É interessante observar que a semente de um novo ser humano está começando a nascer entre nós. Olhem as crianças! Como são diferentes se nós a comparamos com nós próprios quando éramos jovens. Elas têm uma nova mentalidade, uma nova resistência nervosa e novas qualidades espirituais. Não os levemos para trás com nossas ideias fixas e antiquadas.
As crianças deste novo dia têm olhos mais brilhantes, um aspecto mais claro, a Mente mais perspicaz; elas não são absolutamente do tipo musculoso. São mais vivas e interpretam a vida sob um ponto de vista mais espiritual. Elas aplicam a inteligência nos seus trabalhos diários. Elas têm os mesmos problemas que nós tivemos, mas elas os veem sobre um plano mais elevado. Elas têm um entendimento intuitivo maior e mais profundo sobre a vida e nós devemos estar preocupados com o nosso próprio desenvolvimento se quisermos acompanhá-los. Devemos ainda dar-lhes instrução espiritual, conselhos e ensinar-lhes a pureza do coração.
Se entendermos que cada um de nós é uma parte componente da Onda de Vida humana, nossa visão da vida mudará completamente. Trazer crianças para este mundo é uma boa maneira de fazer-nos sentir ligados à Humanidade como um todo.
Alguns nunca conceberiam crianças se dependesse meramente do instinto primitivo da multiplicação. Eles desejariam trazer uma criança para este mundo se por esse meio sentissem que estavam fazendo uma contribuição para a Onda de Vida humana, como uma coisa perfeita é mais refinada do que antes. A pessoa altamente desenvolvida tem sempre o desejo de levar adiante alguma coisa nova e sentir a responsabilidade de fazer o melhor para ajudar o aprimoramento e a perfeição da Onda de Vida humana.
Tudo o que fizermos sinceramente em serviços elevados – tanto no trabalho de um ideal como para um ser humano – se reflete sobre nós mesmos, não somente agora, como nas vidas que virão.
Se pudermos educar nossas crianças, despertando-as para o sentido da responsabilidade tanto individual como racial, estaremos inspirando-as a viver saudável, bela e inteligentemente para benefício das futuras gerações. Devemos trabalhar continuamente através dessas.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz – junho/1985 – Fraternidade Rosacruz – SP)
Três Períodos de evolução precederam o nosso atual Período Terrestre. Durante o Período de Saturno, éramos semelhantes aos minerais (na constituição de Corpo e de Consciência); no Período Solar, tínhamos uma constituição similar à das plantas (na constituição de Corpos e de Consciência); no Período Lunar, desenvolvemos veículos parecidos com o dos animais atuais (na constituição de Corpos e de Consciência). Dizemos parecidos, pois a constituição do mundo era tão diferente que uma construção idêntica teria sido impossível. Nesse Período Lunar, imagine agora um imenso globo circulando no espaço como um satélite ao redor do seu Sol. Esse é o corpo de um Grande Espírito, Javé ou Jeová. Assim como temos carne macia e ossos duros no nosso Corpo Denso, também a parte central do Corpo de Javé é mais densa que a externa, que é enevoada e semelhante a uma nuvem.
Embora Sua consciência permeie tudo, Javé aparece principalmente na nuvem e com Ele estão Seus Anjos e outras Hierarquias Criadoras. Dessa grande abóbada de nuvens pendem milhões e milhões de cordões, cada um com seu saco fetal, pairando próximo à parte central e densa; assim como o fluxo vital da mãe humana circula através do cordão umbilical até que o feto possa viver independentemente, quando o período de gestação se completa, assim também a vida divina de Javé flutuava sobre nós na nuvem e fluía por toda a família da Onda de Vida humana durante esse estágio embrionário da evolução dela — éramos tão incapazes de iniciativa como os fetos.
Desde então, o Maná (Manas, mens, Mensch ou “Homem”) caiu do céu, do seio de Deus-Pai, e agora, já na quarta Revolução no Globo D do Período Terrestre está ligado pelo Cordão Prateado ao Corpo Denso durante as horas de vigília; e mesmo durante o sono, ele forma o elo de ligação que conecta os veículos superiores aos inferiores, sendo essa conexão rompida apenas pela morte.
O Cordão Prateado não é feito de um único tipo de material, mas é bastante complexo em sua constituição. Uma extremidade está enraizada no Átomo-semente do Corpo Denso que está na posição relativa do ápice no coração e é feita de Éter. Uma segunda parte, feita de substância de desejo, cresce na posição relativa do lóbulo superior do fígado, local onde está o Átomo-semente do Corpo de Desejos e, também, o grande vórtice do Corpo de Desejos. Quando essas duas seções do Cordão Prateado se unem no Átomo-semente do Corpo Vital, localizado no Plexo Celíaco ou Solar, essa junção dos três Átomos-semente marca o momento da animação, ou vivificação, do feto.
Mas há ainda outro segmento do Cordão Prateado, feito de substância mental, que cresce a partir do Átomo-semente da Mente e está localizado na posição relativa do que do seio frontal (na testa). Essa parte se estende entre as Glândulas pituitária e a Glândula pineal, descendo e se conectando às Glândulas Tiroide e Glândula Timo, além da Glândula Baço e das duas Glândulas Suprarrenais, para finalmente se unir à segunda parte do Cordão Prateado, no Átomo-semente do Corpo de Desejos.
O caminho ao longo do qual essa parte do Cordão Prateado crescerá é indicado no Arquétipo, mas requer aproximadamente 21 anos para completar a junção. A união da primeira com a segunda divisão do Cordão Prateado marca a vivificação física, que depende da destruição completa dos glóbulos sanguíneos nucleados que carregam a vida da mãe física e da emancipação da sua interferência por meio da gaseificação do sangue, que se torna então o veículo direto do Ego. A junção da segunda com a terceira parte do Cordão Prateado sinaliza uma vivificação mental e a consequente emancipação da mãe Natureza, que então completou o processo de gestação necessário para estabelecer os alicerces e a estrutura do templo do Espírito — que, a partir desse período, pode construir como quiser, limitado apenas por suas ações passadas.
Durante o período que estamos acordados no Mundo Físico, o Cordão Prateado é tríplice e fica enrolado em espiral dentro do Corpo Denso, principalmente ao redor do Plexo Celíaco. Mas à noite, quando o Ego se retira e deixa o Corpo Denso e o Corpo Vital dormindo em um leito, para que o Corpo Vital possa recuperar o Corpo Denso, esse Cordão se projeta para fora do crânio e o Corpo de Desejos, em forma oval, flutua acima da ou próximo à forma adormecida, assemelhando-se a um balão preso por um fio. Nessa condição, no caso das crianças e das pessoas pouco desenvolvidas, o Ego permanece ali, pensando sobre os acontecimentos do dia até que impactos do Mundo Físico, como o toque de um despertador, uma chamada ou algo semelhante, façam o Cordão Prateado vibrar, atraindo a atenção do Ego para seus veículos abandonados e fazendo com que ele retorne a eles.
