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porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Faço muitas vezes a mim mesmo perguntas relacionadas com a Ascensão e a descida anual de Cristo em nosso Planeta. Como poderá isso ser feito tão lentamente? Trata-se da Sua radiação ou da descida de Si mesmo? Peço também, por favor, me explicar qual é o Espírito da Terra e quem é Cristo, o Senhor da nossa Terra. São dois Espíritos individuais ou e apenas um?

Resposta: Tudo que é descrito no Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz é visto sob a ponto de vista dos seres humanos que habitam a Terra. Como nós, o Ego, possuímos veículos que vão desde o Espírito Divino até o Corpo Denso, da mesma forma, o Espírito de Cristo possui veículos que vão desde o Mundo de Deus até ao Mundo do Desejo. O Corpo de Desejos é o Seu veículo mais inferior, porque ele pertence à Onda de Vida dos Arcanjos, que alcançaram o seu estágio Humanidade no Período Solar. Desde que o Cristo Arcanjo alcançou o mérito de ser o mais elevado Iniciado do Período Solar, Ele conseguiu construir dois veículos com materiais do Mundo de Deus e, assim a Sua consciência se focalizou no Mundo de Deus, o que O levou a dizer: “Eu e Meu Pai somos Um” (Jo 10:30). Com esse nível de Consciência, Ele alcançou o atributo do Segundo Aspecto de Deus, Sabedoria, o Filho.

Assim como cada Onda de Vida das Hierarquias Zodiacais atinge certa eficiência espiritual, o Cristo dirige um Raio de Sua Consciência para este Planeta, de modo especial. Assim, tanto como o Planeta seja afetado, podemos dizer que é como se o Cristo “visitasse” o Planeta em pessoa. Esse é uma das características de um ser que alcança a Omnisciência.

Vamos a uma alegoria que ajuda a compreender esse fato: O Espírito de Cristo olha para outro Planeta. Cada um deles, por sua vez, reflete a Imagem de Sua Face, da mesma forma que um alquimista observa seus vasos de metal fundido e vê a Sua própria face refletida. Na medida em que o Raio de Consciência dirige-se para cada Planeta, tempo virá em que esse Raio assume a direção deles.

A nossa Terra atingiu esse ponto no tempo em que Cristo veio à Terra, em Sua primeira vinda. O Raio de Cristo tomou posse do Corpo Denso e Corpo Vital do ser humano Jesus de Nazaré, que cedeu os dois Corpos por livre e espontânea vontade – devido à necessidade de Cristo colocar em prática o Plano de Salvação que está nos tirando dessa condição cristalizante e perigosa nesse Esquema de Evolução em que nós mesmos nos colocamos –, tornando-se visível para qualquer pessoa como “um homem entre os homens”. A Ciência oculta explica esse processo dizendo que o Arcanjo Cristo, realmente, descendo ao Mundo do Desejo do Planeta Terra – pois Ele como Arcanjo consegue construir um Corpo de Desejos perfeito –, reativou a sua forma Arcangélica. Com os dois Corpos cedidos por Jesus de Nazaré ele se tornou o único ser que tem uma cadeia completa de veículos desde a Região Química do Mundo Físico até o Mundo de Deus. Essa entrada do Arcanjo Cristo nos dois Corpos cedidos por Jesus de Nazaré é descrita como ter sido efetuada no Batismo.

O Espírito Planetário Original da Terra foi um “Raio” ou parte do Logos Original que foi retirado do nosso Sistema Solar no início da nossa evolução, dirigida por aqueles Grandes Seres a quem designamos como “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo”. Por determinado tempo, neste Período Terrestre, o Planeta Terra foi governado de fora, tal como a criança no útero materno não tem um espírito interno por determinado tempo.

Cada ano, desde então, o Cristo Solar (o Espírito do Cristo Cósmico) emite um Raio de Sua Consciência, para a Terra, do mais alto nível do Mundo do Espírito Divino, baixando em direção ao Centro da Terra. Esse é algo como o focalizador da atenção de um nível para outro, tal como um holofote projeta a sua luz do topo de uma colina em direção ao seu sopé e para todos os pontos da planície até onde possa alcançar, das profundezas dos abismos, às mais obscuras profundidades. Da mesma forma, a luz poderá ascender dos pontos mais profundos e obscuros, subindo dos vales, para os aclives, para finalmente atingir o tôpo da montanha e desaparecer nos céus.

Você compreenderá naturalmente que se trata de uma analogia, porém isso ilustra uma ideia em relação daquilo que acontece. Não é algo no sentido de “lentidão” de tempo, nem de “distância” no sentido de passar através do espaço, mas da focalização de um Raio de Consciência no envoltório terrestre, numa busca exterior, para depois penetrar no mais íntimo da Terra.

Para a concepção humana é como se um raio do Cristo Cósmico lentamente descesse e lentamente ascendesse através dos vários níveis. Podemos pensar dessa forma, pois tal é o modo que mais se adapta as nossas concepções, tal como parece que, no horizonte a Terra e o Céu se encontram. Entretanto, a Consciência de Cristo não é uma ilusão; Ele realmente está aqui conosco.

Cristo é o Espírito interno da Terra a cada seis meses do ano. O Espírito Planetário da Terra tinha a cargo a nossa evolução durante os Períodos de Saturno, Solar e Lunar e, provavelmente, a primeira parte do Período Terrestre. Então, esse Espírito, que era um dos Setes Espíritos diante do Trono, retirou-se da participação ativa da direção da evolução da Terra entregando à Cristo. Pode-se acrescentar que, pelo menos em nosso esquema planetário, as entidades mais avançadas, as que alcançaram um elevado grau de perfeição em evoluções anteriores, assumem, nos primeiros estágios, as funções do Espírito Planetário original e continuam a evolução. O Espírito Planetário original retira-se de toda participação ativa, porém, guia os ‘seus Regentes’.

De todo o exposto, torna-se claro, então, que, presentemente, o nosso Espírito Planetário da Terra é realmente Cristo.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – setembro/1967 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Páscoa e as Iniciações

Feliz Páscoa! – Dizemos todos os anos, trocando cartões, coelhinhos e ovos. Mas, aproveitemos a pausa da semana santa e meditemos seriamente: por que “Feliz Páscoa”? Que sentido tem a Páscoa para nós?

Um irmão ou uma irmã de uma Religião Cristã nos dirá: “Comemoramos gratamente a Páscoa, em homenagem Àquele que se sacrificou por nós; que demonstrou a vitória sobre a morte, ao ressurgir do túmulo, três dias depois da crucifixão, conforme prometera; que, finalmente, ascendeu aos céus, quarenta dias após. Está à direita de Deus-Pai, intercedendo por nós”.

Insatisfeitos, perguntamo-nos: que significa isto para nós?

A Filosofia Rosacruz nos ensina que a Iniciação é um processo cósmico de iluminação e evolução do poder; portanto, as experiências de todos são semelhantes nas principais características. Também nos ensina que há a Iniciação Cristã Mística, onde o candidato geralmente está inconsciente do fato de que está tentando atingir algum objetivo definido, pelo menos durante os primeiros estágios de seus esforços, e há nessa nobre Escola de Iniciação tão somente um Mestre, o Cristo, que está sempre diante da visão espiritual do candidato como o Ideal e a Meta de todo o seu empenho. A meta alcançada por meio da Iniciação Cristã Mística é a mesma, porém o método é inteiramente diferente da Iniciação Cristã Ocultista. Na primeira se aprende que é infinitamente melhor ser capaz de sentir emoções nobres, do que ter o intelecto tão aguçado e hábil para definir todas as emoções.

Há nove degraus definidos na Iniciação Cristã Mística, começando com o Batismo, que é introdutório.

1. Batismo;

2. Tentação;

3. Transfiguração;

4. Última Ceia e Lavapés;

5. Getsemani ou Jardim da Agonia;

6. Estigmata;

7. Crucifixão;

8. Ressurreição; e

9. Ascensão.

Para a Iniciação Cristã Mística da Transfiguração até à Ascensão é conhecida como Mistérios Pascoais.

