Categoria Filosofia

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Caminho da Iniciação: O Ensinamento no Templo

Caminho da Iniciação: O Ensinamento no Templo

“E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria;
e a graça de Deus estava com ele.
Seus pais iam todos os anos a Jerusalém à festa da Páscoa.
Quando o menino completou doze anos, segundo o costume,
subiram para a festa. Terminado os dias, eles voltaram, mas o
menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia, e
puseram-se a procura-lo entre parentes e conhecidos.
Três dias depois, eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas. Ao vê-lo ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse:
‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’.
Ele respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?’
Eles porém não compreenderam as palavras que ele dizia. Então desceu com eles e foi para Nazaré e estava-lhes sujeito.
Mas sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração.
E Jesus progredia em sabedoria, em maturidade e em benevolência (amor) diante de
Deus e dos homens.” (Lc 2; 40-42 – 46-52)

A passagem da vida de Jesus que melhor nos ensina e que mais nos indica como devemos proceder para alcançar esse equilíbrio (pois nos fornece a dica do que devemos consagrar a nossa vida inteira) é a que descreve o Ensinamento no Templo, quando o menino Jesus aos 12 anos foi reencontrado pela sua mãe e seu pai “sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas”.

Nessa passagem, onde contém as primeiras palavras publicadas na Bíblia saídas da boca do menino Jesus, encontramos várias chaves sobre esse assunto.

A atitude do menino Jesus evidencia um ser humano que alcançou o equilíbrio perfeito “cabeça” e “coração”.
Essa faculdade está sob completo domínio da sua vontade. Não é necessário pôr-se em transe, ou fazer algo anormal para elevar sua consciência !

A educação ou exercitamento esotérico abriu a sua visão interna!

Aqui também vemos a atitude de seres humanos que procuram se desenvolver somente pelo lado do intelecto (os ocultistas). Ficam perplexos com a sabedoria do menino Jesus e mais ainda porque ele os fala pelo coração (Jerusalém) e os “doutores” compreendem de um modo muito mais profundo do que estudaram utilizando os meios intelectuais!

Também vemos o exemplo da atitude de um ser humano que procura se desenvolver somente pelo lado místico: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Notem a semelhança com momentos como: “estou proibido de comer qualquer coisa com amido…minha diabete está nas alturas…vou a casa de uma tia que muitos anos não a via…ela faz um bolo especialmente para mim…digo que não posso comer…eis que minha mãe diz: “meu filho, que desfeita…come só um pedacinho que não vai lhe fazer mal”.

E, ainda, o exemplo de como um ser humano com equilíbrio perfeito “cabeça” e “coração” se posiciona: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”. E onde estava o menino Jesus quando falou isso? No Templo (“não sabeis que sois o Templo de Deus?”).

Portanto, podemos ver que a passagem “O Ensinamento no Templo” nos ensina a combinar os nossos maravilhosos e um tanto latentes poderes:

Cabeça e Coração

Razão e Intuição

Masculino e Feminino

…no nosso próprio interior.

E quando alcançamos essa fase na nossa evolução:

O coração crê naquilo que o intelecto (o ocultismo) sancionou E

O intelecto (o ocultismo) descobre com o coração, o conhecimento aplicado: a sabedoria

Esse é o único meio que se consegue ter uma vida consagrada inteiramente ao Serviço do Reino de Deus na Terra.

E, a partir daí, qualquer outro interesse que apareça, temporalmente, receberá a mesma resposta que o menino Jesus deu quando seus pais o encontraram no Templo, ensinando aos doutores: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”

(veja mais em: Fuga para o Egito – O Maravilhoso Livro das Épocas; El Misterio de los Cristos – Corinne Heline; Treinamento EsotéricoConceito Rosacruz do Cosmos– Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Caminho da Iniciação: A Fuga para o Egito

Caminho da Iniciação: A Fuga para o Egito

“Depois de sua partida, um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘Eu chamei do Egito meu filho’ (Os 11,1)”. (Mt 2; 13-15)

Esse acontecimento simboliza a ascensão temporária do ser humano sobre a divina natureza.

Esses nossos deslizes está muito bem simbolizados na Fuga para o Egito (Mt 2; 13-15), um evento que simboliza a ascensão temporária do ser humano sobre a natureza divina.