Nenhum desenvolvimento oculto é possível até que a terceira parte do Cordão Prateado seja desenvolvida; contudo, após esse evento, o Ego pode deixar seu Corpo Denso e vagar pelos Mundos espirituais, seja conscientemente após o devido treinamento esotérico e/ou Iniciação, ou inconscientemente e, nesse caso, com a ajuda de outros ou acidentalmente como um sonâmbulo que deixa seu leito e retorna sem saber para onde foi ou o que fez. Em qualquer um desses contextos, a maleabilidade e elasticidade da terceira parte do Cordão Prateado, que é feita de substância mental, serve como ligação com os veículos inferiores.
A qualidade da consciência do Ego, quando está afastado do seu Corpo Denso, depende da formação, ou não, de um Corpo-Alma, que é feito de Éter de Luz e Éter Refletor e é o veículo da percepção sensorial e da memória, suficientemente estável para ser carregado. Se tiver formado, o processo de Iniciação terá sido ensinado como proceder e o Ego terá consciência plena enquanto estiver fora do Corpo Denso, além de memória confiável sobre o que ocorreu durante o “voo da alma”, ao retornar. Caso contrário, tanto a consciência quanto a memória estarão ausentes ou serão falhas em algum grau.
Depois de nos familiarizarmos com a construção e a função do Cordão Prateado como ligação entre o Ego e seus veículos para a Onda de Vida humana, iremos estudar sua constituição e uso em relação ao animal e seu Espírito-Grupo. Foi ensinado no livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz que os hábitos, gostos, as preferências e aversões de cada espécie derivam do Espírito-Grupo que atua através deles.
Todos os esquilos acumulam uma reserva de nozes para o uso no inverno; todos os ursos engordam em preparação para o período de hibernação; todos os leões desejam carne, enquanto os cavalos, sem exceção, comem feno, grama, mato — mas o que é alimento para uma pessoa pode ser veneno para outra. Se conhecemos os hábitos de um animal, conhecemos os hábitos de todos os que pertencem à mesma família, mas seria inútil investigar, por exemplo, a família Edison para descobrir a origem do gênio de Thomas A. Edison.
Um tratado sobre os hábitos de um cavalo se aplicará a todos os outros, mas a biografia de um ser humano difere completamente da de qualquer outro, porque cada um age sob as diretrizes de um Ego que trabalha com seus Corpos e veículo a partir do seu interior e individual, enquanto os animais de um determinado grupo são dirigidos por uma inteligência comum, o Espírito-Grupo, a partir de fora e por meio do Cordão Prateado.
Cada animal possui seu próprio e individual Cordão Prateado, em relação às duas partes que conectam o Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos; mas a terceira parte, que está ligada ao vórtice central do Corpo de Desejos, localizada na posição relativa do fígado, pertence ao Cordão Prateado do Espírito-Grupo. Por meio desse vínculo elástico, este Espírito-Grupo governa os animais da sua espécie, independentemente de onde estejam, com igual facilidade. A distância não existe nos Mundos internos e os animais não possuem Mente própria; assim, eles obedecem sem questionar às sugestões do Espírito-Grupo.
Nisso, as crianças são uma anomalia, pois elas também têm apenas as duas partes do Cordão Prateado desenvolvidas e possuem uma Mente na qual a terceira parte está em formação. Assim, o Ego não tem comunicação direta com seus veículos e, portanto, a prole humana, que possui o maior potencial, é, ao mesmo tempo, a mais indefesa de todas as criaturas da Terra, estando sujeita principalmente à autoridade dos seus guardiões físicos.
Embora o ser humano agora seja individualizado e emancipado da interferência direta em suas ações pelo “cordão de condução” com o qual o Espírito-Grupo força (não há outra palavra que transmita melhor o sentido) o animal a obedecer à sua vontade, ele ainda não está apto a governar a si mesmo, assim como a criança sobre a qual mantemos autoridade até atingir a maioridade não está pronta para cuidar de seus próprios assuntos; assim, os Espíritos de Raça ainda continuam a governar muitas nações. Cada uma tem seu próprio Espírito de Raça, que plana sobre a porção da Terra onde reside as pessoas daquela nação em forma de nuvem, e é nele que vivem, movem-se e têm o seu ser. Eles são o seu povo peculiar e Espírito de Raça é um deus ciumento. A cada respiração, eles inalam esse Espírito de Raça e, se forem levados para longe da porção da Terra onde reside as pessoas daquela nação vão desejar sua terra natal, porque em qualquer outro local o ar é diferente e carrega a vibração de outra Hierarquia Arcangélica que tem a função de Espírito de Raça.
Com o passar do tempo, à medida que avançamos, também as nações são emancipadas da influência do Espírito de Raça, que tem vivido por meio da respiração desde que Javé-Elohim soprou o nephesh, o ar vital, nas narinas das pessoas que compõe tais nações. Esses Espíritos de Raça atuam no Corpo de Desejos e no Espírito Humano, fomentando o egoísmo e o egocentrismo. Sua mais alta realização é o patriotismo.
Mas quando aprendermos a construir a gloriosa veste nupcial, o Corpo-Alma, que é tecido através do Serviço amoroso e desinteressado (o mais anônimo possível) focado na Divina Essência oculta em cada pessoa – que é a base da fraternidade – a cada irmão e irmã, e o matrimônio místico foi consumado, quando o Cristo nascer imaculadamente dentro de nós – o Cristo interno –, então o Amor Universal nos emancipará para sempre da Lei Universal e seremos perfeitos como nosso Pai nos Céus é perfeito.
De todo poder que mantém o mundo em correntes,
O homem se liberta quando domina a si mesmo.
Johann Wolfgang von Goethe
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de agosto/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Resposta. Nenhum Ego pode construir um Corpo de substância com a qual não tenha tido experiência na evolução. Cristo nunca teve experiência em construir Corpos em qualquer uma das Regiões abaixo do nível do Mundo do Desejo; portanto, Ele não pôde construir um Corpo Vital ou Denso e precisou da assistência de um Ego com experiência na construção desses Corpos inferiores, que os prepararia para Ele, a fim de usá-los no Seu ministério de três anos.
O Adepto, por outro lado, pertence à nossa Onda de Vida e teve experiência em construir todos os veículos inferiores. Ele é, portanto, capaz de construir um novo Corpo quando chega a certo estágio de Iniciação, no caso, Iniciação Maior ou Cristã.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross – março /1926 – Traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas – SP – Brasil)
Resposta: As Escolas de Mistérios (ou Escolas de Iniciações) têm como finalidade ensinar as verdades profundas a respeito da vida e do ser. Dentre tais Escolas destacamos a Ordem Rosacruz. O Templo da Escola de Mistério da Ordem Rosacruz é etérico, ou seja, se encontra na Região Etérica do Mundo Físico. Não temos nenhuma informação definida quanto à localização das demais Escolas.
Todas as comunidades ocultas refratam-se em sete, tal como os Raios de vida, os Espíritos Virginais, etc. Cada Escola ou Ordem pertence a um desses sete Raios.
As Escolas de Mistérios de cada Religião proporcionam ensinamentos mais profundos aos membros mais avançados da Onda de Vida humana. Tais ensinamentos colocados em prática nos conduzem a uma esfera superior de espiritualidade ainda não alcançada por quem não alcançou as Iniciações.
Há sete Escolas de Mistérios Menores e cinco de Mistérios Maiores, ficando o conjunto sob a égide de um Líder Central, chamado “O Libertador”.
