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PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Primeira Época, a Polar, do Período Terrestre

As Épocas foram criadas para nos ajudar a atravessar a parte da matéria mais densa de todo o Esquema de Evolução, no caso quando nós, a Onda de Vida humana, passamos pelo Nadir da materialidade no Período Terrestre, mais exatamente pela quarta Revolução no Globo D. Foi justamente na metade dessa Revolução no Globo D que passamos pela parte mais densa que deveríamos passar neste atual Esquema de Evolução e, para facilitar a assimilação das lições que devemos aprender houve a necessidade da divisão em Épocas: da mais sutil para a mais densa e depois da mais densa para a mais sutil.

A Época Polar foi a primeira das sete Épocas que passamos e a primeira mais sutil. Esse é o nome dado a um período de tempo em que estávamos confinados à região polar do Sol. Portanto, a nossa Terra ainda fazia parte do Sol e se encontrava num estado ígneo, ou seja, as substâncias que hoje constituem o nosso mundo estavam em fusão e a atmosfera era gasosa. Repare: tudo formado por material da Região Química do Mundo Físico!

Dessa substância química, sutil do Sol, construímos o nosso primeiro Corpo Denso mineral, auxiliado pela Hierarquia Criadora Senhores da Forma.

E pelos Ensinamentos Rosacruzes sabemos que a nossa evolução é sempre espiral dentro de espiral; então a Época Polar foi uma Recapitulação do Período de Saturno. Pode-se dizer que durante esse tempo passamos através do estado mineral: tínhamos um Corpo Denso e a consciência semelhante à do estado de transe profundo.

Para entendermos melhor, em todas as Épocas sempre ocorre a Recapitulação do Período respectivo, pois podemos considerar com um intervalo antes de iniciar uma atividade entre qualquer Globo, Revolução, Período ou até Épocas. Veja que as Recapitulações são infinitas, dado a tudo que aconteceu anteriormente antes de iniciar uma nova atividade. E a cada Recapitulação nos elevamos a um grau superior, pois são sempre em níveis crescentes de perfeição, por isso são espirais dentro de espirais.

Só lembrando que à medida que evoluíamos, como nesta Época, sempre tivemos as Hierarquias Criadoras guiando os nossos passos e até mesmo o alimento era escolhido por Elas, pois só assim conseguíamos o material alimentício necessário para a construção dos veículos, uma vez que éramos inconscientes.

O versículo nono do primeiro Capítulo do Livro do Gênesis, na Bíblia, descreve o Período Terrestre, em sua quarta Revolução (onde começou o verdadeiro trabalho do Período Terrestre) e, também, descreve a formação do Reino Mineral e a Recapitulação, em estado mineral.

Encontramos na Bíblia que o símbolo do que éramos nessa Época se chama Adão, e se diz que foi feito da terra, referindo-se ao seu Corpo Denso. Mas não tínhamos um Corpo Denso como o de hoje: éramos criaturas imensas e gelatinosas.

E o alimento nessa Época vinha das forças solares, uma vez que éramos guiados por Hierarquias Criadoras e estávamos habitando o Sol.

Que as Rosas floresçam em Vossa Cruz!

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Início do Ano Espiritual: a Cruz e o Cordeiro repousando em sua base

Nos ciclos anuais das passagens do Sol pelos doze Signos, Áries anuncia o início do ano espiritual. As palavras-chave para Áries são pureza e sacrifício, e o símbolo de Áries é um cordeiro ou carneiro.

Uma vez que foi sob a égide de Áries que Cristo veio à Terra, ele é conhecido como o Bom Pastor. Uma representação pictórica bem conhecida mostra o Senhor carregando um cordeiro nos braços.

Durante os primeiros anos da era Cristã o símbolo mais usado não foi o do Cristo crucificado, mas a cruz com um cordeiro repousando em sua base. Não foi senão pelo quarto século de nossa era que o cordeiro foi substituído por uma figura humana pregada na cruz.

Na época da Páscoa, quando o Sol ascende do hemisfério sul para o norte, as forças de Cristo passam dos reinos físicos para os espirituais.

O Corpo físico da Terra é como o Corpo Denso do ser humano (o Corpo Denso do Planeta é a Região Química do Mundo Físico). É interpenetrado pelos veículos mais sutis que se estendem para muito além do Corpo físico do Planeta: o Corpo Vital do Planeta é a Região Etérica do Mundo Físico, o Corpo de Desejos do Planeta é o Mundo do Desejo, o Corpo Mental do Planeta é a Região Concreta do Mundo do Pensamento.

Repetindo, durante os seis meses do ano em que o Sol passa pelos seis Signos abaixo do Equador (Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes) e, pelos seis meses seguintes, quando passa pelos seis Signos acima do Equador (Áries, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem), a força de Cristo interpenetra os mais elevados reinos espirituais da Terra.

Quando o Sol entra em Áries, ele aponta para a Ressurreição gloriosa, iniciando a estação da transmutação do ano. Então as águas brancas de Peixes se fundem com o fogo vermelho de Áries. É, também, para nós a estação de transmutação, a época mais propícia para que arremessemos longe a pedra de nossa vida passada e aflorar no poder total de uma consciência ressuscitada!

Essa é a ocasião em que uma transformação surpreendente pode ocorrer dentro do nosso corpo-templo (Corpo Denso). Uma nova força emana do líquido branco de nossos nervos e se une com uma nova essência nas correntes vermelhas de nosso sangue, uma fusão que produz a luz dourada que infunde e envolve o corpo de um Iluminado.

S. João se referia a essa transformação quando escreveu que algum dia iremos “andar na Luz como Ele está na Luz”.

Vermelho e branco são as cores de Áries e são também as cores da transmutação tanto na Natureza como em nós!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Assunto Fraternidade Universal: Artigos para os Cestos de Lixo

É interessante lembrar que um ano começa com um feriado, uma pausa para meditação sobre a Fraternidade Universal.

Contemplamos, hoje, uma Humanidade espiritualmente adolescente, embriagada por suas realizações epigenéticas, mas também confundida num labirinto de interesses controvertidos. Ela partiu da unidade criadora para a descoberta dos valores internos e, agora, destina-se à reintegração consciente na unidade traçada por Cristo. Essa transição é lenta e segura, como todo processo da natureza. Começou com a vinda de Cristo e o ideal de Peixes-Virgem, aos sete graus de Áries, com o Sol em Precessão dos Equinócios. Foi o período do Cristianismo Popular. Agora entramos na Órbita de Influência de Aquário e preparamos condições para uma fase mais elevada do Cristianismo, o Cristianismo Esotérico. Daí a tendência fraternal manifestada, desde meados do século XIX, nas atividades humanas (cooperativismo, ONU, internet, redes sociais, as verdadeiras ONG, as associações sem fins lucrativos de auxílios a pessoas com dificuldades físicas e mentais, etc.). Daí o anseio de iniciar um novo ano dentro de um sentimento que a razão Cristã e a dor decorrente de nossos erros passados apontam como um ideal futuro, de paz e prosperidade: a Fraternidade Universal.

Pode-se contestar que os movimentos apontados têm muitas falhas. Concordamos. Mas não é por deficiência do cooperativismo, ONU, internet, redes sociais, as verdadeiras ONG, as associações sem fins lucrativos de auxílios a pessoas com dificuldades físicas e mentais e afins, mas, sim, pelos interesses partidários e egoísmos pessoais que lhes dificultam a expansão e eficácia.

Max Heindel relatou que no decurso de suas conferências púbicas pelas cidades norte-americanas os jornais sempre se interessavam pelos assuntos que suscitavam curiosidade; mas, quando ele tocava na questão de Fraternidade Universal, os seus artigos iam para os cestos de lixo, porque a Humanidade comum não acredita muito em coisas altruístas e prefere as considerar como utopia. No entanto, para nós, Estudantes Rosacruzes ativos e leais, habituados ao estudo do Cristianismo Esotérico, convictos na visão ampla dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, que acessam a verdadeira Memória da Natureza (no Mundo do Espírito de Vida) os atos passados dos Egos ocidentais e, com isso, determinaram com toda segurança as tendências futuras deles, a Fraternidade Universal é uma realidade que vem sendo alcançada seguramente! Isso, aliás, é predito nos Evangelhos. Acreditemos ou não, é mister que os outros “cordeiros” sejam conquistados para constituir um só rebanho. As dificuldades formadas pelo egoísmo e as diferenças naturais de condições, tendo em vista a linha evolutiva de cada um de nós e do povo terão um denominador comum, um elemento conciliador, na Fraternidade Cristã.

Nesse sentido é que surgiu a Ordem Rosacruz, na Região Etérica do Mundo Físico. O ideal Cristão já existia, desde a sua fundação, no século XIII. Mas, a sua missão era a de conferir ao sentimento de fraternidade um sentido racional, um fundamento científico, em concordância com a vida moderna, de modo a conciliar e unir numa estrutura renovadora, os princípios oficiais da Ciência, da Arte, e da Religião.

A Ordem Rosacruz não apresenta uma utopia. Ela parte do conhecido para o desconhecido, do concreto para o abstrato; ela toma as realidades presentes, expõe as raízes formadoras e revela, nas aparentes contradições, o ponto comum. E desse modo eleva a concepção humana, permitindo-nos olhar as coisas “de cima”, com um sentido global, a fim de que, ao descer de novo às particularidades jamais nos percamos nos detalhes. Só assim podemos conservar o sentido geral de tudo que nos rodeia, compreendendo melhor as diferenças. E eis o motivo da Ordem Rosacruz, no início do século XX, promover a fundação da Fraternidade Rosacruz aqui na Região Química do Mundo Físico e fornecer o Caminho de Preparação e Iniciação Rosacruz a quem quiser.

