Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Como Funciona a Lei de Consequência

A Lei da Consequência é uma das Leis de Deus, que decreta que o que semeamos, colheremos. Ela também é chamada de Lei de Causa e Efeito.

O que somos, o que temos, todas as nossas boas qualidades são o resultado do nosso trabalho no passado e, portanto, nossos talentos. O que nos falta, física, moral ou mentalmente é por não termos aproveitado certas oportunidades no passado ou por não as termos vivenciadas, mas em algum momento, em algum lugar, outras se apresentarão para nós e recuperaremos o que perdemos.

Quanto às nossas obrigações e dívidas para com os outros, a Lei de Consequência também trata disso. O que não pôde ser resolvido em uma vida voltará a nos apresentar nas vidas futuras. A morte não anula as nossas obrigações, assim como indo para outra cidade não pagamos as dívidas que contraímos aqui.

A Lei do Renascimento, que trabalha harmonicamente com a Lei de Consequência, proporciona um novo ambiente, mas nele existem “velhos inimigos”. E, às vezes, os conhecemos, porque quando conhecemos algumas pessoas pela primeira vez, sentimos como se as conhecêssemos de algum lugar. Isso ocorre porque nós, o Ego, rompemos o véu da carne e reconhecemos um “velho amigo” ou um “velho inimigo”. Se for um “velho inimigo” ele pode nos inspirar medo ou repúdio, e é como uma mensagem que nos alerta contra um inimigo de antigamente. Assim, veja que a Lei da Consequência está operando continuamente.

A partir do momento do nascimento, as forças que foram acionadas em vidas anteriores e ainda não se esgotaram, passam a atuar na criança e em seus veículos. Todos os velhos amores e ódios vêm à tona.

Antigos inimigos se apresentam, para que nós possamos traçar com eles nosso destino e transformá-los em “amigos”, pois toda relação tem que terminar em amor, que é a única solução para “aprendermos as lições” sem sofrer.

Amigos anteriores nos ajudam trabalhando conosco para benefício mútuo. Assim nos aproximamos lenta, mas irresistivelmente, da era da Amizade Universal.

Por meio da Lei de Consequência aprendemos que temos a nossa responsabilidade correspondente e que cada palavra, ato, obra e/ou ação que pomos em movimento deve ter o seu efeito correspondente.

Se, por negligência ou egoísmo causamos sofrimento ou dolo aos outros, fatalmente, a Lei de Consequência trará condições semelhantes em uma data mais remota, e assim compreenderemos a injustiça de agir dessa forma, ou que o “caminho do transgressor é doloroso”. Se não atendermos à lição, a Lei de Consequência nos trará experiências cada vez mais duras, até que finalmente façamos o esforço necessário e, então, obtenhamos o poder do autocontrole ou autodomínio.

Os Ensinamentos Rosacruzes sobre a vida nos mostram que o mundo que nos rodeia nada mais é do que uma Escola de experiências, mas atrelada a solução nas inseparáveis Leis ​​de Consequência e Lei de Renascimento. Que assim como mandamos a criança para a escola dia após dia, e ano após ano, para que ela aprenda cada vez mais e, à medida que avança nas diferentes séries da escola até a universidade, o mesmo acontece com cada um de nós, como filho do Pai, entra na escola da vida. Mas numa vida mais ampla, cada dia escolar é para nós uma vida terrena, e a noite entre os dois dias letivos corresponde ao sono após a morte.

Veja que numa escola há muitas séries. Onde as crianças com mais idade que frequentam a escola há muito tempo têm que aprender lições muito diferentes daquelas aprendidas pelas crianças mais jovens que frequentam o “jardim de infância”. Da mesma forma, na escola da vida, aqueles que ocupam altos cargos, sendo dotados de grandes faculdades, são seres mais avançados, por exemplo, como Irmãos Leigos ou Irmãs Leigas, Adeptos e Irmãos Maiores, e os menos avançados são aqueles que ainda frequentam as primeiras séries escolares. O que os seres mais avançados são, nós seremos, e todos acabarão por chegar a um ponto em que serão mais sábios do que os mais sábios que conhecemos agora.

Se as obras, ações e os atos que praticamos forem construtivos e respeitarem os direitos dos outros, então na vida futura nasceremos em condições que nos trarão sucesso e felicidade. Se, pelo contrário, cedermos às nossas paixões, sem consideração pelos outros, ou se formos insolentes e descuidados, certamente renasceremos em condições e entre pessoas que farão da nossa vida um fracasso, e que nos trarão muitos sofrimentos. Através destes fracassos, porém, aprenderemos onde erramos em vidas anteriores e saberemos o que precisamos fazer para remediar o passado. Assim, aplicando a nossa força de vontade na solução de problemas, obteremos sucesso, e a Lei de Consequência, a partir desse momento, funcionará a nosso favor, e não contra nós.