Em todos esses Mistérios (Iniciações) temos que seguir o Caminho da Santidade, que o Cristo percorre anualmente, durante Seu ministério em favor desse mundo e sua Humanidade. Note em sua volta que a Natureza – que, em sua totalidade, constitui o Corpo dessa Terra – se altera harmonicamente com a subida e a descida de Cristo, e o Caminho do Progresso Espiritual ou Iniciação para o ser humano, segue o mesmo processo. Por isso, quando aprendemos a nos pôr em uma mais estreita e íntima relação com Cristo, nos encontramos, consequentemente, mais harmonizados com o Espírito interno das mudanças de estação, e melhor realizamos o trabalho particular em cada uma das quatros estações do ano.

Temos uma correlação positiva e fortíssima entre a Iniciação Cristã Mística e a Iniciação Cristã Ocultista. Vamos resumi-la aqui:

Duas etapas se distinguem nessa luminosa ascese:

a) a primeira vai da 1ª à 5ª Iniciação Menor. Corresponde à conscientização de toda a evolução humana, desde o Período de Saturno até meados da Época Atlante ou metade do atual Período Terrestre. É a tomada de consciência do que acumulamos na Memória Supraconsciente, contida no Átomo-semente, da primeira metade deste Grande Dia de Manifestação. No fim desta etapa o candidato atinge o grau de primogênito.

b) a segunda vai da 6ª à 9ª Iniciação Menor (a última). Este período corresponde ao desabrochar da consciência do Iniciado, para o trabalho a ser desenvolvido na metade Mercurial (segunda metade) deste Período Terrestre.

A penetração da consciência do Iniciado na obra evolutiva referente aos Períodos de Júpiter, Vênus e Vulcano, dizem respeito às 1ª, 2ª e 3ª Iniciações Maiores. Na 4ª Iniciação Maior, o Iluminado candidato atinge a condição de Libertador, optando entre permanecer ajudando seus irmãos na Terra ou partir para uma evolução mais alta, em Júpiter. A Páscoa trata da segunda etapa. É o processo de libertação do Período Terrestre. É a superação de todo o trabalho deste Período. É o cortar do cordão umbilical que nos condiciona ao Planeta, quando nos conscientizamos de todas as suas leis ou mistérios.

Começa a Páscoa quando o candidato, no plano mental abstrato, na 5ª Iniciação, deve transcender sua Personalidade. S. Paulo, o Apóstolo que conheceu essa experiência, que dura mais ou menos tempo, conforme o Candidato. Ele se refere a si próprio quando diz “conhecer um homem que foi arrebatado ao 3º céu e lá viu e ouviu coisas que não lhe é lícito contar” (IICor 12:1-6). Estava no plano mental abstrato ou Região Abstrata do Mundo do Pensamento, onde a universalidade do Espírito se limita a uma consciência egóica.

S. Paulo sentiu agudamente o Horto da Agonia, nos embates entre a Personalidade e o Divino interno, a Individualidade. Mas venceu a prova, pois afinal exclama triunfante: “Não mais eu quem vivo, mas o Cristo vive em mim!” (Gl 2:20).

O próximo passo – a 6ª Iniciação Menor – foi vivenciada, por exemplo, por S. Francisco de Assis, que apresentou os sinais interiores das estigmatas (dos ferimentos), naqueles pontos físicos em que o Espírito fica preso ou crucificado à cruz do Corpo Denso.

Na 7ª Iniciação Menor, o Candidato experimenta o morrer para o sentido humano. Esse processo dura certo período, simbolizado pelos três dias no túmulo. São três etapas em que dissolvemos os traços humanos dos corpos físico, emocional e mental. Então elevamos o grau vibratório de nossa tripla instrumentação e podemos ressurgir para mais alto estado. Não que a gente suba aos céus. Isto é um sentido simbólico. Não subimos para nenhum lugar, senão que experimentamos uma expansão de consciência e alcançamos mais profundamente os mistérios de nosso ser e de nosso Planeta.

Vem a Ressurreição – a 8ª Iniciação – na qual o Candidato adquire a capacidade de sutilização do Corpo, a faculdade plena de materializar-se e desmaterializar-se, mediante o domínio da vontade e poder excepcional de concentração. Eis a explicação do Mestre haver passado através das paredes e entrado na habitação fechada onde se achavam reunidos dez Apóstolos (S. Tomé estava ausente); e depois aos onze (S. Tomé junto). Mas ainda remanescem os sinais da estigmata – os últimos vestígios de influência terrena, que devem ser definitivamente dissolvidos, nos simbólicos quarenta dias (período indeterminado de tempo).

Aí vem a última etapa ou 9ª Iniciação Menor, em que estava João Batista: a Ascensão. Seu mesmo Espírito havia animado, em anterior renascimento, a expressiva figura de Elias – o profeta – que subiu aos céus num carro de fogo (IIRs 2:11) (Ascensão). João Batista, estava a ponto de passar à primeira Iniciação Maior, como Adepto. Por isso foi dito dele, por Cristo: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior” (Mt 11:11) – isto é, dos que ainda têm de nascer do ventre materno, porque ligado às leis da Terra, João Batista era o mais alto Iniciado. Quando o Iniciado passa à primeira Iniciação Maior, adquire o mistério da Alquimia Espiritual. Ele domina todas as leis da matéria, e pode reunir elementos restantes da assimilação dos alimentos e conservá-los, para ir formando outro corpo, além do que ocupa. Quando ele termina sua missão num certo país e deve começar outra num país diferente, deixa o Corpo Denso antigo e toma o novo, para surgir como uma nova pessoa. Então se diz que “fulano morreu”. Esses elevados Iniciados trabalham no mundo, em missão de equilíbrio, para assegurar os rumos do destino evolutivo humano, dentro de certos limites de respeito ao livre arbítrio.

Todos teremos de passar, a nosso modo, por esses estágios.

 (Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – abril/1976 – Fraternidade Rosacruz – SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Como os Ensinamentos Rosacruzes se harmonizam com a Bíblia nos seguintes pontos: vocês usam o termo “salvadores” e falam de Jesus como um salvador, e o classificam juntamente com Buda e Maomé; a Bíblia diz que “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16); diz também que “Pois não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos.” (At 4:12); Jesus disse “Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo 14:6)?

Resposta: Se você ler atentamente os Ensinamentos Rosacruzes, verá que neles se faz uma distinção entre Jesus e Cristo. Jesus era um homem entre os homens. Quando pesquisamos na Memória da Natureza, podemos encontrar suas vidas anteriores, da mesma forma que a dos outros seres humanos, embora ele seja, provavelmente, a maior e mais nobre alma que já viveu num Corpo Denso humano. Cristo é o mais elevado iniciado do Período Solar e jamais havia vivido num Corpo Denso terreno antes de assumir o Corpo Denso de Jesus por ocasião do Batismo, para ensinar diretamente aos seres humanos o caminho do Reino de Deus. Assim, tanto Jesus quanto Cristo estão imensamente acima dos grandes e nobres mestres mundiais, como Buda, Maomé, Confúcio e outros.

Você está certo ao afirmar que a versão autorizada da Bíblia diz que Cristo é o Filho unigênito de Deus, mas entender isso não basta confiar na tradução da Bíblia para o inglês. A expressão usada no grego é ton monogene, e pode ser traduzida por “o único gerado”, assim como nas plantas, onde ocorre a monogênese[1]. Ou seja, muitas plantas têm flores tanto masculinas como femininas e são capazes de fertilizar suas próprias sementes, de forma que essas sementes crescerão e se tornarão plantas iguais àquela que as gerou, a planta-mãe. Sabemos pela Bíblia que o ser humano era macho-fêmea, um hermafrodita e, então, era capaz de gerar outro ser a partir de si mesmo, sem a cooperação de outro, ao contrário do que acontece atualmente devido à divisão dos sexos. Portanto, a ideia que a Bíblia deseja transmitir não é que o Cristo foi o único e exclusivo gerado pelo Pai. Isso pode ser verdade, ou não. Não temos conhecimento a respeito do assunto, mas sabemos pela passagem bíblica é que o Cristo foi gerado pelo próprio Pai – sem qualquer outro intermediário – por algo como “monogenia”, o mesmo processo pelo qual uma planta possuindo flores masculinas e femininas, como já foi dito, pode reproduzir a sua espécie. Mas isso não se aplica ao Corpo Denso, pois o revestimento denso que Cristo durante o Seu ministério entre nós foi o Corpo Denso de Jesus, nascido da maneira habitual e cuja linhagem remonta de David, como ancestral da sua Raça, segundo os historiadores da genealogia encontrada na Bíblia.