Há dificuldade em se entender essa passagem. Mas se lembrarmos que ainda se trata do ser humano Jesus; que ainda havia necessidade dele experimentar essa subjugação dos sentidos e da escuridão da Mente mortal (simbolizado pelo lugar Egito – não o país atual!), até para mostrar para cada um de nós que, não é porque “caímos” que não podemos retomar de onde paramos, então, o entendimento será mais clarificado.

Veja: a inciativa partiu de José, que simboliza a força masculina, a Vontade, a Razão em se afastar do caminho espiritual (não foi da força feminina, da Imaginação, o Coração).

E veja a simbologia de Herodes como o Mundo material, que encanta, ilude e se justifica por si só!

E é lá no Egito que sentimos: a solidão e o abandono; o obscurecimento da nossa Vida interior e o embaraçamento por viver na ilusão material, que separa, que divide e que engana (sentimos “as coisas que vão montadas e cavalgam sobre nós”). Aqui é difícil sentir que somos escravos de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chamamos de “minhas posses” quando, em realidade, são elas que nos possuem!

Assim, a Fuga para o Egito representa a terra da escuridão e materialismo, reflete na nossa vida a luta, em nossos primeiros passos, no desenvolvimento para a iniciação Cristã.

(veja mais em El Misterio de los Cristos; A Fuga para o Egito – O Maravilhoso Livro das Eras – Corinne Heline; Não a Paz, mas a Espada – Conceito Rosacruz do Cosmos; Sacrifício, um fator de Progresso Espiritual – Carta aos Estudantes – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Caminho da Iniciação: Apresentação no Templo

Caminho da Iniciação: Apresentação no Templo

Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no ao Templo em Jerusalém para o apresentar ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2)

No tempo em que Jesus ainda era um menino havia, em Jerusalém, um homem chamado Simeão e uma mulher chamada Ana.
Esse homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
Fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao Templo.
E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei, Simeão tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
‘Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel’.
Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe:
‘Eis que esse menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos seres humanos em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma’.
Ana era uma profetisa, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação (Lc 2; 1-38)
Vamos a interpretação oculta, como nos é fornecido pelos Ensinamentos Rosacruzes:
Templo aqui significa: Lugar de dedicação; lugar onde aquele que quer percorrer o Caminho da Iniciação vai meditar e orar.
Enquanto estamos na “senda da preparação” e não conseguimos “fazer do nosso corpo um Templo total”, frequentemos Templos Solares Cristãso com egrégora estabelecida.
A Benção Sacerdotal Masculina (força masculina) é simbolizada por Simeão.
A Benção Sacerdotal Feminina (força feminina) é simbolizada por Ana.
Essa passagem da vida de Cristo-Jesus (e que todo Aspirante Cristão no Caminho da Iniciação também passará) é a nossa Consagração a uma vida de Servir.
Ou seja: processo de dedicação constante e cotidiana: em sempre servir aos outros, amorosa e desinteressadamente.
Como consequência temos a força do nosso Cristo Interno: vivificada, fortalecida e aumentada.

(Leia mais sobre esse assunto nos livros: Ao longo do Ano com Maria; Capítulo V – A Bíblia: O Maravilhoso Livro das Épocas- Corinne Heline; Ritual do Serviço de Natal; Iniciação Antiga e Moderna – A Anunciação e a Imaculada Concepção – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Filosofia Rosacruz pelo Método Socrático: Renascimento e Lei de Consequência

Renascimento e Lei de Consequência

Pergunta: Qual o verdadeiro propósito da vida?

Resposta: O verdadeiro propósito da vida não é a felicidade atual, mas a experiência pela qual nos é possível desenvolver os poderes espirituais latentes e transformá-los em faculdades, para servir melhor ao plano divino da evolução. Deus evoluciona por nosso meio. Nós somos células no corpo cósmico de Deus. Estamos cristalizando matéria para Ele, criando um veículo na qual possa funcionar. Somos tão necessários a Deus, como Deus para nós. Devemos, por conseguinte, no máximo grau desenvolver as qualidades espirituais e os talentos latentes para que possamos colaborar neste grande projeto.

Pergunta: Quais são os objetivos da evolução através da matéria?

Resposta: Os três grandes objetivos da evolução, através da matéria, são:
1. 1 A espiritualização do caráter
2. 2 O desenvolvimento da vontade, para dirigir as faculdades obtidas pela experiência
3. O desenvolvimento da Mente criadora, para, em certo dia, podermos criar, direta e conscientemente.

Pergunta: O que é necessário para que estes objetivos sejam colimados?

