A Visão Etérica e o Desenvolvimento Futuro
Presentemente, a humanidade está se tornando mais e mais sensível aos estados mais elevados da matéria. O ser humano desenvolve faculdades espirituais capazes de abrir-lhe horizontes inteiramente novos. Ao mesmo tempo a atmosfera do Planeta está se tornando mais rarefeita. O oxigênio consome-se dia a dia e o Éter planetário torna–se mais denso.
Todas essas condições capacitarão o ser humano a estabelecer contatos com a Região Etérica com maior facilidade.
É de se esperar que, aquilo que primeiro for visto pelas pessoas no plano etérico será alterado, isto para dizer o mínimo. Interpretações destituídas de certa margem de segurança serão, incompreensivelmente, dadas a tais fenômenos. A esse respeito Max Heindel nos diz: “é bom entender que através da aspiração e meditação, aqueles que ansiosamente aguardam por aquele dia estão agarrando o tempo pelos cabelos, podendo facilmente passar à frente daqueles que não têm consciência do que está ocorrendo”.
Estes últimos, por outro lado, poderão retardar o desenvolvimento da própria visão, por acreditarem estar sofrendo de alucinações, quando começarem a obter os primeiros vislumbres das entidades etéricas, temendo serem julgados insanos se relatarem a outrem aquilo que veem.
” . . . Mais importante que tudo, devemos apressar o dia, em nosso caso, adquirindo conhecimento de coisas que devemos esperar ver, porque então saberemos pelo que procurar, e não seremos amedrontados, aturdidos e nem incrédulos, quando principiarmos a ter vislumbres destas coisas” (Livro: Mistérios Rosacruzes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz).
Para contrabalançar a paralização espiritual causada pela crença na interpretação materialista dos fenômenos etéricos, cabe aos estudantes da Filosofia Rosacruz promover, onde for possível, por suas palavras e vivência, o conceito de um universo moral, guiado pelo Espírito e, fundamentalmente, produto do bem.
(Traduzido de Rays From The Rose Cross, de abril de 1978 e publicado na Revista Serviço Rosacruz – 02/80 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Pergunta: Há alguma base nos ensinamentos dados por algumas escolas de ocultismo sobre as almas perdidas e atrasadas? Li num livro uma descrição bem clara de um lugar chamado Avitchi, onde as almas residem quando se encontram nos últimos estágios de desintegração. Segundo a escola em questão, parece que algumas almas são submetidas a uma regressão progressiva, tornando-se mais inferiores a cada encarnação sucessiva, até que finalmente se extinguem como almas individuais, sendo absorvidas pela Alma Cósmica. Mas, pelo que depreendo dos Ensinamentos Rosacruzes, todas as almas, sem exceção, encontram-se na espiral ascendente e, embora possa haver uma regressão entre duas vidas sucessivas no mundo físico, ainda assim o resultado final é o progresso, não a regressão. Não acredito que em qualquer parte dos verdadeiros Ensinamentos Rosacruzes se declare que algumas almas se deterioram até a aniquilação. As observações acima se aplicam também aos atrasados. Expliquem qual o ensinamento correto a respeito do assunto.
Resposta: Os Rosacruzes ensinam que a vida é uma grande escola frequentada por alunos que se encontram nos mais diferentes estágios evolutivos. Na classe mais avançada há alguns que já aprenderam quase todas as lições que podem ser ensinadas, em nossas atuais condições e meio ambiente, e estão prestes a se graduarem passando para outras condições que lhes proporcionarão maiores oportunidades de progresso. Nas classes inferiores encontram-se, também, Espíritos atrasados que foram, por assim dizer, preguiçosos e negligenciaram as oportunidades para adiantamento. Entre as classes inferiores e superiores há um grande número de gradações e, em diferentes pontos de sua corrida evolucionária, toda a humanidade passa por determinados testes, da mesma forma que alunos de uma escola passam por exames em certas épocas do ano, a fim de determinar se estão prontos a passar ao grau superior seguinte.
Os que passam nesse exame são promovidos, enquanto que os que falham devem repetir mais um ano escolar para que possam aprender as lições necessárias que irão servir de base para um avanço futuro.
Aqueles que passarem nos exames estão salvos, e os reprovados estão perdidos para a classe como um todo. Todavia, isto é apenas temporário, e aqueles que ficaram para trás podem recuperar-se novamente e, no exame seguinte, alcançar os que foram promovidos no ano anterior. Assim, esses errantes anteriores serão salvos e outros perdidos.
