Uma Criança Divina Quer Nascer
“Entre quedas, desistências, covardias e grandezas, somos deuses. Há uma criança divina em nós, que a cada dia quer nascer”. Esta frase do escritor e psicanalista Helio Pellegrino foi publicada, recentemente, na imprensa paulistana.
Não é a beleza da sentença, em si mesma, é a sua profundidade que comove, mas o fato dela aparecer como uma semente lançada em época muito oportuna.
Esta fase de trânsito entre uma idade pré-agonizante e outra, cujos lampejos aos mais avançados é dado entrever, transmite uma incrível sensação de insegurança aos seres humanos. Isso tem produzido uma espécie de fobia generalizada de perda. As pessoas temem perder o emprego, a saúde, a posição social, os entes queridos e a própria vida.
Esse clima de instabilidade é doloroso, não resta dúvida. Entretanto, pelo menos para quem tem olhos de ver encerra alguns aspectos altamente positivos, isto é, oferece valiosíssimas lições morais e espirituais. Dentre elas destacamos:
1. Fazer ver que o materialismo não oferece segurança alguma. A transitoriedade e a relatividade são elementos característicos do mundo material. Não há outra segurança a não ser aquela emanada do Deus Interno. Ou encontramo-nos seguros internamente e encaramos calma e confiantemente as dificuldades do dia a dia, ou ficaremos à deriva.
2. As conquistas no plano material, por empolgantes que sejam, não constituem um fim em si mesmas, são meios para se alcançar um desenvolvimento superior.
3. Muitas das atuais estruturas e instituições do mundo civilizado estão cristalizadas. Já se exauriram suas possibilidades de desenvolvimento, e, como acontece no processo evolutivo, serão substituídas por estruturas novas, compatíveis com as necessidades de crescimento da humanidade. É de se esperar o surgimento de novos modelos religiosos, econômicos, políticos e sociais regendo a vida dos povos.
4. Agora, mais do que nunca, a capacidade epigenética de cada um deve ser exercitada. As crises estão aí e caminharão fatalmente para um impasse se o ser humano persistir em tentar equacioná-las através de meios estritamente convencionais. É preciso usar de criatividade, procurando novas alternativas para solucionar os problemas.
5. Max Heindel afirmou que a adaptabilidade é a nota-chave do progresso. Portanto, quem não se adaptar às características desta fase de transição, por certo muito sofrerá e verá retardar-se sua evolução.
6. Os sofrimentos atuais devem despertar o sentimento de solidariedade entre a humanidade, unindo-os no sentido de procurarem superar as crises. Somente uma fraternal conjugação de esforços poderá fazer frente às dificuldades atuais. Esse tipo de cooperação constitui a antítese do egoísmo e individualismo. Deverá criar formas superiores de relacionamento humano, sepultando o tradicional conceito de liderança.
7. Todo e qualquer tipo de preconceito, pensamento ou sentimento exclusivista deve desaparecer. O apego à raça, nacionalidade, dogmas religiosos e ideologias políticas entrava o equacionamento dos problemas humanos e impede a realização da Fraternidade Universal. A realidade que vivemos demonstra como isso é verdade. Tudo deve ser conduzido no sentido de unir a grande família humana.
Estes são alguns aspectos da questão. Existem outros não menos importantes. Na verdade, o ser humano, a despeito das circunstâncias nas quais está envolvido, procura algo superior, o que já não deixa de ser um passo considerável. Mas, procura fora de si mesmo. Quando admitir-se como um ente superior, um ESPÍRITO, parte integrante do corpo macrocósmico de Deus, terá se desvencilhado das crises e desequilíbrios deste mundo – essas incríveis ilusões. Nascerá, então, de um longo e doloroso parto, a Divina Criança em cada um de nós.
(Revista Serviço Rosacruz – 05/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pergunta: Que significa a elevação do eleito no ar para ir ao encontro do Senhor? Isso se refere a uma ascensão física?
Resposta: Esta passagem consta na 1ª Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses cap. 4; 16 e na mesma Epístola cap. 5; 23, onde lemos. “E o mesmo Deus de paz nos santifique em tudo, para que todo o vosso espírito e alma, e o corpo sejam conservados sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”.
Portanto, São Paulo reconhece que o ser humano é um ser composto, constituído de três partes: espírito, alma e corpo. No capítulo 15; 50 da 1ª Epístola aos Coríntios lemos: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”. Mais adiante, a respeito do mesmo mistério, ele diz: “Eis que vos revela um mistério: todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados num momento, num abrir e fechar de olhos”, e no versículo 44, que foi mal traduzido, ele afirma que existe um corpo espiritual e um Corpo-Alma: soma psuchicon.
Este é um ponto muito importante. Não o encontraremos em nenhum outro lugar, a não ser na literatura Rosacruz. Todos os outros passaram por cima ou não notaram esta tradução incorreta, e leram o texto como corpo “natural” ao invés de Corpo “Alma”. Este Corpo-Alma é composto de Éter e é capaz de levitação. Sem esta faculdade ser-nos-ia impossível encontrar o Senhor no ar, ou tomar-nos cidadãos do Reino dos Céus, anunciado pelo Cristo Jesus e Seus apóstolos. Deixemos bem claro que a humanidade sempre caminhou em direção ao exterior partindo do centro da Terra em sua evolução. Adão, o homem primitivo, foi feito da terra vermelha (quente), pois naquela época o nosso globo ainda estava passando por uma fase de esfriamento, ardendo devido à chama vermelha da crosta em formação. Em seguida, é-nos dito que uma névoa subia do solo em processo de esfriamento, e a humanidade daquela época vivia como “filhos da névoa” nos vales da Terra. Posteriormente, quando a névoa se condensou em água, a qual caía enchendo as bacias da Terra, o ser humano mudou-se para as terras altas, onde habita até hoje acima das águas, e quando se despojar do Corpo Denso (terreno) que, segundo Paulo, não pode herdar o Reino de Deus, eIe elevar-se-á no ar, em seu glorioso soma psuchicon ou Corpo-Alma, para empreender uma nova fase evolutiva. Lá, não lidaremos com elementos concretos como o fazemos agora, mas aprenderemos a trabalhar com a vida em lugar de coisas mortas. Portanto, seremos elevados no ar num piscar de olhos, tal como consta na Bíblia, e o que nos foi transmitido para que nos preparemos para ser habitantes da Nova Jerusalém, que “surgirá dos céus” ou se tornará visível. Devemos entender, também, que este reino está sendo atualmente preparado, embora seja invisível para a maioria das pessoas. Contudo, está em período de construção, aguardando o tempo em que tenhamos aprendido as lições da existência concreta, e estejamos capacitados para as atividades distintas que, então, deveremos aprender.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 86 – Max Heindel)
Razões da Falência Amorosa: examine as razões dessa falência e passe a estudar a significação do amor
Embora sejamos em realidade espíritos, nossa atual condição humana de seres separados pela insensibilidade de corpos cristalizados pelas transgressões à Lei natural não nos permite manter contato consciente e direto com nossa real natureza. Sentimos uma profunda necessidade de superar essa separação e anular a angústia que ela nos provoca.
