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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como é possível entrar em bons termos com Saturno? O perguntante esteve sob influência dele a vida toda. Doenças, pobreza, perda de herança e acidentes já são bastante ruins, mas Saturno também pode nos causar problemas espirituais? Ele pode criar barreiras para o nosso desenvolvimento quando lutamos pelo bem? E somos libertados de sua influência quando morremos?

Resposta: Os astrólogos materialistas consideram Urano, Saturno e Marte como Planetas maléficos, enquanto Vênus e Júpiter são considerados benéficos. No Reino de Deus não existe “maléfico” ou “mal”. Aquilo que aparenta ser o mal é apenas o bem em processo de formação. Tampouco se deve imaginar que as influências de qualquer Planeta atuem para nos atormentar. Viemos a este mundo para obter certas experiências necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual, e quando buscamos compreender as influências astrais (ou seja: do Sol, da Lua e dos Planetas), descobriremos que elas são fatores poderosos para nos ajudar a obter justamente essa experiência. Saturno é o punidor. Quando nos desviamos do caminho da retidão, intencionalmente ou não, não nos é permitido continuar no mal, pois Saturno vem para nos deter. Talvez tenhamos recebido uma herança; nós a usamos mal e a desperdiçamos totalmente. Ao fazermos isso, geralmente também maltratamos nosso Corpo Denso. Então, surge um Aspecto (Conjunção adversa, Quadratura e/ou Oposição) com Saturno, uma doença é ativada – ou seja: se manifesta no nosso Corpo Denso – e ficamos debilitados. Somos forçados a fazer dieta alimentar e a dar um descanso ao nosso Corpo Denso e, como resultado, nos recuperamos da doença como um novo homem ou uma nova mulher. Mas a questão é: aprendemos a lição? Durante nosso repouso como um doente acamado, tivemos tempo para refletir sobre a vida que temos levado. Será que analisamos nossa vida a ponto de compreender as causas que nos levaram a esse estado de doença? Se sim, saímos dessa com lucro. Pois assim saberemos como agir melhor e evitar as armadilhas que podem causar a ativação de mais doenças no futuro. Ou, tendo nossa herança sido completamente dilapidada, nos encontramos de bolsos vazios na rua. Talvez não tenhamos a quem recorrer em busca de ajuda; somos então forçados a pensar e a abrir caminho por nós mesmos. Nossos talentos foram inúteis enquanto desperdiçávamos nossos recursos financeiros. Na pobreza, nossos talentos se tornam úteis, somos forçados a usá-los para fazer nossa parte no trabalho do mundo. Perdemos nossa herança, mas o mundo ganhou um trabalhador, e se aprendemos nossa lição dessa maneira, então a influência de Saturno foi uma bênção disfarçada.

E assim é com tudo no horóscopo que possa parecer “maléfico”. Além disso, quanto mais espiritualizados (ou seja, priorizemos a espiritualidade na nossa vida cotidiana) nos tornamos, menos esses chamados Planetas ou Aspectos adversos nos afetarão promovendo obstáculos ou bloqueios que nos fazem sofrer. Eles são transmutados para o bem. Saturno não trará desastre a uma pessoa espiritualizada, mas persistência; não doença, mas qualidades e estados que nos mantém fisicamente fortes; e assim, ao nos conformarmos às Leis da Natureza, vivendo nossas vidas em harmonia com os Astros, nós os dominamos e transformamos nossas vidas como nós desejarmos.

A maior parte da Humanidade segue a correnteza e age de acordo com as tendências implantadas pelas influências astrais. Portanto, um astrólogo pode prever o que farão com uma precisão admirável. Mas quanto mais um homem ou uma mulher vive a vida espiritual (ou seja, prioriza a espiritualidade na vida cotidiana dele ou dela), mais se torna um fator a ser levado em consideração, e as previsões do astrólogo falharão, no que lhe concerne, na medida em que atingir esse nível de espiritualidade.

Os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) são nossos auxiliares na evolução. Eles não são corpos mortos de matéria, mas sim corpos vivos, pulsantes e vibrantes de Grandes Inteligências Espirituais chamadas, na Religião Cristã, de os Sete Espíritos diante do Trono. À medida que mudamos, a influência deles sobre nós também muda, mas não escapamos dessa influência pelo simples fato da morte. Quando a aurora de uma nova vida despontar para nós, despertaremos com um novo horóscopo, e se tivermos buscado o crescimento espiritual, ter aprendido as lições que os Anjos Astrais nos ensinaram na vida passada, teremos novos Aspectos e novas posições astrais para nos auxiliar ainda mais no Caminho de Evolução. Por outro lado, se tivermos lutado inutilmente para não aprendermos as lições, nos rebelando ou resistindo a dores e os infortúnios provocados justamente pela nossa teimosia, descobriremos que as pressões serão maiores, que estaremos sob influências mais fortes e restritivas, de modo que, no fim, teremos que aprender as lições nessas condições piores do que nas vidas passadas. Assim, quanto mais rápido aprendermos, melhor para nós.

(Pergunta nº 161 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

Aqui temos uma pequena, mais rica, explicação sobre o sétimo Plano Cósmico, onde nos encontramos no nosso Sistema Solar, o Reino de Deus, focando nos Astros que estão contidos nele e depois em outros sóis que compõe outros Sistemas Solares nesse Plano Cósmico.

Isso nada mais é do que o que Cristo nos ensinou: “Na casa do meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2).

1. Para fazer download ou imprimir:

A Casa do Nosso Pai – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz

2. Para estudar no próprio site:


A Casa do Nosso Pai

Por um Estudante

Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

Avenida Francisco Glicério, 1326 – conj. 82

Centro – 13012-100 – Campinas – SP – Brasil

Traduzido, Compilado e Revisado de acordo com:

Eulogy of Love

1ª Edição em Inglês, 1916, in The Rays from The Rose Cross – The Rosicrucian Fellowship

pelos Irmãos e pelas Irmãs da Fraternidade Rosacruz – Centro Rosacruz de Campinas – SP – Brasil

www.fraternidaderosacruz.com

contato@fraternidaderosacruz.com

fraternidade@fraternidaderosacruz.com

Sumário

PRÓLOGO.. 4

INTRODUÇÃO.. 6

UMA VIAGEM CELESTIAL.. 8

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL.. 10

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSe.. 12

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO.. 14

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA.. 16

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORa.. 21

em espaços muito distantes. 22

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI. 24

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?. 26

QUANTOS? COMO?. 28

SUA TERRÍVEL INFINITUDE.. 30

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PRÓLOGO

No livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz estudamos o Diagrama 6 que nos mostram os sete Planos Cósmicos e os Mundos do sétimo Plano Cósmico, o mais denso.

No Diagrama, vemos que o sétimo Plano Cósmico é representado como sendo o maior de todos os outros Planos Cósmico. Isso assim parece porque é o Plano Cósmico com que estamos mais relacionados e, também, para indicar suas principais subdivisões, ou seja, os Mundos que o compõe.

Na realidade o sétimo Plano Cósmico ocupa menos espaço do que qualquer um dos outros seis Planos Cósmicos.

No entanto, não pensemos que ele tem dimensões mensuráveis por nós! Ao contrário, o sétimo Plano Cósmico é incomensuravelmente vasto!

Seu tamanho envolve milhões de Sistemas Solares semelhantes ao nosso, que são os Campos de Evolução de muitas categorias de seres, cujas condições são aproximadamente idênticas às nossas.

Perceba que no sétimo Plano Cósmico vemos Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, Fonte e Meta da nossa existência, que está na mais elevada divisão desse Plano. É o Seu Mundo, o Mundo de Deus.

Assim, o Reino de Deus inclui os sistemas de evolução que se processam em todos os Planetas do nosso Sistema Solar – Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites.

E o que vemos com os olhos físicos desses Planetas, nada mais são do que os Corpos Densos de grandes Inteligências Espirituais designadas Espíritos Planetários, que guiam essas evoluções. Eles são também chamados “os Sete Espíritos diante do Trono”. São Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento do Reino de Deus – o nosso Sistema Solar, um “cômodo da Casa do Nosso Pai”.

Já o Sol é também o Campo de Evolução dos mais exaltados Seres do nosso Sistema Solar. Unicamente eles podem suportar as tremendas vibrações solares, e por meio delas progredir. O Sol é o mais aproximado símbolo visível de Deus de que dispomos, ainda que não seja senão um véu para Aquele que está por trás. O que seja esse “Aquele”, publicamente não se pode dizê-lo. Na figura abaixo temos o Diagrama 6, destacando o sétimo Plano Cósmico.

image-2 A Casa do Nosso Pai - Por um Estudante - Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Os céus declaram a glória de Deus; e o firmamento mostra a obra de Suas mãos.” (Sl 19:1). “Na casa do meu Pai há muitas moradas.” (Jo 14:2). A versão revisada admite a seguinte leitura: “Na casa do meu Pai há muitos lugares de morada”. Continuando este versículo, Cristo nos ensina: “Vou preparar um lugar para vocês”. O sentido do texto é que na Casa de Deus – isto é, no Universo de Deus – estão as “mansões” ou “lugares de habitação” nos quais devemos habitar, se formos considerados dignos de morar com Deus.

Este texto pode ser considerado astronômico; e como muitos outros, quanto maior for o nosso conhecimento da estrutura do universo, mais claramente veremos e compreenderemos o seu significado. Embora o próprio astrônomo compreenda apenas vagamente a esmagadora grandeza da Casa do Nosso Pai, sua concepção está muito acima da ideia do observador casual.

Embora ele fosse de fato um astrônomo ousado, que não se esquivaria da tarefa de explicar este e outros textos semelhantes, ainda assim ele pode, com algum grau de inteligência, direcionar a Mente do buscador sincero para caminhos que estão resplandecentes com a glória de Deus.

Pergunte a um astrônomo, que acredita em Deus, qual é o tamanho da Casa do Nosso Pai. Instantaneamente ele verá em sua imaginação incontáveis milhões de mundos, sistemas, constelações, aglomerados e agregações em nosso universo; ou melhor, no universo visível aos olhos físicos; e ele está razoavelmente certo de que, além deste, outros universos existem, universo após universo, infinito após infinito, indescritíveis em dimensões e duração, estendem-se por um espaço insondável e infinito… Faria isso até que sua imaginação ficasse atordoada e sua Mente cambaleante gritassem: “Pare!”. Pois a Mente finita encontra aqui o incompreensível e a vastidão impensável da Natureza que desafiam o astrônomo.

Muitas vezes ouvimos a palavra “universo”. Qual é o significado dessa palavra? Evidentemente de algo muito grande, pois geralmente é o grande ponto final, algo vasto e ilimitado. O que é o universo? Podemos entender isso? Examinemos este assunto e vejamos se podemos saber alguma coisa sobre a Casa do Nosso Pai, pois certamente é conveniente usar a Mente que Deus nos deu a graça de possuir para aumentar nosso conhecimento sobre a Sua glória. Além disso, não é um pecado não usarmos nossa inteligência para conhecer tudo que pudermos sobre o grande Mestre Construtor e Suas obras, que Ele tão convidativamente espalhou diante de nós?

UMA VIAGEM CELESTIAL

Façamos na imaginação uma viagem de observação e vejamos por nós mesmos um pouco da Casa do Nosso Pai com seus muitos “lugares de morada”. Não temos tempo para detalhes, mas selecionamos imediatamente um ponto de partida. Para isso o astrônomo naturalmente se volta para o Sol, que é o grande centro de onde recebemos a luz e o calor que tornam o nosso Planeta Terra habitável para esse Mundo Físico que temos.

A questão da velocidade com que devemos viajar é mais difícil; mas assumindo que temos escolha neste assunto, em breve resolveremos este ponto tão importante. A velocidade da ferrovia, de um quilômetro por minuto, está totalmente fora de cogitação, pois nosso tempo é curto e a viagem é longa; além disso, queremos voltar a tempo de contar algo do que veremos. Existe a bala de canhão; ela viaja aproximadamente a trinta quilômetros por minuto! Mas isso também é muito lento. Temos luz? Sim, temos!

Viajaremos na velocidade inconcebível da própria luz; pois devemos viajar com velocidade infinita em uma jornada infinita e a luz viaja a 299.792.458 metros em um único segundo de tempo. Isso equivale a aproximadamente 300.000 quilômetros por segundo.

Temendo que o nosso desempenho incomum produza excitação indevida nos mundos que estamos prestes a visitar, enviaremos um mensageiro para anunciar a nossa vinda. Selecionaremos para esse propósito uma bala de canhão que viaja a uma velocidade de mais de 64.373,76 km por dia; e para que tenha bastante tempo, daremos um início de cem anos para ela. Como queremos ser perfeitamente justos em tudo o que fazemos nesta maravilhosa jornada, inclusive “começar de forma justa”, não partiremos do Sol, mas, sim, do centro desse vasto globo.

Enquanto estivermos em uma posição tão cômoda, descobriremos algo sobre as enormes dimensões do Sol. Ele é quase cento e dez vezes maior que a nossa Terra. Seu diâmetro é tão vasto que, se ele fosse uma concha, a Terra poderia ser colocada no centro e a Lua poderia viajar em sua órbita habitual; então estaria apenas a meio caminho entre a Terra e a superfície da nossa gigantesca estrela, sendo o seu diâmetro de, aproximadamente, 1.392.684 km.

NOSSA ESTAÇÃO INICIAL

A partir do centro do Sol nós direcionaremos a nossa excursão para a estrela fixa mais próxima, assumindo que todos os Planetas estão nessa direção; veremos quais serão as nossas experiências. Agora, então, tudo pronto, vamos!

Na prodigiosa velocidade em que estamos avançando, menos de três batidas do relógio e já nos encontraremos totalmente longe do Sol, a milhares de quilômetros em nosso caminho até o Planeta mais próximo, Mercúrio; em aproximadamente três minutos nós o alcançaremos. Mercúrio está a uma distância aproximada de 57.936.384 km do Sol e tem aproximadamente 4.828,032 km de diâmetro. Seu ano é igual a oitenta e oito dos nossos dias; portanto, suas estações duram apenas vinte e dois dias, se é que ele tem alguma estação; pois você deve lembrar que ele recebe uma grande quantidade de calor e luz do Sol, que para os mercurianos é duas vezes e meia maior do que é para nós, da Terra. Nossa tremenda velocidade nos transporta pelo “Mensageiro dos Deuses” tão rapidamente que não temos tempo de examiná-lo de perto; em menos de três minutos cruzaremos a órbita de Vênus!

Aqui encontraremos um mundo surpreendentemente semelhante ao nosso, em muitos aspectos. Vênus está apenas a 41.842.944 km mais perto do Sol do que nós; e como estamos a 149.668.992 km de distância, esta “mansão”, com mudanças muito moderadas nas condições de sua atmosfera, talvez seja tão habitável quanto a Terra para a vida que conhecemos.

Vênus tem apenas 321.869 km de diâmetro a menos do que a Terra (todas as distâncias aqui e dimensões são dadas em forma de números inteiros) e seu ano é igual a duzentos e vinte e cinco dos nossos dias; até onde os astrônomos sabem, a vida é tão provável em Vênus como no nosso Planeta. Mas se descobrirmos muito sobre ele, devemos contar aos astrônomos; pois estão muito ansiosos para saber mais sobre a condição de todos os Planetas.

Num instante Vênus fica para trás; olhando para trás, notamos que o Sol está ficando menor, enquanto à frente vemos duas estrelas brilhantes — ou o que aparenta ser estrelas —, uma das quais é maravilhosamente cintilante e a outra está próxima dela. Nós nos aproximamos delas com a velocidade da luz e elas logo fizeram uma oferta justa para rivalizar com o próprio Sol em brilho, pois a essa distância ele tem menos da metade do tamanho que o vimos em Mercúrio e nos dá menos de um quarto da luz e do calor que ele derrama naquele Planeta.

Em pouco mais de dois minutos alcançamos nossas duas estrelas e descobrimos que esse objeto maravilhoso é a Terra e que a estrela companheira é a Lua. Devemos ter cuidado aqui, pois se nos aproximarmos demais poderemos ser atraídos para sua superfície, como muitos meteoritos aventureiros (popularmente chamados de “estrelas cadentes”) que se aproximam demais. Mas nossa velocidade é nossa segurança. Podemos nos aproximar da superfície e a gravitação não será capaz de superar uma velocidade como a nossa.

UMA PEQUENA ESTAÇÃO DE INTERESSE

Um sentimento de admiração reverencial toma conta de nós à medida que nos aproximamos deste pequeno ponto no grande Universo de Deus, ponto que chamamos de Terra. Aqui está um pequeno mundo, talvez o único em toda a Casa do Nosso Pai onde o pecado esteja fortalecido. Acredito que seja absolutamente único neste aspecto, em toda a extensão do Seu domínio. Acreditar no contrário é duvidar da sabedoria e do amor de Deus. Mas o pecado está aqui porque veio algum dia de alguma forma; mas ele é como uma planta que deve ser “arrancada pela raiz”, pois “não foi plantada pelo Pai[1]. Então o Grande Sacrifício foi feito para que a Terra fosse reabastecida com seres dignos de serem chamados de filhos do grande Criador para que a Casa do Nosso Pai pudesse, novamente, se tornar limpa e o Universo pudesse ser restaurado como era quando veio das mãos do Grande Arquiteto. É difícil para mim acreditar que toda a Onda de Vida humana fosse digna de tal sacrifício; mas um Universo limpo é digno desse sacrifício.

Passamos pela Terra com relutância, pois aqui temos a história da vida e das provações do Filho de Deus; temos Sua promessa, Seu ensino, Seu exemplo; temos tudo que o coração do Cristão possa desejar. Aqui também está sendo encenado o grande drama do pecado e da justiça, da vida e da morte. Vemos a luta dos santos e nos perguntamos por que o julgamento demora tanto. Mas nem tudo o que vemos é negro e triste; pois Deus tem um povo aqui neste pequeno mundo. Os santos estão aqui; aqui estão aqueles que guardam todos os Mandamentos de Deus.

Os oito minutos em que nos é permitido ir do Sol à Terra já passaram e devemos partir rapidamente, se quisermos ver as dimensões gloriosas da Casa do Nosso Pai. Uma estrela brilhante surge à frente e em menos de quatro minutos nos encontramos em Marte. Nossa (aparente) estrela é o pequeno Planeta Marte, com duas pequenas luas de, aproximadamente, 8 e 11 quilômetros de diâmetro — na verdade, são pequenas mansões.

Encontramos um mundo com 6.437,376 km de diâmetro e os grandes telescópios, que deixamos para trás, podem mostrar claramente seu alto mar e continentes, seus polos nevados e suas regiões equatoriais nas quais a neve nunca aparece — tal como na nossa Terra. O dia marcial é um pouco mais longo que o nosso, mas seu ano é tão longo quanto seiscentos e oitenta e sete dos nossos dias. O Sol parece consideravelmente menor e a sua luz e calor são aproximadamente a metade que a Terra recebe, de acordo com os dados do nosso Planeta e nos quais devemos basear as nossas conclusões.

Depois de observarmos apressadamente os fatos acima, passamos pelo Planeta avermelhado e logo estamos percorrendo um grande número de pequenos mundos chamados asteroides. Aproximadamente setecentos foram descobertos desde o primeiro dia do século XIX e pode haver outros milhares que escaparam dos perspicazes astrônomos da Terra. Seu diâmetro médio é, provavelmente, inferior a quarenta quilômetros — mais mansões para bebês!

Acompanhar esses pequenos mundos tornou-se uma tarefa pesada e um grande incômodo para os astrônomos, que passam por várias dificuldades e colocar a atenção em cada um deles para entender o que é cada um, como se comportam, do que são feitos. Podemos ter a certeza de que esses “pequenos Planetas” fazem parte do grande Plano de Deus, caso contrário não estariam onde estão.

NOSSO GRANDE VIZINHO PRÓXIMO

Não temos tempo, contudo, para procurar novos asteroides, pois estamos agora prestes a visitar o “gigante do Sistema Solar”, Júpiter. Levaremos mais de meia hora para alcançá-lo vindos de Marte, ou aproximadamente quarenta e quatro minutos desde o Sol. Teremos um pouco de tempo para procurar cometas, pois podemos encontrar um a qualquer momento na jornada dele de ida ao Sol ou de volta. No entanto, os cometas não são muito importantes e apenas foram mencionados para mostrar que não nos esquecemos desses visitantes terríveis. Mas Júpiter é digno da nossa maior admiração.

Balançando em uma órbita majestosa, exigindo doze dos nossos anos para um dos seus, ele segue seu caminho majestoso, um verdadeiro gigante. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 140.012,93 km e ele tem o tamanho de mil, trezentos e nove mundos como o nosso, juntos. Ele tem oito luas[2], três das quais são maiores que a nossa; na verdade, uma delas é maior que Mercúrio e rivaliza com Marte em tamanho.

Também notamos que uma grande mudança ocorreu em nosso Sol; ele parece ter apenas um quinto do diâmetro, ou um vigésimo quinto da área, que tinha quando nós o vimos da Terra; ele fornece apenas um vigésimo quinto da quantidade de luz e calor para os jupiterianos, em relação a quanto recebemos na Terra.

Poderíamos encontrar aqui muitas coisas interessantes, se tivéssemos tempo de parar; mas a nossa tremenda velocidade nos faz percorrer Júpiter em um piscar de olhos; assim, antes de perceber nós já estamos atravessando o enorme abismo de mais de 650 milhões de quilômetros que separa as órbitas de Júpiter e do seu irmão mais velho, Saturno — a nossa próxima estação.

OS MEMBROS DISTANTES DE NOSSA FAMÍLIA

Saturno é o Planeta mais distante e facilmente visível a olho nu. Suas dimensões rivalizam com as de Júpiter. Seu diâmetro médio é de aproximadamente 119.091,46 km.

Embora seu dia e sua noite tenham apenas dez horas de duração, seu período (ano) é de vinte e nove e meio dos nossos anos, e seu volume é setecentas vezes maior que o da Terra. Ele tem nove luas[3] para lhe fazer companhia em sua vasta órbita, além do seu enorme sistema de anéis, cujo anel externo tem aproximadamente 273.588,48 km de diâmetro.

Não há algo parecido com ele no Sistema Solar presidido por aquele grande autocrata, o Sol, nem no universo, até onde sabemos; ele é ao mesmo tempo a maravilha e a admiração dos astrônomos. O Sol agora parece alarmantemente pequeno, enquanto a luz que ele envia para cá é de, aproximadamente, um octogésimo daquela recebida pela Terra. Não podemos demorar, por mais interessante que seja este “lugar de permanência”: iremos nos apressar para Urano.

Uma distância de quase 2.414.016 km separa esses dois Planetas e será necessária mais de uma hora e um quarto para nos levar até Urano, enterrado no espaço como está, a quase 2.896.819.200 km do Sol, do qual nos separamos recentemente.  Vamos simplesmente nos acomodar confortavelmente para nosso voo através desta extensão poderosa.

Ué! O que é que foi isso? Ora, é o nosso mensageiro, a bala de canhão! Ela deixou o Sol há cem anos, embora tenha passado menos de uma hora e meia desde que partimos nas asas da luz. Isso é muito surpreendente — para qualquer um que seja um astrônomo. Em uma única batida do relógio do nosso mensageiro está 299.337,984 km atrás de nós e de agora em diante devemos passar despercebidos.

Quando tivermos cruzado esse grande abismo, descobriremos que Urano tem 51.499,008 km de diâmetro e é tão grande quanto sessenta e cinco Terras. Seu dia e sua noite têm em torno de 17 horas de duração Ele tem quatro luas[4] e são necessários oitenta e quatro dos nossos anos para ver sua idade aumentar um único ano. Não temos tempo para estudar a rotação axial maravilhosamente peculiar desse Planeta distante — para nosso pesar e o dos astrônomos na Terra, que estão tão interessados nele e sabem tão pouco sobre.

Outro mergulho poderoso e encontraremos a sentinela — o outro guarda, por assim dizer — Netuno. Descansaríamos aqui por alguns minutos se pudéssemos, pois estamos na fronteira do grande esquema de mundos.

Encontramos Netuno e vemos que ele é oitenta e cinco vezes maior que a Terra; são necessários cento e sessenta e quatro dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem apenas uma lua[5]. Sua vasta órbita tem 8.986.576.896 km de diâmetro.

Não queremos desencorajar o nosso amigo e mensageiro, a bala de canhão, mas ele levaria duzentos anos para cruzar a tremenda distância do Sol até Netuno; um trem viajando a 1,609 km por minuto — sem paradas — demoraria dez mil anos para percorrer essa órbita poderosa.

O astrônomo mostra pelo telescópio que Netuno existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Netuno não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

A Lei de Bode em astronomia não é mais que uma lei de números, uma lei das relações numéricas que existem entre os Planetas e o Sol do nosso Sistema Solar, pela qual as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.

Max Heindel comenta a Lei de Bode no livro Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Escrevemos em uma Tabela as colunas com o nome de todos os Planetas (incluindo Netuno).

Escrevemos na primeira linha uma Progressão geométrica de razão 2, começando com Zero em Mercúrio e assim por diante.

Escrevemos na segunda linha o resultado da multiplicação de cada parcela da primeira linha por 3.

Escrevemos na terceira linha uma constante “4”, começando com 4 em Mercúrio.

Escrevemos na quarta linha o resultado da soma da segunda linha com a terceira linha.

Por fim, Escrevemos na quinta linha o resultado obtido na quarta linha dividido por 10.

Agora vamos ver qual é a distância entre o Planeta e o Sol medida pela ciência em Unidades Astronômicas (que é um padrão adotado pela ciência, sendo que Uma Unidade Astronômica é a distância entre a Terra e o Sol, ou seja: 150 bilhões de metros):

Colocamos, de novo, o nome dos Planetas; em seguida a distância de cada Planeta ao Sol, medida em Unidades Astronômicas.

E, finalmente, a distância de cada Planeta ao Sol segundo a Lei de Bode. Veja que para os Planetas de Mercúrio a Urano os 2 valores batem. E comparando com a Lei de Bode vemos que só para Netuno que os valores não batem.

Netuno pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Netuno, encontramos mais um Planeta, Plutão. Vemos que ele é cinco vezes menor que a Terra em diâmetro; são necessários cerca de duzentos e quarenta e oito dos nossos anos para ter um dos anos dele. Ele tem cinco luas.

Também aqui, o astrônomo mostra pelo telescópio que Plutão existe e pensa ter provado que a Religião não sabe do que fala quando afirma que há sete Planetas no Sistema Solar.

O Místico, no entanto, aponta para a Lei de Bode (do astrônomo alemão Johann Elert Bode) como justificativa de sua afirmação de que Plutão também não pertence realmente ao nosso Sistema Solar.

Como vimos acima, a Lei de Bode enuncia que “as distâncias entre os Planetas e o Sol ocorrem segundo uma progressão numérica definida.”

Assim se fizermos uma Tabela com essas dimensões e compararmos essa Tabela com uma outra que mostra a distância entre o Planeta e o Sol medida pela Ciência em Unidades Astronômicas (UA):

Fica fácil que como Netuno, para Plutão os valores não batem! Assim, como Netuno, Plutão pertence a um Sistema Solar vizinho ao nosso! Tanto que suas influências são sentidas apenas por pessoas já com um nível de desenvolvimento Crístico elevado. Para as demais pessoas o que sobra é uma dificuldade enorme em não cair na tentação pelas influências adversas que esse Planeta propõe.

Depois de deixarmos Plutão teremos passado pelo último dos Planetas, até onde sabemos; no máximo podemos apenas esperar encontrar um desses andarilhos celestes, um cometa, fazendo sua peregrinação regular, vindo do Sol ou indo para ele — pois todos os cometas periódicos devem visitá-lo em períodos regulares para relatar, por assim dizer, que ainda são fiéis e não o abandonaram por um dos seus poderosos vizinhos.

Ficamos completamente perplexos ao lidar com essas vastas dimensões; elas deixam de ter um significado e, para que não esqueçamos, ao lidar com as magnitudes gigantescas dos Planetas, é bom lembrar que o Sol é mais de setecentas vezes maior do que todos eles juntos. Nosso Sol agora nos causa preocupação, pois ele não nos mostra mais um disco, sendo apenas um ponto de luz; como Sol não o conhecemos.

Claro que ele é muito mais brilhante do que qualquer estrela que possamos ver, mas sua luz e calor são apenas uma nona centésima parte do que recebemos na Terra. Nesse ritmo, tememos perdê-lo completamente. Aproximadamente quatro horas e um quarto se passaram desde que deixamos o Sol e estamos tão longe que já começamos a ficar solitários!

APENAS UM VISLUMBRE ATÉ AGORA

Talvez, leitor, tenhamos viajado rápido demais para você. Talvez você se arrependa, pensando que viu a Casa de Deus. O quê! Esta é a Casa de Deus? Diremos que isso é digno d’Ele? — Não, não. Pois na Casa do Nosso Pai há “muitas moradas” e neste ponto ainda estamos na nossa soleira.

Vamos parar por um momento no membro mais externo da grande família do nosso Sol, antes de voarmos através do vasto abismo que nos separa do vizinho mais próximo do nosso Sol, Alpha Centauri[6], uma estrela que está apenas a metade da distância dos nossos quatro vizinhos mais próximos.

Olhando para trás, a Mente humana é sobrecarregada pela imensa magnitude dos Mundos pelos quais passamos; as enormes distâncias que se encontram entre eles são incompreensíveis para a Mente humana e nós nos encolhemos diante da eternidade do espaço diante de nós. Vasto como é o sistema compreendido dentro da órbita de Netuno e Plutão, eles são apenas como um grão de areia na costa deste oceano da eternidade no qual agora nós nos lançaremos.

Até agora temos contado o tempo da nossa jornada, voando na velocidade da luz como estamos, em segundos, minutos e horas. Mas agora isso não basta; precisamos lidar com dias, semanas, meses e anos, pois o nosso próximo ponto de parada exigirá mais de quatro anos para ser alcançado, enquanto as estrelas mais remotas exigirão séculos ou até milênios.

EM ESPAÇOS MUITO DISTANTE

O Sistema Solar por si só já basta para declarar a glória de Deus e despertar nossos pensamentos lentos para contemplar Seu poder e Sua sabedoria onipotentes. Mas nenhum limite pode ser imposto à Casa do nosso Pai: a imponente grandeza, as incríveis agregações de milhares e milhares e milhões de sóis (pois cada estrela é um Sol), dispostos em pares, grupos e aglomerados, mantidos em seus lugares pelas grandes Leis de Deus, todos se movendo na mais perfeita harmonia, todos em seus lugares designados, não em estado de repouso, de estagnação, pois toda a natureza está em ação — pois as estrelas estão voando em seus caminhos designados com uma velocidade surpreendente. Nossa própria estrela, o Sol, está se movendo a cerca de 19 quilômetros por segundo em direção a um determinado ponto no céu, enquanto outras são conhecidas por terem velocidades de até 320 quilômetros ou mais em um único segundo.

Algumas se aproximam, outras se afastam, e outras ainda se movem em outras direções; contudo, tão vasto é o abismo entre nós que centenas, talvez milhares de anos, devem transcorrer antes que possamos detectar o menor aumento ou diminuição de sua luz a olho nu.

A olho nu, mesmo nas condições mais favoráveis, não conseguimos ver mais de cinco mil estrelas em todo o céu; mas nunca conseguimos ver mais da metade do céu de uma só vez, e nunca vemos as estrelas mais tênues perto do horizonte, de modo que talvez nunca vejamos duas mil ao mesmo tempo. Um bom binóculo aumentará esse número a um grau surpreendente, enquanto um bom telescópio — digamos, com um diâmetro de cinco polegadas ou mais — revelará milhões de estrelas das profundezas do espaço.

Na constelação de Hércules, há um pequeno ponto de luz, quase invisível até para o olho mais atento, aparentemente apenas um décimo do tamanho da Lua, e ainda assim, esse pequeno ponto é um aglomerado que Keeler[7] estimou conter quarenta mil sóis! Esses sóis podem ser menores ou mais fracos que o seu, mas podem superá-lo em tamanho e esplendor. Os astrônomos não podem afirmar nada a respeito neste caso, mas existem estrelas que são reconhecidamente muito mais brilhantes que a nossa, enquanto outras não são nem de perto tão grandes. Acredita-se que o nosso Sol não seja menor que a média das estrelas em tamanho e brilho.

Os astrônomos costumam lidar com distâncias incompreensíveis comparando a velocidade de trens, balas de canhão e coisas do gênero; mas, embora essas comparações possam nos dar alguma ideia do Sistema Solar, elas são inúteis quando lidamos com o espaço estelar.

UMA COMPARAÇÃO ENTRE O NOSSO SISTEMA SOLAR O SOL MAIS PRÓXIMO, ALPHA CENTAURI

Tentarei fazer uma comparação que possa nos trazer à mente, de forma clara, um desses vastos intervalos entre as estrelas — o que separa nossa estrela, o Sol, de nossa vizinha, Alfa Centauri. Essa estrela, embora seja a mais próxima de todas, está a cerca de quarenta milhões de quilômetros de distância. Imagine uma ferrovia ligando a Terra a essa estrela.

Sabemos que há uma estimativa que o total de ouro e prata em circulação no mundo é inferior a onze bilhões de dólares. À taxa de vinte quilômetros por centavo, essa quantia não nos levaria nem a milhares de milhões de milhões de quilômetros dessa estrela. Isso é absolutamente sem sentido para a Mente do leigo ou do astrônomo. A Mente humana falha nesse ponto tão completamente como se a distância fosse mil vezes maior. Podemos entender, mas não podemos compreendê-lo.

Para ilustrar, imaginemos o nosso Sol reduzido de um vasto globo com 1,4 milhões de quilômetros de diâmetro para uma esfera com 2,7 metros de diâmetro. Em seguida, imaginemos que todos os Planetas e todo o espaço se reduzissem exatamente às mesmas proporções; então a nossa Terra estaria a menos de 305 metros do Sol e teria apenas uma 2,6 centímetros de diâmetro, enquanto o nosso vizinho mais próximo, Alpha Centauri, estaria, nesta mesma escala, a quase 81 mil quilômetros de distância!

Outra forma de expressar o mesmo pensamento seria dizer que a distância do nosso Sol (ou da Terra) à estrela mais próxima é tantas vezes 81 mil quilômetros quanto o tamanho da nossa Terra em comparação com uma bola de gude de bom tamanho; ou, para cada bola de gude necessária para formar um Mundo tão grande quanto o nosso, Alpha Centauri está a 81 mil quilômetros de distância. Será que os céus começam a mostrar a Glória de Deus quando contemplamos o Seu tesouro?

Continuaremos nossa jornada agora, e novamente nas asas da luz estamos nos afastando a uma velocidade de 1,1 bilhão de quilômetros por hora. Algumas horas, e o último Planeta do Sistema Solar terá desaparecido de vista. Vemos apenas o nosso Sol, e neste ponto ele brilha mais do que qualquer outro corpo em todo o universo visível. Em cerca de dois anos e um quarto, estaremos no ponto intermediário, e então, se o nosso Sol e Alpha Centauri tiverem o mesmo tamanho e brilho, ambos parecerão iguais. A estrela brilhante Sirius, e todas as outras estrelas, parecerão mais ou menos como são vistas da Terra. Em pouco mais de quatro anos (medidas recentes indicam uma distância um pouco maior), estaremos no meio do sistema de Alpha Centauri.

Veríamos o nosso Sol como uma estrela de primeira magnitude, mas os Planetas seriam completamente invisíveis, mesmo no telescópio mais poderoso já construído pelo ser humano. Provavelmente, seria necessário um telescópio com 7,3 metros de diâmetro (e cerca de 152 metros de comprimento) para mostrar até mesmo o gigante Júpiter a essa distância. Sendo assim, podemos facilmente entender por que não conseguimos ver os Planetas orbitando seus sóis centrais.

Se a pergunta for feita, como então os astrônomos sabem da existência de outros mundos ao redor de outros sóis? Não posso dar uma explicação aqui, mas eles sabem disso sem vê-los! De fato, os companheiros de Sirius e Procyon foram descobertos anos antes de serem vistos, pelos movimentos (perturbações, como os astrônomos os chamam) de suas estrelas primárias brilhantes, e até mesmo as posições desses companheiros até então invisíveis foram calculadas corretamente!

Se continuássemos nossa jornada, veríamos o nosso Sol diminuir até se tornar um mero ponto de luz cintilante e, finalmente, desaparecer por completo.

UMA VIAGEM PELO UNIVERSO: EXISTE UM LIMITE?

Há uma crença crescente de que o Universo que vemos tem limites! Os astrônomos sempre defenderam que cada aumento na potência e na duração da exposição dos telescópios fotográficos acrescentasse muitas novas estrelas às já conhecidas; mas parece que em certas regiões as exposições longas acrescentam poucas estrelas e há muitos astrônomos muito eminentes acreditando que, em algumas direções, os telescópios fotográficos praticamente penetraram, se não realmente, no espaço vazio! Assim, o lamentoso Simon Newcomb[8] disse: “Essa coleção de estrelas que chamamos de Universo é limitada em extensão”.

Isso perturba completamente a antiga crença de um Universo contínuo e ininterrupto. Sabemos que o tempo nunca começou e nunca terminará; o mesmo deve ser verdade para o espaço. É impensável, então, que a “coleção de estrelas” que vemos ou quase podemos ver, por mais vasta que seja, inclua todo o espaço que está ocupado; não importa quão grande possamos conceber que essa “coleção” seja, ela é nada para o espaço, esteja ele ocupado ou desocupado.

Isso naturalmente nos leva à alta probabilidade, quando não há certeza, de outras agregações que não foram enumeradas e podem estar além dos números — um número infinito no espaço infinito, como um oásis no deserto. Isso não parece ser totalmente irracional; pois vemos entre as estrelas que conhecemos uma forte tendência a se aglomerar ou formar grupos. Observamos a olho nu as Plêiades[9], Orion[10] e outros grupos, enquanto o telescópio revela aglomerados e muitos enxames de estrelas em todas as direções. A Via Láctea é um exemplo em escala colossal.

A recente descoberta de Kapteyn[11] mostra que a grande maioria das estrelas tem uma forte preferência por se moverem em duas grandes correntes, em direção a e a partir de duas regiões quase opostas. Isso foi confirmado por vários outros astrônomos, utilizando materiais diferentes como movimentos estelares, mas obtendo resultados praticamente idênticos; e é geralmente aceito pelos astrônomos, o que parece confirmar a teoria de agrupamento sugerida acima.

Resumidamente e com efeito, é como se dois grandes aglomerados, que estão além do nosso poder de numeração, estivessem viajando no espaço “na estrada do Rei” e se encontrassem; as estrelas individuais de um grupo passam entre os membros do outro grupo e ambos os grupos, como um só, ocupam a mesma parte do espaço. Que encontro! Que passagem! Que possibilidades! Imediatamente imaginamos colisões, destruição e caos; mas quando pensamos que Deus está no comando o medo desaparece.

Voando em seus percursos ilimitados a muitos quilômetros em cada segundo de tempo, esses incontáveis milhões de sóis com seus Mundos[12] acompanhantes são milhões de anos desconhecidos passando entre si e além uns dos outros, em seu progresso majestoso — a marcha das eras. E depois? Irão eles vagar por outros aglomerados como os navios navegam no mar, ou através de outros grupos desconhecidos para nós, durante uma eternidade, indo para regiões do espaço e para distâncias nunca sonhadas pelo ser humano mortal? Deus está no comando.

QUANTOS? COMO?

Os astrônomos são frequentemente questionados sobre quantas estrelas existem no céu. Eles não sabem. Um eminente astrônomo inglês muito recentemente, em um discurso presidencial, disse sobre este assunto: “Talvez não seja excessivo imaginar que ainda hoje se possam contar mil milhões”. Um astrônomo e matemático francês, assumindo que um décimo da luz que recebemos à noite vem das estrelas (e podemos enxergar bem o suficiente para seguir estradas e distinguir objetos à noite sem a ajuda da Lua e, claro, pela luz das estrelas), por meio de cálculos, mostra que recebemos essa luz de nada menos do que 66 bilhões (66 mil milhões) de estrelas, não contando aquelas mais fracas do que a 17ª magnitude e nossos maiores telescópios nos mostrarão estrelas até a 18ª magnitude ou até menos. Há muito tempo o Senhor disse a Abraão: “Olha agora para o céu e conte as estrelas, se puder[13]. O desafio ainda está aberto; mas “Ele conta o número das estrelas; Ele chama todas pelos seus nomes[14]. Na verdade, “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos[15]; é só o tolo quem “diz no seu coração: Deus não existe”. Outros mundos são habitados? Os astrônomos não sabem; mas “vinde agora e raciocinemos juntos”. Sabemos que a Lua não tem atmosfera e que todos os seres vivos, tanto vegetais como animais, precisem de ar. O dia e a noite lá duram duas semanas e não há atmosfera para proteção contra o Sol escaldante, nem nuvens durante o dia que poderiam reter o calor e proteger do frio intenso da longa noite lunar. A vida como a conhecemos não pode existir na Lua. Em alguns Planetas isso nos parece problemático; Júpiter, por exemplo. Mas com os milhares de milhões de Mundos em mente, criados para algum propósito, devemos concluir que: ou a vida é natural e universal ou a vida na Terra é uma aberração fantástica. Mas isso é inconsistente com o bom senso. É um absurdo. Se esses inúmeros mundos não servem para algum tipo de vida, para que servem?

Nossos sonhos e concepções mais loucas do poder do Criador nos envergonham com sua insignificância. A realidade nos oprime, nossas Mentes e Corações adoecem com o conhecimento dessa infinidade de grandeza. Eis que este é o Deus do astrônomo! Totalmente atordoados e oprimidos pela grandeza e imensidão da Casa de nosso Pai, perplexos e desesperadamente abatidos pelo pensamento de nosso nada, lemos com nova compreensão as palavras do poeta hebreu.

Quando considero os céus, obra dos Teus dedos, a Lua e as estrelas que ordenaste; o que é o ser humano, para que Te lembres dele? E o Filho do Homem, para que o visites?” (Sl 8:3-5). Mas que conforto é saber que nem mesmo um pardal pode cair na terra sem o Seu conhecimento (Mt 10:29-30), e que somos mais do que muitos pardais! Os caminhos de Deus não são os nossos caminhos; e depois dos pensamentos com os quais temos lidado, talvez percebamos mais plenamente o que significa quando Deus nos diz: “‘Os meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os seus caminhos são os Meus caminhos’, diz o Senhor. ‘Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos’” (Is 55:8-9).

Quão estranho parece que aos seres humanos a quem Deus dotou com uma Mente para compreender esses poderosos problemas, possam ignorar levianamente ou desconsiderar completamente as Leis do Criador e o Sacrifício do Seu Filho pela frivolidade e pelo pecado que nos cercam em toda parte! Eles são loucos. “Pai, perdoe-os; porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34).

SUA TERRÍVEL INFINITUDE

Não posso fazer melhor do que citar as palavras do poeta alemão Richter, em seus pensamentos sublimes sobre esse assunto. “Deus chamou dos sonhos um homem no vestíbulo do Céu, dizendo: ‘Venha cá e veja a glória da Minha Casa’. E para os servos que estavam ao redor do Seu Trono, Ele disse: ‘Peguem-no e retirem dele suas vestes de carne; limpem sua visão e coloque um novo fôlego em suas narinas; toquem seu coração humano — o coração que chora e treme’. Foi feito; e com um poderoso Anjo para seu guia o ser humano estava pronto para sua viagem infinita; e dos terraços do Céu, sem som ou despedida, eles se afastaram para o espaço sem fim. Às vezes, com o voo solene da asa do Anjo, eles fugiam pela escuridão através do deserto da morte, que divide os mundos da vida; às vezes, eles varriam as fronteiras que estavam acelerando sob os movimentos proféticos de Deus. Então, a uma distância que é contada apenas no Céu, a luz ocorreu por um tempo através de um filme sonolento; por ritmo inalterável a luz varreu-lhes, eles, por ritmo inalterável, para a luz. Em um momento, a corrida dos Planetas estava com eles; em um momento, o arremesso de sóis estava ao seu redor.

“Então vieram eternidades de crepúsculo que revelaram, mas não foram reveladas. À direita e à esquerda, em direção a constelações poderosas que, por autorrepetições e respostas de longe, por contraposições construídas por portas triunfais cujas arquitraves e arcadas — horizontais e verticais — repousavam, elas, as eternidades subiam em altura — isso parecia fantasmagórico desde o infinito. Sem medida eram as arquitraves, além dos números eram as arcadas, além da memória, os portões. Dentro havia escadas que escalavam as eternidades abaixo; acima estava abaixo e abaixo estava acima para o ser humano despojado do corpo gravitacional; a profundidade foi engolida por uma altura intransponível, a altura foi engolida por uma profundidade insondável. De repente, enquanto rolavam do infinito ao infinito; de repente, enquanto se inclinavam sobre mundos abismais, um grito poderoso surgiu — que sistemas mais misteriosos, que mundos mais ondulados! — outras alturas e outras profundezas estavam chegando, estavam se aproximando, estavam próximas…

“Então o ser humano suspirou e parou, estremeceu e chorou. Seu coração sobrecarregado se pronunciou em lágrimas, e ele disse: ‘Anjo, não irei mais longe, pois o espírito do ser humano sofre com sua infinidade. Insuportável é a glória de Deus. Deixe-me deitar-se na sepultura e me esconder da perseguição do Infinito; pois o fim, eu vejo, não existe’. E de todas as estrelas ouvintes que brilhavam ao redor surgiu uma voz em coral: ‘O ser humano fala a verdade; final não há qualquer um do qual já tenhamos ouvido falar’. ‘Fim, não há um?’, o Anjo exigiu solenemente. ‘Será que realmente não há fim? É essa a tristeza que te mata?’. Mas nenhuma voz respondeu, para que ele mesmo pudesse responder. Então o Anjo ergueu suas mãos gloriosas para o Céu dos céus, dizendo: ‘Não há fim para o universo de Deus. Eis que também não há começo!”.

Terminemos a nossa jornada. Não estivemos longe. Não tive a intenção de ir muito além das nossas portas, por assim dizer; então, retornemos ao nosso pequeno lar atual que chamamos de Terra e deixemos que as lindas e cintilantes estrelas — as estrelas gentis, amáveis ​​e amorosas, parecem-me, com seus mundos que as acompanham — girem e brilhem em espaço sem limites, enquanto uma nova luz — a luz do universo de Deus — brilha sobre Sua palavra e nos leva de volta ao tempo em que “no princípio Deus criou os céus e a terra” (Gn 1:1) ou quando as “estrelas da manhã cantam juntas” (Jo 38:7); assim, avançamos para o tempo em que haverá um “novo Céu e uma nova Terra” ( Ap 21:1) e os vencedores herdarão o Reino. Afinal: “Na casa do Meu Pai há muitas moradas” (Jo 14:2)

FIM


[1] N.T.: Mt 15:13

[2] N.T.: em 1916

[3] N.T.: em 1916. Em 2025: 145 luas conhecidas

[4] N.T.: em 1916. Em 2025: 27 luas conhecidas

[5] N.T.: Em 2025: 14 luas conhecidas

[6] N.T.: Alpha Centauri (α Centauri, α Cen) é o sistema estelar mais próximo do Sistema Solar, a uma distância de 4,37 anos-luz (1,34 parsecs) do Sol. Consiste de três estrelas unidas gravitacionalmente: o par Alpha Centauri A (também conhecida como Rigil Kentaurus) e Alpha Centauri B (também conhecida como Toliman), duas estrelas brilhantes e próximas no céu, e uma anã vermelha pequena mais afastada, Alpha Centauri C (também chamada de Proxima Centauri). A olho nu, os dois componentes principais são vistos como um ponto único de luz com magnitude aparente visual de -0,27, formando a estrela mais brilhante da constelação de Centaurus e a terceira mais brilhante do céu noturno, superada apenas por Sirius e Canopus. É visível de todo hemisfério sul, sendo circumpolar a sul do paralelo 29 S.