Esse sentido global, sublimador, muito dificilmente podemos alcançar pelos sentidos. A ciência acadêmica baseia-se no que pode perceber com os sentidos físicos e esse lado é apenas o efeito de causas invisíveis e muitas vezes remotas. Portanto, a contribuição do ocultismo científico, como preconizado pela Fraternidade Rosacruz, é precisamente oferecer o “Fio de Ariadne” para conduzir-nos no labirinto da diversidade material e, finalmente, possibilitar-nos a comprovação lógica de tudo que ensina.

Benditos, pois, os de Mente aberta, os sinceramente devotados à causa fraternal, as “crianças de cabelos brancos”, sem preconceitos, os “pobres de espírito” que humildemente estão prontos a aprender, os que têm “fome e sede de justiça”, porque todos eles, se não nesta vida, em futura existência, já na Era de Aquário, serão fartos e constituirão os pilares da obra Cristã.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de janeiro/1964-Fraternidade Rosacruz-SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Astrologia: assumamos a responsabilidade de nosso destino e tratemos de construir condições melhores

O levantamento científico de um horóscopo por meio da Astrologia Rosacruz obedece a princípios matemáticos e astronômicos. O estudo da Astrologia Rosacruz fica incompleto se não incluir o aspecto espiritual ou interno (baseado em um conhecimento profundo da Filosofia Rosacruz e dos Ensinamentos Bíblicos Rosacruzes), que lhe constitui a essência. Assim como somos um ser complexo, porque possuímos um Tríplice Corpo, trabalhado por Tríplice Espírito (que somos nós, a Individualidade, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana manifestado aqui, como Ego), por meio da Mente, assim também o Planeta que vemos pela luneta é apenas o Corpo de um grande Espírito, cuja instrumentação é semelhante a nossa, porque: “como é em cima é embaixo”.

Os materialistas levam em conta apenas o que podem, sensorialmente, apreciar. Exceto uma facção dos diversos ramos científicos e da psicologia profunda, que vão abrindo caminho para concepções mais reais e amplas a respeito de nós, o ser humano, e do mundo, os demais nos considera por aquilo que exteriormente se vê: nosso corpo físico (nem o Corpo Denso real é visto!). Igualmente, no estudo astronômico, leva-se em conta o aspecto externo da questão: distâncias, tempo de rotação e translação, órbitas, volume, formas e outras dimensões que são medidas por meio de instrumentos feitos por materiais exclusivos da Região Química do Mundo Físico.

Todavia, assim como nós possuímos uma Individualidade que exprimimos por meio da nossa atmosfera áurica (a quem tenha sensibilidade suficiente de percepção) e no nosso modo de agir (pela Personalidade), pela convivência, também os Planetas têm uma natureza individual, própria, a que chamamos de “influência”. Esse modo de ser, formado ao longo dos renascimentos do Espírito Planetário residente em cada Planeta, expressa-se segundo o ângulo de incidência de seus raios. Lembremos que os Planetas têm seu grande Corpo Mental, Corpo de Desejos, Corpo Vital e Corpo Denso, de que seus habitantes “humanos”, nossos companheiros da Onda de Vida de Peixes, formam seus pequenos veículos. O Espírito Planetário influencia seus habitantes e por eles é influenciado. Igualmente, influi sobre os demais Planetas, seus Irmãos, e por eles é influenciado. Influencia também os habitantes dos outros Planetas.

Isso nos permite compreender mais profundamente por que o Cristo tinha que sofrer na cruz e, por meio do sangue derramado do Corpo de Jesus, penetrou em nosso globo terrestre, a fim de limpá-lo de toda a carga inferior das nossas passadas transgressões que comprometiam seriamente a nossa evolução e estabilidade desse Campo de Evolução.

Muitos acreditam na influência da Lua. Principalmente os que vivem ou viveram no interior e no litoral, sabem que a Lua influencia claramente as plantas, impondo épocas de plantio, de colheita, de poda, etc. Provoca as marés e vazantes, pescaria farta ou reduzida. Influi nos períodos menstruais e gestações. Tudo isso, desde muito antes de Cristo, já a Astrologia Espiritual ensinava. Dizem que acreditam nisso porque é evidente; mas não creem na influência dos demais Astros porque não percebem. Em verdade, não estão atentos para isso. O estudo da Astrologia Espiritual Rosacruz lhes mostraria que essas influências existem, exercendo grande força na direção de seus negócios e tendências.

Os ponteiros do relógio marcam a hora dos acontecimentos da vida diária. Mas permaneceriam imóveis se não fossem impulsionados pela força do mecanismo oculto. Se o relógio para, pode ocasionar perdas de oportunidades e consequentes prejuízos.

De igual modo, os Astros visíveis marcam os acontecimentos de nossa vida, como ponteiros de um relógio, com a diferença de que os Grandes Espíritos Planetários jamais se detêm; sempre nos influenciam, advertindo-nos e impulsionando, segundo o que nos está marcado no “Relógio do Destino”. Sob determinadas circunstâncias, podemos invalidar essas influências, como fazemos com os assuntos da vida cotidiana, pois os “Astros impelem, mas não obrigam”. Quanto mais domínio próprio tenhamos, tanto mais nos libertamos das influências exteriores.

Max Heindel nos fala de uma passagem bem curiosa, a esse respeito: “Conta-se que Edison, em certa fase de sua vida, trabalhava como telegrafista de uma estrada de ferro. Para descansar nos intervalos de folga, sem perigo de perder as horas em que deveria cumprir suas obrigações com a chegada do trem, construiu um despertador original: sentava-se na cadeira, e, acima de sua cabeça, pendia uma vasilha meio inclinada. De uma torneira próxima, por meio de um tubo, corria um fio regular de água, calculado para encher a vasilha num determinado tempo. Quando esta se enchia, o líquido começava a transbordar e caia sobre a cabeça de Edison, despertando-o seguramente.

Igualmente, estamos girando numa corrente contínua de ações, para o bem e para o mal, ou melhor, para o certo e para o errado, dentro do depósito do tempo. O que transborda, se volta sobre nós, impelindo-nos a novas ações. Não importa que fiquemos adormecidos como Edison, pois o sono da morte material não pode anular as ações do espírito imortal. Um novo nascimento terá lugar, exatamente quando o depósito do tempo estiver cheio, para que o que venhamos colher o que semeamos, de bem ou de mal.”.

A propósito do assunto, convém compreendermos claramente o seguinte: não temos certo destino por haver nascido em determinado momento. Nós, o Ego, renascemos quando as influências astrais reinantes, naquele momento, correspondam às nossas tendências. O Ego é atraído ao renascimento pela afinidade das vibrações prevalecentes. Essa compreensão é importante, porque elimina falsos conceitos, segundo os quais, a sorte ou azar de uma vida inteira depende do acaso, ou seja, da circunstância de nascer sob “boa ou má estrela”, sem direito a escolha. Se isso fosse verdade, teríamos fortes razões para duvidar da sabedoria e amor do nosso Criador. Edison teria motivos de aborrecimento, se alguém viesse acordá-lo com um borrifo de água fria. No entanto, sabendo que ele próprio, antes de adormecer, é que preparara aquela forma de despertador, ficava satisfeito, porque alcançava os benefícios dessa advertência. Assim também se, por meio da Astrologia Rosacruz, chegamos a compreender as causas postas em ação, por nós mesmos, em vidas anteriores, as quais determinaram nossa atual condição e circunstâncias, deixaremos de culpar a Deus e aos nossos semelhantes. Ao contrário, assumiremos a responsabilidade de nosso destino e trataremos de construir condições melhores, contando com os aspectos positivos de nosso caráter e livre arbítrio, que para isso Deus nos concede. Os Astros (Sol, Lua e Planetas) e os Signos apenas marcam o momento mais favorável de colher o que semeamos, de certo ou de errado. Tratemos, pois, de extrair de cada momento e experiência da vida, a lição que ela nos envia. Essa é a finalidade da Astrologia Rosacruz, em benefício da nossa evolução.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – fevereiro/1978 – Fraternidade Rosacruz-SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Poder do Amor

“O Amor nasce do Pai eternamente, dia a dia, hora a hora, impregnando constantemente o Universo Solar para nos redimir do mundo da matéria que nos mantém presos à morte. É impelido do Sol, onda a onda para todos os Planetas, estimulando ritmicamente todas as criaturas que neles evoluem” (Livro “Coletâneas de um Místico” – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz)).

Tal é a natureza do Amor Cósmico que nos faz estremecer, e que um dia, eventualmente, todos nós seremos capazes de emanar também; temos plena consciência desse Amor Cósmico, a mais sublime das emoções, que nos é oferecida por meio do Cristo recém-nascido no Natal de cada ano.

O nascimento místico de Cristo, repleto da nova vida e do Amor do Pai, é nos dados para nos salvar da fome física e espiritual que nos destruiria se não fosse essa dádiva anual de Amor.

O Amor que faz pulsar os corações de todos os sistemas religiosos, independentemente das divergências que possam aparentar, é a pedra de toque de toda a criação.

A maneira como cada um de nós, participante do processo evolutivo, é receptivo e responde ao Amor, e aprende eventualmente a transmiti-lo, determina o nosso grau e nível de ascensão na escada do desenvolvimento (desde a completa ignorância até a total consciência; depende de nós). A maioria de nós conhece o que considera “amor” sob três formas.

Primeiro, a paixão marciana, a luxúria que não tem nada a ver com a faceta espiritual do Amor.

Segundo, o amor pessoal de Vênus, a que a maior parte de nós responde. É uma forma de amor egoísta, separatista e exclusivista.