A solução é o Amor, o verdadeiro amor, que nos une aos semelhantes, à Criação e a Deus.
As almas amadurecidas buscam o amor e não o encontram no exterior. É quando a religião não se satisfaz mais com as fórmulas simples das religiões populares.
Para dar mais amplo e racional entendimento do amor e da fé surgiu a Fraternidade Rosacruz. Ela preconiza o desenvolvimento paralelo da Mente e do Coração e mostra como isto é possível. O estudo da Filosofia Rosacruz nos previne contra os perigos do intelectualismo frio e pretencioso e nos revela, igualmente, as inconveniências do amor cego.
Em realidade, o amor é algo que deve ser cultivado. Um estudo dos aspectos teóricos e práticos do amor iluminará, em muitos de nós, pontos obscuros e dúbios e ressaltará erros na maneira de pensar e agir, acerca desse fundamental problema.
O amor é uma arte. Porém, a maioria das pessoas tem a convicção de que é uma sensação agradável que se experimenta por acaso, algo em que se “cai” quando se tem sorte.
Vemos que todos o perseguem. Ele é o tema constante dos romances, das canções, dos filmes e das novelas. Está sempre em voga. Mas quase ninguém pensa haver alguma coisa, a respeito do amor, que deva ser aprendida. Por que o povo pensa assim? Se atentarmos bem, há três premissas com que, consciente ou inconscientemente, isoladas ou combinadas buscam sustentar esse sofisma, origem de tantas desilusões.
A primeira premissa é esta: a maioria das pessoas pensa que o amor é mais uma questão de reunirmos recursos pessoais de atração, isto é, sermos requisitados, amáveis, admirados e não propriamente que devamos amar.
Na busca desse alvo, os seres humanos procuram o poder, a fama, a riqueza como meios de atração exterior e transitório. As mulheres buscam tornam-se atraentes. Ambos os sexos cultivam maneiras agradáveis, conversações interessantes, prestativas, modéstia, inofensiva, etc. Bem analisados, tais meios são os mesmos que hoje se empregam para “conquistar amigos e influenciar pessoas”. Isso que a maioria de nossa cultura considera ser amável é, essencialmente, uma mistura de ser popular e despertar atração física. Nada mais.
A segunda premissa, por trás dessa atitude de que nada há a aprender a respeito do amor, é a ideia de que o amor é mais uma questão de termos sorte de achar o ser ideal que nos ame e pelo qual sejamos amados. Não é, pois, uma faculdade que devamos desenvolver em nós. Tal atitude tem muitas razões enraizadas no desenvolvimento da sociedade moderna. Uma dessas razões é a grande mudança ocorrida no século XX, com relação à escolha do “objeto do amor” (o futuro esposo ou esposa). Na época vitoriana, como em muitas culturas tradicionais, o amor não era uma experiência pessoal e espontânea. O casamento era contratado por convenção, pelas famílias respectivas ou por um agente matrimonial. Julgava-se que o amor se desenvolveria depois de efetuado o matrimônio. Nas últimas poucas gerações o amor romântico se tornou quase universal. Grande número de pessoas anda a procura do “amor romântico”, da experiência pessoal de amor que acabe levando ao matrimônio. Mas esse novo conceito de liberdade no amor, na verdade, acentua a importância do “objeto do amor” em detrimento da importância da função, ou seja, da faculdade do verdadeiro amor que se deve cultivar. Os divórcios e desquites aí estão a atestá-lo. Ainda neste parágrafo convém ressaltar outro aspecto da cultura contemporânea: a ideia de um contrato em que se faz uma troca mutuamente favorável. Cada um, em vez de amar, procura tirar um “lucro” na transação matrimonial, ou seja, uma boa soma de qualidades que sejam populares e muito procuradas no mercador da personalidade. O que torna especificamente uma pessoa atraente depende da moda da época, quer física, quer mentalmente. Numa cultura em que prevalece a orientação mercantil, e em que o êxito material é o valor predominante, pouca razão há para surpresa no fato de seguirem as relações de amor humano os mesmos padrões de troca que governam os mercados de utilidades e de trabalho.
A terceira e última premissa que leva a ideia de nada haver para ser aprendido a respeito do amor, consiste na confusão entre a experiência inicial de cair enamorado e o permanecer no amor. Diz bem o provérbio: “a felicidade é facilmente conquistada, o difícil é conservá-la”. Se duas pessoas estranhas uma à outra, como todos somos, subitamente derrubam os muros que as separam e se sentem próximas, se sentem uma só, esse momento de unidade é uma das mais jubilosas e excitantes experiências da vida, para quem tem estado isolado, fechado em si, sem amor. Mas raramente é duradoura. As duas pessoas se tornam bem conhecidas, sua intimidade perde cada vez mais o caráter miraculoso e seu antagonismo, suas decepções, seu mútuo fastio acabam por matar tudo quanto restava da excitação inicial.