O mesmo acontece na escola da vida. Aqueles que são reprovados nos exames numa certa época ficam temporariamente “perdidos”, mas podem alcançar os outros e até ultrapassá-los. Este é o verdadeiro ensinamento a respeito das chamadas almas perdidas e isto é confirmada pela Bíblia. A palavra grega aionian é traduzida por eterno, mas não tem o significado de duração infinita. O dicionário de Diddell & Scott dá como significado: “uma idade, um período indefinido, um período de vida”, etc… Aqueles que triunfam e são salvos, como diz o ditado, tem um passaporte para uma nova era de desenvolvimento, e recebem, portanto, uma era de felicidade duradoura. Aqueles que falharam receberão um período de punição e a condição de se verem num grau inferior na escola da vida. Falando em termos gerais, a doutrina de que uma alma ou Ego pode perder-se, no sentido de ser aniquilado, é completamente sem fundamento, pois dizemos: “Em Deus vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, sendo que se um único Espírito se perdesse, uma parte de Deus estaria perdida. Isso, naturalmente, e inconcebível.
Diz-se que não há regra sem exceção, e há uma condição que quase serve de fundamento ao ensinamento relacionado ao Avitchi, promulgado pelas escolas orientais. De acordo com a sua filosofia, há dois estados (não lugares, mas estados) de conscientização: Avitchi e Nirvana. Eles dizem que quando o Espírito, através de repetidas encarnações e vidas vividas de maneira nobre, alcançou um estado de espiritualidade sublime, ele é absorvido pela Alma Cósmica como a gota do orvalho e tragada pelo mar. Sua consciência individual mais os frutos de todas as suas vidas são absorvidos pelo Espirito Universal, sendo este, de acordo com o ensinamento oriental, um estado de maior beatitude. De maneira contrária, aqueles que por muitas vidas exerceram continuamente o mal, ultrapassando até certo limite, começam a afundar-se cada vez mais na escala evolutiva e, como a sua consciência está tão saturada do mal, não há mais espaço para o bem, e a consciência individual é gradualmente retirada no esforço de erradicar o mal. No final, o Espírito vê-se desnudado e inconsciente. Então, ele é absorvido pela Alma Cósmica, levando consigo a mais intensa dor e decepção. Mas, esse ensinamento a respeito do bem e do mal é, como já foi dito, contrário aos Ensinamentos de Mistérios do Ocidente, e poderá ser aplicado unicamente no caso de alguém que pratique a magia negra e que seja excessivamente mau. Em todo caso o Espírito nunca se perde, mas apenas os frutos da sua peregrinação. Como temos uma eternidade para nossa evolução, podemos estar certos que mesmo um Espírito como este terá oportunidade no futuro de entrar na peregrinação da evolução, o que o tomará uma inteligência criadora autoconsciente.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 151 – Max Heindel)
Pergunta: Quanto tempo o Ego permanece no Segundo Céu?
Resposta: O Ego permanece lá por séculos.
Pergunta: O que ele faz lá em um tempo tão longo?
Resposta: O Ego assimila os frutos da última vida terrestre e prepara as condições que serão as melhores para ele na próxima existência física.
Pergunta: O que determina as novas condições terrestres que o Ego está preparando?
Resposta: As novas condições serão determinadas, em parte, pela conduta e pelos atos executados na sua última vida, ou seja, o Ego assimila os frutos de sua última vida terrena e prepara o ambiente para uma nova existência física. Não basta dizer que as novas condições serão determinadas pela conduta e atos da última vida. É necessário que os frutos do passado sejam aplicados no Mundo Físico, que será o próximo campo de atividade do Ego, e onde este estará adquirindo novas experiências físicas e colhendo mais frutos.
Pergunta: Como isso é feito?
Resposta: Todos os habitantes do Mundo Celeste trabalham sobre os modelos da Terra – a totalidade dos quais se encontra na Região do Pensamento Concreto – lhe alterando as formas físicas e produzindo-lhe mudanças graduais no aspecto. Assim, em cada retorno à vida física eles encontram um ambiente diferente onde podem adquirir novas experiências.
Pergunta: Isso significa que nós fazemos nosso mundo?
Resposta: De fato, sim! O clima, a flora e a fauna são alterados pelo ser humano sob a direção de Seres Elevados. Por conseguinte, o mundo é exatamente o que nós próprios, individual e coletivamente, temos feito dele, e será tal e qual como o fizermos. Em tudo quanto ocorre, o ocultista vê uma causa de natureza espiritual manifestando-se a si mesma, inclusive o alarmante aumento de frequência das perturbações sísmicas, que têm origem no pensamento materialista da ciência moderna.
Pergunta: O nosso trabalho no Céu está limitado somente as alterações na superfície da Terra?
Resposta: Não. Ele ocupa-se também, ativamente, em aprender como construir um corpo que tenha os melhores meios de expressão. O destino do ser humano é converter-se em Inteligência Criadora e para tal aplica-se à sua aprendizagem todo o tempo. Durante a vida celeste aprende a construir toda classe de corpos, inclusive o humano.
