Muitas pessoas não se dão conta de que os homens ou as mulheres com os quais nos relacionamos diariamente talvez sejam, alguns, é claro, possuidores de algum grau de vidência. Há vários estágios de desenvolvimento espiritual dos quais constantemente ouvimos falar.
As exibições dessa faculdade geralmente são feitas por videntes negativos, pouco ou nada conhecedores das forças com as quais se põem em contato. Outras vezes essas demonstrações são realizadas por aqueles que, tendo obtido um insignificante conhecimento das coisas espirituais, agem de forma precipitada em situações complexas que os mais sábios evitam.
O Clarividente positivamente desenvolvido – também chamado de Clarividente voluntário – sabe, por experiência, que uma única demonstração não convence ao incrédulo, servindo-lhe apenas para exigir mais uma.
Um ser elevado espiritualmente e treinado esotericamente, compreendendo as forças que o cercam, nunca prostituirá seu dom com a finalidade de auferir benefícios materiais. Jamais o empregará com propósitos banais, sabendo que poderá perdê-lo se o fizer. Nem a salvação e muito menos as evoluções podem ser compradas. Cristo curou e alimentou as multidões, mas não usou Seus poderes para fugir ao Gólgota.
É possível convivermos com um Clarividente voluntário sem nunca o sabermos. Ele não se identificará como tal.
Durante muitos anos certo homem foi meu sócio em vários negócios. Há pouco tempo, entretanto, é que, em uma palestra casual, descobri tratar-se de um Estudante Rosacruz. Isto, todavia, não é de se admirar, como parece à primeira vista. Revendo os vários anos de relacionamento com esse Estudante Rosacruz, percebi nunca tê-lo ouvido pronunciar a menor crítica ou ofensa a quem quer que fosse. Em circunstâncias onde o ser humano comum age com intolerância, ele sempre manifestou condescendência. Sempre respeitou todas as Religiões e as opiniões alheias, embora tivesse seus pontos de vista. Quando eu desrespeitava as coisas sagradas em sua presença, ele me repreendia sutil e silenciosamente.
Esse homem me intrigava e eu o interrogava o mais que podia. As respostas fluíam com simplicidade e paciência, exceto quando eu me tornava impertinente.
O Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui), nós, possui diversos veículos Corpos Denso, Vital, de Desejos e o veículo Mente, os quais usa para adquirir experiência e evoluir. O Corpo Denso é formado de matéria da Região Química do Mundo Físico em que vivemos cotidianamente quando estamos renascidos aqui e, naturalmente, é visível a quem tenha os órgãos da visão funcionando aqui. Os outros veículos são formados de substâncias pertinentes às Regiões e aos Mundos onde têm origem.
Da mesma forma como um indivíduo portador de cegueira não pode perceber a Região Química do Mundo Físico ao seu redor, o ser humano profano não distingue os Corpos mais sutis nem os Mundos a que se relacionam.
O grande inventor Thomas A. Edison, pouco antes de seu falecimento declarou que a ciência nos últimos cem anos fizera notáveis progressos no campo da física, mas no próximo século o grande campo de investigações seria o da metafísica; sabe-se, através de relatório elaborado pela senhora Edison, que nos últimos anos que precederam a morte de seu esposo, ele esteve ocupado em aperfeiçoar uma máquina que possibilitaria o contato com os planos espirituais. Os cientistas ocultistas afirmam que o único instrumento perfeito para tal função deve ser desenvolvido pelo ser humano e dentro de si mesmo.
Encontramos as “chaves” da Clarividência voluntária ou positiva no desenvolvimento de duas Glândulas Endócrinas: Corpo Pituitário e Pineal. O reto viver, por sua vez, é a chave desse desenvolvimento. Da mesma forma como os vários graus de visão espiritual podem ser desenvolvidos, outras faculdades superiores são suscetíveis de florescimento.
Uma delas é a possibilidade de ingressar nos planos invisíveis da Natureza e neles funcionar conscientemente. Depende da habilidade de cada pessoa, em efetuar a separação dos Éteres superiores dos Éteres inferiores do Corpo Vital, de uma forma correta e segura. Isto se torna realidade mediante uma vivência pura e amorosa, treinamento esotérico, mesclada com práticas devocionais e serviço altruísta e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) prestado ao irmão e a irmã, focando na Divina Essência oculta em cada um (que é a base da Fraternidade).
Os Éteres de Luz e Refletor formam o chamado “Vestido Dourado de Bodas” – o Corpo-Alma –, simbolizado pela estrela dourada do Emblema Rosacruz. Constituem, nessa circunstância, um verdadeiro Corpo espiritual, por meio do qual nós percorremos livremente os Mundos internos, enquanto o Corpo Denso fica repousando, dormindo. O indivíduo dotado de elevado desenvolvimento anímico, pode, durante o sono, utilizar seus veículos superiores para trabalhar como Auxiliar Invisível, principalmente no labor de curar os doentes e enfermos.
Muitas vezes, durante o sono, encontramos amigos e amigas ou nos achamos em lugares estranhos. Em várias ocasiões, tais experiências são consideradas como meros sonhos. Às vezes, porém, são experiências reais que muito nos impressionam quando despertos.
No primeiro estágio, o Auxiliar Invisível é inconsciente. Mais tarde, como decorrência normal de seu desenvolvimento, torna consciente. Qual o requisito básico para alguém tornar-se um Auxiliar Invisível? É simples: primeiramente deve se converter em um Auxiliar Visível, isto é, deve servir da maneira que puder aqui no Mundo material, quando está acordado ou em estado de vigília. Não há outro caminho!
Hoje em dia, com essa profusão de livros sobre ocultismo e psiquismo à venda nas livrarias, fala-se muito em sexto sentido. Um dos primeiros sinais de desenvolvimento do sexto sentido consiste na receptividade às vibrações dos planos suprafísicos. Nesta classe encontramos a maioria dos Estudantes Rosacruzes. O simples fato de serem Estudantes Rosacruzes e aceitarem a verdade contida nos Ensinamentos Rosacruzes, demonstra sua sensibilidade às vibrações suprafísicas. O importante é desenvolverem suas faculdades espirituais sempre no sentido positivo, por meio do Conhecimento Direto, preconizado pela Fraternidade Rosacruz.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – abril/1979 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Aqui temos uma história oculta sobre o relacionamento entre pessoas provocado justamente pelo destino e que as fazem aprenderem lições conjuntas que enriquecem a vida aqui e ajudam a evoluir espiritualmente nessa vida.
1. Para fazer download ou imprimir:
2. Para estudar no próprio site:
Relações Provocadas pelo Destino entre Pessoas: Uma História Oculta
Por um Estudante
Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82
Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil
Traduzido, Compilado e Revisado de acordo com:
Links of Destiny
1ª Edição em Inglês, 1916 a 1917, in The Rays from The Rose Cross – The Rosicrucian Fellowship
pelos Irmãos e pelas Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil
contato@fraternidaderosacruz.com
fraternidade@fraternidaderosacruz.com
CAPÍTULO I – ESCOLA DE TIJOLOS VERMELHOS
Os tons amarelados de um pôr do sol dourado iluminavam o céu do oeste e banhavam, em um esplendor momentâneo, a modesta rua da vila. As pequenas e humildes moradias resplandeciam na glória da transformação, enquanto o suave brilho âmbar repousava sobre elas. Ao passar, lançou um raio trêmulo de luz sobre as janelas da velha escola de tijolos vermelhos, na estrada principal — e então desapareceu lentamente sobre as colinas cobertas de faias e bordos que coroavam o horizonte.
O desgastado estrado de madeira captou o último lampejo de esplendor, e Ralph Remington, sentado à sua mesa, ergueu os olhos cansados para encontrar o brilho dourado. Um halo de luz repousava sobre sua cabeça, trazendo certa paz ao seu espírito solitário. Ao ouvir a música crepuscular da natureza, em seu fim pianíssimo [muito suave], ele quase se esqueceu dos fardos que carregava e que, poucos momentos antes, pareciam tão pesados.
O bálsamo aromático dos pinheiros entrava pelas janelas abertas, misturando-se suavemente ao perfume da rosa silvestre e da roseira-brava. Com o murmúrio do riacho límpido, que corria sobre as pedras brancas e lisas, vinham aromas deliciosos do vale dos fetos, onde a Natureza revelava alguns de seus segredos maravilhosos a quem quisesse ouvir.
O mestre-escola inspirou longas e profundas respirações do ar perfumado e sentiu-se momentaneamente revigorado. Então voltou-se novamente para os papéis sobre sua mesa e concentrou a consciência nos problemas de seus alunos. Continuou trabalhando, indiferente ao que o cercava, enquanto o longo dia de verão chegava ao fim. As aves deixaram de esvoaçar e o laborioso zumbido das abelhas se dissolveu num indistinto e sonolento murmúrio.
As inúmeras formas de vida trêmula da floresta cessaram instintivamente sua agitação inquieta. A paz pairava sobre a paisagem: o dia chegara ao fim. Formas estranhas e fantásticas surgiam gradualmente do crepúsculo que se adensava, acumulando-se nos cantos e entre os rudes bancos de madeira.
Mesmo assim, Ralph Remington permanecia sentado à sua mesa, de cabeça baixa, aparentemente alheio à escuridão que se adensava. Em retrospecção, revivia os anos passados — exteriormente sereno, discreto, convencional, mas, por dentro, movendo-se entre tempestades e conflitos até o desfecho. Suas provações começavam a assumir forma concreta e uma crise parecia aproximar-se.
De repente, a sombra de uma figura apareceu na porta e uma voz metálica enviou vibrações discordantes através da quietude da noite.
— Ainda aqui, é? Fui até a Villa para te ver! Sonhando, Ralph? Bem, sonhos não levam ninguém a lugar algum! Uh — este é um lugar fantasmagórico!
Repentinamente despertado do seu devaneio, Ralph Remington levantou-se e aproximou-se do intruso com a mão estendida: “Boa noite, Horace!”.
Por um momento, ficaram em silêncio, observando-se mutuamente. Então, Horace Rathburn perguntou, com um tom que irritava os ouvidos do homem de coração gentil à sua frente: “Então, você já considerou a minha proposta?”.
— Isso teria sido um gasto desnecessário de força mental, Horace! Minha resposta para você naquela noite foi definitiva.
— Posso então inferir que você não usará sequer a influência que possui para garantir o objetivo proposto? É um pedido pequeno — e mesmo assim traria resultados altamente benéficos para todas as partes!
— Isso não é algo para nós decidirmos. Os principais envolvidos no caso são os únicos que têm interesse.
— Uma posição tola para assumir, Ralph Remington! Você influencia sua filha em tudo e a natureza dela é uma réplica da sua: você é seu modelo, em resumo; mas quando chega o momento mais importante da vida dela, também da sua, você se afasta e a deixa à deriva, entregue a um simples capricho, um devaneio! É melhor você reconsiderar o assunto!
— O tempo em que os pais decidiam os destinos dos filhos já passou. Marozia possui, de maneira incomum, as finas e aguçadas intuições femininas. O julgamento dela será a voz decisiva neste assunto, assim como em outras questões que a envolvem!
Havia uma firmeza silenciosa na voz de Ralph Remington que Horace Rathburn compreendia bem. No entanto, a persistência era sua característica mais marcante.
— Marque bem isto, Ralph! Não estou com disposição para continuar sendo enganado! A felicidade do meu filho está em jogo e agora será guerra até a morte, a menos que você ceda! Ralph Remington permaneceu em silêncio.
O estalar da brita sob seus pés, enquanto caminhavam entre pinheiros e cicutas, o canto dos grilos e o coaxar dos sapos no pântano distante eram os únicos sons que quebravam a quietude da noite. Horace Rathburn não suportava o silêncio. Era um homem de ação, e algo precisava ser dito ou feito a cada momento de vigília, não importando a natureza do que fosse dito ou feito. Sonhos, como ele chamava os silêncios da alma — eram totalmente supérfluos.
— Você ouviu, Ralph? Guerra até a morte! A menos que você ceda.
— Você já me viu ceder quando um princípio estava em jogo?
Horace Rathburn lembrou-se imediatamente de várias ocasiões no passado em que a vontade inflexível de Ralph Remington, empregada em favor do que era certo, havia frustrado seus planos perversos — e a lembrança não era nada agradável. Ele se contraiu e se remexeu levemente sob o olhar direto e penetrante que lhe era lançado na penumbra. Então, mudou seu método de ataque.
