas e Respostas” – volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, na Pergunta nº 37, ele discute o assunto por completo sendo que, de sua explanação, mencionamos algumas citações: “A questão da população, então, não está inteiramente controlada pelos indivíduos ou por leis humanas. As Hierarquias Criadoras, que guiam a nossa evolução, encarregam-Se da questão conforme necessário para que se reverta em maior benefício de todos os envolvidos e o número da população concerne mais a Elas do que a nós.

Isso não significa que não podemos ou não devemos exercer o controle de natalidade, como sugerido por aqueles que são os responsáveis por esse movimento. Também é verdade que é preciso ajudar as pessoas no lugar onde elas estão e não onde deveriam estar. Os Ensinamentos Rosacruzes enfatizam o fato de que “semelhante atrai semelhante” e, portanto, é um dever dos que estão bem desenvolvidos física, moral e mentalmente prover um ambiente adequado para tantos Espíritos Virginais da Onda de Vida humana que precisam, na medida que suas condições físicas e financeiras permitam. Esse dever incide ainda mais sobre aqueles que estão também espiritualmente desenvolvidos, pois um irmão ou uma irmã altamente espiritualizada não pode entrar na existência física por meio de pais impuros ou não desenvolvidos espiritualmente. Contudo, quando um casal conclui que a gravidez é prejudicial para a saúde da mãe, ou quando a carga financeira está acima das possibilidades do casal, então eles devem viver uma vida de continência, não favorecendo a natureza passional e nem procurar por meios artificiais impedir a vinda de Egos, tirando-lhes a oportunidade de renascimento proporcionada pela indulgência sexual de tal casal.

É evidente que isso requer um considerável desenvolvimento espiritual e autocontrole. São poucos os capazes de viver tal vida, e seria o mesmo que pregar a continência para um muro de pedra do que para um espécime comum da Humanidade. Ele não pode compreender a necessidade disso. Ele até acredita que essa abstinência interferiria na sua saúde, pois falsas declarações a respeito da necessidade de exercer a função natural levaram a muitos resultados deploráveis. Ainda que ele pudesse ser persuadido a se abster pelo bem do seu cônjuge e dos filhos que já trouxe ao mundo, provavelmente seria incapaz de se conter, particularmente porque as pessoas que vivem em modestas condições, geralmente, não têm possibilidades de ter dormitórios separados, por exemplo. Por essa razão, é necessário ensinar a essas pessoas o controle de natalidade por meios científicos. Contudo, reiteramos que, embora as pessoas sejam incapazes de entender a razão pela qual a continência deva ser praticada e são incapazes de praticá-la por falta de autocontrole, os ensinamentos espirituais devem ser fornecidos repetidamente para que, da mesma forma que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, com o tempo as gerações vindouras aprenderão a considerar sua própria força de vontade para conseguir dominar sua natureza inferior. Sem um programa educacional visando à emancipação espiritual, as informações a respeito dos métodos físicos para limitar a natalidade nos lares sobrecarregados são extremamente perigosas”.

No Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz” encontramos as seguintes afirmações: “Se o desejo de castidade nasce numa pessoa que mantém relações matrimoniais com outra, as obrigações de tais relações não podem ser esquecidas. Seria um grave erro viver castamente debaixo de tais circunstâncias, procurando fugir do apropriado cumprimento do dever. A respeito desse dever há uma linha de conduta para os Aspirantes à vida superior, diferente da do ser humano comum.

Para a maioria da Humanidade, o matrimônio é como que a aprovação de uma licença para a gratificação dos seus desejos sexuais. Talvez seja assim aos olhos das leis humanas, mas à luz da verdadeira lei não, porque nenhuma lei feita pelos seres humanos pode reger esse assunto. A Ciência Oculta afirma que a função sexual nunca deve ser exercida para gratificar os sentidos, mas somente para a propagação. Portanto, é justo que o Aspirante à vida superior se negue ao ato com seu cônjuge, a menos que seu objetivo seja conseguir um filho. Mesmo assim, devem, ambos, gozarem perfeita saúde física, moral e mental. Em caso contrário, a união produziria um Corpo débil ou degenerado.

Sendo cada pessoa dona do próprio Corpo, é responsável, ante a Lei de Consequência, por qualquer mau uso resultante do abandono do Corpo a outrem, por fraqueza da vontade.“.

No Livro Maçonaria e Catolicismo – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz, Max Heindel explica claramente como está de acordo com a evolução que o fogo espiritual espinhal suba dos órgãos geradores inferiores até os superiores (cérebro e laringe). Isso pode ser feito somente por meio de uma vida pura e com o uso das próprias faculdades em esforços mentais, emocionais e físicos construtivos, inclusive o serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focado na divina essência oculta em cada pessoa, que é a base da Fraternidade. Transcrevemos deste livro: “No seu presente estado, o ser humano se encontra sob o domínio da paixão infundida pelos Espíritos Lucíferos; por isso, para deleitar os sentidos, dirige para baixo, contrariamente à luz, a metade da sua força sexual criadora. Em sua alma profunda percebe que isso está errado; daí ele passa a ocultar o seu instinto criador num manto de vergonha e se sente ultrajado quando tal instinto é arrastado para a luz. Essa condição deve ser alterada para que se possa realizar um progresso espiritual… Deve-se aprender a elevar toda a força sexual criadora a fim de ser utilizada inteiramente sob a direção da inteligência“.