Finalmente, o altruísmo uraniano – o amor que engloba todos os seres igualmente e que Cristo veio nos ensinar, como a palavra-chave do Seu reino, que ultrapassa a concepção ou os limites da compreensão de grande parte de nós.

O amor ao nosso “semelhante”, ou seja, o amor a todos os nossos irmãos e nossas irmãs, é o mandamento supremo e ultrapassa todas as leis do passado. Cristo-Jesus foi claro ao nos deixar a mensagem de que as Leis da Religião de Raça haviam servido a seu objetivo, mas que, a partir de então, todas as Leis passariam a ser subordinadas ao Amor. Atingimos um ponto da sua evolução em que nos foi pedido que aprendêssemos a fazer o bem por amor ao bem, e não por receio das consequências dos nossos erros. “O Amor perfeito elimina todo o medo.” (IJo 4:18) – quando aprendermos a irradiá-lo, de nós próprios, fará bem a nós e ao nosso semelhante, automaticamente.

O Amor é a força criadora que emanamos a fim de criar outro ser. Os Anjos projetam todo o seu amor, sem desejo ou egoísmo, e são banhados em troca pela corrente da Sabedoria Cósmica. Projetamos apenas uma parte do nosso amor e guardamos o resto, utilizando-o na construção dos nossos órgãos de expressão interno e no nosso próprio aperfeiçoamento. Desse modo o amor que conseguimos expressar se tornou egoísta e sensual. Usando parte do poder criador da nossa alma, amamos egoisticamente, porque necessitamos de outra pessoa para colaborar no processo de propagação da espécie humana (se todos resolvessem não ter mais filhos – o que é impossível, pois “os Anjos do Destino estão acima de todos os erros e dão a cada um e a todos exatamente o necessitam para o seu desenvolvimento” – não teríamos mais a espécie humana nesse Planeta.). E com a outra parte do poder criador usamos para expressar nossos pensamentos aqui na Região Química do Mundo Físico, embora também por razões egoístas, pois a nossa ambição é obter mais conhecimentos.

Temos agora a responsabilidade de nos purificar do pecado, do egoísmo. Só quando o fizermos é que compreenderemos e seremos capazes de exprimir o Amor Altruísta e Espiritual – o Amor Crístico.

A vida é o que temos de mais precioso, pois “Não há Amor maior do que o do ser humano que dá a vida pelos seus amigos” (Jo 15:13). Ao cultivarmos o altruísmo, aprendemos, figurativamente, a dar a nossa vida, a sacrificar o “Eu pessoal” – “eu inferior” – pelo nosso semelhante, atingindo o estado do Amor Crístico.

Atualmente, a razão nos controla, aliando-se à causa da natureza de desejos, emoções e sentimentos. Essa soberania terá de ser sucedida pela do amor que, presentemente, age independentemente (e por vezes, contrariamente) aos ditames da razão. Na Sexta Época (a próxima), na Nova Galileia, o que chamamos de Amor não será egoísta e a razão servirá à causa da Fraternidade Universal, e aprovará o que o Amor lhe ditar. Todos trabalharão para o bem comum, pois o interesse egoísta terá desaparecido para sempre.

Assim, o Estudante Rosacruz que procura acelerar a sua evolução deve aprender, desde agora, a ambicionar apenas aquele amor “que é da alma e que envolve todos os seres vivos, superiores e inferiores, e que aumenta em proporção direta às necessidades daquele que recebe” (como estudamos no Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel-Fraternidade Rosacruz). O amor de indivíduos, que exclui outros, terá pouco a pouco de ser substituído pelo amor do todo. Os ensinamentos espirituais do passado requeriam que amássemos nossos familiares e, embora essa exortação continue sendo válida ainda hoje, os ensinamentos mais recentes nos dizem que ampliemos esse amor partilhando-o com toda a “família humana”.

Infelizmente, é vulgar que a Mente humana confunda o “amor” com a “paixão”. O primeiro, porém, nada tem a ver com a segunda, como se pode claramente depreender da ópera “Parsifal” (ópera de três atos do com a música e libreto do compositor alemão Richard Wagner, muito estudada no Curso Suplementar de Filosofia Rosacruz), em que esse diz a Kundry que representa o Corpo Denso: “perderíamos a eternidade se cedesse a ti, nem que fosse só por uma hora… assim, vou salvar-te e libertar-te da maldição da paixão, pois a amor que te consome é sensual, apenas; entre ele e o amor verdadeiro dos corações puros existe um abismo tão grande como entre o céu e o inferno”.

Sabemos, também, que as crianças geradas num momento de paixão ardente e sem amor, ou sob a ira ou a embriaguez, têm probabilidades de nascer com veículos mais fracos e uma vida mais curta do que aquelas geradas em condições de harmonia e de verdadeiro amor. O Corpo Vital, que é o veículo do amor, determina o desenvolvimento e a formação do Corpo Denso.

É infinitamente melhor ser capaz de sentir e exprimir o amor do que o definir. Podemos pregar e exortar outros a amar, mas, enquanto não tivermos aprendido verdadeiramente a arte de amar como Cristo amou, não nos encontraremos mais perto de sua realização do que agora. Podemos fazer os nossos Exercícios Esotéricos Rosacruzes fielmente; podemos oficiar todos os Rituais Rosacruzes, mas os resultados serão nulos se não forem constantemente acompanhados de atos de amor Crístico! A expressão intensa do amor na sua forma de serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), esquecendo os defeitos dos outros, e focando na divina essência oculta – que é a base da Fraternidade – aumenta a densidade fosforescente dos dois Éteres superiores do nosso Corpo Vital. Assim construímos o nosso Corpo-Alma.

A sabedoria, a expressão do princípio Crístico, só é possível quando o conhecimento estiver aliado ao amor. E só quando essa união for consumada é que teremos a certeza de que as nossas ações terão o único fim de promover o bem comum e não (muito embora apenas inadvertidamente) os nossos fins egoístas.

O Poder do Amor é bem conhecido de todos. Não se opõe nunca aos planos de Deus; e consegue inspirar pessoas a fazer esforços para os quais nunca se supuseram capazes. É uma força que age tão perfeitamente por meio da expressão de objetivos criadores humanos, como de criações cósmicas. É um agente de transformação que, quando encontra a sua forma de expressão adequada, ultrapassa todas as formas do mal e transmuta o próprio ódio em Amor.

Deus é Amor, e se amamos uns aos outros, Deus está em nós e nós n’Ele” (IJo 4:12).

O verdadeiro Amor é divino e descreve a solidariedade de “Espíritos livres”. A paixão é diabólica e o que a ela cede se torna escravo do pecado. Eis o princípio em que se baseia a exortação de amar segundo o Espírito (o Ego) e não segundo a “carne”.

Temos, pois, de aprender a elevar o amor do âmbito passional ao Reino Espiritual, a fim de permitir a igualdade entre o homem e a mulher. Embora a “supremacia masculina” não represente o peso social que foi no passado (apesar de ainda existir e em muitos lugares e situações com a tal supremacia do passado), é necessário que nos lembremos de que os opressores de uma época serão os oprimidos da época seguinte (pois renascemos alternadamente: uma vez homem, outra vez mulher) e que, portanto, só nos elevaremos quando a igualdade total dos sexos deixar de ser um conceito hipotético e se tornar um fato real e concreto.

Atualmente, a ciência médica considera o coração como um músculo involuntário, constituído ao longo do comprimento, pelas fibras que se encontram geralmente nesse tipo de músculo. Contudo, o aparecimento de fibras horizontais tem deixado os cientistas perplexos, pois desconhecem que elas significam o controle que o Ego eventualmente terá sobre o coração. Ao manifestar-se cada vez mais o princípio do amor altruísta essas fibras horizontais se tornarão mais numerosas e nós, Ego, poderemos, então, atingir a soberania do coração com maior facilidade, e um dia saberemos regular a quantidade de sangue necessária ao cérebro, alimentando o lado dedicado a atividades altruístas e filantrópicas e deixando “à mingua” o outro, que se dedica a fins meramente egoístas. Assim, a circulação sanguínea passará eventualmente a ser controlada unicamente pelo unificante Espírito de Vida – um dos nossos três veículos superiores –, o Espírito do Amor, enquanto os centros de expressões dos pensamentos egoístas, que usamos hoje, serão atrofiados.

(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – março/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Natal Cósmico diferente do Natal humano

Há um Natal humano, esse natalício ou nascimento marcado por nosso aparecimento num Corpo, quando, através do ventre materno, voltamos a este mundo; é o que consta oficialmente no “registro de nascimento”. Refere-se ao Corpo.

Há outro Natal, interno, quando nascemos para nova esfera, espiritual, quando nossa consciência humana recebe o Batismo de Fogo.

O primeiro Natal, o do Corpo, é o mesmo que o do ovo que a galinha põe; depois se vai formando algo novo dentro do ovo e um dia (após 21 dias ou 3 x 7) um pintinho rompe a casca e sai para uma esfera mais ampla de viver: é o segundo nascimento, o novo nascido ou o novo início ou Iniciação: o Natal da consciência.

O nascimento do Corpo é a lagarta que se encerra no casulo de uma forma material, na qual luta, aspira e forma algo novo: a borboleta que sai voando para a imensidão do espaço de Deus.

O Espírito não tem natal. O Espírito é imortal, eterno, sem princípio nem fim. Ele é uma centelha de Deus e tem as mesmas características imortais, tal como a gota do oceano tem as mesmas propriedades do oceano.

Mas há outro Natal, grandioso, macrocósmico, que deverá ocorrer para o “ovo” de nossa Terra: o Natal Cósmico.