Veja, assim, como é importantíssimo saber como funcionam a Lei de Consequência e a Lei de Renascimento!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Resultado de uma Morte Repentina

Na edição de novembro de 1917, da Revista “Rays From the Rose Cross” havia uma história intitulada: “Enfrentando o Pelotão de Fuzilamento”, narrando como um espião foi encostado a uma parede e fuzilado. Logo depois, ele, completamente consciente, conversa com um Auxiliar Invisível, e em sua companhia viaja milhares de quilômetros a fim de visitar sua irmã. Ela ensina que depois de o Átomo-semente ter sido removido do coração e o Cordão Prateado rompido, vem um período de inconsciência que dura cerca de três dias e meio, e durante esse período o Espírito repassa o panorama de sua vida findada.

Observemos bem que tudo isso é ensinado no Livro “Conceito Rosacruz do Cosmos”, e continua a ser verdadeiro em todas as circunstâncias comuns. Contudo, quando se fala da lei da mortalidade infantil, explica-se que quando uma pessoa passa ao outro mundo em virtude de circunstâncias fatídicas, tais como incêndio ou desastre, ou subitamente pela queda de um edifício ou de uma montanha, ou numa batalha, ou quando as lamentações dos parentes ao redor de um morto recente tornam-se impossível concentrar-se no panorama da vida, então sua fixação nos dois Éteres Superiores, o Luminoso e o Refletor, e sua amálgama com o Corpo de Desejos não se efetua. Nesses casos o ser humano não perde a consciência. E desde que não há fixação nos veículos mais sutis como acontece normalmente, ele não passa pelo Purgatório; isto é, não colhe o que semeou, não há sofrimento em consequência de seus erros, e não há sentimentos de alegria e amor em vista do bem que praticou, no Primeiro Céu. A colheita da vida perdeu-se.

Para contrabalançar este grande desastre, o Espírito, ao entrar em sua próxima vida terrena, é forçado a morrer na infância, no que se refere ao Corpo Denso). Porém, o Corpo Vital, o Corpo de Desejos e a Mente (que ordinariamente não nascem senão quando o Corpo Denso tem sete, quatorze e vinte e um anos, respectivamente) permanecem com o Espírito em transição, pois, o que não foi vivificado não pode morrer; o Espírito permanece então no Primeiro Céu de um a vinte anos, recebendo instruções e lições objetivas tais como lhes seriam ensinadas pelo panorama de sua vida passada, se não tivesse sido interrompido pelo acidente. Desse modo renasce pronto a tomar seu lugar correto na senda da evolução.

Há nessas considerações grandes soma de alimento espiritual. A grande percentagem de mortalidade infantil de nossos dias tem suas raízes nas guerras de épocas anteriores. As perdas de vida foram relativamente pequenas, embora as mortes decorrentes de guerras patrióticas tivessem seu número bastante aumentado por duelos, rixas e querelas comuns, onde armas mortais foramusadas naqueles tempos. Não obstante a soma total dessas ocorrências parece insignificante quando comparada à espantosa carnificina de nossos dias. E se isso tiver de ser corrigido da mesma maneira, as futuras gerações terão uma colheita de lágrimas. Mas, como já deixamos bem claro em outras ocasiões, cada lágrima derramada por alguém a quem amamos, está dissolvendo a crosta que recobre nossos olhos, até o dia em que possamos ver com bastante clareza a fim de penetrar o véu que agora nos separa daqueles a quem chamamos erradamente de mortos. Virá então a vitória sobre a morte, e estaremos aptos a exclamar: “Ó, Morte, onde está teu aguilhão? Ó Túmulo, onde está tua vitória?” (ICor 15:55).

(Traduzido da Revista “Rays from the Rose Cross” e publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1974 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Adeptado – Primeiro Nível de um Iniciado nas Iniciações Maiores ou Cristãs

Um Adepto é uma pessoa que se graduou, pelo menos, na primeira Iniciação Maior ou Cristã, o que significa que alcançou e passou as nove Iniciações Menores e, assim, se capacitou para as quatro Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs. Quando o Adepto passa pela primeira Iniciação Maior, ele passa por um processo alquímico que inclui uma transmutação biológica que muda a relação entre os seus Corpos Denso e Vital, bem como o Corpo de Desejos e a Mente, usando todo o poder aproveitado pelo Traje Dourado de Bodas, o Corpo-Alma.