Também é verdade o que a Bíblia diz que “não há, debaixo do céu, outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” e, também, quando disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim”. Contudo, devemos também lembrar que essas duas declarações dizem respeito ao Espírito de Cristo que habitou o Corpo de Jesus durante os anos do ministério de Cristo aqui.

(Pergunta nº 102 do Livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas – Volume II – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)


[1] N.T.: ou monogenia que em biologia, também descreve um tipo de reprodução assexuada ou geração direta, onde o novo indivíduo se desenvolve sem metamorfoses complexas.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Observando os Sacramentos Cristãos atraímos o Raio do Cristo

Os Sacramentos foram fornecidos aos Apóstolos pelo próprio Cristo e, justamente como invocamos aos Anjos todas as vezes que estudamos a Bíblia, assim atraímos o Raio do Cristo quando quer que observemos Seus Sacramentos.

Ao todo são sete os Sacramentos Cristãos: Batismo, Confirmação, Sagrada Comunhão (ou Eucaristia), Matrimônio, Penitência, Ordem Sacerdotal e Extrema-Unção.

Os Sacramentos são simbolizados por rituais externos de curta duração e o seu propósito é o de nos prover de uma contínua ajuda no exercício para o nosso crescimento espiritual.

Portanto, os Sacramentos não são meras cerimônias, mas Exercícios Espirituais de grande poder, relacionados com os Átomos-sementes dos nossos: Corpo Denso, Corpo Vital, Corpo de Desejos e o veículo Mente.

Já a origem da palavra Sacramento sugere isso. SACR VA N’ CABAH. SACR quer dizer: portador do gérmen e N’ CABAH que quer dizer mãe.

Todos eles estão, também, relacionados com algum ponto do nosso Ciclo de Vida aqui no Mundo Físico.

Senão vejamos:

Quando renascemos, mais uma vez, nesse Mundo Físico, pouco após o nascimento do nosso Corpo Denso, muitos de nós somos admitidos em uma Religião Exotérica, por meio do Batismo.

Mais tarde, quando já desenvolvemos em parte o nosso Corpo Vital, nosso Corpo de Desejos e a nossa Mente, ratificamos essa admissão através de um Rito de Comunhão.

Logo após, nos é ensinado o valor da Penitência, que tem efeitos semelhantes aos Exercícios Esotéricos, no sentido de que nos leva a aprender a importância do arrependimento sincero por todos os pecados cometidos e da retirada da quintessência de toda lição aprendida.

Em seguida, dada a necessidade de continuar a prover Corpos Densos para irmãos que precisam renascer, somos dirigidos ao Matrimônio, onde temos a oportunidade de cooperar com a continuidade da Evolução aqui na Terra, através da procriação.

Uma vez atendida a necessidade de ajudar a continuidade da nossa Evolução terrena, voltamo-nos mais para o desejo de dedicar todas as nossas energias à vida superior. Aqui, o Sacramento da Ordem Sacerdotal – que nada tem a ver com a formação de pastor, padre ou ministro de igrejas –, por meio de suas meditações e disciplinas, auxilia o Aspirante à vida superior a se elevar acima de qualquer necessidade de expressão inferior das energias criadoras.

E, finalmente, quando chega o momento que determina o fim de mais essa jornada aqui no Mundo Físico, passamos para os Mundos espirituais levando a benção por meio da Extrema Unção, descartando o nosso Corpo Denso e levando as lições aqui aprendidas para serem assimiladas durante a nossa estada nos Mundos espirituais.

Antes de detalhar o significado de cada Sacramento vamos relembrar o propósito da nossa evolução:

Quando Deus criou-nos como Espíritos Virginais e criou todos os 7 Mundos que divide o Universo, quais sejam: Mundo Físico, Mundo do Desejo, Mundo do Pensamento, Mundo do Espírito de Vida, Mundo do Espírito Divino, Mundo dos Espíritos Virginais e Mundo de Deus, Ele nos disse: “Caros Filhos. Criei-os a minha imagem e semelhança para que tornem como a Mim, criadores de novos Sistemas Solares. Para tal, aqui está a nossa casa, composta desses Mundos. Cabe a vocês conhecê-los, dominá-los, aprendendo a criar em cada um deles conscientemente. Vocês têm todos os Poderes da Criação, mas estão latentes, cabendo a esse Esquema de Evolução transformá-los em Poderes dinâmicos. O Mundo mais denso à que descerão será o Mundo Físico, onde alcançarão o Nadir da Materialidade, esquecerão a sua origem divina a fim de dominar tal Mundo, e se tornarem indivíduos criadores conscientes e separados. Após isso retornarão à Casa do Pai, conquistando os demais Mundos, de baixo para cima, novamente unidos numa Fraternidade Universal, mas agora como criadores dinâmicos, conscientes em todos os Mundos da nossa Casa”.

Vamos falar sobre o Sacramento do Batismo.

Etimologicamente quer dizer imersão (do grego baptizein, mergulhar na água, banhar).

Era um rito religioso usado por S. João Batista para excitar a contrição interna de seus Discípulos, preparando-os para a vinda do Messias e para receber o Sacramento do Batismo, instituído por Cristo, pois como lemos no Evangelho Segundo S. Marcos 1:8, quando S. João Batista, pregando dizia: “Eu tenho-vos batizado em água, porém Ele batizar-vos-á no Espírito Santo”.

Para obtermos uma verdadeira ideia do Batismo, temos de retroceder na história da Humanidade.

No início do Período que estamos atualmente vivenciando, o Período Terrestre, estávamos evoluindo na região polar do Sol, daí essa época ser conhecida como Época Polar. Esta é descrita no Livro do Gênesis 1:9. Construímos o primeiro Corpo que se tornaria o nosso Corpo Denso.

Inconscientes, mas dirigido de fora por Hierarquias Criadoras, no caso os Senhores da Forma, fomos aprendendo a construir de dentro para fora esse nosso primeiro Corpo, órgão a órgão, tecido a tecido.

Toda nossa atenção e consciência estavam voltadas para dentro. Nada sabíamos do nosso exterior, nem do nosso redor.

Na segunda Época, a Hiperbórea, a Terra foi arrojada do Sol. No início era obscura e fria. Com o tempo ela saiu do caos, obscura e informe, como diz a Bíblia.

Aos poucos, os Seres Espirituais responsáveis por nós nessa Época, geraram calor e a Terra foi se tornando incandescente.

Então, Deus proferiu as palavras: “Faça-se a Luz”, como lemos no Livro do Gênesis 1:14-19.

Foi o trabalho da Criação no seu quarto dia.

Na terceira Época, a Lemúrica, continuávamos guiados em tudo pelas Hierarquias Criadoras, mais precisamente nessa época, pelos Senhores da Forma e pelos Anjos, fomos envolvidos, cada um, com um incipiente Corpo Vital. Possuíamos Corpos enormes.

Assimilávamos alimentos por osmose e propagávamos por cissiparidade: nos dividíamos em duas partes desiguais. Ambas cresciam até adquirir o tamanho daquela parte inicial.

Continuávamos com a nossa atenção voltada para o nosso interior, no afã de desenvolver, então nossos dois Corpos: Denso e Vital.