— Um belo subterfúgio esse: mandar sua filha para a escola em Utica, tendo uma escola preparatória aqui em Unadilla, da qual o meu ilustre colega, Ralph Remington, é o… ah… hm… diretor!
— Poupe seu sarcasmo, Horace Rathburn! A ocasião não justifica seu esforço.
— Mais uma vez, então, você recusa o meu pedido? Tem coragem de recusá-lo, sabendo o que isso significa para sua filha em termos de um futuro brilhante?
— Eu me recuso a interferir, de qualquer forma, nos direitos e prerrogativas da minha filha. Além disso, não quero que ela seja incomodada, sequer minimamente, por quaisquer sugestões ao retornar para casa. Esse é um assunto sagrado demais para ser invadido de forma tão impiedosa, especialmente depois do tom mercenário que você acabou de adotar.
— Então, entendo que você está dizendo que permitirá que ela faça o que quiser, mesmo que isso leve à miséria?
— Sua linguagem é exagerada, Horace. Pessoas de inteligência e instrução raramente se tornam miseráveis! Elas podem ganhar o próprio sustento.
— Então modifique, se quiser. O que pensará, quando ver a bela Marozia Remington trabalhando para ganhar o próprio sustento?
Uma súbita e bela luz irradiou do expressivo rosto de Ralph Remington, enquanto ele erguia a mão no gesto solene e forense que o caracterizava quando sua alma estava na arena, lutando pelo certo contra forças visíveis ou invisíveis.
— Isso não seria o pior dos males! Mil vezes melhor que ela fosse até mesmo uma miserável do que uma noiva infeliz. Nenhum jugo é tão opressor quanto o jugo matrimonial, quando une duas pessoas que vivem em planos diferentes. Seu filho é materialista, minha filha é idealista. Seria apenas mais um caso de união malformada e é sempre o idealista quem sofre. Claude não perceberia a disparidade, mas isso destruiria Marozia. Somente a verdadeira união de almas pode trazer felicidade a um casamento assim.
— Humm! Um sentimento um tanto esfarrapado e gasto, parece-me! Muito mais adequado à era da cavalaria do que a esta! Eu lhe digo, Ralph — seu tom mudou rapidamente para o de um promotor quase solícito, cuja simpatia se expande de forma diretamente proporcional ao desinteresse crescente da vítima em potencial — você e eu já estamos na ladeira descendente da colina e para nós isso não importa tanto, mas eu posso ver as marcas de dedo na parede!
— Deixe-me dizer algo como um velho amigo. O dinheiro será o poder dominante. Em menos de uma década, você verá que ele será o deus supremo. Inteligência não terá mérito; na verdade, será um obstáculo! Cultura, educação, linhagem: tudo estará em desvalorização. O amor será confirmado como aquilo que todas as pessoas sensatas já consideram, mera loucura ou tolice sentimental, adequada apenas para jovens imaturos e garotas tolas. Marozia é sensata demais para desperdiçar todas as suas chances de progresso em troca de um sentimento tolo como o que você expressou. Eu conheço algo do seu calibre mental e ambição de se destacar por meio de esforços intelectuais. Você sabe que isso não pode ser feito sem dinheiro… ou o seu equivalente, a influência!
— Horace, eu me recuso a continuar discutindo sobre esse nobre sentimento e não vejo razão para prolongar esta conversa.
— Bem, pode ser que haja uma ou duas razões do meu lado!
Tirou de um bolso interno um embrulho. O caminho de cascalho sob as cicutas fundia-se, naquele ponto, à rua da aldeia e, na penumbra, Ralph Remington viu o brilho malévolo nos olhos que estavam fixos nele. Um sapo preencheu a pausa com seu coaxar gutural. Ralph estremeceu ao erguer o olhar para a beleza serena dos céus. A voz metálica soou áspera em seus ouvidos sensíveis. As palavras seguintes ecoaram com a precisão cortante de quem está seguro de sua posição.
— Com base nos dados que tenho, sei que o estado de suas finanças está longe de ser satisfatório, para dizer o mínimo. Eu lhe ofereci a oportunidade de recuperar sua fortuna arruinada e colocar sua filha em uma posição condizente com seu caráter e conquistas. Você desprezou minhas propostas. Está vendo estas notas? Estão vencidas!
À luz que se projetava do correio da aldeia, Horace Rathburn pôde ver o efeito desse último golpe. Sua vítima pareceu atordoada por um momento. Ele não imaginara que as coisas tivessem chegado a tal crise.
— O que significa isso, Horace?
— Ah, eu as comprei, simplesmente.
— Isso é um jogo de extorsão… ou o quê?
— Dê o nome que você quiser. Tenho certeza da minha posição legal nesse assunto. Além disso, não me importo sequer um pouco. Agora você vai aceitar minhas condições!
Seu modo havia se tornado, de repente, intolerável. Havia nele uma insolência fria e arrogante que representava um insulto imensurável para o homem de grande alma que caminhava ao seu lado. Um apito estridente lhes feriu os ouvidos, quando o trem da noite contornou uma curva das colinas.
— Vou dar um tempo razoável para você pensar, mas você sabe qual é a alternativa. Boa noite.
CAPÍTULO II – Conexões do Destino
A velha carruagem, que levara Marozia Remington da sua casa até Utica, fora agora substituída pela ferrovia. A aldeia primitiva, colocada assim em comunicação direta com a cidade de Nova York, recebera da grande metrópole certas importações não totalmente condizentes com seu caráter rural. Seu antigo encanto residia em sua simplicidade rústica. Habitantes cansados da cidade fugiam para lá durante os quentes meses de verão a fim de descansar e recuperar as forças entre as colinas azuladas. Desde que a ferrovia estendera seus ramais da linha principal para todos os ricos assentamentos agrícolas e povoados vizinhos, chalés e vilas começaram a brotar às margens dos lagos límpidos de águas azuis. Ricos nova-iorquinos haviam previsto as vantagens desse local como estância de veraneio. Ainda estava em sua fase embrionária. Até então, era pouco mais do que um sonho na Mente de Horace Rathburn e de um ou dois outros empreendedores e capitalistas. Esses homens olhavam para o futuro e viam possibilidades nesse lugar.
Nessa fase de transição, a aldeia começava a crescer desajeitada, como uma camponesa que se enfeita com bugigangas e joias de vidro e finge sofisticação. Havia perdido o antigo encanto e ainda não adquirira o mais refinado, o da verdadeira cultura. Para Marozia, que estava repleta do entusiasmo infantil de uma viajante que retorna, a vulgaridade meio oculta ainda não se tornara aparente. Ela prendeu a respiração com um arrepio de deleite quando o trem, que a levava de volta para casa, contornou uma curva e visões cintilantes de azul e verde desfilaram diante dos seus olhos. Ora margeava um lago azul, ora atravessava uma muralha de rocha — então, outra abertura na cadeia de bosques ondulantes revelava sua aldeia natal, em sua pitoresca simplicidade, aos pés das colinas. No crepúsculo que se adensava, ela pôde distinguir ao longe a Farmington Villa, erguida no cume de uma das colinas de Beachwood, e estremeceu de emoção diante daquela visão. Enfim, ela estava em casa — e ali estava seu pai, na estação, à sua espera. Com a ansiedade de uma criança ela se lançou para encontrá-lo, mas recuou de súbito quando viu o seu rosto.
— Oh, por que eu o deixei, pai? — ela exclamou com algo na voz que parecia um soluço contido. — Por que eu o deixei?
Ele sorriu ternamente ao pousar a mão sobre os cabelos dela com seu antigo toque carinhoso.
— Isso não lhe fez mal, querida? — disse ele, em tom de pergunta e afirmação, enquanto seus olhos gentis repousavam sobre o rosto dela.
— Não, mas você… você, pai! Você sofreu e eu posso ver isso. Emagreceu muito também! Oh, pai, por que eu fui embora?
— Por que você não deveria ter ido? — ele perguntou com um sorriso terno, meio curioso.
— Porque você precisava de mim aqui.
— De fato, querida, não sou um tirano ridículo o suficiente para mantê-la em casa, afastada da escola, apenas para atender às minhas necessidades imaginárias.
Ela percebeu que ele tremia, como de fraqueza, quando ela segurou seu braço. Ela procurou a carruagem e o velho cavalo da família. Ele leu em seu olhar a pergunta silenciosa e disse em tom mais baixo.
— Vendi o cavalo e a carruagem no mês passado. Você se sente capaz de caminhar, minha filha?
Ele virou o rosto para que ela não percebesse a emoção estampada ali.
— Você sabe que costumávamos caminhar muitas vezes, você e eu, minha menina, e será como nos velhos tempos outra vez. Mas tem certeza de que não está cansada demais? — acrescentou ele, com profunda solicitude na voz.
— Só estou cansada de ficar sentada. Estou ansiosa para caminhar!
Mesmo assim, ela se perguntava por que motivo ele vendeu o velho cavalo da família.
Uma multidão curiosa os observava enquanto se afastavam e passavam pela agência dos correios da vila. “Agência dos correios” era o nome que ostentava, mas como muitos exemplares da espécie humana, exibia uma aparência que não conseguia sustentar. Uma vez lá dentro, suas limitações eram dolorosamente aparentes. Ocupava apenas um pequeno canto de uma loja, que ostentava uma placa que dizia “Mercearia e Miudezas Yankee” em grandes letras pretas na frente outrora imaculada. Agora, cinza com as tempestades de muitos anos.
A multidão heterogênea de desocupados naquela hora utilizava barris de melaço e açúcar, além de caixas de sabão, como assentos, enquanto se sentava para entalhar pedaços de madeira e se entregava às costumeiras fofocas da aldeia. Diferia apenas, em relação àquelas espalhadas durante os chás dos círculos de costura das mulheres, nos adjetivos e nas exclamações.
O respeito pela nossa frequentemente mutilada língua inglesa e pelas leis do esteticismo impedem um relato literal da discussão que surgiu naquela noite sobre o retorno de Marozia Remington de Utica. O consenso geral parecia ser de que a educação para as mulheres fosse inteiramente supérflua e, nesse caso, pouco menos do que criminosa, considerando a arruinada situação financeira dos Remingtons. Rube Slater parecia ser o presidente do conclave de desocupados e seu discurso de abertura à assembleia começou da seguinte forma.
— Bem, eu acho que a Marozia Remington carrega a cabeça um tiquinho alto demais, considerando as coisas!
Enquanto falava, dois filetes amarronzados escorriam pelos cantos de sua boca grande, seguiam caminho tortuoso pelo queixo enrugado e, por fim, perdiam-se entre a barba rala e avermelhada que o adornava.
Zeke Ketchum tinha de fonte bastante confiável que “ela” havia retornado justamente nesse momento para entrar em competição com as irmãs Watson e outras moças do condado a fim de conquistar o prêmio matrimonial da temporada — Claude Rathburn, filho do promotor e capitalista.
Havia uma ligeira diferença na formulação entre os membros do “conselho da aldeia”, mas todos concordavam em um ponto, a saber: que os Remingtons eram excessivamente aristocráticos e precisavam ser rebaixados alguns “graus”.
Marozia e seu pai, completamente inconsciente aos comentários que despertavam, subiram pela longa rua da aldeia e desapareceram de vista. A antiga “casa de reuniões” erguia-se diante de seu semicírculo de abrigos para carroças, rígida, cinzenta e sóbria — em marcado contraste com a pequena igreja gótica do outro lado do caminho.
Mais adiante, passaram pela antiga escola vermelha, aninhada entre os abetos e pinheiros, depois pelo moinho semiarruinado com sua enorme roda d’água que se erguia negra e espectral na luz que se desvanecia. Seguiram pela “estrada da colina”. Marozia notou que tudo lhe parecesse ainda mais primitivo do que antes, depois do seu ano de vida na cidade — e, no entanto, amava mais. O amor tem o dom de idealizar todos os defeitos.
Houve um tempo em que ela sentia apenas um desprezo intolerável por seu ambiente na aldeia. Agora, idealizava sua simplicidade arcadiana. Sentia-se feliz ao caminhar de braço dado com o pai pela estrada pedregosa. O mesmo e velho sapo que havia tomado posse do seu tronco no pântano anunciou sua presença. Sua voz era patriarcal e ele praticamente bramia. Marozia soltou uma risadinha divertida e lançou um olhar furtivo ao pai. A expressão em seu rosto a surpreendeu. Suas próximas palavras foram ditas em tom menor.