Espiritualizando a Mente com práticas espirituais, com disciplina mental e positiva, com pensamentos edificantes e outros usos construtivos da Mente, eles moldam suas Mentes abstratas e concretas para processar mais luz Espiritual. O veículo Mente vai se transformando em Corpo Mental. Ao purificar e elevar o Corpo de Desejos, veículo através do qual expressamos desejos, sentimentos e emoções, ele se conecta com as três Regiões superiores do Mundo do Desejo (Vida Anímica, Poder Anímico, Luz Anímica), ativando sentimentos, desejos e emoções mais nobres, mais compassivos e mais altruístas para criar uma ligação de Alma mais profunda com os outros e com o Universo. Ao ativar mais energias etéricas com bons hábitos e intenções diárias, melhor higiene, uso responsável da força criadora e repetição de boas ações, obras e bons atos, ele aumenta consideravelmente a quantidade dos dois Éteres Superiores do Corpo Vital, nomeadamente o Éter Luminoso e o Éter Refletor (Éteres envolvidos na percepção dos sentidos, memória, cognição mental e atividade). Isso permite que ele faça um trabalho melhor nos planos internos como Auxiliares Invisíveis com uma plena Consciência: “cidadão de dois Mundos”.

Eles mantêm o Corpo Denso deles saudável, com uma quantidade mínima de exercício físico; seguem uma nutrição apropriada, se alimentam muito pouco e assimilam quantidades suficientes de fósforo no Corpo Denso; eles se dedicam em atividades positivas e construtivas e tem um estilo de vida altamente espiritualizada; assim e quando prontos, os Adeptos iniciam conscientemente a transmutação alquímica da sua estrutura bioquímica: de uma base de carbono para uma química baseada em fósforo. O carbono tem quatro valências, o fósforo tem cinco; portanto, a base química é alterada. Este processo é, em essência, o meio como eles se tornam invisíveis e lhes permite navegar entre Região Química do Mundo Físico (o Mundo visível) e os Mundos invisíveis (Região Etérica do Mundo Físico, Mundo de Desejo e Mundo do Pensamento).

Eles então possuem a habilidade de materializar e desmaterializar o Corpo Denso voluntariamente. Isso lhes permite oferecer um serviço maior à Humanidade, atuam como Auxiliares Invisíveis altamente desenvolvidos onde e como precisarem, como pessoas nos governos, cientistas, artistas, filósofos, inventores, pensadores ou outros indivíduos criadores. Eles ajudam a promover o avanço da cultura maior em áreas da Arte, Ciência e da Religião.

(de uma exposição na Pró-Ecclesia em novembro/2009 – The Rosicrucian Fellowship – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: A Natureza passa por ciclos de alternância. Esses encontram alguma correspondência em nós?

Resposta: Tanto o Solstício de Junho e o Solstício de Dezembro, como o Equinócio de Março e o Equinócio de Setembro são pontos de alternância, de mudança, na vida do Grande Espírito Planetário da Terra, Cristo. Assim, também, a nossa concepção traduz o início de mais uma nossa descida ao Corpo Denso, culminando em mais um nosso nascimento aqui. Esse inaugura o período de crescimento, até alcançarmos a maturidade. Então, começa uma época de frutificação e de amadurecimento, a par do declínio das energias físicas, até terminar na morte, que nos livra matéria física. Depois, se manifesta uma época de metabolismo espiritual e colhemos as nossas experiências terrestres, transformando-as em poderes da Alma, em tendências e talentos. Tais poderes e talentos serão postos a juros em vidas futuras para prosperarmos e nos fazer mais ricos espiritualmente até sermos merecedores do título de “Fiéis Administradores” (Lc 12:42-48 e ICor 4:1-6) e de ocuparmos postos maiores e melhores entre os “servos da Casa do Senhor” (Sl 134:1-3 e Mt 24:25).

Observemos que as condições dominantes, nessa Época Ária, são tão temporárias, como as das Épocas precedentes. O processo de condensação que ainda continua, transformou a nevoa ígnea da Época Lemúrica na atmosfera densa e úmida da Época Atlante e, mais tarde, converteu esta umidade em água que inundou as cavidades da Terra – os Dilúvios – e nos impeliu para as terras altas, para as mesetas. Tanto a atmosfera, como as condições fisiológicas estão mudando. É um alerta para a Mente compreensiva, referente à aurora de uma Nova Era sobre o horizonte do tempo, a Era de unificação.

A Bíblia não deixa nenhuma dúvida a respeito das mudanças. Cristo disse que o acontecido nos “dias de Noé” aconteceria nos dias do porvir. A ciência e a imaginação descobrem condições desconhecidas anteriormente. É um fato científico que o consumo do oxigênio, na alimentação da indústria, está se tornando alarmante. Também os incêndios nos bosques consomem, consideravelmente, este importante elemento e contribuem para o processo de dissecação da atmosfera. Cientistas eminentes assinalaram que um dia nosso globo não poderá suster a vida dependente da água e do oxigênio, um dos componentes do ar. As ideias dos cientistas não provocaram muita ansiedade, por ser distante a data no futuro prevista. Contudo, por mais afastado que seja este dia, o nosso destino é tão inevitável, como o foi quando habitávamos em Corpos Atlantes.