Entretanto, ao redor dessa conhecida massa incandescente, estava o frio espaço. O contato entre esses dois ambientes gerou a umidade. A névoa ígnea foi rodeada pela água que fervia e o vapor era projetado na atmosfera. A atmosfera da Terra era densa. Havia uma crosta terrestre que começava a adquirir dureza e solidez. Mas havia muita ebulição, vulcões e cataclismos.

Vivíamos sobre as partes mais duras e relativamente resfriadas, entre bosques gigantescos e animais enormes.

Deus proferiu as palavras: “Faça-se um firmamento entre as águas e separe ele umas das outras”, como lemos no Livro do Gênesis 1:6-7.

Foi o trabalho de Criação do quinto dia.

Nessa Época apareceram os Arcanjos e os Senhores da Mente e envolveram nossos Corpos Denso e Vital com um Corpo de Desejos e, nos adiantados, com uma Mente.

Ainda continuávamos inconscientes, voltados para o desenvolvimento dos nossos Corpos. Entretanto, nessa Época começamos a perceber nossos semelhantes.

A fim de podermos ter instrumentos de construção nesse Mundo Físico houve a necessidade da divisão da nossa força criadora sexual. Metade dela nós utilizamos para construir o cérebro e a laringe, dois órgãos criadores.

Com isso, teve origem a divisão sexual onde surgiu o homem e a mulher. Quando renascíamos com o sexo masculino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo positivo da força criadora sexual, a Vontade, e quando renascíamos com o sexo feminino passávamos a expressar mais acentuadamente o polo negativo, a Imaginação.

Essa percepção foi se tornando mais clara, principalmente após a separação dos sexos, embora sua percepção predominante ainda fosse interna.

Também não éramos conscientes da morte. Descartávamos nossos Corpos como hoje trocamos de roupa.

Já na próxima Época, a quarta, denominada Época Atlante, referenciada como o trabalho executado no sexto dia da Criação, explicitado no Livro do Gênesis 1:24-27, tínhamos uma atmosfera sempre sobrecarregada de uma espécie de neblina espessa e pesada.

A água não era tão densa como agora, continha maior proporção de ar. O Sol aparecia como rodeado de uma aura de luz vaga. Guiávamo-nos mais pela percepção interna do que pela visão externa. Víamos a qualidade da Alma de todos que viviam a nossa volta, e os percebíamos mais como seres espirituais do que materiais.

Essa percepção nos dava a possibilidade de saber logo das disposições, amigáveis ou agressivas, do outro ser humano que observávamos, e assim saber, como devíamos tratar os demais e como podíamos escapar aos perigos.

Nesse tempo ainda não existiam as nações, pois toda a Humanidade se constituía numa vasta fraternidade.

Daí para frente, devido à necessidade de aperfeiçoar o pensamento e a razão, fomos nos tornando cada vez mais separatistas, com o desenvolvimento da Personalidade, e esquecemos a Fraternidade, mergulhando no egoísmo.

Portanto, quando uma pessoa é admitida numa Religião Exotérica, que é uma instituição espiritual, onde o amor e a fraternidade são os incentivos principais para a ação, é levada às águas do Batismo como simbolismo da formosa condição da inocência da criança e do amor que prevalecia quando vivíamos sob a névoa, naquela remota Época Atlante.

Lembrando que naquela Época nossos olhos ainda não tinham sido “abertos às vantagens materiais” deste Mundo Físico.

Hoje a criança que é levada à uma Religião Exotérica, ainda não está consciente das tentações da vida, e são outros os que se obrigam a guiá-la, para que leve uma vida sagrada de acordo com a melhor habilidade, porque a experiência do Dilúvio ensinou-nos que o largo caminho do mundo está semeado de dores, tristezas e desenganos e só seguindo o Caminho reto e estreito, obedecendo as Leis de Deus, que podemos escapar da morte aqui na Terra e entrar na vida eterna.

Assim existe um profundo e maravilhoso significado no Sacramento do Batismo e isso é para nos recordar as bênçãos que acompanham aqueles que são membros de uma Fraternidade, em que o proveito próprio é posto de lado e onde o serviço aos outros é a nota-chave e principal incentivo a ação.

Agora vamos falar do Sacramento da Comunhão.

Para obter um completo conhecimento do profundo alcance desse Sacramento consideremos a evolução do nosso Planeta e a nossa composição, aqui envolvidos em um Esquema de Evolução.

Continuando na Época Atlante, mencionada anteriormente, recebemos dos Senhores da Mente o incipiente veículo Mente, que nos possibilita termos domínio sobre as nossas ações. 

Então, chegou o momento em que nós devíamos nos guiar por nós mesmos, a fim de prosseguir no desenvolvimento futuro.

Devíamos aprender a ser independente e assumir a responsabilidade dos nossos próprios atos.

Ao invés de adorar os “deuses visíveis”, devíamos, agora, adorar o Deus invisível, criador dos Céus e da Terra, mas adorá-lo em Espírito e Verdade.

O aperfeiçoamento do pensamento e da razão se deu na próxima Época, conhecida como Época Ária, a quinta, a que estamos atualmente.

Isso foi o resultado do nosso trabalho sobre a Mente, a fim de conduzir o nosso Corpo de Desejos à perfeição espiritual.

Infelizmente, tudo isso conseguimos à custa do domínio das forças vitais, ou seja: à custa do nosso poder sobre a Natureza. Hoje podemos exercitar o nosso poder mental, o pensamento, nos minerais e nas substâncias químicas, mas não sobre a vida animal ou vegetal.

Com a Mente, fomos desenvolvendo, usando a nossa própria vontade, a malícia e a astúcia, o egoísmo e a ambição em possuir. Descobrimos que o cérebro é superior aos músculos. Fomos separados em Raças a fim de facilitar o desenvolvimento dessa incipiente Individualidade e atender os diversos graus de evolução de cada um.

A fim de não nos deixar se perverter, o que poderia colocar todo o Esquema de Evolução em risco de ser atrasado a um grau muito perigoso, através do excessivo uso do pensamento contaminado pelo egoísmo, pela paixão, astúcia, malícia, sensualidade e outros fatores que cristalizam os nossos Corpos, foram instituídas as Religiões de Raça que tinham como guia o Deus de Raça Jeová, o mais elevado Iniciado entre os Anjos.

Este nos deu a Lei que nos ajudou a frear os nossos inferiores anseios. Afinal se seguíssemos os Seus preceitos, Ele nos abençoaria abundantemente e nos cumularia de bens. Se nos afastássemos dos Seus caminhos, os males viriam sobre nós. Portanto, a escolha era nossa. Éramos livres, mas sofríamos as consequências dos nossos próprios atos. E essas consequências por desobediência são conhecidas como pecado. Portanto, como todas as Religiões de Raça são baseadas em Leis, são originadores do pecado, como consequência da desobediência a essas Leis.

Fazíamos sacrifícios oferecendo os nossos melhores bens materiais em adoração ao nosso Deus de Raça. Todo o Antigo Testamento descreve a Lei que impera nas Religiões de Raça. Era, por exemplo, a Lei do: “olho por olho, dente por dente”.

Mas nós não fomos criados para sermos subjugados a qualquer tipo de autoridade.

Devemos nos transformar num criador, a semelhança de quem nos criou, afinal fomos criados à imagem e semelhança de Deus!

Foi quando apareceram os Espíritos Lucíferos e explicaram como podíamos nos tornar cientes dos nossos Corpos Densos, o que era a morte nesse Mundo Físico e, como, utilizando da nossa força sexual criadora, podíamos construir novos Corpos quando quiséssemos.

Explicaram-nos que a morte não podia mais nos dominar porque, como Jeová, teríamos o poder de criar à vontade.

Então começamos a nos “conhecer” ou a perceber uns aos outros e, também, ao Mundo Físico. Tornamo-nos conscientes da morte e da dor, aprendendo a diferenciar nós, o ser humano interno, da roupagem que usávamos e renovávamos cada vez que era preciso dar um novo passo na evolução. Deixamos de ser um autômato.