Quando o Iniciado investiga na “Memória da Natureza” pode encontrar as encarnações passadas do homem Jesus, um Irmão Maior, porque ele pertence à nossa Onda de Vida,  a humana. A mesma coisa não sucede com o Cristo. D’Ele só podemos encontrar uma única encarnação.

É Lei Cósmica: nenhum ser, por elevado que seja, jamais pode funcionar num certo plano do Universo, se não tem um veículo formado com material ou substância daquele plano. Exemplo: para agirmos na Região Química do Mundo Físico devemos nos revestir de um Corpo Denso, formado de sólidos, líquidos e gases (os conhecidos elementos da química). Caso contrário, não poderíamos manipular o material dessa Região e ao mesmo tempo seríamos “fantasmas”, invisíveis aos humanos.

Cristo, como Arcanjo, jamais passou por uma evolução igual à nossa, num Corpo Denso. Portanto, não aprendeu a construir veículos desta natureza.

Quando nossa Terra (como os demais Planetas irmãos) foi expulsa do Sol, porque já não podíamos resistir à temperatura, lá ficaram os Arcanjos, cujos Corpos mais inferiores são os Corpos de Desejos e não sofrem influência da alta temperatura. Ao contrário, distanciados do Sol, nossa Terra se esfriou, nossos Corpos foram se condensando.

Cristo, o mais elevado Iniciado dos Arcanjos, o mais perfeito canal de expressão para os atributos de Amor-Sabedoria, do Deus-Filho, em nosso Sistema Solar, devia vir à Terra para salvar a Onda de Vida humana da destruição. E os mais elevados seres humanos, elevados Iniciados, que estão em contato com as Hierarquias Criadoras ou Divinas, sabiam disso. Eles mesmos não tinham poder para tão gigantesca tarefa.

Então prepararam, durante vidas, a vinda do Cristo à Terra. É por isso que os Iniciados, fundadores das grandes Religiões, apontavam “alguém que devia vir do Sol”. Por isso Isaias profetizou a vinda do Salvador. E, como vaso físico, para manifestação de Cristo na Terra, devia ser preparado um Corpo puro e perfeito. Foi o que realizaram os dois grandes Iniciados conhecidos por José e Maria.

Um Planeta não é um Corpo morto como julgamos. Na verdade, é o Corpo de um grande Espírito Planetário e possui, também, Corpos espirituais, Mental, de Desejos, Vital e Denso. Do macrocósmico Corpo da Terra é que retiramos, em quantidade e qualidade requeridas por nosso particular grau de evolução, o material mental, emocional, etérico e químico, para formação de nossos Corpos e veículo, em cada renascimento. E, como Corpo vivo que é, a Terra grava, em seus estratos, todos os pensamentos, sentimentos, desejos, emoções, palavras, ações, obras e atos humanos. Ora, desde a “Queda do Homem” a Humanidade estava comprometendo seriamente esses “arquivos” da Terra, com transgressões às Leis da Natureza. Nosso Planeta estava se cristalizando e ameaçava se desintegrar no Caos, quando as Hierarquias Criadoras resolveram interferir para salvá-lo.

Quando Jesus nasceu, os Iniciados sabiam qual era a missão dele para com Cristo. Jesus mesmo tinha plena consciência disso. Pessoalmente trabalhou sobre seus Corpos para dotá-los de elevada vibração. No Egito recebeu a contribuição do Templo Essênio de Heliópolis. Dali foi para Nazaré, onde maravilha os doutores do Templo com sua sabedoria. Dos 12 aos 30 anos (período omitido pelos Evangelhos) ele esteve num mosteiro essênio da Pérsia no qual havia a mais completa biblioteca de rolos secretos, onde gravou, em seu novo cérebro, as conquistas Iniciáticas de vidas anteriores.

Assim, plenamente preparado, vem Jesus, adulto, de novo para o Jordão, onde o grande Iniciado João Batista, seu primo (relutante, em face de sua alta evolução), consentiu por fim em batizá-lo.

Nesse momento, na forma de pomba, desceu o Espírito de Cristo aos veículos Físicos de Jesus (Corpo Denso e Corpo Vital). Esse se retirou do Corpo, conscientemente e o entregou a Cristo, acompanhando de fora o Seu ministério de 3 anos. Daí por diante não é mais Jesus, senão: Jesus-Cristo ou Cristo-Jesus.

Se perguntamos a um sacerdote se Jesus e Cristo eram uma só pessoa, ele responderá: “Não; Jesus é a parte humana; Cristo é a parte divina”. Mas, não irá além disso: é mistério. Aí está a encarnação de Cristo, que usou seus próprios veículos mental e emocional, mas teve que tomar emprestados os Corpos Denso e Vital de Jesus, para aparecer “como um homem entre os homens[1].

Notamos, pelos Evangelhos, que muitas vezes o Cristo se afastava do povo e se isolava. Assim fazia para entregar os veículos físicos de Jesus aos Iniciados essênios, a fim de que eles recompusessem seu tônus vibratório celular, porque a elevada vibração dos veículos Crísticos ameaçava desintegrar o Corpo de Jesus (apesar de ser o mais puro e refinado Corpo Denso humano jamais concebido). Por essa razão é que, após a crucifixão, sem essa providência dos Iniciados essênios, o Corpo Denso de Jesus se desintegrou no túmulo.

Logicamente, pela Clarividência, os Iniciados essênios sabiam da presença de Cristo nos veículos físicos de Jesus. Nas Bodas de Caná, Maria não estranha a resposta de Cristo: “mulher, que tenho eu contigo?[2]. Era o Cristo dirigindo-se a uma Iniciada humana (embora ocupando os veículos que ela gerou). As três Tentações pelas quais passou, no Corpo de Jesus, tinham por finalidade fazê-lo conhecer a natureza humana.

Com o derramamento do sangue de Jesus, no Gólgota, Cristo penetrou no Globo Terrestre (através do sangue, elemento misterioso em que se firma o Espírito) e do centro de nosso Planeta expandiu toda a Sua imensa força espiritual, lavando a Terra de todas as transgressões passadas. Daí a citação do João Batista, usada na Páscoa: “Eis o cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo[3] (não dos homens). Cristo permaneceu três dias no centro da Terra.

Depois da destruição do Corpo Denso de Jesus, Cristo apareceu entre os Discípulos em Corpo Vital, no qual funcionou durante algum tempo. Depois subiu ao Seu Mundo o Mundo do Espírito de Vida), de onde, anualmente, desce, pelo Natal, para dar mais um impulso espiritual ao nosso Globo (que continua sendo comprometido com nossas transgressões) e à Humanidade, até que um número suficiente de seres humanos elevados possa manter o Planeta na própria levitação e o Cristo seja libertado da cruz da Terra (pois Ele disse: estarei convosco até a consumação dos séculos[4]).

A Fraternidade Rosacruz tem uma comemoração especial no Natal. Desde o Solstício de Setembro os Estudantes Rosacruzes vão se preparando para a vinda do Cristo e, da entrada do Sol em Capricórnio, mais três dias, permanecem em oração, reflexão, concentração e respeito, a fim de estarem em sintonia vibratória para receberem a ajuda espiritual do Cristo.

Infelizmente o Cristianismo popular perdeu de vista essas verdades esotéricas, agora reservadas “aos de casa”. Só na Era de Aquário a Humanidade estará em condições de receber amplamente essas verdades que temos o privilégio de conhecer. Oxalá possamos vivenciá-las e aproveitá-las devidamente, valorizando a rara oportunidade que nos oferecem.

Assim como nascemos humanamente, assim como despertamos a consciência para um “novo nascimento”, assim nossa Terra nasceu materialmente quando se separou da matriz solar. Mas, terá que nascer de novo, pela perfeita sintonia vibratória ao Centro Espiritual do Sistema Solar. Eis o Natal Cósmico!

 (Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – dezembro/1974 – Fraternidade Rosacruz-SP)


[1] N.R.: Is 6:5e Jo 1:14

[2] N.R.: Jo 2:4

[3] N.R.: Jo 1:29

[4] N.R.: Mt 28:20

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Nossos Corpos e Veículo: Suas Funções e Interações

A Terra na qual vivemos é composta de outros Mundos além deste que percebemos com os nossos sentidos.

Do mesmo modo, nós somos compostos de outros Corpos além deste Corpo que percebemos com os nossos sentidos físicos, o Corpo Denso.

Pensando mais profundamente, chegaremos à conclusão de que os demais corpos que possuímos devem ser compostos dos materiais desses outros Mundos que a Terra possui. Pois é uma lei cósmica que para podermos funcionar em um determinado Mundo ou Região de um Mundo, deve-se construir um Corpo com material ou matéria desse Mundo ou dessa Região, cujo material é diferente daquele de que é composto o nosso Corpo Denso.

Dá-se o nome de Corpo Vital ao corpo formado por matérias da Região Etérica do Mundo Físico, os Éteres.

Dá-se o nome de Corpo de Desejos ao corpo formado de matéria do Mundo do Desejo.

E dá-se o nome Mente, ao veículo formado por matéria da Região Concreta do Mundo do Pensamento.

Esses 3 corpos e o veículo mental são os instrumentos por meio dos quais trabalhamos para aprender, para servir e para viver.

S. Paulo chamou o Corpo Denso e o Corpo Vital de “corpo natural”, composto de sólidos, líquidos, gases e éteres. E de “corpo espiritual”, o Corpo de Desejos e a Mente (ICor 15:44-49).

Esses Corpos se interpenetram na seguinte ordem: o Corpo Vital interpenetra o Corpo Denso; o Corpo de Desejos interpenetra os Corpos Denso e Vital; e a Mente interpenetra o Corpo Denso, o Corpo Vital e Corpo de Desejos. Ou seja, os Corpos ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo. Todos eles são concêntricos, uns com os outros.