Os Mistérios (ou Iniciações) Menores surgiram em várias épocas e em diferentes partes do mundo; na Índia, no Egito, na Grécia, etc. Os Druidas da Irlanda e os Trotters do Noroeste da Rússia foram escolas esotéricas onde o Irmão Maior Jesus trabalhou durante a chamada “Idade das Trevas”.
A Escola de Mistérios, em si mesma, se reveste da descendente influência planetária do Fogo do Pai, a Estrela Paterna da qual se originou.
Devemos distinguir entre Escolas de Mistérios e associações tais como a Fraternidade Rosacruz, a qual é uma Escola Preparatória para ingressar na Escola de Iniciação Ordem Rosacruz.
(Publicada na Revista Rays from the Rose Cross de setembro/1918 e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
Dentro da Filosofia Rosacruz, Alma é definida como o extrato espiritualizado ou a quintessência de cada um dos nossos três Corpos de Desejos, Vital e Denso.
Estes três Corpos são projeções materiais, alguns os chamam de reflexos, outros de sombras dos nossos três poderes essenciais na qualidade de Espírito (Tríplice Espírito).
Assim podemos dizer que faz parte do Plano Divino tornar a matéria física, a matéria etérica e a matéria de desejos espiritualizada. Portanto, esses estados de matéria devem ser espiritualizados. Esse trabalho gera a Tríplice Alma, correspondentes a cada veículo, a saber: Alma Consciente resultante da espiritualização do Corpo Denso; Alma Intelectual constituindo-se no extrato espiritualizado do Corpo Vital; Alma Emocional como sendo a quinta essência do Corpo de Desejos.
Nós, como um Espírito emanado de Deus, possuímos também as três qualidades inerentes: ao Poder Divino, expresso como Espírito Divino; o Amor-Sabedoria, que se manifesta como Espírito de Vida; o Movimento ou Atividade, manifestando-se como Espírito Humano.
Essa herança Divina de Deus para com seus filhos se manifesta de acordo com o grau de nossa consciência espiritual, de onde concluímos que no atual estado evolutivo da nossa Onda de Vida, a humana, essa manifestação se opera de uma maneira ainda imperfeita. Torna-se necessário um esforço no sentido de dinamizar e ativar tais poderes para que a nossa real natureza se manifeste em toda sua plenitude. A vida é um “vir a ser” constante, nos levando a realizar esse objetivo. Os preceitos Cristãos, como são apresentados pela Fraternidade Rosacruz, constitui meios seguros para se conseguir isso. Esse alvo deve ser atingido por etapas, etapas estas que determinam estados de consciência.
Por meio das nossas inúmeras existências estamos desenvolvendo e passando por estados sucessivos de consciência, desde a mais completa inconsciência à plena consciência de vigília.
Esses estados de consciência foram desenvolvidos através de diversas etapas. Assim é que no Período de Saturno o estado de consciência predominante era o de transe profundo; no Período Solar, sono sem sonhos; no Período Lunar, sono com sonhos. Na metade Marciana do Período Terrestre houve uma recapitulação dos Períodos anteriores, sendo que na Época Atlante houve a aquisição da Mente instintiva e na presente Época Ária surgiu o estado de consciência apoiado na razão e no pensamento. Não podemos pensar em formação de Almas sem considerarmos as faculdades de raciocinar e de pensar, as quais bem desenvolvidas equivalem a um processo iluminador, ou ainda, a ter mais consciência de vigília.
A presente etapa nos habilitará a alcançar a luminosidade e transparência da Sexta Época – a Nova Galileia. A nossa consciência deverá se sincronizar com esse processo de iluminação, de aparecimento gradual da transparência, processo iniciado no Período de Saturno, devendo atingir o seu ponto alto na Sexta Época.
Dentro do aspecto que nos caracterizará Época Nova Galileia devemos ressaltar o fato de que a vigília tenderá a se prolongar, o que implicará numa redução das horas de repouso e consequente aumento de atividade. Então chegaremos ao ponto essencial no cumprimento da finalidade da existência humana: a Atividade. Dessa forma nos sincronizaremos com Deus, que é sempre ativo.
Como não podemos fugir a essa conjuntura, nos tornaremos consciente de nossa filiação Divina, nos tornando luminosos, porque “Deus é Luz”. É óbvio que para alcançar esta fase gloriosa, necessitaremos de meios apropriados; auxílio este que em última análise é representado pelo Cristianismo Esotérico. Começamos a praticá-lo de modo imperfeito, restringindo o seu alcance e limitando, a princípio, a universalidade própria dos princípios outorgados pelo Grande Arcanjo, Cristo, aos nossos próprios interesses. Gradualmente, porém, a amplidão dos conceitos Cristãos vai se alargando na nossa consciência, e isto se evidencia mais ainda no Estudante Rosacruz ativo, que de início procura tornar a sua própria vida num serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada um de nós, para com os irmãos e as irmãs no seu entorno.
Desde os primeiros Períodos sempre houve um propósito: o alargamento da consciência. Esta expansão é uma constante. Todo processo de ampliação da nossa consciência depende de um veículo de expressão. A consciência de vigília, nossa característica na Época Ária, não seria possível ou não teria nenhuma utilidade se não existisse o Corpo Denso.
E na Sexta Época como será expressa a nossa consciência? A Filosofia Rosacruz nos ensina que se expressará em uma forma mais elevada do que aquela que expressamos no Período Solar – consciência de sono com sonhos – mas, conscientemente, isto é, nossa visão será interna e externa, simultaneamente.
E como cada estado de consciência pressupõe o uso de um novo veículo, a Filosofia Rosacruz nos ensina que para a Sexta Época necessitaremos de um novo veículo, o Corpo-Alma, o Vestido Dourado de Bodas, formado pelos dois Éteres Superiores do Corpo Vital (Éter Luminoso e Refletor). Este Corpo luminoso está se formando pela ação Crística do amor, isto é, justa e somente pelo serviço amoroso e desinteressado (portanto, o mais anônimo possível), focando na divina essência oculta em cada um de nós, para com os irmãos e as irmãs no seu entorno. S. Paulo designou essa forma de serviço quando afirmou: “Não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2:20). A perfeita luminosidade vivia nele!
A fórmula número um está expressa por: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15:12), representando uma forma de vivência que elabora o Corpo-Alma. Portanto, o amor será uma atividade peculiar à Sexta Época.
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz de junho/1967 – Fraternidade Rosacruz-SP)
O estudo da Filosofia Rosacruz, além de facilitar a aquisição de um conhecimento profundo e lógico sobre a nossa origem, o nosso estado presente e futuro do nosso desenvolvimento e de todo o Universo, pressupõe também algo que consideremos de suma importância: uma reforma de caráter. Se o conhecimento não nos torna religiosos, naquela acepção ampla de nos religar à nossa essência espiritual (que é Deus), não está atingindo o seu objetivo. Não consideramos o conhecimento como um fim em si mesmo, mas, como uma fonte que nos proporciona meios valiosos de crescimento anímico.