A cada fase que surge, vemo-nos a frente com um novo Elemento, ao qual devemos nos adaptar. Vejamos como se manifesta esse Elemento nos dias atuais e quais suas implicações futuras: se quando habitávamos em Corpos Atlantes pudéssemos ser transferidos para a nossa atmosfera, morreríamos asfixiados, como o peixe que se arrebatasse do seu elemento nativo. As cenas conservadas na Memória da Natureza provam que os primeiros a subir as terras altas, desmaiaram instantaneamente, ao se encontrar com uma das correntes de ar que baixavam, gradualmente, sobre a Terra. Então, essas experiências provocaram vivos comentários e suposições. Atualmente, os aviadores encontram, também, um novo Elemento e experimentam asfixia idêntica à dos precursores Atlantes. Enfrentam um novo Elemento que vem de cima para substituir o oxigênio da nossa atmosfera.

Ao mesmo tempo, uma nova substância está se introduzindo no nosso Corpo Denso, em substituição a albumina. Os Atlantes, sem pulmões desenvolvidos para o Elemento Ar, pereceram nos Dilúvios. Assim, também, a Nova Era encontrará alguns sem o “Vestido de Bodas” – o Corpo-Alma –, incapacitados para nela entrar. Esperarão, até que se achem preparados, em tempos futuros. Consequentemente, é de máxima importância para todos saberem o máximo possível sobre o novo Elemento e a nova substância. Os Ensinamentos Rosacruzes facilitam o acesso a ampla informação sobre o assunto.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – julho/1974 – Fraternidade Rosacruz–SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que é declarado na literatura Rosacruz que no Período Lunar a umidade foi produzida pelos Globos de calor entrando em contato com o frio externo? No mesmo princípio, por que a umidade não se forma em torno do nosso Sol atual, já que o Sol está cercado por um espaço frio?

Resposta: O ponto mais denso encontrado no Globo do Período Lunar é a Região Etérica do Mundo Físico. Quando a literatura Rosacruz menciona a umidade nesse Período, ela não se refere à umidade física, mas àquela que mais tarde se tornou umidade quando foi condensada em substância física. Essa substância, em formas modificadas, existe desde o começo dos tempos. A Filosofia Rosacruz é frequentemente questionada em termos comparativos ao invés do sentido literal, pela razão de, no presente momento, nenhum termo do Mundo Físico ter sido criado para designar as coisas que estão sendo descritas.

A umidade não é formada em torno do Sol no presente momento porque as leis que governam a umidade física não são as mesmas que regulam e governam o desejo ou a substância etérica.

(Pergunta de Leitor publicada na Revista Rays from the Rose Cross de nov./1940 – traduzida pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Bíblia Cristã está em comum acordo com os Ensinamentos Rosacruzes

Com o passar o tempo nos deparamos com muitos Estudantes Rosacruzes, que ao entrarem em contato com os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, ficam tão entusiasmados ou maravilhados com a explicação tão clara e compreensível sobre Deus, sobre a origem do ser humano, sobre a criação do universo, e muitas outras “descoberta”, que alguns deles, analisando intelectualmente estes Ensinamentos, caem na ideia incorreta de achar que o estudo da Bíblia não é mais necessário e acabam colocando este maravilhoso livro de lado.

Na verdade, eles podem até pensar que os ensinamentos contidos na Bíblia podem estar até desatualizados, dado que todos temos o livre-arbítrio; contudo, isto é um grande erro e como prova conclusiva, escreveremos aqui o que está escrito no Ritual do Serviço Devocional do Templo da Fraternidade Rosacruz: “A Bíblia foi dada ao Mundo Ocidental pelos Anjos do Destino que, estando acima de todos os erros, dão a cada um e a todos exatamente o que necessitam para o seu desenvolvimento. Por conseguinte, se procurarmos a Luz, encontrá-la-emos na Bíblia”.

Sabemos que Max Heindel escreveu o Conceito Rosacruz do Cosmos ditado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz para, também, tornar mais fácil a nossa compreensão dos ensinamentos da Bíblia. Assim, torná-la mais facilmente compreensíveis em muitas de suas passagens difíceis de compreender.