Falemos um pouco sobre o Corpo Denso. O Corpo Denso é o nosso mais valioso instrumento, não só por ser o mais antigo, mas também o mais organizado.

Sem dúvida é o mais grosseiro dos Corpos – no conceito de massa e peso que temos, a partir da Região Química do Mundo Físico – e por nos colocar em contato com a Região Química do Mundo Físico, traz-nos todas as qualidades e deficiências que já conhecemos. Entretanto, é o mais bem construído, basta lermos nos livros de anatomia e fisiologia que logo chegaremos a essa conclusão.

Um outro ponto interessante é lembrarmos que o baluarte da nossa evolução é aqui no Mundo Físico e, para aprendermos tudo que esse Mundo possa nos oferecer, é preciso ter um corpo bem-organizado a fim de, um dia, alcançarmos a perfeição e o domínio dos elementos e Leis deste Mundo.

Como disse S. Paulo em ICor 6:19-20: “Não sabeis que o corpo é o templo do Espírito Santo, que em vós? (…) Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo”.

E ainda: o Corpo Denso é o “Templo de Deus”, o templo do Espírito interno, um Templo vivo e devemos cuidar bem dele se quisermos funcionar conscientemente nele e, realmente viver nele.

Um cuidado especial que deve ser tomado está relacionado à alimentação. Durante toda a vida o Corpo Denso está sujeito a um processo de solidificação, o que o torna cada vez mais duro conforme passamos pela infância, adolescência, juventude, virilidade e velhice. A causa desse processo é um crescente depósito de fosfato de cálcio, carbonato de cálcio, sulfato de cálcio e outras substâncias minerais encontradas nos alimentos. Essa solidificação endurece os vasos sanguíneos, os músculos e as outras partes do corpo que movimentamos. Esse processo também obstrui os capilares tornando a circulação sanguínea deficiente e, consequentemente, os órgãos que se alimentam do sangue que ali transita.

Podemos retardar esse processo escolhendo alimentos que contenham pouca matéria calcária ou terrosa, estimular a transpiração, principalmente por meio de atividades físicas. Também evitar alimentos estimulantes e alimentos de difícil assimilação pelo nosso corpo.

Enfim: nossa alimentação deve ser alterada conforme se passam os anos e conforme altere o nosso ritmo de vida. É impossível dar uma regra geral sobre nutrição, pois “o que é alimento para uma pessoa, pode ser veneno para outra”.

A assimilação é um processo natural e diferente para cada um. A reação química aos alimentos quando fora do Corpo Denso segue leis bem definidas.

Entretanto, quando dentro do Corpo Denso, são impregnadas pela vida, pelo sentimento e pelo pensamento de cada um de nós de uma maneira individual.

É por isso que as moléculas individualizadas são difíceis de serem assimiladas por nós, tais como a da carne. Isso sem se falar das calcárias contidas nela. E isso sem se falar no aspecto moral de obrigarmos as pessoas a matarem os animais para nos fornecer alimento.

Apesar de termos tabelas que nos orientem, de fazermos exercícios físicos que nos colocam em forma, de cuidarmos dos alimentos que ingerimos, é indispensável ter uma atitude interna positiva sobre a alimentação. Façamos, sempre, esta pergunta: “comemos para viver ou vivemos para comer?”.

Do ponto de vista oculto é importante que vivamos o maior tempo possível em cada Corpo Denso. Pois se leva muitos anos até que consigamos educar tal Corpo, sendo necessário passarmos pela infância, adolescência e, finalmente chegarmos à virilidade. E só a partir do ponto em que despertamos para a vida espiritual é que, realmente, vivemos! Portanto, se quisermos dirigir plenamente o nosso Corpo temos que dar uma especial atenção à alimentação.

A mais pura expressão do Corpo Denso pode ser encontrada no nosso sistema esquelético, nas cartilagens, nos tecidos, na pele e nos pelos. Esses traduzem uma das suas principais funções: o de dar estrutura e sustentação. Astrologicamente os signos estão também relacionados com o Corpo Denso. Através do Signo de Câncer, renascemos neste Mundo Físico e, através do Signo de Capricórnio, o deixamos.

Agora, de nada valeria o Corpo Denso se não tivéssemos um Corpo Vital para vitalizá-lo. É o Corpo Vital que nutre o Corpo Denso. Ele é a exata contraparte do Corpo Denso. É formado pelos quatro Éteres: Éter Químico – responsável pela assimilação dos alimentos e pela excreção dos produtos não utilizados; Éter de Vida – responsável pela propagação da espécie; Éter Luminoso ou Éter de Luz – responsável pelo calor do sangue, pela circulação da seiva e pelos sentidos; e Éter Refletor – responsável pela memória.

Apesar de ser a contraparte do Corpo Denso, o Corpo Vital é ligeiramente maior, estendendo-se cerca de 4 cm além da periferia do Corpo Denso. Cada átomo do Corpo Vital penetra em cada átomo do Corpo Denso fazendo-o vibrar numa frequência que é a nota-chave de cada pessoa, imbuindo a cada átomo a força vital. Podemos ter um certo vislumbre disso quando “adormece”, por exemplo, a nossa mão, quando a circulação do sangue diminui. A sensação de formigamento e de dor são os átomos do Corpo Vital reanimando os átomos do Corpo Denso, aumentando-lhes a vibração até a frequência da nota-chave.

O Corpo Denso nasce assim que renascemos neste Mundo Físico. Já o Corpo Vital só nasce por volta dos sete anos, e assim só o Éter Químico. Os outros Éteres entram em atividade total em cada 7 anos subsequentes. Esses são os motivos de vermos o crescimento do Corpo Denso, uma vez que vemos o Corpo Denso através dos olhos físicos. Mas, para ver o Corpo Vital devemos desenvolver a visão etérica, a visão dos Éteres. Ela é uma extensão da visão física, já que ambas servem para ver as “coisas” do Mundo Físico. Através dela pode-se ver os Corpos Vitais e os Éteres trabalhando em toda natureza.

Toda e qualquer doença se manifesta no Corpo Vital e é só depois que se manifesta no Corpo Denso. Quando temos saúde, o Corpo Vital emite um som contínuo semelhante à de um besouro. Mas, quando estamos enfermos o som decresce em amplitude, os átomos vibram desarmonicamente. A nota desse som difere de pessoa para pessoa e é determinado pelo ascendente quando nascemos.

O Corpo Vital especializa a força vital que provém do Sol. É essa força que usamos para nos mantermos conscientes neste Mundo Físico e para expelirmos os microrganismos que causam doenças.

Quando comemos em demasia utilizamos muito dessa força vital para digerir o alimento. Daí a sonolência que advém. Aqui também vemos a importância da alimentação.

O desenvolvimento do Corpo Vital é feito mediante a repetição de coisas boas; pois ele é o nosso veículo dos hábitos e para que uma coisa boa se torne um hábito é necessário repeti-la muitas vezes. A intensidade com que realizamos e tornamos a realizar as coisas boas, constrói os bons hábitos. Daí a importância do exercício noturno de Retrospecção em nos lembrar das coisas boas que fizemos durante o dia, reforçando-as e das coisas não boas, rechaçando-as.

As experiências repetidas nele podem criar o hábito. A oração é um dos meios de produzir pensamentos delicados e puros que agem sobre o Corpo Vital, purificando-o. A oração do Pai Nosso, promulgada por Cristo, é a mais completa de todas. Sua repetição nos ajuda a conquistar o domínio próprio, a harmonizar o Corpo Vital e a nos tornarmos mais fraternos.

As forças do Corpo Vital têm sua mais pura expressão no Corpo Denso através do baço, do sangue, do coração, do sistema circulatório, das glândulas endócrinas e dos órgãos sensoriais. Astrologicamente, os Astros estão relacionados com o Corpo Vital. E através dele, no nosso mapa astral e nas configurações astrológicas temos toda gama de aprendizagem e as oportunidades para fazer coisas boas, repeti-las, transformá-las em hábitos e, extraindo a quintessência deles, assimilá-los como virtudes.

De nada adiantaria possuir o Corpo Vital que nos possibilita movimentar o Corpo Denso se não tivéssemos o Corpo de Desejos que nos dá o incentivo para a ação, para movimentar o Corpo Denso. É ele que nos dá o interesse, ou o desinteresse, para desejar algo.

É por causa dele que somos capazes de sentir desejos, sentimentos, emoções e paixões. O Corpo de Desejos não tem a mesma forma que os Corpos Denso e Vital. Durante a vida aqui na Região Química do Mundo Físico (enquanto estamos renascidos aqui) tem a aparência de um ovoide que envolve completamente o Corpo Denso, atingindo de 33 a 44 cm para fora desse Corpo, na Humanidade comum.

O Corpo de Desejos só nasce por volta dos 14 anos de idade, marcando o início da puberdade – em que começa a atração pelo sexo oposto, com seus desejos desenfreados e demais características próprias dessa fase.

Assim como enxergamos o Corpo Vital com a visão etérica, assim também, para enxergarmos o Corpo de Desejos é preciso a visão espiritual do Mundo do Desejo. Então, o veremos formado de vórtices que giram, no ser humano comum, no sentido dos ponteiros do relógio, e que têm como centros determinados pontos do Corpo Denso. Também veremos que ele apresenta todas as cores e nuances que conhecemos e outras que nem imaginamos que exista. Essas cores variam de pessoa para pessoa, e dependem das emoções e desejos que em determinado momento experimentamos. No nosso tema astrológico é o Astro Regente que imprime sua própria cor no nosso Corpo de Desejos. Por exemplo, se for Marte haverá uma tonalidade básica vermelha carmim no nosso Corpo de Desejos. Mas, isso varia de acordo com o momento ou do trabalho que o Ego faz sobre seus Corpos.