— Essas criaturas não têm a menor noção de que seus esforços de expressão soam como uma nota dissonante na música do Universo. Eu me pergunto se a nossa música afeta do mesmo jeito as Inteligências superiores de outros mundos! Os sapos têm seus noturnos e nós, nossas sinfonias; lá em cima, nos mundos tonais, toda a nossa música pode parecer rudimentar! Nossa própria vida, com todas as suas elevadas aspirações, pode ser uma dissonância na harmonia universal.
O sapo respondeu em seu baixo profundo e ambos sorriram.
— Que angustiante! — ele disse, e ela instintivamente soube que seu pai estivesse sofrendo.
Sua simpatia intuitiva nunca precisou de detalhes verbais.
Ela tentou, em meio a uma brincadeira meiga e bem-humorada, dissipar a melancolia, mas depois insistiria em sua determinação de conhecer a causa.
Sua Mente analítica jamais descansava e obedecia ao indício do sexto sentido adivinhatório para compreender a causa subjacente dos eventos.
Agora, era necessário mudar o curso dos pensamentos dele com o seu brilho mágico.
— Não foi meu pai quem falou. Ele teria falado da seguinte forma: se nossos sentidos fossem suficientemente aguçados, poderíamos perceber a harmonia subjacente até mesmo no coaxar de um sapo!
Sua alma emergiu de repente das trevas. O sorriso terno dela e o leve tremor em sua voz revelaram sua simpatia abrangente. As palavras eram apenas uma brincadeira. Um sorriso sereno, luminoso como a luz, pairava sobre as marcas do cansaço.
— Ah, perdoe o meu pequeno deslize filosófico, Marozia, minha filha! Na verdade, nossa vida é grandiosa e bela, mesmo com seu canto fúnebre de dor. Todos os tons são necessários, até mesmo aquilo que chamamos de dissonâncias, para compor a música das esferas. É apenas uma questão de ajuste, combinação. Mesmo assim, a nossa Terra, com sua multiplicidade de tons, toca apenas um acorde na poderosa harmonia do Universo.
— Falou como meu querido pai! — exclamou a jovem com terna paixão. — Ele podia ver o brilho delicado de seu sorriso na penumbra, que lutava por atravessar a densa folhagem.
— Não existe lado sombrio quando vemos de forma abrangente, com clareza suficiente; ainda assim… — Ele se interrompeu de repente e a velha sombra voltou a se insinuar em seu rosto. — É o agora e o aqui que mais nos afeta, apesar de toda a nossa bela filosofia. Por uma pequena nota falsa, ou um gesto em falso, todo o ritmo se desfaz: ao menos nesta vida. É preciso haver unidade de objetivo e propósito, harmonia: uma união verdadeira!
Uma alma menos intuitiva que a de Marozia teria questionado, ou em silêncio se espantado com a transição abrupta. Ela compreendia o hábito de seu pai de devanear em tom rítmico. Sabia que sua Mente tivesse mudado rapidamente de opinião e estivesse contemplando outra fase do seu problema. Sabia que ele tivesse problemas a resolver e que, com sua ampla e abrangente simpatia, pudesse compreender muitas coisas que não lhe haviam ocorrido de fato pela via da experiência. Seus devaneios continuaram…
— Podemos teorizar sobre a beleza abstrata, mas são as simples experiências humanas do dia a dia que determinam a ventura ou a desventura. A felicidade ou a miséria doméstica talvez não dependam tanto de condições ideais, mas sim do enlace. Viver em planos diferentes, ter interesses muito distantes é uma tortura inconcebível para aquele que aspira mais alto — e se torna ainda mais intolerável com o passar dos anos! — Ainda assim, ela permaneceu em silêncio.
— Marozia! — Sua voz estava tão vibrante de profunda tristeza que ela se voltou e olhou para ele.
Não podia distinguir-lhe os traços, pois a luz que se filtrava pela mata já era demasiado tênue para revelar mais do que contornos indistintos. — Marozia!
— Sim, querido pai. — Um arrepio percorreu o seu coração.
Ele hesitou. Através da multiplicidade de emoções conflitantes e do esforço multidimensional que o consumia, não conseguia trazer à tona para ela o tema que desejava abordar. Só pôde vacilar fracamente, percebendo, ao pronunciá-las, a fútil inadequação das palavras.
— Espero que, quando chegar o momento, minha filha escolha o verdadeiro companheiro.
— Mas por que preciso escolher, pai? Só preciso de você!
Seu olhar era tão claro e direto quanto o de uma criança.
Ele leu seu coração e soube que ainda estivesse intacto.
Chegaram à Villa e a Sra. Remington estava na varanda para cumprimentar Marozia. Sua cordialidade era tão forçada que se aproximava da efusividade artificial. O semblante do Sr. Remington se carregou de nuvens e ele entendeu o rosto fascinante e sombrio que sorriu por cima do ombro da esposa; Claude Rathburn avançou com graça despreocupada para cumprimentar Marozia.
Resposta: Sim. Muitas vezes, uma mãe que faleceu recentemente zela pelos seus filhos pequenos por um longo tempo, e há casos registrados em que mães salvaram seus bebês de perigos. Embora não soubessem conscientemente como se materializar, o amor pelos pequeninos e o intenso medo pela segurança deles fizeram com que as mães, nesses casos, atraíssem para si o material para que pudessem ser vistas pelas crianças. Aqueles que chamamos de mortos, geralmente, não se afastam da casa onde viveram, até muito tempo depois do funeral. Permanecem nos cômodos familiares e circulam entre nós, embora não os vejamos com a visão física. É claro, quando chega a hora de irem para o Primeiro Céu, não permanecem mais nas nossas casas, mas as visitam frequentemente. Quando entram no Segundo Céu, já não têm mais consciência dessa esfera física, no sentido de terem tidos lares, amigos ou parentes; devem então ser vistos mais como Forças da Natureza, enquanto estão no Segundo Céu, pois trabalham sobre a Terra e a Humanidade, da mesma maneira que as Forças da Natureza não assumem a forma humana.
Assim, é perfeitamente natural que eles velem por seus entes queridos por muito tempo após o falecimento, e muitas vezes foi observado por pessoas presentes no falecimento de uma mãe cujos filhos haviam falecido, alguns anos antes, que no momento da morte ela via os filhos à sua volta e exclamava: “Ora, ali estão o Joãozinho, e como ele cresceu!”, e assim por diante. As pessoas presentes ao redor da cama, provavelmente pensariam que se tratava de uma alucinação, mas não é, e se nota que um certo fenômeno sempre acompanha essas visões, a saber, quando uma pessoa morre, uma escuridão a envolve, que ela sente descendo sobre si. Muitas pessoas falecem sem voltar a ver o Mundo Físico. Essa é a transição de nossas vibrações e luz para as vibrações do Mundo do Desejo, e é semelhante à escuridão que se estendeu sobre a Terra por ocasião da crucificação. Com outras pessoas acontece que a escuridão se dissipa após um momento e, então, a pessoa se torna Clarividente, vendo tanto o Mundo Físico presente como o Mundo do Desejo, e lá, é claro, aparecem os entes queridos, que foram atraídos pela morte iminente, que é um nascimento nos Mundos espirituais.
Assim, podemos dizer que os mortos se interessam pelo nosso bem-estar por um longo período após terem morrido, mas é preciso lembrar que não há poder transformador na morte; que ela não lhes confere nenhuma habilidade especial para cuidar de nós, e que eles não têm meios de realmente influenciar nossos assuntos, de forma que não é exatamente correto considerá-los os nossos “anjos guardiões”. Eles são meramente espectadores interessados, com exceção de alguns poucos casos específicos em que um amor intenso os capacita a prestar algum pequeno serviço em caso de grande necessidade. Esse serviço, porém, nunca assumiria a forma de nos enriquecer ou qualquer coisa desse gênero, mas seria como um aviso de perigo ou algo parecido.
(Pergunta nº 64 do Livro: Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Não importa quão pequeno ou pouco importante que sejamos, alguém tem necessidade de nossa ajuda. Não importa quão ignorante possamos ser, ou o pouco talento que tenhamos, ali, muito perto de nós, há um serviço que só nós podemos prestar. A cada um de nós foi dado oportunidades para servir; não as percamos por nosso descuido ou indiferença. Não as percamos por esperar grandes oportunidades a realizar. O serviço que achamos pequeno e sem importância, pode produzir o maior bem. Basta um instante para estender a mão que pode ajudar a alguém a encontrar seu caminho ou uma estrela a qual seguir. Uma só palavra de alento ou de compreensão pode levantar a uma alma do mais profundo desespero e ajudá-lo a começar uma vida nova.
Quando se nos dá a oportunidade de servir, não desperdicemos tão preciosa ocasião em perguntarmos: “Me trará alguma benção?”; “que proveito terá nisso?”; “meu prazer antecipado diminuirá seu valor?”; “requererá muito esforço?”; “por que não deixar para que outra pessoa o faça?”; “poderei deixar para amanhã?”, e outras mil e uma desculpas. É muito melhor, sem perder tempo, dirigirmos a palavra ou estendermos a mão a quem necessita, com alegria e gratidão pela oportunidade que se nos apresenta de fazer um serviço, e esse é um de nossos privilégios, o de Servir.
“Tudo o que fizerdes em favor do menor de meus irmãos, a Mim o haveis feito” (Mt 25:40), ensinou-nos Cristo. Demonstraremos nosso amor por Ele, amando nossos irmãos e nossas irmãs. Servimo-Lo melhor, servindo nossos irmãos e nossas irmãs. Adoramo-Lo melhor quando oferecemos em Seu nome, nosso serviço desinteressado.
Foi-nos ensinado que “o serviço amoroso e desinteressado é o caminho mais curto, mais seguro e o mais agradável que nos conduz a Deus“. Isto se refere ao serviço que não se executa com fim de se obter lucros.
O serviço desinteressado tem sua fonte de Amor, o amor a nosso Pai e aos nossos irmãos e as nossas irmãs.
O progresso espiritual nos vem pelo serviço, porém este serviço nunca será realizado se ficarmos parados na metade do caminho. Esqueçamos nossas limitações e as nossas faltas.
Há sempre um serviço que podemos fazer melhor do que qualquer outro do mundo. Façamo-lo em nome de Deus.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1981, Fraternidade Rosacruz – SP)
O Mestre, pela boca da solidão, fala muitas vezes à alma cansada da fatuidade do mundo e ansiosa por nova vida. E diz-lhe: “Não escutes as vozes enganosas que vem de fora. Vem para mim no retiro do teu coração e terás o verdadeiro conhecimento. Não penses deste modo: se eu tivesse num ermo, num vale profundo, numa paragem solitária, poderia realmente encontrar-me, poderia conhecer minha verdadeira vocação”.
“Não é preciso que te afaste para me encontrar. Também habito na tua consciência tranquila, na tua mente sossegada, na tua alma desprendida, nos teus sentidos sabiamente dominados. Eu, a perfeita solidão.
Se me buscas, podes encontrar-me em tua casa, no teu lugar de trabalho, entre o ruído da cidade, entre a confusão dos indivíduos. E, então, quando recolhida em ti, atingires tua íntima cela ouvirá a Voz Divina. Saberás que teu primeiro dever é transformar-te e esquecer o passado, bom ou mau, deleitoso ou amargurado, seus triunfos e fracassos”.
A alma, ao receber as sugestões destes belos pensamentos, acende-se em entusiasmo. Faz promessas fáceis e precipitadas. A doçura desses momentos já lhe parece o fim do Caminho, quando não é mais que mínima prenda da promessa divina.
No seu encanto, clama, suspira, geme e canta. E diz: “Conduze-me, Senhor, por este brilhante caminho de luz. Abre meus olhos para que veja a Tua beleza. Não te ocultes jamais da minha vista. Transforma a minha vida para que me concentre na única vida, a Tua, Senhor. Que se queime este corpo antigo, para vestir um traje de glória. Tenho trocado tantas vezes de bandeira! Quero, agora, esta nova bandeira, a que é feita de castidade, de renúncias e de sacrifícios. Senhor, por Ti desejaria sofrer todas as provas, todas as dores, padecer mil mortes, passar por mil suplícios, conhecer o martírio por que passaram os Teus servidores mais fiéis, só para ser digno do Teu amor!