Resposta: Para obter este desenvolvimento é necessário que o Ego renasça muitas vezes em corpo físico. Quando a experiência de qualquer vida foi total e espiritualmente assimilada, nos mundos superiores, o espírito sente necessidade de obter novas experiências. Este desejo impele, irresistivelmente, ao renascimento. Nosso conhecimento a respeito da reencarnação não fica limitado a especulações. O renascimento é um dos primeiros fatos concretos demonstrados aos alunos da Escola de Mistérios. Ensina-lhes a observar uma criança ao morrer. Depois, a seguir esta criança, através do mundo invisível, dia após dia, até chegar à reencarnação, dentro de poucos anos. Feito isso, o aluno sabe, com certeza absoluta, que o renascimento é um fato e não somente uma teoria metafisica.

Pergunta: Qual é o primeiro passo a ser dado nesse processo?

Resposta: O primeiro passo que o Ego dá no caminho do renascimento é escolher os pais, ou tê-los escolhidos para si. Não é assunto de mera sorte. Geralmente, destinam-nos pais a quem prestamos serviços em vidas anteriores; assim, estão, realmente, obrigados a sermos úteis, também.
Examinando estas ideias, podemos compreender a obrigação de facilitar os meios, sempre que seja possível, para permitir a outros Egos voltar como nossos filhos, a fim de, posteriormente, poderem prestar-nos serviço igual. Quando o Ego conta com certa quantidade de bom destino, permite-se-lhe ver, panoramicamente, diferentes vidas com diferentes pais e deixa-se-lhe a liberdade de escolher. Uma vez feita a eleição e determinadas as linhas gerais da vida, o Ego não pode voltar atrás. Sem dúvida, tem liberdade de ação para os detalhes. Estes podem ser executados num espírito de amor, ajuda e tolerância, ou num espírito de rebelião, odiando o ambiente no qual se acha situado. Assim, pode criar, livremente, um bom, ou um destino adverso, para uma vida futura.

No processo atual do renascimento, os distintos Átomos-sementes atraem para si os materiais para uma nova série de veículos: uma Mente, um Corpo de Desejos, um Corpo Vital e um Corpo Denso. Quando chega a hora, estes materiais se introduzem nos novos veículos e, então, o Ego renasce no Mundo Físico.

Isto ocorre, quando as forças Astrais estão em harmonia com o destino criado pelo Ego, em vidas precedentes. O Ego não pode renascer em nenhum outro momento, porque as forças ocultas em seus Átomos-sementes o impediriam. Depois do nascimento, as forças Planetárias que exercem influência sobre os veículos do Ego impelem, dia a dia, em certas direções, em harmonia com seu destino previamente criado e, assim, convertem-se em executores automáticos daquele destino. Sem dúvida, as forças Astrais nunca obrigam. Quando um ser humano usa sua vontade para trabalhar em harmonia com a evolução, domina as forças Astrais e as dirige.

Pergunta: Como opera a Lei de Consequência?

Resposta: A Lei de Consequência, ou Lei de Causa e Efeito, opera continuamente. Desde o momento do nascimento, as forças postas em ação em vidas precedentes e ainda não esgotadas, começam a produzir efeitos na criança e seus veículos. Todos os antigos amores e ódios sobem à superfície. Aparecem os antigos inimigos, para que o Ego, em contato com eles, possa preparar seu destino e transformá-los em amigos. Amigos anteriores ajudam o Ego, trabalhando com ele, em proveito mútuo. Assim nos aproximamos, lenta, mas irresistivelmente, da época da amizade universal. Pela Lei de Consequência, o ser humano aprende que cada ato acarreta responsabilidade e que cada força que põe em movimento tem seu correspondente efeito. Se, por negligência ou egoísmo, causa sofrimento, ou perdas aos outros, a Lei de Consequência lhe trará, fatalmente, condições semelhantes, em data mais ou menos remota. Assim, compreenderá a injustiça que há no agir desta maneira. Se não faz caso da lição recebida, a natureza lhe proporcionará experiências cada vez mais duras, até que faça o esforço necessário e obtenha poder e domínio sobre si.

Se os atos que praticamos são construtivos, na vida futura nasceremos sob condições que nos trarão êxito e felicidade. Se, ao contrário, cedemos as paixões, sem considerar os demais, ou se permanecemos indolentes e descuidados, renasceremos em condições e entre pessoas que farão nossas vidas fracassarem e nos causarão muitas calamidades.

Pergunta: Há algum outro fator importante em termos de progresso?