Nossos atos provam o que realmente somos. Podemos nos tornar gradativamente um imenso repositório de Ensinamentos Rosacruzes, e podemos até expô-los publicamente de uma maneira brilhante, porém, se não procurarmos vivê-los em essência, sentindo as verdades que encerram seremos, quanto muito, intelectuais. O empenho sincero no sentido de uma transformação interna determina a utilização que fazemos dos Ensinamentos Rosacruzes. Esses só têm valor quando serve ao aperfeiçoamento do nosso caráter, despertando em nós sentimentos, desejos e emoções de amor Crístico, altruísmo, compreensão, sacrifício, disciplina, dever, enfim somente de desejos, sentimentos e emoções produzidos a partir de materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo.
Em via de regra, a maioria de nós deixamos esse plano terreno quase com o mesmo caráter com que nos adentráramos a ele! Ligeiras transformações se observam, porquanto a Lei de Consequência, por meio do látego da dor e do sofrimento, demonstra cabalmente que o “salário do pecado é a morte” (Rm 6:13). Infelizmente, as experiências dolorosas constituem o meio padrão de aperfeiçoamento moral da quase totalidade de nós, seres humanos. Este processo regenerativo é lento, pois, não decorre de uma vontade própria, consciente de renovação interna.
Poucos são aqueles dentre nós que reconhecendo os próprios erros e defeitos, dispõem-se corajosamente a transmutá-los em virtude. Estes poucos sempre se constituíram nos vanguardeiros da Onda de Vida humana. Que busquemos sempre ser um deles!
Nunca é demais repetir que a evolução é o resultado de um esforço persistente. Tal esforço dever ser consciente e incomensurável, pois a mais disputada batalha que podemos travar é contra nossa própria natureza inferior. S. Paulo reconhecia perfeitamente a natureza dessa luta contra nossos inimigos internos ao afirmar: “Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7:19).
A transformação interna demanda boa vontade e aplicação de conhecimento. Max Heindel sempre insistia em que “a única salvação é o conhecimento aplicado”. Reforma de caráter é conhecimento aplicado. É sempre é bom lembrar que caráter é destino!
Podemos e devemos modificar o nosso caráter, aprimorando-o. Lograremos êxito em tal mister, se inteligente e diligentemente procurarmos descobrir onde residem nossas falhas e como poderemos, paulatinamente, saná-las. Procuremos avaliar e determinar a extensão dos nossos defeitos para encontrarmos os meios de cultivar as virtudes diametralmente opostas.
Podemos engendrar um destino melhor, se nos propusermos a modificar nosso caráter. Os meios estão ao nosso alcance, e se não o utilizarmos é porque somos vencidos pela inércia e pelo comodismo. Renovemo-nos, “tornando-nos dia a dia melhores homens e mulheres, a fim de sermos utilizados como colaboradores conscientes na obra benfeitora dos Irmãos Maiores, a serviço da Humanidade.“.
Não resta a menor dúvida que reforma de caráter exige um esforço racional!
(Publicada na Revista Serviço Rosacruz – maio/1968 – Fraternidade Rosacruz – SP)
No princípio, Deus diferenciou dentro de Si uma hoste de Espíritos como faíscas de um fogo. Esses Espíritos não eram chama, embora dotados de consciência total – omnisciência –, não tinham autoconsciência. Eles tinham todas as possibilidades de ser, mas não eram realmente onipotentes como Deus, porque não tinham o poder dinâmico disponível para uso, a qualquer momento, de acordo com sua vontade. Para que pudessem desenvolver essas qualidades, começaram sua peregrinação pela matéria.
Aprendemos na Filosofia Rosacruz que o nome deles é Espírito Virginal e que nós, Espíritos Virginais da Onda de Vida humana estamos manifestados em um Tríplice Espírito — Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano — (como Deus, nosso criador, está manifestado também: de forma Tríplice), possuímos um veículo Mente, por meio da qual estamos aprendendo a governar um Tríplice Corpo — Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos — cujo germe ganhamos de Hierarquias Criadoras e por meio do nosso trabalho (Tríplice Espírito) sobre esse Tríplice Corpo fomos enriquecendo os Átomos-sementes de cada um desses três Corpos, com o propósito de coletar experiência. E, aos poucos, vamos transmutando esse Tríplice Corpo em uma Tríplice Alma por meio da qual iremos da impotência à onipotência.
Durante a Involução (a primeira das duas partes desse Esquema de Evolução), nós – o Ego, um Espírito Virginal da Onda de Vida humana – progredimos construindo um Tríplice Corpo e vamos conquistando o controle sobre esses Corpo por meio do elo da Mente. A Mente é o ponto básico sobre o qual a Involução se transforma em Evolução e nós, que entramos em nossos veículos (o Tríplice Corpo), começamos a desenvolver a Tríplice Alma — Alma Consciente, Alma Intelectual e Alma Emocional.
E o processo é o seguinte: toda atividade que executamos via nosso veículo Espírito Divino sobre o nosso Corpo Denso, que resulta em observação e ação retas, promove o crescimento da Alma Consciente, alimento para aumentar a consciência do veículo Espírito Divino, a fim de um dia termos um Corpo Espírito Divino.
O Corpo Denso é trabalhado pelo Espírito Divino porque ele é a oitava inferior desse Espírito Divino. A Alma Consciente cresce pela observação, ação, pelos impactos externos e experiência. Essas são as lições que nos são dadas na grande Escola de Deus, o ambiente diário que nos cerca e do qual frequentemente reclamamos amargamente; ainda assim, quando corretamente enfrentadas, na realidade elas se tornam nossas maiores bênçãos, pois são o alimento que nutre a Alma Consciente e ela aumenta a consciência do Espírito Divino porque ela é a quintessência do Corpo Denso, que é a contraparte inferior – ou oitava inferior – do Espírito Divino.
Toda atividade que executamos via nosso veículo Espírito de Vida sobre o nosso Corpo Vital, que resulta em memória da observação e ação retas e dos desejos, sentimentos e emoções superiores, promove o crescimento da Alma Intelectual, alimento para aumentar a consciência do veículo Espírito de Vida, a fim de um dia termos um Corpo Espírito de Vida.
Repare que a Alma Intelectual, como mediadora entre a Alma Consciente e a Alma Emocional, cresce pelo exercício do discernimento e da memória pela qual ela liga experiências passadas e presentes às ações feitas pelo Corpo Denso, pelos desejos, sentimentos, emoções do Corpo de Desejos, pensamentos e ideias, criando simpatia e antipatia; isso não poderia existir sem a memória, porque os sentimentos resultantes apenas da experiência seriam evanescentes.
O Corpo Vital é trabalhado pelo Espírito de Vida porque ele é a oitava inferior desse Espírito de Vida. A Alma Intelectual fornece poder adicional ao Espírito de Vida, porque ela é extraída do Corpo Vital, que é a contraparte inferior – ou oitava inferior – do Espírito de Vida.
Toda atividade que executamos via nosso veículo Espírito Humano sobre o nosso Corpo de Desejos, que resulta em desejos, sentimentos e pelas emoções superiores (ou seja: criados por nós usando somente materiais das três Regiões superiores do Mundo do Desejo) promove o crescimento da Alma Emocional, alimento para aumentar a consciência do veículo Espírito Humano, a fim de um dia termos um Corpo Espírito Humano.