Estudando o Conceito Rosacruz do Cosmos aprendemos que “Deve-se também notar que os que originalmente escreveram a Bíblia não pretenderam dar a verdade de maneira a poder tê-la quem quisesse. Nada estava mais distante de sua Mente do que a ideia de escrever ‘um livro aberto de Deus’.”. Notemos que os nossos irmãos e as nossas irmãs Iniciados de vários graus (desde a primeira Iniciação Menor até à quarta Iniciação Maior) têm a capacidade de poder ler a Bíblia de uma forma abrangente e totalmente entendida. Afinal, é lógico que teria sido necessário muito menos habilidade para escrever a Bíblia claramente do que para ocultar o seu significado. Mas, no devido tempo e para quem trabalhar firmemente por meio da espiritualidade (e não da intelectualidade) a informação será prestada, retirando-a daqueles que não conquistaram o direito a sua posse.

Um outro ponto que devemos destacar aqui sobre a Bíblia é a questão do Antigo Testamento. Também, estudando o livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz aprendemos: “…se examinarmos o primeiro capítulo do Gênesis, tal como aparece nas melhores traduções que possuímos, veremos que expõe o mesmo Esquema de Evolução explicado na parte anterior desta obra, Esquema que se harmoniza perfeitamente com as informações ocultistas relativas aos Períodos, às Revoluções, Raças, etc. O resumo que se encontra nesse capítulo é, necessariamente, condensado e brevíssimo, mencionando-se um Período inteiro numas poucas palavras”.

E com relação ao Novo Testamento, estudando a mesma obra, aprendemos: “Os Ensinamentos Cristãos do Novo Testamento pertencem particularmente aos seres humanos que evoluem no mundo ocidental.” (…) “Os espíritos de todos os países da Terra que se esforçam em seguir os ensinamentos de Cristo, conscientemente ou não, renascem ali, no propósito de que as condições apropriadas ao seu desenvolvimento lhes serem dadas”.

Muitas informações valiosas podem ser compreendidas e assimiladas estudando a Bíblia em conexão com os tópicos discutidos no Conceito Rosacruz do Cosmos. À luz do que foi dito acima, é completamente evidente que nenhum Estudante Rosacruz deveria descartar a Bíblia, mas, ao contrário, deveria fazer um estudo mais profundo dela, esforçando-se seriamente para descobrir a luz espiritual que nela se encontra.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Esquema de Evolução e as Relações com as Iniciações Menores e as Cristãs

O processo de evolução, tal como indicado na Bíblia, ou o processo de criação no Livro do Gênesis, demora os simbólicos sete dias que, como aprendemos na Fraternidade Rosacruz, são os sete Períodos. Por meio do estudo da Filosofia Rosacruz, sabemos que estes sete Períodos compõe um Dia de Manifestação de Deus que inclui a Criação, a Involução e a Evolução. Assim, no Livro do Gênesis, Deus elabora a Sua criação através de sete passos cósmicos. Estes “Dias Cósmicos” duram eons de tempo. Não são como os dias de 24 horas. São vastas extensões de tempo; na verdade, estão para além do tempo, como definimos atualmente.

Quando lidamos com estes Períodos, temos de lidar, de fato, com uma escala que está além do tempo e do espaço. Mas vamos dar para essa escala uma forma para que possamos nos relacionar, porque nossa Mente é concreta, está no seu estágio inicial ainda somente como um veículo e precisa de algo para ver, para tocar e ao qual se ligar.

Assim, na primeira fase do Esquema de Evolução, a que chamamos de Período de Saturno, recebemos o germe do nosso atual Corpo Denso. Na fase seguinte, ou Período Solar, recebemos o germe do nosso atual Corpo Vital. Na terceira fase, o Período Lunar, recebemos o germe do nosso atual Corpo de Desejos. E na primeira metade do Período Terrestre, a Metade Marciana, recebemos o germe da nossa atual Mente. Reparem: Deus e a Sua criação não podem ser separados. Nós somos parte da Sua criação e, também, somos parte de Deus.

De fato, nós não somos o nosso Corpo, nem o Corpo Denso, nem os demais. Eles são apenas instrumentos que usamos para evoluirmos no processo de conhecimento até chegarmos ao nível da Sabedoria Divina e experimentar as faculdades divinas que ganhamos de Deus que, ainda, estão latentes. O que somos de verdade é uma Chispa Divina, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana que é invisível – aos olhos físicos – para a maioria das pessoas e que, de fato, não tem princípio nem fim e vive para sempre; é como um condutor dentro dos Corpos, enquanto tentamos ir ao encontro das nossas experiências, se manifestando aqui no Mundo Físico e, atualmente, no Mundo do Desejo e no Mundo do Pensamento, os três Mundo onde percorremos o Ciclo de Nascimentos e Mortes.