Fica bastante claro, por essas explanações, que a única solução real deste problema é o autodomínio. O atual emprego disseminado de contraceptivos, a fim de permitir uma licença sexual ilimitada, é perigoso, de fato, para se dizer o menos a respeito. É bom recordar que a destruição da Lemúrica (o lugar que habitamos na Época Lemúrica) e da Atlântida (o continente que habitamos na Época Atlante) ocorreu, em boa medida, devido ao fato da maioria da maioria de nós que também vivemos aqui naquelas Épocas abusarmos flagrantemente da função sexual criadora. A presente Humanidade estaria seguindo o mesmo caminho? Os que conhecem as verdades devem fazer tudo o que possam no sentido de divulgá-las. Como nos exortou Max Heindel, a solução está na educação. Os jovens precisam ser educados quanto às verdades reais no que concerne ao sexo. Certamente isso é assunto bastante vital, a base da evolução humana.

Agora, respondendo mais especificamente a pergunta: devemos, sem dúvida, tentar desempenhar todas as obrigações a que nos comprometemos com outras pessoas. Entretanto, em que medida isso deva ser aplicado em relação ao sexo é assunto a ser decidido pelo indivíduo de per si, à luz de suas circunstâncias e natureza particulares. O que para um seria o melhor, para outro não o seria. O discernimento, o julgamento e um ponto de vista impessoal são todos necessários para se tomar uma decisão sábia. A oração, também, poderá ser de muito valia, especialmente quando estiver aspirando de todo o coração.

Quanto a “o que possam ser alguns dos outros efeitos” de se tomar as pílulas anticoncepcionais, podemos apenas assinalar que algo tão contrário às Leis da Natureza deve ter alguns efeitos indesejáveis no Corpo Denso. De fato, cremos que alguns já foram referidos por cientistas médicos e médicas. Não nos esqueçamos, sobretudo, que os efeitos espirituais – incluindo-se o mental, o emocional e o moral – podem até mesmo ser mais deploráveis e perigosos do que os efeitos físicos.

(traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” e Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1973 –Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Janeiro de 2025

O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.

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2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:

A Fraternidade Rosacruz é uma Escola de Filosofia Cristã, que tem por finalidade divulgar a filosofia dos Rosacruzes, tal como ela foi transmitida ao mundo por Max Heindel.

Exercitando nosso papel de Estudantes Rosacruzes, o Centro Rosacruz de Campinas-SP-Brasil, edita o informativo: ECOS.

SUMÁRIO

Informação. 3

Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Janeiro/2025: Reuniões de Estudos e Publicações. 4

Fevereiro – Sol transitando pelo Signo de Aquário (janeiro/fevereiro) 5

12/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – Os Semitas Originais – Parte I 7

19/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – Os Semitas Originais – Parte II 8

26/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – As 4 Primeiras Raças Atlantes. 10

Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Janeiro: 13

Você Cuida dos Pensamentos que Você Cria?. 13

A Significância Esotérica das Três Cores Primárias. 15

Quem é esse “Deus”?. 17

Os Eventos da Vida de Cristo na Sua Primeira Vinda aqui: Caminho da Iniciação. 19

Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes. 20

1. Pergunta: Como vocês explicam a homossexualidade entre os animais. Todos os mamíferos apresentam esse comportamento e mesmo alguns répteis?. 20

2.Pergunta: Os Anjos e Arcanjos têm superioridade intelectual e moral aos humanos?. 22

3.Pergunta: O que aconteceu com Hitler, depois da morte do seu corpo material?. 22

4.Pergunta: Entre o Segundo Céu e o Terceiro, como nos ensina Max Heindel, o homem tem a convicção de que a vida, até este ponto, foi apenas um sonho e que ele existe sozinho, porém sem medo, “porque sabe que É”. Não seríamos então o Ser que está sonhando, exatamente como afirma a Sabedoria hindu do Advaita Vedanta, e não o Ego ou Chispa Divina, sendo este unicamente outro detalhe do sonho Divino, do nosso sonho?. 22

5.Pergunta: Por que os fantasmas são brancos? Eu já vi vários desses, quando era criança e adolescente. 23

O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 24

Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 27


Informação

As Reuniões de Estudos presenciais abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h. Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.

Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com

É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!


Atividades gerais ocorridas em nosso Centro, no mês de Janeiro/2025: Reuniões de Estudos e Publicações

-Dia 12/01 – 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Os Semitas Originais – Parte I

-Dia 19/01 – 16 h – Reunião do Estudante Regular – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Os Semitas Originais – Parte II

-Dia 26/01 – 16 h – Reunião do Probacionista – Reunião Reservada

17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – As Quatro Primeiras Raças Atlantes

Nota: Você pode obter uma cópia digital da Obra Básica Conceito Rosacruz do Cosmos da edição mais atualizada grátis aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/livros-digitalizados/o-conceito/

-Publicações de textos no nosso Site (www.fraternidaderosacruz.com) e nas nossas Redes Sociais:

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-Correção de lições dos Cursos (Filosofia, Bíblia e Astrologia) dos Estudantes Rosacruzes que fazem tais Cursos por esse Centro Rosacruz

-Respostas às dúvidas dos leitores (via e-mail, no site, nas redes sociais)

-Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional (incluindo Hino de Abertura, do Signo do mês solar e Hino de Encerramento)

-Continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz


Fevereiro – Sol transitando pelo Signo de Aquário (janeiro/fevereiro)

Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes: Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para  praticarmos durante TODOS OS DIAS DE FEVEREIRO. Esse mês solar de fevereiro, que vai de 19 de janeiro a 18 de fevereiro, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Aquário ou Hierarquia Criadora dos Anjos. Aquário é o lar dos Anjos, a Onda de Vida angélica. Na vida rejubilitante dos Anjos a lei está fundamentada no amor, e o amor, por sua vez, produz o cumprimento de cada lei. Os Corpos dos Anjos estão formados de Éteres, e por isso só são visíveis para os que desenvolveram a visão etérica. Muitas crianças a possuem e, por isso, têm o conhecimento, de primeira mão, dos seres angélicos. E, do mesmo modo, estão familiarizados com os Espíritos da Natureza que, como os Anjos, funcionam em Corpos etéricos.