[7] N.T.: James Edward Keeler (1857-1900) foi um astrônomo estadunidense. Foi o primeiro a descobrir um pulsar, em 1899.

[8] N.T.: (1835-1909) foi um astrônomo e matemático americano-canadiano. Escreveu sobre economia e estatística, além de ser o autor de um livro de ficção-científica.

[9] N.T.: As Plêiades (Messier 45), conhecidas popularmente como sete-estrelo e sete-cabrinhas, são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45, são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades têm vários significados em diferentes culturas e tradições.

[10] N.T.: Orion ou Oríon é uma das oitenta e oito constelações modernas. O genitivo, usado para formar nomes de estrelas, é Orionis. Está localizada no equador celeste e, por este motivo, é visível em praticamente todas as regiões habitadas da Terra. A época mais favorável para sua observação se dá principalmente nas noites de verão no hemisfério sul, ou inverno no hemisfério norte, em dezembro e janeiro.

[11] N.T.: A Estrela de Kapteyn é uma anã vermelha a cerca de 12,83 anos-luz (3,93 pc) da Terra na constelação austral de Pictor. Com uma magnitude aparente visual de 8,85, é visível somente através de binóculos ou telescópios. É a estrela do halo galáctico mais próxima conhecida e, também, a segunda estrela com o maior movimento próprio de todo o céu, atrás da Estrela de Barnard. Em 2014, foi anunciada a descoberta de dois planetas orbitando a Estrela de Kapteyn.

[12] N.T.: Por exemplo: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, como é o caso do nosso Sistema Solar.

[13] N.T.: Gn 15:5

[14] N.T.: Sl 147:4

[15] N.T.: Sl 19:1

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia Científica e Simplificada – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Max Heindel, considerado por alguns o maior espiritualista ocidental do século XX, oferece um método simples e prático de levantar horóscopo utilizando a Astrologia Rosacruz, que traz a arte e o ofício para o domínio de qualquer pessoa que saiba fazer matemática básica. Você vai aprender a interpretar as Casas do Zodíaco, a lidar com fusos horários, a entender os Signos Ascendentes, a calcular as posições dos Astros, etc.

Há 2 meios de você acessar esse Livro:

1.Em formato PDF (para download):

Astrologia Científica e Simplificada – Introdução – O Valor Prático da Astrologia 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo I – Os Planetas – Os Sete Espíritos diante do Trono – Parte 1 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo I – Os Planetas – Os Sete Espíritos diante do Trono – Parte 2 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo II – O Tempo e o Lugar como Fatores no Cálculo do Horóscopo – Parte 1 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo II – O Tempo e o Lugar como Fatores no Cálculo do Horóscopo – Parte 2 

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo III – Os Signos e as Casas – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo III – Os Signos e as Casas – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo IV – O Signo Ascendente e as Doze Casas – Parte 3

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 1

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 2

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 3

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 4

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 5

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 6

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo V – Como Calcular as Posições dos Astros – Parte 7

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo VI – Os Aspectos

Astrologia Científica e Simplificada – Capítulo VII – Como fazer o Índice

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INTRODUÇÃO – O VALOR PRÁTICO DA ASTROLOGIA

Há um lado da Lua que nunca vemos; contudo, essa metade oculta é um fator tão poderoso em causar o fluxo e refluxo das marés da Terra, tanto quanto o é a parte visível da Lua. De maneira análoga, há uma parte invisível do ser humano que exerce uma poderosa influência na vida, e como as marés são medidas pelo movimento do Sol e da Lua, assim também, as possibilidades da existência são medidas pelos Astros que circulam, podendo, portanto, serem chamados de “Relógio do Destino”, e a importância desse conhecimento é de um poder imenso, pois para o astrólogo competente o horóscopo revela todos os segredos da vida.

Por conseguinte, quando você entrega a um astrólogo a data do seu nascimento, você deu a ele a chave do mais íntimo da sua alma, e não há segredo que ele não possa desvendar, pesquisando cuidadosamente. Esse conhecimento pode ser usado tanto para o bem como para o mal, tanto para ajudar como para prejudicar, de acordo com a natureza do astrólogo. Somente a um amigo considerado bom, fiel e experimentado deve ser confiado essa chave da sua alma, e nunca deve ser entregue a alguém que tenha condições suficientes para prostituir uma ciência espiritual por meio de ganhos materiais.

Para um ou uma profissional de saúde, a Astrologia Rosacruz é de valor inestimável no diagnóstico de doenças ou enfermidades e na prescrição de remédios, pois, ela revela a causa oculta de todos os distúrbios do corpo ou de todas as doenças e enfermidades. Essa fase da ciência é abordada no livro “A Mensagem das Estrelas”, que fornece muitos horóscopos para demonstrar como as indicações de várias doenças e enfermidades aparecem na escrita astral. O autor diagnostica, infalivelmente, por esse método, os distúrbios do corpo, as doenças e enfermidades dos pacientes de várias partes do mundo e o amor também iluminará o caminho para todos aqueles que almejam seguir os passos de Cristo como curadores dos enfermos e dos doentes.

Se você é um pai, uma mãe ou um responsável por uma criança, o horóscopo irá lhe ajudar a identificar o mal latente na criança e lhe ensinar a aplicar as medidas preventivas. Também lhe mostrará os aspectos bons, para que você possa ajudar essa criança, que foi confiada aos seus cuidados, a ser uma pessoa melhor. Revelará as fraquezas do organismo dela e habilitará você a preservar a saúde da criança; mostrará que talentos ela possui e como a vida pode ser vivida em sua plenitude. Portanto, a mensagem dos Astros em movimento é de máxima importância e, pelo que temos demonstrado sobre o grande perigo de se fornecer os dados de nascimento a qualquer pessoa, só nos resta uma saída: cada um de nós estudar pessoalmente essa ciência.

Esse livro e o método simplificado que ele contém para levantar um horóscopo, de maneira completamente científica, é publicado para possibilitar que qualquer pessoa que saiba somar e subtrair possa fazer todos os cálculos e atividades sozinha, em vez de confiá-los a outra pessoa. Desse modo, a pessoa obterá um conhecimento mais profundo das causas que atuam em sua vida, ao invés de confiar naquilo que qualquer astrólogo profissional desconhecido possa lhe oferecer.

CAPÍTULO I

OS PLANETAS:  OS SETE ESPÍRITOS DIANTE DO TRONO

A Teoria Nebular explica com uma maravilhosa engenhosidade, do ponto de vista material, de como um Sistema Solar constituído do Sol e dos Astros pode ser formado a partir de uma névoa ígnea central, desde que essa névoa ígnea seja posta em movimento. Para alguém que não conhece sobre a névoa ígnea, pode julgá-la desnecessária como início de tudo, no entanto, como demonstrado por Herbert Spencer, que rejeitou a teoria nebular porque implica um Argumento da causa primeira[1], porém, não foi capaz de enunciar uma hipótese além dessa que é uma imperfeição questionável que reduz ou dificulta o convencimento, segundo ele. Assim, a teoria científica da origem de um Sistema Solar coincide com o ensino religioso de um Argumento da causa primeira, chame-a de Deus ou de qualquer outro nome, que é a inteligência superior que ordena o caminho das esferas em movimento, visando um fim e um objetivo definido. Talvez, nós não sejamos ainda capazes de perceber totalmente esse fim, mas em nosso planeta e a nossa volta, se observarmos não podemos deixar de notar que um desenvolvimento ordenado de todas as coisas rumo à perfeição, e pode se inferir que um processo semelhante de evolução deve estar em andamento em todos os demais Planetas, naturalmente variando em consonância com as diversas condições existentes em cada um deles.

O ensinamento místico sobre a formação de um Sistema Solar está de acordo com a Teoria Nebular que afirma que os anéis foram lançados da massa central do Sol formando, em sucessão, os vários Planetas, sendo que os mais distantes do Sol foram os primeiros a serem formados, enquanto Vênus e Mercúrio, os mais próximos do Sol, foram formados por último.

Por trás de cada ato existe um pensamento, e por trás de cada fenômeno visível há uma causa invisível. Portanto, na formação dos Planetas em um Sistema Solar, há uma razão espiritual para formação deles, bem como uma explicação material.

Podemos considerar a névoa ígnea central como a primeira manifestação visível do Deus Trino, o Senhor dos Exércitos[2], em Quem contém dentro de Seu Ser uma multidão de outros seres em diferentes estágios de desenvolvimento. As diversas necessidades desses seres exigem diferentes ambientes externos. Com a finalidade de proporcionar as condições apropriadas, vários Planetas foram lançados da massa central, sendo cada um diferentemente constituído e cada um tendo uma condição climática diferente dos demais. Contudo, eles estão todos no Reino de Deus, o Sistema Solar. “N’Ele vivem, se movem e têm o seu ser” no sentido mais literal, pois todo o Sistema Solar pode ser considerado como o corpo de Deus e os Planetas como os órgãos naquele corpo, animados por Sua Vida, movendo-se em Sua Força e de acordo com Sua Vontade.

Cada Planeta visível é a incorporação de uma grande e exaltada inteligência espiritual; essa é o ministro de Deus naquele departamento de Seu Reino, se esforçando para cumprir a Sua Vontade, focando no bem supremo[3], apesar do mal temporário.

Esses Espíritos Planetários exercem uma influência particular sobre os seres que evoluem no Planeta, que é a incorporação d’Eles, mas também exercem uma influência sobre os seres em evolução em outros Planetas, de acordo com o desenvolvimento alcançado por tais seres. Quanto mais baixo um ser se encontra na escala evolutiva, mais poderosos são os efeitos das influências planetárias; e quanto mais elevado, mais sábio e mais individualizado for um ser, mais capacitado estará em moldar o seu próprio curso e estará menos sujeitos às vibrações astrais. É por isso que a Astrologia Rosacruz nos ajuda, quando aplicada diariamente a nossa vida. Ela nos fornece um conhecimento das nossas fraquezas e as tendências para o mal em nossa natureza; ela nos mostra forças nossas qualidades ou nosso estado de ser forte, seja na capacidade de esforço ou na resistência e os momentos na nossa vida aqui mais propícios para o desenvolvimento de maior potência para o bem. Em todas as Religiões ouvimos falar dos Sete Gênios Planetários: o Hindu fala de Sete Rishi, a Persia de Sete Ameshapentas, o Maometano de Sete Arcanjos e a nossa Religião Cristã tem os seus Sete Espíritos diante do Trono.


[1] N.T.: O Argumento da causa primeira ou Argumento cosmológico é um raciocínio filosófico que visa buscar uma causa primeira (ou uma causa sem causa) para o Universo. Por extensão, esse argumento é frequentemente utilizado para a existência de um ser incondicionado e supremo, identificado como Deus.

A premissa básica é que, já que há um universo em vez de nenhum, ele deve ter sido causado por algo ou alguém além dele mesmo. E essa primeira causa deve ser Deus. Esse raciocínio baseia-se na lei da causalidade, que diz que toda coisa finita ou contingente é causada agora por algo além de si mesma.

Esse argumento é tradicionalmente conhecido como argumento a partir da causalidade universal, argumento da causa primeira, argumento causal ou o argumento da existência. Qualquer que seja o termo empregado, há três variantes básicas do argumento cosmológico, cada uma com distinções sutis, mas importantes: os argumentos da causa (causalidade), da essência (essencialidade), do devir (tornando-se), além do argumento da contingência. Esse raciocínio tem sido utilizado por vários teólogos e filósofos ao longo dos séculos, desde a Grécia Antiga com Platão e Aristóteles, passando pela Idade Média com São Tomás de Aquino.

[2] N.T.: Designação de Deus no Antigo Testamento (por exemplo em ISm 1:3)

[3] N.T.: o único bem que é desejável por si mesmo (como um fim em si mesmo) e não por causa de outra coisa (como um meio para algum outro fim).

O astrônomo moderno separa o aspecto espiritual da ciência celestial, a Astrologia, que ele expressa o seu desprezo como “uma superstição notória”, da fase material, a Astronomia, considerando oito Planetas iniciais[1] em nosso Sistema Solar – Netuno, Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus, Mercúrio. Ele demostra, por meio do telescópio, que os Planetas existem e com isso ele pensa que conseguiu provar que a Religião nada sabe a esse respeito quando afirma que existem sete Planetas no Sistema Solar. No entanto, o Místico ressalta a Lei de Bode[2] como que justificando a sua afirmação de que Netuno não pertence realmente ao nosso Sistema Solar[3].

A Lei é a seguinte: se escrevermos uma série de 4 e somamos 3 ao segundo, 6 ao terceiro, 12 ao quarto, etc., toda vez sempre dobrando o número adicionado, a série de números resultante será uma aproximação bem próxima às distâncias relativas dos Planetas ao Sol, com exceção de Netuno[4]. Assim, segue a ilustração:

MERCÚRIOVÊNUSTERRAMARTEASTERÓIDESJÚPITERSATURNOURANONETUNO
444444444
3612244896192384
4710162852100196388

Se dividirmos essa série por 10 (dez) obtemos “1” para a distância da Terra ao Sol e, os outros números representam as distâncias dos outros Planetas em termos da distância da Terra. A proximidade com que essa lei simples estabelece a distância é mostrada da seguinte forma: sendo a coluna intitulada “Bode”, mostra as distâncias de acordo com essa Lei, enquanto a coluna intitulada “Distância” fornece os valores exatos em termos de distâncias da Terra.

BodeDistância BodeDistância
Mercúrio0,40,4Júpiter5,25,2
Vênus0,70,7Saturno10,09,5
Terra1,01,0Urano19,619,2
Marte1,61,5Netuno38,830,0
Asteroides2,82,6Plutão40,077,2

Assim, podemos ver que, com exceção dos valores encontrados para o caso de Netuno[5], os números representam, muito próximos, as distâncias proporcionais relativas do Sol, dos sete Planetas e até da camada de asteroides[6] que estão dentro de nosso Sistema Solar, mas falham definidamente quando aplicados a Netuno[7], sendo esse a externalização de um Grande Espírito das Hierarquias Criadoras que normalmente nos influenciam a partir do Zodíaco. Esse gênio planetário trabalha, especificamente, com aqueles que estão se preparando para a Iniciação[8] e, parcialmente, com aqueles que estudam Astrologia e a praticam em suas vidas diariamente, pois estes também estão se preparando para o caminho da realização espiritual. As cintilações das estrelas fixas que estão fora do nosso Sistema Solar são as pulsações dos impulsos espirituais enviados pelos guardiões dos Mistérios Maiores[9]; e os Mercurianos, os Deuses da Sabedoria, enviam impulsos similares referentes aos Mistérios Menores[10], razão pela qual, Mercúrio cintila como uma estrela fixa.

Os Planetas orbitam em torno do Sol[11] em variadas taxas de velocidades, os Planetas menores, que são os mais próximos do Sol, movem-se muito mais rapidamente do que os maiores que, além disso, descrevem círculos mais amplos.

Mercúrio faz um período orbital[12] em torno do Sol em88 dias
Vênus faz um período orbital em torno do Sol em224,5 dias
Terra faz um período orbital em torno do Sol em365,25 dias
Marte faz um período orbital em torno do Sol em1 ano/322 dias
Júpiter faz um período orbital em torno do Sol em12 anos
Saturno faz um período orbital em torno do Sol em29,5 anos
Urano faz um período orbital em torno do Sol em84 anos
Netuno faz um período orbital em torno do Sol em165 anos
Plutão faz um período orbital em torno do Sol em248 anos

A velocidade horária dos Planetas em suas órbitas é a seguinte:

quilômetros por hora
Mercúrio172.000
Vênus124.000
Terra105.000
Marte85.000
Júpiter47.000
Saturno34.000
Urano24.000
Netuno19.000
Plutão17.000

Além de girarem em suas órbitas ao redor do Sol, os Planetas também giram sobre seus eixos na mesma direção em que giram em suas órbitas; isto é, de Oeste para Leste. Esse movimento é chamado de rotação diurna[13].

O tempo estimado pela rotação diurna dos Planetas é o seguinte:

Horas
Mercúrio24,25
Vênus23,5
Terra24,0
Marte24,5
Júpiter10,0
Saturno10,5
Urano11,0*[14]
Netuno16,0*[15]

O Sol também gira em torno de um eixo, mas requer cerca de 608 horas ou 25 dias e 1/3 do dia para completar uma rotação.

O eixo de um Planeta pode ser perpendicular ou oblíquo à sua órbita. As atuais inclinações aproximadas dos eixos são as seguintes:[16]

Graus
Júpiter3,0
Terra23,5
Marte25,0
Saturno27,0
Vênus177,0
Mercúrio0,1
Urano98,0
Netuno30,0
Plutão120,0

A inclinação do eixo do Sol ao plano da eclíptica é de cerca de 7,5 graus.

As inclinações dos eixos acima não coincidem em todos os casos com os números determinados pela ciência física, nem endossamos seu ponto de vista de que essas inclinações permanecem praticamente inalteradas, salvo por um leve movimento oscilatório chamado Nutação[17]. Há um terceiro movimento extremamente lento dos Planetas, pelo qual, o atual Polo Norte da Terra, no futuro, como fez no passado, apontará diretamente para o Sol. Mais tarde estará na posição onde agora está o Polo Sul, e no devido tempo alcançará novamente a sua posição atual. Assim, o clima tropical e as épocas glaciais se sucedem em todos os pontos de cada Planeta.

Além disso, esse movimento gradual de, aproximadamente, de 50 segundos de espaço por século, pelo qual uma volta ao eixo da Terra se completa em, aproximadamente, dois milhões e meio de anos, também ocorreram mudanças repentinas numa época em que o que é agora o Polo Norte apontava diretamente para o Sol. O hemisfério sul se encontrava, então, continuamente na escuridão e frio.

As condições resultantes causaram, na última vez, uma melhoria muito grande e súbita em todo o nosso globo. Entretanto, desde essa época o Espírito, que anteriormente guiava a Terra de fora, penetrou dentro de sua esfera e tal acontecimento será impossível no futuro.

O Sr. Pierre Bezian, um mecânico francês, construiu um aparelho que demonstrava esse terceiro movimento. Ele disse ter recebido essa ideia de um estudo dos ensinamentos promulgados entre vários povos antigos, por meio de sacerdotes, que eram dotados de conhecimento místico, particularmente os Egípcios. Ele demonstrou como esse terceiro movimento explicava a flora e a fauna tropicais encontradas no gelado do norte, que não podem ser explicados de outra forma. Ele, também, demonstrou que durante o curso desse terceiro movimento, a inclinação do eixo de um Planeta se torna maior que os 90 graus e seu Polo Norte começa a apontar em direção ao sul, os satélites desse Planeta parecerão girar na direção oposta à dos satélites de outros Planetas, como é o caso dos satélites de Urano e Netuno; um fato que deixa os astrônomos perplexos e em busca de uma explicação.

Em relação a Urano e Netuno, o Sol também nasce no oeste e se põe no leste pela mesma razão: a inversão de seus polos.

Como uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes, podemos observar que os astrônomos de hoje falam de Vênus e Mercúrio como Planetas inferiores, porque aparecem sempre próximos ao Sol; Vênus é visto apenas como uma “estrela da manhã ou da tarde”; Mercúrio raramente é visto, pois está muito próximo do Sol.

Os outros Planetas são chamados superiores, porque são vistos de todas as distâncias do Sol, mesmo se posicionando no ponto oposto do horizonte do Sol.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrar na elevadíssima taxa de vibração  que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser  aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmo; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[18] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento[19] nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.


[1] N.T.: e Plutão depois de 1930.

[2] N.T.: A lei de Titius-Bode (às vezes denominado de Lei de Bode) é uma lei matemática que define, muito aproximadamente, as distâncias planetárias. Foi desenvolvida em 1766 por Johan Daniel Tietz (1729–1796), mais conhecido por seu nome latinizado Titius (pronuncia-se Tícius) e muito divulgada pelo astrônomo alemão Johann Elert Bode (1747–1826), diretor do Observatório de Berlim, que acabou definindo a sequência final, que hoje conhecemos como Lei de Titius-Bode.

[3] N.T.: e nem Plutão, depois de descoberto em 1930

[4] N.T.: e, também, de Plutão, depois de 1930.

[5] N.T.: e Plutão, depois de 1930.

[6] N.T.: situados entre a órbita do Planeta Marte e do Planeta Júpiter.

[7] N.T..: e a Plutão, depois de 1930.

[8] N.T.: no Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz são os Estudantes Rosacruzes que estão, no mínimo, no grau de Discípulo.

[9] N.T.: Também denominadas Iniciações Maiores ou Iniciações Cristãs.

[10] N.T.: Também denominadas Iniciações Menores.

[11] N.T.: Conhecido como movimento de translação em torno do Sol.

[12] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

[13] N.T.: O movimento diurno (ou rotação diurna) é um termo astronômico que se refere ao movimento aparente do Sol ao redor de um Planeta – no nosso Sistema Solar -, ou mais precisamente, movimento em torno dos dois polos celestes, ao longo de um dia. É causado pela rotação do Planeta em torno de seu eixo. Isso também resulta em observarmos que quase todas as estrelas parecem seguir um caminho de arco circular chamado círculo diurno.

[14] N.T.: Últimas observações científicas feitas através dos satélites artificiais na década de 90, pela NASA

[15] N.T.: Últimas observações científicas feitas através dos satélites artificiais na década de 90, pela NASA

[16] N.T.:

[17] N.T.: A Nutação é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um ciclo de 18,6 anos, sendo causada pela força gravitacional da Lua sobre a Terra.

[18] N.T.: Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[19] N.T.: Fp 4:7

CAPÍTULO II

O TEMPO E O LUGAR COMO FATORES NO CÁLCULO DO HORÓSCOPO

Parte 1

Um horóscopo é simplesmente um mapa dos céus mostrando uma determinada posição dos Astros[1] e Signos Zodiacais em relação entre si e em relação à Terra. As constelações permanecem na mesma posição uma em relação à outra e, portanto, são chamadas de “estrelas fixas”, mas a Terra e os outros Astros mudam suas posições constantemente. Eles não retornam à mesma posição relativa antes de decorridos, aproximadamente, vinte e seis mil anos. Assim, todo horóscopo calculado de forma cientifica é absolutamente individual e mostra uma influência astral diferente daquela experimentada em qualquer outra vida iniciada numa época diferente. Por causa da rotação da Terra sobre o seu próprio eixo é acrescido um novo grau ao Zodíaco, a cada quatro minutos percorridos, assim mesmo os horóscopos de gêmeos podem diferir consideravelmente. Por isso, o Estudante Rosacruz deve perceber a importância da Hora como um fator preponderante em um horóscopo. Há, contudo, vários métodos para determinar a hora e erigir um horóscopo correto para quem não sabe a hora exata de seu nascimento, mas esse assunto pertence a um nível mais avançado deste estudo.

No entanto, a hora não é a mesma em todo o mundo. Quando o Sol nasce onde vivemos, ele se põe em outro lugar, e isso estabelece outra diferença nos horóscopos mesmo se calculados para crianças nascidas no mesmo horário, mas em lugares opostos do globo, pois se for meio-dia no local de nascimento de uma delas, o Sol estará elevado nos céus acima no globo terrestre, e no local de nascimento de outra criança seria meia-noite, mas com o Sol diretamente abaixo no globo terrestre. Sabemos que o efeito químico do raio solar tem variação de acordo com sua posição, de maneira que, quando a mudança é fisicamente perceptível, o efeito espiritual também deve diferir. Portanto, é evidente que a hora e o lugar são fatores básicos no cálculo de um horóscopo. Mas, primeiro mostraremos como determinar o lugar de nascimento e depois abordaremos a questão da hora.

O LUGAR

Geograficamente, a Terra está dividida por dois conjuntos imaginários de círculos. Um círculo que corre de leste para o oeste, a meio caminho entre os polos norte e sul, como ilustrado nos gráficos abaixo, é chamado de Equador.

Outros círculos, chamados Paralelos de Latitude, são imaginados, estendendo-se paralelamente ao Equador, sendo utilizados para medir a distância de qualquer lugar ao Norte ou ao Sul do Equador. Agora tomemos um atlas e olhemos o mapa da América do Norte. Ao longo das bordas direita e esquerda, você verá ver alguns números. Note que uma linha curva se estende desde o número 50 à direita até o número 50 à esquerda no mapa. Esse é o Paralelo 50 graus de latitude. Todas as cidades situadas ao longo dessa linha, na América, Europa ou Ásia estão equidistantes do Equador e, assim, podemos dizer que estão localizadas na “Latitude 50 graus Norte”.

Outra linha se estende do número 40 do lado esquerdo até o número 40 do lado direito. Podemos observar algumas das principais cidades sobre essa linha ou próximas a ela. São Francisco está um pouco mais ao sul; Denver está em cima da linha; Chicago e Nova York um pouco ao norte. Agora, tomemos o mapa da Europa. Há os números da direita e da esquerda, cujos círculos de conexão também são latitudes, e no número 40 você verá Lisboa (um pouco para baixo) e Madri (quase em cima). Prosseguindo para leste, Roma e Istambul aparecem um pouco ao norte (ou para cima) dessa linha.

Pode-se dizer, para fins de ensino elementar, que esses lugares estão no mesmo grau de latitude e, portanto, outro determinador deve ser usado para diferenciar a localização de cada um dos lugares.

Isso é feito dividindo a Terra longitudinalmente, de polo a polo, por outro conjunto de círculos imaginários chamados Meridianos de Longitude e que são mostrados na figura abaixo.

Todos os lugares ao longo desses círculos têm o meio-dia igual para todos, independentemente de quão distantes possam estar do Equador, ou de quão perto estejam do Polo Norte ou Sul.

Agora, olhemos novamente para o mapa da Europa. Lá você verá linhas numeradas traçadas da parte superior até a parte inferior do mapa. Essas são as linhas de longitude. Uma é numerada como “0”. Se você seguir essa linha, encontrará Londres e, perto dela, um lugar chamado Greenwich. Essa é a localização do maior observatório do mundo[2] e, para fins de cálculo astronômico, todos os pontos da Terra são considerados como sendo tantos graus a oeste ou a leste de Greenwich[3].

Assim, por Latitude obtemos a localização de um determinado lugar ao norte ou ao sul do Equador.

Por Longitude, designamos sua posição se é a leste ou a oeste de Greenwich.

Quando a localização de um ponto é estabelecida em termos de latitude e longitude, isso estabelece um determinado ponto fora de qualquer possibilidade de confusão com qualquer outro lugar e fornece ao astrólogo um dos fatores primordiais que são necessários para calcular um horóscopo científico: o lugar[4].

A latitude é o principal fator na localização dos Signos do Zodíaco por meio das “Tabelas das Casas”[5], as quais se aplicam a todos os lugares em um determinado grau de latitude. Essas tabelas são praticamente imutáveis como o são as estrelas fixas às quais se aplicam; elas permanecem as mesmas de ano para ano, e sua alteração é tão pequena que não é significativa no decorrer de toda uma vida.

A longitude é o fator principal em todos os cálculos relacionados aos Astros móveis. Para calcular suas posições no momento do nascimento de uma pessoa é necessário ter um almanaque astronômico do ano de nascimento. Esse recebe o nome de Efemérides pois registra a posição efêmera ou transitória dos Astros, conforme vistos pelo observatório de Greenwich diariamente ao meio-dia[6].


[1] N.T.: Sol, Lua e os Planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão)

[2] N.T.: O autor se refere no início do século XX.

[3] N.T.: a oeste (ou seja, à sua esquerda – olhando o mapa de frente para você) ou a leste (ou seja, à sua direita)

[4] N.T.: Por exemplo: um lugar situado à 38º53’ de Latitude Norte e 77º de Longitude Oeste. Atualmente é mais fácil consultar na internet. É só pesquisar no seu navegador (Google Chrome, Mozilla Firefox, Safari e Microsoft Edge) colocando: o nome da cidade, estado e/ou país e acrescentar as palavras: latitude e longitude (para a Astrologia Rosacruz escolha sempre os valores expressos em graus, minutos e segundos – exe: 23º32’19” – e não expressos em pontos decimais depois dos graus – exe: 23,0256).

[5] N.T.: Aqui já há muitas cidades com suas respectivas latitudes e longitudes: Tabelas das Casas Científica e Simplificada – Latitude 1 a 66 Graus – The Rosicrucian Fellowship

[6] N.T.: para facilitar temos as Efemérides Rosacruzes, já levantadas para serem utilizadas na Astrologia Rosacruz. Aqui alguns exemplos: Efemérides Científica e Simplificada – Calculada para Meio-dia (Noon) Greenwich

A HORA

Um Dia Solar é o período de tempo que o Sol leva para se mover de um determinado Meridiano de longitude até retornar ao mesmo Meridiano no dia seguinte. Devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e da obliquidade da eclíptica, o caminho do Sol, os dias solares não tem todos a mesma duração, mas como o propósito da vida social e civil necessitam de uma divisão uniforme, uma média foi adotada para todos os dias solares do ano, e isso leva o nome de Dia Solar Médio. Esse começa à meia-noite, quando o Sol está no nadir. Os relógios são regulados para mostrar seu início, seu fim e, também, suas divisões em 24 horas diárias. Há, portanto, uma diferença entre a hora Solar e a hora do relógio[1].

A partir do momento que o Sol se encontra mais perto da Terra (Periélio) – por volta de catorze dias após o Solstício de Dezembro (próximo do dia 4 de janeiro –, até o momento em que se encontra o mais distante da Terra (Afélio) – por volta do dia 4 de julho –, a hora do relógio está adiantada em relação à hora Solar. De 21 de junho a 24 de dezembro, o Sol está adiantado em relação ao relógio, ocorrendo a diferença maior, de 16 minutos, no início de novembro.

Quando o movimento desigual da Terra em sua órbita e a obliquidade da eclíptica atuam juntas, a diferença entre a hora Solar e a hora do relógio é a maior; mas, quatro vezes ao ano elas se igualam: 15 de abril, 15 de junho, 1º de setembro e 24 de dezembro.

Um Dia Sideral é o tempo que decorre entre a saída de uma estrela fixa, a um certo grau de longitude, até que ela retorne ao mesmo ponto no dia seguinte. Esse é o tempo exato de uma revolução[2] completa da Terra sobre seu eixo; e é o único movimento absolutamente uniforme observado nos céus, não tendo sofrido nenhuma alteração desde as primeiras observações registradas.

Devido ao movimento da Terra em sua órbita[3] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Antigamente, a hora dos relógios de cada cidade ou cada pequena vila se diferenciavam das horas dos relógios de todos os outros lugares, uma vez que todos eles eram ajustados para a Hora Local, porém, isso causava muita confusão para as pessoas que viajavam; portanto, em 18 de novembro de 1883, a América adotou o que conhecemos por Hora Padrão[4]. Para as pessoas nascidas após aquela data é necessário se fazer uma correção, em que se converte a hora indicada pelos relógios em Hora Local Exata, pois essa é a hora utilizada para calcular um horóscopo. O diagrama ajudará os Estudantes Rosacruzes a entenderem o que é a Hora Padrão, como desfazer quaisquer confusões e como é elaborada a correção mencionada anteriormente.

Foi sugerido que, se o país fosse dividido em zonas horárias[5], em que cada uma teria cerca 15 graus de longitude de largura (por ser essa a distância que o Sol viaja em uma hora), e sendo todos os relógios de cada divisão acertados para uma hora uniforme, estabelecido por um Meridiano localizado no centro da zona horária correspondente, a confusão para os viajantes seria evitada.

Consequentemente, os Estados Unidos da América foi dividido em quatro dessas zonas por três linhas imaginárias, conforme está ilustrado no diagrama.

Na Zona Horária do Leste, os relógios são ajustados seguindo o Meridiano 75 graus, com 5 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária Central, a hora é regulado pelo Meridiano 90 graus, que é 6 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária das Montanhas, os relógios são regulados de acordo com o Meridiano 105 graus, que é 7 horas a menos da Hora de Greenwich.

Na Zona Horária do Pacífico, o horário é regulado para o Meridiano 120 graus, que é 8 horas a menos da Hora de Greenwich.

(Há uma quinta zona no extremo leste, compreendendo Maine, Nova Escócia, etc. Essa zona foi omitida para que nosso diagrama pudesse abranger um espaço maior.).[6]

Em todas as cidades localizadas no mesmo Meridiano padrão (veja o diagrama), tais como Filadélfia e Denver, a Hora Padrão é também a Hora Local Exata e nenhuma correção de horário é necessária para o cálculo dos horóscopos. Mas Detroit[7], que está posicionado na linha divisória entre a Zona Leste e a Zona Central, e que está a 7 graus a leste do Meridiano 90º e, portanto, seus relógios estão 28 minutos atrasados, pois quando assinalam meio-dia, de acordo com o Meridiano Padrão de 90º, a Hora Local Exata é de 28 minutos depois do meio-dia (12h28 P.M.[8]). Você verá que Chicago está um pouco a leste do Meridiano de 90 graus (em torno de 2 graus). Quando os relógios assinalam meio-dia, na verdade são 12h08 P.M. Os relógios de São Francisco assinalam meio-dia quando a Hora Local Exata é ainda 11h50 A.M., porque essa cidade está 2 graus e 30 minutos (2º30’) a oeste do Meridiano Padrão 120º. Assim, a correção se faz necessária.

A regra para obter a Hora Local Exata é a seguinte:

Para o Horário do Meridiano Padrão mais próximo:

  • some quatro minutos para cada grau quando o lugar de nascimento estiver a leste do Meridiano correspondente àquele horário.
  • se o lugar de nascimento estiver a oeste daquele Meridiano, subtraia quatro minutos para cada grau.

Quando uma criança nasce, deve-se notar o momento exato em que ela respira pela primeira vez, já que este momento, e não a hora do parto, é a hora do nascimento do ponto de vista do astrólogo.

A razão pela qual se toma a hora da primeira inspiração que vem, geralmente, acompanhada de um choro, como o momento do nascimento se deve à condição química da atmosfera que muda a cada momento à medida que mudam as vibrações astrais. Notamos tal mudança na atmosfera de acordo com a posição do Sol no céu durante as diferentes horas do dia ou da noite. O ar noturno é diferente da atmosfera ao meio-dia. Essas não são mudanças repentinas, mas são provocadas por e para nós em níveis imperceptíveis. Nós, que somos mais insensíveis às mudanças contínuas, não as sentimos, mas a forma pouco sensível de uma criança recém-nascida é eminentemente suscetível à irrupção dessa primeira carga de ar em seus pulmões e, à medida que o oxigênio contido nessa carga se espalha por todo o corpo, em virtude  da mistura com o sangue, cada átomo recebe uma impressão peculiar que se mantém ao longo da vida, embora os átomos mudem, da mesma forma que uma cicatriz se perpetua no corpo, apesar da mudança de átomos. Essa primeira impressão é a base física das idiossincrasias e características instáveis que fazem com que cada um de nós aja diferentemente sob as mesmas condições astrais; é a base das tendências da nossa natureza física e está em harmonia com nosso estágio de realização, conforme estabelecido pela Lei de Causa e Efeito, que nos proporciona em cada vida as faculdades desenvolvidas durante todas as nossas existências anteriores. Assim, não temos um determinado destino porque nascemos em um determinado momento, mas nascemos no momento em que os raios astrais nos fornecem as tendências para cumprir o destino gerado em vidas passadas.

Essa distinção é muito importante, pois marca a diferença entre o ponto de vista do astrólogo materialista e o conceito religioso da Astrologia.

Em março de 1918, o governo dos EUA aprovou o “Daylight Saving Act” (“horário de verão”), pelo qual todos os relógios deveriam ser adiantados uma hora à meia-noite anterior ao último domingo do mês de março, e depois atrasados uma hora à meia-noite anterior ao último domingo do mês de outubro. Esse Ato vigorou somente em 1918 e 1919. Portanto, todas as datas de nascimento registradas nesse período devem ter uma hora subtraída para obter a Hora Padrão.


[1] N.T.: a hora do relógio é também chamada de hora legal.

[2] N.T.: também chamada de rotação: cada giro da Terra em torno do seu próprio eixo define um dia.

[3] N.T.: Movimento de Translação

[4] N.T.: Embora se use também a expressão “Hora Padrão”, a denominação mais consagrada aqui no Brasil é “Hora Legal”.

[5] N.T.: As zonas horárias ou fusos horários são cada uma das vinte e quatro áreas em que se divide a Terra e que seguem a mesma definição de tempo

[6] N.T.: Note com bastante atenção, então, que os Meridianos padrões para o Estados Unidos são: 60o, 75o, 90o, 105o e 120o

Já no Brasil os Meridianos padrões são: 30o, 45o, 60o e 75o

[7] N.T.: Detroit adotou a Hora Padrão Leste a 15 de maio de 1915.

[8] N.T.: Em grande parte dos países de língua inglesa é costume especificar as horas do dia de um a doze, seguidas de AM ou PM conforme o período. Nesses países é necessário informar sempre o período a que se refere a hora indicada. Por exemplo, 15h corresponde a 3:00 PM.

AM e PM (podendo ser escrita em maiúsculas ou minúsculas, com ou sem pontos a seguir às letras) são duas siglas com origem no latim utilizadas para referir cada um dos dois períodos de 12 horas em que está dividido o dia: AM (Ante Meridiem) significa “antes do meio-dia” e PM (Post Meridiem) significa “após o meio-dia”.

AM é o período com início à meia-noite (00:00) e término às 11:59; PM é o período com início ao meio-dia (12:00) e término às 23:59. Assim, meio-dia se escreve como 12:00 PM e meia-noite se escreve como 12:00 AM.

CAPÍTULO 3 – OS SIGNOS E AS CASAS

Os-Signos-do-Zodiaco Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
Os-Astros Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
Os-Aspectos-Astrologicos Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Embora estejamos muitos milhões de quilômetros mais próximos do Sol[1] durante os meses de dezembro, janeiro, fevereiro e março, seus raios transmitem menos calor do que nos meses de junho, julho, agosto e setembro, quando nos encontramos mais afastados dele[2] ; por conseguinte, é evidente que a distância não influência na transmissão dos raios de calor, mas à medida que o Sol se eleva ao nascer em direção ao zênite, seja no verão ou no inverno, o calor aumenta, sendo o máximo alcançado no meio do verão, quando os raios solares estão mais próximos do ângulo perpendicular, ocasião em que, consequentemente, se registram as temperaturas mais elevadas. Por isso, é evidente que o ângulo do raio[3] é o único fator determinante de sua influência.

A Astrologia trata com ângulos astrais e os efeitos deles observados na humanidade; e para determinar esses ângulos e tabular essas considerações, as estrelas fixas, ao longo da trajetória do Sol, foram divididas em grupos ou constelações, e a Terra, como vista a partir do lugar do nascimento de uma criança foi dividida em Casas. A grande maioria dos novos Estudantes Rosacruzes muitas vezes se confundem em diferenciar o que são Signos e o que são Casas, mas se memorizarem que os Signos são divisões dos Céus, e as Casas são divisões da Terra, não haverá nenhuma dificuldade. Os Signos influenciam determinadas partes do Corpo Denso; as Casas governam as condições da vida.

Como em qualquer outro círculo[4], o Zodíaco é dividido em 360 graus, de modo que cada um dos doze Signos tem 30 graus[5]. Os nomes e os símbolos deles são mostrados no diagrama acima. As partes do Corpo Denso governadas por esses Signos são as seguintes[6]:

SignoParte do Corpo Denso
ÁriesCabeça
TouroCerebelo e Pescoço
GêmeosBraços e Pulmões
CâncerEstômago
LeãoCoração e Medula Espinhal
VirgemIntestinos
LibraRins
EscorpiãoÓrgãos Sexuais e Reto
SagitárioQuadris e Coxas
CapricórnioJoelhos
AquárioTornozelos
PeixesPés

Essas doze constelações constituem o Zodíaco Natural e estão sempre nas mesmas posições relativas, mas devido ao movimento dos polos da Terra, o Sol cruza o equador num ponto ligeiramente diferente a cada ano no Equinócio de Março, e esse ponto de mudança é considerado na Astrologia como sendo o primeiro grau de Áries, o início do que chamamos de Zodíaco Intelectual. Esse Zodíaco muda a uma taxa, em média, de 50,1 segundos de ano para ano, 1 grau em 72 anos, 1 Signo em 2.156 anos, completando o círculo de 12 Signos em, aproximadamente, 25.868 anos. Esse movimento retrógrado é chamado de “Precessão dos Equinócios”.

Do ponto de vista materialista, parece não haver razão para essa alteração do Zodíaco, mas do ponto de vista do místico não é de modo algum arbitrária, ao contrário, é necessária e está em harmonia com o caminho espiral da evolução, seguido tanto pela estrela fixa quanto pela estrela do mar, observável em toda a natureza. Após a conclusão de cada ciclo, os Zodíacos Intelectual e Natural se ajustam (a última vez aconteceu em 498 d.C.), então começa um novo período mundial, uma nova fase de evolução, um ciclo da espiral mais elevado em que estamos sempre caminhando em direção a Deus. Mesmo sob o ponto de vista material é evidente que o caminho em espiral do Sistema Solar, observado pelos astrônomos, deve mudar o ângulo de incidência dos raios luminosos das estrelas fixas, e como o ângulo de incidência dos raios do Sol sobre nossa Terra possui o efeito de produzir as mudanças climáticas de verão e inverno, é razoável que uma mudança semelhante deve suceder-se à nossa mudança de posição em relação às estrelas fixas, o que pode ser responsável por mudanças graduais de condições, tais como estações de inverno menos frios e estações de verão menos quentes em algumas partes do mundo.


[1] N.T.: em torno de 147,1 milhões de quilômetros, atingindo o periélio por volta de catorze dias após o solstício de dezembro, próximo do dia 4 de janeiro.

[2] N.T.: em torno de 152,1 milhões de quilômetros, atingindo o afélio por volta de catorze dias após o solstício de junho, próximo do dia 4 de julho.

[3] N.T.: inclinação do eixo da Terra em relação ao Sol – 23,5 graus. Graças a ela, os raios solares incidem de forma diferente ao longo do ano.

[4] N.T.: como estudamos na geometria

[5] N.T.: invariavelmente

[6] N.T.: aqui são listadas somente a parte principal regida por cada Signo. Para uma lista completa consultar o Livro Astrodiagnose e Astroterapia.

Além do mais, observou-se que as condições climáticas dispõem de um impacto nítido em nossas características ou inclinações habituais ou, ainda, no nosso modo de responder às emoções – nos sentimos de maneira diferente tanto no verão como no inverno – e não pode essa mudança lenta em relação às estrelas fixas ser a causa dessa mudança na humanidade, que conhecemos por evolução? O místico afirma que sim. Assim como os raios do Sol, pela mudança do ângulo de incidência, suscitam as folhas e flores da planta em determinado momento, e em outro as fazem murchar, assim também os raios das estrelas fixas suscitam e produzem as maiores mudanças na flora e fauna; eles são responsáveis pela ascensão e queda das nações e pela mudança marcada pela sensibilidade excessiva e alterações de humor impulsivas que chamamos de civilização.

Indo mais longe com a analogia, o Zodíaco Natural é composto pelas constelações que são vistas nos céus, e o Zodíaco Intelectual começa sua mudança no exato ponto onde o Sol cruza o Equador no Equinócio de Março. Essa é a época em que a Natureza faz nascer tudo aquilo que ela germinou no ventre dela no inverno anterior. Assim, o horóscopo do mundo muda de ano para ano. “Como em cima, assim embaixo”, é a Lei da Analogia e os mesmos pontos salientes são observáveis na evolução do ser humano, do micróbio, da estrela do céu e da estrela do mar.

No mapa natal do ser humano temos, também, o que pode ser chamado de horóscopo natural, que é o mapa levantado e calculado segundo as regras da Astrologia, em que qualquer Signo pode estar no Ascendente ou na Primeira Casa. A mudança do Equinócio de Março corresponde ao primeiro grau de Áries, no Zodíaco Intelectual, assim, o Ascendente no horóscopo de qualquer ser humano também tem uma influência correspondente a esse grau. A Segunda Casa corresponde a Touro, a Terceira Casa a Gêmeos, e assim por diante, formando a contraparte do Zodíaco Intelectual no horóscopo do ser humano.

Assim como os raios do Sol se intensificam quando focalizados através de uma lente, do mesmo modo ocorre com a vida espiritual do Sol quando focalizada através das duas Casas de Marte[1] para trazer uma vida a partir dos Mundos invisíveis.

Câncer, o primeiro dos Signos de Água, era representado como um escaravelho (besouro) entre os antigos Egípcios, que era o emblema deles da alma, e os ocultistas sabem que o Átomo-semente do Corpo é implantado[2] quando o Sol da Vida (o Ego) está em Câncer, a esfera da Lua, o Astro da fecundação.

Quatro meses depois, quando o Sol da Vida passa pelo segundo Signos de Água, Escorpião, que está sob a regência de Marte, o Planeta da paixão e da emoção, o Cordão Prateado está vinculado, ligando o Corpo de Desejos aos veículos inferiores[3], e temos a ‘vivificação’ quando o feto principia a mostrar vida senciente. A essa altura, o Ego já dissolveu os corpúsculos sanguíneos nucleados através dos quais a vida da mãe já se manifestou naquele organismo crescente, e então pode começar a funcionar no fluido vital e manifestar sinais de vida separada no Corpo até que o Sol da Vida tenha completado o ciclo de vida dele e, novamente, alcance a mística Oitava Casa.

Oito meses depois que o Átomo-semente foi introduzido naquele ambiente apropriado, o Sol da Vida, o Espírito, entra em Peixes, o último dos Signos de Água do Zodíaco místico, o qual está sob o expansivo e benéfico raio de Júpiter. Sob essa benévola influência, as águas do parto se avolumam e rompem as paredes distendidas do útero, quando se completam, mais ou menos, os nove meses de gestação, lançando a alma recém-nascida no Oceano da Vida ao primeiro ponto de Áries, onde é aquecida e animada pela combinação dos raios de Marte, como Regente do Signo de Áries, e do Sol no Signo de Áries, onde o Sol está em Exaltação. Assim, ele é preparado para a batalha da existência pelo energético deus da guerra, e sua fonte de vida, seja ela grande ou pequena, é totalmente preenchida pelo Sol, do grande reservatório cósmico de energia vital.

AS CASAS

Num horóscopo o lugar do nascimento é sempre suposto estar no ponto mais alto da Terra. Ele é indicado por uma seta na figura abaixo e o ponto bem acima dele no céu é chamado de Meio-do-Céu. Como um observador no hemisfério norte precisa sempre olhar na direção sul para ver o Sol do meio-dia, segue que o leste fica à sua esquerda e o oeste à sua direita. Os astrólogos chamam o horizonte oriental de Ascendente, porque nesse ponto as estrelas nascem ou ascendem em direção ao Meio-do-Céu, e pela razão inversa chamam o horizonte ocidental de Descendente. Os raios de estrelas localizadas nesses pontos extremos incidem no lugar do nascimento em diferentes ângulos, portanto, a influência deles pode variar e, também, pode haver uma diferença considerável do efeito nos pontos intermediários entre o horizonte e o Meio-do-Céu, além do que, os Astros posicionados abaixo da Terra também exercem a capacidade de influenciar, embora não na mesma proporção de quando posicionados acima do lugar do nascimento. A influência dos Astros nos vários departamentos da vida tem sido observada como se segue:

Assunto-com-Palavra-Principal-que-cada-Casa-trata Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz
1ª Casaa condição física do Corpo como um todo ou das suas partes; a forma física do Corpo; o ambiente durante a infância; o lar na infância
2ª Casaas finanças
3ª Casaa literatura; as habilidades e os métodos de assuntos práticos (tecnologia, manufatura e artesanato); a inteligência prática (a capacidade de aplicar, usar e implementar o que a pessoa sabe); as jornadas de curta duração (viagens, processos curtos de aprendizagem ou de autodescoberta); irmãos e irmãs
4ª Casao lar e as condições na fase de senilidade (quando estamos experimentando o processo patológico de envelhecimento) dessa vida
5ª Casaos meios de se divertir ou se entreter; os namoros; os filhos; as especulações (formar uma teoria ou conjectura sem evidência firme)
6ª Casaa saúde; empregados (as) ou funcionários (as); o trabalho que produz valor de uso (servir) e não somente valor de troca
7ª Casaas parcerias e sociedades; os casamentos e as uniões conjugais; as belas-artes (como pintura, escultura ou música) focadas, principalmente, com a criação de belos objetos; o público
8ª Casaas heranças (de coisas tangíveis: recursos financeiros, bens físicos, propriedades e coisas afins); a morte
9ª Casaa Religião; a filantropia; o idealismo; a justiça; as jornadas de longa duração (viagens, processos longos de aprendizagem ou de autodescoberta)
10ª Casaa profissão; a posição social (a posição da pessoa em uma dada sociedade ou cultura); a ambição (o desejo de alcançar um determinado fim e que requer determinação e árduo trabalho)
11ª Casaos amigos; as esperanças; os desejos
12ª Casaas prisões e os aprisionamentos; os hospitais; as angústias profundas, as tristezas, os arrependimentos; os problemas, as dificuldades

[1] N.T.: que são a Primeira Casa (Áries) e Oitava Casa (Escorpião) num horóscopo natural.