Estamos atualmente passando desde a fase da Criação (a Metade Marciana do Período Terrestre) e, a partir deste ponto, estamos agora iniciando a fase da Evolução (a Metade Mercuriana do Período Terrestre). Quando descemos do Período de Saturno e, a partir do recebimento do germe dos nossos Corpos, criamos os nossos Corpos e estávamos passando da Consciência Divina (e, portanto, ainda sem nenhuma consciência dos Mundos ao nosso redor) que tínhamos para a Consciência de Vigília (que agora temos). Agora que estamos com a Consciência de Vigília, começamos a “voltar para Deus”, para a Consciência Divina, mas com a plena consciência dos Mundos ao nosso redor. Esse processo é a parte chamada de Evolução desse Esquema de Evolução. Assim, a segunda Metade do Período Terrestre está relacionada ao aperfeiçoamento da Mente e à assimilação de todas as qualidades e poderes do Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos pela Mente — é o aprendizado das Leis dos Mundos. Hoje, com a Ciência, os Ensinamentos Rosacruzes e as experiências adquiridas no processo do Ciclo de Nascimento e Mortes aqui podemos avançar cada vez mais para compreender por que motivo estamos aqui, de onde viemos e para onde vamos.

O Período seguinte é o Período de Júpiter, no qual estaremos envolvidos na criação de um Corpo para o veículo Espírito Humano ou Mente abstrata, que é o estado inferior do Espírito. No Cristianismo Esotérico nós nos referimos a nós, Espírito, como um ser triplo, um Tríplice Espírito. E, também, nos referimos ao Deus-Espírito Santo, ao Deus-Filho e ao Deus-Pai, que basicamente representam três seres cósmicos, com seus níveis e omnisciência, onipotência e onipresença — todas em um só Espírito. No Período de Júpiter, criaremos um Corpo que poderá usar o poder do Espírito Humano, que é o poder do Espírito Santo.

No Período seguinte, o Período de Vênus, estaremos envolvidos na criação de um Corpo para o Espírito de Vida ou Espírito de Amor, que é o poder de Deus-Filho.

A partir daí, passamos à fase seguinte, que é o Período de Vulcano, o último Dia da Criação, em que criaremos um Corpo para o Espírito Divino, que é o poder de Deus-Pai e espiritualizaremos a nossa Mente – então, Corpo Mental –, assimilando todas essas qualidades, de modo que teremos um Tríplice Corpo, um Corpo Mental e um Tríplice Espírito que nos ajudará a ser criadores. No final do Período de Vulcano cada um de nós se tornará um Deus criador. Teremos alcançado a onipotência divina com o pleno desenvolvimento dos nossos poderes criadores; teremos alcançado a onisciência com o pleno desenvolvimento do nosso conhecimento consciente dos cinco degraus da Evolução e teremos alcançado a onipresença com plena consciência dos Reinos que estão envolvidos nesta fase desse Esquema de Evolução. Portanto, este é um processo extraordinariamente longo e amplo.

Para que possamos acelerar este processo, recebemos a oportunidade de passar pelas nove Iniciações Menores. O primeiro voto do Iniciado é o silêncio, o que significa que não há muita informação disponível sobre a Iniciação. Este é um processo interno e individualizado. Cada Iniciado passa por esse processo a sua maneira e no seu tempo, por isso é difícil descrever para alguém algo que não tenha vivido por si mesmo; no entanto, Max Heindel e os Irmãos Maiores nos deram algumas indicações sobre as quais podemos falar para ter uma ideia melhor do que a Iniciação envolve.

Os Aspirantes aos nove Mistérios Menores são treinados esotericamente por meio das sete Escolas de Mistérios Menores ou Iniciações Menores, onde está a Ordem Rosacruz.

As primeiras quatro Iniciações Menores conduzem o Aspirante a uma recapitulação dos quatro Períodos anteriores da Evolução. O Período de Saturno, quando ganhamos o germe e construímos o Corpo Denso; o Período Solar, quando ganhamos o germe e construímos o Corpo Vital; o Período Lunar, quando ganhamos o germe e construímos o Corpo de Desejos; e a primeira metade do Período Terrestre, quando ganhamos o germe e construímos a Mente.

A quinta das Iniciações Menores conduz ao Período atual, a metade Mercurial do Período Terrestre.

As últimas quatro Iniciações Menores conduzem a assuntos que tratam do desenvolvimento futuro até ao fim do Período Terrestre.

Todas as nove Iniciações Menores culminam na primeira Iniciação Maior ou Iniciação Cristã, que resume todo o Período Terrestre.

Depois disso, há mais três Iniciações Maiores ou Cristãs que abordam o estado de consciência dos próximos três “Dias de Evolução”: o Período de Júpiter, o Período de Vênus e o Período de Vulcano, que finalmente nos conduzirão à libertação.