O padrão cósmico que a Hierarquia Criadora de Aquário mantém sobre a Terra é um modelo dos ideais de Paternidade de Deus e da irmandade do ser humano, o fundamento para um tipo de amizade destinado a se expandir até que abarque a todos. Esse ideal deveria ser mantido no Santo dos Santos da Alma e nunca o danificar, nem o profanar por pensamentos indignos, palavras ou ações.

O centro físico correlacionado com Aquário são os tornozelos. São as duas colunas do Corpo-templo do ser humano e deveriam ser visualizados em coordenado movimento e em forma simétrica.

Dentre os 12 Apóstolos, o correlacionado com Aquário é S. Mateus. Esse Apóstolo, o publicano rico e pescador, que ao escutar a voz do Senhor deixou tudo e O seguiu prazerosamente. Renunciou a todas as suas possessões materiais, e mais tarde recebeu como recompensa uma compreensão espiritual que encontrou expressão em seu imortal Evangelho que leva seu nome – uma preciosa herança para toda a Humanidade.

Procure utilizar a seguinte frase ao fazer os Exercícios Esotéricos de Concentração durante o dia e o da Meditação: “Vós sois meus amigos” (Jo 15:14). Faça isso em cada um dos dias em que Aquário enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.


12/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – Os Semitas Originais – Parte I

– No Período Terrestre os Senhores da Mente irradiaram de si próprios o germe do pensamento-forma do veículo Mente.

– E foi na quarta Revolução e meia do Período Terrestre que vamos encontrar a divisão em Raças

– Na Época Lemúrica tivemos 1 Raça

– Na Época Atlante tivemos 7 Raças

– Na Época Ária teremos 7 Raças

– Na Época Nova Galileia teremos 1 Raça

– Que são ao todo 16 Raças, também conhecida pelos ocultistas como “os dezesseis caminhos da destruição”, porque sempre existe em cada Raça o perigo das almas aderirem demasiadamente a ela, se apegarem com tanta força e, amarrarem-se tanto em suas características, que não possam mais sobrepor-se a ideia de Raça

– As Raças só ocorrem enquanto passamos pelo Nadir da Materialidade

– Embora essas Raças sejam necessárias, elas são degraus extremamente perigosos

– As Raças são simples degraus evolutivos pelos quais devemos passar; caso contrário não haveria progresso algum para nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana manifestados aqui, que nessas Raças renascemos

– As Épocas também ocorreram neste mesmo tempo para nos ajudar a atravessar a parte mais densa em matéria de todo o Esquema de Evolução, o chamado Nadir da Materialidade

– Época Polar recapitulação do Período de Saturno -Inconsciência, correspondente ao transe profundo       

– Época Hiperbórea recapitulação do Período de Solar – Inconsciência, correspondente ao sono sem sonhos

– Época Lemúrica recapitulação do Período de Lunar – Consciência pictórica, correspondente ao sono com sonhos

– Época Atlante quando começamos, de fato, um novo passo na evolução no Período Terrestre – Consciência de vigília, objetiva

Para saber mais, assista a 209ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

209ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_12jan25-Cap.12-A Evolução da Terra-Época Atlante-Semitas Originais


19/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – Os Semitas Originais – Parte II

– O Semitas foram a 5° Raça da Época Atlante

– A Raça Semitas Originais se tornou o “povo escolhido”, porque foram os primeiros a utilizar a habilidade de deduzir uma causa pelo efeito da atividade do próprio pensamento

– Usaram pela primeira vez a vontade própria

– Foram do Semitas Originais que se constituíram a ‘semente de Raça’ apurada para a próxima Época, a Época Ária

– A Raça Semitas Originais se tornou suficientemente astuta para sentir as limitações da liberdade e para escapar, repetidas vezes, das medidas tomadas para manter essa Raça na linha evolutiva

– Os Semitas Originais foram isolados e proibidos de se casarem com outras tribos ou povos, mas como povo teimoso e obstinado que se guiava quase exclusivamente pelo desejo e pela astúcia, desobedeceu à ordem

– Assim, a maioria se rebelou e devido a essa atitude, esses frustraram completamente o propósito do Deus daquele momento – que era Jeová – e fizeram isso ao se casar com membros de outras Raças Atlantes e ao transmitir, assim, sangue inferior aos seus descendentes

– Por isso, foram expulsos por terem frustrados os desígnios de Jeová, e o fruto de tais cruzamentos se tornou inútil como semente de nova Raça para este grupo de seres

– E todos os Semitas Originais – que permaneceram fiéis – foi o povo escolhido para ser a semente de uma nova Raça, a que devia herdar a “Terra prometida”, não a simples e insignificante Palestina, mas sim toda a Terra, tal como é atualmente

– Casar-se fora da família naqueles tempos era considerado um horror

– O membro de uma tribo não podia ligar-se a alguém de outra sem perder sua própria casta

– A Casta é um sistema social de divisões rígidas de natureza hereditária, sendo os direitos transmitidos por laços de sangue. Não era nada fácil tornar-se membro de outra família

– “Um clã nada mais é que um grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum”

– Quanto menor é a tribo, com certeza, será mais próxima a endogamia

– O sangue é o ponto de apoio do Espírito

– O Ego humano atua em seus veículos, por meio do calor do sangue

– O Espírito de Raça, de Família ou de Comunidade tem entrada no sangue através do ar que respiramos

– A memória está intimamente relacionada com o sangue é a mais alta expressão do Corpo Vital

– O sangue estranho teve que ser introduzido em todas as famílias da Terra

– Com isso foi eliminando gradualmente a Clarividência involuntária, a qual incentivava o sentimento de Clã e dividia a Humanidade em grupos

Para saber mais, assista a 210ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

210ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_19jan25-Cap.12-A Evolução da Terra-Época Atlante-Semitas Orig-P.2


26/01– 17 h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XII – A Evolução da Terra – Época Atlante – As 4 Primeiras Raças Atlantes

– Ainda encontramos a atmosfera cheia de uma neblina espessa; era possível ver, mas só a alguns metros de distância

– O nosso Corpo Denso já estava ereto, se comparado com os das Épocas anteriores

– No começo da Época Atlante, a Terra era frequentemente assolada por inundações que faziam com que nós e os animais abandonassem as terras baixas, cada vez mais

– Qual foi o foco nas duas primeiras partes da Época Atlante?