[2] N.T.: O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na cabeça do espermatozoide do papai que irá fecundar o óvulo e o Átomo-semente do Corpo Vital é colocado no útero da futura mamãe.

[3] N.T.: Corpo Denso e Corpo Vital.

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

Para ilustrar como se levanta um horóscopo, nós, primeiro, levantaremos quatro horóscopos de quatro pessoas nascidas na cidade de Chicago – Estado de Illinois, EUA – em 2 de agosto de 1909, uma às 2h15 A.M., outra às 8h15 A.M., outra às 2h15 P.M e a última às 8h15 P.M., até o ponto de encontrarmos e inserirmos os Signos nas Cúspides das Casas. As Cúspides são as linhas divisórias entre duas Casas.

Localizando a cidade de Chicago no mapa[1], notamos que ela está situada próximo aos 42 graus de latitude norte e próximo dos 88 graus de longitude oeste de Greenwich.

Nosso primeiro passo é calcular a Hora Local Exata do Nascimento. Primeiramente, retornemos à  regra fornecida no Capítulo 2 que diz: “para o Horário do Meridiano Padrão mais próximo, some quatro minutos para cada grau quando o lugar de nascimento estiver a leste do Meridiano correspondente a esse horário.

Se o lugar de nascimento estiver a oeste desse Meridiano, subtraia quatro minutos para cada grau em que estiver a oeste dele”.

A Hora do Meridiano Padrão mais próxima é a Hora Central aferida pelo meridiano 90 graus. Chicago localizada a 88 graus de longitude oeste, se encontra a 2 graus a leste do Meridiano 90 graus. Portanto, somamos duas vezes quatro, ou oito minutos, ao horário mostrado pelo relógio a fim de encontrar a Hora Local Exata. No caso do primeiro horário do nascimento, quando o relógio marcava 2h15 A.M., em 2 de agosto, a Hora Local Exata é, portanto, 2h23 A.M. Essa Hora Local Exata do Nascimento será usada em todos os cálculos subsequentes do horóscopo. Observe, no entanto, que essa correção da Hora Padrão para a Hora Local se aplica aos Estados Unidos da América para datas posteriores a 18 de novembro de 1883, quando a Hora Padrão foi adotada[2].

Agora procederemos para encontrar a Hora Sideral (abreviatura: H.S.[3]) do lugar e da hora do nascimento. Como ponto de partida para nossos cálculos tomemos a H.S. (Hora Sideral) de Greenwich ao meio-dia. A partir disso, podemos calcular a Hora Sideral no lugar e na hora de nascimento pela seguinte regra:

À Hora Sideral (H.S.) do meio-dia anterior à Hora Local Exata do nascimento (encontrado nas Efemérides) some:

Primeiro: 10 segundos de correção para cada 15 graus de longitude, se o lugar de nascimento ficar a oeste de Greenwich.

Segundo: intervalo entre o meio-dia anterior e o nascimento.

Terceiro: correção de 10 segundos para cada hora desse intervalo.

Seguindo a regra acima, consultemos novamente a Efemérides do ano de 1909, em que encontraremos a coluna intitulada Sideral Time (S.T. ou Hora Sideral). Como nossa primeira hora de nascimento é 2 de agosto com a Hora Local Exata de 2:23 A.M., notamos que o meio-dia anterior é 1º de agosto. Ao lado dessa data, encontramos a Hora Sideral (S.T.), como sendo 8 horas e 37 minutos, que colocamos assim:

HORA SIDERAL – H.S.HH MM SS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste do Lugar de nascimento (SOMAR)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a Hora Local Exata do nascimento (2 de agosto às 2:23 A.M.)14:23:00
Correção de 10 segundos por hora de intervalo entre o meio-dia anterior e a H.L.E. (2:23 A.M.) que é igual a 144 segundos ou 2 minutos e 24 segundos00:02:24
Hora Sideral (H.S.) no lugar e hora do nascimento23:03:23

Quando o lugar de nascimento se encontra na longitude leste, a correção da longitude é subtraída. Se a criança tivesse nascido em 2 de agosto às 2:15 A.M., nos 42 graus de latitude norte, mas à 88 graus de longitude leste, a Hora Sideral seria calculada da seguinte forma:

HORA SIDERAL – H.S.HH MM SS
H.S em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Leste do Lugar de nascimento (SUBTRAIR)00:00:59
Resultado parcial08:36:01
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a Hora Local Exata do nascimento (2 de agosto às 2:23 A.M.)14:23:00
Correção de 10 segundos por hora de intervalo entre o meio-dia anterior e a H.L.E. (2:23 A.M.) que é igual a 144 segundos ou 2 minutos e 24 segundos00:02:24
Hora Sideral (H.S.) no lugar e hora do nascimento23:01:25

Como as Casas são regulamentadas pela latitude, usa-se a mesma Tabela de Casas para a criança que nasce em Chicago.

Com o cálculo dessa Hora Sideral, voltamos à Tabela de Casas e procuremos a latitude do lugar de nascimento, 42 graus. Lá encontraremos uma coluna com o título SIDERAL TIME que é a nossa Hora Sideral (H.S.) para o nascimento de 23:03:23. E o mais próximo dessa hora é 23:04:46. De acordo com essa Hora Sideral encontraremos os vários graus dos Signos a serem colocados em nosso horóscopo.

Na primeira coluna sob a latitude 42º N acompanhamos até encontrar o número 15 que se encontra na mesma linha que corresponde à Hora Sideral que encontramos de 23:04:46s; e no topo da coluna encontramos o Signo de Peixes, e acima dele o número 10, significando que os 15º graus de Peixes devem ser colocados na Cúspide da 10ª Casa, conforme mostra o horóscopo abaixo:

Na coluna seguinte, seguindo a mesma linha da nossa Hora Sideral (Sideral Time), encontramos o número 20, seguindo a coluna para cima encontramos o Signo de Áries, e no topo está o número 11, significando que os 20 graus de Áries devem ser colocados na Cúspide da 11ª Casa.

Na terceira coluna, de acordo com a nossa Hora Sideral (Sideral Time), está o número 1, seguindo a coluna para cima encontramos o Signo de Gêmeos, e no topo está o número 12, significando que o 1º grau de Gêmeos deve ser colocado na Cúspide da 12ª Casa.

A coluna mais larga, que vem a seguir marca o Ascendente (ASC). Nela encontramos os algarismos 8:10 alinhados com a nossa Hora Sideral (H.S.), e o Signo de Gêmeos no topo, mas desconsideramos esse Signo porque o Signo de Câncer está colocado entre nossa linha e o topo e sempre pegamos o primeiro Signo acima de nossa linha. Assim, colocamos os 8 graus e 10 minutos de Câncer no Ascendente.

Prosseguindo em nossa linha, vemos o próximo número 27 na primeira coluna logo depois da coluna do ASC. No topo está o Signo de Câncer, novamente, e o número 2. Assim, colocamos os 27 graus de Câncer na Cúspide da 2ª Casa.

Na coluna da extrema direita encontramos o número 19, o Signo de Leão e o número 3 no topo da coluna. Portanto, vamos colocar os 19 graus de Leão na Cúspide da 3ª Casa.

Obtivemos, assim, números para seis de nossas Casas; agora nas seis Casas opostas colocamos os Signos e graus opostos das seis já encontradas.

Tendo os 15 graus de Peixes na 10ª Casa, colocamos os mesmos 15 graus no Signo oposto de Virgem, na Cúspide da 4ª Casa, que é oposta à 10ª Casa.

Áries nos 20 graus na 11ª Casa é o oposto de Libra nos 20 graus colocado na Cúspide da 5ª Casa.

Sagitário no 1º grau colocado na Cúspide da 6ª Casa, forma exatamente o oposto de Gêmeos em 1º grau da 12ª Casa.

O Ascendente é sempre oposto à 7ª Casa e Capricórnio colocado no Ascendente é o oposto de Câncer a 8º10’ na 7ª Casa.

Os 27 graus de Câncer na 2ª Casa serão apropriadamente opostos aos 27 graus de Capricórnio na 8ª Casa, e os 19 graus de Aquário colocado na 9ª Casa está em oposição aos 19 graus de Leão na 3ª Casa.

Assim, todas as cúspides das Casas estão preenchidas, mas devido à inclinação do eixo da Terra, alguns dos Signos podem estar Interceptados entre duas Cúspides, portanto, é necessário verificar se todos os doze Signos estão em nosso horóscopo antes de prosseguirmos. Começando por Áries, depois vemos Gêmeos a seguir. Notamos que Touro está ausente e, portanto, o colocamos em sua devida posição entre Áries e Gêmeos.

Quando um determinado Signo é interceptado, seu oposto também estará ausente. Portanto, podemos de imediato colocar Escorpião em sua devida posição entre Libra e Sagitário.

Constatamos, agora, que todos os doze Signos estão colocados em nosso horóscopo, dos quais Câncer e Capricórnio estão ocupando, cada um, duas Cúspides. Ao colocarmos, assim, os Signos em suas devidas posições em relação às Casas, aqui finalizamos essa parte, completando-a, e deixemo-la de lado, por enquanto, uma vez que este é o ponto até onde pretendíamos tratar do assunto no momento.


[1] N.T.: atualmente é mais fácil encontrar diretamente tanto a latitude como a longitude de uma localidade na internet, por meio de uma simples pesquisa.

[2] N.T.: Para os outros países há que consultar a partir de que data a Hora Padrão foi adotada. Por exemplo, no Brasil a Hora Padrão foi adotada em 1º de janeiro de 1914.

[3] N.T.: em inglês S.T. ou ST.

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

Calcularemos, agora, outro para uma pessoa nascida no mesmo dia e lugar, porém, seis horas mais tarde: em Chicago, na data de 2 de agosto, às 8h15 da manhã (A.M.).

Primeiro, nós precisamos calcular a Hora Local Exata do Nascimento (H.L.E.). Conforme visto acima, acrescentamos oito minutos à hora indicada pelo relógio, ou seja, 8h15 A.M. Isso resulta em 8h23, que é a Hora Local Exata do Nascimento.

Nossa regra para encontrar a Hora Sideral (H.S.) na hora e local do nascimento requer que observemos o seguinte:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (1º de agosto), conforme indicado nas Efemérides08:37:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento (Chicago, 88º O)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior (1º de agosto) e a hora do nascimento (2 de agosto as 8:23 A.M.)20:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo (20:23) que é igual a 204 segundos ou 3 minutos e 24 segundos00:03:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento29:04:23
Subtrair um ciclo de 24 horas-24:00:00
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento05:04:23

Como um dia só pode ter 24 horas, então devemos subtrair 24 quando necessário e trabalhamos com o restante, nesse caso 05:04:23 que é a Hora Sideral em Chicago na data do nascimento. Procuremos no livro Tabela de Casas para a latitude de Chicago, que é 42º N, essa hora encontrada ou a mais próxima dela.

A hora mais próxima é 05:03:30, e seguindo a mesma linha encontramos os graus para as várias cúspides das nossas Casas. Na primeira coluna da latitude de 42º N seguindo a linha da Hora Sideral (H.S.) está o número 17. No topo da coluna está o Signo de Touro e o número 10. Mas, veja que entre o número 17 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Gêmeos. Assim, colocamos os 17 graus de Gêmeos na cúspide da 10ª Casa.

Na próxima coluna à direita está o número 21. No topo da coluna, o Signo de Gêmeos e o número 11. Mas, veja que entre o número 21 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Câncer, então colocamos os 21 graus de Câncer na cúspide da 11ª Casa.

A próxima coluna da direita tem o número 22. Logo no topo encontramos o Signo de Câncer e o número 12. Mas, veja que entre o número 22 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Leão, assim, colocamos os 22 graus de Leão na cúspide da 12ª Casa.

A grande coluna marcada com Ascendente (ASC) tem o Signo de Leão no topo e na linha da Hora Sideral o número 18:56, então colocamos 18 graus e 56 minutos (18:56). Mas, veja que entre o número 18:56 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Virgem; assim colocamos no Ascendente ou na 1ª Casa os 18:56 de Virgem do nosso horóscopo.

Ao lado da coluna do Ascendente na sua direita, veremos o número 14. Logo no topo encontramos o Signo de Virgem e o número 2. Mas, veja que entre o número 14 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Libra, assim, colocamos os 14 graus de Libra na cúspide da 2ª Casa.

Na coluna da extrema direita encontramos o número 13. Logo no topo encontramos o Signo de Libra e o número 3. Mas, veja que entre o número 13 e o topo da coluna temos o símbolo do Signo de Escorpião, assim, colocamos os 13 graus de Escorpião na cúspide da 3ª Casa.

Já colocamos os seis Signos em suas respectivas Casas, agora podemos colocar os seis Signos opostos nas Casas opostas restantes como fizemos antes: veja que na cúspide da 10ª Casa temos Gêmeos a 17 graus, portanto, seu oposto é a 4ª Casa em Sagitário, onde colocaremos também os 17 graus. Seguindo, na cúspide da 11ª Casa temos Câncer a 21 graus, em seu oposto está a 5ª Casa em Capricórnio a 21 graus. Na cúspide da 12ª Casa está Leão a 22 graus e no seu oposto colocamos Aquário a 22 graus na 6ª Casa. Na próxima temos no Ascendente o Signo de Virgem a 18:56 e no seu oposto colocamos Peixes a 18:56 na cúspide da 7ª Casa. Na cúspide da 2ª Casa está Libra a 14 graus e em seu oposto na 8ª Casa vamos colocar Áries a 14 graus e, na cúspide da 3ª Casa temos Escorpião a 13 graus, portanto, no seu oposto vamos colocar Touro a 13 graus na 9ª Casa.

Agora todas as cúspides do horóscopo estão preenchidas e, a seguir contemos os Signos para sabermos se todos estão presentes ou se é necessário colocar algum que pode estar interceptado. Começamos por Áries e descobrimos que todos os doze Signos estão representados. Portanto, estando esta parte concluída, deixamo-la de lado, por enquanto.

Vamos, agora, erigir o horóscopo de uma pessoa nascida em Chicago em 2 de agosto às 2:15 P.M. A Hora Local Exata do nascimento é 8 minutos mais tarde, ou seja, 2:23 P.M. Vemos que o meio-dia anterior é de 2 de agosto e, assim, começamos nossos cálculos da seguinte forma:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (2 de agosto)08:4:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento (88º O)00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior e a hora do nascimento (meio-dia às 2:23 P.M.)02:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo00:00:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento11:05:23

Voltando à nossa Tabela de Casas para a latitude 42ºNorte, verificando a H.S. mais próxima de 11:05:23 será de 11:04:45.

Seguindo a linha da Hora Sideral, na coluna da latitude 42º N. está o número 15, colocando o dedo em cima desse número e correndo o dedo para cima veremos o Signo de Virgem e no topo da coluna está o número 10. Portanto, os 15 graus de Virgem vamos colocar na cúspide da 10ª Casa.

Na segunda coluna temos o número 16, colocando o dedo em cima desse número e correndo o dedo para cima veremos o Signo de Libra e no topo o número 11, assim, os 16 graus de Libra devem ser colocados na cúspide da 11ª Casa.

O número 10 está na terceira coluna, e logo acima o Signo de Escorpião e chegando ao topo observamos o número 12e colocamos os 10 graus de Escorpião na cúspide da 12ª Casa.

Na coluna mais larga vemos o número 29:16, e no topo encontramos o Ascendente (ASC) e, assim, colocamos no Ascendente o Signo de Escorpião.

Na coluna à direita da do Ascendente vemos o número 1 e acima dele está o Signo de Capricórnio e, no topo vemos o número 2. Portanto, colocamos 1 grau do Signo de Capricórnio na cúspide da 2ª Casa.

A coluna da extrema direita mostra o número 8 e um pouco acima encontramos o Signo de Aquário e no topo da coluna o número 3. Assim, colocamos 8 graus de Aquário na cúspide da 3ª Casa.

Agora, com as seis das nossas cúspides preenchidas, passemos a colocação dos Signos opostos e graus nas outras seis cúspides, conforme demonstrado detalhadamente nos dois primeiros horóscopos. Quando isso tenha sido feito, contamos os nossos Signos a partir de Áries para ver se todos estão representados dentro do horóscopo. Notamos o fato da ausência de Gêmeos e Sagitário, portanto, vamos inseri-los em seus devidos lugares – Gêmeos entre Touro e Câncer, Sagitário entre Escorpião e Capricórnio. Assim, completamos nosso horóscopo no que tange aos Signos e Casas, mas vamos parar por aqui para erigir a última de nossas quatro datas de exemplos para uma pessoa nascida em Chicago, 2 de agosto de 1909, às 8:15 P.M. A Hora Local Exata do lugar de nascimento é de 8 minutos mais tarde ao horário de nascimento, ou 8:23 P.M.

   Como antes, notamos o:

HORA SIDERAL – H.S.HHMMSS
H.S. em Greenwich ao meio-dia anterior ao nascimento (2 de agosto)08:41:00
Correção de 10 segundos para cada 15 graus de longitude Oeste no local de nascimento00:00:59
Intervalo entre o meio-dia anterior e a hora do nascimento08:23:00
Correção de 10 segundos para cada hora de intervalo entre o meio-dia anterior e o nascimento00:01:24
Hora Sideral (H.S.) no local e hora do nascimento17:06:00

Com esta Hora Sideral, voltamos às Tabelas de Casas para a latitude do local de nascimento, 42º N, e encontramos a H.S..S.H. mais próxima de 17:06:00 que é 17:07:49.

Na primeira coluna sob latitude 42º N, encontramos o número 18. No topo dessa coluna está Sagitário e o número 10, portanto, vamos colocar os 18 graus de Sagitário na Cúspide da 10ª Casa.

Na segunda coluna encontramos o número 9. Capricórnio está logo acima e no topo da coluna está o número 11, dessa maneira, colocamos os 9 graus de Capricórnio na Cúspide da 11ª Casa.

A terceira coluna estreita tem o número 2 com o Signo de Aquário logo acima e no topo da coluna temos o número 12, assim, encontramos os 2 graus de Aquário que pode ser colocado na cúspide da 12ª Casa.

Na coluna mais larga está o número 7:8 do Signo de Peixes acima e no topo está o ASC (Ascendente), então colocamos 7:8 (7/8 sete graus e oito minutos) de Peixes na cúspide do Ascendente.

À direita da coluna larga encontramos o número 25; logo acima está Áries e no topo da coluna está o número 2, assim, podemos colocar 25 graus de Áries na cúspide da 2ª Casa.

A coluna da extrema direita tem o número 26 e o Signo de Touro está logo acima na coluna e no topo encontramos o número 3. Dessa maneira, vamos completar colocando os 26 graus de Touro na cúspide da 3ª Casa.

Havendo completado as seis cúspides, passemos ao preenchimento das seis cúspides opostas com os seus respectivos Signos.

Assim, temos 18 graus de Gêmeos na 4ª Casa em oposição a 18 graus de Sagitário na 10ª Casa. Temos 9 graus de Câncer na 5ª Casa em oposição a 9 graus de Capricórnio na 11ª Casa, e assim por diante. Quando todas as cúspides estiverem preenchidas, contamos os Signos para ver se todos os doze estão presentes; dessa maneira, verificamos que nosso horóscopo alcançou o mesmo estágio que o dos demais calculados anteriormente. 

CAPÍTULO 4 – O SIGNO ASCENDENTE E AS DOZE CASAS

aaa-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Esses horóscopos das quatro crianças nascidas na mesma cidade (Chicago), no mesmo dia e no mesmo ano (2 de agosto de 1909), mas, em horas diferentes, mostram graficamente que as pessoas podem nascer e nascem, sob a influência de todos os doze Signos em qualquer lugar, dia e ano.

Quando nós comparamos os quatro horóscopos que levantamos, podemos aprender várias lições importantes. Em primeiro lugar, podemos ver a inutilidade das afirmações que tantas vezes ouvimos: “Nasci no Signo de Touro” ou “Nasci no Signo de Escorpião”, o que simplesmente significa que a pessoa nasceu em maio ou novembro, quando o Sol transitava nesses Signos. Tal declaração expõe, ao mesmo tempo, que a pessoa se mostra ignorante da ciência da Astrologia e revela o fato de que, se ela tem o seu horóscopo em mãos, esse foi levantado por um astrólogo incompetente. Essas são, às vezes, as propagandas para atrair a atenção de quem quer ter um horóscopo seu: “adivinhamos tudo desde o seu berço até o seu túmulo” por uma quantia muito pequena. Mas, um Astrólogo consciencioso não pode dar um simples delineamento de caráter sem gastar, pelo menos, uma hora em cálculo e concentração focada e, fazer previsões que abrangem uma vida inteira exigiria vários dias de trabalho árduo. O Astrólogo científico pode afirmar que uma pessoa tem Touro ou Escorpião no Ascendente e, essa afirmação imediatamente mostra que foram feitos cálculos levando em consideração ano, mês, dia, hora e local do nascimento, o que torna o horóscopo absolutamente individual; enquanto o outro tipo de horóscopo (?) é determinado unicamente pelo mês em que a pessoa nasceu, sem levar em conta o dia, a hora ou até mesmo o ano.

Se um horóscopo pudesse ser levantado por tal método, ou melhor, sem nenhum método, certamente haveria na Terra somente doze tipos de pessoas e todas as nascidas no mesmo mês teriam o mesmo destino. Tal coisa, definitivamente, não é o caso; de fato, não há duas pessoas cujas experiências sejam exatamente iguais, e uma Astrologia que não faça tal distinção não pode ser uma ciência verdadeira.

O astrólogo científico solicita primeiro o ano de nascimento porque sabe que os Astros não entram nas mesmas posições relativas mais de uma vez em um Grande Ano Sideral[1]; assim, o horóscopo de uma criança levantado para 1909 não poderá ser duplicado por 25868 anos. Depois disso, ele pergunta o mês, porque disso dependerá a posição do Sol, que está em um Signo diferente a cada mês do ano.

O dia determina, particularmente, a posição da Lua, que transita de um Signo para outro a cada dois dias e meio; e a hora também é algo necessário para fixar a posição da Lua, já que ela se move, aproximadamente, 12 graus por dia.

Mesmo com todos esses dados, o horóscopo careceria de individualidade, pois se uma criança nascesse a cada segundo, isso significaria que 3600 pessoas nasceriam na mesma hora. Se pudermos reduzir esses dados para caber em dez minutos da hora real do nascimento, teríamos meios para calcular as posições relativa dos Astros, de tal modo que caberia apenas 600 das pessoas na Terra. Se acrescentarmos o último dado, o lugar de nascimento, que nos permite calcular o Signo Ascendente e o grau dele, então, teremos um horóscopo absolutamente individual, pois, de fato, raramente duas pessoas nascem no mesmo lugar, na mesma hora e no mesmo minuto. Mesmo os gêmeos nascem com intervalos de vinte minutos a várias horas e, podemos, prontamente, compreender que um dos gêmeos teria um grau diferente em seu Ascendente. E quando o final de um Signo é Ascendente para um dos gêmeos, geralmente, o outro nascerá sob o Signo seguinte como Ascendente. Como o Signo Ascendente é um dos principais significadores na moldagem do Corpo Denso, a aparência do segundo gêmeo pode ser totalmente diferente da do primeiro gêmeo.

Uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério Norte, e seus opostos no Hemisfério Sul.


[1] N.T: Ano Sideral é contado por meio do aparente movimento do Sol na abóbada celeste, em relação às 12 constelações zodiacais. O Sol percorre todo o Zodíaco em cerca de 25.868 anos.

CAPÍTULO 5 – COMO CALCULAR A POSIÇÃO DOS ASTROS

Como as Efemérides Rosacruzes são calculadas para Greenwich e para o momento em que o relógio do Observatório de Greenwich marca 12 horas (meio-dia), é necessário fazer correções para outros horários e lugares a leste ou oeste daquele ponto quando se deseja calcular os dados de um horóscopo.

Acrescentando-se à Hora Local Exata do nascimento quatro minutos por cada grau de longitude, se o local do nascimento fica a oeste de Greenwich, nós obtemos a Hora Média de Greenwich, como marcada pelo relógio do Observatório. Esse horário se escreve apenas pelas suas iniciais: H.M.G.

Podemos aplicar essa regra para calcular a H.M.G. para o horóscopo de 2 de agosto, às 8:15 A.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste:

 HH MM SS 
Hora Local Exata do nascimento (como calculamos anteriormente)08:23:00 AMDe 2 de agosto
Correção de 4 minutos que vezes 88 graus é igual a 352 minutos05:52:00 
Hora Média de Greenwich (H.M.G.)02:15:00 PMDe 2 de agosto

Observe: multiplicando-se os graus de longitude oeste de Chicago (88 graus) por 4 minutos temos 352 minutos, que dividimos por 60, porque cada hora tem 60 minutos. Obtemos assim 5 horas e 52 minutos, que somamos à Hora Local Exata do nascimento, 8 horas e 23 minutos da manhã, e o resultado é 2 horas e 15 minutos da tarde, a qual é a H.M.G.

Isto quer dizer que no mesmo momento em que a criança nascia e os relógios de Chicago marcavam 8:15 da manhã (AM), o relógio do Observatório de Greenwich marcava 2:15 da tarde (PM).

Esse último horário é o que se deve usar para calcular as posições dos Astros (Sol, Lua e Planetas) e, para que se tenha em mente tão somente o mínimo indispensável de fatores, sugerimos que o principiante esqueça a Hora Local do nascimento, uma vez calculada a H.M.G.

Nas longitudes ocidentais a H.M.G. pode avançar no dia seguinte ao do nascimento, em virtude da soma dos 4 minutos por cada grau de longitude. Nos casos em que a longitude do lugar do nascimento é a leste de Greenwich, os 4 minutos por cada grau de longitude são subtraídos e, portanto, a H.M.G. pode retroceder para o dia que antecede ao do nascimento. Desse modo não falemos de data ou horário de nascimento, mas de data e horário H.M.G. [1]

O que precisamos fazer agora é achar o movimento dos Astros no dia H.M.G., que vai do meio-dia anterior à H.M.G. até ao meio-dia posterior à H.M.G. As posições dos Astros são fornecidas pelas Efemérides Rosacruzes[2].

Como a nossa H.M.G. é 2:15 A.M. do dia 2 de agosto de 1909, se queremos calcular o percurso diário do Sol anotamos a longitude dele ao meio-dia de 2 de agosto (meio-dia anterior à H.M.G.) e a do dia 3 de agosto (meio-dia posterior à H.M.G.). Como vamos subtrair, escrevamos em cima a posição do Astro no meio-dia seguinte, pois isso facilita a operação.

 HH MM SS
A longitude do Sol ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)10:28
A longitude do Sol ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)09:31
Percurso do Sol no dia da H.M.G.00:57

O passo seguinte é achar o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, pois isto também é uma base para a nossa correção. No horóscopo que estamos utilizando a H.M.G. é 2:15 P.M. de 2 de agosto. O meio-dia mais próximo é, obviamente, às 12 horas A.M. do mesmo dia 2 de agosto, e o intervalo entre as 12:00 A.M. e as 2:15 P.M. é, assim, 2 horas e 15 minutos[3].

Tendo encontrado o percurso do Astro no dia H.M.G. e o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, nosso problema pode ser posto assim:

Se o Sol percorre 57 minutos de espaço em 24 horas, quanto ele percorre em 2 horas e 15 minutos? A resposta é: 5 minutos[4].

Esse método de trabalhar com correções pela simples proporção pode ser utilizado com vantagem quando o percurso do Astro é menor que 1 grau; nos casos de Vênus, Mercúrio e, particularmente, no caso da Lua, é muito mais rápido, muito mais seguro e muito mais exato fazer as correções por meio dos logaritmos. Nas últimas páginas das Efemérides Rosacruzes de qualquer ano se encontra uma Tabela de Logaritmos, que também pode ser encontrada no apêndice desse livro e seu uso é extremamente simples.

No alto dessa Tabela há uma sequência de números, de 0 a 23. Esses números tanto são para nos fornecer as horas como para nos fornecer os graus (já que ambos são divididos em 60 minutos); no lado esquerdo há uma coluna que nos fornecem os minutos (tanto para as horas como para os graus) com números de 0 a 59.

Se queremos achar o logaritmo de certo número que está em horas e minutos (ou em graus e minutos), simplesmente pomos nosso dedo indicador no número correspondente ao de horas (ou graus) desejados, daí descendo pela coluna até alcançarmos a linha correspondente aos minutos dados. No ponto em que a linha de minutos intercepta a coluna de horas (ou graus) temos o valor do logaritmo procurado.

Por exemplo, o percurso diário do Sol no horóscopo que estamos calculando é de 0 grau e 57 minutos. Pomos nosso indicador na coluna com o “0” no topo. Corremos o dedo página abaixo até alcançarmos a linha com o número “57” que representa os minutos. No ponto em que essa linha intercepta ou encontra a coluna do “0” vemos o número 1.4025, que é o logaritmo do percurso do Sol no dia H.M.G., que vai do meio-dia de 2 de agosto ao meio-dia de 3 de agosto.

De modo semelhante podemos achar o logaritmo do intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo. Neste caso, como calculamos acima, o intervalo é de 2 horas e 15 minutos. Corremos nosso indicador de cima para baixo na coluna encabeçada pelo número “2” e achamos o número 1.0280 na linha com o número “15”, na coluna dos minutos. Este é o logaritmo do intervalo: 1.0280.

O movimento diário de cada Astro difere do movimento diário de todos os outros Astros. Portanto, o percurso de cada um deles precisa ser calculado separadamente e o respectivo logaritmo precisa ser encontrado, mas o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo se aplica igualmente no cálculo de todos os Astros, de forma que, uma vez determinado o intervalo, seu logaritmo pode ser usado no cálculo das posições de todos os Astros.


[1] N.T.: Exemplo: 1) uma pessoa que nasceu na data de 2 de agosto de 1909, às 8:15 P.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste. Calculando veremos que a HLE será 8:23 PM. E a HMG será 8:23 PM + 5:52 = 2:15 AM do dia 3 de agosto de 1909.

2) uma pessoa que nasceu na data de 31 de dezembro de 1909, às 8:15 P.M. em Chicago (EUA), que se situa nos 88 graus de longitude oeste. Calculando veremos que a HLE será 8:23 PM. E a HMG será 8:23 PM + 5:52 = 2:15 AM do dia 1 de janeiro de 1910.

[2] N.T.: Aqui a página com as Efemérides para o mês de agosto de 1909 com as longitudes dos Astros:

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[3] N.T.: já que 02:15 PM é o mesmo que 14:15, pensemos assim, talvez facilite: 14:15 – 12:00 = 02:15.

[4] N.T.: é só aplicar a “regra de 3 simples”: 57 -> 60 então 5 -> x; x = 5,2 ou arredondando 5 minutos.

Continuando nossos cálculos:

 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso do Sol no dia da H.M.G. (00:57)1.4025
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo2.4305

O valor desse logaritmo em graus e minutos é determinado ao achar o mesmo valor na Tabela dos Logaritmos Proporcionais, ou o que seja mais próximo do Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo, calculado acima. No exemplo acima o logaritmo mais próximo é 2,4594[1]. Esse número está na coluna encabeçada pelo grau 0, e na mesma linha que tem o número 5 na coluna dos minutos, que é a primeira da esquerda. Por conseguinte, o valor correspondente do logaritmo é 0 grau e 5 minutos que é o Incremento de Correção. E assim obtemos o mesmo resultado para o nosso problema (Quando o Sol percorre 57 minutos em 24 horas, quanto percorrerá em 2 horas e 15 minutos?), tanto usando logaritmos quanto o método proporcional. Esse último pode parecer mais fácil ao principiante, mas uma vez determinado o Logaritmo do Intervalo, o método logarítmico será considerado mais fácil, rápido e mais preciso, pois as respostas obtidas pelos dois métodos nem sempre coincidem perfeitamente e, particularmente, no caso da Lua o método logarítmico deve ser usado.

Tendo encontrado a distância percorrida pelo Astro durante o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo, para achar a posição do Astro na H.M.G. (que é o fim e objetivo de todos os nossos cálculos) devemos somar esse Incremento de Correção à longitude do Astro no meio-dia mais próximo ao dia H.M.G. Se essa H.M.G. for P.M., é porque neste caso o Astro foi além da posição mostrada nas Efemérides Rosacruzes.

Se, por outro lado, a H.M.G. for anterior ao meio-dia (A.M.) o Astro ainda não alcançou a posição indicada pelas Efemérides ao meio-dia, pelo que se faz necessário subtrair a distância percorrida no intervalo – o Incremento de Correção – da longitude do Astro dado pelas Efemérides no meio-dia mais próximo à H.M.G.

No caso presente a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), portanto, nós somamos:

 SIGNOGG MM
Longitude do Sol no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Leão09:31
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:05
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Leão09:36

Essa é a posição do Sol que deve ser inserida no horóscopo.

Para conveniência do Estudante nós, agora, enunciaremos os passos da regra para encontrar as posições dos Astros, na devida ordem de cálculo:

  1. Determine a H.M.G. somando à Hora Local Exata do nascimento o produto de 4 minutos para cada grau de longitude do lugar do nascimento, se este ficar a oeste de Greenwich (se a longitude do lugar de nascimento for leste, então subtraia).[2]
  2. Determine o intervalo entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo (em horas e minutos); com esse valor entre na Tabela de Logaritmos Proporcionais e ache o Logaritmo do Intervalo.[3]
  3. Determine o percurso do Astro no dia H.M.G., desde o meio-dia anterior à H.M.G. até ao meio-dia seguinte à H.M.G.; entre na Tabela de Logaritmos Proporcionais e ache o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Dia H.M.G.[4].
  4. Some o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Dia H.M.G. ao Logaritmo do Intervalo. O resultado dessa soma é o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo[5].
  5. Determine o valor do Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo em graus e minutos. Esse é o Incremento de Correção[6].

6.a) Quando a H.M.G. é anterior ao meio-dia (A.M.), subtraia o Incremento de Correção da Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

6.b) Quando a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), some o Incremento de Correção à Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

NOTA IMPORTANTE: Quando o Astro está Retrógrado, inverta-se as condições do item 6[7].

O resultado, em qualquer um dos casos acima, será a posição exata do Astro na H.M.G, e deve ser inserido no horóscopo, no seu devido lugar.

Essas regras são aplicadas no cálculo da posição de um Astro – o Sol –, mas como a H.M.G. (no caso, 2:15 P.M. de 2 de agosto) e o Logaritmo do Intervalo (1.0280) são os mesmos para todos os Astros, nós não precisamos calculá-los (nem a H.M.G e nem o Logaritmo do Intervalo), como vimos nos itens 1) e 2) acima.  Assim, vamos começar nossos cálculos sobre a Lua e outros Planetas a partir do item 3) acima:

 SIGNOHH MM SS
A longitude da Lua ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Peixes02:39
A longitude da Lua ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Aquário17:55
Percurso da Lua no dia da H.M.G. 14:44

O Estudante deve se lembrar que cada Signo tem 30 graus e que cada grau tem 60 minutos. Na subtração acima foi necessário tomar emprestado 1 grau[8] e somar seus 60 minutos aos 39, pois somente assim podemos tirar 55 do total de 99 minutos, conforme exigia a operação, sobrando ainda 44 minutos[9]. De modo semelhante, tomamos emprestado um Signo inteiro (30 graus) para acrescentá-lo ao 1 grau que sobrou de Peixes após tomar dele 1 grau para efetuar a subtração de minutos[10]. Portanto, subtraímos 31 de 17 graus, o que deixa um resto de 14 graus.

De acordo com o item 4) da nossa regra, fazemos:

 HH MM SS
Logaritmo do Percurso da Lua no dia da H.M.G. (14:44)0.2119
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pela Lua durante o Intervalo1.2399

Aplicando a regra no seu item 5) que nos diz como achar o valor desse logaritmo, e em nossa Tabela de Logaritmos Proporcionais podemos verificar como o valor mais próximo o 1.2393. Acima dele, no topo da coluna, vemos o número 1, na extremidade esquerda está o número 23, significando isso que a Lua se deslocou 1 grau e 23 minutos durante o intervalo (entre a H.M.G. e o meio-dia mais próximo). Esse é, pois, o Incremento de Correção.

O item 6.b acima diz que devemos somar esse Incremento de Correção à Longitude da Luz no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides de agosto de 1909:

 SIGNOGG MM
Longitude da Lua no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Aquário17:55
SOMA-SE ao Incremento de Correção 01:23
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Aquário19:18

[1] N.T.: pois 2.4594 – 2.4305 = 0.0289 e 2.4305 – 2.3802 = 0.1503; assim 2.4594 está mais próximo de 2.4305 e esse que deve ser utilizado.

[2] N.T.: suponhamos que a longitude do lugar de nascimento é 88 graus oeste e a H.L.E. é 8:23 AM de 2 de agosto: Então, façamos 4 x 88 = 352 minutos ou 05:52. Como a longitude do lugar de nascimento é oeste, então somemos: 8:23 + 5:52 = 2:15 P.M de 2 de agosto. Esse é o valor da H.M.G.

[3] N.T.: se a H.M.G. é 2:15, então o valor do Logaritmo do Intervalo será, consultando a Tabela, de 1.0280.

[4] N.T.: Por exemplo, se o percurso do Astro no dia H.M.G. foi de 0 grau e 57 minutos, então vamos à Tabela de Logaritmos Proporcionais com esse valor e encontramos: 1.405 que é o Logaritmo do Percurso do Astro durante o dia H.M.G.

[5] N.T.: Se o Logaritmo do Percurso do Astro durante o dia H.M.G. é 1.405 e o Logaritmo do Intervalo é 1.0280, então o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo é 2.4305.

[6] N.T.: Se o Logaritmo do Percurso do Astro durante o Intervalo é de 2.4305, então, vamos à Tabela de Logaritmos Proporcionais com esse valor e encontramos: 0 grau e 5 minutos (00:05).

[7] N.T.: 6.a) Quando a H.M.G. é anterior ao meio-dia (A.M.), SOME o Incremento de Correção da Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

6.b) Quando a H.M.G. é posterior ao meio-dia (P.M.), SUBTRAIA o Incremento de Correção à Longitude do Astro no meio-dia mais próximo à H.M.G., como lido das Efemérides do mês e do ano de nascimento.

[8] N.T. …do valor 02:39 e, assim, os 2 graus viraram 1 grau e os 39 minutos viraram 60 + 39 = 99 minutos. Com isso podemos escrever os 02:39 como 01:99.

[9] N.T.: fizemos a primeira parte da conta, começando pelos minutos: 99 – 55 = 44 minutos.

[10] N.T.: pois após a operação com os minutos, ao invés de 2 graus de Peixes, ficamos com 1 grau de Peixes. Tomando 30 graus emprestados, ficamos com 31 graus.

O movimento de Netuno, Urano, Saturno e Júpiter no dia H.M.G. do meio-dia de 2 de agosto ao meio-dia de 3 de agosto pode se ver numa consulta às Efemérides de agosto de 1909[1], em poucos minutos. Consequentemente, a distância que eles percorreram no intervalo é insignificante, pelo que se escreve no horóscopo as posições que eles têm no meio-dia mais próximo à H.M.G. de 2 agosto. Marte se moveu 15 minutos no dia H.M.G., portanto, podemos acrescentar 1 minuto para o deslocamento durante o intervalo à longitude (ou posição) dele em 2 de agosto, como mostrado nas Efemérides; assim, anotamos no horóscopo a posição de Marte como estando em Áries 03:58 (ou 3º58’).

Vênus precisará da correção logarítmica[2]:

 SIGNOHH MM SS
A longitude de Vênus ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem06:21
A longitude de Vênus ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem05:09
Percurso de Vênus no dia da H.M.G. 01:12
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso de Vênus no dia da H.M.G. (01:12)1.3010
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Vênus durante o Intervalo2.3290

O Incremento de Correção (o valor do logaritmo 2.3290 ou do valor mais próximo encontrado na Tabela de Logaritmos Proporcionais, que neste caso é 2.3133) é 00:07 (ou 00º07’).

 SIGNOGG MM
Longitude de Vênus no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Virgem05:09
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:07
Resultado é a Longitude de Vênus à H.M.G. (e que será inserido no horóscopo)Virgem05:16

Mercúrio também se moveu o suficiente para exigir cálculo de sua posição exata na H.M.G. do nascimento por meio da correção logarítmica:

 SIGNOHH MM SS
A longitude de Mercúrio ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 – após a H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão09:22
A longitude de Mercúrio ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 – antes da H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão07:17
Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. 02:05
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. (02:05)1.0614
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo1.0280
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Mercúrio durante o Intervalo2.0894

O Incremento de Correção (o valor do logaritmo 2.0894 ou do valor mais próximo encontrado na Tabela de Logaritmos Proporcionais, que neste caso é 2.0792) é 00:12 (ou 00º12’).

 SIGNOGG MM
Longitude de Mercúrio no meio-dia mais próximo à H.M.G., 2 de agosto, como lido das Efemérides de agosto de 1909Leão07:17
SOMA-SE ao Incremento de Correção 00:12
Resultado é a Longitude de Mercúrio à H.M.G. (e que será inserido no horóscopo)Leão07:29

[1] N.T.: Efemérides de agosto de 1909, para o meio-dia, com as longitudes dos Astros:

[2] N.T.: A Tabela de Logaritmos Proporcionais:

Agora, vamos encontrar as posições da Cabeça do Dragão, ou Nodo Lunar, e da Cauda do Dragão. A longitude da Cabeça do Dragão em 2 de agosto, ao meio-dia mais próximo da H.M.G., encontrada na Efemérides de agosto de 1909, está em Gêmeos 13:47 (ou 13º47’). A Cauda do Dragão ocupa o ponto oposto, ou seja: Sagitário 13:47 (ou 13º47’). Essas posições devem ser anotadas no horóscopo.

Ainda resta outro fator para completar o horóscopo: a Parte da Fortuna[1],um ponto imaginário calculado a partir das longitudes do Sol, da Lua e do Ascendente. A conceituação da Parte da Fortuna está em saber que o corpo humano é produzido pelas forças lunares. No momento da concepção[2] pode ser matematicamente demonstrado que a Lua se encontrava no mesmo grau do Ascendente no nascimento, ainda que na ocasião do nascimento ela esteja numa longitude diferente. Pode-se dizer que numa dessas posições a Lua magnetizou o polo positivo, e em outra, magnetizou o polo negativo do Átomo-semente[3], o qual, à semelhança de um ímã, atrai para si as substâncias químicas que formam o Corpo Denso. As forças solares vitalizam o Corpo Denso, mas como esse sofre um processo constante de deterioramento, se faz necessário uma suspensão ou solução de nutrientes em estado adequado para absorção – um pábulo – a fim de reparar as perdas. Esse tipo de associação de nutrientes e todas as posses materiais são, portanto, astrologicamente falando, derivadas das influências combinadas do Sol e das duas posições da Lua mencionadas acima. Quando os Aspectos relativos à Parte da Fortuna com os outros Astros são benéficos, o sucesso e a prosperidade materiais são favorecidos; quando são adversos, podem ser esperadas dificuldades ao lidar com assuntos materiais. A natureza do Astro que está com algum Aspecto com a Parte da Fortuna, bem como o Signo e a Casa em que a Parte da Fortuna se encontra, são as fontes das quais podemos esperar uma coisa ou outra, nos mostrando, assim, para onde direcionar as nossas energias ou o que devemos evitar.

Os Signos do Zodíaco são contados a partir de Áries, que é o primeiro Signo, e são assim numerados:

NomeNúmero Equivalente NomeNúmero Equivalente
Áries1 Libra7
Touro2 Escorpião8
Gêmeos3 Sagitário9
Câncer4 Capricórnio10
Leão5 Aquário11
Virgem6 Peixes12

Para encontrarmos a posição da Parte de Fortuna:

Some: a longitude do Ascendente (Signo, Grau e Minutos) com a longitude da Lua (Signo, Grau e Minutos);

Dessa soma, subtraia a longitude do Sol (Signo, Grau e Minutos);

O resultado é a longitude de Parte da Fortuna (Signo, Grau e Minutos).

Aplicando essa regra ao horóscopo que estamos levantando, anotamos os fatores envolvidos no cálculo da seguinte forma:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude do AscendenteVirgem618:56
A longitude do SolLeão509:36
A longitude da LuaAquário1119:18

Seguindo as regras acima, somamos:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude da LuaAquário1119:18
A longitude do AscendenteVirgem618:56
RESULTADO DA SOMA 1808:14

E, em seguida, subtrair:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA 1808:14
A longitude do SolLeão509:36
Longitude da Parte da FortunaPeixes1228:38

O 12º Signo é Peixes, portanto, a longitude da Parte da Fortuna no horóscopo é: Peixes em 28:38 (ou 28º38’).

No exemplo acima, o Estudante perceberá que quando somamos os graus da Lua e do Ascendente: 19 + 18 e mais 1 grau, tomado da soma dos minutos, o resultado foi “38”, mas como só existem 30 graus num Signo, então um Signo foi levado e somados aos outros Signos, do mesmo modo como somamos 60 minutos aos graus ou às horas.

Se, depois da subtração da longitude do Sol, houver mais que 12 signos, subtraímos o círculo total de 12 e ficamos com o que sobrar.

Também pode acontecer que a longitude do Signo onde está o Sol exceda as longitudes da Lua e a do Ascendente, sendo impossível se efetuar a subtração. Por exemplo, se a:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
A longitude do AscendenteÁries125:55
A longitude da LuaÁries125:50
RESULTADO DA SOMA 321:45

Se o Sol está em Capricórnio, o 10º Signo, não podemos subtrair 10 de 3, portanto, somamos um ciclo de 12 Signos:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA321:45
Ciclo de 12 Signos1200:00
RESULTADO DA SOMA 1521:45

Então, podemos subtrair da Longitude do Sol:

 SIGNONúmero EquivalenteHH MM SS
RESULTADO DA SOMA 1521:45
A longitude do SolCapricórnio1029:55
Longitude da Parte da FortunaCâncer421:50

Assim, o 4º Signo é Câncer, portanto, a longitude da Parte da Fortuna no horóscopo seria: Câncer em 21:50 (ou 21º50’).

Na subtração acima: 45 minutos menos 55, tomamos “emprestado” 1 grau, ou 60 minutos, e adicionamos aos 45 minutos e, então, dessa soma, 105 minutos, subtraímos os 55, restando, portanto, 50 minutos.

Vamos continuar a operação: repare que depois da operação acima não temos mais 21 graus (do RESULTADO DA SOMA), mas sim 20 graus, pois tomamos “emprestado” 1 grau para a subtração dos minutos. Assim, para subtrairmos 29 graus dos 20 graus, também tomamos “emprestado” 1 Signo dos 15 (do RESULTADO DA SOMA). Os 30 graus desse Signo somamos aos 20 graus, o que totaliza 50 graus. Agora sim, destes 50 graus subtraímos os 29 graus, restando 21 graus. Como dos 15 tomamos “emprestado” 1 Signo, sobraram 14 e, assim, subtraindo 10 desses 14 restaram 4. O 4º Signo é Câncer, por conseguinte, a longitude da Parte da Fortuna é Câncer 21:50 (ou 21º50’).