Ou seja: o Corpo de Desejos é trabalhado pelo Espírito Humano, porque ele é a oitava inferior desse Espírito Humano. Repare que os desejos, sentimentos e as emoções inferiores não fazem crescer a Alma Emocional. A Alma Emocional, que é o extrato do Corpo de Desejos, é acrescentada à eficiência do Espírito Humano, que é a contraparte espiritual – ou oitava superior – do Corpo de Desejos.
A Alma é, por assim dizer, a quintessência, o poder ou força do Tríplice Corpo; quando um Corpo é completamente construído e levado à perfeição através das Épocas e Períodos, como descrito previamente, a Alma é totalmente extraída dele para ser absorvida por um dos três aspectos do Espírito.
O Espírito Divino, que tem a sua contraparte o Corpo Denso, promove o crescimento da Alma Consciente; essa Alma será absorvida pelo Espírito Divino na sétima Revolução do Período de Júpiter. O Espírito de Vida, que tem a sua contraparte o Corpo Vital, promove crescimento da Alma Intelectual; essa Alma será absorvida pelo Espírito de Vida na sexta Revolução do Período de Vênus. O Espírito Humano, que tem a sua contraparte o Corpo de Desejos, promove crescimento da Alma Emocional, que será absorvida pelo Espírito Humano na quinta Revolução do Período Vulcano.
Quanta ou quão pouca Alma um ser humano tem depende da quantidade de trabalho que ele realizou em seu Tríplice Corpo, pois a Alma é o produto espiritualizado do Corpo. É importante enfatizar demais a extrema importância desta parte do nosso trabalho, porque é a parte em que estamos realmente engajados hoje. Agora mesmo, cada um de nós está construindo, ou então negligenciando construir, esta Tríplice Alma.
E lembre-se de que os esforços necessários para que possamos promover o crescimento da Alma são os seguintes: observação, ações corretas, a memória dessas ações, desejos, sentimentos e emoções superiores, tais como: gratidão, olhares gentis, expressões de confiança, simpatia, ajuda amorosa, discernimento, esforço para ajudar os necessitados a se ajudarem, boas ações, firme contenção de tendências ao autoritarismo, o esforço para conter o apetite e as paixões animais, devoção, serviço prestado independentemente de conforto e prazer pessoal e coisas afins a essas. Nessas qualidades são encontrados todos os elementos necessários para o crescimento da Alma. Cada ato e cada pensamento são fatores determinantes na construção da Tríplice Alma
Não devemos prolongar a nossa estada no Purgatório – quando terminar mais uma vida terrestre –, pois não podemos deixar esta Região enquanto uma única propensão ao mal não for purgada. E assim nossa permanência no Purgatório depende não do desejo de Deus de nos punir pelos erros cometidos enquanto estamos vivendo aqui, mas inteiramente de cada um de nós e do tempo que usamos para nos apegar às práticas malignas que apreciávamos enquanto estávamos revestidos com nossa vestimenta de carne. Pois, sabemos que “a morte não tem poder de limpeza”. Se nos deleitávamos em fazer o mal ou em nada fazer de bom (“deixa a vida me levar”) enquanto levávamos nossa vida terrena, então temos exatamente os mesmos gostos e inclinações após a morte, pois sempre somos nós e não o nosso Corpo Denso quem sentia prazer em fazer o mal ou em se deleitar em nada fazer de bom. O Corpo Denso por si só não tem vontade para o certo nem para o errado; ele é simplesmente um veículo através do qual funcionamos na Região Química do Mundo Físico, e quando nos retiramos, ele rapidamente perde toda sua forma e retorna aos seus elementos originais na Natureza.
Há uma classe de pessoas que se esforçam para se esquivar, por assim dizer, da Lei de Causa e Efeito, tomando uma espécie de rota intermediária entre o bem e o mal. Essas pessoas não são malfeitoras, em sentido geral. Nem estão preocupadas com o trabalho de construir a Tríplice Alma. Elas são honestas, corretas e não são injustas com os outros; mas estão profundamente imersas nos negócios delas aqui e não pensam sobre a vida espiritual e, logicamente, nem sobre o que realmente estamos fazendo aqui e nem para onde vamos depois daqui. Este mundo é suficientemente bom para elas. Elas sentem que se deva ser decente para não desejar prejudicar outros e o principal negócio da sua vida é prover abundantemente para si e para a família; quiçá para alguns no seu entorno que, logicamente, interessa a ela. São os que tem estada garantida na Região Limítrofe. O Purgatório ocupa as três Regiões inferiores do Mundo do Desejo. O Primeiro Céu está nas três Regiões superiores. A Região central – Região Limítrofe – é uma espécie de terra de fronteira — não é o Purgatório nem o Céu; aqui encontramos essas pessoas após a morte. Para elas o Mundo do Desejo é um estado de monotonia indescritível.
Não há “negócios” naquele lugar nem algo que seja parecido; então essas pessoas têm muita dificuldade para pensar em coisas mais elevadas do que resultados financeiros, contas no banco ou ganhos monetários. Aqueles que pensaram no problema da vida e chegaram à conclusão de que “a morte acaba com tudo”, que negaram a existência de coisas fora do mundo material-sensorial, esses também sentem essa terrível monotonia. Eles esperavam que a morte implicasse a aniquilação da consciência e do Corpo; mas em vez disso eles se percebem com uma percepção aumentada de pessoas e objetos ao seu redor. Estavam acostumados a negar a realidade espiritual tão veementemente na Terra que, muitas vezes, imaginam que o Mundo do Desejo é uma alucinação e podem ser ouvidos frequentemente exclamando no mais profundo desespero: “Quando isso vai acabar? Quando vai acabar?”.
Essas pessoas estão realmente em um estado lamentável. Geralmente, estão além do alcance de qualquer ajuda e sofrem muito mais do que qualquer outra pessoa. Além disso, elas têm pouca coisa a fazer nos Mundo celestes, onde a construção de Corpos para uso futuro é ensinada; logo, projetam todos os seus pensamentos cristalizantes no Corpo que será construído para sua vida futura; um Corpo assim moldado tem as tendências de endurecimento que vemos, por exemplo, em doenças consultivas, como por exemplo a tuberculose, pneumonia e afins. Às vezes, o sofrimento de tais Corpos decrépitos eleva os pensamentos das entidades que os animam para Deus e sua evolução pode prosseguir; mas na Mente materialista reside o maior perigo de perder o contato entre o Ego (o que realmente ele é) e os Corpos e se tornar um pária nessa vida.
(Publicado na Revista Rays from the Rose Cross de maio de 1916, e traduzido pelos irmãos e pelas irmãs da Fraternidade Rosacruz em Campinas-SP-Brasil)
O Natal é a época Santa do ano, ocasião em que o Raio Crístico retorna esplendoroso ao nosso Planeta. Sem a aura rejuvenescedora, curadora e fortalecedora do Cristo, penetrando anualmente em nosso globo terrestre, grande parte da Onda de Vida humana estaria inexoravelmente perdida. Esse grande presente Natalino que recebemos é a mais profunda manifestação do amor nascido eternamente de Deus-Pai.