– Reconstruir o Cérebro e a Laringe para adaptá-los às conexões com a Mente

– E receber o germe da Mente, a partir do qual pudéssemos construir o Átomo-semente pelo uso aqui, renascido e, assim ter o veículo Mente

 – A partir da segunda parte da Época Atlante, a grande maioria de nós já possuía o conjunto completo de veículos

– Nossos Corpos se interpenetraram, como os Mundos se interpenetram

– No Mundo Físico já tínhamos os dois veículos para funcionar nele: Corpos Denso e Vital

– No Mundo do Desejo já tínhamos o veículo para funcionar nele: um Corpo de Desejos

– Na Região Concreta do Mundo do Pensamento já tínhamos o veículo para funcionar nela: a Mente

– Cada um de nós somos um Mundo diferente e devemos ser respeitados como tal

– Comparado com o Corpo Denso atual, o daquela Época era gigante; tinham braços e pernas muito maiores do que os nossos

– A cor da pele estava entre o vermelho e o amarelo; tínhamos uma cabeça, mas quase nada de testa; o cérebro não tinha desenvolvimento frontal

– A cabeça era inclinada para trás, desde acima dos olhos e estes eram pequenos e pestanejantes e o nariz muito achatado

– As orelhas estavam muito mais para cima e para trás da cabeça do que as que temos atualmente

– Pescoço muito mais grosso que o que temos atualmente

– O fio de cabelo era reto, negro, de secção redonda, enquanto o atualmente, se bem que possa diferir na cor, tem sempre a secção oval

– O fio de cabelo dos remanescentes atuais dos atlantes tem secção redonda, assim como as órbitas de seus olhos

– Os Rmoahals foram a primeira das Raças Atlantes que nós constituímos; tinham muito pouca memória e esse ponto estava relacionado com as sensações e os Rmoahals lembravam-se das cores e sons, e assim, até certo ponto, foram desenvolvendo as sensações

– Os Tlavatlis foram a segunda Raça Atlante que nós constituímos; e começaram a sentir seu verdadeiro valor como seres humanos separados. A memória tornou-se um fator na vida da comunidade. Começou com o culto aos antepassados, foram ambiciosos, pediam recompensa pelas suas obras. A memória tornou-se um importante fator na vida da comunidade. Foi o germe da realeza. A lembrança das obras meritórias de algum grande ser humano permanecia depois da morte e a memória dos antepassados começou a ser honrada

– Os Toltecas formaram a terceira Raça Atlante que nós constituímos; quando o pai tinha o poder de transmitir suas qualidades ao filho, de maneira impossível para a Humanidade atual. A educação efetuava-se evocando ante a alma do menino os quadros de diversas fases da vida. Tinha uma consciência interna pictórica. Despertava-se o instinto e não a razão. Herdavam a maior parte das boas qualidades dos seus pais. Prestavam grandes honras aos descendentes de grandes homens

– Os Turânios originais foram a quarta Raça Atlante que nós constituímos; com abominável egoísmo. Oprimiam muitíssimo as classes inferiores desamparadas. Florescia a magia negra da pior classe e a mais nauseabunda. Ao alcançarmos a terceira parte da Época Atlante, começamos a nos dividir em nações; os reis eram adorados, não por sua bondade e amor, mas por sua altivez e poder, que alguns usavam de uma maneira muito depravada e egoísta

Para saber mais, assista a 211ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:

211ª ReuniãoDominical-FRC_Campinas_26jan25-Cap.12-A Evolução da Terra- As 4 Primeiras Raças Atlantes


Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de Janeiro:

Você Cuida dos Pensamentos que Você Cria?

Devemos tomar muito cuidado com os pensamentos que criamos de medo, ira, aborrecimentos, cólera, ódio, raiva, ciúmes, cobiça e afins. Veja como já criamos “misturando” com os desejos, sentimentos e as emoções!

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que isso ocorre porque a nossa Mente (veículo pela qual manifestamos nossos pensamentos) está fortemente comprometida pelo nosso Corpo de Desejos, por isso a chamamos de Mente “inferior” ou Mente “concreta”. Eis um dos motivos que Exercícios Esotéricos são fornecidos para desenvolvermos a Mente “abstrata”.

E a questão de “gerarmos” aqueles tipos de pensamentos-forma, afeta justamente a utilização do fluido vital solar (esse é produzido por nós que utilizamos como matéria prima a energia solar que coletamos pelo nosso baço etérico, e a transmitimos, via nossos nervos etéricos para o Plexo Celíaco onde se transforma no fluído vital solar de cor rosa, atravessando todo o sistema nervoso).

Por meio dele os músculos são movimentados e os órgãos executam suas funções vitais. Quanto melhor estivermos; alegres, felizes, otimistas, com pensamentos altruístas, melhor saúde nós teremos e maior é a qualidade desse fluido solar que somos capazes de absorver.

Pensamentos de medo, ira, cólera, de ódio, fazem o baço se fechar, cessando então de especializar o fluido em quantidade necessária. As linhas de força se encurvam dando livre acesso aos organismos nocivos à saúde, originando assim, as enfermidades. 