[1] N.T.: ou Roda da Fortuna

[2] N.T.: Na concepção, o óvulo maduro é fertilizado por um espermatozoide. A fertilização acontece quando o espermatozoide atinge o óvulo e consegue perfurar com sucesso a membrana externa dele.

[3] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

Agora faremos uma lista das Longitudes dos Astros como nós temos calculado, antes de inseri-los no horóscopo:

Nome do AstroSignoLongitude
GrauMinutos
SolLeão936
LuaAquário1918
NetunoCâncer1742
UranoCapricórnio1815 M
SaturnoÁries2313
JúpiterVirgem1510
MarteÁries358
VênusVirgem516
MercúrioLeão729
Parte da FortunaPeixes2838
Cabeça do DragãoGêmeos1347
Cauda do DragãoSagitário1347

Os Astros podem ser inseridos no horóscopo.

Ao inserir os Astros, o Estudante Rosacruz deve considerar, de modo especial, dois pontos:

Primeiro – Que os Astros são inseridos nas próprias Casas onde calculamos e na devida ordem. Os Signos e os respectivos graus do Zodíaco seguem na direção indicada na ordem natural deles; consequentemente, começando por Áries 0º (que deve estar na 7ª Casa, já que Áries nos 14º está na cúspide da 8ª Casa), vemos que Marte está em Áries 3:58, portanto colocamo-lo na 7ª Casa mais próximo à cúspide da 8ª Casa do que da 7ª Casa. Como Áries nos 14º está na cúspide ou na linha que assinala a entrada na 8ª Casa, e Saturno está em Áries a 23:13, colocamos esse na 8ª Casa, e mais perto da cúspide dessa Casa do que da 9ª Casa. Assim, ambos os Planetas estão em relação adequada um com o outro e com as Casas, e eles estão colocados de tal maneira que, vendo-os não podemos nos enganar quanto ao Signo em que se encontram. Se Marte fosse colocado mais perto da cúspide da 7ª Casa, à primeira vista pareceria estar em Peixes, e Saturno posto mais perto da cúspide da 9ª Casa pareceria estar em Touro. Isso causaria um erro na leitura, o qual pode ser evitado com um cuidado mínimo. Se o Estudante observar cuidadosamente o método aqui utilizado para colocação dos Astros nesse horóscopo, nunca terá dúvidas quanto aos Signos em que os Astros estão ocupando.

image-16 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Segundo – As posições dos Astros devem ser legíveis sem a necessidade de virar ou inclinar a Folha do Horóscopo, o que contraria as condições para uma boa concentração. Se as posições dos Astros nas 3ª, 4ª, 9ª e 10ª Casas forem anotadas conforme anotamos as de Netuno e Urano, tal inconveniente não existirá.

O horóscopo agora está levantado e está completo. A maioria dos astrólogos, agora, começa a interpretá-lo, mas que essa interpretação seja mais completa é necessário fazer um índice, tal como apresentamos no último capítulo desta parte.

Com o objetivo de familiarizar bem o Estudante com o modo de levantar um horóscopo, primeiramente vamos completar o horóscopo que levantamos parcialmente da data de 2 agosto às 8:15 P.M.[1], pois esse horóscopo oferece certas peculiaridades que vale a pena darmos atenção, conforme exporemos a seguir.

Para determinar a H.M.G. de 2 de agosto, somamos à Hora Local Exata de Nascimento (08:23:00 P.M.) os 4 minutos por cada um dos 88 graus (4 x 88) de Longitude oeste de Greenwich em que se situa o lugar do nascimento, que convertido temos 05:52:00, resultado a H.M.G que já cai no dia seguinte, 3 de agosto no horário de 02:15:00 A.M.

Colocando em uma tabela:

 HH MM SS 
Hora Local Exata do nascimento (como calculamos anteriormente)08:23:00 PMDe 2 de agosto
Correção de 4 minutos que vezes 88 graus é igual a 352 minutos05:52:00 
Hora Média de Greenwich (H.M.G.)02:15:00 AMDe 3 de agosto

Aqui está um ponto importante. Quando acrescentamos 5 horas e 52 minutos às 08:23:00 P.M. levamos a H.M.G para o dia seguinte; isso significa que no mesmo instante em que essa criança nascia em Chicago, com os relógios marcando 8:15 da noite de 2 de agosto, o relógio do Observatório de Greenwich marcava 2:15 da madrugada de 3 de agosto. Assim, o meio-dia de 3 de agosto é o mais próximo da H.M.G., e o intervalo entre a H.M.G. (2:15 A.M.) e o meio-dia mais próximo é, portanto, 9 horas e 45 minutos, cujo logaritmo é 0,3912.

Executemos, agora, os cálculos e as operações matemáticas prescritas no início deste Capítulo V:

 HH MM
A longitude do Sol ao meio-dia de 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)10:28
A longitude do Sol ao meio-dia de 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)09:31
Percurso do Sol no dia da H.M.G.00:57
 LOGARÍTMOS
Logaritmo do Percurso do Sol no dia da H.M.G. (00:57)1,4025
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pelo Sol durante o Intervalo1,7937

O valor do logaritmo 1,7937, ou seja, o Incremento de Correção é 0 grau e 23 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude do Sol no meio-dia mais próximo da H.M.G.Leão10:28
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:23
Resultado é a Longitude do Sol à H.M.G.Leão10:05

Essa é a posição em que inserimos para o Sol no horóscopo, ou seja: 10 graus e 5 minutos do Signo de Leão.

Observe que no horóscopo anterior (o de 2 agosto às 8:15 A.M., em Chicago (EUA)) nós somamos o Incremento de Correção à longitude de cada Astro (Sol, Lua e Planetas), porque a H.M.G. era após ao meio-dia. No atual horóscopo (o de 2 agosto às 8:15 P.M., em Chicago (EUA)) a H.M.G. é antes do meio-dia, assim subtraímos do Incremento de Correção da longitude de cada Astro no meio-dia mais próximo da H.M.G., conforme determina o item 6.b da regra que usamos para calcular a posição exata do Astro na H.M.G.[2].

 SIGNOHH MM
A longitude da Lua ao meio-dia após à H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Peixes02:39
A longitude da Lua ao meio-dia antes da H.M.G. (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Aquário17:55
Percurso da Lua no dia da H.M.G. 14:44
 HH MM
Logaritmo do Percurso da Lua no dia da H.M.G. (14:44)0,2119
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida pela Lua durante o Intervalo0,6031

O valor do logaritmo 0,6031, ou seja, o Incremento de Correção é 5 graus e 59 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude da Lua no meio-dia mais próximo da H.M.G.Peixes02:39
SUBTRAIA do Incremento de Correção 05:59
Resultado é a Longitude da Lua à H.M.G.Aquário26:40[3]

Conforme fizemos no primeiro horóscopo, neste também podemos dispensar cálculos para as posições de Netuno, Urano e Saturno sem a correção (fornecida por meio do Incremento de Correção), e apenas anotando as longitudes de cada um deles no meio-dia mais próximo à H.M.G. O percurso de Marte no dia H.M.G. é de 15 minutos, e seu percurso durante o intervalo de 9 horas e 45 minutos[4] deve, portanto, ser aproximadamente 6 minutos[5]. subtraindo 6 minutos da posição de Marte em 3 de agosto (no meio-dia mais próximo à H.M.G.), a posição de Marte no horóscopo será Áries 04:06. Do mesmo modo, Júpiter requer uma correção de 4 minutos[6], ficando sua posição em Virgem 15:17.


[1] N.T.: Atente bem que no início do Capítulo V nós calculamos os dados para um horóscopo que levantamos parcialmente da data de 2 agosto às 8:15 A.M., em Chicago (EUA).

[2] N.T.: veja no início desse Capítulo V

[3] N.T.: Uma maneira prática de fazer essa conta de subtração (quanto a parcela superior é menor do que a parcela inferior). Repare que estamos em uma circunferência e lá medimos as distâncias em graus e minutos. Sabemos, também que cada Signo tem 30 graus (sempre). E aqui sabemos que depois de Aquário vem Peixes, ou, antes de Peixes vem Aquário:

Outro modo: considerando uma reta de 0º a 360º, segmentada de 30 em 30 graus (o tamanho invariável de cada Signo), e sabendo que Aquário vem depois de Peixes, podemos considerar o ponto 2:39º de Peixes como se fosse o ponto 32:39 de Aquário. Agora se fizermos a subtração 32:39 – 05:59 = 31:99 – 05:59 = 26:40.

[4] N.T.: que é o intervalo de tempo entre a H.M.G., que é 2h15 AM de 3 de agosto, e o meio-dia mais próximo da H.M.G., que é o meio-dia do próprio 3 de agosto: 12:00 – 02:15 = 11:60 – 02:15 = 9:45.

[5] N.T.: ou seja: entre o meio-dia mais próximo à H.M.G. e a própria H.M.G (intervalo de 9 horas e 45 minutos). Ora se Marte se movimenta 15 minutos de 2 a 3 de agosto (portanto, 24 horas), então quanto ele se deslocou em 9 horas e 45 minutos? Apliquemos a Regra de Três simples: 15 m – > 24 h assim como x <- 9h45m, ou seja: 9h45m x 15m = 9,75h x 15m = 146,3 e 146,3/24 = 6,1 minutos, arredondando para baixo: 6 minutos!

[6] N.T.: O percurso de Júpiter no dia H.M.G. é de 11 minutos. Assim, entre o meio-dia mais próximo à H.M.G. e a própria H.M.G, ou seja, o intervalo de 9 horas e 45 minutos. Ora se Júpiter se movimenta 11 minutos de 2 a 3 de agosto (portanto, 24 horas), então quanto ele se deslocou em 9 horas e 45 minutos? Apliquemos a Regra de Três simples: 11 m – > 24 h assim como x <- 9h45m, ou seja: 9h45m x 11m = 9,75h x 11m = 107 e 107/24 = 4,4 minutos, arredondando para baixo: 4 minutos!

                                                       

 SIGNOHH MM
A longitude de Vênus ao meio-dia após à H.M.G. – 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem06:21
A longitude de Vênus ao meio-dia antes à H.M.G. – 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Virgem05:09
Percurso de Vênus no dia da H.M.G. 01:12
 HH MM
Logaritmo do Percurso de Vênus no dia da H.M.G. (01:12)1,3010
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Vênus durante o Intervalo1,6922

O valor do logaritmo 1,6922, ou seja, o Incremento de Correção é 0 graus e 29 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude de Vênus no meio-dia mais próximo da H.M.G.Virgem06:21
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:29
Resultado é a Longitude de Vênus à H.M.G.Virgem05:52[1]

Mercúrio é o último Planeta que temos que calcular:

 SIGNOHH MM
A longitude de Mercúrio ao meio-dia após à H.M.G. – 3 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão09:22
A longitude de Mercúrio ao meio-dia antes à H.M.G. – 2 de agosto de 1909 (como fornecido pelas Efemérides Rosacruzes de 1909)Leão07:17
Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. 02:05
 HH MM
Logaritmo do Percurso de Mercúrio no dia da H.M.G. (01:12)1,0614
SOMA-SE ao Logaritmo do Intervalo0,3912
Resultado é o Logaritmo da Distância Percorrida por Mercúrio durante o Intervalo1,4526

O valor do logaritmo 1,4526, ou seja, o Incremento de Correção é 0 graus e 51 minutos.

 SIGNOGG MM
Longitude de Mercúrio no meio-dia mais próximo da H.M.G.Leão09:22
SUBTRAIA do Incremento de Correção 00:51
Resultado é a Longitude de Mercúrio à H.M.G.Virgem08:31[2]

As posições da Cabeça do Dragão (<), ou Nodo Lunar, e da Cauda do Dragão (>) também precisam ser encontradas. Segundo as Efemérides, no dia 3 de agosto, o meio-dia mais próximo da H.M.G., a Cabeça do Dragão está em Gêmeos 13:44[3]. A Cauda do Dragão ocupa o ponto oposto, ou seja, de Sagitário 13:44.

Agora só resta calcular a Parte da Fortuna (ou Roda da Fortuna), e para tal dispomos os fatores do cálculo como segue:

 SIGNOGG MM
Longitude do Ascendente no 12º SignoPeixes07:08
Longitude do Sol no 5º SignoLeão10:05
Longitude da Lua no 11º SignoAquário26:40

Procedemos de acordo com a regra fornecida:

 Nº do SIGNOGG MM
Longitude do Ascendente no 12º Signo1207:08
Longitude da Lua no 11º Signo1126:40
SOMANDO OS DOIS2333:48
MENOS:
Longitude do Sol no 5º Signo510:05
RESULTADO1823:43
Como passou de 12 (o máximo número de Signos, então SUBTRAIMOS:12 
RESULTADO: Posição da Parte da Fortuna623:43

Ou: a Longitude da Parte da Fortuna é: Virgem em 23:43                                                                                                                 

Agora, façamos uma lista dos Astros (Sol, Lua e Planetas) e os Elementos astrológicos calculados, a fim de inseri-los no horóscopo:

ASTRO ou ELEMENTO ASTROLÓGICOSIGNOGG MM
SolLeão10:05
LuaAquário26:40
NetunoCâncer17:44
UranoCapricórnio18:13M
SaturnoÁries23:14
JúpiterVirgem15:17
MarteÁries04:06
VênusVirgem05:52
MercúrioLeão08:31
Parte da FortunaVirgem23:43
Cabeça do DragãoGêmeos13:44
Cauda do DragãoSagitário13:44

Acabamos de erigir dois horóscopos, e uma comparação entre ambos revela o fato de que, embora sejam de duas pessoas nascidas na mesma cidade e no mesmo dia e ano, as características de uma pessoa são inteiramente opostas às da outra e, uma vez que o caráter é o determinador do destino, as vidas dessas duas pessoas deverão ser totalmente opostas.

Antes de podermos interpretar esses dois horóscopos é necessário que nós obtenhamos uma clara concepção das relações dos Astros (Sol, Lua e Planetas) entre si, dos Astros com os Signos do zodíaco, e dos Astros com as Casas, conforme se encontram em cada um dos dois horóscopos, e com esta finalidade nós faremos um índice que deve revelar esses relacionamentos num relance, de maneira que nossas mentes não possam ser embaraçadas pela matemática no momento de interpretarmos o horóscopo, mas sejam livres e concentradas no significado dos diferentes Aspectos astrológicos e nas posições dos Signos, Astros e Elementos astrológicos.

RETROGRADAÇÃO

Na página das Efemérides Rosacruzes, que tem uma amostra nesse livro[4], você encontrará nas colunas de Saturno, Urano e Marte uma letra “R” em maiúsculo. Esse símbolo tem o seguinte significado:

Os Planetas do nosso Sistema Solar se movem em uma única direção, do oeste para leste, mas suas órbitas em torno do Sol têm amplitudes variáveis, a mesma coisa se dando com as suas velocidades. A Terra desloca-se a uma velocidade de, aproximadamente, 108.000 quilômetros por hora e, ainda, sua circunferência da órbita – em torno do Sol – é tão grande que requer em torno de 365 dias para que ela contorne o Sol. Mercúrio descreve uma circunferência da órbita bem menor em volta do Sol, mas se desloca a uma velocidade de, aproximadamente, 180.000 quilômetros por hora, de modo que completa sua revolução em torno de 88 dias. A velocidade de Urano é de apenas, aproximadamente, 27.000 quilômetros por hora, mas sua órbita é tão grande que requer em torno de 84 anos para completá-la. Os demais Planetas mostram semelhantes variações de velocidade. Se eles se deslocassem em linha reta, os menores e mais rápidos logo deixariam para trás os mais pesados e mais lentos, mas como se movem em círculos, eles cruzam um ponto de observação repetidas vezes. Se tal ponto fosse central e estacionário, esse constante movimento para a frente dos Planetas, em suas respectivas órbitas, seria perceptível a todos os observadores, mas essa é a questão, não há ponto estacionário; toda partícula de Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, à menor partícula de “poeira”, se move incessantemente em torno de um centro comum e, por conseguinte, às vezes um Planeta se desloca quase transversalmente ao curso de outro corpo em movimento, e isso fica parecendo, por algum tempo, que ele fica parado em sua órbita. Os astrônomos dizem que tal Planeta está Estacionário. Outras vezes, esse movimento oblíquo dos Planetas, em relação à posição da Terra em sua órbita, os faz parecer se moverem para trás no Zodíaco, e a esse movimento chamamos Retrógrado. Nas Efemérides vemos um símbolo parecendo com um “R” maiúsculo na linha do dia em que o Planeta começa, aparentemente, a retroceder, e essa retrogradação continua até onde se encontra um “D” maiúsculo, o qual indica que volta a se observar o movimento do Planeta para a frente.

Embora esse movimento retrógrado de um Planeta seja apenas aparente, ele tem um efeito muito real no que tange à influência exercida por tal Planeta, pois é o ângulo do seu raio que determina a influência de um Planeta. Os Planetas são focos que transmitem e intensificam as propriedades das estrelas fixas, de tal maneira que nos afetam em um grau muito maior do que quando não se acham focalizados sobre o ponto de observação, o lugar do nascimento.

Vamos supor que no momento do nascimento de uma criança observamos Saturno e por detrás dele, diretamente em linha com o nosso ponto de observação, vemos a estrela fixa Antares, que se acha próxima aos 8 graus de Sagitário; a criança então está propensa a sofrer afecções nos olhos, as quais são suficientemente graves mesmo que o Planeta se mova “direto” em sua órbita, como geralmente acontece, pois então Antares sairá de foco gradativamente, e Saturno não voltará a formar a Conjunção adversa com Antares antes de completar sua revolução em torno do Sol (que leva cerca de 29 anos). Se, por outro lado, vemos que no dia seguinte ao nascimento Saturno retrograda um pouco e ainda mais no dia seguinte, e desse modo por uma ou duas semanas, então também nesse caso Antares sai fora de foco, mas há essa diferença importante, que em vez de demorar 29 anos para formar a Conjunção adversa seguinte, Saturno pode se voltar a ficar “direto”, e forma a segunda Conjunção adversa com Antares, dentro de poucas semanas após o nascimento, e essa repetição do raio adverso pode agravar o defeito inato a tal ponto que a criança poderá se tornar cega. Assim, nós reiteramos que, mesmo sendo apenas aparente, o movimento retrógrado de um Planeta exerce uma influência muito real sobre os interesses humanos.


[1] N.T.: 06:21 – 00:29 = 05:81 – 00:29 = 05:52

[2] N.T.: 09:22 – 00:51 = 08:82 – 00:51 = 08:31

[3] N.T. Efemérides de Agosto de 1909 – Longitude dos Astros

[4] N.T.:

image-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

CAPÍTULO 6 – OS ASPECTOS

O círculo do Zodíaco, como qualquer outro círculo, é dividido em 360 graus. Dentro desse círculo os corpos celestes do nosso Sistema Solar se movem, ainda que seus movimentos estejam longe de ser uniformes, como mostrado no primeiro capítulo. Portanto, aqueles Astros que se deslocam mais lentamente são alcançados, ultrapassados e novamente ultrapassados pelos Astros mais rápidos.

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) se encontra a certo número de graus de outro Astro dizemos que estão em Aspecto[1]:

Tabela de Aspectos
A Oposiçãoos Astros estão a 180 graus um do outro.
A Quadraturaos Astros estão a 90 graus um do outro.
O Sextilos Astros estão a 60 graus um do outro.
O Trígonoos Astros estão a 120 graus um do outro.
A Conjunçãoos Astros estão a 0 graus um do outro.

O Aspecto Paralelo acontece quando dois Astros têm o mesmo grau de Declinação, não importando que um esteja ao norte (Declinação Norte) e outro ao sul (Declinação Sul) do Equador Terrestre. Isto será esclarecido nos cálculos que se seguirão mais tarde.

Dos Aspectos mencionados na Tabela anterior, a Oposição e a Quadratura dizemos que são adversos; o Sextil e o Trígono dizemos que são benéficos, enquanto a Conjunção e o Paralelo se classificam como indeterminados (benéficos ou adversos); se a Conjunção ou o Paralelo ocorrem entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa. Um horóscopo é considerado como trazendo alguma coisa boa não prevista como certa (ou seja: é um horóscopo auspicioso) se nele há mais Sextis e Trígonos do que Quadraturas e Oposições. Um horóscopo é considerado como não auspicioso se nele há mais Quadraturas e Oposições do que Sextis e Trígonos.

Tal ponto de vista é errado. No Reino do Pai não há o “mal”. O que parece ser “mal” é apenas o “bem” em formação. Quando um lapidador de joias lapida uma pedra preciosa, ele aplica o esmeril a cada um dos lados da pedra bruta, e a cada esmerilhada nós podemos ouvir um grito alto da pedra, como se estivesse sentindo uma dor. Entretanto, gradualmente, como consequência do processo de esmerilhamento rigoroso, a pedra preciosa adquire uma superfície lindamente polida, com inúmeras facetas capazes de receber, refletir e refratar a luz solar brilhante.

Deus e Seus Ministros — os Sete Espíritos Planetários diante do Trono — são os lapidários, e nós somos um diamante bruto. Para polir e revelar sua natureza espiritual são necessárias várias experiências. Tais experiências podem ser agradáveis ou não, conforme indiquem os comumente chamados Aspectos benéficos ou adversos. Mas, pode se dizer com segurança que as experiências adversas que nos chegam sob os chamados Aspectos adversos são tão potentes desenvolvedores de músculos espirituais, removendo muito do nosso egoísmo, servindo para nos tornar mais tolerantes e compassivos, do mesmo modo que o duro esmeril serve para remover a crosta áspera do diamante. Embora um horóscopo repleto de Quadraturas e Oposições possa indicar o que normalmente é chamado de uma vida difícil, tal horóscopo é infinitamente preferível (sob o ponto de vista espiritual) àquele que só tenha Aspectos “benéficos”, pois, enquanto esse último proporciona apenas uma existência insípida, o horóscopo “ruim” proporciona ação e uma qualidade agradavelmente excitante à vida em uma ou outra direção.

Além disso, como as “estrelas” não obrigam, mas apenas proporcionam tendências, cabe a nós, em grande medida, afirmar nossa Individualidade e transmutar o “mal” presente em “bem” futuro. Assim, trabalharemos em harmonia com as “estrelas” e as regemos pela obediência à Lei Cósmica.

A influência de um Aspecto entre os Planetas[2] no nascimento é sentida mesmo que eles não estejam exatamente a 0, 60, 90, 120 ou 180 graus um do outro; admite-se uma “Órbita de Influência”, por assim dizer, de 6 graus.

No horóscopo que serve de exemplo, abaixo, Saturno e Júpiter estão dentro da “Órbita de Influência”, porque um está a 1 grau de Áries e o outro está a 7 graus do mesmo Signo, Áries. Saturno estando a 1 grau de Áries, também está dentro “Órbita de Influência” dos Aspectos com Marte (3 graus) e Mercúrio (5 graus), mas não dentro da “Órbita de Influência” do Aspecto com o Sol, ou com a Lua e nem com Vênus, pois há mais de 6 graus de 1 grau (de Saturno) a 10, 12 e 14 graus do Sol, da Lua e de Vênus, respectivamente[3].

A razão espiritual para essa “Órbita de Influência” é a seguinte: além do corpo visível percebido por nossos sentidos[4], também possuímos veículos invisíveis chamados por S. Paulo de corpos espirituais, sendo que nós somos Espíritos. Quando tivermos desenvolvido a faculdade da visão espiritual, faculdade essa latente em todos nós, poderemos ver esses Corpos mais sutis[5] sobressaindo muito além do Corpo Denso que está localizado no centro dessa “aura”[6], do mesmo modo que a gema de um ovo está no centro desse ovo, rodeada de clara por todos os lados.

Antes que dois seres humanos entrem em contato físico próximos, suas “auras” se interpenetram; essa é a razão pela qual “sentimos a presença do outro”, às vezes antes de o percebermos por meio de nossos sentidos comuns[7].

“Como é em cima, assim é embaixo”. Somos feitos à imagem de Deus e de Seus Ministros, os Anjos-estelares. Cada Planeta tem Seus Mundos invisíveis[8] que sobressaem no espaço, além da esfera densa visível e perceptível pelo olho físico[9]. Quando essas “auras” planetárias entram em Aspecto, uma influência é sentida, embora ainda possam faltar 6 graus na formação de um Aspecto ou eles podem ter ultrapassado os 6 graus do Aspecto.

Para determinar rapidamente qual é o Aspecto que os Planetas formam entre si em um horóscopo, quando dentro das Órbitas de Influência, observemos as divisões dos Signos do Zodíaco:

Os Planetas em Signos Cardeais estão em Conjunção, Quadratura ou Oposição, se dentro da Órbita de Influência. Os Planetas em Signos Fixos também estão em Conjunção, Quadratura ou Oposição se dentro dessa Órbita de Influência, e o mesmo acontece com os Planetas em Signos Comuns. Uma rápida olhada no horóscopo revelará qual dos três Aspectos está formado.

Outra divisão do Zodíaco é: Signos de Fogo, Signos de Terra, Signos de Ar e Signos de Água:

Os Planetas em Signos de Fogo estão em Conjunção ou Trígono, se dentro da Órbita de Influência. Os Planetas em Signos de Terra estão em Trígono ou Conjunção; assim também estão os Planetas em Signos de Ar e de Água, conforme se vê no diagrama acima.

Essencialmente Dignificados e em Exaltação:

Diz-se que o Planeta “rege” ou está “Essencialmente Dignificado” em certos Signos onde a natureza essencial tanto do Planeta quanto do Signo concorda. Quando estão em Signos opostos – àqueles que estão Essencialmente Dignificados – diz-se que eles estão em “Detrimento” e, portanto, em desarmonia com o ambiente.

Os Planetas são mais poderosos em certos Signos do que em outros, pelo que se diz estarem “em Exaltação” quando colocados em tais Signos. Quando ocupam os Signos Opostos – àqueles que estão em Exaltação – eles estão em “Queda” e, portanto, comparativamente fracos.

A Tabela de Potências Astrais a seguir mostrará os Astros e os Signos nos quais eles são fortes ou fracos, de acordo com o exposto acima. Note-se que cada um dos Planetas, exceto Urano e Netuno, rege dois Signos, ao passo que o Sol e a Lua regem apenas um cada. Observe também que Urano e Saturno são co-Regentes de Aquário, e que Netuno e Júpiter são co-Regentes de Peixes.

Tabela-de-Potencias-Astrais Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Tabela de Potências Astrais

Graus Críticos:

A Tabela de Graus Críticos dos Signos a seguir mostra certos graus do Zodíaco que são designados como “Graus Críticos”. Quando um Astro se encontra dentro da Órbita de Influência de três graus de quaisquer desses pontos[10], tal Astro exercerá uma influência muito mais forte na vida do que de outra forma. Essa influência tenderá a aumentar a intensidade de uma “Exaltação”, como também a compensar a fraqueza resultante de um Astro estar “em Queda” ou “em Detrimento”. Também aumentará a força dos Aspectos desse Astro.

Signos CardinaisSignos FixosSignos Comuns
1O 13O 26O9O 21O4O 17O
ÁriesTouroGêmeos
CâncerLeãoVirgem
LibraEscorpiãoSagitário
CapricórnioAquárioPeixes

Tabela de Graus Críticos dos Signos

Elevação:

Diz-se estar “Elevado” o Astro que está na 9ª ou 10ª Casa ou próximo a elas. Quanto mais próximo do Meio-do-Céu, mais Elevado se encontra. O Astro Elevado é muito mais poderoso, tanto quando está com Aspecto benéfico ou quando está com Aspecto adverso, do que quando colocado em um local mais baixo.

Ângulos:

Quando os Astros se encontram nos “Ângulos” do horóscopo (primeira, quarta, sétima e décima Casas), diz-se que estão Angulares ou Acidentalmente Dignificados. Quando assim posicionados, eles exercem uma influência maior tanto quando está com Aspecto benéfico ou quando está com Aspecto adverso do que quando localizados nas outras Casas.

Quando o Estudante tiver assimilado as informações acima, ele deve prosseguir para fazer uma Tabela ou um Índice de Relacionamento dos Astros, conforme o exemplo abaixo:

Tabela-ou-um-Indice-de-Relacionamento-dos-Astros-823x1024 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Tabela ou um Índice de Relacionamento dos Astros


[1] N.T.: São somente esses Aspectos astrológicos que a Astrologia Rosacruz considera como necessários e suficientes para uma completa interpretação astrológica utilizando o método da Astrologia Rosacruz. O motivo disso, o próprio Max Heindel e a própria Augusta Foss Heindel nos fornecem a explicação no Livro “A Mensagem das Estrelas”, que replicamos aqui: … uma galáxia completa de Aspectos que envolva bi-Quintil, Sesquiquadratura e outras insensatezes altissonantes e absurdas forem incluídas também, certamente o Astrólogo se perderá no labirinto matemático de tal modo que será incapaz de ler uma única sílaba da “mensagem das estrelas”. Durante o primeiro ano de seus estudos astrológicos, um dos autores, originalmente de natureza matemática, tinha o hábito de levantar horóscopos e tabular os Aspectos de forma tão maravilhosa e ousada que tais tabulações superavam o proverbial “enigma chinês”; eram verdadeiros “Nós Górdios”, pelos quais o destino de um ser humano ficava tão emaranhado em cada mapa que nem o autor daquela abominação, nem outra qualquer pessoa poderiam esperar desembaraçar dele a pobre alma envolvida. Possa ele ser perdoado, pois já se corrigiu e agora é extremamente cuidadoso no eliminar do horóscopo tudo o que não seja essencial, mas como estava envolvido pelo labirinto da matemática, sua experiência deve servir como uma advertência. Nossas Mentes, no melhor dos casos, são instrumentos frágeis para compreender o destino e, certamente, teremos uma grande oportunidade de ser bem-sucedidos se aplicarmos nosso conhecimento a fatores mais importantes e esses, geralmente, são os mais simples.

[2] N.T.: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão.

[3] N.T.: 8, 11 e 13 graus, respectivamente.

[4] N.T.: o Corpo Denso.

[5] N.T.: Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente.

[6] N.T.: Corpo Vital e Corpo de Desejos.

[7] N.T.: visão, audição, olfato, paladar e tato.

[8] N.T.: Região Etérica do Mundo Físico, Mundo do Desejo e Mundo do Pensamento.

[9] N.T.: o Corpo Denso dele que nada mais é do que a Região Química do Mundo Físico.

[10] N.T.: Sol no 15o de Áries está em “Grau Crítico”, pois está a 2 graus da culminação do “Grau Crítico” 13 graus de Áries (15 – 13 = 2 graus), portanto dentro da “Órbita de Influência” de 3 graus.

CAPÍTULO 7 – COMO FAZER O ÍNDICE

image-3 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Olhando para o horóscopo levantado para as 8:15 P.M., notamos que Saturno e Marte estão em Áries, um Signo Cardinal. Assim sendo, pomo-los no Índice na linha dos Signos Cardinais. Netuno está em Câncer, que é o Signo Cardinal seguinte, portanto, esse também vai para a linha dos Signos Cardinais. Libra, o terceiro Signos Cardinais, não tem Astro algum. Capricórnio é o último dos Signos Cardinais; Urano está em Capricórnio e quando o inseridos no Índice, nós completamos a lista dos Astros que, nesse horóscopo, estão situados nos Signos Cardinais.

O Signos Fixos são Touro, Leão, Escorpião e Aquário. Em Touro não há Astros. O Sol e Mercúrio estão em Leão, assim, os colocamos no Índice, na linha dos “Signos Fixos”. Em Escorpião não há Astros, mas a Lua está em Aquário. Ela é, então, inserida no Índice na linha dos “Signos Fixos”.

Nesse horóscopo os Signos Comuns de Gêmeos, Sagitário e Peixes não têm Astros, mas Virgem, outro Signo Comum, tem Júpiter e Vênus, os quais pomos na linha dos Signos Comuns, juntamente com a Parte da Fortuna.

Isso completa a nossa classificação dos Astros no que tange ao temperamento, e, para nos certificarmos de que pusemos todos no Índice, devemos contá-los: quatro estão em Signos Cardinais; três estão classificados como Signos Fixos e dois como Signos Comuns, perfazendo um total de nove Astros, além da Parte da Fortuna.

Está correto; então, vamos prosseguir do mesmo modo anotando os Astros nos Signos de Fogo. Colocamo-los no Índice. A seguir os de Signos de Terra, os Signos de Ar e os Signos de Água. Temos, portanto, nossa classificação de acordo com os Elementos e, novamente, para nos certificarmos de que anotamos todos os Astros, contamo-los de novo. Quatro estão em Signos de Fogo; três estão em Signos de Terra; um está em Signo de Ar e um em Signo de Água. O total perfaz nove, que está correto!

Em seguida anotamos os Astros que estão em Exaltação, etc.[1], conforme exige o Índice.

Agora estamos preparados para notar os Aspectos, e solicitamos de modo especial ao Estudante para seguirem o sistema que esboçamos aqui; pois ele não permite a omissão de nenhum Aspecto.

Ponha o dedo indicador da mão esquerda sobre o primeiro Astro à esquerda, na linha dos Signos Cardinais do Índice (nesse caso, Marte). Com a mão direita, ponha a ponta do lápis sobre o próximo Astro à direita, na mesma linha dos Signos Cardinais (nesse caso, Saturno). Observe no horóscopo se estes dois Astros estão dentro das esferas ou Órbitas de Influência um do outro (6 graus). A resposta aqui é não. Um está no 4º grau, o outro está no 23º grau. Portanto, eles não estão formando um Aspecto. Mantenha o dedo indicador da mão esquerda no mesmo lugar, mas desloque a ponta do lápis para a direita, até o Astro seguinte (aqui Netuno), e verifique igualmente se estão dentro das esferas ou Órbitas de Influência um do outro (6 graus) – novamente a resposta é não. Desloque, novamente, a ponta do lápis para a direita, até o último Astro na linha dos Signos Cardinais (Urano); examinando se ambos os Planetas, o do dedo indicador da mão esquerda e o da ponta do lápis na mão direita, formam aspecto entre si. Constatamos que não.

Assim, concluímos que o Planeta sob o nosso indicador esquerdo (Marte), não forma Aspectos com nenhum outro Astros em Signos Cardinais. Agora, então, movimentamos nosso indicador da mão esquerda para uma posição à direita (para Saturno), pomos a ponta do lápis sobre o próximo Planeta à direita daquele (em Netuno aqui) e, novamente, repetimos a pergunta: os dois Planetas, o do indicador da mão esquerda e o da ponta do lápis à direita (aqui Saturno e Netuno) estão dentro da Órbita de Influência de algum Aspecto? Uma olhada ao horóscopo mostra que eles formam; um está no 17º grau e o outro no 23º grau. Assim, eles estão em Aspecto. Nossa regra estabelece que os Astros em Signos Cardinais, Fixos ou Comuns podem formar Conjunções, Quadraturas ou Oposições, se estiverem em Órbita de Influência.

Uma olhada nas posições de Saturno e Netuno mostra que ambos não estão em Conjunção, nem estão em Oposição; devem, então, estarem em Quadratura um com outro. Assim sendo, desenhamos a figura de um quadrado e o símbolo de Saturno na linha de Netuno, no Índice; também desenhamos a figura de um quadrado e o símbolo de Netuno na linha de Saturno. Temos assim anotado este Aspecto.

Deixamos nosso indicador da mão esquerda sobre Saturno, mas movimentemos a ponta do lápis para a direita, até Urano. E repetimos a nossa questão: Estão ou não dentro da Órbita de Influência um do outro? A resposta é sim, e suas posições indicam que o Aspecto é uma Quadratura. Isso é anotado nas linhas de Saturno e Urano, conforme o fizemos no caso anterior. Temos, então, anotados todos os Aspectos de Saturno aos Astros a sua direita, e agora movemos o indicador da nossa mão esquerda para a direita (para Netuno e Urano) e repetimos a nossa questão se estão em Órbita de Influência. A resposta é sim. Netuno e Urano estão dentro da Órbita de Influência um do outro formando, assim, uma Oposição. Esse Aspecto é também anotado no Índice e completa os Aspectos de Netuno.

E assim anotamos, de um modo completo e sistemático, todos os Aspectos entre os Astros na linha Cardinal. O mesmo modo de proceder nós empregaremos com os Astros nas outras linhas, percorrendo invariavelmente cada linha da esquerda para a direita. Se esse método for seguido, nenhum Aspecto poderá ser esquecido de ser anotado.

Em se tratando de Astros em Signos de Fogo, de Ar, de Terra e de Água, lembramo-nos, naturalmente, que eles formam Trígonos ou Conjunções, se estiverem dentro da Órbita de Influência.

Para se obter os Sextis é necessário usar um método diferente. Comecemos com Marte (aqui no 4º grau de Áries), somemos 60 graus, o que resulta em 4 graus de Gêmeos[2]. Faça a pergunta: há algum Astro dentro da Órbita de Influência do 4º de Gêmeos? A resposta é não. Passemos o indicador da mão esquerda ao Planeta seguinte no horóscopo (Saturno). Ele está em 23º de Áries; somando 60 graus esses 23 graus, temos o 23º de Gêmeos. Aqui também não existe nenhum Astro dentro da Órbita de Influência. O indicador a mão esquerda é passado para o Astro seguinte (Netuno) no 17º de Câncer. Nós somando 60 graus, temos o 17º de Virgem. Façamos nossa pergunta: há algum Astro na Órbita de Influência neste ponto? A resposta é sim – Júpiter no 15º de Virgem. Então, Netuno e Júpiter estão em Sextil e anotamos no Índice, nas linhas de ambos os Astros.

Prosseguindo, movimentamos o indicador da mão esquerda por cada Astro no horóscopo; somando 60 graus e repetindo a nossa pergunta. Quando completarmos a volta ao círculo, teremos também anotado todos os Sextis, sem omitirmos nenhum.

A Cabeça do Dragão e a Cauda do Dragão exercem uma influência no horóscopo somente quando em Conjunção com um Astro ou com o Ascendente. Uma Órbita de Influência de apenas 2 graus ou, no máximo, até 3 graus, é permitida. A Cabeça do Dragão é considerada benéfica, sendo sua influência análoga à daquela do Sol em Áries, e seu efeito jupiteriano. A Cauda do Dragão é considerada adversa, sendo saturnina em qualidade e tendo uma influência semelhante à de Saturno em Libra. No caso presente, nem a Cabeça nem a Cauda do Dragão estão em Conjunção com algum Astro, pelo que não há Aspectos a anotar no Índice.

Mas ainda restam os Paralelos. Para determiná-los, precisamos consultar a página das Efemérides[3] para o mês do nascimento (no caso, agosto), que se encontra no fim desse livro[4]. No topo da página nós temos os nomes dos Astros: Netuno, Urano, Saturno, etc., embaixo de cada um deles sua Declinação para os dias do mês, que constam na coluna à esquerda.

Como nossa H.M.G. é na parte da manhã do dia 3 de agosto, anotamos no Índice as Declinações de 3 de agosto, ao lado de cada Astro.

Uma exceção é a Declinação da Lua, que requer uma correção logarítmica de acordo com a H.M.G. Essa correção é feita pelo mesmo método usado para se obter a Longitude (ou posição) da Lua. Assim, nós achamos a Declinação da Lua como 17 graus e 02 minutos (17:02).

A Declinação da Parte da Fortuna é a mesma do Sol quando esse se encontra no mesmo Signo e no mesmo Grau.

Aqui a Parte da Fortuna está em Virgem 23:43. Tome uma Efemérides de qualquer ano e veja quando o Sol passa ali. A data é 17 de setembro, e a Declinação do Sol nessa data é 2:25 (Efemérides de 1909). Esta é, pois, a Declinação da Parte da Fortuna. Caso se queira, as Declinações do Meio-do-Céu e do Ascendente podem ser determinadas do mesmo modo.

Anotadas todas as Declinações no Índice, ponha o indicador da mão esquerda sobre a Declinação de Netuno lá embaixo; a ponta do lápis sobre a Declinação mais próxima acima (Urano); se pergunte se elas estão dentro da Órbita de Influência de 1 grau e meio (01:30). A resposta é sim e, portanto, anote-as na coluna dos Aspectos Paralelos. Movimente a ponta do lápis para cima, notando, a cada passo, se as Declinações dos Astros sob o indicador da mão esquerda e a ponta do lápis estão dentro da Órbita de Influência (um grau e meio). Quando a ponta do lápis alcançar o topo da coluna, todos os Paralelos sob o dedo indicador da mão esquerda terão sido verificados e anotados. Então, movimente o indicador da mão esquerda para o Astro seguinte acima (Urano), e a ponta do lápis para a Declinação do próximo Astro sobre aquele; note se estão em Paralelo; movimente a ponta do lápis para cima para a Declinação seguinte, passo a passo, seguindo o mesmo método de partir debaixo para cima para achar a Declinação, do mesmo modo seguindo pela movimentação do dedo indicador da mão esquerda e da ponta do lápis da esquerda para a direita, para determinar as Conjunções, Quadraturas, Trígonos e Oposições.

Quando os Paralelos tiverem sido anotados, o Índice estará terminado; e se colocado abaixo do horóscopo, numa folha de papel, conforme mostrado na ilustração abaixo, o estudante terá, prontamente, à mão todos os meios para interpretar o Horóscopo sem precisar desviar sua atenção para o cálculo dos Aspectos. Desse modo se consegue uma maior concentração mental. Tampouco o processo de fazer o Índice é tão complicado quanto o processo de descrevê-lo; de fato, em si mesmo ele é simples, já que não envolve cálculos matemáticos, mas apenas o uso metódico e adequado do indicador da mão esquerda e a movimentação da ponta de um lápis para a direita ou para cima com a pergunta: os Astros na ponta do dedo indicador da mão esquerda e da ponta do lápis estão dentro da Órbita de Influência? Seguindo esse método o estudante nunca omitirá um Aspecto e será capaz de fazer um Índice completo entre 15 e 20 minutos.

image-1 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Figura: Índice do Horóscopo de 2 de agosto de 1909, às 8:15 PM

Para um melhor desempenho, o estudante deve se esforçar por fazer o Índice do horóscopo levantado para 2 de agosto, 8:15:00 A.M.

Aspectos formados com o Ascendente, que representa o Corpo Denso, influem sobre a saúde. Aspectos formados com o Meio-do-Céu indicam a natureza das oportunidades que a pessoa pode ter para o avanço espiritual. Mas desde que raramente se conhece a hora exata do nascimento, e já que um pequeno erro nessa resulta em vários graus de diferença no Ascendente e no Meio-do-Céu, previsões baseadas nos Aspectos formados com esses pontos não são, provavelmente, dignas de confiança. Por isso deixamos de anotá-los no Índice.

___________

NOTA: Uma observação muito importante ao que foi exposto acima: Planetas nos últimos 6 graus de qualquer Signo devem ser comparados com todos os Planetas nos primeiros 6 graus dos outros Signos, pois esses podem formar Aspectos entre si, mesmo sem estarem enquadrados em qualquer das regras precedentes. Aqui alguns exemplos desses casos:

Marte em Áries 24:30 está em Conjunção com Vênus em Touro 00:30; Mercúrio em Touro 26:00 está em Sextil com Júpiter em Leão 02:00; Saturno em Gêmeos 27:00 está em Quadratura com Urano em Libra 02:00; Netuno em Câncer 28:00 está em Trígono com Marte em Sagitário 03:00; Vênus em Leão 29:30 está em Oposição a Mercúrio com Peixes 05:30.

OBSERVAÇÃO AOS ESTUDANTES:

Os capítulos precedentes descrevem as bases da Astrologia e ilustram, em detalhes, o método de erigir horóscopos. Indicam, também, os elementos da Ciência de interpretar um horóscopo. Uma grande quantidade de informações adicionais nesse sentido é fornecida na Enciclopédia Filosófica que vem a seguir. Mas o próximo volume dessa série, o livro A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz, é o livro-texto da Fraternidade Rosacruz sobre a Ciência da Interpretação Astrológica e da aplicação da Astrologia em nossa vida diária. Ele contém uma exposição completa dos métodos usados na interpretação do horóscopo radical, também usada na progressão de um horóscopo e nas previsões a partir desta. A Astrologia Médica e o Diagnóstico de Doenças são abordados de modo compreensível, como também o são o papel da Astrologia na evolução, na Natureza em geral e nos efeitos das vibrações astrais. Recomendamos esse livro a todos os que desejam se a


[1] N.T.: Essencialmente Dignificado (no Regente), Angulares, Graus Críticos e quem é o Regente do horóscopo.

[2] N.T.: Fica mais fácil se você olhar a roda astrológica dada no início desse Capítulo: se estamos em 4 graus de Áries e somarmos 30 graus, alcançaremos os 4 graus de Touro. Agora, se somarmos mais 30 graus, alcançaremos os 4 graus de Gêmeos.

[3] N.T.: que se refere às “Declinações dos Planetas”

[4] N.T.: e, também, aqui:

image-2 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

II PARTE

ENCICLOPÉDIA FILOSÓFICA DE ASTROLOGIA

Aflição:

Um Astro (Sol, Lua ou Planetas) está afligido quando está em Paralelo, em algumas Conjunções com, em Quadratura com ou em Oposição a: Marte, Saturno, Urano ou Netuno, ou quando em Quadratura ou Oposição a quaisquer outros Astros (veja Combustão).

Angular:

Diz-se que um Astro é angular quando ele está nos Ângulos de um horóscopo. Essa posição fortalece consideravelmente a influência do Astro para “o bem ou para o mal”, dependendo da natureza desse Astro e de seus Aspectos.

Ângulos:

É uma denominação que se dá às: 1ª Casa, 4ª Casa, 7ª Casa e 10ª Casa.

O Ângulo oriental com Áries, onde Marte é o Regente, sugere o Sol nascendo para as atividades materiais do dia. Como o Sol, significador do Espírito, está sob a cruz, significadora da matéria, mas ascendendo para ela, isso significa o começo da Vida no mundo material, e Marte, o Regente, representa a natureza do desejo, que atrai o Espírito para a existência material a fim de que ele possa conquistar a matéria.

O Ângulo meridional com Capricórnio, onde Saturno é o Regente, sugere o Sol cruzando o meridiano, como o faz ao meio-dia. O Sol percorreu metade da sua jornada prescrita pelo céu, portanto o semicírculo é omitido e o outro semicírculo é retido sob a cruz, no símbolo de Saturno. Portanto, Saturno denota persistência, habilidade mecânica, etc., e a 10ª Casa significa as realizações mundanas do ser humano.

O Ângulo ocidental com Libra em equilíbrio e onde as atividades materiais se voltam para o âmbito espiritual, divide o dia da noite, o movimentado verão do inativo inverno. Transforma as horas de vigília dedicadas à vida material ativa, na noite onde o ser humano contata os Mundos invisíveis. Portanto, o círculo – Espírito – está acima da cruz da matéria, a natureza do desejo foi conquistada, e o símbolo de Marte virado de cabeça para baixo, de tal maneira que se torna o símbolo de Vênus, o Planeta do amor que rege essa Casa, a qual é, também, a casa das uniões, das parcerias, a Casa que denota o mais próximo e querido para nós.

O Ângulo setentrional, com o Signo de Câncer, marca o momento em que o Sol está no seu ponto mais baixo. O Signo é simbolizado por dois sóis, com linhas de força projetando-se de cada um, mas em direções opostas. A linha do Sol que aponta para o leste indica a direção em que o Sol físico se move. O Sol cuja linha aponta para oeste indica o caminho para o qual se voltam as influências espirituais após o Sol físico haver cessado suas atividades. Esse Ângulo, portanto, é o Ângulo de mistério, do ocultismo e do lado obscuro e invisível da natureza humana; portanto, tem como seu Regente o luminar da noite: a Lua.

Ano Sideral:

É o período de tempo que decorre entre uma Conjunção do Sol com qualquer estrela fixa e seu retorno, outra vez, à mesma Conjunção.