Pergunta: Como esse trabalho é dirigido?
Resposta: Instrutores das mais elevadas Hierarquias Criadoras dirigem o trabalho do ser humano. Ajudaram-no a construir seus veículos antes de ter alcançado consciência de si mesmo, do mesmo modo que ele próprio constrói atualmente seus veículos durante o sono.
Pergunta: O ser humano é consciente dessas instruções?
Resposta: No transcurso de sua vida celeste esses instrutores ensinam-no conscientemente. Ao pintor, ensinam como construir um olho apurado, capaz de captar perspectivas perfeitas, e distinguir cores e matizes em um grau inconcebível para os que não se interessam por cor ou luz.
Ao matemático que tem de lidar com o espaço, ensinam o delicado ajuste dos três canais semicirculares, os quais estão situados dentro do ouvido interno, que apontando, cada um, em uma das três direções do espaço, dão a faculdade da percepção abstrata. O pensamento lógico e a habilidade matemática estão em proporção à precisão do ajuste desses canais semicirculares. A habilidade musical depende também do mesmo fator, mas além da necessidade do devido ajuste dos canais semicirculares, o músico precisa do órgão de Corti extremamente delicado. Há no ouvido humano cerca de dez mil dessas fibras, e cada uma pode diferençar cerca de vinte e cinco gradações de tons. No ouvido da maioria das pessoas essas fibras não respondem senão de três a dez das gradações possíveis. Entre os músicos comuns o maior grau de eficiência é de uns quinze sons por fibra, mas um maestro, que é capaz de interpretar e traduzir a música do Mundo Celeste requer maior grau de acuidade para distinguir entre as diferentes notas e perceber a mais ligeira desarmonia nos mais complicados acordes. Pessoas que requerem órgãos de tão extrema delicadeza para expressão de suas faculdades devem receber o maior cuidado, como exigem seu mérito e elevado grau de desenvolvimento. Nenhuma outra classe é tão elevada quanto à dos músicos, o que é muito lógico, pois enquanto o pintor atrai sua inspiração principalmente do mundo da cor – o mais próximo, o Mundo do Desejo – o músico tenta trazer-nos, traduzida em sons terrenos, a atmosfera do nosso lar celeste, a que, como espíritos, pertencemos.
(Traduzido da Revista: Rays from the Rose Cross – Jan 1981)
Pergunta: O que provoca as Calamidades da Natureza que tanto nos fazem sofrer?
Resposta: Presenciamos um elevado número de catástrofes nos anos que passaram. O mundo foi assolado por enchentes, terremotos, secas e inúmeros outros tipos de desequilíbrios da natureza, produzindo situações alarmantes em várias partes. Terremotos arrasaram regiões extensas do Chile, Nicarágua e Irã.
Secas sobrevieram e populações inteiras sucumbindo por escassez de alimento na Índia, China e Rússia. Os Estados Unidos assolados por furacões e ciclones e, também, por inundações do rio Mississipi e outros, custando elevadas perdas em vidas humanas e danos materiais. Animais arrastados pelas águas, regiões agrícolas devastadas e casas destruídas, somando prejuízos em termos de bilhões. Os danos psicológicos e sofrimento dos sobreviventes estão além da imaginação.
Nas pessoas de formação religiosa os efeitos são compreendidos como a ira de Deus para com uma humanidade, que não quer se enquadrar no plano divino. Os cientistas materialistas, naturalmente, colocam essa interpretação abaixo de seus “elevados conhecimentos”. Também, a grande maioria dos seres humanos, dirigida pelas linhas de pensamento materialista – em voga no mundo ocidental – pouca importância dá às causas dessas manifestações da Natureza, contanto que não fosse diretamente afetada pelas mesmas. Não passou pela sua mente que possa haver uma correlação direta entre os cataclismos naturais e o comportamento da humanidade.
As últimas décadas, porém, trouxeram maior abertura ao estado de consciência de muitos para a voz do espírito. Assim sendo, há mais pessoas se aproximando das verdades espirituais. Para essa classe, em particular, a ciência oculta oferece preciosas informações a respeito das causas dessas catástrofes da Natureza devastando muitas partes de nosso Planeta.
O ensinamento básico da ciência oculta, com respeito à natureza da Terra, é de que é igual à constituição de cada ser humano, já que é o corpo de um Espírito planetário, cujo veículo de manifestação ela passa a ser.