Resposta: Durante toda a vida, a qualidade a que os Rosacruzes chamam Epigênese está em atividade.
Esta qualidade é o poder de acionar um número ilimitado de causas novas não determinadas, nem impostas por atos do passado. Se estivéssemos sujeitos totalmente ao passado e incapazes de gerar causas novas, seria impossível desenvolver o poder criador original. Nem haveria livre arbítrio. A faculdade espiritual da Epigênese capacita-nos, se aplicarmos a vontade, abrirmos passagem e atingirmos esferas de maiores poderes e atividades proveitosas.

(Revista: Serviço Rosacruz – 02/73 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Exatidão Científica da Bíblia

Exatidão Científica da Bíblia

Se há um Deus eterno e onipotente, é razoável esforçar-nos por descobrir se Se tem comunicado com os seres humanos. Certos livros pretendem ser escritos inspirados. Mas entre eles, e ultrapassando a todos na grandeza de sua revelação e na sublime elevação de sua moral, está a Bíblia. Ousadamente dá São Paulo, o grande apóstolo, o testemunho: “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (II Tm 3; 16), e a Bíblia deve permanecer ou cair pelos resultados dos testes sobre a genuidade de seus reclamos. A declaração é por demais importante para ser considerada levianamente. Ou este Livro é a Palavra viva de Deus vivo ou é o maior embuste que pode haver. Há muitas maneiras de provar os reclamos da Escritura. Deus mesmo tem em Suas páginas feito muitos desafios diretos aos incrédulos e aos que “voluntariamente ignoram”, mas presentemente só poderemos considerar um deles: A Exatidão Cientifica da Palavra de Deus.

Vivemos na época em que os seres humanos exigem provas objetivas para tudo aquilo que aceitam como verdade. Poderá a Bíblia suportar tais provas? As descobertas da ciência tem mudado tantas das filosofias, por tanto tempo aceitas pela humanidade: sairá a Bíblia incólume?

Notemos, antes de tudo, que a Bíblia não é um compêndio de ciência. Pretende ser uma declaração de Deus a humanidade e uma manifestação de Sua vontade para com as Suas criaturas, e como tal poder-se-ia dizer que qualquer inexatidão científica em nada diminuiria seu real valor.

Entretanto, se é a Palavra eterna de um Deus onipotente, mesmo Suas alusões aos fenômenos naturais devem estar em harmonia com todas as verdades científicas demonstráveis.

Tudo o que reclamamos é o direito de usar este Livro linguagem figurada, como nós o fazemos, em vez de estrita fraseologia dos compêndios de ciência, pois, todos nós sabemos o que se quer dizer ao ser usada a expressão: “O Sol levanta-se no Oriente e põe-se no Ocidente”. Atualmente esta ocorrência poderia ser cientificamente expressa em termos da rotação da Terra. Não há, por certo, discrepância ou contradição alguma em tais expressões.

Um ponto importante e digno de ser salientado é que este velho Livro, que data de três mil e quinhentos anos atrás, excluiu todos os absurdos científicos que se encontram em todos os outros escritos antigos – e em muitos outros escritos, também que não são ainda tão velhos.

Consideremos, primeiramente, alguns fatos a respeito da Terra. Para os antigos, a Terra era o centro do universo (Teoria de Ptolomeu). Supunham-na apoiada sobre uma espécie qualquer de fundamentos fixos. Para muitos deles era plana. Para os entendidos daqueles dias a Bíblia deve ter parecido muito contrária à ciência, pois que figura nos apresenta ela a respeito da Terra? Em primeiro lugar, a Bíblia nos conta, definidamente, que a Terra não é centro do universo. No Evangelho segundo São João, cap. 26; 14, falando dos céus ornados (estrelados), o que inclui a nossa Terra, declara que são apenas as “orlas de Seus caminhos”, ou como um tradutor verteu: Estas são apenas “os limites de Suas obras”.

Quanto à Terra ser suportada por fundamentos fixos, é-nos dito: “O norte estende sobre o vazio; suspende a Terra sobre o nada” – Jo 26; 7. Mais tarde é sobre esta questão feita a seguinte pergunta, em Jo cap. 38; 6: “Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina?”. A forma da Terra é claramente descrita por Isaias, cap. 4; 22: “Ele é o que está assentado sobre o globo da Terra”. Mais de 2.000 anos antes de Torricelli, o discípulo de Galileu, demonstra que a atmosfera exerce pressão e inventar o barômetro, como já declarado em Jo 28; 24 e 25: “Porque Ele vê as extremidades da Terra… deu peso ao vento”. Sete quilos por polegada quadrada, a pressao atmosférica sobre a Terra é estimada em quinhentos milhões de toneladas.