Antares:

Ver “Estrelas fixas”.

Aparência Física:

O tipo físico é determinado por quatro fatores principais. Esses são: pelo Ascendente ou Signo Ascendente, que representa o Corpo Denso, pelo Regente do Ascendente, pelos Astros no Ascendente, ou seja, pelos Astros na 1ª Casa, particularmente quando estão no Signo que ocupa a cúspide dessa Casa, e pelo Signo onde está o Sol. Note-se, porém, que o Sol deve ter alguma Força Astral em questão de posição (p. exe.: Regente, Exaltado) e de Aspectos para evidencias as características físicas do seu Signo. Os elementos acima são organizados pela ordem de sua importância. Sua combinação determina se a uma pessoa tende a ser alta ou baixa, clara ou escura, e assim com todas as demais peculiaridades físicas. Para maiores detalhes sobre o assunto veja o livro “A Mensagem das Estrelas – Max Heindel e Augusta Foss Heindel – Fraternidade Rosacruz”.

Ascelli:

Ver “Estrelas Fixas”.

Ascendente:

É o grau do Zodíaco que está no horizonte oriental em um determinado momento do tempo. Um novo grau desponta a cada quatro minutos, um novo Signo a cada duas horas aproximadamente, e os doze Signos despontam em todos os lugares da Terra a cada vinte e quatro horas. Qualquer que seja o Signo no Ascendente, é chamado Signo Ascendente. Ver “Hyleg”.

Ascensão:

Sob esse título podem ser agrupados: Signos de Ascensão Longa, Signos de Ascensão Curta, de Ascensão Reta e de Ascensão Oblíqua.

Os Signos de Ascensão Longa são: Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário.

Os Signos de Ascensão Curta são: Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro e Gêmeos.

São assim chamados porque os Signos de Ascensão Longa se elevam lentamente nas latitudes setentrionais, despendendo muito mais tempo que as duas horas necessárias, se todos os doze Signos se elevassem a uma velocidade uniforme durante as vinte e quatro horas. Leão leva cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos na Latitude 40 Norte, onde se situa Nova York-EUA, e Peixes e Áries, dois Signos de Ascensão Curta, levam somente uma hora e dez minutos. O motivo reside na obliquidade da Eclíptica[1]. O efeito disso é que, no Hemisfério norte, a maioria das pessoas nasce sob os Signos de Ascensão Longa.

No Hemisfério sul os Signos relacionados acima como de Ascensão Curta são Signos de Ascensão Longa, pelo que a maioria das pessoas deste hemisfério nascem sob os mesmos, enquanto os Signos setentrionais de Ascensão Longa elevam-se rapidamente no sul, sendo, portanto, relativamente poucas as pessoas que nascem sob os mesmos. Assim, as pessoas de hemisférios opostos são também opostas em suas naturezas internas, apresentando características diferentes.

A Ascensão Reta e a Ascensão Oblíqua são usadas no sistema astrológico geralmente em voga, exceto no cálculo das Casas, coisa com que a média dos Estudantes não se preocupa. A longitude é medida sobre a Eclíptica — ou caminho do Sol —, desde o primeiro grau de Áries, mas a Ascensão Reta é medida sobre o Equador equinocial ou Equador celestial.


[1] N.T.: Vamos a um exemplo para ajudar na compreensão: uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Por exemplo, às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério norte, e seus opostos no Hemisfério sul.

Ascensão Curta:

Os Signos de Ascensão Curta são: Capricórnio, Aquário, Peixes, Áries, Touro e Gêmeos.

Assim, Peixes e Áries, dois Signos de Ascensão Curta, levam somente uma hora e dez minutos. O motivo reside na obliquidade da Eclíptica (para entendermos esse conceito. Vamos a um exemplo para ajudar na compreensão: uma comparação dos Signos Ascendentes mostra uma aparente falta de uniformidade no movimento diurno da Terra. Por exemplo, às 2h15 A.M., o Signo de Câncer está ascendendo a 8º10’, enquanto, doze horas depois temos Escorpião no Ascendente a 29º16’, mostrando que o local de nascimento avançou apenas cerca de 141 graus nessas doze horas. Porém, para completar a volta toda no círculo ele deve percorrer 219 graus nas doze horas restantes. Mas, como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa, enquanto seus opostos são chamados de Signos de Ascensão Curta. Ficará evidente que a maioria das pessoas nascem sob os Signos de Ascensão Longa – Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário no Hemisfério norte, e seus opostos no Hemisfério sul). O efeito disso é que, no Hemisfério norte, a maioria das pessoas nasce sob os Signos de Ascensão Longa.

No Hemisfério sul os Signos relacionados acima como de Ascensão Curta são Signos de Ascensão Longa, pelo que a maioria das pessoas deste hemisfério nascem sob os mesmos, enquanto os Signos setentrionais de Ascensão Longa elevam-se rapidamente no sul, sendo, portanto, relativamente poucas as pessoas que nascem sob os mesmos. Assim, as pessoas de hemisférios opostos são também opostas em suas naturezas internas, apresentando características diferentes.

Ascensão Longa:

Os Signos de Ascensão Longa são: Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião e Sagitário. São assim chamados porque os Signos de Ascensão Longa se elevam lentamente nas latitudes setentrionais, despendendo muito mais tempo que as duas horas necessárias, se todos os doze Signos se elevassem a uma velocidade uniforme durante as vinte e quatro horas. Leão leva cerca de duas horas e quarenta e cinco minutos na Latitude 40 Norte, onde se situa Nova York-EUA.

A razão disso é porque como a rotação diurna da Terra em seu eixo é uniforme, a falta de uniformidade no movimento observado acima se deve ao fato de que esse não é um movimento diurno verdadeiro. Essa condição é causada pela obliquidade da Eclíptica e a consequente divisão desigual destes últimos pelos planos que separam as Casas, sendo esses planos o do horizonte e do meridiano e quatro intermediários em intervalos de 30 graus. Por essa razão, certos Signos ascendem mais lentamente do que outros e, portanto, são chamados de Signos de Ascensão Longa.

Ascensão Oblíqua:

É quando a longitude é medida sobre a Eclíptica — ou caminho do Sol —, desde o primeiro grau de Áries.[1]

Ascensão Reta:

A Ascensão Reta é medida sobre o Equador equinocial ou Equador celestial.[2]

Aspectos:

A distância entre os Astros (Sol, Lua e Planetas) e que determinam se a influência deles será benéfica ou adversa.

A Quadratura tem 90 graus de distância entre dois Astros e a Oposição tem 180 graus. Estes Aspectos são chamados adversos.

O Sextil tem 60 graus e o Trígono tem 120 graus. Estes Aspectos são chamados benéficos.

A Conjunção ocorre quando dois Astros se encontram no mesmo grau do Zodíaco, enquanto o Paralelo é a posição de dois Astros no mesmo grau de Declinação, não importa se estejam ambos ao norte ou ao sul do Equador, ou mesmo um ao norte e o outro ao sul em termos de Declinação.

Tanto o Aspecto Conjunção como Paralelo são variáveis em suas influências benéficas ou adversas. Se ocorrem entre dois Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter), então são Aspectos benéficos; ou se os Astros envolvidos são natureza variável (Lua e Mercúrio) que forma um Aspecto de Conjunção ou Paralelo com os Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter), então a Conjunção ou o Paralelo também é benéfico; mas se o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus ou Júpiter formam Conjunção ou Paralelo com um dos Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[3]), então o Aspecto de Conjunção ou Paralelo é adverso; a Conjunção entre dois Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[4]) tem uma influência adversa mais forte, mas o Paralelo entre os dois Planetas adversos é extremamente forte em sua influência prejudicial. Por outro lado, é claro, que o Aspecto Paralelo entre dois Astros benéficos (Sol, Vênus, Júpiter) é extraordinariamente forte e afortunado.

Astrologia Heliocêntrica:

É um sistema introduzido por certos astrólogos modernos, em um esforço de adaptação ao conceito copernicano do Sistema Solar, que estabelece o Sol como centro desse Sistema. Isso, contudo, não é satisfatório, pois enquanto aqueles que praticam a Astrologia geocêntrica dispõem dos dados e das observações das épocas passadas para guiá-los, os partidários do sistema Astrologia Heliocêntrica dispõem principalmente de especulações.

Astrologia Horária:

É a ciência de interpretar como determinado assunto se manifestará, a partir de um horóscopo levantado para o momento no tempo em que a pergunta foi feita. A explicação disso, ou seja, a filosofia envolvida, é que a mesma influência astral que torna uma pessoa bastante ardentemente ou sinceramente desejosa para fazer a pergunta, também contém a resposta.

Portanto, se a pessoa que quer saber é o astrólogo, esse levanta um horóscopo para o momento em que pensou pela primeira vez em consultar os Astros. Se uma pessoa que não sabe fazer horóscopos se dirige pessoalmente para um astrólogo, esse levanta o horóscopo para o momento em que a pergunta lhe foi feita; e se a pergunta chega as suas mãos através do correio, ele levanta o horóscopo para o momento em que realmente leu a pergunta na carta. Isso é muito importante, pois se o horóscopo for erigido para um momento errado, a interpretação, certamente, será errada. Às vezes acontece que o assunto, que é objeto da pergunta, ainda não alcançou o amadurecimento necessário tal que a pergunta seja resolvida e uma resposta definitiva possa ser dada. Por conseguinte, a primeira coisa a fazer, após o horóscopo ser levantado, é verificar se o horóscopo é “radical” e se pode ser interpretado.

Se no Ascendente estiver algum Signo em seu 1º ou 2º graus ou se um dos três últimos graus de qualquer Signo estiver no Ascendente ou, ainda, se a Lua estiver nos últimos três graus de quaisquer Signo — ou fora de curso — a interpretação não será aconselhável, mas o interessado deve aguardar um momento mais favorável para fazer a pergunta novamente.

Quando Saturno está no Ascendente ou na 1ª Casa, ele sempre obstrui o assunto, e se ele estiver na 7ª Casa, o astrólogo falha na interpretação.

Se nenhum desses inconvenientes interferem, o horóscopo pode ser interpretado pelo seguinte método:

O Regente do Ascendente, os Astros na 1ª Casa, se houver, e a Lua representam a pessoa que perguntou. Em seguida, determine qual Casa rege o assunto da pergunta e, então, verifique se o Regente da Casa está com Aspecto (s) benéfico (s) com o Regente do Ascendente, com os Astros na 1ª Casa e com a Lua. Se estiver, o assunto chegará a uma resposta favorável, mas se os significadores acima estiverem com Aspectos adversos (Conjunções adversas, Quadraturas ou Oposições), ou não haverá resposta ou a resposta é muito superficial para ser considerada.

Mas, se outra pessoa vier até você com uma proposta, e você levantar um horóscopo para ajudá-la a formar uma ideia do que fazer, lembre-se que ELA é o motivo principal da questão e que, portanto, a Lua, o Ascendente e a 1ª Casa são seus significadores, ao passo que você é representado pela 7ª Casa e pelo Regente dessa Casa. Não importa que você mesmo faça a pergunta, a indagação sobre a qual você pergunta é dela; e a falta desse conhecimento tem sido uma pedra de tropeço para muitos que interpretaram erradamente.

A seguir, damos um resumo dos assuntos significados pelas Casas:

1ª Casa — Assuntos íntimos de natureza pessoal.

2ª Casa — Ganhos financeiros.

3ª Casa — Assuntos relativos a irmãos e irmãs, e as viagens curtas.

4ª Casa — Casas e terras, patrimônios e mudanças.

5ª Casa — Filhos, mensageiros e meios de comunicação.

6ª Casa — Empregados e doenças ou enfermidades.

7ª Casa — Casamento, parcerias, sociedades, ações jurídicas.

8ª Casa — Heranças e Legados.

9ª Casa — Viagens longas, condições e capacidades mentais.

10ª Casa — Posição social.

11ª Casa — Amigos, esperanças e desejos.

12ª Casa — Inimigos e dificuldades ou adversidades.

Os Astros que estão com Aspectos benéficos os seus significadores mostram onde você pode encontrar ajuda para obter o seu desejo, ao passo que os Astros que estão com Aspectos adversos indicam quais os obstáculos, e ao misturar esses augúrios você pode ficar sabendo o que esperar e como proceder. Estude essas regras cuidadosamente e preste a máxima atenção nelas. Então saberá como responder a todas as perguntas que possam ser feitas.

A Astrologia Horária também pode ser usada para se determinar o momento favorável para o início de um empreendimento importante, pois o ponto de partida de um empreendimento é seu nascimento, e as influências que então prevalecem serão determinantes poderosos de seu sucesso ou fracasso. Diz-se que o Astrônomo Real que lançou a pedra fundamental do Observatório de Greenwich se serviu desse método, e por certo essa Instituição tem sido muito útil e bem-sucedida.

A esse processo de se determinar o momento para o início de um empreendimento chamam “eleger”.


[1] N.T.: é um termo astronômico que se refere ao arco do equador que se encontra entre o ponto no Equinócio de Março e o ponto do equador que está no horizonte no mesmo momento que o Astro.

[2] N.T.: Ou seja: a Ascensão Reta é medida sobre o plano do equador e é o ângulo entre o plano do meridiano do Astro e o plano do meridiano do Equinócio de Março.

[3] N.T.: E, agora, também Plutão.

[4] N.T.: E, agora, também Plutão.

Benefícios:

O Sol, Vênus e Júpiter. Para um melhor esclarecimento dos termos “benéfico” e “adverso”, ver “Bem e Mal” (verbete abaixo). Lemos no “Capítulo VI – Os Aspectos” que a Oposição e a Quadratura dizemos que são adversos; o Sextil e o Trígono dizemos que são benéficos, enquanto a Conjunção e o Paralelo se classificam como indeterminados (benéficos ou adversos); se a Conjunção ou o Paralelo ocorrem entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa. Um horóscopo é considerado como trazendo alguma coisa boa não prevista como certa (ou seja: é um horóscopo auspicioso) se nele há mais Sextis e Trígonos do que Quadraturas e Oposições. Um horóscopo é considerado como não auspicioso se nele há mais Quadraturas e Oposições do que Sextis e Trígonos. Tal ponto de vista é errado. No Reino do Pai não há o “mal”. O que parece ser “mal” é apenas o “bem” em formação. Quando um lapidador de joias lapida uma pedra preciosa, ele aplica o esmeril a cada um dos lados da pedra bruta, e a cada esmerilhada nós podemos ouvir um grito alto da pedra, como se estivesse sentindo uma dor. Entretanto, gradualmente, como consequência do processo de esmerilhamento rigoroso, a pedra preciosa adquire uma superfície lindamente polida, com inúmeras facetas capazes de receber, refletir e refratar a luz solar brilhante. Deus e Seus Ministros — os Sete Espíritos Planetários diante do Trono — são os lapidários, e nós somos um diamante bruto. Para polir e revelar sua natureza espiritual são necessárias várias experiências. Tais experiências podem ser agradáveis ou não, conforme indiquem os comumente chamados Aspectos benéficos ou adversos. Mas, pode se dizer com segurança que as experiências adversas que nos chegam sob os chamados Aspectos adversos são tão potentes desenvolvedores de músculos espirituais, removendo muito do nosso egoísmo, servindo para nos tornar mais tolerantes e compassivos, do mesmo modo que o duro esmeril serve para remover a crosta áspera do diamante. Embora um horóscopo repleto de Quadraturas e Oposições possa indicar o que normalmente é chamado de uma vida difícil, tal horóscopo é infinitamente preferível (sob o ponto de vista espiritual) àquele que só tenha Aspectos “benéficos”, pois, enquanto esse último proporciona apenas uma existência insípida, o horóscopo “ruim” proporciona ação e uma qualidade agradavelmente excitante à vida em uma ou outra direção. Além disso, como as “estrelas” não obrigam, mas apenas proporcionam tendências, cabe a nós, em grande medida, afirmar nossa Individualidade e transmutar o “mal” presente em “bem” futuro. Assim, trabalharemos em harmonia com as “estrelas” e as regemos pela obediência à Lei Cósmica.

Bom e Mal:

“Bom” e “Mal” são termos que vemos aplicados, muitas vezes, aos Horóscopos, Aspectos e Astros, portanto nos parece necessário enfatizar que na realidade tudo é BOM. No Reino do Pai, o Universo, não pode haver nada permanentemente “mau”, e aquilo a que assim chamamos é, realmente, apenas o bem em formação ou bem em gestação.

Também pode-se dizer que um horóscopo não é necessariamente bom porque os Aspectos entre os Astros são Trígonos e Sextis. Às vezes é exatamente o contrário, pois é na luta da vida aqui que desenvolvemos a fortaleza; muito poucos são fortes o suficiente para suportar a prosperidade. É provável que em um horóscopo cheio de Aspectos benéficos esconda a armadilha da indolência, de modo que a pessoa não se esforça, e se torna como um pedaço de madeira à deriva no oceano da vida, ao passo que outra pessoa que tem o que chamamos de um horóscopo com muitos Aspectos adversos é despertada pelas condições adversas geradas pelas Quadraturas e Oposições, de tal modo que, por pura força de vontade conquista seus Astros e comanda o seu destino. Em tais casos, e há muitos, o horóscopo “mau” é certamente uma benção maior que um “bom”. De nada vale termos um automóvel se somos preguiçosos demais para conservá-lo lubrificado e limpo, pois ele nos causará uma série de problemas e, a menos que mantenhamos as rodas do destino lubrificadas por uma atenção constante às oportunidades da vida, o horóscopo não nos poderá ajudar, não importa quão “bom” seja. Mas se possuímos aquilo a que se chama um horóscopo “bom”, e fizermos a nossa parte, então ele se mostrará como uma carruagem triunfal[1] a nos conduzir pela estrada real da vida. E o melhor lubrificante se chama disponibilidade e seus sinônimos: ser solícito, ser amável, ser prestativo, ser agradável, ser útil. Quanto mais carregado de pessoas necessitadas e cansadas estiverem em seu automóvel, mais facilmente ele correrá.

E Saturno! Sim, é verdade que ele é responsável pela maioria dos golpes do destino, mas ele não pode nos dar nada que não tenhamos merecido, e o propósito dele não é a vingança, mas educação ou ensino. A partir do momento em que percebermos, do fundo do nosso coração, deixaremos de reclamar e perguntaremos: “Por que isso está acontecendo comigo, o que eu fiz para merecer isso?”. Então, buscando em espírito de oração a razão, para que possamos aprender a corrigir nossa conduta a esse respeito e assim escapar de provações semelhantes no futuro, nos aproximaremos mais do nosso Deus-Pai e aprenderemos a beijar a cruz. Assim, em vez de ser um mal consumado, as visitas de Saturno são oportunidades para corrigirmos nossos procedimentos errôneos e alcançarmos a Sabedoria.

Isso é semelhante com os outros chamados Planetas adversos. Presentemente, a influência deles nos parece má porque ainda não aprendemos a trabalhar em harmonia com eles, visando um bem mais elevado.

Mas mesmo hoje, os Aspectos de Saturno com a Lua e com Mercúrio fornecem profundidade à Mente e um poder de concentração, atributos decididamente bons. Marte em Aspecto com esses Planetas energiza a Mente e a torna mais alerta; Urano em Aspecto com eles fornece uma percepção espiritual àqueles que podem expressar essa faculdade, mas essas pessoas são muito poucas.

Por outro lado, os assim chamados Astros benéficos podem ser decididamente prejudiciais ao promoverem a autoindulgência – ou seja, aquela tendência de uma pessoa em desculpar os seus erros ou aceitar os seus defeitos com facilidade; assim é um comportamento que pode se tornar um vício e prejudicar a vida de quem o pratica – e, portanto, a denominação de “bom” ou “mau” é ambígua. O verdadeiro Estudante esotérico ou ocultista cultivará, cuidadosamente, esse modo de pensar em relação aos fatores da Astrologia, e sempre baseará sua interpretação e julgamento nessa concepção dos Astros e de seus Aspectos.

Um Planeta adverso bem-posicionado e com Aspectos pode ser de maior ajuda que um Astro benéfico fraco e com Aspectos adversos.


[1] N.T.: é um veículo usado em uma procissão triunfal, que é uma celebração de uma vitória ou conquista. Carruagens triunfais eram frequentemente retratadas na arte, como xilogravuras e gravuras.

Cadentes:

É o nome como é chamada a 3ª Casa, 6ª Casa, 9ª Casa e 12ª Casa e os Astros (Sol, Lua e Planetas) situados nessas Casas são, também, chamados de Cadentes. Essa posição enfraquece as influências desses Astros, assim que os benéficos não ajudam tanto e as adversidades não são tão danosas quando tais Astros estão situados em Casas Cadentes.

Casas:

As Casas são divisões da Terra, assim como os Signos são divisões dos Céus. O Zodíaco parece se mover à razão de 1 grau a cada 4 minutos, mas as Casas são consideradas estacionárias em relação ao lugar de nascimento.

O lugar de nascimento de uma pessoa é sempre considerado o ponto mais elevado na Terra. E daquele ponto partem quatro linhas imaginárias que são traçadas para os quatro pontos Cardeais — norte, sul, leste e oeste. Imagine uma linha traçada do lugar do seu nascimento para o ponto diretamente acima de sua cabeça, o ponto em que o Sol se encontra ao meio-dia. Este ponto seria exatamente o sul, e essa linha é considerada a cúspide da 10ª Casa, razão pela qual chama-se Meio-do-Céu. Se essa linha é prolongada através do centro da Terra, para o outro lado e daí pelo espaço afora, esta parte inferior apontaria para o ponto norte e formaria a cúspide da 4ª Casa, chamada Nadir, que é oposta à 10ª Casa.

Esses dois pontos são abrangidos pelos mesmos graus do Zodíaco em qualquer tempo, não importando se o lugar de nascimento está perto do polo ou do Equador. No último caso, podemos também imaginar uma linha traçada em ângulos retos – ou perpendicularmente – ao Meridiano (que é o nome que se dá à linha que vai do Meio-do-Céu ao Nadir), de leste a oeste, a qual formaria as cúspides das 1ª Casa e da 7ª Casa. Dividindo em três cada uma das quatro secções, teríamos doze compartimentos de igual tamanho, isto é, de 30 graus cada um.

Mas nem todos os lugares de nascimento estão no Equador, e devido à forma esférica da Terra e à inclinação do eixo da Terra, os tamanhos das Casas variam cada vez mais à medida que nos aproximamos dos polos, de tal forma que algumas Casas podem ter apenas 12 ou 15 graus enquanto outras podem ter mais de 60. No Capítulo 4, quando levantamos um horóscopo para um nascimento em Chicago, na data de 2 de agosto, às 8h15 da manhã (A.M.), obtivemos a seguinte divisão das Casas:

image-4-300x282 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Vamos a alguns exemplos: 2ª Casa tem um tamanho de 29 graus. Já a 4ª Casa tem um tamanho de 34 graus. Já a 1ª Casa tem um tamanho de 26 graus e 4 minutos.

A razão desta divisão da Terra em Casas pode ser compreendida quando consideramos que os raios do Sol nos afetam de forma diferente pela manhã, ao meio-dia e à noite e, também, no verão e no inverno; e se estudamos a causa, veremos facilmente que é o ângulo em que o raio nos atinge ou atinge a Terra que produz as diferenças nos efeitos. Da mesma forma ocorre com os raios dos outros Astros: os Astrólogos observaram que uma criança nascida por volta do meio-dia, quando os raios solares incidem sobre o lugar do nascimento, a partir da 10ª Casa, tem mais oportunidade de progredir na vida – mantendo-se tudo o mais constante – do que uma criança nascida após o pôr-do-sol, pois essa última, geralmente, permanece subalterna. Por isso dizem que a 10ª Casa determina as honrarias e a posição social de uma pessoa, mas que a 6ª Casa, situada logo abaixo do horizonte ocidental, rege o serviço e os empregos. Por meio de observações e tabulações semelhantes, se descobriu que outros raios astrais afetam os diversos departamentos da vida, quando o raio é projetado através das outras Casas e, portanto, se diz que cada Casa “rege” determinados assuntos. Aqui está uma Tabela com os principais Assuntos regidos por cada Casa:

1ª Casaa condição física do Corpo como um todo ou das suas partes; a forma física do Corpo; o ambiente durante a infância; o lar na infância
2ª Casaas finanças
3ª Casaa literatura; as habilidades e os métodos de assuntos práticos (tecnologia, manufatura e artesanato); a inteligência prática (a capacidade de aplicar, usar e implementar o que a pessoa sabe); as jornadas de curta duração (viagens, processos curtos de aprendizagem ou de autodescoberta); irmãos e irmãs
4ª Casao lar e as condições na fase de senilidade (quando estamos experimentando o processo patológico de envelhecimento) dessa vida
5ª Casaos meios de se divertir ou se entreter; os namoros; os filhos; as especulações (formar uma teoria ou conjectura sem evidência firme)
6ª Casaa saúde; empregados (as) ou funcionários (as); o trabalho que produz valor de uso (servir) e não somente valor de troca
7ª Casaas parcerias e sociedades; os casamentos e as uniões conjugais; as belas-artes (como pintura, escultura ou música) focadas, principalmente, com a criação de belos objetos; o público
8ª Casaas heranças (de coisas tangíveis: recursos financeiros, bens físicos, propriedades e coisas afins); a morte
9ª Casaa Religião; a filantropia; o idealismo; a justiça; as jornadas de longa duração (viagens, processos longos de aprendizagem ou de autodescoberta)
10ª Casaa profissão; a posição social (a posição da pessoa em uma dada sociedade ou cultura); a ambição (o desejo de alcançar um determinado fim e que requer determinação e árduo trabalho)
11ª Casaos amigos; as esperanças; os desejos
12ª Casaas prisões e os aprisionamentos; os hospitais; as angústias profundas, as tristezas, os arrependimentos; os problemas, as dificuldades

As divisões chamadas Casas são, às vezes, chamadas também de “Casas mundanas” para enfatizar que são divisões da Terra; e os Signos do Zodíaco também são vagamente chamados de “Casas” ou “Domicílios” dos Astros que os regem, como por exemplo: Virgem é a “Casa” de Mercúrio, Capricórnio é o “domicílio” de Saturno.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.5

Casas Mundanas:

As divisões chamadas Casas são, às vezes, chamadas também de “Casas mundanas” para enfatizar que são divisões da Terra.

Casas Sucedentes:

As 2ª, 5º, 8ª e 11ª Casas são chamadas Casas Sucedentes, uma vez que elas “sucedem” ou se seguem aos “Ângulos”.

Cauda do Dragão:

É o Nodo Sul da Lua. Os Nodos são pontos na órbita de um Planeta onde ele cruza a eclíptica ou o curso do Sol. O ponto no qual ele cruza do sul para o norte é chamado Nodo ascendente ou Nodo Norte; o outro ponto em que ele cruza do norte para o sul é chamado Nodo descendente ou Nodo Sul.

Quando o Sol está a leste e cruza o Equador celeste do sul para o norte, em Setembro, Saturno (Satã) ou o adversário se ergue no Signo que está em Exaltação, Libra, pronto para dominar com sua mão fria e viscosa o dador de vida, o Sol, e conduzi-lo ao seu Nodo descendente, deixando o hemisfério norte em lamentações e morte. Portanto, o Nodo Sul[1] da Lua, chamado de Cauda do Dragão, é considerado saturnino em seus efeitos, e obstruí todas as coisas às quais esteja conectada.

Mas, quando o Sol está a leste e cruza o Equador celeste do sul para o norte, o Sol entra no Signo marciano, onde está em Exaltação, Áries, como um rei conquistador no Equinócio de Março, e toda a Natureza desperta para a vida, para o amor e para a atividades de outro ano. Por conseguinte, o ponto em que Lua cruza e entra na Declinação Norte[2] também está sujeita à benigna influência do dador de vida, o que se atribui à Cabeça do Dragão, que estimula e promove todas as coisas sob sua influência.

Combustão:

Qualquer Astro dentro de três graus de distância angular[3] do Sol é dito estar em combustão, ou queimado pelos raios do Sol. Se Mercúrio ou a Lua estiverem assim posicionados, isso enfraquece a Mente; se for Vênus ou Júpiter, os benéficos desses Planetas enfraquecem tanto que nem são sentidos; e se for um dos Planetas adversos (Marte, Saturno, Urano ou Netuno[4]), isso acentua o nível de adversidades.

Conjunção:

É o Aspecto em que dois Planetas estão dentro de uma Órbita de Influência de 6 graus um do outro e se o Sol ou a Lua estiverem envolvidos, dentro de uma Órbita de Influência de 8 graus um do outro.

Culminação:

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) alcança o Zênite[5], dizemos que ele culmina, pois então alcança sua maior altitude e começa a descer para o Nodo Ocidental. Essa expressão também é usada quanto aos Aspectos. Quando um Astro entra na Órbita de Influência de outro, a princípio é fraco em sua influência; mas à medida que o Astro recorrente se aproxima do Aspecto exato[6], torna-se cada vez mais forte em sua influência até culminar no Aspecto exato, momento em que alcança sua potência de influência máxima. Daí em diante, quando os Astros começam a se afastar e o Aspecto vai, gradativamente, se dissolvendo, a influência correspondente vai enfraquecendo e, finalmente, cessa.

Cúspide:

É o grau em que uma Casa começa e é, também, o zero grau de um Signo. Quando o Sol deixa o trigésimo grau de Câncer e entra no zero grau e um minuto do Signo de Leão, diz-se que ele está na cúspide de Leão, o mesmo acontecendo em relação aos outros Signos. Se Áries a 10 graus está no Meio-do-Céu, ou seja, dividindo a linha entre a 9ª e 10ª Casas, e Netuno está em Áries a 9 graus e 55 minutos, então ele se posiciona na 9ª Casa sobre a cúspide da 10ª Casa. Se ele se posicionasse a 10 graus e 5 minutos de Áries, aí estaria na 10ª Casa e sobre a cúspide da 10ª Casa.

Como a influência dos Astros de movimento direto é sempre para frente no Zodíaco, o Astro sobre a cúspide de uma Casa sempre terá uma influência mais forte nos assuntos significados por essa Casa do que o Astro posicionado nos últimos graus dessa Casa.

Declinação:

É a distância de um Astro (Sol, Lua e Planetas) ao norte ou ao sul do Equador Celestial. A máxima Declinação Norte do Sol é 23 graus e 27 minutos, que ele alcança no Solstício de Junho, sendo que no Solstício de Dezembro o Sol alcança o grau correspondente, 23 graus e 27 minutos de máxima Declinação Sul. Marte, Mercúrio e a Lua alcançam 27 graus de Declinações Norte e, em raras ocasiões, Vênus alcança 28 graus, mas os outros Planetas (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno[7]) alcançam, aproximadamente, as mesmas Declinações Norte e Sul como as do Sol.

A Astronomia ensina que a Declinação do Sol é devido à inclinação do eixo da Terra.

Descendente:

É o Oposto do Ascendente[8], o ponto do horizonte ocidental onde o Sol e os Planetas se põem, por assim dizer, porque a partir daí os corpos celestes começam sua “descida” rumo ao nadir da esfera celeste.

Desventurosos ou Adversos:

São chamados os Planetas: Marte, Saturno, Urano e Netuno[9]. Esses Planetas que chamamos de adversos, presentemente, porque a influência deles nos parece “má”, pois, ainda não aprendemos a trabalhar em harmonia com eles, visando um bem mais elevado.

Mas mesmo hoje, os Aspectos de Saturno com a Lua e com Mercúrio fornecem profundidade à Mente e um poder de concentração, atributos decididamente bons. Marte em Aspecto com esses Planetas energiza a Mente e a torna mais alerta; Urano em Aspecto com eles fornece uma percepção espiritual àqueles que podem expressar essa faculdade, mas essas pessoas são muito poucas.

Outro exemplo é Saturno! Sim, é verdade que ele é responsável pela maioria dos golpes do destino, mas ele não pode nos dar nada que não tenhamos merecido, e o propósito dele não é a vingança, mas educação ou ensino. A partir do momento em que percebermos, do fundo do nosso coração, deixaremos de reclamar e perguntaremos: “Por que isso está acontecendo comigo, o que eu fiz para merecer isso?”. Então, buscando em espírito de oração a razão, para que possamos aprender a corrigir nossa conduta a esse respeito e assim escapar de provações semelhantes no futuro, nos aproximaremos mais do nosso Deus-Pai e aprenderemos a beijar a cruz. Assim, em vez de ser um mal consumado, as visitas de Saturno são oportunidades para corrigirmos nossos procedimentos errôneos e alcançarmos a Sabedoria.

Um Planeta adverso bem-posicionado e com Aspectos pode ser de maior ajuda que um Astro benéfico fraco e com Aspectos adversos.

Detrimento:

É o oposto de “Dignificação”.

Assim, se o Sol está Essencialmente Dignificado em Leão, então ele estará “em Detrimento” quando estiver em Aquário.

Já a Lua que está Essencialmente Dignificada no Signo de Câncer, estará “em Detrimento” quando estiver em Capricórnio.

Saturno que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Capricórnio e Aquário, estará “em Detrimento” quando estiver em Câncer ou em Leão.

Júpiter que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Sagitário e Peixes, estará “em Detrimento” quando estiver em Gêmeos ou em Virgem.

Marte que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Áries e Escorpião, estará “em Detrimento” quando estiver em Libra ou em Touro.

Agora, Vênus que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Touro e Libra, estará “em Detrimento” quando estiver em Escorpião ou em Áries.

E Mercúrio que está Essencialmente Dignificado nos Signos de Gêmeos e Virgem, estará “em Detrimento” quando estiver em Sagitário ou em Peixes.[10]

Dia Sideral:

É o tempo que decorre entre duas passagens sucessivas de uma estrela fixa sobre o meridiano de determinado lugar. Esse é o tempo exato de uma revolução[11] completa da Terra sobre seu eixo; e é o único movimento absolutamente uniforme observado nos céus, não tendo sofrido nenhuma alteração desde as primeiras observações registradas. Devido ao movimento da Terra em sua órbita[12] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Dia solar:

É o tempo que o Sol leva para se mover de um determinado Meridiano de longitude até retornar ao mesmo Meridiano no dia seguinte. Devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e da obliquidade da eclíptica, o caminho do Sol, os dias solares não têm todos a mesma duração, mas como o propósito da vida social e civil necessitam de uma divisão uniforme, uma média foi adotada para todos os dias solares do ano, e isso leva o nome de Dia Solar Médio. Esse começa à meia-noite, quando o Sol está no nadir. Os relógios são regulados para mostrar seu início, seu fim e, também, suas divisões em 24 horas diárias. Há, portanto, uma diferença entre a hora Solar e a hora do relógio[13]. Devido ao movimento da Terra em sua órbita[14] em torno do Sol, um Dia Solar é mais longo do que um Dia Sideral, pois como o Sol se adianta mais para o leste durante o período de rotação diária da Terra sobre seu eixo, a Terra precisa girar um pouco mais em seu eixo para que um certo Meridiano se alinhe com o Sol. O Dia Solar é, portanto, cerca de quatro minutos mais longo que o Dia Sideral, porém, devido ao movimento variável da Terra em sua órbita e à obliquidade da eclíptica mencionada anteriormente, essa diferença também varia a cada dia.

Dignidade Acidental:

Quando um Astro está posicionado em uma Casa Angular, seu efeito é muito mais poderoso do que quando se posiciona em Casas Sucedentes ou Cadentes. Nesse sentido, uma posição na 10ª Casa é mais forte em virtude da Elevação, a seguir a 1ª Casa, depois a 7ª Casa. A 4ª Casa é a mais fraca.

Dignificação

Diz-se que um Astro (Sol, Lua e Planetas) está em sua Dignificação, ou está “Essencialmente Dignificado”, ou está no Signo que rege – está no “Regente” –, quando ele está em certos Signos que concordam com ele em natureza, porque então o poder ou energia do Signo e o poder ou energia do Astro estão combinados. A influência do Astro se torna assim fortalecida. Inversamente, diz-se que um Astro está em Detrimento quando ele se encontra no Signo oposto ao que ele rege, pois então a natureza do Signo e a natureza do Astro são incompatíveis e antagônicos, resultando disso que a influência do Astro é enfraquecida em intensidade.

A Tabela abaixo mostra a Regência dos Astros nos vários Signos, de modo que um estudo dela trará o conhecimento do sistema e da filosofia envolvidos:

Tabela-com-as-Forcas-dos-Astros-Regente-Essencialmente-Dignificado-Detrimento-Queda-Exaltacao Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

O Sol é centro de nosso Sistema Solar, o dador de vida e calor, e a Lua é (apenas no que tange à nossa Terra) a coletora e refletora dos vitalizantes raios solares. O Sol, sendo o dador de vida e calor, concorda essencialmente com a natureza do Signo de Leão. Assim, Leão, sendo um signo masculino de natureza ígnea, concorda essencialmente com a natureza do Sol, ao qual ajuda a dignificar e fortalecer, ou seja: o Sol está Essencialmente Dignificado em Leão.

O efeito da feminina Lua sobre as marés da Terra mostra sua inerente afinidade com a água, o que a faz concordar essencialmente com o Signo aquático e feminino de Câncer. Por causa disso o Signo Câncer é regido pela Lua, pelo que nele está a sua maior fortaleza, ou seja, a Lua está Essencialmente Dignificada no Signo de Câncer.

A palavra-chave do Sol é Vida, e a da Lua é Fecundação. O germe de vida, que emana do Sol, é plantado e regado pela Lua, que regula o período de gestação e faz nascer todas as coisas aqui. Saturno é o Planeta da obstrução e da deterioração, o ceifador com a ampulheta e a foice, que ceifa a vida dada pelo Sol e sustentada pela Lua, quando seu relógio indica o tempo em que os frutos das experiências da vida estão prontos para serem colhidos. Então, ele é o Planeta da morte aqui, circulando numa órbita situada nos limites do Sistema Solar, que é a fronteira do Caos, onde todas as coisas são dissolvidas e transmutadas, por alquimia espiritual, em texturas cada vez mais refinadas.

Portanto, Saturno concorda essencialmente com os Signos de Capricórnio e Aquário[15], os Signos ocupados pelo Sol durante os meses de dezembro e janeiro. Quando posicionado nesses Signos, a mão viscosa e fria de Saturno se faz sentir como uma poderosa força que esmaga a vida e a alegria, que cobre a vida com a sombra da morte.

Entre a órbita de Saturno e a órbita do Sol estão as órbitas dos outros Planetas, e quando postas na ordem de suas distâncias do Sol, com os Signos do Zodíaco colocados de tal modo que Leão e Câncer fiquem no centro com seus Regentes — Sol e Lua — e os Signos que Saturno rege, Capricórnio e Aquário, um em cada extremidade, então mostram que Júpiter, cuja órbita fica por dentro da órbita de Saturno, rege os dois Signos vizinhos aos Signos de Saturno, isto é: Sagitário e Peixes[16].

A órbita de Marte fica por dentro da órbita de Júpiter, portanto, ele rege, os signos vizinhos aos signos de Júpiter, ou seja: Áries e Escorpião[17].

A órbita de Vênus fica por dentro da órbita de Marte, portanto, ele está dignificado nos Signos vizinhos aos Signos de Marte, a saber: Touro e Libra[18].

Mercúrio, o Planeta mais próximo do Sol, rege os Signos situados entre os de Vênus e do Sol, a saber: Gêmeos e Virgem[19].


[1] N.T.: ou seja: quando a Lua entra na Declinação Norte (cruza o Equador celeste do norte para o sul).

[2] N.T.: cruza o Equador celeste do sul para o norte.

[3] N.T.: repare que está na Órbita de Influência do Aspecto Conjunção.

[4] N.T.: e, agora, também Plutão.

[5] N.T.: Também chamado Meio-do-Céu, é o ponto mais alto da abóbada celeste acima do lugar de nascimento, onde o Sol se encontra ao meio-dia.

[6] N.T.: 0 grau de separação entre os dois Astros envolvidos para a Conjunção; 60 graus para o Sextil; 90 graus para a Quadratura; 120 graus para o Trígono; 180 graus para a Oposição.

[7] N.T.: e, agora, também Plutão.

[8] N.T.: ou seja: cúspide da 7ª Casa.

[9] N.T.: e, agora, também Plutão.

[10] N.T.: Veja a Tabela que está no item “Dignificação” para ter uma visão completa.

[11] N.T.: também chamada de rotação: cada giro da Terra em torno do seu próprio eixo define um dia.

[12] N.T.: Movimento de Translação

[13] N.T.: a hora do relógio é também chamada de hora legal.

[14] N.T.: Movimento de Translação

[15] N.T.: Assim, Saturno está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Capricórnio, como no Signo de Aquário.

[16] N.T.: Assim, Júpiter está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Sagitário, como no Signo de Peixes.

[17] N.T.: Assim, Marte está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Áries, como no Signo de Escorpião.

[18] N.T.: Assim, Vênus está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Touro, como no Signo de Libra.

[19] N.T.: Assim, Mercúrio está Essencialmente Dignificado tanto no Signo de Gêmeos, como no Signo de Virgem.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.6

Direções:

Quando uma criança nasce, ela é imersa em uma atmosfera carregada com vibrações astrais próprias daquele momento, as quais são impressas em cada átomo do organismo sensível pelo ar inalado da primeira respiração. Este batismo astral é a causa básica de todas as características e idiossincrasias da criança; ele proporciona certas tendências que permanecem por toda vida. Este é o Horóscopo Radical ou Radix que carregamos em nossos Corpos e, quer o saibamos ou não, é a raiz de todos os acontecimentos ou eventos da vida.

Mas os Astros (o Sol, a Lua e os Planetas) não permanecem estacionados nas posições que ocupavam no momento do nosso nascimento; o progresso deles é eterno, assim como o é do nosso Pai Celestial, e com o tempo eles formam outros Aspectos diferentes dos que formavam por ocasião do nascimento. Essas configurações progredidas são chamadas de Direções e marcam o momento na vida em que os acontecimentos ou eventos estão prestes a ocorrer.

As Direções são de dois tipos: Primárias e Secundárias.

As Direções Primárias são aquelas formadas entre os Astros progredidos e suas posições ao nascimento.

Se, por exemplo, o Sol estava em “0” grau de Áries e Júpiter estava nos 25 graus de Leão, por ocasião do nascimento de um indivíduo, então, como o Sol se desloca para frente do Zodíaco à razão de um grau por dia, ele estará em Trígono com Júpiter cerca de vinte e cinco dias após o nascimento.

O sistema de medição do tempo da Progressão astral em geral considera cada dia após o nascimento igual a um ano de vida. Assim sendo, um acontecimento muito afortunado ocorrerá a esse indivíduo no vigésimo quinto ano de sua vida.

Aspectos também podem ser formados entre dois Astros progredidos; para seguir o exemplo dado no último parágrafo, Júpiter progrediria um ou dois graus nos vinte e cinco dias. Estaria, então, em 26 ou 27 graus de Leão, de maneira que, e depois que o Sol tivesse passado pelo Trígono com Júpiter Radical, chegaria ao Trígono com Júpiter progredido, o que prolongaria a influência afortunada por vários anos, embora se deva ter em mente que os efeitos dos Aspectos entre dois Astros progredidos não são tão fortes quanto os das configurações entre um Astro progredido e outro Radical.

As Direções Secundárias são aquelas formadas pela Progressão da Lua em Aspectos com os Astros, especialmente os Astros Radicais. Esses Aspectos lunares são de vital importância, pois, a não ser que as Direções Primárias sejam apoiadas por Aspectos da Lua Progredida que sejam de natureza semelhante, não há influência alguma. Para ilustrar, sirvamo-nos do exemplo do Sol em Trígono com Júpiter. Se no momento em que esse Trígono culminou, a Lua Progredida estivesse nos 25 graus de Gêmeos, portanto em Sextil com o Sol e com Júpiter, isso teria proporcionado um impulso maravilhosamente favorável ao acontecimento significado pela Direção, mas se a Lua estivesse nos 25 graus de Touro, portanto em Quadratura com Júpiter, isso teria impedido o acontecimento e até causado problemas. Se não houvesse uma Direção Secundária lunar no momento, o acontecimento teria permanecido latente até que o próximo Aspecto da Lua Progredida o despertasse ou o debilitasse.

As Lunações (Luas Novas) também são os fatores poderosos no fortalecimento das Direções, especialmente se forem Eclipses (Veja “Lunações”, “Eclipses” e, também, “Trânsitos”).

Direções Primárias: (Ver “Direções e Trânsitos”.)

Direções Secundárias: (Ver “Direções e Trânsitos”.)

Direto:

Quando os Planetas se deslocam na ordem dos Signos (de Áries a Touro, etc.) eles são considerados que estão em movimento Direto, mas quando parecem se deslocar em sentido contrário à ordem dos Signos (de Áries para Peixes, etc.) eles são considerados que estão em movimento Retrógrados. Nas Efemérides, um “R” maiúsculo é posto no alto da página do mês, com os graus e minutos de Longitude do Planeta, no dia em que ele começa o movimento Retrógrado, e no topo de sua coluna quando esse movimento prossegue. Quando o Planeta volta a seu deslocamento em sentido direto, isso é indicado por um “D” maiúsculo, mas nas Efemérides não há “D’s” nos topos das colunas para indicar que os Planetas estão em movimento “direto”, pois este é o seu deslocamento natural. Os “R’s” são usados apenas para marcar que o movimento a que se referem é uma anomalia.

O Sol e a Lua estão sempre em movimento Diretos, eles nunca são Estacionários ou Retrógrados. Veja-se o verbete sobre Retrogradação.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.7

Eclipses: (Ver “Lunações”)

Eclíptica:

O caminho ou trajetória do Sol por entre constelações do firmamento[1].

Efemérides:

Uma efeméride[2] é irmã gêmea do “almanaque” e fornece as longitudes e declinações geocêntricas do ano corrente. É absolutamente necessária em cálculos astrológicos. Mas assim como é necessário obter um novo “almanaque” para cada ano para ver quando a Lua é Nova e Cheia, quando é Páscoa ou Natal, etc., também é necessário ter uma efeméride para cada ano quando queremos levantar horóscopos para as pessoas. É verdade que os Planetas circulam em torno do Sol[3], mas cada um tem sua velocidade específica e não assumem a mesma posição relativa entre si que tinham enquanto você lia isto, até que um período chamado Grande Ano Sideral (25.868 anos comuns) tenha decorrido. Portanto, todos os horóscopos, até mesmo os horóscopos de gêmeos, diferem entre si, e é necessário ter uma Efeméride para o ano de nascimento de qualquer pessoa antes de poder levantar o horóscopo dela.

Eixo:

Se atravessarmos uma maçã pelo seu centro com uma agulha de tricô, esse seria o eixo da maçã, e sobre esse eixo a maçã poderia girar. O eixo da Terra é uma linha imaginária ao longo da qual a Terra gira, sendo que esse movimento da Terra, em seu eixo, produz os fenômenos conhecidos como dia e noite. O eixo da Terra sempre aponta para uma certa estrela na constelação da Ursa Menor, a qual por isso é chamada Estrela Polar[4]; a única no céu que parece nunca se mover. Contudo, ela não é completamente estacionária, mas possui um movimento vibratório excessivamente lento chamado Nutação[5], que faz com que a Estrela Polar mude ao longo dos milênios.

Elevação:

O zênite, o ponto ocupado pelo Sol ao meio-dia, é o ponto mais elevado no céu. Quanto mais perto desse ponto estiver um Astro (Sol, Lua e Planetas), mais elevado se diz que ele está. Assim, um Astro na 11ª Casa está mais elevado que outro que se situe na 12ª Casa, e o Astro que se encontre na 10ª Casa está acima de todos os outros Astros.

A Elevação é muito importante, pois aumenta consideravelmente a influência de um Astro seja beneficamente, seja adversamente. Se Marte, o Planeta da energia dinâmica, estiver Elevado no Signo em que é Regente, Áries, proporcionará a pessoa de um reservatório quase inesgotável de energia e de uma coragem indomável, o que será considerado insuficiente se Marte estiver em um Signo e posição fracas, tais como em Virgem e a 6ª Casa. O mesmo raciocínio e análise ocorre com os demais Signos e Astros.