É o veículo físico de um grande Ser, um raio do Cristo cósmico, e cada átomo é interpenetrado por esse mar de luz. A nossa moradia planetária é, assim sendo, um organismo vivente e sensível possuidor de Corpo Vital e de Desejos, de similar construção do corpo humano. Como há uma relação entre o corpo físico do ser humano e a Terra física há, também, uma estreita correlação entre o Espírito Humano e o Espírito da Terra.
Não deixaremos de mencionar o fato que o veículo etérico da Terra constitui a “grande descoberta” recente da ciência, sob o nome: “campo magnético”. Mais um fato da natureza “descoberto” pelo pensamento materialista.
A ciência oculta revela ainda que a Terra, o veículo do raio Crístico, é formado de Estratos, similares a uma cebola. Há nove estratos, ou camadas e um centro: dez divisões ao todo. A natureza e funcionamento de cada camada são revelados, camada por camada, após a Iniciação do aspirante aos Mistérios Menores, ficando accessível um estrato a cada Iniciação. Porém, certos fatos muito significativos foram liberados para a informação de todos os estudiosos, e o conhecimento desses fatos enseja a compreensão de todos os fenômenos que estão ocorrendo em nosso Planeta.
A camada externa da Terra é constituída pelo que chamamos de camada mineral, a crosta pedregosa com a qual os geólogos vêm se entretendo, dentro de suas possibilidades e conhecimentos.
É a camada onde plantamos, procuramos por minerais, perfuramos poços para encontrar água, petróleo, etc. É a mais cristalizada parte da Terra, porém agora está se tornando menos densa, mais porosa, e ficará no devido tempo, etérica. Cada vez que o ser humano quebra as partes densas da Terra, particularmente nas regiões rochosas e de alto teor mineral, está contribuindo para a evolução deste Planeta.
A segunda camada é o Estrato Fluídico. Tem a consistência de uma pasta grossa. Possui a qualidade de expansão, similar a um gás altamente explosivo, só permanecendo em seu lugar, devido à pressão enorme da crosta exterior. A primeira e segunda camada correspondem à Região Química e Etérica do Mundo Físico.
A Terceira camada é o Estrato Vaporoso, onde se encontra o incessante pulsar da vida, como no Mundo do Desejo.
A quarta camada é o Estrato Aquoso contendo todas as possibilidades germinais de tudo o que existe sobre a face da Terra. Encontramos aqui as Forças Arquetípicas através das quais trabalham os Espíritos-Grupo, e também as Forças Arquetípicas dos minerais, uma vez que essa é a contra parte física da Região do Pensamento Concreto.
A quinta camada é o Estrato Germinal, fonte primordial de Vida, do qual veio o impulso gerador de todas as formas na Terra. Os corpos foram construídos de substância gasosa, vaporosa, bem antes da mesma se condensar formando a crosta sólida exterior. Somente quando a vida deixa as formas é que estas podem morrer e ficar cristalizadas. Dessa maneira, o carvão não é outra coisa senão um conglomerado de corpos vegetais cristalizados, como indicado pelas formas das folhas encontradas nas jazidas de carvão. Que é o coral se não um conglomerado de formas animais cristalizadas? A vida se afasta e deixa as formas “mortas”.
A sexta camada, ou o Estrato Ígneo já tem sensações. Prazer e dor, simpatia e antipatia; esses sentimentos agem sobre a Terra. Julga-se, em círculos menos avisados, que a Terra é isenta de sensação. Porém, o ocultista sabe que tanto a colheita do cereal maduro, a dádiva das árvores, as frutas no outono e a colheita de flores nas hortas são fontes de prazer para o Espírito planetário da Terra. Sente o júbilo de ter fornecido alimento a sua infinita progenitora de formas chegando esse sentimento a mais poderosa intensidade no tempo das colheitas.
A sétima camada ou o Estrato Refletor corresponde ao Mundo do Espírito de Vida, o primeiro dos mundos universais. Aqui encontramos todas as formas que o ocultista conhece com o nome de “Forças da Natureza”.
O progresso espiritual da humanidade promove um harmonioso trabalho dessas forças. Porém, grandes permissividades no comportamento geral dos seres humanos tendem a desencadear grandes cataclismos na face da Terra. Dessa forma, os esforços humanos em atingir ideais mais elevados tornam as Forças da Natureza menos ameaçadoras.
O estado das forças, nessa camada, é, continuamente, um reflexo, um espelho exato do nível moral da humanidade. Como há responsabilidade individual perante a Lei de Consequência, carregando ao indivíduo o justo resultado de suas ações, boas ou não, há, também, a responsabilidade coletiva e nacional, desencadeando, sobre a cabeça de todos os grupos de pessoas, o resultado de seus atos coletivos. As Forças da Natureza são agentes de tal justiça retribuitória: há enchentes, secas, terremotos e vulcões em erupção, como também as benéficas formações geológicas de petróleo e carvão. Eventualmente, a humanidade deverá aceitar o fato de que é inteiramente responsável pelas catástrofes que acontecem através das forças naturais. A única maneira de evitá-las é viver de acordo com as Leis Espirituais que regem o Universo.