E a Bíblia já se havia, mais de uma vez, antecipado as descobertas à ciência. O tempo não nos permitiria de maneira alguma tocar nas surpreendentes provas da exatidão histórica da Bíblia encontradas nas descobertas arqueológicas.

Mas as próprias pedras afirmam hoje a historicidade de Belsazar, dos heteus, da queda de Jericó, e de muitas outras histórias tão triunfalmente desdenhadas pelos críticos de poucos anos.

Algumas das declarações feitas pelos chamados seres humanos de ciência não se têm provado dignas de crédito, e permiti-me asseverar, confidencialmente, que ainda não foi provada nenhuma verdade científica que não esteja em harmonia com a verdade bíblica.

Permiti-nos dizer isto em conclusão: Houve tempos, em que divergiam a Bíblia e as teorias da chamada ciência. Mas onde isto se deu, não foi a Bíblia que mudou de posição para produzir a harmonia (Is – 4; 8). A maior dificuldade de hoje é a do ser humano de ciência manter-se em dia. Pessoas que não se especializaram nesta classe de estudos podem-se achar advogando teorias já abandonadas por seus companheiros mais progressistas.

Voltemos ao nosso texto: “A Tua Palavra é a verdade desde o princípio”, e reconheçamos em nossa alma que o honesto indagador da verdade sempre achará perfeita harmonia na Palavra inspirada e na luminosa obra do Grande Criador.

Tenhamos perfeita confiança para aceitar a ambas, como nosso guia e bordão nesta vida e, como nossa certeza, da vida por vir.

(Revista Serviço Rosacruz – 10/65 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Sobre a origem dos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz

Sobre a origem dos Ensinamentos da Fraternidade Rosacruz

Embora a palavra “Rosacruz” seja usada por diversas organizações, a Fraternidade Rosacruz não tem nenhuma ligação com quaisquer delas.

Nos anos 1907-08, após ser provado na sinceridade de seus propósitos e desprendimento no desejo de ajudar ao próximo, Max Heindel foi escolhido, pelos Irmãos Maiores da Rosacruz, para difundir publicamente os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, ajudando, deste modo, a preparar a humanidade para a Era da Fraternidade Universal que se aproxima (NT: Era Aquariana). E por meio de intensa autodisciplina e devoção ao serviço, ele alcançou a condição de Irmão Leigo (Iniciado) na exaltada Ordem Rosacruz.
Sob a direção dos Irmãos Maiores da Rosacruz, gigantes espirituais da raça humana, Max Heindel escreveu “O Conceito Rosacruz do Cosmos”, um livro que, tendo marcado época, converteu-se no que é agora o manual-guia de ocultismo do Mundo Ocidental. Pelo seu próprio desenvolvimento espiritual ele era capaz de verificar por si mesmo muito daquilo de que fala “O Conceito Rosacruz do Cosmo”, bem como adquirir conhecimento adicional, que mais tarde incorporou às suas numerosas obras.

Uma das condições básicas para que os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental fossem transmitidos a Max Heindel era a de que nenhum preço lhes fosse estipulado. Esta condição foi por ele fielmente observada até ao fim de sua vida, e continua sendo-o cuidadosamente por aqueles que dirigem os trabalhos da Fraternidade Rosacruz.

Assim, embora os livros desta Entidade sejam vendidos, os cursos por correspondência e os serviços do Departamento de Cura continuam sendo mantidos na base de ofertas voluntárias. Seus membros não pagam taxas.

(Revista Serviço Rosacruz – 04/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Uma Divina Criança quer nascer

Uma Criança Divina Quer Nascer

“Entre quedas, desistências, covardias e grandezas, somos deuses. Há uma criança divina em nós, que a cada dia quer nascer”. Esta frase do escritor e psicanalista Helio Pellegrino foi publicada, recentemente, na imprensa paulistana.

Não é a beleza da sentença, em si mesma, é a sua profundidade que comove, mas o fato dela aparecer como uma semente lançada em época muito oportuna.

Esta fase de trânsito entre uma idade pré-agonizante e outra, cujos lampejos aos mais avançados é dado entrever, transmite uma incrível sensação de insegurança aos seres humanos. Isso tem produzido uma espécie de fobia generalizada de perda. As pessoas temem perder o emprego, a saúde, a posição social, os entes queridos e a própria vida.