Essa atitude – a de que nada é mais fácil do que amar – tem continuado a ser a ideia predominante a respeito do amor, apesar da esmagadora prova em contrário. Dificilmente haverá outra atividade humana que comece com tão tremendas esperanças e expectativas e que, contudo, fracasse com tanta regularidade, quanto o amor. Se isso se desse com qualquer outra atividade, principalmente as que envolvem dinheiro, todos estariam ansiosos para saber das razões do fracasso, por aprender como se poderia fazer melhor. No caso do amor parece haver apenas um meio adequado de superar a falência amorosa: examinar as razões dessa falência e passar a estudar a significação do amor.
(Revista Serviço Rosacruz – 03/67 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pergunta: Qual é a essência ou ensinamento particular do verdadeiro Cristianismo?
Resposta: Nos capítulos iniciais da Bíblia encontramos uma ordem dada à humanidade nascente, à qual foi concedida a liberdade de desfrutar do Jardim do Éden em estado de bem-aventurança. Foi-lhe imposta apenas uma restrição, a saber, “Não comas o fruto da Árvore do Conhecimento”. Se analisarmos esta ordem à luz de outras passagens, como: “Adão conheceu a sua mulher Eva, a qual concebeu e deu à luz a Caim”; “Adão conheceu Eva e ela deu à luz a Seth”; e a pergunta de Maria, “Como se fará isso, pois eu não conheço varão?” entenderemos facilmente que não era permitido à humanidade satisfazer sua natureza passional. O ensinamento esotérico proporciona-nos um conhecimento adicional de que esta função era exercida apenas em certas épocas do ano, sob a orientação dos Anjos, quando as linhas de força interplanetárias eram propícias e, consequentemente, o parto era indolor.
À vista deste conhecimento, podemos, também, entender melhor a suposta maldição: “parirás teus filhos em dor”- (Gn 3;16). A verdadeira razão é que o ato procriador é realizado quando as vibrações astrológicas não são favoráveis para esse fim. Portanto, o pecado ou a transgressão da lei cósmica instalou-se no mundo, causando sofrimentos incalculáveis. A Religião de Jeová foi dada ao mundo para corrigir esse estado de coisas. Esta é a religião da lei, prescrevendo penalidades por transgressões e antepondo o temor da lei aos desejos da carne. Aprendemos que a lei era o mestre que conduziria a humanidade a Cristo. Não obstante, o ser humano rebelou-se contra ela o tempo todo, sendo necessário lhe infligir castigos severos para mantê-lo dentro da conduta moral desejada. Sob o regime de Jeová, a humanidade dividiu-se em nações, que costumavam punir-se, mutuamente, por suas transgressões através das guerras e da peste. Recorriam-se às guerras para garantir a obediência, e o Antigo Testamento conclui prometendo as nações batidas que sangravam: “Nascerá o Sol da justiça e estará à salvação sob as suas asas” (Malaquias 4;2). Em seguida surge a Religião de Cristo e a mensagem angélica que anunciou o Seu nascimento: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens” (Lc 2;14). Este é a inicio do Novo Testamento. No fim há uma visão da consumação, quando todas as nações se reunirem numa cidade celestial, onde não haverá lugar para a luxúria e a paixão – onde não haverá casamento porque a morte terminará tornando desnecessário novos nascimentos de corpos, onde a paz e o verdadeiro amor reinarão, onde o perfeito amor introduzido pela Religião de Cristo expulsará todo o medo gerado sob a Religião de Jeová. Assim, a essência do ensinamento Cristão consiste na suplantação das leis do pecado e da morte pelo amor, que restaurará a imortalidade.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 89 – Max Heindel)
Quando e para que foram nos dado: Arquitetura, Escultura, Pintura e Música
A arquitetura, que se relaciona com a construção das formas, foi a primeira lição dada à humanidade. O ser humano iniciou essa tarefa no Período de Saturno, quando começou a reunir o material necessário para construir um Corpo Denso. Nesse período, sua consciência encontrava se no mais profundo estado de transe e ele trabalhava automaticamente sob a direção dos Senhores da Chama, a onda de vida de Leão, cuja nota chave é Lá# maior. A arquitetura está, portanto, correlacionada com o Período de Saturno da existência terrestre, e o Corpo Denso, que começou a se desenvolver no início daquele período, foi impregnado desse tom particular. Toda construção arquitetônica, da mais diminuta célula até Deus, está baseada na Lei Cósmica e é executada consoante certos modelos prescritos, e qualquer desvio do plano geral pode causar anomalias e incongruências. Tais anomalias produzem o mesmo efeito que tocar uma nota falsa em um acorde musical.
A escultura, que determina o contorno das formas, foi a segunda tarefa evolucionária dada à humanidade. Este trabalho teve seu início no Período Solar da existência do mundo, quando a formação do Corpo Vital se tornou necessária para dar forma ao Corpo Denso. A consciência do ser humano estava, então, em um estado de sono profundo e ele desempenhava seu trabalho automaticamente sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Chama (Leão), os Senhores da Sabedoria (Virgem), e os Querubins (Câncer). A escultura está correlacionada ao Período Solar e ao Corpo Vital. Esse veículo sempre determina a direção em que uma certa força é usada e, portanto, ela procura dar o contorno correto para todas as formas. A nota chave de Leão é Lá# maior, a de Virgem é Dó natural, e a nota chave de Câncer é Sol# maior.
A pintura foi a terceira arte que o ser humano começou a desenvolver. Seu impulso deve se à tentativa de reproduzir os quadros vistos no Período Lunar da existência da Terra, dos quais o ser humano se lembrava vagamente através da sua visão de consciência pictórica. O trabalho do Período Lunar era feito automaticamente sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Sabedoria (Virgem), os Senhores da Individualidade (Libra), e os Serafins (Gêmeos). A nota chave de Virgem é DÓ natural, a de Libra é Ré maior, e a de Gêmeos é Fá #_ maior. A pintura está correlacionada ao Período Lunar e ao Corpo de Desejos, e ambos começaram seu desenvolvimento naquela época.