Convertemo-nos num ser que podia pensar livremente, à custa de nossa imunidade à dor, ao sofrimento, às enfermidades. Como diz na Bíblia: comemos do fruto da Árvore do Conhecimento; o conhecimento do bem e do mal.

Mas Jeová sabia que nós, agora com a atenção fixada em nossa roupagem física, perceberíamos a morte, e que, não tendo ainda sabedoria para refrear as paixões e regular a relação sexual pelas posições dos Astros, o abuso da força sexual criadora produziria o parto com dor. Esse é o momento conhecido como a “Queda do Homem”.

Afinal nós temos dentro de nós o desejo de conhecer, de experimentar.  E esses nossos progressivos passos não foram dados facilmente, sem rebeliões ou desobediências. Houve muitos fracassos e retrocessos.

No Antigo Testamento temos inúmeros exemplos de como nos esquecemos dos nossos deveres e de como o Espírito de Raça nos encaminhou, persistentemente, uma e outra vez.

Considerando essas desobediências à Lei, mais os abusos cometidos em nome do egoísmo, do separatismo, conducente ao benefício próprio – ou, no máximo, ao benefício exclusivo da Raça, podemos deduzir duas coisas:

  1. A quantidade de pecados era enorme, devendo ser expiado, criando Corpos cristalizados, voltados exclusivamente para as coisas materiais, com o perigo de que nos perdêssemos nesse Esquema de Evolução e;
  2. Com a Religião de Raça era impossível voltarmos à unidade, em que todos formaremos uma Fraternidade Universal.

Por esses dois motivos foi necessária a intervenção de Cristo, o mais elevado Iniciado entre os Arcanjos. E quando Cristo Jesus foi crucificado, o sangue que fluiu dos seis centros por onde fluem as correntes do Corpo Vital, o grande Espírito Solar Cristo, se libertou do veículo físico do ser humano Jesus.

Nesse momento, encontrando-se na Terra com Seus veículos individuais, compenetrou os veículos do nosso Planeta, já existentes, e num abrir e fechar de olhos difundiu o Seu próprio Corpo de Desejos pelo Planeta Terra, o que permitiu, daí por diante, trabalhar sobre o Planeta Terra e sobre toda a Humanidade de dentro. Tornou-se o Regente do Planeta Terra.

Com isso purificou o Mundo do Desejo, limpando-o de todo o material cristalizante inferior que lá existia. Por isso se diz que “Cristo lavou os pecados do Mundo”, não do indivíduo.

Com isso ganhamos a possibilidade de atrair para os nossos Corpos de Desejos matéria emocional mais pura que antes.

Também Cristo nos deu a Doutrina do Perdão dos Pecados e a possibilidade da Lei, agora temperada com o Amor, por meio da Graça de Deus.

Com isso também, Ele inaugurou a Religião Cristã, baseada no Amor e as Raças e nações separadas devem se unir numa Fraternidade Universal. Esse é o trabalho anual do Cristo e de todos nós. Por isso que lemos na Bíblia: “Na mesma noite que Jesus Cristo foi traído tomou o pão e depois de dar graças, partiu-o dizendo: ‘Tomai e comei, este é o Meu corpo que se parte para vós. Fazei isso em Minha memória’. Da mesma maneira depois de haver ceado tomou o cálice, dizendo: ‘Este é o cálice do Novo Testamento em Meu Sangue’. Fazei isto toda vez que beberdes em Minha memória. Pois, todas as vezes que comeis deste pão ou bebeis deste cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Por conseguinte, quem quer que coma deste pão e beba desse cálice indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor… O que comer e beber indignamente, come e bebe sua própria condenação… Por essa causa muitos estão débeis e sem força entre vós e muitos dormem” (ICor 11:23-30).

Ao recordarmos em cada refeição, em ação de graças, a natureza do alimento procedente da substância da Terra sendo o Corpo do Espírito do Cristo que habita dentro dela, compreendemos como aquele Corpo se divide diariamente para nos alimentar, tanto fisicamente como espiritualmente.

Pois, as plantas, os grãos e as frutas e tudo que há na Terra são cristalizações verdadeiras do Corpo Vital da Terra, o etérico Princípio Crístico que absoluta e literalmente é o Corpo de Cristo.

Apreciaremos, assim, a bondade amorosa que O levou a tal sacrifício e, recordaremos também que não há um momento diuturnamente, em que Ele não sofra por estar confinado a essa Terra com suas baixíssimas vibrações.

Ainda nesse ponto, Cristo nos deu qual seria o nosso trabalho daqui para frente. O cálice, ou conhecido como Santo Graal, onde continha o suco da videira e onde disse que é “o cálice do Novo Testamento em Meu sangue”, é simplesmente o símbolo do novo Veículo que estamos a construir: o Corpo-Alma, composto dos dois Éteres superiores da Região Etérica do Mundo Físico: Éter Luminoso ou Éter de Luz e Éter Refletor.

Senão vejamos: no Reino Vegetal, a atividade geradora de novos Corpos é feita de maneira pura, casta e imaculada, executada através dos seus órgãos geradores contidos numa parte chamada cálice. Não há a menor paixão nesse Reino.

Nos Reinos Superiores ao nosso, o Humano, também se tem todo o processo de regeneração puro e santo. Somente nos Reinos Humano e Animal é que se tem paixão no processo de geração. Portanto, nós, seres humanos, somos uma planta invertida. A planta é inocente e dirige seus órgãos criadores para o Sol. Não tem paixão, é pura e casta. Nós dirigimos nossos órgãos criadores para a Terra; temos paixão!

No devido tempo, nos converteremos em um Deus, e então empregaremos nossa capacidade geradora em benefícios dos outros e não para gratificar nossos sentidos.

Para isso estamos construindo um novo veículo que tem a forma do cálice da planta. Ou seja: o cálice do Graal é o cálice da planta. Estamos aprendendo, como a planta, a absorver a força solar, que é construtora de todas as formas; a empregar o poder criador, a força sexual criadora, sem paixão.

Foi por S. Paulo conhecer essa necessidade de castidade (salvo quando o objetivo seja a procriação) com respeito aos que tiveram um despertar espiritual, que o levaram a se expressar: “Aqueles que participassem da Comunhão sem viver a vida estariam em perigo de enfermidade e de morte” (ICor 11:27).  Já que conforme os Corpos dos dedicados Aspirantes a vida superior, por exemplo os Estudantes Rosacruzes ativos, vão se tornando cada vez mais sensitivos, mais danosos são os efeitos produzidos pela incontinência, comparados com os Corpos que ainda estão debaixo da Lei e não conseguiram ser participantes da graça pelo Cálice do Novo Testamento.

Agora vamos falar do Sacramento do Matrimônio.

O Espírito é bissexual. Nós nos manifestamos como seres masculinos e femininos em cada renascimento, aqui na Região Química do Mundo Físico, com o objetivo de alcançarmos um desenvolvimento completo dos nossos poderes criadores em nossos polos positivo (ou masculino) e negativo (ou feminino). Os caracteres de ambos os sexos estão em cada Corpo Denso de cada sexo.

Quando renascemos em um Corpo Denso masculino, os caracteres masculinos (ou positivos) estão ativos e os femininos (ou negativos) inativos. Quando renascemos em um Corpo Denso feminino, os caracteres femininos (ou negativos) estão ativos e os masculinos (ou positivos) inativos.

Vimos anteriormente que houve um tempo onde se deu a separação dos sexos a fim de que metade da força sexual criadora fosse dirigida para a criação do cérebro e da laringe, órgãos criadores do pensamento e da fala, necessários para expressar o poder de criação nesse Mundo Físico.

Assim surgiram o ser masculino e o ser feminino e a necessidade de se unirem para procriar e manter a espécie humana provida de Corpos Densos, a fim de poderem renascer aqui, na Região Química do Mundo Físico.  Naqueles tempos de inconsciência e automaticidade, nós, encarnados em seres de ambos os sexos, éramos reunidos em determinadas épocas do ano para a procriação.