Equador:

O Equador terrestre é uma linha imaginária em um plano, em ângulos retos ao eixo da Terra e na metade da distância entre os polos norte e sul. Assim, o Equador divide o globo terrestre em dois hemisférios: o norte e o sul. Se uma viga com centenas de milhões de quilômetros de comprimento fosse cravada na Terra, da linha do Equador em direção ao centro da Terra, a extremidade externa descreveria uma linha no firmamento, quando a Terra realiza seu movimento de rotação ao redor do seu eixo; esta linha imaginária é chamada Equador celeste, ou Equinocial. Esse último nome é dado porque quando o Sol alcança o ponto onde a Eclíptica ou a trajetória do próprio Sol cruza o Equador celeste temos os Equinócios, os períodos em que os dias têm a mesma duração das noites.

Equinocial: (ver sobre “Equador”)

Equinócio:

Os Equinócios ocorrem a 20 ou 21 de março, quando o Sol entra em Áries, e a 22 ou 23 de setembro, quando o Sol entra em Libra. Nessas ocasiões, os dias têm a mesma duração das noites em toda a Terra. Veja-se “Equador” e “Precessão dos Equinócios”.

Essencialmente Dignificado:

Um Astro está fortalecido ou está Essencialmente Dignificado quando ele está no Signo que concorda com sua própria natureza. Isso é completamente esclarecido no verbete “Dignificação”.

Estacionário:

Às vezes, os Planetas se movem obliquamente em relação à órbita da Terra, e de tal maneira que parecem estacionários, embora estejam, na verdade, sempre em movimento (ver sobre “Retrogradação”).

Estrelas Fixas:

As doze constelações do Zodíaco são compostas por um grande número de estrelas, e por todo o firmamento vemos aglomerados de corpos luminosos que parecem preservar a mesma posição em relação uns aos outros, diferindo nesse aspecto do Sol, da Lua e dos Planetas, que vemos se movendo entre os aglomerados de estrelas. Portanto, os aglomerados de estrelas que compõem as constelações zodiacais são chamados “Estrelas Fixas”. É sabido, contudo, que sua imobilidade só é aparente, em razão da grande distância que as separa de nós e que, na realidade, elas se deslocam no espaço a velocidades enormes.

Na Astrologia lidamos principalmente com as doze constelações de Estrelas Fixas que compõem o Zodíaco. Não há dúvida de que outras Estrelas Fixas exercem influência sobre os assuntos humanos, mas nossas Mentes ainda são muito fracas para compreender o significado completo dos Signos zodiacais, dos Astros e das Casas em todas as suas múltiplas combinações, de modo que, se tentarmos misturar isso com as outras Estrelas Fixas e seus Aspectos, certamente nos perderemos num labirinto. Recomenda-se ao Estudante considerar apenas as seguintes Estrelas Fixas: Plêiades, localizada nos 29º de Touro; Ascelli, nos 6º de Leão; e Antares, nos 8º de Sagitário. Observou-se que essas Estrelas Fixas exercem um efeito decididamente prejudicial aos olhos. Quando o Sol ou a Lua se estão num desses graus, e afligidos por um dos Planetas adversos[6], ou quando um dos adversos está num desses graus, e o Sol ou a Lua afligidos em qualquer parte do horóscopo, o resultado são problemas com os olhos.


[1][1] N.T.:

[2] N.T.: Nomeadamente, “efemérides astronômicas” é o termo usado por astrônomos e astrólogos um conjunto de tabelas que indicam a posição dos Astros para cada dia do ano.

[3] N.T.: Em um movimento chamado de Translação.

[4] N.T.: para o hemisfério norte.

[5] N.T.: A Nutação é, na astronomia, uma pequena oscilação periódica do eixo de rotação da Terra com um ciclo de 18,6 anos, sendo causada pela força gravitacional da Lua sobre a Terra.

[6] N.T.: Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.8

Exaltação:

No item “Dignificação” é explicado que, quando um Astro está em um Signo de natureza similar, ele está fortalecido ou Dignificado, mas quando um outro Astro da mesma natureza do Regente entra naquele Signo combina as suas próprias qualidades com aquelas do Regente e do Signo, e se torna em Exaltação ou poderosamente fortalecido. Por exemplo, Áries é um Signo seco, ígneo. É regido por Marte, um Planeta seco, ígneo e quando o Sol, a fonte de calor e o provedor de Vida entra naquele Signo ele está em Exaltação a um grau superlativo de poder, e imediatamente a Vida começa a se manifestar em todos os departamentos da Natureza. O que se precisa sempre lembrado a respeito do que constitui em Exaltação é que ela necessita a combinação de três naturezas semelhantes. Escorpião é também um Signo marcial, mas é um Signo de Água e não em total concordância com a natureza do Sol, como Áries está; portanto, o Sol não poderia estar em Exaltação em Escorpião, como está em Áries.

Assim como o “Senhor da Vida e do calor”, o Sol, sempre se opõe a Saturno na Regência de seus Signos – Leão e Aquário –, assim também o frio e mortal Saturno se opõe ao Sol desde o seu Signo em Exaltação, Libra. Vênus e Marte são os Planetas da atração, sob o ponto de vista sexual e, como tudo que é gerado pelo sexo está sob o domínio da morte, Marte tem, portanto, uma Regência correta sobre Escorpião, o Signo da 8ª Casa, significadora da morte; ele também está adequadamente em Exaltação no Signo saturnino de Capricórnio, e Saturno, o “Senhor da Morte”, é justamente atribuído o estar em Exaltação em Libra, o Signo masculino cardeal de Vênus.

Câncer, o Signo úmido e feminino signo regido pela Lua, é vizinho a Leão, o Signo quente e seco regido pelo Sol. Portanto, é exigido pela Lei da Analogia que o Signo em Exaltação da Lua seja vizinho ao Signo em Exaltação do Sol, isto é, Touro. Vênus, o Planeta do Amor, oferece um caminho para a expressão das forças lunares da fecundação, e o Signo feminino e frutífero de Touro concorda inteiramente com essas tendências; portanto, esse Signo oferece a mais poderosa expressão das forças que atuam através da Lua, pela qual é tido corretamente como em Exaltação em Touro. Vênus nos une em laços de amor para a perpetuação da Onda de Vida humana, portanto, esse amor é essencialmente egoísta e, portanto, produtor do sofrimento e da angústia profundos. Quem muito amou, muito sofreu, daí Vênus, manchado de lágrimas, estar em Exaltação no Signo de Água da 12ª Casa, Peixes, o Signo do sofrimento e da angústia profundos. Aqui, pelo efeito purificador da dor profunda, o amor terreno e sensual é transmutado em Altruísmo sob o raio benéfico de Júpiter, o Regente desse Signo, pois não é a vontade de nosso Pai que soframos além do que podemos suportar, mas Ele, em cada tentação, proporcionará uma maneira de escapar.

No antigo Zodíaco egípcio, Câncer era simbolizado por um besouro ou escaravelho[1], o que para eles era o emblema da alma, e é uma verdade esotérica que todas as almas entram na vida terrestre através da esfera da Lua, Câncer. A concepção depende da posição da Lua e do ângulo dos raios dela. Sagitário – o Centauro – é o símbolo da aspiração, um homem sobressaindo do animal e apontando seu arco para o céu. Esse Signo é regido por Júpiter, o Planeta da benevolência, que agora é a sementeira onde nosso futuro lar está sendo preparado, e onde vamos morar algum dia, quando houvermos aprendido as lições do Período Terrestre e estivermos prontos para assumir um trabalho mais elevado do Período de Júpiter, conforme ensina o Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz.

Por conseguinte, assim como as forças solares refletidas através de Câncer e da Lua resultam em geração, do mesmo modo o raio espiritual do Sol refletido através de Câncer e Júpiter atua como um poder regenerador que fortalece a natureza psíquica e religiosa e, portanto, Júpiter é verdadeiramente considerado em Exaltação em Câncer.

Mercúrio é um Planeta de natureza variável; ele toma a cor e adota as características de qualquer Signo ou Astro (Sol, Lua e Planetas) com que esteja configurado; portanto, não tem afinidade particular com qualquer dos outros Astros ou Signos regidos pelos outros Astros e por isso deve buscar Exaltação em seus próprios Signos. E como Gêmeos é masculino, ele não está tão em harmonia com Mercúrio quanto o apático Signo negativo de Virgem, pelo que esse vem a ser o Signo de Exaltação de Mercúrio.[2]

Grande Ano Sideral: (Veja “Zodíaco Intelectual”)

Grau:

Um grau é a 360ª parte de um círculo. Cada um dos doze Signos do Zodíaco compreende 30 graus, e o movimento dos Astros (Sol, Lua e Planetas) através desses Signos é medido em graus e minutos de longitude[3], começando no primeiro grau de Áries.

O curso do Sol é chamado de eclíptica, sendo esta considerada a linha padrão do movimento celeste apenas no que diz respeito ao nosso Sistema Solar. O ziguezague dos Planetas ao longo da eclíptica vai, às vezes, um pouco ao norte do curso do Sol, outras vezes um pouco ao sul do curso do Sol. A distância de um Planeta ao norte ou ao sul do curso do Sol é chamada Latitude, sendo medida também em termos de graus e minutos.

Para um melhor esclarecimento acerca de graus de declinação, veja sobre “Declinação” e para o uso dos graus para medir a Ascensão Reta, veja: “Meio-do-Céu”.

O exposto acima estabelece o uso dos graus como uma unidade de medida para fixar as posições dos Astros na esfera celeste que contém as estrelas fixas; mas os graus também são usados em geografia para determinar a posição exata de cidades ou lugares na superfície da Terra[4]. Nesse caso, a Latitude é o que se conta em graus a partir do Equador da Terra, que é o grau 0, até os polos, que estão, respectivamente, a 90 graus norte e sul de Latitude.

A Longitude é a medida ao longo do Equador terrestre, 180 graus leste e 180 graus oeste a partir do Meridiano de Greenwich, o qual foi aceito como ponto inicial em 1884 pelos delegados de todas as principais nações, menos a França.

Para o efeito das distâncias, medidas em termos de Longitude na influência dos Astros, veja-se “Aspectos”.

Para a influência da Latitude e Declinação, no efeito dos Aspectos astrais “Latitude”.


[1] N.T.: Escaravelho é o nome comum, dado às várias espécies de insetos que pertence a um tipo de besouro.

[2] N.T: Segue uma Tabela com o Signo em que cada Astro está em Exaltação:

[3] N.T.: Longitude é uma das coordenadas geográficas, junto com a Latitude.

[4] N.T.: Assim, a Longitude e a Latitude são utilizadas para localizar qualquer ponto na superfície da Terra, juntamente com a Latitude, ou seja: a combinação da Latitude e Longitude permite determinar a localização exata de qualquer ponto na Terra, utilizando um sistema de coordenadas geográficas.  Com o Planeta Terra é quase uma circunferência, você consegue identificar qualquer ponto por meio do par Longitude-Latitude. A Longitude vai de Leste a Oeste (de 0º a 180º de cada lado), considerando o grau 0 de Longitude o Meridiano de Greenwich, por convenção. Para facilitar a localização, utiliza-se a convenção de que a Longitude leste é positiva e a Longitude oeste é negativa. A Longitude também é fundamental para a determinação dos fusos horários, pois cada faixa de 15° de Longitude corresponde a uma hora de diferença no horário civil. A Latitude vai de Norte a Sul (0 a 90 graus (norte ou sul) de cada lado), considerando o grau 0 de Latitude o Equador terrestre, por convenção. Um exemplo: a cidade de São Paulo-SP-Brasil tem as coordenadas geográficas, na notação graus e minutos decimais: 23,5558° S, 46,6396° W, ou seja: a Latitude é 23.5558° S, onde “S” quer dizer Sul (abaixo do equador) e a Longitude é 46.6396° W, onde “W” quer dizer Oeste (em inglês) (à esquerda do Meridiano de Greenwich), ou ainda na notação graus, minutos e segundos: Latitude é 23º33’01” S, onde “S” quer dizer Sul (abaixo do equador) e a Longitude é 46º38’02” W, onde “W” quer dizer Oeste (em inglês) (à esquerda do Meridiano de Greenwich).

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.9

Graus Críticos:

A Tabela de Graus Críticos dos Signos a seguir mostra certos graus do Zodíaco que são designados como “Graus Críticos”:

Signos CardinaisSignos FixosSignos Comuns
1O 13O 26O9O 21O4O 17O
ÁriesTouroGêmeos
CâncerLeãoVirgem
LibraEscorpiãoSagitário
CapricórnioAquárioPeixes

Esses graus marcam, aproximadamente, o fim do percurso diário da Lua pelos doze Signos. A Lua gasta cerca de 27 dias e meio para percorrer todo o Zodíaco, numa média de 13 graus por dia, aproximadamente. Assim, começando no primeiro grau de Áries, o primeiro dia de percurso terminará no 13º grau desse Signo, o segundo terminará no 26º grau, assim por diante. Por conseguinte, os Graus Críticos são: o 1º, o 13º e o 26º dos Signos Cardeais; o 9º e o 21º dos Signos Fixos; o 4º e o 17º dos Signos Comuns[1].

Horas Planetárias:

Os Rosacruzes ensinam que os Planetas, o Sol e a Lua exercem domínio sobre os dias da semana, que representam os sete dias da criação (os Períodos desse Esquema de Evolução).

Sábado é o dia de Saturno e corresponde ao Período de Saturno.

Domingo é o dia do Sol e corresponde ao Período Solar.

Segunda é o dia da Lua e corresponde ao Período Lunar.

Terça é o dia do deus da guerra nórdica, Tyr, e corresponde à metade marciana do Período Terrestre.

Quarta é o dia do Mercúrio nórdico, Wotan, e corresponde à metade mercurial do Período Terrestre.

Quinta é o dia de Thor, o Júpiter nórdico, e corresponde ao Período de Júpiter.

Sexta é o dia de Freia, a Vênus nórdica, e corresponde ao Período de Vênus.

Além de regerem os dias da semana, os Astros (Planetas, Sol e Lua) também regem, ordenadamente, as horas do dia, e o sistema subjacente — a ordem e a ligação entre as regências dos dias e das horas — torna-se claro quando se nota que: o mesmo Astro que rege o dia é o que rege a primeira hora que se segue ao nascer do Sol nesse dia.

Começando pelo horário do nascer do Sol de domingo, que é regido pelo Sol, o horário seguinte é atribuído a Vênus, o terceiro a Mercúrio. A seguir vêm os horários da Lua, de Saturno, Júpiter e Marte. Então voltam novamente os horários regidos pelo Sol, por Vênus e pelos demais Astros na ordem acima: Sol, Vênus, Mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter, Marte. Essa sucessão continua em sequência ininterrupta até a manhã do domingo seguinte, quando Marte rege o último horário da semana em sua própria ordem e o Sol abre a nova semana com seus raios benéficos.

Nessa disposição sucessiva iniciada no nascer do Sol do dia de domingo, a Lua rege o primeiro horário de segunda-feira, cujo horário é o vigésimo quinto desde o horário do Sol, que regeu o amanhecer de domingo.

Marte rege o primeiro horário de terça-feira, o qual é o vigésimo quinto horário da Lua, que regeu o amanhecer da segunda-feira.

É assim por diante, através dos outros dias da semana. Isso mostra como o método de denominar os dias pelos nomes dos Espíritos Planetários, que exercem domínio sobre eles, encaixa-se no sistema das “Horas Planetárias”, sendo que ambos se fundamentam no conhecimento esotérico.

Quando falamos em “Horas Planetárias” deve ficar entendido que essas horas nem sempre têm sessenta minutos de duração, mas que variam em grande medida com a época do ano e com o lugar em que se reside. Perto do Equador, a diferença é mínima; e ela aumenta à medida que avançamos para o norte, porque uma “Hora Planetária” é igual a um doze avos do período de tempo entre o pôr do sol de determinado dia e o nascer do Sol da manhã seguinte, ou é igual a um doze avos de determinado dia que começa ao nascer do sol e termina no pôr do sol.

Nos Equinócios, quando o dia e a noite têm igual duração, as “Horas Planetárias” também têm sessenta minutos, mas em pleno verão (no hemisfério norte) e na latitude 60 graus, onde o Sol nasce às 3.00 AM e põe-se às 8.00 PM. e que resulta num dia de 17 horas e numa noite de apenas 7 horas, as horas do dia têm 92 minutos, enquanto as horas da noite têm 27. Isso se inverte em dezembro, pois então o Sol não sai antes das 9:15 AM na latitude 60 graus norte e se põe às 2:45 PM., resultando disso que as “Horas Planetárias” do dia têm 27 minutos de duração, enquanto as horas da noite têm 92 minutos.

Para conveniência dos Estudantes, fornecemos no final desse livro seis tabelas, cada uma para dois meses do ano, e destinadas a todos os que vivem nas latitudes de 25 a 55 graus norte ou sul, que abrange praticamente todo o mundo civilizado. Elas são permanentes, e podem ser usadas por toda vida.

Para achar o Astro que rege determinado horário, olhe o relógio e consulte a tabela do mês seguinte em curso. Corra o dedo indicador na coluna da latitude desejada. Pare quando alcançar o primeiro horário posterior ao horário indicado pelo seu relógio. Volte o dedo uma linha acima. O número encontrado aí indica que o Regente Astral começa a reger nesse momento e continua a regência até o horário em que você parou o dedo inicialmente.

Os Regentes horários se encontram na intersecção da linha, que contém o horário que começam a reger, com a coluna daquele dia da semana.

Por exemplo, se queremos saber qual o Astro que, na latitude 40 e no mês de dezembro, rege as 2.00 PM de uma quinta-feira, corremos o dedo pela coluna do meio de latitude na tabela de dezembro, parando nas 2:18 PM, que é o primeiro horário depois daquela que desejamos. Então, retrocedemos uma linha para 1:32 PM, e daí para a esquerda, parando na coluna de quinta-feira. E aí encontraremos Marte, sabendo que esse Planeta rege das 1h32 às 2h18 PM, às quintas-feiras, durante dezembro e janeiro, nas latitudes de 35 a 45 graus.

A respeito do uso das “Horas Planetárias”, qualquer pessoa que tenha estudado a natureza e a influência dos vários Astros nos assuntos da vida pode de imediato formar uma opinião. As experiências e a observação tornarão qualquer pessoa eficiente na escolha do melhor horário para realizar o que deseja, com as melhores oportunidades de êxito. Muitas pessoas enlameiam a Ciência Divina da Astrologia pelo uso pervertido da influência desta para fins egoístas, esforçando-se para conseguir assim uma vantagem indevida, mas os Estudantes Rosacruzes não poderão encontrar nada na literatura Rosacruz sobre como proceder para tal propósito. Não estudamos o assunto sob esse ângulo, e ainda que soubéssemos o procedimento não o ensinaríamos. Mas, em certas ocasiões, as “Horas Planetárias” podem ser usadas de forma justa e benéfica; por isso tentaremos indicar aqui como elas podem ser úteis.

Suponha que queiramos ajudar um amigo a conseguir um emprego, e sabemos de um lugar apropriado para ele. Lembremo-nos de que o Sol é o significador dos que possuem autoridade, pelo que os horários do Sol favorecem transações com tais pessoas e pedidos de favores às mesmas; e você terá melhores chances de êxito se se candidatar nesses horários.

Mas, também é importante recordar que o Astro regente do primeiro horário de determinado dia é o principal Regente de todo esse dia, sendo os demais Astros apenas Regentes subsidiários com o Regente do dia. Tais Astros são enfraquecidos ou fortalecidos na proporção em que suas naturezas concordem ou discordem da natureza do Regente do dia. Portanto, se você selecionar um horário do Sol em um sábado, que é matizado com a obstrutiva influência de Saturno, suas chances de êxito não são tão boas quanto se você selecionar um horário do Sol em uma quinta-feira, que é toda matizada com o benevolente raio de Júpiter, o Regente do dia.

Ou, se você tiver a oportunidade, por dever, de argumentar com alguém que tem um temperamento exaltado, e que, você sabe, tende a se ressentir e dizer ou fazer algo que ambos desejam evitar, use o frio e úmido cobertor do horário de Saturno, se possível, para quebrantar e extinguir o espírito marcial. O risco de uma ruptura será então minimizado em grande medida, e ambos provavelmente se perguntarão, com a agradável lembrança, como tudo correu bem.

Ou, se for necessário estimular alguém que se tenha habituado à preguiça ou ociosidade e que, por isso mesmo, faz os outros sofrerem, e se parecer necessário, por assim dizer, acender uma fogueira debaixo dele para fazê-lo se movimentar, combine o fogo e a energia de Marte como Regente do dia com a influência dele como Regente do horário, conversando com a pessoa numa terça-feira. Se conseguir fazê-la dar o primeiro passo, é bem possível que ela o atenda.

Ao usar as “Horas Planetárias” nas linhas aqui apresentadas, e com o propósito do serviço altruísta, você pode proporcionar uma abundância de bênçãos aos outros e acumular para si mesmo muitos tesouros no céu, onde “nem a traça nem o mofo poderão estragá-lo[2]; e vale a pena se lembrar que, por mais vantagem material que você possa obter com esse conhecimento, o ganho material, o poder, a posição, o dinheiro e todas as outras coisas pertinentes a este mundo são deixados para trás por ocasião da sua morte, e que somente nossas boas ações nos acompanham nessa hora. Portanto, não zombe, mas se quiser utilizar as influências astrais, use-as de tal modo que as mesmas só lhe tragam ganhos perenes e não apenas temporários.


[1] N.T.: Quando um Astro se encontra dentro da Órbita de Influência de três graus de quaisquer desses pontos (Sol no 15º de Áries está em “Grau Crítico”, pois está a 2 graus da culminação do “Grau Crítico” 13 graus de Áries (15 – 13 = 2 graus), portanto dentro da “Órbita de Influência” de 3 graus), tal Astro exercerá uma influência muito mais forte na vida do que de outra forma. Essa influência tenderá a aumentar a intensidade de uma “Exaltação”, como também a compensar a fraqueza resultante de um Astro estar “em Queda” ou “em Detrimento”. Também aumentará a força dos Aspectos desse Astro.

[2] N.T.: Mt 6:19-21: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões arrombam e roubam; mas acumulai para vós outros tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam; pois onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração”. 

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.10

Horizonte:

Na Astrologia o lugar do nascimento sempre é considerado o ponto mais elevado da Terra, e o círculo principal visto dali é o horizonte. Esse pode ser sensível ou racional.

O horizonte sensível é o círculo que limita nossa visão, onde o céu e a terra parecem se encontrar.

O horizonte racional é aquele abaixo do horizonte sensível, no plano do centro da Terra.

Hyleg:

Um termo usado pelos antigos astrólogos árabes para designar os pontos do horóscopo onde se encontram os principais focos de vitalidade e saúde, ou seja: o Sol, a Lua e o Ascendente.

É preciso pouca argumentação para mostrar que o grande e glorioso reservatório de vida que chamamos de Sol é um fator importante no assunto saúde, e que o luminar menor, a Lua, também domina o assunto, pois ela coleta e reflete os raios solares. E é de conhecimento geral que ela está ligada de algum modo à gestação e ao parto; portanto, a Lua é a principal significadora de saúde no horóscopo de uma mulher, ao passo que o Sol exerce a mais forte influência no horóscopo de um homem. No entanto, ambos são importantes, pois se, no horóscopo de um homem, Saturno está em Quadratura com a Lua, ele sentirá as influências desse Aspecto, mas se a mesma configuração ocorre no horóscopo de uma mulher, ela sentirá as influências desse Aspecto muito mais; e, inversamente, Saturno em Quadratura com o Sol no horóscopo de uma mulher afetará sua saúde, mas não no mesmo grau que a de um homem, se tal Aspecto ocorrer no horóscopo dele.

A razão pela qual o Ascendente é considerado um fator de saúde e vitalidade não é tão evidente à primeira vista, mas quando percebemos que o Ascendente no nascimento é a posição da Lua no momento da concepção, então a razão se torna óbvia, pois a Lua é o Astro da fecundação, o foco e refletor das forças vitais do Sol e, se no momento da concepção, quando o Átomo-semente do Corpo Vital foi implantado, a Lua estava em um Signo fraco como Virgem, há uma carência fundamental de energia e vitalidade já no começo da vida terrestre, e uma consequente lassidão que afeta o indivíduo em todos os anos nessa sua existência terrestre.

Resumindo, o Sol, a Lua e Ascendente são todos importantes significadores de saúde e vitalidade para ambos os sexos, mas a posição e os Aspectos da Lua são mais importantes que os do Sol e do Ascendente para a mulher, enquanto a posição e os Aspectos do Sol são mais vitais para a saúde do homem do que os outros dois fatores.

Nos tempos modernos a palavra “Hyleg”, bem como a designação das partes vitais do horóscopo como locais “hylégicos”, de modo geral, não são mais utilizadas. O autor sempre se refere a essas partes como “significadores de saúde”, o que todos entendem, parecendo-nos insensato velar o assunto com termos misteriosos quando um bom e simples vocabulário pode transmitir muito melhor aquilo que queremos significar. Também deve ser entendido que para se interpretar qualquer assunto, seja ele saúde, riqueza, júbilo, dor, sofrimento, tristeza, ou qualquer outra coisa que possa acontecer, os significadores especiais fornecem apenas uma quantidade limitada de informações. Para obter um conhecimento realmente abrangente do horóscopo, cada assunto deve ser interpretado a partir de horóscopo como um todo.

Inclinação do Eixo:

Os eixos de todos os Planetas são inclinados em relação às suas órbitas. O eixo de um Planeta pode ser perpendicular ou oblíquo à sua órbita. As atuais inclinações aproximadas dos eixos são as seguintes[1]:

image-2 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

As inclinações dos eixos acima não coincidem em todos os casos com os números determinados pela ciência física, nem endossamos seu ponto de vista de que essas inclinações permanecem praticamente inalteradas, salvo por um leve movimento oscilatório chamado Nutação. Há um terceiro movimento extremamente lento dos Planetas, pelo qual, o atual Polo Norte da Terra, no futuro, como fez no passado, apontará diretamente para o Sol. Mais tarde estará na posição onde agora está o Polo Sul, e no devido tempo alcançará novamente a sua posição atual. Assim, o clima tropical e as épocas glaciais se sucedem em todos os pontos de cada Planeta.

Além disso, esse movimento gradual de, aproximadamente, de 50 segundos de espaço por século, pelo qual uma volta ao eixo da Terra se completa em, aproximadamente, dois milhões e meio de anos, também ocorreram mudanças repentinas numa época em que o que é agora o Polo Norte apontava diretamente para o Sol. O hemisfério sul se encontrava, então, continuamente na escuridão e frio.

Interceptado

Veja-se o tópico “Casas” antes de ler a definição de “Interceptado”. No item “Casas” afirma-se que, devido à forma quase esférica da Terra e à inclinação do eixo terrestre, algumas das Casas Mundanas nas latitudes do extremo norte têm apenas 12 ou 15 graus, enquanto outras têm 40, 50 e até 60 graus de tamanho. Mas, os Signos do Zodíaco têm sempre trinta graus e, portanto, nos casos em que uma Casa Mundana é muito grande em tamanho, um ou mesmo dois Signos inteiros podem estar incluídos dentro da amplitude de suas cúspides. No horóscopo de Erman C., nascido a 25 de janeiro de 1912 às 3:00 A.M., em Ogden, Iowa, EUA[2], temos o 24º grau de Sagitário na cúspide da 2ª Casa e o 11º grau de Aquário na cúspide da 3ª Casa. Assim, a 2ª Casa tem 47 graus de tamanho e inclui o todo o Signo de Capricórnio, com os Planetas Mercúrio e Urano, pelo que um astrólogo descreveria a situação dizendo que Capricórnio está “interceptado” na 2ª Casa. Ao falar dos Planetas nesse Signo interceptado, ele dirá que Mercúrio e Urano estão interceptados em Capricórnio na 2ª Casa.

Quando um Signo está interceptado em uma casa, o Signo oposto também o está na Casa oposta; consequentemente, vemos Câncer interceptado na 8ª Casa, com Netuno nessa Casa, no horóscopo citado.

A respeito da influência da Interceptação, descobrimos que, quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) se encontra em algum Signo interceptado, sua influência é mantida em suspenso ou em estado latente até que, por Progressão, ele saia do Signo interceptado. Essa tendência pode ser em certa medida modificada por um Aspecto forte, ou por uma porção de outros Aspectos menores ou mais fracos, mas um Astro interceptado nunca tem o mesmo poder sobre a vida do que um Astro que não está em um Signo interceptado.


 

[2] N.T.: Do Livro: O Horóscopo de Sua Criança – Volume I – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

image-3 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.11

Latitude:

Em astronomia, é a distância ao norte ou ao sul da Eclíptica – o caminho do Sol.

Em geografia, é a distância a que a cidade ou lugar se situa ao norte ou ao sul do Equador[1].

Nota – A distância dos corpos celestes ao norte ou ao sul do Equador celeste não é chamada latitude, mas sim DECLINAÇÃO. Quando o Sol está em seu extremo ponto ao norte, no Trópico de Câncer, não dizemos que ele está a 23 graus de Latitude norte, mas sim a 23 graus de Declinação norte. (Veja mais detalhes no verbete: “Declinação”.)

Logaritmos:

Foram originalmente inventados por Lord Napier para facilitar os cálculos aritméticos. Mais tarde, eles foram adaptados ao sistema decimal, sendo usados pelos astrônomos no cálculo das direções por arco[2]. Mas, para calcular as posições dos Astros pela Longitude e em relação ao dia de vinte e quatro horas faz-se necessário o uso de uma tabela especial que se encontra ao final de nossas Efemérides. No seu uso, a multiplicação é efetuada por soma e a divisão por subtração.

Longitude:

Em geografia, a Longitude é medida em termos de “a leste” ou “a oeste” do Meridiano de Greenwich, no Equador.[3]

Em astronomia, a Longitude dos Astros (Sol, Lua e Planetas) é medida sobre a Eclíptica – ou caminho do Sol –, partindo-se do primeiro ponto de Áries no Equinócio de Março. Quando a distância é calculada sobre o Equador celeste ou equinocial, então é chamada de Ascensão Reta.

Luminares:

São assim chamados o Sol e a Lua.

Lunação:

Uma Lunação é a Conjunção do Sol com a Lua, uma “Lua Nova”. Em nossas Efemérides, todas as Luas Novas, Luas Cheias e Eclipses são registrados claramente no topo das páginas.

Quando uma Lunação cai dentro dos 3 graus de um Aspecto de quaisquer dos Astros ou de outros pontos vitais do horóscopo Radical, isso tem efeito marcante nos acontecimentos durante o mês em curso, e poderá facilmente assumir a posição de um Aspecto da Lua Progredida que é necessário para frutificar as indicações astrais então em evidência. Mesmo independentemente das Direções Primárias, se uma Lua Nova ocorre em uma Conjunção fechada com um Planeta adverso, produzirá dificuldades em assuntos secundários e, inversamente, uma Lunação que acontece no lugar onde está Júpiter ou Vênus tornará as coisas agradáveis.

Quando uma Lua Nova resulta em um Eclipse solar, ela produz primeiramente o efeito costumeiro de uma Lunação durante o mês em curso, se estiver em Aspecto com qualquer dos Astros radicais e, secundariamente, efeitos semelhantes durante todos os meses do ano seguinte, sempre que os Aspectos da mesma natureza se formem com o local do Eclipse. Por exemplo, se o Eclipse ocorresse na 12ª Casa onde está o Signo de Leão, formando uma Quadratura com Marte em Escorpião, na 3ª Casa, então ele produziria inimizade entre irmãos e irmãs durante o mês de agosto, mês em que se deu o Eclipse. Em novembro, quando a Lunação ocorre em Escorpião, mais combustível será acrescentado ao fogo pela Quadratura com o lugar do Eclipse. Em fevereiro, quando o Sol formar uma Oposição ao lugar do Eclipse, mais problemas surgirão na mesma área e, também, em maio, quando ocorrer a última Quadratura. Por outro lado, se o Aspecto inicial do Eclipse é benéfico, mais benefícios serão experimentados durante os meses em que se formarem os Sextis e Trígonos.

O ciclo de Lunações é de dezenove anos; por exemplo: a 26 de julho de 1900 ocorreu uma Lunação no 3º grau de Leão, e no dia 26 de julho de 1919 ocorrerá uma outro lunação também no 3º grau de Leão. Assim sendo, o Estudante pode calcular as Lunações dos anos futuros com bastante exatidão para todos os propósitos práticos.

Os Eclipses também podem ser calculados, grosso modo, para os anos futuros, e de uma maneira semelhante, fácil e rápida, se o Estudante dispõe das Efemérides dos anos passados.

Durante seu curso mensal, a Lua ziguezagueia pela Eclíptica, de forma que nas Conjunções ou Luas Novas, geralmente, ela está alguns graus fora da Eclíptica. Sob tais condições temos apenas uma Lua Nova comum. Para haver um Eclipse solar total, a Lua precisa estar diretamente no caminho do Sol, conforme vista da Terra, e a Declinação do Sol e da Lua precisa ser praticamente a mesma; também a Lua não deve ter praticamente nenhuma Latitude.

Nunca ocorrem menos de dois Eclipses por ano, e eles são solares, nem acontecem mais de sete, mas esses números extremos acontecem muito raramente. O número usual de Eclipses é quatro: dois solares e dois lunares, e eles ocorrem geralmente aos pares de seis em seis meses. A Lua Cheia que antecede ou se segue a um Eclipse solar, normalmente, é um Eclipse lunar. Também se um par de Eclipses ocorre em fevereiro, espera-se outro par em agosto.

Considerando o que foi exposto acima, os Eclipses em qualquer ano podem ser determinados com bastante êxito pelas seguintes regras simples:

1) Do ano para o qual os Eclipses estão sendo calculados, subtraia 18. O ano resultante pode ser chamado “Ano Eclipse”.

2) Procure no “Ano Eclipse” as Luas Novas e Luas Cheias que sejam Eclipses. Anote apenas suas datas.

3) No ano anterior ao “Ano Eclipse”, anote as datas e posições zodiacais das Lunações que ocorrem cerca de onze dias após as datas obtidas no “Ano Eclipse”. Essas são as datas e os locais dos Eclipses no ano desejado.

Para comprovarmos essas regras simples e práticas aqui fornecidas, vamos imaginar que estamos no ano de 1910, e que queremos determinar o primeiro Eclipse solar a ocorrer em 1915. Servindo-se de uma Efemérides para o ano de 1897, que é dezoito anos anterior a 1915, nela procuramos o primeiro Eclipse solar.

Nós achamos um Eclipse solar em 1º de fevereiro de 1897.

Para determinar a data e o grau do Zodíaco no qual esse Eclipse irá cair em 1915, nós olhamos as informações das Efemérides para 1896, que é o ano anterior ao nosso “Ano Eclipse”, que é no caso 1897.

Nessas Efemérides verificamos que a primeira Lua Nova que ocorreu depois de 1º de fevereiro caiu na tarde de 13 de fevereiro, a 24 graus e 19 minutos de Aquário e, por isso, deduzimos que haverá um Eclipse solar no dia 13 de fevereiro de 1915, a 24 graus e 19 minutos de Aquário.

Concluídos nossos cálculos, ponhamos de lado nosso faz-de-conta de viver em 1910 e tomemos as Efemérides de 1915 para verificar se nossas regras deram o resultado correto; e verificamos que um Eclipse solar ocorreu na manhã de 14 de fevereiro de 1915, a 24 graus e 42 minutos de Aquário, comprovando que as regras deram um resultado essencialmente correto (Veja mais no verbete: “Trânsitos”).

Meio-do-Céu ou Zênite:

E o ponto no céu situado diretamente sobre a nossa cabeça. Ao meio-dia o Sol está no Meio-do-Céu, que geralmente se escreve M.C. (Veja o verbete: “Casas”).

Meridiano:

É um círculo imaginário traçado sobre a face da Terra entre os polos norte e sul. Como essa linha se estende diretamente do norte ao sul, todos os lugares nela situados têm o mesmo meio-dia (Veja o verbete: “Casas”).

Nadir ou Immum Coeli, escrito geralmente I.C.:

É o ponto no céu situado diretamente abaixo do local do nascimento e oposto a esse, no outro lado da Terra. É o ponto oposto ao Meio-do-Céu, e onde o Sol se encontra à meia-noite (Veja os verbetes: “Meio-do-Céu” e “Casas”).

Natividade:

O mesmo que “Horóscopo” e “Radix”; um mapa dos céus levantado para o momento do nascimento (Veja o verbete: “Diagrama”).

Nebulosa:

São grupamentos nebulosos de Astros, mundos em formação. Três deles são conhecidos por exercerem efeitos maléficos sobre a visão (V. “Estrelas fixas”).

Nodos: (Veja o verbete: “Cabeça do Dragão”)

Nutação:

Um movimento vibratório do eixo da Terra responsável pela Precessão dos Equinócios (Veja o verbete: “Zodíaco Intelectual”).


[1] N.T.: Um exemplo de Latitude é a do Rio de Janeiro, aproximadamente 22,9° S, que indica a sua posição 22,9 graus ao sul da Linha do Equador. Outros exemplos incluem a Latitude do Equador (0°), o Trópico de Capricórnio (23° 27′ S) e o Polo Norte (90° N).

[2] N.T.: Os logaritmos são uma ferramenta matemática fundamental usada até hoje em várias disciplinas, como álgebra, cálculo e física. Embora hoje sejam comuns em cálculos diários, sua invenção e aplicação tiveram um grande impacto na evolução da matemática e das ciências. A história dos logaritmos é fascinante, cheia de descobertas e inovações que transformaram a maneira como os cientistas e matemáticos abordaram problemas complexos.

Os logaritmos foram introduzidos por John Napier, um matemático escocês, no início do século XVII. Napier publicou seu trabalho “Mirifici Logarithmorum Canonis Descriptio” em 1614, onde descreveu uma nova forma de simplificar cálculos envolvendo multiplicação e divisão. A principal motivação de Napier era encontrar uma maneira de tornar os cálculos astronômicos mais rápidos e precisos, algo que era extremamente difícil de fazer manualmente na época, especialmente devido à limitação das ferramentas de cálculo.

Napier criou uma tabela de logaritmos, que permitia transformar multiplicações em somas e divisões em subtrações. Isso facilitava muito o trabalho de astrônomos, engenheiros e matemáticos, pois as operações aritméticas mais simples podiam ser feitas rapidamente com a ajuda dessas tabelas.

Embora Napier tenha sido o responsável por introduzir a ideia de logaritmos, foi outro matemático, Henry Briggs, um inglês, quem fez os primeiros ajustes significativos no conceito. Briggs, após conhecer o trabalho de Napier, percebeu que uma base mais conveniente para os logaritmos seria 10, ao invés da base “e” – chamado de logaritmo natural, que é uma operação matemática inversa da exponenciação que usa a constante matemática “e” (aproximadamente 2,71828) como base. É representado pela notação ln (por exemplo, ln(x)), que foi adotada mais tarde. Ele então propôs o logaritmo decimal, conhecido como logaritmos de base 10, uma abordagem que facilitava ainda mais os cálculos.

Com essa mudança, surgiram as tabelas de logaritmos decimais, que se tornaram extremamente populares entre os cientistas e engenheiros durante os séculos XVII e XVIII. Elas eram usadas para resolver equações, fazer cálculos astronômicos, entre outras aplicações.

A aplicação dos logaritmos começou a se expandir rapidamente após o trabalho de Napier e Briggs. No campo da astronomia, os logaritmos foram usados para simplificar cálculos relacionados ao movimento dos Planetas e das estrelas, além de facilitar a resolução de problemas sobre o tempo e a posição dos corpos celestes.

Na engenharia, os logaritmos ajudaram a realizar cálculos mais rápidos e precisos para a construção de máquinas, pontes e edifícios, onde as operações de multiplicação e divisão eram necessárias com frequência. A matemática financeira também se beneficiou com os logaritmos, pois eles permitiram cálculos mais rápidos e precisos de juros compostos, que eram essenciais para a economia da época.

Além disso, os logaritmos desempenharam um papel significativo no desenvolvimento do cálculo. Ao permitir que as equações exponenciais e as funções complexas fossem simplificadas, os logaritmos ajudaram matemáticos a avançar em áreas como a análise de séries e a integração.

Hoje em dia, os logaritmos continuam sendo uma ferramenta crucial na matemática, ciência e tecnologia. O desenvolvimento do logaritmo natural, que usa a base “e”, tornou-se uma das bases mais importantes para o cálculo e análise matemática, especialmente no estudo de funções exponenciais e em áreas como a física e a biologia.

O conceito de logaritmos também se estendeu para outros campos da ciência, como a informática, onde são usados para medir a complexidade de algoritmos, e na economia, para modelar crescimento e decaimento exponenciais.

[3] N.T.: Um exemplo de Longitude é a da cidade de São Paulo-SP, que é aproximadamente 46,6090° O (Oeste), indicando sua posição 46,6090 graus a oeste do Meridiano de Greenwich. Note, então, que a Longitude mede a distância de um ponto em relação a essa linha imaginária, variando de 0° a 180° para leste (E) ou para oeste (O).

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.12

Ocidentais:

Quando o Sol ou os Planetas passam do Zênite, do Meio-do-Céu ou da marca do Meio-Dia, eles começam a se pôr em direção ao horizonte ocidental; portanto, os Astros na 9ª, 8ª e 7ª Casas do horóscopo são chamados “Ocidentais”, ao passo que os Astros nas 12ª, 11ª e 10ª Casas, que se elevam ou estão ascendendo do horizonte oriental até o Meio-do-Céu, como o Sol faz pela manhã, são chamados “orientais”.

Mas quando o Sol se põe no lugar em que vivemos, ele desponta na outra parte do mundo representada pelas 6ª, 5ª ,4ª, 3ª, 2ª, e 1ª Casas do horóscopo, período em que é também oriental e ocidental em relação ao Meio-do-Céu de lá, que corresponde ao nosso Nadir. Quando o Sol desponta naquele horizonte oriental, que é nosso descendente, e cruza as 6ª, 5ª e 4ª Casas, é chamado oriental, e quando gradativamente declina em direção àquele horizonte ocidental, que vem a ser o nosso Ascendente, é chamado ocidental.

Portanto, os Astros nas 12ª, 11ª ,10ª, 6ª, 5ª e 4ª Casas são chamados orientais, enquanto os Astros nas outras seis Casas são chamados ocidentais.

Oposição:

Quando dois Astros (Sol, Lua e Planetas) estão no mesmo grau de Signos opostos, se diz que estão em “Oposição” (Veja os verbetes: “Aspectos” e “Órbita de Influência”).

Órbita:

O caminho de um Planeta em volta do Sol.

Órbita de Influência:

Os Astros formam Aspectos que influenciam os assuntos humanos quando estão no mesmo grau do Zodíaco, ou a um certo número de graus de distância. Mas descobriu-se que a influência é sentida mesmo quando os Astros não estão exatamente no número necessário de graus de distância. Assim, um Astro tem uma esfera sutil que o torna efetivo antes que um Aspecto exato seja formado e depois que ele se dissolve, e isso é chamado de “Órbita de Influência”.

(Veja mais nos verbetes: “Conjunção”, “Culminação”, “Graus Críticos”)

Oriental:

Veja o verbete: “Ocidental” para maiores detalhes.

Paralelo:

É o Aspecto formado entre dois Astros quando estão no mesmo grau de Declinação, seja ao Norte ou ao Sul do Equador celeste.

O Aspecto Paralelo se classifica como indeterminados (benéficos ou adversos); se o Paralelo ocorrer entre os chamados Astros benéficos, eles possuem uma influência benéfica, mas se ocorrem entre os chamados Astros adversos, eles possuem uma influência adversa.

Parte da Fortuna:

Também chamado de “Roda da Fortuna”. É um ponto no horóscopo que se opõe ou favorece as condições financeiras, de acordo com os Aspectos que receba dos Astros. Para comprovar se a “Parte da Fortuna” foi calculada corretamente, verifique se a distância do Sol à Lua é igual à distância do Ascendente à “Parte da Fortuna”.

A conceituação da Parte da Fortuna está em saber que o corpo humano é produzido pelas forças lunares. No momento da concepção[1] pode ser matematicamente demonstrado que a Lua se encontrava no mesmo grau do Ascendente no nascimento, ainda que na ocasião do nascimento ela esteja numa longitude diferente. Pode-se dizer que numa dessas posições a Lua magnetizou o polo positivo, e em outra magnetizou o polo negativo do Átomo-semente[2], o qual, a semelhança de um ímã, atrai para si as substâncias químicas que formam o Corpo Denso. Às forças solares vitalizam o Corpo Denso, mas como esse sofre um processo constante de deterioramento, se faz necessário uma suspensão ou solução de nutrientes em estado adequado para absorção – um pábulo – a fim de reparar as perdas. Esse tipo de nutrientes e todas as posses materiais são, portanto, astrologicamente falando, derivadas das influências combinadas do Sol e das duas posições da Lua mencionadas acima. Quando os Aspectos com a Parte da Fortuna com os outros Astros são benéficos, o sucesso e a prosperidade materiais são favorecidos. Quando os Aspectos com a Parte da Fortuna com os outros Astros são adversos, pode ser esperado dificuldades ao lidar com assuntos materiais. A natureza do Astro que está com algum Aspecto com a Parte da Fortuna, bem como o Signo e a Casa em que a Parte da Fortuna se encontra, são as fontes de onde podemos esperar uma coisa ou outra, nos mostrando onde dirigir as nossas energias ou o que devemos evitar.

Planetas:

São os corpos celestes dos Embaixadores de Deus, os quais circulam em torno do Sol.

Assim como o ser humano é feito à imagem de Deus, que é tríplice em manifestação, astrologicamente, o “Eu Superior” é representado por um círculo com um ponto central significando o aspecto espiritual mais elevado, o Espírito Divino, cuja faculdade é a Vontade. Portanto, o Sol se posiciona no horóscopo como a expressão mais elevada do “eu” individual. Ele denota a influência positiva que se manifesta no ser humano, seu caráter no mais elevado sentido da palavra.

O símbolo do Planeta Vênus é um círculo sobre uma cruz. Ele denota sabedoria, que não é mera intelectualidade, mas sim intuição e imaginação. Portanto, a natureza de Vênus é essencialmente amor, e é a influência consolidadora e que une na vida pela qual somos atraídos pelos outros para benefício mútuo; embora Vênus em si e por si não diga respeito a benefícios mútuos, é sua natureza atrair os outros, e o bem que vem através dele é apenas um incidente.

O Planeta Júpiter é simbolizado por um semicírculo sobre uma cruz. Ele denota o Espírito Humano, cuja faculdade é o pensamento abstrato. Portanto, o Planeta Júpiter representa a Mente superior, a Mente que não se atém às coisas materiais, e se expressa em pensamentos abstratos, como a Religião, a Filosofia e as Ciências Superiores.

Marte é o oposto de Vênus. É simbolizado por uma cruz sobre um círculo, de maneira que, enquanto é da natureza de Vênus o amor desinteressadamente e se doar aos outros, é da natureza de Marte o desejar para fins egoístas. Portanto, Marte denota a toda a energia emanada da natureza inferior, do Corpo de Desejos, do aspecto passional e emocional do ser humano, que leva a agir externamente no mundo, a superar obstáculos e a adquirir experiência.

Saturno é o oposto de Júpiter, tendo a cruz da matéria sobre o semicírculo, e denotando a mente “cerebral”. É ele quem fornece persistência aos impulsos de Marte, e simboliza a parte relativamente permanente da natureza inferior, aquela que foi avaliada e considerada útil. É, portanto, o símbolo dos Átomos-semente dos veículos inferiores do ser humano, onde estão armazenadas as experiências de todas as vidas passadas. Assim, Saturno denota a habilidade mecânica, castidade e justiça; a perseverança e as conquistas materiais que se converteram em virtudes pela sua influência purgadora. Saturno se apresenta como o ceifeiro das coisas que foram semeadas no Corpo e, como tal, surge frequentemente na vida para nos castigar pelo mal que cometemos; não de modo vandálico, mas para que possamos aprender as lições de como agir corretamente.