Pitágoras, um mestre ocultista, afirmou que o mundo surgiu do caos pelo som ou harmonia. Foi construído de acordo com os princípios da escala musical, e os sete Planetas, que regem o destino dos mortais, têm um movimento e intervalos harmoniosos que correspondem aos intervalos musicais, tornando os vários sons tão perfeitamente harmonizados que conseguem produzir a mais doce melodia. Essa melodia é de tal grandeza sonora que se torna inaudível para o ser humano, pois a audição humana é incapaz de percebê la. Pitágoras representou a distância da Terra à Lua por um tom inteiro; da Lua a Mercúrio um semitom; de Mercúrio a Vênus um semitom; de Vênus ao Sol um tom inteiro e um semitom; do Sol a Marte um tom inteiro; de Marte a Júpiter um semitom; de Júpiter a Saturno um semitom; de Saturno ao Zodíaco um tom inteiro e um semitom. Isso forma um intervalo de sete tons, base da harmonia universal.
Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.
Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu, estes ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra se a esfera do som.
Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.
A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.
Arquitetura, escultura e pintura foram impressas no ser humano pelos grandes Seres espirituais, e essas artes tornaram se parte da sua natureza. Mas é através do poder da própria vontade do ser humano que o músico é capaz de perceber os tons expressos pela vontade de Deus e, até certo ponto, reproduzi los. Esta é a origem de nossa música no Mundo Físico, criação própria do ser humano.
A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin e outros da mesma classe. A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.
(leia mais no livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)
Pergunta: Por que, salvo algumas exceções, renascemos sem ter a mínima consciência de qualquer existência anterior, para sofrer, cegamente, nesta vida por transgressões cometidas em alguma precedente e da qual somos inteiramente ignorantes? Não progrediríamos espiritualmente melhor e com mais rapidez se soubéssemos onde erramos e quais atos teríamos que corrigir antes de progredir?
Resposta: Uma das maiores bênçãos conferidas ao ser humano consiste em nada saber sobre suas prévias experiências até que tenha alcançado um avanço espiritual considerável, porque há nas nossas vidas passadas (quando éramos bem mais ignorantes do que o somos agora) atos sombrios que requerem justo castigo. Essa dívida está sendo liquidada gradualmente. Se tivéssemos conhecimento das nossas vidas passadas, ou soubéssemos como e quando a Lei de Causa e Efeito atuaria, trazendo-nos a retribuição por faltas passadas, veríamos essa calamidade suspensa sobre nós, e o temor do nosso destino despojar-nos-ia da força de vontade para enfrentá-lo e, no momento do ajuste, encontrar-nos-íamos amedrontados e indefesos. Não sabendo o que aconteceu anteriormente, não precisaremos saber o que nos espera.
Portanto, aprenderemos as lições sem estarmos despojados da nossa determinação em virtude do medo.
Além disso, para aqueles que desejam saber, existem certos meios de reconhecer as lições que temos de aprender e qual a melhor forma de proceder. Por exemplo, a nossa consciência diz-nos o que temos ou não de fazer. Se nos sentirmos inclinados a estudar a ciência da Astrologia, o horóscopo revelará nossas tendências e as linhas de menor resistência. Trabalhando com essas leis da natureza, poderemos avançar rapidamente e, na medida em que seguirmos os ditames da nossa consciência e estudarmos mais as leis cósmicas tais como reveladas pela astronomia, mais rapidamente estaremos em condições de receber o conhecimento direto.
Em “Zanoni” (famoso romance ocultista do escritor inglês Bulwer Lytton) fala-nos de um espectro temível que encontrou com Glyndon, quando este tentava dar um passo no caminho do desenvolvimento ainda não alcançado. No ocultismo, esse espectro é chamado “O Guardião do Umbral”. No intervalo da morte e de um novo nascimento, esse Guardião do Umbral não é visto pelo ser humano, mas é a incorporação de todas as suas más ações passadas, que devem primeiro ser superadas por quem deseja penetrar nos mundos internos conscientemente e atingir um conhecimento pleno das condições ali existentes.
Mas, há também outro Guardião que é a incorporação de todas as nossas boas ações, e podemos afirmar que ele é o nosso Anjo da Guarda. Se tivermos a coragem de passar pelo espectro hediondo, percebido primeiro por ser formado da grosseira matéria de desejos, obteremos logo o auxílio consciente do outro Guardião, então, teremos a força de resistir sem medo às tormentas malignas que atingem todos os que se esforçam por ilhar o caminho do altruísmo. Mas, enquanto não pensarmos por esse espectro, não estaremos preparados para o conhecimento das nossas vidas passadas. Por isso, devemos ficar satisfeitos com a visão comum concedida à humanidade.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 65 – Max Heindel)
Pergunta: Uma pessoa doente e com idade muito avançada deve lutar pela vida ou aceitar a morte?
Resposta: Depende do quão doente está e o que se entende por “idade muito avançada”.
A luta por permanecer nessa consciência de vigília nesse Mundo Físico é sempre válida, já que o baluarte da evolução é aqui.
As lições que escolhemos aprender nessa vida, lá no Terceiro Céu, pode nos levar a situações aqui que nos limitam em muito, talvez no aprisionamento em uma cama, em uma cadeira de rodas ou na dependência total de alguém. E isso pode ocorrer com uma “pessoa doente e com idade muito avançada”.
Bem diferente da situação de uma pessoa doente que está agonizando.
No tratamento das pessoas agonizantes, às quais se causa enorme sofrimento em muitos casos mercê das demonstrações erradas de afeto por parte de parentes e amigos. Causam-se mais sofrimentos aos agonizantes por administrar-lhes estimulantes do que se pode conceber. Não é difícil sair do corpo, mas os estimulantes têm o efeito de lançar novamente o Ego que parte em seu corpo com a força de uma catapulta e isto o faz experimentar novamente os sofrimentos de que já estava se libertando.
As almas dos falecidos queixam-se, muitas vezes, aos investigadores, e uma delas disse que jamais sofrera tanto em toda sua vida como a fizeram sofrer nas muitas horas em que foi mantida agonizando dessa maneira.
Quando se comprova que o fim é inevitável, o que se deve fazer é deixar que a Natureza siga seu rumo.