Devemos fazer o possível e o impossível para nos manter bem, com saúde e ter bons pensamentos; de coragem, alegria, fé e amor.

Uma atitude otimista e corajosa é essencial para a conservação da própria saúde, como também é bom estarmos sempre firmes para auxiliarmos irmãos e irmãs enfermas que nos pedirem ajuda, jamais tenhamos medo ou nojo quando se aproximarem de nós, ou dirigiremos para nós mesmos as bactérias nocivas.

Sejamos esteios e exemplos vivos de como ter e manter uma boa saúde.

A Significância Esotérica das Três Cores Primárias

Sabemos que há três cores primárias: Azul, amarelo e vermelho.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que o azul simboliza Deus-Pai, que manifesta o Princípio da Vontade; que o amarelo simboliza Deus-Filho (Cristo) que manifesta o Princípio da Sabedoria; que o vermelho simboliza Deus-Espírito Santo (Jeová) que manifesta o Princípio da Atividade.

Temos, portanto, uma Santíssima Trindade ou Trindade Divina, simbolizada por essas três de cores que se misturam infinitamente em toda a Terra.

Um estudo de várias combinações de cores em relação ao nosso desenvolvimento físico, mental, moral e espiritual é um assunto fascinante.

Deus-Pai, nosso criador, manifesta-se no Raio Azul. Quando falamos da cor azul, podemos pensar nela como uma cor nebulosa ou intangível. Está associada a mechas de fumaça azul em espiral acima das chaminés, topos e névoas azuladas envolvendo altas montanhas. É através do azul que nos esforçamos para penetrar nas misteriosas profundezas do mar ou nos confins do Céu.

Azul também denota aspirações religiosas e devoção; se tem um leve toque de lavanda, significa devoção a um ideal nobre e elevado; azul azulado denota uma alta fase de espiritualidade, um alcance em direção ao Infinito; azul acinzentado denota sentimentos religiosos motivados pelo medo; quando o azul é misturado ao marrom avermelhado escuro, as tendências religiosas são estreitas e preconceituosas.

Quando falamos da cor amarela: amarelo puro significa alta inteligência e sabedoria; amarelo dourado luminoso denota adaptabilidade para a recepção e a disseminação da sabedoria; amarelo-limão dá evidências de uma Mente espiritualizada ou Crística.

Quando falamos da cor vermelha: vermelho carmim é um vermelho puro e claro e indica força, resistência e elevado estado de perfeição física; vermelho escuro profundo: sensualidade; vermelho tijolo: raiva; marrom avermelhado indica a avareza, ganância e egoísmo; vermelho escarlate e brilhante indica afeição humana que foi suavizada pela tristeza; do ponto de vista de seu valor terapêutico, os vermelhos são estimulantes e revigorantes para o nosso Corpo Denso (Corpo Físico).

Os amarelos vitalizam e aceleram suas atividades mentais.

Os azuis são inspiradores, dando tom especial a toda sua composição.

Uma pessoa de ideais elevados, cujos pensamentos, palavras e ações são dedicados à melhoria no Mundo, ao altruísmo, serviço ao próximo, terá uma aura luminosa com vermelho claro e brilhante, amarelo claro e azul delicado.

Existem também as cores secundárias que são: laranja, verde, roxo e índigo. Laranja é uma combinação de vermelho e amarelo; verde é uma combinação de amarelo e azul; roxo é uma combinação de vermelho e azul; índigo é uma combinação de laranja, verde, azul e roxo.

No site da Fraternidade Rosacruz há uma bela e detalhada explicação das cores, aqui: https://fraternidaderosacruz.com/corinne-heline-a-terapia-das-cores/

Quem é esse “Deus”?

Sempre falamos de Deus. Mas quem é esse “Deus”? Por meio dos Ensinamentos Rosacruzes aprendemos que o nome “Deus” designa o Criador do nosso Esquema de Evolução, onde está o Sistema Solar e os sete Mundos que o compõe: Mundo de Deus, Mundo dos Espíritos Virginais, Mundo do Espírito Divino, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Pensamento, Mundo do Desejo e Mundo Físico

Deus é o Grande Arquiteto de um Sistema Solar. Ele é um Grande Ser Coletivo.

Ele é umas das manifestações inferiores do Grande Ser Supremo, Criador do Universo. Deus habita o sétimo Plano Cósmico.

Também sua manifestação é tríplice, semelhantemente ao Ser Supremo. Seus três aspectos de manifestação são: Vontade, Sabedoria e Atividade.

Deus nos criou. Deus é a fonte e meta da nossa existência. Daí que: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”. Quem compreende e vive a vida considerando isso, alcança a realização plena da vida aqui e agora!

Deus é Luz, é Sabedoria. Essa Luz inspiradora nos ensina a sentir com a Mente e a pensar com o Coração, predispondo-a à verdade; sensibilizando-nos para intuir ideias criativas, fortalecendo-a com excelente memória, dando-lhe uma visão positiva da vida.

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que Deus NÃO existe. Ele é! E está em tudo: é onipresente. Ele conhece tudo: é onisciente. Só Ele, e mais ninguém, pode tudo: é onipotente.

Se temos Deus em nosso interior, com toda a nossa fé, temos sabedoria, bom senso, visão do bem, do certo, do correto, do êxito e da plenitude.

O Divino Amor de Deus nos dá compreensão para aceitar cada pessoa como ela é. Dá-nos impulso afetivo para amá-la e suscitar-lhe amor.

Com Deus temos disposição fraternal e comedida para tratar bem a todos, indistintamente, como irmão, como irmã, estabelecendo um convívio bom e gratificante. Vemos então nos irmãos e nas irmãs a divina essência de cada um, que é a base da Fraternidade!