Como cada ser humano de cada sexo possui metade da força sexual criadora, também possui as características positivas e negativas dessa força.

Ou seja: a mulher possui mais proeminentemente a Imaginação (polo negativo) e o homem, a Vontade (polo positivo).

Vimos anteriormente que houve um tempo em que ganhamos o germe do Corpo Denso e começamos a desenvolvê-los. Depois ganhamos o germe do Corpo Vital, incorporamos ao Corpo Denso e trabalhamos no desenvolvimento dos dois. Mais tarde, ganhamos o germe do Corpo de Desejos, incorporamos aos outros dois e trabalhamos nos três. E por fim, ganhamos o germe da Mente, incorporamos nos outros três Corpos e trabalhamos nos quatro.

Entretanto, o incentivo à ação, o desejo e a consciência resultaram numa guerra sem fim entre o Corpo Vital, que constrói, e o Corpo de Desejos, que destrói o Corpo Denso.

Assim, a cristalização, dissolução e decrepitude do Corpo Denso apareceram como efeito dessas ações nos Corpos o que levou à necessidade, de tempos em tempos, de trocarmos o nosso Corpo Denso. Para isso foi instituído o Matrimônio e o Nascimento repetidos nesse Mundo Físico.

O princípio do Sacramento do Matrimônio pode ser encontrado no Evangelho Segundo S. Mateus 19: 4-6: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: ‘Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, portanto, já não são dois, mas uma só carne’”.

Entretanto, além da união necessária para a procriação, o Matrimônio tem outro propósito que só se descobre quando percebemos o maravilhoso mistério do amor – não da paixão. Somente aí olhamos o Matrimônio sob outro ponto de vista. Somente aí entendemos que o Matrimônio verdadeiro é a união de duas almas, antes que a união de dois sexos. É a união de duas almas que conseguem anular o sexo.

Afinal, estamos destinados a evoluir os elementos negativos e positivos de nossa natureza. Esta mescla dos aspectos masculinos e femininos é facilitada grandemente por meio da íntima relação do estado do Matrimônio.

Cristo também indicou o fim do Matrimônio quando disse: “Na ressurreição, os homens não terão mulheres, nem as mulheres maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mt 22:30).

E isso ocorrerá quando, desenvolvendo nosso Corpo-Alma, de que fala S. Paulo, viveremos na Região Etérica do Mundo Físico e não mais teremos a necessidade de usar somente esse Corpo Denso, tal como agora. Nesse tempo não existirá mais a divisão entre sexos, nem a necessidade de trocar de Corpo Denso de tempos em tempos. Portanto, o Matrimônio, como meio de procriação, não será mais necessário.

Vamos, agora, falar sobre o Sacramento da Penitência ou, como é mais prático e completo conhecido na Filosofia Rosacruz como Exercício Esotérico noturno de Retrospecção.

Como diz Max Heindel no Conceito Rosacruz do Cosmos: “É, talvez, o ensinamento mais importante dessa obra”. Esse Exercício tem uma descrição muito simples: à noite ao se deitar, feche os olhos e contemple todos os acontecimentos do dia em ordem inversa, ou seja: primeiros aqueles que ocorreram imediatamente antes de se deitar, depois o anterior e assim por diante até o primeiro acontecimento do dia, quando você se levantou. Mas não fixe no acontecimento em si, mas especialmente no seu aspecto moral.

Considerando se agiu corretamente ou não, em pensamento, palavra e ação.

Censure a si mesmo quando agiu mal, arrependendo-se e procurando sinceramente se corrigir da próxima vez.

E se enalteça aprovando toda vez que praticou o bem, procurando a satisfação por assim ter feito e repetir tal ação toda vez que houver oportunidade.

Com isso, fortalecemos o bem pela aprovação e enfraquecemos o mal pela reprovação.

Assim, compreendendo o mal que fizemos e reafirmando o propósito de desfazer o mal cometido, apagamos as imagens da memória do subconsciente.

Após a morte elas já não estarão mais lá para nos julgarmos no Purgatório.

Portanto, gastaremos menos tempo no Purgatório, onde devemos sofrer todo mal que fizemos os nossos irmãos e nossas irmãs sofrerem, com o objetivo de aprendermos, pela dor e sofrimento, o que nos negamos a aprender pelo amor.

Afinal: lição aprendida, ensino suspenso.

Do mesmo modo, enaltecendo e reforçando o bem em tudo que fazemos e, principalmente, quando revivemos os acontecimentos nesse Exercício, estamos extraindo a quinta essência da lição aprendida.

Com isso gastaremos menos tempo no Primeiro Céu, onde devemos extrair a quinta essência de todo bem praticado.

A soma dessas duas economias de tempo poderá ser utilizada, no Segundo Céu, para trabalhar mais na reconstrução das condições futuras de nossa Terra para futuros renascimentos e, também, para trabalharmos com mais tempo na reconstrução dos próximos Corpos a serem utilizados nos próximos renascimentos.

Além disso, muitas lições que lhe estavam reservadas para vidas futuras poderão ser antecipadas e aprendidas nessa vida, já que se mostra receptivo em assimilar as lições que você mesmo se propôs a aprender.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

O Evento Anunciação no Caminho de Preparação e Iniciação Cristã

Aprendemos nos Estudos Bíblicos Rosacruzes a significância esotérica do trecho bíblico conhecido como Anunciação: “O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. Entrando onde ela estava, disse-lhe: ‘Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!’. Ela ficou intrigada com essa palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação. O Anjo, porém, acrescentou: ‘Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará na casa de Jacó para sempre, e o seu reinado não terá fim’” (Lc 1:26-33).

Nesse trecho vemos que pela primeira vez, o elevado Iniciado que renasceu, naquela ocasião, como Maria compreendeu totalmente seu destino incomparável e de como foi escolhida para dar à luz a esse ser humano, que seria chamado Jesus, por meio de quem o Senhor Cristo, o Salvador da Humanidade, viria a Terra. O mensageiro divino que orientou, ensinou e deu toda a ajuda necessária à Maria foi o belo, gentil e ternamente simpático Anjo Gabriel. O Anjo Gabriel é o responsável pelo processo de toda a Maternidade no mundo inteiro. Ele envia Anjos ministros para abençoar toda a mãe em perspectiva. Esses mensageiros angélicos cuidam e dirigem um Ego (um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui) para a mãe e o lar onde ele vai encontrar corporificação (pois colocam o Átomo-semente do Corpo Denso na cabeça do espermatozoide do pai que irá fecundar o óvulo na mãe e coloca a matriz do Corpo Vital no óvulo da mãe que será fecundado), além de auxiliar o Ego nas conexões necessárias enquanto a mãe está responsável pelo desenvolvimento do embrião.

As enfermarias para maternidade nos hospitais são frequentemente iluminadas pela luz de faces angélicas e perfumadas pelas preces e bênçãos dos Anjos atendentes. Às vezes, essas enfermarias recebem santificação dobrada pela presença do próprio Anjo Gabriel. A particular nota-chave musical em que Gabriel vive e se move e tem sua existência emite uma benção contínua sobre o Espírito da Maternidade. Todas as canções de ninar e de acalanto compostas por inspirados músicos, através dos tempos, se acham sintonizadas na nota-chave musical do Anjo Gabriel.

Desde a sua mais tenra infância, Maria foi cercada por esse amor e cuidado, pois estava destinada a se tornar o perfeito e exemplar modelo de maternidade para todos os Egos que renascem aqui com o sexo feminino. Muitas e variadas foram as experiências de alma a ela dadas sob a tutela do Anjo Gabriel. Essas experiências atingiram suprema culminância no evento glorioso da Anunciação.

Nesse evento ela obteve a faculdade de ver o Arquétipo do Corpo Denso (e, obviamente um Corpo Vital) perfeito resultante do equilíbrio harmonioso entre as forças masculinas e femininas. Para nós, até que isso seja alcançado, não conseguiremos materializar aqui um Corpo Denso e um Corpo Vital ajustado com o Arquétipo divino que existe eternamente nos Céus. É a visão de que o glorioso Corpo-Templo, construído à imagem e semelhança de Deus, que dá a tônica ao Ego nessa realização: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1:38).