Ainda não dominamos o nosso Corpo de Desejos. Por esse motivo principal ainda somos vítimas da Lei – base da religião de raça – que tem como um dos principais objetivos subjugar o desejo.

Como disse S. Paulo em sua Epístola aos Romanos Cap. 7 Vers. 14 a 19: “Não entendo absolutamente o que faço, pois não faço o que eu quero, mas faço o que aborreço (…) eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetivá-lo. Não faço o bem que queria, mas faço o mal que não quero”. O mal aqui é o desejo incontrolado que nos faz satisfazer os nossos sentidos, independentemente de serem egoístas ou não; se prejudicam os outros ou não.

Fazer o mal aqui é relativo e depende de cada um.

Antes de despertarmos para o caminho espiritual, tudo nos é permitido. Se esse despertar ocorrer, pouco a pouco a percepção de que muito do que fazemos não é bom e fruto do egoísmo necessariamente ocorrerá. Pouco a pouco, então, passaremos ao domínio de nós mesmos e do nosso Corpo de Desejos. Como diz S. Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios Cap. 6 Vers. 12: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma”.

Importa ao Aspirante à vida superior: “estar no Mundo, mas não ser do Mundo”. E, para sabermos quão dominado está o nosso Corpo de Desejos, vem a tentação. Ela é a prova se estamos aptos a subir mais um degrau ou não!

As forças do Corpo de Desejos têm sua mais pura expressão no Corpo Denso através do fígado, dos músculos, do sistema reprodutivo e do sistema metabólico. Essa expressão dele é que impele o Corpo Denso à ação.

Astrologicamente falando, as Casas astrológicas estão também relacionadas com o Corpo de Desejos. Através delas temos toda a gama de assuntos que nos despertam o Sentimento de Interesse – provocando a Força de Atração ou a Força de Repulsão – ou o Sentimento de Indiferença. Por meio das Casas astrológicas, temos o incentivo para a ação ou a deliberação para refreá-la. E é interessante ressaltar que o Sentimento de Interesse e o Sentimento de Indiferença são “as alavancas que movem o Mundo”.

Para distinguirmos se os nossos desejos estão se tornando mais superiores, mais puros (entendamos aqui, mais superiores e mais puros, como desejos que são criados a partir de material das três Regiões Superiores do Mundo do Desejo, quais sejam, Poder Anímico, Luz Anímica e Vida Anímica; como exemplos citamos o altruísmo, a fraternidade, a filantropia, etc.); dependendo da natureza de nossas ações a Mente que regulará ou equilibrará os impulsos advindos dos nossos desejos. É ela que proporciona a qualidade refreadora pelo pensamento. É através dela que temos a capacidade de expressar nossas ideias e pensamentos-formas.

Ainda não nos acostumamos a viver com um raciocínio ordenado e consecutivo. Portanto, o que nos impulsiona mais são os desejos; não o raciocínio, o dever, mas, sim, o prazer. Isso ainda se dá porque a Mente está no seu primeiro estágio de evolução, o estágio dito mineral. Seu formato ainda é uma nuvem disposta em torno da nossa cabeça física. Por ser o veículo mais recente que recebemos então a sua utilização é muito incipiente. A Filosofia Rosacruz ensina várias técnicas e Exercícios Esotéricos para ajudar-nos a melhorar a utilização desse valioso veículo. Com isso, tempo virá em que ela será mais ativa e bem mais desenvolvida, chegando ao seu estágio de Corpo, no caso, Corpo Mental.

A Mente nasce por volta dos 21 anos de idade, quando atingimos a fase conhecida como maioridade. As forças da Mente acham sua mais pura expressão, no Corpo Denso, através do cérebro, do Sistema Nervoso e dos pulmões. Essas partes “iluminam” o Corpo Denso.

Nós agimos e utilizamos esses três Corpos e um veículo para evoluirmos. Durante as horas de vigília – quando estamos “acordados” na Região Química do Mundo Físico – o Corpo de Desejos e a Mente estão destruindo o Corpo Denso, através do pensamento e do desejo, que provocam o movimento e destroem os tecidos, órgãos, sistemas e demais partes do Corpo Denso. Já o Corpo Vital – que é cópia fidedigna do Corpo Denso – trabalha para reconstruí-lo, constantemente. Aos poucos, o Corpo Vital vai perdendo a força vital de tanto corrigir os estragos. Por fim paralisa-se, vem o sono e temos que dormir. Aí, então, começa, efetivamente, o trabalho de restauro do Corpo Denso pelo Corpo Vital: saímos do nosso Corpo Denso, levando conosco os dois Éteres Superiores do Corpo Vital – o Éter Luminoso e o Éter Refletor –, o Corpo de Desejos e a Mente, deixando junto ao nosso Corpo Denso, os dois Éteres Inferiores do Corpo Vital – o Éter Químico e o Éter de Vida. Permanecemos ligados pelo Cordão Prateado.

E, assim, depois de uma noite tranquila, de sono restaurador, estamos prontos para mais um dia de vigília, nesta escola da vida. Afinal, o baluarte da evolução é aqui, renascido, na Região Química do Mundo Físico!

Que as rosas floresçam em vossa cruz

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Poder da Cura Definitiva em comparação com a Remediação

Max Heindel afirma que nada faz o ser humano se voltar a Deus e orar com fervor como o sofrimento do Corpo Denso (enfermidade, dor, aflições e angústias).

Nesse caso, podemos perceber que por pior que seja o momento ou a fase, sempre, sempre essa situação desagradável conduzirá a pessoa para o bem, pois o mal trabalha para o bem (“o mal é o bem em gestação”) e a nossa vida aqui é regida pela Lei das Alternâncias, dia bom e dia mau, dia saudável e dia enfermo, dia feliz e dia triste, dia por cima e dia por baixo.

Toda doença ou enfermidade manifestada no Corpo Denso tem seu princípio na parte espiritual; a parte espiritual é a raiz, a causa, a fonte da doença ou da enfermidade. Não basta apenas o analgésico para curar a dor de cabeça. É preciso atuar na causa-raiz que não está na cabeça ou na parte do Corpo Denso. Focar aqui é remediar, jamais curar. Sim, é importante remediar, até para dar as mínimas condições à pessoa para conseguir, pela vontade própria, buscar a cura definitiva.

Cristo curava totalmente os doentes, pois não trabalhava apenas na cura da parte física. O método utilizado pelos antigos sacerdotes também buscava a cura definitiva dos doentes, pois eles se tornavam amigos dos pacientes e os ajudavam com sugestões, conselhos a respeito da parte espiritual do corpo do paciente. A consequência era o alívio temporário da dor física, assim como o analgésico tira a dor de cabeça e, por meio da reorientação da parte espiritual, a cura era definitiva já que havia uma mudança nos hábitos – dos maus hábitos, nos vícios – buscando cultivar os bons hábitos,  praticar a virtude oposta àquele vício – e uma alteração nas ações, atitudes e nas obras executadas pelo paciente, em que, ao mesmo tempo que procurava servir amorosa e desinteressadamente aos outros em situações bem piores do que ele, também reformulava o seu próprio caráter, parando de se preocupar somente com as coisas materiais, se dedicando aos estudos e práticas espirituais Cristãs, e buscando, simultaneamente, aumentar a sua fé e alimentar seu Corpo de Desejos somente com desejos, emoções e sentimentos bons, superiores e alinhados às Leis de Deus: transmutando o hábito de buscar somente materiais das três Regiões inferiores do Mundo do Desejo, para focar em escolher somente materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo, para compor seus desejos, sentimentos e suas emoções. Todo esse processo é utilizado pela Cura Rosacruz!

Os nossos irmãos e as nossas irmãs profissionais da saúde, atualmente, trabalham na “cura momentânea”, na remediação, já que os “remédios” são elaborados somente com materiais da Região Química do Mundo Físico. E mesmo aqueles irmãos e aquelas irmãs que trabalham com outros métodos que não utilizam remédios, não conseguem levar a cura definitiva em todas as situações, em virtude de nem sempre conseguirem utilizar a Lei da Compatibilidade e da Receptividade Sistemática, além de muitas vezes não saberem trabalhar na parte vital do Corpo, que é formada de Éteres (Também tudo isso é utilizado na Cura Rosacruz). O papel desses irmãos e dessas irmãs é importantíssimo no processo de cura, pois o paciente tem que estar sem as dores (físicas e emocionais) na intensidade que garantam que ele continue tendo o controle de si mesmo e em condições físicas e psicológicas para tomar a decisão de querer buscar, por decisão sua e livre vontade, a cura definitiva.

Tenhamos sempre o entendimento de que a doença ou a enfermidade é uma manifestação da ignorância e a cura definitiva é uma demonstração do conhecimento aplicado, ou seja lição compreendida, vivida e aprendida.