Tomemos consciência desse privilégio de termos sidos criados por Deus, que nos ama, nos entende, e criou todo o Reino de Deus para evoluirmos.

Se nos conscientizarmos da grandeza de tê-Lo em nós, permanentemente, nunca nos sentiremos sozinhos, desamparados e impotentes.

Deus é Luz, Deus é Amor, Deus é Paz!

Os Eventos da Vida de Cristo na Sua Primeira Vinda aqui: Caminho da Iniciação

Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que os eventos na vida de Cristo, quando da Sua primeira vinda aqui, representam etapas sucessivas no Caminho da Iniciação. Assim, os três homens sábios representam o Corpo, a Alma e o Espírito; seus presentes representam a suprema dedicação ao único Mestre: Cristo. A mirra significa a amargura da dor e da pena, antes de que a natureza inferior do Aspirante tenha sido transformada; o incenso, o caminho da transmutação; o ouro, o Espírito que refina a natureza inferior e, finalmente, a submete.

Assim, a “Epifania do Senhor” significa a tríplice dedicação do Discípulo: de seu Espírito, sua Alma e seu Corpo, acompanhados de presentes de Amor, Vida e Serviço, ao Cristo Menino.

Esse evento possui uma tamanha potência espiritual em sua influência para quem está trilhando o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, seja na Oração e Meditação, na Pureza e Transmutação, no Despertamento e na Espiritualização da Mente, seja na Sublimação e Unificação.

Aqui está, para o Estudante Rosacruz, um bosquejo das disciplinas com o iniciar de um Ano Novo! Afinal, quando um Estudante Rosacruz prossegue nessa gloriosa busca pelo eterno e desenvolve em seu interior poderes crescentes, pertencentes à consciência espiritualizada, comprova, mais completamente, a Lei Divina  subjacente nas palavras de Cristo, quando diz: “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6:33).

(*) Pintura: The Wise Men Guided By The Star – Gustave Doré!

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Fraternidade Rosacruz – As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam ser dúvidas de mais Estudante Rosacruzes

1. Pergunta: Como vocês explicam a homossexualidade entre os animais. Todos os mamíferos apresentam esse comportamento e mesmo alguns répteis?

Resposta:  Os animais têm a sua evolução dirigida pelo Espírito-Grupo, um Arcanjo para cada espécie. Como sempre, o Espírito-Grupo não interfere no livre arbítrio do animal sob a sua responsabilidade. Só deixarão de serem guiados por um Espírito-Grupo no Período de Júpiter. Mas não é o Espírito-Grupo que “sugere” dois animais da mesma espécie e do mesmo sexo praticarem um ato sexual (o Arcanjo tem sabedoria mais do que suficiente em compreender que a força sexual é criadora e sagrada). A consciência dos animais atualmente é semelhante à nossa consciência de sono com sonhos, ou seja, eles não têm a consciência de vigília. Nos animais, o Ego animal não está completamente dentro dos veículos dele. Isto só ocorrerá quando os pontos do Corpo Vital e do Corpo Denso se corresponderem, no Período de Júpiter. Por esta razão o animal não é um “ser vivente”, isto é, não vive tão completamente como o ser humano, nem é capaz de ter desejos e emoções tão sutis como as do ser humano, porque não tem plena consciência. Assim não sabem que estão “sendo homossexuais”, não têm nem a Mente para tal discernimento. O fato de se acariciarem sendo do mesmo sexo ou gostarem da companhia de seres do mesmo sexo não deve ser entendido como homossexualidade (como não deveria ser entendido entre seres humanos). Agora… o problema de “praticarem” o ato sexual com seres do mesmo sexo: o Corpo de Desejos dos animais é composto somente de materiais das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Com isso os desejos, os sentimentos e as emoções inferiores fazem parte do seu cotidiano: paixão, sensualidade, posse, agressividade, destruição, e as formas mais brutais de desejos, emoções e sentimentos. Ou seja: os sentidos dos animais focalizam-se quase inteiramente na satisfação dos desejos e paixões mais inferiores, cuja expressão se encontra na matéria das Regiões inferiores do Mundo do Desejo. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que quando uma Onda de Vida passa por um determinado estágio de consciência, ela o faz com um nível de aprendizagem com mais possibilidade da Onda de Vida que já passou por esse estágio. Por exemplo: nós estamos passando pelo estágio de consciência de vigília (Período Terrestre), em um nível mais elevado do que quando os Anjos passaram por esse estágio (Período Lunar). Assim, a Onda de Vida animal está passando, atualmente, pelo estágio de consciência de sono com sonhos em um nível mais elevado do que quando nós passamos por tal. Ou seja: experimentam desejos, emoções e sentimentos inferiores e brutais muito mais acentuados do que quando passamos, inclusive no que se refere ao gasto da força sexual criadora para satisfação dos sentidos (coisa que nós nem tínhamos a menor condição evolutiva para tal, pois o nosso Corpo de Desejos naquele estágio era muito mais simples na sua composição (estávamos ganhando o germe dele ainda), além de estarmos em um contexto de Corpos Denso e Vital impossível de qualquer prática como tal: suspensos por cordões na atmosfera de névoa ígnea, assim como o embrião está preso à placenta pelo cordão umbilical.). 

