Uma história oculta que nos mostra como ocorrem as relações provocadas pelo destino entre pessoas. Como as discórdias da vida realmente se resolveram na harmonia do grande contraponto da vida. Suas tristezas e angústias profundas vão sendo glorificadas, pois o amor – o amor verdadeiro, o amor superior e maior, o amor Crístico – glorifica todas as coisas.
Quer saber mais sobre o assunto? Leia aqui: Relações Provocadas pelo Destino entre Pessoas: Antagonismo e Repulsa Pertencem Apenas à Personalidade
Quer ver o restante? Clique aqui: Relações Provocadas pelo Destino entre Pessoas – Por um Estudante – Fraternidade Rosacruz
Resposta: As experiências de um Auxiliar Invisível que trabalha inconscientemente nos Mundos invisíveis, durante o tempo em que o Corpo Denso está dormindo podem ser comparadas a um sonho do qual ele não se lembra ao acordar. Entretanto, as experiências são armazenadas no Átomo-semente do Corpo Denso e farão parte do Panorama da Vida, de modo que, ao deixar o Corpo Denso no momento da morte, ele verá tudo que lhe aconteceu, acordado ou dormindo, durante o período vivido no Corpo Denso. Assim, sua lembrança do que aconteceu não será exatamente a mesma do que se ele tivesse passado por isso conscientemente, mas, ele obterá do Panorama da Vida um conhecimento e uma ideia do que foi realizado. Assim, embora ele não tenha a mesma sensação como se estivesse passando pela experiência conscientemente, logo se ajustará a acreditar e a entender que o que lhe parecia um sonho é, na verdade, uma experiência perfeitamente real e verdadeira.
(Pergunta nº 47 do Livro “Filosofia Perguntas e Repostas – Volume II” – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz)
Nos nossos estudos de Filosofia Rosacruz aprendemos que “o domínio próprio desenvolve o valor, atrai bons amigos, causa excelente impressão nos demais, abre as portas a uma posição melhor e proporciona profundas e duradouras satisfações”.
Aprendemos, também que renascemos aqui, na Região Química do Mundo Físico, somente para adquirir experiência, conquistar essa Região, se sobrepor ao “Eu inferior” e alcançar o domínio próprio. São só esses os nossos objetivos. Qualquer coisa diferente disso, é ilusão, é tentação e, com certeza, é fracasso nesse mais um renascimento aqui!
Antes de se lançar na conquista da vida você deve conquistar a si mesmo, porque o que a si mesmo não se governa, é-lhe impossível governar bem aos outros. Todo aquele que deseja dirigir os outros, aprenda antes a dirigir-se a si mesmo e a dominar seus impulsos, desejos, sentimentos, suas emoções e paixões.
Pode ser que você diga: “Sou assim mesmo, não posso evitar, não posso me dominar; o meu temperamento é mais forte do que eu”. Mas, observe bem: se o domador, na presença da fera que ruge, arrazoasse da mesma maneira, por certo que não se sairia bem. Mas não tema a sorte dele: ele não arrazoa assim, porém, armado com algo que faça algum barulho diferente daquele que a fera conhece, com esperteza e comguloseimas, consegue dominar a fera. Se o ser humano tem conseguido dominar as feras, não poderá subjugar sua própria natureza?
Sim, qualquer um pode e deve aprender a arte de modificar seu temperamento, herdado ou adquirido, e dobrar suas inclinações mórbidas a vontade soberana.
Aprendemos que um dos “resultados” da nossa estada no Purgatório e que é aplicado nessa vida é que a tendência a repetir o mal das vidas passadas subsiste, no entanto, podemos aprender a agir com retidão, conscientemente, e por vontade própria. Afinal, estas tendências nos tentam certamente, mas é aqui que temos as oportunidades de autodomínio e de inclinação para a virtude e a compaixão, o que nos ajuda a nos opor à crueldade e ao vício. Ou seja, o domínio próprio passa por indicar a ação reta e nos ajudar a resistir às ciladas e ardis da tentação, onde temos o sentimento resultante da purificação dos maus hábitos e da expiação dos maus atos das vidas passadas. E aqui está um dos testes se estamos conseguindo dominar a nós mesmos, pois se ouvimos e atendemos a voz da tentação e evitamos o mal que nos incita, a tentação cessa. Então nos libertamos dela para sempre. Se caímos na tentação, experimentamos um sofrimento mais agudo do que o anterior, porque o destino do transgressor é muito duro. E entendemos que nesse assunto, nesse ponto, ainda nos falta o domínio próprio.
Assim: “Vença-se a si mesmo”! O verdadeiro governo de si mesmo conta com duas partes: a positiva ou impulso e a negativa ou domínio, que mutuamente se completam. Impulsione sua natureza indolente a fazer com denodo o seu dever e prenda sua natureza vulcânica, evitando com energia o que não deve fazer.
Na subida faz falta uma vontade que empurre; na descida, uma vontade que segure. Há necessidade de empregar o poder do arranque e da sujeição, segundo convenha empregar o motor ou os freios. Devem-se empregar sentimentos, desejos e emoções superiores poderosos e, às vezes, exercer um forte domínio sobre esses.
Poucas são as pessoas que possuem tal domínio próprio. É penoso comprovar-se diariamente este fato, sobretudo achando-se este poder ao alcance de qualquer pessoa normal. Por que não o adquire? Se conseguir, porá a sua disposição uma força maravilhosa.