Max Heindel, o grande místico ocultista, descreve de forma divinamente inspirada (no livro Coletâneas de um Místico – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz) a natureza do Amor Cósmico, com estas palavras: “o Espírito do Amor nasce eternamente do Pai, dia após dia, hora após hora, para o universo solar para nos redimir do mundo da matéria que nos envolve em suas garras mortais”. Este tema é particularmente oportuno para meditarmos durante esta época.
Por outro lado, causa-nos compaixão a ideia de que a maioria das pessoas faz do Natal, tornando-o um evento mais social e comercial do que místico. É verdade que o relacionamento entre nós se torna mais ameno e que há uma tendência geral à confraternização. Falta, porém, uma vivência mais mística: as pessoas acabam por se preocupar mais com presentes, ceias e coisas do gênero.
Falta um aprofundamento no significado desta festividade religiosa que se revestiu de um caráter mundano. Falta, enfim, o verdadeiro espírito do Natal!
Nós, Estudantes Rosacruzes, ou Estudantes dos Ensinamentos da Sabedoria Ocidental, não podemos transigir com nossos princípios e valores. Devemos vivenciar os conhecimentos que recebemos. Se as circunstâncias nos obrigam ao cumprimento dos nossos deveres sociais, participando da ceia natalina em companhia dos nossos familiares, façamo-lo digna e moralmente, mostrando os nossos valores Cristãos. Abstenhamo-nos de carne animal (mamíferos, aves, peixes, crustáceos, anfíbios, frutos do mar e afins), de bebidas alcoólicas, do uso de quaisquer materiais advindos de partes dos corpos de quaisquer tipos de animais e quaisquer outros excessos. Guardemo-nos contra a pusilanimidade de violentar nossos princípios, apenas para não desagradar alguém (lembremos do ensinamento do Cristo: “sim, sim…não, não”). Sejamos firmes e coerentes em nossas convicções e estaremos contribuindo, com esse exemplo, para o estabelecimento do Reino de Deus aqui na Terra.
Não nos esqueçamos de oficiar o lindo e profundo Ritual do Serviço de Véspera de Natal – Noite Santa que nos ajudará e muito em nos manter firmes e a criar um ambiente mais voltado para a significância real do Natal.
Se a tradição nos aconselha a dar presentes materiais, façamo-lo consoante nossas posses e com dignidade. Nada de presentes luxuosos ou fúteis. Porque não dar algo edificante? Dar presentes úteis e que reconhecidamente podem preencher uma necessidade justa de um amigo, de uma amiga ou de um parente é uma postura sensata.
Porém, o Natal verdadeiro se constitui de presentes espirituais. São aquelas dádivas que revelam a presença do Cristo em nossas vidas. E a maior dessas dádivas é o amor!
O amor deve fluir espontaneamente do nosso coração ao coração das pessoas. Deus é Amor! Somos parte de Deus e o amor que d’Ele se irradia em ilimitada medida também existe dentro de nós, aguardando apenas oportunidade de liberar. Que este Natal nos seja mais intenso em amorosidade.
(Publicado na Revista ‘Serviço Rosacruz’ – novembro/dezembro/1988 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: Nos renascimentos, todos pelos quais nós já passamos, na Terra, muitas vezes violamos as Leis do Universo, que são as Leis de Deus. Na maior parte das vezes tais transgressões foram praticadas por ignorância, voluntariamente ou pelo desejo de autogratificação de qualquer natureza. Todas as violações das Leis Cósmicas ou Leis de Deus devem ser liquidadas ou transmutadas por pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e/ou ações que obedeçam às Leis de Deus, bem como a consequente transformação do caráter, a fim de que se torne impossível à continuação de tais atos (afinal, caráter é destino!).
A liquidação dos pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e/ou ações ditos como “maus” – porque violam as Leis de Deus – constitui o “débito do destino”, imposto como consequência por cada um de nós, a nós mesmos, segundo as causas geradas em vidas anteriores. Se as causas são “boas” – estão de acordo com as Leis de Deus –, as consequências também serão, e se as causas não são “boas” – não estão de acordo com as Leis de Deus –, as consequências também não serão. Isso é que na Fraternidade Rosacruz são chamados de efeitos de causas postas em atividades no passado. Esses efeitos podem ser “bons” (qualidades) ou “maus” (dívidas ou débitos do destino), se bem que no fundo é sempre “bom”, mesmo quando doloroso. Dizemos que pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e/ou ações “bons” produzem bom destino e, ao contrário, pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e/ou ações “maus” produzem mal destino. Porém, o propósito das Leis de Deus, por suas relações, é nos incentivar a virtude ou “endireitar-nos as veredas nos casos de desvios”. Dessa forma o conjunto de uma vida é um misto de ambos, porque estamos aprendendo, pelas aquiescências ou negativas de Deus-Pai celestial, a conhecer-lhe os altos desígnios para a Onda de Vida humana, para extrair da Escola da Vida nesse Planeta Terra as lições programadas. Ora, o conhecimento dessas coisas leva o Aspirante à vida superior a compreender e aceitar, sem revolta, a responsabilidade de seu destino e empreender esforços no sentido de assimilar a mensagem de cada experiência e avançar mais rapidamente para frente e para cima.
Quantos e quantos renascimentos anteriores nos manifestamos aqui como enormes egoístas, cruéis, sem escrúpulos e, por isso, cometemos toda sorte de atrocidades. Veja-se a história antiga. Fomos nós quem as escrevemos. Comparemo-la com os tempos atuais. Por exemplo: a história dos Persas, dos Gregos e Romanos antigos, bem como das tribos Teutônicas, é uma narrativa de crimes, derramamento de sangue, infelicidades e assassínios. Antes da vinda de Cristo à Terra, para se tornar o Espírito Interno do nosso Planeta – Espírito Planetário – e mesmo até algumas centenas de anos depois, o egoísmo e o regime de crimes foi coisa comum. Todos esses pensamentos, desejos, emoções, sentimentos, palavras, atos, obras e/ou ações correspondentes produziram volumoso e doloroso destino, que não nos é possível pagar rapidamente porque não suportaríamos; ele vai sendo resgatado em parcelas, segundo a misericórdia e orientação dos Anjos do Destino, que “dão o fardo conforme as forças” e a fim de que aprendamos melhor, já que sua finalidade não é castigar, senão nos levar a resgatar as dívidas – a aprender as lições como um ser divino em formação que somos – sempre com o propósito do nosso avanço nessa Escola da Vida.
Meditemos nisso muito bem. Os quatro Evangelhos nos figuram como administradores das coisas de Deus. Realmente o somos. Não somos esse Corpo Denso somente. Ele é composto de sólidos, líquidos e gases, emprestados ao Reino mineral. Não somos esse Corpo Vital, embora utilizemos os Éteres em nossa oficina. Não somos esse Corpo de Desejos e muito menos essa Mente; eles são formas de expressão que vão sendo modificadas para melhor, matérias mais sutis, experimentais, do Pensador, do Ego, do Eu superior e verdadeiro, da Individualidade.