Todo esse esquema encontra-se sob a supervisão dos quatro grandes seres denominados Senhores do Destino. Eles cuidam para que cada pessoa receba exatamente o que merece e o que é necessário para o seu desenvolvimento, em termos de condições ambientais.
Partem da sexta camada, ou Estrato Ígneo, vários canais que desembocam em vários lugares. A parte exterior das mesmas formas as chamadas “crateras vulcânicas”. Quando as Forças da Natureza, situadas como vimos na sétima camada, agitam-se pela pressão criada, manifestam-se como erupções vulcânicas, por movimentarem o Estrato Ígneo. A maior parte da matéria formando a lava vulcânica tem sua origem no segundo Estrato, que é a contraparte mais densa do Sexto Estrato. Esse Estrato Fluídico tem uma natureza altamente expansiva e explosiva, assegurando um prolongado impulso de material vulcânico no ponto da erupção. Ao contato com a atmosfera exterior endurece a parte da matéria que não foi expelida para o espaço, formando lava e pó, até que ao final, selam a abertura para o interior da Terra.
Não vamos nos alongar sobre a natureza dos Estratos oito e nove, porém, recomendamos aos interessados a leitura do capítulo XVIII do livro O Conceito Rosacruz do Cosmos.
Podemos concluir, dessa forma, que atualmente os comportamentos de tendência imoral e ante-espiritual da humanidade impelem as Forças da Natureza (que se encontram na sétima camada da Terra) a uma atividade destrutiva. Geralmente são grupos de pessoas de baixa moral ou permissivas que falecem durante essas catástrofes. Essas pessoas, juntamente com seres cujo destino pessoal, por várias razões, requer uma morte violenta, são reunidas no ponto onde a catástrofe haverá de ocorrer por meio de forças sobre-humanas.
Uma estatística das catástrofes de grande porte que afetaram a Terra durante os últimos dois mil anos mostra-nos a frequência das mesmas como sendo diretamente proporcional ao crescimento do materialismo.
Se a humanidade não desejar índices ainda mais elevados de catástrofes, devem libertar-se da escravidão dos pensamentos inferiores e desejos correspondentes, vivendo vidas mais harmoniosas às leis espirituais.
Em outras palavras, o ser humano é livre para escolher o seu destino; os resultados, bons ou terríveis, dependem dessa decisão.
(Revista Serviço Rosacruz – 04/75 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Pergunta: Numa lição recente foi-nos dito que o Espírito de Raça influenciou pessoas diversas a tomarem parte em grandes movimentos mundiais. Se a função a ser exercida não for justa, a pessoa é responsável por isso? Sofreria as consequências desse ato?
Resposta: A declaração foi feita na lição de setembro para os estudantes, intitulada “Nosso Governo Invisível”, segundo a qual as Hierarquias Divinas que guiam a evolução dos mundos invisíveis encontram sempre um Ego forte, tanto para o bem quanto para o mal, e o usa quando a marcha do progresso exige a queda de uma velha nação ou ascensão de uma nova. No entanto, seria impossível induzir um Espírito de natureza brutal e despótica a desempenhar um papel nobre que exige um auto sacrifício. Ele não pode mudar a sua individualidade de um dia para outro, da mesma forma que um leopardo não pode alterar as suas manchas e, vice-versa, um Espírito de natureza nobre não consentiria em desempenhar o papel de um tirano ou autocrata.
Cada um agirá conforme a essência de sua natureza, por essa razão, as Hierarquias Divinas sempre escolhem alguém cujo caráter se adapte ao papel que lhe será reservado nos momentos de crises futuras, colocando-o numa posição tal que lhe proporcione o poder de realizar os seus desígnios, sejam eles dirigidos para o bem ou para o mal. Isso o tornará, pelo menos, parcialmente responsável pelos seus atos e pelas consequências deles decorrentes. Se ele desempenhar bem o seu papel e, por meio de atos nobres, justos e altruístas, ajudar uma nação a elevar-se, guiando-a através dos obstáculos e dos escolhos, como o fez George Washington, por exemplo, naturalmente alcançará uma posição de grande honra e glória em alguma vida futura, quando lhe for conferido o domínio sobre outros, aos quais poderá ajudar.