Alguns exemplos das causas-raízes (lições a aprender) e as partes que podem estar afetadas ou doentes no Corpo Denso que, também, utilizamos no Processo da Cura Rosacruz:

LIÇÃO A APRENDERPARTE DO CORPO DENSO AFETADA/DOENTE
Avaliar, Analisar, Escolher o BemFígado
Compreender, Firmar, Enraizar, ServirPés
Contatar, Comunicar Ser LivrePulmões
Capacidade de Amar Impessoal, EquilíbrioCoração
Capacidade de Amar Pessoal, Aceitar AmorPâncreas
Corrigir a Si Mesmo, Não Se JustificarCostas
Disposição para Receber, AceitarBoca
Discernir, ‘Enxergar’, ObservarOlhos
Entender, Agir, Fazer AcontecerMãos
Elaborar, Construir, Estudar com AfincoIntestino Delgado
Flexibilidade, AdaptabilidadeArticulações
Força Vital (lidar com), Expressar VitalidadeSangue
Firmeza, Cumprimento de Leis e NormasOssos
Inconsciência (trabalhar com), AmbiçãoIntestino grosso
Liberdade, PoderCabelo
Movimentar, Flexibilizar, AtuarMembros e/ou músculos
Não ter Medo, Temor, Falta de Pescoço
Não ser Agressivo, Não ter RaivaVesícula biliar
Não se Preocupar, Não ter CobiçaCabeça
Não ser Teimoso, Não CristalizarColuna vertebral
Não ser Orgulhoso, Pretencioso, SuperiorColuna vertebral
Não ter Complexo de InferioridadeDiscos vertebrais
Não Querer fazer Mais do que se deveNervos vertebrais ciático
Obedecer, EscutarOuvidos
Pressão (Aprender a Suportar), DesapegoBexiga
Parceria, Associação, EliminaçãoRins
Sentir, Absorver, Digerir, Assimilar, DissolverEstômago
Sexualidade, Sagrada Força CriadoraÓrgãos genitais
Ser Submisso (naquilo que escolheu)Coluna vertebral (corcunda)

Que as rosas floresçam em vossa cruz

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

O Mundo da Cor

Mundo do Desejo é o Mundo em que buscamos material para criar e expressar os nossos desejos, sentimentos e as nossas emoções superiores e inferiores. Para sermos capazes de fazer isso precisamos de um veículo apropriado, denominado Corpo de Desejos, formado com material desse Mundo. O Mundo do Desejo é especialmente o Mundo da Cor.

O desenvolvimento das cores sempre esteve em harmonia com a evolução humana. O mais primitivo dos povos não tinha senso de cor; ele estava ciente apenas das cores preta e branca, respectivamente. Hoje é possível ao ser humano comum ver muitas cores, só que, graças ao desenvolvimento de certas faculdades espirituais. Aqueles irmãos ou irmãs que possuem capacidade de explorar reinos internos veem neles muitas cores bonitas que são, atualmente, invisíveis para os nossos olhos físicos comuns, algumas delas apresentando-se muito requintadas para a sua descrição.

Por isso, sabemos que a cor tem uma grande importância na vida do Aspirante à vida superior porque ela é necessária vista em todo este ambiente material que nos rodeia.

Poucas pessoas, no entanto, sabem que à medida que a visão humana se sensibiliza e se desenvolvem instrumentos mais refinados para a investigação, uma escala de cores de doze tons será revelada. Tanto é verdade que, o ocultista consegue distinguir até doze cores, além do vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta no espectro visível. Isto é, cinco cores a mais, além das sete cores que conseguimos ver; quatro dessas cinco cores são indescritíveis, porém, a quinta, que está no meio dessas cinco cores vista pelo ocultista, tem um tom parecido ao da flor de pessegueiro recém-aberta. Que, pela Filosofia Rosacruz, nós conhecemos como a cor predominante de um Corpo Vital normal. É a nossa cegueira espiritual que nos impede de ver a luz e as cores além do espectro visível.

Na Filosofia Rosacruz aprendemos que no Mundo do Desejo, a luz e a cor são muito cambiantes, sendo bem diferente do estado de cores que encontramos aqui, na Região Química do Mundo Físico.

Nós temos uma maior propensão a nos sentirmos bem espiritualmente e até fisicamente confortável quando estamos num local de belas cores ou diante de uma bela decoração de flores, do que quando estamos diante de um local onde reina a desordem e o caos estético. Um ambiente assim, nos incomoda.

Para o esoterista, a visão de cores significa que o olho espiritual da Clarividência se tornou consciente das cores vivas, que são um fenômeno básico do Mundo do Desejo. No Mundo do Desejo – emoções, sentimentos e desejos são visíveis em formações objetivas —, nuvens de cores exibem as qualidades da vida da alma de toda a raça humana. Aqui também são vistas as formações de cores criadas pelas emoções cósmicas de AnjosArcanjos e outros seres cósmicos, bem como pelos animais e pelos Espíritos da Natureza que trabalham nos reinos vegetal e mineral.

Todas as manifestações de cores que ocorrem nos reinos interno e externo desse Planeta Terra estão sob a supervisão e direção das três grandes Hierarquias Criadoras e Zodiacais, a saber: Sagitário, os Senhores da Mente; Capricórnio, os Arcanjos; Aquário, os Anjos.

Que as rosas floresçam em vossa cruz

PorFraternidade Rosacruz de Campinas

Saturno e Urano em Quadratura e as mudanças no nosso Campo de Evolução

Soubemos que um grande número de Aspirantes à vida superior enfrentou graves períodos de crise nesses últimos tempos. Foi algo além do normal em termos de provações, sacrifícios e dificuldades de toda ordem.

É digno de registro o número de pessoas atualmente passando por essas experiências, bem como a gravidade das situações oriundas das crises. Muitos, literalmente falando, tiveram de reestruturar suas vidas, ou o modo de encarar suas prioridades. Para investigar as causas, estudemos os Trânsitos de Saturno em Quadratura com Urano (com aproximadamente dois anos de duração) entrando em órbita efetiva em julho de 1975 e saindo em junho de 1977.

Há retrogradação de um e outro Planeta, ficando Saturno e Urano em órbitas bem cerradas. Isso criou períodos de atividade intensa. As tensões dinâmicas causadas por esses Trânsitos ganharam força necessária para precipitar situações repentinas de crise duradoura. Saturno estabelece o círculo da limitação, como que dizendo: “Não passarás desse ponto até atingires um certo nível. Até lá terás de trabalhar dentro dos limites por mim impostos”.

Porém, o valor do Aspirante à vida superior o faz merecedor da libertação desse anel limitador, para entrar na influência de Urano, o “libertador”.

Durante a Quadratura Urano-Saturno, defrontamo-nos com a pergunta: Satisfazemo-nos com as limitações impostas por Saturno e cessamos de lutar, ou estamos tentando quebrar o círculo da limitação e sofrimento para viver em melhores condições? A questão tem implicações bem profundas, que abordaremos a seguir.

Notamos que a população mundial cresce em uma velocidade nunca antes evidenciada. Isso significa que há muitos irmãos e muitas irmãs renascidas nessa Região Química do Mundo Físico e com o aumenta da expectativa de vida em muitos lugares da Terra, há mais tempo renascido aqui do que havia a alguns anos atrás.

Há pelo menos duas razões possíveis para explicar esse fato:

1º – Todos se encontram em Corpos Densos para vivenciar alguma condição ou meio ambiente especialíssimos, já que o baluarte da nossa evolução é aqui;

2º – todos querem se encontrar em Corpo Denso a fim de participar de algum acontecimento notável, cuja manifestação deve estar próxima.

As duas alternativas indicam, para um futuro próximo, uma mudança de grande repercussão. Todos querem participar, ou talvez adquirir alguma experiência antes que esse evento aconteça.
Qual seria a provável natureza da mudança vislumbrada?

Muitos Clarividentes indicaram modificações importantes na Terra que vão se acelerando. Max Heindel possuía Clarividência voluntária e era um Clarividente treinado, e o fato de ser um Iniciado lhe permitia o acesso à Região das Forças Arquetípicas. Essa Região localiza-se na primeira subdivisão do Mundo do Pensamento e as mudanças a ocorrer no Planeta são mencionadas no livro Filosofia Rosacruz em Perguntas e Respostas, Pergunta 155, Volume II, Fraternidade Rosacruz – Max Heindel: “O autor viu, durante muitos anos, grandes cavernas subterrâneas cheias de óleo e gás que correm numa mesma direção, desde o Maine, atravessando todo o continente americano em direção ao sudoeste abaixo da Califórnia do Sul e prolongando-se até o Oceano Pacífico ao sul. Sua explosão provocaria uma enorme fenda na Terra. Ao mesmo tempo, viu um Arquétipo em fase de construção, que mostra a forma que terá a Terra nessa região quando um cataclismo ou uma série de cataclismos tiver destruído a atual configuração desse continente e do oceano adjacente. Talvez seja arriscado determinar quando começará essa remodelação da Terra, mas o Arquétipo ou matriz moldada em matéria mental e representando o pensamento criador do Grande Arquiteto e de Seus construtores está tão próximo de conclusão que, ao julgar pelo progresso realizado durante os anos em que o autor observou a sua construção, parece seguro dizer que até a metade do século atual (1950). Não obstante, o autor pode estar precipitando-se ao julgar que esses abalos sísmicos terão início na metade do século. Pode ser que demorem a acontecer. Só o tempo dirá, mas é certo que os preparativos para uma grande mudança estão sendo feitos há séculos e estão agora quase completos nos Mundos invisíveis.”.

Então seria para essa mudança que o número sem precedentes de Espíritos Virginais encontra-se em Corpos Denso na Terra? Pode ser que sim. Quer nos parecer que o clímax dos eventos não se encontra muito distante. Essa situação merece ser encarada com realismo.

Tudo indica que as mudanças vindouras afetarão todo o Planeta e sua população. Quando desencadeadas, poderão tornar-se uma reação em cadeia, provocando a morte de milhões de pessoas num curtíssimo lapso de tempo. O resultado poderá ser uma onda de terror tanto nos planos internos como mundo material. E todos os Espíritos Virginais, renascidos ou não, sentirão seus efeitos.