A Lua é o reflexo do Sol. Isso, juntamente com o Ascendente, denota a formação do Corpo Denso, ainda que particularmente ela simbolize o Corpo Vital, e o Ascendente seja o significador do Corpo Denso. Portanto, esses dois representam aquilo que é a ferramenta do ser humano em ação; a parte mais próxima da perfeição de sua natureza, mas que, ao mesmo tempo, a mais evanescente. A Lua é, portanto, a própria antítese do Sol. Esse último é uma estrela fixa, ao passo que a Lua é o mais migratório dos corpos celestes.

Os três últimos Astros acima nomeados são os significadores da natureza inferior do ser humano – a Personalidade –, em oposição à Individualidade, que é simbolizada pelo três primeiros Astros mencionados primeiro; e esses dois triângulos são conectados pelo Planeta significador da Mente concreta ou inferior, ou seja, Mercúrio. O símbolo desse Planeta contém em si todos os três constituintes do simbolismo planetário – o círculo, o semicírculo e a cruz –, demonstrando com isso que ele não possui natureza própria, mas sim que é um veículo para a expressão dos outros Astros.

Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Vênus, temos o tipo de Mente artística, poética, musical e literária. Pois é de Vênus que vêm as vibrações que se expressam em toda a arte.

Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Júpiter, temos a Mente filosófica e científica, o governante e o legislador, tanto na Igreja quanto no Estado, que trabalha para o bem de todos. Quando Mercúrio está com Aspectos benéficos em relação a Marte, temos o ser humano de ação; o ser humano que visa o desenvolvimento material dos recursos do mundo, de forma pequena ou grande, como o comerciante, o negociante, o intermediário, e todas as outras formas pelas quais os outros são explorados para benefício pessoal, pois Marte é, como já foi dito, a antítese de Vênus e a personificação do desejo egoísta.

Mercúrio com Aspectos com a Lua não tem importância, pois a própria Lua é um refletor; exceto quando está em um Aspecto adverso vindo de um Signo Cardinal ou quando está Elevado. Nesse caso, é capaz de produzir insanidade.

No exposto, apenas as naturezas essenciais dos Astros foram apresentadas. Quando com Aspectos benéficos por outro Astro, essas características naturais são realçadas no que diz respeito aos Astros benéficos, mas quando com Aspectos adversos, a natureza de Vênus, que é sabedoria, amor e ritmo, se tornará tolice, licenciosidade e preguiça; a filosofia, as tendências cumpridoras da lei, a misericórdia e as aspirações elevadas de Júpiter se transformarão em ilegalidade, desconsideração pelos outros e buscas inferiores; a espiritualidade elevada do Sol se expressará em si mesma como espíritos animalescos e na saúde física. Em relação aos Astros da natureza inferior, Aspectos benéficos com Marte direcionam os desejos para objetos construtivos e atividades bem reguladas, enquanto os Aspectos adversos são responsáveis ​​pela expressão destrutiva da natureza do desejo. Saturno, quando com Aspectos benéficos, confere a habilidade mecânica e executiva capaz de direcionar a natureza do desejo. Mostra o ser humano inteligente e perseverante, capaz de lidar e conquistar obstáculos materiais; o organizador e promotor; o investigador científico, que segue as linhas materiais. Como é a antítese de Júpiter, será facilmente visto que, assim como Júpiter, com Aspectos benéficos, denota o filósofo de Mente elevada, o legislador digno, o sacerdote sincero e fervoroso, na verdade, todos os que têm aspirações elevadas e sublimes, Saturno, quando com Aspectos adversos, denota o sectário de Mente estreita e preso a credos, o materialista, o anarquista e o inimigo da sociedade, sejam da Igreja ou do Estado. Assim como Júpiter proporciona uma Mente elevada, expansiva e benevolente, Saturno, com Aspectos adversos, proporciona tendências sarcásticas, concretas e estreitas.

Urano: Além dos sete Astros já mencionados, dois outros estão nos influenciando, Urano, do nosso Sistema Solar, e Netuno. Pode-se dizer que Urano é a oitava superior de Vênus, tendo sua natureza em um grau muito mais sutil; suas atrações são tão espirituais que não podem ser sentidas pelo ser humano comum da maneira adequada e, portanto, ele responde mais prontamente ao lado adverso de Urano. É o Planeta que rege o Éter e, quando em Aspecto com Mercúrio, ou no Ascendente, ou com a Lua, produz um contato com a força que conhecemos como eletricidade. Suas operações são sempre muito repentinas e, à medida que a Humanidade responde ao seu lado adverso, como já foi dito, esses efeitos se manifestam particularmente na forma de desastre.

Netuno é a oitava superior de Mercúrio. Assim como Mercúrio é o portador da luz do Sol físico, Netuno é o portador da luz do Sol espiritual, chamado Vulcano entre os ocultistas, que é visto por trás do Sol visível. Naturalmente, portanto, ainda menos pessoas entre a Humanidade são capazes de responder as suas influências, exceto que produz um estado mental caótico quando forma Aspectos adversos. Quando está nas Casas Angulares e, particularmente, Elevado próximo ao Meio-do-Céu, produz Ocultistas e Místicos da mais alta qualidade; mas quando colocado em Casas Cadentes, traz a Clarividência involuntária ou negativa, na melhor das hipóteses, e frequentemente a insanidade. É a corda mais aguda da lira da alma de Deus e, portanto, a menos usada e a que desafina mais facilmente. Astrólogos são os mais afetados por ele, assim como os músicos que usam instrumentos de corda.


[1] N.T.: Na concepção, o seu óvulo maduro é fertilizado por um espermatozoide. A fertilização acontece quando o espermatozoide atinge o óvulo e consegue perfurar com sucesso a sua membrana externa.

[2] N.T.: Átomo-semente do Corpo Denso.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.13

Planetas Inferiores:

Os astrônomos designam Vênus e Mercúrio dessa forma porque eles sempre permanecem muito próximos do Sol e nunca são vistos em partes do céu opostas a ele. A ideia, para os astrônomos, parece ser que esses Planetas estão em cordas condutoras, por assim dizer.

Aqui há uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes sobre a causa de Vênus e Mercúrio serem denominados Planetas inferiores.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrando na elevadíssima taxa de vibração que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupiterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmos; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[1] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento” (Fp 4:7) nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.

Planetas Superiores:

Os Planetas Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno são assim chamados pelos astrônomos porque se movem em órbitas que os levam a partes do céu distantes do Sol. O termo é usado em contraste com o de “planetas inferiores”, aplicado a Vênus e Mercúrio, que sempre permanecem próximos do Sol.

Do mesmo modo que aprendemos sobre “Planetas Inferiores” aqui, também, há uma última diferença entre os ensinamentos da ciência moderna e os Ensinamentos da Sabedoria Ocidental dos Rosacruzes sobre a causa de Vênus e Mercúrio serem denominados Planetas inferiores.

Essa denominação de inferior e superior, o místico teria um ponto de vista oposto, pois para ele é evidente que o Sol é a externalização da mais alta inteligência espiritual em nosso Sistema Solar. No início de nossa atual fase evolutiva, tudo o que está agora fora do Sol, estava dentro, mas nem todos os seres podiam continuar vibrando na elevadíssima taxa de vibração que era estabelecida ali; alguns ficaram para trás, cristalizaram-se e, com o tempo, tornaram-se um empecilho para outras classes. Com a cristalização, eles se dirigiram para os polos, onde o movimento é lento, mas gradualmente com o aumento da densidade deles, foram impelidos para o equador, onde o movimento é mais rápido e, consequentemente, foram expelidos do Sol pela força centrífuga.

Mais tarde, outros seres também não conseguiram se manter nesse movimento vibratório, ficando para trás e foram expelidos a uma distância apropriada para que as vibrações solares pudessem lhes fornecer a rapidez necessária ao desenvolvimento deles.

Os Espíritos mais avançados permaneceram mais tempo no Sol e, consequentemente, se a denominação inferior e superior é para ser aplicada, deveria ser usada de maneira inversa.

A fim de evitar qualquer mal-entendido, pode-se dizer que Júpiter foi expelido com um enorme volume de substância ígnea, porque os jupiterianos alcançaram um grau elevadíssimo de desenvolvimento, onde precisavam tanto de altas vibrações como de autonomia. Júpiter é, portanto, em alguns aspectos, uma exceção à regra; um caso em que uma lei superior prevalece sobre uma inferior.

Concluindo, nós reiteramos que os Planetas do nosso Sistema Solar são externalizações visíveis dos Sete Espíritos diante do Trono de Deus, o Sol, e assim como nos é possível transmitir por telégrafo sem fio a força que move a chave do telégrafo, que acende uma lâmpada, que puxa uma alavanca, etc., assim também esses Grandes Espíritos exercem uma influência sobre os seres humanos, numa proporção ao nosso grau de individualidade. Se almejamos agir em harmonia com as Leis do Deus, nos elevemos acima de todas as leis e nos tornemos uma lei em nós mesmo; colaboradores de Deus e auxiliares na natureza. Isso é nosso privilégio, mas se deixarmos de viver de acordo com nossas mais elevadas possibilidades, isso será o nosso fracasso.

Esforcemo-nos, portanto, em saber o que podemos fazer e, acima de tudo, tomemos cuidado para não prostituir a Ciência dos Astros, colocando-a como mera adivinhação. O Ouro de Mamon[2] pode ser nosso se lutarmos por isto, mas a “paz de Deus que excede todo o entendimento” (Fp 4:7) nos trará um regozijo duradouro, se usarmos nosso conhecimento no serviço altruísta aos outros.

Plêiades:

Na Astrologia lidamos principalmente com as doze constelações de Estrelas Fixas que compõem o Zodíaco. Não há dúvida de que outras Estrelas Fixas exercem influência sobre os assuntos humanos, mas nossas Mentes ainda são muito fracas para compreender o significado completo dos Signos zodiacais, dos Astros e das Casas em todas as suas múltiplas combinações, de modo que, se tentarmos misturar isso com as outras Estrelas Fixas e seus Aspectos, certamente nos perderemos num labirinto. Recomenda-se ao Estudante considerar apenas as seguintes Estrelas Fixas: Plêiades, localizada nos 29º de Touro; Ascelli, nos 6º de Leão; e Antares, nos 8º de Sagitário. Observou-se que essas Estrelas Fixas exercem um efeito decididamente prejudicial aos olhos. Quando o Sol ou a Lua estão num desses graus, e afligidos por um dos Planetas adversos[3], ou quando um dos adversos está num desses graus, e o Sol ou a Lua afligidos em qualquer parte do horóscopo, o resultado são problemas com os olhos.

Precessão:

Um movimento retrógrado do Equinócio de Março, que é um fator muito importante nos assuntos humanos. Veja o verbete “Zodíaco Intelectual”.


[1] N.T.: Mamon ou Mamom é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[2] N.T.: Mamon ou Mamom é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade.

[3] N.T.: Marte, Saturno, Urano, Netuno e Plutão

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.14

Quadratura:

Quando dois Astros estão a 90 graus de distância um do outro, diz-se que estão em Quadratura ou a um quarto, porque 90 graus correspondem um quarto do círculo. Este Aspecto é considerado “adverso”, já que os raios astrais se chocam em ângulo reto e, portanto, por assim dizer, tem objetivos “contrários” (Veja o verbete: “Aspectos”).

Queda:

Quando um Astro está no Signo oposto ao do Signo em que ele está em Exaltação, diz-se que está “em queda”, pois tal Signo, seu Regente e seu Astro em Exaltação são de natureza exatamente oposta. Assim, quando o glorioso Sol, que está em Exaltação em Áries, está no Signo oposto, Libra, onde domina o frio e sombrio Saturno, ele fica enfraquecido e, desse modo, afligido. Inversamente, quando Saturno está no Signo de Áries, o Signo onde o Sol está em Exaltação, ele se encolhe e se contraí sob os raios de calor. Quando o benéfico e amável Júpiter, em Exaltação em Câncer, está no Signo oposto de Capricórnio, Signo do mal-humorado Saturno e o Signo em que Marte está em Exaltação, certamente está afligido e em Queda. O mesmo ocorre com os outros Astros.

Radical:

Refere-se ao horóscopo ao nascimento (Veja verbete “Trânsitos”).

Radix:

Refere-se ao horóscopo ao nascimento (Veja verbete “Trânsitos”).

Recepção Mútua

Os Astros estão em “Recepção Mútua” quando cada um deles ocupa a Casa regida pelo outro, como Vênus em Áries e Marte em Touro. O efeito depende da harmonia ou concordância que exista entre as naturezas dos Astros. Quando Marte está nos Signos mercuriais Gêmeos ou Virgem, e Mercúrio nos Signos marciais Áries ou Escorpião, a energia dinâmica de Marte é infundida na organização mental da pessoa que, por isso mesmo, torna-se mentalmente mais alerta. Se esse estado de alerta vai se manifestar erraticamente ou de modo ordenado, isso naturalmente vai depender dos Aspectos; tudo o que a “Recepção Mútua” faz é fornecer energia. Se Saturno está em um dos Signos mercuriais, Gêmeos ou Virgem, e Mercúrio num dos Signos saturninos, Capricórnio ou Aquário, a mão restritiva de Saturno pousa sobre o volátil Mercúrio, resultando disso que a Mente ganha em profundidade e poder de concentração, mas se essa capacidade mental será usada para o bem ou vai ser usada para o mal, isso vai depender dos Aspectos, como no caso de Marte. Quando Vênus e Júpiter estão em “Recepção Mútua” e com Aspectos benéficos, isso suaviza maravilhosamente a estrada da vida. Em todos os lugares, a pessoa com essa configuração encontrará outras pessoas dispostas a ajudá-la, como também fará muitos amigos. Por outro lado, quando Saturno e Marte estão em “Recepção Mútua” e afligidos, essa pessoa infeliz encontrará por toda parte recusa, má acolhida e inimizade.

Não se deve jamais esquecer, porém, que nosso horóscopo mostra o que nos tornamos em vidas passadas, de maneira que a pessoa que possui uma configuração que atrai amigos deve ter sido gentil e prestativo, ao passo que aquele que revela o lado mesquinho da natureza humana e cria inimigos é, em si mesmo, egoísta e hostil. Mas se ele se esforçar para modificar seus maus hábitos e fizer algum sacrifício pelos outros, com o tempo ele também superará os aspectos indesejáveis, pois os Anjos Estelares não têm a intenção maliciosa de afligir ninguém. O aparente castigo é a Lei de Causa e Efeito atuando apenas para que dominemos e corrijamos nossas falhas, tornando-nos melhores. Algum dia todos seremos amorosos e amáveis e, então, não haverá mais influências adversas sobre nós.

Recorrer[1]:

Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele recorre a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro. Como o Astro recorrente deve ser mais veloz que aquele a quem recorre, é evidente que a Lua recorre seguidamente a Aspectos de todos os outros Astros a cada mês que percorre o Zodíaco, ao passo que Saturno, que leva 30 anos para completar o círculo, só pode recorrer a Urano, que leva 84 anos para completar o círculo, e a Netuno, que faz o mesmo em 165 anos.

Essa regra é válida quando os Astros se movem diretos no Zodíaco (de Áries para Touro, etc.), mas se o Astro de movimento mais lento estiver Retrógrado (movendo-se de Touro para Áries, etc.), ambos os Astros podem ser recorrentes ao Aspecto (Veja verbete: “Direto e Retrógrado”).

A influência dos Astros é sempre mais forte quando estão recorrendo, do que quando estão se separando.

Regente:

O Regente de um horóscopo é o Astro (Sol, Lua e Planetas) que exerce maior domínio e influência sobre a vida e ao qual o nativo responde mais prontamente. Normalmente, quando os demais fatores se igualam, o Senhor do Ascendente é o Regente. Mas se outro Astro for mais forte em termos de Elevação, Dignidade ou Exaltação, ou posicionamento em Ângulos e Aspectos, então, esse Astro é que deve ser considerado o Regente. Mas, para que isso seja válido, os Aspectos precisam ser próximos (ou fechados) e fortes, a despeito de serem benéficos ou adversos. Os Aspectos benéficos fornecerão um bom Regente, enquanto os Aspectos adversos fornecerão um Regente que trará dificuldades, sem que quaisquer dos casos afete o fato da regência. Quando dois Astros têm quase o mesmo poder e a mesma posição, eles devem ser classificados como Corregentes.

No caso de uma Casa, o Regente é o Senhor do Signo que está na cúspide dessa Casa. Quando há um Signo interceptado, o Senhor desse Signo também exerce regência parcial sobre a Casa, embora a esse respeito ele seja inferior ao Astro que rege o Signo na cúspide. Essa regência de um Signo interceptado é latente e só se manifesta quando, pela Progressão dos Ângulos, o Signo interceptado alcança a cúspide da Casa. Os Astros em sua Casa, se estiverem com Aspectos, normalmente exercem maior influência sobre os seus assuntos do que os Regentes dos Signos mencionados acima. Neste caso, tais Astros podem ser chamados Corregentes da Casa.

Retrogradação

Na página das Efemérides Rosacruzes, que tem uma amostra nesse livro[2], você encontrará nas colunas de Saturno, Urano e Marte uma letra “R”[3] em maiúsculo. Esse símbolo tem o seguinte significado:

Os Planetas do nosso Sistema Solar se movem em uma única direção, do oeste para leste, mas suas órbitas em torno do Sol têm amplitudes variáveis, a mesma coisa se dando com as suas velocidades. A Terra desloca-se a uma velocidade de, aproximadamente, 108.000 quilômetros por hora e, ainda, sua circunferência da órbita – em torno do Sol – é tão grande que requer em torno de 365 dias para que ela contorne o Sol. Mercúrio descreve uma circunferência da órbita bem menor em volta do Sol, mas se desloca a uma velocidade de, aproximadamente, 180.000 quilômetros por hora, de modo que completa sua revolução em torno de 88 dias. A velocidade de Urano é de apenas, aproximadamente, 27.000 quilômetros por hora, mas sua órbita é tão grande que requer em torno de 84 anos para completá-la. Os demais Planetas mostram semelhantes variações de velocidade. Se eles se deslocassem em linha reta, os menores e mais rápidos logo deixariam para trás os mais pesados e mais lentos, mas como se movem em círculos, eles cruzam um ponto de observação repetidas vezes. Se tal ponto fosse central e estacionário, esse constante movimento para a frente dos Planetas, em suas respectivas órbitas, seria perceptível a todos os observadores, mas essa é a questão, não há ponto estacionário; toda partícula de Júpiter, o gigante do nosso Sistema Solar, à menor partícula de “poeira”, se move incessantemente em torno de um centro comum e, por conseguinte, às vezes um Planeta se desloca quase transversalmente ao curso de outro corpo em movimento, e isso fica parecendo, por algum tempo, que ele fica parado em sua órbita. Os astrônomos dizem que tal Planeta está Estacionário. Outras vezes, esse movimento oblíquo dos Planetas, em relação à posição da Terra em sua órbita, os faz parecer se moverem para trás no Zodíaco, e a esse movimento chamamos Retrógrado. Nas Efemérides vemos um símbolo parecendo com um “R” maiúsculo na linha do dia em que o Planeta começa, aparentemente, a retroceder, e essa retrogradação continua até onde se encontra um “D” maiúsculo, o qual indica que volta a se observar o movimento do Planeta para a frente.

Embora esse movimento retrógrado de um Planeta seja apenas aparente, ele tem um efeito muito real no que tange à influência exercida por tal Planeta, pois é o ângulo do seu raio que determina a influência de um Planeta. Os Planetas são focos que transmitem e intensificam as propriedades das estrelas fixas, de tal maneira que nos afetam em um grau muito maior do que quando não se acham focalizados sobre o ponto de observação, o lugar do nascimento.

Vamos supor que no momento do nascimento de uma criança observamos Saturno e por detrás dele, diretamente em linha com o nosso ponto de observação, vemos a estrela fixa Antares, que se acha próxima aos 8 graus de Sagitário; a criança então está propensa a sofrer afecções nos olhos, as quais são suficientemente graves mesmo que o Planeta se mova “direto” em sua órbita, como geralmente acontece, pois então Antares sairá de foco gradativamente, e Saturno não voltará a formar a Conjunção adversa com Antares antes de completar sua revolução em torno do Sol (que leva cerca de 29 anos). Se, por outro lado, vemos que no dia seguinte ao nascimento Saturno retrograda um pouco e ainda mais no dia seguinte, e desse modo por uma ou duas semanas, então também nesse caso Antares sai fora de foco, mas há essa diferença importante, que em vez de demorar 29 anos para formar a Conjunção adversa seguinte, Saturno pode voltar a ficar “direto”, e forma a segunda Conjunção adversa com Antares, dentro de poucas semanas após o nascimento, e essa repetição do raio adverso pode agravar o defeito inato a tal ponto que a criança poderá se tornar cega. Assim, nós reiteramos que, mesmo sendo apenas aparente, o movimento retrógrado de um Planeta exerce uma influência muito real sobre os interesses humanos.


[1] N.T.: Também chamado de “aplicar” ou “aplicativo”; ou seja: Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele se aplica a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

[2] N.T.:

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[3] N.T.: essa letra pode ser substituída por um símbolo:  M

…Em Publicação


Revolução Orbital:

É a revolução de um Planeta em sua órbita ao redor do Sol. Os Planetas orbitam em torno do Sol[1] em variadas taxas de velocidades, os Planetas menores, que são os mais próximos do Sol, movem-se muito mais rapidamente do que os maiores que, além disso, descrevem círculos mais amplos.

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__________

[1] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

Senhor:

Diz-se que um Astro é “Senhor” dos Signos que rege, como por exemplo: Marte é o “Senhor” de Áries e de Escorpião; Vênus é a “Senhora” de Touro e Libra. A Tabela abaixo mostra os “Senhores” de cada Signo:

image-6-210x300 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

Separação:

Quando um Astro (Sol, Lua e Planetas) que formava um Aspecto com outro se move para a frente e, assim, vai desfazendo esse Aspecto, diz-se que está se separando daquele Aspecto.

Note que é o oposto de Recorrer[3] que é quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele recorre a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

Sextil:

Quando dois Astros estão a 60 graus de separação um do outro se diz que estão em Sextil, e o termo se deve a que 60 graus constituem uma sexta parte do círculo que tem 360 graus. É considerado um Aspecto benéfico.

Significador:

Os Astros (Sol, Lua e Planetas), o Ascendente, o Meio-do-Céu, a Parte da Fortuna (ou Roda da Fortuna), a Cabeça e a Cauda do Dragão são chamados “Significadores”. Isso porque suas posições e seus Aspectos no horóscopo têm uma certa significância em relação com os assuntos da vida.

Signos:

Os Signos do Zodíaco são divisões dos céus, a partir do Equinócio de Março. Assim, os primeiros 30 graus são chamados Áries, os seguintes 30 graus Touro, depois Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.

Como dissemos, esses Signos são medidos a partir do Equinócio de Março, um ponto variável, e não devem ser confundidos com as doze constelações de estrelas fixas do mesmo nome, tampouco devem ser confundidos com as doze Casas do horóscopo, as quais são divisões da Terra. (Veja os verbetes: “Zodíaco Intelectual” e “Casas”).

Signos de Água:

São assim chamados os Signos de: Câncer, Escorpião e Peixes. A água é o Solvente Universal e o Coagulante Universal no laboratório alquímico da Natureza.

Relembremos como o Sol da Vida, o Ego, atravessa as águas do parto nos três estágios simbolizados pelos Signos de Água: Câncer, o primeiro dos Signos de Água, era representado como um escaravelho (besouro) entre os antigos Egípcios, que era o emblema deles da alma, e os ocultistas sabem que o Átomo-semente do Corpo é implantado[4] quando o Sol da Vida (o Ego) está em Câncer, a esfera da Lua, o Astro da fecundação. Quatro meses depois, quando o Sol da Vida passa pelo segundo Signos de Água, Escorpião, que está sob a regência de Marte, o Planeta da paixão e da emoção, o Cordão Prateado está vinculado, ligando o Corpo de Desejos aos veículos inferiores[5], e temos a ‘vivificação’ quando o feto principia a mostrar vida senciente. A essa altura, o Ego já dissolveu os corpúsculos sanguíneos nucleados através dos quais a vida da mãe já se manifestou naquele organismo crescente, e então pode começar a funcionar no fluido vital e manifestar sinais de vida separada no Corpo até que o Sol da Vida tenha completado o ciclo de vida dele e, novamente, alcance a mística Oitava Casa. Oito meses depois que o Átomo-semente foi introduzido naquele ambiente apropriado, o Sol da Vida, o Espírito, entra em Peixes, o último dos Signos de Água do Zodíaco místico, o qual está sob o expansivo e benéfico raio de Júpiter. Sob essa benévola influência, as águas do parto se avolumam e rompem as paredes distendidas do útero, quando se completam, mais ou menos, os nove meses de gestação, lançando a alma recém-nascida no Oceano da Vida ao primeiro ponto de Áries, onde é aquecida e animada pela combinação dos raios de Marte, como Regente do Signo de Áries, e do Sol no Signo de Áries, onde o Sol está em Exaltação. Assim, ele é preparado para a batalha da existência pelo energético deus da guerra, e sua fonte de vida, seja ela grande ou pequena, é totalmente preenchida pelo Sol, do grande reservatório cósmico de energia vital.

Quando o Sol está no ponto máximo de sua declinação, no Signo psíquico de Água Câncer, denominado pelos antigos sacerdotes egípcios de a esfera da alma à espera de renascimento, ele está de fato no Trono do Pai, a Fonte da Vida. Ali ele extrai dessa fonte inexaurível novos suprimentos do elixir de vida para o próximo ano, começando imediatamente sua descida para trazer o tesouro ao mundo que o espera.

Mas para isso, ele deve atravessar primeiro o fogo do Signo que rege, Leão, e misturar o fogo com a água. Toda a vida manifestada depende do sucesso dessa façanha alquímica.

Em outubro, o Sol entra no segundo Signo de Água, Escorpião, onde os energéticos Espíritos Luciféricos de Marte se esforçam para amalgamar os dois elementos antagônicos, mas sem sucesso completo, pois o fogo da paixão e as águas da emoção fervilham, borbulham e espumam em guerra e conflito. Assim, a essência pura da vida recebida do nosso Pai Celestial se torna contaminada pela paixão ao ser arrastada pela influência de Escorpião, e para compensar essa contaminação ela é banhada no fogo da aspiração, quando o Sol alcança o Signo de Fogo Sagitário, pelo Natal.

Em março, a passagem do Sol pelo último dos Signos de Água,

Peixes, eleva a seiva das árvores e infla as sementes e os botões das flores, com o raio expansivo de Júpiter, até que estejam prontos para irromperem e desabrocharem, e quando o Sol da Vida entra em Exaltação de poder no Signo de Fogo Áries, ele emite o fiat criador, e toda a natureza irrompe em glorioso esplendor. A Chama da Vida Divina, germinada e gestada no ventre aquoso da Natureza, manifesta-se no mundo.

Signos de Ar:

São chamados Signos de Ar os Signos de: Gêmeos, Libra e Aquário. As influências deles são, sobretudo, mentais e intelectuais.

Signos Cardeais ou Cardinais:

Áries, o Signo oriental em que o Sol entra no Equinócio de Março; Câncer, onde o Sol atinge seu mais alto grau de Declinação Norte, no Solstício de Junho; Libra, o Signo ocidental onde o Sol entra na Declinação Sul, no Equinócio de Setembro; e Capricórnio, onde o Sol atinge a sua menor Declinação Sul, no Solstício de Dezembro.

Os Signos Cardeais são fomentadores, impulsionando a atividade em tudo o que é realizado sob as influências deles.

Signos Comuns:

São os Signos de: Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes. Estes Signos são flexíveis e vacilantes por natureza.

Signos de Corpos Duplos:

São assim chamados os Signos de: Gêmeos, Sagitário e Peixes. Assim chamados porque no Zodíaco pictórico Gêmeos é representado por um par de gêmeos, Sagitário por um Centauro (parte homem e parte cavalo) e Peixes é representado por dois peixes. Eles são de natureza dupla, vacilante, e é fato notório que os acontecimentos nas vidas das pessoas influenciadas preponderantemente por esses Signos se repetem. Essas pessoas tendem a se casarem várias vezes, as desgraças para elas nunca chegam sozinhas, mas as possibilidades de êxito também se repetem.

Signos de Fogo:

São os Signos de: Áries, Leão e Sagitário.

Signos de Terra:

São os Signos de: Touro, Virgem e Capricórnio.

Signos do Sul ou Meridionais:

Os Signos de: Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes são chamados Signos de Sul, porque quando o Sol transita por eles, eles se encontram ao sul do Equador celeste e, como um resultado, quem vive no Hemisfério Norte está na estação do inverno.

Signos Estéreis ou Infrutíferos:

São os Signos de: Gêmeos, Leão e Virgem.

Signos Femininos:

Os Signos femininos compreendem os seis Signos de números pares: Touro, o segundo Signo; Câncer, o quarto Signo, etc. Isso inclui os Signos de Terra (Touro, Virgem e Capricórnio) e os Signos de Água (Câncer, Escorpião e Peixes). Terra e Água são os dois atributos da “Mãe” Natureza. Com eles, ela é capaz de gerar, e por isso, os Signos que têm afinidade com esses elementos essenciais podem muito bem ser chamados “femininos”. Mesmo Virgem, essencialmente estéril, é talvez o mais importante dos Signos femininos, pois quando o Sol o cruza em setembro, a onda espiritual de vida rejuvenescente começa sua descida à Terra, onde se concentra no Natal para então começar a irradiar a vida germinal que brota e floresce na Páscoa.

Signos Férteis ou Frutíferos:

Câncer, Escorpião e Peixes, Signos que compreendem a Triplicidade da Água, são os veículos particulares da função fertilizante na Natureza. Quando a Lua está em algum desses Signos, ela despeja em especial prodigalidade a Água da Vida, o princípio fecundante, e é uma questão de observação: as sementes plantadas quando a Lua está nesses Signos frutificam mais abundantemente do que quando plantadas em condições menos favoráveis.

Signos Fixos:

Touro, Escorpião, Leão e Aquário são chamados de Signos “Fixos” porque, quando estão nos ângulos de um horóscopo e com muitos Astros neles, tendem a tornar a pessoa muito determinada e lhe proporcionam uma perseverança incomum, de modo que essa pessoa quase sempre pode conseguir fazer o que se propuser, desde que humanamente possível.

Signos Masculinos:

Áries, Gêmeos, Leão, Libra, Sagitário e Aquário são considerados Signos Masculinos. Tais Signos constituem a Triplicidade do Fogo (Áries, Leão e Sagitário) e a Triplicidade do Ar (Gêmeos, Libra e Aquário). Os Signos femininos constituem as Triplicidades da Terra e a Triplicidade da Água.

A Terra e Água são negativas e inertes, mas são influenciadas pelos elementos positivos. Os ventos agitam as águas dos oceanos e os fogos vulcânicos sacodem a Terra. Por isso, os Signos de Fogo e Signos de Ar são chamados masculinos (Veja o verbete: “Signos Femininos”).

Signos Móveis:

São os Signos: Áries, Câncer, Libra e Capricórnio (Veja o verbete: “Signos Cardeais ou Cardinais”).

Signos do Norte ou Setentrionais: São os Signos de: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem. São assim chamados porque o Sol está neles quando ele está acima da linha do Equador, durante os meses de março, abril, maio


[1] N.T.: Conhecido como movimento de translação em torno do Sol.

[2] N.T.: O período orbital (também conhecido como período de revolução) é o tempo que um determinado objeto astronômico leva para completar uma órbita em torno de outro objeto e se aplica em astronomia geralmente a Planetas ou asteroides orbitando o Sol, para o nosso Sistema Solar. Depois de 1930, consideremos Plutão que faz um período orbital em torno do Sol de 248 anos.

[3] N.T.: Também chamado de “aplicar” ou “aplicativo”; ou seja: Quando um Astro de curso rápido se aproxima de algum ponto em que pode formar um Aspecto com outro Astro de curso mais lento, diz-se que ele se aplica a uma Quadratura, a um Trígono etc., desse Astro.

[4] N.T.: O Átomo-semente do Corpo Denso é colocado na cabeça do espermatozoide do papai que irá fecundar o óvulo e o Átomo-semente do Corpo Vital é colocado no útero da futura mamãe.

[5] N.T.: Corpo Denso e Corpo Vital.

Astrologia Científica Simplificada – Parte 2 – Enciclopédia Filosófica de Astrologia-P.16

Símbolos:

Nos símbolos dos Astros é bom notar que eles são constituídos de um círculo, de um semicírculo e de uma cruz, agrupados de maneiras diferentes.

image-7 Astrologia Científica e Simplificada - Max Heindel - Fraternidade Rosacruz

O círculo é o símbolo do Espírito, o semicírculo é o símbolo da Alma e a cruz representa a Matéria (o Corpo). Deste modo, os elementos da constituição humana – Espírito, Alma e Corpo – estão contidos nas partes componentes dos símbolos Astrais para mostrar ao Místico sua missão relativa à Humanidade. Essas partes simbólicas são agrupadas de diversas maneiras para indicar a natureza do Astro que elas representam e sua função na Grande Escola da Vida, escola em que Deus nos coloca sob a tutela dos Espíritos Planetários, que se esforçam para nos educar na Sabedoria Divina.

O Sol, conforme indica o seu símbolo, é o centro de todas as faculdades espirituais, a fonte de toda vida.

O símbolo da Lua é um semicírculo, mostrando que já completamos o arco da Involução[1], onde nossos Corpos foram construídos, e que agora a essência da experiência extraída desses veículos precisa ser transmutada em qualidades espirituais pela alquimia do crescimento anímico, de modo que possamos galgar o arco da Evolução[2].

O símbolo de Marte é a cruz acima do círculo, mostrando o ser humano não regenerado, em que a cruz da Personalidade[3] se sobrepõe ao círculo do Espírito. Contudo, ao subjugar a natureza superior, o caráter marciano gera a guerra e o conflito, durante os quais o ser humano necessariamente sofre, mesmo quando sai vitorioso. Assim, por meio das rejeições de uma maneira abrupta ou não suave, a natureza é suavizada gradualmente.

Vênus: quando a natureza marciana já tiver sofrido suficientemente, o círculo do Espírito se sobrepõe, gradualmente, à cruz da Personalidade e, então se torna o símbolo de Vênus, o Planeta do amor.

Saturno e Júpiter têm símbolos que são similarmente indicativos da maneira pela qual o crescimento anímico é fomentado. No símbolo de Saturno, a cruz da Personalidade está exaltada acima da marca da Alma, o semicírculo. O crescimento anímico é alcançado pelo serviço amoroso e desinteressado, mas o símbolo de Saturno mostra claramente que a pessoa sob sua regência está mais disposta a ser servida do que a servir, sendo egoísta e obstruindo o bem comum. Naturalmente, os outros se ressentem desse traço de caráter e, portanto, Saturno traz sofrimento e angústias profundas, dificuldades, apreensões e desapontamentos, tudo para nos ensinar que nunca poderemos realmente servir a nós mesmos pelo egoísmo, mas somente pelo sacrifício. 

Júpiter: quando através de muito sofrimento e angústia profunda, compreendemos gradualmente que o egoísmo é como uma casca que envolve a Alma e nos isola dos outros, e começamos lentamente a cultivar a qualidade da benevolência e, aos poucos o semicírculo da Alma se eleva acima da cruz da matéria e se torna o símbolo de Júpiter, o filantropo e amigo do ser humano. E, então, significa alguém que ama a todos, alguém que é igualmente favorito dos deuses e dos seres humanos.

Mercúrio: embora sendo o menor no Reino de Deus, o Sistema Solar, não obstante Mercúrio é da maior importância em virtude de sua influência sobre o Corpo, a Alma e o Espírito, o que é mostrado no fato de que seu símbolo contém todas as partes componentes do simbolismo Astral, ou seja, o círculo, o semicírculo e a cruz. Isso é assim porque na Mente todos em conjunto estão ligados num único organismo físico espiritual chamado ser humano Sem Mercúrio isso não seria possível.

Mercúrio, contudo, é neutro, e depende de um Ego interno, representado pelo círculo colocado no centro, quer esse Ego use seus atributos divinos de escolha e livre arbítrio para aspirar os céus, em busca do crescimento anímico, simbolizado pelo emblema da Alma, o semicírculo, colocado acima do círculo do Espírito, ou se ele se curvará à cruz da Personalidade debaixo do círculo e se afundará no lamaçal do mundanismo. Nenhuma criatura tem tantas possibilidades divinas quanto o ser humano, nenhuma pode aspirar mais ao mais elevado e, inversamente, nenhuma pode cair tão baixo. Essa luta entre as naturezas superior e inferior pela supremacia, simbolizada pelo semicírculo e pela cruz, colocados acima e abaixo do círculo no símbolo de Mercúrio, foi muito bem interpretada por Goethe nos versos do seu imortal “Fausto”, onde o herói diz:

Tu, por um único impulso, foste possuído,

permaneces inconsciente do outro.

Duas almas, infelizmente, residem em meu peito,

e lutam ali por um reinado indivisível.

Uma se lança à Terra, com desejo apaixonado,

e seus órgãos ainda se apegam a ela,

a outra aspira acima das névoas,

com ardor sagrado a esferas mais puras”.

Sistema Geocêntrico de Astrologia:

Quando Copérnico provou que a Terra e os outros Planetas giravam em torno do Sol, escarnecedores e céticos disseram que ele havia desacreditado o sistema da Astrologia, que considera a Terra como o centro em torno do qual o Sol, à Lua e os Planetas orbitam. Essa é uma ideia errada, que talvez possa ser demonstrada por uma ilustração. Continuamos a dizer que o Sol nasce, mesmo sabendo que é a Terra que se move, enquanto o Sol permanece estacionário; mas quer o Sol se mova em círculo ao redor da Terra, iluminando a seu tempo cada parte da sua superfície, quer a Terra gire em seu eixo e, assim, exponha uma após a outra suas partes aos raios do Sol estacionário, o efeito sobre a Terra é o mesmo, ou seja, recebemos a luz do Sol durante parte das vinte e quatro horas. Similarmente como ocorre com os outros Planetas, a Astrologia interpreta seus efeitos quando se encontram em determinadas posições em relação à Terra, independentemente de como chegaram lá. Além disso, é muito mais conveniente falar do ponto de vista geocêntrico e dizer: “O Sol nasce às seis”, do que dizer: “a rotação axial da Terra nos alinhará com os raios solares amanhã às seis horas”. Até mesmo o mais arrogante crítico contra a assim chamada falácia geocêntrica, provavelmente, se recusaria a aceitar seu próprio remédio desse modo.


[1] N.T.: É a primeira parte desse Esquema de Evolução, quando os Espíritos Virginais, descem até à matéria, por meio da cristalização dos nossos veículos (que se transformam em Corpos). O período de tempo dedicado à aquisição da autoconsciência, de si mesmo e à construção dos veículos através dos quais o espírito do ser humano se manifesta é denominado Involução. É a parte onde obtemos e construímos, inconscientemente e sob a orientação das Hierarquias Criadoras, os nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e a Mente). Vai desde o início do Período de Saturno até a metade do Período Terrestre. Durante os Períodos Saturno, Solar e Lunar, e na última metade do atual Período Terrestre, os Espíritos Virginais construíram inconscientemente seus diferentes veículos sob a direção de Seres exaltados que guiaram seu Progresso e os despertaram gradativamente até adquirirem seu atual estado de consciência de vigília. Este período é denominado “Involução”.

[2] N.T.: Dentro de um Esquema de Evolução é a parte durante o qual nós desenvolvemos nossa própria consciência até alcançar o nível de onisciência divina. É a segunda parte desse Esquema de Evolução. Quando os Espíritos Virginais, se libertam da matéria, por meio da espiritualização dos Corpos e conversão deles em Almas. É a parte onde aperfeiçoamos nossos veículos (Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e Mente).

Desde os tempos atuais, até o final do Período de Vulcano, os Espíritos Virginais, que agora formam a nossa humanidade, aperfeiçoarão seus veículos e expandirão sua consciência para os cinco Mundos por seus próprios esforços. Este período é chamado de “Evolução”.

[3] N.T.: É a imagem refletida do Espírito, e a Mente é o espelho ou foco. Compõe-se do Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso.

No nosso estado atual de desenvolvimento, o Corpo de Desejos dirige a Personalidade muito mais do que nós, o Espírito.

Criamos uma Personalidade a cada novo renascimento aqui. A “persona”, o conjunto enganoso, provisório e em constante mudança formado pelas nossas sensações, emoções, sentimentos e modo de pensar. São os laços de sangue, as tradições, os elos do mundo, essas coisas mais fortes que algemas de aço, tudo a que o Cristo simbolicamente chamava de “o reino dos mortos”. A Personalidade é a nossa expressão aqui, de baixo para cima, o “homem invertido”, os valores instintivos, colorindo desordenadamente nosso modo de ser; é o amordaçamento de nós, o Espírito, e o nosso condicionamento às conveniências instintivas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A importância do Estudante Rosacruz conhecer, apreciar e estudar a boa música para desenvolver a sua Mente Abstrata

A música desempenha e desempenhou um papel, desde o início, no desenvolvimento do grande Esquema de Evolução, e que continuará a desempenhar até que o som final seja emitido e a perfeição realizada.

Max Heindel afirmou que Pitágoras não estava romanceando quando falava da música das esferas, pois cada uma das órbitas celestes tem seu tom definido e, juntas entoam uma sinfonia celestial. Ele confirma as declarações de Pitágoras, isto é, que cada Astro tem sua própria nota chave e viaja ao redor do Sol em tão variados índices de velocidade, que sua posição não pode ser repetida a não ser depois de aproximadamente vinte e sete mil anos. A harmonia celeste muda a cada momento, e, à medida que ela muda também as pessoas no mundo alteram suas ideias e ideais. O movimento circular dos Planetas ao redor do Sol no tom da sinfonia celestial, criada por eles, marca o progresso do ser humano ao longo do caminho da evolução.

Os ecos dessa música celestial chegam até nós no Mundo Físico. São nossas propriedades mais preciosas, muito embora sejam tão fugazes quanto uma quimera e não possam ser permanentemente criados. No Primeiro Céu esses ecos são, naturalmente, muito mais belos e permanentes. No Mundo do Pensamento, onde o Segundo e Terceiro Céus estão localizados, encontra-se a esfera do som.

Em nossa vida terrena, estamos tão imersos nos pequenos ruídos e sons de nosso limitado meio ambiente, que somos incapazes de ouvir a música produzida pelas esferas em marcha. O verdadeiro músico, seja consciente ou inconscientemente, sintoniza se com a Região do Pensamento Concreto, onde ele pode ouvir uma sonata ou uma sinfonia inteira como um único acorde resplandecente que, mais tarde, transpõe para uma composição musical de sublime harmonia, graça e beleza. O ser humano tem sido comparado a um monocórdio instrumento musical de uma única corda – que se estende da Terra aos confins longínquos do Zodíaco.

A vontade do ser humano teve sua origem na vontade de Deus. O músico, por meio de sua própria força de vontade, ouve esse poder da vontade de Deus expressa em sons e tons permeando o Sistema Solar. E, através de sua própria habilidade criadora nascida da vontade e da imaginação, ele é capaz de reproduzir em sons e tons, tanto os tons do poder vontade de Deus que criou o Sistema Solar, quanto Suas ideias tonais por meio das quais Ele materializou o Sistema Solar.

A música produz expressões de tom que procedem do poder mais elevado de Deus e do ser humano, isto é, da vontade. Portanto, podemos ver que terrível consequência o ser humano está construindo para si, ao profanar a música, ao introduzir nela todos os tipos de dissonâncias, ruídos estridentes e penetrantes, gemidos e desarmonias que afetam os nervos. Um conhecido filósofo expressou bem uma grande verdade cósmica quando disse: “Deixem me escrever música para uma nação e não me preocuparei com quem faça suas leis”. O termo músico aqui usado não se aplica ao cantor ou ao executante musical comum, mas a mestres criadores de música, tais como Beethoven, Mozart, Wagner, Liszt, Chopin, Bach e outros da mesma classe.

A arquitetura pode ser comparada à música congelada; a escultura à música aprisionada; a pintura à música lutando para se libertar; a música à livre e flutuante manifestação do som.

A música é composta de três elementos primários: melodia, harmonia e ritmo.

A melodia é composta de uma sucessão de sons harmoniosos sentidos pelos nervos auditivos que estão conectados ao cérebro – um órgão físico que contata a Mente. Portanto, é através do corpo mental que o Espírito é capaz de sentir a melodia produzida no plano físico. Um idiota ou uma pessoa insana não respondem à melodia.

A harmonia consiste em uma agradável mistura de sons e está relacionada aos sentimentos ou emoções. Sentimentos ou emoções são expressões do Corpo de Desejos, em consequência, a harmonia pode ter um efeito tanto sobre o ser humano como sobre os animais, uma vez que ambos possuem corpos de desejos.

O ritmo é um movimento medido e equilibrado, e é expresso pela força de vida que aciona gestos e outros movimentos físicos. O Corpo Vital absorve uma superabundância de força vital (energia solar) que passa para o Corpo Denso para mantê-lo vivo e em funcionamento. Daí o ritmo estar correlacionado ao Corpo Vital. As plantas têm um Corpo Vital e são sensíveis ao ritmo.

O ser humano tem dentro de seu cérebro sete cavidades que durante a vida são comumente consideradas vazias. Na realidade, estas cavidades estão cheias de uma essência do espírito, sendo que cada cavidade tem seu próprio tom e cor. Os tons produzidos por estas cavidades estão correlacionados àqueles dos Sete Espíritos diante do Trono: Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio.

As cavidades ou ventrículos, começando pela frente do cérebro, são:

(1) ventrículo olfativo,

(2) ventrículo lateral,

(3) terceiro ventrículo,

(4) quarto ventrículo,

(5) Corpo Pituitário,

(6) Glândula Pineal.

A sétima cavidade é o crânio, que reúne todos os elementos em um grande todo.

O Sistema Solar é um vasto instrumento musical. Assim como existem doze semitons na escala cromática, temos no céu doze Signos do Zodíaco. Assim como temos as sete teclas brancas ou tons no teclado do piano, temos os sete Planetas. Os Signos do Zodíaco podem ser considerados como a caixa de ressonância da harpa cósmica, e os sete Planetas são as cordas influenciando a humanidade de diversas maneiras.

Na Bíblia notamos como a lira de sete cordas de Davi representa, astrologicamente, as notas chaves da corrente planetária sétupla. A nota chave de cada Planeta é composta da quintessência de seus sons reunidos. Uma amalgamação das tristezas e alegrias de nossa Terra, os sons de seus ventos e mares, o ritmo de todas as suas forças viventes combinadas, formam seu tom ou nota-chave. Da mesma maneira, e em escala sempre ascendente, soam as notas de toda a corrente planetária, sendo que sua união constitui a sublime Música das Esferas “… Não existe a menor orbe que observes que, em seu movimento, não cante como um Anjo”, assim escreveu o grande poeta iniciado, Shakespeare.

Esta música celestial é o produto daquele Verbo ao qual S. João se referia quando escreveu: “No início era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus… e nada do que foi feito, foi feito sem Ele.” (Jo 1:1-3).

 (Trecho do Livro “A Escala Musical e o Esquema de Evolução” – Art Taylor – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A influência dos Espíritos Planetários

Todo nosso Sistema Solar pode ser imaginado como sendo um corpo cósmico de Deus. Desse grande Criador, o Pai de tudo, procedem Sete Grandes Seres. Esses Seres são Inteligências Divinas inferiores, apenas, ao próprio Deus, porém, superiores a todos os outros Seres do Sistema Solar. Cada Ser rege parte do Sistema Solar e dirige certa parte do trabalho a ser feito no grande Esquema de Evolução. A esses exaltados Seres chamamos de Regentes Planetários ou os Sete Espíritos diante do Trono. Recebem sua energia da Vida Una, e cada um se manifesta individualmente, conforme as necessidades requeridas pelos Seres em evolução a Seu cargo.