Por outro lado, se ele desempenhar o papel de um Nero, dissolvendo um grande império, fazendo o que foi dito a respeito de um dos reis de Israel: “Agarrou avidamente o mal com ambas as mãos”, naturalmente dor e sofrimento resultarão disso. Ele provavelmente não será capaz de suportar toda a dor que infligiu aos outros, assim como um George Washington não poderá receber toda a felicidade que proporcionou aos milhões que se beneficiaram com a sua sabedoria e altruísmo. Mas cada um certamente receberá aquilo que for possível dar-lhe, e tudo que for necessário para que um se torne um bom ser humano e o outro um ser humano cada vez melhor.
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. II – pergunta 149 – Max Heindel)
Pergunta: Se nós éramos puro espírito e uma parte de um Deus Onisciente, por que foi necessário que empreendêssemos esta longa peregrinação, marcada pelo pecado e pela dor através da matéria?
Resposta: No início da manifestação, Deus diferenciou dentro de Si mesmo uma multidão de inteligências espirituais em potencial, como as chispas são emitidas pelo fogo. Essas inteligências espirituais eram, portanto, chamas ou fogos em potencial, mas não eram fogos ainda, pois embora dotadas com a plena consciência de Deus, faltava- lhes a consciência de si mesmas. Sendo potencialmente onipotentes como Deus, faltava-lhes poder dinâmico disponível para ser usado a qualquer momento, de acordo com a sua vontade e, para que estas qualidades pudessem ser desenvolvidas era imprescindível que elas passassem pela matéria. Portanto, durante a involução, cada Centelha Divina foi encerrada em vários veículos de densidade suficiente para excluir o mundo exterior de sua consciência. Então, o espírito confinado, não mais capaz de entrar em contato com o exterior, retorna ao encontro de si mesmo. Ao despertar a consciência de si mesmo começa a luta para libertar-se de sua prisão. E, durante a evolução, os vários veículos possuídos pelo espírito irão espiritualizar-se em Alma, de modo que, ao término da manifestação, o espírito não só terá adquirido consciência de si mesmo, mas também poder anímico.
Há uma tendência, por parte da maioria das pessoas, em acreditar que tudo que existe é o resultado de fatos anteriores, não deixando lugar para qualquer construção nova e original. Aqueles que estudam a vida, geralmente falam apenas de involução e evolução. Os que estudam a forma, ou seja, os cientistas modernos preocupam-se tão somente com a evolução, mas, os mais adiantados estão descobrindo outro fator que chama Epigênese. Em 1757, Gaspar Wolf emitiu sua Theorea Generationis, na qual demonstrou que, no desenvolvimento do óvulo, há uma série de novas formações não prenunciadas anteriormente, e Haeckel, endossando esse trabalho, diz que hoje em dia não se justifica mais denominar-se a Epigênese de teoria. É um fato que podemos demonstrar, no caso das formas inferiores onde as mudanças são rápidas, em um microscópio. Desde que o ser humano foi dotado da Mente, a Epigênese, que é o impulso criador original, foi a causa de todo o nosso desenvolvimento. É verdade que construímos sobre o que já foi criado, mas há também algo novo devido à atividade do espírito. E é dessa maneira que nos tornamos criadores, pois se nos limitássemos apenas a imitar aquilo que foi disposto para nós por Deus ou pelo Anjo, nunca poderíamos tornar-nos inteligências criativas: seríamos apenas imitadores. E, embora cometamos erros, reconhecemos que, muitas vezes, aprendemos mais com os nossos erros do que com os nossos acertos. O pecado e o sofrimento são meramente o resultado dos nossos erros, e sua impressão sobre nossa consciência leva-nos a adotar outras linhas de comportamento que julgamos boas, isto é, que estão em harmonia com a natureza.
Portanto, este mundo é uma escola de aprendizagem e não um vale de lágrimas onde fomos colocados por um Deus caprichoso. (Ver Pergunta n.º 9).
(Livro: Perguntas e Respostas – Vol. I – pergunta 1 – Fraternidade Rosacruz – Max Heindel)
Caminho da Iniciação: O Batismo
“Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!
Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa. Então João cedeu. Depois que Jesus foi batizado, saiu logo da água.
Eis que os céus se abriram e viu descer sobre ele, em forma de pomba, o Espírito de Deus.
E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado, em quem me comprazo”.(Mt 3; 13-17)
Note: João Batista,”entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior que João”(Lc 7: 28); ou seja: os sujeitos a roda de nascimentos/mortes; como essênio, praticava o Batismo da Água; é o Arauto da nova era.
Nesse momento, mais uma vez, como na noite santa, os céus estavam cheios com os ecos de hosanas e voz angelical de Deus é ouvida proclamando: “Este é meu filho amado em quem me comprazo.”