(de uma exposição na Pró-Ecclesia em novembro/2009 – The Rosicrucian Fellowship)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Para Não Ficar Assustado, Surpreso ou Incrédulo Quando de Vislumbres da Era de Aquário

O processo de preparação para a Era de Aquário já começou e, como Aquário é um Signo do Ar, científico e intelectual, é inevitável que a nova fé deva estar enraizada na razão e ser capaz de resolver o enigma da vida e da morte de uma maneira que satisfaça tanto a Mente quanto o instinto religioso, a devoção, o Coração.

Assim é os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental promulgados pela Fraternidade Rosacruz, como o fermento no pão: ela está quebrando o medo da morte gerado pela incerteza que cerca a existência post-mortem. Ela está mostrando que a Vida e a consciência continuam sob Leis tão imutáveis ​​quanto as de Deus, que tendem a nos elevar a estados de espiritualidade cada vez mais elevados, nobres e sublimes.

Acende a luz da esperança nos nossos corações com a afirmação de que, assim como desenvolvemos no passado os cinco sentidos pelos quais contatamos o Mundo visível presente (a Região Química do Mundo Físico), também desenvolveremos, em um futuro não distante, outro sentido que nos permitirá ver os habitantes da Região Etérica do Mundo Físico, bem como nossos entes queridos que deixaram o Corpo Denso e habitam a Região Etérica e as Regiões inferiores do Mundo do Desejo, durante o primeiro estágio de sua carreira nos reinos espirituais.

Portanto, a Fraternidade Rosacruz foi incumbida pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz da missão de promulgar o Evangelho da Era de Aquário e de conduzir uma campanha de educação e esclarecimento, para que o mundo esteja preparado para o que está por vir. O mundo deve ser fermentado com estas ideias:

(1) As condições na terra dos mortos-vivos não estão envoltas em mistério, mas o conhecimento a respeito delas está tão disponível quanto o conhecimento sobre países estrangeiros a partir dos contos de viajantes.

(2) Estamos agora próximos do limiar onde todos conheceremos essas verdades.

(3) E, o mais importante de tudo, apressaremos o dia em nosso próprio caso, adquirindo conhecimento dos fatos relativos à existência post-mortem e às coisas que podemos esperar ver, pois então saberemos o que procurar e não ficaremos assustados, surpresos ou incrédulos quando começarmos a obter vislumbres dessas coisas.

(Por Max Heindel, publicado na Revista Rays from the Rose Cross de novembro/1944 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Essência da Grandeza

Qualquer que seja a nossa posição, temos direito a tudo o que podemos apreciar, apropriar e usar; e sabemos que quanto mais desenvolvemos o poder de apreciar aquilo que tem valor genuíno, mais desenvolvemos o poder de conferir qualidade a tudo o que fazemos; e, ao conferir qualidade adicional a cada pensamento, desejo, emoção, palavra, ato, obra e ação produziremos e nos apropriaremos naturalmente de todas aquelas qualidades das quais continuamos conscientes.

Portanto, é claramente evidente que o poder de aumentar aquilo a que temos direito advém, em grande parte, do aumento da consciência do valor real, bem como da vida real — sendo a vida real, em todos os lugares, a qualidade real; e a consciência da qualidade real e da vida real se desenvolve natural e perfeitamente naquele que vive para viver uma vida grandiosa.

Sabemos que a essência da grandeza está latente em todas as coisas; e aquele que pensa profunda e construtivamente na essência da grandeza, ao pensar nas coisas, abrirá sua Mente ao influxo desse poder que pode produzir grandeza em sua própria Mente. Em resumo, o que ele continua a ver em todas as coisas despertará em seu próprio mundo mental.

Para a Mente que vive na alma do grandioso, do belo e do maravilhoso, tudo é uma inspiração para coisas maiores, melhores e mais maravilhosas. Para tal Mente, todas as coisas têm valor, porque viver na alma das coisas é encontrar o verdadeiro valor que permeia todas as coisas. E, novamente, encontramos ou vemos em todas as coisas que tendemos a desenvolver em nossas próprias Mentes, observando aqui a grande Lei de Deus de que invariavelmente crescemos à semelhança, em Mente e caráter, daquelas coisas em que mais pensamos.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de julho/1916 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Deus e o Ser Humano: em que nível de relação você está?

Tudo que fazemos ou pensamos se associa à satisfação das nossas necessidades primárias: saciar a fome, abrigar-se, vestir-se, defender-se, constituir família, etc. O sentimento e o desejo são as molas propulsoras de todas essas realizações.

Mas, por óbvio que isso pareça, surge ainda uma questão: quais os sentimentos e as necessidades que nos levaram ao pensamento religioso (de “ligar novamente” ou “religar”) e a fé em Deus?