Que se acenda já a chama da minha alma e, quando estiver em flama, que abarque todo o meu ser. Senhor não me deixe agora. Não posso estar só e nem a minha vida é vida sem Ti. Não vês, Sumo Bem, que tenho fome e sede de Ti, cada vez mais ardentes? Já comecei a buscar-Te e não posso mais deter-me, como a flecha que foi arremessada. Fala Senhor. Que queres que eu faça? Que queres de mim? Dize-me, para cumprir somente a Tua vontade”.
Pobre alma! Quanto pede e quanto promete! Não sabe como são duros os espinhos e cortantes as pedras que há de encontrar no Caminho!
O Divino Mestre, que a observa com suma ternura, cobre os olhos com as santas mãos, compadecidamente, ao ver, no porvir, todas as suas quedas. Quantas vezes terá que levantá-la; quantas vezes terão de curar-lhe as feridas e afastar de sua mente as nuvens de desencanto e do desespero!
Então, o Mestre lhe fala: “Não te levantes, ainda, oh alma, em grandes voos. Não prometas maravilhas nem aspires aos altos cumes da santidade. Contenta-te em viver bem o teu dia e em santificar as pequenas obras diárias. Segue-Me com submissão e simplicidade. Modifica a tua vida sem que nada ou ninguém o note e mantém-te exatamente como antes ainda que teu íntimo esteja completamente transformado.
Comece a procurar-Me por toda a parte, todo o dia e sempre. Que teus olhos Me vejam no rosto de todos os seres humanos e, como um véu, suspenso ante todas as coisas. Vê-Me no rico e no pobre, na criança e no ancião, no santo e no pecador, na flor e no céu, no dia e na noite, no trabalho que te desgosta e na festa que te alegra. Todas as coisas têm alguma formosura quando são miradas com olhos serenos, desapaixonados, vistas lá do fundo da solidão interior, da secreta morada.
Depois, oh alma, quando a compaixão vibrar em ti e te faça doce e mansa, sossegada e discreta, compreensiva e prudente; quando a dor alheia arder em tua própria carne – então, Me verás. Une-te com a dor, une-te ao Amor, une-te ao saber e à ação – e Me encontrarás. Porém, mais uma vez te recomendo: enquanto esperas, simplifica a tua existência, dia a dia, hora a hora; torna-a cada vez mais suave e mais humilde. Nunca digas: ‘dai-me!’. Que a tua palavra de ordem seja sempre: ‘Tome!’. Compreendes meu filho? Compreendes minha filha?”.
A alma ficou serena e tranquila. Aos arranques do entusiasmo, sucederam, em seu coração, a serenidade e a paz profunda. Tendo atingido o umbral da solidão e ouvido a voz do Mestre, começa o seu Caminho. Reina o silêncio em volta. Esta é a hora eterna.
E o Mestre? É o Cristo Interno que temos dentro de cada um de nós e que despertamos quando decidimos trilhar o Caminho da Santidade ou o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – agosto/1982, Fraternidade Rosacruz – SP)
O Ecos de um Centro Rosacruz tem como objetivo informar as ATIVIDADES PÚBLICAS realizadas pelos Estudantes Rosacruzes, bem como fornecer material de estudo sobre os assuntos que foram objetos de exposições, publicações e em Reuniões públicas de Estudos durante o mês anterior.
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1.Para acessar a Edição digital (com a formatação e as figuras em melhor qualidade)
clique aqui: Ecos da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil – Abril de 2026
2. Para acessar somente os textos (sem a formatação e as figuras) é só ler aqui:


SUMÁRIO
Nossas Reuniões de Estudos Semanal 6
O Calendário do Estudante Rosacruz na Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil para MAIO de 2026. 7
Atividades gerais que executamos em nosso Centro da Fraternidade Rosacruz, no mês de ABRIL/2026: 10
Reuniões de Estudos. 10
Publicações de Textos. 11
Correção de Lições dos Cursos. 11
Respostas às dúvidas dos leitores. 11
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional 11
Departamento de Cura. 11
Trânsito do Sol: Transitando pelo Signo de Touro (ABRIL-MAIO) 12
Conteúdo Rico para os Estudos Rosacruzes gerado nas Reuniões de Estudos. 15
12/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Espirais dentro de Espirais. 15
Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais. 15
19/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Estados de Consciência nos Períodos e Épocas. 17
Termo Rosacruz: Nossos Estados de Consciência nos Períodos e Épocas. 17
26/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Alquimia e Crescimento da Alma – Alma. 22
Termo Rosacruz: Alma. 23
Alguns Artigos Publicados nas nossas redes sociais no mês de ABRIL: 25
Cumprir o máximo que nos propusemos a nós mesmos no Panorama da Vida. 25
A Significância Esotérica da Páscoa. 26
Uma Ciência de Viver e, sim, uma Ciência de Morrer! 27
A importância dos nossos pensamentos que, muitas vezes, relegamos. 29
Servir a Divina Essência oculta em cada um.. 31
Quer ver mais postagens diárias de lindos e práticos textos nas nossas Redes Sociais?. 33
As Cinco Perguntas selecionadas do mês que recebemos e que talvez possam estar inseridas nas suas dúvidas também.. 33
1. Pergunta: Se durante o sono o Ego, envolto pela Mente e pelo Corpo de Desejos, fica ao lado do corpo físico, que descansa na cama junto do Corpo Vital, então por que motivo este mesmo Ego, sempre consciente e desperto, não vê o Corpo Denso sobre a cama durante a noite? Em outras palavras, como explicar a doce, pacífica e feliz inconsciência do sono profundo, se nós, o Espírito, somos eternamente autoconscientes, um Olho sem pálpebras?. 33
2.Pergunta: Os ocidentais que se tornaram budistas, para citar esta filosofia, escolheram no Terceiro Céu se aproximar do budismo? Se sim, por que essa escolha foi permitida, se eles deveriam seguir o Cristianismo? Se não escolheram, então opções que não são feitas lá, no Terceiro Céu, podem determinar a nossa vida, mesmo não sendo parte do nosso destino?. 34
3.Pergunta: Se o corpo físico é pré-formado nos Planos Espirituais, quando o Ego está descendo para o renascimento, então a genética do pai e da mãe são desnecessárias a suas características físicas. Minha dúvida é: quem molda o corpo físico é o Ego, antes de renascer, ou a imaginação da mãe, operando os genes à sua disposição?. 35
4.Pergunta: Pessoas que têm depressão e são castigadas duramente pela tristeza, sofrimento e desesperança foram pessoas ruins em vidas anteriores?. 35
5.Pergunta: Podemos dizer que neste momento estamos sob dois regimes, o de Jeová e o de Cristo?. 36
O CÍRCULO DE CURA ROSACRUZ. 37
Reuniões de “Cura Rosacruz”. 37
Datas de Cura. 39
Ritual do Serviço Devocional de Cura. 39
Se você está doente e entende que precisa de ajuda. 40
As Reuniões de Estudos abertas ao público ocorrem na nossa Sede própria situada na Avenida Francisco Glicério, 1326 – Centro – Conj. 82 – Campinas – SP – Brasil, aos domingos às 16 h e/ou às 17 h até às 18h30.
Em seguida temos a oficiação do Ritual do Serviço Devocional do dia.
Se você quiser participar presencialmente é só nos avisar antecipadamente pelo WhatsApp: 55 19 99185-4932 ou pelo e-mail: fraternidade@fraternidaderosacruz.com
É uma oportunidade ímpar de você estar estudando com pessoas que têm o mesmo ideal Rosacruz!
Para esse mês de MAIO de 2026, aqui estão as Reuniões que teremos:
Nesse Calendário você encontra:
1- Os DIAS de Ofícios de cada Ritual do Serviço Devocional que qualquer um pode oficiar
2- Os melhores períodos para Tratamentos de Saúde usando a Astroterapia e Astrodiagnose Rosacruz
3- Os melhores períodos que ajudam você a assimilar melhor os resultados dos seus Estudos Espirituais
4- Os melhores períodos que ajudam você a executar as Atividades Materiais
5- Os assuntos que nós estudaremos nas nossas Reuniões Públicas Dominicais de Estudos (tanto com participação local como remota) no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
6- As datas que ocorrerão as Reuniões reservadas Dominicais de Estudos também no Centro Rosacruz em Campinas-SP-Brasil
7- Os assuntos que você poderá utilizar para a sua reflexão e para os Exercícios Esotéricos Rosacruzes (seja pelo Trabalho do Cristo nesse Período, seja pelo Trânsito do Sol pelas Hierarquias Criadoras)
**** Informações adicionais sobre esse Calendário você encontra no nosso site:
Reuniões de Estudos
Dia 05/04 –
| Não tivemos Reuniões Dominicais de Estudos |
Dia 12/04 –
| 16H – Reunião Reservada: Astrologia Espiritual Rosacruz 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação-Espirais dentro de Espirais |
Dia 19/04 –
| 16H – Reunião Reservada: Estudante Regular 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação-Alquimia e Crescimento da Alma |
Dia 26/04 –
| 16H – Reunião Reservada: Probacionista 17H – Reunião Pública: Filosofia Rosacruz: Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação- A Palavra Criadora |
Publicações de Textos
Correção de Lições dos Cursos
Filosofia, Estudos Bíblicos e Astrologia Rosacruzes que estão sendo feitos pelos Estudantes Rosacruzes por esse Centro Rosacruz
Respostas às dúvidas dos leitores
via e-mail, no site, nas redes sociais
Oficiação dos Rituais do Serviço Devocional
incluindo Hino de Abertura, do Signo solar do mês e Hino de Encerramento
Departamento de Cura
continuação dos tratamentos de saúde para os irmãos e as irmãs inscritas no Departamento de Cura desse Centro Rosacruz
Aproveitemos o mês e unamos os Ensinamentos Rosacruzes de Filosofia, Bíblia e Astrologia Rosacruz para praticarmos durante TODOS OS DIAS DE MAIO. Esse mês solar de MAIO, nesse ano, que vai de 19 de ABRIL a 20 de MAIO, corresponde à Hierarquia Zodiacal de Touro.
A constelação de Touro é o lar dos Arquétipos cósmicos de tudo o quanto existe na Terra. Esses Arquétipos são refletidos pelo seu Signo oposto, Escorpião, o lar dos Senhores da Forma. Essa Hierarquia ensina a construção das formas em tudo no plano físico. E da constelação de Touro emana o tom misterioso que Deus utilizou para a Criação, essa Palavra criadora por meio da qual “todas as coisas foram feitas e nada do que tem sido feito, foi feito sem ela” (Jo 1:3). Essa é a palavra-chave bíblica de Touro.
Os Senhores de Touro guardam o Arquétipo cósmico de um órgão maravilhoso, destinado a se converter em uma parte do futuro Corpo humano. Esse novo órgão, semelhante a uma rosa dourada, estará situado na garganta e será o centro por meio do qual o ser humano da Nova Era pronunciará a Palavra criadora. Mediante o seu poder, a geração se converterá em regeneração e o ser humano será capaz de modelar a substância a sua vontade. No plano onde as forças de Touro são mais ativas e luminosas, pode-se vislumbrar essa perfeição e meditar sobre ela. Então se percebe o glorioso desenvolvimento que lhe espera no futuro e compreende o sentido das palavras do salmista: “Tu o fizeste um pouco inferior aos Anjos e o coroou de glória e honra.” (Sl 8:6).
Hierarquia Criadora – A Hierarquia Zodiacal de Touro preside o reino dos Arquétipos cósmicos e o modelo que projeta sobre a Terra é o das formas perfeitas. O amor e a harmonia são as forças que continuamente derrama sobre o nosso Planeta.
Atividades do Cristo – Quando o Sol passa pelo Signo de Touro no mês de maio a força de Cristo ascende mais e mais até a aura espiritual da Terra.
Atividades do Aspirante à vida superior – Sugerimos a dedicação em se converter a si mesmo em um canal mais perfeito para a recepção e disseminação do Amor Crístico e da Harmonia em todas as variadíssimas experiências da vida, sejam alegres ou tristes, exaltadas ou deprimentes.
Nesse mês solar, o Discípulo que está caminhando pela Trilha da Santidade segue a estrela da luz ascendente de Cristo, e penetra em uma esfera na qual se encontra interiormente harmonizado e fortalecido pelo poder criador da música.
