Nosso Pai

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nosso Pai

Com que frequência repetimos estas palavras, mas quão pouco refletimos sobre elas ou as compreendemos. No atual estágio de evolução, é muito mais fácil conceber “Meu Pai” e sentir a união entre “meu Pai e eu”. Mas dizer “Nosso Pai” de forma verdadeira é algo tão imensa que se treme só de pensar.

“Nosso”, sendo o plural de “meu”, significa que o “meu” se funde no “nosso”; que a minha Personalidade já não existe como uma unidade isolada das demais, mas que cada um e todos nós estamos abrangidos pela palavra “nosso”. Portanto, ao nos dirigirmos ao Autor do nosso ser — n’Ele em quem literalmente vivemos e nos movemos — como “Nosso Pai”, expressamos tacitamente a nossa crença de que Ele é o Pai de todos nós, como uma Humanidade unida; Pai também daqueles a quem, infelizmente e com demasiada frequência, detestamos ou desprezamos, demonstrando assim que somos todos irmãos.

Neste tempo de guerras, em que as paixões se desenfrearam, paremos para recordar que, na expressão “Nosso Pai”, estão incluídos os nossos supostos inimigos; que eles são tão preciosos para Ele quanto nós, e que são Seus filhos tanto quanto nós. Embora denunciemos e repudiemos atos de crueldade e opressão, venham de quem vierem, saibamos distinguir entre o Ego e a Personalidade. É esta última que peca, por ter assumido o controle. Quando ela for superada, o Ego brilhará em todo o seu esplendor e poderemos, então, dizer do fundo do coração, tal como fez o Cristo: “Nosso Pai”.

(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de dezembro de 1917 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz – Campinas – SP – Brasil)

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Fraternidade Rosacruz de Campinas administrator

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