Notem a presença marcante da Santíssima Trindade:
Os 3 atributos de Deus presentes: Vontade, Sabedoria e Movimento
No Batismo, atingimos o maior grau de equilíbrio entre:
E quando alcançamos essa fase na nossa evolução:
O coração crê naquilo que o intelecto (o ocultismo) sancionou e o intelecto (o ocultismo) descobre com o coração, o conhecimento aplicado: a sabedoria.
Esse é o único meio que se consegue ter uma vida consagrada inteiramente ao Serviço do Reino de Deus na Terra.
Portanto, no Batismo a força espiritualizada da Mente e o Amor radiante do Coração se junta em uma identificação divina.
O nascimento do Cristo Interno foi completado e o Aspirante é um indivíduo Crístico.
O Batismo anuncia o início de uma nova vida, uma vida em que a personalidade é secundária porque a consciência Crística reina suprema.
A cabeça do agora iluminado se coroa por um halo de luz quando a “pomba branca” do Espírito Santo pousa sobre ele, bendizendo-o, enquanto a voz de Deus Pai declara: “Este é meu Filho muito amado, no qual me comprazo”.
São Paulo, que trilhou esse caminho, disse que: “Deus mitiga o vento para a ovelha tosquiada”. Quem analisa essas etapas, comprovará que isso é correto!
É aqui que Max Heindel sugeria: “mantenham suas cabeças nas estrelas e seus pés no chão”
(veja mais em El Misterio de los Cristos – Cap. XXXVIII; Cap. VII- O Maravilhoso Livro das Eras – Corinne Heline; Treinamento Esotérico – Conceito Rosacruz do Cosmos; Visão e Compreensão Espirituais – Cristianismo Rosacruz – Max Heindel)
Caminho da Iniciação: O Ensinamento no Templo
“E o menino crescia, tornava-se robusto, enchia-se de sabedoria;
e a graça de Deus estava com ele.
Seus pais iam todos os anos a Jerusalém à festa da Páscoa.
Quando o menino completou doze anos, segundo o costume,
subiram para a festa. Terminado os dias, eles voltaram, mas o
menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia, e
puseram-se a procura-lo entre parentes e conhecidos.
Três dias depois, eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas. Ao vê-lo ficaram surpresos, e sua mãe lhe disse:
‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’.
Ele respondeu: ‘Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?’
Eles porém não compreenderam as palavras que ele dizia. Então desceu com eles e foi para Nazaré e estava-lhes sujeito.
Mas sua mãe guardava todas estas coisas em seu coração.
E Jesus progredia em sabedoria, em maturidade e em benevolência (amor) diante de
Deus e dos homens.” (Lc 2; 40-42 – 46-52)
A passagem da vida de Jesus que melhor nos ensina e que mais nos indica como devemos proceder para alcançar esse equilíbrio (pois nos fornece a dica do que devemos consagrar a nossa vida inteira) é a que descreve o Ensinamento no Templo, quando o menino Jesus aos 12 anos foi reencontrado pela sua mãe e seu pai “sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os; e todos os que o ouviam ficavam extasiados com sua inteligência e com suas respostas”.
Nessa passagem, onde contém as primeiras palavras publicadas na Bíblia saídas da boca do menino Jesus, encontramos várias chaves sobre esse assunto.
A atitude do menino Jesus evidencia um ser humano que alcançou o equilíbrio perfeito “cabeça” e “coração”.
Essa faculdade está sob completo domínio da sua vontade. Não é necessário pôr-se em transe, ou fazer algo anormal para elevar sua consciência !
A educação ou exercitamento esotérico abriu a sua visão interna!
Aqui também vemos a atitude de seres humanos que procuram se desenvolver somente pelo lado do intelecto (os ocultistas). Ficam perplexos com a sabedoria do menino Jesus e mais ainda porque ele os fala pelo coração (Jerusalém) e os “doutores” compreendem de um modo muito mais profundo do que estudaram utilizando os meios intelectuais!
Também vemos o exemplo da atitude de um ser humano que procura se desenvolver somente pelo lado místico: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos”. Notem a semelhança com momentos como: “estou proibido de comer qualquer coisa com amido…minha diabete está nas alturas…vou a casa de uma tia que muitos anos não a via…ela faz um bolo especialmente para mim…digo que não posso comer…eis que minha mãe diz: “meu filho, que desfeita…come só um pedacinho que não vai lhe fazer mal”.
E, ainda, o exemplo de como um ser humano com equilíbrio perfeito “cabeça” e “coração” se posiciona: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”. E onde estava o menino Jesus quando falou isso? No Templo (“não sabeis que sois o Templo de Deus?”).
Portanto, podemos ver que a passagem “O Ensinamento no Templo” nos ensina a combinar os nossos maravilhosos e um tanto latentes poderes:
Cabeça e Coração
Masculino e Feminino
…no nosso próprio interior.