Procedimentos, Cuidados e o que é importante fazer quando da morte de uma pessoa ou a sua própria
Conteúdo:
Parte I – O momento da Morte e os cuidados que devemos ter com o recém-falecido
Parte II – A importância da transmissão de tudo que fizemos do Átomo-semente do Corpo Denso para o Átomo-semente do Corpo de Desejos, até 3 dias e meio após a morte
Parte III – Declaração do que as pessoas devem fazer quando ocorrer a sua morte
Parte IV – Ritual do Serviço de Funeral – Fraternidade Rosacruz
Parte I – O momento da Morte e os cuidados que devemos ter com o recém-falecido
Na vida só uma coisa é certa: a morte! Quando passarmos para o além e enfrentarmos novas condições, o conhecimento que possuirmos delas ser-nos-á sem dúvida de grande auxílio.
A forma esquelética da morte projeta sua horrenda sombra em todos os umbrais. Velhos ou jovens, sãos ou enfermos, ricos ou pobres, todos, todos nós devemos passar através dessa sombra, do modo que em todas as idades tem-se escutado o clamor de angústia pela solução do enigma da vida – do enigma da morte.
O ser humano constrói e semeia até que chegue a morte. Então o tempo da sementeira e os períodos de crescimento e amadurecimento ficaram para trás. É chegado o tempo da colheita, quando o esquelético espectro da morte surge com sua foice e sua ampulheta. Este é um bom símbolo. O esqueleto simboliza a parte do corpo de relativa permanência; a foice representa o fato de que essa parte permanente a qual está prestes a ser colhida pelo espírito, é o fruto da vida que vai terminar; a ampulheta indica que a hora soará somente depois que todo o tempo da vida tenha decorrido, em harmonia com leis imutáveis. Quando chega esse momento os veículos se separam. Como a vida no Mundo Físico terminou o ser humano não necessita mais do seu Corpo Denso. O Corpo Vital que, conforme já explicado, também pertence ao Mundo Físico, retira-se pela cabeça, deixando o Corpo Denso inanimado.
Os veículos superiores – Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente – podem ser vistos abandonando o Corpo Denso com um movimento em espiral, levando consigo a alma de um átomo denso. Não o átomo em si, mas as forças que através dele atuavam. O resultado das experiências vividas no Corpo Denso durante a existência que acaba de terminar ficou impresso nesse átomo particular. Enquanto todos os demais átomos do Corpo Denso se renovam periodicamente, esse átomo continua subsistindo. E permanece estável não somente através de uma vida, mas das de todos os Corpos Densos já usados por qualquer Ego em particular. Esse átomo é retirado após a morte e despertará somente na aurora de uma próxima vida física para servir novamente como núcleo de mais um Corpo Denso, a ser usado pelo mesmo Ego, por isso é chamado “Átomo-semente”. Durante a vida o Átomo-semente localiza-se no ventrículo esquerdo do coração, próximo do ápice. Ao ocorrer a morte sobe ao cérebro pelo nervo pneumogástrico, abandonando o Corpo Denso juntamente com os veículos superiores por entre as comissuras dos ossos parietal e occipital.
Quando os veículos superiores abandonam o Corpo Denso, permanecem ainda ligados a ele por meio de um cordão delgado, brilhante, prateado, muito semelhante à figura de dois seis invertidos, um na vertical e outro na horizontal, ambos ligados pelas extremidades do gancho.
Um extremo desse Cordão prende-se ao coração por meio do Átomo-semente. É a ruptura do Átomo-semente que produz a paralisação do coração. O Cordão só se rompe depois que todo o panorama da vida passada, contido no Corpo Vital, foi contemplado.
Todavia, deve-se ter muito cuidado em não cremar ou embalsamar o corpo antes de decorridos, no mínimo, três dias e meio após a morte, porque enquanto o Corpo Vital e os corpos superiores permanecerem unidos ao corpo por meio do Cordão Prateado, o ser humano, em certa medida, sentirá qualquer exame pós-morte ou ferimento no Corpo Denso. A cremação deveria ser evitada nos três primeiros dias e meio depois da morte porque tende a desintegrar o Corpo Vital, que deve permanecer intacto até que se tenha imprimido, no Corpo de Desejos, o panorama da vida que passou.
O Cordão Prateado rompe-se no ponto de união dos dois seis, metade permanecendo com o Corpo Denso e a outra metade com os veículos superiores. A partir do momento que o Cordão se rompe o Corpo Denso fica completamente morto.
Ou seja: Depois da morte, o colapso do Corpo Vital encerra o panorama e força o ser humano a entrar no Mundo do Desejo. O Cordão Prateado rompe-se então no ponto onde se unem os “dois seis” efetuando-se a mesma divisão como durante o sono, porém com esta diferença importante: ainda que o Corpo Vital volte para o Corpo Denso, não mais o interpenetra. Simplesmente fica flutuando sobre a sepultura e desagregando-se sincronicamente com o veículo denso. Por isso o cemitério é um espetáculo repugnante para o clarividente desenvolvido. Bastaria que algumas pessoas a mais pudessem vê-lo, e não seria preciso maior argumentação para convencer a trocar o mau e anti-higiênico método de enterrar os mortos pelo método mais racional da cremação, que restitui os elementos à sua condição primordial sem que o cadáver alcance os desagradáveis aspectos inerentes ao processo da decomposição lenta.
(veja mais no livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Parte II – A importância da transmissão de tudo que fizemos do Átomo-semente do Corpo Denso para o Átomo-semente do Corpo de Desejos, até 3 dias e meio após a morte
Compreenda a importância do panorama da vida passada durante a existência purgatorial onde o mesmo se traduz em sentimentos definidos. Se ao morrer deixarem a pessoa tranquila, sem perturbação, a completa, profunda e clara impressão do panorama gravado como resultado no Corpo de Desejos fará que a vida no Mundo do Desejo seja muito mais vivida e consciente, e que a purificação seja mais perfeita. A expressão de desespero e as lamentações doe que rodeiam o leito de morte, dentro do período de três dias e meio mencionado, só podem resultar em que o ser humano obtenha uma impressão vaga da vida passada. O espírito que tenha estampado uma gravação clara e profunda no seu Corpo de Desejos compreenderá os erros da vida passada muito mais clara e definidamente do que se as imagens gravadas resultarem indistintas, pelo fato de sua atenção ter sido desviada por lamentos e sofrimentos daqueles que o rodeavam.