Temos uma exceção a tudo isso: os animais domésticos mais avançados que permaneceram gerações inteiras em estreito contato com o ser humano, despertando por isso mesmo faculdades que outros animais, desprovidos dessa vantagem, não possuem. Isto se baseia no mesmo princípio que faz com que um fio altamente carregado de eletricidade “induza” uma corrente mais fraca em outro que lhe esteja próximo, assim como um ser humano de forte moralidade pode despertar uma tendência parecida em outro de natureza mais débil, ou assim como este pode ser dominado pela influência negativa de caracteres malignos. Tudo quanto fazemos, dizemos, ou somos, reflete-se em torno de nós.  Por serem os mais elevados de sua espécie, estão quase no ponto da individualização, e as vibrações da Mente do ser humano têm “induzido” neles uma atividade similar, de ordem inferior. Ou seja, para os animais domésticos o fato de praticarem o ato sexual entre indivíduos da mesma espécie (e, às vezes, até entre espécies diferentes) é resultado de inundarmos o nosso entorno com desejos, emoções e sentimentos de paixão e sensualidade, que induz ao gasto da força sexual para gratificação dos sentidos. Aqui, a culpa recai muito mais em nós, pois estamos tratando os nossos irmãos menores mais evoluídos de uma maneira a atrasar a sua evolução.

2.Pergunta: Os Anjos e Arcanjos têm superioridade intelectual e moral aos humanos?

Resposta: Sem dúvida alguma! A Sabedoria (que o conhecimento temperado com amor, muito superior a chamada “superioridade intelectual e moral humanas”) flui nessas 2 Ondas de Vida naturalmente, pois elas possuem um Esquema de Evolução bem diferente das nossas. As lições que essas 2 Ondas de Vida têm a aprender são de outros Mundos não as da Região Química do Mundo Físico.

3.Pergunta: O que aconteceu com Hitler, depois da morte do seu corpo material?

Resposta: Como qualquer irmão ou irmã da Onda de Vida humana que se suicida: foi para a Região Limítrofe até o seu arquétipo parar de vibrar. Depois, foi para o Purgatório e seguiu sua vida celestial como qualquer um de nós.

4.Pergunta: Entre o Segundo Céu e o Terceiro, como nos ensina Max Heindel, o homem tem a convicção de que a vida, até este ponto, foi apenas um sonho e que ele existe sozinho, porém sem medo, “porque sabe que É”. Não seríamos então o Ser que está sonhando, exatamente como afirma a Sabedoria hindu do Advaita Vedanta, e não o Ego ou Chispa Divina, sendo este unicamente outro detalhe do sonho Divino, do nosso sonho?

Resposta: Quando você não é um Estudante de uma Escola ocultista ocidental, como a Fraternidade Rosacruz, então é natural que essa confusão aconteça, já que a única “experiência fora do corpo” que você conhece e se habitua a viver é o sonho, com todos os seus absurdos e confusões. A coisa toda muda quando você é um Estudante Rosacruz, praticante assiduamente dos Exercícios Esotéricos (rituais e treinamento esotérico, como fornecido no Conceito). Quanto mais você trilha o Caminho Rosacruz – ainda na Fraternidade Rosacruz -, desde o grau de Estudante Preliminar até o Discipulado, mais essa confusão vai se desvanecendo e você sabe exatamente discernir o que está acontecendo com você quando vivencia o momento na sua roda de nascimentos e mortes entre o Segundo Céu e o Terceiro Céu. Isso porque, como um Estudante Rosacruz atuante aqui, você pratica eventos – resultados da oficiação dos rituais e da execução do seu treinamento esotérico – onde o sonho é apenas um dos inúmeros tipos de experiência fora do seu corpo que você participa, inclusive sabendo exatamente em que cada Corpo você está atuando no momento.

Quanto a citação da sabedoria hindu, não saberíamos dizer pois escolhemos nascer na porção desse Campo de Evolução, a Terra, com um tipo de Corpo que não precisa vivenciar o que os Ensinamentos Orientais se propõem (já o fizemos no passado, e retiramos a quinta essência dessa aprendizagem). Mesmo porque os nossos irmãos e irmãs daquela área estão em um momento de evolução direcionados para frente e para baixo: a conquista da Região Química do Mundo Físico. Assim, é natural a “visão” das coisas espirituais serem diferentes e até confusas para eles.

5.Pergunta: Por que os fantasmas são brancos? Eu já vi vários desses, quando era criança e adolescente.

Resposta: Porque por muitos e muitos e muitos renascimentos criamos arquétipos de que o branco significa algo puro, algo que está próximo a transparência (característica do que conceituamos como fantasma). Muitos outros estereótipos, arraigados em nosso subconsciente, definem conceitos que, se pararmos para pensar e utilizarmos a lógica – o meio mais seguro para investigação oculta –, veremos que não tem nada a haver. Do tipo: se lhe mostrarem um céu diferente do azul, hoje, você não acreditaria, mas, pasme, na época da Grécia antiga o que não se acreditava era o céu ser azul. E assim vai. Veja aqui mais exemplos: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160221_civilizacoes_antigas_cor_azul_rb.


O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ

As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco.

O horário é 18h30, horário local.

A virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.

Se você gostaria de participar deste trabalho, nas Datas de Cura  (veja na figura abaixo as Datas para esse mês), sente-se em silêncio quando o relógio em seu local de residência apontar para a hora local indicada: 18h30 ou em qualquer horário que melhor seja, desde que seja todos os dias o mesmo horário (pois a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – pois a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra), oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.

Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:

1ª – 𝑷𝒓𝒆𝒑𝒂𝒓𝒂çã𝒐 – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);

2ª – 𝑪𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂çã𝒐 – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando) colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele.

3ª – 𝑺𝒂í𝒅𝒂 – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.