No Caminho de Preparação e Iniciação Cristã a Anunciação deve ser compreendida como o nascimento do Cristo Místico no nosso coração regenerado.

Que as Rosas Floresçam em Vossa Cruz

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Origem do Cristianismo Esotérico: Essênios, Iniciações e Christian Rosenkreuz

Encontramos suas raízes entre a devota ordem dos Essênios, ao tempo de Cristo. Não são mencionados nos Evangelhos porque foram precisamente eles que dirigiram sua redação. Os manuscritos do Mar Morto, descobertos desde 1947, em aparente acaso, às margens do Mar do mesmo nome, nas cercanias do soterrado Mosteiro de Qumran, mostram inequívoca relação daquela Ordem com os Evangelhos, principalmente com o de S. João Evangelista e as cartas de S. Paulo. Efetivamente, José e Maria, pais de Jesus; Zacharias e Izabel, pais de João Batista; Jesus, João Batista e os seguidores de ambos, todos foram Essênios.

Lázaro, Iniciado por Cristo na simbólica passagem de sua ressurreição, renasceu depois como Christian Rosenkreuz, fundador da Ordem Rosacruz. Jesus foi educado pelos Essênios e com eles privou no período omitido pelos Evangelhos, dos onze aos vinte e nove anos, preparando-se em Qumran e posteriormente na Pérsia (onde havia a mais completa biblioteca daqueles tempos), para a missão transcendental de sua União a Cristo, no batismo do Jordão. As passagens principais da vida de Cristo-Jesus são “passos” Iniciático do desenvolvimento de cada Aspirante à vida superior. Com esse fim os Evangelhos foram escritos: como fórmulas de Iniciação, sob a singela aparência de narrativa a respeito da vida de Cristo-Jesus.

Essas nove Iniciações, pela ordem, são: Batismo, Tentação, Transfiguração, Última Ceia, Lavapés, Getsemani, Estigmatização, Crucificação e Ressurreição.

Assim a Fraternidade Rosacruz visa a uma grandiosa finalidade e encaminha os Aspirantes à vida superior vencedores a ilimitado desenvolvimento posterior para serviço do mundo. Não constitui uma confissão religiosa, no sentido comum do termo, porque não é dogmática; todavia no mais lato sentido, é uma escola de religiosidade, que oferece os mais eficientes meios de nos religar a Deus, através de Seu Filho, o Verdadeiro Caminho.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – março/1979 – Fraternidade Rosacruz –SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

A Missão de Maria

De acordo com Max Heindel, sabemos que Maria e José foram elevados Iniciados nos Mistérios (Iniciações) Cristãos. Estavam imbuídos plenamente da missão que lhes tocava, assim como Jesus. Quando Jesus Cristo falava com Maria e lhe dava aquelas respostas[1], era o Cristo e não o homem Jesus que falava. Podemos alcançar uma maior compreensão quando Cristo Jesus, em Seu último alento, deixou Sua mãe aos cuidados de S. João evangelista, Seu Discípulo, segundo lemos no Evangelho Segundo São João 19:26[2], demonstrando o laço profundo entre a mãe e o filho. Quase Seu último pensamento e pedido foram nela e para ela.

Nos tempos presentes, vemos a mulher ocupando os postos que até pouco tempo eram ocupados somente por homens, em alguns casos. Porém se ouvimos a conversa delas nos distintos aspectos da vida, podemos verificar seus fortes desejos de poder dar mais atenção ao lar e viver ao lado de seus familiares. Sabemos que renascemos umas vezes homem e outras mulher e é necessário que aprendamos tudo o que nos seja possível em cada Corpo Denso masculino e feminino. Maria cumpriu seu trabalho familiar muito bem. Trabalhou com José, porém não encontramos nenhum indício de que ele tivesse exercido domínio sobre ela. Sem dúvida, encontramos muitos relatos do trabalho de Maria no lar. Sabemos que a túnica de uma só peça que Cristo usava quando foi crucificado havia sido tecida por ela.

A grande influência que as mulheres exercem sobre os homens está indicada no conhecido dito: “A mão que embala o berço governa o mundo”. O êxito do homem é amiúde devido à influência de sua esposa, mãe ou noiva. Temos muitos exemplos disso e todos os grandes homens dão muito crédito aos conselhos maternais. Lincoln disse que tudo o que ele era e esperava ser devia-o a sua mãe. Em todas as grandes crises encontramos uma mulher atrás da cena. Nem todas as mulheres, em sua capacidade, têm sido boas, e é então quando se têm provocado muitos distúrbios ao mundo; porém o fato é que sempre existe uma mulher por detrás dos bastidores.

De acordo com a Bíblia, José era muito mais velho do que geralmente se supõe. Quando lemos sobre sua participação no plano, notamos, sobretudo, seu cuidado com Maria e Jesus, e sua devoção e completa obediência à vontade de Deus. Todos os seus pensamentos convergiam à ternura pela mãe e o filho. José deu por cumprida sua missão quando Jesus estava preparado para entregar seu corpo ao Cristo. Somente Maria esteve com Jesus, com seu amor e devoção, até que Ele expirou.

Durante os trinta anos da vida de homem, Jesus obedeceu a todas as Leis vigentes da Terra. Porém, quando Cristo tomou posse de seu corpo, no Batismo, começou a mudar as Leis e dar novos ímpetos ao mundo. Tão logo o Cristo começou Seu ministério, as mudanças foram maiores e nos três curtos anos cumpriu Sua missão para a qual havia vindo, ou seja, a de Salvador do Mundo.

Não nos esqueçamos das outras Marias que tomaram parte nas vidas de Maria e Jesus. Não é estranho que as três tivessem o nome de Maria? Cada uma delas ilumina alguma das fases da vida da mulher. A história de Maria e Martha é uma das quais estamos familiarizados. Por que Maria ficou com Jesus enquanto Martha trabalhava na cozinha? Por que Maria Madalena ungiu os pés de Nazareno com azeite perfumado? Porque elas tinham parte na missão de Jesus. Maria Madalena é uma das Marias que mais nos intriga. Ela tomou parte na redenção. Trabalhou seu destino por meio da superação de sua Mente e de sua alma. Todos nós sabemos que Maria Madalena havia quebrado muitas das leis, porém, com a ajuda de Jesus Cristo se redimiu e começou vida nova.

Aproximava-se a hora em que Cristo Jesus tinha de se apresentar aos judeus como seu Rei e Messias prometido. Quantas alegrias sentiria o coração de Maria, ao observar seu filho fazendo os primeiros milagres de cura! Quanto teria sofrido ao saber que seu filho bem-amado teria que caminhar sozinho os anos restantes de Sua vida! Aqui vai uma lição para todas as mães: quantas há que, ao chegar a hora em que seus pequeninos tenham que provar suas próprias asas e começar a viver suas próprias vidas, estão dispostas a dar-lhes a liberdade de que necessitam?

Diz-se no Novo Testamento que quando Cristo falava às multidões, Maria e Seus irmãos vieram e desejaram falar-Lhe, e sua resposta foi: “Quem é minha mãe, e quem são os meus irmãos? (…) Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12:46-49). Maria compreendeu isto porque sabia que já não havia o mesmo laço familiar com Cristo como o tinha com Jesus. Sabemos que durante os últimos dias e noites de provas, Maria falava com Deus e teve que receber muitas bênçãos porque continuou a missão d’Ele até o final.

Como a alegria que Maria teve ao ter o menino entre seus braços, também teve a dor de sustentar o Corpo sem vida de Cristo Jesus, enquanto José de Arimatéia ia procurar um pano para envolvê-Lo. Depois que corpo d’Ele foi levado, Maria foi com João evangelista, pois sabemos que João a levou para sua casa e dela cuidou. Maria viveu o suficiente para saber que a missão para a qual ela e Jesus haviam nascido havia se cumprido, e que tudo se havia feito de acordo com a vontade e orientação Divinas.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz novembro/1977 -Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Por exemplo no evento as Núpcias de Canã (Jo 2:2): “Então Maria lhe disse: ‘Eles não têm mais vinho’. Respondeu-lhe Cristo Jesus: ‘Que queres de mim, mulher? Minha hora ainda não chegou’”.