Os sentimentos relativos às coisas que causam sofrimento no Mundo do Desejo serão muito mais definidos se forem extraídos de uma impressão panorâmica bem distinta do que se a duração do processo fosse insuficiente.
Esse agudo e preciso sentimento será de valor imenso nas vidas futuras. Ele estampa no Átomo-semente do Corpo de Desejos uma impressão indelével de si mesmo. As experiências serão esquecidas nas vidas futuras, mas o Sentimento subsistirá, de modo que quando novas oportunidades para repetir os erros das vidas passadas se apresentarem, este Sentimento falará com toda a clareza e de maneira inequívoca. Essa é “a pequenina voz silenciosa” que nos adverte, ainda que não saibamos por que, mas quanto mais claro e definido tenha sido o panorama das vidas passadas tanto mais amiúde, forte e claramente, ouviremos essa voz. Vemos assim quão importante é proporcionarmos ao espírito em transição um ambiente de absoluta quietude. Assim fazendo, ajudamo-lo a colher o máximo benefício da vida que terminou e a evitar a repetição dos mesmos erros em vidas futuras. Lamentações histéricas e egoístas podem privá-lo de grande parte do valor da vida que passou.
(veja mais no livro: Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Parte III – Declaração do que as pessoas devem fazer quando ocorrer a sua morte
Por isso, é importante deixar uma Declaração – veja o exemplo abaixo – preenchida, reconhecida firma e assinada:
D E C L A R A Ç Ã O
Eu, ……………………………………………………………., estudante Rosacruz, portador (a) do RG nº……………………………….., CPF/MF …………………………….., em plena capacidade física e mental, declaro que em caso de óbito, por mal súbito ou persistente, acidente ou qualquer que seja a presumível “causa mortis”, não autorizo a retirada de órgãos e tampouco autópsia. Prevalece esta disposição contra qualquer outra, seja por membro da família, profissionais, ou autoridades, estando assentada no artigo 5º, VI da Constituição Federal, contra a qual não prevalece nenhum poder. Declaro que de acordo com o permissivo constitucional, que garante o direito individual invocado, o meu corpo deverá ser cremado três dias e meio após o óbito, sendo que, em caso de dúvida quanto ao horário, este tempo poderá ser ampliado e nunca reduzido.
A prevalecer o item 8, 3º do pgrp.nsf/0/872, consubstanciada na mesma fundamentação constitucional, o corpo deverá ser mantido íntegro, sem qualquer procedimento dilacerante, pelo mesmo período de três dias e meio.
Como membro Probacionista, a Fraternidade Rosacruz “Max Heindel” sediada à Rua Asdrúbal do Nascimento, 196, São Paulo – SP, telefone: 011 3107-4740, deverá ser cientificada para a realização do ritual e acompanhamento destas disposições incontestáveis de vontade.
Para que surta os fins e efeitos legais, este documento é por mim assinado em 3 (três) vias juntamente com três testemunhas documentalmente qualificadas.
_______________________
(cidade e data)
_____________________________
(nome e assinatura)
Testemunhas:________________________________________________(1)
Nome:
RG nº:
Testemunhas:_________________________________________________(2)
Nome:
RG nº:
Testemunhas:_________________________________________________(3)
Nome:
RG nº:
Igualmente, é prudente carregar consigo, de preferência na sua carteira, um pequeno lembrete, preenchido com os seus dados, como o do exemplo abaixo:

Parte IV – Ritual do Serviço de Funeral – Fraternidade Rosacruz
(Importante fazer para todas as pessoas que, por ventura, você participar da cremação ou do enterro)
FRATERNIDADE ROSACRUZ
Serviço de Funeral
1. Preparar o ambiente com músicas superiores
2. Um membro, de preferência de sexo oposto ao do orador, convida os presentes a cantarem, de pé, a terceira estrofe “Mais perto, meu Deus, de Ti”:
“Deixa-me ver o caminho
Que ao céu me conduz;
Tudo o que Tu me dás
São dádivas de consolo.
Os anjos chamam-me;
Mais perto quero estar,
Mais perto quero estar,
Meu Deus, de Ti! “
3. O Leitor descobre o Símbolo Rosacruz
4. Em seguida dirige aos presentes a saudação Rosacruz:
Queridas irmãs e irmãos: (Fixa o Símbolo)
“QUE AS ROSAS FLORESÇAM EM VOSSA CRUZ”
(Todos respondem: E na vossa também)
(Todos sentam, menos o oficiante)
Dediquemos um momento à meditação silenciosa sobre o Amor, a Paz e a tranqüilidade.
Terminado um minuto o Oficiante faz a seguinte alocução:
“Não quero, porém, Irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não tem esperança”.
“Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele” (I Tessalonicenses Capítulo 4, Versículos de 13 a 14).
“Mas alguém dirá: como ressuscitarão os mortos? E com que corpos virão? “
“Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer! “
“E quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas simples grãos, como de trigo, ou outra semente qualquer”.
“Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente (ser humano) o seu próprio corpo”.
“Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos seres humanos, e outra é a carne dos animais, e outra a dos peixes, e outra é a das aves”.
“E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra dos terrestres”.
“Uma é a glória do Sol, e outra a glória da Lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela”.
“Assim, também, a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção: ressuscitará em incorrupção”.
“Semeia-se desprezível, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor”.
“Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual”. (Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios, Capítulo 15, Versículos de 35 a 44).
Uma das provas do valor da religião é o conforto que nos dá quando a dor e a tristeza põem à prova nossos corações. Para cumprir sua missão a religião dever trazer-nos conforto, particularmente por ocasião da separação final de nossos entes queridos. Quando a morte nos aflige, quando Deus quer terminar a vida terrena atual dos nossos parentes e amigos, quando nossos recursos humanos tenham sido esgotados, então procuramos na religião a coragem e a fortaleza que nos permita suportar a carga da nossa grande perda e da nossa tristeza.