Houve momentos mais ou menos idênticos na antiga Lemúria (o continente que habitamos aqui na Terra, na Época Lemúrica), tanto como nos dilúvios atlantes (na Época Atlante). Porém, aconteceram por etapas, num maior período de tempo. Examinemos, para maior compreensão, um texto do livro Ensinamentos de um Iniciado – Capítulo X, de Max Heindel – Fraternidade Rosacruz: “No curso normal da evolução, o aperfeiçoamento dos vários veículos é lento e gradual. A substância anímica é acumulada e as­similada pelo Espírito no intervalo entre as existências terrenas. Mas, em determinado período da trajetória evolutiva, quando estamos ingressando em nova espiral espiritual – uma fase diferente da evolução comum – em geral é necessário empregar medidas drásticas para desviar o Espírito do caminho já trilhado e orientá-lo para uma nova e desconhecida direção.”.

Antigamente, quando éramos incapazes de tomar iniciativas – até a segunda parte da Época Atlante, para a maioria da Humanidade -, as mudanças ocorriam mediante grandes cataclismos naturais planejados pelas Hierarquias Divinas encarregadas da nossa evolução. A meta era destruir um grande número de Corpos Densos, modificando o meio ambiente daqueles que vislumbravam as possibilidades do surgimento de uma nova senda evolutiva, para a qual eram encaminhados, primeiramente, os “pioneiros”.

As mudanças esperadas, assim o entendemos, sobrevirão para descristalizar e promover transformações em nossa Onda de Vida, impelindo-a rumos novos. Por acaso estamos cientes do estado de cristalização em que se encontra o mundo? Ou nós, como indivíduos? A Humanidade vive presa no emaranhado de sua própria mesquinhez. E isso ainda não é o pior: o fracasso consiste em tomarmos nossa pequenez por nossa grandeza. Certamente temos possibilidades latentes de grandeza; julgamos, todavia, já ter alcançado os cumes.

Quantos seres humanos existem, em muitos países, que não deram um passo efetivo à frente do ponto onde se encontravam há dois mil anos? Quantos ainda estão agrilhoados à sua raça, povo, nação e grupo ideológico que os separam de seus próprios irmãos e das suas próprias irmãs? Quantos há tão submergidos no materialismo a ponto de duvidar de qualquer realidade espiritual? Quantos são intolerantes para com aqueles que não apoiam os seus hábitos ou opiniões?

Quantos há que admitem encontrar-se no “caminho”, e por conhecerem algo a respeito das leis universais, afirmam ter alcançado a “consciência cósmica” ou alguma tolice semelhante? E, quantos há possuidores de meros conhecimentos livrescos, superficiais, que se intitulam “iniciados”? O fato é que quem não se deparou face a face com o Guardião do Umbral, ainda não deu sequer o primeiro passo na senda do verdadeiro desenvolvimento esotérico.

Podemos, dessa forma, aquilatar quão alarmante está a situação. Por esse motivo surgirão as mudanças na Terra. Não confundamos as mudanças em questão com o advento da Era de Aquário, com o fim da Época Ária, com o começo da Nova Galileia, ou a segunda vinda do Cristo. Constituem, isso sim, tão somente preparações necessárias para o surgimento das condições que prevalecerão nas fases anteriormente mencionadas.

Obviamente, não haverá grande progresso no estabelecimento do Reino do Cristo até que os seres humanos cessem de se agredir mutuamente, harmonizando-se como componentes de um só corpo. É por demais evidente que os seres humanos não mudarão suas condenáveis atitudes até receberem um solavanco inesquecível. É de se esperar, também, que a invasão repentina dos Mundos invisíveis pelos seres que perderam seus Corpos Densos em face dos cataclismos, bem como o estado de choque daqueles ainda vivos, resultarão em grandes rupturas no véu existente entre os dois mundos, estabelecendo-se, entre eles, uma comunicação mais tangível e permanente.

E que tem isso a ver com a Quadratura de Saturno com Urano? Evidentemente, para que seja proveitoso o tratamento de choque a ser aplicado na Terra, torna-se imprescindível a existência de homens e mulheres dotados de suficiente presença de espírito para indicar a direção certa aos outros. Deverão estar preparados e valer-se da desorientação temporária da maioria como uma oportunidade para conduzi-la a novos caminhos, ajudando-a a se afastar de seus passados cristalizantes. Haverá necessidade desses auxiliares, tanto nos planos internos como no Mundo Físico.

Uma hipótese é que as Hierarquias estejam aproveitando a Quadratura de Saturno com Urano para selecionar quais serão os auxiliares durante a transformação. Talvez estejam usando esse período para nos testar em situações de crise, verificando, assim, quem reúne condições de participar do grupo selecionado. Em verdade, se carecemos de valor para permanecermos serenos durante as crises de nossas vidas particulares, como poderemos esperar ser úteis durante uma situação incomparavelmente mais crítica? E se formos derrotados? E se a nossa atuação não corresponder? E se cedermos às pressões?

Com Urano em Libra e Saturno em Câncer, quando do início da Quadratura efetiva, houve um grande “crivo”, peneirando, preliminarmente, a todos, antes de surgirem os efeitos reais da Quadratura. Saturno em Câncer sugere uma pessoa que construiu uma habitação confortável e se recusa a abandoná-la. Está satisfeita com a sua posição na vida e lutará com unhas e dentes em sua defesa. Urano em Libra, contudo, tende a nos fornecer a ponderação e a colocação na balança sobre o que tem e o que necessita para maior progresso. Achados carentes, por Urano em Libra, há a tendência de passarmos por grande provação em nossas vidas; e se cedermos a essa tentação isso nos tirará da rotina, conduzindo-nos ao caminho do progresso.

Os Aspirantes à vida superior, provavelmente, vivenciaram em cheio os efeitos dessa Quadratura, porque lhes compete a tarefa de ajudar durante a convulsão programada. Naturalmente, as provas mais rigorosas tiveram de ser transpostas. Há, também, os que deixaram os interesses puramente materialistas para se dedicar a uma vida superior (espiritual). Alguns sensibilizaram sua percepção, podendo trabalhar em contato mais estreito com as Hierarquias a fim de receberem o preparo necessário. E há aqueles que falharam: seus interesses espirituais se arrefeceram em meio às dificuldades, causando-lhes a profunda frustração de uma vã procura. Em certas épocas é possível alguém comprometer-se parcialmente na vivência de um ideal espiritual, e auferir algum benefício disso. Quando, porém, uma crise desse porte se aproxima, é necessário definir-se bem as posições. E para tal, a melhor condição se resume em uma luta (Quadratura) entre as forças restritivas (Saturno) e as libertadoras (Urano) em Signos Fixos (Leão-Escorpião), o que confere um sentido de implacabilidade ao resultado. Talvez haja objeções a uma tal interpretação de um aspecto de transição. Porém,

(a) tomando em consideração a natureza astrológica da configuração;

(b) notando os Aspirantes à vida superior sofrendo dificuldades em suas vidas;

(c) a população mundial crescendo bastante

(d) a unanimidade de vaticínios, inclusive bíblicos, com indícios certos de que cataclismos de magnitude sem precedentes ocorrerão, essas conclusões parecem ser merecedoras, pelo menos, de um cuidadoso exame.

E por que motivo se requer um esforço particularmente importante dos Aspirantes à vida superior? Urano encontra-se Exaltado em Escorpião. Sua mensagem enuncia que, para sobrepujar positivamente as restrições impostas pela Quadratura com Saturno, exige-se uma consagração e dedicação à vida superior nunca antes requerida. O Aspirante à vida superior deverá fortalecer constantemente seu zelo, com energia sempre crescente, para atingir e vencer os pontos de crise em sua vida. Nenhuma batalha será ganha em se acomodando e lamentando as situações. Impossível colher-se alguma vitória por meio de fugas.

A Quadratura de Saturno indica muralha a ser derrubada com esforços repetidos, porém, a colocação em Signos Fixos parece nos anunciar: “Persistindo através das dificuldades, obterás uma vitória sólida”. A vitória de Saturno é uma vida espiritual estruturada em bases firmes. Quantos há que correm de um lado para outro atrás de cada quimera, portando o rótulo de “vida espiritual”, temendo, contudo, o esforço constante da realização concreta. Não percebem a autocomplacência de sua “busca constante”, que nada mais é do que uma desculpa para evitar a disciplina rígida de uma realização espiritual verdadeira.

Quando formos capazes de reunir à concentração e constância de Saturno, a energia tipo relâmpago de Urano, nossa atuação ganhará incomensurável eficiência. Também seremos capazes de deixar para trás as barreiras do preconceito social, religioso ou racial, herdados do passado.

É interessante considerar a posição atual de Plutão (Regente de Escorpião) em Libra, Signo em que se encontra agora Urano. Plutão está em Sextil com Netuno. Portanto estamos vivendo a atuação dos quatro Planetas “exteriores”. As pessoas têm a oportunidade de reorganizar (Plutão) a sua posição quanto ao conhecimento espiritual (Netuno). Ou ser mais consciente em seu comprometimento (Plutão) na busca da compreensão espiritual (Netuno). Eis porque muitos falham em sua escalada espiritual. São carentes de fé na aplicação dos princípios espirituais, que conhecem intelectualmente, em suas vidas diárias. Não confundir a fé com inocência ou ignorância simplória. A fé é uma experiência interna, pela qual se vive na certeza da realidade do Poder do Cristo. Sem essa experiência, os ideais, por excelsos que sejam, não são suficientes para promover crescimento anímico. Como é triste observar pessoas conhecedoras de tais ideais agirem como se os desconhecessem, oferecendo múltiplas desculpas por meio de racionalizações para encobrir suas pobres fraquezas humanas. Como disse Blaise Pascal, o grande filósofo: “As coisas do mundo têm que ser conhecidas para serem amadas. As coisas divinas devem ser amadas para serem conhecidas”.

(Publicado na Revista Serviço Rosacruz de agosto/1977 pela Fraternidade Rosacruz-SP)

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