E pensando nos erros que, posteriormente àquelas épocas, cometemos também, será conveniente pormos mais atenção à nossa contabilidade individual, deixando de incorrer em novos débitos e trabalhando bastante na realização do bem, a fim de chegarmos a desfrutar melhor situação interior e exterior. Isso depende do reto uso que fizermos do que temos ao nosso dispor: tempo, dinheiro, energia, talentos, dedicação, disciplina, persistência, espiritualidade.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz janeiro/1968 – Fraternidade Rosacruz-SP)
Resposta: Comecemos com o Diagrama “Os Sete Dias da Criação” abaixo do Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz. Nesse Diagrama temos o Esquema de Evolução evidenciando as suas duas grandes partes: Involução e Evolução. Não é, contudo, um Diagrama muito complexo, e todo Estudante Rosacruz que deseja dominar o mistério da existência deve decorar esse Diagrama.

Diagrama “Os Sete Dias da Criação”
Lendo no lado esquerdo desse Diagrama, podemos ver que durante uma fase de Involução inconsciente, nós, que somos um Espírito Virginal da Onda de Vida humana, desenvolvemos um Tríplice Corpo e nele entramos. Esse Tríplice Corpo é constituído pelo Corpo Denso, Corpo Vital e Corpo de Desejos. No Período Terrestre foi nos fornecido o foco que é a função do veículo Mente e que se tornou o fulcro sobre o qual a Involução se transformou em Evolução. Começa, então, um estágio triplo de evolução consciente durante o qual há o crescimento de uma Tríplice Alma, que tem a função de nos ajudar na espiritualização dos três Corpos em Alma, alimento indispensável para o desenvolvimento do nosso Tríplice Espírito, composto dos nossos três veículos espirituais.
Verificamos que durante o restante do Período Terrestre extrairemos do Corpo Denso a Alma Consciente; no Período de Júpiter a Alma Intelectual será extraída do Corpo Vital; no Período de Vênus extrairemos a Alma Emocional do Corpo de Desejos e no Período de Vulcano nos tornaremos inteligências criadoras ao amalgamarmos a Alma Tríplice com a Mente.
A fim de melhor esclarecer o assunto vamos ao texto intitulado: Alquimia e Crescimento da Alma, no Livro Conceito Rosacruz do Cosmos – Max Heindel – Fraternidade Rosacruz. Lemos o seguinte: “O Corpo Denso foi nos dado como germe e começou a se desenvolver no Período de Saturno, passando através de várias transformações no Período Solar e Período Lunar e alcançará seu maior grau de desenvolvimento aqui mesmo, no Período Terrestre”.
“O Corpo Vital foi nos dado como germe e começou a se desenvolver na segunda Revolução do Período Solar, foi reconstruído nos Períodos Lunar e Período Terrestre e alcançará a perfeição no Período de Júpiter quando atingirá o seu quarto grau de desenvolvimento, assim como o Período Terrestre é o quarto grau de desenvolvimento para o Corpo Denso”.
“O Corpo de Desejos foi nos dado como germe e começou a se desenvolver na terceira Revolução do Período Lunar; foi reconstruído no Período Terrestre, será novamente modificado no Período de Júpiter e alcançará a perfeição no Período de Vênus”.
“A Mente foi nos dada como germe e começou a se desenvolver Período Terrestre; será modificada nos Períodos de Júpiter e Vênus e alcançará a perfeição no Período de Vulcano”.
“Examinando-se o Diagrama 8 abaixo vemos que o globo inferior do Período de Júpiter está situado na Região Etérica. Seria, portanto, impossível empregar um veículo físico ali, pois unicamente o Corpo Vital pode ser usado na Região Etérica. Porém, não se deve supor que depois de haver transcorrido tanto tempo desde que começou o Período de Saturno até o final do Período Terrestre, empregado em completar e aperfeiçoar o Corpo Denso, seja ele abandonado completamente para que o ser humano possa funcionar em um veículo mais elevado”.

Diagrama 8 – Os 7 Mundos, os 7 Globos e os 7 Períodos
“A Natureza não desperdiça nada. No Período de Júpiter as forças do Corpo Denso serão adicionadas as do Corpo Vital completado. Este veículo possuirá, então, os poderes do Corpo Denso além das suas próprias faculdades, e será, portanto, um instrumento muito mais útil para expressão do Tríplice Espírito do que se fosse constituído por suas próprias forças unicamente”.
“Semelhantemente, o Globo D do Período de Vênus está situado no Mundo do Desejo (veja o diagrama 8), e lá não poderão ser empregados nem o Corpo Vital nem o Denso como instrumento de consciência, e em consequência, as essências dos Corpos Vital e Denso aperfeiçoados serão incorporadas então ao completo Corpo de Desejos, convertendo-se, assim, este último num veículo de qualidades transcendentais, maravilhosamente adaptado e sensibilíssimo ao menor impulso do espírito interno, tão superior as nossas presentes limitações que escapa a nossa mais arrojada concepção”.
“Ainda assim, a eficiência desse esplêndido veículo será transcendida, quando no Período de Vulcano sua essência, junto com as dos veículos Vital e Denso agregarem ao Corpo Mental que se converterá na mais elevada expressão dos veículos humanos, contendo em si mesmo a quintessência do melhor que neles havia. Se o veículo do Período de Vênus está tão além da nossa compreensão atual, quanto mais não estará o veículo posto ao serviço dos divinos seres do Período de Vulcano!”.
“Durante a lnvolução as Hierarquias Criadoras ajudaram o ser humano a despertar à atividade o Tríplice Espírito, o Ego, para construir o Tríplice Corpo e adquirir a ligação da Mente. Agora, não obstante, para empregar-se a linguagem da Bíblia, no sétimo dia Deus descansa. O ser humano deve trabalhar por sua própria salvação. O Tríplice Espírito deve completar a obra do plano iniciado pelos Deuses”.
“O Espírito Humano, que foi despertado durante a lnvolução no Período Lunar, será o mais proeminente dos três aspectos do Espírito na evolução do Período de Júpiter, que é o Período correspondente ao arco ascendente da espiral. O Espírito de Vida, cuja atividade começou no Período Solar, manifestará sua principal atividade no correspondente Período de Vênus e as influências particulares do Espírito Divino serão mais fortes no Período de Vulcano, posto que esse foi vivificado no correspondente Período de Saturno”.
“Estes três aspectos do Espírito estão em atividade enquanto dura a evolução, porém a atividade principal de cada aspecto se desenvolverá nesses Períodos particulares, porque a obra a executar-se ali é seu trabalho especial”.
“Quando o Tríplice Espírito tenha desenvolvido o Tríplice Corpo e obtido o domínio dele por meio do foco mental, começa a desenvolver a Tríplice Alma, trabalhando de dentro. A maior ou menor Alma que o ser humano tenha depende da quantidade de trabalho feito pelo Espírito em seus Corpos”. E como ocorre essa atividade do trabalho feito por nós em nossos Corpos?
Para compreender isso vamos estudar o Diagrama 5 – O Tríplice Espírito, o Tríplice Corpo e a Tríplice Alma, abaixo, a relação entre Corpo, Alma e Espírito.

Diagrama 5 – O Tríplice Espírito, o Tríplice Corpo e a Tríplice Alma
“A parte do Corpo de Desejos trabalhada pelo Ego fica transmutada em Alma Emocional e, por fim, é assimilada pelo Espírito Humano, cujo veículo especial é o Corpo de Desejos”.