Como preenchem esses requisitos os ensinamentos rosacruzes? Em primeiro lugar, eles nos dizem que a morte não é o fim; e também como, sob a Lei de Consequência, o fruto de nossas ações nesta vida, sejam boas ou más, deve ser colhido em algum tempo futuro, pois a Bíblia nos diz: “Aquilo que o homem semear, isso mesmo colherá”.
Sabemos ser impossível cancelar nossos atos bons ou maus pelo simples fato de morrer, como também o é compensar nossos credores mudando-nos para outra cidade. A dívida continua existindo e, algum dia, e em algum lugar, deve ser liquidada.
Regozijamo-nos quando nasce uma alma, isto é, quando é encerrada em vestimento de barro; mas nos lamentamos quando ela abandona esta forma por ocasião a morte, porque não podemos perceber que essa conduta é exatamente o contrário do que deveria ser. O espírito é aprisionado nesta camada de barro quando nasce neste Mundo Físico, para, durante muitos anos, sujeitar-se às dores, sofrimentos e enfermidades que são a herança da carne. Porém a vida física é necessária para que a alma possa aprender as lições na escola da vida.
Se devêssemos entregar-nos à tristeza, isto deveria ser quando o espírito nasce neste Mundo, mas deveríamos regozijar-nos quando a morte chega para liberta-lo do sofrimento e dos incômodos da existência física. Se pudéssemos ver e sentir o alívio que sentem nossos entes queridos quando se libertam de um corpo doente, em verdade ficaríamos felizes e não mais nos lamentaríamos. Imaginem uma pobre alma que esteja prisioneira num leito, doente, quando desperta no mundo invisível onde pode mover-se à vontade, livre da dor.
Não desejaríamos boa viagem a esta alma, em vez de nos lamentarmos?
Deus chamou nosso Amigo (a) (dizer o nome dele (a)) para cumprir maior tarefa, em campo maior, em outro mundo onde ele (a) não necessita de Corpo Físico e, por isso, ele (a) abandonou o que possuía.
(Faça um pequeno resumo das qualidades e atividades passadas do Amigo (a))
Assim como uma criança comparece à escola dia após dia, para adquirir conhecimentos, tendo noites de descanso entre os dias de escola, enquanto desenvolve o seu corpo da infância até a estatura do adulto, assim também o espírito freqüenta a escola da vida durante uma sucessão de vidas habitando uma série de corpos terrestres de qualidade sempre melhorada, com os quais ganha experiência. É como disse Oliver Wendell Holmes:
“Constrói mansões mais duradouras, minha alma,
À medida que passam as velozes estações!
Abandona tua cripta anterior!
Que cada novo templo, melhor que o anterior,
Te separes do céu com cúpula maior,
Até que afinal te libertes,
Trocando tua concha por um oceano irrequieto de vida!”
Sabemos que nosso (a) Amigo (a) voltará algum dia, em algum lugar, com um corpo melhor e mais aperfeiçoado do que o corpo que agora abandonou. Sabemos que por ação da imutável Lei de Consequência, ele (a) deve voltar para que, por meio de vidas repetidas e de reiteradas amizades, seu natural amor possa aumentar e submergir num oceano de Amor.
A morte perdeu seu aguilhão no que diz respeito a nós, não porque tenhamos ficado endurecidos ou que amemos menos nossos parentes e amigos, mas porque estamos convencidos que temos provas absolutas de que a morte não existe. Não temos motivos para afligir-nos porque o cordão prateado partiu-se e o corpo esteja para retornar ao pó de onde veio, pois sabemos que o espírito de nosso (a) Amigo (a) está mais vivo que nunca, e que está presente entre nós, embora invisível para muitos.
Entregamos à terra (ou fogo se for cremado) as vestimentas que este espírito habitou, para que seus elementos possam ser transferidos a outras formas pela alquimia da natureza.
Como disse o poeta Arnold:
“O espírito jamais nasceu!
O espírito nunca deixará de ser!
Nunca houve tempo em que ele existisse;
O fim e o princípio são sonhos,
O espírito permanece para sempre independente dos nascimentos e das mortes;
A morte não tem nenhuma influência sobre ele,
Embora pareça morta sua habitação “
“Assim como tiramos uma roupa usada
E apanhamos outra, dizemos:
‘Hoje usarei esta! ‘
Assim também o espírito abandona sua veste de carne
E parte para voltar a ocupar
Nova habitação, recém-construída”.
Elevemos uma prece pedindo ajuda de Deus para que nosso (a) Irmão (ã) que partiu possa logo receber seu novo serviço no outro lado
5. Terminar cantando a última estrofe do Hino de Encerramento:
Deus te guarde até retornar
Faze a vida virtuosa
No ideal da Cruz de Rosas
Até quando a voltes a saudar.
6. Segue o Serviço no Crematório ou no Cemitério
Serviço no Crematório ou no Cemitério
Agora, entregamos esta roupagem de carne já usada que se tornou muito pequena para o espírito que conhecemos pelo nome de (dizer o nome do Amigo (a)) aos elementos dos quais veio. Nosso Amigo (a) não foi para longe; ele (a) está entre nós embora invisível para aqueles a quem amou. Ele (a) está livre e revestido (a) do corpo apropriado para a vida superior a qual partiu; assim desejamos-lhe sucesso em seu novo ambiente.
A morte não existe
A morte não existe. Os astros escondem-se
para elevarem-se sobre novas terras.
E sempre brilhando no diadema celeste
espalham seu fulgor incessantemente.
A morte não existe. As folhas do bosque
converte em vida o ar invisível;
as rochas quebram-se para alimentar
o musgo faminto que nelas nascem.
A morte não existe. O chão que pisamos
converter-se-á, pelas chuvas do verão,
em grãos dourados ou doces frutos,
ou em flores com as cores do arco-íris.