“Se podes?”, disse Cristo Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”. Mc 9:23

Se você está doente e entende que precisa de ajuda

…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas. O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA. As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/

**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-la, comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:

https://fraternidaderosacruz.com/category/treinamento-esoterico/rituais-diario-e-semanal/ritual-de-cura

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quais os Efeitos da Dieta à base de Carne Animal

Aprendemos nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que na quarta Época, a Época Atlante, evoluímos além do estado animal, ou seja: além do Tríplice Corpo, ganhamos a Mente. A partir daí a atividade de manifestar o pensamento enquanto estamos renascidos aqui esgota as células nervosas do nosso Corpo Denso; mata, destrói e leva à decomposição. Por isso, o alimento do Atlante – ou seja, de quando estávamos evoluindo durante a Época Atlante – era, por analogia, constituído de carcaças mortas de animais. Matávamos para comer e é por isso que a Bíblia afirma que “Nimrod era um caçador poderoso” (Também grafado como: Ninrode, Nemrod (Gn 10:9)). Nimrod representa o estereótipo do ser humano da Quarta Época.

Nesse meio tempo nós descemos mais profundamente na matéria. Formamos o esqueleto interno que se tornou sólido. Desde aquela Época até a Época Ária já conseguimos aperfeiçoar enormemente o processo de manifestação do nosso pensamento aqui, por meio do nosso cérebro e da nossa laringe. E, também, já passamos pelo ponto de inflexão nesse Esquema de Evolução: de “para frente e para baixo” – Involução – para “para frente e para cima” – Evolução. E para conseguirmos evoluir nessa nova fase não há outra solução, senão reduzir a cristalização do nosso Corpo Denso, a fim de aumentar a nossa capacidade de reter mais Éter Luminoso e Éter Refletor no nosso Corpo Vital para conseguirmos criar o novo Corpo que precisamos: o Corpo-Alma.

Estudamos no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que: “Seria tolice alguém mudar sua dieta normal alimentar, que usou durante anos, para seguir outra dieta, sem uma observação prévia e cuidadosa do melhor que possa servir aos seus propósitos. A mera eliminação da carne animal da dieta alimentar cotidiana para pessoas que estão acostumadas a comer carne animal, com toda a certeza, produziria desarranjos na saúde da maioria. A única maneira segura é, primeiramente, experimentar e estudar o assunto com discernimento. A alimentação é uma coisa tão individual que não é possível estabelecer regras fixas.” “A força obtida de uma dieta de vegetais ou de frutos permanece mais do que a derivada de uma dieta de carne. Não é necessário ingerir com tanta frequência quantidades de alimento vegetal. Proporcionalmente, esse alimento fornece mais energia porque, para assimilá-lo, é necessária menor energia. O alimento obtido de Corpos animais se compõe de partículas que foram trabalhadas e interpenetradas por um Corpo de Desejos individual, e individualizadas. Esta individualização é muito maior que a das partículas vegetais. No animal, cada célula se constitui numa Alma celular individual compenetrada pelas paixões, e desejos do animal. É necessária uma energia considerável, primeiramente para dominá-la e, depois, para poder ser assimilada. No entanto, nunca fica completamente incorporada ao Corpo como os constituintes duma planta, que não tem tendências individuais tão fortes. Resultado: o carnívoro necessita de quantidade maior de alimento que o frugívoro e tem de comer mais frequentemente. Ainda mais: a luta interna das partículas da carne provoca desgaste e destruição maior do Corpo, o que torna o carnívoro menos ativo e menos paciente do que o vegetariano, como tem sido demonstrado em provas realizadas pelos partidários de um e do outro regime.”

Podemos dizer que o ser humano comum ingere a carne animal para obter rapidamente o teor necessário de albumina. No entanto, ovos, leite e derivados, queijo, nozes e legumes, que promovem a saúde do Corpo Denso também tem albumina, sendo mais favorável ao progresso espiritual. Outrossim, o efeito dessas albuminas obtidas desses alimentos perdura por tempo mais extenso. Os tempos estão chegando, quando a albumina não será mais necessária a nenhum de nós, e uma nova substância tomará o seu lugar. Estamos sendo preparados, gradualmente, para essa mudança e a carne animal será eliminada da alimentação. Há aqueles que ainda não estão preparados para aderir a essa importante mudança dietética, e para eles, uma mudança radical e abrupta não é recomendada. Essa alteração para um novo tipo de dieta deveria ter sua origem na força de vontade da própria pessoa, quiçá originada pela compaixão para com as vítimas mortas dos nossos irmãos menores para atender gula dela.

“Contudo, podem ser usados vários produtos animais muito importantes, como ovos, leite, queijo e a manteiga e outros derivados do leite. Tais produtos são o resultado de processo de vida. Transformá-los em alimento não causa nenhum sofrimento. O leite, fator importantíssimo para o Estudante ocultista, não contém substâncias terrosas e, por conseguinte, exerce influência como nenhum outro alimento.”.

“Nenhum indivíduo que mate pode chegar muito acima no caminho da santidade. Notemos, todavia que, comendo a carne, agimos pior do que se realmente matássemos.”. Aqueles que consomem carne animal forçam alguns de seus irmãos e das suas irmãs a providenciarem a carne animal que tanto deseja. Tornam-se assim responsáveis pelos sentimentos cada vez mais rudes e embolados daqueles forçados a trabalhar nos matadouros, frigoríficos, açougues e lugares afins, cuja aspiração para uma vida mais elevada se torna praticamente nula.

A dieta à base de carne animal nos torna, sem dúvida alguma, mais grosseiro, tendendo a fomentar um interesse voltado exclusivamente para o campo material, impedindo assim, o desenvolvimento espiritual numa certa extensão. Tanto o intelecto, como a lógica e a ciência são atributos maravilhosos. Devem outrossim, se subordinar ao desenvolvimento espiritual.

Já foi provado, conclusivamente, que é possível a contaminação do ser humano através de carne animal ingerida proveniente de um animal enfermo.

Quando estudamos a composição química dos alimentos, vemos que a Natureza providenciou todos os medicamentos necessários, e se comermos e pensarmos corretamente, nos dedicando cada vez mais a nossa vida espiritual Cristã aqui, ficaremos imunes à doenças e enfermidades.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – novembro/1974 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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