[2] N.R.: “Cristo Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’”.

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Pergunta: Para onde foi o Espírito de Jesus, quando o Espírito do Cristo entrou em seu Corpo Físico no momento do Batismo? Esse Espírito renasce novamente ou já atingiu o máximo de perfeição pela evolução no Planeta Terra?

Resposta: No momento do Batismo, Jesus cedeu tanto os Corpos Denso e Vital, como os respectivos Átomos-sementes ao Arcanjo Cristo. Durante a Crucificação, porém, os dois Átomos-sementes lhe foram devolvidos.

No período entre o Batismo e a Crucificação, o ser humano Jesus formou um veículo etérico do mesmo modo que um Auxiliar Invisível Iniciado forma e, obviamente um Corpo Denso total, ou parcial, quando e se há necessidade de materialização; porém, um material que difere do Átomo-semente não pode ser permanentemente apropriado.

Desintegra cedo quando o poder da Vontade que o formou é retirado. Assim sendo, esse Corpo não era permanente. Quando os Átomos-sementes de seus Corpos Denso e Vital lhe foram devolvidos, Jesus formou um novo Corpo Vital, no qual esteve e ainda está funcionando, trabalhando com as igrejas desde os planos internos.

Nunca retomou um Corpo Denso, apesar de estar perfeitamente capacitado a fazê-lo. Provavelmente, a razão pela qual nunca mais usou um Corpo Denso se deve ao fato de que seu trabalho não tem ligação alguma com coisas materiais.

Por outro lado, Jesus chegou a um estado evolutivo em que poderia escolher livremente se continuava ajudando as populações da Terra, ou se ingressava numa outra Evolução como Auxiliar.

(Traduzido da Revista Rays from the Rose Cross e Publicado na Revista Serviço Rosacruz – dezembro/1974- Fraternidade Rosacruz-SP)

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Pintura: The Baptism Of Jesus – Gustave Doré

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Quem eram os Saduceus e os Fariseus

Os fariseus constituíam, ao tempo de Cristo, uma seita predominante, antipatizada pelos demais em razão do seu rigor na observância exterior da Lei e da Tradição e, principalmente, por seu menosprezo aos patrícios que não participavam desse rigorismo. Daí o nome fariseu, que quer dizer separado. Eram formalistas e hipócritas. Acreditavam na sobrevivência dos Espíritos, na reencarnação dos justos (os maus, segundo eles, ficavam sofrendo os tormentos do fogo eterno) e no livre arbítrio limitado pelo destino. Participavam do Sinédrio (uma associação de 20 ou 23 juízes que a Lei judaica ordenava existir em cada cidade. O Grande Sinédrio era uma assembleia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel).

Os saduceus eram um grupo pouco numeroso, mais político que religioso, formado por personagens importantes que organizaram um senado com autoridade sobre toda a nação, mais tarde transformado no Sinédrio, com a participação de fariseus. Sua forma religiosa era subordinada à Lei (Thorah). Severos na aplicação da Lei de Talião (que consistia na rigorosa reciprocidade do crime e da pena — apropriadamente chamada retaliação. Na perspectiva da Lei de Talião, a pessoa que fere outra deve ser penalizada em grau semelhante, e a punição deve ser aplicada pela parte lesada. Em interpretações mais suaves, significa que a vítima recebe o valor estimado da lesão em compensação. A intenção por trás do princípio era “restringir” a compensação ao valor da perda. A Lei de Talião é encontrada em muitos códigos de leis antigas. Ela pode ser encontrada nos livros do Antigo Testamento do Êxodo, Levítico e Deuteronômio. Mas, originalmente, a lei aparece no código babilônico de Hamurabi (datado de 1770 a.C.), que antecede os livros de direito judeus por centenas de anos.). Materialistas, não acreditavam na sobrevivência dos Espíritos, nem nos Anjos e desprezavam os Rituais; por isso os fariseus os detestavam.

A expressão “geração de víboras, quem vos recomendou que fugísseis da ira vindoura?” (Mt 3:7), dirigida por S. João Batista aos fariseus e saduceus, é para se referir que eles eram venenosos e astutos como as víboras, por isso, eram filhos delas. As víboras previam as enchentes do Mar Morto e antecipadamente fugiam para se refugiarem nos galhos das árvores. Esse fato é comparado com a condição deles, que tinham muitos pecados e estavam buscando se refugiar no Batismo de S. João Batista, antes que a Lei de Causa e Efeito lhes trouxesse as consequências.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1977 – Fraternidade Rosacruz-SP)

porFraternidade Rosacruz de Campinas

Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

Capa-Audio-Coletaneas-de-um-Mistico-1024x576 Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz

INTRODUÇÃO

Vamos conceituar, primeiro, o que é um Audiobook ou Audiolivro: nada mais é do que a transcrição em áudio de um livro impresso digital ou fisicamente.

Basicamente, é a gravação de um narrador lendo o livro de forma pausada e o arquivo é disponibilizado para o público por meio de sites. Assim, ao invés de ler, o interessado pode escolher ouvi-lo.

Um audiobook que obedece ao conceito de “livro-falado” tenta ser uma versão a mais aproximada possível do “livro em tinta” (livro impresso), a chamada “leitura branca”, que, mesmo desprovida de recursos artísticos e de sonoplastia, obedece às regras da boa impostação de voz e pontuação, pois parte do princípio de que quem tem de construir o sentido do que está sendo lido é o leitor e não o ledor (pessoas que utilizam a voz para mediar o acesso ao texto impresso em tinta para pessoas visualmente limitadas).

Para que serve audiolivro?

O audiolivro é um importante recurso, na inserção do no ecossistema da leitura, para:

  • o incentivo à leitura e promoção da inclusão de pessoas com deficiências visuais ou disléxicos
  • quem tem dificuldades para ler ou até que, infelizmente, não sabem ler
  • para quem gosta de aprender escutando, já que a forma de absorver conhecimento varia de indivíduo para indivíduo.
  • para crianças dormirem durante a noite.
  • para desenvolver a cognição. Ao escutar um audiobook, a cognição pode ser desenvolvida de uma forma mais ampla, uma vez que, além de escutar, será necessário imaginar as situações, diferenciar ambientes e personagens.
  • O audiolivro é apreciado por um público de diversas idades, que ouve tanto para aprendizado como para entretenimento.

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Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Prefácio
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo I – Iniciação: O que é e o que não é – Parte I
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo II – Iniciação: O que é e o que não é – Parte II
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo III – O Sacramento da Comunhão – Parte I
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo IV – O Sacramento da Comunhão – Parte II
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo V – O Sacramento do Batismo
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo VI – O Sacramento do Matrimônio
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo VII – O Pecado Imperdoável e as Almas Perdidas
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo VIII – A Imaculada Concepção
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo IX – A Vinda do Cristo
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo X – A Próxima Era
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XI – A Carne Animal e a Bebida Alcoólica como Fatores de Evolução
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XII – Um Sacrifício Vivente
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XIII – A Magia Branca e a Magia Negra
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XIV – Nosso Governo Invisível
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XV – Preceitos Práticos para Pessoas Práticas
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XVI – O Som, Silêncio e Crescimento Anímico
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XVII – O Magno Mistério da Rosacruz
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XVIII – Pedras de Tropeço
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XIX – A Eclusa da Elevação
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XX – O Significado Cósmico da Páscoa-P1
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XXI – O Significado Cósmico da Páscoa-P2
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XXII – O Cristo Recém-Nascido
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XXIII – Porque sou um Estudante Rosacruz
Audiobook – Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz – Capítulo XXIV – O Objetivo da Fraternidade Rosacruz

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