Os seres celestiais que habitam esse plano falam uma linguagem musical. Cada um dos seus gestos produz música. Eles modelam e vestem toda classe de formas por meio dos tons musicais. Nesse plano todas as coisas que crescem, amadurecem por meio do poder da música, e as cores variadas das flores são produzidas a partir das variações do tom. A música é certamente o supremo poder criador nesse elevado Mundo.
No Corpo Denso – a garganta é o centro Corporal correlacionado à Touro. Nos Corpos da Nova Era (Era de Aquário), a garganta será um centro luminoso do qual emanará a Divina Palavra Criadora.
Recomenda-se ao Estudante visualizar a cabeça com seus órgãos espirituais despertos e iluminados, e com todas as suas faculdades e funções totalmente desenvolvidas.
Dentre os 12 Apóstolos – S. André, cuja característica distintiva é a humildade. Esse é um dos atributos mais importantes que deveria ser cultivado por todos os Aspirantes. Quando se a desenvolve, até um certo grau, ela se converte em um extraordinário poder anímico.
Passagem da Bíblica correlacionada – enquanto os ritmos vibratórios de Touro impregnam a Terra, e durante o mês solar de MAIO, se tem o seguinte pensamento-núcleo bíblico: “…quem vive em amor, está em Deus.” (IJo 4:16). Faça isso em cada um dos dias em que Touro enfoca seu ritmo sobre a Terra, e os significados ocultos dessa passagem lhe aclarará a Mente e o Coração sobre sua significância esotérica.
12/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Espirais dentro de Espirais
Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
Termo Rosacruz: Espirais dentro de Espirais
O que significa Espirais dentro de Espirais para a Fraternidade Rosacruz?
Espirais dentro de Espirais representam a jornada do Ego e da Terra evoluindo continuamente, em ciclos que se repetem, mas sempre em um patamar mais elevado.
Assim, espirais dentro de espiriais é o símbolo da Evolução Espiritual.
Absolutamente nada evolui em linha reta; tudo evolui em Ciclos Progressivos.
Cada volta da Espiral é um Ciclo e cada Ciclo se funde com o seguinte.
Cada Ciclo se repete em um nível mais elevado de Consciência.
Nós, a Terra e o Cosmos, avançamos por experiências recorrentes, porém sempre com aprendizado acumulado.
A experiência e o aprendizado são Recapitulações em níveis mais elevados ao longo do tempo, uma maneira de expressar que a Evolução não é linear, mas cumulativa e progressiva.
Notem com toda a atenção que tem uma diferença sutil entre:
Acumulativo, que é o que vai juntando conhecimento.
E Cumulativo, que é o que você aprendeu antes e que aumenta o impacto do que aprende depois – efeito crescente do aprendizado – assim, aumentando a consciência e transformação.
Para saber mais, assista a 262ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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19/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Desenvolvimento Futuro e Iniciação – Estados de Consciência nos Períodos e Épocas
Estudemos alguns Termos Rosacruzes que aparecem no texto sob estudo:
Termo Rosacruz: Nossos Estados de Consciência nos Períodos e Épocas
A Evolução do nosso Planeta Terra ocorre por meio de grandes Períodos. Em cada Período, temos estados diferentes de consciência, como parte de um processo evolutivo contínuo e gradual.
Durante o processo de Evolução, nós (a Onda de Vida humana) adquirimos veículos (Corpos) mais refinados e expandimos nossa percepção e consciência.
Quais os Estados de Consciência nos Períodos?
-No Período Saturno: era Inconsciência, correspondente ao transe profundo
-No Período Solar: era Inconsciência, correspondente ao sono sem sonhos
-No Período Lunar era uma Consciência Pictórica Interna, correspondente ao sono com sonhos. Percebíamos o Mundo interiormente por imagens simbólicas, como em sonhos, sem reflexão mental consciente.
-No Período Terrestre que é o nosso atual estado: acordado, lúcido e autoconsciente no Mundo Físico, onde os objetos podem ser observados fora, distintos e definidos.
Quando obteve essa Consciência objetiva, o ser humano percebeu a realidade do Mundo exterior e, pela primeira vez, vislumbrou a diferença entre si, o “Eu” e os outros. Desde então, a Consciência do “Eu”, o egoísmo, predomina.
Anteriormente, não havia pensamentos nem ideias sobre o Mundo externo e, também, não existia memória dos acontecimentos.
No Período de Júpiter – Consciência própria e de imagens conscientes.
A Consciência se unirá com a linguagem, fazendo que as palavras levem consigo o verdadeiro significado. Voltarão as imagens internas, criadas pela Vontade do pensador – as palavras emitidas serão exatamente os pensamentos e ideias visíveis e vivos. Quando o ser humano disser casa – teremos a visão exata do objeto, design, cor, etc.
Veremos exatamente como seremos. Existirão seres humanos perfeitamente bons e seres humanos completamente malvados. O ser humano terá contato com Seres Suprassensíveis de diversas Ordens e, empregando sua Força de Vontade Espiritual desenvolvida, saberá coordenar e direcionar essas Forças – ocorrerá por cooperação consciente com esses Seres.
No Período de Vênus – Consciência objetiva, autoconsciente e criadora.
Poderemos empregar a própria Força para dar Vida a suas imaginações e para exteriorizá-las no Espaço, como objetos.
No Período de Vulcano – A mais elevada Consciência Espiritual.
Teremos uma Consciência total e elevadamente Espiritual.
Poderemos imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão.
Está ainda muito além da nossa atual compreensão.
Vamos ver como foi a Consciência de Vigília nas Épocas desse Período Terrestre. Foi no Período Terrestre que atingimos o Nadir da Materialidade (Globo D) e aí, para melhorar o processo de aprendizagem, surgem as “Épocas”.
•ÉPOCA POLAR: Consciência de transe profundo
•ÉPOCA HIPERBÓREA: Consciência de sono sem sonhos
•ÉPOCA LEMÚRICA: Consciência de sono com sonhos
•ÉPOCA ATLANTE: Consciência de Vigília – a consciência era mais intuitiva e coletiva
•ÉPOCA ÁRIA: Total Consciência de Vigília – racional, individual e plenamente desperta no Mundo Físico
•ÉPOCA NOVA GALILEIA: Consciência alargada e mais Espiritualizada – nossa visão será interna e externa, simultaneamente
•ÉPOCA REINO DE DEUS: Nível Superior de Consciência- unindo Mente e Coração
Pergunta: Se a Época Polar é dentro do Período Terrestre, e nesse Período estamos no estado de Consciência de Vigília, como na Época Polar podíamos estar em transe profundo?
Resposta: O Período Terrestre tem como meta final a Consciência de Vigília, mas isso não significa que todas as Épocas dentro dele já começaram com esse estado. O Período define o objetivo final da Consciência. As Épocas mostram as etapas progressivas até alcançar esse objetivo.
Pergunta: Então, no Período Lunar quem já tinha atingido a Consciência Pictórica, regrediu na Época Polar, do Período Terrestre, para transe profundo?
Resposta: Não. Porque quando começa o Período Terrestre, na Época Polar, a Humanidade recapitula estágios anteriores, mas agora em um novo Nível Evolutivo.
Ou seja: repassamos o estágio anterior, porém com os resultados já conquistados nos Períodos intermediários (Solar e Lunar). A Evolução não apaga o passado — ela o repete, integra e eleva, produzindo graus cada vez mais amplos de consciência. Isso porque a Evolução, é espiralada — repete estágios, mas sempre em um nível mais elevado. É como se revisássemos o conteúdo antes de avançar.
Vamos ver como fica a dimensão “Tempo” de Evolução de um Período
-Qual é o tempo necessário para Evolução de um Período?
Um Período dura muito tempo, na base de tempo atual, milhões ou bilhões de anos. Não há um tempo fixo em anos, pois cada Período se estende conforme a necessidade evolutiva da Consciência. O essencial não é a duração cronológica, mas o desenvolvimento da Consciência em cada Período.
Do que esse tempo depende?
– Do grau de desenvolvimento das Ondas de Vidas
– Da assimilação das experiências necessárias naquele estágio
– Do tempo necessário para que a Consciência alcance o nível que deve atingir
Em síntese: a Consciência se desenvolve conforme os Veículos se aperfeiçoam, as experiências são assimiladas e o ser aprende a cooperar conscientemente com as Leis Divinas.
Enquanto Ego, podemos acelerar o tempo da nossa Evolução?
Sim. Seguindo o Caminho reto da Iniciação – simbolizado no Caduceu, pelo Cetro de Mercúrio. Esse Caminho permite alcançarmos a Iniciação, em algumas vidas. Enquanto a maioria dos seres em Evolução, levarão milhões de anos, seguindo o tortuoso caminho das serpentes.
Os aspirantes as Iniciações são treinados:
– Nos 9 Mistérios Menores pelas 7 Escolas de Mistérios Menores, entre elas a Ordem Rosacruz
– Nos 4 Mistérios Maiores pelas Hierarquias superiores
O Caminho da Iniciação foi aberto desde o princípio da Metade Mercurial do Período Terrestre.
Para saber mais, assista a 263ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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26/04 – 17h – Estudos do Conceito Rosacruz do Cosmos – Cap. XVI – Alquimia e Crescimento da Alma – Alma
Termo Rosacruz: Alma
Aprendemos nos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental que a Alma é descrita como quintessência, que é extraída pelo Tríplice Espírito em seu trabalho no Tríplice Corpo.
Quando o Tríplice Espírito tenha desenvolvido o Tríplice Corpo e obtenha o domínio deles por meio do foco mental, começa a desenvolver a Tríplice Alma, trabalhando dentro. A maior ou menor Alma que o ser humano tenha, depende da quantidade de trabalho feito por ele, o Ego, em seus Corpos.
A Alma fortalece os poderes do Espírito, já que o Tríplice Espírito trabalha no Tríplice Corpo pelo elo da Mente. Assim esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma.
Portanto, a Alma é o produto espiritualizado do Corpo.
O Corpo Vital é composto de quatro Éteres: dois Éteres inferiores e dois Éteres superiores. Esses últimos usamos para construirmos o nosso Corpo-Alma. Não confundamos esse termo com o Termo Rosacruz “Alma”.
A parte do Corpo de Desejos que foi trabalhada pelo Ego é transmutada na Alma Emocional e, por fim, é assimilada pelo Espírito Humano, cujo veículo especial é o Corpo de Desejos.
A parte do Corpo Vital que foi trabalhada pelo Espírito de Vida se torna a Alma Intelectual que edifica o Espírito de Vida, porque esse aspecto do Tríplice Espírito tem sua contraparte no Corpo Vital. A parte do Corpo Denso que foi trabalhada pelo Espírito Divino é chamada de Alma Consciente e, por fim, se submerge no Espírito Divino, porque o Corpo Denso é a sua emanação material.
A Alma Consciente cresce pela ação, pelos impactos externos e pela experiência.
A Alma Emocional cresce pelos sentimentos e emoções gerados pelas ações e pelas experiências.
A Alma Intelectual é um mediador entre as outras duas e cresce pelo exercício da memória, que liga as experiências passadas às experiências presentes e os sentimentos por elas engendrados. Origina a simpatia e a antipatia, que não têm existência independente da memória. Sentimentos que resultassem somente das experiências seriam evanescentes.Todas as experiências de nossa vida são incorporadas à Alma.
Durante a vida o Tríplice Espírito, o Ego, trabalha sobre e no Corpo Tríplice ao qual está ligado pelo elo da Mente. Esse trabalho traz à existência a Tríplice Alma. A Alma é, pois, o produto espiritualizado do Corpo.
A Tríplice Alma, por sua vez, amplia a consciência do Tríplice Espírito.
A Alma pertence aos Reinos superiores, e nunca pode ser pesada em balanças físicas!
Para saber mais, assista a 264ª Reunião Dominical-Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil em:
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Cumprir o máximo que nos propusemos a nós mesmos no Panorama da Vida
Na Fraternidade Rosacruz aprendemos que após a nossa morte aqui no Mundo Físico entramos nos Mundos invisíveis e, durante o estado pós-morte passamos pelas experiências do Purgatório, Primeiro Céu, Segundo Céu e Terceiro Céu.
Quando passamos pelo Purgatório e Primeiro Céu funcionamos por meio do nosso Corpo de Desejos e da Mente.