Esse clima de instabilidade é doloroso, não resta dúvida. Entretanto, pelo menos para quem tem olhos de ver encerra alguns aspectos altamente positivos, isto é, oferece valiosíssimas lições morais e espirituais. Dentre elas destacamos:

1. Fazer ver que o materialismo não oferece segurança alguma. A transitoriedade e a relatividade são elementos característicos do mundo material. Não há outra segurança a não ser aquela emanada do Deus Interno. Ou encontramo-nos seguros internamente e encaramos calma e confiantemente as dificuldades do dia a dia, ou ficaremos à deriva.

2. As conquistas no plano material, por empolgantes que sejam, não constituem um fim em si mesmas, são meios para se alcançar um desenvolvimento superior.

3. Muitas das atuais estruturas e instituições do mundo civilizado estão cristalizadas. Já se exauriram suas possibilidades de desenvolvimento, e, como acontece no processo evolutivo, serão substituídas por estruturas novas, compatíveis com as necessidades de crescimento da humanidade. É de se esperar o surgimento de novos modelos religiosos, econômicos, políticos e sociais regendo a vida dos povos.

4. Agora, mais do que nunca, a capacidade epigenética de cada um deve ser exercitada. As crises estão aí e caminharão fatalmente para um impasse se o ser humano persistir em tentar equacioná-las através de meios estritamente convencionais. É preciso usar de criatividade, procurando novas alternativas para solucionar os problemas.

5. Max Heindel afirmou que a adaptabilidade é a nota-chave do progresso. Portanto, quem não se adaptar às características desta fase de transição, por certo muito sofrerá e verá retardar-se sua evolução.

6. Os sofrimentos atuais devem despertar o sentimento de solidariedade entre a humanidade, unindo-os no sentido de procurarem superar as crises. Somente uma fraternal conjugação de esforços poderá fazer frente às dificuldades atuais. Esse tipo de cooperação constitui a antítese do egoísmo e individualismo. Deverá criar formas superiores de relacionamento humano, sepultando o tradicional conceito de liderança.

7. Todo e qualquer tipo de preconceito, pensamento ou sentimento exclusivista deve desaparecer. O apego à raça, nacionalidade, dogmas religiosos e ideologias políticas entrava o equacionamento dos problemas humanos e impede a realização da Fraternidade Universal. A realidade que vivemos demonstra como isso é verdade. Tudo deve ser conduzido no sentido de unir a grande família humana.

Estes são alguns aspectos da questão. Existem outros não menos importantes. Na verdade, o ser humano, a despeito das circunstâncias nas quais está envolvido, procura algo superior, o que já não deixa de ser um passo considerável. Mas, procura fora de si mesmo. Quando admitir-se como um ente superior, um ESPÍRITO, parte integrante do corpo macrocósmico de Deus, terá se desvencilhado das crises e desequilíbrios deste mundo – essas incríveis ilusões. Nascerá, então, de um longo e doloroso parto, a Divina Criança em cada um de nós.

(Revista Serviço Rosacruz – 05/84 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Que significa a elevação do eleito no ar para ir ao encontro do Senhor? Isso se refere a uma ascensão física?

Pergunta: Que significa a elevação do eleito no ar para ir ao encontro do Senhor? Isso se refere a uma ascensão física?

Resposta: Esta passagem consta na 1ª Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses cap. 4; 16 e na mesma Epístola cap. 5; 23, onde lemos. “E o mesmo Deus de paz nos santifique em tudo, para que todo o vosso espírito e alma, e o corpo sejam conservados sem culpa para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Portanto, São Paulo reconhece que o ser humano é um ser composto, constituído de três partes: espírito, alma e corpo. No capítulo 15; 50 da 1ª Epístola aos Coríntios lemos: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus”. Mais adiante, a respeito do mesmo mistério, ele diz: “Eis que vos revela um mistério: todos certamente ressuscitaremos, mas nem todos seremos mudados num momento, num abrir e fechar de olhos”, e no versículo 44, que foi mal traduzido, ele afirma que existe um corpo espiritual e um Corpo-Alma: soma psuchicon.