Os Ensinamentos Rosacruzes indicam os seguintes graus: o temor, o interesse, o amor e o dever como sendo quatro formas básicas do nosso relacionamento com Deus, de nossa volta à Deus, da nossa re-ligação com Deus.

O primeiro grau, a do temor, ocorreu quando compúnhamos os povos primitivos (ou seja: estávamos renascidos em um conjunto de Corpos incipientes), o fator que despertava em nós as ideias religiosas era o medo: medo da fome, medo de animais bravios, medo das enfermidades, medo da morte. Como o nosso nível de Consciência de Vigília aqui nesse Mundo Físico naquele tempo era incipientíssimo, forjávamos um Ser que a nós se assemelhava, um Ser mais poderoso, capaz de nos submeter e nos destruir. Adorávamos a Deus a Quem começávamos a pressentir, fazendo sacrifícios para agradá-Lo, como fazem os fetichistas.

O segundo grau desse relacionamento, a do interesse, está muito ligado ao atendimento das necessidades coletivas. Foi típico quando compúnhamos os povos onde se notava uma certa organização social. O desejo de orientação diante das dificuldades, as satisfações das necessidades do grupo estimulam uma concepção social de Deus. A Divindade regia os nossos passos naquele povo em particular, protegendo-o, decidindo seus problemas, recompensando-o ou punindo-o. Para conquistar as boas graças desse “Deus”, oferecíamos a Ele sacrifícios ou agíamos conforme os princípios ou tradições do povo. Aspirávamos em troca, ver as nossas colheitas mais abundantes, os nossos rebanhos mais numerosos, a nossa prole sadia, os nossos inimigos prostrados a nossos pés. Era uma relação de barganha. Ou seja: aprendemos a olhar a Deus como um Doador de todas as coisas e a esperar d’Ele benefícios materiais, agora e sempre. Sacrificávamos por avareza, esperando que o Senhor nos desse cem por um, ou para nos livrar do castigo imediato, como pragas, guerras, etc. Essa forma de Religião se consolida pelo surgimento de uma casta sacerdotal, mediadora entre o povo e a Divindade. Essa casta, obviamente privilegiada, logra uma posição de poder, muitas vezes superior ao poder temporal. Trata-se de uma Religião do medo, porém, é possível dialogar com Deus e obter d’Ele compensações. Como exemplo, temos a Raça dos Semitas Originais, a quinta Raça da Época Atlante.

O terceiro grau desse relacionamento se evidencia quando a Religião do medo se transforma na Religião moral. A Divindade conforta a tristeza, o desejo insatisfeito, protege as almas dos mortos. A moral e o apreço para com o semelhante constituem a tônica desse pensamento religioso. O Cristianismo Popular (ou Cristianismo exotérico) e outros credos são um exemplo típico dessa fase do nosso relacionamento com Deus. Ou seja, aprendemos a adorar a Deus com orações e a viver a vida em bondade; a cultivar a fé num Céu onde obteremos recompensas no futuro, e a nos abster do mal, para que possamos nos livrar do castigo futuro do Inferno (ou de nomes similares). Não se deve, entretanto, considerar as formas religiosas primitivas como exclusivamente Religiões do medo, nem as dos povos civilizados como estritamente morais. Há pontos comuns a ambas, principalmente o caráter antropomórfico da ideia de Deus.

O quarto grau é composto por um comportamento onde podemos agir bem sem pensar na recompensa ou no castigo, simplesmente porque “é justo agir retamente”. Amamos o bem por ser o bem e procuramos ordenar a nossa conduta de acordo com esse princípio, sem ter em conta nosso benefício ou nossa desgraça presente, ou os resultados dolorosos em algum tempo futuro. Pouquíssimos indivíduos encontram-se nesse quarto grau de experiência religiosa. Não é fácil conceituá-la de uma forma clara, por não estar associado a uma ideia antropomórfica de Deus, nem a um dogma. Daí, a pessoa experimenta a totalidade da existência como uma unidade, guiada pelo conhecimento Esotérico, pela Arte, pela Ciência e pela Intuição. Para ela a Religião tem, ao mesmo tempo, um sentido cósmico e interior. O Universo é o templo onde se cultua o Ser Absoluto, como também o nosso íntimo. Esse sentido cósmico da Religião é percebido por uns poucos iluminados, cujas vidas servem de estímulo a que outros, por seus próprios meios, busquem a Senda da Luz. O Cristianismo Esotérico e os Estudantes de todas as Escolas de ocultismo estão procurando alcançar esse grau superior. De modo geral, esse será alcançado na Sexta Época, a Nova Galileia, quando a Religião Cristã unificadora abra os corações dos seres humanos, assim como o entendimento está agora sendo aberto.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – fevereiro/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)

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