Quando entramos no Segundo Céu, funcionamos somente com a Mente e começamos a criar o ambiente para a nossa próxima existência ou o próximo renascimento aqui (no Mundo Físico).
Quando esta tarefa é concluída, entramos no Terceiro Céu, onde apenas muito poucos ainda possuem consciência, pois todos os nossos veículos já foram dissolvidos (estamos somente com o Átomo-semente de cada um). O esquecimento de tudo o que nos aconteceu antes é total, e levamos conosco a quintessência das nossas experiências passadas, em forma de faculdades.
Quando estamos nos preparando para mais um renascimento com a grande ajuda dos Anjos do Destino (ou Senhores do Destino, Anjos Arquivadores, ou Anjos Relatores) escolhemos o Panorama da próxima Vida em seus eventos principais (considerações? As lições que podemos aprender e as possibilidades de terminarmos os relacionamentos pessoais com amor).
Já no Segundo Céu iniciamos a descida construindo uma nova Mente. Descemos, e entrando no Mundo do Desejo, construímos um novo Corpo de Desejos.
Depois nos adentramos à Região Etérica do Mundo Físico e com a ajuda dos Anjos do Destino construímos nosso novo Corpo Vital.
Quando renascemos esquecemos tudo o que passamos ou o que nos aconteceu nas vidas anteriores, exceto a capacidade de fazer determinadas coisas.
Por exemplo: se formamos um Corpo Denso fraco em uma determinada vida e sofremos a dor inerente àquela fraqueza ou doença, ou até mesmo a remoção de um determinado órgão, com certeza, embora o acontecimento seja esquecido numa futura existência, lembraremos do fato quando estivermos moldando o Arquétipo e se preparando para o renascimento. Com certeza nos esforçaremos para construir um órgão bem melhor.
Aprendemos com os erros do passado e devemos então procurar cuidar muito bem dos nossos Corpos quando aqui renascidos, mantendo-os bem e saudáveis, como também devemos cuidar muito bem da parte espiritual (isso é muito importante mesmo), procurando tratar bem e com amor a todos os nossos irmãos e nossas irmãs, servindo-os (as) sempre, para cumprir o máximo que nos propusemos a nós mesmos no Panorama da Vida!
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A Significância Esotérica da Páscoa
A Filosofia Rosacruz nos ensina que a mensagem esotérica da Páscoa é esse constante morrer para o “velho” e ser seguido de um constante nascer para o “novo” em Espírito que nos acena com regozijo. E para realizarmos esse evento na nossa vida, é mister lembrar que todo trabalho Iniciático começa no nosso Corpo Vital, por meio de repetições e aquisições da disciplina resultante da execução dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes, e da prática de uma vida mentalmente mais pura que ontem, emocionalmente mais nobre e amorosa que ontem, também fisicamente mais saudável que ontem.
Reparem: nunca é via o Corpo de Desejos! Então qualquer coisa espiritual que você faça e que lhe gere emoção ou desejo, você não está trabalhando via Corpo Vital.
Mas, a Filosofia Rosacruz também nos alerta a ter cuidado com a rotina!
Estejamos vigilantes para que cada dia traga uma nova e melhor contribuição, pois os próprios Exercícios Esotéricos Rosacruzes são um desafio; eles vão desvendando maravilhas ao Estudante Rosacruz ativo e sincero que se empenha diariamente, e se vão tornando cada vez mais novos e profundos, na medida da prática renovada em Epigênese.
Com esta advertência, tomemos a decisão de deixar de ser o Estudante Rosacruz de ontem e sejamos, hoje, muito melhores em tudo.
Este é o morrer gradativo e racional. Essa é a Páscoa, com seu convite de crucificar o que está ultrapassado (por mais que o apego nos dificulte e implore), ressuscitando para algo maior, e ascendendo um pouco mais nesse Caminho de Evolução!
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Uma Ciência de Viver e, sim, uma Ciência de Morrer!
Quando renascemos aqui no Mundo Físico, normalmente, todos fazem festa, somos recebidos com muita alegria, às vezes, apreensão, surpresa, mas tudo se ajeita e a alegria volta!
Já quando partimos, normalmente, vira uma tristeza imensa, choro, desespero, lamentações e, às vezes, raiva, alívio e até maus desejos.
É certo agirmos assim? Uma “Ciência de Viver”, mas sem nenhuma “Ciência de Morrer”? Para a Fraternidade Rosacruz não!
A morte é um processo natural; apenas cessam as atividades vitais do Corpo Denso aqui, e um novo nascimento nos Mundos espirituais ocorre para a pessoa. É o fim de um ciclo de vida aqui, o fim de mais um renascimento aqui. Só isso e nada mais!
Toda pessoa quando morre revê o Panorama da Vida que terminou, de trás para a frente, por cerca de três dias e meio, precisa então de silêncio, oração, de nada ser mexido no seu Corpo Denso, sem nada a perturbá-la.
Todos sentiremos saudades de alguém que partiu, alguém que amávamos, mas, sabemos, a morte é nossa única certeza aqui, pois renasceremos nos Mundos invisíveis. E mais: o Espírito – que é o que realmente somos – nunca morre!
Enquanto estamos aqui, procuremos viver bem com cada irmão e cada irmã para que depois não venha bater um arrependimento, um remorso, uma tristeza pelo que deixamos de fazer, pelos momentos felizes que deixamos passar, às vezes, por motivos insignificantes, por descaso com as pessoas, porque deixamos de nos relacionar.
Todos os nossos relacionamentos com pessoas aqui devem terminar com amor do nosso lado. Mas com amor Crístico, verdadeiro, de coração!
Muitas pessoas choram por alguém que morreu porque não curtiram a pessoa aqui, não viveram intensamente com ela, não pensaram que esse momento chegaria.
Pessoas passam anos de luto por arrependimento do que não fizeram pelo outro.
Devemos enquanto estamos aqui, renascidos, nos preparar para esse momento nosso e de quem partir, devemos estudar como é esse processo. Deus não faz nada para se perder.
Esse entendimento é muito importante termos claramente.
É importante também não temer a morte, temos um trabalho do lado de lá; é importante substituir o temor pela fé.
A morte é apenas uma transição da vida física para uma nova experiência espiritual.
Todo Estudante Rosacruz ativo e verdadeiro estuda sobre essa passagem e não teme a morte.
Vamos viver bem o aqui e agora com todas as pessoas!
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A importância dos nossos pensamentos que, muitas vezes, relegamos
Sabemos quão importantes são os nossos pensamentos. Aprendemos na Fraternidade Rosacruz que eles são reais, o restante é ilusão! Por quê? Porque nós, Egos, verdadeiramente, vivemos na Região Abstrata do Mundo do Pensamento!
A causa da nossa força e da nossa fraqueza está dentro de nós, em nosso interior.
A espiritualidade não consiste em sentimentalismos de emoções e/ou desejos vacilantes, mas sim na profunda compreensão do propósito da existência; não estamos aqui por acaso!
Precisamos, para um grande e rápido crescimento espiritual, partir dos nossos pensamentos para conseguir servir amorosa, desinteressada (e, portanto, anonimamente) irmãos e irmãs focando na Divina Essência oculta em cada um de nós – que nos faz Filhos de um mesmo Deus e é a base da Fraternidade.
Devemos cultivar pensamentos positivos o tempo todo. Exemplos? a alegria de viver, ver o bem em tudo e em todos, ajudar o próximo, otimismo, gratidão, oração constante, prática dos Exercícios Esotéricos Rosacruzes, fazer aos outros o que gostaria que fizessem comigo.
Isso ajuda no bem-estar físico e emocional, a ter confiança, resiliência, equilíbrio, reduz o estresse, promove saúde mental e física, tornando as pessoas alegres, honestas, íntegras, com responsabilidade e fé, com muita vontade de viver (sempre agradecidas) cada dia, a serem pessoas calmas, serenas, com um semblante bonito, inspiradoras, admiradas, pois são sempre muito divertidas, com muita disposição e prontas para fazerem o bem.
Pensamentos negativos tornam as pessoas frias, com semblante feio, ansiosas, inseguras, com baixa estima, com medo de julgamentos alheios, sedentárias, pessoas críticas (mas sempre destrutivas), com desejos inferiores (vingança, ódio, inveja), são preguiçosas, estão sempre preocupadas e, claro, procrastinam a vida espiritual, não têm fé.
Cultivemos sempre pensamentos edificantes, puros, elevados e que nos façam meditar, contemplar a Natureza (que nada mais é do que a mais próxima manifestação de Deus que temos), observar tudo ao nosso redor, discernir entre o bem e o mal, e estarmos sempre dispostos e prontos a acolher qualquer irmão, irmã “conhecido ou desconhecido”. Difícil? Experimente acolher via uma oração científica a ele ou ela!
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Servir a Divina Essência oculta em cada um
Para nós, Estudantes Rosacruzes, é um enorme privilégio sabermos o que é, e praticarmos diuturnamente o servir a Divina Essência oculta em cada um – que constitui a base da Fraternidade – de uma forma amorosa e desinteressa (e, para isso, tem que ser o mais anônimo possível), pois esse o caminho mais curto que nos conduz a Deus, ou seja: que nos faz se desenvolver espiritualmente muito mais rápido e com toda segurança.
É somente por aqui que conseguimos construir mais rapidamente nosso Corpo-Alma, o Dourado Manto Nupcial, que só é tecido através do serviço, do bem praticado, das boas obras, boas ações e amor.
É muito gratificante ajudarmos ao irmão ou a irmã ao nosso lado a sair das profundezas do desespero em que se encontra; ajudar aos que sofrem, aos que estão doentes, angustiados, pois muitos não conhecem o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz, que nós já o estamos trilhando com segurança nessa grande Escola Fraternidade Rosacruz.
E o que é então esse “Serviço”? Que é o lema da Fraternidade Rosacruz.
É a entrega de nós mesmos para trabalharmos incansavelmente, retirando e ajudando os irmãos e irmãs a retirarem as pedras de tropeço dos seus caminhos. Quem dá, recebe!
Se hoje estamos na Fraternidade Rosacruz, com certeza já fomos ajudados, e é nosso dever ajudar aos que precisam se desenvolver, precisam de uma luz, de uma direção.
Somos todos irmãos e quem pode mais, dá mais.
Vamos fazer bem a nossa parte, de todo o nosso coração, com todo o nosso amor.
Essa é também uma forma de sermos gratos aos Irmãos Maiores na sua grande Obra.
Tenhamos compaixão por todos, sem distinção.
Que nosso coração nunca descanse, pelo contrário, que a gente sempre ouça, abrigue, ajude, abrace, acolha, estenda a mão, dê uma palavra amiga de consolo a qualquer irmão ou qualquer irmã que se aproxime de nós, sem medo.
Tenhamos muita tolerância com as deficiências dos outros, com os erros dos outros, afinal também erramos, nos equivocamos, e gostaríamos de ser tratados bem, com educação, com muita paciência e carinho; fazendo aos outros o que gostaríamos que se nos fizessem.
A vida é cheia de surpresas; às vezes também nos deparamos em algumas situações difíceis, embaraçosas, e precisamos de alguém que nos ajude. Ninguém é perfeito (a).
Quem sempre “deposita” um pouquinho do bem, quando precisar, o receberá também.
Deixemos brilhar a nossa luz interior, a que temos Cristo a nos guiar, assim todos poderão vê-la e dela usufruírem com segurança.
Vamos usar as nossas mãos apenas para fazerem boas ações, escreverem coisas bonitas, lindas histórias, para estender para alguém, para fazer somente o bem para os outros.
Façamos somente ações nobres, boas e verdadeiras.
Que nossos pés estejam sempre firmes e prontos para caminhar lado a lado com quem estiver precisando da nossa presença, e ir sempre em direção de quem precise.
Ao entendermos o que é “serviço amoroso e desinteressado”, quando possível anônimo, ajudaremos e serviremos muito mais.
“A messe é grande e os operários são poucos!” – fácil provar essa verdade Cristã!
Ajudar, servir, estender a mão, nos faz muito bem.
Não percamos mais tempo.
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1.Pergunta: Se durante o sono o Ego, envolto pela Mente e pelo Corpo de Desejos, fica ao lado do corpo físico, que descansa na cama junto do Corpo Vital, então por que motivo este mesmo Ego, sempre consciente e desperto, não vê o Corpo Denso sobre a cama durante a noite? Em outras palavras, como explicar a doce, pacífica e feliz inconsciência do sono profundo, se nós, o Espírito, somos eternamente autoconscientes, um Olho sem pálpebras?