Este é um ponto muito importante. Não o encontraremos em nenhum outro lugar, a não ser na literatura Rosacruz. Todos os outros passaram por cima ou não notaram esta tradução incorreta, e leram o texto como corpo “natural” ao invés de Corpo “Alma”. Este Corpo-Alma é composto de Éter e é capaz de levitação. Sem esta faculdade ser-nos-ia impossível encontrar o Senhor no ar, ou tomar-nos cidadãos do Reino dos Céus, anunciado pelo Cristo Jesus e Seus apóstolos. Deixemos bem claro que a humanidade sempre caminhou em direção ao exterior partindo do centro da Terra em sua evolução. Adão, o homem primitivo, foi feito da terra vermelha (quente), pois naquela época o nosso globo ainda estava passando por uma fase de esfriamento, ardendo devido à chama vermelha da crosta em formação. Em seguida, é-nos dito que uma névoa subia do solo em processo de esfriamento, e a humanidade daquela época vivia como “filhos da névoa” nos vales da Terra. Posteriormente, quando a névoa se condensou em água, a qual caía enchendo as bacias da Terra, o ser humano mudou-se para as terras altas, onde habita até hoje acima das águas, e quando se despojar do Corpo Denso (terreno) que, segundo Paulo, não pode herdar o Reino de Deus, eIe elevar-se-á no ar, em seu glorioso soma psuchicon ou Corpo-Alma, para empreender uma nova fase evolutiva. Lá, não lidaremos com elementos concretos como o fazemos agora, mas aprenderemos a trabalhar com a vida em lugar de coisas mortas. Portanto, seremos elevados no ar num piscar de olhos, tal como consta na Bíblia, e o que nos foi transmitido para que nos preparemos para ser habitantes da Nova Jerusalém, que “surgirá dos céus” ou se tornará visível. Devemos entender, também, que este reino está sendo atualmente preparado, embora seja invisível para a maioria das pessoas. Contudo, está em período de construção, aguardando o tempo em que tenhamos aprendido as lições da existência concreta, e estejamos capacitados para as atividades distintas que, então, deveremos aprender.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 86 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Qual é a essência ou ensinamento particular do verdadeiro Cristianismo?

Pergunta: Qual é a essência ou ensinamento particular do verdadeiro Cristianismo?

Resposta: Nos capítulos iniciais da Bíblia encontramos uma ordem dada à humanidade nascente, à qual foi concedida a liberdade de desfrutar do Jardim do Éden em estado de bem-aventurança. Foi-lhe imposta apenas uma restrição, a saber, “Não comas o fruto da Árvore do Conhecimento”. Se analisarmos esta ordem à luz de outras passagens, como: “Adão conheceu a sua mulher Eva, a qual concebeu e deu à luz a Caim”; “Adão conheceu Eva e ela deu à luz a Seth”; e a pergunta de Maria, “Como se fará isso, pois eu não conheço varão?” entenderemos facilmente que não era permitido à humanidade satisfazer sua natureza passional. O ensinamento esotérico proporciona-nos um conhecimento adicional de que esta função era exercida apenas em certas épocas do ano, sob a orientação dos Anjos, quando as linhas de força interplanetárias eram propícias e, consequentemente, o parto era indolor.

À vista deste conhecimento, podemos, também, entender melhor a suposta maldição: “parirás teus filhos em dor”- (Gn 3;16). A verdadeira razão é que o ato procriador é realizado quando as vibrações astrológicas não são favoráveis para esse fim. Portanto, o pecado ou a transgressão da lei cósmica instalou-se no mundo, causando sofrimentos incalculáveis. A Religião de Jeová foi dada ao mundo para corrigir esse estado de coisas. Esta é a religião da lei, prescrevendo penalidades por transgressões e antepondo o temor da lei aos desejos da carne. Aprendemos que a lei era o mestre que conduziria a humanidade a Cristo. Não obstante, o ser humano rebelou-se contra ela o tempo todo, sendo necessário lhe infligir castigos severos para mantê-lo dentro da conduta moral desejada. Sob o regime de Jeová, a humanidade dividiu-se em nações, que costumavam punir-se, mutuamente, por suas transgressões através das guerras e da peste. Recorriam-se às guerras para garantir a obediência, e o Antigo Testamento conclui prometendo as nações batidas que sangravam: “Nascerá o Sol da justiça e estará à salvação sob as suas asas” (Malaquias 4;2). Em seguida surge a Religião de Cristo e a mensagem angélica que anunciou o Seu nascimento: “Paz na Terra e boa vontade entre os homens” (Lc 2;14). Este é a inicio do Novo Testamento. No fim há uma visão da consumação, quando todas as nações se reunirem numa cidade celestial, onde não haverá lugar para a luxúria e a paixão – onde não haverá casamento porque a morte terminará tornando desnecessário novos nascimentos de corpos, onde a paz e o verdadeiro amor reinarão, onde o perfeito amor introduzido pela Religião de Cristo expulsará todo o medo gerado sob a Religião de Jeová. Assim, a essência do ensinamento Cristão consiste na suplantação das leis do pecado e da morte pelo amor, que restaurará a imortalidade.