A Astrologia Rosacruz reconhece o importante papel desempenhado por essas sete Grandes Inteligências no destino da Humanidade. Tentemos, conforme explicitado abaixo, entender o modo pelo qual cada Espírito Planetário influencia a Humanidade e como Eles trabalham para instruir os Espíritos Virginais, que estão sob a esfera de influencia particular de cada um.

URANO é o grande despertador. O Cristo Cósmico focaliza o Raio do Amor de Deus sobre esse Planeta, e o Espírito Planetário que rege reflete essa vibração até que a Humanidade receba e responda à indução desse Grande Ser. Essa vibração faz com que a Humanidade se torne mais semelhante ao Cristo em sua vida diária.  Esse Planeta simboliza o Espírito de Cristo ou Espírito de Vida dentro de cada um de nós. A sede positiva do Espírito de Vida está no Corpo Pituitário – que é uma Glândula Endócrina, também conhecida como Hipófise – e a sede negativa no Coração. Logo o Corpo Pituitário é o centro espiritual por meio do qual o Aspirante à vida superior pode transmutar o amor terreno de Vênus no amor universal de Urano que conduz à Iniciação.

Considerando esse Planeta do ponto de vista esotérico, verificamos que ele proporciona originalidade, independência e o amor à liberdade. Produz acontecimento súbito e inesperado em nossa vida e está sempre proeminente nos horóscopos dos inventores, eletricistas e investigadores cientistas.

SATURNO é o Planeta que agora consideraremos. Por meio da influência desse grande Espírito Planetário aprendemos a cantar com o salmista: “Bem-aventurado é o homem a quem tu repreendes, ó Senhor, e a quem ensina Tua Lei” (Sl 94:12). Se nos desenvolvemos apresentaremos os frutos, resultado de termos vivido.

É muito difícil o trabalho desse Grande Espírito Planetário, pois Saturno é o Planeta que nega, o que obstrui. Mas, também fornece a estabilidade, que é de grande necessidade para o progresso evolutivo.

Saturno é o primeiro Planeta cuja influência foi sentida pela Humanidade. Do ponto de vista esotérico Saturno está em íntima relação com o Corpo Denso, tendo muito a ver com a construção da forma. É ele quem liga o Espírito à Terra, por meio do Corpo Denso. Esse Planeta tem regência sobre o nervo pneumogástrico ou nervo vago pelo qual passa o Átomo-semente do Corpo Denso quando deixa o Corpo Denso, por ocasião da morte e, por essa forma, está relacionado com o fim da vida terrestre. Geralmente, vemos Saturno representado como a figura do tempo, segurando em uma das mãos uma ampulheta e na outra uma foice. Saturno é a ponte entre o real e o irreal, entre a luz e escuridão.

No plano físico, esse Planeta governa a idade avançada e, no Corpo Denso, rege as juntas, os ossos e os joelhos. O ser humano deve aprender a controlar o efeito cristalizante de Saturno, antes de poder atingir o estado Crístico ou a perfeição. É devido à influência desse grande Planeta sobre a Humanidade que temos os fazendeiros, mineralogistas e escultores e todos que lidam diretamente com a Terra.

Precisamos nos referir esotericamente ao seu símbolo para compreendermos o significado de Saturno. No símbolo dele encontramos a cruz da matéria (+) colocada sobre o símbolo da alma: o semicírculo. Atualmente, o Espírito parece estar sujeito à matéria, que lhe traz tristeza e sofrimento até que aprenda a substituir o egoísmo pelo sacrifício. Ninguém poderá elevar sua consciência a um nível superior enquanto não passar pelos testes oferecidos por esse símbolo.

Para a maioria, esse Planeta é considerado adverso, nos pondo à prova. Mas, o Estudante Rosacruz que estuda a Astrologia Rosacruz, que o vê em seus aspectos superiores, reconhece seus serviços benéficos. Quanto mais crescemos espiritualmente, mais apreciamos a ação desse Planeta, pois verificamos que ele fere, mas para curar. E com o tempo chegaremos à conclusão que é por meio da influência desse poderoso Planeta que aprendemos o verdadeiro valor das coisas; aprendemos que a riqueza material não tem importância, mas que a única riqueza de real valor é a que desenvolve os poderes do Espírito.

Agora estudaremos a influência de JÚPITER. É provável que a maioria de nós conheça a história desse Planeta contada pela mitologia. Ela nos ensina que esse grande deus era o primeiro no Olimpo. O monte Olimpo, segundo a mitologia, era a residência dos deuses.

Júpiter é o Planeta da expansão. Assim como precisamos da luz solar para vivermos, também precisamos da influencia de Júpiter para nos incitar ao progresso.

No Mundo Físico, Júpiter inclina o indivíduo a ocupações ligadas com igrejas, organizações religiosas, formas elevadas de educação e com a lei. A fase expansiva desse Planeta é denotada também por suas influências sobre os assuntos financeiros, por isso é chamado o “Planeta da Fortuna”. Júpiter governa, no Corpo Denso, o fígado, a circulação arterial e a distribuição das gorduras

O fato de Júpiter governar a nona Casa é suficiente para nos mostrar que todo crescimento mental e espiritual vem de dentro, do interior, e se quisermos expandir nossa consciência devemos aplicar nossas Mentes nos estudos das filosofias elevadas da vida, como o é a Filosofia Rosacruz.

Esotericamente, verificamos que o símbolo de Júpiter é muito revelador. O crescente lunar sobre a cruz (+) denota que o Espírito se elevou acima das limitações da cruz da matéria e que, portanto, se tornou livre. Indica que o Eu Superior está no controle e que não mais se preocupa com as coisas materiais, pois voltou sua atenção para a Religião, para a Filosofia e para as Ciências ocultas superiores.

MARTE, por vezes chamado o Deus da Guerra, quando com Aspectos benéficos, nos impele a dirigir nossas energias por linhas de ação construtivas.

Sabemos que a nossa Terra é o único Planeta onde existe o problema do sexo. Reconhecendo esse fato, Deus providenciou a força necessária para passarmos por essa experiência, na energia que Marte nos fornece. É esse Planeta que nos ensina: é unicamente pelo uso apropriado de todas as forças sexuais criadoras do Corpo e da Mente que poderemos compreender que a “inocência não é virtude e que o ser humano é aquilo que ele conquistou”.

No palco físico, esse Planeta é o senhor da guerra, da cirurgia e da engenharia mecânica. No Corpo Denso governa os nervos motores, o hemisfério cerebral esquerdo, os movimentos musculares, o segmento motor do cordão espinhal e os corpúsculos vermelhos do sangue.

A interpretação esotérica de Marte nos conduz de novo ao estudo do simbolismo. No símbolo de Marte encontramos a cruz (+) da Personalidade acima do círculo do Espírito (a Individualidade), denotando que o Espírito está escravizado à matéria. Fomos feitos a imagem de Deus e estamos destinados a nos tornarmos semelhantes a Ele. Seremos tentados e aprisionados à cruz do plano material.

A história de Jó[1] nos ajuda a conhecer a força desse Planeta, pois como Jó, também devemos aprender que dentro de cada indivíduo está a grandeza de Deus e o poder do Espírito, para triunfar sobre a matéria.

Quando o Eu inferior se entrega ao Eu superior, a cruz e o círculo ficam com a posição invertida e formam o símbolo de VÊNUS, a “Deusa do Amor”. Marte deseja combater, mas Vênus não precisa de batalhas, porque seus direitos espirituais estão acima da cruz e, portanto, tem o equilíbrio de forças que faz surgir o verdadeiro progresso. O raio de Vênus produz os atores, os artistas, os poetas e os músicos.

Vênus nos ensina a harmonia no plano material por meio de sua influência através de Touro, e o equilíbrio no plano mental, por sua regência sobre Libra. É assim que o Espírito, por meio da Mente, aprende a dominar as coisas da Terra. Pela influência Vênus-Touro aprendemos o valor da harmonia na construção dos Corpos Densos; pela influência de Vênus, focalizada por Libra, aprendemos que o refinamento da Mente nos traz sabedoria e, por meio de seu Signo de exaltação, Peixes, Vênus nos ensina a grande importância de espiritualizarmos o amor.

Consideraremos agora o “Deus da Sabedoria”, MERCÚRIO. A influência desse Planeta em nós se faz sentir mais por meio da razão. Mercúrio nos instrui como canais construtivos. Todo desenvolvimento depende de algum fator condutor, e no nosso atual estado de evolução, a Mente é o guia mais seguro na direção do nosso avanço. A Mente liga o Espírito com os Corpos e é o poder que controla as emoções.

É por meio da Mente que o Espírito pode obter a experiência que necessita nos seus diversos Corpos, pois ela dirige as nossas atividades na vida diária. Esotericamente, é por meio da influência desse Planeta que temos: nossos mercadores, nossos vendedores, nossos escritores e as pessoas ligadas à literatura.

Quando tivermos aprendido as lições que Mercúrio tem para nos ensinar, teremos construído o órgão etérico entre a cabeça e a garganta. Esse será o órgão criador que possibilitará o indivíduo a falar o fiat criador, a palavra de vida.

Graças e paz seja convosco da parte daquele que é, e que era e que há de vir, e dos Sete Espíritos que estão diante do Seu Trono.” (Apo 1:4).

(Publicado na Revista: Serviço Rosacruz – novembro/1969 – Fraternidade Rosacruz – SP)


[1] N.R.: Mais do que qualquer outro livro, o Livro do Jó é o único, no Antigo Testamento, que se adapta às necessidades e requisitos do Discípulo do mundo moderno. O Discípulo pode aceitar esse livro como um manual de instrução, um texto para meditação e como um exemplo de santidade e fortaleza espiritual de comportamento cotidiano.

Há duas leis supremas que governam o Planeta Terra. Uma é a Lei do Espírito, a outra é a Lei da Materialidade. Cada ser humano possui o livre-arbítrio e a habilidade de escolher entre a lei que deseja estar sob jugo, seja no âmbito da casualidade material ou na liberdade de toda escravidão pelo Espírito. Os frutos de sua vida serão evidenciados por essa escolha.

No livro de Jó os dois caminhos são representados por Elifaz – o caminho do Espírito – e por seus três amigos – o Caminho da Materialidade. Os três amigos são conhecidos por nós, pois eles representam à enganosa sedução dos sentidos humanos que se expressam através do Corpo Denso, dos desejos (ou Corpo de Desejos) e pela Mente material ou “mortal”.

A Bíblia manifesta claramente que Deus ama quem castiga. Na verdade, o castigo não é um indicativo de punição, mas sim o meio pelo qual é possível trazer seus filhos de volta ao caminho da regeneração. O Livro de Jó pode ser denominado, adequadamente, como o Padrão Cósmico Típico de aperfeiçoamento do ser humano através do sofrimento. Membros de sua família são tirados dele. Todas as suas posses materiais são perdidas e, também sua reputação, e até seu nome. Por fim, Jó acaba atacado por uma enfermidade repugnante. Foi neste momento que sua esposa lhe aconselha a “amaldiçoar a Deu e morrer”. Isto representa o caminho estreito em que muitos acabam se suicidando equivocadamente, tentando escapar dos problemas da vida.

O interessante é que é neste mesmo ponto crítico que ocorreu uma coisa maravilhosa na vida de Jó: a chegada de Elifaz, que representa o despertar da espiritualização da Mente, que é conhecido no Cristianismo esotérico como a Cristificação da Mente. Aqui o Cristão aprende a ter apenas pensamentos Cristãos, falar somente palavras Cristãs e a realização somente de obras Cristãs. S. Paulo se referia a isto como a grande transformação: “morrendo o homem velho e nascendo o homem novo” (Col 3:9-10). Para ele isto ocorreu, exatamente, na estrada de Damasco. Ele entrou nesta estrada como um inimigo amargo e perseguidor de Cristo e dos Cristãos. No entanto, ele abandonou este jeito de ser e se tornou um dos servos mais devotos do Cristo. Seu nome permanecerá como uma das mais brilhantes luzes do Cristianismo, por todo o tempo.

Com a transformação de Jó, sua família retornou para ele, seus bens foram restituídos e multiplicados por dez. Sua reputação foi reestabelecida e seu corpo ficou totalmente curado. Finalmente, ele compreender o significado das palavras: “O homem é feito a imagem e semelhança de Deus”.

Deus é AmorDeus é Todo Bondade – e quanto mais o ser humano se tornar semelhante a Deus, maior bondade será manifestada em sua vida. Quando alguém percebe a si próprio rodeado por más companhias ou submerso em um ambiente desarmônico, se este for um verdadeiro sábio, não procurará mudar tais condições com recursos e tentativas externos, mas procurará a solução dentro de si mesmo. Semelhante atrai semelhante e aquilo que doamos, inevitavelmente, retornará para nós.

Voltamos a repetir que, de todos os Livros do Antigo Testamento, o Livro de Jó é o que mais se adéqua as necessidades do Discípulo moderno, como manual de meditação e para viver a vida. Na atualidade, o Discípulo, assim como Jó, vive no meio de provas e confusão; é o tempo todo invadido por forças do mal que vem de dentro e de fora. Tais como as questões feitas por Jó, o Discípulo também as faz; e novamente, como Jó, ele receberá as respostas necessárias que virão do alto. Se persistir, terá sua recompensa: domínio de si mesmo e do mundo por meio da continuada comunhão com a Sabedoria do Eterno. (Corinne Heline)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Há uma alma-companheira que tenha uma forte conexão com a outra, o suficiente e apropriada a cada uma delas para viverem juntas por toda a eternidade? Se assim for, não seria melhor se manter solteiro por mil anos, do que se casar com a pessoa errada?  

Resposta: Assim como a luz é refratada nas sete cores do espectro, quando passa pela nossa atmosfera, assim também os Espíritos que estão diferenciados dentro de Deus são refratados em sete grandes raios. Cada classe está sob a direção e o domínio direto de um dos Sete Espíritos diante do Trono, que são os gênios planetários, os Anjos Estelares. Todos os Espíritos Virginais nos seus sucessivos renascimentos estão, continuamente, se misturando entre eles a fim de que possam obter as mais variadas experiências; no entanto, aqueles que foram emanados do mesmo Anjo Estelar são sempre irmãs ou almas-gêmeas e, quando elas buscam a vida superior, elas devem entrar no caminho da Iniciação através de um ambiente específico composto por membros do mesmo raio dos quais se originaram e, assim, retornar à fonte primordial deles. Portanto, todas as Escolas ocultistas são divididas em sete, uma para cada classe de Espíritos. Essa foi a razão pela qual Cristo-Jesus disse a seus Discípulos: “Vosso pai e meu” – ninguém poderia ter um contato tão próximo com Ele quanto seus Discípulos, exceto aqueles pertencentes ao mesmo raio.

Como acontece com outros mistérios, essa linda doutrina foi adulterada para um significado físico ou material, como acontece na concepção popular de almas gêmeas ou afinidades entre duas pessoas; quando se diz que um homem e uma mulher se casam porque encontraram a alma-gêmea. Nesses casos, a doutrina das almas-gêmeas serve como justificativas para encobrir a um casamento às escondidas ou às pressas e o adultério. Essa é uma perversão abominável. Cada Espírito é completo em si mesmo, assume um corpo masculino ou feminino em diferentes renascimentos para aprender as lições da vida e, é apenas durante o estágio atual de seu desenvolvimento que existe uma característica como o sexo. O Ego existia antes do sexo e persistirá depois que tiver decorrido essa fase de manifestação ora como um sexo, outra como outro.

(Pergunta nº 22 do livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Vol. I” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Carta de Max Heindel: O Batismo de Água e do Espírito

Julho de 1911

No mês passado, nós começamos a tratar com mais atenção a questão dos Sacramentos, e era minha intenção escrever sobre a Comunhão esse mês, mas o assunto se mostrou tão vasto que cobre praticamente tudo do Livro do Gênesis ao Livro do Apocalipse, além de uma quantidade de aspectos fisiológicos tais como a química do alimento e do sangue, também a atmosfera, etc. Além disso, está inseparavelmente conectado com a segunda vinda do Cristo. Isso necessitará mais tempo que eu posso dispender no início do mês, além desse assunto envolver várias lições. No entanto, eu pensei que é melhor não trabalhar com este assunto até o próximo mês, e nesse meio tempo eu decidi fornecer um material sobre isto no livro Os Mistérios Rosacruzes. Esse assunto está parcialmente coberto no capítulo intitulado: “O Mistério da Luz, Cor e Consciência”[1]. Você achará isso mais interessante e mais instrutivo.

Referente à lição do mês passado sobre o Batismo, você notará que longe de ser somente uma consequência do dogmatismo, geralmente atribuído ao Cristianismo popular, é o símbolo de uma condição que, na verdade, existiu no passado, quando a Humanidade era, verdadeiramente, uma fraternidade. É um fato da maior significância que até a primeira vinda do Cristo, a lei exigia um olho por um olho, um dente por um dente[2]; mas, antes d’Ele começar a pregar o Evangelho do amor ao próximo e o perdão para aqueles que transgrediram contra nós, Ele passou sob as Águas do Batismo e ali recebeu o Espírito Universal, que suplantará o egoísmo de hoje.

Assim, Ele se plenificou de amor e irradiava, naturalmente, esta qualidade, de uma forma tão natural como um fogão cheio de carvão em brasa irradia calor. Nós podemos pregar ao fogão eternamente que seu dever é aquecer, mas, se não o abastecermos com o combustível, ele permanecerá frio. Da mesma maneira, nós podemos pregar à Humanidade que devemos ser irmãos e que devemos nos amar uns aos outros, mas, até que nos ponhamos “em sintonia com o Infinito”, não podemos amar o nosso próximo, da mesma maneira que o fogão sem lenha ou carvão não produz calor. Como São Paulo disse: “Ainda que fale as línguas dos homens e dos Anjos, se não tiver amor, serei como o metal que soa ou como o sino que tine[3].

O Batismo de Água se refere a uma condição passada, na qual éramos tão irresponsáveis como a criança que, atualmente, levamos à uma igreja; mas, o Batismo do Espírito é algo que ainda está por vir para a maioria de nós, e é nessa direção que devemos nos esforçar. Vamos dedicar uma especial atenção ao Capítulo 13 da primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios[4] durante o mês entrante. Vamos nos esforçar para praticar, em nossas vidas diárias, pelo menos uma das virtudes que, segundo disse São Paulo, conduzem à iluminação, para que possamos ver face a face as belezas dos Sacramentos, que agora vemos através de um vidro embaçado.

(Carta nº 7 do Livro Cartas aos Estudantes – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: O Mistério da Luz, Cor e Consciência

Deus é Luz” (IJo 1:5), diz a Bíblia, e nós não somos capazes de conceber uma analogia tão grandiosa e magnífica da Sua Onipresença ou do modo da Sua manifestação. Até os mais potentes telescópios fracassam em alcançar os limites da luz, embora nos revelem estrelas a milhões de quilômetros de distância da Terra, e podemos bem perguntar a nós mesmos, assim como o fez o salmista: “… Para onde fugir, longe da tua presença? Se subo aos céus, Tu lá estás; se me deito no Xeol (a palavra hebraica Xeol significa sepultura e não inferno), aí te encontro. Se tomo as asas da alvorada para habitar nos limites do mar, mesmo lá é tua mão que me conduz” (Sl 139:7-10).

Quando, na aurora do Ser, Deus-Pai anunciou A Palavra e O Espírito Santo se moveu sobre o mar da Matéria Virginal homogênea, as primitivas Trevas foram convertidas em Luz. Esta é, portanto, a primeira manifestação da Divindade e um estudo dos princípios da Luz revelará à intuição mística um maravilhoso manancial de inspiração espiritual. Como isso nos afastaria muito do nosso assunto, nós não entraremos aqui na elucidação deste tema, exceto para dar uma ideia elementar de como a Vida Divina energiza a forma humana e a estimula à ação.

Verdadeiramente, Deus é UNO e indivisível. Ele contém dentro do Seu Ser tudo o que é, como a luz branca inclui todas as cores. Mas Ele se manifesta de uma forma tríplice, assim como a luz branca é refratada nas três cores primárias: azul, amarelo e vermelho. Onde quer que vejamos essas cores, elas servem como um símbolo do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Esses três raios primários da Vida Divina se difundem ou são irradiados pelo Sol, produzindo Vida, Consciência e Forma sobre cada um dos sete portadores de Luz, os Planetas, que são chamados “os Sete Espíritos diante do Trono”. Seus nomes são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano. A Lei de Bode prova que Netuno (nem Plutão) não pertence ao nosso Sistema Solar e o leitor está convidado a consultar a obra Astrologia Científica Simplificada (veja mais detalhe no Capítulo I do Livro Astrologia Científica e Simplificada-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz.), escrita pelo autor do presente trabalho, para a demonstração matemática dessa afirmação.

Cada um dos sete Planetas recebe a luz do Sol em proporções diferentes, de acordo com a proximidade deles da órbita central, com a constituição da sua atmosfera e de acordo com os seres em cada um deles, conforme o estágio evolutivo desses seres, caso eles tenham afinidade com um ou outro dos raios solares. Eles absorvem a cor ou as cores que lhes são harmônicas e refletem as restantes sobre os outros Planetas. Esses raios refletidos levam consigo um impulso da natureza dos seres com os quais estiveram em contacto.

Deste modo, a Luz e a Vida Divinas chegam a cada um dos Planetas, quer diretamente do Sol, quer refletidas pelos seis Planetas-irmãos, e assim como a brisa do verão que, tendo passado pelos campos em flor, leva em suas asas silenciosas e invisíveis a fragrância misturada de uma multidão de flores, assim também, as influências sutis do jardim de Deus nos trazem os impulsos reunidos de todos os Espíritos e nesta luz multicor nós vivemos, nos movemos e temos o nosso ser.

Os raios que vem diretamente do Sol são produtores de iluminação espiritual; os raios refletidos dos demais Planetas produzem o aumento da consciência e o desenvolvimento moral; os raios refletidos por meio da Lua produzem o crescimento físico.

Mas, como cada Planeta só pode absorver uma quantidade determinada de uma ou mais cores, de acordo com o estágio geral da sua evolução, assim cada ser aqui na Terra, que seja mineral, vegetal, animal e humano, pode absorver e assimilar somente uma determinada quantidade dos diversos raios projetados sobre a Terra. O restante não o afeta, nem lhe causa sensação alguma, do mesmo modo que o indivíduo totalmente cego não tem consciência da luz e da cor que existem em volta dele. Assim, cada ser é afetado distintamente pelos raios astrais e a ciência da Astrologia é uma verdade fundamental da natureza cujo conhecimento é de enorme benefício para se conseguir o crescimento espiritual.

Nos caracteres místicos de um horóscopo podemos aprender sobre as nossas próprias forças ou fraquezas e os meios mais convenientes para o nosso desenvolvimento, ou podemos conhecer as tendências daqueles amigos e amigas que vêm a nós como nossos filhos e nossas filhas e as faculdades neles latentes. Desse modo, saberemos claramente como cumprir nosso dever de pais ou responsáveis, reprimindo o mal antes que se manifeste e alimentando o bem, para que possamos estimular mais abundantemente as tendências espirituais das almas confiadas ao nosso cuidado.

Como já dissemos, o ser humano volta à Terra para colher o que semeou em vidas anteriores e para semear, outra vez, as novas sementes que proporcionarão experiências futuras. As estrelas são o relógio celeste que mede os anos; a Lua indica o mês em que as condições serão mais propícias para a colheita ou para a semeadura.

A criança é um mistério para todos nós; nós só podemos conhecer suas tendências à medida que essas, lentamente, vão se convertendo em características, mas, geralmente, é muito tarde para checar, uma vez que os maus hábitos já se formaram e a juventude já chegou para esses ser. Um horóscopo cientificamente levantado com relação à hora do nascimento indica as tendências da criança para o bem e para o mal e, se os pais ou responsáveis se dedicarem com afinco para estudar a ciência das estrelas, eles poderão prestar um serviço inestimável às crianças a eles confiadas, estimulando as tendências que tenham para o bem e reprimindo as inclinações para o mal, antes que estas se cristalizem em hábitos. Não pense que é preciso um conhecimento superior de matemática para levantar um horóscopo. Muitos levantam um horóscopo de uma forma tão complicada, com tanto receio e tanta “meticulosidade”, que ele se torna completamente indecifrável para eles ou para os outros, enquanto um simples horóscopo, fácil de ler, pode ser feito por qualquer pessoa que saiba somar e subtrair. Esse método foi cuidadosamente explicado no livro Astrologia Científica Simplificada (Astrologia Científica e Simplificada-Max Heindel-Fraternidade Rosacruz.), o qual é uma obra de ensino completo sobre o assunto, ao mesmo tempo pequena e econômica. Os pais que anseiam profundamente pelo bem-estar dos seus filhos e das suas filhas deveriam se esforçar por aprender eles mesmos, embora a habilidade deles não se possa comparar com a de um Astrólogo mais experiente, o conhecimento íntimo da criança e de seus interesses profundos compensarão sobejamente a falta de competência, tornando-os capazes de penetrar mais profundamente no caráter do filho ou da filha por meio do horóscopo.

[2] N.T.: Ex 21:23 e Mt 5:38-42

[3] N.T.: 1Cor 13:1

[4] N.T.: O conceito da palavra caridade aqui é: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. “Ainda que eu falasse línguas, as dos homens e as dos anjos, se eu não tivesse a caridade, seria como um bronze que soa ou como um címbalo que tine. Ainda que eu tivesse o dom da profecia, o conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência, ainda que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tivesse a caridade, eu nada seria. Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos famintos, ainda que entregasse o meu corpo às chamas, se não tivesse a caridade, isso nada me adiantaria. A caridade é paciente, a caridade é prestativa, não é invejosa, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade jamais passará. Quanto às profecias, desaparecerão. Quanto às línguas, cessarão. Quanto à ciência, também desaparecerá.Pois o nosso conhecimento é limitado, e limitada é a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, o que é limitado desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei homem, fiz desaparecer o que era próprio da criança. Agora vemos em espelho e de maneira confusa, mas, depois, veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas, depois, conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade.”

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Nosso Planeta não consegue aproveitar todos os raios dos outros Astros…assim como cada um de nós

Verdadeiramente, Deus é UNO e indivisível. Ele inclui dentro de Seu ser tudo o que existe, assim como a luz branca encerra, dentro de si mesma, todas as cores. Mas, Ele parece tríplice em Sua manifestação, assim como a luz branca se refrata nas três cores primárias: azul, amarelo e vermelho. Onde quer que vejamos essas cores, elas simbolizam o Pai, o Filho e o Espírito Santo, respectivamente. Esses três raios primários da Vida Divina derramam-se ou são irradiados pelo Sol, produzindo Vida, Consciência e Forma sobre cada um dos Sete portadores de Luz, os Planetas, chamados “os Sete Espíritos diante do Trono”. Seus nomes são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno e Urano. A Lei de Bode demonstra que Netuno e Plutão não pertencem ao nosso Sistema Solar. Apontamos ao leitor a obra “Astrologia Científica Simplificada”, escrita por Max Heindel, para a demonstração matemática dessa afirmação.

Cada um dos sete Planetas recebe a luz do Sol, em proporção diferente, de acordo com sua proximidade do globo central e a constituição da sua atmosfera; e os seres que habitam cada um deles, de acordo com seu estado evolutivo, têm afinidade com certos raios solares. Absorvem a cor, ou as cores, que lhe são correspondentes, e refletem o restante sobre os outros Planetas. Esses raios refletidos levam consigo um impulso da natureza dos seres com os quais estiveram em contato.

Assim, a Luz e a Vida divinas chegam a todos os Planetas, quer diretamente do Sol, quer refletidos pelos outros seis, semelhantemente à brisa do verão que tendo passado pelos campos em flor, leva em suas silenciosas e invisíveis asas a fragrância mesclada de uma variedade de flores. Assim também as influências sutis do Jardim de Deus nos trazem os impulsos reunidos de todos os espíritos, e nessa luz multicor “nós vivemos, nos movemos e temos a nossa existência[1].

Os raios irradiados diretamente do Sol produzem a iluminação espiritual. Os raios refletidos dos outros Planetas servem para aumentar a consciência, produzindo desenvolvimento moral. E os refletidos pela Lua produzem o crescimento físico.

Como cada Planeta só pode absorver uma quantidade determinada de uma ou mais cores, de acordo com o estado geral de evolução ali prevalecente, assim também cada ser vivo sobre a Terra, mineral, vegetal, animal ou humano, pode absorver e assimilar somente uma determinada quantidade dos diversos raios projetados sobre o Planeta. O resto não o afeta nem lhe produz nenhuma sensação, do mesmo modo como o cego não é consciente da luz e da cor existentes por toda parte ao seu redor. Por isso, cada ser é afetado distintamente pelos raios astrais, e a Ciência da Astrologia é uma verdade fundamental da natureza, ensejando enorme benefício para o crescimento espiritual.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz em novembro/1975-Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R. At 17:28

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Significado da Morte

Os dogmas teológicos e científicos que representam o pensamento do ser humano sobre si mesmo e seu ambiente no que há de pior, seja selvagem ou sábio, exibiram o que Schopenhauer chamou de “a vontade de viver de maneira biológica e primitiva”, diz o London Light (Luz de Londres), ao discutir um livro chamado La Sens de la Mort (O Significado da Morte), de M. Paul Bourget. A história em si é dos dias atuais, mas a falta de espaço nos impede de expor até mesmo a forma mais abreviada da trama. O que imediatamente nos preocupa são as visões divergentes sobre a vida e a morte que se manifestam durante a discussão entre dois dos personagens principais. Um desses é um famoso cirurgião que acaba de se descobrir condenado à morte em poucos meses por câncer. O outro é um jovem saudável.

Esses dois senhores estão inspecionando um hospital juntos, quando o jovem comenta que os arranjos lá são confortáveis demais. A isso o grande cirurgião objeta: “Não, para que serve o sofrimento, quando é possível escapar dele?”. Sua pergunta é apaixonadamente ressentida, porque ele próprio está sofrendo muito.

O jovem, que nunca sofreu, responde: “Para pagar”. “Pagar o quê?”, exigiu o cirurgião, que a ninguém contou o segredo do seu sofrimento. “As dívidas das nossas faltas e as dos outros”, responde o jovem. O cirurgião se ressente dessa interpretação, pois suas concepções são principalmente materialistas.

“Faltas nossas, como se tivéssemos pedido para nascer! E os defeitos dos outros — é monstruoso!”. “Mas”, diz o jovem, “já que tudo na vida leva ao sofrimento e à morte, se o sofrimento e a morte não têm esse sentido de expiação, que sentido têm, que sentido tem a vida?”. A resposta do grande cirurgião é curta, pois ele está cheio de ressentimento intenso. “Nenhum”, conclui.

É desnecessário dizer ao Estudante Rosacruz que ambos estão errados. Não é verdade que tudo na vida leva ao sofrimento e à morte. A missão da dor e do sofrimento não é meramente expiatória. Não existe um Deus irado que pretende se vingar de nós por nossos erros; mas, estamos aqui frente-a-frente com uma Lei, uma boa Lei, destinada a nos ensinar as lições necessárias para o nosso avanço a alturas mais elevadas na escala da evolução.

De modo que, por uma sucessão de existências em Corpos Densos de textura cada vez mais fina, aprendemos as lições da vida e entendemos como nos ajustar às condições aqui por meio do pensamento correto e da ação correta. Quem tem um Corpo Denso tão bom e perfeito que gostaria de habitar nele para sempre? Certamente ninguém. Todos nós temos nossas dores e sofrimentos e todos estamos sujeitos à dor e ao sofrimento. Portanto, a morte deve ser encarada não como o rei dos terrores, mas como o alívio misericordioso que nos liberta de uma vestimenta superada para que uma nova e melhor possa nos servir em uma vida futura, permitindo progredir ainda mais no caminho do desenvolvimento. Isso é visto em todos os Reinos de Vida.

Se a flora primordial não estivesse sujeita à morte e decadência, nenhuma forma superior de vida vegetal poderia ter surgido na Terra; e se a morte não tivesse liberado o Espírito que animava a primitiva forma animal, os répteis ainda habitariam a Terra, excluindo os mamíferos superiores. Da mesma forma, se o ser humano não tivesse morrido, as formas humanas e primitivas, absolutamente inadequadas para a expressão da vida e do intelecto a que hoje atingimos, ainda seriam as únicas por aqui. É verdade que colhemos o que semeamos, mas a expiação não é a única finalidade dessa colheita; estamos ao mesmo tempo aprendendo lições sobre como evitar erros do passado em ocasiões futuras e nos conformando às Leis da Natureza.

Não estamos aqui apenas para pagar por nossos erros, mas para aprender com eles e tais ideias primitivas de expiação, expressas na resposta do jovem, devem ser extirpadas da Mente humana para que formas mais nobres de Religião (a re-ligação com Deus, de onde viemos e para onde estamos voltando) possam tomar o seu lugar. Por toda a constituição do Universo corre o princípio da justiça, mas não uma justiça fria e dura: uma justiça que é temperada com misericórdia, pois aquilo que conhecemos como as Leis da Natureza em suas manifestações – e que chamamos de “Deus em manifestação” – são, de fato: as grandes inteligências – Hierarquias Criadoras –, os Ministros de Deus, os Sete Espíritos diante do Trono, os Anjos do Destino. Eles são compassivos além de qualquer concepção que possamos ter sobre esse termo e tudo o que acontece a um ser humano sob a orientação deles é adequado apenas às necessidades desse ser humano.

Foi dito que nem mesmo um passarinho cai no chão sem a vontade do Nosso Pai Celestial (Mt 10:29-30). E se a Natureza — que é Deus ou o Universo —, o Poder que progressivamente fez nascer o Espírito não-individualizado em formas ascendentes na escala evolutiva, até chegar ao ser humano, conservando em cada forma todos os desenvolvimentos progressivos das formas inferiores, se esse Poder inefável é justificado até mesmo para o ser humano no que diz respeito ao destino de todas as criaturas abaixo dele, a suposição clara em referência ao seu próprio destino é que ele, sendo o mais elevado nos quatro Reinos da Vida que agora se desenvolve nesse Período Terrestre, deve ser ajudado quando morrer, assim como é antes de nascer. Tal é a conclusão lógica e quanto mais examinamos o assunto, tanto mais essa conclusão é justificada entre aqueles que estudaram o assunto e estão em posição de saber.

A esse respeito, é tão estranho quanto esclarecedor observar as diferentes maneiras pelas quais a guerra afeta pessoas de diferentes crenças religiosas. Falando de modo geral, podemos dizer que há três grandes sistemas religiosos representados entre os combatentes: os Hindus, os Maometanos e os Cristãos. Cada uma dessas três classes encontra a morte de uma maneira diferente em função do que acreditou durante a vida. Além disso, sua crença os faz agir de maneira diferente quando entram nos Mundos invisíveis.

Para fins de elucidação e comparação, podemos considerar o Hindu primeiro. Ele acredita no karma; ou seja, que a maioria das coisas que lhe acontecem nesta vida são resultado de ações em vidas anteriores e esse karma, ao que parece, é, para dizer o mínimo, muito difícil de ser mudado, supondo que isso possa ser feito de algum modo. Talvez, até certo ponto, alguns dos mais inteligentes acreditem que o karma possa ser alterado; mas, como raça, é do entendimento do escritor que eles acreditam que esse tipo de karma não possa ser evitado e estão aqui com o propósito de resolvê-lo. Mas, ao mesmo tempo em que expiam o resultado de suas ações passadas em vidas anteriores, também estão criando novo karma e, assim, lançando as bases para suas vidas futuras. A esse respeito, eles acreditam que têm livre-arbítrio, exceto quando restritos por seu ambiente e, portanto, são capazes de mudar suas vidas no futuro.

Quando um ser humano está imbuído dessa crença e vai para a guerra, ele toma como certo que, se encontrar a morte, então é o seu karma. Ele luta sem medo porque sente que, se não for o seu karma morrer, ele sairá seguro, faça o que fizer. Se o sofrimento vier a ele, ele o considerará também como karma e se esforçará para torná-lo o mais pacientemente possível. Além disso, quando, após a morte, ele se encontra nos Mundos invisíveis, está calmo e sereno; ele sabe que seus parentes, embora possam sofrer por ele, não o farão de forma desmedida, porque sabem que morrer foi o seu karma e, portanto, sentem que não adianta se rebelar. Além disso, ele acredita que no devido tempo nascerá novamente e encontrará seus entes queridos em formas alteradas. Portanto, não há causa real para o luto desenfreado.

Os Maometanos têm uma crença um tanto semelhante no kismet, que é o nome que dão ao destino. Eles acreditam que tudo na vida humana, nos mínimos detalhes, é predestinado e que, portanto, não importa como eles agem ou não, tudo o que precisa acontecer vai acontecer, independentemente de qualquer ação ou exercício de engenhosidade da sua parte; portanto, sempre foi relatado que os soldados Maometanos foram para a guerra em absoluto desrespeito por suas vidas; que eles lutaram com bravura insuperável e suportaram todas as privações sem um único murmúrio, sabendo que, quando tivessem combatido o bom combate, seriam transportados para o paraíso, onde a bela Houris ministraria o seu bem-estar para sempre. Embora atualmente todas as Religiões pareçam ter caído cada vez mais na indiferença, o efeito dessa crença ainda é visto em grande medida pelos Auxiliares Invisíveis que cuidam das vítimas da guerra quando elas falecem. Eles geralmente encontram os Maometanos calmos e resignados com seu kismet.

No entanto, quando consideramos o caso dos Cristãos, o assunto é bem diferente. É verdade que a Religião Cristã também ensina que aquilo que o ser humano semear, isso também colherá (Gl 6:7); contudo, em primeiro lugar, os ensinamentos religiosos tiveram um lugar muito restrito entre as nações ocidentais em comparação com o domínio que exercem sobre o povo do oriente, como os Hindus e Maometanos. A Religião deles faz parte da vida cotidiana deles. Em certas épocas, os orientais, de qualquer Religião, dedicam-se à oração e são muito sinceros em sua observância religiosa.

No mundo ocidental, por outro lado, as pessoas geralmente têm vergonha de serem consideradas religiosas demais. Recentemente, um dos jornais de Nova York publicou um anúncio de página inteira, se o escritor lembra bem, que afirmava que os “homens de negócios” deveriam ir à igreja, pois isso é um bom trunfo nos negócios, porque os marcava como cidadãos respeitáveis e garantir-lhes-ia mais crédito. Que motivo indigno para resistir como um incentivo! Houve, é claro, uma indignação considerável direcionada a esse anúncio, mas ele mostra o dilema da igreja, como ela está submetida a isso para manter seus membros e sua frequência; também revela quão poucos, mesmo entre os estudantes que buscam o desenvolvimento místico, leem este grande livro (da Sabedoria Ocidental), a Bíblia.

O escritor já notou que sempre que surge uma pergunta sobre a Bíblia ou alguém é solicitado a ler a Bíblia, muito poucos conseguem pronunciar os nomes corretamente ou nomear os vários livros da Bíblia. Todos esses são sinais que mostram que a Religião no mundo ocidental não é estudada nem praticada diariamente pela grande maioria. Em certa ocasião, ao discutir isso com um “homem de negócios”, ele observou que não tinha tempo para o estudo da Religião durante a semana, portanto, pagava um ministro de uma igreja para estudar e ia à igreja no domingo para que o ministro pudesse ali dar a ele o benefício do que havia aprendido durante a semana anterior.

Aqueles que estudam a Bíblia são chamados de excêntricos e evitados como tal. Daí a ideia sobre o significado do sofrimento e da morte expressa pelo cirurgião no livro que deu origem às reflexões aqui expressas. Mas mesmo onde a ideia de misericórdia e expiação vicária é adotada, vemos o extremo oposto, o ensino que nos diz que um ser humano que pecou e se arrepende é imediatamente perdoado conforme expresso neste dístico.

Entre o estribo e o chão,

Ele procurou e achou o perdão.[1]

Isso transmite a ideia de que alguém pode viver uma vida de pecado até o momento da morte e depois, no leito de morte, ao pedir perdão, podemos ser perdoados por toda a nossa vida de erro. Essa ideia errada tornou-se tão arraigada na consciência pública que perdemos o respeito pela Lei que afirma que “como semeamos, assim também ceifamos”, o que nos torna totalmente dependentes da graça; isso, é claro, se alguma vez já pensamos no assunto. Na estimativa do escritor, nada menos que uma educação completa das pessoas do mundo ocidental sobre o fato da sua responsabilidade pode despertar a vida religiosa novamente.

Se as igrejas querem ter sucesso e aumentar a frequência dos seus membros, se querem espalhar o Reino de Cristo na Terra, então esse é realmente o caminho. Devem despertar o sentido da responsabilidade individual, que em parte se perdeu com a venda de indulgências praticada pela Igreja Católica ou a exigência de dízimos e “contribuições” obrigatórias (inclusive com argumentos de “lugar no céu”) das Igrejas Protestantes, que deu a quem nelas cressem o sentimento de que a justiça e a igualdade, que têm a sua raiz no Direito universal, podem ser enganadas pelo pagamento de coisas insignificantes. Isso foi um golpe no próprio fundamento sobre o qual a Religião está e, como resultado, temos hoje na guerra atual um espetáculo que é horrível demais para ser contemplado. E enquanto nossos irmãos e nossas irmãs, a quem chamamos pagãos, enfrentam a morte e se ajustam às condições do Além, porque estão imbuídos de um senso dessa responsabilidade por suas próprias ações e uma percepção da proteção Divina que tem todas as coisas sob o Seu grande cuidado, nós, que nos orgulhamos de ser as pessoas mais civilizadas, Cristãos, encaramos a morte de um modo totalmente impróprio. Quando não perdemos o juízo por causa da raiva ou ódio e morremos nessa condição, choramos ou ficamos infelizes por causa dos entes queridos que deixamos para trás; e uma pequena classe se compadece por ter sido tirada da vida terrena e dos prazeres aí experimentados.

Há tristeza e sofrimento mental entre os, assim chamados, Cristãos, sentimentos que são inigualáveis, incomparáveis entre aqueles que vêm do Oriente. Se não fossem os parentes daquelas pessoas, que agora estão morrendo às centenas de milhares, pressionarem o Departamento de Cura para acalmá-los até que encontrem seu equilíbrio e, assim, minimizar sua condição terrível, pareceria que o mundo tivesse sido engolido por um oceano de tristeza.

Portanto, ao escritor é provável que, para efetuar a regeneração do mundo ocidental, as pessoas devem ser educadas sobre a ação das Leis gêmeas que estão na raiz do progresso humano; pois, quando entendemos completamente que, sob a Lei da Consequência nós somos responsáveis por nossas ações, mas que a retribuição não é aplicada por um Deus irado, assim como, quando jogamos uma pedra para o céu, não há um Deus irado que pega essa pedra e a joga de volta em nós. Ação e reação se seguem uma à outra assim como fluxo e refluxo, noite e dia, inverno e verão… Essa Lei, juntamente à Lei do Renascimento, que nos dá nova chance em novo ambiente e corpo melhor, permite que nós trabalhemos o nosso caminho do humano até a Divino conforme evoluímos do micróbio ao ser humano.

(Escrito por Max Heindel, Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de abril/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)


[1] N.T.: Na igreja Católica, o Ato de Contrição faz parte do Sacramento da Penitência e é rezado pelo penitente depois que o padre atribui uma penitência e antes de dar a absolvição ao penitente. Também costuma ser dito especialmente antes de ir para a cama à noite. Supõe-se geralmente que os indivíduos podem recorrer a um Ato de Contrição quando se encontram à beira da morte. Fulton Sheen relata uma história contada sobre John Vianney. Quando uma viúva recente lamentou a morte de seu marido, que cometeu suicídio pulando de uma ponte, Monsieur le Curé observou: “Lembre-se, senhora, que há uma pequena distância entre a ponte e a água”. Com isso ele quis dizer que o marido dela tinha tempo para fazer um Ato de Contrição. Isso é análogo à conhecida citação: “Entre o estribo e o solo, algo procurou e algo encontrou” – mais poeticamente: Entre o estribo e o chão, ele procurou e achou o perdão –, indicando que a misericórdia está disponível quando buscada. (A citação original é do antiquário inglês do século XVI, William Camden; a versão mais familiar é do romance Brighton Rock, de Graham Greene, de 1938.).

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Por que os Antigos Sacerdotes do Egito estudavam Astrologia tão profundamente?

Resposta: Porque todo o destino da humanidade está intimamente envolvido com as estrelas. Não importa se consultamos a nossa própria Bíblia ou quaisquer outros livros de qualquer outra Religião. Em todos eles devemos descobrir que as estrelas ocupam um lugar muito proeminente. Na nossa própria Bíblia sabemos que são chamados os Sete Espíritos diante do Trono. São os Sete Anjos Estelares, como particularmente conhecidos pela Igreja Católica; os Sete Espíritos Planetários relacionados com a nossa evolução desde que a humanidade começou a se desenvolver neste Planeta. Por conseguinte, o curso das estrelas e suas configurações são, naturalmente, os marcadores do tempo na história da humanidade.

Ouvimos Pitágoras falar da Música das Esferas[1]. A maioria das pessoas pensa que é uma expressão poética. Não o é; é um fato. Em qualquer lugar que estivermos, há um som distinto dos sons de outros lugares percorridos. O farfalhar das árvores, quando o vento sopra, o murmúrio dos riachos, tudo tem um som peculiar. Dois riachos não produzirão o mesmo som. Os musicistas que possuem um ouvido treinado poderão distinguir a diferença. Se formos à uma cidade, haverá um aglomerado de ruídos, mas todo esse barulho se mistura com o tom da cidade. A composição de todos os sons em todo o mundo, o farfalhar dos ventos nas árvores e todos os ruídos são ouvidos no espaço, como um tom único determinado — o tom da Terra.

Essas órbitas estelares trafegam ao redor, como é bem conhecido pelos astrólogos, mas não em um círculo. Elas não permanecem em uma única ordem, mas se apresentam em configurações diferentes entre si. O mesmo acontece nos sete tons da oitava, que são a réplica dos Sete Espíritos Planetários. Da mesma forma que eles podem se combinar de maneiras diferentes, formando acordes diferentes, também esses tons diferentes dos mundos que estão se movimentando através do espaço criam a harmonia das esferas, e a humanidade está evoluindo de acordo com a mudança dessas vibrações. Há uma vibração diferente a cada instante, e sempre que um novo ser renasce, essas várias e diversas vibrações atuam sobre ele, tornando-o diferente de todos os demais. Portanto, ele tem o seu próprio destino.

Isso ocorre tanto no microcosmo quanto no macrocosmo, no pequeno e no grande mundo. Todos nós estamos relacionados com as estrelas. Todos estão intimamente envolvidos com as estrelas; sem elas nada é feito ou criado. Essa é a razão pela qual os antigos sacerdotes do Egito, plenamente cientes disso, adicionavam esse aspecto à Religião. Essa é a razão pela qual eles estudavam a Astrologia tão profundamente, e chegará o dia em que muito mais pessoas a estudarão. A ciência da Astrologia se restabelecerá quando nos tornarmos mais sábios.

(Pergunta nº 115 do Livro “Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Vol. II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: A música das esferas, também conhecida como harmonia das esferas ou música universal, é um antigo conceito definido pelos gregos que postula a existência de uma harmonia divina e matemática entre o macrocosmo e o microcosmo. Pitágoras, atuando na Magna Grécia, em suas pesquisas sobre astronomia, matemática, acústica e música, foi talvez o primeiro a estabelecer um elo entre a regularidade dos eventos celestes e as proporções matemáticas que regulavam as consonâncias e dissonâncias musicais. Tentando explicar o funcionamento do mundo, veio a conceber a ideia de que o cosmos era um imenso mecanismo de origem divina e estrutura unificada.

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