“A parte do Corpo Vital trabalhada pelo Espírito de Vida se converte em Alma Intelectual que edifica o Espírito de Vida, porque esse aspecto do Tríplice Espírito tem sua contraparte no Corpo Vital”.
“A parte do Corpo Denso que tenha sido trabalhada pelo Espírito Divino se chama Alma Consciente e, por fim, se submerge no Espírito Divino, porque o Corpo Denso é a sua emanação material “.
” A Alma Consciente cresce pela ação, pelos impactos externos e pela experiência.
A Alma Emocional cresce pelos sentimentos e emoções gerados pelas ações e pela experiência.
A Alma Intelectual é um mediador entre as outras duas e cresce pelo exercício da memória, que liga as experiências passadas às experiências presentes e os sentimentos por elas engendrados. Origina a simpatia e a antipatia, que não têm existência independente da memória. Sentimentos que resultassem somente das experiências seriam evanescentes.”.
“Durante a Involução o espírito progrediu através da formação e aperfeiçoamento dos Corpos, mas a Evolução depende do crescimento da Alma, isto é, da transformação dos Corpos em Alma. A Alma é, por assim dizer, a quintessência, o poder ou força dos Corpos. Quando um Corpo foi completamente construído e alcançou a perfeição através dos diversos estados e Períodos, na forma já descrita, a Alma é extraída dele e absorvida pelo aspecto do Espírito que gerou o Corpo.”.
Com isso: “A Alma Consciente será absorvida pelo Espírito Divino na sétima revolução do Período de Júpiter. A Alma Intelectual será absorvida pelo Espírito de Vida na sexta revolução do Período de Vênus. E a Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta revolução do Período de Vulcano”.
E isso é tudo no que concerne a evolução da Alma. Voltemo-nos agora para a Mente e vejamos os vários estágios que a conduzem à perfeição.
Lemos no Livro O Conceito Rosacruz do Cosmos, no capítulo A Palavra Criadora: “Atualmente, a Mente não está enfocada de maneira a dar uma imagem certa e clara daquilo que o Espírito imagina. Está mesmo desfocada, o que produz quadros confusos e imprecisos. Daí a necessidade da experimentação, que demonstra os defeitos da primeira concepção e produz novas imaginações e ideias, até que a imagem produzida pelo Espírito em substância mental seja reproduzida em substância física”.
“Atualmente só podemos formar imagens mentais que tenham relação com a Forma, porque a Mente humana começou seu desenvolvimento nesse Período Terrestre, e está no estado ou forma “mineral”. Por esse motivo, nossos labores estão limitados às formas, aos minerais. Podemos imaginar maneiras ou meios de trabalhar com as formas minerais dos três Reinos inferiores, mas nada, ou muito pouco, podemos fazer com os Corpos viventes. Somos capazes de enxertar um ramo numa árvore, ou uma parte viva de um animal ou ser humano em outras partes vivas, mas isto não é trabalhar com a vida; é com a forma. Modificaremos as condições da forma, mas a vida que a habita permanece. Criar vida está além do poder do ser humano. Esta impossibilidade será mantida até que a Mente se torne uma coisa viva”.
“No Período de Júpiter, a Mente será até certo ponto vivificada. O ser humano poderá imaginar formas que viverão e crescerão como as plantas. No Período de Vênus, quando a Mente tenha adquirido ‘Sentimento’, poderá criar coisas com vida, sensíveis e com capacidade de crescer. Quando alcance a perfeição, ao final do Período de Vulcano, poderá imaginar a criação de seres que viverão, crescerão, sentirão e pensarão”.
“A evolução da Onda de Vida que atualmente forma a Humanidade começou no Período de Saturno. Os Senhores da Mente eram, então, ‘humanos’. Trabalharam sobre o ser humano que, nesse Período, era ‘mineral’. Agora, nada tem a fazer com os Reinos inferiores, estão relacionados somente com o desenvolvimento humano”.
“A existência mineral dos animais atuais começou no Período Solar. Nesse tempo, os Arcanjos eram humanos. Agora, os Arcanjos são os dirigentes e guias da evolução animal. Não têm nada a fazer com os minerais nem com as plantas”.
“A existência dos atuais vegetais começou no Período Lunar. Os Anjos eram humanos, pelo que no presente, estão relacionados especialmente com a vida que ocupa o Reino Vegetal. Guiam-na para atingir o estado humano, mas não têm jurisdição alguma sobre os minerais”.
“A Humanidade atual terá a seu cargo a evolução da Onda de Vida que começou no Período Terrestre e que, agora, anima os minerais. Atualmente estamos trabalhando com eles por meio da imaginação, lhes dando formas, fazendo com eles barcos, pontes, trilhos, máquinas, casas, etc.”.
“No Período de Júpiter guiaremos a evolução do Reino Vegetal. O que atualmente é mineral terá, então, uma existência análoga à das plantas. Deveremos trabalhar neles assim como, no presente, os Anjos estão fazendo com as plantas. Nossa faculdade imaginativa estará tão desenvolvida que, por seu intermédio, teremos a capacidade não só de criar formas como também de lhes insuflar vitalidade”.
“A atual Onda de Vida mineral alcançará, no Período de Vênus, um novo grau. Dirigiremos os animais desse Período, como fazem atualmente os Arcanjos com os presentes animais, lhes dando vitalidade e formas sensíveis; por último, no Período de Vulcano, será nosso privilégio lhes dar uma Mente germinal, como os Senhores da Mente fizeram conosco. Os minerais de hoje serão a Humanidade do Período de Vulcano, e o ser humano terá passado através de estados análogos aos percorridos pelos Anjos e Arcanjos. Será alcançado um ponto evolutivo um pouco superior ao dos atuais Senhores da Mente. Recorde-se, que em nenhuma parte se repete uma condição igual. Na espiral evolutiva há sempre aperfeiçoamento progressivo”.
” O Espírito Divino absorverá o Espírito Humano ao finalizar o Período de Júpiter e o Espírito de Vida, ao finalizar o Período de Vênus. A Mente aperfeiçoada, encerrando tudo quanto foi adquirido nos sete Períodos, será absorvida pelo Espírito Divino ao finalizar o Período de Vulcano. (Não há contradição alguma nesta afirmação, com referência à afirmação feita em outro lugar, de que a Alma Emocional será absorvida pelo Espírito Humano na quinta Revolução do Período de Vulcano, porque esse último estará, então, dentro do Espírito Divino)”.
Das linhas precedentes, conclui-se claramente que há uma evolução distinta da Alma e uma outra igualmente distinta da Mente. Elas não são, contudo, inteiramente independentes uma da outra, mas operam em uníssono como, por exemplo, o coração e os pulmões trabalham juntos para manter o ritmo do Corpo. Não será, pois, nem o Corpo Mental nem o Corpo-Alma que usaremos em estágios posteriores de desenvolvimento, mas um veículo composto contendo, de maneira crescente, a essência de todos os nossos Corpos, que será, então, um vestuário composto para o Espírito, tão maravilhoso e glorioso que fica além da nossa mais arrojada concepção atual.
(Publicado na Revista Serviço Rosacruz agosto/1966 – Fraternidade Rosacruz-SP)