(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 89 – Max Heindel)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quando e para que foram nos dado: Arquitetura, Escultura, Pintura e Música

Quando e para que foram nos dado: Arquitetura, Escultura, Pintura e Música

 

A arquitetura, que se relaciona com a construção das formas, foi a primeira lição dada à humanidade. O ser humano iniciou essa tarefa no Período de Saturno, quando começou a reunir o material necessário para construir um Corpo Denso. Nesse período, sua consciência encontrava se no mais profundo estado de transe e ele trabalhava automaticamente sob a direção dos Senhores da Chama, a onda de vida de Leão, cuja nota chave é Lá# maior. A arquitetura está, portanto, correlacionada com o Período de Saturno da existência terrestre, e o Corpo Denso, que começou a se desenvolver no início daquele período, foi impregnado desse tom particular. Toda construção arquitetônica, da mais diminuta célula até Deus, está baseada na Lei Cósmica e é executada consoante certos modelos prescritos, e qualquer desvio do plano geral pode causar anomalias e incongruências. Tais anomalias produzem o mesmo efeito que tocar uma nota falsa em um acorde musical.

A escultura, que determina o contorno das formas, foi a segunda tarefa evolucionária dada à humanidade. Este trabalho teve seu início no Período Solar da existência do mundo, quando a formação do Corpo Vital se tornou necessária para dar forma ao Corpo Denso. A consciência do ser humano estava, então, em um estado de sono profundo e ele desempenhava seu trabalho automaticamente sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Chama (Leão), os Senhores da Sabedoria (Virgem), e os Querubins (Câncer). A escultura está correlacionada ao Período Solar e ao Corpo Vital. Esse veículo sempre determina a direção em que uma certa força é usada e, portanto, ela procura dar o contorno correto para todas as formas. A nota chave de Leão é Lá# maior, a de Virgem é Dó natural, e a nota chave de Câncer é Sol# maior.

A pintura foi a terceira arte que o ser humano começou a desenvolver. Seu impulso deve se à tentativa de reproduzir os quadros vistos no Período Lunar da existência da Terra, dos quais o ser humano se lembrava vagamente através da sua visão de consciência pictórica. O trabalho do Período Lunar era feito automaticamente sob a direção das seguintes ondas de vida: os Senhores da Sabedoria (Virgem), os Senhores da Individualidade (Libra), e os Serafins (Gêmeos). A nota chave de Virgem é DÓ natural, a de Libra é Ré maior, e a de Gêmeos é Fá #_ maior. A pintura está correlacionada ao Período Lunar e ao Corpo de Desejos, e ambos começaram seu desenvolvimento naquela época.

Pitágoras, um mestre ocultista, afirmou que o mundo surgiu do caos pelo som ou harmonia. Foi construído de acordo com os princípios da escala musical, e os sete Planetas, que regem o destino dos mortais, têm um movimento e intervalos harmoniosos que correspondem aos intervalos musicais, tornando os vários sons tão perfeitamente harmonizados que conseguem produzir a mais doce melodia. Essa melodia é de tal grandeza sonora que se torna inaudível para o ser humano, pois a audição humana é incapaz de percebê la. Pitágoras representou a distância da Terra à Lua por um tom inteiro; da Lua a Mercúrio um semitom; de Mercúrio a Vênus um semitom; de Vênus ao Sol um tom inteiro e um semitom; do Sol a Marte um tom inteiro; de Marte a Júpiter um semitom; de Júpiter a Saturno um semitom; de Saturno ao Zodíaco um tom inteiro e um semitom. Isso forma um intervalo de sete tons, base da harmonia universal.

Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.

Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu, estes ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra se a esfera do som.

Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.

A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.

Arquitetura, escultura e pintura foram impressas no ser humano pelos grandes Seres espirituais, e essas artes tornaram se parte da sua natureza. Mas é através do poder da própria vontade do ser humano que o músico é capaz de perceber os tons expressos pela vontade de Deus e, até certo ponto, reproduzi los. Esta é a origem de nossa música no Mundo Físico, criação própria do ser humano.

A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin e outros da mesma classe. A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.

(leia mais no livro A Escala Musical e o Esquema de Evolução – Fraternidade Rosacruz)

Idiomas