A morte não existe. As folhas caem,
as flores murcham e secam;
esperam apenas, durante as horas do inverno,
pelo hálito morno e suave da primavera.
A morte não existe; embora lamentamos
quando as lindas formas familiares,
que aprendemos a amar, sejam afastadas
dos nossos braços
Embora com o coração partido,
vestido de luto e com passos silenciosos,
levemos seus restos a repousar na terra,
e digamos que eles morreram.
Eles não morreram. Apenas partiram
para além da névoa que nos cega aqui,
para nova e maior vida
dessa esfera mais serena.
Apenas despiram suas vestes de barro,
para revestirem-se com traje mais brilhante;
não foram para longe,
não foram “perdidos”, nem partiram.
Embora invisível aos nossos olhos mortais,
continuam aqui e nos amando;
nunca se esquecem
dos seres amados que deixaram.
Por vezes sentimos sobre nossa fronte febril
sua carícia, um hálito balsâmico.
Nosso espírito os vê, e nossos corações
sentem conforto e calma.
Sim, sempre junto a nós, embora invisíveis
continuam nossos queridos espíritos imortais
pois todo o universo infinito de Deus
É VIDA. – A MORTE NÃO EXISTE!
(John McCheery)
Pergunta: Segundo vocês ensinam, a Epigênese é a habilidade para criar coisas novas. Podemos realmente criar alguma coisa nova? Julgo cada coisa já existente na Consciência Universal.
Resposta: Não estamos muito seguros do que você entende por “Consciência Universal”. É certo que os Grandes Seres se empenham em trazer muitas verdades ao conhecimento da humanidade, sempre que a raça humana se mostra capaz de beneficiar-se com elas. Alguns Egos Avançados, em virtude de um árduo trabalho em existências passadas, tornam-se receptivos a novas ideias em certas esferas de atividade, respondendo aos elevados ideais projetados nos éteres pelos Grandes Seres.
A Epigênese – a habilidade criadora – determina o que é feito desses ideais e verdades. Determina em que extensão aqueles Egos avançados ou gênios, respondem às ideias, colocando-as em aplicação prática. Inventores, por exemplo, certamente conhecem certas leis universais que regem a matéria com que trabalham, mas suas invenções – a aplicação prática dessas leis – provêm de sua habilidade criadora.
(Revista Serviço Rosacruz – 05/75 – Fraternidade Rosacruz – SP – Rays From The Rose Cross)
PERGUNTA: Qual é o ponto de vista Rosacruz sobre o sufrágio feminino e a posição da mulher, no geral?
RESPOSTA: O espirito não é nem macho nem fêmea, senão que se manifesta alternativamente em corpos masculino e feminino, normalmente. Assim sendo, considerando o sufrágio feminino desde esse ponto de vista bem mais amplo, seria um BENEFÍCIO para o homem atual uma atitude que permita as mulheres atuais exercerem os seus direitos abrangendo uma igualdade completa em todos os particulares. O duplo tipo de moral, de nossos dias, permissiva para com o adultério masculino, isentando-o de censura, deve ser abolido. O trabalho da mulher deve ser tão bem pago como o do homem e em todos os casos deveriam seguir-se as indicações tão admiravelmente expostas no romance de Edward Bellamy: “O Ano 2000”.
A eficácia de tão equitativo sistema social é evidente se consideramos o fluir da vida, sendo a presente existência nada mais do que uma de muitas vidas em que nascemos alternativamente como homens e mulheres. Existem ainda outras razões que deveriam nos impelir a concordar com a emancipação social da mulher.
No homem, o Corpo Denso é positivo, e as forças masculinas positivas estão especialmente enfocadas na Região Química do Mundo Físico. Dessa forma, o homem está mais interessado em tudo que possa pesar, medir, analisar e trabalhar na sua vida diária. O seu desenvolvimento se efetua particularmente sobre o plano material, dando forma à Terra e a todas as coisas, conforme seu desejo e possibilidades. Porém, o lado espiritual das coisas não desperta, no homem comum, particular interesse.
A mulher, por outro lado, tem um Corpo Vital positivo. Assim sendo, está intuitivamente em contato com as vibrações espirituais do Universo. É mais idealista e imaginativa e tem muito interesse para todos os fatores tendentes ao APRIMORAMENTO MORAL da raça humana. E como a humanidade só pode avançar em nossa Época mediante a moral e o crescimento espiritual, a mulher é, realmente, um fator primário na evolução. Toda a raça humana recolherá um benefício prodigioso no dia em que as mulheres tenham direitos iguais aos dos homens (escrito em 1912 – Movimento pelo Sufrágio Feminino, nos EUA), pois, até aquele tempo não podemos esperar por reformas que realmente unam a humanidade. Vemos, por analogia, se estudamos a estrutura de um lar, que a mulher é a coluna central, ao redor da qual giram o esposo e os filhos. De acordo com a sua capacidade, faz do lar o que ele é, sendo sempre a influência basilar e o elemento pacificador. O pai pode desencarnar ou abandonar o lar, assim como os filhos também. Enquanto que a mãe permanece, o lar subsiste. A morte da mãe, o lar se desfaz.
Já temos ouvido o seguinte argumento: “Sim, porém, se a mulher for atraída pela política, o lar ficará tão desfeito como se houvesse morrido”. Absolutamente não há razões para temer tal coisa. Durante o tempo de transição, enquanto a mulher tem de lutar para obter os seus direitos, e, quem sabe algum tempo depois, até estruturar melhor a sua vida, possivelmente encontraremos tais casos. Porém, logo que se tenham adaptado à nova situação, manterão os seus lares tão firmemente como antes. Nos lugares onde já houve experiências desse tipo, não houve lares desfeitos por essa causa. E, foram as mulheres as promotoras de todas as medidas que tendiam ao aprimoramento da moral. Não devemos esquecer, contudo, que as leis somente tendem a impulsionar a humanidade para um plano superior, no qual cada individuo seja uma lei em si mesmo. No momento, é absolutamente necessário que essas reformas se produzam mediante uma legislação adequada.
(Revista Serviço Rosacruz – 07/75 – Fraternidade Rosacruz – SP)