Resposta: Por falta do autodomínio do Ego. Inclusive muitos se verem o seu Corpo Denso e Vital repousando na cama, voltam a entrar nele com tamanha rapidez e força que cai até da cama: medo! Por isso que na Fraternidade Rosacruz o Estudante Rosacruz executa os Exercícios Esotéricos conforme fornecido nos Livros Conceito Rosacruz do Cosmos e Cristianismo Rosacruz, diuturnamente, sem falhar e persistentemente. O fato do Estudante Rosacruz que é fiel à essa execução já se tornar um Auxiliar Invisível Inconsciente, já elimina todo o medo, e ao ver o seu Corpo Denso repousando, os Éteres Químico e de Vida restaurando as partes desse Corpo Denso, é motivo de prazer, de satisfação, de gratidão e de tranquilidade para, partindo com o seu Corpo-Alma, Corpo de Desejos e Mente, poder trabalhar do lado de lá.
2.Pergunta: Os ocidentais que se tornaram budistas, para citar esta filosofia, escolheram no Terceiro Céu se aproximar do budismo? Se sim, por que essa escolha foi permitida, se eles deveriam seguir o Cristianismo? Se não escolheram, então opções que não são feitas lá, no Terceiro Céu, podem determinar a nossa vida, mesmo não sendo parte do nosso destino?
Resposta: As tentações são o meio mais eficaz de aprendizagem atualmente (vide a vida de Cristo, na sua primeira vinda). Nesse sentido o Ego, que renasceu no lado ocidental do Planeta, pode ter reminiscências de seus últimos renascimentos no lado oriental e, devido a isso, ter tentações para se voltar para os Ensinamentos Orientais, mesmo estando agora em um Corpo que não foi construído para tais vibrações. Se ele cairá na tentação ou não será uma escolha dele aqui e agora. A tentação para tal está presente e foi até escolhida por ele. Agora cair, não. É uma decisão dele quando “vestido” dos Corpos que escolheu e vivendo aqui. Temos o livre arbítrio e constantemente podemos estar tentando não fazer o que escolhemos no Terceiro Céu e buscando causas ilusórias. Afinal a causa sempre é a nossa decisão: ou trilhamos o que escolhemos e aprendemos o que devemos aprender, ou procrastinamos as lições tomando caminhos que não escolhemos e, como consequência, sofrendo por essas escolhas.
3.Pergunta: Se o corpo físico é pré-formado nos Planos Espirituais, quando o Ego está descendo para o renascimento, então a genética do pai e da mãe são desnecessárias a suas características físicas. Minha dúvida é: quem molda o corpo físico é o Ego, antes de renascer, ou a imaginação da mãe, operando os genes à sua disposição?
Resposta: Caro irmão, quem dera que atualmente todos nós tivéssemos essa capacidade de obter todo o material que precisamos da Região Química do Mundo Físico para “moldar o nosso Corpo Denso” atual! Na imensa maioria das pessoas, atualmente, isso é o mínimo do mínimo! A grande maioria do material advém do papai e da mamãe, tanto por meio do espermatozoide que fecundou como do óvulo fecundado. Tanto é que aprendemos na Fraternidade Rosacruz que “o Corpo Vital é uma cópia fiel do Corpo Denso” e não o contrário, não é?
Veja o próprio Jesus. Perceba quão puro teve que ser o Iniciado José e o Iniciado que veio como Maria para conseguir ajudar o Iniciado Jesus a construir um Corpo Denso com o objetivo de ser o mais puro Corpo Denso que alguém já construiu para a Missão do Cristo!
Se Jesus, que hoje é um Irmão Maior, teve que contar com pais assim, imagina então todas as outras pessoas, não é?
4.Pergunta: Pessoas que têm depressão e são castigadas duramente pela tristeza, sofrimento e desesperança foram pessoas ruins em vidas anteriores?
Resposta: Não necessariamente! Esses “sentimentos negativos e inferiores”, e que muitas vezes levam ao conceito de “depressão”, é resultado de uma “desistência”, ainda que temporária, de executar aquilo que a própria pessoa escolheu no Terceiro Céu.
A pessoa há de aprender que não tem como fugir do que já foi escolhido, pois isso provoca um prejuízo e atraso evolutivo para muitas pessoas ao seu redor e que compôs, compõe e comporá a Teia do Destino no qual está inserida. Só existem duas direções nesse Esquema de Evolução: ou para frente e para cima, ou para trás e para baixo. Pode-se até tomar remédios para “remediar”, mas uma hora a pessoa tem que encarar e continuar a cumprir o que ela mesma escolheu, mesmo que ela jamais admitirá que escolheu. As Iniciações Menores a levam a “ver” o que ela escolheu, mas para isso é preciso vontade, persistência e disposição para encarar uma Escola como a Fraternidade Rosacruz e aprender como se faz, não é?
5.Pergunta: Podemos dizer que neste momento estamos sob dois regimes, o de Jeová e o de Cristo?
Resposta: Sim. Muitos ainda vivem com fortes ou fracas reminiscências das Religiões de Raça (lições que ainda têm que aprender). É fácil identificar: patriotismo, separatismo, racismo, astúcia, ignorância, egocentrismo e coisas afins. Outros pendem para um lado e para outro. E outros já vivenciam o Cristianismo Esotérico, se aprontando para a segunda vinda de Cristo!
Reuniões de “Cura Rosacruz”
As Reuniões de “Cura Rosacruz” são realizadas na Pro-Ecclesia (Chapel) da The Rosicrucian Fellowship quando a Lua está em torno dos 15 graus de um dos quatro Signos Cardeais ou Cardinais do Zodíaco (Áries, Câncer, Libra ou Capricórnio) o que ocorre, normalmente, uma vez por semana.
A Capela Pro-Ecclesia é o edifício original e mais antigo da Sede internacional da Fraternidade Rosacruz, em Mount Ecclesia, em Oceanside, Califórnia. Construído em 1913, este pequeno edifício térreo de estuque foi dedicado ao fundador da Fraternidade, Max Heindel, na véspera de Natal daquele ano. Desde então, são oficiados os Rituais do Serviço Devocional diários, incluindo ofícios matinais e vespertinos, e o Ritual do Serviço Devocional de Cura. Ou seja, o Templo principal (Ecclesia), maior, é uma estrutura dodecagonal usada principalmente para as Reuniões de Cura exclusivas para os Probacionistas e Discípulos, a Pro-Ecclesia serve como capela diária e é uma parte essencial das estruturas devocionais Cristãs e de Cura Rosacruz.
A Pro-Ecclesia possui um telhado de quatro águas feito de telhas e apresenta um campanário em estilo Missão com três sinos acima da porta da frente.
O nome “Pro-Ecclesia” significa “Para a Igreja” ou “Antes da Igreja”, indicando seu papel como o primeiro local dos Ofícios, Palestras, Seminários e Serviços.
O horário do ofício dos Rituais do Serviço Devocional (diários e semanais de Cura) é 18h30, horário local.
Por que fazer as Reuniões de Cura Rosacruz, com o ofício do Ritual do Serviço Devocional de Cura quando a Lua transita pelos Signos Cardeais ou Cardinais?
Porque a virtude dos Signos Cardeais ou Cardinais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio) é a energia dinâmica que eles infundem em cada coisa ou empreendimento iniciado sob sua influência e, portanto, os pensamentos de cura dos Auxiliares Visíveis e Invisíveis em todo o Mundo são dotados de poder adicional quando lançados em suas missões de misericórdia sob essa influência cardinal.
Se você gostaria de participar deste trabalho então, nas Datas de Cura (vide tabela ao lado) sente-se em silêncio quando o relógio no local onde você se encontra apontar para o horário: 18h30 (excepcionalmente pode ser em qualquer horário que melhor seja para você, desde que seja todos os dias no mesmo horário).
E por que excepcionalmente pode ser qualquer horário? Porque a “coleta” é feita 24 horas por dia em todos os lugares do mundo – e a todo momento sempre é 18h30 em algum lugar da Terra.
O efeito não tem o grau de eficiência maximizado como quando é oficiado às 18h30 local, mas é sempre melhor contribuir, pois “a messe é grande e os operários são poucos”), e oficie o 𝗥𝗶𝘁𝘂𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗦𝗲𝗿𝘃𝗶ç𝗼 𝗗𝗲𝘃𝗼𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝘂𝗿𝗮.
Esse Ritual é dividido em três partes bem distintas:
1ª –Preparação – composto por músicas e textos que visam preparar o ambiente, separando o ambiente externo (de onde vem o Estudante) do interno (para o interior do Estudante);
2ª – Concentração – é o clímax do Ritual, onde o Estudante se dedica a se concentrar com toda a sua dedicação, foco, disposição e vontade na Cura, como é feita pela Fraternidade Rosacruz: o Poder Curador de Deus Pai – abundante e sempre presente, pois n’Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser; o Curador – um ser humano, selecionado utilizando as Leis Divinas de Semelhança e da Receptividade Sistemática, que será o ponto focal de transmissão do excesso do seu fluído vital, à noite, para o paciente; e o Paciente (que NÃO tem que ser nominado em hipótese alguma, pois a Cura será feita por quem deve ser curado, por quem já aprendeu a lição que a doença e o sofrimento está apontando), colaborativo, participativo, que tenha muita fé e que também está disposto a ajudar aos outros que também estão sofrendo tanto quanto ou até mais que ele;
3ª – Saída – composto de música e admoestação de saída que visam preparar o Estudante para internalizar tudo o que aqui falou, ouviu, participou e se concentrou, recebendo toda a força espiritual gerada durante a oficiação do Ritual, a fim de aplicá-la no seu dia a dia, se esforçando para o cumprir no tema concentrado: a sua participação no processo de Cura Rosacruz.
“Se podes?”, disse Cristo-Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.” (Mc 9:23)
…recorra ao Método de Cura Rosacruz, já utilizado por milhares de pessoas.
O processo começa com o preenchimento de um Formulário que deve ser preenchido com caneta à base de tinta nanquim LÍQUIDA.
As instruções detalhadas se encontram aqui: https://fraternidaderosacruz.com/category/cura/formulario-para-solicitacao-de-auxilio-de-cura-fraternidade-rosacruz/
**Se você conhece alguém que esteja doente e quer ajudá-lo (a), comece por oficiar o Ritual do Serviço Devocional de Cura nas Datas de Cura. As instruções detalhadas se encontram aqui:
FIM
Abril de 1913
No final da lição do mês passado, algumas palavras foram ditas sobre homens e mulheres que praticam da Maçonaria Mística[1], e pode parecer a alguns que endossamos a Co-Maçonaria, mas esse não é, de forma alguma, o caso. Embora, por princípio, não falemos depreciativamente de nenhum movimento legítimo, sempre alertamos nossos Estudantes Rosacruzes contra as Religiões orientais, considerando-as perigosas para o mundo ocidental, embora perfeitamente adequada ao oriente. A Co-Maçonaria é um desdobramento de uma sociedade que promulgava o Hinduísmo. No inverno de 1899 a 1900, a atual líder dessa sociedade esteve em Roma, e uma das suas auxiliares encontrou, acidentalmente, os ritos maçônicos na biblioteca do Vaticano. Ela os copiou sem autorização e os entregou à sua superiora que, por sua vez, se encarregou de escrever um grau adicional. Esses são, agora, os ritos da Co-Maçonaria.
As afirmações anteriores são fatos que podemos comprovar; e deixamos os nossos que Estudantes Rosacruzes formem suas próprias conclusões quanto à eficácia ética e ao poder de formação da Alma possuído por um movimento baseado em ritos obtidos dessa maneira. Além disso, ainda que nós saibamos com certeza que os ritos vieram de Roma, duvidamos que a pessoa que os extraiu tenha escapado da vigilância que há naquela biblioteca. Acreditamos que ela tenha agido, inconscientemente, pelas mãos do Vaticano. Assim, a Co-Maçonaria é tanto hinduísta quanto católica em sua origem. Ela não é reconhecida pelas corporações maçônicas regulares, não importa o que seus fundadores afirmem.
No final da lição sobre Maçonaria e Catolicismo, resumimos os pontos referentes à sua relação cósmica a fim de extrair a essência do ensinamento; agora, para a palavra final – a quintessência do nosso argumento:
A palavra “franco-maçom” deriva do vocábulo egípcio phree messen, “Filhos da Luz”. Essas palavras eram originalmente empregadas para designar os construtores do Templo de Deus – a alma humana.