E quando alcançamos essa fase na nossa evolução:
O coração crê naquilo que o intelecto (o ocultismo) sancionou E
O intelecto (o ocultismo) descobre com o coração, o conhecimento aplicado: a sabedoria
Esse é o único meio que se consegue ter uma vida consagrada inteiramente ao Serviço do Reino de Deus na Terra.
E, a partir daí, qualquer outro interesse que apareça, temporalmente, receberá a mesma resposta que o menino Jesus deu quando seus pais o encontraram no Templo, ensinando aos doutores: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai?”
(veja mais em: Fuga para o Egito – O Maravilhoso Livro das Épocas; El Misterio de los Cristos – Corinne Heline; Treinamento Esotérico – Conceito Rosacruz do Cosmos– Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Caminho da Iniciação: A Fuga para o Egito
“Depois de sua partida, um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar”. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. Ali permaneceu até a morte de Herodes para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta: ‘Eu chamei do Egito meu filho’ (Os 11,1)”. (Mt 2; 13-15)
Esse acontecimento simboliza a ascensão temporária do ser humano sobre a divina natureza.
Esses nossos deslizes está muito bem simbolizados na Fuga para o Egito (Mt 2; 13-15), um evento que simboliza a ascensão temporária do ser humano sobre a natureza divina.
Há dificuldade em se entender essa passagem. Mas se lembrarmos que ainda se trata do ser humano Jesus; que ainda havia necessidade dele experimentar essa subjugação dos sentidos e da escuridão da Mente mortal (simbolizado pelo lugar Egito – não o país atual!), até para mostrar para cada um de nós que, não é porque “caímos” que não podemos retomar de onde paramos, então, o entendimento será mais clarificado.
Veja: a inciativa partiu de José, que simboliza a força masculina, a Vontade, a Razão em se afastar do caminho espiritual (não foi da força feminina, da Imaginação, o Coração).
E veja a simbologia de Herodes como o Mundo material, que encanta, ilude e se justifica por si só!
E é lá no Egito que sentimos: a solidão e o abandono; o obscurecimento da nossa Vida interior e o embaraçamento por viver na ilusão material, que separa, que divide e que engana (sentimos “as coisas que vão montadas e cavalgam sobre nós”). Aqui é difícil sentir que somos escravos de tudo aquilo que, por inconsciente ironia, chamamos de “minhas posses” quando, em realidade, são elas que nos possuem!
Assim, a Fuga para o Egito representa a terra da escuridão e materialismo, reflete na nossa vida a luta, em nossos primeiros passos, no desenvolvimento para a iniciação Cristã.
(veja mais em El Misterio de los Cristos; A Fuga para o Egito – O Maravilhoso Livro das Eras – Corinne Heline; Não a Paz, mas a Espada – Conceito Rosacruz do Cosmos; Sacrifício, um fator de Progresso Espiritual – Carta aos Estudantes – Max Heindel)
Caminho da Iniciação: Apresentação no Templo
“Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no ao Templo em Jerusalém para o apresentar ao Senhor, conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2)
No tempo em que Jesus ainda era um menino havia, em Jerusalém, um homem chamado Simeão e uma mulher chamada Ana.
Esse homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
Fora-lhe revelado, pelo Espírito Santo, que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao Templo.
E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei, Simeão tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
‘Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel’.
Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe:
‘Eis que esse menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos seres humanos em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma’.
Ana era uma profetisa, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação (Lc 2; 1-38)
Vamos a interpretação oculta, como nos é fornecido pelos Ensinamentos Rosacruzes:
Templo aqui significa: Lugar de dedicação; lugar onde aquele que quer percorrer o Caminho da Iniciação vai meditar e orar.
Enquanto estamos na “senda da preparação” e não conseguimos “fazer do nosso corpo um Templo total”, frequentemos Templos Solares Cristãso com egrégora estabelecida.
A Benção Sacerdotal Masculina (força masculina) é simbolizada por Simeão.
A Benção Sacerdotal Feminina (força feminina) é simbolizada por Ana.
Essa passagem da vida de Cristo-Jesus (e que todo Aspirante Cristão no Caminho da Iniciação também passará) é a nossa Consagração a uma vida de Servir.
Ou seja: processo de dedicação constante e cotidiana: em sempre servir aos outros, amorosa e desinteressadamente.
Como consequência temos a força do nosso Cristo Interno: vivificada, fortalecida e aumentada.
(Leia mais sobre esse assunto nos livros: Ao longo do Ano com Maria; Capítulo V – A Bíblia: O Maravilhoso Livro das Épocas- Corinne Heline; Ritual do Serviço de Natal; Iniciação Antiga e Moderna – A Anunciação e a Imaculada Concepção – Fraternidade Rosacruz)