O domínio próprio “lubrifica” todo a Sistema Nervoso, desenvolve o valor, atrai bons relacionamentos humanos, causa excelente impressão nos demais, abre as portas a uma posição melhor e proporciona profundas e duradouras satisfações.
O domínio de si mesmo é a maior conquista que você pode conseguir. Somente possui a verdadeira grandeza quem possui o domínio de si mesmo. O domínio próprio fará de você um ser superior.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – maio/1968 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Às vezes, em momentos de grande esforço altruísta, quando todas as energias de pensamento são direcionadas para um propósito útil, o olho do basilisco é sentido e suas presas ocultas disparam através do silêncio. Todo o ar parece subitamente vibrar com forças malignas. Esse momento testa nossa fibra — e a força da alma.
Nosso altruísmo pode ter mantido uma nota de fraqueza. Nosso amor pela humanidade pode não ter soado claro e verdadeiro — pois mesmo o amor deve ter poder e sabedoria. Pode ter havido um elemento de fraqueza em nossa própria paciência, nossa ternura, nossa amigável calma. Se for assim, o ataque perceberá nossa debilidade ou vai notar a nossa visão aguçada e, em silêncio, ganharemos um poder adicional.
Todos os ataques maliciosos e sutis, todo ódio ciumento e toda animosidade infundada irão, na própria natureza da Lei eterna, alcançar o sofredor e inocente como bênçãos. Eles conferem mais experiência, discernimento e poder.
Nada pode nos prejudicar, se não encontrar uma nota de malícia ou maldade dentro de nós. No entanto, o mal que nos atinge volta para o coração de quem o enviou e destrói sua vida, sua paz.
Para a alma que anda na luz e no amor, todas as experiências vêm como bênçãos. A flecha enviada para prejudicar ou atrapalhar pode, por um breve período, parecer eficaz. Pode diminuir a estima de alguém por nós; pode nos custar a perda de um amigo; pode estragar um relacionamento sagrado e destruir um vínculo ideal. Mas, isso é apenas temporário e, em nossa tristeza, ganhamos uma grande vitória — porque aprendemos a ver e a conhecer.
Com a perspectiva mais ampla, no plano superior, ganhamos todas as coisas. Crescemos fortes para suportar, fortes em autodomínio e renúncia. Depois de um tempo, nossa reivindicação virá; todas as coisas serão restauradas para nós. Mas não precisaremos mais delas. O “eu pessoal” que tanto sofreu terá se expandido para encontrar o “Eu universal” e teremos aprendido o significado da vida e do amor. Somente quando aprendemos a viver com a perda de todas as coisas, somos dignos de reter todas as coisas. Então, em harmonia com a operação da boa lei, atraímos todas as coisas para nós. O amor flui para nós de todos os lados — porque amamos.
Portanto, todas as nossas experiências são boas — até mesmo as cruéis e amargas —, se mantivermos nossos rostos voltados para a luz e não permitirmos que os pensamentos maus entrem no nosso coração. Sentir-se magoado com uma injúria é um mal, porque isso brota de uma pequena raiz de amor-próprio. Fixemos claramente o pensamento nisto: só o ferimento que nós merecemos nos atinge. Talvez tenhamos adquirido uma dívida no passado, mas ela deve ser cancelada. Se a merecemos, podemos lucrar com as lições que ela ensina. Portanto, podemos formar um caráter nobre por meio de nossos próprios erros.
Poder e domínio sobre todas as forças é o que devemos adquirir, antes de sermos realmente vencedores — antes que nossas vidas sejam totalmente aperfeiçoadas. Isso é o que nossas experiências vão ganhar para nós: se tivermos apenas amor e boa vontade em nossos corações.
O mal-intencionado e o vingativo nunca conquistam coisa alguma. Eles são sempre fracos, sempre fúteis, sempre caóticos. O caráter é construído principalmente por nossos pensamentos e motivos. O ataque nascido do ódio, malícia ou rancor ciumento deve ser enfrentado não apenas com paciência silenciosa, mas com a Mente bem aberta para sua força e possibilidades. Pergunte à alma interior: “O que posso aprender com esta provação? Que fraqueza ainda há para ser vencida? Que parte do ‘eu pessoal’ ainda não foi esfolada?”.
Voltando-se, assim, para a luz interior em silenciosa humildade, com sincero propósito de aprender, crescer e evoluir, essa luz inundará a consciência e a visão ficará clara.
Na hora da vitória, o golpe do inimigo não mais será sentido. Todos os impulsos do plano sensorial e inferior murcharão e voltarão ao nada da irrealidade que são. Somente a alma e Deus — todos somos um em Deus — preencherão a visão e a vida se tornará infinitamente rica e abundante.
Não é isso uma vitória? Qualquer retaliação poderia trazer tal recompensa? Poderia o sentimento de ferimento pessoal obter tais resultados em crescimento e progresso?
A conquista de si mesmo deve ser o objetivo de cada alma. No entanto, e por quaisquer meios que isso seja realizado — inclusive injustiças e injúrias incomparáveis —, deve ser alcançada a todo e qualquer custo. Nossas experiências, assim tomadas, serão transmutadas em poder e sabedoria; nossa influência será então cada vez maior, alcançando a luz infinita.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de janeiro/1916 e traduzido pela Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)