A palavra “católico” significa “universal”, e foi originalmente aplicada para diferenciar a abrangente Religião Mundial – o Cristianismo – das Religiões de Raça, como o Hinduísmo.
O sangue é o veículo do Espírito; sob o regime de Jeová e dos Espíritos de Lúcifer, ele foi contaminado pelo egoísmo. Tanto a Maçonaria Mística quanto o Catolicismo visam purificar o sangue e promover o altruísmo.
A Maçonaria Mística ensina o candidato a conquistar a sua própria salvação; o Catolicismo o deixa dependente do sangue de Jesus. Aqueles que usam o método positivo naturalmente se tornam almas mais fortes; portanto, a Maçonaria Mística (não a exotérica) deveria ser incentivada em vez do Catolicismo.
(Carta nº 29 do Livro “Cartas aos Estudantes” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)
[1] N.T.: A Maçonaria exotérica, que é apenas a parte externa da Maçonaria Mística, tem atraído atualmente o elemento masculino com seus veículos físicos positivamente polarizados, e os tem dirigido para a indústria e para a política, controlando, assim, o desenvolvimento material do mundo. Já as pessoas que constituíam o Sacerdócio, empregaram sua fórmula mágica sobre os Corpos Vitais positivos do elemento feminino para dominar o desenvolvimento espiritual. Enquanto as pessoas da Maçonaria e de movimentos afins, lutaram abertamente pelo poder temporal, o Sacerdócio tem lutado com muita força e até mais eficazmente, para manter seu controle sobre o desenvolvimento espiritual do elemento feminino. Para um observador comum pode parecer que não existe antagonismo entre estes dois movimentos na época atual. Mas, embora a Maçonaria de hoje não tenha mais o seu verdadeiro caráter místico antigo e o Catolicismo, pelo passar do tempo, tenha externamente perdido o seu brilho, a divergência está tão viva como sempre. Os esforços da Igreja não estão concentrados nas massas, como estão naqueles que procuram viver a vida superior a fim de ganhar a admissão ao Templo dos Mistérios e aprender como fazer a Pedra Filosofal. (Do Livro Maçonaria e Catolicismo – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA UTILIZAR MELHOR ESSAS INFORMAÇÕES:

INFORMAÇÕES IMPORTANTES PARA UTILIZAR MELHOR ESSAS INFORMAÇÕES:
Pouco antes de me ter sentado para estudar numa dessas tardes, premi o botão elétrico e imediatamente a luz inundou o quarto. Apanhei o livro e abrindo-o deparei com um trecho que tratava do trabalho executado pelos Adeptos – seres humanos que alcançaram as nove Iniciações Menores e, pelo menos, a primeira Iniciação Maior – que podem pronunciar a Palavra Criadora.
Veio-me então à Mente o desejo de tornar-me idêntico a eles, servir como fazem os Irmãos Maiores, levando a luz à consciência da Humanidade.
O que deveria fazer para tornar-me igual a eles?
Pensativamente contemplei a lâmpada próxima a mim: a pressão sobre o botão não a criou; ele meramente pôs o dispositivo (a lâmpada) apta a transmitir a luz, contatando-o com certos dispositivos (arames, ligações, cabos) os quais transportam a energia elétrica gerada pela fonte central (dínamo). O que seria se a lâmpada fosse feita de madeira? Quando eu premisse o botão poderia inundar de luz o meu quarto? Poderá o meu ser físico, tal como agora é, transmitir a luz de Deus?
Se as linhas elétricas fossem defeituosas, a minha pressão sobre o botão poderia proporcionar luz perfeita em meu quarto? Terei eu uma conexão apropriada com a fonte de energia espiritual para torná-la usável? Ou o que daria se o dínamo funcionasse imperfeitamente? Para que serviriam os arames, os cabos, as ligações, as lâmpadas ou outros quaisquer dispositivos para a produção da luz, se o dínamo não produzisse energia? Estarei em uma célula no grande Corpo de Deus, produzindo e libertando a energia para as mais altas funções de meus veículos?
Essa autopesquisa conduziu-me a uma revisão sobre o procedimento oculto ensinado pela Filosofia Rosacruz para o aperfeiçoamento de si mesmo no sentido de se tornar um “canal consciente” para o trabalho daqueles Elevadíssimos Seres, de modo a poder aplicar-me com renovado zelo no trabalho indispensável ao crescimento da alma. O moto “Serviço amoroso, altruísta e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade” me veio à Mente como linha de conduta para ser sempre observada e lembrada. Ao mesmo tempo recordei-me de certas instruções específicas para a espiritualização de nossos veículos e, consequentemente, do crescimento da alma. O que me ocorreu vai a seguir:
A Filosofia Rosacruz ensina que nós, o Ego, somos um Tríplice Espírito que possuímos uma Mente através da qual governamos o nosso Tríplice Corpo, os quais emanou de si mesmo para obtermos experiências. Esse Tríplice Corpo transmutamos na Tríplice Alma, da qual nos nutrimos a fim de sair da impotência para a onipotência: o Espírito Divino emana de si mesmo o Corpo Denso, extraindo como pábulo a Alma Consciente; o Espírito de Vida emana o Corpo Vital, extraindo a Alma Intelectual; o Espírito Humano emana o Corpo de Desejos, extraindo a Alma Emocional.
Nosso problema como Aspirantes à vida superior é então planejar e controlar nossas atividades diárias de modo que, por meio delas, possamos extrair maior quantidade de poderes conscientes, intelectuais e emocionais, de nossos Corpos. Uma vez que nossos veículos estão intimamente interrelacionados, a melhora de um, automaticamente gera a melhora dos demais. Porém, certas atividades afetam determinado Corpo mais definidamente do que os outros.
O Corpo Denso é um maravilhoso instrumento mecanizado para a ação no plano material; é por meio das experiências que obtemos por seu intermédio, pelas nossas retas ações em relação aos impactos externos e pela observação acurada que o transmutamos em Alma Consciente. Quanto mais ativos formos e mais retas forem nossas ações, maior crescimento de Alma Consciente alcançaremos. Basicamente, para a reta ação tornam-se necessários a higiene, o exercício, o ar fresco, uma dieta simples constante de alimento integral, bem como o altruísmo, o desejo de ajudar e a boa vontade. Em relação à observação correta ensina-nos a Filosofia Rosacruz: é da mais alta importância ao nosso desenvolvimento que observemos os fatos e as cenas em nosso redor acuradamente. Do contrário as impressões em nossa memória consciente não coincidirão com os registros automáticos subconscientes. O ritmo do Corpo Denso perturba-se na proporção da falta de acuidade de nossa observação durante o dia. Na proporção em que aprendemos a observar acuradamente, ganharemos em saúde e longevidade e necessitaremos menos de descanso e de sono. O Aspirante à vida superior, sistematicamente, deve tudo observar, tirar guia mais seguro e certo em qualquer mundo. Ao praticarmos esse método de observação, devemos sempre ter em Mente que ele deve ser usado apenas para reunir fatos e não com o propósito de criticismo, pelo menos o acre criticismo. A crítica construtiva que assinala defeitos e dá os meios de remediá-los é a base do progresso.
O Corpo Vital, o veículo do hábito, é o armazém da Memória Consciente e Subconsciente, é composto de quatro Éteres: o Éter Químico, o Éter de Vida, o Éter de Luz e o Éter Refletor.
Os dois primeiros constituem a matriz na qual o Corpo Denso é construído. A repetição é a nota-chave desse Corpo Vital. Daí o valor da repetição dos impactos espirituais do estudo, dos sermões, da conferência e leituras. Também a Arte e a Religião são de primeira importância no refinamento do Corpo Vital, bem como o cultivo da memória, da discriminação particularmente efetivos na geração da Alma Intelectual.
A memória liga as experiências passadas às as experiências presentes e os sentimentos por elas engendradas, criando “simpatia” e a “antipatia” que de outro modo não poderiam existir.
O Discernimento é a faculdade por meio da qual distinguimos aquilo que não é importante, não essencial, separando o real da ilusão, o duradouro do evanescente.
Na vida comum pensamos de nós mesmos como se fôssemos o Corpo. O Discernimento orienta-nos no sentido de que somos Espíritos e que os nossos Corpos são temporariamente lugares residenciais, instrumentos de uso. Pelo Discernimento aprendemos a considerar o Corpo como um servo na medida em que se torna dócil às nossas ordens. Assim considerando, veremos ser possível fazermos muitas coisas que de outro modo pareciam impossíveis.
Os dois Éteres superiores do Corpo Vital, o Luminoso e o Refletor, são os que compõem o nosso Corpo-Alma e em cada vida são renovados por meio do “serviço amoroso, altruísta e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível) focado na Divina Essência oculta em cada um de nós, que é a base da Fraternidade”. A quinta essência desses atos, do bem, deles extraídos, determina a qualidade dos átomos estacionários prismáticos de que são compostos os dois Éteres inferiores na vida seguinte. Esse Corpo-Alma é a parte do Corpo Vital que o Aspirante imortaliza como Alma Intelectual.
O Corpo de Desejos é nosso veículo dos desejos, das emoções e dos sentimentos. Durante o estado de vigília ele se encontra constantemente em luta com o Corpo Vital. O Corpo Vital constrói e suaviza, ao passo que o Corpo de Desejos cristaliza e destrói. Por meio da devoção persistente aos suaves ideais da vida superior, dominamos nossos instintos animais, eliminando os traços indesejáveis do hábito e do caráter resultantes da geração e do desenvolvimento da alma emocional. A importância do cultivo da faculdade da devoção, dificilmente enfatizada por muitas pessoas, deve ser considerada, assim é que um dos melhores sistemas de desenvolvimento desse poder é a retrospecção, o exercício noturno ensinado pela Fraternidade Rosacruz, por meio do qual nos lembramos em ordem inversa dos acontecimentos do dia, cuidadosamente louvando e reprovando quando é devido.
Uma explosão temperamental é detrimento para o crescimento da alma; é a dissipação em larga escala da energia que pode ser proveitosamente usada. Tal fato envenena o Corpo, deixa-o alquebrado, e impede enormemente o seu desenvolvimento. O Aspirante à vida superior deve sistematicamente controlar todas as tentativas do Corpo de Desejos, o que poderá ser feito pela concentração em altos ideais, que fortalece o Corpo Vital e é muito mais eficiente do que as orações comuns usadas nas igrejas. Quando ditada pela devoção pura e altruísta a altos ideais, a oração é muito mais superior do que a fria concentração.
Em nossos esforços para transmutar o Corpo de Desejos em poder de Alma, devemos também nos lembrar de que o nosso veículo Espírito Humano, que está correlacionado com o Corpo de Desejos, é contraparte do Espírito Santo – a força criadora na Natureza, a qual o Aspirante à vida superior deve aprender a usar nos processos superiores mentais e emocionais para regeneração. Ao vivermos castamente, a força sexual criadora sobe, pelo trabalho mental e espiritual, refinamos e eterizamos nossos Corpos Densos, e ao mesmo tempo fortalecemos nossos veículos superiores. Dessa maneira alargamos materialmente nossa vida e aumentamos nossas oportunidades de crescimento de alma, avançando em graus definidos.
É-nos ensinado que a Mente é o elo entre nós, Ego, e os nossos Corpos, sendo também real que a Mente é o instrumento mais importante que possuímos. Um dos principais alvos da nossa evolução durante este período é aprender a controlar o pensamento, o que será conseguido por meio do exercício do princípio da nossa força de vontade. Possuindo a prerrogativa divina da livre volição, podemos treinar habitualmente a pensar como quisermos. Dessa forma, se persistentemente continuarmos em nossos esforços de espiritualização de nossos Corpos pela reta ação, de sentimento e de pensamento, tempo virá no qual seremos auxiliares altruístas de nosso próximo e guardiães do poder do pensamento. Tendo-nos, então, adaptado ao uso desse tremendo poder para o bem de todos, indiferentes ao interesse próprio, estaremos aptos a formar ideias acuradas que se cristalizarão em coisas úteis. Por meio da laringe perfeita falaremos a Palavra Criadora e assim atingiremos ambicionado lugar na escada evolucionária.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – abril/1967-Fraternidade Rosacruz-SP)